C:\Fakepath\AscensãO Do Romance

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C:\Fakepath\AscensãO Do Romance

  1. 1. Ascensão do romance<br />Profa. Dr. Maria Eneida Matos da Rosa<br />
  2. 2. Os primórdiosdaliteratura<br />Aristóteles e Platãoforamosprimeiros a trazer à tonaalgumaespécie de sistematizaçãoacerca do queserialiteratura e introduziramumaespécie de análise.<br />Elesforneceramconceitosestudadosatéhojepelosestudiososdaliteratura e das artes.<br />Existem, poisalgumasdiferençasrelevantes entre o pensamento de ambos.<br />
  3. 3. Aspectoscomparativos<br />Platão (República) <br />Aristóteles (poética)<br />Arte = imitação<br />Arte – diferentedaverdade (produzmausefeitos)<br />A arte é ilusória, é imitaçãodaimitação, imita as coisas de queosoutrossãoartífices.<br />Arte= prazernocivo. É precisoexpulsar a catarse.<br />Os poetasdevem ser banidosdaRepública Ideal.<br />Arte = imitação (mímesis)<br />O homem se compraz com a imitação.<br />arte= versossímil – nãodependedaverdade.<br />A arte desperta o prazer – aprendizagem e reconhecimento,<br />Catarse = prazerpositivo, purifica as emoções.<br />
  4. 4. Período clássico – antecedentes da modernidade<br />O período clássico compreende os séculos XV, XVI e XVII e apresenta três fases.<br />Renascimento;<br />Maneirismo;<br />Barroco.<br />
  5. 5. Período clássico – antecedentes da modernidade<br />RENASCIMENTO - volta aos padrões clássicos greco-romanos.<br />ANTROPOCENTRISMO – supervalorização do homem.<br />Era da invenção da imprensa (Gutenberg), da bússola, da pólvora.<br />Capitalismo.<br />
  6. 6. MANEIRISMO<br />Tentativa de harmonizar a espiritualidade medieval e o realismo renascentista.<br />Emitaliano, “afetado, ameneirado”.<br />Revificaçãoreligiosa do período, dominadopelaReformaprotestante ;<br />buscaansiosa do espiritual;<br />Depreciação do corpo;<br />Renovação dos valoresgóticos.<br />
  7. 7. Maneirismo<br />O pensamento de Maquiavel surge nesseperíodo, juntamente com o paradoxo moral: “nãoimportamosmeiospara se atingiros fins”.<br />O capitalistmopropicia o surgimento de novas classes sociais. <br />Com o capitalismoemergemaspectoscomo o individualismo, a solidão, a visãopessimista do mundo, o tédioexistencial e a melancolia. <br />Narcisismo.<br />Metáfora do espelho.<br />
  8. 8. El Greco La Agoria en el Jardin (1590):<br />
  9. 9. El Greco<br />
  10. 10.
  11. 11. Michelangelo - Narciso<br />
  12. 12. Van Eyck (1434) – O casamento dos Arnolfini<br />
  13. 13. Maneirismo e tragédia<br />Sensação de ambiguidade;<br />Alienação;<br />O destinonão é maisdesígnio dos deuses – implícito no própriocaráter do herói;<br />Catarse– alienaçãoextrema;<br />Estiloliterário: estranho e o bizarro, jogos de palavras, significadosduplos, impressão de eloquência e grandeza, linguagemenigmática e paradoxal;<br />
  14. 14. Hamlet – heróidahesitação<br />“Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobreEm nosso espírito sofrer pedras e setasCom que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,Ou insurgir-nos contra um mar de provocaçõesE em luta pôr-lhes fim? Morrer.. dormir: não mais.Dizer que rematamos com um sono a angústiaE as mil pelejas naturais-herança do homem:Morrer para dormir… é uma consumaçãoQue bem merece e desejamos com fervor.<br />
  15. 15. Dormir… Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:Pois quando livres do tumulto da existência,No repouso da morte o sonho que tenhamosDevem fazer-nos hesitar: eis a suspeitaQue impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,Toda a lancinação do mal-prezado amor,A insolência oficial, as dilações da lei,<br /> Os doestos que dos nulos têm de suportarO mérito paciente, quem o sofreria,Quando alcançasse a mais perfeita quitaçãoCom a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,Gemendo e suando sob a vida fatigante,<br />
  16. 16. Hamlet – ato III, cena 1 (p. 63)<br />Se o receio de alguma coisa após a morte, –Essa região desconhecida cujas raiasJamais viajante algum atravessou de volta –Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?O pensamento assim nos acovarda, e assimÉ que se cobre a tez normal da decisãoCom o tom pálido e enfermo da melancolia;E desde que nos prendam tais cogitações,Empresas de alto escopo e que bem alto planamDesviam-se de rumo e cessam até mesmoDe se chamar ação.(…)”<br />
  17. 17. A morte de Ofélia – Ato IV, cena 7, p. 115-6<br />RAINHA: Uma desgraça marcha no calcanhar de outra, tão rápidas se seguem. Tua irmã se afogou, Laertes.<br />LAERTES: Afogada! Oh, onde?<br />RAINHA: Há um salgueiro que cresce inclinado no riacho;<br />quando ela tentava subir nos galhos inclinados,<br />para aí pendurar as coroas de flores, um ramo invejoso se quebrou; ela e seus troféus floridos<br />despencaram juntos no arroio soluçante.<br />Suas roupas, pesadas pela água que a encharcava,<br />arrastaram a infortunada com seu canto suave<br />à morte lamacenta.<br />
  18. 18. Miguel de Cervantes (1547-1616)<br />Contava 57 anosquandopublicou, em 1605, O Engenhoso Don Quixonte de la Mancha, com que se consagrounaliteraturamoderna do Ocidente.<br />Cervantes se preocupava com a difusão de seusescritos, quefogem de seucontrole: a personagemquecriou se tornapública, e delaoutrospodem se apropriar. <br />Propriedade e identidade – doisconceitoscaros à sociedadeburguesa e capitalista.<br />
  19. 19. O romance<br />Descartes (Discursosobre o método, 1637))assinalaumaconcepçãoindividualista – buscadaverdadecomoumaquestãointeiramente individual;<br />O romance refleteessaconcepçãoindividualista;<br />“O romancistatipicamenteindicasuaintenção de apresentarumapersonagemcomo um indivíduo particular nomeando-a damesma forma queosindivíduosparticularessãonomeadosnavida real” (WATT, 1990, p. 19)<br />
  20. 20. O romance<br />Aspectosestruturais do romance que antes nãoexistiam: tempo, espaço.<br />Ascensão de um públicoleitor: essencialmentefeminino.<br />Robinson Crusoé, de Daniel Defoe simbolizaosprocessosrelacionados com o advento do individualismoeconômico.<br />

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