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O Uso da Metáfora na Percepção do Professor de LE: Refletindo o 'fazer' docente.
 

O Uso da Metáfora na Percepção do Professor de LE: Refletindo o 'fazer' docente.

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Apresentação realizada no II Seminário Vozes da Linguística Aplicada, na UNIGRANRIO - Campus Caxias.

Apresentação realizada no II Seminário Vozes da Linguística Aplicada, na UNIGRANRIO - Campus Caxias.

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  • @AnaLuciaSVAbreu Oi Ana! Obrigada pelo comentário :)

    Defendi ontem minha monografia da especialização q teve por título: 'Ser professor de LE é... - um estudo sobre as concepções e percepções de professores de LE da Rede Pública: O que suas metáforas nos dizem?'

    Se precisar de alguma dica....s´falar! Bjs
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  • Gostei muito de sua apresentação. Minhas próximas pesquisas estarão relacionadas com a teoria da Metáfora Conceptual de Lakoff. A partir da bibliografia de seu trabalho, realizarei novas leitura sobre o assunto. obrigada! Bjs!
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    O Uso da Metáfora na Percepção do Professor de LE: Refletindo o 'fazer' docente. O Uso da Metáfora na Percepção do Professor de LE: Refletindo o 'fazer' docente. Presentation Transcript

    • O uso da Metáfora na percepção doprofessor de LE: refletindo o ‘fazer’ docenteSuellen do Nascimento BarbosaSME/RJ - NEL/UERJ – PG/CEFET - PRD/CPII - CAPESCláudia Valéria Vieira Nunes Farias, Ms.OrientadoraBARBOSA, 2013
    • BARBOSA, 2013INTRODUÇÃO• A complexidade do contexto da sala de aula de LEpode interferir no processo de ensino-aprendizagem;• As concepções que o professor possui sobre o seu“fazer” podem interferir nesse processo;• Uma prática reflexiva do professor de LE podecontribuir para melhoria de sua prática;• o estudo da Metáfora pode contribuir para acompreensão de como professor e aluno secompreendem no processo de ensino/aprendizagem.“To reach a port, we must sail -sail, not tie at anchor - sail, notdrift.” - Franklin D. Roosevelt
    • BARBOSA, 2013• Figura de Linguagem?• Ornamento Linguístico?• Recurso Figurativo?• Comparação?O que é Metáfora?“A metáfora é a guardiã darealidade.” - Adélia Prado
    • BARBOSA, 2013Metáfora: de ornamento linguístico aoperação cognitivaDa antiguidade clássica atémeados do século XX, ametáfora era vistaexclusivamente comofigura de linguagem queservia ao embelezamentode textos e discursos;Considerava-seindesejável o uso dasmetáforas nos discursoscientíficos e filosóficos;Século XX: realidade = construto social; apoionos discursos por ela proferidos e legitimados;
    • BARBOSA, 2013A linguagem figurada nãoé vista mais como meroornamento, mas tambéma constrói;A metáfora apresenta umdomínio em termos de outro,não sendo apenas uma meracomparação;DISCUSSÃO É GUERRA =Domínio
    • BARBOSA, 2013“...a metáfora estáinfiltrada na vidacotidiana, não somentena linguagem, mastambém no pensamentoe ação.” (p.45)“Os conceitos que governam nossopensamento não são merasquestões do intelecto. Elesgovernam também a nossaatividade cotidiana até nosdetalhes mais triviais. Elesestruturam o que percebemos,a maneira como noscomportamos no mundo e omodo como nos relacionamoscom outras pessoas.” (p.45)Lakoff & Johnson (1980/2002):“Metaphor is a way ofthought long before it is away with words”. - JamesGeary
    • BARBOSA, 2013Metáfora Conceptual(Almeida, 2005)“Longe de ser meroornamento, ela (metáfora)é uma operação cognitivae possui naturezaconceitual, pois é essencialpara nossacompreensão/construçãode mundo.”“Não se trata de umacomparação disfarçadaentre dois domíniosdiferentes, mas de ummapeamento cognitivode um domínio emtermos de outros.”DOMÍNIO: Área do conhecimento ou experiênciahumana (Sardinha, 2007)VIDA É VIAGEM“Metáfora é uma imagem que nãoé a coisa, mas que me ajuda a vera coisa.” - Rubem Alves.
    • BARBOSA, 2013VIDAVIAGEMDOMÍNIO-ALVO: É aquele quedesejamos conceitualizar (domínioabstrato)DOMÍNIO-FONTE: É aquele a partirdo qual conceitualizamos algometaforicamente. (domínio concreto)Deixa a vida me levar!Vamos seguir a vida juntos?Nossos caminhos se cruzaram.Só tenho aluno mala!Algumas Expressões Metafóricas:
    • BARBOSA, 2013Não suma da minha vista!O navio está entrando no meu campo de visão.Ele está fora da visão agora.Eu não posso vê-lo; a árvore está no caminho.Mais Enunciados Metafóricos:CAMPOS VISUAIS SÃORECIPIENTES
    • BARBOSA, 2013Conhecimento, Linguagem e PráticasPedagógicas: Metáforas em DisputaA partir de 1980:presença deconcepções sobre o‘fazer’ e ‘pensar’pedagógico nodiscurso e prática dosprofessores;A situação pode serdescrita remetendo-se atrês metáforas doconhecimento:
    • BARBOSA, 2013Metáfora mais tradicional: OCONHECIMENTO É UMASUBSTÂNCIA / O CÉREBRO ÉUM RECIPIENTE (Lakoff eJohnson, 1980/2002), ASPALAVRAS SÃO RECIPIENTES EA LINGUAGEM É UM CANAL.(Réddy, 2000).Crítica de Paulo Freire(2003):EducaçãoBancária
    • BARBOSA, 2013• Piaget, Emília Ferreiro, Vygotskye Luria (construtivismo): OCONHECIMENTO É UMACONSTRUÇÃO;• O aluno deixa de ser umreceptor passivo e passa a ativoconstrutor do seuconhecimento;• O professor deixa de ser otransmissor do saber, passandoa facilitador do processo deaprendizagem.
    • BARBOSA, 2013• CONHECIMENTO É UMA REDE DESIGNIFICAÇÕES (Machado, 1995);• Significados = feixes de relações;• Conhecer seria entrelaçar os fios dasdiversas experiências humanas;• Rejeita a ideia de acúmulo de conhecimento;
    • BARBOSA, 2013Metáforas para o Ato de Ensinar(Cortazzi e Jin, 1999 apud Sardinha, 2007) ENSINAR É.... ....UMA VIAGEM: (Você não sabe onde vaichegar); ....COMIDA/BEBIDA/CULINÁRIA:(Ingredientes na medida certa); ....CULTIVAR: ....UMA HABILIDADE: (Malabarismo); ....UMA OUTRA PROFISSÃO: (Juiz, Padre) ....ENTRETENIMENTO: (Sala de aula comopalco) ....GUERRA: (Batalha entre professores ealunos) ....CONSTRUIR: (Erguer paredes sobrealicerces seguros).
    • BARBOSA, 2013Metáforas do Professor(Sardinha, 2007)Professor comoOperário ouEntregadorProfessor comoCompetidor
    • BARBOSA, 2013ProfessorcomoCanalizadorProfessorcomoConstrutor
    • BARBOSA, 2013ProfessorcomoJardineiroProfessor comoShowman/ShowWoman
    • BARBOSA, 2013Ensinar LE é....OBJETIVO: Investigar asconcepções que o professorde LE tem sobre o seu ‘fazer’docente e se a forma comoele se compreende comoparte integrante doprocesso de ensino-aprendizagem está deacordo com essaspercepções.INFORMANTES:30 Professores deLínguas Estrangeiras(Inglês, Francês eEspanhol).CONTEXTOEDUCACIONAL:Rede Pública,Particular e Cursosde Idiomas.
    • BARBOSA, 2013O QuestionárioO questionário objetivaidentificar as metáforasusadas pelos informantesquando se referem aoprocesso deensino/aprendizagem e à suaatuação no dito processo.
    • BARBOSA, 2013Primeiro Momento1. Qual Língua Estrangeira você leciona?2. Qual sua titulação?( ) Graduação( ) Especialização( ) Mestrado( ) Doutorado( ) Outros: __________3. Em qual faixa etária você se encaixa?( ) 20 a 30 anos( ) 31 a 40 anos( ) 41 a 50 anos( ) acima de 50 anos4. Selecione o sexo: ( ) Feminino ( ) Masculino5. Informe o tempo de magistério, na Língua Estrangeira.6. Informe o local (ou locais) onde leciona:7. No momento, você faz algum curso de Formação Continuada? Em casoafirmativo, informe qual:
    • BARBOSA, 2013Segundo Momento:8. Por favor, complete: Ser professor de Língua Estrangeira é:9. Você consegue ser o professor de LE que definiu acima? Em casonegativo, justifique:10. Como professor de LE, eu sou, primordialmente....( ) ....preocupado(a) em terminar todo o conteúdo a tempo de cumpriro cronograma. Acho importante que meus alunos cheguem ao final doano com a maior quantidade de matéria possível.( ) ....a autoridade máxima da sala de aula. Consigo me impor na turmae fazer com os alunos respeitem a minha autoridade.( ) ....um(a) transmissor(a) de conhecimento para meus alunos. Consigodar minha aula e manter a atenção dos alunos focada em mim.
    • BARBOSA, 2013( ) ....amável, paciente e gosto de cuidar de cada alunoindividualmente, oferecendo condições para que eles sedesenvolvam.( ) .... um apoio para que meu aluno possa construir seuconhecimento, usando diferentes estratégias para que ele possaalcançar o nível desejado.( )...divertido(a). Acredito que os alunos aprendem melhor quandoestão descontraídos, por isso faço das minhas aulas as mais divertidaspossíveis.11. Relate alguma experiência, de sua prática docente, que comprovea opção acima escolhida:
    • BARBOSA, 2013Apresentação dos Dados e ResultadosQuestionário Aplicados aos Professores de LEPrimeira Parte: P1 P2Qual LE você leciona? Inglês EspanholQual sua titulação? Doutorado GraduaçãoFaixa Etária: 31 a 40 anos 20 a 30 anosSelecione o sexo: Feminino FemininoInforme o tempo de magistério,na Língua Estrangeira:13 anos 7 anosInforme o local (ou locais) ondeleciona:Faculdades SouzaMarquesFAETECMarinha do Brasil(cursos deespecialização decabos e sargentos)CCAACurso de Formação Continuada? Não Não
    • BARBOSA, 2013Questionário Aplicados aos Professores de LESegunda Parte: P1 P2Ser professor de LE é.... Ajudar o aluno dentro daquilo queele necessita: na faculdade é ensinaralunos a se expressarem a aprimoraremas suas 4 habilidades do inglês; nasoutras instituições é auxiliar o aluno aentender aquilo que ele vai precisarlidar na sua vida profissional.conectar culturas.Ensinar uma L.Enão é somente ensinar a secomunicar mas sim apresentarDiferenças culturais. Gostariamuito de saber que, um dia,alunos de Escolas também terãoesta conexão.Você consegue ser oprofessor que definiuacima? Em caso negativo,justifique:Acredito que sim. Acredito que sim, mesmo sabendoque dependemos também dogrupo que temos.Como professor de LE, eusou, primordialmente:Um(a) transmissor(a) de conhecimentopara meus alunos. Consigo dar minhaaula e manter a atenção dos alunosfocada em mim.Amável, paciente e gosto decuidar de cada alunoindividualmente,oferecendocondições para que eles sedesenvolvam.Relate alguma experiência,de sua prática docente, quecomprove a opção acimaescolhida:Não fico presa somente ao livro didáticoou apostila, acredito que trazer textosdiferentes ou até mesmocontar"causos“ engraçados einteressantes, mas ligados à matéria,ajudam a manter o interesse.Tenho uma aluna de 63 anos, quena escola só estudou até a 3ªsérie,possui muitas dificuldades mas em3 anos e meio, ela se forma e comlouvor. Posso dizer que foi a uniãode sua perseverança, minhapaciencia e a metodologia deensino.
    • BARBOSA, 2013Considerações FinaisA complexidade do contexto da sala de aula de Línguas Estrangeiraspode interferir de forma negativa no ensino-aprendizagem. Oprofessor, ao refletir sobre o seu papel nesse processo e associaressa reflexão à concepção que compartilha sobre como a língua deveser ensinada e/ou aprendida, pode contribuir ainda mais para seusobjetivos de educador. Sendo assim, uma prática reflexiva em que oprofessor de LE possa verbalizar suas ações, suas concepções deensino e, principalmente, a maneira como se compreende suaatuação, pode auxiliar possíveis mudanças.
    • BARBOSA, 2013ReferênciasALMEIDA, Fabíola Aparecida Sartin Dutra P. O discurso do professor na universidade: uma análise das metáforascognitivas. In: Revista Línguas & Letras, v. 8, nº 14, p. 129-146, 2007. Disponível em: <www.novoportal.unemat.br>. Acessoem 10 de setembro de 2012.ALMEIDA, Ricardo Luiz Teixeira de. A educação formal e as metáforas do conhecimento: em busca de transformações nasconcepções e práticas pedagógicas. In: Revista Ciências & Cognição, v. 6, 2005. Disponível em: <www.cienciasecognicao.org>. Acesso em 22 de agosto de 2012._______. Metáfora conceptual e conhecimento nos discursos e práticas de professores do ensino fundamental. Niterói:UFF, 2009. 186 p. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada, Faculdade de Letras,Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2009.ARAÚJO, Denise Rodrigues de; SOL, Vanderlice dos Santos Andrade. A análise de metáforas como meio de compreensãodo processo de ensino/aprendizagem de inglês. In: TOMITCH, L.M.B. (Org.) A Interculturalidade no ensino de inglês.Florianópolis: UFSC, 2005.ARISTÓTELES. Arte Poética. São Paulo: Martin-Claret. 2003.BARCELOS, Ana Maria Ferreira. Reflexões acerca da mudança de crenças sobre ensino e aprendizagem de línguas. In:Rev. Brasileira de Lingüística Aplicada, v. 7, n. 2, 2007.CARVALHO, Maurício Brito; SOUZA, Ana Cláudia. As metáforas e sua relevância no processo de ensino-aprendizagem delíngua estrangeira. In: Fragmentos, número 24, p. 029/044, Florianópolis/jan-jun/2003. Disponível em: <www.periodicos.ufsc.br>. Acesso em 20 de agosto de 2012.CARVALHO, Sérgio Nascimento de. A guerra nas palavras: uma análise crítica da metáfora conceptual na retórica dopresidente G. W. Bush Jr e de seus colaboradores. Niterói: UFF, 2006. 148 p. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada, Faculdade de Letras, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2006..
    • BARBOSA, 2013CELANI, Maria Antonieta Alba. Concepções de Linguagem de Professores de Inglês e suas Práticas em Sala de Aula. In:CELANI (org.) Reflexões e ações (trans)formadoras no ensino-aprendizagem de inglês. 1ª. ed. Campinas: Mercado deLetras, 2010.GOMES JUNIOR, Ronaldo Corrêa. Metáforas na rede: mapeamento conceituais de estudantes universitários sobreaprendizagem de inglês. Belo Horizonte: UFMG, 2011. 116 p. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação emEstudos Linguísticos, Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2011.LAKOFF, George & JOHNSON, Mark. Metáforas da vida cotidiana. Trad.: Grupo de Estudos da Indeterminação e daMetáfora (sob a coordenação de Maria Sophia Zanotto) e Vera Maluf. Campinas-SP: Mercado de Letras; São Paulo: Educ,2002PAIVA, Vera Lúcia Menezes de Oliveira e. Metáforas, metonímias e hipertextos em narrativas multimodais deaprendizagem de língua inglesa. In: SUZUNDY, Paula Tatiane Carréra et al (org.) Linguística aplicada e sociedade: ensinoe aprendizagem de línguas no contexto brasileiro. 1ª. ed. Campinas: Pontes Editores, 2011.SARDINHA, Tony Berber. Metáfora. São Paulo: Parábola Editorial, 2007.VEREZA, Solange Coelho. Metáfora e Argumentação: Uma Abordagem Cognitiva-Discursiva. In: Linguagem em (Dis)curso– LemD, v. 7, n. 3, p. 487-506, set./dez. 2007.ZOLNIER, Maria da Conceição Aparecida Pereira. “Pegando o touro pelos chifres”: experiências de aprendizes edificuldades com línguas estrangeiras. In: Revista de C. Humanas, Vol. 9, Nº 2, p. 305-318, Jul./Dez. 2009. Disponível em:<www.cch.ufv.br>. Acesso em 10 de setembro de 2012.
    • BARBOSA, 2013Suellen do Nascimento Barbosasuellenrrj@gmail.com“A metáfora é pra gentecomo a água é para ospeixes: está em todaparte.” - Raymond Gibbs