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BRUNA PIRES BENTO       FERNANDA FREITAS COELHO         LARISSA MAIA QUEIROZ        SÔNIA ALVES DE OLIVEIRA           Heli...
BRUNA PIRES BENTO                          FERNANDA FREITAS COELHO                             LARISSA MAIA QUEIROZ       ...
DEDICATÓRIA       Este trabalho é dedicado a todos os meus       familiares e pessoas intimamente ligadas a       minha vi...
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AGRADECIMENTOS       Agradeço ao meu deus e pai de todas as       coisas boas que vivi, porque sei que o bem       apenas ...
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RESUMOHelicobacter pylori é uma bactéria que infecta a mucosa gástrica causando gastrites,úlceras pépticas e com o tempo c...
ABSTRACTHelicobacter pylori is a bacterium that infectis the gastric mucosa causing gastritis,peptic ulcers and cancer ove...
LISTA DE FIGURASFigura 1 -   Helicobacter pylori                      18Figura 2 -   Úlcera péptica gástrica              ...
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASAINEs – Anti-inflamatórios Não Esteroidais.CLO – Campylobacter - Like Organism.CRB − Citrato...
SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO .................................................................................................. 132...
9.2.2 Métodos não-invasivos: ............................................................................... 36a) Testes s...
13         1 INTRODUÇÃO         Segundo Warren (1994), “O Helicobacter pylori é uma bactéria Gramnegativa, microaerófila e...
14      No Brasil é a mais frequente neoplasia do sistema digestivo, tomando oprimeiro lugar na escala de episódio entre o...
15      2 OBJETIVOS      2.1 OBJETIVO GERAL      Analisar a importância se obter conhecimentos sobre a bactéria Helicobact...
16      3 MATERIAL E MÉTODOS      - MATERIAL: Para a realização desta monografia, foi realizada uma amplapesquisa bibliogr...
17         4 REVISÃO DA LITERATURA         A proeminência do envolvimento de um microorganismo no desenvolvimentode úlcera...
18                     colonização do epitélio gastrintestinal, logo que a mesma concretiza                     a hidrólis...
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21                     conforme comprovado em alguns estudos. Os sintomas tendem a                     permanecer por uma ...
22como tanto, que se reestudem os fatores genéticos e ambientais dentro dessa novaperspectiva, bem como distúrbios fisioló...
23Figura 3. úlcera péptica duodenal.Fonte: puc.cl/paginas/cursos/tercero/anatomiapatologica/imagenes
24         6 PREVALÊNCIA         6.1 Prevalência da infecção por H. pylori         A prevalência da infecção por H. pylori...
2572,4% em crianças escolares de 6 a 15 anos de idade, quando foi utilizado testerespiratório com C-uréia (ALMEIDA et al.,...
26entre 20 anos e 59 anos. Resultados semelhantes foram obtidos na Dinamarca, comprevalência de 17,5% entre adultos com id...
27      7 EPIDEMIOLOGIA      O H. pylori tem repartição cosmopolita, e avalia-se que cerca de metade dapopulação mundial e...
28      Alves, em estudo populacional conduzido no Brasil, encontrou prevalênciadesta afecção em 1,6 % dos pacientes abaix...
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30         7.4 Muco Gástrico         Constituiu uma fina camada de uma substancia visco- elástica, consistindoem 95% de ág...
31      8 PROFILAXIA      A infecção pelo H. pylori apresenta distribuição cosmopolita, estandorelacionada a   grande núme...
32      9 DIAGNÓSTICO      9.1 DIAGNÓSTICO CLINICO      O H. pylori desenvolvem um quadro clinico caracterizado por dor ou...
33         b) Métodos de Coloração         Esfregaços corados pelo Gram ou pela cabolfucsina constituem métodosrápidos, se...
34inoculação do fragmento em meio não-seletivo (Agar- chocolate ou Agar- sangue) eseletivos para o H. pylori. A adição de ...
35recomendado um intervalo de, no mínimo 7 dias, entre a suspensão das drogas erealização dos exames. Sendo um teste que r...
36biopsias gástrica ou quaisquer liquido orgânicos (fezes, saliva e suco gástrico). Suasextremas sensibilidade e especific...
37presente na amostra de soro do paciente se liga aos antígenos da pérola ou damicroplaca (ALVES, 2012).         Recenteme...
38recentes, em crianças encontramos que, entre nós o ponto de corte entre criançasinfectadas    e   não-infectadas   é   s...
39      10 TRATAMENTO      Hoje é universalmente aceita a recomendação de se tratar todos os pacientesportadores de úlcera...
40glicocálice espesso que se apresenta como uma barreira parcial do antimicrobianos.Alem disso, por estar firmemente aderi...
41apresenta os principais inibidores da bomba de prótons que são utilizados naassociação com os antimicrobianos na terapêu...
42metronidazol 500 mg, duas vezes ao dia, por um período mínimo de sete dias(EISIG et al., 2003).        Como já referido,...
43        O controle de erradicação, após tratamento, deve ser verificado nasseguintes situações: úlcera duodenal, úlcera ...
44      11 CONSIDERAÇÕES FINAIS      Após a revisão da literatura podemos deduzir:      O Helicobacter pylori é uma bactér...
45                                  REFERÊNCIASADAMEK, R.J.; SUERBAUM, S.; PFAFFENBACH, B.; OPFERKUCH, W. Primaryand acqui...
46CUENCA, R.; BLANCHARD, T. G.; CZINN, S. J.; NEDRUD, J.G.; MONATH, T. P.;LEE, C.K, Redline RW. Therapeutic immunization a...
47JASKIEWICZ, K.; LOUW, J. A.; MARKS, I. N. Local cellular and immune response byantral mucosa in patient sunder going tre...
48OLIVEIRA, L. F. S. Prospecção de novos produtos naturais e sintéticosbioativos com atividade antimicrobiana frente a Hel...
49WISNIEWSKI, R. M.; PEURA, D. A. Helicobacter pylori: beyond peptic ulcer disease.Gastroenterologist, v. 5, n.33, p. 295-...
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  1. 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS BRUNA PIRES BENTO FERNANDA FREITAS COELHO LARISSA MAIA QUEIROZ SÔNIA ALVES DE OLIVEIRA Helicobacter pylori FERNANDÓPOLIS 2012
  2. 2. BRUNA PIRES BENTO FERNANDA FREITAS COELHO LARISSA MAIA QUEIROZ SÔNIA ALVES DE OLIVEIRA Helicobacter pylori Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientador: Prof. Dr. Anísio StortiFUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS – SP 2012
  3. 3. BRUNA PIRES BENTO FERNANDA FREITAS COELHO LARISSA MAIA QUEIROZ SÔNIA ALVES DE OLIVEIRA Helicobacter pylori Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: 13 de novembro de 2012. Banca examinadora Assinatura ConceitoProf. Dr. Anísio StortiProfª. Vanessa Maira Rizzato SilveiraProfª. Rosana Matsumi KagesawaMotta. Prof. Dr. Anísio Storti Presidente da Banca Examinadora
  4. 4. DEDICATÓRIA Este trabalho é dedicado a todos os meus familiares e pessoas intimamente ligadas a minha vida que nesse período de desenvolvimento deste trabalho me ajudou com paciência, carinho e compreensão, demonstrando que a superação nos momentos difíceis vale a pena por estar ao lado de quem realmente se importa com o nosso sucesso. Bruna Pires Bento Dedico este trabalho primeiramente, aos meus pais Sidney e Célia, pois confiaram em mim e me deram esta oportunidade de concretizar e encerrar mais uma caminhada da minha vida. Sei que eles não mediram esforços pra que este sonho se realizasse, sem a compreensão, ajuda e confiança deles nada disso seria possível hoje. A eles além da dedicatória desta conquista dedico a minha vida. Ao meu avô Aparecido Coelho e meu filho Khauan (in memoriam), que infelizmente não podem estar presente neste momento tão feliz da minha vida, mas que não poderia deixar de dedicar a eles, pois se hoje estou aqui, devo muitas coisas a eles e por seus ensinamentos e valores passados. Obrigada por tudo! Saudades eternas! A minha afilhada Anna Luiza, que em muitos finais de semana me proporcionou seu carinho e seu sorriso tão lindo, e fazendo eu até esquecer das minhas ansiedades e angústias. A vocês meus amigos dedico este trabalho e todo meu carinho, sem a ajuda, confiança e compreensão de todos, este sonho não teria se realizado. Vocês são tudo pra mim! Muito Obrigada por tudo! Fernanda Freitas Coelho
  5. 5. Este trabalho é dedicado às pessoas quesempre estiveram ao meu lado peloscaminhos da vida, me acompanhando,apoiando e principalmente acreditando emmim: Minha mãe Railha, minha irmã Letícia,que sempre me deram forças, ao meu paiJoão Filho e ao meu irmão Nykolas, que nãopermanecem entre nós mais tenho certezaque de onde vocês estiverem vocês estãofelizes assim como nós. Vocês permaneceráeternamente em nossas lembranças e,principalmente em nossos corações.Dedico também ao meu namorado Valérioque sempre me incentivou e acreditou no meutrabalho.Vocês são muito especiais para mim. Amomuito todos vocês!Larissa Maia QueirozDedico este trabalho aos meus pais, pessoasespeciais em minha vida: Meu pai Pedro,minha mãe Neuza, minha irmã Silva, meuirmão Leonildo e em especial ao meunamorado Jamilson, sendo uma pessoaimportante na minha vida, me ajudou e nuncamediu esforços para me ajudar, pelo seucompanheirismo, respeito e incentivo.Pessoas que sempre acreditavam em minhacapacidade e fizeram de tudo para que eupudesse chegar até aqui, dando-me maisincentivo e amor.Sônia Alves de Oliveira
  6. 6. AGRADECIMENTOS Agradeço ao meu deus e pai de todas as coisas boas que vivi, porque sei que o bem apenas dele é que veio. Agradeço a todas as pessoas que me incentivou e me apoiou... o meu muito obrigada. Bruna Pires Bento Agradeço primeiramente a Deus, por iluminar constantemente o meu caminhar. Quero agradecer aos meus pais Sidney e Célia e também as minhas irmãs e meu primo Fabrício e minha afilhada Anna Luiza, pois proporcionaram para mim muito carinho e principalmente apoio para lidar com esses obstáculos advindos em nosso cotidiano. Não posso esquecer de agradecer a todos os professores que enfatizaram um aprendizado diferenciado e significativo para compor o meu lado profissional e também pessoal. Nesse momento, sintetizo um agradecimento especial a todos os meus amigos que fizeram parte da minha vida durante esses quatro anos de graduação, proporcionando e ao mesmo tempo dividindo momentos de alegrias, tristezas, experiências, conquistas. Fernanda Freitas Coelho
  7. 7. Quero agradecer, em primeiro lugar, a Deus,pela força e coragem durante toda esta longacaminhada.Dedico esta, bem como todas as minhasdemais conquistas, ao meu amado pai JoãoFilho e ao meu irmão Nykolas (Que faltavocês me fazem), minha irmã Letícia quesempre me deu amor e carinho ao meuprecioso afilhado Duan meu melhor e maiorpresente...Agradeço minha mãe Railha que me davaforças para continuar, sendo uma pessoaespecial na minha vida e que me ensinoumuitas coisas e que uma delas foram que pormais que o caminho esteja difícil e doloroso,devo prosseguir pois lá na frente quando essecaminho já estiver no final, olharei para trás eme sentirei vitoriosa, obrigada por sempreestar ao meu lado me dando forças. Eu teamo!”Aos meus familiares por me ajudarem, diretaou indiretamente, nesta minha etapa.E o que dizer a você Valério? Obrigada pelapaciência, pelo incentivo, pela força eprincipalmente pelo carinho, me ajudou enunca mediu esforços para me ajudar... Valeua pena toda distância, todo sofrimento, todasas renúncias... Valeu a pena esperar...Agradeço também ao meu orientador Anísiopela paciência, compreensão e atenção,dedicou do seu valioso tempo para meorientar em cada passo deste trabalho deconclusão de curso.Obrigada a todos vocês por participaremdesta minha etapa, pois direta, ouindiretamente me fizeram crescer, tantopessoalmente como profissionalmente. Valeu!Larissa Maia QueirozAgradeço primeiramente a Deus. A todos quepartilharam deste momento de minha vida eque torceram por mim e de alguma forma meajudaram, me incentivando e encorajandodurante este período difícil. Aos meus paisNeuza e Pedro pelo esforço, dedicação ecompreensão em todos os momentos desta ede outras caminhada. Ao meu namorado,melhor amigo e companheiro de todas ashoras Jamilson Ferreira, pelo carinho,compreensão, amor e solidariedade inefável epor sempre me apoiar em todas a minhadecisões.Sônia Alves de Oliveira.
  8. 8. RESUMOHelicobacter pylori é uma bactéria que infecta a mucosa gástrica causando gastrites,úlceras pépticas e com o tempo câncer, é considerada como a mais frequenteinfecção crônica que ocorre em humanos. Em 1984, Warren e Marshall descreverama presença de uma bactéria espiralada em pacientes com úlceras pépticas egastrites crônicas, comprovando a semelhança entre estes micro-organismos e ogênero Campylobacter, oferecendo lhes a designação de Campylobacter LikeOrganism (CLO).Porém, a proeminência do envolvimento de um microorganismo no desenvolvimentode úlceras em animais de experimentação já era de conhecimento dospesquisadores desde o século XIX. Sua patogenia desenvolve uma resposta imune,que conduz à inflamação e erosão da mucosa gástrica, o que leva à formação deúlcera, gastrite crónica, e eventualmente cancro gástrico. Assim signosintomatologíaapresentado pela fase correspondente da doença, dor, náuseas, dispepsia, a perdade peso. Métodos foram identificados em diagnóstico invasivos e não invasivos,entre os quais incluem histologia, coloração, cultura, teste da uréase, moleculares,sorológicos, respiratórios e determinação de antígenos fecais. Estudosepidemiológicos têm demonstrado que a prevalência da infecção pelo Helicobacterpylori aumenta com a idade, é maior nos países em desenvolvimento e em pessoasde baixo nível sócio-econômico. É uma infecção mundial, ocorrendo em cerca de40% da população nos países desenvolvidos e em 70% nos países emdesenvolvimento. O tratamento para a erradicação da bactéria tem sido um grandedesafio para os clínicos, porque é necessário encontrar a combinação correta deantibióticos, além de manipular o pH gástrico na tentativa de assegurar aerradicação e evitar o desenvolvimento da resistência bacteriana, bem como osesquemas de tratamento diferentes e esquema triplo reconhece inibidores bomba deprótons, claritromicina e amoxicilina para a terapêutica de erradicação de uma aduas semanas. O presente trabalho tem como objetivo, fazer um reconhecimentosobre a bactéria, verificando sua epidemiologia, profilaxia, patogenia, tratamento,diagnóstico, transmissão, através de levantamentos bibliográficos.Palavras-chave: Helicobacter pylori. Patogenia. Epidemiologia. Diagnóstico.Tratamento.
  9. 9. ABSTRACTHelicobacter pylori is a bacterium that infectis the gastric mucosa causing gastritis,peptic ulcers and cancer over time, is considered the most commom chronic infectionthat occurs in humans. In 1984, Warren and Marshall described the presence of aspiral bacterium in patients winth chronic gastritis and peptic ulcers, proving thesimilarity between these micro-organisms and the genus campylobacter, offeringthem the designation of Campylobacter Like Organism (CLO). However, theprominence of the involvement of a microorganism in the development of ulcers inexperimental animals was already aware of researchers since the nineteenthcentury. Its pathogenesis develops an immune response that leads to inflammationand erosion of the gastric mucosa, which leads to the formation of ulcer, chronicgastritis, and gastric cancer eventually. Thus signosintomatologia presented by thecorresponding stage of the disease, pain, nausea, dyspepsia, weight loss. Methodshave been identified invasive and noninvasive diagnosis, among which includehistology staining, culture, urease, molecular, serological, respiratory anddetermination of fecal antigens. Epidemiological studies have shown that theprevalence of Helicobacter pylori infection increases with age, is higher in developingcountries and in people of low socioeconomic status. It is an infection worldwide,occurring in about 40% of the population in developed countries and 70% indeveloping countries. Treatment for bacterial eradication has been a major challengefor clinicians because it is necessary to find the right combination of antibiotics, inaddition to manipulating the gastric pH in an attempt to ensure the eradication andprevent the development of bacterial resistance, and schemes different treatmentscheme and recognizes triple proton pump inhibitors, clarithromycin and amoxicillintherapy for the eradication of one to two weeks. The present work aims, make areconnaissance on the bacteria, noting its epidemiology, pathogenesis, prophylaxis,treatment, diagnosis, transmission, through literature surveys.Keywords: Helicobacter pylori. Pathogenesis. Epidemiology. Diagnosis. Treatment.
  10. 10. LISTA DE FIGURASFigura 1 - Helicobacter pylori 18Figura 2 - Úlcera péptica gástrica 22Figura 3 - Úlcera péptica duodenal 23
  11. 11. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASAINEs – Anti-inflamatórios Não Esteroidais.CLO – Campylobacter - Like Organism.CRB − Citrato de Ranitidina Bismuto.DNA − Ácido Desoxirribonucléico.ECL – Células Enterocromafin - like.ELISA − Enzyme-Linked Immunosorbent Assay.FDA − Food and Drug Administration (Administração de Comidas e Remédios).HE − Hematoxilina-Eosina.H. pylori – Helicobacter pylori.IBP – Inibidor da bomba de prótons.IgG − Imunoglobulina G.NCBI – National Center for Biotecnology Information.PCR – Reação em Cadeia da Polimerase.
  12. 12. SUMÁRIO1 INTRODUÇÃO .................................................................................................. 132 OBJETIVOS ...................................................................................................... 152.1 OBJETIVO GERAL ........................................................................................ 152.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS .......................................................................... 153 MATERIAL E MÉTODOS .................................................................................. 164 REVISÃO DA LITERATURA ............................................................................. 174.1 Características Microbiológicas da Bactéria ................................................... 174.2 Morfologia....................................................................................................... 185 PATOGENESE.................................................................................................. 195.1 Mecanismo de sobrevivência no ambiente Gástrico ...................................... 205.2 Gastrite Aguda ............................................................................................... 205.3 Gastrite Crônica ............................................................................................. 215.4 Úlcera Péptica ................................................................................................ 215.5 Úlcera Duodenal............................................................................................. 226 PREVALÊNCIA ................................................................................................. 246.1 Prevalência da infecção por H. Pylori ............................................................. 247 EPIDEMIOLOGIA .............................................................................................. 277.1 Fatores de risco e transmissão ...................................................................... 287.2 Efeitos sobre a fisiologia gastroduodenal ....................................................... 297.3 Secreção ácida............................................................................................... 297.4 Muco Gástrico ................................................................................................ 308 PROFILAXIA ..................................................................................................... 319 DIAGNÓSTICO ................................................................................................. 329.1 DIAGNÓSTICO CLINICO ............................................................................... 329.2 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL .................................................................. 329.2.1 Métodos invasivos: ...................................................................................... 32a) Histologia ......................................................................................................... 32b) Métodos de Coloração ..................................................................................... 33c) Cultura .............................................................................................................. 33d) Teste de Uréase............................................................................................... 34e) Testes Moleculares .......................................................................................... 35
  13. 13. 9.2.2 Métodos não-invasivos: ............................................................................... 36a) Testes sorológicos ........................................................................................... 36b) Testes respiratórios .......................................................................................... 37c) Determinação de antígenos fecais ................................................................... 3810 TRATAMENTO................................................................................................ 3910.1 inibidores da bomba de prótons utilizados no tratamento de erradicação .... 4111 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................ 44REFERÊNCIAS .................................................................................................... 45
  14. 14. 13 1 INTRODUÇÃO Segundo Warren (1994), “O Helicobacter pylori é uma bactéria Gramnegativa, microaerófila e espiralada, sendo provavelmente o agente da infecçãocrônica mais comum em seres humanos. O H. pylori coloniza o estômago e tem sidoassociado à gastrite, úlcera gástrica e duodenal, câncer e linfoma gástrico.” O H. pylori, tem destreza em sobreviver em um ambiente extremamenteagressivo, como o estômago que tem pH de 1-2, aproximadamente, por haver aenzima uréase que forma uma camada protetora de amônia ao seu redor (ALVES,2012). Após a identificação do Helicobacter pylori por Marshall e Warren, em 1983,na Austrália, o microrganismo tem sido verificado, em diferentes partes do mundoem 50% ou mais da população mundial. Constitui um fator ambiental adquiridoimportante, ás vezes preponderante, na patogênese de um largo espectro deafecções como a gastrite aguda e crônica, ulcera gástrica e duodenal, o carcinoma elinfoma gástrica (BREUR, 1997). O H. pylori é a mais intensa bactéria que causa infecção no estômago. Emregiões, ou seja, países industrializados e bem desenvolvidos, a mesma aconteceem 5% das crianças menores de dez anos e por volta de 50% dos adultos que játem mais de 50 anos. Logo em países que ainda estão em desenvolvimento, comoé, por exemplo, o caso do Brasil, o número de infecção é bem maior, chegando emtorno de 80% dos adultos e 30% das crianças (ALVES, 2012). Embora a ampla incidência desta bactéria em todo o mundo, nem todas seapresentam de maneira patogênica (NEWNHAM et al., 2003). A bactéria expõe alterações genéticas, lhe atribuindo características distintas;vários fatores, inclusive a aquisição na infância, o tipo de cepa da bactéria, apredisposição genética do hospedeiro e o meio ambiente parecem estarrelacionados a sua fisiopatogênia (WISNIEWSKI; PEURA, 1997). O câncer de estômago é considerado o segundo mais freqüente tipo decâncer e o segundo maior causador de morte por câncer no mundo (NEWNHAM etal., 2003).
  15. 15. 14 No Brasil é a mais frequente neoplasia do sistema digestivo, tomando oprimeiro lugar na escala de episódio entre os homens e o quarto lugar entre asmulheres (ARRUDA et al., 1997). A gastrite não é originada pela bactéria em si, mas pelas substâncias que elacausa e que atacam a mucosa gástrica, podendo levar a gastrite, úlcera péptica e, aextenso termo, ao câncer de estômago (SIQUEIRA et al., 2007). No fato de acontecer uma infecção pelo H. pylori o organismo busca proteger-se movimentando glóbulos brancos, que são, células de defesa para o estômago e oorganismo produz anticorpos contra o H. pylori. A infecção conserva-se situada naárea do estômago e possivelmente segue a menos que seja feito um tratamentoapropriado (ALVES, 2012). Contudo, o empenho dos pesquisadores em juntar uma bactéria como oagente causal de úlcera enfraqueceu devido aos relatos da literatura da época quelançaram uma provável associação entre vírus e úlcera péptica. Steer reconstruiu ointeresse na associação entre úlcera e bactéria em 1975, mas fracassou noisolamento e identidade dos micro-organismos que observou, admitindo comocontaminação do endoscópio (OLIVEIRA, 2010).
  16. 16. 15 2 OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Analisar a importância se obter conhecimentos sobre a bactéria Helicobacterpylori, reconhecendo os danos que a mesma pode causar no organismo, atentandopara o que o paciente deve fazer para alcançar a cura, melhorando de fato assim, aqualidade de vida do mesmo. 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS a) Analisar o surgimento da bactéria e suas consequências no organismo, epidemiologia, profilaxia da bactéria, assim como os principais sintomas e estudo da transmissão. b) Verificar os possíveis diagnósticos adequados para reconhecer a H. pylori. c) Determinar os possíveis tratamentos, assim como, os medicamentos as serem utilizados, verificando a posologia, tempo de tratamento, entre outros.
  17. 17. 16 3 MATERIAL E MÉTODOS - MATERIAL: Para a realização desta monografia, foi realizada uma amplapesquisa bibliográfica em livros, revistas, além de diversas consultas em sitesespecializados no assunto, a fim de dar subsídios suficientes á implementação emestudo. Pesquisas em sites como: Pubmed, Google scholar, Bireme, Scielo, com asseguintes palavras chaves: H. pylori, correlacionadas com: epidemiologia, profilaxia,patogenia, tratamento, diagnóstico e transmissão. - MÉTODO: Descritivo.
  18. 18. 17 4 REVISÃO DA LITERATURA A proeminência do envolvimento de um microorganismo no desenvolvimentode úlceras em animais de experimentação já era de conhecimento dospesquisadores desde o século XIX. A apresentação de organismos espiralados,avaliados como espiroqueta já tinha sido antecipadamente informada em 1893. Aoredor de 1940, foram identificadas espiroquetas nas amostras gástricas humanas, ea maior parte parecia estar presente em pacientes com úlceras gástricas (BLASER,1998). Em 1984, Warren e Marshall descreveram a presença de uma bactériaespiralada em pacientes com úlceras pépticas e gastrites crônicas, comprovando asemelhança entre estes micro-organismos e o gênero Campylobacter, oferecendolhes a designação de Campylobacter Like Organism (CLO) (OLIVEIRA, 2010). A bactéria, atualmente distinguida como Helicobacter pylori, tem sido o objetode absorventes analises desde seu primeiro cultivo a partir de uma biópsia gástricaalcançada em 1982. Desde o princípio, este micro-organismo tem instigado oempenho de vários profissionais da área da saúde, entre médicos, farmacêuticos,biólogos e até pesquisadores na área da oncologia. A probabilidade de que umabactéria pudesse originar gastrites, úlceras pépticas e com o período câncer, era umopinião complexo de se acolher (OLIVEIRA, 2010). Em seguida o microorganismo ganhou a denominação de Campylobacterpyloridis, para logo em seguida ser retificado gramaticalmente para Campylobacterpylori. Trabalhos vindouros, todavia, demonstraram contestações bioquímicas emoleculares entre esta bactéria do gênero Campylobacter, e por fim em 1989 foidistinguida como um novo gênero, Helicobacter. Deste modo, ao Helicobacterpylori, foram compreendidos, no gênero, o Helicobacter felis e o Helicobactermustelae, sendo que em 2009 o National Center for Biotecnology Information (NCBI)exibiram 42 espécies já aprovadas neste gênero (FERNANDEZ, 1999). 4.1 Características Microbiológicas da Bactéria A bactéria Helicobacter pylori é de desenvolvimento vagaroso. Oferece mobilidade pela apresentação de flagelos unipolares, que podem estar presentes na abundância de quatro a seis. Sua fundamental propriedade bioquímica é a falta fabricação de enzima uréase, que tem uma função importante na fase primitiva de
  19. 19. 18 colonização do epitélio gastrintestinal, logo que a mesma concretiza a hidrólise da uréia, transformando deste modo o pH da mucosa gástrica e tornando-a mais apropriada para sua sobrevivência. Esta enzima tornou-se um importante placar da presença do micro- organismo, ficando empregada em testes de análise clínica. (WALTER, 1998) 4.2 Morfologia O Helicobacter pylori pode ser achada em duas morfologias distintas, oformato de bacilo espiral e a forma cocóide. A figura espiral é analisada a formaativa ou duradoura do micro-organismo, tendo entre 3 a 5 cm de tamanho eaproximadamente 0,5 cm de diâmetro (FERNANDES, 1999). Esta bactéria, em condições antagônicas não forma esporo, entretanto,podem sofrer adulterações no citoesqueleto celular se modificando em umaconfiguração esférica ou cocóide (OLIVEIRA, 2010). Vária contestação houve quanto a importância desta forma cocóide nasupervivência e consequente transmissão bacteriana, contudo, ultimamente há umconcordância de que, em um inicial período de exposição a fatores adversos estaforma poderia propiciar um recurso de sobrevivência, mas devido a lesão de DNAem uma fase posterior, a recuperação de uma forma de bacilo transitável seriapouco admissível, estando deste modo analisada neste caso como morte bacteriana(OLIVEIRA, 2010). A figura 1 ilustra o microorganismo Helicobacter pylori: Figura 1. Helicobacter pylori. Fonte: edu/people/sosarafova/Assets/Bio307/vinardone
  20. 20. 19 5 PATOGENESE É possivelmente o agente de infecção crônica mais comum em sereshumanos, invade designadamente a mucosa gástrica e as microvilosidadesgástricas das células epiteliais e confia-se que coopere absolutamente no extermínioda célula gástrica por fabricação de uma citotoxina vacuolizante, bem como enzimastóxicas, de maneira especial lípase, uréase e proteases, desregulando os fatores depreservação do epitélio (ALVES, 2012). H. pylori mexer-se com facilidade devido à morfologia em espiral e aosflagelos e, deste modo, cruza a camada de muco, instituindo familiar contato com ascélulas epiteliais de revestimento (SIQUEIRA et al., 2007). A bactéria pode comprometer a camada de muco que cobre o epitélio doestômago, ocasionando um dano nesta camada, posteriormente a esta lesãoabrange as células produtoras de muco do epitélio estomacal, induzindo ainflamações (WISNIEWSKI; PEURA, 1997). Vários fatores ambientais e do hospedeiro contribuem para a formação dalesão ulcerada, tanto pelo aumento da produção de ácido, quanto peloenfraquecimento da barreira mucosa ou ambos. A manutenção da integridade damucosa gástrica contra substâncias agressoras, como o ácido e a pepsina, dependede fatores protetores, como secreção de bicarbonato, preservação da membrana dacélula apical, regeneração epitelial e fluxo sanguíneo adequado. O Helicobacterpylori e as drogas anti- inflamatórias não esteróides estão entre os principais fatoresetiológicos da doença ulcerosa péptica por sua comprovada capacidade de interferirna relação agressão/defesa (COHEN, 2000). A associação do Helicobacter pylori com a úlcera péptica gástrica apresentamecanismo fisiopatológicos diferentes daqueles identificados na úcera duodenal. Agastrite associada ao H. pylori, nos pacientes com úlcera gástrica, é difusa oupredominante no corpo, refletindo a colonização de todo o epitélio gástrico pelabactéria. A colonização pelo H. pylori é mais evidente na região angular ou transiçãocorpo-antro, onde a inflamação , atrofia e metaplasia são mais intensas (DIXON etal., 2006). Nesta situação a secreção ácida está reduzida; esta redução será maior coma instalação atróficas. O risco para úlcera gástrica estará aumentando, mesmo com
  21. 21. 20a redução na produção ácida, em decorrência do importante comprometimento nosmecanismo de defesa da mucosa (DIXON et al., 2006). 5.1 Mecanismo de sobrevivência no ambiente Gástrico A mucosa gástrica é, habitualmente, bem protegida contra a infecçãobacterianas. O H. pylori é um microrganismo altamente adaptado a esse nichoecológico, com uma serie de funções singulares que lhe permite penetrar emovimentar-se nesse ambiente, aderir as células epiteliais, evadir-se da respostaimune e, como resultado, induzir colonização persistente e transmissão. Osconhecimentos sobre o mecanismo patogênicos envolvidos na associação deH.pylori e inflamação gástrica são ainda incompletos.Os mais estudados são : Motilidade: Tal propriedade é considerado essencial para que omicrorganismo, utilizando seus flagelos, penetre rapidamente a camada de mucoque reveste a mucosas, protegendo-se assim da acidez e do peristaltismo gástricos(EATON; KRAKOWA, 1994). Produção de uréase: A elevada produção de uréase pelo H. pylori, aoconverter a uréia endógena em amônia, permite que essa neutralize transitoriamenteo ácido gástrico, protegendo o microrganismo durante o seu transito para superfícieda mucosa gástrica. Além disso, a uréase pode também promover adesestabilização da camada do muco provocando lesões sobre o epitélio derevestimento , principalmente em situações de gradientes elevados de pH (EATON;KRAKOWA, 1994). Aderência: A aderência de microrganismo entéricos a superfície epitelialimpede sua eliminação através dos movimentos peristálticos, alem deeventualmente promoverem elevados concentrações de toxinas em determinadosáreas da superfície celular (HESSEY; SPENCER; WYATT, 1990). 5.2 Gastrite Aguda Embora a primo infecção por H. pylori passe despercebida pela maioria dos pacientes, as vezes, após um período de incubação variável de 3 a 7 dias, alguns indivíduos desenvolvem um quadro clinico caracterizado por dor ou mal estar epigástrico, pirose, náuseas, vômitos, flatulência, sialorréia, halitose, cefaléia e astenia. Tais casos expressam a ocorrência de gastrite aguda á histologia,
  22. 22. 21 conforme comprovado em alguns estudos. Os sintomas tendem a permanecer por uma a duas semanas. As anormalidades macroscópicas são extremante variáveis a endoscopia, desde pequeno enantema ate erosões, ulceras, ou mesmo lesões pseudotumorais (MARK, 1999). 5.3 Gastrite Crônica H. pylori é hoje considerado o principal agente etiológico em mais de 95% dasgastrites crônicas. H. pylori coloniza a mucosa gástrica humana como mínimacompetição por parte de outros microrganismo e parece estar particularmenteadaptado a esse ambiente (DIXON et al., 1996). A gastrite crônica associada a H. pylori é habitualmente uma condiçãoassintomática. Apesar de alguns estudos tentarem associá-las a dispepsia funcionalou não – ulcerosa, a maioria dos estudos não encontrou correlação entre sintomasgastrintestinais e a extensão ou intensidade gastrite. Dessa forma o principalsignificado clinico de gastrite crônica associada a H. pylori reside na sua estreitaassociação etiológica com a ulcera péptica duodenal, na qual 98% dos pacientesalbergam o microrganismo com a úlcera gástrica, em que 75% estão infectadas, etambém, com o carcinoma e linfoma gástricos (DIXON et al., 1996). 5.4 Úlcera Péptica A identificação e o isolamento da H. pylori proporcionaram um enormedesenvolvimento em nosso conhecimentos acerca da úlcera péptica. Estes avançosforam de tal forma monta que, em poucos anos, algumas das maiorias autoridadesno assunto do mundo publicavam trabalhos mencionando pela primeira vez a curadoença ulcerosa, fato ate então inimaginável pela maioria dos estudioso do tema.Indubitavelmente tais assertivas se fundamentarem, entre outros aspectos, nosresultados de ensaio terapêuticos realizados em diferentes regiões do mundo,demonstrando que erradicação do microrganismo do estomago do paciente ulcerosase acompanhava, invariavelmente, de acentuada redução, ou mesmo abolição dasrecidivas ulcerosas, ate então o apanágio da doença em decorrência disso, a úlcerapéptica tem agora que ser revista a luz dessa nova realidade. É necessário, por
  23. 23. 22como tanto, que se reestudem os fatores genéticos e ambientais dentro dessa novaperspectiva, bem como distúrbios fisiológicos encontrados no paciente com úlcerapéptica (DIXON et al., 1996). A figura 2 mostra uma úlcera péptica gástrica: Figura 2. úlcera péptica gástrica. Fonte: puc.cl/paginas/cursos/tercero/anatomiapatologica/imagenes 5.5 Úlcera Duodenal Diferentes avaliações têm identificado anormalidades na secreção ácida doestômago em pacientes com úlcera duodenal associada á infecção por H. pylori.Diversos trabalhos demonstram a ação lítica da bile sobre o H. pylori, o que,teoricamente, tornaria o bulbo duodenal ambiente hostil á bactéria. Dore e Grahampostulam que a presença de secreção ácida aumentada no duodeno torna insolúveisos ácidos biliares, permitindo que o microrganismo sobreviva no ambiente duodenal(DORE; GRAHAM, 2000). A figura 3 ilustra uma úlcera péptica duodenal:
  24. 24. 23Figura 3. úlcera péptica duodenal.Fonte: puc.cl/paginas/cursos/tercero/anatomiapatologica/imagenes
  25. 25. 24 6 PREVALÊNCIA 6.1 Prevalência da infecção por H. pylori A prevalência da infecção por H. pylori nos países subdesenvolvidos e emdesenvolvimento é abundantemente elevada, podendo abranger até 50% dascrianças já aos 5 anos de idade e acima de 70% aos 10 anos de idade (PARENTE,2006). Nos países desenvolvidos, a prevalência do H. pylori é muito mais baixa,quando conferida às taxas dos países mais pobres. Na infância, em geral, as taxasde prevalência são inferiores a 10% aos 10 anos de idade e a 40% na populaçãoadulta (ALMEIDA et al., 2003). Estudos sorológicos realizados em diferentes regiões do mundo temdemonstrado que, nos países em desenvolvimento, a infecção é adquiridaprecocemente na infância e que a maioria dos indivíduos estão infectados. Por outrolado, em países desenvolvidos há um progressivo aumento da prevalência dainfecção com a idade, acometendo cerca de 50% da população na velhice e sendopouco frequente na infância (MEGRAUD, 1995). Estudos realizados em Minas Gerais mostram uma prevalência de 34% deintermediários entre os elevados (acima de 60%) índices observados na África eÍndia e aqueles (3%) descritos na Suécia. Embora não representativos de todapopulação brasileiros , estudos realizados em Belo Horizonte, em indivíduos adultos,mostram uma prevalência entre 40% e 80%, em dependência direta do nível sócio –econômico (COELHO; CASTRO, 1992). Este fato deve- se à conquista precipitada do micro-organismo no início dainfância e a sua perpetuação de modo indefinido nos indivíduos contagiados, quecausam aumento cumulativamente das taxas de prevalência nas gerações maisvelhas de uma definida população. Os estudos populacionais nessas regiões comproblemáticas qualidades de vida têm evidenciado que, de forma geral, as taxas deprevalência caracterizam-se por acelerada elevação com a idade desde o início dainfância, percebendo um planalto em torno de 80% a partir de 20 anos de idade(MALATY, 2007). Estudos atuais em populações infantis seguem evidenciando a elevadaprevalência desta infecção nos países subdesenvolvidos. No Egito, a prevalência de
  26. 26. 2572,4% em crianças escolares de 6 a 15 anos de idade, quando foi utilizado testerespiratório com C-uréia (ALMEIDA et al., 2003). Estudos populacionais dirigidos no Brasil advertem que as taxas deprevalência da infecção por H. pylori ainda é bastante elevada, seja em regiõesurbanas ou rurais, em crianças ou adultos. Estudos realizados nos últimos anos emáreas com impróprias condições de vida de Teresina (Piauí) e Fortaleza (Ceará)confirmaram elevadas taxas de prevalência já nos primeiros anos de vida(PARENTE, 2006). Em Teresina, crianças de baixa renda com idades entre seis meses e 12anos, utilizando pesquisa de antígeno fecal específico anti-H. pylori (HpSA), taxa deprevalência global de 56,0%, mas a frequência foi superior a 70,0% nas faixasetárias acima de seis anos de idade. Resultados semelhantes foram encontrados noCeará utilizando teste respiratório com 13 C-uréia, prevalência global de 55,8% com,crianças de 6 meses a 14 anos e 40,0% em crianças até 6 anos de idade,concomitantemente (ALMEIDA et al., 2003). Entre adultos assintomáticos, as pesquisas epidemiológicas para detecção deH. pylori admitem a tendência observada na infância, demonstrando que aprevalência da infecção por H. pylori é extremamente alta no nosso país, podendoalcançar taxas tão elevadas quanto 86,0% e 97,9% em populações adultas daregião amazônica (PARENTE, 2006). Por outro lado, detectaram uma prevalência de 65,3% entre doadores desangue assintomáticos na cidade de São Paulo (ALMEIDA et al., 2003). Esta taxa da infecção, um pouco menor, provavelmente conjectura a melhorada qualidade de vida da população estudada no estado mais desenvolvido do Brasil(SIQUEIRA, 2007). Atualizados estudos epidemiológicos populacionais em crianças confirmam aintenção de redução nas taxas de prevalência nestes países. Na Espanha, aprevalência global entre crianças de 1 a 14 anos foi de 15,8% (PARENTE, 2006). Na Alemanha, as cálculos de um grande número de crianças aos 3 e 4 anosde idade seguidas em estudo de coorte despontaram que a prevalência foi deapenas 2,4% e 3,0%, simultaneamente (MALATY, 2007). Na Austrália, um estudo soro epidemiológico compreendeu crianças eadultos, de 1 a 59 anos, deparando prevalência global de 15,1%, com variantes nasdiversas faixas etárias de 4,0% a 10,0% até 19 anos de idade, e 12,4% a 22,8%
  27. 27. 26entre 20 anos e 59 anos. Resultados semelhantes foram obtidos na Dinamarca, comprevalência de 17,5% entre adultos com idades entre 40 anos a 60 anos (PARENTE,2006).
  28. 28. 27 7 EPIDEMIOLOGIA O H. pylori tem repartição cosmopolita, e avalia-se que cerca de metade dapopulação mundial esteja infectada. A prevalência da infecção modifica com a idadee o nível socioeconômico. A soroprevalência soma progressivamente com a idade,e é novamente localizada em homens e mulheres (SIQUEIRA, 2007). Países em desenvolvimento podem acontecer percentuais de soropositividade abrangidas em faixas etárias mais jovens. No Brasil, um estudo emcrianças e jovens até 18 anos, de famílias de baixa renda, demonstrou umpercentual de 34% de soropositivos, que acrescenta significativamente com a idade.Em países desenvolvidos, a infecção em crianças é menos freqüente. A prevalênciada infecção é entusiasmada por fatores como renda, nível de instrução e condiçõesde moradia (SILVA et al., 2004). O ser humano é o fundamental depósito de H. pylori, não tendo ainda sidodescobertos animais que quadrem de reservatórios significantes. A infecção não éauto limitada e pode continuar por muitos anos. Reservatórios ambientais tambémpodem durar. Águas contaminadas são fontes importantes em definidas áreas(SIQUEIRA, 2007). A transmissão interpessoal é, contudo, avaliada a mais importante, segundoconfirmado em estudos com famílias que convivem em categorias de aglomeração.Estudos usando tipagem de DNA admitiram que elementos de uma mesma famíliatendem a ser contaminados pela própria cepa de bactéria. A passagem pela qualacontece a infecção pode ser fecal/oral ou oral/oral. É imprescindível notar que ainfecção pode ser conduzida por meio de endoscópios se a desinfecção adequadanão for executada (SIQUEIRA, 2007). A epidemiologia da úlcera gástrica mostrou modificações significativas nosúltimos anos. No século XlX a prevalência da lesão ulcerada gástrica era maior quea da úlcera duodenal. No século XX ocorreu inversão desta relação e, nos últimos20 anos, verificou-se uma taxa decrescente da doença ulcerosa gastroduodenal. Aúlcera gástrica mostra prevalência semelhante nos países ocidentais e orientais(LAM, 2000). A incidência da úlcera gástrica aumenta com a idade, e seu pico de incidência encontra-se entre a 4ª e 6ª décadas de vida. (LOUISVILLE, 1982)
  29. 29. 28 Alves, em estudo populacional conduzido no Brasil, encontrou prevalênciadesta afecção em 1,6 % dos pacientes abaixo de 30 anos e 8,4 % em pacientesacima de 50 anos (ALVES, 2012). Estima-se que, aproximadamente, 70 a 80% das úlceras gástricas sãorelacionadas com a infecção pelo Helicobacter pylori. A maioria das outras lesõesulceradas gástricas é causada pelos “AINEs” (anti-inflamatórios não esteroidais)(MEGRAUD, 1993). 7.1 Fatores de risco e transmissão O baixo nível sócio- econômico e suas consequências naturais, como máscondições de habitação e higiene, é hoje considerado o principal marcador dapresença de infecção pelo H. pylori (MORAD; MERRICK; NASRI, 2002). A não–identificação, de forma consistente, de H. pylori em outrosreservatórios que não o homem sugere que o microrganismo seja um patógenohumano estrito, transmitido de pessoa a pessoa, de forma direta ou indireta. Atransmissão pessoa a pessoa parece evidente mediante estudos de criançasinstitucionalizadas, nas quais, em diferentes estudos, tem sido demonstrado umaelevada prevalência da infecção (MORAD; MERRICK; NASRI, 2002). Há duvidas se a transmissão ocorre por via oral – oral, fecal – oral, ambas, oumesmo gastronal. Estudos epidemiológicos empregando técnicas de biologiamolecular, tem aclarado alguns pontos polêmicos nesta área. Assim a favor datransmissão oral- oral, sabemos que a mucosa gástrica possui um turnover rápido,descamando-se continuamente, sendo o microrganismo facilmente isolado no mucogástrico. O refluxo do conteúdo gástrico para cavidade oral poderia permitir acolonização da boca, com a saliva sendo o veiculo da transmissão. Entretantoapesar de isolado no suco gástrico, a cultura do H. pylori na cavidade oral tem sidoquestionada, já que apenas poucos estudos conseguiram isolá-lo na boca (saliva eplaca dentaria) (KLEIN et al., 1991). A maior parte dos estudos usaram técnicas de biologia molecular aindainsuficientes para assegurar com segurança que se tratava de H. pylori e não deoutros microrganismo da cavidade oral. Estudos empregando reação em cadeia dapolimerize (PCR) tem mostrado que o H. pylori é eliminado pelas fezes e, em pelomenos um estudo, foram identificados microrganismo viáveis. Podendo sobreviver e
  30. 30. 29ser eliminado para o ambiente, fezes ou qualquer coisa contaminada pelas fezespoderia ter o veiculo da transmissão (KLEIN et al., 1991). 7.2 Efeitos sobre a fisiologia gastroduodenal A principal função do estomago e armazenar e preparar o alimento para adigestão, assim, o alimento é misturado mecanicamente com a secreção gástrica etransformado em uma forma mais liquida. No estomago, os alimentos sofrem umaproteólise pequena pela ação pepsina, antes de passarem para o duodeno. Outrafunção importante do estomago diz respeito ao controle de microrganismo deglutidoscom a saliva ou alimentos; o reduzido pH do suco gástrico degrada e destróirapidamente a maior parte das bactérias porventura ingeridas (HAZELL et al., 1986). 7.3 Secreção ácida Sabemos que, em condições normais, o estomago secreta continuamente oácido numa media de 15% de sua capacidade secretora máxima. Essa secreçãobasal mostra um ciclo circadiano, com um ponto mais baixo ao amanhecer. Sabe-seque os três principais estimulantes endógenos da secreção acida, ou seja, ahistamina, a acetilcolina e a gástrica contribuem para a secreção basal, já que a osbloqueadores da histamina e a acetilcolina são capazes de inibi- lás e a gástrica édetectável no sangue em jejum (HAZELL et al., 1986). Ao atingir o estomago, o alimento estimula a secreção acida em parte peladistensão, que estimula o reflexo vagovagal, mas principalmente pelos produtos dadigestão das proteínas diretamente sobre a células G para liberar gástrica (fasegástrica). Esta atua nas células enterocromafin-like (ECL), as células endócrina maiscomuns do estomago localizado no corpo gástrico , liberando histamina, queestimula as células parietais a produzir o acido. A gástrica também estimuladiretamente as células parietais e promover o crescimento tantos das célulasparentais quanto o enterocromafin-like (MEGRAUD, 1993).
  31. 31. 30 7.4 Muco Gástrico Constituiu uma fina camada de uma substancia visco- elástica, consistindoem 95% de água e 30-50 mg/ml de uma glicoprotéica com PM = 2.000.000. Essacamada protege a mucosa gástrica de traumas mecanismos e agentes irritantes.Apesar de a secreção gástrica de bicarbonato corresponder apenas a 10% dasecreção acida, este fica confinado ao muco aderente a mucosa gástrica, originandoum gradiente capaz de manter neutro o pH da superfície epitelial, a despeito dapresença de acido no lúmen gástrico. Moléculas lipídicas incorporadas ásglicoproteinas formam complexos micelares, constituindo uma camada continua degel ao longo de toda superfície luminal da mucosa, conferindo-lhe propriedadesimportantes como hidrofobicidade e resistência elevada á ação de enzimasproteolíticas, H. pylori coloniza o estomago localizando-se no interior ou sob essacamada de muco que recobre o epitélio da superfície e das foveolas (HAZELL et al.,1986).
  32. 32. 31 8 PROFILAXIA A infecção pelo H. pylori apresenta distribuição cosmopolita, estandorelacionada a grande número de doenças. Por essa razão, existe profundointeresse da comunidade médica em definir estratégias de prevenção e erradicaçãoda infecção (JASKIEWICZ; LOUW; MARKS; 1993). A profilaxia com vacina é um método eficaz e econômico no controle dedoenças infecciosas. A ligação entre fatores socioeconômicos é tão marcante empaíses em desenvolvimento que é possível que somente essa opção de prevençãocoletiva seja efetiva (JASKIEWICZ; LOUW; MARKS; 1993). Os estudos em doninhas e camundongos mostram que a vacinação contraespécies de Helicobacter é efetiva na prevenção e erradicação do agente (CUENCA;BLANCHARD et al., 1996). A capacidade de a vacina oral curar a infecção crônica pelo H. pyloriprovavelmente se deve à diferença qualitativa entre a resposta imune induzida pelavacina e aquela desencadeada pela infecção natural (CZINN, 1997). Apesar do grande empenho dos pesquisadores, estima-se que somentedentro de aproximadamente 10 a 15 anos a vacinação segura e eficaz contra o H.pylori estará disponível. Enquanto se aguarda o desenvolvimento desse tãoimportante método de prevenção, todos os estudos epidemiológicos concentram-senas investigações sobre a transmissão do H. pylori. Certamente o conhecimentodesse mecanismo fornecerá dados fundamentais para o desenvolvimento deestratégias de prevenção da doença (CZINN, 1997).
  33. 33. 32 9 DIAGNÓSTICO 9.1 DIAGNÓSTICO CLINICO O H. pylori desenvolvem um quadro clinico caracterizado por dor ou mal estarepigástrico, pirose, náuseas, vômitos, flatulência, sialorréia, halitose, cefaléia eastenia. Tais casos expressam a ocorrência de gastrite aguda á histologia, conformecomprovado em alguns estudos. Os sintomas tendem a permanecer por uma a duassemanas (MEGRAUD, 1993). 9.2 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL O diagnostico da presença de H. pylori na mucosa gástrica se faz pordiferentes métodos, seja em fragmentos retirados durante a endoscopia e utilizadospara estudo histopatológicos, microbiológicos e bioquímicos, seja por técnica nãoendoscópicas que incluem exames sorológicos, radioisotópicos e aquelasempregando pesquisa de antígenos fecais ou técnicas de biologia molecular(MOLINEUX; HARRIS, 1993). 9.2.1 Métodos invasivos: É feito através de amostras de biopsias gástricas ou duodenais obtidas porendoscopia (processo considerado custoso), sendo realizados testes posteriorescomo, por exemplo: a) Histologia A histologia constitui método confiável para o diagnostico da presença domicroorganismo. Vários métodos histológico inespecíficos tem sido descrito. Foi pormeio da coloração pela hematoxilina-eosina que Warren, observou originalmente osespiralados gástricos. É método simples e rotineiros nos laboratórios de patologia.Usada isoladamente tem sido associado a apreciável numero de diagnostico falso-negativo e, mesmo, falso-postivos (WHARTIN; STARRY; 1982). Na histologia, o H. pylori é aceito anuído à célula epitelial, ou camuflado sob omuco do estômago na coloração pelo HE, sendo mais perfeito figurado nos cortescorados pelo Giemsa (ALVES, 2012).
  34. 34. 33 b) Métodos de Coloração Esfregaços corados pelo Gram ou pela cabolfucsina constituem métodosrápidos, sensíveis e econômicos para identificação de H. pylori (WHATIN, 1982). Foi o próprio Warren quem procedeu a utilização da coloração pela prata,método de Warthin- starry, para melhor caracterização das bactérias. Tal técnica,descrita já em 1982. Para a identificação de espiroquetas nos tecidos, apresenta omuco corado em amarelo e as bactérias em negro (WHARTIN; STARRY; 1982). c) Cultura O Helicobacter pylori é uma bactéria muito adaptada ao seu habitat e decrescimento lento, sendo assim é muito difícil cultivá-la in vitro. O crescimento podeser afetado por vários fatores como o número de biópsias, o meio, a duração e atemperatura do transporte e o próprio método de cultivo. Sua detecção pode serinfluenciada também pelo uso prévio de alguns medicamentos, usados por pacientesem tratamentos de dispepsia, como o omeprazol, alguns antimicrobianos, bismutoou benzocaínas. É possível que resíduos de glutaraldeído, presentes na pinça decoleta de biópsia, possa afetar a viabilidade do Helicobacter pylori (SAMUELS et al.,2000). H. pylori pode ser cultivado a partir de fragmentos retiradosendoscopicamente, e que podem ser transportado ao laboratório em diversosdispositivos: recipientes estéril, seco ou com preservativo á base de glicose,hipertônica, solução salina, Agar estéril ou tioglicolato. Recentemente tem sidodescrita uma alternativa á endoscopia para a coleta de material para cultura: opaciente ingere uma cápsula de gelatina atada um cordão, a qual permanece noestomago por uma hora, antes de ser retirada e seu material semeado em meio decultura (SAMUELS et al., 2000). Os fragmentos obtidos podem ser mantidos nos diferentes meios a + 4 ° ECLpor ate cinco horas, antes de processados, sem perda de viabilidade. Podemtambém ser mantidos, talvez em indefinidamente, quando congelados a -70° ECL.Os espécimes podem ser semeados diretamente nas placas de cultura previamentetriturados ou homogeneizados. Os melhores resultados tem sido obtidos com a
  35. 35. 34inoculação do fragmento em meio não-seletivo (Agar- chocolate ou Agar- sangue) eseletivos para o H. pylori. A adição de cloreto trifeniltetrazolio ao meio de culturaconfere a coloração dourada as colônias do H. pylori, favorecendo sua identificação(QUEIROZ; MENDES; ROCHA, 1987). As culturas bem-sucedidas requerem atmosfera de 5% de oxigênio, 7% - 10%de dióxido de carbono, 8% de hidrogênio e 80% de nitrogênio, alem de bastanteumidade (VAN et al., 1993). Além de fornecer um diagnostico definitivo da infecção, ela permite o estudoda suscetibilidade da amostra aos antimicrobianos bem como sua capacidade deproduzir citosinas (VAN et al., 1993). Comparada a outros métodos de diagnósticos, a cultura apresentasensibilidade variável (82% - 98%), na dependência da experiência com a técnica(BLASER, 1998). A cultura a partir de biópsia gástrica é demorada. A mucosa gástricanecessita ser macerada antes da semeadura para acrescer o crescimento dascolônias, em vez de unicamente passar-se a biópsia pela superfície da placa,impedindo os falsos negativos. A cultura com antibiograma não é essencial para odiagnóstico de infecção pelo H. pylori, entre os outros exames disponíveis, e ficarialimitada aos casos de falha na resposta ao tratamento (BLASER, 1998). d) Teste de Uréase Em virtude da grande produção da enzima uréase pelo H. pylori, diferentestestes indiretos podem ser realizados, na sala de endoscopia, para confirmar apresença de microorganismo nos fragmentos de biopsia (MCNULTY; WISE, 1985). A amônia formada (reduzindo a acidez) eleva o pH, o que pode ser detectadopor um indicador, habitualmente o vermelho de fenol, alterando a cor do meio delaranja para vermelho. A velocidade da mudança ira depender da atividade ureásicapresente, que, do numero de bactérias, embora possa haver diferenças do numerode bactérias, embora possa haver diferenças na capacidade de produção de uréaseentre cepas. O teste pode torna-se positivo dentro de minutos considerando-sepositiva a viragem da cor em até 24 horas (MCNULTY; WISE, 1985). O emprego concomitante de antagonista dos receptores H₂ da histamina einibidores de bomba de protônica afetam a acurácea do teste da uréase, sendo
  36. 36. 35recomendado um intervalo de, no mínimo 7 dias, entre a suspensão das drogas erealização dos exames. Sendo um teste que requer uma alta densidade debactérias, também o uso prévio de bismuto ou antimicrobianos pode, ao reduzirmesmo transitoriamente a carga bacteriana, originar resultado falso-negativo. Apresença de hemorragias digestiva ativa ou recente pode interferir no teste dauréase e um estudo sugere que o sucralfato também pode interferir no teste, aoreduzir numero de microorganismo e a quantidade de uréase na mucosa gástrica.Por motivo não bem conhecido ainda, tem sido descrita uma sensibilidade menor noteste da uréase para a detecção da bactérias em crianças (ELITSUR et al., 1998). Cabe lembrar que o teste se baseia no fato de o H. pylori ser o únicomicroorganismo produtor de uréase presente no estomago. Assim,excepcionalmente paciente infectados pelo Helicobacter heilmanni, ou densamentecolonizados por outros produtores de uréase, podem também apresentar teste deuréase positiva (ELITSUR et al., 1998). O teste veloz da uréase CLO caseiro preparado no laboratório consiste detampão fosfato com uréia, extrato de levedura e vermelho fenol pH 6,9. O vermelhofenol fica amarelo no pH ácido e rosa carmim no pH alcalino. A solução éesterilizada em membrana millipore, aliquotada e congelada. Se a biópsia gástricatem H. pylori, com a produção da uréase a uréia é metabolizada em bicarbonato eamônia, o meio passa de ácido para alcalino, ocorrendo viragem da cor de amarelopara cor-de-rosa. A leitura é realizada em até 24h (FERNANDEZ, 1999). O diagnóstico da infecção pode ser feito no exame durante o exameendoscópico do estomago, onde a pesquisa do H. pylori pode ser realizada somentepelo teste da uréase, com apenas uma biópsia para exame histopatológico na alturada incisura angulares. Além de possibilitar a identificação da bactéria, o examehistopatológico permite também avaliar o tipo e a intensidade da inflamação damucosa gástrica, a presença ou não de atrofia, metaplasia, displasia, neoplasia e aclassificação da gastrite (ARRUDA, 1997). e) Testes Moleculares A PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) é um procedimento deamplificação de DNA que resulta na produção rápida de multiplicas copias de uma“sequências-alvo” de DNA. A técnica pode ser aplicada em material proveniente de
  37. 37. 36biopsias gástrica ou quaisquer liquido orgânicos (fezes, saliva e suco gástrico). Suasextremas sensibilidade e especificidades permitem a identificação de uma únicacopia de DNA do microorganismo no material examinado. Essa propriedade, poroutro lado, aumenta também a chance de ocorrência de falso-positivos, pelapresença de resíduos do microorganismo no material, pela presença destes noinstrumental utilizado na endoscopia e eventualmente, não adequadamenteesterilizado (ROOSENDAAL et al., 1994). Material muito contaminado, com flora mista, podem também conter bactériacom sequência de genes semelhantes as de H. pylori ocasionando tambémresultados falso-positivos. Apesar disso a sensibilidade e especificidade da PCRpara diagnostico da infecção por H. pylori variam de 90% a 100% (ROOSENDAAL etal., 1994). 9.2.2 Métodos não-invasivos: Métodos diagnósticos que utilizam amostras obtidas sem necessidade derecorrer à obtenção de biópsia gástrica. É feito através do teste do bafo ou uréiamarcada. Utiliza-se também alguns testes sorológicos, por exemplo: a) Testes sorológicos Indivíduos infectados por H. pylori desenvolvem anti-corpos específicos nosoro contra este microorganismo. Os testes sorológicos, alem de não-invasivos erelativamente econômico indicam a presença do bacilo no estomago como todo, nãose restringindo a um ou mais fragmentos do órgão, como nos métodosendoscópicos. Vários testes tem sido descritos, entre eles, a fixação docomplemento, aglutinação, hemaglutinação, imunoflorecência indireta, ELISA, eimunoblot. Em geral os testes pela técnica de ELISA tem sido os mais utilizados(COELHO et al., 1999). No mercado há múltiplos kits comerciais para a detecção de IgG anti-H. pyloripor enzima imuno ensaio. Esses ensaios se fundamentam em antígenos e uréasede cepas de H. pylori adsorvidos a pérolas ou microplacas. A IgG anti-H. pylori
  38. 38. 37presente na amostra de soro do paciente se liga aos antígenos da pérola ou damicroplaca (ALVES, 2012). Recentemente, testes sorológicos rápidos, qualitativo empregando sanguetotal obtido por micropunção digital para a detecção de anticorpos anti-H. pylori IgGespecíficos tem sido proposto para diagnostico imediato, no próprio local doatendimento medico, da infecção por H. pylori. Um estudo inicial de nosso grupoanalisando um preparado comercial para um diagnóstico sorológico rápido dainfecção, encontrou uma sensibilidade de 79% e uma especificidade de 80% quandocomparado com o teste respiratório com C- uréia, em 90 adultos virgens detratamento (COELHO et al., 1999). A presença de anticorpos específicos anti-H. pylori tem sido demonstradotambém em outros fluidos orgânicos como urina e saliva (KATO et al., 2000). b) Testes respiratórios O importante é a produção de CO₂ e não a liberação de amônia. Os testesrespiratórios consistem em levar a uréase do H. pylori a desdobrar a uréia marcada,formando HCO₃ - e NH₄+. Sendo a solubilidade do CO₂ baixa no suco gástrico, oCO₂ rapidamente atravessa a mucosa gástrica, atingindo a corrente sanguínea. Ocarbono 14 é um emissor beta, de baixa energia. Dessa forma o CO₂ expirado podeser facilmente detectado por um espectrômetro de cintilação liquida (COELHO et al.,1999). Por se tratar de material radioativo também exige pessoal e ambienteespecializados e não deve ser utilizado em crianças e mulheres grávidas. Oequipamento utilizado para a realização dos testes respiratórios com C é oespectrômetro de massa, de custo elevado e disponível em grandes centros(COELHO et al., 1999). Inibidores da bomba protônica (e possivelmente também os antagonista dosreceptores H₂) e antibióticos podem induzir resultados falso-negativos, sendoprudente sua suspensão uma e quatro semanas, respectivamente, antes darealização do teste (DRUMM; KOLETZKO; ODERDA, 2000). É hoje universalmente aceito como o método padrão-ouro para o diagnosticoe controle de tratamento da infecção por H. pylori em adultos e crianças superior a 6anos, com sensibilidade e especificidade sempre acima de 90% em estudos
  39. 39. 38recentes, em crianças encontramos que, entre nós o ponto de corte entre criançasinfectadas e não-infectadas é semelhante aquele dos adultos (DRUMM;KOLETZKO; ODERDA, 2000). O diagnostico laboratorial da infecção aguda pode ser feito por histologia,testes respiratórios com carbono 13 ou 14, cultura e teste de uréase. A sorologiatambém pode ser usada, embora em pacientes recentemente infectados possamocorrer resultados falso-negativos. Técnicas de biologia molecular também podemser usadas, especialmente quando se investigam eventuais fontes de contaminação.A abordagem terapêutica, quando decidida, é feita da maneira usual. Embora seacredite que a hipossecreção ácida possa facilitar a resposta do tratamento, hárelato de necessidade de vários cursos de tratamento para obtenção de erradicaçãonesta estagio do acometimento gástrico pela H. pylori (MORRIS et al., 1991). c) Determinação de antígenos fecais Embora H. pylori seja raramente cultivada nas fezes, a presença de antígenosno material fecal tem permitido o surgimento, nos últimos anos, de teste imunoenzimáticos empregando anticorpos monoclonais anti- H. pylori (VAIRA; VAKIL,2001). As amostras de fezes podem ser armazenadas entre 2 e 8 ° C por ate trêsdias ou indefinidamente á 20° C, antes da determinação. Isso permite que possacoletar um maior numero de amostras fazendo todas as determinações em um sótempo, reduzindo assim os custo do procedimento. Tais teste representam umaalternativa aos testes respiratórios com sensibilidade entre 89% e 98% eespecificidade de 92%, funcionando bem em adultos e crianças de todas as idades,podendo vir a se constituir no método na população pediátrica, tanto para odiagnostico como para controle da erradicação (VAIRA; VAKIL, 2001).
  40. 40. 39 10 TRATAMENTO Hoje é universalmente aceita a recomendação de se tratar todos os pacientesportadores de úlcera gástrica, péptica ou duodenal, infectados pelo microrganismoH. pylori (COELHO; CASTRO, 1992). De acordo com o II Consenso Brasileiro, para a eliminação completa do H.pylori deve-se considerar o custo-benefício e a opinião do paciente na decisão dotratamento. Um tratamento adequado reflete na redução de reinfecções e obenefício em longo prazo após o uso da medicação (COELHO; CASTRO, 1992). O conhecimento sobre a sensibilidade ou resistência aos antimicrobianos sefaz necessário, uma vez que a resposta terapêutica é variável de acordo com alocalidade, etnia e uso prévio do medicamento (MORRIS et al., 1991). Ainda, estudo sugere que os fatores de virulência poderiam influenciar naterapêutica, ocasionando falha na mesma e, um outro estudo considera que aresistência antibiótica, a complacência e a duração da terapia são fatores de riscoque também levam ao insucesso um tratamento contra o microrganismo H. pylori(SAMUELS, 2000). Para a maioria dos pacientes de países em desenvolvimento, o tratamentocom medicamentos é de custo oneroso, o que preocupa muitos pesquisadores, quebuscam opções terapêuticas adicionais, como por exemplo o consumo de brotos debrócolis constatado como uso potencial para erradicar o H. pylori, uma vez que estelegume contêm a sulforaphane, um agente de ação bactericida e bacteriostática,porém, ainda não foi determinada a dose ideal para a ingestão deste tipo de legume(COELHO; CASTRO, 1992). Embora que o H. pylori seja sensível in vitro a uma ampla gama deantimicrobiano e a supressão temporária do microrganismo logo após o final daterapêutica seja facilmente obtida, a sua real erradicação – neste caso definidacomo ausência do microrganismo nos exames realizadas pelo menos um mês apóso final do tratamento – não é facilmente obtida. Pode-se dizer que, praticamente,todos os antimicrobianos já foram testados em monoterapia contra o microrganismo,com resultados insatisfatório e índices de irradiação, na maior da parte das vezesentre 20% e 40% dos casos (VAIRA, 2001). Vários fatores tem sido implicados na discrepância entre resultados obtidos invitro com aqueles observados em in vivo. O microrganismo é possuidor de uma
  41. 41. 40glicocálice espesso que se apresenta como uma barreira parcial do antimicrobianos.Alem disso, por estar firmemente aderido ao epitélio, apresentada limitações a açãoantimicrobianas (COELHO; CASTRO, 1992). Também de importância é a atividade intra gástrica dos antimicrobianos, emespecial para aqueles que possuem ação tópica contra o microrganismo e queconstituem, o maior contingente entre as drogas disponíveis. É necessário que elestenham uma dissolução rápida, e uma boa dispersão no estomago. Além dissodevem ser estáveis e ativos em uma ampla margem de pH, especialmente emambiente de pH baixo. Também é necessários que as partículas do compostobiologicamente ativos possuem tamanho e carga iônica adequada para penetrar nacamada de muco que reveste o estomago e atingir a mucosa gástrica. Para aquelesfármacos de ação sistêmica, exige-se absorção pelo estomago e intestino delgadopara que ele seja secretado pela mucosa gástrica. Dessa forma muito insucessosobservadas na terapêutica anti-H. pylori deve-se uma reduzida atividade dosantimicrobianos empregados no microambiente gástrico, resultando emconcentrações subinibitórias ao nível da mucosa gástrica (COELHO; CASTRO,1992). O tratamento da úlcera péptica, seja ela gástrica ou duodenal, tem comofinalidade o alívio dos sintomas, cicatrização das lesões e prevenção das recidivas ecomplicações (ITOH; MATSUO, 1994). As drogas que promovem a cicatrização da úlcera agem por doismecanismos: fortalecendo os componentes que mantêm a integridade da mucosagastroduodenal (pró-secretores) e diminuindo a ação cloridropéptica (anti-secretores) (ITOH; MATSUO, 1994). Atualmente, quando se fala em tratamento de úlcera péptica, não se podedeixar de enfatizar a importância do Helicobacter pylori, que revolucionou o conceitodessa doença, através da demonstração de que uma vez erradicada, a possibilidadede recidiva da lesão ulcerosa é mínima, o avanço no conhecimento da fisiopatologianos leva a um resultado que há bem pouco tempo era impensável, ou seja, a curada úlcera (TYTGAT; NOACH; RAUWS, 1993). No Brasil, contamos com um arsenal terapêutico poderoso no combate ao H.pylori. O sucesso terapêutico irá depender de vários fatores, como a escolha corretada associação de medicamentos que devem ser utilizados. Medicamentos que
  42. 42. 41apresenta os principais inibidores da bomba de prótons que são utilizados naassociação com os antimicrobianos na terapêutica anti- H. pylori:  Omeprazol, 20 mg  Rabeprazol, 20 mg  Lansoprazol, 30 mg  Pantoprazol, 40 mg  Esomeprazol, 40 mg 10.1 inibidores da bomba de prótons utilizados no tratamento deerradicação Os principais agentes antimicrobianos disponíveis em nosso meio são: Os sais de bismuto coloidal: subcitrato ou subsalicilato; Os nitromidazólicos: metronidazol ou tinidazol; Os macrolídeos: claritromicina, azitromicina, furazolidona, amoxicilina etetraciclina (ADAMEK et al., 1998). Numerosos esquemas de erradicação da bactéria têm sido propostos, nemtodos mostrando a mesma eficácia. Alguns esquemas que apresentam excelentesníveis em termos de porcentagem de erradicação em países desenvolvidos deixammuito a desejar em nosso meio, e isso ocorre pela resistência primária a gruposbactericidas que fazem parte dos esquemas de tratamento (ADAMEK et. al., 1998). Hoje existe o consenso de que os esquemas monoterápicos ou duplos nãodevem ser utilizados, pois resultam em índices de erradicação extremamentebaixos.Considera-se como aceitável, índices de erradicação acima de 80%(ZATERKA,1998). Os esquemas tríplices são os mais indicados utilizando-se os esquemasquádruplos em situações especiais, como, por exemplo, nos casos de falha detratamento ao esquema tríplice. Considera-se como aceitável, índices deerradicação acima de 80% (ZATERKA, 1998). Sem dúvida nenhuma, teremos melhores resultados terapêuticos á medidaque os esquemas de tratamento sejam simples, bem tolerados, de fácil aderênciapelos pacientes e com baixo custo (ADAMEK et al., 1998). O esquema considerado hoje como de primeira linha associa um inibidor debomba protônica em dose padrão + claritromicina 500 mg + amoxicilina 1.000 mg ou
  43. 43. 42metronidazol 500 mg, duas vezes ao dia, por um período mínimo de sete dias(EISIG et al., 2003). Como já referido, em nosso meio, a associação claritromicina + amoxicilina épreferido a claritromicina + metronidazol, pelo fato do último constituir-se emalternativa importante no caso de falha terapêutica. Outros esquemas clássicosutilizam a associação de sais de bismuto com dois antimicrobianos: tetraciclina,amoxicilina, claritromicina ou nitroimidazólico (metronidazol ou tinidazol) (BIANCHI-PORRO et al., 1984). Antes da disponibilidade do bismuto, utilizava-se a associação da furazolidona ao metronidazol e à tetraciclina ou à amoxicilina. Todos esses esquemas apresentam o inconveniente de utilizar um grande número de comprimidos, dificultando a adesão do paciente ao tratamento, além da freqüência dos efeitos colaterais, como diarréia, cólicas abdominais, náuseas, vômitos, gosto metálico, glossite e vaginite. Os esquemas de erradicação com bismuto em geral são utilizados por 14 dias na dose de um comprimido quatro vezes ao dia (um comprimido = 120mg de bismuto ativo) + amoxicilina ou tetraciclina (1,0 a 2,0g/dia) + metronidazol (0,8 a 2,4g/dia), com índices de erradicação da bactéria variando de 80% a 90%, em estudos de metanálise (BIANCHI-PORRO, 1984). Outro esquema disponível no Brasil é o que utiliza o citrato de bismutoranitidina (CRB) associado à claritromicina. No tratamento aprovado pelo FDA, oCRB na dose de 400mg, duas vezes ao dia, é utilizado por 28 dias, associando-senos primeiros 14 dias a claritromicina na dose de 500mg, três vezes ao dia, comíndices de erradicação em torno de 80%. Recentemente, compararam doisesquemas terapêuticos com CRB: esquema duplo, 14 dias de CRB 400mg +claritromicina 500mg, ambos duas vezes ao dia, e um esquema tríplice, de sete dias,associando CRB 400mg + claritromicina 500mg + metronidazol 500mg, todos duasvezes ao dia. Os resultados foram excelentes com índices de erradicação variandoem torno de 95% (WOUNDEN et al., 1998). Três opções que mais se adéquam a nossa realidade: 1 IBP + amoxicilina 1,0g + claritromicina 500mg 2x por 7 dias; 2 IBP 1x + claritromicina 500mg 2x + furazolidona 200mg 2x por 7 dias; 3 IBP 1x + furazolidona 200mg 3x + tetraciclina 500mg 4x por 7 dias(WOUNDEN et al., 1998).
  44. 44. 43 O controle de erradicação, após tratamento, deve ser verificado nasseguintes situações: úlcera duodenal, úlcera gástrica e linfoma Malt baixo grau(ZATERKA, 1998). Em caso de insucesso terapêutico, ou seja, quando não se consegueerradicar a bactéria, recomenda-se mais duas tentativas de tratamento, com duraçãode 10 a 14 dias, não se repetindo ou estendendo o tratamento inicial. Os esquemasde retratamento dependem do tratamento inicial. Assim, se o primeiro tratamentoutilizado foi IBP + amoxicilina + claritromicina ou IBP + furazolidona + claritromicina,a primeira opção para retratamento será IBP (dose plena) 2X + sal de bismutocoloidal 240mg 2X + furazolidona 200mg 2X e amoxicilina 1,0g 2X ou substituir aamoxicilina pela tetraciclina 500mg 4X (ZATERKA, 1998). A segunda opção de retratamento será IBP (dose plena) 2X + levofloxacina500mg (dose única) + amoxicilina 1,0g 2X ou substituir a amoxicilina pelafurazolidona 400mg 2X (WOUNDEN et al., 1998). Concluindo, os esquemas atuais de erradicação são tríplices; esquemas que utilizam uma ou duas drogas não devem ser utilizados. O tempo de tratamento varia de 7 a 14 dias, havendo uma tendência a se dar preferência por 7 dias, já que a redução do tempo de tratamento não influi nos índices de erradicação, favorece a aderência e torna o custo mais acessível (BIANCHI-PORRO, 1984).
  45. 45. 44 11 CONSIDERAÇÕES FINAIS Após a revisão da literatura podemos deduzir: O Helicobacter pylori é uma bactéria que coloniza o estômago de mais dametade da população mundial e desempenha papel chave na patogênese dediversos doenças gastroduodenal. Na epidemiologia da infecção pela bactéria alguns conceitos já foramesclarecidos, entretanto, alguns outros permanecem incertos, com destaqueabsoluto para os relacionados a via de transmissão do Helicobacter pylorijustificando a dificuldade na elaboração de normas para a prevenção da doença. É necessária uma melhor interpretação dos aspectos gerais das infecçõescausadas em pacientes H. pylori positivos, onde pesquisas sobre genética podemcontribuir fortemente para a precisão do diagnostico e adoção dos protocolos detratamento eficientes. Consistir em um dos tratamento mais atualizados e utilizados como:amoxicilina, claritromicina e omeprazol.
  46. 46. 45 REFERÊNCIASADAMEK, R.J.; SUERBAUM, S.; PFAFFENBACH, B.; OPFERKUCH, W. Primaryand acquired Helicobacter pylori resistance to clarithromycin, metronidazole, andamoxicillin - Influence on treatment outcome. Am. J. Gastroenterol., v. 93, n. 3, p.386-389, 1998.ALMEIDA, C. R. P.; ALVES, F. P.; ROCHA, A. M. C.; ROCHA, G. A.; CAMARGO, L.M. A.; NOGUEIRA, P. O. P.; CAMARGO, E. P. Prevalence and risk factorsassociated with Helicobacter pylori infection in native populations from BrazilianWestern Amazon. Trans. R. Soc. Trop. Med. Hyg., v.97, n. 24, p. 382-386, 2003.ALVES, J. G. Helicobacter Pylori. Instituto de Gastroenterologia da Santa Casa daMisericórdia do RJ. Disponível em:<//www.cremerj.org.br/jornais/mostraMateria.php?idJornal=50&idMateria=819>.Acesso em 28 ago 2012.ARRUDA, S. M. B.; JUCÁ, N. T.; OLIVEIRA, E. P.; MACEDO, F. M.;ALBUQUERQUE, M. C.; PEREIRA, M. G. Perfil do câncer gástrico no Hospital dasClínicas da Universidade Federal de Pernambuco. GED. Gastroenterol. Endosc.Dig., v. 16, n. 2, p. 14-18, 1997.BLASER, M. J. Helicobacter pylori and gastric diseases. B.M.J., v. 316, n. 9, p. 1507-1510, 1998.BREUR, T.; MALATY, H. M.; GRAHAM, D. Y. The epidemiology of H. pylori-associated gastroduodenal disease. In: ERNST, P. B.; MICHETTI, P.; SMITH, P. D.eds. The Immunobiology of H. pylori: From Pathogenesis to Prevention.Philadelphia: Lippin-cott-Raven., p. 1-14, 1997.BIANCHI-PORRO, G.; BARBARA, I.; CHELI, R. Comparison of tripotassiumdicitratobismuthate (TDB) tablets and ranitidine in the healing and relapse ofduodenal ulcer.Proc. Liverpool, 1984.COELHO, L. G. V.; REBER, M.; PASSOS, M. C. F. Application of isotope-selectivenon-dispersive infrared spectrometry (IRIS) for the evaluation of C urea breath test:Comparison with three concordant methods. Braz. J. Med. Biol. Res., v. 32, n. 1, p.493- 497, 1999.COELHO, L. G. V.; CASTRO, L. P. Helicobacter pylori: Uma década. In: CASTRO, L.P.; SAVASSI- ROCHA, P. R.; CARVALHO, D. G. Topicos em Gastroenterologia.3. ed. Rio de Janeiro: MEDSI, p. 511-532, 1992.COELHO, L. G. V.; REBER, M.; PASSOS, M. C. F.; CUNHA, F. A. F. Helicobacterpylori reinfection rates and serological evaluation in a 6,4 years follow-up study fromna emercing country. Gut, v. 45, n. 1, p. 111-121, 1999.COHEN, H. peptic ulcer and Helicobacter pylori. Gastroenterol. Clin. Nortn. Am., v.29, n. 12, p. 775-789, 2000.
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