Palestra: "Bauman: Cartas do Mundo Líquido Moderno": Café Digital, na UCP, em 13.12.2011
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Like this? Share it with your network

Share

Palestra: "Bauman: Cartas do Mundo Líquido Moderno": Café Digital, na UCP, em 13.12.2011

  • 2,653 views
Uploaded on

Palestra: "Bauman: Cartas do Mundo Líquido Moderno": Café Digital, na UCP, em 13.12.2011...

Palestra: "Bauman: Cartas do Mundo Líquido Moderno": Café Digital, na UCP, em 13.12.2011

More in: Business
  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
    Be the first to like this
No Downloads

Views

Total Views
2,653
On Slideshare
2,653
From Embeds
0
Number of Embeds
0

Actions

Shares
Downloads
21
Comments
0
Likes
0

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. Bauman: Cartas do Mundo Líquido Moderno , 13.12.2011 Sérgio Costa Taldo Engenheiro Mecânico, formado na UCP, em dez/1986, com especialização em Engª Térmica e Engª de Produção. Experiência de 9 anos, em revisão de turbinas de avião (turbinas GE/CFMI), nas empresas GE CELMA e GE VARIG. Possui um SOHO - Small Office Home Office, sendo Consultor em Tecnologia da Informação e Internet, desde 2000. Realizou os Cursos de Extensão: (1)- Marketing Digital , com  Carol Hoffmann , na UCP, no período de abril/maio, 2011 (36 horas/aula); (2)  Os 8Ps do Marketing Digital , com  Conrado Adolpho , no Rio de Janeiro, em 01-02.07.2011 (14 horas presenciais e 16 horas online). É um Consultor Certificado 8Ps do Marketing Digital (Turma 2 – RJ); (3) Curso Marketing na Era Digital , com Martha Gabriel (em São Paulo, em 18-19.11.2011). Vocês também podem me encontram aqui :  Blog:  aconscienciaeabusca.blogspot.com Facebook:  facebook.com/sergiotaldo Twitter:  twitter.com/sergiotaldo Google+:  gplus.to/sergiotaldo Slideshare:  slideshare.net/sergiocostataldo Foursquare:  foursquare.com/sergiotaldo LinkedIn:  br.linkedin.com/in/sergiocostataldo Para trocar informações :  [email_address]
  • 2. Twitter, iPod, Facebook, sexo virtual, cele-bridades, moda, cartões de crédito, indús-tria cosmética, remédios, crise da educa-ção, filmes, livros, Barack Obama, telefo-nes celulares, proliferação de doenças ner-vosas, solidão e isolamento, terceirização do trabalho – estes são alguns dos temas que marcam o itinerário da viagem de Zygmunt Bauman pelo mundo líquido moderno. Ao longo do caminho, nos envia cartas es-clarecedoras sobre nossa condição atual, alertando para que não nos percamos nos meandros criados pela sociedade de con-sumidores e, sobretudo, para que resista-mos ao “ canto da sereia ” do apelo à indi-vidualização. Zygmunt Bauman: 44 Cartas do Mundo Líquido Moderno
  • 3. 1) 44 Cartas do Mundo Líquido Moderno. 2) Amor Líquido. 3) Aprendendo a Pensar com a Sociologia. 4) A Arte da Vida. 5) Bauman sobre Bauman. 6) Capitalismo Parasitário. 7) Comunidade. 8) Confiança e Medo na Cidade. 9) Em Busca da Política. 10) Europa. 11) Globalização: As Consequências Humanas. 12) Identidade. 13) Legisladores e Intérpretes. 14) O Mal-estar da Pós-modernidade. 15) Vida para Consumo. 16) Medo Líquido. 17) Modernidade e Ambivalência. 18) Tempos Líquidos. 19) Modernidade e Holocausto. 20) Vida à Crédito. 21) Vida em Fragmentos. 22) Modernidade Líquida. 23)A Sociedade Individualizada. 24) Vida Líquida. 25) Vidas Desperdiçadas. Zygmunt Bauman nasceu na Polônia e mora na Inglaterra, des-de 1971. Professor emérito das universidades de Varsóvia e Leeds, é autor de vasta obra que analisa as transformações socioculturais e políticas de nosso tempo. Obras de Zigmunt Bauman
  • 4. Zigmunt Bauman foi convidado (2008), pela revista italiana La Repubblica delle Donne , para escrever cartas comen-tando aspectos do que chama de “ mundo moderno ”. Por quase dois anos, publicou, quinzenalmente, sua contribui-ção – temas atuais da cultura, política e cotidiano. No mundo líquido moderno , em que padecemos de exces-so de informações , como filtrar as notícias que importam em meio a tanto lixo inútil? Como captar mensagens sig-nificativas entre o alarido sem nexo? Como nosso mundo líquido está em constante movimento, somos sempre ar-rastados em suas ondas . Poucos eventos escapam ao olhar atento de Bauman. Sur-preende a capacidade que ele tem de descobrir significa-dos sob atos simples – uma chamada no smartphone, a lis-ta de gastos do cartão de crédito, a exposição de uma foto no Facebook, um outdoor, o relacionamento nas redes so-ciais. Encontra-se aqui a aflição do homem no mundo líqui-do : um indivíduo em busca de sua identidade . Disso tudo, restam um alerta e uma mensagem: se não re-sistirmos à sociedade de consumidores , se nos fecharmos no individualismo imposto , só cabe nos preparar para nos-sa biodegradação e reciclagem . Apenas juntos poderemos travar essa luta contra os “ males sociais ” – do contrário, perderemos... Um pouco de história...
  • 5. Sobre escrever cartas... de um Mundo Líquido Moderno Cartas que vêm do “ Mundo Líquido Moderno ”: o mundo que eu, o autor das missivas, e vocês, possíveis, prová-veis, esperados leitores, compartilhamos. O mundo que chamo de “ líquido ”, porque, como todos os líquidos, ele jamais se imobiliza nem conserva sua forma por muito tempo. Tudo ou quase tudo está sempre em um-dança: as modas que seguimos e os objetos que desper-tam nossa atenção – uma atenção, aliás, em constante mu-dança de foco, que hoje se afasta das coisas e dos aconte-cimentos que nos atraíam ontem, que amanhã se distancia-rá das coisas e dos acontecimentos que nos instigam hoje; as coisas que sonhamos e que tememos, aquelas que de-sejamos e odiamos, as que nos enchem de esperanças e as que nos enchem de aflição . As circunstâncias que nos cercam – oportunidades de ale-gria e ameaças de novos sofrimentos – fluem ou flutuam no ar, vêm, voltam e mudam de lugar. Fazem isso com ta-manha rapidez e agilidade, que não conseguimos tomar uma providência sensata e eficaz, para direcioná-las, para conservá-las ou interceptá-las. Para resumir a história: nosso mundo líquido moderno sempre nos surpreende; o que hoje parede correto e apro-priado, amanhã, pode muito bem se tornar fútil, fantasioso ou lamentavelmente equivocado. Todos precisamos ser, como diz a palavra da moda: “Flexíveis” .
  • 6. Ansiamos por mais informações sobre o que ocorre e o que poderá ocorrer. Felizmente , dispomos hoje de algo que nossos pais nunca puderam imaginar: a Internet e a Web Mundial , as “ autoestradas de informação ” que nos conec-tam, de imediato, “ em tempo real ”, a todo e qualquer canto remoto da Terra. E, tudo isso dentro de pequenos celulares ou iPods, que carregamos conosco no bolso, dia e noite, para onde quer que nos desloquemos. Felizmente ? Bem, talvez nem tanto, pois o pesadelo da informação insuficiente que fez nossos pais sofrerem foi substituído pelo pesadelo ainda mais terrível da enxurrada de informação, que ameaça nos afogar, nos impede de na-dar ou mergulhar – coisas diferentes de flutuar ou surfar. Na balbúrdia de opiniões/sugestões contraditórias, parece que nos falta uma máquina de debulhar , para separar o joio do trigo, na montanha de mentiras, ilusões, refugo e lixo. Walter Benjamin, filósofo com um olhar especialmente ar-guto para qualquer indício de lógica e sistemática, nas ter-pidações culturais em aparência mais difusas e aleatórias, costumava distinguir dois tipos de narrativa: as histórias de marinheiro e as histórias de camponês . As 1ªs são narrativas de ações bizarras e inauditas, que se passam em lugares distantes. As 2ªs são narrativas de a-contecimentos próximos, familiares e tarefas cotidianas. Ainda escrevendo cartas...
  • 7. Ainda... Zigmunt Bauman! As histórias de marinheiro falam de monstros, feiticeiros, cavaleiros galantes e cruéis malfeitores. As histórias de camponês mostram tarefas da terra e da lavoura e de casa. Estas últimas, aparentemente familiares , nos dão a sensa-ção ilusória de as conhecermos bem e de confiarmos que nada de novo há a aprender com elas – consequência de serem esses eventos próximos demais de nossos olhos, para podermos enxergá-los com a devida nitidez. Hoje, marinheiros não têm mais o monopólio de visitar ter-ras estranhas. Num mundo globalizado, onde lugar algum está de fato isolado e a salvo do impacto de qualquer outro lugar, deve ser difícil até distinguir as histórias narradas por um camponês daquelas contadas por um marinheiro . Se quisermos tornar, verdadeiramente, familiares coisas que parecem familiares, é preciso antes de mais nada fazê-las estranhas . A missão é bem difícil. O sucesso não é ga-rantido, e o êxito completo, para dizer o mínimo, é bastante duvidoso. Por que, exatamente, 44 cartas? Será que a escolha desse número tem um significado especial, ou é fruto do acaso, de uma decisão arbitrária, de uma escolha aleatória? Adam Mickiewicz, maior poeta romântico polonês, evocou uma fi-gura misteriosa, mistura ou híbrido de embaixador da liber-dade, seu porta-voz e procurador-legal, de um lado, e go-vernador ou vice-regente na Terra, de outro.
  • 8. As 44 Cartas do Mundo Líquido Moderno “ O nome dele é Quarenta e Quatro ”. Seu número foi esco-lhido arbitrariamente. Por que 44 e não outro qualquer? Porque 44, graças à Adam Mickiewicz, representa o respei-to e a esperança, pela chegada da liberdade . A maioria dos leitores se faria a pergunta – todos, à exceção dos polone-ses. O espectro da liberdade está presente nas 44 cartas, cujos temas são variados – mesmo que de maneira invisí-vel, como é da natureza dos espectros dignos deste nome. Vamos assistir ao vídeo “Modernidade Líquida”: http :// www.youtube.com/watch?v=4kga8RlKsSk Baseado no livro “Amor Líquido”, de Zigmunt Bauman ( percebe-se uma crítica ao posicionamento de muitos relacionamentos): “ A modernidade líquida em que vive-mos traz consigo uma misteriosa fragilidade de laços humanos, um amor líquido. Bauman investiga de que forma as relações tornam-se cada vez mais ‘flexíveis’, gerando níveis de insegurança sempre maiores. A prioridade a relacionamentos em ‘redes’, às quais po-dem ser tecidos ou desmanchados com facilidade (sem que isso envolva nenhum contato além do virtual), faz com que não saibamos mais manter laços a longo pra-zo. Mais que uma mera e triste constatação, é um aler-ta – não apenas as relações amorosas e os vínculos fa-miliares são afetados, mas também a capacidade de tratar um estranho com humanidade é prejudicada ”.
  • 9. Sozinhos no meio da multidão O prof. Jonathan Zimmerman, da New York University, ob-servou que: três entre quatro adolescentes dos EUA gas-tam todos os minutos de seu tempo útil em bate-papos no Facebook ou no MySpace . É possível citar muitas razões para conceber a solidão co-mo uma situação extremamente incômoda, ameaçadora e aterrorizante. Esquecidas ou jamais aprendidas as habili-dades da interação face a face, tudo ou quase tudo que se poderia lamentar como insuficiência da conexão virtual on-line, foi saldado como vantajoso. O que o Facebook, o MySpace e similares ofereciam foi recebido, alegremente, como o melhor dos mundos. Para começo de conversa, nunca mais precisaremos estar sós. O dia inteiro, sete dias por semana, basta apertar um botão para fazer aparecer uma companhia do meio de uma coleção de solitários . Se você está sempre “conectado”, pode ser que nunca es-teja verdadeira e completamente só. Se nunca está só, em-tão, segundo Zimmerman: “ Tem menos chance de ler um livro por prazer, de desenhar um retrato, de contemplar a paisagem pela janela e imaginar outros mundos diferen-tes do seu. É menos provável que você estabeleça comunica-ção com pessoas reais em seu meio imediato. Quem vai querer conversar com parentes, quando os amigos estão a um clique do teclado? Há cerca de 500 ou mais, no Facebook... ”.
  • 10. Conversas de pais e filhos Há uma longa história de incompreensão recí-proca entre gerações, entre os “velhos” e os “jo-vens”, de consequente desconfiança mútua. Sin-tomas desse descompasso já foram percebidos em épocas remotas. Essa desconfiança tornou-se mais visível em nossa era moderna , marcada por profundas, contínuas e aceleradas mudanças nas condições de vida. “ Mais velhos” temem que “recém-chegados” ao mundo acabem estragando e destruindo a “nor-malidade” que conhecem e lhes parece con-fortável e decente, mas que custaram tanto a construir e preservar com carinho. Os “mais jovens”, ao contrário, têm uma enorme urgência de consertar o que os “mais velhos” estragaram. O estado de felicidade, otimismo e confiança que o jovem pensava ser o estado “natural” do mun-do, pode não durar muito tempo.
  • 11. On-line, off-line Numa vida de contínuas emergências, as relações vir-tuais derrotam, facilmente, a “ vida real ”. As relações virtuais contam com teclas de “ excluir ” e de “ remover spams ”, que protegem contra as consequências incon-venientes – e, principalmente, consumidores de tempo. Em sua versão eletrônica, é a quantidade de conexões e não sua qualidade que faz toda a diferença – para as chances de sucesso ou fracasso. Músicas mais ouvidas, camisetas da moda, últimas a-venturas das celebridades, festas mais badaladas, fes-tivais e eventos comentados – é isso que possibilita manter-se “ au courant ” do que “ todo mundo está fa-lando ” e das escolhas indispensáveis do momento. A Internet facilita, incentiva e impõe o exercício inces-sante da reinvenção – numa extensão inalcançável na vida off-line. Essa é uma das explicações para o tempo que a “ geração eletrônica ” gasta no universo virtual: o tempo gradual e crescente, no mundo virtual, em detri-mento do tempo passado no mundo “real” e off-line. O mundo do dia-a-dia, onde o jovem tem experiência pessoal , está sendo gradual e continuamente trans-plantado do espeço off-line para o on-line: “contato”, “encontro”, “reunião”, “comunidade” e “amizade”.
  • 12. Como fazem os pássaros “ Twitter ” (gorjear) é o que os pássaros fazem quando tweet (gorjeiam). Não sei se Jack Dorsey (criador do Twitter , em 2006), quando era estudante universitário, inspirou-se ou não no hábito milenar dos pássaros. Os 55 milhões de visitantes mensais, do Twitter , parecem ter seguido esse hábito – sabedores disso ou não. “ Twitter é um serviço para a comunicação entre amigos, parentes e colegas de trabalho, pela troca rápida de res-postas a uma pergunta: ‘ O que você está fazendo? ’ ”. Con-cisas e curtas – como a melodia do gorjeio do pássaro – nunca excedem 140 caracteres: “ Estou comendo pizza 4 queijos ”, “ Estou olhando pela janela ” ou “ Morto de tédio ”. Não há importância saber porque fazemos tal coisa, o que estamos pensando, desejando, o que nos alegra ou entris-tece, ou outras razões que nos inspiraram a usar o Twitter, além de manifestar nossa presença . Depois do Twitter , a “prova da existência” de Descartes: “ Penso, logo existo ”, tem sido substituída pela versão a-tualizada: “ Sou visto, logo existo ”. O padrão é estabelecido por celebridades: “ A celebridade é uma pessoa famosa por ser famosa ”. O Twitter é para nós, pessoas comuns: “ O substituto da igualdade para os destituídos ”.
  • 13. Sexo virtual Emily Dubberley, autora de Brief Encounters: The Women’s Guide to Casual Sex , escreveu que, hoje: “ Obter sexo é como pedir pizza... Você conecta-se à Internet e encomen-da genitália ”. Não há mais necessidade de flertar, empe-nhar energias para obter aprovação do(a) parceiro(a), nem merecer e conquistar o consentimento do outro – é dispen-sável insinuar-se aos olhos dele(a) e esperar um tempo, para que todos esforços deem resultados. Não há ganhos nem perdas . O sexo pela Internet não é ex-ceção a essa regra melancólica. Os ganhos são: - Conveniência : redução do esforço a um mínimo; - Velocidade : encurtamento da distância desejo-satisfação; - Garantia contra as consequências : nem sempre seguem o roteiro estabelecido e desejado. A publicidade de um site que vende sexo rápido e seguro (“sexo sem compromisso”) e se vangloria de ter 2,5 mi-lhões de assinantes, diz: “ Encontre parceiros sexuais de verdade esta noite mesmo! ” Outro site, especializado em satisfazer o espírito aventureiro de parte do público gay, diz: “ O que você quiser, quando quiser! ”. A sabedoria popular antiga e atemporal adverte-nos que: “ Não se deve contar com os ovos antes de serem postos ”. Ganhou-se em quantidade o que se perdeu em qualidade . Escolher seu parceiro sexual num catálogo de traços pecu-liares e usos desejáveis, perpetua o mito que o ato origina.
  • 14. O falso alvorecer da liberdade Vida à crédito : as empresa de crédito vivem dos lucros gerados pelos tomadores de em-préstimos; os que resistem a viver de crédi-to e se recusam a pedir dinheiro empresta-do, não têm para elas qualquer utilidade. Já as pessoas que se endividam, pesada-mente, e contraem empréstimos “acima de suas posses”, são recebidas com efusão – são essas as fontes constantes de lucro das empresas de crédito, porque as pessoas se mantém como eternas pagadoras de juros. Uma vez que o jovem se inicia nessa roda-viva de “ viver de empréstimos ”, o hábito de pedir novos financiamentos para pagar o anterior parece-lhe, perfeitamente, normal. Na realidade, ele entrou num círculo vicioso: esses círculos não podem ser desfeitos, so-mente cortados.
  • 15. Consumismo é mais que consumo Todos nós somos consumidores, é óbvio... Em-quanto vivermos. Não pode ser de outro modo, porque, se pararmos de consumir, morremos. A única dúvida é quantos dias vai du-rar o des-fecho fatal. O consumo – “comer”, “ingerir” (líquido ou comi-da), “gastar”, “dilapidar”, “exaurir” – é uma ne-cessidade. O “consumismo”, a tendência a situar a preocupação com o consumo no centro de to-dos os demais focos de interesse e quase sem-pre como aquilo que distingue o foco último des-ses interesses, não é. O consumismo é um pro-duto social e não o veredicto inegociável da evolução biológica . Entendendo a questão do consumo, vemos a 1ª mensagem do Pres. George W. Bush aos ameri-canos, chocados e estupefatos, diante da visão do desmoronamento das Torres Gêmeas – em-blemáticas da supremacia mundial dos EUA – a-travessadas por aviões pilotados por terroristas: “ Voltem às compras! ”. Mensagem: “ Americanos, retornem à vida normal... ” (?).
  • 16. Fantasmas de Ano-Novo: do que passou e dos que virão Ano-Novo ? O que celebramos na véspera do Ano-Novo, no 1º dia do ano e no momento mágico separando as 2 datas, aquela meia-noite diferente das outras do ano que acaba e é diferente das que estão por vir, no ano que chega? Pergunta difícil! 2 dias – 31/12 e 1º/01 – são semelhantes, indistinguíveis, com 24 horas ou 1440 minutos cada um, separados pela distância que não é nem 1s. maior que a que desune quaisquer outros dias consecutivos. O que existe para celebrar no dia 1º? Nada demais, exceto a sensação de ter cumprido uma coisa que sentimos ne-cessidade de cumprir: a sensação de fechar um capítulo e abrir outro, talvez completamente diferente do anterior; a sensação de virar a página de velhos problemas e preo-cupações, coisas que já são parte do passado, consolida-das demais para se mexer nelas agora, melhor enterrá-las ou esquecê-las; também, um sentimento de começar um novo tempo diferente do que passou – um futuro ainda ten-ro, flexível e obediente à nossa vontade, um tempo no qual nada ainda se perdeu e tudo ainda está por conquistar . Celebramos a possibilidade de minimizar perdas e come-çar de novo . O Ano-Novo é a festa anual da ressurreição das esperanças . Todos sabem o que nossas resoluções deveriam conter: a última hora para tomá-las e sustentá-las em bons e maus momentos . Estes são meus votos de Ano-Novo para vocês, para os meus e os vossos filhos e netos. E, para mim mesmo! .
  • 17. O fenômeno Barack Obama Obama teve o cuidado de não se candidatar ao governo em nome das massas “oprimidas e subjugadas”, que, exata-mente, por essa razão, são consideradas inferiores e, cuja inépcia e infâmia, forçada e esteriotipada, se transmitiria ao candidato graças à sua herança étnica e racial. Obama também não chegou ao poder impulsionado pela onda de rebeliões lideradas pelos “oprimidos e subjuga-dos”, ou pelo “movimento político ou social” do qual fosse porta-voz, representante e vingador. A intenção do êxito/ascensão foi provar que indivíduos provenientes de categorias oprimidas e discriminadas pos-suem qualidades que “sobrepujam” sua participação numa categoria coletiva da inferioridade. O fenômeno pode ser entendido como uma reafirmação a-berrante desse pressuposto: eis aqui um indvíduo que, quase no estilo do Barão de Münchausen, subiu, por seus próprios esforços, com seu talento e forças individuais, e não graças a participação num grupo étnico ou racial. Os negros e latinos não ligados à elite estão perdendo ter-reno, significativamente, à medida que suas casas e seus empregos lhes escapam das mãos, em taxa muito mais al-ta que no caso dos brancos. Até agora, Obama tem reluta-do em adotar políticas específicas orientadas para superar essa distância crescente
  • 18. Como escapar da crise? Um leitor de La Repubblica , David Bernardi, perguntou o que podemos fazer para escapar da situação em que nos encontramos, após a crise do crédito, e como evitar as consequências. Como nos comportar e viver? Quais pos-sibilidades de que outras pessoas sigam o bom exemplo? Nossa confiança nas estratégias de vida, modos de agir, padrões de sucesso e ideal de felicidade que, nos últimos anos, nos disseram que valia a pena seguir, foi abalado e perdeu parte de sua autoridade e poder de atração. Como observou Mark Furlong, da La Trove University, Michigan: “ Acabou, foi tudo ralo abaixo... ”. “ Os melhores e brilhantes ” e “ os caras mais inteligentes da turma ”, fizeram tudo, espetacularmente, errado . Haverá um caminho de volta ao passado – caminhos para percor-rer na vida real, como nos filmes de Hollywood? Que depressão? Reação à perda de ilusões e à evaporação de sonhos, sentimento de que o mundo ao redor “ está indo para o brejo ”, nos levando junto. Não podemos fazer gran-de coisa para resistir ao fracasso ou mudar sua direção. O terremoto que afetou o crédito e sacudiu o mundo, após o ataque terrorista ao World Trade Center, talvez venha a ter efeitos similares. Segundo Mark Furlong, é a “ militariza-ção do eu ”. É o que vão fazer os produtores e comercian-tes interessados em capitalizar a catástrofe, transforman-do-a em lucro acionário, como de hábito.
  • 19. Para Ler , Estudar e Pesquisar – “de forma circular”: 50 Livros da Biblioteca Básica de Marketing Digital (texto adaptado): http://goo.gl/nW6eV Marketing na Era Digital, da Martha Gabriel: http://www.slideshare.net/marthagabriel/marketing-na-era-digital-por-martha-gabriel Google: Nossa Filosofia – Dez verdades em que acreditamos: http://goo.gl/KkJeE Download do livro-beta colaborativo: Para entender a Internet
  • 20. Vídeo: United Breaks Guitars – A United quebra violões Ilustrando o Mundo Líquido Moderno , citado por Zigmunt Bauman. O consumidor não aceita um "não" como resposta e usa sua inteligência e novas tecnolo-gias para expressar seu sentimento. Dave Carroll teve seu violão danificado durante um vôo da United Airlines e usou sua habilidade de músico para expressar sua in-dignação com a forma como foi tratado pela United. A a-titude se transformou num hit da Internet. Você também pode fazer valer seus direitos! O vídeo pode ser visto em: http://goo.gl/Mble : 463.373 de acessos para o vídeo legendado e 11.194.882 de acessos para o vídeo origi-nal (inglês)! Acesse http://www.davecarrollmusic.com .
  • 21. Mudanças à vista...
  • 22. ... para melhor! 
  • 23. Não consegue perceber? O mundo mudou, está mudando e mudará – sempre. Única certeza que temos!
  • 24. Citando o Super-man: “ Para o Alto a Avante! ”. Mudanças de comportamento à vista!  O local virtual se funde ao local físico...
  • 25. É preciso interatividade , pró-ação , bom estado de ânimo , atualização constante , coragem, atitude e fé . PREPARE-SE! É POSSÍVEL! A Relatividade do Tempo-Espaço
  • 26. "Concentre-se nos  pontos fortes , reconheça as  fraquezas , agarre as  oportunidades e proteja-se contra as  ameaças ." -  Sun Tzu, 500 a.C. Finalizando: mas, não colocando um “ponto final”!
  • 27. Sérgio Costa Taldo Engenheiro Mecânico, formado na UCP, em dez/1986, com especialização em Engª Térmica e Engª de Produção. Experiência de 9 anos, em revisão de turbinas de avião (turbinas GE/CFMI), nas empresas GE CELMA e GE VARIG. Possui um SOHO - Small Office Home Office, sendo Consultor em Tecnologia da Informação e Internet, desde 2000. Realizou os Cursos de Extensão: (1)- Marketing Digital , com  Carol Hoffmann , na UCP, no período de abril/maio, 2011 (36 horas/aula); (2)  Os 8Ps do Marketing Digital , com  Conrado Adolpho , no Rio de Janeiro, em 01-02.07.2011 (14 horas presenciais e 16 horas online). É um Consultor Certificado 8Ps do Marketing Digital (Turma 2 – RJ); (3) Curso Marketing na Era Digital , com Martha Gabriel (em São Paulo, em 18-19.11.2011). Vocês também podem me encontram aqui :  Blog:  aconscienciaeabusca.blogspot.com Facebook:  facebook.com/sergiotaldo Twitter:  twitter.com/sergiotaldo Google+:  gplus.to/sergiotaldo Slideshare:  slideshare.net/sergiocostataldo Foursquare:  foursquare.com/sergiotaldo LinkedIn:  br.linkedin.com/in/sergiocostataldo Para trocar informações :  [email_address] Obrigado pela sua presença e participação!  Bauman: 44 Cartas do Mundo Líquido Moderno