Apostila tin-whistle

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Aprenda a tocar a tin whistle, a famosa flauta irlandesa.

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  • Gente como é que eu faço o download dessa apostilaaaa! Não vai !!!!! :(
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  • legal a apostila..mas seria bom fazer uma revisão ..há algumas confusões, por exemplo: quando se fala no dedilhado, está escrito que na whistle em D com todos os furos abertos é dó, mas na tabela essa nota é Do#. assim como em um momento diz q o primeiro furo fechado é dó, mas é si..o dó é meio furo fechado....são só algumas coisas q seria bom arrumar..de resto ajudou muito ^^'
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  • Eu percebi em muitas músicas tradicionais irlandesas e céltas que geralmente usam com muita frequência as notas sustenidas em suas whistlers, porém eu não consigo achar técnicas para produzir essas notas a não ser toca-las com meio dedo, o que é difícil para tocar em uma música rápida. Gostaria de saber se a maneiras diferentes de tocar as notas sustenidas em uma tin whistle. Agradeço ;)
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Apostila tin-whistle

  1. 1. Apostila para flauta tin whistle – Noções básicas, técnicas e ornamentos.
  2. 2. Página |2Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  3. 3. Página |3Introdução:Sobre a apostila Olá! Esta apostila oferecerá o básico para compreensão e prática da flauta tin whistle. Todo o conteúdo foi baseado nos estudos que realizamos com a whistle e também na observação das técnicas utilizadas pelos whistlers. Lembrando que, para que você consiga ser um bom whistler, além do estudo básico para esta flauta, é necessário que mantenha o curso em conjunto à teoria musical básica, o que garantirá sua compreensão e leitura das partituras, dos conceitos e aplicações; enfim, garantindo progressos com a sua whistle! Faça bom proveito do material. Bom estudo! E muita luz pra ti! Wicapi e J. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  4. 4. Página |4 SUMÁRIOI. HISTÓRICO DA FLAUTA TIN WHISTLE__________________________________ 5 1. Sua origem e construção _______________________________________________ 5 2. As whistles modernas __________________________________________________ 8 3. As chaves das afinações nas whistles _________________________________ 17 4. As técnicas de execução _______________________________________________ 19 5. A história da whistle na música céltica _______________________________ 21II. PRIMEIROS PASSOS ______________________________________________________ 29 1. Sobre a teoria musical _________________________________________________ 29III. ESTUDANDO A WHISTLE ________________________________________________ 42 1. Obtendo a sua whistle _________________________________________________ 42 2. Conhecendo sua tin whistle ___________________________________________ 43 3. Como posicionar a whistle ____________________________________________ 44 4. Tabela de digitação e as notas ________________________________________46 5. As técnicas de ataque ou pronúncia __________________________________ 61 a) O tuu____________________________________________________ 64 b) O haa ou huu ____________________________________________66 c) Sílabas __________________________________________________ 67 d) “Paradas da glote” _____________________________________ 68 e) “Tongues” _______________________________________________ 69 6. Os ornamentos _________________________________________________________ 72 6.1 A torneira ou strikes ou graças ________________________ 74 6.2 Cortes ___________________________________________________ 77 6.3 Os deslizes e/ou glissandos ____________________________ 83 6.4 Vibrato _________________________________________________ 89 6.5 Os rolos _________________________________________________92 6.5.1 Rolos longo e rolos curtos ____________________ 95 6.6 Triplas ou triplets _____________________________________ 99 6.7 Os Crans ou Cranns ___________________________________ 105 6.8 Os shakes _____________________________________________ 109 6.9 Silvos ou elemento fantasia _________________________ 110 7. Técnicas de respiração e pausas _____________________________________ 117IV. CONCLUSÃO ______________________________________________________________ 120V. REFERÊNCIAS ____________________________________________________________ 122VI. ANEXOS ___________________________________________________________________ 123 Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  5. 5. Página |5 I. Histórico da flauta tin whistle Antes de iniciarmos o curso, ocupemo-nos por um momento deconhecer a história e divulgação deste instrumento, que pode parecertão simples de início, mas que tem grandes possibilidades! 1. Sua origem e construção: A flauta tin whistle é um instrumento musical feito em forma detubo cilindro, metálico, com seis furos, diatônico, e um bocal plásticoou metálico. A borda deste bocal é estreita, onde há a passagem doar para dentro do corpo interno da flauta com saída de parte do ar nomesmo - este, por onde saí o ar, conhecemos como fipple. Pela classificação internacional de instrumentos, ela é rotuladacomo instrumento musical aerofônico. A maioria é feita em pequenostubos metálicos, mas algumas são trabalhadas em madeira e até Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  6. 6. Página |6plástico. É, em aspecto, um instrumento bem simples, mas querevela grandes possibilidades e complexidade! A pessoa que toca a tin whistle é chamada de whistler ou “tocadorde assobio”. A maioria das whistles alcança até duas oitavas, mas hátambém algumas que chegam até mais meia ou três oitavas, deacordo com alguns músicos. Charles Spencelayh - The Penny Whistle A flauta tin whistle é conhecida também como penny whistle ouapito de um centavo. Outros lhe denominam também como englishflageolet, apito escocês, tin flageolet, apito irlandês, e Clarkeflageolet London. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  7. 7. Página |7 É relativamente fácil de comprar e também fácil de executá-la.Requer dedicação e treino nas técnicas. Sendo que o dedilhado équase idêntico aos da flauta tradicional barroca. Muitos gostam de utilizá-la como ponto de partida para aprender oUilleann pipes, ou gaita irlandesa, por causa das técnicas idênticas dodedo, notas e música. No início, a whistle era considerada como um brinquedo; aquelesque a princípio se interessam por ela eram crianças ou mendigos, eas usavam como forma de obter comida ou dinheiro, na maioria umcentavo, por aqueles que os ouviam nas ruas - daí o termo pennywhistle, ou, flauta de um centavo! Mas sob outra compreensão, oinstrumento era muito barato e com isso poderia ser comprado poreles também; a whistle era vendida a valor simbólico de apenas umcentavo (hoje em dia já não temos esse preço!). Clarke as vendia poruma taxa nominal (um centavo britânico) e a denominações de flautade um centavo prevalece até hoje. Tin Whistle - Patrick Hiatt Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  8. 8. Página |8 O nome "tin whistle" foi criado posteriormente em 1825. Mas aspessoas gostam ainda de chamá-la “assobio ou apito de um centavo”. Essa flauta pertence a uma ampla família de flautas fippleencontradas em muitas formas e culturas de todo o mundo. NaEuropa, esses instrumentos têm uma história longa e distinta etomaram várias formas. Quase todas as culturas primitivas tinhamum tipo de flauta fipple e é mais provável que elas sejam o primeiroinstrumento na existência terrestre. Fontes descrevem uma flauta fipple na Roma e na Grécia, feita deossos da tíbia. Nos povos primitivos da Idade Média, no norte daEuropa os mesmos instrumentos foram ser tocados no terceiroséculo. Por volta do século 12, outras flautas, italianas, foram descobertasem uma variedade de tamanhos e formas; e outros fragmentos deflautas ósseas foram encontrados na Irlanda, sendo que uma estavaintacta, com 14 centímetros de comprimento. Outra também foiencontrada nas ruínas de Tusculum, feita de argila, no século 14 naEscócia. As flautas do século 17 foram chamadas flageolets (termo quedescreve um apito com um bocal fipple) e estão intimamente ligadosao desenvolvimento do flageolet Inglês, francês, do Renascimento eperíodo barroco. Este termo, flageolet, é ainda o preferido por algunsflautistas modernos por sentirem que ele descreve melhor oinstrumento, caracterizando a grande variedade de flautas fipple,incluindo as whistles!2. As whistles modernas Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  9. 9. Página |9 A whistle atual é proveniente das ilhas britânicas, sobretudoInglaterra. As primeiras foram produzidas de latas, pelo RobertClarke (1840-1882) em Manchester. E teve grande repercussão.Depois de 1900 elas foram então sendo comercializadas com o nomede "Clarke London Flageolets" ou simplesmente flautas "Clarke". A primeira flauta Clarke, a Meg, foi lançada em chave A (Lá) e sódepois é que foram produzidas em outras afinações, que se diziammais “adequadas” para os salões Vitorianos. Clarke as apresentou naGrande Exposição de 1851. Essas flautas de Clarke eram feitas à maneira de imitações depequenos tubos, iguais aos dos órgãos. A flauta é um tubo, mas háuma extremidade mais larga que forma um duto achatado formandoo lábio do bocal. A maioria delas é feita de folha de estanho laminadoou latão. Mas as mais comercializadas hoje são de latão, níquel, elatão cromado. Os bocais são quase sempre de material plástico. As marcas mais conhecidas hoje são: Clarke, Generation, Feadóg,Oak, Acorn, Soodlum (agora Walton), Clare, Dixon, OBriain, WilliamSimmons, Pipe Makers Union (Carbony), Goldie, Impempe, Susato,entre muitas outras! Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  10. 10. P á g i n a | 10CLARKE GENERATION FEADÒG Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  11. 11. P á g i n a | 11 OAKACORN Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  12. 12. P á g i n a | 12WALTON CLARE DIXON Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  13. 13. P á g i n a | 13O’ BRIAIN SUSATO WILLIAM SIMMONS Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  14. 14. P á g i n a | 14PIPE MAKERS UNION (CARBONY) GOLDIEIMPEMPE Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  15. 15. P á g i n a | 15 Existem também outras variantes menos comuns, feitas de outrosmetais (e até algumas artesanais improvisadas em material PVC), oFlanna (quadrada, com o fipple embutido), e as de madeira. Whistles de PVC Devido ao seu baixo preço inicial, era um instrumento popular efamiliar, tão onipresente quanto à gaita. Então, no segundo semestredo século 19 alguns fabricantes de flauta, como Samuel Barnett eWallis Joseph, começaram a produzi-las em massa. Estas tinham umtubo de latão cilíndrico, mas o fipple era feito de chumbo, e uma vezque o chumbo é venenoso, as flautas não ficaram viáveis. As flautas como da marca Generation, foi introduzidas na primeirametade do século 20 e também era feita de um tubo de latão comum fipple de chumbo. O design foi sendo alterado ao longo dos anos,principalmente na substituição do fipple de chumbo pelo de plástico,mas mantendo sempre o design original do fipple criado. Porém, enquanto a maioria das whistles era produzida em tonsaltos, foi co-criada uma flauta whistle "baixa". No Museu de Belas Artes, em Boston, há um acervo com umexemplar de uma whistle baixa do século 19, de sons mais graves. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  16. 16. P á g i n a | 16 Durante o renascimento em 1960 da música tradicional irlandesa,a whistle baixa ou conhecida também como low whistle, foram"recriadas" por Bernard Overton, a pedido de Finbar Furey. MK Polished Black - Low D Whistle Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  17. 17. P á g i n a | 17 O low whistle, conhecida também como whistle maior ou grandewhistle, flautas baixas ou whistle de concerto, operam em princípiosidênticos as whistles padrão, porém com sons mais graves; masmúsicos tradicionalistas a consideram como um instrumento aparte... Essas low whistle são na maioria fabricadas de metal ouplástico, com uma cabeça de ajuste deslizante. Por serem maiores,produzem duas oitavas mais baixas que as whistles. Muitas vezes, seusa o termo soprano whistle para as flautas de alta frequência,quando é necessário distingui-las das low whistle. Nos últimos anos um número de construtores de instrumentos nomundo todo começaram a linhas de "high-end", feitos à mão, e quepodem custar o triplo do valor normal. São microempresas,tipicamente artesanais, às vezes de uma única pessoa ou umpequeno grupo, como família, trabalhando em conjunto. Estes instrumentos podem ter valores muito altos. Elas sedistinguem das whistle de baixo custo, porque os instrumentos sãofabricados individualmente por uma pessoa qualificada e de nome,em vez das whistles convencionais que são feitas em fábricas. Ouseja, encarecem o preço por ser artesanal e por levar o nome doconstrutor... 3. As chaves das afinações nas whistles As whistles estão disponíveis em uma ampla variedade deafinações; por serem diatônicas, permite-lhe ser facilmente utilizadana reprodução de duas chaves principais e suas correspondenteschaves menores e modos. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  18. 18. P á g i n a | 18 A chave de afinação ou nota fundamental de afinação éidentificada pela sua nota mais baixa. É a tônica da menor chaveprincipal. Este método de determinar a chave do instrumento édiferente do método utilizado para determinar a chave de uminstrumento de cromática, que é baseado sobre a relação entre asnotas em uma pontuação e sounded pitch. As whistles mais comuns estão nas D (ré) e G (sol) maior. Se achave é D maior, nomeamos a flauta como D whistle ou whistle emD; se em G maior, G whistle ou whistle em G. Outra afinação comum é em C (dó), que pode facilmente tocarnotas nas chaves C e F maior. A D whistle é a escolha mais comumna execução da música irlandesa e escocesa, e usa-se muito awhistle em C para iniciantes, como crianças. Embora sendo um instrumento diatônico, é possível obter notasfora da chave principal, quer por cobrir parcialmente o orifício com odedo ou por cruzar dedilhado (cobrir alguns furos e deixar outrosabertos). No entanto, este movimento de cobrir metade do furo podeser cansativo e arriscado, fazendo com que a nota desafine. Como hámuitas whistles disponíveis em várias chaves, para tocar melodiasdiversas, o whistler poderá usá-las em vez de cair em erro tentandoexecutar a melodia através destes dois meios. Várias notas sãoobtidas pelo dedilhado cruzado, e todas as notas (exceto a maisbaixa da primeira oitava) podem ser tocadas tapando pela metadecada furo. Talvez o dedilhado transversal mais eficaz e mais utilizadoé o que produz uma forma comprimida da nota sétima (B plana emvez de B em um apito C, por exemplo, ou C natural, em vez de Cafiado em um apito D). Isso faz com que haja outra escala maiordisponível (F sobre um apito C, G sobre um apito D). Um músico bem experiente consegue manipular facilmente essasnotas. Portanto, quando você tiver experiente, conseguirá cruzar odedilhado. Certo? Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  19. 19. P á g i n a | 19 4. As técnicas de execução Como sabemos, as notas são tocadas abrindo ou fechando osorifícios, juntamente com o ato de assoprar. Com todos os buracosfechados, tem-se a nota mais baixa, a tônica de uma escala maior.Logicamente, abrindo os orifícios seguintes (debaixo para cima)produz-se o resto das notas da escala em sequência: com o primeiroorifício aberto gera o segundo, com mais dois furos abertos, produz oterceiro e assim por diante. Com a whistle, conseguimos obter até a 2º oitava. Já ouvi depessoas que conseguem até 2º oitava e meia e parte da terceira! Tal como acontece com um número de instrumentos de sopro, asegunda oitava na whistle é alcançada através do aumento dapressão do ar. Para tocar na primeira oitava, a direção e intensidadedo ar tem que ser mais baixa e fixa, e firme. Para a segunda oitava,você deve empreender um aumento na corrente de ar para obtê-la.No começo tem-se muita dificuldade, mas depois que se adquire ojeito, toca-se naturalmente! O dedilhado para a segunda oitava é geralmente o mesmo comona primeira oitava, embora os dedilhados alternativos sejam algumasvezes empregados na extremidade superior, para corrigir um efeitocausado pelo achatamento maior da coluna de ar na velocidade. Alémdisso, observa-se que a tônica da segunda oitava é geralmentetocada com o orifício superior da flauta parcialmente descoberto outodo, em vez de cobrir todos os buracos como com a nota tônica daprimeira oitava - que torna mais difícil de acidentalmente cair naprimeira oitava - e também ajuda a corrigir a afinação. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  20. 20. P á g i n a | 20 Além da obtenção das notas na 2º oitava, a tin whistle tradicionalutiliza uma série de recursos para se conseguir os ornamentos. Estesdecoram ainda mais a música. Os ornamentos mais utilizados são os cortes, as graças (chamadatambém de nota grace), deslizes ou slides, trinados, vibratos entreoutros. Os ornamentos são na maioria a inclusão de “notas avulsas”na música para gerar algum efeito ou qualidade na mesma. Esta,muitas vezes é tocada em legato, adicionando os ornamentos ecriando intervalos entre as notas. Mas o conceito na música irlandesade ornamentação é bem diferente da música clássica. Nesta, osenfeites é observada mais como alterações na forma de se articularuma nota, do que adição de notas fora das partituras. Para as partituras da música tradicional na Irlanda e na Escócia,muitas são publicadas ou divulgadas para a whistle em D (ré) maior,G (sol) maior, sendo que a D e G é padrão. Muitas partituras sãopadronizadas, não sendo usada a transposição: por exemplo, amúsica tocada em whistle D é escrita em tom de concerto, não setransposta para baixo em um tom, como seria normal a outrosinstrumentos. No entanto, não há um consenso sobre como a música na whistledeva ser escrita ou tocada. A música tradicional é livre, respeitando-se, porém, as regras básicas de execução. Lembramos que, na música tradicional, as partituras são compartilhadas gratuitamente! Outro ponto é que a whistle em C (dó) é mais popular, pela razãoóbvia de ser a chave natural. Alguns músicos são incentivados aaprender a ler diretamente nela (por considerarem mais fácil), semprecisar de partituras – ou seja, aprende-se a música de ouvido, deboca em boca - enquanto outros são ensinados a ler diretamente Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  21. 21. P á g i n a | 21através da aplicação da teoria musical. Isso sempre fica a critério decada um. Um whistler que quer ler as partituras, tocando-as emtodas as whistles, terá que aprender os mecanismos básicosestudando teoria musical. Outra forma de aprender a whistles, de forma mais simples erápida, é usar o sistema de tablatura. As notas são representadasgraficamente em desenhos de whistles com os furos respectivos,formando um sistema de leitura. O formato mais comum é umacoluna vertical de seis furos a serem cobertos por uma nota,mostrando-se preenchida, por exemplo, com cor preta (furo coberto)ou branca (furo descoberto); para representar a primeira oitava, háapenas o desenho da flauta e dos furos, e quando aparecer com umsinal de mais (+) na parte superior, indica que a nota é na segundaoitava. O sistema de tablatura é mais comumente encontrado emlivros tutoriais para iniciantes e crianças. 5. A história da whistle na música céltica Com a popularidade no início do século 19, a whistle avivou astradições da música celta. A whistle acabou se tornando essencial namesma - hoje, ela é estritamente relacionada à música céltica ehabitual. O instrumento ganhou fama pelo mundo, tornando-se popular emvárias tradições musicais, na Inglaterra, na Escócia, nos EUA, eespecialmente em toda base da música Irlandesa. Portanto, tornou-se conveniente classificá-la como típico instrumento tradicional daIrlanda, Escócia e Inglaterra. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  22. 22. P á g i n a | 22 Na música folclórica da Irlanda e Escócia, a whistle é de longe oinstrumento mais comum e importante utilizada nos repertórios. Mas além do meio musical, ela faz parte da vida diária do povoirlandês e escocês. É usada em muitos tipos de música, nas igrejas,festas ou festivais, casamentos, nas escolas, nas manifestaçõesculturais e até em rituais formais de grupos que tratam comespiritualidade, enfim, em toda a cultura. Desempenha com isso umpapel muito importante, de união e identidade cultural dos países. E notável ainda é que, sempre algum membro da família ou atétodos, toquem a tin whistle! Assim sendo, é instrumentoindispensável em cada núcleo familiar. Além de a whistle estar junto com outros instrumentos formandoa base cultural nestes países, ela ganhou espaço amplo nascomposições católicas e ou religiosas, em trilhas sonoras de filmes,peças e seriados, entre outros. Grupos musicais dos gêneros "crossover" (junção de diversosestilos musicais em um só), como a world music, new age, folk rock,folk metal, firmaram presença das whistles em suas composições.Sendo que no new age, é praticamente essencial! Muitos músicos ficaram mundialmente conhecidos, porrepresentarem com tanta beleza este instrumento. Em 1973, Paddy Moloney, integrante do famoso ou jurássicogrupo The Chieftains, e Sean Potts, ajudaram a popularizar a whistleainda mais na música irlandesa. Mary Bergin Stain (1979) e aFeadóga Stain 2 (1993) foram igualmente influentes na divulgação doinstrumento. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  23. 23. P á g i n a | 23The Chieftains - da esquerda para direita: Matt Molloy (tin whistle, e flauta);Paddy Moloney (whistle, Uilleann pipes, acordeão, bodhrán); Kevin Connef(bodhrán, vocais); Seán Keane (violinista).Houve ainda outros integrantes como: Derek Bell, falecido em 2002 (harpacéltica, instrumentos de teclas, e oboé); Martin Fay (violino, bones); DavidFallon (bodhrán); Ronnie Mcshane (percussão); Peadar Mercier (bhodrán,bones); Seán Potts (tin whistle, bones, bodhrán); Michael Tubridy (flauta,concertina, e tin whistle). Há outros músicos notáveis como Joanie Madden, Gunning Carmel, Micho Russell, Brian Finnegan, e Sean Ryan. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  24. 24. P á g i n a | 24 Joannie Madden O grupo Clannad, composto por Màire Brennan (ou Moya Brennan,como conhecida hoje), Noel Duggan, Pádraig Duggan e CiáranBrennan, utilizaram em muitas de suas canções a whistle. O grupohoje apresenta de forma esparsa; Moya Brennan apresenta-se mais,com novo repertório e banda a parte. Enya (irmã de Moya Brennan,Ciáran Brennan e sobrinha dos Duggan, foi integrante dos Clannad noinício em sua adolescência), em algumas canções em sua carreira,também utilizou da whistle e low whistle. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  25. 25. P á g i n a | 25 Clannad (no passado); da esquerda para direita: Pól Brennan (flauta, whistle, guitarra, bongos, vocais); Pádraig Duggan (mandola, guitarra, vocais); Moya Brenna (vocais e harpa); Ciáran Brennan (baixo, guitarra, mandolim, piano eletrônico); Noel Duggan (guitarra, vocais).Clannad (atualmente): Noel Duggan, Pádraig Duggan, Moya Brennan, Ciáran Brennan. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  26. 26. P á g i n a | 26 Músicos tradicionais da gaita irlandesa e outros instrumentos folktambém tocam a whistle. James Galway, um flautista clássico, é umexcelente whistler! Festy Conlon, muitas vezes foi considerado comoo melhor whistler de todos os tempos! James Galway Na música tradicional escocesa, o premiado cantor e músico JulieFowlis gravou várias músicas para whistle, tanto em seu trabalho solocomo em conjunto com os Dòchas Band. Na música pop desses países, as whistles são tocadas embandinhas, nas bandas de rock irlandês como The Cranberries e ThePogues, nas bandas americanas de punk celta, como o Tossers eDropkick Murphys e Flogging Molly. Andrea Corr, vocalista principal da banda irlandesa famosa TheCorrs, iniciada na década de 90 (hoje atuam de forma maisindependente) com estilo folk-rock, também toca a whistle. Umhábito seu, na época dos shows, era lançar algumas whistles que elatocava para o público. Bob Hallett do folk rock canadense Great Big Sea, é também umartista de renome da whistle, tocando-a em regime tradicional eoriginal. E o Islandês post-rock, da banda Sigur Rós, conclui sua Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  27. 27. P á g i n a | 27canção "Hafsól" com um solo de whistle. Barry Privett do rock celtaamericano, Carbon Leaf, executa várias músicas usando-a. No jazz, Steve Buckley, um músico britânico, ficou conhecido porter usado a whistle seriamente; seu modo peculiar de tocá-la podeser ouvido em muitas gravações. Mas há muitos e diversos grupos musicais, cantores solos ecoristas que utilizam as whistles, como: Capercaillie, Joanne Hogg,Planxty, Margaret Becker, Loreena Mckennitt, Aine Minogue, JohnDoan, Cécile Corbel, Anúna, Llewellyn, Celtic Woman, em muitosálbuns Solitudes de Dan Gibson, David Arkenstone, Medwyn Goodall,Merlin Magics, Mediaeval Baebes, Aeoliah, Battlefield Band, Era, emalgumas músicas do Yanni e do Andrea Bocelli, e em muitos e muitosoutros grupos novos! Aqui no Brasil há alguns grupos a parte que se apresentam deforma livre em festivais, casamentos e peças. Atualmente, há uma forma de divulgação das whistles, que éatravés dos filmes. Howard Shore usou a whistle D em uma canção então famosa,"Hobbits”, feita para o filme "O Senhor dos Anéis", a trilogia. O som da whistle juntamente com outros instrumentos como aguitarra, o contrabaixo e o bodhrán aparece nas cenas simbolizandoo Condado. No filme em desenho - “The Hobbits” - feito em 1977, awhistle aparece em parte da canção do filme. E ficou muito conhecidatambém durante a introdução da canção "My Heart Will Go On”, deCeline Dion, para o filme Titanic. Aparece também em destaque natrilha sonora de How to Train Your Dragon (filme), para opersonagem principal, o Hiccup. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  28. 28. P á g i n a | 28 Mas há muitos outros filmes, seriados, séries, que a utilizaram nascomposições musicais, especialmente nos filmes que trabalham aficção, a magia, o misticismo e a cultura dos povos europeus naépoca medieval, dos vikings, especialmente do Reino Unido. Por ter um som místico e sonhador, é um excelente instrumentoque pode ser usado para nos inclinar à música espiritual ou, aquelaque nos fala mais ao coração... É impossível não ouvir uma whistle e não remetermosinstantaneamente nosso pensamento ou imaginário as belaspaisagens de campos e colinas verdinhas da Escócia e Irlanda, domar, dos prados floridos, do clima, das casas de pedra, dos pubs edas pessoas, e é claro, dos castelos... Uma paisagem abranda edeslumbrante, que asserena nossos corações. Talvez daí venha ofascínio que milhares de pessoas têm pela whistle. Com ela, gerandomelodias sutis, podemos nos aproximar um pouco mais do que há detranquilo e belo em nossos corações. A boa música pela whistle épara sonharmos com uma expressão de beleza e bem estar quepodemos alcançar... * ** Bom, encerramos aqui este histórico sobre a whistle. Esperamos que com essa introdução você possa se interessarainda mais em aprendê-la. Logo a seguir damos início ao curso básico, para que também façaparte do grupo crescente de whistlers! Bom estudo! E progresso com sua whistle! Wicapi & J. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  29. 29. P á g i n a | 29 II. Primeiros passos 1. Sobre a teoria musical É essencial que deste ponto em diante - se ainda não tem nenhum conhecimento de música – você faça um estudo paralelo de teoria musical, pelo menos o básico, para que você compreenda os conceitos que serão trabalhados aqui. Sem a teoria musical básica, você pode não compreender alguns símbolos, notas... Enfim, a notação musical1 que é necessária. Portanto, esperamos que você procure algum material mais completo de teoria musical. Estude! Um pouquinho por dia, seguido da prática da whistle, em pouco tempo você tocará muito bem! Deixaremos no final da apostila links ou livros muito bons que você pode obter. Abaixo, segue um “resumão” da teoria musical básica, esclarecendo ou lembrando alguns conteúdos que você deve estudar, e logo em seguida entramos com a teoria e prática da whistle. Certo? Estude...! Recordando...  Som: é a vibração percebida pelo ouvido humano. O nosso ouvido percebe duas espécies de sons: musicais e não 1 O sistema de notação musical mais utilizado atualmente é o sistema gráficoocidental que utiliza símbolos grafados sobre uma pauta de 5 linhas, tambémchamada de pentagrama. Diversos outros sistemas de notação existem e muitossão usados na música moderna. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  30. 30. P á g i n a | 30 musicais; ele assume quatro propriedades: altura, duração, intensidade e timbre. Música: é a arte de manifestar os diversos afetos da nossa alma mediante o som. Seus elementos mais importantes são: melodia, harmonia e ritmo. Pentagrama ou pauta: é o conjunto de cinco linhas paralelas, horizontais e equidistantes, formando entre si quatro espaços. As linhas e espaços da pauta são contados de baixo para cima: Linhas e espaços suplementares: muitas vezes estas cinco linhas e quatro espaços não são suficientes para se escrever todos os sons musicais, por isso usam-se quando necessário às linhas e espaços suplementares superiores e inferiores: Obs.: as linhas suplementares são contadas a partir da pauta Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  31. 31. P á g i n a | 31  Notas: são sete: dó - ré - mi - fá - sol - lá - si. Ouvindo-as sucessivamente formam uma série de sons que se nomeia de escala: Há outra forma de nomear as notas, a que chamamos de cifras;elas são: A (lá); B (si); C (dó); D (ré); E (mi); F (fá); G (sol).  Clave: é um símbolo colocado no início de uma pauta e serve para determinar o nome das notas e sua altura na escala. Há três sinais de clave: de sol, de fá e de dó (das letras G, F e C apareceram as atuais claves: sol, fá e dó). São elas que determinam os nomes e as alturas das notas; cada clave dá o seu próprio nome à nota escrita em sua linha:  Figuras de notas: são desenhos representativos das notas. Veja abaixo a composição de uma figura de nota: Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  32. 32. P á g i n a | 32 Os nomes das figuras são: semibreve, mínima, semínima,colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa. Como mostrado na figuraacima (na mesma ordem). E cada figura de nota terá sua respectiva pausa que lhecorresponde ao tempo de duração. As pausas são figuras que indicamduração de silêncio. As figuras mais usadas atualmente são: As pausas dessas notas são chamadas de: pausa da semibreve;pausa da mínima; pausa da semínima; pausa da colcheia; pausa dasemicolcheia; pausa da fusa; pausa da semifusa. Como mostrado nafigura acima. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  33. 33. P á g i n a | 33 Valores das notas: denominam a duração dos sons musicais. São várias as durações e podem ser positivas (notas) ou negativas (pausas). Mas... Um valor negativo para um som? Como funciona? Simples: os valores positivos representam os sons que nós ouvimos e fica a cargo dos valores negativos, representarem as pausas (silêncio) durante a música, veja: (valores dos tempos das notas) Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  34. 34. P á g i n a | 34 Os números acima não são os valores absolutos. Eles apenasrepresentam o valor das figuras, tomando como base a semibreve,cujo valor é 1.  Compasso: é o conjunto de figuras musicais de duração igual ou variável. As figuras que representam o valor das notas têm duração indeterminada (não tem valor fixo). Para que as figuras tenham um determinado valor na duração do som, é necessária a fórmula de compasso. Os compassos são divididos em duas categorias: Simples e Compostos.  Tempo: é um valor determinado na duração do som ou do silêncio (pausa). Os tempos podem ser agrupados de dois em dois (compasso binário), de três em três (compasso ternário), de quatro em quatro (compasso quaternário), de cinco em cinco (compasso quinário) e de sete em sete (compasso setenário), constituindo unidades métricas às quais se dá o nome de compasso. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  35. 35. P á g i n a | 35  Barras de compasso: são separadores no pentagrama, de uma linha vertical, chamada barra de compasso ou barra simples ou travessão. Usa-se para separar períodos ou trechos da música: Barra simples Barra dupla Para concluir a música, usa-se a barra final: E, para indicar repetição de um trecho, usam-se barras derepetição: Existe também o Dal Segno Al Fine. Na execução da peça, omúsico deverá voltar ao sinal gráfico (representado abaixo - comoum S cortado) e seguir dali até a palavra fine, que indicará o final.Dal Segno é utilizado quando algum trecho compreendido entre estesinal e a palavra FINE, deve ser repetido. Pode também serrepresentado pelas letras D. S. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  36. 36. P á g i n a | 36 Fórmulas de compasso: são figuras que representam os valores das notas e das pausas têm duração "indeterminada", isto é, não têm um valor fixo. Para determinar os valores das figuras precisamos da Fórmula de Compasso, que são dois números sobrepostos, indicados ao lado da clave, no início do primeiro compasso. Esse agrupamento de compassos, com tempos regulares, separados pelas barras divisórias, é indicado no início da pauta por números sobrepostos. O número que vem em cima indica quantos tempos teremos em cada compasso, cujo valor (ou qualidade) vem representado pelo número de baixo. O compasso recebe o nome do número de tempos que o compõem: para 4 tempos = quaternário (4/4); para 3 tempos = terciário (3/4); para 2 tempos = binário (2/4). Nos compassos quaternários, a semibreve (que é o inteiro) valerá 4 pontos, determinando assim os valores da mínima (2), da semínima (1), da colcheia (1/2), da semicolcheia (1/4), da fusa (1/8) e da semifusa (1/16). Exemplo: compasso 3/4 Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  37. 37. P á g i n a | 37 Unidade tempo: é a figura que terá o valor igual a 1 dentro do compasso. Unidade de compasso: é a figura que, sozinha, preencherá todo o compasso. Por exemplo, em um compasso 4/4 a semibreve vale 4 tempos. Ela sozinha preenche um compasso. Escalas: é a sucessão de sons de alturas diferentes. A escala pode ser maior, menor e cromática. As escalas maiores e menores são formadas por 8 sons. Já a cromática é formada por 12 sons (todos os semitons). Tom: é a soma de dois semitons (ou subtons ou meio tom). Semitom: é um subtom, meio tom. É a menor distância entre duas notas. Ligadura ou legato: quando algumas notas são representadas nas partituras ligadas por um semicírculo, indica que as notas são tocadas ligadas, ou seja, toca-se sem marcar as notas posteriores a primeira ligada pelo legato. Na figura abaixo, a nota dó, é tocada ligada, não se repete à segunda. Apenas prolonga-se a primeira, somando-se o valor das duas: Ponto de aumento: é um ponto colocado à direita da cabeça da nota; utiliza-se o ponto de aumento para aumentá-la em metade do seu valor. É também utilizada nas figuras negativas (pausas). Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  38. 38. P á g i n a | 38 Anacruse: é a falta de tempo no primeiro compasso da música, sendo compensada no final. Se, por exemplo, você deparar com uma música em 4/4 e que no primeiro compasso contenha apenas 1 tempo, tenha certeza que os 3 tempos restantes estarão no último compasso, seja em valores positivos (notas) ou negativos (pausa). Solfejo: é o ato de "dizer ou cantar" o nome das notas e a contagem das pausas, obedecendo à métrica de divisão musical. Deve ser acompanhado por movimentos rítmicos e proporcionais. Intervalos: intervalo é a diferença de altura entre dois sons. Conforme o número de sons que abrange, o intervalo pode ser de 2º, 3º, 4º, 5º, 6º, 7º, 8º, 9º, etc. O intervalo pode ser: O intervalo também pode ser: - Melódico - quando as notas são ouvidas sucessivamente, podendo ser ascendente - quando a primeira nota for mais Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  39. 39. P á g i n a | 39 grave que a segunda, e descendente, quando a primeira nota for mais aguda que a segunda: - Harmônico - quando as notas são ouvidas simultaneamente: Fermata: fermata é um sinal que se coloca acima ou abaixo de figuras ou pausas para aumentar sua duração por tempo indeterminado (não tem valor fixo). Também pode ser chamado de coroa ou infinito. Colocada sobre uma pausa chama-se suspensão; quando colocada sobre a barra de compasso, indica uma pequena interrupção entre dois sons. Exemplo de fermata: Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  40. 40. P á g i n a | 40 Acentuação métrica dos compassos: os tempos dos compassos obedecem a diversas acentuações, isto é, umas fortes e outras fracas. Essas acentuações constituem o acento métrico; por meio dele podemos reconhecer se o compasso é binário, ternário ou quaternário. Contratempo: são notas executadas em tempo fraco ou parte fraca do tempo, ficando os tempos fortes ou partes fortes de tempo preenchidos por pausas. Podem ser regular ou irregular: * ** Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  41. 41. P á g i n a | 41 Bem, terminamos aqui este resumo. Mas recordemo-los novamente que o conteúdo anterior, nãosubstitui o estudo da teoria musical. Foi apenas para termos umanoção ou lembrança dos termos que iremos usar a seguir. Há muito, muito mais o que aprender. Estude! Certo? Vamos lá...! (Analee) Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  42. 42. P á g i n a | 42 III. Estudando a Whistle... 1. Obtendo a sua whistle Se você não tem uma whistle ou ainda deseja comprar outras,antes de obtê-la é bom que você, se possível, ouça-a, para que tenhanoção de qual som lhe agradará mais. À medida que as afinações ‘sobem’, a altura da whistle aumenta,se torna mais aguda. Então é apropriado que você compre a quemais lhe aprazerá. Quando estiver mais acostumado, daí obtenha asoutras afinações. Lembre-se: quando estamos aprendendo uminstrumento, como a whistle, nem sempre nossos familiares tempaciência diária de nos ouvir nas primeiras notas! É uma verdade,não? Não só para a whistle, mas em quase todos os instrumentos.Experiência nossa, os vizinhos ficam loucos, e até os mascoteschoram... (hahaha). Quando comprei minhas flautas, obtive-as na Inglaterra. Por que:uma, pelo preço, e outra pela qualidade. Existem algumas lojasonline no Reino Unido, que as vendem a preço muito bom. Basta quevocê encontre a flauta que lhe agrade e veja se a loja já existe algumtempo. O bom de comprar direto deles é que você economiza e muitono seu dinheiro! Não é questão de ser “mão de vaca”, e sim, deeconomia... Obtive certa vez três flautas, de marcas diferentes, e queforam a preço de ‘banana’ – ₤3,00 cada uma! Na época, o total dacompra com envio foi só 50,00 reais! Viu que diferença? A economiafoi grande. Se tivesse comprado aqui dentro do nosso país, tinhapagado mais de 70,00 e tinha levado apenas uma... É assimmesmo... Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  43. 43. P á g i n a | 43 Eu não vou te influenciar na escolha. Mas procure aquela que teagrade inicialmente; veja a marca, fabricante. Alguns escolhem pelamarca porque “fulano ou beltrano” falou; mas não escolha assim,escolha por seu próprio ouvido! Dizem que algumas whistles de taismarcas emitem um som mais “choroso” que outras, ou tem um sommuito alto, ou que chia muito; bem, isso vai de sua escolha. Fica a dica! Seja esperto. Ao final da apostila, deixarei alguns linksque podem lhe ajudar (não faço propaganda, só indico o que podeser melhor para ti, se aspira obter mais whistles, sem gastar muito).Certo? Vamos lá! 2. Conhecendo sua tin whistle A tin whistle é composta por duas partes: corpo cilíndrico metálicoe bocal. O corpo cilíndrico terá seis furos, de medidas proporcionais àcriação da afinação. Veja: Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  44. 44. P á g i n a | 44 A flauta acima é da marca Feadòg em chave D. Certo? 3. Como posicionar a whistle Quando tiver sua whistle em mãos, segure-a firmemente: partedetrás da flauta com seguramos com o polegar, e o dedo indicador,anelar e médio, nos furos da flauta; dedo mínimo ou mindinho servecomo apoio. Não há diferença para a posição dos dedos, se você é canhoto oudestro – o importante é que você faça da seguinte forma: (primeiramão) dedo indicador no primeiro furo; dedo médio no segundo furo;dedo anelar no terceiro furo; (segunda mão) dedo indicador noprimeiro furo; dedo médio no segundo furo; dedo anelar no terceirofuro. Não se tem o hábito de usar o dedo mínimo (algumas pessoasfazem isso, por dificuldades em usar o anelar), os mesmos servempara apoiar a whistle. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  45. 45. P á g i n a | 45 Cubra os furos todos. Perceba nos dedos, que os furos devemestar completamente bloqueados, porque senão a nota poderá sairdesafinada. Veja a foto abaixo, do menino segurando a whistle: Foto whistler Compreendeu? Após segurar corretamente, coloque a ponta do bocal entre seuslábios e feche-os suficientemente bem, numa posição cômoda, e paraevitar que escape qualquer ar – (encontre uma forma de que o bocalnão entre muito na boca, mas também que não fique muitosuperficial, fazendo com que escape do ar para fora). Faça-o semesticar os lábios. Sua coluna deve estar sempre ereta. Isto é para uma posturamelhor ao tocar, do ar dos movimentos. Não há severidade quanto àmaneira de tocá-la. Certo? Assopre, então, suavemente no bocal, e faça com que saia umsom claro, “arredondado”, agradável de ouvir. Não deve soprar muito Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  46. 46. P á g i n a | 46forte, senão você ouvirá um som áspero, estridente. Por outro lado,se você soprar muito baixo, a nota sairá abafada, fraquinha... Tape agora apenas o primeiro furo; tape-o bem; perceba na pontado dedo, que ele deve ficar bem fechado, mas sem ficar tenso, aponto de marcar o dedo com o furo! E assopre como anteriormente. Pratique até conseguir o som certo, firme! Uma, duas, trêsvezes... O tanto que achar melhor. Acostume-se com a sua tinwhistle! 4. Tabela de digitação e as notas Cubra novamente o primeiro furo (o que fica próximo ao bocal).Toque-a. lembre-se de manter o furo bem fechado, sem escapar o arpor ele e nem escapar o ar pelo bocal. Se você tem uma whistle D, essa primeira nota será um DÓ, anota chave da sua flauta. Se você tem uma whistle C, a nota será umSI. No exemplo a seguir usarei uma whistle C. Veja abaixo na figura: Whistle C (dó) - cobrindo o primeiro furo temos a nota si, (nota si na clave de sol) Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  47. 47. P á g i n a | 47 O diagrama2 da nota B (si) será mostrado dessa forma: E o código para a marcação do dedo no furo, usamos o número 1. Resumindo: 2 Diagrama de dedo: sistema de desenhos e valores utilizado para determinar as notas eposição do dedilhado. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  48. 48. P á g i n a | 48DIAGRAMA WHISTLE NOTA CÓDIGO DO DEDILHADO 1 Continuando, para encontrarmos as outras notas, segure novamente a whistle como explicado anteriormente. Agora coloque o dedo médio de sua mão no segundo orifício a partir do topo e sopre suavemente, como antes. Você terá agora a nota A (lá); perceba que ela soará mais baixo que a nota B (si), porque estamos descendo na escala. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  49. 49. P á g i n a | 49DIAGRAMA WHISTLE NOTA CÓDIGO DO DEDILHADO 2 Agora, mantenha os dois primeiros furos cobertos e coloque o terceiro dedo sua mão esquerda, o anelar, sobre o terceiro buraco. Sopre, e você terá agora a nota G (sol), que soará mais baixa ainda do que as notas anteriores si e lá. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  50. 50. P á g i n a | 50DIAGRAMA WHISTLE NOTA CÓDIGO DO DEDILHADO 3 Agora, para o quarto furo, coloque o dedo indicador de sua outra mão, cobrindo-o; você terá a nota F (fá). Cubra agora o quinto furo, e provavelmente você terá E (mi). E por fim, cobrindo o último furo, você terá a nota dó (C). Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  51. 51. P á g i n a | 51 Veja: Nota fá,DIAGRAMA WHISTLE NOTA CÓDIGO DO DEDILHADO 4 Nota mi,DIAGRAMA WHISTLE NOTA CÓDIGO DO DEDILHADO 5 Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  52. 52. P á g i n a | 52 Nota dó,DIAGRAMA WHISTLE NOTA CÓDIGO DO DEDILHADO 6 Procure realizar, de cima para baixo, todas as notas, e observe cada som produzido. Perceba que a escala de notas foi descendo, se tornando mais grave? Lembre-se sempre de cobrir bem os furos, manter o sopro bem definido e sem esmaecer, e também não deixe escapar o ar no bocal; firme bem os lábios. Um ponto importante é: utilizam-se sempre os mesmos dedos - indicadores, médio, e anelar – para cobrir os furos; o polegar e mínimo servem para apoiar a flauta... Mas, em último caso, se você Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  53. 53. P á g i n a | 53tiver muita dificuldade em alcançar a última nota, faça uso do dedomínimo para cobri-la. Certo? Vamos lá! Então, temos agora a primeira oitava de sua flauta. Juntandotodas as notas, tê-la-íamos colocadas desta forma: Outro ponto importante que devemos esclarecer é que, entre o 5ºe 6º furo, pode haver “pulado” uma nota. Mas, cadê a nota ré naimagem acima? Como mostramos na imagem, a nota da nossa whistle C, são: dó,mi, fá, sol, lá, si. Note que, entre o mi e dó deveria haver a nota ré,não é mesmo? Na flauta que usei para o exercício, não há a nota réna forma natural, tenho que “buscá-la” de outra forma. Adianteesclareceremos mais sobre isso. Algumas flautas podem ser afinadasde forma que naturalmente pule uma nota. Isso compete pelaafinação que o instrumento recebeu. Se o fabricante não lhe mandouuma tabela de dedilhados de sua flauta e se você está em dúvida,quer confirmar todas as notas, utilize um metrônomo digital, everifique. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  54. 54. P á g i n a | 54 Busque praticar as notas de sua flauta. Toque-as separadamente,perceba a diferença de cada uma; suba e desça a escala, e treine osdedos, memorizando as notas, e memorizando os dedos das notas. Abaixo tem uns exercícios bem simples que você pode usar todosos dias. Uma hora ou meia hora por dia de exercícios, já é suficientepara você ir progredindo; em pouco tempo você executará suasmúsicas preferidas. Não se preocupe se tocar desafinado,desajeitado, ou fora do tempo; à medida que for progredindo nosestudos, dedicando-se, quando menos perceber será um ótimowhistle. Confiança é um dos pilares que sustentam qualqueraprendizado. Dedique-se! Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  55. 55. P á g i n a | 55 Há ainda, outra forma bem simples de representar os dedilhados das notas, que você pode encontrar para a whistle. São usados mais para crianças, ou para pessoas que não tem um conhecimento de teoria e notação musical básica. Este sistema consiste em utilizar caracteres simples, para representar qual nota está coberta ou furo coberto ou fechado. Para representar o bocal utiliza-se: < Para representar os furos fechados utiliza-se: X Para representar os furos abertos utiliza-se: O Para a utilização da 2º mão utiliza-se: | Para meio furo utiliza-se: h Num exemplo escrito, teríamos assim: <xxx|xxo(bocal; três primeiros furos fechados; segunda mão; dois furos fechados e último furo aberto). Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  56. 56. P á g i n a | 56 Bem simples, não? Outra forma mais fácil ainda, é usar a cartela de dedilhado. Consiste apenas em seis desenhos circulares, dispostos de formavertical, como os furos do corpo da flauta, para você preenche-losindicando qual furo está aberto ou fechado, determinando assim anota que você deve tocar. Veja abaixo uma cartela de dedilhado para a whistle em D (ré): Os sinais de + nos dedilhados correspondem a 2º oitava. Bem fácil! No exemplo abaixo, da canção Cockles and Mussels, pela partituracomum teríamos ela assim: Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  57. 57. P á g i n a | 57 E pela cartela de dedilhado, seria escrita assim: Em algumas cartelas a o tempo de execução para cada nota; masa maioria não; cabendo a você, portanto, conhecer antes a canção. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  58. 58. P á g i n a | 58 Como sabemos há whistles de várias afinações. Mas daí, cada furorepresentará notas diferentes. Abaixo temos uma tabela para a whistle D e whistle C. Se vocêpossui whistles de outras afinações, não tem segredo; a nota básicacomeça na mesma nota de afinação de sua flauta, ou seja, se a flautaé afinada em ré, a última nota inicia-se em ré; em fá, a última notaem fá; em mi – será mi, e assim por diante. Veja: Whistle D (ré): Whistle C (dó): Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  59. 59. P á g i n a | 59 Atente-se que há as duas oitavas nas tabelas acima. A segunda oitava é representada pelo um sinal de (+) sobre anota ou sobre o diagrama. Lembre-se que para alcança-la, enecessário apenas à pressão do ar mais intensa. Lembra-se que falei a respeito da obtenção de outras notas? Nasegunda oitava, para chegar a determinadas notas, você dever cruzaralguns dedilhados para obtê-las. Na tabela acima, na whistle em C, para chegar à última nota, o si(B), tive que bloquear o 2º, 3º e 4º furo para ter essa nota. Se a suawhistle veio com uma cartela de notas, você saberá quais furos serãobloqueados para obter as notas; se tiver como, utilize um metrônomopara ver as possibilidades de cruzar os dedilhados e obter outrasnotas com sua whistle. Observe também que, a nota dó da whistle D é tocada com osfuros todos abertos, enquanto que os furos todos abertos na whistleC é tocado o Si. Percebeu? Isso se refere à afinação: whistle D (ré)começa sua última nota em ré; e whistle C (dó) começa sua últimanota em dó. Isso representa a nota fundamental ou de afinação doinstrumento. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  60. 60. P á g i n a | 60 Já para o dó da whistle C, apenas o primeiro furo ficará aberto, e é aí que você tem que ter um pouco mais de atenção. Você agora deverá por um pouquinho mais de ar no sopro, para a nota ficar definida, mais limpa. Para tocar o dó da 2º oitava da whistle D foi preciso apenas abrir todos os furos - mas para a whistle C, é a pressão do ar que vai defini-la. Esclarecemos também, que o código de dedo para a segunda oitava deva ser representado de outra forma. Quando “subir” para a 2º oitava, o valor para o dedo será 0, sobre os furos que devem ser cobertos. Na whistle C, ficaria assim:DIAGRAMA WHISTLE NOTA CÓDIGO DO DEDILHADO O 5 Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  61. 61. P á g i n a | 61 Certo? Tem um exercício que você pode fazer agora para chegar a essanota com perfeição. Treine: Deixarei em anexo à apostila, uma cartela de dedilhado epentagrama para você utilizar nos seus estudos. 5. As técnicas de ataque ou pronúncia Eis a questão! Nos exercícios anteriores você estava apenas assoprando naflauta, sem usar nenhuma técnica de ataque. Agora vamos aprender a aplicá-las! Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  62. 62. P á g i n a | 62 As técnicas utilizadas para a tin whistle são bem delicadas. Não se formula regras rígidas para a música tradicional, e sãovários os tocadores que mantem suas próprias técnicas para sealcançar o efeito característico das whistles. As técnicas de ataques na whistle podem variar muito, a dependerdo estilo do whistler e da música que se quer tocar. É bom você queouça vários whistlers conhecidos para que escolha um estilo ao seumodo. Vou explicar por que. Muitos tipos de flautas como a doce, transversal, e outras,seguem um caminho com um sistema mais rígido, fixo, de como sedeve usar o ataque nas notas. Mas com a música irlandesa, isso é umpouco diferente; o modo de executá-la é mais solto, mais livre.Portanto, algumas técnicas ou atributos usados na música clássica ourígida, pode não trazer o resultado esperado para a músicatradicional. Se você tem em mente algumas técnicas de ataque epronúncia aprendidas na música clássica, é bom que saiba que amaioria delas não servirá satisfatoriamente para a whistle. As técnicas para ela são bem mais simples. São apenasmovimentos utilizados para se alcançar os efeitos peculiares dawhistle, seja introduzindo novas notas ou alterando o ritmo. As partituras são bem simples, músicas simples; mas que aoserem tocadas como as técnicas da whistle, se tornammaravilhosamente complexas aos nossos ouvidos. Com melodiasalegres, outras suaves, outras dramáticas, conquistam com êxitonossos ouvidos... Se quiser ser um bom whistler, atente-se que você deverá gostarpelo menos um pouco da música tradicional irlandês-escocesa; awhistle é parte da alma da mesma. Se você não gosta das músicastradicionais desses países, fica um pouco difícil; daí poderia compará-lo a um corista que tivesse que cantar forçado uma música sertaneja, Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  63. 63. P á g i n a | 63mas que, detesta o gênero. Tocar um instrumento que você não seafina com suas origens... aí complica, não é mesmo? Correto? Se você quer ser um bom whistler, portanto, aprenda a ouvi-la;ouça os whistlers que já tem uma carreira, e passe a observar amelodia. Ouça os álbuns antigos do Clannad (a banda irlandesa – meparece que existe outro Clannad – anime japonês!), The Chieftains,da Joannie Madden, ou de sua preferência; afianço que isso o ajudarámuito a compreender as técnicas, a identificá-las, e utilizá-las daforma correta. Além de servir como estímulo! É claro que você pode usar a whistle ao estilo musical que quiser;não é exclusivo da música tradicional. O que lhe comunico é que, sebuscar ouvir a música tradicional, ou os whistlers, você terá umafacilidade imensa no aprendizado e execução da sua própria whistle. Certo? Vamos lá! * ** Bem, as técnicas de ataque ou pronúncia são bem simples. O ataque é nada menos que executar as notas emitindo algumsom com a boca, mais precisamente a língua e às vezes garganta, ouusar determinada articulação, para pode alcançar algum efeito nasnotas. Ou seja, com determinado som que criamos com a boca,alteramos com isso a forma como a nota sairá na whistle. Você pode usar, na maioria das melodias ou após o ataque inicial,assoprar na flauta como se você tivesse “esfriando uma xícara de cháquente ou leite quente”... Como você a esfriaria? Não é fazendo um“bico” com os lábios e soprando o líquido fumegante da xícara...?Captou? Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  64. 64. P á g i n a | 64 Em algumas melodias, porém, para deixarmo-las como algumascaracterísticas usam-se certas pronúncias. Mas você lembra o que épronúncia? Pronúncia é meramente o ato de articular o som das letras ousílabas; e na whistle, usamos certas sílabas para articular ou tocarnas notas! Nestas articulações, temos: o tuu, taa, ou tii; o haa ou huu(ou esfriando a xícara) os mais utilizados; paradas de glote;tongue ou lambendo notas; e outras que você mesmo poderecriar, quando tiver mais prática. Um ponto importante é que, na maioria das melodias usamos osataques apenas no início da música ou em determinados trechos,para enfatizar certas notas. Mais adiante falaremos sobre isso. Muito simples, não é mesmo? Não tem segredo! Vamos então descrevê-las. Pegue de sua whistle e as pratique! 5.1 Noções básicas do ataque ou pronúncia: a) O tuhh... Diga a sílaba tuu... Perceba que a língua faz um movimento rápido, tocando em parte no “céu” da boca e nos dentes superiores, e veja que o ataque tem uma batida leve, “clara”. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  65. 65. P á g i n a | 65 Na whistle, usamos exatamente essa sílaba para produzir um sommais limpo e claro. É o primeiro ataque que você utiliza nosaprendizados iniciais. Mas posteriormente, deverá ser utilizado deforma moderada. Esse ataque é muito utilizado em diversas flautas, mas na whistle,lembre-se: usa-se para as notas iniciais e em algumas especiais... Tente executa-lo em sua flauta agora. Escolha qualquer nota, feche bem os lábios, bloqueie bem o furo,e diga “tuu...”. Perceba como a nota sai curta, “seca”. Se vocêperceber que sua língua toca de leve o bocal da flauta, não temproblema, desde que você mantenha o ritmo e clareza na nota. Umesclarecimento: há muitas pessoas que salivam muito e o hábito dejogar muito a língua para frente, tocando o bocal, empurra a salivapara dentro da flauta; com isso, a saliva tende alterar um pouco osom. Algumas pessoas chupam a saliva de volta (é meio nojento,mas é válido!) quando tocam um tempo prolongado emapresentações, podendo ser necessário. Como sabemos não se deverão manter regras rígidas na músicatradicional. Mas há três regras ou conceitos maleáveis usadas peloswhistlers irlandeses, e que você deve usá-las e alterá-las quandoquiser, observemos: 1. Durante os estudos iniciais, ou para whistlers iniciantes: torna- se necessário a utilização do ataque tuu nas notas, para facilitar o aprendizado, porém, quando se está mais firme na whistle, passa-se a utilizar as batidas da língua (ataques) apenas nas primeiras notas e também após a tomada da respiração e; introdução dos ornamentos mais fáceis. 2. Para whistlers intermediários: quando se obtêm certo controle, o uso em todas as notas dos ataques tuu pode trazer alguns Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  66. 66. P á g i n a | 66 prejuízos para a melodia, fazendo-a soar muito “ingênua” ou cansativa; é prudente então que se retire o tuu e passe a usa- lo apenas na primeira nota de cada trecho e, toquem-se as notas seguintes ligadas (a não ser que se peça na partitura outro tipo de ataque) umas as outras, por assim dizer; espera- se a aplicação de ornamentos mais complexos.3. Para whistlers mais adiantados: existe o hábito de articular as notas, cortando o ar na garganta, ou simulando uma pequena tosse. Algumas instrumentistas não aprovam o mesmo, porque pode criar sons desagradáveis para a melodia, se você não as executa bem ou não tem prática; portanto, fica o bom senso; e espera-se nessa fase o domínio completo de toda a whistle. Como disse as regras e técnicas não são fixas. Você toca da forma como você for progredindo. Você ainda pode substituir o tuu pela pronúncia taa ou tii. Fica o seu critério. b) O haa ou huu (soprar) Outra técnica de ataque que podemos utilizar é a pronúncia haa. O haa… é mais simples, e produz um efeito mais satisfatório. É a pronúncia mais utilizada para maioria das melodias; utiliza-o após o ataque inicial do tuu, ou seja, é ele que tocaremos quando formos executar o restante da melodia, mantendo as notas ligadas. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  67. 67. P á g i n a | 67 Há pessoas que para ter um som mais claro do haa, introduzem boa parte do bocal na boca, travando-o com os dentes – isso garante a passagem do ar mais intensamente para dentro do corpo da flauta. O som sai mais intenso e melódico. Experimente. Nas músicas mais agitadas, é a melhor forma de executar as notas. Fica também o seu critério de escolha. Para tocar é o seguinte: diga haa… e perceba como o som sai de sua boca – não há interferências diretas da língua ou dos dentes. Escolha uma nota na sua whistle, e toque-a; compare a diferença do tuu (sai mais agressivo, digamos assim) e o haa (sai macio, agradável… um som “claro”). Você pode ainda substituí-lo pelo huu. O som revela-se mais arredondado. Tente.c) Sílabas variadas Há outros ataques ou pronúncias que podemos usar. Neste tipo de ataque, a diferença é que você pode e deve substituir os ataques tuhh e haa, por outros semelhantes. Que soarão mais agradáveis, ou para alterar a melodia. Isso vai a seu sabor, mas desde que mantenha a cadência na melodia. Pode-se utilizar o dahh, tee, gee, ree; ou seja, isso fica a seu cargo. Boa escolha! Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  68. 68. P á g i n a | 68d) “Paradas da glote” Sabemos que glote é uma estrutura anatômica localizada na porção final na laringofaringe; impede a entrada de alimentos, facilita a saída e a entrada de ar para os brônquios e pulmões, e ajuda na função fonatória, uma vez que a prega vocal e vestibular localiza-se dentro dela. Mas as paradas de glote, na whistle, são pequenos movimentos de tosse simulados pelo whistler. A maioria dos flautistas tradicionais utiliza este ataque por fazer a articulação mais suave… é como um leve “susto” na terminação da nota! Às vezes escutamos alguma música, em que ouvimos paradas rápidas e leves em determinadas notas. Essa pequena interrupção parece um pouco com o ornamento estouro, utilizado na flauta NAF, mas com a diferença que ele é feito com a garganta, e produz um som suave, e não explosivo como na flauta nativa. Essa parada rápida, chamamos de parada de glote. Se conseguir, feche a boca, e simule uma leve tosse com o fundo da garganta; toque uma nota qualquer, e interrompa-a rapidamente, simulando a pequena tosse. Tente executá-la com a garganta, e não com a boca. Faça um movimento, como se a nota fosse rapidamente suprida, bloqueada do fundo de sua garganta. A nota soa rapidamente como se o whistler levasse um pequeno susto! É bem sutil, apenas produz um efeito de suspensão no final da nota. É isso. Não consigo descreve-la mais adequadamente. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  69. 69. P á g i n a | 69 Mas busque utilizar este ataque, quando tiver mais prática nas anteriores. Necessita de experiência e tempo para desenvolver a “tosse”. Se você ouvir algumas músicas tradicionais, talvez perceba a “parada de glote.” Compreendo que, seria mais adequada descrever a “parada de glote” mais como ornamento do que como ataque. Mas como ela é divulgada dessa forma, deixemos assim…e) “Tongue duplo ou triplo” O tongue ou, ataque duplo ou triplo é mais simples ainda. Quando se toca grupo de notas colcheias ou semínimas, com “tempos” rápidos, utilizam-se estes ataques triplos; para facilitar na execução. Você pode usar o ataque “tuu- kuu-tuu”. Experiente. Toque uma nota qualquer, por três vezes - toque-a rapidamente, usando o tuu: tuu-tuu-tuu. Agora execute-a de novo, trocando o tuu, pelo “tuu-kuu-tuu”. Percebeu a diferença? Tente tocar o trecho abaixo: Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  70. 70. P á g i n a | 70 O uso prolongado da língua, pelo tuuu, como vimos, tornará amelodia um pouco enjoativa ou muito primária, não soando comouma melodia mais suave ou “madura”. Por isso, lembre-se de usar estes ataques nos seus primeirosexercícios; quando achar que já pode usá-lo apenas na primeira notade cada trecho musical ou notas específicas, mantenha a maioria dasoutras notas com o haaa. Verá a diferença que isso faz. Se você já tem uma música em mente, tente tocá-la agorausando o haa, utilizando o tuu apenas em algumas notas, como disseanteriormente... Toque a canção inteira sem tocar o bocal com a língua. Mantenhaa corrente de ar fluida... Mesmo que você estranhe ou sua mãe lhepeça para parar! Lembra-se de como as cigarras cantam (com perdãoda palavra... você não é uma cigarra!): um som uniforme, alto,entrecortado às vezes por um motivo seu... Mas é claro que você nãomanterá apenas uma ou duas notas como elas fazem!!! O exemplo éfigurativo... Apenas para lhe dar uma noção de manter as notas emum som uniforme, sem deixa-lo esmorecer ou desafinar... Se bemque elas as vezem fazem isso...! Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  71. 71. P á g i n a | 71 Se já adquiriu certa prática nas partituras, tente executar dessaforma o trecho da música a seguir, Down by the Sally Gardens.Toque ela toda em tuu, bem simples, e depois a toque em haa ououtra sílaba de sua escolha, mantendo o ataque apenas nas primeirasnotas de cada compasso: Down by the Sally Gardens: Percebeu a diferença, entre os dois tipos de ataque? Certo! Recordando... Você lembra o que representa o sinal #? Como o escrito na partitura acima? O sinal musical # é chamado de sustenido. Quando ele está antes de uma nota, significa que ele a “levantará” a meio tom musical. Se um sinal de sustenido aparecer na armadura da clave, todas as ocorrências da nota marcada ao longo de toda a música deverão ser executadas em sustenido. Já quando vemos o b, o bemol, significa que a nota é abaixada por meio Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  72. 72. P á g i n a | 72 tom. O símbolo é chamado de bequadro, e faz com que a nota volte a ser natural, sem ser sustenido nem bemol, ou seja, qualquer sustenido ou bemol é cancelada e a nota retorna ao seu tom natural ou original! E o sinal de ponto (.) como mostrados em algumas notas acima, na partitura? Você recorda? Quando vemos um ponto colocado imediatamente depois de uma nota, o valor do tempo da mesma é aumentado pela metade. Como por exemplo, uma nota mínima tem o valor de duas batidas, não é mesmo? Então, secolocamos em uma mínima o ponto, ela terá agora três batidas, isto é, duas batidas mais uma. Estude teoria! Correto? 6. Os ornamentos Chegamos agora na parte especial para a whistle: os ornamentos! Quando se tem muitas notas repetitivas, melodias bem simples,ou se quer adornar ainda mais a música, nós utilizarmos do recursoornamentos! A ornamentação é um termo muito usado por todos os músicostradicionais. Cada um define o conceito de ornamento como lheconvêm, e utiliza-os também como quiser: uns usam o básico, jáoutros usam em excesso em suas canções. É bom que se chegue aum meio termo, pois tudo o que excede passa, e o que falta carece! Alguns instrumentistas consideram os ornamentos emdeterminadas composições como opcionais ou não válidos. Na Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  73. 73. P á g i n a | 73whistle, cremos que os ornamentos não são opcionais, masessenciais... Seria como a nossa “goiabada com queijo”, Romeu eJulieta, Frodo e Sam, shampoo e condicionador e, por aí vai...! Umcomplementando o outro, eficazes e inseparáveis... Alguns dos ornamentos que iremos trazer aqui são os maisempregados, tais como:  As “torneiras”: é um método simples, que conforma a nota; é considerada uma das técnicas básicas;  Os cortes: nessa técnica utiliza-se de uma nota mais alta que a principal para chamar a atenção ao articular;  Os deslizes (lâminas) ou glissando: confere característica peculiar para a música irlandesa, mas deve ser usado com moderação;  Vibrato: é o ato de conferir determinado movimento oscilatório ao final de uma nota; mas muitos o dispensam;  “Rolos”: é um ornamento importantíssimo, para não dizer clássico; há dois tipos, os rolos de comprimento ou longos ou curtos;  Triplets: utiliza-se para tocar notas triplas;  Crans: é considerado como um roll, mas com algumas características;  Shakes: ornamento variado dos crans; serve como alternativa para se executar em notas altas, como no D;  Silvos: é a emissão um assovio; são usadas para conferir alguns efeitos em melodias especificas. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  74. 74. P á g i n a | 74 Vamos então a cada um deles. 6.1 A torneira ou strikes ou notas graças: O ornamento torneira é na verdade, tipos de notas “avulsas” querecebem a denominação de “notas graças” (ou graces). É umornamento decorativo para as notas. As notas “graça” são notas muito curtas tocadas rapidamenteantes de uma nota principal (uma nota que faz parte realmente dapartitura, ou da canção, digamos assim). Na verdade, as notas graça, pela notação musical moderna, sãomenores do que as principais notas melódicas. Elas sãorepresentadas com uma barra pequena que corta a sua hastediagonalmente ao meio. Na partitura escrita, eles carregam nenhumvalor de tempo e não são contadas no medidor da canção. Se napartitura há diagramas de dedo para as notas graça, elas serãoapresentadas menores do que os diagramas de dedo para as notasprincipais. É muito interessante o som produzido. Faz uma melodia simples,ficar bem agradável de se ouvir. As torneiras são também usadas, como articulação entre as notas.Onde há notas de mesma altura, elas servem como separadoras oupara dar um certo charme, quebrando a monotonia de se ouvir duasrepetitivas, de alturas iguais. Elas também são usadas juntas de outros ornamentos, como oscortes e os rolos. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  75. 75. P á g i n a | 75 Veja um exemplo de torneira na partitura abaixo: Canção: O Vento do Sul A canção acima é uma melodia simples, alegre, tocada em 3/4 detempo. Observe como as notas “torneia” ou graças são escritas e asnotas principais. Estão desenhadas pequeninas com relação às outrasnotas, não é mesmo? Elas sempre aparecerão escritas menores queas notas principais. Não estão inseridas no tempo das notas, e sãotocadas um pouco mais rápidas que as principais. Nós adenominamos assim: torneira em “…”; veja, na primeira torneira dacanção acima, falaríamos assim: torneira em “lá”. Para você conseguir distingui-las na partituras, de outrosornamentos, lembre-se que as torneiras são executadas numa alturamais baixa que a nota principal ao qual ela está ligada. Certo? Na notação musical para a whistle, as torneiras ou strikes, sãorepresentadas da seguinte forma: Para realizar a torneira, faça o seguinte: basta que você execute anota, ou seja, acompanhando a leitura da partitura; quando perceber Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  76. 76. P á g i n a | 76uma torneira antes da nota principal, basta que levante o dedo danota torneira rapidamente e depois abaixe-o (atente-se para a figurade nota dessa nota graça, se você deve tocá-la mais rápido ou não, adepender do seu valor), tocando em seguida a nota principal àtorneira, prosseguindo na leitura da sua partitura. Fácil não? O dedodeve ser levantado rapidamente, e você não pode arrastar ou deslizaro dedo para o lado ou para cima. Lembre-se: é tirar o dedorapidamente e tapa-lo em seguida, tocando logo a nota principal! Existe determinada velocidade para essa nota torneira. Se vocêlevantar muito devagar, o efeito vai mudar e daí será um slide oudeslize. Se tocar muito veloz, pode atrapalha-lo na execução da peça,se você ainda não tem certo domínio. Então busque uma velocidadecerta. Ouça alguma música que tenha este ornamento; observe otempo e como o whistler a executa. Abaixo, temos outro exemplo, de uma polca. Algumas notas sãotorneiras. Consegue identifica-las? Consegue já tocá-las? Muitobem…! Não é necessário que você toque “torneiras” (termo engraçadoné?) apenas quando apresentarem nas partituras. Você pode inseri- Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  77. 77. P á g i n a | 77las sempre quando quiser em suas cantigas, mas desde que vocêrespeite o tempo das melodias, das notas principais! A torneira é básica e já caracteriza bastante a música. Produz umefeito especial. Se você está encontrando dificuldades, algo que pode fazer éotimizar seu aprendizado: tente tocar as torneiras em separado,treinando os dedos, buscando acostumar com a velocidade oumovimento dos mesmos; logo, execute a torneira e a nota principalda canção; depois que estiver acostumado, execute a cançãonormalmente, realizando as torneiras. Treine, treine e…treine! Sócom o treinamento se chega a uma prática satisfatória. 6.2 Cortes Os cortes são também notas graça; mas ao contrário dastorneiras, os cortes são sempre colocados acima da nota principal –as torneiras, são colocadas abaixo das notas, lembras? Por seremnotas graça, não estão inseridas nos tempos das notas, e sãoapresentadas menores que as notas principais, como as torneiras. Podem ser representados graficamente também dessa forma: Os cortes aparecem sempre entre notas com ligadura, mas podemsurgir de forma avulsa, mas sempre acima das notas principais. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  78. 78. P á g i n a | 78 Produz um efeito muito interessante, para qualquer melodia;como se realmente “rasgássemos” as notas principais da melodia. O “corte”, portanto, é o ato de cortar as notas principais com umagraça; e você o realiza da mesma forma que as torneiras: levantandoo dedo rapidamente, ou seja, tocando ligeiramente a nota. Levanta-se o dedo apenas o suficiente para descobrir o furo e volte-o emseguida. Pode levar um tempo para você executá-la bem correto, mas é sóquestão de pegar o jeito mesmo, devido à velocidade que você pornesta nota. Lembre-se de manter as mãos e os dedos relaxados. Se você ficatenso, sem perceber comprime a flauta e os dedos ficam pesados,dificultando o corte rápido. Veja um exemplo de corte na nota lá, e tente tocá-lo junto àsnotas principais: Viu? É muito fácil. Treine, treine e... TREINE! Tente tocar a canção a seguir: Na Cela do Pônei (canção tradicional) Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  79. 79. P á g i n a | 79 Vemos na canção acima, que há cortes na segunda oitava – e omesmo procedimento. A diferença é que você tem que cuidar mais daafinação e dos movimentos dos dedos, tornando-os precisos; lembre-se que para alcançar a segunda oitava dependerá de maior correntede ar; se você não cuidar disso, as notas soarão ou na primeira oudesafinada. Você pode encontrar dificuldades na ora do corto, porqual dedo deva usar; você então descobrir a posição mais favorávelpara realizar os cortes, sem prejudicar a continuidade da execução damúsica. Lembre-se de levantar o dedo na menor fração de segundoque você conseguir. Outro exercício para você treinar mais: Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  80. 80. P á g i n a | 80 Uma das utilidades dos cortes, é que permitirá que você eviteatacar duas notas de mesma altura, ou seja, que você use a línguaduas vezes seguida no ataque das notas (como explicamos sobre apronúncia tuu, que faz soar enjoativa...). Então, se você utiliza um corte entre essas duas notas de mesmaaltura, fornece uma diferença valiosa na melodia, quebrando o somrepetitivo de notas de mesma altura. Outra serventia é que propõe um efeito em que as notasprincipais soarão mais claras, mais chamativas. Especialmente nasmúsicas alegres, de festas, danças, a sensação é de embalo ealegria! Tente executar a música a seguir, Tommy Mulhaire’s. Observe quê figura de nota representa as notas graça dos cortesda música: e Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  81. 81. P á g i n a | 81Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  82. 82. P á g i n a | 82 Atente-se para a velocidade da nota , que é um pouco maisrápida que a nota (há apenas uma dela no último compasso). Bom, os dedos ou notas mais utilizadas para os cortes são o sol eo si. Mas não é obrigatório o uso de ambos. Você pode substituir poroutras notas. A vantagem de se usar as notas G e B, é que você facilita o usodo corte, praticando apenas com os dois dedos, e onde também elessão usados em praticamente qualquer canção. Alguns professores recomendam usar o dedo imediatamenteacima do último - por exemplo, caso sua whistle seja em D: use odedo 5 (nota mi) para cortar o D (ré); o seu dedo 4 (nota fá) paracortar o E (mi), e assim por diante. Tente cortar um sol na primeiraoitava, usando o dedo G (sol) e em seguida use o dedo B (si). Vocêprovavelmente vai descobrir que o dedo si lhe dá um som muito maislímpido. No entanto, isso não vai funcionar tão bem na segundaoitava. Tentando cortar o D (ré) da 2º oitava, com o dedo B (si) não vaifuncionar - você obterá outro D da 2º oitava, e cortando a 2º oitava oE com o dedo B, irá produzir resultados semelhantes, ou umapequena variação no tom e não um belo corte nítido. Em whistles que possuem uma afinação bem alta, algunsfabricantes deixam esclarecida a utilização do dedo B (si) para cortaras notas mais altas, tais como G da 2º oitava, tornando o som bemalto. A melhor coisa a se fazer é usar o corte dedo G (sol) em todas asoitavas, utilizando o dedo G e o B. Utilize o que mais lhe agrade. Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.
  83. 83. P á g i n a | 83 Na whistle C (dó), a utilização de cortes parece mais fácil, masapenas se você usa as notas básicas da whistle ou outras pelodedilhado cruzado; se você usar o meio furo para chegar a essasnotas, o efeito pode não ser esperado e a dificuldade é maior. Tocando um corte em um dó natural não é difícil, mas desde quevocê esteja tocando o C usando o dedilhado cruzado, sem ser o meiofuro. Alguns whistle recomendam usar o dedilhado padrão (de duasmãos) para o dó natural (oxx-xox) sempre que a velocidade damúsica lhe permitir fazê-lo. Se você estiver usando a digitação deduas mãos, basta tocar no segundo dedo de sua mão de fundo para oseu furo soar um D (ré). Se você já preferir usar o dedilhado cruzado(oxx-ooo), você vai ter que tocar todos os três dedos de sua mão debaixo simultaneamente. 6.3 Os deslizes e/ou glissandos Os deslizes e/ou glissando, conhecidos como slides ou lâminas,são utilizados em muitas melodias. Os deslizes são algumas vezes utilizados em composições suavesou “tristonhas”. A maioria dos whistlers não o utiliza; cabem mais aosfiddlers. Os glissandos referem-se mais como um determinadocomportamento em certas passagens na música ou em toda ela,utilizados em peças rápidas, mas com um efeito muito suave, e muitoapreciado pelos fiddlers também. Funcionam como ferramentasdecorativas para carregar a canção com um elemento essencialmenteemocional. No deslize, você o realizará deslizando o dedo da nota referente.Para fazer o efeito de deslize (ou lâmina) é o seguinte: mantendo a Venda proibida. Apostila com fins didáticos, de uso livre e gratuito.

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