C:\Fakepath\Gil Vicente Humanismo

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  • 1. Gil Vicente - Humanismo Profa. Maria Eneida Matos da Rosa
  • 2. Gil Vicente e sua época
    • Costuma-se enquadrar Gil Vicente na segunda época da literatura medieval portuguesa, uma época de transição da Idade média para o Renascimento, denominada de Humanismo.
  • 3. HUMANISMO
    • Teve o seu início na Itália, entre o fim do século XIII e o início do século XIV.
    • Os humanistas acreditavam que a natureza agia como testemunho da grandeza e da bondade de Deus, como elemento digno de ser valorizado e estudado racionalmente.
    • Aprenderam também a reconhecer no homem qualidades superiores: a razão, a iniciativa, a capacidade de transformar a história e a natureza, o seu poder de influência na construção de seu próprio destino.
  • 4. HUMANISMO
    • Esta visão de mundo otimista, assimilada de grandes clássicos da Antiguidade, foi o germe do antropocentrismo, que viria a caracterizar o Renascimento
  • 5.
    • Acreditavam também na busca de retorno ao cristianismo original, daí advém a crítica ao comportamento da Igreja Romana. Os humanistas repugnavam o autoritarismo e os desvios em relação às fontes da doutrina cristã (os Evangelhos) que a igreja medieval praticava.
    • A difusão dos estudos clássicos (a língua, a literatura, a filosofia, a religião e a história da antiguidade greco-romana) despertou o interesse pela investigação da natureza e o gosto pela investigação racional ( racionalismo ).
    • Os humanistas trouxeram de novo uma atitude de liberdade intelectual de que a escolástica não dispunha. Essa independência levou a conquistas que abalaram o teocentrismo.
    • Valorização do homem e da natureza.
    • A mentalidade humanista impregnou todas as artes de novos valores e formas de expressão, preparando o terreno para a virada estética do Classicismo renascentista.
  • 6. Gil Vicente e a influência humanista
    • Influência das encarnações litúrgicas – caráter moralizante – as peças tem como objetivo reformar os comportamentos
    • Temas que exploram os costumes humanos em fatos que buscam a conscientização da degeneração moral – o homem tomando consciência de seus defeitos morais.
    • Humor e Ironia / crítica e ridicularização – uso do lema clássico: ridendo castigat mores – rindo mudamos os maus hábitos.
    • Teatro popular : feito para agradar aos populares, daí a musicalidade e o Humor, serem elementos importantes.
    • Tipos Sociais: personagens que revelam tipos muito comuns da sociedade.
    • Linguagem híbrida: Mistura do idioma lusitano, à época o português arcaico, com uma modalidade do castelhano, também arcaico.
  • 7. Análise comparativa entre Auto da barca do inferno, de Gil Vicente e o Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna Atividade avaliativa
  • 8. Auto da barca do inferno
    • Definição de auto: designação genérica para peças cuja finalidade é tanto divertir quanto instruir; seus temas, podendo ser religiosos ou profanos, ‘sérios ou cômicos, devem, no entanto, guardar um profundo sentido moralizador.
  • 9. Auto da barca do Inferno
    • Auto da Barca do Inferno é um auto onde o barqueiro do inferno e o do céu esperam à margem os condenados e os agraciados. Os que morrem chegam e são acusados pelo Diabo e pelo Anjo, mas apenas o Anjo absolve.
  • 10.
    • O primeiro a chegar é um Fidalgo, em seguida um agiota, um Parvo (bobo), um sapateiro, um frade, uma cafetina, um judeu, um juiz, um promotor, um enforcado e quatro cavaleiros. Um a um eles aproximam-se do Diabo, carregando o que na vida lhes pesou. Perguntam para onde vai a barca; ao saber que vai para o inferno ficam horrorizados e se dizem merecedores do Céu. Aproximam-se então do Anjo que os condena ao inferno por seus pecados.
  • 11. Auto da barca do inferno
    •       Cada um dos personagens focalizados adentram a morte com seus instrumentos terrenos, são venais, inconscientes e por causa de seus pecados não atingem a Glória, a salvação eterna:
    • “ Vem um sapateiro com seu avantal , e carregado de foras, chega ao batel infernal, e diz:
    • Hou da barca!”
  • 12.
    • O destaque deve ser feito à figura do Diabo, personagem vigorosa que conhece a arte de persuadir, é ágil no ataque, zomba, retruca, argumenta e penetra nas consciências humanas. Ao Diabo cabe denunciar os vícios e as fraquezas, sendo o personagem mais importante na crítica que Gil Vicente tece de sua época:
    • “ Santo sapateiro honrado! Como vens tão carregado?” (evidente ironia do Diabo, que ridiculariza o fato de o personagem trazer objetos de trabalho e carregar consigo o peso dos pecados)
  • 13. Auto da compadecida – Ariano Suassuna
    • Ariano Vilar Suassuna ( João Pessoa , 16 de junho de 1927 ) é um dramaturgo , romancista e poeta brasileiro ;
    • Ariano Suassuna é um dos mais importantes dramaturgos brasileiros, autor dos célebres Auto da Compadecida e A Pedra do Reino , é um defensor militante da cultura do Nordeste ;
    • Foi o idealizador do Movimento Armorial.
  • 14.
    • Os autos tinham a função de levar ao público as exemplares vidas dos santos;
    • Tinham função didática catequizante – pelo ensinamento teológico do evangelho, moralizante através do exemplo de vida cristã dos santos;
  • 15.
    • Encenam-se nos autos enredos populares e no caso brasileiro renovado pelo painel de elementos indígenas e africanos (lapinhas, pastoris, congadas etc) e personagens folclóricos retirados do próprio povo;
  • 16.
    • O auto da compadecida recebe essa denominação em homenagem a Nossa Senhora Aparecida (personagem na trama);
    • A Santa é Compadecida, pois se compadece dos sofrimentos humanos;
    • Daí a segunda chance de João Grilo, pois a Santa intercede em seu favor;
  • 17.
    • A peça reproduz o modelo de textos religiosos encenados em procissões e átrios de igrejas;
    • Mantém uma tradição medieval e renascentista advinda de Portugal e da Espanha;
    • Por isso a comparação possível com obras de Lope da Vega, Calderon de La Barca e Gil Vicente;
  • 18.
    • Além da semelhança com obras medievais, é possível observar uma semelhança entre João Grilo e outro representante ibérico, Pedro Malasartes, contador de causos mentirosos e que vivia de expedientes, figura extremamente popular;
    • Germe (origem) do malandro;
    • Sátira social evidenciada no malogro de personagens vilãs.
  • 19. Auto da compadecida – Ariano Suassuna
    • A - Personagens. A peça apresenta quinze personagens de cena e uma personagem de ligação e comando do espetáculo.
    • PRINCIPAL: João Grilo
    • OUTRAS: Chicó, Padre João, Sacristão, Padeiro, Mulher do Padeiro, Bispo, Cangaceiro, o Encourado, Manuel, A Compadecida, Antônio Morais, Frade, Severino do Aracaju, Demônio.
    • LIGAÇÃO: Palhaço
  • 20. Roteiro de análise
    • Introdução: falar sobre os autores e suas épocas.
    • Desenvolvimento: Análise comparativa entre as situações, cenários semelhantes e personagens existentes nas duas obras;
    • Além da comparação entre as obras, pode-se fazer um recorte sociológico, uma vez que se trata de obras que falam de classes sociais e das condições em que vivem.
    • Conclusão: retomar esses aspectos e concluir se, de fato, as obras possuem semelhanças, sobretudo, no conteúdo moralizante e satírico sobre a sociedade.