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Fundamentos da Administração

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Aula ministrada em Pós Graduação

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  • 1. RICARDO LAUB JR.EMPREENDEDOR Pós - graduado pela Universidade deCuiabá – UNIC. Atualmente DOCENTE NÍVEL SUPERIOR dasFaculdades Integradas do Instituto Cuiabano de Educação,Instrutor SENAC/Varejo, Diretor Vice Presidente e Fundadorda AGENCIAUTO/MT - Há 24 anos no comercio varejista deveículos novos e usados e a 7 anos como PALESTRANTE ECONSULTOR Comercial e Administrativo de empresas do setorAutomobilístico e ESTUDANTE DE HISTÓRIA na UFMT.
  • 2. INTRODUÇÃO À TÉCNICAS DE ADMINISTRAÇÃOO que é Administração? Administração vem do latimAd = direção ou tendência para algo.Minister = subordinação ou obediência
  • 3. CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO"Administração é o processo de PLANEJAR, ORGANIZAR, LIDERARE CONTROLAR o trabalho dos membros da organização, e de usartodos os recursos disponíveis da organização para alcançarobjetivos estabelecidos" (Stoner & Freeman, 1999).CONCEITO DE ORGANIZAÇÃO“Organização é uma ENTIDADE ABSTRATA, de cunho jurídico,formada por duas ou mais pessoas, trabalhando juntas e de modoestruturado para ALCANÇAR UM OBJETIVO ESPECÍFICO ou umconjunto de objetivos.” (Stoner & Freeman, 1999)
  • 4. AS ORGANIZAÇÕESDESENVOLVEM OCONHECIMENTOAS ORGANIZAÇÕESPROPORCIONAMCARREIRASAS ORGANIZAÇÕESREALIZAMOBJETIVOS.
  • 5. OS OBJETIVOS DO ADMINISTRADOR NA ORGANIZAÇÃO PETERDRUCKER aponta que o Administrador deve ser:EFICIENTE, ou seja, aquele que obtém produtose serviços (atividade-fim) com o menor volumede recursos necessários (meios), EFICIÊNCIA éfazer certo as coisas, ou seja, é um FatorQuantitativo.EFICAZ, ou seja, aquele que definecorretamente o objetivo adequado a seralcançado, pois EFICÁCIA é fazer a coisa certa,ou seja, é um Fator Qualitativo.
  • 6. CONCEITOS PRODUÇÃO = fenômeno econômico que cria ougera mercadorias e/ou serviços para troca oupermuta. Somente existem 2 tipos de produção:Mercadorias (alimentos, remédios, etc.)Serviços (transportes, médicos hospitalares, etc.).EMPRESA: é um organismoeconômico destinado à produção demercadorias e/ou serviços, com oobjetivo de lucro para o empresário.TRABALHO = todo esforçohumano destinado àprodução.O homem é agente e o seu trabalho o 1ºfator de produção. Os recursos da terra e danatureza, representam o 2º fator deprodução, isto é, o capital (máquinas eanimais).CAPITAL = representa os recursos disponíveis e aplicados.•Capital Financeiro = dinheiro ou crédito(financiamento).•Capital Econômico = equipamentos, produção,máquinas, ferramentas, etc. (investimento).•o LUCRO tem 2 destinos:•Ser distribuído entre os sócios (Ltda) ouacionistas (S/A).•Permanecer no giro dos negócios,figurando como reserva e acréscimo decapital.Nos sistemas econômicoscapitalistas, as empresas sãoconstituídas para OBTENÇÃO DELUCRO (diferença entre o menorcusto de produção e maior preçodas vendas das mercadorias e/ouserviços), caso contrário teráprejuízo
  • 7. De acordo com a TeoriaOrganicista : as empresascomerciais , industriais,agrícolas, hoteleiras, etc., sãoconsideradas ORGANISMOSECONÔMICOS que produzemmercadorias e/ou serviços como OBJETIVO DE LUCRO.
  • 8. ENTIDADES: organismos econômicosdestinados a produção de mercadoriase/ou SERVIÇOS, SEM FINS LUCRATIVO. Porexemplo: ONGs, clubes esportivos,fundações educacionais, associaçõesreligiosas, etc.SUPERÁVITSDÉFICITS
  • 9. •A ADMINISTRAÇÃO é uma das vias que nos conduzem aoobjetivo das empresas ou entidades.• OS ADMINISTRADORES são pessoas encarregadas de fazerplanos, organizar, dirigir e controlar as operações, por meio doesforço conjunto dos empregados (técnica administrativa).
  • 10. Grupos formalmente organizados, quer dizer que não basta a reuniãode pessoas para que se verifique a presença da ação administrativa. Ogrupo de pessoas deve ser constituído de forma deliberada elegalmente organizada, como acontece numa empresa ou entidade.Conceito de : Harold Koontz“Administração é a arte de realizar coisas come por meio de pessoas em grupos, formalmenteorganizados.”
  • 11. Conceito de WILLIAM H. NEWMAN:“ Administração consiste em orientar,dirigir e controlar os esforços de umgrupo de indivíduos para um objetivocomum”.•A necessidade de orientação, direção e controle dos esforços dogrupo de indivíduos e que esse papel cabe ao administrador, ou seja,pode existir um número de pessoas - em um cinema, dentro de umônibus ou uma praça pública - mas, na falta de orientação, direção econtrole da atividade grupal, não haverá, evidentemente,Administração.Um dos principais pensadores deestratégia e estudiosos do séculopassado, William Newman era Professorda Indústria da Universidade de WhartonSchool da Pensilvânia 1939-1949.
  • 12. •PLANEJAMENTO“é decidir antecipadamente o que deve serfeito para alcançar determinado objetivoou meta.”b) PLANEJAMENTO GERAL - é usado,muitas vezes, de forma permanente.a) PLANEJAMENTO ESPECIAL - é o que,atingindo seu objetivo, deixa de serutilizado.2 tipos principais
  • 13. PROJETO: é um instrumento que possibilita AVALIAR as vantagens edesvantagens de REUNIR OU COMBINAR TODOS OS RECURSOSnum investimento empresarial, bem como AFERIR a capacidadedos empresários.AVALIARREUNIR OU COMBINARTODOS OS RECURSOSAFERIR
  • 14. ORGANIZAÇÃO“é o processo administrativo que visa àestruturação da empresa, reunindo pessoas e osequipamentos, de acordo com o planejamentoefetuado.”
  • 15. Referente a ESTRUTURA ORGANIZACIONAL, pode-se entendê-larecorrendo a DUAS TEORIAS DE ORGANIZAÇÃO:TEORIA ORGANICISTA: asempresas são comparadas aoorganismo animal.Trata-se de um estudo peloprocesso analógico, por meiodo qual observa-se asemelhança entre coisasdiferentes.TEORIA COMPORTAMENTISTA: asempresas constituem uma reuniãode pessoas que trabalham para aprodução de mercadorias e/ouserviços.As relações que se estabelecementre as pessoas que trabalhamnuma empresa constituem o quese chama de estruturaorganizacional.
  • 16. •Tipo ou Modelo Organizacional Clássico:DISCIPLINA EM PRIMEIRO LUGARAUTORIDADE VAI EM LINHA VERTICAL (PIRAMIDAL)2 VANTAGENS: unidade de comando (executor recebe ordens de um únicosupervisor) e simplicidade de estruturação (fácil esquema da empresa).DESVANTAGEM: o modelo em forma de pirâmide é muito rígido e que, por isso, criadificuldades nas transmissões de informações (deve-se informatizar a empresa).
  • 17. Tipo Organizacionais para Grandes Empresas:UNIDADES DE NEGÓCIOS: consiste em criar áreas ou setoresindependentes, com vida própria (previsão orçamentária, apuraçãode custos e resultado operacional positivo - lucro).HORIZONTALIZAÇÃO: com osurgimento da técnicaadministrativa, a partir de 1990,denominada de Reengenharia deNegócios, a qual recomenda:RIGHTSIZINGTamanho Certo daEmpresaDOWNSIZINGRedução dos níveishierárquicos
  • 18. REDES (DE EMPRESAS):costuma ser adotado por empresas que não têm características dasgrandes, como instalações volumosas e muitos funcionários, mas oMovimento Econômico-Financeiro é bem elevado.É a interligação entre as empresas, ligando os funcionáriosespalhados por todos os lugares (Alguns autores preferem chamaresse tipo de organização de virtual; outros denominam demodular).
  • 19. “ESTRUTURA DE ORGANIZAÇÃO INFORMAL”: não évisível nas empresas, mas ninguém pode negar suaexistência.Alterações ou desvios daquilo que foi planejado eorganizado.Esse fenômeno é comum em toda a organização humana,pois sempre aparece alguém procurando modificar oualterar o que existe
  • 20. AUTORIDADE: é direito de mandar e o poder de se fazerobedecer.RESPONSABILIDADE: é a obrigação de fazer e prestarcontas do que foi feito.DIVISÃO DO TRABALHO: é considerada como princípiofundamental da organização, isto é, a organização existeporque o trabalho do homem é dividido, uma vez que ele nãopode fazer tudo.A Organização Ou Estruturação da empresa develevar em conta três questões:
  • 21. DEPARTAMENTALIZANDO, ou seja, criando diversas seçõesque executam as funções (ou serviços) específicos oupróprios.DEPARTAMENTALIZAR2 FASES: A SÍNTESE: é o trabalho de recompor otodo, reunindo todas as partesconhecidas compreendendo oagrupamento das funções (ou serviços)em departamentos específicos.A ANÁLISE: é o trabalho de decomporum todo, com a finalidade de conhecersuas partes para poder organiza-las.
  • 22. •ORGANOGRAMAS: a Estrutura Organizacional de uma Empresa pode serrepresentada graficamente por meio de pequenos retângulos - tambémconhecidos por "caixas" - e linhas indicativas das ligações hierárquicas.
  • 23. Serve para Designar atéum simples rascunho, noqual se faz, por exemplo,uns círculos ou retângulosligados por linhas emforma de flechas..., com a finalidade de Mostrar como é que a coisafunciona ou se movimenta.FLUXOGRAMAS (flowcharts):
  • 24. DIREÇÃO “é o processo administrativoque conduz e coordena o pessoal naexecução das tarefas antecipadamenteplanejadas.”
  • 25. Fayol dava preferência pela organização linear, que constitui um dostipos mais simples de organização. A organização linear baseia nosprincípios de:a) Unidade de Comando ou supervisão única. Cada pessoa temapenas um único e exclusivo chefe.b) Unidade de Direção. Todos os planos devem se integrar aosplanos maiores que conduzam aos objetivos da organização.
  • 26. MOTIVAÇÃO: As pessoas que trabalham numa empresa devem termotivos para assim proceder.Classificação dos motivos em Quatrocategorias:•Sobrevivência (continuar a viver);•Segurança (manter-se protegido);•Satisfação (sentir-se saciado, contente, realizado, etc.);•Estimulação (buscar novos estímulos).
  • 27. MOTIVO é qualquer coisa que levaa pessoa a praticar uma ação.MOTIVAÇÃO é Proporcionar UmMotivo a uma pessoa,estimulando-a a agir de maneiradesejada.
  • 28. COMUNICAÇÃO: pode ser considerada como o processo detransmissão de informações ou mensagens.
  • 29. QUADRO DOS CANAIS DE COMUNICAÇÃO EM UMA EMPRESA:1. INTERNOS (decorrentesINTERNOSdecorrentes derelações internasEXTERNOSdecorrentes derelações ExternasCANAIS VERTICAISCANAL HORIZONTALCANAL EXTRA-ORGANIZACIONALDecorrentes comunicações p/ derelações externasComunicações entre os diversosdepartamentos (ou seções)da empresa, no mesmo nível.DESCENDENTE = Comunicaçõesdo superior para o subordinado.ASCENDENTE= Comunicações dosubordinado para o superior
  • 30. •COORDENAÇÃO: Segundo Henri Fayol, “ a coordenação tempor fim ligar, unir e harmonizar todos os atos e esforços.•LIDERANÇA: faz parte da personalidade de umadministrador. Ele precisa ser um condutor ou guia de seussubordinados.
  • 31. TOMADA DE DECISÕES: a escolha que fazemos quando nosdefrontamos com várias alternativas ou diversas opçõesnum curso de ação, escolhemos o caminho a seguir,decidimos o que fazer.
  • 32. •CONTROLE “é o processo administrativo que consiste emVerificar se tudo Está Sendo Feito de Acordo com o que foiPlanejado e as ordens dadas, bem como assinalar as faltas eos erros, a fim de repará-los e evitar sua repetição.”AS CARACTERÍSTICAS DO CONTROLE ADMINISTRATIVO SÃO:•MALEABILIDADE: Possibilitar a introdução de mudanças decorrentes dealterações nos planos e nas ordens;•INSTANTANEIDADE: Acusar o mais depressa possível as faltas e os errosverificados;•CORREÇÃO: Permitir a reparação das faltas e dos erros, evitando-se a suarepetição.
  • 33. •TEORIA CLÁSSICA E TEORIA CIENTÍFICA•Início da Revolução Industrial (máquinas e divisão do trabalho).•A economia deixou de ter uma base artesanal e manufatureirapara se firmar na produção industrial mecanizada -transformação em toda a sociedade.•NASCIMENTO DAS FÁBRICAS: primeiro paradigma daadministração, defendendo racionalização da produção, divisãodas tarefas em múltiplas etapas, supervisão cerrada eobediência hierárquica.
  • 34. •TEORIA CLÁSSICA E TEORIA CIENTÍFICA•FREDERICK TAYLOR - técnicas de racionalização do trabalho dooperário, buscou uma organização científica do trabalho, enfatizandotempos e métodos e por isso é visto como precursor da Teoria daAdministração Científica.• Taylor é visto como um cientista insensível e desumano, porém deve-seressaltar que a preocupação de Taylor com o aumento da eficiência daprodução, buscando redução dos custos não apenas para elevar oslucros, mas também para elevar a produtividade dos trabalhadores,aumentando seus salários.•Não podemos esquecer da época: início do século XIX, reflexos doregime feudal e escravocrata, essas idéias representavam um avanço naforma de encarar a participação do trabalhador no processo produtivo.
  • 35. ADMINISTRAÇÃOCIENTÍFICA deTAYLOR
  • 36. Fundador da Administração Científica.Considerado o pai da Administração CientíficaFrederick Winslow Taylor( 1856/1915)
  • 37. ENFOQUE MECANICISTA DO SER HUMANO• A Visão da Organização como uma Máquina, que pode edeve seguir um projeto definido, recebe críticas ferozes deestudiosos da administração.•A partir dessa concepção, cada funcionário é consideradouma mera Engrenagem no Corpo da Empresa, tendodesrespeitada sua condição de ser humano.
  • 38. ORIGEM: nasceu na Pensilvânia, EUA. Família Quaker, educação básica rígida edisciplinada com conhecimentos de francês e alemão.FORMAÇÃO ESCOLAR: Com 18 anos aprovado em Direito (Harvard), mas começou atrabalhar como operário em uma metalúrgica da Filadélfia.CARREIRA (1878 a 1884): Operário a engenheiro chefePode ser visto como:Experimentador e pesquisador;Autor e divulgador de experimentos;Formador de uma equipe e linha de pensamento
  • 39. Crença: Acreditava que cada operário produzia um terço do quepoderia produzir chamando o processo de “vadiagemsistemática”.Os trabalhadores acreditavam que trabalhando maisdepressa, outros trabalhadores perderiam o empregoOs sistemas administrativos falhos da época forçavam osoperários a trabalhar mais lentamente para proteger seuspróprios interessesMétodos de trabalhos empíricos vinham passando de umageração para outra de trabalhadores (regra do polegar)Razãoatribuídapor Taylor
  • 40. Análise do trabalho;Padronização das ferramentas;Seleção e treinamento dos trabalhadores;Supervisão e planejamento;Pagamento por produçãoSistema de trabalho:
  • 41. PRIMEIRO PERIODO DE TAYLOR.Publicação do livro Shop Managemant (administração de Oficinas). Técnicasde RACIONALIZAÇÃO DO TRABALHO DO OPERÁRIO POR MEIO DO ESTUDO DETEMPOS E MOVIMENTOS. Taylor diz em Shop Managemant que:1.O Objetivo da Administração é Pagar Salários Melhores e Reduzir Custosunitários de produção;2. Para realizar isto, a Administração Deve Aplicar Métodos CientíficosDe Pesquisas e experimentos para formular princípios e estabelecerprocessos padronizados.
  • 42. SEGUNDO PERÍODO DE TAYLOR.Livro PRINCÍPIOS DE ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA (1911):“A Racionalização do Trabalho operáriodeveria ser acompanhada de umaestruturação geral da empresa e quetornasse coerente a aplicação dos seusprincípios”.
  • 43. PrincípiosPlanejamento Preparo Controle Execução
  • 44. ORGANIZAÇAO RACIONAL DO TRABALHOSubstituir métodos empíricos e rudimentares pelos métodoscientíficos ou Organização Racional do Trabalho (ORT). Que sefundamenta em:a) Analise do trabalho e estudo dos tempos emovimentos;b) Estudo da fadiga humana;c) Divisão do Trabalho e especialização do operário;d) Desenho de cargos e de tarefas;e) Incentivos salariais e prêmios de produção;f) Conceito de homo-economicus;g) Condições ambientais de trabalho, comoiluminação,conforto, etc.h) Padronização de métodos e maquinas;i) Supervisão funcional;
  • 45. SEGUNDA FASEPRIMEIRA FASE TERCEIRA FASE• Ataque ao “Problemados Salários”.• Estudo Sistemático doTempo.• Definição de TemposPadrão.• Sistema deAdministração deTarefas.• Ampliação deEscopo, daTarefa para aAdministração.• Definição dePrincípios deAdministraçãodo Trabalho.• Consolidação dosPrincípios.• Proposição de Divisãode Autoridade eResponsabilidadesdentro da empresa.• Distinção entreTécnicas e Princípios.FREDERICK TAYLOR (1856-1915) Fases
  • 46. CRÍTICAS AO SISTEMA DE TAYLORDois grupos:Mecanização: que desestimula a iniciativa pessoal do operário,tornando-o “parte da máquina”, não considerando os seusaspectos psicossociaisEsgotamento físico: frequente da ânsia em realizar mais doque previsto, para aumentar pagamento
  • 47. DIVISÃO DO TRABALHO E ESPECIALIZAÇÃO DO OPERÁRIO.Uma das decorrências do estudo dos tempos e movimentos foi adivisão do trabalho e a especialização do operário a fim de elevarsua produtividade.Um operário Vários operários Vários operá-desempenha desempenham em rios desem-a tarefa total paralelo partes da penham emtarefa. Série partes datarefa total.
  • 48. Consequências:Especialização demasiada da produção do operário, tornando-oapêndice da máquina;Destruir a iniciativa própria e relacionamento interpessoal;Atomizar o trabalho em demasia, minimizando as aptidões dosoperários;CRÍTICAS AO SISTEMA DE TAYLOR
  • 49. TO-02 53
  • 50. TO-02 54
  • 51. Henry Ford foi o primeiro a pôr em prática, na sua empresa“Ford Motor Company”, o taylorismo.Posteriormente, ele inovou com o processo do fordismo, que,absorveu aspectos do taylorismo. Consistia em organizar alinha de montagem de cada fábrica para produzir mais,controlando melhor as fontes de matérias-primas e deenergia, os transportes, a formação da mão-de-obra.*1863 Michigand+1947, MichiganFordismo
  • 52. Princípios do Fordismo1) de Intensificação: Diminuir o tempo de duração com oemprego imediato dos equipamentos e da matéria-prima e arápida colocação do produto no mercado.2) de Economia: Consiste em reduzir ao mínimo o volume doestoque da matéria-prima em transformação.3) de Produtividade: Aumentar a capacidade de produção dohomem no mesmo período (produtividade) por meio daespecialização e da linha de montagem. O operário ganha maise o empresário tem maior produção.
  • 53. Sistema FordismoÉ o Sistema de organização industrial criado por Henry Ford, em que a matériaprima é ininterruptamente trabalhada, desde as operações elementaresaté o completo acabamento do produto.As características do Fordismo são:- o trabalho dividido;- o trabalho repetido;- o trabalho em cadeia;- o trabalho contínuo.Ford resolve aplicar a organização científica do trabalho, produzindo muito,intensamente e economicamente
  • 54. Linha de produçãoPara ter um produto mais barato, Ford inventou a linha de montagem. Asvárias etapas de fabricação foram distribuídas ao longo de uma esteirarolante e cada empregado deveria acoplar um componente padronizado.A idéia era evitar hesitações e perda de tempo.Gente de todos os Estados Unidos foi atraída pelo trabalho que era repetitivo ecansativo, mas bem pago:U$ 5,00 por jornada de oito horas de trabalho - o dobro do que se pagava naépoca por 12 horas.Além da criação de uma classe média, essas mudanças provocaram grandestransformações econômicas e sociais, conhecidas como fordismo.
  • 55. Linha de produçãoO Fordismo é um sistema racional de produção em massa, que transformouradicalmente a indústria automobilística na primeira metade do século XX.
  • 56. Em 1903, o empreendedor fundou a Ford MotorCompany.Em 1908, apresentou o famoso Modelo T – “TheUniversal Automobile”. O sucesso desse automóvel foitão grande que, num prazo de 12 mesesaproximadamente, foram vendidas 10 mil unidades.Com certas inovações, frente às demais marcas, foi oprimeiro automóvel com volante à esquerda.Fordismo
  • 57. Modelo Ford THenry Ford, pela busca de resultados, literalmente, colocou o mundo sobre rodas,quando uniu pessoas de todos os modos de vida, numa gigantesca inter-relação socialem torno do automóvel.
  • 58. Contribuições de Ford1. Criação da Linha de MontagemSistema de produção reduziu de 750min (1913) para93min (1914) – redução de 88% do esforço. Produçãode um carro – 12h28min; para Fabrica de Ford –1h33min.2. Intercâmbio das peças e padronização do produtoProdução em massa. Padronização de produto eferramentas. Redução em 2/3 do valor de produção
  • 59. PRINCÍPIOS DA PRODUÇÃOEM MASSAPEÇAS PADRONIZADASTRABALHADORESPECIALIZADO• Máquinas Especializadas• Sistema Universal deFabricação e Calibragem• Controle da Qualidade• Simplificação das Peças• Simplificação do ProcessoProdutivo• Uma Única Tarefa ou PequenoNúmero de Tarefas• Posição Fixa dentro de umaSequencia de Tarefas• O Trabalho vem até oTrabalhador• As Peças e Máquinas ficam noPosto de Trabalho
  • 60. PRINCÍPIOS DAADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICASELEÇÃO ETREINAMENTODE PESSOALCOOPERAÇÃOENTREADMINISTRAÇÃOE TRABALHADORESSALÁRIOSALTOS ECUSTOS BAIXOSDE PRODUÇÃOIDENTIFICAÇÃODA MELHORMANEIRA DEEXECUTARTAREFAS
  • 61. SISTEMA FORD DEPRODUÇÃOADMINISTRAÇÃOCIENTÍFICAORGANIZAÇÃO DAGENERAL MOTORSTAYLOR, FORD E SLOAN• Ênfase na eficiência doProcesso Produtivo e naEconomia de Recursos• Um produto para cadatipo de cliente• Divisões autônomas(unidade de negócios)para cada produto• Administração centraldefine objetivos e cobraresultados3• Linha de montagemmóvel• Especialização dotrabalhador• Sistema produtivoadministrado de formasistêmica• Verticalização (controle detodos os fornecimentos)• Um produto para todosMAXIMIANO /TGA – Fig. 6.10 – Modelo americano de administração de grande empresa.
  • 62. Nascido em Istambul, 29 de Julho de1841 — Paris, 19 de Novembro de1925) foi um Engenheiro De MinasFrancês e um dos teóricos clássicosda Ciência da Administração, sendo oFundador da teoria clássica daadministração.
  • 63. •PRINCÍPIOS DA TEORIA DE FAYOL:1-) DIVISÃO DO TRABALHO - a especialização dosfuncionários, dos executivos da administração aos operáriosda fábrica, favorece a eficiência na produção, aumentando aprodutividade.2-) AUTORIDADE E RESPONSABILIDADE - autoridade é odireito dos superiores hierárquicos de dar ordens que serãosupostamente obedecidas; responsabilidade é a contrapartidada autoridade.3-) UNIDADE DE COMANDO - um empregado deve receberordens apenas um superior, evitando contraordens.
  • 64. 4-) UNIDADE DE DIREÇÃO - o controle único é possibilitadocom a aplicação de um plano para grupos de atividades com osmesmos objetivos.5-) DISCIPLINA - necessidade de se estabelecer normas deconduta e de trabalho, válidas para todos os funcionários. Aausência de disciplina joga a organização no caos.6-) PREVALÊNCIA DOS INTERESSES GERAIS - osinteresses gerais da corporação devem prevalecer sobre osinteresses individuais.7-) REMUNERAÇÃO - deve ser suficiente para garantir asatisfação dos funcionários e da organização.
  • 65. 8-) CENTRALIZAÇÃO - as atividades cruciais da organizaçãoe a autoridade para a sua adoção devem ser centralizadas.9-) HIERARQUIA (Cadeia Escalar) - defesa incondicional daestrutura hierárquica, respeitando à risca uma linha deautoridade fixa.10-) ORDEM - deve ser mantida em toda organização,preservando um lugar para a cada coisa (pessoa) e cada coisa(pessoa) em seu lugar.11-) EQÜIDADE - a justiça deve prevalecer também noambiente de trabalho, justificando a lealdade e a devoção dosfuncionários à empresa.
  • 66. •PRINCÍPIOS DA TEORIA DE FAYOL:12-) ESTABILIDADE DOS FUNCIONÁRIOS - a altarotatividade do pessoal tem conseqüências negativas sobre odesempenho da organização e o moral dos trabalhadores.13-) INICIATIVA - deve ser entendida como a capacidade deestabelecer um plano e cumpri-lo.14-) ESPÍRITO DE CORPO (“Sprit de corps”) - o trabalho deveser conjunto, facilitado pela comunicação dentro das equipes.Os componentes de um mesmo grupo precisam terconsciência de classe, para com isso defenderem seuspropósitos.
  • 67. Fayol expôs sua Teoria de Administraçãono livro ADMINISTRATION INDUSTRIELLEET GÉNÉRALLE, publicado em 1916.
  • 68. 1. Funções Técnicas, relacionadas com a produção de bens ou deserviços da empresa2. Funções Comerciais, relacionadas com compra, venda epermutação.3. Funções Financeiras, relacionadas com procuração e gerência decapitais.4. Funções de Segurança, relacionadas com proteção e preservaçãodos bens e das pessoas.5. Funções Contábeis, relacionadas com inventários, registros,balanços, custos e estatísticas.
  • 69. 6. Funções Administrativas, relacionadas com a integraçãode cúpula das outras cinco funções. As funçõesadministrativas coordenam e sincronizam as demaisfunções da empresa, pairando sempre acima delas.
  • 70. A visão de Fayol sobre as FUNÇÕES BÁSICAS DAEMPRESA está ultrapassada. Hoje as funções recebem onome de áreas da administração: assim, as funçõesadministrativas recebem o nome da ÁREA DEADMINISTRAÇÃO GERAL.
  • 71. PreverOrganizarComandarCoordenarControlar
  • 72. FAYOL define o ato de administrar como:Visualizar o futuro e traçaro programa de ação.Dirigir e orientar opessoal.Verificar que tudo ocorra de acordo comas regras estabelecidas e as ordens dadasConstituir o duplo organismo materiale social da empresa.Ligar, unir, harmonizar todos os atos eesforços coletivos.
  • 73. Administração como sinônimo de ORGANIZAÇÃO, Fayol faz umadistinção entre ambas as palavras. Para ele, ADMINISTRAÇÃO é umtodo do qual a ORGANIZAÇÃO é uma das partes.A partir desse princípio, organização passa a ter dois significadosdiferentes: Organização como entidade Social e Organização comoFunção Administrativa.
  • 74. •Organização como entidade social, na qual as pessoas interagementre si para alcançar objetivos específicos.•Organização como função Administrativa, como previsão,comando, coordenação, e controle, neste sentido, organizaçãosignifica o ato de organizar, estruturar e alocar os recursos e definiros órgãos incumbidos de sua administração e estabelecer asatribuições entre eles.
  • 75. •Como toda ciência, A administração deve se basear em leis ouprincípios. Fayol definiu os “princípios gerais” de administração,sistematizando-os em muita originalidade, porquanto os coletou dediversos autores de sua época.•Tudo em Administração é questão de medida, ponderação, e bomsenso. Os princípios são universais e maleáveis e adaptam-se aqualquer tempo, lugar ou circunstância.
  • 76. DIVISÃO DE TRABALHO.AUTORIDADE E RESPONSABILIDADE.DISCIPLINA.UNIDADE DE COMANDO.UNIDADE DE DIREÇÃO.SUBORDINAÇÃO DOS INTERESSES INDIVIDUAIS AOS GERAIS.REMUNERAÇÃO DO PESSOAL.CENTRALIZAÇÃO.CADEIA ESCALAR.ORDEM.EQUIDADE.ESTABILIDADE PESSOAL.INICIATIVA.ESPÍRITO DE EQUIPE.
  • 77. Os autores clássicos pretendem criar uma teoria da administraçãobaseada em divisão do trabalho, especialização, coordenação eatividades de linha e staff.• O Estudo científico da Administração, substituindo o EMPIRISMOe a improvisação por TÉCNICAS CIENTÍFICAS.• Fayol defendia a necessidade de um ensino ORGANIZADO EMETÓDICO, de caráter geral para formar administradores. Em suaépoca essa ideia era uma novidade.
  • 78. A teoria clássica concebe a organização como se fosseuma ESTRUTURA. Essa maneira de conceber a estruturaorganizacional é influenciada pelas concepções antigas(como organização militar eclesiástica) tradicionais,hierarquizadas.Para Fayol, a ORGANIZAÇÃO ABRANGE OESTABELECIMENTO DA ESTRUTURA e da forma, sendo,portanto, estática e limitada.
  • 79. SUPERVISOREXECUÇÃOGERENTECHEFEDIRETORPRESIDENTE
  • 80. SUPERVISOREXECUÇÃOGERENTECHEFEDIRETORPRESIDENTEPara a teoria Clássica, aestrutura organizacional éanalisada de CIMA PARA BAIXO(da direção para a execução) edo todo para as partes.
  • 81. A ORGANIZAÇÃO LINEAR é um tipo de estrutura organizacional queapresenta uma forma piramidal.Na organização linear, os órgãos de linha, ou seja, os órgãos quecompõem a organização, seguem rigidamente o princípio escalar(autoridade de comando)
  • 82. Autoridade de Staff – é autoridade de especialista e não autoridadede comando.Os autores clássicos distinguem dois tipos de autoridade; a delinha e a de staff. Autoridade de linha é a forma da autoridade emque os gerentes têm o poder formal de dirigir e controlar ossubordinados imediatos.Autoridade de staff é mais estreita e inclui o direito de aconselhar,recomendar e orientar, é uma relação de comunicação.
  • 83. A busca de uma maior eficiência nas empresas exigiu aRECONSIDERAÇÃO DAS RELAÇÕES E ASPIRAÇÕES DOS ELEMENTOSHUMANOS NA ORGANIZAÇÃO.A HUMANIZAÇÃO dos conceitos administrativos se apresentou comomais adequada às novas exigências. Paralelamente, desenvolveram-sevários campos das ciências humanas, que permitiam compreendermelhor o funcionamento da psicologia do trabalhador.
  • 84. AbordagemHumanística daAdministração
  • 85. As pesquisas de ELTON MAYOpropiciaram um cenário favorávelà introdução de uma novaabordagem na solução dosproblemas de administração:PRESSUPOSTOS SOBRE OCOMPORTAMENTO HUMANOque precisavam ser aceitos econsiderados pelosadministradores:
  • 86. INTEGRAÇÃO E COMPORTAMENTO SOCIAIS - embora dotado deexcelentes condições físicas para o trabalho, o trabalhador socialmentedesajustado terá baixa eficiência. Isso porque os aspectos sociológicos,psicológicos e emocionais são mais importantes do que os técnicos.PARTICIPAÇÃO NAS DECISÕES - a participação de cada um no processodecisório é fundamental, embora condicionada à situação e ao padrãode liderança adotado.HOMEM SOCIAL - o comportamento dos trabalhadores estácondicionado não somente a aspectos biológicos mas também a normase padrões sociais.CONTEÚDO DO TRABALHO - trabalhos simples e repetitivos sãomonótonos e negativos para a motivação do trabalhador e,conseqüentemente, para o nível da produção.
  • 87. Experimento de Hawthorne,orientado por Elton Mayo deHarvard - Realizado entre 1927 a1933:Objeto: Importância do Gruposobre o desempenho dosIndivíduosBase aos estudos sistemáticossobre a “Organização Informal”.
  • 88. Hawthorne Works, ca. 1925 álbum de fotografias Western Electric Empresa ©2007 Presidente e Fellows de Harvard College; todos os direitos reservados.
  • 89. •Representa umatransferência daênfase anterior:Aspectos sociológicos epsicológicos do trabalhoAspectos técnicos e formais daadministraçãoEsse estudo compreendeu dois assuntosdistintos:
  • 90. A ANÁLISE DO TRABALHOE ADAPTAÇÃO DOTRABALHADOR AOTRABALHOEsse estudo compreendeu dois assuntosdistintos:
  • 91. • Essa experiência aconteceu na fábrica da Western Eletric Company àpartir de 1927 e foi comandada por ELTON MAYO.Objetivo:Relação entre:A intensidade da iluminaçãoA eficiência dos operários(produtividade)
  • 92. Hawthorne. Departamento de montagem de cabos.Fonte: O ENFOQUE COMPORTAMENTAL NA ADMINISTRAÇÃO J 11UTC abril 11UTC 2011 por Mariana LorenzoHawthorne Works, ca. 1925 álbum de fotografias Western Electric Empresa © 2007Presidente e Fellows de Harvard College; todos os direitos reservados.
  • 93. • A experiência deu-se em 4 fases:– 1a. Fase: Foram estudados DOIS GRUPOS DE TRABALHO, que operando emcondições idênticas, tiveram sua produção constantemente avaliada.Outro teve sua iluminaçãointensificada.Nesta fase não foram identificadas variações significativas de produção.Um grupo teve suas condiçõesambientais mantidas
  • 94. 98Western Electric Company (1927 a 1932)Objetivo da pesquisa: perceber os efeitos da iluminação naeficiência dos operáriosPrimeira fase:• trabalho com dois grupos – 1o com luminosidade variável e 2o comluminosidade constante• não foi encontrada correlação• identificação de um fator de difícil isolamento (fator psicológico) Respostas do operários ocorriam em conformidade com o que elesachavam que os pesquisadores queriam observar. Decisão por isolamento da variável.Aula 3 01/08/2005
  • 95. Hawthorne Works, ca. 1925 álbum de fotografias Western Electric Empresa ©2007 Presidente e Fellows de Harvard College; todos os direitos reservados.
  • 96. – 2a. Fase: Introdução de novas variáveis– Horários De Descanso– Lanches– Reduções No Período De Trabalho– Sistema De PagtoApós diversas variações nas condições de trabalho, obtiveram resultadosCRESCENTES DE PRODUTIVIDADE.buscando identificar qual a que mais se relacionava com a produtividade.
  • 97. Laboratório de Fadiga de Harvard, 1946Hawthorne Works, ca. 1925 álbum de fotografias Western Electric Empresa ©2007 Presidente e Fellows de Harvard College; todos os direitos reservados.
  • 98. 102 Segunda fase:• Determinar o efeito de mudanças de condições de trabalho naprodução• Trabalho com 2 grupos (observação e controle)• Realização da experiência em 12 etapas ao longo de um ano,aproximadamente• resultados (Fator psicológico – de novo)• Gosto pelo trabalho no ambiente de provas• Ambiente de trabalho amistoso e sem pressão• Sem medo da supervisão (orientação)• Desenvolvimento social do grupo – equipe• Objetivos comuns (decisões em grupo)A experiência de HawthorneAula 3 01/08/2005
  • 99. – 3a. Fase: PROGRAMA DE ENTREVISTAS buscando maioresconhecimentos sobre as atitudes e sentimentos dotrabalhador (foram entrevistados 21.126 operários).DESCOBRIU-SE A EXISTÊNCIA DA ORGANIZAÇÃOINFORMAL (GRUPOS INFORMAIS).
  • 100. 104A experiência de Hawthorne Terceira fase:• Mudança no objetivo da pesquisa: de avaliação dascondições físicas para avaliação das relações humanas notrabalho• O grupo de controle mostrou-se insatisfeito com asupervisão rigorosa• Programa de Entrevistas – conhecer as atitudes esentimentos, colher opiniões e sugestões• Resultado – descoberta da existência de uma OrganizaçãoInformalAula 3 01/08/2005
  • 101. – 4a. Fase: Separação de um PEQUENO GRUPOexperimental para avaliação de sua interferência nocomportamento do GRUPO MAIOR.A experiência de Hawthorne durou até 1932 e abalousensivelmente a Teoria Clássica até então dominante.Percebeu-se claramente o sistema derecompensa e punição dos grupos informais.
  • 102.  Quarta fase:• Analisar a organização informal• Condições de controle baseadas na pagamento de salários emconformidade com a produção• Verificação do processo de formação dos grupos informais: padrõesde produção; uniformidade de sentimentos e solidariedade grupal;criação de padrões de punição.• Resultados• Relação entre a organização informal e a formalA experiência de Hawthorne
  • 103. • Conclusões da Experiência deHawthorne:– Nível de produção é resultante daintegração social;– Comportamento social dos empregados;– As recompensas e sansões sociais;– Grupos informais;– As relações humanas;– A importância do conteúdo do cargo;– Ênfase nos aspectos emocionais.
  • 104. • Nível de produção éresultante daINTEGRAÇÃO SOCIALtrabalhador queestabelece seu nível decompetência e eficiênciasua capacidade de executar movimentoseficientes dentro de um tempo previamenteestabelecido (Taylorismo)
  • 105. • Comportamento social dos empregados– Os trabalhadores NÃO AGEM ou reagem isoladamenteCOMO INDIVÍDUOS, mas como MEMBRO DE GRUPOS.QUALQUER DESVIODECOMPORTAMENTOSUA CAPACIDADE DE PRODUÇÃO ÉDITADAPELA SUA INTERAÇÃOSOCIALPODERÁ SER RETALIADOSIMBOLICAMENTE PELO GRUPOQUE PARTICIPA.
  • 106. • As Recompensas e Sansões Sociais– As pessoas passam a ser avaliadas pelos grupos queparticipam, de acordo com as normas de comportamento queo grupo cria para si.Se essas NORMAS são QUEBRADAS há REJEIÇÃO pelo grupo.Se são VIVIDAS pelo indivíduo existe uma espécie deRECOMPENSA.Essas recompensas são simbólicas.
  • 107. • Grupos Informais– A empresa passou a ser visualizada como uma organizaçãosocial composta de diversos grupos sociais informais.– Cuja estrutura nem sempre coincide com a organização formalda empresa.– Os grupos informais definem suas regras de comportamento,suas formas de recompensas ou sansões sociais.
  • 108. • As Relações Humanas– Para poder explicar e justificar o comportamento daspessoas na organização, a Teoria das RelaçõesHumanas passou a estudar intensamente essasinterações sociais surgidas dentro das organizações,em face do grande número de grupos e às interaçõesnecessariamente resultantes.
  • 109. • A importância do conteúdo do cargo– Somente racionalizar a tarefa não é o suficiente paraconseguir aumentar a produção.Durante a experiência percebeu-se que OS OPERÁRIOSMUDAVAM DE LUGAR PARA VARIAR A MONOTONIA.A partir daí viu-se que é importante haver conteúdo e sentido no cargoexercido pelo operário.
  • 110. • Ênfase nos aspectos emocionais– O indivíduo, definitivamente, deixou de ser consideradouma extensão da máquina como pregava Taylor.– Agora suas emoções passam a ser consideradas etornam-se fator condicionante para uma produtividadealta.
  • 111. • Desde que as empresas foram “criadas” a forma de trabalhosempre busca a superação, a eficiência material.• Todavia a COOPERAÇÃO não teve a mesma evolução.• Essa baixa cooperação existente nas organizações levou àmudança de crenças e valores que fizeram uma revolução nasociedade moderna, segundo o sociólogo Durkheim.
  • 112. 116Aula 3 01/08/2005A civilização industrializada e o homemOrganizaçãoIndustrialEquilíbrioexternoFunção Social:dar satisfação aosparticipantesFunção Econômica:Produzir bens eserviçosEquilíbriointernoOrganização Técnica: FormalOrganização humana: informal
  • 113. • Os métodos de trabalhos existentes pregam a eficiência enão a cooperação.• Face a isto, Mayo defende 5 pontos nos quais sustentaque o trabalho tem mais a ver com as relações humanasdo que com a eficiência material propriamente dita.
  • 114. • 1 – O trabalho é uma atividade tipicamente grupal:• O indivíduo no seu trabalho não está isolado.• Ele é parte integrante de um grupo. E esse grupo é oresponsável pela sua eficiência mais do que qualquertipo de recompensa material ou salarial.
  • 115. • 2 – O operário não reage como indivíduo isolado,mas como membro de um grupo social:• Os avanços tecnológicos tendem a minimizar oslaços formados pelas pessoas nas organizaçõesuma vez que FICAM CADA VEZ MAIS PERTO DASMÁQUINAS E MAIS DISTANTES DAS PESSOAS.
  • 116. • 3 – A tarefa básica da Administração é formar uma elite capazde compreender e de comunicar:• ao invés de tentar fazer com que o TRABALHADOR ENTENDA ALÓGICA DA EMPRESA, é importante que o ADMINISTRADORENTENDA a LÓGICA E AS LIMITAÇÕES DO EMPREGADO.• Mayo prega que somos TECNICAMENTE MUITO EFICIENTES,porém POUCO EVOLUÍMOS NO QUE DIZ RESPEITO ÀCOOPERAÇÃO E NAS RELAÇÕES HUMANAS.
  • 117. • 4 – A pessoa é motivada essencialmente pela necessidade de “estar junto”, de “ser reconhecida”, dereceber adequada comunicação:• TAYLOR PRECONIZOU QUE O INDIVÍDUO ERA MOTIVADO PELA QUESTÃOECONÔMICA (HOMO ECONOMICUS)• MAYO QUE AS INTERAÇÕES SOCIAIS SÃO MAIS IMPORTANTES.• Não importa o quão eficiente é a organização, ela jamais será capaz de sercompletamente eficiente sem que as necessidades psicológicas de seus membrossejam descobertas e satisfeitas.
  • 118. • 5 – A civilização industrializada traz como conseqüência adesintegração dos grupos primários da sociedade.• A família, a religião os grupos informais são colocado emsegundo plano. As empresas passam a exercer este papel.• Esta “nova unidade social proporcionará um novo lar, umlocal de compreensão e de segurança emocional para osindivíduos”(CHIAVENATO, 1997, p. 228)
  • 119. • Conclusão deste tópico:– Para Mayo “todos os métodos convergem para aeficiência e não para a cooperação humana”¹. Istopromove conflitos sociais. Tais conflitos sãoresponsáveis por inúmeras mazelas nas sociedadeque deixa à margem os valores da “boa vizinhança”e preconiza os novos valores morais: trabalho,produtividade e sucesso.1 CHIAVENATO, Idalberto. Teoria Geral da Administração. Ed Makron Books. 5a. ed., 1997. p. 229.
  • 120. Abordagem Humanística da Administração Administração Científica:• Estudo dos tempos emovimentos• Motivação (financeira)• Hierarquia Teoria Clássica:• Ênfase na estrutura• Hierarquia• DepartamentalizaçãoNecessidade de humanizar edemocratizar a administração:• Contrapor os conceitosmecanicistas da TC• Motivação (financeira)• HierarquiaDesenvolvimento das CiênciasHumanas:• Psicologia aplicada à org.industrialExperiência de Hawthorne:• Elton MayoFatores paraOrigem da Teoriadas RelaçõesHumanas
  • 121. Decorrências da Teoria das Relações HumanasMUDANÇAS DECORRENTES DA NOVA ABORDAGEM: Incorporação de uma nova linguagem: motivação,liderança, comunicação, organização informal, dinâmica do grupo, etc. Contestação de conceitos clássicos: autoridade, hierarquia,racionalização do trabalho, departamentalização, etc. Sai o Homo Economicus e entra o homem social – Novaconcepção do homem...
  • 122. 126Comparação: TC x TRHTeoria Clássica Organização como máquina Ênfase na tarefa/tecnologia Inspiração na engenharia Autoridade centralizadaLinhas claras de autoridade Especialização Divisão de trabalho Confiança nas normas Separação entre linha e StaffTeoria das RelaçõesHumanas Organização c/ grupo de pessoas Ênfase nas pessoas Inspiração na psicologia Delegação de autoridade Autonomia do empregado Confiança e abertura Relação entre as pessoas Confiança nas pessoas Dinâmica grupal e interpessoalAula 3 01/08/2005
  • 123. • 1903 - Administração Científica - ênfase nas tarefas• 1909 - Teoria da burocracia – ênfase na estrutura• 1916 - Teoria clássica - ênfase na estrutura• 1932 - Teoria das relações humanas• 1947 - Teoria estruturalista• 1951 - Teoria dos sistemas• 1954 - Teoria Neoclássica• 1957 - Teoria comportamental• 1962 - Desenvolvimento Organizacional• 1972 - Teoria contingencial• 1990 - Abordagens contemporâneas
  • 124. • tarefas, estrutura, pessoas, ambiente e tecnologia• Cada uma dessas cinco variáveis provocou uma teoriaadministrativa, marcando um gradativo passo no desenvolvimentoda TGA• Cada teoria administrativa procurou privilegiar ou enfatizar umadessas cinco variáveis, omitindo ou relegando a um planosecundário todas as demais
  • 125. Cronologia das teorias da administraçãoMovimento de racionalizaçãodo trabalho: Foco na GerênciaadministrativaMovim. Rel.Humanas: foconos processosMov. Sistemas Abertos:Foco no planejamentoestratégicoNão há um mov.Predominante: foco noempreendedor como geradorde riquezaMovimento dascontingênciasambientais: foco nacompetitividadeMov. do FuncionalismoEstrutural: foco na gerência porobjetivos1900 1910 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000
  • 126. História do Pensamento em Administração1. Administração científica (Taylor): ênfase nas tarefas2. Teoria clássica (Fayol): ênfase na estrutura3. Teoria burocrática (Max Weber): ênfase na estrutura4. Teoria das Relações Humanas5. Teoria estruturalista6. A reação humanística surgiu com a ênfase nas pessoas, por meio dateoria comportamental e pela teoria do desenvolvimentoorganizacional. A ênfase no ambiente surgiu com a Teoria dosSistemas, sendo completada pela teoria da contingência. Esta,posteriormente, desenvolveu a ênfase na tecnologia. relegando a umplano secundário todas as demais.
  • 127. Ênfase Teorias administrativas Principais enfoquesTarefasAdministração CientíficaRacionalização do trabalho no níveloperacionalEstrutura Teoria ClássicaTeoria NeoclássicaOrganização Formal;Princípios gerais da Administração;Funções do AdministradorTeoria da BurocraciaOrganização Formal Burocrática;Racionalidade OrganizacionalTeoria EstruturalistaMúltipla abordagem:Organização formal e informal;Análise intra-organizacional e análiseinterorganizacional
  • 128. Ênfase Teorias administrativas Principais enfoquesPessoasTeoria das Relações HumanasOrganização informal;Motivação, liderança, comunicações edinâmica de grupo;Teoria ComportamentalEstilos de Administração;Teoria das decisões;Integração dos objetivos organizacionaise individuais;Teoria do DesenvolvimentoOrganizacionalMudança organizacional planejada;Abordagem de sistema aberto;
  • 129. Ênfase Teorias administrativas Principais enfoquesAmbienteTeoria EstruturalistaTeoria Neo-estruturalistaAnálise intra-organizacional eanálise ambiental;Abordagem de sistema aberto;Teoria da ContingênciaAnálise ambiental (imperativoambiental);Abordagem de sistema aberto;Tecnologia Teoria de SistemasAdministração da tecnologia(imperativo tecnológico);
  • 130. Registre-se que existe uma tendência de que OS PROBLEMAS QUEMUITOS PAÍSES POSSUEM SÃO COMUNS aos demais, para os quaistambém se poderão encontrar soluções semelhantes.Assim, DESPESA PÚBLICA ELEVADA NA ECONOMIA, BAIXO NÍVEL DEEFICIÊNCIA, EFICÁCIA E EFETIVIDADE NA ADMINISTRAÇÃOPÚBLICA, O CRESCENTE NÍVEL DE INSATISFAÇÃO DOS CIDADÃOSCOM A QUALIDADE DOS SERVIÇOS PRESTADOS PELAADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, são problemas inerentes a quase todosos países.Nesse sentido, a utilização do MÉTODO COMPARATIVO nos estudosque visam à resolução desses problemas poderá ser bastante útil nabusca de resolver esses problemas comuns.
  • 131. A REFORMA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICAA 1ª reforma foi a BUROCRÁTICA, (1936).A 2ª reforma um ensaio de DESCENTRALIZAÇÃO EDE DESBUROCRATIZAÇÃO(1967).A atual reforma está apoiada na proposta deADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GERENCIAL,A uma resposta crise do Estado dos anos 80 e à globalização daeconomia impondo a todo o mundo, a redefinição das funções doEstado e da sua burocracia.
  • 132. Aos poucos foram-se delineando os contornos da novaadministração pública:(1)descentralização do ponto de vista político, transferindorecursos e atribuições para os níveis políticos regionais e locais;(2) descentralização administrativa, 10 através da delegação deautoridade para os administradores públicos transformados emgerentes crescentemente autônomos;(3) organizações com poucos níveis hierárquicos ao invés depiramidal,
  • 133. Aos poucos foram-se delineando os contornos da novaadministração pública:(4) pressuposto da confiança limitada e não da desconfiança total;(5) controle por resultados, a posteriori, ao invés do controlerígido, passo a passo, dos processos administrativos;(6) administração voltada para o atendimento do cidadão, ao invésde auto-referida.
  • 134. Aos poucos foram-se delineando os contornos da nova administração pública:(1) descentralização do ponto de vista político, transferindo recursos e atribuições para osníveis políticos regionais e locais;(2) descentralização administrativa, 10 através da delegação de autoridade para osadministradores públicos transformados em gerentes crescentemente autônomos;(3) organizações com poucos níveis hierárquicos ao invés de piramidal,(4) pressuposto da confiança limitada e não da desconfiança total;(5) controle por resultados, a posteriori, ao invés do controle rígido, passo a passo, dosprocessos administrativos;(6) administração voltada para o atendimento do cidadão, ao invés de auto-referida.
  • 135. Luiz Carlos Bresser PereiraRevista do Serviço Público, 47(1) janeiro-abril 1996. Trabalhoapresentado ao seminário sobre Reforma do Estado na AméricaLatina organizado pelo Ministério da Administração Federal eReforma do Estado e patrocinado pelo Banco Interamericano deDesenvolvimento (Brasília, maio de 1996).

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