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APOSTILA DE INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO - Parte I
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  • 1. C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UEPR – CAMPUS DE CAMPO MOURÃODEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃOPROFESSORA MESTRE THAYS PERASSOLI BOIKO thaysperassoli@bol.com.br CAMPO MOURÃO 2011 0
  • 2. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oI INTRODUÇÃO1.1 PLANO DE ENSINO DA DISCIPLINA1.1.1 Apresentação e discussão do Plano de Ensino da Disciplina: ementa; objetivos; justificativa; metodologia; programa; método de avaliação; bibliografia. PLANO DE ENSINO CURSO: ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL DISCIPLINA: Introdução à Engenharia de Produção SÉRIE: 1 TURMA(S): - ANO LETIVO: 2011 PROFESSOR: Thays J.Perassoli Boiko CARGA-HORÁRIA ANUAL: Teórica: 60 Prática: 81. EMENTA DA DISCIPLINA NO CURSOApresentação da Engenharia; Apresentação do Engenheiro; Apresentação deEngenharia de Produção; Apresentação do Engenheiro de Produção e suas funçõescomo agente social do desenvolvimento; As funções do Engenheiro de Produção nocontexto Agroindustrial; A Ética profissional; O Produto; A Fábrica.2. OBJETIVOS DA DISCIPLINA NO CURSOInduzir os alunos às diversas áreas de Engenharia de Produção e de atuação doEngenheiro de Produção. 1
  • 3. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o3. PROGRAMA DA DISCIPLINAI INTRODUÇÃO1.2 PLANO DE ENSINO DA DISCIPLINA 1.2.1 Apresentação e discussão do Plano de Ensino da Disciplina: ementa; objetivos; justificativa; metodologia; programa; método de avaliação; bibliografia.1.3 INICIANDO OS ESTUDOS NO ENSINO SUPERIOR 1.3.1 Método de Estudo 1.3.2 Visitas técnicas 1.3.2.1 Aspectos de segurança 1.3.2.2 Preparo 1.3.2.3 RelatórioII HISTÓRIA DA ENGENHARIA 1.1 EVOLUÇÃO DA PROFISSÃO 1.2 AS PRIMEIRAS ESCOLAS DE ENGENHARIA 1.3 HISTÓRIA DA ENGENHARIA NO BRASILIII A ENGENHARIA 3.1 DEFINIÇÃO 3.2 PERFIL E COMPETÊNCIAS E HABILIDADE DO EGRESSO 3.3 PROCESSO DE FORMAÇÃO 3.3.1 Aspectos Gerais 3.3.2 Tópicos de estudo e conteúdos 3.3.2.1 Núcleo de Conteúdos Básicos 3.3.2.2 Núcleo de Conteúdos Profissionalizantes 3.3.2.3 Núcleo de Conteúdos Específicos da Modalidade: Extensões e Aprofundamentos da Modalidade 3.3.3 Estágios Curriculares 3.4 DEFINIÇÕES UTILIZADAS NAS ATRIBUIÇÕES DE TÍTULOS PROFISSIONAIS 3.5 NÍVEIS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM ENGENHARIA 3.6 MODALIDADES DA ENGENHARIA DESCRIMINADAS PELO CONFEA E SUAS COMPETÊNCIAS 3.7 OUTRAS MODALIDADES DE ENGENHARIA EXISTENTES E SUAS ÊNFASES 3.8 ENTIDADES DE CLASSE 3.8.1 Sistema CONFEA/CREA 3.8.1.1 CONFEA 3.8.1.1.1 Definição 3.8.1.1.2 Início 3.8.1.2 CREA 3.8.1.3 Objetivos do Sistema 3.8.1.4 Competências 3.8.1.4.1 Competências de Natureza Normativas 3.8.1.4.2 Competências de Natureza Recursal 3.8.1.4.3 Competências de Natureza Administrativa 3.8.1.5 Legislação sobre o Exercício Profissional Pertinente ao Sistema CONFEA/CREA 3.8.2 SENGEIV O ENGENHEIRO 4.1 ATIVIDADES PROFISSIONAIS 4.1.1 Caracterização e exercício das profissões - A Engenharia e a Sociedade 4.1.2 Atribuições profissionais e coordenação de suas atividades 4.1.2.1 Atuação quanto à forma de trabalho 4.1.2.2 Setores de Atuação 4.1.2.3 Atividades ou funções 4.2 QUALIDADES DO PROFISSIONAL 4.2.1 Conhecimentos Gerais 2
  • 4. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o 4.2.2 Conhecimentos objetivos 4.2.3 Relações humanas 4.2.4 Experimentação e Medição 4.2.5 Comunicação 4.2.6 Trabalho em grupo 4.2.7 Aperfeiçoamento contínuo 4.2.8 Criatividade 4.2.9 Ética profissionalV ÉTICA PROFISSIONAL 5.1 ÉTICA 5.1.1 Ética Profissional 5.2 CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL 5.2.1 Código de Ética Profissional do Engenheiro, do Arquiteto e do Engenheiro AgrônomoVI COMUNICAÇÃO – SEMINÁRIOS EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃOVII CRIATIVIDADEVIII SISTEMAS DE PRODUÇÃO 8.1 SISTEMAS 8.2 PRODUÇÃO 8.3 SISTEMAS DE PRODUÇÃO 8.4 ELEMENTOS CONSTITUINTES 8.5 CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO 8.6 CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO, QUANTO AO POSICIONAMENTO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO – TIPOS DE PROCESSOS DE PRODUÇÃOIX ENGENHEIRA DE PRODUÇÃO 9.1 HISTÓRICO 9.2 A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO NO BRASIL: NECESSIDADE; DEMANDA PELOS CURSOS; CRESCIMENTO 9.3 DEFINIÇÃO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO 9.4 A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO COMO GRANDE ÁREA - Conhecimentos da Engenharia de Produção 9.5 DIRETRIZES CURRICULARES PARA A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO - FORMAÇÃO 9.5.1 Conteúdos Básicos 9.5.2 Conteúdos Profissionalizantes 9.5.3 Duração do Curso 9.5.4 Estrutura Modular 9.5.5 Estágios e Atividades Complementares 9.6 GLOSSÁRIO TÉCNICO – DEFINIÇÕES DA EP, CONFORME A ABEPRO 9.7 SUB-ÁREAS DE CONHECIMENTO DA ENGENHARIA DE PRODUÇÃO 9.8 HABILITAÇÕES EM ENGENHARIA DA PRODUÇÃO 9.9 TÓPICO ESPECIAL: OUTRAS HABILITAÇÕES 9.10 ABEPRO 9.10.1Definição 9.10.2 Funções da ABEPRO 9.10.3 Objetivos da ABEPRO 9.10.4 ABEPRO Jovem 9.11 EVENTOS 9.11.1 ENEGEP 9.11.2 SIMPEP 9.11.3 ENCEP 9.11.4 OUTROS 9.12 REVISTAS 9.12.1 Revista Produção 9.12.2 Revista Produção On Line 9.12.3 Revista Gestão e Produção 9.12.4 Revista Pesquisa e Desenvolvimento 9.12.5 Sistemas e Gestão 3
  • 5. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o 9.12.6 Rio´S International Journal On Sciences Of Industrial And Systems Engineering And Management 9.12.7 Gestão Industrial 9.12.8 Revista de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação 9.12.9 Revista Eletrônica Produção & Engenharia 9.12.10 GEPROS. Gestão da Produção, Operações e Sistemas 9.13 TÓPICOS ESPECIAISX O ENGENHEIRO DE PRODUÇÃO 10.1 PERFIL DO EGRESSO 10.2 COMPETÊNCIAS 10.3 HABILIDADES 10.4 MERCADO DE TRABALHOXI ESTÁGIOS EXTRA-CURRICULARES E INICIAÇÃO CIENTÍFICA 11.1 ESTÁGIOS EXTRA-CURRICULARES 11.1.1 Importância para a formação 11.1.2 Em que áreas e organizações realizar 11.1.2.1 Primeiro Ano 11.1.2.2 Segundo Ano 11.1.2.3 Terceiro Ano 11.1.2.4 Quarto Ano 11.1.3 Duração 11.1.4 Aspectos legais 11.1.5 Orientação 11.1.6 Relatório 11.1.7 Preparo 11.1.8 Cartas de Solicitação e recomendação 11.1.9 Entrevista 11.1.10 Desenvolvimento do estágio 11.2 PROGRAMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA (PIC) 11.2.1 Importância para a formação 11.2.2 O PIC da FECILCAM 11.2.3 Grupos e Linhas de Pesquisa do DEP/FECILCAMXII ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL 12.1 ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL NO BRASIL 12.1.1 Definição 12.1.2 Hitórico 12.2 O CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ – UEPR - CAMPUS DE CAMPO MOURÃO 12.2.1 Objetivos do Curso 12.2.2 Grade Curricular 12.2.3 Histórico4. METODOLOGIA DE TRABALHO DO PROFESSOR NA DISCIPLINAESTRATÉGIAS UTILIZADAS E CONDIÇÕES OFERECIDAS PELO PROFESSOR- Aulas expositivas;- Aulas de laboratório-prática;- Aulas participativas;- Ditados;- Cópias do quadro negro;- Resolução de questionários e exercícios;- Leitura e discussão de textos;- Trabalhos em grupo; 4
  • 6. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o- Palestras;- Seminários de Engenharia de Produção;- Mesas redondas;- Painéis;- Júris simulados;- Visitas técnicas;- Orientações individualizadas das equipes;- Reuniões simuladas.BIBLIOGRAFIA: Bibliografia recomendada, além de referências de diversos textos, de vídeos e de sites da Internet.RECURSOS HUMANOS: A própria voz.RECURSOS FÍSICOS:Quadro de giz, giz e apagador; Projeções fixas (retroprojetor,transparências); Projeções móveis (Data Show, slides); Livros; Caneta ponto;Computador; TV, Aparelho de DVD.ATIVIDADES DOS ALUNOS- Leitura e resumo do material bibliográfico recomendado;- Leitura, resumo e discussão em sala de textos recomendados;- Cópia e escrita;- Resolução de exercícios;- Resolução de questionários e exercícios;- Atividades de laboratório-prática;- Discussão em sala;- Trabalhos em grupos;- Elaboração de trabalhos recomendados;- Apresentação de seminários;- Apresentação de painéis;- Mesas redondas;- Participação em júris simulados;- Estudo de caso;- Elaboração de resumos, resenhas, comentários e críticas;- Elaboração de relatórios de visitas técnicas e palestras;- Participação de reuniões simuladas.TRABALHOS DOS ALUNOS:- Trabalhos escritos: elaboração, em grupo, de uma pesquisa sobre um tema emEngenharia de Produção (9.13 TÓPICOS ESPECIAIS, do Programa da Disciplina),que deverá ser apresentado em formato de artigo, seguindo, o Modelo deFormatação de Artigos do Encontro de Engenharia de Produção (EEPA). Apesquisa deverá ser entregue em partes, em formato impresso, na datasestipuladas em sala, pelo professor da Disciplina;- Trabalhos orais – Seminários: apresentação oral referente à Pesquisa acimadescrita. Parte da nota do Seminário será em grupo e parte individual. A presençanas apresentações das demais equipes valerá nota.NORMAS ABNT A SEREM SEGUIDAS NA ELABORAÇÃO DOS TRABALHOS: 5
  • 7. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oUSP. SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS–SIBi. Diretrizes para apresentaçãode dissertações e teses da USP: documento eletrônico e impresso. São Paulo:2004.5. AVALIAÇÃO DA DISCIPLINA NO CURSOA avaliação se dará por meio de:- Atividades (A) desenvolvidas em sala ou extra classe (descritas anteriormente).Assim, A = (∑ a )/ n a =1 n , sendo a = o valor de 0 a 100 de cada uma das n atividadesdesenvolvidas no bimestre;- Trabalhos (T), descritos anteriormente. Logo, T = (∑ t )/ n n t =1 , sendo t = o valor de0 a 100 de cada uma dos n trabalhos desenvolvidas no bimestre;- Provas (P). P = ( p)/ n ∑ n p =1 sendo p = o valor de 0 a 100 de cada uma das nprovas realizadas no bimestre;A nota bimestral será obtida pela seguinte forma:(A x 0,20) + (T x 0,30) + (P x 0,50)Obs. 01: As datas serão marcadas no decorrer das aulas.Obs 02: Pode ocorrer de em um determinado bimestre não ser marcado nenhumaAtividade, Trabalho ou Prova, sendo seu peso distribuído igualmente entre asdemais Avaliações.Obs 03: As avaliações devem ser respondidas de caneta esferográfica azul.6. BIBLIOGRAFIA BÁSICA DA DISCIPLINAABEPRO. Engenharia de Produção: Grande área e diretrizes curriculares. 2001._____. Glossário técnico - área de engenharia de produção. Disponível em: <http://www.abepro.org.br/interna.asp?ss=1&c=585>. Acesso em: 16 de maio de 2007às 16 hs 40._____. Áreas e Sub-áreas de Engenharia de Produção. 2009. Disponível em:<ttp://www.abepro.org.br/interna.asp?p=399&m=424&s=1&c=362>. Acesso em: 25 6
  • 8. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã ode agosto de 2009 às 16 hs._____. Referências Curriculares da Engenharia de Produção. Disponível em:<http://www.abepro.org.br/interna.asp?ss=1&c=581>. Acesso em: 16 de maio de2007 às 16 hs 20.BOIKO, T. J. P. Introdução à Engenharia de Produção – Apostila. Disciplina deIntrodução à Engenharia de Produção. Curso de Engenharia de ProduçãoAgroindustrial. Departamento de Engenharia de Produção. Universidade Estadual doParaná – Campus de Campo Mourão. Campo Mourão. 2011._____, T. J. P.; LEIGUS, A.; FENERICH, A. T. Histórico da Engenharia de ProduçãoAgroindustrial e do Curso de Engenharia de Produção Agroindustrial da FECILCAM.ENCONTRO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUTRIAL DA FECILCAM(III EEPA), 3, 2009, Campo Mourão – PR. Anais... Campo Mourão: 2009.BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares para os Cursos deEngenharia: Versão do dia 05.05.1999. Disponível em:<http://www.dimap.ufrn.br/~cccc/reforma/engenharia.doc>. Acesso em 10 de maiode 2007 às 16 hs 45.www.abepro.org.br.CNE. Resolução CNE/CES 11/2002. Diário Oficial da União, Brasília, 9 de abril de2002. Seção 1, p. 32. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/1102Engenharia.pdf >. Acesso em: 20 demarço de 2009 às 14 hs 40.CONFEA. Resolução nº 218, de 29 jun 1973. Disponível em:<http://www.confea.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1561&pai=8&sid=193>. Acesso em: 10 de maio de 2007 às 17 hs 30._____. Resolução nº 288, de 07 Dez 1983. Disponível em: <http://www.confea.org.br/>. Acesso em 18 de agosto de 2008 às 16 hs._____. Resolução nº 1010, de 22 ago 2005. Disponível em:<http://normativos.confea.org.br/downloads/1010-05.pdf>. Acesso em: 20 de marçode 2009 às 13 hs 47.USP. SISTEMA INTEGRADO DE BIBLIOTECAS–SIBi. Diretrizes paraapresentação de dissertações e teses da USP: documento eletrônico eimpresso. São Paulo: 2004. 7
  • 9. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o7. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR DA DISCIPLINAAURÉLIO. Dicionário Aurélio do Século XXI.BATALHA, M. O. Introdução à Engenharia de Produção: Rio de Janeiro: Campus, 2008.BAZZO, W. A.; PEREIRA, L. T. do V. Introdução à Engenharia. 5 ed. Florianópolis:Editora da UFSC, 1997.BOIKO, T. J. P; TSUJIGUCHI, L. T. A.; VAROLO, F. W. R. Classificação dos Sistemas deProdução: uma Abordagem de Engenharia de Produção. In: ENCONTRO DE PRODUÇÃOCIENTÍFICA E TECNOLÓGICA, 4, 2009, Campo Mourão – PR Anais... Campo Mourão: 2009.COPPINI, N. L. Panorama da Engenharia de Produção. Palestra apresentada no XSIMPEP, 2003.FAÉ, C. S.; RIBEIRO, J. L. D. Um retrato da Engenharia de Produção no Brasil. RevistaGestão Industrial. v. 1, n. 3, p. 315-324, 2005.FOGARTY, D. W. Et. al. Production and Inventory Management. 2 ed. USA: South-Western Publishing Co., 1991.GAITHER, N.; FRAZIER, G. Administração da Produção e Operações. 8 ed. São Paulo:Thomson Learning, 2002.LUSTOSA, L. Et al. Planejamento e Controle da Produção. Rio de Janeiro: Elsevier,2008.MOORE, G. E. Princípios Éticos. São Paulo: Abril Cultural, 1975.MORAIS, M. de F.; BOIKO, T. J. P. Classificação de Sistemas de Produção Quanto aoPosicionamento do Processo: Uma Abordagem de Engenharia da Produção. In:ENCONTRO DE PRODUÇÃO CIENTIFICA E TECNOLÓGICO, 6, 2009, Campo Mourão, PR.Anais... Campo Mourão: 2009.MOREIRA, D. A. Administração da Produção e Operações. 5 ed. São Paulo: Pioneira,2000.OLIVEIRA, V. F. de. Crescimento do número de cursos e de modalidades de engenharia:principais causas e conseqüências. In: COBENGE 2005: Congresso Brasileiro de Ensino deEngenharia, XXXIII, 2005, Campina Grande/Pb. Anais... Disponível em:<http://www.proengprod.ufjf.br/SiteEducengMg/CrescEng.pdf>. Acesso em 10 de maio de2007 às 18 hs.OLIVEIRA NETTO, A. A. de.; TAVARES, W. R. Introdução à Engenharia de Produção:estrutura, organização, legislação. Florianópolis: Visual Books, 2006.RUSSOMANO, V. H. PCP: Planejamento e Controle da Produção. 6 ed. São Paulo:Pioneira, 2000.SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da Produção. 2 ed. SãoPaulo: Atlas, 2002. 8
  • 10. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oTUBINO, D. F. Manual de Planejamento e Controle da Produção. 2 ed. São Paulo: Atlas,2000.- Sites de Instituições relacionadas à Engenharia e Engenharia de Produção..1.4 INICIANDO OS ESTUDOS NO ENSINO SUPERIOR1.4.1 Método de EstudoBAZZO, W. A.; PEREIRA, L. T. do V. Introdução à Engenharia. 5 ed. Florianópolis:Editora da UFSC, 1997, p. 7-32.QUESTIONÁRIO – ROTEIRO DE ESTUDOResponder com base em Bazzo; Pereira (1997) e nas notas de aula.1) Do que depende a qualidade de um bom curso superior?2) Quais os motivos para se aprender a estudar?3) Por que a transição do ensino médio para o ensino superior exige do estudante uma mudança no seu comportamento?4) Qual a definição de “aluno”.5) Qual a definição de “estudante”.6) Qual a diferença entre ser “aluno” e ser “estudante”?7) O que significa estudar? 9
  • 11. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o8) Qual a diferença entre aprender e estudar?9) Quais os objetivos de um curso de Engenharia perante os indivíduos que o cursam?10) Quais são as etapas distintas de procedimentos do método proposto para o estudo de Engenharia?11) Como se preparar para estudar?12) Em que situações do processo ensino-aprendizagem, usualmente, ocorre a captação do conhecimento?13) Quais as formas usuais de captação de conhecimento?14) O que sugere-se para melhorar a captação de conhecimento por meio da audição?15) Em que situações se captam conhecimentos através da observação?16) O que se entende por dúvidas?17) Qual a importância de sanar dúvidas?18) Qual a importância da revisão imediata na captação de conhecimentos?19) Comente sobre a técnica de sublinhar (grifar).20) O que os trabalhos escolares despertam nos estudantes?21) Quais capacidades os trabalhos escolares visam desenvolver nos estudantes?22) Qual a importância de um bom vocabulário?23) Cite os meios eficientes de se adquirir um bom vocabulário.24) Para que servem os resumos e esquemas?25) O que é resumo?26) Defina esquema. 10
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  • 35. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o - dos produtos produzidos no processo a ser visitados; 3º) Elaborar um roteiro de possíveis perguntas a fazer e coisas a observar durante a visita. Para realizar este estudo prévio e, posteriormente, o roteiro da visita, servem de fonteso site da organização/empresa, trabalhos (trabalhos de disciplinas, de conclusão de curso,relatórios de estágios, por exemplo), realizados anteriormente, nestas, reportagens que tratemdo assunto, livros, consultas à professores, folders da empresa, entre tantas outras.1.4.3 Relatório O relatório deve ser elaborado de acordo com os propósitos e objetivos da visita. Mesmo que não se esteja fazendo uma visita como requisito de uma disciplina, ou queo professor não exija o relatório, é extremamente importante a realização deste, mesmo queinformal, após a visita, para que se possa fixar melhor os conhecimentos adquiridos. 30
  • 36. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oII HISTÓRIA DA ENGENHARIA2.1 EVOLUÇÃO DA PROFISSÃO A história da Engenharia confunde-se com a história da humanidade, dividindo-se emdois momentos distintos, a “Engenharia Antiga” ou “Engenharia do Passado” e a “EngenhariaModerna”. De acordo com estudos de paleontologia, os primeiros hominídeos eram carnívoros e,como não possuíam dentes ou garras afiados, necessitaram de alguma ajuda para superar esseproblema. Isto os levou a fabricar ferramentas, que inicialmente eram pedaços toscos depedras lascadas para ficarem com a ponta aguçada e se transformarem em objetos cortantes. Desta maneira, conforme salientam Afonso; Fleury, o desenvolvimento tecnológicoteve início há milhões de anos. Com certeza, o maior avanço tecnológico e cultural do homem primitivo ocorreu porvolta de 600.000 anos atrás, quando este adquiriu a habilidade para lidar com o fogo,possivelmente a partir de algum incêndio causado por raios ou erupção vulcânica. O fogopossibilitou vencer o frio e a escuridão, abrindo caminho para o homem primitivo sobreviverem regiões mais frias, ampliando a ocupação espacial da terra, além de cozer os alimentos,tornando-os mais palatáveis. Somente a partir de 50.000 anos os seres humanos começaram a produzir artefatos decaça mais elaborados, como os arpões, as lanças, e posteriormente o arco e a flecha. Este meiomais eficiente de matar a uma distância segura permitiu a caçada de animais perigosos e de 31
  • 37. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã ogrande porte, capazes de fornecer alimentos para grupos mais numerosos. Os acontecimentos mais marcantes da história da evolução humana foram osurgimento da agricultura, que se deu provavelmente no ano 10.000 a.C., o domínio do fogo eo advento da fala. Depois da agricultura, veio a domesticação de animais, explorados dediversas maneiras, como por exemplo, a ordenha para aproveitamento de leite, a coleta deovos, a tração animal, por exemplo, o que possibilitou manter o estoque alimentar de reserva. Assim, não havia mais necessidade de mudanças freqüentes do local de residênciapara obtenção de alimentos. Nesse momento o homem passou a sedentário. E háaproximadamente 8 mil anos um ser humano não caçador não coletor, foi responsável pelaorigem das comunidades grandes e suficientemente permanentes para desenvolver umaarquitetura de tijolos e pedras. Nesse momento certamente nascia o primeiro engenheiro. Osrestos de alguns destes vilarejos construídos de tijolos chegaram até nossos dias. As primeiras civilizações propriamente ditas que se tem conhecimento surgiram entreos anos 3.500 e 500 a.C. A primeira delas é a Suméria, no sul da Mesopotâmia. As maiorescontribuições tecnológicas legadas por ela foram a prática da irrigação e a construção e odesenvolvimento do sistema de governo. Pouco depois, sinais de civilização, que datam deaproximadamente 3.000 anos a.C., podem ser vistos também no Egito. Os egípcios,construíram obras públicas em pedra, insuperáveis para a época, das quais as mais famosassão as pirâmides. Outra mudança significativa na história da humanidade foi a descoberta do uso dometal. Em longo prazo, o metal mudou o mundo quase tanto quanto a agricultura. Entre 7.000e 6.000 a.C. o cobre, foi o primeiro metal a ser aproveitado, aplicado inicialmente naelaboração de objetos para ornamentos, mas logo depois, utilizado para fabricação de armas eferramentas. 32
  • 38. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o Tem-se conhecimento que os egípcios primitivos dominavam várias técnicas dentre asquais, as de construção de barcos de junco, de trabalhar pedra dura, de moldar o cobre, alémde dominarem técnicas de irrigação. Praticavam também a criação do gado para tração ecriavam aves. O ferro passou a ser explorado no oriente próximo por volta de 1.500 a.C. e só foiamplamente divulgado depois do ano 1.000 a.C. O surgimento da escrita possibilitou armazenar e transmitir conhecimentos eexperiências com mais facilidade e precisão, de uma geração a outra. A cultura e a tecnologiaacumuladas gradualmente se tornaram mais efetivas como instrumentos para mudar o mundo.Assim, se tornou mais fácil, o domínio das complexas técnicas de irrigar as terras, de fazer ascolheitas e armazená-las e assim melhorar a eficiência na exploração dos recursos naturais. O império romano chegou a dominar todo o mundo mediterrâneo por volta de 50 a.C.,e para tornar as cidades conquistadas mais confortáveis, os romanos construíram estradas,arenas de jogos, casas de banho, esgotos, aquedutos e cisternas de água potável. Os arquitetosforam os primeiros a se livrarem da necessidade de se apoiar grandes vãos de telhados emfileiras de pilares, inventando o teto em forma de abóbada. Durante a Idade Média, considerada a idade das trevas, o conhecimento apresentoupequenos progressos, pois era restrito ao círculo da Igreja. Neste período, as maiorescontribuições foram nas áreas do aprimoramento da tração animal. Outro avanço ocorreu naconstrução civil, pois nesse período foram edificadas surpreendentes obras, que exigiram altahabilidade, tanto de engenharia quanto de escultura em pedra, vistas até hoje nas igrejasparoquiais das ricas regiões italianas e inglesas. Ao mesmo tempo, o artesanato ganhounotoriedade e com isso, aumentou o número de artesãos cuja crescente importância pode servista no surgimento de regiões de manufatura especializadas. As mais notórias e ricas se 33
  • 39. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oespecializaram na fabricação de artigos têxteis. A joalheria foi prestigiada, ocorrendo, emFlorença na Itália, uma união entre os joalheiros e artesãos o que levou ao estabelecimento dealguns critérios de padronização. Este núcleo de padronização, que posteriormente foi também aplicado aos construtorese artesãos da nobreza é o início do que viria a ser os Conselhos Profissionais. Este aglomeradoflorentino de construtores e artesãos era conhecido como Guildas, que significava ordem ouclã. As Guildas estabeleciam critérios básicos de estética e segurança nas construções. Foi apartir deles que, em 1406, em Florença na Itália, surgiram as primeiras escolas euniversidades de arquitetura e os primeiros arquitetos não práticos. Os avanços científicos dos séculos XVI e XVII significaram uma revolução nopensamento, e os homens procuraram cada vez mais descobrir modos de manipular e explorara natureza. No século XVIII, a Revolução Industrial - transição da economia agrária para aindustrialização - marcou o início de um novo período da história mundial. A economiabaseada na produção industrial pode ser considerada a mudança mais importante na históriada humanidade desde o advento da própria agricultura, ou até mesmo da descoberta do fogo. No século XIX as máquinas começaram a substituir o trabalho braçal e os resultadospuderam ser vistos em diversos seguimentos da economia. O vapor passou a ser utilizado paramovimentar máquinas e puxar arados. Carros, bondes e bicicletas podiam ser vistos nas ruasdas principais cidades. Nas fábricas, via-se os teares, os tornos e as furadeiras. Nos escritóriose lojas apareciam caixas registradoras e máquinas de escrever. O advento das máquinasreforçou a preocupação com a maneira pela qual o trabalho era organizado e como erammoldadas as atividades. Assim, surgiu então um conjunto de novas profissões. O termo"Engenheiro", teve seu significado ampliado, aparecendo diversas especializações, como em 34
  • 40. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oconstrução, em mecânica, em eletricidade, em embarcações, em produtos químicos, etc. Desta maneira, o termo engenheiro surgiu com a expansão dos conhecimentoscientíficos e suas aplicações aos problemas práticos, sendo resultado de todo um processo deevolução ocorrido durante milênios. Aos poucos a Engenharia foi se estruturando, devidoprincipalmente ao desenvolvimento da matemática e da explicação dos fenômenos físicos.Assim, a semente da “Engenharia Moderna” foi lançada no século, XVIII quando se chegou aum conjunto sistemático e ordenado de doutrinas. Desta forma, segundo Bazzo; Pereira (1997), surge um marco histórico entre duasEngenharias: “A Engenharia do passado e a Engenharia Moderna.” (BAZZO & PEREIRA,1997, p. 183). A Engenharia do passado caracteriza-se pelos grandes esforços do homem no sentidode criar e aperfeiçoar dispositivos que aproveitassem os recursos naturais. Estes primeirosengenheiros foram os responsáveis pelo aparecimento dos armamentos, fortificações,estradas, pontes, canais etc. Estes indivíduos tinham por característica básica o empirismo,pois trabalhavam com base na prática transmitida pelos seus antecessores, na sua própriaexperiência e no seu espírito de criação. O primeiro título de engenheiro foi usado pelo inglês John Smeaton (1724-1792), quese auto-intitulou engenheiro civil. A Engenharia moderna, por sua vez, caracteriza-se pela aplicação generalizada dosconhecimentos científicos à solução de problemas. Assim, a Engenharia moderna dedica-se,basicamente, a mesma espécie de problemas que a Engenharia do passado se dedicava,diferenciando desta última pelo fato marcante de aplicar a ciência na resolução dessesproblemas. Instituições de educação técnica surgiram em muitos países para dar instrução 35
  • 41. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oavançada em Engenharia. Algumas universidades começaram a ensinar estas matérias. Osengenheiros se consideravam como tendo uma profissão e em geral, se organizavam emassociações profissionais que cuidavam dos seus interesses. Foram os primeiros egressos decursos superiores a se reunirem em associações de classe. A primeira associação formal deprofissionais egressos de Universidades que se tem notícia é o Instituto dos Engenheiros deLondres, fundado em 1840.2.2 AS PRIMEIRAS ESCOLAS DE ENGENHARIA A evolução da Engenharia, como afirmam Bazzo; Pereira (1997), sempre esteveintimamente relacionada com o aparecimento de escolas para a formação de engenheiros. Ainda, em 1506, teria sido fundada, em Veneza, na Itália, a primeira escola dedicada àformação de engenheiros e artilheiros, no entanto, não existem registros oficiais quecomprovam a existência de tal escola, apenas existem referências, em textos históricos, quesugerem tal. No século XVIII, conforme Bazzo; Pereira (1997), vários cientistas franceses, taiscomo Poisson, Navier, Coriolis, Poncelet e Monge, contribuíram para a definição da técnicacientífica, que resultou na fundação, em Paris, na França, em 1774, da Ècole Polytechnique,cujo objetivo era ensinar as aplicações da matemática aos problemas da Engenharia. Assim, em 1747 foi criada, na França, aquela que é considerada a primeira escola deengenharia do mundo, a Ècole dês Ponts et Chaussées. Em 1778, foi implantada a Ècole dês Mines e, em 1794, o Conservatoire dês Arts et 36
  • 42. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oMétiers. Estas escolas eram voltadas para o ensino prático, diferentes, portanto, da ÈcolePolytechnique, que era voltada para o ensino teórico. O passo seguinte no desenvolvimento da Engenharia, foi a criação das escolas técnicassuperiores de língua germânicas. As escolas de Praga, atual República Tcheca, em 1806, a deViena, na Áustria, em 1815, a de Karlsruhe, na Alemanha, em 1825 e a de Munique, tambémna Alemanha. Entretanto, a escola que teve maior importância no aparecimento da Engenhariamoderna foi a de Zurique, na Suíça, a Eidgenossische Technische Hockschule, em 1854. Em 1794 foi criada a primeira escola de Engenharia nos estados Unidos (EUA), aAcademia Militar de West Point, que pegou fogo dois anos depois, sendo reaberta em 1802,ano que passou a ser considerado o ano oficial de sua fundação. A primeira e maiscaracterística escola técnica superior dos EUA foi, provavelmente, o Rensselaer PolytechnicInstitute, fundado em 1824. Depois, vieram o Massachusetts Institute of Technology (MIT),em 1865, Carnegie Institute of Technology, em 1905 e o Califórnia Institute of Technology,em 1919. Desta maneira, “... com estas escolas e institutos, a técnica tomou copo, ampliando-sea aplicação da ciência à tecnologia.” (BAZZO; PEREIRA, 1997, p. 188). Deve-se destacar uma diferença fundamental entre as primeiras escolas de Engenhariae as atuais: “As primeiras, adestravam para técnicas e processos,. Hoje, a preocupação maior ésobretudo formar e educar – para fornecer ao futuro profissional armas para que este possaresistir ao rápido obsoletismo das técnicas-, e secundariamente treinar.” (BAZZO;PEREIRA, 1997, p. 188-9). 37
  • 43. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o2.3 HISTÓRIA DA ENGENHARIA NO BRASIL Não é fácil estabelecer o início das atividades da Engenharia no Brasil, mas comcerteza, como lembram Afonso; Fleury, as atividades profissionais especializadas iniciaram-se no próprio descobrimento, ocasião em que foram utilizados conhecimentos de EngenhariaNaval, de Astronomia, de Matemática, de Cartografia, de Medicina, dentre outros, paraconduzir a frota de Cabral até o Brasil. Em seguida, com o advento da descoberta de minerais como o ouro, as atividadesrelacionadas com a Geologia e a Engenharia de Minas foram intensificadas. Logo após a vinda da família imperial para o Brasil, em 1808, foram criadas asprimeiras escolas técnicas na colônia. A Engenharia brasileira é bastante jovem, conforme salienta o CREA/SP, tendo suaorigem, conforme Bazzo; Pereira (1997), na área militar, em 1810, quando o atual PríncipeRegente (futuro rei Dom João VI) criou a Academia Militar do Rio de Janeiro, emsubstituição a Real Academia de Artilharia, Fortificações e Desenho, instalada em 1792. A Academia Real Militar, depois da Independência, teve seu nome alterado paraAcademia Imperial Militar e depois para Academia Militar da Corte. Em 1823 passaram a serpermitidas as matrículas de aluno civis. Em 1858, a Academia Militar da Corte, passou a denominar-se Escola Central, sendoentão destinada ao ensino da Matemática, das Ciências Físicas e Naturais e das doutrinas deEngenharia Civil. O ensino militar ficou a cargo da Escola de Aplicação do Exército e da 38
  • 44. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oEscola Militar do Rio Grande do Sul. Em 1874, segundo Bazzo; Pereira (1997), CREA/SP e UFRJ, a partir da necessidadede desenvolvimento, principalmente nos setores de saneamento, ferroviário e de portosmarítimos, é a fundação da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, sucessora direta da antigaEscola Central. Ainda no século XIX, conforme Bazzo; Pereira (1997), foram criadas as Escolas deMinas de Ouro Preto/MG em 1876, a Politécnica de São Paulo/SP, em 1893, a Politécnica doMackenzie College e a Escola de Engenharia do Recife/PE, em 1896, a Politécnica da Bahia ea Escola de Engenharia de Porto Alegre/RS, em 1897. Até por volta de 1900, segundo Afonso; Fleury, o exercício profissional era livre nopaís, mas a partir dessa data, o governo se viu pressionado a elaborar legislações que visavamexercer controle sobre determinadas atividades profissionais, tentando limitar o exercícioilegal de algumas profissões. Desta maneira, a primeira profissão a ser regulamentada foi a de EngenheiroAgrimensor. Em 1933 regulamentou-se as profissões de Engenheiro Agrônomo e EngenheiroCivil. Nesse ano foi também criado o Sistema CONFEA/CREAS.BIBLIOGRAFIA CONSULTADAAFONSO, A. A.; FLEURY, N. Uma Breve História da Engenharia. Disponível em:http://www.crea-go.org.br/informativo/artigos/2.htm. . Acesso em 10 de maio de 2007 às 22hs 00.BAZZO, W. A.; PEREIRA, L. T. do V. Introdução à Engenharia. 5 ed. Florianópolis:Editora da UFSC, 1997., p. 7-32. 39
  • 45. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oCREA/SP. Um pouco de História da Engenharia no Brasil. Disponível em:http://cursos.unisanta.br/mecanica/leis/historia.html. Acesso em 10 de maio de 2007 às 22 hs45.UFRJ. História. Disponível em:<http://www.poli.ufrj.br/bin/index_home.php?op1=SHOWPLITECNICA&op2=1>. Acesso em16 de maio de 2007 às 11 hs 45. 40
  • 46. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oIII A ENGENHARIA3.1 DEFINIÇÃO Engenharia é a atividade em que os conhecimentos científicos e técnicos e aexperiência prática são aplicados para a exploração dos recursos naturais, para o projeto,construção e operação de objetos úteis e para o planejamento urbano e ambiental. Ou seja, a Engenharia é a atividade em que os conhecimentos científicos etécnicos e a experiência prática são aplicados para ATENDER AS DEMANDAS DASOCIEDADE. O Ministério da Educação, por meio do Conselho Nacional de Educação (CNE),Câmara de Educação Superior (CES) estabelece, através da Resolução CNE/CES 11/2002, asDiretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino de Graduação em Engenharia, que referem-seexclusivamente à formação acadêmica não abrangendo os aspectos relativos ao registro para oexercício da profissão.3.2 PERFIL, COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DO EGRESSO Os Artigos 3 e 4º da Resolução CNE/CES 11/2002 tratam do perfil, competências ehabilidades gerais do egresso de um Curso de Engenharia. 41
  • 47. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o O Artigo 3º coloca qual deve ser o perfil que um Curso de Graduação em Engenhariadeve proporcionar ao formado/egresso/profissional:“Art. 3º O Curso de Graduação em Engenharia tem como perfil do formandoegresso/profissional o engenheiro, com formação generalista, humanista, crítica e reflexiva,capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica ecriativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos,econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento àsdemandas da sociedade.” Conforme o Artigo 3º é possível constatar que a Principal Característica da Profissãode Engenharia é o atendimento às demandas da sociedade. O Artigo 4º coloca quais devem ser as competências e habilidades gerais que umCurso de Graduação em Engenharia deve proporcionar ao seu egresso:“Art. 4º A formação do engenheiro tem por objetivo dotar o profissional dos conhecimentosrequeridos para o exercício das seguintes competências e habilidades gerais:I - aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia;II - projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados;III - conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;IV - planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia;V - identificar, formular e resolver problemas de engenharia;VI - desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas;VI - supervisionar a operação e a manutenção de sistemas;VII - avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas;VIII - comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;IX - atuar em equipes multidisciplinares; 42
  • 48. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oX - compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissionais;XI - avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental;XII - avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;XIII - assumir a postura de permanente busca de atualização profissional.”3.3 PROCESSO DE FORMAÇÃO Os Artigos 5º ao 7º da Resolução CNE/CES 11/2002 estabelecem como deve ser oprocesso de formação em Curso de Graduação em Engenharia.3.3.1 Aspectos Gerais Os Artigos 5º tratados aspectos gerais deste processo de formação:“Art. 5º Cada curso de Engenharia deve possuir um projeto pedagógico1 que demonstreclaramente como o conjunto das atividades previstas garantirá o perfil desejado de seu egressoe o desenvolvimento das competências e habilidades esperadas. Ênfase deve ser dada ànecessidade de se reduzir o tempo em sala de aula, favorecendo o trabalho individual e emgrupo dos estudantes.§ 1º Deverão existir os trabalhos de síntese e integração dos conhecimentos adquiridos aolongo do curso, sendo que, pelo menos, um deles deverá se constituir em atividade obrigatóriacomo requisito para a graduação.1 Também chamado de projeto político pedagógico. 43
  • 49. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o§ 2º Deverão também ser estimuladas atividades complementares, tais como trabalhos deiniciação científica, projetos multidisciplinares, visitas teóricas, trabalhos em equipe,desenvolvimento de protótipos, monitorias, participação em empresas juniores e outrasatividades empreendedoras.”3.3.2 Tópicos de estudo e conteúdos O Artigo 6º da Resolução CNE/CES 11/2002 estabelecem quais devem ser os tópicosde estudo e os conteúdos num Curso de Graduação em Engenharia.“Art. 6º Todo o curso de Engenharia, independente de sua modalidade, deve possuir em seucurrículo um núcleo de conteúdos básicos, um núcleo de conteúdos profissionalizantes e umnúcleo de conteúdos específicos que caracterizem a modalidade.”3.3.2.1 Núcleo de Conteúdos Básicos“§ 1º O núcleo de conteúdos básicos, cerca de 30% da carga horária mínima, versará sobre ostópicos que seguem:I - Metodologia Científica e Tecnológica;II - Comunicação e Expressão;III - Informática;IV - Expressão Gráfica;V - Matemática;VI - Física;VII - Fenômenos de Transporte;VIII - Mecânica dos Sólidos; 44
  • 50. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oIX - Eletricidade Aplicada;X - Química;XI - Ciência e Tecnologia dos Materiais;XII - Administração;XIII - Economia;XIV - Ciências do Ambiente;XV - Humanidades, Ciências Sociais e Cidadania.§ 2º Nos conteúdos de Física, Química e Informática, é obrigatória a existência de atividadesde laboratório. Nos demais conteúdos básicos, deverão ser previstas atividades práticas e delaboratórios, com enfoques e intensividade compatíveis com a modalidade pleiteada.”3.3.2.2 Núcleo de Conteúdos Profissionalizantes“§ 3º O núcleo de conteúdos profissionalizantes, cerca de 15% de carga horária mínima,versará sobre um subconjunto coerente dos tópicos abaixo discriminados, a ser definido pelaIES:I - Algoritmos e Estruturas de Dados;II - Bioquímica;III - Ciência dos Materiais;IV - Circuitos Elétricos;V - Circuitos Lógicos;VI -Compiladores;VII - Construção Civil;VIII - Controle de Sistemas Dinâmicos;IX - Conversão de Energia;X - Eletromagnetismo;XI - Eletrônica Analógica e Digital;XII - Engenharia do Produto;XIII - Ergonomia e Segurança do Trabalho;XIV - Estratégia e Organização;XV - Físico-química;XVI - Geoprocessamento;XVII - Geotecnia; 45
  • 51. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oXVIII - Gerência de Produção;XIX - Gestão Ambiental;XX - Gestão Econômica;XXI - Gestão de Tecnologia;XXII - Hidráulica, Hidrologia Aplicada e Saneamento Básico;XXIII - Instrumentação;XXIV - Máquinas de fluxo;XXV - Matemática discreta;XXVI - Materiais de Construção Civil;XXVII - Materiais de Construção Mecânica;XXVIII - Materiais Elétricos;XXIX - Mecânica Aplicada;XXX - Métodos Numéricos;XXXI - Microbiologia;XXXII - Mineralogia e Tratamento de Minérios;XXXIII - Modelagem, Análise e Simulação de Sistemas;XXXIV - Operações Unitárias;XXXV - Organização de computadores;XXXVI - Paradigmas de Programação;XXXVII - Pesquisa Operacional;XXXVIII - Processos de Fabricação;XXXIX - Processos Químicos e Bioquímicos;XL - Qualidade;XLI - Química Analítica;XLII - Química Orgânica;XLIII - Reatores Químicos e Bioquímicos;XLIV - Sistemas Estruturais e Teoria das Estruturas;XLV - Sistemas de Informação;XLVI - Sistemas Mecânicos;XLVII - Sistemas operacionais;XLVIII - Sistemas Térmicos;XLIX - Tecnologia Mecânica;L - Telecomunicações;LI - Termodinâmica Aplicada;LII - Topografia e Geodésia;LIII - Transporte e Logística.”3.3.2.3 Núcleo de Conteúdos Específicos da Modalidade: Extensões e Aprofundamentos da Modalidade“§ 4º O núcleo de conteúdos específicos se constitui em extensões e aprofundamentos dosconteúdos do núcleo de conteúdos profissionalizantes, bem como de outros conteúdosdestinados a caracterizar modalidades. Estes conteúdos, consubstanciando o restante da carga 46
  • 52. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã ohorária total, serão propostos exclusivamente pela IES. Constituem-se em conhecimentoscientíficos, tecnológicos e instrumentais necessários para a definição das modalidades deengenharia e devem garantir o desenvolvimento das competências e habilidades estabelecidasnestas diretrizes.” É importante enfatizar que os tópicos de estudo e seus conteúdos, de ambos osnúcleos, varia, conforme a modalidade da Engenharia a que diz respeito e conforme o enfoquee a intensidade adotados pela instituição de ensino superior para o curso. Além disso, oordenamento dos conteúdos não representa sequência imposta na estruturação do currículo,nem os tópicos correspondem necessariamente a disciplinas individuais.3.3.3 Estágios Curriculares O Artigo 7º da Resolução CNE/CES 11/2002 trata dos estágios curricularesobrigatórios:Art. 7º A formação do engenheiro incluirá, como etapa integrante da graduação, estágioscurriculares obrigatórios sob supervisão direta da instituição de ensino, através de relatóriostécnicos e acompanhamento individualizado durante o período de realização da atividade. Acarga horária mínima do estágio curricular deverá atingir 160 (cento e sessenta) horas.Parágrafo único. É obrigatório o trabalho final de curso como atividade de síntese eintegração de conhecimento.” 47
  • 53. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o3.4 DEFINIÇÕES UTILIZADAS NAS ATRIBUIÇÕES DE TÍTULOS PROFISSIONAIS A Resolução do CONFEA nº 1.010, de 22 de agosto de 2005, regulamenta aatribuição de títulos profissionais, atividades, competências e o âmbito de atuação dosprofissionais inseridos no Sistema Confea/Crea, para efeito de fiscalização do exercícioprofissional. No Capítulo 2, Artigo 5º, desta Resolução, adota-se as seguintes definições:“I – atribuição: ato geral de consignar direitos e responsabilidades dentro do ordenamentojurídico que rege a comunidade;II - atribuição profissional: ato específico de consignar direitos e responsabilidades para oexercício da profissão, em reconhecimento de competências e habilidades derivadas deformação profissional obtida em cursos regulares;III - título profissional: título atribuído pelo Sistema Confea/Crea a portador de diplomaexpedido por instituições de ensino para egressos de cursos regulares, correlacionado como(s) respectivo(s) campo(s) de atuação profissional, em função do perfil de formação doegresso, e do projeto pedagógico do curso;IV - atividade profissional: ação característica da profissão, exercida regularmente;V - campo de atuação profissional: área em que o profissional exerce sua profissão, emfunção de competências adquiridas na sua formação;VI – formação profissional: processo de aquisição de competências e habilidades para oexercício responsável da profissão;VII - competência profissional: capacidade de utilização de conhecimentos, habilidades eatitudes necessários ao desempenho de atividades em campos profissionais específicos,obedecendo a padrões de qualidade e produtividade;VIII - modalidade profissional: conjunto de campos de atuação profissional da Engenhariacorrespondentes a formações básicas afins, estabelecido em termos genéricos pelo Confea;IX – categoria (ou grupo) profissional: cada uma das três profissões regulamentadas2 na Leinº 5.194 de 1966; e2 Engenharia, Arquitetura e Agronomia. 48
  • 54. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oX – curso regular: curso técnico ou de graduação reconhecido, de pós-graduaçãocredenciado, ou de pós-graduação senso lato considerado válido, em consonância com asdisposições legais que disciplinam o sistema educacional, e devidamente registrado noSistema Confea/Crea.”3.5 NÍVEIS DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM ENGENHARIA No Capítulo 1, Artigo 3º e 4º da Resolução do CONFEA nº 1.010, de 22 de agosto de2005 são feitas as seguintes considerações quanto aos níveis de formação profissional, no quediz respeito às profissões inseridas no Sistema Confea/CREA:“I - técnico;II – graduação superior tecnológica;III – graduação superior plena;IV - pós-graduação no senso lato (especialização); eV - pós-graduação no senso estrito (mestrado ou doutorado).Art. 4º Será obedecida a seguinte sistematização para a atribuição de títulos profissionais edesignações de especialistas, em correlação com os respectivos perfis e níveis de formação, eprojetos pedagógicos dos cursos, no âmbito do respectivo campo de atuação profissional, deformação ou especialização:I - para o diplomado em curso de formação profissional técnica, será atribuído o título detécnico;II - para o diplomado em curso de graduação superior tecnológica, será atribuído o título detecnólogo;III - para o diplomado em curso de graduação superior plena, será atribuído o título deengenheiro, de arquiteto e urbanista, de engenheiro agrônomo, de geólogo, de geógrafo ou demeteorologista, conforme a sua formação; 49
  • 55. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oIV - para o técnico ou tecnólogo portador de certificado de curso de especialização seráacrescida ao título profissional atribuído inicialmente a designação de especializado no âmbitodo curso;V - para os profissionais mencionados nos incisos II e III do art. 3º desta Resolução,portadores de certificado de curso de formação profissional pós-graduada no senso lato, seráacrescida ao título profissional atribuído inicialmente a designação de especialista;VI - para o portador de certificado de curso de formação profissional pós-graduada no sensolato em Engenharia de Segurança do Trabalho, será acrescida ao título profissional atribuídoinicialmente a designação de engenheiro de segurança do trabalho; eVII - para os profissionais mencionados nos incisos II e III do art. 3º desta Resolução,diplomados em curso de formação profissional pós-graduada no senso estrito, será acrescidaao título profissional atribuído inicialmente a designação de mestre ou doutor na respectivaárea de concentração de seu mestrado ou doutorado.(...) § 2º O título de engenheiro será obrigatoriamente acrescido de denominação quecaracterize a sua formação profissional básica no âmbito do(s) respectivo(s) campo(s) deatuação profissional da categoria, podendo abranger simultaneamente diferentes âmbitos decampos.§ 3º As designações de especialista, mestre ou doutor só poderão ser acrescidas ao títuloprofissional de graduados em nível superior previamente registrados no SistemaConfea/Crea.”3.6 MODALIDADES DA ENGENHARIA DESCRIMINADAS PELO CONFEA E SUAS COMPETÊNCIAS POR QUE EXISTEM TANTAS MODALIDADES DE ENGENHARIA:1) PARA ATENDER AS DEMANDAS DA SOCIEDADE;2) PORQUE “É impossível que uma pessoa seja capaz de dominar todos estes assuntos,numa profundidade tal que a permita trabalhar com desenvoltura em todos eles. Por issoexistem as várias engenharias, para que os profissionais formados em cada uma delas possamdominar adequadamente os conhecimentos de cada área” (BAZZO; PEREIRA, 1997, p. 210). 50
  • 56. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA), através daResolução nº 218, de 29 jun 1973, discriminou genericamente as atividades das diferentesmodalidades profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia. As diferentes modalidades da Engenharia e suas competências eram, segundo essaresolução: “Art. 3º - Compete ao ENGENHEIRO AERONÁUTICO: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução3, referentes a aeronaves, seus sistemas e seus componentes; máquinas, motores e equipamentos; instalações industriais e mecânicas relacionadas à modalidade; infra-estrutura aeronáutica; operação, tráfego e serviços de comunicação de transporte aéreo; seus serviços afins e correlatos; Art. 4º - Compete ao ENGENHEIRO AGRIMENSOR: I - o desempenho das atividades 01 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referente a levantamentos topográficos, batimétricos, geodésicos e aerofotogramétricos; locação de: a) loteamentos; b) sistemas de saneamento, irrigação e drenagem; c) traçados de cidades; d) estradas; seus serviços afins e correlatos. II - o desempenho das atividades 06 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referente a arruamentos, estradas e obras hidráulicas; seus serviços afins e correlatos.3 Atualmente para designar as atividades que os Engenheiros podem desempenhar de forma integral ou parcialconsidera-se as atividades descritas no Capítulo 1, Artigo 2º da Resolução do CONFEA nº 1.010, de 22 deagosto de 2005. Trecho do Capítulo 1, Artigo 2º desta Resolução encontra-se no Capítulo IV desta Apostila -Sub-Seção 4.1.2.3 Atividades ou funções) 51
  • 57. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o Art. 5º - Compete ao ENGENHEIRO AGRÔNOMO: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a engenharia rural; construções para fins rurais e suas instalações complementares; irrigação e drenagem para fins agrícolas; fitotecnia e zootecnia; melhoramento animal e vegetal; recursos naturais renováveis; ecologia, agrometeorologia; defesa sanitária; química agrícola; alimentos; tecnologia de transformação (açúcar, amidos, óleos, laticínios, vinhos e destilados); beneficiamento e conservação dos produtos animais e vegetais; zimotecnia; agropecuária; edafologia; fertilizantes e corretivos; processo de cultura e de utilização de solo; microbiologia agrícola; biometria; parques e jardins; mecanização na agricultura; implementos agrícolas; nutrição animal; agrostologia; bromatologia e rações; economia rural e crédito rural; seus serviços afins e correlatos. Art. 6º - Compete ao ENGENHEIRO CARTÓGRAFO ou ao ENGENHEIRO DEGEODÉSIA E TOPOGRAFIA ou ao ENGENHEIRO GEÓGRAFO: I - o desempenho das atividades 01 a 12 e 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a levantamentos topográficos, batimétricos, geodésicos e aerofotogramétricos; elaboração de cartas geográficas; seus serviços afins e correlatos. Art. 7º - Compete ao ENGENHEIRO CIVIL ou ao ENGENHEIRO DEFORTIFICAÇÃO e CONSTRUÇÃO: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a edificações, estradas, pistas de rolamentos e aeroportos; sistema de transportes, de abastecimento de água e de saneamento; portos, rios, canais, barragens e diques; drenagem e irrigação; pontes e grandes estruturas; seus serviços afins e correlatos. Art. 8º - Compete ao ENGENHEIRO ELETRICISTA ou ao ENGENHEIROELETRICISTA, MODALIDADE ELETROTÉCNICA: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes à geração, transmissão, distribuição e utilização da energia elétrica; equipamentos, materiais e máquinas elétricas; sistemas de medição e controle elétricos; seus serviços afins e correlatos. 52
  • 58. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o Art. 9º - Compete ao ENGENHEIRO ELETRÔNICO ou ao ENGENHEIROELETRICISTA, MODALIDADE ELETRÔNICA ou ao ENGENHEIRO DECOMUNICAÇÃO: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a materiais elétricos e eletrônicos; equipamentos eletrônicos em geral; sistemas de comunicação e telecomunicações; sistemas de medição e controle elétrico e eletrônico; seus serviços afins e correlatos. Art. 10 - Compete ao ENGENHEIRO FLORESTAL: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a engenharia rural; construções para fins florestais e suas instalações complementares, silvimetria e inventário florestal; melhoramento florestal; recursos naturais renováveis; ecologia, climatologia, defesa sanitária florestal; produtos florestais, sua tecnologia e sua industrialização; edafologia; processos de utilização de solo e de floresta; ordenamento e manejo florestal; mecanização na floresta; implementos florestais; economia e crédito rural para fins florestais; seus serviços afins e correlatos. Art. 11 - Compete ao ENGENHEIRO GEÓLOGO ou GEÓLOGO: I - o desempenho das atividades de que trata a Lei nº 4.076, de 23 JUN 1962. Art. 12 - Compete ao ENGENHEIRO MECÂNICO ou ao ENGENHEIROMECÂNICO E DE AUTOMÓVEIS ou ao ENGENHEIRO MECÂNICO E DEARMAMENTO ou ao ENGENHEIRO DE AUTOMÓVEIS ou ao ENGENHEIROINDUSTRIAL MODALIDADE MECÂNICA: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a processos mecânicos, máquinas em geral; instalações industriais e mecânicas; equipamentos mecânicos e eletro-mecânicos; veículos automotores; sistemas de produção de transmissão e de utilização do calor; sistemas de refrigeração e de ar condicionado; seus serviços afins e correlatos. 53
  • 59. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o Art. 13 - Compete ao ENGENHEIRO METALURGISTA ou ao ENGENHEIROINDUSTRIAL E DE METALURGIA ou ENGENHEIRO INDUSTRIAL MODALIDADEMETALURGIA: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a processos metalúrgicos, instalações e equipamentos destinados à indústria metalúrgica, beneficiamento de minérios; produtos metalúrgicos; seus serviços afins e correlatos. Art. 14 - Compete ao ENGENHEIRO DE MINAS: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes à prospecção e à pesquisa mineral; lavra de minas; captação de água subterrânea; beneficiamento de minérios e abertura de vias subterrâneas; seus serviços afins e correlatos. Art. 15 - Compete ao ENGENHEIRO NAVAL: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a embarcações e seus componentes; máquinas, motores e equipamentos; instalações industriais e mecânicas relacionadas à modalidade; diques e porta-batéis; operação, tráfego e serviços de comunicação de transporte hidroviário; seus serviços afins e correlatos. Art. 16 - Compete ao ENGENHEIRO DE PETRÓLEO: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução referentes a dimensionamento, avaliação e exploração de jazidas pretrolíferas, transporte e industrialização do petróleo; seus serviços afins e correlatos. Art. 17 - Compete ao ENGENHEIRO QUÍMICO ou ao ENGENHEIROINDUSTRIAL MODALIDADE QUÍMICA: I - desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes à indústria química e petroquímica e de alimentos; produtos químicos; tratamento de água e instalações de tratamento de água industrial e de rejeitos industriais; seus serviços afins e correlatos. 54
  • 60. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOC a m p u s d e C a m p o M o u r ã o Art. 18 - Compete ao ENGENHEIRO SANITARISTA: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a controle sanitário do ambiente; captação e distribuição de água; tratamento de água, esgoto e resíduos; controle de poluição; drenagem; higiene e conforto de ambiente; seus serviços afins e correlatos. Art. 19 - Compete ao ENGENHEIRO TECNÓLOGO DE ALIMENTOS: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes à indústria de alimentos; acondicionamento, preservação, distribuição, transporte e abastecimento de produtos alimentares; seus serviços afins e correlatos. Art. 20 - Compete ao ENGENHEIRO TÊXTIL: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes à indústria têxtil; produtos têxteis, seus serviços afins e correlatos. Art. 22 - Compete ao ENGENHEIRO DE OPERAÇÃO: I - o desempenho das atividades 09 a 18 do artigo 1º desta Resolução, circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais; II - as relacionadas nos números 06 a 08 do artigo 1º desta Resolução, desde que enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo. Art. 23 - Compete ao TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR ou TECNÓLOGO: I - o desempenho das atividades 09 a 18 do artigo 1º desta Resolução, circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais; II - as relacionadas nos números 06 a 08 do artigo 1º desta Resolução, desde que enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo. 55
  • 61. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o Art. 24 - Compete ao TÉCNICO DE GRAU MÉDIO: I - o desempenho das atividades 14 a 18 do artigo 1º desta Resolução, circunscritas ao âmbito das respectivas modalidades profissionais; II - as relacionadas nos números 07 a 12 do artigo 1º desta Resolução, desde que enquadradas no desempenho das atividades referidas no item I deste artigo. Art. 25 - Nenhum profissional poderá desempenhar atividades além daquelas que lhecompetem, pelas características de seu currículo escolar, consideradas em cada caso, apenas,as disciplinas que contribuem para a graduação profissional, salvo outras que lhe sejamacrescidas em curso de pós-graduação, na mesma modalidade. Parágrafo único - Serão discriminadas no registro profissional as atividades constantesdesta Resolução.”3.7 OUTRAS MODALIDADES DE ENGENHARIA EXISTENTES E SUAS ÊNFASESOLIVEIRA, V. F. de. Crescimento do número de cursos e de modalidades de engenharia:principais causas e conseqüências. In: COBENGE 2005: Congresso Brasileiro de Ensino deEngenharia, XXXIII, 2005, Campina Grande/Pb. Anais... (EM ANEXO)RESUMO:i) Ler o artigo de Oliveira (2005) e fazer um resumo de, no máximo, 1 página, digitada em 56
  • 62. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oletra times 12, espaçamento 1,5;ii) Entregar na data marcada, nos 15 primeiros minutos da aula.PESQUISA E DEBATE:i) Pesquisar 3 modalidades de Engenharia diferentes das descritas pelo CONFEA, através daResolução nº 218, de 29 jun 1973: competências; instituição de ensino superior que oferece ocurso;ii) Apresentar, na data marcada, em debate, a ser realizado em sala, as 3 modalidadepesquisadas.3.8 ENTIDADES DE CLASSE3.8.1 Sistema CONFEA/CREA O Confea e os Creas, conforme Batista (2007), são pessoas jurídicas: 57
  • 63. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oa) De direito público – Autarquias: são autarquias por serem serviços autônomos, criadospor lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receitas próprios. Este executam atividadestípicas da administração pública com gestão administrativa e financeira descentralizadas, e;b) Poder de Polícia: o poder de polícia se dá por meio da aplicação de sanções: multas;censuras; advertências; suspensão e limitação de direitos profissionais (suspensão ecancelamento de registros).3.8.1.1 CONFEA3.8.1.1.1 Definição O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA) “... é ainstância máxima à qual um profissional pode recorrer no que se refere ao regulamento doexercício profissional” (CONFEA, a). O Confea representa os profissionais da Engenharia,Arquitetura, Agronomia e os da Geografia, Geologia, Meteorologia, os tecnólogos dessasmodalidades, técnicos industriais e agrícolas e suas especializações, num total de centenas detítulos profissionais. O Confea, segundo o CREA-RJ, com foro em Brasília/DF, tem jurisdição em todo oterritório nacional e exerce o papel institucional em última instância do Sistema Confea/Crea. 58
  • 64. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o3.8.1.1.2 Início O Confea, segundo o próprio Confea (a), foi criado oficialmente com este nome em 11de dezembro de 1933, por meio do Decreto nº 23.569, promulgado por Getúlio Vargas, entãoPresidente da República. A criação do Confea é considerada um marco histórico naregulamentação profissional e técnica no Brasil. Atualmente, o Confea é regido pela Lei 5.194 de 1966.3.8.1.2 CREA Os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), conformeo CREA-RJ, são órgãos de fiscalização, orientação e aprimoramento profissional, instituídoscom a finalidade de defender a sociedade da prática do exercício ilegal das profissõesabrangidas pelo Sistema Confea/Crea. Têm jurisdição estadual e exercem o papel institucionalde primeira e segunda instância.3.8.1.2.1 CREAJr-Pr O que é? Quem participa? Como funciona? Atividades? Benefício? Acesse:http://www.creajr-pr.org.br/. 59
  • 65. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o3.8.1.3 Objetivos do Sistema O objetivo do Sistema Confea/Crea, conforme Batista (2007), é preservar ocumprimento ético e garantir a efetiva participação do profissional habilitado nas obras eserviços, visando a defesa da sociedade.3.8.1.4 Competências O sistema Confea/Crea tem competências de natureza normativa, recursal eadministrativa, conforme explica o CREA-RJ.3.8.1.4.1 Competências de Natureza Normativas Estabelecer as normas que regulamentam ou disciplinam a aplicação das leis edecretos pertinentes ao exercício profissional da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia,da Geologia, da Geografia, da Meteorologia, dos Tecnólogos e dos Técnicos Agrícolas eIndustriais, de responsabilidade do Confea. 60
  • 66. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o3.8.1.4.2 Competências de Natureza Recursal Apreciar e decidir em terceira e última instância, de responsabilidade do Confea, sobreos recursos relativos à regulamentação profissional e às penalidades impostas pelos Creas epor eles julgados em primeira e segunda instância.3.8.1.4.3 Competências de Natureza Administrativa Fiscalizar o exercício profissional, sob a responsabilidade dos Creas, no âmbito desuas respectivas jurisdições.3.8.1.5 Legislação sobre o Exercício Profissional Pertinente ao Sistema CONFEA/CREA A Legislação sobre o Exercício Profissional Pertinente ao Sistema Confea/Crea se dá,conforme Confea (b), por meio de:- Decretos: Ato do Presidente da República para estabelecer e aprovar o regulamento de lei,facilitando a sua execução;- Decretos-Lei: Norma baixada pelo Presidente da República que se restringia a certasmatérias e está sujeita ao controle do Congresso Nacional; 61
  • 67. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o- Resoluções: Ato normativo de competência exclusiva do Plenário do Confea, destinado aexplicitar a lei, para sua correta execução e para disciplinar os casos omissos;- Decisões Normativas: Ato de caráter imperativo, de exclusiva competência do Plenário doConfea, destinado a fixar entendimentos ou a determinar procedimentos a serem seguidospelos Creas, visando à uniformidade de ação;- Decisões Plenárias: Ato de competência dos Plenários dos Conselhos para instrumentar suamanifestação em casos concretos.3.8.2 SENGE O Sindicato dos Engenheiros (SENGE) são divididos por estados e, de maneira geral,conforme o SENGE-PR, estes sindicados, tem por objetivos:- representar a categoria dos engenheiros perante os três poderes (Legislativo, Executivo eJudiciário), defendendo-lhes direitos no Judiciário, nos Ministérios, nas Secretárias de Estadoe outras instituições da sociedade civil organizada;- representar politicamente a categoria dos engenheiros perante outras organizações sindicais;- organizar a participação dos engenheiros nas questões de grande interesse social.QUESTIONÁRIO – ROTEIRO DE ESTUDOResponder com base em na Apostila e nas notas de aula. 62
  • 68. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o1) Defina Engenharia.2) Qual o perfil profissional proporcionado pelos currículos dos cursos de Engenharia aos seus egressos?3) Os cursos de Engenharia devem dar condições a seus egressos de adquirirem “competências e habilidades”. Quais são essas “competências e habilidades”?4) Como se dá o processo de formação em um curso de Engenharia?5) Por que o enfoque e a intensidade dos conteúdos do processo de formação diferem de curso para curso de Engenharia e de uma Instituição de Ensino Superior para outra?6) Quais conteúdos fazem parte do núcleo de conteúdos básicos?7) No processo de formação em Engenharia ceca de 30% da carga horária diz respeito ao núcleo de conteúdos básicos e cerca de 15% ao núcleo de conteúdos profissionalizantes. E o restante da carga horária?8) Comente sobre os estágios curriculares em Engenharia: duração; realização.9) Defina:a) atribuição;b) atribuição profissional;c) título profissional;d) atividade profissional;e) campo de atuação profissional;f) formação profissional;g) competência profissional; 63
  • 69. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oh) modalidade profissional;i) categoria (ou grupo) profissional;j) curso regular.10) Cite os níveis de formação profissional em Engenharia e relacione, a cada nível, o título profissional atribuído.11) Por que atualmente existem tantas modalidades de Engenharia?12) Por que, estudando Engenharia de Produção, é necessário saber as competências das outras modalidades de Engenharia? 64
  • 70. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oREFERENCIAS E BIBLIOGRAFIA CONSULTADABATISTA, O. E. O Sistema Confea/Crea. In: Congresso Nacional de Profissionais (CEP), 6º,2007, Porto Velho/RO. Palestras. Disponível em:<http://www.crearo.org.br/cep/Paletra_SistemaRO_otaviano.ppt>. Acesso em 20 de outubro de2008 às 15 hs.BAZZO; PEREIRA. Introdução à Engenharia. 5 ed. Florianópolis: Editora da UFSC, 1997.BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares para os Cursos de Engenharia:Versão do dia 05.05.1999. Disponível em:<http://www.dimap.ufrn.br/~cccc/reforma/engenharia.doc>. Acesso em 10 de maio de 2007às 16 hs 45.CNE. Resolução CNE/CES 11/2002. Diário Oficial da União, Brasília, 9 de abril de 2002.Seção 1, p. 32. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/1102Engenharia.pdf >. Acesso em: 20 de março de2009 às 14 hs 40.CONFEA (a) O Confea: Histórico: Um puco de história. Disponível em: <http://normativos.confea.org.br/apresentacao/apresentacao.asp>. Acesso em: 13 de outubro de2008 às 19 hs 50._____ (b). Legislação: Apresentação. Disponível em: <http://normativos.confea.org.br/apresentacao/apresentacao.asp>. Acesso em: 13 de outubro de2008 às 19 hs 50._____. Resolução nº 218, de 29 jun 1973. Disponível em:<http://www.confea.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1561&pai=8&sid=193>. Acesso em: 10 de maio de 2007 às 17 hs 30._____. Resolução nº 1010, de 22 ago 2005. Disponível em:<http://normativos.confea.org.br/downloads/1010-05.pdf>. Acesso em: 20 de março de 2009às 13 hs 47. 65
  • 71. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oCREA-RJ. Confea & Creas. Disponível em:< http://app.crea-rj.org.br/portalcreav2/CMS?idSecao=8ACFFE94-2533-C67C-9918-16CAE934FFB0>.Acesso em 20 de outubro de 2008 as 15 hs 10.OLIVEIRA, V. F. de. Crescimento do número de cursos e de modalidades de engenharia:principais causas e conseqüências. In: COBENGE 2005: Congresso Brasileiro de Ensino deEngenharia, XXXIII, 2005, Campina Grande/Pb. Anais... Disponível em:<http://www.proengprod.ufjf.br/SiteEducengMg/CrescEng.pdf>. Acesso em 10 de maio de2007 às 18 hs. 66
  • 72. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oIV O ENGENHEIRO4.1 ATIVIDADES PROFISSIONAIS4.1.1 Caracterização e exercício das profissões - A Engenharia e a SociedadeLEI Nº 5.194, DE 24 DEZ 19664 “Regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro-Agrônomo, e dá outras providências. O Presidente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: O Congresso Nacional decreta: TÍTULO I Do Exercício Profissional da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia CAPÍTULO I Das Atividades Profissionais Seção I Caracterização e Exercício das Profissões Art. 1º - As profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo sãocaracterizadas pelas realizações de interesse social e humano que importem na realização dosseguintes empreendimentos: a) aproveitamento e utilização de recursos naturais; b) meios de locomoção e comunicações; c) edificações, serviços e equipamentos urbanos, rurais e regionais, nos seus aspectos técnicos e artísticos;4 Observação da autora da apostila: aqui constam apenas os títulos, capítulos e seções da lei que interessam aoconteúdo programático da Disciplina. 67
  • 73. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o d) instalações e meios de acesso a costas, cursos, e massas de água e extensões terrestres; e) desenvolvimento industrial e agropecuário.”4.1.2 Atribuições profissionais e coordenação de suas atividades4.1.2.1 Atuação quanto à forma de trabalho4.1.2.2 Setores de Atuação “Seção IV Atribuições profissionais e coordenação de suas atividades Art. 7º - As atividades e atribuições profissionais do engenheiro, do arquiteto e doengenheiro-agrônomo consistem em: a) desempenho de cargos, funções e comissões em entidades estatais, paraestatais, autárquicas e de economia mista e privada; b) planejamento ou projeto, em geral, de regiões, zonas, cidades, obras, estruturas, transportes, explorações de recursos naturais e desenvolvimento da produção industrial e agropecuária;”4.1.2.3 Atividades ou funções A Resolução do CONFEA nº 1.010, de 22 de agosto de 2005, regulamenta aatribuição de títulos profissionais, atividades, competências e o âmbito de atuação dosprofissionais inseridos no Sistema Confea/Crea, para efeito de fiscalização do exercícioprofissional. 68
  • 74. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o Assim, no Capítulo 1, Artigo 2º, desta Resolução são designadas as atividades, quesão ser atribuídas de forma integral ou parcial, em seu conjunto ou separadamente, àsprofissões regidas pelo Sistema Confea/CREA:“Atividade 01 - Gestão, supervisão, coordenação, orientação técnica;Atividade 02 - Coleta de dados, estudo, planejamento, projeto, especificação;Atividade 03 - Estudo de viabilidade técnico-econômica e ambiental;Atividade 04 - Assistência, assessoria, consultoria;Atividade 05 - Direção de obra ou serviço técnico;Atividade 06 - Vistoria, perícia, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria, arbitragem;Atividade 07 - Desempenho de cargo ou função técnica;Atividade 08 - Treinamento, ensino, pesquisa, desenvolvimento, análise, experimentação, ensaio, divulgação técnica, extensão;Atividade 09 - Elaboração de orçamento;Atividade 10 - Padronização, mensuração, controle de qualidade;Atividade 11 - Execução de obra ou serviço técnico;Atividade 12 - Fiscalização de obra ou serviço técnico;Atividade 13 - Produção técnica e especializada;Atividade 14 - Condução de serviço técnico;Atividade 15 - Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção;Atividade 16 - Execução de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção;Atividade 17 – Operação, manutenção de equipamento ou instalação; eAtividade 18 - Execução de desenho técnico.” 69
  • 75. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o O Anexo 1, desta Resolução, traz um glossário das definições destas atividades:“Análise – atividade que envolve a determinação das partes constituintes de um todo, buscando conhecer sua natureza ou avaliar seus aspectos técnicos.Arbitragem – atividade que constitui um método alternativo para solucionar conflitos a partir de decisão proferida por árbitro escolhido entre profissionais da confiança das partes envolvidas, versados na matéria objeto da controvérsia.Assessoria – atividade que envolve a prestação de serviços por profissional que detém conhecimento especializado em determinado campo profissional, visando ao auxílio técnico para a elaboração de projeto ou execução de obra ou serviço.Assistência – atividade que envolve a prestação de serviços em geral, por profissional que detém conhecimento especializado em determinado campo de atuação profissional, visando suprir necessidades técnicas.Auditoria – atividade que envolve o exame e a verificação de obediência a condições formaisestabelecidas para o controle de processos e a lisura de procedimentos.Avaliação – atividade que envolve a determinação técnica do valor qualitativo ou monetário de um bem, de um direito ou de um empreendimento.Coleta de dados – atividade que consiste em reunir, de maneira consistente, dados de interesse para o desempenho de tarefas de estudo, planejamento, pesquisa, desenvolvimento, experimentação, ensaio, e outras afins.Condução – atividade de comandar a execução, por terceiros, do que foi determinado por si ou por outros.Consultoria – atividade de prestação de serviços de aconselhamento, mediante exame de questões específicas, e elaboração de parecer ou trabalho técnico pertinente, devidamente fundamentado.Controle de qualidade – atividade de fiscalização exercida sobre o processo produtivo visando garantir a obediência a normas e padrões previamente estabelecidos.Coordenação – atividade exercida no sentido de garantir a execução de obra ou serviço segundo determinada ordem e método previamente estabelecidos.Desempenho de cargo ou função técnica - atividade exercida de forma continuada, no âmbito da profissão, em decorrência de ato de nomeação, designação ou contrato de trabalho. 70
  • 76. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oDesenvolvimento – atividade que leva à consecução de modelos ou protótipos, ou ao aperfeiçoamento de dispositivos, equipamentos, bens ou serviços, a partir de conhecimentos obtidos através da pesquisa científica ou tecnológica.Direção – atividade técnica de determinar, comandar e essencialmente decidir na consecução de obra ou serviço.Divulgação técnica – atividade de difundir, propagar ou publicar matéria de conteúdo técnico.Elaboração de orçamento – atividade realizada com antecedência, que envolve o levantamento de custos, de forma sistematizada, de todos os elementos inerentes à execução de determinado empreendimento.Ensaio – atividade que envolve o estudo ou a investigação sumária de aspectos técnicos e/ou científicos de determinado assunto.Ensino – atividade cuja finalidade consiste na transmissão de conhecimento de maneira formal.Equipamento – instrumento, máquina ou conjunto de dispositivos operacionais, necessário para a execução de atividade ou operação determinada.Especificação – atividade que envolve a fixação das características, condições ou requisitosrelativos a materiais, equipamentos, instalações ou técnicas de execução a serem empregados em obra ou serviço técnico.Estudo – atividade que envolve simultaneamente o levantamento, a coleta, a observação, o tratamento e a análise de dados de natureza diversa, necessários ao projeto ou execução de obra ou serviço técnico, ou ao desenvolvimento de métodos ou processos de produção, ou à determinação preliminar de características gerais ou de viabilidade técnica, econômica ou ambiental.Execução – atividade em que o Profissional, por conta própria ou a serviço de terceiros, realiza trabalho técnico ou científico visando à materialização do que é previsto nos projetos de um serviço ou obra.Execução de desenho técnico – atividade que implica a representação gráfica por meio de linhas, pontos e manchas, com objetivo técnico.Experimentação – atividade que consiste em observar manifestações de um determinado fato, processo ou fenômeno, sob condições previamente estabelecidas, coletando dados, e analisando-os com vistas à obtenção de conclusões.Extensão – atividade que envolve a transmissão de conhecimentos técnicos pela utilização desistemas informais de aprendizado. 71
  • 77. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oFiscalização – atividade que envolve a inspeção e o controle técnicos sistemáticos de obra ouserviço, com a finalidade de examinar ou verificar se sua execução obedece ao projeto e às especificações e prazos estabelecidos.Gestão – conjunto de atividades que englobam o gerenciamento da concepção, elaboração, projeto, execução, avaliação, implementação, aperfeiçoamento e manutenção de bens e serviços e de seus processos de obtenção.Instalação – atividade de dispor ou conectar convenientemente conjunto de dispositivos necessários a determinada obra ou serviço técnico, de conformidade com instruções determinadas.Laudo – peça na qual, com fundamentação técnica, o profissional habilitado, como perito, relata o que observou e apresenta as suas conclusões, ou avalia o valor de bens, direitos, ou empreendimentos.Manutenção – atividade que implica conservar aparelhos, máquinas, equipamentos e instalações em bom estado de conservação e operação.Mensuração – atividade que envolve a apuração de aspectos quantitativos de determinado fenômeno, produto, obra ou serviço técnico, num determinado período de tempo.Montagem – operação que consiste na reunião de componentes, peças, partes ou produtos, que resulte em dispositivo, produto ou unidade autônoma que venha a tornar-se operacional, preenchendo a sua função.Monitoramento - atividade de examinar, acompanhar, avaliar e verificar a obediência a condições previamente estabelecidas para a perfeita execução ou operação de obra, serviço, projeto, pesquisa, ou outro qualquer empreendimento.Normalização – Ver Padronização.Obra – resultado da execução ou operacionalização de projeto ou planejamento elaborado visando à consecução de determinados objetivos.Operação – atividade que implica fazer funcionar ou acompanhar o funcionamento de instalações, equipamentos ou mecanismos para produzir determinados efeitos ou produtos.Orientação técnica – atividade de proceder ao acompanhamento do desenvolvimento de uma obra ou serviço, segundo normas específicas, visando a fazer cumprir o respectivo projeto ou planejamento.Padronização – atividade que envolve a determinação ou o estabelecimento de características ou parâmetros, visando à uniformização de processos ou produtos. 72
  • 78. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oParecer técnico – expressão de opinião tecnicamente fundamentada sobre determinado assunto, emitida por especialista.Perícia – atividade que envolve a apuração das causas que motivaram determinado evento, ou da asserção de direitos, e na qual o profissional, por conta própria ou a serviço de terceiros, efetua trabalho técnico visando a emissão de um parecer ou laudo técnico, compreendendo: levantamento de dados, realização de análise ou avaliação de estudos, propostas, projetos, serviços, obras ou produtos desenvolvidos ou executados por outrem.Pesquisa – atividade que envolve investigação minudente, sistemática e metódica para elucidação ou o conhecimento dos aspectos técnicos ou científicos de determinado fato, processo, ou fenômeno.Planejamento – atividade que envolve a formulação sistematizada de um conjunto de decisões devidamente integradas, expressas em objetivos e metas, e que explicita os meios disponíveis ou necessários para alcançá-los, num dado prazo.Produção técnica especializada – atividade em que o profissional, por conta própria ou a serviço de terceiros, efetua qualquer operação industrial ou agropecuária que gere produtos acabados ou semi acabados, isoladamente ou em série.Projeto – representação gráfica ou escrita necessária à materialização de uma obra ou instalação, realizada através de princípios técnicos e científicos, visando à consecução de um objetivo ou meta, adequando-se aos recursos disponíveis e às alternativas que conduzem à viabilidade da decisão.Reparo – atividade que implica recuperar ou consertar obra, equipamento ou instalação avariada, mantendo suas características originais.Serviço Técnico – desempenho de atividades técnicas no campo profissional.Supervisão – atividade de acompanhar, analisar e avaliar, a partir de um plano funcional superior, o desempenho dos responsáveis pela execução projetos, obras ou serviços.Trabalho Técnico – desempenho de atividades técnicas coordenadas, de caráter físico ou intelectual, necessárias à realização de qualquer serviço, obra, tarefa, ou empreendimento especializados.Treinamento – atividade cuja finalidade consiste na transmissão de competências, habilidades e destreza, de maneira prática.Vistoria – atividade que envolve a constatação de um fato, mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que o constituem, sem a indagação das causas que o motivaram.” 73
  • 79. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o4.2 QUALIDADES DO PROFISSIONAL No Parecer CNE/CES 1.362/2001, os relatores afirmam “O novo engenheiro deve sercapaz de propor soluções que sejam não apenas tecnicamente corretas, ele deve ter a ambiçãode considerar os problemas em sua totalidade, em sua inserção numa cadeia de causas eefeitos de múltiplas dimensões.” Assim, muitas são as qualidades necessárias a um engenheiro, algumas destas sãodescritas aqui.4.2.1 Conhecimentos Gerais Aspectos sociais, econômicos, políticos, ambientais, culturais e religiosos: - Economia; - Administração/Gestão; - Política; - Psicologia; - Cultura; - Artes; - Sociologia; - Desenvolvimento Sustentável; - Direito (Consumidor, Civil, Trabalhista, Tributário e Internacional); - Relações Internacionais; - Comércio Exterior; - Uso da internet – redes sociais; - Outros. 74
  • 80. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o4.2.2 Conhecimentos Objetivos Todo engenheiro deve saber identificar, interpretar, modelar e solucionar problemas,utilizando-se dos seguintes conhecimentos objetivos: - Fundamentos das leis da mecânica; - Fundamentos das leis da estrutura da matéria; - Fundamentos das leis do comportamento dos fluidos; - Fundamentos das leis das ligações químicas; - Fundamentos das leis da eletricidade; - Informática: linguagem de programação; - Outros.4.2.3 Relações Humanas Todo engenheiro deve ser capaz de manter boas relações interpessoais, pois esteprofissional se relaciona com diversos tipos de pessoas, com as mais variadas formaçõeseducacionais e mais variados perfis socioeconômicos, tais como seus subordinados, clientes,chefes, pessoas da comunidade, etc. Além disso, geralmente, todo engenheiro gerencia pessoas. 75
  • 81. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o4.2.4 Experimentação e Medição A Experimentação e a medição são usadas na verificação de algum resultado teórico,para obtenção de dados e para a análise do comportamento de sistemas, métodos, programas,etc, atividades típicas do Engenheiro.4.2.4.1 Técnicas estatísticas Os resultados obtidos em experimentos e medição são processados e interpretadospor meio de técnicas estatísticas. Assim, todo engenheiro deve dominar o uso de técnicasestatísticas.4.2.5 Comunicação Todo engenheiro deve saber se comunicar fluentemente através da: - Escrita: técnica; científica; - Representação matemática; - Representação gráfica; - Representação tabular; - Oral: reuniões; debates; seminários; treinamentos; apresentação tipo venda pessoal. 76
  • 82. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o4.2.5.1 Comunicação em língua estrangeira Fluência na leitura, escrita e fala da língua inglesa, atualmente, é considerada umaqualidade básica e essencial a todo e qualquer engenheiro. O diferencial para os engenheiros reside hoje na fluência numa terceira língua.4.2.6 Trabalho em grupo Uma tendência atual é o trabalho em grupos multidisciplinares, ou seja, em gruposformados por profissionais de diversas áreas para a solução de problemas. Desta forma, acapacidade de atuar em grupos multidisciplinares, tanto exercendo o papel de líder quanto demembro do grupo é uma das qualidades que se exige do profissional da Engenharia.4.2.6.1 Liderança Outra qualidade necessária ao profissional da Engenharia é a capacidade de atuarcomo gerente de grupos multidisciplinares. 77
  • 83. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o4.2.7 Aperfeiçoamento contínuo A capacidade de estar continuamente se aperfeiçoando, buscado aprender, absorver eaté mesmo, desenvolver novas tecnologias e/ou métodos de gestão e/ou novas formas deutilizar as tecnologias e/ou métodos de gestão existentes, pode ser considerada a maisimportante qualidade que um engenheiro deve ter.4.2.8 Criatividade Todo engenheiro deve ter a capacidade de criar, inovar.4.2.9 Ética profissional Todo engenheiro deve ter uma postura correta na aplicação de seus conhecimentostécnicos.SEMINÁRIO1. Dividir a sala em 9 equipes. Cada equipe fica com uma qualidade profissional;2. Estas devem preparar um seminário com o tema: “O que deve-se fazer para conseguir obtera qualidade profissional X.”; 78
  • 84. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o3. Cada equipe tem de 8 a 10 minutos para apresentar;4. As equipes deverão utilizar os seguintes recursos: data show; power point; retroprojetor;transparências; quadro negro ou branco; giz ou caneta para quadro branco; apagador. 79
  • 85. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oREFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA CONSULTADABAZZO; PEREIRA. Introdução à Engenharia. 5 ed. Florianópolis: Editora da UFSC, 1997.BRASIL. Lei nº 5.194, de 24 dez 1966. Disponível em: <http://www.crea-rs.org.br/fontes2/Contents/ldr/l5194.htm>. Acesso em: 10 de maio de 2007 às 17 hs 45.CNE/CES. Parecer CNE/CES 1.362/2001 – Homologado: Despacho do Ministro em22/02/2002: Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Engenharia. Diário Oficial daUnião, Brasília, 25 de fevereiro de 2002. Seção 1, p. 17. Disponível em: <http://www.nepet.ufsc.br/Diretrizes/Dir_Curr.doc>. Acesso em: 20 de março de 2009 às 15 hs00.CONFEA. Resolução nº 218, de 29 jun 1973. Disponível em:<http://www.confea.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1561&pai=8&sid=193>. Acesso em: 10 de maio de 2007 às 17 hs 30._____. Resolução nº 1010, de 22 ago 2005. Disponível em:<http://normativos.confea.org.br/downloads/1010-05.pdf>. Acesso em: 20 de março de 2009às 13 hs 47. 80
  • 86. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oIV CRIATIVIDADE4.1 TEXTO 1VILELA, V. V. Você é Criativo? In: Possibilidade. Disponível em:<http://www.possibilidades.com.br/criatividade/voce_eh_criativo.asp>.“Você é criativo? Provamos por a+b que você já nasceu criativo Será a capacidade de criar um dom inato? Se for, e você não o tiver, está condenadoa morrer assim? Se você acredita nisso, prepare-se para mudar de paradigma! Para saber se alguém é criativo, precisamos antes ter clareza sobre o que écriatividade. Veja algumas definições, coletadas em livros diversos:• Capacidade de elaborar teorias científicas, inventar instrumentos e/ou aparelhos, ouproduzir obras de arte;• A capacidade de produzir coisas novas e valiosas;• A capacidade de desestruturar a realidade e reestruturá-la de outras maneiras;• O ato de unir duas coisas que nunca haviam estado unidas e tirar daí uma terceira coisa;• Uma técnica de resolver problemas;• Uma capacidade inata que é bloqueada por influências culturais e ambientais. Aqui adotamos uma definição diferente e subjetiva de criatividade: uma pessoa criaquando concebe em sua mente algo que nunca viu, ouviu ou sentiu antes. Essa definiçãoignora o fato de a criação ser útil ou não para algum propósito ou para resolver algumproblema. Mas é importante distinguir esses dois tipos de criatividade; ao primeirochamamos criatividade pura, e ao segundo, criatividade aplicada. 81
  • 87. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o A criatividade pura é um ato mental, que consiste em última análise da capacidadede combinar sons e imagens de forma subjetivamente nova, independentemente de qualquerconexão lógica com o mundo exterior. Essa definição de criatividade desloca os aspectosnovidade e originalidade, beleza, utilidade, veracidade, viabilidade e implementação paraum segundo momento; criar é um ato pessoal e subjetivo, a criatividade pura vem antes daaplicada. Criações não têm necessariamente que servir para alguma coisa, como solucionarum problema, dar retorno financeiro, serem maravilhosas e belas, nada disso. Assim, se você imagina sua cabeça fora do corpo, e o faz de uma forma que nuncafez antes (não é uma lembrança), você está criando. Estará também criando nas seguintessituações:• Combinar letras para inventar uma palavra;• Combinar duas ou mais imagens para formar uma nova (imagine um jacaré comendo umtomate);• Segmentar uma imagem em formas novas ou de uma forma nova (imagine um triânguloazul e separe-o em lados e interior);• Distorcer uma imagem (imagine seus olhos inchando e saindo das órbitas oculares);• Ver uma imagem sob outra perspectiva, um diferente "ângulo de câmera" (veja seus olhosinchando de frente e depois de lado);• Combinar algumas notas musicais para formar uma melodia nunca antes ouvida;• Combinar palavras para formar uma nova frase.• Imaginar a si mesmo executando comportamentos novos. Já a criatividade aplicada consiste tipicamente em elaborar operações que conduzemde uma situação a outra, seja de uma situação-problema para uma solução ou, maisgenericamente, elaborar comportamentos que modificam uma situação percebida para uma 82
  • 88. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã odesejada. A criatividade aplicada em geral está associada à observação de regras, padrões elimites, como:• construir frases com significado e estrutura (sintaxe);• construir melodias harmônicas e rítmicas;• observar preferências pessoais (gostos, combinações).• observar valores éticos e morais;• seguir estilos (no caso de imagens, impressionista, realista);• usar recursos disponíveis. A criatividade aplicada tipicamente é treinável; veja por exemplo uma estratégiageral para gerar idéias diferentes na matéria A técnica do estímulo aleatório. Podemos concluir que, uma vez que todos nós, humanos, temos a capacidade deprocessar imagens e sons de formas variadas na mente, todos nós temos a capacidade dacriatividade pura. Você é criativo por definição, por construção. E quanto às criatividadesaplicadas, temos aquelas para as quais nos preparamos, em termos de conhecimentos ehabilidades. Um exemplo de criatividade aplicada muito desenvolvida na nossa cultura é alingüística; todos praticamos desde criancinhas a combinação de palavras, usando regras,para atingir objetivos do tipo comunicar idéias e influenciar pessoas para conseguir o quequeremos. Sendo potencialmente criativos, talvez as únicas coisas que nos impeçam de criarmais sejam não acreditar nessa possibilidade ou simplesmente não ter um motivo para fazerisso. Ou desejo.” 83
  • 89. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o4.2 TEXTO 2SILVA FILHO, A. M. Entendendo a criatividade: o comportamento de pessoas criativas.Revista Espaço Acadêmico. Ano 5. n. 53, out. 2005. Disponível em:<http://www.espacoacademico.com.br/053/53silvafilho.htm>.“Entendendo a criatividade: o comportamento de pessoas criativasUm dos principais ‘combustíveis’ para a criatividade é a imaginação. Trata-se de um aspectointrínseco ao ser humano que lhe possibilita trabalhar e combinar idéias e fatos conhecidos afim de gerar novas idéias. A imaginação permite o indivíduo formar idéias abstratas e estáintimamente associado a capacidade de criação.Pessoas criativas têm níveis de consciência e atenção maior do que as demais. Isto dá a elasuma sensibilidade elevada, além de estarem sempre dispostas a enxergar novas possibilidadese buscar novas relações entre as coisas. Cabe ainda salientar que elas apresentam duas linhasde raciocínio: divergente e convergente.O raciocínio divergente faz parte da natureza humana. Os indivíduos criativos utilizam-se de‘gatilhos’ ou idéias simples para desenvolver idéias mais complexas. Durante o processocriativo, eles fazem uso de componentes da criatividade que auxiliam o momento criativo.Dessa forma, as pessoas criativas:• Têm um comportamento investigativo e colocam questões, buscando detalhamento nas respostas.• Geram de muitas idéias, avaliando soluções alternativas.• Buscam soluções inovadoras e até então não imaginadas.• São ousados na busca de soluções.• Têm facilidade abstrair e conceituar novas idéias. 84
  • 90. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oIndivíduos racionando de maneira divergente têm facilidade em elaborar e conceber váriasidéias originais. Além disso, eles ficam obcecados na busca de solução para um problema etrabalham com uma série de idéias, veloz e simultaneamente, até encontrar uma solução.O raciocínio convergente é um modo de pensar no qual o indivíduo procura a solução corretapara um problema. Isto é similar a solucionar um problema de física ou matemática comoapresentado num livro.Nesse modo de pensar, o indivíduo faz uso do raciocínio lógico e avaliativo a fim deidentificar o real escopo do problema e reduzir o universo de soluções adequadas aoproblema. Isto implica em tentar encontrar critérios que delimitem quais soluções sãoapropriadas ao problema que se tem em mãos. Essa linha de raciocínio é empregada quandose deseja apreciar e avaliar um conjunto de dados e idéias a serem empregados na solução deum problema, bem como geração de uma nova idéia.Se você fosse questionado a identificar os traços de personalidade de uma pessoa criativa,qual seria sua resposta? Pare por cinco minutos, procure lembrar de ocasiões que vocêvivenciou onde idéias inovadoras foram apresentadas.A qual perfil de pessoa criativa você chegou?Sua resposta deve envolver, pelo menos, cinco traços de personalidade. Esses traços depersonalidade amadurecem à medida que o indivíduo contorna eventuais bloqueios demomentos de criação.O momento de criação de um indivíduo é similar ao momento de descoberta de uma criança.Ambos encontram-se com tempo ilimitado, sem pressão por resultados, sem vigilância e comimaginação e percepção aguçadas. Pode-se afirmar que a ingenuidade de uma criança auxiliano processo de descoberta e aprendizagem dela. O mesmo se dá no momento criativo, em 85
  • 91. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã osituações de descoberta, no qual o cérebro não trabalha em busca de uma idéia e,repentinamente, ocorre um lampejo.O comportamento de um indivíduo criativo é resultado da compilação de traços depersonalidade. O comportamento dele se molda a partir do desenvolvimento de suashabilidades e da não ocorrência de bloqueios durante o amadurecimento de sua criatividade.Esse processo de ‘lapidação’ de um indivíduo criativo se dá com o exercício e incorporaçãode determinados padrões de comportamento inerentes ao processo criativo.Um indivíduo criativo possui padrões de comportamento, os quais podem ser identificadosatravés de sua observação. Exemplos deles incluem: Curiosidade extrema; Persistência diante de obstáculos; Independência em suas atitudes; Tolerância a situações de ambigüidade e desordem; Desenvoltura e desembaraço na execução de atividades Determinação para explorar soluções alternativas; Capacidade de empreender longos esforços.As pessoas criativas apresentam uma ‘mobilidade’ de raciocínio incrível. Elas conseguem,facilmente, perceber e encontrar novas abordagens e perspectivas onde idéias e soluçõespodem ser empregadas. Também, elas têm a tendência de trabalhar com idéias contrárias enão relacionadas durante o processo criativo. Além disso, elas fazem uso de analogias emetáforas quando em busca de uma solução ou quando tentam contestar alguma suposição.Pessoas criativas agem como crianças. Durante o período de descoberta das crianças, elascostumam explorar, experimentar e aprender com os erros. É dessa forma que elas ajustam e 86
  • 92. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oreorganizam suas idéias, bem como usam a imaginação. O indivíduo criativo trabalhasimilarmente nos momentos criativos.Note que esse tipo de comportamento e habilidade não se encaixa dentro dos padrões deavaliação encontrados em escolas e universidades. Essas são habilidades da vida. Em anos deexperiência dentro da universidade, pude observar muitos estudantes de pós-graduação comconceito A (com notas entre 9.0 e 10.0) que se mostraram sem condições de fazer pesquisa.Houve um caso de uma garota, estudante de doutorado de uma instituição norte americanarenomada, que possuía excelentes notas, isto é, apenas conceito A em seu histórico.Entretanto, essa garota não foi capaz de apresentar uma proposta de tese de doutorado. Naocasião, o orientador dela (e também a instituição) que considerava mais importante o alunoter no histórico um conjunto excelente de notas a ajudou no processo de formulação doproblema ainda não tratado, bem como nas possíveis soluções que poderiam ser empregadas.Trata-se de um exemplo de pessoa inteligente, mas de pouca criatividade. Hoje em dia, essapessoa está empregada em uma grande empresa e desempenha de modo exemplar suasfunções. Embora ela seja uma pessoa altamente qualificada a solucionar problemas, alguémnecessita formular o problema ou até aponta possível solução. Portanto, inteligência não étudo.Inteligência não é evidência de criatividade. Inteligência compreende a capacidade deaprender e raciocinar. Todavia, como vimos no exemplo acima, um conjunto de notasexcelentes, com média entre 9.0 e 10.0, não nos permite qualificar a pessoa como criativatambém. A criatividade, por outro lado, é a capacidade de gerar novas idéias, conhecimentos eprodutos. Nesse sentido, os indivíduos criativos, diferentemente dos inteligentes, apresentamoutros padrões comportamentais além daqueles apresentados anteriormente, que o fazem: Pensar e elaborar idéias e soluções com facilidade. 87
  • 93. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o Adaptar idéias e soluções, abandonando abordagens antigas e adotando novas idéias e formas de pensar. Apresentar idéias originais e incomuns. Utilizar o raciocínio divergente e convergente. Identificar e avaliar dificuldades e deficiências em idéias e produtos. Redefinir idéias e abordagens antigas de um modo novo.”4.3 TEXTO 3SOARES, H. Criatividade: Desenvolvendo Criatividade. In: Interativa: Artigos e Negócios.Disponível em: <http://internativa.com.br/artigo_criatividade.html>.“Desenvolvendo a criatividade.(...)A boa notícia é que a criatividade faz parte da natureza humana e com o estímulo certo, nóspodemos desenvolve-la.Vejamos algumas das muitas maneiras de desenvolver a criatividade:- Faça anotações: Idéias são como sonhos, se não forem devidamente armazenadas, serãoesquecidas e perdidas em poucos minutos. Por isso, anote qualquer idéia, mesmo aquelas quenão façam o menor sentido, que ainda não estejam prontas ou que não despertaram o interessede ninguém, mesmo assim, anotem. “Quando perguntaram a Einstein onde era seu laboratório,ele tirou uma caneta e respondeu ‘Aqui!’ ” Trecho do livro, Einstein – O Enigma do Universode Huberto Rohden. 88
  • 94. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o- Desenvolva a sua curiosidade: A curiosidade é um dos mais importantes combustíveis paraa criatividade. É através de seu desenvolvimento que conseguimos vencer desafiosaparentemente “impossíveis”. O profissional criativo utiliza toda a sua curiosidade paralevantar os dados do problema e buscar a melhor solução. Certa vez, Einstein disse: “ - nãosou mais inteligente do que ninguém, sou apenas a pessoa mais curiosa que conheço”.Portanto, não perca tempo, exercite sua curiosidade!- Procure escrever ao menos uma idéia por dia: Esse é um exercício simples, que se forfeito com regularidade, pode em pouco tempo trazer resultados interessantes. Faça o seguinte:separe alguns minutos por dia, durante o banho, indo para o trabalho, antes de dormir, ou emqualquer outro lugar e hora, para pensar sobre um determinado assunto. Pense em novassoluções para antigos problemas, idéias para problemas novos, etc. Faça o exercíciodiariamente e anote e guarde todas as idéias que surgirem. Um dos maiores estudiosos doprocesso criativo, Edward De Bono, diz que a sua principal função como consultor de grandesempresas do mundo, sempre foi fazer as pessoas pararem um pouco para pensarem erepensarem seus problemas. Então, escolha uma hora qualquer do dia para sair um pouco darotina e bote a cabeça para funcionar. "Quando a mente de uma pessoa expande-se ao criaruma nova idéia, nunca mais voltará a sua dimensão original". (Oliver Wendell Holmes).- Armazena suas idéias: Algumas idéias precisam ficar descansando, para então,amadurecerem e ganharem vida. Muitas vezes uma idéia de hoje, pode resolver um problemade amanhã, por isso, anote e guarde todas as idéias que tiver. Um boa dica para não esquecer eperder suas idéias é comprar um pequeno caderno, de preferência de capa dura para anotarsempre que surgir uma idéia ou pensamento. Não se esqueça de levar o caderno acompanhado 89
  • 95. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã ode um lápis ou caneta para todos os lugares. Leve-o para onde quer que você vá, ao banheiro,ao almoço em família, ou para qualquer outro lugar. As boas idéias não escolhem hora paraaparecer e como já disse, se não anotar rápido, certamente vai esquecer. Guarde também osrecortes de jornais, revistas, anúncios, e-mails, Websites ou qualquer outra fonte que possaconter informações relevantes aos seus projetos e que no futuro possa servir como inspiração.Consulte seu arquivo sempre que precisar de boas idéias. Mas tome cuidado, com tempo vocêterá muitos recortes, revistas e cadernos para guardar. Para facilitar sua pesquisa no futuro,separe tudo em pastas por assunto e guarde em caixas. Imagine se em sua casa, não tivesse umarmário com portas e gavetas para organizar as coisas? Como seria para encontrar um par demeias pretas? Assim também funciona com as idéias, precisamos organizá-las! Mas, nãoadianta guardar na parte de cima do armário, procure deixar em um local de fácil acesso.- Aprenda a escutar, ouvir e observar. Pessoas, lugares e acontecimentos podem nos enviarmensagens, respostas e idéias a todo instante. Muitas vezes precisamos codificar essasmensagens através de nossa experiência, percepção e intuição. Utilize todas as armas esentidos na busca da melhor resposta para o que procura. "Descobrir é olhar para a mesmacoisa como todos olham e enxergar algo diferente". (Albert Szent-Gyorgyi). O psicólogoSamuel Gosling, desenvolveu uma interessante tese que é preciso notar os pequenos detalhespara se ter uma visão real de uma pessoa ou problema. Uma particularidade de alguém, umpormenor sobre um caso podem provocar um insight.- Preste um pouco mais de atenção nas crianças e idosos: “Toda criança é artista. Oproblema é como permanecer artista depois de crescer.”(Picasso). Normalmente as idéias mais criativas são aquelas mais obvias e simples. Ascrianças são a essência da simplicidade e podemos aprender muito observando a maneira com 90
  • 96. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oque elas desenvolvem suas brincadeiras e criações. Do outro lado temos os idosos com toda aexperiência e sabedoria acumulada a duras provas durante várias gerações de muito trabalho.Se observarmos outras culturas, como, por exemplo, a oriental, poderemos aprender arespeitar um pouco mais essas pessoas tão especiais e que têm muitas coisas para nos ensinar.Se juntarmos a simplicidade das crianças com a experiência dos idosos, teremos umapoderosa fonte de idéias.“Ao analisar pessoas de todas as idades, constituições, culturas eportes, aprendemos que os melhores produtos incorporam as diferenças das pessoas”. (TomKelley).- Compreenda primeiro – depois julgue: O preconceito é um perigoso bloqueio acriatividade, não julgue o desconhecido e o diferente. É importante ter a mente aberta para asmudanças, novidades e diversidades que surgirem. Como muito bem disse, Kelley logoacima, os melhores produtos, assim como as melhores idéias podem surgir das diferençasentre as pessoas, coisas, idéias, etc.- Aprenda a gostar de problemas: Um problema é sempre uma ótima oportunidade paracriar. Precisamos gostar dos problemas e desafios que aparecerem pela nossa frente. Umproblema e sempre um desafio, uma oportunidade para inovar. “Otimistas vêemoportunidades em todo problema. Pessimistas vêem problemas em toda oportunidade”.(Anônimo)- Perca o medo de perguntar: O medo de perguntar algo sem sentido e parecermos estúpidose incompetentes na frente de estranhos, colegas de trabalho, amigos ou clientes, faz com quefiquemos inseguros e que não tenhamos a coragem necessária para esclarecer nossas dúvidas.Ter coragem de perguntar, questionar e duvidar, é o caminho para entender melhor oproblema e dar o primeiro passo no desenvolvimento de uma solução criativa. Uma das 91
  • 97. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã ocaracterísticas infantis presentes nos adultos criativos é fazer perguntas sobre temas que elesem geral, já não questionam mais.- Coloque as idéias em ação: Não adianta só ter idéias, é preciso ter coragem para mostrá-lasaos amigos, família, sócios, patrocinadores, etc. Ao apresentarmos uma idéia, ela cresce, setransforma e atinge uma outra esfera. É nesse momento que a colocamos a prova e podemosvisualizar suas reais possibilidades. “Quem troca pães, fica com um único pão. Quem trocaidéias fica com as duas. O melhor negócio é sempre trocas idéias.” (J.M. Machado de Assis).Jack Welch ex-presidente da General Eletric diz em seu livro “Jack Definitivo”, que se umaidéia não resistir a algumas perguntas de corredor, por certo não resistirá ao mercado. Todanova idéia normalmente passa por diversos tipos de resistências e obstáculos. Da falta devontade política a escassez de recursos humanos e materiais. Mesmo uma excelente idéiapode sofrer todo tipo de pressão, por isso, para vencermos precisamos ser perseverantes,mantermos a motivação e sabermos buscar os aliados certos. Ter coragem para tentar, mesmosabendo que é provável que tenhamos muitas quedas durante o percurso. Nunca devemosesquecer que as piores idéias, são sempre aquelas que nunca saíram das gavetas.- Evite coisas que enfraqueçam o cérebro: Qualquer tipo de droga legalizada ou não, pode àprimeira vista ajudar no processo criativo, mas cuidado, o preço cobrado é caro demais poralguns voláteis instantes de bem estar e euforia. Não é caretice, é fato! Todos que utilizampor muito tempo algum tipo de bengala acabam desaprendendo a andar sozinhos. Com otempo ainda diminuem sua capacidade de criação, raciocínio, concentração e percepção. Épreciso ainda estar atento a outros tipos de perigos aparentemente inofensivos, mas quepodem ter conseqüências negativas ao processo criativo. São eles a baixa auto-estima, ainsegurança, o medo de errar, a timidez, o ciúme, a preguiça, o comodismo, o desamor e atimidez, que juntos ou separados, podem limitar e até neutralizar seu potencial criativo. Só 92
  • 98. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oerra quem faz e só constrói uma grande idéia quem acredita em seu potencial, tem paixão pelaque faz e acredita na sua idéia.- Use o seu tempo ocioso com sabedoria: Aproveite seu tempo livre para enriquecer suasexperiências, adquirir mais cultura e conhecer mais pessoas. Descubra novas fontes e abasteçaseu banco de idéias. Visite museus, parques e exposições. Assista peças de teatro, filmes eshows. Leia o que passar pela frente, de livros a jornais. É preciso estar preparado parareceber a idéia. “A casualidade somente favorece aos espíritos preparados”. (Pasteur)- Divirta-se trabalhando e trabalhe divertindo-se: É claro que mesmo o “melhor” trabalhonão pode ser sempre divertido e prazeroso. Mas quando descobrimos nossos verdadeirostalentos e trabalhamos no que gostamos, transformamos nossas segundas-feiras, em dias tãointeressantes quanto os sábados. “As pessoas não têm mais talento, têm mais paixão por seusassuntos. Einstein investia tempo, todos os dias, viajando pelo imensurável espaço além daatmosfera terrestre com sua imaginação intuitiva. Quem quiser ter mais intuição sobre algumacoisa deve aumentar sua paixão sobre ela”. (Psicóloga Sharon)- Mantenha sempre de bom humor: O humor é o comportamento mais importante docérebro humano. (Edward de Bono). Roberto Menna Barreto fala em seu livro “Criatividadeno Trabalho e na Vida”, que existem ingredientes que devem ser misturados e muito bemcuidados para que possamos ter idéias criativas. A partir da idéia de um médicopernambucano, ele criou um acrônimo chamado BIP. O B é exatamente o Bom Humor.Segundo o autor, bom humor é estar numa boa perante um problema, qualquer problema, érazão imprescindível, sine qua non, para um indivíduo ter um flash criativo capaz de resolvê-lo. Problemas que nos comprometem o bom humor, que nos fazem sofrer, são problemas paracuja solução estamos provisoriamente, impotentes. Roberto tem razão, quando estamos debom humor, todas as coisas ficam mais claras e fáceis. Mas na falta dele, é como se 93
  • 99. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã operdêssemos parte da visão e não pudéssemos mais enxergar todas as paredes de uma sala.Sem ele, nosso raciocínio e intuição ficam comprometidos. Quando estava terminando esteartigo tive alguns problemas pessoais que me privaram o bom humor e o poder deconcentração. Fiquei quase uma semana sem conseguir escrever uma linha. É muito difícil,poderia até dizer que é quase impossível manter o humor quando passamos por algumproblema pessoal que nos deixa triste, desmotivado e até sem esperanças. Mas mesmo assim,é preciso levantar a cabeça, olhar o problema de frente e dar a volta por cima. Quandoconsegui recuperar o humor, passei a enxergar meu problema com outros olhos e afinal, elenão era assim tão feio.- Trabalhe duro: “Eu penso 99 vezes, e nada descubro; deixo de pensar e mergulho nosilêncio – e eis que a verdade me é revelada”. (Einstein). Tudo que Einstein descobriu foiresultado de muita dedicação e trabalho. Mergulhe de cabeça no problema, estude-oprofundamente, procure repetidamente o maior número de respostas possíveis. Assim comoEinstein, após trabalhar duro, desligue-se um pouco do problema e quando menos imaginarencontrará a resposta que tanto procura. Na filosofia milenar de Bhagauad Gita se exprimeesta verdade do seguinte modo: “Quando o discípulo está pronto o mestre aparece”. 94
  • 100. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã oBIBLIOGRAFIA CONSULTADASILVA FILHO, A. M. Entendendo a criatividade: o comportamento de pessoas criativas.Revista Espaço Acadêmico. Ano 5. n. 53, out. 2005. Disponível em:<http://www.espacoacademico.com.br/053/53silvafilho.htm>.SOARES, H. Criatividade: Desenvolvendo Criatividade. In: Interativa: Artigos e Negócios.Disponível em: <http://internativa.com.br/artigo_criatividade.html>.VILELA, V. V. Você é Criativo? In: Possibilidade. Disponível em:http://www.possibilidades.com.br/criatividade/voce_eh_criativo.asp>. 95
  • 101. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃOC a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO ANEXOS 96
  • 102. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃOC a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO ANEXO 1 97
  • 103. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO CRESCIMENTO DO NÚMERO DE CURSOS E DE MODALIDADES DE ENGENHARIA: PRINCIPAIS CAUSAS E CONSEQUÊNCIASVanderlí Fava de Oliveira – vanderlí@engprod.ufjf.brUniversidade Federal de Juiz de Fora, Departamento de Engenharia de ProduçãoRua Halfeld, 1097/301B – Bairro CentroCEP 36.016-000 – Juiz de Fora - MGResumo: Este trabalho tem por objetivo principal apresentar um estudo sobre o crescimento donúmero de cursos e de modalidades de engenharia e suas principais causas e conseqüências.Para tanto é apresentada uma breve retrospecção a partir da origem do ensino regular deengenharia no país procurando identificar a trajetória do aumento do número de cursos e demodalidades ao longo da história do país. Os dados sobre os cursos foram coletados no Cadastroas Instituições de Ensino Superior que consta do portal do Instituto de Nacional de Estudos ePesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). A tabulação destes dados mostra que houve umcrescimento vertiginoso do número de cursos e de modalidades de engenharia a partir de 1996,ano de publicação da atual LDB (Lei nº 9.394 de 20dez1996), além de se verificar mudanças noperfil do ingressante, visto que, vem aumentando o número de cursos noturnos o que acarretamudanças na organização destes cursos e, também, no perfil dos egressos.Palavras-chave: Educação em Engenharia, Cursos de Engenharia, Modalidades de Engenharia1. INTRODUÇÃOEste trabalho tem como objetivo principal apresentar um estudo sobre o crescimento do númerode cursos e de modalidades de engenharia no país. Os antecedentes principais deste são os estudosrealizados na pesquisa de doutoramento do autor (OLIVEIRA, 2000), na qual foi realizado umlevantamento sobre as origens e a evolução dos cursos de Engenharia Civil no país em termosdidáticos pedagógicos e nos trabalhos atuais do autor sobre a organização e avaliação dos cursosde Engenharia de Produção, hoje a modalidade com o maior número de cursos. Em termosretrospectivos, a base principal deste é a obra de TELLES (1994) do qual foi retirado o seguintetrecho: “Em 1828, o engenheiro inglês Thomas Tredgold, na elaboração dos estatutos do Instituto dos Engenheiros Civis Ingleses, deu uma definição de engenharia que ficou clássica: A arte de dirigir as grandes fontes de energia da natureza para o uso e a conveniência do homem. Conclui-se desta feliz definição que a história da engenharia de qualquer nação ou coletividade confunde-se, em grande parte, com a própria história do desenvolvimento.” 98
  • 104. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOA base principal de dados atuais sobre os cursos de engenharia é o portal do Instituto de Nacionalde Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) – www.inep.gov.br. 99
  • 105. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOOs dados dos cursos que constam do Cadastro das Instituições de Ensino Superior (IES) do INEPnão estão todos completos, alguns não disponibilizam o número de vagas e outros não permitemidentificar com clareza se são cursos distintos ou habilitações de um único curso. Também hácasos de cursos nos quais não fica claro se estão em extinção ou se um novo currículo determinououtro registro como um curso novo. Ainda há casos nos quais um erro de grafia na inserção docurso no Cadastro dificulta que o mesmo seja alcançado pelo mecanismo de busca. Ou seja, atabulação dos dados e a apresentação dos mesmos neste trabalho podem conter imprecisões, noentanto, não chega a comprometer o trabalho, visto que, este estudo tem seu objetivo mais voltadopara a apresentação de crescimentos e tendências. De todo modo acredita-se que a margem de erroacerca do número de cursos não ultrapasse 1,5% do total para mais (caso de habilitaçõesconsideradas como cursos) ou para menos (caso de cursos não encontrados pela busca).2. BREVE RETROSPECTONo início do seu livro História da Engenharia no Brasil, TELLES (1994) registra que “aengenharia quando considerada como arte de construir é evidentemente tão antiga quanto ohomem, mas, quando considerada como um conjunto organizado de conhecimentos com basecientífica aplicado à construção em geral, é relativamente recente, podendo-se dizer que data doséculo XVIII”.A École Nationale des Ponts et Chausseés, fundada em Paris, em 1747, por iniciativa de DanielTrudaine, foi o primeiro estabelecimento de ensino de engenharia que se organizou com estascaracterísticas, sendo considerada a primeira escola para o ensino formal de engenharia do mundoe que diplomou profissionais com o título de engenheiro (PARDAL, 1986). Esta escola formavabasicamente construtores e, se assim for, o ensino de engenharia iniciou-se pela engenharia hojeconhecida como engenharia civil, sendo os primeiros engenheiros diplomados os precursores doengenheiro civil atual. Conforme registra ainda TELLES (1994), “o nome engenheiro civil teriasido usado, pela primeira vez, pelo engenheiro inglês John Smeaton – um dos descobridores docimento Portland – que assim se autodenominou em fins do século XVIII – para distinguir-se dosengenheiros militares”.A École Polytechnique, fundada em 1795 por iniciativa de Gaspard Monge e Fourcroy, tem sidoconsiderada como a “que se tornou modelo de outras escolas de engenharia pelo mundo afora.Esta Escola tinha o curso em três anos, cujos professores de alto nível (Monge, Lagrange, Prony,Fourrier, Poisson, etc.) ensinavam as matérias básicas de engenharia, sendo os alunos depoisencaminhados a outras escolas especializadas: Ponts et Chausseés, École de Mines, etc.”(TELLES, 1994). Como se pode observar, “a separação, na estruturação curricular, entre asdiversas ciências que participam na formação do engenheiro, colocando-se primeiramente (embloco) as básicas, depois as básicas de engenharia e, por fim, as aplicadas de engenharia, remontajá às primeiras escolas” (BRINGUENTI, 1993).No Brasil, conforme registram os autores PARDAL (1986) e TELLES (1994), a data de inícioformal dos cursos de engenharia foi 17 de dezembro de 1792, com a criação da Real Academia deArtilharia, Fortificação e Desenho, na cidade do Rio de Janeiro, e que é a precursora em linhadireta e contínua da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.Antecedendo a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, houve a Aula deFortificação, criada por carta régia de 1699, voltada para o ensino militar, que incluíaconhecimentos de engenharia, depois consolidado em 1738 na Aula do Terço de Artilharia. Desteensino não se conhece regulamento nem programa de ensino, sabendo-se apenas que durava cincoanos (PARDAL, 1996). 100
  • 106. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOA que pode ser considerada como a segunda escola de engenharia do Brasil e, também, a únicafundada durante o Império foi a Escola de Minas de Ouro Preto. A sua fundação foi “uma decisãopolítica do Imperador D. Pedro II”, que contratou em 1874, por indicação do cientista francêsAuguste Daubrée, o engenheiro francês Claude Henri Gorceix (1842-1919), então com 32 anos deidade, para organizar o ensino de geologia e mineralogia no Brasil.Após a Proclamação da República em 1889, foram fundadas, ainda no século XIX, mais 5 escolasde engenharia. Novas escolas só foram fundadas entre 1910 e 1914, registrando-se mais 5 (quadro01), sendo 3 em Minas Gerais. Das 12 escolas de engenharia existentes até então no Brasil (umterço delas em Minas Gerais), apenas uma não possuía curso de Engenharia Civil (Itajubá/MG).Quadro 01 - Cursos de engenharia no Brasil até o início do século XX. Cursos iniciais –Fund Local Denominação IES atual (Xa) anos1792 Rio de Janeiro/RJ Real Academia UFRJ Eng Militar e Civil1876 Ouro Preto/MG Escola de Minas UFOP Minas Civil e Industrial Escola Politécnica (5a) - Agronômico1893 São Paulo/SP USP de São Paulo e Mecânica (3a) - Agrimensor (2a) Escola de Agrimensor (2a) -1895 Recife/PE Engenharia de UFPE Civil (5a) Pernambuco Escola de1896 São Paulo/SP Engenharia Mackenzie Civil (5a) Mackenzie Escola de1896 Porto Alegre/RS Engenharia de UFRGS Civil (?) Porto Alegre Escola Politécnica Geógrafo (4a) -1897 Salvador/BA UFBA da Bahia Civil (5a) Escola Livre de1911 B Horizonte/MG UFMG Civil (5a) Engenharia Faculdade de1912 Curitiba/PR Engenharia do UFPR Civil (?) Paraná Escola Politécnica Civil – Química1912 Recife/PE UPE de Pernambuco Industrial (?) Instituto Mecânica –1913 Itajubá/MG Eletrotécnico de UNIFEI Elétrica (3a) Itajubá Escola de1914 Juiz de Fora/MG Engenharia de Juiz UFJF Civil (4a) de ForaNenhuma outra Escola de Engenharia foi criada no país até a década de 30. Em 1928, foi criada aEscola de Engenharia Militar, a qual, na verdade, sucedia a Escola Militar, que resultou dodesmembramento ocorrido em 1855 da primeira escola de engenharia do Brasil. De acordo com oque consta hoje no portal do INEP, em 1930 havia 27 cursos de engenharia no país distribuídosem 11 Instituições (UFRJ, UFOP, USP, UFPE, UFRGS, UFBA, UFMG, UFPR, UNIFEI, UFJF eIME). Entretanto, segundo o que consta da obra de PARDAL (1986) e TELLES (1994), aindaexistiam cursos na Estadual de Pernambuco e na Universidade Mackenzie, a única particulardentre as elencadas. 101
  • 107. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO3. CRESCIMENTO DO NÚMERO DE MODALIDADES E DE CURSOSO gráfico 01 a seguir apresenta o crescimento do número de cursos no Brasil de 1930 a 2005.Neste período podem ser destacados acontecimentos que se constituíram em marcos e que, dealguma forma, tiveram influencia neste crescimento.A profissão de engenheiro no Brasil só foi regulamentada em nível nacional em 1933 peloDecreto Federal nº 23.569, de 11 de dezembro de 1933, que “Regula o exercício das profissões deengenheiro, de arquiteto e de agrimensor” e assinado pelo “Chefe do Governo Provisório daRepública dos Estados Unidos do Brasil” (Getúlio Vargas). Neste Decreto eram os seguintes osprofissionais previstos: engenheiro civil; arquiteto ou engenheiro-arquiteto; engenheiro industrial;engenheiro mecânico eletricista; engenheiro eletricista; engenheiro de minas; agrimensor -engenheiros agrônomos; e geógrafos.Em 1945 terminou a segunda grande guerra e, também, a ditadura Vargas e havia 47 cursos deengenharia distribuídos por 8 estados: Rio de Janeiro (12) São Paulo (11), Minas Gerais (8), RioGrande do Sul (6), Bahia (4), Pernambuco (4), Pará (1) e Paraná (1). As escolas de engenhariaestavam praticamente restritas às capitais, à exceção de Minas Gerais que tinha cursos em OuroPreto, Itajubá e Juiz de Fora. Somente na década de 50 outros estados passaram a contar comcursos de Engenharia: Espírito Santo, Goiás, Paraíba, Alagoas e Rio Grande do Norte.Gráfico 01 – Crescimento do Número de Cursos (C) de Engenharia no Brasil (1930 a 2005).Na década de 50 eram criados em média 3 cursos por ano no país e em 1961, final do governoJuscelino Kubitschek, estavam em funcionamento 101 cursos de engenharia no país. Em 1962houve um recorde com a criação de 11 novos cursos no Brasil.Em 1966 foi aprovada a Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966 que regulava o exercício daprofissão de engenheiro, substituindo o Decreto de 1933. Em 29 de junho de 1973, foi aprovada aResolução Nº 218 do CONFEA que discrimina atividades das diferentes modalidades 102
  • 108. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOprofissionais da engenharia. Também nesta estavam definidas as modalidades de engenharia comsuas respectivas competências, quais sejam: engenheiro aeronáutico, agrimensor, agrônomo,cartógrafo, civil, eletricista, eletrônico, de comunicação, florestal, geólogo, mecânico,metalurgista, de minas, naval, de petróleo, químico, industrial, sanitarista, tecnólogo de alimentos,têxtil e de operação. Esta resolução está sendo objeto de discussão e deverá ser substituída poruma nova até o final de 2005. oEm 1976 foi aprovada a Resolução N 48/76 do CFE que estabeleceu os currículos mínimos dos ocursos e, ainda, a Resolução N 50/76 do CFE que admitiu as ênfases ou habilitações nos cursos.Neste ano foram criados 31 novos cursos de engenharia.No final de 1979 já havia 363 cursos no país. Durante a década de 70 houve um significativocrescimento de número de cursos registrando-se uma média de 17 novos cursos criados a cadaano.Na década de 80 houve uma desaceleração na criação de novos cursos registrando-se um média deapenas 5 novos cursos criados por ano. Nesta década houve uma significativa crise econômicacom altas taxas de inflação e registrou-se um grande crescimento da dívida pública, o que causouestagnação no desenvolvimento do país, refletindo diretamente na criação de novos cursos.Em 1996 foi aprovada a nova LDB (Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996) que revogou, entreoutros dispositivos, a Resolução 48/76 que estabelecia o currículo mínimo para os cursos deengenharia. Isso foi um dos principais fatores que determinaram um crescimento sem precedentesno ensino superior brasileiro a partir de 1997, com a expansão das Instituições de Ensino Superior(IES) existentes e a criação de muitas novas. A média anual de criação de novos de cursos deengenharia praticamente quintuplicou após a nova LDB passando de aproximadamente 17 novoscursos ao ano, de 1989 a 1996, para mais de 78 novos cursos ao ano no período de 1997 a 2005.Em 1996, existiam 545 cursos de aproximadamente 35 modalidades (quadro 02). Considerando-seas ênfases pode-se encontrar mais de 80 denominações distintas. Em 2005 esse total é de 1251cursos que estão distribuídos em aproximadamente 50 modalidades (quadro 03). Quandoconsideradas as ênfases as denominações distintas sobem para mais de 160, ou seja, em apenas 9anos praticamente dobrou o número de denominações dos cursos.Quadro 02 –Cursos existentes até 1996. 103
  • 109. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOUm dos fatores que contribui para explicar esse aumento de número de cursos, de modalidades ede ênfases, é a flexibilização da atual legislação no que se refere à organização de cursos,conforme se pode observar na CNE/CES 11/2002 que estabelece as diretrizes para o curso deengenharia.Quando se observa o crescimento de determinadas modalidades verifica-se que ocorre, também,uma mudança no perfil para a formação profissional em engenharia, apesar da maioria dasmodalidades tradicionais como Civil, Elétrica, Mecânica e Química também apresentaremcrescimento. Este novo perfil pode ser verificado com o crescimento de modalidades comoComputação, Controle e Automação, Telecomunicações, dentre as principais que representambasicamente novas tecnologias (gráfico 02). De outro lado Alimentos, Ambiental, Florestal,Materiais e o surgimento no presente século da Engenharia de Bioprocessos, Bioquímica,Biomédica, indicam uma mudança de postura na utilização dos recursos naturais e com relação àsaúde de uma maneira geral. 104
  • 110. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOO maior índice de crescimento no período de 1996 a 2005, no entanto, verifica-se na Engenhariade Produção (gráfico 03). Dos quase 80 cursos que são criados em média por ano a partir de 1997,mais de 20% são desta modalidade. Isto mostra que além de novas tecnologias e preocupaçõesestruturadas com o meio ambiente, também a Gestão, que antes nem era considerada comoinerente ao exercício profissional de engenharia, tornou-se de vez uma atividade de engenharia,dada a complexidade que adquiriu nos dias atuais. Os sistemas organizacionais de produção dehoje adquiriram uma sofisticação que somente a natureza do conhecimento de engenharia pode 105
  • 111. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOsolucionar os problemas que os mesmos demandam. Os modelos capazes de representarem osproblemas de Gestão na atualidade requerem raciocínio lógico e analítico que os engenheiros (deProdução) podem resolver com mais propriedade.Fonte: Organizado pelo autor com base em dados do portal do INEP (maio/2005).Até 1996 a Engenharia de Produção se constituía em uma habilitação das EngenhariasTradicionais. Além dos fatores já mencionados é importante registrar que em 1998 a ABEPRO(Associação Brasileira de Engenharia de Produção) no ENCEP (Encontro Nacional de Engenhariade Produção) realizado em Itajubá/MG, organizou em 10 áreas os conhecimentos necessários paraque a modalidade Produção pudesse atender ao perfil profissional que estava sendo exigido pelasorganizações de produção de bens e de serviços. Isto foi fundamental, pois os cursos passaram adispor de diretrizes seguras para a sua organização e estas 10 áreas (como conteúdos) foram 106
  • 112. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOinseridas nas diretrizes curriculares (CNE/CES 11/2002), no manual de avaliação de curso doINEP e, agora, na formulação das diretrizes e questões para o ENADE (Exame Nacional deDesempenho dos Estudantes).Outra questão importante a ser observada é a concentração de cursos em determinadas regiões dopaís. Os primeiros cursos de engenharia criados no Brasil estavam situados, principalmente, naRegião Sudeste, notadamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais (gráfico04). Esta concentração permanece ainda hoje observando-se que São Paulo vem cada vez maisconcentrando esses cursos com quase 30% dos cursos do país. Nos últimos anos abrem-se cercade 25 cursos por ano no estado o que significa quase 30% do total de cursos de engenharia criadosanualmente (gráfico 05). Não é difícil verificar, também, que os cursos de engenharia estãodistribuídos em acordo com o mapa de desenvolvimento econômico, social e industrial do país.Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e SantaCatarina continuaram sendo os 5 estados com o maior número de cursos no país, contabilizando75% dos cursos de engenharia atualmente existentes no país.Bahia, Amazonas e Goiás tiveram crescimento acima da média desbancando estados comoPernambuco, Paraíba e Ceará. Isto se explica pelo desenvolvimento que estes estados têmexperimentado em termos de necessidade de engenheiros, principalmente visando aimplementação de infraestrutura nestes estados.Verifica-se que é excessivamente desproporcional a concentração de cursos nos estados dosul/sudeste, que detém 76% do total de cursos, quando comparada com o encontrado nos estadosdo norte, nordeste e centro-oeste que contam com apenas 24% do total de cursos na atualidade.Isto denota que as diferenças e a concentração de recursos vem se acirrando cada vez mais no paíspela falta de projeto conseqüente por parte dos governos que se sucedem praticamente desde queCabral aportou no Brasil. 107
  • 113. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOOutra questão importante a se observar é que está havendo um aumento da oferta de vagas e decursos de engenharia no período noturno (quadro 04), o que possibilita ao aluno que trabalhadurante o dia possa cursar engenharia. Isso implica em mudanças no perfil do aluno que ingressano curso de engenharia. Também verifica-se que esse crescimento de número de cursos deengenharia é maior nas IES particulares, setor que vem apresentando o maior crescimento emtermos de expansão e de criação de novas Instituições e de cursos.Também, de acordo com os dados disponíveis no portal do INEP e nos relatórios acerca do Censoda Educação Superior, pode-se observar que as vagas disponíveis não estão sendo ocupadas nasua totalidade, principalmente nas IES particulares, nas quais a ociosidade média é de cerca de umterço das vagas disponibilizadas. Isto indica, também, que o ingressante nos cursos de engenhariapode estar com uma carga de conhecimento aquém do necessário para acompanhar um curso deengenharia, visto que, mesmo naqueles cursos de alta demanda no vestibular, verifica-se que hádeficiência em termos de conhecimentos básicos, principalmente de Física, de Matemática e dePortuguês.Por último, o quadro 05 apresenta a distribuição quantitativa dos cursos de engenharia pelosgrupos que estarão participando do ENADE 2005 (prova no dia 06 de novembro de 2005). Ográfico 06 também contribui para ilustrar esta distribuição. 108
  • 114. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO4. SÍNTESE E CONSIDERAÇÕES FINAISDe uma maneira geral, os dados apresentados neste trabalho permitem constatar as seguintesquestões principais: • Houve um crescimento vertiginoso do número de cursos e de modalidades de engenharia a partir de 1997 e esta expansão ocorreu mais no setor das IES particulares; • Têm aumentado consideravelmente o número de cursos de engenharia no turno noturno; • Aumentou a concentração de cursos de engenharia na região sudeste, notadamente no estado de São Paulo.Outra questão relevante é a mudança gradativa de enfoque nos cursos de engenharia, observadopelo maior crescimento de cursos mais voltados para: • As tecnologias de base informacional (computação, automação, telecomunicação, etc.); • A utilização mais racional dos recursos do planeta e as suas conseqüências para o ambiente e para a saúde (ambiental, florestal, alimentos, bioprocessos, etc.); • A gestão das organizações, dos recursos e das pessoas o que pode ser comprovado pelo vertiginoso crescimento da modalidade de Engenharia de Produção.Estas três questões, em maior ou menor escala, passaram a fazer parte dos currículos de diversasoutras modalidades de engenharia, notadamente a partir da década de 90. Isto pode ser explicadoem parte pela própria evolução das Organizações e a dos Cursos de Engenharia (quadro 06). 109
  • 115. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKO •A flexibilização da legislação que permitiu a liberdade para a criação de novas modalidades, assim como, a diminuição de carga horária e de tempo de duração dos cursos; • O aumento de número de cursos e de vagas que diminuem consideravelmente as exigências para acesso aos cursos de engenharia (há ociosidade de vagas em muitos cursos);Estas duas questões combinadas podem levar a formação de engenheiros com insuficiência deconhecimentos para o exercício profissional. Por exemplo, os ingressantes em cursos noturnosque trabalham durante o dia e que já estão afastados da escola há algum tempo, certamente quenão possuem os mesmos conhecimentos daqueles ingressantes em cursos de alta demanda. Se,além disso, ainda vão freqüentar um curso com carga horária “enxuta” e com tempo de duraçãoreduzido, agravado pela pouca disponibilidade de tempo para estudos extra classe, pode levar àformação de profissionais com deficiências. Para evitar isso, faz-se necessário que os cursosdisponham de mecanismos eficientes de nivelamento e de meios e métodos deensino/aprendizagem que possam enfrentar as restrições apontadas.De todo modo, da mesma forma que houve uma mudança de paradigma nas organizações onde ocapital fundamental destas, passou a ser o conhecimento aliado à sua estratégia competitiva e aosseus processos de produção, os cursos também devem mudar o seu enfoque passando a ter comoessencial a sua gestão pedagógica e os seus métodos e meios de ensino/aprendizagem. Ou seja, aEducação em Engenharia, como a Gestão na Engenharia, passa a ocupar o espaço essencial naformação dos professores. Não basta mais ao professor saber para “dar aulas”, portanto, não hámais como se escorar na máxima parodiada do cartesianismo: se “penso logo existo”, então, “seilogo ensino”.5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASBRINGUENTI, Idone, 1993, O Ensino de Engenharia na Escola Politécnica da USP:Fundamentos para o Ensino de Engenharia. São Paulo: EPUSP.OLIVEIRA, V F, 2001, A importância do Projeto no processo de ensino/aprendizagem In: OProjeto de Engenharia, Arquitetura e Desenho Industrial: conceitos, reflexões, aplicações eformação profissional. 1 ed. Juiz de Fora : Editora da UFJF, p. 141-176.OLIVEIRA, V F, 2002, Teoria, Prática e Contexto no Curso de Engenharia In: Educação emEngenharia: Metodologia. 1 ed.São Paulo: Editora Mackenzie, v.1, p. 1-296. 110
  • 116. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO AGROINDUSTRIAL (EPA) DISCIPLINA INTRODUÇÃO À ENGENHARIA DE PRODUÇÃO C a m p u s d e C a m p o M o u r ã o PROFESSORA MSC. THAYS J. PERASSOLI BOIKOOLIVEIRA, V F, PINTO, D P, PORTELA, J C S, 2003, Diretrizes curriculares e mudança defoco no curso de engenharia. Revista de Ensino de Engenharia - ABENGE. Brasília: v.22, n.2,p.31 - 37.OLIVEIRA, V F, PINTO, D P, PORTELA, J C S, SILVEIRA, M. H., ALENDE, J C, 2002,Formação Didático-Pedagógica: Relato de uma Experiência na UFJF In: Educação emEngenharia: Metodologia. 1 ed. São Paulo: Editora Mackenzie, v.1, p. 1-296.OLIVEIRA, Vanderlí F, 2000, Uma proposta de melhoria do processo deensino/aprendizagem nos cursos de Engenharia. Rio de Janeiro: Tese (Doutorado emEngenharia de Produção) COPPE/UFRJ.OLIVEIRA, Vanderlí F, 2004, Um Estudo sobre a Avaliação dos Cursos de Engenharia deProdução In: ENEGEP 2004 - XXI Encontro Nacional de Engenharia de Produção, Florianópolis.Anais Porto Alegre: ABEPRO, 2004.PARDAL, P & LEIZER, L, 1996, O Berço da Engenharia Brasileira. Revista de Ensino deEngenharia, n 16, (dez), pp 37-40.PARDAL, P, 1986, 140 anos de doutorado e 75 de livre docência no Ensino de Engenharia noBrasil. Escola de Engenharia – UFRJ, Rio de Janeiro.PINTO, D P, OLIVEIRA, V. F., PORTELA, J C S, DUQUE, C A, 2003, As discussões sobre oProjeto Político Pedagógico na Faculdade de Engenharia da UFJF. ENGEVISTA. Niterói – Riode Janeiro , v.5, n.9, p.31 – 40.TELLES, P C S, 1994, História da Engenharia no Brasil: Século XX. 2 Ed. Rio de Janeiro,Clavero.TELLES, P C S, 1994, História da Engenharia no Brasil: Séculos XVI a XIX. 2 Ed. Rio deJaneiro, Clavero. 111

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