Contabilidade Geral

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Resumo de contabilidade geral para concursos públicos. Inclui os novos conceitos da "nova contabilidade" resultantes da convergência das normas contábeis brasileiras às normas internacionais.

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Contabilidade Geral

  1. 1. Contabilidade Geral 1 WWW.SUPERPROVAS.COM
  2. 2. índice es / açõ perceiras s O n a to fin trumen os s ceir in an fin Pág.87 com õesias raç Opercador00 s me pág.1 ico s bás ito 10 Conce pág. com õesl s raç pio Opepessoa17 ncí .3 .1 Pri Pág pág o açã ri tur 27 s Esc Pág. IR ato UR/ e f LAL g.121 s nto is Pá ame ntábe 9 o de ç Lan co pág.1 açã fic as ssi t Cla con .35 Pág tas con ati vo das 1 do te ria pág.3 ão n Teo duç rmane 75 Re pe . Pág as pes e des tas .60 Recei Pág 2 WWW.SUPERPROVAS.COM
  3. 3. PRINCÍPIOS 3WWW.SUPERPROVAS.COM
  4. 4. PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADEPRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE 4 WWW.SUPERPROVAS.COM
  5. 5. PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADEPrincípio da Entidade:O Princípio da Entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade eafirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônioparticular no universo dos patrimônios existentes, independentemente depertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição dequalquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por consequência,nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ouproprietários, no caso de sociedade ou instituição.O Patrimônio pertence à Entidade, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ouagregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova Entidade, masnuma unidade de natureza econômico-contábil.Comentário: pelo Princípio da Entidade o patrimônio da entidade não se Confundecom a de seus sócios. 5 WWW.SUPERPROVAS.COM
  6. 6. PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADEPrincípio da Continuidade:O Princípio da Continuidade pressupõe que a Entidade continuará em operação nofuturo e, portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes dopatrimônio levam em conta esta circunstância.Comentário: pelo Princípio da Continuidade, salvo disposição legal, contratual ouevidências em contrário, presume-se que a vida da entidade é contínua e que eladeverá desempenhar suas atividades por um período Indeterminado. Se umaentidade trabalha com presunção de descontinuidade não há sentido na aplicaçãodo princípio da competência do registro de suas transaçõesPrincípio da Oportunidade:O Princípio da Oportunidade refere-se ao processo de mensuração e apresentaçãodos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas.A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação dainformação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância, por isso énecessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade dainformaçãoComentário: o Princípio da Oportunidade exige o registro de todas as variaçõessofridas pelo patrimônio da entidade no momento em que elas ocorrerem, aindaque sejam considerados valores estimados. A integridade diz respeito ànecessidade de os registros serem confiáveis, isto é, sem faltas ou excessos. Atempestividade determina que as variações sejam registradas no momentooportuno, mesmo na hipótese de alguma incerteza de valor. 6 WWW.SUPERPROVAS.COM
  7. 7. PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADEPrincípio do Registro pelo Valor Original:O Princípio do Registro pelo Valor Original determina que os componentes dopatrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais dastransações, expressos em moeda nacional.Comentários:No caso de aquisição de um ativo deve-se adotar o seu custo histórico para efeitode registro, ou seja, o valor pago ou a pagar em dinheiro ou o valor justo dosrecursos a serem transferidos ao fornecedor na data da aquisição.Uma vez integrado ao ativo, o valor do bem (seu custo histórico) pode sofrervariações em razão dos seguintes fatores:Custo corrente – Um equipamento inicialmente registrado pelo custo histórico,terá seu valor corrente como sendo o desembolso necessário para adquiri-lo nomercado caso seja tomada como base a data das demonstrações. Todavia, épreciso considerar o ativo no estado em que se encontra, e não o custo de umbem novo igual ou semelhante.Valor realizável – Consiste no valor que seria apurado na hipótese de o ativo servendido em condições normais. Já o valor realizável (ou exigível) de um passivo é oque seria desembolsado, sem desconto a valor presente, para quitá-lo. 7 WWW.SUPERPROVAS.COM
  8. 8. PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADEO valor do custo histórico do Bem pode variar, ainda, em funçãodos fatores:Valor presente – É o valor atual do fluxo futuro de caixa que o ativovai gerar. É o que acontece, por exemplo, no caso do ajuste a valorpresente de contas a receber realizáveis a longo prazo. No caso dopassivo é o valor atual dos pagamentos que serão necessários parasaldá-lo.Valor justo – Trata-se do valor pelo qual o ativo poderia ser trocadoou o passivo quitado sem favorecimento entre as partes. Assim, nãopode ser um preço acima ou abaixo do mercado, em benefício ouprejuízo de uma das partes, como é possível acontecer nastransações entre pessoas ligadas.Atualização monetária – Eis aqui o extinto princípio da atualizaçãomonetária, agora como um dos critérios para registro das variaçõesdo custo histórico. 8 WWW.SUPERPROVAS.COM
  9. 9. PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADEPrincípio da Competência:O Princípio da Competência determina que os efeitos das transações e outroseventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem, independentementedo recebimento ou pagamento.O Princípio da Competência pressupõe a simultaneidade da confrontação dereceitas e de despesas correlatas.Comentários: conforme o princípio da competência, as receitas e despesas devemser registradas no período ao qual pertencem, ainda que não tenham sidorecebidas ou pagas. Segundo esse raciocínio, a receita de venda é realizada quandoda efetiva entrega da mercadoria e a receita de serviço, quando da sua efetivaprestação. Os valores recebidos antecipadamente, por conta da entrega demercadoria ou prestação futura de serviço, devem ser registrados no passivoexigível.Princípio da PrudênciaArt. 10. O Princípio da Prudência determina a adoção do menor valor para oscomponentes do Ativo e do maior para os do Passivo, sempre que se apresentemalternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniaisque alterem o patrimônio líquidoComentários: Diante de duas ou mais alternativas igualmente possíveis de sematerializar deve ser adotada a opção de que resulte menor valor para o ativo oumaior valor para o passivo exigível. 9 WWW.SUPERPROVAS.COM
  10. 10. CONCEITOS BÁSICOS 10 WWW.SUPERPROVAS.COM
  11. 11. CONCEITOS BÁSICOS CONCEITOS BÁSICOS1 - Conceito de contabilidade:A contabilidade é uma ciência social que estuda e pratica as funções de orientação,controle e registro relativas à atividade econômica, tem por objeto o patrimôniodas entidades e tem por objetivo prover os seus usuários de demonstraçõesfinanceiras que os ajudarão a tomar decisões.2 - Campo de aplicação: o campo de aplicação da contabilidade é uma Azienda.Azienda é uma entidade com ou sem fim lucrativo, com objetivo social oueconômico que possui patrimônio a controlar.3 - Finalidade: As informações oriundas da Contabilidade são divulgadas através deDemonstrações Contábeis, tais como:- Balanço Patrimonial;- Demonstração do Resultado do Exercício;- Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados;- Demonstração dos Fluxos de Caixa; e- Demonstração do Valor Adicionado. 11 WWW.SUPERPROVAS.COM
  12. 12. CONCEITOS BÁSICOS CONCEITOS BÁSICOS4 - Usuários das informações: as principais pessoas e entidades que utilizam asinformações contábeis são:- Acionistas, sócios ou proprietários com o objetivo de saber a rentabilidade e asegurança do seu investimento;- Administradores da empresa com a finalidade de tomada de decisões.5 - Bens, Direitos e Obrigações:Bens – são a parte da riqueza de uma entidade que a ela pertence e que está emseu poder. São classificados em tangíveis e intangíveis.Direitos - são a parte da riqueza de uma entidade que a ela pertence, mas está empoder de terceiros. Logo não estarão disponíveis para utilização imediata.Obrigações – são os direitos de terceiros em poder da entidade, tambémdesignados de débitos, dívidas ou capital de terceiros em poder da empresa ouentidade. 12 WWW.SUPERPROVAS.COM
  13. 13. CONCEITOS BÁSICOS CONCEITOS BÁSICOS6 – Equação fundamental do patrimônio:Bens + Direitos = Obrigações + Patrimônio Líquido7 – Equação patrimonial: Equação fundamentalATIVO = PASSIVO EXIGÍVEL + PL , onde: da contabilidadeAtivo (A) = o somatório de todos os bens e direitos adquiridos pela entidaderecebem o nome de “Ativo”.Passivo exigível (PE) = obrigaçõesPL ou SL = Patrimônio Líquido ou situação líquida sendo PL = A – PE8- Estados patrimoniais: Favorável: PL+A>PE Desfavorável (Passivo a descoberto): PL-A<PE Equilíbrio Aparente: PL=0 , A=PE Situação Plena (Propriedade Total dos Ativos): A=PL, PE=0 Inexistência de Ativos: PE=PL , A=0 Em toda entidade sempre vale a relação: A>=0, PE>=0, SL>0, SL<0, SL=0 13 WWW.SUPERPROVAS.COM
  14. 14. CONCEITOS BÁSICOS CONCEITOS BÁSICOS9 – Balancete de verificação - Trata-se da representação de todas as contasdevedoras e credoras da entidade, incluindo contas patrimoniais e de resultado: Onde DV = conta devedora e CR = conta credora 14 WWW.SUPERPROVAS.COM
  15. 15. CONCEITOS BÁSICOS CONCEITOS BÁSICOS10 – Balanço Patrimonial - Trata-se da representação do ativo, passivo e PL já coma novas mudanças introduzidas pela lei 11.941/2009 separando o ativo e passivopelas partes circulantes e não circulantes. 15 WWW.SUPERPROVAS.COM
  16. 16. CONCEITOS BÁSICOS CONCEITOS BÁSICOS11-Regime de caixa: considera a existência de uma receita quando a empresa recebe ovalor e considera despesa quando esta for paga.12-Regime de competência: considera que os efeitos das transações sejamreconhecidos nos períodos a que se referem, independentemente do recebimento oupagamento.13-Receita – Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o períodocontábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuiçãode passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido e que não sejamprovenientes de aporte dos proprietários da entidade.14-Despesa – Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante o períodocontábil sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incrementos empassivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquido e que não sejamprovenientes de distribuição aos proprietários da entidade..15-Ativo - Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventospassados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para aentidade.16-Passivo - Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada deeventos já ocorridos, cuja liquidação se espera que resulte em saída derecursos capazes de gerar benefícios econômicos. 16 WWW.SUPERPROVAS.COM
  17. 17. LEGISLAÇÃO – MUDANÇAS NA CONTABILIDADE LEGISLAÇÃO – MUDANÇAS NA CONTABILIDADEA lei das Sociedades anônimas (lei das S.A.´s) 6.404/76 foi atualizada inicialmentepela lei 11.638/2007 e posteriormente pela MP 449/2008 convertida em lei pela11.941/2009 e apresenta as profundas modificações que a ContabilidadeBrasileira sofreu para sua convergência às normas internacionais. As normas CPCsregulamentam estas mudanças.Seguem abaixo algumas das modificações conforme resolução 1159/09:a) Classificação do Ativo e do Passivo em "Circulante" e "Não Circulante";b) Extinção do grupo Ativo Permanente (passou a ser sub-grupo)c) Criação do subgrupo "Intangível" no grupo do Ativo Não Circulante;d) Proibição da prática da reavaliação espontânea de ativos;e) Aplicação, ao final de cada exercício social, do teste de recuperabilidade dosativos (teste de impairment);f) Registro, em contas de ativo e passivo, dos contratos de arrendamentomercantil financeiro (leasing);g) Extinção do grupo Resultados de Exercícios Futuros;h) Criação, no Patrimônio Líquido, da conta de "Ajustes de Avaliação Patrimonial";i) Destinação do saldo de Lucros Acumulados;j) Alteração da sistemática de contabilização das doações e subvenções fiscais,anteriormente contabilizadas em conta de Reserva de Capital;k) Extinção da classificação das Receitas e Despesas em Operacionais e NãoOperacionais; 17 WWW.SUPERPROVAS.COM
  18. 18. CPC - CONSELHO DE PRONUNCIAMENTO CONTABILCPC - CONSELHO DE PRONUNCIAMENTO CONTABILNormas do CPC – Conselho de Pronunciamento Contábil: com a adoção das normasinternacionais de Contabilidade no Brasil, o ensino da matéria contabilidade mudou,sendo necessário apresentar as inovações. Procuramos neste resumo apresentar osconceitos atualizados, já que as bancas estão cobrando bastante as atualizações nasprovas de concursos públicos. A idéia é familiarizar o usuário com os novos conceitos,porém, somente serão retratados os assuntos de forma didática e básica nos pontosnecessários para atualização do em contabilidade básica, mas sem desfocar do objetivodeste resumo que é um resumo de contabilidade geral e básica. Um trabalho maisespecífico sobre cada norma do CPC deve ser feito posteriormente.Os novos conceitos tratados neste resumo são os seguintes:Ajuste a valor presente;“Impairment” ou teste de recuperabilidade;Ativos intangíveis;As mudanças no DRE e a extinção das despesas “não operacionais”;AAP – ajuste de avaliação patrimonial;Novas reservas de lucros;O novo conceito de imobilizado;O novo conceito de provisões.-As normas específicas CPC que nos trazem os novos conceitos podem ser obtidas nosite: http://www.cpc.org.br/pronunciamentosIndex.php 18 WWW.SUPERPROVAS.COM
  19. 19. LANÇAMENTOS EFATOS CONTÁBEIS 19 WWW.SUPERPROVAS.COM
  20. 20. LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEISConceito de débito e crédito: CREDITANDO CREDITANDO Os conceitos de débito e crédito das contas em contabilidade podem ser melhor fixados memorizando as figuras acima. Se debitarmos aumentamos o ativo e se creditarmos diminuimos o ativo. Já com o Passivo ocorre o oposto: o débito diminui o valor do passivo e o crédito aumenta. Este aumento ocorre após um “lançamento contábil”. Estes débitos e créditos são registrados em uma “razonete” conforme o próximo slide. 20 WWW.SUPERPROVAS.COM
  21. 21. LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEISDebitos e créditos de contas de resultado: DESPESA RECEITA No caso das contas de resultado teremos um aumento da despesa ao debitar e ao creditar um aumento da receita. Este mecanismo de débitos e créditos é levado para a “razonete” e sempre o Débito é do lado esquerdo e o Crédito do lado direito na razonete. As setas indicativas indicam que caso haja um débito haverá diminuição na conta de resultado gerando uma despesa e diminuindo o saldo ‘positivo” da conta e caso haja um crédito teremos um aumento do saldo positivo no resultado através de uma receita. 21 WWW.SUPERPROVAS.COM
  22. 22. LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEISFatos contábeis: Os fatos contábeis podem alterar o patrimônio em quantidade ouqualidade. Eles podem ser:Permutativos (qualitativos): podem ou não alterar o patrimônio em quantidade, massempre alteram em qualidade. Nunca alteram o PL. ex: compra de máquina a dinheiro.Modificativos aumentativos: são os fatos que aumentam o PL em quantidade e nãosomente em qualidade. Ex: aumento de capital com integralização de uma receita.Modificativosdiminutivos: são fatos que diminuem o PL em quantidade e nãosomente em qualidade. Ex: distribuição (declaração) de dividendos.Nota: a diminuição ou aumento do PL não implica necessariamente em receitas edespesas, já que este aumento/diminuição pode ser feito através da conta lucrosacumulados ou qualquer outra conta do PL.Mistos diminutivos: este lançamento é uma combinação do fato permutativo com omodificativo diminutivo. Ex: contratação de empréstimo com despesa bancária.Mistos aumentativos: este lançamento é uma combinação do fato permutativo com omodificativo aumentativo. Ex: venda de mercadoria do estoque com lucro. 22 WWW.SUPERPROVAS.COM
  23. 23. LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEISPLANO DE CONTAS: para organizar as contas utilizadas na contabilidade usa-se emcontabilidade um plano de contas com as respectivas rubricas. Cada conta terá oseu respectivo local dentro do balanço patrimonial, conforme a sua classificação.Sendo assim, existem contas de Patrimônio líquido, do ativo e passivo circulante enão circulante e também de resultados.Método das partidas dobradas: no lançamento, cada crédito correponde a umdébito, ou vice-versa:Exemplo de lançamento contábil: DUPLICATAS A PAGARFato contábil: pagamento de uma duplicata com desconto: Debito = 10 000 SI 10 000Lançamento:D Duplicatas a pagar 10.000C L/P acumulados 1.000C Bancos 9.000Note que para “zerar o saldo” da conta duplicatas a pagar, na prática, teremos que procedero “débito” desta conta credora “duplicatas a pagar” pelo seu valor total. 23 WWW.SUPERPROVAS.COM
  24. 24. LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEISO Lançamento contábil pode ser representado de diversas maneiras:1) Débitos e créditos:D MáquinasD VeículosC Duplicatas a pagar2) Usando a expressão “a” que quer dizer “a crédito de”. Caso haja mais de umaconta usa-se a expressão “diversos”:a) Mais de uma conta credora: c) Mais de uma conta devedora e credoraCaixa Diversos“a” diversos “a” diversos“a” Duplicatas a receber Veículos“a” Receita de juros Máquinas “a” Caixab) Mais de uma conta devedora: “a” duplicatas a pagarDiversos“a” duplicatas a pagarMáquinasVeículos 24 WWW.SUPERPROVAS.COM
  25. 25. LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEISLançamento de primeira Fórmula: Um débito e um crédito:D D MáquinasC C BancosLançamento de segunda fórmula: Um débito e + de um crédito:D D MaquinasC C BancosC C duplicatas a pagarLançamento de terceira fórmula + de um débito e um crédito:D D CaixaD D MáquinasC C Integralização de capitalLançamento de quarta fórmula:D + de um débito e + de um crédito:D D CaixaC D MáquinasC C Integralização de capital 25 WWW.SUPERPROVAS.COM
  26. 26. LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEIS LANÇAMENTOS E FATOS CONTÁBEISO grande segredo para saber bem contabilidade é conhecer os diversos lançamentosexistentes nas diversas questões de provas. Pensando nisto, o Superprovas separoudiversos exercícios que versam sobre lançamentos para que o usuário fique bom nesteassunto. Trata-se de um assunto “pré-requisito” para a solução de exercícios decontabilidade.Sendo assim, convidamos os usuários a resolver as diversas questões de lançamentospresentes na base de questões do Superprovas: 26 WWW.SUPERPROVAS.COM
  27. 27. ESCRITURAÇÃO 27WWW.SUPERPROVAS.COM
  28. 28. LIVROS CONTÁBEIS LIVROS CONTÁBEISLivros principais e auxiliares:LIVROS UTILIDADE NATUREZA FINALIDADEDIÁRIO PRINCIPAL CRONOLÓGICO OBRIGATÓRIORAZÃO PRINCIPAL SISTEMÁTICO OBRIGATÓRIOLALUR AUXILIAR SISTEMÁTICO OBRIGATÓRIOCAIXA AUXILIAR SISTEMÁTICO OBRIGATÓRIOCONTAS-CORRENTES AUXILIAR SISTEMÁTICO FACULTATIVOLivros específicos nas esferas Federal, municipal e estadual:ESFERA FEDERAL ESFERA MUNICIPAL ESFERA ESTADUALRegistro de apuração Registro de Prestação Registro de Apuraçãodo IPI de Serviços. do ICMSRegistro de apuração Registro de Contratos Registro dedo lucro real (LALUR) de Prestação de Entradas/Saídas de Serviços MercadoriasRegistro de inventários Registro de Controle de Produção e do EstoqueRegistro de compras 28 WWW.SUPERPROVAS.COM
  29. 29. ERROS DE ESCRITURAÇÃO ERROS DE ESCRITURAÇÃORelacionamos a seguir os principais erros de escrituração e sua respectiva correção. Os errosde escrituração principais são: Lançamento a maior, inversão de conta, lançamento a menor eTroca de conta:Erro de escrituração: lançamento a maior:Lançamento a maior: Correção: Observação: compra de mercadoriaD Mercadoria D Bancos em cheque por 200 mil reais eC bancos 210.000 C mercadoria 10.000 correção do valor correto através de um segundo lançamento com estorno de 10 mil reais Erro de escrituração: inversão de conta: Inversão de conta: Correção: Observação: compra de veículo D Caixa D Veículos 100.000 com o dinheiro em caixa. Se for C Veiculos 50.000 feito lançamento invertido, no caso C Caixa 100.000 de haver o erro de inversão de conta temos que fazer o lançamento correto duas vezes, por isto o valor de correção é de 100 mil reais. 29 WWW.SUPERPROVAS.COM
  30. 30. ERROS DE ESCRITURAÇÃO ERROS DE ESCRITURAÇÃOErro de escrituração: lançamento a menorLançamento a menor: Correção: Observação:D Mercadoria D Mercadoria Compra de mercadoria emC bancos 190.000 C Banco 10.000 cheque por 200 mil reais e correção do lançamento a menor através de um segundo lançamento com lançamento complementar de 10 mil reais.Erro de escrituração: troca de contaTroca de conta: Correção: Observação:D Mercadoria D Fornecedor 1.000 Compra de mercadoria com chequeC Fornecedor 1.000 e troca da conta bancos por conta C Banco 1.000 de fornecedor. Procede se a transferência com o lançamento a débito de fornecedores e a crédito de Bancos. 30 WWW.SUPERPROVAS.COM
  31. 31. TEORIA DAS CONTAS 31 WWW.SUPERPROVAS.COM
  32. 32. TEORIA DAS CONTAS TEORIA DAS CONTASTeoria das contas: a teoria utilizada comumente em contabilidade naprática na elaboração do balanço patrimonial é a teoria patrimonialista,isto porque esta teoria divide as contas em patrimoniais e de resultado.Porém existem outras teorias que são cobradas de forma conceitual emalgumas provas de concursos públicos. Abaixo os conceitos das teoriapersonalista e a teoria materialista, além da Patrimonialista:Teoria Materialista: as contas integrais envolvem os bens, direitos eobrigações (B/D/O). Já as contas diferenciais representam as contas deresultado e de PL.Teoria Personalista: os bens são representados pelos agentesconsignatários e os direitos e as obrigações são representados pelosagentes correspondentes. Já os proprietários representam as contas doPL e de resultado.Teoria Patrimonialista: as contas são classificadas em contas patrimoniaise contas de resultado (adotada na prática). 32 WWW.SUPERPROVAS.COM
  33. 33. TEORIA DAS CONTAS TEORIA DAS CONTAS Tabela resumo da teoria das contas: TEORIA DAS CONTAS CONTAS Teoria Personalista Teoria Teoria Materialista Patrimonialista Bens Agentes Ativo Consignatários Direitos Agentes Integrais Patrimonial Passivo Obrigações Correspondente PL PL Proprietário DiferencialResultado Despesas Proprietário Diferencial De Resultado Receitas Custos 33 WWW.SUPERPROVAS.COM
  34. 34. CONTAS RETIFICADORAS CONTAS RETIFICADORASContas retificadoras do passivo são contas devedoras que reduzem o passivo.Contas retificadoras do ativo são contas credoras que reduzem o ativo.Exemplos de contas retificadoras e sua representação no Balanço Patrimonial: Contas retificadoras do ativo: Representação no BP (ret. do ativo) Depreciação Acumulada Veículos (devedora) Amortização Acumulada (-) depreciação acumulada (credora e Exaustão Acumulada retificadora do ativo) Representação no BP (ret. do passivo) Contas Retificadoras do Passivo: Fornecedores (credora) Juros a Vencer (-) juros a vencer (devedora e Encargos Financeiros a Transcorrer retificadora do passivo) Contas Retificadoras do PL: Representação no BP (ret. do PL) Capital a Realizar Capital Social (credora) Ações em Tesouraria (-) capital social a realizar (devedora retificadora do PL) Ajuste de avaliação patrimonial 34 WWW.SUPERPROVAS.COM
  35. 35. CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS 35 WWW.SUPERPROVAS.COM
  36. 36. CLASSIFICAÇÃO DE CONTAS CLASSIFICAÇÃO DE CONTASClassificar contas consiste em definir se ela é credora ou devedora, ou se é umaconta retificadora; se pertence ao ativo, ao passivo, ou ao PL e em qual subgrupodo Balanço Patrimonial ela é representada.Com a prática, aos poucos, iremos conhecendo as diversas contas e entenderemossua classificação. Tão importante quanto saber as características das contas éconhecer as regras de classificação no ativo (circulante ou não circulante). Nopassivo (circulante ou não circulante) ou no PL.Não basta somente saber se uma conta é devedora ou credora ou a que parte doBalanço Patrimonial ela pertence. É importante, também, saber quais as regrasque permitem esta identificação. Sendo assim, por exemplo, uma conta de ajustede avaliação patrimonial (AAP) possui regras para sua contabilização, ou seja, énecessário conhecer os critérios de classificação das contas, seus ajustes e o queela representa.Trataremos do ativo, do passivo, dos ajustes a valor presente, do uso da conta AAP(ajuste de avaliação patrimonial) de aplicações financeiras, das contas do PL e, porfim, da classificação das contas no Balanço Patrimonial e das classificações aDébito e a Crédito nestes próximos slides. 36 WWW.SUPERPROVAS.COM
  37. 37. ATIVO CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTE ATIVO CIRCULANTE E NÃO CIRCULANTEO Balanço Patrimonial representa o patrimônio da empresa e está subdividido em:ativo, passivo e patrimônio líquido.O Ativo é representado do lado esquerdo do Balanço Patrimonial e está sub-dividido em dois grande grupos: Ativo Circulante e Ativo não circulante.Ativo Circulante (AC) : No AC são classificados os valores que a empresa já possuiem dinheiro e os que a empresa pode converter em dinheiro a curto prazo (até otérmino do exercício seguinte). Ex: caixa, bancosAtivo não circulante (ANC) : direitos que a empresa não tem a intenção deconverter em dinheiro a curto prazo, ou seja, só o fará no longo prazo (ARLP), ouque não pretende converter nem a longo prazo (após o término do exercícioseguinte). Ex: contas a receber no longo prazo.O ANC se subdivide em quatro sub-grupos: 37 WWW.SUPERPROVAS.COM
  38. 38. ATIVO NÃO CIRCULANTE ATIVO NÃO CIRCULANTEGrupo: ATIVO NÃO CIRCULANTE - Subgrupos:Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP): são os direitos realizáveis após o términodo exercício seguinte. Ex: contas a receber LP, direitos a receber.Investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitosde qualquer natureza não classificáveis no ativo circulante e que não se destinamà manutenção da atividade da companhia. Ex: participações societárias, terrenos.Ativo Imobilizado: direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados àmanutenção das atividades da companhia (Ex: máquinas, veículos), inclusive osdecorrentes de operações que transfiram à companhia os riscos, benefícios econtrole destes bens.Nota: os bens utilizados no negócio que são usados na entidade que o são daentidade na sua “essência” da empresa porque são utilizados como se fossem,serão registrados no ativo imobilizado. Ex: banco de testes adquirido em formade “leasing financeiro”.Ativo Intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinadosà manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundode comércio adquirido. Ex: obras de arte. 38 WWW.SUPERPROVAS.COM
  39. 39. OBSERVAÇÕES OBSERVAÇÕESNota 1: também serão alocados no subgrupo investimentos do ativo nãocirculante, os bens tangíveis e intangíveis não utilizados pela empresa em suasatividades, inclusive as propriedades para investimento como por exemplo osterrenos.Nota 2: Um atívo intangível deve ser reconhecido apenas se: a) For provável que os benefícios econômicos futuros esperados atribuíveis ao ativo serão gerados em favor da entidade e, b) O custo do ativo possa ser mensurado com segurança.Nota 3: no caso de leasing financeiro, a empresa arrendatária deve contabilizar oBEM no imobilizado, porém as prestações devem ser contabilizadas como dívidanopassivo.Nota 4: a MP 449/2.008 extinguiu o ativo Diferido. 39 WWW.SUPERPROVAS.COM
  40. 40. PASSIVO PASSIVOPassivo: o passivo é representado no lado direito do Balanço Patrimonial .O Passivo é composto pelo Passivo circulante e pelo Passivo não circulante.Passivo circulante (PC): são contabilizadas as obrigações de curto prazo, ou seja,as que vencerem no exercício seguinte. Ex: contas a pagar curto prazo, salários apagar.Passivo não circulante (PNC): são contabilizadas no PNC as obrigações de longoprazo, ou seja, as que vencerem em prazo além do exercício seguinte. Ex:empréstimos longo prazo.Nota: as receitas diferidas são atualmente classificadas no passivo não circulante.Receitas diferidas são os adiantamentos recebidos de clientes por fornecimento deprodutos e serviços. As receitas Diferidas pertenciam ao antigo REF, agora estão no Passivo não circulante 40 WWW.SUPERPROVAS.COM
  41. 41. AJUSTE A VALOR PRESENTE AJUSTE A VALOR PRESENTEDe acordo com o CPC 12 – Ajuste a Valor Presente, os elementos integrantes doativo e do passivo decorrentes de operações de longo, ou de curto prazo, quandohouver efeito relevante, devem ser ajustados a valor presente com base em taxasde desconto que reflitam as melhores avaliações do mercado quanto ao valor dodinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo e do passivo em suas datasoriginais.O ajuste a valor presente deverá ser contabilizado por meio de uma contaretificadora da operação que o originou, de modo que o saldo original da contaprincipal seja mantido.São exemplos contas retificadoras de ajuste a valor presente:- Juros Ativos a Apropriar;- Juros Ativos a Vencer;- Receitas Financeiras a Transcorrer;- Juros Ativos a Transcorrer;- Juros Passivos a Apropriar;- Juros Passivos a Vencer;- Despesas Financeiras a Transcorrer;- Encargos Financeiros a Transcorrer; e- Juros Passivos a Transcorrer.Nota: valor Justo é diferente de Valor presente!!!. 41 WWW.SUPERPROVAS.COM
  42. 42. AJUSTE A VALOR PRESENTE AJUSTE A VALOR PRESENTEValor presente do ativo : para calcular o valor presente, deve-se utilizar a fórmula: Valor nominal/(1+i)^nExemplo de ajuste a valor presente:Venda a prazo no valor de R$ 10.000,00.Recebimento em Parcela única, com vencimento em 5 anos.Preço à vista: R$ 6.210,00, o que equivale a um custo financeiro anual de 10%Taxa de mercado 10% a.a.Valor Presente: R$ 6.210,00Pela transação de venda:D - Contas a receber a longo prazo......10.000C - Receita bruta de vendas...............10.000Pelo registro do ajuste a valor presente, no momento em que é realizada a venda:D - Receita bruta de vendas...................................2.421,25C - AVP - Receita financeira comercial a apropriar......2.421.25Lançamento completo:D - Contas a receber a longo prazo.............................10.000,00C - AVP - Receita financeira comercial a apropriar..........2.421.25C - Receita Bruta de vendas.......................................7.578 ,75Ou seja: o valor de contas a receber a longo prazo foi ajustado a valor presente no valorDe 7.578,75 (10.000-2421,25). 42 WWW.SUPERPROVAS.COM
  43. 43. PATRIMÔNIO LÍQUIDO PATRIMÔNIO LÍQUIDOPatrimônio Líquido (PL) – principais contas: Capital Social Capital a realizar Ações em tesouraria Reservas de capital Reservas de lucros Ajustes de Avaliação Patrimonial Prejuízo acumuladoReservas de lucros: é a parte do lucro que os sócios decidiram não retirar daempresa, guardando para determinado fim.Reservas de capital: são recursos de terceiros dados gratuitamente àempresa e que não transitam pelo resultado. Ex: ágio na venda de ações.Ajustes de avaliação patrimonial: criada pela lei 11.638/2007 é utilizada paraajustar aplicações financeiras que não podem ter suas variações positivas ounegativas levadas ao resultado.Prejuízo acumulado: antes o nome desta conta era lucros e prejuízosacumulados, após a Lei 11.638/2007 não é possível mais ter a conta Lucro eprejuízos acumulados, somente a conta prejuízos acumulados. 43 WWW.SUPERPROVAS.COM
  44. 44. PATRIMÔNIO LÍQUIDO PATRIMÔNIO LÍQUIDOPatrimônio Líquido (PL) – Detalhamento: 44 WWW.SUPERPROVAS.COM
  45. 45. CAPITAL SOCIAL E CAPITAL SOCIAL A INTEGRALIZARCAPITAL SOCIAL E CAPITAL SOCIAL A INTEGRALIZARCapital Social: Capital registrado no órgão competente em nome da sociedade.São as “ações da empresa”.Capital Subscrito: é o capital que os sócios se comprometeram a integralizar.Capital Integralizado: Valor que o titular, sócios ou acionistas já pagaram àentidade, a título de capital.Capital a Integralizar = Capital Subscrito – Capital IntegralizadoCapital Autorizado: limite máximo que o capital social poderá atingir, sem quehaja alteração dos estatutos sociais.Representação:Capital Subscrito ------------ R$50.000.00.,00(-) Capital a integralizar ----- R$20.000.000,00=====================================Capital integralizado---------- R$ 30.000.000,00 45 WWW.SUPERPROVAS.COM
  46. 46. AÇÕES EM TESOURARIA AÇÕES EM TESOURARIAQuando a empresa compra ações dela mesma , ou seja, quando um sócio vendesuas ações para a própria empresa e a empresa remunera o sócio por isto, estasações não ficarão no capital social e sim na conta ações em tesouraria. Esta contareduz o capital social, tendo em vista que ficarão em tesouraria até que outrosócio resolva comprá-la. Representação no Balanço Patrimonial: Patrimônio Líquido Capital Social ------------------------- R$ 50.000.000,00 (-) ações em tesouraria ----------- R$ 1.000.000,00Lançamento:Ações em tesouraria --------R$ 1.000.000,00A bancos -----------------------R$ 1.000.000,00O capital social não muda. Só o PL que irá mudar. 46 WWW.SUPERPROVAS.COM
  47. 47. AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL AJUSTES DE AVALIAÇÃO PATRIMONIALNo âmbito na contabilidade internacional a conta “ajustes de avaliação patrimonial” temfunção mais ampla do que as funções permitidas no Brasil. A contabilidade internacionalutiliza essa conta inclusive para contabilizar as reavaliações positivas e negativas dos ativosfixos, o que no Brasil não é mais permitido. No Brasil ela é usa para computar as diferençaspositivas ou negativas de instrumentos Financeiros que não têm suas variações de valorcomputadas no Resultado.Exemplo de contabilização: um instrumento financeiro disponível para venda adquirido porR$ 200.000, no final do exercício proporciona ao seu investidor dividendos no valor de R$5.000 e seu valor de mercado está cotado a 220.000. A contabilização dessa valorização serdará da seguinte forma:Na aplicação:D Aplicações financeiras --------200.000C caixa-------------------------------200.000No pagamento de dividendos e contabilização do ajuste de avaliação patrimonial:D Aplicações financeiras ---------------------------------------15.000C AJUSTE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL (PL) -------------------15.000D Dividendos a receber-------------------------5.000C Receita de dividendos------------------------5.000Nota 1: a conta de AAJ – ajuste de avaliação patrimonial é conta do patrimônio líquido,podendo ajustar o PL para mais ou para menos, conforme o aumento/diminuição da A.F.Nota2: ao contabilizar os dividendos o investimento ficará em 215.000 (faltando 5.000 paraficar com o saldo do seu valor de mercado. Após o último lançamento este valor éregistrado. 47 WWW.SUPERPROVAS.COM
  48. 48. RESERVAS DE LUCROS RESERVAS DE LUCROSAs reservas de lucros são a parte dos lucros retidos ao final de cada exercício noPatrimônio Líquido, para finalidades específicas definidas na lei 6.404/76.Abaixo a relação de reservas de lucros definidas por esta lei: Reservas de lucros: Reserva Legal Reserva de contingências Reserva estatutária Reserva de incentivos fiscais Reserva de retenção de lucros Reserva de lucros a realizar Reserva especial de dividendos obrigatórios não distribuídos Reserva prêmio na emissão de debêntures 48 WWW.SUPERPROVAS.COM
  49. 49. RESERVA LEGAL RESERVA LEGALConstituição da Reserva legal: a cada final de exercício a empresa deverá reservar oequivalente a 5% do lucro líquido para reserva legal.Limites para constituição:O primeiro é chamado de limite obrigatório, pois deve ser compulsoriamente observado. ALei diz que a Reserva Legal não excederá o valor de 20% do Capital Social.Limite Obrigatório : Reserva Legal ≤ 20% do Capital Social.Limite facultativo a empresa poderá constituir a Reserva Legal ainda que este limite sejaultrapassado, mas não é obrigada. Segundo a Lei, a companhia poderá deixar de constituir aReserva Legal quando o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas de capital,exceder o valor de 30% do Capital Social.Limite Facultativo: Reserva Legal + Reservas de Capital ≤ 30% do Capital Social.Nota: caso a reserva legal existente somada a reserva de capital seja superior à 30% docapital social a empresa poderá constituir a reserva até completar o limite obrigatório, masnão é obrigada (limite facultativo).Nota2: a empresa não poderá constituir reservas além dos 20% do capital socialNota3: normalmente as bancas usam o de capital social realizado e não o subscrito paracalcular a Reserva Legal. 49 WWW.SUPERPROVAS.COM
  50. 50. RESERVA DE CONTINGÊNCIAS E ESTATUTÁRIA RESERVA DE CONTINGÊNCIAS E ESTATUTÁRIAReserva de contingências: a empresa em assembléia geralpoderá criar reservas para prevenção de contingências.Porém caso esta contingência não se realize no final doexercício deverá haver reversão da reserva decontingências para lucros e prejuízos acumulados.Reserva Estatutária: O estatuto da empresa permite que asociedade crie quantas reservas quiser. Porém seránecessário especificar exatamente o propósito, a base decálculo e percentual máximo do lucro líquido, ou valormáximo da reserva. 50 WWW.SUPERPROVAS.COM
  51. 51. RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS RESERVA DE INCENTIVOS FISCAISReserva de incentivos fiscais: constituída a partir dos valores apropriados noresultado com origem em subvenções governamentais.A subvenção a apropriar é uma receita diferida que deverá ser transferida para oresultado na proporção de sua utilização pela empresa, proporcionalmente namesma razão da depreciação. Caso um terreno tenha sido doado pelo governoteremos a aplicação deste conceito. Terrenos doados por ente governamental nãosão depreciados, embora sejam transferidos para o resultado através da contasubvenção a apropriar: TERRENO SUBVENÇÃO A APROPRIAR SUBVENÇÃO A APROPRIAR RECEITA DE DOAÇÃO 500.000 500.000 20.000 500.000 20.000 NO FINAL DO EXERCÍCIOCalculo: R$ 500.000/25 anos = R$ 20.000, que será apropriado ao resultado após oprimeiro ano. Este valor irá para o resultado a crédito da conta de receita dedoação. 25 anos é o tempo de vida útil de uma construção. O terreno seguirá ataxa de 1/25 anual para apropriação da subvenção.
  52. 52. RESERVA DE CONTINGÊNCIAS E ESTATUTÁRIA RESERVA DE CONTINGÊNCIAS E ESTATUTÁRIAConstituição da reserva de incentivos fiscais: tendo em vista que a receita dedoação fará parte do resultado e será transferida para a conta “lucros e prejuízosacumulados” (hoje chamada de prejuízos acumulados), iremos constituir a reservade incentivos fiscais em contrapartida de lucros e prejuízos acumulados, para queao distribuir dividendos, este valor fique diferido/segregado e não faça parte dadistribuição dos dividendos. RECEITA DE DOAÇÃO 20.000 R tra ecei n t p/ sferi a L/P da ac L/P ACUMULADOS RESERVA DE INCENTIVOS FISCAIS 20.000 (1) 1.000.000 20.000 (1) *(1) D L/P acumulados C Reserva Incentivos Fiscais
  53. 53. RESERVA DE LUCROS A REALIZAR RESERVA DE LUCROS A REALIZARReserva de lucros a realizar: é a reserva de lucro criada para preservar asdisponibilidades, evita que a empresa tenha que se endividar para pagardividendos.Lucro realizado: considera-se realizada a parcela do lucro líquido deduzídos oresultado positivo de equivalência patrimonial e os lucros que serão recebidos nolongo prazo.Constituição da reserva de lucros a realizar: se o dividendo obrigatório ultrapassaro lucro realizado, a empresa poderá constituir uma reserva de lucros a realizar coma diferença do lucro realizado e o valor a ser pago como dividendos aos sócios: Parcela de dividendos obrigatórios que excede o lucro realizado = Reserva de lucros a Lucro realizado Dividendo realizar obrigatório
  54. 54. R. RETENÇÃO LUCROS/DIVIDENDOS/PREMIO NA EMISSÃO DEBENTURESR. RETENÇÃO LUCROS/DIVIDENDOS/PREMIO NA EMISSÃO DEBENTURES Reserva de retenção de lucros: caso a assembléia geral resolva segregar parte do lucro para investimento ou expansão, devidamente justificado poderá ser destinado parte do lucro para constituição da reserva de retenção de lucros. Reserva especial de dividendos obrigatórios não distribuídos: caso haja necessidade de retenção de parte dos dividendos por motivos econômicos poderá a assembléia geral decida pela retenção poderá ser constituída a reserva especial de dividendos obrigatórios não distribuídos. Reserva prêmio na emissão de debêntures: como o prêmio na emissão de debêntures é isento do pagamento do IR a legislação permite que o valor apropriado ao resultado seja excluído do lucro líquido do exercício. Nota: as reservas de lucro terão o seguinte lançamento durante a sua constituição: D L/P acumulados C Reserva de lucros
  55. 55. RESERVAS DE CAPITAL RESERVAS DE CAPITALReserva de capital: são ingressos não tributáveis de recursosoriundos de terceiros e que não têm relação com o fornecimento demercadorias ou prestação de serviços por parte da empresa querecebeu os recursos. As reservas de capital não transitam peloresultado.As reservas de capital são as seguintes: bônus de subscrição, ágio nasubscrição de ações e partes beneficiárias.Aplicações das reservas de capital: serão usadas para:Absorção de prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e asreservas de lucros;Resgate, reembolso ou compra de ações;Resgate de partes beneficiárias;Incorporação no Capital Social;Pagamento de dividendos a ações preferenciais, quando estavantagem lhes for assegurada.
  56. 56. RESERVAS DE CAPITAL RESERVAS DE CAPITALÁgio na emissão de ações: formará reserva de capital o valor pago a maior do que o valor daação no caso da empresa negociar suas ações.Lançamento:Bancosa diversosa capital sociala reservas de capital (ágio na emissão de ações)Partes beneficiárias: são títulos emitidos pela empresa para beneficiar pessoas queprestaram serviços relevantes na vida da sociedade. Emitidos por companhiasexclusivamente de capital fechado.Lançamento:BancoA Reserva de capital (Partes beneficiárias).Bônus de subscrição: são títulos de créditos emitidos até o limite do capital socialautorizado, que dão aos seus titulares o direito de subscrever ações da empresa medianteapresentação deste título.Lançamento:BancosA Reserva de capital (alienação de Bônus de subscrição)
  57. 57. BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL BALANÇO PATRIMONIAL – REPRESENTAÇÃO DOS GRUPOS ATIVO PASSIVO ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE PASSIVO NÃO ATIVO NÃO CIRCULANTE CIRCULANTE PATRIMÔNIO LÍQUIDOO Balanço Patrimonial é a demonstração contábil que irá representar todos os bens,direitos e obrigações da Entidade. Trata-se da representação “estática” dopatrimônio.No fechamento do exercício todas as contas de resultado são transferidas para a contaARE (de resultado) e posteriormente transferidas para a conta Prejuízos cumuladoslocalizada no Patrimônio Líquido do balanço patrimonial (antiga conta Lucros eprejuízos acumulados).Pelas novas regras não mais poderá haver lucro acumulado em L/P acumulados, cujosvalores devem ser também transferidos para Reservas ou dividendos.Já a representação detalhada do resultado do exercício é apresentada no DRE –Demonstração do Resultado do Exercício. 57 WWW.SUPERPROVAS.COM
  58. 58. PRINCIPAIS CONTAS CLASSIFICADAS NO BP PRINCIPAIS CONTAS CLASSIFICADAS NO BPPrincipais contas do AC: Principais contas do PC:Caixa FornecedoresBancos Impostos a recolherDisponibilidades EmpréstimosAplicações de liquidez imediata Adiantamentos de clientesContas a receber Salários a pagarMercadorias Encargos a pagarDespesas antecipadas Dividendos a pagar Títulos a pagarPrincipais contas do ANC: Principais contas do PNC:Aplicações em instrumentos Empréstimosfinanceiros Renegociações de dívidas de LPContas a receber de clientes Impostos a pagar postergadosDireitos a receber Títulos a pagar de longo prazoParticipações societárias Receitas DiferidasMáquinasVeículos Principais contas do PL: Capital SocialObras de arte Ações de tesourariaTerrenos Reservas AAP Prejuízos acumulados 58 WWW.SUPERPROVAS.COM
  59. 59. CLASSIFICAÇÃO DE CONTAS CLASSIFICAÇÃO DE CONTASExemplos de contas classificadas quanto ao DÉBITO, AO CRÉDITO E NO BP: CONTA DEVEDORA CREDORA CLASSIFICAÇÃO ALUGUÉIS A PAGAR - CREDORA PASSIVO CIRCULANTE ALUGUÉIS A VENCER DEVEDORA - AC EMPRÉSTIMOS - CREDORA PC/PNC BANCÁRIOS VENDAS - CREDORA RECEITA RESERVA DE LUCROS - CREDORA PL CAIXA/BANCOS DEVEDORA - AC CONTAS A PAGAR - CREDORA PC OU PNC ENERGIA E ÁGUA DEVEDORA - DESPESA ICMS SOBRE VENDAS DEVEDORA - DESPESA ICMS A RECOLHER - CREDORA PC DEPRECIAÇÃO CREDORA - (ANC) RETIFICADORA ACUMULADA 59 WWW.SUPERPROVAS.COM
  60. 60. RECEITAS E DESPESAS 60WWW.SUPERPROVAS.COM
  61. 61. RECEITAS E DESPESAS RECEITAS E DESPESASReceita – Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o períodocontábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos oudiminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido eque não sejam provenientes de aporte dos proprietários da entidade.Despesa – Despesas são decréscimos nos benefícios econômicos durante operíodo contábil sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ouincrementos em passivos, que resultam em decréscimo do patrimônio líquidoe que não sejam provenientes de distribuição aos proprietários da entidade. DEFINIÇOES IMPORTANTES: REGIME DE COMPETENCIA REGIME CAIXARECEITAS REALIZADAS (GANHAS E RECEBIDAS) SIM SIMRECEITAS REALIZADAS (GANHA) E NÃO RECEBIDA SIM NÃORECEITAS NÃO REALIZADAS (NÃO GANHA) E NÃO SIMRECEBIDASDESPESAS INCORRIDAS E PAGAS SIM SIMDESPESAS INCORRIDAS E NÃO PAGAS SIM NÃODESPESAS NÃO INCORRIDAS E PAGAS NÃO SIM 61 WWW.SUPERPROVAS.COM
  62. 62. RECEITAS E DESPESAS RECEITAS E DESPESASA evidenciação das contas de receitas e despesas se dará no DRE. No balançopatrimonial teremos só a representação do seu somatório. O valor total dasreceitas e despesas será transferido para a conta ARE (ver próximo slide) e depoispara a conta Lucros e prejuízos acumulados no PL (atualmente com a rubricaPrejuízos acumulados porque todo o lucro deve ser distribuído no final doexercício).A distribuição de lucros consiste em se transferir os lucros para as reservas e adividendos a pagar. Nenhum lucro deve ficar na conta L/P acumulados, somentedeverá ficar saldo nesta conta para representar prejuízos acumulados deexercícios anteriores.A conta L/P acumulados pertence ao Patrimônio Liquido do Balanço Patrimonial.A demonostração das contas de resultado se dará na DRE - demonstração delucros do exercício que será apresentada nos próximos slides. 62 WWW.SUPERPROVAS.COM
  63. 63. DISTRIBUIÇÃO DO RESULTADO DISTRIBUIÇÃO DO RESULTADO DESPESAS RECEITAS ARE20 000 B A 10 000 B A Receitas e despesas para a conta ARE DIVIDENDOS ARE PREJUÍZOS ACUMULADOS PARTE DO BALANÇO SALDO PATRIMONIAL B A SALDO ATIVO PASSIVO ATIVO PASSIVO CIRCULANTE CIRCULANTE PASSIVO SALDO ATIVO NÃO NÃO RESERVAS CIRCULANTE CIRCULANTE PATRIMÔNI PARTE DO O LÍQUIDO SALDO O Saldo do ARE vai para a conta Prejuízos Aqui ocorre a distribuição Acumulados do Resultado, zerando a conta Prejuízos acumulados e transferindo o saldo para Dividendos e Reservas. As contas de Dividendos são localizadas no PE e as contas de Reservas são Localizadas 63 no Patrimônio Líquido do BP WWW.SUPERPROVAS.COM
  64. 64. DIVIDENDOS DIVIDENDOSNa distribuição do resultado, conforme comentado anteriormente, percebemosque parte do lucro é distribuído em forma de dividendos aos sócios.Por ocasião da declaração dos dividendos, temos o seguinte lançamento:Contabilização:D Lucros ou prejuízos acumulados (PL)C Dividendos a pagar (PC)Já no pagamento dos dividendos, temos o seguinte lançamento:D Dividendos a pagarC CaixaApós a declaração os dividendos devem ser pagos aos sócios em até 60 dias. 64 WWW.SUPERPROVAS.COM
  65. 65. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DOEXERCÍCIO (DRE) e DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS ABRANGENTES (DRA) 65 WWW.SUPERPROVAS.COM
  66. 66. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIODEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIOEstrutura conforme lei 6.404/76: Faturamento IPI Receita Bruta de venda ou serviços (-) Devoluções e cancelamentos de vendas (-) Descontos e abatimentos (-) Impostos sobre venda ou serviços --------------------------------------- Receita Líquida (-) CMV ---------------------------------------- Lucro Bruto (-) Despesas administrativas/financeiras/comerciais (+) Receitas Financeiras (+/-) Outras receitas/despesas operacionais e não operacionais (-) Imposto de Renda e CSLL (contribuições sociais sobre o lucro) (-) Participações Societárias ---------------------------------------- Lucro Líquido do exercício Lucro Líquido por ação 66 WWW.SUPERPROVAS.COM
  67. 67. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIODEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIOA DRE – demonstração do resultado do exercício é construída a partir dos saldos doencerramento de todas as contas de resultado. Os itens pertencentes ao DRE são osseguintes:Faturamento com IPI – No caso de empresa industrial Faturamento é a soma da receitabruta com IPI. No caso de empresa comercial o faturamento não embute o IPI porque IPI éum imposto por fora, ou seja, é calculado por fora e há a representação separadaFaturamento + IPI.Receita Bruta: é a soma de todas as receitas da atividade principal da empresaDeduções da Receita: são as devoluções e cancelamentos de vendas + descontos eabatimentos + Impostos sobre venda ou serviços. Ao fazer estas deduções temos a ReceitaLíquida.Impostos sobre venda: ICMS, IPI, Pis e ConfinsCMV = custo de mercadorias vendidas: todas as despesas de vendas são representadas poresta rubrica. Já as demais despesas são representadas posteriormente.Lucro bruto = receita líquida (–) CMV. Representa o resultado das vendas/serviços, ou seja,o obtido com as atividades de vendas/prestação de serviços. 67 WWW.SUPERPROVAS.COM
  68. 68. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIODEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIODespesas administrativas: são as despesas administrativas gerais: conta de água, luz, telefone,salários, material de expediente, aluguéis.Despesas financeiras: são os juros passivos, desconto concedidos.Despesas comerciais: são as despesas com publicidade, comissões.Receitas administrativas: juros ativos, descontos obtidos.Outras receitas e despesas operacionais: são os aluguéis ativos, dividendos de participaçõessocietárias, resultado de equivalência patrimonial, reversão de PCLD.Outras receitas e despesas não operacionais: ganhos/perdas na venda do imobilizado.IR e CSLL: imposto de renda e contribuição social sobre lucro líquido calculados sobre oresultado.Participações societárias:Participações dos Debenturistas;Participações dos Empregados;Participações dos Administradores;Participações das Partes Beneficiárias eParticipações dos Fundos de assistência ou previdência a empregados.Segundo o artigo 189 da lei das SA´s: do resultado do exercícios serão deduzidos, antes dequalquer participação, os prejuízos acumulados e provisão do imposto de renda. 68 WWW.SUPERPROVAS.COM
  69. 69. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Estrutura conforme o CPC 26: Receita Líquida (-) CMV ---------------------------------------- Lucro Bruto (-) Despesas com vendas/gerais/administrativas (+) Receitas Financeiras (+/-) Outras receitas/despesas GEP ou PEP Resultado antes do Resultado Financeiro (+/-) Receitas e Despesas financeiras Resultado antes do IR/CSLL (-) Imposto de Renda e CSLL (contribuições sociais sobre o lucro) (-) Participações Societárias ---------------------------------------- Resultado de operações continuadas Ganhos e perdas de operações descontinuadas Lucro Líquido do períodoA orientação do CPC 26 é quanto a separação do resultado continuado do não continuadoem substituição ao resultado operacional e não operacional. Os itens classificados comcontinuados são os mesmos dos operacionais. Porém a classificação das contas de operaçõesdescontinuadas não é a mesma que as classificadas como “não operacionais”. Estes últimosestão vinculados ao resultado apurado em operações com ativo ou grupo de ativos cujasoperações estão em vias de serem ou foram descontinuadas e, por isso, deixarão de causarefeito no caixa e nos equivalentes de caixa da entidade. 69 WWW.SUPERPROVAS.COM
  70. 70. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTEDEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTEO CPC 26 nos apresenta uma nova demonstração contábil: trata-se da demonstração doresultado abrangente (DRA).O resultado abrangente além de incluir o Resultado Líquido obtido pela DRE apresenta tambémuma série de ajustes que alteram o Patrimônio líquido e que poderão ou não afetar o Resultadono futuro. Resultados abrangentes – principais ajustes: Variações nas reservas de reavaliação quando permitidas legalmente (CPC 27). Ganhos e perdas atuariais em planos de pensão com benefício definido reconhecidos conforme CPC 33). Ganhos e perdas derivados da conversão de demonstrações contábeis de operação no exterior (CPC 02). Ajuste de avaliação patrimonial relativos aos ganhos e perdas na remensuração de ativos financeiros disponíveis para venda (CPC 38). Ajuste de avaliação patrimonial relativo à efetiva parcela de ganhos ou perdas de instrumentos de hedge em hedge de fluxo de caixa (CPC 38). 70 WWW.SUPERPROVAS.COM
  71. 71. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTEDEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE DRE Faturamento IPI Receita Bruta de venda ou serviços (-) Devoluções e cancelamentos de vendas (-) Descontos e abatimentos DRA (-) Impostos sobre venda ou serviços --------------------------------------- Receita Líquida (-) CMV ---------------------------------------- RECEITA DE VENDAS Lucro Bruto (-) Despesas (-) CUSTOS administrativas/financeiras/comerciais (+) Receitas Financeiras ----------------------------------------- (+/-) Outras receitas/despesas (-) Imposto de Renda e CSLL (contribuições LUCRO sociais sobre o lucro) (-) Participações Societárias (-) Despesas incorridas ---------------------------------------- Lucro Líquido do exercício ----------------------------------------- Lucro Líquido por ação RESULTADO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO Resultado líquido do exercício (+) Outros ganhos e ajustes abrangentes ======================= Resultado abrangente do períodoA DRA deve ser apresentada em separado do DRE ou em conjunto com a DLPA 71 WWW.SUPERPROVAS.COM
  72. 72. PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES 72 WWW.SUPERPROVAS.COM
  73. 73. PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTESProvisão é um passivo de prazo ou de valor incerto. São distintas de outros passivos porque háincerteza quanto ao pagamento. Provisão é uma reserva de um valor para atender a despesasque se esperam. A provisão visa a cobertura de um gasto já considerado certo ou de grandepossibilidade de ocorrência.A CPC 25 criou uma nova forma de reconhecimento de provisões . São contrapartidas quereduzem o valor do ativo, sendo sempre credoras, mas sempre classificadas no ativo comoredutoras. A contabilização tradicional de provisões não tem mais base técnica, muito emboraas bancas continuem elaborando questões aplicando os conceitos em desuso.Se a saída de recursos for provável, então é necessária a contabilização da provisão.Exemplos de contas classificadas como provisões:Provisão para contingência trabalhistasProvisão para contingências cíveisProvisão para cobertura de garantiasProvisão para danos ambientaisProvisão para retirada de ativosProvisão para reestruturaçãoProvisão para contingências fiscaisProvisão para compensação por quebra de contratoAs provisões devem ser revistas quando da elaboração de uma demonstração financeira.Lançamento:D despesa de provisãoC provisão 73 WWW.SUPERPROVAS.COM
  74. 74. PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTES PROVISÕES E PASSIVOS CONTINGENTESNão devem ser mais utilizadas com o Designações apropriadas (contasnome de provisões credoras redutoras do ativo)PDD o PCLD – provisão para devedores Perdas estimadas com clientesduvidosos ou provisão para crédito deliquidação duvidosaPPI – provisão para perdas em investimentos Perdas estimadas em investimentosProvisão para perdas em estoques Perdas estimadas em estoquesProvisão para perda ao valor recuperável Perdas estimadas por valor não recuperávelReconhecimento de uma provisão: para se constituir uma provisão devem seratendidas as seguintes condições: a obrigação deve ser presente, deve ser provável asaída de recursos e deve haver uma estimativa confiável do valor da obrigação.Caso o fato não preencha estas condições será um passivo contingente e não umaprovisão e deverá evidenciado em notas explicativas caso seja remota a possibilidadede desembolso.Entende-se por passivo contingente uma obrigação possível ou obrigação presenteque pode (mas provavelmente não fará) requerer uma saída de recursos. 74 WWW.SUPERPROVAS.COM
  75. 75. REDUÇÕES DE VALOR NO ATIVONÃO CIRCULANTE PERMANENTE 75 WWW.SUPERPROVAS.COM
  76. 76. DEPRECIAÇÃO/AMORTIZAÇÃO/EXAUSTÃO E IMPAIRMENTDEPRECIAÇÃO/AMORTIZAÇÃO/EXAUSTÃO E IMPAIRMENTDepreciação de um bem é o registro da redução do valor dos bens pelo desgaste ou perda deutilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência.Depreciação a conforme a norma CPC 27 (conselho de pronunciamentos contábeis):A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando está nolocal e em condições de funcionamento . A depreciação de um ativo deve cessar na data emque o ativo é classificado como mantido para venda (ativo circulante mantido para venda eoperação descontinuada), ou, ainda, na data em que o ativo é baixado, o que ocorrerprimeiro. Portanto, a depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado douso normal. A não ser que o ativo esteja totalmente depreciado.Métodos de depreciação:Método linear: depreciar de forma linear é depreciar com alíquota constante, dividindo ovalor do bem pelo seu tempo de vida útil . 76 WWW.SUPERPROVAS.COM
  77. 77. DEPRECIAÇÃO DEPRECIAÇÃOBens não depreciáveis:Bens que não perdem o valor (obra de arte, antiguidade);Terrenos (a construção pode ser depreciada);Imóveis não alugados ou destinados à venda;Bens para os quais sejam registradas quotas de exaustão;Bens cujo tempo de vida útil seja menor que 1 ano eBens com valor inferior a R$ 326,61.Base de cálculo: custo de aquisição, incluindo os gastos necessários à colocação dobem em funcionamento, e acréscimos posteriores, como correção monetária.Lançamento:Despesa de depreciaçãoa depreciação acumuladaValor contábil: é a diferença entre o custo de aquisição (este pode sofreracréscimos posteriores) e a depreciação acumulada.Valor residual: é o valor da provável realização do bem, após totalmentedepreciado. em geral, é considerado zero, mas se for estimado um valor diferentede zero, este deverá ser subtraído do custo de aquisição, a fim de que a taxa dedepreciação incida nessa diferença. 77 WWW.SUPERPROVAS.COM
  78. 78. DEPRECIAÇÃO DEPRECIAÇÃOValor depreciável: é o valor contábil menos o valor residual.Métodos de depreciação:Método das quotas constantes (método linear/taxa de depreciação constante) 1ª forma: aplica-se taxa constante sobre o valor a ser depreciado. 2ª forma: divide-se o valor a ser depreciado pelo tempo de vida útil.Método da soma dos dígitos (método de cole) = não linear= soma das quotasdecrescentes: 1ª etapa: somar os algarismos que compõem o no de anos de vida útil. 2ª etapa: multiplicar o valor a ser depreciado a cada ano pela fração cujo denominador é a soma da 1ª etapa, e numerador, p/ 1º ano é n (tempo de vida), p/ o 2º ano, n-1, 3º ano, n-2, até 1. Ex: valor do bem = 180 000 Tempo de vida útil = 5 anos Soma dos dígitos dos anos = 1+2+3+4+5 = 15 anos Depreciação do primeiro ano = 5/15 x 180.000 (valor depreciável)=60.000, Depreciação do segundo ano = 4/15 x 180.000 (valor depreciável) = 48.000 Depreciação do segundo ano = 3/15 x 180.000 (valor depreciável) =36.000 Depreciação do segundo ano = 2/15 x 180.000 (valor depreciável) =24.000 Depreciação do segundo ano = 1/15 x 180.000 (valor depreciável) =12.000 ============================================================== 180.000 78 No final de cinco anos teremos todo o bem depreciado de forma não linear. WWW.SUPERPROVAS.COM
  79. 79. DEPRECIAÇÃO DEPRECIAÇÃODepreciação = taxa de depreciação x valor depreciávelA cada exercício este valor de depreciação irá para o resultado através do lançamentoabaixo:ANO 1Despesa de depreciaçãoA depreciação acumulada 60.000ANO 2Despesa de depreciaçãoA depreciação acumulada 48.000Os valores de depreciação serão somados ao longo dos anos e formarão o saldo da contadepreciação acumulada que aparecerá no Balanço Patrimonial como uma conta retificadorado ativo permanente: Conta depreciação acumulada no Balanço Patrimonial ANO 1: Ativo Permanente 180.000 (-) Depreciação acumulada 60.000Método da quotas crescentes = não linearNão tem fundamento doutrinário, mas aparece em algumas provas de concursos. É ocontrário do método de cole que é um método decrescente. O método das quotascrescentes terá como quota o valor de 1/soma dos dígitos (ex:1/15) até o valor do tempo de 79vida/soma dos dígitos (ex: 5/15). WWW.SUPERPROVAS.COM
  80. 80. DEPRECIAÇÃO ACELERADA DEPRECIAÇÃO ACELERADADepreciação acelerada: Trata-se da aceleração da taxa normal de depreciação, em função dautilização em mais de um turno de um bem. Os acréscimos serão de de 50% até 100% alémda utilização normal conforme tabela abaixo: 1 turno de 8 horas Taxa de depreciação normal x 1,0 2 turnos de 8 horas Taxa de depreciação normal x 1,5 3 turnos de 8 horas Taxa de depreciação normal x 2,0Os conceitos para o cálculo da depreciação são os mesmos da depreciação a taxasnormais. O que muda é o valor da taxa que sofre um aumento conforme o turno deutilização. Sendo assim, calcula-se a depreciação multiplicando-se o valor depreciávelpela taxa de depreciação acelerada, achando o valor da depreciação do período. Porémneste caso usamos a taxa de depreciação com um fator de aceleração (x1,5 ou x2,0)conforme a tabela acima. 80 WWW.SUPERPROVAS.COM
  81. 81. AMORTIZAÇÃO AMORTIZAÇÃOAmortização: tem o mesmo efeito prático de depreciar. Porém, consiste em registrar aperda de valor de direitos registrados no intangível ou no diferido (enquanto existir saldoporque diferido já foi extinto).A taxa de amortização será determinada em função do tempo restante do usufruto dosbenefícios do direito.Exemplos de itens amortizáveis:Bens amortizáveis: benfeitorias em bens de terceiros com cláusula de ressarcimento.Direitos amortizáveis:Concessões públicas;Direitos autorais;Compras de tecnologia;Patentes de invenção;Direitos do uso e marca;Contratos de exploração de florestas de terceiros.Lançamento:D AmortizaçãoC amortização acumuladaO cálculo da amortização depende da duração do contrato. Divide-se o valor total docontrato pelo tempo em anos e tem-se o valor da amortização anual. 81 WWW.SUPERPROVAS.COM
  82. 82. EXAUSTÃO EXAUSTÃOExaustão: tem o mesmo efeito prático de depreciar e amortizar, diferenciando-se dos bens aque se aplicam: recursos minerais e florestais. Consiste em registrar como exaustão quandocorresponder à perda do valor decorrente de sua exploração de direitos.Sua valorização pode ser feito por estimativa ou em função da exploração efetiva:Em função da estimativa (prazo):Ex: gasto de aquisição: R$ 1.000.000,00, prazo de concessão=20 anos:Quota de exaustão = R$ 1.000.000,00/20 anos = 50.000 por ano.Lançamento:ExaustãoA Exaustão acumulada 50.000Em função da exploração efetiva:Ex: Possança = capacidade de exploração no período = R$ 400.000 e capacidade deexploração anual=10 000 toneladas e custos+direito de explorar = R$1.000.000Quota de exaustão= extração anual / possança = 10.000/400.000=0,025 ou 2,5% por anoExaustão= R$1.000.000 x 2,5% = 25.000Lançamento:ExaustãoA exaustão acumulada 25.000 82 WWW.SUPERPROVAS.COM
  83. 83. TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENTTeste de recuperabilidade: é feito predominantemente para itens do imobilizado edo intangível e, em algumas situações, para itens do investimento e do diferido. Éum teste que deve ser feito pelo menos uma vez em cada em exercício em todos osativos classificados no “não circulante” , para verificar se o valor contábil pode serrecuperado de alguma forma. O objetivo não é reavaliar o bem, aumentando o seuvalor e sim verificar permanemente qualquer redução que deva ser feita paraajustar o valor contábil ao valor de venda do bem ou ao valor que o bem podegerar para a empresa.Não é mais permitida a criação da reserva de reavaliação, avaliando o bem para umvalor maior. Já o teste de recuperabilidade irá diminuir o valor contábil do bematravés de perdas por valor não recuperável, através de uma conta retificadora demesmo nome, retificando o valor contábil do ativo.A perda por desvalorização do ativo deve ser reconhecida imediatamente noresultado do período.Depois do reconhecimento da perda por desvalorização as despesas dedepreciação, amortização ou exaustão devem ser ajustadas em períodos futurospara alocar o novo valor contábil gerado pelo teste de reavaliação. 83 WWW.SUPERPROVAS.COM
  84. 84. TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENTValor em uso (VU): é o valor presente em fluxos de caixas futuros estimados que devemresultar do uso de um ativo ou de uma unidade geradora do caixa.Valor líquido de venda (VL): é o valor a ser obtido pela venda de um ativo ou de umaunidade geradora de caixa em transações em bases comutativas, entre partes conhecedorase interessadas subtraídas as despesas estimadas de venda.Valor recuperável de um ativo (VR): é o maior valor entre o valor líquido de venda de umativo e seu valor em uso. VR  maior valor entre VL e VU.Registro da perda por desvalorização: ocorre o registro do ajuste de perda pordesvalorização quando o valor contábil do bem do ativo permanente for maior que o valorrecuperável. (sendo o valor recuperável o maior valor entre o valor em uso e o valor líquidode venda). Caso o valor contábil for maior que o maior dentre estes valores haverá registrode perda por desvalorização): VC REGISTRO DE PERDA POR DESVALORIZAÇÃO VR Perdas por desvalorização (despesa) < a perdas por valor não recuperável (redutora do ativo) VR Não há registro de perda > VC 84 WWW.SUPERPROVAS.COM
  85. 85. TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENTUnidade geradora de caixa: é o menor grupo identificável de ativos que gera as entradas decaixa, que são em grande parte independentes das entradas de caixa de outros ativos ou degrupos de ativos.Vida útil: é o período de tempo pelo qual a entidade espera usar um ativo ou o número deunidades de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter do ativo.Determinação do Valor em uso:Para o caso de determinação do valor em uso em função das entradas em caixa temos: Seum ativo gera receitas para os anos de X1 e X2 no valor de $ 100.000,00, ao final de cadaano o valor de uso em X0 para uma taxa de desconto de 10% será: Valor de uso: Σ (Receita Esperada em n/(1+i)^n)Receita Esperada = 100.000N=1 em X1E N=2 em X2Logo, o nosso valor de uso será: 100.000/1,1^1 + 100.000/1,1^2 = 90.909,10 +82.644,60 = R$ 173.553,70Valor em uso = R$ 173.553,70 85 WWW.SUPERPROVAS.COM
  86. 86. TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENT TESTE DE RECUPERABILIDADE - IMPAIRMENTSupondo que o valor líquido de vendas seja: 200.000 e os custo e despesas de venda +manutenção = 10.000 reais calculamos o valor líquido de venda = 200.000 – 10.000 =190.000.O valor contábil do bem é dado pela diferença entre o custo do bem menos a depreciaçãoacumulada:Custo do bem ----------------300.000Depreciação acumulada = (50.000)-----------------------------------------------Valor contábil = 250.000Teremos então os valores para o teste de recuperabilidade: Valor em uso (VU) = R$173.553,70, Valor líquido de venda (VL) = 190.000, Valor contábil (VC) = 250.000.A comparação entre estes valores para saber se devemos registrar a perda pordesvalorização chamamos de TESTE DE RECUPERABILIDADE. Abaixo os passos deste teste:1) Identificar o maior valor entre o valor de uso (VU) e o valor líquido de vendas (VL). VL ok?2) Sendo o valor contábil maior que o valor dos valores no passo 1 acima haveránecessidade de se registrar a perda por desvalorização. E o valor será de R$ 250.000 –R$190.000 = 60.000. Faremos, então, o registro:REGISTRO DE PERDA POR DESVALORIZAÇÃOD Perdas por desvalorização (despesa) -----------------------------60.000C perdas por valor não recuperável (redutora do ativo) --------60.000 86 WWW.SUPERPROVAS.COM
  87. 87. OPERAÇÕES FINANCEIRAS EINSTRUMENTOS FINANCEIROS 87 WWW.SUPERPROVAS.COM
  88. 88. 88WWW.SUPERPROVAS.COM
  89. 89. INSTRUMENTOS FINANCEIROS INSTRUMENTOS FINANCEIROSEste tema envolve a contabilização de empréstimos e aplicações financeiras de títulos ealgumas definições que serão tratadas abaixo:Instrumento financeiro: é qualquer contrato que dê origem a um ativo financeiro para aentidade e um passivo financeiro ou instrumento patrimonial para outra entidade.Instrumento patrimonial: é qualquer contrato que evidencie uma participação nos ativos deuma entidade após a dedução de todos os seus passivos.Ativo Financeiro: é qualquer ativo que seja:CaixaInstrumento patrimonial de outra entidadeDireito contratual:  De receber Caixa ou outro ativo financeiro de outra entidade  De troca de ativos financeiros ou passivos financeiros com outra entidadeUm contrato que seja ou passa vir a ser liquidado por instrumentos patrimoniais da própriaentidade.Passivo Financeiro: é qualquer passivo que seja:Obrigação contratual de:  Entregar caixa ou outro ativo financeiro a uma entidade  Trocar ativos financeiros ou passivos financeiros com outra entidade sob condições que são potencialmente desfavoráveis para a entidade.Contrato que será ou poderá ser liquidado por instrumentos patrimoniais da própriaentidade. 89 WWW.SUPERPROVAS.COM
  90. 90. APLICAÇÕES PREFIXADAS COM JUROS E SEM CMAPLICAÇÕES PREFIXADAS COM JUROS E SEM CMPara explorar este tema será utilizada uma explanação inovadora. Ao invés de muitaexposição teórica preferimos expor este assunto através de lançamentos contábeis nasdiversas situações tais como: na data da aplicação, na data do balanço e no dia do resgate: No dia da aplicação Em 31/12 Lançamento contábil: Receita Financeira a Transcorrer Aplicação financeira a Receita Financeira (juros ativos) * a diversos a Bancos a Receita Financeira a Transcorrer * Ocorre a realização da receita de juros. No dia do resgate Receita Financeira a Transcorrer a Receita Financeira (pelos juros remanescentes após 31/12) IR a compensar a aplicação financeira (pela cobrança do IR) Banco a Aplicação Financeira (pelo resgate) 90 WWW.SUPERPROVAS.COM

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