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Como consumidores e marcas podem estabelecer parcerias para construir um mundo melhor.

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  • 1. We FirstComo consumidores e marcas podem estabelecer parcerias para construir um mundo melhor.Por Simon Mainwaring
  • 2. WE FIRST_ SIMON MAINWARINGComo consumidores e marcas podemestabelecer parcerias para construirum mundo melhor. Simon Mainwaring.
  • 3. WE FIRST_ SIMON MAINWARINGHá três anos atrás, li o discurso feito por Bill Gates no Fórum Econômico Mundial em Davos, em janeiro de 2008. Na ocasião, Gates era o homem mais rico do mundo e também o maior filantropo, uma ironia que me intrigou ao ler sua mensagem. Ele advertia que a filantropia e os governos não poderiam mais dar conta dos problemas do mundo. Ele fez o chamado para que empresas aceitassem uma nova lógica, onde deveriam assumir uma maior responsabilidade no desenvolvimento de soluções para os enormes problemas que assolam sem fim nosso planeta, em especial nos países em desenvolvimento onde a pobreza frequentemente impede lucros suficientes que justifiquem a atenção das corporações.
  • 4. WE FIRST_ SIMON MAINWARINGEle destacou que os atuais governos e esforços filantrópicos são insuficientes em relação ao necessário para transformar as vidas de milhões de pessoas menos afortunadas ao redor do mundo. Gates propôs um desafio aos delegados, lideranças do mercado e aos chefes de estado na conferência:
  • 5. WE FIRST_ SIMON MAINWARING“Gostaria de pedir a todos os presentes – sejam vocês ligados ao  mundo das empresas, do governo ou sem fins lucrativos – a  envolver‐se em um projeto de capitalismo criativo no próximo  ano. Não precisa ser um projeto novo; pode ser um projeto já  em andamento, e ver onde você poderia “esticar” um pouco  mais o alcance das forças do mercado para ajudar a empurrar  as coisas à frente. Quando você oferece ajuda internacional,  quando faz doações, quando você tenta mudar o mundo – você poderia encontrar formas de colocar o poder das forças  de mercado por trás dos esforços para ajudar os pobres?”
  • 6. NÓS PRIMEIRO_ SIMON MAINWARINGSuas palavras “capitalismo criativo” para “mudar o mundo” ficaram na minha mente. Como poderia o capitalismo criativamente colocar as forças do mercado para trabalhar para um mundo melhor? Seria possível inspirar as lideranças do mundo corporativo a recriar seu papel de forma a equilibrar seu auto‐interesse de lucratividade para seus acionistas com a necessidade de aumentar massivamente os recursos dedicados a transformação social local? Poderia o mundo corporativo desenvolver uma visão de um diferente tipo de capitalismo que não só desfizesse o estrago feito no passado, mas também transformasse o mundo dos negócios em um sustentável motor do progresso?
  • 7. NÓS PRIMEIRO_ SIMON MAINWARING• As mídias sociais como resposta_ Como profissional de publicidade e marcas, passei minha vida  trabalhando em ideias criativas para campanhas de marketing de  marcas de sucesso como Nike, Toyota e Motorola. Quando li o  discurso de Bill Gates, as mídias sociais já tinham impactado a  comunicação e o relacionamento entre marcas e consumidores.  Havia uma migração em massa da atenção na mídia tradicional,  usada pelas marcas para falar com os consumidores e vender seus  produtos (por exemplo, redes de televisão, revistas e jornais), uma  vez que os consumidores se voltarampara o mundo digital da  internet, smartphones e das redes de mídia social como Facebook e  Twitter. Me perguntei se essas mudanças nas empresas e no  envolvimento dos consumidores poderia desencadear uma solução  para a transformação social que nunca havia sido possível antes. 
  • 8. WE FIRST_ SIMON MAINWARING •As mídias sociais como resposta_Paulatinamente, novas ideias surgiram. Estamos testemunhando uma dinâmica inteiramente nova, emergindo entre consumidores e marcas. Consumidores de toda parte do mundo estão conectados como nunca, ganhando acesso a ferramentas de comunicação que lhes permite falar entre si, compartilhar e publicar suas ideias e opiniões, e organizar o ativismo social de formas mais poderosas do que em qualquer outra época de nossa história.
  • 9. WE FIRST_ SIMON MAINWARING• As mídias sociais como resposta_ Por meio das mídias sociais, os consumidores agora têm a  capacidade de responder para as empresas e expor seus  maus comportamentos. Eles podem cada vez mais agir no  seu interesse de ver as empresas assumindo uma maior  responsabilidade social para com o mundo – usando suas  vozes e suas carteiras para recompensar marcas  conscientes e bem intencionadas, ao falar sobre elas,  referenciá‐las, recomendá‐las e comprando delas. Podem  também usar seu poder para denunciar não somente as  empresas que ofertam maus produtos, mas também  aquelas cujas mensagens não são autênticas, que fazem  falsas promessas e as que não são sustentáveis e  apresentam comportamentos sociais irresponsáveis.
  • 10. WE FIRST_ SIMON MAINWARING Mas ao mesmo tempo, as mídias sociais oferecem às marcas novas oportunidades. Por meio das redes sociais, podem alcançar e envolver as audiências de formas mais profundas e significativas. As marcas podem encontrar o que “fisga” seus consumidores, e usar as mídias sociais para construir relacionamentos mais fortes, obtendo maior fidelidade. Então percebi as mídias sociais como introdutoras dessa nova dinâmica com potencial de tornar‐se força motriz de mudança. Um “ganha‐ganha‐ganha” para consumidores, marcas e para o mundo. Consumidores podem aproveitar seu poder de compra para recompensar as empresas que participam na construção de um mundo melhor, enquanto coordenam sua influência nas mídias sociais para punir aquelas que falham ao não aceitar uma responsabilidade social mais ampla. 
  • 11. WE FIRST_ SIMON MAINWARINGEmpresas podem ser mais ágeis ao responder ao desejo de seus consumidores, e fazendo isso construir uma comunidade global para seus produtos, o que eu chamo de “nações de marca”. E o mundo se beneficia porque, juntos, consumidores e marcas podem começar uma forma de parceria que torna todo o setor privado em um terceiro pilar de mudança, apoiando governos e a filantropia. Essa nova dinâmica pode provar‐se precisamente a solução para o problema de engajamento das empresas para repensar a lucratividade, como Bill Gates esperava.
  • 12. WE FIRST_ SIMON MAINWARING Por meio das mídias sociais, os consumidores agora têm a capacidade  de responder para as empresas e  expor seus maus comportamentos.
  • 13. WE FIRST_ SIMON MAINWARING• As bases para uma nova visão decapitalismo Decidi responder ao desafio de Bill Gates e tentar criar um  novo paradigma para o capitalismo que daria conta da  mudança no equilíbrio de poder entre empresas e  consumidores. Não sou economista, mas acredito que minha  visão de mercado me credencia a oferecer alguns insights de  valor. Além disso, uma rápida pesquisa mostrou que eu não  era a única pessoa nesse terreno, uma vez que nos últimos  cinco anos, muitos pensadores reconhecidos tem afirmado  que o capitalismo tinha perdido seu caminho e precisava de  uma séria reengenharia. Esses críticos não são radicais ou  revolucionários, mas economistas de ponta e visionários  sociais.
  • 14. WE FIRST_ SIMON MAINWARING• As bases para uma nova visão decapitalismo Estamos testemunhando uma dinâmica  inteiramente nova, emergindo entre  consumidores e marcas.
  • 15. WE FIRST_ SIMON MAINWARING• As bases para uma nova visão decapitalismo Noreena Hertz, uma economista britânica, propôs o  capitalismo cooperativo; John Mackey, CEO da WholeFood,  criou o capitalismo consciente; o pensador UmairHaque inventou o capitalismo construtivo, e o chefe do escritório da  revista The Economist, Matthew Bishop e seu colega Michael  Green escreveram sobre o Filantrocapitalismo. Algumas de  suas propostas foram adotadas em algumas empresas, tendo  um impacto muito pequeno nas escolas de negócio e em  alguns conselhos de administração. Entretanto ainda não  alcançaram o impacto na população, requerido para levar a  mudança social para a escala necessária.
  • 16. WE FIRST_ SIMON MAINWARING•As bases para uma nova visão decapitalismo Minha proposta para um novo tipo de capitalismo foi baseada  em três fatores reais e mensuráveis que têm impacto no  mercado, tanto para os consumidores como para as marcas:
  • 17. WE FIRST_ SIMON MAINWARING1. Consumidores querem um mundo melhor, não apenas melhores  aparelhos. O movimento ambientalista marcou o começo de uma  consciência dos consumidores de que o mundo dos negócios não  pode fechar os olhos para o planeta – e de que eles tinham o  poder de pressionar as empresas. A partir do movimento  ambientalista, entretanto, observamos nos dias de hoje que a  consciência dos consumidores sobre a responsabilidade social das  empresas está se expandindo em muitas novas áreas:  sustentabilidade, conduta ética, comércio justo, direitos dos  trabalhadores, análise do ciclo de vida, e tripé da  sustentabilidade. Os consumidores estão cada vez mais  aumentando o apoio às empresas que buscam uma maior  responsabilidade social por meio de seus procedimentos  operacionais, bem como por meio de suas contribuições em  forma de doação e marketing relacionado a causas.
  • 18. WE FIRST_ SIMON MAINWARING2. O futuro do lucro é o propósito. Estudos de pesquisa de  mercado como a Cone Cause EvolutionStudy e a Edelman  GoodpurposeSurvey demonstram que consumidores  acreditam que as empresas devem colocar igual peso aos  interesses da sociedade e aos resultados de seus  negócios. Os estudos mostram que os consumidores  preferem fechar negócio com empresas que apoiam causas e que eles inclusive mudariam para uma marca  que apoia uma causa se os preços forem similares.
  • 19. WE FIRST_ SIMON MAINWARING3. Consumidores e empresas precisam estabelecer parcerias na  construção de um mundo melhor, formando um terceiro pilar de  mudança social para apoiar governos e a filantropia. O mundo  está em um impasse. Os governos estão cada vez ais em débito e  não têm mais recursos para lidar com os problemas domésticos,  muito menos para lidar com as crises do mundo em  desenvolvimento. O investimento filantrópico está perdendo  muito de seus recursos devido à recessão financeira que reduziu  as doações em bilhões de dólares em 2008. O esgotamento dos  doadores tem sido um problema persistente. É hora do setor  privado tornar‐se um terceiro pilar de mudança, utilizando seus  vastos recursos, expertise, gerenciamento e redes de distribuição  para apoiar na luta contra as crises humanitárias mais sérias:  pobreza, má nutrição, mortalidade infantil, analfabetismo e  desemprego.
  • 20. WE FIRST_ SIMON MAINWARING• Do Eu Primeiro para o We First_Esses princípios fundamentais me inspiraram a propor o que chamo de “Capitalismo do We First” – um paradigma de comércio oposto ao “Capitalismo do Eu Primeiro” que tem dominado nosso pensamento e comportamento até agora. O capitalismo do WeFirst afirma que não podemos mais aceitar a prática de capitalismo míope, de curto prazo e do lucro pelo lucro que convidamos as empresas e os consumidores a se engajar hoje. Permitir que cada indivíduo, cada investidor, cada empresa, e cada nação pensem somente em seu autointeresse e lucros não é a solução para criar um mundo mais pacífico, próspero e equânime. 
  • 21. WE FIRST_ SIMON MAINWARING• Do Eu Primeiro para o We First_ A transformação do Eu Primeiro para o We First não é mais  uma opção, porque nos agora vivemos em um mundo  globalizado, interconectado, complexo , com 7 bilhões de  pessoas que precisam de uma parte dos recursos e da  prosperidade que a Terra oferece. O capitalismo não pode  mais ser um sistema de uma elite econômica cujos resultados  financiem um grupo limitado de pessoas, deixando bilhões de  outros vivendo sem oportunidade ou esperança. As conexões  entre nós crescem e se estreitam, de forma que as ações de  um único indivíduo, banco, empresa ou nação podem ter um  impacto imediato e negativo em milhões de outras pessoas. 
  • 22. WE FIRST_ SIMON MAINWARING • Do Eu Primeiro para o We First_No paradigma do We First, precisamos reconhecer que a prosperidade é o bem‐estar de muitos, não de uma pequena parcela de privilegiados. O modelo mental do We First nos ajuda a ultrapassar os atoleiros de tantos debates filosóficos e análises econômicas, para que possamos focar em soluções factíveis, pragmáticas e realistas orientadas por objetivos significativos capazes de colaborar para o avanço de nosso mundo.
  • 23. WE FIRST_ SIMON MAINWARING • Quatro mudanças de mentalidade_Quatro mudanças de mentalidadeNo capitalismo do Eu Primeiro, marcas e consumidores reconhecem suas necessidades para trabalhar em conjunto como parceiros para transformar todo o setor privado em um terceiro pilar de mudança, apoiando governos e a filantropia. A transição envolve alterar tanto os modelos mentais como comportamentos; ela exige eliminar nossas maneiras egoístas de agir e trocá‐las por ações socialmente responsáveis, em alinhamento com as dinâmicas globais do século XXI.No caso das empresas, We First requer quatro mudanças principais em como elas pensam: 
  • 24. WE FIRST_ SIMON MAINWARING • Quatro mudanças de mentalidade_1. Redefinir o autointeresse. O capitalismo do Eu Primeiro é inclinado  a permitir o egoísmo e o excesso para substituir qualquer significado  razoável de autointeresse. Empresas e investidores frequentemente percebem seu autointeresse somente em termos de maximização  de lucros, sem considerar qualquer consequência negativa que lhes  toca com relação ao meio ambiente ou a sociedade. Essa é uma  visão míope de autointeresse, na qual não podemos mais definir  práticas de forma tão limitada e com frequência pessoalmente  egoísta. Precisamos de CEOs, conselhos de administração,  investidores e stakeholders de empresas que comecem a pensar no  longo prazo e a reconhecer que nossos mútuos autointeresses frequentemente oferecem benefícios maiores que as recompensas  imediatas de nosso autointeresse individual.
  • 25. WE FIRST_ SIMON MAINWARING • Quatro mudanças de mentalidade_2. Integrar propósito no lucro. A segunda mudança de  mentalidade que precisamos fazer diz respeito ao lucro  versus o propósito. No livre capitalismo de mercado, o lucro  pelo lucro tornou‐se o único objetivo, missão, e objetivo de  qualquer empresa, em detrimento do mundo. Empurradas  pelos investidores, empresas raramente prestam atenção  sobre os propósitos que podem integrar em suas atividades,  e muitos economistas argumentam constantemente que as  empresas não têm responsabilidade para com a sociedade,  somente para com seus acionistas. Essa é a atitude do Eu  Primeiro que não podemos mais aceitar atuante no mundo  de hoje, com enormes problemas econômicos, políticos e  sociais. Consumidores estão cada vez mais demandando que  empresas prestem atenção igualmente a propósitos sociais e  ao lucro.
  • 26. WE FIRST_ SIMON MAINWARING• Quatro mudanças de mentalidade_3. Expandir a noção de sustentabilidade. Normalmente  pensamos na sustentabilidade aplicada somente ao meio  ambiente. Mas a abordagem do We First sugere que  devemos extender a ideia de sustentabilidade para muito  além disso. O capitalismo do We First deve ser sustentável,  economicamente, moralmente, socialmente, eticamente e  ambientalmente. Como um sistema econômico, o  capitalismo deve criar em cada um desses domínios as  condições para o sucesso no longo prazo, não apenas  recompensas imediatas.
  • 27. WE FIRST_ SIMON MAINWARING• Quatro mudanças de mentalidade_4. Re‐incutir valores nas práticas de negócio. A quarta mudança  de mentalidade envolver o reconhecimento de que nossa  filosofia de capitalismo perdeu os valores humanos. Muitas  empresas manipulam, fraudam e criam condições para uma  corrida até o fim entre competidores. Na abordagem do We First, devemos re‐incutir valores em como as empresas e as  pessoas fazem negócio, Todas as empresas precisam adotar  esses valores profundamente, valores como accountability,  recompensas justas, responsabilidade, cidadania global e  sustentabilidade.
  • 28. WE FIRST_ SIMON MAINWARING• Quatro mudanças de mentalidade_Essas quatro mudanças são a essência do We First. Eles  são a base para como nós, como sociedade, podemos fazer a transição para fora das práticas e costumes que permitíssemos que comprometessem o capitalismo de  livre mercado.No capitalismo do Eu Primeiro, marcas e consumidores  reconhecem suas necessidades para trabalhar em  conjunto como parceiros...
  • 29. WE FIRST_ SIMON MAINWARING • Consumo contribuinte_We First também propõe um outro passo par a transformação do capitalismo em um motor de prosperidade perpétua. Essa é a ideiaque chamo de“consumo contribuinte”, no qual cada transação do consumidor por produtos e serviços incluem um percentual para ser usado como contribuição para construir um mundo melhor. O consumo contribuinte vai além das quatro mudanças em como as empresas praticam o capitalismo, terminando na falsa separação entre viver e doar. Como marcas e consumidores interagem no comércio ordinário de nossa vida cotidiana, usamos cada única compra para gerar uma doação a uma causa.
  • 30. WE FIRST_ SIMON MAINWARING • Consumo contribuinte_O consumo contribuinte é um meio eficiente para chegar aos recursos, alcançar e autoperpetuar dinâmicas de consumo dentro do setor privado. Muitas empresas têm já seus programas de “marketing relacionado à causa” (CRM), nos quais doam para uma causa a cada compra de um de seus produtos, mas essas são campanhas específicas e de tempo limitado, ineficientes para gerar os recursos necessários para lidar com as demandas provocadas pelas crises que impactam o mundo. Precisamos de programas maiores e mais abrangentes como o que o consumo contribuinte se verdadeiramente quisermos criar soluções para reparar o mundo no tempo de nossas vidas. O consumo contribuinte tem o potencial para transformar cada shopping center, cada loja ou cada pequeno armazém, de monumentos ou locais de consumo autointeressado em motor de mudança social para o benefício de todos.
  • 31. WE FIRST_ SIMON MAINWARING O consumo contribuinte tem o potencial para  transformar cada shopping center, cada loja ou cada  pequeno armazém, de monumentos ou locais de consumo autointeressado em motor de mudança social  para o benefício de todos.
  • 32. WE FIRST_ SIMON MAINWARING1. A mais impactante forma em que o consumidor pode exercer seu  poder é tornar‐se um comprador consciente, oferecendo seu  dinheiro somente a empresas socialmente responsáveis. Dezenas  de sites na internet, como o brandkarma.com, estão disponíveis  para consumidores pesquisarem as empresas mais responsáveis  das quais podem adquirir seus produtos e serviços. Aplicativos  para smartphones como o GoodGuide oferecem um guia direto  para as prateleiras.2. Canalize suas negociações para empresas com certificação, que  passaram por rigorosos processos de avaliação que garantem seu  compromisso com práticas de negócio socialmente responsáveis.  Existem atualmente 415 empresas certificadas como socialmente  responsáveis em 54 tipos de indústria ao redor dos Estados  Unidos.
  • 33. WE FIRST_ SIMON MAINWARING3. Mova seus investimentos pessoais e fundos de pensão para  investimentos socialmente responsáveis (SRI). São fundos  que apoiam apenas empresas que assumem alto padrão de  comportamento. 4. Apoie empreendedores sociais que começam seus negócios  com a missão de oferecer bens e serviços com propósito. (ou  torne‐se um empreendedor social você mesmo).5. Dê ênfase a compras que impactam em causas. Compre      produtos ligados a campanhas de marketing relacionado a  causas.
  • 34. WE FIRST_ SIMON MAINWARING6. A mais impactante forma em que o consumidor pode  exercer seu poder é tornar‐se um comprador consciente,  oferecendo seu dinheiro somente a empresas socialmente  responsáveis. Dezenas de sites na internet, como o  brandkarma.com, estão disponíveis para consumidores  pesquisarem as empresas mais responsáveis das quais  podem adquirir seus produtos e serviços. Aplicativos para  smartphones como o GoodGuide oferecem um guia direto  para as prateleiras.7. Canalize suas negociações para empresas com certificação,  que passaram por rigorosos processos de avaliação que  garantem seu compromisso com práticas de negócio  socialmente responsáveis. Existem atualmente 415  empresas certificadas como socialmente responsáveis em  54 tipos de indústria ao redor dos Estados Unidos.
  • 35. WE FIRST_ SIMON MAINWARING8. Use a tecnologia para contribuir com a mudança  social o mais que puder. Doe para organizações da  sociedade civil via mensagem de texto de seu  smartphone, ou registre seus cartões de crédito em  novos sites de empreendedorismo social como o  SwipeGood ou SocialVest.9. Envolva‐se em diálogos positivos com marcas para  mostra‐las quais os benefícios que elas obtém ao  estabelecer parcerias com consumidores em  iniciativas para transformação social.10. Celebre e recompense marcas que empreendem na  busca de liderança socialmente responsável.
  • 36. WE FIRST_ SIMON MAINWARING • O manifesto We First_ O objetivo do We First é portanto mudar a prática do capitalismo de livre mercado ao utilizar a nova dinâmica entre marcas e consumidores para criar uma parceria para a mudança social. Nós Podemos se baseia na crença de que o pensamento egoísta do Eu Primeiro prejudica nossos negócios e as vidas de milhões de pessoas ao redor do mundo – e nós não podemos deixar que esse tipo de capitalismo continue. Essa abordagem afirma que um futuro melhor depende da integração entre o lucro e o propósito no setor privado. We First propõe os seguintes 10 princípios para guiar as práticas no mundo dos negócios:
  • 37. WE FIRST_ SIMON MAINWARING• O manifesto We First_1. Acreditamos que as empresas têm o direito de inovar,  empreender e ter lucro enquanto os consumidores têm o  direito a uma sociedade saudável e ao planeta onde viver.2. Reconhecemos que uma comunidade global e  interdependente precisa de uma definição mais ampla de  autointeresse que considera as necessidades de todos os  habitantes do planeta.3. Definimos sucesso através da prosperidade que significa o  bem‐estar de muitos, não a riqueza de poucos.4. Acreditamos que o futuro do lucro é o propósito.
  • 38. WE FIRST_ SIMON MAINWARING • O manifesto We First_5. Acreditamos que os interesses de empresas e consumidores são  melhor atendidos através de uma prática sustentável de  capitalismo – economicamente, moralmente, eticamente,  ambientalmente e socialmente.6. Acreditamos que empresas e consumidores devem uns aos  outros um igual dever de transparência, autenticidade e  accountability.7. Acreditamos que tecnologia social, negócios e compras tem  potencial para mudar o mundo através de novas formas de  envolvimento, colaboração e contribuição.
  • 39. WE FIRST_ SIMON MAINWARING • O manifesto We First_8. Acreditamos que valores que informam nossa prática  cotidiana de capitalismo incluem sustentabilidade, justiça  nas recompensas, responsabilidade fiscal, accountability,  propósito, envolvimento e cidadania global.9. Acreditamos que empresas e consumidores estão  incumbidos do dever de servir como protetores do bem‐ estar global para esta e futuras gerações.10. Acreditamos que o setor privado deve cooperar, colaborar e  coordenar com governos e organizações sem fins lucrativos  para criar uma força unificada para o bem social.
  • 40. WE FIRST_ SIMON MAINWARING • Chamado à Ação_ Mudar como nós abordamos o capitalismo não é mais uma questão abstrata, filosófica ou idealista. Nós não temos mais tempo para hesitar. Se permitirmos que o capitalismo continue do jeito que está – no caminho que nos levou a crise financeira de 2008 – vamos nos encontrar vivendo em um mundo danificado, cada vez mais em risco devido as enormes disparidades econômicas, caos político e disfunção social. We First propõe passos reais e práticos que consumidores e empresas podem adotar colaborativamente para começar uma transformação social substantiva. 
  • 41. WE FIRST_ SIMON MAINWARING • Chamado à Ação_ Se você é um CEO ou executivo em uma corporação, dono de um pequeno negócio, um consumidor, um cidadão preocupado, seria lógico que você também reconhecesse a necessidade de reparar esse capitalismo falho que permitimos que se desenvolvesse. O capitalismo não é imutável. Podemos moderar seus excessos, regular seu potencial de abuso e aparar suas arestas para transforma‐lo em um mais poderoso motor de prosperidade para o benefício da humanidade.
  • 42. Sobre o autor_• Simon Mainwaring é fundador do We First, uma consultoria de ‘social branding’  que auxilia empresas, organizações sem fins lucrativos e grupos de consumidores a  construir um mundo melhor através da mudança nas práticas do capitalismo,  branding e consumo usando tecnologia social. Maisinformações sobre o  capitalismo do We First e consumo contribuinte está disponível em seu livro,  WeFirst: HowBrandsandConsumers Use Social Media to Build a Better World  (Palgrave/Macmillan, Junho 2011). Ou visite www.wefirstbook.com. • Envie  Passe uma cópia deste manifesto a outras pessoas.• Registre‐se Receba nossa e‐newsletter gratuita para saber sobre nossos mais recentes  manifestos tão logo sejam disponibilizados.• Data Este documento foi criado em 06 de julho de 2011, e é baseado na melhor  informação disponível naquela data. 
  • 43. • Sobre o ChangeThis ChangeThis é um veículo, não um editor. Nós ajudamos grandes ideias a serem  disseminadas. Os autores com quem trabalhamos são responsáveis pela sua própria  produção e não necessariamente concordam com tudo o que está disponível no  formato ChangeThis.  ChangeThis é apoiado pelo cuidade carinhoso do 0800‐CEO‐READ. Nos visite em  www.800ceoread.com ou em nosso blog diário.• Informações de copyright O copyright deste trabalho pertence ao seu autor, que é o único responsável pelo seu  conteúdo. Esse trabalho está licenciado de acordo com a licença  CreativeCommonsAttribution – Non comercial – NoDerivs. Para ver uma cópia dessa  licença, visite www.creativecommons.org ou envie uma carta para CreativeCommons,  559 Nathan Abbott Way, Stanford, California 94305, USA. A foto de coberta tem origem  em www.veer.com.• O que você pode fazer Você tem o direito ilimitado de imprimir esse manifesto e distribuí‐lo eletronicamente  (via e‐email, seu website, ou qualquer outro meio). Você pode imprimir paginas e  coloca‐las na janela de sua cafeteria favorita ou na sala de espera de seu médico. Você  pode transcreve as palavras do autor na calçada, ou você pode entregar cópias para  qualquer pessoa que você venha a encontrar. Você não pode alterar este manifesto de  qualquer forma, e você pode não mudar por causa dele.