A incrível viagem alada de Sebastião dos Bigodes
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A incrível viagem alada de Sebastião dos Bigodes

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A incrível viagem alada de Sebastião dos Bigodes A incrível viagem alada de Sebastião dos Bigodes Presentation Transcript

  • This eBook is part of the TREeBOOK Gallery Collection. It is based on a true history and it was created in 2009. All rights reserved by the artists. Feel free to share this eBook. To contact TREeBOOK Gallery please write to bia@freeyourideas.net TREeBOOK Gallery is supported by Free Your Ideas. www.freeyourideas.net.
  • Meu nome é Sebastião dos Bigodes. Também sou conhecido como Sebastian, Peludinho, Gato Safado e outros nomes carinhosos. Mas pode me chamar de Tião, que eu gosto.
  • Sim, sou um gato, da raça persa, aquela muito peluda. Tenho pêlos pretos nas costas e brancos na barriga: todos dizem que sou lindo! Eu concordo...
  • Tenho quase sete anos, peso seis quilos e estou em plena forma. Claro que tenho “pedigree”,
  • Mas não ligo para essas coisas. O que eu gosto mesmo é de ficar sossegado, tranquilo, em silêncio, observando tudo.
  • Sou um gato Zen...
  • A minha dona se chama Charlote. Nós vivemos em um lindo apartamento no sexto andar de um prédio, na Asa Sul de Brasília, a capital do Brasil.
  • Há alguns meses, Charlote começou a dizer que nós iríamos nos mudar em breve...
  • Eu sabia que algo estava para acontecer porque vi o movimento das malas, a dança dos móveis, o entra-e-sai.
  • Mas nunca imaginei que tudo aquilo fosse acontecer seriamente. Sempre tive esperança de que a Charlote mudasse de idéia.
  • Sou um gato cético...
  • Aqui de dentro do carro, indo para o aeroporto e vendo Brasília passar na janela do automóvel, vou dando adeus à cidade onde nasci, apesar das minhas origens árabes.
  • Charlote parece feliz. Depois de tanto tempo vivendo juntos, conheço bem aquele sorriso: então fico feliz também. Mas também fico pensando como é que eu vim parar nessa.
  • Eu sabia que poderia acontecer, porque, afinal de contas, ela e o Príncipe-Encantado estavam planejando isso, desde o ano passado.
  • Mas acho que tive preguiça de acreditar. Nem a instalação do “microchip” no meu pescoço me convenceu. Não acreditei antes, mas aqui vamos nós...
  • (sou um gato otimista...)
  • O Príncipe-Encantado é um cara bacana: eu gosto do cheiro dele. Mas é outro macho tentando dominar, então nós temos uma eterna luta de caráter territorial.
  • Cada um marca seu território como pode. Ele deixa meias usadas pela casa e eu faço pipi no tapete do banheiro.
  • Eu finjo que ele manda, e ele finge que eu obedeço. Mas, na verdade, faço tudo o que eu quero. Assim fica todo mundo feliz e satisfeito!
  • Nossa convivência é pacífica e harmônica. Nós três nos divertimos muito, sempre.
  • Sou um gato caseiro...
  • Tudo pronto. Cintos afivelados. Poltronas nas posições verticais. Aqui vamos nós! Um pouco de pressão nos ouvidos, mas daqui a pouco passa e
  • começa o festival de comidas. Nada mal essa poltrona perto da janela, mas acho melhor não ficar com os bigodes colados no vidro.
  • Claro que eu gosto de altura, mas isso aqui é muito mais alto do que um gato pode imaginar. Pena que o avião vai tão alto que não dá para ver nada lá embaixo.
  • Pena também que um avião tão grande assim tenha janelas tão pequeninas. Imagine só: estou voando!
  • Sou um gato alado...
  • Opa, turbulência! Nada de pânico! Eu já tinha voado antes para o Rio de Janeiro, mas é o meu primeiro vôo internacional. Estou meio emocionado.
  • Não gosto de viajar, mas sei que não tinha outro jeito, porque Charlote nunca me deixaria para trás.
  • Então, não há nada a fazer, além de dormir e esperar o tempo passar. Enquanto isso, fico aqui pensando em como será a casa nova.
  • Será que vai ter espaço para mim? Será que vai ter comida da que eu gosto? Será que lá faz frio ou faz calor? Onde eu vou dormir?
  • Sou um gato ansioso...
  • Cá entre nós, viajar de avião não me incomoda. O que me incomoda realmente é ficar tanto tempo sem ir ao banheiro. Eu sou um “gato-educado”
  • e só faço minhas necessidades na minha querida caixinha de areia. Sei que, em caso de emergência, posso fazer aqui onde estou, porque Charlote se arranja.
  • Mas um “gato-lorde” não faz porcaria (em público). Prefiro esperar para ir ao banheiro com toda classe e privacidade, quando chegarmos na casa nova. (Charlote também!)
  • E, por falar em casa nova, vida nova... quem sabe se a mudança abre os olhos da Charlote. Já é hora de enxergar que eu não sou mais uma criança. Eu cresci!
  • Sou um gato adulto!
  • Uma coisa que gosto nos aviões são as aeromoças. São lindas, sorridentes e perfumadas. E o melhor de tudo é que estão sempre oferecendo alguma coisa quentinha
  • ou fofinha, com um belo “sorriso colgate”. Parecem fadas, pirilampos, borboletas... Em Brasília, Charlote tinha várias amigas que pareciam aeromoças.
  • Eventualmente, me apaixonei por algumas delas, a ponto de me jogar, literalmente, aos seus pés.
  • Era uma tática infalível! Todas se derretiam como sorvete diante da cena e eu sempre ganhava um cafuné na barriga e muitos beijinhos açucarados.
  • Sou um gato galã...
  • O sol está se pondo na minha janelinha. Quem sabe que tipo de pôr-do-sol vou encontrar daqui para frente? Acho que vamos passar a noite acordados dentro do avião.
  • Quer dizer, as pessoas estão se preparando para dormir, mas eu não pretendo pregar os olhos.
  • Sei que não posso explorar o avião como gostaria e acho que a Charlote não permitiria que eu andasse por aí, mas seria ótimo.
  • Afinal, daqui a pouco estarão todos dormindo e ninguém saberia de nada...
  • sou um gato ninja...
  • Estou cansado de ficar sempre sentado, esperando, sem poder fazer nada. Eu sei que falta pouco para a viagem terminar, mas não vejo a hora de relaxar em um
  • belo pavimento de cerâmica, bem geladinho. Pensa que é fácil, ficar vinte e quatro horas vestido com uma pelúcia como a minha?
  • Estou todo suado, mas nada que um belo banho de gato não resolva. Só espero que a Charlote não invente de me mandar ao "pet shop" para tomar banho.
  • Não tenho nada contra tomar banho. Até gosto, se estiver calor. Mas não gosto de tomar banho com homens. Com mulher, tomo banho sem reclamar.
  • Sou um gato manhoso...
  • Daqui a pouco vai amanhecer e vamos passar na alfândega portuguesa. O pessoal vai querer conferir todos os nossos documentos e o meu "microchip".
  • Charlote me disse que, no futuro, os humanos, assim como os gatos e os cachorros, vão ter "microchips" de identificação, também.
  • Eu não acredito, mas ela me explicou que as pessoas vão colocar o "microchip" por vários motivos, inclusive por dinheiro. Que loucura! Ninguém me pagou para colocar o "microchip".
  • Muito pelo contrário: custou uma nota preta, mas era obrigatório para viajar de avião. Então não teve jeito e tive que colocar. Mas foi falta de opção porque eu não sou um “gato-zumbi”!
  • Sou um gato chipado...
  • E já que estamos entrando em assuntos privados, devo confessar que nunca tive uma namorada séria. Só flertes (que não deram em nada).
  • Além de ser tímido, também sou meio desconfiado, então não sou muito social. Tenho poucos e bons amigos e saio pouco de casa. Então não conheço muitas gatas...
  • Tenho vergonha de falar de intimidades, mas, mais cedo ou mais tarde, alguém vai fazer aquela pergunta recorrente e insistente.
  • Então, prefiro responder diretamente para poder mudar de assunto, automaticamente: sim, literalmente...
  • sou um gato castrado...
  • Parece que chegamos. O pessoal ficou meio agitado. Acho que está todo mundo cansado como eu. Cinto de segurança, voltar aos seus lugares, o mesmo
  • procedimento. Olha a cidade lá embaixo. Tudo conferido, tudo certo, vamos pousar. Avião na terra, começa uma correria. Acontece tudo muito rápido.
  • Quando a porta do avião abre, parece liquidação anual: corre-corre e euforia geral. Nesta hora, a minha visão se resume a malas cansadas e sapatos apressados.
  • Fico quieto para não ser notado dentro da minha “jaulinha”, mas de vez em quando alguém me descobre e começa aquele festival de elogios e autógrafos. Não gosto muito deste chamego.
  • Sou um gato tímido...
  • Olha as nossas malas ali! Segundo Charlote, encontrar as malas no final do vôo é tão bom quanto cafuné na barriga. Deve ser mesmo pelo sorriso dela!
  • Epa! eu conheço aquele sujeito! Eis o Príncipe- Encantado! Agora ele vai me pegar e vai me levar para dar uma voltinha nos ombros dele.
  • Eu gosto porque ele é alto e daqui de cima tenho uma visão geral da situação. Então, vamos para a casa nova? Trouxe o cavalo branco?
  • Melhor que cavalo branco: o Príncipe- Encantado veio de carro esportivo buscar a gente. Perfeito! Serviço de luxo!
  • Sou um gato sortudo...
  • Depois de uma viagem assim, nada melhor que chegar em casa... finalmente a tal casa nova! Que casa bonitinha! Eis a minha adorada caixinha de areia! Ufa!
  • E tem até meu cardápio favorito. Agora sim, estou gostando... vamos investigar a casa nova, descobrir todas as novidades e achar todos os esconderijos.
  • Dos tapetes eu gostei e aquela poltrona ali vai ser meu cantinho de tirar uma soneca vespertina. Debaixo da cama eu tenho muito espaço.
  • Adorei a varanda. Da banheira nem se fala! Debaixo da cama tem bastante espaço para eu me esconder em caso de emergência. Como se vê...
  • sou um gato curioso...
  • “Blim, blom”! Tem alguém tocando a campainha. Quanta gente nova! Um, dois, três, quatro, cinco amigos... que festa!
  • E aquela peludinha quem é? Que surpresa! É uma gatinha. Uma gata no meu território! Nada disso! Hum, mas, olhando de perto, a gata é gata mesmo... adorei!
  • E tem até cheiro de aeromoça. Hum... que delícia! “Oi, gata, vamos brincar? Posso mostrar a minha coleção de ratinhos para você? Aceita um chá?”
  • É, parece que também encontrei o amor... sou um gato encantado, sou um gato hipnotizado, sou um gato encrencado, sou um gato fisgado,
  • sou um gato apaixonado...
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