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Perfil medicamentoso da asma na rede pública de palmeira d’oeste

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  • 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS ADRIANA BILIERI JULIANA PESSOA ARAUJO MARISSOL MARIKO TANAKA SANDRA FERRACINI SENTINELLOPERFIL MEDICAMENTOSO DA ASMA NA REDE PÚBLICA DE PALMEIRA D’OESTE – SP FERNANDÓPOLIS- SP 2012
  • 2. ADRIANA BILIERI JULIANA PESSOA ARAUJO MARISSOL MARIKO TANAKA SANDRA FERRACINI SENTINELLOPERFIL MEDICAMENTOSO DA ASMA NA REDE PÚBLICA DE PALMEIRA D’OESTE – SP Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientador: Prof. MSc. Roney Eduardo Zaparoli FERNANDÓPOLIS – SP 2012
  • 3. ADRIANA BILIERI JULIANA PESSOA ARAUJO MARISSOL MARIKO TANAKA SANDRA FERRACINI SENTINELLO PERFIL MEDICAMENTOSO DA ASMA NA REDE PÚBLICA DE PALMEIRA D’OESTE – SP Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: 09 de novembro de 2012 Banca examinadora Assinatura ConceitoProf. MSc.Roney Eduardo ZaparoliProf. MSc. Vânia Luiza FerreiraLucatti SatoProf. MSc. Daiane Fernanda PereiraMastrocola Prof. MSc. Roney Eduardo Zaparoli Presidente da Banca Examinadora
  • 4. Dedicamos este trabalho primeiramente a Deus, poissem ele, nada seria possível e nossos sonhos nãoseriam concretizados.Ao nosso orientador Roney Eduardo Zaparoli, pelaorientação na monografia, que soube fazer críticashonestas e nos levaram a melhorar e direcionar essetrabalho de conclusão de curso com muita seriedadee dedicação.As nossas famílias, que sempre nos deram apoio, eestiveram presentes acreditando em nossopotencial, nos incentivando na busca de novasrealizações e descobertas.A todos os professores e colegas de sala.
  • 5. AGRADECIMENTOSA Deus que incomparável e inconfundível na sua infinita bondade, compreendeu enos deu a necessária coragem para atingir nossos objetivos.A todos os professores que conhecemos ao longo desses anos, nossa gratidão nãosomente ao profissional competente, dedicado em partilhar e expandir seusconhecimentos, mas também à pessoa, ao amigo que dignifica a luta por um idealnos conscientizando do valor de nossa profissão.Aos amigos que encontramos e que para nós foram e sempre serão importantes,fica o desejo de boa sorte e a vontade de que lutam e vençam.A todas as pessoas importantes da nossa vida, que abriram mão de momentos deconvívio, que sofreram com nossa ausência quando o dever e o estudo noschamavam, mas que agora vêem com muito alívio e alegria, este fim de etapa.
  • 6. “É muito melhor lançar-se em busca de conquistasgrandiosas, mesmo expondo-se ao fracasso, doque aliançar-se aos pobres de espírito, que nemgozam muito e nem sofrem muito, porque vivemnuma penumbra cinzenta onde não conhecem nemvitória e nem derrota.” (Theodore Roosefelt)
  • 7. RESUMOA asma é uma inflamação das vias aéreas inferiores, com um grau de obstruçãovariável e reversível, sendo espontâneo ou por meio de introdução medicamentosa.É causada por fatores extrínsecos e intrínsecos, como genética, alimentos, pó,pólen, pêlos, exercícios físicos, etc. Seus sintomas mais comuns são tosse,compressão torácica, respiração rápida e chiados, e é classificada em asmaIntermitente, Persistente Leve, Persistente Moderada e Persistente Grave. Seudiagnóstico é dado a partir de uma investigação feita pelo médico, que vai identificaros fatores que provocam as crises de asma. No entanto, os exames físicos sãonecessários para observar o grau de obstrução brônquica do paciente, comoexemplo a espirometria, que identifica e quantifica a obstrução dos brônquios. Aasma não tem cura, porém é controlável, fazendo uma prevenção das crisesdecorrentes, evitando a exposição com alérgenos e utilizando uma farmacoterapiaadequada. No tratamento da asma existem duas classes de medicamentos:broncodilatores e antiinflamatórios. Dentro dos primeiros existem os de ação curta eprolongada como, por exemplo, formoterol e salmeterol. Na segunda destacam-seos corticosteróides, sendo a budesonida e fluticasona seus representantes. Apesquisa feita no município de Palmeira D`Oeste, dentro da rede pública, relatou ouso de vários medicamentos utilizados no tratamento da asma, onde dependendo dotipo de asma, foram utilizados associações diferentes ou monodroga, de acordo coma sua faixa etária. Diante dos resultados obtidos foi constatado que houve eficáciade todos os medicamentos utilizados nos pacientes, onde a associação demedicamentos foi realizada de forma racional, como os broncodilatadores comantiinflamatórios.Palavras-chave: Asma. Antiinflamatório. Broncodilatador.
  • 8. ABSTRACTAsthma is an inflammation of the lower airways with a degree of obstruction variableand reversible, with spontaneous or by means of drug introduction. It is caused byextrinsic and intrinsic factors such as genetics, food, dust, pollen, dander, exercise,etc.. Its most common symptoms are cough, chest compression, rapid breathing andwheezing, and asthma is classified as Intermittent, Mild Persistent, ModeratePersistent, and Severe Persistent. Its diagnosis is given from an investigation by thedoctor, who will identify the factors that cause asthma attacks. However, physicalexaminations are necessary to observe the degree of bronchial obstruction of thepatient, such as spirometry, which identifies and quantifies the obstruction of bronchi.Asthma has no cure, but it is controllable, making a prevention of crises arising,avoiding exposure to allergens and using an appropriate pharmacotherapy. In thetreatment of asthma are two classes of drugs: bronchodilators and anti-inflammatory.Within the first there are short and prolonged action such as formoterol andsalmeterol. The second stand out corticosteroids, budesonide and fluticasone andtheir representatives. Research done in Palmeira DOeste, in the public, reported theuse of several drugs used to treat asthma, where depending on the type of asthma,we used different associations or monodroga, according to their age group. Based onthese results it was found that there was efficacy of all medicines used in patientswhere the drug combination were carried out in a rational manner, with anti-inflammatory drugs such as bronchodilators.Keywords: Asthma. Anti-inflammatory. Bronchodilatador.
  • 9. LISTA DE FIGURASFigura 1 - Bronquíolo normal e bronquíolo asmático. 15Figura 2 - Medidor de fluxo de pico. 19Figura 3 - Terapia medicamentosa da pesquisa em geral. 27Figura 4 - Terapia medicamentosa de asma entre os Jovens. 29Figura 5 - Terapia medicamentosa de asma entre os Adultos. 30Figura 6 - Terapia medicamentosa de asma entre os Idosos. 31
  • 10. LISTA DE QUADRO E TABELATabela 1 - Classificação dos fármacos usados na asma e principais Representantes. 21Quadro 1 - Tabulação da pesquisa de medicamentos para asma. 27
  • 11. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASAMPc Adenosina monofosfato cíclico.CID Classificação Internacional de Doenças.DPOC Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.OMS Organização Mundial da Saúde.RAST Radioallergosornents test.SUS Sistema Único de Saúde.
  • 12. SUMÁRIOINTRODUÇÃO .......................................................................................................... 121 ASMA ..................................................................................................................... 141.1 Classificação ..................................................................................................... 161.2 Etiologia ............................................................................................................. 161.3 Diagnóstico ........................................................................................................ 182 MEDICAMENTOS .................................................................................................. 212.1 Broncodilatadores ............................................................................................. 212.1.1 Metilxantinas .................................................................................................... 222.1.2 Agonista beta 2-adrenérgico ............................................................................ 222.1.3 Antagonistas colinérgicos ................................................................................. 222.2 Antiinflamatórios ............................................................................................... 232.2.1 Corticosteróides................................................................................................ 232.2.2 Cromoglicato dissódico e nedocromila ............................................................. 232.2.3 Antagonista de leucotrienos ............................................................................. 242.3 Anticorpos anti-IgE ........................................................................................... 243 OBJETIVOS ........................................................................................................... 253.1 Objetivo Geral .................................................................................................... 253.2 Objetivos Específicos ....................................................................................... 254 METODOLOGIA .................................................................................................... 265 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................. 276 CONCLUSÃO ........................................................................................................ 32REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 33
  • 13. 12 INTRODUÇÃO A asma é uma doença crônica pulmonar caracterizada por obstruçãoreversível das vias aéreas. A manifestação clínica da asma inclui sintomas comotosse, sibilos, opressão torácica e dispneia, sendo esses sintomas mais frequentes ànoite (RAFFA et al., 2007). A asma é originada pela liberação dos mediadores químicos (inflamatórios ebroncodilatadores) dentro da parede brônquica onde os mastócitos, leucócitos,macrófagos, fibras do sistema nervoso respondem com uma liberação de váriosmediadores, como a histamina, triptase, prostaglandina, leucotrienos entre outros,resultam em uma resposta inflamatória em locais como tecido alvo no aparelhorespiratório, resultando em hipersecreção de muco e mucosa responsável pelaobstrução das vias aéreas (SMITH; ARONSON, 2002). De acordo com os padrões das crises e testes, a asma pode ser classificadaem asma intermitente, asma persistente leve, asma persistente moderada e asmapersistente grave (SILVA, 2006). A asma é uma doença complexa e multifatorial, caracterizada por diversossintomas, sendo as manifestações mais comuns em crianças. Quando ocorre umataque de asma, os músculos ao redor das vias respiratórias ficam apertados e aparte interna das passagens de ar incha. Isso reduz a quantidade de ar que podepassar (PESSOA, 2001). O diagnóstico de asma é realizado através dos sinais e sintomas queaparecem de forma repetida e que são citados pelo paciente. No exame físico, omédico poderá analisar a sibilância nos pulmões, principalmente nas exacerbaçõesda doença. No entanto, nos indivíduos que estão fora de crise, o exame físicopoderá ser normal. Existem exames complementares que podem ajudar o médico,dentre eles estão: a radiografia do tórax, exames de sangue e de pele (paraconstatar se o paciente é alérgico) e a espirometria que identifica e quantifica aobstrução ao fluxo de ar (BETHLEM, 2000). Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), 300 milhõesde pessoas são afetadas com a asma, na chegada do inverno, temperaturas baixasfazem com que as pessoas permaneçam constantemente em lugares fechados.Nestes locais, a concentração de ácaros, poeira, mofo e demais substânciasalérgicas é maior, desencadeando crises de asma e outras alergias respiratórias
  • 14. 13sendo mais comuns entre as crianças e se relacionando a mais de 250 mil mortespor ano. No Brasil, estima-se que 11,4% das pessoas tenham asma (COSTA et al.,2012). Há duas classes de medicamentos utilizados no tratamento da asma, osbroncodilatadores de duração curta e prolongada que relaxam a musculatura dasvias aéreas e inibem a liberação de mediadores mastócitos e basófilos, como porexemplo, o salmeterol, formoterol e tiotrópio, e os antiinflamatórios que previnem ouresolvem uma inflamação brônquica existente, melhorando a qualidade de vida dospacientes como budesonida e fluticasona (PESSOA, 2001). Esta pesquisa mostra um levantamento feito com 60 pacientes, por faixaetária no município de Palmeira D’Oeste – SP, tendo como objetivo verificar o perfilde utilização de medicamentos no tratamento da asma analisando a eficácia dosmedicamentos isolados e associados.
  • 15. 141 ASMA A asma é caracterizada como uma doença pulmonar, uma inflamação crônicadas vias aéreas inferiores, resultando em uma sufocação, onde o paciente tem umadificuldade na respiração, devido a uma broncoconstrição, conforme mostra a figura1 (RAFFA et al., 2007). O estreitamento das vias respiratórias é definido como hiper-reatividade, ondea broncodilatação é variável e reversível, dependo do grau da obstrução dosbrônquios, que pode voltar ao normal com ou sem a introdução de medicamentosespecíficos para cada tipo de asma (TARANTINO, 2002). A asma causa no paciente dispneia, sibilos, opressão torácica e tossecontínuas ou intermediárias, no entanto só a apresentação desses sintomas não ésuficiente para diagnosticar a asma, é preciso também conhecer o histórico familiarde atopia (alergia) e se houve exposição de alérgenos irritantes respiratórios,exercícios, uso de medicamentos, ingestão de alimentos ou até infecções viraispresentes na rotina do paciente (PESSOA, 2000). Os sintomas de asma podem apresentar periodicamente, ou de vez emquando, conforme o tipo de asma. Deve ser avaliada por anamnese ou por umquestionário que contribui para o conhecimento da intensidade das crises,transtornos e eficácia da terapia no paciente. A anamnese é necessária, pois avaliaa gravidade e a duração dos sintomas, apontando a melhor terapia e procedimentosa serem executados para tratar a asma (RAFFA et al., 2007; SILVEIRA, 2005). O fator inflamatório é de suma importância na asma, pois o estado debroncoespasmo difuso, com inflamação, modifica-se em curtos espaços de tempo,espontâneo ou com a introdução de medicamentos, embora doençascardiovasculares apresentem sintomas parecidos (BETHLEM, 2000).
  • 16. 15Figura 1 - Bronquíolo normal e bronquíolo asmáticoFonte: A.D.A.M. Inc. Disponível em: www.minhavida.com.br/saúde/temas/asma A asma embora seja uma doença reversível, onde o tratamento commedicamentos seja eficaz, a doença pode causar muito sofrimento tanto nospacientes quanto em seus familiares. Esta doença também pode ser fatal e oatendimento de urgência e hospitalizações se faz necessário, onde a assistência dadoença deve se fundamentar em três itens indissociáveis que são o controleambiental, os medicamentos e a educação (SILVEIRA, 2005). Tanto o médico como o paciente deve ter consciência de que o controle daasma significa não apenas a ausência das crises, mas a expansividade normal dasvias aéreas (BETHLEM, 2000). Em casos mais graves da doença, faz-se um afastamento de irritantesespecíficos e inespecíficos, incluindo aspectos psicológicos, refluxosgastroesofágico, melhorando assim a qualidade de vida do paciente (TARANTINO,2002).
  • 17. 161.1 Classificação A asma pode ser classificada em intermitente, persistente leve, persistentemoderada e persistente grave (PESSOA, 2000). A diferença entre os tipos de asma é a gravidade da doença. A intermitentenão atrapalha a função pulmonar, o paciente continua realizando seu trabalho eatividade física normalmente, não necessitando de bombinhas de alívio contendobroncodilatador (TARANTINO, 2002). A asma persistente leve também não é agravante, pois a função pulmonar dopaciente é normal. As atividades físicas e o sono em geral são normais, embora ossintomas possam aparecer mais de duas vezes por semana, porém menos de umavez por dia. Quanto aos sintomas noturnos eles ocorrem mais que duas vezes pormês (SILVEIRA, 2005). Na asma persistente moderada a função pulmonar é anormal e sua clínicapode apresentar sintomas diários, que consequentemente afeta a qualidade de vidado paciente. Seu sono é interrompido mais de duas vezes por semana (RAFFA etal., 2007). E finalmente a persistente grave apresenta sintomas diários e contínuos comrisco de vida. Tem as atividades habituais limitadas, sintomas noturnos frequentes eo sono são interrompidos duas ou mais vezes na semana (PESSOA, 2000).1.2 Etiologia Asma é uma doença complexa e multifatorial, caracterizada por diversossintomas, sendo as manifestações mais comuns em crianças e idosos (SILVEIRA,2005) Pode determinar um comprometimento funcional de repetição irregular quemanifesta através de uma hiper-reatividade das vias aéreas a diferentes estímuloslevando as crises de broncoespasmo (BETHLEM, 2000). As alterações funcionais características da asma são devido ao espasmo damusculatura lisa dos brônquios, edema da mucosa e hipersecreção brônquica,provocando aumento da resistência das vias aéreas, distribuição irregular do arinspirado, distúrbios na relação ventilação perfusão e maior consumo energético dotrabalho respiratório (PESSOA, 2001).
  • 18. 17 A resposta imunológica age de várias formas. Quando o antígeno se liga nosreceptores chamado anticorpo anti-IgE, que ao contato com algum alérgeno (poeira,pólen, pelos, etc), provoca a desgranulação do mastócito, liberando mediadoresfarmacológicos como a histamina, prostaglandinas, leucotrienos, etc, tendo açãodireta em órgãos alvos (glândulas, músculo liso, vasos sanguíneos) (SILVEIRA,2005). Pode ter sua ação nas quimiotaxias que recruta as células tipo Th2 que faz aativação de células inflamatórias como, por exemplo, os eosinófilos. Provocandouma inflamação das vias aéreas, uma hiper-reatividade ou uma lesão epitelial queacontece já na fase tardia, os agentes antiinflamatórios (corticosteróides) agem naintervenção fazendo o bloqueio (TARANTINO, 2002). O bloqueio β-adrenérgico é causado por infecção, metabólitos, deficiência deadenilciclase e fármacos que atacam os nervos simpáticos, tendo ação nos órgãosalvos, no entanto quem realiza o bloqueio são as agonista β 2-adrenégico(broncodilatadores) (PESSOA, 2000). A dominância colinérgica faz com que o cérebro mande informações para onervo vago que tem ação direta nos órgãos alvo para a inflamação dos brônquios(RAFFA et al., 2007). Outra forma é a deficiência de amina β-adrenérgica, onde o pâncreas agetambém diretamente nos órgãos alvos fazendo com que haja inflamação dosbrônquios, porém o bloqueio se dá devido à adrenalina (BETHLEM, 2000). A asma também pode ser induzida por fatores extrínsecos e intrínsecos, ondea asma alérgica extrínseca é afetada em pacientes jovens (crianças e adolescentes),que tem histórico familiar normalmente positivo (casos na família), histórico deeczema na infância, teste cutâneo normalmente positivo, crises relacionadas comalérgenos específicos (pólen, alimentos, fármacos) e resposta favorável àhipossensibilização associada ao IgE (pessoas que tem alergia). No entanto, oslinfócitos B sintetizam os anticorpos IgE logo após o contato com o antígeno (RAFFAet al., 2007). A asma intrínseca é ocasionada em adultos a partir de 35 anos de idade,onde o histórico familiar do paciente é normalmente negativo, sem histórico deeczema na infância, crises relacionadas com infecções, exercícios físicos e outrosestímulos e teste cutâneo normalmente negativo. A asma intrínseca se desenvolveno organismo geralmente mais tardiamente e os aspectos comuns entre os dois
  • 19. 18tipos de asma são agonia respiratória, dispneia, sudoração, rubor nas narinas,apreensão, roncos, eosinofilia, entre outros (RAFFA et al., 2007).1.3 Diagnóstico A investigação do paciente com asma deve ser feita para a confirmação dodiagnóstico, identificando fatores que provocam as crises, saber o quadro clínico dopaciente, avaliar criticamente os tratamentos utilizados anteriormente e planejar umaestratégia terapêutica imediata e em longo prazo (TARANTINO, 2002). A história clínica do paciente é um dos fatores mais importantes para odiagnóstico da doença e deve sempre que necessário ser avaliada e revista paranão deixar passar despercebidas informações importantes para o esclarecimento docaso, onde vai ser introduzido um planejamento terapêutico adequado para opaciente (SILVEIRA, 2005). No exame físico, os principais fatores são os que demonstram a presença e ograu de obstrução brônquica. O paciente vai fazer uma avaliação funcional pulmonaratravés da espirometria, que confirma a presença da obstrução dos brônquios, o seugrau e a resposta do broncodilatador (BETHLEM, 2000). O uso do pico do fluxo expiratório pela sua simplicidade, disponibilidade parauso doméstico e baixo custo é uma forma não só de diagnóstico como uma forma deautomanejo, conforme mostra a Figura 2 (RAFFA et al., 2007). A gasometria arterial é indicada para diagnósticos das crises graves etratamento da insuficiência respiratória; e testes de broncoprovocação são utilizadospara o diagnóstico diferencial de asma atípica (PESSOA, 2000). A radiologia é feita para detectar complicações como a pneumonia,atelectasia pulmonar, pneumotórax e pneumomediastino. Os testes cutâneos sãofeitos para verificar a dosagem de imunoglobulina IgE no sangue, onde pode serfeito o RAST (radioallergosornents test) que possibilita um diagnóstico maisespecífico dos alérgenos que provoca o desencadeamento de alergias respiratórias(TARANTINO, 2002). O exame de escarro vai estar bastante alterado na asma brônquica, que podeser de muita importância para o diagnóstico, pois sua consistência, viscosidade etensão superficial aumentam fazendo com que formem pelotas depois deexpectorado, pois nesta fase o escarro expelido tem propriedades eosinofílicas, que
  • 20. 19é o acúmulo de proteínas ligadas ao processo inflamatório alérgico, fazendo comque tenha uma alteração na função ciliar (SILVEIRA, 2005). No exame microscópico do escarro em um paciente com asma, há umaumento de números de eosinófilos, embora aconteçam outros processosinflamatórios. No entanto, pacientes asmáticos que não costumar utilizarmedicamentos como corticóides, o percentual seria de 15%, onde para o diagnósticoda doença tem já uma alta significância clínica (BETHELEM, 2000). O diagnóstico diferencial da asma é, portanto, a bronquite infecciosa aguda,DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), síndrome da disfunção reativa das viasaéreas, patologias intersticiais, tromboembolismo pulmonar, insuficiência ventricularesquerda, tumores de traqueia ou brônquio, etc. O grau de intensidade da asma,associado com a resposta do uso do broncodilatador são um dos fatores maisimportantes para a diferenciação da insuficiência cardíaca com a DPOC (PESSOA,2001).Figura 2 - Medidor de fluxo de picoFonte: A.D.A.M. Inc. Disponível em: www.minhavida.com.br/saúde/temas/asma Segundo estimativas da OMS, 300 milhões de pessoas são afetadas com aasma, na chegada do inverno, temperaturas baixas fazem com que as pessoaspermaneçam constantemente em lugares fechados. Nestes locais, a concentraçãode ácaros, poeira, mofo e demais substâncias alérgicas é maior, desencadeandocrises de asma e outras alergias respiratórias, sendo mais comum entre as criançase se relacionando a mais de 250 mil mortes por ano. No Brasil, estima-se que 11,4%das pessoas tenham asma. Em 2007, ocorreram 273.000 internações por essa
  • 21. 20doença. Asma constitui-se a quarta causa de hospitalização pelo Sistema Único deSaúde (SUS) (2,3% do total) e a terceira causa entre crianças e adultos jovens,gerando um custo aproximado de 361 reais por internação (COSTA et al., 2012).
  • 22. 212 MEDICAMENTOS Classificação Grupo Representantes SIMPATICOMIMÉTICOS Duração Intermediária salbutamol, fenoterol, terbutalina Duração Prolongada salmeterol, formoterolBroncodilatadores Outros Epinefrina XANTINAS teofilina, aminofilina brometo de ipratrópio, brometo de PARASSIMPATICOLÍTICOS oxitrópio, brometo de tiotrópio, atropina CORTICÓIDES beclometasona, budesonida, fluticasona, flunisolida, mometasona CORTICOSTERÓIDES DEAnti-Inflamatórios USO prednisona, metilprednisolona, SISTÊMICOS hidrocortisona CROMOGLICATO DISSÓDICO E NEDOCROMILA ANTAGONISTAS DE zileutona, zafirlucaste, motelucaste, LEUCOTRIENOS pranlucasteImunomoduladoresANTI IgE OmalizumabeTabela 1: Classificação dos fármacos usados na asma e principais representantesFonte: Ministério da Saúde, Uso Racional de Medicamentos, Brasília, 2012. Os medicamentos administrados aos asmáticos têm o objetivo de melhorar aqualidade de vida do indivíduo (SILVA, 2002).2.1 Broncodilatadores Os broncodilatadores são drogas que relaxam a musculatura das pequenasvias aéreas e inibem a liberação de mediadores dos mastócitos e basófilos, bemcomo melhoram o batimento mucociliar. Podem ser usados por via oral, injetável ouinalatória, porém, a via preferencial de utilização é a inalatória (RANG et al., 2003).
  • 23. 222.1.1 Metilxantinas São usadas desde o século XX, após as observações que o café forte, eracapaz de aliviar os sintomas da asma. Alimentos como café, chá e bebidas contendochocolate normalmente possuem xantinas naturais como a cafeína e teobromina(PAGE et al., 2004). O mecanismo de ação das metilxantinas ainda não está completamenteentendido, mas sabe-se que ocorre inibição da fosfodiesterase, com consequenteaumento do AMPc intracecular e relaxamento da musculatura lisa dos brônquios;Inibição dos receptores de adenosina, com posterior redução da liberação demediadores inflamatórios por mastócitos sensibilizados; aumento da produção de IL-10, que é uma citosina com ação antiinflamatória (ex: teofina e aminofilina) (SILVA,2002).2.1.2 Agonista beta 2-adrenérgico São agentes de inalação de ação curta e constituem a primeira opção paraalívio de crises instaladas em todos os estágios da asma. Esses fármacos relaxam amusculatura lisa bronquial, inibem a liberação do mediador e aumentam o transportede muco por estímulo de adrenorreceptores beta 2 que estão localizados nas célulasmusculares lisas das vias aéreas (SILVEIRA, 2005).2.1.3 Antagonistas colinérgicos Causam broncodilatação através da ligação aos receptores muscarínicos namusculatura lisa aérea antagonizando os efeitos da acelticolina liberada pelosnervos parassimpáticos nos nervos vago. Há três tipos de receptores muscarínicosnos seres humanos: M1 (localizado nos gânglios parassimpáticos), M2 (localizadono coração) e M3 (localizado nas vias aéreas) (FUCHS et al., 2004). O tiotrópio é um broncodilatador que tem ação prolongada antimuscarínicaseletiva para receptores M1 e M3 e tem eficácia comprovada no tratamento depacientes com DPOC. Os efeitos adversos são raros, os mais frequentes são securana boca, rubor, tontura e leve taquicardia (FUCHS et al., 2006).
  • 24. 232.2 Antiinflamatórios Podem resolver uma inflamação brônquica existente ou prevenir a inflamaçãosubsequente da asma (RANG et al., 2003).2.2.1 Corticosteróides Os corticosteróides inibem a fase tardia da reação alérgica (incluindo aresposta asmática tardia ao desafio com antígeno) por vários mecanismos:reduzindo o número de mastócitos habitantes da superfície das células da mucosadas vias aéreas; reduzindo a quimiotaxia e a ativação de eosinófilos e; a produçãode citocinas por eosinófilos, monócitos, mastócitos e linfócitos. Usados regularmentereduzem a reatividade bronquial, melhoram a qualidade das vias aéreas e diminuema gravidade e a frequência das crises de asma (SILVEIRA, 2005). Estes medicamentos (corticosteróides) podem ser usados com segurança emgestação e amamentação, mas o uso prolongado tem efeitos adversos sistêmicosevidentes, exemplo: diabete mellitus, osteoporose, predisposição a infecçõesoportunistas, insuficiência supra-renal, síndrome de cushing, fragilidade capilar comformação de hematomas, cataratas e distúrbios psiquiátricos (RAFFA et al., 2007). Os corticóides inalados diminuem a intensidade da inflamação crônica dasvias respiratórias em asmáticos, obtendo bons resultados no controle da asma levee moderada (ex: fluticasona, flunisolida, budesonida, beclometasona, mometasona),(RANG et al, 2003).2.2.2 Cromoglicato dissódico e nedocromila Embora considerado um antiinflamatório com menor eficiência que oscorticóides, bloqueiam os canais de cloro da membrana celular dos mastócitos,eosinófilos, nervos e células epiteliais. Ambas as drogas são seguras, tem rarosefeitos colaterais e não é conhecida interação medicamentosa com os mesmos,porém são utilizados mais para tratamento de asma moderada (SILVEIRA, 2005).
  • 25. 242.2.3 Antagonista de leucotrienos Os leucotrienos se originam da enzima 5-lipoxigenase do metabolismo doácido araquidônico causando broncoconstrição, aumentando a hipereatividade dosbrônquios, edema, hipersecreção do muco e infiltração eosinofílica nas viasrespiratórias (SILVA, 2002). Quando usado regularmente esses fármacos funcionam tão bem quanto oscorticosteróides inalados na redução da frequência de crise da asma, porém, osantagonistas de leucotrienos têm menor capacidade de aliviar os sintomas, reduzir areatividade bronquial e melhorar a qualidade das vias aéreas. Esses medicamentossão indicados para asma leve e moderada (ex: zileutona, zafirlucaste, montelucaste,pranlucaste) (RAFFA et al., 2007).2.3 Anticorpos anti-IgE Esse é um dos tratamentos mais recentes, onde os fármacos que atuamcomo anticorpos anti-IgE evitam a ligação de IgE à superfície dos mastócitos e essaação reduz a formação de complexos antígeno-IgE ativados e suprime a liberaçãode mediadores que induzem a broncoconstrição imediata na fase precoce.Omalizumabe ou Rhumab-E25 (anticorpo monoclonal humanizado recombinanteanti-IgE) é o primeiro de uma nova classe de agentes que objetivam especificamenteatuar na IgE humana. Ele se conjuga com IgE livre circulante, qualquer que seja suaespecificidade com o alérgeno e impede respostas subseqüentes mediadas por IgE(RAFFA et al., 2007).
  • 26. 253 OBJETIVOS3.1 Objetivo Geral Realizar um levantamento do perfil medicamentoso no tratamento da asmaem pacientes da rede pública do município de Palmeira D`Oeste – SP.3.2 Objetivos Específicos Verificar a eficácia do tratamento da asma nos pacientes da rede pública de Palmeira D`Oeste; Verificar os tipos de medicamentos utilizados no tratamento da asma nos pacientes estudados; Utilização por faixa etária dos tipos de medicamentos para asma; Avaliar os esquemas terapêuticos empregados na farmacoterapia da asma;
  • 27. 264 METODOLOGIA Pesquisa em rol de pacientes fornecidos pela rede pública de PalmeiraD’Oeste, constando dados como: idade, medicamentos, CID da doença de cadapaciente. Tabulação dos dados e verificação por faixa etária da utilização demedicamentos para asma. Dentre os 60 pacientes pesquisados, 36 são do sexo feminino e 24 do sexomasculino, numa faixa etária entre 11 a 83 anos.
  • 28. 275 RESULTADOS E DISCUSSÃO QuantidadeQuantidade Quantidade Total de Usuário por Tratamento jovens adulto de idoso por tipo de Jovens Adulto Idoso Medicamento Salmeterol 50mcg 2 5 7 Salmeterol 50 mcg + Fluticasona 250 mcg 1 4 3 8 Salmeterol 50 mcg + Fluticasona 100 mcg 3 3 Salmeterol 50 mcg + Budesonida 200 mcg 2 2 4 Budesonida 200 mcg 4 3 7 Formoterol 12 mcg 3 3 Formoterol 12 mcg + Budesonida 400 mcg 9 6 15 Formoterol 12 mcg + Fluticasona250 mcg 1 1 2 Formoterol 6 mcg + Budesonida 200 mcg 2 2 4 Formoterol 12 mcg + Budesonida 400 + Tiotropio 2,5 mcg 6 6Formoterol 12 mcg + Fluticasona 250 mcg + Tiotropio 2,5 mcg 1 1 Total 3 24 33 60Quadro 1: Tabulação da pesquisa de medicamentos para AsmaFigura 3: Terapia medicamentosa da pesquisa em geralFonte: elaboração própria
  • 29. 28 Segundo os dados obtidos nesta pesquisa, entre os jovens só foram utilizadosassociações de salmeterol/fluticasona e formoterol/ budesonida. Entre os pacientesadultos, não foram utilizados os medicamentos com combinações com tiotrópio, anão ser os idosos, porém nestes foram utilizados também os medicamentosformoterol combinado com a budesonida em concentrações diferentes no tratamentoda asma. Em todas as faixas etárias descritas na pesquisa, os medicamentos maisutilizados no tratamento da asma foram a combinação de formoterol/budesonida esalmeterol/fluticasona, enquanto nos pacientes idosos além de ultilizar essestambém houve a introdução do tiotrópio. A eficácia desses medicamentos é devido a utilização dos antiinflamatóriosassociados, pois tem ação direta nos órgãos alvos. Segundo Oddera, et al.(1995), abudesonida é tão eficaz quanto a dexametasona, pois induz a inibição da inflamaçãodas vias respiratórias. A budesonida, quando estudada em ratos, apresentou certa afinidade com ospulmões destes, o que explicaria os efeitos terapêuticos positivos, com relação aeste fármaco (RYRFELDT et al.,1989).
  • 30. 29Figura 4: Terapia medicamentosa de asma entre os Jovens.Fonte: elaboração própria De acordo com a figura 4, é possível observar que 67% dos jovens estãofazendo uso da associação formoterol e budesonida e os outros 33% fazem uso dosalmeterol e fluticasona. Dados relatam que estas associações mostraramefetividade no tratamento da asma (PATEL et al., 2010). Ainda segundo Molitor et al. (2005) a combinação do broncodilador e oantiinflamatório se mostrou mais efetivo no controle da asma moderada ou gravequando comparado com a utilização isolada destes fármacos. Quando comparado a fluticasona isolada com os medicamentos associados(broncodilatador e antiinflamatório), estes foram mais eficazes em crianças, poismelhoram significativamente a broncoconstrição (MAKELÃ et al., 2012). Hozawa et al. (2011) relata que o uso da associação budesonida/formoterol,tem grande eficácia, melhorando a inflamação das vias aéreas e tendo uma reduçãodos sintomas da asma.
  • 31. 30Figura 5: Terapia medicamentosa de asma entre os AdultosFonte: elaboração própria De acordo com a figura 5, entre os pacientes adultos, 71% utilizam abudesonida isolada ou em associação. Ainda é possível constatar que 50% utilizamformoterol como broncodilatador e que 8% utilizam somente broncodilatador de açãoprolongada como terapia. Segundo Hodgson D, Mortimer K, Harrison T. (2010), a combinação deformoterol e budesonida oferece vantagens terapêuticas no tratamento da asma,pois mostra claramente que o medicamento utilizado é seguro e eficaz tanto naterapia de manutenção quanto no alívio dos sintomas. O uso de fluticasona/formoterol tem mais eficácia e segurança emadolescentes e adultos com asma leve a moderada (NATHAM et al., 2012).
  • 32. 31Figura 6:Terapia medicamentosa de asma entre os Idosos.Fonte: elaboração própria Na figura 6, verifica-se que entre os pacientes idosos, 48% fazem uso dabudesonida isolada ou em associação, 22% do total utilizam tiotrópio também paracombater doenças como a DPOC e 26% dos pesquisados utilizam somentebroncodilatador de duração prolongada. Segundo Szmidt et al. (2012), o tiotrópio é colocado em associação com osantiinflamatorios/broncodilatador (budesonida e formoterol), pois melhora sintomascaracterísticos de DPOC. O uso do tiotrópio, comparado com o salmeterol no tratamento da asmapersistente moderada mostrou maior eficácia na função pulmonar e tem um papelimportante no tratamento da asma nas fases graves, com ou sem enfisemapulmonar (BATEMAN et al., 2011; PARQUE, 2012).
  • 33. 326 CONCLUSÃO A terapia medicamentosa apresentou eficácia quando comparado com autilização destas mesmas substâncias para o controle da asma em outros locais domundo. Broncodilatadores e antiinflamatórios foram os medicamentos mais usados notratamento da doença em questão, porém na maioria dos casos em associação,dependendo do tipo e da gravidade da doença. Contudo, a faixa etária que apresentou o maior número de asmáticos foi aidosa, e também a que mais fez uso dos medicamentos em associação, pois dentreos 60 pacientes pesquisados apenas 3 jovens apresentaram a doença. O tiotrópio, no entanto, é utilizado nos casos de asma com DPOC comocoenfermidade.
  • 34. 33 REFERÊNCIASBATEMAN, E. D.; KOMMAN, O.; SCHMIDT, P.; PIVOVAROVA, A.; ENGEL, M.;FABBRI, L. M. Tiotropium is noninferior to salmeterol in maintaining improvedlung function in b16-arg/arg patients with asthma. África do Sul: Journal ofinvestigational allergology & clinical immunology, 2011. Disponível em:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed. acesso em 02 out 2012.BETHLEM, N. Pneumologia. 4. ed. São Paulo: Atheneu, 2000.COSTA, K. S.; WANNMACHER, L.; COSTA, L. H.; TEERLING, V. L. Uso Racionalde Medicamentos. Série A. 1. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.CURTIS, P. S.; WALKER, H. Farmacologia Clínica: Fundamentos da TerapêuticaRacional. 2. ed. Barueri: Manole, 2004.FUCHS, F. D.; WANNMACHER, L.; FERREIRA, M. B. C. Farmacologia. 3. ed. Riode janeiro: Guanabara Koogan, 2006.HODGSON, D.; MORTIMER, K.; HARRISON, T. Budesonide/formoterol in thetreatment of asthma. Nottingham: nottingham respiratory biomedical research,2010. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20923335. Acesso em 02out 2012.HOZAWA, S.; TERADA, M.; HOZAWA, M. Comparison of budesonide/formoterolTurbuhaler with fluticasone/salmeterol Diskus for treatment effects on smallairway impairment and airway inflammation in patients with asthma. Hiroshima,Japan: Pulmonary Pharmacology and Therapeutics, 2011. Disponível em:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21624490. Acesso em 29 Set 2012.MAKELÃ, M. J.; MALMBERG, L. P.; CSONKA, P.; KLEMOLA, T.; KAJOSAARI, M.;PELKONEN, A. S. Salmeterol and fluticasone in young children with multiple-trigger wheeze. Ann allergy astham immunol, 2012. Disponível em:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22727160. Acesso em: 29 set 2012.MOLITOR, S.; LIEFRING, E. Trautmann, M. Control of asthma with salmeterol-fluticasone disk combination compared to standard treatment. Hannover:Pneumologie, 2005. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15756629.Acesso em 29 Set 2012.NATHAM, R. A.; D’URSO, A.; BLAZHKO, V.; KAISER, K. Safety and efficacy offluticasone/formoterol combination therapy in adolescent and adult patientswith mild-to-moderate asthma: a randomised controlled trial. BMC pulmonarymedicine, 2012. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23078148.Acesso em 02 out 2012.
  • 35. 34ODDERA, S.; SILVESTRI, M.; SACCO, O.; LANTERO, S.; MORELI, M. C.; ROSSI,G. A. Evaluation of the inhibitory effects of budesonide on the mitogen-inducedor the allergen-induced activation of blood mononuclear cells isolated fromasthmatic patients. Itália: Ann allergy asthma immunol, 1995. Disponível em:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/7621058. Acesso em 29 set 2012.PAGE, C.; CURTIS, M.; SUTTER, M.; WALKER, M.; HOFFMAN, B. FarmacologiaIntegrada. 2. ed. Barueri: Manole, 2004.PARQUE, H.W. The role of tiotropium in the management of asthma. Korea: AsiaPacific Allergy, 2012. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22701860.Acesso em: 02 Out 2012.PATEL, Y. A.; PATEL, P.; BAVADIA, H.; DAVE, J.; TRIPATHI, C. B. A randomized,open labeled, comparative study to assess the efficacy and safety of controllermedications as add on to inhaled corticosteroid and long-acting β2 agonist inthe treatment of moderate-to-severe persistent asthma. India: Journal ofpostgraduat medicine, 2010. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed>.Acesso em 29 set 2012.PESSOA, F. P. Pneumologia Clínica e Cirúrgica. São Paulo: Atheneu, 2000.RAFFA, R. B.; RAWLS, S. M.; BEYZAROV, E. P. Atlas de farmacologia de Netter.2. ed. São Paulo: Artmed, 2007.RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M.; MOORE, P. K. Farmacologia. 5. ed. Riode Janeiro: Elsevier, 2003.RYRFELDT, A.; PERSSON, G.; NILSSON, E. Pulmonary disposition of the potentglucocorticoid budesonide, evaluated in an isolated perfused rat lung model.Suécia: Biochemical Pharmacology, 1989. Disponível em:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2910298. Acesso em 02 out 2012.SILVA, P. Farmacologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.SILVA, P. Farmacologia. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.SILVEIRA, I. C. O Pulmão na Prática Médica. 4. ed. Rio de Janeiro: Editora depublicações Biomédicas LDTA, 2005.SMITH, D. G. G.; ARONSON, J. K. Tratado de farmacologia Clínica eFarmacoterapia. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.SZMIDT, M. The influence of treatment with formoterol, formoterol withtiotropium, formoterol with inhaled glucocorticosteroid and tiotropium on lungfunctions, tolerance of exercise and simple, morning everyday activities inpatients with chronic obstructive pulmonary disease. Pneumonologia IAlergologia Polsk, 2012. Disponível em:http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22562275. Acesso em: 29 Set 2012
  • 36. 35TARANTINO, A. B. Doenças Pulmonares. 5. ed. Rio de Janeiro: GuanabaraKoogan, 2002.