FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS        FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS                 ALINE LOPES DA SILVA  ...
ALINE LOPES DA SILVA                 MARCELLA REIS SILVALEVANTAMENTO DAS PARASITOSES INTESTINAIS ANALISADOS NO LABORATÓRIO...
FOLHA DE APROVAÇÃOALINE LOPES DA SILVAMARCELLA REIS SILVALEVANTAMENTO DAS PARASITOSES INTESTINAIS ANALISADOS NOLABORATÓRIO...
                Dedicamos este trabalho primeiramente a Deus,                      pela força nos momentos de dificuldades...
Agradecemos em primeiro lugar a Deus, que é nosso refúgio e inspiração, a quem  recorremos sempre que necessário, e buscam...
“Andei, por caminhos difíceis eu sei. Mas olhando o chão sob meus pés,vejo a vida correr. E assim, cada passo que eu der, ...
RESUMO   LEVANTAMENTO DAS PARASITOSES INTESTINAIS ANALISADOS NOLABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DA FEF NO PERÍODO DE JANEI...
ABSTRACTLifting of intestinal parasites analyzed in the Laboratory of Clinical Analysis of FEF                            ...
LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 a – Cisto de Giardia lamblia sem coloração ...............................................18F...
LISTA DE TABELASTabela 1 – Distribuição das amostras analisadas .....................................................30Tab...
LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1 – Distribuição das amostras analisadas ...................................................30Grá...
LISTA DE ABREVIATURASLAC – FEF - Laboratório de Analises Clínicas da Fundação Educacional deFernandópolisOMS – Organização...
SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................
13   1. INTRODUÇÃO     As enfermidades parasitárias são apontadas como indicadores de desenvolvimentosocioeconômico de um ...
14   1.1 Parasitoses Intestinais     As infecções parasitárias intestinais representam um problema de saúde públicamundial...
15aprendizado, devido às infecções parasitárias intestinais, constituem importantesproblemas sanitários e sociais (OMS, 19...
16países desenvolvidos, por outro lado, o nível socioeconômico e a educação sanitária nãoasseguram proteção (LUDWING et al...
17   2. DESENVOLVIMENTO      2.1 Revisão de Literatura     A parasitologia, como estudo dos organismos que vivem em íntima...
18      Apresenta-se sob duas formas: a trofozoítica (forma não infectante) e a formacística (forma infectante), que é res...
19                        Figura 2: Ciclo biológico da Giardia lamblia        Fonte: http://www.cdc.gov/ncidod/dpd/parasit...
20o indivíduo infectado pode continuar eliminando cistos nas fezes por um período de atéseis meses (GASPARINI, 2005).     ...
21formam os cistos, que são evacuados através das fezes. Dentro do cisto o parasito realizadivisão binária formando de sei...
22   2.1.3 Endolimax nana     A Endolimax nana é o agente causador da Amebíase Comensal (não patogênica).Possui forma císt...
23   2.1.4 Strongyloides stercoralis     O Strongyloides stercoralis é um nematódeo de distribuição mundial, especialmente...
2440 ovos por dia, é ovovivípara, pois elimina na mucosa intestinal o ovo já larvado; a larvarabditóide, que é frequenteme...
25profundidade é igual ao diâmetro do corpo. O intestino termina em ânus afastado daextremidade posterior. Apresentam prim...
26indivíduos infectados são assintomáticos e seguem um curso crônico e benigno. Entre osindivíduos sintomáticos, prevalece...
27                       Figura 6: Larva do Strongyloides stercoralis.                Fonte: http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/h...
28   2.1.5 Profilaxia e Tratamento das Parasitoses Intestinais     Giardia lamblia: Como medidas de controle deve-se enfat...
29   2.2 Materiais e Métodos     Este trabalho de cunho qualitativo foi realizado com levantamento bibliográfico detextos,...
30   2.3 Resultados e Discussões     Após a realização da pesquisa de dados no Laboratório de Análises clínicas da FEF,ana...
31     Durante a análise encontramos os seguintes parasitas:   Tabela 2: Distribuição dos parasitas encontrados.    Parasi...
32parasita. Ao observar a tabela 2 percebe-se que a população parasitada, apresentaram apresença de Entamoeba coli (42,86%...
33              Gráfico 3: Distribuição dos parasitas de acordo com o sexo.      Quanto à frequência de enteroparasitos ob...
34   25   20   15                                                                 Fem (até 13 anos)                       ...
35Tabela 5: Frequência dos parasitas de acordo com os meses.Meses                Frequência     Parasita                  ...
36   3. CONCLUSÃO   O presente trabalho permite concluir que entre 143 amostras de pacientesanalisadas, no LAC-FEF, 129 (9...
37   4. REFERÊNCIASAMATO, V. N. et al. Tratamento das parasitoses intestinais. 3. Ed. São Paulo ArtesMédicas, 1969.BRASIL,...
38Med. Trop., v. 32, n. 5: 547 – 555, set - out, 2009. Disponível                       em:http://www.scielo.br/scielo.php...
39RODRIGUES, L. D. Diagnóstico clínico e laboratorial das parasitoses intestinais. In:GUIMARÃES, R. X., GUERRA, C. C. C. -...
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Levantamento das parasitoses intestinais analisados no laboratório de análises clínicas da fef no período de janeiro a julho de 2011

8,332 views
8,045 views

Published on

Published in: Education
0 Comments
0 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

  • Be the first to like this

No Downloads
Views
Total views
8,332
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
3
Actions
Shares
0
Downloads
132
Comments
0
Likes
0
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Levantamento das parasitoses intestinais analisados no laboratório de análises clínicas da fef no período de janeiro a julho de 2011

  1. 1. FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE FERNANDÓPOLIS FACULDADES INTEGRADAS DE FERNANDÓPOLIS ALINE LOPES DA SILVA MARCELLA REIS SILVALEVANTAMENTO DAS PARASITOSES INTESTINAIS ANALISADOSNO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DA FEF NO PERÍODO DE JANEIRO A JULHO DE 2011 FERNANDÓPOLIS 2011
  2. 2. ALINE LOPES DA SILVA MARCELLA REIS SILVALEVANTAMENTO DAS PARASITOSES INTESTINAIS ANALISADOS NO LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DA FEF NO PERÍODO DE JANEIRO A JULHO DE 2011 Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Fundação Educacional de Fernandópolis, como requisito parcial para obtenção do titulo de Bacharel em Farmácia. Orientadora: Prof.ª Esp. Daiane Fernanda Pereira Mastrocola. FERNANDÓPOLIS 2011
  3. 3. FOLHA DE APROVAÇÃOALINE LOPES DA SILVAMARCELLA REIS SILVALEVANTAMENTO DAS PARASITOSES INTESTINAIS ANALISADOS NOLABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DA FEF NO PERÍODO DEJANEIRO A JULHO DE 2011 Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Fundação Educacional de Fernandópolis como requisito parcial para obtenção do titulo de Bacharel em Farmácia. Data de aprovação: 07/11 / 2011Examinadores:Professora: Esp. Daiane Fernanda Pereira MastrocolaCurso: BiomedicinaInstituição: Faculdades Integradas da Fundação Educacional de Fernandópolis.Professor: MS. Jeferson Leandro de PaivaCurso: FarmáciaInstituição: Faculdades Integradas da Fundação Educacional de Fernandópolis.Professora: MS. Vânia L. Lucatti Ferreira SatoCurso: FarmáciaInstituição: Faculdades Integradas da Fundação Educacional de Fernandópolis.
  4. 4.   Dedicamos este trabalho primeiramente a Deus, pela força nos momentos de dificuldades, pois é o nosso refúgio e fortaleza.Aos nossos pais e familiares, pelo carinho, amor e compreensão em todos os momentos desde a nossa existência. E aos nossos amigos que contribuíram na realização dessa formação.
  5. 5. Agradecemos em primeiro lugar a Deus, que é nosso refúgio e inspiração, a quem recorremos sempre que necessário, e buscamos força pra continuar a luta em busca do sucesso pessoal e profissional. A Ele que nos iluminou e nos possibilitou alcançar essa gloria da conquista do grau acadêmico. Pelo amor, discernimento e bênçãos dadas a nós. Obrigada Senhor! Aos nossos Pais, Graciano e Ana Valéria, Onismar e Sandra pela ajuda, carinho, atenção dispensados a nós, pela força que nos passam, amaneira pela qual nos conduziram até aqui, por possibilitarmo-nos adquirir maturidade e a essência para viver, viver de maneira honesta, digna e correta, por nos fazerem sorrir quando desejávamos chorar... Sem vocês essa conquista não teria o mesmo valor, o mesmo significado. A nossa orientadora, a professora Daiane Mastrocola pela compreensão, auxilio e tempo dispensados durante o período de orientação desse trabalho, pelas dicas e sugestões bibliográficas. Que não mede esforços para nos auxiliar e pelo exemplo que você nos dá de postura e profissionalismo. Especialmente aos professores Vânia Luiza Ferreira Lucatti Sato, Jeferson Leandro de Paiva e Anísio Storti pela atenção, carinho, dedicação e pelo exemplo que nos passa, pelo amor à docência e a forma que nos inspira pela profissão. Pela disposição, os conselhos e o enriquecimento intelectual e cognitivo que nos possibilitou durante esses anos de graduação. Aos nossos amigos que fazem parte de nossas vidas e juntamente conosco escrevem mais esse capítulo de nossa história; aos colegas; familiares; todos nossosprofessores do curso de graduação em Farmácia da FEF, que são brilhantes, experientes e nos fazem amar a profissão a cima de tudo com ética, respeito e virtude; funcionários da FEF e demais pessoas que contribuíram de forma direta ou mesmo indiretamente para a realização e concretização desse estudo acadêmico. E em especial aos pacientes do Laboratório de Analises Clínicas da FEF por serem peças fundamentais para o sucesso desse trabalho. A todos nosso carinho e Muito Obrigada...
  6. 6. “Andei, por caminhos difíceis eu sei. Mas olhando o chão sob meus pés,vejo a vida correr. E assim, cada passo que eu der, tentarei fazer o melhor que puder. Aprendi, não tanto quanto quis, mas vi que conhecendo o universo ao meu redor, aprendo a me conhecer melhor. E assim escutarei o tempo, que ensinará a tomar a decisão certa, em cada momento. E partirei, em busca de muitos ideais, sei que hoje se encontram o meu passado, presente e futuro.Hoje sinto em mim a emoção da despedida, hoje é um ponto de chegada e, ao mesmo tempo, ponto de partida...” (Fernando Sabino)
  7. 7. RESUMO LEVANTAMENTO DAS PARASITOSES INTESTINAIS ANALISADOS NOLABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS DA FEF NO PERÍODO DE JANEIRO A JULHO DE 2011As infecções parasitárias intestinais representam um problema de saúde públicamundial, e que não se difere em âmbito nacional. No Brasil elas apresentam maiorprevalência em populações de nível socioeconômico mais baixo e que vivem emcondições precárias de saneamento básico, resultando em altos índices demorbidade e mortalidade; frequentemente produzem déficits orgânicos, sendo umdos principais fatores debilitantes da população, e associando-se freqüentemente aquadros de diarréia crônica e desnutrição, comprometendo, como conseqüência, odesenvolvimento físico e intelectual da população. Apesar dos esforços no combateàs verminoses, as infecções intestinais por parasitoses ainda são excessivamentecomuns, e constituem um mal endêmico em nosso país. Por se tratar de umaproblemática de grande relevância e de incidência atual elaboramos um estudobibliográfico associado a uma pesquisa de campo com o propósito de aprofundarnossos conhecimentos e evidenciar os casos mais recorrentes de parasitosesencontradas em amostras analisadas no Laboratório de Analises Clinicas da FEF –“Fundação Educacional de Fernandópolis.” Foram analisados 143 examescoproparasitológicos, dos quais 14 (9,52%) deram resultados positivos para algumasenteroparasitoses, os agentes encontrados foram Giardia lamblia 03 (21,43%),Entamoeba coli 06 (42,86%), Endolimax nana 02 (14,28%) e Strongyloidesstercoralis 03 (21,43%). Com relação ao sexo, as parasitoses são frequentes emmesma quantidade entre homens e mulheres, porém a Entamoeba coli e Endolimaxnana é encontrada tanto em homens quanto em mulheres. Na faixa etária de 0 a 13anos, o parasita encontrado foi a Giardia lamblia, tanto para meninos quanto parameninas. Acima dos 13 anos, o parasita presente foi a Entamoeba coli, também emhomens e mulheres.Palavras - chave: Parasitoses, levantamento, enteropatias parasitárias, analises clínicas.
  8. 8. ABSTRACTLifting of intestinal parasites analyzed in the Laboratory of Clinical Analysis of FEF the period January to july 2011Intestinal parasitic infections represent a public health problem worldwide, and thatthere is no difference nationwide. In Brazil they have a higher prevalence inpopulations of lower socioeconomic status and living in poor sanitation, resulting inhigh morbidity and mortality, often organic produce deficits, and is a major debilitatingfactors of population, and associating often the pictures of chronic diarrhea andmalnutrition, compromising, as a consequence, the physical and intellectualdevelopment of the population. Despite efforts in the fight against worms, intestinalparasitic infections are still too common, and constitute an endemic evil in ourcountry. Because it is an issue of great importance and we make an actual incidenceassociated with a bibliographic field research in order to deepen our knowledge andhighlight the most recurrent cases of parasites found in samples analyzed in theClinical Laboratory of the FEF - "Fernandópolis Educational Foundation." 143examinations had been analyzed, of which 14 (9.52%) had given resulted positive forsome intestinal parasitism the joined agents had been Giardia lamblia 03 (21.43%),Entamoeba coli 06 (42.86%), Endolimax nana 02 (14.28%) and Strongyloidesstercoralis 03 (21.43%). With regard to gender, parasites are common in the sameamount of men and women, but Endolimax nana and Entamoeba coli is found in bothmen and women. In the age group 0 to 13 years, the parasite Giardia lamblia wasfound for both boys and girls. Above 13 years, the parasite Entamoeba coli waspresent also in men and women.Key - words: parasites, lifting, parasitic intestinal diseases, intestinal worms.
  9. 9. LISTA DE ILUSTRAÇÕESFigura 1 a – Cisto de Giardia lamblia sem coloração ...............................................18Figura 1 b – Cisto de Giardia lamblia com coloração de lugol..................................18Figura 2 – Ciclo biológico da Giardia lamblia ...........................................................19Figura 3 – Cisto da Entamoeba coli ..........................................................................21Figura 4 – Trofozoito da Entamoeba coli ..................................................................21Figura 5 – Cisto de Endolimax nana .........................................................................22Figura 6 – Larva do Strongyloides stercoralis ..........................................................27Figura 7 – Larva macho do Strongyloides stercoralis ...............................................27
  10. 10. LISTA DE TABELASTabela 1 – Distribuição das amostras analisadas .....................................................30Tabela 2 – Distribuição dos parasitas encontrados ..................................................31Tabela 3 – Distribuição dos parasitas de acordo com o sexo ...................................32Tabela 4 – Distribuição dos parasitas por faixa etária e sexo ...................................33Tabela 5 – Frequência dos parasitas de acordo com os meses ............,..................35
  11. 11. LISTA DE GRÁFICOSGráfico 1 – Distribuição das amostras analisadas ...................................................30Gráfico 2 – Distribuição dos parasitas encontrados .................................................32Gráfico 3 – Distribuição dos parasitas de acordo com o sexo .................................33Gráfico 4 – Distribuição dos parasitas por faixa etária e sexo..................................34Gráfico 5 – Frequência dos parasitas de acordo com os meses .............................35
  12. 12. LISTA DE ABREVIATURASLAC – FEF - Laboratório de Analises Clínicas da Fundação Educacional deFernandópolisOMS – Organização Mundial da SaúdeSIH – Sistema de Informação HospitalarFUNASA – Fundação Nacional de SaúdeSUS – Sistema Único de SaúdePI – Parasitoses Intestinaispm – Picometroµm – Micrometromm – MilímetroLCR – Líquido Cefalorraquidiano (líquor)SNC – Sistema Nervoso Central
  13. 13. SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................13 1.1 Parasitoses Intestinais.....................................................................................142. DESENVOLVIMENTO...........................................................................................17 2.1 Revisão de Literatura.......................................................................................17 2.1.1 Giardia lamblia .....................................................................................17 2.1.2 Entamoeba coli .....................................................................................20 2.1.3 Endolimax nana.....................................................................................22 2.1.4 Strongyloides stercoralis ......................................................................23 2.1.5 Profilaxia e Tratamento das Parasitoses Intestinais.............................28 2.2 Materiais e Métodos........................................................................................29 2.3 Resultados e Discussões................................................................................303. CONCLUSÃO........................................................................................................364. REFERÊNCIAS ....................................................................................................37
  14. 14. 13 1. INTRODUÇÃO As enfermidades parasitárias são apontadas como indicadores de desenvolvimentosocioeconômico de um país, e um frequente problema de saúde pública, afetandoindivíduos independentemente da idade, sexo, desencadeando além de problemasgastrintestinais, comprometimentos, dores e desconfortos gerais. Embora não sejammedidos esforços por parte dos órgãos de saúde mundial para controlar estasenfermidades, não tem ocorrido uma redução nestes índices, considerandoprincipalmente as famílias de baixa renda, cuja condição de vida precária, má higiene enutrição, contribuem ainda para a propagação das enfermidades parasitárias. As parasitoses intestinais são responsáveis pela diminuição da qualidade de vida dapopulação causando perdas econômicas, diminuição da produtividade, prejuízo da funçãode órgãos vitais, contribuindo para o aumento da desnutrição e outras formas depatologias clínicas. O panorama das infecções parasitárias não apresentou grandesmudanças nestes últimos 30 anos tendo-se registrado altos níveis de positividade. Devidoa essa problemática desenvolvemos esse estudo bibliográfico a fim de esclarecer ecompreender efetivamente essa temática de grande relevância e interesse para nossaformação acadêmica. O presente trabalho de revisão bibliográfica tem como objetivo a oferta deconhecimentos teóricos e cognitivos sobre parasitoses intestinais, preconizando odiagnóstico e a caracterização dos quadros epidemiológicos das mesmas. O presenteestudo caracterizou as parasitoses intestinais quanto ao respectivo diagnósticoparasitológico; uma vez diagnosticada e caracterizada, é de grande importância otratamento, controle e prevenção, através de atividades educacionais que visem àmudança de comportamento daqueles com resultados positivos. Além de promover essasmudanças comportamentais na população acreditamos que esse trabalho influenciará aconsciência crítica e sensibilizará os alunos para os problemas sociais, contribuindo assimpara uma formação mais holística, tornando-os agentes transformadores conscientes deseu papel na sociedade.
  15. 15. 14 1.1 Parasitoses Intestinais As infecções parasitárias intestinais representam um problema de saúde públicamundial de difícil solução e contribuem para problemas econômicos, sociais e médicos.No Brasil, elas também ainda constituem um sério problema, apresentando maiorprevalência em populações de nível socioeconômico mais baixo e condições precárias desaneamento básico, resultando em altos índices de morbidade e mortalidade;frequentemente produzem déficits orgânicos, sendo um dos principais fatores debilitantesda população, e associando-se frequentemente a quadros de diarréia crônica edesnutrição, comprometendo, como consequência, o desenvolvimento físico e intelectual,particularmente das faixas etárias mais jovens da população (LUDWIG et al, 2009). As parasitoses humanas, provocada por agentes específicos, denominadosparasitas. É uma doença frequente, de difícil controle dos órgãos públicos, que acomete oser humano de forma irrestrita. Ocorre em crianças e adultos, de ambos os sexos, emtodas as classes sociais, tanto na zona rural como nas cidades, sendo mais comum emáreas de baixo nível socioeconômico. A doença é transmitida por alimentoscontaminados, frutas e verduras mal lavadas, água contaminada, carnes cruas ou malcozidas, mãos sujas, objetos contaminados (chupetas, brinquedos, copos, pratos,talheres, etc.) (LUDWIG et al, 2009). A forma de contaminação humana mais comum é via oral-fecal, sendo transmitidaatravés de água e alimentos contaminados com ovos de parasitas. Em alguns casos,como a infecção por ancilostomídeos, a via de entrada do parasita é a própria pele,através de penetração direta (LUDWIG et al, 2009). A sintomatologia pode variar de leve a grave. Nos quadros leves, as manifestaçõespodem ser inespecíficas, como anorexia, irritabilidade, distúrbios do sono, vômitosocasionais, náuseas e diarréia. Quadros mais graves são comuns em pacientesdesnutridos e imunodeprimidos, devido há baixa imunidade e ao sistema de defesa estardeprimido. Em caso de urgência, quando as parasitoses atingem uma quadro clínico maisgrave e que afete a integridade da pessoa, inicia-se o tratamento com imunossupressor, edeve-se administrar concomitantemente antiparasitários (MELO, et al, 2004). Ainda que a mortalidade ocasionada pelas enteroparasitoses seja relativamentebaixa, observam-se, às vezes, complicações, que em muitos casos exigem atençãohospitalar. A má-absorção, a diarréia, a perda de sangue, a capacidade diminuída detrabalho, a reduzida taxa de crescimento, bem como as deficiências de cognição e de
  16. 16. 15aprendizado, devido às infecções parasitárias intestinais, constituem importantesproblemas sanitários e sociais (OMS, 1987). Três fatores principais estão intimamente relacionados com as infecçõesparasitárias: o parasito, o hospedeiro e o meio ambiente. O parasitismo é uma relaçãodireta e estreita entre dois organismos geralmente bem determinados: o hospedeiro e oparasita, vivendo o segundo á custa do primeiro. Os parasitas obtêm alimentos aexpensas de seu hospedeiro, consumindo os tecidos, humores e conteúdo intestinal,tendo então um relacionamento com base nutricional, que é essencialmente unilateral,sendo o hospedeiro indispensável ao parasita que, dele separado, morrerá por falta denutrição (AMATO et al., 1969; PESSOA et al.,1982). Parasitoses intestinais (PI) ou enteroparasitoses decorrem da presença de helmintos(macroparasitas) e/ou protozoários (microparasitas) no trato digestivo, comprometemcerca de 25% da população mundial (mais de dois bilhões de pessoas) e se distribuem deacordo com a região do globo e características das comunidades. Ocorrem em paísesdesenvolvidos, mas são mais frequentes nos em desenvolvimento (RODRIGUES, 2003). Apesar dos conhecimentos quanto ao tratamento e prevenção, a espécie humana éresponsável pela manutenção da cadeia de transmissão das parasitoses intestinais,perpetuando a contaminação fecal do solo e da água, que constitui o principal mecanismode disseminação dos parasitas. A invasão do hospedeiro ocorre através da pele (pelocontato direto com o solo contaminado) e/ou através da boca (pela ingestão de água oualimentos contaminados). A ausência ou insuficientes condições mínimas de saneamentobásico e inadequadas práticas de higiene pessoal e doméstica são os principaismecanismos de transmissão dos parasitas intestinais. Aproximadamente, um terço dapopulação das cidades e dos países subdesenvolvidos vive em condições ambientaispropícias à disseminação das infecções parasitárias. Embora apresentem baixas taxas demortalidade, as parasitoses intestinais ainda continuam representando um significativoproblema de saúde pública, haja vista o grande número de indivíduos afetados e as váriasalterações orgânicas que podem provocar, inclusive sobre o estado nutricional (PRADO,et al., 2001). Nos países em desenvolvimento, onde as parasitoses intestinais atingem índices deprevalência de 90%, a endemicidade está relacionada com a contaminação do meioambiente. Ocorrem principalmente sob condições sanitárias inadequadas, possibilitandotransmissão via oral-fecal, o que proporciona risco maior para a população infantil. Nos
  17. 17. 16países desenvolvidos, por outro lado, o nível socioeconômico e a educação sanitária nãoasseguram proteção (LUDWING et al, 2009). No Brasil, apesar das diferenças regionais, a contaminação do meio ambiente éintensa, elevada a prevalência das parasitoses intestinais e homogênea a distribuição e aassociação dos vários parasitas. No Brasil, 66% das crianças em idade escolar sãoparasitadas, sendo comum o multiparasitismo e associação de desnutrição e anemia. NaBahia, nas cédulas e moedas em circulação foram identificados ovos e cistos de parasitasde Entamoeba coli e Ascaris lumbricoides, entre outros agentes que causamenteroparasitoses (PRADO, et al., 2001). Essas doenças, muitas vezes, são subestimadas pelos profissionais de saúde,porém a morbidade a elas associada é significativa. Saneamento básico é consideradouma das melhores e mais eficazes soluções para a promoção da saúde no Brasil.Financeiramente, o investimento é relativamente baixo e o retorno é garantido. Dados daOrganização Mundial de Saúde (OMS) indicam que, em um período de dez anos, 4 reaissão economizados em cada 1 real aplicado em obras de saneamento. A rede pública desaúde também ganha com investimento neste tipo de obra. Dados do Sistema deInformações Hospitalares (SIH), do Sistema Único de Saúde (SUS), mostram que, naúltima década, cerca de 700 mil internações hospitalares ao ano foram causadas pordoenças relacionadas à falta ou inadequação de saneamento (FUNASA, 2004).
  18. 18. 17 2. DESENVOLVIMENTO 2.1 Revisão de Literatura A parasitologia, como estudo dos organismos que vivem em íntima e estreitadependência de outros seres vivos teve seu início no século XIX. Mas foi no século XXque seus progressos foram notáveis por incorporarem métodos e técnicas desenvolvidasem outras áreas, como o da microscopia óptica, da imunologia, da biologia molecular, daquimioterapia, da epidemiologia etc., chegando a conhecimentos profundos sobre asistemática, a estrutura e ultraestrutura, a fisiologia, a patologia e a ecologia da maioriados parasitos, chegando a indicar os meios pelos quais as doenças causadas porparasitos devem ser diagnosticadas, tratadas ou controladas em suas respectivas áreasendêmicas (REY, 1992). No entanto, este acúmulo de informações científicas não contribuiu muito pormudanças equivalentes nas situações das populações sujeitas ao risco de infecção porparasitos. Isto porque, se nos países desenvolvidos, a transmissão de muitas parasitosesfoi interrompida ou reduzida a níveis insignificantes, o mesmo não ocorreu nos países emdesenvolvimento, dentre eles, o Brasil (REY, 1992). Muitas são as doenças parasitárias que se configuram de forma endêmica no Brasil,ou seja, estão presentes constantemente em uma população ou em uma área geográfica(CARNEIRO; ANTUNES, 2004). 2.1.1 Giardia lamblia A Giardia lamblia é um parasita intestinal cosmopolita, destacando sua ocorrênciaem todas as classes sociais, caracterizando assim a não interferência do nívelsocioeconômico em sua prevalência (CIMERMAN, 1999). O parasito pode ser encontrado em todo o intestino delgado, tendo preferência peloduodeno, porém, a forma mais infectante desta moléstia é o cisto (FIGURA 1 e 2) quealém de ser muito resistente, pode sobreviver por até dois meses no meio externo.Destaca-se, principalmente, pela quantidade de cistos eliminados por dia, cerca de 300milhões a 14 bilhões (CIMERMAN, 1999).
  19. 19. 18 Apresenta-se sob duas formas: a trofozoítica (forma não infectante) e a formacística (forma infectante), que é responsável pela disseminação da doença. Localiza-seno intestino delgado. É uma parasitose intestinal de distribuição universal, afetando tantopaíses desenvolvidos como subdesenvolvidos. No Brasil, sua maior prevalência está nasregiões de clima temperado, como a região Sul. (CIMERMAN, 1999).Figura 1 a: Cisto da Giardia lamblia Figura 1 b: Cisto da Giardia lamblia comsem coloração coloração de lugol Fonte: http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/html/image_library.htm A transmissão ocorre principalmente pela água, ou pela contaminação de frutas everduras pelo cisto (FIGURA 3), existe também a possibilidade de se contaminar de formadireta através do contato entre as pessoas, muito comum em creches e asilos e pelaforma indireta através de artrópodes como moscas e baratas (CARNEIRO, 2004).
  20. 20. 19 Figura 2: Ciclo biológico da Giardia lamblia Fonte: http://www.cdc.gov/ncidod/dpd/parasites/giardialamblia/default.htm A Giardia lamblia apresenta duas formas evolutivas: o trofozoíto e o cisto. Otrofozoíto tem formato de pêra, com simetria bilateral e mede 20 µm de comprimento por10 µm de largura. A face dorsal é lisa e convexa, enquanto a face ventral é côncava,apresentando uma estrutura semelhante a uma ventosa. Abaixo do disco, ainda na parteventral, é observada a presença de uma ou duas formações paralelas, em forma devírgula, conhecidas como corpos medianos. O cisto é oval ou elipsóide, medindo cerca de12 µm de comprimento por 8 µm de largura. O cisto, quando corado, pode mostrar umadelicada membrana destacada do citoplasma. No seu interior encontram-se dois ouquatro núcleos, um número variável de fibrilas (axonemas de flagelos) e os corposescuros com forma de meia-lua e situados no pólo oposto aos núcleos (SOGAYAR eGUIMARÃES apud NEVES, 2006). Após um período de incubação, que varia de uma ou duas semanas, asmanifestações clínicas do paciente infectado vão depender dos fatores relacionados como parasito (cepa, número de cistos ingeridos), da resposta do hospedeiro (idade,exposição prévia, estado imune, nutrição, ph do suco gástrico) e da duração da infecção.De uma maneira geral pode-se classificar a giardíase em três manifestações clínicasprincipais: forma assintomática, forma aguda e diarréia crônica. A forma assintomática(portador assintomático) caracteriza-se por ser a mais encontrada em crianças e adultos e
  21. 21. 20o indivíduo infectado pode continuar eliminando cistos nas fezes por um período de atéseis meses (GASPARINI, 2005). Os mecanismos desencadeadores da diarréia e má absorção intestinal ainda nãoestão bem esclarecidos. Sabe-se que a Giardia lamblia coloniza o intestino delgadosuperior competindo com a mucosa intestinal na absorção de nutrientes e desconjugaçãodos sais biliares, interferindo com a absorção de gorduras e provocando lesão na mucosa,em especial nos pacientes imunodeprimidos (GASPARINI, 2005). A maioria dos pacientes tem queixas gastrointestinais inespecíficas. Sintomasrelatados em ordem decrescente de frequência incluem diarréia, fadiga, dor abdominal,distensão, flatulência, perda de peso, febre e vômitos (OBERHUBER, 1997;OSTERHOLM, 1981). O diagnóstico clínico é feito pela história de diarréia prolongada, sem muco, pus ousangue, com perda ponderal, intolerância à lactose e pela história epidemiológica(GASPARINI, 2005). O diagnóstico laboratorial é feito pela identificação de cistos ou trofozoítos no examedireto de fezes ou identificação de trofozoítos no fluído duodenal, obtido através deaspiração. A detecção de antígenos pode ser realizada pelo ELISA, como confirmaçãodiagnóstica. Em raras ocasiões, poderá ser realizada biópsia duodenal, com identificaçãode trofozoítos (BRASIL, 2006). 2.1.2 Entamoeba coli A Entamoeba coli é o agente causador da Amebíase Comensal (não patogênica).Possui forma cística e trofozoíta. Sua forma cística é caracterizada pelo formato circularque evidencia de seis a oito núcleos visíveis. A forma trofozoíta de todas as amebas(gênero Entamoeba sp) são de difícil diferenciação, pois todas são muito semelhantes.Elas são formadas por uma célula arredondada de bordas irregulares (emissão depseudópodes) e um núcleo grande com cromatina irregular, que pode estar centralizadoou periférico na célula. A transmissão se dá de maneira oral-fecal (NEVES, 2006). Seu ciclo biológico se dá através do homem que se infecta ao ingerir cistospresentes na água ou nos alimentos contaminados. Ocorre o desencistamento, liberandoos trofozoítos que reproduzem-se por divisão binária. Esses trofozoítos novamente
  22. 22. 21formam os cistos, que são evacuados através das fezes. Dentro do cisto o parasito realizadivisão binária formando de seis a oito novos indivíduos que desencistam quando chegamao intestino de um novo hospedeiro (PESSOA, 1982). O trofozoíto mede cerca de 20 a 50 micrometros (µm, 1 µm equivale a dez elevado amenos seis metros), citoplasma não é diferenciado em endo e ectoplasma; o núcleoapresenta a cromatina grosseira e irregular e o cariossoma grande e excêntrico. O cistoapresenta-se como uma pequena esfera medindo 15-20 µm, contendo até oito núcleos,com corpos cromatóides finos, semelhantes a feixes ou agulhas (SILVA e GOMES. apudNEVES, et al., 2006). É necessário grande cuidado quando se identifica esse organismo, porque ele não épatogênico e acarreta o tratamento desnecessário, se for confundido com Entamoebahistolytica (LEVENTHAL e CHEADLE, 2000). Figura 3: Cisto da Entamoeba coliDisponível em:http://www.ib.unicamp.br/dep_parasitologia/files/dep_parasitologia/PROTOZOARIOS.pdf Figura 4: Trofozoito da Entamoeba coli Disponível em:http://www.ib.unicamp.br/dep_parasitologia/files/dep_parasitologia/PROTOZOARIOS.pdf
  23. 23. 22 2.1.3 Endolimax nana A Endolimax nana é o agente causador da Amebíase Comensal (não patogênica).Possui forma cística e trofozoíta. Sua forma cística é bem pequena, chegando a quasemetade do tamanho das E. coli e E. histolytica. É caracterizada pelo formato circular ouoval que evidencia de 1 a 4 núcleos visíveis. Geralmente encontra-se maisfrequentemente as formas císticas do que as formas trofozoítas nas fezes. Seu ciclobiológico é igual ao da E. coli. A transmissão se dá de maneira oral-fecal. (NEVES, 2006). É a menor ameba que vive no homem. O trofozoíto mede 10-12 µm, com ocitoplasma claro, membrana nuclear fina e sem grãos de cromatina, cariossoma grande eirregular. O cisto mede 8 µm; é um oval, contendo quatro núcleos pequenos; às vezespodem ser vistos corpos cromatóides pequenos e ovóides (SILVA; GOMES, apudNEVES, 2006). São consideradas comensais não patogênicas. É importante, identificarcorretamente, para assegurar a terapia própria, e se for o caso evitar o tratamentodesnecessário, devido a erro no diagnóstico (LEVENTHAL e CHEADLE, 2000). Figura 5: Cistos da Endolimax nanaDisponível em:http://www.ib.unicamp.br/dep_parasitologia/files/dep_parasitologia/PROTOZOARIOS.pdf
  24. 24. 23 2.1.4 Strongyloides stercoralis O Strongyloides stercoralis é um nematódeo de distribuição mundial, especialmentenas regiões tropicais, onde o solo deve ser arenoso, poroso, rico em matéria orgânica,úmido e com ausência de luz direta e a temperatura deve variar de 25ºC a 30ºC(MACHADO, 1996). Existem várias formas de se contaminar, uma delas é a que possui maiorprevalência, se faz através da penetração ativa de larvas filarióides na pele. No homempode se dar ainda pela autoinfecção interna, onde as larvas rabditóides se transformamem filarióides penetrando na mucosa do intestino e completando o ciclo pulmonar e pelaautoinfecção externa, onde as larvas filarióides presentes na região anal penetramativamente na pele completando seu ciclo (PAULA, 1999). O equilíbrio entre o hospedeiro e o parasito parece ser predominantemente mantidopela imunidade celular, embora o mecanismo exato ainda seja duvidoso. A quebra desseequilíbrio faz com que uma infecção considerada “inocente” se torne uma infecção comrisco de vida (GASPARINI, 2005). Isso pode ser causado por doenças e drogas, apesar de 15% dos pacientes terem afunção imune intacta. Imunosupressão e uso de corticóides podem desencadearestrongiloidíase potencialmente fatal em pacientes previamente assintomáticos, mascronicamente infectados devido à autoinfecção maciça (FELDMAN et al, 2002;GASPARINI, 2005). Os aspectos morfológicos são divididos em seis formas evolutivas de S. stercoralis: Fêmea partenogenética parasita: Possui corpo cilíndrico com aspecto filiformelongo, extremidade anterior arredondada e posterior afilada. Mede de 1,7 a 2,5 mm decomprimento por 0,03 a 0,04 mm de largura. Apresenta cutícula fina e transparente,levemente estriada no sentido transversal em toda a extensão do corpo. Aparelhodigestivo simples com boca contendo três lábios; esôfago longo, ocupando 25% docomprimento do parasito, tipo filarióide ou filariforme, cilíndrico, que à altura do quintoanterior é circundado por um anel nervoso também denominado colar esofagiano; seguidopelo intestino simples, terminando em ânus, próximo da extremidade posterior. Oaparelho genital, com útero em disposição anfidelfa ou divergente, apresenta ovários,ovidutos e a vulva, localizada no terço posterior do corpo. Os ovos são alinhados emdiferentes estágios de desenvolvimento embrionário, no máximo até nove em cada ramouterino, o anterior e o posterior. Não há receptáculo seminal. A fêmea, que coloca de 30 a
  25. 25. 2440 ovos por dia, é ovovivípara, pois elimina na mucosa intestinal o ovo já larvado; a larvarabditóide, que é frequentemente libertada ainda no interior do hospedeiro, torna-se aforma evolutiva de fundamental importância no diagnóstico (COSTA-CRUZ apud NEVES,2006). Fêmea de vida livre ou Estercoral: Possui aspecto fusiforme, com extremidadeanterior arredondada e posterior afilada. Mede de 0,8 a 1,2 mm de comprimento por 0,05a 0,07 mm de largura. Apresenta cutícula fina e transparente, com finas estriações.Aparelho digestivo simples, com boca contendo três lábios; o esôfago, que é curto, temaspecto rabditóide, pois se apresenta dividido em três porções sendo uma anterior,cilíndrica e alongada (corpo), uma intermediária, estreitada (istmo), e uma posterior,globulosa (bulbo), o anel nervoso contorna a parte estreitada um pouco adiante do bulbo;o intestino é simples e de difícil observação devido a presença dos órgãos genitais;terminando em ânus. Aparelho genital é constituído de útero anfidelfo, contendo até 28ovos, ovários, ovidutos e a vulva situada próxima ao meio do corpo. Apresentareceptáculo seminal (COSTA-CRUZ apud NEVES, 2006). Macho de vida livre: Possui aspecto fusiforme, com extremidade anteriorarredondada e posterior recurvada ventralmente. Mede 0,7 mm de comprimento por 0,04mrn de largura. Boca com três lábios, esôfago tipo rabditóide, seguido de intestinoterminando em cloaca. Aparelho genital contendo testículos, vesícula seminal, canaldeferente e canal ejaculador, que se abre na cloaca. Apresenta dois pequenos espículos,auxiliares na cópula, que se deslocam sustentados por uma estrutura quitinizadadenominada gubemáculo (COSTA-CRUZ apud NEVES, 2006). Ovos: São elípticos, de parede fina e transparente, praticamente idênticos aos dosancilostomídeos. Os originários da fêmea parasita medem 0,05 mm de comprimento por0,03 mm de largura e os da fêmea de vida livre são maiores, medindo 0,07 mm decomprimento por 0,04 rnrn de largura. Excepcionalmente, os ovos podem ser observadosnas fezes de indivíduos com diarréia grave ou após utilização de laxantes (COSTA-CRUZapud NEVES, 2006). Larvas rabditóides: O esôfago, que é do tipo rabditóide, dá origem ao nome daslarvas. As originárias das fêmeas parasita são praticamente indistinguíveis das originadasdas fêmeas de vida livre. Apresentam cutícula fina e hialina. Medem 0,2 a 0,03 mm decomprimento por 0,015 mm de largura. Apresentam vestíbulo bucal curto, cujaprofundidade é sempre inferior ao diâmetro da larva, característica que a diferencia daslarvas rabditóides de ancilostomídeos em que o vestíbulo bucal é alongado e sua
  26. 26. 25profundidade é igual ao diâmetro do corpo. O intestino termina em ânus afastado daextremidade posterior. Apresentam primórdio genital nítido formado por um conjunto decélulas localizadas um pouco abaixo do meio do corpo. Essa característica tambémauxilia na diferenciação das larvas de ancilostomídeos que apresentam somente vestígiode primórdio genital. Terminam em cauda pontiaguda. Visualizada a fresco, as larvas semostram muito ágeis com movimentos ondulatórios. As larvas L1 ou L2 originadas dafêmea parasita atingem o meio externo, sendo encontradas de uma a 25 larvas por gramade fezes. Nas formas disseminadas são encontradas na bile, no escarro, na urina, noslíquidos duodenal, pleural e cefalorraquidiano (LCR) (COSTA-CRUZ apud NEVES, 2006). Larvas Filarióides: O esôfago, que é do tipo filarióide, dá origem ao nome das larvas.Este é longo, correspondendo a metade do comprimento da larva. Cutícula fina e hialina.Medem de 0,35 a 0,50 mm de comprimento por 0,01 a 0,031 nm de largura. Apresentavestíbulo bucal curto e intestino terminando em ânus, um pouco distante da extremidadeposterior. A porção anterior é ligeiramente afilada e a posterior afina-se gradualmenteterminando em duas pontas, conhecida com cauda entalhada, que a diferencia das larvasfilarióides de ancilostomídeos, que é pontiaguda. Esta é a forma infectante do parasito(L3) capaz, portanto, de penetrar pela pele ou pelas mucosas; além de serem vistas nomeio ambiente, também podem evoluir no interior do hospedeiro, ocasionando os casosde auto-infecção interna (COSTA-CRUZ apud NEVES, 2006). As larvas filariódes e rabditóides são diferenciadas pelo estágio evolutivo emorfologia. As larvas filariódes são de terceiro estágio, infectantes que não se alimentame tem bainha, esôfago longo e estreito. Enquanto as larvas rabditóides são de primeiroestágio, infectantes que se alimentam, tem esôfago com bulbo refringente (LEVENTHAL eCHEADLE, 2000). As patologias causadas pela estrongiloidíase se configuram em forma de lesõescutâneas, lesões pulmonares e lesões intestinais, além dos sintomas gerais comoanemia, emagrecimento, desidratação e irritabilidade nervosa. Cabe aqui ressaltar, aíntima relação deste helminto com as condições físicas do ambiente, pois por se tratar deum geo-helmintíase – (transmitido pelo solo) sua transmissão torna-se extremamenteinfectante, pois seu ciclo de vida livre lhe assegura a sobrevivência por um período quevaria de uma a três semanas (PAULA, 1999). Estrongiloidíase não-complicada compreende as formas cutânea, pulmonar eintestinal. É a mais frequente e caracteriza-se pela ausência de auto-infecção e peloenvolvimento de órgãos pertencentes ao ciclo biológico do parasito. 30% a 50% dos
  27. 27. 26indivíduos infectados são assintomáticos e seguem um curso crônico e benigno. Entre osindivíduos sintomáticos, prevalecem as manifestações gastrointestinais e pulmonares(GASPARINI, 2005). A maior parte dos pacientes com Strongyloides stercoralis não apresenta sintomasabdominais. Pacientes podem apresentar um rash urticariforme serpiginoso (que secaracteriza por alterações cutâneas com aparecimento súbito de manchas e pápulasavermelhadas, por todo o corpo, acompanhadas de prurido (coceira) intenso; essaslesões cutâneas curam-se em uma parte e se alastram por outra, parecendo que sedeslocam) causado pala rápida migração dérmica da larva filarióide, que geralmente seapresenta na região perianal. Um estudo de prisioneiros de guerra mostrou ser este rashde pele uma queixa mais comum do que os sintomas gastrointestinais (FELDMAN et al,2002; GILL, 1979). As manifestações digestivas são dor epigástrica, mimetizando um quadro de doençaulcerosa péptica, anorexia, náuseas, vômitos, prurido anal, diarréia líquida com mucoabundante e até quadro de má absorção e perda ponderal (FELDMAN et al, 2002). O pulmão, que pertence ao ciclo normal do parasito, é o órgão extra-intestinal maisfrequentemente envolvido na síndrome de hiperinfecção (45 a 48%). As manifestaçõespulmonares são tosse produtiva, dispnéia, hemoptise, broncoespasmo, broncopneumonia,pneumonia lobar, abscesso pulmonar e insuficiência respiratória aguda (GILL, 1979). A estrongiloidíase disseminada é frequente em pacientes severamenteimunodeprimidos, muitas vezes se complicando com infecções bacterianas ou fúngicas. Amaioria dessas infecções é causada por bactérias Gram-negativas entéricas, enterococose Candida sp. Tem alta letalidade, sendo a sepse a principal causa de óbito. Oacometimento inclui o SNC (meningite, crises convulsivas e abscesso cerebral), o fígado(icterícia e quadro de obstrução da árvore biliar, hepatite granulomatosa), rins, coração,peritônio, linfonodos abdominais, pâncreas, tireóide, paratireóide e próstata. Em certoscasos, o envolvimento do órgão só é conhecido na realização da necropsia (GASPARINI,2005).
  28. 28. 27 Figura 6: Larva do Strongyloides stercoralis. Fonte: http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/html/imagelibrary.htm Figura 7: Larva macho do Strongyloides stercoralis. Fonte: http://campeche.inf.furb.br/sias/parasita/fotos.htm A estrongiloidíase tem distribuição mundial heterogênea. Nos países desenvolvidos,a infecção prevalece em agricultores, hortigranjeiros e trabalhadores rurais, enquanto quenos países tropicais, a doença atinge principalmente crianças, pela frequentepermanência em solos contaminados (COSTA-CRUZ, 2004.) Se houver suspeita desse parasita e houver eosinofilia, deve-se realizar um examede fezes cuidadoso para pesquisa de larvas, que podem, no entanto, ser difíceis deencontrar. Existem também diversos tipos de exames sorológicos, mas sua sensibilidadeé variável, estando também sujeitos a reações cruzadas com outros parasitas. O métodoem placa de Agar parece ser o mais sensível para identificação de larvas (FLOCH et al,2007).
  29. 29. 28 2.1.5 Profilaxia e Tratamento das Parasitoses Intestinais Giardia lamblia: Como medidas de controle deve-se enfatizar a necessidade demedidas de higiene pessoal, educação sanitária como lavar as mãos após a utilização dobanheiro, ferver e filtrar a água potável e instalações sanitárias adequadas (BRASIL, M.S., 2006). O tratamento pode ser realizado com secnidazol, tinidazol, metronidazol,furazolidona, nimorazol, paromomicina, albendazol e nitazoxanida (GASPARINI, 2005). Entamoeba coli: Geralmente o tratamento é realizado com amebicidas, como oMetronidazol (Flagyl®). A profilaxia dessa parasitose é realizada com a melhoria decondições sanitárias; higiene dos alimentos e das mãos; consumo de água fervida oufiltrada; tratamento dos doentes (BRASIL, 2010). Endolimax nana: A profilaxia está em torno da educação sanitária, onde simplesmedidas podem pelo menos amenizar a contaminação. Outra forma seria estimular apopulação para fazer exames preventivos, com fins de identificar os casos assintomáticose tratá-los, evitando assim a transmissão dos parasitos (BRASIL, 2006). Strongyloides stercoralis: Como medida preventiva está a redução de infecçãocom tratamento sanitário adequado das fezes e o uso de calçados. Quimioterapia emmassa em comunidades com alta endemicidade é preconizada por alguns autores(BRASIL, M. S., 2006). O tratamento pode ser realizado com ivermectina, tiabendazol,cambendazol e albendazol (GASPARINI, 2005; BRASIL, 2006).
  30. 30. 29 2.2 Materiais e Métodos Este trabalho de cunho qualitativo foi realizado com levantamento bibliográfico detextos, livros, periódicos, artigos, busca digital nos sites BIREME, MEDLINE, LILACS eSCIELO e outros onde foram encontrados artigos com embasamento cientifico. A partirda leitura destas referências foram organizadas as informações pertinentes a parasitoses.Este estudo foi complementado com base nos registros de análises coproparasitológicasdo Laboratório de Análises Clínicas (LAC) das Faculdades Integradas da FundaçãoEducacional de Fernandópolis (FIFE/FEF), situado na Avenida Teotônio Vilela s/n, nacidade de Fernandópolis/SP. Ao todo encontramos o registro de 143 pacientes que foramsubmetidos a exames clínicos no período de janeiro a julho de 2011. A partir dessasreferências e dos dados realizamos esse estudo de caráter cognitivo e de cunhoacadêmico.
  31. 31. 30 2.3 Resultados e Discussões Após a realização da pesquisa de dados no Laboratório de Análises clínicas da FEF,analisamos o resultado do exame de 143 pacientes, destes 87 (60,9%) eram do sexofeminino e 56 (39,1%) do sexo masculino, as amostras são referentes de janeiro a julhode 2011. Destas amostras obtivemos um total de 14 (9,8%) amostras positivas paraalgum tipo de enteroparasitose. Conforme especificaremos mais adiante. A tabela e o gráfico esquematizam essa porcentagem:Tabela 1: Distribuição das amostras analisadas. Nº de amostras analisadas Amostras Negativas Amostras Positivas 143 129 14 100% 90,2% 9,8% A baixa taxa de positividade de parasitoses intestinais encontrada entre osexaminados no presente trabalho não elimina a necessidade de adoção de medidas decontrole e erradicação da transmissão. Gráfico 1: Distribuição das amostras analisadas.
  32. 32. 31 Durante a análise encontramos os seguintes parasitas: Tabela 2: Distribuição dos parasitas encontrados. Parasitas Frequência Porcentagem Giardia lamblia 3 21,43 % Entamoeba coli 6 42,86% Endolimax nana 2 14,28 % Strongyloides stercoralis 3 21,43 % Total 14 100% A Giardia lamblia apresentou 3 casos (21, 43%), sendo todos em crianças e comosabemos, ela é a causa mais comum de diarréia, por ser um parasito cosmopolita,relacionado com nível sócio-econômico, cultural e os hábitos de higiene pessoal o quefavorece aparecimento de parasitoses (NEVES et al.,2006). Apenas 2 casos (14,28%) deEndolimax nana, 6 casos (42,86%) para Entamoeba coli. Estes são protozoáriosenterocomensais, que são transmitidos por ingestão acidental de água e alimentoscontaminados com cistos provenientes de fezes humanas, sendo bons indicadoressanitários, porém não necessitam de tratamento medicamentoso (SATURNINO etal.,2003). A Giardia lamblia é encontrada em todo o mundo, mas parece incidir mais emregiões de clima temperado do que em zonas tropicais. Sua prevalência média era de7,2%, segundo inquéritos já antigos. Enquanto no Estado de São Paulo a taxa deprevalência entre escolares era de 20 a 25%, em Sergipe estava em torno de 5% e naBahia, de 2% apenas (REY, 1992). Ela é maior entre os grupos populacionais que apresentam condições precárias dehigiene e em instituições fechadas (creches, asilos, orfanatos etc.). Nos EUA (comprevalência média de 4%), aproximadamente 30 surtos epidêmicos, devido á água, foramregistrados entre 1942 e 1975, afetando dezenas de milhares de pessoas (REY, 1992). A presença do Strongiloydes stercoralis em 3 casos (21,43%), afirma a importânciados aspectos ambientais na prevalência de parasitas intestinais, pois este nematódeo secaracteriza pelo seu ciclo de vida livre, ou seja, é transmitido principalmente pelos solosfavoráveis. A incidência maior de positividade entre as parasitoses mais comuns foi as causadaspelo parasita E. coli, o que indica que as pessoas estão em maior contato com esse
  33. 33. 32parasita. Ao observar a tabela 2 percebe-se que a população parasitada, apresentaram apresença de Entamoeba coli (42,86%) e Endolimax nana (14,28%), que são indícios dapresença de amebas não patogênicas para o ser humano; porém estes números refletemas condições precárias sócio-sanitárias principalmente em relação à água e aos alimentosconsumidos, pois são estes os principais meios de se contaminar por estes protozoários. Gráfico 2: Distribuição dos parasitas encontrados. Já quando a distribuição dos casos positivos são agrupados e diferenciados pelosexo obtemos resultados semelhantes (E. coli e E. nana) e outros distintos (G. lamblia eS. stercoralis), porém há um equilíbrio se levarmos em consideração os resultados comoum todo. São sete casos positivos em cada sexo.Tabela 3: Distribuição dos parasitas de acordo com o sexo.Parasita Masculino FemininoGiardia lamblia 1 (7,14%) 2 (14,29%)Entamoeba coli 3 (21, 43%) 3 (21,43%)Endolimax nana 1 (7,14%) 1 (7,14%)Strongyloides stercoralis 2 ( 14,29%) 1 (7,14%)
  34. 34. 33 Gráfico 3: Distribuição dos parasitas de acordo com o sexo. Quanto à frequência de enteroparasitos observadas em diferentes faixas etáriasdurante o período de estudo (Tabela 4), constata-se, a partir do primeiro ano de vida, háum aumento progressivo na frequência de enteroparasitoses, sendo que na faixa de 0 a13 anos (no sexo feminino) obtém-se a frequência mais elevada (28,57%). Econtraditoriamente no sexo masculino observa-se que a faixa etária com maiorpredominância é daqueles maiores de 23 anos (64,28%).Tabela 4: Distribuição dos parasitas por faixa etária. Parasita Feminino Masculino 0 a 13 anos Acima de 13 anos 0 a 13 anos Acima de 13 anosGiardia lamblia 2 (14,29%) 0 (0%) 1 (7,14 %) 0 (0%)Entamoeba coli 1 (7,14 %) 2 (14,29%) 0 (0%) 3 (21,43%)Endolimax nana 1 (7,14 %) 0 (0%) 0 (0%) 1 (7,14 %)Strongyloides stercoralis 0 (0%) 1 (7,14 %) 1 (7,14 %) 1 (7,14 %)
  35. 35. 34 25 20 15 Fem (até 13 anos) Fem (mais de 13 anos) 10 Mas (até 13 anos) Mas (mais de 13 anos) 5 0 Giardia lamblia Entamoeba Endolimax Strongyloides coli nana stercoralis Gráfico 4: Distribuição dos parasitas por faixa etária e sexo. Diferentes autores realizaram trabalhos de estudo sobre a frequência deenteroparasitoses em diferentes faixas etárias, determinando que a faixa etária comíndices mais elevados é a de 5 a 12 anos. As crianças estão mais expostas àcontaminação em função do desconhecimento dos princípios básicos de higiene e damaior exposição a partir do intenso contato com o solo, que funciona como um referenciallúdico em torno do qual desenvolvem uma série de jogos e folguedos. Postula-se parauma série de parasitos, particularmente para o Ascaris lumbricoides, que o decréscimo naocorrência com o passar da idade, ou seja, as baixas taxas de incidência e prevalênciaem adultos, estariam condicionadas não só a uma mudança de hábitos, mas também aodesenvolvimento de imunidade progressiva e duradoura contra tais parasitos. Quando levamos em consideração os meses do ano, vemos que a maior incidênciaforam os meses de fevereiro e março, com 28,57% cada, totalizando mais da metade detodos os casos positivos que foram analisados no LAC da Fundação educacional deFernandópolis.
  36. 36. 35Tabela 5: Frequência dos parasitas de acordo com os meses.Meses Frequência Parasita PorcentagemJaneiro 1 Giardia lamblia 7,14%Fevereiro 4 Giardia lamblia 28,57% Endolimax nana Strongyloides stercoralisMarço 4 Giardia lamblia 28,57% Entamoeba coli Strongyloides stercoralisAbril 2 Entamoeba coli 14,29%Maio 1 Entamoeba coli 7,14%Junho 2 Entamoeba coli 14,29% Endolimax nanaJulho 0 --- 0%Gráfico 5: Frequência dos parasitas de acordo com os meses.
  37. 37. 36 3. CONCLUSÃO O presente trabalho permite concluir que entre 143 amostras de pacientesanalisadas, no LAC-FEF, 129 (90,2%) eram negativas e 14 (9,8%) eram positivaspara algum tipo de parasitose intestinal. Entre os parasitas encontrados aEntamoeba coli foi a mais frequente, 6 casos (42,86%), seguida pela Giardia lambliae Strongiloides stercoralis com 03 casos cada uma (21, 43%), e apenas 2 casos(14,28%) para Endolimax nana. Com relação ao sexo, as parasitoses são frequentes em mesma quantidadeentre homens e mulheres, porém a Entamoeba coli e Endolimax nana é encontradotanto em homens quanto em mulheres. Na faixa etária de 0 a 13 anos, o parasita encontrado foi a Giardia lamblia, tantopara homens quanto para mulheres. Acima dos 13 anos, o parasita presente foi aEntamoeba coli, também em homens e mulheres. Os meses que apresentaram maior positividade foram Fevereiro e março. Estefato pode ser explicado pela maior quantidade de amostras analisadas nestes doismeses, quando comparadas aos outros meses. O mês de julho não foi analisadonenhuma amostra, provavelmente pelo período coincidir com as férias escolares eacadêmicas. Atualmente o tratamento de água e saneamento básico, associada a educação ehigiene pessoal são fatores que contribuem para uma diminuição significativa dasparasitoses intestinais. Porém ainda é fato o acometimento da população pelasmesmas, ressaltando a necessidade da profilaxia, diagnóstico e tratamento dosdoentes acometidos por parasitoses intestinais.
  38. 38. 37 4. REFERÊNCIASAMATO, V. N. et al. Tratamento das parasitoses intestinais. 3. Ed. São Paulo ArtesMédicas, 1969.BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Doenças Infecciosas e Parasitárias. Brasília: MS,2006.BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE. Guia de Bolso. Doenças Infecciosas e Parasitárias.Brasília: MS, 8ª Ed revisada. 2010.CARNEIRO, M.; ANTUNES, C. M. de F. Epidemiologia: introdução e conceitos. In:NEVES, D. P. Parasitologia humana. 10. Ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2004. p. 10-20.CIMERMAN, B.; CIMERMAN, S. Giardíase. In: Parasitologia Humana e seusfundamentos gerais. São Paulo: Atenueu, 1999. Cap. 7, p. 28-33.COSTA-CRUZ, J. M. Strongyloides stercoralis. In: NEVES, D. P. et al. ParasitologiaHumana, 11ª Ed. São Paulo: Atheneu, 2006. Pag. 275-284.COSTA-CRUZ, J. M.; BULLAMAH, C. B.; GONÇALVES-PIRES, M. R. F. et al - Cryo-micrótomo seções de larvas de coprocultura de Strongyloides stercoralis eStrongyloides ratti como fontes de antígenos para o imunodiagnóstico daestrongiloidíase humana Rev. Inst. Med. trop. S. Paulo, 39 : 313-317, 1997.FELDMAN, M. et al. Doenças Gastrointestinais e Hepáticas. São Paulo: Elsevier, 2002.FLOCH, M. H. et al. Gastroenterologia de Netter. Porto Alegre: Artmed, 2007.GASPARINI, E. A; PORTELLA R. B. Manual de Parasitoses Intestinais. Rio de Janeiro:Rubio, 2005.GILL G. V., BELL D. R. Infecção por Strongyloides stercoralis em ex-prisioneiros deguerra do Extremo Oriente. Br Med J 2(6190):572-4, 1979.LUDWIG K. M. et al. Correlação entre condições de saneamento básico eparasitoses intestinais na população de Assis, estado de São Paulo. Rev. Soc. Bras.
  39. 39. 38Med. Trop., v. 32, n. 5: 547 – 555, set - out, 2009. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid. Acesso em: 23 de Ago. 2011.MACHADO, E. R. Pesquisa de Strongyloides Stercoralis em crianças usuárias decreches Municipais em Uberlândia, Minas Gerais. 1996. 101f. Dissertação (Mestradoem Imunologia e Parasitologia) centro de Ciências Biomédicas, Universidade Federal deUberlândia, Uberlândia, 1996.MELO M. C. B., KLEM V. G. Q., MOTA J. A. C., PENNA F. J. Parasitoses intestinais.Rev. Med. Minas Gerais, 2004.NEVES D. P., MELO A. L., GENARO O., LINARDI P. M.; Parasitologia Humana, 10ªedição, São Paulo: Atheneu, 2003.NEVES, D. P., MELO, A. L., LINARD, P. M., VITOR, R. W. A. Parasitologia Humana, 11ªedição, São Paulo: Atheneu, 2006.OBERHUBER G, KASTNER N, STOLTE M. Giardíase: uma análise histológica de 567casos. Scand J Gastroenterologia 32(1):48-51, 1997.ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Prevenção e controle das infecçõesparasitárias intestinais. Espanha: OMS, 1987. (Série de informes técnicos, 749).OSTERHOLM MT, FORFANG JC, RISTINEN TL. Um surto de giardíase de origemalimentar. Engl J Med 304(1):24-28, 1981.PETRI W. A. Os recentes avanços na amebíase. Crit Rev Clin Lab Sci 33(1):1-37, 199PAULA, F. M de. Diagnostico Parasitológico e Imunológico da Estrongiloidíase emcrianças imunocompetentes e imunodeprimidas. 1999. 85f. Dissertação (Mestrado emImunologia e Parasitologia)- Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 1999.PESSOA, S. B. Parasitologia médica. 11. Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1982.PRADO, M. S. et al . Prevalência e intensidade da infecção por parasitas intestinaisem crianças na idade escolar na Cidade de Salvador (Bahia, Brasil) Rev. Soc. Bras.Med. Trop., Uberaba, v. 34, n. 1, 2001. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.phpscript=sci_arttext&pid=S00376822001000100016&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 8 Set. de 2011.
  40. 40. 39RODRIGUES, L. D. Diagnóstico clínico e laboratorial das parasitoses intestinais. In:GUIMARÃES, R. X., GUERRA, C. C. C. - Clínica e laboratório: interpretação clínica dasprovas laboratoriais, 3. ed. São Paulo, Sarvier, 2003. p.200-3.REY, L. Amebas parasitas do homem. In: Bases da parasitologia medica. Rio deJaneiro: Guanabara Koogan, 1992. Cap. 8, p. 73-78.SATURNINO, A. C. R. D.; et al. Relação entre a ocorrência de parasitas intestinais esintomatologia: observada em crianças de uma comunidade carente de Cidade Nova,em Natal – Rio Grande do Norte, Brasil. Revista Brasileira de Análises Clínicas, fev./ mar.2003, vol. 35, n.º 2, p. 85-87.SOGAYAR, M. I. T. L.; GUIMARÃES, S. Giardia. In: NEVES, D. P. et al. ParasitologiaHumana, 11ª Ed. São Paulo: Atheneu, 2006. Pag. 121-126.SILVA, E. F.; GOMES, M. A. Amebíase: Entamoeba coli, Endolimax nana. In: NEVES, D.P. et al. Parasitologia Humana, 11ª Ed. São Paulo: Atheneu, 2006. Pag. 275-284.LEVENTHAL, R.; CHEADLE, R. F. Parasitologia Médica, 4ª Ed. São Paulo: Premier,2000. Pag. 9.

×