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Dossiê esporte cap2

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  • 1. 50 51OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidas
  • 2. 52 53OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidas
  • 3. 54 55OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidas
  • 4. 56 57OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidas
  • 5. 58 59OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasO esporte na vidado brasileiro
  • 6. 60 61OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasQuase a totalidadeda populaçãopratica algumamodalidadeesportiva ouacompanha acobertura deesporteSe o número de brasileiros alfabetizados,acima da linha de pobreza e comempregos formais fosse igual ao debrasileiros que declaram praticar ouacompanhar esportes, o Brasil já seriaum país de Primeiro Mundo. De fato,94% das 2.338 pessoas entrevistadaspara esta pesquisa afirmampraticar ou acompanhar esportesregularmente. Apenas 6% não têmnenhum envolvimento com o assunto,ignorando a prática esportiva, os jogos ecompetições e a cobertura pela mídia:A emoção de assistir:A emoção de praticar:41Acompanham esportes (%)32931586113731324Praticamesportes(%)nuncaquase sempre /semprequase nunca /raramenteregularmente /às vezesFonte:FaseQuantitativa-totaldaamostraNas discussões em grupo, a prática ativafoi apontada como positiva pelo prazerda contribuição pessoal na partida e pelaemoção da vitória. Além disso, praticaraumenta o conhecimento do esporte ereforça a auto-estima.PRATICAR E ASSISTIREmoções diferentesA motivação para praticar é consideradadiferente da motivação para assistir, jáque a prática é um ato ativo e assistir,passivo. Praticar ou assistir proporciona“emoções diferentes”.quase sempre + semprenuncaquase nunca / raramenteregularmente + às vezes“Quando você estádentro do jogo, você quervencer, está lutando peloresultado. Quando vocêestá torcendo, quer omesmo resultado, mas nãodepende de você”Mulher, classe A/B,18 a 21 anos, São Paulo“Quando eu jogo, seidos meus limites. Emcompensação, quandoassisto a um jogo, espero sóque o meu time ganhe”Homem, classe A/B,30 a 44 anos, São Paulo
  • 7. 62 63OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasO prazer de assistir a competiçõestambém é composto por um conjuntode aspectos, segundo os entrevistados.Os principais são: há uma projeção nosatletas em campo; assistir favorece umaatitude crítica por parte do torcedor;é um estímulo para querer praticar; éimportante para assimilar os aspectostécnicos do jogo; e, por fim, ajuda aconhecer as regras.A seguir, apresentamos os resultadosda pesquisa relativa ao modo como osbrasileiros se relacionam com a práticado esporte e, paralelamente, comoassistem e acompanham o esporte nosestádios e na mídia.Luta de classesA classe econômica é uma variávelimportante para definir o relacionamentoindividual com o esporte. Quanto maisalto o nível socioeconômico, maiora freqüência com que os brasileirospraticam esportes. Naturalmente, comoa prática esportiva pressupõe maiordisponibilidade de meios – equipamentos,tempo, aluguel de quadras e camposesportivos – a penetração de pessoasque assistem é maior do que a depessoas que praticam. Note-se, na tabelaa seguir, que o maior número de pessoasque declaram não praticar nunca é daclasse C, 31% do total:Sempre, nunca, de vez emquandoA prática esportiva é forte e bastantedifundida nos principais mercados,mas Brasília se destaca, com 27% dapopulação praticando sempre. A tabelaa seguir permite ver a freqüência comque os brasileiros dos nove mercadospesquisados se dedicam ao esporte.Chama a atenção o Rio de Janeiro, onde35% das pessoas afirmam nunca praticar(desses, 66% são mulheres, das quais92% são das classes B e C).Brasília e São Paulo são as praças como maior número de pessoasacompanhando esporte pela mídia comregularidade (32% sempre ou quasesempre). A capital baiana, Salvador, temo maior porcentual de pessoas que nuncaassistem a esportes (22%).Freqüência com que praticam (%)Freqüência com que acompanham (%)nunca raramente / às vezes regularmente / quase sempre sempre23242231totaltotalSãoPauloRioJaneiroBeloHorizontePortoAlegreRecifeCuritibaBrasíliaFortalezaSalvadornunca raramente / às vezes regularmente / quase sempre sempre23312224233126202425163519401724233624172538829142828302738231226252221273121283032323329630273112203038121930391226333562033416322729122530405302127221027Freqüência com que praticam (%) Freqüência com que acompanham (%)26132140classe AFonte:FaseQuantitativa-totaldaamostra24202432classe B21312028classe C28103230total27103033classe A32102632classe B classe C25103728Fonte:FaseQuantitativa-totaldaamostra
  • 8. 64 65OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasCaminhar é viverOs brasileiros são grandes adeptos dacaminhada (31%) e gostam de jogarfutebol (30%). Separados homens emulheres, nota-se que 54% dos homenstêm o futebol como sua prática esportivanúmero 1, enquanto as mulheres sãomaioria na caminhada (40%). O vôlei vemem terceiro lugar.Na mídia, esporte é bolana redeA esmagadora maioria dos brasileirosque acompanham esporte pela mídiaprefere futebol (81%), o campeãoabsoluto de audiência. Mas outrosesportes, como vôlei e automobilismo,também são bastante seguidos nochamado país do futebol.caminhadafutebolvôleiciclismonataçãocorridabasquete4054308131314869754572453mulhereshomenstotal3121automobilismobasquetenataçãoginásticaolímpicafutebol deareia/praiavôlei depraiafutsalmulhereshomenstotalfutebolvôlei92343335181012159888749573546582Esportes que acompanham pela mídia (%)817126Fonte:FaseQuantitativa-totaldaamostra/respostaespontâneaFonte:FaseQuantitativa-totaldaamostra/respostaespontâneaEsportes que praticam (%)
  • 9. 66 67OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasDe pai para filho desde...O futebol tem raízes profundas noimaginário e na cultura brasileira,reconheceram os entrevistados nasdiscussões em grupo. E é uma tradiçãodo universo masculino. Os motivosprincipais para isso seriam:• Na origem, o futebol era umesporte apenas masculino eainda mantém característicasbem viris, como certaagressividade e violência.• Para muitos brasileiros, ofutebol é ritual de iniciaçãodos filhos homens: os garotosganham uniforme do timeainda bebês.• O futebol serve comopassaporte de entrada eaceitação no mundo masculino.• Para muitos pais, participardos rituais ligados ao futebolem companhia do filho - ir aoestádio, torcer - é tambémum modo de demonstrar afelicidade por ter umfilho homem.• Não raro, os pais profetizampara o filho recém-nascido umacarreira como jogadorde futebol.• HomensO futebol exerce grande atraçãoe provoca forte envolvimento.Todos têm o futebol comoassunto de conversa, torcidae consumo na mídia. A maioriaassiste a jogos de campeonato,independentemente dos times,e segue programas esportivosde debates e entrevistas.• MulheresA maioria assiste, masprefere seguir seus própriostimes e jogos da seleçãobrasileira. Em muitos casos, asmulheres assistem junto comhomens (namorado, marido,filhos). Algumas assistema programas esportivos dedebates e entrevistas. Omaior envolvimento femininocom o futebol se dá entreadolescentes e jovens até 21anos das classes A/B. O menor,entre jovens de 18 a 21 anos daclasse C, e mulheres em geralentre 30 e 40 anos.A rejeição no esporteNem todos os esportes agradam atodos e algumas modalidades sãoparticularmente rejeitadas, seja parapraticar, seja para acompanhar pelamídia. Nas entrevistas quantitativas,29% das pessoas disseram não rejeitarmulhereshomenstotalbasquete1.096.471luta846.190alpinismo822.354vôlei631.663judô607.827jiu-jitsu524.399handebol524.399962945332433324121322223199autobobilismo1.179.899basquete1.096.471futebol846.190golfe583.990vôlei583.990tênis560.154handebol560.154boxe3.503.941luta1.430.1801354643545332423124123124071829% não rejeitamnenhum esporte43% não rejeitamnenhum esporteEsportes que rejeitamacompanhar pela mídia (%)Esportes querejeitam praticar (%)boxe2.455.142futebol1.561.280a prática de nenhum esporte, e 43%disseram não rejeitar seguir pela mídiaqualquer esporte. O boxe, de modotalvez previsível, é o esporte maisrejeitado. Abaixo, porcentuais e projeção,para os nove mercados pesquisados, donúmero de pessoas que rejeitam praticarou acompanhar esporte:Fonte:FaseDiscussõesemGrupoFonte:FaseQuantitativa-totaldaamostraO país do futebolOs números confirmam: o futebol é oesporte mais seguido por homens emulheres. Todos os homens declararamacompanhar futebol ao longo da vida.Entre as mulheres, o interesse variasegundo a faixa etária e a classe social:
  • 10. 68 69OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasCOMO O BRASILEIRO PRATICAA prática ao longo da vidaO esporte está presente na vida daspessoas da infância à terceira idade,mas a relação com a prática muda deintensidade e significado em cada fase,segundo os depoimentos capturados nasdiscussões em grupo.O esporte de cada idadeNa pesquisa quantitativa, apurou-seque a prática de esportes diminui nodecorrer da idade em relação a todas asmodalidades. A caminhada apresentauma relação inversa: quanto maiselevada a faixa etária, mais freqüenteé a prática da caminhada entre os quefazem alguma atividade física.A prática do esporte segundo a faixa etária8 a 9 anos 12 a 14 anos 18 a 24 anos 30 a 44 anos 55 a 69 anospraticam muito porrecomendação médicaatividades mais levesesporte tem forte presença naeducação física, na recreação e na ruaé forte elemento de vínculo socialdia-a-dia corrido: esporte fica paraas horas vagasserve como válvula de escape do estressemenos tempopara fazer esportemais tempo e energiapara fazer esportemenos energia parafazer esportecaminhada7 a 9 10 a 12 13 a 17 18 a 24 25 a 34 35 a 44 45 a 49 50 a 59 60 a 69Os esportes praticados ao longo da vida (%)Fonte:FaseDiscussõesemGrupoFonte:FaseQuantitativa-totaldaamostra/respostaespontâneafutebolcorridanataçãociclismovôleibasquete102030405060700idade
  • 11. 70 71OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasPraticar: o gosto de cadagêneroHomens e mulheres, diferentes emmuitas coisas, são diferentes tambémao escolher o seu esporte, em cada faixaAs boas influênciasA motivação da escolha do esporte variaem cada faixa etária, com as opçõesmais decisivas efetuadas na infânciae na adolescência:A motivação dos profissionaisA seguir, dois testemunhos deprofissionais do mundo esportivo sobreo que motiva e estimula as pessoas naprática do esporte:• 8 a 14 anosA introdução ao universo doesporte se dá pela educaçãofísica na escola. Os amigos sãoum exemplo a ser imitado, aspreferências dos pais às vezessão copiadas e, mais ainda, é fortea inspiração proporcionada pelosídolos e campeões esportivos.• 18 a 21 anosAlguns mantêm os esportesadotados na educação física, masa prioridade passa a ser o jogo emfamília ou com os amigos comoforma de se socializar.• 30 a 44 anosOs homens, sobretudo, mantêmseus hábitos esportivos dajuventude. A prática esportivapassa a ter importância paramanter a boa forma, a saúde e ocontato com a natureza.• 55 a 69 anosPoucos mantêm os hábitosesportivos da juventude.Priorizam o bem-estar físicoe mental, uma recomendaçãomédica a ser seguida.7 a 12 anosacima de tudofutebol (90%);mas tambémvoleibol (26%) ebasquete (18%)18 a 24 anosdestaque parafutebol (67%) ;presente tambémvôlei (19%), ciclismo(14%) e caminhada(13%)13 a 17 anosprincipalmentefutebol (82%); algunsvôlei (34%), handball(16%) e basquete(11%)45 a 59 anosprincipalmentecaminhada (42%);alguns futebol (23%)e ciclismo (10%)25 a 44 anosmaioria futebol(53%), mas tambémcaminhada (22%);alguns corrida eciclismo (ambos 9%)60 a 69 anosdestaque paracaminhada (49%);alguns poucosfutebol (6%) eciclismo (5%)7 a 12 anosprincipalmente vôlei(45%), mas tambémfutebol (29%);algumas natação(12%), basquete(17%)13 a 17 anosmaioria vôlei (51%),mas também muitaspraticam futebol (33%)e algumas handball(22%) e caminhada(10%)18 a 24 anosmaioriacaminhada (36%);algumas vôlei (20%)e futebol (10%)45 a 59 anosmuito maiscaminhada (55%);poucas praticamginástica de academiae ciclismo (4%)25 a 44 anosmaioriacaminhada (45%);algumas ciclismo (8%)e vôlei (7%)60 a 69 anospraticamente sócaminhada (46%);algumas, ginástica(geral) (5% )“Meu pai e minha mãe foramfundamentais na minhacarreira. Meu pai fez umapista de skate para mimdentro da empresa”Sandro Dias, skatista“O profissional nasceamador, sem ganharnada e sem ajuda. Aodescobrir que gosta doque faz, é que decide seprofissionalizar. O amadornão tem compromisso como resultado, apenas com aprática. O profissional temum compromisso de vida, deresultados e de renda”José Carlos Brunoro, consultorde marketing esportivoetária. A partir dos 24 anos, caminharpassa a ser a atividade física maiscomum para as mulheres. Só a partir dos45 anos os homens, boleiros declarados,afirmam ter como principal atividadefísica a caminhada:Fonte:FaseQuantitativa-totaldaamostra/respostaespontâneamulhereshomensOs esportes praticados por gênero e faixas etáriasFonte:FaseDiscussõesemGrupo
  • 12. 72 73OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasAssistir ao esporte segundo a faixa etáriaAs preferências regionaisA pesquisa revelou que os brasileirospraticam sobretudo dois esportes,caminhada e futebol, ambos difusos emtodo Brasil e com particular destaqueem Porto Alegre. O vôlei tem maior forçaem Curitiba e Porto Alegre. Já a capitalfederal destaca-se no ciclismo.COMO O BRASILEIRO ASSISTEO assistir ao longo da vidaComo vimos, a prática esportiva é maisintensa na juventude (12 aos 24 anos)e, a partir daí, é marcada por uma linhadescendente constante, incluindo aspessoas em plena forma e no auge dacarreira (30 a 44 anos). Mas a curva doconsumo do esporte como espectadorou pela mídia é diferente: tambémapresenta uma tendência de queda apartir dos 24 anos, mas volta a subir namaturidade, quando se tem mais tempoà disposição. Veja abaixo o gráfico doacompanhamento do esporte ao longoda vida, comparado com a prática:São Paulo Rio deJaneiroBeloHorizontePortoAlegreRecife Curitiba Brasília Fortaleza Salvador8 a 9 anos 12 a 14 anos 18 a 24 anos 30 a 44 anos 55 a 69 anosFases de maior envolvimento com o esporteFase de maiorenvolvimento com oesportecaminhadafutebolcorridanataçãociclismovôleibasqueteOs esportes praticados em cada mercado (%)Fonte:FaseQuantitativa-totaldaamostra/respostaespontânea01020304050Fonte:FaseDiscussõesemGrupo
  • 13. 74 75OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasO assistir em cada idadeOs brasileiros gostam de acompanharsobretudo futebol, como era dese esperar, seguido de vôlei eautomobilismo. Essas são as grandespreferências nacionais, mas, em termosde audiência, as faixas etárias nãoapresentam grandes variações.futebolvôleiautomobilismobasquetenataçãoginásticaolímpicaAssistir: o gosto de cadagêneroPraticamente todos os entrevistados,homens e mulheres, declararamassistir ou acompanhar esportes.Entretanto, a faixa etária determinaum maior ou menor envolvimento dehomens e mulheres.7 a 9 10 a 12 13 a 17 18 a 24 25 a 34 35 a 44 45 a 49 50 a 59 60 a 69Os esportes acompanhados pela mídia ao longo da vida (%)7 a 12 anosmuito mais futebol(85%); assistem umpouco vôlei (27%),basquete (12%)e automobilismo(10%)18 a 24 anosacompanham maisfutebol (88%);alguns outrosvôlei (34%), auto-mobilismo (26%) ebasquete (12%)13 a 17 anosbasicamente futebol(94%); diversificam vôlei(34%), automobilismo(22%), basquete (15%),futsal (12%) e futebolde areira/praia(10%) 45 a 59 anosbasicamente futebol(93%); bem diversificadoautomobilismo (40%),vôlei (32%), basquete(19%) e boxe (12%)25 a 44 anosmuito mais futebol(93%); diversificamcom vôlei (37%),automobilismo (30%),basquete (16%) enatação (13%)60 a 69 anosprincipalmente futebol(96%); diversificamcom vôlei (25%),automobilismo (24%)e basquete (17%)7 a 12 anosum pouco maisfutebol (50%);outros vôlei (38%)e natação (11%)13 a 17 anosdiversificado,destacando futebol(70%) e outrosvôlei (43%)e basquete (10%)18 a 24 anosmuito maisfutebol (80%);acompanham tambémvôlei (39%) e ginásticaolímpica (10%)45 a 59 anosassistem mais futebol(72%); diversificam comvôlei (31%), automobi-lismo (15%), basquetee ginástica olímpica(11%)25 a 44 anosdestaque para fute-bol (75%); um poucovôlei (37%), auto-mobilismo (11%) ebasquete (10%)60 a 69 anosum pouco maisfutebol (66%); acom-panham também vôlei(22%), automobi-lismo (13%), enatação (11%)Fonte:FaseQuantitativa-totaldaamostra/respostaespontâneaFonte:FaseQuantitativa-totaldaamostra/respostaespontâneamulhereshomensOs esportes acompanhados pela mídia por gênero e faixa etária (%)0102030405070609080anos
  • 14. 76 77OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasAs mídias mais usadas para acompanhar esporte (%)O meio é a mensagemComo era de se esperar, a TV aberta éo meio de comunicação mais utilizadopara acompanhar esporte (para 89% daspessoas), mas o rádio também tem suaimportância (para 16% da população).A TV paga já se tornou o segundoveículo de comunicação mais usado porquem acompanha esporte pela mídia,com 22% do total.Aumenta a prática, aumentaa audiênciaEmbora não se tenha histórico sobre aprática de esporte – esta é a primeirapesquisa do gênero –, a percepção queresulta das entrevistas quantitativasé de aumento. Essa tendência aparecetambém no acompanhamento pela mídiaem geral, com destaque para a classe A(veja os gráficos abaixo):A evolução da prática de esportes segundo a classe social (%)A evolução do acompanhamento segundo a classe social (%)18total1734241214classe a2437139classe b1835201116classe c1432301212aumentou diminuiu não pratica / acompanha não respondeu (crianças)permaneceu igualmulhereshomenstotaltv abertatv pagarádiojornaisrevistasinternet822622181624816923139561038996Fonte:FaseQuantitativa-totaldaamostraFonte:FaseQuantitativa-totaldaamostratotal classe a18564121054128422 185641111classe b17575129classe c
  • 15. 78 79OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidascom amigos gera clima de descontraçãoe alegria, proporciona prazer erelaxamento, estimula novas amizades”.Nas discussões em grupo, foramenfatizados por faixa etária osseguintes benefícios lúdicos e sociaisda prática esportiva:• Crianças (8 a 12 anos)“O esporte é muito importante”;“bom para brincar e se relacionarcom os amigos”• Adolescentes (13 a 18) anos“Facilita a integração social”;“ajuda a ser aceito nos grupos”• Maduros (55 a 59 anos)“Evita o isolamento”; “ajudaa permanecer inserido nasociedade”mas há quem aconselhe não esperardemais do esporte para fins dedesenvolvimento social.Os profissionais reconhecem osseguintes atributos do esporte, noâmbito das vivências: “É uma escolade disciplina e humildade”; “estimulao respeito às regras e ao próximo”;“estimula o convívio”.São dois, segundo os profissionais, osprincipais aprendizados com o esporte:“Ensina a lidar com os limites próprios edos outros”; e “ensina a conhecero próprio corpo”.No vertente do aprendizado, osprofissionais consideram que “o esportetem um papel particular em estimulara atenção, a prontidão de reflexose o raciocínio; ajuda a conviver coma diferença e a diversidade; e trazOS BENEFÍCIOS DO ESPORTEEsporte faz bem para...Segundo o apurado nas discussões emgrupo e nas entrevistas realizadas nafase quantitativa com o total daamostra, a prática de esporteproporciona benefícios evidentes emtrês vertentes: saúde (física e mental),diversão e socialização. E 80% dosentrevistados mencionaram “a boadisposição no dia-a-dia” que o esporteproporciona, além de melhorar a auto-estima (“cuidar de si”) e a qualidade devida em geral.Além disso, consideram que o esportemelhora a saúde física porque “faz bempara o corpo, melhora o funcionamentodos órgãos, dá mais energia, respira-semelhor” (83%); “desenvolve a habilidademotora e o condicionamento físico”(82%); “previne doenças e aumenta alongevidade” (76%, com ênfase entreos entrevistados maduros); “permite asuperação dos limites do próprio corpo”(mencionado por adolescentes).O esporte melhora a saúde mentalporque “proporciona sensação deliberdade, bem-estar, relaxamento,leveza, prazer, um cansaço bom” (79%);“é uma válvula de escape dos problemas,uma terapia” (73%); “constitui umespaço pessoal para descarregar oestresse” (mencionado por homens de30 a 44 anos).O esporte representa diversão esocialização, segundo 75% dosentrevistados, porque “fazer esporteresultados práticos na vida cotidiana,independentemente de ser praticado porprofissionais ou amadores”.Para os profissionais ouvidos, os atletasprofissionais “ganham exposição namídia e tornam-se celebridades; viajammuito; conhecem pessoas interessantese estrangeiras; têm oportunidades queos amadores normalmente não têm”. Osatletas amadores “têm melhor disposiçãopara o dia-a-dia; melhoram a saúde; sãomais relaxados e têm melhor humor”.Além dos benefícios pessoais quetodos reconhecem (saúde, bem-estar,disciplina, equilíbrio, autoconhecimento,condicionamento físico, lazer pessoal...),os profissionais do âmbito do esportenotam os seguintes benefícios coletivosproporcionados por políticas públicas ousociais relacionadas ao esporte (vejana página seguinte).Os profissionais e os benefíciosdo esporteAtletas, acadêmicos e jornalistas, ouvidosnas entrevistas em profundidade,tendem a ter uma visão dos benefíciosgerados pelo esporte semelhante à dapopulação em geral.Consideram principais duas vertentesde benefícios, no campo das vivênciase no campo dos aprendizados, combenefícios específicos para profissionaise amadores. As políticas sociais tambémtêm um aliado na prática esportiva,“O tênis não era nada até o Gugasurgir, aí chegou à TV a cabo,à TV aberta, ele virou ídolo,aumentou o número de escolase praticantes”Thaya Marcondes,publicitária
  • 16. 80 81OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasEis o que dizem um antropólogo, umeconomista e um dirigente esportivosobre os benefícios do esporte:“Uma dascoisas maisimpressionantes daprática esportiva– e aí está incluídoo xadrez – é o fatode você aprendera perder, o quesignifica aprender aaceitar regras”Roberto DaMatta,antropólogo“Uma estimativada ONU diz que paracada dólar aplicadono esporte públicoeconomizam-se2 dólares e meio emcustos de segurançae proteção dosadolescentes”Arialdo Boscolo,presidente daConfederação Brasileirade Hóquei“Está provado queesportes ajudam adiminuir a alienaçãodas crianças emfamílias carentese problemáticas econtribuem paraafastar o riscodas drogas e daviolência”Istvan Kasznar,professor da FGV• O esporte é ferramentade educação.• É instrumento de inclusão social.• Possibilita a ascensão social.• Preserva a união da família.• Permite ao Estado economizarcom gastos em saúde.• Ajuda a controlar a violênciae o crime.Esporte faz mal para...Os entrevistados na pesquisaquantitativa e os profissionais ouvidosnas entrevistas em profundidade notamem graus diferentes alguns riscos nohábito de praticar esportes. A populaçãoem geral tem mais dificuldade paraperceber riscos (ou malefícios) doque benefícios. Entretanto, apossibilidade de praticar esporte semorientação técnica especializada é oaspecto negativo que mais se destaca,pelos riscos potenciais que oferece àsaúde, segundo a maior parte (62%)dos entrevistados.mulhereshomenstotalpraticar sem orientaçãoprofissional causa problemaspessoas que exageramno esporte acabam tendocontusões, fraturaspessoas que praticamesportes de forma exageradaficam obcecadaspraticar sem regularidade fazmal para a saúdeé comum o uso de anabolizantes/produtos químicos para melhoraro desempenhoé comum o uso deanabolizantes/produtos químicospara ficarem mais bonitosesporte causadependência / vicia625965555753534857505350495150505133293652Os riscos da prática esportiva (%)Fonte:EntrevistasemprofundidadeFonte:FaseQuantitativa-totaldaamostra
  • 17. 82 83OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasOs profissionais ouvidos consideram osaspectos negativos do esporte de mododistinto para profissionais ou amadores,e de ordem física e psicológica.Para atletas amadores, as ameaças vêmsobretudo pelo excesso de esforço nosfins de semana.Para atletas profissionais, os riscos sãopossíveis problemas físicos decorrentesdo excesso de prática:Para ambos, profissionais e amadores, osmales psicológicos possíveis são:• Lesões torcionais oumusculares.• Para os que utilizam osmembros inferiores, riscos aotornozelo e joelho.• Para os que utilizam osmembros superiores, riscos aoombro e cotovelo.• Boxe: riscos de lesões cerebrais.• Dependência psicológica emrelação à prática esportiva.• Busca obsessiva do prazer físicoe da auto-estima.• Culto do narcisismo.O BRASILEIRO E O ESPORTE: SEGMENTAÇÃOAs cinco tribos do esporteO universo da pesquisa pode ser dividido em cinco segmentos, segundo a atitudeem relação à prática e ao acompanhamento do esporte: espectadores, superativos,indiferentes, utilitárias e torcedores (veja gráfico abaixo e descrição dos grupos a seguir).utilitáriasindiferentessuperativostorcedores 919202626espectadoresTamanho dos segmentos (%)Fonte:FaseQuantitativa-totaldaamostra“A mídia influenciatudo, até a práticade esporte.Você sonha e seprojeta no que vê.Quantos de nós,quando garotos,terminado umjogo de Copado Mundo, nãosaíam de casapara o playgrounddo prédio ou oquintal para fazerlinha de passe?Naquele momento,o País ficava cheiode Rivelinos eJairzinhos”Fábio Fernandes,publicitário
  • 18. 84 85OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidas“Assistir a esportes pelaTV é uma atividade queme dá muito prazer”Espectadores (89%)*“Esporte para mim estárelacionado à saúde”Utilitárias (91%)“Gosto da sensação deesforço que o esporte meproporciona”Superativos (90%)“Penso em assistir aesportes quando háquebra de recordes”Indiferentes (10%)“Sou tão ligado emesportes que acaboprejudicando o convívio”Torcedores (49%)*Porcentual de pessoas de cada perfil que declaraconcordar totalmente ou concordar com a frase.59% de homensA maioria nunca praticaesporte, mas 96% sempreacompanham pela mídia. Outros39% trabalham fora em tempointegral, são casados, madurose com filhos. Para eles, esporteé sinônimo de “lazer, diversão,prazer”. E 36% têm o hábito deacompanhar esporte pela mídiasozinhos, sem necessariamentea companhia de alguém.“Tem de malhar,tem de suar,vamos lá...”Os superativos são os quemais acessam a internet (65%)e TV paga (29%). Muitossolteiros, jovens, estudantes,forte presença paulista. Ativossocialmente: freqüentamclubes, danceterias, parques,jogam videogames. Sãotorcedores e gostam de assistira programas sobre esportes.O esporte que mais praticamé o futebol, seguido de vôlei,natação, musculaçãoe handebol.26% dos entrevistados“Dá licençaque o controleremoto é meu!”ESPECTADORESPerfil 151% classes A/BSUPERATIVOSPerfil 381% de homens20% dos entrevistados60% classes A/BH MH MA B C82% de mulheresMuitas donas de casa,concentração de 25 a 34anos, com filhos. Lazertípico é caminhar. Praticam eacompanham esporte de formamoderada. Alta rejeição afutebol e boxe. A freqüência daprática é pulverizada no grupo,mas as que praticam o fazemcom alta participação “porquefaz bem ao corpo”.26% dos entrevistados“Saúde é o queinteressa”UTILITÁRIASPerfil 250% classes A/BA CH MB A CB
  • 19. 86 87OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasPUBLICIDADE & PATROCÍNIOO valores positivosA percepção a respeito de patrocíniose publicidade no esporte é altamentepositiva e valorizada. Nos grupos,emergiram as seguintes afirmações:As marcas que dão nome a times outorneios (por exemplo, Copa Toyota)dão a impressão de que fazem grandesinvestimentos, o que é valorizado.Entretanto, há nuances na percepçãodo efeito do patrocínio quando se tratade times ou campeonatos. Algunsentrevistados temem que um time possaperder identidade ou ter seu nometradicional ofuscado por uma marca,enquanto o batismo de um campeonatoem nada afeta os valores associados aostimes que dele participam.• Trata-se de incentivosnecessários, já que muitosatletas não têm condições debancar seus custos.• Há uma carência evidente deajuda oficial (pública).• Infelizmente, atletas sóobtêm patrocínio quando jáse destacaram, falta apoio atalentos no início da carreira.• A distribuição é desigual:alguns atletas e esportes têmmuito, outros têm pouco.“O patrocínio é importanteno mundo inteiro, paraos clubes e para ospatrocinadores. O dinheirodo patrocínio mantémsalários em dia, financiacentros de treinamento,mantém atletas, geraequipes melhores. Paraalgumas categorias, senão há patrocínio nãohá esporte”Paulo Carmossa, publicitário“Quanto mais a mídiamostra, mais as pessoasvêem e aprendem. Quandoa ginástica começoua aparecer, ninguémentendia as regras nemas competições. Hoje aspessoas sabem até comoacontece uma mudançade pontos...”Daniele Hypólito, ginastaEquilíbrio entre homens e mulheresConcentração de cariocas(46%). Para estes, o esporteconstitui atividade social ede lazer sobretudo atravésda torcida (mais da metadefaz promessa para o time ouídolo ganhar). E 33% praticamalgum esporte uma ou duasvezes por semana “comoobrigação”, principalmentefutebol e caminhada. Poucoadepto de atividades de lazerde caráter cultural. É o grupoque se mostra mais sensível àpropaganda e às marcas quepatrocinam seus times e ídolos.9% dos entrevistados“Na alegria ena tristeza,na saúde e nadoença”TORCEDORESPerfil 5H M52% classe C“Esporte? Meinclua foradessa”Muitas das indiferentes sãode meia-idade, com filhos. Asdonas de casa são 23%. Amaioria nunca acessa a internet(72%) e não possui TV paga. Éo grupo menos envolvido como esporte: 50% nunca praticam,35% nunca acompanham. Sódão atenção ao esporte (quantodão) “para não ficar por fora”.Não tencionam praticar esporte(28%) nem acompanhar (25%).INDIFERENTESPerfil 472% de mulheres19% dos entrevistados53% classe CA B C A B CH M
  • 20. 88 89OPIBdoesporteOesportenavidadobrasileiroÍdolosetorcidasNo caso de marcas associadas a times,a percepção de cariocas e paulistas édiferente. Cariocas tendem a não verproblemas: a marca chega para apoiaro time. Paulistas tendem a ser maispuristas: o ideal é não confundir times emarcas. Hipótese para tal sensibilidade:em São Paulo, o patrocínio é mais antigo,sobretudo no vôlei. As conseqüências dopatrocínio, segundo as discussões emgrupo, são as seguintes:• É alta a lembrança, entreos brasileiros, das marcasassociadas ao esporte, comdestaque para nomes comoNike e Adidas.• As empresas patrocinadorastambém são muito lembradaspor 84% da população. As maisassociadas a essa prática sãomarcas mundiais de produtosesportivos, como Nike e Adidas,e empresas muito presentes noesporte, como Banco do Brasile Petrobras.• A relação das marcas maisconhecidas com o universoesportivo é bastante valorizadapela população.As empresas patrocinadorassão vistas como companhiasde qualidade, que justamenteadquirem alta visibilidade.Ao consolidar os principais conceitosobtidos nas entrevistas emprofundidade com os profissionaisdo esporte com os obtidos na fasequantitativa com o total da amostra,torna-se possível resumir em quatropontos principais positivos enegativos as conseqüências práticasda cobertura da mídia e da suainfluência sobre os atletas e apopulação em geral:• Os atletas vêem a mídiacomo aliada na divulgaçãodo esporte em geral e daatividade profissional do atletaem particular.• A exposição na mídia é muitovalorizada por permitir queos atletas exibam seu talentopara grandes audiênciase ganhem a possibilidadede ser descobertos pelospatrocinadores.• A cobertura da mídia popularizaas diversas modalidades emobiliza o público para praticare/ou acompanhar.• A influência da mídia podeser negativa em um caso:quando a exposição de umtalento em crise afeta a carreirade um atleta profissional.”Quanto maiseu treino, maissortudo eu fico”Carl Jerome “Jerry” Barber,golfista profissional vencedordo campeanato da PGA, em 1961