Educação inclusiva: feitos e efeitos

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Apresentação do grupo composto pelos integrantes Fabricio Guidolin, Natalia Matioli …

Apresentação do grupo composto pelos integrantes Fabricio Guidolin, Natalia Matioli
e Suely Komorizono sob a orientação do Prof.Mestre Thiago de Almeida para o Instituto Taquaritinguense do Ensino Superior (ITES)
(www.thiagodealmeida.com.br)

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  • 1. Educação Inclusiva Coloquem o nome de cada um dos integrantes dp Grupo:
  • 2. Conceituando
    • O que é deficiência?
    • O mais recente documento conceitua deficiência, na perspectiva da educação inclusiva, do seguinte modo:
    • considera-se pessoa com deficiência é “aquela que tem impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental ou sensorial que, em interação com diversas barreiras, podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade”(BRASIL, 2007 pag. 9).
    •  
  • 3.
    • De acordo com o Decreto Federal nº 3.956 de 8 de outubro de 2001, entende-se que:
    • Deficiência é a perda ou anormalidade de estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, temporária ou permanente, que limita a capacidade de exercer uma ou mais atividades essenciais da vida diária, causada ou agravada pelo ambiente econômico e social(BRASIL, 2003, citado por MORAES, 2007, p. 24)
  • 4. O que é acessibilidade?
    • O termo acessibilidade, segundo normas da ABNT traz consigo o entendimento para condição de alcance, percepção, facilidade, segurança, autonomia, transformações arquitetônicas, espaço necessário, equipamentos planejados e elementos necessários para poder algo.
  • 5. O que é integração?
    • O conceito de integração representa uma inserção parcial que impõe condições e que depende das possibilidades de cada indivíduo, uma vez que é baseada no pressuposto de que a dificuldade está na pessoa deficiente e que essa, só poderá participar do ensino regular se as características de sua deficiência permitirem .
  • 6. O que é Inclusão?
    • O conceito de inclusão, em seu sentido mais amplo, significa uma inserção total e incondicional.
    •   Outra forma de abordar a inclusão, parte do princípio de que a escola deve ser transformada para atender o aluno, independente de qual seja sua necessidade. Portanto, o modelo de ensino que não estabelecer essa adaptação em todos aspectos, sejam eles, estruturais ou pedagógicos, podem até integrar, mas não incluem os alunos em condições que necessitam de educação especializada.
  • 7. Porque incluir?
    • Os trinta anos de “integração escolar” mostram que o principal resultado foi a potencialização da exclusão no âmbito escolar de alunos considerados “deficientes” para chamadas classes regulares e que eram inseridos nas classes especiais. 
  • 8.
    • Renomados estudiosos na área de interação social identificam que os estudantes quando sofrem rejeição social apresentam comportamentos agressivos e de rejeição com maior freqüência do que aqueles que são aceitos socialmente.
  • 9.
    • Os alunos com necessidades educacionais especiais e deficiências severas ficam impedidos de praticar e expandir suas competências sociais, mesmo que limitadas, não desenvolvendo amizades, o que implica em agravamento dos seus problemas.
  • 10.
    • A inclusão não é um modismo, muito menos um processo ou um conjunto de procedimentos momentâneos que precisam ser colocados em prática. Quando embasada em conceitos como respeito mútuo, compreensão, apoio e equidade torna-se um valor social que, se considerada possível proporciona um grande desafio para que novas metodologias sejam implantadas, no sentido de promover a igualdade na diversidade.
  • 11. Dificuldade em se incluir: problemas encontrados
    • No Brasil, tanto no sistema estadual quanto no federal, há inúmeras diretrizes políticas com o intuito de promover uma reforma nos conceitos de inclusão escolar, porém, esta reforma tem sua implantação comprometida por falta de uma avaliação efetiva. Informações importantes como quem é, e qual a situação educacional dos alunos atendidos apresentam-se incompletas ou não são confiáveis.
  • 12.
    • Não há como saber se o currículo realmente foi implantado, se está gerando bons resultados e se os alunos em questão estão sendo incluídos socialmente na escola.
    • Na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a integrar a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos (BRASIL, 2007 p. 9).
  • 13.
    • O comprometimento das propostas de inclusão escolar ocorre também quando há uma tentativa de padronizá-las. É impossível implantar práticas inclusivas sem levar em consideração as várias realidades escolares do Brasil.
    • A inclusão de alunos com deficiência ainda está ligada àquelas que não implicam uma radical transformação e reestruturação total da escola, tanto no contexto arquitetônico, como no pedagógico. Sendo assim, alunos com prejuízos cognitivos acentuados não são considerados em suas habilidades educativas.
  • 14.
    • Sant’Ana (2005) realizou uma pesquisa com 10 professores e 6 diretores do ensino fundamental de escolas públicas em uma cidade do interior do Estado de São Paulo e apontou diversas dificuldades por parte desses profissionais. Além de não saberem diferenciar os conceitos de integração e inclusão, eles ainda alegam não receber orientações, uma estrutura organizacional adequada e os recursos pedagógicos necessários para a prática da inclusão.
    •  
  • 15.
    • Vários estudiosos destacam a ineficiência dos cursos de formação de professores. Esses cursos não oferecem conteúdos suficientes e específicos que abordem a educação numa perspectiva da inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais.
  • 16.
    • O texto descrito abaixo, em 1999, mostra-se tão atual quanto aos estudos recentes:
    • “ A análise da literatura atual evidencia que os autores, nacionais ou estrangeiros, mostram-se insatisfeitos com os paradigmas que têm predominado em Educação Especial, isto originado pelo fato de que, a despeito de todos os esforços, os alunos com deficiências, condutas típicas de síndromes neurológicas, psiquiátricas ou quadros psicológicos graves e, ainda, os de altas habilidades (superdotados) continuam excluídos, seja das escolas comuns, seja do direito à apropriação do saber na intensidade e ritmo necessários para sua aprendizagem” (BRASIL, 1999 p.8 ).
  • 17. Reflexão
    • A ação de garantir a todos, de forma natural e não impositiva, os mesmos direitos, está ligada à conscientização e, para que isso ocorra, é necessário uma transformação dos valores humanos.
  • 18. Referências
    • BAPTISTA, C. R. & OLIVEIRA, A. C. Lobos e médicos: primórdios na educação dos diferentes . In C. R. Baptista & C. A. Bosa (Orgs.), Autismo e educação: reflexões e propostas de intervenção . (pp. 93-109). Porto Alegre: Artmed, 2002
    • Brasil, Ministério Ação Social. Política Nacional de Prevenção de Deficiências . Brasília: CORDE, 1992.
    • , MEC/SEESP, Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva . Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, 2007.
    •  
  • 19.
    • , Salto para o Futuro: Educação Especial: tendências atuais / Secretaria de Educação a Distância. Brasília: Ministério da Educação, SEED, 1999.
    • , Ética e cidadania: construindo valores na escola e na sociedade/coordenadora-geral ”: Lucia Helena Lodi. – Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos: Ministério da Educação, SEIF, SEMTEC, SEED, 2003.
    • , ABNT NBR 9050, Associação Brasileira de Normas Técnicas. A cessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos . Rio de Janeiro: ABNT, 2004. pg. 02
    • BUENO, J. G. S.. Educação especial brasileira integração/segregação do aluno diferente . São Paulo: EDUC/PUSP, 1993.
  • 20.
    •  
    • , J. G.: A inclusão de alunos diferentes nas classes comuns do ensino regular , in Temas sobre Desenvolvimento, São Paulo, vol. 9, n.º 54, pp. 21-27. 2001.
    • FULLER, Bruce; CLARCK, Prema. Raising school effects while ignoring culture? Local conditions and the influence of classroom tools, rules, and pedagogy. Review of Educational Research , v.12, n. 1, p. 119-157, 1994. 
    •  
    • GALASSO, L. Inclusão: respeito às diferenças, igualdade de direitos e equidade . Scipcione, 2005.
    •  
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  • 21.
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    •  
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    •  
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  • 22.
    •  
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