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Perfil dos portadores de alzheimer

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  • 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS FÁBIO TAVARES DE AGUIAR MARCUS VINÍCIUS DE OLIVEIRA SOUSA MATHEUS AZAMBUJA OLIVEIRA RUANITO DELFINO DA SILVA FREITASPERFIL DE PORTADORES DA DOENÇA DE ALZHEIMER DE COMUNIDADES DA CIDADE DE FERNANDÓPOLIS - SP FERNANDÓPOLIS 2012
  • 2. FÁBIO TAVARES DE AGUIAR MARCUS VINÍCIUS DE OLIVEIRA SOUSA MATHEUS AZAMBUJA OLIVEIRA RUANITO DELFINO DA SILVA FREITASPerfil de Portadores da Doença de Alzheimer de comunidades da Cidade de Fernandópolis - SP Trabalho de conclusão de curso apresentado à Banca Examinadora do Curso de Graduação em Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Orientador: Prof. MSc. Reges Evandro Teruel Barreto. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS – SP 2012
  • 3. FÁBIO TAVARES DE AGUIAR MARCUS VINÍCIUS DE OLIVEIRA SOUSA MATHEUS AZAMBUJA OLIVEIRA RUANITO DELFINO DA SILVA FREITAS Perfil de Portadores da Doença de Alzheimer de comunidades da Cidade de Fernandópolis - SP Trabalho de conclusão de curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título de bacharel em farmácia. Aprovado em: 28 de Novembro de 2012. Banca examinadora Assinatura ConceitoProf. MSc. Reges Evandro TeruelBarreto (Orientador)Prof. MSc. Jeferson Leandro dePaiva(Avaliador 1)Profa. Esp. Nayara Gomes Felix(Avaliador2) Prof. MSc. Reges Evandro Teruel Barreto Presidente da Banca Examinadora
  • 4. Dedicamos...ÀDeus, que esteve conosco docomeço ao fim desta etapa. Aosnossos pais, que sempre estiveram aonosso lado, e que foram nossosprincipais motivadores para quevencêssemos essa etapa tãoimportante de nossas vidas. A todosaqueles que nunca duvidaram denosso potencial.
  • 5. AGRADECIMENTOS A todas as pessoas que contribuíram de alguma forma para aconcretização deste trabalho. Em especial: A Deus, que iluminou nossos caminhos durante exata caminhada.Sendo a razão pela qual tudo isso foi possível. Aos nossos pais, que de forma especial nos deu força e coragem, nosapoiando nos momentos de dificuldade. Aos professores, especialmente ao Prof° Reges, pela dedicação ecolaboração na elaboração deste trabalho.
  • 6. "Por que você quer tanto isso?Porque me disseram que eu nãoconseguiria!" (Homens de Honra)“Se eu não tentar, nunca conseguireichegar a lado algum. E se eu cair, oque farei? Vou tentar uma e outravez porque o momento em que eudesistir é o momento em quefalharei.” (Nicholas James Vujicic)
  • 7. RESUMOA Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo efatal que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória,comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedadede sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais, descobertapelo Dr. Alois Alzheimer, somente em 1907 caracterizou o transtorno comodoença de Alzheimer. É uma doença dividida em 3 fases: inicial, intermediária etardia. O fator de risco mais comum deste transtorno é a idade avançada.Aindanão descobriram uma cura, mais existem tratamentosfarmacológicosespecíficos, os mais utilizados ultimamente são os anticolinesterásicos(Rivastigmina, Donezepil, Galantamina e Tacrina) e a (Memantina),antiglutamatérgico. Os portadores da doença de Alzheimer precisam de ajudaconstantemente para realizar atividades rotineiras, onde na maioria das vezessão seus filhos ou parentes próximos.O estudo objetivou: estabelecer o perfildos portadores da doença, a avaliação dos aspectos farmacoterápicos e/oucomportamentais e relatar o nível de informação do cuidador junto ao paciente.O trabalho foi organizado em fases: realização de uma pesquisa exploratóriapara identificação de pacientes e domicílios a serem visitada, aplicação dequestionário estruturado para coleta de dados, análise de resultados. Noperíodo de setembro de 2012 foram visitados 8 unidades básicas de saúdepara obtenção dos pacientes e 40 residências. Constatou-se que 32,50% dosentrevistados se encontram na faixa etária de 85 a 89 anos de idade, 60% é dogênero feminino, 42,50% são pessoas analfabetas e 55% possuem a doençano período de 1 a 5 anos. Dos entrevistados 100% possui cuidador, sendo52,50% seus filhos. Quanto aos medicamentos 37,50% utilizam rivastigmina,70% adquirem em rede pública, no qual 87,50% alegaram não tem problemaspara adquirir os medicamentos. Apenas 50% afirmaram um melhora na vidados portadores deDA. A maior parte dos pacientes se encontra na faseintermediária da doença (87,50%). Os resultados evidenciaram a ausência deconhecimento dos pacientes e dos cuidadores, necessitando buscar maismedidas educativas para a população referente a está doença.Palavras-chave: Perfil, Alzheimer, Cuidador, Doença degenerativa.
  • 8. ABSTRACTAlzheimers disease (AD) is a progressive and fatal neurodegenerative disordermanifested by cognitive and memory deterioration, progressive impairment ofactivities of daily living and a variety of neuropsychiatric symptoms andbehavioral changes, discovered by Dr. Alois Alzheimer, only in 1907characterized the disorder as Alzheimers disease. It is a disease divided into 3phases: initial, intermediate and late. The most common risk factor for thisdisorder is advanced age. Still have not found a cure, there are more specificpharmacological treatments; the most used lately are cholinesterase inhibitors(Rivastigmine, donepezil, galantamine and Tacrine) and (Memantine), antiglutamatergicHolders of Alzheimer constantly need help to perform dailyactivities, which most often are their children or close relatives. The study aimedto establish the profile of people with the disease, the evaluation of thepharmacotherapy and / or behavioral and report the level of information with thepatients caregiver. The work was organized in phases: completion of aresearch project to identify patients and households to be visited, a structuredquestionnaire for data collection, analysis of results. From September of 2012were visited eight basic health units to obtain the patients and 40 residences. Itwas found that 32.50% of respondents are aged 85-89 years old, 60% arefemale, 42.50% are illiterate and 55% have the disease within 1 to 5 years.100% of respondents have caregivers, their children being 52.50%. Formedicinal use rivastigmine 37.50%, 70% gain in public, in which 87.50% ofthem did not have problems to get the medicines. Only 50% reported animprovement in the lives of patients with AD. Most patients are shown at theintermediate stage of the disease (87.50%). The results showed the absence ofknowledge of patients and caregiver, needing to seek more educationalmeasures for the population is related to disease.Keywords: Profile, Alzheimers Caregiver, Degenerative Disease.
  • 9. LISTA DE FIGURAS E GRÁFICOSFigura 1 Foto do neurologista Alois Alzheimer...................................... 14Figura 2 Secção transversal do cérebro.................................................... 18Figura 3 Alteração das células do cérebro durante a doença de Alzheimer................................................................................ 19Figura 4 Neurônios normais e acometidos por Alzheimer.................... 20Figura 5 Estimativa do número de prescrições de anticolinesterásicos de segunda geração..................................................................... 25Figura 6 Distribuição percentual da faixa etária dos entrevistados....... 35Figura 7 Percentual da doença em relação ao gênero do portador da doença de alzheimer............................................................... 36Figura 8 Nível de escolaridade dos portadores da doença de Alzheimer........................................................................................ 37Figura 9 Percentual do tempo da doença em relação aos portadores da doença de Alzheimer........................................................ 38Figura 10 Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que possuem cuidadores............................................................... 39Figura 11 Percentual das pessoas relacionadas aos cuidados dos portadores da doença de Alzheimer ...................................... 40Figura 12 Percentual de presença de doença em cuidadores dos portadores da doença de Alzheimer....................................... 41Figura 13 Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que praticam atividades físicas...................................................... 42Figura 14 Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que possuem dificuldades em desenvolver atividades rotineiras.................................................................................. 43Figura 15 Percentual de histórico familiar da doença de Alzheimer em relação aos portadores da doença de alzheimer.................... 44Figura 16 Percentual da prática de hábitos intelectuais na vida dos portadores da doença de Alzheimer...................................... 45Figura 17 Distribuição percentual de terapias auxiliares utilizadas pelos portadores da doença de Alzheimer.............................. 46
  • 10. Figura 18 Distribuição percentual da utilização de medicamentos por portadores da doença de Alzheimer....................................... 47Figura 19 Distribuição percentual dos locais onde são adquiridos os medicamentos utilizados pelos portadores da doença de Alzheimer................................................................................ 48Figura 20 Distribuição percentual de problemas encontrados para adquirir os medicamentos necessários aos portadores de doença de Alzheimer.............................................................. 49Figura 21 Percentual da melhora na vida em portadores da doença de Alzheimer................................................................................ 50Figura 22 Distribuição percentual de outros males relatados nos portadores da doença de Alzheimer....................................... 51Figura 23 Distribuição percentual de efeitos adversos ocasionados pelos medicamentos nos portadores da doença de Alzheimer................................................................................ 52Figura 24 Distribuição percentual da fase da doença em portadores da doença de Alzheimer.............................................................. 53
  • 11. LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLASAHAF - Fundação de Assistência Americana da SaúdeAINES -Antiinflamatórios não esteróidesAL - AlumínioAPOE - Apolipoproteína EAPP -Proteína Precursora AmilóideDA - Doença de AlzheimerEEG - EletroencefalogramaEUA -Estados Unidos da AméricaFDA -FoodandDrugAdministrationICHES -Inibidores da AcetilcolinesteraseLCR -Líquido CefalorraquidianoOPAS - Organização Pan-Americana da SaúdeRM - Ressonância MagnéticaOMS - Organização Mundial da Saúde
  • 12. Sumário1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 14 1.1 Conceito.................................................................................................. 14 1.2 Atualidades ............................................................................................. 15 1.3 Sinais e Sintomas ................................................................................... 16 1.4 Fisiopatologia .......................................................................................... 18 1.5 Fatores de Risco ..................................................................................... 21 1.6 Diagnóstico ............................................................................................. 22 1.7 Tratamento ............................................................................................. 24 1.8 Prevenção............................................................................................... 27 1.9 Família e Cuidadores .............................................................................. 282. OBJETIVOS ................................................................................................. 30 2.1 Objetivo geral .......................................................................................... 30 2.2 Objetivos específicos .............................................................................. 303. MÉTODOS ................................................................................................... 31 3.1 Princípios metodológicos ........................................................................ 31 3.2 Aplicação do instrumento de avaliação................................................... 31 3.3 Locais de aplicações do questionário ..................................................... 31 3.4 Critérios de inclusão ............................................................................... 32 3.5 Critérios de exclusão .............................................................................. 32 3.6 O instrumento da pesquisa ..................................................................... 334. RESULTADO E DISCUSSÃO ..................................................................... 35 4.1 Faixa etária dos entrevistados ................................................................ 35 4.2 Gênero .................................................................................................... 36 4.3 Grau de escolaridade.............................................................................. 37 4.4 Tempo da doença ................................................................................... 38 4.5 Possui cuidador? .................................................................................... 39 4.6 Quem é o cuidador ................................................................................. 40 4.7 Cuidador apresentou alguma doença? ................................................... 41 4.8 Atividade física ........................................................................................ 42 4.9 Dificuldade em fazer atividades rotineiras? ............................................ 43 4.10 Doença na família ................................................................................. 44 4.11 Prática de hábitos intelectuais .............................................................. 45 4.12 Outras terapias ..................................................................................... 46 4.13 Medicamentos utilizados para o tratamento da doença de Alzheimer .. 47 4.14 Local onde adquire o medicamento ...................................................... 48
  • 13. 4.15 Problemas para adquirir os medicamentos........................................... 49 4.16 Melhora na vida do paciente ................................................................. 50 4.17 Outras patologias relatadas .................................................................. 51 4.18 Efeitos adversos dos medicamentos .................................................... 52 4.19 Fases da doença .................................................................................. 535. CONSIDERAÇÕES FINAIS ......................................................................... 55REFERÊNCIAS ................................................................................................ 57APÊNDICE A ................................................................................................... 62APÊNDICE B ................................................................................................... 63
  • 14. 141. INTRODUÇÃO1.1 Conceito Há vários séculos antes de Cristo, curandeiros já estavam cientes deque com o avanço da velhice eram associados distúrbios de memória e outrasfunções cerebrais. Em alguns casos, pessoas que foram previamente muitointeligentes se comportavam como “crianças”, sendo considerado esse sintomacomo normal na velhice. Somente em 1906, o Dr. Alois Alzheimer relatou umpaciente com sintomas desta demência, assim desde 1907 esse transtorno temsido chamado de doença de Alzheimer (BRASIL, 2010). “Demência é uma síndrome caracterizada pelo declínio progressivo e global das funções cognitivas, na ausência de um comprometimento agudo do estado de consciência, e que seja suficientemente importante para interferir nas atividades sociais e ocupacionais do indivíduo” (ABREU; FORLENZA; BARROS, 2005).Figura 1: Foto do neurologista Alois Alzheimer.Fonte: Diário da saúde, 2012.
  • 15. 15 Segundo BRASIL (2010): “A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais.” Tanto em homens comuns, quanto em alguns médicos, prevalecemequívocos gerando uma compreensão inadequada da doença (VAS; et al.,2006). Infelizmente um mito comum entre as pessoas é que a doença deAlzheimer é senilidade. Isso priva muitas vezes o paciente de um tratamentoadequado. O fato é que a doença de Alzheimer não é velhice comum. Sendoassim, todo idoso apresentará sintomas da velhice, mais nem todo idoso terá adoença. Doença de Alzheimer ocorre em todas as partes do mundo e qualquerpessoa pode ser afetada, mesmo Ronald Reagan, ex-presidente dos EUA éportador da doença. Mas é impossível ter certeza previamente que serãoafetados (VAS; et al., 2006).1.2 Atualidades Estudos prevalentes realizados nos Estados Unidos relatam que em2000 o número de pessoas com a doença de Alzheimer era de 4,5 milhões,sendo 30% dos portadores aos 85 anos. Sem progresso no tratamento, aprevisão de casos da doença nos EUA é de 13,2 milhões em 2050, onde éestimulado um alto custo para o cuidado dos pacientes (VAS; et al., 2006). O número de casos de DA mostra grande diversidade, desde 3,2 por1000 pessoas/ano na Índia a 25,2 em Indianápolis nos EUA. Já no Brasilestudos apontam que a taxa de incidência da doença em São Paulo é de 7,7por 1.000 pessoas/ano e no Rio Grande do Sul este número chega a 14,8 por1.000 pessoas/ano (VAS; et al., 2006).
  • 16. 16 A doença de Alzheimer é quarta principal causa de morte e a terceira emcusto social e econômico após a doença cardíaca e oncoproliferativas nosEUA, Japão, Espanha e Suíça(MARTÍNEZ e PAZITKOVÁ, 2010). A estimativa para a doença de Alzheimer no Brasil é de 1,1 milhão(VAS;et al., 2012).Sendo a maioria mulheres, mas ainda não se sabe se o risco é poras mulheres viverem mais do que os homens ou simplesmente pelo gênero(ALZHEIMERMED, 2012a). O progresso rápido da doença pode levar o paciente à morte prematura,ao contrário podem sobreviver de 15 a 20 anos após o começo da doença(WHO, 2012a).1.3 Sinais e Sintomas A doença de Alzheimer afeta cada pessoa de uma forma, dependendodo impacto da doença e da personalidade da pessoa antes de adoecer. Ossinais e sintomas relacionados à demência são entendidos em três fases: Faseinicial, intermediária e tardia, sendo citadas em alguns estudos também comofases A, B e C (WHO, 2012b). Estes sintomas são divididos em alterações cognitivas eneuropsiquiátricas, resultando em mudanças no seu organismo e no seu dia adia. No Brasil averiguaram que de 60 pacientes com doença de Alzheimer,78,3% possuíam um ou mais sintomas neuropsiquiátricos, onde os maiscomuns eram: apatia (53.3%), depressão (38.3%), alterações de sono (38.3%)e 25% ansiedade (HERNANDEZ; et al., 2011). Teixeira-Jr e Caramelli (2006) identificam o termo apatia em seusestudos como a perda de interesse ou motivação, e Guimarães e cols. (2008)relata a dificuldade de se diferenciar a apatia da depressão, assim foram feitasescalas que excluem a tristeza e pensamentos negativos dos sintomasrelacionados à apatia sendo observados apenas na depressão. A fase inicial ou fase “A” é muito ignorada, pois o início é gradual e seconfunde com os sintomas da velhice. Representa dificuldades nas atividadesrotineiras, como escovar os dentes, tomar banho e vestir-se. Os sinais e
  • 17. 17sintomas mais relacionados à fase “A” são o esquecimento, a perda de controledo tempo, perda de peso e o paciente se perde em lugares familiares (WHO,2012a; b). “Na fase secundária, moderada, ou intermediária, acentua-se o sensível déficit de memória e aprendizagem. Também ocorrem mudanças de personalidade, indiferença, hostilidade, julgamento social pobre, baixa afetividade (AZEVEDO; et al., 2009).” A fase inicial progride para a fase intermediária ou fase “B”, tornando ossinais e sintomas mais claros. A fase “B” representa um comportamentoanormal do paciente, podendo ser muito angustiante, pois em algunsmomentos, por exemplo, não reconhecer seus filhos, tornando muitoproblemático para a família. Os sintomas mais claros são: esquecimento dosacontecimentos recentes, nomes das pessoas, se perde na própria casa, temuma crescente dificuldade na comunicação, necessita de ajuda para cuidadospessoais, mudanças de comportamento e questionamento repetitivo (WHO,2012a; b). Na fase tardia ou fase “C” da doença os pacientes são totalmentedependentes e apresentam quase nenhuma atividade. Distúrbios de memóriasão sérios e os sinais e sintomas físicos ficam mais evidentes. Esta faserepresenta a perda das funções cognitivas. A capacidade intelectual dopaciente é perdida. Também é perdida a capacidade de realizar tarefas queantes eram muito bons, como por exemplo, planejamento, cálculos, tomardecisões difíceis. Os sinais e sintomas mais relacionados àfase C da doençasão: inconsciência do tempo e do lugar, dificuldade em reconhecer familiares eamigos, necessidade crescente de atendimento, dificuldade para andar emudanças de comportamento podendo inclusive ser agressivo(WHO, 2012a;b). Muitas doenças podem estar acarretando todos estes sintomas, ondedevem ser excluídas em um diagnóstico de exclusão. Alguns casos suspeitosde ser doença de Alzheimer (cerca de vinte por cento) podem se tratar de outrodistúrbio, onde cinquenta por cento podem ser tratadas ou controladas (WHO,2012a).
  • 18. 181.4 Fisiopatologia A figura 2 mostra uma secção transversal do cérebro, visto de frente. Asecção da esquerda representa um cérebro normal enquanto a secção dadireita representa um cérebro com a Doença de Alzheimer (AHAF, 2012a).Figura 2: Secção transversal do cérebro.Fonte: AHAF, 2012a. Na Doença de Alzheimer, acontece uma redução do tecido cerebral.Os sulcos do cérebro são alargados e os giros não encolhem. Há tambémum aumento de câmaras no interior do cérebro, chamada ventrículos. Comomostra a figura 2, a região do cérebro responsável pela memória de curtoprazo e linguagem começa a desaparecer, isso ocorre com a memóriadevido à degeneração de células do hipocampo. De acordo com o progressoda doença o número de células perdidas aumenta, ocasionando a mudançade comportamento de modo crescente (AHAF, 2012a). A acumulação de placas amilóides nos neurônios é umacaracterística da doença de Alzheimer. A proteína precursora amilóide(APP) sofre uma clivagem originando a proteína β-amilóide, que se
  • 19. 19encontrada em grande quantidade formará fibras amilóides, gerando placassenis (LUCATELLI; et al., 2009).Figura 3: Alteração das células do cérebro durante a doença de Alzheimer.Fonte: AHAF, 2012b. A figura 3 mostra a diferença entre os neurônios de uma pessoasaudável e uma pessoa com DA, e compara o cérebro de uma pessoa sadia,uma pessoa com Alzheimer leve e outra com Alzheimer severo (AHAF, 2012b). Os microtúbulos possuem em sua estrutura uma proteína denominadatau. Na doença de Alzheimer essa proteína é irregular provocando um colapsona estrutura dos microtúbulos, que possuem a função de transporte de
  • 20. 20nutrientes e outras importantes substâncias através de uma célula nervosapara outra (AHAF, 2012b). Na figura 4 é apontado tanto neurônios normais, quanto neurôniosdoentes, caracterizados pela presença de placas amilóides e emaranhadosneurofibrilares, ambas as estruturas que ajudam a degradar as célulasnervosas (AHAF, 2012c).Figura 4: Neurônios normais e acometidos com Alzheimer.Fonte: AHAF, 2012c. Emaranhados neurofibrilares consistem em filamentos insolúveispresentes nos neurônios, compostas principalmente do microtúbulo associadoà proteína tau (BERNHARD, 2012). Smith (1999), relata em um estudo que alterações encontradas nosindivíduos doentes também podem ser detectadas em idosos sadios, mas comuma intensidade menor e não conjuntamente.
  • 21. 211.5 Fatores de Risco Vários são os fatores de risco para a Doença de Alzheimer, tais como:idade avançada, sexo feminino, história familiar da doença, síndrome de Down,histórico de trauma na cabeça, doenças da tireóide, depressão e baixo grau deescolaridade (RODRÍGUEZ e HERNÁNDEZ, 2002). Mas os fatores que melhorsão estabelecidos para a doença é a idade avançada e a predisposiçãogenética, onde que, com o maior número de familiares de primeiro grau, maiora probabilidade de a pessoa ser afetada (BRASIL, 2010). Isso não significa que todas as pessoas que possuem uma idadeavançada, ou uma pessoa que tenha em sua família um ou mais membros deprimeiro grau portadores da doença vão vir a contrair a doença (VAS; et al.,2006). Atualmente, um fator de risco importante vem sendo identificado: apresença do genótipo de apolipoproteínaE, no início tardio e em casosesporádicos (RODRÍGUEZ e HERNÁNDEZ, 2002). A Apolipoproteína E é uma glicoproteína composta por 217 aminoácidos,sendo uma das principais proteínas do plasma e cérebro humano (OJOPI; etal., 2004). Segundo Souza e cols (2003): “A base genética para a demência é complexa. Para o AD de início precoce familial, há alguma evidência de mutações na proteína precursora de amilóide (APP-ß, cromossomo 21) e presenilina1 e 2 genes (cromossomos 14 e 1, respectivamente). Considerando-se o desenvolvimento da doença de Alzheimer esporádica e tardia, a polimorfismo da apolipoproteína E ( APOE ) gene (cromossomo 19), é o principal fator de risco em famílias com a doença, bem como na população em geral.” Alguns outros fatores também já foram relacionados com a doença,contudo nenhum foi comprovado, como: histórico de outros defeitos genéticosna família e crianças nascidas de mães idosas (VAS; et al., 2012). Ferreira e cols., (2008), através de uma revisão de estudos relataramque o alumínio (AL) é associado com o desenvolvimento da doença deAlzheimer, levando a alterações neurofisiológicas idênticas da DA.
  • 22. 22 “No estágio atual de conhecimento, é impossível prever quem vai ter a doença de Alzheimer. Ela pode atingir qualquer pessoa, independentemente de gênero, classe social, cultura, credo ou situação (VAS; et al., 2012).”1.6 Diagnóstico O diagnóstico da doença de Alzheimer é de exclusão. O clinícoinicialmente deve fazer uma avaliação de depressão e utilizar exames físicospara rastrear e excluir outras causas potenciais de demência. Em pacientescom perda de memória a avaliação é feita por meio de exames físicos eneurológicos (BRASIL, 2010). Normalmente os exames físicos para DA incluem testes de sangue eurina. Por exemplo, em um exame de sangue, o médico poderáavaliar a funçãoda tireóide, uma vez que é comum em idosos a insuficiência de produção dehormônios pela tireóide (hipotireoidismo). Outra causa comum de demência é adeficiência de vitamina B12, que também pode ser medida por meio de testessanguíneos. O eletroencefalograma (EEG) pode medir a atividade elétrica docérebro (AHAF, 2012d), enquanto o exame de RM (ressonância magnética)excluiu lesões que contribuem para o processo de demência, como infartocerebral e neoplasia (BRASIL, 2010). Diniz e Forlenza (2007), descrevem em um estudo a utilização debiomarcadores no líquido cefalorraquidiano (LCR)para o diagnóstico da DA. Empacientes com DA observaram a queda dos níveis da proteína beta-amilóide eelevação dos níveis de proteína Tau, sendo estas os biomarcadores no LCR,apresentando 17 vezes mais risco de adquirir DA do que pacientes que nãotiveram alterações nestas proteínas. Ferreira e Busatto (2011), relatam que métodos de neuroimagem temlevado ao melhor conhecimento da DA, não sendo apenas uma forma depesquisa e sim técnicas de avaliação para uma melhor precisão do diagnóstico,identificando, por exemplo, lesões cerebrais e a grande presença de proteínasβ-amilóides no cérebro.
  • 23. 23 Segundo BRASIL (2010): “O diagnóstico definitivo de DA só pode ser realizado por necropsia, com identificação do número apropriado de placas e enovelados em regiões específicas do cérebro, na presença de história clínica consistente com demência.“ É importante ter um diagnóstico precoce da doença de Alzheimer. Háargumentos importantes para que isso ocorra. Em primeiro lugar, pelo fato dosanticolinesterásicos serem mais eficazes no início da doença. Em segundolugar, pelo diagnóstico precoce pode haver a interpretação de outras doençasgraves. O terceiro argumento se refere ao poder de decisão do paciente sobreseu futuro, já que em muitos casos os familiares escondem o diagnóstico dopaciente para evitar a angústia (FUENTES e DONOSO, 2001). “O diagnóstico precoce é uma prioridade clínica destinada à prevenção e intervenções multidisciplinares com os instrumentos apropriados de medição para o contexto sociocultural (SANTOS; SOUGEY; ALCHIERI, 2009).” Cientistas estão pesquisando novas formas mais precisas dediagnosticar a doença de uma maneira mais barata e confiável. Exemplosdessas pesquisas são: mudanças que ocorrem no sangue e fluídoscefalorraquidianos, mudanças de personalidade e funcionamento cognitivoavaliado por meio de memória e recordação. Cientistas também estãodesenvolvendo sistemas de imagens que irão diagnosticar a DA antes deincidir algum sintoma (AHAF, 2012e). Areza-Fegyveres e cols (2007) relataram uma demência comcaracterísticas semelhantes à doença de Alzheimer, chamada demênciapugilística, deu-se este nome por ser diagnosticada em ex-pugilistas. O estudorelatou que o diagnóstico diferencial da DA foi muito difícil, sendo possívelapenas, pois alguns achados neuropatológicos foram típicos da demênciapugilística.
  • 24. 241.7 Tratamento É importante dizer que não há cura para a Doença de Alzheimer e nemum tratamento específico que ajude a melhorar o déficit cognitivo ocasionadopela DA. Todas as terapias irão no máximo estabilizar o caso do paciente(BRASIL, 2010). O tratamento da DA relaciona medicamentos, atividades estimulantes econselhos a familiares, sendo que as drogas possuem o objetivo de melhoraros defeitos cognitivos (DONOSO, 2003). De acordo com BRASIL (2010): “O tratamento da DA deve ser multidisciplinar, ou seja, utilizar os mais diversos tipos de terapia possível, que envolva todos ossinais e sintomas da doença e suas particularidades. O tratamento medicamentoso da Doença de Alzheimer tem por objetivo estabilizar a cognição, o comportamento e a prática das atividades rotineiras, com o mínimo de efeitos adversos possíveis.” O tratamento farmacológico específico mais utilizado ultimamente são osanticolinesterásicos (Rivastigmina, Donezepil, Galantamina e Tacrina) e a(Memantina), antiglutamatérgico (HERNÁNDEZ; et al., 2011). Os inibidores de acetilcolinesterase são recomendados para otratamento da DA leve e moderada, com exceção do Donepezil que em 2006foi aprovado também para sintomas graves da Doença de Alzheimer. AMemantina é recomendada para casos moderados e graves. Essesmedicamentos são aprovados pela FoodandDrugAdministration (FDA) EUA(AHAF, 2012e). Os efeitos adversos dos inibidores de acetilcolinesterase são: náuseas,vômitos, diarréia, bradicardia e tontura relacionados com a dose. Ahepatopatia, alcoolismo, doença ulcerosa péptica, doença pulmonar obstrutivacrônica ebradicardia, são contra indicações ao tratamento com estesmedicamentos (VENTURA et al., 2010). A Tacrina foi aprovada pela FDA em 1993. Ela impede a quebra deacetilcolina no cérebro. Pelos seus graves efeitos colaterais não é ativamentecomercializada, mais ainda está presente no mercado (AHAF, 2012e).
  • 25. 25 Após a recusa de prescrições da Tacrina, os médicos voltam aprescrever os anticolinesterásicos com o surgimento da segunda geração,ocasionando o crescente aumento de prescrições destas drogas(ALZHEIMERMED, 2012b).Figura 5: Estimativa do número de prescrições de anticolinesterásicos de segunda geração.Fonte: ALZHEIMERMED, 2012b. A Rivastigmina, Donepezil e a Galantamina possuem açãofarmacológicas diferentes, mais todas bloqueiam a enzima acetilcolinesterase,inibindo a quebra da molécula de acetilcolina. A Rivastigmina além daacetilcolinesterase também inibe a butilcolinesterase. Já a Galantamina, alémde inibir a acetilcolinesterase, também é agonista nicotínico (BRASIL, 2010). A Memantina foi o primeiro medicamento há ser aprovado pela FDA paratratar Alzheimer moderada e grave. Seu efeito protege as células nervosas docérebro contra grandes quantidades de glutamato (mensageiro químicoliberado em grande escala pelas células danificadas pela DA), não permitindo apassagem de cálcio para dentro da célula, assim inibindo a degeneraçãocelular (AHAF, 2012e). Segundo JUNIOR e cols (2004), os nomes comerciais dosanticolinesterásicos citados acima são: Cognex® (Tacrina), Aricept®
  • 26. 26(Donepezil), Exelon® (Rivastigmina), Reminyl® (Galantamina). BRASIL (2012),relata o nome comercial da memantina: Ebix®. Bottino (2012), relata que para ser aprovado pelo FDAamericano, osmedicamentos citados acima tiveram que passar por ensaios clínicosrandomizados, duplo-cego, controlados com placebo em um tempo de seismeses avaliando o caso clínico. Os IChEs (inibidores da acetilcolinesterase), são fármacos queapresentaram melhores efeitos que o placebo nos estudos realizados, noentanto apenas ajudam no controle da doença (ENGELHARDT et al., 2005). Viola e cols. (2011), citam a reabilitação cognitiva e neuropsicológicacomo coadjuvantes em tratamentos. A reabilitação cognitiva tem o objetivo demelhorar a função mental do paciente, enquanto a reabilitaçãoneuropsicológica tem como objetivo melhorar a qualidade de vida do paciente eseus familiares. Há uma grande variedade de terapias não farmacológicas para ossintomas da Doença de Alzheimer, como intervenções sensoriais,comportamentais, ambientais e exercícios físicos (HERNANDEZ; et al., 2011).Estudos mostram terapias específicas para determinados sintomas como,fisioterapia, fonoaudiologia, fisioterapia respiratória entre outras(ALZHEIMERMED, 2011c). Falcão e Bucher-Maluschke (2009), relataram que a musicoterapia e a“pet-terapia”, que é a terapia com animais de estimação pode levar abenefícios, reduzindo o sofrimento e melhorando a qualidade de vida dopaciente e da família. Estudos mostram que a atividade física é um tratamento eficiente para adepressão (sintoma da DA), além de ser acessível, recuperando a confiança eautoestima do paciente (VITAL; et al., 2010), além disso idosos praticantes deatividades físicas possuem menos distúrbios neuropsiquiátricos(NASCIMENTO; et al., 2012). Nitrini (2006) relata o esforço nas pesquisas de novos medicamentosque atuam sobre as placas amilóides e proteína tau, porém tal esforço aindanão refletiu na melhora do estado do paciente. É provável que futuramente aspesquisas alcancem um diagnóstico antecedente à doença de Alzheimer,permitindo assim um tratamento precoce.
  • 27. 271.8 Prevenção Atualmente não há prevenção para a doença de Alzheimer, maisestudos mostram que futuramente será possível retardar o progresso dadoença. Várias intervenções são tidas como capazes de prevenir a(DA), mais nenhuma realmente comprovada, tais como: dieta, exercícios,anti-inflamatórios não esteroidais (AINES’s) e reservas cognitivas (AHAF; 2012f). Estudos têm mostrado que a alimentação pode aumentar ou diminuir orisco de desenvolver a doença de Alzheimer. Um exemplo de alimentaçãosaudável é a dieta com grãos integrais, frutas, legumes e pobre em açúcar egordura, podendo trazer benefícios contra doenças crônicas. Um temperoextraído do açafrão, chamado curcumina vem sendo estudado e podeapresentar uma diminuição na quantidade de placas de beta-amilóideassociado com a doença de Alzheimer, um dos problemas apresentados é quepara o corpo humano é muito difícil à absorção da curcumina, dificultandoassim a passagem dela do sangue para o cérebro, sendo assim nãoapresentando nenhuma eficácia comprovada (AHAF; 2012f). Forlenza (2005), relatou que a terapia de reposição estrogênica comoforma de ação preventiva da DA, não surtiu efeito, ou teve eficácia com baseem seus estudos. O extrato de Ginkgobiloba exerce ação preventiva sobre aneurotoxicidade pelo beta-amilóide e também protege os tecidos nervososcontra lesões oxidativas. Entretanto não é possível afirmar ao certo esta açãopreventiva, estudos estão sendo avaliados para a confirmação desta. Uma relação feita sobre atividade física e o risco de desenvolverAlzheimer demonstrou que pessoas com uma idade em torno dos 65 anos quepraticam atividade física por 15 minutos, 3 vezes na semana, apresentaramuma diminuição considerável de 35 a 40%, dos risco de desenvolver a DA,apesar desses resultados, não foi comprovado que o exercício pode prevenir adoença, mesmo assim pacientes com Alzheimer já estão colocando em suarotina um cronograma de exercícios que ajuda a fazer a manutenção da força
  • 28. 28muscular, diminuição da fragilidade, e elevação do humor, melhorando aqualidade de vida do paciente (AHAF; 2012f). Segundo Inouye, Pedrazzani e Pavarini (2010): “Qualidade de vida é a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações. Esta definição inclui seis domínios principais: saúde física, estado psicológico, níveis de independência, relacionamento social, características ambientais e padrão espiritual.” Começamos a ter reservas cognitivas na infância, com nossos hábitosde leitura, durante a infância e adolescência temos um rápido crescimento dosistema nervoso central, qualquer atividade mental pode contribuir para formarligações vitais neurais, podendo durar uma vida, então fazer novas atividades,aprender novas habilidades, exercitar o cérebro da uma continuação naconstrução de novas conexões, reduzindo assim o risco da doença deAlzheimer (AHAF; 2012f). De acordo com pesquisadores os (AINEs) ibuprofeno e naproxeno nãoapresentaram nenhum benefício contra a doença de Alzheimer, mesmo assimcientistas continuam as pesquisas com antiinflamatórios para tentar diminuir odesenvolvimento da DA(AHAF; 2012f). Através do conhecimento atual sobre as intervenções levando em contaos fatores de risco envolvidos na DA, fica incapaz dirigir uma pessoa a umaforma de prevenção expressiva (ALMEIDA, 2005).1.9 Família e Cuidadores Os portadores da doença de Alzheimer precisam de ajudaconstantemente para realizar atividades rotineiras. Para a realização dedeterminadas tarefas o paciente precisará de um “cuidador”, onde na maioriadas vezes são filhos ou algum parente próximo da família(GARRIDO eALMEIDA, 1999). Eles possuem importantes funções, impondo decisões e
  • 29. 29incorporando atividades que passam de sua inteira responsabilidade(LUZARDO; et al., 2006). Porém devido às complicações das doenças degenerativas muitos doscuidadores passam a ser influenciado pelas alterações comportamentais ecognitivas do paciente(GARRIDO e ALMEIDA, 1999). Cerca de 30% doscuidadores entram em processo de depressão de acordo com a gravidade dadoença no paciente, assim quanto mais grave a doença do paciente maiselevada será a depressão do cuidador (PINTO; et al., 2009).À medida que a doença se instala o cuidador passa a adquirir sintomassemelhantes ao do paciente, como: raiva, tristeza, angústia, medoe culpadevido à sobrecarga excessiva de horas na companhia do paciente podendochegar até 13 horas diárias(MARTÍNEZ e PAZITKOVÁ, 2010). O convívio excessivo com o paciente geralmente causa certas limitaçõesaos cuidadores, impedindo a realização de tarefas trazendo consigo perdas dehabilidades, em consequência dessas limitações. As limitações dos pacientesnormalmente acontecem, quando o mesmo necessita da ajuda para arealização de atividades para sua sobrevivência. Com o avanço da doença ocuidador acaba perdendo um pouco da sua autonomia (GARRIDO e ALMEIDA,1999). Outro aspecto importante a ser debatido é o desgaste do cuidador queaumenta conforme a doença, necessitando o paciente cada vez mais decuidados, devido a esse aumento pode ocorrer desavenças entre familiaresque não conseguem se dividir nos afazeres (GARRIDO e ALMEIDA, 1999).
  • 30. 302. OBJETIVOS2.1 Objetivo geral Avaliar o perfil de pessoas com a Doença de Alzheimer na cidade deFernandópolis – SP.2.2 Objetivos específicosa) Estabelecer o perfil do paciente portador da doença;b) Avaliar os aspectos farmacoterápicos e/ou comportamento do portador dadoença;c) Relatar o nível de informação do cuidador junto ao paciente.
  • 31. 313. MÉTODOS3.1 Princípios metodológicos Aplicou-se uma pesquisa exploratória, ou seja, entrevistas padronizadasa partir de um questionário estruturado, com questões abertas e fechadas.3.2 Aplicação do instrumento de avaliação O presente trabalho foi realizado através de uma pesquisa feita nacidade de Fernandópolis-SP a qual foi visitada em dias úteis das 14h00min às17h00min, no período de agosto a setembro de 2012. De acordo com oconsentimento dos entrevistados, fez-se um levantamento de dados a partir deum questionário previamente estruturado.3.3 Locais de aplicações do questionário O questionário foi aplicado nas residências dos portadores da Doençade Alzheimere seus respectivos endereços foram levantados através doprontuário de diagnóstico e tratamento em mais respectivas unidades básicasde saúde, como segue:a) Unidade de Saúde da Família Dr. Paulo Sano, situada na rua Pastor AlcidesPereira de Souza, 174, CDHU Albino Mininelli.
  • 32. 32b) Estratégia de Saúde da Família André Malavazzi, - CECAP, situada na ruaE, 125, CECAP.c) Estratégia de Saúde da Família Dr. Antônio Milton Zambom – CAIC, situadana Rua Benedita Cruz, 747, Bernardo Pessuto.d) Estratégia de Saúde da Família WaltrudesBaraldi, situada na Avenida daSaudade, 1011, Jd. Planalto.e) Estratégia de Saúde da Família Dr. Alexandre Zilenovski, situada na AvenidaCarlos Barozi, 515, Brasilândia.f) Estratégia de Saúde da Família Américo Possari, situada na Rua RubensPadilha Meato, 926, Jd. Paraíso.g) Unidade Básica da Saúde Antônio Santilio, situada na Avenida Paulino M.Duran, 319, COHAB Antônio Brandini.h) Estratégia de Saúde da Família Heitor Maldonado, situada na Rua DasAraras, 106, Araguaia.3.4 Critérios de inclusão Foram incluídos na amostra, pacientes portadores da Doença deAlzheimer do sexo masculino e feminino, de diversas classes socioeconômicasque utilizam ou não medicamentos para o tratamento.3.5 Critérios de exclusão Foram excluídos todos os usuários que não concordaram em assinar oTermo de Consentimento Livre e Esclarecido.
  • 33. 333.6 O instrumento da pesquisa O instrumento foi criado utilizando uma linguagem informal para facilitaro entendimento dos entrevistados e foi composto dos seguintes subgrupos deinformação: Informações sobre o paciente e cuidadorQual a idade do paciente?Qual o sexo do paciente? ( ) Homem ( ) Mulher.Qual o grau de escolaridade do paciente? ( ) Analfabeto; ( ) Ensino médio; ( ) Ensino fundamental; ( ) Nível superior.À quanto tempo descobriu a doença?Há alguma pessoa que cuida do paciente? ( ) Sim; ( )Não.Se SIM quem é o cuidador? ( ) Empregada ( ) Marido ou Esposa ( ) Filho(a) ( )Outros_____________O cuidador apresenta ou apresentou alguma doença no período?( ) Sim; ( )Não.Se SIM, quais?Houve melhora na vida do paciente com o tratamento? Informações sobre a doençaÀ quanto tempo descobriu a doença?Quais os sintomas apresentados pelo paciente?Outra pessoa da família tem ou teve a doença de Alzheimer?( )sim; ( ) não.
  • 34. 34Após o inicio da Doença de Alzheimer, apresentou outro tipo de doença?( )sim; ( )não.Se SIM, quais? Informações sobre a terapiaQuais medicamentos são utilizados?a) O paciente faz uso de outro tipo de terapia além da medicamentosa?( ) sim; ( ) não.b) Se SIM, quais?( ) Fisioterapia respiratória; ( ) Fonoaudiologia;( ) Visitas; ( ) Exercício e movimento ( ) Outros _______________Você tem Problemas em adquirir os medicamentos que necessita?( ) sim; ( ) não. B) Se sim, por que (motivo)? ( ) Financeiro; ( ) Não tem na rede pública; ( ) Outros ________________________. C) Quais medicamentos?A) Geralmente onde você adquire medicamentos?( ) rede publica; ( )drogaria. Hábitos do pacienteO paciente pratica alguma atividade física? ( ) Sim; ( )Não; ( ) Impossibilitado.O paciente tem dificuldade de fazer as atividades rotineiras? ( ) Sim; ( )Não.Durante sua vida o paciente mantinha hábitos intelectuais, como:( )Leitura; ( )Palavras cruzadas; ( )Outros______________
  • 35. 354. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram realizadas 40 entrevistas durante 1 mês (setembro de 2012), emvárias unidades básicas de saúde da cidade de Fernandópolis de formasimultânea para evitar interferências de sazonalidade entre os setorespesquisados.4.1 Faixa etária dos entrevistadosFigura 6 – Distribuição percentual da faixa etária dos entrevistados, Fernandópolis – SP, 2012(n=40). Verificou-se que embora na sociedade tenha alguns casos da doençaem pessoas de 50 anos (VARELLA, 2012), neste estudo não foi relatadonenhum paciente portador da DA com esta idade. Em comparação com oestudo de BANBATO e NASCIMENTO (2007), o número de pessoas com adoença aumenta gradualmente de cinco em cinco anos o que não foidemonstrado em pacientes na faixa etária de 80 a 84 anos, sendo o maiornúmero de paciente com a doença com idade entre 85 e 89 anos.
  • 36. 364.2 GêneroFigura 7 - Percentual da doença em relação ao gênero do portador da doença deAlzheimer,Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Examinou-se que a grande maioria das pessoas com a doença deAlzheimer relatado neste estudo foram mulheres, resultado que era oesperado, apontando um risco maior do gênero feminino na doença, não sendocomprovado se pelo próprio gênero ou pelo fato de mulheres viverem mais doque os homens (ALZHEIMERMED, 2012a).
  • 37. 374.3 Grau de escolaridadeFigura 8 – Nível de escolaridade dos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012(n=40). O grau de escolaridade é um fator envolvido no aumento do risco de secontrair a doença de Alzheimer. Quanto maior o nível de escolaridade menor orisco de ter a doença no futuro (RODRÍGUEZ e HERNÁNDEZ, 2002). A figura 8 mostra que os analfabetos são maioria dentre os portadoresda doença de Alzheimer (42,50%), enquanto o número decresse a medida queaumenta a escolaridade.
  • 38. 384.4 Tempo da doençaFigura 9 – Percentual do tempo da doença em relação aos portadores da doença de Alzheimer,Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Segundo a Organização Mundial da Saúde (2012a), o paciente portadorda doença de Alzheimer pode sobreviver de 15 a 20 anos após o começo dadoença. Analisando a figura 9, nota-se que a grande maioria dos pacientespossuem a doença no período de 1 a 5 anos (55%), seguido de 37,50% depacientes que possuem a doença de 6 a 10 anos, totalizando 92,50% doscasos pesquisados nesta amostra. Apenas 2,50% dos pacientes atendem asexpectativas e sobrevivem após 15 anos da doença.
  • 39. 394.5 Possui cuidador?Figura 10 – Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que possuem cuidadores,Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Os portadores da doença de Alzheimer necessitam de ajudaconstantemente para realizar todas ou a maioria de suas atividades, possuindoimportantes funções, impondo decisões e incorporando atividades que passamde sua inteira responsabilidade (LUZARDO; et al., 2006), e caso não haja esseacompanhamento por um cuidador, o paciente ficaria impossibilitado de realizartais funções como: locomoção, cuidados de higiene básica e alimentação porexemplo (INOUYE, 2008). Os dados apresentados na figura 10, corraboram com as pesquisas,onde todos os pacientes portadores de DA possuem um acompanhamento noseu dia a dia.
  • 40. 404.6 Quem é o cuidadorFigura 11 – Percentual das pessoas relacionadas aos cuidados dos portadores da doença deAlzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Os dados apresentados na figura 11 mostra-se que 52,50% doscuidadores dos pacientes são seus filhos, dados que apresentam similaridadecom GARRIDO e ALMEIDA, (1999), que diz que a maioria dos cuidadores sãofilhos ou algum parente próximo a família.
  • 41. 414.7 Cuidador apresentou alguma doença?Figura 12 – Percentual de presença de doença em cuidadores dos portadores da doença deAlzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Devido ao convívio excessivo com o portador da doença, os cuidadoressão influenciados pelas alterações cognitivas dos pacientes, muitas vezesocasionando um processo de depressão (PINTO; et al., 2009). O grandecontato com o paciente leva ao cuidador adquirir sintomas parecidos com os doportador da doença de Alzheimer (MARTÍNEZ e PAZITKOVÁ, 2010). A figura 12 mostra que 22,50% dos cuidadores apresentaram algumadoença relacionada ao convívio com o paciente, sendo que a grande maioriadas doenças adquiridas foram relacionadas com a depressão. Essas doençasrelacionadas ao convívio excessivo e a depressão também foramdiagnosticadas no estudo de Cruz e Hamdan(2008).
  • 42. 424.8 Atividade físicaFigura 13 – Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que praticam atividades físicas,Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). De acordo com Vital e cols. (2010), a atividade física é um tratamentoacessível e eficiente para combater a depressão, um sintoma muito presenteem pacientes com a doença de Alzheimer. No entanto a figura 13 relata queapenas 7,50% dos pacientes praticam alguma atividade física, sendo que62,50% dos pacientes portadores da DA estão possibilitados, porém nãopraticam, enquanto 30% estão impossibilitados.
  • 43. 434.9 Dificuldade em fazer atividades rotineiras?Figura 14 – Percentual dos portadores da doença de Alzheimer que possuem dificuldades emdesenvolver atividades rotineiras, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). A dificuldade nas atividades rotineiras é um dos sintomas mais visíveisna doença, e parte desde o estágio inicial se tornando ainda mais claro nasfases mais graves da doença de Alzheimer (WHO, 2012a; b). O estudo mostra que 62,50% dos pacientes relatados na amostrapossuem esta dificuldade, o resultado sugere que este é um sinal claro paraque se tenha um possível diagnóstico da doença (WHO, 2012a). As atividadesmais encontradas foram: tomar banho, comer, escovar os dentes, vestir-se etc.
  • 44. 444.10 Doença na famíliaFigura 15 – Percentual de histórico familiar da doença de Alzheimer em relação aos portadoresda doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). O histórico familiar da doença, junto à idade avançada é o fator quemelhor é estabelecido para a doença de Alzheimer, não significando que todaspessoas que tenham predisposição genética, vão chegar a contrair a doença(BRASIL, 2010). O estudo mostra que apenas 35% dos pacientes da amostra(n=14) possuem casos da doença na família, significando que mesmo ohistórico familiar sendo um fator de risco estabelecido, o mesmo não abrange ametade dos casos estudados.
  • 45. 454.11 Prática de hábitos intelectuaisFigura 16 – Percentual da prática de hábitos intelectuais na vida dos portadores da doença deAlzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Estudos mostram que a prática de qualquer atividade mental contribuipara o aumento de nossas reservas cognitivas, embora seja sabido que não háuma prevenção para a doença de Alzheimer, outros mostram que exercitar océrebro contribui para a construção de novas conexões, reduzindo assim orisco de contrair a doença Alzheimer;(AHAF; 2012f). Neste estudo foi relatadoque 60% dos pacientes praticavam regularmente atividades intelectuais antesde ser diagnosticado a doença, assim demostrando que atividades queexercitam o cérebro não podem ser vistas como uma forma de prevençãodireta.
  • 46. 464.12 Outras terapiasFigura 17 - Distribuição percentual de terapias auxiliares utilizadas pelos portadores da doençade Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Uma grande variedade de terapias não farmacológicas é utilizada comouma tentativa de melhorar a qualidade de vida do paciente. Estudos mostramterapias específicas para determinados sintomas como, fisioterapia,fonoaudiologia, fisioterapia respiratória entre outras (ALZHEIMERMED, 2011).A figura 17relata que apenas 20% dos pacientes fazem o uso de terapia nãomedicamentosa, sendo: fisioterapia em 12,50% e fonoaudiologia em 7,50%dospacientes, enquanto 80% dos pacientes não fazem nenhum outro tipo deterapia.
  • 47. 474.13 Medicamentos utilizados para o tratamento da doença deAlzheimerFigura 18 – Distribuição percentual da utilização de medicamentos por portadores da doençade Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). A figura 18 apresenta que os portadores de Alzheimer (n=40), 37,50%utilizam rivastigmina, seguido de 17,50% do farmáco donepezil e 10% amemantina. Dados que corroboram com o estudo de Vega e Cols (2007), queem um (n=35) relataram 39,3% de uso de rivastigmina e 6% do farmácodonepezil. Também foramrelatados os pacientes que fazem o uso de doismedicamentos (10%), pacientes que nunca fizeram o uso dos mesmos(17,5%), e também aqueles que pararam a administração pelo fato de nãohaver mais uma ação do medicamento no caso avançado do paciente (5%).
  • 48. 484.14 Local onde adquire o medicamentoFigura 19 – Distribuição percentual dos locais onde são adquiridos os medicamentos utilizadospelos portadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Os inibidores de acetilcolinesterase e o antiglutamatérgico estãodisponíveis na rede pública (ABRAZ, 2012), local que é responsável por 70%do fornecimento destes medicamentos para os portadores da doença deAlzheimer pesquisados (figura 19). Os outros 30% que adquirem em drogariasrelataram que compram os medicamentos por falta do medicamento na redepública local.
  • 49. 494.15 Problemas para adquirir os medicamentosFigura 20 – Distribuição percentual de problemas encontrados para adquirir os medicamentosnecessários aos portadores de doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). A falta de medicamentos é um grande problema quando falamos emadquirir o medicamento na rede pública, sendo um importante pilar na políticafarmacêutica, o sistema de saúde pública é frágil e limitado, causando danos àpopulação (OPAS, 2009), porém nesta pesquisa 87,50% dos entrevistadosrelataram não possuir nenhum tipo de problema para adquirir os medicamentosespecíficos para a doença de Alzheimer, logo 12,50% disseram que muitasvezes os medicamentos faltam na rede pública, sendo obrigados a comprar ounão por falta de condições financeiras.
  • 50. 504.16 Melhora na vida do pacienteFigura 21 – Percentual da melhora na vida em portadores da doença de Alzheimer,Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). A doença de Alzheimer não possui cura. Os tratamentos são utilizadoscom o objetivo de estabilizar o estado do paciente (BRASIL, 2010). Na figura21 verificamos se houve ou não melhora na vida do paciente após o começo dotratamento farmacológico. Em metade dos pacientes, os cuidadores relataramque não houve melhora, mais sim um controle do estado do paciente. Já37,50% relataram uma melhora, seguido por 12,50% que disseram que ospacientes pioraram após o começo do tratamento farmacológico.
  • 51. 514.17 Outras patologias relatadasFigura 22 – Distribuição percentual de outros males relatados nos portadores da doença deAlzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). A patologia mais frequente é a pneumonia, pois com a evolução da DA,o sistema imunológico se enfraquece, possibilitando a perda de peso,aumentando a chance de contrair uma infecção na garganta e no pulmão(OLIVEIRA; et al., 2005). Na figura 22 foi relatado que 70% dos pacientes nãocontraíram outros males durante o período da doença de Alzheimer. Apatologia mais evidenciada foi à pneumonia com 17,50% dos pacientes,seguido por Acidente Vascular Encefálico (5%), parada respiratória (2,50%),anemia (2,50%) e Corpus de Lewi (2,50%).
  • 52. 524.18 Efeitos adversos dos medicamentosFigura 23 – Distribuição percentual de efeitos adversos ocasionados pelos medicamentos nosportadores da doença de Alzheimer, Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Alguns efeitos adversos são relacionados à administração dosmedicamentos para a doença de Alzheimer, como relatado no estudo deChaves e Ferreira (2008), estes são: bradicardia, tonturas, ansiedade,sonolência, perca de peso, problemas gastrointestinais, dor de cabeça etc. Afigura 23 relatou quatro efeitos adversos: Tontura (7,50%), perda de peso (5%),sonolência (2,50%) e ansiedade (2,50%). Logo foi relatado que a maioria dospacientes (82,50%) não teve efeitos adversos relacionados à doença deAlzheimer.
  • 53. 534.19 Fases da doençaFigura 24 – Distribuição percentual da fase da doença em portadores da doença de Alzheimer,Fernandópolis – SP, 2012 (n=40). Os pacientes relatados nesta pesquisa, foram enquadrados através dossintomas nas três fases da doença de Alzheimer segundo a WHO (2012), sãoelas a fase inicial, intermediária e tardia. Na fase inicial os sinais e sintomasmais relacionados são o esquecimento, a perda de controle do tempo, perda depeso e o paciente se perde em lugares familiares, na fase intermediária ossintomas mais claros são: esquecimento dos acontecimentos recentes, nomesdas pessoas, se perde na própria casa, tem uma crescente dificuldade nacomunicação, necessita de ajuda para cuidados pessoais, mudanças decomportamento e questionamento repetitivo, já na fase tardia os sinais esintomas mais relacionados são: inconsciência do tempo e do lugar, dificuldadeem reconhecer familiares e amigos, necessidade crescente de atendimento,dificuldade para andar e mudanças de comportamento podendo inclusive seragressivo (WHO, 2012a; b). A maioria dos pacientes (87,50%) está na fase intermediária da doençarelatando os seguintes sintomas: esquecimento de acontecimentos recentes,nomes das pessoas, dificuldade na comunicação, ajuda para cuidados
  • 54. 54pessoais, mudanças de comportamento e questionamento repetitivo. Em faseinicial foram relatados 5% dos pacientes apresentando sintomas como:esquecimento, perda de controle do tempo, perda de peso e o paciente seperdem em lugares familiares. Enquanto na fase tardia foram relatados 7,50%dos pacientes, relatando inconsciência de tempo e de lugar, dificuldade emreconhecerem familiares e amigos, necessidade crescente de atendimento,dificuldade para andar e mudanças de comportamento podendo inclusive seragressivo.
  • 55. 555. CONSIDERAÇÕES FINAIS Sintomas da Doença de Alzheimer foram relatados apenas em 1906pelo neurologista Alois Alzheimer, demonstrando o declínio progressivo doestado cognitivo da pessoa afetada, sendo possível diferenciar esta demênciada senilidade. Através do estudo do presente trabalho foi possível relatar o perfil dosportadores de Alzheimer, avaliar os aspectos farmacoterápeuticos ecomportamento do portador da doença e também relatar o nível de informaçãodo cuidador junto ao paciente,diagnosticando que a maioria são mulheres, afaixa etária mais comum foi de 85 a 89 anos de idade, relatando que jápossuíam a doença em torno de 1 a 5 anos, sendo a maior parte analfabeta epelos sinais e sintomas apresentados, em fase intermediária. Os dados apresentados mostram que todos os portadores da doença deAlzheimer são acompanhados por algum cuidador, tendo dificuldades ou nãode realizar as atividades do dia a dia, onde mais da metade dos cuidadores sãoseus filhos. Pelo convívio excessivo com o paciente, os cuidadores em umaminoria apresentaram patologias, onde a depressão foi a mais relatada. Ao avaliar os dados nota-se que a maioria dos portadores da doença deAlzheimer tem condições de realizar atividades físicas, porém um númeropequeno destes pacientes pratica algum exercício físico, que é acessível eeficiente contra a depressão. Analisando os dados verifica-se que tanto a prática de hábitosintelectuais quanto o histórico familiar da doença de Alzheimer são fatorespredisponentes, todavia neste estudo não foram expressivos. Os anticolinesterásicos e antiglutamatérgicos são as classes demedicamentos utilizados para tratamento da DA, sendo eles a rivastigmina,donepezil, galantamina e memantina.Estes medicamentos são adquiridosatravés de um processo no alto custo (rede pública), e quando estão em falta,os pacientes por necessidade se vêem obrigados a obtê-los mesmo nãopossuindo condições financeiras. A eficácia dessa terapia medicamentosa élimitada, pois não proporciona uma cura e sim um controle no quadro clínico do
  • 56. 56paciente, os efeitos adversos mais comuns apresentados por essesmedicamentos são: tontura e perda de peso. Analisando os dados o uso de outros tipos de terapias que visam amelhora da qualidade de vida do paciente é pouco utilizado, por falta deconhecimento por parte das pessoas ou até mesmo por um custo elevado. Com o progresso da DA o sistema imunológico do paciente seenfraquece, contribuindo para o aparecimento de outras patologias, nopresente estudo a pneumonia foi àúnica patologia significante relatada. De ante do exposto, cabe ressaltar que os números obtidos são dadosreferidos e que estão sujeitos a esquecimento, ligeireza e omissão nasrespostas. Em suma, a análise final desse trabalho traz à tona a necessidade deum melhor conhecimento da doença de Alzheimer, por medidas educativas napopulação, nos profissionais de saúde e pesquisadores, buscando encontraruma cura ou até um melhor controle desta enfermidade, pois através dapesquisa conseguimos analisar o quanto a qualidade de vida tanto dosportadores da DA, quanto das pessoas envolvidas são prejudicadas.
  • 57. 57REFERÊNCIASABREU, I. D., FORLENZA, O. V., BARROS, H. L. Demência de Alzheimer:correlação entre memória e autonomia. Revista de Psiquiatria Clínica, v. 32,n. 3, Maio/Junho de 2005.ALMEIDA, O. P. CanwepreventAlzheimersdisease?Jornal Brasileiro dePsiquiatria, v. 27, n. 4, 2005.ALZHEIMERMED. Estimativa do número de prescrições de inibidores deacetilcolinesterase em farmácias do Canadá, 2011b. Disponível em:<http://www.alzheimermed.com.br/tratamento/inibidores-da-acetilcolinesterase-parte-1>. Acesso em: 05 de Julho de 2012.ALZHEIMERMED. São os homens ou mulheres os mais afetados? 2011a.Disponível em: <http://www.alzheimermed.com.br/perguntas-e-respostas/sao-os-homens-ou-as-mulheres-os-mais-afetados>. Acesso em: 05 Julho de 2012.ALZHEIMERMED. Tratamento não farmacológico, 2011c. Disponível em: <http://www.alzheimermed.com.br/tratamento/tratamento-nao-farmacologico>.Acessoem: 20 de Outubro de 2012.AMERICAN HEALTH ASSISTANCE FOUNDATION.Brain With AlzheimersDisease, 2012a. Disponível em:<http://www.ahaf.org/alzheimers/about/understanding/brain-with-alzheimers.html>. Acessoem: 07 de Julho de 2012.AMERICAN HEALTH ASSISTANCE FOUNDATION. How the Brain and NerveCells Change During Alzheimer’s Disease, 2012b. Disponível em:<http://www.ahaf.org/alzheimers/about/understanding/brain-nerve-cells.html>.Acesso em: 07 de Julho de 2012.AMERICAN HEALTH ASSISTANCE FOUNDATION. Plaques andTangles,2012c. Disponível em:<http://www.ahaf.org/alzheimers/about/understanding/plaques-and-tangles.html>. Acessoem: 07 de Julho de 2012.AMERICAN HEALTH ASSISTANCE FOUNDATION. Diagnosis of Alzheimer’sDisease, 2012d. Disponível em:<http://www.ahaf.org/alzheimers/about/diagnosis.html>. Acessoem: 07 de Julhode 2012.AMERICAN HEALTH ASSISTANCE FOUNDATION. Alzheimers Treatments,2012e. Disponível em: <http://www.ahaf.org/alzheimers/treatment/common/>.Acesso em: 07 de Julho de 2012.AMERICAN HEALTH ASSISTANCE FOUNDATION.Alzheimers Risk Factorsand Prevention, 2012f. Disponível em:<http://www.ahaf.org/alzheimers/about/risk/>. Acesso em: 08 de Julho de 2012.
  • 58. 58AREZA-FEGYVERES, R., et al. Dementia Pugilistica with clinical features ofAlzheimers disease. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 65, n. 3b, Setembrode 2007.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALZHEIMER. Doença, 2012. Disponível em:http://www.abrazsp.org.br/doenca.html. Acesso em: 21 de Outubro de 2012.AZEVEDO, P. G., et al. Linguagem e memória na doença de Alzheimer emfase moderada, Outubro de 2009.BANBATO, E. F. C., NASCIMENTO, C. Função executiva em idosos: umestudo utilizando subtestes da Escala WAIS-III. Psico-USF, v. 12, n. 1, p. 65-73, Janeiro/Junho, 2007.BERNHARDI, R. V. Mecanismos neurobiológicos da doença de Alzheimer.Jornal chileno de neuropsiquiatria, v. 43, n. 2, Junho de 2012.BOTTINO, C. M. C. O tratamento de longo prazo está indicado para pacientescom doença de Alzheimer? Revista de Psiquiatria Clínica, v. 32, n. 6,Novembro/Dezembro de 2012.BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA). Lista de medicamentos de referência, 2012. Disponível em:<http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/c090d580474591ac999fdd3fbc4c6735/lista+06-07-2012+LISTA+DE+MED+REFER%C3%8ANCIA11_a.pdf?MOD=AJPERES>.Acesso em: 31 de Outubro de 2012.BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Portaria n° 491,de 23 de setembro de 2010. Dispõe sobre parâmetros da doença deAlzheimer no Brasil e de diretrizes nacionais para diagnóstico, tratamento eacompanhamento dos indivíduos com esta doença. Diário Oficial da União, p.2-7, 23 de Julho de 2012.CHAVES, M. B., FERREIRA, T. A. A. Terapia medicamentosa da doença deAlzheimer. Revista eletrônica de farmácia, v. 1, 2008.CRUZ, M. N., HAMDAN, A. C. O impacto da doença de Alzheimer no cuidador.Psicologia em Estudo, v. 13, n. 2, 2008.DIÁRIO DA SAÚDE. Imagem do Neurologista Alois Alzheimer, 2009.Disponível em:<http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=infeccoes-acelerar-perda-memoria-pacientes-alzheimer&id=4518>. Acesso em: 03 deJulho de 2012.DINIZ, D. S. O., FORLENZA, O. V. O uso de biomarcadores no líquidocefalorraquidiano no diagnóstico precoce da doença de Alzheimer. Revista dePsiquiatria Clínica, v. 34, n. 3, 2007.DONOSO, A. La enfermedad de Alzheimer. Jornal chileno deneuropsiquiatria, v. 41, supl. 2, Novembro de 2003.
  • 59. 59ENGELHARDT, E. et al. Tratamento da doença de alzheimer: recomendaçõese sugestões do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e doEnvelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 63, n.4, Dezembro de 2005.FERREIRA, P. C., et al. Aluminum as a risk factor for Alzheimers disease.Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 16, n. 1, Jan/Fev 2008.FERREIRA, L. K., BUSATTO, G. F. Neuroimaging in Alzheimers disease:current role in clinical practice and potential future applications. Clínicas, v. 66,supl. 1, 2011.FALCÃO, D. V. S., BUCHER-MALUSCHKE, J. S. N. F. Cuidar de familiaresidosos com a doença de alzheimer: uma reflexão sobre aspectos psicossociais.Psicologia em Estudo, v. 14, n. 4, Outubro/Dezembro 2009.FORENZA, O. V. Tratamento farmacológico da doença de Alzheimer. Revistade Psiquiatria Clínica, v. 32, n.3, Maio /Junho de 2005.FUENTES, P., DONOSO, A. Diagnóstico precoz de la enfermedad deAlzheimer. Revista chilena de neuro-psiquiatría, v. 39, n. 4, Outubro 2011.GARRIDO, R., ALMEIDA, O. P. Distúrbios de comportamento em pacientescom demência. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 57, n. 2B, 1999.GUIMARÃES, H. C., et al. Neurobiology of apathy in Alzheimers disease.Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 66, n. 2b, Junho de 2008.HERNANDEZ, S. S. S., et al. Atividade física e sintomas neuropsiuiátricos empacientes com demência de Alzheimer. Revista de Educação Física, v. 17, n.3, Julho/Setembro 2011.INOUYE, K. Educação, Qualidade de vida e doença de Alzheimer: Visões deidosos e seus familiares. Programa de pós-graduação em educaçãoespecial UFSCAR, 2008. Disponível em:<http://www.bdtd.ufscar.br/htdocs/tedeSimplificado/tde_arquivos/9/TDE-2009-07-07T133534Z-2161/Publico/2179.pdf>. Acesso em: 28 de Outubro de 2012.INOUYE, K., PEDRAZZANI, E. S., PAVARINI, S. C. I. Influência da doença deAlzheimer na percepção de qualidade de vida do idoso. Revista da Escola deEnfermagem da USP, v. 44, n. 4, Dezembro de 2010.JUNIOR, C. V., et al. Produtos naturais como candidatos a fármacos úteis notratamento do Mal de Alzheimer. Química Nova, v. 27, n. 4, Julho/Agosto de2004.LUCATELLI, J. F., et al. Influência genética sobre a doença de Alzheimer deinício precoce. Revista de Psiquiatria Clínica, v. 36, n. 1, 2009.LUZARDO, A. R., et al. Características de idosos com doença de Alzheimer eseus cuidadores: uma série de casos em um serviço de neurogeriatria, 2006.
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  • 62. 62APÊNDICE A Fundação Educacional de Fernandópolis F.E.F. Faculdades Integradas de Fernandópolis – FIFE TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 1- Registro explicativo da pesquisa Titulo da pesquisa:“Perfil de portadores da doença de Alzheimer de comunidades da cidade de Fernandópolis - SP” Orientador da pesquisa:PROF. MS.REGES EVANDRO TERUEL BARRETO Autores da pesquisa: FÁBIO TAVARES DE AGUIAR MARCUS VINICIUS DE OLIVEIRA SOUSA MATHEUS AZAMBUJA OLIVEIRA RUANITO DELFINO DA SILVA FREITAS 2- Informações aos Sujeitos da Pesquisa O(a) Sr.(a) está sendo convidado(a) à participar da nossa pesquisa. Responderáperguntas sobre: seu perfil, qualidade de vida e medicamentos utilizados. Se o(a) Sr.(a) concordar em participar do nosso trabalho, nós lhe faremosalgumas perguntas que serão registradas por escrito. Concordado em participar desta pesquisa o(a) Sr.(a) não terá benefício direto, noentanto, os resultados podem servir para que outros profissionais conheçam o perfil depaciente com a Doença de Alzheimer na comunidade de Fernandópolis. O(a) Sr.(a) tem todo o direito de não aceitar participar desta pesquisa, e no casoda participação poderá deixar de participar a qualquer momento, sem prejuízo algum.Tem o direito de receber respostas a qualquer duvida relacionada com a pesquisa, e odireito de não ser identificada tendo sua privacidade preservada. 3- Identificação e Consentimento do Sujeito ou Responsável LegalNome:____________________________________________________________Endereço:__________________________________________________________Telefone: ( )________________________________________________________Após ter recebido as informações sobre esta pesquisa, declaro que entendi o queme foi explicado e concordo em participar da mesma tendo garantidos os direitosrelacionados acima, conforme a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde: Fernandópolis, _________ de____________________de 2012. _________________________________________________________ Assinatura do sujeito da pesquisa ________________________________________________________________ Assinatura do orientador ou pesquisador responsável
  • 63. 63 APÊNDICE B Fernandópolis, 09 de Agosto de 2012 Caro(a) sr(a), Vimos, por meio desta, apresentar o projeto “Perfil, Qualidade de Vida e Uso de Medicamentos por Pacientes com Doença de Alzheimer na Comunidade de Fernandópolis.”, que está sendo desenvolvido por alunos do curso de Farmácia, da Fundação Educacional de Fernandópolis, como requisito para o Trabalho de conclusão do Curso de Farmácia. O trabalho tem como objetivo tanto avaliar a qualidade de vida de pacientes portadores da Doença de Alzheimer, quanto orientar possíveis estratégias para sua melhora, tendo em vista o uso de medicamentos e outras terapias. Certos que podemos contar com sua valiosa colaboração, colocamo-nos a disposição para maiores esclarecimentos. Atenciosamente, ____________________________ __________________________ Fábio Tavares Aguiar Marcus Vinicius de Oliveira SousaAluno de graduação do 8° período de Farmácia Aluno de graduação do 8° período de Farmácia Fundação Educacional de Fernandópolis Fundação Educacional de Fernandópolis _____________________________ _____________________________ Matheus Azambuja Oliveira Ruanito Delfino da Silva FreitasAluno de graduação do 8° período de Farmácia Aluno de graduação do 8° período de Farmácia Fundação Educacional de Fernandópolis Fundação Educacional de Fernandópolis ___________________________ Prof. Me. Reges Evandro Teruel Barreto Orientador Fundação Educacional de Fernandópolis
  • 64. 64

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