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In: Anais do XIII Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (SBIE 2002). São Leopoldo, 12-14 de novembro, 2002. Em português , 10 páginas....

In: Anais do XIII Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (SBIE 2002). São Leopoldo, 12-14 de novembro, 2002. Em português , 10 páginas.

Autores: Heloisa Vieira da Rocha, Joice Lee Otsuka

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# Avaliação Formativa em Ambientes de EaD # Avaliação Formativa em Ambientes de EaD Document Transcript

  • OTSUKA, J. L.; ROCHA, H. V. Avaliação Formativa em Ambientes de EaD. In: XIII Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (SBIE 2002). São Leopoldo, 12-14 de novembro, 2002. Avaliação formativa em ambientes de EaD Joice Lee Otsuka, Heloísa Vieira da Rocha Instituto de Informática – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Caixa Postal 6176 – 13083-970 – Campinas – SP – Brasil {joice, heloisa}@ic.unicamp.br Resumo. A avaliação formativa, baseada no acompanhamento e orientação da performance dos aprendizes durante o processo de aprendizagem, tem sido alvo de formadores tanto em cursos presenciais quanto à distância. Desta forma, este artigo tem como objetivo apresentar uma visão geral das experiências e pesquisas que vêm sendo desenvolvidas envolvendo a avaliação formativa à distância. Também é apresentado o suporte atual à avaliação formativa no ambiente de EaD TelEduc e as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas para prover, neste ambiente, um suporte flexível à avaliação formativa, de acordo com as necessidades e objetivos pedagógicos de cada formador. Palavras-chave: educação à distância, suporte a avaliação formativa, agentes de software. significativas e relevantes ao mesmo, planejadas 1. Introdução para levarem o aprendiz a um engajamento ativo na construção dos seus conhecimentos. “Está em curso uma mudança de paradigma na área de avaliação, passando de um Nos cursos à distância também existe essa busca modelo de testes e exames que valoriza a por métodos de avaliação online que possibilitem medição das quantidades aprendidas de a avaliação formativa do aluno, baseada no conhecimentos transmitidos, para um modelo acompanhamento e orientação da participação em que os aprendizes terão oportunidade de destes no desenvolvimento de tarefas individuais demonstrar o conhecimento que construíram, ou em grupo. No contexto da Educação à como construíram, o que entendem e o que Distância (EaD) este novo paradigma de podem fazer, isto é, um modelo que valoriza avaliação tem relevância ainda maior por as aprendizagens quantitativas e qualitativas possibilitar a percepção do comportamento do no decorrer do próprio processo de aluno e favorecer a identificação de problemas. aprendizagem” [Gipps 1998]. Por ser contínua, esta forma de avaliação permite também alguma forma de autenticação da Um novo paradigma de avaliação, seguindo as identidade do aluno, pela familiarização com o mudanças apresentadas na citação acima, é estilo e habilidades do mesmo. encontrado na avaliação formativa, que segundo Perrenoud [1999], pode ser entendida como “toda Com os ambientes de suporte à EaD baseados na prática de avaliação contínua que pretenda web foram introduzidas novas possibilidades à melhorar as aprendizagens em curso, EaD e à avaliação a distância. Ambientes de Ead contribuindo para o acompanhamento e como o TelEduc1, possuem ferramentas de orientação dos alunos durante todo o seu comunicação projetadas para facilitarem tanto a processo de formação. É formativa toda a interação como a posterior análise de registros avaliação que ajuda o aluno a aprender e a se destas interações. Vários educadores têm usado os desenvolver, que participa da regulação das recursos destes ambientes para oferecerem cursos aprendizagens e do desenvolvimento no sentido à distância baseados na avaliação formativa da de um projeto educativo”. performance dos aprendizes, por meio do acompanhamento dos registros das participações A avaliação formativa pode estar voltada para a destes durante o desenvolvimento das atividades. formação de pessoas capazes de realizar tarefas, de construir novos conhecimentos e de resolver No entanto, apenas o registro das interações não é problemas. Esta é a proposta da avaliação baseada suficiente para prover suporte efetivo à avaliação em performance [Wiggins 1990, Haertel 1999], formativa. Esse processo de avaliação demanda que é uma forma de avaliação formativa baseada no acompanhamento e orientação do aprendiz 1 durante o desenvolvimento de tarefas Software livre disponível em : http://teleduc.nied.unicamp.br
  • muito trabalho e tempo do professor no • Questões para geração de discussão: o acompanhamento, análise e orientação das professor propõe questões que deverão ser atividades desenvolvidas ao longo do curso, o que discutidas pelos aprendizes por meio de uma consiste num dos principais problemas da lista de discussões. Nelson observa que as avaliação formativa, seja ela presencial ou à listas de discussões online provêem distância. Dessa forma, novas tecnologias oportunidades mais ricas de discussão do que computacionais (tais como os agentes de as aulas face a face, favorecendo software, a mineração de dados e a visualização participações mais elaboradas; de informações) vêm sendo pesquisadas, a fim de • Questões dissertativas: o professor propõe explorar melhor os registros das interações dos uma questão, e o aprendiz deve mostrar a sua alunos em ambientes de EaD e prover suporte ao interpretação sobre o assunto aferido e tentar professor na coleta, identificação, seleção e expressar suas idéias claramente, escrevendo análise de informações relevantes à avaliação sobre o assunto; formativa. • Projetos autênticos: são projetos que envolvem a resolução de problemas da vida Este artigo apresenta uma visão geral das real (problemas autênticos). Além de experiências e pesquisas que vêm sendo prepararem o aprendiz para a reflexão e desenvolvidas no escopo da avaliação formativa à aplicação dos conhecimentos em situações distância. Dessa forma, a seção 2 apresenta alguns autênticas, esses projetos também foram relatos de experiências de cursos à distância que importantes para o desenvolvimento de empregaram a avaliação formativa. Na seção 3 é métodos científicos, habilidades de apresentado um levantamento das pesquisas comunicação e trabalho em grupo. atuais relacionadas ao suporte à avaliação formativa. Na seção 4 é apresentado o ambiente Nelson observa que leciona esse mesmo curso há TelEduc, dando um enfoque na sua estrutura 21 anos presencialmente e há 2 anos à distância, e atual de apoio ao desenvolvimento de atividades e tem conseguido adaptar os métodos de avaliação de suporte à avaliação formativa. Na seção 5 é usados nas aulas presenciais para as aulas online. apresentada a experiência de avaliação formativa Nelson ressalta que este tipo de avaliação só é usando o ambiente TelEduc e na seção 6 é possível e efetivo se aplicado em grupos de apresentada uma visão dos projetos em alunos suficientemente pequenos (até 25 alunos). andamento para prover um suporte mais efetivo à avaliação formativa neste ambiente. Finalizando, Curso: Tecnologias de Informação Aplicada à na seção 7 são apresentadas algumas Educação – Puc Rio considerações finais. Fuks, Gerosa e Lucena [2001] apresentam a metodologia usada em seis edições de um curso 2. Experiências de avaliação formativa de capacitação de educadores no uso de em cursos totalmente à distância tecnologias de informação na Educação. Este curso tem sido oferecido totalmente à distância Esta seção tem como objetivo mostrar como a usando o ambiente de EaD Aulanet2. A avaliação avaliação formativa tem sido realizada em cursos é baseada no acompanhamento da participação à distância. Na literatura foram encontradas dos alunos nas seguintes atividades: algumas experiências de avaliação formativa em cursos totalmente à distância. A seguir são • Grupo de Interesses: realizada por meio da apresentados os métodos de avaliação e reflexões ferramenta Grupo de Interesses do Aulanet, apresentados em três relatos. a qual funciona no estilo de um fórum de discussões (mensagens estruturadas por Curso: Earth Systems Science Approach to assunto). Nestas atividades são discutidos Physical Geography - Casper College temas centrais do curso, e ao final de cada discussão cada participante elabora um Em [Nelson 1998] é relatada a experiência do relatório resumindo os tópicos principais da curso “Earth Systems Science Approach to discussão; Physical Geograph”, oferecido totalmente à • Seminários semanais: realizados por meio distância, para turmas compostas por 5 a 25 da ferramenta de Chat do Aulanet. A cada aprendizes. Foram usados métodos de avaliação seminário, um aprendiz tem o papel de autêntica, que é a avaliação baseada em seminarista, sendo responsável por pesquisar performance caracterizada pelo emprego de o tema e preparar um texto relatando os tarefas significativas no contexto da vida real do resultados de sua pesquisa, além de aprendiz. Foram realizados os seguintes tipos de coordenar e animar o debate, propondo atividades: 2 http://guiaaulanet.eduweb.com.br/ 2
  • tópicos a serem discutidos e mantendo o foco Thorpe ressalta que com a terceira geração da da discussão; EaD, ou seja, a EaD baseada na CMC, novas • Monografia: ao final do curso, após as possibilidades foram introduzidas à avaliação a discussões online, cada participante elabora distância, tais como o desenvolvimento de uma monografia sobre um dos temas atividades que envolvam a colaboração em grupo discutidos. e o maior contato entre professor e aprendiz. Os autores ressaltam que “fazer avaliação As experiências relatadas nesta seção mostram baseada em contribuições é uma tarefa árdua. O que é possível a exploração das ferramentas de docente precisa estar sempre atento ao grupo a comunicação dos ambientes de EaD de diversas fim de verificar a qualidade das contribuições”. formas, a fim de prover avaliação formativa em Observam também que “acompanhar o processo cursos à distância. Na próxima seção são de aprendizado à distância demanda muito mais apresentadas algumas pesquisas relacionadas ao tempo, já que as dúvidas dos aprendizes são em suporte à avaliação em EaD. maior número que no ensino presencial, devido à facilidade de envio destas. Além disso, o formador tem que acompanhar, avaliar e motivar 3. Pesquisas Relacionadas as demais interações”. Nesta seção são apresentadas algumas pesquisas Curso: Information Technology and Society - que vêm sendo desenvolvidas para apoiarem Open University (UK) formas alternativas de avaliação, diferentes da avaliação tradicional baseada em testes e exames, Neste curso relatado em [Thorpe 1998], as dentre as quais se enquadra a avaliação formativa. atividades de avaliação procuraram explorar o potencial da Comunicação Mediada por A fim de auxiliar o professor na análise das Computador (CMC) para promover maior interações dos aprendizes, Jacques e Oliveira interatividade entre os aprendizes e desenvolver o [2000] apresentam uma arquitetura multiagente trabalho em grupo. Dessa forma, as tarefas foram para a monitoração das principais ferramentas de planejadas de maneira que as interações entre os comunicação de um ambiente de EaD. A aprendizes, bem como o trabalho colaborativo, arquitetura é baseada em quatro agentes: três fossem essenciais ao desenvolvimento satisfatório agentes coletores (um para cada ferramenta de das atividades. A seguir são descritas duas comunicação – lista, chat e newsgroup) e um atividades desenvolvidas no curso com o apoio do agente do professor. Os agentes coletores atuam ambiente FirstClass3 . coletando e analisando os dados a partir das mensagens geradas por meio das ferramentas de • Em uma das atividades foi solicitado que o comunicação. As análises têm enfoque na aprendiz selecionasse de 3 a 7 mensagens de colaboração em grupo (grupos de aprendizes que sua autoria postadas durante uma discussão interagem mais entre si, assuntos que mais em grupo (60% da nota). Além disso, cada interessam a cada grupo, percentual de aprendiz elaborou um relatório (40% da nota) participação de cada grupo e de cada aprendiz no sobre a qualidade das discussões em seu grupo) e também na participação individual dos grupo de discussões, avaliando o conteúdo e aprendizes (temas de interesse, número de incluindo aspectos considerados importantes mensagens trocadas). O agente do professor é e que não tenham sido cobertos pela acionado pelo professor para exibir as análises discussão; feitas pelos agentes coletores, bem como uma • Uma outra tarefa teve elementos de trabalho análise global realizada pelo próprio agente do em grupo e individual. A parte desenvolvida professor. em grupo envolveu grupos pequenos (3 a 6 aprendizes), que trabalharam em cima de A tecnologia de agentes tem sido usada também artigos propostos pelo professor, elaborando para a monitoração do comportamento de um resumo explicando o tema do artigo e aprendizes durante um curso, a fim de avaliar a uma conclusão sobre o mesmo (30% da participação destes, além de auxiliar na detecção nota). O artigo foi discutido pelos aprendizes de problemas de aprendizagem ou de design do via conferência eletrônica, a fim de alocar um curso. Em Menezes, Fuks e Garcia [1998], é tema relacionado ao artigo para cada apresentado um modelo baseado em agentes para aprendiz. Assim, na parte individual (70% o suporte a uma forma de avaliação alternativa, da nota), cada participante do grupo escreveu por meio do acompanhamento das interações do uma crítica sobre o artigo, baseado no tema aprendiz com o ambiente de ensino Aulanet. O negociado anteriormente com o grupo. modelo é baseado em 3 agentes assistentes de tarefas: (1) Agente de Monitoração, responsável 3 pela criação de um log da interação dos http://www.centrinity.com/ 3
  • aprendizes com o ambiente; (2) Agente de [Musa, Oliveira e Vicari 2001] é apresentado um Avaliação de Aprendizes, responsável pela agente notificador baseado no conceito de sistema consulta ao log da interação, ao modelo do de alertas inteligentes, que consiste na aprendiz e a uma base de conhecimentos monitoração de um banco de dados para a responsável pela interpretação desse log de detecção de determinadas condições e tomada de interação; (3) Agente de Avaliação de Design, decisão. Os módulos que compõem este agente capaz de identificar possíveis distorções no são: (1) um editor de alertas que permite a design instrucional, refletidas em decorrência do construção e gerenciamento de alertas pelos comportamento verificado dos aprendizes, usuários (identificação das condições a serem oferecendo os mecanismos necessários à monitoradas e ações a serem tomadas); (2) uma realização das correções dos problemas base de conhecimentos contendo regras verificados. representando situações de exceção que devem ser detectadas; (3) um monitor de eventos que Em [Souto et al 2001] é apresentado um modelo detecta a ocorrência de um evento de interesse; de monitoração do aprendiz baseado em três (4) um servidor de alertas responsável pela requisitos principais: identificação do aprendiz emissão dos alertas; uma base de dados contendo remoto, rastreamento das suas interações com o todas as atividades dos alunos; e (5) uma base de material instrucional e identificação do padrão de mensagens com todas as mensagens que podem comportamento cognitivo do aprendiz a partir da ser enviadas pelo agente. observação de suas interações com o ambiente. A identificação/autenticação é feita a cada vez que o A tecnologia de mineração de dados também vem aprendiz entra no curso. O rastreamento é sendo empregada para prover suporte à avaliação, realizado enquanto o aprendiz navega pelas facilitando a exploração dos dados gerados pelas páginas web, já que todas as suas interações são interações realizadas durante um curso. Em registradas no log, que fica armazenado em uma [Silva, Seno e Vieira 2001] é proposto um sistema base de dados. Posteriormente, estas informações de auxílio a uma avaliação informal, realizada por são analisadas, com o objetivo de obter os valores meio do acompanhamento das atividades do de variáveis de índice pré-definidas (padrão de aprendiz em 3 níveis: (1) coleta do log de navegação, tempo de acesso total ou a cada rastreamento de comunicação (páginas visitadas, página, desempenho em testes, etc), para posterior mensagens trocadas); (2) reunião dos resultados identificação do padrão de comportamento do das atividades previstas (resultado de atividades aprendiz por agentes inteligentes, e respectiva previstas no curso e os critérios de avaliação adaptação do material instrucional a ser definidos para cada uma); (3) análise dos dados disponibilizado pelo sistema ao aprendiz. coletados nos níveis anteriores, gerando ações para tratar as situações encontradas. As ações Já em [Silva e Fernandes 2000] é apresentado o podem tanto estar a cargo do professor, cabendo Amon-ad, um modelo de agente para auxiliar a ao sistema apenas informar os resultados da avaliação de aprendizagem em ambientes baseado análise, quanto serem automáticas, acionando um na web, cujas funções são: monitorar e auxiliar o mecanismo programado do sistema. A análise aprendiz na tarefa de aprender, manter dados de dos dados coletados adota algoritmos de avaliações, auxiliar na motivação e facilitar o mineração de dados para gerar padrões de processo de avaliação. O modelo é baseado em comportamento dos aprendizes (p.ex. encontrar três agentes: (1) Agente Aprendiz, que informa comportamentos que caracterizem aprendizes dados das avaliações do aprendiz, auxilia em aprovados). busca de documentos, mostra datas de metas e eventos, informa ausência de resultados em Já Zaïane e Luo [2001] exploram diretamente o atividades, estimula o aprendiz a buscar suas log de acessos gerado pelo servidor web, usando metas quantitativas e exercer auto-avaliação técnicas de mineração de dados para extrair contínua; (2) Agente Facilitador, que auxilia na padrões de comportamento que possam ajudar confecção de instrumentos de avaliação e de educadores a avaliarem o processo de atividades, auxilia no rastreamento do aprendiz e aprendizagem, rastrearem as ações dos aprendizes na identificação de anormalidades, além de e medirem a efetividade da estrutura dos cursos. É processar a parte não subjetiva da correção de proposto um framework flexível para a mineração atividades; (3) Agente Sistema, que provê funções de dados no contexto de sistemas de de administração, como o acompanhamento dos aprendizagem online, no qual o usuário aprendizes e assistência ao cumprimento de (educador) pode expressar as restrições nos metas. estágios de coleta e transformação de dados, bem como nos passos de descoberta e análise de A tecnologia de Agentes é empregada também na padrões. O usuário pode direcionar o processo de implementação de um notificador de eventos. Em mineração de dados de acordo com suas 4
  • necessidades, por meio de filtros e de uma ferramentas são diferenciadas mais linguagem de consulta simples. conceitualmente do que computacionalmente, já que a segunda é usada quando o formador deseja Para prover suporte à avaliação em atividades fazer um fechamento das principais idéias colaborativas, Tarouco et al. [2000] propõem um abordadas até o momento [Rocha 2002]. ambiente de suporte ao trabalho em grupo e à O TelEduc foi concebido para apoiar a avaliação do aprendiz, baseada nos seguintes aprendizagem baseada na resolução de mecanismos: (1) uma ferramenta de problemas. Dessa forma, a ferramenta Atividades rastreamento que registra todos os passos do é o elemento central do ambiente, e ferramentas aluno (páginas acessadas, data e hora); (2) uma como Material de Apoio, Leituras, Fóruns de ferramenta de controle de fluxo de informações, Discussões, Bate-Papo, Mural, Perguntas que identifica e registra a participação dos alunos Freqüentes e Portfólio, foram criadas para em ferramentas de comunicação; (3) uma apoiar o desenvolvimento das atividades ferramenta de ponto de vista, por meio da qual (Figura1). são possíveis a coleta e tabulação de respostas e níveis de contribuições dos alunos em discussões; e uma ferramenta de votação, que provê um Material de Mural Perguntas feedback rápido dos aprendizes para o professor Apoio Freqüentes sobre um determinado assunto. Leituras Grupos Com o levantamento bibliográfico apresentado Atividades nesta seção foi possível a verificação das principais linhas de pesquisa na área de suporte à Portfólio Diário avaliação alternativa, além da constatação do crescente interesse por esta área. Na seção Bate-Papo Fórum Correio seguinte é apresentado o ambiente de suporte à EaD TelEduc, dando um enfoque à sua estrutura Figura 1 - Organização das Ferramentas do TelEduc atual de apoio ao desenvolvimento de atividades e de suporte à avaliação formativa. Uma descrição Uma atenção especial deve ser dada à ferramenta completa do ambiente TelEduc é encontrada em de comunicação Portfólio, que é uma área onde [Rocha 2002]. um aprendiz ou grupo de aprendizes pode organizar suas informações, a fim de comunicar 4. Avaliação Formativa no TelEduc ao grupo e/ou ao formador o resultado de seu trabalho e receber comentários e sugestões. O TelEduc é um ambiente de criação, participação e administração de cursos à distância No Portfólio o aprendiz/grupo pode armazenar na Web que vem sendo desenvolvido desde 1997, qualquer tipo de arquivo e selecionar um dos três pelo Núcleo de Informática aplicada à Educação tipos de compartilhamento: o totalmente (NIED) em parceria com o Instituto de compartilhado possibilita que todos os Computação (IC), ambos da Unicamp. O TelEduc participantes do curso possam ter acesso e tem sido desenvolvido de forma participativa, comentar seu trabalho; o modo compartilhado tendo todas as suas ferramentas idealizadas, com formadores permite o acesso somente ao projetadas e depuradas segundo as necessidades grupo de formadores do curso; e o não relatadas por seus usuários [Rocha 2002]. compartilhado não permite acesso a outras pessoas ou aos não componentes de um grupo (no Todo o processo de aprendizagem no TelEduc é caso de portfólios de grupos). Esta última opção é organizado por meio da ferramenta Agenda que usada quando o aprendiz ou grupo ainda não apresenta a programação de um período do curso. conseguiu o resultado final, isto é, trata-se ainda Na Agenda o formador pode descrever os de um trabalho em andamento que apenas está objetivos de aprendizagem a serem alcançados no usando o espaço para armazenamento durante sua período em questão, as atividades planejadas para fase de construção. A organização dos aprendizes que o aprendiz alcance tais objetivos e os recursos em grupos é realizada por meio da ferramenta disponibilizados para apoiar o aprendiz no Grupos. desenvolvimento das atividades planejadas. O aprendiz visualiza a Agenda atual sempre que No TelEduc todas as ferramentas de comunicação entra no curso. possuem registro das interações, inclusive as salas de bate-papo. Tudo o que acontece em um curso é As atividades do curso são organizadas e registrado (interações, conteúdos, acessos), disponibilizadas por meio das ferramentas portanto a avaliação pode ser realizada de forma Atividades e Parada Obrigatória. Essas duas contínua, por meio da análise dos registros das 5
  • participações dos aprendizes durante o “aprendiz ausente”, que é extremamente desenvolvimento de atividades individuais e em importante no acompanhamento de um curso. grupo. A fim de facilitar a visualização de dados quantitativos das interações realizadas no ambiente foi criada a ferramenta InterMap, que utiliza técnicas de visualização de informação para mapear a interação e a participação dos atores envolvidos em um curso no TelEduc, utilizando várias formas de representação gráfica, tais como grafos, gráficos de barra e código de cores [Romani 2000]. O InterMap facilita a visualização de dados quantitativos das interações como, por exemplo, a visualização, por meio de um grafo, do fluxo das mensagens de correio trocadas entre os Figura 3 - Ferramenta Acessos do TelEduc: freqüência de participantes do curso (Figura 2), ou a acessos visualização das mensagens diárias enviadas por cada aprendiz a um determinado fórum, que pode Como será apresentado na próxima seção, a partir ser representado por uma tabela preenchida por da atuação efetiva como formadoras (juntamente meio de uma técnica que define uma cor para com um grupo de outros 17 formadores e 36 cada quantidade de mensagens trocadas. Com o monitores) no oferecimento de cursos à distância InterMap, o formador passa a ter “pistas” que empregaram a avaliação formativa, foi semelhantes àquelas que dispõe em aulas possível o levantamento das necessidades presenciais, como a falta de interação de alguns relativas às ferramentas de apoio a esta forma de aprendizes, a formação de grupos e a avaliação. Apesar do TelEduc possibilitar o identificação entre pares. registro de todas interações dos aprendizes ao longo do curso, e análise quantitativa dessas interações, é necessário prover suporte à análise qualitativa desses dados. 5. A experiência de avaliação no Projeto Proinesp O Projeto Proinesp vem sendo desenvolvido pela Secretaria de Educação Especial do governo federal do Brasil e pela Fundação Nacional das APAEs, com o objetivo de contemplar, com laboratórios de informática e cursos de capacitação de professores, escolas que atendem pessoas portadoras de necessidades especiais. Figura 2 - grafo criado pela ferramenta InterMap Os cursos de capacitação de professores em representando o fluxo de mensagens de correio trocadas. Os informática na educação especial têm sido vértices (nós) representam os participantes no curso e as arestas representam a troca de mensagens entre eles. oferecidos totalmente à distância, por meio do ambiente de EaD TelEduc, podendo assim, O TelEduc possui também a ferramenta Acessos, atender igualmente professores de todos os que permite a geração de relatórios contendo o estados brasileiros. número de acessos e a data e hora do último acesso de cada participante ao curso, a freqüência Estes cursos já foram ministrados em duas dos acessos de cada participante durante um edições, sendo que a primeira, no ano de 2000 foi determinado período do curso (Figura 3), e os realizada pelo Núcleo de Informática Aplicada à acessos dos aprendizes a cada uma das Educação (NIED) da Unicamp e atendeu 7 turmas ferramentas do TelEduc. Esta ferramenta tornou- de 24 alunos. A segunda edição foi realizada em se necessária para possibilitar a diferenciação uma parceria entre o NIED/UNICAMP e o entre o “aprendiz calado” mas presente e o Núcleo de Informática na Educação Especial (NIEE) da UFRGS, atendendo 18 turmas de 24 aprendizes. 6
  • 5.1. Metodologia de Avaliação modalidade um ou dois grupos ficavam responsáveis por propor as questões a Os cursos em questão seguiram a abordagem serem discutidas, conduzir as discussões construcionista [Papert 1994], que envolve o uso do fórum, fazer uma análise e avaliar a maciço e significativo do computador no local participação dos colegas; onde o aprendiz atua, oferecendo condições para que ele construa o conhecimento, contextualizado o Bate-Papo: discussão síncrona realizada na sua realidade e de maneira contínua. por meio da ferramenta Bate-Papo para discutir tópicos relacionados ao curso. A A realização destes cursos à distância permitiu o natureza síncrona do Bate-Papo gera desenvolvimento de atividades de construção do participações curtas e pouco elaboradas, conhecimento contextualizadas no local de no entanto demonstrou aumentar a trabalho do professor-aprendiz, o que favoreceu a proximidade entre os participantes do reflexão deste sobre a própria experiência curso, contribuindo para aumentar a pedagógica. Também foi possível a colaboração; descontextualização da prática pedagógica [Valente 2000, Prado e Valente 2002], por meio • Relatos: reflexões do aprendiz sobre o do compartilhamento dos conhecimentos próprio processo de aprendizagem, por meio construídos por cada participante. de relatos de suas experiências. Foi usada a ferramenta Diário de Bordo, que permite A seguir são apresentados os principais tipos de leitura e comentário apenas de formadores. atividades usadas nos cursos em questão, procurando mostrar a dinâmica das atividades e Na subseção seguinte são apresentadas algumas sua relação com o uso das ferramentas do reflexões sobre essa experiência de avaliação TelEduc que deram suporte a realização das formativa. mesmas: 5.2. Reflexões sobre a experiência • Projetos: envolveram o desenvolvimento de atividades práticas usando ferramentas Nesta experiência pôde ser feito um levantamento computacionais, bem como o planejamento, das principais tarefas desempenhadas pelos realização e análise de atividades práticas dos formadores durante o processo de avaliação professores-aprendizes com seus aprendizes. formativa [Otsuka 2002]. Os projetos foram desenvolvidos individualmente ou em grupo e publicados no O trabalho do formador no processo de avaliação curso por meio da ferramenta Portfólio. formativa inicia na elaboração das atividades de Todas as atividades compartilhadas no avaliação, e essa etapa merece muito cuidado, já Portfólio eram comentadas pelos formadores que as atividades têm o potencial de direcionar a e aprendizes de forma colaborativa e atenção dos aprendizes para conteúdos construtiva. O aprendiz era motivado a entrar específicos e para a prática de habilidades num ciclo de revisões seguidas de particulares. A variedade de ferramentas de comentários, no qual tinha a oportunidade de comunicação disponíveis no TelEduc possibilita a construir e depurar os novos conhecimentos; exploração de diversos métodos de avaliação, de acordo com os objetivos pedagógicos do • Discussões online: realizados para promover formador. a discussão de temas específicos do curso. Essas discussões foram realizadas de 3 Em um curso à distância o acompanhamento dos formas: aprendizes é muito mais difícil que em cursos presenciais, já que o formador só tem a percepção o Fórum: discussão assíncrona realizada do comportamento e desenvolvimento do por meio da ferramenta Fórum de aprendiz quando este participa ativamente do Discussões. Eram conduzidos pelos curso, expondo dúvidas, participando de formadores, que incentivavam as trocas discussões, realizando as tarefas ou contribuindo de idéias e experiências. A natureza com os colegas. Para acompanhar o assíncrona do fórum favoreceu a desenvolvimento dos aprendizes é necessário reflexão e a elaboração das rastrear um grande volume dados gerados pelas participações, possibilitando maior interações e atividades dos aprendizes no curso. O qualidade e aprofundamento; formador tem um grande trabalho procurando, coletando e analisando informações relevantes ao o Seminário Virtual: era semelhante à acompanhamento do curso. É necessário atividade Fórum, no entanto nesta acompanhar cada nova ação dos aprendizes, além 7
  • de estar atento para detectar possíveis problemas 6. Direções das pesquisas de apoio à no processo de aprendizagem (como a falta de Avaliação Formativa no TelEduc acesso, falta de participação, atraso de tarefas, falta de participação no grupo). Como visto anteriormente, o TelEduc, possui ferramentas de comunicação projetadas para Como facilitador do processo de aprendizagem à facilitar tanto as interações entre os participantes distância, o formador deve orientar o aprendiz de um curso à distância como a visualização do sobre a dinâmica do curso, sobre a participação registro dessas interações para uma posterior esperada, conscientizando-o da importância de análise. Um auxílio à análise quantitativa das sua participação ativa neste contexto de interações é fornecido pelas ferramentas aprendizagem. Além disso, o formador deve estar InterMap e Acessos, no entanto o processo de constantemente orientando e motivando a avaliação formativa no TelEduc ainda demanda aprendizagem, por meio do auxílio na resolução muito tempo e trabalho dos formadores, de dúvidas, promoção de discussões, promoção principalmente na análise qualitativa das da colaboração e principalmente por meio dos participações dos aprendizes. comentários dados às atividades dos aprendizes. Os comentários são elementos importantes no Na avaliação formativa baseada no processo de construção do conhecimento, acompanhamento da performance dos aprendizes orientando a depuração do novo conhecimento, durante o desenvolvimento de atividades, os realizada durante um ciclo de várias revisões e métodos e os critérios de avaliação variam de comentários de uma mesma atividade. acordo com os objetivos de aprendizagem dos formadores. Dessa forma, prover suporte à análise Ao final do desenvolvimento de uma atividade, qualitativa neste contexto é uma tarefa complexa: geralmente é necessário que o formador analise o como não é possível e nem desejável a pré- aproveitamento do aprendiz durante o determinação de um conjunto de tipos de desenvolvimento da atividade e estabeleça algum atividades e critérios de avaliação que atendam tipo de conceito para a mesma. De acordo com o aos objetivos de qualquer curso, fica difícil a formador, a turma, os objetivos e o contexto de previsão do suporte mais adequado em cada caso. aprendizagem, a atribuição de conceitos pode ser Logo existe uma demanda por soluções realizada de diferentes formas (alguns levam em adaptáveis a cada curso, de acordo com os consideração o nível de conhecimento inicial do objetivos de aprendizagem dos formadores. aprendiz e o seu desenvolvimento durante a realização da atividade; outros consideram Em busca desta flexibilidade, estão sendo critérios como data de entrega da atividade, desenvolvidas pesquisas de suporte à avaliação número de participações em fóruns relacionados, formativa empregando a tecnologia de agentes de número de participações relevantes em um software, que são entidades de software que determinado fórum; outros ainda consideram atuam de forma contínua e autônoma em um fatores como interesse, empenho, participação, determinado ambiente, sendo capazes de intervir colaboração com os colegas, etc). Portanto para no seu ambiente, de forma flexível e inteligente, atribuir o conceito de uma atividade, geralmente o sem necessidade da constante orientação humana formador necessita buscar e analisar uma grande [Bradshaw 1997]. Mais especificamente, estão quantidade de informações relevantes para sendo usados agentes de interface, que são atribuir um conceito final, de acordo com os seus aqueles que aprendem observando e monitorando objetivos pedagógicos. as ações dos usuários em uma interface, e atuam como assistentes pessoais, colaborando com o Dessa forma, apesar do curso ter sido estruturado usuário e com outros agentes na realização de em pequenas turmas de 24 aprendizes, cada uma determinadas tarefas [Maes 1994]. acompanhada por três formadores, notou-se uma grande sobrecarga de trabalho para os Assim, o foco das pesquisas que vêm sendo formadores, devido a grande quantidade de dados desenvolvidas no Projeto TelEduc na área de a serem acompanhados. suporte à avaliação, é facilitar a atuação do formador, provendo suporte flexível às principais Destas constatações e experiência, o grupo de tarefas desenvolvidas pelos formadores no pesquisa do projeto TelEduc iniciou um estudo no processo de avaliação formativa, principalmente sentido de viabilizar a implementação de na análise qualitativa das participações dos tecnologia adequada ao auxílio destas tarefas do aprendizes. Neste escopo estão sendo processo de avaliação formativa. Na próxima desenvolvidos três projetos que são apresentados seção será apresentada uma visão geral destas resumidamente a seguir. pesquisas 8
  • Um projeto de (re)design das ferramentas de colaboração entre os aprendizes, por comunicação do TelEduc está sendo desenvolvido exemplo, por meio da busca de aprendizes para facilitar o registro e recuperação das que possam responder determinadas dúvidas avaliações realizadas ao longo do curso, no Fórum, ou fazer comentários em permitindo que os formadores informem, a Portfólios; qualquer momento, as notas e comentários das avaliações. Com esse registro as informações das • Auxílio na detecção de possíveis problemas avaliações passam a ser organizadas dentro do (como ausência de acesso ao curso, falta de ambiente, podendo ser facilmente consultadas interação, atraso de tarefas, falta de [Ferreira 2001]. participação em atividades em grupo, etc), de acordo com os interesses de cada formador. A fim de diminuir o volume de informações a serem analisadas pelo formador está sendo Dessa forma, as pesquisas do grupo TelEduc desenvolvido também um projeto que envolve o estão sendo desenvolvidas em duas pontas: por uso de agentes de interface para a filtragem um lado espera-se facilitar o registro e adaptativa das participações de registros de recuperação das avaliações (notas e comentários) sessões de bate-papo, de acordo com os interesses realizadas ao longo do curso pelos formadores e, do formador [Lachi 2001]. Resultados por outro lado, espera-se reduzir a quantidade de preliminares obtidos mostram que a tecnologia de informações a serem analisadas e facilitar o agentes de interface se aplicou bem ao problema formador na identificação e recuperação de de filtragem adaptativa de comentários em informações quantitativas e qualitativas sessões de bate-papos, de acordo com o perfil de relevantes à avaliação, de forma flexível, de seleção do usuário. Isso ocorreu mesmo sendo o acordo com os seus interesses e necessidades. Bate-Papo, a ferramenta de comunicação menos estruturada do TelEduc. Por isso, os resultados 7. Considerações Finais positivos obtidos com esta ferramenta apontam para a extensão da aplicação do agente para as Não é possível e nem desejável a pré- outras ferramentas do ambiente [Lachi, Otsuka e determinação de um conjunto de tipos de Rocha 2002]. atividades e critérios de avaliação que atendam aos objetivos de qualquer curso, em qualquer Os resultados positivos obtidos na filtragem contexto. Logo um grande desafio do suporte à flexível de sessões de bate-papo dão indicativos avaliação formativa é prover soluções adaptáveis da viabilidade do uso da tecnologia de agentes de a cada curso, de acordo com os objetivos interface para prover uma solução mais ampla de pedagógicos dos formadores. suporte flexível à avaliação formativa. Dessa forma, está sendo desenvolvido um projeto que O diferencial das pesquisas em andamento no engloba resultados dos dois projetos anteriores grupo TelEduc está na exploração da tecnologia para prover suporte adaptativo à recuperação de de agentes de interface para prover suporte informações relevantes dos registros das flexível à avaliação formativa, baseada na interações e das avaliações. A partir da observação da interação do formador com o recuperação destas informações espera-se prover ambiente. Aproveitando a facilidade de se auxílio em tarefas constantemente registrar tudo o que ocorre em um curso à desempenhadas pelos formadores, a fim de liberar distância mediado por computadores, as pesquisas os formadores destas funções, diminuindo a desenvolvidas no grupo empregam a tecnologia sobrecarga destes no processo de avaliação de agentes de interface para atuar sobre esses formativa [Otsuka e Rocha 2002a, Otsuka e registros, filtrando, recuperando e analisado Rocha 2002b]: informações relevantes à avaliação formativa, de acordo com os interesses e objetivos pedagógicos • Construção dinâmica do profile do aprendiz, do formador. refletindo o desenvolvimento do aprendiz ao Os primeiros resultados obtidos a partir do uso da longo do curso, segundo aspectos relevantes tecnologia de agentes de interface para prover a cada formador (como a capacidade de suporte adaptativo à filtragem de registros de aplicação de um novo conhecimento, a sessões de bate-papo foram bem promissores e colaboração, a autonomia, etc). O profile de são importantes indicativos sobre a viabilidade do um aprendiz poderá ser constantemente uso desta tecnologia para prover um suporte validado e refinado, de acordo com as efetivo e flexível à avaliação formativa no informações extraídas dos registros das ambiente TelEduc. interações e das avaliações; • A construção do profile do aprendiz possibilitará também a promoção da 9
  • Referências Bibliográficas Papert, S. (1994). A Máquina das Crianças: Repensando a escola na Era da Informática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. Bradshaw, J. M. (1997). An Introduction to software Perrenoud, P. (1999). Avaliação: da excelência à Agents. In: Bradshaw, J. M. (Ed.). Software regulação das aprendizagens entre duas lógicas. Agents. Massachussetts: MIT Press 1997. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. Ferreira, T. B. (2001). Desenvolvimento de uma Prado, M. E.; Valente, J. A. (2002). A educação a Ferramenta de Suporte à Avaliação em distância possibilitando a formação do Ambientes de Ensino a Distância. Qualificação professor com base no ciclo da prática de Mestrado, IC/Unicamp, 2001. pedagógica. In: Moraes, M.C. (Org). Educação Fuks, H., Gerosa, M.A. & Lucena, C.J.P. (2001). à Distância: Fundamentos e Práticas. Sobre o Desenvolvimento e Aplicação de Campinas, SP:Unicamp/Nied, 2002, pp. 27-50. Cursos Totalmente a Distância na Internet, Rocha, H. (2002). O ambiente TelEduc para Educação Revista Brasileira de Informática na Educação, à Distância baseada na Web: Princípios, N9, Setembro 2001, ISSN 1414-5685, Funcionalidades e Perspectivas de Sociedade Brasileira de Computação, pp. 61-75 desenvolvimento. In: Moraes, M.C. (Org). Gipps, C. (1998). Avaliação de alunos e aprendizagem Educação à Distância: Fundamentos e Práticas. para uma sociedade em mudança. In: Anais do Campinas, SP:Unicamp/Nied, 2002, pp. 197- Seminário Internacional de Avaliação 212. Educacional. Brasília: INEP, 1998. Romani, L. A. (2000). Intermap: Ferramenta para Haertel, E. (1999). Performance Assessment and Visualização da Interação em Ambientes de Educational Reform. In: Phi Delta Kappan . Educação a Distância na Web. Dissertação de Jaques, P.; Oliveira, F.M. (2000). Um Experimento Mestrado, IC/Unicamp, dez 2000. com Agentes de Software para Monitorar a Silva, D. R.; Seno, W. P.; Vieira, M. T. P. (2001). Colaboração em Aulas Virtuais. Workshop de Acompanhamento do Aprendizado em Informática na Escola, 2000. Educação a Distância com Uso de Data Mining. Lachi, R. L. (2001). Uso de agentes de interface no In: Conferência Latinoamericana de gerenciamento de informações em ambientes Informática, Mérida, Venezuela, 2001. de ensino a distância. Qualificação de Silva, J. C. T.; Fernandes, J. R. (2000). AMON-AD: Mestrado, IC/Unicamp, 2001. Um agente inteligente para avaliação de Lachi, R. L.; Otsuka, J. L.; Rocha, H. V. (2002). Uso aprendizagem em ambientes baseados na Web. de Agentes de Interface no Suporte à Análise VI Workshop de Informática na Escola (WIE), de Sessões de Bate-Papo. Artigo submetido ao PUCPR – Campus Curitiba - 17 a 21 de julho IHC 2002. de 2000. Maes, P. (1994). Agents that Reduce Work and Souto, M. A. et al. (2001). Ferramentas de Suporte a Information Overload. Communications of the Monitoração do Aluno em um Ambiente ACM. 38(7), 1994. Inteligente de Ensino na Web. In: Anais do VII Menezes R.; Fuks, H; Garcia, A. C. (1998). Utilizando Workshop de Informática na Escola, Fortaleza, Agentes no Suporte à Avaliação Informal no Brasil, julho de 2001. Ambiente de Instrução Baseada na Web – Tarouco, L et al. (2000). Supporting Group Learning Aulanet. In: Anais do IX Simpósio Brasileiro and Assessment through Internet. In: Trans- de Informática na Educação, Fortaleza, 1998. European Research and Education Networking Musa, D.; Oliveira, J.; Vicari, R. (2001). Agente para Association Conference, Lisboa, Portugal, auxílio a avaliação de aprendizagem em Maio 2000. ambientes de ensino na Web. In:Workshop de Thorpe, M. (1998). Assessment and 'Third Generation' Informática na Escola, 2001. Distance Education. Distance Education 19, no. Nelson, G. E. (1998). On-Line Evaluation: Multiple 2 , 1998: 265-286. (EJ 582 131). Choice, Discussion Questions, Essay, and Valente, J. A. (2000). Educação a Distância: Uma Authentic Projects. In: Third Teaching in the oportunidade para Mudança no Ensino. In: Community Colleges Online Conference, Maia, C. (Org.). Educação a distância no Brasil Kapiolani Community College, Hawaii, April na era da Internet. São Paulo: Anhembi 7-9, 1998. (ED 430 695). Morumbi Editora, 2000, pp. 97-122. Otsuka, J. L. (2002). Análise do processo de avaliação Wiggins, G. (1990). The case for authentic assessment. contínua em um curso totalmente a distância. Eric Digest, no. ED328611. In: Virtual Educa 2002, Valença, Espanha, Zaïane, O.; Luo, J. (2001). Towards Evaluating 2002. Learners’ Behaviour in a Web-Based Distance Otsuka, J. L; Rocha, H. V. (2002a). A caminho de um Learning Environment. In: Proceedings of modelo de apoio à avaliação contínua. In: ICALT 2001. Anais do Workshop de Informática na Escola (WIE 2002), Florianópolis, 2002. (a ser publicado). Otsuka, J. L; Rocha, H.V. (2002b). An Agent-based Approach to Support Formative Assessment In: Proceedings of 2002 International Conference on Computers in Education, Doctoral Research Consortium, IEEE, Auckland, New Zealand, 2002 (a ser publicado). 10