Anais VIII Enenge
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Anais VIII Enenge Anais VIII Enenge Document Transcript

  • Anais VIII ENCONTRO NACIONAL DEGERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM
  • TRABALHO 01: ESTUDO DO PROCESSO DE ACREDITAÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE DA REDE PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRODuarte MSM, Silvino ZR.Mestrado Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde/Universidade Federal FluminenseE-mail: monicasmd@gmail.com Palavras-chave: acreditação; qualidade da assistência à saúde, acesso e avaliação; enfermagem; gestão em saúde. ResumoA acreditação se define como “um processo no qual uma entidade, geralmente não governamental, separada e independente dainstituição de saúde, avalia a instituição de saúde para determinar se ela obedece a uma série de padrões criados paraaperfeiçoar a segurança e a qualidade do cuidado”. 1:01 É uma forma de organização empresarial, cada “coisa” é colocada emseu devido lugar, de maneira sistêmica, com responsabilidades e integração grupal. Essas certificações ajudam as empresas aentenderem o que se passa internamente, como realmente funcionam e, de certa forma, orientam como devem tratar seusprocessos, as suas não conformidades, os seus eventos, os fatores potenciais de risco, os incidentes e danos; para atuarem deforma preventiva e corretiva, utilizando planos de ação e análises críticas de tal sorte e preparo que desvios não ocorramnovamente. 2 “Um sistema que traduz a qualidade nos serviços de saúde, no qual o usuário terá segurança no cuidadorecebido”. 3:1079 O uso dessa metodologia torna-se particularmente valiosa se considerarmos a situação atual da gestão deserviços de saúde no Brasil com a inexistência de uma cultura de qualidade voltada para a qualificação da estruturaorganizacional e, principalmente, para a satisfação dos usuários. 4 Apesar de a literatura existente apontar diversas vantagensàs instituições que aderem aos programas de acreditação, observa-se que poucas instituições, principalmente públicas doEstado do Rio de Janeiro, conseguiram percorrer esse caminho de trabalho contínuo de sensibilização, envolvimento, liderançaefetiva da direção, perseverança e uma mudança cultural organizacional significativa para alcançarem a acreditação. Estetrabalho trata-se de uma Nota Prévia da Dissertação em desenvolvimento no MACCS/UFF, aprovada pelo CEP do HEMORIOsob o número 230/10. Tem como objeto de estudo o processo de acreditação em uma instituição de saúde da rede públicaacreditada no Rio de Janeiro e será norteado pelos seguintes objetivos: caracterizar uma instituição de saúde da rede pública doEstado do Rio de Janeiro acreditada, identificar os caminhos percorridos por esta instituição de saúde para ser acreditada ediscutir os benefícios institucionais obtidos ao ser acreditada. A definição dos objetivos direcionou a condução de um estudoexploratório e descritivo, com abordagem qualitativa, método de estudo de caso único que está sendo desenvolvido noHEMORIO. Utiliza-se como fonte de evidência a documentação referente ao processo de gestão da instituição e entrevistassemi-estruturadas com os profissionais administrativos e de saúde que trabalham na instituição e acompanharam o processo deacreditação. Os dados obtidos serão triangulados e tratados através da análise de conteúdo temática, um conjunto de técnicasde análise das comunicações no intuito de obter, por métodos sistemáticos e objetivos a descrição do conteúdo das mensagens.5 Espera-se que os resultados deste projeto contribuam para uma reflexão acerca da temática qualidade dos serviços de saúdeem instituições públicas, desperte e sensibilize gestores e profissionais de saúde das demais instituições de saúde da redepública do Estado do Rio de Janeiro não acreditadas a aderirem à implementação desta ferramenta da qualidade.Bibliografia1. JCI. Padrões de acreditação da Joint Commision International para Hospitais. 3a ed. Rio de Janeiro; 2008.2. Feldman LB. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari; 2008. Farias SMC, Carvalho OLT, Ernestino EO, Silva FCA, Fernandes MSP, Pinto MA, et al. Hospital accreditation: the certainty of care with excellence. Rev Enferm UFPE Online [periódico na internet]. 2010 Abr/Jun [acesso em 2011 Mar 14]; 4(esp):1076-80. Disponível em: http://www.ufpe.br/revistaenfermagem/index.php/revista/article/view/927/pdf_1013. Rodrigues EAA. Uma revisão da acreditação hospitalar como método de avaliação de qualidade e da experiência brasileira [dissertação]. Rio de Janeiro: Programa de Mestrado Profissional da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz/MS, 2004.4. Bardin L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2009.
  • TRABALHO 02 ACREDITAÇÃO HOSPITALAR: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURADuarte MSM, Zenith RS.Mestrado Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde/Universidade Federal FluminenseE-mail: monicasmd@gmail.comPalavras chave: Acreditação, Qualidade da assistência à saúde, acesso e avaliação, Enfermagem.ResumoNa medida em que se sucedem mudanças nas ciências da saúde, nos acontecimentos mundiais, nas formas educativas e nascondições sociais, afetadas pelas tendências políticas e econômicas atuais, tem sido um desafio assegurar a qualidade nosserviços de saúde. Estudos recentes relatam que a gestão da qualidade oferece uma opção para a reorientação gerencial dasorganizações. (1) As novas tendências em gestão reforçam a idéia da qualidade como instrumento-chave na busca dasobrevivência em um mercado competitivo. Um enfoque dinâmico, contínuo e participativo, onde deve estar implícita aresponsabilidade pessoal de todos os membros da organização no desenvolvimento de novas formas de informação ecomunicação, orientado para a implementação da efetividade, eficiência e lucro nos processos que aportam valor agregado eoculto à organização e aos usuários. (2) Entendendo que um dos conceitos relacionados à qualidade é o de avaliação, destaca-sea acreditação hospitalar, uma ferramenta que contém critérios que colaboram e estimulam a melhoria da qualidade, um processono qual uma entidade, separada e independente da instituição de saúde, avalia a instituição de saúde para determinar se elaobedece a uma série de padrões criados para aperfeiçoar a segurança e a qualidade do cuidado, propiciando a criação de umacultura de segurança e qualidade no interior de uma instituição que se empenha em aperfeiçoar continuamente os métodos deprestação de cuidados ao paciente e os resultados obtidos. (3) Diante deste contexto e da importância da temática, resolveu-seinvestigar o assunto, tendo como propósito subsidiar o projeto de pesquisa “Estudo do processo de acreditação em umainstituição de saúde da rede pública do Estado do Rio de Janeiro” em desenvolvimento junto ao Programa do MACCS/UFF e,por compreender que a Enfermagem é uma categoria profissional que se preocupa com a qualidade, estando sempre disposta aaprender, melhorar e implementar um processo de qualidade. (4) Este estudo tem por objetivo verificar como a temáticaacreditação e/ou avaliação dos serviços de saúde está sendo abordada na literatura. Caracteriza-se em uma revisão integrativada literatura nas bases de dados eletrônicas: LILACS, IBECS, BEDENF e MEDLINE. Foram utilizados dois descritores:Acreditação e Qualidade da assistência à saúde, acesso e avaliação, com recorte temporal entre os anos de 2005 a 2010.Foram analisados 18(dezoito) artigos na íntegra online e uma dissertação de mestrado. Para analisar os dados encontrados,utilizamos a leitura interpretativa e análise temática. Emergiram as categorias: Critérios de Resultado e Processo de Avaliação;Benefícios para a assistência e Mudança cultural. Concluiu-se que a acreditação dos serviços de saúde é uma ferramenta queestá sendo utilizada mundialmente e tem evoluído seus processos continuamente para dar conta de alcançar com excelênciaseus objetivos. Apesar de não evitar a ocorrência de erros profissionais, tem sido uma oportunidade das instituições de saúdemelhorarem a qualidade do atendimento, atenção e cuidado ao paciente. No que se refere ao Serviço de Enfermagem, o estudopossibilitou identificar a sua participação no processo, pontuando a necessidade de ajustes para avaliação mais efetiva daprestação do cuidado e conscientização de toda equipe.Bibliografia1. Leitão RER, Kurcgant, P. Qualidade na prática gerencial da Enfermagem: as duas faces da mesma moeda. Niterói: Intertexto; 2004.2. Feldman LB. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari; 2008.3. JCI. Padrões de acreditação da Joint Commision International para Hospitais. 3a ed. Rio de Janeiro; 2008.4. Soares de Lima SB, Erdman AL, Prochnow AG, Leite JL, Moreira MCh. Percepção dos enfermeiros do serviço de urgência e emergência em relação à acreditação hospitalar. Enfermería Global [periódico na internet] 2007 Nov. [acesso em 18 mar 2011]; 6(11):1-14. Disponível em http://revistas.um.es/eglobal/article/view/351/517
  • TRABALHO 03 GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM: SELEÇÃO E INTEGRAÇÃO DO ENFERMEIRO RECÉM FORMADO EM UM HOSPITAL PRIVADO – RELATO DE EXPERIÊNCIAFernandes OB, Tavora GN, Crisci SPBeneficência Nipo Brasileiroolivia.fernandes@hospitalnipo.org.brPalavras Chaves: Processo Seletivo, Retenção de Talentos, Novos Profissionais, Integração.IntroduçãoTrata-se de relato de experiência sobre o processo seletivo e integração de enfermeiros com menos de dois anos de formação,sem experiência anterior como enfermeiros, que ocorreu em instituição privada, generalista e de médio porte, no primeirosemestre do ano de 2010,com candidatos internos e externos.JustificativaMotivou-se a realização deste projeto, após identificarmos a necessidade de elevação do nível de comprometimento dosprofissionais, através de vínculo que se estabelece com a instituição que o recebeu, ainda recém formado, e proporcionouoportunidade de aperfeiçoamento, tornando assim mais efetiva a retenção de talentos na instituição.ObjetivoSelecionar, integrar e reter talentos.MétodoRealizamos um processo seletivo dividido em três etapas. A primeira foi uma verificação de conhecimento, contendo 14questões técnicas e 7 gerenciais, a qual o candidato deveria atingir a pontuação mínima de 7. A segunda etapa foi umaentrevista individual com a psicóloga da instituição, onde pode ser traçado o perfil psicológico de cada candidato. A terceiraetapa foi uma apresentação coletiva , sobre um tema aleatório, onde cada candidato teve a oportunidade de, além de abordar otema solicitado, apresentar-se aos coordenadores de áreas e colegas de seleção, que assistiram a apresentação, sendo estaetapa utilizada para finalização da seleção, onde os gestores de área, através das competências traçadas para o cargo,classificaram os candidatos.A integração dos candidatos selecionados, ocorreu em duas etapas. Na primeira etapa os mesmos passaram por revisãoteórico/prático de técnicas básicas e iniciação a gestão em enfermagem. A segunda etapa, com o auxilio de um enfermeiro tutor,foram acompanhados individualmente, em toda a rotina institucional, através de um instrumento de avaliação, modelo check liste um plano de desenvolvimento, onde os mesmos tinham requisitos a desenvolver com prazos determinados.ResultadosTínhamos 5 vagas a serem trabalhadas, na primeira etapa do processo, houve 14 candidatos externos e 24 internos (colaboradores que já trabalhavam na instituição).Desses,14 foram aprovados, 10 internos e 04 externos. Na etapa seguinte,todos os aprovados, passaram por avaliação de perfil psicológico, o que proporcionou aos coordenadores de área umaferramenta adicional para a seleção. Na terceira etapa, foram aprovados 05 candidatos, sendo 2 externos e 3 internos,preenchendo assim as vagas.Obtivemos, no decorrer de um ano, o cumprimento de todos os requisitos planejados para os 05 novos colaboradores, tornandoassim possível, iniciarmos um novo processo de seleção interna para promoção dos mesmos como enfermeiros assistenciais.ConclusãoPara Chiavenato, “Talento é preciso saber atrair, aplicar, desenvolver, recompensar, reter e monitorar esse ativo precioso paraas organizações”, sendo assim concluímos que promover oportunidade para o crescimento pessoal e profissional de novosprofissionais,embora seja um trabalho árduo, tem se tornado uma ferramenta útil para retenção de talentos.Bibliografia CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 2. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
  • TRABALHO 04 IMPACTO DO USO DO CHECKLIST EM VISITAS À UTI NA QUALIDADE ASSISTENCIALCrisci SP, Proggert GLFG, Covas TG, Dalfior LJHospital Nipo-Brasileiroe-mail: Silvana.crisci@hospitalnipo.org.brPalavras-chave: protocolos, checklist, UTI, infecção hospitalarResumoIntroduçãoA assistência de enfermagem é um processo fundamental e poderoso no hospital. A relação: qualidade, segurança ecompetência sustentam a tríade excelência (Feldman, 2007). Para tanto, ferramentas como protocolos ou checklistspodem ser utilizadas possibilitando uma pesquisa clínica mais rigorosa, além de prevenir, por exemplo, que umpaciente deixe de ser alimentado ou medicado.JustificativaO checklist desenvolvido surgiu pela necessidade de valorizar o tratamento do paciente dentro da Unidade deTerapia Intensiva (UTI), reduzindo o tempo de permanência do mesmo na unidade e assim, diminuir o seu risco decontrair infecção hospitalar.ObjetivoO objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto da implantação do checklist desenvolvido, na redução das infecçõeshospitalares na UTI do Hospital Nipo Brasileiro.MétodoA proposta surgiu da interação entre as equipes de enfermagem, médica, fisioterapia, nutrição, farmácia e aComissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).O formulário do checklist foi idealizado com base em características do “fast hug” (Vincent JL, 2005) e da regramnemônica “Suspeita para o bem” (AMIB, 2009), contemplando tanto áreas como nutrição, profilaxia, precaução deisolamento e programação quanto informações sobre analgesia, sedação, ventilação e dispositivos invasivos. Osformulários foram preenchidos diariamente pela equipe de enfermagem com dados obtidos através da prescriçãomédica e do exame clínico rotineiro de cada paciente. Com esses dados, os representantes das áreas médica,enfermagem e fisioterapia se reuniam e discutiam, uma vez ao dia, sobre as decisões que seriam tomadas. Omesmo era feito, uma vez por semana, pela equipe multidisciplinar. O presente trabalho iniciou-se em abril de 2010e para a análise de resultados tomaremos por base os meses de abril, maio e junho do mesmo anoResultadosEm relação à aderência dos profissionais à ferramenta, inicialmente foi baixa (abril=55,46% dos dias preenchidos),melhorando no mês seguinte (maio=81,74%) e voltando a cair em junho (62,46%).Quanto à densidade de utilização de sonda vesical, que pode ser considerada como indicadora de infecçãohospitalar, já que quanto mais prolongado o seu uso, maior o risco de ocorrer infecção do trato urinário, constatou-seque, em abril, 36 pacientes as utilizavam, sendo que 3 foram retiradas após o checklist (8,34%); em maio, foram 11de 34 (32,35%), em junho, 5 de 19 (26,31%).ConclusãoO uso de ferramentas como checklists pode reduzir o risco de infecções hospitalares e melhorar a qualidade doatendimento. Entretanto, mais estudos são necessários a fim de simplificar o processo e, dessa maneira, conquistara adesão de novos profissionais.BibliografiaAvaliações Obrigatórias Diárias; In: Manual Prático de Medicina Intensiva./ Coordenadores Milton Caldeira Filho,Glauco Adrieno Weftphal – 6ª Ed – São Paulo: seguimento Farma, 2009. 372p;il. ISDN 978-85-98353-93-7. VáriosautoresFeldman, LB; D‟Innocenzo, M; Cunha, ICK. Como fazer o gerenciamento de riscos? : proposta de um métodobrasileiro de segurança hospitalar. Rev Einstein, São Paulo, v.5, (supl.1), p. 548-563. RC-17, set.2007.
  • TRABALHO 05 AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DOS CLIENTES QUANTO O MANUAL DE ORIENTAÇÃO PRÉ E PÓS CIRURGIA CARDÍACA BITTAR, E; SILVA, E. A; DUARTE, D INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA Email: elainenasc@yahoo.com.br; elianabi.fnr@terra.com.brResumo: Introdução: A experiência da cirurgia é causadora de estresse e ansiedade ao paciente e suafamília, pelo receio do desconhecido e pelas dúvidas e incertezas quanto ao processo de recuperação.Justificativa: O que nos motivou para realizar este trabalho foi a necessidade em saber se os pacientesestavam satisfeitos com o manual de orientação que recebiam no dia que antecede sua cirurgia e se esteatendia a expectativa de conhecimento referente a cirurgia através de um questionário o qual obtivemosestas respostas. Objetivo: Avaliar a satisfação dos pacientes quanto o Manual de Orientações Pré ePós-Cirurgia Cardíaca e propôr melhorias e modificação do manual nos próximos exemplares. Método:Trata-se de um estudo quantitativo descritivo exploratório, com uma amostra de 131 pacientes.Resultados: Constatamos que houve importante aceitação dos pacientes em receber o manual deorientação pré e pós operatório de cirurgia cardíaca no dia que antecede sua cirurgia, o que nos motiva adesenvolver esta prática em outras especialidades como cirurgias vasculares, marcapasso e outrasrealizadas na instituição de estudo. Conclusão: Evidenciamos que 98% dos pacientes acharam que omanual contribuiu para o preparo de sua cirurgia e 99% classificou o manual como sendo ótimo econseguimos também algumas sugestões para melhoria deste manual nos próximos exemplares comoaumento das fotos nele contida, diminuindo a parte escrita.Bibliografia: 1Zago MMF, Casagrande LDR. A comunicação do enfermeiro cirúrgico na orientação com o paciente: a influência cultural. Rev Latino-am Enfermagem 1997; 5(4): 69-74. 2Alexander EL, Rothrock JC, Meeker MH. Cuidados de Enfermagem ao Paciente Cirúrgico 10ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997; (1):21-35. 3Silva AA - Visita pré-operatória de enfermagem pela enfermeira de Centro Cirúrgico. Rev. Esc. Enferm. USP ;21(2):145-60, ago. 1989. 4Souza AA, Souza ZC, Fenili RM. Orientação pré operatória ao cliente: uma medida preventiva aos estressores do processo cirúrgico. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 07, n. 02, p. 215 - 220, 2005. 5Assis CC - Avaliação da efetividade de um manual informativo para redução de estresse em familiares de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca – Tese de mestrado – São Paulo; s.n.; 2005 (76) p. 6Brasil, Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 196 que regulariza a pesquisa envolvendo seres humanos. [on line] 2006 [citado 1996] Disponível em: URL: http://conselho.saude.gov.br/docs/resolucoes/reso196 de 96.doc
  • TRABALHO 06 AVALIAÇÃO DA SATISFAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM CENTRO CIRÚRGICO BITTAR, E; SILVA, E. A. INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA Email: elainenasc@yahoo.com.br; elianabi.fnr@terra.com.brResumo: Introdução: O ambiente de trabalho dentro de um centro cirúrgico (CC) exige ações sincronizadas entre aequipe médica e de enfermagem apresentando-se assim como um ambiente repleto de novas situações eexpectativas, que podem resultar em fracassos ou vitórias. Ao longo do tempo, observa-se que estes profissionaisde enfermagem têm suportado cargas de trabalho cada vez maiores, com desproporcionalidade entre profissionaispor sala de cirurgia, turnos rotativos e presença de fatores de risco ocupacionais inerentes ao ambiente. Taissituações podem gerar uma sobrecarga física e emocional a tais colaboradores, influenciando na sua satisfação comseu trabalho. Justificativa: Diante da convivência com as dificuldades e estresse que os funcionários vivenciam noambiente cirúrgico, realizamos o presente trabalho para avaliar a satisfação dos colaboradores, necessidades esugestões de treinamentos. Objetivos: Avaliar a satisfação da equipe de enfermagem de um Centro-Cirúrgico eidentificar as necessidades da dessa equipe. Método: Trata-se se um estudo descritivo, exploratório, transversalcom análise quantitativa dos dados. Resultados: Constatamos que 97% da amostra estão satisfeitos com ainstituição; 98% referiram ter bom relacionamento com os colegas e chefia; 88,5% referiram ter uma ambienteagradável de trabalho; 37% consideram a estrutura física adequada e 85% consideram o setor organizado.Referente a área que mais gostam de trabalhar dentro do centro cirúrgico obtivemos os seguintes resultados:75%preferem circular sala de cirurgia, 19,5% preferem trabalhar na anestesia e 15,5% preferem a área do arsenal. 63%referem sentir necessidade de treinamentos em manuseio de equipamentos no CC e aulas de eletrocardiograma.Quanto ao quadro de pessoal, 46% referem necessidade de aumentar o quadro. Valorização do profissional, 86%sentem-se valorizados, porém 98% indicariam este local para um amigo trabalhar. Conclusão: Concluímos que97% da amostra estão satisfeitos com a instituição, gostam de trabalhar no centro cirúrgico e indicariam este localpara um amigo trabalhar. Quanto as necessidades, foi apontado treinamentos em manuseio de equipamentos eaulas de eletrocardiograma. Este resultado foi muito satisfatório, mesmo diante de todo estresse vivenciado no dia adia dos profissionais em ambiente cirúrgico.. Bibliografia:1. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material e Esterilização(SOBECC). Práticas recomendadas da SOBECC. 4ª ed. São Paulo: SOBECC; 2007.2. Brasil. Ministério da Saúde (MS). Portaria Interministerial 482 de 16 de abril de 1999. Diário Oficial da República Federativa doBrasil, Brasília; 19 abr 1999. Seção I, p.15.3. Silva A. Organização do trabalho na unidade de centro de material. Rev Esc Enf USP 1998; 32(2):169-78.4. Moura MLPA. Gerenciamento da central de material e esterilização. São Paulo: SENAC; 1996.5. Imai MT. Satisfação dos clientes e funcionários da central de materiais e esterilização. RAS 2003; 5(19): 5-16.
  • TRABALHO 07 PRAZER NO TRABALHO DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO PRONTO-SOCORRO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICOGarcia AB, Dellaroza MSG, Haddad MCL, Pachemsky LRUniversidade Estadual de Londrina (UEL)alessandrabg@gmail.comIntrodução: As questões subjetivas dos trabalhadores em saúde têm sido bastante discutidas, nos últimos anos,pela comunidade científica. Vários estudos apresentam o aspecto emocional como causador de doenças e comimpacto profundo na saúde do trabalhador. Tais considerações envolvem a psicodinâmica do trabalho, a qualconsidera o trabalho como constituinte do sujeito e central nos processos de subjetivação, fazendo uma análisesóciopsíquica do trabalho a partir de sua organização, pois passamos uma vida inteira dentro das organizações, asquais se revelam por ser a base da organização da sociedade e o núcleo definidor do sentido da existência humana.Assim, faz-se essencial que o trabalho seja o mais prazeroso possível, sendo o prazer até mesmo uma forma dealiviar a carga laboral. A qualidade de vida no labor é um dos maiores determinantes para a qualidade de vida do serhumano. Justificativa: A qualidade da assistência prestada aos pacientes está diretamente relacionada com aqualidade de vida no trabalho da equipe. Conhecer as fontes de prazer no trabalho pode ajudar o gestor a realizarações que melhorem o ambiente de trabalho, tornando-o também uma fonte de prazer. Objetivo: Revelar ossentimentos de prazer vivenciados por técnicos de enfermagem que trabalham em um pronto-socorro, buscandocompreender também aspectos deste processo de trabalho. Método: Estudo descritivo com abordagem qualitativa,coleta de dados através de entrevista semi-estruturada, utilizando-se a técnica de análise de conteúdo para a análise.O local de estudo foi o pronto-socorro de um hospital do Paraná e para a seleção dos sujeitos foi utilizada a técnicabola-de-neve dentre os técnicos de enfermagem que trabalhavam há pelo menos um ano nesta unidade.Resultados: Surgiram das falas dos entrevistados aspectos importantes do processo de trabalho, como aimprevisibilidade do pronto-socorro trazendo a necessidade de estar sempre alerta; o impacto do trabalho em equipee a interdependência multiprofissional podendo interferir na qualidade da assistência prestada; e o modelo decuidados integrais no processo de trabalho como precursor da humanização ao paciente e de um cuidado conscientee significativo, envolvendo aspectos relacionais. Quanto aos sentimentos de prazer, os mesmos originam-se de umasó vertente: o reconhecimento do trabalho; seja ele pelo paciente, pela equipe, pela sociedade ou pelo próprio sujeitoque o executa. Outros trabalhos trazem o Status Profissional, a Autonomia e a Interação como fatores de satisfaçãoprofissional, o que se relaciona intimamente com o reconhecimento do trabalho em seus vários aspectos,encontrados como resultado desta pesquisa. Conclusão: As falas apontam para a real importância da prática docuidado consciente, humanizado e reconhecido para a saúde emocional do sujeito em seu processo de trabalho,sendo estas três características primordiais para uma relação sujeito-trabalho saudável. O reconhecimento dotrabalho se configurou como uma variável subjetiva complexa no âmbito da psicodinâmica do trabalho e transpareceua importância extrema de se valorizar o nosso profissional com a mesma preocupação que temos em capacitá-locognitivamente, pois o prazer no trabalho colabora para a saúde psíquica do trabalhador. Cuidar da equipe é cuidarda qualidade da assistência.BibliografiaBendassolli PF, Soboll LAP, organizadores. Clínicas do trabalho. São Paulo (SP): Atlas; 2011. p. 3-21.Zanelli JC, Silva N. Programa de preparação para aposentadoria. Florianópolis (SC): Insular; 1996.Haddad MCL. Qualidade de vida dos profissionais de enfermagem. Espaço para Saúde [internet]. 2000 [acesso em: 22 mar2010]. Disponível em: http://www.ccs.uel.br/espacoparasaude/v1n2/doc/artigos2/QUALIDADE.htm.Schmidt DRC, Dantas, RAS. Quality of life at work among nursing professionals at surgical wards from the perspective ofsatisfaction. Rev Latino-am Enfermagem. 2006 janeiro-fevereiro; 14(1):54-60.
  • TRABALHO 08SATISFAÇÃO DO PACIENTE QUANTO À ASSISTÊNCIA PRESTADA PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIOSimões ALA, Silva APM, Duarte JMG, Ferreira MBGUniversidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba (MG)joyceduarte@hotmail.comO atual cenário mercadológico exige qualidade dos serviços oferecidos. Na área da saúde, a qualidade tornou-seessencial à sobrevivência das instituições. A satisfação do usuário constitui importante atributo para a avaliação daqualidade dos serviços de saúde. A satisfação representa a qualidade percebida após a experimentação de umserviço, envolvendo uma avaliação subjetiva. Nas instituições hospitalares, a equipe de enfermagem permanece pormaior tempo junto ao paciente sendo responsável por cuidados diretos e ininterruptos, o que justifica esse estudopelo fato da satisfação do paciente ser diretamente influenciável pelos cuidados recebidos. Nesse contexto, esseestudo tem como objetivo identificar o grau de satisfação apresentado pelos pacientes de um Hospital Universitárioem relação à assistência prestada pela equipe de Enfermagem. Trata-se de um estudo quantitativo, exploratório edescritivo, desenvolvido nas unidades de Clínica Médica e Cirúrgica. Os participantes foram indivíduos que estiveraminternados nas clínicas por mais de três dias, maiores de 18 anos, orientados no tempo e espaço e comunicando-severbalmente. Para identificar o grau de satisfação dos usuários, foi utilizado o Instrumento de Satisfação do Paciente(ISP), validado e adaptado do Patient Satisfaction Instrument, o qual contempla 25 proposições dividas em trêsdomínios: confiança; educacional; técnico-profissional. Os dados foram coletados no período de janeiro a março de2011. Dentre as 274 pessoas hospitalizadas nesse período, nas referidas clínicas, 33 recusaram-se a participar, 48foram excluídos por não atender aos critérios de inclusão, resultando na participação de 193 individuos. Todos foraminformados sobre os objetivos do estudo e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Para a análisedos dados utilizou-se: análise descritiva, Teste t-Student (p<0,05) e correlação de Pearson. Os resultadosdemonstraram que dos 193 participantes, 95 estavam internados na Clínica Cirúrgica, e 98 na Clínica Médica; 76eram do sexo feminino e 117 do sexo masculino. A média da idade foi de 52 anos, e do tempo de internação 4,16dias. A média geral dos escores dos três domínios foi de 3,81. O maior score médio refere-se ao domínio técnicoprofissional (4,09), seguido, respectivamente, pelo educacional (3,90) e confiança (3,58). Constatou-se que nãohouve diferenças estatisticamente significantes entre as médias de scores dos domínios e os sexos, feminino (3,75) emasculino (3,85) (t= 1,030; p=0,304); e entre as médias de scores dos domínios e as clínicas, Médica (3,73) eCirúrgica (3,89) (t= -1,666; p=0,097). O coeficiente de correlação de Pearson (r = -0,087) demonstrou correlaçãofraca entre os dias de internação e os scores dos domínios, porém não foi estatisticamente significativa. Conclui-seque a maior satisfação apresentada pelos participantes em relação à assistência prestada pela equipe deEnfermagem, relaciona-se ao domínio técnico-profissional e a menor ao domínio confiança.Descritores: Satisfação do paciente; qualidade da assistência à saúde; enfermagemReferências:Oliveira AML, Guirardello EB. Satisfação do paciente com cuidados de enfermagem: comparação entre dois hospitais.RevEscEnferm USP. 2006; 40(1): 71-7.Polizer R, D‟Innocenzo M. Satisfação do cliente na avaliação da assistência de enfermagem. RevBrasEnferm 2006 jul-ago; 59(4):548-51.Lopes JL etal.Satisfação de clientes sobre os cuidados de enfermagem no contexto hospitalar. Acta Paul Enferm 2009; 22(2):136-41.Pascoe G.C, Patient satisfaction in primary health care: a literature review and analysis. Eval.Progr. Plann.1983; 6: 185-210
  • TRABALHO 09 RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O CUIDADO HUMANIZADO À FAMÍLIA NA UTI: UM DESAFIO PARA A ENFERMAGEMDuarte JMG, Trovó HC, Nascimento RH, Dutra AS.Universidade de Uberaba – Uberaba (MG)joyceduarte@hotmail.comA família é constituída por pessoas que convivem em um espaço de tempo, unidas por laços consangüíneos,afetivos e/ou de doação. Quando em situação de adoecimento, o indivíduo pode demandar internação em uma UTI,nesta ocasião a interação família-paciente ocorre exclusivamente durante o horário de visitas. Associado àcriticidade, que caracteriza a necessidade de internação em uma UTI, é natural que os integrantes da famíliapossam apresentar sentimentos como: esperança, alívio, medo e insegurança. Considerando tais aspectos, propôs-se este estudo, que objetivou compreender a assistência de enfermagem prestada a família de clientes internadosna Unidade de Terapia Intensiva de um hospital universitário em uma cidade do Interior de Minas Gerais, durante ohorário de visitas. Trata-se de um relato de experiência, de caráter qualitativo, exploratório e descritivo. Foi utilizadoo relato das experiências das autoras durante estágio voluntário observacional realizado em um HospitalUniversitário. As participantes observaram a assistência de enfermagem oferecida ao familiar de pacientesinternados na UTI, durante o horário de visitas. Foi construído um roteiro norteador contendo aspectos relevantes,que eram registrados em um diário de campo. A população do estudo constituiu-se de todos os visitantes depacientes internados na UTI no período de setembro a outubro de 2009, quando ocorreu a saturação dos dados.Para análise dos mesmos foi utilizada a análise de conteúdo. Os resultados foram apresentados como: interaçãofamiliar e cliente internado em UTI; interação família e equipe de enfermagem; equipe de enfermagem frente aofamiliar; observação da tríade: família, cliente e profissional e descrição das intervenções. Seis categorias foramconstruídas baseadas nos registros das observações das participantes e em referências bibliográficas, as quaisforam definidas como: mudanças cotidianas frente à internação de um familiar, UTI como local de recuperação eesperança, necessidade de segurança, satisfação do familiar, insegurança ao orientar e enfrentamento dosofrimento familiar. A partir dos resultados foram elaboradas e executadas as seguintes intervenções: educaçãocontinuada direcionada aos profissionais de enfermagem da unidade, produção de um panfleto informativo e de umcartaz com orientações aos visitantes da UTI. Consideramos importante a atuação da equipe de enfermagem nosentido de promoção de efetiva interação com a família, por uso da comunicação como principal instrumento dehumanização. No entanto, deve ser destacada, também, a necessidade de maior atenção à humanização dascondições de trabalho deste profissional sugerindo-se a constituição de grupos de trabalho de humanização quepossam propor melhorias. Notamos ser de grande relevância a presença do enfermeiro durante o horário de visitasacolhendo ao familiar. E enfim, salientamos a necessidade de produção de estudos referentes ao tema e maioratenção a este assunto na grade curricular das escolas de enfermagem.Palavras-chave: Unidade de Terapia Intensiva; cuidados de Enfermagem; família; enfermagem.Referências:Inaba LC, SMJP, Telles SCR. Paciente crítico e comunicação: visão de familiares sobre sua adequação pela equipe deenfermagem. Rev Esc Enferm USP. 2005; 39(4).Montefusco SRA, Bachion MM, Nakatani AYK. Avaliação de familiares no contexto hospitalar: uma aproximação entre o modeloCalgary e a Taxonomia da NANDA. Texto Contexto Enferm. 2008; 17(1): 72-80.BRASIL. Política Nacional de Humanização de 2004. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. Disponível em:<http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/doc_base.pdf>.
  • TRABALHO 10 A ESTRUTURA DE UM SERVIÇO DE URGÊNCIA PÚBLICO NA ÓTICA DOS TRABALHADORES: PERSPECTIVAS DA QUALIDADESilva LG, Matsuda LM, Waidman MAPUniversidade Estadual de Londrina - PRE-mail: larissagutierrez@yahoo.com.brIntroduçãoAs mudanças nas relações sociais e nos processos produtivos, vivenciados pela sociedade contemporânea, têmresultado em maior preocupação com a qualidade dos serviços. No contexto hospitalar, permeado de especificidades e complexidades, as unidades de urgência sãodesafiadas a incorporar a qualidade no seu gerenciamento com o intuito de garantir um atendimento adequado, nomenor espaço de tempo possível, evitando ou minimizando sequelas e outros danos à saúde dos usuários etrabalhadores.Justificativa e ObjetivoConsiderando que a tríade de avaliação em saúde proposta por Donabedian - Estrutura, Processo e Resultado -permite uma análise sistemática da qualidade do atendimento à saúde; que apesar dos avanços no atendimento àurgência no Brasil quanto à organização do sistema de saúde, muitos serviços desta área, principalmente aquelesde natureza pública, ainda permanecem superlotados e em situações precárias e; que os recursos humanos ocupamposição de grande destaque na prestação de serviços e refletem a imagem da instituição, este trabalho tem oobjetivo de apreender a percepção de trabalhadores de um serviço de urgência público em relação à qualidade daestrutura local.MétodoTrata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratório-descritiva realizada em um serviço de urgência público do estadode São Paulo. Os dados foram coletados em abril de 2010 por meio de entrevistas individuais com deztrabalhadores da equipe multiprofissional, utilizando a frase norteadora: “Fale-me sobre a sua vivência em relação àGestão da Qualidade no Serviço de Urgência”. A análise dos dados fundamentou-se no referencial de Bardin. Esteestudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual de Maringá- PR sob o parecer n.013/2010.ResultadosA compreensão da percepção de trabalhadores de um serviço de urgência público em relação à Estruturapossibilitou a análise das seguintes categorias: recursos físicos; materiais; humanos; financeiros; normativos e dosistema de informação.Os resultados demonstraram que os entrevistados avaliaram positivamente a Estrutura do serviço em que atuam,destacando a disponibilidade dos recursos materiais em quantidade e qualidade satisfatórias; reformas eadequações realizadas na estrutura física; qualificação e capacitação profissional; repasse dos recursos financeirosconforme metas institucionais; direcionamento do atendimento por meio de protocolos estabelecidos com osserviços intra e extra hospitalares; e monitoramento das informações através de indicadores de qualidade.ConclusãoConclui-se que, apesar de haver certas fragilidades no setor como alta temperatura do ambiente e déficit derecursos humanos, os trabalhadores consideram que a dimensão Estrutura atende satisfatoriamente aos preceitosda qualidade e isso certamente contribui para que o atendimento no serviço também seja de qualidade.BibliografiaBARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008.BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n.º 3125, de 07 de dezembro de 2006. Institui o Programa de Qualificação da AtençãoHospitalar de Urgência no Sistema Único de Saúde - Programa QualiSUS e define competências. Ministério da Saúde, 2006.DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008.BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n.º 3125, de 07 de dezembro de 2006. Institui o Programa de Qualificação da AtençãoHospitalar de Urgência no Sistema Único de Saúde - Programa QualiSUS e define competências. Ministério da Saúde, 2006.DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.
  • TRABALHO 11A QUALIDADE E O RESULTADO DO ATENDIMENTO: PERCEPÇÃO DE TRABALHADORES DE UM SERVIÇO DE URGÊNCIASilva LG, Matsuda LMUniversidade Estadual de Londrina - PRE-mail: larissagutierrez@yahoo.com.brNo contexto das transformações que ocorrem na sociedade contemporânea a qualidade tornou-se uma exigência.Isso ocorre também na área da saúde e têm impulsionado as instituições a realizarem readequações no seugerenciamento com o propósito de reduzir os custos, aumentar a produtividade e satisfazer as expectativas dosclientes. Frente à necessidade de melhorar o atendimento, os serviços de urgência e emergência são desafiados aincorporarem os preceitos da qualidade na sua gestão, atendendo às premissas da Política de Qualificação daAtenção à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) – QualiSUS - que considera prioritária realização de melhoriasno atendimento às urgências. Considerando a imperiosa necessidade de abordar a qualidade e os resultados doatendimento das unidades de urgência associada à importância de conhecer a vivência dos trabalhadores queatuam nestes serviços, este trabalho tem como objetivo apreender a percepção de trabalhadores de um serviço deurgência público sobre os resultados do atendimento no sistema de gestão pela qualidade. Trata-se de umapesquisa qualitativa, exploratório-descritiva com dez trabalhadores da equipe multiprofissional de um serviço deurgência público do estado de São Paulo que adota o sistema de Gestão pela Qualidade. Foram realizadasentrevistas individuais utilizando a frase norteadora: “Fale-me sobre a sua vivência em relação à Gestão daQualidade no Serviço de Urgência”. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UniversidadeEstadual de Maringá-PR sob o parecer n. 013/2010. Os dados foram tratados de acordo com o método Análise deConteúdo, o que possibilitou a formação da categoria “Explorando o resultado do atendimento e a sua relação com aqualidade” e duas subcategorias “A busca de resultados positivos no cotidiano do Serviço de Urgência” e “Asatisfação do cliente como foco das práticas no Serviço de Urgência”. Constatou-se que os trabalhadores valorizama avaliação do processo de cuidado para o alcance de resultados positivos; que se empenham para a resolutividadedos problemas apresentados pelos usuários; que estão dispostos a enfrentar os desafios relacionados à novacertificação de qualidade. Além disso, os entrevistados assumem a postura de que não basta atingir metasinstitucionais, mas também é preciso atuar com humanidade e em parceria com o usuário. Concluiu-se que, apesarde não haver participação efetiva do usuário no processo de atendimento, os trabalhadores do serviço investigadopercebem que os resultados produzidos por intermédio da Gestão da Qualidade são positivos. Neste sentido,tomando como exemplo o local deste estudo, é essencial desenvolver e estimular uma cultura organizacional quedirecione os profissionais de saúde, principalmente nos serviços de urgência, a refletirem sobre os efeitos das suaspráticas cotidianas no produto final do processo produtivo, que neste caso é a vidas e a saúde das pessoas.BibliografiaBARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008.DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.JUNIOR, G.D.G.; VIEIRA, M.M.F. Qualidade total e administração hospitalar: explorando disjunções conceituais. Ciência saudecoletiva. n.7, v.2, p.325-334, 2002.
  • TRABALHO 12 UM OLHAR PARA A QUALIDADE NO PROCESSO DE ATENDIMENTO DE UM SERVIÇO DE URGÊNCIA PÚBLICO: PERSPECTIVAS DE TRABALHADORESSilva LG, Matsuda LMUniversidade Estadual de Londrina - PRE-mail: larissagutierrez@yahoo.com.brIntrodução: Uma unidade de urgência e emergência tem o propósito de acolher e atender adequadamente osusuários através de uma avaliação rápida, estabilização do quadro agudo e pronta admissão no hospital. Almejandoa prestação de serviços em melhores níveis de qualidade, o Ministério da Saúde, em 2003, instituiu a Política deQualificação da Atenção à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) - “QualiSus” - que prioriza o processo dequalificação nos serviços de urgência e emergência. Justificativa e Objetivo: Mediante a importância de se obterinformações que contribuam na melhoria da assistência à urgência e emergência e por considerar que a avaliaçãodo processo de atendimento reflete a essência da qualidade da atenção à saúde e constitui condição essencialnessa busca, este trabalho tem o objetivo de compreender a percepção de trabalhadores de um serviço de urgênciapúblico quanto à qualidade no processo de atendimento. Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa,exploratório-descritiva, realizada em um serviço de urgência público do estado de São Paulo, o qual adota o sistemade Gestão da Qualidade. Em abril de 2010, foram realizadas dez entrevistas individuais com a equipemultiprofissional utilizando a frase norteadora: “Fale-me sobre a sua vivência em relação à Gestão da Qualidade noServiço de Urgência”. Os dados foram tratados de acordo com o método Análise de Conteúdo proposto por Bardin.Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual de Maringá- PR sob o parecern. 013/2010. Resultados: Os depoimentos foram categorizados em duas dimensões intituladas de “Técnica” e“Relacional” segundo o referencial de Donabedian. Na primeira dimensão os entrevistados identificaram a qualidadeno processo de atendimento, com destaque à integração entre a unidade de urgência e os serviços extrahospilares;a necessidade da qualidade estar presente em todos os níveis de atenção do sistema de saúde; a expectativa edirecionamento das lideranças em relação à qualidade do serviço; a gestão de eventos não desejados focada noprocesso de trabalho e não na punição de pessoas; a promoção da qualidade a partir do Acolhimento comClassificação de Risco e do atendimento de casos referenciados. Em relação à segunda dimensão, os entrevistadosenfatizaram as práticas humanizadas através do respeito às necessidades e preferências dos usuários e a relaçãofavorável entre os trabalhadores. Conclusão: Conclui-se que, apesar de haver relatos de descontentamento quantoao trabalho em equipe, os entrevistados percebem que o processo de atendimento no serviço de urgência está emsintonia com os preceitos da qualidade, o que permite oferecer uma assistência segura e qualificada assim comoaumenta a possibilidade de produzir resultados satisfatórios.BibliografiaBARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2008.BRASIL. Ministério da Saúde. Qualisus: Política de qualificação da atenção à saúde. Brasília, 2004.DONABEDIAN, A. The quality of care: how can it be assessed? J. Am. Med. Assoc. v. 260, n.12, p.1743-1748, 1988.
  • TRABALHO 13 PORTFÓLIO REFLEXIVO COMO INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: PERCEPÇÃO DE RESIDENTES DE ENFERMAGEMFrança, TE, Vannuchi MTO, Guariente, MHDMUniversidade Estadual de LondrinaE-mail para contato: mhguariente@sercomtel.com.brRESUMOA avaliação é um assunto amplamente discutido nas instituições de ensino e constitui-se em um desafio para oseducadores e estudantes. No meio educacional o portfólio reflexivo apresenta-se como estratégia possibilitadora depráticas de avaliação emancipatória, coerentes com o processo de ensino aprendizagem comprometido com aformação crítico-reflexiva. O processo de avaliação da Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem doPrograma Integrado de Especialização da Universidade Estadual de Londrina (UEL) utiliza o portfólio reflexivo,considerando que oportuniza o acompanhamento do processo de aprendizagem, por meio do registro dasproduções do residente, suas percepções e estudos. O portfólio é estruturado em três partes: A minha trajetória, queconsiste em descrever a trajetória do aluno até chegar à residência, as percepções e sentimentos frente a essa novafase acadêmica; a Área acadêmica, etapa em que o aluno apresenta todas as discussões realizadas em sala deaula de acordo com propostos e as metodologias de ensino utilizadas e a Área pessoal, em que contextualiza o seumomento de vida acadêmica e é estimulado a ilustrar suas ações e reflexões através de colagem de fotos. Alémdisso, esta etapa consiste em levar o estudante a refletir, semanalmente, sobre sua prática diária, acúmulo deexperiências, dificuldades encontradas e crescimento pessoal e profissional que advém do processo vivenciadodurante a residência. As reflexões semanais são encaminhadas via e-mail ao docente que as lê a as devolve com assuas considerações. Considerando a importância do portfólio reflexivo como instrumento de avaliação, este estudoteve o objetivo descrever as percepções dos estudantes da Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem,envolvidos na construção/implementação deste instrumento. Trata-se de uma pesquisa descritiva na abordagemqualitativa, desenvolvida no curso de Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem, alocado no Centro deCiências da Saúde, da Universidade Estadual de Londrina. Os sujeitos da pesquisa foram ex-alunos e atuais alunosdo curso de Residência em Gerência dos Serviços de Enfermagem, totalizando, 23 alunos. Os dados foramcoletados por entrevistas realizadas, individualmente, com base em um questionário pré-elaborado. Para a análisedos dados utilizou-se a análise do conteúdo proposta por Bardin. Os resultados demonstraram que a utilização doportfólio reflexivo na Residência tem um potencial significativo quando se evidenciam algumas possibilidades, dentreelas o desenvolvimento da capacidade reflexiva, a auto-avaliação, a avaliação pelo docente, o desenvolvimento dacompetência de comunicação escrita e a organização de material teórico pedagógico. Como aspectos facilitadoresdo portfólio reflexivo identificaram-se: a relação professor-aluno; o feedback docente e articulação teoria e prática.Como aspectos dificultadores os discursos dos residentes evidenciaram: a falta da habilidade escrita; o ato derefletir, a reflexão extemporânea e a falta de tempo. O uso do portfólio reflexivo na Residência demonstrou-seconcordante com uma avaliação a serviço da aprendizagem, todavia, instala desafios particulares aos sujeitosenvolvidos em sua implementação. O portfólio reflexivo desponta como uma promissora ferramenta de avaliação,que pode sugerir outras possibilidades além das descritas neste trabalho.
  • TRABALHO 14Estratégias de prevenção de eventos adversos em quimioterapia antineoplásica:subsídios à efetividade do processo de cuidar em enfermagem Santos, VO¹, Moreira, MC²Introdução. Prestação de assistência à saúde sem riscos e falhas no atendimento é objetivo de profissionais desaúde. Na especificidade do trabalho em unidades de quimioterapia antineoplásica necessita-se de atualização esensibilização das enfermeiras acerca das condições necessárias para garantia da qualidade da assistência aosclientes, principalmente, prevenção e controle dos eventos adversos. O gerenciamento desses eventos pelaenfermeira é estabelecido na Resolução 220, de 21 de setembro de 2004, pela Agência Nacional de VigilânciaSanitária, que destaca responsabilidade da equipe da enfermagem na manutenção das boas práticas naadministração da quimioterapia., levando à responsabilidade de detectar e prevenir precocemente erros demedicação. Medicamentos antineoplásicos são considerados de alto risco, podendo produzir reações e eventosadversos em qualquer fase do processo de medicação (prescrição, dispensação, preparação e administração). Éconsiderado erro de medicação relacionado aos antineoplásicos qualquer erro real e/ou fatal identificado nummedicamento prescrito, dispensado, preparado e administrado em diferentes doses adequadas para o paciente, comdata errada, técnica incorreta de administração, incluindo velocidade, concentração. (García, et al 2007) Portanto,necessita-se de busca por estratégias de prevenção básica para toda equipe de enfermagem, garantindo qualidadee segurança prestada aos pacientes. Trata-se de recorte da dissertação de mestrado. Eventos adversos emquimioterapia antineoplásica: subsídios para Gerenciamento de Enfermagem. Objetivo Discutir estratégiasapontadas pelas enfermeiras que favoreçam prevenção de eventos adversos numa central de quimioterapia.Metodologia Tratou-se de estudo descritivo, abordagem qualitativa que utilizou método do estudo de casorepresentativo e longitudinal com entrevista semi-estruturada e observação não-participante com análise documentaldo prontuário e relatórios de enfermagem do setor. Oito enfermeiras com mais de dois anos numa central dequimioterapia de hospital federal do Rio de janeiro participaram do estudo. Resultado. Dentre estratégias apontadaspelas enfermeiras, incluem-se educação da equipe e fornecimento de alertas sobre antineoplásicos, verificação daprescrição anterior e superfície corporal; consulta de enfermagem sistematizada Conclusão. Ao finalizar o estudo,percebemos existir na instituição, política de administração de medicamentos de antineoplásicos, como: avaliaçãoda prescrição por enfermeiros que atuam na central de quimioterapia. Estratégias para prevenção indicamnecessidade de aprofundamento do processo de gerenciar eventos adversos em quimioterapia diante de situaçõescomplexas na dinâmica do trabalho assistencial das enfermeiras.BibliografiaASHP COUNCIL ON PROFESSIONAL AFFAIRS. ASHP guidelines on preventing medication errors with Antineoplastic agents.American Journal of Health System Pharmacy, v. 59, n. 17, p. 1648-1668, 2002.BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA, Resolução N° 220, 21 de setembro de2004. Disponível em: <http://e-legis.bvs.br/leisref/public/showAct. php?mode=PRINT_VERSION&id=12639>. Acesso em: 25 out.2007.GARCÍA et al Sistema integrado de prevención de errores en el proceso de utilización de medicamentos en oncología. Revistacubana de farmacia1Gestão Hospitalar (ENSP/FIOCRUZ), Administração Hospitalar (Soc. São Camilo de Ensino, Mestre em enfermagem (UFRJ/EEAN,)Chefe do Serviço em Procedimentos Externos HCI (INCA)2Doutora em enfermagem Universidade federal do Rio de janeiro Professora adjunta da UFRJ/EEAN, coordenadora do curso deMestrado EEAN/UFRJ
  • TRABALHO 15REFORMULAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM EM UMA INSTITUIÇÃO PRIVADA UTILIZANDO AS TAXONOMIASNANDA, NOC E NIC. Brito AC, Ribeiro APF, Veiga MF, Silva RV, Sobreira RM ResumoA enfermagem como ciência advêm de uma progressão de teorias transpostas às classificações de diagnósticos, resultados eintervenções. Os modelos teóricos têm avançado desde os anos 60 até os dias atuais onde já dispomos de terminologia única(NNN) contribuindo para maior qualidade do cuidado de enfermagem. O objetivo desse trabalho é relatar a historia daimplantação do processo de enfermagem em uma instituição privada da cidade de Salvador e descrever o processo dereformulação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) associando às terminologias NANDA/NOC/NIC (NNN),iniciado no ano de 2008. A necessidade de remodelar o instrumento de trabalho se deu pela falta de subsídios em avaliar aassistência prestada aos nossos clientes e consequentemente o acompanhamento da evolução e resolução dos diagnósticostraçados. A estratégia metodológica aplicada é um relato de experiência descrevendo como iniciou o processo na instituição etodas as suas etapas de evolução até o momento atual na reformulação do seu modelo. Os resultados obtidos neste estudopermitiram verificar dentro do processo evolutivo da SAE, alguns pontos chaves nas etapas de mudanças: a) Inaugurou ainstituição já utilizando a SAE embasada no modelo conceitual das Teorias de padrões de resposta humana - NecessidadesHumanas Básicas (Wanda Horta) e Auto Cuidado (Dorothea Oren) correlacionando aos problemas detectados; b) Em 1999 oserviço de Neonatologia reestruturou seus Protocolos Assistenciais utilizando a Terminologia da NANDA, iniciando outro tipo deabordagem na consistência do Prontuário de Enfermagem; c) Em 2008, realizou-se uma auditoria pelo Escritório de Qualidadenos prontuários e entrevista com os Enfermeiros com a finalidade de avaliar o grau de conhecimento sobre o Processo e suaefetividade; d) em 2009 criou-se uma Comissão da SAE para reformulação do Processo de Enfermagem utilizando (NNN). Comoconclusão observa-se que a Comissão da SAE deu um novo direcionamento ao processo de enfermagem utilizado na instituição.Atendendo a uma Missão Institucional buscou o conhecimento unificado como equipe e estrategicamente a formação de umacomissão com pessoas que alcançassem a maior representatividade do hospital, constituído pela equipe de staf da Enfermagem(1 Diretora de Enfermagem, 2 Gerentes (unidade de internação e unidade Pediátrica); 4 Coordenações (Neonatologia, UTIs,unidade de internação). A partir dessa Comissão foi proposto um desafio para as Líderes das unidades em se aperfeiçoar eaprimorar sobre as mudanças ocorridas no decorrer dos anos dos modelos teóricos e terminologias da SAE e em seguidareformular o sistema de informação de enfermagem utilizando a terminologia NNN, com a missão de disseminar ou multiplicarjunto às equipes a construção do conteúdo.Referências Bibliográficas: 1BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. LEI 7498/86, DE 25 DE JUNHO DE 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem. [texto da internet] disponível em URL: HTTP://www.portalcofen.gov.br2NANDA, Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011/NANDA Internacional; tradução Regina MachadoGarcez-Porto Alegre:Artmed,20103DOCHTERMAN, JM, BULECHECK, GM. Classificação das intervenções de enfermagem (NIC).4ª.ed.Porto Alegre:Artmed;20084MOORHEAD, S, et al. Classificação dos resultados de enfermagem (NOC). Marta Avena, tradutora. 3ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.5JOHNSON, M, BULECHEK, G, BUTCHER, H, DOCHTERMAN, JM, MAAS, M, MOORHEAD, S, AWANSON, E. Ligações entre NANDA, NOC,e NIC: diagnósticos, resultados e intervenções. Regina Machado Garcez, tradutora. Porto Alegre: Artmed, 2009.6ALFARO-LEFEVRE, R. Aplicação de Processo de Enfermagem: promoção o cuidado colaborativo. Artmed, 5 ed, Porto Alegre,2005.7HORTA, W. de A. Processo de Enfermagem. São Paulo: EPU, 1979.8TANNURE, MC. SAE, Sistematização da Assistência de Enfermagem: Guia prático. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2008. Hospital Aliança, Salvador (Ba), Brasil. veiga@hospitalalianca.com.br
  • TRABALHO 16 FERRAMENTAS PARA A GESTÃO CONTEMPORÂNEA DA ENFERMAGEM EXCELÊNCIA NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE ATRAVÉS DA CONQUISTA DO MODELO PRIMARY NURSEAutores: Fonseca DALiberman SMInstituição: Complexo Hospitalar Edmundo VasconcelosE-mail: dfonseca@hpev.com.br RESUMO DO TRABALHO – SESSÃO PÔSTERI - IntroduçãoA transformação social e econômica no setor de saúde, somado ao aumento das exigências do consumidor com relação àqualidade dos serviços hospitalares e à crescente incorporação de tecnologias, têm forçado os hospitais a adotarem modelos deassistência que ofereçam respostas satisfatórias e imediatas às demandas do novo contexto.II - JustificativaNo Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos (CHEV), as mudanças ocorridas criaram grande impacto para a Enfermagem.Em 2007 foi definido o modelo de assistência Primary Nurse baseado no conceito da assistência personalizada integrada eseqüencial associada à implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE).Para os modelos implantados foi necessária a reestruturação do serviço de enfermagem, com a definição dos cargos deenfermeiro pleno e enfermeiro clínico, considerando as adequações quantitativas e qualitativas.III - ObjetivoA missão do Serviço de Enfermagem do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos (CHEV) é o aprimoramento deconhecimentos pelos seus profissionais, procurando manter e conquistar novos clientes, oferecendo-lhes atendimento dequalidade e confiabilidade que satisfaça de forma crescente suas expectativas.Para atender o propósito citado acima, iniciou-se o processo de avaliação das competências e o desenho das características queo hospital reconhecia como necessário para cada cargo.Ao enfermeiro pleno definiu-se como a principal atividade a liderança da unidade com foco na gestão da unidade de negócio.Para tanto foram empreendidas sessenta e três horas de treinamento. Ao enfermeiro clínico designou-se o acompanhamento aopaciente e a execução das atividades mais complexas. Para este grupo iniciou-se um trabalho de capacitação de implantação daSAE, totalizando 254 horas.A viabilização das mudanças ocorridas foi ancorada em algumas estratégias, como a implantação do programa de qualidadetotal. Para atender esse objetivo foram criadas diversas comissões, compostas pelos enfermeiros clínicos e plenos.Informar e envolver o corpo clínico, a fim de que fossem parceiros nesse processo de mudança, foi primordial para a implantaçãodo Primary Nurse.IV - MétodoPara a implantação do modelo assistencial foi realizado benchmarking nacional e internacional e counseling executivo, com focoa aconselhamento profissional e orientação comportamental.V - ResultadosApós três anos desse investimento e reformulação, evidenciamos os resultados apresentados: melhoria na qualidade daassistência em decorrência do cuidado individualizado ao paciente, remetendo principalmente à humanização; maior segurançada assistência prestada ao paciente, evidenciada pelo gerenciamento de riscos; referência do colaborador da enfermagem pelopaciente; valorização dos profissionais da equipe de enfermagem pelo corpo clínico.VI - ConclusãoO próximo desafio em 2011 é estender o processo de reestruturação aos demais setores de atendimento da Enfermagem(Pronto Socorro, UTI e Unidade Cirúrgica), priorizando a especialização dos enfermeiros de cada setor. Em paralelo, iniciaremoso treinamento de todo o quadro da Enfermagem para introdução da SAE no modelo eletrônico, que compõe o Histórico deEnfermagem, Diagnóstico de Enfermagem, Prescrição e Evolução de Enfermagem, anotação, checagem e outros.VII - BibliografiaVIDES, Maria L. P. C. Diagnóstico, planejamento e estratégia para a implantação de um novo sistema de gerenciamento hospitalar. São Paulo:FBAH, 2010.MARX, Lore Cecília; Morita, Luiza Chitose. Manual de Gerenciamento de Enfermagem. 2 ed. São Paulo: EPUB, 2003.BORBA, Valdir Ribeiro. Do Planejamento ao Controle de Gestão Hospitalar: instrumento para o desenvolvimento empresarial e técnico. Rio deJaneiro: Qualitymark, 2006.NANDA. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM DA NANDA- DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO – 2001-2002. Porto Alegre: Artmed,2002.
  • TRABALHO 17 O CURRÍCULO INTEGRADO E AS PERCEPÇÕES DOS ALUNOS DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM Cacciari P; Costa D B; Alves E Universidade Estadual de Londrina pamella_cacciari@hotmail.comIntrodução: No Brasil, desde o início da organização do sistema de saúde, muito se fala sobre a necessidade depromover melhorias qualitativas e quantitativas dos recursos humanos responsáveis pelas ações de saúde. OCurrículo Integrado implantado pelo curso de Enfermagem da UEL no ano 2000 contempla conhecimentos,habilidades e atitudes nos quatro domínios: o saber, o saber fazer, o saber ser e o saber conviver (1). O currículointegrado trabalha com metodologias ativas onde aprendizagem é baseada em problemas – PBL através deaplicação de provas teóricas, casos clínicos, elaboração de portfólio e participação nos grupos tutoriais. A Avaliaçãoocorre de forma continua, através do conceito bidimensional de: apto e não apto após uma avaliação formativa,fundamentada nos processos de aprendizagem, em seus aspectos cognitivos, afetivos e relacionais. Considerando aproposição de auxiliar os alunos frente a essa realidade, os cursos de Enfermagem e Medicina criaram a Comissãode Apoio Docente e Discente (CADD) para os respectivos cursos. A CADD é um instrumento eficaz para lidar comparte das ansiedades e dificuldades pedagógicas decorrentes do currículo.Justificativa: A partir do Projeto CADD composto por alunos do 3° e 4° ano enfermagem, sentiu-se necessidadede verificar a percepção dos alunos de enfermagem no processo ensino aprendizagem no currículo integrado.Objetivo: Constatar as adaptações dos estudantes em relação ao currículo identificando vantagens e desvantagensda inserção destes na nova proposta pedagógica.Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva, desenvolvida na Universidade Estadual de Londrina. A coleta dedados foi entrevista semi-estruturada, realizada durante uma oficina com estudantes do primeiro ano do curso deEnfermagem através de cinco grupos focais, após os sujeitos lerem e assinarem o Termo de Consentimento LivreEsclarecido.Resultados: Os resultados quanto às vantagens e desvantagens do currículo integrado aparecem pelas categorias:método ensino aprendizagem, as metodologias ativas do currículo incentivam o estudo individual e a expressão doaluno. O aprendizado envolve habilidades de busca, seleção e avaliação crítica de dados e informações. Avaliaçãodimensional, expressa o resultado através de: apto e não apto após uma avaliação formativa, sendo de difícilcompreensão para o aluno por fugir dos métodos tradicionais.Conclusão: De acordo com estes resultados, nota-se a importância de um projeto como a CADD que desenvolveações para auxiliar nas dificuldades da adaptação ao novo currículo, diminuindo o impacto da mudança do ensinotradicional para metodologias ativas.Palavras-chave: Estudantes de Enfermagem; Ensino; ApredizagemBibliografia: 1.Delors J. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília: MEC; 2000 2.Teixeira G. Elaboração de objetivos educacionais no Ensino Superior [homepage na internet] São Paulo: Ser professor universitário. Inc.: 2003 [atualizada em 28 mar. 2005; acesso em 20 out. 2007]. Disponível em: http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?modulo=16&texto=967 3.Bloom BS. Taxonomia de objetivos educacionais: domínio cognitivo. Porto Alegre: Globo; 1973.
  • TRABALHO 18 PROPOSTA E FERRAMENTAS METODOLÓGICAS PARA A DISCIPLINA ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM: UMA EXPERIÊNCIA NA FACULDADE SÃO VICENTE DE PÃO DE AÇÚCAR, ALAGOAS.Autores: Moreira EM, Riscado JLS, Malta JMA, Nunes I D, FreireMC LeiteFaculdade São Vicente de Pão de Açúcar – FASVIPAE-mail: euridicemmoreira@hotmail.comRESUMOIntrodução: A Política Nacional de Educação Permanente em Saúde é uma proposta de ação estratégica que visa atransformação e a qualificação na atenção à saúde, os processos formativos, as práticas de saúde e pedagógicas,além de incentivar a organização das ações e dos serviços. A implantação dessa política implica o trabalhoarticulado entre o sistema de saúde e as instituições de ensino, colocando em evidência a formação e odesenvolvimento para o SUS, na perspectiva da educação permanente (BRASIL, Ministério da Saúde, 2010). Oartigo de PEDROSA (2008) apresenta reflexões sobre a contribuição da educação popular e saúde para a gestãoparticipativa no SUS,tendo como base os discursos e as proposições apresentadas nos Anais do III EncontroNacional de Educação Popular e Saúde, comparando proposições e diretrizes, o artigo assinala similitudes entrealguns pontos emergentes dos coletivos da sociedade civil e as ações desenvolvidas pelo Ministério, ressaltando osdesafios da educação popular e saúde em apresentar características de projeto político de ampliação dos espaçosde interlocução entre a gestão do SUS e os movimentos sociais, dispositivo com capacidade de mobilizar apopulação pelo direito à saúde e pela eqüidade, e estratégia pedagógica constituinte de sujeitos críticos epropositivos com potencialidade para formulação e deliberação de projetos políticos, no sentido de fortalecer agestão participativa.Justificativa: o trabalho justifica-se por tratar-se de medidas adotadas junto agrade curricular de disciplina de umaInstituição formadora de profissionais de saúde.Objetivos: Despertar no alunado habilidades para outra lógica comunicativa de informação e educação, propiciandouma aproximação às práticas de enfermagem em comunidade e, contribuir com a política nacional de educaçãopermanente em saúde, através da proposta de educação popular em saúde.Metodologia:- Contexto: Disciplina de administração aplicada à enfermagem;- Sujeitos: alunado do bacharelado em Enfermagem da FASVIPA;- Etapas: disponibilização de temáticas e, visita e busca aos sites da BVS e DATASUS. Ofícios às instituiçõescontactadas, sensibilizadas, envolvidas e parceiras Preparação do materiale produção das atividades lúdicas.Produtos originados:- 12 trabalhos de intervenção junto à comunidade, cujas temáticas permearam a prevenção das DST/AIDS, Dengue,Hipertensão Arterial, Obesidade;- Características: Roda de Conversa contra a Obesidade, Fanzini na Escola contra a DST/AIDS, Radialistas contraDengue, Forró conta a AIDS, Apregoador de Rua, Esquete de Mamulengos, Repente na Feira Popular contraDengue.-Considerações Finais: Acreditamos sensibilizar o alunado para uma forma diferenciada de levar a informação, oconhecimento às camadas populares, assim como partimos da premissa de contribuir para a formação de umlaboratório de educação popular em saúde, da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (LEPS/FASVIPA).Referências Bibliográficas:- BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educaçãona Saúde. Plano Nacional de Educação Permanente em Saúde. Disponível em www.saude.gov.brAcesso em 170/05/2010.- PEDROSA, J. I. S. Educação popular em saúde e gestão participativa no Sistema Único de Saúde. Revista APS.V. 11, n. 3, p.303–313, jul./set., 2008. Disponível em www.scielo.br Acesso em 25/05/2010.
  • TRABALHO 19 TREINAMENTO CONTÍNUO DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS, IN LOCO, REALIZADO POR ESTAGIÁRIAS DE ENFERMAGEM NO HOSPITAL DA PREFEITURA DE SÃO PAULO. NEVES DF, VITOR IO, MARQUES JD, LOUREIRO MPM. HOSPITAL MUNICIPAL MATERNIDADE ESCOLA DE VILA NOVA CACHOEIRINHA palmira_loureiro@hotmail.comRESUMOA higienização das mãos é a medida mais simples, importante e reconhecida para a prevenção e controle dasinfecções nos serviços de saúde. A ação de lavar as mãos com água e sabão comum, água e sabão com anti-séptico ou fricção com álcool a 70% proporciona a remoção mecânica da microbiota transitória da pele e ou quandoassociado a anti-séptico tem ação química letal aos microrganismos. O grande desafio da atualidade é asensibilização dos profissionais de saúde quanto à importância, adesão, prática e técnica já desenvolvida que sãode extrema importância para a excelência da assistência à saúde e para a segurança do paciente. Este trabalhoalém de ser um trabalho constante e periódico, tem resultados eficazes na redução dos índices de infecçãohospitalar, é um trabalho realizado in loco, sem necessidade de deslocamento dos funcionários das unidadesassistenciais, realizado por estagiárias de enfermagem sob supervisão direta do enfermeiro e é consiste em aulateórica-prática. O objetivo desse trabalho é prevenir as infecções hospitalares, relembrar e demonstrar a técnica dehigienização das mãos e sensibilizar quanto à importância da adesão da técnica . O treinamento foi realizado pelosetor de Educação Continuada de Enfermagem e Núcleo Epidemiológico, por estagiárias de enfermagem, sobcoordenação, orientação e supervisão direta das enfermeiras responsáveis pelos setores citados. Realizado pormeio de aula explicativa, com uso de álbum seriado e distribuição de folder, nos setores: Unidade de TerapiaIntensiva,Pronto Socorro Obstétrico , Casa da Gestante de Alto Risco , Ambulatório , Alojamento Conjunto , CentroCirúrgico Obstétrico , Pré Parto , Recuperação Pós Anestésica , Central de Materiais Esterilizados , ClínicaGinecológica Obstétrica e Unidade Neonatal. Os resultados mostram que o número total foi de 179 colaboradores,destes 177 pertencem à equipe de enfermagem. O treinamento apresentou os seguintes valores: Unidade Neonatalforam treinados 36 colaboradores representando 20% do total; Centro Cirúrgico Obstétrico foram treinados 23colaboradores representando 13% do total; Recuperação Pós Anestésica foram treinados 9 colaboradoresrepresentando 5% do total; Unidade de Terapia Intensiva foram treinados 10 colaboradores representando 6% dototal; Pré-Parto foram treinados 12 colaboradores representando 7% do total; Casa da Gestante de Alto Risco foramtreinados 13 colaboradores representando 7% do total; Alojamento Conjunto foram treinados 24 colaboradoresrepresentando 13% do total; Central de Material Esterilização foram treinados 7 colaboradores representando 4% dototal; Clínica Ginecológica Obstétrica foram treinados 14 colaboradores representando 8% do total; Ambulatórioforam treinados 18 colaboradores representando 10% do total; Pronto Socorro Obstétrico foram treinados 11colaboradores representando 6% do total e outros setores (SCIH- Serviço de Controle de Infecção Hospitalar eNúcleo Epidemiológico) foram treinados 2 colaboradores representando 1% do total.Concluímos que houve umaredução considerável no índice de Infecção Hospitalar, a sensibilização de toda equipe de Enfermagem e da equipemultiprofissional.Mediante ao exposto pode-se concluir que a estratégia de treinamento local utilizada se diferencioupelo contato direto das estagiárias de enfermagem junto aos colaboradores, o que proporcionou um impactosatisfatório e que refletiu nos resultados positivos a pequeno e médio prazo.REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICOBRASIL,Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Higienização das mãos em serviços de saúde- Brasília : Anvisa, 2007.CRUZ,Eliane Drehmer de Almeida.et al.Higienização de mãos:20 anos de divergências entre a prática e o idealizado. Revista Ciência eEnfermagem,vol.XV,p.33-38.Disponível em:<www.scielo.br/pdf/rn/v23n1/a05v23n1.pdf >. Acesso em 25 out. 2010.SANTOS, Adélia Aparecida Marçal dos. Higienização das mãos no controle das infecções em serviços de saúde. Disponível em<www.cqh.org.br/files/artigoras15.pdf>.Acesso em 25 out. 2010.FARO. Norma de Higiene das mãos. Setembro de 2004 Centro Regional de Saúde Pública do Algarve CCI dos Cuidados de Saúde Primários.
  • TRABALHO 20RESULTADOS NO GERENCIAMENTO ESTRUTURADO COM REDUÇÃO DE CUSTOS NO PROCESSAMENTO DE ROUPAS DE SERVIÇOS DE SAÚDE NO “C.P.P”.Loureiro MPM, Cedran ML.CENTRO DE ATENÇÃO INTEGRADA EM SAÚDE MENTAL – PHILIPPE PINELpalmira_loureiro@hotmail.comResumoIntrodução: O processamento de roupas de serviços de saúde é uma atividade de apoio que influenciagrandemente a qualidade da assistência à saúde, principalmente no que se refere à segurança e conforto dopaciente e trabalhador e que para um bom funcionamento depende diretamente da equipe envolvida nesta atividade,atua de forma responsável e organizada neste serviço, desde o recolhimento, pesagem, envio até a distribuição deroupas e devem ocorrer perfeitas condições de higiene e conservação, em quantidade adequada a todos osequipamentos do hospital. Justificativa: Este trabalho consta de um relato de experiência de mudança organizaçãode administração onde possibilitou resultado em curto prazo, a motivação da equipe, reuniões e valorização daequipe com redução de gastos institucionais. Objetivo: Descrever os resultados obtidos por uma novaadministração, que obteve junto à diretoria institucional ajuda e parceria para ações que resultaram em diminuiçãoimediata de custos, além de ter uma equipe que atualmente encontra-se motivada e integrada nas açõesinstitucionais e na importância de seu trabalho. Método: Reuniões pontuais semanais e mensal com toda a equipeonde foram apresentadas discussões, resoluções de conflitos, sugestões e soluções por toda a equipe para melhoriade suas atividades. Resultados: Foram obtidos resultados pontuais imediatos: otimização do trabalho em equipe,integração da lavanderia com os outros equipamentos institucionais, diminuição dos custos institucionais,apresentando resultados imediatos de 4º bimestre/2010 para 1º bimestre/2011, redução de custos em 5,2%, mesmocom aumento de mais um equipamento com 08 leitos em 2011 além de integração da equipe onde que segundorelatos não ocorria. Conclusão: No início de uma nova administração foram realizadas ações que aperfeiçoarameste serviço visando atender a todos os equipamentos desta instituição de forma adequada, como tambémminimização de custos em curto prazo, com um controle maior do envio desta roupa, pesagem organizada econtrolada bem como a distribuição com adequação a realidade de cada equipamento institucional. O sucesso destaexperiência ocorreu pela autonomia e credibilidade que foi dada a nova administração por toda a diretoria destainstituição, o apoio e respeito e possibilidades de mudanças.Bibliografia: ANVISA, Processamento de Roupas no Serviço de Saúde: 2007. Disponível em: www.anvisa.gov.br. Acesso: emMarço 2011.CHIAVENATO, Idalberto. Recursos Humanos: edição compacta. 5ed. SãoPaulo: Atlas, 1999.MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração: da escola científica à competitividade na economiaglobalizada. 2ed. São Paulo, Atlas, 2000.Palavras-chave: redução de custos, motivação, nova administração, autonomia.
  • TRABALHO 21 IMPLANTAÇÃO DO PROCESSO DE CIRURGIA SEGURA NUM HOSPITAL PUBLICO DE VITÓRIA – ES : RELATO DE EXPERIÊNCIAAUTORES : Borba EL , Muto VCD.HOSPITAL ESTADUAL CENTRAL – Vitória - ESEmail: vera.muto@prosaude.org.brRESUMOPALAVRA CHAVE:; Assistência cirúrgica, Cirurgia seguraINTRODUÇÃOA estimativa de eventos adversos em todo o mundo mobilizou a OMS a lançar uma Aliança Mundial para a Segurança daAssistência Cirúrgica. O ponto mais crítico deste cenário é a interação dos membros da própria equipe cirúrgica. O protocolouniversal é um processo de três etapas no qual cada uma complementa a pratica de confirmar o paciente, local e procedimentoscorretos, assim, minimizar os riscos, promovendo uma cirurgia segura.JUSTIFICATIVAEste relato de experiência baseado na “Campanha Cirurgias Seguras Salvam Vidas” da OMS , pretende demonstrar aelaboração do protocolo multidisciplinar de verificação para a Cirurgia Segura e a implantação do mesmo num hospital público.OBJETIVOSAssegurar a qualidade da assistência cirúrgica através da definição de um conjunto central de padrões de segurança quepossam ser aplicados para melhorar assistência ao paciente.MÉTODOPara a obtenção deste objetivo, o referido hospital (primeiro hospital público do estado do ES a receber o titulo de HospitalAcreditado nível I pela ONA) desde sua abertura, em dezembro de 2009, trabalhava com a proposta de hospital seguro .A partir de sua inauguração foi constituída a Comissão de Estudos e Pesquisas, cujo primeiro intuito foi estudar a proposta daCampanha Cirurgia Segura Salva Vidas da OMS.Com isso, foi elaborado um processo com várias etapas para a implantação desse projeto, são elas: protocolo multidisciplinarcom itens de verificação que norteiam a segurança na assistência cirúrgica aos pacientes da instituição, capacitação da equipeenvolvida, elaboração de quadro ilustrativo instalado nas salas cirúrgicas contendo as etapas das pausas da cirurgia, criação deimpresso para documentar em prontuário os registros pertinentes a esse protocolo, auditoria de processos e levantamento deindicadores com acompanhamento dos resultados obtidos.RESULTADOMotivados pela busca da excelência e pela melhoria continua em seus processos a referida instituição , confiando que aqualidade da assistência propicia a segurança cirúrgica e reduz o numero de mortes e complicações conseguiu demonstrar queos resultados são positivos , pois desde a implantação deste protocolo não observamos nenhum evento adverso , sentinela ouiatrogênias.CONCLUSÃOEsta implementação exige o aprimoramento contínuo para garantir a qualidade na assistência aos pacientes. É um projetoeducacional que introduz a cultura da qualidade , um processo de verificação que documenta as etapas do protocolo de cirurgiasegura .Além disso participar deste processo pioneiro no estado do ES sensibiliza toda a equipe para alcançar os objetivos.BIBLIOGRAFIAOrganização Mundial da Saúde. Segundo desafio global para a segurança do paciente: Manual - cirurgias seguras salvam vidasDisponível em: http://proqualis.net/seguranca/Haynes AB et al. A Surgical Safety Checklist to Reduce Morbidity and Mortality in a Global Population. N Engl J Med2009;360:491-9. [Link Livre para o Artigo Original]Joint Commission. Universal protocol for preventing wrong site, wrong procedure, wrong person surgery. 2003.
  • TRABALHO 22 OS FATORES PRÉ-DISPONENTES QUE CONTRIBUEM PARA O ERRO DE MEDICAÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE ResumoA segurança dos pacientes no decorrer da internação hospitalar, têm merecido atenção crescente da equipe de enfermagem nabusca por uma assistência que assegure o máximo de qualidade e o mínimo de riscos para o cliente. O termo segurança dopaciente envolve em geral a prevenção de erros no cuidado e eliminação de danos causados aos pacientes por tais erros. O errono cuidado em saúde, resulta de ação não intencional causada por algum problema ou falha, durante a realização daassistencia. Muitas são as condições facilitadoras para que ocorram erros no âmbito hospitalar. Atualmente a evidência do errode medicação requer uma investigação sobre o evento. É de fundamental importância promover a confiabilidade durante aadministração do medicamento bem como a segurança do cliente.As causas desses erros podem estar relacionadas com fatores individuais como por exemplo: Estresse, Ansiedade, deficiênciana formação acadêmica, dupla jornada de trabalho, falta de profissionais, ilegibilidade da prescrição médica e etc. Trata-se deuma pesquisa bibliográfica de caráter exploratório, que tem como objetivos determinar os fatores que contribuem para o erro demedicação em uma instituição hospitalar. Este estudo veio resgatar a importância das medidas de Segurança durante ahospitalização do cliente no que diz respeito a administração de medicação. É imprescindível, portanto, que a enfermagempossua visão ampliada do sistema de medicação e de cada um dos seus processos e, principalmente, que dêem garantias desegurança e qualidade ao processo que está sob sua responsabilidade, buscando informações a respeito do fluxo de suasatividades, sobre os problemas existentes com o ambiente e com os recursos humanos, assim como conhecimento sobre osfármacos, interações medicamentosas etc., contribuindo para que a terapêutica medicamentosa seja cumprida de maneiraeficiente, responsável e segura. Palavras-chave: Enfermagem, Erro de medicação, Ilegibilidade na prescrição médica, Notificação do evento. REFERÊNCIAS1 - Conseqüências de medicação em unidades de terapia intensiva e semi-intensiva Toffoletto M.C, Padilha K.G; 2 Rev EscEnferm USP 2006; 40(2):247-52. www.ee.usp.br/reeusp/2 - Analise de causa raiz: Erro de medicação em um hospital universitario Rev. Alux T.C Cassiani S.H.B.; Esc Enferm USP; 44(1):139-46,Rev. Latino-Am. Enfermagem 18(6):[10 telas] nov-dez 2010 www.eerp.usp.br/rlae3 - Cuidados de enfermagem e segurança do paciente: visualizando a organização, acondicionamento e distribuição demedicamentos com método de pesquisa fotográfica Raduenz A.C; Hoffmann P.C; Radunz V; Sasso G.T.M.D; Maliska I.C.A.;Marck P.B.; 18(6):[10 telas] nov-dez 2010 Rev. Latino-Am. Enfermagem4 - Identificando os riscos do paciente hospitalizado. Lima L.F, Leventhal L.C, Fernandes M.P.P; Einstein. 2008; 6(4):434-85 - Segurança do paciente na terapêutica medicamentosa e a influência da prescrição médica nos erros de dose.Gimenes F.R.E, Mota M.L.S, Teixeira T.C.A, Silva A.E.B.C, Opitz S.P, Cassiani S.H.B; Rev. Latino-Am. Enfermagem 18(6):nov-dez 2010 www.eerp.usp.br/rlae
  • TRABALHO 23 BOPE – Bases da Oncologia Pediátrica para a Enfermagem – estratégia de ensino e desenvolvimento em EnfermagemDuarte AM1*, Melaragno ALP1, Dias CG1.1Instituto de Oncologia Pediátrica – IOP/GRAACC/UNIFESP.E-mail: *adrianaduarte@graacc.org.brIntrodução: no cotidiano da prática em Oncologia Pediátrica, os profissionais se deparam com crianças eadolescentes acometidos pelos distúrbios onco-hematológicos. Para a enfermagem, o cuidado nesta área é muitoabrangente, pois inclui não somente os pacientes, mas também seus familiares em todas as etapas de tratamento. Aalta complexidade desta especialidade exige do profissional muita dedicação e busca constante de conhecimentotécnico-científico1. Justificativa: constatou-se que, para os profissionais, era um desafio cuidar da criança e doadolescente com câncer, frente a diferentes diagnósticos e tratamentos. Objetivo: relatar as experiênciasvivenciadas junto a equipe de Enfermagem do Instituto de Oncologia Pediátrica – IOP/GRAACC/UNIFESP, durantea atividade de ensino/aprendizado sobre as principais neoplasias pediátricas. Método: trata-se de um relato deexperiência2. Como estratégia de aprendizagem, optou-se por uma atividade denominada BOPE – Bases daOncologia Pediátrica para a Enfermagem, elaborada pela área de Ensino e Desenvolvimento em Enfermagem dareferida instituição, com a finalidade de os profissionais discutirem e expressarem suas dúvidas, idéias (pré)concebidas, sentimentos e expectativas acerca do cuidar da criança e do adolescente com câncer e sua família.Resultados: o BOPE foi dividido em três momentos - no primeiro momento, denominado Preparando o BOPE,consistiu na escolha das neoplasias pediátricas a serem discutidas; distribuição das temáticas por mês; e, escolhados materiais didáticos (capítulo de livros, artigos, manuais de orientação) de cada patologia para leitura. Nosegundo momento, denominado Conhecendo a Nova Atividade, foi realizada oficinas de orientação para aelaboração do BOPE. No último e terceiro momento – Construindo os Resultados, foi realizada a leituracrítica/analítica do material didático, por todos os plantões; elaboração do banner final; e, apresentação dosmateriais produzidos nos setores da instituição. Conclusões: evidenciou-se um singular momento dereflexão/sensibilização, que resultou em um preparo e um reconhecimento das peculiaridades da criança eadolescente com câncer e uma atitude de aproximação para o cuidar no espaço hospitalar. Percebeu-se umaaproximação entre os membros da equipe, através das discussões e elaboração do material escrito. Possibilitou avalorização dos conhecimentos e experiências da equipe, convidando-os a discussão e, principalmente,instrumentalizando-os, a fim de buscar soluções para os problemas que emergem do cotidiano. Com está estratégiaalcançou-se um aprimoramento e capacitação da equipe de Enfermagem no cuidado da criança e adolescente comcâncer e sua família, à compreensão da experiência de doença vivenciada nas dimensões biológicas, sociais,emocionais e espirituais destes indivíduos. Bibliografia: 1. Brasil. Ministério da Saúde. Diagnóstico Precoce doCâncer na Criança e no Adolescente. Instituto Nacional de Câncer, Instituto Ronald Mcdonald. Rio de Janeiro: INCA,2009. 114p. 2. Marcus MT, Liehr PR. Abordagens de Pesquisa Qualitativa. In: LoBiondo-Wood G, Haber J. Pesquisaem Enfermagem: métodos, avaliação crítica e utilização. 4ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001.p:122-139.Descritores: enfermagem; oncologia pediátrica; ensino.
  • TRABALHO 24 ONCOLOGIA PEDIÁTRICA - Necessidades de Treinamento para a equipe de enfermagemDuarte AM1*, Melaragno ALP1, Dias CG1.1Instituto de Oncologia Pediátrica – IOP/GRAACC/UNIFESP.E-mail: *adrianaduarte@graacc.org.brIntrodução: nas instituições de saúde a enfermagem corresponde a aproximadamente 60% do quadro total defuncionários1. Devido ao avanço da terapêutica e tecnologia utilizadas no tratamento da criança e adolescente comcâncer, bem como os diferentes níveis de formação profissional da equipe de saúde, há a necessidade de processosde treinamento e desenvolvimento que envolva a área de Educação Continuada e promova a melhoria da qualidadeda assistência de enfermagem. Esta área é responsável por ampliar e qualificar o conhecimento e o ensino dosprofissionais e deve ser coordenada por enfermeiro habilitado. Justificativa: para que o processo ensino-aprendizagem seja efetivo é necessário um planejamento de atividades que deve partir do levantamento dasnecessidades de treinamento. Objetivo: este estudo tem por finalidade identificar as necessidades de treinamentoda equipe de enfermagem de um hospital especializado no tratamento de crianças e adolescentes com câncer, nacidade de São Paulo. Método: é um estudo não experimental de natureza descritiva exploratória2, quantitativo,realizado por meio da aplicação de um formulário, elaborado por estagiarias do 8º semestre do curso de graduaçãoem enfermagem de uma universidade de São Paulo, e modificado e aprovado pela Coordenação de Ensino eDesenvolvimento em Enfermagem da referida instituição. Resultados: foi aplicado um formulário para cada plantão(manhã, tarde, noturno I e noturno II), em cada um dos sete setores da instituição, num total de 26 formulários. Osparticipantes foram a equipe de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, composta por um total de 148profissionais. Dos formulários entregues, 73% (19) foram devolvidos e respondidos e suas respostas classificadas eagrupadas em: relativa à especialidade de oncologia pediátrica; à procedimentos técnicos; e, aos aspectoscomportamentais. A maioria dos temas solicitados foi referente a conhecimento sobre a especialidade (principaispatologias e terapêuticas), com 19 solicitações; relacionadas aos aspectos comportamentais (como lidar com afamília em momentos difíceis e de decisões, cuidados paliativos) foram 18 solicitações, sendo que o tema principalproposto está ligado aos aspectos emocionais dos profissionais, principalmente abordando o tema “morte e morrer”;com relação a capacitação técnica (administração de medicamentos, manipulação de derivação ventricular externa)foram 14 solicitações. Conclusões: Percebeu-se que a temática relacionada a aspectos comportamentais, apesarde não aparecer como primeira solicitação, é intensamente solicitado, demonstrando a necessidade do preparo doprofissional para o cuidar da criança e adolescente com câncer e sua família. Com a realização deste estudo o setorde Ensino e Desenvolvimento da instituição estudada programou as atividades para o ano de 2011, abordando ostemas solicitados na forma de treinamentos e cursos de capacitação. Todos os temas solicitados serão abordadosdurante o ano por profissionais qualificados, e as estratégias educacionais a serem utilizadas serão: aulasexpositivas dialogadas, discussão de casos, reuniões clínicas e grupos de estudo. Bibliografia: 1. Gaidzinski RR,Fugulin FMT, Castilho V. Dimensionamento de Pessoal de Enfermagem em Instituições de Saúde. In: Kurcgant P.org. Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005.p.125-137. 2. LoBiondo-Wood G,Haber J. Desenhos não-experimentais. In: LoBiondo-Wood G, Haber J. Pesquisa em Enfermagem: métodos,avaliação crítica e utilização. 4ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2001.p.110-121. Descritores: equipe deenfermagem; oncologia pediátrica; treinamento.
  • TRABALHO 25 A PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS QUANTO À ANSIEDADE NA RELAÇÃO TRABALHO E COTIDIANO Ferraz TG, Cacciari P, Machado RCBR Universidade Estadual de Londrina pamella_cacciari@hotmail.comIntrodução: Trabalhadores da área da saúde tendem a apresentar níveis altos de ansiedade, como, o óbitoinesperado de um paciente, procedimentos de alta complexidade, escassez de material e de recursos humanos,relação com a equipe médica, dentre outras.A dinâmica do trabalho de enfermagem envolve tanto intervenções com o corpo e mente dos pacientes, comotambém, estão expostos as mais variáveis formas de estímulos físicos e mentais no ambiente de trabalho, estandosusceptíveis a desenvolver sentimentos de impotência profissional, ansiedade, depressão e medo, comprometendoa qualidade de assistência prestada e, interferindo diretamente na saúde mental desses profissionais, que por vezesnecessitam receber apoio e acompanhamento de uma equipe multiprofissional, que possa auxiliar esse trabalhadorna identificação de seu sofrimento e conseqüentemente desenvolver programas de prevenção e manutenção dasaúde mental do profissional de enfermagem (1) .Justificativa: A sobrecarga de trabalho, relacionamento com a equipe multiprofissional, o manejo de lidar com amorte, o relacionamento com o usuário e a família, as condições inadequadas de trabalho, causam sentimentos deansiedade no enfermeiro, influenciando na qualidade da assistência de enfermagem e sua vida social.Objetivos: Identificar a percepção dos enfermeiros a relação dos sintomas de ansiedade com seu cotidiano.Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa, onde foram entrevistados oito enfermeiros de um HospitalUniversitário Público no Norte do Paraná. Foi utilizada uma entrevista semi-estruturada e conforme emergiam asrespostas, novas questões eram criadas, buscando explorar e esclarecer as informações. A pesquisa obedeceutodos os critérios éticos.Resultados: Os resultados permitiram organizar os relatos dos participantes recorrentes da questão norteadora emtrês temas: Conceito de ansiedade; Situações que causam ansiedade e Vivência de sintomas de ansiedade nocotidiano, onde muitos sujeitos correlacionam ansiedade com humor. Situações como tomadas de decisões,situações inesperadas e trabalho em equipe foram relatadas como geradoras de ansiedade, e que os sintomas deansiedade no cotidiano podem comprometer atividades familiares, sociais e de trabalho. Conclusão: Dessa forma,acreditamos que se o enfermeiro utilizar de estratégias para lidar com sintomas de ansiedade, mantendo-os emintensidade leves, lhes propiciaria uma melhora de seu desempenho profissional, social e familiar.Palavras-chave: Ansiedade; Enfermagem; Enfermeiro.Bibliografia:1-OLER, Fabiana G. et.al. Qualidade de vida da equipe de enfermagem do centro cirúrgico. Arq. Ciênc. Saúde 2005 abr-jun;12(2):102-10.STUART, G. W.; Laraia, M.T. Enfermagem psiquiátrica: princípios e práticas.Porto Alegre: ed. Artes Medicas, 2001.ROMAN, Sonia e SAVOIA, Mariângela Gentil. Pensamentos automáticos eansiedade num grupo de jogadores de futebol de campo. Psicol. teor. prat.,dez. 2003, vol.5, no.2, p.13-22. ISSN 1516-3687.MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento – pesquisa qualitativa em saúde. 8º ed. São Paulo: Editora Hucitec. 2004.
  • TRABALHO 26 CARACTERIZAÇÃO SÓCIO DEMOGRÁFICA E OCUPACIONAL DE TRABALHADORES DE ENFERMAGEM READAPTADOS E READEQUADOS EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Cacciari P, Haddad MCL, Vannuchi MOT, Marengo RA Hospital Universitário de Londrina Pamella_cacciari@hotmail.comIntrodução: A realidade do processo de trabalho nas instituições de saúde, como as longas jornadas e intensificação do ritmode trabalho, escassez de recursos humanos e materiais, sobrecarga de trabalho, problemas de relacionamento interpessoal,acabam por refletir na vida do trabalhador. Este contexto gera um desgaste físico e psicológico, afetando de maneira geral asaúde dos trabalhadores o que poderia levar o profissional a não exercer mais suas atividades de rotina dentro da instituição,sendo, então, necessário readaptar este profissional em outra função. A reabilitação ou readaptação de trabalhadores visaàqueles indivíduos que por alguma razão tiveram que mudar de função ou adquirir novas responsabilidades em decorrência deproblemas de saúde. Em 1990, foi publicada a lei Federal nº 8.112, na qual em seu artigo 24, estabelece que a readaptação “é ainvestidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em suacapacidade física ou mental, verificada em inspeção médica” (1,2).Justificativa: Consideramos relevante estudar o perfil dos trabalhadores readaptados e readequados em hospital universitáriopúblico que até o momento, foi pouco investigada. Acreditamos que conhecer a situação desses profissionais será importantepara identificar os fatores que contribuem para o estabelecimento de uma adequada política de recursos humanos, no sentido depotencializar sua utilização e implementar ações de promoção da saúde para esse grupo.Objetivo: Caracterizar o perfil dos trabalhadores de enfermagem readequados e readaptados em um hospital UniversitárioPúblico.Método: Trata-se de um estudo descritivo do tipo corte transversal. A população potencial do estudo foi constituída porservidores readaptados e readequados lotados na Diretoria de Enfermagem de um hospital universitário público. Segundo dadosdo Serviço da Medicina do Trabalho da instituição 47 trabalhadores encontravam-se cadastrados como readaptados e oureadequados até dezembro de 2010.Resultado: De acordo com os resultados 93,3% dos readequados e redaptados são do sexo feminino, 50,0% da cor branca, amaioria casado 40,0%, com mais de sete anos de estudo, e possuíam renda maior que dois salários mínimos. Quanto àscaracterísticas ocupacionais, 90,0% dos readequados e readaptados trabalham na instituição há mais de 16 anos, 53,3% sãoreadaptados e 33,3% readequados, 13,4% não responderam essa pergunta. Verificou-se que o motivo da readequação ereadaptação é físico 90,0%, mesmo com restrições 30,0% informaram que realizavam horas extras. Com relação ao cargo46,6% é auxiliar operacional, 40% auxiliar de enfermagem, 6,7% técnicos de enfermagem e 6,7% técnico administrativo. Emrelação à lotação observou-se que 20,0 % encontram-se na Divisão de Atendimento e Internamento seguido de 16,7% no CentroCirúrgico.Conclusão: È indispensável que as Instituições de saúde resgatem a promoção da saúde do trabalhador, pois se verificou quemuitos dos agravos são previsíveis podendo ser evitados, sensibilizando os gestores a promoverem ações educativas quemelhorem a qualidade de vida desses trabalhadores.Palavras chave: Enfermagem, Saúde do trabalhador, Recursos Humanos em SaudeBibliografia:1-NUNES, I. M. et al. O trabalho em saúde no contexto hospitalar: processos e necessidade como subsídios para a formaçãoprofissional. R Enferm Esc Anna Nery. 2006;10(3):509-13.2- BRASIL, Lei n° 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União,das Autarquias e das Fundações Públicas Federais. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8112cons.htm.Acesso em 19 set. 2009.
  • TRABALHO 27 NOTIFICAÇÕES DE QUEIXA TÉCNICA DE MATERIAL DE CONSUMO DE USO HOSPITALAR EM HOSPITAL DE ENSINO Gil RB, Laus AM. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo roseligil@usp.brRESUMONa atualidade, a preocupação com a gestão dos hospitais está associada à inserção de novas tecnologias à prática clínica,trazendo benefícios inegáveis à população, porém elevando os custos da assistência e impactando severamente nasorganizações hospitalares(1). Um gerenciamento efetivo diante da disponibilidade restrita de recursos financeiros tem sido umaexigência constante aos gestores, particularmente de instituições públicas, que buscam a otimização dos recursos disponíveisatravés de controles mais efetivos, evitando o desperdício(2,3). Neste sentido, o monitoramento da qualidade de materiais médico-hospitalares tem sido fundamental para que os riscos aos quais os pacientes e profissionais de saúde estão sujeitos, envolvendoo uso de produtos e equipamentos, possam ser minimizados. Este estudo teve por objetivo identificar e analisar as queixastécnicas de material de consumo de uso hospitalar a partir das notificações elaboradas pelos diferentes usuários de umainstituição hospitalar de ensino. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, documental, com abordagem quantitativa. Osdados foram coletados dos Impressos de Notificação de queixa técnica recebidos pela Seção de Parecer Técnico de um HospitalUniversitário Público do Norte do Paraná, no período de 1º de janeiro de 2007 a 31 de dezembro de 2009, e que integra oProjeto Hospital Sentinela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Os materiais notificados foram separados emtrês grupos: material médico-hospitalar, higiene pessoal e de uso no processo de esterilização e foram construídas trêscategorias de queixa técnica: embalagem, estrutura e aspecto alterado, utilizando-se dos critérios sugeridos pela ANVISA. Noperíodo analisado foram obtidas 260 notificações, sendo a queixa técnica relativa ao grupo de material médico-hospitalar a maispredominante com 80,38%. As não conformidades mais acentuadas foram identificadas no material luva cirúrgica, quecorrespondeu a 17,70% das queixas. Entre os materiais para higiene pessoal, o papel toalha interfolha destacou-se com 68,29%e no grupo de material para uso no processo de esterilização, todas as notificações referiram-se a embalagens. Quanto à análiseda categoria queixa técnica, o que se refere a estrutura dos materiais (rachadura, quebra do produto ou parte dele, problemasrelacionados a encaixe, obstrução, vazamento, tamanho, absorção, perda de corte, e a presença de corpo estranho) foi a queapresentou maiores percentuais com 76,15% (198) das notificações analisadas. As notificações foram elaboradas em suamaioria (91,4%) no período diurno e o enfermeiro foi o profissional que mais notificou correspondendo a 81,15% (211). Dasqueixas técnicas recebidas, 7,69% (20) originaram notificações ao sistema NOTIVISA pela Gerência de Risco Hospitalar dainstituição. O estudo evidenciou a necessidade do monitoramento da pós-comercialização dos produtos médico-hospitalaresutilizados nas instituições de saúde e a necessidade de adoção de ferramentas para o registro das queixas técnicas. Um sistemade notificação pode se constituir num elemento estratégico do gerenciamento de recursos materiais, pois possibilita oestabelecimento de um mecanismo de feedback do usuário com a Seção de Parecer Técnico, bem como subsidia a tomada dedecisão durante o processo de avaliação para a aquisição, no intuito de preservar a qualidade mínima exigida para os produtosutilizados para prestação da assistência segura à saúde.Referências 1REHEM,R. Os hospitais e a nova realidades. Caderno & Saúde Coletiva. São Paulo, 2007. V. 12, n 4, p. 843-846. 2MATOS, A. J. Gestão de Custos Hospitalares. 2. ed. São Paulo: STS, 2002. 3CASTILHO, V.; FUGULIN, F. M. T.; GAIDZINSKI, R. R. Gerenciamento de Custos nos Serviços de Enfermagem. In: KURCGANT P. (Org.) Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. cap. 13, p.171-183.
  • TRABALHO 28 INFLUÊNCIA DA GESTÃO DE MATERIAL MÉDICO HOSPITALAR NO TRABALHO DE PROFISSIONAIS DE HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE Garcia, SD, Costa, DB, Haddad MCL, Dellaroza MSG, Miranda, JM Universidade Estadual de Londrina sidomingues@yahoo.com.brIntrodução:No processo gerencial na área da saúde um dos setores mais complexos e de maior custo, que exige constantesatualizações devido às mudanças e surgimentos de novos produtos é a área de gestão de materiais (1).A atuação do enfermeiro na administração de recursos materiais constitui-se uma conquista nas esferas de tomada de decisão,destacando o importante papel na dimensão técnico-administrativa inerente ao processo de cuidar e gerenciar(2).É fundamentalque a equipe de enfermagem conheça a política adotada pelo hospital em relação ao processo de compras de materiais eequipamentos garantindo, assim, a aquisição de produtos que mesmo com o menor preço, satisfaçam os padrões técnicos e desegurança (3). É importante que os serviços de saúde aprimorem os sistemas de gerenciamento de materiais, a fim de garantiremuma assistência contínua e de qualidade a um menor custo, e ainda, assegurarem a quantidade e qualidade dos materiaisnecessários para a realização do trabalho(2).Justificativa: Trata-se de um tema atual, de abrangência gerencial na área deenfermagem, que necessita de maiores discussões por trazer conhecimentos aos profissionais que exercem a gestão deserviços na área hospitalar e na atenção básica.Objetivo:Identificar a influência da gestão de material médico hospitalar noprocesso de trabalho de profissionais de hospital público de média complexidade.Método:Trata-se de um estudo descritivo,exploratório de natureza qualitativa(4), realizado em um hospital público de média complexidade, integrado ao Sistema Único deSaúde e localizado na região norte do Paraná.O estudo foi desenvolvido em duas etapas, sendo que na primeira realizou-se aanálise de documentos referentes a gestão de materiais e a segunda etapa realizou-se entrevistas com trabalhadoresenvolvidos no processo de gestão e utilização de material médico hospitalar. A opinião do entrevistado foi obtida por meio daquestão norteadora: Qual a influência da gestão de material médico hospitalar no seu processo de trabalho? Após a coleta osdados foram transcritos e analisados buscando encontrar seu real significado para os atores envolvidos. Resultados:Foielaborado um fluxograma do processo de compra de material médico hospitalar na instituição, contendo a sequência desde anecessidade do material até sua possível aquisição, explicitando o processo licitatório de compra,abastecimento de materiais,armazenamento, diferenças entre materiais padronizados e não padronizados e tempo hábil para o recebimento do produtoadquirido. A análise das entrevistas resultou em cinco categorias de estudo, sendo:1) Ausência de autonomia na escolha dosmateriais; 2) Falta de manutenção de equipamentos e materiais médico hospitalar; 3) Burocracia no processo de compra; 4)Falta de qualidade de alguns materiais; e 5) Ausência de capacitação profissional voltada para a gestão demateriais.Conclusão:Os resultados demonstraram à necessidade de realizar educação continuada com a equipe abrangendo ouso adequado dos materiais, a preservação dos equipamentos em uso, a consequência do desperdício para o serviço eintegração dos profissionais envolvidos no processo de compra para melhorar a qualidade dos materiais adquiridos. O estudoidentificou os pontos importantes para o gerenciamento de materiais e a necessidade de novas pesquisas na área paraaprimorar e melhorar a qualidade da gestão de recursos materiais.Referências:(1)-Honório MT, Albuquerque GL. A gestão de materiais em enfermagem. Ciênc Cuid e Saúde 2005 set/dez; 4(3): 259-68. (2)-Castilho C. Gerenciamento de recursos materiais. In: Kurcgant P, Tronchin DMR, Fugulin FMT, Peres HHC, Marrarollo MCKB,Fernandes MFP, et al. Gerenciamento em enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. cap 12 p. 157-170.(3)-BARTMANN,Mercilda;TÚLIO, Ruth;KRAUSER,Lucia Toyoshima. Administração na saúde e na enfermagem.Rio deJaneiro:Senac Nacional, 2008. cap 3 p.61-65.(4)-MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde.8. ed. São Paulo: HUCITEC, 2004.
  • TRABALHO 29 GRAU DE DEPENDÊNCIA DE CLIENTES INTERNADOS EM HOSPITAL FILANTRÓPICO DE ALTA COMPLEXIDADE Gvozd R, Vannuchi MTO, Haddad MCL, Jenal S, Fortes FC Universidade Estadual de Londrina raquelgvozd@yahoo.com.brIntrodução: O Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) objetiva agrupar os clientes por complexidade assistencial e surgiuda necessidade das organizações de saúde em racionalizar o trabalho e, conseqüentemente, os recursos humanos e materiais1,2. Constitui-se em instrumento útil para o planejamento da assistência de enfermagem, dimensionamento de recursos humanose materiais e para a distribuição das atividades entre os membros da equipe de enfermagem. Justificativa: Trata-se de um temade abrangência gerencial, que auxilia os gestores na manutenção da qualidade dos serviços de saúde. Objetivo: Identificar ograu de dependência de pacientes internados em Hospital Filantrópico de Alta Complexidade. Método: Estudo exploratóriodescritivo, de abordagem quantitativa. O instrumento utilizado para classificação dos pacientes contempla as seguintes áreas docuidado: estado mental, oxigenação, sinais vitais, motilidade, deambulação, alimentação, cuidado corporal, eliminação,terapêutica, integridade cutâneo mucosa/ comprometimento tecidual, curativo e tempo utilizado na realização de curativos. Osresultados foram processados e tabulados no programa Microsoft Office Excel 2007 e analisados por porcentagem. Resultados:Observou-se que 68% da população pesquisada eram do sexo masculino e 32% do feminino. A mediana de idade dói de 54anos, variando de 14 a 96 anos. Dos 926 pacientes classificados, 81,9% eram orientados no tempo e espaço; 66,4% nãoutilizaram oxigênio em sua terapêutica; 41,6% movimentavam todos os segmentos corporais, seguidos por 32,8% queapresentaram limitação de movimentos. Houve maior frequência de pacientes restritos ao leito (34,9%); 36% necessitaram debanho no leito, seguido de 35,1% que receberam auxilio para o banho de chuveiro e/ou higiene oral, 35% necessitaram deauxilio para a realização das eliminações em vaso sanitário ou realizadas no leito em comadre; 75,7% dos medicamentos foramadministrados por via endovenosa intermitente; 44,8% apresentaram presença de solução de continuidade na pele envolvendotecido subcutâneo e músculo, ou ainda incisão cirúrgica, ostomias ou drenos; 52,4% necessitaram da realização de curativosduas vezes ao dia, sendo que 31,2% dos curativos foram realizado entre 15 a 30 minutos. A classificação dos pacientes nasáreas do cuidado mostrou que 29,9% indicavam para o cuidado de alta dependência de enfermagem, seguido por cuidado semi-intensivo (21,6%) e intensivo (17,2%). Conclusão: Os resultados demonstraram o elevado grau de dependência dos pacientesinternados na unidade pesquisada. Ressalta-se a necessidade de uma análise referente à insuficiência de leitos de Unidades deTerapia Intensiva na rede de atendimento a saúde do município, o que provavelmente tem influenciado a internação depacientes graves em unidades de internação não especializada.Bibliografias1. MARTINS, E.A.P.; HADDAD, M.do C.L. Validação de um instrumento que classifica os pacientes em quatro graus dedependência do cuidado de enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 8, n. 2, p. 74-82, abril2000.2. FUGULIN, F.M.T.; GAIDZINSKI, R.R. Sistema de classificação de pacientes: análise das horas de assistência deenfermagem. Nursing. São Paulo, v.11, n. 2, p. 27-34, abr. 1999. 3. CARMONA LMP, ÉVORA YDM. Sistema de classificação de pacientes: aplicação de um instrumento validado. Rev EscEnferm USP 2002; 36(1): 42-9.4. FUGULIN, F.M.T.; GAIDZINSKI, R.R.; KURCGANT, P. Sistema de classificação de pacientes: identificação do perfilassistencial dos pacientes das unidades de internação do HU-USP. Revista Latino-Americana de Enfermagem. RibeirãoPreto, v.13, n.1, p.72-8, jan.-fev. 2005.5. SANTOS, F et al. Sistema de classificação de pacientes: proposta de complementação do instrumento de Fugulin et al.Revista Latino-Americana de Enfermagem. Ribeirão Preto, v.15, n.5, set.-out. 2007.
  • TRABALHO 30 SOFRIMENTO: SENTIMENTOS VIVENCIADOS POR TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO PRONTO-SOCORRO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICOGarcia AB, Gvozd R, Dellaroza MSG, Haddad MCLUniversidade Estadual de Londrina (UEL)alessandrabg@gmail.comIntrodução: O pensamento sobre as conseqüências da forma como o trabalho está organizado na saúde psíquica dostrabalhadores tem ganhado a atenção de pesquisadores. A organização de trabalho pode ter um impacto sobre aparelhopsíquico deste trabalhador, trazendo condições de sofrimento devido ao choque entre seus projetos e esperanças baseados emuma construção histórico-social individual e uma organização que os ignora. A enfermagem, em geral, é desgastante, e emunidades como um pronto-socorro existem fatores que favorecem o desgaste emocional, pois os trabalhadores lidam com amorte, luto dos familiares, sofrimento dos pacientes e ainda organizam uma estrutura dinâmica e constantemente mutável, quenecessita de ações imediatas e rápidas tomadas de decisões, executando suas atividades sob forte “pressão”. Estes fatorespodem determinar sofrimento nos trabalhadores, influenciando no bem-estar psicoemocional da equipe. Justificativa: Asquestões subjetivas ainda são consideradas como invisíveis para muitos gerentes, chefes, supervisores ou até mesmotrabalhadores. Conhecer estes sentimentos pode colaborar no gerenciamento dos recursos humanos destas unidades, tornando-se igualmente importante a saúde psíquica de quem cuida. Objetivo: Revelar os sentimentos de sofrimento vivenciados portécnicos de enfermagem que trabalham em um pronto-socorro. Método: Estudo descritivo com abordagem qualitativa,utilizando-se a técnica de análise de conteúdo de Bardin para a análise dos dados, coletados por entrevista semi-estruturadacom os técnicos de enfermagem do pronto-socorro de um hospital do Paraná. Para a seleção dos sujeitos foi utilizada a técnicabola-de-neve. Resultados: As falas revelaram seis subcategorias. A primeira traz a superlotação e a grande demanda depacientes graves como origem de sentimento de estresse e sobrecarga. A segunda revela que a possibilidade iminente deimprevistos nesta unidade abrange sentimentos de preocupação e tensão constante, sendo que, há um sentimento de tristeza eimpotência que resulta de uma assistência insuficiente devido à sobrecarga, caracterizando a terceira categoria encontrada edemonstrando um grande comprometimento deste trabalhador. A quarta categoria surge quando o trabalhador se depara comdeterminados perfis de pacientes associados a diagnósticos que fazem emergir sentimentos de tristeza, indignação, revolta e atéraiva, ao encontrar o paciente agressor, agredido ou a criança com câncer. O sofrimento também é ilustrado pela influência davida pessoal no trabalho e do trabalho na vida pessoal, o que pode causar algum desequilíbrio nas atividades desempenhadasem ambos os ambientes, demonstrando que o sujeito não pode ser “compartimentalizado”, pois trata-se de um ser integral. Aúltima categoria traz o sofrimento pela falta de reconhecimento por parte dos enfermeiros no dia-a-dia, trazendo a percepção deque o trabalho não tem sentido e demonstrando a grande importância do feedback no processo de trabalho. Conclusão: Ostrabalhadores de enfermagem no pronto-socorro sofrem por motivos relacionados ao intenso processo de trabalho, mas tambémquando se deparam com a impossibilidade de praticar uma assistência mais qualificada e quando o seu trabalho passadesapercebido pelo seu supervisor. O estudo demonstra também que não é possível separar a vida no trabalho da vida esentimentos pessoais, e que isto não deve ser considerado como algo periférico pelos gestores.BibliografiaDejours C, Abdoucheli E, Jayet C. Psicodinâmica do trabalho: contribuição da escola Dejouriana à análise da relação prazer,sofrimento e trabalho. São Paulo (SP): Atlas; 1994. 145 p.Martins JT. Prazer e sofrimento no trabalho do enfermeiro em Unidades de Terapia Intensiva: estratégias defensivas [tese dedoutorado]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo; 2008. 199 p.Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2003. 226 p.Atkinson R, Flint J. Accessing hidden and hard-to-reach populations: snowball research strategies. Social Research Update[internet]. 2001 [acesso em: 15 abr 2010]; 33. Disponível em: http://sru.soc.surrey.ac.uk/SRU33.html.
  • TRABALHO 31 PERFIL OCUPACIONAL DE TRABALHADORES DE INSTITUIÇÃO UNIVERSITÁRIA PÚBLICA EM PRÉ- APOSENTADORIA Gvozd R, Garcia AB, Haddad MCL, Vannuchi MTO, Sentone ADD Universidade Estadual de Londrina raquelgvozd@yahoo.com.brIntrodução: Com a mudança na pirâmide populacional brasileira, a maioria dos indivíduos se encontra em idadeprodutiva, condicionando como foco de suas vidas o trabalho, estimulados pela supervalorização da produtividade edo capital(1). Na sucessão dos anos observa-se um crescimento mais elevado na faixa etária da população idosa emrelação às demais. As implicações de ordem demográfica, econômica e social do processo de envelhecimento jásurtem seus efeitos, seja na alteração de vida dos indivíduos e das estruturas familiares, seja nas mudanças dacomposição da força de trabalho(2). Tais modificações exigem novas demandas por políticas públicas que auxiliamno preparo desta população para um envelhecimento saudável, proporcionando maior capacidade para o trabalhofrente à aposentadoria. Justificativa: Trata-se de um tema atual, de abrangência gerencial devido aumentoprogressivo do envelhecimento da força de trabalho. Objetivo: Caracterizar o perfil ocupacional dos trabalhadoresde uma Instituição Universitária Pública que estão em fase de pré-aposentadoria. Metodologia: Estudo descritivotransversal, realizado em uma Instituição Universitária Pública do Norte do Paraná. A população de estudo foicomposta por todos os trabalhadores que se encontravam em fase de pré-aposentaria por idade ou tempo deserviço e também por aqueles que já poderiam estar aposentados, identificados por meio de lista emitida pela Pró-Reitoria de Recursos Humanos da instituição. Foi adotada legislação previdenciária onde, para os trabalhadores dosexo masculino foram selecionados os que possuíam 65 anos de idade e para as mulheres, 60 anos(3). Tambémforam incluídos na pesquisa os servidores do sexo masculino que possuíam acima de 53 anos de idade somados a35 anos de contribuição, e mulheres acima de 48 anos de idade e 30 anos de contribuição, de acordo com o queestabelece Emenda Constitucional(4). Os dados foram tabulados com auxílio do programa Microsoft Excel 2010.Resultados: Do total de 5.248 servidores da instituição, 1.048 (20,0%) estão em fase de pré-aposentadoria, sendoque 35% são do sexo masculino e 65% do feminino. A maior parcela dos trabalhadores se encontra na faixa dos 56aos 60 anos (37,1%). Dos 1.555 docentes, 20,3% encontram-se na fase de pré-aposentadoria, e para os 3.693técnicos, o percentual é de 19,8%. Há contingente de trabalhadores em fase de pré-aposentadoria tanto no HospitalUniversitário (HUL) como no campus. No HUL, os departamentos com maior concentração destes servidores são adivisão de educação e treinamento, internamento, serviços gerais, laboratório de análises clínicas, centro cirúrgico edivisão de atendimento. No campus universitário, há maior número atuando na prefeitura do campus, no centro deciências da saúde, ciências exatas, biológicas, agrárias, estudos sociais aplicados, ciências humanas, e educação,comunicação e artes. Conclusão: Os resultados demonstraram que uma parcela significativa da população deservidores está envelhecida. Ressalta-se que na instituição inexistem programas que auxiliem na preparação destesservidores para a aposentadoria, fato este que necessita de maiores discussões devido considerávelenvelhecimento da força de trabalho percebido e consequente diminuição da capacidade para o trabalho destapopulação, que será tema de outra pesquisa.Bibliografias:(1) Soares, D.H.P.; Costa, A.B.; Rosa, A.M.; Oliveira, M.L.S. de. Aposenta-ação: programa de preparação para aposentadoria.Estudos Interdisciplinares do Envelhecimento. Porto Alegre, v. 12, p. 143 – 161, 2007.(2) KRELING, N. Trabalhadores mais maduros predominam na Região Metropolitana de Porto Alegre. In: BASTOS, R. (Coord.)Dimensões da precarização do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre. Porto Alegre: Convênio FEE,FGTAS/SINE-RS, DIEESE, SEADE-SP, MTE/FAT e apoio PMPA, 2007. _______. Envelhecimento do trabalhador impõe novosdesafios às políticas públicas. In: TONI, M. (Coord.) Políticas públicas do trabalho: uma discussão sobre sua efetividade e anecessidade de ações específicas, a partir das características do mercado de trabalho da Região Metropolitana de Porto Alegre.Porto Alegre: Convênio FEE, FGTAS/SINE-RS, DIEESE, SEADE-SP, MTE/FAT e apoio PMPA, 2009.(3) BRASIL. LEI Nº 8.213, DE 24 DE JULHO DE 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outrasprovidências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, em 24 de julho de 1991; 170º da Independência e 103º daRepública. Disponível em: http://www010.dataprev.gov.br/sislex/paginas/42/1991/8213.HTM.(4) BRASIL. Emenda Constitucional 47 de 5 de julho de 2005. Altera os arts. 37, 40, 195 e 201 da Constituição Federal, paradispor sobre a previdência social, e dá outras providências. Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc47.htm
  • TRABALHO 32CUSTO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA PARA EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Costa DB , Vannuchi MTO, Haddad MCL, Cardoso MGP, Garcia SD Universidade Estadual de Londrina danielebernardi@hotmail.comIntrodução: A Educação Continuada é um processo educativo dinâmico, dialógico e contínuo, de revitalizaçãopessoal e profissional, individual e coletivo, que busca qualificação, postura ética, ter consciência, reafirmação oureformulação de valores, construindo relações integradoras entre os sujeitos envolvidos, para uma transformaçãohumana crítica e criadora. Informações sobre custos para os enfermeiros dos centros de educação continuada éfundamental, uma vez que a maioria das decisões importantes dentro da instituição passa pela análise de custo-benefício, podendo desta maneira respaldar os argumentos referentes à necessidade de investimento emtreinamento, bem como a alocação de recursos para essa atividade, junto à administração geral. Justificativa: Anossa vivência enquanto residente de gerência de serviços de enfermagem no setor que coordena as atividades deeducação continuada aliada à necessidade de se conhecer o investimento deste setor na qualificação de recursoshumanos estimulou-nos a desenvolver esta pesquisa. Objetivo: Determinar os custos diretos e indiretos dosprogramas de educação continuada para equipe de enfermagem de um Hospital Universitário Público. Método:Trata-se de um estudo transversal de abordagem quantitativa, realizado na Divisão de Educação e Pesquisa emEnfermagem e na Divisão de Finanças e Orçamentos-Seção de Custo Hospitalar deste hospital. Foi considerado ocusto de cada treinamento realizado no período de junho/2009 a maio/2010. Para o cálculo dos custos utilizou-se aunidade monetária brasileira, o Real. Resultados: Constatou-se que durante o período em estudo foram realizados22 programas de educação continuada totalizando um custo de 10.256,56 reais. Destes 86,42% foram custos diretose 13,58% custos indiretos. Dos 22 treinamentos realizados 88,21% foram de formação técnica, e o restante na áreacomportamental. Obteve-se uma média de 35 participantes e 10 horas de duração por evento. Conclusão: Atravésdo estudo pode-se analisar os investimentos realizados pela instituição para capacitação de recursos humanos deenfermagem. A informação gerada sobre custo por ser uma ferramenta gerencial auxilia o enfermeiro responsávelpelo setor de educação continuada na tomada de decisões. O gerenciamento de custos deve ser conhecido peloenfermeiro e estar voltado para a redução e a otimização dos recursos, mantendo a qualidade dos serviçosprestados.Referências:1- Backes VM, Nietsche EA, Camponogara S, Fraga RS, Cerezer RC. Continuing education of graduate students: a commitmentof the university? Rev Bras Enferm. 2002;55(2):200-4.2- Kurcgant P et al. Gerenciamento em enfermagem. São Paulo: Guanabara Koogan, 2005.3- Organização Panamericana de La Salud. Educación Contínua – Guia para la organización de programas de educacióncontinua para personal de salud. Whashington: División de Recursos Humanos e Investigación; 1979.4- Silva GM; Seiffert OMLB. Educação continuada em enfermagem: uma proposta metodológica. Rev. bras. enferm., Brasília, v.62, n. 3, June 2009 .5- Jerico MC; Castilho V. Treinamento e desenvolvimento de pessoal de enfermagem: um modelo de planilha de custos. Rev.esc. enferm. USP, São Paulo, v. 38, n. 3, Sept. 2004 .
  • TRABALHO 33AVALIAÇÃO DO TEMPO MÁXIMO DE PERMANÊNCIA DE CATETER VENOSO PERIFÉRICO EM CRIANÇAS INTERNADAS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA E SUA ASSOCIAÇÃO A INFECÇÕES CUTÂNEAS E SISTÊMICASRibeiro APFInstituição: Hospital Aliança, Salvador (BA), Brasil.E-mail: anapaula@hospitalalianca.com.br O uso do cateter venoso periférico (CVC) para infusão de medicamentos e soluções por via intravenosa é um dos recursosterapêuticos mais utilizados em unidade de terapia intensiva pediátrica (UTIP). A flebite, a infiltração,o extravasamento e a dorsão as complicações mais freqüentes relacionadas ao uso deste dispositivo. Para os pacientes pediátricos, não existe recomendação de troca sistemática conforme o CDC 2002 (Center for Disease Controland Prevention), estando sua troca condicionada a presença de sinais clínicos de complicações, no entanto, pelo protocolo daCCHI desta instituição era recomendado troca a cada 5 dias.O objetivo deste trabalho foi avaliar o tempo de permanência máximo de cateter venoso periférico para infusão endovenosa emcrianças internadas na UTIP e sua associação com infecções cutânea e sistêmica. Trata-se de estudo prospectivo onde foramobservados os acessos venosos periféricos de todas as crianças internadas na unidade de terapia intensiva pediátrica, noperíodo de 27/04/2008 á 28/04/2009. Foram avaliados 412 pacientes em uso de cateter intravenoso periférico (CVP) 24 G depoliuretano, fixado com bandagem estéril. As soluções venosas foram infundidas por sistema fechado, utilizado padrão de trocade equipos e conectores a cada 03 dias conforme protocolo da CCIH da instituição, exceto o polifix cuja troca estavacondicionada a troca do cateter venoso.Foi observado tempo máximo de permanência de CVP de 13 dias. Vinte acessos venosos periféricos permaneceram por umperíodo superior a 5 dias: 02 eram em lactentes entre 5 e 11meses; 11 entre 1 e 4 anos; 02 entre 6 e 9 anos e 05 de 10 a 18anos. 15 eram do sexo masculino e 05 eram do sexo feminino. Todos os diagnósticos estavam associados a patologias dosistema respiratório. Os locais de maior inserção do cateter foram as veias do arco da mão. A maioria dos acessos investigadosrecebeu terapia com antibióticos e soluções com eletrólitos. Dezoito tiveram permanência de 5 a 10 dias, e 02 de 11 a 13 dias.Os motivos de troca foram associados a edema e dor (10 crianças); resistência, exteriorização e vazamento no orifício deinserção (05 crianças) e 05 foram suspensos por melhora clínica. Podemos concluir que o uso prolongado de CVP em crianças não está relacionado com complicações significativas, comopositividade de hemoculturas e bacteremia. As complicações como edemas e dor independem do tempo de permanência, nãosendo determinante para a padronização de troca sistemática. Porem, faz-se necessário o acompanhamento contínuo dosacessos venosos e a adoção de técnicas de inserção e manutenção que garantam uma pratica segura sem riscos para ascrianças.Bibliografia 1Centers for Disease Control and Prevention. Guidelines for the prevention of intravascular catheter- related infections. MMWR 2002; 51(RR-10).2Brasil.Diretrizes Praticas para Terapia Intravenosa –INS-Infusion Nurses Society /2008. WWW.insbrasil.org.br 3Phillips D L. Manual de Terapia Intravenosa. 2ª ed. Porto Alegre : Artmed; 2001. p 55144. Infusion Nurses Society. Infusion Nursing Standards of Pratice.J Inf Nursing 2006; 29 ( 1S):S1-S92 5Machado AF, Pedreira MLG, Chaud MN. Estudo prospectivo, randomizado e controlado sobre o tempo de permanência de cateteres venosos periféricos em crianças, segundo três tipos de curativos. Rev Latino-am Enfermagem 2005 maio-junho; 13(3):291-8.
  • TRABALHO 34 ANÁLISE DA RELEVÂNCIA DA DIMENSÃO ESPIRITUAL A PARTIR DA VISÃO E VIVÊNCIA DE COLABORADORES EM UM HOSPITAL DO MUNICÍPIO DE BRUSQUE SANTA CATARINAAutora: Silva, M.E.Instituição: Hospital Arquidiocesano Consul Carlos Renauxirmamesilva@bol.com.br e sistereugenia@haccr.org.brIntrodução: A espiritualidade é um fenômeno humano, histórico e multidimensional que transcende a qualquercredo ou denominação religiosa. O tema espiritualidade no trabalho vem crescendo nos últimos anos no mundoempresarial e, se insere neste contexto como uma dimensão estratégica no gerenciamento, na medida em que dásignificado à missão da empresa e ao trabalho das pessoas. Boff, abordando o tema diz: “A espiritualidade daráleveza à vida, e fará que os seres humanos não se sintam condenados a um vale de lágrimas, mas se sintam filhose filhas da alegria de viver juntos neste mundo, sob o arco-íris da graça e da benevolência divina.” (PESSINI et alBoff, 2008),Justificativa: A presente pesquisa foi “gerada e nasceu” a partir das indagações cotidianas neste universocomplexo e permeado por situações geradoras de crises e sofrimentos que é o ambiente hospitalar. A partir daafinidade com o tema: espiritualidade e humanização, como também Impelida e norteada pela hipótese de que,supostamente a dimensão espiritual pudesse vir a ser uma grande aliada na minimização e enfrentamento dosfatores conflitantes e adversidades inerentes ao trabalho neste ambiente.Objetivo: Esta pesquisa tem como objetivo Identificar e mensurar a compreensão e relevância da dimensãoespiritual na visão e vivência dos colaboradores de um hospital do município de Brusque em Santa Catarina, comotambém obter dados concretos de embasamento para uma possível e posterior inserção da dimensão daespiritualidade no Programa de Educação Continuada da Instituição.Método: Para coleta de dados foi utilizado um questionário contendo nove perguntas abertas e fechadas, demúltipla escolha, abordando a temática espiritualidade. Foram distribuídos 90 questionários para os colaboradoresde todos os setores e departamentos, que após serem convidados e informados, livremente aceitaram fazer parte dapesquisa. Ressaltamos que tivemos uma devolutiva de 64 questionários preenchidos.Resultados: Segundo as respostas obtidas nas questões, foi possível detectar e constatar que na visão dosparticipantes da pesquisa, a espiritualidade é uma dimensão muito importante na vida e no trabalho; afirmaram queo estado físico, emocional e espiritual, interfere na qualidade do atendimento e no desempenho do trabalho;alegaram que existe sim, a diferença no perfil do profissional que cultiva a espiritualidade, destacaram a visibilidadede alguns valores e qualidades como: alegria, paz, equilíbrio, humanização, amor ao próximo. Foi evidenciado quesão favoráveis a inserção de um projeto de apoio e suporte a partir da dimensão espiritual na Instituição. Ressalta-se que segundo o interesse dos pesquisados, destaque as opções: Dinâmicas de grupo, meditação, grupo musicale reflexão, estudo Bíblico e palestras. Conclusão: Segundo os resultados obtidos na pesquisa, conclui-se que ficou evidenciado a relevância dadimensão da espiritualidade na vivência dos colaboradores,como também, a contribuição da mesma no ambiente detrabalho.Bibliografia: PESSINI, L. Buscar sentido e plenitude de vida, et al Boff, L. Ed. Paulinas,2008.
  • TRABALHO 35 GESTÃO DO CUIDADO EM ENFERMAGEM E INDICADORES DA ASSISTÊNCIA: REVISÃO DA LITERATURA Silva FJCP, Sousa AB, Dias MS, Gois CFL, Santana MAV Universidade Federal de Sergipe fjanolio@infonet.com.brOs indicadores permitem estabelecer cuidados dirigidos para resultados alicerçados na qualidade e humanização.Estão relacionados à avaliação de aspectos qualitativos e/ou quantitativos referentes ao meio ambiente, à estrutura,aos processos e aos resultados (BITTAR, 2001). De acordo com Campbell et al. (2003) é importante a utilização deindicadores como ferramentas para a promoção da melhoria da qualidade do cuidado à saúde. O objetivo dessapesquisa foi conhecer a produção científica brasileira sobre a gestão do cuidado em enfermagem e a utilização deindicadores. Estudo de revisão, com levantamento bibliográfico na base de dados MEDLINE e LILACS. Paraselecionar os artigos foram empregados os descritores: cuidados de enfermagem and indicadores básicos de saúde.As buscas limitaram-se aos títulos e resumos dos trabalhos, tendo como critério de seleção publicações sobre osindicadores de saúde aplicados ao cuidado do paciente/cliente. Por meio do levantamento realizado foramencontrados 50 artigos, desses foram descartados 25, por não abordarem o tema em questão, e 10 por duplicidade.Ao final foram selecionados 15 estudos que descreveram a utilização de indicadores como ferramenta para avaliar ocuidado prestado ao paciente/cliente nos serviços de saúde. A análise dos trabalhos selecionados foi realizada pormeio da leitura dos artigos disponíveis no referido banco de dados e apresentados em português. A região sudestepublicou a maioria dos trabalhos 13 (87%), seguida pela região sul 2 (13%), verificou-se a primeira publicação noano de 1999 1(7%) com maior concentração das publicações entre os anos 2006 a 2009. Quanto aos indicadoresabordados, verificou-se que o maior percentual 8 (53%) descrevia a utilização de mais de um indicador por artigo,dentre eles: registro de enfermagem, registro de iatrogenias em prontuário, escalas de controle da dor, controle dossinais vitais e taxas de flebite, enquanto os demais artigos concentraram-se em um único indicador como: satisfaçãodo cliente, erros de medicação, taxas de queda do leito, flebite e infecção. Os resultados do presente estudosinalizam a necessidade de um incremento nas pesquisas de campo que discorram sobre a utilização dosindicadores como ferramenta para avaliar a assistência de enfermagem prestada ao paciente, em particular nasregiões centro oeste, norte e nordeste do Brasil.Referências bibliográficas 1BITTAR, O. J. N. V. Indicadores de qualidade e quantidade em saúde. RAS, v.3, n.2 , Jul-Set, 2001.2CAMPBELL, S. M. et al. Research methods used in developing and applying quality indicators in primary care.BMJ, v.326, n.7393, p.816-819, 2003.3SILVA, L.D. Indicadores de qualidade do cuidado de enfermagem. Rev. Enferm. UERJ, n.11, p. 111-116, 2003.
  • TRABALHO 36 Processo de Auditoria da SAE Bomfim CB, Brito SSJ1, Trabuco MQB, Maeda DYIntrodução: A Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE compreende uma metodologia científica quedireciona o desenvolvimento do processo de trabalho do enfermeiro. No hospital do estudo, ela foi implantada em1992, baseada na teoria de Wanda Horta, com as fases: histórico, prescrição e evolução. Manteve-se assim atéagosto de 2009, quando foi revisada e inclusas as fases de diagnóstico e plano de alta completando todas as fasespreconizadas pela teoria.Justificativa: A gerência de enfermagem do hospital em estudo, iniciou em 2009 um processo de reestruturaçãointerna que acarretou mudanças na sua estrutura organizacional e operacional, entre estas, a gestão da qualidadedo prontuário. No diagnostico inicial evidenciou-se pontos críticos como: carência de informações sobre os cuidadosprestados, falta de checagem de registros dos executores dos cuidados, impacto no faturamento entre outras nãoconformidades que comprometiam a qualidade final do prontuário e da assistência. Paralelamente, aumentou oturnover de enfermeiros, e houve a implantação do processo de acreditação hospitalar, que aceleraram aimplantação de projeto de melhoria. Foi escolhida a ferramenta da auditoria como método para analisar os registrosda SAE para identificação de possíveis não conformidades.Objetivo: Analisar as Não Conformidades – NC encontradas nos prontuários durante o processo de auditoria daSAE.Método: Trata-se de um estudo com abordagem quantitativa realizado por enfermeiros em um hospital filantrópicoda cidade de Salvador. O instrumento utilizado foi um questionário estruturado, relacionado às cinco etapas da SAE.A coleta de dados foi realizada pelos enfermeiros assistenciais de abril a dezembro de 2010. A amostra foicomposta de 116 prontuários em unidades clínicas e cirúrgicas. Para manter a confiabilidade da coleta a aplicaçãodo instrumento ocorreu em unidades distintas daquelas da alocação do enfermeiro coletador. Os resultados estãoapresentados em percentual simples sob forma de tabela e gráficos e agrupados de acordo com cada etapa da SAE.Resultados: As principais NC, encontradas foram: a) histórico: ausência de assinatura e COREN do enfermeiro(11%) e ausência de registros do exame físico (7%); b) diagnóstico: ausência de assinatura e COREN doenfermeiro (48%) e ausência de diagnostico de problemas de saúde relatados no histórico (23%); c) prescrição:ausência de justificativas para horários do aprazamento “bolados” (59%) e não atualização da prescrição apóspaciente apresentar intercorrência (42%): d) evolução: ausência de registro da condição clínica do paciente apósintervenção nas intercorrências (47%) e ausência de anotações dos técnicos de enfermagem (44%).Conclusão: O estudo realizado evidenciou fragilidade nos registros em todas as etapas da SAE e forneceuindicadores de qualidade do registro em prontuário. A partir daí, foram criadas as seguintes estratégias demelhorias: reativação do grupo de estudo da SAE, adoção de programas de capacitação, criação de oficinassemanais para discussão da SAE, continuidade do processo de auditoria e extensão da atividade para as unidadesintensivistas. A pesquisa também possibilitou o reconhecimento da ferramenta da auditoria como importante recursogerencial, na verificação do cumprimento de padrões desejáveis, levantamento de indicadores e implantação deações corretivas.Palavras Chave: Sistematização / Enfermagem / AuditoriaBibliografia: –Kurcgant P. Administração em enfermagem. São Paulo: EPU;1991. 243p –Horr L. Auditoria em enfermagem. In: Anais do 5º Ciclo Nacional de Administração em Enfermagem; 1989 out 9-12; Maringá (PR), Brasil. Maringá (PR): ABEn;1989. 157p. p.95-114 –Rebelo ARC. Auditoria de qualidade. Rio de Janeiro (RJ): Qualitymark;1994. 287p. –Faraco MM, Albuquerque GL. Auditoria do método de assistência de enfermagem. Rev Bras Enferm. 2004; 57(4): 421-4. –Lopes CM. Auditoria e distorções: ênfase nas atividades de anotações de enfermagem. Rev Bras Enferm. 1998; 51(1): 105-22. –Haddad MCL. Qualidade da assistência de enfermagem: o processo de avaliação em hospital universitário público. Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo; 2004.–Souza V, Moura LF, Flores ML. Fatores determinantes e conseqüências de falhas registradas na assistência de enfermagem – um processoeducativo. Rev Min Enferm. 2002; 6(1/2): 30-4.
  • TRABALHO 37Instituição: Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo – Projeto Competências Técnicos de EnfermagemE-mail para contato: celina.marra@coren-sp.org.br, celinamarra@uol.com.brInformações complementares:Palavras-chave: Gestão do conhecimento para a pesquisa em saúde. Acesso à informação. CompetênciaProfissional.Grupo de Trabalho do Projeto Competências Técnicos de Enfermagem do COREN-SP: Isabel Cristina Kowal OlmCunha (coordenador), Ana Lygia Pires Melaragno, Celina Castagnari Marra, Denise Augusto da Costa Lorencette,Luiza Hiromi Tanaka, Marcia Rodrigues de Lima, Maria de Lourdes Neves Fonseca Azevedo da Costa.Observação: Qualquer dificuldade surgida na isncrição do trabalho comunicar-se com Cézar da Silva, membro daSOBRAGEM.O GRUPO FOCAL COMO FERRAMENTA DE GESTÃO NO MAPEAMENTO DE COMPETÊNCIAS LABORAISAutores: Cunha ICKO, Marra CC(Relator), Lima MR, Lorencette DAC, Neves ML.Introdução: As ferramentas de gestão são instrumentos que fazem uso de método para tornar a práticaadministrativa na empresa mais eficiente e mais eficaz pelo processo de obter informações complexas de formaestruturada. Os modelos de gestão são variáveis para atender as necessidades da empresa na área que atua. Omapeamento de competências laborais tem na Gestão do Conhecimento infraestrutura significativa para evidenciaressas competências nas organizações. A competência laboral considera a produtividade do indivíduo pelodesempenho no trabalho no conjunto saber, saber-fazer e saber-ser, e não somente obtida na formação acadêmicae/ou títulos acumulados. O Grupo Focal caracteriza-se como técnica para obtenção de informações confiáveis narelação sujeito/facilitador, partindo de quem faz a ação e lhe conferindo um significado. Justificativa: Atualmente ésabido que o sucesso das organizações é proporcional a definição de competências feitas por elas, segundo suascaracterísticas ou da percepção de integrantes de um recurso humano competente. O mapeamento decompetências representa uma das etapas mais complexas no Sistema de Gestão do Conhecimento, fatorestratégico para gerir a empresa dentro do cumprimento da sua missão. Nesse processo, o perfil desejado para oprofissional norteia a identificação, coleta, processamento e disponibilização das informações sobre competênciasbásicas na obtenção de resultados organizacionais sustentáveis. A escolha de um instrumento metodológico, comoo Grupo Focal, é básico no mapeamento de competências laborais, podendo-se indagar: há possibilidade datécnica de Grupo Focal caracterizar-se como uma ferramenta usada na Gestão do Conhecimento na geração decompetências? Objetivo: Compreender as caracteristicas da técnica de Grupo Focal como ferramenta compatívelno desenvolvimento da Gestão do Conhecimento. Método: Pesquisa bibliográfica para acúmulo de fontes comconteúdo suficiente no respaldo da problemática em estudo. Resultados: As fontes bibliográficas consultadaspermitiram verificar que o Grupo Focal cria ambiente favorável ao diálogo e consegue obter informações de formanão-diretiva pela interação de facilitador/grupo de pessoas para gerir resultados definidos com conhecimento sólidoe confiável extraídos de significados imputados pelo grupo em um determinado assunto ou contexto, sempre deforma controlada. Preocupa-se com a homogeneidade do grupo de pessoas em certas características eheterogeneidade no equilíbrio de aspectos para sua constituição uniforme e diversa. Cuida do tamanho do grupo elhe dá informes orientadores sobre o tema a ser discutido, sem conduzir a participação das pessoas com ideias pré-concebidas. Respeita critérios condizentes com o objeto estudado e o alcance de um produto íntegro. Registra asdiscussões em gravadores de forma a transcreve-las posteriormente de forma fidedigna, analisando-as com o usode método científico para entender o significado conferido pelo grupo. Durante todo seu caminhar mantém condiçõespara respaldar o surgimento de informações de alta qualidade das informações emitidas pelos participantes e usarecursos disponíveis para limitar a concepção prévia de avaliadores. Conclusão: Diante do fato da ferramenta degestão constituir-se como instrumento metodológico para realizar processo de forma eficiente e eficaz na busca deinformações complexas, as características do Grupo Focal preenchem condições necessárias para sercompreendida como uma ferramenta apropriada à Gestão do Conhecimento.Bibliografia:Ciampone, MHT; Dall‟agnol, CM. Grupos focais como estratégia metodológica em pesquisas de enfermagem. Rev GaúchaEnferm. 1999; 20(1):5-25.Ibarra, AA. Formación de los Recursos Humanos y Competencia Laboral. Boletín Cinterfor. (149) :95-108, mai-ago 2000.Disponível em: http://www.cinterfor.org.uy/public/spanish/region/ampro/cinterfor/publ/boletin/149/pdf/ibarra.pdfTerra, JCC. Gestão do Conhecimento: o grande desafio empresarial. Rio de Janeiro: Negócio, 2000.
  • TRABALHO 38 DIMENSIONAMENTO DO QUADRO DE ENFERMAGEM COMO FERRAMENTA DE GESTÃO Santos Dumont Hospital – Unimed São José dos CamposAutoras: 1Moreira JS, 2 Buani JNF, 3 D‟Innocenzo M.Introdução: Hoje, quando pensamos no processo do cuidar, somos levados imediatamente a fazer uma leitura maisampla e abrangente sobre o tema. Considerando que o percentual mais significativo do contingente de profissionaissão os da enfermagem, o impacto de suas práticas reflete e representa a qualidade da assistência prestada pelainstituição.Dimensionamento, segundo Kurcgant, constitui a etapa inicial do processo de provimento de pessoal e tem porfinalidade a previsão da quantidade de funcionários por categoria1.Sistema de classificação de pacientes, conforme Fugulin, é a forma de determinar o grau de dependência de umapaciente em relação à equipe de enfermagem, objetivando estabelecer o tempo dispendido no cuidado direto eindireto3.Justificativa: Evidenciado inadequação do quadro de enfermagem nas unidades de internação médica e cirúrgicarefletida na alta taxa de rotatividade e absenteísmo, unida a recorrentes insatisfações dos clientes, mobilizou-setodos os esforços para o levantamento de estudos realizados sobre o tema, a fim de propor com base na literatura eResolução do COFEN, o dimensionamento adequado do quadro de enfermagem com vistas à melhor “performance”assistencial das referidas unidades.Objetivo: Dimensionar quadro de enfermagem das unidades de internação das clínicas médica e cirúrgica.Método: Trata-se de um estudo descritivo, realizado nas unidades de internação médica e cirúrgica de um Hospitalprivado de médio porte, recurso próprio de uma cooperativa médica, no interior de São Paulo. Levantado literaturasobre o assunto nas bases de dados Lilacs, Pubmed, e Sciello, porém o principal recurso bibliográfico foi aResolução do COFEN nº 293/2004. O sistema de classificação de pacientes, taxa de ocupação média por unidade,índice de segurança técnica (empírica de 15%), total de horas de enfermagem, foram instrumentos primordiais paradefinir o perfil dos clientes e o tempo de cuidados diretos necessários à assistência segura. Este estudo utilizou-sede dados colhidos de agosto/2010 a janeiro/2011.Resultados: Evidenciado que no setor de internação cirúrgica, considerando o grau de dependência dos pacientes,foi previsto 157 horas de assistência de enfermagem nas 24hs, e para tanto seria necessário aumento de quadro de06 colaboradores. Já na unidade de clínica médica, o número de horas necessárias nas 24hs foi de 268,2 horas oque significava aumento de quadro de 22 colaboradores, totalizando um aumento de efetivo de 28 colaboradores.Em vista do cenário e argumentação técnica fortemente embasada em literatura, esse aumento de quadro foiconcedido em esquema de escalonamento, que será iniciado em abril 2011 e concluído em março 2012.Conclusão: Concluiu-se que o dimensionamento do quadro de enfermagem, baseia-se em fundamentos científicos,e é um instrumento de apoio à gestão e de argumentação eficaz para adequação do quadro de enfermagem, e quedeve ser amplamente utilizado como ferramenta de gestão pelo serviço de enfermagem.BIBLIOGRAFIA1 KURCGANT, P, ET ALL. Administração em enfermagem. São Paulo: EPU, 1991.2 CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM – COFEN – Resolução 293/2004.3 FUGULIN, F.M.T. ET ALL. Implantação do Sistema de Classificação de pacientes na Unidade de Clínica Médica doHospital Universitário da USP. Rev. Med. HU-USP, 1994.1 Joselma Silva Moreira, Enfermeira, Especialista em enfermagem do trabalho, e Gestão de planos de saúde, coordenadora do serviço deenfermagem do Hospital Santos Dumont. Email: joselma.moreira@santosdumonthospital.com.br2 Juliana Nogueira Franco Buani, Enfermeira, Administradora Hospitalar do Hospital Santos Dumont, Especialista Qualidade e Gestão emSaúde. Mestranda em Ciências pela UNIFESP e membro do GEPAV-SE – Grupo de ensino e pesquisa em avaliação da qualidade em deserviços de saúde e enfermagem e coordenadora da REBRAENSP do Núcleo do Vale do Paraíba. E-mail:juliana.franco@santosdumonthospital.com.br3 Maria D’Innocenzo, Doutora em Enfermagem, Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da UNIFESP, Líder do Grupo de Ensinoe Pesquisa de Avaliação em Qualidade de Serviços de Saúde e de Enfermagem - GEPAV-SE. Email: mdinnocenzo@unifesp.br
  • TRABALHO 39 G.A-GESTÃO DA ASSISTÊNCIA E DO RISCO CONTROLE DOS RISCOS – NOTIFICAÇÃO ROSO, AS,OLIVEIRA, AP, CAMPOS, KAIntrodução:Nas áreas de assistência à saúde, o trabalho em equipes interdisciplinares e a idéia de clientes consumidores de determinadosprodutos que deverão ser oferecidos com qualidade, têm sido apontados como fundamentais dentro dos atuais cenáriostecnológicos e profissionais, trazendo transformações paradigmáticas. O pressuposto de que, garantida a qualificação de cadagrupo profissional, a qualidade do produto final estará completamente garantida revela-se falso; ainda que a premissa acima sejaimprescindível para um resultado de alto padrão. Contudo, a qualidade final dos serviços prestados depende de uma químicamais complexa, cuja base relaciona-se com as diferentes equipes e sua competência geral e comunicativa. A gerência docotidiano passa por enfermeiros, médicos e supervisores de diferentes áreas tais como: farmacêutica, de apoio diagnóstico eterapêutico, manutenção de equipamentos, entre outros. O bom funcionamento da assistência (produto final da instituiçãoHospital), depende de produtos intermediários (fluxos de insumos, higiene, exames complementares, contatos com a família,nutrição, etc.), que devem responder a alguns critérios fundamentais e combinados, os quais poderiam ser traduzidos nas seisexigências dos clientes em relação aos fornecedores: qualidade, serviço, custo, tempos de resposta, variabilidade e flexibilidade(Shoenberguer e Knod Jr.,1999). A melhoria da qualidade é a redução contínua dos riscos para os pacientes e o corpoprofissional. Estes riscos podem ser encontrados nos processos clínicos e no meio ambiente, portanto a abordagem porprocessos prevê o monitoramento de eventos inesperados (administração de risco) e o uso de recursos (gerenciamento derecursos). Os processos operacionais, mesmo os mais simples impactam o funcionamento do Hospital e interferem na qualidadedos produtos. Uma etapa importante após a identificação do processo ou procedimento relevante é a focalização dos pontos derisco. Sendo assim o Escritório da Qualidade e a Gerencia de Enfermagem vem trabalhando o controle, gerenciamento dosriscos gerados na Instituição seja ele Riscos Administrativo ou Assistencial. PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS GESTÃO DE GESTÃO SEGURANÇA SOCIAL NEGÓCIOS ASSISTENCIAL OCUPACIONAL PROCESSO PROCESSOS OCUPACIONAL GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO- ASSISTENCIAIS DE FINANCEIRO RESÍDUOSObjetivo: Diminuir a probabilidade da ocorrência de falhas, atuais ou potenciais, em processos; Aumentar a confiabilidade dos processos já em operação por meio da análise das falhas que já ocorreram; Diminuir os riscos de erros e aumentar a qualidade em procedimentos clínicos e administrativos.Método: Tanto nos riscos classificados como Administrativos e Assistências seguem fluxo abaixo para notificação e controle dosmesmos.Resultado: Controle de 95% dos riscos gerados na Instituição pró ativamente e a garantia de notificação eficaz de novos riscosdetectado pela fácil maneira notificação.Conclusão: Podemos concluir que o gerenciamento de riscos só terá um resultado satisfatório com responsabilidade eparticipação de todos os colaboradores da instituição. Ficando claro a todos suas funções e responsabilidades para que oprocesso seja efetivo e eficaz.Bibliografia: NUNES, A. B. – Gerenciamento de Riscos, Banas Qualidade, set./out. – 2007Instituição: Banco de Olhos de Sorocaba – Hospital Oftalmológico de SorocabaContato: perla.moraes@bos.org.br
  • TRABALHO 40 PLANO ASSISTENCIAL: O ENFERMEIRO COMO ELO ENTRE A EQUIPE MULTIPROFISSIONAL ASSISTANCE PLAN: THE NURSE AS A LINK BETWEEN THE TEAM MULTIPROFESSIONALAline Martins Balula, Sandra MiziaraIntrodução: Entende-se por equipe multiprofissional o grupo de profissionais de diferentes categorias que prestam assistênciaao cliente. No Hospital Municipal de Cubatão caracterizam-se como membros da equipe multiprofissional: o médico, enfermeiro,farmacêutico, nutricionista, fisioterapeuta, psicólogo, assistente social, serviço de infecção hospitalar e comissões hospitalares(EMTN, transplante, curativo). A proposta do plano assistencial é uniformizar as ações entre as equipes, melhorando acomunicação e incentivando, propondo e planejando a assistência ao cliente. Destarte, foi criado um protocolo pela equipemultiprofissional.Justificativa: Os maiores problemas encontrados na assistência ao cliente estão relacionados com a falta deinteração e comunicação entre a equipe multiprofissional. Tal falta de entrosamento propicia uma maior permanência dessepaciente no hospital, menor giro de leitos e um índice maior de reinternação (BRASIL). No Hospital Municipal de Cubatãomensuram-se as reinternações em até 72 horas após a alta. De acordo com BORGES (2008), estudos internacionaisidentificaram taxas de reinternação hospitalar que variam de 0,47% a 25,4% dependendo das características de complexidadedo hospital e o tempo de reinternação mensurado. Tendo como base a necessidade de maior entrosamento da equipemultiprofissional foi desenvolvido o plano assistencial, com o enfermeiro gestor da unidade de internação responsável pelo eloentre a equipe. Esse estudo tem como finalidade apresentar os resultados obtidos na melhoria da assistência prestada aocliente.Objetivo: Identificar oportunidades de melhoria da qualidade na assistência prestada através da interação da equipemultiprofissional, justificando sua aplicação.Método: Foram realizadas pesquisas bibliográficas e estudo de caso, comobservações da metodologia aplicada em hospital público. Consiste em 2 fases: a comunicação inter-equipes e o preenchimentodo impresso, parte integrante do prontuário, sendo o enfermeiro, o agente promotor da integração. Como indicador será medidaa adesão ao plano assistencial e a taxa de reinternação. Resultados: Excelência na assistência caracterizada pela crescentemelhoria no indicador de adesão ao plano e conseqüente diminuição dos índices de reinternação.Conclusão: Os dados apresentados demonstram que o atendimento multiprofissional evidenciado através do plano assistencialinfluencia diretamente na qualidade da assistência prestada ao cliente onde, após início do protocolo, evidenciou-se diminuiçãono número de re-internações e uma melhor assistência ao cliente, caracterizado por uma maior interação entre a equipemultiprofissional tendo o enfermeiro como elo das equipes.Unitermos: Plano Assistencial; Equipe Multiprofissional.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:BARROS S.M.P.F. Gerenciamento em saúde: implicações, tendências e perspectivas para a enfermagem. in 45° Congresso Brasileiro deEnfermagem - Associação Brasileira de Enfermagem, Recife, 1993.BORGES, Flávia Kessler et al. Reinternação hospitalar precoce: avaliação de um indicador de qualidade assistencial. Porto Alegre:Revista do Hospital das Clínicas de Porto Alegre, 2008 – disponível em http://seer.ufrgs.br/hcpa - acesso em 24/03/2011.BRASIL, Ministério da Saúde. Disponível em http://www.saude.gov.br. Acesso em:14 / 03 / 2011.FERNANDES M.S. et al. A conduta gerencial da enfermeira: um estudo fundamentado nas teorias gerais da administração. RibeirãoPreto: Revista Latino – Americana de Enfermagem v.11 n° 2, 2003.KURCGANT P. Administração em enfermagem. São Paulo: EPU, 1991.PEDUZZI M. Equipe multiprofissional de saúde: conceito e tipologia. São Paulo: Revista Pública, vol.35 n° 1, 2001.Equipe multiprofissional de saúde: a interface entre trabalho e interação - Tese. Campinas: Faculdade de Ciências Médicas daUniversidade Estadual de Campinas, 1998.
  • TRABALHO 41 Perspectivas de alunos de graduação sobre qualidade na assistência de enfermagem hospitalar Gabriel CS , Miguelaci TP , Évora YDM, Bernardes A, Françolin LA qualidade deve estar presente em todo o processo de discussão da assistência do enfermeiro, uma vez que o focode assistência de enfermagem deve ser o indivíduo e o atendimento de suas necessidades1. Para Donabedian otermo qualidade dificilmente pode ser reduzido a um conceito unitário (2) .Assim destaca-se o papel fundamental dasinstituições de ensino enquanto formadoras de um enfermeiro capacitado a avaliar a qualidade da assistência deenfermagem. Objetivo: Identificar, na perspectiva de alunos matriculados no terceiro ano do curso de bachareladoem enfermagem de uma escola pública do interior paulista, o que venha a ser qualidade na assistência deenfermagem hospitalar. Estudo descritivo-exploratório, com abordagem quantitativa. Realizado com 46 alunos, daEscola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, que cursavam o terceiro ano debacharelado em Enfermagem. Os dados foram coletados utilizando-se questionário estruturado, Os aspectos quemais interferem na qualidade da assistência de enfermagem, na opinião dos alunos são as Necessidades dospacientes atendidos, 41,9% dos alunos e a Organização do trabalho da equipe de enfermagem, 23,2% dos alunos.Verificou-se que 58% dos alunos consideraram que a maior barreira para a enfermagem realizar assistência comqualidade é o “Relacionamento com a equipe médica”. Na opinião dos alunos o aspecto mais valorizados porpacientes e familiares em relação a qualidade da assistência de enfermagem é a resolutividade dos problemas e S93% dos alunos consideram que a equipe de enfermagem e o paciente/familiares possuem entendimentosdiferentes sobre o que é qualidade na assistência. Os indicadores destacados pelos alunos como os maispertinentes para avaliar a qualidade da assistência foram a satisfação do paciente,conhecimento técnico teórico daequipe de enfermagem,número de enfermeiros por leito,índices de eventos adversos,índices de infecção hospitalar emortalidade. O estudo demonstrou que os alunos possuem uma visão abrangente sobre qualidade na assistência deenfermagem. Para estes a qualidade é atingida se os pacientes não sofrerem danos e deixarem o ambientehospitalar satisfeitos, e que profissionais de saúde e pacientes/familiares possuem concepções diferentes sobre oconceito de qualidade assistencial. Ressalta-se a importância dada ao relacionamento com a equipe médica comoforte barreira para que a enfermagem preste assistência com qualidade. Verificou-se ainda o forte destaque que osalunos atribuem ao conhecimento técnico-científico dos profissionais de enfermagem como qualificador daassistência o que pode ser atribuído ao paradigma biomédico hegemônico ainda predominante no contexto emsaúde, no qual se verifica uma tendência de valorização do tecnicismo da assistência em detrimento dos aspectosindividuais e emocionais do paciente.Estudantes de enfermagem. Qualidade dos cuidados de saúde. Serviço hospitalar de enfermagem.1 PAIVA, S.M.A. Qualidade da Assistência hospitalar: avaliação da satisfação dos usuários durante seu período deinternação. 2006. Tese (Doutorado). Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo.2 Donabedian, A. Quality assurancein health care: consumers‟ role. Given at St Catherine „s College,Oxford.1992;1:247-251.
  • TRABALHO 42 Avaliação da qualidade na elaboração da prescrição de enfermagem em um hospital público de média complexidadeBorsato FG, Tenani MNF, Oliveira E, Haddad MCFL, Vannuchi MTO.Hospital Dr. Anísio Figueiredo - Londrina – PR / Universidade Estadual de LondrinaEmail: fabigorni@hotmail.comIntrodução: Desde a década de 40, o tema da qualidade vem se expandido pelo mundo, sendo, a partir do final dadécada de 60, absorvido e engajado na área da saúde (D`INOCCENZO, ADAMI, CUNHA; 2006). O termo qualidadesempre existiu na enfermagem passando a receber maior importância com o advento da sistematização daassistência de enfermagem (SAE) (HADDAD, 2004). A elaboração da prescrição de enfermagem constitui-se emuma das etapas da SAE e é definida como a etapa na qual o enfermeiro toma decisões acerca das condutas aserem implementadas na prestação de cuidados e as registra, objetivando uma assistência individualizada e dequalidade. Justificativa: Considerando à importância dos registros de enfermagem, os resultados desta pesquisapermitem contribuir com a qualidade da assistência de enfermagem prestada na instituição em estudo, possibilitandoque a tomada de decisão gerencial seja fundamentada em informações obtidas em tempo real. Objetivo: Avaliar aqualidade da elaboração da prescrição de enfermagem em um hospital público de média complexidade no norte doParaná. Método: Foi realizada uma pesquisa exploratória, descritiva de caráter quantitativa realizada a partir daaplicação de um instrumento de coleta de dados adaptado(2) pelo Serviço de Controle de Qualidade em Enfermagem(SCQE) da instituição em estudo. A coleta de dados foi realizada em fevereiro de 2011, em uma unidade deinternação médico-cirúrgica, em 10% dos prontuários, totalizando 26 prontuários que foram analisados segundo aqualidade dos registros. Os itens referentes à qualidade na elaboração da prescrição de enfermagem foramavaliados segundo os critérios completo, incompleto, não-preenchido e incorreto, para os quais o padrão dequalidade adotado foi de: acima de 80%, abaixo de 15%, abaixo de 5% e 0%, respectivamente (HADDAD, 2004).Resultados: Os resultados mostraram valores satisfatórios no que tange a existência de uma prescrição deenfermagem nas 24 horas com 96,7% e dessas 88,3% indicaram as necessidades do cliente segundo grau dedependência; 91,7% das prescrições permitiram identificar as necessidades gerais do cliente quanto à higienizaçãoe demais cuidados básicos; em relação à adequação dos cuidados e referências a sinais e sintomas conforme suapatologia foi identificada índice satisfatório, sendo respectivamente, 80,0% e 88,1%. Foram encontrados valoresinsatisfatórios quanto à checagem e presença de rubrica nos itens prescritos, com respectivamente, 27,1% e 8,5%.Conclusão: A partir da análise dos dados apresentados, foi possível observar adequação na elaboração daprescrição de enfermagem e reforçar planos de manutenção da qualidade por meio de feedbacks aos profissionais eatuação em educação permanente. Ainda, foi possível reafirmar a importância da aplicação de indicadores paradeterminar a qualidade da prática assistencial.Bibliografia:D`INOCCENZO, M.; ADAMI, N.P.; CUNHA, I.C.K.O. O movimento pela qualidade nos serviços de enfermagem esaúde. Revista Brasileira de Enfermagem. n.59, v.1, p. 84-8, jan-fev., 2006.HADDAD, M.C.L. Qualidade da assistência de enfermagem: processo de avaliação em hospital – escola público.2004. 201f. Tese (Doutorado em Enfermagem Fundamental) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto,Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004.
  • TRABALHO 43 Avaliação da SATISFAÇÃO DO USUÁRIO DE UM HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADEBorsato FG, Tenani MNF, Oliveira E, Haddad MCFL, Vannuchi MTO.Hospital Dr. Anísio Figueiredo - Londrina – PR / Universidade Estadual de LondrinaEmail: fabigorni@hotmail.comIntrodução: A avaliação dos serviços de saúde tem como uma de suas linhas de trabalho, a pesquisa de satisfaçãodo usuário, surgindo, no Brasil na década de 90 diante do processo de redemocratização (MENDES et al.; 2006). Asatisfação pode ocorrer quando suas necessidades são atendidas permitindo ao cliente idéias positivas em relaçãoaos serviços (CRUZ, MELLEIRO; 2010). Justificativa: A instituição em estudo passou por um processo de grandestransformações estruturais e gerenciais provocando mudanças nos processos de trabalho. Viu-se a necessidade depermitir a manifestação do usuário quanto a sua satisfação em relação aos serviços prestados nesta nova realidadeinstitucional, com o aperfeiçoamento do método da “Pesquisa de Satisfação” adotada no local de estudo. Objetivo:Descrever o processo de reformulação instrumento de Pesquisa de Satisfação do Usuário em um hospital público demédia complexidade no norte do Paraná. Método: Pesquisa descritiva e exploratória, iniciando-se pela adaptaçãode um instrumento de Avaliação pelo Usuário Internado (HADDAD, 2004). Embasou-se, num primeiro momento, poruma discussão entre os serviços de Controle de Qualidade em Enfermagem, Educação e Pesquisa, Coordenaçãode Enfermagem, Administração Hospitalar, Psicologia Clínica e Serviço social que levantaram os itens essenciaispara compor o instrumento. Cada item foi classificado segundo os critérios ótimo, bom, regular e ruim. Após,procedeu-se a aplicação do instrumento nos setores de internação médica e cirúrgica, num período de 20 dias.Optou-se por realizar a entrega do formulário no momento da alta hospitalar a fim de assegurar maior número depreenchimento de formulários. Resultados: Observou-se, uma taxa de retorno de formulários preenchidos de 28,2%para o setor de internação cirúrgica e 26,0% para o setor de internação médica, podendo-se inferir que o retornodestes surgiram a partir da necessidade do usuário em manifestar sua opinião frente as transformações estruturais enos processos de trabalho ocorridos na instituição em estudo. Os valores de satisfação no setor de internaçãocirúrgica variou de ótimo (30,8%) a bom (69,2%) enquanto no setor de internação médica esta variação foi de ótimo(37,8%), bom (54,1%) e regular (8,1%). Quanto a taxa de fidelização (se o paciente indicaria esta instituição a outraspessoas), observou-se valores positivos, com 100% para a clínica cirúrgica e 97,3% para a clínica médica.Conclusão: Com este estudo, foi possível identificar a possibilidade de aplicação do referido instrumento nossetores de internação da instituição em estudo, identificar uma taxa de retorno otimizada e valores percentuaissatisfatórios no que tange a qualidade dos serviços prestados e ainda, gerar feedback a alta e média gestão edemais profissionais, no intuito de proporcionar melhoria contínua da qualidade assistencial.Bibliografia: 1MENDES, A.C.G. et al. Avaliação da satisfação dos usuários com a qualidade do atendimento nas grandes emergências do Recife, Pernambuco, Brasil. Revista Brasileira Materno Infantil, v.9, n.2, p. 157-65, abr- jun, 2009.2CRUZ, W.B.S.; MELLEIRO, M.M. Análise da satisfação dos usuários de um hospital privado. Revista da Escola de Enfermagemda USP, v.44, n. 1, p.147-53, 2010.3HADDAD, M.C.L. Qualidade da assistência de enfermagem: processo de avaliação em hospital – escola público. 2004. 201f.Tese (Doutorado em Enfermagem Fundamental) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo,Ribeirão Preto, 2004.
  • TRABALHO 44 Qualidade das anotações de enfermagem em unidade de terapia intensiva de um hospital universitárioBorsato FG, Rossaneis MA, Haddad MCFL, Vannuchi MTO, Vituri DW.Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná / Universidade Estadual de LondrinaEmail: fabigorni@hotmail.comIntrodução: Os registros em enfermagem constituem uma fonte escrita de informações relativas à assistênciaprestada permitindo a comunicação entre os membros da equipe multiprofissional e, por meio de registrosfidedignos, torna-se possível avaliar a assistência prestada (MATSUDA, CARVALHO, ÉVORA; 2007). Trata-se aquia avaliação como julgamento ou apreciação de algo tendo como referência uma escala de valores (FELDMAN;2009). Justificativa: Neste contexto que envolve as dificuldades em se alcançar a qualidade dos registros comouma das formas de possibilitar comunicação efetiva entre os membros de uma equipe multiprofissional, optou-se porrealizar um estudo minucioso identificando os nós críticos que envolvem os registros de enfermagem. Objetivo:Analisar os resultados da avaliação da qualidade das anotações de enfermagem em um hospital público de ensinono norte do Paraná. Método: Pesquisa exploratória, descritiva e quantitativa utiliando dados secundários daAssessoria de Controle de Qualidade da Assistência de Enfermagem (ACQAE) da instituição. Os dados analisadosprovem dos relatórios mensais da ACQAE referentes à avaliação da qualidade das prescrições de enfermagem, noano de 2009 contemplando os subitens de avaliação relacionados ao item Anotação de Enfermagem. Cada subitemfoi avaliado segundo os critérios completo, incompleto, não-preenchido e incorreto, para os quais o padrão dequalidade adotado foi de: acima de 80%, abaixo de 15%, abaixo de 5% e 0%, respectivamente (HADDAD; 2004).Resultados: Foram identificados valores satisfatórios relativos à existência de uma anotação por turno, registros deprestação de cuidados, inclusive pré e pós-operatórios/exames. Houve queda nos valores relativos ao registro desinais e sintomas pertinentes a patologia, intercorrências com o paciente e resposta do profissional a prescrição deenfermagem. Os itens relacionados à estética textual, identificação do autor e checagem de itens ficaram aquém dosvalores adequados. Conclusão: Os resultados apontaram para diversas inadequações nas formas de registro epermitiram a busca por medidas de intervenções educativas visando o aprimoramento técnico-assistencial dosprofissionais atuantes neste setor. Ainda, a partir dos resultados obtidos, espera-se suscitar discussões sobre aimportância da avaliação da qualidade como ferramenta gerencial eficaz na busca de uma assistência segura e livrede riscos.Bibliografia: 1MATSUDA, L.M.; CARVALHO, .A.R.S.; ÉVORA, Y.D.M. Anotações / registros de enfermagem em um hospital-escola. Revista Ciência, Cuidado e Saúde, v.6, supl. 2, p. 337-46, 2007. 2FELDMAN, L.B. Avaliação do Serviço de Enfermagem: Construção de critérios para análise do serviço. In: MALAGUTTI, W.; CAETANO, KC (org.). Gestão do Serviço de Enfermagem no mundo globalizado. Rio de Janeiro: Editora Rubio; cap. 3, p.29-39, 2009. 3HADDAD, M.C.L. Qualidade da assistência de enfermagem: processo de avaliação em hospital – escola público. 2004. 201f. Tese (Doutorado em Enfermagem Fundamental) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004.
  • TRABALHO 45 DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL DE ENFERMAGEM E SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES: FERRAMENTAS PRÁTICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DA AÇÃO GERENCIAL DO ENFERMEIRO. DUTRA A. S., SILVA P. A., ALVES M. A. Universidade de Uberaba guimara.andrea@gmail.comO serviço de enfermagem encontra várias dificuldades associadas à administração de recursos materiais, físicos ehumanos, tanto em aspectos quantitativos quanto qualitativos. A temática sobre recursos humanos (RH) deenfermagem tem sido cada vez mais abordada, solicitando a atenção dos responsáveis por gerenciar os serviços desaúde. Uma das ferramentas administrativas mais importantes para realizar o dimensionamento de pessoal emenfermagem é o sistema de classificação de pacientes (SCP). (LAUS; ANSELMI, 2004). Este trabalho justifica-sepor ser a adequação do pessoal de enfermagem às necessidades básicas da clientela um dos grandes desafios, naperspectiva de administração de RH para o enfermeiro. O objetivo do trabalho é demonstrar a importância dodimensionamento de pessoal de enfermagem e dos sistemas de classificação de pacientes como ferramentas paraum bom gerenciamento de RH pelo enfermeiro. Trata-se de pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa, porrevisão da literatura que utilizou como bases de dados SCIELO; LILACS, site do COFEN e banco de teses edissertações da USP.Os instrumentos gerenciais, como o dimensionamento e o SCP, possibilitam determinar oquantitativo e o qualitativo de RH necessários para atender a clientela, auxiliando no controle de custos,planejamento do cuidado, melhoria da qualidade assistencial e das condições de trabalho da equipe, entre outrosbenefícios. Com a prática empírica não há como comprovar e justificar a necessidade de aumento no quadro depessoal. Sendo assim, haverá um número escasso de funcionários, que repercute em queda na qualidadeassistencial, com risco de imprudência, na prestação de cuidados; sobrecarga de trabalho que gera insatisfação edesmotivação, além de riscos ocupacionais mais elevados aumentando o absenteísmo; aumento dos custosinstitucionais com processos dos pacientes em decorrência de acidentes e falhas ocasionadas pelo déficit detrabalhadores. Concluiu-se que a alocação de recursos humanos de enfermagem numa instituição de saúde ainda éum desafio frente às dificuldades sociopolítico-econômicas que dificultam a contratação de pessoal. Assim, é precisoque o enfermeiro utilize os métodos científicos de dimensionamento e que desenvolva habilidades como capacidadede tomada de decisão de forma crítica, liderança, comunicação, negociação e sensibilização. Tais habilidadespermitem a articulação de meios junto à diretoria, para o provimento adequado do pessoal de enfermagem.REFERÊNCIAS: GAIDZINSKI, Raquel Rapone. Dimensionamento de pessoal de enfermagem em instituiçõeshospitalares. [Tese Livre Docência]. São Paulo (SP): Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem da USP;1998.KURCGANT, Paulina; CUNHA, Kátia de Carvalho; GAIDZINSKI, Raquel Rapone. Subsídios para a estimativa depessoal em enfermagem. Enfoque, São Paulo, v.17, n.3, p. 79-81, set. 1989. „‟LAUS, Ana Maria; ANSELMI, Maria Luiza. Caracterização dos pacientes internados nas unidades médicas ecirúrgicas do HCFMRP-USP, segundo o grau de dependência em relação ao cuidado de enfermagem. RevistaLatino-Americana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 12 n. 4, p. 643-649, jul./ago. 2004.
  • TRABALHO 46 O GERENCIAMENTO DE RISCO COMO ESTRATÉGIA DE QUALIFICAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEMBernardes A, Alfonsetti J, Gabriel CSDiante da realidade que vivemos hoje com a ocorrência de eventos adversos na assistência de enfermagem,necessitamos melhorar os processos com foco em um resultado que hoje se torna cada vez mais visível, que é asegurança do paciente(1). As organizações têm demonstrado uma preocupação cada vez maior no que se refere àqualidade de prestação de serviços e à segurança do paciente, a fim de minimizar e se possível eliminar todo equalquer impacto negativo ao paciente. A gestão de risco é um processo implantado na instituição de formasistêmica e sistemática com a finalidade de detectar precocemente situações que podem gerar consequências aospacientes e colaboradores(2). Esse processo evidencia a participação do enfermeiro, pois além de identificar enotificar o risco, ele toma medidas preventivas, corrige o risco para minimizá-lo ou eliminá-lo, e ainda acompanha odesenvolvimento das ações implementadas para melhoria contínua. Este estudo objetiva avaliar a implantação dogerenciamento de risco em um hospital filantrópico de um município do Estado de São Paulo. Trata-se de um estudoquantitativo e de caráter interventivo realizado em uma Unidade de Terapia Intensiva Adulto, sendo que a avaliaçãofoi realizada através da ficha de notificação de risco. Foram monitorados os seguintes riscos: extubação acidental,queda do leito, perda de sonda nasoenteral, flebite, e úlcera por pressão desenvolvida na unidade durante o ano de2010. No fechamento de cada mês eram colocados os dados em planilha e apresentados em reuniões comgestores de cuidados, equipe de enfermagem e apresentação em mural da unidade. O estudo encontra-se em fasede análise estatística e, portanto, os resultados parciais demonstram que, no ano de 2010, houve 8 casos deextubação acidental, 1 caso de queda do leito, 40 casos de perda de sonda nasoenteral, 2 casos de flebite e 48casos novos de úlcera por pressão num total de 430 pacientes. Foram realizadas reuniões mensalmente com aequipe de enfermagem dentro da Unidade de Terapia Intensiva para apresentar dados e discutir melhorias a seremseguidas quanto à assistência. Notou-se grande queda nos índices do monitoramento de risco no decorrer dosmeses, melhorando e qualificando o resultado da assistência.Palavras-Chave: Gerenciamento de Segurança, Educação em Enfermagem, Serviço Hospitalar de Enfermagem.Referências: 1. Feldman LB. Gerenciamento de Risco no Processo de Assistência em Saúde. Revista Nursing, 2009. Edição 154. 2. Feldman LB, D‟INNOCENZO M, CUNHA ICKO. Como fazer o gerenciamento de risco? Proposta de um método brasileiro de segurança hospitalar. Einstein, v.5. Suplemento 1, p.55, set.2007.
  • TRABALHO 47 MODELOS DE GESTÃO HOSPITALARES: A REALIDADE CANADENSEBernardes A, Gabriel CS, Évora YDM, Santos MC, Melo MRACA discussão sobre os modelos de sistemas de saúde vem ganhando novos contornos após as diversas reformasque, desde os anos noventa, vêm sendo implantadas em vários países, inclusive no Canadá. Assim como no Brasil,o Canadá tem repensado a gestão no sentido de liberá-la dos princípios rígidos da administração pública com umapesada burocracia que já se revelou incompatível com a organização da qualidade dos serviços de saúde(1). Analisaras experiências de implantação da Gestão Participativa em uma instituição hospitalar no Canadá, no que se refere àtomada de decisão, comunicação e poder. Adotou-se a abordagem teórica de Bolman e Deal(2) que elaboraram, apartir de insights gerados da pesquisa e da prática, quatro classificações: estrutura, recursos humanos, política esímbolos. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa dos dados. Foi usada aPesquisa-Ação Participante (PAP) que possibilita privilegiada forma de informação aos pesquisadores e grupos desujeitos da prática(3). Este estudo foi realizado em um hospital público localizado na província de Alberta, Canadá. Acoleta de dados foi realizada com os profissionais que integram a equipe de enfermagem, bem como com osdirigentes/gestores. Foram incluídas duas unidades do hospital universitário canadense. Na primeira unidade, estáocorrendo, como um projeto piloto, uma transformação na estrutura gerencial. A segunda unidade mantém o modelogerencial mais centralizado, com linhas de autoridade bem definidas e um esquema rígido de poder. A iniciativa detransformação gerencial e do cuidado está em fase inicial de implantação, sendo que a deficiência no processocomunicativo é um dos principais problemas destacados na instituição. Após as reuniões, os representantes dasdiferentes categorias que pertencem ao Meta-Conselho repassam as informações apenas para o seu grupo detrabalho. Esses membros têm grande autonomia para decidir em todos os aspectos, no entanto, a equipe deenfermagem detém alto poder de decisão apenas em relação ao cuidado a ser prestado. A participação nasreuniões propostas é incipiente, visto a elevada demanda de trabalho, o que acaba por prejudicar sobremaneira aefetivação da iniciativa. Grandes mudanças têm ocorrido no cenário canadense. Tem havido extremo esforço para que a Iniciativa de Transformação Gerencial edo Cuidado traga ótimos resultados para a qualidade da assistência. Contudo, como era esperado, os profissionais têm enfrentado inúmeras dificuldades nesse processode implantação.Palavras-Chave: Equipe de Enfermagem; Organização e Administração; Comunicação; Poder; Gestão em Saúde.Referências: 1. Bolman LG, Deal TE. Reframing organizations: artistry, choice, and leadership. 4th ed. United States of America: Jossey-Bass; 2008. 2. Novaes MBC, Gil AC. A pesquisa-ação participante como estratégia metodológica para o estudo do empreendedorismo social em administração de empresas. Revista de Administração Mackenzie 2009. Jan/Fev; 10(1):135-160. 3. Bernardes A, Cecílio LCO, Nakao JRS, Évora YDM. Os ruídos encontrados na construção de um modelo democrático e participativo de gestão hospitalar. Ciência e Saúde Coletiva. 2007 jul/ago; (12)4: 861-870.
  • TRABALHO 48 DESAFIOS NA IMPLANTAÇÃO DE UM MODELO DE GESTÃO PARTICIPATIVO EM UM HOSPITAL PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULOBernardes A, Gabriel CS, Évora YDM, Carvalho MB, Rocha FLR.Na atualidade, o enfermeiro e demais profissionais da saúde estão sendo chamados a compartilhar de uma tarefavoltada ao usuário e ao cotidiano das unidades, que exigirá habilidades e conhecimento clínico e a transposição doestilo de gerência científica para o gerenciamento mais flexível e sensível(1,2). Este estudo objetiva identificar asdificuldades encontradas pela equipe de enfermagem em função da implantação do Modelo de Gestão Participativaem um hospital público terciário localizado no Estado de São Paulo. Trata-se de um estudo de caso histórico-organizacional(3) na vertente qualitativa pautada no referencial teórico-analítico do modelo de gestão colegiada. Esteestudo foi realizado em um hospital público localizado no Estado de São Paulo, que a partir de 1999 passou aapostar na descentralização da estrutura administrativa. A coleta de dados foi realizada com a equipe deenfermagem da Sala de Urgência e do Centro de Terapia Intensiva. Os sujeitos da pesquisa foram os enfermeiros,auxiliares e técnicos de enfermagem e a assistente técnica de saúde, num total de 39 trabalhadores. Para análisedos dados utilizou-se a Análise Temática de Conteúdo de Bardin(4). Um dos resultados importantes recai-se sobre aestratégia utilizada pelo gestor para a implantação deste modelo compartilhado de gestão. Não houve um momentode articulação com os envolvidos buscando entender as necessidades grupais e atender ao pressuposto de que setrata de uma construção coletiva. A adesão ao modelo ficou prejudicada, uma vez que a capacitação/orientação daequipe em relação aos pressupostos que determinam o agir colegiado foi incipiente. Essa importante constataçãotem estreita relação com a postura mais impositiva dos idealizadores da proposta que a implementaramindependentemente da necessidade percebida pela equipe. Atualmente, percebem-se características dos moldestradicionais de gestão na medida em que houve retorno à centralização do poder e das decisões nas figuras centraisda organização. A comunicação interunidades prevista neste modelo colegiado de gestão, nunca se estabeleceuefetivamente nesta instituição. Contudo, o processo comunicativo intra-unidade que havia se intensificado, levando àmaior motivação e satisfação do grupo, voltou a ser informativo e de cima para baixo. Outro aspecto importanterefere-se a não inserção dos trabalhadores do período noturno. Pelo exposto, pode-se considerar que o modelogerencial adotado na instituição hospitalar estudada é, formalmente, o Modelo Compartilhado de Gestão, porém, oque opera na realidade é o Modelo Gerencial Tradicional, pautado na Abordagem Clássica da Administração.Palavras-Chave: Equipe de Enfermagem; Organização e Administração; Comunicação; Poder; Gestão em Saúde.Referências: 1. Bernardes A, Cecílio LCO, Nakao JRS, Évora YDM. Os ruídos encontrados na construção de um modelo democrático e participativo de gestão hospitalar. Ciênc Saúde Colet. 2007; 12(4):861-70. 2. Bernardes A, Évora YDM, Nakao JRS. Gestão Colegiada na visão dos técnicos e auxiliares de enfermagem em um hospital público brasileiro. Cienc Enferm. 2008; 14(2):65-74. 3. Triviños ANS. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas; 1987. 4. Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Persona; 2007.
  • TRABALHO 49EDUCAÇÃO PERMANENTE E CONTINUADA COMO ESTRATÉGIAS DE GESTÃO NOS SERVIÇOS DEURGÊNCIA E EMERGÊNCIABernardes A, El Hetti LB, Gabriel CS, Évora YDMHistoricamente as urgências no Brasil se caracterizam por insuficiente qualificação profissional, baixa capacidadepedagógica instalada para a educação permanente em emergências e ausência de espaços descentralizados etecnologicamente equipados para a formação específica(1). A Educação Permanente é aprendizagem no trabalho,onde o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizações e ao trabalho. Já a Educação Continuadaé o processo de aquisição de informações técnico-científicas pelo trabalhador, por meio de escolarização formal, devivências, de experiências laborais e de participação no âmbito institucional ou fora dele(2,3). O estudo objetivaanalisar as contribuições das pesquisas produzidas sobre a educação permanente/continuada como estratégia dagestão dos serviços de urgência/emergência tomando por base as publicações em periódicos nacionais einternacionais no período de 1999 a 2009. Trata-se de Revisão Integrativa da Literatura(4), sendo incluídasdissertações, monografias e artigos indexados nos portais Medline e Lilacs. A amostra constitui-se de 14publicações que incluem os termos educação permanente, educação continuada, urgência, emergência eenfermagem. O tipo de publicação mais encontrado foi na forma de artigos indexados (78,6%). Grande parte daspublicações foi encontrada na base de dados Medline/Pubmed (78,6%), sendo o acesso 85,7% on-line. Aspublicações dos anos de 2002 e 2003 foram as que mais se destacaram (21,4%). O periódico “Journal of EmergencyNursing” teve a maioria das publicações (36,4%) e a abordagem qualitativa foi a mais utilizada pelos autores(64,2%). As publicações foram agrupadas em oito diferentes categorias, sendo: “A educação permanente comoelemento facilitador para a mobilização de competências gerenciais”, “Cursos de capacitação”, “Custos e educaçãocontinuada / permanente”, “Educação continuada em urgência e emergência”, “Percepção de enfermeiros deemergência sobre educação continuada”, “Capacitação em emergência pediátrica”, “Avaliação de desempenho eeducação continuada” e “Educação continuada em emergência oftalmológica”. Todas as publicações ressaltam aimportância da educação continuada para os profissionais de saúde que trabalham nos serviços de urgência eemergência. A maioria dos artigos converge para a idéia de que a instituição deve ser uma das principaisresponsáveis pelo incentivo e promoção dos cursos oferecidos, pois com exceção do paciente, ela é a principalbeneficiária desse sistema. Não há abordagem de aspectos relacionados à Educação Permanente, sendo este uminvestimento necessário e urgente.Palavras-Chave: Administração em Enfermagem, Educação Permanente em Saúde, Educação Continuada,Urgência e Emergência.Referências: 1. Brasil (MS). Projeto de reorganização da atenção ás urgência e emergência, Implantação do componente pré- hospitalar móvel e regulação da atenção ás urgência (SAMU – 192), Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção á Saúde, Departamento de Atenção Especializada, 2003. 2. Brasil (MS). Política nacional de humanização – humaniza - SUS: Documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2004. 3. Seiffert OMLB, Silva GM. Educação continuada em enfermagem: uma proposta metodológica. Rev. Bras. Enferm. 2009; 62(3):362-6. 4. Ganong LH. Integrative reviews of nursing research. Research in Nursing & Health. 1987; 10:(1):1-11.
  • TRABALHO 50IMPLEMENTAÇÃO DAS TEORIAS DE ENFERMAGEM NA PRÁTICA PROFISSIONAL COMO INSTRUMENTO NO CUIDADO AO PACIENTE CRÍTICO. RELATO DE EXPERIÊNCIA.Omena LMC, Duarte MSM, Feijó EJ, Fernandes AS, Nascimento TS.Hospital da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro - NiteróiE-mail: leania@uol.com.brPalavras-chave: Teoria de enfermagem, unidade de terapia intensiva, modelos de enfermagem.RESUMOTrata-se de um estudo descritivo de caráter quantitativo que relata a experiência de um hospital militar que visa aimplementação da sistematização da assistência de enfermagem, cujo os objetivos são discutir quais asimplicâncias que refletem no enfermeiro a não implementação das teorias na sua prática assistencial, diretamenteno manejo do cuidado ao cliente crítico, analisar o conhecimento do enfermeiro em adaptar os conteúdos teóricos aprática, conhecimentos estes adquiridos durante o curso de graduação em enfermagem, e identificar se o aparatotecnológico dominante no cuidado ao cliente crítico confrontam-se diretamente com o cuidado realizado peloenfermeiro que utiliza como referência as teorias de enfermagem. As teorias de enfermagem são bases para umapráxis transformadora visando à qualidade da assistência pautada em uma metodologia fundamentada seimplementada de forma a ser vista como resolutiva e potencialmente organizativa para a otimização do serviço deenfermagem. Participaram da pesquisa 18 oficiais enfermeiros atuantes no hospital militar localizado na cidade deNiterói. Os mesmos responderam ao questionário com perguntas semi-estruturadas de forma individualizada. Foirealizada análise estatística descritiva das respostas através da correlação entre os dados levantados nosquestionários distribuídos aos enfermeiros. Os resultados ressaltam maior conhecimento dos profissionais neófitosna enfermagem, enquanto os enfermeiros com tempo maior de formação possuem dificuldades para associar aprática às teorias de enfermagem, contudo todos os enfermeiros assumiram a importância de se implementar asteorias de enfermagem como instrumentos eficazes para a qualidade da assistência de enfermagem. Foi eleita aTeoria das Necessidades Humanas Básicas para nortear o cuidado ao cliente crítico. Os enfermeiros afirmaram queo avanço tecnológico não distância o cuidado individualizado, e todos sentem a necessidade de participar deeducação em serviço para implementação na prática das teorias de enfermagem. Conclui-se que os profissionaisenfermeiros devem constantemente se atualizar, participar ativamente do desenvolvimento de pesquisas comoelaborar protocolos que permitam uniformizar a prática assegurando que os resultados sejam confiáveis, visandoajudar a delinear um padrão assistencial de enfermagem especializado, na busca pela qualidade da assistênciadispensada.Bibliografia:1. Galbreath JG. In: George JB. Teorias de enfermagem: os fundamentos à prática profissional. Porto Alegre: Artes Médicas,2000. cap. 15, p.203-224.2. Leopardi MT. Teoria e método em assistência de enfermagem. 2ª edição. Florianópolis: Soldasoft, 2006.3. Rodrigues P, Martins JJ, Nascimento ERP, Barra DCC, Albuquerque GL. Proposta para a sitematização da assistência deenfermagem em UTI: o caminho percorrido. Rev Min Enf 2007; 11(2):161-167.4. Lima LR, Stival MM, Lima LR, Oliveira CR, Chianca TCM. Proposta de instrumento para coleta de dados de enfermagem emuma Unidade de Terapia Intensiva fundamentado em horta. Rev. eletrônica enferm 2006;8(3):349-357.5. Vianna ACA, Crossetti MGO. Movimento entre cuidar e cuidar-se em UTI: uma análise através da Teoria do CuidadoTranspessoal de Watson.Rev. gaúch. Enferm 2004;25(1):56-69.6. Moreira AB, Machado AA, Martins FG, Ribas GL, Marques PA, Tannure MC. Seleção do Referencial Teórico de Orem para aUtilização em CTI Adulto. Nursing (São Paulo) 2008;11(121):261-267. 7. Nascimento KC, Erdmann AL. Cuidado transpessoal de enfermagem a seres humanos em unidade crítica. Rev Enferm.UERJ 2006;14(3):333-341. 8. Mercês CAMF, Rocha RM. Teoria de Paterson e Zderad: um cuidado de enfermagem ao cliente crítico sustentado no diálogovivido. Rev. Enferm. UERJ 2006;14(3):470-475. 9. Nascimento ERP, Trentini M. O cuidado de enfermagem na unidade de terapia intensiva (UTI): teoria humanística dePaterson e Zderad.Rev. latinoam. Enferm 2004;12(2):250-257.10. Gonzales RMB, Beck CLC, Denardin ML. Cenários de cuidado: aplicação de teorias de enfermagem. Santa Maria; Pallotti;1999. 263 p.
  • TRABALHO 51 AÇÕES DE SAÚDE COM POPULAÇÃO DE RIBEIRINHOS Cacciari P, Barbosa BF, Guariente MHDM Universidade Estadual de Londrina pamella_cacciari@hotmail.comIntrodução: A Enfermagem é sinônimo de cuidado, envolvendo bem-estar físico, mental e social. O cuidado estárelacionado com a maneira de lidar, de interagir, de assistir, de realizar e de perceber o indivíduo como um todo. Ocuidado se opõe ao descuido e ao descaso, pois cuidar para ele é mais que um ato, é uma atitude. As praticas decuidar tem maior influência cultural de um povo, e em especial, as não convencionais, pelas raízes da construçãodesse saber e dessas práticas, pela forma como tradicionalmente são passadas de gerações a gerações (1).Justificativa: Durante a graduação, através de parcerias com ONGS é possível que os alunos vivenciem situaçõespeculiares do processo saúde doença em determinadas populações vulneráveis. Em busca dessas experiências,uma dupla de graduandas de enfermagem propôs-se a participar de um programa de ações de saúde voluntario emregião isolada e relatar suas vivencias.Objetivo: Relatar a experiência vivenciada por duas acadêmicas de enfermagem frente atuação voluntária em umacomunidade isolada de ribeirinhos no estado do Pará.Método: Trata-se de um relato a experiência de duas acadêmicas de enfermagem durante atuação voluntária emuma comunidade Ribeirinha, os Iririteua, localizada em região isolada do Pará. As atividades foram desenvolvidasno mês de novembro de 2008 durante uma semana, em parceria com uma entidade humanitária cristã, que atua emregiões de difícil acesso, em cooperação com outras entidades, com propósito de fornecer apoio logístico através detransporte aéreo, programas assistenciais e desenvolvimento comunitário mobilizando voluntários, especialmenteprofissionais de saúde.Resultados: Foram realizadas visitas domiciliares, atividades educativas e informativas sobre de câncer prevençãode câncer de mama e colo do útero, planejamento familiar, pré-natal, sexualidade, hipertensão arterial, diabetes,saúde bucal, higiene, prevenção de parasitoses.Conclusão: A oportunidade de atuação no voluntariado revelou as estudantes os vários desafios que a Saúde emnosso país deve vencer a falta de atenção dos governantes as populações isoladas, contradiz com o princípiogarantido em constituição. A saúde é, direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais eeconômicas redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviçospara sua promoção, proteção e recuperação.Bibliografia1. BOFF, L. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. Petrópolis: Vozes, 1999.2. GARRIDO, M. C. F. Cotidiano da educação continuada em enfermagem: valorização do cuidar. Revista O Mundoda Saúde (Centro Universitário São Camilo), São Paulo, set./out. 24(5), 2000.
  • TRABALHO 52 CONCLUSÃO DA GRADUAÇÃO: PERSPECTIVAS DOS FORMANDOS Universidade Estadual de Londrina Barbosa BF, Cacciari P; Dias AL; Rodrigues BC, Guariente MHDM Pamella_cacciari@hotmail.comIntrodução: O ensino superior é visto, quase como via de regra, como uma forma para se alcançar o sucessoprofissional. Concluir um curso de graduação significa momento de grande realização e satisfação pessoal, masmuitas vezes é motivo de grande angústia e ansiedade (1). No contexto globalizado onde o mercado de trabalhomostra-se cada vez mais exigente e competitivo, somente o diploma não significa uma garantia de emprego. Com asmudanças ocorridas no cenário econômico e o aumento gradativo de mão de obra na área da saúde, o formandoentra em conflito em se dedicar ao último ano que possui uma extensa carga horária e a preocupação com seufuturo profissional.Justificativa: O interesse pelo estudo parte do pressuposto que a expectativa do formando na inserção no mercadode trabalho, continuidade da carreira acadêmica, busca da independência financeira, acarretam uma sobrecargaemocional no formando.Objetivo: Descrever as perspectivas dos formandos de Enfermagem em relação ao mercado de trabalho, seusmedos, expectativas e planos quanto sua futura carreira.Métodos: Trata-se de um estudo descritivo quantitativo, realizado com 58 estudantes da 4ª série do curso deEnfermagem da Universidade Estadual de Londrina, através de um questionário semi-estruturado, medianteassinatura do termo de consentimento livre e esclarecido.Resultados: Os resultados encontrados quanto a expectativas dos formandos mostraram que 68,0% dosentrevistados tem uma razoável expectativa quanto ao mercado de trabalho, 17,4% uma expectativa boa, e 12,0%expectativa ruim. As dificuldades relatadas pelos formandos 35,0% correspondem a inexperiência, 31,0% asaturação do mercado de trabalho, 28,0% baixa remuneração, 6,0% retorno a cidade de origem. Após a conclusãodo curso 35,0% pretendem prestar residência.Conclusão: Conclui-se que o último ano de graduação é permeado por dúvidas e angústias, acentuados pelapressão social e familiar. Nesta etapa, a orientação, o apoio e a compreensão no âmbito familiar e acadêmico são defundamental importância para o enfrentamento deste período.Bibliografia:1- DIAS, A.O.; GUARIENTE, M.H.D.M.; BELEI, R.A. O enfermeiro recém-graduado e o primeiro emprego.Percepções da formação na graduação e da atuação profissional.Arq.Ciênc.Saúde Unipar, Umuarama, 8(1),jan./abril p.19-24, 2004. Disponível em: htt://revistas.unipar.br/saude/article/viewFile/237/2102- MACEDO, L. A. RABELO, N. S. EXPECTATIVA DOS FORMANDOS DE ODONTOLOGIA COM RELAÇÃO AOMERCADO DE TRABALHO EM UBERLÂNDIA,Universidade Federal de Uberlândia, MG 2000.BRAZ. M.G. O mercado de trabalho da enfermagem frente às transformações sociais. São Paulo SP, 2008.Disponível em: htp://pronep.com.br/noticias/not_22.htm
  • TRABALHO 53 Indicador assistencial de punção venosa sem Êxito em tomografia computadorizada Claro RNO, Hangai RK. Instituto de Radiologia HCFMUSP rclaro@hcnet.usp.brIntrodução: Na Unidade de Tomografia são realizadas cercas de 5184 exames de tomografia computadorizada,dentre eles, 2100 exames com necessidade de administração de contraste endovenoso, tendo assim que realizar apunção venosa. As punções venosas periféricas representam, aproximadamente, a maior parte das atividadesexecutadas pelos profissionais de enfermagem; é um procedimento que possui um nível de complexidade, que exigedo profissional conhecimento técnico científico, é executado por profissionais com diferentes níveis de formação ouhabilidades o que pode gerar variabilidade no desempenho. Justificativa: Tendo como a base a variabilidade nodesempenho deste procedimento optou-se por criar o indicador de punção venosa sem êxito para avaliar odesempenho dos profissionais de enfermagem na execução do procedimento punção venosa periférica paraconhecermos a realidade e verificar possíveis oportunidades de melhoria uma vez que recebemos queixas depaciente questionando o desempenho da equipe neste procedimento. A punção venosa sem êxito é definida como asituação na qual a equipe de enfermagem realiza por mais de uma vez a punção venosa no paciente e a sua fórmulapara cálculo consiste na relação entre o número de punções venosas sem êxito e o número de pacientespuncionados /dia, multiplicado por 100. Esse é considerado um evento indesejável na assistência ao paciente, poisafeta na satisfação do cliente. A gestão da qualidade enfatiza a melhoria contínua pela utilização do métodocientífico e monitorização de dados que embasam a tomada de decisão, objetivando o atendimento à clientela com amáxima satisfação e o mínimo de riscos que possam comprometer a qualidade da assistência. Objetivo: Relatar aexperiência na aplicação, coleta e monitoramento do indicador punção venosa sem êxito. Metodologia: Trata-se deum relato de experiência do processo de aplicação, coleta e monitoramento do indicador de punção venosa semêxito. 01) Foi desenvolvida ficha de identificação do indicador de acordo com o modelo adotado pelo CQH e ficha decoleta, no intuito de manter a clareza do indicador, com os dados de definição, fórmula e periodicidade. 02)Realizou-se treinamento dos colaboradores para utilização da ficha de coleta. Resultados Obtidos: No mês dejulho obtivemos um índice de 25%. No mês de agosto, realizamos novo treinamento aos colaboradores envolvidosna punção venosa, limitamos o número de punções por colaborador (duas punções por profissional), tivemos umíndice de 22,9%. 4) Mantivemos a coleta de dados e no mês de setembro obtivemos um índice de 19%. Conclusão:O controle do índice de punção venosa sem êxito e as intervenções com base nele realizada como os treinamentossobre punção venosa, cujo conteúdo abordou tanto a questão técnica quanto a comportamental, agregou à equipecompetências técnico-científicas para poder atender com mais qualidade os pacientes submetidos a exames detomografia com contraste. A partir dos dados coletados após um ano será estabelecida a meta, devido à falta dereferências.
  • TRABALHO 54 Aplicação do “Check List – Procedimento Seguro” em uma unidade de diagnóstico por imagem Rodrigues AB, Claro RNO, Hangai RK. Instituto de Radiologia do HCFMUSP adriana.bertaccini@hcnet.usp.brIntrodução: A promoção da segurança do paciente é preocupação global, a Organização Mundial da Saúde (OMS)estima se que um em cada dez pacientes são vítimas de erro durante a assistência. Em outubro de 2004, a OMSlançou a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, que tem o objetivo de despertar a consciência profissionale o comprometimento político para uma melhor segurança na assistência à saúde. Justificativa: Na área deprocedimentos por imagem, estes erros estão relacionados com exames realizados de forma incorreta que podemmudar um diagnóstico investigado ou levar a tratamentos incorretos. A segurança na realização de exames porimagem depende de profissionais que realizam um trabalho de forma eficaz e eficiente. Objetivo:Relatar aexperiência da implantação do instrumento desenvolvido para realização segura de exames radiológicos em duasunidades na área de imagem de um hospital de ensino de grande porte, com intuito de diminuir o número de nãoconformidades relacionadas a identificação incorreta de pacientes submetido a exames por imagem. Método: Trata-se de um relato de experiência da aplicação de um instrumento denominado de “Checklist de Procedimento Seguro”para sistematizar a checagem de dados do paciente internado a ser submetido a Tomografia Computadorizada eRessonância Magnética. O instrumento contempla a checagem dos seguintes itens: nome, número de registrohospitalar (pulseira de identificação); exame a ser realizado (pedido do exame), posicionamento, lateralidade, jejum,alergias, conferência work list (Lista de trabalho). Resultados: Este processo foi dividido em: 1) escolha das áreaspara aplicação piloto; 2) treinamento da equipe multiprofissional; 3) momento da aplicação e; 4) acompanhamentodas não conformidades pelo sistema PACS (Programa de Gerenciamento de Imagens). Após um mês deimplantação, observou ausência de ocorrência de não conformidades em relação à identificação de paciente e trocade exame. Conclusão: A adoção do instrumento de “Checklist de Procedimento Seguro” reduziu as ocorrências denão conformidades nos setores onde foi aplicado e houve a participação efetiva da equipe multiprofissional. Para asautoras, os profissionais de enfermagem exercem um papel fundamental na segurança do paciente e na utilizaçãodo instrumento de checagem junto à equipe multiprofissional.Bibliografia:Segundo desafio global para a segurança do paciente: Cirurgias seguras salvam vidas (orientações para cirurgiasegura da OMS) / Organização Mundial da Saúde; Rio de Janeiro: Organização Pan-Americana da Saúde;Ministério da Saúde; Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2009.
  • TRABALHO 55 Indicadores de Qualidade em Enfermagem na Radiologia Hangai RK, Claro RNO, Almeida SAP. Instituto de Radiologia HCFMUSP rosemeire.hangai@hcnet.usp.brIntrodução: A unidade de Diagnóstico por Imagem possui áreas de baixa a alta complexidade relacionadas àassistência e realiza diferentes exames e/ou intervenções como radiologia convencional, tomografia, mamografia,ultrassonografia, ressonância magnética, medicina nuclear e radiologia intervencionista, tendo como produto aimagem diagnóstica e/ou a terapêutica. A busca da qualidade em torno de seus produtos visa atender asnecessidades e expectativas do usuário, garantir uma assistência segura com o objetivo de aprimorar os serviçosprestados através de uma infra-estrutura adequada e recursos humanos qualificados. Justificativa:Para avaliar aqualidade da assistência de enfermagem, é necessário traduzir os conceitos e definições gerais, da melhor maneira,em critérios operacionais, parâmetros e indicadores, validados e calibrados pelos atributos da estrutura, processo eresultado. Indicadores são instrumentos elaborados e utilizados para valorar o cumprimento de objetivos e metas;são variáveis dependentes de modelo experimental, usadas para quantificar os resultados das ações. Osindicadores deverão ser utilizados pela instituição para determinar a adequação e a eficácia das práticas utilizadaspara avaliação critica de desempenho a partir de comparação com organização similar. Objetivo: Relatar aexperiência na seleção e na aplicação de indicadores assistenciais específicos para medir a assistência deenfermagem nas áreas da radiologia de um hospital de ensino. Metodologia: Trata-se de relato de experiência doprocesso de seleção e aplicação de indicadores assistenciais específicos da Enfermagem em Radiologia, apóspesquisa exploratória bibliográfica: os artigos foram identificados em bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde(BVS), Dedalus e Pubmed. Resultados: Foram estabelecidos os seguintes indicadores assistenciais: Incidência deextravasamento de contraste é definido como extravasamento de contraste iodado. Equação: Relação entre onúmero de casos de extravasamentos de contraste e o número de pacientes que receberam contrasteendovenoso/dia, multiplicado por 100. Incidência de punção venosa sem êxito é definida como a situação na qualo profissional de enfermagem realiza por mais de uma vez a punção venosa no paciente. Equação: Relação entre onúmero de punção venosa sem êxito e o número de punção venosa/dia por paciente, multiplicado por 100.Taxa deatividade extravascular por radiofármaco é definido como extravasamento de radiofármaco para o meioextravascular. Equação: Relação entre o número de ocorrências de atividade extravascular por radiofármaco e onúmero de pacientes que receberam radiofármaco por via endovenoso/dia, multiplicado por 100. A taxa de atividadeextravascular por radiofármaco é coletado apenas na Medicina Nuclear. Os dados coletados estão sendoarmazenados e os resultados trabalhados através de implementação de ações de melhoria nas áreas. Seguemabaixo os resultados coletados.Conclusão: A seguir, os indicadores serão validados e comparados com outras instituições similares. AMensuração dos indicadores viabiliza aos enfermeiros o processo de tomada de decisão baseado em seusresultados, sendo possível modificar e aprimorar suas práticas. Bibliografia: Juchem BC, Dall‟Agnol CM,Magalhães, AMM. Contraste iodado em tomografia computadorizada: prevenção de reações adversas. Rev BrasEnfermagem 2004 janeiro/fevereiro; 57(1):57-61.
  • TRABALHO 56 Indicador de qualidade assistencial de enfermagem em tomografia computadorizada Claro RNO, Keiko RH, Almeida SA. Instituto de radiologia HCFMUSP rclaro@hcnet.usp.brIntrodução/ Justificativa: Na busca por conceitos que pudessem traduzir a qualidade de enfermagem na área detomografia computadorizada, realizamos levantamento bibliográfico na busca por indicadores que pudessem traduzire evidenciar a qualidade prestada. O extravasamento de contraste iodado é um evento adverso local àadministração intravenosa da substância radiopaca, na qual a equipe de enfermagem atuante nos serviços detomografia computadorizada desenvolve importante papel na prevenção, detecção e tratamento destes eventoscausados pelo uso de contraste iodado. O extravasamento é definido como administração inadvertida de umasolução vesicante em tecidos adjacentes do acesso venoso e a sua fórmula para cálculo consiste na relação entre onúmero de casos de extravasamentos de contraste e o número de pacientes receberam contraste EV /dia,multiplicado por 100. A gestão da qualidade enfatiza a melhoria contínua pela utilização do método científico emonitorização de dados que embasam a tomada de decisão, objetivando o atendimento à clientela com a máximasatisfação e o mínimo de riscos que possam comprometer a qualidade e segurança pretendidas. Objetivo: Relatar aexperiência na aplicação, coleta e monitoramento do indicador de extravasamento de contraste endovenoso.Metodologia: Trata-se de um relato de experiência da aplicação, coleta e monitoramento do indicador deextravasamento de contraste endovenoso. Desenvolvida ficha de identificação do indicador de acordo com o modeloadotado pelo CQH e ficha de coleta, no intuito de manter a clareza do indicador, com os dados de definição, fórmulae periodicidade. Buscou-se a definição de metas de acordo com referência levantada em literatura nos quais osartigos foram identificados em bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Dedalus e Pubmed. A coletade dados ocorreu através da notificação do evento de extravasamento de contraste e ficha de coleta preenchida pelaequipe de enfermagem atuante na Tomografia. Após treinamento e conscientização da equipe sobre a importânciada aplicação das técnicas corretas em relação à punção do acesso venoso, administração de contraste por bombainjetora de alto fluxo e notificação do evento, para que medidas pudessem ser implementadas. Resultados obtidos:Observamos que na análise anual houve diminuição do índice de extravasamento sendo a série histórica de 1,1%em 2008, 0,6% em 2009 e 0,5% em 2010, atingindo a meta estabelecida baseada na literatura, sendo os índicesevidenciados no presente estudo encontram-se dentro dos limites de 0,3 a 3,6%. Este indicador foi apresentado eaprovado no NAGEH – Núcleo de Apoio A Gestão Hospitalar , subgrupo de CQH que desenvolve atividadesvoltadas relacionados melhoria da gestão hospitalar – em setembro e será publicado no próximo Manual deIndicadores de Enfermagem - NAGEH em 2011. Conclusão: Os resultados apresentados permitem umconhecimento qualitativo em toda equipe de enfermeiros contribuindo no desenvolvimento, de uma visão sistêmicada assistência e um olhar critico para o gerenciamento da unidade. Bibliografia: Juchem BC, Dall‟Agnol CM,Magalhães, AMM. Contraste iodado em tomografia computadorizada: prevenção de reações adversas. Rev BrasEnfermagem 2004 janeiro/fevereiro; 57(1): 57-61.
  • TRABALHO 57 REFLETINDO a Liderança COM ENFERMEIROS RECéM CONTRATADOSGarcia AB, Tada CN, Silva Junior MC, Haddad MCL, Tenani MFUniversidade Estadual de Londrina (UEL)alessandrabg@gmail.comIntrodução: Hospital público de média complexidade localizado na região norte de Londrina (PR), passou porgrande mudança estrutural em 2010. Além da conclusão das obras de ampliação da área física (passando de 56para 130 leitos), admitiu coletivamente 346 novos funcionários via concurso público, que vieram se somar aos 188que já se encontravam em atividade. As alterações no contingente de recursos humanos, apesar de aguardada, sedeu de maneira repentina – praticamente todos os novos funcionários foram admitidos ao mesmo tempo, juntamentecom a liberação das novas alas do hospital provocando impacto direto no processo de trabalho da equipe de saúde.Considerando que a enfermagem foi o serviço que recebeu o maior contingente de concursados – 49 enfermeiros e133 técnicos de enfermagem – e, sabendo que os enfermeiros possuem, como uma de suas atribuições, a degerenciar equipes em sua prática diária, os serviços de psicologia organizacional e do trabalho, em conjunto com acoordenação de enfermagem, elaboraram uma capacitação denominada “Liderança na Enfermagem: subsídios parao desenvolvimento da liderança no cotidiano dos enfermeiros”, visando propiciar um suporte para que osenfermeiros, ao refletir sobre suas práticas e sobre os modos de intervenção, pudessem construir um serviço deatendimento de qualidade ao usuário e amparados por referenciais que os auxiliassem no gerenciamento dasequipes. Justificativa: Mostrar a importância da educação com foco na liderança como um instrumentopotencializador de solução de alguns problemas gerenciais. Objetivo: Descrever o processo de planejamento eimplementação de uma atividade de educação em liderança com enfermeiros recém admitidos em hospital de médiacomplexidade. Método: O estudo consiste em um relato de experiência vivenciado por duas enfermeiras residentesem Gerência dos Serviços de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina juntamente com o psicólogoorganizacional do hospital, nos meses de novembro e dezembro de 2010. Resultados: Foram organizados doisencontros de uma hora e meia de duração com os enfermeiros: o primeiro tratando dos tipos de liderança, aliderança na prática profissional do enfermeiro e apontamentos acerca da liderança situacional; o segundo abordou ainterface entre liderança e comunicação – conceitos gerais acerca da comunicação, problemas na comunicaçãogrupal, papéis informativos do líder, feedback, dicas para uma comunicação eficaz. Os encontros foram realizadosem todos os turnos de trabalho (manhã, tarde e noite), dividindo tais turnos em dois grupos, que, por meio de escala,permitiu a participação durante a própria jornada de trabalho sem que o serviço ficasse desfalcado. Os encontrosmesclaram exposições teóricas, exibição de vídeos, dinâmicas de grupo e diálogos/trocas de experiências entre osparticipantes. Ao fim, obtivemos um índice de participação de 76% no primeiro encontro e de 62% no segundo.Conclusão: Os resultados demonstraram que a educação com foco na liderança pode contribuir no desempenhodas competências do enfermeiro no local de trabalho, possibilitando uma melhor atuação nas práticas gerenciais.Referências:SANTOS, Kátia Massuda Alves Batista dos; SILVA, Maria Julia Paes da. Comunicação entre líderes e liderados: visão dosenfermeiros. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 37(2): 97-108. 2003.GAIDZINSKI, Raquel Rapone; PERES, Heloisa Helena Ciqueto; FERNANDES, Maria de Fátima Prado. Liderança: aprendizadocontínuo no gerenciamento em enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem. 57(4): 464-466. 2004.OLIVEIRA, Alcinéia Cristina Ferreira de Oliveira; PAZ, Aneth Rolin de Araújo da; TELLES, Eleny Alves de Brito; STIPP, MarluciAndrade Conceição. Liderança e enfermagem: elementos para reflexão. Revista Brasileira de Enfermagem. 57(4): 487-489.2004.LAPIERRE, Laurent (org). Imaginário e liderança: na sociedade, no governo, nas empresas e na mídia. São Paulo: Atlas, 1995.MARQUIS, Bessiel; HOUSTON, Carol J. Administração e liderança em enfermagem: teoria e prática. Porto Alegre: Artmed,2005.ROUCHY, Jean Claude; DESROCHE, Monique Soula. Instituição e mudança: processo psíquico e organização. São Paulo: Casa do Psicólogo,2005.MOSCOVICI, Fela. Desenvolvimento interpessoal. Rio de Janeiro: José Olympio, 2000.
  • TRABALHO 58 PROFISSIONAL DE REFERÊNCIA: UMA ADAPTAÇÃO DA METODOLOGIA PRIMARY NURSING E SUA IMPLENTAÇÃO EM UMA INSTITUIÇÃO HOSPITALAR PRIVADAAutores: Biehl JI,Andrade ICS, Silva GL,A cientificidade do cuidado de enfermagem foi estabelecida e consolidada pela Sistematização da Assistência deEnfermagem (SAE), obrigatória em todas as instituições de saúde de acordo com a Resolução do COFEN 272/2002e também pela lei do exercício profissional de enfermagem, que permite a organização das ações de enfermagemde maneira integrada e inter-relacionadas. Nesta perspectiva se introduziu novos conceitos de organização daprática da enfermagem e em 1959 surgiu nos EUA o conceito de Primary Nursing (PN). Esta metodologia detrabalho possibilita o cuidado individualizado, integral e humano aos pacientes e familiares à medida que propõe apermanência de um mesmo funcionário durante toda internação. Dessa forma, a Enfermagem da Clínica SãoVicente, acredita que este método venha impactar positivamente nos conceitos assistenciais, humanos, desegurança e de qualidade para o paciente, sendo assim, optou a partir de maio de 2010 a disseminação eimplantação do modelo assistencial PN nos diferentes setores do hospital. Este trabalho tem como objetivo, relatara percepção dos enfermeiros com a implantação do modelo, identificando as vantagens e desvantagens. Utilizou-secomo metodologia o relato de experiência com análise de conteúdo , aplicando um questionário com 3 perguntasabertas acerca da experiência dos enfermeiros com a metodologia, suas vantagens e desvantagens, em umaunidade piloto. Os resultados da pesquisa salientam como vantagens da aplicação da metodologia, oestabelecimento do vínculo profissional-cliente, que contribuiu para execução das etapas da SAE, assim como adetecção precoce de alterações relacionadas a clínica do mesmo e o desenvolvimento do perfil de liderança doenfermeiro enquanto gerenciador do cuidado. Quando se refere a desvantagens, uma dificuldade encontrada pelosenfermeiros foi a resistência relacionada a mudanças de paradigmas assistenciais e a necessidade dedesenvolvimento da habilidade líder do enfermeiro. Conclui-se que a metodologia aplicada enfatiza o compromissodos cuidados à medida que facilita a criação do vínculo. A identificação precoce de complicações e oestabelecimento de ações direcionadas minimizam os danos relacionados a assistência. Estabelecer uma filosofiade trabalho inovadora e ousada em um ambiente acostumado com processos tradicionais, naturalmente se têmresistência o que, ao mesmo tempo, tornou-se uma vantagem pois despertou nos enfermeiros a habilidade deliderança assistencial.Bibliografia:CARMONA, L. M. P.; LALUNA, M. C. M. C. “Primary nursing” : pressupostos e implicações na prática. RevistaEletrônica de Enfermagem (on-line em formato pdf), v. 4, n. 1, p. 12 – 17, 2002. Disponível em http://www.fen.ufg.brJOST. G.S. Et al. Integrated Primary Nursing. A care delivery model for the 21st- Century Knowledge worker.Nursing adninistration. V.34, Nº.3, p. 208-216. 2008. Philadelphia- USA.MAGALHÃES, AMM et al. A implantação do modelo Primary Nursing: relato de experiência. Caderno de Ciências daSaúde. 2004. Rio Grande do Sul. Disponível em : http://hdl.handle.net/10183/4914. Acessado em 10/01/2011.SELLICK. K.J et al. Primary Nursing: an evaluation of its effects on patiente perception of care and staff satisfaction.International Journal of Nursing Studies 40, 2003, p. 545-551. Melbourne- Australian.
  • TRABALHO 59 GESTÃO DO CUIDADO EM ENFERMAGEM E INDICADORES DA ASSISTÊNCIA: REVISÃO DA LITERATURA Silva FJCP, Sousa AB, Dias MS, Gois CFL, Santana MAV Universidade Federal de Sergipe fjanolio@infonet.com.brOs indicadores permitem estabelecer cuidados dirigidos para resultados alicerçados na qualidade e humanização.Estão relacionados à avaliação de aspectos qualitativos e/ou quantitativos referentes ao meio ambiente, à estrutura,aos processos e aos resultados (BITTAR, 2001). De acordo com Campbell et al. (2003) é importante a utilização deindicadores como ferramentas para a promoção da melhoria da qualidade do cuidado à saúde. O objetivo dessapesquisa foi conhecer a produção científica brasileira sobre a gestão do cuidado em enfermagem e a utilização deindicadores. Estudo de revisão, com levantamento bibliográfico na base de dados MEDLINE e LILACS. Paraselecionar os artigos foram empregados os descritores: cuidados de enfermagem and indicadores básicos de saúde.As buscas limitaram-se aos títulos e resumos dos trabalhos, tendo como critério de seleção publicações sobre osindicadores de saúde aplicados ao cuidado do paciente/cliente. Por meio do levantamento realizado foramencontrados 50 artigos, desses foram descartados 25, por não abordarem o tema em questão, e 10 por duplicidade.Ao final foram selecionados 15 estudos que descreveram a utilização de indicadores como ferramenta para avaliar ocuidado prestado ao paciente/cliente nos serviços de saúde. A análise dos trabalhos selecionados foi realizada pormeio da leitura dos artigos disponíveis no referido banco de dados e apresentados em português. A região sudestepublicou a maioria dos trabalhos 13 (87%), seguida pela região sul 2 (13%), verificou-se a primeira publicação noano de 1999 1(7%) com maior concentração das publicações entre os anos 2006 a 2009. Quanto aos indicadoresabordados, verificou-se que o maior percentual 8 (53%) descrevia a utilização de mais de um indicador por artigo,dentre eles: registro de enfermagem, registro de iatrogenias em prontuário, escalas de controle da dor, controle dossinais vitais e taxas de flebite, enquanto os demais artigos concentraram-se em um único indicador como: satisfaçãodo cliente, erros de medicação, taxas de queda do leito, flebite e infecção. Os resultados do presente estudosinalizam a necessidade de um incremento nas pesquisas de campo que discorram sobre a utilização dosindicadores como ferramenta para avaliar a assistência de enfermagem prestada ao paciente, em particular nasregiões centro oeste, norte e nordeste do Brasil.Referências bibliográficas 1BITTAR, O. J. N. V. Indicadores de qualidade e quantidade em saúde. RAS, v.3, n.2 , Jul-Set, 2001.2CAMPBELL, S. M. et al. Research methods used in developing and applying quality indicators in primary care.BMJ, v.326, n.7393, p.816-819, 2003.3SILVA, L.D. Indicadores de qualidade do cuidado de enfermagem. Rev. Enferm. UERJ, n.11, p. 111-116, 2003.
  • TRABALHO 60 O EMPREENDEDORISMO NA ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Moreira AP, Escudeiro CL, Giorgio D, Silvino ZR.Universidade Federal Fluminense, Hospital Universitário Antônio Pedro e Laboratórios BBRAUN S/A. E - mail:moreira.ana78@gmail.comA visibilidade da Enfermagem perpassa o aprofundado de seus conhecimentos científicos, tecnológicos ehumanísticos voltados para o cuidado do ser humano1. Atualmente a enfermeira possui inúmeras possibilidades detrilhar a vida profissional desempenhando diferentes atividades; dentre as quais destaca-se a atuação de formaautônoma e empreendedora no campo da gestão da saúde2. Recentemente a atividade de Consultoria Técnica (CT)nas empresas fornecedoras de produtos médico-hospitalares, que engloba o conhecimento específico deenfermagem associando-o a utilização de novas tecnologias voltadas para a prática assistencial, vem se ampliandoconsideravelmente. Neste estudo procura-se oferecer subsídios para que as enfermeiras compreendam melhor aprofissão e o potencial empreendedor no campo de gestão em serviços de saúde dentro do mercado inovador ecompetitivo da área. O objetivo do estudo é descrever e discutir as conquistas e os desafios encontrados pelaenfermeira na busca da visibilidade de sua profissão e, sobretudo, do reconhecimento da Enfermagem como umaprofissão empreendedora. Trata-se de relato de experiência de duas enfermeiras formadas há mais de 10 anos queatuam na área assistencial e empresas multinacionais de produtos médico-hospitalares. A enfermeira que atuacomo CT de produtos em empresas multinacionais, possui uma flexibilidade de horários para o desempenho desuas atividades; e a remuneração, principalmente em empresas multinacionais, proporcionam salários mais atrativosalém de outros benefícios que indiretamente aumentam a remuneração final. Como o profissional encontra-seinserido em um cenário mercadológico altamente competitivo, é fundamental que este desenvolva habilidadesreferentes à negociação comercial, o que está intimamente relacionada às questões técnicas e de qualidade doproduto a ser negociado. O relacionamento interpessoal com profissionais em diferentes áreas e instituições é umponto fundamental para a enfermeira CT, que por vezes não encontra boa receptividade de outros profissionais.Ainda há resistência dos profissionais/usuários à inovação, às questões que possam lhes trazer inquietação dentroda zona de conforto que se encontram, causando obstáculos no desenvolvimento das atividades da enfermeira CT.Ao trabalharmos produtos inovadores para o mercado da saúde, o foco principal para o profissional que não o utilizaem seu dia-a-dia será o custo, deixando de lado características como a otimização do tempo de trabalho de umaequipe, queda nos índices de infecção, aumento dos indicadores de qualidade, (re) trabalho das equipes, entreoutros. Por isso, não basta que o produto seja bom apenas aos que trabalham diretamente com o usuário final(paciente), mas deve também ser economicamente viável. A enfermeira CT possui dificuldade em ministrartreinamentos devido à baixa adesão dos profissionais pelos mais variados motivos: déficit de recursos humanos naescala de serviço, ocasionando sobrecarga de trabalho, desvalorização do assunto abordado, descrença de que sepossa agregar algum conhecimento relevante ou simplesmente por desinteresse pessoal. O campo de ConsultoriaTécnica para as enfermeiras é promissor exigindo dedicação, conhecimento técnico-científico e divulgação de suasatividades e contribuições para o campo de conhecimento da profissão; entretanto percebe-se o déficit depublicações e divulgação acerca da visibilidade da enfermagem e de suas facetas empreendedoras.Bibliografia: 1Gentil RC. O enfermeiro não faz marketing pessoal: a história explica por quê? Rev Bras Enferm, Brasília 2009 nov- dez; 62(6): 916-8. 2Erdmann AL, Fernandes JV, Melo C, Carvalho BR, Menezes Q, Freitas R, Emarinony E, Backes MT. A visibilidade da profissão de enfermeiro: reconhecendo conquistas e lacunas. Rev Bras Enferm, Brasília 2009 jul-ago; 62(4): 637-43.
  • TRABALHO 61 DESOSPITALIZAÇÃO: COMO COOPERAR FRENTE À PACIENTES DE LONGA PERMANÊNCIA? Santo, D.E * Gomes, L.* Motta, M.B.G** Laselva, C.R*** Hospital Israelita Albert Einstein Introdução: Atualmente a desospitalização é uma tendência no segmento da saúde no país,principalmente em instituições hospitalares privadas, devido ao alto custo da internação para operadoras de saúde epela perda de oportunidade pelas instituições de saúde com altas taxa de ocupação de pacientes clínicos.Justificativa: Refletir e intervir com ações que favoreçam o giro de leito e diminuição do tempo de permanência,colabora a favor dessa tendência. Objetivo: Relatar experiência de gerenciamento dos pacientes com internaçãoprolongada. Método: Relato de experiência, em hospital privado de São Paulo, no período de junho a dezembro de2010. A metodologia de intervenção ocorreu em fases: a) criação de unidade para pacientes de longa permanência(internação superior trinta dias); b) composição e preparação da equipe multiprofissional, focada no planejamento dealta hospitalar; c) estabelecimento e execução de ações educativas à pacientes, familiares e cuidadores, centradana desospitalização; d) implementação de reuniões multidisciplinares semanais, visando uniformizar o cuidadoassistencial. Resultados: Após a abertura da unidade diferenciada, nos seis primeiros meses, do total de 16pacientes de longa permanência obtivemos um resultado de 6 % de sucesso de desospitalização. Conclusão: Oprocesso de desospitalização dos pacientes de longa permanência, não é tarefa fácil, por afetar diretamente ocotidiano do paciente e família, bem como, o contexto de vida social e econômica. Interfaces são necessárias, nesseestudo, a anuência médica com a desospitalização, a gerencia comercial e o setor de Home Care foram parceirasfundamentais para a efetividade deste processo. Mesmo diante dificuldades, acreditamos que a saída do pacientedo contexto hospitalar é benéfica na promoção da saúde, por proporcionar qualidade de vida, menor índice deinfecções e retorno ao convívio familiar.Bibliografia: CARNEIRO, N.G. ; ROCHA, L.C. O Processo de Desospitalização de Pacientes Asilares de umaInstituição Psiquiátrica da Cidade de Curitiba Psicologia Ciência e Profissão, 2004, 24 (3), 66-75Marin MJS, Angerami ELS. Caracterização de um grupo de idosas hospitalizadas e seus cuidadores visando ocuidado pós alta hospitalar. Rev Esc Enferm USP 2002; 36(1):33-41.MATOS, E.; PIRES, D.E.P. Práticas de Cuidado na Perspectiva Interdisciplinar: Um Caminho Promissor TextoContexto Enfermagem, Florianópolis, 2009 Abr-Jun; 18(2): 338-46.PEREIRA, M.J.S.B.; FILGUEIRAS, M.S.T. A Dependência no Processo de Envelhecimento uma Revisão sobreCuidadores Informais de Idosos Rev. APS, v. 12, n. 1, p. 72-82, jan./mar. 2009VERAS, Renato. Em busca de uma assistência adequada à saúde do idoso: revisão da literatura e aplicação de uminstrumento de detecção precoce e de previsibilidade de agravos. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 19, n.3, June 2003*Enfermeiro Sênior Unidade Pacientes de Longa Permanência Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert Einstein** Coordenador de Enfermagem Unidade Pacientes de Longa Permanência Clínica Médico Cirúrgica Hospital AlbertEinstein***Gerente de Enfermagem Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert EinsteinEmail contato: motta@eisntein.br
  • TRABALHO 62 ATIVIDADES DO ENFERMEIRO EM CENTRAL DE QUIMIOTERAPIA: DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTO Souza CA, Perroca MG, Jericó MC. Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) – São Paulo. E-mail para contato: marcia.perroca@gmail.comRESUMOIntrodução: O conceito de atividade abrange os comportamentos ou ações específicos realizados por enfermeirospara implementar uma intervenção e que auxiliam pacientes/clientes a obterem o resultado desejado. Justificativa:Estudos para mensuração da quantidade de tempo que o pessoal de enfermagem despende na realização deatividades instrumentalizam os gerentes de enfermagem na identificação das funções cuidativas da equipe e dacarga de trabalho, proporcionam visualização dos processos assistenciais e auxiliam na busca de estratégias paramelhoria da produtividade e qualidade do cuidado. Objetivos: Identificar e validar as atividades/intervençõesdesenvolvidas por enfermeiros em uma central de quimioterapia. Método: Foi utilizada a triangulação de dadosatravés da combinação de três fontes de informação: entrevista semi-estruturada, análise de documento equestionário. O cenário do estudo foi uma Central de Quimioterapia de um hospital oncológico do Estado de SãoPaulo. Participaram do estudo nove enfermeiros assistenciais. O instrumento construído em linguagem padronizadapela Classificação de Intervenção de Enfermagem (NIC) foi, posteriormente, submetido à validação de conteúdoatravés de reuniões com os participantes. Resultados: O instrumento final encontra-se composto por 35intervenções e 53 atividades organizadas em cinco domínios (fisiológico básico, fisiológico complexo,comportamental, segurança, e sistema de saúde) e 11 classes. Conclusão: O mapeamento das atividadesrealizadas pelos enfermeiros de central de quimioterapia durante o processo assistencial constituiu-se em etapainicial no estudo de gestão do tempo no trabalho e instrumentaliza a determinação da carga de trabalho da equipe eprodutividade.Descritores: recursos humanos de enfermagem no hospital; quimioterapia; enfermagem oncológica/recursoshumanos; carga de trabalho.
  • TRABALHO 63 TOMADA DE DECISÃO GERENCIAL: DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DA NOVA VERSÃO DE UM INSTRUMENTO PARA CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTESPerroca MG.Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) – São Paulo.E-mail para contato: marcia.perroca@gmail.comRESUMOIntrodução: Instrumentos de classificação constituem-se em ferramentas gerenciais utilizadas para avaliação dasnecessidades de cuidado dos pacientes agrupando-os em categorias. Justificativa: A validação de escalas demensuração vem sendo questionada no cenário da saúde devido à proliferação de instrumentos cujos constructosnão são válidos e confiáveis. Dessa forma, no desenvolvimento de instrumentos para classificação de pacientes, omonitoramento da validade e confiabilidade constituem-se elementos essenciais. Objetivos: Reconstruir oinstrumento de classificação de pacientes proposto por Perroca e avaliar a confiabilidade (interna e entreavaliadores) e validade (de conteúdo e de constructo) da nova versão. Método: Para validação de conteúdo foiaplicada a Técnica Delphi sendo juízes dez enfermeiros. A amostra foi composta por 194 pacientes (avaliação davalidade de constructo) e 60 pacientes (estudo da confiabilidade entre avaliadores) internados em um hospital deensino no interior do Estado de São Paulo. Para análise foram utilizadas a correlação de Spearman e Alfa deCronbach (consistência interna), o Kappa ponderado (confiabilidade entre observadores), Análise de ComponentesPrincipais (validade de construto) e regressão logística (capacidade preditiva do instrumento). Resultados: A novaversão passou a ser constituída por nove áreas de cuidados. Houve concordância ≥ 90% em relação à estrutura doinstrumento e de 80 a 96% nas áreas de cuidados. Encontrou-se alto nível de concordância entre os avaliadores. Aanálise mostrou a participação de todas as áreas de cuidados escolhidas para compor o novo instrumento nadiscriminação das necessidades e categoria de cuidados dos pacientes. Os resultados apontaram, também, altacapacidade preditiva do instrumento (99,4%). Conclusões: Os achados permitiram concluir que o novo instrumentopara classificação de pacientes apresenta evidências de confiabilidade e validade podendo ser utilizado paraembasar a tomada de decisão gerencial relativa ao planejamento da assistência e mensuração de carga de trabalhoda equipe de enfermagem.Descritores: pacientes internados/classificação; carga de trabalho; estudos de validação; avaliação emenfermagem.
  • TRABALHO 64 ENGAJAMENTO E A EQUIPE DE ENFERMAGEM: O PAPEL DO GESTOR. Martins, PASF; Souza, AO de. Hospital Santa Catarina Paula.martins@hsc.org.br RESUMOINTRODUÇÃO: Engajamento vem sendo utilizado com regularidade numa das tentativas de evidenciar o clima dasempresas, o empenho e a satisfação de seus empregados. JUSTIFICATIVA: Serviços de saúde já são avaliadospor este aspecto como um indicador e, questiona-se se os gestores estão preparados para o melhor uso desteelemento no reconhecimento de suas ações e planejamentos futuros. OBJETIVO: Este estudo tem por objetivodesencadear as discussões em busca da apropriação e melhor uso do termo “engajamento” relacionando-o a algunscomportamentos adotados por gestores de Enfermagem. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo de serviçosgerenciais conduzido pela parceria entre as Gerências de RH e Enfermagem numa instituição privada de grandeporte na região central da cidade de São Paulo. RESULTADOS: O reconhecimento ocupa um espaço importante deatenção ao gestor de Enfermagem e, devolver considerações observadas e esclarecer acontecimentos encerra ocírculo de comportamentos discutidos neste estudo entre: confiança, vínculo, respeito e exemplo, como facilitadoresem busca do profissional engajado. CONCLUSÃO: É possível afirmar que, ao despertar gestores cria-se umimpacto de suas ações no “engajamento” dos colaboradores e lhes dá uma nova oportunidade no alcance dosobjetivos estratégicos e operacionais estabelecidos para o grupo que gerencia. Sugere-se assim, para a melhorprática da gestão em Enfermagem, que outros estudos sejam desencadeados sobre este tema.BIBLIOGRAFIA 1Bichuetti JL. Gestão de pessoas não é com o RH! Harvard Bussiness Review Brasil. Fevereiro, 2011. 2Mishima SM; Fortuna CM; Scochi CGS; Pereira MJB; Lima RAG de; Matumoto S. Maria Cecília Puntel de Almeida: a trajetória de uma protagonista da enfermagem brasileira. Texto contexto – enferm. 2009 Oct/Dec.; 18 (4).3Minzoni MA. Alguns aspectos da integração docente-assistencial. Rev Esc Enferm USP. 1980 dec.;14(3):213-7.4Lencioni, P. Os 5 desafios das equipes: uma fábula sobre liderança. Ed. Campus Elsevier, 2003.5Dal Pai D; Lautert L.Work under urgency and emergency and its relation with the health of nursing professionals.Rev Lat Am Enfermagem. 2008 May-Jun.; 16(3):439-44. Palavras chaves: serviços de enfermagem, administração de recursos humanos em saúde, gestor de saúde, satisfação no emprego
  • TRABALHO 65 UTILIZAÇÃO DO TEMPO POR PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM HORÁRIO EXTRA LABORAL Tada CN, Dellaroza MSG, Haddad MCL, Vannuchi MTO, Mazieiro VGInstituição: Universidade Estadual de Londrina (UEL)E-mail: cristiane_tada@hotmail.comIntrodução: O modo de utilização do tempo para realização de atividades ou distribuição de tarefas em umdeterminado período, envolve características pessoais, comportamentais, bem como valores e princípios quenorteiam a vida da pessoa. Justificativa: Este estudo evidenciará um rol de atividades que o profissional deenfermagem realiza em seu momento extra laboral. Esse diagnóstico de atividades é um ponto inicial para mostraraos profissionais como estão desempenhando o gerenciamento de suas atividades. Objetivos: Identificar como osprofissionais da equipe de enfermagem utilizam seu tempo no horário extra laboral. Método: Revisão integrativacuja pergunta norteadora foi: como os profissionais da equipe de enfermagem utilizam seu tempo no horário extralaboral? Os dados foram coletados no período de agosto à novembro de 2010, nas bases de dados: Scielo, Lilacs,Bdenf e Tesenf. Utilizaram-se as palavras chaves: qualidade de vida, estilo de vida, valor de vida, gerenciamento dotempo, enfermeiros, equipe de enfermagem e atividades de lazer. Os critérios de inclusão foram: artigos publicadosnos últimos 10 anos disponíveis em inglês, espanhol e português, cuja população fossem os profissionais deenfermagem. Resultados: Dos 2077 estudos encontrados, somente 13 deles foram selecionados. Os artigosselecionados foram publicados em 08 periódicos diferentes e três teses de mestrado indexados no Bdenf. Doisperiódicos se destacaram por apresentar maior número de artigos: Revista Latino Americana, Revista da Escola deEnfermagem da USP . Quanto ao ano de publicação dos artigos, no período pesquisado de 2000 à 2010, o ano de2010 publicou o maior número de artigos (03 ou 23,07%). A base de dado com o maior número de artigos foi oLILACS com 874 (42,07%) destes, cinco foram incluídos nas análises. A partir da análise de conteúdo dos estudosestabeleceram-se duas categorias temáticas: A influência do trabalho na realização de atividades extra laborais:Estudos demonstram que o trabalho influencia no descuido com a saúde de profissionais de enfermagem. Essedescuido é comprovado pela pouca freqüência ao médico e dentistas por enfermeiros.. Em decorrência do trabalho,há também a redução do tempo para o convívio familiar e social, para as relações interpessoais e a realização delazer e cultura. Descrição de atividades realizadas em momento extra laboral: Identificou-se nos estudos que osprofissionais de enfermagem realizam diversas atividades em momento extra laboral como: os cuidados com suafamília e casa, atividades físicas e de lazer. Quanto às atividades físicas encontrou-se que os profissionais arealizam com pouca freqüência. O lazer é composto por atividades como: assistir televisão, ouvir música, realizaçãode leitura geral e científica, repousar, dormir e brincar com filhos. Atividades como viagens, pesca, passeios apiscina e ao clube são esporádicas. Conclusão: De acordo os estudos selecionados, evidencia-se que o trabalhoinfluencia na organização das atividades realizadas em momento extra laboral pelos profissionais de enfermagem.Desta forma, é extremamente necessário que estes profissionais reflitam sobre o seu desempenho comogerenciador de suas atividades pessoais e as repercussões na qualidade de vida.Referências Bibliográficas:SOUZA, A.B.G.; MIYADAHIRA, A.M.K. Formas de lazer utilizadas por enfermeiras. Rev. Esc. Enf. USP, v. 34, n.3, p.294-231,set.2000ELIAS, M.A.; NAVARRO, V.L. A relação entre o trabalho, a saúde e as condições de vida: negatividade e positividade notrabalho das profissionais de enfermagem de um Hospital Escola. Rev. Latino-am Enfermagem, v.14, n.4: 517-525, julh-ago.2006OLER, G.F. et al, Qualidade de vida da equipe de enfermagem do centro cirúrgico. Arq. Ciênc. Saúde , v. 12, n. 2: 102-110,abr-jun. 2005FERNANDES, S.J. et al. Qualidadede vida dos enfermeiros das equipes de saúde da família: a relação das variáveissociodemográficas. Texto e Contexto Enfermagem, v.19, n.3: 434-42, Jul-Set. 2010FOGAÇA, C.M.; CARVALHO, B.W.; MARTINS, N. L.A. Estudo preliminar sobre qualidade de vida de médicos e enfermeirosintensivistas pediátricos e neonatais. Rev. Esc. Enferm. USP, v. 44, n.3:708-12, 2010
  • TRABALHO 66 DIFICULDADES VIVENCIADAS POR ENFERMEIROS NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO DOENTE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA Tada CN, Okumura LE, Siqueira Júnior ACInstituição: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA)E-mail: cristiane_tada@hotmail.comIntrodução: A assistência de enfermagem a portadores de doença mental tem sido desafiador e preocupante paraenfermeiros atuantes na atenção primária. Com a vinda da reforma psiquiátrica, possibilitou-se a substituição deuma assistência hospitalocêntrica para a rede de serviços extra-hospitalares, o que exigiu maior preparo destesprofissionais para a assistência a este tipo de paciente. Justificativa: A partir de vivências no cenário da prática, nosdois primeiros anos do curso de enfermagem, as autoras observaram a alta freqüência de doentes mentais na áreade abrangência das Unidades de Saúde da Família (USF) que freqüentavam. No entanto, perceberam que não haviauma atenção específica a este tipo de paciente. Objetivo: Identificar e analisar se nas USF‟s de Marília osenfermeiros apresentam dificuldades em lidar com o doente mental de sua área de abrangência e se existem, comosuperam essas dificuldades. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa. Osdados foram coletados através de entrevista semi-estruturada, por meio gravações e realizadas com os enfermeirosde cinco USF‟s, cuja forma de seleção dos locais foi aleatória dentre as USF‟s que tem parceria com a Faculdade deMedicina de Marília (FAMEMA). As cinco USF‟s são: Cavalari, Figueirinha, Novo Horizonte, Vila Real e Vila Nova.As entrevistas foram realizadas pelas autoras, no período de setembro a novembro de 2008. Para análise dos dadosfoi utilizada a análise de conteúdo, seguindo as etapas propostas por Minayo, Deslandes e Gomes (2007). Foramutilizadas as seguintes questões norteadoras: 1) Você tem dificuldades em lidar com o doente mental? Em casoafirmativo, quais recursos utiliza para superá-las? 2) Na sua opinião, qual(is) mudança(s) deve(m) ocorrer paramelhorar o atendimento de enfermagem aos pacientes psiquiátricos. Essa pesquisa obteve a aprovação do Comitêde Ética em Pesquisa da FAMEMA, em cumprimento da Resolução 196/96. Resultados: Os enfermeirosverbalizaram sentir dificuldades na assistência de enfermagem ao doente mental. Alguns enfermeiros justificaramessa dificuldade, pelo fato do doente mental não ser um tipo de paciente que costuma freqüentar a unidade.Somente um enfermeiro referiu não possuir dificuldade na assistência ao doente mental, pois, sempre vai em buscade conhecimentos por meio de livros e auxílio de profissionais da área. Quanto ao reconhecimento de mudançasque deveriam ocorrer para melhorar a assistência de enfermagem, citaram que deveriam ser realizado melhorias noensino de enfermagem psiquiátrica no cenário da prática, não somente com foco hospitalar, mas também naatenção primária, maior suporte pelo município de especialistas da área para melhorar o serviço de referência,melhor capacitação dos profissionais de enfermagem na área e no preparo deles para realização de atividades emgrupo. Um dos sujeitos estudados, defende que a educação permanente seja a melhor alternativa. Conclusão: Osenfermeiros atuantes no setor primário, em sua maioria, possuem dificuldades na assistência de enfermagem aoportador de doença mental. Diante deste desafio, é necessário que cada enfermeiro atuante na atenção primária,reflita e se conscientize da sua responsabilidade em promover uma assistência digna e com qualidade a essespacientes.Referências Bibliográficas:MINAYO, M. C. S. (Org.); DESLANDES, S. F.; GOMES, R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 25. ed.Petrópolis: Vozes, 2007. 108 p.
  • TRABALHO 67 GESTÃO DE RISCO HOSPITALAR: REVISÃO DA LITERATURA Silva FJC P, Santos AC FS, Oliveira JC, Barreto L d‟AS, Rocha TFS Universidade Federal de Sergipe fjanolio@infonet.com.brUma preocupação recente nas organizações hospitalares e entre os profissionais de saúde é a gestão de risco, aqual é definida como conjunto de condições que reduzem ou eliminam os eventos adversos ao mínimo possível1. Agestão ou gerenciamento de risco tem como fio condutor a qualidade da assistência prestada. Ademais, valeressaltar que o risco possui ligação direta com a responsabilidade civil e os possíveis danos causados aopaciente/cliente2. O despertar para a qualidade da assistência tem início no século XIX com Florence Nightingale,quando na guerra da Criméia, m 1854, já tinha a preocupação de agrupar os pacientes por tipo de tratamento,contribuindo assim para a melhora dos resultados em saúde. Em virtude da importância do tema para a qualidade docuidado ao paciente/cliente e, portanto para a enfermagem, objetivou-se realizar uma revisão bibliográfica de artigospublicados sobre gestão de risco no ambiente hospitalar. Estudo de revisão, com levantamento bibliográfico embases de dados que fazem parte da Biblioteca Virtual de Saúde - BVS. As palavras usadas na busca foram: gestãode risco and hospital. As buscas limitaram-se aos títulos e resumos dos trabalhos, tendo como critério de seleçãoartigos publicados que abordaram a gestão de risco hospitalar no contexto brasileiro. Após a seleção os estudosforam agrupados por categorias de risco assistencial, ocupacional, estrutural, ambiental e institucional; por tipo deinstituição (pública ou privada) e por estado onde foram desenvolvidos. A busca bibliográfica resultou em oitoartigos. Destes, foram excluídos dois, um por não ter relação com o objetivo proposto e outro por ter sido realizadona Espanha, totalizando seis estudos. A análise dos trabalhos foi realizada inicialmente através dos títulos, resumos.Após essa etapa procedeu-se a leitura dos artigos selecionados que encontravam-se disponíveis. Os seis artigosforam publicados entre os anos de 2004 e 2010, quatro abordavam mais de uma categoria de risco, sendo o riscoocupacional o de maior foco, dois abordaram vários aspectos do gerenciamento de risco hospitalar, dentre eles riscoocupacional, ambiental e estrutural, apenas um artigo tratava do risco assistencial especificamente. Dos artigosselecionados, três (33%) foram realizados no estado do Rio de Janeiro. Com relação ao tipo de instituição em queos estudos foram desenvolvidos, a maioria foi realizada em hospitais públicos (3,43%). Um estudo comparouaspectos do gerenciamento de risco em dois hospitais, um público e o outro privado. Faz-se necessário odesenvolvimento de mais estudos sobre gestão de risco hospitalar na área assistencial nos diversos tipos deinstituições de saúde e regiões do país. 1ABBOUD, C.S.; SILVA, R.R.; FELDMAN, L.B. Implantação do Programa Gestão de Risco: experiência do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo. Revista Nursing, v. 11, n. 129, p. 71-76, 2009. 2 POLIZER R, D‟INNOCENZO M. Satisfação do cliente na avaliação da assistência de enfermagem. RevBras Enferm, jul-ago; 59(4): 548-51. 2006
  • TRABALHO 68 PERCEPÇÃO DOS CALOUROS NO INGRESSO Á VIDA UNIVERSITÁRIA Cacciari P, Alves E Universidade Estadual de Londrina Pamella_cacciari@hotmail.comIntrodução: O ingresso na universidade implica em varias mudanças na sua rede de apoio, suas amizades, muitasvezes a distancia da família. Ajustar- se à universidade implica, assim, integrar-se socialmente com as pessoasdesse novo contexto, participando de atividades sociais¹. O Currículo Integrado implantado pelo curso deEnfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL) no ano 2000 contempla conhecimentos, habilidades eatitudes. Para enfrentar o desafio de preparar tais profissionais com novas habilidades, incorporando tais saberes,especialmente o saber ser e saber conviver, com valores éticos e humanizados, compromissados com atransformação qualitativa da sociedade. Dessa maneira, o ingressante que está acostumado com os métodostradicionais de ensino sofre um maior impacto na adaptação a esta nova realidade na vida universitária. Sendoassim a Universidade Possui o projeto Comissão de Apoio Discente Docente (CADD) sendo um dos objetivostrabalhar com as dificuldades que os ingressantes enfrentam na adaptação á universidade, tentando minimizar oimpacto dos calouros com a nova realidade.Justificativa: Após perceber que existam estratégias de recepção dos alunos ingressantes, as mesmas são frágeisno diagnóstico das dificuldades dos estudantes e no auxílio para a superação dos novos desafios, os integrantes deEnfermagem da CADD, realizaram uma oficina na qual buscaram captar as percepçoes advindas da inserção doscalouros na universidade.Objetivo: Levantar a percepção dos ingressantes ao adentrar na vida universitária considerando a nova propostacurricular. Material e Método: O estudo foi realizado através da técnica qualitativa de grupo focal. A população de estudoforam alunos ingressantes do curso de enfermagem da Universidade Estadual de londrina, obtendo a participaçãode 60 alunos. Para a realização deste trabalho, foi elaborado um roteiro com questões, sendo aplicado em umaoficina com os alunos através de cinco grupos focais.Resultados e Discussão: Dos resultados aferidos surgiram as seguintes categorias: 1- Questões de Ordem pratica:“Tive Existe dificuldade em encontrar apartamento no começo” G1. Não saber Desconhecimento de onde buscarserviços como: chaveiro, água, telefone “G3. 2-Questões de ordem afetiva: “Maior dificuldade é a saudade dafamília” G2. “Não tenho vontade de voltar para minha casa, me adaptei muito bem” G4. 3-Ordem interpessoal: “ARelação da turma, a interação esta sendo muito boa” G4. 4-Ordem profissional “Ainda tenho uma visãopreconceituosa em relação ao curso, por ter tentado medicina. Acho que com a prática isso muda” G5. “Enfermagemtem um contato maior com as pessoas precisando ter conhecimento” G1. 5- Questões de processo ensinoaprendizagem: “O método ajuda a se expressar, você opina, mostra seus conhecimentos sem briga” G5. “Tive umsusto na diferença do método do cursinho e da graduação” G3.Conclusão: De acordo com estes resultados, fica comprovada a preponderância do projeto CADD, orientando acomissão para futuras ações de apoio aos alunos em suas necessidades. A CADD mostra-se importante nadisposição para ajudá-los a enfrentar os problemas cotidianos e as dificuldades relacionadas ao curso,disponibilizando alternativas para o estudante, frente às suas necessidades.Palavras-chave: Adaptação, Estudantes de Enfermagem, UniversidadeBibliografia1. Diniz, A. M., & Almeida, L. S. (2006). Adaptação à universidade em estudantes de primeiro ano: Estudo diacrónico dainteracção entre o relacionamento com pares, o bem-estar pessoal e o equilíbrio emocional. Análise Psicológica, 1(XXIV), 29-382. Soares, A. P., Almeida, L. A., Diniz, A. M., & Guisande, M. A. (2006). Modelo multidimensional de ajustamento de jovens aocontexto universitário (MMAU): Estudo com estudantes de ciências e tecnologias versus ciências sociais e humanas. AnálisePsicológica, 1(XXIV), 15-27.3. Soubhia Z, et al. Repensando a avaliação. In: Dellarosa MSG, Vannuchi, MTO. O currículo integrado do curso de Enfermagemda Universidade Estadual de Londrina: do sonho à realidade. São Paulo: Hucitec; 2005.4. TEIXEIRA, Marco Antônio Pereira, DIAS, Ana Cristina Garcia, WOTTRICH, Shana Hastenpflug et al. Adaptação àuniversidade em jovens calouros. Psicol. esc. educ., jun. 2008, vol.12, no.1, p.185-202
  • TRABALHO 69ELABORAÇÃO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL POR EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL DE GRANDE PORTEGabriel CS, Rossaneis MA, Jenal S, Évora YD.Instituição: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto /Universidade Estadual de São Paulo, Ribeirão Preto/ SãoPaulo.E-mail: cgabriel@eerp.usp.brRESUMOO planejamento estratégico situacional é importante instrumento que favorece fazer escolhas e a elaboração deplanos que ajudam a enfrentar os processos de mudança. Este método é um permanente exercício de diálogo e dereflexão sobre os problemas que incidem em uma dada realidade, visando prever situações e alternativas, anteciparpossibilidades de decisão e preparar estratégias para a obtenção de governabilidade sobre as mesmas (1). Esteestudo justifica-se pela necessidade de identificar os problemas da realidade do processo de trabalho da instituiçãona visão dos próprios autores envolvidos, por meio do planejamento estratégico situacional e assim estabelecer aspossíveis resoluções dos problemas levantados visando a melhoria da dinâmica de trabalho. Dessa forma, tem-sepor objetivo relatar a experiência da utilização do planejamento estratégico situacional realizado em um hospitalfilantrópico de grande porte na cidade de Londrina, Estado do Paraná. Participaram desse estudo funcionários daequipe de enfermagem das Unidades de Internação, Unidades de Terapia Intensiva e Pronto Socorro, que foramcapacitados para a realização do planejamento estratégico conforme os quatro momentos citados por Matus (2), ouseja, momento explicativo, momento normativo, momento estratégico e momento tático-operacional. Osparticipantes foram orientados a construírem o planejamento estratégico em conjunto com as suas respectivasequipes e com os profissionais de todos os turnos de trabalho. Os problemas da instituição relatados foram: falta decapacitação dos profissionais, carencia de recursos humanos, estrutura administrativa e organizacional burucratica,estrutura física inadequada, excassez e sucateamento de materiais e equipamentos e dificuldade de relacionamentointerpessoal. Para os problemas com governabilidade de resolução, foram estabelecidas estratégias de ação quedeterminam seus prazos e responsáveis. Após quatro meses da realização do planejamento estratégico percebeu-se um melhora na resolução dos problemas em que os profissionais possuiam governabilidade, proncipalmente nacapacitção dos profissionais, por meio de atividades de educação permanente e dificuldade de relacionamentointerpessoal, que foi amenizada promovendo maior comunicação e atividades de interação entre os membros dasequipes. Além disso. O enfermeiro no seu dia-a-dia se depara com situações que exigem ações planejadas, quefacilitam o gerenciamento dos serviços da equipe de enfermagem. O planejamento estratégico é uma ferramentaessencial para que os serviços de saúde avancem na busca de melhorias nas condições de trabalho para osprofissionais e, conseqüentemente, na qualidade da assistência de enfermagem.1. Melleiro MM, Tronchin DMR, Ciampone MHT. O planejamento estratégico situacional no ensino do gerenciamentoem enfermagem. Acta Paul Enferm. 2005;18(2):165-71.2. Matus C. Política, planejamento & governo. Brasília, DF: IPEA; 1996.
  • TRABALHO 70 PRÁTICAS DE SEGURANÇA NA ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIENCIAGabriel CS, Jenal S, Rossaneis MA, Évora DY;Bernardes AInstituição: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto /Universidade Estadual de São Paulo, Ribeirão Preto/ SãoPaulo.E-mail: cgabriel@eerp.usp.brRESUMOAtualmente, milhões de pacientes hospitalizados são vítimas de lesões ou morrem em decorrência de atosinseguros. Esses números são ainda mais alarmantes em países em desenvolvimento(1). A segurança dopaciente é um problema de saúde pública global, partindo desse princípio, no ano de 2004, a Organização Mundialde Saúde lançou em Washington, a Aliança Mundial para Segurança do Paciente, um programa em parceria comgrupos de pacientes e gestores da saúde, cujo objetivo é reduzir eventos adversos aos cuidados à saúde e tambémas conseqüências sociais advindas do cuidado inseguro(2). A Aliança Mundial para Segurança do Paciente e seusprogramas sucessores além de sensibilizar para o problema da segurança do paciente, procuram divulgarconhecimentos e desenvolver ferramentas capazes de mudar a realidade do cenário mundial no que diz respeito àrealização do cuidado seguro, facilitando a inserção de políticas e práticas voltadas para esse objetivo. Mediante aoexposto, considerou-se relevante descrever a experiência da implantação de um programa com medidas que visama segurança do paciente em uma instituição de saúde. Dessa forma, este estudo tem como objetivo descrever asações do Programa de Segurança do Paciente de um Hospital Filantrópico de grande porte. As práticasdesenvolvidas neste programa foram baseadas nas metas para atingir a segurança do paciente lançadas pelaOrganização Mundial da Saúde(3). Para atingir estas metas foram implantadas as seguintes ações: implantação doprontuário eletrônico; identificação correta dos pacientes; passagem de plantão sistematizada e realizado por escrito;controle de antimicrobianos; dispensação de medicação por paciente; distribuição de tabelas de diluição demedicamentos nos setores; adequação da estrutura física nos postos de enfermagem para adequar oarmazenamento e as condições para o preparo das medicações; conferencia dos medicamentos durante apassagem de plantão; realização atividades de educação permanente para todos os profissionais de saúdebaseadas em protocolos assistenciais; preparo das unidades de internação para evitar quedas (barras de apoio,grades em leitos, campainha.) e aplicação da escala de risco de queda nos pacientes internados; construção derelatórios mensais com os indicadores relacionados a segurança do paciente para elaboração de estratégias deprevenção . Após a implantação das medidas identificou-se uma redução significativa dos indicadores de eventosadversos. Proporcionando maior segurança ao paciente e consequentemente melhoria na qualidade da assistênciaprestada.1- World Health Organization (WHO). World Alliance for Patient Safety. Forward Program 2006-2007. Disponível em:http://www.who.int/patientsafety/information_centre/WHO_EIP_HDS_PSP_2006.1.pdf . Acesso em 04/10/20102 - World Health Organization (WHO). Nine patient safety solutions, 2007. Disponível emhttp://www.who.int/mediacentre/news/releases/2007/pr22/en/index.html.Acesso em 30/09/2010.3 - World Health Organization (WHO). The World alliance for patient safety. 2004. Disponível em:http://www.who.int/patientsafety/en/brochure_final.pdf Acesso em: 02 de outubro 2010
  • TRABALHO 71 Utilização de indicadores de desempenho em serviço de enfermagem de hospital público Gabriel CS , Melo MRAC , Bernardes A , Rocha FLR , Miguelaci TA melhoria contínua da qualidade assistencial deve ser considerada pelos enfermeiros um processo dinâmico eexaustivo de identificação dos fatores intervenientes no processo de trabalho da equipe de enfermagem e requer doprofissional enfermeiro a implementação de ações e a elaboração de instrumentos que possibilitem avaliar demaneira sistemática os níveis de qualidade dos cuidados prestados1.O enfermeiro precisa analisar os resultados daassistência prestada para (re) definir estratégias gerenciais. Uma maneira efetiva de avaliação do desempenho eavaliação da gestão de serviços de saúde é a utilização de indicadores que demonstrem sua evolução ao longo dotempo, permitindo a comparação com referenciais internos e externos. O estudo objetiva identificar indicadores dedesempenho adotados pelo Serviço de Enfermagem de hospital público e analisar a opinião dos enfermeiros emrelação à utilização destes indicadores para avaliar a qualidade da assistência de enfermagem. Trata-se de estudodescritivo, prospectivo, quantitativo, que utilizou dados dos relatórios gerenciais da instituição e aplicou questionárionuma amostra de 25 enfermeiros. Verificou-se que a instituição trabalha com três bancos de dados de indicadores,sendo dois gerais e um específico de enfermagem que analisa 11 indicadores. Os indicadores de incidência deúlcera por pressão e incidência de quedas foram os únicos considerados muito pertinentes para qualificar aassistência de enfermagem por 100% dos enfermeiros. Outros indicadores considerados pelos enfermeiros comomuito pertinentes ou pertinentes para qualificar a assistência estão intimamente relacionados às tarefas diárias daenfermagem, tais como incidência de flebite, incidência de extubação acidental, não conformidade na administraçãode medicamentos, acidentes de trabalho ocorridos com a equipe de enfermagem, incidência de extubação acidental,satisfação do paciente com a equipe de enfermagem e taxa de infecção hospitalar. Concluiu-se que a instituiçãoutiliza indicadores para acompanhamento de resultados e há uma valorização da utilização de indicadores deprocessos pelos enfermeiros para avaliar desempenho da enfermagem, sendo necessário ampliar a análise paraindicadores multidisciplinares2. Ainda predomina no grupo o foco na análise de indicadores de processosrelacionados à assistência de enfermagem, sendo necessário ampliar a avaliação para outros indicadoresrelacionados a resultados assistenciais multidisciplinares, o que requer envolvimento de toda a equipe de saúde dainstituição e não somente da enfermagem. Ressalta-se a importância de ampliar cada vez mais a cultura daqualidade nos serviços de enfermagem, capacitando enfermeiros para o desenvolvimento e análise de indicadores epossibilitando uma reflexão sobre a assistência de enfermagem de forma dinâmica, objetivando a excelência docuidado.Indicadores de serviços de saúde; serviço hospitalar de enfermagem;qualidade da assistência a saúde1.Kurcgant P, Tronchin DMR, MELLEIRO MM. A construção de indicadores de qualidade para a avaliação derecursos humanos nos serviços de enfermagem: pressupostos teóricos. Acta Paul Enferm. 2006; 19(1):88-91.2.Simões e Silva C, Gabriel CS, Bernardes A, Évora YDM. Opinião do enfermeiro sobre indicadores que avaliam aqualidade na assistência de enfermagem. Rev Gaúcha Enferm. 2009; 30(2):263-71.
  • TRABALHO 72 SENTIMENTOS DESPERTADOS EM ENFERMEIROS DURANTE A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO DOENTE MENTAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA Tada CN, Okumura LE, Siqueira Júnior ACInstituição: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA)E-mail: cristiane_tada@hotmail.comIntrodução: A assistência ao doente mental deve ser desenvolvida utilizando-se o envolvimento empático, de modoque possibilite a compreensão das dificuldades e potencialidades do paciente portador de doença mental. Nomomento da assistência de enfermagem ao doente mental, o enfermeiro deve tentar compreender o paciente semjulgamentos, para assim, conseguir ajudá-lo. Justificativa: possibilitar o zelo ao cuidador, caso necessite, pois oseu estado psíquico influencia na qualidade da assistência de enfermagem ao doente mental. Objetivo: Identificaros sentimentos despertados em enfermeiros durante a assistência de enfermagem, ao portador de doença mental,na atenção primária. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem qualitativa. Os dadosforam coletados através de entrevista semi-estruturada, por meio gravações e realizadas com os enfermeiros decinco USF‟s, cuja forma de seleção dos locais foi aleatória dentre as USF‟s que tem parceria com a Faculdade deMedicina de Marília (FAMEMA). As cinco USF‟s são: Cavalari, Figueirinha, Novo Horizonte, Vila Real e Vila Nova.As entrevistas foram realizadas pelas autoras, no período de setembro a novembro de 2008. Para análise dos dadosfoi utilizada a análise de conteúdo, seguindo as etapas propostas por Minayo, Deslandes e Gomes (2007). Foiutilizada a seguinte questão norteadora: Quais sentimentos são despertados em você, durante o atendimento aopaciente portador de doença mental? Resultados: quando indagados sobre os sentimentos despertados naassistência ao doente mental, a maioria dos enfermeiros responderam ter um sentimento de impotência e somenteum respondeu que tinha sentimento de empatia. Além de identificar o sentimento de impotência, os enfermeirosconseguem relacionar esse sentimento aos fatores que contribuem para o surgimento dele, como: falta de estruturafísica e de organização do processo de trabalho para atender as necessidades dos portadores de doenças mentais.O enfermeiro que respondeu sentir empatia no momento da assistência de enfermagem ao doente mental,compreende a empatia no sentido de “ter dó” e não no sentido de se colocar no lugar do outro. Conclusão:identificou-se que o sentimento de impotência está predominantemente presente nos discurssos dos enfermeiros eque somente um enfermeiro teve o sentimento de empatia. Frente a esse diagnóstico, os enfermeiros necessitamrefletir sobre o assunto e pensar em estratégias para minimizar esse sofrimento. Uma alternativa, seria a valorizaçãodo planejamento estratégico como instrumento de trabalho, o qual poderia auxiliá-los na organização e priorizaçãode atividades que promovam o aprendizado significativo na área de saúde mental, pois assim poderiam auxiliartanto o paciente psiquiátrico bem como cuidar de sua saúde mental.Referências Bibliográficas:STEFANELLI, M. C.; ARANTES, E. C.; FUKUDA, I. M. K. Aceitação, empatia e envolvimento emocional no relacionamentoenfermeiro–paciente. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 16, n. 3, p. 245-253, dez. 1982.ZIMERMAN, D. E. A formação psicológica do médico. In: MELLO FILHO, J. (Ed.). Psicossomática hoje. Porto Alegre: ArtesMédicas, 1992. cap. 6, p. 64-69.MINAYO, M. C. S. (Org.); DESLANDES, S. F.; GOMES, R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 25. ed. Petrópolis:Vozes, 2007. 108 p.
  • TRABALHO 73AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO DOS ENFERMEIROS SOBRE A FERRAMENTA DA QUALIDADE 5S EM UM HOSPITAL DE GRANDE PORTE DO SUL DE MINAS GERAIS TOSO JR, MODESTI FS, RENNÓ CSN, TORRES AL PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS - CAMPUS POÇOS DE CALDAS jeisatoso@hotmail.comDescritores: Enfermagem Hospitalar. Qualidade. Saúde. Gestão de Qualidade Total.INTRODUÇÃO: Qualidade é considerada um conjunto de propriedades que se adapta a missão de umaorganização comprometida em atender as necessidades dos clientes (MEZOMO, 2001). Assim, o Programa 5Sensos (5S) contribui para uma mudança na cultura organizacional e qualidade dos serviços. Trata-se de umsistema de cinco conceitos: Seiri, senso de utilização/descarte; Seiton, senso de arrumação; Seiso, senso delimpeza; Seiketsu: senso de saúde/higiene e Shitsuke; senso de autodisciplina, que aprimora a aparência do local detrabalho e modifica atitudes e comportamentos (RIBEIRO, 1994). JUSTIFICATIVA: O Programa 5S propõe a criaçãode um novo modelo de trabalho, promovendo mudança no ambiente laboral e nas atitudes, visando melhoria dosprocessos internos e aumento da qualidade da assistência. Neste contexto, propôs-se um estudo que contemplassea análise da atual situação do conhecimento do programa para subsidiar novos investimentos em busca daqualidade da assistência de Enfermagem. OBJETIVO: Verificar o conhecimento dos enfermeiros sobre o Programa5S. MÉTODO: Estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa, realizado em hospital de grande porte dosul de Minas Gerais (MG), cuja coleta de dados ocorreu no segundo semestre de 2010. Foram incluídos enfermeirosque trabalham na instituição há mais de 12 meses e que aceitaram participar do estudo, após assinatura do Termode Consentimento Livre e Esclarecido. Excluíram-se enfermeiros em férias, licença maternidade/doença ou querecusaram participar. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Pontifícia Universidade CatólicaMG (0209.0.213.000-10). Utilizou-se para coleta dos dados um instrumento do tipo questionário com perguntasfechadas, para identificação do perfil socioeducacional e conhecimento acerca do tema. Para análise dos dadosutilizou-se estatística descritiva simples. RESULTADOS: Estudou-se 31 enfermeiros sendo 29 (94%) mulheres e 2(6%) homens. A idade média foi de 30 anos, variando de 20 a 50 anos. Quanto à especialização, 23 (74%)enfermeiros possuem e 8 (26%) não possuem. Quanto ao conhecimento do Programa 5S, 29 (94%) referemconhecer e 2 (6%) referem não conhecer. Ao relacionar o Programa 5S com outras ferramentas de gestão, 14 (45%)escolheram o tema senso de higiene/ limpeza, demonstrando conhecimento adequado sobre o Programa 5S,enquanto 8 (26%) escolheram ferramentas não relacionadas ao programa. Quanto à afirmação de que o programapromove mudança de cultura na organização, 24 (77%) responderam verdadeiro, 02 (7%) responderam falso e 05(16%) não responderam. Em relação à utilização do programa durante suas atividades de trabalho, 20 (65%)responderam que usam com baixa freqüência, 08 (26%) responderam diariamente, 02 (6%) responderam nãoaplicam e 01 (3%) não respondeu. CONCLUSÃO: Verificou-se que a maioria dos enfermeiros relata conhecer oPrograma 5S, entretanto, percebe-se que uma parcela dos enfermeiros associa outras ferramentas de gestão aoprograma 5S. Assim, sugere- assistência. ,BIBLIOGRAFIAMEZOMO, João Catarin. Gestão da qualidade na saúde. São Paulo (SP): Manole, 2001.RIBEIRO, Haroldo. 5S: um roteiro para uma implantação bem sucedida. Salvador-BA: Casa da qualidade, 1994.
  • TRABALHO 74 ORGANIZAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UNIDADES DE INTERNAÇÃO: ESTUDO DA VARIÁVEL IDADECalil ASG, Perroca MG, Jericó MC.Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) – São Paulo.E-mail para contato: angela@famerp.brRESUMOIntrodução: Modificações na estrutura etária da população mundial e seu conseqüente envelhecimento vêmocasionando grande impacto na demanda de cuidados de enfermagem e de profissionais em saúde. Há umatendência dos trabalhadores permanecerem por mais tempo no mercado de trabalho devido a questões legais esocioeconômicas. Justificativa: Embora estudos internacionais apontem que a idade média dos enfermeiros temaumentado, inexiste literatura nacional investigando a organização da equipe de enfermagem sob a ótica da idade.Objetivos: Descrever a composição quantiqualitativa da equipe de enfermagem em unidades de internaçãohospitalares segundo a variável idade. Método: Estudo descritivo-exploratório retrospectivo realizado em oitounidades de internação (uma clínica médica, uma clínica cirúrgica, duas clínicas médico-cirúrgicas e quatrounidades de terapias intensivas) de um hospital de ensino de capacidade extra no interior do Estado de São Paulo.Teve como sujeitos a totalidade dos funcionários lotados nas unidades investigadas durante o período de 2007 a2009. Constituíram fontes de informações: registros do Departamento de Pessoal sobre dados demográficos daequipe de enfermagem; escalas mensais de enfermagem e, base de dados do sistema de gestão hospitalar.Resultados: Dos 681 profissionais de enfermagem investigados, 275(40,4%) encontravam-se na faixa etária de 31a 40 anos e 200 (29,4%) entre 20 e 30 anos. Observou-se que 57 (8,3%) dos trabalhadores tinham idade acima de50 anos. A idade média dos enfermeiros, técnicos e auxiliares foi, respectivamente, de 35,4(7,4), 39,7(6,8) e36,8(9,0). Considerando-se as diferentes categorias profissionais, houve predomínio da faixa etária de 20 a 40 anos– 100 (80%) para os enfermeiros e auxiliares de enfermagem - 365 (67,5%) e da faixa de 30 a 50 para os técnicosde enfermagem – 13 (86,6%). Os trabalhadores de enfermagem lotados nas clínicas médico-cirúrgicasapresentaram idade média variando de 36,8 (8,3) a 38,8 (8,2) anos enquanto que os das terapias intensivasvariaram de 34,2 (7,8) a 37,7(9,2) anos. Conclusão: Embora a idade média dos enfermeiros em diversos paísesseja superior a 40 anos, os achados deste estudo evidenciaram uma população em torno de 35 anos. Contudo,consoante com as tendências internacionais, despontam trabalhadores acima de 50 anos, embora, ainda, empequeno contingente. Descritores: distribuição por idade, equipe de enfermagem/organização & administração, administração derecursos humanos, recursos humanos de enfermagem no hospital.
  • TRABALHO 75Nome da InstituiçãoHome-care cenehospitallarEmail para contato –ed.rocha25@hotmail.com A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO DOS CUIDADOS DOMICILIARES NA PREVENÇÃO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO.Introdução :- A úlcera por pressão pode ser definida como:- “Uma área localizada de necrose celular que atendea desenvolver-se quando os tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfícieplanapor um período prolongado de tempo” (Bergstan ET AL.,1955)Vários fatores podem aumentar o risco para desenvolvimento da ulcera por pressão, entre eles:- tabagismo,imobilidade, pressão prolongada, fricção, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, entre outros.As úlceras por pressão são classificadas em estágio: I, II, III, IV.Estágio I:- Quando a pele está intacta, mas observa-se vermelhidão e inicio da ulceração dapele .Estágio II:- A pele já está perdendo sua espessura, manifestando abrasão, bolha ou lesãosuperficialEstágio III:- Já consiste na lesão envolvendo epiderme, derme ou até mesmo tecido subcutâneo.Estágio IV:- Há lesões com comprometimento de tecido muscular, ósseo, estrutura desuporte (tendões e cápsula articular).Objetivo:- orientar, treinar e educar o cuidador á identificar sinais e sintomas que levam a desenvolver úlcerapor pressão.Método:- Trata-se de um relato de experiência realizado entre os anos de 2008 á 2010,em uma empresa privada de assistência domiciliar de São Jose do Rio Preto (Cene HomeCare), onde foram analisado 20 casos onde os mesmos não evoluirão com up.Resultados:- Com a implantação e implementação de medidas educativas podemos evidenciar oenvolvimento do cuidador no processo de identificação de up e tomada de medidas precoces no processode prevenção onde nos possibilitou o controle e reduçãode ocorrências,proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes e cuidadores.Conclusão:- Concluímos que o cuidador é a principal ferramenta aplicada no no contextodomiciliar para prevenir UP, desde que o processo de orientação e treinamento seja eficaz , proporcionandoresultados satisfatórios.Bibliografia Feridas – tratamento e cicatrização Prem P. Gogia – Ed. Revinter 2003 Feridas – fundamentos e atualizações em enfermagem Silva R. C. Lyra, Figueiredo N. M. Almeida, Meireles I. Barbosa - Ed. Yendis 2007Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA
  • TRABALHO 76 ARTICULAÇÕES EM SAÚDE MEDIADAS PELA PUC: ENGENDRANDO CAPS´s E ESF´S PARA FORTALECIMENTO DOS SERVIÇOS EM REDE NO SUS Fernandes MJ, Miranda JR, Rocha HA. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Unidade Arcos. Contato: joiceluz1@hotmail.comEquipes interdisciplinares têm potencializado a eficácia não somente de ações curativas, mas também na promoçãoda saúde. Apoiados pelos princípios norteadores do SUS, universalidade, integralidade e equidade (BRASIL, 1990),os serviços de saúde têm como meta o trabalho articulado em redes de atenção, pelas quais os profissionais se co-responsabilizam pela condução do tratamento dos pacientes, juntamente com as suas famílias e a comunidade ondeestão inseridos.No atual cenário brasileiro, algumas adversidades ainda dificultam o engendramento entre unidades assistenciais,sendo esse um agravante para a efetivação de políticas públicas relevantes como as propostas pelo SUS. Estapesquisa-ação busca identificar como os dois serviços de saúde – ESF e CAPS – têm articulado as suas práticas econhecimentos, investigando o nível de interação entre as equipes, a percepção que uma equipe tem acerca daimportância do trabalho da outra, as possibilidades e as dificuldades apresentadas para a articulação e interação.Busca-se evidenciar o papel fundamental da Enfermagem enquanto gestora, a fim de que haja melhoria nosprocessos assistenciais, de forma articulada entre os serviços de saúde aqui descritos.O público alvo corresponde a todas as 9 ESFs e 1 CAPs totalizando 96 profissionais da saúde pública da cidade deArcos. Na fase diagnóstica da pesquisa, estão sendo utilizadas entrevistas semi-estruturadas e questionários, queserão submetidos à análises quali-quantitativas. Em seguida, serão desenvolvidos encontros, nos quais serãotrabalhados temas identificados como necessários a partir do diagnóstico. Também acontecerão encontros entretodas as equipes do município, para integração, troca de conhecimentos e experiências entre as equipes. No final de2011, serão convidadas as equipes dos municípios vizinhos para participarem do Seminário.Esta pesquisa-ação é subsidiada pela PROEX/ PUC MG e se enquadrada nos projetos de extensão. Foi aprovadoem 2011, tendo início em março deste mesmo ano. A Secretaria Municipal de Saúde, as enfermeiras e equipes dasESFs e a Psicológa e equipe do CAPs já foram apresentadas ao projeto e estão empolgadas com o mesmo, umavez que elas reconhecem a importância dessa articulação, ficando assim mais fácil gerir os serviços. A atuação foidividida entre diagnóstico e ação. Pretende-se, portanto, apresentar dados parciais da pesquisa e iniciaisobservações e impactos das ações propostas nessa primeira etapa do projeto.Este estudo foi embasado nas legislações do SUS e busca evidenciar a importância dos serviços em rede,evidenciando o papel da enfermagem na efetivação dos mesmos.Palavras-Chave: articulação, serviços de saúde, conscientização.ReferênciasBRASIL. Lei Orgânica da Saúde 8.080, de 19 de setembro de 1990. Diário Oficial da União. Brasília, 20 setembro1990.BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Mental no SUS: acesso ao tratamento e mudança do modelo de atenção.Relatório de Gestão 2003-2006. Secretaria de Atenção à Saúde/DAPE. Coordenação Geral de Saúde Mental.Brasília: janeiro de 2007, 85 p. Disponível em<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_gestao_saude_mental_2003-2006.pdf>. Acesso em: 10 out.2010 Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA
  • TRABALHO 77 SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM COM FOCO NA ATENÇÃO BÁSICA Nativo RO, Santos FN, Oliveira CC, Arruda SS, Gomide MR. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Contato: renasnativo@yahoo.com.brA política nacional de atenção básica, na Portaria 648 de 2006, vem reforçar a Estratégia Saúde da Família (ESF)como um modelo de reorientação à prática assistencial, em direção a uma assistência a saúde centrada na família,entendida e percebida a partir de seu ambiente físico e social.O enfermeiro é responsável por coordenar e gerir as atividades de sua equipe, organizando o ambiente e liderandoos profissionais nele inseridos. Para sistematizar a assistência prestada à população e otimizar as relaçõeshumanas, o profissional enfermeiro tem utilizado de uma ferramenta denominada Sistematização da Assistência deEnfermagem (SAE). Sua política é estabelecida pela Resolução COFEN Nº. 358, de 15 de outubro de 2009 queexige no artigo 1° a realização do Processo de Enfermagem, de modo deliberado e sistemático, em todos osambientes, públicos ou privados, onde ocorra o cuidado profissional de Enfermagem.Na atenção básica, a visita domiciliar do enfermeiro pode identificar necessidades de saúde e traçar planos deassistência para a melhoria da qualidade das famílias cadastradas em seu território, utilizando para isso a SAE. Esteestudo teve por objetivos analisar os diagnósticos e prescrições de enfermagem, às famílias de uma ESF realizadospor acadêmicos de enfermagem da PUC – Minas, campus Arcos, e classificar os diagnósticos de enfermagemsegundo os domínios da taxonomia NANDA 2009-2011. Tratou-se de um estudo descritivo, prospectivo, comabordagem quanti-qualitativa, a partir de evoluções de enfermagem em prontuários a partir de visitas domiciliares,realizadas por acadêmicos de enfermagem durante o Estágio Supervisionado I, em Atenção Básica, em um bairrocom ESF, no município de Arcos, no período de Fevereiro a Abril de 2011.A taxonomia do NANDA foi utilizada na montagem de diagnósticos onde os mesmos foram classificados de acordocom os domínios. Ao serem analisados 239 diagnósticos de enfermagem, os mesmos foram agrupados em 13domínios. Resultados: Pôde-se observar que as prescrições de enfermagem estão mais voltadas para a educaçãoem saúde, com orientações de higiene, alimentação, apoio emocional e social, ensinando a população a buscarqualidade de vida e prevenção de doenças, de acordo com as teorias de Wanda Horta e Orem.Conclui-se que os problemas encontrados, vão de encontro a uma manutenção do lar prejudicada, o que faz comque enfermeiros tenham certas dificuldades, mas que promovam um cuidado coordenado e menos fragmentado,com enfoque não apenas na esfera biológica, mas também nas dimensões social, psíquica e espiritual, aumentandoa possibilidade de melhora na qualidade da assistência. Palavras-chave: Sistematização da Assistência deEnfermagem. Estratégia Saúde da Família. Atenção Básica.REFERÊNCIAS:GARCEZ, Regina Machado. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011/NANDA Internacional. Porto Alegre: Artmed, 2011. 456p.TANNURE, Meire Chucre; PINHEIRO, Ana Maria. SAE: Sistematização da Assistência de Enfermagem: GuiaPrático. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2010. 2ed. Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA
  • TRABALHO 78ARTICULAÇÕES EM SAÚDE MEDIADAS PELA PUC: ENGENDRANDO CAPS´s E ESF´S PARAFORTALECIMENTO DOS SERVIÇOS EM REDE NO SUS Fernandes MJ, Miranda JR, Rocha HA. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – Unidade Arcos. Contato: joiceluz1@hotmail.comEquipes interdisciplinares têm potencializado a eficácia não somente de ações curativas, mas também na promoçãoda saúde. Apoiados pelos princípios norteadores do SUS, universalidade, integralidade e equidade (BRASIL, 1990),os serviços de saúde têm como meta o trabalho articulado em redes de atenção, pelas quais os profissionais se co-responsabilizam pela condução do tratamento dos pacientes, juntamente com as suas famílias e a comunidade ondeestão inseridos.No atual cenário brasileiro, algumas adversidades ainda dificultam o engendramento entre unidades assistenciais,sendo esse um agravante para a efetivação de políticas públicas relevantes como as propostas pelo SUS. Estapesquisa-ação busca identificar como os dois serviços de saúde – ESF e CAPS – têm articulado as suas práticas econhecimentos, investigando o nível de interação entre as equipes, a percepção que uma equipe tem acerca daimportância do trabalho da outra, as possibilidades e as dificuldades apresentadas para a articulação e interação.Busca-se evidenciar o papel fundamental da Enfermagem enquanto gestora, a fim de que haja melhoria nosprocessos assistenciais, de forma articulada entre os serviços de saúde aqui descritos.O público alvo corresponde a todas as 9 ESFs e 1 CAPs totalizando 96 profissionais da saúde pública da cidade deArcos. Na fase diagnóstica da pesquisa, estão sendo utilizadas entrevistas semi-estruturadas e questionários, queserão submetidos à análises quali-quantitativas. Em seguida, serão desenvolvidos encontros, nos quais serãotrabalhados temas identificados como necessários a partir do diagnóstico. Também acontecerão encontros entretodas as equipes do município, para integração, troca de conhecimentos e experiências entre as equipes. No final de2011, serão convidadas as equipes dos municípios vizinhos para participarem do Seminário.Esta pesquisa-ação é subsidiada pela PROEX/ PUC MG e se enquadrada nos projetos de extensão. Foi aprovadoem 2011, tendo início em março deste mesmo ano. A Secretaria Municipal de Saúde, as enfermeiras e equipes dasESFs e a Psicológa e equipe do CAPs já foram apresentadas ao projeto e estão empolgadas com o mesmo, umavez que elas reconhecem a importância dessa articulação, ficando assim mais fácil gerir os serviços. A atuação foidividida entre diagnóstico e ação. Pretende-se, portanto, apresentar dados parciais da pesquisa e iniciaisobservações e impactos das ações propostas nessa primeira etapa do projeto.Este estudo foi embasado nas legislações do SUS e busca evidenciar a importância dos serviços em rede,evidenciando o papel da enfermagem na efetivação dos mesmos.Palavras-Chave: articulação, serviços de saúde, conscientização.ReferênciasBRASIL. Lei Orgânica da Saúde 8.080, de 19 de setembro de 1990. Diário Oficial da União. Brasília, 20 setembro1990.BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde Mental no SUS: acesso ao tratamento e mudança do modelo de atenção.Relatório de Gestão 2003-2006. Secretaria de Atenção à Saúde/DAPE. Coordenação Geral de Saúde Mental.Brasília: janeiro de 2007, 85 p. Disponível em<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/relatorio_gestao_saude_mental_2003-2006.pdf>. Acesso em: 10 out.2010
  • TRABALHO 79Nome da InstituiçãoAssociação Portuguesa de Beneficência de São José do Rio Preto-SP.e-mail para contato aderfranco@ig.com.br IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM UNIDADE DE INTERNAÇÃOIntrodução: As úlceras de pressão são definidas como áreas localizadas de necrose tecidual que tendem a sedesenvolver quando tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfície externa por umperíodo prolongado.A prevalência das úlceras de pressão varia de 3% (três por cento) a 14% (catorze por cento) em ambientes decuidados de urgência, 15% (quinze por cento) a 25% (vinte e cinco por cento) em ambientes de cuidados ao longoprazo e 7% (sete por cento) a 12% (doze por cento) em cuidados domiciliares.A úlcera por pressão causa dor, sofrimento e incapacidade com sérias conseqüências sociais e econômicas e poderesultar em morte devido septicemia.Justificativa : Necessidade de criar um instrumento que possibilita ao enfermeiro mensurar o índice de pacientescom risco de desenvolver úlcera por pressão, as causas e implementar medidas preventivas eficazes.Objetivo: Identificar pacientes com riscos de desenvolver úlceras, otimizar as medidas preventivas padronizadas,melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações,dentro de uma abordagem multidisciplinar.Metodologia: Com a implantação do protocolo foram instituídas as ferramentas, como escala de avaliação derisco para úlcera por pressão (Escala de Braden), escala de mudanças de decúbito com horários e escala demedidas alternativas e intervencionistas de acordo com o grau de risco apresentado, treinamento dos profissionaisda enfermagem e interação de equipe multiprofissional.Resultados : Com as ações implementadas há um ano e a instituição de protocolo, possibilitou o controle ediminuição de ocorrências, maior comprometimento dos profissionais, elevação do espírito de equipe, otimização daassistência multiprofissional e melhor qualidade de vida dos pacientes.Conclusão: Concluímos que o protocolo de prevenção da úlcera por pressão,é uma importante ferramentanorteadora das ações e indispensável na avaliação dos resultados e na qualidade da assistência prestada.Bibliografia Feridas – tratamento e cicatrização Prem P. Gogia – Ed. Revinter 2003 Feridas – fundamentos e atualizações em enfermagem Silva R. C. Lyra, Figueiredo N. M. Almeida, Meireles I. Barbosa - Ed. Yendis 2007Autores Oliveira F. A., Nogueira B. S. D., Rocha F. E., Fernandes A. F. M.
  • TRABALHO 80 REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE, SOB A PERSPECTIVA DOS GESTORES MUNICIPAIS DE SAÚDE Nativo RO, Miranda PSC, Silva MR, Torres LR, Goulart LM. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Contato: renasnativo@yahoo.com.brConsiderando que os governos municipais entendam a importância da busca da qualidade da assistência à saúde,esse estudo teve como objetivo, identificar as representações sociais dos gestores municipais de saúde damicrorregião de Formiga-MG sobre a qualidade da assistência à saúde em nível local. A base conceitual do estudo éa Teoria das Representações Sociais.O estudo foi realizado no ano de 2008, sendo a pesquisa utilizada exploratória com abordagem qualitativa e comoinstrumento de coleta de dados um roteiro de entrevista semi-estruturada com perguntas objetivas e subjetivas. Aamostra foi composta de 05 (cinco) Gestores Municipais de Saúde da microrregião de Formiga-MG. Para a análisedos dados, optou-se pela análise de contéudo proposta por Bardin, onde foi delimitado a análise temática.Os resultados apresentaram uma população jovem assumindo o poder, uma visão do que seja qualidade daassistência e ao mesmo tempo de gestão dos serviços de saúde muito distanciada do que é preconizado para umapessoa que ocupe esse cargo. As políticas públicas de saúde precisam ser do domínio dos gestores queadministram uma secretaria municipal de saúde, o que nos leva a repensar forma de contratação, formação ereorganização das competências essenciais para o gerenciamento dos serviços municipais de saúde.Palavras-chave: Qualidade da assistência à saúde. Gestão dos serviços em saúde. Representações Sociais.REFERÊNCIASANDRÉ, A.M. Competências para a gestão de unidades básicas de saúde: percepção do gestor. [dissertação].São Paulo (SP): Escola de Enfermagem/USP, 2006.BARDIN, I. Análise de Conteúdo. Lisboa: Editorial Presença, 1997.RESTREPO, H. E. Agenda para la acción en Promoción de la Salud. In: H. E. RESTREPO & H. MÁLAGA (Orgs.).Promoción de la salud: cómo contruir vida saludable. Bogotá: Editoria Médica Panamericana, p. 34-55, 2001.VANDERLEI, M.I.G. O gerenciamento na estratégia da saúde da Família: o processo de trabalho dos gestorese dos gerentes municipais de saúde em municípios do estado do Maranhão. [tese]. Ribeirão Preto (SP): Escolade Enfermagem de Ribeirão Preto/USP, 2005.
  • TRABALHO 81Nome da InstituiçãoAssociação Portuguesa de Beneficência de São José do Rio Preto-SP.e-mail para contato aderfranco@ig.com.br IMPLANTAÇÃO DE PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM UNIDADE DE INTERNAÇÃOIntrodução : As úlceras de pressão são definidas como áreas localizadas de necrose tecidual que tendem a sedesenvolver quando tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfície externa por umperíodo prolongado.A prevalência das úlceras de pressão varia de 3% (três por cento) a 14% (catorze por cento) em ambientes decuidados de urgência, 15% (quinze por cento) a 25% (vinte e cinco por cento) em ambientes de cuidados ao longoprazo e 7% (sete por cento) a 12% (doze por cento) em cuidados domiciliares.A úlcera por pressão causa dor, sofrimento e incapacidade com sérias conseqüências sociais e econômicas e poderesultar em morte devido septicemia.Justificativa : Necessidade de criar um instrumento que possibilita ao enfermeiro mensurar o índice de pacientescom risco de desenvolver úlcera por pressão, as causas e implementar medidas preventivas eficazes.Objetivo: Identificar pacientes com riscos de desenvolver úlceras, otimizar as medidas preventivas padronizadas,melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações,dentro de uma abordagem multidisciplinar.Metodologia: Com a implantação do protocolo foram instituídas as ferramentas, como escala de avaliação de riscopara úlcera por pressão (Escala de Braden), escala de mudanças de decúbito com horários e escala de medidasalternativas e intervencionistas de acordo com o grau de risco apresentado, treinamento dos profissionais daenfermagem e interação de equipe multiprofissional.Resultados: Com as ações implementadas há um ano e a instituição de protocolo, possibilitou o controle ediminuição de ocorrências, maior comprometimento dos profissionais, elevação do espírito de equipe, otimização daassistência multiprofissional e melhor qualidade de vida dos pacientes.Conclusão: Concluímos que o protocolo de prevenção da úlcera por pressão,é uma importante ferramentanorteadora das ações e indispensável na avaliação dos resultados e na qualidade da assistência prestada.Bibliografia Feridas – tratamento e cicatrização Prem P. Gogia – Ed. Revinter 2003 Feridas – fundamentos e atualizações em enfermagem Silva R. C. Lyra, Figueiredo N. M. Almeida, Meireles I. Barbosa - Ed. Yendis 2007Autores Oliveira F. A., Nogueira B. S. D., Rocha F. E., Fernandes A. F. M.
  • TRABALHO 82 DESOSPITALIZAÇÃO: COMO COOPERAR FRENTE À PACIENTES DE LONGA PERMANÊNCIA? Santo, D.E * Gomes, L.* Motta, M.B.G** Laselva, C.R*** Laube, G.**** Hospital Israelita Albert Einstein Introdução: Atualmente a desospitalização é uma tendência no segmento da saúde no país,principalmente em instituições hospitalares privadas, devido ao alto custo da internação para operadoras de saúde epela perda de oportunidade pelas instituições de saúde com altas taxa de ocupação de pacientes clínicos.Justificativa: Refletir e intervir com ações que favoreçam o giro de leito e diminuição do tempo de permanência,colabora a favor dessa tendência. Objetivo: Relatar experiência de gerenciamento dos pacientes com internaçãoprolongada. Método: Relato de experiência, em hospital privado de São Paulo, no período de junho a dezembro de2010. A metodologia de intervenção ocorreu em fases: a) criação de unidade para pacientes de longa permanência(internação superior trinta dias); b) composição e preparação da equipe multiprofissional, focada no planejamento dealta hospitalar; c) estabelecimento e execução de ações educativas à pacientes, familiares e cuidadores, centradana desospitalização; d) implementação de reuniões multidisciplinares semanais, visando uniformizar o cuidadoassistencial. Resultados: Após a abertura da unidade diferenciada, nos seis primeiros meses, do total de 16pacientes de longa permanência obtivemos um resultado de 6 % de sucesso de desospitalização. Conclusão: Oprocesso de desospitalização dos pacientes de longa permanência, não é tarefa fácil, por afetar diretamente ocotidiano do paciente e família, bem como, o contexto de vida social e econômica. Interfaces são necessárias, nesseestudo, a anuência médica com a desospitalização, a gerencia comercial e o setor de Home Care foram parceirasfundamentais para a efetividade deste processo. Mesmo diante dificuldades, acreditamos que a saída do pacientedo contexto hospitalar é benéfica na promoção da saúde, por proporcionar qualidade de vida, menor índice deinfecções e retorno ao convívio familiar.Bibliografia: CARNEIRO, N.G. ; ROCHA, L.C. O Processo de Desospitalização de Pacientes Asilares de umaInstituição Psiquiátrica da Cidade de Curitiba Psicologia Ciência e Profissão, 2004, 24 (3), 66-75Marin MJS, Angerami ELS. Caracterização de um grupo de idosas hospitalizadas e seus cuidadores visando ocuidado pós alta hospitalar. Rev Esc Enferm USP 2002; 36(1):33-41.MATOS, E.; PIRES, D.E.P. Práticas de Cuidado na Perspectiva Interdisciplinar: Um Caminho Promissor TextoContexto Enfermagem, Florianópolis, 2009 Abr-Jun; 18(2): 338-46.PEREIRA, M.J.S.B.; FILGUEIRAS, M.S.T. A Dependência no Processo de Envelhecimento uma Revisão sobreCuidadores Informais de Idosos Rev. APS, v. 12, n. 1, p. 72-82, jan./mar. 2009VERAS, Renato. Em busca de uma assistência adequada à saúde do idoso: revisão da literatura e aplicação de uminstrumento de detecção precoce e de previsibilidade de agravos. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 19, n.3, June 2003*Enfermeiro Sênior Unidade Pacientes de Longa Permanência Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert Einstein** Coordenador de Enfermagem Unidade Pacientes de Longa Permanência Clínica Médico Cirúrgica Hospital AlbertEinstein***Gerente de Clínica Médico Cirúrgica Hospital Albert Einstein**** Enfermeira Gerenciadora Pacientes Crônicos- Longa Permanência/Home care HIAEEmail contato: motta@eisntein.br
  • TRABALHO 83 UM ESTUDO DOS PROCESSOS DE DESINFECÇÃO E ESTERELIZAÇÃO DOS ARTIGOS UTILIZADOS NAS ESFs DE ARCOS, MINAS GERAIS. Miranda JR, Nativo RO, Ribeiro GA, Ferreira MF, Silva NCP. Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Contato: joiceluz1@hotmail.comOs artigos críticos oferecem alto risco de infecção, caracterizados pela contaminação com microorganismos e/ouesporos bacterianos. A equipe de Enfermagem deve ser capacitada e estar atenta para esse processo a fim deminimizar os danos que podem ser causados pelos mesmos.Esta pesquisa visa contribuir e melhorar os processos de trabalho dos profissionais de saúde e minimizar os riscosde contaminação através do contato com os artigos infectados. Foi realizada uma revisão bibliográfica para compreender os processos de limpeza edescontaminação dos artigos e a partir deste estudo, partiu-se para estudo observacional nas ESFs de Arcos, MinasGerais. Constatou que o método de limpeza utilizado pelas unidades não é feito como preconizado. Osmateriais são imersos em hipoclorito com detergente comum ao invés da utilização prévia do detergente enzimáticoque deveria ser utilizado, mas que, não é fornecido pelo município. Verificou-se que os artigos não só podem continuar contaminados, como os profissionais da equipede enfermagem que realizam os procedimentos de limpeza está exposta a mesma. Além disso, notou-se que aimersão dos artigos no hipoclorito por tempo estendido, acabam danificando o material, aparecendo, por exemplo,ferrugem e enrijecendo as partes de articulação.Pensando em melhorias na rotina de trabalho da equipe de enfermagem este estudo continua sendo realizado a fimde levantar dados que contribuam com o problema apontado. A relação custo/benefício de se utilizar o detergenteenzimático está sendo estudado, já que os danos freqüentes aos materiais acabam exigindo a compra freqüente demais artigos. Busca-se também encontrar métodos alternativos para apresentar as equipes de enfermagem dasESFs, a fim de capacitá-las quanto ao método correto a ser adotado nas unidades e alertá-las quanto aos ricos demanuseio.Após a conclusão tem-se o intuito de divulgar os dados supracitados e apresenta-los à Secretaria Municipal deSaúde de Arcos, a fim de que a mesma esteja ciente dos problemas relacionados e dos benefícios de se realizar aspráticas corretas com os materiais necessários.Nas ESFs, o enfermeiro além de gerenciar a unidade, deve estar atento aos processos de trabalho, contudo, pelafalta de recursos matérias e/ou pela própria rotina, pequenas falhas no procedimento técnico diário passamdespercebidas. Para reverter ou no mínimo amenizar os números apontados pela ANVISA, deve-se refletir esta eoutras questões.Conclui-se que, essa percepção deve partir do enfermeiro, uma vez que ele é capacitado e conhecedor dessesprocessos, sendo ele responsável por sua própria saúde e pela saúde de sua equipe, portanto, os processos dereciclagem e capacitação devem ser adaptados a rotina de unidade.Palavras- chave: contaminação, riscos, processos de limpeza.REFERÊNCIASNR 32 Norma Regulamentadora – Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde.RDC nº 50 de 21/02/02 – ANVISA Dispõe sobre regulamento técnico, planejamento, programação, elaboração eavaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.
  • TRABALHO 84A DINÂMICA DO TRABALHO EM UM PRONTO-SOCORRO: PROPOSTA DE DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃOSilva Jr MC, Tenani MNF, Sardinha DSSHospital Dr Anisio Figueiredo / Universidade Estadual de LondrinaEmail: mari.tenani@sercomtel.com.brIntrodução: a estrutura dinâmica de um hospital compreende o modo de funcionamento e organização do trabalho eas relações estabelecidas entre seus atores(1). Os serviços prestado em pronto socorro possuem comocaracterísticas inerentes o número excessivo de pacientes, a instabilidade, pacientes críticos ao lado de pacientesestáveis, a escassez de recursos, a sobrecarga da equipe de enfermagem, o predomínio de jovens profissionais, afadiga, o relacionamento interpessoal, a descontinuidade do cuidado, supervisão inadequada, a dificuldade dedeterminação de rotinas e a falta de valorização dos profissionais envolvidos(2). Justificativa: a ampliação naestrutura física e transformações na capacidade de atendimento e quantidade de trabalhadores de um hospitalpúblico de média complexidade se deu de maneira repentina. Isso teve impacto direto na estrutura dinâmica. Comuma boa estrutura física para seu funcionamento, podemos dizer que, no que concerne à dinâmica e organização dotrabalho, o hospital ainda se encontra em fase de transição e adaptação, assim problemas na organização dotrabalho transparecem. Considerando que o pronto-socorro configura-se como um setor dinâmico e crítico emrelação à organização do trabalho, buscou-se dar suporte para este processo de mudança na organização,propondo um recorte situacional. Este se justificou pela urgência em solucionar problemas do setor, demandaapresentada pela Coordenação de Enfermagem e coordenada pelo Serviço de Psicologia Organizacional e doTrabalho. Objetivo: traçar um diagnóstico organizacional do setor como instrumento gerencial da enfermagem. .Métodos: o estudo foi realizado no segundo semestre de 2010 em um hospital público de média complexidadesituado na região norte do Estado do Paraná. A proposta de diagnostico organizacional foi traçada diante dosseguintes aspectos: visão do trabalhador sobre o seu próprio trabalho; relação do trabalhador com os demaismembros de seu grupo de trabalho; relação do trabalhador com os demais membros/setores/serviços daorganização; relação do trabalhador com suas chefias; propostas de melhorias para os problemas identificados.Para tanto, foram realizadas entrevistas individuais semi-estruturadas com os enfermeiros do pronto-socorro doperíodo diurno. O psicólogo organizacional realizou análise das informações obtidas, com foco na visão dosenfermeiros. Resultados: foram identificadas as falas em comum e agrupadas em categorias. Os principaisproblemas identificados pelos enfermeiros do setor foram: problemas de relacionamento com a equipe médica (faltade clareza acerca das responsabilidades, escalas e horários dos médicos), dificuldades em relação à classificaçãode risco, dificuldades de diálogo com os supervisores e chefia, necessidade de capacitações para o aprimoramentoprofissional e dificuldades em relação ao estabelecimento de uma rotina e um fluxo do setor. Essa análise foitransmitida aos enfermeiros em reunião coletiva, para discussão dos problemas vivenciados e possíveis soluções,bem como apresentada à direção do hospital, coordenação de enfermagem, assessoria administrativa e seção deeducação e pesquisa em enfermagem para a resolução dos problemas encontrados. Conclusão: estratégiasgerenciais de enfermagem, por meio de trabalhos multidisciplinar, forneceram aos serviços envolvidos subsídiospara fundamentar ações necessárias ao hospital, muitas vezes não-manifestas ou que não foram alvos deintervenção por parte da organização.Bibliografia: 1Angerami-Camon VA. Elementos Institucionais básicos para a implantação do serviço de psicologia. In: A psicologia no hospital. São Paulo: Traço, 1988. 2Galloti RMD. Eventos adversos e óbitos hospitalares em serviço de emergência clínicas de um hospital universitário terciário: um olhar para a qualidade da atenção. [dissertação de Mestrado]. São Paulo: Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo; 2003. 148 f.
  • TRABALHO 85 Análise dos custos das internações de diabéticos submetidos à amputação de membros inferiores em hospital público Garcia SD, Rossaneis MA, Haddad MCL, Vanucchi MTO, Gabriel CS. Universidade Estadual de Londrina sidomingues@yahoo.com.brRESUMOIntrodução: O Diabetes Mellitus (DM) é um problema de importância crescente em saúde pública. Sua incidência eprevalência estão aumentando, alcançando proporções epidêmicas(1). O diabético apresenta maior propensão adesenvolver úlceras nas extremidades, especialmente nos pés. A presença de neuropatia diabética predispõe alesões que terão cicatrização mais lenta em decorrência tanto das alterações na vascularização periférica quantodas alterações metabólicas, ambas decorrentes do DM(2).A demora no inicio do tratamento adequado de pédiabético aumenta a ocorrência de complicações e a necessidade de amputações(3). Justificativa: Mediante aosdanos a saúde e a qualidade de vida dos indivíduos submetidos à amputação decorrente do DM e ao impactosocioeconômico aos pacientes e a sociedade, considerou-se relevante avaliar a relação entre amputações demembros inferiores e outras variáveis clínicas de interesse no contexto da atenção ao diabético, como dadossocioeconômicos, tempo de diagnóstico da doença e comorbidades associadas e buscou-se relacionar os custosreferentes às hospitalizações destes pacientes a fim de compará-los com o desembolso do Sistema Único de Saúde(SUS) para analisar as condições de assistência aos portadores de diabetes no SUS. Objetivo: Este estudo temcomo objetivo analisar os custos referentes às internações de diabéticos submetidos à amputação de membrosinferiores em um hospital universitário público, comparando-os com o faturamento repassado pelo Sistema Único deSaúde (SUS) a esta instituição. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva de análise documental queverificou o custo apurado no ano de 2008, decorrente da internação de 21 pacientes diabéticos submetidos àamputação de membros inferiores. Para obtenção dos dados socioeconômicos e dados clínicos, foram analisadosos prontuários destes pacientes utilizando-se de um formulário tipo checklist. Resultados: Dentre os pacientesestudados, 57,14% eram do sexo feminino e 42,86% do masculino, com idades entre 40 a 90 anos. O tempo dediagnóstico variou entre 5 e 25 anos. A média de internações foi de 14 dias por paciente. O custo para o hospital foide R$ 99.455,74; com custo médio por paciente de R$ 4.735,98. O valor total repassado ao hospital pelo SUS foi deR$ 27.740,15, valor 3,6 vezes menor que os custos do hospital. O SUS realiza o repasse de acordo com os valorespré-determinados por sua tabela de procedimento. Conclusão: Os custos crescentes no setor de saúde resultaramna necessidade dos hospitais públicos desenvolverem ferramentas gerenciais e administrativas, a fim de se obterum equilíbrio econômico para a manutenção dos serviços de saúde. Os fatores como o envelhecimento dapopulação e o crescimento na incidência das doenças crônico-degenerativas, como a DM, exigem maioresinvestimento em políticas de saúde que objetivem o alcance de uma melhor qualidade de vida aos portadoresdesses agravos, buscando evitar ou prolongar o aparecimento das complicações decorrentes destas patologias. Aprevenção é a única alternativa para diminuir o percentual de amputação e aumentar a sobrevida dos portadores dediabetes. Faz-se necessário um diagnóstico precoce, além de melhor controle do diabetes mellitus com políticasgovernamentais e institucionais apropriadas. .Sociedade Brasileira de Diabetes. Consenso brasileiro sobre diabetes 2002: diagnóstico e classificação do diabetes mellito e tratamento do diabete mellito tipo 2. Rio de Janeiro: Brasil. Diagrafic; 2003. .Sader HS, Durazzo A. Terapia antimicrobiana nas infecções do pé diabético. J Vasc Br. 2003; 2(1): 61-6.Brasileiro JL, Oliveira WTP, Monteiro LB, Chen J, Pinho EL, Molkenthin S, Santos MA. Pé diabético - aspectosclínicos. J Vasc Br. 2005; 4(1): 11-21.
  • TRABALHO 86 A AVALIAÇÃO DA DOR PEDIÁTRICA PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Cacciari P, Tacla MTGM Hospital Universitário de Londrina Pamella_cacciari@hotmail.comIntrodução: A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada à lesão tissular real oupotencial (1). Também é um componente crítico e no seu aparecimento estão relacionados uma série de fatores alémda patologia de base. Podemos citar aqui os fatores sensoriais, afetivos, comportamentais, cognitivos, sócio-culturais e fisiológicos, entre outros (2). A dor é sempre subjetiva e aprendemos a identificar esta sensação atravésde nossas experiências anteriores (3). Crenças errôneas a respeito do assunto são constantes. Entre as maiscomuns encontramos: a criança sente menos dor que o adulto, a criança se acostuma ou tolera a dor maisfacilmente que o adulto, o uso de opióides pode ser viciante, é muito difícil e toma muito tempo avaliar a dor nacriança (4).Justificativa: A dor foi implantada como 5° sinal vital em 2007 no hospital de estudo. A equipe de enfermagemparticipou de cursos de capacitação para a avaliação da dor. Mesmo após capacidade a equipe apresentouresistência na avaliação, frente a isso percebeu-se a necessidade de verificar a opinião da equipe de enfermagemsobre a avaliação da dor.Objetivo: Analisar a opinião da equipe sobre a avaliação da dor em uma unidade pediátrica de um HospitalUniversitário Público.Método: Trata- se de um estudo descritivo-exploratório, com abordagem metodológica qualitativa, desenvolvido naunidade pediátrica de um Hospital Universitário Publico do Norte do Paraná. Os sujeitos da pesquisa foram oitoauxiliares, dois técnicos e duas residentes de enfermagem da Unidade de Internação Pediátrica dos turnos damanhã e da tarde. Foram excluídos os profissionais de férias ou licença.Resultados: Os resultados foram agrupados nas seguintes categorias: a) Avaliação Sistemática da dor; Pelo choroinsistente, porque criança só manifesta a dor com o choro mesmo. Choro bem forte, irritante, típico de quem nada tábom. (A1.)... porque a gente sabe mais ou menos quando a criança tem dor. Porque é a criança que fica chorosa,que nada está bom, que fica inquieto... tem dor. (T3). b) Intervenções Farmacológicas para o Alivio da Dor;... é dor,pode medicar imediato. Só a dificuldade é se não tem a medicação pra dor, mas se tá prescrito, não tem nenhumacontra indicação pode fazer (A3). Porque eles já estão internados, fora do seu ambiente natural... e se tem medidasfarmacológicas pra evitar a dor, então porque não fazê-la. ( R1). Influencia da Família para o controle da dor: Equando a criança ta com dor às vezes uma mudança de decúbito já ajudaria, mas as mães querem que damosremédios, não entendem. (A5). ...se a criança chora eles já vão olhar se tem mediação de analgesia se necessário ejá fazem, é complicado as mães entenderem isso também, temos que trabalhar isso com elas. (R1).Conclusão: Torna-se necessário que a equipe envolva os cuidadores no processo do cuidado e a capacitação dosprofissionais da saúde para avaliar e tratar a dor contribuindo para uma assistência de qualidade.Bibliografia:1. INTERNATIONAL ASSOCIATION FOR STUDY OF PAIN. IASP pain terminology. Disponível em:<http://www.iasp-pain.org/terms-p.html>. Acesso em 6 out. 2009.2. WONG, D. L. Wong, Fundamentos de enfermagem pediátrica. 7. ed. Mosby Elsevier, Rio de Janeiro, RJ, 2006,1303p.3. ROSSATO, L. M.; ANGELO, M. Utilizando instrumentos para avaliação da percepção de dor em pré-escolaresface a procedimento doloroso. Rev.Esc.Enf.USP. v.33. p.236-19. set. 1999.4- TACLA, M. T. G. M.; HAYASHIDA, M.; LIMA, R. A. G. Registros sobre dor pós-operatória em crianças: umaanálise retrospectiva de hospitais de Londrina, PR, Brasil. Rev. Bras. Enferm, v. 61, n. 3, p. 289-95, mai-jun 2008.
  • TRABALHO 87 QUALIDADE DOS REGISTROS DOS CONTROLES DE ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Tada CN, Maziero VG, Vannuchi MTO, Haddad MCL, Vituri DW,UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINAE-mail para contato: cristiane_tada@hotmail.comINTRODUÇÃO: Os registros são fontes de documentação das ações e atividades exercidas pela equipe deenfermagem tornando-se uma forma de garantir e comprovar a prestação do cuidado e a qualidade da assistênciaprestada por toda a equipe. Legalmente, são considerados como documentos para embasar questões jurídicas,educacionais e de pesquisa, além de servir como uma forma de comunicação entre a equipe, fornecendo subsídiospara as condutas médicas. JUSTIFICATIVA: Acredita-se que a avaliação da qualidade dos registros deenfermagem pode ser utilizada para reforçar o desejo dos profissionais de saúde em melhorar a forma como seregistra o cuidado que está sendo prestado ao indivíduo. OBJETIVO: Analisar a qualidade dos registros doscontroles de enfermagem realizados em uma unidade de internação de adultos de um hospital universitário.MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo e prospectivo de abordagem quantitativa, realizado em um hospitaluniversitário de alta complexidade. Os dados foram coletados a partir do banco de dados do serviço de Assessoriade Controle de Qualidade da Assistência de Enfermagem. A análise da qualidade dos registros se baseou emestudo realizado na mesma instituição que propõe cinco níveis de avaliação do preenchimento: 1- não se aplica, 2-completo, 3- incompleto, 4- não preenchido e 5 - incorreto. Os registros foram considerados satisfatórios aoatingirem níveis de preenchimento igual ou maior a 80%, não ultrapassando 15% para o item incompleto, 5% para onão preenchido e 0% para incorreto. Quando atingem o nível de preenchimento descrito acima, as anotações sãoconsideradas satisfatórias. RESULTADOS: No cômputo geral os registros dos controles de enfermagem foramconsiderados satisfatórios em outubro de 2008 (100% completo) e julho de 2010 (84,91% completo; 11,08%incompleto e 4,01% não preenchido). No ano de 2009 os registros dos controles de enfermagem foram consideradosinsatisfatórios. Nos relatórios dos três períodos estudados, verificaram-se itens completos que mantém os resultadossatisfatórios nos três anos descritos, são: registros de higiene oral, higiene corporal, sinais vitais, evacuaçõescontroladas a cada período, ingestão de alimentos, e se os procedimentos invasivos estão datados; esses sãocontroles de rotinas supervisionados pelo enfermeiro responsável pelo paciente e prescrito pelo mesmo. Os itensconsiderados incompletos em dois ou nos três anos descritos, são relacionados a situações que deverão serobservados durante o plantão e registradas no momento em que acontece como a ocorrência de vômitos, a ingestãode líquidos e o volume de drenos. É de extrema importância o cumprimento da prescrição de enfermagem na rotinade toda a equipe, pois promove assistência de maior qualidade ao paciente institucionalizado. CONSIDERAÇÕESFINAIS: Identificou-se a necessidade de rever a forma como os registros são realizados, com intuito de aperfeiçoaro processo de trabalho desenvolvido pelo Enfermeiro e sua equipe, garantindo a realização de registros fidedignosdos controles de enfermagem de cada paciente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Carrijo AR, Oguisso T.Tragetória das anotações de enfermagem: Um levantamento em periódicos nacionais (1997 a 2005). Rev. bras.Enferm. 2006; 59 (spec): 454-58. Matsuda LM, Carvalho ARS, Évora YDM. Anotações/registros de enfermagem emum hospital escola. Cienc Cuid Saúde. 2007; 6 suppl 2: 337-346. Haddad M do CL. Qualidade da assistência deenfermagem: O processo de avaliação em um hospital universitário público [tese]. Ribeirão Preto: Universidade deSão Paulo – Escola de Enfermagem; 2004. Ochoa-Vigo K, Pace AE, Rossi LA, Hayashida M. Avaliação da qualidadedas anotações de enfermagem embasadas no processo de enfermagem. Rev. Esc. Enferm. USP. 2001; 35(4): 390-8.
  • TRABALHO 88 ANÁLISE DO CONSUMO DE PAPEL TOALHA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Garcia SD, Gil RB, Laus AM, Haddad MCL, Vannuchi MT Universidade Estadual de Londrina sidomingues@yahoo.com.br Introdução: Apesar da importância epidemiológica da higienização das mãos na prevenção das infecçõeshospitalares, a adesão a essa medida tem se constituído um grande desafio para as Comissões de Controle deInfecção Hospitalar que, dentre outros aspectos, envolve os recursos humanos nos estabelecimentos de saúde, seupreparo e sua conscientização(1). Estudos(1) apresentam diferentes motivos para a baixa adesão à higienização dasmãos: falta de motivação, ausência de pias próximas ao paciente e de recursos adequados, reações cutâneas nasmãos, falta de tempo, falta de consciência sobre a importância das mãos na transmissão de microrganismos. Dessaforma, estratégias diferenciadas que envolvem o receptor como construtor de seu próprio conhecimento profissional,conscientiza-o para a mudança de comportamento(1). A lavagem das mãos é, sem dúvida, um tema que pode tornar-se embaraçoso quando abordado diretamente, pois é difícil a um profissional de saúde assumir que falha em umaspecto tão elementar(2) .Os recursos materiais utilizados na lavagem das mãos, como sabão, papel para secagem,outro tipo de anti-séptico podem influenciar de forma positiva ou negativa o ato, e com isso devem ser analisadoscuidadosamente por uma instituição de saúde. Os profissionais de saúde adquirem durante cursos e capacitaçõesconceitos básicos a respeito da lavagem correta das mãos, porém o conhecimento adquirido deve estar atrelado àdisponibilidade de materiais adequados para a lavagem, agindo como incentivador da ação. Justificativa: Trata-sede um tema de extrema importância gerencial para a instituição e necessário discussão para viabilizar alternativasque sensibilizem os usuários. Objetivo: Analisar o consumo e custo do papel toalha bobina associado ao tipointerfolha em uma Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTI) e comparar com o papel toalha interfolha usadoanteriormente. Método: Estudo documental, retrospectivo com abordagem quantitativa, realizado na UTI de umHospital Universitário Público do Norte do Paraná que possui 17 leitos. Analisou-se o relatório informatizado deconsumo e do custo dos dois tipos de papel toalha: em bobina e interfolha utilizados neste setor, no período defevereiro de 2010 a fevereiro de 2011, e comparou-se ao único tipo de papel toalha existente até 2009, o interfolha.Uma bobina corresponde a um fardo, em termos de rendimento. Resultados: No período estudado foramconsumidas 719 bobinas de papel toalha e 885 fardos do papel toalha interfolha. No relatório de 2009, o consumo dopapel toalha interfolha, foi de 3.182 fardos. Desta forma, a associação dos dois tipos de papel (2010-2011)demonstrou redução de consumo de 50,4% do papel interfolha quando comparado a 2009. Em termos financeiros aavaliação foi inversa, pois em 2010 ocorreu um aumento de 181% no preço do papel toalha interfolha. Conclusão:O impacto direto observado foi a diminuição da frequência de reposição do papel toalha bobina por parte da equipede higiene hospitalar; a manutenção da limpeza ao redor das pias e piso, promovendo ambiente limpo e agradável, ea satisfação do usuário, visto a ausência de notificação de queixa técnica do produto para a Seção de ParecerTécnico. Espera-se que isto possa estimular ainda mais a lavagem das mãos.Referências:1- Neves ZCP, Tipple AFV, Souza ACS, Pereira MS, Melo DS, Ferreira LR Higienização das mãos: o impacto deestratégias de incentivo a adesão entre profissionais de saúde de uma unidade de terapia intensiva neonatal.RevLatino-am Enfermagem 2006 julho-agosto; 14(4)www.eerp.usp.br/rlae 2- Mendonça AP, Fernandes MSC,Rosa JM, Silveira WCR, Souza ACS Lavagem das mãos:adesão dosprofissionais de saúde em uma unidade de terapia intensiva neonatal Acta Scientiarum. Health Sciences Maringá, v.25, no. 2, p. 147-153, 2003
  • TRABALHO 89 SUPERVISÃO EM ENFERMAGEM: UMA ABORDAGEM DA TRADICIONAL À SOCIALCorreia VS, Servo, MLS.UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANAvalesca.correia@gmail.comA prática da supervisão em enfermagem vem sofrendo alterações em virtude das transformações ocorridas noscenários onde se concretizam as ações de saúde em virtude das mudanças nos contextos sociais, econômicos epolítico, assim como da institucionalização das políticas públicas de saúde vigentes. Neste sentido, a abordagem dasupervisão atribuída pela enfermeira nas instituições de saúde influenciará na qualidade da assistência do paciente,pois a supervisão poderá ser utilizada como um instrumento de gestão da qualidade da atenção ou como uminstrumento coercitivo para fiscalizar, punir ou criticar de forma negativa os trabalhadores de saúde. O presenteestudo tem como objetivo compreender a representação social da supervisão em enfermagem na estratégia desaúde da família. Trata-se de um estudo de caso descritivo, de abordagem qualitativa, fundamentado na Teoria daRepresentação Social de Serge Moscovici e no referencial teórico da supervisão social. Os sujeitos deste estudoforam cinco enfermeiras em pleno exercício profissional nas unidades de saúde da família do município deConceição do Jacuípe - BA. A técnica utilizada na coleta de dados foi a entrevista semi-estruturada e o grupo focal.O método utilizado para a análise dos dados foi a análise de conteúdo de Bardin. Os resultados encontradosrevelaram que a representação da supervisão sob a ótica das enfermeiras é ambígua e contraditória na medida emque está ancorada nas concepções da supervisão tradicional, pois esta prática é influenciada pelo modelobiomédico, pela desvalorização do conhecimento científico relativo ao processo saúde-doença na rede de atençãobásica e pela submissão da enfermeira aos demais setores da estrutura organizacional ao mesmo tempo em quesinaliza a possibilidade do desenvolvimento da supervisão social na equipe de saúde da família quando secompreende a importância do trabalho em equipe, do planejamento estratégico em saúde, do uso das tecnologiasleves, leve-duras e duras, da criação do vínculo com o usuário através das visitas domiciliares, da valorização dotrabalho do agente comunitário de saúde, dentre outros fatores existentes no processo de trabalho em saúde naestratégia saúde da família. Conclui-se que as representações das enfermeiras inseridas nas equipes de saúde dafamília têm relação com a gênese da profissionalização da enfermagem fazendo-se necessário umredimensionamento de visão rumo à criação de espaços de escuta dos desejos da comunidade, da participação damesma na organização dos serviços de saúde, da efetivação de relações horizontais de poder entre os setores quecompõem a rede de atenção a saúde, da busca pela resolutividade das necessidades de saúde dos usuários evalorização da capacidade criativa dos trabalhadores de saúde condizentes com a abordagem da supervisão social.Palavras-chave: supervisão; representação social; saúde da família.BIBLIOGRAFIA:GUARESCHI P.; JOVCHELOVITCH S. (Orgs.) Textos em Representações Sociais. 2. ed. Petrópolis, Rio deJaneiro: 1995.SERVO, M. L. S. Supervisão em enfermagem o (re) velado de uma práxis. Feira de Santana – BA. UniversidadeEstadual de Feira de Santana. 2001b. 246p.SILVA, E. M. A supervisão do trabalho de enfermagem em saúde pública no nível local. 1997. 308p. Tese(Doutorado em Enfermagem). USP. São Paulo-SP.
  • TRABALHO 90 METAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA DO PACIENTE: SENSIBILIZAR PARA MUDAR Garcia, SD, Tada, CN, Vituri DW, Haddad MCL, Silva, LG Universidade Estadual de Londrina sidomingues@yahoo.com.brIntrodução: Com o movimento global sobre segurança na área da saúde, pesquisadores tem chamado a atençãosobre como fazer essa abordagem para a equipe de saúde como estratégia de melhorar a segurança dos ambientese pacientes(1). A Organização Mundial da Saúde, Organização Pan Americana de Saúde e Rede Brasileira deEnfermagem e Segurança do Paciente(2) têm divulgado amplamente as seis metas internacionais de segurança quesão: identificar os pacientes corretamente; melhorar a eficácia da comunicação; melhorar a segurança paramedicamentos de alto risco; eliminar cirurgias/procedimentos errados no paciente errado e na parte errada; reduzir orisco de infecções hospitalares e reduzir o risco de lesões resultante de quedas. Justificativa: Trata-se de umassunto de extrema relevância para a enfermagem na busca de aprimorar a qualidade da assistência prestada.Objetivo: Descrever a implantação das Seis Metas Internacionais de Segurança do paciente no processo detrabalho da equipe de enfermagem. Método: Trata-se de um estudo descritivo realizado em um hospitaluniversitário público localizado no norte do Paraná, que é referência para o Sistema Único de Saúde. A coleta dedados foi realizada na segunda quinzena de fevereiro e primeira quinzena de março, mantendo-se até os dias atuaisdevido o trabalho ser contínuo na instituição. Resultados: O trabalho se divide em três fases: Primeira fase:Sensibilização para as metas com todas as equipes de enfermagem por meio de reuniões setoriais em cada turnode trabalho, abrindo discussões com o tema, distribuição de folderes educativos e divulgação do projeto pelosistema informatizado; Segunda fase: Aprofundamento do tema com discussões entre as equipes de enfermagemdos diversos setores de assistência sobre as estratégias para viabilização de cada meta, bem como, dasnecessidades de reestruturação dos processos de trabalho; Terceira fase: implementação das propostas de cadameta aliado a atividades de educação permanente e continuada, em parceria com os enfermeiros supervisores dossetores. A partir da viabilização da primeira fase do projeto, percebeu-se que o assunto despertou grande interesseem toda a equipe de enfermagem, que reafirmou a preponderância do cuidado seguro durante o seu trabalho.Consideraram essencial a discussão em equipe para que o crescimento seja proporcionado a todos. Aspeculiaridades de cada unidade foram importantes para estruturar a fase de implantação, pois a dinâmica dotrabalho é diferenciada, e a metodologia de ensino utilizada necessita ser direcionada a cada setor para alcançarmaior êxito. Conclusão: Considera-se que é necessário trabalhar com as metas internacionais de segurança deforma inovadora e criativa, para alcançar a participação de toda a equipe. O comprometimento dos enfermeirossupervisores com o tema é essencial para que o mesmo consiga ser introduzido ao processo de trabalho de formaefetiva. A valorização do assunto com o envolvimento da Diretoria de Enfermagem foi fundamental pois, aformalização do projeto como diretriz do Planejamento Estratégico para 2011 estimulou a participação dos setoresno seu desenvolvimento. Trata-se de uma iniciativa de caráter contínuo e permanente, que tem como escopo ainstituição de uma cultura de segurança com vista à transformação do processo de trabalho.Bibliografia:1-Compreendendo a segurança do paciente/Robert M. Watcher; tradução: Laura Souza Berquó-Porto Alegre:Artmed, 2010 2-REBRAENSP- Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Pacientehttp://rebraensp.blogspot.com/2010/04/rebraensp-e-sindhosp.html
  • TRABALHO 91 EDUCAÇAO CONTINUADA: ESTRATÉGIA PARA A CAPACITAÇAO DE RECEM ADMITIDOS EM UM HOSPITAL PUBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADETenani, MNF, Borsato FG, Sardinha, DSS, Haddad, MCL, Vannuchi, MTOHospital Dr Anisio Figueiredo / Universidade Estadual de LondrinaEmail: mari.tenani@sercomtel.com.brIntrodução: a educação continuada constitui uma forma de assegurar a competência da equipe de enfermagem.Sua atuação é definida como um processo permanente de educação dos profissionais de enfermagem,complementando a formação básica, objetivando atualização e melhor capacitação de pessoas e grupos, frente àsmudanças técnico científicas. Prepara o profissional para as mudanças desejadas pela instituição e também para asrequeridas pela sociedade, desenvolvendo-o como pessoa e como profissional. Esta qualificação pode ser adquiridapela sistematização do aprendizado nos serviço de enfermagem(1-3). Justificativa: para atender ao novo contexto deum hospital público de média complexidade, que devido à ampliação de 50% dos seus leitos foi estabelecido umaestratégia de capacitação dos 168 trabalhadores de enfermagem que foram contratados coletivamente. Objetivo:descrever a estratégia de capacitação empregada em um processo de contratação em grande escala. Método: oestudo foi realizado no segundo semestre de 2010 em um hospital público de média complexidade situado na regiãonorte do Estado do Parana. Resultados: o programa foi determinado de forma a diminuir o tempo de treinamento epossibilitar a participação dos enfermeiros, como multiplicadores dos temas abordados e foi dividido em duas fases.A primeira destinou-se a atualização das técnicas básicas, denominado de Como eu Faço, com a participação dosenfermeiros que, depois de capacitados, repassavam o conhecimento, por meio de acompanhamento direto dastécnicas, utilizando-se de painéis para a teorização, disponibilizados, de acordo com os temas, nas unidades. Estametodologia objetivou promover atividades no ambiente de trabalho para que o profissional adquirisse suacompetência, visando o cumprimento de suas responsabilidades e uma maior qualidade de assistência prestada aopaciente. As capacitações ocorreram semanalmente, todas no horário de serviço. No período de três meses foramrealizados dez temas de capacitação, divididos em oito encontros, distribuídos nos quatro turnos de trabalho.Conclusão: Observou-se que a estratégia de abordar primeiramente os enfermeiros e inseri-los comomultiplicadores, atingiu um número significativo de trabalhadores. Assim, verificou-se que as estratégias utilizadasno processo educativo são diversas, podendo ser realizadas pelo próprio profissional do setor, centralizar naeducação continuada ou realizar-se com a utilização de ambos os processos, pois o que se almeja é buscar umdesenvolvimento amplo das atividades exercidas pelos trabalhadores de enfermagem, de forma que atinjam nãosomente a técnica, mas que possam prestar um cuidado mais humanizado e uma melhor qualidade da assistênciaintegral.Bibliografia:Davim RMB, Torres GV, Santos SR. Educação continuada em enfermagem: conhecimentos, atividades e barreirasencontradas em uma maternidade escola. Rev Latino-am enfermagem. 1999 dez; 7 (5): 43-49.Peres AM, Ciampone MHT. Gerência e competências gerais do enfermeiro. Texto contexto – enferm. 2006 jul./set.15(3): 492-9.Thofehrn MB, Muniz RM, Silva RR. Educaçao continuada em enfermagem no hospital-escola: um diagnóstico. VerBrás enferm. 2000 out./dez.; 53 (4): 524-32.
  • TRABALHO 92A UTILIZAÇÃO DE TECNOLOGIAS EM SAÚDE: A ENFERMAGEM NO CUIDADO AO PACIENTE CRÍTICO NAS TERAPIAS INTRAVENOSAS. Moreira AP, Escudeiro CL Universidade Federal Fluminense, Hospital Universitário Antônio Pedro e Laboratórios BBRAUN S/A. E - mail: moreira.ana78@gmail.comA história da terapia intravenosa (TIV) deu início no século XV quando a primeira aplicação de TIV foi documentadae os equipamentos destinados a esse fim se resumiam a bexigas e penas. No século XVII, Cristopher Wrenintroduziu ópio na rede venosa de um cão através de uma pena de ave, ocasionando repercussão imediata. Desdeentão, a tecnologia e a pesquisa possibilitaram o desenvolvimento de produtos e equipamentos específicos para aadministração parenteral de soluções e de fármacos1-2. Hoje, no século XXI, dispomos de uma série de novastecnologias e a TIV é considerada mundialmente como um importante recurso terapêutico, sendo indicado para amaioria dos pacientes hospitalizados, representando por vezes uma condição básica no seu tratamento3, e por setratar de uma prática comum no cotidiano dos profissionais de Enfermagem, abordaremos apenas as TIVs centrais econtínuas. No Brasil, dispomos de 2556 empresas de produtos para a saúde que podem contribuir para a qualidadee segurança dos profissionais, pacientes e processos dentro das Unidades de Saúde4. Portanto, hoje temos atecnologia e inovação ao nosso favor disponibilizando no mercado uma gama de produtos que irá contribuir para umcuidado de Enfermagem eficiente e seguro durante as TIVs. O estudo se justifica, pois permitirá ao profissional deEnfermagem estabelecer prioridades durante sua prática, minimizar desperdícios com redução de custos, evitar aocorrência do (re)trabalho e principalmente fortalecer a qualidade assistencial como uma premissa e não como umaconseqüência do trabalho. Para esse estudo foram traçados os seguintes objetivos: identificar as tecnologias emsaúde disponíveis para uso durante a TIV central contínua no Centro de Terapia Intensiva (CTI), verificar a utilizaçãodessas tecnologias pela equipe de enfermagem no cuidado às TIVs centrais contínuas instaladas nos pacientesinternados no CTI e discutir as facilidades e dificuldades no uso das tecnologias durante a TIV central contínua.Trata-se de nota prévia de dissertação do Mestrado Profissional Enfermagem Assistencial da Escola deEnfermagem Aurora de Afonso Costa/UFF. Estudo qualitativo, do tipo descritivo que será desenvolvido em um CTIde um Hospital Universitário de grande porte situado no estado do Rio de Janeiro, tendo a equipe de enfermagemque atua no cuidado ao paciente crítico em uso de TVI central contínua como sujeitos. Utilizar-se-á a entrevistasemi-estruturada e a observação participante como técnicas de coleta de dados. A observação ocorrerá a partir deum roteiro observacional, em turnos distintos devido o regime de plantão 12 x 60 (diurno e noturno), através devisitas realizadas ao setor, com o objetivo de registrar como a equipe de enfermagem faz uso das tecnologiasdurante as TIVs centrais e contínuas. O tratamento dos dados obtidos será realizado a partir da análise de conteúdocategorial-temática. O estudo foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da UFF, sob o n° CAAE:0250.0.000.258-10. Espera-se que os resultados obtidos contribuam para que a Enfermagem vislumbre um melhorgerenciamento das tecnologias em saúde disponíveis durante o cuidado às TIVs.Descritores: tecnologia de produtos; serviços de saúde; enfermagemReferências:1. Banton, J, Brady, C, O‟Kelley, S. D. Terapia Intravenosa. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.2. Martins, M. J, Pecinalli, N. R, Sixel, P. J. Cálculos de Gotejamento: validade das fórmulas e comparação deequipos. R. Enferm UERJ. 2003. 11: 133-8.3. Dopico Silva, L, Oliveira Tinoco, F. Recomendações para o uso de solução salina 0,9% em cateteres venososperiféricos. Enfermeríe Global. 2007. 11, pág 1 - 9.4. Barbano, D. Safety Symposium Qualidade do cuidado: segurança do paciente. Políticas de Segurança em Saúde.Visão da ANVISA; 2010; Mai 21; São Paulo, São Paulo.
  • TRABALHO 93 O EMPREENDEDORISMO NA ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Moreira AP, Escudeiro CL, Giorgio D, Silvino ZR.Universidade Federal Fluminense, Hospital Universitário Antônio Pedro e Laboratórios BBRAUN S/A. E - mail:moreira.ana78@gmail.comA visibilidade da Enfermagem perpassa o aprofundando de seus conhecimentos científicos, tecnológicos ehumanísticos voltados para o cuidado do ser humano. Atualmente a enfermeira possui inúmeras possibilidades detrilhar a vida profissional desempenhando diferentes atividades; dentre as quais destaca-se a atuação de formaautônoma e empreendedora no campo da gestão da saúde2. Recentemente a atividade de Consultoria Técnica (CT)nas empresas fornecedoras de produtos médico-hospitalares, que engloba o conhecimento específico deenfermagem associando-o a utilização de novas tecnologias voltadas para a prática assistencial, vem se ampliandoconsideravelmente. Neste estudo procura-se oferecer subsídios para que as enfermeiras compreendam melhor aprofissão e o potencial empreendedor no campo de gestão em serviços de saúde dentro do mercado inovador ecompetitivo da área. O objetivo do estudo é descrever e discutir as conquistas e os desafios encontrados pelaenfermeira na busca da visibilidade de sua profissão e, sobretudo, do reconhecimento da Enfermagem como umaprofissão empreendedora. Trata-se de relato de experiência de duas enfermeiras formadas há mais de 10 anos queatuam na área assistencial e empresas multinacionais de produtos médico-hospitalares. A enfermeira que atuacomo CT de produtos em empresas multinacionais, possui uma flexibilidade de horários para o desempenho desuas atividades; e a remuneração, principalmente em empresas multinacionais, proporcionam salários mais atrativosalém de outros benefícios que indiretamente aumentam a remuneração final. Como o profissional encontra-seinserido em um cenário mercadológico altamente competitivo, é fundamental que este desenvolva habilidadesreferentes à negociação comercial, o que está intimamente relacionada às questões técnicas e de qualidade doproduto a ser negociado. O relacionamento interpessoal com profissionais em diferentes áreas e instituições é umponto fundamental para a enfermeira CT, que por vezes não encontra boa receptividade de outros profissionais.Ainda há resistência dos profissionais/usuários à inovação, às questões que possam lhes trazer inquietação dentroda zona de conforto que se encontram, causando obstáculos no desenvolvimento das atividades da enfermeira CT.Ao trabalharmos produtos inovadores para o mercado da saúde, o foco principal para o profissional que não o utilizaem seu dia-a-dia será o custo, deixando de lado características como a otimização do tempo de trabalho de umaequipe, queda nos índices de infecção, aumento dos indicadores de qualidade, (re) trabalho das equipes, entreoutros. Por isso, não basta que o produto seja bom apenas aos que trabalham diretamente com o usuário final(paciente), mas deve também ser economicamente viável. A enfermeira CT possui dificuldade em ministrartreinamentos devido à baixa adesão dos profissionais pelos mais variados motivos: déficit de recursos humanos naescala de serviço, ocasionando sobrecarga de trabalho, desvalorização do assunto abordado, descrença de que sepossa agregar algum conhecimento relevante ou simplesmente por desinteresse pessoal. O campo de ConsultoriaTécnica para as enfermeiras é promissor exigindo dedicação, conhecimento técnico-científico e divulgação de suasatividades e contribuições para o campo de conhecimento da profissão; entretanto percebe-se o déficit depublicações e divulgação acerca da visibilidade da enfermagem e de suas facetas empreendedoras.Descritores: enfermagem; tecnologia de produtos; empreendedorismoBibliografia: 1Gentil RC. O enfermeiro não faz marketing pessoal: a história explica por quê? Rev Bras Enferm, Brasília 2009 nov-dez; 62(6): 916-8. 2Erdmann AL, Fernandes JV, Melo C, Carvalho BR, Menezes Q, Freitas R, Emarinony E, Backes MT. A visibilidade da profissão de enfermeiro: reconhecendo conquistas e lacunas. Rev Bras Enferm, Brasília 2009 jul-ago; 62(4): 637-43.
  • TRABALHO 94 O EMPREENDEDORISMO NA ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Moreira AP, Escudeiro CL, Giorgio D, Silvino ZR.Universidade Federal Fluminense, Hospital Universitário Antônio Pedro e Laboratórios BBRAUN S/A. E - mail:moreira.ana78@gmail.comA visibilidade da Enfermagem perpassa o aprofundado de seus conhecimentos científicos, tecnológicos ehumanísticos voltados para o cuidado do ser humano1. Atualmente a enfermeira possui inúmeras possibilidades detrilhar a vida profissional desempenhando diferentes atividades; dentre as quais destaca-se a atuação de formaautônoma e empreendedora no campo da gestão da saúde2. Recentemente a atividade de Consultoria Técnica (CT)nas empresas fornecedoras de produtos médico-hospitalares, que engloba o conhecimento específico deenfermagem associando-o a utilização de novas tecnologias voltadas para a prática assistencial, vem se ampliandoconsideravelmente. Neste estudo procura-se oferecer subsídios para que as enfermeiras compreendam melhor aprofissão e o potencial empreendedor no campo de gestão em serviços de saúde dentro do mercado inovador ecompetitivo da área. O objetivo do estudo é descrever e discutir as conquistas e os desafios encontrados pelaenfermeira na busca da visibilidade de sua profissão e, sobretudo, do reconhecimento da Enfermagem como umaprofissão empreendedora. Trata-se de relato de experiência de duas enfermeiras formadas há mais de 10 anos queatuam na área assistencial e empresas multinacionais de produtos médico-hospitalares. A enfermeira que atuacomo CT de produtos em empresas multinacionais, possui uma flexibilidade de horários para o desempenho desuas atividades; e a remuneração, principalmente em empresas multinacionais, proporcionam salários mais atrativosalém de outros benefícios que indiretamente aumentam a remuneração final. Como o profissional encontra-seinserido em um cenário mercadológico altamente competitivo, é fundamental que este desenvolva habilidadesreferentes à negociação comercial, o que está intimamente relacionada às questões técnicas e de qualidade doproduto a ser negociado. O relacionamento interpessoal com profissionais em diferentes áreas e instituições é umponto fundamental para a enfermeira CT, que por vezes não encontra boa receptividade de outros profissionais.Ainda há resistência dos profissionais/usuários à inovação, às questões que possam lhes trazer inquietação dentroda zona de conforto que se encontram, causando obstáculos no desenvolvimento das atividades da enfermeira CT.Ao trabalharmos produtos inovadores para o mercado da saúde, o foco principal para o profissional que não o utilizaem seu dia-a-dia será o custo, deixando de lado características como a otimização do tempo de trabalho de umaequipe, queda nos índices de infecção, aumento dos indicadores de qualidade, (re) trabalho das equipes, entreoutros. Por isso, não basta que o produto seja bom apenas aos que trabalham diretamente com o usuário final(paciente), mas deve também ser economicamente viável. A enfermeira CT possui dificuldade em ministrartreinamentos devido à baixa adesão dos profissionais pelos mais variados motivos: déficit de recursos humanos naescala de serviço, ocasionando sobrecarga de trabalho, desvalorização do assunto abordado, descrença de que sepossa agregar algum conhecimento relevante ou simplesmente por desinteresse pessoal. O campo de ConsultoriaTécnica para as enfermeiras é promissor exigindo dedicação, conhecimento técnico-científico e divulgação de suasatividades e contribuições para o campo de conhecimento da profissão; entretanto percebe-se o déficit depublicações e divulgação acerca da visibilidade da enfermagem e de suas facetas empreendedoras.Bibliografia: 1Gentil RC. O enfermeiro não faz marketing pessoal: a história explica por quê? Rev Bras Enferm, Brasília 2009 nov-dez; 62(6): 916-8. 2Erdmann AL, Fernandes JV, Melo C, Carvalho BR, Menezes Q, Freitas R, Emarinony E, Backes MT. A visibilidade da profissão de enfermeiro: reconhecendo conquistas e lacunas. Rev Bras Enferm, Brasília 2009 jul-ago; 62(4): 637-43.
  • TRABALHO 95 PERFIL DAS OCORRÊNCIAS DE QUEDAS ENVOLVENDO PACIENTES SEGUNDO NOTIFICAÇÕES DE EVENTOS INDESEJÁVEIS EM HOSPITAL PÚBLICO UNIVERSITÁRIO.Rodrigues CRC, Ferreira CS, Sousa KAS.Hospital Risoleta Tolentino Nevescamila.rodrigues@hrtn.fundep.ufmg.brcristiane.ferreira@hrtn.fundep.ufmg.brkelen.sousa@hrtn.fundep.ufmg.brIntrodução : Os indicadores de qualidade e a monitorização de eventos indesejáveis relacionados à assistência deenfermagem são ferramentas essenciais ao gerenciamento do cuidado e à prevenção de erros no ambientehospitalar. A ocorrência de quedas é um indicador da assistência e sua prevenção favorece a melhoria do cuidadoprestado contribuindo para a garantia de uma assistência de enfermagem livre de imprudência, imperícia ounegligência. Justificativa :Os incidentes envolvendo quedas dos pacientes são motivos de preocupação para osprofissionais e gestores da saúde uma vez que podem acarretar em um maior tempo de internação, maior custo dotratamento, causar prejuízos à saúde e gerar um descrédito em relação à qualidade dos serviços prestados.Objetivo :Delinear o perfil das quedas sofridas pelos pacientes durante a internação em um hospital públicouniversitário. Metodologia :Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo para o qual foram coletados dados apartir de 113 notificações de eventos indesejáveis relacionadas a quedas recebidas pelo Núcleo de Gestão daQualidade, no período de março de 2010 à fevereiro de 2011. Os dados foram categorizados de acordo com a faixaetária, gênero, turno de trabalho, tipo de queda, tempo de internação (dias) até a ocorrência da queda, unidade deinternação e desfecho da queda. Foi realizado o processamento dos dados e análise estatística pelo programaSPSS 15.0 for windows. Resultados :Os dados obtidos mostraram que a maior freqüência de quedas foi verificadana faixa etária com mais de 60 anos (46,15%), no gênero masculino (76,92%), no turno de trabalho noturno(61,53%), no tempo de internação e a ocorrência da queda de até 5 dias (69,23%). Verificou-se que foram maisprevalentes as quedas na unidade de pronto socorro (55,70%), como maior desfecho da queda pacientes nãoafetados (70.19%) e sendo a queda da maca (48,07%) de maior incidência. Conclusão :O trabalho descreve ascaracterísticas das ocorrências de quedas em um hospital universitário e evidencia a importância de se elaborar umprotocolo de gestão de riscos relacionados à prevenção de quedas como forma de favorecer a segurança dopaciente e contribuir para a qualidade da assistência hospitalar.Palavras chaves: Acidentes por quedas; enfermagem; gerenciamento de risco.BibliografiaRocha FLR, Marziale, MHP. Percepções dos enfermeiros quanto as quedas dos pacientes hospitalizados. Rev. Gaúcha deEnfermagem, Porto Alegre, v 19, n.2. Jul.1998.Paiva MCMS et al. Caracterização das quedas de pacientes segundo notificação em boletins de eventos adversos. Rev. Escolade enfermagem da USP, São Paulo, v.44, n 1, 2010.Diccini S, Pinho PG, Silva FO. Avaliação de risco e incidência de queda em pacientes neurocirúrgicos. Rev. Latino-americana deenfermagem, v 16, n 4, 2008.Marin, HF, Bourie P, Safran C. Desenvolvimento de um sistema de alerta para prevenção de quedas em pacienteshospitalizados. Rev.latino-americana de enfermagem, Ribeirão Preto, v. 8, n. 3, 2000.Joke Coussement, MSN et al. Interventions for preventing falls in acute-and chronic-care hospitals: a systematic review andmeta-analysis. Journal American Geriatrics Society, v 56, 2008.
  • TRABALHO 96 ResumoIMPLANTAÇÃO DO PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE EXTUBAÇÃO: PROPOSTA DE INTERVENÇÕES PARAA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL E FAMÍLIA. Instituição: Hospital Santa Catarina/ SPE-mail: simone-isidoro@ig.com.brAutores: Sasaki MLVS, Prado SI.INTRODUÇÃO: O interesse em realizar este trabalho vem de encontro com o refinamento das ações e resultadosinstitucionais, visando a correlação entre a extubação acidental e a aplicabilidade de cuidados relacionado ao Rnem ventilação mecânica, sendo caracterizada como um evento adverso do cuidado. OBJETIVO: Realizar práticassegura no cuidado de enfermagem na unidade de terapia intensiva neonatal prevenindo a incidência de extubaçãoacidental, após a implantação de um guia preventivo da extubação. MATERIAL E MÉTODO: Estudo observacionalretrospectivo, de intervenção prospectiva, realizado em uma Unidade de Terapia Neonatal de um hospital geral degrande porte, privado, da cidade de São Paulo. . A população em estudo será composta pelos RNs internados naUnidade de Terapia Intensiva Neonatal do hospital, que utilizavam o dispositivo ventilatório. DESENVOLVIMENTO:O instrumento utilizado será dividido em duas partes: a primeira relacionada à intubação e a segunda relacionada aextubação acidental. As variáveis consideradas serão: idade gestacional, sexo, data de intubação e tipo dedispositivo ventilatório. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O cuidado de enfermagem deve gerar segurança ao paciente esua família deve sentir confiança na equipe multiprofissional, que precisa ser efetiva para contribuir com a evoluçãodo paciente, prevenindo suas complicações, reduzindo o tempo de estada na Unidade de Terapia Intensiva e comisso o custo pessoal e familiar de uma internação.Palavra chave:ventilação mecânica, extubação acidental, enfermagem.e-mail: simone_isidoro@ig.com.br
  • TRABALHO 97 ResumoUM RELATO DE EXPERIÊNCIA: INOVANDO O CUIDADOInstituição; Hospital Santa Catarina/ SPe-mail: simone-isidoro@ig.com.brAutores: Sasaki MLVS, Prado SI, Giancoli M, Bim APA,INTRODUÇÃO: O interesse em realizar este trabalho, vem de encontro com as inquietações constante que surgenas unidades de terapia intensiva neonatal, relacionada a segurança do paciente durante a hospitalização e aspráticas seguranças implementadas. Visto esta realidade apresentada, partiu-se a consciência de modificar a culturapunitiva à preventiva para educá-lo em práticas assistenciais seguras. OBJETIVO: Realizar práticas segura nocuidado de enfermagem na unidade de terapia intensiva neonatal com a construção de um check list “INOVAR”.MATERIAL E MÉTODO: Este realizado de natureza descritiva, exploratória, com abordagem quantitativa, realizadona Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de um hospital geral de grande porte, privado, da cidade de São Paulo.Sendo assim foi criado um impresso de checagem à beira leito utilizando a palavra INOVAR, onde I refere-se aidentificação do paciente, N para nutrição, O para ordem nas estativas, V para ventilação mecânica, A para acessovenoso e R para risco de queda.. RESULTADOS: O impresso facilitou a memorização da equipe de enfermagemsobre os cuidados e dispositivos durante a visita à beira leito, além de enfatizar que a avaliação constante da clinicae da segurança do recém nascido, deve estar embutido no processo de cuidar, desde a internação até a alta.CONSIDERAÇÕES FINAIS: A visita diária aos pacientes internados pela equipe de saúde faz parte das boaspráticas e pode identificar prevenir e intervir na assistência adequada e segura ao paciente. Sabe-se que estaprática à beira leito auxilia na informação subsidiando o planejamento dos cuidados ao paciente de forma objetiva esistematizada, evidenciando de forma metodológica à tomada de decisões na eficácia dos cuidados com o paciente,facilitando o processo de educação, elaboração de protocolos, treinamento e integração da equipe de enfermagem.Palavra chave: protocolos, segurança do paciente, fast hugE-mail: simone_isidoro@ig.com.br
  • TRABALHO 98 PROPOSTA DA APLICABILIDADE DO MODELO CALGARY DURANTE A HOSPITALIZAÇÃO DO RECÉM- NASCIDO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL E PEDIÁTRICA Intituição: Hospital Santa Catarina/ SPe-mail: simone-isidoro@ig.com.br Autores: Prado SI, Sasaki MLVS, Fraga C, Giancoli M.INTRODUÇÃO: Atualmente os enfermeiros têm buscado constantemente a melhoria na assistência de enfermagem,porém para aplicabilidade deste processo torna-se necessário a utilização de instrumentos teóricos para inserir noprocesso de cuidar, não somente o paciente mais também à família, na busca de descentralizar o cuidar. Ogenograma e o ecomapa têm se mostrado como valiosos instrumentos para a compreensão de processosfamiliares. OBJETIVO: Compreender através do Modelo Calgary as experiências e as necessidades das famíliasdurante a hospitalização na unidade de terapia intensiva neonatal e pediátrica. MATERIAL E MÉTODO: Este estudoserá de natureza descritiva, exploratória, com abordagem qualitativa, realizado na Unidade de Terapia IntensivaNeonatal de um hospital geral de grande porte, privado, da cidade de São Paulo. DESENVOLVIMENTO:Realizaremos reuniões com os pais em sala privativa da respectiva unidade infantil. A técnica utilizada será aobservação direta, através da observação da pesquisa de campo e construção do genograma e ecomapa.CONCLUSÃO: A aplicabilidade de instrumentos de intervenções em famílias, tem sido inserida e utilizada comoestratégia de subsidiar o enfermeiro na abordagem e compreensão dos processos familiares e intervenções aoscuidadores. A proposta de inserir o modelo calgary nas reuniões de pais das respectivas unidades citadas estáembasada na necessidade de conscientizar os enfermeiros a identificarem e obter a percepção da família comounidade de cuidado no processo saúde-doença durante a hospitalização e lidar com a vulnerabilidade da família.Palavras chaves: Modelo Calgary, unidade de terapia intensiva infantil, famílias, grupo de pais, enfermagem.
  • TRABALHO 99 CONHECIMENTO DO ENFERMEIRO EM RELAÇÃO À COMPLICAÇÕES DO PICC EM NEONATOSInstituição: Hospital Santa Catarina/ SP. Autores: Couto AV, Sasaki MLVS, Prado SI.Introdução:A utilização do PICC nos neonatos tem sido aplicado ao longo da terapia intravenosa como estratégiade minimizar os estímulos dolorosos ocorrem durante o processo de hospitalização do neonato na Terapia IntensivaNeonatal. A necessidade de obter conhecimento em identificar as complicações desta terapia tem sido discutida aolongo dos anos. Justificativa: A busca de desvendar o papel dos enfermeiros na inserção, manipulação emanutenção do cateter central de inserção periférica a durante a hospitalização do neonato na Unidade de TerapiaIntensiva Neonatal. Objetivo: Verificar a capacitação dos enfermeiros em identificar as complicações relacionadasao cateter central de inserção periférica e suas ações para promover a qualidade da assistência aplicada aoneonatal na terapia intravenosa. Método: Estudo descrito exploratório com análise quantitativa dos dados sendoexpresso o resultado em números por meio de análises e estatísticas, realizado em uma instituição de grande portedo Estado do São Paulo. Desenvolvimento: Será aplicado um questionário com perguntas estruturadas sobre oconhecimento dos enfermeiros em gerenciar as complicações relacionadas ao cateter central de inserção periféricano neonato durante a hospitalização na terapia intensiva neonatal. Conclusão: A necessidade verificar e identificar acapacitação dos enfermeiros no cuidado ao cateter central de inserção em neonatal tem sido evidenciado comounidade singular de melhorias a terapia, uma vez que as complicações desta terapia quando não são gerenciadas emonitorada de formas efetivas pode desncadear déficit da segurança do paciente ao longo desta terapia o queconsequentemente promovera o prolongamento da internação na respectiva unidade.Palavras chaves: eventos adversos, terapia intensiva neonatal; cateterismo periférico.Bibliografia Lourenço SA, Kakehashi TY. Assistência de enfermagem pré e pós – inserção imediata do cateter venoso central de inserção periférica em pacientes neonatal. Nursing 2003; 63: 24. Phillips LD. Manual de terapia intravenosa. 2ª ed. Porto Alegre(RS): Artmed; 2001Centers for Diesase Control and Prevention. Departament of Health and Human Services. Intravascular device -related infections preventions; guideline availability: notice. Atlanta (GO): CDC; 2004.JESUS, V.C. et al. Complicações acerca do cateter venoso central de inserção periférica (PICC). In: SECOLI, S.R.Ciência Cuidado e Saúde, abr-jun , v.6, n°2 p. 252-260 , 2007. D‟ ELIA, C. et al. Fístula broncovascular – complicação de cateter venoso central percutâneo em neonato. In: CORRÊA, M.S.; OLIVEIRA, S.D.; BARBOSA, N.M.M. Jornal de Pediatria. Sociedade Brasileira de Pediatria, v.78 , n°4 , p.347-350 , 2002.
  • TRABALHO 100A UTILIZAÇÃO DO CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA NAS UNIDADES PEDIÁTRICAS: COMO REDUZIR OS EVENTOS ADVERSOS NA PRÁTICA ASSISTENCIAL Instituição: Hospital Santa Catarina/ SP.e-mail: simone_isidoro@ig.com.br Autores: Prado SI, Sasaki MLV, Giancoli, M.Introdução: A utilização do cateter central de inserção periférica na área pediátrica tornou-se cada vez maisnecessária como estratégia a ser utilizada na terapia intravenosa em crianças, uma vez que essa terapêuticaapresenta determinadas particularidades, que vão de encontro desde a via de escolha até a manutenção do catetercentral de inserção periférica (PICC). A indicação da utilização do PICC de acordo com a literatura está evidenciadapelo tempo prolongado de terapia intravenosa e a necessidade da administração medicamentosa de drogasvasoativas como também a administração de nutrições parenterais. Objetivo: Identificar os eventos adversosrelacionado a manutenção do cateter central de inserção periférica na criança durante a hospitalização e Oferecersubsídios aos enfermeiros na prática assistencial. Material e Método: Trata-se de um estudo retrospectivo, denatureza descritiva e documental, realizado no período de Janeiro de 2009 à Dezembro de 2010, realizado naunidade de terapia intensiva neonatal, pediátrica e pediatria de um Hospital privado do Estado de São Paulo.Resultados: A amostra foi composta de 142 Piccs inseridos nas unidades infantis nos anos de 2009 à 2010, no quala média de permanência foram de 7.8 a 53 dias,neste período tornou-se possível identificar que ocorreram emmédia de 20 perdas de Piccs ao longo deste estudo, identificamos também que as perdas estavam correlacionadasà obstrução (09); (06) extravazamento; 05 por suspeita de infecção. Conclusão: Ao longo do estudo evidenciamosa necessidade de oferecer subsídios científicos aos enfermeiros pediátricos no cuidado com o PICC, através deinstrumento de validações que visam avaliar os enfermeiros na prática assistencial desde a passagem até amanutenção do cateter durante o período de hospitalização da criança.Palavras chaves: cuidados de enfermagem, cateterismo venoso, eventos adversos.
  • TRABALHO 101APLICABILIDADE DO TIME DE RESPOSTA RÁPIDA EM UNIDADES INFANTIS: INDICADOR DE QUALIDADE. COMO DEVEMOS ATUAR? Instituição: Hospital Santa Catarina/ SPE-mail: simone_isidoro@ig.com.brAutores: Prado SP, Florentino EDG, Sasaki MLVS, Oliveira DPS, Nardini J.Introdução: A aplicabilidade do time de resposta rápida nas unidades infantis está relacionada à identificação eatuação imediata dos enfermeiros, médicos e fisioterapeutas em situações de vulnerabilidade fisiológica da criançadurante a internação como também reduzir os danos subseqüentes que ocorrem durante o processo dedeteriorizações orgânicas à criança.Justificativa: A necessidade de inserir o time de resposta rápida vem deencontro com as demandas das intercorrencias identificadas nos setores infantis como também a necessidade deutilizar instrumentos que possam oferecer subsídios aos profissionais envolvidos a identificar os sinais e sintomascaracterísticos de insuficiência respiratória. Objetivo: Identificar e descrever os papeis dos membros envolvidos noprojeto. Facilitar as intervenções precoces para atingir a melhora da evolução do paciente e melhorar a sobrevida.Identificar precocemente os sinais de deteriorização através do Score de Alerta Precoce. Método: Estudo descritoexploratório com análise quantitativa dos dados sendo expresso o resultado em números por meio de análises eestatísticas, através do instrumento de identificação dos sinais e sintomas de sinais de vulnerabilidades fisiológicas àcriança, sendo realizado nas unidades infantis de uma instituição de grande porte do Estado do São Paulo noperíodo de 2010 a 2011. Resultados: A inserção de métodos orientativos, e o instrumento de avaliação inserido naprática assistencial aos membros envolvidos nos setores infantis possibilitaram a todos a melhoria no gerenciamentoe identificação dos sinais e sintomas de insuficiência respiratória e outras alterações fisiológicas na criança, o quetornou possível neste estudo identificar a redução do índice de transferência para as unidades de terapia intensiva eo índice de mortalidade, quando a percepção da gravidade da criança era identificada precocemente e as ações dosmembros envolvidos eram sincronizadas. Conclusão: A necessidade da inserção do time de resposta rápidapromoverá aos enfermeiros, médicos e fisioterapeuta sincronia nas ações e tomada de decisão imediata comotambém o gerenciamento das ações que desencadearam a instabilidade hemodinamica da criança durante ahospitalização e tem o intuito de fornecer subsídios para a melhoria na segurança do paciente desde sua admissãoaté a alta hospitalar.
  • TRABALHO 102Nome da InstituiçãoHome-care cenehospitallarEmail para contato –ed.rocha25@hotmail.com A IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO DOS CUIDADOS DOMICILIARES NA PREVENÇÃO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO.Introdução :- A úlcera por pressão pode ser definida como:- “Uma área localizada de necrose celular que atende adesenvolver-se quando os tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfície planapor um período prolongado de tempo” (Bergstan ET AL.,1955) . Vários fatores podem aumentar o risco paradesenvolvimento da ulcera por pressão, entre eles:- tabagismo, imobilidade, pressão prolongada, fricção,idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, entre outros. As úlceras por pressão são classificadasem estágio: I, II, III, IV.Estágio I:- Quando a pele está intacta, mas observa-se vermelhidão e inicio da ulceração da pele .Estágio II:- A pele já está perdendo sua espessura, manifestando abrasão, bolha ou lesão superficialEstágio III:- Já consiste na lesão envolvendo epiderme, derme ou até mesmo tecido subcutâneo.Estágio IV:- Há lesões com comprometimento de tecido muscular, ósseo, estrutura de suporte(tendões e cápsula articular).Objetivo:- orientar, treinar e educar o cuidador á identificar sinais e sintomas que levam a desenvolverúlcera por pressão.Método:- Trata-se de um relato de experiência realizado entre os anos de 2008 á 2010, em uma empresaprivada de assistência domiciliar de São Jose do Rio Preto (Cene Home Care), onde foram analisado 20 casosonde os mesmos não evoluirão com up.Resultados:- Com a implantação e implementação de medidas educativas podemos evidenciar o envolvimentodo cuidador no processo de identificação de up e tomada de medidas precoces no processo de prevenção ondenos possibilitou o controle e redução de ocorrências,proporcionando melhor qualidade de vida aos pacientes e cuidadores.Conclusão:- Concluímos que o cuidador é a principal ferramenta aplicada no no contexto domiciliar para prevenirUP, desde que o processo de orientação e treinamento seja eficaz , proporcionando resultados satisfatórios.Bibliografia Feridas – tratamento e cicatrização Prem P. Gogia – Ed. Revinter 2003 Feridas – fundamentos e atualizações em enfermagem Silva R. C. Lyra, Figueiredo N. M. Almeida, Meireles I. Barbosa - Ed. Yendis 2007Autores Rocha FE, Oliveira AJ ,Silva AH, Kaiser NS,Menis M,Oliveira FA
  • TRABALHO 103 EXERCÍCIO PROFISSIONAL TUTELADO: FERRRAMENTA PARA A GESTÃO CONTEMPORÂNEA DE ENFERMAGEMInstituição: Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo – Câmara de Apoio TécnicoAutores: Munhoz S, Marra CC, Porto CA.Introdução: Diante de um período em que há uma explosão de oferta de vagas no ensino da enfermagem, nemsempre em cursos com qualidade garantida, dois fatores consequentes se apresentam: disponiblidade do número deprofissionais acima do que o mercado pode absorver e qualificação insuficiente no atendimento de exigências atuaisdos órgãos empregadores. O primeiro pertence ao âmbito dos órgãos de ensino, porém para o segundo é precisoencontrar caminhos de solução a curto prazo, envolvendo a elaboração de uma ferramenta de gestão. Essaferramenta é instrumento metodológico que auxilia o desenvolvimento do fazer na prática administrativa, de formaeficiente e eficaz. Justificativa: Essa realidade de descompasso entre formação e absorção do profissional pelomercado de trabalho, trouxe um espaço para que o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo, COREN-SP,decidisse pela criação do Exercício Profissional Tutelado, EPT, como mais uma alternativa de educação permanentea ser disponibilizado, metodologicamente desenvolvido. Objetivo: Divulgar o Exercício Profissional Tutelado comoferramenta para a gestão contemporânea de enfermagem. Método: Estudo exploratório na caracterização decondições de modificação da realidade no fazer em enfermagem, saindo da competência pura para a laboral.Resultados: Ao consultar fontes bibliográficas relativas às ferramentas de gestão contemporâneas e aos textossobre a transformação de competências gerais em laborais, depreendeu-se da apropriação do EPT comoinstrumento metodológico facilitador para caminho de incremento da produtividade do profissional de enfermagem edas ações gerenciais do enfermeiro, na expansão de condições empregatícias no mercado de trabalho em saúde. OEPT, entendido como período de adequação, informação, direcionamento e transição para a prática profissional nodesenvolvimento de competências laborais , destina-se aos egressos de escolas de enfermagem nos últimos doisanos. Estabelece um processo de acompanhamento do exercício profissional em seu primeiro emprego, comtomada de decisão em níveis progressivos de responsabilidade, sob a orientação e supervisão de monitores. Tem aduração de 12 meses, utilizando metodologia e ferramentas fundamentadas em competências laborais, noestabelecimento de marcos qualificadores onde o recém-formado valida competências, cumprindo todas as etapasdo processo avaliativo até que atinja total autonomia em práticas seguras e excelência do cuidar. Conclusão: Oprocesso de desenvolvimento do EPT permite que o rito de passagem do ser aluno para o ser profissional sejaconsolidado progressivamente, conferindo um perfil adequado à gestão contemporânea de enfermagem, enquantoferramenta.Bibliografia:Catalano, AM; Avolio de Cols, S; Sladogna, M. Diseño curricular basado en normas de competencia laboral:conceptos y orientaciones metodológicas. Buenos Aires: BID/FOMIN; CINTERFOR, 2004. 226p.Gallart, MA. Competencias, productividad y crecimiento del empleo: el caso de América Latina. Montevideo: OIT/Cinterfor, 2008. 111 p. (Trazos de la Formación, 36)Nunes,TCM; Martins, MIC; Sório, RER. Proposições e estratégias de transformação dos recursos humanos emprofissionais de saúde comprometidos com um sistema de saúde acessível, qualificado, sensível e humanizado.Cadernos da Décima Primeira Conferência Nacional de Saúde, Brasília, 2000.Palavras-chave: Competência Profissional, Exercício Profissional, Gestão da Prática Profissional, Enfermagem.E-mail para contato: sarahmunhoz@uol.com.brObs: A inscrição dos autores está vinculada ao Contrato de Patrocínio do COREN-SP. Qualquer dúvida consultar oSr. Cézar da Silva.
  • TRABALHO 104 RELATO DE EXPERIÊNCIA: DESAFIOS DA ENFERMAGEM NA IMPLANTAÇÃO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO Gerolin FSF, Fini A, Saraiva JC, Ferrari LCS, Leekning,R Hospital Alemão Oswaldo Cruz fatima@haoc.com.brIntrodução:Os hospitais são considerados organizações complexas pela sua variabilidade e complexidade de processos. Porisso, necessitam de um sistema de gestão que facilite o fluxo de informações entre os setores da empresa e integretodos os processos hospitalares. Esta integração elimina dados redundantes e retrabalho, garante a confiabilidadedas informações e proporciona aos gestores uma visão global da organização.A implementação de sistemas de informação em saúde e, mais especificamente, no hospitalal, focadosprincipalmente na atuação do enfermeiro, iniciou na década de 50 transformando-se nos dias de hoje em umatendência mundial. O prontuário eletrônico do paciente veio para suprir as necessidades operacionais dos setores,promover integração e interação de dados, permitir total acesso às informações produzidas pelas diversas áreas,por outros serviços nacionais e internacionais, facilitar acesso rápido, agilizar a execução de alguns processos efornecer um banco de dados para pesquisa. Também trata-se de uma excelente ferramenta na elaboração emonitoramento dos resultados dos cuidados de enfermagem prestados ao paciente, permitindo a visualização docaminho percorrido desde a coleta de dados até o planejamento da assistência..Objetivo:Apresentar o processo de implantação do prontuário eletrônico no Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) comênfase nas etapas de planejamento, treinamento, implantação, utilização e aprimoramento contínuo junto à equipede enfermagem. Este trabalho pretende demonstrar as fases percorridas pelos enfermeiros na continuidade darealização da Sistematização da Assistência de Enfermagem sem prejuízo na obtenção de informações para oplanejamento e acompanhamento do cuidado.Descrição:Caracterização do HAOC: Hospital geral, privado, de alta complexidade. Possui 252 Leitos distribuídos emapartamentos individuais, sendo 34 leitos de UTI. O corpo funcional é composto por 1773 colaboradores. Possuicorpo clínico aberto, com 5047 médicos cadastrados.Tendo como base as necessidades da organização, um grupo multidisciplinal avaliou três empresas para definiçãode qual seria a escolhida para a implantação do prontuário eletrônico. Em 2010 um grupo formado por enfermeiros,farmacêuticos e colaboradores da área de informática, foi capacitado para instrumentalização relacionada aosoftware, bem como para alinhamento das estratégias para implantação do prontuário eletrônico em janeiro de 2011.Muitas etapas foram percorridas, envolvendo questões da ética, do sigilo da informação, da estrutura, até chegar aum consenso em relação ao formato das documentações e relatórios que seriam obtidos. Grupos de trabalhos foramformados a fim de operacionalizar a construção dos cadastros e para discussão de melhorias a seremimplementadas. O envolvimento de todos foi fator determinante para o alcance do que seria nosso maior objetivonaquele momento.Conclusão:A busca pelo desenvolvimento/aprimoramento de ferramentas que contribuam para o alcance de melhoresresultados na assistência é fundamental para a sustentação da prática assistencial.Superadas as dificuldades, o prontuário eletrônico trará benefícios na continuidade do cuidado, na integração daequipe multidisciplinar, no resgate de informações e no monitoramento dos diferentes aspectos relacionados aopaciente, além de ser um meio eficaz para documentação.Bibliografia:1.Marin, H.F. Vocabulário: recurso para construção de base de dados em enfermagem. Acta Paul Enf, São Paulo, v.13, n.1, p. 86-89, 2000.2.Possari JF, Prontuário do Paciente e Registos de Enfermagem. Edição/reimpressão: 2005, 248 p. Editor: Erica3.Massadi E, Marin HF, Azevedo Neto RS. O prontuário eletrôncio do paciente na assistência, informação econhecimento médico. São Paulo, 2003Obs: A inscrição dos autores está vinculada ao Contrato de Patrocínio do COREN-SP. Qualquer dúvida consultar oSr. Cézar da Silva.
  • TRABALHO 105 REESTRUTURAÇÃO DOS CARROS DE EMERGÊNCIA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: relato de experiência Silva IAS1, Carneiro TM2, Sant‟Anna MV3, Ribeiro EAF4, Brandão KR5. monalisaviana@terra.com.br COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO PROESSOR EDGARD SANTOSINTRODUÇÃO: o carro de emergência é um dos componentes imprescindíveis ao atendimento de intercorrênciasnas unidades assistenciais de saúde. No sentido de garantir as boas práticas e atender aos pré requisitos da JointCommission International e, por seguinte, a acreditação deste complexo, ficou evidenciado a necessidade dereestruturar a padronização e o controle dos componentes integrantes deste carro. OBJETIVO: apresentar propostade reestruturação dos carros de emergência para unidades de alta complexidade e enfermarias de um complexohospitalar universitário, público, federal, de pesquisa, assistência e extensão, prestador de serviços aos usuários doSistema Único de Saúde. METODOLOGIA: trata-se de um estudo do tipo relato de experiência, da coordenação deenfermagem e enfermeiras colaboradoras para a elaboração e implementação de mudanças nos carros deemergência das unidades de alta complexidade e enfermarias deste complexo, durante o período de janeiro a marçode 2011, no sentido de favorecer a praticidade no uso e a efetividade do controle de materiais, medicamentos eequipamentos. Para tanto foi revisado a padronização existente e posteriormente criado um novo modo de controlediário na forma de impresso tipo check-list, contendo: data e turno, número do lacre encontrado ou trocado,testagem do desfibrilador e laringoscópio, avaliação do cilindro de oxigênio quanto ao número de libras, avaliação doressuscitador manual quanto à validade de esterilização, funcionamento e existência de todos os seus componentes.A este impresso foi anexado uma folha na qual os profissionais de enfermagem irão registrar as ocorrências e açõescorretivas realizadas. Revisto o quantitativo e a especificidade de materiais, adequando-os às demandas dasunidades gerenciais. Quanto aos medicamentos foi aceita a proposta da unidade do serviço de farmácia para efetuaro controle do quantitativo, validade e reposição destes. RESULTADOS: a proposta foi concluída, avaliada porenfermeiras e encaminhada para a assessoria de comunicação da organização para verificação do layout e futuraimpressão. CONSIDERAÇÕES FINAIS: diante do exposto, consideramos que a elaboração e a possívelimplementação desta proposta possa favorecer as boas praticas em saúde e o controle, no sentido de garantir asegurança dos processos implicados no momento da produção do cuidado emergencial. A experiência em elaboraresta reestruturação, possibilitou-nos reflexão sobre a importância da organização e uniformidade dos carros deemergência para o atendimento seguro nas situações críticas, para favorecer o ensino e reduzir os desperdícios.PALAVRAS CHAVE: Enfermagem; Hospital; Carro de emergência.REFERÊNCIAS:BRASIL. Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Consulta Pública n.21, de 27 de abril de 2006.Regulamento técnico para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e Unidades de Cuidados Intermediários.DOU, Brasília, DF, de 28/04/2006. Disponível em: www.anvisa.gov.br/consulta. Acesso em 10 dez 2010.CONSÓRCIO BRASILEIRO DE ACREDITAÇÃO DE SISTEMAS E SERVIÇOS DE SAÚDE. Padrões de Acreditação da JointCommission. Rio de Janeiro: CBA, 2008.MALLAGUTTI, William (Org). Gestão do Serviço de Enfermagem no Mundo Globalizado. Rio de Janeiro: Ed. Rubio, 2009.
  • TRABALHO 106 A IMPORTÂNCIA DOS INSTRUMENTOS PARA O PLANEJAMENTO E GESTAÕ EM ENFERMAGEM Silva RDC, Mancusi FCM, Suadicani CMO Hospital Alemão Oswaldo Cruz Email:rosilene.duarte@haoc.com.brIntrodução :A gestão tem sido cada vez mais, um grande desafio para os líderes nas instituições hospitalares. Como desenvolvimento tecnológico, globalização , infra-estrutura e informatização, o mercado coorporativo tornou-secompetitivo exigindo da organização uma postura proativa, dinâmica e inovadora, com um corpo funcionalqualificado. O enfermeiro encontra-se neste contexto em todos os níveis: estratégico, tático e operacional. edesenvolve em todas as suas funções o planejamento como uma ferramenta ou um instrumento nas mais diversasáreas em que atua .(1). O enfermeiro possui em sua formação conhecimento científico e sistematizado direcionadopara a solução de problemas de saúde seja de indivíduos, grupos ou instituições.(1)Objetivo : Demonstrar a importância do planejamento e utilização adequada de instrumentos para o alcance dosobjetivos .Justificativa : O Hospital Alemão Oswaldo Cruz definiu alguns instrumentos que estão sendo utilizados pelosgestores para o alcance dos objetivos estratégicos . Sua premissa é na assistência e o cuidado integral, e suaaplicação ocorre em todas as fases da Sistematização da Assistência de Enfermagem. O modelo assistencial Primary Nurse e o Relationship-Based Care ( BRC) definem e fundamentam nossaspráticas , fortalecendo o cuidado, o relacionamento , respeito e acolhimento ao outro.( 3 e 2)A Ferramenta Lean ( enxuta) definido como uma estratégia de negócio tem a finalidade de evitar desperdícios,alinhar, evitar retrabalhos e perda de tempo, buscando melhorias juntamente com a equipe que atua na área edesenvolvendo responsabilidades, diminuindo custos sem racionalizar materiais e pessoas..(5)O Prontuário Eletrônico é uma ferramenta para a equipe multiprofissional. Auxilia na comunicação efetiva , legitimaas informações, traz segurança ao paciente . Facilita o registro de informações promove visão de recursosmateriais e humanos e suas locações, criação e acompanhamento de indicadores de qualidade , bem como planosde investimentos a médio e longo prazo.( 4)O programa Bem Estar esta voltado para a qualidade de vida de seus colaboradores , proporcionando atenção asua saúde.Método : Trata-se de uma reflexão teórica em relação aos instrumentos.Conclusão: Percebemos que ao utilizar os instrumentos disponíveis em nossa instituição de maneira eficiente eeficaz, investindo em educação e formação dos profissionais, fortalecendo a equidade, qualidade e a segurança dosserviços prestados aos nossos clientes, bem como o comprometimento com a qualidade de vida de nossoscolaboradores, estamos alcançando os objetivos eficazmente em nossa instituição, juntamente AcreditaçãoHospitalar ( Organização Nacional de Acreditação e a Joint Commission International ) que formaliza e efetivanosso serviço.Bibliografias1- Fugita,R,M; Farah.O,G,d; Instrumentos Básicos para o cuidar In O Planejamento como instrumento Básico para o cuidar. p 99A 109.2- Koloroutis,M ( 2004).Relationship-Based Care: A model for transforming practice. Creative Health Care Management,Minneapolis, MN.3- Manthey,M. The Practice of Primary Nursing.2th Ed. Minneapolis, MN: Creative Helth Care Management,2002.4- Costa ,C.G.A. da Prontuário Eletrônico do Paciente: Legislação, Auditoria,Conectividade,8º Congresso Latino Americano deServiços de Saúde, 2003.5- Htpp:// WWW.lean.org.br/o_que_e.aspx. Lean Institute Brasil. Lean Thinking.
  • TRABALHO 107 PNEUMONIA HOSPITALAR: CUSTOS DO TRATAMENTO ANTIMICROBIANO EM PACIENTES DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA Costa DB, Gvozd R, Belei RA, Vannuchi MTA, Haddad MCL Universidade Estadual de Londrina raquelgvozd@yahoo.com.brIntrodução: Aproximadamente 5% dos pacientes hospitalizados adquirem algum tipo de infecção a qual nãoapresentavam no momento do ingresso hospitalar. Atualmente, as infecções hospitalares causam um grandeimpacto para a economia dos serviços de saúde, representando um importante problema de saúde pública1. Entretodas as infecções hospitalares, a pneumonia é a mais freqüente em pacientes internados nas Unidades de TerapiaIntensiva (UTIs) e também a responsável pelas maiores taxas de letalidade, aumento no tempo de hospitalização ede custos com a internação2. Os custos crescentes da saúde se mostram insustentáveis, tanto aos cofres públicoscomo às organizações de saúde privadas. Planejar e controlar custos são mecanismos que podem garantir asobrevivência das instituições hospitalares uma vez que os tratamentos médicos são onerosos3. Justificativa: Avivência enquanto residente de gerência de serviços de enfermagem na Comissão de Controle de InfecçãoHospitalar (CCIH) e a necessidade de se conhecer o custo dos tratamentos das pneumonias hospitalares comantibióticos nos estimularam a desenvolver tal pesquisa. Objetivos: Analisar o custo com o uso de antibióticos empacientes com pneumonia hospitalar internados nas UTIs de um Hospital Universitário Público. Metodologia: Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, de abordagem quantitativa, desenvolvido em um Hospital UniversitárioPúblico do Paraná, que é centro de referência regional para o Sistema Único de Saúde (SUS). A instituição possuiquatro UTIs, das quais duas são para pacientes adultos, totalizando 17 leitos. Foram incluídos todos os pacientesque desenvolveram Pneumonia Hospitalar (PH) relacionadas à internação nestas duas unidades, no período dejulho a agosto de 2010. A coleta de dados foi realizada por meio de análise das fichas de notificação de InfecçãoHospitalar da CCIH, que utiliza a metodologia norte-americana National Nosocomial Infection Surveillance (NNIS).Utilizou-se como unidade monetária o Real. Resultados: Do total de 138 pacientes analisados, 57,6% eram do sexomasculino e 42,4% do feminino; a idade variou entre 17 a 93 anos, com uma distribuição equilibrada na faixa deidade dos 21 aos 80 anos. Cento e quinze pacientes (83,33%) apresentaram intubação endotraqueal como fator derisco. Os antibióticos utilizados foram: Tazocin, Vancomicina, Imipenem, Meropenem, Linezulida, Cefepime,Teicoplamina e Azitromicina. Entre esses antibióticos foram realizados 41 associações, as mais frequentes foram:tazocin + vancomicina (12, 31%), e tazocin + vancomicina + linezulida (9,4%), sendo que o tempo médio detratamento foi de oito dias. O custo com estes antimicrobianos foi de R$264.785,98 reais, valor elevadoconsiderando que no mesmo período a instituição gastou R$778.628,45 reais para o tratamento das infecções dosdemais 299 pacientes internados nas outras unidades. Conclusão: Observa-se o alto custo do uso de antibióticospara o tratamento de PHs em UTI. O elevado número de associações entre os antibióticos indica a necessidade deimplantação de um protocolo que oriente os médicos na utilização de associações mais indicadas no tratamentodesta patologia, evitando elevados custos e a não resolutividade do tratamento. Considerando o contexto atual dasaúde pública, medidas preventivas de PH necessitam de adesão, reduzindo custos e mortalidade.Referências:1. Hautemaniére, A.; Florentin, A.; Hartemann, P.; Hunter, P.R. Identifying possible deaths associated withnosocomial infection in a hospital by data mining. American Journal of Infection Control. Nancy, France. p. 1-5, 2010.Disponível em: <http://www.ajicj2. Carrilho CMDM. Fatores associados ao risco de desenvolvimento de pneumonia hospitalar na Unidade de TerapiaIntensiva do Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná, Londrina-PR. Revista da Sociedade Brasileira deMedicina Tropical, 32(4):455-456, jul-ago, 1999.3. Gonçalves AA, Oliveira ML Novaes, Simonetti VMM. Otimização de farmácias hospitalares: eficácia da utilizaçãode indicadores para gestão de estoques. XXVI ENEGEP - Fortaleza, CE, Brasil, 9 a 11 de Outubro de 2006.
  • TRABALHO 108 ESTRUTURA FÍSICA PLANEJADA E UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: SEGURANÇA EM CONTROLE DE INFECÇÕES Gerolin, FSF; Santoro, CM; Watanabe, M; Cipriano, E; Uechi, K. HOSPITAL ALEMÃO OSWALDO CRUZ – Unidade de Terapia Intensiva – São Paulo/ SP. e-mail: cristianesantoro@haoc.com.brINTRODUÇÃO: A infraestrutura física de uma unidade de terapia intensiva (UTI) segue padrões estabelecidos pelaRDC/Anvisa nº 50 de 21 de fevereiro de2002, porém o bom planejamento garante melhores práticas com qualidade ,segurança e controle de infecção hospitalar.JUSTIFICATIVA: Os padrões de Joint Commission referente à “Gestão de Ambiente de Assistência à Saúde”,englobam o projeto de prédios construção e reformas, gestão de equipamentos médicos e hospitalares e sistemasde utilidades.OBJETIVO: Relacionar o tipo de acomodação com a taxa de infecção hospitalar.METODO: Estudo do tipo descritivo, prospectivo no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2010, realizado naUTI de um hospital privado de 34 leitos, no qual os leitos foram divididos em 3 categorias de acordo com a estruturafísica: leitos abertos (box), leitos com móvel lavatório/vaso e leitos com banheiros privativos. Os leitos categorizadosforam relacionados com presença de infecções hospitalares, segundo sítio de infecção e microrganismos de maiorprevalência.RESULTADOS: Os leitos abertos (box) representam 20,1% na taxa de infecção hospitalar com predomínio deP.aeruginosa em sítio de infecção em corrente sanguínea, ferida cirúrgica e pulmão. O mesmo comportamento foiobservado em leitos com banheiro privativo com 20,8 % na taxa de infecção por S.aureus e E.faecalis em sítio deferida cirúrgica. Os leitos com móvel lavatório/vaso foi implantada para melhor aproveitamento de espaço físico epraticidade de atendimento ao paciente crítico pela equipe multiprofissional, porém os leitos representaram 59,1 %na taxa de infecção com predomínio de P.aeruginosa e E.coli, respectivamente em sítio de corrente sanguínea eurina.CONCLUSÃO: A implantação de novos recursos de arquitetura é fundamental para o planejamento de uma novaárea, mas devemos considerar conceitos básicos de controle ambiental para práticas em meio hospitalar.REFERÊNCIAS 1Brasil.Resolução-RDC/ANVISA nº 7 de 24 de fevereiro de 2010.Diário Oficial da República Federativa do Brasil,25 fev.2010. Seção 1.p.48.2Bartley J, Streifel AJ.Design of the environment of care for safey of patients and personnel:Does form follow functionor vice versa in the intensive care unit? Crit Care Med 2010; 38:S388-98.3Lundstrom T, Pugliese G, Bartley J, et al. Organizational and environmental factors that affect worker health andsafety and patient outcomes. Am J Infec Control 2002; 30:93-106.4The Joint Commission:National Patient Safety Goals. Available athttp://www.jointcommission.org/patientsafetygoals. Accessed Mar, 2011.5Bracco D, Duboi MJ, Bousali R, et al. Single rroms may help to prevent nosocomial bloodstream infection andcross-transmission of methicilin-resistent Sthaphylococcus aureus in intensive care units. Int Care Med 2007;33:836-40.
  • TRABALHO 109 Implantação do Time de Resposta como Estratégia para Redução dos Eventos de Parada Cárdio Respiratória (PCR) no HIAEInstituição: Hospital Israelita Albert EinsteinE-mail: isabellemb@einstein.brAutoras: Bérgamo IMB, Jaures M, Canero TR, Rodrigues IG, Waisbeck TMB.Introdução: O sucesso no atendimentoda PCR depende do rápido diagnóstico e do atendimento especializado. Preocupadocom a sobrevida dos pacientes vítimas de PCR, o HIAE implantou, em agosto de 2005, o Código azul, sistema de atendimento24 horas a vítimas de PCR nos locais onde não há médicos. Estudos mostram que 70% dos pacientes apresentam deterioraçãonas 8 horas prévias a PCR e que o médico é notificado antes do evento em apenas 25% dos casos. É vital para a segurança dopaciente, a implantação de medidas que visem identificar mudanças agudas e precoces nos parâmetros vitais do pacientepermitindo ações imediatas e prevenindo a PCR. A partir de Fevereiro de 2007, 18 meses após a implementação Código Azul,foi implementado o Código Amarelo, serviço de atendimento a urgências e emergências nos moldes do Rapid Response Teams(com exceção da PCR, já atendida pelo código azul). O Código Amarelo aperfeiçoa o atendimento nos casos de Urgências eEmergências prevenindo as ocorrências de paradas cardiorrespiratórias (PCR) fora das unidades de internação onde não hámédicos durante todo o dia.Objetivos: Tornar o atendimento às urgências e emergências mais ágil e efetivo, reduzindo os eventos de PCR na instituição.Métodos: Os enfermeiros das unidades foram capacitados a identificar, no quadro clínico do paciente, um ou mais sinais dealterações agudas que possam oferecer risco ao paciente. O enfermeiro aciona o Código Amarelo pelo ramal 59000,mobilizando um Médico intensivista até o local onde está o paciente. Foi criado um impresso institucional para registro desteatendimento a ser preenchido pelo médico e enfermeiro, para facilitar o registro dos eventos no prontuário e levantar osindicadores. Estabelecemos as seguintes metas: 1. Tempo de chegada do médico após a identificação dos sinais dedeteriorização clínica: no máximo 5 minutos em pelo menos 90% das vezes. 2. Chamados para pacientes em fase terminal dedoença grave e incurável (cuidados paliativos): até 5% dos chamados. 3.Reduzir em 50% os chamados de Código Azul, noHIAE.Resultados: O índice de transferência de pacientes para a UTI após o atendimento foi de 35% nos 3 anos consecutivos (2008,2009 e 2010). Os indicadores do Código Amarelo ao longo dos 3 últimos anos mantiveram-se dentro do proposto: 1-Tempo dechegada do médico após a identificação dos sinais de deteriorização clínica pelo enfermeiro: no máximo 5 minutos em pelomenos 90% das vezes. Em 2008 95% de conformidade, em 2009 94% de conformidade e em 2010 95% de conformidade. 2-Chamados para pacientes em fase terminal de doença grave e incurável (cuidados paliativos): até 5% dos chamados. Em 2008:4%. Em 2009: 3%. Em 2010: 5%. 3-Reduzir em 50% os chamados de Código Azul, no Hospital Israelita Albert Einstein. Aredução no número de eventos de PCR ao longo dos 04 últimos anos foi significativa e pode ser demonstrada na tabela abaixo. Número de PCRs fora do CTI - HIAE Distribuição mensal dos acionamentos do Código Amarelo. HIAE, 2010. 98 86 80 80 80 76 73 73 72 72 Média 2010 = 25 70 69 70 71 70 67 70 acionam entos /m ês 66 65 65 66 65 61 60 60 58 58 59 58 57 57 56 56 55 54 Média 2009 = 52 53 51 54 53 68 acionam entos 51 49 /m ês 46 42 40 40 35 Média 2008 = 56 acionam entos /m ês Média 2007 = 47 acionam entos /m ês 6 2 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 2007 (519 acionamentos) 2008 (674 acionamentos) 2009 (816 acionamentos) 2010 (842 acionamentos) 2006 2010Paciente/diaAno PCR Código Amarelo CMC Maternidade Total2006 25 - 75.889 11.026 86.9152007 15 519 75.276 11.066 86.3422008 11 674 76.594 12.172 88.7662009 9 816 84.579 12.826 97.4052010 6 842 68.315 9.347 77.662Total 60 2.851 380.653 56.437 437.090Conclusões: Para avaliar o efeito do tempo (ano) no número de PCRs usando como referência o total de pacientes-dia. Houveuma redução significativa no número de episódios no período estudado, adotando o ano de 2006 como referência foramregistrados 25 ocorrências de PCRs fora do CTI, em 2007 este número caiu para 15 ocorrências (redução em 40%), em 2008para 11 ocorrências (redução em 56%), em 2009 para 9 ocorrências (redução em 64%) e em 2010 para 6 ocorrências (reduçãode 76% dos casos de PCR fora do CTI).Esses resultados demonstram o sucesso dessa iniciativa em prol da segurança dos nossos pacientes. A implantação do CódigoAmarelo tem se mostrado uma estratégia eficaz na redução dos eventos de PCR na instituição.
  • TRABALHO 110 GESTÃO FINANCEIRA EM SAÚDE: FOCO EM REDUÇÃO DA PERDA DE RECEITACanero TR, Vargas RO, Fonseca TR, Frazilio AAM, Sicoli AAHospital Israelita Albert Einsteine-mail: tatianerc@einstein.brIntrodução: Os serviços de saúde podem ser vistos como entidades transformadoras de recursos: que utilizam osrecursos físicos, humanos e tecnológicos, para produzir serviços de saúde. Os principais objetivos da gestãofinanceira nos serviços de saúde são a melhoria da eficiência e a garantia da estabilidade e sustentaçãoeconômicas. A perda de receita contradiz a sustentabilidade econômica das organizações de saúde, uma vez quepor falhas na cobrança, registro ou desperdício, o retorno financeiro é prejudicado. Justificativa: Frente a essaspremissas, iniciamos um trabalho com foco financeiro, em uma unidade de internação da clínica médico cirúrgica,em um hospital de grande porte da cidade de São Paulo. Objetivo: Reduzir a perda de receita da unidade deinternação, através do aumento na adesão ao registro, em prontuário, dos materiais utilizados e da cobrança dosprocedimentos realizados, durante a prestação diária da assistência de enfermagem. Método: Elaboramos um planode ação com a participação dos enfermeiros assistenciais, as ações compreenderam: o treinamento da equipeassistencial de enfermagem, quanto à gestão financeira dos serviços de saúde, e a importância da adequadacobrança dos materiais e procedimentos realizados para a sustentabilidade financeira da unidade, bem como oesclarecimento de como registrar os materiais utilizados, em anotação de enfermagem, e em como realizar acobrança dos procedimentos de enfermagem no sistema eletrônico. Os enfermeiros passaram a sinalizar ascobranças pertinentes a cada paciente, com os técnicos no início do plantão, e ao término do turno de trabalho,enfermeiros e técnicos realizavam a dupla checagem no impresso de cobrança, para assegurar que todos os itenspertinentes a assistência individual a cada paciente, estavam cobrados. Para mensurar a eficácia das ações,aplicamos um instrumento de auditoria, comparando os registros de cobrança na conta dos pacientes, com osregistros, em prontuário, dos procedimentos realizados. A auditoria foi realizada em dois momentos, antes daimplantação do plano de ação, para a construção do cenário pré projeto, e um mês após a implantação das ações,para avaliação. Resultados: Na auditoria pré projeto, a adesão ao registro, em prontuário, dos materiais utilizados foide 81%, existiam 27 materiais cobrados na conta dos pacientes (como película adesiva, placa de hidrocolóide,fralda, ataduras, cotonete para higiene oral), e apenas 22 registros, em prontuário da utilização destes, ou seja, 19%dos materiais utilizados foram glosados por falta de evidência do uso no paciente. No momento pós projeto, aadesão ao registro, em prontuário, dos materiais utilizados subiu para 98%, dos 62 materiais cobrados na conta dospacientes, 61 apresentavam registro de utilização em prontuário. Quanto à cobrança dos procedimentos deenfermagem, no momento pré projeto existiam 63 procedimentos cobrados na conta dos pacientes, e a evidênciaem prontuário era de 91 procedimentos (como aplicação de injeção, realização de curativo, instalação de soro,glicemia capilar, controle de dreno, controle de diurese), a adesão a cobrança era de 69%, ou seja, 31% dosprocedimentos de enfermagem realizados não estavam sendo cobrados. Após o projeto, a adesão a cobrançaaumentou para 99%, dos 107 procedimentos de enfermagem realizados, 106 estavam cobrados na conta dospacientes. Conclusão: Concluímos que o gerenciamento dia-a-dia das cobranças, e a educação para aresponsabilidade financeira representam importantes estratégias para reduzir a perda de receita.Referências bibliográficas:1. Couttolenc BF, Zucchi P. Gestão de recursos financeiros. São Paulo : Fundação Petrópolis; 1998. 139 p.2. Rogrigues VA, Perroca MG, Jericó MC. Glosas hospitalares: importância das anotações de enfermagem. ArqCiênc Saúde. 2004 out-dez; 11 (4): 210 – 214.
  • TRABALHO 111 ENFERMAGEM E A GESTÃO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDEFrazilio AAM, Canero TR, Motta MBG, Vogel C, Luvisotto MMHospital Israelita Albert Einsteine-mail: andreiaamf@einstein.brIntrodução: A resolução 283 do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA - de 12 de julho de 2001 defineResíduos de Serviços de Saúde (RSS) como aqueles provenientes de qualquer unidade que execute atividades denatureza médico-assistencial humana ou animal, os provenientes de centros de pesquisa, desenvolvimento ouexperimentação na área de farmacologia e saúde, medicamentos e imunoterápicos vencidos ou deteriorados,aqueles provenientes de necrotérios, funerárias e serviços de medicina legal e aqueles provenientes de barreirassanitárias. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Brasil produz, diariamente, cerca de4.073 toneladas de RSS, de todo este resíduo apenas 10 a 25% necessitam de cuidados especiais. Justificativa: Aimplantação de processos de segregação dos diferentes tipos de resíduos em sua fonte e no momento de suageração conduz à minimização de resíduos, em especial àqueles que requerem um tratamento prévio à disposiçãofinal. Objetivo: Otimizar a prática de ações sustentáveis, na Clínica Médico Cirúrgica (CMC), relacionadas aoprocesso de descarte de resíduos, reduzindo a quantidade de resíduos infectantes, e aumentando os recicláveis,contribuindo assim, na diminuição do desperdício de recursos e do volume de resíduos gerados. Método:Elaboramos um plano de ação que compreendeu a criação, em Janeiro de 2011, de um grupo de controle de RSSna CMC, com a participação de um profissional assistencial por unidade de internação, denominado ponto focal, queassumiram o papel de multiplicador e avaliador do descarte de resíduos em suas unidades. Através de reuniõessemanais estratégias de ação foram desenvolvidas como: -inclusão de recipientes para coleta seletiva de resíduosrecicláveis nos apartamentos de internação. A instituição já realizava a coleta seletiva de resíduos recicláveis nasáreas de trabalho, associando a identificação do tipo de resíduo com as cores dos recipientes, porém todo o resíduogerado nos apartamentos de internação, eram tratados como resíduos infectantes; -Adequação de uma tabela declassificação dos resíduos produzidos na instituição, validada pela ANVISA, discriminando o material, tipo deresíduo, e o local de descarte (exemplo: fralda descartável – resíduo comum – desprezar em lixo preto, sondanasogástrica – resíduo infectante – desprezar em lixo branco); -Educação dos colaboradores quanto aogerenciamento de RSS e descarte de resíduos, utilizando a metodologia e-learning; -Padronização dos tipos e dalocalização dos recipientes de descarte de resíduos nas unidades de internação. Resultados: No primeiro trimestrede 2011 ocorreu a redução em 6% na média mensal de resíduos infectantes produzidos na instituição, e aumentoem 12% da quantidade de resíduos recicláveis. Conclusão: Concluímos que as ações realizadas contribuíram paraa redução dos resíduos infectantes, e aumento dos resíduos recicláveis, contudo o projeto está em desenvolvimento.Referências bibliográficas:1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Manual de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde: Brasília:Ministério da Saúde; 2006.
  • TRABALHO 112 RELATO DE EXPERIÊNCIA: CONSTRUÇÃO DE UM MODELO DE GESTÃO DA QUALIDADE POR ENFERMEIRAS ASSISTENCIAISInstituição: Hospital Israelita Albert EinsteinE-mail: isabellemb@einstein.brAutores: Bérgamo IB, Waisbeck TMB, Rodrigues IG, Canero TR.1 – Introdução: A preocupação pela qualidade na prestação de serviços em saúde é antiga. Têm-se como exemploa pioneira Florence Nightingale (1820-1910), enfermeira inglesa que implantou o primeiro modelo de melhoriacontínua de qualidade em saúde no ano de 1854, baseando-se em dados estatísticos e gráficos. Sua participação naguerra da Criméia foi impressionante. Seis meses após sua chegada ao Hospital Scutari, as taxas de mortalidaderecuaram de 42,7% para 2,2% , com os rígidos padrões sanitários e de cuidados de enfermagem por elaestabelecidos. O processo do Modelo de Gestão da Qualidade necessita de planejamento, utilização e controle derecursos materiais, tecnológicos, financeiros e humanos, é o principal meio de implementação da assistênciaplanejada, permite um ambiente mais seguro para paciente e colaboradores com a uniformização de procedimentos,técnicas, materiais e medicamentos; promove o desenvolvimento da equipe de profissionais devido aostreinamentos realizados e o gerenciamento de recursos baseados em indicadores, e reconhecimento nacional einternacional da instituição. Um produto ou serviço de qualidade é aquele que atende perfeitamente, de formaconfiável, acessível, segura e no tempo certo, às expectativas do cliente.A busca pela excelência nas ações aparece como condição essencial nos dias atuais. Atender os anseios dosclientes superando suas expectativas torna-se prioridade para as organizações. Logo qualidade consiste emalcançar os resultados desejados pela empresa e simultaneamente encantar aqueles que consomem nossosprodutos e/ou serviços.2 – Justificativa: Observa-se nas últimas décadas, em vários países, uma mobilização em torno da aplicação deprogramas de qualidade nas organizações hospitalares, com o objetivo de incrementar seu gerenciamento emelhorar a eficiência destes serviços.Foi criado um Modelo de Gestão da Qualidade para alcançar os melhores resultados através de auditorias internas.3 – Objetivo: Relatar a construção de um Modelo de Gestão da Qualidade por enfermeiras assistenciais;4 – Método: Este trabalho consiste no relato de experiência de enfermeiras assistenciais que trabalham no Grupode Gestão da Qualidade da Clínica Médica e Cirúrgica de um hospital geral, privado, de grande porte da cidade deSão Paulo.5 - Relato de Experiência: Em 2005, com o intuito de melhorar o processo assistencial foi criado o Grupo deGestão da Qualidade da Clínica Médica e Cirúrgica, formado por enfermeiras assistenciais que trabalham duashoras por dia para realização de auditorias internas. Através de auditorias realizadas para Acreditações Nacional eInternacional, observou-se que alguns segmentos assistenciais eram falhos. Com a avaliação desses segmentoscriaram se os protocolos institucionais e conseqüente monitoramento contínuo do processo para busca dosmelhores resultados. Para avaliar a qualidade da assistência é necessário traduzir os conceitos e definições gerais,da melhor maneira, em critérios operacionais, parâmetros e indicadores, validados e calibrados. Indicadores sãovariáveis que medem quantitativamente as variações no comportamento dos critérios de qualidade anteriormenteestabelecidos.6 – Conclusão: Promover qualidade em saúde é uma responsabilidade dos profissionais e uma expectativa dopacientes.7 - Referências Bibliográficas1. Balsanelli AP, Jericó MC. Os reflexos da gestão pela qualidade total em instituições hospitalares brasileiras. Actapaul. enferm. [revista na Internet]. 2005 [acesso em 14 de abril de 2011]; 18(4). Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.2. Laet VLB. Experiência de gerenciamento de enfermagem em Unidade de Cardiologia: em busca de melhorqualidade de prestação de serviços [tese]. São Paulo (SP): Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal deSão Paulo; 1998.
  • TRABALHO 113 Impacto da Atuação do Enfermeiro exclusivo da Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) na Qualidade da Assistência à Saúde de um hospital privado de São PauloAUGUSTO MRS,TOTTI FR.martha.augusto@unimedpaulistana.com.brIntrodução: A prática da Terapia Nutricional (TN) não é tão recente no Brasil. A tecnicização do processo dealimentação hospitalar tem sido lenta, incluindo o investimento em recursos humanos. Sua regulamentação, noentanto, aconteceu apenas no final da década de 90, com a publicação da portaria 272/98 que regulamenta anutrição parenteral, e em 2000 com a publicação da resolução 63/00, regulamentando a nutrição enteral. O trabalhoda EMTN (Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional) é primordial no tratamento global do doente, sendo oenfermeiro parte essencial na eficácia da TN (Terapia Nutricional), como responsável pela administração das dietas,prevenção e detecção precoce das causas da não efetividade da dietoterapia. Sabe-se que a ineficácia da TN, geraaumento de custos para a instituição hospitalar, órgãos financiadores e o aumento de dias de internação. A inserçãodo profissional de enfermagem (especialista e exclusivo) ocorreu mediante a necessidade de controles rigorosos doseventos adversos e indicadores gerenciados por esta equipe. Objetivo: Evidenciar a importância da atuação doEnfermeiro especialista e exclusivo na EMTN para o sucesso da assistência nutricional hospitalar. Métodos: Trata-se de um trabalho descritivo e comparativo, utilizando-se dados dos indicadores de qualidade relacionados àassistência de enfermagem na EMTN nos períodos de Janeiro a Abril de 2007 a 2010 (análise quadrimestral). Paratal, foram elaborados e padronizados os procedimentos de enfermagem relacionados à TNE e utilizou-se de planilhade controle contendo os seguintes campos: Nome do paciente, dias do mês, via de infusão, tipo de dieta, volumeprescrito, horas de infusão, volume administrado, débitos do volume (positivo e negativo) e intercorrências.Resultados: Com a implantação dos procedimentos e rotinas, o uso da planilha de coleta dos dados, aconscientização da equipe de enfermagem nas anotações e com a melhora no processo de comunicação com osmembros passou a realizar a analise dos dados relacionados à perda e obstrução de sonda. Os dados antes nãoanotados ou subnotificados passam a ficar evidenciados de forma mais consistentes. Conclusão: A atuação doenfermeiro especialista em TN é um processo contínuo, focado em treinamentos periódicos e orientação diária in-loco das equipes de enfermagem, baseadas em desvios de indicadores e gestão de eventos adversos. Diante dosresultados obtidos, evidenciamos a importância do profissional Enfermeiro inserido na EMTN, contribuindo para aeficácia da terapia nutricional intra-hospitalar, através da padronização de protocolos e procedimentos,acompanhamento diário aos pacientes nas unidades de internação e treinamentos intensivos mediante as nãoconformidades na TN. A Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional do Hospital Unimed Santa Helena foiavaliada por órgão certificador e classificada como Nível 3-Excelência, na assistência nutricional aos pacientescríticos.Referencias Bibliográficas:1-Godoy AM, Lopes DA, Garcia RWD. Sociocultural transformations in hospital food. História, Ciências, Saúde-Manguinhos. 2007; 14(4). Disponível em: www.scielo.br.2-Ministério da Saúde (BR). Resolução nº 272/1998. Dispõe sobre regulamento técnico da Terapia NutricionalParenteral. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 1998. Disponível em: URL: http://cnes.darasus.gov.br.3-Ministério da Saúde (BR). Resolução nº 63/2000. Dispõe sobre regulamento técnico da Terapia Nutricional Enteral.Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2000. Disponível em: URL: http://cnes.darasus.gov.br.4-Castilho V, Leite MMJ. A administração de recursos materiais na enfermagem. In: Kurcgant P, organizadora.Administração em enfermagem. São Paulo: EPU; 1991. p. 73-88.Schull PD. Enfermagem básica: teoria e prática. 3ª ed. São Paulo: Rideel; 2004.5-Gonçalves VLM. Anotação de enfermagem. In: Cianciarullo TI, Gualda DMR, Melleiro MM, Anabuki MH,organizadoras. Sistema de assistência de enfermagem: evolução e tendências. São Paulo: Ícone; 2001. p. 221-33.
  • TRABALHO 114 PASSAGEM DE PLANTÃO: A ESCOLHA DA MODALIDADE ADEQUADA Cazzolato E, Cerqueira R, Costa JMS, Martinelli TT Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Brasil S.A ecazzolato@hospitalbrasil.com.br Introdução: A passagem de plantão constitui uma atividade fundamental para a organização do trabalho de enfermagem. Nela acontece a transmissão de informações sobre as condições dos pacientes, assistência prestada, intercorrências, pendências, tratamentos realizados e propostos e situações referentes a fatos específicos que merecem atenção1. Existem diversas modalidades de passagem de plantão e a escolha da melhor estratégia deve ser norteada pelo perfil da unidade e pelas necessidades evidenciadas pelo grupo que passa e recebe, com objetivo de aprimorar a comunicação2. Justificativa: Foram analisados os aspectos negativos e as dificuldades encontradas na modalidade de passagem de plantão em grupo, utilizada habitualmente nas Unidades de Terapia Intensiva e, dentre esses aspectos, foram evidenciadas: a demora na passagem de plantão devido à quantidade de informações transmitidas (referente à taxa de ocupação ou complexidade dos tratamentos e da assistência); relatos detalhados e extensos; problemas trabalhistas decorrentes de ultrapassar o horário de trabalho; descontinuidade na prestação da assistência durante a passagem das informações. A partir dessa análise, surgiu a necessidade de sistematizar e implantar uma outra modalidade de passagem de plantão que favorecesse a transmissão das informações sem perda de conteúdo, como alternativa para melhoria desse processo dentro das UTI´s. Objetivo: Relatar a experiência na implantação de uma nova modalidade de passagem de plantão nas UTI´s adulto, com foco no enfermeiro como principal agente do processo, de forma a estabelecer informações claras e concisas, otimizar o tempo para passagem de plantão e eliminar divergências de informações entre os turnos. Método: Relato de experiência realizado a partir de um projeto de melhoria assistencial desenvolvido em Unidades de Terapia Intensiva de um hospital geral, privado, de grande porte, localizado na cidade de Santo André (SP). Resultados: O projeto foi iniciado a partir da descrição em forma de fluxo da nova modalidade de passagem de plantão, avaliação e treinamento de todos os enfermeiros e técnicos do setor. Foi desenvolvido um impresso específico para atender às necessidades da nova modalidade e acompanhamento da passagem de plantão com um check list elaborado para avaliação do processo. A nova modalidade de passagem de plantão adotada apresentou pontos positivos como a melhor organização do trabalho, principalmente ao atendimento das prioridades; os registros passaram a ser revisados pelas equipes, diminuindo falhas e divergências no prontuário; a assistência realizada no período é avaliada pelo enfermeiro e técnico e atingiu-se o objetivo do cumprimento dos horários de entrada e saída do trabalho por toda a equipe. A equipe demonstra maior receptividade à modalidade, apresentando atitudes participativas e compromissadas com a assistência. Alguns pontos negativos podem ser descritos pela adesão ao preenchimento do impresso e centralização das informações no enfermeiro como coordenador da passagem de plantão. Conclusões: Concluímos que uma passagem de plantão mais adequada à dinâmica assistencial, pode surgir como uma estratégia para melhorar o processo comunicativo, minimizar dificuldades identificadas e gerar maior qualidade e segurança na transmissão das informações e, ainda, assegurar a continuidade da assistência ao paciente.Referências:1 Siqueira ILCP, Kurcgant, P. Passagem de plantão: falando de paradigmas e estratégias. Acta paul. enferm. SãoPaulo, 2005 Oct/Dec; 18(4):446-51.2 Portal KM, Magalhães AMM. Passagem de plantão: um recurso estratégico para a continuidade do cuidado emenfermagem. Rev. Gaúcha Enferm., Porto Alegre, 2008 jun; 29(2): 246-53Palavras chaves: Passagem de plantão / Modalidades de comunicação / Comunicação em enfermagem
  • TRABALHO 115 ÚLCERAS POR PRESSÃO: NOVAS ESTRATÉGIAS E CAMINHOS PARA AS BOAS PRÁTICAS NA PREVENÇÃO.AUGUSTO MRS, PEPES C, TAVEIRA EA, TIRADENTES T.HOSPITAL UNIMED SANTA HELENAmartha.augusto@unimedpaulistana.com.brclodine.pepes@unimedpaulistana.com.brelza.taveira@unimedpaulistana.com.brtatiana.tiradentes@unimedpaulistana.com.brINTRODUÇÃO O Institute for Healthcare Improvement (IHI) é uma organização sem fins lucrativos que visamelhorar a assistência à saúde em todo o mundo. Este trabalho está baseado em uma iniciativa liderada pelo “IHI”, acampanha “Salve 5 Milhões de vidas” que visa melhorar a qualidade da assistência à saúde através da prevençãoda ocorrência de incidentes. A ferramenta disponibilizada permite um adequado controle da aderência a cada umdestes elementos, um retrato da assistência dada pelas equipes e, aponta um melhor gerenciamento da qualidadeassistencial da unidade. Bundle é um grupo de intervenções relacionadas a um processo de cuidado, que quandoexecutados em conjunto, resultam num desfecho muito melhor do que quando implementados individualmente. Aprevenção de úlceras por pressão (UPP) se resume a dois passos principais: identificação dos pacientes de risco eimplementação de estratégias de prevenção para aqueles identificados como sendo de risco. OBJETIVO Apresentaros desafios encontrados com os resultados dos indicadores de desempenho como integrante do processo deprevenção de úlceras por pressão juntamente com os demais profissionais envolvidos: enfermagem, fisioterapia enutrição, atuando na unidade de terapia intensiva adulto - plano piloto. MÉTODO Trata-se de um relato deexperiência da implantação de boas práticas no processo de prevenção de úlceras por pressão em um hospitalprivado do município de São Paulo. Na primeira fase fizemos uma revisão de todo o material do IHI de acordo com anossa realidade. O Segundo passo foi realizar um levantamento dos casos novos de úlceras (incidência), revisamostodo o nosso protocolo anterior e levantamos os custos com os materiais utilizados. Havendo uma alteração de todoprotocolo anterior. Realizamos a identificação de todos os pacientes em risco e implementação das novasestratégias de prevenção que são os “Seis Elementos Essenciais para a Prevenção”, parceria com a equipe defisioterapia e nutrição na sinalização do paciente com alto risco para implementação de estratégias com umaabordagem multidisciplinar; pois a união de diversos profissionais para atingir um mesmo objetivo agrega valor aoprocesso. Elaboramos um fluxograma para nortear as ações da enfermagem de acordo com o risco encontrado naescala de Braden e iniciamos os treinamentos práticos de toda a equipe de enfermagem. Realizamos umgerenciamento do protocolo mensalmente para verificar a adesão das estratégias implantadas. RESULTADOSApresentar o resultado dos indicadores de desempenho e de qualidade sugeridos para controlar a aplicação dosseis elementos da prevenção no ano de 2010 de janeiro a dezembro. CONCLUSÃO Quando todos os profissionaissão envolvidos nos processos de prevenção: temos um comprometimento em prol de um único resultado: o cliente.A medição dos indicadores de desempenho nos formatos “tudo ou nada” nos permite obter resultados importantes enos mostra aonde devemos atuar ou onde ainda apresentamos falhas. A inclusão das equipes de fisioterapia enutrição, compreendendo a escala de risco e atuando nos pacientes com maiores necessidades fez aumentar asações e a parceria destes grupos. O gerenciamento das atividades de prevenção deixou a equipe de enfermagemmais próxima do seu papel de agentes que atuam na prevenção e a divulgação de todo este trabalho que são oschamados Bundles pelo hospital, é ótima maneira de motivar os colaboradores, informá-los sobre os progressos econscientizar os familiares das ações e de todas as medidas tomadas a fim de evitarmos as úlceras por pressão.REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS1. 5 MILLION LIVES CAMPAIGN. Getting Started Kit: Prevent Pressure Ulcers How-to Guide. Cambridge, MA:Institute for Healthcare Improvement; 2008. (Available at www.ihi.org).2. SILVA, RCL DA; FIGUEIREDO, NMA; MEIRELLES, IB; Feridas: fundamentos e atualizações em enfermagem, -São Caetano do Sul, SP, Yendis, 2edição 2009.3. REDDY M, GILL SS, ROCHON PA. Preventing pressure ulcers: A systematic review. JAMA. 2006; 296:974-984.
  • TRABALHO 116 IMPLANTAÇÃO DA COMISSÃO DE ENSINO, PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS ÚLCERAS E LESÕES DE PELE (COMPELE): RELATO DE EXPERIÊNCIAAutores: Almeida G. V.F., Araujo, S.R., Freitas, J.S.C., Rangel, A. G.C. Silva D.A.Instituição: Hospital Santa Izabel (HSI) – Salvador/ BaEmail: silvanarodrigues@scmba.com.brIntrodução: Meirelles et al (2007), enfatizam que, no que tange o cuidado ao cliente portador de lesões cutâneas, otrabalho interdisciplinar vem se tornando uma premissa fundamental para o alcance do sucesso no tratamentodessas feridas. As lesões de pele são consideradas eventos adversos ocorridos no processo de hospitalização, querefletem de forma indireta na percepção do cuidado prestado e impactam significativamente na otimização doprocesso terapêutico e na qualidade de vida dos pacientes. A adoção de ações multidisciplinares por equipesmotivadas, pautadas em conhecimento científico atualizado e na construção de pensamento crítico norteará açõesefetivas para prevenção e tratamento das citadas lesões. (Raquel & Alves, 2009).Justificativa: Considerando o perfil de clientela assistida no Hospital Santa Izabel –HSI, a Instituição adota pordiretriz intensificar as ações referentes à prevenção e tratamento das úlceras e lesões de pele, motivando odesenvolvimento de estudo que evidencie a experiência de implantação da Comissão de Pele- ComPele.Objetivo: Relatar a experiência de implantação de uma Comissão Interdisciplinar para sistematizar assistência nocuidado da pele.Método: Relato de experiência acerca da implantação de Comissão de Pele no HSI.Resultados: A partir da elaboração de Regimento, definição de metas de atuação e atribuições de membros, foiviabilizada a ComPele, promovendo assistência integral na prevenção e tratamento das úlceras e lesões de pele;oportunizando normatização de condutas e padronização de produtos, fornecendo subsídios para promoção depesquisa e acompanhamento de itens de controle e atualização profissional, vislumbrando redução das infecçõeshospitalares e do tempo de internação.A experiência inicial de atuação da Compele ocorreu a partir da percepção de seus membros da necessidade deinstituir Protocolo para Prevenção de Lesões de Pele, considerando a criticidade, tempo de permanência e condiçãoclínica da clientela, que favorecem risco para lesões de pele. Tal condição pôde ser evidenciada através daaplicação assistemática da Escala de Braden – escore de risco para desenvolvimento de U.P.- em unidades do HSI,ratificando risco moderado e alto nesta clientela.Conclusão: Reunir uma equipe multiprofissional, consensuar opiniões e focar nos mesmos objetivos é premissapara operacionalização de uma Comissão de Pele. A atuação de uma Comissão Interdisciplinar de Prevenção eTratamento de Lesões Cutâneas deve ter respaldo Institucional, envolver membros ativos da equipe interdisciplinar,avaliando perfil da clientela, necessidades de cuidado, implementando rotinas viáveis e exequíveis para alcance dosresultados.Bibliografia:BLANES, L. Tratamento de Feridas., Baptista-silva J.C. . Editor. Cirurgia vascular: guia ilustrado.SP:2004.MATOS, L.S.;DUARTE,N.L.V. and MINETTO,R.C. Incidência e prevalência de úlcera por pressão no CTI de umHospital Público do DF.Rev .Eletr. Enf.2010;vol12,n 4,pp719-726.MEDEIROS, A.B.F.; LOPES,C.H.A.F and JORGE, M.S.B. Análise da prevenção e tratamento das úlceras porpressão propostas por Enfermeiros. Rev. Esc. Enferm.USP[online].2009,vol.43,n.1,pp. 223-228.MEIRELES, I. B. et al. Feridas: fundamentos e atualizações em enfermagem. São Caetano do Sul: Yendis,2001.
  • TRABALHO 117A IMPORTÂNCIA DAS ORIENTAÇÕES DE ENFERMAGEM FORNECIDAS AOS PACIENTES NO SERVIÇO DERESSONÂNCIA MAGNÉTICAAutores: Santos L.M.T, Matos S.A, Roriz V.B., Rangel, A. G.C.Instituição: Hospital Santa Izabel (HSI) – Salvador/ BaEmail: vanessa.roriz@scmba.com.brIntrodução: A evolução da tecnologia utilizada a partir da segunda metade do século XX permitiu que novosmétodos de diagnósticos por imagem fossem desenvolvidos, como exemplo, a Ressonância Magnética - RM. Oexame de RM não deve ser iniciado sem que antes o paciente seja submetido a uma entrevista para afastar possívelcontra-indicação ao procedimento, assegurando minimização de riscos. A entrevista de enfermagem é de grandeimportância, fornecendo informações clínicas que norteiam o procedimento, capaz de promover a redução doestresse durante a realização do exame, tornando a assistência mais humanizada. É necessário oferecer apoioemocional, acesso a informações e oportunizar ao cliente a expressão de sentimentos através da abordagemespecífica do enfermeiro. Sabendo da importância da assistência humanizada, o setor de RM do Hospital SantaIzabel –HSI realiza a entrevista de enfermagem à beira leito do cliente hospitalizado, tornando-se inovadora noâmbito hospitalar.Justificativa: A motivação para esse estudo surgiu da necessidade de identificar o efeito das orientações deenfermagem diante de possíveis contra-indicações e sinais de claustrofobia do paciente, possibilitando a suaatuação.Objetivo: Destacar a importância da equipe de enfermagem no que concerne a fornecer informações precisas efundamentadas em conhecimento científico, para diminuir a impressão negativa sobre a RM, mapear riscosinerentes ao procedimento e sistematizar a condução do exame.Método: Trata-se de um estudo analítico/dedutivo, utilizando instrumentos de análise que darão suporte para umestudo mais específico e aprofundado, tendo como método abordagem qualitativa com análise bibliográfica erevisões dos levantamentos. A coleta ocorreu no período de dezembro de 2010 a fevereiro de 2011, no setor deRessonância Magnética do HSI, com um total de 819 exames realizados no período.Resultados: Foram observados 819 clientes durante a pesquisa. Desse total, 51 pacientes com relato declaustrofobia, representando 6,23%, apenas 02 recusaram-se a realizar o exame de RM, correspondendo a 0,24%.Obaixo percentual de exames não realizados por relato de claustrofobia pode estar associado à atuação da equipe deenfermagem durante o preparo do paciente e entrevista prévia do enfermeiro fornecendo informações seguras eesclarecedoras.Conclusão: Na prática da equipe de enfermagem da RM do HSI as orientações de enfermagem são fornecidas atodos os pacientes – ambulatoriais e internados, no intuito de não só fazer a triagem das contra-indicações, masminimizar a ansiedade a cerca do equipamento e exame, promovendo assim a aquisição de imagens de boaqualidade de diagnóstico. Neste contexto, favoreceremos minimização do estresse relacionado ao exame,otimizando qualidade da imagem ,oportunizando redução de custos inerentes ao tempo de realização do mesmo erepetições por falhas relacionadas a mobilização e posicionamento e por conseqüência favorecendo redução de nãoconformidades relacionados ao exame de RM.Bibliografia: Haddad. M. C. L.; Zago, E.; Andreassa, F. J. Desconfortos referidos por indivíduos submetidos àressonância magnética, Maringá, v. 4, n. 2, p. 149-155, maio/ago. 2005. MEDINA, R. F.; BACKES, V. M. S. Ahumanização no cuidado com o cliente cirúrgico. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, DF, v. 55, n° 5, p.522-527, set./out. 2002.
  • TRABALHO 118 PRONTUÁRIO ELETRÔNICO: DIFERENCIAL DE UM SISTEMA PRÓPRIO PARA O SERVIÇO DE ENFERMAGEM RANGEL A. G. C., SANTOS V. M. Hospital Santa Izabel- HSI - Salvador/ Bahia anagabriela@scmba.com.br, vaniamiranda@scmba.com.brIntrodução:O Prontuário Eletrônico do Paciente – PEP – representa para a área de saúde um recurso para amelhoria da qualidade dos registros e acesso às informações relacionadas à assistência ao paciente, promovendolegibilidade e confiabilidade no armazenamento de dados, sistematização de ações e segurança na tomada dedecisão.Justificativa: Interesse em identificar como um software personalizado, baseado em sistemáticas de trabalhovigentes, é um diferencial na gestão e operacionalização da assistência de enfermagem.Objetivo: Registrar benefícios e restrições no desenvolvimento e implantação de um sistema de informação próprio,identificando oportunidades de melhoria.Método: Relato de experiência sobre o desenvolvimento e implantação de um P.E.P. denominado Prontus noHospital Santa Izabel.Resultado: O módulo de enfermagem do Prontus iniciou com aprazamento e checagem da prescrição médicaeletrônica, seguido da informatização do Processo de Enfermagem. Atualmente está disponível em 59% dos leitosda Instituição, contemplando as funcionalidades: aprazamento e checagem da prescrição médica eletrônica comalertas de pendência, relatórios de aprazamento e auditoria de checagem, etapas do processo de enfermagem,triagem em emergência, escores de dependência (NAS e SCP), sinalização de isolamento, avaliação de lesões depele e relatórios gerenciais.Conclusão: Os recursos do PEP conduzem à sistematização das ações, facilitando o gerenciamento do cuidar,promovendo segurança na tomada de decisão e melhoria na qualidade da assistência.É pertinente o desenvolvimento de um sistema de informação próprio fundamentado no conhecimento da realidadeinstitucional e adequado às necessidades de uso, somado à facilidade de customização. Oportunamente, melhoriasdeverão ser viabilizadas, promovendo interface entre ações assistenciais e gerenciamento de recursos.Palavras-chave: prontuário eletrônico do paciente, sistema próprio, gerenciamento, enfermagem, relato deexperiência.ReferênciasBEZERRA, Selene Maria. Prontuário Eletrônico do Paciente: uma ferramenta para aprimorar a qualidade dosserviços de saúde. Meta: Avaliação - Rio de Janeiro, v. 1, n. 1, p. 73-82, jan./abr. 2009C.F.Jr. Crispim e A.M.R. Fernades. Desenvolvimento de um prontuário eletrônico do paciente para as clinicasde saúde da UNIVALI- IV Workshop de Informática aplicada a Saúde- CBComp 2004.MARIN, H. F.; MASSAD, E.; AZEVEDO NETO, R.S. O prontuário eletrônico do paciente na assistência,informação e conhecimento médico. SP: USP, 2003.
  • TRABALHO 119 REFLEXÕES SOBRE MODELO ASSISTENCIAL NA ÁREA DE ENFERMAGEM UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Gerolin FSF, Berlofi L, Bianchini S, Cunha ICKO Hospital Alemão Oswaldo Cruz GEPAG- Escola Paulista de Enfermagem UNIFESP fatima@haoc.com.brINTRODUÇÃO: A discussão relacionada à modelo assistencial, muitas vezes pouco compreendido na suatotalidade, nos traz a reflexão de como podemos definir a assistência hospitalar no Brasil face às diferençaseconômicas, sociais e políticas quando comparado com outros países e mesmo entre as diversas regiões. O modeloassistencial pode ser definido como o modo como são organizadas, em uma dada sociedade, as ações de atenção àsaúde, envolvendo os aspectos tecnológicos e assistenciais. Ou seja, é uma forma de organização e articulaçãoentre os diversos recursos físicos, tecnológicos e humanos disponíveis para enfrentar e resolver os problemas desaúde de uma coletividade. O resultado do significado da hospitalização é de fundamental importância quandopensamos no processo que transcorre desta experiência e não necessariamente em como será o desfecho desteprocesso. O seu transcorrer, a vivência do paciente e seus familiares no dia-a-dia com a equipe assistencial, entreoutras variáveis, interfere diretamente no bem estar do paciente e contribui para sua recuperação. Esta vivênciapode ou não trazer conteúdos que reforcem a confiança naqueles que o assistem, o que reflete uma condiçãofundamental para o estabelecimento e fortalecimento de um relacionamento positivo, ou seja, que permita a fluideznas diversas relações que o paciente vivencia.OBJETIVO E JUSTIFICATIVA: Identificar modelos assistenciais publicados, possibilitando a análise da práticaassistencial.MÉTODO: Estudo de revisão bibliográfica através da análise de artigos científicos disponíveis on line na base dedados PUBMED, no recorte temporal de 2006 a 2011, identificadas através das palavras chaves “Models, Nursing”.Após leitura dos artigos estes foram tabulados por conteúdo e país de publicação, e separados em áreas temáticassegundo a abordagem compreendida. Foram identificados 1240 artigos estrangeiros, incluindo 06 países e destesforam selecionados 59 por estarem diretamente vinculados ao objeto da pesquisa.RESULTADO: Dos 59 artigos localizados, 41 (69,5%) eram de publicação nos Estados Unidos, 09 (15,2%) naInglaterra, 03 (5%) na Austrália, 03 (5%)no Canadá, 02 (3,4%) na Nova Zelândia e 01(1,7%) na África do Sul. Nos 59 artigos, identificamos 11 diferentes modelos assistenciais com nomenclatura definida e asrespectivas quantidades de artigos que descrevem o modelo: Modelo Baseado em Evidência – 09 (81,8%), ModeloAssistencial Centrado no Paciente- 08(72,7%), Sistema Clínico Avançado – 01(9%), Modelo Baseado no SignificadoSocial – 01(9%), Primary Nursing – 01(9%), Cuidado Restaurativo para Autonomia Assistida – 01(9%), CuidadoHolístico -01(9%), Modelo de Sistema Neumann – 01(9%), Modelo Colaborativo de Prestação de Cuidados -01(9%),Cuidado Baseado na Espiritualidade-01(9%) e Modelo de Cuidado Whanaungatanga -01(9%). Identificamosainda que 13 (22,03%) do total dos 59 artigos são revisões teóricas e 08 (13,5%) modelos foram testados eminstituições de saúde e/ou no atendimento domiciliar.CONCLUSÃO: Conclui-se, portanto, que dos 11 modelos identificados, a predominância é do Modelo Baseado emEvidências, seguido do Modelo Assistencial Centrado no Paciente. Estes permitem uma análise e reflexão emrelação aos modelos descritos, contribuindo para que os enfermeiros gestores repensem o modelo assistencialinstituído nos hospitais face à realidade econômica, social e política, assegurando melhoria no cuidado em saúde.Oestudo, ainda em seu início destaca a importância de mais pesquisas analisando modelos assistenciaise,principalmente outros que os testem, permitindo assim novas possibilidades para a gestão da assistência.REFERÊNCIAS BIBLIIOGRÀFICAS 1Clarck JS. Organizing Patient Care. Leadershipe Roles and Management Functions in Nursing- Theory and Applications. 6ª Ed., 2009. 315-334.George JB. Teorias de Enfermagem: os fundamentos à prática profissional/ Julia B. Georges; Trad. Ana Maria Vasconcellos Thorell – 4ª. ed. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.Grant D, Murphy, ML . Building a new nursing model: patient care services and nursing philosophy, Stanford Nurse: 2004. P. 3-5.Lucena AF, Paskulin LMG, SouzaMF, Gutierrez MGV. Construção do Conhecimento e do fazer enfermagem e os modelos assistenciais. Rev Esc Enferm USP: 2006; 40(2):292-8. www.ee.usp.br/reeusp/.Magalhães AMM, Juchem BC. Primary Nursing: adaptando um novo modelo de trabalho no serviço de enfermagem cirúrgica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. R. Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre: jul. 2000, v.21, p.5-18. Watson J (1999). Postmodern nursing and beyond. Edinburgh: Churchill Livingstone.
  • TRABALHO 120 RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DO MODELO ASSISNTENCIAL BASEADO NO RELACIONAMENTO NO HOSPITAL ALEMÃO OSWALO CRUZ Gerolin FSF, Lech J, Berlofi L, Bianchini S, Dr. Rodrigo.... Hospital Alemão Oswaldo Cruz fatima@haoc.com.brIntrodução: No Modelo Assistencial denominado Relationship-Based Care (BRC) – Cuidado Baseado no Relaconamento, osprofisisonais da saúde reconhecem que seu objetivo é cuidar de pacientes e familiares, sendo que os melhores resultados são obtidos quandoo paciente se sente seguro dentro de um relacionamento de confiança. O relacionamento do profissional da saúde e do paciente é reforçadoatravés do foco na continuidade da assistência prestada no âmbito de uma colaboração interdisciplinar. Esta estrutura é composta de quatroprincípios: 1.autonomia na relação equipe assistencial/ paciente; 2. equipe assistencial para suprir as necessiades dos pacientes/familiares; 3.comunicação entre enfermiero, paciente e equipe multiprofissional e 4. gerenciamento do ambiente do cuidado. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) definiu como modelo ideal para a prática assistencial o Primary Nursing e oRBC, sendo que estes se complementam e promovem a manutenção da identidade do cuidado ao paciente nesta instituição, a qual estáfundamentada no acolhimento e respeito ao outro.Objetivo e JustificativaApresentar o processo de implantação do Modelo Assistencial baseado no Primary Nursing e no Relationship-based care no Hospital AlemãoOswaldo Cruz.DescriçãoCaracterização do HAOC: Hospital geral, privado, de alta complexidade. Possui 252 Leitos distribuídos em apartamentos individuais, sendo34 leitos de UTI. O corpo funcional é composto por 1773 colaboradores. Possui corpo clínico aberto, com 5047 médicos cadastrados.O HAOC tem como premissa na assistência o cuidado integral, bem como a aplicação de todas as fases da SAE (Sistematização daAssistência de Enfermagem). O enfermeiro realiza o planejamento da assistência ao paciente através da prescrição de enfermagem, levandoem consideração o levantamento de problemas e o Diagnóstico de Enfermagem; evolui diariamente o paciente, modificando o planejamentoda assistência baseado em evidências. O planejamento da alta é realizado durante o processo de internação. Em 2009, todos oscolaboradores das áreas assistenciais participaram de um curso específico sobre o modelo Primary Nursing iniciando este modelo emalgumas Unidades de Internação.Como parte do projeto de aprimoramento do modelo assistencial, realizamos um curso prático intensivo relacionado ao Modelo RBC,envolvendo trinta e duas lideranças da instituição em 2010, possibilitando aos líderes do projeto RBC clareza do método e competênciasessenciais para a construção de uma equipe que irá colaborar com as mudanças necessárias para a sua implantação.Em 2011 realizamos o programa de capacitação de 130 profissionais de diversas áreas, sendo elas assistenciais eadministrativas. Parte deste projeto começa a se consolidar com iniciativas em alguma áreas.Conclusão:A busca pelo desenvolvimento de modelos que alcancem cada vez mais as necessidades individuais de cadapaciente e que fortaleçam o trabalho da equipe multiprofissional é fundamental para a sustentação da práticaassistencial.Bibliografia: 1.American Nurses Association Bill of Rights for Registered Nurses, (2001), ANA website: http://nursing world.org/ 2.Koloroutis, M. ed. (2004) Relationship-Based Care: A model for transforming practice. Creative Health Care Management, Minneapolis, MN. 3.Manthey, M (2003). Aka Primary Nursing, Journal of Nursing Administration, 33, 7/8, p 369-370. Nursing: Scope and Standards of Practice, (2004) American Nurses Association, Silver Spring, MD.4.Manthey, M. The Practice of Primary Nursing. 2th Ed. Minneapolis, MN: Creative Health Care Management, 2002.Orem D E. Nursing: Concepts of Practice. 6th Ed. New York: Mosby, 2001. Care Model
  • TRABALHO 120 RELATO DE EXPERIÊNCIA: IMPLANTAÇÃO DO MODELO ASSISNTENCIAL BASEADO NO RELACIONAMENTO NO HOSPITAL ALEMÃO OSWALO CRUZ Gerolin FSF, Lech J, Berlofi L, Bianchini S, Dr. Rodrigo.... Hospital Alemão Oswaldo Cruz fatima@haoc.com.brIntrodução: No Modelo Assistencial denominado Relationship-Based Care (BRC) – Cuidado Baseado no Relaconamento, osprofisisonais da saúde reconhecem que seu objetivo é cuidar de pacientes e familiares, sendo que os melhores resultados são obtidos quandoo paciente se sente seguro dentro de um relacionamento de confiança. O relacionamento do profissional da saúde e do paciente é reforçadoatravés do foco na continuidade da assistência prestada no âmbito de uma colaboração interdisciplinar. Esta estrutura é composta de quatroprincípios: 1.autonomia na relação equipe assistencial/ paciente; 2. equipe assistencial para suprir as necessiades dos pacientes/familiares; 3.comunicação entre enfermiero, paciente e equipe multiprofissional e 4. gerenciamento do ambiente do cuidado. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) definiu como modelo ideal para a prática assistencial o Primary Nursing e oRBC, sendo que estes se complementam e promovem a manutenção da identidade do cuidado ao paciente nesta instituição, a qual estáfundamentada no acolhimento e respeito ao outro.Objetivo e JustificativaApresentar o processo de implantação do Modelo Assistencial baseado no Primary Nursing e no Relationship-based care no Hospital AlemãoOswaldo Cruz.DescriçãoCaracterização do HAOC: Hospital geral, privado, de alta complexidade. Possui 252 Leitos distribuídos em apartamentos individuais, sendo34 leitos de UTI. O corpo funcional é composto por 1773 colaboradores. Possui corpo clínico aberto, com 5047 médicos cadastrados.O HAOC tem como premissa na assistência o cuidado integral, bem como a aplicação de todas as fases da SAE (Sistematização daAssistência de Enfermagem). O enfermeiro realiza o planejamento da assistência ao paciente através da prescrição de enfermagem, levandoem consideração o levantamento de problemas e o Diagnóstico de Enfermagem; evolui diariamente o paciente, modificando o planejamentoda assistência baseado em evidências. O planejamento da alta é realizado durante o processo de internação. Em 2009, todos oscolaboradores das áreas assistenciais participaram de um curso específico sobre o modelo Primary Nursing iniciando este modelo emalgumas Unidades de Internação.Como parte do projeto de aprimoramento do modelo assistencial, realizamos um curso prático intensivo relacionado ao Modelo RBC,envolvendo trinta e duas lideranças da instituição em 2010, possibilitando aos líderes do projeto RBC clareza do método e competênciasessenciais para a construção de uma equipe que irá colaborar com as mudanças necessárias para a sua implantação.Em 2011 realizamos o programa de capacitação de 130 profissionais de diversas áreas, sendo elas assistenciais eadministrativas. Parte deste projeto começa a se consolidar com iniciativas em alguma áreas.Conclusão:A busca pelo desenvolvimento de modelos que alcancem cada vez mais as necessidades individuais de cadapaciente e que fortaleçam o trabalho da equipe multiprofissional é fundamental para a sustentação da práticaassistencial.Bibliografia: 1.American Nurses Association Bill of Rights for Registered Nurses, (2001), ANA website: http://nursing world.org/ 2.Koloroutis, M. ed. (2004) Relationship-Based Care: A model for transforming practice. Creative Health Care Management, Minneapolis, MN. 3.Manthey, M (2003). Aka Primary Nursing, Journal of Nursing Administration, 33, 7/8, p 369-370. Nursing: Scope and Standards of Practice, (2004) American Nurses Association, Silver Spring, MD.4.Manthey, M. The Practice of Primary Nursing. 2th Ed. Minneapolis, MN: Creative Health Care Management, 2002.Orem D E. Nursing: Concepts of Practice. 6th Ed. New York: Mosby, 2001. Care Model
  • TRABALHO 121 PREPARO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS BEIRA LEITO: UMA SISTEMÁTICA COM FOCO NA SEGURANÇA E NA GESTÃO DE RISCOS Martinelli TT, Tasca MA, Cazzolato E, Grando RM. Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Brasil S.A tmartinelli@hospitalbrasil.com.br Introdução: São muitos os riscos pertinentes ao complexo processo de administração de medicamentos. Refletir sobre eles é a melhor forma de elaborar estratégias eficientes e modelos sistemáticos para detecção precoce e prevenção de erros1. Para que a prática da enfermagem possa ser exercida de maneira segura, todas as fases envolvidas no processo devem ser bem conhecidas e descritas. Ações integradas entre farmácia, enfermagem e médicos também são fundamentais para a segurança institucional e do paciente2. Justificativa: A partir de uma avaliação criteriosa e reflexiva do processo de administração de medicamentos, foram implantadas melhorias estruturais e ações sistematizadas de conferência a beira leito, a fim de oferecer subsídio para prevenção de erros e garantir a segurança do paciente. Objetivo: Relatar a experiência na implantação do projeto de preparo e administração de medicamentos beira leito, descrevendo ações de melhoria estruturais e de fluxos, desde o recebimento da medicação até a checagem da prescrição médica, com vistas à garantia da segurança do processo. Método: Relato de experiência realizado a partir de um projeto de gestão de riscos assistenciais desenvolvido em um hospital geral, privado, de grande porte, localizado na cidade de Santo André (SP). Resultados: O projeto foi iniciado a partir da aquisição de carrinhos para medicação beira leito e descrição do fluxo de recebimento, conferência e administração dos medicamentos. Foram realizados treinamentos específicos sobre o uso dos carrinhos, enfatizando a conferência das medicações no momento da entrega das mesmas pela farmácia, antes de guardá-las nos respectivos carrinhos e antes do preparo e administração das mesmas nos pacientes. O processo de conferência ocorre integralmente com a prescrição médica e a checagem passou a ser realizada imediatamente após a administração, garantindo a segurança das informações registradas no prontuário. Foram realizadas reuniões periódicas com a equipe usuária desta sistemática para acompanhamento do processo e ajuste às necessidades evidenciadas. Conclusões: Além da segurança transmitida ao paciente com o preparo e administração beira leito, outros pontos positivos identificados foram: organização na guarda dos materiais e medicamentos; ausência de “tumulto” no posto de enfermagem durante período de preparo de medicação e checagem imediata da prescrição médica a beira leito favorecendo a diminuição de não conformidades no prontuário. Todos esses aspectos levaram à conclusão de que essa é uma prática que minimiza os riscos de divergências na administração de medicamentos, nas suas diversas dimensões e, sendo essa uma das atividades mais importantes da enfermagem, conhecer os fatores que favorecem o erro é imprescindível para a redução dos mesmos e para uma assistência de segura e de qualidade.Referências:1 Franco, JN; Ribeiro, G; DInnocenzo, M; Barros, BPA. Percepção da equipe de enfermagem sobre fatores causaisde erros na administração de medicamentos.Rev. bras. enferm. 63(6): 927-932, 2010 Dec.2 Carvalho V T. Erros na administração de medicamentos: análise de relatos dos profissionais deenfermagem.[Dissertação]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP; 2000.Palavras chaves: Administração de medicamentos / Medicamentos beira leito / Gestão de riscos .
  • TRABALHO 122 EMAGRECER EM GRUPO: RELATO DE EXPERIÊNCIA Cruz LMN, Curcio BF, Peniche, ACG Unidade de Saúde da Família Jardim Imperial de Pindamonhangaba - SP Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP) 1. Cruz, Léia Mello Nunes. Enfermeira da Saúde da Família de Pindamonhangaba-SP. Aluna de Mestrado da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. End: Av. Abel Correa Guimarães 81 apto 26 Bl 1, Pindamonhangaba-SP, 12420-680. Tel (12) 9719 9721, Fax (12) 3645 7782. E-mail: leiamello@uol.com.br. 2. Curcio, Beatriz Franco. Médica da Saúde da Família em Pindamonhangaba – SP. 3. Peniche, Aparecida de Cassia Giani. Profª Livre Docente da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, Departamento Médico-Cirúrgica. e-mail para contato: leiamello@uol.com.br RESUMO O número de pessoas que tem o peso excessivo aumentou e atingiu proporções preocupantes e de risco à saúde.Da obesidade decorrem várias considerações importantes, dentre as quais, podemos citar a existência de uma sériede agravos à saúde, uma vez que a obesidade contribui para o surgimento de doenças crônicas, como ahipertensão, diabetes e a dislipidemia, bem como, o grande investimento financeiro e de recursos humanos que sãoaplicados para a recuperação dessa situação (1). É importante que os tratamentos para obesidade não estejamvoltados apenas para a redução do peso corporal, mas também levem em conta as necessidades de cada indivíduo,para que ocorra tanto a melhora da qualidade de vida relacionada à saúde física, como também a saúde mental (2).A educação alimentar tem um papel importante em relação ao processo de transformação e mudanças, àrecuperação e promoção de hábitos alimentares saudáveis que pode proporcionar conhecimentos necessários àauto-tomada de decisão de formar atitudes, hábitos e práticas alimentares sadias e variadas (3). Neste contextodescrito do problema da obesidade e da percepção de um aumento no número de pacientes com sobrepeso eobesidade atendidos em consulta de enfermagem na Unidade de Saúde da Família Jardim Imperial emPindamonhangaba, cidade do interior de São Paulo, houve a necessidade de prestar uma intervenção maisespecífica a estes pacientes através da implantação de um grupo de reeducação alimentar que foi denominadoPense Leve. Este estudo teve como objetivo descrever o desenvolvimento de um grupo de reeducação alimentar(Pense Leve) para pessoas obesas e com sobrepeso na Estratégia de Saúde da Família. Inicialmente, para aimplantação do grupo, foram realizadas reuniões com a equipe de profissionais da Unidade onde ocorreramdiscussões sobre a obesidade, sobre os temas que deveriam ser abordados no Pense Leve e estratégias deoperacionalização do grupo, como horário, palestrantes e profissionais que seriam convidados e periodicidade dosencontros. Foi então realizada uma divulgação na Unidade por meio de cartazes, consultas e através de visitadomiciliar. A etapa seguinte consistiu na abertura de um prazo de trinta dias para que os pacientes pudessemcomparecer na unidade e realizar sua inscrição na recepção. O grupo foi desenvolvido de agosto a dezembro de2010. Os encontros aconteceram semanalmente e foram divididos entre palestras, roda de terapia comunitária edegustação light onde sempre uma receita com caloria reduzida era ensinada aos pacientes e degustada. Foramsujeitos deste estudo 19 pacientes do sexo feminino dos quais 32% estavam com sobrepeso e 68% com obesidade.No final do programa foi verificado que 79% dos participantes eliminaram peso e cinco pessoas obtiveram reduçãono grau de classificação da obesidade. O presente estudo permitiu reconhecer a complexidade dos aspectosenvolvidos na adoção de estilos de vida mais saudáveis e eliminação de peso corporal. O modelo proposto para ogrupo se mostrou eficaz e contribui para uma melhora na qualidade de vida dos pacientes. Recomenda-se que ogrupo continue sendo monitorado pelos profissionais para que seja possível futuramente ser avaliado de forma maisprofunda.1. Gentil P. Comer com os olhos [entrevista online] São Paulo; Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. [citadoem 2005 Ago 8]. Disponível em: http://www.fapesp.br/agencia.2. Almeida GAN, Loureir SR, Santos JE. Obesidade Mórbida emMulheres -Estilos Alimentares e Qualidade de Vida. Archivos Lationoamericanos de Nutricion. 2001; 4(51): 359-365. 3.Rotenberg S, Vargas S. Práticas alimentares e o cuidado da saúde: da alimentação da criança à alimentação da família. RevBras Saúde Mater Infant. 2004; 4:85-9
  • TRABALHO 123 ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO UTILIZADAS POR TÉCNICOS DE ENFERMAGEM DO PRONTO- SOCORRO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICOGarcia AB, Dellaroza MSG, Haddad MCL, Vannuchi MTOUniversidade Estadual de Londrina (UEL)alessandrabg@gmail.comIntrodução: Os recursos humanos em saúde são parte principal e mais complexa do instrumento que dispomospara alcançar a missão de uma instituição, porém, as questões subjetivas referentes à estes trabalhadores são, namaioria das vezes, ignoradas, quando deveriam ocupar um grande espaço no gerenciamento dos mesmos. A formacom que o indivíduo relaciona-se com o seu trabalho, considerando a forma como este está organizado, pode fazeremergir certo sofrimento, com o qual o indivíduo tem que lidar e enfrentar para que este se torne suportável e nãocomprometa seu equilíbrio psíquico. Para isso, ele utiliza estratégias que podem ser inconscientes e configuram-secomo alavanca para modificar e transformar as situações adversas do trabalho, tornando aceitável aquilo que nãoera. Usar estratégias de enfrentamento é fundamental para a continuação do trabalho, bem como para uma realadaptação às pressões. Justificativa: A saúde psíquica de quem cuida influencia diretamente na forma como estecuidado será realizado, assim, torna-se importante entender quais estratégias de enfrentamento os trabalhadoresutilizam para tentar equilibrá-la, visto que este tema tem emergido expressivamente na atualidade. Objetivo:Desvelar as estratégias utilizadas por técnicos de enfermagem que atuam em um Pronto-Socorro para enfrentar ossentimentos de sofrimento no trabalho. Método: Estudo descritivo qualitativo, utilizou entrevista semi-estruturadapara coleta de dados e técnica de análise de conteúdo para a análise dos mesmos. Realizado com técnicos deenfermagem do Pronto-Socorro de um hospital do Paraná. Para a seleção dos sujeitos foi utilizada a técnica bola-de-neve. Resultados: Os sujeitos entrevistados revelaram estratégias individuais e coletivas para enfrentar osofrimento. As estratégias individuais são processos mentais onde o trabalhador busca modificar ou minimizar apercepção da realidade que o faz sofrer. Trouxeram a tentativa de não se envolver emocionalmente com o pacientepara evitar o sofrimento; a mentalização da separação entre a vida profissional e pessoal; o relacionamento/diálogocom o paciente como instrumento terapêutico para minimizar o sofrimento sentido pelo trabalhador pela condição dopróprio paciente; e a espiritualidade como suporte para o enfrentamento através da compreensão do processo devida, morte e sofrimento. As estratégias coletivas dependem de condições externas e se mantêm no consenso degrupos de trabalhadores. A partir disso, as falas revelaram uma rotina/organização no dia-a-dia como intrínseca aotrabalho e composta por um planejamento das ações para preparação antecipada para imprevistos nesta unidade;um ambiente de ajuda mútua e cumplicidade entre os colegas pela possibilidade do trabalhador depender da ajudado outro; e a tentativa de obter o reconhecimento dos enfermeiros de forma indireta, através de diálogos queinduzam ao feedback ou tragam algum retorno sobre o resultado do trabalho realizado. Conclusão: Percebe-se quea equipe utiliza-se de estratégias individuais e coletivas: buscando principalmente superar o sofrimento provocadopelo convívio com a o sofrimento alheio, com a imprevisibilidade do processo de trabalho, além de buscar avalorização de seu trabalho através do reconhecimento. É necessário que os gerentes conheçam estas estratégiaspara que possam potencializá-las em suas equipes, diminuindo as conseqüências do sofrimento quando este éinevitável.BibliografiaBendassolli PF, Soboll LAP, organizadores. Clínicas do trabalho. São Paulo (SP): Atlas; 2011. p. 3-21.Martins JT. Prazer e sofrimento no trabalho do enfermeiro em Unidades de Terapia Intensiva: estratégias defensivas [tese dedoutorado]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo; 2008. 199 p.Bardin L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2003. 226 p.Atkinson R, Flint J. Accessing hidden and hard-to-reach populations: snowball research strategies. Social Research Update[internet]. 2001 [acesso em: 15 abr 2010]; 33. Disponível em: http://sru.soc.surrey.ac.uk/SRU33.html.
  • TRABALHO 124 SISTEMA DE NOTIFICAÇÃO DE EVENTOS – UMA FERRAMENTA PARA O GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM Reis EAA1, Barros CG2, Mayer SM3, Simões RO4Introdução: Na área da saúde as mudanças relacionadas à segurança iniciam-se na década de 90 com a publicação do livro“To Err is Human: Building a Safer Health System” que alerta para fragilidade do sistema de saúde. Assim, focar no sistema e noprocesso, e não em pessoas, é a essência dos atuais sistemas para a redução ou eliminação dos erros. Gerenciar eventosadversos é uma das formas de instituir a segurança do paciente.Objetivo: Realizar análise de dados de um sistema de notificação de eventos adverso informatizado, com o objetivo decompreender os processos envolvidos e propor melhorias.Método: Trata-se de um estudo descritivo retrospectivo de uma base de dados do sistema de notificação de eventos. Esteestudo foi realizado em um hospital privado, sem fins lucrativos da cidade de São Paulo. Foram considerados somente oseventos relacionados ao paciente que totalizaram 3747 eventos e excluídos dados incompletos.Resultados e Análise: Na análise verificou-se que o total de pacientes envolvidos nestes eventos foi 2593, sendo que 1981(76,40%) pacientes tiveram 1 notificação; 364 (14,04%) 2; 110 (4,24%) 3; 66 (2,55%) 4; 33 (1,27%) 5 e 39 (1,50%) de 6 a 13.Isto se deve ao fato dos pacientes se internarem várias vezes durante o ano. Destes pacientes 1323 (51%) era do sexomasculino e 1270 (49%) feminino, o que demonstra que não há diferença na distribuição entre os sexos. A idade dos pacientesvariou de 0 a 110 anos com uma média de 51,6 anos e uma mediana de 51,5 anos. A distribuição dos eventos por faixa etária foi172 (5%) em menor de 1 ano; 95 (3%) em lactentes; 183 (5%) em crianças; 1409 (38%) em adultos; 1888 (50%) em idosos.Nota-se nesta análise que a maior parte dos eventos estava relacionada à população idosa 50% e 12% na população pediátrica,este fato demonstra que estas faixas etárias merecem uma atenção. “Outros Eventos” foram o maior numero notificados(caracterizados por vários processos assistenciais) 1559 (41%); seguido de Ulcera Pressão 568 (15%); Erro Medicação 560(15%); Flebite527 (14%); Queda 187 (5%); Evento Sentinela 192 (5%); Perda SNE 155 (4%) e RAM 6 (0,2%), são comparáveiscom dados encontrados na literatura. Quanto ao período de ocorrência verificamos que maioria dos eventos aconteceu noperíodo da manhã 1636 (44%); 1223 (33%) à tarde e 888 (24%) à noite, inferimos que os eventos podem estar relacionados comos períodos de maior execução de procedimentos.Conclusão: Este estudo demonstra que um sistema de notificação de eventos pode ser utilizado para traçar a tendência doseventos que mais ocorrem na instituição, contribuindo para a melhoria dos processos assistenciais: revisão dos protocolos eimplantação de um grupo específico para análise de causa raiz focado nos eventos graves. Podemos concluir que umasistemática de notificação e análise de eventos adversos é necessária para que a enfermagem gerencie os riscos relacionadosao paciente prevenindo a ocorrência e implantando processos mais seguros para o paciente.Referencias:Kohn LT, Corrigan JM, Donaldson MS, editors. To Err Is Human - Building a Safer Health System. 4ª ed. Institute of medicine.National Academy Press Washington, D.C; 2003.Leape LL, Berwick DM. Five Years After To Err Is Human – What Have We Learned? JAMA. 2005;293(19):2384-2390.Leape LL, Berwick DM. Safe health care: are we up to it? BMJ. March 2000; 320: 725.Aiken LH, Clarke S, Sloane DM, Sochalski JA, Busse R, Clarke H, Giovannetti P, Hunt J, Rafferty AM, Shamian J. Nurses‟Reports On Hospital Care In Five Countries. Health Aff. May 2001; vol. 20 no. 3 43-53.Wilson RMcL, Harrison BT, Gibberd RW, Hamilton JD. An analysis of the causes of adverse events from the Quality in AustralianHealth Care Study. MJA 1999; 170: 411-415.Runciman WB, Williamson JAH, Deakin A, Benveniste KA, Bannon K, Hibbert PD. An integrated framework for safety, qualityand risk management: an information and incident management system based on a universal patient safety classification. Qual.Saf. Health Care 2006;15;82-90.Stelfox HT, Palmisani S, Scurlock C, Orav EJ, Bates DW. The "To Err is Human" report and the patient safety literature. Qual.Saf. Health Care 2006;15;174-178.Autores: Consultora de Qualidade e Segurança do Hospital Albert Einstein2Diretora de Prática Assistencial, Qualidade e Segurança do Hospital Albert Einstein3Analista de Qualidade e Segurança do Hospital Albert Einstein4Consultora de Qualidade e Segurança do Hospital Albert EinsteinInstituição:Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert EinsteinContato:Elisa Aparecida Alves Reiselisa_reis@einstein.brAvenida Albert Einstein, 627/701 – 6º andar Bloco DSão Paulo, 05652-900 (011) 2151-1233 – Ramal: 72662
  • TRABALHO 125RELATO DE EXPERIÊNCIARelato de experiência: implantação do Time out no centro cirúrgico doHospital Alvorada de MoemaAutor: Fabíola Portella Ribas Martins Elaine Alves de Sá Pimenta Karina Banhos Silva Elide Pereira AmaranteIntrodução:A cultura corporativa é muitas vezes referida como a "cola" que mantém uma organização unida. A cultura incorpora a filosofia de líderes, quesão traduzidas e influência os comportamentos dos colaboradores de uma forma que aumenta o comprometimento com os objetivos daorganização.Estudos sobre o uso eficaz da gestão da qualidade total descobriram que alta e média liderança desempenha um papel importante natransmissão da cultura para a linha de frente.The National Patient Safety Agency (NPSA) descreve a cultura de segurança nos cuidados de saúde como onde os colaboradores e aorganização tem uma preocupação constante e atuante do potencial para que as coisas sejam resolvidas, todos, são capazes de reconhecer oserros, aprender com eles, e tomar medidas para corrigi-los.(1)O sistema de saúde do inicio do século XX era centrado na figura do medico, que detentor do conhecimento, com limitada tecnologia e sozinho, atendia o pacienteno hospital, no consultório ou na sua residência. Esse sistema simples, direto e no qual o medico era detentor do controle dificilmente produzia coisas erradas.Na década de 1990, os serviços de saúde sofrem uma drástica mudança na estrutura e nas relações com a sociedade. Isso se deve em parte pelo aumento dos custosdos procedimentos médico-hospitalares, pela introdução de procedimentos ainda sem comprovação de utilidade clinica, e da excessiva variabilidade nos padrões napratica medica, entre outras, que começam a exigir também como padrão a qualidade dos cuidados prestados pelos médicos e serviços de saúde. (2) A qualidade da assistência médica, baseada nos princípios de segurança, atendimento centrado no paciente, eficácia, eficiência, atendimento apropriado e equidade,principais premissas do relatório Errar é Humano (3) passou-se a exigir também na saúde melhorias continuas da qualidade, com a adoção de práticas antes restritas àárea da indústria. Essas práticas, que tem como objetivo a segurança de todos os processos de assistência ao doente, e tiram do médico a responsabilidade única do cuidado e dãoconsistência aos processos assistenciais e a possibilidade de periodicamente analisa-los e aperfeiçoá-los.Para garantir a qualidade da assistência ao paciente cirúrgico, em julho de 2003, a Joint Commission Board of Commissioners (JCAHO) propôs o Protocolo Universal paraPrevenção do lado errado, procedimento errado e paciente errado(4-5); sendo também recomendado pelo Colégio Americano de Cirurgiões(10). Nesta mesma direção,em 2004 foi criada a World Alliance for Patient Safety, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que em 2007 iniciou um programa direcionado para a redução de errose eventos relacionados a procedimentos cirúrgicos, denominado de Save Surgery Saves Lives (Cirurgia segura salva vidas)(6). Este programa, semelhantemente aoproposto pela JCAHO, recomenda a utilização de um checklist para cirurgia segura que inclui algumas tarefas e procedimentos básicos de segurança.O protocolo Universal da JCAHO inclui três etapas:Etapas do Protocolo Universal da JCAHO(7):1. Verificação pré-operatória: visa assegurar que todos os documentos e informações relevantes ou equipamentos estejam disponíveis antes do início doprocedimento, estejam corretamente identificados e etiquetados, estejam concordantes com o registro de identificação do paciente e sejam consistentes entre si, comas expectativas do paciente e com a compreensão da equipe sobre o paciente, o procedimento, o local da cirurgia. A falta de informações ou as discrepâncias, devemser abordadas e resolvidas antes do início do procedimento.2. Marcação do sítio operatório (lateralidade): visa identificar, sem ambigüidade, o local do procedimento cirúrgico. Para os procedimentos envolvendo adistinção entre estruturas bilaterais (direita e a esquerda), estruturas múltiplas (como os dedos das mãos e dos pés) ou níveis múltiplos (como nos procedimentos decoluna), o sítio deve ser marcado de modo que a marca seja visível após o paciente ter sido preparado.3. Pausa -TIME OUT: esta etapa é fundamental, sendo realizada em sala cirúrgica antes do início do procedimento. Tem por objetivo avaliar e assegurar que opaciente, o local cirúrgico, o procedimento e o posicionamento estão corretos, e que todos os documentos, equipamentos e informações estão disponíveis. Nestaetapa, todo o processo de conferência é realizado verbalmente, em voz alta e com a participação da totalidade dos membros da equipe cirúrgica, sendo requerida ainterrupção de toda e qualquer atividade em sala. A leitura dos itens é realizada de forma integral e exatamente como escrito no formulário.O processo de verificação deve ser interdisciplinar, contando com a participação de todos os membros da equipe, sendo exigida a comunicação ativa entre todos.O protocolo deve ser iniciado por um membro designado na equipe e conduzido de modo seguro, para evitar falhas. Para isto, o procedimento cirúrgico não éiniciado até que todas as questões ou preocupações estejam resolvidas. Este papel é geralmente desempenhando pelo enfermeiro, que pode, ocasionalmente, sentir-sepouco à vontade ao insistir com que a pausa seja realizada logo antes do início do procedimento. Entretanto, os enfermeiros devem ser leais e comprometidos com asegurança do paciente em suas interações com a equipe cirúrgica, a fim de garantir que ocorra a verificação final (TIME OUT)(1).MÉTODOO presente trabalho é um estudo descritivo de relato da experiência. Foi realizado no Centro Cirúrgico (CC) do Hospital Alvorada Moema Estado de São Paulo, queé uma Organização privada. O CC possui 12 salas de operação , com produtividade mensal de 800 cirurgias.REFERENCIAS:1. Reason J: Managing the risks of organizational accidents. Ashgate, 1997. 2. Berwick,D; Godfrey,A; Roessner,J.Melhorando a qualidade dos serviçosmédicos hospitalares e da saúde.São Paulo: Makron Books, 1994. Institute of Medicine.To err is human: building a safer health system. Washington,D.C., NationalAcademy Press, 1999. 4. Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations. JCAHO to hold summit on wrong-site, wrong-procedure, wrong-personsurgeries. Jt Comm Perspect.2003;23(3):7-8.5. Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations. Approved: revisions to 2007 National Patient Safety Goals and Universal Protocol. Jt CommPerspect. 2007;27(3):5-6. 6. World Health Organization (WHO). Checklists save lives. Bull World Health Organ. 2008;86(7):501-2.7. Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations, editor. Temas e estratégias para liderança em enfermagem: enfrentando os desafios hospitalaresatuais. Porto Alegre: Artmed; 2008. 8. VendraminiI RCR; Silva EA; Ferreira KAS et al. Segurança do paciente em cirurgia oncológica: experiência do Instituto doCâncer do Estado de São Paulo. Rev. esc. enferm. USP vol.44 no.3. São Paulo Sept. 2010
  • TRABALHO 126 ADEQUAÇÃO DO TAMANHO DO MANGUITO DO APARELHO DE PRESSÃO ARTERIAL NÃO INVASIVO NA CLÍNICA MÉDICO CIRÚRGICA (CMC)Jaurés M, Canero TR, Sicoli AA, Miguel AC, Katayama DAHospital Albert Einsteine-mail: michelej@einstein.brIntrodução: Diferentes fatores podem influenciar na medida precisa da pressão arterial (PA). Para evitar que a PAseja super ou subestimada, a razão da circunferência braquial/manguito deve ser em torno de 40% da largura dobraço, e o manguito deve circundar de 80 a 100% do comprimento, conforme recomendação da America HeartAssociation (AHA). Justificativa: O desempenho da CMC, na auditoria do Projeto de Padronização da Medida daPressão Arterial do Programa de Cardiologia, de um hospital particular de grande porte na cidade de São Paulo, foi24% inferior à meta preconizada (meta 80% de conformidade na adequação do tamanho do manguito, de acordocom a circunferência braquial do paciente – desempenho CMC 61% de conformidade). O Programa de Cardiologiaadaptou uma tabela da AHA, que classificava o paciente de acordo com o tamanho da circunferência braquial,através de adesivos coloridos na capa do prontuário, determinando o tamanho do manguito a ser utilizado. Porémpercebeu-se que os tamanhos dos manguitos descritos não eram compatíveis com os tamanhos disponíveis nainstituição, e que o registro na capa do prontuário perdia-se quando, o mesmo, era arquivado na alta hospitalar.Resultando em dificuldade na compreensão da tabela, e inadequação do tamanho do manguito utilizado nospacientes. Objetivo: Aumentar a adequação do tamanho do manguito do aparelho de pressão arterial não invasivo,na CMC, conforme a circunferência braquial dos pacientes. Método: Realizou-se análise dos resultados da auditoriano Grupo de Discussão da CMC (GDC), time de trabalho composto por representantes da enfermagem da CMC,resultando em propostas de melhorias no processo de registro e escolha do tamanho do manguito. Com isso,eliminou-se a tabela adaptada da AHA, a utilização de adesivos coloridos, e o registro na capa do prontuário. Otamanho da circunferência braquial passou a ser registrado na folha de evolução, anotação e controles deenfermagem, assim como o tamanho do manguito correspondente utilizado. Exemplo: circunferência braquial 28 cmMSD (26 – 32 cm). Resultados: A adequação do tamanho do manguito utilizado aumentou em 46%, na CMC, apósas ações implantadas, e as despesas com os adesivos coloridos foram eliminadas. Comparativo da adequação do tamanho do manguito de pressão arterial não invasivo, conforme tamanho da Comparativo da adequação do tamanho do manguito de circunferência braquial - CMC. São Paulo, Outubro - 2010. pressão arterial não invasivo, conforme tamanho da circunferência braquial - CMC. São Paulo, Outubro - 2010. 89% 61% 64% 61% Auditoria Programa Cardiologia 2009 Auditoria Pré Projeto Piloto Abril-2010 Auditoria Programa Cardiologia 2009 Auditoria Pós Projeto Piloto Junho-2010 Conformidade Meta (80%) Conformidade Meta (80%)Conclusão: Concluímos que as ações implantadas contribuíram para a qualidade da assistência prestada,segurança do paciente e redução de custos. A revisão do processo permitiu a compreensão dos executores, quantoà finalidade e objetivo em adequar o tamanho do manguito conforme a circunferência braquial. A nova proposta deregistro do tamanho do manguito utilizado, na folha de controles, garantiu a permanência desta informação noprontuário do paciente após a alta hospitalar. Frente os resultados positivos da implementação na CMC, o Programade Cardiologia multiplicou esta prática para toda a instituição.
  • TRABALHO 127 LIDERANÇA DO ENFERMEIRO: UMA ANÁLISE DE ESTILOS SOB O ENFOQUE DO GRID GERENCIAL Ferreira MBG, Duarte JMG, Presotto GV, Dal Poggetto MT, Simões ALA Universidade Federal do Triângulo Mineiro/UFTM - Uberaba (MG) mariabgfo@bol.com.brNo contexto das organizações, a liderança constitui-se se em ferramenta gerencial eficaz, contribuindo para oalcance dos objetivos. Nos serviços de enfermagem, enfermeiros coordenam equipes e gerenciam a assistência;tais funções implicam no exercício de influência na equipe, caracterizando liderança(1,2). Este estudo teve comoobjetivos: identificar os estilos de liderança exercidos pelo enfermeiro, na ótica dos membros da equipe deenfermagem; comparar as médias de escores entre os estilos de liderança nos comportamentos real e ideal, ecomparar as médias dos escores de estilos correspondentes entre diferentes comportamentos. Estudo descritivo eexploratório, desenvolvido nas unidades de Clínica Médica, Cirúrgica, Neurologia, Doenças Infecto-Parasitárias eOrtopedia de um hospital universitário, após aprovação do Comitê de Ética, sob o protocolo 1469. Os participantesforam técnicos e auxiliares de enfermagem. Para identificar o estilo de liderança do enfermeiro, foram utilizados osInstrumentos Grid & Liderança em Enfermagem: Comportamento Real e Comportamento Ideal, os quaiscontemplam cinco estilos de liderança, conforme maior pontuação atribuída: estilo 9,1 - enfermeiro preocupa-se comprodução; 1,9 - amigo da equipe e faz tudo para que gostem dele; 1,1 - preocupa-se apenas com o seu emprego,interesse irrelevante pela equipe e serviço; 5,5 - guia sua supervisão pelos regulamentos hospitalares; 9,9 - consultaa equipe, guia o trabalho baseado em objetivos comuns e contempla resolução conjunta dos problemas(3). Foramincluídos todos os profissionais que estavam no plantão correspondente ao dia de aplicação do questionário,totalizando 109 colaboradores. Destes, 13 recusaram-se a participar e cinco foram excluídos, pelo preenchimentoinadequado, resultando na participação de 91 profissionais. A coleta de dados ocorreu em julho de 2010. Paraanálise dos dados utilizou-se: análise descritiva, Anova-F seguido por Bonferroni e Teste t-Student (p<0,05). Osresultados demonstraram que o principal estilo de liderança identificado pela equipe de enfermagem, referente aocomportamento real, corresponde ao estilo 9,9 (25,59%) seguido pelos estilos 5,5 (22,59%); 1,9 (21,67%), 9,1(16,2%) e 1,1 (14,25%). Como comportamento ideal evidenciou-se o estilo 9,9 (26,7%), sendo o mais desejável, e o1,1 (13,05%) como o mais indesejável; os estilos 5,5 (23,92%), 1,9 (22,75%) e 9,1 (13,58%) figuraram entredesejável e indesejável. A comparação entre os estilos dos comportamentos real e ideal demonstrou que a média deescore do estilo 9,9 foi significativamente superior aos demais, evidenciando ser o estilo de liderança mais praticadopelos enfermeiros e o mais desejável. Constatou-se que as médias do comportamento ideal foram significativamentesuperiores ao real nos estilos 9,1 (t=2,149; p=0,033), 1,9 (t=-4,584; p<0,001), 5,5 (t=-4,613; p<0,001) e 9,9 (t=-4,999;p<0,001), evidenciando que o valor atribuído ao estilo idealizado é maior que o identificado. Pode-se concluir que aliderança exercida e a idealizada foram caracterizadas pelo estilo 9,9; ou seja, comportamentos que refletemenvolvimento e comprometimento com a missão da instituição, espírito de trabalho em equipe e gestão participativa.Observou-se, ainda, que o estilo de liderança exercido ainda não corresponde ao idealizado pela equipe deenfermagem.Descritores: liderança, enfermagem, gerência.Referências Bibliográficas1. Trevizan MA, Mendes IAC, Hayashida M, Galvão CM, Cury SRR. Análise de expectativas sobre a liderança doenfermeiro à luz das Teorias Grid. Rev Gaúcha Enferm. 2001 Jan; 22(1):20-9.2. Santos I, Oliveira SEM, Castro CB. Gerência do processo de trabalho em enfermagem: liderança da enfermeiraem unidades hospitalares. Texto Contexto Enferm. 2006 JulSet; 15(3): 393-400.3. Trevizan MA. Liderança do Enfermeiro: O ideal e o real no contexto hospitalar. São Paulo: Sarvier, 1993. 94p.
  • TRABALHO 128 IDEALIZAÇÃO DOS ENFERMEIROS SOBRE SEU PROCESSO DE TRABALHO Presotto GV, Ferreira MBG, Simões ALA Universidade Federal do Triângulo Mineiro - Uberaba (MG) mariabgfo@bol.com.brNa prática profissional, frequentemente, discute-se a indefinição do trabalho do enfermeiro, confrontando-se osistema de ensino que apresenta grande parte do conteúdo curricular direcionado para aprendizagem de funçõesassistenciais, e a prática profissional, caracterizada pela sobrecarga de funções administrativas(1). O trabalho doenfermeiro tem sido caracterizado pelo excesso de funções, pela realização de atividades não-específicas daprofissão e por desvios em sua atuação, levando ao distanciamento do seu principal foco de trabalho: assistência aocliente(2). Estudos têm apontado para a multiplicidade de papéis do enfermeiro nas instituições de saúde; no entanto,pouco se discute sobre as opiniões e sentimentos desse profissional acerca da configuração de seu processo detrabalho, no que concerne às atividades que desempenha e aquelas que, por motivos diversos, deixa de realizar(3).Conhecer a opinião dos enfermeiros a respeito do seu fazer cotidiano poderá contribuir para a reflexão sobre aconfiguração de seu processo de trabalho, bem como possibilitar a discussão de estratégias que possam viabilizaruma prática condizente com a abrangência de sua formação profissional. Esta pesquisa objetivou identificar asatividades que, na opinião dos enfermeiros, deveriam ser desenvolvidas durante o seu processo de trabalho everificar quais motivos têm impedido sua realização. Estudo qualitativo, na modalidade estudo de caso, realizadocom enfermeiros vinculados ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Os dados foramcoletados por meio das técnicas de observação participante e entrevista semi-estruturada, e submetidos à técnica deanálise de conteúdo. Foram entrevistados 19 enfermeiros. Os resultados evidenciaram a opinião dos enfermeirossobre funções que são inerentes a sua formação profissional, contudo encontram obstáculos para o seudesenvolvimento. Atividades de educação permanente e a implementação da Sistematização da Assistência deEnfermagem foram mencionadas como sendo as atribuições mais almejadas; entretanto, justificam a não realizaçãodestas devido ao número insuficiente de profissionais para atender a demanda do serviço, o que, segundo relatosdos mesmos, resulta em sobrecarga de trabalho. Não obstante, os enfermeiros reconhecem tais funções comoinstrumentos de melhoria da qualidade assistencial. Determinantes de ordem institucional como falta deequipamentos e cobertura de mais de um setor ao mesmo tempo, bem como justificativas relacionadas à falta detempo e realização de outras atividades que não são de competência do enfermeiro foram referidos como motivosque contribuem para a não realização de atividades que os enfermeiros julgam importantes e têm sidonegligenciadas por estes profissionais. Refletir sobre o processo de trabalho do enfermeiro é fundamental para aseleção de estratégias que viabilizem uma prática condizente com a abrangência de sua formação profissional ecom a qualidade da assistência de enfermagem.Descritores: processo de trabalho; gerenciamento; assistência de enfermagem.Referências Bibliográficas 1SILVA AM. Processo de trabalho e atividades educativas de trabalhadores de Enfermagem em hospitais públicos. 2010.197f. (tese doutorado). Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2010. 2Costa RA, Shimizu HE. Atividades desenvolvidas pelos enfermeiros nas unidades de internação de um hospital-escola. Revista Latino Americana de Enfermagem. 2005; 13(5): 654-62. 3Andrade JS, VIEIRA MJ. Prática assistencial de Enfermagem: problemas, perspectivas e necessidade de sistematização. Revista Brasileira de Enfermagem. 2005; 58(3): 261-65.
  • TRABALHO 129 AUDITORIA INTERNA NAS UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA Esteves JT, Malaquias AP, Santos JM, Silva ARA Hospital Santa Cruz de São Paulo arsilva@hospitalsantacruz.com.brIntrodução: A auditoria de enfermagem é um processo pelo qual as atividades de enfermagem são examinadas,mensuradas e avaliadas, em confronto com padrões preestabelecidos, por meio de revisões das anotações deenfermagem que constam no Prontuário. Justificativa: Baseado no alto índice de operadoras e frente à ausência deregistros de materiais e procedimentos realizados, observou-se a necessidade de um trabalho interno de auditoria,onde será realizada a conferência diária dos prontuários, sinalizando as divergências encontradas e atuando junto àequipe multidisciplinar, conscientizando de forma educacional, visando a excelência na assistência de enfermageme realização correta da documentação da assistência prestada pela instituição. Objetivo: Mensurar a qualidade daassistência de enfermagem e conscientizar a equipe multidisciplinar da necessidade e importância na descrição doscuidados prestados ao cliente, além de proporcionar a equipe de enfermagem o aprimoramento na descrição daassistência prestada ao cliente, desenvolver a competência administrativa – financeira dos enfermeiros, com ointuito de diminuir os índices de glosas, avaliar a sistemática da equipe de enfermagem, visando um atendimento dequalidade e uma cobrança adequada para um pagamento justo das ações realizadas ao cliente. Método:Levantamento bibliográfico relacionado ao tema auditoria de enfermagem e de dados dos prontuários, identificandoe analisando as deficiências nos registros, as inexistências de cobranças dos procedimentos realizados e materiaisutilizados e a falta de checagem. Com a elaboração de aulas e orientações, relacionadas aos problemasencontrados e demonstração de resultados através de gráficos comparativos, realizados antes e após as açõespropostas de melhoria. Resultados: Foram um total de 192 prontuários analisados de setembro a novembro de2010, comparados com a taxa de internação que foi de 388 internações. O total de glosas das UTIs no mês desetembro seria: R$9.700,00, no mês de outubro: R$10.200,00 e no mês de novembro: R$19.500,00. Nos últimos 02meses foram computadas a falta de cobrança dos escriturários que foi no mês de outubro: R$2.900,00 e no mês denovembro: R$4.800,00, totalizando R$7.600,00. Somando esses valores destes 03 meses, teríamos um total deglosas de: R$39.407,00, referente a 49% da taxa de internações. Essas glosas relacionadas a enfermagem , incluifalta de checagem de drogas e sedações, anotações sem imprimir e carimbar ou sem ser realizada, falta dechecagem de dietas e falta de registro de materiais. Em relação aos escriturários esses valores são referentes afalta de cobrança de itens do nosso estoque como: soros, ringer, drogas, materiais como adaptic, jelcos, polifix, etc.Realizando um balanço de setembro/2010 a fevereiro/2011, conseguiu-se evitar em média R$ 95.000,00 que seriamglosados, mas que foram revertidos com o trabalho em questão. Conclusão: Houve melhorar na qualidade doserviço prestado pela equipe de enfermagem, beneficiando o cliente e criando subsídios para melhoria da qualidadeassistencial, com aumento do comprometimento da equipe em relação à descrição da assistência prestada aocliente e otimização do processo de faturamento, resultando na lucratividade e crescimento da instituição.BibliografiaAuditoria do método de assistência de enfermagem. Rev. Bras. Enferm. v.57. n.4. Brasília Jul/Ago. 2004.Auditoria em Enfermagem identificando sua concepção e métodos. Rev. Bras. Enferm. v. 61.n.3.Avaliação da qualidade dos registros de enfermagem no prontuário por meio da auditoria. Brasília Maio/ Junho 2008. ActaPaul. Enferm. v.22 n.3. São Paulo Mai/Jun. 2009.Abordagem conceitual de métodos e finalidades da auditoria de enfermagem. Rev. Rene v. 10. n.1, p. 1- 165. Fortaleza. Jan/Mar.2009.
  • TRABALHO 130 GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE: IMPLANTAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE VISTORIA DO PROCESSO DE SEGREGAÇÃOEzaias GM, Sardinha DSs, Silva LA, Souza DHospital Doutor Anísio FigueiredoEmail: gabimez@hotmail.comIntrodução: Os resíduos sólidos de serviços de saúde (RSS) são aqueles produzidos e manipulados em todos ostipos de estabelecimentos prestadores de atenção à saúde, resultantes do exercício das atividades assistenciais(ABNT,1993); e representam possíveis veículos de contaminação do ambiente, assim como são consideradosagentes de risco, visto que podem afetar a saúde dos indivíduos (TAKAHASHI, GONÇALVES, 2005.). O riscooferecido pelos RSS pode ser minimizado pelo seu correto gerenciamento, estabelecido por um Programa deGerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), que define e descreve as ações relativas ao manejodos resíduos sólidos desde a sua geração, passando pelo tratamento, até sua disposição final. A inadequadasegregação de resíduos (operação de identificação e separação dos mesmos no momento de sua geração, emfunção da classificação previamente adotada no PGRSS), constitui-se em grande risco para a saúde do trabalhador.Vivenciando um processo de trabalho, no qual o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) representa oórgão responsável pelo PGRSS em uma instituição de saúde pública de média complexidade, e identificando grandenúmero de inadequações na segregação de resíduos nas unidades geradoras, optou-se pela implantação daestratégia de vistoria diária com o objetivo de identificar falhas nesse processo que comprometam a segurança dotrabalhador. Objetivo: Descrever o processo de implantação da rotina de vistoria diária da segregação de resíduosem uma instituição de saúde pública de média complexidade e apresentar os dados iniciais levantados no períodode Janeiro a Fevereiro de 2011. Metodologia: Estudo descritivo, no qual se utilizou para coleta de dados diária uminstrumento de observação para avaliação da segregação dos resíduos dos setores de Pronto Socorro, InternaçãoClínica e Cirúrgica, adulta e pediátrica. O processo de vistoria foi realizado por dois técnicos de enfermagem doSCIH, previamente capacitados quanto aos padrões a serem observados e tipos de inadequações a seremnotificados. Para classificação das inadequações foram utilizados os conceitos de infração comum (sem riscoocupacional) e infração grave (com risco ocupacional). Resultados: Durante o período do estudo foram encontradas82 inadequações referentes à segregação de resíduos, sendo 80,5% na unidade de Pronto Socorro e 19,5% nasunidades de Internação. Destas, 11% foram classificadas como infração grave, uma vez que envolviam a presençade materiais perfuro-cortantes e/ou com presença de sangue e outros fluidos corporais, que oferecem risco a saúdedos trabalhadores quando inadequadamente descartados. Das infrações graves, 77,8% ocorreram no setor dePronto Socorro e 22,2% nas unidades de Internação, com predomínio no período noturno (sete infrações graves).Constatou-se no transcorrer da implantação da estratégia de vistoria diária melhora significativa do processo desegregação, no entanto devido a ausência de ações de responsabilização dos membros da equipe e suaslideranças, percebeu-se um declínio na qualidade do processo de segregação. Conclusão: A estratégia de vistoriadiária de segregação de resíduos apresentou resultados positivos, porém isoladamente tal ação não garante umamudança de comportamento efetiva dos membros da equipe de saúde, o que evidencia a necessidade de açõescomplementares que envolvam a responsabilidade profissional.Bibliografia:ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12807: resíduos de serviço de saúde – terminologia.Rio de Janeiro, jan.1993;TAKAHASHI, R.T.; GONÇALVES, V.L.M. Gerenciamento de recursos físicos e ambientais. In: KURCGANT(Coords). Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2005, p.184-194;
  • TRABALHO 131 MANISFESTAÇÕES PSICO-COMPORTAMENTAIS DO BURNOUT EM TRABALHADORES DE UM HOSPITAL DE MÉDIA COMPLEXIDADEEzaias GM, Gouvea PB, Haddad MCL, Vannuchi MTO, Sardinha DSsHospital Doutor Anísio Figueiredo / Universidade Estadual de LondrinaEmail: gabimez@hotmail.comIntrodução: Burnout é uma síndrome psicológica que ocorre devido à tensão emocional crônica no processo detrabalho e constitui-se em uma experiência subjetiva que gera atitudes e sentimentos relacionados ao trabalho,afetando a atuação do profissional e trazendo conseqüências para a organização (TAMAYO; TRÓCCOLI, 2002).Manifesta-se por diversos sinais e sintomas, alterações fisiológicas, disfunções psicológicas e mudançascomportamentais, que interferem diretamente no processo de trabalho, afetando aspectos relativos à qualidade eprodutividade. No âmbito hospitalar, as conseqüências se refletem na organização e na qualidade da assistência desaúde prestada ao paciente, podendo comprometer a recuperação da saúde do mesmo. Diante disto, vivenciando oprocesso de trabalho em uma instituição hospitalar de média complexidade, permeado por fatores de risco para odesenvolvimento da síndrome de Burnout, como sobrecarga de trabalho, relacionada ao aumento do grau dedependência e gravidade dos pacientes; dificuldades estruturais e falta de recursos materiais e humanos, percebeu-se a necessidade de investigar a ocorrência do Burnout entre os profissionais de saúde, assim como buscar sinais esintomas que caracterizem a ocorrência desta síndrome. Objetivo: Identificar e relacionar sintomas psíquicos ecomportamentais com as dimensões positivas da síndrome de Burnout em profissionais de um hospital público demédia complexidade. Metodologia: Estudo descritivo de natureza quantitativa com trabalhadores das diversascategorias profissionais atuantes em um hospital público de média complexidade da cidade de Londrina/PR. Para acoleta de dados foi utilizado um instrumento auto-aplicável, constituído das principais variáveis dependentes dasíndrome de Burnout, criado por Christine Maslach e validado no Brasil por Benevides-Pereira; para a identificaçãodos sinais e sintomas da síndrome de Burnout, utilizou-se questionário desenvolvido por Menegaz (2004).Resultados: A análise dos dados permitiu encontrar relações entre as dimensões da síndrome e sintomaspesquisados com valores de p significativos, através do teste Qui-quadrado, evidenciando a repercussão dosofrimento psíquico na produtividade e qualidade do trabalho, sendo que 33,8% dos trabalhadores apresentavamalto grau de exaustão emocional, 26,9% alto grau de despersonalização e 30% demonstraram baixa realizaçãoprofissional, sendo estes os graus de cada dimensão que caracterizam a presença de síndrome de Burnout.Também foi encontrada relação entre a manifestação de sintomas psíquicos e comportamentais, como irritabilidadefácil, sentimento de pouco tempo para si mesmo, estado de aceleração contínuo, aumento do consumo de álcool,cigarro e/ou drogas e perda do senso de humor, e as dimensões positivas para a síndrome. Conclusão: Amanifestação de diferentes sintomas psíquicos e comportamentais associados à síndrome de Burnout mostrou-sesignificativa, e dentre eles, destacou-se a presença da irritabilidade fácil. Considerando que o sofrimento psíquicopossui impacto negativo na produtividade e qualidade do trabalho, fica evidente a necessidade no reconhecimentoprecoce destas manifestações para a realização de intervenções que visem à interrupção deste processo deadoecimento.Bibliografia:MENEGAZ, F.D.L. Características da incidência de burnout em pediatras de uma organização hospitalar pública[tese]. Florianópolis (SC): Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Santa Catarina; 2004;TAMAYO, M.R.; TRÓCCOLI, B.T. Exaustão emocional: relações com a percepção de suporte organizacional e comas estratégias de coping no trabalho. Estud. psicol., v.7, n. 1, p. 37-46, 2002.
  • TRABALHO 132 RESIDÊNCIA DE GERÊNCIA EM SERVIÇOS DE ENFERMAGEM: FORMAÇÃO PROFISSIONAL COM MÉTODO PROBLEMATIZADOREzaias GM, Sardinha DSs, Haddad MCL, Vannuchi MTOHospital Doutor Anísio Figueiredo/Universidade Estadual de LondrinaEmail: gabimez@hotmail.comIntrodução: A educação problematizadora rompe com o modelo educacional tradicional, que vê o educando comoser passivo; transformando-o em ser ativo, livre e responsável pelo seu conhecimento. Tem caráter reflexivo epromove criticidade em relação à realidade e conduz consequentemente, a mudanças de paradigmas (CYRINO,TORALLES-PEREIRA, 2004). A problematização tem nos estudos de Paulo Freire (1975), a sua origem, enfatizandoque os problemas a serem estudados, precisam valer-se de um cenário real. Os problemas obtidos pela observaçãoda realidade manifestam-se para alunos e professores com todas as suas contradições, daí o caráter fortementepolítico do trabalho pedagógico na problematização, marcado por uma postura crítica de educação. O processo degerenciar em enfermagem pressupõe a tomada de decisões, e depende do grau de autonomia do gerente deenfermagem e de como se dá a sua relação com as pessoas e com a própria política de instituição; ressalta-se queo perfil do gerente e sua postura na tomada de decisões afetam significativamente os resultados das mesmas(MASSAROLLO, FERNANDES, 2002). Frente ao exposto, o Programa de Residência de Enfermagem daUniversidade Estadual de Londrina (UEL) adotou o modelo de educação problematizadora para a formação deEnfermeiro Gerente, buscando assim capacitar o enfermeiro a atuar na área de administração dos serviços deenfermagem, com vistas a analisar, intervir e modificar o quadro vigente, quando necessário, levando em conta acomplexidade da organização (VANNUCHI, CAMPOS, 2007). Objetivo: Descrever a experiência da utilização dométodo problematizador na formação de enfermeiros inseridos no Programa de Residência em Gerência emServiços de Enfermagem. Metodologia: O programa de Residência da UEL é desenvolvido nos diversos níveis deatenção à saúde, que se articulam em duas etapas, sendo a primeira constituída por práticas interdisciplinares e aoutra composta por práticas específicas com característica multiprofissional. O curso possui carga horária de 5.010horas, distribuídas em dois anos, incluindo atividades teóricas e práticas. Resultados: A formação baseada nométodo problematizador proporciona o desenvolvimento de diversas competências gerenciais em enfermagem,atuando como um agente facilitador no processo de inserção no mercado, uma vez que aprimora a capacidadecrítico-reflexiva com ampliação da visão do processo de trabalho nos diferentes níveis de atenção; contribui com odesenvolvimento das habilidades de gerenciamento de conflitos, liderança e dimensionamento de recursoshumanos, materiais, físicos e ambientais, assim como proporciona um melhor entendimento nas relaçõesorganizacionais da área da saúde. Conclusão: Acredita-se que a proposta de utilização do método problematizadorna formação de Enfermeiros Gerentes representa uma estratégia eficaz, que proporciona o desenvolvimento decompetências gerenciais necessárias para a atuação profissional, assim como promove o fortalecimento da parceiraacademia-serviço-comunidade, elemento essencial para o sucesso do processo gerencial.Bibliografia:CYRINO, E.G.; TORALLES-PEREIRA, M.L. Trabalhando com estratégias de ensino-aprendizagem por descobertana área da saúde: a problematização e a aprendizagem baseada em evidências. Cad. Saúde Pública, v. 20, n. 3,p.780-788, mai/jun, 2004;FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1975;MASSAROLLO, M.C.K.B.; FERNANDES, M.F.P. Ética e gerenciamento em enfermagem. In: KURCGANT (Coords).Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2005, p.14-25;VANNUCHI, M.; CAMPOS, J. A Metodologia Ativa na Residência em Gerência do Curso de Enfermagem da UEL.Cogitare Enferm, v.12, n. 3, p. 358-64, jul/set, 2007.
  • TRABALHO 133 MULTIDISCIPLINARIDADE NA CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS DO SERVIÇO DE HIGIENE HOSPITALAR: UMA ESTRATÉGIA DO SERVIÇO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAREzaias GM, Sardinha DSs, Silva Junior MCHospital Doutor Anísio FigueiredoEmail: gabimez@hotmail.comIntrodução: O Serviço de Higiene, Limpeza e Conservação (SHLC) em Serviços de Saúde apresenta relevantepapel na prevenção das infecções relacionadas à assistência em saúde (IRAS), sendo imprescindível à criação deestratégias que promovam o aperfeiçoamento das técnicas de limpeza e o eficaz controle da disseminação demicrorganismo no ambiente hospitalar (BRASIL, 2010). A educação consiste em um processo dinâmico e contínuode construção do conhecimento, que por meio do desenvolvimento do pensamento livre, da consciência crítico-reflexiva e relações humanas, leva à criação de compromisso pessoal e profissional, capacitando para atransformação da realidade (PASCHOAL; MANTOVANI; MÉIER, 2007). A realização de treinamentos tem comoresultado o aumento do conhecimento teórico e prático que proporciona ao indivíduo eficiência para a realização deseu trabalho, enquanto a promoção do desenvolvimento vai além da eficiência, e visa à ampliação de competênciasprofissionais e pessoais (PERES, LEITE, GONÇALVES, 2005). Aspectos psicológicos também devem serconsiderados no processo de capacitação, uma vez que fatores individuais, como auto-estima e motivação, sãofatores importantes no sucesso do processo de trabalho (TORRES, 2008). Justificativa: Diante do exposto, econsiderando a responsabilidade do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) em promover oconhecimento, assim como sensibilizar os profissionais de saúde no que se refere ao controle das IRAS, constatou-se a necessidade de realização de capacitação com foco multidisciplinar da equipe do SHLC. Objetivo: Descrever oprocesso de capacitação da equipe do Serviço de Higiene, Limpeza e Conservação de um hospital público de médiacomplexidade e apresentar as percepções dos agentes capacitadores envolvidos neste processo. Metodologia: Acapacitação foi realizada em março de 2011, com 22 Auxiliares de Higiene divididas em dois grupos com 10 e 12participantes; teve duração de oito horas dividido em dois momentos, com abordagem metodológicaproblematizadora, utilizando-se a estratégia de exposição dialogada e dinâmicas de grupo. Resultados: O PrimeiroMomento foi composto por uma dinâmica de apresentação, com o objetivo de reforçar os laços interpessoais daequipe e outra visando o fortalecimento do grupo frente à instituição, com foco no trabalho em equipe e estímulopara reconhecimento do valor de suas atividades na estrutural organizacional. No Segundo Momento foramabordadas questões técnico-operacionais, por meio de exposição dialogada e dinâmica de grupo, com foco noesclarecimento de dúvidas e apresentação/discussão do novo Protocolo de Rotinas do SHLC. Conclusão:Observou-se a participação ativa dos profissionais nos dois momentos do processo de capacitação, porém comrelevantes diferenças entre os grupos, no qual foram resgatados conceitos, técnicas e estratégias pertinentes aomomento de reestruturação do SHLC. Pode-se sugerir que o Primeiro Momento atuou como um facilitador noprocesso de aprendizagem e integração. Constatou-se também o suprimento de demandas referentes a vieses doconhecimento, que geram diferentes padrões técnico-operacionais na prática de limpeza. Frente ao exposto, vê-se anecessidade de criação de um programa de capacitação periódico para o serviço, com vista a promover e manter aqualificação e motivação dos profissionais, assim como garantir a qualidade do processo de assistência.Bibliografia:BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Segurança do paciente em serviços de saúde: limpeza edesinfecção de superfícies. Brasília, 2010;PASCHOAL, A.S.; MANTOVANI, M.F.; MÉIER, M.J. Percepção da educação permanente, continuada e em serviço paraenfermeiros de um hospital de ensino. Rev Esc Enferm USP, v. 41, n. 3, p.478-484, 2007;PERES, H.H.C.; LEITE, M.M.J.; GONÇALVES, V.L.M. Educação Continuada: recrutamento e seleção, treinamento edesenvolvimento, e avaliação do desempenho profissional. In: KURCGANT (Coords). Gerenciamento em Enfermagem. Rio deJaneiro:Guanabara Koogan, 2005, p.138-156;TORRES, S. Estruturação da equipe por meio do treinamento e desenvolvimento. In: TORRES, S.; LISBOA, T.C. Gestão dosserviços limpeza, higiene e lavanderia em estabelecimentos de saúde. 3.ed. São Paulo:SARVIER, 2008, p. 33-51.
  • TRABALHO 134REGISTRO INFORMATIZADO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM NO PONTO DE CUIDADO DO PACIENTE:AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROSPalomo JSH, Silva RCG, Gutierrez MA.Instituto do Coração (InCor) do Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.E-mail: jurema.palomo@incor.usp.brPalavras-chaves: Informática em Enfermagem, Sistemas Automatizados de Assistência junto ao leito, Registros deEnfermagem, Gerenciamento.RESUMO:Introdução: a entrada da Tecnologia da Informação nas instituições de Saúde causa uma verdadeira evolução, compropostas novas e inovadoras que objetivam agregar melhorias nos registros dos cuidados aos pacientes. Osenfermeiros que atuam em hospitais dizem que “a maior vantagem dessas transformações é a volta do foco de suasações de enfermagem para o cuidado direto ao paciente”1. O Sistema de Informação Hospitalar tem sido usado pararesolver importantes problemas relacionados ao uso de prontuário convencional em papel (físico) volumoso,incômodo e pouco eficiente2,3, possibilitando o registro das ações do cuidado no Prontuário Eletrônico do Paciente,que é “um conjunto de informações referentes ao paciente, armazenadas em formato digital”4. Entretanto, algumasdesvantagens têm sido relatadas, especialmente quando os registros precisam ser feitos no ponto de cuidado ou àbeira do leito. Justificativa: estudo desenvolvido sobre a aplicação da Informática para organizar o Processo deEnfermagem no momento e local de atendimento do paciente. Objetivo: avaliar o uso de um computador móvelespecialmente desenvolvido para auxiliar o enfermeiro no processo de registro da assistência de enfermagem noponto de cuidado do paciente (Medkart®). Método: trata-se de estudo descritivo, transversal com abordagem quali-quantitativa, que incluiu 25 enfermeiros experientes no uso e aplicação do processo de enfermagem. Os dadosquantitativos foram analisados por estatística descritiva e os dados qualitativos por meio da análise de conteúdo.Resultados: todos os enfermeiros tinham habilidade com sistemas informatizados e 52% consideraram que oMedkart® foi um facilitador para o registro da avaliação inicial do paciente. Entretanto, 64% relataram que odispositivo não facilitou o registro das intervenções de enfermagem durante a avaliação inicial. 84% concordaramque o Medkart® facilitou os registros posteriores. Os enfermeiros consideraram que o uso do dispositivo permitiurápido acesso a informações adicionais do paciente e permitiu a confiabilidade dos dados armazenados à medidaque os registros foram feitos imediatamente após a avaliação do paciente, evitando a perda de informações.Contudo, observou-se que o interferiu na relação enfermeiro-paciente. Conclusão: o Medkart® transpôs as limitaçõesdo dispositivo portáteis utilizados a beira do leito até o momento, acarretou trabalho adicional para o enfermeiro,embora consideraram que esse tipo de dispositivo foi útil para a prática profissional.Bibliografia:Ball MJ, Weaver C, Abbot PA. Enabling technologies promise to revitalize the role of nursing in an era of patientsafety. Int J Med Inform. 2003; 69(1): 29-38.Marin HF. Improving Patient Safety with technology. Int J Med Inform. 2004; 73: 543-6.Évora YDM, Dalri MCB. O uso do computador como ferramenta para a implantação do processo de enfermagem.Rev Bras Enferm. 2002; 55: 709-13.Marin HF, Massad E, Azevedo Neto RS. Prontuário eletrônico do paciente: definições e conceitos. In: Massad E,Marin HF, Azevedo Neto RS. O prontuário eletrônico do paciente na assistência, informação e conhecimentomédico. São Paulo: 2003. p.1-20.
  • TRABALHO 135INVESTIGAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE QUEDAS EM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE ESPECIALIZADO EM CARDIOPNEUMOLOGIAPalomo JSH, Fiorante MLS, Kameoka AM, Rodrigues LAB, Silva RCG.Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São PauloE-mail: jurema.palomo@incor.usp.brPalavras-chaves: Avaliação de Risco, Indicadores, Queda, Gerenciamento.RESUMO:Introdução: as quedas são motivo de grande preocupação para os profissionais e gestores das organizações desaúde, sendo que as ações preventivas exigem criteriosa avaliação de risco. Entretanto, não há escalas validadasno Brasil para a identificação desses eventos em Serviços de Atendimento de Alta Complexidade (SAC).Justificativa: buscar subsídios clínicos para a elaboração de escala de avaliação de risco de queda específica paraSAC. Objetivos: identificar a incidência de quedas e caracterizar os fatores ambientais que colaboraram para aocorrência da queda e o perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes que sofreram tal incidente em um SAC.Método: trata-se de estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa realizado em SAC especializadoem cardiopneumologia. Adotou-se a definição de queda e de incidência de quedas conforme preconização peloCQH (Compromisso com a Qualidade Hospitalar). Os dados relacionados ao perfil sociodemográfico e clínico, bemcomo os fatores ambientais que colaboraram para a ocorrência do evento, foram analisados por meio de estatísticadescritiva. Resultados: os dados foram obtidos da análise do registro de eventos adversos de 2009 (n=756), dosquais 171 corresponderam à ocorrência de quedas, com a incidência de 1,3/1000 paciente-dia. Verificou-se que50,3% (n=86) dos pacientes que caíram tinham 71 anos ou mais e 1,8% (n=3) tinham menos de 5 anos. Quanto aogênero, 56,1% (n=96) eram do sexo masculino. Verificou-se que 84,8% (n=145) dos pacientes não apresentaramalterações do nível de consciência, porém em 35,1% (n=60) dos registros houve notificação de déficits motores,dentre os quais, o mais prevalente foi a dificuldade de marcha (41,7%;n=25). O diagnóstico médico mais frequentefoi a insuficiência cardíaca (22,8%;n=39) e o procedimento cirúrgico mais comum entre os que caíram foi arevascularização do miocárdio (8,8%;n=15). Quanto à terapia medicamentosa, mais da metade dos pacienteshaviam utilizado diuréticos e vasodilatadores nas seis horas que precederam o evento. As quedas ocorrerampredominantemente nas clínicas médico-cirúrgicas (77,2%;n=132). Ainda, observou-se que 74,3% (n=127) dospacientes que caíram não tinham acompanhante no momento da queda. Notou-se que os pacientes caíram,predominantemente, nos turnos da manhã e tarde (53,2%;n=91), da própria altura (61,4%;n=105) no quarto(68,4%;n=117) e/ou da cama/maca (26,3%;n=45), embora estivessem liberados para levantar sozinhos(44,4%;n=76) ou com auxílio (39,2%;n=67). Conclusão: os dados obtidos por meio do impresso de eventosadversos possibilitaram análise preliminar do perfil sociodemográfico e clínico, assim como dos fatores ambientaisque, possivelmente, contribuíram para a ocorrência de quedas em pacientes atendidos em SAC. Entretanto,percebeu-se a necessidade de estudo mais aprofundado com vistas à elaboração de escala de avaliação de riscoespecífica para essa população.Bibliografia:Pereira SRM, Buksman S, Perracini M, Py L, Barreto KML, Leite VMM. Projeto Diretrizes: quedas em idosos.Disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/082.pdfVitor AF, Lopes MVO, Araújo TL. Diagnóstico de enfermagem: risco de quedas em pacientes com angina instável.Rev. Rene. Fortaleza, v. 11, n. 1, p. 105-113, jan./mar.2010Machado TR, Oliveira CJ, Costa FBC, Araújo TL. Avaliação da presença de risco para queda em idosos. Rev. Eletr.Enf. [Internet]. 2009;11(1):32-8. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v11/n1/v11n1a04.htm.
  • TRABALHO 136 TREINAMENTO EM DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM: FERRAMENTA PARA APRIMORAR O RACIOCÍNIO CLÍNICOPalomo JSH, Silva RCG, Margarido ES, Ferreira FG, Lopes JL.Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São PauloE-mail: jurema.palomo@incor.usp.brPalavras-chaves: Treinamento, Diagnóstico de Enfermagem, Taxonomia, Gerenciamento.RESUMO:Introdução: os diagnósticos de enfermagem são usados como ferramenta para planejar e direcionar o cuidado, bemcomo organizar o conhecimento de enfermagem. Há várias classificações de diagnósticos de enfermagem,entretanto, a mais utilizada em nosso meio é a classificação de diagnósticos da NANDA-Internacional. Contudo, asenfermeiras relatam dificuldade em utilizar a taxonomia, porque não tiveram esse conteúdo durante o curso degraduação. De fato, a introdução dos diagnósticos de enfermagem nos currículos das faculdades de enfermagemocorreu recentemente no Brasil. Ainda, o conteúdo das disciplinas que abordam o processo de enfermagem varia deforma significativa. Desse modo, o conhecimento específico relacionado à linguagem padronizada varia de modoimportante entre os enfermeiros. Justificativa: aprimorar o conhecimento dos enfermeiros de nosso hospital emrelação ao uso da classificação de diagnósticos da NANDA-I. Objetivo: avaliar a retenção do conhecimento e oefeito de um modelo de treinamento para o raciocínio clínico de enfermagem que trabalham num hospitalespecializado em cardiopneumologia. Método: trata-se de estudo descritivo e exploratório. Os enfermeirosparticiparam de uma sessão de treinamento teórico-prático, com carga horária total de quatro horas. O conteúdoversava sobre processo diagnóstico e as atividades práticas foram realizadas por meio de estudos de caso. Cadaestudo de caso foi submetido à validação consensual por especialistas. A efetividade do treinamento em melhorar oraciocínio diagnóstico, foi avaliada por meio de um estudo de caso teste, para o qual os diagnósticos identificadospelos especialistas foram: “Risco de glicemia instável”, “Risco de infecção” e “Ansiedade”, sendo este o principalpara o caso. Resultados: o estudo de caso teste foi aplicado em duas ocasiões: antes da aula teórica e após asatividades práticas. O raciocínio diagnóstico foi avaliado baseado na assertividade do diagnóstico e na identificaçãodo diagnóstico mais acurado. Foram treinados 234 enfermeiros. Na primeira avaliação, os enfermeiros identificarammaior número de diagnósticos (61) em comparação com a segunda (34). O número médio de diagnósticosidentificados na primeira avaliação foi dez (10) e na segunda, oito (8). Observou-se que na primeira avaliação, 89%dos enfermeiros identificaram o diagnóstico “Ansiedade”, 65% “Risco de infecção” e 61% “Risco de glicemiainstável”. Na segunda avaliação, 92% dos enfermeiros identificaram o diagnóstico “Ansiedade”, 86% “Risco deinfecção” e 55% “Risco de glicemia instável”. Em relação à assertividade do diagnóstico mais acurado, 28%identificaram “Ansiedade” na primeira avaliação e 34% na segunda. Conclusão: o modelo de treinamento mostrouque os enfermeiros apresentaram um aprimoramento do raciocínio clínico, bem como para a identificação dosdiagnósticos de enfermagem.Bibliografia:Barros, A.L.B.L., Michel, J.L.M., Nóbrega, M.M.L., Garcia, T.L. (2000). The use of nursing diagnosis in Brazil. ActaPaulista de Enfermagem, 13, 37-40.Carpenito-Moyet, L.J. (2010). Nursing diagnosis: application to clinical practice. (13th ed.). Philadelphia: Lippincott,Williams & Wilkins.Grossman, S., Krom, Z., OConnor, R. (2010). Innovative Solutions: Using Case Studies to Generate IncreasedNurses Clinical Decision-Making Ability in Critical Care. Dimensions of Critical Care Nursing, 29, 138-142.Lunney, M. (2009). Critical thinking to achieve positive health outcomes: nursing case studies and analyses. (2nd ed.).Iowa: Wiley-Blackwell.
  • TRABALHO 137 A LIDERANÇA DO ENFERMEIRO EM UTI E SUA RELAÇÃO COM O AMBIENTE DE TRABALHO Balsanelli AP, Cunha ICKO, Macedo RCRInstituições: Hospital Israelita Albert Einstein – SP e Escola Paulista de Enfermagem – UNIFESP;E-mail para contato: pazetto@terra.com.brResumoIntrodução: A liderança é extremamente necessária e requerida do enfermeiro em todos os seus campos deatuação. Isto também inclui a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) que deve propiciar condições adequadas para oexercício desta competência. Analisar a relação entre o ambiente de trabalho e a liderança do enfermeiro na UTIpossibilita ao gestor manter, aprimorar ou realizar mudanças estratégicas para que o exercício desta competênciaaconteça com resultados eficazes. Objetivos: verificar o estilo de liderança ideal, segundo a percepção doenfermeiro e o real de acordo com a avaliação de um de seus liderados; mensurar o ambiente de trabalho emenfermagem e correlacionar às variáveis liderança real e ambiente de trabalho. Método: estudo transversal ecorrelacional realizado numa Unidade de Terapia Intensiva Geral de um hospital particular localizado na zona sul domunicípio de São Paulo – SP. A amostra constitui-se de 12 enfermeiros e 12 técnicos em enfermagem. A coleta dedados ocorreu no período de agosto de 2010. A abordagem inicial deu-se com os enfermeiros que após aceitaremparticipar sortearam um técnico em enfermagem. Os enfermeiros receberam três instrumentos de coleta de dados:caracterização, subescalas do Nursing Work Index Revised (NWI-R) versão brasileira validadas1 e Grid & Liderançaem Enfermagem – comportamento ideal2. Aos técnicos em enfermagem foram entregues os seguintes instrumentos:caracterização e Grid & Liderança em Enfermagem – comportamento real2 tendo como fonte de avaliação oenfermeiro que o sorteou. Combinou-se uma data posterior para entrega dos questionários. Os dados foram tratadoscom estatística descritiva e a ANOVA (p<0,05). Resultados: Os enfermeiros foram unânimes quanto ao perfil idealde liderança, preferindo o 9,9. Os técnicos em enfermagem classificaram seus líderes em 3 estilos, sendo: 8 como9,9, 1 em 5,5, 1 como 1,1 e os outros 2 empataram (5,5; 9,9) e (1,9; 5,5). Houve uma concordância de 9 em 12, ou75% (IC 95% - [43%;93%]). O ambiente de trabalho em enfermagem teve uma média de 26,9 (min 26,6 e max 31com desvio padrão 5,11). Destaca-se que quanto menor a pontuação obtida mais favorável é a prática emenfermagem. Quando correlacionou-se o estilo real de liderança com o ambiente de trabalho percebeu-se queliderança autocrática (1,1) está diretamente associada com a percepção de ambiente de trabalho menos propício àprática da enfermagem (NWI-R= 31,0). Já o estilo participativo (9,9) encontra NWI-R=26,6. Limitações: destaca-seque esta amostra é pouco representativa e que há necessidade de ampliar o seu tamanho para atender os objetivospropostos. Conclusão: Este estudo mostra que há uma tendência das percepções do ambiente de trabalho emenfermagem mais adequado relacionar-se a estilos de liderança mais participativos.Descritores: Liderança, Enfermagem, Ambiente de Instituições de Saúde, Unidade de Terapia Intensiva.Bibliografia: 1- Gasparino RC. Adaptação cultural e validação do instrumento “Nursing Work Index – Revised” paraa cultura brasileira. [dissertação]. Campinas (SP): Unicamp; 2008. 2- Trevizan MA. Liderança do enfermeiro:situação de um hospital de ensino. In: Trevizan MA. Liderança do enfermeiro: o ideal e o real no contexto hospitalar.São Paulo (SP): Sarvier; 1993. p. 47-94.
  • TRABALHO 138 REDUÇÃO NO TEMPO DE INTERNAÇÃO HOSPITALARAutores: Alcântara KG, Cavalieri MA, Moreira LF, Santos RPInstituicão: Hospital Israelita Albert EinsteinE-mail: keniagomes@einstein.brIntrodução: O processo de internação hospitalar é complexo, envolve procedimentos obrigatórios e de segurança,verificação de documentação. É necessária equipe administrativa que elabora, alimenta os dados e efetua cadastrose equipe de enfermeiras que contabilizam e distribuem adequadamente os leitos conforme motivo de internação. Oserviço de cadastro e internação do Hospital Albert Einstein faz em média 3500 internações/mês, sendo 55%cirúrgicas. O objetivo é a redução dos tempos de espera para atendimento, o atendimento em si e a alocação dopaciente no leito. Umas das iniciativas mais importantes é o pré cadastro, porque, além de reduzir o tempo deatendimento, favorece a padronização e qualidade do mesmo.Justificativa: O setor de pré-cadastro aumenta a efetividade do planejamento e gestão do sistema de internaçãohospitalar garantindo a satisfação dos pacientes com alocações nas áreas da especialidade como estratégia depromover segurança para o paciente, para o profissional da especialidade.Objetivo: Verificar a redução do tempo total de atendimento da internação programada, com a participação do pré-cadastro e gestão do Enfermeiro no gerenciamento dos leitos.Material e Métodos: Levantamento e coleta de setembro/2010 a abril/2011, da chegada dos pacientes naInternação, partindo da retirada da senha até o atendimento no box, (Tempo Médio de Espera para o atendimento -TME). A partir daí inicia-se o Tempo Médio de Atendimento (TMA), desde o acionamento da senha até a finalizaçãodo cadastro. Tempo variável conforme a presença ou não de pré-cadastro. Finalizado atendimento, o controle deleitos gerencia as requisições do cadastro de pacientes, onde a atividade principal é alocá-los de acordo com aprioridade estabelecida pela enfermeira da internação que considera: motivo de internação, necessidades especiaisdos pacientes, urgências, plano de catástrofe/contingência e especialidade médica (Tempo Médio de Espera Leito -TMEL). A partir da alocação o mensageiro é acionado para acompanhar o paciente (Tempo Médio Mensageiro -TMM). O mensageiro confere dados do prontuário e pulseira de identificação e o encaminha até seu leito (TempoMédio de Locomoção - TML). A soma destes compõe o tempo total de internação. O estudo detalhado do fluxo decada fase e oportunidades de melhorias foi realizado com ajuda de representante de áreas parceiras, pois osprocedimentos impactavam diretamente no tempo de internação.Conclusão: Concluímos que, para alcançar o objetivo do alto padrão de atendimento e reduzir o tempo de esperade internação de 1:55h (abril 2010/setembro 2010) para 1:21h (outubro 2010/março 2011), contamos com trêsprimordiais fatores:Otimização do cadastro de pacientes, através do pré-cadastro;Redução do tempo de espera para alocação, com otimização da requisição de leito através de uma planilhainformatizada e compartilhada entre as áreas comercial, jurídico, financeira e controle de senhas das seguradorasde saúde;Alocação de pacientes por especialidade, com a gestão do enfermeiro.Referências Bibliográficas:Boyle, S.M. Nursing unit characteristics and patient outcomes. Nursing Economics. 2004; 22(3): 111-119.
  • TRABALHO 139O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar como base para o desenvolvimento do processo de Qualidadee AcreditaçãoCosta RLHospital Santa Cruz de são Pauloregianelc@pop.com.brIntrodução: A busca pela qualidade na assistência hospitalar vem crescendo em todo o mundo, sendo um processodinâmico, ininterrupto e de exaustiva atividade permanente, buscando a identificação de falhas nas rotinas eprocedimentos, que devem ser periodicamente revisados, atualizados e divulgados, com participação da alta gestãodo hospital até os funcionários operacionais. Segundo Couto; Pedrosa (2009), o primeiro programa de garantia daqualidade implantado em hospitais foi o controle de infecção. As infecções adquiridas em decorrência de ações desaúde constituem uma ocorrência ímpar das atividades voltadas à recuperação da saúde das pessoas. De fato,quem recorre a um serviço de saúde o faz para curar-se e ter seu problema resolvido e não para ser acometido deoutro, no caso, uma infecção, independente de sua gravidade, em decorrência da assistência que lhe foi prestada.Justificativa: Sendo o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar um dos principais requisitos mínimos exigidos pelaproposta de acreditação de hospitais para a América e para o mundo, o mesmo deve ser bem estruturado eimplantado dentro dos serviços de saúde. Objetivo: Contextualizar e embasar a necessidade e importância doServiço de Controle de Infecção Hospitalar dentro do processo de qualidade e acreditação das instituições de saúde.Método: Levantamento de referências bibliográficas sobre o tema proposto através das bases de dados científicas:BVS e Scielo, livros técnicos e manuais de 2000 a 2010. Resultados: O programa de garantia da qualidade emcontrole de infecção apresenta várias características interessantes e fundamentais por atuar em subprocessosassistenciais, como a prevenção de infecção de sítios específicos, com base em rotinas, manuais e treinamentos;além de indicadores de estrutura, de processo e de resultados voltados às melhorias contínuas da instituição.Conclusão: Os serviços de saúde têm passado por uma fase de dificuldades em todo o mundo, a implantação deprogramas de qualidade é de suma importância, uma vez que favorece a redução dos custos e consequentementeda morbimortalidade, levando aos clientes um atendimento de maior qualidade. Com isso, o serviço de controle deinfecção hospitalar acaba sendo a interface em todos os processos devido às consequências do resultado demorbidade, mortalidade e gerenciamento dos custos hospitalares.Palavras-chave: Qualidade, Acreditação, Infecção hospitalar.Bibliografia:BITTAR, O.J.N.V. Gestão de processos e certificação para qualidade. Rev. Ass. Méd. Bras. 46(1): 1-19. 2000.COUTO, R.C.; PEDROSA, T.M.G. Técnicas básicas para implementação da acreditação. 1.ed. Belo Horizonte:Iag saúde, 2009. v.1. 462p.FELDMAN, L.B.; GATTO, M.A.F.; CUNHA, I.C.K.O. História da evolução da qualidade hospitalar: dos padrões aacreditação. Acta Paul Enferm. 18(2): 213-9, 2005.ORGANIZAÇÃO NACIONAL DE ACREDITAÇÃO (ONA). Manual de avaliadores da Organização Nacional deAcreditação (ONA). Brasília. 4.ed. 2006.RODRIGUES, E. A. A. Uma revisão da acreditação hospitalar como método de avaliação de qualidade e daexperiência brasileira. Dissertação de Mestrado. Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz.MS. 2004. 75p.
  • TRABALHO 140 Projeto de Fiscalização e Atuação na Prevenção e Tratamento de Feridas em UTI Bastos AM, Pinheiro AK, SILVA ARA Hospital Santa Cruz de São Paulo arsilva@hospitalsantacruz.com.brIntrodução: A pele é o maior órgão do corpo humano, tendo as funções: proteção contra infecções, lesões outraumas, raios solares e possui importante função no controle da temperatura corpórea. As feridas são consequênciade uma agressão por um agente ao tecido vivo. O tratamento das feridas vem evoluindo desde 3000 anos A.C.,onde as feridas hemorrágicas eram tratadas com cauterização; o uso de torniquete é descrito em 400 A.C. Asferidas podem ser classificadas de várias maneiras: pelo tipo do agente causal, de acordo com o grau decontaminação, pelo tempo de traumatismo, pela profundidade das lesões, sendo que as duas primeiras são as maisutilizadas. Uma das feridas mais importantes e amplamente abordadas é a chamada úlcera por pressão (UP), sendoos fatores de risco para o desenvolvimento de UP: imobilidade, desnutrição, anemia, edema, vasoconstriçãomedicamentosa, alterações do nível de consciência, incontinências e vasculopatias. A úlcera de pressão causaproblemas adicionais como dor, sofrimento e aumento na morbimortalidade, prolongando o tempo e o custo dainternação. Justificativa: Verificou-se a necessidade de aprimorar nossa assistência e conhecimentos enquantoprofissionais da área da enfermagem em relação ao controle, tratamento e prevenção de feridas dentro dainstituição. Existe a necessidade de avaliar, em particular, potencialidades/riscos para o desenvolvimento de UP,que nesta instituição segue como normativa a escala de Braden, pois estudos recentes apontam que seusdescritores são mais fiéis a realidade sobre avaliação da pele, de forma fácil e com aceitação positiva por parte doscolaboradores. Objetivo: Prevenir, tratar e intensificar os cuidados prestados ao paciente em UTI em relação aúlceras por pressão, cisalhamento, estomas e infecções por cateteres, bem como formular estratégias gerenciaiseficazes para controle de riscos. Método: O projeto será direcionado prioritariamente por meio de uma pesquisa decampo e na construção e validação de protocolos e formulários capazes de auxiliar na compreensão destastemáticas. Após a obtenção dos resultados destas abordagens (evidências), serão construídosinstrumentos/protocolos que auxiliem a assistência de enfermagem no que tange ao cuidado do paciente quanto àprevenção e tratamento de feridas e úlceras por pressão nas UTI. Resultados esperados: A minimização de taxasou não desenvolvimento da úlcera de pressão em pacientes de unidades de terapia intensiva, com o esclarecimentoe sensibilização dos profissionais quanto à necessidade de cumprimento de protocolos destinados a prevenção etratamento de úlceras por pressão. Além do aprimoramento de técnicas de curativos de acordo com recursosdisponíveis com melhora na evolução de feridas e úlceras por pressão nos pacientes de UTI pela equipe deenfermagem e utilização adequada e eficaz de curativos e produtos disponíveis para tratamento e prevenção deúlceras por pressão nos pacientes em UTI. Conclusão: Com o desenvolvimento deste projeto buscou-se aprimorarprogressivamente o senso crítico no cuidado de enfermagem aos pacientes em UTI, com desenvolvimento decuidados específicos relacionado ao tratamento e prevenção de feridas e úlceras por pressão e oferecendoorientações sobre a assistência de enfermagem adequada a ser prestada ao paciente potencial paradesenvolvimento de ferida e/ou úlcera por pressão.Palavras-chave: ferida, úlcera por pressão, enfermagem, curativoBibliografiaFERNANDES, Luis Roberto Araujo. Feridas e curativos. http://www.unimes.br. Capturado em 20/10/2010.NÚCLEO INTERDISCIPLINAR NO TRATAMENTO DE FERIDAS. Escala de Braden. Capturado emwww.feridologo.com.br em 20/10/2010.OLIVEIRA, Mariza Silva de; FERNANDES, Ana Fátima Carvalho; SAWADA, Namiê Okino. Manual educativo para oautocuidado da mulher mastectomizada: um estudo de validação. Texto contexto - enferm., Florianópolis, v.17, n. 1, Mar. 2008.PESQUISA DE CAMPO. www.facape.br/vania/tpc/PESQUISA_DE_CAMPO.ppt .Capturado em: 22/10/2010.
  • TRABALHO 141 Relato de experiência - Projeto de Aprimoramento Intensivo (pai) Silva ARA Hospital Santa Cruz de São Paulo arsilva@hospitalsantacruz.com.brIntrodução: No intuito de integrar a equipe de Enfermagem das unidades de terapia intensiva e ao mesmo tempo,aprimorar seu conhecimento técnico-científico, os enfermeiros assistenciais e a supervisão de Enfermagempropuseram-se a criar o “Projeto de Aprimoramento Intensivo - PAI”. Justificativa: Esta iniciativa não teve só aproposta de desenvolvimento técnico-científico que é de real importância, mas, despertar e desenvolver noenfermeiro a liderança, a visão estratégica, a percepção das necessidades da equipe, voltados para a melhoria daqualidade da assistência ao cliente interno e externo com impacto no crescimento da instituição. Objetivo: Integraros Enfermeiros das UTIs através do desenvolvimento e aprimoramento do conhecimento técnico científico. Além demotivar a equipe de enfermagem; oferecer assistência de Enfermagem com qualidade ao paciente grave e resgatara importância do cumprimento das rotinas hospitalares relacionadas aos temas abordados. Método: Levantamentobibliográfico dos temas que serão abordados; definição do conteúdo e da estratégia de apresentação, elaboração dematerial didático; apresentação à educação permanente para apreciação e parecer; apresentação à equipe comdiscussão dos temas para troca de experiências. Sendo que após uma semana do treinamento, é aplicado umquestionário aos colaboradores contendo cinco questões referentes ao tema abordado com o objetivo de avaliar afixação do conteúdo apresentado, sendo as apresentações quinzenais com duração média de uma hora. E oconteúdo é disponibilizado na intranet da instituição. Resultados: Comprometimento na execução das rotinas emelhoria do conhecimento técnico-científico dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem; integração entreo enfermeiro e sua equipe desenvolvendo sua percepção em relação às necessidades de cada profissional; oenfermeiro identifica e desenvolve as competências necessárias nos colaboradores para seu desempenhoprofissional. Conclusão: Com a abordagem de temas referentes à assistência ao paciente grave tendo comoembasamento os indicadores de assistência de Enfermagem e necessidades específicas apontadas pela equipe,percebe-se a melhora progressiva da assistência prestada por toda a equipe de enfermagem, além do maiorenvolvimento dos profissionais pela busca do conhecimento científico.Palavras-chave: Desenvolvimento, enfermagem, terapia intensiva.BibliografiaTREVISAN, M.A. et al. Aspectos éticos na ação gerencial do enfermeiro. Revista Latinoamericana deEnfermagem. São Paulo, 2002.STRAPASSON, M.R.; MEDEIROS, C.R.G. Liderança transformacional na enfermagem. Rev. Bras. Enfermagem.v.62. n.2 Brasília: mar/abr. 2009.SANTOS, I.; SANDRA, R. M. CASTRO, C.B. Gerência do processo de trabalho em enfermagem: liderança doenfermeiro em unidades hospitalares. Disponível em www.scielo.br acesso em 01/04/2011.
  • TRABALHO 142 Prevenção de risco para úlcera por pressão em UTI com uso de pulseira azul Hoefler V, Silva ARA Hospital Santa Cruz de São Paulo arsilva@hospitalsantacruz.com.brIntrodução: As úlceras por pressão (UP), também conhecidas como úlceras de decúbito, são áreas de danolocalizado que afetam a pele e tecido subjacente e são resultantes de uma combinação de pressão prolongada oupersistente, cisalhamento e fricção. As UP podem ocorrer em qualquer área do corpo, entretanto, são maisfrequentes abaixo da linha da cintura e sobre as proeminências ósseas, como região sacra trocantérica, calcâneos,maléolos, joelhos, cotovelos, orelha e nuca também são áreas afetadas. Pacientes idosos, com doenças graves,como os de terapia intensiva; com mobilidade afetada, como os pacientes ortopédicos; com deficiênciasneurológicas, como os portadores de lesão medular, possuem uma combinação de fatores que aumentamsignificativamente seu risco para o desenvolvimento das UP. Justificativa: Devido a menor irritação da pele poderprogredir para maiores complicações severas ocasionando dor, desconforto e prejuízo na qualidade de vida dospacientes, além de contribuir para prolongar o tempo de hospitalização e o aumento nos custos do tratamento.Objetivo: Atualizar a equipe de enfermagem e sistematizar as medidas de prevenção de UP. Método: Padronizaras medidas assistenciais nas unidades de terapia intensiva. Resultado: Descrição de rotina para os cuidadospreventivos: higienizar as mãos antes e após procedimentos; inspecionar a pele diariamente e anotar; realizarmudança de decúbito 2/2hs; evitar exposição da pele a excesso de umidade; decúbito elevado a 30 graus; aplicarcreme hidratante; utilizar dispositivos aliviadores de pressão: colchão piramidal, salva pés, colchão pneumático;evitar cisalhamento e fricção provocados pela má utilização do lençol e posicionamento do paciente; utilizar filmestransparentes para proteção de proeminências ósseas; avaliação nutricional; colocar pulseira de identificação de corazul no paciente; cuidados com excesso de umidade pele/ incontinência; usar creme barreira para proteção dopaciente contra urina e fezes; inspecionar a pele pelo menos uma vez ao dia e passar plantão com esta referência;aplicar cremes para hidratar, não massagear proeminências ósseas; evitar água muito quente e usar saboneteneutro. Conclusão: Compete ao enfermeiro realizar avaliação diária do cliente identificando os fatores de risco paradesenvolvimento de úlcera por pressão através de aplicação da escala de Braden identificando o risco de acordocom a pontuação iqual ou menor que 16. E toda equipe de enfermagem deve identificar os pacientes com o riscocom a pulseira azul no pulso direito, exceto quando recusa do paciente, ou membro amputado. Em caso de recusado uso da pulseira azul o paciente/ familiar e/ ou responsável deve ser orientado quanto à importância do seu uso.Desta forma é possível aplicar medidas de prevenção conforme protocolo de prevenção de úlcera por pressão.Palavras-chave: enfermagem, úlcera por pressão, prevençãoBibliografiaCQH- Programa de controle de qualidade do atendimento médico- hospitalar: manual de orientação aos hospitaisparticipantes. 3 ed. São Paulo: Atheneu; 2001.Dantas SRPE, Jorge AS, Feridas e estomas: Livro para orientação de profissionais e estudantes neste fascinanteprocesso da prevenção e tratamento de feridas. Biblioteca Central da UNICAMP. Campinas- SP, 1 ed; 2005.
  • TRABALHO 143O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar como base para o desenvolvimento do processo de Qualidade e Acreditação Costa RL Hospital Santa Cruz de são Paulo regianelc@pop.com.br Introdução: A busca pela qualidade na assistência hospitalar vem crescendo em todo o mundo, sendo umprocesso dinâmico, ininterrupto e de exaustiva atividade permanente, buscando a identificação de falhas nas rotinase procedimentos, que devem ser periodicamente revisados, atualizados e divulgados, com participação da altagestão do hospital até os funcionários operacionais. Segundo Couto; Pedrosa (2009), o primeiro programa degarantia da qualidade implantado em hospitais foi o controle de infecção. As infecções adquiridas em decorrência deações de saúde constituem uma ocorrência ímpar das atividades voltadas à recuperação da saúde das pessoas. Defato, quem recorre a um serviço de saúde o faz para curar-se e ter seu problema resolvido e não para ser acometidode outro, no caso, uma infecção, independente de sua gravidade, em decorrência da assistência que lhe foiprestada. Justificativa: Sendo o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar um dos principais requisitos mínimosexigidos pela proposta de acreditação de hospitais para a América e para o mundo, o mesmo deve ser bemestruturado e implantado dentro dos serviços de saúde. Objetivo: Contextualizar e embasar a necessidade eimportância do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar dentro do processo de qualidade e acreditação dasinstituições de saúde. Método: Levantamento de referências bibliográficas sobre o tema proposto através das basesde dados científicas: BVS e Scielo, livros técnicos e manuais de 2000 a 2010. Resultados: O programa de garantiada qualidade em controle de infecção apresenta várias características interessantes e fundamentais por atuar emsubprocessos assistenciais, como a prevenção de infecção de sítios específicos, com base em rotinas, manuais etreinamentos; além de indicadores de estrutura, de processo e de resultados voltados às melhorias contínuas dainstituição. Conclusão: Os serviços de saúde têm passado por uma fase de dificuldades em todo o mundo, aimplantação de programas de qualidade é de suma importância, uma vez que favorece a redução dos custos econsequentemente da morbimortalidade, levando aos clientes um atendimento de maior qualidade. Com isso, oserviço de controle de infecção hospitalar acaba sendo a interface em todos os processos devido às consequênciasdo resultado de morbidade, mortalidade e gerenciamento dos custos hospitalares.Palavras-chave: Qualidade, Acreditação, Infecção hospitalar.Bibliografia: BITTAR, O.J.N.V. Gestão de processos e certificação para qualidade. Rev. Ass. Méd. Bras. 46(1): 1-19.2000. COUTO, R.C.; PEDROSA, T.M.G. Técnicas básicas para implementação da acreditação. 1.ed. BeloHorizonte: Iag saúde, 2009. v.1. 462p. FELDMAN, L.B.; GATTO, M.A.F.; CUNHA, I.C.K.O. História da evolução daqualidade hospitalar: dos padrões a acreditação. Acta Paul Enferm. 18(2): 213-9, 2005. ORGANIZAÇÃONACIONAL DE ACREDITAÇÃO (ONA). Manual de avaliadores da Organização Nacional de Acreditação (ONA).Brasília. 4.ed. 2006. RODRIGUES, E. A. A. Uma revisão da acreditação hospitalar como método de avaliação dequalidade e da experiência brasileira. Dissertação de Mestrado. Escola Nacional de Saúde Pública da FundaçãoOswaldo Cruz. MS. 2004. 75p.
  • TRABALHO 144 RELATO DE EXPERIÊNCIA: ELABORAÇÃO DE FOLDER COM ORIENTAÇÃO AO PACIENTE INTERNADO SOBRE PREPARO PARA COLONOSCOPIAInstituição: Hospital Israelita Albert EinsteinE-mail: isabellemb@einstein.brAutores: Bérgamo IB, Leme AJS, Paiva AMC, Saito MLFS, Queiros SSP.1 – Introdução A colonoscopia é um exame endoscópico que permite a visualização da mucosa intestinal. Suaindicação pode ser diagnóstica ou terapêutica, sendo o exame mais utilizado para a detecção e tratamento de lesõesdo cólon. O preparo para a realização do exame engloba basicamente dieta restrita na véspera, administração delaxantes por via oral e jejum devido à anestesia/sedação realizada durante o procedimento. Há diversas substânciasque podem ser utilizadas para a limpeza do cólon sendo a escolha feita pelo médico ou serviço solicitante. Estudos demonstram que o sucesso do procedimento está diretamente relacionado com a limpeza do cólon.Restos fecais na parede colônica dificultam o procedimento, podendo impedir a correta visualização e análise dasimagens. O preparo intestinal adequado diminui o tempo de duração da colonoscopia, bem como seus custos.Sabe-se que o preparo de cólon mal conduzido pode causar alterações hemodinâmicas e hidroeletrolíticasimportantes, tais como: desidratação, hipotensão, hiponatremia, hipopotassemia e outros desconfortos como:náuseas, vômitos, dores abdominais. O conhecimento dessas alterações é de fundamental importância, de forma aprevenir as complicações associadas ao preparo do cólon.2 - Objetivos - Elaborar folder explicativo sobre o preparo para colonoscopia ao paciente internado; - Uniformizar orientações fornecidas pela equipe de enfermagem; - Estimular a participação do paciente no preparo para o exame;3 - Metodologia Este trabalho consiste no relato de experiência das enfermeiras assistenciais da unidade de gastroenterologia de um hospital geral, privado, de grande porte da cidade de São Paulo, na padronização das orientações fornecidas ao paciente internado sobre o preparo de cólon para colonoscopia.4 - Discussão Pacientes em preparo de cólon têm facilidade de desidratação associado aos diversos episódios de evacuação, pela ingestão de líquidos em quantidade inadequada e tempo de jejum. Sabe-se que a hidratação via oral (ingesta de mais ou menos 2 litros de água) é fundamental no preparo de cólon, porque além de hidratar todas as células do corpo, ela mantém o bolo fecal hidratado, facilitando as evacuações e a limpeza completa do cólon. O enfermeiro deve ter conhecimento para realizar um preparo bem conduzido, de forma a colaborar com o sucesso da intervenção diagnóstica ou terapêutica e a garantir a segurança e o bem estar do paciente e de seus familiares. Sendo assim, foi elaborado um “folder” explicativo com orientações sobre o preparo de cólon e como o paciente internado pode auxiliar a equipe de enfermagem durante o preparo do seu cólon.5 - Considerações Finais A elaboração do Folder de orientação tem como objetivo subsidiar a orientação verbal dosprofissionais da saúde aos pacientes e familiares, reforçando assim, a educação em saúde.Podemos inferir que o preparo intestinal adequado está diretamente relacionado à qualidade e eficácia doprocedimento de colonoscopia, e que a qualidade do preparo está relacionado à participação efetiva do paciente eavaliação da equipe de enfermagem.6 - Referências Bibliográficas1. Arezzo A. Prospective randomized trial comparing bowel cleaning reparations for colonoscopy. Surgical Laparoscopy,Endoscopy and Percutaneous Techniques, 2000;10(4):215-217.
  • TRABALHO 145Informações de Enfermagem registradas nos prontuários frente às exigências do Conselho Federal deEnfermagemAdriana Silveira Gomes CandidoSarah MunhozKelly Regina Souza BichiniResumoEstudo descritivo, exploratório, retrospectivo de investigação de informações nos prontuários de pacientesinternados em um hospital público, durante um trimestre. O objetivo deste estudo foi avaliar o padrão de registro deenfermagem, a identificação do profissional após o registro e a checagem da prescrição do enfermeiro e do médico,em relação aos requisitos já estabelecidos pela instituição e pela legislação. Sendo analisado 287 prontuários,verificando os itens: avaliação da assistência de enfermagem, exame do prontuário do paciente, anotação deenfermagem e checagem da prescrição do enfermeiro e do médico.Nos resultados constatou-se que dos 287prontuários auditados na média 88% destes estavam em conformidade. Quanto a identificação 82% estavamconforme. E ao verificar a checagem da prescrição do enfermeiro, 86,5% e do médico 90% estavam conformes.Descritores: 1. Auditoria de enfermagem; 2.Gerenciamento de informação; 3. Registros de enfermagem; 4.Enfermagem.
  • TRABALHO 146Qualidade na assistência: Primary Nursing x Enfermagem FuncionalAdriana Silveira Gomes CandidoEliane Patrícia Souza de BritoResumoTrata-se de estudo exploratório, cujos objetivos foram estudar os modelos assistenciais existentes e relacioná-los àaplicação da Sistematização de Assistência de Enfermagem – SAE, verificar o conhecimento dos enfermeiros emrelação ao método assistencial Primary Nursing e descrever as vantagens e desvantagens que permeiam oemprego dos modelos assistenciais adotados na prática de enfermagem. Os dados foram coletados em doishospitais da região do Alto Tiete, a amostra se constituiu de um total de 26 enfermeiros. Os resultadosdemonstraram que o modelo assistencial, Primary Nursing, é um sistema de atendimento que favorece a autonomiado enfermeiro, além de contribuir para o estabelecimento de laços estreitos entre cliente, família e profissional,através de um atendimento personalizado e humanizado. Observou-se ainda que, no modelo Primary Nursing oenfermeiro tem autonomia para o cuidado integral de todos os pacientes que são assistidos por ele e sua equipe, nodia-a-dia, desde a sua admissão até a alta, enquanto no método funcional a equipe e os cuidados tornam-se maisfragmentados. O cuidado holístico individualizado e profissional gera autonomia aos enfermeiros no modelo PrimaryNursing. Concluiu-se que, entre os modelos assistenciais estudados, o modelo assistencial Primary Nursing é o queoferece significativas vantagens na prática da enfermagem assistencial quando comparado ao modelo deEnfermagem Funcional.Palavras-chave: Qualidade na assistência, primary nursing, enfermagem funcional.
  • TRABALHO 147 HUMANIZAÇÃO: NÓS ABRAÇAMOS ESTA IDÉIA Mello BLD, Oliveira AR, Vannuchi MTO, Haddad MCL, Cardoso MGP Universidade Estadual de Londrina – Hospital Universitário de Londrina buicamello@yahoo.com.brIntroduçãoA presença da alta tecnologia nas Unidades de Terapia Intensiva pode contribuir para o distanciamento nas relaçõeshumanas, fazendo com que o cliente se sinta abandonado e com a percepção que os profissionais saibam maissobre a máquina e pouco sobre o cliente que está assistindo, tratando-o às vezes como objeto das determinaçõesou do cuidado (NASCIMENTO; ERDMANN, 2006).JustificativaA partir deste contexto percebe-se a pertinência de trabalhar com os profissionais a importância da humanizaçãonas ações em saúde, uma vez que este tema permeia de maneira direta e/ou indireta o cuidado ao cliente. Somadoa isso, vê-se que a abordagem precisa ser pautada em uma metodologia onde o profissional seja o cerne doaprendizado, porém não se tem muitas publicações de atividades de educação envolvendo o tema em questão.ObjetivoDescrever a utilização de uma metodologia ativa sobre humanização do cuidado em uma atividade de educaçãopermanente em duas Unidades de Terapia Intensiva adulto de um hospital universitário público.MétodoTrata-se de um estudo descrito de uma atividade de educação permanente desenvolvida em uma Divisão de TerapiaIntensiva (DTI) adulto de um hospital universitário público.A ação educativa denominada “Humanização: nós abraçamos esta idéia” foi desenvolvida por três residentes deenfermagem sendo um da residência de gerência de serviços de enfermagem e dois da residência em médico-cirúrgica, pela enfermeira chefe de divisão do setor, em parceria com a Divisão de Educação e Pesquisa (DEPE) dainstituição.A ação educativa utilizada baseou-se em uma metodologia pedagógica problematizadora tendo como base o arcode Charles Marguerez (BORDENAVE; PEREIRA, 2005).ResultadosO arco de Marguerez é composto por cinco etapas: observação da realidade, pontos-chaves, teorização, hipótesesde solução e aplicação à realidade.Na fase um abordou-se o descuido com privacidade dos clientes internados; na fase dois o ponto-chave levantadofoi humanização prejudicada durante a assistência ao cliente; na fase três a teorização se deu sobre a necessidadede cuidado com o indivíduo em seus aspectos bio-psico-sociais e espirituais; na fase quatro viu-se a necessidade deabordar junto à equipe de enfermagem e auxiliares operacionais onze ações e/ou cuidados considerados parte deuma atitude humanizada e, na fase cinco, aplicou-se à realidade os conceitos levantados através de um métodopedagógico ativo.A metodologia reflexiva aplicada na fase cinco ocorreu em quatro momentos: depoimentos de pacientes destaunidade, reflexão sobre práticas de humanização na atuação profissional, Humanização: nós abraçamos esta idéia eempatia.ConclusãoLogo, esta metodologia ativa problematizadora, junto aos participantes, possibilitou o alcance do objetivo, que erauma reflexão sobre a prática profissional humanizada. Isto pode ser verificado através do relato verbal dosparticipantes. Além disso, pode-se ver a aplicabilidade da dinâmica no cotidiano de trabalho de uma Unidade deTerapia Intensiva e, possibilidade de reprodução deste trabalho em outras instituições.BibliografiaBORDENAVE, J.; PEREIRA, A. A estratégia de ensino aprendizagem. 26ª ed. Petrópolis: Vozes; 2005.NASCIMENTO, K.C.; ERDMANN, A.L. Cuidado transpessoal de enfermagem a seres humanos em unidade crítica.Revista Enfermagem UERJ, v.14, n.3, p.333-41, 2006.
  • TRABALHO 148 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO ELABORADO COM A EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DO SERVIÇO DE ATENDIMENTO À COMUNIDADE DE UMA UNIVERSIDADE ESTADUAL PÚBLICA Mello BLD, Haddad MCL, Vannuchi MTO, Sentone ADD Universidade Estadual de Londrina – Hospital Universitário de Londrina buicamello@yahoo.com.brIntroduçãoO Planejamento Estratégico Situacional (PES) tem como uma de suas características o subjetivismo, centrado nosatores envolvidos, suas interpretações e percepções da realidade (RIEG; ARAÚJO FILHO, 2002).Assim, evidencia-se a importância da construção multiprofissional do PES, pois quanto maior a diversidade depercepções e vivencias e mais inseridos estão os atores no processo de planejamento, mais rica é a construção doplanejamento estratégico e maiores são as chances de se alcançar a meta, uma vez que os participantes sentem-seresponsáveis pela construção e execução dos objetivos.JustificativaAssim, este estudo visa contribuir com a realidade de outros serviços através da divulgação de uma metodologiapró-ativa na elaboração do planejamento estratégico de um órgão de apoio constituído de profissionais de diferentesáreas de atuação.ObjetivoDescrever a elaboração do planejamento estratégico situacional, juntamente com a equipe multiprofissional de umserviço de atendimento à comunidade de uma universidade estadual pública.MétodoTrata-se de um estudo do tipo descritivo, referente à elaboração do planejamento realizado em um serviço quepresta atendimento à comunidade (professores, técnicos e alunos) de uma universidade estadual pública.Este órgão de apoio é composto por cinco divisões de trabalho: apoio administrativo, serviço social, restauranteuniversitário, moradia estudantil e serviço especializado em engenharia de segurança e medicina do trabalho.O planejamento estratégico foi elaborado durante uma oficina que ocorreu em quatro momentos distintos. O grupode trabalho era multidisciplinar e composto por 19 chefes de divisão e seção do órgão em questão.As percepções, considerações e resultados advindos dos momentos com o grupo eram redigidos em tempo real nocomputador portátil do próprio serviço. Com isso, os dados e informações resultantes desta construção foramdisponibilizados pela diretoria do órgão de apoio em que ocorreu a oficina.O trabalho foi apreciado pelo Comitê de Ética em Pesquisa.ResultadosNo primeiro encontro, a diretora do serviço expôs suas expectativas quanto às melhorias no trabalho a partir darealização da oficina e dos objetivos que levaram à construção daquele momento. Além disso, ocorreu a primeiraaproximação dos participantes com a metodologia.A partir disso, foram realizados outros três encontros, correspondentes aos quatro momentos do PES: explicativo,normativo, estratégico e tático-operacional (MATUS, 1996).No último encontro, constatou-se que 73,5% das ações planejadas haviam sido cumpridas total ou parcialmente emapenas quatro meses, e que as não atingidas não eram de governabilidade dos participantes para seremconcretizadas e/ ou correspondiam a ações de longo prazo.ConclusãoLogo, a realização deste planejamento estratégico possibilitou aos participantes conhecer e aprofundar naconstrução desta ferramenta gerencial e perceberem o quanto as ações formalizadas e documentadas proporcionamvisibilidade ao trabalho desenvolvido. Além disso, um crescimento enquanto serviço e um maior reconhecimento daatuação profissional perante os colegas.BibliografiaMATUS, C. Política, planejamento & governo. Brasília, DF: IPEA, 1996.RIEG, D.L.; ARAÚJO FILHO, T. O uso das metodologias “Planejamento Estratégico Situacional” e “Mapeamentocognitivo” em uma situação concreta: o caso da pró-reitoria de extensão da UFSCar. Gestão e produção, v.9, n.2,p.163-179, ago. 2002.
  • TRABALHO 149 REFLEXÕES E AUTOCONCEITO NA AÇÃO DOCENTEKelly Regina Souza BichiniResumoTrata-se de um estudo de revisão bibliográfica, cujos objetivos são facilitar o autoconceito do docente que é definidocomo representações a respeito de si, reconhecidas e valorizadas socialmente que coincidem com as apreciaçõesda pessoa a respeito de si mesmo. Nesta construção participam: as imagens socialmente e historicamenteconstituídas; a emoção; a autoestima; o reconhecimento da profissão e os níveis de aspiração ligados a ela; assimcomo, a formação inicial e continuada; a qualidade e totalidade de suas relações. Educar é processo em que acultura do docente é significativa. No autoconceito da pessoa/professor esses dois elementos, essas duasrepresentações se fundem. Se a ação for reflexiva, reconstrutiva, com base na interação social promoverá aautonomia e a construção de Eus positivos, pessoa e professor. Como resultado desse processo dinâmico, dialéticoe sempre inacabado o docente assume-se como agente social e político, sua ação é prática que transforma reflexãoque analisa e avalia a tomada de decisão com intenção de mudança e inovação. Neste sentido educar tem umcompromisso ético. Justifica-se, portanto a necessidade do autor em se aprofundar no assunto, já que o início dacarreira docente é representado por um estado de imaturidade e falta de autoconhecimento. Objetiva-se então que apesquisa venha ajudar os docentes a se conhecerem e explorarem seus aspectos positivos.Palavras-chave: AUTOCONCEITO. DOCENTE. REFLEXÃO.