Day 2 paulo kagyama   aula 8 biodiv ferram
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Day 2 paulo kagyama aula 8 biodiv ferram Presentation Transcript

  • 1. BIODIVERSIDADE TROPICAL:USO SUSTENTÁVEL DAS TECNOLOGIAS Paulo Kageyama. ESALQ/USP Biologia e Produção de Sementes Florestais Piracicaba, 05 Outubro 2011
  • 2. Experiências (Insights 30 Anos)*l  Biodiversidade e o Uso como Ferramenta nos Agroecossistemas = Equilíbrio Ecológico;l  1- Amazônia: Ilhas de Alta Produtividade de Seringueiras - IAPs, no Acre (CNS);l  2- Mata Atlântica: Restauração de Áreas Degradadas com Espécies Nativas (CESP);l  3- Florestas Plantadas de Exóticas com APPs e RLs como Buffer de Biodiversidade;l  4- Propriedade Familiar: Construção de Novos Sistemas de Produção com Biodiversidade; Considerações Finais: Que lições tirar para o Uso dessa nossa Biodiversidade?
  • 3. Biodiversidade Tropicall  A Biodiversidade é a responsável pelo delicado equilíbrio nas florestas tropicais, pois biodiversidade e equilíbrio sempre estão associados nesses ecossistemas.l  O que é então essa tal Biodiversidade Tropical e como a mesma pode ser referência para os agrosilvoecossistemas construídos pelo homem?l  Na Mata Atlântica temos cerca de 500 espécies Vegetais por Hectare, sendo 35% delas arbóreas (150 spp), 42% sendo Lianas e Epífitas e 23% como Arbustos e Herbáceas.l  Além das 500 espécies vegetais por ha, temos cerca de 100 vezes mais insetos e microrganismos do que plantas, ou em torno de 50.000 desses organismos* (pragas, doenças).
  • 4. Experiências de Uso da Biodiversidade como Ferramenta?l  Existem experiências de êxito em como essa biodiversidade pode ser utilizada como ferramenta nos Agrosilvossistemas?l  Isso, de certo, traria novas perspectivas para se desenvolver plantações produtivas e equilibradas e saudáveis;l  E em conseqüência: menor custo de implantação desses ecossistemas, com retorno econômico para os produtores e a melhoria da saúde e do meio ambiente.
  • 5. Um Outro Paradigma ?l  Poderíamos ter, então, outro paradigma para os agroesilvocossistemas, considerando um outro modelo de relação das plantas com suas potenciais pragas e doenças;l  Vamos apresentar exemplos vivenciados para mostrar a importância da biodiversidade na proteção de plantações, ou a biodiversidade como ferramenta de sustentabilidade. “Exemplos de Projetos de Pesquisa – 30 Anos”
  • 6. ILHAS DE ALTA PRODUTIVIDADE – IAPs SERINGUEIRAS DO ACRE – AMAZÔNIA (RESEX CHICO MENDES – 1990/95*)
  • 7. RESEX NO ACRE – CONSERVAÇÃO COM USO
  • 8. ILHAS DE ALTA PRODUTIVIDADE – IAPs ACRE - AMAZÔNIA• Visando à melhoria do Extrativismo nasRESEX do Acre, pelos seringueiros, foiproposto na década de 90* o adensamento depopulações de seringueiras, sem afetar osprincípios da ocorrência natural da espécie;• A seringueira (Hevea sp) ocorre naturalmentena Amazônia, em uma densidade natural de só1 árvore por Hectare (Rara), tendo perdido acompetição para o Sudeste da Ásia, onde éplantada como exótica com 300 árvores/ha*.
  • 9. ILHAS DE ALTA PRODUTIVIDADE – IAPs ACRE - AMAZÔNIA• A SERINGUEIRA É NATIVA DA AMAZÔNIA E PORISSO É ATACADA PELO FUNGO MAL DAS FOLHAS(Mycrociclus ulei), IMPEDINDO PLANTAÇÕES NAREGIÃO DE ORIGEM, OU NA AMAZÔNIA;• O PLANTIO DE PEQUENAS ILHAS (1 Ha)-IAPs DESERINGUEIRA NO MEIO DA FLORESTA (RESEX)TEVE SUCESSO, POIS A PLANTA FOI PROTEGIDAPELA BIODIVERSIDADE AO REDOR*(Roçado);•  A BIODIVERSIDADE NO ENTORNO DA ÁREAPRODUTIVA (TALHÃO) PODE SER IMPORTANTEPARA O EQUILÍBRIO DOS CULTIVOS, MESMO QUESEJAM MONOCULTIVOS CLONAIS.
  • 10. ILHAS DE ALTA PRODUTIVIDADE – IAPs ACRE – AMAZÔNIA (CNS*)• FORAM IMPLANTADAS CENTENAS DE IAPs NOACRE(clones/sementes), PELOS SERINGUEIROS DAS RESEX,SEM O ATAQUE DA DOENÇA; ESSAS IAPs JÁESTÃO EM IDADE DE EXPLORAÇÃO (17 ANOS);• DESSA FORMA, TEMOS NO SILVIECOSSISTEMAA ÁREA PRODUTIVA DE SERINGA DENTRO DASIAPs E A BIODIVERSIDADE DA FLORESTASTROPICAL DE PROTEÇÃO NO ENTORNO;• NO CASO DAS IAPs, MESMO A ÁREA PRODUTIVADE 1 HECTARE SENDO MONOCLONAL, OU SEMDIVERSIDADE GENÉTICA, A BIODIVERSIDADE DOENTORNO FAZ O EQUILÍBRIO DO ECOSSISTEMA.
  • 11. ILHAS DE ALTA PRODUTIVIDADE – IAPs ACRE – AMAZÔNIA (CNS*)•  AS IAPs FORAM CONSIDERADAS POLÍTICASPÚBLICAS NO ACRE, A PARTIR DE AVALIAÇÃO POR1 COMISSÃO ESTADUAL (UFAC, ONG E EMBRAPA);O GRANDE PROBLEMA É QUE COMO A PRODUÇÃODE BORRACHA SÓ SE DÁ APÓS OS 7-8 ANOS DOPLANTIO, A PROPOSTA NÃO TEVE ACEITAÇÃODEVIDA PELOS POLÍTICOS DO ESTADO;• NESTE ANO, UM DOUTORANDO (ALEXANDRE DSOUZA) IRÁ AVALIAR, COMO SEU PROJETO DETESE: “UMA AVALIAÇÃO DAS IAPs TANTOORIUNDAS DE SEMENTES COMO DE CLONES”.
  • 12. RESTAURAÇÃO DE MATAS CILIARES COMALTA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES NATIVAS (CESP/ESALQ – 1988/1998*)
  • 13. RESTAURAÇÃO DE MATAS CILIARES COM ALTA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES• A Tecnologia para a Restauração de áreasdegradadas no Brasil, a partir dos 80, teve resultadosmuito importantes, para a valorização das espéciesnativas e para a restauração de matas ciliares;• O plantio de cerca de 100 ou mais espécies nativasdiferentes juntas por hectare foi tornado possível apartir da pesquisa desenvolvida por universidades einstituições de pesquisas nessas duas últimas décadas;•  Os dois conceitos fundamentais utilizados para essarestauração foram basicamente: i) a diversidade deespécies (80) e ii) a sucessão ecológica (P,I,T,C).
  • 14. RESTAURAÇÃO DE MATAS CILIARES COM ALTA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES• A partir dos conceitos da sucessão ecológica, osautores dividiram a grande diversidade de espéciesarbóreas em grupos com comportamento semelhante,quanto ao processo de regeneração natural;• Assim, foram testados modelos na implantação dasflorestas mistas de espécies nativas. Resumindo, pode-se dizer que existem hoje técnicas de plantioenvolvendo 100 diferentes espécies arbóreas nativas.
  • 15. ALTA DIVERSIDADE DE ESPÉCIES E EQUILÍBRIO DO ECOSSISTEMA• O mais importante é que nesses novos silviecossistemasnão se tem constatado ataque de pragas e/ou doenças, emnenhuma dessas 100 espécies, o que parece surpreendente,comparando-se com outras culturas em monocultivo;• Mesmo as formigas cortadeiras, as mais temíveis eincontroláveis por meios naturais, não têm necessitadomais do seu controle, após os dois anos do plantio;• Certamente, deve-se creditar o não ataque de pragas edoenças nessas plantações mistas à alta diversidade deespécies, à maneira do que ocorre nas florestas naturais.
  • 16. PROJETO (APLICAÇÃO): RESTAURAÇÃO FLORESTAL EQUANTIFICAÇÃO DE SEQUESTRO DE CARBONO NA AES TIETÊMDL – Convenção de Mudanças Climáticas Cooperação: ESALQ.USP e AES Tietê 2009-2013 – 10 000 Ha*
  • 17. Objetivo geralDar suporte técnico-científico às diferentesetapas da seleção de espécies, coleta desementes e produção de mudas*, modelosde plantio, servindo para a maximização daremoção de carbono atmosférico e darestauração da biodiversidade.
  • 18. Sequestro de C em reflorestamentos heterogêneos com espécies nativas 170 160 150 140 130Estoque de C (t C/ha) 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 Idade (anos) Melo e Durigan, 2006 CURVA AES Dados AES Suganuma, 2007
  • 19. RESTAURAÇÃO E MUDANÇAS CLIMÁTICASü  Importância  da  cooperação  universidade  x  empresa:  avanço   da  pesquisa  e  contribuição  com  novas  tecnologias;    ü  Implementação   da   Metodologia   ARAM   0010   nas   condições   de  restauração  de  áreas  degradadas  ciliares;  CMC/ONU;    ü    Consolidação   e   conGnuidade   de   20   anos   de   pesquisa   da   ESALQ/USP  através  do  Projeto  Carbono  AES;    ü  O  projeto  visa  contribuir  com  o  meio  ambiente,  assim  como   com  comunidades  vizinhas  (social).  
  • 20. PLANTIOS DE EUCALIPTOS COM APPs E RESERVAS LEGAIS* (EMPRESAS FLORESTAIS – 2000/10)
  • 21. PLANTIOS DE EUCALIPTOS CLONAIS COM APPs E RESERVAS LEGAIS• Os plantios de florestas no Brasil, com espéciesexóticas (Eucalyptus), teve grande impulso com osincentivos fiscais (reflorestamento) e é um segmentode sucesso, embora com passivos ambientais e sociais.•  O setor de plantações florestais foi o pioneiro emincorporar as APPs e RLs em suas plantações, porsignificativo segmento do setor;• Em 2006, foram plantados 600 mil hectares deespécies florestais exóticas, com 70 mil hectares deespécies nativas em APPs e RLs.
  • 22. Evolução de Plantações Florestais no Brasil (MMA, 2006)*70 000 Ha em Matas Ciliares e Reservas Legais 2002 2003 2004 2005 2006 Empresas 295 380 400 423 450 FlorestaisMédias/Pequenas 25 40 75 130 150 Propriedades (7.8%) (9.5%) (16%) (23%) (25%) TOTAL 320 420 475 553 600 (1 000 Ha)
  • 23. PLANTIOS DE EUCALIPTOS COM APPs, RESERVAS LEGAIS E CORREDORES• Essas áreas de proteção (APPs e RLs)representam a biodiversidade possível nosempreendimentos florestais, uma ferramentaimportante no equilíbrio das plantações;Pelo fato de as plantações florestais nãopoderem ter esquemas de proteção às pragase doenças a partir de agrotóxicos por avião,sendo anti-econômico*, o equilíbrio natural é ouso da biodiversidade como ferramenta.
  • 24. Uma especie/clones Plantação Florestal x Floresta Natural (APP) 80-100 espécies diferentes
  • 25. PLANTIOS DE EUCALIPTOS COM APPs, RESERVAS LEGAIS E CORREDORES• As pesquisas têm mostrado que talhões clonaisde Eucaliptos, com baixa diversidade genética,tendo áreas biodiversas no entorno (APPs, RLs)*apresentam maior equilíbrio e muito menorincidência de ataque de pragas e doenças;• Dessa forma, a biodiversidade nativa tem sidouma ferramenta importante para possibilitar o nãouso em grande escala de agrotóxicos nosempreendimentos de florestas de exóticas.•  Algumas Empresas testaram o Tamanho Efetivodos Talhões Clonais e das APPs e RLS com Nativas
  • 26. AGROBIODIVERSIDADE NAAGRICULTURA FAMILIAR – SAFs e SSPs(Assentamentos Reforma Agrária 1995/2011)
  • 27. BIODIVERSIDADE EM PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES• Produtores Familiares vêm-se utilizando dastécnicas de SAFs - Sistemas Agroflorestais,juntando espécies arbóreas e agrícolas, oubiodiversidade na áreas de produção, commaior equilíbrio nos agroecossistemas;•  Espécies de luz e de sombra são associadasem modelos adequados, usando adequadamenteos nutrientes do solo, conjugando as raízesprofundas e pivotantes das árvores e as raízesfasciculadas e rasas das plantas agrícolas*;•  Os SAFs podem ser usados economicamentenas APPs e RLs nas propriedades Familiares.
  • 28. BIODIVERSIDADE EM PEQUENAS PROPRIEDADES FAMILIARES•  Espécies Arbóreas produtoras de ServiçosEcológicos, tais como i) Sombreamento para asEspécies Produtoras de Alimento (Pioneiras), ii)Nitrogênio para o SAF (Leguminosas), vêmsendo selecionadas para esses fins;•  Foram instalados Pomares de Sementes paraas Espécies Pioneiras Arbóreas, por serem elasefêmeras no Processo de Restauração ; (Trema nmicrantha)•  Espécies Arbóreas Pioneiras Arbóreas como aBracatinga vêm sendo produzidas sementesmelhoradas em Pomares de Sementes.
  • 29. CULTIVO ORGÂNICO EM APIAÍ-SP NO VALE DO RIBEIRA (IAP*)l  PLANTIO DE TOMATE RODEADO DE BIODIVERSIDADE, EM PEQUENAS CLAREIRAS NA MATA ATLÂNTICA, SEM APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS (PDS/APIAÍ);l  POSSIBILIDADE TAMBÉM DO PLANTIO DE OUTRAS ESPÉCIES NATIVAS, MUITO ATACADAS POR PRAGAS E/OU DOENÇAS, NA FORMA DE IAPs (CACAU, CEDRO, ETC);l  É A BIODIVERSIDADE NO ENTORNO DA ÁREA PRODUTIVA, FAZENDO O PAPEL DE BUFFER, PROTEGENDO O TALHÃO CARRO-CHEFE.
  • 30. Produção  agroecológica  de  Tomate   Controle  biológico  -­‐  ISCA  
  • 31. COMPARAÇÃO DE CULTIVO DE TOMATE CONVENCIONAL E ORGÂNICO EM APIAI-SPCultivos Produtividade Custo Retorno Tipos por 1000 pés Produção Econômico----------------------------------------------------------------------------Convencional 200 Cx 5.000,00 1.000,00Orgânico (Mata) 50 Cx 700,00 800,00---------------------------------------------------------------------------- Tomas & Kageyama (2011, Diss Mestrado))Obs: Preço/Cx: R$ 30; Convencional: 36 aplicações*
  • 32. Cultivo da Banana no Vale do Ribeira:Convencional X Orgânico (SAF)Melo, C.V. (2009) – Eldorado-SPTipo Cultivo Convencional SAF Orgânico------------------------------------------------------------------No Pessoas 7 6Ha em Uso 6 5Hs Semana 36 45M.O Contratada 10 0M.O Mutirão 0 0,5------------------------------------------------------------------
  • 33. RESUMO FINAL DO PROJETOProdutividade Convencional SAF Orgânico-----------------------------------------------------------------Kg/Pl Banana 30,6 6,8Custo Produção 7.812,30 172,30Renda Liqu/Ha 1.858,60 2.572,10-----------------------------------------------------------------Obs. Conceito de Produtividade
  • 34. CONSIDERAÇÃO FINAISl  Há muito se tem questionado as tecnologias que vêm sendo adotadas para o meio rural, baseadas no uso cada vez maior de agrotóxicos*, e conceitos muito distantes dos ecossistemas naturais;l  Conceitos tabús vêm sendo quebrados nessas últimas décadas, a partir de pesquisadores com formação e visão tropical, com novos paradigmas, conceitos e tecnologias para o meio rural dos países tropicais.l  Essa nossa (agro)biodiversidade tem mostrado que as interações complexas nos ecossistemas naturais apontam caminhos mais naturais para as tecnologias que o planeta exige com urgência.