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Anais  VIII ENCONTRO NACIONAL DEGERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM
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Anais - VIII Enenge
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  1. 1. Anais VIII ENCONTRO NACIONAL DEGERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM
  2. 2. TRABALHO 01: ESTUDO DO PROCESSO DE ACREDITAÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE DA REDE PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRODuarte MSM, Silvino ZR.Mestrado Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde/Universidade Federal FluminenseE-mail: monicasmd@gmail.com Palavras-chave: acreditação; qualidade da assistência à saúde, acesso e avaliação; enfermagem; gestão em saúde. ResumoA acreditação se define como “um processo no qual uma entidade, geralmente não governamental, separada e independente dainstituição de saúde, avalia a instituição de saúde para determinar se ela obedece a uma série de padrões criados paraaperfeiçoar a segurança e a qualidade do cuidado”. 1:01 É uma forma de organização empresarial, cada “coisa” é colocada emseu devido lugar, de maneira sistêmica, com responsabilidades e integração grupal. Essas certificações ajudam as empresas aentenderem o que se passa internamente, como realmente funcionam e, de certa forma, orientam como devem tratar seusprocessos, as suas não conformidades, os seus eventos, os fatores potenciais de risco, os incidentes e danos; para atuarem deforma preventiva e corretiva, utilizando planos de ação e análises críticas de tal sorte e preparo que desvios não ocorramnovamente. 2 “Um sistema que traduz a qualidade nos serviços de saúde, no qual o usuário terá segurança no cuidadorecebido”. 3:1079 O uso dessa metodologia torna-se particularmente valiosa se considerarmos a situação atual da gestão deserviços de saúde no Brasil com a inexistência de uma cultura de qualidade voltada para a qualificação da estruturaorganizacional e, principalmente, para a satisfação dos usuários. 4 Apesar de a literatura existente apontar diversas vantagensàs instituições que aderem aos programas de acreditação, observa-se que poucas instituições, principalmente públicas doEstado do Rio de Janeiro, conseguiram percorrer esse caminho de trabalho contínuo de sensibilização, envolvimento, liderançaefetiva da direção, perseverança e uma mudança cultural organizacional significativa para alcançarem a acreditação. Estetrabalho trata-se de uma Nota Prévia da Dissertação em desenvolvimento no MACCS/UFF, aprovada pelo CEP do HEMORIOsob o número 230/10. Tem como objeto de estudo o processo de acreditação em uma instituição de saúde da rede públicaacreditada no Rio de Janeiro e será norteado pelos seguintes objetivos: caracterizar uma instituição de saúde da rede pública doEstado do Rio de Janeiro acreditada, identificar os caminhos percorridos por esta instituição de saúde para ser acreditada ediscutir os benefícios institucionais obtidos ao ser acreditada. A definição dos objetivos direcionou a condução de um estudoexploratório e descritivo, com abordagem qualitativa, método de estudo de caso único que está sendo desenvolvido noHEMORIO. Utiliza-se como fonte de evidência a documentação referente ao processo de gestão da instituição e entrevistassemi-estruturadas com os profissionais administrativos e de saúde que trabalham na instituição e acompanharam o processo deacreditação. Os dados obtidos serão triangulados e tratados através da análise de conteúdo temática, um conjunto de técnicasde análise das comunicações no intuito de obter, por métodos sistemáticos e objetivos a descrição do conteúdo das mensagens.5 Espera-se que os resultados deste projeto contribuam para uma reflexão acerca da temática qualidade dos serviços de saúdeem instituições públicas, desperte e sensibilize gestores e profissionais de saúde das demais instituições de saúde da redepública do Estado do Rio de Janeiro não acreditadas a aderirem à implementação desta ferramenta da qualidade.Bibliografia1. JCI. Padrões de acreditação da Joint Commision International para Hospitais. 3a ed. Rio de Janeiro; 2008.2. Feldman LB. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari; 2008. Farias SMC, Carvalho OLT, Ernestino EO, Silva FCA, Fernandes MSP, Pinto MA, et al. Hospital accreditation: the certainty of care with excellence. Rev Enferm UFPE Online [periódico na internet]. 2010 Abr/Jun [acesso em 2011 Mar 14]; 4(esp):1076-80. Disponível em: http://www.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/view/927/pdf_1013. Rodrigues EAA. Uma revisão da acreditação hospitalar como método de avaliação de qualidade e da experiência brasileira [dissertação]. Rio de Janeiro: Programa de Mestrado Profissional da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz/MS, 2004.4. Bardin L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2009.
  3. 3. TRABALHO 02 ACREDITAÇÃO HOSPITALAR: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURADuarte MSM, Zenith RS.Mestrado Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde/Universidade Federal FluminenseE-mail: monicasmd@gmail.comPalavras chave: Acreditação, Qualidade da assistência à saúde, acesso e avaliação, Enfermagem.ResumoNa medida em que se sucedem mudanças nas ciências da saúde, nos acontecimentos mundiais, nas formas educativas e nascondições sociais, afetadas pelas tendências políticas e econômicas atuais, tem sido um desafio assegurar a qualidade nosserviços de saúde. Estudos recentes relatam que a gestão da qualidade oferece uma opção para a reorientação gerencial dasorganizações. (1) As novas tendências em gestão reforçam a idéia da qualidade como instrumento-chave na busca dasobrevivência em um mercado competitivo. Um enfoque dinâmico, contínuo e participativo, onde deve estar implícita aresponsabilidade pessoal de todos os membros da organização no desenvolvimento de novas formas de informação ecomunicação, orientado para a implementação da efetividade, eficiência e lucro nos processos que aportam valor agregado eoculto à organização e aos usuários. (2) Entendendo que um dos conceitos relacionados à qualidade é o de avaliação, destaca-sea acreditação hospitalar, uma ferramenta que contém critérios que colaboram e estimulam a melhoria da qualidade, um processono qual uma entidade, separada e independente da instituição de saúde, avalia a instituição de saúde para determinar se elaobedece a uma série de padrões criados para aperfeiçoar a segurança e a qualidade do cuidado, propiciando a criação de umacultura de segurança e qualidade no interior de uma instituição que se empenha em aperfeiçoar continuamente os métodos deprestação de cuidados ao paciente e os resultados obtidos. (3) Diante deste contexto e da importância da temática, resolveu-seinvestigar o assunto, tendo como propósito subsidiar o projeto de pesquisa “Estudo do processo de acreditação em umainstituição de saúde da rede pública do Estado do Rio de Janeiro” em desenvolvimento junto ao Programa do MACCS/UFF e,por compreender que a Enfermagem é uma categoria profissional que se preocupa com a qualidade, estando sempre disposta aaprender, melhorar e implementar um processo de qualidade. (4) Este estudo tem por objetivo verificar como a temáticaacreditação e/ou avaliação dos serviços de saúde está sendo abordada na literatura. Caracteriza-se em uma revisão integrativada literatura nas bases de dados eletrônicas: LILACS, IBECS, BEDENF e MEDLINE. Foram utilizados dois descritores:Acreditação e Qualidade da assistência à saúde, acesso e avaliação, com recorte temporal entre os anos de 2005 a 2010.Foram analisados 18(dezoito) artigos na íntegra online e uma dissertação de mestrado. Para analisar os dados encontrados,utilizamos a leitura interpretativa e análise temática. Emergiram as categorias: Critérios de Resultado e Processo de Avaliação;Benefícios para a assistência e Mudança cultural. Concluiu-se que a acreditação dos serviços de saúde é uma ferramenta queestá sendo utilizada mundialmente e tem evoluído seus processos continuamente para dar conta de alcançar com excelênciaseus objetivos. Apesar de não evitar a ocorrência de erros profissionais, tem sido uma oportunidade das instituições de saúdemelhorarem a qualidade do atendimento, atenção e cuidado ao paciente. No que se refere ao Serviço de Enfermagem, o estudopossibilitou identificar a sua participação no processo, pontuando a necessidade de ajustes para avaliação mais efetiva daprestação do cuidado e conscientização de toda equipe.Bibliografia1. Leitão RER, Kurcgant, P. Qualidade na prática gerencial da Enfermagem: as duas faces da mesma moeda. Niterói: Intertexto; 2004.2. Feldman LB. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari; 2008.3. JCI. Padrões de acreditação da Joint Commision International para Hospitais. 3a ed. Rio de Janeiro; 2008.4. Soares de Lima SB, Erdman AL, Prochnow AG, Leite JL, Moreira MCh. Percepção dos enfermeiros do serviço de urgência e emergência em relação à acreditação hospitalar. Enfermería Global [periódico na internet] 2007 Nov. [acesso em 18 mar 2011]; 6(11):1-14. Disponível em http://revistas.um.es/eglobal/article/view/351/517
  4. 4. TRABALHO 03 GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM: SELEÇÃO E INTEGRAÇÃO DO ENFERMEIRO RECÉM FORMADO EM UM HOSPITAL PRIVADO – RELATO DE EXPERIÊNCIAFernandes OB, Tavora GN, Crisci SPBeneficência Nipo Brasileiroolivia.fernandes@hospitalnipo.org.brPalavras Chaves: Processo Seletivo, Retenção de Talentos, Novos Profissionais, Integração.IntroduçãoTrata-se de relato de experiência sobre o processo seletivo e integração de enfermeiros com menos de dois anos de formação,sem experiência anterior como enfermeiros, que ocorreu em instituição privada, generalista e de médio porte, no primeirosemestre do ano de 2010,com candidatos internos e externos.JustificativaMotivou-se a realização deste projeto, após identificarmos a necessidade de elevação do nível de comprometimento dosprofissionais, através de vínculo que se estabelece com a instituição que o recebeu, ainda recém formado, e proporcionouoportunidade de aperfeiçoamento, tornando assim mais efetiva a retenção de talentos na instituição.ObjetivoSelecionar, integrar e reter talentos.MétodoRealizamos um processo seletivo dividido em três etapas. A primeira foi uma verificação de conhecimento, contendo 14questões técnicas e 7 gerenciais, a qual o candidato deveria atingir a pontuação mínima de 7. A segunda etapa foi umaentrevista individual com a psicóloga da instituição, onde pode ser traçado o perfil psicológico de cada candidato. A terceiraetapa foi uma apresentação coletiva , sobre um tema aleatório, onde cada candidato teve a oportunidade de, além de abordar otema solicitado, apresentar-se aos coordenadores de áreas e colegas de seleção, que assistiram a apresentação, sendo estaetapa utilizada para finalização da seleção, onde os gestores de área, através das competências traçadas para o cargo,classificaram os candidatos.A integração dos candidatos selecionados, ocorreu em duas etapas. Na primeira etapa os mesmos passaram por revisãoteórico/prático de técnicas básicas e iniciação a gestão em enfermagem. A segunda etapa, com o auxilio de um enfermeiro tutor,foram acompanhados individualmente, em toda a rotina institucional, através de um instrumento de avaliação, modelo check liste um plano de desenvolvimento, onde os mesmos tinham requisitos a desenvolver com prazos determinados.ResultadosTínhamos 5 vagas a serem trabalhadas, na primeira etapa do processo, houve 14 candidatos externos e 24 internos (colaboradores que já trabalhavam na instituição).Desses,14 foram aprovados, 10 internos e 04 externos. Na etapa seguinte,todos os aprovados, passaram por avaliação de perfil psicológico, o que proporcionou aos coordenadores de área umaferramenta adicional para a seleção. Na terceira etapa, foram aprovados 05 candidatos, sendo 2 externos e 3 internos,preenchendo assim as vagas.Obtivemos, no decorrer de um ano, o cumprimento de todos os requisitos planejados para os 05 novos colaboradores, tornandoassim possível, iniciarmos um novo processo de seleção interna para promoção dos mesmos como enfermeiros assistenciais.ConclusãoPara Chiavenato, “Talento é preciso saber atrair, aplicar, desenvolver, recompensar, reter e monitorar esse ativo precioso paraas organizações”, sendo assim concluímos que promover oportunidade para o crescimento pessoal e profissional de novosprofissionais,embora seja um trabalho árduo, tem se tornado uma ferramenta útil para retenção de talentos.Bibliografia CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 2. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
  5. 5. TRABALHO 04 IMPACTO DO USO DO CHECKLIST EM VISITAS À UTI NA QUALIDADE ASSISTENCIALCrisci SP, Proggert GLFG, Covas TG, Dalfior LJHospital Nipo-Brasileiroe-mail: Silvana.crisci@hospitalnipo.org.brPalavras-chave: protocolos, checklist, UTI, infecção hospitalarResumoIntroduçãoA assistência de enfermagem é um processo fundamental e poderoso no hospital. A relação: qualidade, segurança ecompetência sustentam a tríade excelência (Feldman, 2007). Para tanto, ferramentas como protocolos ou checklistspodem ser utilizadas possibilitando uma pesquisa clínica mais rigorosa, além de prevenir, por exemplo, que umpaciente deixe de ser alimentado ou medicado.JustificativaO checklist desenvolvido surgiu pela necessidade de valorizar o tratamento do paciente dentro da Unidade deTerapia Intensiva (UTI), reduzindo o tempo de permanência do mesmo na unidade e assim, diminuir o seu risco decontrair infecção hospitalar.ObjetivoO objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto da implantação do checklist desenvolvido, na redução das infecçõeshospitalares na UTI do Hospital Nipo Brasileiro.MétodoA proposta surgiu da interação entre as equipes de enfermagem, médica, fisioterapia, nutrição, farmácia e aComissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).O formulário do checklist foi idealizado com base em características do “fast hug” (Vincent JL, 2005) e da regramnemônica “Suspeita para o bem” (AMIB, 2009), contemplando tanto áreas como nutrição, profilaxia, precaução deisolamento e programação quanto informações sobre analgesia, sedação, ventilação e dispositivos invasivos. Osformulários foram preenchidos diariamente pela equipe de enfermagem com dados obtidos através da prescriçãomédica e do exame clínico rotineiro de cada paciente. Com esses dados, os representantes das áreas médica,enfermagem e fisioterapia se reuniam e discutiam, uma vez ao dia, sobre as decisões que seriam tomadas. Omesmo era feito, uma vez por semana, pela equipe multidisciplinar. O presente trabalho iniciou-se em abril de 2010e para a análise de resultados tomaremos por base os meses de abril, maio e junho do mesmo anoResultadosEm relação à aderência dos profissionais à ferramenta, inicialmente foi baixa (abril=55,46% dos dias preenchidos),melhorando no mês seguinte (maio=81,74%) e voltando a cair em junho (62,46%).Quanto à densidade de utilização de sonda vesical, que pode ser considerada como indicadora de infecçãohospitalar, já que quanto mais prolongado o seu uso, maior o risco de ocorrer infecção do trato urinário, constatou-seque, em abril, 36 pacientes as utilizavam, sendo que 3 foram retiradas após o checklist (8,34%); em maio, foram 11de 34 (32,35%), em junho, 5 de 19 (26,31%).ConclusãoO uso de ferramentas como checklists pode reduzir o risco de infecções hospitalares e melhorar a qualidade doatendimento. Entretanto, mais estudos são necessários a fim de simplificar o processo e, dessa maneira, conquistara adesão de novos profissionais.BibliografiaAvaliações Obrigatórias Diárias; In: Manual Prático de Medicina Intensiva./ Coordenadores Milton Caldeira Filho,Glauco Adrieno Weftphal – 6ª Ed – São Paulo: seguimento Farma, 2009. 372p;il. ISDN 978-85-98353-93-7. VáriosautoresFeldman, LB; D‟Innocenzo, M; Cunha, ICK. Como fazer o gerenciamento de riscos? : proposta de um métodobrasileiro de segurança hospitalar. Rev Einstein, São Paulo, v.5, (supl.1), p. 548-563. RC-17, set.2007.
  6. 6. TRABALHO 05 AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DOS CLIENTES QUANTO O MANUAL DE ORIENTAÇÃO PRÉ E PÓS CIRURGIA CARDÍACA BITTAR, E; SILVA, E. A; DUARTE, D INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA Email: elainenasc@yahoo.com.br; elianabi.fnr@terra.com.brResumo: Introdução: A experiência da cirurgia é causadora de estresse e ansiedade ao paciente e suafamília, pelo receio do desconhecido e pelas dúvidas e incertezas quanto ao processo de recuperação.Justificativa: O que nos motivou para realizar este trabalho foi a necessidade em saber se os pacientesestavam satisfeitos com o manual de orientação que recebiam no dia que antecede sua cirurgia e se esteatendia a expectativa de conhecimento referente a cirurgia através de um questionário o qual obtivemosestas respostas. Objetivo: Avaliar a satisfação dos pacientes quanto o Manual de Orientações Pré ePós-Cirurgia Cardíaca e propôr melhorias e modificação do manual nos próximos exemplares. Método:Trata-se de um estudo quantitativo descritivo exploratório, com uma amostra de 131 pacientes.Resultados: Constatamos que houve importante aceitação dos pacientes em receber o manual deorientação pré e pós operatório de cirurgia cardíaca no dia que antecede sua cirurgia, o que nos motiva adesenvolver esta prática em outras especialidades como cirurgias vasculares, marcapasso e outrasrealizadas na instituição de estudo. Conclusão: Evidenciamos que 98% dos pacientes acharam que omanual contribuiu para o preparo de sua cirurgia e 99% classificou o manual como sendo ótimo econseguimos também algumas sugestões para melhoria deste manual nos próximos exemplares comoaumento das fotos nele contida, diminuindo a parte escrita.Bibliografia: 1Zago MMF, Casagrande LDR. A comunicação do enfermeiro cirúrgico na orientação com o paciente: a influência cultural. Rev Latino-am Enfermagem 1997; 5(4): 69-74. 2Alexander EL, Rothrock JC, Meeker MH. Cuidados de Enfermagem ao Paciente Cirúrgico 10ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997; (1):21-35. 3Silva AA - Visita pré-operatória de enfermagem pela enfermeira de Centro Cirúrgico. Rev. Esc. Enferm. USP ;21(2):145-60, ago. 1989. 4Souza AA, Souza ZC, Fenili RM. Orientação pré operatória ao cliente: uma medida preventiva aos estressores do processo cirúrgico. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 07, n. 02, p. 215 - 220, 2005. 5Assis CC - Avaliação da efetividade de um manual informativo para redução de estresse em familiares de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca – Tese de mestrado – São Paulo; s.n.; 2005 (76) p. 6Brasil, Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 196 que regulariza a pesquisa envolvendo seres humanos. [on line] 2006 [citado 1996] Disponível em: URL: http://conselho.saude.gov.br/docs/resolucoes/reso196 de 96.doc
  7. 7. TRABALHO 06 AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM CENTRO CIRÚRGICO BITTAR, E; SILVA, E. A. INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA Email: elainenasc@yahoo.com.br; elianabi.fnr@terra.com.brResumo: Introdução: O ambiente de trabalho dentro de um centro cirúrgico (CC) exige ações sincronizadas entre aequipe médica e de enfermagem apresentando-se assim como um ambiente repleto de novas situações eexpectativas, que podem resultar em fracassos ou vitórias. Ao longo do tempo, observa-se que estes profissionaisde enfermagem têm suportado cargas de trabalho cada vez maiores, com desproporcionalidade entre profissionaispor sala de cirurgia, turnos rotativos e presença de fatores de risco ocupacionais inerentes ao ambiente. Taissituações podem gerar uma sobrecarga física e emocional a tais colaboradores, influenciando na sua satisfação comseu trabalho. Justificativa: Diante da convivência com as dificuldades e estresse que os funcionários vivenciam noambiente cirúrgico, realizamos o presente trabalho para avaliar a satisfação dos colaboradores, necessidades esugestões de treinamentos. Objetivos: Avaliar a satisfação da equipe de enfermagem de um Centro-Cirúrgico eidentificar as necessidades da dessa equipe. Método: Trata-se se um estudo descritivo, exploratório, transversalcom análise quantitativa dos dados. Resultados: Constatamos que 97% da amostra estão satisfeitos com ainstituição; 98% referiram ter bom relacionamento com os colegas e chefia; 88,5% referiram ter uma ambienteagradável de trabalho; 37% consideram a estrutura física adequada e 85% consideram o setor organizado.Referente a área que mais gostam de trabalhar dentro do centro cirúrgico obtivemos os seguintes resultados:75%preferem circular sala de cirurgia, 19,5% preferem trabalhar na anestesia e 15,5% preferem a área do arsenal. 63%referem sentir necessidade de treinamentos em manuseio de equipamentos no CC e aulas de eletrocardiograma.Quanto ao quadro de pessoal, 46% referem necessidade de aumentar o quadro. Valorização do profissional, 86%sentem-se valorizados, porém 98% indicariam este local para um amigo trabalhar. Conclusão: Concluímos que97% da amostra estão satisfeitos com a instituição, gostam de trabalhar no centro cirúrgico e indicariam este localpara um amigo trabalhar. Quanto as necessidades, foi apontado treinamentos em manuseio de equipamentos eaulas de eletrocardiograma. Este resultado foi muito satisfatório, mesmo diante de todo estresse vivenciado no dia adia dos profissionais em ambiente cirúrgico.. Bibliografia:1. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização(SOBECC). Práticas recomendadas da SOBECC. 4ª ed. São Paulo: SOBECC; 2007.2. Brasil. Ministério da Saúde (MS). Portaria Interministerial 482 de 16 de abril de 1999. Diário Oficial da República Federativa doBrasil, Brasília; 19 abr 1999. Seção I, p.15.3. Silva A. Organização do trabalho na unidade de centro de material. Rev Esc Enf USP 1998; 32(2):169-78.4. Moura MLPA. Gerenciamento da central de material e esterilização. São Paulo: SENAC; 1996.5. Imai MT. Satisfação dos clientes e funcionários da central de materiais e esterilização. RAS 2003; 5(19): 5-16.
  8. 8. TRABALHO 07 PRAZER NO TRABALHO DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO PRONTO-SOCORRO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICOGarcia AB, Dellaroza MSG, Haddad MCL, Pachemsky LRUniversidade Estadual de Londrina (UEL)alessandrabg@gmail.comIntrodução: As questões subjetivas dos trabalhadores em saúde têm sido bastante discutidas, nos últimos anos,pela comunidade científica. Vários estudos apresentam o aspecto emocional como causador de doenças e comimpacto profundo na saúde do trabalhador. Tais considerações envolvem a psicodinâmica do trabalho, a qualconsidera o trabalho como constituinte do sujeito e central nos processos de subjetivação, fazendo uma análisesóciopsíquica do trabalho a partir de sua organização, pois passamos uma vida inteira dentro das organizações, asquais se revelam por ser a base da organização da sociedade e o núcleo definidor do sentido da existência humana.Assim, faz-se essencial que o trabalho seja o mais prazeroso possível, sendo o prazer até mesmo uma forma dealiviar a carga laboral. A qualidade de vida no labor é um dos maiores determinantes para a qualidade de vida do serhumano. Justificativa: A qualidade da assistência prestada aos pacientes está diretamente relacionada com aqualidade de vida no trabalho da equipe. Conhecer as fontes de prazer no trabalho pode ajudar o gestor a realizarações que melhorem o ambiente de trabalho, tornando-o também uma fonte de prazer. Objetivo: Revelar ossentimentos de prazer vivenciados por técnicos de enfermagem que trabalham em um pronto-socorro, buscandocompreender também aspectos deste processo de trabalho. Método: Estudo descritivo com abordagem qualitativa,coleta de dados através de entrevista semi-estruturada, utilizando-se a técnica de análise de conteúdo para a análise.O local de estudo foi o pronto-socorro de um hospital do Paraná e para a seleção dos sujeitos foi utilizada a técnicabola-de-neve dentre os técnicos de enfermagem que trabalhavam há pelo menos um ano nesta unidade.Resultados: Surgiram das falas dos entrevistados aspectos importantes do processo de trabalho, como aimprevisibilidade do pronto-socorro trazendo a necessidade de estar sempre alerta; o impacto do trabalho em equipee a interdependência multiprofissional podendo interferir na qualidade da assistência prestada; e o modelo decuidados integrais no processo de trabalho como precursor da humanização ao paciente e de um cuidado conscientee significativo, envolvendo aspectos relacionais. Quanto aos sentimentos de prazer, os mesmos originam-se de umasó vertente: o reconhecimento do trabalho; seja ele pelo paciente, pela equipe, pela sociedade ou pelo próprio sujeitoque o executa. Outros trabalhos trazem o Status Profissional, a Autonomia e a Interação como fatores de satisfaçãoprofissional, o que se relaciona intimamente com o reconhecimento do trabalho em seus vários aspectos,encontrados como resultado desta pesquisa. Conclusão: As falas apontam para a real importância da prática docuidado consciente, humanizado e reconhecido para a saúde emocional do sujeito em seu processo de trabalho,sendo estas três características primordiais para uma relação sujeito-trabalho saudável. O reconhecimento dotrabalho se configurou como uma variável subjetiva complexa no âmbito da psicodinâmica do trabalho e transpareceua importância extrema de se valorizar o nosso profissional com a mesma preocupação que temos em capacitá-locognitivamente, pois o prazer no trabalho colabora para a saúde psíquica do trabalhador. Cuidar da equipe é cuidarda qualidade da assistência.BibliografiaBendassolli PF, Soboll LAP, organizadores. Clínicas do trabalho. São Paulo (SP): Atlas; 2011. p. 3-21.Zanelli JC, Silva N. Programa de preparação para aposentadoria. Florianópolis (SC): Insular; 1996.Haddad MCL. Qualidade de vida dos profissionais de enfermagem. Espaço para Saúde [internet]. 2000 [acesso em: 22 mar2010]. Disponível em: http://www.ccs.uel.br/espacoparasaude/v1n2/doc/artigos2/QUALIDADE.htm.Schmidt DRC, Dantas, RAS. Quality of life at work among nursing professionals at surgical wards from the perspective ofsatisfaction. Rev Latino-am Enfermagem. 2006 janeiro-fevereiro; 14(1):54-60.
  9. 9. TRABALHO 08SATISFAÇÃO DO PACIENTE QUANTO À ASSISTÊNCIA PRESTADA PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIOSimões ALA, Silva APM, Duarte JMG, Ferreira MBGUniversidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba (MG)joyceduarte@hotmail.comO atual cenário mercadológico exige qualidade dos serviços oferecidos. Na área da saúde, a qualidade tornou-seessencial à sobrevivência das instituições. A satisfação do usuário constitui importante atributo para a avaliação daqualidade dos serviços de saúde. A satisfação representa a qualidade percebida após a experimentação de umserviço, envolvendo uma avaliação subjetiva. Nas instituições hospitalares, a equipe de enfermagem permanece pormaior tempo junto ao paciente sendo responsável por cuidados diretos e ininterruptos, o que justifica esse estudopelo fato da satisfação do paciente ser diretamente influenciável pelos cuidados recebidos. Nesse contexto, esseestudo tem como objetivo identificar o grau de satisfação apresentado pelos pacientes de um Hospital Universitárioem relação à assistência prestada pela equipe de Enfermagem. Trata-se de um estudo quantitativo, exploratório edescritivo, desenvolvido nas unidades de Clínica Médica e Cirúrgica. Os participantes foram indivíduos que estiveraminternados nas clínicas por mais de três dias, maiores de 18 anos, orientados no tempo e espaço e comunicando-severbalmente. Para identificar o grau de satisfação dos usuários, foi utilizado o Instrumento de Satisfação do Paciente(ISP), validado e adaptado do Patient Satisfaction Instrument, o qual contempla 25 proposições dividas em trêsdomínios: confiança; educacional; técnico-profissional. Os dados foram coletados no período de janeiro a março de2011. Dentre as 274 pessoas hospitalizadas nesse período, nas referidas clínicas, 33 recusaram-se a participar, 48foram excluídos por não atender aos critérios de inclusão, resultando na participação de 193 individuos. Todos foraminformados sobre os objetivos do estudo e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para a análisedos dados utilizou-se: análise descritiva, Teste t-Student (p<0,05) e correlação de Pearson. Os resultadosdemonstraram que dos 193 participantes, 95 estavam internados na Clínica Cirúrgica, e 98 na Clínica Médica; 76eram do sexo feminino e 117 do sexo masculino. A média da idade foi de 52 anos, e do tempo de internação 4,16dias. A média geral dos escores dos três domínios foi de 3,81. O maior score médio refere-se ao domínio técnicoprofissional (4,09), seguido, respectivamente, pelo educacional (3,90) e confiança (3,58). Constatou-se que nãohouve diferenças estatisticamente significantes entre as médias de scores dos domínios e os sexos, feminino (3,75) emasculino (3,85) (t= 1,030; p=0,304); e entre as médias de scores dos domínios e as clínicas, Médica (3,73) eCirúrgica (3,89) (t= -1,666; p=0,097). O coeficiente de correlação de Pearson (r = -0,087) demonstrou correlaçãofraca entre os dias de internação e os scores dos domínios, porém não foi estatisticamente significativa. Conclui-seque a maior satisfação apresentada pelos participantes em relação à assistência prestada pela equipe deEnfermagem, relaciona-se ao domínio técnico-profissional e a menor ao domínio confiança.Descritores: Satisfação do paciente; qualidade da assistência à saúde; enfermagemReferências:Oliveira AML, Guirardello EB. Satisfação do paciente com cuidados de enfermagem: comparação entre dois hospitais.RevEscEnferm USP. 2006; 40(1): 71-7.Polizer R, D‟Innocenzo M. Satisfação do cliente na avaliação da assistência de enfermagem. RevBrasEnferm 2006 jul-ago; 59(4):548-51.Lopes JL etal.Satisfação de clientes sobre os cuidados de enfermagem no contexto hospitalar. Acta Paul Enferm 2009; 22(2):136-41.Pascoe G.C, Patient satisfaction in primary health care: a literature review and analysis. Eval.Progr. Plann.1983; 6: 185-210
  10. 10. TRABALHO 09 RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O CUIDADO HUMANIZADO À FAMÍLIA NA UTI: UM DESAFIO PARA A ENFERMAGEMDuarte JMG, Trovó HC, Nascimento RH, Dutra AS.Universidade de Uberaba – Uberaba (MG)joyceduarte@hotmail.comA família é constituída por pessoas que convivem em um espaço de tempo, unidas por laços consangüíneos,afetivos e/ou de doação. Quando em situação de adoecimento, o indivíduo pode demandar internação em uma UTI,nesta ocasião a interação família-paciente ocorre exclusivamente durante o horário de visitas. Associado àcriticidade, que caracteriza a necessidade de internação em uma UTI, é natural que os integrantes da famíliapossam apresentar sentimentos como: esperança, alívio, medo e insegurança. Considerando tais aspectos, propôs-se este estudo, que objetivou compreender a assistência de enfermagem prestada a família de clientes internadosna Unidade de Terapia Intensiva de um hospital universitário em uma cidade do Interior de Minas Gerais, durante ohorário de visitas. Trata-se de um relato de experiência, de caráter qualitativo, exploratório e descritivo. Foi utilizadoo relato das experiências das autoras durante estágio voluntário observacional realizado em um HospitalUniversitário. As participantes observaram a assistência de enfermagem oferecida ao familiar de pacientesinternados na UTI, durante o horário de visitas. Foi construído um roteiro norteador contendo aspectos relevantes,que eram registrados em um diário de campo. A população do estudo constituiu-se de todos os visitantes depacientes internados na UTI no período de setembro a outubro de 2009, quando ocorreu a saturação dos dados.Para análise dos mesmos foi utilizada a análise de conteúdo. Os resultados foram apresentados como: interaçãofamiliar e cliente internado em UTI; interação família e equipe de enfermagem; equipe de enfermagem frente aofamiliar; observação da tríade: família, cliente e profissional e descrição das intervenções. Seis categorias foramconstruídas baseadas nos registros das observações das participantes e em referências bibliográficas, as quaisforam definidas como: mudanças cotidianas frente à internação de um familiar, UTI como local de recuperação eesperança, necessidade de segurança, satisfação do familiar, insegurança ao orientar e enfrentamento dosofrimento familiar. A partir dos resultados foram elaboradas e executadas as seguintes intervenções: educaçãocontinuada direcionada aos profissionais de enfermagem da unidade, produção de um panfleto informativo e de umcartaz com orientações aos visitantes da UTI. Consideramos importante a atuação da equipe de enfermagem nosentido de promoção de efetiva interação com a família, por uso da comunicação como principal instrumento dehumanização. No entanto, deve ser destacada, também, a necessidade de maior atenção à humanização dascondições de trabalho deste profissional sugerindo-se a constituição de grupos de trabalho de humanização quepossam propor melhorias. Notamos ser de grande relevância a presença do enfermeiro durante o horário de visitasacolhendo ao familiar. E enfim, salientamos a necessidade de produção de estudos referentes ao tema e maioratenção a este assunto na grade curricular das escolas de enfermagem.Palavras-chave: Unidade de Terapia Intensiva; cuidados de Enfermagem; família; enfermagem.Referências:Inaba LC, SMJP, Telles SCR. Paciente crítico e comunicação: visão de familiares sobre sua adequação pela equipe deenfermagem. Rev Esc Enferm USP. 2005; 39(4).Montefusco SRA, Bachion MM, Nakatani AYK. Avaliação de familiares no contexto hospitalar: uma aproximação entre o modeloCalgary e a Taxonomia da NANDA. Texto Contexto Enferm. 2008; 17(1): 72-80.BRASIL. Política Nacional de Humanização de 2004. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. Disponível em:<http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/doc_base.pdf>.
  11. 11. TRABALHO 10 A ESTRUTURA DE UM SERVIÇO DE URGÊNCIA PÚBLICO NA ÓTICA DOS TRABALHADORES: PERSPECTIVAS DA QUALIDADESilva LG, Matsuda LM, Waidman MAPUniversidade Estadual de Londrina - PRE-mail: larissagutierrez@yahoo.com.brIntroduçãoAs mudanças nas relações sociais e nos processos produtivos, vivenciados pela sociedade contemporânea, têmresultado em maior preocupação com a qualidade dos serviços. No contexto hospitalar, permeado de especificidades e complexidades, as unidades de urgência sãodesafiadas a incorporar a qualidade no seu gerenciamento com o intuito de garantir um atendimento adequado, nomenor espaço de tempo possível, evitando ou minimizando sequelas e outros danos à saúde dos usuários etrabalhadores.Justificativa e ObjetivoConsiderando que a tríade de avaliação em saúde proposta por Donabedian - Estrutura, Processo e Resultado -permite uma análise sistemática da qualidade do atendimento à saúde; que apesar dos avanços no atendimento àurgência no Brasil quanto à organização do sistema de saúde, muitos serviços desta área, principalmente aquelesde natureza pública, ainda permanecem superlotados e em situações precárias e; que os recursos humanos ocupamposição de grande destaque na prestação de serviços e refletem a imagem da instituição, este trabalho tem oobjetivo de apreender a percepção de trabalhadores de um serviço de urgência público em relação à qualidade daestrutura local.MétodoTrata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva realizada em um serviço de urgência público do estadode São Paulo. Os dados foram coletados em abril de 2010 por meio de entrevistas individuais com deztrabalhadores da equipe multiprofissional, utilizando a frase norteadora: “Fale-me sobre a sua vivência em relação àGestão da Qualidade no Serviço de Urgência”. A análise dos dados fundamentou-se no referencial de Bardin. Esteestudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual de Maringá- PR sob o parecer n.013/2010.ResultadosA compreensão da percepção de trabalhadores de um serviço de urgência público em relação à Estruturapossibilitou a análise das seguintes categorias: recursos físicos; materiais; humanos; financeiros; normativos e dosistema de informação.Os resultados demonstraram que os entrevistados avaliaram positivamente a Estrutura do serviço em que atuam,destacando a disponibilidade dos recursos materiais em quantidade e qualidade satisfatórias; reformas eadequações realizadas na estrutura física; qualificação e capacitação profissional; repasse dos recursos financeirosconforme metas institucionais; direcionamento do atendimento por meio de protocolos estabelecidos com osserviços intra e extra hospitalares; e monitoramento das informações através de indicadores de qualidade.ConclusãoConclui-se que, apesar de haver certas fragilidades no setor como alta temperatura do ambiente e déficit derecursos humanos, os trabalhadores consideram que a dimensão Estrutura atende satisfatoriamente aos preceitosda qualidade e isso certamente contribui para que o atendimento no serviço também seja de qualidade.BibliografiaBARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008.BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n.º 3125, de 07 de dezembro de 2006. Institui o Programa de Qualificação da AtençãoHospitalar de Urgência no Sistema Único de Saúde - Programa QualiSUS e define competências. Ministério da Saúde, 2006.DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008.BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n.º 3125, de 07 de dezembro de 2006. Institui o Programa de Qualificação da AtençãoHospitalar de Urgência no Sistema Único de Saúde - Programa QualiSUS e define competências. Ministério da Saúde, 2006.DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.
  12. 12. TRABALHO 11A QUALIDADE E O RESULTADO DO ATENDIMENTO: PERCEPÇÃO DE TRABALHADORES DE UM SERVIÇO DE URGÊNCIASilva LG, Matsuda LMUniversidade Estadual de Londrina - PRE-mail: larissagutierrez@yahoo.com.brNo contexto das transformações que ocorrem na sociedade contemporânea a qualidade tornou-se uma exigência.Isso ocorre também na área da saúde e têm impulsionado as instituições a realizarem readequações no seugerenciamento com o propósito de reduzir os custos, aumentar a produtividade e satisfazer as expectativas dosclientes. Frente à necessidade de melhorar o atendimento, os serviços de urgência e emergência são desafiados aincorporarem os preceitos da qualidade na sua gestão, atendendo às premissas da Política de Qualificação daAtenção à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) – QualiSUS - que considera prioritária realização de melhoriasno atendimento às urgências. Considerando a imperiosa necessidade de abordar a qualidade e os resultados doatendimento das unidades de urgência associada à importância de conhecer a vivência dos trabalhadores queatuam nestes serviços, este trabalho tem como objetivo apreender a percepção de trabalhadores de um serviço deurgência público sobre os resultados do atendimento no sistema de gestão pela qualidade. Trata-se de umapesquisa qualitativa, exploratório-descritiva com dez trabalhadores da equipe multiprofissional de um serviço deurgência público do estado de São Paulo que adota o sistema de Gestão pela Qualidade. Foram realizadasentrevistas individuais utilizando a frase norteadora: “Fale-me sobre a sua vivência em relação à Gestão daQualidade no Serviço de Urgência”. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UniversidadeEstadual de Maringá-PR sob o parecer n. 013/2010. Os dados foram tratados de acordo com o método Análise deConteúdo, o que possibilitou a formação da categoria “Explorando o resultado do atendimento e a sua relação com aqualidade” e duas subcategorias “A busca de resultados positivos no cotidiano do Serviço de Urgência” e “Asatisfação do cliente como foco das práticas no Serviço de Urgência”. Constatou-se que os trabalhadores valorizama avaliação do processo de cuidado para o alcance de resultados positivos; que se empenham para a resolutividadedos problemas apresentados pelos usuários; que estão dispostos a enfrentar os desafios relacionados à novacertificação de qualidade. Além disso, os entrevistados assumem a postura de que não basta atingir metasinstitucionais, mas também é preciso atuar com humanidade e em parceria com o usuário. Concluiu-se que, apesarde não haver participação efetiva do usuário no processo de atendimento, os trabalhadores do serviço investigadopercebem que os resultados produzidos por intermédio da Gestão da Qualidade são positivos. Neste sentido,tomando como exemplo o local deste estudo, é essencial desenvolver e estimular uma cultura organizacional quedirecione os profissionais de saúde, principalmente nos serviços de urgência, a refletirem sobre os efeitos das suaspráticas cotidianas no produto final do processo produtivo, que neste caso é a vidas e a saúde das pessoas.BibliografiaBARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008.DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.JUNIOR, G.D.G.; VIEIRA, M.M.F. Qualidade total e administração hospitalar: explorando disjunções conceituais. Ciência saudecoletiva. n.7, v.2, p.325-334, 2002.
  13. 13. TRABALHO 12 UM OLHAR PARA A QUALIDADE NO PROCESSO DE ATENDIMENTO DE UM SERVIÇO DE URGÊNCIA PÚBLICO: PERSPECTIVAS DE TRABALHADORESSilva LG, Matsuda LMUniversidade Estadual de Londrina - PRE-mail: larissagutierrez@yahoo.com.brIntrodução: Uma unidade de urgência e emergência tem o propósito de acolher e atender adequadamente osusuários através de uma avaliação rápida, estabilização do quadro agudo e pronta admissão no hospital. Almejandoa prestação de serviços em melhores níveis de qualidade, o Ministério da Saúde, em 2003, instituiu a Política deQualificação da Atenção à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) - “QualiSus” - que prioriza o processo dequalificação nos serviços de urgência e emergência. Justificativa e Objetivo: Mediante a importância de se obterinformações que contribuam na melhoria da assistência à urgência e emergência e por considerar que a avaliaçãodo processo de atendimento reflete a essência da qualidade da atenção à saúde e constitui condição essencialnessa busca, este trabalho tem o objetivo de compreender a percepção de trabalhadores de um serviço de urgênciapúblico quanto à qualidade no processo de atendimento. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa,exploratório-descritiva, realizada em um serviço de urgência público do estado de São Paulo, o qual adota o sistemade Gestão da Qualidade. Em abril de 2010, foram realizadas dez entrevistas individuais com a equipemultiprofissional utilizando a frase norteadora: “Fale-me sobre a sua vivência em relação à Gestão da Qualidade noServiço de Urgência”. Os dados foram tratados de acordo com o método Análise de Conteúdo proposto por Bardin.Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual de Maringá- PR sob o parecern. 013/2010. Resultados: Os depoimentos foram categorizados em duas dimensões intituladas de “Técnica” e“Relacional” segundo o referencial de Donabedian. Na primeira dimensão os entrevistados identificaram a qualidadeno processo de atendimento, com destaque à integração entre a unidade de urgência e os serviços extrahospilares;a necessidade da qualidade estar presente em todos os níveis de atenção do sistema de saúde; a expectativa edirecionamento das lideranças em relação à qualidade do serviço; a gestão de eventos não desejados focada noprocesso de trabalho e não na punição de pessoas; a promoção da qualidade a partir do Acolhimento comClassificação de Risco e do atendimento de casos referenciados. Em relação à segunda dimensão, os entrevistadosenfatizaram as práticas humanizadas através do respeito às necessidades e preferências dos usuários e a relaçãofavorável entre os trabalhadores. Conclusão: Conclui-se que, apesar de haver relatos de descontentamento quantoao trabalho em equipe, os entrevistados percebem que o processo de atendimento no serviço de urgência está emsintonia com os preceitos da qualidade, o que permite oferecer uma assistência segura e qualificada assim comoaumenta a possibilidade de produzir resultados satisfatórios.BibliografiaBARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008.BRASIL. Ministério da Saúde. Qualisus: Política de qualificação da atenção à saúde. Brasília, 2004.DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.
  14. 14. TRABALHO 13 PORTFÓLIO REFLEXIVO COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: PERCEPÇÃO DE RESIDENTES DE ENFERMAGEMFrança, TE, Vannuchi MTO, Guariente, MHDMUniversidade Estadual de LondrinaE-mail para contato: mhguariente@sercomtel.com.brRESUMOA avaliação é um assunto amplamente discutido nas instituições de ensino e constitui-se em um desafio para oseducadores e estudantes. No meio educacional o portfólio reflexivo apresenta-se como estratégia possibilitadora depráticas de avaliação emancipatória, coerentes com o processo de ensino aprendizagem comprometido com aformação crítico-reflexiva. O processo de avaliação da Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem doPrograma Integrado de Especialização da Universidade Estadual de Londrina (UEL) utiliza o portfólio reflexivo,considerando que oportuniza o acompanhamento do processo de aprendizagem, por meio do registro dasproduções do residente, suas percepções e estudos. O portfólio é estruturado em três partes: A minha trajetória, queconsiste em descrever a trajetória do aluno até chegar à residência, as percepções e sentimentos frente a essa novafase acadêmica; a Área acadêmica, etapa em que o aluno apresenta todas as discussões realizadas em sala deaula de acordo com propostos e as metodologias de ensino utilizadas e a Área pessoal, em que contextualiza o seumomento de vida acadêmica e é estimulado a ilustrar suas ações e reflexões através de colagem de fotos. Alémdisso, esta etapa consiste em levar o estudante a refletir, semanalmente, sobre sua prática diária, acúmulo deexperiências, dificuldades encontradas e crescimento pessoal e profissional que advém do processo vivenciadodurante a residência. As reflexões semanais são encaminhadas via e-mail ao docente que as lê a as devolve com assuas considerações. Considerando a importância do portfólio reflexivo como instrumento de avaliação, este estudoteve o objetivo descrever as percepções dos estudantes da Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem,envolvidos na construção/implementação deste instrumento. Trata-se de uma pesquisa descritiva na abordagemqualitativa, desenvolvida no curso de Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem, alocado no Centro deCiências da Saúde, da Universidade Estadual de Londrina. Os sujeitos da pesquisa foram ex-alunos e atuais alunosdo curso de Residência em Gerência dos Serviços de Enfermagem, totalizando, 23 alunos. Os dados foramcoletados por entrevistas realizadas, individualmente, com base em um questionário pré-elaborado. Para a análisedos dados utilizou-se a análise do conteúdo proposta por Bardin. Os resultados demonstraram que a utilização doportfólio reflexivo na Residência tem um potencial significativo quando se evidenciam algumas possibilidades, dentreelas o desenvolvimento da capacidade reflexiva, a auto-avaliação, a avaliação pelo docente, o desenvolvimento dacompetência de comunicação escrita e a organização de material teórico pedagógico. Como aspectos facilitadoresdo portfólio reflexivo identificaram-se: a relação professor-aluno; o feedback docente e articulação teoria e prática.Como aspectos dificultadores os discursos dos residentes evidenciaram: a falta da habilidade escrita; o ato derefletir, a reflexão extemporânea e a falta de tempo. O uso do portfólio reflexivo na Residência demonstrou-seconcordante com uma avaliação a serviço da aprendizagem, todavia, instala desafios particulares aos sujeitosenvolvidos em sua implementação. O portfólio reflexivo desponta como uma promissora ferramenta de avaliação,que pode sugerir outras possibilidades além das descritas neste trabalho.
  15. 15. TRABALHO 14Estratégias de prevenção de eventos adversos em quimioterapia antineoplásica:subsídios à efetividade do processo de cuidar em enfermagem Santos, VO¹, Moreira, MC²Introdução. Prestação de assistência à saúde sem riscos e falhas no atendimento é objetivo de profissionais desaúde. Na especificidade do trabalho em unidades de quimioterapia antineoplásica necessita-se de atualização esensibilização das enfermeiras acerca das condições necessárias para garantia da qualidade da assistência aosclientes, principalmente, prevenção e controle dos eventos adversos. O gerenciamento desses eventos pelaenfermeira é estabelecido na Resolução 220, de 21 de setembro de 2004, pela Agência Nacional de VigilânciaSanitária, que destaca responsabilidade da equipe da enfermagem na manutenção das boas práticas naadministração da quimioterapia., levando à responsabilidade de detectar e prevenir precocemente erros demedicação. Medicamentos antineoplásicos são considerados de alto risco, podendo produzir reações e eventosadversos em qualquer fase do processo de medicação (prescrição, dispensação, preparação e administração). Éconsiderado erro de medicação relacionado aos antineoplásicos qualquer erro real e/ou fatal identificado nummedicamento prescrito, dispensado, preparado e administrado em diferentes doses adequadas para o paciente, comdata errada, técnica incorreta de administração, incluindo velocidade, concentração. (García, et al 2007) Portanto,necessita-se de busca por estratégias de prevenção básica para toda equipe de enfermagem, garantindo qualidadee segurança prestada aos pacientes. Trata-se de recorte da dissertação de mestrado. Eventos adversos emquimioterapia antineoplásica: subsídios para Gerenciamento de Enfermagem. Objetivo Discutir estratégiasapontadas pelas enfermeiras que favoreçam prevenção de eventos adversos numa central de quimioterapia.Metodologia Tratou-se de estudo descritivo, abordagem qualitativa que utilizou método do estudo de casorepresentativo e longitudinal com entrevista semi-estruturada e observação não-participante com análise documentaldo prontuário e relatórios de enfermagem do setor. Oito enfermeiras com mais de dois anos numa central dequimioterapia de hospital federal do Rio de janeiro participaram do estudo. Resultado. Dentre estratégias apontadaspelas enfermeiras, incluem-se educação da equipe e fornecimento de alertas sobre antineoplásicos, verificação daprescrição anterior e superfície corporal; consulta de enfermagem sistematizada Conclusão. Ao finalizar o estudo,percebemos existir na instituição, política de administração de medicamentos de antineoplásicos, como: avaliaçãoda prescrição por enfermeiros que atuam na central de quimioterapia. Estratégias para prevenção indicamnecessidade de aprofundamento do processo de gerenciar eventos adversos em quimioterapia diante de situaçõescomplexas na dinâmica do trabalho assistencial das enfermeiras.BibliografiaASHP COUNCIL ON PROFESSIONAL AFFAIRS. ASHP guidelines on preventing medication errors with Antineoplastic agents.American Journal of Health System Pharmacy, v. 59, n. 17, p. 1648-1668, 2002.BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA, Resolução N° 220, 21 de setembro de2004. Disponível em: <http://e-legis.bvs.br/leisref/public/showAct. php?mode=PRINT_VERSION&id=12639>. Acesso em: 25 out.2007.GARCÍA et al Sistema integrado de prevención de errores en el proceso de utilización de medicamentos en oncología. Revistacubana de farmacia1Gestão Hospitalar (ENSP/FIOCRUZ), Administração Hospitalar (Soc. São Camilo de Ensino, Mestre em enfermagem (UFRJ/EEAN,)Chefe do Serviço em Procedimentos Externos HCI (INCA)2Doutora em enfermagem Universidade federal do Rio de janeiro Professora adjunta da UFRJ/EEAN, coordenadora do curso deMestrado EEAN/UFRJ
  16. 16. TRABALHO 15REFORMULAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM EM UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA UTILIZANDO AS TAXONOMIASNANDA, NOC E NIC. Brito AC, Ribeiro APF, Veiga MF, Silva RV, Sobreira RM ResumoA enfermagem como ciência advêm de uma progressão de teorias transpostas às classificações de diagnósticos, resultados eintervenções. Os modelos teóricos têm avançado desde os anos 60 até os dias atuais onde já dispomos de terminologia única(NNN) contribuindo para maior qualidade do cuidado de enfermagem. O objetivo desse trabalho é relatar a historia daimplantação do processo de enfermagem em uma instituição privada da cidade de Salvador e descrever o processo dereformulação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) associando às terminologias NANDA/NOC/NIC (NNN),iniciado no ano de 2008. A necessidade de remodelar o instrumento de trabalho se deu pela falta de subsídios em avaliar aassistência prestada aos nossos clientes e consequentemente o acompanhamento da evolução e resolução dos diagnósticostraçados. A estratégia metodológica aplicada é um relato de experiência descrevendo como iniciou o processo na instituição etodas as suas etapas de evolução até o momento atual na reformulação do seu modelo. Os resultados obtidos neste estudopermitiram verificar dentro do processo evolutivo da SAE, alguns pontos chaves nas etapas de mudanças: a) Inaugurou ainstituição já utilizando a SAE embasada no modelo conceitual das Teorias de padrões de resposta humana - NecessidadesHumanas Básicas (Wanda Horta) e Auto Cuidado (Dorothea Oren) correlacionando aos problemas detectados; b) Em 1999 oserviço de Neonatologia reestruturou seus Protocolos Assistenciais utilizando a Terminologia da NANDA, iniciando outro tipo deabordagem na consistência do Prontuário de Enfermagem; c) Em 2008, realizou-se uma auditoria pelo Escritório de Qualidadenos prontuários e entrevista com os Enfermeiros com a finalidade de avaliar o grau de conhecimento sobre o Processo e suaefetividade; d) em 2009 criou-se uma Comissão da SAE para reformulação do Processo de Enfermagem utilizando (NNN). Comoconclusão observa-se que a Comissão da SAE deu um novo direcionamento ao processo de enfermagem utilizado na instituição.Atendendo a uma Missão Institucional buscou o conhecimento unificado como equipe e estrategicamente a formação de umacomissão com pessoas que alcançassem a maior representatividade do hospital, constituído pela equipe de staf da Enfermagem(1 Diretora de Enfermagem, 2 Gerentes (unidade de internação e unidade Pediátrica); 4 Coordenações (Neonatologia, UTIs,unidade de internação). A partir dessa Comissão foi proposto um desafio para as Líderes das unidades em se aperfeiçoar eaprimorar sobre as mudanças ocorridas no decorrer dos anos dos modelos teóricos e terminologias da SAE e em seguidareformular o sistema de informação de enfermagem utilizando a terminologia NNN, com a missão de disseminar ou multiplicarjunto às equipes a construção do conteúdo.Referências Bibliográficas: 1BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. LEI 7498/86, DE 25 DE JUNHO DE 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem. [texto da internet] disponível em URL: HTTP://www.portalcofen.gov.br2NANDA, Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011/NANDA Internacional; tradução Regina MachadoGarcez-Porto Alegre:Artmed,20103DOCHTERMAN, JM, BULECHECK, GM. Classificação das intervenções de enfermagem (NIC).4ª.ed.Porto Alegre:Artmed;20084MOORHEAD, S, et al. Classificação dos resultados de enfermagem (NOC). Marta Avena, tradutora. 3ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.5JOHNSON, M, BULECHEK, G, BUTCHER, H, DOCHTERMAN, JM, MAAS, M, MOORHEAD, S, AWANSON, E. Ligações entre NANDA, NOC,e NIC: diagnósticos, resultados e intervenções. Regina Machado Garcez, tradutora. Porto Alegre: Artmed, 2009.6ALFARO-LEFEVRE, R. Aplicação de Processo de Enfermagem: promoção o cuidado colaborativo. Artmed, 5 ed, Porto Alegre,2005.7HORTA, W. de A. Processo de Enfermagem. São Paulo: EPU, 1979.8TANNURE, MC. SAE, Sistematização da Assistência de Enfermagem: Guia prático. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2008. Hospital Aliança, Salvador (Ba), Brasil. veiga@hospitalalianca.com.br
  17. 17. TRABALHO 16 FERRAMENTAS PARA A GESTÃO CONTEMPORÂNEA DA ENFERMAGEM EXCELÊNCIA NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE ATRAVÉS DA CONQUISTA DO MODELO PRIMARY NURSEAutores: Fonseca DALiberman SMInstituição: Complexo Hospitalar Edmundo VasconcelosE-mail: dfonseca@hpev.com.br RESUMO DO TRABALHO – SESSÃO PÔSTERI - IntroduçãoA transformação social e econômica no setor de saúde, somado ao aumento das exigências do consumidor com relação àqualidade dos serviços hospitalares e à crescente incorporação de tecnologias, têm forçado os hospitais a adotarem modelos deassistência que ofereçam respostas satisfatórias e imediatas às demandas do novo contexto.II - JustificativaNo Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos (CHEV), as mudanças ocorridas criaram grande impacto para a Enfermagem.Em 2007 foi definido o modelo de assistência Primary Nurse baseado no conceito da assistência personalizada integrada eseqüencial associada à implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE).Para os modelos implantados foi necessária a reestruturação do serviço de enfermagem, com a definição dos cargos deenfermeiro pleno e enfermeiro clínico, considerando as adequações quantitativas e qualitativas.III - ObjetivoA missão do Serviço de Enfermagem do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos (CHEV) é o aprimoramento deconhecimentos pelos seus profissionais, procurando manter e conquistar novos clientes, oferecendo-lhes atendimento dequalidade e confiabilidade que satisfaça de forma crescente suas expectativas.Para atender o propósito citado acima, iniciou-se o processo de avaliação das competências e o desenho das características queo hospital reconhecia como necessário para cada cargo.Ao enfermeiro pleno definiu-se como a principal atividade a liderança da unidade com foco na gestão da unidade de negócio.Para tanto foram empreendidas sessenta e três horas de treinamento. Ao enfermeiro clínico designou-se o acompanhamento aopaciente e a execução das atividades mais complexas. Para este grupo iniciou-se um trabalho de capacitação de implantação daSAE, totalizando 254 horas.A viabilização das mudanças ocorridas foi ancorada em algumas estratégias, como a implantação do programa de qualidadetotal. Para atender esse objetivo foram criadas diversas comissões, compostas pelos enfermeiros clínicos e plenos.Informar e envolver o corpo clínico, a fim de que fossem parceiros nesse processo de mudança, foi primordial para a implantaçãodo Primary Nurse.IV - MétodoPara a implantação do modelo assistencial foi realizado benchmarking nacional e internacional e counseling executivo, com focoa aconselhamento profissional e orientação comportamental.V - ResultadosApós três anos desse investimento e reformulação, evidenciamos os resultados apresentados: melhoria na qualidade daassistência em decorrência do cuidado individualizado ao paciente, remetendo principalmente à humanização; maior segurançada assistência prestada ao paciente, evidenciada pelo gerenciamento de riscos; referência do colaborador da enfermagem pelopaciente; valorização dos profissionais da equipe de enfermagem pelo corpo clínico.VI - ConclusãoO próximo desafio em 2011 é estender o processo de reestruturação aos demais setores de atendimento da Enfermagem(Pronto Socorro, UTI e Unidade Cirúrgica), priorizando a especialização dos enfermeiros de cada setor. Em paralelo, iniciaremoso treinamento de todo o quadro da Enfermagem para introdução da SAE no modelo eletrônico, que compõe o Histórico deEnfermagem, Diagnóstico de Enfermagem, Prescrição e Evolução de Enfermagem, anotação, checagem e outros.VII - BibliografiaVIDES, Maria L. P. C. Diagnóstico, planejamento e estratégia para a implantação de um novo sistema de gerenciamento hospitalar. São Paulo:FBAH, 2010.MARX, Lore Cecília; Morita, Luiza Chitose. Manual de Gerenciamento de Enfermagem. 2 ed. São Paulo: EPUB, 2003.BORBA, Valdir Ribeiro. Do Planejamento ao Controle de Gestão Hospitalar: instrumento para o desenvolvimento empresarial e técnico. Rio deJaneiro: Qualitymark, 2006.NANDA. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM DA NANDA- DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO – 2001-2002. Porto Alegre: Artmed,2002.
  18. 18. TRABALHO 17 O CURRÍCULO INTEGRADO E AS PERCEPÇÕES DOS ALUNOS DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM Cacciari P; Costa D B; Alves E Universidade Estadual de Londrina pamella_cacciari@hotmail.comIntrodução: No Brasil, desde o início da organização do sistema de saúde, muito se fala sobre a necessidade depromover melhorias qualitativas e quantitativas dos recursos humanos responsáveis pelas ações de saúde. OCurrículo Integrado implantado pelo curso de Enfermagem da UEL no ano 2000 contempla conhecimentos,habilidades e atitudes nos quatro domínios: o saber, o saber fazer, o saber ser e o saber conviver (1). O currículointegrado trabalha com metodologias ativas onde aprendizagem é baseada em problemas – PBL através deaplicação de provas teóricas, casos clínicos, elaboração de portfólio e participação nos grupos tutoriais. A Avaliaçãoocorre de forma continua, através do conceito bidimensional de: apto e não apto após uma avaliação formativa,fundamentada nos processos de aprendizagem, em seus aspectos cognitivos, afetivos e relacionais. Considerando aproposição de auxiliar os alunos frente a essa realidade, os cursos de Enfermagem e Medicina criaram a Comissãode Apoio Docente e Discente (CADD) para os respectivos cursos. A CADD é um instrumento eficaz para lidar comparte das ansiedades e dificuldades pedagógicas decorrentes do currículo.Justificativa: A partir do Projeto CADD composto por alunos do 3° e 4° ano enfermagem, sentiu-se necessidade deverificar a percepção dos alunos de enfermagem no processo ensino aprendizagem no currículo integrado.Objetivo: Constatar as adaptações dos estudantes em relação ao currículo identificando vantagens e desvantagensda inserção destes na nova proposta pedagógica.Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva, desenvolvida na Universidade Estadual de Londrina. A coleta dedados foi entrevista semi-estruturada, realizada durante uma oficina com estudantes do primeiro ano do curso deEnfermagem através de cinco grupos focais, após os sujeitos lerem e assinarem o Termo de Consentimento LivreEsclarecido.Resultados: Os resultados quanto às vantagens e desvantagens do currículo integrado aparecem pelas categorias:método ensino aprendizagem, as metodologias ativas do currículo incentivam o estudo individual e a expressão doaluno. O aprendizado envolve habilidades de busca, seleção e avaliação crítica de dados e informações. Avaliaçãodimensional, expressa o resultado através de: apto e não apto após uma avaliação formativa, sendo de difícilcompreensão para o aluno por fugir dos métodos tradicionais.Conclusão: De acordo com estes resultados, nota-se a importância de um projeto como a CADD que desenvolveações para auxiliar nas dificuldades da adaptação ao novo currículo, diminuindo o impacto da mudança do ensinotradicional para metodologias ativas.Palavras-chave: Estudantes de Enfermagem; Ensino; ApredizagemBibliografia: 1.Delors J. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília: MEC; 2000 2.Teixeira G. Elaboração de objetivos educacionais no Ensino Superior [homepage na internet] São Paulo: Ser professor universitário. Inc.: 2003 [atualizada em 28 mar. 2005; acesso em 20 out. 2007]. Disponível em: http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?modulo=16&texto=967 3.Bloom BS. Taxonomia de objetivos educacionais: domínio cognitivo. Porto Alegre: Globo; 1973.
  19. 19. TRABALHO 18 PROPOSTA E FERRAMENTAS METODOLÓGICAS PARA A DISCIPLINA ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM: UMA EXPERIÊNCIA NA FACULDADE SÃO VICENTE DE PÃO DE AÇÚCAR, ALAGOAS.Autores: Moreira EM, Riscado JLS, Malta JMA, Nunes I D, FreireMC LeiteFaculdade São Vicente de Pão de Açúcar – FASVIPAE-mail: euridicemmoreira@hotmail.comRESUMOIntrodução: A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde é uma proposta de ação estratégica que visa atransformação e a qualificação na atenção à saúde, os processos formativos, as práticas de saúde e pedagógicas,além de incentivar a organização das ações e dos serviços. A implantação dessa política implica o trabalhoarticulado entre o sistema de saúde e as instituições de ensino, colocando em evidência a formação e odesenvolvimento para o SUS, na perspectiva da educação permanente (BRASIL, Ministério da Saúde, 2010). Oartigo de PEDROSA (2008) apresenta reflexões sobre a contribuição da educação popular e saúde para a gestãoparticipativa no SUS,tendo como base os discursos e as proposições apresentadas nos Anais do III EncontroNacional de Educação Popular e Saúde, comparando proposições e diretrizes, o artigo assinala similitudes entrealguns pontos emergentes dos coletivos da sociedade civil e as ações desenvolvidas pelo Ministério, ressaltando osdesafios da educação popular e saúde em apresentar características de projeto político de ampliação dos espaçosde interlocução entre a gestão do SUS e os movimentos sociais, dispositivo com capacidade de mobilizar apopulação pelo direito à saúde e pela eqüidade, e estratégia pedagógica constituinte de sujeitos críticos epropositivos com potencialidade para formulação e deliberação de projetos políticos, no sentido de fortalecer agestão participativa.Justificativa: o trabalho justifica-se por tratar-se de medidas adotadas junto agrade curricular de disciplina de umaInstituição formadora de profissionais de saúde.Objetivos: Despertar no alunado habilidades para outra lógica comunicativa de informação e educação, propiciandouma aproximação às práticas de enfermagem em comunidade e, contribuir com a política nacional de educaçãopermanente em saúde, através da proposta de educação popular em saúde.Metodologia:- Contexto: Disciplina de administração aplicada à enfermagem;- Sujeitos: alunado do bacharelado em Enfermagem da FASVIPA;- Etapas: disponibilização de temáticas e, visita e busca aos sites da BVS e DATASUS. Ofícios às instituiçõescontactadas, sensibilizadas, envolvidas e parceiras Preparação do materiale produção das atividades lúdicas.Produtos originados:- 12 trabalhos de intervenção junto à comunidade, cujas temáticas permearam a prevenção das DST/AIDS, Dengue,Hipertensão Arterial, Obesidade;- Características: Roda de Conversa contra a Obesidade, Fanzini na Escola contra a DST/AIDS, Radialistas contraDengue, Forró conta a AIDS, Apregoador de Rua, Esquete de Mamulengos, Repente na Feira Popular contraDengue.-Considerações Finais: Acreditamos sensibilizar o alunado para uma forma diferenciada de levar a informação, oconhecimento às camadas populares, assim como partimos da premissa de contribuir para a formação de umlaboratório de educação popular em saúde, da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (LEPS/FASVIPA).Referências Bibliográficas:- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educaçãona Saúde. Plano Nacional de Educação Permanente em Saúde. Disponível em www.saude.gov.brAcesso em 170/05/2010.- PEDROSA, J. I. S. Educação popular em saúde e gestão participativa no Sistema Único de Saúde. Revista APS.V. 11, n. 3, p.303–313, jul./set., 2008. Disponível em www.scielo.br Acesso em 25/05/2010.
  20. 20. TRABALHO 19 TREINAMENTO CONTÍNUO DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS, IN LOCO, REALIZADO POR ESTAGIÁRIAS DE ENFERMAGEM NO HOSPITAL DA PREFEITURA DE SÃO PAULO. NEVES DF, VITOR IO, MARQUES JD, LOUREIRO MPM. HOSPITAL MUNICIPAL MATERNIDADE ESCOLA DE VILA NOVA CACHOEIRINHA palmira_loureiro@hotmail.comRESUMOA higienização das mãos é a medida mais simples, importante e reconhecida para a prevenção e controle dasinfecções nos serviços de saúde. A ação de lavar as mãos com água e sabão comum, água e sabão com anti-séptico ou fricção com álcool a 70% proporciona a remoção mecânica da microbiota transitória da pele e ou quandoassociado a anti-séptico tem ação química letal aos microrganismos. O grande desafio da atualidade é asensibilização dos profissionais de saúde quanto à importância, adesão, prática e técnica já desenvolvida que sãode extrema importância para a excelência da assistência à saúde e para a segurança do paciente. Este trabalhoalém de ser um trabalho constante e periódico, tem resultados eficazes na redução dos índices de infecçãohospitalar, é um trabalho realizado in loco, sem necessidade de deslocamento dos funcionários das unidadesassistenciais, realizado por estagiárias de enfermagem sob supervisão direta do enfermeiro e é consiste em aulateórica-prática. O objetivo desse trabalho é prevenir as infecções hospitalares, relembrar e demonstrar a técnica dehigienização das mãos e sensibilizar quanto à importância da adesão da técnica . O treinamento foi realizado pelosetor de Educação Continuada de Enfermagem e Núcleo Epidemiológico, por estagiárias de enfermagem, sobcoordenação, orientação e supervisão direta das enfermeiras responsáveis pelos setores citados. Realizado pormeio de aula explicativa, com uso de álbum seriado e distribuição de folder, nos setores: Unidade de TerapiaIntensiva,Pronto Socorro Obstétrico , Casa da Gestante de Alto Risco , Ambulatório , Alojamento Conjunto , CentroCirúrgico Obstétrico , Pré Parto , Recuperação Pós Anestésica , Central de Materiais Esterilizados , ClínicaGinecológica Obstétrica e Unidade Neonatal. Os resultados mostram que o número total foi de 179 colaboradores,destes 177 pertencem à equipe de enfermagem. O treinamento apresentou os seguintes valores: Unidade Neonatalforam treinados 36 colaboradores representando 20% do total; Centro Cirúrgico Obstétrico foram treinados 23colaboradores representando 13% do total; Recuperação Pós Anestésica foram treinados 9 colaboradoresrepresentando 5% do total; Unidade de Terapia Intensiva foram treinados 10 colaboradores representando 6% dototal; Pré-Parto foram treinados 12 colaboradores representando 7% do total; Casa da Gestante de Alto Risco foramtreinados 13 colaboradores representando 7% do total; Alojamento Conjunto foram treinados 24 colaboradoresrepresentando 13% do total; Central de Material Esterilização foram treinados 7 colaboradores representando 4% dototal; Clínica Ginecológica Obstétrica foram treinados 14 colaboradores representando 8% do total; Ambulatórioforam treinados 18 colaboradores representando 10% do total; Pronto Socorro Obstétrico foram treinados 11colaboradores representando 6% do total e outros setores (SCIH- Serviço de Controle de Infecção Hospitalar eNúcleo Epidemiológico) foram treinados 2 colaboradores representando 1% do total.Concluímos que houve umaredução considerável no índice de Infecção Hospitalar, a sensibilização de toda equipe de Enfermagem e da equipemultiprofissional.Mediante ao exposto pode-se concluir que a estratégia de treinamento local utilizada se diferencioupelo contato direto das estagiárias de enfermagem junto aos colaboradores, o que proporcionou um impactosatisfatório e que refletiu nos resultados positivos a pequeno e médio prazo.REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICOBRASIL,Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Higienização das mãos em serviços de saúde- Brasília : Anvisa, 2007.CRUZ,Eliane Drehmer de Almeida.et al.Higienização de mãos:20 anos de divergências entre a prática e o idealizado. Revista Ciência eEnfermagem,vol.XV,p.33-38.Disponível em:<www.scielo.br/pdf/rn/v23n1/a05v23n1.pdf >. Acesso em 25 out. 2010.SANTOS, Adélia Aparecida Marçal dos. Higienização das mãos no controle das infecções em serviços de saúde. Disponível em<www.cqh.org.br/files/artigoras15.pdf>.Acesso em 25 out. 2010.FARO. Norma de Higiene das mãos. Setembro de 2004 Centro Regional de Saúde Pública do Algarve CCI dos Cuidados de Saúde Primários.
  21. 21. TRABALHO 20RESULTADOS NO GERENCIAMENTO ESTRUTURADO COM REDUÇÃO DE CUSTOS NO PROCESSAMENTO DE ROUPAS DE SERVIÇOS DE SAÚDE NO “C.P.P”.Loureiro MPM, Cedran ML.CENTRO DE ATENÇÃO INTEGRADA EM SAÚDE MENTAL – PHILIPPE PINELpalmira_loureiro@hotmail.comResumoIntrodução: O processamento de roupas de serviços de saúde é uma atividade de apoio que influenciagrandemente a qualidade da assistência à saúde, principalmente no que se refere à segurança e conforto dopaciente e trabalhador e que para um bom funcionamento depende diretamente da equipe envolvida nesta atividade,atua de forma responsável e organizada neste serviço, desde o recolhimento, pesagem, envio até a distribuição deroupas e devem ocorrer perfeitas condições de higiene e conservação, em quantidade adequada a todos osequipamentos do hospital. Justificativa: Este trabalho consta de um relato de experiência de mudança organizaçãode administração onde possibilitou resultado em curto prazo, a motivação da equipe, reuniões e valorização daequipe com redução de gastos institucionais. Objetivo: Descrever os resultados obtidos por uma novaadministração, que obteve junto à diretoria institucional ajuda e parceria para ações que resultaram em diminuiçãoimediata de custos, além de ter uma equipe que atualmente encontra-se motivada e integrada nas açõesinstitucionais e na importância de seu trabalho. Método: Reuniões pontuais semanais e mensal com toda a equipeonde foram apresentadas discussões, resoluções de conflitos, sugestões e soluções por toda a equipe para melhoriade suas atividades. Resultados: Foram obtidos resultados pontuais imediatos: otimização do trabalho em equipe,integração da lavanderia com os outros equipamentos institucionais, diminuição dos custos institucionais,apresentando resultados imediatos de 4º bimestre/2010 para 1º bimestre/2011, redução de custos em 5,2%, mesmocom aumento de mais um equipamento com 08 leitos em 2011 além de integração da equipe onde que segundorelatos não ocorria. Conclusão: No início de uma nova administração foram realizadas ações que aperfeiçoarameste serviço visando atender a todos os equipamentos desta instituição de forma adequada, como tambémminimização de custos em curto prazo, com um controle maior do envio desta roupa, pesagem organizada econtrolada bem como a distribuição com adequação a realidade de cada equipamento institucional. O sucesso destaexperiência ocorreu pela autonomia e credibilidade que foi dada a nova administração por toda a diretoria destainstituição, o apoio e respeito e possibilidades de mudanças.Bibliografia: ANVISA, Processamento de Roupas no Serviço de Saúde: 2007. Disponível em: www.anvisa.gov.br. Acesso: emMarço 2011.CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos: edição compacta. 5ed. SãoPaulo: Atlas, 1999.MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração: da escola científica à competitividade na economiaglobalizada. 2ed. São Paulo, Atlas, 2000.Palavras-chave: redução de custos, motivação, nova administração, autonomia.
  22. 22. TRABALHO 21 IMPLANTAÇÃO DO PROCESSO DE CIRURGIA SEGURA NUM HOSPITAL PUBLICO DE VITÓRIA – ES : RELATO DE EXPERIÊNCIAAUTORES : Borba EL , Muto VCD.HOSPITAL ESTADUAL CENTRAL – Vitória - ESEmail: vera.muto@prosaude.org.brRESUMOPALAVRA CHAVE:; Assistência cirúrgica, Cirurgia seguraINTRODUÇÃOA estimativa de eventos adversos em todo o mundo mobilizou a OMS a lançar uma Aliança Mundial para a Segurança daAssistência Cirúrgica. O ponto mais crítico deste cenário é a interação dos membros da própria equipe cirúrgica. O protocolouniversal é um processo de três etapas no qual cada uma complementa a pratica de confirmar o paciente, local e procedimentoscorretos, assim, minimizar os riscos, promovendo uma cirurgia segura.JUSTIFICATIVAEste relato de experiência baseado na “Campanha Cirurgias Seguras Salvam Vidas” da OMS , pretende demonstrar aelaboração do protocolo multidisciplinar de verificação para a Cirurgia Segura e a implantação do mesmo num hospital público.OBJETIVOSAssegurar a qualidade da assistência cirúrgica através da definição de um conjunto central de padrões de segurança quepossam ser aplicados para melhorar assistência ao paciente.MÉTODOPara a obtenção deste objetivo, o referido hospital (primeiro hospital público do estado do ES a receber o titulo de HospitalAcreditado nível I pela ONA) desde sua abertura, em dezembro de 2009, trabalhava com a proposta de hospital seguro .A partir de sua inauguração foi constituída a Comissão de Estudos e Pesquisas, cujo primeiro intuito foi estudar a proposta daCampanha Cirurgia Segura Salva Vidas da OMS.Com isso, foi elaborado um processo com várias etapas para a implantação desse projeto, são elas: protocolo multidisciplinarcom itens de verificação que norteiam a segurança na assistência cirúrgica aos pacientes da instituição, capacitação da equipeenvolvida, elaboração de quadro ilustrativo instalado nas salas cirúrgicas contendo as etapas das pausas da cirurgia, criação deimpresso para documentar em prontuário os registros pertinentes a esse protocolo, auditoria de processos e levantamento deindicadores com acompanhamento dos resultados obtidos.RESULTADOMotivados pela busca da excelência e pela melhoria continua em seus processos a referida instituição , confiando que aqualidade da assistência propicia a segurança cirúrgica e reduz o numero de mortes e complicações conseguiu demonstrar queos resultados são positivos , pois desde a implantação deste protocolo não observamos nenhum evento adverso , sentinela ouiatrogênias.CONCLUSÃOEsta implementação exige o aprimoramento contínuo para garantir a qualidade na assistência aos pacientes. É um projetoeducacional que introduz a cultura da qualidade , um processo de verificação que documenta as etapas do protocolo de cirurgiasegura .Além disso participar deste processo pioneiro no estado do ES sensibiliza toda a equipe para alcançar os objetivos.BIBLIOGRAFIAOrganização Mundial da Saúde. Segundo desafio global para a segurança do paciente: Manual - cirurgias seguras salvam vidasDisponível em: http://proqualis.net/seguranca/Haynes AB et al. A Surgical Safety Checklist to Reduce Morbidity and Mortality in a Global Population. N Engl J Med2009;360:491-9. [Link Livre para o Artigo Original]Joint Commission. Universal protocol for preventing wrong site, wrong procedure, wrong person surgery. 2003.
  23. 23. TRABALHO 22 OS FATORES PRÉ-DISPONENTES QUE CONTRIBUEM PARA O ERRO DE MEDICAÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE ResumoA segurança dos pacientes no decorrer da internação hospitalar, têm merecido atenção crescente da equipe de enfermagem nabusca por uma assistência que assegure o máximo de qualidade e o mínimo de riscos para o cliente. O termo segurança dopaciente envolve em geral a prevenção de erros no cuidado e eliminação de danos causados aos pacientes por tais erros. O errono cuidado em saúde, resulta de ação não intencional causada por algum problema ou falha, durante a realização daassistencia. Muitas são as condições facilitadoras para que ocorram erros no âmbito hospitalar. Atualmente a evidência do errode medicação requer uma investigação sobre o evento. É de fundamental importância promover a confiabilidade durante aadministração do medicamento bem como a segurança do cliente.As causas desses erros podem estar relacionadas com fatores individuais como por exemplo: Estresse, Ansiedade, deficiênciana formação acadêmica, dupla jornada de trabalho, falta de profissionais, ilegibilidade da prescrição médica e etc. Trata-se deuma pesquisa bibliográfica de caráter exploratório, que tem como objetivos determinar os fatores que contribuem para o erro demedicação em uma instituição hospitalar. Este estudo veio resgatar a importância das medidas de Segurança durante ahospitalização do cliente no que diz respeito a administração de medicação. É imprescindível, portanto, que a enfermagempossua visão ampliada do sistema de medicação e de cada um dos seus processos e, principalmente, que dêem garantias desegurança e qualidade ao processo que está sob sua responsabilidade, buscando informações a respeito do fluxo de suasatividades, sobre os problemas existentes com o ambiente e com os recursos humanos, assim como conhecimento sobre osfármacos, interações medicamentosas etc., contribuindo para que a terapêutica medicamentosa seja cumprida de maneiraeficiente, responsável e segura. Palavras-chave: Enfermagem, Erro de medicação, Ilegibilidade na prescrição médica, Notificação do evento. REFERÊNCIAS1 - Conseqüências de medicação em unidades de terapia intensiva e semi-intensiva Toffoletto M.C, Padilha K.G; 2 Rev EscEnferm USP 2006; 40(2):247-52. www.ee.usp.br/reeusp/2 - Analise de causa raiz: Erro de medicação em um hospital universitario Rev. Alux T.C Cassiani S.H.B.; Esc Enferm USP; 44(1):139-46,Rev. Latino-Am. Enfermagem 18(6):[10 telas] nov-dez 2010 www.eerp.usp.br/rlae3 - Cuidados de enfermagem e segurança do paciente: visualizando a organização, acondicionamento e distribuição demedicamentos com método de pesquisa fotográfica Raduenz A.C; Hoffmann P.C; Radunz V; Sasso G.T.M.D; Maliska I.C.A.;Marck P.B.; 18(6):[10 telas] nov-dez 2010 Rev. Latino-Am. Enfermagem4 - Identificando os riscos do paciente hospitalizado. Lima L.F, Leventhal L.C, Fernandes M.P.P; Einstein. 2008; 6(4):434-85 - Segurança do paciente na terapêutica medicamentosa e a influência da prescrição médica nos erros de dose.Gimenes F.R.E, Mota M.L.S, Teixeira T.C.A, Silva A.E.B.C, Opitz S.P, Cassiani S.H.B; Rev. Latino-Am. Enfermagem 18(6):nov-dez 2010 www.eerp.usp.br/rlae
  24. 24. TRABALHO 23 BOPE – Bases da Oncologia Pediátrica para a Enfermagem – estratégia de ensino e desenvolvimento em EnfermagemDuarte AM1*, Melaragno ALP1, Dias CG1.1Instituto de Oncologia Pediátrica – IOP/GRAACC/UNIFESP.E-mail: *adrianaduarte@graacc.org.brIntrodução: no cotidiano da prática em Oncologia Pediátrica, os profissionais se deparam com crianças eadolescentes acometidos pelos distúrbios onco-hematológicos. Para a enfermagem, o cuidado nesta área é muitoabrangente, pois inclui não somente os pacientes, mas também seus familiares em todas as etapas de tratamento. Aalta complexidade desta especialidade exige do profissional muita dedicação e busca constante de conhecimentotécnico-científico1. Justificativa: constatou-se que, para os profissionais, era um desafio cuidar da criança e doadolescente com câncer, frente a diferentes diagnósticos e tratamentos. Objetivo: relatar as experiênciasvivenciadas junto a equipe de Enfermagem do Instituto de Oncologia Pediátrica – IOP/GRAACC/UNIFESP, durantea atividade de ensino/aprendizado sobre as principais neoplasias pediátricas. Método: trata-se de um relato deexperiência2. Como estratégia de aprendizagem, optou-se por uma atividade denominada BOPE – Bases daOncologia Pediátrica para a Enfermagem, elaborada pela área de Ensino e Desenvolvimento em Enfermagem dareferida instituição, com a finalidade de os profissionais discutirem e expressarem suas dúvidas, idéias (pré)concebidas, sentimentos e expectativas acerca do cuidar da criança e do adolescente com câncer e sua família.Resultados: o BOPE foi dividido em três momentos - no primeiro momento, denominado Preparando o BOPE,consistiu na escolha das neoplasias pediátricas a serem discutidas; distribuição das temáticas por mês; e, escolhados materiais didáticos (capítulo de livros, artigos, manuais de orientação) de cada patologia para leitura. Nosegundo momento, denominado Conhecendo a Nova Atividade, foi realizada oficinas de orientação para aelaboração do BOPE. No último e terceiro momento – Construindo os Resultados, foi realizada a leituracrítica/analítica do material didático, por todos os plantões; elaboração do banner final; e, apresentação dosmateriais produzidos nos setores da instituição. Conclusões: evidenciou-se um singular momento dereflexão/sensibilização, que resultou em um preparo e um reconhecimento das peculiaridades da criança eadolescente com câncer e uma atitude de aproximação para o cuidar no espaço hospitalar. Percebeu-se umaaproximação entre os membros da equipe, através das discussões e elaboração do material escrito. Possibilitou avalorização dos conhecimentos e experiências da equipe, convidando-os a discussão e, principalmente,instrumentalizando-os, a fim de buscar soluções para os problemas que emergem do cotidiano. Com está estratégiaalcançou-se um aprimoramento e capacitação da equipe de Enfermagem no cuidado da criança e adolescente comcâncer e sua família, à compreensão da experiência de doença vivenciada nas dimensões biológicas, sociais,emocionais e espirituais destes indivíduos. Bibliografia: 1. Brasil. Ministério da Saúde. Diagnóstico Precoce doCâncer na Criança e no Adolescente. Instituto Nacional de Câncer, Instituto Ronald Mcdonald. Rio de Janeiro: INCA,2009. 114p. 2. Marcus MT, Liehr PR. Abordagens de Pesquisa Qualitativa. In: LoBiondo-Wood G, Haber J. Pesquisaem Enfermagem: métodos, avaliação crítica e utilização. 4ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001.p:122-139.Descritores: enfermagem; oncologia pediátrica; ensino.
  25. 25. TRABALHO 24 ONCOLOGIA PEDIÁTRICA - Necessidades de Treinamento para a equipe de enfermagemDuarte AM1*, Melaragno ALP1, Dias CG1.1Instituto de Oncologia Pediátrica – IOP/GRAACC/UNIFESP.E-mail: *adrianaduarte@graacc.org.brIntrodução: nas instituições de saúde a enfermagem corresponde a aproximadamente 60% do quadro total defuncionários1. Devido ao avanço da terapêutica e tecnologia utilizadas no tratamento da criança e adolescente comcâncer, bem como os diferentes níveis de formação profissional da equipe de saúde, há a necessidade de processosde treinamento e desenvolvimento que envolva a área de Educação Continuada e promova a melhoria da qualidadeda assistência de enfermagem. Esta área é responsável por ampliar e qualificar o conhecimento e o ensino dosprofissionais e deve ser coordenada por enfermeiro habilitado. Justificativa: para que o processo ensino-aprendizagem seja efetivo é necessário um planejamento de atividades que deve partir do levantamento dasnecessidades de treinamento. Objetivo: este estudo tem por finalidade identificar as necessidades de treinamentoda equipe de enfermagem de um hospital especializado no tratamento de crianças e adolescentes com câncer, nacidade de São Paulo. Método: é um estudo não experimental de natureza descritiva exploratória2, quantitativo,realizado por meio da aplicação de um formulário, elaborado por estagiarias do 8º semestre do curso de graduaçãoem enfermagem de uma universidade de São Paulo, e modificado e aprovado pela Coordenação de Ensino eDesenvolvimento em Enfermagem da referida instituição. Resultados: foi aplicado um formulário para cada plantão(manhã, tarde, noturno I e noturno II), em cada um dos sete setores da instituição, num total de 26 formulários. Osparticipantes foram a equipe de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, composta por um total de 148profissionais. Dos formulários entregues, 73% (19) foram devolvidos e respondidos e suas respostas classificadas eagrupadas em: relativa à especialidade de oncologia pediátrica; à procedimentos técnicos; e, aos aspectoscomportamentais. A maioria dos temas solicitados foi referente a conhecimento sobre a especialidade (principaispatologias e terapêuticas), com 19 solicitações; relacionadas aos aspectos comportamentais (como lidar com afamília em momentos difíceis e de decisões, cuidados paliativos) foram 18 solicitações, sendo que o tema principalproposto está ligado aos aspectos emocionais dos profissionais, principalmente abordando o tema “morte e morrer”;com relação a capacitação técnica (administração de medicamentos, manipulação de derivação ventricular externa)foram 14 solicitações. Conclusões: Percebeu-se que a temática relacionada a aspectos comportamentais, apesarde não aparecer como primeira solicitação, é intensamente solicitado, demonstrando a necessidade do preparo doprofissional para o cuidar da criança e adolescente com câncer e sua família. Com a realização deste estudo o setorde Ensino e Desenvolvimento da instituição estudada programou as atividades para o ano de 2011, abordando ostemas solicitados na forma de treinamentos e cursos de capacitação. Todos os temas solicitados serão abordadosdurante o ano por profissionais qualificados, e as estratégias educacionais a serem utilizadas serão: aulasexpositivas dialogadas, discussão de casos, reuniões clínicas e grupos de estudo. Bibliografia: 1. Gaidzinski RR,Fugulin FMT, Castilho V. Dimensionamento de Pessoal de Enfermagem em Instituições de Saúde. In: Kurcgant P.org. Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005.p.125-137. 2. LoBiondo-Wood G,Haber J. Desenhos não-experimentais. In: LoBiondo-Wood G, Haber J. Pesquisa em Enfermagem: métodos,avaliação crítica e utilização. 4ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001.p.110-121. Descritores: equipe deenfermagem; oncologia pediátrica; treinamento.
  26. 26. TRABALHO 25 A PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS QUANTO À ANSIEDADE NA RELAÇÃO TRABALHO E COTIDIANO Ferraz TG, Cacciari P, Machado RCBR Universidade Estadual de Londrina pamella_cacciari@hotmail.comIntrodução: Trabalhadores da área da saúde tendem a apresentar níveis altos de ansiedade, como, o óbitoinesperado de um paciente, procedimentos de alta complexidade, escassez de material e de recursos humanos,relação com a equipe médica, dentre outras.A dinâmica do trabalho de enfermagem envolve tanto intervenções com o corpo e mente dos pacientes, comotambém, estão expostos as mais variáveis formas de estímulos físicos e mentais no ambiente de trabalho, estandosusceptíveis a desenvolver sentimentos de impotência profissional, ansiedade, depressão e medo, comprometendoa qualidade de assistência prestada e, interferindo diretamente na saúde mental desses profissionais, que por vezesnecessitam receber apoio e acompanhamento de uma equipe multiprofissional, que possa auxiliar esse trabalhadorna identificação de seu sofrimento e conseqüentemente desenvolver programas de prevenção e manutenção dasaúde mental do profissional de enfermagem (1) .Justificativa: A sobrecarga de trabalho, relacionamento com a equipe multiprofissional, o manejo de lidar com amorte, o relacionamento com o usuário e a família, as condições inadequadas de trabalho, causam sentimentos deansiedade no enfermeiro, influenciando na qualidade da assistência de enfermagem e sua vida social.Objetivos: Identificar a percepção dos enfermeiros a relação dos sintomas de ansiedade com seu cotidiano.Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, onde foram entrevistados oito enfermeiros de um HospitalUniversitário Público no Norte do Paraná. Foi utilizada uma entrevista semi-estruturada e conforme emergiam asrespostas, novas questões eram criadas, buscando explorar e esclarecer as informações. A pesquisa obedeceutodos os critérios éticos.Resultados: Os resultados permitiram organizar os relatos dos participantes recorrentes da questão norteadora emtrês temas: Conceito de ansiedade; Situações que causam ansiedade e Vivência de sintomas de ansiedade nocotidiano, onde muitos sujeitos correlacionam ansiedade com humor. Situações como tomadas de decisões,situações inesperadas e trabalho em equipe foram relatadas como geradoras de ansiedade, e que os sintomas deansiedade no cotidiano podem comprometer atividades familiares, sociais e de trabalho. Conclusão: Dessa forma,acreditamos que se o enfermeiro utilizar de estratégias para lidar com sintomas de ansiedade, mantendo-os emintensidade leves, lhes propiciaria uma melhora de seu desempenho profissional, social e familiar.Palavras-chave: Ansiedade; Enfermagem; Enfermeiro.Bibliografia:1-OLER, Fabiana G. et.al. Qualidade de vida da equipe de enfermagem do centro cirúrgico. Arq. Ciênc. Saúde 2005 abr-jun;12(2):102-10.STUART, G. W.; Laraia, M.T. Enfermagem psiquiátrica: princípios e práticas.Porto Alegre: ed. Artes Medicas, 2001.ROMAN, Sonia e SAVOIA, Mariângela Gentil. Pensamentos automáticos eansiedade num grupo de jogadores de futebol de campo. Psicol. teor. prat.,dez. 2003, vol.5, no.2, p.13-22. ISSN 1516-3687.MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento – pesquisa qualitativa em saúde. 8º ed. São Paulo: Editora Hucitec. 2004.

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