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Minicurso: Como a Internet pode mudar o Mundo Líquido

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  • 1. “Como a Internet pode Mudar o Mundo Líquido”: 08.05.2012 Sérgio Costa Taldo Engenheiro Mecânico, formado na UCP, em dez/1986, com especialização em Engª Térmica e Engª de Produção. Experiência de 9 anos, em revisão de turbinas de avião (turbinas GE/CFMI), nas empresas GE CELMA e GE VARIG. Possui um SOHO - Small Office Home Office, sendo Consultor em Tecnologia da Informação e Internet, desde 2000. Realizou os Cursos de Extensão: (1)- Marketing Digital, com Carol Hoffmann, na UCP, no período de abril/maio, 2011 (36 horas/aula); (2) Os 8Ps do Marketing Digital, com Conrado Adolpho, no Rio de Janeiro, em 01-02.07.2011 (14 horas presenciais e 16 horas online). É um Consultor Certificado 8Ps do Marketing Digital (Turma 2 – RJ); (3) Curso Marketing na Era Digital, com Martha Gabriel (em São Paulo, em 18-19.11.2011). Também podemos nos encontrar aqui: Blog: aconscienciaeabusca.blogspot.com Facebook: facebook.com/sergiotaldo Twitter: twitter.com/sergiotaldo Google+: gplus.to/sergiotaldo Slideshare: slideshare.net/sergiocostataldo Foursquare: foursquare.com/sergiotaldo LinkedIn: br.linkedin.com/in/sergiocostataldo YouTube: youtube.com/sergiocostataldo1 Para trocar informações: staldo@uol.com.br
  • 2. Livro: “Como a Web transforma o Mundo” Como a Web Transforma o Mundo? A Alquimia das Multidões. Aproximadamente 1,6 bilhão de pessoas no mundo utilizam a Internet, alguns destes são participantes da revolução da troca de infor- mações. Estes usuários que navegam de modo simples em sites, hoje, compram on-line, procuram sua alma gêmea, trocam e-mails e criam grupos. Por meio de entrevistas com especialistas na área, este livro mostra como esse movimento participativo, o qual chamam de Alquimia das Multidões, está transformando o modo de se pensar o mundo. Autores: Francis Pisani e Dominique Piotet.
  • 3. Zygmunt Bauman: 44 Cartas do Mundo Líquido Moderno Twitter, iPod, Facebook, sexo virtual, cele- bridades, moda, cartões de crédito, indús- tria cosmética, remédios, crise da educa- ção, filmes, livros, Barack Obama, telefo- nes celulares, proliferação de doenças ner- vosas, solidão e isolamento, terceirização do trabalho – estes são alguns dos temas que marcam o itinerário da viagem de Zygmunt Bauman pelo mundo líquido moderno. Ao longo do caminho, nos envia cartas es- clarecedoras sobre nossa condição atual, alertando para que não nos percamos nos meandros criados pela sociedade de con- sumidores e, sobretudo, para que resista- mos ao “canto da sereia” do apelo à indi- vidualização.
  • 4. Obras de Zigmunt Bauman 1) 44 Cartas do Mundo Líquido Moderno. 2) Amor Líquido. 3) Aprendendo a Pensar com a Sociologia. 4) A Arte da Vida. 5) Bauman sobre Bauman. 6) Capitalismo Parasitário. 7) Comunidade. 8) Confiança e Medo na Cidade. 9) Em Busca da Política. 10) Europa. 11) Globalização: As Consequências Humanas. 12) Identidade. 13) Legisladores e Intérpretes. 14) O Mal-estar da Pós-modernidade. 15) Vida para Consumo. 16) Medo Líquido. 17) Modernidade e Ambivalência. 18) Tempos Líquidos. 19) Modernidade e Holocausto. 20) Vida à Crédito. 21) Vida em Fragmentos. 22) Modernidade Líquida. 23)A Sociedade Individualizada. 24) Vida Líquida. 25) Vidas Desperdiçadas. Zygmunt Bauman nasceu na Polônia e mora na Inglaterra, des- de 1971. Professor emérito das universidades de Varsóvia e Leeds, é autor de vasta obra que analisa as transformações socioculturais e políticas de nosso tempo.
  • 5. Historiando...Zigmunt Bauman foi convidado (2008), pela revista italianaLa Repubblica delle Donne, para escrever cartas comen-tando aspectos do que chama de “mundo moderno”. Porquase dois anos, publicou, quinzenalmente, sua contribui-ção – temas atuais da cultura, política e cotidiano.No mundo líquido moderno, em que padecemos de exces-so de informações, como filtrar as notícias que importamem meio a tanto lixo inútil? Como captar mensagens sig-nificativas entre o alarido sem nexo? Como nosso mundolíquido está em constante movimento, somos sempre ar-rastados em suas ondas.Poucos eventos escapam ao olhar atento de Bauman. Sur-preende a capacidade que ele tem de descobrir significa-dos sob atos simples – uma chamada no smartphone, alis-ta de gastos do cartão de crédito, a exposição de umafoto no Facebook, um outdoor, o relacionamento nas redesso-ciais. Encontra-se aqui a aflição do homem no mundolíqui-do: um indivíduo em busca de sua identidade.Disso tudo, restam um alerta e uma mensagem: se não re-sistirmos à sociedade de consumidores, se nos fecharmosno individualismo imposto, só cabe nos preparar para nos-sa biodegradação e reciclagem. Apenas juntos poderemostravar essa luta contra os “males sociais” – do contrário,perderemos...
  • 6. Sobre escrever cartas... de um Mundo Líquido Moderno! Cartas que vêm do “Mundo Líquido Moderno”: o mundo Moderno que eu, o autor das missivas, e vocês, possíveis, prová- veis, esperados leitores, compartilhamos. O mundo que chamo de “líquido”, porque, como todos os líquido líquidos, ele jamais se imobiliza nem conserva sua forma por muito tempo. Tudo ou quase tudo está sempre em um- dança: as modas que seguimos e os objetos que desper- tam nossa atenção – uma atenção, aliás, em constante mu- dança de foco, que hoje se afasta das coisas e dos aconte- cimentos que nos atraíam ontem, que amanhã se distancia-rá das coisas e dos acontecimentos que nos instigam hoje; as coisas que sonhamos e que tememos, aquelas que de-sejamos e odiamos, as que nos enchem de esperanças e as que nos enchem de aflição. As circunstâncias que nos cercam – oportunidades de ale- gria e ameaças de novos sofrimentos – fluem ou flutuam no ar, vêm, voltam e mudam de lugar. Fazem isso com ta- manha rapidez e agilidade, que não conseguimos tomar uma providência sensata e eficaz, para direcioná-las, para conservá-las ou interceptá-las. Para resumir a história: nosso mundo líquido moderno sempre nos surpreende; o que hoje parede correto e apro- priado, amanhã, pode muito bem se tornar fútil, fantasioso ou lamentavelmente equivocado. Todos precisamos ser, como diz a palavra da moda: “Flexíveis”. “Flexíveis”
  • 7. Ainda escrevendo cartas... Ansiamos por mais informações sobre o que ocorre e o que poderá ocorrer. Felizmente, dispomos hoje de algo Felizmente que nossos pais nunca puderam imaginar: a Internet e a Web Mundial, as “autoestradas de informação” que nos Mundial informação conec-tam, de imediato, “em tempo real”, a todo e real qualquer canto remoto da Terra. E, tudo isso dentro de pequenos celulares ou iPods, que carregamos conosco no bolso, dia e noite, para onde quer que nos desloquemos. Felizmente? Bem, talvez nem tanto, pois o pesadelo da Felizmente informação insuficiente que fez nossos pais sofrerem foi substituído pelo pesadelo ainda mais terrível da enxurrada de informação, que ameaça nos afogar, nos impede de na- dar ou mergulhar – coisas diferentes de flutuar ou surfar. Na balbúrdia de opiniões/sugestões contraditórias, parece que nos falta uma máquina de debulhar, para separar o debulhar joio do trigo, na montanha de mentiras, ilusões, refugo e lixo. Walter Benjamin, filósofo com um olhar especialmente ar- guto para qualquer indício de lógica e sistemática, nas ter- pidações culturais em aparência mais difusas e aleatórias, costumava distinguir dois tipos de narrativa: as histórias de marinheiro e as histórias de camponês. camponês As 1ªs são narrativas de ações bizarras e inauditas, que se passam em lugares distantes. As 2ªs são narrativas de a- contecimentos próximos, familiares e tarefas cotidianas.
  • 8. + Zigmunt Bauman! As histórias de marinheiro falam de monstros, feiticeiros, cavaleiros galantes e cruéis malfeitores. As histórias de camponês mostram tarefas da terra e da lavoura e de casa. Estas últimas, aparentemente familiares, nos dão a sensa- familiares ção ilusória de as conhecermos bem e de confiarmos que nada de novo há a aprender com elas – consequência de serem esses eventos próximos demais de nossos olhos, para podermos enxergá-los com a devida nitidez. Hoje, marinheiros não têm mais o monopólio de visitar ter- ras estranhas. Num mundo globalizado, onde lugar algum está de fato isolado e a salvo do impacto de qualquer outro lugar, deve ser difícil até distinguir as histórias narradas por um camponês daquelas contadas por um marinheiro. marinheiro Se quisermos tornar, verdadeiramente, familiares coisas que parecem familiares, é preciso antes de mais nada fazê- las estranhas. A missão é bem difícil. O sucesso não é ga- estranhas rantido, e o êxito completo, para dizer o mínimo, é bastante duvidoso. Por que, exatamente, 44 cartas? Será que a escolha desse número tem um significado especial, ou é fruto do acaso, de uma decisão arbitrária, de uma escolha aleatória? Adam Mickiewicz, maior poeta romântico polonês, evocou uma fi- gura misteriosa, mistura ou híbrido de embaixador da liber-dade, seu porta-voz e procurador-legal, de um lado, e go-vernador ou vice-regente na Terra, de outro.
  • 9. As 44 Cartas do Mundo Líquido Moderno “O nome dele é Quarenta e Quatro”. Seu número foi esco- Quatro lhido arbitrariamente. Por que 44 e não outro qualquer? Porque 44, graças à Adam Mickiewicz, representa o respei- to e a esperança, pela chegada da liberdade. A maioria dos liberdade leitores se faria a pergunta – todos, à exceção dos polone- ses. O espectro da liberdade está presente nas 44 cartas, cujos temas são variados – mesmo que de maneira invisí- vel, como é da natureza dos espectros dignos deste nome. Vamos assistir ao vídeo “Modernidade Líquida”: http://www.youtube.com/watch?v=4kga8RlKsSk Baseado no livro “Amor Líquido”, de Zigmunt Bauman (percebe-se uma crítica ao posicionamento de muitos relacionamentos): “A modernidade líquida em que vive- mos traz consigo uma misteriosa fragilidade de laços humanos, um amor líquido. Bauman investiga de que forma as relações tornam-se cada vez mais ‘flexíveis’, gerando níveis de insegurança sempre maiores. A prioridade a relacionamentos em ‘redes’, às quais po- dem ser tecidos ou desmanchados com facilidade (sem que isso envolva nenhum contato além do virtual), faz com que não saibamos mais manter laços a longo pra- zo. Mais que uma mera e triste constatação, é um aler- ta – não apenas as relações amorosas e os vínculos fa- miliares são afetados, mas também a capacidade de tratar um estranho com humanidade é prejudicada”. prejudicada
  • 10. Interrupção, incoerência, surpresa “Essas são as condições comuns da vida humana. Elas se tornaram mesmo necessidades reais para muitas pessoas, cujas mentes deixaram de ser alimentadas... por outra coi- as que não mudanças repentinas e estímulos constante- mente renovados... Não podemos mais tolerar o que dura. Não sabemos mais fazer com que o tédio dê frutos. Assim, toda a questão se reduz a isto: pode a mente humana do- minar o que a mente humana criou?” – Paul Valéry. criou? Se essas tendências entrelaçadas se desenvolvessem sem freios, homens e mulheres seriam reformulados no padrão da “toupeira eletrônica” – a orgulhosa invenção dos tem- eletrônica pos pioneiros da cibernética, imediatamente aclamada co- mo arauto do porvir: um plugue em castores atarantados na desesperada busca de tomadas a que se ligar. ligar Na individualidade, podemos citar Lewis Carroll: “Agora, individualidade aqui, veja, é preciso correr o máximo que você puder para permanecer no mesmo lugar. Se quiser ir a algum outro lu- gar, deve correr pelo menos duas vezes mais depressa do que isso!”. isso! Há não mais de 50 anos, a disputa sobre a essência dos prognósticos populares, sobre o que se deveria temer e que tipos de horrores o futuro estava fadado a trazer, se não fosse parado a tempo, se travava entre o Brave New World, de Aldous Huxley, e o 1984, de George Orwell. World 1984
  • 11. Ser leve e líquido “Fluidez” é a qualidade dos líquidos e ga- ses. Sendo uma variedade dos fluidos, têm suas “moléculas mantidas num arranjo ordenado que atinge poucos diâmetros moleculares”. Os líquidos, diferentemente dos sólidos, não mantém sua forma com facilidade. Em relação aos tempos atuais, ditos “modernos”, a situação presente e- mergiu do derretimento radical dos grilhões e das algemas que, certo ou errado, eram suspeitos de limitar a liberdade individual de escolher e de agir. A rigidez da ordem é o artefato e o sedi- mento da liberdade dos agentes hu- manos. O que está acontecendo hoje é a redistribuição e realocação dos “poderes de derretimento” da modernidade..
  • 12. Sobre a vida num mundo líquido moderno “Vida líquida” e “Modernidade líquida”: estão intimamente ligadas. “Vida líquida” é uma forma de vida que tende a ser levada adiante numa sociedade líquido-moderna. “Líquido-moderna” é uma sociedade em que as condições sob as quais agem seus membros mudam num tempo mais curto do que aquele necessário para a consoli- dação, em hábitos e rotinas, das formas de agir. A liquidez da vida e da sociedade se alimentam e se revigoram mutuamente. A vida líquida, como a sociedade líquido- moderna, não pode manter a forma ou permanecer por muito tempo. As realiza- ções individuais não podem solidificar-se em posses permanentes, porque, em um piscar de olhos, ativos se tornam passivos.
  • 13. O que é e o que significa uma família, hoje em dia? É claro que há crianças, meus filhos, nos- sos filhos. Mas, mesmo a paternidade e a maternidade, o núcleo da vida familiar, es- tão começando a se desintegrar no divór- cio – avós e avôs são incluídos e excluí- dos sem meios de participar nas decisões de seus filhos e filhas. Do ponto de vista de seus netos, o significado das avós e avôs tem que ser determinado por decisões e escolhas individuais. Configurações, constelações, padrões de dependência e interação – tudo isso foi posto de lado a “derreter no cadinho”, para ser depois, novamente, moldado e re- feito. Essa foi a fase de “quebrar a forma” na história da modernidade inerentemente transgressiva, rompedora de fronteiras e capaz de tudo desmoronar.
  • 14. Modernidade fluida Seria imprudente negar, ou mesmo subes- timar, a profunda mudança que o advento da “modernidade fluida” produziu na con- dição humana: necessidade de repensar velhos conceitos, que, hoje, são como zumbis ou mortos-vivos. A modernidade significa: “a diferença faz a diferença”, como atributo crucial que todas as demais características seguem. A modernidade começa quando o espaço e o tempo são separados na prática da vida e são teorizados como categorias distintas e independentes da estratégia e da ação. Na modernidade, o tempo tem história – por causa de sua “capacidade de carga”, perpetuamente em expansão.
  • 15. A ideia de velocidade e aceleração A ideia de velocidade e aceleração, em relação ao tempo-espaço, supõe a varia- bilidade e, dificilmente, teria significado se não fosse uma relação variável. Quando a distância percorrida numa unida- de de tempo passou a depender da tec- nologia, de meios artificiais de transporte, todos os limites à velocidade do movimen- to, existentes ou herdados, poderiam, em princípio, ser transgredidos. A desintegração da rede social, a derroca- da das agências efetivas de ação coletiva, é recebida com grande ansiedade e la- mentada como efeito “colateral”, não previsto da nova leveza e fluidez do poder cada vez mais móvel, escorregadio, evasi- vo e fugitivo.
  • 16. Desintegração social A desintegração social é tanto uma con- dição quanto um resultado da nova técni- ca do poder, que tem como ferramentas principais: o desengajamento e a arte da fuga. Para que o poder tenha liberdade de fluir, o mundo deve estar livre de cercas, barreiras, fronteiras fortificadas e barri- cadas. Qualquer rede densa de laços sociais e, em particular, esteja territorialmente enrai- zada, é um obstáculo a ser eliminado. Os poderes globais se inclinam a desman- telar tais redes, em proveito de sua contí- nua e crescente fluidez – principal fonte de sua força e garantia de sua invencibilidade. Esse derrocar, a fragilidade, o quebradiço, são o imediato dos laços e redes humanos.
  • 17. Sozinhos no meio da multidão O prof. Jonathan Zimmerman, da New York University, ob- servou que: três entre quatro adolescentes dos EUA gas- tam todos os minutos de seu tempo útil em bate-papos no Facebook ou no MySpace. MySpace É possível citar muitas razões para conceber a solidão co- mo uma situação extremamente incômoda, ameaçadora e aterrorizante. Esquecidas ou jamais aprendidas as habili- dades da interação face a face, tudo ou quase tudo que se poderia lamentar como insuficiência da conexão virtual on- line, foi saldado como vantajoso. O que o Facebook, o MySpace e similares ofereciam foi recebido, alegremente, como o melhor dos mundos. Para começo de conversa, nunca mais precisaremos estar sós. O dia inteiro, sete dias por semana, basta apertar um botão para fazer aparecer uma companhia do meio de uma coleção de solitários. solitários Se você está sempre “conectado”, pode ser que nunca es- teja verdadeira e completamente só. Se nunca está só, em- tão, segundo Zimmerman: “Tem menos chance de ler um livro por prazer, de desenhar um retrato, de contemplar a paisagem pela janela e imaginar outros mundos diferen-tes do seu. É menos provável que você estabeleça comunica- ção com pessoas reais em seu meio imediato. Quem vai querer conversar com parentes, quando os amigos estão a um clique do teclado? Há cerca de 500 ou mais, no Facebook...”. Facebook...
  • 18. On-line, off-line Numa vida de contínuas emergências, as relações vir- tuais derrotam, facilmente, a “vida real”. As relações real virtuais contam com teclas de “excluir” e de “remover excluir spams”, que protegem contra as consequências incon- spams venientes – e, principalmente, consumidores de tempo. Em sua versão eletrônica, é a quantidade de conexões e não sua qualidade que faz toda a diferença – para as chances de sucesso ou fracasso. Músicas mais ouvidas, camisetas da moda, últimas a- venturas das celebridades, festas mais badaladas, fes- tivais e eventos comentados – é isso que possibilita manter-se “au courant” do que “todo mundo está fa- courant lando” e das escolhas indispensáveis do momento. lando A Internet facilita, incentiva e impõe o exercício inces- sante da reinvenção – numa extensão inalcançável na vida off-line. Essa é uma das explicações para o tempo que a “geração eletrônica” gasta no universo virtual: o eletrônica tempo gradual e crescente, no mundo virtual, em detri- mento do tempo passado no mundo “real” e off-line. O mundo do dia-a-dia, onde o jovem tem experiência pessoal, está sendo gradual e continuamente trans- pessoal plantado do espeço off-line para o on-line: “contato”, “encontro”, “reunião”, “comunidade” e “amizade”.
  • 19. Conversas de pais e filhos Há uma longa história de incompreensão recí- proca entre gerações, entre os “velhos” e os “jo- vens”, de consequente desconfiança mútua. Sin- tomas desse descompasso já foram percebidos em épocas remotas. Essa desconfiança tornou- se mais visível em nossa era moderna, marcada moderna por profundas, contínuas e aceleradas mudanças nas condições de vida. “Mais velhos” temem que “recém-chegados” ao mundo acabem estragando e destruindo a “nor- malidade” que conhecem e lhes parece con- fortável e decente, mas que custaram tanto a construir e preservar com carinho. Os “mais jovens”, ao contrário, têm uma enorme urgência de consertar o que os “mais velhos” estragaram. O estado de felicidade, otimismo e confiança que o jovem pensava ser o estado “natural” do mun- do, pode não durar muito tempo.
  • 20. Sexo virtualEmily Dubberley, autora de Brief Encounters: TheWomen’s Guide to Casual Sex, escreveu que, hoje: “Obter Sexsexo é como pedir pizza... Você conecta-se à Internet eencomen-da genitália”. Não há mais necessidade de genitáliaflertar, empe-nhar energias para obter aprovação do(a)parceiro(a), nem merecer e conquistar o consentimento dooutro – é dispen-sável insinuar-se aos olhos dele(a) eesperar um tempo, para que todos esforços deemresultados.Não há ganhos nem perdas. O sexo pela Internet não é ex- perdasceção a essa regra melancólica. Os ganhos são:- Conveniência: redução do esforço a um mínimo; Conveniência- Velocidade: encurtamento da distância desejo-satisfação; Velocidade- Garantia contra as consequências: nem sempre seguem consequênciaso roteiro estabelecido e desejado.A publicidade de um site que vende sexo rápido e seguro(“sexo sem compromisso”) e se vangloria de ter 2,5 mi-lhões de assinantes, diz: “Encontre parceiros sexuais deverdade esta noite mesmo!” Outro site, especializado em mesmo!satisfazer o espírito aventureiro de parte do público gay,diz: “O que você quiser, quando quiser!”. quiser!A sabedoria popular antiga e atemporal adverte-nos que:“Não se deve contar com os ovos antes de serem postos”. postosGanhou-se em quantidade o que se perdeu em qualidade. qualidadeEscolher seu parceiro sexual num catálogo de traçospecu-liares e usos desejáveis, perpetua o mito que o ato
  • 21. Como fazem os pássaros “Twitter” (gorjear) é o que os pássaros fazem quando Twitter tweet (gorjeiam). Não sei se Jack Dorsey (criador do Twitter, em 2006), quando era estudante universitário, Twitter inspirou-se ou não no hábito milenar dos pássaros. Os 55 milhões de visitantes mensais, do Twitter, parecem Twitter ter seguido esse hábito – sabedores disso ou não. “Twitter é um serviço para a comunicação entre amigos, parentes e colegas de trabalho, pela troca rápida de res- postas a uma pergunta: ‘O que você está fazendo?’ ”. Con- fazendo? cisas e curtas – como a melodia do gorjeio do pássaro – nunca excedem 140 caracteres: “Estou comendo pizza 4 queijos”, “Estou olhando pela janela” ou “Morto de tédio”. queijos janela tédio Não há importância saber porque fazemos tal coisa, o que estamos pensando, desejando, o que nos alegra ou entris- tece, ou outras razões que nos inspiraram a usar o Twitter, além de manifestar nossa presença. presença Depois do Twitter, a “prova da existência” de Descartes: Twitter “Penso, logo existo”, tem sido substituída pela versão a- existo tualizada: “Sou visto, logo existo”. existo O padrão é estabelecido por celebridades: “A celebridade é uma pessoa famosa por ser famosa”. O Twitter é para famosa nós, pessoas comuns: “O substituto da igualdade para os destituídos”. destituídos
  • 22. Consumismo é mais que consumo Todos nós somos consumidores, é óbvio... Em- quanto vivermos. Não pode ser de outro modo, porque, se pararmos de consumir, morremos. A única dúvida é quantos dias vai du-rar o des- fecho fatal. O consumo – “comer”, “ingerir” (líquido ou comi-da), “gastar”, “dilapidar”, “exaurir” – é uma ne-cessidade. O “consumismo”, a tendência a situar a preocupação com o consumo no centro de to-dos os demais focos de interesse e quase sem-pre como aquilo que distingue o foco último des-ses interesses, não é. O consumismo é um pro-duto social e não o veredicto inegociável da evolução biológica. biológica Entendendo a questão do consumo, vemos a 1ª mensagem do Pres. George W. Bush aos ameri- canos, chocados e estupefatos, diante da visão do desmoronamento das Torres Gêmeas – em- blemáticas da supremacia mundial dos EUA – a- travessadas por aviões pilotados por terroristas: “Voltem às compras!”. Mensagem: “Americanos, compras! retornem à vida normal...” (?). normal...
  • 23. O falso alvorecer da liberdade Vida à crédito: as empresa de crédito vivem crédito dos lucros gerados pelos tomadores de em- préstimos; os que resistem a viver de crédi- to e se recusam a pedir dinheiro empresta- do, não têm para elas qualquer utilidade. Já as pessoas que se endividam, pesada- mente, e contraem empréstimos “acima de suas posses”, são recebidas com efusão – são essas as fontes constantes de lucro das empresas de crédito, porque as pessoas se mantém como eternas pagadoras de juros. Uma vez que o jovem se inicia nessa roda- viva de “viver de empréstimos”, o hábito de empréstimos pedir novos financiamentos para pagar o anterior parece-lhe, perfeitamente, normal. Na realidade, ele entrou num círculo vicioso: esses círculos não podem ser desfeitos, so-mente cortados.
  • 24. O fenômeno Barack Obama Obama teve o cuidado de não se candidatar ao governo em nome das massas “oprimidas e subjugadas”, que, exata- mente, por essa razão, são consideradas inferiores e, cuja inépcia e infâmia, forçada e esteriotipada, se transmitiria ao candidato graças à sua herança étnica e racial. Obama também não chegou ao poder impulsionado pela onda de rebeliões lideradas pelos “oprimidos e subjuga- dos”, ou pelo “movimento político ou social” do qual fosse porta-voz, representante e vingador. A intenção do êxito/ascensão foi provar que indivíduos provenientes de categorias oprimidas e discriminadas pos- suem qualidades que “sobrepujam” sua participação numa categoria coletiva da inferioridade. O fenômeno pode ser entendido como uma reafirmação a- berrante desse pressuposto: eis aqui um indvíduo que, quase no estilo do Barão de Münchausen, subiu, por seus próprios esforços, com seu talento e forças individuais, e não graças a participação num grupo étnico ou racial. Os negros e latinos não ligados à elite estão perdendo ter- reno, significativamente, à medida que suas casas e seus empregos lhes escapam das mãos, em taxa muito mais al- ta que no caso dos brancos. Até agora, Obama tem reluta- do em adotar políticas específicas orientadas para superar essa distância crescente
  • 25. Fantasmas de Ano-Novo: do que passou e dos que virão Ano-Novo? O que celebramos na véspera do Ano-Novo, no Ano-Novo 1º dia do ano e no momento mágico separando as 2 datas, aquela meia-noite diferente das outras do ano que acaba e é diferente das que estão por vir, no ano que chega? Pergunta difícil! 2 dias – 31/12 e 1º/01 – são semelhantes, indistinguíveis, com 24 horas ou 1440 minutos cada um, separados pela distância que não é nem 1s. maior que a que desune quaisquer outros dias consecutivos. O que existe para celebrar no dia 1º? Nada demais, exceto a sensação de ter cumprido uma coisa que sentimos ne- cessidade de cumprir: a sensação de fechar um capítulo e abrir outro, talvez completamente diferente do anterior; a sensação de virar a página de velhos problemas e preo- cupações, coisas que já são parte do passado, consolida- das demais para se mexer nelas agora, melhor enterrá-las ou esquecê-las; também, um sentimento de começar um novo tempo diferente do que passou – um futuro ainda ten- ro, flexível e obediente à nossa vontade, um tempo no qual nada ainda se perdeu e tudo ainda está por conquistar. conquistar Celebramos a possibilidade de minimizar perdas e come- çar de novo. O Ano-Novo é a festa anual da ressurreição novo das esperanças. Todos sabem o que nossas resoluções esperanças deveriam conter: a última hora para tomá-las e sustentá- las em bons e maus momentos. Estes são meus votos de momentos Ano-Novo para vocês, para os meus e os vossos filhos e netos. E, para mim mesmo!
  • 26. Obsolescência e vida precária As condições de ação e as estratégias de reação envelhe- cem rapidamente e se tornam obsoletas, antes dos atores terem uma chance de aprendê-las efetivamente. Aprender com a experiência, a fim de se basear em movi- mentos táticos empregados com sucesso no passado, é pouco recomendável: testes anteriores, quase sempre, não podem dar conta das rápidas e quase imprevistas mudan- ças de circunstâncias. Prever tendências futuras, a partir circunstâncias de eventos passados, torna-se cada vez mais arriscado e enganoso. É cada vez mais difícil fazer cálculos exatos, uma vez que os prognósticos seguros são inimagináveis: a maioria das variáveis das equações (se não todas) é desconhecida e nenhuma estimativa de suas possíveis tendências pode ser considerada plena e verdadeiramente confiável. confiável Em suma: a vida líquida é uma vida precária, vivida em condições de incerteza constante. As preocupações mais intensas e obstinadas, que assombram este tipo de vida, são: os temores de ser pego tirando uma soneca, não con- seguir acompanhar a rapidez dos eventos, ficar para trás, deixar passar as datas de vencimento, ficar sobrecarrega- do de bens agora indesejáveis, perder o momento que pe- de mudança e mudar de rumo antes de tomar um caminho sem volta. A vida líquida é uma sucessão de reinícios, volta onde os finais rápidos e indolores tendem a ser momentos mais desafiadores e as dores de cabeça mais inquietantes.
  • 27. Como escapar da crise? Um leitor de La Repubblica, David Bernardi, perguntou o Repubblica que podemos fazer para escapar da situação em que nos encontramos, após a crise do crédito, e como evitar as consequências. Como nos comportar e viver? Quais pos- sibilidades de que outras pessoas sigam o bom exemplo? Nossa confiança nas estratégias de vida, modos de agir, padrões de sucesso e ideal de felicidade que, nos últimos anos, nos disseram que valia a pena seguir, foi abalado e perdeu parte de sua autoridade e poder de atração. Como observou Mark Furlong, da La Trove University, Michigan: “Acabou, foi tudo ralo abaixo...”. abaixo... “Os melhores e brilhantes” e “os caras mais inteligentes brilhantes da turma”, fizeram tudo, espetacularmente, errado. Haverá turma errado um caminho de volta ao passado – caminhos para percor- rer na vida real, como nos filmes de Hollywood? Que depressão? Reação à perda de ilusões e à evaporação de sonhos, sentimento de que o mundo ao redor “está indo para o brejo”, nos levando junto. Não podemos fazer brejo gran-de coisa para resistir ao fracasso ou mudar sua direção. O terremoto que afetou o crédito e sacudiu o mundo, após o ataque terrorista ao World Trade Center, talvez venha a ter efeitos similares. Segundo Mark Furlong, é a “militariza- ção do eu”. É o que vão fazer os produtores e comercian- eu tes interessados em capitalizar a catástrofe, transforman-
  • 28. Modernidade, Holocausto e Estratégias de Guerra Robert Greene, em “33 Estratégias de Guerra”, temos: Guerra PARTE 1: GUERRA AUTODIRIGIDA: Estratégias: 1) Polaridade: declare guerra a seus inimigos. 2) Guerrilha mental: não combata a guerra que já passou. 3) Contrapeso: não perca a presença de espírito. 4) Zona de morte: crie uma sensação de urgência e desespero. PARTE 2: GUERRA ORGANIZACIONAL (de equipe): Estratégias: 5) Comando-e-controle: evite armadilha do pensamento em grupo. 6) Caos controlado: segmente suas forças. 7) Levantar o moral: transforma sua guerra em uma cruzada. PARTE 3: GUERRA DEFENSIVA: Estratégias: 8) Economia perfeita: escolha suas batalhas com cuidado. 9) Contra-ataque: vire a mesa. 10) Dissuasão: crie uma presença ameaçadora. 11) Não compromisso: troque espaço por tempo. PARTE 4: GUERRA OFENSIVA: Estratégias: 12) A grande estratégia: perca batalhas, mas ganhe a guerra. 13) Inteligência: conheça seu inimigo. 14) Blitzkrieg: vença a resistência com movimentos imprevisíveis. 15) Forçando estratégias: controle a dinâmica. 16) Centro de gravidade: atinja-os onde dói. 17) Dividir-e-conquistar: derrote-o em detalhes.
  • 29. Modernidade, Holocausto e Estratégias de Guerra 18) Crucial: exponha/ataque o lado frágil dos adversários. 19) Aniquilação: cerque o inimigo. 20) Amadurecimento-para-a-foice: manobre-os em direção à fraqueza. 21) Guerra diplomática: negocie enquanto avança. 22) Saída: saiba como terminar as coisas. PARTE 5: GUERRA (SUJA) NÃO CONVENCIONAL: Estra-tégias: 23) Percepções erradas: teça uma mescla imperceptível de fato e de ficção. 24) Ordinário-extraordinário: o mínimo de expectativas. 25) Justa: ocupe o terreno elevado da moral. 26) Vazio: negue-lhes alvos. 27) Aliança: faça de conta que está trabalhando pelos inte-resses alheios, enquanto promove os seus. 28) Manobra para ganhar vantagem: dê a seus inimigos corda para se enforcarem. 29) Fait accompli: morda aos bocadinhos. 30) Comunicação: penetre em suas mentes. 31) Fronte-interior: destrua de dentro para fora. 32) Agressão passiva: domine enquanto parece se submeter. 33) Reação em cadeia: semeie incerteza e pânico com atos de terror. “A vida do homem na Terra é uma guerra.” – Jó, 7:1.
  • 30. “As 22 Consagradas Leis do Marketing” Com Al Ries & Jack Trout, temos: 1) A Lei da Liderança. 2) A Lei da Categoria. 3) A Lei da Mente. 4) A Lei da Percepção. 5) A Lei do Foco. 6) A Lei da Exclusividade. 7) A Lei da Escada. 8) A Lei da Dualidade. 9) A Lei do Oposto. 10) A Lei da Divisão 40. 11) A Lei da Perspectiva. 12) A Lei da Extensão de Linha. 13) A Lei do Sacrifício. 14) A Lei de Atributos. 15) A Lei da Sinceridade. 16) A Lei da Singularidade. 17) A Lei da Imprevisibilidade. 18) A Lei do Sucesso. 19) A Lei do Fracasso. 20) A Lei do Alarde. 21) A Lei da Aceleração. 22) A Lei de Recursos.
  • 31. “The Power of Foursquare”, de Carmine Gallo 7 innovative ways to get your customers to Check In Wherever They Are. 1) Connect your Brand. 2) Connection Superstars. 3) Harness New Fans. 4) Newbie Ringleaders. 5) Engage your Followers. 6) Superusers. 7) Create Rewards. 8) Super Mayors. 9) Knock Out the Competition. 10) Swarm Masters. 11) Incentive your Customers. 12) Local Heroes. 13) Never Stop Entertaining. 14) Crunked Kings. 15) 10 Pitfalls to Avoid. 16) Foursquare Founders in their Own Words: “Don’t let people tell you that your ideas can’t work.” – work. Dennis Crowley, Cofounder, foursquare.
  • 32. A ambivalência da modernidade E, Polo disse: “O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o in- ferno no qual vivemos todos os dias, que forma- mos ao estar juntos. Existem duas maneiras de não sofrer: (1) É fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte dele até deixar de percebê-lo; (2) É arriscada: exige atenção e aprendizagem contínuas. Tentar saber reconhe- cer quem e o que, no meio do inferno, não é in- ferno, e preservá-lo, abrir espaço para ele”. Italo ele Calvino, em As Cidades Invisíveis. “Era da pós-modernidade”: aquela em que a postu- ra pós-moderna veio a se conhecer e “conhecer-se” significa perceber que o trabalho crítico não tem limi- tes e não poderia jamais alcançar seu ponto termi- nal – o “projeto da modernidade” não está apenas “inacabado”, mas é inacabável e essa “inacababili- dade” constitui a essência da era moderna. dade Em outras palavras, o que o Criador determinou foi a indeterminação humana, não a autossuficiência. humana autossuficiência A modernidade é um longo e contínuo esforço para chegar a essa autossuficiência. autossuficiência
  • 33. A Era do Crescimento Exponencial, por Ray Kurzweil O futurista, inventor e empreendedor americano convoca gestores e empresas a preparar-se para o cenário de uma economia explosiva, com um sistema de produção e uma força de trabalho reinventados pela tecnologia acessível. A descentralização é característica do novo cenário, no mundo moderno. A revolução tecnológica ocorrerá também nos países em desenvolvimento. Creio que nem tudo terá patente, haverá muitas tecnologias de código aberto tam- bém, em alimentação, vestuário, etc. A maior das inovações não fracassa por falta de P&D ou modelo de negócio: elas poderiam vingar se seu timing es- tivesse certo. No século 21, não teremos 100 anos de progresso, mas 20 mil, por conta do crescimento exponencial. Ray Kurzweil fundou a Singularity University (SU), dentro do Campus da NASA, em Mountain View, no Vale do Silício, Califórnia. Lá, ele auxilia na criação do futuro. A avatar de computador, Ramona – fusão de Ray com Monalisa, – inspirou o filme Simone, com Al Pacino. Agora, estrela sua própria película no cinema: “The Singularity is Near”. Conheça mais, em http://www.kurzweilai.net.
  • 34. “United Breaks Guitars”: A United quebra violões Ilustrando o Mundo Líquido Moderno, citado por Moderno Zigmunt Bauman. O consumidor não aceita um "não" como resposta e usa sua inteligência e novas tecnolo- gias para expressar seu sentimento. Dave Carroll teve seu violão danificado durante um vôo da United Airlines e usou sua habilidade de músico para expressar sua in- dignação com a forma como foi tratado pela United. A a-titude se transformou num hit da Internet. Você também pode fazer valer seus direitos! O vídeo pode ser visto em: http://goo.gl/Mble: 463.373 de acessos para o vídeo legendado e 11.194.882 de acessos para o vídeo origi-nal (inglês)! Acesse http://www.davecarrollmusic.com.
  • 35. Para ler, estudar e pesquisar – “de forma circular”: 50 Livros da Biblioteca Básica de Marketing Digital (texto adaptado): http://goo.gl/nW6eV Marketing na Era Digital, da Martha Gabriel: http://www.slideshare.net/marthagabriel/marketing-na-era-digital-po Google: Nossa Filosofia – Dez verdades em que acreditamos: http://goo.gl/KkJeE Download do livro-beta colaborativo: Para entender a Internet
  • 36. Mudanças rápidas à vista... “Um clique só não basta: Ser a empresa mais focada no cliente da face da Terra, onde as pessoas possam encontrar e descobrir tudo o que querem comprar online.” – Jeff Bezos, missão da Amazon.com.
  • 37. ... sempre para melhor!  “Mercados são conversações, paranóia aca- ba com elas e a comunidade do discurso é o mercado.” – “95 Theses”, em “The Cluetrain Manifesto: The End of Business as Usual”.
  • 38. Consegue perceber o grau da mudança? Branding, Inovação, Inteligência de Mer- cado, Estratégias e Reposicionamento, Planejamento e Marketing.
  • 39. O local virtual fundindo-se ao local físico... Bill Gates: “Kurzweil oferece um olhar para um futuro no qual as capacidades do computador e da espécie que o criou ficarão mais próximas uma da outra”. outra
  • 40. Relatividade Tempo-Espaço “Quando se patina sobre o gelo fino, a segurança está na velocidade.” – Ralph Waldo Emerson, Sobre a prudência.
  • 41. Sem a intenção de colocar um “ponto final”! "Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças." - Sun Tzu, 500 a.C.
  • 42. "Como a Internet pode Mudar o Mundo Líquido“: 18.01.2012 Sérgio Costa Taldo Engenheiro Mecânico, formado na UCP, em dez/1986, com especialização em Engª Térmica e Engª de Produção. Experiência de 9 anos, em revisão de turbinas de avião (turbinas GE/CFMI), nas empresas GE CELMA e GE VARIG. Possui um SOHO - Small Office Home Office, sendo Consultor em Tecnologia da Informação e Internet, desde 2000. Realizou os Cursos de Extensão: (1)- Marketing Digital, com Carol Hoffmann, na UCP, no período de abril/maio, 2011 (36 horas/aula); (2) Os 8Ps do Marketing Digital, com Conrado Adolpho, no Rio de Janeiro, em 01-02.07.2011 (14 horas presenciais e 16 horas online). É um Consultor Certificado 8Ps do Marketing Digital (Turma 2 – RJ); (3) Curso Marketing na Era Digital, com Martha Gabriel (em São Paulo, em 18-19.11.2011). Também podemos nos encontrar aqui Blog: aconscienciaeabusca.blogspot.com Facebook: facebook.com/sergiotaldo Twitter: twitter.com/sergiotaldo Google+: gplus.to/sergiotaldo Slideshare: slideshare.net/sergiocostataldo Foursquare: foursquare.com/sergiotaldo LinkedIn: br.linkedin.com/in/sergiocostataldo YouTube: youtube.com/sergiocostataldo1 Para trocar informações: staldo@uol.com.br Obrigado pela sua presença e participação! 

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