Uma proposta de padronização de Objetos de Aprendizagem           com base em Objetivos EducacionaisThiago R. Silva1, Robe...
Planejar a utilização dessas ferramentas de maneira eficiente ao processo deensino-aprendizagem é um desafio dos educadore...
A Metodologia de Planejamento que apoia o professor na criação da disciplina,auxiliando no desenvolvimento dos MC, consist...
A definição proposta por Wiley (2000), seguida por Tarouco (2004) diverge econverge em alguns termos com o conceito propos...
Entretanto, esses modelos estão baseados no conteúdo a ser apresentado. Nossaproposta consiste na definição de um modelo d...
professores tornando o processo de ensino-aprendizagem multidisciplinar. Construindoe reconstruindo conhecimento e habilid...
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Uma proposta de padronização de objetos de aprendizagem com base em objetivos educacionais

569

Published on

Este artigo apresenta uma proposta de padronização de Objetos de
Aprendizagem, utilizando o padrão SCORM, que tem como finalidade realizar
o planejamento de um curso e não apenas do seu conteúdo. Para isso, as
ferramentas pedagógicas: Mapa de Conteúdos e Mapa de Dependências, cujo
desenvolvimento é uma metodologia de planejamento para disciplinas, são
pensadas como modelos para objetos de aprendizagem. Dessa forma, a
representação dessas ferramentas como Objetos de Aprendizagem possibilita o seu maior compartilhamento e reuso.

0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total Views
569
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
0
Actions
Shares
0
Downloads
7
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Uma proposta de padronização de objetos de aprendizagem com base em objetivos educacionais

  1. 1. Uma proposta de padronização de Objetos de Aprendizagem com base em Objetivos EducacionaisThiago R. Silva1, Roberto D. Costa1, Rommel W. Lima1,2, Carla K. M. Marques1,2 1 Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação – MCC Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA Laboratório de Redes e Sistemas Distribuídos - LORDI 2 Laboratório de Redes e Sistemas Distribuídos - LORDI Departamento de Informática - DI Universidade do Estado do Rio Grande do Norte {trsilva.si, robertodcosta}@gmail.com, {rommel.wladimir, carla.katarina}@uern.br Abstract. This article presents a proposal for standardization of learning objects using the SCORM standard, which aims to make planning a course and not just its contents. For this, the teaching tools: Map Content and Dependency Map, which is developing a methodology for planning courses are intended as models for learning objects. Thus, the representation of these tools as Learning Objects enables its greater sharing and reuse. Resumo. Este artigo apresenta uma proposta de padronização de Objetos de Aprendizagem, utilizando o padrão SCORM, que tem como finalidade realizar o planejamento de um curso e não apenas do seu conteúdo. Para isso, as ferramentas pedagógicas: Mapa de Conteúdos e Mapa de Dependências, cujo desenvolvimento é uma metodologia de planejamento para disciplinas, são pensadas como modelos para objetos de aprendizagem. Dessa forma, a representação dessas ferramentas como Objetos de Aprendizagem possibilita o seu maior compartilhamento e reuso.1. IntroduçãoÉ fato que a Internet é um ambiente rico em informações e serviços, que vêm chamandoa atenção dos educadores por seu potencial como fonte de pesquisa, conhecimento,informação, cultura e comunicação. Neste contexto, uma das ferramentas que vêmganhando destaque são os Objetos de Aprendizagem (OA). Trata-se de qualquercomponente que possa ser utilizado no processo de ensino-aprendizagem. Dessa formaum OA pode ser uma animação, um software, uma página Web, uma imagem, entreoutros. Essas diversidades de características promovem uma variedade de novas formasde uso dos OA no processo de ensino-aprendizagem. Porém, essas multiplicidades deformas de utilização dificultam seu reuso, principalmente no que diz respeito a outrosOA. Além disso, sua criação e utilização quase sempre não são acompanhadas de umplanejamento prudente.
  2. 2. Planejar a utilização dessas ferramentas de maneira eficiente ao processo deensino-aprendizagem é um desafio dos educadores modernos. Para auxiliar o professornesta tarefa, Lima e Fialho (2008) propõem duas ferramentas pedagógicas: o Mapa deConteúdos e o Mapa de Dependências, cujo processo de criação é uma metodologia deplanejamento para disciplina. Na Seção 2 deste texto são abordadas as ferramentas Mapa de Conteúdos eMapa de Dependências. A Seção 3 explora os conceitos relacionados aos Objetos deAprendizagem. Na Seção 4 é apresentada a proposta deste artigo, e por fim na Seção 5são descritas as considerações finais.2. Mapa de Conteúdo e Mapa de DependênciasBaseada nos conceitos de Mapas Conceituais (NOVAK; CAÑAS, 2006), o Mapa deConteúdos (MC) de Lima (2009), é uma ferramenta que tem como objetivo principalfortalecer o processo de ensino-aprendizagem através do fornecimento de um conteúdomais significativo (AUSUBEL, 1976), para professor e aluno. O MC possibilita apresentar a disciplina ou curso através de uma visualizaçãográfica dos conteúdos e das relações existentes entre os mesmos. A Figura 1 mostra umexemplo de um MC, contendo o primeiro nível de visão do conteúdo programáticoilustrado na Figura 2. Figura 1. Exemplo de um MC. Figura 2. Exemplo de um Fonte: (LIMA, 2009) Conteúdo Programático. Fonte: (LIMA, 2009) No MC, as relações existentes entre os conceitos são hierárquicas, com osconteúdos mais introdutórios ocupando o topo do gráfico e os mais complexos sedirigindo para a base. Essa forma de visualizar uma relação tem como base o fato de queum conteúdo mais complexo necessita ou depende de conteúdos mais simples comquem ele se relaciona. Dessa forma, a relação entre os dois conteúdos indica para oaluno que ele necessita entender os conceitos existentes no conteúdo mais simples parapoder compreender as informações existentes no conteúdo mais complexo. Para proporcionar a visualização gráfica do conteúdo programático da disciplinaou curso, o MC tem que ser criado. Para isso, uma metodologia de planejamento guia oprofessor no desenvolvimento do MC e promove o planejamento da disciplina.
  3. 3. A Metodologia de Planejamento que apoia o professor na criação da disciplina,auxiliando no desenvolvimento dos MC, consiste de um conjunto de interações onde oprofessor responde as questões solicitadas pela ferramenta. Ao final das interações oresultado é o MC que é então visualizado pelo professor. A segunda ferramenta desenvolvida por Lima (2009) e apresentada em(LIMA;FIALHO, 2008) é o Mapa de Dependência (MD). O MD é uma ferramentapedagógica formada por um conjunto de Objetivos Educacionais (OE), apresentados deforma gráfica, e relacionados entre si, através da Taxionomia de Bloom (BLOOM,1977). O MD, em geral, é formado por um objetivo educacional e por um conjunto decomportamentos necessários para se atingir esse objetivo. Tanto o objetivo educacionalquanto os comportamentos necessários para alcançá-lo, são definidos de acordo com ascategorias existentes na Taxionomia de Bloom. A Figura 3, ilustra um exemplo de umMapa de Dependências. Figura 3. Exemplo de um MD. Fonte: (LIMA, 2009) O nível mais alto do MD representa o objetivo educacional, pertencente a umadeterminada classe da taxionomia, definido pelo professor para explicitar o que esperados alunos em relação a um conteúdo. Após esse primeiro nível, o MD mostra a relaçãode dependência entre esse objetivo inicial e qualquer número de comportamentos, daclasse inferior, que possam contribuir para a realização do objetivo inicial. Esserelacionamento de dependência se repete, com o MD podendo conter tantos níveisquantos forem necessários, até se atingir a classe mais simples da Taxionomia de Bloomou até que se atinja um comportamento que não necessite de dependências.3. Objetos de AprendizagemOs OA são definidos pelo Learning Technology Standards Committee (LTSC), doInstitute of Eletrical and Eletronics Engineers (LTSC, 2002), como qualquer entidade,digital ou não digital, que pode ser usada, reusada ou referenciada durante aaprendizagem suportada pela tecnologia. No entanto, Wiley (2000) conceitua OA de uma forma um pouco diferente doconceito proposto pelo IEEE, definindo como “quaisquer recursos digitais que possamser reutilizados para o suporte ao ensino”. Na mesma abordagem de Wiley (2000),Tarouco (2004), define um OA como sendo: “qualquer recurso para apoiar aaprendizagem”.
  4. 4. A definição proposta por Wiley (2000), seguida por Tarouco (2004) diverge econverge em alguns termos com o conceito proposto pelo LTSC, concordando com esseno que se refere à definição de OA como sendo: recursos reutilizáveis, digitais e deaprendizagem. Discordando no aspecto da rejeição da possibilidade de OAs serem nãodigitais, tais como pessoas, eventos, livros ou outro objeto físico, referenciado em umaprendizado suportado por tecnologia. Com essa variedade de conceitos sobre OAs, em alguns pontos, concordantes,não se pode negar que qualquer entidade ou objeto, que sirva para uso educacional sejaum OA. Contudo, deve-se permitir que o conceito de OAs seja complexo, semrestrições, para que qualquer elemento que possa ser utilizado para ensinar, não sejaexcluído desse processo. Restringindo o conceito de OA, acaba-se limitando tambémsua aplicação. O objetivo deste artigo concentra-se na dificuldade de padronização de OAs,tendo como foco padronizar dois OAs, Mapa de Conteúdos e Mapa de Dependências,utilizando o padrão SCORM (Sharable Content Object Reference Model) (ADL, 2011),dentro do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) MOODLE (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment) (MOODLE, 2011), de forma que elespossam ser utilizados por professores com base para construção de novos OAs. O objetivo que se pretende atingir com a padronização dos OAs acima citados, émelhorar a aprendizagem das disciplinas ministradas pelos professores, independente decurso e de área, além de promover e publicar em um AVA, estes conteúdos digitais comacesso gratuito, utilizando estes OAs como uma forma de disseminação deconhecimento e informação. Com a utilização destes OAs o professor pode chegar maisfacilmente ao interesse dos alunos, pois a processo de conhecimento deixa de sersomente presencial, onde o aluno está às vezes desmotivado, e passa a ter um papel maisativo no processo, pois o mesmo é que vai atrás do conhecimento.4. Proposta ApresentadaConforme observado na seção anterior, os OAs não apresentam uma estruturahomogênea, o que existe é uma generalização do que ele pode ser. Essa característica,ao mesmo tempo em que promove sua utilização, dificulta sua reusabilidade e podeprejudicar o seu entendimento. Uma possível solução para esse problema consiste na utilização de uma estruturapadrão que forneça um modelo único para a apresentação do OA, sem restringir acapacidade de generalização do mesmo. Os OAs podem ser desenvolvidos de várias formas, mesmo não existindo umconsenso sobre qual padrão utilizar para o seu desenvolvimento, ficando a critério dodesenvolvedor e da equipe pedagógica a escolha de algum padrão. Contudo, paragarantir que os OAs sejam eficazes para o aprendizado e possam ser reutilizados parcialou integralmente para atividades em sala de aula ou extraclasse, esses devem serproduzidos segundo critérios e processos tecnológicos e pedagógicos. Existem algunsrepositórios de OAs que possuem seus próprios padrões para o desenvolvimento deOAs, é o caso do RIVED e LabVirt.
  5. 5. Entretanto, esses modelos estão baseados no conteúdo a ser apresentado. Nossaproposta consiste na definição de um modelo de OA que, além de se preocupa com oconteúdo apresentado, ajude ao professor no planejamento da disciplina e ao mesmotempo fornece um modelo comum para esses objetos. Para isso, propomos modelar oMapa de Conteúdos e o Mapa de Dependência como OAs. Com isso, o OA passa a ser um instrumento para auxiliar o professor noplanejamento de sua disciplina, tendo como base as teorias pedagógicas utilizadas pelasferramentas Mapa de Conteúdos e Mapa de Dependências: Teoria de AprendizagemSignificativa (AUSUBEl, 1976) e Taxionomia de Bloom (BLOOM et al, 1997). Dessaforma, espera-se que esse novo modelo de objeto de aprendizagem possa favorecer aabsorção do conhecimento pelo aluno, consequentemente possibilite um maioraproveitamento do processo de ensino-aprendizagem. Assim, a padronização do Mapa de Conteúdos e do Mapa de Dependênciascomo OA servirão como estrutura base para que professores, alunos e demaisinteressados possam planejar, construir novos objetos e reutilizar, dentro de uma mesmaestrutura, outros objetos. Estes objetos apresentarão todos os conteúdos (informações)no formato gráfico para que o processo de ensino-aprendizagem seja mais fácil. Osmesmos têm como foco principal auxiliar o professor no planejamento de umadisciplina ou curso. Dessa forma, dentre as vantagens que este modelo de Objeto de Aprendizagem,pode trazer ao processo de ensino-aprendizagem, podemos destacas: (a) Inserção de uma metodologia de planejamento com base em objetivos educacionais para criação apresentação do conteúdo (metodologia de criação do Mapa de Conteúdos e do Mapa de Dependências); (b) Utilização de teorias pedagógicas já consolidadas (Aprendizagem Significativa e a Taxionomia de Bloom); (c) Padronização do modelo de apresentação do OA (o objeto será apresentado de forma gráfica, seguindo o modelo do Mapa de Conteúdos e do Mapa de Dependências); (d) Maior reusabilidade do OA (o modelo utilizado possibilita a integração entre objetos. Por exemplo, um determinado conteúdo em um Mapa de Conteúdos pode fazer referência a outro OA). O OA proposto será desenvolvido seguindo o modelo de referência SCORM,possibilitando uma maior interoperabilidade de conteúdos educacionais e a suareutilização em novas soluções. A utilização do padrão SCORM irá possibilitar suautilização através dos AVAs, como por exemplo, o MOODLE.5. Conclusões Com relação aos aspectos pedagógicos, o desenvolvimento de OAs comconceitos mais específicos e abstratos de determinado domínio do conhecimento,oferecem de forma Botton up uma potencialidade metodológica interessante, permitindoque os alunos tenham um entendimento comum de determinado domínio e que possamdesenvolver novos modelos consensuais em colaboração com outros alunos e
  6. 6. professores tornando o processo de ensino-aprendizagem multidisciplinar. Construindoe reconstruindo conhecimento e habilidades, aliando os benefícios e vantagens do usode OAs e de suas tecnologias de desenvolvimento com as vivências necessárias nosprocessos de ensinar e aprender. Os professores das diversas áreas abordadas podemutilizar os OAs aqui propostos aprimorar a sua metodologia de ensino.AgradecimentosOs autores agradecem a CAPES pela concessão das bolsas de pesquisa e pelo apoiofinanceiro para realização da mesma.Referências BibliográficasADL (2011). Disponível em: <http://www.adlnet.org>. Acesso em 20 jun. 2011.Ausubel, D. P. (1976) “Psicología educativa: un punto de vista cognoscitivo”. Trad. Roberto Helier Domínguez. Trillas: México, 1976.Bloom, B. S. and et. Al. (1977) “Taxionomia de objetivo educacionais – domínio cognitivo”. Editora Globo: Porto Alegre – RS, 1997.LTSC IEEE. (2002) “Learning Object Metadata Standard”. Disponível em: <http://www.ieeeltsc.org:8080/Plone/working-group/learning-object-metadata- orkinggroup-12>. Acesso em 10 jul. 2011.Lima, R. W.; Fialho, S. V. (2008) “Dependence Maps: A Methodology for Subject Planning and Learning Assessment in Virtual Learning Environments”. In: iciw, pp. 66-71, Third International Conference on Internet and Web Applications and Services, 2008.Lima, R. W. (2009) “Mapa de Conteúdos e Mapa de Dependências: ferramentas pedagógicas para uma metodologia de planejamento baseada em objetivos educacionais e sua implementação em um ambiente virtual de aprendizagem”. Tese (Doutorado), 106 f. Programa em Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e de Computação, UFRN, 2009.Longimire, W. (2001) “Primer on Learning Objects”. In: American Society for Training Development, Virginia, USA, 2001.MOODLE (2011). Disponível em: <http://moodle.org>. Acesso em 15 jul. 2011.Novak, J. D.; Cañas, A. J. (2006) “The theory undelying concept maps and how to construct them”. Techinical Report IHCM CmapTools 2006-1, Florida Institute for Human and Machine Cognition, 2006.Tarouco, L. M. R.; Fabre, M. C. J. M.; Tamusiunas, F. R. (2003) “Reusabilidade de objetos educacionais”. RENOTE - Revista Novas Tecnologias na Educação. Porto Alegre: Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educação (UFRGS), v. 1, n. 1.Wiley, D. A. (2000) “Connecting learning objects to instructional design theory: a definition, a metaphor, and a taxonomy”. Utah State University, 2000. Disponível em: <http://reusability.org/read/chapters/wiley.doc>. Acesso em 3 jun. 2011.

×