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Crítica literária Crítica literária Presentation Transcript

  • Crítica literária: origens Profa. Maria Eneida Matos da Rosa
  • Termo e conceito de crítica literária
    • A palavra “crítica” é tão largamente usada em tantos contextos – desde o mais familiar até o mais abstrato, desde a crítica de uma palavra ou de uma ação até a crítica política, social, histórica, musical, artística, filosófica, bíblica – que devemos limitar-nos à crítica literária (WELLECK, 1073: 29);
  • Segundo Massaud Moisés,
    • “ Sendo posterior às obras criadas a crítica surgiu tempos depois que se elaboraram, na Grécia, os primeiros poemas e peças de teatro. Inicialmente, o termo se vinculava à Lógica, mas já no século IV a.C a crítica estética era pratica entre os gregos, mas sem a menção do nome, porquanto a palavra “crítico” apenas se usava na acepção de “censor literário”, vizinha de “gramático” (p. 113).
    • Em grego, krités, significa “juiz”, krinein , “julgar”. O termo kritikós , como “juiz de literatura”, já aparece em fins do século quarto antes de Cristo (WELLECK, 1973: 30).
    • Galeno no segundo século depois de Cristo, escreveu um tratado, hoje perdido, a respeito da questão de poder alguém ser kritikós e, ao mesmo tempo, gramatikós.
    • Retóricos como Quintiliano e filósofos como Aristóteles cultivavam o que em vernáculo seria hoje chamado de crítica literária.
  • Na Idade Média e no Renascimento
    • A palavra aparece muitas vezes ligada como termo de Medicina, no sentido de “crise” e doença “crítica”;
    • Já no Renascimento, a palavra foi novamente usada no seu antigo significado;
  • Renascimento
    • Julius Cesar Scaliger (1484-1558) parece ser a principal fonte da nova concepção de crítica naquela época. Na sua obra póstuma Poética (1561), todo o sexto livro, intitulado “Crítico”, é dedicado a uma vista geral de poetas gregos e romanos, comparando-os, aferindo-lhes valor, classificando-os”(WELLECK, 1973: 31).
    • Importante chamar atenção para o fato de que a penetração do termo neolatino nas línguas vernáculas foi bem mais lenta do que se supõe;
    • Welleck (1973) assevera que a expansão do termo, com o sentido tanto de sistema total da teoria literária como do que chamaríamos crítica prática, só ocorreu no século XVII;
    • Livros modernos que têm como título “Crítica literária na Renascença” estão intitulados erroneamente uma vez que o século XVI discutiu essas questões sob o nome de poética e retórica.
    • “ O termo “kritik”, “kritisch” surgiu na Alemanha vindo da França nos começos do século XVIII. Destacam-se nomes como August W. Schlegel e Adam Müller;
    • Mas na Alemanha algo aconteceu que baniu o termo e o conceito e restringiu tanto seu sentido a ponto de ele vir a significar apenas a resenha cotidiana, a opinião literária arbitrária (WELLECK, 1973: 36).
    • Nos países de língua inglesa, o predomínio da palavra “crítica” foi reconfirmado por livros como Principles et Literary Criticism (1924) de I.A.Richards, pela voga da expressão “A Nova Crítica”;
    • A crítica tornou-se algo como uma visão total do mundo ou mesmo um sistema de filosofia.
    • Welleck fala acerca da confusão estabelecida em relação ao uso do termo “crítica” ao longo do tempo, bem como a diferença metodológica estabelecida em vários países. Mas, para ele, “crítica literária”, trata-se do estudo de obras concretas de literatura com ênfase na avaliação das mesmas.
    • Ele acredita ainda que se deve conservar a distinção entre teoria, relativa aos princípios, categorias, modelos, etc,, e crítica, como discussão de obras concretas de literatura.
  • Referências bibliográficas
    • MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literários . São Paulo: Cultrix, 1984.
    • WELLECK, René. Conceitos de crítica. São Paulo: Cultrix, 1973.