Análise do amor e da sexualidade no entardecer da vida

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Apresentação que versa a respeito dos relacionamentos amorosos entre pessoas da Terceira Idade

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  • LA PERSONA QUE ME LO ENVIO ESTA TODAVIA ASOMBRADA DE LO OCURRIDO, YA QUE ELLA DICE QUE LO HIZO POR HACERLO Y QUE PIDIO ALGO QUE CREIA CASI IMPOSIBLE DE LOGRAR PROBEMOS. * Para ti mismo di el nombre de la unica persona del sexo opuesto con quien quieras estar (tres veces...)... * Piensa en algo que quieras lograr dentro de la proxima semana y repitelo para ti mismo(a) (seis veces)... * Piensa en algo que quieras que pase entre tu y la persona especial (que dijiste en el no. 1) y dilo a ti mismo/a (doce veces)... * Ahora haz un ultimo y final deseo acerca del deseo que escogiste. * Despues de leer esto tienes 1 hora para mandarlo a 15 temas y lo que pediste se te hara realidad en 1 semana. A la mayor cantidad de gente a quien lo mandes mas fuerte se hara tu deseo. Si tu escoges ignorar esta carta lo contrario del deseo te sucedera, o esto no sucedera jamas.............. Que tus días estén llenos de logros y tus noches de sueños copia y pega esto en 15 o + tema
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Análise do amor e da sexualidade no entardecer da vida

  1. 1. Análise do amor e da sexualidade no entardecer da vida Prof. Thiago de Almeida (Psicólogo e pesquisador do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo) Home page: www.thiagodealmeida.com.br
  2. 2. Não sei (Cora Coralina) <ul><li>Não sei... se a vida é curta ou longa demais para nós. Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, </li></ul><ul><li>E isso não é coisa de outro mundo: é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira e pura... enquanto durar. </li></ul>
  3. 3. Introdução <ul><li>O envelhecimento mundial é um fenômeno que tem sido muito discutido na última década, sobretudo, dado ao seu crescimento significativo. Muitos pesquisadores de diferentes áreas têm mostrado seu interesse em estudar esta fase da vida. Infelizmente, os idosos ainda são vistos com preconceito, porque ainda hoje a idéia de envelhecer geralmente é vista como sinônimo de doença e incapacidade. Outro tema bastante comum para o nosso cotidiano, seja ou não referente a velhice, é discorrer a respeito do conceito de amor e da sexualidade. Contudo, tratar a respeito dessas duas temáticas mostra-se um trabalho muito difícil em razão de algumas dificuldades metodológicas e conceituais a elas relacionadas. </li></ul>
  4. 4. Segundo Néri (1993): <ul><li>“ Vários elementos são apontados como determinantes ou indicadores de bem-estar na velhice: longevidade; saúde biológica; saúde mental; satisfação; controle cognitivo; competência social; produtividade; atividade; eficácia cognitiva; status social; renda; continuidade de papéis familiares e ocupacionais, e continuidade de relações informais em grupos primários (principalmente rede de amigos).” (p. 10). </li></ul>
  5. 5. O conceito de velhice <ul><li>Desde o nascimento a vida se desenvolve de tal forma que a idade cronológica passa a se definir pelo tempo que avança. E o tempo fica definido como um sinônimo para uma eternidade quantificada, ou seja, uma cota. Desta forma, o homem e o tempo se influenciam mutuamente, o que resulta em um aproveitamento diferente do tempo para diferentes pessoas (Goldfarb, 1998). </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Em geral, a literatura classifica, didaticamente, as pessoas acima de 60 anos como idosos e participantes da Terceira Idade. A idade pode ser biológica, psicológica, ou ainda, sociológica à medida que se enfoca o envelhecimento em diferentes proporções das várias capacidades dos indivíduos. Entretanto, a transformação da velhice em problema social não pode ser encarada apenas como decorrente do aumento demográfico da população idosa. </li></ul>
  7. 7. A demografia da gerontologia <ul><li>No mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2002, os idosos somavam 590.000.000 de pessoas, com a previsão de que este número chegue a um total de 1.200.000.000, em 2025. De acordo com o censo demográfico de 2000, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população residente no país de 60 anos ou mais, era de 14.536.029 em número absoluto: 8,6% da população do Brasil, sendo que 9,3%, ou seja, 6.732.888 somente na região Sudeste. As mulheres continuam sendo em número maior, isto é, 8.002.245 contra 6.533.784 de homens. Ainda, de acordo com as projeções da expectativa de vida do (IBGE) para o ano de 2050, a proporção de idosos passará de 8,6% em 2000 para aproximadamente 15% em 2020. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Em termos absolutos os brasileiros serão segundo as projeções existentes, em 2025, a sexta maior população de idosos no mundo, isto é, com mais de 32 milhões de pessoas acima dos 60 anos. Evidencia-se que a proporção de pessoas com idade superior aos 80 anos apresenta também um crescimento significativo. Atualmente, considera-se a existência de uma “Quarta Idade” que englobaria pessoas com 80 anos. De acordo com algumas estimativas, esta faixa etária alcançará uma representatividade considerável cerca de 4,5 milhões pessoas em até 2020. </li></ul>
  9. 9. <ul><ul><li>A Gerontologia entende que o envelhecimento não significa uma decadência e sim uma seqüência da vida, com suas peculiaridades e características. Ora, sabemos que a fonte da juventude é uma utopia e, certamente, as pessoas que perseguem tal ideal sofrem de muitas angústias, pois, recusam-se a encarar a realidade afinal, ninguém é tão velho que não acredite poder viver ao menos mais algum tempo. Deve-se pensar, portanto, em envelhecer com qualidade e evitarmos, assim, as contínuas mortes de direitos e deveres do cotidiano. E, principalmente, o olhar do outro que aponta nosso envelhecimento. </li></ul></ul>
  10. 10. Questionamentos <ul><li>Quais as nossas idéias a respeito do amor, sexualidade e de relacionamento amoroso? </li></ul><ul><li>Com relação ao aprimoramento das tecnologias em saúde, com uma busca cada vez maior por uma melhor qualidade e maior expectativa de vida, onde as pessoas tendem a prolongar suas vidas, qual o prognóstico disso para estes futuros relacionamentos? </li></ul><ul><li>Podemos fazer algo que garanta uma melhor qualidade nos engajamentos afetivos futuros? </li></ul>
  11. 11. Amor ≠ Sexo ≠ Sexualidade <ul><li>“ Sexo é coisa muito simples. Eu explico os essenciais em poucas linhas. (...) Pra se entender o sexo há de se entender a música que ele toca. (...) A música que o corpo quer tocar se chama prazer. (...) Os instrumentos da orquestra-corpo são os seus órgãos. (...) todos têm uma utilidade. Além disso, esses mesmos órgãos e membros são lugares de prazer. (...) Entre os órgãos da orquestra-corpo estão os órgãos sexuais. Não há nada de especial que os distingüa dos outros. Como os demais órgãos eles são fontes de prazer. Os prazeres do sexo são variados. Vão desde uma sensação muito suave que mais parece uma coceira de bicho-de-pé e que chega a provocar riso, até um prazer enorme, explosão vulcânica, que tem o nome de orgasmo, e que deixa aqueles que por ele passaram semimortos. (...) Mas eles anunciam o fim da brincadeira. (...) Complicados são os pensamentos dos seres humanos sobre ele (o sexo). Os homens por razões que não entendo, passaram a considerar o sexo uma coisa vergonhosa” (Rubem Alves, 1999). </li></ul>
  12. 12. Para Egypto (2003): <ul><li>A sexualidade é um conceito muito mais abrangente que somente o ato sexual, ou mesmo, os estados a ele relacionados. A sexualidade para este autor é uma forma de energia que motiva o ser humano a encontrar o amor, o contato e a intimidade e se expressa na forma de sentir, na forma de as pessoas tocarem e serem tocadas. A partir dessa perspectiva, a sexualidade influenciaria pensamentos, sentimentos, ações e interações, tanto fisicamente como mentalmente. </li></ul>
  13. 13. O amor no entardecer da vida… <ul><li>Amor ≠ relacionamento amoroso ≠ sexo; </li></ul><ul><li>O amor é um sistema complexo e dinâmico que envolve cognições, emoções e comportamentos relacionados muitas vezes a felicidade para o ser humano; </li></ul><ul><li>Já, o relacionamento amoroso refere-se ao envolvimento com o outro na relação. Nessa interação com o outro pode ou não haver amor que envolve laços de afeto, apego,libido, dentre outras características. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>O amor e o sexo coexistem, mas isto não quer dizer que um não sobreviva sem o outro. Dessa forma, podemos praticar o ato sexual sem amor, buscando uma satisfação física e, por outro lado, podemos amar, somente na base do afeto, da ternura do companheirismo, onde as tristezas e as alegrias são compartilhadas. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>A característica principal da velhice é o declínio, principalmente físico, que leva as alterações sociais e psicológicas e em algumas situações, os idosos se excluem das atividades sociais alegando a idade como pretexto para se vitimarem e se sentirem inúteis perante a sociedade. Deduz-se, então, incorretamente que, porque se aposentou do seu trabalho, de sua função, o idoso aposentou-se da vida. Este preconceito estende-se para outros domínios da vida do ser humano e conseqüentemente priva os idosos de várias oportunidades como o amor, a sexualidade e o lazer. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Contudo, se por um lado o que se o que se concebe a respeito do amor remete a entendimentos tão diversos, este conjunto de sentimentos, pensamentos e comportamentos podem ser, provavelmente, caracterizados como uma interpretação distinta de pessoa para pessoa e, conseqüentemente, o que for vivenciado também pode ser considerado diferente de pessoa para pessoa, por outro lado, as atitudes preconceituosas da sociedade na qual estão inseridos os idosos tipificam as atitudes deles, então, não há nenhum outro lugar onde este preconceito é mais aparente do que na área da sexualidade (Starr, 1985). </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Contudo, como muitas práticas são ditadas pelos jovens e adultos, não se permite que, por exemplo, um idoso ame socialmente, não levando em consideração a possibilidade de um relacionamento físico e amoroso na Terceira Idade, a tal ponto que os próprios idosos acabam nutrindo os pré-conceitos dos mais jovens. Muitos dos preconceitos contra a velhice estão tão enraizados na sociedade, de tal forma que muitas pessoas com mais idade, acabam por interiorizar esses sentimentos. Então, o amor e a sexualidade na velhice são vistos como tabu para os que têm uma maior idade, porque a sociedade ainda concebe, que somente aos jovens, é dada a possibilidade de amar e manifestarem sua sexualidade, relegando o indivíduo da Terceira Idade ao amor platônico, ou ainda, a abstinência sexual. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Para algumas pessoas, com a progressão da idade, há, ao mesmo tempo, a anulação desejo sexual para a Terceira Idade, enquanto, para outras, há apenas uma modificação, entretanto, de modo geral, o que se evidencia é que para uns e outros é uma constante e cômoda negação do desejo do idoso pela sociedade. Com essa negação, a sociedade cristaliza e reproduz seus próprios medos e inseguranças, suas preocupações no que diz respeito ao próprio futuros e sua possível incapacidade para amar à medida que envelhecem (Rodrigues, 2000). </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Outro aspecto relevante, diz respeito a haver certas dificuldades e a diminuição da freqüência nas relações sexuais entre parceiros na Terceira Idade, mas, deve-se levar em conta que existe também maior qualidade nessas relações. Às vezes, é necessário que se busque ajuda de caráter psicoterápico (psicoterapia individual, de casais, etc), ou ainda, a prescrição de uma intervenção medicamentosa para que esses consigam realizar seus desejos interiores, para perderem o medo, a insegurança, e assim, assumirem perante a sociedade o direito que têm de exercer uma vida plena de seus direitos e de qualidade de vida. </li></ul>
  20. 20. Segundo Guggenheim (2006): <ul><li>“ amar na maturidade ou depois dos 60 anos, 65 anos em diante é um grande desafio para quem quer ainda namorar ou para aqueles poucos, que conseguiram ou gostariam de manter uma relação estável e mais duradoura. Afinal, porque as coisas são tão difíceis na velhice. Os próprios idosos na verdade, já não contam mais com essa possibilidade. Sentem-se ‘fora do mercado’ dos namoros. Acham que dificilmente encontrarão alguém para amar e evitam pensar nisto, e quando pensam ficam tristes. Procuram relembrar os amores do passado, os bons e belos momentos que viveram e acham, na maioria, que nunca mais terão a oportunidade de namorar novamente.” </li></ul>
  21. 22. Conclusão <ul><li>Há amor suficiente para todos à medida que começamos a manifestá-lo em pensamentos, comportamentos e em sentimentos, e o mesmo se aplica para a sexualidade. Ela pode se manifestar em todas as idades e cada pessoa tem uma maneira própria de expressar sua sexualidade. O amor e a vivência da sexualidade podem significar muitas coisas boas para pessoas de mais idade. </li></ul>
  22. 23. <ul><li>A todos muito obrigado pela atenção recebida e… </li></ul><ul><li>AO AMOR… SEMPRE!! </li></ul>

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