Viagens por entre linhas: reflexões sobre um caminho sempre a-fazer

  • 2,837 views
Uploaded on

Projecto de Promoção da Leitura das Bibliotecas Municipais de Oeiras para o 1º Ciclo.

Projecto de Promoção da Leitura das Bibliotecas Municipais de Oeiras para o 1º Ciclo.

  • Full Name Full Name Comment goes here.
    Are you sure you want to
    Your message goes here
    Be the first to comment
No Downloads

Views

Total Views
2,837
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1

Actions

Shares
Downloads
75
Comments
0
Likes
1

Embeds 0

No embeds

Report content

Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
    No notes for slide

Transcript

  • 1. Viagens por entre linhas – reflexões sobre um caminho sempre a-fazer
  • 2.  
  • 3.
    • 'Aprender é a clara essência da hominidade'
    • Michel Serres – O Terceiro Instruído
  • 4.  
  • 5.
    • Partir, abrir portas para outras portas,
    • errar, provocar a errância...
    • Também nós partimos para aprender a ensinar,
    • para ensinar a aprender
    • Cada novo dia
  • 6.
    • “ Aprender provoca a errância”
    • Michel Serres – O Terceiro Instruído
  • 7.
    • Aprender implica a acção de uma viagem…
    • Aprender é crescer, modificar-se, deixar-se cativar – criar laços – apropriar-se do mundo, torná-lo presente.
  • 8.
    • Educar, ser esse outro que convoca à partida, é provocar transformações, levar a descobrir, orientar nos caminhos, às vezes tortuosos, surpreendentes – também felizes –, que a viagem abre ao aprendiz.
  • 9.
    • “ O homem só é verdadeiramente homem quando é lúdico”
    • Schiller, F. – Cartas sobre a educação estética do homem
  • 10.  
  • 11. - A ludicidade expressa a capacidade transformadora e criativa, adaptativa e transgressora própria da imaginação; - Na e pela acção de imaginar, experimentamos essa “beleza de sermos criadores”1 , que é, talvez, o mais próprio da nossa condição humana. 1 Garaudy – Esthétique et invention du futur
  • 12.
    • ‘ A educação é sempre provocante.‘ 2
    • 2 Osterrieth, P.A., Faire des Adultes, 9ème ed., C. Dessart Éditeur,Bruxelles, 1971, p. 39.
  • 13.
    • Estas orientações pedagógicas são transversais a toda a acção educativa
    • (família, jardim-de-infância, escola, biblioteca ou num serviço educativo de um museu)
  • 14.
    • O nosso propósito:
    • - compreender em que medida estas orientações gerais podem desenvolver-se no contexto específico das bibliotecas públicas,
    • - os projectos e actividades para a infância na biblioteca pública devem assumir-se como um serviço educativo, com toda a responsabilidade social e cultural que essa intervenção implica.
  • 15.
    • Assumir na íntegra as missões-chave da biblioteca pública enunciadas no Manifesto da UNESCO:
    • Objectivo:
    • Criar e fortalecer hábitos de leitura nas crianças, desde a primeira infância ; apoiar a educação individual e a autoformação, assim como a educação formal a todos os níveis; estimular a imaginação e criatividade das crianças e jovens.
    • O projecto Viagens por Entre Linhas procurou assumir-se como um projecto educativo a médio e longo prazo, apostando no trabalho de cooperação com os educadores, professores e responsáveis pelas bibliotecas escolares do Concelho de Oeiras.
  • 16.
    • A assunção do papel que as bibliotecas públicas podem assumir na formação de crianças leitoras encontra-se definida, à partida, no Programa Municipal de Promoção da Leitura Oeiras a Ler , que prevê a criação de projectos continuados como linha de acção estratégica para a primeira e segunda infâncias.
  • 17.
    • Plano operacional:
    • Factores determinantes:
    • - o empenho das técnicas afectas ao projecto no sentido de cativar os agentes educativos;
    • - o empenho dos educadores e professores e de alguns responsáveis pela bibliotecas escolares no sentido de sensibilizar os órgãos de gestão dos jardins-de-infância e das escolas para a importância de integrar esta valência nos respectivos projectos educativos.
  • 18.
    • O trabalho prévio das técnicas da biblioteca iniciou-se alguns meses antes e foi estruturado por fases:
    • - Selecção de uma bibliografia de referência para a infância, por géneros, a partir da qual seriam escolhidos os livros para as actividades;
    • - Concepção de um projecto com condições de exequibilidade, suficientemente versátil para permitir uma abordagem de trabalho continuado e abordagens pontuais de qualidade;
  • 19.
    • - Início de um trabalho de Grupo de Leitura, com o objectivo de conhecer e seleccionar um conjunto de livros de referência para a infância a constar de folhetos informativos periódicos para pais, educadores e professores;
    • Investimento na formação interna das técnicas da biblioteca afectas aos Sectores Infantis e Juvenis.
    • (Ex: o Círculo de Estudos Ler para Crescer, que reuniu 8 especialistas nas áreas da literatura para infância, psicologia da educacional e estratégias de animação da leitura)
  • 20.
    • A abertura de um espaço-tempo favorável à formação de crianças leitoras
    • Concertação de estratégias entre os mediadores da leitura no jardim-de-infância e na escola e os mediadores da leitura na biblioteca.
    • A tomada de consciência da responsabilidade que reveste o trabalho dos actores da animação da leitura:
    • - o compromisso perante os objectivos propostos;
    • - o entusiasmo permanente e renovado pela leitura;
    • - um bom nível de conhecimento geral sobre o processo de leitura e escrita e sobre literatura para a infância;
    • - formação continuada e o contacto regular com o grupo [1] .
    • [1] Com base nas cinco características básica dos actores da animação da leitura definidas por Miguel Rodriguez Fernández – Animación a la lectura in Hábitos lectores y animación a la lectura
  • 21.
    • Do Projecto Viagens por Entre Linhas:
    • 1. Objectivos:
    • Criar condições favoráveis à formação de crianças leitoras através de estratégias concertadas entre os técnicos de Biblioteca e Documentação, os professores e parceiros especializados;
    • 2. Responsabilidades da Biblioteca Municipal:
    • - Fornecer às escolas de um pacote de actividades no qual se incluem:
  • 22.
    • - Temáticas a trabalhar, em função das quais são seleccionados livros;
    • - Documentos seleccionados em função de temas próximos das unidades curriculares, abrangendo diferentes géneros (conto tradicional, poesia, conto, adivinhas, lenga-lengas, provérbios, trava línguas) e tendo em conta 1) a qualidade do texto, 2) a qualidade da ilustração e 3) a qualidade do livro enquanto objecto;
  • 23.
    • Um Dossier de Apoio ao professor, do qual farão parte: 1) uma selecção bibliográfica de livros para a infância; 2) uma selecção bibliográfica de livros sobre literatura para a infância – 2ª fase; 3) Pistas de trabalho e propostas de actividades;
    • - Fichas de apoio à leitura;
    • Ficha de apoio à criação de uma pequena biblioteca de turma: 1 Ficha de leitor para cada aluno (pai/mãe/avó/irmão), 1 Ficha de Opinião;
  • 24.
    • - Promover Círculos de Estudos, Acções de Formação, Seminários para os professores nos espaços das BM, através do Centro Oeiras a Ler , ministradas por especialistas convidados, de carácter teórico-prático.
  • 25.
    • Agendar e dinamizar reuniões mensais com os técnicos da BM, professores e parceiros;
    • - Distribuir os pacotes de temáticos pelas escolas e assegurar a sua circulação pelas escolas afectas ao projecto;
  • 26.
    • 3. Responsabilidades das escolas:
    • - Participar regularmente nas actividades;
    • - Trabalhar em parceria com os técnicos da BM e os demais parceiros;
    • - Participar nas Acções de Formação propostas no âmbito do Projecto;
    • - Desenvolver actividades de promoção da leitura, nomeadamente a da criação de uma pequena biblioteca de turma;
  • 27.
    • Promover mensalmente uma actividade que dinamize a biblioteca de turma e estimule a ida dos pais e familiares dos alunos à escola nesse âmbito (hora do conto dinamizada pelo professores, pelos alunos e pelos pais, avós, tios, outros familiares ou amigos; encontro com escritores);
    • - Convidar os técnicos da BM e os parceiros para participarem nas iniciativas promovidas no âmbito do projecto desenvolvido com as turmas;
  • 28.
    • Gerir os empréstimos domiciliários dos títulos constantes dos pacotes e zelar pelo seu estado de conservação;
    • Devolver os títulos emprestados no prazo determinado;
    • - Procurar apoio junto dos técnicos das BM e dos parceiros sempre que julguem importante.
  • 29.
    • Fazer um Livro de Bordo, um diário (ou um semanário) das actividades desenvolvidas e atribuir-lhe criativamente outras funções (construção de uma história colectiva, da história nasce um poema – pedir aos alunos que construam um poema a partir de uma história, colagem de notícias/crónicas/imagens da imprensa que tenham relação com os livros lidos, etc…);
  • 30.
    • Temas a trabalhar:
    • - As histórias que eu sou
    • (Selecção de contos populares/tradicionais, lenga-lengas, clássicos da literatura infantil);
    • - Olhos de gigante, Coração de pássaro
    • (Selecção de poesia e prosa poética);
  • 31.
        • No Castelo do Barba Azul
        • (Selecção de uma história com componente de aventura. Um dos objectivos a explorar poderá ser o de iniciar os meninos na pesquisa e recuperação da informação em ambiente informático);
        • A minha casa é um planeta
        • (Selecção de livros sobre os temas da natureza e do universo);
  • 32.
        • - Gente de carne e osso (Selecção de livros sobre o corpo humano e a sua constituição – órgãos e funções; os sentidos; as emoções; os sentimentos e afectos; a sexualidade).
  • 33.
    • Porquê promover a leitura, realizando um trabalho de animação com estas características?
    • De uma forma sucinta diremos: porque ler as palavras é ler o mundo .
  • 34.
    • A aprendizagem da leitura faz-se acompanhar do desenvolvimento necessário de processos cognitivos complexos:
    • - ler supõe reconhecer signos mas este reconhecimento é somente uma fase elementar de um processo complexo, construtivo e integrador que implica conhecimentos prévios, colocação de hipóteses, antecipações, estratégias para interpretar ideias implícitas ou explícitas;
  • 35.
    • ler é conhecer: implica e promove a compreensão, obriga a fazer predições, desenvolve a atenção e a memória, desenvolve o pensamento estrutural
    • (compreensão de um percurso, estabelecimento de relações, dialéctica permanente entre o lido e que se sabe e/ou julga saber)
  • 36.
    • A leitura é estruturante no desenvolvimento do pensamento e é nessa medida que pode falar-se de vários níveis de alfabetismo ou literacia.
  • 37.
    • Promover a leitura através destas Viagens tem, antes de mais, o propósito de contribuir para uma acção educativa efectivamente apostada em formar cidadãos com capacidade de leitura compreensiva, reflexiva e crítica do mundo.
  • 38.
    • Com capacidade de sonhar
    • De saber que o sonho é uma constante da vida
    • E que sempre que um homem sonha
    • O mundo pula e avança
    • Como bola colorida
    • Entre as mãos de uma criança…
  • 39.  
  • 40.  
  • 41.  
  • 42.  
  • 43.  
  • 44.  
  • 45.  
  • 46.  
  • 47.  
  • 48.  
  • 49.  
  • 50.