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Apostila adaptações  em deficiencia  física 2011 (1)
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Apostila adaptações em deficiencia física 2011 (1)

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  1. CENTRO DE FORMAÇÃO E ACOMPANHAMENTO A INCLUSÃO – SÃO MIGUEL RUA DANIEL BERNARDO, 95 TEL. 2033.0107/0130. EMAIL: smedresaomiguel@prefeitura.sp.gov.br DEFICIÊNCIA FÍSICA Na deficiência física encontramos uma diversidade de tipos e graus decomprometimento que requerem um estudo sobre as necessidades específicas de cadapessoa. Para que o educando com deficiência física possa acessar ao conhecimento escolar einteragir com o ambiente ao qual ele frequenta, faz-se necessário criar as condiçõesadequadas à sua locomoção, comunicação, conforto e segurança. Estes alunos podem não necessitar de grandes adequações no conteúdo, pois amaioria apresentam o cognitivo preservado, beneficiando-se das mesmas estratégias erecursos metodológicos utilizadas com os demais alunos. Um olhar aguçado do professor para as mudanças necessárias que beneficiem o alunoatravés de adequações que possibilitem funcionalidade e autonomia nas atividades cotidianascontribui muito para seu desenvolvimento. Tudo que o aluno puder fazer sozinho,não faça por ele e tudo que ele não puder, faça com ele. Porém é primordial que suas limitações motoras e físicas sejam consideradas sempreque se propõe uma tarefa ou atividade, o conteúdo deve ser retomado sempre que possível enecessário, levando em consideração que podem apresentar dificuldades para memorização eabstração de novas aprendizagens. É muito importante estabelecer contato com os especialistas que atendem o aluno comdeficiência física, principalmente em se tratando de graves comprometimentos. O que possibilita significado as atividades propostas pelo professor ao aluno é agarantia de: • Que as atividades propostas estejam dentro da temática das desenvolvidas pelos demais alunos do grupo; • Que o professor também proporcione situações de intervenção para o aluno e com o aluno; • Antecipar o que será desenvolvido e estipular o foco; • Que sejam oportunizados momentos de partilha de informações e dúvidas com os colegas; • Que a turma o receba como parte do grupo compreendendo que ele é capaz de produzir, porém o faz de uma forma diferente.
  2. 1- SUGESTÕES DE ADEQUAÇÕES PEDAGÓGICAS1.1 - SONDAGEM COM USO DE LETRAS MÓVEIS (quando aluno apresenta dificuldadepara a escrita):  em madeira  em papel cartão  em letras imantadas na lousa magnética (CEFAI disponibiliza) Como?  apontando  sinalizando  empurrando1.2 - PRODUÇÃO TEXTUAL UTILIZANDO:  Textos recortados  Texto lacunado para completar  Palavras recortadas  Respostas recortadas embaralhadas para escolha  Exercícios para múltipla escolha  Fichas com figuras e fichas com textos para correspondência  Aceitar a forma como o aluno escreve (Ex: alguns conseguem fazer somente letra bastão)  Ter o professor ou colega como escriba, enquanto o aluno elabora e dita o texto.1.3 - ESCRITA: ADAPTAR ÀS CONDIÇÕES DO ALUNO:  Trazer o texto pronto digitado para o aluno copiar na sua carteira, ampliado com contraste, letra e espaço entre linhas maior, enquanto os colegas copiam da lousa.  Oferecer as atividades digitadas para que o aluno as cole no caderno, oportunizando que ele tenha maior tempo para resolvê-las.  Utilizar caderno, pastas ou fichas de apoio com figuras e imagens pertinente ao tema desenvolvido em cada disciplina.  Uso de máquina de escrever ou computador, se possível ou necessário.  Colar folha avulsa na mesa com fita adesiva.  Menor quantidade de atividades que exijam escrita e maior exploração das que exigem entendimento.
  3.  Ter momentos em que alguém escreva enquanto o aluno indica, ditas ou soletra.  Utilizar lápis jumbo triangular (mais ergonômico) ou engrossadores para lápis, canetas ou pincéis, quando o aluno tem condições para preensão. Tipos de engrossadores que podem ser comprados ou confeccionados com E.V.A.Observação: Solicitar orientação do fisioterapeuta ou Terapeuta Ocupacional para verificar qualmelhor tecnologia assistiva* o aluno necessita.* Tecnologia assistiva é uma expressão utilizada para identificar todo o arsenal de recursos e Serviços que contribuem paraproporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, conseqüentemente, promover vida independentee inclusão.1.4 - LEITURA:  Usar recursos como régua ou cartões de leitura.  Usar cartões com fenda para deixar visível uma linha de cada vez.  Utilizar plano de apoio inclinado para melhor posicionamento.  Usar marcadores de papel ou palito de sorvete para facilitar o manuseio de livros e folhas do caderno.  Disponibilizar com antecedência para o aluno ou familiar a atividade à ser desenvolvida, o mesmo em caso de alunos que faltam muito, devem ter disponibilizado a atividade para estudo em casa.1.5 - ROTINA DIÁRIA AFIXADA NA SALA PODENDO UTILIZAR:  FOTOGRAFIAS  IMAGENS  ESCRITA Trabalhar com calendário diariamente contribui para a organização espacial, temporal ememorização.1.6 - LISTAS DE NOMES COM:  FOTOGRAFIA  IMAGENS
  4.  ESCRITA  EM SUPORTE E MÓVEIS ( VELCRO,EVA, etc) Solicitar a participação do aluno.1.7 - ATIVIDADES EM DUPLA OU GRUPO:  FACILITADOR PROMOVENDO A PARTICIPAÇÃO COLETIVA E GRANDE BENEFÍCIO PARA O ALUNO.1.8 - GARANTIR ACESSO E USO DE TODOS OS ESPAÇOS:  SALA DE LEITURA  INFORMÁTICA  ÁREA EXTERNA  AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA  PASSEIOS (VER COM ANTECEDÊNCIA SE O LOCAL OFERECE ACESSIBILIDADE) O tempo estabelecido para que a turma termine uma atividade proposta, no caso de umaluno com deficiência física que necessite, deve ser ampliado para que ele também possaconcluir. Ao falar com ele deve-se evitar antecipar suas frases e demonstrar paciência enquantoele responde ou participa oralmente das aulas, e ter estabelecido com a turma para que a salatambém esteja preparada para ouvir um colega que apresenta dificuldade na fala. Não exigir do aluno movimentações que ele não tem, oportunizar a sensação domovimento e dar condições de obtenção de sucesso para ele, com recursos que diminuam oesforço físico e o desestimule. Usar material concreto o mais próximo possível do real, o próprio objeto ou imagens sepossível filmadas. Uso do computador com colméia para teclado ou máquina de escrever pode ser umdiferencial marcante. Teclado com colméia de acrílico para que o aluno consiga aperta somente a tecla desejada.
  5. 2 – COMUNICAÇÃO É importante ressaltar que a criança sem condições motoras de fala e que não temcomo expressar verbalmente seu pensamento, pelo fato de estar envolvida no universo social eafetivo da linguagem e ser dele participante, compreende a sua função. Essa criança poderánão apresentar condições de fala, mas pensa. E, quando existe pensamento, existe discursointerior, portanto, poderá existir compreensão do significado das palavras. Deve-se então,considerar que, se essa criança é um indivíduo que pensa, sempre terá algo a dizer e atransmitir, fazendo-se necessário que seu interlocutor tenha predisposição e sensibilidade paracompreender sua forma de linguagem, para então traduzir primeiramente em palavras, depoisem ação, e também para o meio. No caso da criança com paralisia cerebral sem fala, a comunicação gestual própria daspessoas sem comprometimento físico, é muito pouco usada, se não for limitada, devido àdificuldade de coordenação motora decorrente da lesão neurológica, porém existe uma formadiferenciada de comunicação gestual que precisa ser vista como tal. No momento em que,diante de qualquer situação, uma criança com paralisia cerebral sem condições de fala entraem distensão, enrijecendo os músculos do corpo, ela está tentando se comunicar e transmitirseu pensamento. Essa manifestação física precisa ser vista dentro dessa possibilidade e épreciso, então, dar-lhe a devida atenção na tentativa de compreender o que ela quer transmitir.Existe um elemento de extrema importância que negligenciamos numa linguagem gestual eque transcende a fala e as mãos: o olhar. Os olhos falam, transmitem sentimentos, se negam, recusam e aceitam enfim,demonstram que por trás de um olhar existe pensamento, existe compreensão, existe alguémque tem algo a dizer e que precisa ser ouvido. Para realmente ouvir o que quer dizer umacriança que não fala, é preciso fazer um tipo diferente de “escuta” na qual a sensibilidade,tentativas e erros deverão direcionar “o ouvinte” para estabelecer uma eficiente forma decomunicação.2.1 COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA: A Comunicação Aumentativa e Alternativa – CAA é uma das áreas da TA (tecnologiaassistiva) que atende pessoas em fala ou escrita funcional ou em defasagem entre suanecessidade comunicativa e sua habilidade em falar e/ou escrever. Busca, então, através davalorização de todas as formas expressivas do sujeito e da construção de recursos própriosdesta metodologia, construir e ampliar sua via de expressão e compreensão. Recursos comoas pranchas de comunicação, construídas com simbologia gráfica (desenhos representativosde idéias), letras ou palavras escritas, são utilizados pelo usuário da CAA para expressar seusquestionamentos, desejos, sentimentos entendimentos. A alta tecnologia nos permite tambéma utilização de vocalizadores (pranchas com produção de voz) ou do computador, comsoftwares específicos, garantindo grande eficiência na função comunicativa. Dessa forma, oaluno com deficiência, passa de uma situação de passividade para outra, a de ator ou desujeito do seu processo de desenvolvimento. (BERSCH e SCHIRMER, 2005, p. 89) Pranchas industrializadas podem ser utilizadas como materiais para comunicaçãoalternativa. No exemplo na foto abaixo, foram adaptados e colados dois velcros (autocolantes)paralelamente, como fossem pautas de um caderno. Sobre os velcros são fixados as figuraspara comunicação alternativa. Atrás de cada figura também é colado outro velcro parapossibilitar a fixação na prancha. O material que reveste a prancha permite a higienização. Acor de fundo preta permite melhorar o contraste visual com os estímulos na cor branca.
  6. 3 - POSICIONAMENTO É necessário que o aluno esteja posicionado de maneira adequada e confortável paraque ele possa participar da aula sem estar preocupado se irá cair ou sentido dor. Desse modo o professor deve se posicionar sentado à frente deste aluno e se colocar demodo que fique na linha média de seus olhos. Sempre que se orienta um aluno cadeirante deve-se levar em consideração odesconforto para ele em ter que manter a cabeça elevada por muito tempo em posição derotação de pescoço, bem como no caso de alunos que apresentam espasticidade essa rotaçãode pescoço pode levar à fadiga e à movimentação involuntária de extensão de membrosuperior e inferior desencadeado por tal movimentação. incorreto correto incorreto correto incorreto correto
  7. incorreto correto No caso desta aluna, acontece uma hipertonia extensora do pescoço, sempre que elaeleva a cabeça para cima e para trás, para ver o (a) professor (a) ou o material. Estímulosdevem ficar na altura dos olhos do aluno. incorreto correto Ao baixar a cabeça, ele perde o tônus extensor e aumenta a atividade flexora. A soluçãopara ele foi colocar o teclado em um plano inclinado e, neste caso, sua cabeça não baixará,mantendo a qualidade de tônus postural. Lembrá-lo sobre sua postura sempre que perceber que está negligenciando parte docorpo, principalmente a cabeça ou a boca aberta promovendo o controle da baba, e retiradado pano para limpá-la.4 - MOBILIÁRIO E CADEIRA DE RODAS O Mobiliário que faz uso deve estar de acordo com seu tamanho e necessidades,podemos ter como exemplo uma cadeira de rodas, que deve conter os itens necessários àlimitação apresentada pelo aluno como cavalo abdutor, escavação no encosto, largura doacento, apoio para o pescoço, apoios laterais para o braço, apoio para os pés, trava para asrodas, entre outros itens. Conforme a criança cresce esses itens necessitam de ajustes, remoção ou substituição.O olhar do professor é muito importante para verificação de se o aluno está confortavelmenteposicionado, e se o mobiliário tem prescrição de profissional habilitado. Em hipótese alguma se pode utilizar de mobiliário de outro aluno, sob pena de seresponsabilizar por danos causados à saúde e deformidades que se possam instalar neste. Deve-se solicitar ao especialista (fisio ou terapeuta ocupacional) indicação de mobiliárioadaptado adequado ao aluno.
  8. BIBLIOGRAFIABERSCH, RITA. INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA ASSISTIVA (WWW.assistiva.com.br)Brasil. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília. MEC/SEESP, 1988.Brasil. Saberes e práticas da inclusão: dificuldades acentuadas de aprendizagem: deficiênciamúltipla. Brasília. MEC/ SEESP, 2003.Brasil. Atendimento Educacional Especializado. Brasília. MEC/ SEESP, 2007.Para ter acesso aos livros do MEC entrar em www.mec.org.br, clicar em Secretarias, SEESP(Secretaria de Educação Especial) e publicações.O texto foi elaborado a partir de recortes dos títulos acima pelas PAAIs Andréa e Keila CEFAI –São Miguele-mail:Andréa – aaires@prefeitura.sp.gov.br ou andaires@ig.com.brKeila – bruxake@hotmail.com

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