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    Anais Anais Document Transcript

    • Anais VII ENCONTRO NACIONAL DE GERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM
      • TRABALHO 01
      • Criação e implementação de um modelo de transmissão de informações a familiares e acompanhantes no Centro Cirúrgico: relato de experiência.
      • Couto AT, Ricardo CM, Jukemura MFM
      • Hospital Universitário da Universidade de São Paulo
      • [email_address]
      • INTRODUÇÃO: Este estudo trata do relato de experiência dos enfermeiros do Centro Cirúrgico (CC) do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP), na criação e implementação de um modelo de transmissão de informações aos familiares / acompanhantes de pacientes submetidos a procedimentos no CC. A enfermagem do CC do HU-USP tem como objetivo assistir o paciente no período perioperatório de forma individualizada, continuada, fundamentada em conhecimento científico, experiência e pensamento crítico, utilizando recursos humanos e materiais adequados, favorecendo o ensino e a pesquisa para a promoção, manutenção e/ou recuperação da saúde do paciente cirúrgico. Nogueira(1994), refere que um dos elementos subjetivos que traduz a qualidade é a preocupação em satisfazer demandas explicitas e necessidades não declaradas dos usuários.
      • JUSTIFICATIVA: A abordagem freqüente de familiares / acompanhantes na porta do CC e via telefone em busca de notícias sobre o paciente no período perioperatório, levou o grupo de enfermeiros a criar uma forma sistematizada de transmitir estas informações. Segundo Rios(2003) “a humanização é um processo da transformação da cultura institucional que reconhece e valoriza os aspectos subjetivos, históricos e socioculturais de usuários e profissionais, assim como os funcionamentos institucionais importantes para a compreensão dos problemas e elaboração de ações que promovam boas condições de trabalho e qualidade no atendimento”. Desta forma, em consonância com o plano de metas do Departamento de Enfermagem de ser reconhecido como um hospital de assistência humanizada, foi criada uma padronização na maneira de transmitir informações aos familiares / acompanhantes.
      • OBJETIVO: Descrever a experiência do grupo de enfermeiros do CC de um Hospital Geral de Ensino na criação e implementação de um modelo de transmissão de informações aos familiares / acompanhantes dos pacientes no período perioperatório.
      • MÉTODO: Diante da necessidade observada pelos enfermeiros foi estabelecido um prazo para o grupo apresentar sugestões e chegar a um consenso quanto: nome, forma, conteúdo, freqüência e local onde seriam transmitidas as informações.
      • RESULTADOS: Foi implantado o “Boletim de Pacientes no Centro Cirúrgico” realizado pelos enfermeiros, cinco vezes por dia em horários fixos, na porta de entrada de pacientes. O enfermeiro do CC responde aos questionamentos de familiares / acompanhantes conforme a demanda. Dados relativos à técnica cirúrgica utilizada e resultados esperados são fornecidos pela equipe médica em momento oportuno. No período de Julho/09 a Março/10, foram realizados em média 346 procedimentos por mês e fornecidos em média 112 boletins por mês.
      • CONCLUSÃO: Obtivemos pleno sucesso na implementação e na adesão dos familiares / acompanhantes, que comparecem espontaneamente a porta do CC para receberem as informações.
      • BIBLIOGRAFIA
      • NOGUEIRA, P. N. Perspectivas da qualidade em saúde. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1994.
      • RIOS, I. C. Humanização na Área da Saúde. BOLETIM DO INSTITUTO DE SAÚDE (BIS). Humanização da Saúde. São Paulo: Revista BIS, n°30 – agosto de 2003, p. 6-7.
    • TRABALHO 02 A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO NO GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO E DA HOTELARIA HOSPITALAR Bova R, Piacezzi LHV Hospital Albert Sabin – São Paulo r. [email_address] Introdução: Em tempos antigos, os pacientes buscavam e enxergavam as instituições hospitalares como meio puramente curativos, sendo estes responsáveis apenas pelo tratamento e cura de suas doenças. No século XX / XXI, as instituições hospitalares ganharam um avanço nas questões hoteleiras, e deixaram de ser exclusivamente religiosas e/ou financiadas pelos Governos e passaram a ter cunho comercial, sendo este, vendido como um produto e, como tal, exposto a livre concorrência. Neste âmbito, outrora paciente agora cliente, procura por um meio acolhedor e seguro, bem como aquele serviço que melhor lhe propõe conforto. Os administradores hospitalares perceberam tal mudança e buscam, ativamente, diferenciar seus produtos vendidos dentro destas instituições. Justificativa: O profissional enfermeiro, no qual compete a assistência direta ao paciente, torna-se dentro deste mecanismo um privilegiado, visto que é, por sua formação generalista e tem nestas condições, conhecimento do funcionamento geral de uma instituição hospitalar. A tal profissional ainda lhe cabe o contato direto ao paciente, conhecendo e desvendando suas necessidades e seus anseios. Tais dados são de suma importância a fim de diferenciar e proporcionar novos produtos, adequando a realidade e a realização dos desejos dos clientes. Objetivo: O presente relato visa evidenciar o profissional enfermeiro como o profissional mais preparado para gerenciar a hotelaria hospitalar. Método: Relato de caso da atuação do profissional enfermeiro na Gerência Administrativa e de Hotelaria do Hospital Albert Sabin em São Paulo. Resultados: A Hotelaria Hospitalar e o trabalho em equipe foram implantados com maior facilidade pelo profissional enfermeiro do que por administradores anteriores, pois a equipe multiprofissional que assiste diretamente o cliente (Enfermagem, Nutrição, Higiene, Rouparia, Recepção, SAC, entre outras) estão subordinadas a uma mesma liderança, o enfermeiro, que é mediador e agregador das mudanças. A equipe que anteriormente era desunida e trabalhava isoladamente, agora trabalha de forma ordenada proporcionando um atendimento humanizado e diferenciado ao cliente da entrada do hospital ao ser recepcionado pelo manobrista até sua alta. Conclusão: Os Hospitais que buscam novos paradigmas ao atendimento ao cliente e trabalho em equipe devem ter o profissional enfermeiro como liderança em qualquer área voltada no atendimento ao cliente,ele é o profissional mais completo que percebe facilmente as necessidades e expectativas do cliente tanto externo como interno, utilizando todo seu conhecimento técnico científico e habilidades de comunicação e liderança. A equipe multiprofissional tendo na liderança o profissional enfermeiro,tem maior agilidade na resolução dos problemas ou necessidades dos clientes, visto que o enfermeiro assistencial na sua visita e realização do SAE , já direciona as necessidades particulares de cada um para gerencia de hotelaria que tem autonomia imediata na resolução em todas as áreas assistenciais ao cliente. Bibliografia: Marques M., Pinheiro, M.P.A Influência da Qualidade da Hotelaria Hospitalar na Contribuição da Atividade Curativa do Paciente, Revista Anagrama: 2009, mar/mai (3): 1-15. Dias, M.A.A. Humanização do espaço hospitalar: uma responsabilidade compartilhada. O mundo da Saúde São Paulo: 2006: abr/jun 30 (2): 340 – 343.
    • TRABALHO 03 FLEBITE: ANÁLISE DE UM INDICADOR DE QUALIDADE ASSISTENCIAL EM UM HOSPITAL DE ENSINO Silva R, Oliveira ECC, Cassaro, FC, Jabur MRL Faculdades Integradas Padre Albino - Catanduva [email_address] Introdução : A busca da qualidade nos serviços de saúde deixou de ser uma atitude isolada e tornou-se hoje um imperativo técnico e social. Qualidade é um conjunto de atributos que inclui o uso eficiente de recursos, um mínimo de risco ao usuário, um alto grau de satisfação dos clientes. Para que haja qualidade é fundamental a criação de mecanismos de avaliação e controle da qualidade assistencial. A qualidade assistencial pode ser mensurada a partir de indicadores. Indicador é uma unidade de medida que pode ser empregada como um guia para monitorar e avaliar a assistência. Na enfermagem, para avaliar a qualidade assistencial, é preciso adotar uma abordagem gerencial inovadora alicerçada em indicadores. Um dos indicadores que podemos utilizar para mensurar a qualidade assistencial e que está relacionado diretamente a equipe de enfermagem é o indicador de flebite. A flebite é definida como a inflamação de uma veia e classificada como química, física ou biológica. Objetivos : O objetivo geral deste estudo foi verificar a incidência de flebite em unidades de internação clínica/cirúrgica de um Hospital de Ensino do Interior do Estado de São Paulo e os objetivos específicos: caracterizar os pacientes que apresentaram flebite; descrever os fatores de riscos mecânicos relacionados a flebite e avaliar o grau de flebite. Metodologia : Estudo descritivo, prospectivo de abordagem quantitativa. Os dados foram coletados de junho a agosto de 2009. Foram avaliadas 2326 punções periféricas. Resultados: Os resultados mostraram que a incidência de flebite foi de 0.6 % , sendo que 60% dos sujeitos que apresentaram flebite foram do gênero feminino; 66.7% abaixo de 55 anos; 86.7% pacientes cirúrgicos. Quanto aos fatores de riscos mecânicos, local da punção: 46.6% foi realizada em antebraço direito; 100% dos acessos foram puncionados com jelco de poliuretano sendo que 86.7% foram do gauge 22, 86.7% estavam identificados com data de punção e observamos que os curativos haviam sido trocados, 80% das flebites ocorreram em dispositivos com tempo de permanência menor que 72 horas.O grau de flebite detectado, no estudo, foi de 100% grau 1. Conclusão: Verificamos no estudo que a incidência de flebite está dentro do considerado aceitável na literatura, abaixo de 5% e não pudemos constatar correlação entre os fatores de riscos mecânicos como : tamanho do dispositivo, tipo e material do cateter ou mesmo tempo de permanência com o aparecimento de flebites . Bibliografia : FERREIRA,LR et al Flebite no pré e pós operatório de pacientes neurocicúrgicos Rev. Acta Paulista Enf.São Paulo.v 20, n 1 jan/mar, 2007; INFUSION NURSE SOCIETY. Infusion Nursing Standarts of Pratice. J Infs Nurs, v 29, 2006; LEÃO ER et al.(org) Qualidade em saúde e indicadores como ferramenta de gestão. São Caetano do Sul - Yendis, 2008
    • TRABALHO 04 IMPLANTAÇÃO DE KITS CIRÚRGICOS PARA OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS E REDUÇÃO DE CUSTOS Maria de Fátima Gomes dos Santos da Silva. ; Melina Vieitez, Martha Rejane Augusto , SorayaCorrea Soares HOSPITAL UNIMED SANTA HELENA (HUSH) Introdução : Com o avanço tecnológico e a globalização, as empresas estão procurando inovações visando melhoria na qualidade dos serviços prestados, desta forma se faz necessário o gerenciamento dos processos de trabalho. Tanto as instituições hospitalares públicas quanto as privadas possuem seus objetivos finais voltados para o menor custo e melhoria constante na qualidade da assistência prestada ao paciente. Justificativa : Os insumos necessários a prestação da assistência à saúde e os recursos materiais, representam um custo em torno de 30%das despesas das instituições. Desta forma , se torna primordial o gerenciamento de materiais e medicamentos médico-hospitalares. Considerando que a equipe de enfermagem tem ligação direta com os materiais de consumo deverá participar ativamente do planejamento de gestão de sua gestão. Objetivo : Otimizar os processos da Farmácia e do Centro Cirúrgico, através de revisão e implantação de Kits cirúrgicos, atendendo às necessidades das equipes médicas promovendo a redução de custos. Método: Este estudo foi realizado no Centro Cirúrgico do Hospital Unimed Santa Helena, onde foi realizada a revisão dos kits já existentes (90 Kits), utilizando as especialidades de maior prevalência no HUSH, agrupando as cirurgias de maior incidência e prevalência, a saber, neurologia, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, cirurgia vascular, cirurgia plástica, ortopedia, oftalmologia, cirurgia torácica, urologia cabeça e pescoço, cirurgia infantil e otorrinolaringologia. Foi realizada uma análise comparativa desses kits, com o resultado do levantamento da base de dados do sistema de informação Tasy Rell dos procedimentos , no período entre os meses de outubro de 2009 a janeiro de 2010. Resultados : Após a análise dos Kits foram padronizados 34 kits para atender a essas especialidades. Posteriormente foram apresentados às equipes médicas as quais solicitaram algumas alterações, principalmente no quesito fios de sutura. A partir da revisão e análise do processo se fez necessária a implantação de melhorias, dentre elas, a unitarização para rastreabilidade dos fios de sutura, com o uso do código de barras, reformulação da ficha de cobrança ( nota de débito), cadastro dos kits cirúrgicos no sistema com base na tabela AMB para fidelizar a cobrança. Conclusão : Após a implantação, verificamos uma significativa redução no volume de devolução dos materiais médicos hospitalares, que gerava re-trabalho, atraso na dispensação dos materiais, impactando atraso no quadro de cirurgias programadas e risco de cobrança indevida. Á partir do monitoramento mensal dos gestores das áreas de farmácia e enfermagem no bloco operatório através de relatórios da utilização e cobrança correta dos insumos foram obtidos resultados efetivos para a instituição. Referências bibliográficas : MACHADO,R.F; YAMAGUCHI, ,R.Y;PASCHOAL,M.L.H.Reestruturação e preparo dos kits cirúrgicos para a implantação de um programa informatizado.São Paulo. Sobecc v. 12 n.2 p.32-38.abr./jun. 2007. HONÓRIO,M.T.; ALBUQUERQUE, G. L. A Gestão de materiais em enfermagem. Rev. Ciência Cuidado e Saúde. Maringá, v. 4, n. 3, p. 259-268.set/dez. 2005. JUNIOR, A. P. Gerenciamento de recursos materiais de saúde. Rev. Espaço para Saúde. Londrina, v. 7, p. 30 - 45.dez. 2005. DUTRA,D.M.P.S., NEVES, A.P. Administração de matérias na Enfermagem. In Kurgant P. Administração em Enfermagem. São Paulo: EPU, 1991, p. 73-88.
    • TRABALHO 05 PERCEPÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO EM PACIENTES TERMINAIS * Oliveira SMVP, Chaves, MHG Faculdade Unida da Paraíba/Faculdade Potiguar da Paraíba – UNIPBFPB E-mail: [email_address] RESUMO O paciente fora de possibilidades terapêuticas é rotulado como "terminal". Isso traz a falsa idéia de que nada mais pode ser feito. Porém, o paciente em fase terminal está vivo e tem necessidades especiais que, se os profissionais de saúde estiverem dispostos a descobrir quais são, podem ser atendidas e proporcionarão conforto durante essa vivência. Nesse contexto, os pacientes não têm tido o direito de ser sujeito de sua própria morte, pois raramente são consultados sobre seus desejos básicos. Assim, cabe a eles apenas aceitar as decisões estabelecidas pelos profissionais de saúde, de como e quando deverão morrer. O objetivo deste estudo é discutir sobre a percepção da equipe de enfermagem no processo de humanização em pacientes terminais, como também, identificar os sentimentos desses profissionais/cuidadores sobre as suas condutas cotidianas junto aos pacientes terminais. As informações foram coletadas a partir da pesquisa em sítios eletrônicos oficiais e publicações dos últimos quatros anos. Ao longo da evolução humana, a percepção da morte foi se transformando e tomando uma proporção diferenciada na vida das pessoas. Para os nossos antepassados, a morte era percebida como uma fase natural da vida. O processo morte/morrer era assistido pelos familiares, permitindo o conforto e a presença dos entes queridos no final. Na prática, no entanto, esta representação social não é verdadeira, uma vez que os trabalhadores sofrem ao verem o sofrimento dos pacientes diante do processo de morrer e sentem intensamente quando os perdem. Contudo, temos percebido que a representação social de que a morte nos hospitais é fria é verdadeira, pois os doentes morrem sozinhos, num ambiente desconhecido, com pessoas desconhecidas que falam uma linguagem difícil e no meio dos fios dos diversos equipamentos. Por outro lado, para enfrentarem o sofrimento causado pela morte dos pacientes os trabalhadores de enfermagem utilizam algumas estratégias e mecanismos de defesas individuais e coletivos, tais como a negação, a repressão, racionalização, a naturalização e a criação de rotinas. Certamente esses recursos ajudam os trabalhadores a minimizarem o grau de sofrimento diante da morte dos pacientes de quem cuidam. No entanto, grande parte dos profissionais de saúde que trabalham com pacientes terminais enfrentam desafios para tentar promover uma assistência de alta qualidade, sem se esquecer do lado humano do cuidar. A idéia de humanizar é mais intensa quando se fala em paciente terminal, por isso deve ser discutida e praticada pelos profissionais de saúde em toda sua amplitude. Portanto, conclui-se que essa rediscussão vem enfatizar sobre a importância dos profissionais de enfermagem em compreender e lidar com os seus próprios sentimentos ao cuidarem de pacientes terminais, assim como, inferirem de forma substancial na prática do cuidado sem esquecer o lado humano. Palavras-chave: Terminalidade. Enfermagem. Humanização BIBLIOGRAFIA GUTIERREZ, Beatriz Aparecida Ozello; CIAMPONE, Maria Helena Trench. O processo de morrer e a morte no enfoque dos profissionais de enfermagem de UTIs. Rev. esc. enferm. USP ,  São Paulo,  v. 41,  n. 4, dez.  2007 . 660-667 JÚLIO, C. B. S. et al.; Cuidados paliativos aos pacientes terminais: percepção da equipe de enfermagem. Centro Universitário São Camilo - 2009; 3(1): 77-86 NASCIMENTO, Maria Aparecida de Luca et al . O cuidado de enfermagem com o corpo sem vida. Texto contexto - enferm. ,  Florianópolis,  v. 16,  n. 1, mar.  2007 . 168-171. SUSAKI, Tatiana Thaller; SILVA, Maria Júlia Paes da; POSSARI, João Francisco. Identificação das fases do processo de morrer pelos profissionais de Enfermagem. Acta paul. enferm. ,  São Paulo,  v. 19,  n. 2, June  2006 . 144-149. SHIMIZU, Helena Eri. Como os trabalhadores de enfermagem enfrentam o processo de morrer. Rev. bras. enferm. ,  Brasília,  v. 60,  n. 3, jun.  2007 . 257-262.
      • TRABALHO 06
        • SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: DIMENSIONANDO O CUIDADO COM QUALIDADE
      • * Oliveira SMVP, Chaves, MHG
      • Faculdade Unida da Paraíba/Faculdade Potiguar da Paraíba – UNIPBFPB
      • E-mail: [email_address]
      • RESUMO
      • A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) configura-se como uma metodologia para organizar e sistematizar o cuidado, com base nos princípios do método científico. Para tanto, quando se pensa em cuidado na unidade de terapia intensiva, é importante ressaltar que as profissões da saúde o contemplam como um discurso e uma prática que, coerentemente ou não, culminam em uma multiplicidade de manifestações. Cada uma das referidas profissões utiliza de seu conhecimento do mundo e de seu conhecimento específico para prestar esse cuidado. Contudo, algumas literaturas reconhecem a importância da sistematização da assistência de enfermagem, como também, enfatizam as atividades cruciais e transformadoras para redefinir novos caminhos nesse dimensionamento, principalmente aos problemas que dizem respeito à qualidade do cuidado. O estudo tem como objetivo discutir a importância da sistematização da assistência da enfermagem em unidade de terapia intensiva, além de proporcionar um espaço reflexivo sobre a qualidade do cuidado nessa dimensão. Trata-se de uma pesquisa de revisão literária através de periódicos e revistas indexadas nos últimos quatros anos. Os modelos teóricos têm contribuído muito na prática assistencial da enfermagem quando utilizados como referencial para a sistematização da assistência de enfermagem. Isso proporciona meios para organizar as informações iniciais na admissão e a permanência dos dados dos pacientes, para analisar e interpretar esses dados, para programar o cuidar e avaliar os resultados desse cuidado. No Brasil, segundo a resolução do COFEN a SAE é uma atividade privativa do Enfermeiro, mas considera-se importante salientar que todos os componentes da equipe de enfermagem fazem parte desse processo, pois todos podem contribuir, no momento oportuno, com informações ou atividades que favorecerão o cuidado ao paciente. Entretanto, o cuidado de enfermagem prestado nas unidades de terapia intensiva, de certa forma, é paradoxal. Em algumas situações, é preciso provocar dor, para que se possa recuperar e manter a vida. Em outras, não se pode falar, apenas cuidar de uma pessoa que não dá sinais de estar sendo percebida como pessoa. A casuística que determina as ações de cuidado dos enfermeiros contrasta com o discurso de que, na UTI, é preciso individualizar o cuidado e priorizar o atendimento às necessidades dos clientes. A dialética que concretamente se cria entre o saber cuidado e o fazer cuidado , nesse setor, parece trazer à tona as dissociações existentes entre o pensamento e a ação profissional do enfermeiro. Diante do cuidado altamente especializado e complexo que o enfermeiro desenvolve em uma unidade de terapia intensiva, a sistematização e a organização do seu trabalho e, por conseguinte, do trabalho da equipe de enfermagem, mostram-se imprescindíveis para uma assistência de qualidade, com eficiência e eficácia. Portanto, conclui-se que essa rediscussão deverá está calcada nas práticas e perspectivas que visam garantir à qualidade, o respeito, a dignidade de todos os envolvidos na sistematização da assistência de enfermagem em unidade de terapia intensiva.
      • Palavras-chave : Sistematização da Assistência de Enfermagem. Unidades de terapia intensiva . Cuidado da enfermagem
      • BIBLIOGRAFIA
      • AMANTE, L. N; ROSSETTO, A. P; SCHNEIDER, D. G. Sistematização da Assistência de Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva sustentada pela Teoria de Wanda Horta. Rev. esc. enferm. USP ,  São Paulo,  v. 43,  n. 1, mar.  2009 . 54-64
      • CARVALHO, E. C. de et al . Relações entre a coleta de dados, diagnósticos e prescrições de enfermagem a pacientes adultos de uma unidade de terapia intensiva. Rev. Latino-Am. Enfermagem ,  Ribeirão Preto,  v. 16,  n. 4, ago.  2008 .  700-706
      • DUCCI, A. J; PADILHA, K. G. Nursing activities score: estudo comparativo da aplicação retrospectiva e prospectiva em unidade de terapia intensiva. Acta paul. enferm. ,  São Paulo,  v. 21,  n. 4,   2008 581-587
      • GUERRER, F. J. L; BIANCHI, E. R. F. Caracterização do estresse nos enfermeiros de unidades de terapia intensiva. Rev. esc. enferm. USP ,  São Paulo,  v. 42,  n. 2, jun.  2008 . 355-362
      • LAMEGO, D. T. C.; DESLANDES, S. F.; MOREIRA, M. E. L.. Desafios para a humanização do cuidado em uma unidade de terapia intensiva neonatal cirúrgica. Ciênc. saúde coletiva ,  Rio de Janeiro,  v. 10,  n. 3, Sept.  2005 .  669-675
      • TRUPPEL, T. C. et al . Sistematização da Assistência de Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva. Rev. bras. enferm. ,  Brasília,  v. 62,  n. 2, abr.  2009 .  221-227  
    • TRABALHO 07 ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: CAPACIDADE DOS PROFISSIONAIS DA EQUIPE QUANTO AOS ATENDIMENTOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA Garcia A B, Papa M A F, Carvalho Junior P M Faculdade de Medicina de Marília (Famema) – Marília, SP Email: alessandrabg@gmail.com - Relator: Alessandra Bassalobre Garcia Introdução: Por meio de questionamentos relacionados às vivências durante a graduação, surge a dúvida quanto à capacidade dos profissionais (médicos e enfermeiros) de Unidades de Saúde da Família (USFs) do município de Marília em realizar o atendimento em situações de urgência e emergência, considerando que estas são unidades de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) fixas, conforme institui a Política Nacional de Atenção às Urgências. Justificativa: Foi constatada a escassez de literaturas que abordem o atendimento pré-hospitalar às urgências em USFs. Considerando ainda que a qualidade no serviço de atendimento à urgências e emergências é essencial para estabilização do quadro dos pacientes e para evitar seqüelas e até mesmo a morte, podemos comprovar a relevância desse estudo. Objetivo: Identificar a capacidade que os profissionais médicos e enfermeiros das Unidades de Saúde da Família do município de Marília-SP têm para atender situações de urgência e emergência. Método: Estudo em abordagem quantitativa e qualitativa por meio de aplicação de questionário contendo questões abertas e fechadas. Foram respondidos 38 questionários por profissionais médicos e enfermeiros das USFs. Resultados: Quase metade (44,8%) dos entrevistados refere que sua unidade não é capaz de realizar um atendimento inicial adequado, porém 81,6% se consideram aptos para diferenciar os níveis de urgência e emergência. 86,8% receberam situações que caracterizavam um quadro de urgência ou emergência, sendo que 81,6% consideram suas ações para estabilização do quadro adequadas. Somente 44,7% conhecem a Política Nacional de Atenção às Urgências e apenas 39,5% conhecem suas ações propostas. Ainda foi identificado que 76,3% não possuem os materiais necessários aos atendimentos preconizados pela referida política e 92,1% dos entrevistados não realizam atividades de Educação Permanente (EP) em suas unidades relacionadas ao atendimento dessas situações. Quanto às questões qualitativas, apenas metade soube descrever corretamente os níveis de urgência e emergência; identificou-se que a maioria das urgências atendidas é de natureza clínica e as ações realizadas são basicamente medicação, observação e encaminhamento. A maioria deixou em branco as duas últimas questões, as quais contemplam as ações propostas pela Política. Conclusões: Percebe-se que existem três grandes lacunas ao relacionarmos os resultados: a lacuna entre o saber e o fazer, a lacuna da falta de conhecimentos sobre o atendimento a esses quadros e a necessidade de recursos materiais. Dessa forma, faz-se necessária uma intervenção mediante atividades contínuas de EP que resulte em melhoria da qualidade da assistência às urgências, conforme a governabilidade das unidades. Bibliografia: CFM. Conselho Federal de Medicina. Resolução 1451 de 10 de Março de 1995. Disponível em: www.cfm.org.br. Acesso em: 22 maio 2008. LE COUTOUR, X. L'urgence en Basse-Normandie: "Qu'est-ce que l'urgence en Basse-Normandie ?". La Revue Hospitaliere de France , v. 1, n. 2, p. 40-56, 1994. Disponível em: http://www.bdsp.tm.fr/Base/Scripts/Refs.bs. Acesso em: 17 Jun 2008. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Os serviços de atendimento móvel de urgência – SAMU 192. In: ______. Regulação Médicas das Urgências. Brasília: Ministério da Saúde, 2006, p. 45-60 (Série A. Normas e Manuais Técnicos). BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Os fundamentos da atenção primária. In: ______. Atenção primária e promoção da saúde. Brasília: CONASS, 2007, cap. 2, p. 36-51 (Coleção Progestores – para entender a gestão do SUS, 8). BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. A estratégia saúde da família. In: ______. Atenção primária e promoção da saúde. Brasília: CONASS, 2007, cap. 4, p. 74-97 (Coleção Progestores – para entender a gestão do SUS, 8). BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Conceitos. In: ______. Programa Saúde da Família. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. cap. 1, p. 5-7. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria 2048/GM, de 5 de novembro de 2002. Política Nacional de Atenção às Urgências, Brasília: Ministério da Saúde, 2004. p. 43-236 (Série E. Legislação de Saúde). BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção às Urgências, Brasília: Ministério da Saúde, 2004. (Série E. Legislação de Saúde). 236 p. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Regulação médica das urgências, Brasília: Ministério da Saúde, 2006. p. 47-48 (Série A. Normas e Manuais Técnicos). GOMES, R. Análise e interpretação de dados de pesquisa qualitativa. In: MINAYO, M.C.S. (Org.); DESLANDES, S. F.; GOMES, R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 25 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. cap. 4, p. 79-108. BARDIN, L. Análise de conteúdo . Lisboa: Edições 70, 2003. 226 p. MANCIA, J.R.; CABRAL, L. C.; KOERICH, M. S. Educação permanente no contexo da enfermagem e na saúde. Rev. Bras. Enferm., Brasília, v. 57, n. 5, p. 605-610, set/out 2004. ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR AO TRAUMATIZADO: PHTLS. Paciente. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. cap. 5, p. 91-115. PASCHOAL, A. S.; MANTOVANI, M. F.; LACERDA, M. R. A educação permanente em enfermagem: subsídios para a prática profissional. Rev. Gaúcha Enferm., Porto Alegre, v. 27, n. 3, p. 337-343, set 2006.
    • TRABALHO 08 UTILIZAÇÃO DO MÉTODO KANBAN COMO FERRAMENTA DE GESTÃO DE LEITOS EM HOSPITAIS DE CAMPO GRANDE- MS Autores: Veloso RCN, Irano RSA Consultoria da SPDM e UNIFESP, nas Instituições: Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e Santa Casa de Campo Grande-MS email: [email_address] e [email_address] Introdução: O KANBAN é uma técnica japonesa integrada no conceito JUST IN TIME, hoje largamente difundida quando se trata de produção ou administração de estoque. A idéia nasceu na maior fábrica automobilística do Japão, a TOYOTA e está baseada em manter um fluxo contínuo dos produtos que estão sendo manufaturados. O KANBAN (etiqueta ou cartão) traz como grande inovação o conceito de eliminar estoques (1) . A adaptação deste sistema para o ambiente hospitalar possibilita o monitoramento da permanência e a gestão de leitos. Justificativa : Demonstrar como utilizar o instrumento para identificar os problemas que ocasionam a aumento da permanência dos pacientes. Objetivo: Acompanhar a evolução e a permanência dos pacientes agilizando a alta, possibilitando a rotatividade de leitos e diminuindo o longo tempo de permanência, muitas vezes ocasionada pela falta do preparo para exames, problemas sociais, avaliação de especialistas, etc., levando à superlotação e comprometendo a qualidade do atendimento. Metodologia: O Método KANBAN no ambiente hospitalar funciona da seguinte maneira: primeiramente deve-se conhecer a média de permanência da unidade, e através de discussão com a equipe define-se o período que será considerado como: VERDE (Ideal), AMARELO (Alerta) e VERMELHO (Critico). A representação destes dados pode ser através de censo diário onde consta, além dos dados do paciente, a data de internação e de admissão no setor que estarão representados pelas citadas cores de acordo com o tempo de permanência e este poderá ser visualizado através de quadros com ímãs coloridos. A forma com a qual se trabalha esse dado é que influenciará os resultados na permanência do paciente. O Quadro do KANBAN deve ser atualizado diariamente após a visita médica. O ideal é que a equipe discuta diariamente os casos que estão sinalizados como amarelo e vermelho para que sejam levantadas propostas que agilizem a alta do paciente. Resultados : Antes da implantação do método a média mensal de pacientes no vermelho na sala de emergência do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul era de 23 pacientes com permanência média de 6,3 dias. Após a implantação do KANBAN, em abril de 2008, a média de pacientes no vermelho na sala de emergência passou a 15,75 com permanência de 4,6 dias, ou seja, redução de 27% (2) . Em agosto de 2009 o KANBAN passou a ser utilizado na Santa Casa de Campo Grande - MS e a média de permanência da Neurologia de 29.95 dias passou a 18.8 dias ( março/2010), ou seja, uma redução de 37%. A Psiquiatria de 23.7 dias passou para 12.3 dias (março/2010), uma redução de 51.8%. Conclusão: O KANBAN é uma ferramenta simples, de baixo custo e efetiva, permite ao Gerente ser proativo em relação às pendências, porém necessita do comprometimento e atitude da equipe multiprofissional responsável pelo tratamento do paciente. Palavras chave : KANBAN, Média de Permanência, Censo Diário. Bibliografia: 1-Liker J.K, Modelo Toyota: Manual de Aplicação Editora: Bookman. 2007. 2-Moreno,F.A.V.C , Implantação do Núcleo Interno de Regulação de leitos no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (NIR/HRMS). Apresentado no 2º Congresso de Saúde Coletiva de Mato Grosso do Sul, abril de 2009.
    • TRABALHO 09 SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM (SAE): EXCELÊNCIA NO CUIDADO Oliveira L M, Evangelista R A , Bueno A A, Fernandes C N S, Lucchese, R Palavras-chave: Sistematização da Assistência de Enfermagem. Avaliação. Hospital. Instituição: Universidade Federal de Goiás – UFG/CAC E-mail: [email_address] ; r- [email_address] Resumo Introdução: A sistematização da assistência de enfermagem constitui um meio para o enfermeiro agregar seus conhecimentos técnico-científicos à sua prática profissional, administrando seu tempo na execução de tarefas com qualidade. Justificativa: A Sistematização da Assistência de Enfermagem é um dos meios que o Enfermeiro dispõe para aplicar seus conhecimentos técnico-científicos e humanos na assistência ao pacientes e caracterizar sua prática profissional, colaborando na definição do seu papel. Hoje, percebemos a ênfase que se tem dado, por parte dos enfermeiros à importância na documentação e registro do plano de cuidados de saúde da sua clientela, inclusive exigido pela Lei do Exercício Profissional. Objetivo: Avaliar o conhecimento dos enfermeiros de um hospital particular no interior de Minas Gerais, acerca da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Métodos: Utilizamos como metodologia a avaliação qualitativa. Como abordagem qualitativa elegeu-se a pesquisa participante diante de sua característica em permitir a interação entre pesquisadores e membros das situações investigadas (GIL, 2002), vista que este estudo tem como sujeitos os gestores e profissionais de que constantemente se relacionaram durante o processo de implantação da sistematização de enfermagem, que por sua vez, será indissociável do objeto de investigação. A coleta de dados deu-se através de encontros previamente agendados, e para tanto utilizamos um instrumento contendo dados de identificação e a questão norteadora: “O que você sabe sobre a SAE, como ela pode influenciar na assistência e quais as dificuldades para a sua implementação”. Resultados: A análise dos dados evidenciou que a Sistematização da Assistência de Enfermagem é vista como assistência individualizada com aplicação de conhecimentos técnicos e teóricos, a SAE como melhoria na qualidade da assistência e que ainda apresenta obstáculos na sua implementação. Conclusão: Portanto a sistematização da assistência de enfermagem (SAE) requer do profissional interesse em conhecer o paciente como indivíduo, utilizando para isso seus conhecimentos e habilidades, além de orientação e treinamento da equipe de enfermagem para implementação das ações sistematizadas. Bibliografia: BACKES, Dirce Stein; SCHWARTZ, Eda. Implementação da sistematização da assistência de Enfermagem: desafios e conquistas do ponto de vista gerencial. Ciência, Cuidado e Saúde. v. 4, n. 2, p. 182-188, 2005. POLIT, D. F.; HUNGLER, B. P. Fundamentos de Pesquisa em Enfermagem. 3 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. p.168-207. SANTOS, Fabiane Aparecida. Sistematização da assistência de enfermagem (SAE): o caso do Hospital Ministro Costa Cavalcanti. 2007. 63 f. Monografia (Especialista em Gestão das Organizações) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Foz do Iguaçu, 2007. TAKAHASHI, Alda Akie. Dificuldades e facilidades apontadas por enfermeiras de um hospital de ensino na execução do processo de enfermagem. Acta Paulista de Enfermagem. v. 21, n. 1, p. 32 – 38, 2008.
    • TRABALHO 10 AUDITORIA EM ENFERMAGEM: PAPEL DO ENFERMEIRO AUDITOR Cartaxo MLC, Nascimento TA, Oliveira SMVP Faculdade Unida da Paraíba [email_address] A auditoria em enfermagem é considerada com uma avaliação sistemática da equipe de enfermagem, onde pode ser feita através da analise de prontuários, e também por meio do acompanhamento do cliente “in loco” através da assistência prestada pela equipe de enfermagem, visando principalmente a garantia para a prestação de um atendimento de qualidade, tendo uma cobrança adequada para um pagamento justo dos custos envolvidos. A auditoria vem crescendo constantemente nas unidades de saúde, abrangendo assim um novo campo de atuação dos profissionais de enfermagem, considerando essa visão, esta pesquisa foi realizada com intuito de esclarecimento para os profissionais, o papel do enfermeiro auditor. Sendo esta uma pesquisa bibliográfica, o estudo foi realizado em acervos bibliográficos do município de João Pessoa – PB, em periódicos dos últimos quatro anos, e em consultas on-line. De acordo com à analise a luz da literatura foi possível identificar o papel do enfermeiro auditor não só como mero agente fiscalizador de contas, mas também como responsável por identificar possíveis mudanças na prestação dos serviços, bem como o aprimoramento e aperfeiçoamento profissional da enfermagem. Unitermos : Auditoria, enfermagem,papel do enfermeiro. Referências ALMEIDA, M. C. Auditoria : um curso moderno completo. 5 a ed. São Paulo: Atlas, 1996. BUZATTI, Claudia Valéria; CHIANCA, Tânia Couto; Auditoria em Enfermagem : erros e custos envolvidos nas anotações. Revista Nursing V.90, n. 8, p. 518 ed. 90-novembro de 2005. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. LEI 7.498 de 25 de junho 1986 dispõe sobre o exercício da enfermagem. Disponível em: http://www.corensp.org.br/lei7498.htm . acessado em 10.09.2007 . CASTRO, J. B. Auditoria interna e as entidades publicas e privadas . Revista Brasileira de Contabilidade 17(60), p.35-45, janeiro/março de 1987. FARACO, M. M. e ALBUQUERQUE, G. L. Auditoria do método de assistência de enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília: ABEn, v. 57, p. 497, jul/ago 2004. FARIAS, J.N, et al . Diagnostico de Enfermagem – uma abordagem conceitual e prática. João Pessoa: Santa Marta, 1990. FARIAS; M. L. Perfil profissional e responsabilidade social do auditor em serviço de saúde . Revista Cientifica do Hospital de Guarnição de João Pessoa: v.1, n.1, p. 56-59, dezembro de 2004. FONSECA, et al . Auditoria e o uso de indicadores assistenciais: uma relação mais que necessária para a gestão assistência na atividade hospitalar. O Mundo da Saúde, São Paulo, ano 29, v. 29, n. 2, abril-junho, 2005. FONTINELE JUNIOR, K. Administração hospitalar . Coleção cursos de enfermagem Goiânia: AB, 2002, 240 p. FRANCISCO, M.T.R. Auditoria em Enfermagem : padrões, critérios de avaliação e instrumentos. 3ª edição. São Paulo: CEDAS – Centro São Camilo de Desenvolvimento em Administração da Saúde, 1993. GIL, Antonio Carlos. Método e técnica de pesquisa social . São Paulo: Atlas, 2000. KURCGANT, Paulina. Administração em Enfermagem . São Paulo: EPU, 1991. MOTTA, Ana Letícia Carnevalli. Auditoria de Enfermagem nos Hospitais e Operadoras de Saúde . São Paulo: Iátria, 2003. PERROCA, et al. Glosas hospitalares : importância das anotações de enfermagem . Arq Ciênc Saúde, p. 210, outubro-dezembro, 2004. PRESTES, Maria Luci de Mesquita . A pesquisa e a construção do conhecimento cientifico : do planejamento aos textos, da escola à academia. 2º ed. São Paulo: Rêspel, 2003. SCARPARO, A.F. Auditoria em Enfermagem : revisão de literatura. Revista Técnico Cientifica de Enfermagem Nursing, São Paulo. SÁ, A. L. Curso de Auditoria . 8 a ed. São Paulo, Atlas, 1998. RIOLINO, N.A.E., KLIUKAS, G.B.V.; Relato de experiência de enfermeiras no campo de auditoria de prontuários: uma ação inovadora; Rev. Nursing; 2003. VASCONCELOS, V.L. e PEREIRA, A.C. A importância da auditoria no processo decisório das empresas . Revista Brasileira de Contabilidade, Brasília, n 149, p. 65, setembro/outubro de 2004. KORBUS, Luciana Schleder Gonçalves; DIAS, João da Silva. Dados essenciais para Auditoria de Contas Médicas Hospitalares: experiência em Curitiba - PR. 2002. Disponível em: http://www.sbis.org.br/cbis9/arquivos/457.PDF . Acessado em 09.03.2007.
    • TRABALHO 11 A Importância da Implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem o Setor de Imunização do Município de Monte das Gameleiras-RN. (2009) * Oliveira SMVP, Pinheiro,ECS Faculdade Unida da Paraíba/Faculdade Potiguar da Paraíba – UNIPBFPB E-mail: [email_address] RESUMO Para esta pesquisa foi estudado a importância da SAE (sistematização da assistência de enfermagem) na situação de escassez de um profissional no setor de imunização e com isso foi possível analisar um modo de implantar o sistema. A implantação da SAE constitui uma exigência para as instituições de saúde publica e privadas de todo o Brasil, de acordo com a resolução do COFEN (Conselho Federal de enfermagem) de nº 272/2002. O objetivo foi analisar a importância da SAE para um melhor atendimento entre o profissional de enfermagem e o usuário no setor de vacinação do Município de Monte das Gameleiras-RN, conhecendo mais detalhadamente a necessidade de cada usuário. A metodologia deste estudo foi de cunho bibliográfico do tipo qualitativa sendo feito uma consulta ao acervo de vacinação local do ano de 2008 sendo os dados transcritos e detalhados em gráficos para um melhor entendimento, sabendo que para uma implantação do sistema (SAE) necessitará um desempenho do profissional local. Por fim concluo que o resultado obtido nesta pesquisa tem uma estimulação para uma melhor atuação do enfermeiro no setor de imunização lhe dando oportunidade do desenvolvimento das etapas do processo de enfermagem. Palavras –chaves: Sistematização da assistência em enfermagem (SAE); Imunização; PNI- Programa Nacional de Imunização . REFERENCIAS Brasil 1. Programa Nacional de Imunizações 30 anos/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde – Brasília: Ministério da Saúde, 2003 Disponível em: < http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/livro_30_anos_pni . pdf > Acesso em: 20.08.2009. _______2. Manual de Normas de Vacinação.3 ed.Brasilia:Ministerio da saúde:fundação Nacional de Saúde;2001. Disponível em: < http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manu_normas_vac1 . pdf > Acesso em: 20.08.2009 ______3.Imunização Disponível em:< http://hospvirt.org.br/enfermagem/port/vacina . htm >Acesso em: 13.08.2009 _______4. Calendário de Vacinação da Criança, Adulto e do Idoso. Disponível em: < http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto . cfm >.Acesso em: 13.08.2009 _______.5. Historia da cidade _MONTE DAS GAMELEIRAS-RN disponível em: < http://www.citybrazil.com.br/rn/montegameleiras/historia-da-cidade >Acesso em:24.09.2009 _______6.Portal Oficial de turismo do Rio Grande do Norte. Disponível em: < http://www.brasil-natal.com.br/destinos_polos_agrestetrairi_montedasgamelerias . php > Acesso: 24.09.2009 CARPENITO-Moyet, Lynda Juall. Manual de diagnósticos de enfermagem. 11ed. Porto Alegre, 2008. DAVID, Rosana: ALEXANDRE Bernadete S.P(org.). Vacinas Orientações práticas. São Paulo: Martiniri, 2008. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2007-2008/North American Nursing Diagnosis Association; tradução Regina Machado Garcez. Porto Alegre: Artmed, 2008. FIGUEIREDO, Nébia Mª Almeida de Método e Metodologia na Pesquisa Cientifica.2ª Ed.São Paulo:Yendis,2007. HORTA, Vanda de Aguiar. Processo de enfermagem. São Paulo: EPU, 1979. LIMA, Carlos Bezerra de. (Org). Dispositivos legais norteadores da pratica da enfermagem/Carlos Bezerra de Lima. 2. ed. João Pessoa,2007. LOBIONDO-WOOD, Geri: HABER Judith. Pesquisa em Enfermagem-Metodos, Avaliação Critica e Utilização. 4. ed.Rio de Janeiro:Guanabara Koogan,1998. MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 1994. POPE, Catherine: MAYS, Nicholas. Pesquisa qualitativa na atenção à saúde. 2. ed.Porto Alegre:Artmed,2005. PRESTES, Mª Luci de Mesquita.A Pesquisa e a Construção do Conhecimento Cientifico do Planejamento aos Contextos, da Escola à academia,3ªed.São Paulo:Rêspel,2009. SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho cientifico. 23. ed.rev.atualizada São Paulo:Cortez,2007. ROTHER, Edna Terezinha.BRAGA,Mª Elisa Rangel.Como Elaborar sua tese: Estrutura e Referências.2ª Ed.rev. e ampli.São Paulo: BC Grafica e Editora,2005. TANNURE, Meire Chucre: GONÇALVES, Ana Mari Pinheiro. SAE, Sistematização da Assistência de Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
      • TRABALHO 12
      • USO DO ICT – ÍNDICE DE CAPACIDADE PARA O TRABALHO NA GESTÃO DA SAÚDE DO TRABALHADOR DO SETOR HOSPITALAR E A CONTRIBUIÇÃO DA ENFERMEIRA
      • Martinez MC*, Fernandes MC**, Silva AF***
        • * Hospital Samaritano de São Paulo, maria.martinez @ samaritano.org.br
        • ** Hospital Samaritano de São Paulo, maria.camila @ samaritano.org.br
        • *** Hospital Samaritano de São Paulo, ariane.silva @ samaritano.org.br
      • Palavras chave: gestão de recursos humanos em saúde, gestão em saúde, capacidade para o trabalho.
      • Introdução:
      • O ICT – Índice de Capacidade para o trabalho é um questionário que avalia a condição física e mental os trabalhadores em relação às exigências de seu trabalho, permitindo identificar mudanças precoces e direcionar ações preventivas e corretivas (1,2) . O comprometimento da capacidade para o trabalho tem resultados negativos para os trabalhadores, instituições e sociedade (3-4) .
      • Justificativa:
      • No Brasil há carência de estudos longitudinais sobre a utilização do ICT como instrumento de gestão (5) , além de não ser discutida a participação da enfermeira.
      • Objetivo:
      • Apresentar os passos iniciais de implantação do ICT em um Hospital de São Paulo e a contribuição da enfermeira neste processo.
      • Método:
      • Em 2008 foi iniciado um estudo de coorte com 5 anos de duração para avaliação da capacidade do trabalho. Uma vez ao ano, todos os trabalhadores são convidados a preencher um questionário sobre características sócio-demográficas, estilos de vida, estressores do trabalho e capacidade para o trabalho. Foi feita análise descritivas dos resultados e análise de regressão linear para identificação dos fatores associados. Este estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Samaritano (protocolo nº 20/08 de 26/08/2008). A partir de 2009, o ICT foi incorporado no planejamento estratégico da instituição e os resultados utilizados para subsidiar ações preventivas e corretivas (6) .
      • Resultados:
      • Em 2009, participaram 1.226 trabalhadores (87,9% do total); 67,2% eram mulheres, e média de idade de 35,0 anos. Em uma escala de 7 a 49 pontos, a média do ICT foi 42,8. Os fatores com associação estatisticamente significativa em relação ao comprometimento da capacidade para o trabalho foram: sexo feminino, sedentarismo, aumento dos anos de trabalho na empresa, baixo apoio social, desequilíbrio esforço-recompensa, excesso de comprometimento, situações que favorecem a ocorrência de dor/lesão, setor de trabalho e cargo (Auxiliares/Assistentes).
      • A partir da apresentação dos resultados, foi composto um Comitê Técnico multiprofissional, responsável por subsidiar as instâncias executivas da Instituição, apresentando propostas para o planejamento, desenvolvimento e avaliação de ações de promoção da saúde e bem-estar dos colaboradores nos níveis: (a) individual (estilos de vida saudáveis), (b) tarefa (estudo de redimensionamento do quadro de enfermagem, análises ergonômicas do trabalho e análises aprofundadas nas áreas críticas, requerendo ações de intervenção específicas) e (c) corporativo (revisão de planos de remuneração/valorização, incentivo à educação continuada/desenvolvimento profissional).
      • Houve a atuação das enfermeiras (Epidemiologista, do Trabalho e Gestora de Riscos) como responsáveis pelo planejamento e desenvolvimento do projeto de pesquisa, coordenação da coleta de dados e análise estatística dos resultados, bem como participação em todas as etapas de discussão de resultados, de implementação de ações de intervenção, e na interface com os demais serviços e instâncias do Hospital. Também se faz necessária a participação das enfermeiras gestoras, assistenciais e de educação continuada quando do planejamento e desenvolvimento de ações específicas.
      • Conclusão:
      • O ICT é uma ferramenta útil na gestão da saúde dos trabalhadores, permitindo a identificação da magnitude e risco dos problemas, direcionando e priorizando as ações de intervenção. A enfermeira teve participação estratégica e fundamental em todas as etapas do processo.
      • Bibliografia:
        • Tuomi K, Ilmarinen J, Jahkola A, Katajarinne L, Tulkki A. Índice de capacidade para o trabalho. São Carlos: EduFSCar, 2005a.
      • Tuomi K, Ilmarinen J, Seitsamo J, Huuhtanen P, Martikainen R, Nygård C-H, et al. Summary of the Finnish research project (1981-1992) to promote the health and work ability of aging workers. Scand J Work Environ Health. 1997;23(Suppl 1):66-71.
      • Fischer FM, Borges FNS, Rotenberg L, Latorre MR, Soares NS, Rosa PLF, et al. Work ability of health care shift workers: what matters? Chronobiol int. 2006;23(6):1165-79.
      • Hasselhorn H-M, Conway PM, Widerszal_Bazyl M, Simon M, Tackenberg P, Schmidt S, Camerino D, Müller BH, NEXT-Study Group. Contribution of job strain to nurse’s consideration of leaving the profession – results form the longitudinal European nurses’ early exit study. Scand J Work Environ Health. 2008;(Suppl 6):75-82.
      • Martinez MC, Latorre MRDO, Fischer FM. Capacidade para o trabalho: revisão de literatura. Ciênc Saúde Coletiva [periódico na internet]. 2009a [acesso em 20 janeiro 2009]. Disponível em: http://www.abrasco.org.br/cienciaesaudecoletiva/artigos/artigo_int.php?id_artigo=2955
      • Martinez MC, Fischer FM. Use of work ability index in management of health care sector [abstract]. In: Programme & abstracts of International Conference Towards Better Work and Well-being; 2010 fev 10-12; Helsinki, Finland. Finnish Institute of Occupational Health; 2010.
      • TRABALHO 13
      • O USO DA EPIDEMIOLOGIA NA GESTÃO HOSPITALAR E A CONTRIBUIÇÃO DA ENFERMEIRA
      • Martinez MC
        • Hospital Samaritano de São Paulo, maria.martinez @ samaritano.org.br
      • Palavras chave: epidemiologia nos serviços de saúde, enfermeira epidemiologista, gestão em saúde.
      • Introdução: A epidemiologia tem um amplo escopo de aplicações, incluindo a vigilância de doenças infecciosas, prevenção de doenças crônicas, gestão de sistemas e serviços de saúde, saúde ocupacional (1) . No âmbito hospitalar, a incorporação da epidemiologia é intrínseca ao processo de gestão da qualidade (2) . É uma área altamente especializada, e este saber deve ser compartilhado entre os profissionais da saúde, para sua utilização na prática cotidiana (2) .
      • Justificativa: Apesar disso, a epidemiologia hospitalar ainda é majoritariamente restrita à vigilância de doenças infecciosas (3,4) , e o papel da enfermeira nesta área é pouco discutido.
      • Objetivo: Apresentar a experiência de um serviço coordenado por enfermeira, na utilização da epidemiologia como instrumento de gestão hospitalar.
      • Método: Trata-se de um relato de experiência, ilustrado por meio de exemplos da aplicabilidade da epidemiologia em um hospital privado de alta complexidade de São Paulo. O serviço de epidemiologia foi implantado em 2007, com papel eminentemente de apoio às diversas áreas e serviços do hospital, sob coordenação de uma enfermeira, doutora em epidemiologia. A partir da implantação, as atividades passaram a ser desenvolvidas de forma rotineira (gradualmente incorporadas como rotinas em serviço) ou pontual (atendendo necessidades específicas), a partir de demandas das instâncias executivas, técnico-administrativas e assistenciais da instituição.
      • Resultados: Desde a implantação do serviço, foram desenvolvidas ações em um amplo escopo de atuação. Sem pretender esgotar a abrangência e as possibilidades de atuação, são apresentadas algumas das ações desenvolvidas: Gestão da assistência: suporte às equipes (em especial, à equipe de enfermagem) na metodologia para coleta, análise e acompanhamento de dados, subsidiando a tomada de decisão no estabelecimento/modificação de protocolos e condutas assistenciais (por exemplo: gerenciamento de úlcera de pressão ou de flebite). Gestão da qualidade: estruturação de painel institucional de indicadores representativos dos padrões de qualidade e segurança assistencial, auxiliando a monitorar e identificar alterações, subsidiando o direcionamento de ações preventivas e corretivas. Gestão de recursos: estudos de perfis de morbidade, mortalidade e complexidade dos pacientes, demanda de serviços e custo assistencial, subsidiando a alocação de recursos, mudança de processos e estimativa de despesas. Gestão de pessoas: estudos sobre saúde e condições de trabalho, caracterizando situações e dimensionando riscos, auxiliando a identificar prioridades, direcionar intervenções e monitorar mudanças. Pesquisa: suporte ao Setor de Assessoria de Pesquisa quanto ao método epidemiológico no desenho de pesquisas.
      • Considerando o caráter do serviço, a amplitude das ações e a interface os diversos serviços do Hospital, destacamos que: O Serviço de Epidemiologia não se constitui em um fim, mas um meio para melhoria da gestão e qualidade hospitalar, necessariamente integrado aos demais serviços hospitalares; A formação profissional abrangente da enfermeira, com foco no cuidado, relacionamentos interpessoais e gestão de serviços, aliada à formação específica em epidemiologia, torna este profissional capacitado para assumir funções chave na epidemiologia de serviços hospitalares.
      • Conclusão: A epidemiologia é uma área com amplas possibilidades de aplicação na gestão hospitalar, e o profissional de enfermagem adequadamente formado está capacitado para assumir funções nesta área, que ainda pouco explorada no Brasil.
      • Bibliografia:
        • Bonita R, Beaglehole R, Kjellström T. Basic Epidemiology. Geneva: WHO – World Health Organization; 1993. What is epidemiology?; p.01-13. Disponível em: http://whqlibdoc.who.int/publications/2006/9241547073_eng.pdf .
      • Cecílio LCO. A epidemiologia na avaliação dos serviços de saúde: a discussão da qualidade. Saúde e Sociedade. 1995;4(1/2):115-7.
      • Mendes MFM, Freese E, Guimarães MJB. Núcleos de epidemiologia em hospitais de alta complexidade da rede pública de saúde situados no Recife, Pernambuco: avaliação da implantação. Rev Bras Saúde Mater Infant, Recife. 2004;4(4):435-47.
      • Ribeiro AF, Malheiro VL. Epidemiologia hospitalar com ênfase em vigilância epidemiológica Subsistema de Vigilância Epidemiológica em Âmbito Hospitalar Hospital. BEPA – Boletim Epidemiológico Paulista [periódico na internet]. 2007 fev [acesso em 27 maio 2004];4(38):[7 screens]. Disponível em: http://www.cve.saude.sp.gov.br/agencia/bepa38_epid.htm .
    • TRABALHO 14 ANÁLISE DO ENVOLVIMENTO NO TRABALHO EM EQUIPES DE ENFERMAGEM NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM JOÃO PESSOA – PB Rosenstock KIV, Santos SR, Dias LKS, Santos EC, Pimenta RL. Universidade Federal da Paraíba – UFPB/ Grupo de Estudos e Pesquisa em Administração e Informática em Saúde – GEPAIE. E-mail: [email_address] RESUMO Introdução: O setor de saúde brasileiro vem sendo alvo de rápidas transformações nos últimos anos. Em 1994, foram implantadas as primeiras equipes de saúde da família, essa estratégia teve como objetivo melhorar o estado de saúde da população, através do modelo de assistência voltado à família e à comunidade incluindo desde a proteção e a promoção de saúde até a identificação precoce de diagnóstico e o tratamento da doença (BRASIL, 1997). Justificativa: Uma das especificidades que chama a atenção na proposta da Estratégia Saúde da Família (ESF), diz respeito à atuação dos profissionais, pois além da capacidade técnica, eles precisam se identificar com uma proposta de trabalho que demanda criatividade, iniciativa e vocação para trabalhos comunitários e em grupo (COTTA, 2006). Desta forma, é imprescindível avaliar como ocorre o envolvimento desses profissionais com o trabalho, tendo em vista a tarefa que desempenham. Objetivos: O objetivo deste estudo é analisar o envolvimento no trabalho entre a equipe de enfermagem que atua na ESF, bem como avaliar o comprometimento organizacional desses profissionais. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa exploratória-descritiva de abordagem quantitativa. Os locais da realização da pesquisa foram as 31 Unidades de Saúde da Família do município de João Pessoa – PB. A amostra foi constituída por enfermeiras e auxiliares de enfermagem. A seleção para participar do estudo seguiu o critério de aceitação dos participantes, totalizando 17 enfermeiras e 16 auxiliares de enfermagem. Os dados foram coletados através de um questionário composto pela Escala de Envolvimento com o Trabalho (SIQUEIRA, 1995). Para a análise e interpretação dos dados foi utilizado um software estatístico. Resultados: Nas equipes de enfermagem investigadas nas USF constatou-se que 39,35% (n=13) da amostra afirmam que as maiores satisfações de suas vidas vêm do trabalho; com relação à jornada de trabalho figurar como a melhor parte do dia, 50,85% (n=17) concordam totalmente; 39,52% (n=13) discordam que as coisas mais importantes que ocorrem em sua vida envolvem o trabalho. Quando questionados quanto ao comprometimento total com o trabalho, 51,15% (n=18) responderam que discordam moderadamente; e 75,25% (n=21) concordaram estar pessoalmente muito ligados ao trabalho. Assim, observa-se que estar envolvido com o trabalho não é algo que permanece constante, alguns podem estar muito envolvidos e outros, não. Quanto ao comprometimento organizacional, as respostas indicam que as equipes tendem a se sentir pouco comprometidas com a USF onde trabalham, apesar de identificarem-se com o trabalho que desenvolvem. O trabalho é importante na construção da identidade do indivíduo , mas para intensificar o comprometimento profissional é necessário observar o nível de envolvimento com o trabalho, identificar-se com as atividades realizadas e estar disposto a exercer um esforço considerável em benefício da organização (GOULART; SAMPAIO, 1998). Conclusão: O envolvimento no trabalho tem como fundamento o grau que uma pessoa identifica-se com o trabalho, participa ativamente dele e considera seu desempenho como algo valioso. Portanto, a qualidade dos serviços de saúde passa a figurar como resultado de diferentes fatores que constituem instrumentos para a avaliação do grau de comprometimento dos profissionais com o trabalho. Palavras - chave : Estratégia Saúde da Família. Envolvimento Organizacional. Enfermagem . Referências: Brasil. Ministério da Saúde. Saúde da família : uma estratégia de modelo assistencial. Brasília, 1997. COTTA, R.M.M., et al . Organização do trabalho e perfil dos profissionais do Programa Saúde da Família: um desafio na reestruturação da atenção básica em saúde. Epidemiol. Serv. Saúde , set. 2006, vol.15, no.3 p.7-18. Disponível em: <http://scielo.iec.pa.gov.br/ scielo.php?script =sci_arttext&pid=S1679-49742006000300002&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 11 Fev. 2009. GOULART, I. B.; SAMPAIO, J. R. Psicologia do trabalho e Gestão de Recursos Humanos: estudos contemporâneos . São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998. Siqueira, M. M. M. Antecedentes de comportamentos de cidadania organizacional: análise de um modelo pós-cognitivo. Tese de Doutorado. Brasília: Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília, 1995. Disponível em: www.anpad.org.br/rac/vol_07/ dwn/rac-v7-edesp-mms.pdf . Acesso em: 23 Fev. 2009.
    • TRABALHO 15 SATISFAÇÃO COM O RECONHECIMENTO PROFISSIONAL EM EQUIPES DE ENFERMAGEM NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM JOÃO PESSOA – PB Rosenstock KIV, Santos SR, Rosenstock R, Marcelino AS, Guerra CS. Universidade Federal da Paraíba – UFPB/ Grupo de Estudos e Pesquisa em Administração e Informática em Saúde – GEPAIE. E-mail: [email_address] RESUMO Introdução: A Estratégia Saúde da Família (ESF) vem sendo implantado em todo o Brasil como uma importante estratégia para a reordenação da atenção à saúde, conforme preconizam os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) (BRASIL, 1996). Nessa estratégia, o enfermeiro desempenha um papel fundamental, pois tem a responsabilidade de acompanhar, supervisionar, promover capacitações e educação continuada com os Agentes Comunitários de Saúde e auxiliares de enfermagem, além de atuar na atividade de cuidar, com ênfase na promoção da saúde (COTTA, 2006). Todavia, o trabalho em equipe integrado exige conhecimento e valorização do trabalho um do outro, construindo consensos quanto aos objetivos a serem alcançados e a maneira mais adequada de atingi-los. Justificativa: Assim, faz-se necessário um estudo que identifique a satisfação com o reconhecimento profissional da equipe de enfermagem com o trabalho desenvolvido na ESF. Objetivos: O objetivo deste estudo é identificar e analisar os fatores de satisfação com o reconhecimento profissional entre equipes de enfermagem que atuam na ESF. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa exploratória-descritiva de abordagem quantitativa, realizada nas 31 Unidades de Saúde da Família (USF) do município de João Pessoa – PB. A amostra foi constituída por enfermeiras e auxiliares de enfermagem. A seleção para participar do estudo seguiu o critério de aceitação dos participantes, totalizando 17 enfermeiras e 16 auxiliares de enfermagem. Os dados foram coletados, através de um questionário composto pela Escala de Satisfação no Trabalho, construída e validada por Martins e Santos (2006). Para a análise e interpretação dos dados foi utilizado um software estatístico. Resultados: Nas USF investigadas, observou-se que 75,55% dos entrevistados (n=25) sentem muita satisfação com o reconhecimento do seu trabalho pela comunidade; 85,29% (n=28) responderam que, poder confiar nos gestores os deixam satisfeitos; 47,86% (n=16) referem satisfação com a boa imagem da USF perante a comunidade. Com relação à satisfação pelo reconhecimento da equipe de trabalho, 60,36% (n=20) gostam de receber elogios dos colegas e que eles percebam a importância do seu trabalho para a equipe; 66,17% (n=22) afirmam que ser responsável pelas suas tarefas é motivo de muita satisfação; 54,60% (n=18) sentem satisfação pelo reconhecimento do seu trabalho pelo gestor. Na ESF, a qualidade dos serviços de saúde é o resultado de diferentes fatores que constituem instrumentos tanto para a definição e análises dos problemas, como para a avaliação do grau de comprometimento dos profissionais com as normas técnicas, sociais e humanas (RONZANI; STRALEN, 2003). Conclusão : Os principais fatores de satisfação no trabalho estão relacionados ao bom relacionamento interpessoal, a valorização da produção, reconhecimento da capacidade de trabalho, bem como as responsabilidades e práticas da profissão. Se as equipes responsáveis pelas ações de saúde e os gestores trabalharem em conjunto, democratizando soluções, deixando questões políticas de lado, então haverá mudanças no programa, viabilizando-o e dando a qualidade de atendimento ao usuário e condições de trabalho ao profissional. Palavras - chave : Estratégia Saúde da Família. Satisfação no emprego. Enfermagem. Referências: Brasil. Ministério da Saúde. Saúde da Família : uma estratégia de organização dos serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 1996. COTTA, R.M.M., et al . Organização do trabalho e perfil dos profissionais do Programa Saúde da Família: um desafio na reestruturação da atenção básica em saúde. Epidemiol. Serv. Saúde , set. 2006, vol.15, no.3 p.7-18. Disponível em: <http://scielo.iec.pa.gov.br/ scielo.php?script =sci_arttext&pid=S1679-49742006000300002&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 11 Fev. 2009. Martins, M. C. F.; Santos, G. E.. Adaptação e revalidação da Escala de Satisfação no Trabalho. Psico-USF , São Paulo,v. 11, n. 2, p. 195-205, jul./dez. 2006. Disponível em: pepsic.bvs-psi.org.br/pdf/psicousf/v11n2/v11n2a08.pdf. Acesso em: 23 Fev. 2009. Ronzani, T.M., Stralen, C.J.V.. Dificuldades de implementação do Programa de Saúde da Família como estratégia de reforma do sistema de saúde brasileiro. Rev. Atenção Primária à Saúde , jul. 2003, vol. 6, p.99-107. Disponível em: http://www.nates.ufjf.br/ novo/revista/pdf/v006n2/Gerencia2.pdf. Acesso em: 11 Fev. 2009.
    • TRABALHO 16 Dificuldades No relacionamento interprofissional na Estratégia Saúde da Família Rosenstock KIV, Santos SR, Rosenstock, R. Universidade Federal da Paraíba – UFPB/ Grupo de Estudos e Pesquisa em Administração e Informática em Saúde – GEPAIE. E-mail: [email_address] RESUMO Introdução: A Estratégia Saúde da Família (ESF) propõe uma nova dinâmica para estruturação dos serviços de saúde, assim como para a relação com a comunidade e para diversos níveis de assistência (COTTA et al , 2006). As equipes da ESF têm como atribuições conhecer a realidade das famílias pelas quais são responsáveis, identificando os problemas de saúde prevalentes e situações de risco, prestando assistência integral com ênfase nas ações de promoção à saúde (BRASIL, 1996). Ao mesmo tempo, cada profissional da equipe tem suas atribuições, de acordo com suas especificidades. Justificativa: Sendo assim, um dos paradigmas da ESF é o trabalho interdisciplinar, que tem como fundamento a lógica do trabalho em equipe, ou seja, o ponto central é o estabelecimento de vínculos da equipe com a comunidade e a co-responsabilidade entre os profissionais de saúde e a população. Objetivos: Este estudo tem como objetivo reflexionar sobre as dificuldades encontradas no relacionamento interprofissional na ESF e discutir a importância da equipe interdisciplinar na promoção de saúde. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, cuja fonte de informação foram artigos científicos nas bases de dados LILACS, SciELO, BVS e Bibliomed, assim como livros. Resultados: Os membros da equipe de saúde da ESF articulam suas práticas e saberes no enfrentamento de cada situação identificada na comunidade para propor soluções conjuntas e intervir de maneira adequada, já que todos conhecem a problemática. (VIEIRA et al , 2004). Nesta perspectiva, as dificuldades na comunicação, mudança de hábitos e diferentes formas de pensar podem dificultar a maneira de trabalhar. A dificuldade de relacionamento entre os componentes da equipe revela a inexistência de responsabilidade coletiva pelos resultados do trabalho, levando à descontinuidade entre as ações específicas de cada profissional, observando-se desarticulação entre ações curativas, educativas e administrativas, além do baixo grau de interação entre médicos, enfermeiros e agentes (OLIVEIRA; SPIRI, 2006). Pode-se inferir que há necessidade de alocar recursos humanos para dar conta da totalidade das ações, uma vez que a equipe, mesmo sendo multiprofissional, não garante assistência integral ao paciente. Entende-se que o trabalho em equipe integrado exige conhecimento e valorização do trabalho um do outro, construindo consensos quanto aos objetivos a serem alcançados e a maneira mais adequada de atingi-los (FORTUNA et al , 2005). A integração entre os membros da equipe permite que os profissionais troquem informações relacionadas aos pacientes para tomar a conduta mais adequada e de acordo com a necessidade identificada pela equipe (CAMPOS, 1992). Cada membro tem o seu papel na ESF e desempenhá-lo com dedicação torna o trabalho gratificante e reconhecido pela comunidade e equipe. Conclusão: O trabalho em equipe é muito importante para dispensar assistência integral ao paciente e família, quando todos os membros conhecem as necessidades das famílias, a abordagem acontece em sua totalidade e é mais eficaz, pois toda a equipe participa do acompanhamento. Palavras - chave : Estratégia Saúde da Família. Relacionamento Interprofissional. Promoção da Saúde. Referências: Brasil. Ministério da Saúde. Saúde da Família : uma estratégia de organização dos serviços de saúde. Brasília: MS, 1996. Campos, M.A. O trabalho em equipe multiprofissional: uma reflexão crítica. Jornal Brasileiro de Psiquiatria ; Rio de Janeiro, v. 41, n. 6, p. 255-7, 1992. Cotta, R.M.M.; Azeredo, C.M.J.L.B.; Schott, M.; Franceschini, S.C.C; Priore, S.E.; Martins, P.C. Organização do trabalho e perfil dos profissionais do Programa Saúde da Família: um desafio na reestruturação da atenção básica em saúde. Epidemiol. Serv. Saúde , São Paulo, v. 15, n. 9, p. 7-18, 2006. Fortuna, C.M. et al . O trabalho de equipe no programa de saúde da família: reflexões a partir de conceitos do processo grupal e de grupos operativos. Rev. Latino-Am. Enfermagem ; São Paulo, v. 13, n. 2, p. 262-8, 2005. LARA, M. J. Percepção dos profissionais de Saúde da Família sobre a qualidade de vida no trabalho. Revista de APS ; Fortaleza, v. 8, n.1, p. 64-86, 2005. Oliveira, E.M.; Spiri, W.C. Programa Saúde da Família: a experiência de equipe multiprofissional. Rev. Saúde Pública , São Paulo, v. 40, n. 4, p. 727-33, 2006. Vieira, E.T.; Borges, M.J.L.; Pinheiro, S.E.M.; Nuto, A.S.S . O Programa Saúde da Família sobre o enfoque dos profissionais. Rev . Bras. Promoção da Saúde , Fortaleza, v. 17, n. 3, p. 119-26, 2004.
    • TRABALHO 17 A EXPERIÊNCIA DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NA IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE TREINAMENTO EM ENFERMAGEM, ATRAVÉS DE UMA ESTRATÉGIA DE ENSINO E APRENDIZADO EM SERVIÇO BUENO, Silvia Maria Moraes 1 ; TEIXEIRA, Thalyta Cardoso Alux 2 ; MONZANI, Aline Aparecida Silva 3 ; FERREIRA, Thais Marcondes 4 . Introdução: A formação de uma equipe constituída por profissionais com pensamento crítico, resolutividade e habilidades técnico - científicas é vital para o sucesso do processo de cuidar . A implantação do programa de treinamento busca aperfeiçoar os profissionais fornecendo acúmulo de conhecimento e atualização contínua no serviço. Objetivo: Apresentar a implantação de um programa de treinamento através de uma estratégia de ensino e aprendizado em serviço, partindo do conhecimento adquirido pelos profissionais previamente. Métodos: Trata-se de um relato de experiência de um hospital geral, de grande porte e privado localizado no município de Campinas – SP, sobre a implantação de um programa de treinamento em serviço que associa o ensino e aprendizado voltado para realidade do trabalho, em uma Unidade de Terapia Intensiva - UTI . Em 2008, foi implantado um programa de treinamento em serviço com equipe de enfermagem. Uma a duas aulas por mês foi oferecida, dependendo da complexidade dos temas abordados, durante o trabalho. As aulas foram apresentadas através de um flip-chart colocado em um local estratégico na unidade, com cópias em pastas de treinamento e divulgadas por e-mail comum a toda equipe. Cada aula foi apresentada por um período determinado para estudo e avaliação de retenção. As avaliações foram corrigidas pela coordenação da UTI e as notas fixadas no flip-chart , por meio do número do Registro Geral do profissional. Resultados: Em 2008, f oram desenvolvidas 19 aulas sobre as rotinas, protocolos e técnicas, totalizando uma carga horária de 365 horas. Foram realizadas 618 avaliações de retenção e duas de reação para verificar o grau de aceitação, de satisfação e sugestões de melhoria das aulas pela equipe. Os resultados das avaliações de reação indicaram que para 96% dos profissionais o treinamento atendeu suas expectativas e todos consideraram seu aproveitamento superior a 75%. Em 2009, foram 23 aulas totalizando uma carga horária de 603 horas, 697 avaliações de retenção e uma avaliação de reação. Neste ano, a avaliação de reação indicou 96% de atendimento as expectativas e houve aumento para o aproveitamento (92%). Conclusão: Para que esta estratégia de treinamento se consolide é necessário que toda a equipe de trabalho, os líderes e gestores entendam que treinamento é trabalho e deve ser colocado na sua rotina diária de serviço. Notou-se que nesses dois anos se manteve a expectativa dos profissionais sobre o treinamento e houve uma melhora do aproveitamento. De acordo com os resultados apresentados nas avaliações de reação e comentários registrados pelos profissionais como: “... achei bastante válido este estudo que incentivou a leitura dos manuais, possibilitando troca de conhecimento...”, pode-se considerar que este tipo de treinamento é válido e se aplica em outras instituições. Desta forma, desenvolver, implantar e manter programas de treinamentos são um desafio para a equipe de enfermagem e principalmente para os líderes e gestores.
    • TRABALHO 18 GESTÃO POR COMPETÊNCIAS: ESTRATÉGIA TECNOLÓGICA DE SUCESSO NA GESTÃO DE PESSOAS PARA INOVAÇÃO INSTITUCIONAL Pereira M.A., Silva L.M.S., Honório R.P.P., Barreto J.O.C. Silva O.M.S. INTRODUÇÃO No processo de globalização no setor saúde, a gestão de pessoas imprime às organizações, o desenvolvimento das competências profissionais, individuais e grupais, para garantir a qualidade de seus serviços ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). Neste cenário, Fleury & Fleury ( 2001,p.21), consideram competências como “um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, entregar,transferir conhecimentos, recursos e habilidades que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo”. Nesta óptica, a Diretoria de Enfermagem do HUWC/UFC, em parceria com SDRH, implanta a Gestão por competências, inaugurando, desta forma, novas perspectivas de pensar e agir, proporcionando ao profissional, um olhar mais ampliado da realidade, nos aspectos relacionados às dimensões, técnico-cognitivas, comportamentais, atitudinais, políticas e sócio-culturais, alinhadas ás necessidades da sociedade. JUSTIFICATIVA Ao nos depararmos com situações de não conformidade relacionadas às competências esperadas dos profissionais, adotamos esta tecnologia como forma de desenvolver e compartilhar as competências humanas, incentivando, assim o coletivismo e a cooperação no ofício. OBJETIVO Relatar a experiência da implantação da Gestão por Competências no Hospital de Ensino, ensejando a maior performance profissional por desempenho, à ação integral do cuidado, do ensino e da pesquisa junto às ações interdisciplinares. MÉTODO Trata-se de um relato de experiência das ações administrativas da Diretoria de Enfermagem no HUWC/UFC, adotando como referência, o marco conceitual da gestão por competência e desempenho. Foi utilizada a estratégia do mapeamento das competências alinhadas à estratégia organizacional, em parceria com o Serviço de Desenvolvimento de Recursos Humanos e Serviço de Educação Permanente em Enfermagem. O projeto formador foi explicitado aos colaboradores, e centrado na equipe interdisciplinar, como estratégia de sensibilização para o debate teórico e conseqüente sugestões coletiva dos saberes. Nesta perspectiva foram realizadas oficinas de trabalho com a equipe de enfermagem às quais delinearam as competências técnicas, conhecimento, habilidades, e as competências comportamentais e atitudinais requeridos para os profissionais: enfermeiro gestor e assistencial, técnicos e auxiliares de enfermagem. RESULTADOS A Oficina de trabalho foi avaliada por 90% dos participantes, entre os conceitos: excelente e satisfatório. As sugestões apresentadas foram: continuidade das oficinas por categorias profissionais possibilitando as discussões e compartilhamento de experiências, propiciando o crescimento mutuo, bem como a integração dos saberes. CONCLUSÃO A avaliação parcial desta tecnologia de gestão, ora em curso, enseja a possibilidade para sua efetividade, dada sua dinamicidade, permitindo a assimilação de conhecimentos, integração das habilidades, bem como adoção de atitudes relevantes para obtenção da inovação das práticas de gestão. BIBLIOGRAFIA: BERTELLI. Gestão de pessoas em administração hospitalar. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2004. DUTRA. (Org). Gestão por competências. S. Paulo: Gente, 2001. DUTRA. Gestão de pessoas. Paulo: Atlas, 2002. FLEURY, A.; FEURY, M.T.L. Estratégias empresariais e formação de competências:um quebra cabeça caleidoscópio da indústria brasileira. 2. Ed.São Paulo: Atlas, 2001. VERGARA. Gestão de pessoas. S. Paulo: Atlas, 2005.
    • TRABALHO 19 Relato de Experiência: A Triagem de Enfermagem em um Pronto Atendimento Pediátrico da Cidade de Salvador Silva MSV, Simoni EM. Hospital Aliança [email_address] Introdução : A dinâmica da sociedade contemporânea favorece a cultura do “fast food”, na qual as pessoas buscam o atendimento de suas necessidades em curto espaço de tempo. Os Hospitais têm recebido clientes que, por falta de tempo, buscam resolutividade nos serviços de emergência para casos que ambulatorialmente seriam solucionados, ocasionando com isso, uma demanda que compete com os casos que se caracterizam realmente como urgências e emergências. Justificativa: Com a grande demanda de pacientes nos serviços de emergência, a triagem viabiliza a intervenção precoce para os casos prioritários com conseqüente aumento da eficácia das ações terapêuticas. Objetivo: A triagem feita pela enfermeira consiste na identificação e classificação do grau de gravidade do paciente, para permitir maior agilidade nos atendimentos de emergência e urgência, proporcionando um atendimento de enfermagem de qualidade no Serviço de Pronto Atendimento Pediátrico. Método : Para a implantação da Triagem de Enfermagem, as enfermeiras foram capacitadas para a assistência baseada nos protocolos de atendimento ao suporte básico e avançado de vida em pediatria, nos protocolos clínicos das patologias mais prevalentes no serviço e estimuladas para o desenvolvimento das habilidades relacionadas à competência de relacionamento interpessoal, que favorecem ao acolhimento do paciente e família. Quando implantada, inicialmente necessitou de um processo de aculturação dos envolvidos: clientela, corpo clínico e das próprias enfermeiras. A Triagem é realizada pela enfermeira, antes do atendimento médico, na qual ela classifica o atendimento em emergência, urgência e não urgência prioriza o atendimento, e encaminha os pacientes aos setores específicos para realização do atendimento médico, ou à sala de espera. Atualmente, a triagem de enfermagem é uma realidade consolidada para uma média de 78% da população atendida no Serviço de Pronto Atendimento Pediátrico. Resultados: A implantação da triagem proporcionou a otimização do fluxo de atendimento, a sistematização do atendimento por gravidade, maior acolhimento dos pacientes e familiares na chegada ao Serviço, minimizando a ansiedade da família antes do atendimento médico, otimizando o tempo para o atendimento do paciente no Serviço e ainda proporcionando maior segurança para os profissionais da equipe do Pronto Atendimento (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem) quanto à qualidade da assistência prestada. Conclusão : A triagem é um diferencial no atendimento de enfermagem no Serviço de Emergência Pediátrica, requer atualização constante dos profissionais envolvidos e principalmente, uma capacidade de escuta e observação sistemática. REFERENCIAS Guimarães, A.L. Triagem avançada em emergência: Competências da(o) enfermeira(O). 2004. 98f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem na de Concentração administração de Serviços de Enfermagem) – Escola de Enfermagem da UFBA, Salvador, 2004. Carvalho, A.P.R.J. Triagem de enfermagem no serviço de emergência pediátrica . 2001. 48f. Monografia de conclusão ( MBA –Executivo em Saúde) – Universidade de Castelo Branco – Atualiza, Salvador, 2001 CHAVES, D.P.; MACÊDO, M.V.A. Estudo sobre a triagem no serviço de emergência. Revista Gaúcha de Enfermagem , Porto Alegre, v. 8, n. 2, p. 181-196, jul. 1987. GRAMINA,M.R. Modelo de competências e gestão dos talentos . São Paulo:Pearson Education do Brasil, 2002. PAIM, J. S. Organização da atenção à saúde para a urgência/emergência. In: SILUD, L.M.V. Saúde coletiva : textos didáticos. Salvador: Editorial Didático, 1994. BRASIL. Código de ética profissional de enfermagem . Bahia: COREN, 1973. ESTRADA, E. Advanced triage by an RN. J. Emerg. Nurs , V. 8, n. 3, p. 5-15, 1979. TRIVIÑOS, A.N.S. Introdução à pesquisa em ciências sociais : a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1996. 175p. TREVISAN,M.A. et al. Aspectos éticos na ação gerencial do enfermeiro. Revista Latinoamericana de Enfermagem . São Paulo, 2002. Disponivel em: < http://WWW.scielo.br/pdf/rlae/v10nl/7776.pdf >. Acesso em: 18 agos. 2006. REZENDE, E. Livro das competências . 2. ed. Rio de Janeiro: Qualitimark, 2003.
    • TRABALHO 20 SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À MUCOSITE ORAL EM CONSEQUÊNCIA A QUIMIOTERAPIA (Relator) Rivaldo, S.R.A.; Carvalho, D.M.F. UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO sandra.rivaldo @ uol.com.br INTRODUÇÃO :Pacientes submetidos ao tratamento quimioterápico necessitam do planejamento da assistência de enfermagem para auxiliá-los em suas necessidades humanas básicas e intervir frente às complicações provocadas pela toxicidade das drogas como a mucosite oral, uma intercorrência freqüente e debilitante com possível interferência no tratamento e controle tumoral. JUSTIFICATIVA: A leitura de artigos sobre a mucosite oral e observação do grande numero de pacientes que desenvolvem esse tipo de complicação foi o que me motivou a realizar o trabalho. Com intuito de atualizar as revisões estudadas, contribuir com estudos científicos de profissionais da saúde descrevendo a importância do enfermeiro, desenvolvimento e implementação do SAE para pacientes com mucosite oral após tratamento quimioterápico. OBJETIVO: O principal objetivo deste trabalho foi descrever as características da mucosite oral como conseqüência ao tratamento quimioterápico e ressaltar a importância da SAE como uma ferramenta que favorece a organização do trabalho, a qualidade e otimização dos cuidados. METODOLOGIA: A pesquisa em forma de revisão literária tem caráter qualitativo e aborda as etapas da SAE aplicadas a essa manifestação clinica. Palavra chaves: Quimioterapia, mucosite oral, processos de enfermagem. RESULTADO: Com conhecimento e instrumentos científicos como a SAE é possível traçar planos de cuidados efetivos que contribuirão para prevenção e diminuição da severidade da mucosite oral, que apesar da relatividade dos benefícios a cada paciente são bem aceitos, tolerados e demonstram eficácia. Porém exige-se avaliação e cuidado individualizado. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA 1- Bracco, Camila, Santos, Neuzira. Monografia de conclusão do curso de enfermagem em pós graduação “Enfermagem oncologica” da Fundação Antonio Prudente. Cuidados de enfermagem na mucosite oral em pacientes oncologicos. 2- Machado, Luciane. et al. Transplante de medula óssea, abordagem multidisciplinar. Editora Lemar. São Paulo.2009.(235 á 241p). 3- Brasil. Ministério da saúde. Secretaria de atenção à saúde.Instituto Nacional do Câncer. INCA. Coordenação de prevenção e vigilância. Estimativa 2006: Incidência do câncer no Brasil. Rio de janeiro: Inca 2006. 4- Mohallem, Andrea, Rodrigues Andrea. Enfermagem Oncológica. São Paulo.2007 (3, 22, 80, 132, 187 p) editora Manole LTDA. 5- Guimarães, José.Manual de oncologia. Ed 2ª . Editora BBS.Epidemiologia do câncer.São Paulo.2006. (43, 57, 63, 85, 92, 1217, 1218, 1222 p).
    • TRABALHO 21 IMPORTÂNCIA DE TORNAR - SE UM LIDER DE ADMINISTRAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM (Relator) Rivaldo, S.R.A.; Silva, J. D. UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO sandra.rivaldo @ uol.com.br INTRODUÇÃO: Alcançar o sonho, acreditar nele, vivenciá-lo e concretizá-lo é o que norteará o comportamento do líder no século XXI. O termo liderança vem sendo estudado desde os primórdios, hoje a liderança está sendo exigida por todas as empresas, seja qual for sua natureza, e as empresas hospitalares estão incluídas nesta exigência. JUSTIFICATIVA: O desafio de mudar o perfil do administrador do cuidado à saúde requer o desenvolvimento e a maturação de novos tipos de liderança, os quais devem estar menos voltados para o “ dar ordens” , papel que traduz o paradigma do padrão administrativo vigente desde a Revolução Industrial, e aprender ainda, que os novos líderes não dão ordens, apenas motivam as pessoas a agir. OBJETIVO: Descrever a importância de se tornar um líder na administração dos serviços de enfermagem; METODOLOGIA: Esta pesquisa trata-se de uma revisão bibliográfica, exploratória, descritiva, tendo como objetivo, descrever o perfil necessário para tornar-se um bom líder de administração dos serviços de enfermagem. RESULTADOS: O líder do novo milênio é o profissional de hoje que pensa e utiliza as idéias do futuro, busca a motivação ao encontrar um ambiente favorável ou desfavorável com autonomia e espaço para a iniciativa, de maneira que possa sempre acreditar no que faz. A liderança sempre fez parte da evolução do homem e foi estudada com mais intensidade no decorrer dos anos. Mas só recentemente passou a ser considera uma ciência, proporcionando maior produção, menores custos e conseqüentemente maiores metas e objetivos alcançados. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Strapasson, MR; Medeiros CRG, Liderança transformacional na enfermagem, Rev. bras. enferm. vol.62 no.2 Brasília Mar./Apr. 2009.Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003471672009000200009&lang=pt Captado em: 28/05/2009. Castro, IS; Bittencourt , C. Estilos e dimensões da liderança: iniciativa e investigação no cotidiano do trabalho de enfermagem hospitalar. Texto contexto-enfermagem. vol.17 no.4. Florianópolis. Outubro./Dec. 2008, Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072008000400015. Captado em: 03/04/2009 Santos, Iraci dos. Sandra R M. CASTRO, Carolina Bittencourt. Gerência do processo de trabalho em enfermagem: liderança do enfermeiro em unidades hospitalares. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010407072006000300002&lng=en&nrm=iso Captado em: 03/04/2009 Spector, PE . Psicologia nas organizações . 2. Ed. São Paulo: Saraiva, 2006. P. 640.Higa, EFR; Trevizan, MA. Os estilos de liderança idealizados pelos enfermeiros . Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.13 nº.1 Ribeirão Preto Jan./Feb. 2005. Disponível em:
      • TRABALHO 22
      • IMPLANTAÇÃO DE UM PROTOCOLO PARA GERENCIAMENTO DE QUEDAS EM HOSPITAL: RESULTADOS DE 4 ANOS DE SEGUIMENTO
      • Correa AD, Marques IAB, Martinez MC, Laurino P.S, Chimentão DMN, Leão ER
      • Nome da Instituição: Hospital Samaritano – São Paulo
      • Contato: arlete.correa @ samaritano.org.br
      • PALAVRAS CHAVE: Gerenciamento de riscos, Qualidade da assistência à saúde, Acidentes por quedas.
      • INTRODUÇÃO: Quedas em pacientes hospitalizados são eventos freqüentes com efeitos negativos para pacientes e instituições (1) . Ações sistematizadas para o gerenciamento de quedas são consideradas eficazes na sua prevenção e controle (1-3) .
      • JUSTIFICATIVA: Apesar da relevância do problema, há carência de estudos sobre resultados de implantação de protocolos de quedas.
      • OBJETIVO: Apresentar a experiência da implantação e resultados de um protocolo de quedas.
      • MÉTODO: Estudo descritivo realizado em um hospital privado da cidade de São Paulo, abrangendo todos os pacientes internados no período de janeiro/2005-dezembro/2008. Foram apresentadas as etapas para estabelecimento do protocolo e os resultados expressos pelo índice de quedas [(nº de quedas / nº de paciente-dia) *1000].
      • RESULTADOS: Pré-implantação (jul-dez/2005): Criação da comissão multiprofissional, revisão de literatura, implantação de fichas de notificação de eventos.
      • Implantação (jan/2006-fev/2007): Elaboração do protocolo, treinamento, adoção de avaliações de risco.
      • Manutenção (mar/2007 em diante): reforço de medidas de controle de riscos ambientais, educação continuada, inclusão do protocolo no processo de acreditação da qualidade, readequação do método de coleta e análise de dados.
      • Entre jan/2005 e dez/2007 ocorreram 284 quedas, com média de 1,37 quedas/1000 pacientes-dia, com grande variabilidade mensal. Após a efetiva implantação do protocolo, em 2007 e 2008 a média foi de, respectivamente, 1,77 e 1,45 quedas/1000 pacientes-dia. Em 2008, ocorreram 80 eventos, sendo que os índices mais elevados foram nas Unidades Clínica, Neurológica e Oncológica, com 2,79; 2,77 e 2,41 quedas/1000 pacientes-dia. As quedas ocorreram principalmente à noite (41,3%), a maioria no quarto (65,0%), queda da própria altura (56,3%) e na presença de acompanhante (58,8%). As condições ambientais mais freqüentes foram: presença de obstáculos ou falta de apoio (5,0% cada). Fatores de risco mais prevalentes: idade maior que 60 anos (66,3%), uso de medicamentos de ação central (65,0%) e dificuldades na marcha (55,0%). Em 51,2% dos casos houve consequências, tais como escoriações (16,3%) e hematomas (11,3%).
      • CONCLUSÕES: O protocolo possibilitou o desenvolvimento de ações diversificadas e com embasamento científico. A caracterização e o índice de quedas refletiram as ações realizadas, auxiliando na avaliação dos processos e no redirecionamento das ações preventivas, além de reforçar medidas de orientações educacionais aos clientes e à equipe assistencial.
      • BIBLIOGRAFIA:
        • NHS - National Health Services. National Patient Safety Agency. Slips, trips and falls in hospital [report on the internet]. London: NHS; 2007 [cited 2009 jun 10]. Available from: http://www.npsa.nhs.uk/nrls/alerts-and-directives/directives-guidance/slips-trips-falls/
      • Currie L. Fall and injury prevention. In: Hughes RG, editor. Patient safety and quality: an evidence-based handbook for nurses [monograph on the internet]. Rockville: AHRQ - Agency for Healthcare Research and Quality. US Department of Health and Human Services; 2008 [cited 2009 jun 10]. Chapter 10. Available from: http://www.ahrq.gov/QUAL/nurseshdbk/nurseshdbk.pdf
      • Olivier D, Connelly JB, Victor CR, Shaw FE, Whitehead A, Genc Yasemin, et al. Strategies to prevent falls and fractures in hospitals and care homes and effect of cognitive impairment: systematic review and meta-analyses. BMJ [serial on the internet]. 2007 [cited 2009 jun 10]; 334:82 [about 6 p.]. Available from: http://www.bmj.com/cgi/reprint/334/7584/82
    • TRABALHO 23 MEDIDA DA PRESSÃO VENOSA CENTRAL (PVC): DESENVOLVIMENTO DE MULTIMÍDEA EDUCACIONAL PARA UTILIZAÇÃO EM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM Laurino P.S, Previde A.P, Minenelli F.F, Gentil GC, Leão ER Nome da Instituição: Hospital Samaritano – São Paulo Contato: [email_address] PALAVRAS CHAVE: Educação à Distância, Multimídea Educacional, Pressão Venosa Central. INTRODUÇÃO: A Educação à distância tem-se constituído em uma poderosa ferramenta do processo de ensino-aprendizagem em decorrência das vantagens oferecidas tais como a flexibilidade de horários para estudar e de acesso, entre outras. A Assessoria de Aprimoramento e Desenvolvimento elaborou uma multimídia sobre o procedimento da medida de Pressão Venosa Central (PVC) para ser utilizada como treinamento institucional aos profissionais de enfermagem das Unidades de Terapia Intensiva em um ambiente virtual de aprendizagem. JUSTIFICATIVA : Apesar da relevância do tema, há carência de estudos relacionados ao desenvolvimento de multimídea sobre PVC para utilização em ambiente virtual de aprendizagem. OBJETIVO : Descrever as etapas de planejamento e elaboração de uma proposta educacional à distancia sobre o procedimento de medida da PVC. MÉTODO : Relato de experiência do planejamento e elaboração de uma multimídia para o treinamento dos profissionais de enfermagem em um hospital privado, da cidade de São Paulo, de outubro de 2008 a março de 2010. RESULTADO: o planejamento foi realizado nos meses de outubro a dezembro de 2008, para a escolha da temática, definição dos objetivos de aprendizagem, abordagem pedagógica, as mídias, os recursos a serem utilizados e a forma de avaliação da aprendizagem. Após esta fase realizou-se o levantamento bibliográfico sobre o tema, elaboração do conteúdo e dos instrumentos de avaliação de retenção do conhecimento. Em 2009, no período de janeiro a junho, foram realizadas a construção e revisão da multimídia com a assessoria de uma empresa externa que conta com profissionais especializados em projetos de EAD, responsável pela formatação do conteúdo, storyboard , design e layout trabalhando em parceria com a área de Aprimoramento e Desenvolvimento. O produto final contou com 2 módulos (teórico e prático) no qual se apresenta as questões que envolvem a realização do procedimento de medida da PVC discorrendo sobre aspectos fisiológicos, métodos e técnica de medida com aproximadamente 30 minutos cada módulo. A multimídia utilizou recursos de imagens bidimensionais, simulações e ilustrações. Em novembro de 2009, em parceria com a Coordenação de Ensino e Pesquisa da instituição, foi selecionado o ambiente virtual de aprendizagem para disponibilização da multimídia e contratação de uma consultoria externa para desenvolvimento do design instrucional e para realização de testes e ajustes finais antes da implementação. CONCLUSÕES : Os resultados efetivos da implantação da multimídia como estratégia de ensino no ambiente virtual de aprendizagem será verificado a partir de Junho de 2010, quando passará a ser utilizado e avaliado pelos profissionais da enfermagem. Todavia, evidenciamos durante o desenvolvimento deste projeto que se trata de uma metodologia de custo elevado, que consome mais tempo que a elaboração de um curso presencial, cuja relação de custo-efetividade ainda precisará ser avaliada posteriormente.
    • TRABALHO 24 ESTIMATIVA DACARGA DE TRABALHO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM ATRAVÉS DO MAPEAMENTO DAS ATIVIDADES HOSPITALARES Magalhães AMM, Bittencourt ONS Moura GMSS ,Dói KM , Dall’Agnol CM Introdução : O mapeamento de atividades hospitalares através no método de custeio baseado em atividades ( Activity-Based Costing ), tem sido empregado como uma alternativa para aprimorar os processos de controle dos custos hospitalares e poderia ser empregado para estimar a carga de trabalho da equipe de enfermagem, pois sua metodologia prevê as medidas dos tempos de atividades para se chegar aos custos, incluindo material e pessoal. Objetivo : Aplicar o método ABC para estimar a carga de trabalho da equipe de enfermagem em unidade de internação hospitalar, comparando os parâmetros de tempo com os achados da literatura e os parâmetros preconizados pelos órgãos legisladores. Método : Estudo observacional, exploratório-descritivo, com metodologia quantitativa, dando continuidade a estudos anteriores que desenvolvem modelagem do processo produtivo e que vêm qualificando o mapeamento de atividades, especificamente de unidades de internação hospitalares, com ênfase para as atividades de enfermagem. Resultados: Comparando-se o método ABC e sistema de classificação de pacientes para calcular as horas de cuidado despendidas aos pacientes internados, obteve-se uma média diária de 04h59min no primeiro e 05h13min no segundo. A estratificação dos tempos por paciente segundo o grau de dependência e método ABC, demonstrou não haver correlação entre os mesmos. Conclusões: A análise da carga de trabalho da equipe de enfermagem pelo mapeamento das atividades descritas através do método ABC, poderá auxiliar na estimativa de carga de trabalho que um paciente internado gera para a equipe de saúde. O aprimoramento dos registros nas prescrições e novos estudos serão necessários para o alcance desta funcionalidade. Faz- se importante desenvolver novos estudos que contemplem além da dimensão técnica da tarefa executada abrangendo as variáveis qualitativas das relações intra e inter-equipes na produção de cuidados, contribuindo para encontrar respostas frente às argumentações das equipes de enfermagem de que as escalas utilizadas atualmente não refletem a real necessidade de cuidados dos pacientes e suas famílias numa internação hospitalar.
      • TRABALHO 25
      • OPINIÃO DOS ATORES ENVOLVIDOS NA RESIDÊNCIA EM GERÊNCIA DOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA- PR, NO TRIÊNIO 2006 A 2009.
      • Garcia S.D, Bernardi D., Buss A., Haddad M.C. L., Vanucchi M. A.
      • Universidade Estadual de Londrina
      • [email_address]
      • Introdução O Ministério da Saúde preconiza que a assistência a saúde seja prestada de forma integral e diferenciada, portanto busca-se cada vez mais formar profissionais capacitados. A resoluçao COFEN nº 259/2001, art. 2º: “ A Residência em Enfermagem configura-se em modalidade de pós-graduação &quot;Latu Sensu&quot;, destinada a capacitar Enfermeiros, caracterizada por desenvolvimento das competências técnico-científica e ética, decorrentes do treinamento em serviço.” O departamento de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina-PR em parceria com a diretoria de enfermagem do Hospital Universitário de Londrina (HUL) implantou em 2006 o Programa de Residência em Enfermagem em Gerência dos Serviços de Enfermagem que possui como objetivo capacitar o enfermeiro para atuar na área de administração de serviços de enfermagem, com vistas a analisar, intervir e modificar quando necessário no quadro vigente. Possui carga horária de 5.010 horas distribuídas em dois anos.
      • Justificativa Por se tratar de um programa novo, a Residência em Gerência dos Serviços de Enfermagem busca através de oficinas com a participação do serviço, academia e residentes identificar as potencialidades, fragilidades e propostas para assim aperfeiçoarem o programa de especialização.
      • Objetivo Descrever a opinião dos atores envolvidos na Residência em Gerência dos Serviços de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina-PR, no Triênio 2006 a 2009.
      • Metodologia: Durante o primeiro ano a residência tem como foco a prática do gerenciamento da assistência nas unidades médico-cirurgicas, de pronto atendimento e unidade de tratamento intensivo. No segundo ano, as atividades são desenvolvidas em unidades complementares e integrativas com a organização dos serviços de enfermagem. Foram convidados a participar das oficinas de avaliação todos os enfermeiros dos serviços em parceria com o programa, os enfermeiros residentes e as docentes responsáveis. A reflexão sob a ótica desses três integrantes do processo de ensino-aprendizagem sobre as fragilidades, potencialidades e propostas de mudanças de todo utilizado na residência foi realizado em pequenos grupos abordando cada um dos itens.
      • Resultados: Participaram das oficinas os 18 enfermeiros supervisores, chefes de divisões e Diretores dos Serviços de Enfermagem dos campos de estágio, 22 enfermeiros residentes e 4 docentes responsáveis pelo programa de gerência dos Serviços de Enfermagem.
      • As potencialidades: Para o residente: Artigos científicos publicados;
        • Reflexões da prática e Teorização com a discussão de temas gerenciais;
      • Incentivo a produção cientifica e carreira docente;
      • Para o serviço
        • Melhoria da qualidade da assistência.
      • Estimulo a reflexão do enfermeiro de campo para a prática profissional;
      • As fragilidades: Dificuldade na definição dos temas dos artigos científicos;
      • As propostas: Manter o acompanhamento das aulas do internato pelos residentes;
        • Incluir a capacitação pedagógica no inicio do ano para os R2;
      • Maior participação dos enfermeiros de campo na elaboração dos artigos científicos.
      • Conclusão: O programa de residência de gerência dos serviços de enfermagem foi de grande importância tanto para os serviços onde o programa atuou quanto para o desenvolvimento profissional dos enfermeiros residentes. Esta especialização contribuiu para a difusão do conhecimento através de sua produção científica, estimulando a reflexão sobre o processo de trabalho nos campos de atuação.
      • Referências
      • (1) http://www.conarenf.com.br/2008/materias.asp?articleid=86
      • (2)Guia de orientações para o enfermeiro residente: Curso de Pós-Graduação (Especialização), sob a Forma de Treinamento em Serviço (Residência) para Enfermeiros (Residência em Enfermagem ) / [Beatriz Gerbassi Costa Aguiar (Coord.) et al.]. – Brasília. – Ministério da Saúde. – 2005 pag 08
      • (3)EDITAL PROPPG/DPG/DAR Nº 064/2009
    • TRABALHO 26 SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À MUCOSITE ORAL EM CONSEQUÊNCIA A QUIMIOTERAPIA (Relator) Rivaldo, S.R.A.; Carvalho, D.M.F. UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO sandra.rivaldo @ uol.com.br INTRODUÇÃO :Pacientes submetidos ao tratamento quimioterápico necessitam do planejamento da assistência de enfermagem para auxiliá-los em suas necessidades humanas básicas e intervir frente às complicações provocadas pela toxicidade das drogas como a mucosite oral, uma intercorrência freqüente e debilitante com possível interferência no tratamento e controle tumoral. JUSTIFICATIVA: A leitura de artigos sobre a mucosite oral e observação do grande numero de pacientes que desenvolvem esse tipo de complicação foi o que me motivou a realizar o trabalho. Com intuito de atualizar as revisões estudadas, contribuir com estudos científicos de profissionais da saúde descrevendo a importância do enfermeiro, desenvolvimento e implementação do SAE para pacientes com mucosite oral após tratamento quimioterápico. OBJETIVO: O principal objetivo deste trabalho foi descrever as características da mucosite oral como conseqüência ao tratamento quimioterápico e ressaltar a importância da SAE como uma ferramenta que favorece a organização do trabalho, a qualidade e otimização dos cuidados. METODOLOGIA: A pesquisa em forma de revisão literária tem caráter qualitativo e aborda as etapas da SAE aplicadas a essa manifestação clinica. Palavra chaves: Quimioterapia, mucosite oral, processos de enfermagem. RESULTADO: Com conhecimento e instrumentos científicos como a SAE é possível traçar planos de cuidados efetivos que contribuirão para prevenção e diminuição da severidade da mucosite oral, que apesar da relatividade dos benefícios a cada paciente são bem aceitos, tolerados e demonstram eficácia. Porém exige-se avaliação e cuidado individualizado. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA 1- Bracco, Camila, Santos, Neuzira. Monografia de conclusão do curso de enfermagem em pós graduação “Enfermagem oncologica” da Fundação Antonio Prudente. Cuidados de enfermagem na mucosite oral em pacientes oncologicos. 2- Machado, Luciane. et al. Transplante de medula óssea, abordagem multidisciplinar. Editora Lemar. São Paulo.2009.(235 á 241p). 3- Brasil. Ministério da saúde. Secretaria de atenção à saúde.Instituto Nacional do Câncer. INCA. Coordenação de prevenção e vigilância. Estimativa 2006: Incidência do câncer no Brasil. Rio de janeiro: Inca 2006. 4- Mohallem, Andrea, Rodrigues Andrea. Enfermagem Oncológica. São Paulo.2007 (3, 22, 80, 132, 187 p) editora Manole LTDA. 5- Guimarães, José.Manual de oncologia. Ed 2ª . Editora BBS.Epidemiologia do câncer.São Paulo.2006. (43, 57, 63, 85, 92, 1217, 1218, 1222 p).
      • TRABALHO 27
      • A IMPORTÂNCIA DE TORNAR - SE UM LIDER DE ADMINISTRAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM
      • (Relator) Rivaldo, S.R.A.; Silva, J. D.
      • UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO
      • sandra.rivaldo @ uol.com.br
      • INTRODUÇÃO: Alcançar o sonho, acreditar nele, vivenciá-lo e concretizá-lo é o que norteará o comportamento do líder no século XXI. O termo liderança vem sendo estudado desde os primórdios, hoje a liderança está sendo exigida por todas as empresas, seja qual for sua natureza, e as empresas hospitalares estão incluídas nesta exigência.
      • JUSTIFICATIVA: O desafio de mudar o perfil do administrador do cuidado à saúde requer o desenvolvimento e a maturação de novos tipos de liderança, os quais devem estar menos voltados para o “ dar ordens” , papel que traduz o paradigma do padrão administrativo vigente desde a Revolução Industrial, e aprender ainda, que os novos líderes não dão ordens, apenas motivam as pessoas a agir.
      • OBJETIVO: Descrever a importância de se tornar um líder na administração dos serviços de enfermagem;
      • METODOLOGIA: Esta pesquisa trata-se de uma revisão bibliográfica, exploratória, descritiva, tendo como objetivo, descrever o perfil necessário para tornar-se um bom líder de administração dos serviços de enfermagem.
      • RESULTADOS: O líder do novo milênio é o profissional de hoje que pensa e utiliza as idéias do futuro, busca a motivação ao encontrar um ambiente favorável ou desfavorável com autonomia e espaço para a iniciativa, de maneira que possa sempre acreditar no que faz. A liderança sempre fez parte da evolução do homem e foi estudada com mais intensidade no decorrer dos anos. Mas só recentemente passou a ser considera uma ciência, proporcionando maior produção, menores custos e conseqüentemente maiores metas e objetivos alcançados.
      • REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
        • Strapasson, MR; Medeiros CRG, Liderança transformacional na enfermagem, Rev. bras. enferm. vol.62 no.2 Brasília Mar./Apr. 2009.Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003471672009000200009&lang=pt Captado em: 28/05/2009.
      • Castro, IS; Bittencourt , C. Estilos e dimensões da liderança: iniciativa e investigação no cotidiano do trabalho de enfermagem hospitalar. Texto contexto-enfermagem. vol.17 no.4. Florianópolis. Outubro./Dec. 2008, Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072008000400015. Captado em: 03/04/2009
      • Santos, Iraci dos. Sandra R M. CASTRO, Carolina Bittencourt. Gerência do processo de trabalho em enfermagem: liderança do enfermeiro em unidades hospitalares. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010407072006000300002&lng=en&nrm=iso Captado em: 03/04/2009
        • Spector, PE . Psicologia nas organizações . 2. Ed. São Paulo: Saraiva, 2006. P. 640.Higa, EFR; Trevizan, MA. Os estilos de liderança idealizados pelos enfermeiros . Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.13 nº.1 Ribeirão Preto Jan./Feb. 2005.
    • TRABALHO 28 Relato de Experiência: A Triagem de Enfermagem em um Pronto Atendimento Pediátrico da Cidade de Salvador Silva, MSV; Simoni, EM Hospital Aliança [email_address] Um sistema de triagem de enfermagem em um pronto atendimento pediátrico impacta diretamente na qualidade da assistência prestada. A identificação e classificação do grau de gravidade do paciente permitem maior agilidade nos atendimentos de emergência e urgência, viabilizando a intervenção precoce e o aumento da eficácia das ações terapêuticas. Fundamentada em protocolos de atendimento ao paciente pediátrico, com equipe de enfermeiras capacitadas no atendimento ao suporte básico e avançado de vida em pediatria, e com competência de relacionamento interpessoal que favorece o acolhimento do paciente e família, a Triagem de enfermagem visa proporcionar um atendimento diferenciado no Serviço de Pronto Atendimento Pediátrico. A Triagem feita pela enfermeira é realizada antes do atendimento médico, quando ela classifica o atendimento em emergência, urgência e não urgência, dando encaminhamento aos setores específicos para realização do atendimento médico, ou retornando o paciente à sala de espera. Quando implantada, inicialmente necessitou de um processo de aculturação dos envolvidos: clientela, corpo clínico e das próprias enfermeiras. Atualmente, a triagem de enfermagem é uma realidade consolidada para uma média de 78% da população atendida no Serviço. A partir de 2004 foi informatizada, e como resultados houve: otimização do fluxo de atendimento, sistematização do atendimento por gravidade, maior acolhimento dos pacientes e familiares na chegada ao Serviço, minimizando a ansiedade da família antes do atendimento médico, otimizando o tempo de atendimento e de permanência do paciente no Serviço e ainda proporcionando maior segurança para os profissionais da equipe do Pronto Atendimento (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem) quanto à qualidade da assistência prestada. REFERENCIAS Guimarães, A.L. Triagem avançada em emergência: Competências da(o) enfermeira(O). 2004. 98f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem na de Concentração administração de Serviços de Enfermagem) – Escola de Enfermagem da UFBA, Salvador, 2004. Carvalho, A.P.R.J. Triagem de enfermagem no serviço de emergência pediátrica . 2001. 48f. Monografia de conclusão ( MBA –Executivo em Saúde) – Universidade de Castelo Branco – Atualiza, Salvador, 2001 CHAVES, D.P.; MACÊDO, M.V.A. Estudo sobre a triagem no serviço de emergência. Revista Gaúcha de Enfermagem , Porto Alegre, v. 8, n. 2, p. 181-196, jul. 1987. GRAMINA,M.R. Modelo de competências e gestão dos talentos . São Paulo:Pearson Education do Brasil, 2002. PAIM, J. S. Organização da atenção à saúde para a urgência/emergência. In: SILUD, L.M.V. Saúde coletiva : textos didáticos. Salvador: Editorial Didático, 1994. BRASIL. Código de ética profissional de enfermagem . Bahia: COREN, 1973. ESTRADA, E. Advanced triage by an RN. J. Emerg. Nurs , V. 8, n. 3, p. 5-15, 1979. TRIVIÑOS, A.N.S. Introdução à pesquisa em ciências sociais : a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1996. 175p. TREVISAN,M.A. et al. Aspectos éticos na ação gerencial do enfermeiro. Revista Latinoamericana de Enfermagem . São Paulo, 2002. Disponivel em: < http://WWW.scielo.br/pdf/rlae/v10nl/7776.pdf >. Acesso em: 18 agos. 2006. REZENDE, E. Livro das competências . 2. ed. Rio de Janeiro: Qualitimark, 2003.
      • TRABALHO 29
      • DIMINUIÇÃO DA PREVALÊNCIA DE DERMATITES POR INCONTINÊNCIA URINÁRIA E FECAL NA UNIDADE SEMI-INTENSIVA.
      • Morishita GTL, Alves FAL, Guastelli LR, Santos OFP.
      • Introdução : Em um hospital particular de grande porte terciário em São Paulo, na unidade de semi – intensiva, onde a maioria dos pacientes internados apresenta diversos fatores para o desenvolvimento de dermatites, a identificação da utilização de agentes abrasivos ou substâncias irritativas são itens importantes que contribuem para a quebra do processo de prevenção de lesões de pele. A Organização Mundial de Saúde (OMS) utiliza a incidência e a prevalência das úlceras por pressão como um dos índices para determinar a qualidade dos cuidados prestados 1 . Segundo estudo, cerca de 95% das úlceras por pressão são evitáveis, sendo imprescindível utilizar todos os meios disponíveis para realizar uma eficaz prevenção e tratamento das úlceras por pressão 2 .
      • Justificativa: Com base na problemática descrita, o grupo de cuidados da pele em conjunto com a equipe de enfermagem propôs ações e cuidados para diminuir a prevalência de dermatites causadas por incontinências urinária e fecal na semi – intensiva.
      • Objetivo: Diminuir a prevalência de dermatites causada por incontinências urinária e fecal na unidade de semi – intensiva e redução de gastos com produtos para o tratamento dessas dermatites.
        • Material e Método: Observação e comparação de durante dois trimestres na unidade semi-intensiva. No primeiro trimestre (de outubro de 2009 a dezembro de 2009) foi criado um novo protocolo para prevenção e tratamento de dermatites. Já no segundo trimestre (de janeiro de 2010 a março de 2010), iniciou-se o uso de um novo produto a base de Dimeticona a 3% para higiene e cuidado desses pacientes.
      • Foi criado pelo grupo de curativo e a equipe de enfermagem um guia de cuidados e ações: protocolo de prevenção de dermatites por incontinência urinária e fecal para ser seguido e assim reduzir a prevalência de dermatites na semi – intensiva. O protocolo instituído foi composto pelos seguintes itens:
      • Realizar avaliação de risco, baseado na escala de Norton com reavaliação a cada 48 horas;
      • Orientação e validação de enfermeiros e técnicos de enfermagem sobre o protocolo e cuidados específicos a cada paciente; Introduzir terapia de limpeza da pele com agente suave que minimiza irritação e secura da pele (lenços umedecidos descartáveis com Dimeticona a 3%, barreira que ajuda a limpar, hidratar, desodorizar e proteger) os pacientes com algum tipo de incontinência 3 . A educação de pacientes e familiares sobre o protocolo, registrando no plano educacional as orientações dadas. O registro das informações são feitas no plano educacional e são realizados mensalmente; Realização de busca ativa em prontuário semanalmente avaliando: plano educacional, avaliação de risco, prescrição de enfermagem e evolução de enfermagem.
      • Avaliação da pele pelo enfermeiro com registro em prontuário para todos os pacientes internados, independente do risco; O protocolo teve início em outubro 2009 e foi aplicado a todos os pacientes internados na unidade com algum tipo de incontinência, ou seja, 84 pacientes tendo assim um gasto trimestral de R$ 6.258,84, em produtos para o tratamento dessas dermatites. O período da pesquisa foi de outubro de 2009 a março de 2010.
        • Resultados: O protocolo teve início em outubro de 2009 e foi aplicado a todos os pacientes incontinentes internados na unidade. Do total de pacientes, 84 deles apresentavam dermatites, e o gasto para prevenção e tratamento neste primeiro trimestre foi de R$6.258,84. No trimestre seguinte, com o inicio do uso dos lenços umedecidos descartáveis com Dimeticona a 3% como barreira protetora, a prevalência de dermatites foi reduzida a 48 pacientes e o gasto trimestral para prevenção e tratamento foi de R$3.576,48. Observa-se portanto uma redução de 43% tanto nos gastos com produtos para prevenção e tratamento de pacientes incontinentes quanto na prevalência de casos de dermatites (de 84 para 48). Foi observado também uma conseqüente redução na prevalência de ulceras por pressão na unidade. O projeto está em análise para expansão institucional.
      • Conclusão: A adesão da equipe de enfermagem ao protocolo e a utilização dos lenços descartáveis a base de Dimeticona a 3% com barreira protetora que limpa, hidrata e protege, reduziu 50% os gastos e o número de pacientes com dermatites e também o número de úlceras por pressão na unidade de semi- intensiva.
      • Os resultados do protocolo foram decisivos para diminuir as dermatites e úlceras por pressão, diminuindo gastos para os pacientes e tempo de internação.
      • Referências Bibliográficas
      • Estúdio sobre úlceras por Présion em un Centro Sócio Sanitário. Disponível em
      • www1.dragonet.es/users/d1346/nafres.htm. Consultada em 16 de dezembro de 2003.
      • Ribeiro F. Feridas e Úlceras Cutâneas. 1Ed, Coimbra: Formasau Formação e Saúde Ltda., 1999; 210.
      • National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP). (1998) The pressure ulcer scale for healing. (Push Tool). Version 3.0. Retrieved June 9, 2004.
      • Divisão da Pratica Assistencial da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Eisntein. Guia de Prevenção de Úlcera de Pressão (2008). Disponível on line em http://notsv0/iso9000/pt . nsf/428e3d7cfbd649d4032570490063341f/380d66705b7b25d103256c8b003caf6d ? OpenDocument .
        • Pressure Ulcers in Adults: Prediction and Prevention. Clinical Practice Guideline Number 3. AHCPR Publication No. 92-0047. Rockville, MD: Agency for Health Care Policy and Research; May 1992. Arquivo consultado em 10 de março de 2010.
      • 1. Enfermeira coordenadora do Grupo de curativos da semi-intensiva do Hospital Israelita Albert Einstein; Pós Graduada em Podiatria pela UNIFESP. E-mail: giselelabanca@yahoo.com.br
      • 2. Farmacêutica Clínica da semi- intensiva do Hospital Israelita Albert Einstein; Pós Graduada pela Faculdade do HIAE.
      • 3. Coordenadora de Enfermagem da Unidade de Semi – Intensiva do HIAE
      • 4. Gerente Médico da Unidade de Pacientes Graves
    • TRABALHO 30 UTILIZAÇÃO DA TABELA FUGULIN NA CLASSIFICAÇÃO DO PERFIL DE PACIENTES, ADEQUAÇÃO E SENSIBILIZAÇÃO PARA REMANEJAMENTOS ENTRE UNIDADES DE INTERNAÇÃO: RELATO DE EXPERIENCIA Autores: Durier SCA , Souza SMR, Spinola IS Instituição: S.A Hospital Aliança. E-mail: [email_address] A tabela FUGULIN é um instrumento de classificação de pacientes com relação ao grau de complexidade assistencial do cuidado de enfermagem, otimizando o dimensionamento dos recursos humanos na prática gerencial. De acordo com as determinações legais do Conselho Federal de Enfermagem, Resolução COFEN- nº 293/2004, a tabela Fugulin foi utilizada entre duas unidades de internação de um hospital da rede privada, na cidade de Salvador-Ba. O objetivo principal do experimento foi sensibilizar a equipe de enfermagem quanto à importância do dimensionamento dos recursos humanos e estabelecer perfil de acordo com sistema de classificação de pacientes, garantindo a prestação de serviço com excelência no atendimento. Iniciado a aplicação do instrumento com repasse da metodologia através do coach. Após análise dos resultados fica evidenciada a importância do remanejamento dos profissionais para adequação do perfil assistencial. Na consolidação do processo foi constatado que além de um instrumento gerencial, seus resultados integram a equipe, possibilitando uma maior compreensão dos ajustes, numa visão coletiva. O perfil das unidades está definido e conhecido em todos os segmentos da instituição, com equipes maduras, num compromisso de melhoria contínua. Bibliografia: - CAMPOS, L . F. Dimensionamento de pessoal de enfermagem nos hospitais de Ribeirão Preto-SP. 2004. 94 f. Dissertação (Mestrado)-Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004. 68 - CAMPOS, L . F.; Melo, M. R. A. C. Visão de coordenadores de enfermagem sobre dimensionamento de pessoal de enfermagem: conceito, finalidade e utilização. Rev. Lat. Am. Enfermagem , Ribeirão Preto, v. 15, n. 6, p. 1099-1104, 2007. -FUGULIN, F. M. T. ; GAIDZINSKI, R. R. ; KURCGANT, P. Sistema de classificação de pacientes: identificação do perfil assistencial dos pacientes das unidades de internação do HUUSP . Rev. Lat. Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 13, n. 1, p. 72 – 78, 2005. - CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (BRASIL). Resolução COFEN nº 293/2004 . 2004
      • TRABALHO 31
      • ELEMENTOS ESSENCIAIS QUE DETERMINAM A MOTIVAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM DO CENTRO CIRURGICO E CENTRAL DE MATERIAL NO HOSPITAL UNIMED SANTA HELENA.
        • Autores: Santos FM, Silva MFGS.
        • Hospital Unimed Santa Helena
        • email:maria.fatima@unimedpaulistana.com.br
      • Introdução : O avanço tecnológico e a globalização levaram as pessoas a uma busca da melhoria contínua para atingirem seus objetivos. Ainda é comum a utilização de métodos administrativos centrados com a atenção nas tarefas a serem realizadas, na hierarquia centralizada de normas e rotinas institucionais interferindo na vida pessoal e profissional do funcionário. Motivação é o conjunto de fatores que agem entre si e determinam a conduta de um indivíduo ou interesse de alguém para alguma atividade.
      • Justificativa : Os trabalhadores são dotados de sentimentos, desejos e temores tendo comportamentos frente aos fatores motivacionais, sendo uma pessoa que possui necessidades humanas que devem ser atendidas, para apartir daí alcançar sua satisfação e tornar-se motivado.
      • Objetivo : Identificar os fatores determinantes de motivação da equipe de enfermagem em CC e CME do Hospital Unimed Santa Helena. Método : Trata-se de um estudo de campo de abordagem quantitativa e qualitativa, descritiva e exploratória realizada no CC e CME através de um questionário que e será apresentado junto ao Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
      • Resultados : A coleta de dados foi realizada pelas pesquisadoras do dia 01 ao dia 15 de março de 2010, o questionário tem 05 questões semi-abertas aos colaboradores, relacionadas à motivação no setor de atuação CC e CME.
      • Verificamos que entre os 59 colaboradores n = 49 (83%) se sentem motivados e n = 08 (14%) colaboradores se sentem desmotivados e n = 2 (03%) não souberam responder.
      • Os fatores que motivam os colaboradores são: Salário n = 47 (80%), Benefícios n = 41 (69,50%), trabalho em equipe n = 38 (65,5%), Liderança n = 21(36%), Estrutura do setor n = 15 (26%), Outros n= 10 (17%).
      • Os fatores relacionados que desmotivam os colaboradores são: Não trabalhar no setor que mais se identifique n = 02 (03%), Mudança constante de enfermeiro (líder) CC e CME n = 02 (03%), tipo de supervisão n = 04 (07%), condições físicas e ambientais (CME) n = *08 (53%), não se sentem reconhecidos n= 03 (05%), Quadro colaborador diminuído sobrecarregando a escala n= 03 (05%), Percepções e expectativas em relação à chefia n = 02 (03%).
      • Conclusão : Concluímos que os colaboradores do CC e CME em sua maioria se sentem motivados para desenvolver suas atividades dentro do bloco operatório que é um setor restrito e especifico pela sua complexidade. O intuito desta pesquisa é contribuir para a maior compreensão do elemento motivacional e em conjunto com a coordenação do CC iremos elaborar um planejamento para a melhoria relacionada à motivação, visando atender metas da equipe de enfermagem do Hospital Unimed Santa Helena.
      • Bibliografia
      • MARQUIS, B.L; HUSTON, C.J. Administração e liderança em enfermagem : Teoria e aplicação, 2.ed.Porto Alegre: Artmed, 1999.
      • CHIAVENATO, I. Teoria Geral da Administração: decorrências da teoria das relações humanas. 5. ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000 ,695 p.
    • TRABALHO 32 ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: A RELAÇÃO DO ENFERMEIRO COM A COMUNIDADE E A PARTICIPAÇÃO DOS USUÁRIOS NO PLANEJAMENTO DAS AÇÕES. Weigelt LD, Sehnem L 1 , Selke D, Gasparello FJ, Malta RM. Instituição: Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC E-mail: geps_unisc@yahoo.com.br O presente trabalho caracteriza-se como resultado parcial da pesquisa “Saúde da Família: Um olhar sobre a estratégia nos municípios da 13ª Coordenadoria Regional da Saúde/RS ”. Este recorte tem como objetivo principal analisar as Estratégias de Saúde da Família (ESF), com enfoque na relação do profissional enfermeiro com a comunidade e a participação dos usuários no planejamento das ações. A abordagem que contempla aspectos tanto da visão do profissional quanto do usuário em unidades básicas de saúde é de relevância uma vez que caracteriza as condições de relação do profissional enfermeiro com a comunidade e o envolvimento desta com a organização e a qualidade dos serviços. Os municípios circunscritos pela 13ª Coordenadoria Regional da Saúde do Rio Grande do Sul são treze. Neste estudo foram analisados os dados de três municípios em seis ESFs, a amostra se constitui por cento e quarenta e nove usuários e seis enfermeiros. Os usuários com idade entre dezoito e noventa anos, sendo a maioria do sexo feminino com escolaridade inferior a oito anos. Dos enfermeiros, apenas um do sexo masculino, média de idade de 27,2 anos e tempo de serviço de 2 meses a 3 anos. Metodologicamente, a investigação seguiu a trajetória quanti-qualitativa, utilizando-se como instrumento de coleta de dados formulários com usuários e entrevistas com os enfermeiros. A maioria dos enfermeiros relatou boa relação com a sua comunidade, receptividade e aceitação. Os mesmos apontaram as condições de carência, baixa escolaridade e difícil acesso em unidades rurais. Além disso, uma profissional relatou dificuldades em relação à convivência com usuários de drogas, prostituição e precariedade de valores divergindo com sua realidade e formação. Alguns profissionais enfatizaram que a comunidade não tem conhecimento sobre a estratégia saúde da família e buscam apenas o atendimento médico com terapia medicamentosa. Conforme Ayres (2006) é necessário que se estabeleça um diálogo entre os usuários e profissionais para assim possibilitar a responsabilidade mútua entre os sujeitos. Os usuários ao serem questionados sobre sua participação nas decisões da ESF, cento e vinte e cinco, ou seja, 83,9% relataram não participarem das decisões. Alguns responderam não saber como ocorre o processo de participação e outros acrescentaram que as equipes de saúde permitem a participação de alguns usuários da comunidade. Dos entrevistados, 12,8% participam através de reuniões de grupo, outros são comunicados das decisões pelo agente comunitário de saúde. Ao serem questionados para onde se dirigir em casos de críticas, elogios e sugestões sobre o serviço, 69,8% dos entrevistados disseram não saber para onde se encaminhar. Este cenário demonstra o quanto as decisões, o planejamento, e a organização dos ESFs ainda encontra-se centrado na equipe e o frágil controle social. As condições sócio-econômicas e de informação da população contribuem para a manutenção deste modelo de atenção a saúde. Destaca-se Benevides e Passos (2005) no que se refere m à tomada de decisões em que fazem parte os vários atores sujeitos do processo de produção na realidade da saúde. Palavras-chave: Estratégia Saúde da Família, Participação social, Usuários, Profissionais enfermeiros. AYRES, J.R. Cuidado e humanização das práticas de saúde. In: DESLANDES, S.F. (Org.). Humanização dos cuidados em saúde: conceitos, dilemas e práticas. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2006. v.1. p.49-83. BENEVIDES, R.; PASSOS, E. Humanização na saúde: um novo modismo? Interface – Comunic. Saúde, Educ ., v.9, n.17, p.389-94, 2005.
    • TRABALHO 33 PROJETO CONHEÇA NOSSO LEITO: relato de experiência de uma estratégia de Gestão Humanizadora implantada na Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica Ribeiro EAF, Brandão KR, Silva IAS, Sousa LC, Sant’Anna MV COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS [email_address] , [email_address] , [email_address] locaso@ig.com.br, monalisaviana@terra.com.br Introdução: A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Cardiológica é um setor com características próprias quanto à estrutura física, recursos humanos, tecnológicos e destina-se à assistência de pacientes cardiopatas graves. Essa gravidade, associada ao ambiente de tratamento intensivo pode ser vista pelo senso comum, como assustador, de sofrimento além da possibilidade iminente de morte. Assim entende-se que criar estratégias gerenciais para acolhimento de familiares e visitantes pela enfermagem de forma humanizada, deve ser alvo de atenção dos gestores. O acolhimento no momento da visita é de interação e esclarecimentos sobre a clínica do paciente, do ambiente – o leito, os equipamentos e dispositivos invasivos - além de concretizar a importância do papel e trabalho da enfermagem . Com vistas à melhoria do processo interacional e inquietação das autoras como gestoras em UTI’s estimuladas pela Política Nacional de Humanização (PNH) do Sistema Único de Saúde (SUS), surgiu a idéia de elaborar um instrumento explicativo e ilustrativo sobre o ambiente de terapia intensiva -a unidade do paciente- com alguns componentes tecnológicos necessários à produção do cuidado. Objetivo: Apresentar o modelo ilustrativo da unidade do paciente da UTI cardiológica elaborado para melhorar o acolhimento dos familiares de pacientes internados no momento da primeira visita. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência das gestoras de uma UTI-cardiológica de um Complexo Hospitalar de grande porte, de ensino, pesquisa e assistência, prestador de serviços aos usuários do SUS, da cidade de Salvador-Ba. O processo de elaboração do projeto “Conheça nosso leito” iniciou-se em 2009 quando foi solicitado a Assessoria de Comunicação (ASCOM) a confecção de fotos de uma unidade de paciente da UTI cardiológica, organizado para admissão, contendo: leito com grade, ventilador mecânico, bombas infusoras de soluções, painel de gases e monitor multiparamétrico. Posteriormente estas fotos foram submetidas à apreciação das gestoras envolvidas no processo de construção do modelo. Após parecer favorável da Coordenação do Serviço de Enfermagem foi confeccionado um banner com dimensões de 0,59 m x 1,00 m, que foi exposto em março de 2010 na sala de visita desta unidade em local de fácil visualização e acesso. O banner deve ser utilizado como instrumento coadjuvante para o momento de esclarecimentos e interação da equipe de enfermagem, familiares ou visitantes. Resultados: A utilização desta estratégia está em vigor há 30 dias e mostra-se como instrumento que auxilia a interação da enfermagem e familiares de pacientes internados, no momento da primeira visita. Estes têm demonstrado interesse e satisfação no momento das explicações e esclarecimentos de dúvidas, assim como, nessa interação há possibilidades para que a enfermagem tenha visibilidade da importância de seu papel social e profissional, rompendo os valores hegemônicos, que ainda permeiam o senso comum. Conclusões : Acredita-se que a implantação do projeto “Conheça nosso leito”, pode favorecer a interação da equipe de enfermagem na gestão da hospitalidade, em consonância com as diretrizes das políticas governamentais de humanização para o ambiente hospitalar. Espera-se que nos meses subsequentes estudos baseados em dados científicos possam evidenciar outros resultados desse projeto. Palavras-chave : enfermagem, unidade cardiológica, humanização, acolhimento. Bibliografia: Domingues CI et al. Orientação aos Familiares em UTI: Dificuldades ou falta de sistematização? Rev. Esc. Enf. USP, v.33, n.1, p.36-48, mar/1999. Humaniza SUS: A humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS. Ed. MS, 2004, Brasília-DF. Malagutti W, Caetano KC. Gestão do Serviço de Enfermagem no mundo Globalizado-Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2009. Ministério da Saúde-Núcleo Técnico da Política Na
    • TRABALHO 34 A IMPLANTAÇÃO DE UMA UNIDADE DE ASSISTÊNCIA ESPECÍFICA PARA PACIENTES DE ALTA DEPENDÊNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA Martinelli, TT, Tasca, MA, Ferreira, EC. Hospital e Maternidade Brasil S.A [email_address] Introdução: O dimensionamento e adequação qualiquantitativa do quadro de profissionais de enfermagem é fundamental para determinar os resultados assistenciais que se quer alcançar 1 . Devem ser considerados os processos que são executados, o perfil do paciente atendido, a capacitação do pessoal e a missão da empresa 2 . Justificativa: A partir de uma avaliação criteriosa dos pacientes e das horas de assistência de enfermagem demandadas, surgiu a iniciativa de propor uma nova forma de organizar um dimensionamento de trabalho diferenciado para assistência. Objetivo: Relatar a experiência no processo de implantação de um projeto de classificação do paciente por complexidade assistencial e o agrupamento dos pacientes de alta dependência em uma unidade específica. Método : Relato de experiência de um projeto realizado em um hospital geral, privado, de grande porte, localizado na cidade de Santo André (SP). Durante três meses, foram quantificados os pacientes de alta dependência, estado geral mais comprometido e necessidade de cuidados de enfermagem mais diretos e individualizados. Resultados: Após a caracterização do perfil do paciente internado, foi possível identificar um número de pacientes que justificaria a implantação de uma unidade assistencial específica, planejada desde sua estrutura física até o ajuste de profissionais. O dimensionamento contemplou novas contratações em horário diferenciado (três turnos de oito horas/dia) e foi calculado com base na Resolução COFEN nº 293/04 3 . Em seguida, foi elaborado um protocolo onde foram descritos o sistema de classificação e os fluxos de admissão. Conclusões: O agrupamento de pacientes por complexidade assistencial facilitou o planejamento da assistência, favoreceu ações educativas para acompanhantes e cuidadores, melhorou a produtividade, facilitou o controle e intervenções nos riscos assistenciais (queda, flebites, perda de cateter central, perda de sonda nasogastroenteral, ocorrência de úlcera por pressão), favoreceu a adequação do mobiliário e proporcionou a associação do controle de horas de assistência prestada e o aproveitamento mais racional dos recursos humanos, tornando-se um importante instrumento gerencial do Serviço de Enfermagem. Referências: 1 FUGULIN, Fernanda Maria Togeiro. Sistema de Classificação de Pacientes: avaliação das horas de assistência de Enfermagem. In: Dimensionamento de Pessoal de Enfermagem em Hospitais.: Aspectos Quali-quantitativos, 2006, Curitiba. Disponível em: http: www.enfermagem.ufpr.br/dimens_fernanda.ppt. Acesso em 09/03/2008. 2 GAIDZINSKI, Raquel Rapone; FUGULIN, Fernanda Maria Togeiro; CASTILHO, Valéria. Dimensionamento de Pessoal de Enfermagem nas Instituições de Saúde. In: KURCGANT, Paulina. Gerenciamento de Enfermaem. São Paulo, 2005 3 CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM – COFEN Resolução 293/2004. Fixa e estabelece parâmetros para Dimensionamento do Quadro de Enfermagem nas unidades assistenciais das instituições de saúde e assemelhados. Disponível em http:wwwportalcofen.gov.br. Acesso em 10/03/08. Palavras chaves: Classificação de pacientes / Dimensionamento / Alta dependência
      • TRABALHO 35
      • A COMUNICAÇÃO COMO ESTRATÉGIAS DO ENFERMEIRO-LÍDER PARA A MELHORIA DA SEGURANÇA DO PACIENTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
        • Vânia Domiciano
      • Ariadne da Silva Fonseca
      • Hospital e Maternidade São Camilo – Pompéia – São Paulo - SP
      • [email_address]
      • Este trabalho tem como objetivo descrever as estratégias do enfermeiro-líder para a segurança do paciente no departamento de clinica cirúrgica de um hospital privado. O estudo é um relato de experiência a partir da vivência dos profissionais de saúde que atuam nesta instituição. Primando pela qualidade da assistência prestada ao cliente e família, observamos que alguns processos precisavam ser revistos, sendo assim, a partir de outubro de 2009 ocorreram mudanças importante no departamento de clinica cirúrgica, visando diminuir as chances de erros na passagem de plantão seja pelo intercambio efetivo de informação oral, eletrônica ou por escrito, necessário para a satisfação das necessidades dos pacientes. As disponibilidades de informação incompleta e pertinente nas seguintes áreas: história do paciente, incluindo o atendimento e os serviços previamente recebidos, informações criticas do paciente (tais como alergia, condição, situação atual), consentimento informado, planejamento multidisciplinar, plano de tratamento, resultados dos testes diagnósticos, comunicação do médico, mudanças no turno, educação do paciente e família, planejamento da transferência, planejamento de alta, programação de horário, acompanhamento do paciente, o papel desempenhado pela comunicação em qualquer evento adverso ou eventos quase perdidos contribuíram para estabelecer algumas estratégias. A comunicação assertiva é a chave para a manutenção de operações seguras: ser organizado no pensamento e na comunicação. A partir da implantação da técnica Situation-Background-Assessment-Recommendation observamos melhora na estrutura para a comunicação entre os membros da equipe multiprofissional Com as novas propostas observamos melhora na comunicação entre os membros da equipe multiprofissional, monitoramento dos resultados dos indicadores com propostas de melhorias e aumento na identificação das ameaças à segurança do paciente pelos profissionais da enfermagem.
    • TRABALHO 36 INDICADORES DE QUALIDADE DE ENFERMAGEM: A UTILIZAÇÃO E O GRAU DE IMPORTÂNCIA ATRIBUÍDO PELOS ENFERMEIROS ASSISTENCIAIS DE UM HOSPITAL CARDIOLÓGICO I Matos CSC 1 ; Bittar E 2 . INTRODUÇÃO: A busca pela qualidade e excelência da atenção dos serviços de saúde, privados ou públicos, deixou de ser uma atitude isolada e tornou-se um imperativo técnico e social. Nesta assertiva, faz-se necessário a utilização de indicadores que predigam a qualidade da assistência de enfermagem prestada, de modo a monitorar e avaliar a assistência provida aos clientes, mediante variação de critérios pré-estabelecidos. JUSTIFICATIVA: Preocupa-nos o grau de envolvimento dos enfermeiros assistenciais no que tange a prática dos Indicadores de Enfermagem e sua utilização como ferramenta de melhoria, aperfeiçoamento e resgate dos processos e da assistência prestada, justificando a necessidade de busca ativa da importância atribuída por parte destes profissionais. OBJETIVOS: - Identificar a utilização dos Indicadores de Enfermagem pelos enfermeiros assistenciais. - Identificar o grau de importância atribuído pelos enfermeiros assistenciais frente aos Indicadores de Enfermagem. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, transversal e de análise quantitativa, realizado em hospital cardiológico do município de São Paulo. A população foi composta por 54 enfermeiros que aceitaram participar do estudo assinando o TCLE e respondendo um formulário composto por dados epidemiológicos e indicadores (utilização e grau de importância). A análise dos dados foi feita mediante números absolutos e percentuais, apresentados sob a forma de tabelas e figuras, conforme relevância. RESULTADOS: Obtivemos uma amostra de 54 enfermeiros, com idade média de 39,18 anos, sendo 64,9% de unidades críticas. Quanto aos Indicadores de Enfermagem, verificamos que todos conhecem e identificam os utilizados na instituição, destes, 96,3% acreditam que os mesmos possam trazer resultados satisfatórios para a assistência de enfermagem, no entanto, 70% não percebem melhoria na satisfação dos clientes. Em relação à utilização dos Indicadores de Enfermagem, constatamos que 94,4% julgam importante e 70,4% utilizam diariamente. Quanto aos pontos positivos e negativos, verificamos que 72,2% apontam a melhoria, a avaliação da assistência e da qualidade como aspectos positivos, ao passo que 22,2% apontam a subnotificação, a demanda de tempo (22,2%) e o caráter punitivo (20,4%), como negativos. No que tange a importância dos Indicadores de Enfermagem, observou-se que 70,4% diz ser muito importante trabalhar com os mesmos como medida de melhoria da assistência prestada, bem como preencher a planilha assistencial (68,4%), ter conhecimento dos resultados mensais de suas unidades (72,2%), envolvimento da equipe de enfermagem na discussão dos resultados (70,4%), aperfeiçoamento contínuo dos serviços prestados, visando melhoria do atendimento e superação das expectativas dos clientes (64,8%), discussão dos planos de ação e decisões frente a não conformidades (66,7%), identificação, priorização e resolução das não conformidades mediante análise crítica dos indicadores mensais (66,7%), compromisso dos colaboradores visando alcance de bons índices de qualidade (64,8%), elaboração de metas e planos de ação visando melhoria dos indicadores, 66,7% e 55,6%, respectivamente. CONCLUSÃO: Concluímos que embora o enfermeiro assistencial acredite e julgue os Indicadores de Enfermagem importantes na gestão da assistência, estes, ainda não o percebem como ferramenta para melhoria da assistência prestada, bem como, da satisfação do cliente. Descritores: Indicadores de Qualidade em Assistência à Saúde; Qualidade da Assistência à Saúde; Gestão de Qualidade Total .  I - Monografia apresentada ao Curso de Aprimoramento/Residência em Enfermagem Cardiovascular do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia como Trabalho de Conclusão de Curso. 1 – Enfermeira, discente do segundo ano do Curso de Aprimoramento/Residência em Enfermagem Cardiovascular do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia – São Paulo/SP ( [email_address] ) - Relatora. 2 – Enfermeira, Mestre em Enfermagem, Enfermeira Chefe do Centro Cirúrgico do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia – São Paulo/SP ( elianabi.fnr @ terra.com.br ) .
    • TRABALHO 37 A SISTEMATIZAÇÃO DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM NECRÓLISE EPIDÉRMICA TÓXICA: ESTUDO DE CASO      Carneiro TM, Diniz DSL, Silva IAS     COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS       [email_address]       Introdução : a necrólise epidérmica tóxica (NET) caracteriza-se por um extenso descolamento da epiderme secundário a necrose e constitui em reação adversa e rara a drogas. Surge com sintomas inespecíficos como dor de garganta, febre e queimação ocular. As lesões cutâneas são geralmente caracterizadas como máculas eritematosas de contornos mal definidos com um centro purpúreo e podem evoluir para o tórax anterior e dorso. Objetivo : apresentar o planejamento da assistência de enfermagem a um paciente com NET.   Metodologia : trata-se de estudo descritivo, retrospectivo, tipo estudo de caso clínico desenvolvido na Unidade de Terapia Intensiva Geral, de um Complexo Hospitalar Universitário, prestador de serviços aos usuários do Sistema Único de Saúde, da cidade de Salvador-Ba. Após aprovação do projeto pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Complexo HUPES, da assinatura do Termo de Consentimento pelo familiar responsável, os dados foram coletados com base em registros do prontuário do referido paciente no período de 01 a 02 de abril de 2009. Resultados: após a realização do histórico de enfermagem, foram elaborados os seguintes diagnósticos: Integridade da pele prejudicada, Dor aguda, Padrão respiratório ineficaz, Troca de gases prejudicada, Risco de infecção, dentre outros. Posteriormente foram prescritos os seguintes cuidados de enfermagem: realizar curativos de lesões da pele e registrar aspecto; mobilizar e posicionar o paciente no leito protegendo as áreas lesadas para evitar dor e piora do estado da pele; promover analgesia conforme a prescrição médica e registrar respostas do paciente; acompanhar resultados de exames laboratoriais e intervir sempre que necessário; avaliar o padrão respiratório e acompanhar o uso de oxigenoterapia; inspecionar áreas de invasão como inserção de cateter com a finalidade de acompanhar a possível entrada de patógenos; apoiar emocionalmente familiares e o paciente. Considerações Finais : os diagnósticos e planejamento da assistência de enfermagem desenvolvidos nesse estudo podem estimular novas pesquisas, haja vista, a lacuna na literatura de enfermagem sobre o tema e, sobretudo a gravidade e raridade da doença que ratificam a relevância desse trabalho ao oferecer conhecimento teórico-prático para a enfermeira promover o cuidado a pacientes acometidos pela NET em unidades de terapia intensiva ou de queimados. Palavras-chave : Sistematização da Assistência de Enfermagem; Enfermagem; Necrólise Epidérmica Tóxica. Referências: Criado PR, Ramos RO, et al. Reações cutâneas graves adversas a drogas – aspectos relevantes ao diagnóstico e ao tratamento - Parte I – anafilaxia e reações anafilactóides, eritrodermias e o espectro clínico da Síndrome de Steven-Johnson & necrólise epidérmica tóxica (Doença de Lyell). An brasileiros de Dermatologia jul/ago 2004; 79(4): 471-488. Tannure MC, Gonçalves AMP. SAE, sistematização da assistência de enfermagem: guia prático. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.    
    • TRABALHO 38 ABSENTEÍSMOS DE TRABALHADORES DE ENFERMAGEM DE NÍVEL SUPERIOR EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA Carneiro TM , Ribeiro EAF, Sant’Anna MV, Silva IAS, Teixeira MG COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS [email_address] Introdução : absenteísmo é uma expressão utilizada para designar a falta do empregado ao trabalho e seu acompanhamento se constitui em ferramenta para tomada de decisões de gestores de enfermagem nos serviços de saúde. Essa ausência pode ser caracterizada como prevista: descanso semanal remunerado e feriados, e as férias; e como não-prevista: os dias referentes às faltas, às licenças e às suspensões. Assim, o absenteísmo abrange todas as causas de ausência como: doença prolongada, acidentes, licença maternidade, atenção a problemas familiares ou formalidades judiciais, cursos fora da empresa, cursos dentro da empresa, repouso semanal ou compensado, férias e feriados. Calcular esse percentual de ausências é imprescindível para determinar o dimensionamento de pessoal de enfermagem de um serviço e em conseqüência, promover uma assistência de enfermagem qualificada. Diante do perfil da unidade de terapia intensiva em estudo, da necessidade da manutenção de uma assistência qualificada e de proporcionar a satisfação do trabalhador no trabalho, essa pesquisa foi realizada. Objetivo : apresentar as taxas de absenteísmo de trabalhadores de enfermagem de nível superior da unidade de terapia intensiva geral de um hospital universitário, durante o ano de 2009. Metodologia : trata-se de estudo descritivo, retrospectivo, de abordagem quantitativa, desenvolvido na Unidade de Terapia Intensiva Geral, de um Complexo Hospitalar Universitário, prestador de serviços aos usuários do Sistema Único de Saúde, da cidade de Salvador-Ba. Os dados foram coletados a partir de planilhas de registros, pela enfermeira coordenadora da unidade, no período de 10 a 13 de janeiro de 2010. Resultados: a carga horária de trabalho semanal dos profissionais de enfermagem nessa instituição é de 30 horas semanais, distribuída entre plantões de seis e doze horas diárias e duas folgas semanais. Para cálculo da taxa de absenteísmo prevista e não prevista foi aplicado o referencial de Mezomo e a partir desse, obteve-se o percentual mensal que variou entre 8% no mês de abril, o menor índice, e 30% nos meses de fevereiro e dezembro, os maiores índices. Considerações Finais : o absenteísmo é um problema de graves consequências como custo elevado para a instituição, queda da qualidade da assistência de enfermagem, sobrecarga de trabalho e com isso, insatisfação dos presentes. Como a taxa de absenteísmo dessa unidade foi considerada elevada, sobrepondo ao índice de segurança técnica utilizado na Instituição, foi solicitado intervenção do serviço de saúde ocupacional para acompanhamento dos profissionais com problemas na saúde; proposto mudança no índice de segurança técnica para 40% e está sendo desenvolvido, junto à psicóloga do serviço de desenvolvimento de pessoas, um trabalho sobre relacionamento interpessoal e temas afins com a equipe de enfermagem em reuniões bimestrais da unidade. Palavras-chave: Enfermagem; Absenteísmo; Unidade de Terapia Intensiva. Referências: Fugulin FMT, Gaidzinski RR, Kurcgant P. Ausências previstas e não previstas da equipe de enfermagem das unidades de internação do HU-USP. Rev. Esc. Enfermagem USP 2003; 37(4):109-17. Laus AM, Anselmi ML. Ausências dos trabalhadores de enfermagem em um hospital escola. Rev. Esc. Enfermagem USP 2008; 42(4):681-9.
    • TRABALHO 39 HUMANIZAÇÃO NO CUIDADO: UMA FORMA DE OBTER A QUALIDADE NA ASSITÊNCIA SOARES MN.; FERRIGOLO,R.; FERRAZZA,A, C, C.; LOBLER, C. SOLEIMANN, A. Humanizar significa respeitar as individualidades do ser humano construindo assim um espaço concreto nas instituições de saúde, de modo que legitime o lado humano das pessoas envolvidas¹. Cada instituição terá a sua maneira e singularidade para desenvolver o processo de humanização², assim, este processo para ser completo deve envolver toda a equipe multiprofissional. Trabalhar na área da saúde exige do profissional o conhecimento do processo de comunicação interpessoal, seja por meio de palavras, gestos, expressões faciais ou corporais³. Temos como justificativa, o grande numero de comentários a respeito da humanização, porém, inúmeras vezes percebemos o quanto a desumanização se salienta. No momento da assistência de enfermagem o cliente esta sensibilizado, considerando seu estado de saúde alterado. Os objetivos deste estudo são de buscar considerações a respeito do cuidado humanizado na assistência de enfermagem, na literatura nacional; Contribuindo deste modo, com outras buscas pertinentes, a partir dos resultados obtidos nesta revisão sistematizada. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica, sendo utilizadas as seguintes bases de dados: Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências e Saúde (LILACS), e Ciências de Saúde em Geral. Pesquisados artigos publicados em português, no período de 2007 a 2009. Iniciou –se a busca no período de janeiro à fevereiro de 2010, onde localizamos 31 artigos que se referiam ao tema, destes apenas 12 estudos faziam referencia direta a humanização na assistência de enfermagem. Utilizamos as seguintes palavras chaves: humanização na assistência, equipe de enfermagem e comunicação. Após, realizou-se classificação minuciosa, leitura exploratória e categorização dos artigos, evidenciando os aspectos mais relevantes em relação ao tema. A partir categorizamos da seguinte maneira: Cuidar de forma humanizada, versos a desumanização. Em vários trabalhos pesquisados os autores relacionaram a humanização com a desumanização, devido a relevância que o referido assunto surge em seus artigos. Assim sendo, o enfermeiro deve refletir sobre a pratica do cuidado humanizado, pois a ética profissional envolve motivação, ações com valores, princípios e objetivos¹. Relacionamento interpessoal como base em humanização. Sabemos que na definição da teoria do relacionamento interpessoal a enfermagem é vista como um processo interpessoal e terapêutico, constituído por ações que exigem a participação de duas ou mais pessoas. Um relacionamento se estabelece quando cada participante se compromete emocionalmente com o outro 4. Comunicação como princípio de enfermagem. Entender a comunicação como estratégia básica para a qualidade na assistência de enfermagem é fundamental no processo de interação entre equipe de enfermagem e cliente. Evidencia-se, que comunicação adequada é aquela que tenta diminuir os conflitos ou mal entendidos, objetivando a solução dos problemas vivenciados pelo cliente no ato de sua internação³. Concluindo, sabemos da importância da humanização nos hospitais, clinicas e qualquer tipo de unidade onde o cliente possa buscar atendimento. O enfermeiro deve comprometer-se com o cliente, estando disposto a ajudá-lo e também estar apto a apoiá-lo nas diversas situações vivenciadas4. Encerramos neste momento, apenas este estudo, permanecendo o interesse contínuo pela busca de conhecimento, maneiras de estudos, conceitos que possam transformar a realidade vivida pelos que mais necessitam de nossa compreensão. Referências 1. PESSINI, L. Humanização da dor e do sofrimento humano na área da saúde. In: Pessini, L. Bertachini, L. (organizadores). Humanização e cuidados paliativos. São Paulo. (SP): Loyola, 2004. p. 12-30. 2. MARTINS, N. F.C.M. Humanização da assistência e a formação do profissional de saúde. Psychiatry on line Brazil, 2003. http://www.polbr.med.br/arquivo/artigo0503 . Acessado em: 03 de Feveireiro de 2010. 3. SILVA, P. M. J. Comunicação tem remédio . A comunicação nas relações interpessoais em saúde. Ed Loyola, 2005. 4.TRAVELBEE, J. Intervencion em enfermeria psiquiátrica. 2ª ed. Calli: Organización Panamericana. 1982.
    • TRABALHO 40 O SIGNIFICADO DO PROCESSO DE ACREDITAÇÃO HOSPITALAR PARA OS ENFERMEIROS DE UM HOSPITAL ESTADUAL: UMA ABORDAGEM FENOMENOLÓGICA. Maziero VG, Spiri WC Faculdade de Medicina de Botucatu – Unesp [email_address] Palavras-chave: Enfermagem; Acreditação; Pesquisa qualitativa. Introdução e Justificativa : Para a Organização Mundial da Saúde – OMS, a partir de 1989, a Acreditação passou a ser elemento estratégico para o desenvolvimento da qualidade na América Latina. Em 1999 foi criado um órgão regulador e credenciador do desenvolvimento da melhoria da qualidade da assistência à saúde no âmbito nacional, sendo Intitulado Organização Nacional de Acreditação (ONA) que tem por objetivo a implantação e implementação de um processo de melhoria da assistência à saúde, consequentemente estimulando os serviços a conquistar padrões mais elevados de qualidade. O enfermeiro é o profissional capacitado para realizar atividades administrativa, assistenciais e de práticas educativas continuadas, capaz de mudar a condição da qualidade dos serviços de saúde. No contexto referido, justifica-se a realização deste estudo, pois contempla a relevância da temática “qualidade em saúde” e possibilita a contribuição para o processo de acreditação vivenciado na Instituição por meio da equipe de trabalhadores em especial dos enfermeiros. Objetivo: Compreender o significado do processo de Acreditação Hospitalar para os enfermeiros de um Hospital Estadual que vivenciam esta prática. Método: Refere-se a um estudo de abordagem qualitativa na vertente da fenomenologia, que busca a essência dos significados atribuídos pelos sujeitos sobre o fenômeno investigado. Foram realizadas 20 entrevistas no referido hospital, com profissionais graduados no curso de enfermagem. Resultados: Nas análises dos depoimentos dos sujeitos surgiram temas que foram inseridos em três categorias. As categorias reveladas foram: A Acreditação e o profissional da enfermagem; A Acreditação e o processo de trabalho da enfermagem; O processo de Acreditação Hospitalar. Os resultados que emergiram deste estudo permitem que consideremos que os profissionais de enfermagem que foram entrevistados, em sua maioria, consideram que o processo de Acreditação proporciona o desenvolvimento profissional do enfermeiro, através do incentivo a exploração de novos conhecimentos e atualização de suas atividades, Além do desenvolvimento profissional, promove o reconhecimento do seu trabalho, por fazer parte de uma instituição que tem o certificado de qualidade . Conclusão: A Acreditação, ainda é um processo desconhecido para muitos profissionais da saúde, o tema não é tratado com a devida importância em alguns cursos de graduação em enfermagem, e houveram inseguranças quando alguns dos entrevistados foram questionados sobre o processo. Bibliografia 1. Feldman LB, Gatto MAF, Cunha ICKO. História da evolução da qualidade hospitalar: Dos padrões a acreditação. Acta Paul Enferm. 2005;18(2):213-9 2. Resolução RDC n°12, de 26 de Janeiro de 2004 (BR). Aprova o Manual Brasileiro de Acreditação de Organizações Prestadoras de Serviços Hospitalares. 2004 . [acesso em: 22 out 2008]. Disponível em: http://e-legis.anvisa.gov.br/leisref/public/showAct . php ?9588# 3. Organização Nacional de Acreditação (ONA). Diretrizes do sistema e do processo de acreditação; normas técnicas e orientadoras - NO1 - Manual da Organização Nacional de Acreditação. 2007. [acesso em: 20 out 2008]. Disponível em: http://www.ona.org.br/ 4. Merleau-Ponty M. Fenomenologia da Percepção. São Paulo: Martins Fontes; 1994. p.278
    • TRABALHO 41 TEORIAS DE LIDERANÇA: IMPLICAÇÕES NA ENFERMAGEM Ferreira MBG, Correa AB, Presotto GV, Assis ALA Universidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba (MG) [email_address] A temática Liderança tem sido classicamente abordada em estudos sobre contexto organizacional e gestão, evidenciando-se que gestão eficaz pressupõe liderança efetiva. Nas instituições de saúde, enfermeiros são contratados para coordenar equipes de enfermagem e gerenciar a assistência prestada ao usuário; tal função implica no exercício de influência na equipe, caracterizando liderança 1 . Justifica-se a pesquisa pela necessidade de refletir sobre a liderança dos enfermeiros à luz das teorias de liderança. Os objetivos foram caracterizar as teorias de liderança, considerando suas implicações nos serviços de enfermagem. Foi realizada revisão bibliográfica em publicações nacionais, no período de 1997 a 2010, através da base de dados Bireme, teses USP e Biblioteca universitária, utilizando descritores: liderança e enfermagem. Para selecionar as publicações, considerou-se a disponibilidade do texto completo e o atendimento ao objetivo do estudo. O levantamento resultou em 105 artigos científicos, 13 trabalhos entre dissertação e teses, e nove livros. Porém, conforme critérios de seleção, utilizou-se 27 artigos, 03 teses e todos os livros. Posteriormente, procedeu-se leitura analítica do material que subsidiou a reflexão sobre teorias de liderança e suas implicações na enfermagem. Entre as principais teorias de liderança, destacaram-se: Traços de Personalidade, Comportamentais e Situacionais ou Contingenciais. Verificou-se que houve evolução do enfoque de cada teoria, sendo que a primeira enfatizava características pessoais essenciais a um líder, acreditando serem estas natas; com as teorias comportamentais o foco passou a ser o comportamento do líder em relação aos liderados e à produção/estrutura do trabalho. Considerando o contexto organizacional, emergiram as teorias situacionais, que analisam a situação em que ocorre liderança, entendendo que não há liderança melhor ou pior, mas que se adéqua a cada situação 2 . Nos serviços de enfermagem, percebe-se influência das teorias comportamentais, quando enfermeiros adotam estilos autoritários, democráticos ou laissez - faire na relação com a equipe. Reconhece-se que utilização de um determinado modelo de comportamento, sem a devida análise da situação, pode refletir tanto na qualidade dos relacionamentos interpessoais quanto na produtividade da equipe, repercutindo na assistência prestada aos clientes 1 . A abordagem situacional mostrou-se bastante pertinente aos serviços de enfermagem, uma vez que enfatiza características dos liderados e da situação, recomendando que o enfermeiro deve ser versátil em relação aos estilos de liderança adotados 2 . Concluiu-se que q uando líderes não contemplam a situação, desenvolvendo seu comportamento voltado só para uma dimensão, obtêm como resultados mecanização do trabalho, insatisfação e desmotivação do trabalhador e desenvolvimento de tarefas limitadas. Compreensão das características das teorias de liderança, bem como da dinâmica do trabalho na enfermagem, certamente é fundamental para o debate sobre as possibilidades de liderança do enfermeiro. Referências 1. Prochnow AG, Alcântara LM, Leite JL, Silva ICM, Moreira MC. Liderança em enfermagem: um repensar à prática gerencial hospitalar. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2003 Dez; 7(3):318-24. 2. Chiavenato I. Liderança, Poder e Política. In: Chiavenato I. (org.) Comportamento organizacional – dinâmica do sucesso das organiozações. São Paulo (SP): Pioneira Thomson learning; 2004. p. 332-73.
    • TRABALHO 42 TEORIAS DE LIDERANÇA: IMPLICAÇÕES NA ENFERMAGEM Ferreira MBG, Correa AB, Presotto GV, Assis ALA Universidade Federal do Triângulo Mineiro – Uberaba (MG) [email_address] A temática Liderança tem sido classicamente abordada em estudos sobre contexto organizacional e gestão, evidenciando-se que gestão eficaz pressupõe liderança efetiva. Nas instituições de saúde, enfermeiros são contratados para coordenar equipes de enfermagem e gerenciar a assistência prestada ao usuário; tal função implica no exercício de influência na equipe, caracterizando liderança 1 . Justifica-se a pesquisa pela necessidade de refletir sobre a liderança dos enfermeiros à luz das teorias de liderança. Os objetivos foram caracterizar as teorias de liderança, considerando suas implicações nos serviços de enfermagem. Foi realizada revisão bibliográfica em publicações nacionais, no período de 1997 a 2010, através da base de dados Bireme, teses USP e Biblioteca universitária, utilizando descritores: liderança e enfermagem. Para selecionar as publicações, considerou-se a disponibilidade do texto completo e o atendimento ao objetivo do estudo. O levantamento resultou em 105 artigos científicos, 13 trabalhos entre dissertação e teses, e nove livros. Porém, conforme critérios de seleção, utilizou-se 27 artigos, 03 teses e todos os livros. Posteriormente, procedeu-se leitura analítica do material que subsidiou a reflexão sobre teorias de liderança e suas implicações na enfermagem. Entre as principais teorias de liderança, destacaram-se: Traços de Personalidade, Comportamentais e Situacionais ou Contingenciais. Verificou-se que houve evolução do enfoque de cada teoria, sendo que a primeira enfatizava características pessoais essenciais a um líder, acreditando serem estas natas; com as teorias comportamentais o foco passou a ser o comportamento do líder em relação aos liderados e à produção/estrutura do trabalho. Considerando o contexto organizacional, emergiram as teorias situacionais, que analisam a situação em que ocorre liderança, entendendo que não há liderança melhor ou pior, mas que se adéqua a cada situação 2 . Nos serviços de enfermagem, percebe-se influência das teorias comportamentais, quando enfermeiros adotam estilos autoritários, democráticos ou laissez - faire na relação com a equipe. Reconhece-se que utilização de um determinado modelo de comportamento, sem a devida análise da situação, pode refletir tanto na qualidade dos relacionamentos interpessoais quanto na produtividade da equipe, repercutindo na assistência prestada aos clientes 1 . A abordagem situacional mostrou-se bastante pertinente aos serviços de enfermagem, uma vez que enfatiza características dos liderados e da situação, recomendando que o enfermeiro deve ser versátil em relação aos estilos de liderança adotados 2 . Concluiu-se que q uando líderes não contemplam a situação, desenvolvendo seu comportamento voltado só para uma dimensão, obtêm como resultados mecanização do trabalho, insatisfação e desmotivação do trabalhador e desenvolvimento de tarefas limitadas. Compreensão das características das teorias de liderança, bem como da dinâmica do trabalho na enfermagem, certamente é fundamental para o debate sobre as possibilidades de liderança do enfermeiro. Referências 1. Prochnow AG, Alcântara LM, Leite JL, Silva ICM, Moreira MC. Liderança em enfermagem: um repensar à prática gerencial hospitalar. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2003 Dez; 7(3):318-24. 2. Chiavenato I. Liderança, Poder e Política. In: Chiavenato I. (org.) Comportamento organizacional – dinâmica do sucesso das organiozações. São Paulo (SP): Pioneira Thomson learning; 2004. p. 332-73.
    • TRABALHO 43 CLASSIFICAÇÃO DOS CLIENTES INTERNADOS EM UM HOSPITAL DE ENSINO SEGUNDO AS NECESSIDADES DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM Maya CM, Silva BT, Abreu RMD, Ferreira MBG, Simões ALA Universidade Federal do Triângulo Mineiro - Uberaba (MG) [email_address] A eficácia do gerenciamento da assistência de enfermagem em uma unidade de internação depende, dentre outros fatores, do conhecimento que o enfermeiro detém sobre a dinâmica do trabalho e das características da clientela assistida. Assim, a classificação dos clientes segundo as necessidades demandadas de cuidado de enfermagem possibilita a categorização dos cuidados, considerando a complexidade de cada indivíduo (1) . A partir dessa classificação, a gerência de enfermagem obtém subsídios para determinar quantitativa e qualitativamente a necessidade de recursos humanos, para controlar a produtividade e avaliar os custos assistenciais (2) , proporcionando meios para melhorar a qualidade do cuidado, promover a organização e o planejamento da assistência de enfermagem. Este estudo exploratório-descritivo teve como objetivo classificar os clientes hospitalizados nas Clínicas Médica e Cirúrgica do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), segundo as necessidades individualizadas de cuidado de enfermagem. Após aprovação do projeto pelo Comitê de Ética e Pesquisa com Seres Humanos da UFTM , enfermeiros e estudantes de enfermagem, previamente capacitados, realizaram a classificação de todos os clientes quanto ao grau de complexidade dos cuidados demandados, durante um período de sessenta dias consecutivos. Para tanto, foi realizado um estudo piloto que resultou na adoção de instrumento avaliador (3) constituído por 13 indicadores críticos de cuidados de enfermagem: Estado Mental e Nível de Consciência, Oxigenação, Sinais Vitais, Nutrição e Hidratação, Motilidade, Locomoção, Cuidado Corporal, Eliminações, Terapêutica, Educação à Saúde, Comportamento, Comunicação e Integridade Cutâneo-Mucosa. Foram realizadas, nesse período, 2562 avaliações. A análise descritiva dos dados demonstrou que na Clínica Médica, 65,95% dos clientes foram classificados com necessidades de cuidados mínimos, 23,10% intermediários, 8,93% semi-intensivos e 2,03% intensivos. Na Clínica Cirúrgica verificou-se que 64,05% dos clientes demandavam cuidados mínimos, 32,63% intermediários, 2,36% semi-intensivos e 0,95% intensivos. Os dados apresentados possibilitaram concluir que apesar da especificidade de cada clínica, há uma proximidade em relação às necessidades de cuidados de enfermagem requeridos pelos clientes e que, mesmo se tratando de um hospital com atendimento de alta complexidade, nas Clínicas Médica e Cirúrgica a maior percentagem dos usuários requer cuidados mínimos e intermediários. Ressalta-se ainda que estas unidades prestam assistência semi-intensiva e intensiva, mesmo que em menor proporção, demonstrando uma diversidade de cuidados. Estes achados sugerem ao enfermeiro uma periodicidade na classificação da clientela internada e no planejamento para a adequação qualitativa e quantitativa dos recursos humanos, visando um cuidar individualizado, flexível e humanizado, portanto, um cuidar complexo (4) . Referências 1. Perroca MG. Instrumento de Classificação de Pacientes de Perroca: validação clínica [tese]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2000. 2. Rodrigues J Filho. Sistema de classificação de pacientes. Parte I: dimensionamento de pessoal de enfermagem. Rev Esc Enfermagem/USP. 1992 dezembro; 26(3):395-404. 3).Perroca M.G.; Gaidzinski R.R. Sistema de classificação de pacientes: construção e validação de um instrumento. Rev.Esc.Enf.USP. 1998 Ago; 32(2):153-68. 4. Silva A L; Ciampone MHT. Um olhar paradigmático sobre a assistência de enfermagem: um caminhar para o cuidado complexo. Rev Esc Enferm USP 2003; 37(4):13-23.
    • TRABALHO 44 GESTÃO Á FLOR DA PELE: EXPERIÊNCIA NA GESTÃO DE UMA ONG QUE ATENDE CRIANÇAS COM DOENÇAS RARAS DE PELE. 1 MANDELBAUM, M. H.S; 2 CALIXTO, R. F, 3 COSTA, C.S. 1 Doutora, Especialista Enfermagem em Dermatologia - Supervisor Regional Tecsaúde DRS XVII -Coordenador Projeto Dermacamp 2 Discente – graduando em Enfermagem – UNIBAN – voluntária Dermacamp 3 Enfermeira – ambulatório de especialidades médicas Maria Zélia E-mail: [email_address] ; mhsmandelbaum@gmail.com INTRODUÇÃO : Solidariedade acompanha o homem desde tempos remotos, o indivíduo voluntário sempre será beneficiário do trabalho por ele realizado 3 , pois o encontro com a dor do outro re-significa sua existência. JUSTIFICATIVA: Projeto Dermacamp atua junto a crianças com doenças severas de pele, coordenado por enfermeira e ampla equipe de voluntários das diversas áreas, visam colaborar para superação das dificuldades vivenciadas por estas crianças no seu cotidiano, implementar estratégias complementares ao tratamento médico e empoderamento destas pessoas para integração, acesso aos equipamentos sociais disponíveis para permitir vida com qualidade e plenitude. Gestão com tais características é um grande desafio, com 10 anos foi possível acumular experiências e propostas que se mostraram positivas no desenvolvimento da capacidade de enfrentamento destas situações adversas. OBJETIVOS: delinear breve perfil de atuação da enfermagem na gestão em uma ONG que atende 300 crianças com doenças raras de pele. MATERIAL E MÉTODO: Foram utilizados indicadores para classificação das Ongs, base literatura internacional, para definir limites das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) no Brasil, definidas pela Lei 9.790, de 23 de março de 1999 e analisadas estratégias utilizadas para sustentar-se ou expandir. RESULTADO: Trabalhos publicados são quase totalidade focados nos aspectos técnicos e assistências das praticas da enfermagem nestas Ongs, observa-se que a visão de cidadania e representação social presente nestes trabalhos é fortemente influenciada por modelo assistencialista, havendo lacuna quanto aspectos políticos de gestão do cuidado de enfermagem. Neste sentido, a gestão exercida no Dermacamp tem sido efetiva em seu propósito, tem características definidas, utilizando-se de ferramentas baseadas nos pressupostos da co-gestão e do cooperativismo. O foco no empoderamento das pessoas e capacitação para atuar na busca da qualidade de vida para portadores de doenças raras de pele é um dos pontos que diferencia o Projeto Dermacamp de outras Ongs. O voluntário de enfermagem não pode ficar restrito a aplicação de seus conhecimentos científicos, importante atuar como ferramenta para emancipação das crianças e seus familiares por meio de atividades lúdicas educativas como suporte social trazendo novas perspectivas. A ONG apóia voluntários na participação em cursos, congressos e toda forma de capacitação que permita atuar melhor, com maior segurança. O projeto está permanentemente &quot;investindo&quot;, isso significa que pode esperar retornos valiosos nos seus investimentos, não sob o prisma financeiro, mas outras instâncias, difíceis de mensuração. É necessário valorizar e transformar o momento de treinamento dos novos voluntários numa experiência rica e motivadora são treinados ao participar nas atividades, &quot;aprendem fazendo”, caracterizada forma especifica de abordagem, por meio do “learning by doing”. Conclusões: A gestão participativa no Projeto Dermacamp, significa equipe e não só coordenadores designados têm influência sobre decisões que afetam a organização. Trabalhar com seres humanos em organizações não governamentais que dependem de voluntários requer sabedoria, energia, experiência, perfil de liderança que envolva equipe em clima de motivação, pois neste tipo de trabalho, recompensas são de natureza subjetiva, decorrem da satisfação pessoal que voluntários acumulam na realização do trabalho, portanto sua gestão deve ser exercida literalmente á flor da pele. Referências: 1- BORGES, M.S; LIMA, D.;ALMEIDA, A.M.O; Mel com fel: representações sociais do cuidado de enfermagem e cidadania. Com. Ciências saúde. Brasília.2008. 2- BARTLE, Phil. Empoderamento da comunidade. http://www.scn.org/mpfc/sitep.htm 3- SELLI,L.; Garrafa, V.; JUNGES, J.R Beneficiários do trabalho voluntário: uma leitura a partir da bioética, Rev. Saúde Pública vol.42 São Paulo 2008.
    • TRABALHO 45 PREVALÊNCIA DE DOR EM PACIENTES INTERNADOS NAS ENFERMARIAS DO HOSPITAL ESCOLA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO RIBEIRO SBF, RIBEIRO JB, FELIX MMS, NASCIMENTO VG Universidade Federal do Triângulo Mineiro [email_address] Introdução: a dor é compreendida como um fenômeno multifatorial, e a lesão tecidual, aspectos emocionais, sócio-culturais e ambientais são fatores que compõem esse fenômeno (1, 2) . A dor aguda denota um sinal de alerta, alarme, que exige atenção imediata. Pode existir como causa de um osso fraturado, processo inflamatório, queimadura, isquemia e outras causas, geralmente por dano tecidual (3, 4) . Apesar da magnitude da dor, no Brasil não se encontram estudos sobre a prevalência de dor em pacientes hospitalizados, o que dificulta a sensibilização de profissionais da área de saúde para o planejamento de ações, programas e alocação de recursos materiais e humanos visando o controle da dor intra-hospitalar. Objetivo: determinar a prevalência de dor em pacientes hospitalizados, nas diferentes áreas médicas, em um Hospital Universitário, assim como caracterizar, localizar e mensurar a dor aguda nestes pacientes. Método: estudo prospectivo, descritivo e transversal, realizado no Hospital de Clínicas da UFTM. Foram entrevistados 515 pacientes que manifestaram queixas de dor, em plenas condições de comunicação. Resultados: a prevalência de dor foi de 33,20%, perfazendo um total de 171 pacientes. A Clínica Cirúrgica apresentou maior prevalência (66,15%), seguida pelas enfermarias do Pronto Socorro (54,39%), Neurologia-Ortopedia-Hematologia (31,48%) e Clínica Médica (29,06%). 50,6% dos pacientes foram medicados com analgesia de horário, enquanto que para 40,12 % haviam medicações prescrita conforme a necessidade e 16 pacientes (9,28%) não tinham analgesia prescrita. Houve prevalência da duração da dor menor que uma semana, na maioria dos pacientes (80,70%). Quanto à melhora da dor, 55,56% referiram melhora em até uma hora após analgesia, 11,69% após uma hora e 32,75% relataram persistência da dor refratária à analgesia. Os locais mais acometidos foram os membros inferiores, seguidos pela dor abdominal, pélvica e cervical. A dor pós-operatória foi relatada em 28,5% dos pacientes. Conclusão: a prevalência de dor em pacientes internados nas enfermarias do Hospital Escola foi relativamente alta, especialmente na Clínica Cirúrgica, o que corrobora com as altas taxas de dor pós-operatória. A persistência da dor após analgesia e o baixo índice de pacientes com prescrição de analgésicos reforçam a necessidade de promoção de medidas eficazes no controle da dor, tal como maior conhecimento dos profissionais da saúde para o manejo da dor. Palavras-chave: Dor, Dor Aguda, Dor em Pacientes Hospitalizados, Analgesia. BIBLIOGRAFIA 1. VON KORFF M, DWOKIN SF, LE RESCHE L, KRUGER A. An epidemiologic comparison of pain complaints . Pain 1988; 12:173-83. 2. PIMENTA CAM, TEIXEIRA MJ. Avaliação da dor. Revista de Medicina 1997; 76:27-35. 3. KAZANOWSKI MK, LACCETTE MS. Dor – fundamentos, abordagem clínica e tratamento. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2005, p.256. 4. TRACTENBERG M. Um inimigo íntimo de cada dia – a dor. Rev. Dor 2006; 7(2):749.
    • TRABALHO 46 INDICADORES DE QUALIDADE NO GERENCIAMENTO DO RELATÓRIO DE ENFERMAGEM Palavra Chave – Qualidade;Gerenciamento de relatório de enfermagem; Enfermagem Amendola AM , Torres VA Hospital do Coração de Mato Grosso do Sul enf_ andreamendola@hotmail.com Introdução: As notificações de não conformidades de relatório de enfermagem por parte do serviço de faturamento da instituição, é um instrumento importante para o gerenciamento da qualidade da assistência, segurança do profissional, instituição e do paciente. Justificativa: O numero elevado de erros de relatório, ocasionando em pendências junto ao faturamento, aumentando glosas e diminuição de itens faturados Objetivo: Com o objetivo de melhoria da qualidade de relatório e diminuição de indicadores de glosas de faturamento, foram criados indicadores de não conformidades, apurados pelo setor de auditoria de enfermagem, e do estabelecimento do que é uma não conformidade de relatório e apresentar a sua opinião quanto a este evento. Método: Fora realizado auditoria e acompanhamento de 69 profissionais e criado indicadores de não conformidades cujo resultado demonstraram uma ausência de uniformidades que se acumulam em forma de pendências ao setor de faturamento, acarretando em glosas de serviços prestados, utilizando destes indicadores o serviço de auditoria de enfermagem, identificou os erros de cada colaborador, para se trabalhar na forma de educação continuada. Resultados: Com a inserção na Educação Continuada por parte do serviço de auditoria o treinamento de relatório de enfermagem, depois de estabelecido indicador de não conformidades entre o que esta prescrito e o que esta relatado pela enfermagem e com trabalho in loco por parte dos enfermeiros, a cada mês além da melhora cerca de dez folgas são concedidas mensalmente contra nenhuma no primeiro mês e 50% com índices abaixo de 10 não conformidades mensal. Conclusão: Concluímos que ao desenvolver programas educacionais para confecção de relatório de enfermagem juntamente com um incentivo de uma folga ao técnico de enfermagem que não possuir nenhum erro de relatório durante o mês, obtendo uma melhoria na qualidade destes relatórios e menor pendências junto ao setor de faturamento e auditoria de enfermagem, obtivemos um relatório com melhor qualidade e queda nos índices de erros de relatório de enfermagem e maior numero de itens faturados.   Bibliografia   Gerenciamento na Enfermagem; Editora Martinari Autor: Kathia de Carvalho Cunha   Administração em Enfermagem; Editora EPU Autor: Paulina Kurcgant
    • TRABALHO 47 Título: QUALIFICAÇÃO, EM CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO, DA (O) ENFERMEIRA (O) ASSISTENCIAL EM BRASÍLIA. Autores: Carvalho MA, Mafra R, Portela RM, Galvão ED Instituição de Ensino: FACLIONS E-mail: [email_address] RESUMO Este trabalho objetivou traçar o perfil do enfermeiro assistencial tendo como foco a qualificação em curso de pós-graduação, na cidade de Brasília, no período de 06 de Janeiro a 30 de abril de 2009, a amostra constituiu-se de 60 enfermeiros, escolhidos ao acaso, segundo as variáveis: sexo, faixa etária, estado civil, número de filhos, renda mensal – salário mínimo, instituição de trabalho, tempo de conclusão da graduação – ano, título concluído, horário de trabalho e dias disponíveis para estudo. Pelos resultados pôde-se concluir predominância de sexo feminino, faixa etária entre 30-|40 anos, casados (as), sem filhos, com renda mensal entre 6 a 9 salários mínimos, trabalhando no serviço público, tendo mais de seis anos de formados, sem títulos concluídos de pós graduação, trabalhando no turno de manhã/tarde e tendo os finais de semana disponíveis para estudo. O presente estudo possibilitou uma reflexão sobre a concepção do trabalho ao longo da história e suas transformações, culminando com conclusões que bem pintam o quadro do mercado de trabalho no qual o enfermeiro está inserido. Desta forma, são evidenciadas variáveis importantes na especialização do profissional de enfermagem, onde há a predominância do gênero feminino, o que revela uma tendência já observada nos rumos que o mercado de trabalho assume nos dias atuais, permitindo uma releitura do mesmo a partir de uma hermenêutica feminina.
    • TRABALHO 48 Título: QUALIFICAÇÃO, EM CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO, DA (O) ENFERMEIRA (O) ASSISTENCIAL EM BRASÍLIA. Autores: Carvalho MA, Mafra R, Portela RM, Galvão ED Instituição de Ensino: FACLIONS E-mail: [email_address] RESUMO Este trabalho objetivou traçar o perfil do enfermeiro assistencial tendo como foco a qualificação em curso de pós-graduação, na cidade de Brasília, no período de 06 de Janeiro a 30 de abril de 2009, a amostra constituiu-se de 60 enfermeiros, escolhidos ao acaso, segundo as variáveis: sexo, faixa etária, estado civil, número de filhos, renda mensal – salário mínimo, instituição de trabalho, tempo de conclusão da graduação – ano, título concluído, horário de trabalho e dias disponíveis para estudo. Pelos resultados pôde-se concluir predominância de sexo feminino, faixa etária entre 30-|40 anos, casados (as), sem filhos, com renda mensal entre 6 a 9 salários mínimos, trabalhando no serviço público, tendo mais de seis anos de formados, sem títulos concluídos de pós graduação, trabalhando no turno de manhã/tarde e tendo os finais de semana disponíveis para estudo. O presente estudo possibilitou uma reflexão sobre a concepção do trabalho ao longo da história e suas transformações, culminando com conclusões que bem pintam o quadro do mercado de trabalho no qual o enfermeiro está inserido. Desta forma, são evidenciadas variáveis importantes na especialização do profissional de enfermagem, onde há a predominância do gênero feminino, o que revela uma tendência já observada nos rumos que o mercado de trabalho assume nos dias atuais, permitindo uma releitura do mesmo a partir de uma hermenêutica feminina.
    • TRABALHO 49 ADMINISTRAÇÃO TECNOLOGICA NO ESCOPO DA QUALIDADE E DA SEGURANÇA HOSPITALAR Arone EM; Feldman LB; Brito LFM; Cunha ICKO UNIFESP -GEPAG E.mail: [email_address] Introdução: A Administração Tecnológica em saúde busca o equilíbrio entre uma série de necessidades e objetivos, tais como: as rotinas de manutenção, aquisição e disponibilização de material de consumo e insumos, acessórios, contratos, entre outros; cada vez mais essenciais, para o desempenho global e dos recursos tecnológicos institucionais. A introdução de uma nova tecnologia no hospital requer a aplicação de metodologias para alcançar a qualidade esperada, por exemplo, a definição de um programa de manutenção preventivo de equipamentos, precisa estar atrelada a um programa mais amplo de administração tecnológica, visando: abordagem corretiva, desempenho, substituição, calibração, educação permanente de uso, mapeamento dos riscos e o monitoramento da segurança dos equipamentos para a prevenção de danos às pessoas e ao hospital. Justificativa: Acreditamos que desenvolver a qualidade e segurança no ambiente hospitalar, significa ter que agir mais rápido e com maior precisão, reduzindo as possibilidades de erro, para produzir os resultados estabelecidos. Os instrumentos de administração tecnológica e o gerenciamento de risco viabilizam a implantação de planos de ação preventiva, corretiva, educativa e de desempenho; tornando o processo sistêmico, sistemático e multi-transdisciplinar no hospital. Objetivo: Identificar os aspectos críticos relacionados à administração de tecnologia que impactam nos resultados, em termos de segurança e qualidade na assistência hospitalar, a partir dos conceitos e pressupostos, disponíveis na literatura, na experiência e interesse dos autores neste tema. Método: Realizamos uma pesquisa bibliográfica documental, em textos, artigos e documentos da literatura e legislação disponíveis sobre o tema, para identificar e evidenciar o conhecimento produzido e a ser apropriado pelos enfermeiros para o desenvolvimento de competências necessárias para o gerenciamento e avaliação das tecnologias incorporadas nas suas áreas de atuação. Resultados: Esta temática é objeto de interesse político Institucional pelos benefícios que agrega ao Sistema e as Organizações de Saúde, pois auxilia na segurança, eficácia, efetividade, custo e custo-efetividade e contribui significativamente com as atividades de gerenciamento e avaliação de serviços e programas de saúde, para a elaboração de protocolos e padrões de qualidade, baseados em evidências, ferramentas essas, importantes para melhoria da qualidade e eficiência dos serviços prestados e muito utilizadas nos países mais desenvolvido. Conclusão: A estrutura organizacional dos serviços de saúde tem se modernizado, o que se reflete nas formas de administração dos seus recursos tecnológicos e ações específicas, que, necessariamente, devem ser implantadas e gerenciadas interdisciplinarmente. Cabe ao enfermeiro, gerenciar, nos espaços de cuidado, a utilização plena de todo o ciclo de vida de um recurso tecnológico, bem como os resultados planejados e esperados desde a sua incorporação. Bibliografia: 1- Antonino PHD. Gerenciamento e avaliação tecnológica e seu impacto nos serviços de saúde. Centro de Tecnologia e Geociência da UFPE. Acesso ao site: www.artigos/ gerenciamentoeavaliações.com.br em 15/10/2008 ; 2-Florence G; Calil SJ. Gerenciamento de risco aplicado ao desempenho de equipamentos médicos. Metrologia para a vida. Sociedade Brasileira de Metrologia (SBM) de Recife-PE. Campinas (São Paulo): UNICAMP, 2003; 3- Feldman LB (org). Gestão de risco e segurança hospitalar.Prevenção de danos ao paciente, notificação, auditoria de risco, aplicabilidade de ferramentas, monitoramento. Martinari: São Paulo (SP); 2008. p.376.
      • TRABALHO 50
      • AUDITORIA DA QUALIDADE EM UTI NEONATAL
      • Lima C, Gonçalves LS, Wolff LDG.
      • Universidade Federal do Paraná
      • [email_address]
      • Pesquisa descritiva e exploratória, de abordagem quantitativa com o objetivo de avaliar a qualidade do cuidado de enfermagem com base no indicador de qualidade “integridade da pele” do recém nascido (RN), desenvolvida em uma UTI Neonatal de um hospital de ensino de Curitiba-PR. A amostra constituiu-se de quatorze RN admitidos na UTI neonatal os quais no período de 30 dias de internação enquadravam-se nos critérios de inclusão na pesquisa: alto risco, provenientes do Centro Obstétrico do referido hospital, permanência mínima de 24 horas na unidade, com pele íntegra na primeira observação pelo pesquisador, e cujo responsável legal autorizou a sua participação no estudo. A coleta de dados foi realizada por meio de preenchimento de um formulário com dados coletados por meio de auditoria concorrente (observação, exame físico, e coleta de dados no prontuário). Os resultados mostram que dos 14 RN observados, 12 (86%) desenvolveram algum tipo de lesão de pele. Ao todo, foram observadas 37 lesões, sendo que as mais freqüentes foram: hematoma (51%), seguida por infiltração(16%), escoriação e erosão (11%); eritema (5%); pápula, eritema perineal (3%). Quanto aos fatores de risco, os que estiveram relacionados à maior freqüência de lesões foram o “uso de adesivos” e “uso de cateter periférico”, indicando a necessidade de maior atenção no cuidado prestado a pacientes à eles expostos. Os fatores de risco “uso de oxímetro” e “uso de cateter nasal” estiveram pouco relacionados ao desenvolvimento de lesões de pele. Por fim, os fatores de risco “uso de cateter central” e “uso de fototerapia” não estiveram relacionados ao desenvolvimento de nenhuma lesão de pele. Embora as características de RN internados em UTI possam influenciar os resultados do cuidado de enfermagem, com o desenvolvimento desse estudo pôde-se evidenciar a necessidade do aprimoramento do cuidado à pele dos RN em situações relacionadas à presença dos fatores de risco, bem como a importância do indicador de qualidade para o monitoramento das ações de enfermagem.
      • Referências:
        • DENSER. C. P. A. C. Indicadores: instrumento para a prática de Enfermagem com qualidade. In: BORK, A. M. T. Enfermagem de excelência : da visão à ação. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003, p. 93.
        • FERREIRA, V.R. Análise dos eventos adversos em uma unidade de terapia intensiva neonatal como ferramenta de gestão da qualidade da assistência de Enfermagem . Belo Horizonte, 2007. 98f. Dissertação (mestrado em Enfermagem) - Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de Minas Gerais.
        • LUNARDON, A.; WOLFF, L.D.G. Avaliação de indicadores da qualidade do cuidado de Enfermagem em uma unidade de terapia intensiva de um hospital universitário. Monografia de Conclusão de Curso. Graduação em Enfermagem - UFPR, 2007, 75 fls.
        • NEPOMUCENO, L. R. A avaliação do indicador de qualidade “integridade da pele do recém nascido” como subsídio para capacitação do pessoal de Enfermagem . Dissertação (mestrado em Enfermagem) – Universidade de São Paulo, 2007.
        • TRONCHIN, D. M. R.; MELLEIRO, M. M.; TAKAHASHI, R.T. A qualidade e a avaliação dos serviços de saúde e de Enfermagem. In: KURCGANT, P. Gerenciamento em Enfermagem . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
    • TRABALHO 51 A INTERFACE ENTRE A GESTÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NO ÂMBITO MUNCIPAL E A ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA Ferreira Júnior AR, Moreira DP, Pereira AS, Sousa RA, Vieira LJES Instituições: Prefeitura Municipal de Uruoca -CE e Universidade de Fortaleza – UNIFOR. E-mail: junioruruoca@hotmail.com Resumo A Enfermagem se encontra em constante construção de conhecimentos para aperfeiçoar a prática de seus profissionais e, essa realidade é observada, com veemência, na área administrativa. É importante atentar para a convergência de conceitos, dificuldades e desafios entre esta ciência e a gestão pública, tema discutido neste trabalho que relata a experiência de um enfermeiro como gestor municipal de um município de pequeno porte do Estado do Ceará, entre os anos de 2006 a 2008 e a importância do uso do saber em Enfermagem para a melhora do fazer na prática de Saúde Coletiva. O processo de gestão em saúde está em contínua mudança, visto que as políticas são construídas e aprimoradas constantemente e isso pôde ser vivenciado com a implantação do Pacto pela Saúde, que modificou sobremaneira os mecanismos para implementação de ações e avaliação dos resultados. Várias foram as ferramentas da Enfermagem que puderam ser utilizadas no processo de gerenciamento do Sistema Único de Saúde - SUS no âmbito municipal, tais como: observação, planejamento, criatividade, conhecimento, organização e habilidade na articulação. Isso possibilitou tomada de decisões melhor construídas, gerando impactos positivos, considerando as diversas responsabilidades do gestor municipal, tais como: ordenamento e aplicação dos recursos financeiros do Fundo Municipal de Saúde, gerenciamento dos recursos humanos, participação no processo de licitações e compras, planejamento estratégico na área da saúde, bem como fortalecimento das equipes para o funcionamento contínuo dos serviços. Vale salientar que o enfermeiro em sua formação discute e constrói conceitos que influenciarão sua práxis, como o de trabalho em equipe, liderança e comprometimento em defesa do SUS. Os maiores desafios encontrados foram os que exigiam conceitos das áreas do Direito e Contabilidade, visto que há necessidade do gestor trabalhar constantemente utilizando destas ferramentas no intuito de executar as ações e prestar contas das que foram realizadas, sempre seguindo as leis e portarias que regem a administração pública, editadas pelo Ministério da Saúde e Tribunal de Contas dos Municípios, por exemplo. Infere-se, por meio desta experiência, que o enfermeiro possui características inerentes à sua formação que delineiam um perfil apropriado a participação deste como membro da gestão do sistema de saúde em seus mais variados níveis de complexidade, demonstrando que a profissão possui características necessárias ao bom desenvolvimento do trabalho de um gestor, para que este seja capaz de minorar as fragilidades e agregar esforços para enaltecer as potencialidades do Sistema Único de Saúde. Descritores: Gestão em Saúde; Administração de Recursos Humanos em Saúde; Enfermagem em Saúde Pública. Referências Bibliográficas BRASIL. Ministério da Saúde. PORTARIA Nº 325, de 21 de Fevereiro de 2008. Estabelece prioridades, objetivos e metas do Pacto pela Vida para 2008, os indicadores de monitoramento e avaliação do Pacto pela Saúde e as orientações, prazos e diretrizes para sua pactuação . Brasília: Ministério da Saúde, 2008. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS - ParticipaSUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. CAMPOS, G. W. S. et al. O trabalho em saúde: olhando e experienciando o SUS no cotidiano. 3. ed. São Paulo: Hucitec, 2006. KURCGANT, P. Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. MARQUIS, B. L.; HUSTON, C. J. Administração e Liderança em Enfermagem. 4ª ed., Porto Alegre: ArtMed; 2005.
    • TRABALHO 52 A ENTREVISTA A ENFERMEIROS GESTORES COMO TÉCNICA DE ENSINO DO GERENCIAMENTO NA ENFERMAGEM Ferreira Júnior AR, Moreira DP, Pereira AS, Sousa RA, Vieira LJES Instituição: Universidade de Fortaleza – UNIFOR. E-mail: junioruruoca@hotmail.com Resumo O Gerenciamento em Enfermagem tem crescido sobremaneira nos últimos anos como área da profissão que agrega cada vez mais profissionais, exigindo das instituições formadoras modificações que oportunizem a construção mais eficaz da práxis, unindo a teoria e a prática para a formação de profissionais com maior sucesso no mercado de trabalho. Isso deve possibilitar vivências do futuro enfermeiro no seu campo de atuação e é neste contexto que relatamos uma experiência ocorrida no município de Sobral - CE, no ano de 2009, construída durante o processo de ensino da disciplina de Organização dos Serviços de Saúde, ministrada no Curso de Graduação em Enfermagem de uma instituição privada, que objetivou oportunizar aos discentes o confronto das construções realizadas na faculdade com a prática experimentada por profissionais reconhecidos na área de gestão em Enfermagem na região de inserção da referida instituição de ensino. Ocorreram diversas discussões em sala de aula, buscando a construção e apreensão dos conceitos referentes à área, posteriormente ocorrendo divisão de grupos que se responsabilizaram em contatar enfermeiros com reconhecida experiência na área de gerenciamento na região Norte do Estado do Ceará. Os grupos elaboraram roteiros de entrevistas, com questionamentos acerca dos desafios, dificuldades e facilidades encontradas pelos profissionais em sua prática diária. Cada equipe ficou responsável por uma área distinta de atuação do gerenciamento em Enfermagem, enfocando e conhecendo variados cargos, tais como: Diretor hospitalar, Secretário municipal de saúde, Gerente de Unidade Básica de Saúde, Coordenador de curso de graduação e Gerente de centro cirúrgico. O produto de cada entrevista era posteriormente compartilhado entre todos, em documento escrito ou vídeo e servia como norte para potencializar as discussões referentes ao conteúdo abordado, bem como realizando sempre comparações com a prática dos entrevistados. A experiência propiciou enorme geração de conhecimentos, servindo para discussões acerca de liderança, trabalho em equipe, comunicação, ética e inclusive reconhecimento profissional. O contato com enfermeiros que obtiveram sucesso profissional na área de gerenciamento foi essencial, pois houve até relatos de graduandos com melhora da auto-estima após essa vivência. Ocorreu otimização das expectativas individuais por meio desta prática de ensino-aprendizagem diferenciada e é válido salientar a interação constante de conhecimentos da teoria com a prática, denotando as dificuldades e desafios que os futuros profissionais encontrarão, bem como a variedade de atividades e áreas em que poderão atuar. Descritores: Educação em Enfermagem; Gestão em Saúde; Enfermagem em Saúde Pública. Referências Bibliográficas BAWER, M. W.; GASKELL, G.(orgs.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Petrópolis: Vozes, 2002. CAMPOS, G. W. S. et al. O trabalho em saúde: olhando e experienciando o SUS no cotidiano. 3. ed. São Paulo: Hucitec, 2006. KURCGANT, P. Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. MARQUIS, B. L.; HUSTON, C. J. Administração e Liderança em Enfermagem. 4ª ed., Porto Alegre: ArtMed; 2005. MARX, L. C; MORITA, L. C. Competências gerenciais na Enfermagem . São Paulo: Comunicação, 2000.
    • TRABALHO 53 A INTERNET COMO FERRAMENTA DE ENSINO NA GESTÃO EM SAÚDE PARA GRADUANDOS EM ENFERMAGEM Ferreira Júnior AR, Moreira DP, Pereira AS, Sousa RA, Vieira LJES Instituição: Universidade de Fortaleza – UNIFOR. E-mail: junioruruoca@hotmail.com Resumo O Ensino do Gerenciamento em Enfermagem busca constantemente novas técnicas para se adequar às mudanças nas necessidades do mercado de trabalho. Especialmente na gestão do Sistema Único de Saúde - SUS, área em que os enfermeiros tem se destacado, utilizando conhecimentos e instrumentos da profissão para a gestão pública de sistemas de saúde, com peculiaridades que exigem uma boa formação acadêmica na busca de êxito nas ações desenvolvidas. Um dos maiores desafios é a experimentação de avaliações financeiras dos sistemas municipais de saúde visando à construção de planejamento estratégico, tornando esta prática um importante diferencial para o egresso da graduação que é alçado ao cargo de gestor da saúde em um município. Neste contexto, vimos relatar uma experiência ocorrida no município de Sobral - CE, no ano de 2009, construída durante o processo de ensino da disciplina de Organização dos Serviços de Saúde, ministrada no Curso de Graduação em Enfermagem de uma instituição privada, que objetivou oportunizar aos discentes a vivência de algumas práticas inerentes à gestão financeira e ao planejamento em saúde de alguns municípios, utilizando como principal ferramenta a rede mundial de computadores. Foram oportunizados momentos de discussão coletiva para a construção de conceitos acerca de gestão financeira no âmbito do SUS, bem como da área de planejamento. Posteriormente todos puderam conhecer algumas páginas da internet que são utilizadas constantemente por gestores e pelo controle social na busca de conhecimento da situação dos recursos transferidos na modalidade fundo a fundo entre as esferas governamentais. Os discentes foram divididos em equipes que escolheram municípios de pequeno porte do Estado do Ceará, para conhecer e avaliar utilizando inicialmente apenas os dados contidos na internet . Estes foram selecionados, visto que tinham sistemas de saúde menos complexos, voltados quase que exclusivamente ao desenvolvimento de ações da Atenção Primária. Então, realizaram pesquisas nas páginas virtuais das prefeituras dos municípios, Fundo Nacional de Saúde - FNS, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE e Departamento de Informática do SUS – DATASUS. Puderam construir um relatório que trazia um diagnóstico inicial acerca da situação do município, com discussão contínua sobre os valores financeiros encontrados e como cada recurso poderia ser aplicado, considerando as especificações do Pacto pela Saúde que já estava em vigor em todos os locais estudados. Fizeram um esboço de planejamento para aplicação financeira, levando em conta os indicadores municipais de saúde disponíveis nestas páginas. Na etapa final da experiência, os estudantes foram até as sedes dos municípios, discutir com os respectivos técnicos da área da saúde acerca dos achados e das construções realizadas, buscando entender como os dados disponíveis na rede mundial de computadores são utilizados realmente como ferramenta para melhora contínua da prática. Pôde-se observar adesão intensa dos futuros enfermeiros à experiência, com relatos de grande aprendizado, visto que utilizaram a internet, que é uma ferramenta do seu cotidiano, para a geração de novos conhecimentos em uma área tida por muitos como complicada de se entender, que é o gerenciamento da saúde na área pública. Descritores: Educação em Enfermagem; Gestão em Saúde; Enfermagem em Saúde Pública. Referências Bibliográficas BRASIL. Ministério da Saúde. PORTARIA Nº 325, de 21 de Fevereiro de 2008. Estabelece prioridades, objetivos e metas do Pacto pela Vida para 2008, os indicadores de monitoramento e avaliação do Pacto pela Saúde e as orientações, prazos e diretrizes para sua pactuação . Brasília: Ministério da Saúde, 2008. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. CARVALHO, G. I.; SANTOS, L. Sistema Único de Saúde: comentários à Lei Orgânica da Saúde. 4ª. ed. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2006. KURCGANT, P. Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. MARQUIS, B. L.; HUSTON, C. J. Administração e Liderança em Enfermagem. 4ª ed., Porto Alegre: ArtMed; 2005.
    • TRABALHO 54 INSERÇÃO DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM NO SERVIÇO DE TRANSPORTE DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA BAHIA. Sant’Anna MV , Silva AS, Teixeira M, Carneiro TM, L AR COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS [email_address] Introdução : no processo do trabalho em enfermagem hospitalar, há uma variedade de competências necessárias à produção do cuidado. Dentre estas, destacamos o transporte de pacientes para realização de consultas ambulatoriais, exames em outras unidades hospitalares e transferências internas e externas. Embora esses deslocamentos ocorram em momentos que os pacientes estejam estáveis clinicamente, é necessário uma equipe especializada para garantir a continuidade do cuidado prestado. Nesse contexto, inserir a enfermagem nesse processo é importante para a prevenção de eventos adversos aos pacientes, tais como: desconexão de cateteres, perda de punções venosas, quedas ou qualquer instabilidade clínica inesperada, bem como garantir a segurança e qualidade do cuidado. Assim, ao constatar que há alguns anos não havia profissionais de enfermagem no serviço de transporte de um Complexo Hospitalar Universitário, a coordenação de enfermagem inseriu esses profissionais. Objetivo: descrever a inserção de técnicos de enfermagem no serviço de transporte, para acompanhar todos os deslocamentos internos e externos dos pacientes internados no Complexo Hospitalar Universitário. Metodologia: trata-se de um estudo de caso, descritivo, desenvolvido por enfermeiras gestoras de enfermagem de um Complexo Hospitalar Universitário da cidade de Salvador, Bahia, de grande porte, com finalidade de ensino, assistência, pesquisa e extensão, prestador de serviços aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), constituído de três unidades: uma ambulatorial, uma pediátrica e outra de internação clínica, cirúrgica, intensiva, e procedimentos de alta complexidade, no período de setembro de 2009 a fevereiro de 2010. Para compor esse serviço foram designados dois técnicos de enfermagem, elaborado e realizado um programa de educação permanente com temas relacionados ao transporte de pacientes, atendimento em situações de urgência e emergência, preparo dos pacientes para exames específicos, como também, a equipagem da ambulância com todos os itens necessários aos atendimentos. Foi criado um impresso específico para o acompanhamento dos pacientes transportados, no qual foram inseridos dados como: nome e registro do paciente e, informações administrativas e assistenciais necessárias ao seu transporte, como: existência de alergia e tipo; confirmação de realização do exame, com horário, local e preparo específico; horário de saída e retorno do paciente e um espaço para registro das intercorrências ou informações que o profissional de enfermagem julgar necessárias, para o acompanhamento gerencial da coordenação de enfermagem. Resultados: foram registrados quarenta acompanhamentos por mês com percentual de 30% de eventos que demandaram assistência de enfermagem, como alterações de glicemia e pressão arterial e desconexão de sondas. Percebeu-se também, aumento da satisfação dos servidores que prestam assistência aos pacientes nos locais onde estão internados, com a racionalização do tempo da equipe de enfermagem e a dinamização nos encaminhamentos, garantia da continuidade no acompanhamento nas consultas ambulatoriais com o envio e retorno dos prontuários. Conclusão: a inserção do técnico de enfermagem no serviço de transporte desse Complexo, sob supervisão e controle da coordenação de enfermagem, foi uma estratégia que expandiu a integralidade da assistência, assim como, reforçou a necessidade da presença de profissionais qualificados para a garantia de atenção contínua durante a internação dos usuários. Palavras-chave : enfermagem, transporte de paciente, cuidado Bibliografia: MALAGUTTI, William (org). Gestão do serviço de enfermagem no mundo globalizado . Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2009. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 2048/GM, 5 nov.,2002.
    • TRABALHO 55 ACREDITAÇÃO HOSPITALAR PELA Joint Commission International : AVANÇOS NO SERVIÇO DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA BAHIA. Sant’Anna MV, Luedy AR, Ribeiro EA, Silva IAS, Teixeira M Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos [email_address] Introdução: a acreditação hospitalar é um processo no qual uma entidade, separada e independente da instituição, avalia a organização de saúde para determinar se ela obedece aos padrões criados para aperfeiçoar a segurança e qualidade do cuidado. É um modelo de gestão que estimula a demonstração de uma melhoria contínua e sustentada nas instituições de saúde, através do emprego de padrões de consenso internacional, de Metas Internacionais de Segurança do Paciente, e de assistência ao monitoramento com indicadores. Para isso é necessário, primeiro uma avaliação interna da gestão hospitalar de forma criteriosa, para adequação dos processos gerenciais e assistenciais do hospital aos requisitos exigidos pelo Manual de Acreditação. Nesse sentido, em setembro de 2009, por meio de uma parceria do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC–São Paulo) com o Hospital Universitário (HU) da Bahia, foi implantado o modelo de Acreditação Hospitalar pela Joint Comission International (JCI). A partir da decisão da alta administração em implantar a Acreditação, o Serviço de Enfermagem do Hospital em estudo, vem mudando práticas assistenciais e gerenciais. Objetivo: descrever as mudanças ocorridas no serviço de enfermagem desde o processo de implantação da acreditação hospitalar em um Complexo Hospitalar Universitário, adequando-as aos padrões da Joint Comission Internatiional (JCI). Metodologia : trata-se de um estudo de caso, descritivo, exploratório, de abordagem qualitativa, realizado em um HU, de grande porte, com finalidades de ensino, pesquisa, assistência e extensão, prestador de serviços aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) da cidade de Salvador-Ba. Foram designados servidores para realizar a avaliação interna da gestão hospitalar, de maneira crítica, para adequação dos processos gerenciais e assistenciais do Hospital aos requisitos preconizados pela Acreditação. Neste momento, verificou-se que vários processos precisavam ser revistos, e devido a possibilidade de intervenção foram tomadas decisões de adequá-los de imediato ao novo modelo. R esultados: embora o plano de ação esteja em processo de elaboração, percebe-se mudanças significativas de envolvimento, motivação e fortalecimento da equipe de enfermagem, e de forma interdisciplinar, ocorreram implementações e novas práticas no processo de trabalho, como: padronização do impresso para controle e registros da temperatura das geladeiras de medicamentos nos setores; adequação dos quadros de registro de exames e procedimentos de pacientes, para manter a privacidade. Neste movimento de adequações foi efetivada a participação da equipe de enfermagem, na Comissão de ressuscitação para treinamentos nos atendimentos emergenciais, padronizados segundo os critérios da American Heart Association (AHA) e em decorrência, elaboração de protocolos. Foram instituídos pela coordenação de Enfermagem e farmacêuticos auditorias do carro de emergência, baseadas na padronização, assim como, avaliação e revisão dos Procedimentos Operacionais Padrão (POP’s) conforme padrão preconizado pela JCI . Conclusão: apesar do estágio inicial da implantação do processo de acreditação na instituição, e de fatores intervenientes, o Serviço de Enfermagem tem-se antecipado na reformulação de processos para implantação de novas práticas com base nos padrões da JCI e vem estimulando mudanças de atitudes nos profissionais de enfermagem no sentido de possibilitar uma assistência livre de riscos com o vislumbre de alcançar excelência e qualidade na produção do cuidado. Palavras-chave : Enfermagem, Acreditação Hospitalar, Padronização Bibliografia: MALAGUTTI, William (org). Gestão do serviço de enfermagem no mundo globalizado . Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2009. Padrões de Acreditação da Joint Comission International para Hospitais [ editado por ] Consórcio Brasileiro de Acreditação de Sistemas e Serviços de Saúde – Rio de Janeiro: CBA:, 2008. Joint Comission Resources. Temas e estratégias para liderança em enfermagem: enfrentando os desafios hospitalares atuais. Porto Alegre : Artmed, 2008. 182p.
      • TRABALHO 56
        • GERENCIAMENTO DE CUSTOS EM PROCEDIMENTOS DE DIÁLISE – RELATO DE EXPERIÊNCIA
      • Andrade, CM, Gonçalves MAB, Palomo, JSH
      • Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da F.M.U.S.P.
      • email: maria.goncalves @ incor.usp.br
      • INTRODUÇÃO: Avanços tecnológicos recentes proporcionam uma melhor abordagem no tratamento de pacientes criticamente enfermos que evoluem com diagnóstico de Insuficiência Renal Aguda (IRA) e indicação de terapias contínuas de substituição renal (TCSR). Para operacionalização dessas terapias são necessários equipamentos altamente especializados e recursos humanos capacitados, assim como, processos administrativos que possibilitem ao enfermeiro a aferição e controle de custos visando melhor desempenho do serviço e monitoração da produtividade.
      • OBJETIVO: controle eficiente e eficaz do custo do procedimento de diálise por paciente; racionalizar o consumo de materiais e medicamentos por procedimento assistencial e eliminar desperdícios.
      • MÉTODO: Este estudo relata a experiência de gerenciamento de custos em programa de diálise. Foram desenvolvidos e elaborados sete Kits de insumos e quatro impressos de controle de enfermagem em terapias de substituição renal, associados à tabelas de insumos e medicamentos específicos para cada procedimento.
      • RESULTADOS: Os instrumentos propostos devem prover um sistema eficaz de gerenciamento de custos por terapia dialítica sem prejuízo da qualidade da assistência de enfermagem, maior eficiência na distribuição dos recursos, além de ser, facilitador para a equipe de enfermagem.
    • TRABALHO 57 PRÁTICA DE GESTÃO: VISITA TÉCNICA ESPECIALIZADA EM MANUTENÇÃO DA INTEGRIDADE DA PELE. Gonçalves MAB, Marques LRC, Palomo JSH, Grupo de Estudos de Curativos. Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da F.M.U.S.P. email: maria.goncalves @ incor.usp.br Trata-se de um relato de experiência que evidencia uma prática de gestão por meio de visita técnica especializada por enfermeiros especialistas a pacientes com cardiopatias em hospital público de alta complexidade cardiovascular. Pela relevância temática e prevalência/incidência de lesão de pele em âmbito mundial e por ser um indicador de resultado assistencial de enfermagem, justifica-se a implantação desta estratégia. Foram desenvolvidos procedimentos operacionais padrão e protocolos assistenciais baseados em evidências científicas, com objetivo de promoção e padronização de ações profiláticas e terapêuticas em lesões de pele. Evidenciou-se possibilidade de tomada de decisão e capacitação de profissionais de enfermagem a beira-leito respaldada em conhecimentos científicos, além de, acompanhar, monitorar continuamente, e avaliar a eficácia e efetividade dos resultados.
      • TRABALHO 58
        • GERENCIAMENTO DE CUSTOS EM PROCEDIMENTOS DE DIÁLISE – RELATO DE EXPERIÊNCIA
      • Andrade, CM, Gonçalves MAB, Palomo, JSH
      • Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da F.M.U.S.P.
      • email: maria.goncalves @ incor.usp.br
      • INTRODUÇÃO: Avanços tecnológicos recentes proporcionam uma melhor abordagem no tratamento de pacientes criticamente enfermos que evoluem com diagnóstico de Insuficiência Renal Aguda (IRA) e indicação de terapias contínuas de substituição renal (TCSR). Para operacionalização dessas terapias são necessários equipamentos altamente especializados e recursos humanos capacitados, assim como, processos administrativos que possibilitem ao enfermeiro a aferição e controle de custos visando melhor desempenho do serviço e monitoração da produtividade.
      • OBJETIVO: controle eficiente e eficaz do custo do procedimento de diálise por paciente; racionalizar o consumo de materiais e medicamentos por procedimento assistencial e eliminar desperdícios.
      • MÉTODO: Este estudo relata a experiência de gerenciamento de custos em programa de diálise. Foram desenvolvidos e elaborados sete Kits de insumos e quatro impressos de controle de enfermagem em terapias de substituição renal, associados à tabelas de insumos e medicamentos específicos para cada procedimento.
      • RESULTADOS: Os instrumentos propostos devem prover um sistema eficaz de gerenciamento de custos por terapia dialítica sem prejuízo da qualidade da assistência de enfermagem, maior eficiência na distribuição dos recursos, além de ser, facilitador para a equipe de enfermagem.
    • TRABALHO 59 A UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL NO PROCEDIMENTO DE ASPIRAÇÃO OROTRAQUEAL LIMA M F S (Relator), PEDACE K F UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO [email_address] RESUMO Introdução: O uso adequado de EPI pode diminuir ou até eliminar os riscos de acidentes com material biológico. Objetivo: O estudo teve como objetivo avaliar a utilização dos EPIs durante o procedimento de aspiração orotraqueal. Método: Tratando-se de uma pesquisa de campo, a amostra foi constituída por 30 trabalhadores da área de enfermagem, de um hospital de grande porte da rede pública do Município de São Paulo, realizada em agosto/2009, utilizou-se um roteiro de observação do procedimento, o projeto foi apreciado e aprovado pelo CoEP da instituição, os participantes foram devidamente esclarecidos sobre o estudo e declararam seu consentimento através do TCLE. Os dados foram tabulados e analisados. Resultados: Foi verificado que (100%) dos trabalhadores não utilizaram adequadamente os EPIs necessários para o procedimento, os mais utilizados foram a luva estéril (90%) e a máscara facial (40%), com baixa adesão aos óculos de proteção, apenas (3,3%). Conclusões: Diante do alto risco de contato com material biológico, concluiu-se que os trabalhadores necessitam ser conscientizados sobre a importância do uso de todos os EPIs para realizar o procedimento, além da instituição disponibilizar em quantidade suficiente os dispositivos. Souza ACS, Silva CF, Tipple AFV, Santos SLV, Neves HCC. O uso de equipamentos de proteção individual entre graduandos de cursos da área da saúde e a contribuição das instituições formadoras. Rev. Ciência e Cuidado e Saúde. 2008; 7(1): 27-36. Lopes ACS, Oliveira AC, Silva JT, Paiva MHRS. Adesão às precauções padrão pela equipe do atendimento pré-hospitalar móvel de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Cad. Saúde Pública. 2008; 24(6): 1387-96. Malaguti SE, Hayashida M, Canini SRMS, Gir E. Enfermeiros com cargos de chefia e medidas preventivas à exposição ocupacional: facilidades e barreiras. Rev. esc. enferm. USP. 2008; 42(3): 496-03. Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Consolidação das Leis do Trabalho. Lei 6.514 de setembro de 1977. Capitulo V – seção IV, artigo 166 e 167 NR-6. Segurança e medicina do trabalho. 48ªed. São Paulo: Atlas; 2001. Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria 485 de 11 de novembro de 2005. NR-32: Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Brasília; 2005. Miranda EJP, Stancato K. Riscos à saúde de equipe de enfermagem em unidade de terapia intensiva: proposta de abordagem integral da saúde. Rev. bras. ter. intensiva. 2008; 20(1): 68-76. Caetano JA, Soares E, Braquehais AR, Rolim KAC. Acidentes de trabalho com material biológico no cotidiano da enfermagem em unidade de alta complexidade. Enfermeria global. 2006; 9: 1-10. Brasil. Ministério da previdência social. Lei 8.213 de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios de Previdência Social e dá outras providencias. Brasília (Brasil): Ministério da Previdência Social; 1991. Fernandes MO, Costa KNFM, Silva GRF, Negreiros PL. Utilização de equipamentos de proteção individual por enfermeiros de uma unidade hospitalar. On line Brazilian Journal of Nursing. 2008; 7(3): 1-9. Scanlan CL, Wilkins RL, Stoller JK. Fundamentos da terapia respiratória de Egan. 7ª ed. São Paulo: Manole; 2000. Tratamento das vias aereas; p.637-8. Perry P. Fundamentos de enfermagem. 5ªed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2004. Oxigenação; p.989-91. Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. Risco Biológico: Biossegurança na saúde; EPI. p.11-41, São Paulo, 2007. Nishide VM, Benatti MCC. Riscos ocupacionais entre trabalhadores de enfermagem de uma unidade de terapia intensiva. Rev. Esc Enfermagem USP. 2004; 38(4): 406-14. Cervo AL, Bervian PA. Metodologia Científica. 5 ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil; 2006. Pesquisa Conceitos e Definições; p.65-6. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo; Programa Estadual de DST/AIDS. Divisão de Vigilância Epidemiológica. SINABIO: Vigilância de Acidentes com Material Biológico. Boletim Epidemiológico. 1(1): 1-20, 2002. Nishide VM, Benatti MCC, Alexandre NMC. Ocorrência de acidente do trabalho em uma unidade de terapia intensiva. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2004; 12(2): 204-11. Oliveira AC, Lopes ACS, Paiva MHRS. Acidentes ocupacionais por exposição a material biológico entre a equipe multiprofissional do atendimento pré-hospitalar. Ver. Esc. Enfermagem USP. 2009; 43(3): 677-83. Sêcco IAO, ROBAZZI MLCC, Shimizu DS, Rúbio MMS. Acidentes de trabalho típicos envolvendo trabalhadores de hospital universitário da região sul do Brasil: epidemiologia e prevenção. Rev Latino-Am Enfermagem. 2008; 16(5): 824-31.
      • TRABALHO 60
      • AVALIAÇÃO DE DOR NO PRONTO ATENDIMENTO: UM DIFERENCIAL NA ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM
      • Santos MB, Venditti CV, Garcia DM
      • Hospital Sírio Libanês
      • marcia.boessio @ hsl.org.br ou [email_address]
      • Introdução: No serviço de emergência a dor é o sintoma mais freqüente, sendo o de maior ocorrência a dor relacionada ao trauma, dor no peito de origem cardíaca e não cardíaca, cólica renal, lombalgia/dor lombar; dor abdominal de diferentes origens e cefaléias (1) . A dor é um sintoma subjetivo e como tal tem a dificuldade de ser avaliada, diferentemente de verificar pressão, pulso ou temperatura, não há instrumentos físicos capazes de medir a dor. A avaliação é sempre indireta. Ela será feita considerando o relato do paciente, a observação do comportamento (posição antálgica, expressão facial de sofrimento) e respostas do sistema neurovegetativo como alterações da pressão arterial, freqüência cardíaca e respiratória (2) . É importante padronizar a maneira de avaliar a dor entre profissionais do mesmo local, para que a linguagem seja compreensível entre eles. Para o satisfatório controle da dor deve ser estabelecido um processo de vigilância que compreende a avaliação da dor, fluxo de comunicação, ações a serem realizadas após sua identificação e protocolos terapêuticos para seu controle (2,3,4) . Objetivos: Adequar o modelo de avaliação de dor no serviço de emergência à política de gerenciamento de dor da instituição e treinar a equipe assistencial no atendimento ao paciente com dor. Método: Após implantar o novo modelo de avaliação de dor no serviço de emergência, foram coletados os registros da avaliação e reavaliação da dor de 10 prontuários de pacientes em atendimento neste serviço. Resultados: Observou-se melhora na taxa de conformidade do indicador após a implantação do novo modelo. Os índices que se apresentavam em 52% em julho, 63% em agosto, 55% em setembro, evolui após a intervenção para 90% em outubro, 90% em novembro, 85% em dezembro, 95% em janeiro e 80% em fevereiro. Conclusão: Apesar do índice desejável não ter se mantido em todos os meses, o resultado é bastante promissor, pois mostra que o trabalho ativo de auditoria deste processo monitora o desempenho da unidade, e possibilita a instrumentalização para o desenvolvimento de medidas educativas e, conseqüentemente, a melhoria da qualidade da assistência prestada ao paciente com dor.
      • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
        • Teixeira MJ, Okada M. Dor: evolução histórica dos conhecimentos. In: Neto O A, Costa CMC, Siqueira JTT, Teixeira MJ. Dor: princípios e prática. Porto Alegre:Artmed, 2009; pp 27- 56.
      • Pimenta CAM, Kurita GP. Dor Aguda e Crônica: Avaliação e Controle. In: Koizumi MS, Diccini S. Enfermagem em Neurociência: fundamentos para a prática clínica. São Paulo: Editora Atheneu, 2006; pp 509- 25.
      • Calil AM, Pimenta CAM. Intensidade da dor e adequação da analgesia. Rev latinoam enferm. 2005 -set/out;13(5):692-9.
      • Garcia DM. Crenças de profissionais de centro de Dor sobre dor crônica. Tese de Mestrado. USP. 2006.
      • TRABALHO 61
        • USO DE INDICADORES DE QUALIDADE E MEDIDAS DE EDUCAÇÃO PERMANENTE E CONTINUADA NA MELHORIA DA QUALIDADE DO CUIDADO EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO.
        • Cacciari P, Gvozd R, Vituri W D , Kwabara C C T, Cardoso M G P.
      • Hospital Universitário
      • [email_address]
      • Introdução: Bohomol (2006) define qualidade em saúde como o grau de conformidade dos itens avaliados em relação a padrões e critérios pré-estabelecidos, os quais podem ser mensurados por meio de indicadores especificamente desenvolvidos para este fim.
      • No sentido de operacionalizar os procedimentos de auditoria da qualidade da assistência e monitorar a qualidade do cuidado, o enfermeiro pode lançar mão de instrumentos avaliativos, fundamentados em conhecimentos teórico-científicos e práticos (VITURI, 2007). Para tanto, consideram a aprendizagem como um mecanismo para desenvolver os profissionais para o desempenho de suas atividades com segurança, dinamismo e de forma individualizada, pois, acredita-se que a educação permanente e continuada contribui de maneira positiva com a organização e com as pessoas (CASTRO, 2008).
      • Justificativa: Motivou-se a realização do presente estudo com vista a avaliar a qualidade da assistência de enfermagem. Acredita-se que a avaliação da qualidade do cuidado de enfermagem pode ser utilizada para reforçar o desejo dos profissionais de saúde em melhorar o cuidado.
      • Objetivo: Analisar a evolução dos indicadores de qualidade do cuidado de enfermagem, em unidade de internação adotadas em um hospital universitário público.
      • Material e Método: Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, retrospectivo, de abordagem quantitativa, realizado a partir do banco de dados do Serviço de Assessoria de Controle de Qualidade da Assistência de Enfermagem do hospital em estudo, referentes à avaliação da qualidade da assistência de enfermagem em unidade de internação: masculina, feminina, moléstias infecto contagiosas, tisiologia, pediatria, maternidade, UTI neonatal, UCI neonatal, UTI Pediátrica e Centro de Tratamento de Queimados (CTQ). O presente projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição. O material de estudo compreende os resultados da auditoria operacional realizada nas unidades acima nominadas, referentes às avaliações de março de 2008 e setembro de 2008, intitulado: Registro de Busca Ativa.
      • Resultados e Discussão : A assistência prestada pela equipe de enfermagem das unidades recebe a classificação de: Segura, Adequada, Desejável , Limítrofe e Insuficiente. Com base na avaliação dos indicadores nos meses de março e abril de 2008, as unidades: Tisiologia, Maternidade, Moléstias Infecciosas, Masculina, Feminina, foram classificadas como assistência de qualidade Insuficiente . A UTI Neonatal e UCI Neonatal apresentaram classificação Limítrofe. A Pediatria e CTQ obtiveram classificação Desejável . A UTI Pediátrica foi classificada como Adequada . Diante destes resultados a Divisão de Educação e Pesquisa (DEPE) do hospital em estudo percebeu a necessidade de um treinamento direcionado aos problemas detectados. Após esta intervenção, nova avaliação foi realizada nos meses de agosto e setembro do mesmo ano. Os resultados apontaram para uma melhora significativa na maioria das unidades. A única que não apresentou melhora em seu índice de qualidade foi a unidade Feminina.
      • Conclusão: Estes resultados ressaltam a importância de medidas de educação permanente e continuada para sensibilização dos profissionais de enfermagem. A auditoria em enfermagem mostra-se importante no sentido de monitorar a qualidade da assistência prestada ao usuário, refletindo na segurança do paciente internado.
      • Referências:
      • 1-BOHOMOL, E. Ferramentas de Qualidade e sua utilização no Gerenciamento dos Serviçoes de Saúde e de Enfermagem. In: D'INNOCENZO, M.; FELDMAN, L. B.; FAZENDA, N. R. R.; HELITO, R. A B.; RUTHES, R. M. (org ). Indicadores, auditorias, certificações: ferramentas de qualidade para gestão em saúde . São Paulo: Martinari, 2006.
      • 2 -VITURI, D. W. Desenvolvimento e validação de um instrumento para avaliação da qualidade do cuidado de enfermagem. Maringá-PR, 2007. 238 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Universidade Estadual de Maringá, 2007.
      • 3 -CASTRO, Liliana Cristina de and TAKAHASHI, Regina Toshie. Percepção dos enfermeiros sobre a avaliação da aprendizagem nos treinamentos desenvolvidos em um hospital de São Paulo. Rev. esc. enferm. USP [online]. 2008, v. 42, n. 2, pp. 305-311.
    • TRABALHO 62 ENFRENTAMENTO À EPIDEMIA DE INFLUENZA A (H1N1) EM PRONTO ATENDIMENTO: RELATO DE EXPERIÊNCIA Tenani A C, Santos M B, Santos A E Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio Libanês [email_address] Introdução: em março de 2009 iniciou-se uma epidemia de gripe no México que, em pouco tempo, levou ao surgimento de casos semelhantes em outros países. Um estudo evidenciou nos Estados Unidos, entre 15 de abril e 5 de maio de 2009, 642 casos de gripe causados por um subtipo do vírus Influenza A (H1N1). A maioria desses casos se caracterizou como uma doença respiratória febril com sintomas como tosse, odinofagia, coriza e mialgia. A transmissão desse vírus entre humanos ocorre por meio das secreções respiratórias expelidas ao tossir ou espirrar e também pelo contato das mãos com superfícies contaminadas por secreções respiratórias seguido de contato com boca, olho ou nariz. O Oseltamivir e o Zanamivir são os antivirais de escolha para o tratamento. Justificativa: socializar experiências de enfermeiros de Pronto Atendimento em enfrentamento de epidemias. Objetivo: descrever medidas práticas do plano de contingência do Pronto Atendimento durante a epidemia de gripe pelo vírus Influenza A (H1N1). Método: relato de experiência dos enfermeiros do Pronto Atendimento do Hospital Sírio Libanês no atendimento aos casos suspeitos de gripe pelo vírus Influenza A (H1N1) no período entre agosto e dezembro de 2009. Resultados: em agosto de 2009, diante da epidemia de gripe pelo vírus Influenza A (H1N1) no Brasil o Pronto Atendimento do Hospital Sírio-Libanês delimitou uma área restrita e exclusiva para o atendimento de pacientes que apresentavam sinais e sintomas da doença. Essa área era composta por uma recepção, sala para a triagem de enfermagem, 3 consultórios médicos, uma sala para coleta de exames laboratoriais e administração de medicações e 2 leitos de isolamento respiratório. Os pacientes que procuravam o Pronto Atendimento eram abordados por um funcionário treinado e com máscara cirúrgica que questionava a presença de febre, dor de garganta ou tosse. Os pacientes que apresentavam esses sintomas recebiam uma máscara cirúrgica, também fornecida aos acompanhantes, e encaminhados a área restrita. Na área interna trabalhavam 1 clínico geral, 1 pediatra, 1 enfermeiro e 1 técnico de enfermagem devidamente paramentados. O Pronto Atendimento também manteve uma intensa comunicação com os outros setores do hospital para garantir um processo ágil e seguro. Conclusão: o atendimento a pacientes durante uma epidemia requer reorganização do espaço físico, alteração do fluxo de pessoas, formação e treinamento da equipe assistencial e administrativa e integração e comunicação com outros setores do hospital, evidenciando o papel do enfermeiro como gerenciador desse processo. Palavras chave: Vírus H1N1, Enfermagem, Surtos e doenças Referências Bibliográficas: 1.Novel Swine-Origin Influenza A (H1N1) Virus Investigation Team. Emergence of a Novel Swine-Origin Influenza A (H1N1) Virus in Humans. N Engl J Med. 2009 May 7. 2.World Health Organization [homepage on the Internet]. Geneva: World Health Organization [updated 2010 Jan 10]. Influenza A (H1N1). Available: http://www.who.int/csr/resources/publications/swineflu/swineinfinfcont/es/index.html         3.Ministério da Saúde [homepage on the Internet]. Brasília: Ministério da Saúde [acesso 2010 Jan 10]. Protocolo de manejo clínico e vigilância epidemiológica da Influenza: versão III. Disponível: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/plano_pandemia_influenza.pdf
    • TRABALHO 63 GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM: VIVÊNCIAS DE ACADÊMICOS EM SAÚDE DO TRABALHADOR Pohlmann P, Aguiar FM, Santos LA, Dresch CM, Dorneles MTS. Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC [email_address] Este estudo refere-se ao tema gerenciamento de enfermagem com enfoque na saúde do trabalhador, caracterizada pelo direcionamento voltado à manutenção e promoção da saúde relacionada ao trabalho; o melhoramento das condições ocupacionais, para que sejam compatíveis com a segurança; o auxílio no desenvolvimento de culturas empresariais e de organizações de trabalho que priorizem a saúde de seus trabalhadores (MORAES, 2008). Sob esse enfoque, a gerência, caracteriza-se pela organização e controle dos processos de trabalho apreendida no foco do individuo/trabalhador, nas organizações e centrado na abordagem das práticas histórico-sociais. Deve estar voltada para a satisfação das necessidades de saúde dos trabalhadores, o que requer ampliação da autonomia dos sujeitos envolvidos nos processos de cuidado – usuários e trabalhadores (KURCGANT, 2005). Dessa forma, o propósito deste estudo é focalizar o trabalho de gerenciamento realizado pelo profissional enfermeiro em unidade de serviço especializado em saúde do trabalhador. Entende-se que o estudo pode contribuir para destacar a importância de ações de gerenciamento em enfermagem, proporcionando uma melhor qualidade de assistência, através de uma proposta que englobe o planejamento de condutas referentes á promoção e prevenção em saúde do trabalhador. O estudo qualitativo, do tipo relato de experiência, pontua a prática de gerenciamento de enfermagem em uma unidade de saúde, por meio de levantamento bibliográfico e experiências vivenciadas por acadêmicos do curso de enfermagem em prática curricular. A referida unidade de saúde do trabalhador tem como objetivo prestar ações de promoção, de prevenção, de vigilância e assistência ao trabalhador, sendo um serviço especializado no atendimento de agravos de saúde relacionados ao trabalho, dentro do princípio de atenção integral à saúde do SUS (Sistema Único de Saúde). Como desafio para o enfermeiro no gerenciamento dessa unidade, verificou-se a importância da partilha de responsabilidades, tarefas e competências entre a equipe de trabalho, de forma que, a assistência prestada fosse resolutiva e de qualidade. O profissional precisa ser critico, ético e consciente de suas atribuições com a saúde do paciente e de sua família e profundamente envolvido no processo. Evidenciou-se, na experiência vivida, a necessidade de articulação estratégica que apontasse para a implementação de ações e programas que viessem ao encontro das necessidades e expectativas do usuário, tornando-o consciente do seu cuidado, ao mesmo tempo em que é cuidado pelos profissionais do serviço. Sendo assim, as reflexões direcionam-se para a necessidade de transformações do paradigma gerencial, através da percepção da significância do trabalho, planejando e aperfeiçoando estratégias, proporcionando acesso ao conhecimento; identificando dificuldades na organização, avaliando e divulgando o serviço junto ao usuário, ampliando o vínculo com os locais de trabalho desses trabalhadores, proporcionando prevenção e promoção à saúde, através de capacitações aos trabalhadores e profissionais, criando, assim, um vínculo de referência e contra-referência com a rede de serviços de saúde. Palavras chaves: gerenciamento de enfermagem, saúde do trabalhador, relato de experiência.
    • TRABALHO 64 GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM: SOCIALIZAÇÃO DO ENFERMEIRO RECEM FORMADO EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO ESPECIALIZADA  – RELATO DE EXPERIENCIA –                     COLMAN FT, BERALDO FA, BEZERRA WM Introdução:  Trata-se do relato de experiência sobre os desafios  e o processo da socialização de enfermeiros recém formados, selecionados após terem realizado estagio extracurricular em  uma unidade de internação especializada em neurologia  de um hospital privado; no período de janeiro de 2005 a janeiro de 2010.  Os medos e dificuldades na adaptação ao local de trabalho são comuns aos enfermeiros recém formados devido ao confronto com a realidade; o conflito entre as suas expectativas, quanto a sua atuação e a realidade do seu papel no cenário de trabalho. São apresentadas as dificuldades observadas frente à percepção do enfermeiro em relação a imagem da Instituição, a relação com os colegas de trabalho e as dificuldades de adaptação . Embora os estágios durante a graduação pareçam constituir uma resposta para o reduzir o choque da realidade, são necessárias outras estratégias para a inserção destes  profissionais na Organização para reduzir parte destas dificuldades, facilitando a socialização do enfermeiro recém formado. Objetivos: Apresentar as estratégias gerenciais no processo de socialização do enfermeiro recém formado,  a partir de um programa de cooperação entre uma faculdade de enfermagem e hospital privado localizados em São Paulo.   Metodologia: Trata-se de um relato de experiência com ex estagiários do curso de graduação de enfermagem que foram admitidos para trabalhar após o termino do curso com a descrição das etapas de orientação e socialização destes enfermeiros. Resultados: O recém formado, ex estagiário do local onde foi contratado  tem a oportunidade de aprender a maneira  esperada como realizar avaliações e intervenções eficientes de enfermagem; reduzindo dessa forma parte do choque decorrente do ingresso no mundo real da enfermagem. O acompanhamento por um preceptor/instrutor é útil para facilitar o processo da mudança. A compreensão clara das expectativas do papel do recém formado é um instrumento importante neste  processo de socialização. O grupo analisado constitui-se de 11 estagiários,  sendo que 8 foram admitidos e promovidos após 1 ano de experiência  na unidade, de acordo com  o plano de carreira institucional. Conclusão: O gerenciamento da qualidade da socialização pelo coordenador de enfermagem  das etapas de orientação,  treinamento e socialização  promoveram oportunidades para  que habilidades específicas e as exigências do conhecimento do cargo fossem associadas a  valores e atitudes esperados ao papel do  enfermeiro.   Bibliografia: 1) Andrews,C.A. Orientation :graduates ’perceptions of initiation. Nursing management; 18(11). 1987. 2) Marquis, Bessie L. Administração e liderança em enfermagem: teoria e aplicação/Bessie L Marquis &Carol Jhuston, 2 ed.Editora Artes Medicas; (11) p249-263. 1999. 3) BOOG, Gustavo G. Manual de Treinamento e Desenvolvimento. Editora Atlas. São Paulo: 1º Ed; 2001. 4) CARVALHO AV, NASCIMENTO LP. Administração de Recursos Humanos, 1º ed, Pioneira São Paulo, 2002. 5) CHIAVENANTO I. Administração de Recursos Humanos: fundamentos básicos. 5ºed.- São Paulo: Atlas, 2003.      
    • TRABALHO 65 REORGANIZAÇÃO DAS ROTINAS DE TRABALHO: ROTEIRO ESTRUTURADO PARA PASSAGEM DE PLANTÃO ENTRE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM GUERRA MR, BERALDO FA, COLMAN FT   Resumo: O objetivo deste relato é apresentar a passagem de plantão dos técnicos de enfermagem, implementada em uma unidade de internação de um hospital privado de São Paulo, destacando a estratégia para otimizar a comunicação para a continuidade e segurança da assistência. A passagem de plantão foi implantada de acordo com um roteiro estruturado, visando minimizar prolongamento das horas trabalhadas do funcionário, devido à duração da passagem de plantão, facilitar a compreensão das informações e o conhecimento das pendências de tarefas de enfermagem relacionadas ao paciente. Palavras chaves: passagem de plantão equipe de enfermagem; comunicação. Introdução: A  passagem de plantão é uma estratégia para garantir a troca de informações para a continuidade da assistência ao cliente que necessita de cuidados, tendo em vista o alcance de uma assistência segura e de qualidade. A troca de informações permite  a equipe de  enfermagem assegurar a continuidade da assistência prestada, sendo uma atividade fundamental para a organização do turno de trabalho; entre os profissionais que, terminam e os que iniciam o período de trabalho. Esta atividade permite a transmissão de informações verbalmente ou escritas sobre o estado dos pacientes, tratamentos, assistência prestada, intercorrências, pendências e situações referentes a fatos específicos da unidade de internação que merecem atenção para  a melhoria do cuidado prestado ao cliente. Metodologia:  Os técnicos de enfermagem responsáveis pelos pacientes  de cada turno  realizam a transmissão de informações por meio de um  roteiro estruturado com as individualidades dos pacientes, respectivas patologias, necessidades de procedimentos ou cuidados especializados;  em ambiente distinto ao da passagem de plantão dos enfermeiros. Resultados e Discussão: Houve uma diminuição de informações a serem transmitidas na passagem de plantão, havendo uma sucinta troca de informações relevantes  acrescidas da comunicação das  pendências deixadas para a continuidade da assistência. Observou-se  agilidade no processo, dado o melhor direcionamento das informações a serem transmitidas; o prontuário sedimentou-se como a fonte de consultas para as respostas ou explicações a serem dadas. Os técnicos de enfermagem  conseguiram organizar melhor o trabalho, principalmente referente ao atendimento de prioridades; os registros passaram a ser revisados pelas equipes, minizando-se o numero das falhas; houve redução de atrasos no cumprimento rigoroso de horários de entrada e saída do trabalho por toda a equipe. A avaliação contínua dos resultados e da metodologia  é  fator de sucesso para a continuidade da assistência. Conclusão: A utilização do roteiro sistematizado de passagem de plantão entre os técnicos de enfermagem tem como objetivo melhorar a comunicação, conseqüentemente a qualidade/ personalização da assistência de enfermagem e a responsabilidade compartilhada das informações. A passagem de plantão, como uma das rotinas das instituições hospitalares, merece   a adoção de estratégias que estejam inseridas no modelo assistencial e nas propostas de gestão. Bibliografia consultada: 1) Nogueira MS. Incidentes críticos na passagem de plantão [dissertação]. Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo; 1998.          2) Magalhães AM, Pires CS, Keretzky KB. Opinião dos enfermeiros sobre a passagem de plantão. Rev Gaúcha Enferm. 1997;18(1):43-53 Weil P, Tompakov R. O corpo fala: a linguagem silenciosa da comunicação não verbal. 31a ed. Petrópolis: Vozes; 1993.          3) Siqueira ILCP, Muto M. Apresentação e avaliação de um método de passagem de plantão em Unidade de Internação. In: Anais do 6º Encontro de Enfermagem e Tecnologia; 1998 abr 5-8; São Paulo. São Paulo: ENFTEC; 1998. p. 404-9.             
      • TRABALHO 66
      • PLANO DIÁRIO DE ATENDIMENTO MULTIPROFISSIONAL DO PACIENTE INTERNADO PARA REABILITAÇÃO: ESTRATÉGIA PARA OTIMIZAÇÃO DE TERAPIAS E UMA UNIDADE DE NEUROLOGIA
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      •   Colman FT, Beraldo FA, Silva LAB
      • Resumo: Este trabalho é um relato de experiência  sobre o   gerenciamento de atividades de reabilitação dos pacientes internados em uma unidade de  neurologia, de um hospital privado. Apresenta algumas reflexões sobre o processo de  reabilitação e a importância da comunicação; integração dos serviços multiprofissional e de enfermagem como um dos fatores de sustentação para evitar internação prolongada devido a atrasos e cancelamentos das terapias programadas. Palavras –chaves: reabilitação; plano de cuidados ;equipe multiprofissional
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      • INTRODUÇÃO: O trabalho foi realizado na unidade de internação com 32 pacientes de um Hospital Privado, em São Paulo  no período de 2008 até 2010.
      • O enfermeiro está envolvido diretamente no  processo de reabilitação do paciente neurológico através de papéis nos âmbitos educativo, gerencial, na coordenação e implementação da assistência de Enfermagem família. Normalmente, a agenda diária dos pacientes é preenchida com varias atividades terapêutica, em até 70% dos horários. As atividades ocupam o paciente por longos períodos de tempo durante o dia. É necessária uma estreita relação entre a Enfermagem e as demais equipes multiprofissional para que as atividades possam ser realizadas de maneira adequada ao programa  de reabilitação do paciente.
      • O gerenciamento das atividades diárias do paciente pelo enfermeiro é uma atividade critica  e importante, para  evitar atrasos e reprogramação de terapias  que possam interferir no tempo de internação e recuperação do paciente. A comunicação eficaz entre equipes multiprofissionais é um fator que permanentemente necessita ser gerenciado pelo enfermeiro, para que não ocorra  reagendamentos das atividades de reabilitação em  datas ou  horários; para evitar atraso na recuperação das funções e prolongamento e  complicações do tempo de internação prolongado. A elaboração e implementação de um impresso,  Plano diário para Assistência Multiprofissional na Unidade de Internação permitiu o planejamento e a adequação das atividades diárias do paciente: os horários de terapias, banho, atendimento médico, refeições, procedimentos de enfermagem.
      • METODOLOGIA: Este estudo baseia-se na descrição da experiência obtida pelos autores na implantação de um Plano diário de  Atendimento Multidisciplinar do paciente internado para reabilitação, utilizando o registro em uma planilha. Foram avaliados critérios quantitativos para descrever os resultados obtidos.
      • RESULTADOS E DISCUSSÃO: As intervenções do enfermeiro na comunicação, planejamento da agenda diária do paciente mostraram-se eficazes ao organizar as atividades prescritas. Houve cumprimento dos horários, minimização do numero de reagendamentos e aumento da participação do cliente e familiar na programação diária de atividades.
      • CONCLUSÃO: A utilização do impresso  auxiliou na redução de 100% atrasos no inicio das terapias; no cumprimento do tempo  previsto para internação.  Tal fato favoreceu a satisfação e interação  das equipes envolvidas; acrescido da crescente participação do paciente e da família no planejamento das suas atividades diárias.  Os resultados encontrados alertam-nos para a necessidade de gerenciarmos  os pacientes em seu contexto de reabilitação, de forma integrada  a equipe multiprofissional levando-se em conta  as metas estabelecidas para a reabilitação durante o tempo de internação.
      •   BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
      • 1) Brunner LS, Suddarth DS. Princípios e práticas de reabilitação. In: Smeltzer SC, Bare BG. Brunner & Suddart: tratado de enfermagem médico-cirúrgica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1993. p. 181-207. 
      • 2) Leite VBE, Mancussi AC, Faro. O cuidar do Enfermeiro especialista em reabilitação físico-motora. Rev. esc. enferm. USP vol.39 no.1 São Paulo Mar 2005.
    • TRABALHO 67 PROPOSTA DE CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO SEGUNDO AS METAS INTERNACIONAIS DE SEGURANÇA DO PACIENTE Feldman LB; Arone EM; Alves VLS; D’Innocenzo UNIFESP-GEPAV-SE E.mail: [email_address] Introdução: Qualidade e segurança fazem parte do cotidiano da enfermagem na prestação de serviço hospitalar, uma vez que o paciente é o foco do atendimento na saúde. A certificação pela The Joint Commission determina a implantação de seis metas internacionais de segurança para o monitoramento dos riscos. Identificação correta do paciente, Comunicação efetiva, Segurança no uso de medicações de alta vigilância, Assegurar cirurgias com local de intervenção, procedimento e paciente correto, Reduzir o risco de infecções e Reduzir o risco de queda. Um dos mecanismos que tem sido utilizado para identificar falha nos processos e detectar condições que possam ocasionar danos ao paciente , é a avaliação. A avaliação é uma função da gestão destinada a auxiliar o processo administrativo de tomada de decisão visando torná-lo o mais racional e efetivo possível. Consiste na coleta de dados quantitativos e qualitativos e a interpretação desses resultados. Justificativa: A avaliação do serviço de enfermagem com pode proporcionar tomada de decisão mais assertiva, reduzir as possibilidades de erro produzindo resultados desejados, evidenciando pontos vulneráveis e fortes do serviço. Objetivo: Construir um instrumento de avaliação baseado nas Metas Internacionais de Segurança do Paciente. Método: Pesquisa quantitativa de desenvolvimento metodológico. O instrumento foi construído em três etapas: 1ª: os autores identificaram a necessidade de definir critérios de avaliação que auxiliasse o trabalho como consultoras e avaliadoras da qualidade e segurança. A literatura suporte foi manual da The Joint Commission(JC) que elenca seis metas internacionais de segurança a partir de 2008. O referencial teórico foi Donabedian sobre estrutura, processo e resultado 2ª: a construção do modelo constou de 12 perguntas divididas conforme as 6 metas e 3ª: validação por três enfermeiros experientes em gestão de enfermagem e avaliadores de empresas certificadoras, no Brasil; que deram sugestões para adequação, alteração e complementação dos critérios. Todos consentiram em participar da pesquisa. Resultados: O instrumento para avaliação hospitalar fora construído com base em literaturas nacionais e internacionais sobre segurança do paciente e qualidade em saúde; no manual da JC direcionado as 6 metas internacionais de segurança e na experiência profissional prática e como pesquisadoras, sendo objeto de doutorado esse tema. Os 12 critérios definidos, dois para cada meta internacional, foram validados pelos experts, medido pelo o alfa de Cronbach aplicado com a Técnica de Delphi. Conclusão: Os critérios de avaliação do paciente, validados preliminarmente, pode auxiliar os gestores na realização da avaliação diagnóstica e conhecer, de forma concreta, como esta o serviço quanto à prevenção de danos. Viabiliza um ambiente seguro ao paciente e aos profissionais, diminuindo despesas por danos e prejuízos. Outros instrumentos de avaliação estimulam debates multiprofissionais acerca dos dados estatísticos e êxito nas conformidades dos serviços hospitalares, no Brasil. Bibliografia: 1- Manual dos Padrões de Acreditação da JCI para hospitais. 3ª edição, 2008. 2- Feldman LB (org). Gestão de risco e segurança hospitalar. Martinari: São Paulo (SP); 2008. p.376. 3- Malik AM, Schiesari LMC. Qualidade na gestão local de serviços e ações de saúde. São Paulo: Faculdade de Saúde Pública da USP. Fundação Petrópolis; 1998.
    • TRABALHO 68 Sancinetti TR. Absenteísmo por doença na equipe de enfermagem: taxa, diagnóstico médico e perfil dos profissionais. [tese] São Paulo (SP): Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2009. RESUMO Estudo de natureza quantitativa, descritiva, transversal, com objetivo de identificar e analisar o absenteísmo por doença, dos profissionais de enfermagem do Hospital Universitário da USP, de janeiro a dezembro de 2007. Desenvolvido em duas etapas: caracterização demográfica dos profissionais e análise e caracterização das ausências quanto aos tipos de afastamento, diagnósticos médicos, taxa de absenteísmo por doença, relação com taxa de ocupação e custo médio estimado. Dos 647 profissionais, 362 apresentaram absenteísmo por doença: 69 (19,1%) enfermeiros, 212 (58,6%) técnicos de enfermagem, 78 (21,5%) auxiliares de enfermagem e três (0,8%) atendentes. Os afastamentos por doença foram classificados como licença :por falta abonada (FA); falta compensada por folga (FO), licença-médica até 15 dias (LM), licença- médica acima de 15 dias (INS) e licença-médica acima de 15 dias, iniciadas antes de 2007 (IN). A idade, o sexo e o tempo de experiência não condicionaram o absenteísmo por doença. Possuem em média 1,5 filhos, 83% reportaram ter um emprego e despenderem 50min no trajeto ao trabalho. A quantidade de licenças concedidas, em 2007, aos 362 profissionais foram 762 licenças que representaram 6.245 dias de absenteísmo por doença ao trabalho, correspondendo a LM 67,6%, FA 10,8%, FO 12,1%, INS 5,0% e IN 4,5%. Os técnicos de enfermagem apresentaram a maior quantidade de licenças por doença, e os auxiliares de enfermagem a maior de dias de ausências. Os maiores percentuais de licenças ocorreram na Clínica Cirúrgica, no Pronto-Socorro Adulto e na Clínica Médica. Na Clinica Médica, 73 licenças geraram a quantidade mais elevada de dias de ausências (1.216). Ausência por doença totalizou 11.948 dias, no ano, sendo: 5.757 dias (48,2%) IN; 3.552 dias (29,7%) INS e 2.470 dias (20,75%) LM; 101 dias (0,8%) FO; 68 dias (0,6%) FA. A menor ocorrência de licenças por doença foi no turno da noite e a maior no turno da manhã. As doenças sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo representaram 4.957 dias (41,5%) de ausências e os transtornos mentais e comportamentais 3.393 dias (28,4%). As LM representaram 83,5% do custo estimado. O percentual mensal de licenças por doença foi inversamente proporcional à taxa de ocupação. A taxa de absenteísmo por doença da equipe de enfermagem, em 2007, foi 5,3%, as licenças INSS representaram 4,2% e as LM 1,1%. Políticas de cobertura do absenteísmo por doença contribuem para diminuir sobrecarga de trabalho, possibilitando condições mais seguras de trabalho aos profissionais de enfermagem. PALAVRAS-CHAVE : Absenteísmo. Recursos Humanos (Dimensionamento). Profissionais de Enfermagem. Licenças (Taxas). Gerenciamento em Enfermagem. Trabalho.
      • TRABALHO 69
      • OTIMIZAÇÃO DO TEMPO DE PERMANÊNCIA NA UNIDADE DE PRIMEIRO ATENDIMENTO (UPA) DO PACIENTE CLASSIFICADO COMO URGÊNCIA RELATIVA
      • Janeri RD , Vaidotas M, Almeida EHP, Marroig LB, Almeida M
      • Hospital Israelita Albert Einstein
      • Introdução: Lean é uma abordagem estratégica para mudança e melhoria que nasceu em 1950 na Toyota e tem por objetivo eliminar desperdícios, isto é, eliminar o que não agrega valor para o cliente e imprimir velocidade aos processos. Seis Sigma é uma metodologia estruturada que surgiu na Motorola na década de 1980 para resolução de problemas através de ferramentas estatísticas com foco na eliminação de defeitos e redução da variabilidade dos processos. Juntas, estas técnicas de melhoria buscam o processo ideal para produzir de forma mais rápida , econômica e com a melhor qualidade para o cliente final. Os projetos Lean Seis Sigma buscam a solução de problemas críticos e relevantes para as empresas e são estruturados pelo DMAIC, que significa: Definir – Medir – Analisar – Melhorar e Controlar baseando-se em indicadores e com participação ativa dos funcionários nos times de projeto visando a melhoria contínua e aumento da performance dos processos. Nos últimos anos o Lean Seis Sigma vem sendo cada vez mais utilizado na área da saúde (EUA e Europa) e, no hospital campo de estudo, há um Programa de Melhoria Contínua com um time dedicado à implantação dessa metodologia que é aplicável tanto a atividades administrativas quanto assistenciais.
      • Justificativa: Aumento de 44% no número de queixas relacionadas à demora de atendimento na UPA (comparação entre o período de janeiro a março 2008 e 2009).
      • Objetivo: Reduzir em 20% o ciclo de tempo de permanência dos pacientes na UPA visando eliminar processos de baixo valor agregado com consequente aumento da satisfação dos clientes e redução do número de queixas.
      • Método: Estudo utilizando como referência a metodologia Lean Seis Sigma, realizado na UPA de um hospital privado em São Paulo. A amostra foi composta por pacientes adultos classificados na triagem como urgência relativa, desde o momento de sua chegada na recepção até a definição do diagnóstico (alta ou internação hospitalar). Para a coleta de dados (tempos do processo) foi utilizado um roteiro semi-estruturado contendo as etapas do fluxo do paciente. Com o objetivo de identificar as causas vitais que impactam no tempo de permanência do paciente na UPA, foi realizada a análise dos dados utilizando ferramentas como: Tempo TAKT, Box Plot, Testes de Hipóteses, Árvore de Causas, Kaizen, Brainstorming e, posterior a isso, um plano de ação.
      • Resultados: Foram coletados 20 ciclos do processo para cada turno de trabalho (manhã, tarde e noite) totalizando uma amostra de 60 pacientes e o resultado observado foi uma mediana do tempo de permanência do paciente na UPA de até 5h29m. As etapas críticas identificadas como foco do projeto representam 73% do tempo total do processo: laudo laboratorial, exames de imagem, melhora clínica do paciente, nutrição , espera para início da consulta médica, laudo dos exames de imagem e reavaliação médica.
      • Conclusão: Foram sugeridas 47 ações de melhorias, destas 53% já estão implementadas e 47% estão em fase de implementação. Após o plano de ação concluído será realizada uma nova coleta de dados para avaliação do resultado final do projeto.
      • Bibliografia :
      • Bevan H, Westwood N, Crowe R, O’Connor M. Lean Six Sigma: some basic concepts [abstract]. NHS Institute for Innovation and Improvement. [Apresentado no 17 th Annual Nacional Forum; 2005 Dez 11-14, Orlando].
      • Valladares V. A integração do Seis Sigma ao Lean Manufacturing [Internet]. Disponível em: www.techoje.com.br/site/techoje/categoria/abrirPDF/488.
      • Dickson EW, Singh S, Cheung DS, Wyatt CC, Nugent AS. Application of Lean Manufacturing Techniques in the Emergency Department. J Emerg Med. Vol. DI:10.1016/j.jemermed.2007.11.108(2008).
    • TRABALHO 70 O FORTALECIMENTO DA ENFERMAGEM ATRAVÉS DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: UMA MISSÃO POSSÍVEL MIELO M, GUEDES ES – SANTA CASA DE MARÍLIA [email_address] Introdução: A prestação de serviços de saúde no país vive turbulências e incertezas que fragilizam instituições, ameaçando sua sobrevivência. Surge a necessidade de planejar estrategicamente o hospital tornando-o cada vez mais competitivo e sustentável. O planejamento estratégico (PE) surge como uma ferramenta que pode possibilitar isso através da elaboração da Matriz de SWOT que norteará a elaboração de estratégias para capitalizar, melhorar, monitorar ou eliminar oportunidades e riscos (CORDIOLLI, 2001). Justificativas: O PE permite tomar decisões que envolvam riscos com maior segurança e com retroalimentação organizada e sistemática, medir resultados dessas decisões em confronto com as expectativas alimentadas (DRUCKER, 1998). O fortalecimento da imagem da equipe de enfermagem torna-a motivada e comprometida, evitando sua fragilidade nas situações críticas, sua vulnerabilidade diante da evolução técnico-científica e sua reticência frente aos novos desafios. Objetivos: R elatar a experiência da elaboração do PE para a enfermagem hospitalar e apresentar as ações implementadas com o objetivo de fortalecer a imagem da profissão. Métodos: Experiência realizada num hospital no interior de SP com 200 leitos e 440 profissionais de enfermagem. Realizou-se um PE institucional envolvendo staff técnico e executivo, gerando 6 objetivos a serem trabalhados cujo foco foi sustentabilidade com qualidade. Posteriormente elaborou-se o PE para a enfermagem com a participação de 100% dos enfermeiros. Definiu-se missão, visão e valores; analisado ambiente interno e externo, ameaças e oportunidades externas; elaborado matriz de SWOT e 4 objetivos estratégicos (sistematização da educação em serviço, revisão do modelo assistencial, melhora da eficácia de comunicação na equipe e implantação do programa de qualidade). Definiu-se ações táticas para cada objetivo, responsabilidades e método de avaliação. Resultados: Na sistematização da educação em serviço, definiu-se entre outras estratégias o fortalecimento do corpo funcional da enfermagem, colocando a enfermagem como um diferencial competitivo para a qualidade e sustentabilidade institucional. As ações implementadas foram: participação dos enfermeiros em eventos científicos da área com apresentação de um trabalho científico por evento; produção de um texto científico trimestral publicado em jornal de circulação local; desenvolvimento de um programa de capacitação para cuidadores; expansão do programa de integração para novos funcionários e re-integração de funcionários antigos para 36 horas; implantação do programa apoiador; reabertura da escola de enfermagem; sistematização das reuniões de equipe e implantação da política de educação permanente. Conclusão: Os resultados evidenciaram a efetividade do PE realizado e o fortalecimento da imagem do corpo de enfermagem pela direção e por toda a comunidade interna e externa, através da melhora das avaliações de satisfação do usuário, da redução de queixas e de eventos adversos, além da melhora da análise de desempenho funcional, consolidando a enfermagem enquanto profissão e diferencial competitivo por oferecer um serviço de alta qualidade técnica e administrativa contribuindo para a sustentabilidade institucional. Referências Bibliográficas: CORDIOLI, S. Enfoque Participativo: um processo de mudança: conceitos, instrumentos e aplicação prática. Porto Alegre: Genesis, 2001. 232 p.; DRUCKER, P.F. Introdução a Administração. Ed. Cengarge Learning. 3 ed., 1998.
    • TRABALHO 71 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA Email contato: [email_address] CONSULTA DE ENFERMAGEM E CONTRIBUIÇÃO PARA A INTEGRALIDADE DA ASSISTÊNCIA Autores: OLIVO VF, GEBERT L, ZERBINI GE, BARROS SH, BOLZAN ME. A complexidade e dinamicidade vivenciada nos sistemas públicos de saúde, vêm exigindo, nos últimos anos, modificações nos processos de trabalho desenvolvidos pelos profissionais da saúde, em termos de viabilização dos Princípios e Diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse novo cenário tem exigido dos enfermeiros, reflexões críticas sobre o modo de pensar e fazer suas ações, bem como sua base epistemológica de sustentação. Nesse sentido, o presente estudo objetivou avaliar se a metodologia norteadora da consulta de enfermagem realizada no Ambulatório de Quimioterapia de um Hospital Universitário Federal tem interface com os pressupostos da integralidade da assistência. Consiste em uma pesquisa de campo qualitativo, descritivo-exploratória, qualitativa, cujos dados utilizados foram coletados por meio de entrevista individual semi-estruturada com os enfermeiros do serviço e clientes atendidos pela Consulta de Enfermagem do mesmo, realizando análise de conteúdo das informações. Dos dados emergiram as seguintes unidades de significado: a interação como elemento essencial; cuidado, acolhimento e vínculo; sentidos de integralidade. Os dados analisados evidenciam uma fragilidade epistemológica em termos de compreensão do profissional sobre o significado da Consulta de Enfermagem, pois os fragmentos das falas têm sustentação no paradigma epistemológico-flexineriano. Evidencia-se com isso, que a consulta de enfermagem não consegue romper com a fragmentação da relação de cuidado entre trabalhador-usuário. Merhy (2002) corrobora essa discussão ao criticar a prática em saúde centrada em projetos terapêuticos fragmentados e aparentemente interfaceados por soma de ações e não integração das mesmas. Conclui-se este estudo compreendendo que a consulta de enfermagem é uma importante ferramenta para viabilizar uma atenção mas integralizada, mas para isso é preciso que os profissionais identifiquem a necessidade de desenvolver competências para realizar um cuidado diferenciado. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AARESTRUP C, TAVARES C.M.M. A formação do enfermeiro e a gestão do sistema de saúde. Revista Eletrônica de Enfermagem [Internet] 2008;10(1):228-234. Acesso em 15 de março de 2010. Available from: URL: http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n1/v10n1a21.htm MERHY, E.E. Saúde: a cartografia do trabalho vivo. São Paulo (SP): Hucitec; 2002. TEIXEIRA, R. R. O acolhimento num serviço de saúde entendido como uma rede de conversações. In: PINHEIRO, R.; MATTOS, R. (Orgs.) A construção da integralidade: cotidiano, saberes e práticas em saúde. Rio de Janeiro: CEPESC/UERJ, IMS:ABRASCO, 2005. p.89-111
      • TRABALHO 72
      • O DESEMPENHO DO ENFERMEIRO NA INSTITUIÇÃO DE PADRÕES DE QUALIDADE NO SERVIÇO HOSPITALAR
      • Vania Maria Fighera Olivo , Letice Dalla Lana
      • Nos últimos tempos o campo da administração hospitalar tem sinalizado mudanças paradigmáticas, que demandam transformações no campo da gestão e gerencia de sistemas e serviços de saúde. Entre os novos desafios, destaca-se a exigência de padrões mundiais de excelência de qualidade, os quais implicam na internalização de novos padrões culturais. Nesse contexto, os serviços de enfermagem – objeto central deste estudo -, bem como os demais serviços da instituição, são induzidos a adotar a padronização sistemática do respectivo processo de trabalho, numa perspectiva de garantir a unicidade dos níveis de qualidade institucional. Tal processo tem demandado ao enfermeiro repensar seu desempenho no gerenciamento da assistência. Assim, este estudo objetivou realizar um diagnóstico situacional sobre as percepções dos enfermeiros referente ao Manual de Gerenciamento da Rotina (MGR), a fim de subsidiar a instituição de padrões de qualidade. Os dados foram levantados com gerentes dos serviços de enfermagem do Hospital Universitário de Santa Maria-RS, que vivenciavam o processo de construção do MGR. A análise evidencia que na fase da elaboração dos manuais, houve dificuldade na compreensão dos significados e isto estava associado às metodologias de gerencia da aprendizagem. Com a introdução de assessorias gerenciais e troca de vivencias percebe-se que houve uma nova apreensão de significado/aplicabilidade do MGR. Portanto, os dados evidenciam que o desenvolvimento de competências gerenciais de aprendizagem é fundamental para o enfermeiro atenda as novas exigências institucionais.
    • TRABALHO 73 COMPARAÇÃO DA ESTRUTURA FÍSICA DE UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO COM A RESOLUÇÃO DIRETORIA COLEGIADA – RDC 50 Cacciari P, Mello LDB , Haddad MCL, Vannuchi MTO, Dellaroza MSG Hospital Universitário do Norte do Paraná [email_address] Introdução : Os recursos físicos têm como objetivo garantir segurança aos profissionais e a clientela, diminuindo o risco ocupacional e voltando-se para os aspectos relacionados à saúde pública e ao meio ambiente. Estes são indispensáveis para o conforto e privacidade do usuário, refletindo na qualidade da assistência de enfermagem prestada. Para construção dos Estabelecimentos de Assistência à Saúde (EAS), é indispensável atender aos requisitos estabelecidos pelas leis municipais e estaduais, pelo Ministério da Saúde e por outros órgãos governamentais, como a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A Resolução Diretoria Colegiada RDC-50, uma das principais diretrizes, dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de EAS visando propiciar ao usuário e à equipe de saúde um ambiente adequado às atividades assistenciais. Justificativa: A partir da realização do internato de enfermagem, que ocorre durante 12 semanas do segundo semestre do último ano de graduação, sentiu-se a necessidade de mostrar a percepção pessoal de uma discente sobre adequação/inadequação de uma unidade de internação para prestar assistência de enfermagem qualificada. Objetivo: Comparar a estrutura física de uma unidade de internação de um hospital universitário de alta complexidade com a RDC-50. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo realizado por uma interna de enfermagem de uma universidade pública, desenvolvido a partir do levantamento da estrutura física de uma unidade de internação de um hospital escola de alta complexidade. A partir disso, realizou-se uma comparação entre tal estrutura e a resolução ministerial sobre planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de EAS – RDC 50. Resultados: A unidade de internação do presente estudo é composta por 73 leitos, possuindo somente um posto de enfermagem. Segundo a norma regulamentadora, a cada 30 leitos deveria conter um posto de enfermagem. Esta também não dispõe de sala de exames e curativos, o ideal seria uma sala para cada 30 leitos (quando existir enfermarias que não tenham subdivisão física dos leitos). No corredor estão dispostos bebedouros, armários e outros objetos que acabam dificultando ainda mais o fluxo da unidade. Nas áreas de circulação só podem ser instalados telefones de uso público, bebedouros, extintores de incêndio, carrinhos e lavatórios, de tal forma que não reduzam a largura mínima estabelecida e não obstruam o tráfego, a não ser que a largura exceda dois metros. Cada enfermaria dispõe de seis leitos, totalizando doze enfermarias. Os banheiros são localizados no corredor da unidade, ao todo são quatro banheiros para uso dos pacientes. Baseado na RDC 50 deveria ter pelo menos seis banheiros, sendo que é preconizado um banheiro a cada uma ou duas enfermarias. Considerações Finais: Assim percebe-se que a unidade em estudo não contempla vários itens estabelecidos pela RDC 50. Essa inadequação da estrutura pode refletir na qualidade de assistência prestada aos pacientes internados. A insatisfação da equipe de enfermagem com as condições impróprias de trabalho também é de grande importância, pois uma equipe desmotivada e insatisfeita pode diminuir a qualidade dos cuidados prestados aos clientes. Bibliografia KURCGANT, Paulina. Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA. Resolução –RDC nº 50 de fevereiro de 2002. Regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasília, 2002.
    • TRABALHO 74 “ SHOW DO MILHÃO ”: UMA ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA NAS ATIVIDADES DE EDUCAÇÃO DE ENFERMAGEM Mello BLD, Cardoso MGP, Oliveira CA, Vannuchi MTO, Haddad MCL Universidade Estadual de Londrina – Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná [email_address] Introdução : Independentemente da denominação que o processo de educação em enfermagem tenha recebido (capacitações, treinamentos e cursos), é importante que o tema seja abordado através de um método pedagógico que envolva o público-alvo. Os jogos ou atividades lúdicas tem o potencial de estimular a interação social e o processo construtivo do educando (participante), possibilitando trocas e compartilhamento de problemas e soluções, de maneira interativa, horizontal e dialógica (FREIRE, 2000). Justificativa: Assim, o uso deste método dinâmico, possivelmente, torna o processo de educação eficaz e atinja o objetivo principal e fundamental que é o aprendizado, ou seja, que o profissional tenha embasamento teórico e aplique o mesmo no cotidiano de sua profissão, melhorando e/ou mantendo a qualidade da assistência prestada. Objetivo: Avaliar a experiência da utilização de estratégia didático-pedagógica diferenciada na realização de uma atividade de educação continuada. Método: Trata-se de um estudo descrito baseado em um curso de educação continuada realizada pela Divisão de Educação e Pesquisa (DEPE) de um hospital escola, de atenção terciária localizado na região norte do Paraná. O curso, denominado de “Boas práticas na assistência de enfermagem: da organização ao cuidado individualizado”, teve como público-alvo profissionais de enfermagem entre auxiliares e técnicos de enfermagem, enfermeiros e estudantes do curso técnico de enfermagem. O método de ensino utilizado foi através de um jogo didático denominado de “Show do Milhão” , sendo este também o nome para divulgação do curso. O “ Show do Milhão ” foi constituído de 100 questões relacionadas a anotações, prescrição e análise dos cuidados de enfermagem; abreviaturas e siglas padronizadas na instituição de saúde; assistência de enfermagem com dispositivos venosos; e assistência de enfermagem em feridas. Cada questão possuía quatro respostas, sendo somente uma correta. Após a realização do curso foi entregue aos participantes um formulário de avaliação a fim de coletar dados sobre a percepção que os mesmos tiveram do treinamento, sendo esta, prática adotada ao final dos cursos realizados pelo DEPE. Resultados: Das 30 avaliações de reação respondidas, 98,2% demonstraram uma percepção positiva do curso, sendo que 75,8% o conceituaram ótimo e 22,4% bom. Em relação às demais, 0,7% das avaliações acharam o curso razoável em um dos fatores e 1,1% não responderam a alguns quesitos. Conclusão: Logo, a dinâmica realizada possibilitou a interação entre o apresentador e os participantes, e entre a própria equipe de enfermagem de diversos setores do hospital. Proporcionou um aprendizado de uma maneira lúdica, além de ter fomentado a motivação da equipe de enfermagem. Bibliografia FREIRE, P. Pedagogia da autonomia : saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
    • TRABALHO 75 PROPOSTA DE IMPLANTAÇÃO DE UMA LISTA DE VERIFICAÇÃO PARA ADMISSÃO DO CLIENTE NO CENTRO CIRÚRGICO Mello BLD, Cardoso MGP, Orasmo CVN, Vannuchi MTO, Haddad MCL Universidade Estadual de Londrina [email_address] Introdução : A intervenção cirúrgica remete o cliente e/ou familiares a diversos anseios como, o sucesso da cirurgia e sair vivo ou não da mesma, e envolve, especialmente, três fases: pré-operatório mediato e imediato, trans-operatório, e pós-operatório, sendo a primeira essencial para que as demais ocorram sem possíveis complicações. Justificativa: Diante da importância do período pré-operatório no sucesso da cirurgia, atentou-se à necessidade de elaboração de uma lista de verificação para admissão do cliente no centro cirúrgico de um hospital de ensino de nível de complexidade terciário, a fim de que possíveis erros não ocorram ou sejam amenizados. Objetivo: Apresentar proposta de implantação de uma lista de verificação para admissão do cliente no centro cirúrgico. Método: Trata-se de um estudo bibliográfico sobre cuidados pré-operatórios de enfermagem. Foi desenvolvido mediante pesquisa bibliográfica e em base de dados LILACS, SciELO e MEDLINE. Os descritores utilizados foram cuidados de enfermagem, assistência pré-operatória, cirurgia. A partir do conteúdo pesquisado, elaborou-se uma lista de verificação pré-operatória, contendo 24 itens com três possibilidades de respostas: sim, não e não se aplica. Resultados: A lista de verificação do pré-operatório determina e norteia as responsabilidades da equipe de enfermagem no centro cirúrgico, sendo necessária a execução dos itens contidos na mesma antes que o cliente vá para a intervenção cirúrgica (TAYLOR; LILLIS; LeMONE, 2007). Dentre os itens contidos na lista de verificação do hospital em questão estavam: recepcionar e identificar-se ao cliente; verificar nome completo do cliente; conferir pulseira de identificação do cliente e prontuário completo; verificar se o medicamento pré-anestésico prescrito foi administrado e registro de altura e peso; identificar, registrar e comunicar história de alergias; conferir jejum e condições higiênicas (higiene corporal e oral); verificar sinais vitais e oximetria; verificar tricotomia realizada, esvaziamento da bexiga, necessidade de cateterismo vesical de demora e passagem de sonda nasogástrica; checar o preparo gastrointestinal; verificar retirada de esmaltes escuros das unhas e maquiagem, de adereços, de próteses e dentaduras; manter grades do leito elevadas; identificar alterações fisiológicas; anotar na prescrição de enfermagem e assinar a admissão do cliente no Centro Cirúrgico. Conclusão: O cuidado pré-operatório realizado de modo completo e adequado reduz ou elimina possíveis erros, que possam desencadear danos e/ou prejuízos muitas vezes irreparáveis. A lista de verificação no pré-operatório imediato proporciona e direciona os cuidados e/ou procedimentos a serem feitos com o cliente no centro cirúrgico, uma vez que a não prestação de um cuidado de enfermagem pode acarretar prejuízos físicos e emocionais ao cliente e/ou família e, até mesmo, legais aos profissionais de saúde e à instituição. Bibliografia TAYLOR, C.; LILLIS, C.; LeMONE, P. Fundamentos de enfermagem : a arte e a ciência do cuidado de enfermagem. 5.ed. Porto Alegre: Artmed, 2007. p.809-31.
    • TRABALHO 76 MOTIVAÇÃO: A BASE DE UM PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM REALIZADO Mello BLD, Vannuchi MTO, Haddad MCL, Miranda JM Universidade Estadual de Londrina [email_address] Introdução: A motivação é uma medida subjetiva, particular, ou seja, cada indivíduo a encara de uma maneira no decorrer do tempo. Chiavenato (2004) a define como “o processo responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para o alcance de determinada meta”. No trabalho de enfermagem as atividades exigem alta interdependência e a motivação surge como um aspecto fundamental na procura por maior eficiência e, por conseguinte, maior qualidade na assistência de enfermagem prestada, aliada à satisfação dos trabalhadores (PEREIRA; FÁVERO, 2001). Justificativa: Pensando na importância da qualidade de vida do trabalhador de enfermagem e na íntima ligação da motivação com esta, optou-se por realizar a comemoração da semana de enfermagem de um hospital de atenção secundária, de modo que os funcionários se sentissem importantes e cuidados, uma vez que são prestadores do cuidado. Objetivo: Avaliar se as atividades de cuidado voltadas ao profissional de enfermagem influenciam na auto-estima e na motivação para o trabalho dos mesmos na instituição. Método: Trata-se de um estudo do tipo descritivo, realizado em hospital de atenção secundária, na cidade de Londrina-PR, após o desenvolvimento de atividades motivadoras presentes na comemoração à semana de enfermagem. Dos 62 profissionais de enfermagem que exerciam trabalho na semana da enfermagem, 44 responderam ao questionário. Os dados foram tabulados pelo programa Epi Info 3.5.1, analisados por porcentagem simples. Resultados: Da população constituída de 44 pessoas, todos responderam que houve incentivo do supervisor para participar das atividades promovidas na semana de enfermagem, dado importante, uma vez que, o gerente, líder da equipe, é essencial para impulsionar o desenvolvimento dos indivíduos. Associado a isso, 97,5% dos trabalhadores sentiram-se importantes e lembrados. Quando questionados se o evento refletiu na auto-estima dos servidores, 92,5% responderam que contribuiu para elevá-la e, em relação à motivação, 85% dos profissionais de enfermagem deste estudo tiveram mais motivação para trabalhar na instituição. Isso demonstra o quão importante se faz atividades que trabalhem no indivíduo os fatores motivacionais. Conclusão: Atividades que proporcionem o cuidado ao profissional que cuida é de extrema importância para que os mesmos se sintam motivados e prestem um atendimento de enfermagem com qualidade. Bibliografia CHIAVENATO, I. Comportamento organizacional : a dinâmica do sucesso das organizações. São Paulo: Pioneira Thomson, 2004. PEREIRA, M.C.A.; FÁVERO, N. Motivação no trabalho da equipe de enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem , v.9, n.4, jul. 2001. p.7-12.
    • TRABALHO 77 GRAU DE DEPENDÊNCIA DE ENFERMAGEM DOS CLIENTES DE UM HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE Mello BLD, Buss AAQ, Vannuchi MTO, Haddad MCL, Miranda JM Universidade Estadual de Londrina [email_address] Introdução: Segundo Martins e Haddad (2000), a enfermagem tem sentido necessidades, cada vez maiores, de utilizar o método científico como base para a organização da assistência de enfermagem. O Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) objetiva agrupar os clientes por complexidade assistencial e surgiu da necessidade das organizações de saúde racionalizarem o trabalho (FUGULIN e GAIDZINSKI, 1999). Justificativa: A partir disso, viu-se a necessidade de determinar o grau de dependência dos clientes atendidos em um hospital de média complexidade a fim de embasar a quantificação condizente de funcionários para uma assistência adequada. Objetivo: Identificar o grau de dependência de enfermagem dos clientes internados na unidade de internação e pronto-socorro de um hospital público de média complexidade do norte do Paraná. Método: O estudo, do tipo descritivo, foi desenvolvido em um hospital público de média complexidade, na cidade de Londrina-PR, nas unidades de internação de clínica médica e cirúrgica e pronto atendimento de urgência e emergência, no período matutino de maio a julho de 2009. O instrumento utilizado foi o de classificação de pacientes de Fugulin et al. (2005), complementado áreas de cuidado para avaliação de pacientes portadores de feridas, adaptado por Santos et al. (2007). Foi realizada a classificação de acordo com a categoria de cuidados de enfermagem de 2989 clientes, após aprovação do projeto no comitê de ética em pesquisa. Os resultados foram processados e tabulados no programa Epi Info versão 3.5.1, analisados por porcentagem simples. Resultados: O grau de dependência mínimo foi o mais incidente na instituição com 32,4%, em segundo o de alta dependência com 26,2%, seguido da categoria de cuidado intermediário com 25,3%, semi-intensivo e intensivo com 11,3% e 4,9%, respectivamente. Em relação à unidade de internação, dos 1712 clientes classificados nas categorias de cuidado relacionados à enfermagem internados no período do presente estudo, os níveis predominantes foram de alta dependência com 32,8%, intermediário com 23,9% e mínimo com 20,3%. Já os graus de complexidade de cuidado semi-intensivo e intensivo corresponderam a respectivamente 15,5% e 7,5%. Na unidade pronto atendimento a graduação da complexidade assistencial apresentou-se com um perfil distinto da unidade de internação, 48,6% dos 1277 dos clientes foram classificados tendo um nível assistencial mínimo, 27,1% intermediário, 17,2% alta dependência, 5,7% semi-intensivo e 1,4% intensivo. Conclusão: A instituição em estudo apesar de classificada como média complexidade, apresenta o perfil do grau de dependência de enfermagem semelhante ou mais elevado que serviços de saúde de alta complexidade. Bibliografia FUGULIN, F.M.T.; GAIDZINSKI, R.R. Sistema de classificação de pacientes: análise das horas de assistência de enfermagem. Nursing , São Paulo, v.11, n.2, p.27-34, abr. 1999. MARTINS, E.A.P.; HADDAD, M.C.L. Validação de um instrumento que classifica os pacientes em quatro graus de dependência do cuidado de enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem , Ribeirão Preto, v.8, n.2, p.74-82, abril 2000. SANTOS, F. et al. Sistema de classificação de pacientes: proposta de complementação do instrumento de Fugulin et al. Revista Latino-Americana de Enfermagem , Ribeirão Preto, v.15, n.5, set.-out. 2005.
    • TRABALHO 78 GERENCIAMENTO DAS GLICEMIAS DE PACIENTES INTERNADOS –RELATO DE EXPERIENCIA                Beraldo FA, Bezerra WA, Colman FA, Silva LAB               INTRODUÇÃO : O trabalho é um relato de experiência de medidas adotadas em unidade de internação neurológica para  tornar efetivo e eficaz o controle das glicemias dos pacientes diabéticos.  JUSTIFICATIVA : O diabetes mellitus tornou-se um dos mais importantes problemas de saúde pública dos tempos atuais, alcançando expressiva significação como causas de doença e morte, quaisquer que sejam os países ou raças considerados. O diabetes mellitus é uma das principais causas de hospitalização no Brasil. (BRASIL,1993).Vários estudos referenciais revelaram a importância do controle glicêmico na prevenção ou retardamento das complicações do diabetes com o passar dos anos.Pesquisas mais recentes têm demonstrado que hiperglicemias agudas, durante internações, estão associadas a uma grande variedade de efeitos adversos, incluindo aumento da mortalidade, morbidade, e duração da estadia hospitalar.Os efeitos deletérios da hiperglicemia entre hospitalizados foi constatado tanto em pacientes, previamente diagnosticados como diabéticos, como também em pacientes com hiperglicemia aguda gerada pelo stress da patologia que causou a internação. Pacientes com acidente vascular cerebral e altos níveis de glicemia estão mais sujeitos ao óbito ou incapacidade permanente, do que aqueles com acidente vascular cerebral e glicemias normais. Tanto a hipo ou hiperglicemia são  condições  grave que podem demandar atenção médica intensa. O controle da glicemia dos pacientes internados reduz a incapacidade, encurta a permanência hospitalar e diminui gastos. OBJETIVO: Utilizar rotinas e recursos disponíveis na unidade para auxiliar no controle das glicemias pré prandial. METODOLOGIA: Este estudo baseia-se na descrição da experiência obtida pelos autores na implantação de estratégias para o  gerenciamento do controle glicêmico do  paciente diabético internado com a participação da nutricionista, copeira, assistente de atendimento e equipe de enfermagem. A rotina multiprofissional  para acionamento da equipe de enfermagem  para monitorar a glicemia é acionada por meio de bips individuais; após a elaboração do plano e prescrição  de assistência individualizada pelo enfermeiro. RESULTADOS E DISCUSSÃO  : A implantação da rotina  permitiu a mensuração  e o controle quatro vezes durante o dia por meio de um medidor digital  pré refeições, de todos os pacientes diabéticos. Os dados foram armazenados no aparelho no qual um programa de analise de dados calcula a media semanal e a variedade glicêmica da dieta e medicamentos. Os ajustes de tratamento  foram implementados conforme as necessidades. Conseguiu-se a prevenção e pronta intervenção nos casos de hiperglicemia e hipoglicemia. CONCLUSÃO : A estratégia auxiliou na consolidação da atuação da equipe multiprofissional no atendimento as necessidades do paciente internado propiciando um bom controle metabólico, visando diminuir a incidência das  complicações agudas e crônicas, reduzindo também a velocidade da progressão das já existentes BIBLIOGRAFIA 1)Inpatient Diabetes and Glycemic Control : A Call to Action Conference February 1, 2006.  American Diabetes Association.Standards of Medical Care in Diabetes.Diabetes Care.2006;(suppl 1):S4-S42 2)SILVA, M. O. e col. Participação do Enfermeiro na equipe multiprofissional do plano de educação, controle e prevenção do diabetes mellitus no HUCFF-RJ. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, 1992, pág 133-144. Hospital Albert Einstein E-mail para contato [email_address] ; fátima@eintein.br ; [email_address] ;
    • TRABALHO 79 EDUCAÇÃO ITINERANTE COMO ESTRATÉGIA DE CAPACITAÇÃO PARA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA Carneiro TM, Ribeiro EAF , Silva IAS COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO PROESSOR EDGARD SANTOS [email_address] Introdução: a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um modelo metodológico para o enfermeiro aplicar conhecimentos científicos na prática e em consequência, promover o cuidado de enfermagem individualizado. Com a Resolução COFEN 272/04 houve a necessidade de reestruturar o processo em vigor em um hospital universitário, de forma a contemplar todas as etapas da SAE. Para isso, foram elaborados novos impressos, baseados na realidade de cada serviço, e posteriormente foi utilizado um treinamento itinerante como método para troca de informações entre os profissionais da enfermagem. Essa estratégia para capacitação possui vantagens pois acontece na própria unidade de trabalho e em horário adequado aos profissionais. Objetivo: apresentar a participação da equipe de enfermagem no treinamento itinerante para uso dos novos impressos da SAE nas Unidades de Tratamento Intensivo Geral (UTI-G) e Cardiológica (UTI-C). Metodologia: trata-se do relato da experiência de enfermeiras coordenadoras das UTI-G e UTI-C de um Complexo Hospitalar Universitário, de grande porte, prestador de serviços aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), da cidade de Salvador-Ba, no período de 15 a 31 de julho de 2008. Após estudos e elaboração dos novos instrumentos, iniciou-se o treinamento in locun com exposição destes, de forma atrativa e visível, quando oportuno, discussão dos temas e lista para assinatura dos participantes. Resultados: participaram da capacitação 12 (60%) enfermeiros e 25 (76%) técnicos de enfermagem da UTI-G e 08 (89%) enfermeiros e 12 técnicos de enfermagem (86%) da UTI-C. Foram excluídos os profissionais de férias e licença médica. A partir desta estratégia de capacitação, os instrumentos passaram a ser preenchidos com maior facilidade e em conseqüência, houve melhor adesão dos profissionais de enfermagem. Conclusão: a educação itinerante pode ser considerada uma estratégia eficiente para a capacitação dos profissionais de enfermagem. Palavras-chave: Enfermagem; Educação em Enfermagem; Sistematização da Assistência de Enfermagem. Referências: Tannure MC, Gonçalves AMP. SAE, sistematização da assistência de enfermagem: guia prático. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2008.
    • TRABALHO 80 CARACTERÍSTICAS DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DE POUSO ALEGRE, MG. Silva JV , Nascimento RM Universidade do Vale do Sapucaí (Univás), Pouso Alegre, MG. jvitorsilva@oi.com.br A qualidade da assistência de enfermagem tem como um dos seus indicadores a caracterização dos membros da equipe de enfermagem. O conhecimento dos gerentes sobre o perfil dos profissionais de enfermagem inseridos nos serviços de saúde é fundamental na elaboração dos programas de educação continuada das instituições de saúde, bem como é importante saber como esses trabalhadores vivenciam seu cotidiano pessoal, familiar e profissional. O objetivo deste estudo foi caracterizar o profissional de enfermagem de um hospital universitário quanto aos aspectos pessoais, profissionais, sócio-econômicos e de saúde. A abordagem do estudo foi.quantitativa, descritiva e transversal, tendo como sujeitos do estudo 242 profissionais. A amostragem foi não probabilística intencional. Para a coleta de dados, utilizou-se o instrumento “Caracterização de Profissionais de Enfermagem”, aplicado por meio de entrevista estruturada e direta. Encontrou-se que 84,71% dos profissionais eram do gênero feminino, sendo 76,44% brancas, 40,49% casadas, 77,68% com família do tipo nuclear, 31,5% tinham filhos entre 0 a 5 anos,46% com ensino médio concluído, 38,01% com idade entre 18 a 38 anos, 77.91% praticantes de uma religião, sendo 95% católicos; 46,86% das famílias eram constituídas por até três pessoas, vivendo com renda mensal entre 2 a 6 salários mínimos; 78,67% possuíam casa própria e 58% informaram a necessidade do uso do transporte coletivo para chegar ao trabalho; 36,77% informaram tempo de atuação na instituição entre 4 a 10 anos; a carga horária semanal era de 42 horas semanais; a categoria com maior número de profissionais era a dos auxiliares de enfermagem, seguidos por técnicos de enfermagem e enfermeiros; 29,76% informaram ascensão profissional e 69% foram capacitados na própria instituição. Dentre as doenças apresentadas, 35,58% informaram a hipertensão arterial; 54,95% apresentaram IMC normal, 79% optaram pela caminhada como atividade física diária. Com relação aos hábitos de vida, 74% eram fumantes e 25,53 alcoolistas sociais; 71,9% só tinham a televisão como alternativa de lazer; 67% eram responsáveis pelos cuidados de saúde de membro familiar, sendo que 41,09% desse familiar dependente era a mãe. Quanto ao dimensionamento de pessoal, observou-se que as unidades de internação com maior número de profissionais eram as Unidades de Terapia intensiva de adulto e Infantil. Quanto ao aprimoramento profissional, 94% informaram a participação em cursos rápidos, seguidos por estudos individuais; 73,01% informaram participação em palestras, jornadas e simpósios, sendo restrita a participação em congressos devido aos custos, além dos problemas resultantes da ausência nas atividades profissionais por períodos maiores. Com relação ao absenteísmo, 61,15% informaram faltas eventuais por motivos de saúde. O estudo possibilitou o conhecimento sobre o perfil dos profissionais de enfermagem, identificou que o número de profissionais era insuficiente para o atendimento das necessidades da clientela hospitalizada, o que contribui para o aumento do absenteísmo. Esses profissionais tinham poucas atividades culturais e de aprimoramento, além de conviverem com elevada carga horária semanal de trabalho. Referências ALVES, M. Causas do absenteísmo na enfermagem: uma dimensão do sofrimento no trabalho . 1996. 158f. Tese (Doutorado em Enfermagem) - Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo, São Paulo. ALMEIDA, M.C.P. de;  ROCHA, S. M. M. O Trabalho de enfermagem . São Paulo: Cortez, 1997. . MARTINS, C. et al. Perfil do enfermeiro e necessidades de desenvolvimento de competência profissional. Rev. T exto & Contexto Enfermagem , Florianópolis, v.15, n.3. p. 472-478, jul/set. 2006. NOGUEIRA, R.P. Política de recursos humanos em saúde e a inserção dos trabalhadores de nível técnico: uma abordagem das necessidades. In BRASIL, Ministério da Saúde. Profae: Educação profissional em saúde e cidadania , Brasília, v.2, n.6, set/dez. 2002. POLIT,D.F.; BECK, C.T.; HUNGLER, B.P. Fundamentos de Pesquisa em Enfermagem : Métodos, Avaliação e Utilização. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.
    • TRABALHO 81 ESTRATÉGIA ADMINISTRATIVA E DE RECURSOS HUMANOS: ESPECIALIZAÇÃO EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA EM CARDIOLOGIA E TERAPIAS DE SUBSTITUIÇÃO RENAL PARA TÉCNICOS DE ENFERMAGEM Gonçalves MAB, Margarido, ES, Palomo JSH. Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da F.M.U.S.P. email: maria.goncalves @ incor.usp.br OBJETIVOS: Capacitação especializada dos funcionários com formação técnica; desenvolver competências específicas de assistência ao paciente crítico e nefropata que permitam ao profissional técnico atuar de forma diferenciada como membro da equipe de enfermagem; contemplar objetivos de plano de carreira quanto a transposição de função para os auxiliares de enfermagem e possibilidade de atuação em terapias intensivas. MÉTODO: Plano de curso elaborado e desenvolvido em hospital público especializado em cardiologia no município de São Paulo em parceria com um centro de formação e aperfeiçoamento em ciências da saúde. A organização curricular contemplou quatro componentes pedagógicos, totalizando a carga horária de 372 horas e distribuídos no conteúdo das UTIC (Adulto/Pediátrico e Neonatal) e de Terapias de Substituição Renal. RESULTADOS :Técnicos de enfermagem especializados que integrarão equipes que desenvolvem, sob a supervisão e responsabilidade técnica do enfermeiro, ações específicas junto a esses serviços, prestando cuidados de enfermagem aos pacientes críticos e aqueles submetidos às terapias dialíticas. CONCLUSÃO: Este curso justificou-se pela observância das diretrizes e bases da educação nacional, que considera a saúde uma das áreas destinadas a formar profissionais de nível técnico; pelo mercado de trabalho que exige profissional qualificado técnico e cientificamente.
    • TRABALHO 82 PROJETO CONHEÇA NOSSO LEITO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA ESTRATÉGIA DE GESTÃO HUMANIZADORA IMPLANTADA NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA CARDIOLÓGICA Ribeiro EAF, Brandão KR, Silva IAS, Sousa LC, Sant’Anna MV COMPLEXO HOSPITALAR UNIVERSITÁRIO PROFESSOR EDGARD SANTOS [email_address] Introdução: a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Cardiológica é um setor com características próprias quanto à estrutura física, recursos humanos, tecnológicos e destina-se à assistência de pacientes cardiopatas graves. Essa gravidade, associada ao ambiente de tratamento intensivo pode ser vista pelo senso comum, como assustador, de sofrimento além da possibilidade iminente de morte. Assim entende-se que criar estratégias gerenciais para acolhimento de familiares e visitantes pela enfermagem de forma humanizada, deve ser alvo de atenção dos gestores. O acolhimento no momento da visita é de interação e esclarecimentos sobre a clínica do paciente, do ambiente – o leito, os equipamentos e dispositivos invasivos - além de concretizar a importância do papel e trabalho da enfermagem . Com vistas à melhoria do processo interacional e inquietação das autoras como gestoras em UTI’s estimuladas pela Política Nacional de Humanização (PNH) do Sistema Único de Saúde (SUS), surgiu a idéia de elaborar um instrumento explicativo e ilustrativo sobre o ambiente de terapia intensiva -a unidade do paciente- com alguns componentes tecnológicos necessários à produção do cuidado. Objetivo: apresentar o modelo ilustrativo da unidade do paciente da UTI cardiológica elaborado para melhorar o acolhimento dos familiares de pacientes internados no momento da primeira visita. Metodologia: trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência das gestoras de uma UTI-cardiológica de um Complexo Hospitalar de grande porte, de ensino, pesquisa e assistência, prestador de serviços aos usuários do SUS, da cidade de Salvador-Ba. O processo de elaboração do projeto “Conheça nosso leito” iniciou-se em 2009 quando foi solicitado a Assessoria de Comunicação (ASCOM) a confecção de fotos de uma unidade de paciente da UTI cardiológica, organizado para admissão, contendo: leito com grade, ventilador mecânico, bombas infusoras de soluções, painel de gases e monitor multiparamétrico. Posteriormente estas fotos foram submetidas à apreciação das gestoras envolvidas no processo de construção do modelo. Após parecer favorável da Coordenação do Serviço de Enfermagem foi confeccionado um banner com dimensões de 0,59 m x 1,00 m, que foi exposto em março de 2010 na sala de visita desta unidade em local de fácil visualização e acesso. O banner deve ser utilizado como instrumento coadjuvante para o momento de esclarecimentos e interação da equipe de enfermagem, familiares ou visitantes. Resultados: a utilização desta estratégia está em vigor há 30 dias e mostra-se como instrumento que auxilia a interação da enfermagem e familiares de pacientes internados, no momento da primeira visita. Estes têm demonstrado interesse e satisfação no momento das explicações e esclarecimentos de dúvidas, assim como, nessa interação há possibilidades para que a enfermagem tenha visibilidade da importância de seu papel social e profissional, rompendo os valores hegemônicos, que ainda permeiam o senso comum. Conclusões : acredita-se que a implantação do projeto “Conheça nosso leito”, pode favorecer a interação da equipe de enfermagem na gestão da hospitalidade, em consonância com as diretrizes das políticas governamentais de humanização para o ambiente hospitalar. Espera-se que nos meses subsequentes estudos baseados em dados científicos possam evidenciar outros resultados desse projeto. Palavras-chave : enfermagem, unidade cardiológica, gestão humanizadora, acolhimento. Bibliografia: Domingues CI et al. Orientação aos Familiares em UTI: Dificuldades ou falta de sistematização? Rev. Esc. Enf. USP, v.33, n.1, p.36-48, mar/1999. Humaniza SUS: A humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS. Ed. MS, 2004, Brasília-DF. Malagutti W, Caetano KC. Gestão do Serviço de Enfermagem no mundo Globalizado-Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2009. Ministério da Saúde-Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização.
      • TRABALHO 83
      • IMPLANTAÇÃO DE UM NOVO MODELO DE ESCALA DE SERVIÇO DE ENFERMAGEM NO PRONTO ATENDIMENTO DE UM HOSPITAL PRIVADO
      • Santos MB, Santos AE, Venditti CV
      • Hospital Sírio Libanês
      • marcia.boessio @ hsl.org.br ou [email_address]
      • Introdução: O serviço de emergência tem como finalidade receber e atender de modo adequado os pacientes que requerem cuidados emergenciais ou urgentes tendo uma avaliação rápida para a estabilização pronta (1). Buscam-se novos modelos e relações entre os trabalhadores de enfermagem e os usuários do serviço de emergência para que todo o atendimento possa atingir a finalidade do serviço e a expectativa do cliente, ou seja, o produto final, o cuidado, seja de qualidade (2, 3). Justificativa: O pronto atendimento passou por uma ampliação de 600m² para 1700m² e a escala de serviço por território foi escolhida visando ter equipe em toda área de atendimento. Após implantação observamos que o atendimento tornou-se fragmentado gerando atrasos, dificuldades e problemas no atendimento no que diz respeito a continuidade após o atendimento médico e na comunicação entre os profissionais na área de observação. Objetivo: - reduzir o tempo entre prescrição e atendimento;- personalizar o atendimento;- melhorar o processo de comunicação entre equipes. Método: O método utilizado é o relato de experiência em um pronto atendimento de hospital particular com alta complexidade e por observação livre. Propusemos uma escala de serviço onde o técnico e o médico formassem um time. Cada atendimento feito por esta dupla seria continuado e finalizado pelos mesmos, portanto, o mesmo técnico de enfermagem faria a admissão na observação, continuidade (medicação, coleta de exames, orientações, etc) e encaminhamento para reavaliação garantindo a personalização do atendimento, comunicação adequada entre médico e técnico de enfermagem e agilização com qualidade. Foi realizado um piloto de 2 semanas. A proposta foi discutida e aprovada. O acompanhamento da implantação com indicadores (tempo entre prescrição e administração, SAC sobre reclamações de demora para medicação e de atendimento) foram por 2 meses. Resultados: - redução do tempo entre prescrição e atendimento que era de 40 minutos em média para 10 minutos;- redução de SAC’s com reclamação de demora de medicação de 20 para 4 casos;- aumento de elogios no SAC por atendimento atencioso de 0 para 15;- melhora da comunicação entre equipes com índice de aprovação da equipe médica de 95%;- custo direto zero;- maior oportunidade de supervisão dos técnicos por parte do enfermeiro uma vez que é possível observar a agilidade, comunicação, atenção entre outros num mesmo atendimento. Conclusão: O novo modelo de escala de serviço para a equipe de enfermagem mostrou-se de fácil implantação e trouxe benefícios de atendimento mais rápido, atencioso, seguro e sem custo.
      • Referências Bibliográficas
        • 1. Valentin MRS, Santos MLSC. Políticas de Saúde em Emergência e a Enfermagem. Rev Enferm UERJ 2009 abril/jun;17(2):285-9.
        • 2. Souza RB; Silva MJP, Nori A. Pronto Socorro: uma visão sobre a interação entre profissionais de enfermagem e pacientes. Rev Gaucha Enf.2007;28(2):242-9.
        • 3. Marques GQ, Lima MADS. Organização Tecnológica do trabalho em pronto atendimento e a autonomia do trabalhador de enfermagem. Rev. Esc. Enferm. USP 2008;42(1):41-7.
    • TRABALHO 84 A HORIZONTALIZAÇÃO E O PROCESSO DE CO-GESTÃO NO CAMPO DA GERENCIA EM ENFERMAGEM Autores: OLIVO, VMF , LAVICH CRP, LANDERDAHL, NT Muito se tem discutido sobre um processo bastante complexo de ser implementado nos serviços de saúde: a horizontalização e co-gestão. Este desafio se torna ainda maior no campo do saber-fazer em enfermagem visto que a prática desses processos de gestão e gerencia ainda é incipiente, pois é visível a dificuldade para concretização dessa ação. Este relato de vivencia tem por objetivo socializar uma experiência bem sucedida realizada no serviço de enfermagem Hospital Universitário Federal, que entre 2006 a 2010 vem desenvolvendo um projeto experimental de reestruturação dos processos de trabalho, viabilizada ou potencializada pelo resgate das funções gerenciais do enfermeiro, orientada pelo princípio da co-gestão e horizontalização. Para sustentar este tipo de mudança utilizou-se como marco conceitual o desenvolvimento de competências gerenciais, sustentado num referencial teórico fundamentado na epistemologia do construcionismo social, de base crítico-reflexiva. Segundo este marco teórico, viabilizar processos de mudanças numa perspectiva de transformação de práticas hegemonicamente instituídas pressupõe desconstruir modelos de práticas tradicionais, centrado em processos de saúde-doença descontextualizados. No primeiro ano realizou-se oficinas de discussão sobre o desempenho da função do enfermeiro e o equilíbrio entre função assistencial-gerencial-educacional, evidenciando-se a supremacia da primeira. No segundo e terceiro anos realizaram-se oficinas de qualificação para desenvolvimento de competências gerenciais, instituindo um modelo de gerencia horizontalizada para viabilizar tais funções. No quarto ano buscou-se o aprimoramento deste processo culminando com mudança no regimento institucional. Os resultados evidenciaram que esta experiência possibilitou a resignificação sobre o real objeto de trabalho do enfermeiro - a gerencia da assistência, orientada por processos de trabalho mais horizontalizados, os quais pressupõe maior capacidade de análise e corresponsabilização sobre os problemas de saúde. HOPSITAL UNIVERSITÁRIO DE SANTA MARIA- UFSM/RS [email_address]
      • TRABALHO 85
      • CONSUMO DO CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA (CCIP) APÓS SUA PADRONIZAÇÃO NUM HOSPITAL DE ENSINO PÚBLICO, EM RELAÇÃO AO ACESSO VENOSO CENTRAL SOB-AGULHA
      • Borsato FG, Mello BLD, Cardoso MGP, Gil RB
      • Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná / Universidade Estadual de Londrina
      • Email: fabigorni@hotmail.com
        • O Cateter Central de Inserção Periférica (CCIP) é um dispositivo vascular de inserção periférica com localização central. É uma opção de acesso venoso seguro e confiável, sendo considerado acesso de primeira escolha na terapia intravenosa de longa permanência ou administração de drogas com extremos de pH ou osmolaridade (Camargo, Kimura, Toma, Tsunechiro, 2008). Este cateter só pode ser inserido por enfermeiro habilitado. O Hospital Universitário Regional Norte do Paraná (HURNP), por meio da sua Comissão de Cateter e em parceria com a Assessoria de Controle de Recursos Materiais, padronizou, em 2005, o CCIP para a utilização em adultos, com vistas à substituição, em casos indicados, do acesso venoso central sob-agulha e otimização da terapia endovenosa com redução dos riscos para o paciente. Desta forma, este trabalho tem como objetivo analisar o consumo do CCIP em relação ao cateter venoso central sob-agulha. Realizou-se um estudo retrospectivo com o levantamento anual do consumo dos dispositivos sob-agulha e do CCIP para uso em adultos, no período de 2005 a 2009. Embora a expectativa fosse diminuir a utilização do cateter central sob-agulha e aumentar o consumo do CCIP, observou-se que não houve redução do primeiro. Este fato pode ter como prováveis fatores o aumento da complexidade e do número de pacientes internados e a implantação de um suporte médico intensivo nas unidades de internação (Time de Resposta Rápida – TRR). Durante os anos de 2005 a 2007 ocorreu oscilação nos valores de consumo do CCIP, seguindo, a partir de 2008, com aumento de 6,4% para 8,1% do uso deste dispositivo nas terapias endovenosas por cateteres centrais. Estes resultados coincidem com o aumento, a cada ano, do número de pessoas habilitadas para a inserção do CCIP, contemplando, atualmente, 40 enfermeiros na instituição. Assim, faz-se necessária uma maior conscientização da equipe na indicação do CCIP, uma vez que seu uso oferece mais segurança ao paciente e que o hospital tem disponível este dispositivo para ser utilizado em adultos.
      • Bibliografia:
      • CAMARGO, P.P.; KIMURA, A.F.; TOMA, E;  TSUNECHIRO, MA. Localização inicial da ponta de cateter central de inserção periférica (PICC) em recém-nascidos. Rev. esc. enferm. USP,. 2008, vol.42, n.4, pp. 723-728.
    • TRABALHO 86 AVALIAÇÃO PRELIMINAR DO CURSO DE GESTÃO EM ENFERMAGEM MODALIDADE À DISTÂNCIA Alves VLS; Parra JFG; Cunha ICKO; Graziosi MES Universidade Federal de São Paulo Email: vera.vencer @ yahoo.com.br INTRODUÇÃO: O computador e a internet têm sido amplamente utilizados para a educação presencial, com crescimento circunstancial destes instrumentos nos cursos à distancia. JUSTIFICATIVA: A educação a distância constitui-se uma ferramenta pedagógica adequada para qualificar enfermeiros que não têm acesso aos processos convencionais de pós-graduação. OBJETIVO: A valiar a qualidade do Curso de Especialização de Gestão em Enfermagem, modalidade à distância de parceria da Universidade Federal de São Paulo e a Universidade Aberta do Brasil. METODOLOGIA : Estudo exploratório baseado nos registros de participação e acessos dos 547 alunos matriculados, que ficam armazenados no ambiente Moodle. Os dados parciais foram coletados no mês de março de 2010 após o encerramento do curso. O instrumento de coleta de dados é composto de 43 questões, iniciando-se pelo Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, prosseguindo com questões relacionadas: ao ambiente e suporte técnico, as expectativas em relação ao curso, as disciplinas e conteúdos, a coordenação, professores e tutoria, ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), a auto-avaliação e avaliação geral do curso. RESULTADOS : dos 547 alunos, até o dia 31.03.2010, data da coleta, 90 haviam respondido o questionário. Destes, 94% responderam que o curso contribuiu para sua atuação profissional; 98% consideraram que os conteúdos das disciplinas abordadas foram pertinentes; 96% responderam que os recursos utilizados para disponibilizar os conteúdos foram adequados; 89% consideraram que as dúvidas científicas foram solucionadas pelos professores; 76% consideraram que os materiais disponibilizados para auxiliar na construção do TCC foram de fácil compreensão; e 87% definiram o curso entre excelente, ótimo e bom. CONCLUSÃO: Esses resultados demonstram que o curso viabiliza a disponibilização de conhecimentos, e a qualificação de um grande contingente de profissionais, geograficamente dispersos e muitas vezes distantes dos grandes centros urbanos, auxiliando o crescimento e a melhoria das condições de vida desses profissionais e das comunidades onde eles estão inseridos. BIBLIOGRÁFIA: Ministério da educação. Sobre Educação a Distância. [on line] Brasília (DF), 2005. Disponível em: http://uab.capes.gov.br/index . php ? option=com_content&view=article&id=102&Itemid=57 (13 abr. 2009).
    • TRABALHO 87 Silva R.D.C, Leekning R, Santos M.B.V. Hospital Alemão Oswaldo Cruz Email contato: rosilene_duartecampos@hotmail.com Palavras chaves: Enfermagem,Dor Relato de Experiência: Implantação e Implementação do Gerenciamento da Dor A agência Americana de Pesquisa e Qualidade em Saúde Pública e a Sociedade Americana de Dor, descrevem a dor como o 5º sinal vital,ou seja, a dor deve ser registrada ao mesmo tempo e no mesmo ambiente clínico em que são avaliados os outros sinais vitais, quais sejam: temperatura, pulso,pressão arterial, respiração, cumpre salientar entretanto, que a dor é um sintoma e não um sinal, mas, por força de expressão , utiliza-se o termo sinal para configurá-la. A dor é uma das causas mais freqüentes da procura por auxílio médico. A avaliação da dor como 5º sinal vital foi integrada em nossa prática assistencial com uma abordagem dinâmica e multidisciplinar, assegurando que todos os pacientes tenham acesso às intervenções para controle da dor da mesma forma que se dá o tratamento imediato das alterações dos demais controles. A dor foi definida pela Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) como “uma experiência sensorial e emocional desagradável que é associada a lesões reais ou potenciais ou descrita em termos de tais lesões. A dor é sempre subjetiva e cada indivíduo aprende a utilizar este termo por meio de suas experiências”. Pensando nessa dimensão assistencial direcionado ao controle e manejo adequado da dor , o grupo de estudo em dor formado por uma equipe mutiprofissional elaborou um protocolo de gerenciamento em dor onde documenta de forma clara e precisa como os profissionais deverão agir no controle, manejo e avaliação da dor em diversos setores, bem como, respeitando especificidades setoriais. OBJETIVOS : Implantar o gerenciamento da dor na área assitencial. Levantar problemas e sugestões de melhorias com a equipe mutiprofissional Metodologia: Levantamento de dados , Estudo Bibliografico Resultados : Feito o primeiro modelo do protocolo do Gerenciamento da Dor e do impresso para registro da dor . Definimos um teste piloto em Abril de 2008 , no qual foram selecionados 2 setores de perfís diferentes: um clínico e outro ortopédico . O grupo definiu alguns indicadores para o teste. A seguir foi realizado treinamento com as equipes de enfermagem envolvidas objetivando conhecimento e aplicabilidade do protocolo do gerenciamento da dor. Os setores foram acompanhados semanalmente por um membro do grupo. Levantamos dificuldades, implementamos melhorias com bases nas sugestões . Em Junho e Julho foi realizado o treinamento para todos os setores assistenciais e em Agosto 2008 foi implantado o Gerenciamento da dor na Instituição. Conclusões : Percebemos o quanto é importante o envolvimento das equipes na elaboração das rotinas, normas e protocolos bem como presente nos momentos de dificuldades sendo um facilitador do processo. E a importância da Educação Permanente para o sucesso e alcance dos objetivos. Referências Dor: 5 sinal vital: reflexões e intervenções de enfermagem/LDC,ERL.Ed. Maio. Curitiba, 2004.348. Souza FAF. Dor : o quinto sinal vital.Rev Latino-am Enfermagm 2002. Maio-Junho;10(3):446-7. CARVALHO,M.M.M.J.Pefácio.In: Carvalho, M.M.M.J ( org) ( 1999)Dor:Um estudo mutidisciplinar. S.P: Summus,p.7-8.
    • TRABALHO 88 Silva R.D.C, Leekning R, Santos M.B.V. Hospital Alemão Oswaldo Cruz Email contato: rosilene_duartecampos@hotmail.com Palavras chaves: Enfermagem,Gerenciamento, Dor, RELATO DE EXPERIÊNCIA: BUSCANDO ESTRATÉGIAS NA GESTÃO DA QUALIDADE PARA O APERFEIÇOAMENTO DO GERENCIAMENTO DA DOR A palavra qualidade significa “propriedade, atributo ou condição das coisas ou das pessoas, capaz de distingui-las umas das outras e de lhe determinar a natureza”(1). Embora as pessoas compreendam o que significa qualidade, elas sentem uma certa dificuldade em defini -lá subjetivamente, diferindo conforme a formação profissional, os interesses envolvidos e a ética.(2) Para NOGUEIRA” A qualidade consiste no grau de adequação de um bem á serviço de alguém”. Donabedian (4), em sua análise da implantação do Controle de Qualidade Total em serviços de saúde estabeleceu algumas condições, as quais chamou de sete pilares da Qualidade em saúde: foco no paciente, eficácia, efetividade, eficiência, aceitabilidade, legitimidade e equidade. Nogueira( 3) caracteriza Controle de Qualidade Total por oito pontos básicos: gestão: estratégica, de informação, de pessoas, de infra-estrutura, de materiais, financeira, clínica e foco no paciente. Com base em dados científicos e na nossa prática diária percebemos o quanto estamos lidando com pessoas que possuem ideologias diferentes, e que compreendem a qualidade de vários aspectos nem sempre voltados aos mesmos interesses, necessidades ou expectativas, desta forma as equipes cada vez mais precisam buscar estratégias para gerenciar os problemas de forma a buscar a qualidade esperada pelo nosso cliente. Objetivo e Justificativa : Sensibilizar os Enfermeiros quanto á sua prática em busca da qualidade no Gerenciamento da Dor. Orientar a aplicabilidade do protocolo de dor. Documentar a assistência prestada ao paciente. Metodologia: Coleta de dados e Levantamento de problemas, Estudo Bibliográfico. Resultados e Conclusões : Atualmente elaboramos um cronograma de educação em loco, na qual equipes vão até o setor e realizam treinamento com os enfermeiros com relação ao manuseio da bomba de analgesia controlado pelo paciente, avaliação da dor e uso das escalas de dor bem como a aplicabilidade da escala de analgesia da Organização Mundial de Saúde ( 3 degraus). No segundo momento será abordado o gerenciamento da dor para toda a equipe de enfermagem com o foco na qualidade da assistência prestado ao paciente frente á queixa de dor e registro das informações. Com dados já colhidos anteriormente, o grupo possui muitas sugestões de colaboradores na melhoria do protocolo e impressos utilizados, e sempre que temos possibilidades, passamos aos nossos superiores melhorias já implementadas e melhorias futuras como exemplo : o prontuário eletrônico, que esta prestes a ser implantado e trará legitimidade, aplicabilidade e eficiência a nossa assistência prestada ao paciente frente á queixa de dor. Estamos cada vez mais buscando ferramentas da qualidade para futuramente obtermos dados específicos e indicadores para que possamos implementar melhorias para cada área assistencial, com um único foco: melhorar nossa assistência ao paciente com queixa de dor internado em nossa instituição. Bibliografia: 1- AGUIAR, N.E.A A importância da auditoria médica.Residência Médica1981;1(1):73-84. 2- NOGUEIRA, R.P.As Perspectivas da Qualidade em Saúde.Qualytimark ,Rio de Janeiro,1994. 3- NOGUEIRA, L.C.L.Qualidade ,administrador deve definir métodos.Saúde Hoje,1999,Março:11 4- DONABEDIAN,A.THE seven pilars of quality. Arch.Pathol Med.1990
      • TRABALHO 89
        • PROCESSO SELETIVO DE ENFERMAGEM NO NÍVEL MÉDIO – IDENTIFICANDO GAPS E RETROALIMENTANDO AS INSTITUIÇOES FORMADORAS
        • MIELO M , ANTUNES SO, MUNIZ ECS – SANTA CASA DE MARÍLIA
        • [email_address]
      • Introdução : A formação de profissionais de enfermagem no Brasil tem despertado muitas críticas e reflexões (AZEVEDO E PEREIRA, 2009). A Enfermagem tem como objeto o cuidado ao ser humano, individualmente, na família ou na comunidade, desenvolvendo atividades de promoção, prevenção de doenças, recuperação e reabilitação da saúde, atuando em equipes (DEMO, 2000). A rápida evolução nos processos técnico-assistenciais em saúde tem exigido dos profissionais de enfermagem um preparo cada vez mais apurado. Isso nem sempre ocorre, e acaba sendo uma preocupação no nível médio em que está o grande contingente de pessoal na enfermagem. Fazer portanto um rápido diagnóstico destas falhas e propor ações corretivas de curto, médio e longo prazo parecem ser fundamentais.
      • Justificativa: As escolas de formação de nível médio em enfermagem muitas vezes desconhecem o desempenho de seus alunos quando lançados ao mercado de trabalho, sendo necessário um feedback por parte das instituições que os seleciona e os contrata.
      • Objetivo: R elatar a experiência da identificação de GAPS na formação técnica do auxiliar de enfermagem por ocasião dos processos seletivos para área hospitalar e o respectivo retorno às instituições formadoras.
      • Método: Trata-se de um relato de experiência num hospital de grande porte no interior de SP. Foram categorizados os auxiliares de enfermagem que realizaram processo seletivo no segundo semestre de 2009 quanto à: escola de origem, aprovados, reprovados, média de desempenho e questões com baixo desempenho nas seguintes linhas de cuidado: adulto em situações de emergência, clínica médica e cirúrgica, atendimento no bloco operatório e prevenção de infecções hospitalares. Os resultados foram devolvidos e discutidos com as respectivas instituições formadoras, tendo sido a população estudada composta por 568 candidatos, respeitando-se todos os preceitos éticos que uma pesquisa merece.
      • Resultados : Na média, 67% dos candidatos que participaram de processos seletivos não atingiram o desempenho mínimo desejado (nota 7,0), evidenciando um gap importante na formação técnica destes profissionais. As questões com maior número de erros por ordem de aparecimento foram: adulto em situação de emergência, prevenção de infecções hospitalares, atendimento no bloco operatório e clínica médica e cirúrgica. 93% dos candidatos não aprovados tinham menos de um ano de formação na área e apenas 4% já desenvolviam atividades de enfermagem em outra instituição de saúde.
      • Conclusão : Os resultados evidenciaram a necessidade de intervenção por parte das escolas formadoras no sentido da melhor capacitação técnica. As instituições formadoras se mostraram muito proativas no sentido de buscar respostas as demandas levantadas e pediram apoio da instituição. Independente do resultado obtido reforça-se aqui a necessidade de educação sem serviço após a formação inicial complementando a formação do trabalhador em enfermagem.
      • Referências Bibliográficas:
      • DEMO, P. Política social do conhecimento. Sobre o futuro do combate a
      • pobreza. Petrópolis: Vozes, 2000.
      • AZEVEDO, P S; PEREIRA, W R. O discente como ali(en)ado no processo de formação em enfermagem. Revista de Ciências Jurídicas, Sociais e Políticas. 2009. Disponível em www.revistasocietas.com.br .
    • TRABALHO 90 PERCEPÇÃO DO ENFERMEIRO EM RELAÇÃO AOS FAMILIARES DE CLIENTES EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA FERRO A P M R* , CAMPOS DS* , MOREIRA LF**, SILVA LA**, SANTOS LC**. Resumo: Para Urizzi e Corrêa (2007) a hospitalização em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um momento difícil para os familiares,que experimentam incertezas e insegurança sobre o estado do cliente quanto ao presente e ao futuro da internação, sentimentos que também envolvem suas próprias perspectivas de vida.Existem sentimentos que são experimentados pelos familiares durante o processo de uma doença, quando é informado da doença, o paciente e familiares se deparam com um choque inicial e sentimentos de negação(KUBLER-ROSS,2003).Pretendemos com esta pesquisa, obter fundamentos necessários para que os profissionais de enfermagem, especialmente aqueles que como nós estão por ingressar ao mercado de trabalho, desenvolvam uma assistência mais humanizada aos familiares dos clientes internados em UTI, interessa-nos neste estudo identificar, como o enfermeiro percebe a família do cliente internado em uma UTI.Esta pesquisa apresenta-se como qualitativa, com dados descritivos coletados através de entrevista semi-estruturada, realizada em um hospital filantrópico na cidade de Cuiabá/MT, foram sujeitos da pesquisa, quatro enfermeiros. Para análise dos dados coletados foi adotado o método de categorização das respostas, onde a idéia central é agregar as famílias nos cuidados de enfermagem, visando identificar os temas centrais: família, hospitalização em unidade de terapia intensiva, ansiedades do familiar do cliente em UTI, relacionamentos enfermeiro, cliente e família. Evidenciamos que, a percepção dos enfermeiros no que se refere à família vai além dos cuidados prestados corriqueiramente, que os cuidados com as famílias se da por meio de orientações e informações, que os profissionais na maioria das vezes não estão preparados para lidar com os familiares impactados com o ambiente hostil da unidade e que o acolhimento dos familiares é entendido como proximidade aos clientes. A realização desta nos possibilitou a compreensão de que a equipe multidisciplinar que trabalha em Unidade de Terapia Intensiva deve compreender a família como parte integrante do processo de cuidar, onde profissionais, familiares e pacientes, expressam suas visões, sentimento e comportamentos. Como profissionais de saúde acreditamos que “cuidar” em Terapia Intensiva, sem dúvida exige conhecimentos técnico-científicos que possibilitam a responder as alterações hemodinâmicas do cliente crítico, todavia, tais conhecimentos isoladamente não são suficientes para compreender o ser humano e para uma proximidade mais efetiva com a família. Palavras-chaves : Enfermeiro, Família, Cliente, UTI . REFERÊNCIAS FERRILOI R.D;ACOSTA S.L;GOMES C.G;FILHO L.D.W.: Cuidando de famílias de pacientes internados em uma unidade de Terapia Intensiva: Família Saúde Desenvolvimento; Curitiba, V.S.M.3, P. 193-202. Set/Dez 2003. FILHO,W.D.L NUNES A.C;PAULETT, G;LUNARDI V.L.: As manifestações de ansiedade em familiares de pacientes internados em unidades de terapia gerais: Fam. Saúde Desenv .; Curitiba, V. 6, Nº. 2, P. 100-109, Maio/Ago. 2004. CONTRIN,M.L.;SILVA D.N. Orientações do Enfermeiro dirigidas aos familiares dos pacientes na UTI no momento da visita. Arq. Ciênc. Saúde . 2007 Jul/Set; 14(3):148-152. FERREIRA,M.I.P.R. A comunicação entre a equipe de saúde o paciente em coma: dois mundos diferentes em interação . Florianópolis, Setembro de 2000. [Tese de Mestrado] – Universidade Federal de Santa Catarina. Disponível em: http://www.bancodetese.com.br (acessado em outubro de 2009). KUBLER,Ross E. Sobre a morte e o morrer - São Paulo: Martins Fontes, 2003.
    • TRABALHO 91 GERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM E SUAS DIMENSÕES: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Ferro APMR * Campos DS* Guedes SS** Milhomem JE** Teixeira IRL** Resumo: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, comparativa,constituída de artigos científicos e obras literárias sobre a temática de administração e gerenciamento de enfermagem.O estudo foi desenvolvido na Faculdade de Enfermagem na Universidade de Cuiabá – UNIC, localizada em Cuiabá – MT, no período de fevereiro a maio de 2007.Os dados foram coletados através do levantamento das produções científicas,produzidas entre os anos de 2000 a 2005 disponibilizadas no banco de dado LILACS,a busca bibliográfica foi realizada utilizando os descritores: Administração de Serviços de Enfermagem e Gerenciamento em Enfermagem. A análise foi realizada frente à Análise de Conteúdo, os conteúdos temáticos,encontrados nos resumos dos trabalhos, foram categorizados segundo as dimensões: política aquela que está presente na gerência de serviços de enfermagem pois, gerenciar um serviço de saúde é, de alguma forma, implementar uma “dada” política pública de saúde. A dimensão organizacional do trabalho de gerência , é aquela que revela as “normas”, os “contratos” (explícitos ou não) que regem as relações entre os agentes do trabalho e entre estes e a instituição e no que tange à dimensão do processo de trabalho de gerência , esta é definida como o lugar que representa a produção dos “atos” e “ações” de saúde.Foram selecionados 50 trabalhos que tomam a questão da gerência como tema central, desses 38% abordam especificamente a dimensão organizacional do gerenciamento;o que de certa forma é esperado pois,historicamente,o conhecimento sobre gerenciamento evoluiu seguindo o caminho de construção de tecnologias de gestão e de tecnologias para o entendimento das organizações enquanto espaços de trabalho.A análise identificou,também,que os trabalhos que abordam a gerência sob a dimensão de processo de trabalho, discutem ferramentas que podem ser utilizadas para tomada de decisões na área gerencial,com a finalidade de melhorar a qualidade dos serviços prestados;identificam ações e elementos facilitadores e dificultadores da qualidade dos serviços oferecidos; abordam o uso da epidemiologia e da vigilância epidemiológica,trazem orientações quanto a forma de se organizar o trabalho para a implantação de unidades de saúde, apresentam os saberes que devem subsidiar a execução do trabalho de gerência e experiências relativas a programas de ensino de gerenciamento desenvolvidos no âmbito da graduação em enfermagem.Este estudo nos permitiu constatar que os profissionais de saúde têm se dedicado à reflexão do gerenciamento a ser aplicado, especificamente em enfermagem. Nos mostrou, que os trabalhos que abordam, preferencialmente, a dimensão política do trabalho de gerência, problematizam a questão das formas de intervenção do Estado na sociedade, através de políticas sociais voltadas para a saúde pública e falam da importância da construção de uma proposta de gestão social; descrevem o papel da enfermagem na construção dos sistemas locais de saúde e a participação em todos os níveis de definição das políticas de saúde, buscam discutir a ética e a cidadania como propostas políticas para direcionar a gerência de serviços. Palavras – Chaves: Gerenciamento em Enfermagem Referências: BELLATO, Roseney; PEREIRA, Wilza Rocha. O gerenciamento em enfermagem frente à pauperização das condições matérias de trabalho. In: Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília(DF), v. 57, n º4 p.47-83, jul/ago 2004. MINAYO,M.C.S. Pesquisa Social:Teoria, método e criatividade . Petrópolis,RJ: Vozes,2006.
    • TRABALHO 92 IMPLANTAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM – SAE NO HOSPITAL E MATERNIDADE SANTA HELENA DE CUIABÁ/MT: RELATO DE EXPERIÊNCIA Ferro APMR * Campos DS* Melo SP* Sousa HN* Souza MG* RESUMO:A Implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), nas instituições de saúde, apesar da consciência de sua real importância na prática assistencial, mais especificamente, em termos de qualificação, individualização e humanização da assistência ao paciente, necessita romper com paradigmas estruturais, culturais, desmistificação de crenças e uma política institucional voltada para o ser humano, enquanto sujeito e agente de mudança. O presente estudo trata-se de um relato de experiência com abordagem qualitativa que teve como objetivo realizar a Implantação e Implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem do Hospital e Maternidade Santa Helena de Cuiabá – MT. A partir deste estudo buscamos identificar as modificações ocorridas sobre o tema. O modelo Conceitual do Hospital e Maternidade Santa Helena foi construído através, das seguintes etapas: 1- estruturação dos conceitos juntamente com a equipe de enfermagem, através de um projeto dos acadêmicas do 9º semestre do curso de Enfermagem, da Universidade de Cuiabá - UNIC em parceria com a coordenação de Enfermagem do Hospital em busca de uma teoria. 2- leituras, releituras e reformulações. 3- identificação da teoria (Teoria de Wanda de Aguiar Horta). 4- elaboração do instrumento da Sistematização da Assistência de Enfermagem. De acordo com a experiência vivenciada, percebemos que existe uma grande dificuldade na continuidade da sistematização da assistência de enfermagem devido à resistência a mudanças dos funcionários do Hospital e Maternidade Santa Helena e também, a falta de recursos financeiros e humanos, principalmente quantitativo de enfermeiros, adequado ao número de paciente/clientes. Após a realização deste trabalho passamos a compreender melhor a SAE e suas etapas, a partir da aplicação de nossos conhecimentos na assistência, resultando num cuidado eficaz. Portanto, a aplicação da SAE facilitou nossa atuação, permitindo desenvolver habilidades técnicas e voltadas para o cuidado humanizado. Cuidado esse que deve envolver o cliente, a família e a própria equipe de trabalho. Palavras-chaves: Sistematização da Assistência de Enfermagem, Comprometimento e Processo de Enfermagem. BIBLIOGRAFIA: COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. Decisão nº 272, de 27 de agosto de 2002. Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem – SAE – nas Instituições de Saúde Brasileiras. Rio de Janeiro; 2002. BRAGA, C.S., CHRIZOSTIMO, M.M. Sistematização da assistência de Enfermagem: análise do registro do enfermeiro. Rev. Enfermagem Brasil . v.5, n.4, p.207-212. jul-ago, 2006. KENNER, C. Enfermagem neonatal. 2. ed. Rio de Janeiro, Reichmann & Affonso Editores, 2001. LEFEVRE, R. A. Aplicação do Processo de Enfermagem: promoção do cuidado colaborativo – 5º edição. Porto Alegre: Artmed, 1996. HORTA, Wanda de Aguiar Horta. Processo de Enfermagem . São Paulo, 1979. North American Nursing Diagnosis Association (NANDA ). Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: Definições e Classificação. 2005-2006. Porto Alegre (RS): Artmed; 2006.
    • TRABALHO 93 O PROCESSO DE AMPLIAÇÃO E REFORMA DE UM HOSPITAL DE MEDIA COMPLEXIDADE Gvozd R, Cacciari P, Vieira G B, Haddad, M C L, Sardinha DSS Hospital de Media Complexidade do Norte do Paraná [email_address] Introdução : As constantes mudanças nas instituições hospitalares tornam-se indispensáveis à medida que a quantidade e complexidade dos atendimentos prestados se ampliam e que surgem novos avanços tecnológicos. Anterior ao processo de mudança na área hospitalar é necessário analisar três variáveis indispensáveis: a estrutura física interna e externa, os recursos materiais necessários ao processo produtivo e os recursos humanos que consistem na força de trabalho em quantidade e capacitação adequada. (BRASIL, Ministerio da Saude, 1995). O enfermeiro, por assumir o gerenciamento das unidades de atendimento deve direcionar o processo de mudança, seja organizacional ou estrutural, a fim de garantir a mínima qualidade da assistência no período de transição. Objetivo: Descrever as dificuldades vivenciadas no gerenciamento dos recursos físicos, materiais e humanos, no processo de reforma e ampliação de um hospital de média complexidade. Método: Trata-se de um estudo descritivo realizado por enfermeiras e residentes em Gerencia dos Serviços de Enfermagem em um hospital de media complexidade, desenvolvido a partir da experiência vivenciada no processo de mudança e ampliação do hospital. A instituição pública em estudo localiza-se na região norte do município de Londrina-PR sendo referência para o atendimento de aproximadamente 106 mil pessoas, realizando mensalmente cerca de 350 atendimentos no Pronto Socorro. Resultados: Com parte da reforma já acabada, houve o aumento de 25 leitos adultos, 2 salas cirúrgicas, 8 leitos pós cirúrgicos e 10 leitos pediátricos, além da construção do setor de nutrição e lavanderia. O pronto socorro foi construído contendo 5 consultórios e 30 leitos de observação. Este processo desencadeou grandes desafios no gerenciamento dos setores, pois os recursos materiais e humanos não aumentaram de acordo com a ampliação da estrutura física, prejudicando a qualidade da assistência. O aumento do espaço físico acarretou dificuldades para a equipe de enfermagem, pois os setores encontram-se distantes e em fase de organização, com falta de materiais e equipamentos. Os funcionarios necessitam ausentar-se da unidade a fim de providenciar materiais necessários aos procedimentos, havendo maior gasto de tempo para esta atividade e dispersão de alguns servidores neste trajeto. Atualmente, a procura por atendimento supera a capacidade do serviço, resultando em superlotação, demora de atendimento, estresse da equipe, exigindo improviso para suprir a falta de materiais, equipamentos e recursos humanos. A população local encontra-se desinformada quanto à situação do referido hospital, que ainda se encontra em fase de conclusão da reforma e ampliação, tendo sua capacidade restrita, porém enfrentando a necessidade da população por atendimento. Considerações Finais: Verificou-se que a estrutura física do hospital encontra-se de acordo com as normas da RDC- 50, porém a ampliação do mesmo resultou em maior carga de trabalho e desgaste físico aos servidores, já causando absenteísmo. Os recursos humanos e materiais não suprem as necessidades do aumento da demanda e do processo de trabalho após a ampliação, havendo a necessidade da contratação de novos servidores e aquisição de materiais e equipamentos, para assim resultar em melhores condições de trabalho e assistência de qualidade aos pacientes. Bibliografia 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde Série Saúde & Tecnologia - Textos de Apoio à Programação Física dos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde - Sistemas Construtivos na Programação Arquitetônica de Edifícios de Saúde - Brasília - 1995. 53 p. 2. TAKAHASHI, R.T.; GONÇALVES, V.L.M. Gerenciamento de recursos físicos e ambientais. In: Kurcgant, P. Gerenciamento em enfermagem. São Paulo: Guanabara Koogan; 2005. p. 184-186 3. GAIDZINSKI, R. R.; FUGULIN, F. M.T.; CASTILHO, V. Dimensionamento de pessoal de enfermagem em instituições de saúde. In: Kurcgant, P. Gerenciamento em enfermagem. São Paulo: Guanabara Koogan; 2005. p. 184-186. 4. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA. Resolução –RDC nº 50 de fevereiro de 2002. Regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Brasília, 2002.
    • TRABALHO 94 Dimensionamento de Pessoal: A Realidade Encontrada Ferro APMR * Ferreira CR* Campos DS* Melo SP* Doi HY** RESUMO: Trata-se de um relato de experiência pertinente ao projeto de extensão acadêmica da Faculdade de Enfermagem – UNIC, proposto entre os meses de agosto a dezembro de 2009, intitulado:“Dimensionamento de Pessoal em Enfermagem:Faces de uma realidade”,executado no Hospital de Câncer de Mato Grosso,que visa propiciar a melhoria da qualidade institucional,provendo a formação de sujeitos críticos, autônomos e que saibam utilizar ferramentas que auxiliem a gerenciar unidades de internação,bem como,as necessidades individuais dos pacientes, direcionadas à qualidade da assistência e segurança da equipe de enfermagem e do próprio paciente. A demanda,surgiu a partir dos aspectos observados durante a realização do estágio supervisionado,especificamente em três unidades de Internação Médica,Cirúrgica e Pediátrica e em consonância com a Resolução do COFEN-293/2004 ,afim de subsidiar o grupo gestor à uma adequação quantiqualitativa no quadro de pessoal . De acordo com Pinto (2001),“o veículo capaz de tirar o homem da posição de objeto no mundo para o de sujeito com o mundo é a educação crítica e aberta à liberdade de decisão”.Em função da dinâmica do estágio os encontros ocorreram na própria instituição (na sala de apoio acadêmico) às 5ª-feiras,no período matutino,com duração de 02 horas.O projeto foi desenvolvido em três fases,que seguem:“Reconhecimento”:Nos meses de agosto e setembro∕09 com intuito de (re)conhecer as necessidades da comunidade e traçar estratégias para o levantamento dos dados, nos reunimos com a gerência de enfermagem. Em outubro iniciamos a análise das estratégias pertinentes ao Dimensionamento de Pessoal em Enfermagem. “Aplicando”: Aplicamos e analisamos o cálculo,em novembro.“Avaliando”: Cada membro expos como percebeu a experiência, se considerava que os objetivos haviam sido alcançados,ocorrida em Dezembro.A inter-relação entre essas fases nos dá subsídios para as discussões e planejamentos que possibilitem compreender o processo de ensino–aprendizagem com seus autores e recursos,estreitando o ensino com a realidade.Como resultado observamos que a unidade com maior defasagem é a Clínica Cirúrgica,já que o dispositivo legal preconiza que seria necessário 6,44 enfermeiros e 12,52 técnicos e atualmente o quadro é composto por 04 enf. e 20 téc., seguida pela Clínica Médica que possui 04 enf. e 16 téc. enquanto que o desejável seria 5,41 enfermeiros e 10,52 técnicos.E por fim,a Pediatria que possui 04 enf. e 12 téc. divergindo do recomendado que seria 05 enf. e 09 téc..Compreendemos que a realização dessa atividade não se propõe tão somente a uma abordagem fechada ao dimensionamento de pessoal (aplicação do cálculo),mas tem por finalidade contribuir para a composic ̧ ão do quadro de pessoal de enfermagem, mais próximo à realidade, evitando sobrecargas dos trabalhad ores ou períodos de ociosidade e também de propiciar um espaço em que estas questões sejam contextualizadas afim de subsidiar as lideranças de enfermagem na tomada de decisões. Descritores: enfermagem;dimensionamento de pessoal;cálculo de pessoal. Referências COFEN – Conselho Federal de Enfermagem.Resolução 293/2004. GAIDZINSKI R.R,FUGULIN F.M. T,CASTILHO V. Dimensionamento de pessoal de enfermagem em instituições de saúde .In:Kurcgant P, organizadora.Gerenciamento em enfermagem.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan;2005.p.125-137. SILVA L.I.M.C,PEDUZZI M.Os recursos humanos de enfermagem na perspectiva da força de trabalho: análise da produção científica. Rev Esc Enferm USP 2005;39(esp):589-96.    PINTO,M.C.V. A construção da identidade e autonomia mediada pela interação social. São Paulo:Cortez,2001.
    • TRABALHO 95 NOVOS OLHARES PARA O ENSINO EM ENFERMAGEM : ESTRATÉGIAS POSSÍVEIS Ferro APMR* Campos DS* RESUMO: As reflexões acerca dos conceitos de saúde e doença influenciam a maneira de ensinar no cotidiano de uma Escola de Enfermagem,o “saber científico” é compreendido como verdade infinita, reduzindo-se ora neste, ora naquele campo do saber que muitas vezes, são atrelados à dicotomia saúde/doença.Partindo da vivência profissional, observamos que o Ensino em Enfermagem,está interligado nas relações educação-saúde-trabalho que emergem nos diversos cenários de ensino-aprendizagem,compreendendo um universo subjetivo de saberes,que é refletido no cotidiano do trabalho em Enfermagem.Buscamos uma proposta metodológica de ensino que contemple uma concepção de saúde, possibilitando o desenvolvimento da relação professor-aluno onde a práxis do cuidar em enfermagem potencialize a qualidade de vida das pessoas.Entendemos que o processo de formação deve ocorrer no nível das relações humanas,com seus significados e implicações e assim,este estudo traz uma nova perspectiva para formação em Enfermagem,buscando demonstrar um olhar pautado na complexidade dos saberes e práticas da Enfermagem.Trata-se de um estudo de caso,de natureza descritiva e exploratória com abordagem qualitativa que teve como objetivo principal, identificar o significado da tutoria para professores e alunos de um curso de Graduação em Enfermagem.Os sujeitos do estudo foram oito docentes de uma instituição de ensino em Cuiabá-MT,o instrumento para coleta de dados foi a entrevista, ocorrida em março de 2008 e a análise dos dados foi pautada na analise de conteúdo referenciada por Minayo (2009).Os professores demonstraram preocupações, mas, sobretudo, compromisso com seu fazer docente, no sentido de atribuir significado à sua competência, expressa na ação pedagógica, que não se resume em capacidade técnica, mas em atitudes ética, política e humana. Ao ingressar em uma faculdade os alunos buscam uma formação para o trabalho,muitos esperam que a vida acadêmica lhes traga crescimento pessoal.Nesse sentido Delors (1999, p. 89), afirma que &quot;à educação cabe fornecer,de algum modo os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e,ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele&quot;.A prática reflexiva entre enfermeiros docentes,à semelhança do que ocorre em outras áreas profissionais,também tem merecido muitas discussões e algumas pesquisas em nosso meio,principalmente pela constatação da necessidade de transformações filosóficas e pedagógicas que venham a atender às expectativas da cultura no novo milênio,como está estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-Lei nº 9.394/96(LDB),que,entre as finalidades principais da educação superior,destaca a necessidade de estimular a formação de profissionais com espírito científico e pensamento reflexivo.Hoje,o cuidado à saúde requer um enfermeiro que influencie positivamente sua equipe com valores humanísticos, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento da criatividade e do intelecto, pela prática e pela pesquisa, promovendo a sua satisfação no cuidar. Palavras chaves: Docência,Enfermagem,Tutoria e Cuidar. REFERENCIAS ALVES,R. Educação dos sentidos e mais. Campinas,SP:Editora Verus,2005. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Superior. Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação. Resolução CNE/ CES Nº 3 , de 7 de novembro de 2001.Disponível em: http://www.mec.gov.br/sesu/diretriz.htm . Acesso em 28 de maio 2008. DELORS,J.et al. Educação: um tesouro a descobrir Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre a Educação para o século XXI.São Paulo:Cortez,Brasília: MEC,UNESCO,1999. MINAYO,M.C.de S (org). Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade . Petrópolis,RJ: Vozes,2009.
    • TRABALHO 96 “ AUDITORIA DE PREVENÇÃO DE UPP EM UTI E UNIDADE DE INTERNAÇÃO DO GRUPO DE PELE”. Valquiria Correa *; Silvio Cesar Conejo*; Airton Marcos de Jesus*; Eliana Catto Domenicalli*; Elisete Nazaré Quintino*; Luana R.T.Souza*; Simone Aparecida Barsotti*. INTRODUÇÃO Observa-se que o cuidado com a integridade da pele deve ser constante e muito rigoroso desde a sua internação até sua alta hospitalar. Conforme o Grupo de Pele do Hospital Totalcor era acionado para realizar uma avaliação, nota-se que a prevenção não estava sendo aplicada corretamente e que as orientações feitas sempre eram as mesmas. Por este motivo o Grupo de Pele resolveu auditar a prevenção de úlcera por pressão semanalmente com notificações e orientações a beira leito tanto ao profissional quanto para a família. E após quatro meses de auditoria semanal houve uma queda nas notificações de úlcera por pressão em um banco de dados especifico do Hospital TotalCor, no entanto um aumento de material para prevenção de Úlcera por pressão. E também uma maior aderência do enfermeiro no cuidado com a integridade da pele dos nossos clientes. OBJETIVO Melhorar a aderência do enfermeiro no cuidado com a integridade da pele; Intensificar a prevenção de úlcera por pressão ao invés do tratamento; Proporcionar maior segurança para o paciente e familiar quanto à integridade da pele. E relatar a experiência de grupo de enfermeiros. A problemática da auditoria está permeada no seguinte questionamento: como envolver o enfermeiro no cuidado e assistência com a integridade da pele do paciente? MÉTODO Foi realizado o método de pesquisa em campo por amostragem durante quatro meses. RESULTADO Foi constatado que: Nº de paciente auditados = 168 Sendo incidência total dos pacientes mencionados com mais de dois fatores de risco relacionados e com idade entre 55 á 92 anos. Nº de pacientes exposto ao risco para lesão de pele, ou seja, com pontuação de Braden até 16 = 74 Nº de Prescrição de enfermagem com o item “Mudança de posição” prescrito pelo enfermeiro – 52 Pacientes com UPP e prevenção adequada – 2 Pacientes com abertura de úlcera por pressão e com prevenção incompleta = 13 Pacientes com prevenção inadequada = 3 Pacientes com prevenção correta (filme transparente em proeminência ósseas + salva pés) = 61 CONCLUSÃO Programas preventivos, baseados em pesquisa guiados pela avaliação do risco do paciente, podem simultaneamente reduzir a incidência em até 60% e diminuir os custos da prevenção, buscando a qualidade do cuidado de enfermagem. A experiência compartilhada entre os enfermeiros do Hospital Totalcor, propiciou identificar e aprimorara a auditoria realizada a beira leito a cada semana. Envolvendo não só o profissional de saúde, mas também familiar e paciente. Em virtude do que foi mencionado, acreditamos na importância da continuidade da realização da auditoria do Grupo de Pele é fundamental para garantirmos uma assistência de qualidade e com muita segurança aos nossos pacientes. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA LÜDKE, M. e ANDRÉ, M.E.D.A . Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas . São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária, 1986.     
    • TRABALHO 97 RELATO DE EXPERIÊNCIA: DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL E DIVISÃO DE TRABALHO NAS UNIDADES DE INTERNAÇÃO – DESCRIÇÃO DA PRÁTICA ASSISTENCIAL DE ENFERMAGEM Gerolin FSF, Onoe E, Pires RP, Bianchini S. Hospital Alemão Oswaldo Cruz [email_address] Introdução: Caracterização do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC): hospital geral, privado, de alta complexidade. Possui 252 Leitos distribuídos em apartamentos individuais, sendo 34 leitos de UTI. O corpo funcional é composto por 1.484 colaboradores. Justificativa: Uma das questões que envolvem a estrutura para garantir uma assistência de enfermagem adequada para atendimento a pacientes internados em hospitais é a adequação do quadro de pessoal, não só ao que se refere ao dimensionamento de pessoal como também o estabelecimento de um modelo assistencial que sustente esta estrutura. Diante desta afirmação, pretendemos demonstrar como é organizada a equipe de enfermagem das Unidades de Internação do HAOC. Objetivo : Apresentar o modelo de dimensionamento de pessoal da equipe de enfermagem e o gerenciamento da escala diária de trabalho, bem como o modelo da assistência prestada aos pacientes internados nas Unidades de Internação do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Descrição: Unidades de Internação: 92 enfermeiros, 120 técnicos de enfermagem (TE) e 72 auxiliares de enfermagem (AE). Conta também com 30 escriturários. Este total de funcionários é distribuído pelas unidades de internação, levando-se em consideração a quantidade e complexidade de cuidados dos pacientes. Todas as Unidades de Internação possuem um enfermeiro chefe, um enfermeiro assistencial no período da manhã, dois enfermeiros no período da tarde e um enfermeiro no período da noite. Em relação ao número de TE e AE, a alocação destes se dá na seguinte proporção: período da manhã: 01 TE/ AE para cada 04 pacientes; período da tarde: 01 TE/ AE para cada 06 pacientes; período da noite: 01 TE/ AE para cada 07 pacientes. O enfermeiro responsável pelo turno realiza a distribuição de pacientes por funcionário, atentando para a manutenção do cuidado de cada paciente mantendo o mesmo profissional cuidando do paciente, excetuando-se os dias de férias/ folgas. Este modelo está pautado no Sistema Primary Nursing, o qual foi implantado em 2009. Teorias de Enfermagem que embasam a prática assistencial: Teoria de Dorothea E. Orem (USA, 1959), Teoria de Wanda de Aguiar Horta (Brasil – 1979) . Temos como premissa na assistência o cuidado integral. O enfermeiro realiza o planejamento da assistência ao paciente através da prescrição de enfermagem, levando em consideração o levantamento de problemas e o Diagnóstico de Enfermagem; evolui diariamente o paciente, modificando o planejamento da assistência baseado em evidências. O planejamento da alta é realizado durante o processo de internação, sendo que, após a alta, é realizado o contato pós-alta para acompanhar o andamento das orientações dadas durante a internação. Para manter esta prática, o Serviço de Educação Continuada planeja treinamentos anuais e realiza treinamentos para os funcionários recém-admitidos. Conclusão: A busca pelo desenvolvimento de modelos que alcancem cada vez mais as necessidades individuais de cada paciente é fundamental para a sustentação da prática assistencial. Bibliografia: 1.Conselho Federal de Enfermagem. RESOLUÇÂO nº 293/2004. http://www.corensp.org.br/resolucoes/resolucao293.htm 2.Fugulin FMT, Silva SH, Shimizu, HE, Campos FPF. Implantação do sistema de classificação de pacientes na unidade de Clínica Médica do Hospital Universitário de São Paulo. Rev Med HU- USP 1994; 4(1/2):63-8. 3,Fugulin FMT, Gaidzinski RR. Horas de assistência de enfermagem: análise comparativa de parâmetros. Nursing (São Paulo). 2000;3(23):30-4 4.Horta WA. Processo de enfermagem. São Paulo: EPU, 1979. 5.Manthey, M. The Practice of Primary Nursing. 2th Ed. Minneapolis, MN: Creative Health Care Management, 2002. 6.Orem D E. Nursing: Concepts of Practice. 6th Ed. New York: Mosby, 2001. Care Model
    • TRABALHO 99 PROCESSOS INFORMACIONAIS NA TECNOVIGILÂNCIA: ESTRATÉGIA DE RACIONALIZAÇÃO DO TEMPO DE DIVULGAÇÃO SILVA IAS , LEITE EP, COUTINHO FA, SILVA OS, RIBEIRO EAF [email_address] Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos Introdução : a Tecnovigilância é um sistema integrante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), para acompanhar as ocorrências das queixas técnicas e eventos adversos de produtos médico-hospitalares na fase de pós-comercialização. Este sistema tem como objetivo também, recomendar medidas que garantam a proteção e promoção da saúde aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). No sentido de subsidiar a atuação da Tecnovigilância nas organizações hospitalares foi formada a Rede Sentinela, composta de hospitais que informam através do sistema NOTIVISA os eventos e queixas técnicas à ANVISA. No âmbito hospitalar, a tecnovigilância deve atuar na promoção do desenvolvimento de ações de vigilância sanitária estabelecendo assistência com qualidade, assim como, segurança no uso destes materiais. Para tanto foi instituída a padronização de um formulário baseado nas orientações da ANVISA contendo informações qualitativas e quantitativas, que permitem uma análise estratégica da relação entre os eventos e queixas técnicas notificadas, associadas ao contexto. Estes eventos podem ser caracterizados como desvios da qualidade, irregularidades ou possíveis danos aos pacientes. Faz parte do processo de vigilância a notificação destas ocorrências aos setores de apoio e neste sentido os recursos informáticos podem dinamizar o encaminhamento das informações de forma precisa. Objetivo: este estudo tem como objetivo apresentar uma estratégia agilizadora no processo de divulgação dos eventos adversos e queixas técnicas, reduzindo o tempo de envio, para os setores, serviços e fornecedores, de um Complexo Hospitalar Universitário de ensino, pesquisa e assistência, de grande porte, prestador de serviços aos usuários do SUS, integrante da Rede Sentinela. Metodologia: estudo descritivo do tipo relato de experiência da implantação do formulário eletrônico de notificação da tecnovigilância em um Hospital Sentinela. Buscou-se por meio de recursos informáticos um meio de divulgação simultânea das ocorrências para a ANVISA e os demais setores de apoio da organização hospitalar. Para este fim, foi desenvolvido um formulário eletrônico para a notificação dos eventos adversos e queixas técnicas em formato de planilhas eletrônicas do tipo Excel, vinculadas entre si. Estas ocorrências quando registradas na planilha principal, são replicadas automaticamente para as demais planilhas. Resultados: a partir da implementação desse método de registro os setores como: Diretoria Médica, Setor de Compras, Almoxarifado, Comissão de Licitação, Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Comissão de Controle de Qualidade de Materiais e Fornecedor recebem as informações necessárias concomitantemente. Conclusões: Consideramos que esse método informacional reduz o tempo de envio dos registros a todos os setores de apoio à Tecnovigilância e fornecedores, disponibiliza dados para elaboração de planos de ação assim como agiliza as respostas das informações enviadas. Palavras-chave : tecnovigilância; padronização; estratégia.
    • TRABALHO 116 ABSENTEÍSMO E SUA INFLUÊNCIA NO GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM Abreu RMD , Simões ALA, Faria VB. Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM e-mail: renata - [email_address] RESUMO O absenteísmo entre os profissionais de enfermagem tem sido uma preocupação dos gestores hospitalares, o que gera a necessidade de aprofundamento no conhecimento de suas causas e de ações para redução dos índices de ocorrência no âmbito hospitalar. O absenteísmo é o termo utilizado para designar a falta do empregado ao trabalho, ou seja, a soma dos períodos em que os empregados se encontram ausentes, devido a algum motivo interveniente (1) . Este estudo objetivou verificar o índice de absenteísmo na Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTI-A) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC/UFTM) e identificar os motivos atribuídos pelos profissionais de enfermagem para as faltas no trabalho. Realizou-se uma pesquisa de natureza descritiva e exploratória, que foi desenvolvida em duas etapas, sendo que na primeira etapa buscou-se realizar o levantamento das ausências não previstas praticadas pelos profissionais de enfermagem lotados na UTI-A, no período de janeiro a dezembro de 2008, utilizando as escalas mensais e relatórios da Diretoria de Enfermagem, sendo os dados submetidos à análise descritiva. Na segunda etapa foram realizados grupos focais com os profissionais da UTI-A, no período de julho a agosto de 2009. Este estudo foi realizado após aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos (protocolo nº 1250). A amostra da primeira etapa foi constituída de 41 profissionais, sendo que destes 32 (78,05%) apresentaram ausências não previstas no período do estudo, caracterizando um índice de absenteísmo de 8,64%. Na segunda etapa participaram 29 profissionais de enfermagem, sendo os registros dos grupos focais submetidos à técnica de análise de conteúdo na modalidade temática, de onde emergiram os seguintes temas: Fatores de risco para a ocorrência do absenteísmo e Alternativas para minimizar o absenteísmo. Os resultados mostraram que dentre os fatores que contribuem para a ocorrência do absenteísmo, predominaram o modelo centralizado de gestão; o clima desarmônico entre os colegas de trabalho; a sobrecarga de serviço; a desorganização do trabalho e questões pessoais e familiares. Evidenciou-se a dificuldade em trabalhar num ambiente laboral negativo e estressante, o que provoca tensões e insatisfações, desencadeando alterações da capacidade física e moral dos profissionais e, consequentemente, contribuem para o absenteísmo e redução da qualidade da assistência prestada ao cliente. Destacaram como sugestões para minimizar sua ocorrência: relacionamento interpessoal eficaz, através da adoção de uma gestão participativa, onde a chefia possa estabelecer uma comunicação efetiva com a equipe, conhecendo o trabalho dos profissionais e incentivando o crescimento e desenvolvimento profissional; respeito entre os colegas de trabalho; organização do serviço e suporte terapêutico para os profissionais da UTI. Concluiu-se que a ocorrência do absenteísmo traz implícitas questões subjetivas que envolvem múltiplas dimensões, entre elas, as relações interpessoais, as condições de trabalho e os processos de gestão, que não podem ser elucidadas somente pela perspectiva quantitativa. Portanto, a redução do absenteísmo requer intervenção preventiva sobre os fatores multicausais, cabendo aos gestores, o planejamento de ações direcionadas às necessidades dos profissionais e da instituição. Palavras Chave: Enfermagem. Absenteísmo. Administração de Recursos Humanos em Hospitais. Referência Bibliográfica: 1. CHIAVENATO, I. Recursos humanos na empresa . 3 ed. São Paulo: Atlas, 1994. v. 2. p.139 .
      • TRABALHO 117
      • TREINAMENTO: HÁBITOS SAUDÁVEIS E PROMOÇÃO DE PESO IDEAL. ESTRATÉGIA PARA FORTALECIMENTO DO PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NO MUNICÍPIO DE PINDAMONHANGABA -SP.
      • CRUZ LMN, CAMPOS RM, MORAES IF, SILVA SMP.
      • Devido ao aumento de sua prevalência em todas as faixas etárias a obesidade já é considerada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) um relevante problema de saúde pública em países desenvolvidos e uma epidemia global em países em desenvolvimento (1) . No município de Pindamonhangaba, cidade do interior do estado de São Paulo, esta situação não é diferente, foram iniciadas atividades isoladas com o objetivo de atender a esta nova demanda. Vários grupos foram criados,em 2002 teve início o grupo GARRA (Grupo de apoio a revitalização e reeducação alimentar). Em 2005 surgiu o grupo GON (Grupo de Orientação Nutricional) pela Estratégia de Saúde da Família (ESF) do bairro Santa Cecília, em 2007 o grupo Contra Peso na ESF de Moreira César e mais recentemente em 2009 o grupo Pense Leve pela ESF do Jardim Imperial. Diante das metas estabelecidas pela Secretaria de Saúde e Assistência Social de Pindamonhangaba em 2009 (incentivo à alimentação saudável, prevenção e combate ao sedentarismo, prevenção e combate ao álcool e drogas e prevenção e combate ao tabagismo) houve a necessidade de expansão destes grupos para outras unidades de saúde do município. Foi então realizado um ciclo de seis palestras no período de agosto de 2009 a novembro de 2009 para os profissionais de saúde da Prefeitura de Pindamonhangaba com o objetivo de capacitar estes profissionais para a implantação de grupos de reeducação alimentar onde seriam trabalhadas questões como a promoção de práticas alimentares, estilo de vida saudável, controle do peso ideal e necessidades nutricionais como também formar uma equipe para acompanhar estes grupos nas unidades de saúde. Participaram deste treinamento 40 profissionais, a saber, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, médicos, dentistas e agentes comunitários representando 19 equipes de ESF (90,47% das ESF do município). Ao iniciarmos o treinamento, havia quatro unidades realizando os grupos, atualmente 11 equipes estão desenvolvendo os grupos conforme os projetos que foram elaborados durante os encontros. No final do treinamento obtivemos cinco modelos de projetos disponíveis para a implantação nas unidades que foram elaborados pelos próprios participantes, garantindo assim não só a execução, mas também o planejamento das atividades. No último encontro foi realizada uma eleição de 12 pessoas que comporão o Grupo de Estudos e Trabalho Interinstitucional de Alimentação (GETI-alimentação) que acompanharão os futuros grupos de reeducação alimentar nas unidades de saúde além de discutirem e proporem idéias quanto à alimentação saudável no município.
      • (1)ABRANTES MM, LAMOUNIER JA, COLOSIMO EA. Prevalência de sobrepeso e obesidade nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil. Rev. Assoc. Med. Bras ., São Paulo, v.49, n.2, abril-junho, 2003.
      • Palavras-chave: treinamento, obesidade, grupos.
      • Relato de experiência
      • Nome da Instituição: USF Jardim Imperial (Prefeitura de Pindamonhangaba)
      • e-mail:leiamello@uol.com.br (Léia Mello Nunes da Cru
    • TRABALHO 118 LINHA AMARELA: IMPLANTAÇÃO DO PROTOCOLO DE ATENDIMENTO DE PARADA CÁRDIORESPIRATÓRIA NAS UNIDADES DE INTERNAÇÃO DE UM HOSPITAL PRIVADO Autores: * Gilmar Valdir Greque, Edina Fernades da Rocha , Maria Fortunata Amendola Fernandes, Aderson Francisco de Oliveira. Introdução: PCR : é a interrupção da circulação sanguínea que ocorre em conseqüência da parada súbita e inesperada dos batimentos cardíacos ou da presença de batimentos cardíacos ineficazes Ritmos de Parada Cardio Respiratória: Fibrilação Ventricular ou Taquicardia Ventricular sem Pulso, Assistolia e Atividade Elétrica sem Pulso. Justificativa: Padronizar a assistência no atendimento de parada cardiorespiratória. Objetivo: Relatar experiência dos enfermeiros juntamente com a equipe médica na implantação de protocolo de assistência em Parada Cardio Respiratória nas unidades de internação, através da padronização de equipamentos, materiais e medicamentos em carrinhos de emergência treinamento dos profissionais com aulas teóricas e praticas, embasadas nos conceitos BLS e ACLS. Metodologia: Feito implantação da linha amarela,utilizando ramal do PABX e BIP exclusivo para atendimento e identificação da PCR. Realizado treinamento com todos os funcionários da Enfermagem sobre manobras de ressuscitação, cardioversão elétrica e fármacos de suporte. Resultado: Com o protocolo conseguimos realizar atendimento técnico e avançado no leito do paciente aprimorando atuação da equipe e envolvendo a administração na aquisição de novos equipamentos. Conclusão: Otimizamos o tempo do inicio do atendimento desenvolvendo segurança na equipe e êxito na recuperação do paciente.
    • TRABALHO 119 AVALIAÇÃO DO ENSINO DE TÉCNICOS DE ENFERMAGEM OBSERVADO ATRAVÉS DA SISTEMATIZAÇÃO DO PROCESSO SELETIVO EM UM HOSPITAL PRIVADO - RELATO DE EXPERIÊNCIA. CAMARGO, TA, BELLUOMINI, AS ; Instituição: Misericórdia Botucatuense. e-mail: [email_address] Introdução: Nos últimos anos o crescente número de cursos profissionalizantes, ocasionou a precariedade no processo de ensino, constatação esta relatada pelo Coren - SP que em sua publicação nº 73 de 2008, expõem diversas situações que explicam por que a formação está tão deficiente, dentre elas destacam-se: estágios realizados em instituições despreparadas e com carga horária inferior ao determinado, estágios com mais de dez alunos por supervisor; professores sem comprometimento como processo-aprendizagem. Esta deficiência foi vivenciada de forma concreta pela instituição, com a abertura de um novo setor de internação, onde foi necessária a contratação de 14 técnicos de enfermagem, para estas contratações, foram analisados os processos anteriores que até 2008 acontecia de forma pontual e fragmentada. Justificativa: Foi observado que o processo seletivo anterior não atendia as necessidades da instituição, com a contratação de profissionais com deficiências em conhecimentos básicos de enfermagem, frente a isso a gerência de enfermagem e o departamento de CCIH, sistematizaram o processo seletivo. Objetivo: Demonstrar as principais deficiências detectadas nas avaliações do processo seletivo. Método: Estudo tipo relato de experiência sobre a sistematização do processo seletivo de uma instituição privada de médio porte do interior de São Paulo. Resultados: O processo foi estruturado em quatro fases, inicialmente através de analises de currículos, uma avaliação teórica seguida de avaliação prática e finalizando com uma entrevista. Optou-se nas avaliações teóricas por mesclar questões alternativas e dissertativas, nessas avaliações foi observado que o número de candidatos que não atingiam a média estabelecida de 6,5 para continuar o processo foi significativo. Nas avaliações teóricas as dificuldades apresentadas concentravam-se nas interpretações e elaboração de textos, erros de ortografia, e dificuldade em realizar cálculos de medicação. Cabe destacar que essas deficiências evidenciadas nas avaliações teóricas são responsabilidades tanto dos cursos profissionalizantes quanto do ensino fundamental e médio. Já nos processos de enfermagem percebemos dificuldades referentes á assistência a neonatos e lactentes, cuidados com hemoderivados e processos de desinfecção e esterilização, estes temas são abordados na teoria, mais os estágios nesses setores ou não acontece ou tem carga horária mínima. No ano de 2009 foi contratado pela instituição o total de 46 profissionais, para essas admissões foram necessárias 172 avaliações teóricas e 82 avaliações práticas. Conclusão: Concluímos que a sistematização trouxe benefícios significativos para a instituição, diminuindo a rotatividade de colaboradores e conseqüentemente diminuindo gastos referentes a contratações, proporcionando um quadro de novos profissionais com conhecimento teórico-prático suficiente para a integração nas unidades, preservando assim a segurança dos pacientes. Consideramos importante nesse processo pautar por uma avaliação individual e sistematizada do candidato, desde o currículo passando por conhecimentos básicos e específicos até a postura profissional. Acreditamos que somente com a união dos cursos profissionalizantes, profissionais docentes capacitados e agindo de maneira ética, instituições cedendo estágio de maneira responsável e os órgãos fiscalizadores atuando de maneira efetiva, a qualidade dos profissionais de enfermagem irá melhorar. Bibliografia: ALMEIDA, l.P; FERRAZ, C.A. Políticas de formação de recursos humanos em saúde e enfermagem. Rev. Bras. Enferm. Vol.61.n.1. Brasilia.Jan 2008. PALAVRAS-CHAVE: Processo Seletivo; Enfermagem.
    • TRABALHO 120 DESAFIANDO NOVAS ESTRATÉGIAS PARA REESTRURAÇÃO DA EDUCAÇÃO PERMANENTE – RELATO DE EXPERIÊNCIA. BELLUOMINI, AS, CAMARGO , TA, DUARTE, TC. Instituição: Misericórdia Botucatuense. e-mail: andrezza2003@ig.com.br Introdução: Vivenciamos no setor da saúde um momento de constantes transformações dos saberes tecnológico e dos conhecimentos científicos, efeito esse da chamada globalização. Nas instituições hospitalares essas transformações nos desafiam para a busca constante da capacitação da equipe de saúde. Este trabalho relata a experiência da gerência de enfermagem, em parceria com os setores de auditoria e CCIH, para sistematizar o processo de educação permanente, em um hospital privado. Objetivo: Sistematizar um programa de educação permanente através da mobilização da equipe de enfermagem para participação no processo de ensino. Método: Estudo tipo relato de experiência sobre as estratégias elaboradas para reestruturação da educação permanente no ano de 2009, em um hospital privado no interior paulista. Resultados: A estruturação do serviço de educação permanente na instituição iniciou-se no ano de 2008, após a realização de alguns encontros com os coordenadores de setor, para mapeamento e direcionamento das atividades. No primeiro momento da prática, observamos uma educação permanente executada de forma fragmentada, limitada pela falta de tempo e de enfermeiros para execução das aulas, além de, uma equipe técnica de enfermagem pouco participativa nas aulas. Optamos por reformular o programa através das seguintes propostas: formação de equipes por setores; escolha e sugestões dos temas por parte das equipes; opção de horários diurno e noturno para as aulas e convocação das equipes na participação das aulas ministradas pelo grupo. Observamos um aumento nas atividades desenvolvidas e também nas participações após a reestruturação do programa, sendo no ano de 2008 a abordagem de 20 temas com 432 participações e em 2009 abordamos 33 temas com 1148 participações. Conclusão: Esse estudo de caso foi relevante para sensibilizar o profissional de enfermagem a buscar o seu desenvolvimento não por obrigatoriedade em atender as políticas institucionais e sim para o aprimoramento de suas habilidades técnico – cientificas. Reforçamos que o fator decisivo para o sucesso de um programa de educação permanente está diretamente relacionado à motivação, engajamento, responsabilidade e empenho de toda a equipe de enfermagem. Bibliografia: Ruthes RM; Cunha ICKO. Considerações gerais sobre gestão de pessoas na área de enfermagem . Nursing (São Paulo); 12(131):190-194, abr. 2009. PALAVRAS-CHAVE: Educação Permanente, Enfermagem.
      • TRABALHO 121
      • A Gestão Ancorada na Humanização: RELATO DE EXPERIENCIA
      • SILVA MJP 1
      • Rogenski NMB 2
      • SANTOS NC 3
        • Introdução: Humanizar é tratar a pessoa de forma singular, dar atenção e ter desvelo, ou seja, respeitar à vida humana. Esse valor é definido em função de seu caráter complementar aos aspectos técnico-científicos que privilegiam a objetividade, a generalidade, a causalidade e a especialização do saber. Com o objetivo de melhorar a qualidade e a eficácia do atendimento prestado aos pacientes, o Sistema Único de Saúde, lançou o “Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar, para o qual “Humanizar em saúde é resgatar o respeito à vida humana, levando-se em conta as circunstâncias sociais, éticas, educacionais e psíquicas presentes em todo relacionamento humano”. Humanizar requer um processo reflexivo acerca dos valores e princípios que norteiam a prática profissional, além de um tratamento e cuidado digno, solidário e acolhedor por parte dos profissionais de saúde ao doente/ser fragilizado, nova postura ética que permeie as atividades profissionais e processos de trabalhos institucionais (1) . Objetivo: Relatar as estratégias de humanização desenvolvidos no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP) para os pacientes e colaboradores. Método: O Departamento de Enfermagem (DE) tem como finalidade coordenar, supervisionar e controlar as atividades desenvolvidas nas áreas de ensino, pesquisa e assistência de enfermagem. Um dos objetivos do plano de metas do DE é ser reconhecido como hospital de assistência humanizada. C onta com 708 colaboradores e tem buscado instrumentos que possibilitem melhor gerencia dos profissionais de enfermagem, produzindo conhecimentos, desenvolvendo habilidades e competências em busca de um atendimento cada vez mais humanizado. Resultados: Como ações humanizadoras voltadas para a assistência ao paciente temos: comemoração do dia do aniversário para 100% das crianças internadas na clínica pediátrica; brinquedoteca infantil e adulto; atividades para crianças, em isolamento, ao ar livre e em datas comemorativas; assistência assistida por animais; Hospital Amigo da Criança; participação de palhaça na Assistência Domiciliária, acompanhante em sala de parto; boletim informativo sobre pacientes durante procedimentos no Centro Cirúrgico; acompanhante na recuperação pós-anestésica e visita de palhaços aos pacientes adultos. As ações voltadas aos colaboradores compreendem o projeto Cuidando do Cuidador, que incluem: aromaterapia; aplicação da auriculoterapia no nível de estresse em profissional de enfermagem; ginástica laboral e relaxamento nas áreas criticas de atendimento; centro de vivência (local com sofás, puffes, biblioteca, computadores, mini-anfiteatro); combate à obesidade; campanha permanente anti-tabaco; comemoração do dia dos profissionais; confraternizações; projeto de ergonomia para melhoria das condições de trabalho e realização bianual de Fórum de Técnicos de Enfermagem. Conclusão : Sabemos que a humanização deve caminhar cada vez mais para a construção de atitudes ético-políticas. É uma atitude solidária através de gestos que despertem no ser humano sentimentos de confiança, promovendo o bem comum acima dos interesses individuais ou de grupos pequenos, buscando a construção permanente de laços de cidadania, valorizando o trabalho dos colaboradores e criando condições para que as demandas da população se imponham como determinantes no direcionamento da qualidade dos serviços.
        • Descritores : Humanização da assistência; educação em enfermagem; ética;
        • Referência: Backes DS, Lunardi Fillho WD, Lunardi VL. A humanização como expressão da ética. Rev Lat-am Enferm. 2006; 14(1):132-5.
    • TRABALHO 122 Fatores de risco e proteção no âmbito escolar e prevalência de consumo de álcool e tabaco em alunos de 11 anos brasileiros e espanhóis Autores: Stancato K, Gaban AC Instituição: Universidade Estadual de Campinas E-mail para contato: katia@fcm.unicamp.br RESUMO: O estudo dos fatores de risco e de proteção no âmbito escolar em relação ao álcool e ao tabaco tem gerado um grande número de pesquisas, em especial com relação à adolescência e à juventude, ambas populações de risco, em momento crítico de desenvolvimento. Não obstante, são escassas as pesquisas nas idades prematuras, sobre fatores de risco e fatores de proteção relacionada com o âmbito escolar. Neste sentido diante da suspeita, o inicio de consumo de álcool e tabaco poderia estar ocorrendo com nossas crianças antes de seu acesso no ensino secundário. No Estado de São Paulo existe um grave problema não só pelo consumo de drogas entre crianças e jovens, mas também pela íntima relação com a delinqüência. Em Campinas, Estado de São Paulo, não há investigação nesse sentido com estudantes de 11 anos em relação ao consumo de droga legal tampouco levantamento dos fatores de risco e de proteção no âmbito escolar. A pesquisa caracteriza-se por ser inquérito multicêntrico com técnica de amostragem do tipo intencional comparando-se escolas públicas e particulares de áreas periféricas e centrais. Participaram da pesquisa 1012 crianças, sendo 720 espanholas e 292 brasileiras, com idade de 11 anos. Objetivou-se relacionar fatores de risco e proteção considerados em 6 questionários. Na análise estatística, realizou-se o estudo descritivo e compararam-se determinadas variáveis, para estabelecer diferenças entre ambas às populações, com a incorporação do corpo de conhecimento contrastado sobre os fatores de consumo e a relevância dos fatores de risco e de proteção, desde a perspectiva de gênero. Os resultados indicaram que tanto alunos espanhóis - 74,4%, como brasileiros - 43,8%, consumiram bebidas alcoólicas, em número maior do que os que consomem tabaco (espanhóis – 21,9% e brasileiros – 12,7%), denotando a existência de percepção menor de perigosidade do álcool (espanhóis – 83,8% e brasileiros – 70,5%), relativamente ao tabaco (espanhóis – 96% e brasileiros – 97,3), e maior tolerância social, ao consumo de bebidas alcoólicas. Destacam-se nos resultados, ao funcionamento como modelos, dos pais em ambas as populações (pais - 78,5% e das mães - 58,8% espanhóis consomem bebidas alcoólicas; uma percentagem importante dos pais - 49% e das mães - 58,8% brasileiros consomem bebidas alcoólicas; ao consumo de tabaco, não se encontra esta consistência). Conclui-se que no nível de idade dos participantes, os fatores de proteção e de risco não funcionam, não discriminando os sujeitos à medida que os diversos fatores exercem seu efeito sobre seu comportamento, em relação às bebidas alcoólicas e ao tabaco. Referências Bibliográficas: 1) Miller JW, Naimi TS, Brewer RD et al. Binge Drinking and Associated Health Risk Behaviors Among High School Students. Pediatrics 2007;119;76-85. 2) Mendoza Berjano R , Batista Foguet JM , Sánchez García M et al. The consumption of tobacco, alcohol and other drugs by adolescent Spanish students. Gac Sanit . 1998;12(6):263-71. Palavras-chaves: álcool, tabaco, aluno.
    • TRABALHO 123 INDICADORES NO GERENCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA. Fernandes, SBA ; Caldas, MC; Rodrigues, MF; Alcântara, LFFL; Souto, MD. Instituto Nacional de Câncer / Hospital do Câncer III. [email_address] INTRODUÇÃO: O Hospital do Câncer III iniciou, em março de 2004, o primeiro movimento em prol da construção de indicadores como ferramenta de gestão da assistência. À época, foi acertado convênio com o Consórcio Brasileiro de Acreditação de Sistemas e Serviços de Saúde (CBA) e a Joint Commission International (JCI) para avaliação e certificação da instituição com vistas ao alcance de metas internacionais de segurança do paciente. Foram realizadas duas visitas educativas com objetivo de identificar oportunidades de melhorias nos processos existentes. Em dezembro de 2007, o HC III recebeu o certificado de acreditação, estando hoje em processo de recertificação. A Divisão de Enfermagem, junto às chefias de setores, elaborou os seguintes indicadores que contemplam etapas do tratamento e controle do câncer de mama: percentual de queda em pacientes internados, ocorrência de radiolesões, suspensão de internação cirúrgica, causas de suspensão na internação cirúrgica, ocorrência de lesão tecidual por extravasamento de quimioterápicos (QT) e tempo entre solicitação e colocação do cateter venoso central (CVC). JUSTIFICATIVA: Necessidade de construção e implementação de um método para acompanhamento do processo assistencial de enfermagem, assim como atender às exigências do Manual da JCI. OBJETIVO: Melhorar a qualidade da assistência ao paciente através de monitoramento dos processos administrativos e assistenciais. MÉTODO: Para elaborar os indicadores, levou-se em consideração: necessidades específicas da clientela, recomendações do manual da JCI e reconhecimento das necessidades estruturais de cada setor. RESULTADO: Construção de seis indicadores baseados nos seguintes cálculos: percentual de queda = somatório de quedas de pacientes internados no mês / número de pacientes- dia no mês X 100; ocorrência de radiolesões = número de pacientes com radiolesão / número de pacientes tratados X 100; suspensão de internação cirúrgica = número de pacientes com suspensão de internação cirúrgica mensal / número de pacientes agendados para internação cirúrgica mensal X 100; causas de suspensão na internação cirúrgica = número de internação cirúrgica suspensa por causa / total de internação cirúrgica programada; ocorrência de lesão tecidual por extravasamento de quimioterápico = número de extravasamento de QT / número de quimioterapias realizadas X 100; tempo entre a solicitação e a colocação de CVC = intervalo em dias entre a data de solicitação de CVC e a data de colocação de CVC. CONCLUSÃO: Estes indicadores possibilitaram identificar resultados positivos e oportunidades de melhoria em processos assistenciais e administrativos. BIBLIOGRAFIA: (1) Leão, ER; Silva, APR; Alvarenga, DC; Mendonça, SHF. Qualidade em Saúde e Indicadores como Ferramenta de Gestão. São Paulo: Yendis Editora, 2008. (2) Manual Internacional de Padrões de Certificação Hospitalar [editado por] Consórcio Brasileiro de Acreditação de Sistemas e Serviço de Saúde- Rio de Janeiro: CBA, 2005. (3) Marquis, BL, Huston, CJ. Administração e Liderança em Enfermagem: teoria e aplicação. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.
    • TRABALHO 124 PRECEPTORIA PROCESSO DE TRABALHO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF) Souza AL; Pereira EM; Azevedo RA; Monteiro MS Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina/ PABSF [email_address] - pab.org.br Introdução: O Sistema Único de Saúde (SUS) trouxe a necessidade de ampliação do acesso da população aos serviços, atenção integral à saúde, cuidado progressivo e desenvolvimento dos profissionais de saúde para atender esta nova proposta. A educação permanente vem sendo apresentada como alternativa para transformar as práticas profissionais, por meio da integração ensino-serviço, a partir dos problemas enfrentados no cotidiano e levando em consideração os conhecimentos e experiências dos envolvidos no processo. A preceptoria de enfermagem da SPDM/PABSF visa o aprimoramento dos profissionais estimulando seu crescimento técnico e profissional a partir da sua experiência. Parte-se do princípio de que o preparo para atuação do profissional não significa apenas a instrumentação técnica, mas uma reflexão crítica desta prática e da realidade onde esta se realiza. Justificativa: Para o desenvolvimento do processo de trabalho é necessário, instrumentalização técnica, reflexão crítica da prática, sistematizando as ações e integrando o indivíduo. Objetivo : Avaliar a aprendizagem do enfermeiro nas atividades gerenciais de uma equipe do ESF, após treinamento do processo de trabalho em enfermagem gerenciar/administrar. Método: Pesquisa observacional transversal. O treinamento foi realizado por preceptor de enfermagem para 14 enfermeiros das equipes da ESF do município de Campos do Jordão/SP, no período de julho a setembro de 2008. Após treinamento foi aplicado um questionário institucional contendo 16 questões que abordavam temas específicos do processo de trabalho, com cinco opções de resposta relacionada à aprendizagem e domínio de cada assunto antes e após o treinamento. R esultados: Em relação à construção do mapa da unidade da equipe e da micro área, 50% dos enfermeiros disseram já dominarem o assunto e aprenderem muito, 22% não dominavam o assunto e aprenderam muito, 14% dominavam o assunto e não aprenderam nada e 14% já dominavam o assunto e não aprenderam nada. Em relação á atualização e organização de prontuários, 65% dos enfermeiros responderam que já dominavam o assunto e aprenderam muito, 22% não dominavam o assunto e aprenderam muito e 7% não dominavam o assunto e aprenderam pouco. Na organização de Kits do ACS, 79% dos enfermeiros já dominavam o assunto e aprenderam muito e 21% não dominavam o assunto e aprenderam muito; Na interpretação dos dados de informação do SIAB, 57% dominavam o assunto e aprenderam muito, 29% não dominavam o assunto e aprenderam muito e 14% já dominavam o assunto e aprenderam pouco; Quanto à avaliação de risco das famílias cadastradas, 64% dominavam o assunto e aprenderam muito e 36% não dominavam o assunto e aprenderam muito. Conclusão: Apesar do enfermeiro dominar o assunto, a ação da preceptoria de enfermagem mostrou que o treinamento norteou e padronizou o processo de trabalho desenvolvido, otimizou o tempo e facilitou o desempenho do enfermeiro de acordo com as diretrizes do Sistema Único de Saúde e a ESF. Bibliografia: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas. Diretrizes para a programação pactuada e integrada da assistência à saúde. Série Pactos pela Saúde, 9. Brasília; 2006.
    • TRABALHO 125 Trabalho de estudos originais O IMPACTO DAS AÇÕES DA LIDERANÇA FRENTE À AVALIAÇÃO DOS SEUS LIDERADOS Autores: Lopes, L. L. A. Gióia, F. Urquiza, C. L. S. Palavras chaves: Liderança, Comunicação, Administração de Serviços de Saúde “ Com a evolução histórica da economia mundial, nos últimos anos, tem se mostrado um desenvolvimento importante das sociedades do conhecimento que possibilita novas maneiras de pensar. A transição de uma sociedade industrial para uma sociedade de conhecimento esta diretamente ligada às organizações, as quais têm passado por reestruturações com vistas que “o capital humano é a variável econômica crítica e a liberação do potencial humano é o objetivo da administração (Crawford, 1994)”. O que requer um novo estilo de administração, no qual a liderança representa uma força fundamental. Podemos incluir nestas organizações aquelas que prestam serviços especializados baseados em alto nível de conhecimento como, por exemplo, os serviços de saúde e os hospitais. Com o intuito de nortear as ações de melhorias para a equipe foi desenvolvido esta pesquisa de clima organizacional. O objetivo deste trabalho é o de analisar o impacto das ações da liderança frente a avaliação dos seus liderados. Utilizando-se um questionário de 10 afirmativas, com respostas fechadas do tipo Likert: discordo totalmente, discordo em grande parte, mais discordo do que concordo, mais PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.comminha chefia está sempre preocupada em aumentar a eficiência do grupo” com 40,75%. Para as afirmativas “A chefia deixa claro quais são minhas possibilidades de crescimento dentro da equipe” e “ Recebo informações da chefia sobre a qualidade do meu trabalho” houve uma favorabilidade com pouca adesão 27,63% e 27,99% respectivamente. Segundo Trevizan et. all, enraizado na liderança está a capacidade de comunicar, portanto a comunicação é fundamental para o exercício da influência para a coordenação das atividades grupais e para a efetivação do processo de liderança. O líder deve conhecer seu estilo de gerenciamento e proporcionar uma melhoria nas relações interpessoais e institucionais, permeando por todos os requisitos necessários para isso. Referencias bibliográficas 1. Crawforf, R. Na era do capital humano. Trad. Luciana Bontempi Gouveia. São Paulo: Atlas, 1994. 2. Trevizan, MA; Mendes, IAC; Fávero, N; Melo, MRA da C. Liderança e comunicação no cenário da gestão em enfermagem. Rer. Latino-am. Enfermagem, Ribeirão Preto,1998; 6(5):77-82. 3. Leitão, IMT de A; Arruda, RB de. Clima Organizacional: novos rumos no perfil do enfermeiro e desafios a assistência de enfermagem. Ver O Mundo da Saúde, São Paulo, 2004: 28(2):151-159. 4. Ruthes, RM; Cunha, ICKO. Competências do enfermeiro na gestão do conhecimento e capital intelectual. Ver Brás. Enferm., Brasília, 2009: PDF Creator - PDF4Free v2.0 http://www.pdf4free.com
    • TRABALHO 126 A UTILIZAÇÃO DE UM CHECKLIST DE CIRURGIA SEGURA NO PERíODO PRÉ-OPERATÓRIO EM ONCOLOGIA Moita, M. I R .; Alcãntara, L.F.F.L; Caldas, M.C.R.G, Amorim, R.M.A Instituto Nacional de Câncer / Hospital do Câncer III [email_address] Introdução Em um hospital especializado em assistência oncológica, com a Acreditação Hospitalar ocorrida em 2007, foi elaborado um checklist para contemplar a meta 4 do manual do Consórcio Brasileiro de Acreditação Hospitalar (CBA) da Joint Commission Internacional (JCI), com vistas à “assegurar cirurgias com local de intervenção correto, procedimento correto e paciente correto”. Um processo que se inicia na consulta de enfermagem de internação cirúrgica no ambulatório e é concluído no centro cirúrgico durante o tratamento cirúrgico para o câncer de mama. As enfermeiras elaboram um formulário e o introduziram nas atividades da consulta de enfermagem de internação cirúrgica desencadeando assim, a monitorização do paciente cirúrgico no período pré-operatório. Justificativa A instituição buscou eliminar erros possíveis durante um tratamento cirúrgico, a partir de práticas seguras baseadas em evidencias descritas no Protocolo Universal para Prevenção de Cirurgias com Local de Intervenção Errado, Procedimento Errado ou Pessoa Errada, criada pela JCI, promovendo condições para uma comunicação eficaz entre os membros da equipe multidisciplinar. Objetivo Garantir ao paciente um processo eficaz de avaliação de seu procedimento cirúrgico. Método O formulário é preenchido em três momentos: na consulta de enfermagem, durante a admissão do paciente checando os dados de identificação, procedimento cirúrgico prescrito e verificação do local de intervenção através de um exame físico. Na unidade de internação, é realizados a marcação do local de intervenção com o envolvimento do paciente e a checagem dos exames pré-operatórios. O processo é finalizado no centro cirúrgico, antes do início da cirurgia, com verificação se os documentos e equipamentos cirúrgicos necessários ao procedimento, são corretos e estão funcionando. Resultados O preenchimento do checklist oportuniza maior segurança do paciente em relação do seu procedimento cirúrgico quanto à eficácia das atividades realizadas pela equipe multidisciplinar no período pré-operatório. Conclusão A utilização deste formulário proporcionou minimizar a ocorrência de intervenções erradas ainda presentes em instituições de saúde. Uma comunicação eficaz na equipe multidisciplinar, a marcação correta do local pelo cirurgião com o envolvimento do paciente, a revisão adequada do prontuário e dos equipamentos necessários ao procedimento cirúrgico, ajudam a instituição de saúde a determinar como este processo pode ser documentado de maneira resumida e objetiva através de um “checklist”. Bibliografia(1) Manual Internacional de Padrões de Certificação Hospitalar [editado por] Consórcio Brasileiro de Acreditação de Sistemas e Serviço de Saúde- Rio de Janeiro: CBA, 2005. (2) Marquis, BL, Huston, CJ. Administração e Liderança em Enfermagem: teoria e aplicação. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.
    • TRABALHO 127 GERENCIAMENTO DO CUIDADO A PACIENTES PORTADORAS DE NEOPLASIAS GINECOLÓGICAS E SUBMETIDAS À RADIOTERAPIA: EXPERIÊNCIA EM UMA UNIDADE ESPECIALIZADA SOUZA, CQS e LEITE,JL Escola de Enfermagem Anna Neri Universidade Federal do Rio de Janeiro [email_address] Introdução. Estudos que abordam o processo de trabalho do enfermeiro têm demonstrado haver uma predominância de atividades desenvolvidas com ênfase no gerenciamento dos serviços, em detrimento das atividades que envolvem o cuidado aos clientes 1,2,3 . Entretanto, entendemos não haver cuidado possível sem coordenação do processo de trabalho assistir em enfermagem, daí considerarmos estas atividades complementares, devendo ter por fim a qualidade no cuidado prestado ao cliente. Objetivos : descrever as atividades realizadas por enfermeiras ambulatoriais a pacientes submetidas à radioterapia em uma unidade hospitalar especializada no tratamento onco-ginecológico e correlacionar estas atividades com os aspectos gerenciais do cuidado. Metodologia : trata-se de um estudo observacional, descritivo, de abordagem qualititativa, desenvolvido em um hospital público especializado em oncologia ginecológica, de âmbito federal, localizado no município do Rio de Janeiro. Os dados foram coletados no banco de dados do serviço de enfermagem do ambulatório, referentes ao ano de 2009, e no instrumento denominado Diretrizes da Assistência de Enfermagem na Unidade de Pacientes Externos do serviço em questão. Resultados e discussão : as consultas de enfermagem pré radioterapia são realizadas duas vezes por semana, com agendamento eletrônico prévio. O gerenciamento desta agenda é feito pelo enfermeiro que determina o número de vagas por período, sendo atualmente 8 vagas e 2 extras. No período de Janeiro a Dezembro de 2009 foram realizadas 458 consultas. Entre as atividades descritas estão: orientações em grupo para esclarecimento do tratamento radioterápico, fornecimento de material educacional para o auto-cuidado, coleta de dados por meio de entrevista com a paciente e registro em impresso próprio, realização de exame físico, prescrição das intervenções e fornecimento de hidratante para o preparo da pele a ser irradiada. Caso necessário a paciente é encaminhada para atendimento da equipe multiprofissional. A enfermeira informa o local onde se realizará o tratamento, em quanto tempo a paciente deverá retornar e para qual profissional, e a direciona a secretaria do serviço de ginecologia onde se efetivará o encaminhamento. Identificamos o aspecto gerencial do processo de trabalho do enfermeiro na organização das atividades assistenciais e na administração de recursos materiais para o atendimento. O aspecto assistir caracteriza-se pelas atividades educacionais de promoção do auto-cuidado, pela abordagem clínica, prescrição de procedimentos a serem realizados pelo cliente e registros feitos pelo profissional. Considerações finais : O cuidar e o gerenciar não são atividades excludentes, principalmente ao considerarmos o trabalho do enfermeiro como multidimensional. O enfermeiro gerencia o cuidado quando o planeja, quando o faz, quando prevê e provê recursos materiais, educa o usuário e interage com outros profissionais, na busca de ações que garantam a melhoria do cuidado 4 . Tais ações são percebidas no desenvolvimento das atividades dos enfermeiros da instituição estudada, o que demonstra uma preocupação com a articulação entre os processos gerenciar e assistir por parte destes profissionais. Palavras chaves: Processos de trabalho, gerenciamento do cuidado, enfermagem Bibliografia: 1 – AZOLIN, GMC & PEDUZZI,M. Processo de trabalho gerencial e processo de enfermagem na perspectiva de docentes de enfermagem. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre (RS) 2007 dez; 28(4): 549-55. 2 - GARLET, ER et al. A resignificação dos processos gerenciais nas práticas do cuidado em enfermagem . On line Brazilian Journal of Nursing, vol 5, nº 3, 2006. 3 - HAUSMANN,M & PEDUZZI, M. Articulação entre as dimensões gerencial e assitencial do processo de trabalho do enfermeiro. Texto e Contexto Enfermagem, Florianópolis, 2009 Abr-Jun;18(2): 258-65. 4 – ROSSI, FR & LIMA, MADS . Fundamentos para processos gerenciais da prática do cuidado. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 2005; 39 (4); 460-8
    • TRABALHO 128 IMPLEMENTAÇÃO DE ESTRATÉGIAS DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM ENFERMAGEM NO HOSPITAL SÃO LUCAS DA PUCRS Urbanetto J S a Hax G b , Voltz; S c , Stein K d , Santos V e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS e-mail: [email_address] a Enfermeira. Professora da FAENFI-PUCRS e Gestora do Serviço de Enfermagem do HSL-PUCRS. Doutoranda em Ciências da Saúde pela PUCRS. Integrante do GEPE b Enfermeira. Coordenadora Assistencial do HSLPUCRS. Mestra em Ciências da Saúde. Integrante do GEPE. c Enfermeira. Coordenadora Assistencial do HSLPUCRS. Especialista em Metodologia do Ensino Superior. Integrante do GEPE. d Enfermeira. Coordenadora Assistencial do HSLPUCRS. Especialista em Administração do Serviço de Enfermagem. Integrante do GEPE. e Pedagoga. Especialista em Administração Hospitalar Coordenadora Educação Permanente do HSL. Introdução: Os avanços na área da saúde e as diretrizes para a assistência segura da World Alliance for Patient Safety 1 , remetem a necessidade de desenvolvimento de mecanismos cada vez mais adequados para que os profissionais de saúde acompanhem estas mudanças. A educação permanente assume um papel fundamental para garantir a atualização dos profissionais de enfermagem no desenvolvimento de práticas de qualidade. Em 2005, inicia-se uma parceria entre o Curso de Graduação de Enfermagem da Faculdade de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia da PUCRS e o Hospital São Lucas (HSL-PUCRS), com a proposta de integração ensino-assistência. A partir deste momento metas foram traçadas em parceria com a Área de Educação Permanente do Hospital. Objetivo: Descrever o desenvolvimento de estratégias de educação permanente e resultados obtidos nos quatro anos da atual gestão de Enfermagem. Metodologia: No ano de 2006 e 2007 foram estabelecidas quatro modalidades de capacitações: as Capacitações Gerais Periódicas, envolvendo temas globais; as Capacitações Específicas, definidas por cada área assistencial; a Atualização de Procedimentos Técnicos de Enfermagem e a Integração de Novos Profissionais de enfermagem. O formato de aplicação eram aulas expositivas-dialogadas, realizadas em salas de capacitação. Os profissionais participaram em horários fora de seu turno de trabalho. Em 2008, após avaliação pela Grupo de educação Permanente em Enfermagem (GEPE) e gerência do Serviço de Enfermagem, instituiu-se novas modalidades: Transversais (temas abrangentes desenvolvidos em todas as áreas do hospital, com temas novos a cada dois meses); Específicos (temas definidos por cada área assistencial) e Institucionais (temas ligados as políticas e estratégias institucionais, definidos pela Área de Educação permanente, gestão de Serviços e Direção do Hospital). Estas modalidades foram efetivadas também em 2009. O desenvolvimento dos temas também mudou e passou a ser acompanhado pelos gestores de cada área em parceria com os enfermeiros assistenciais, durante o horário de trabalho. Muitos temas passaram a ser desenvolvidos de forma teórico-prática. Nos quatro anos citados. Resultados: Em 2006, foram oportunizadas 12.820 horas capacitação, em 2007, foram oportunizadas 13.552 horas capacitação, nas várias modalidades. Com a mudança de estratégia, tanto em termos de modalidades como de abordagem, obtemos nos anos de 2008 e 2009 uma mudança significativa, perfazendo 43.278 horas e 40.191 horas capacitação, respectivamente. Além destas mudanças iniciou-se em 2009 a auditoria de processos, visando avaliar permanentemente os resultados de forma a qualificar a assistência aos pacientes. Considerações finais: A mudança de estratégia em termos de abordagem e de horários de implantação das capacitações foi positivo para atingir as metas propostas pelo Serviço de Enfermagem em busca de uma assistência de Enfermagem de qualidade. Nos anos de 2008 e 2009, já obtivemos horas totais de capacitação superior ao período total dos anos anteriores. Apesar do aumento da oferta de capacitações, permanece o desafio de qualificação do processo assistencial. 1 World Health Organization.World Alliance for Patient Safety: forward programme. Genebra; 2005.
    • TRABALHO 129 EVIDÊNCIAS OBSERVADAS APÓS A IMPLANTAÇÃO DO GERENCIAMENTO DA DOR NO SERVIÇO DE EMERGÊNCIA EM UM HOSPITAL PRIVADO Autores: Hussne C, Cancian AP, Takaya CL, Dicezare JD Instituição: Hospital Alemão Oswaldo Cruz e-mail: crishussne@haoc.com.br RESUMO Introdução : A idéia de que Serviços de Emergência prestam assistência à pacientes com elevado grau de complexidade e, por isso, o alívio da dor não é prioridade, necessita ser revista, pois o indivíduo deve ter garantido o atendimento imediato nas situações que podem estar causando risco de vida, concomitantemente ao alívio da dor. Além disso, é necessário considerar que no Serviço de Emergência há grande diversidade de procedimentos invasivos e dolorosos com finalidade diagnóstica e terapêutica, assim como diagnósticos com quadro álgico de menor intensidade. (CALIMAN; GATTI; LEÃO, 2009). A bibliografia consultada relata preocupação com a dor crônica, porém a dor aguda necessita de uma intervenção imediata, com períodos curtos de reavaliação, devido a evolução rápida do quadro. A dinâmica do Serviço de Emergência exige agilidade não só nos procedimentos como também nos registros e para tanto foi aprimorado o impresso que possa auxiliar a equipe assistencial na avaliação e no acompanhamento do indivíduo com dor aguda, registrando a evolução do quadro álgico e as intervenções necessárias. A certificação pela JCI conquistada em 2009 pela instituição alavancou a necessidade da evidência dos registros referentes ao gerenciamento da dor. Justificativa: A implantação do gerenciamento da dor nos Serviços de Saúde é inquestionável e a adequação do impresso utilizado de acordo com as características do setor, resultou na busca de evidências relacionadas a melhoria da qualidade dos registros. Objetivos: Aprimorar os registros da equipe assistencial no prontuário do paciente referente ao Gerenciamento da Dor no Serviço de Emergência de um hospital privado. Metodologia: Trata-se de um estudo comparativo, quantitativo, realizado no período de 01 a 31 de março de 2010 (1ª fase) e de 01 a 31 de maio de 2010 (2ª fase), num hospital privado da cidade de São Paulo. A amostra foi constituída por pacientes atendidos no Serviço de Emergência, sendo que a coleta de dados da 1ª fase está sendo realizada através de análise retrospectiva dos prontuários e dos impressos de Gerenciamento da Dor. Na 2ª fase será realizada uma nova análise dos prontuários, após o aprimoramento do instrumento utilizado e a capacitação da equipe assistencial quanto ao Gerenciamento da Dor. O novo instrumento contendo o registro da evolução da dor foi também avaliado pelo Grupo de Estudo da Dor da instituição envolvida. Resultados e discussão: No presente momento estamos em fase de análise dos dados coletados no período de 01 a 31 de março de 2010, sendo que o resultado final será apresentado posteriormente no evento. Referências bibliográficas 1 – CALIMAN, R.A.M.; GATTI, M.F.Z.; LEÃO, E,R. Indicadores do gerenciamento de dor no serviço de emergência. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE QUALIDADE EM SERVIÇOS E SISTEMAS DE SAÚDE, IX, 2009, São Paulo. Anais ... São Paulo: QualiHosp, 2009, p. 14-15. 2 – CALIL, A. M. Dor e analgesia em vítimas de acidentes de transporte atendidas em um pronto-socorro. Tese (Doutorado). EEUSP.182f. São Paulo, 2003. 3 – CHAVES, L.D.; LEÃO ,E.R.: Dor: 5º sinal vital. Reflexões e Intervenções de enfermagem . Curitiba. Editora Maio, 2004. 4 – Padrões de Acreditação da Joint Commission International para Hospitais, 3ªedição, 2008.
    • TRABALHO 130 TRAJETÓRIA DA PUCRS NA CONSTRUÇÃO DE ESTRATÉGIAS PARA O DESENVOLVIMENTO DE UMA CULTURA DE SEGURANÇA DO PACIENTE Urbanetto JS a , Rodrigues EB b , Balen M c ; Fabro L d , El Kik RM e a Enfermeira. Professora da FAENFI-PUCRS e Gestora do Serviço de Enfermagem do HSL-PUCRS. Coordenadora da COSEPA/HSL. b Enfermeira. Coordenadora Assistencial do HSLPUCRS. Integrante da COSEPA-HSL. c Farmacêutica. Coordenadora do Serviço de Farmácia do HSL/PUCRS. Integrante da COSEPA-HSL. d Advogado. Procurador jurídico da PUCRS. Integrante da COSEPA-HSL. e Nutricionista. Professora da FAENFI-PUCRS e Gestora do Serviço de Serviço de Nutrição do HSL/PUCRS. Integrante da COSEPA-HSL. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS e-mail: [email_address] INTRODUÇÃO/JUSTIFICATIVA: Ações voltadas à segurança do paciente vêm assumindo uma importância cada vez maior no cenário internacional. A World Health Organization e a World Alliance for Patient Safety 1 estabelecem áreas prioritárias para garantir a segurança do paciente. No Brasil ainda engatinhamos no sentido de desenvolver uma cultura de segurança que envolva elementos do ambiente da assistência, engenharia de sistemas, prática baseada em evidências, gerenciamento e análise dos riscos, educação permanente e a adesão das equipes profissionais e dos gestores. Fato importante é a formação da Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente (REBRAENSP), em maio de 2008 e que se expandiu por vários estados brasileiros. Esta rede nasce vinculada a Rede Internacional de Enfermagem e Segurança do Paciente e tem como estratégia a vinculação, cooperação e sinergia entre pessoas, instituições, organizações e programas interessados, no desenvolvimento dos cuidados de saúde, gestão, pesquisa e informação e educação inicial e permanente da enfermagem, com a finalidade de contribuir para a promoção e proteção da saúde humana, melhoria permanente da qualidade dos serviços e promover o acesso universal e eqüitativo dos cuidados de saúde no Brasil 2 . OBJETIVO: Este relato de experiência tem o objetivo de apresentar a trajetória Hospital São Lucas e do Curso de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul na construção de estratégias para o desenvolvimento de uma cultura de segurança do paciente. MÉTODO: Criação da Comissão de Segurança do paciente (COSEPA – HSL) e mudança curricular absorvendo formalmente a temática. RESULTADOS: Na assistência com repercussão para o ensino: Composição da COSEPA – HSL multidisciplinar; sinalizador nos dispositivos de infusão de terapias endovenosas; identificação do paciente; identificação do paciente com alergias; ações voltadas para a redução de infecção; protocolo para a prevenção de úlceras de pressão (avaliação de risco informatizada); controle de preparo inadequado para exames; administração de medicamentos (reforço aos seis certos da administração); protocolo assistencial analgesia endovenosa e peridural; sistema informatizado de notificação de eventos adversos; protocolo para a prevenção de queda (avaliação de risco informatizada); protocolo cirurgia segura. No ensino com repercussão para a assistência: discussão da temática segurança do paciente de forma transversal durante todo o desenvolvimento das disciplinas; inclusão de uma disciplina no curso com a nomenclatura segurança do paciente. CONCLUSÃO: a experiência até o momento demonstra que temos uma grande trajetória a desenvolver para efetivar esta mudança de cultura. Há de se discutir as condutas adotadas frente ao acontecimento dos eventos adversos transpondo da execução de ações punitivas, para ações educativas.. É necessário avaliar amplamente o cenário e os fatores que levaram ou que podem levar ao evento adverso, planejar ações que vão desde pequenos aprimoramentos até mudanças extremas dos processos ou das estruturas, além de um programa de acompanhamento e avaliação permanentes. Estas várias ações desenvolvidas ou em fase de implantação no hospital são Lucas e no Curso de Graduação em enfermagem da PUCRS demonstram que estamos caminhando no sentido de atender as orientações da World Alliance for Patient Safety. 1 World Health Organization.World Alliance for Patient Safety: forward programme. Genebra; 2005. 2 REBRAENSP. Acordos Básicos de Cooperação na Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente, 2008
    • TRABALHO 131 Sistematização da Assistência de Enfermagem no Serviço de Assistência Especializada em HIV/AIDS. FREITAS, HF UNIFESP – Curso de Especialização em Infectologia On-Line Prefeitura Municipal de Itaquaquecetuba, Secretaria Municipal de Higiene e Saúde, Serviço de Assistência Especializada em DST/AIDS Email: [email_address] INTRODUÇÃO: A Sistematização da Assistência em Enfermagem (SAE) constitui ferramenta que auxilia no Processo de Enfermagem. O acompanhamento do paciente portador de HIV/AIDS é diferenciado, exige conquista de vínculo permanente e observação de quesitos específicos. JUSTIFICATIVA: O desenvolvimento de uma SAE especifica para o paciente portador de HIV/AIDS pode facilitar e melhorar o atendimento do mesmo, proporcionando uma abordagem completa. OBJETIVO: A proposta deste trabalho foi elaborar uma SAE que contemple situações inerentes à patologia e proposta de aproximação ao paciente. MÉTODOS: Vivência prática da Enfermeira num Serviço de Assistência Especializada em HIV/AIDS de um município do Alto Tiete e revisão bibliográfica da literatura disponível sobre o assunto. RESULTADOS: Foram relacionados os principais pontos de atenção na construção da SAE para o paciente HIV/AIDS e proposto um questionário para ser utilizado durante a Consulta de Enfermagem, elencando os principais Diagnósticos e Prescrições de Enfermagem. CONCLUSÃO : A utilização da SAE facilita visão holística do paciente, pois com roteiro pré-determinado não nos esquecemos de abordar nenhuma especificidade. A proposta deste trabalho foi alcançada. A próxima meta será colocar em pratica a sugestão de SAE descrita no Serviço de Assistência Especializada em AIDS. BIBLIOGRAFIA : 1. Alfaro-Lefevre R. Aplicação do Processo de Enfermagem. 5a ed. Porto Alegre:Artmed;2005. 2. Caraciolo JMM, Shimma E, editoras. Adesão da Teoria à Prática. 1a ed. São Paulo:Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS;2007. 3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Recomendações para Terapia Anti-retroviral em Adultos Infectados pelo HIV. 7a ed. Brasília:Ministério da Saúde;2008. 4. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e Aids. Alimentação e nutrição para pessoas que vivem com HIV e AIDS. 1a ed. Brasília:Ministério da Saúde;2006. 5. Potter PA. Semiologia em Enfermagem. 4a ed. Rio de Janeiro:Reichmann & Affonso Ed.;2002. 6. Caetano JA, Pagliuca LMF. Autocuidado e o portador do HIV/AIDS: Sistematização da Assistência de Enfermagem. Rev Latino-am Enfermagem 2006 maio-junho; 14(3) [periódicos na internet]. [acesso em 22 set 2009]; Disponível em: http://www.eerp.usp.br/rlae 7. North American Nursing Diagnosis Association. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificações 2001-2002. Porto Alegre:Artes Medicas;2002.
    • TRABALHO 132 EXPERIÊNCIA DA GESTÃO DE EQUIPE MULTIDISCIPLINAR Palavras chaves: gestão interdisciplinar, relato de experiência. Odierna MTAS , Correa VMSP, Ribeiro MI [email_address] Hospital Israelita Albert Einstein – Unidade Avançada Vila Mariana Introdução : Para Nicolescu, a pluridisciplinaridade diz respeito ao estudo de um objeto de uma mesma e única disciplina por várias disciplinas ao mesmo tempo. A interdisciplinaridade tem uma ambição diferente daquela da pluridisciplinaridade, ela diz respeito à transferência de métodos de uma disciplina para outra. A transdisciplinaridade como o prefixo “trans ” indica, diz respeito àquilo que está ao mesmo tempo entre as disciplinas, através das diferentes disciplinas e além de qualquer disciplina. Seu objetivo é a compreensão do mundo presente para o qual um dos imperativos é a unidade do conhecimento. Essas diferentes abordagens do conhecimento são imprescindíveis para se potencializar a atuação da equipe multidisciplinar no cuidado ao paciente. Justificativa: Busca de uma prática assistencial que valorize o conhecimento das diferentes disciplinas. Objetivo: Descrever a experiência de uma enfermeira como coordenadora de uma equipe multiprofissional composta por enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, assistente social e nutricionistas. Método: Relato de experiência da gestão interdisciplinar em unidade avançada de uma Instituição filantrópica, que dispõe de unidade hospitalar de média complexidade e Instituição de longa permanência para idosos. Resultados : No primeiro semestre de 2009 a equipe assistencial multidisciplinar passou a ser coordenada por uma enfermeira, devido mudanças na estrutura organizacional. A proposta foi conduzir o grupo para interação real das várias disciplinas, preservando as diferenças técnicas e flexibilizando as fronteiras entre as áreas profissionais. Os profissionais Seniores da fisioterapia, enfermagem e psicologia são facilitadores e muito contribuem para o sucesso desse modelo de gestão. Com esse trabalho multidisciplinar, conseguiu-se diminuir demandas reprimidas de avaliações e intervenções que dependiam do olhar de mais de uma disciplina. A maturidade do grupo em relação às atitudes interdisciplinares definidas por Arantes foi fundamental para a evolução do modelo do conhecimento proposto, pois as disciplinas estavam comprometidas com o objetivo comum, no desenvolvimento de protocolos de assistência e mensuração dos resultados. É de conhecimento da equipe que a colaboração entre as disciplinas é fundamental para a melhoria dos resultados assistenciais, para a obtenção de melhores níveis de satisfação do cliente e para a obtenção do cuidado com a melhor relação custo-efetividade. Conclusão: A concretização desse modelo de gestão foi possível porque a liderança conseguiu preservar as diferenças técnicas da equipe e flexibilizar as fronteiras entre as áreas profissionais. O ganho maior foi a melhoria no processo de comunicação que trouxe benefícios ao trabalho em equipe e permitiu o desenvolvimento de uma visão holística do cliente. O nosso próximo desafio é migrar para uma prática transdisciplinar. Bibliografia NICOLESCU,B s r b.O Manifesto da Transdisciplinaridade .Triom :São Paulo,1999. Arantes, IC, Integração e interdisciplinaridade no ensino Brasileiro Efetividade ou ideologia. Edições Loyola: São Paulo: 2002
      • TRABALHO 133
      • IMPORTÂNCIA DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA OPINIÃO DAS ENFERMEIRAS DO CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL DE ENSINO
      • Faria VB, Campos, LNM, Abreu RMD.
      • Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM
      • e-mail: veridiana.bernardes @ terra.com.br
      • RESUMO
      • Durante muitos anos o planejamento da assistência de enfermagem esteve orientado apenas pelo diagnóstico médico. Contudo clientes com diferentes doenças podem precisar de cuidados semelhantes ou diferenciados. O diagnóstico de enfermagem supre a necessidade de identificar e prestar os cuidados específicos de cada cliente, tratando-o como ser individual. O diagnóstico de enfermagem é parte de um processo chamado Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Carvalho e Garcia (2002) acreditam que a SAE é um instrumento metodológico que orienta a prática profissional do enfermeiro e a torna reflexiva. Isto significa que ao longo da prática do cuidado ele faz julgamentos e remodela seus raciocínios para melhor atender a necessidade particular de cada cliente. Este estudo surgiu do interesse em verificar junto a um grupo de enfermeiros empenhados na implantação da SAE no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, qual a importância de implantação de tal processo . A prática de enfermagem focada na doença não estava mais satisfazendo profissionais e clientes, pois busca-se atualmente o bem estar do cliente, considerando o modo individual com que ele vivencia sua doença e tratamento. Algumas características da estrutura do CTI em estudo o tornaram ambiente facilitador para o início da Sistematização de Enfermagem: A amplitude de diagnósticos de enfermagem (REIS et al, 2000), a presença constante do enfermeiro, pois a SAE pressupõe a presença ininterrupta dos enfermeiros nas unidades (CIANCIARULLO, 2001), o número ideal de funcionários por cliente, pois a atuação de todos da equipe de enfermagem é necessária para garantir a implementação da assistência (BACHION, 2002), o número limitado de leitos - 10 leitos e pequeno espaço físico, pois os enfermeiros precisam supervisionar o cumprimento de suas prescrições (BACHION, 2002). Foi realizado um estudo de natureza quantitativa, no qual foram utilizados o raciocínio indutivo e os procedimentos estatísticos na apresentação e discussão dos resultados. As fontes utilizadas foram de natureza testemunhal. A amostra de 13 pessoas foi constituída pelos enfermeiros supervisores e pelos enfermeiros responsáveis pelos turnos manhã, tarde e noite no CTI Adulto. Para a coleta de dados foi elaborado questionário específico para o estudo. A apresentação dos dados foi feita através de gráficos e os dados encontrados foram discutidos com base na literatura e na reflexão sobre os achados. Os resultados mostraram que a maioria dos entrevistados tinham mais de 6 anos de formados e tiveram a SAE em seu ensino curricular. Eles acreditavam que a Sistematização oferecia um tratamento ao cliente como ser individual e considerava seu modo de vivenciar a doença e seu tratamento. Ficou constatada pela opinião dos enfermeiros a importância de utilizar o conhecimento científico na estruturação da assistência prestada e que o objetivo do tratamento do cliente como ser individual e do uso do conhecimento científico é promover o bem estar geral dos clientes. Eles acreditaram que a SAE os ajudaria na busca deste objetivo e, portanto esta era a importância de sua implantação.
      • Palavras Chave: Enfermagem. Sistematização. Assistência. Bem Estar. Cliente. Importância. Conhecimento Científico.
      • Referências Bibliográficas:
      • CARVALHO, E.C.; GARCIA, T.R. Processo de enfermagem: o raciocínio e o julgamento clínico no estabelecimento do diagnóstico de enfermagem. In: Anais III Fórum Mineiro de Enfermagem: sistematizar o cuidar . Uberlândia: UFU, 2002, p. 29-40.
      • BACHION, M.M. Planejamento, implementação e avaliação da assistência de enfermagem. In: Anais III Fórum Mineiro de Enfermagem; sistematizar o cuidar. Uberlândia: UFU, 2002, p. 41-49.
      • CIANCIARULLO, T.I. et al. Sistema de Assistência de Enfermagem ; evolução e tendências. São Paulo: Ícone, 2001.
      • REIS, E.; COSTA, G. ; CRUZ, I.C.F . Como eu cuido de mobilidade física prejudicada . Monografia (Especialização): Escola de Enfermagem, Universidade Federal Fluminense, 2000. 
    • TRABALHO 134 ABSENTEÍSMO E SUA INFLUÊNCIA NO GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM Abreu RMD , Simões ALA, Faria VB. Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM e-mail: renata - [email_address] RESUMO O absenteísmo entre os profissionais de enfermagem tem sido uma preocupação dos gestores hospitalares, o que gera a necessidade de aprofundamento no conhecimento de suas causas e de ações para redução dos índices de ocorrência no âmbito hospitalar. O absenteísmo é o termo utilizado para designar a falta do empregado ao trabalho, ou seja, a soma dos períodos em que os empregados se encontram ausentes, devido a algum motivo interveniente (1) . Este estudo objetivou verificar o índice de absenteísmo na Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UTI-A) do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC/UFTM) e identificar os motivos atribuídos pelos profissionais de enfermagem para as faltas no trabalho. Realizou-se uma pesquisa de natureza descritiva e exploratória, que foi desenvolvida em duas etapas, sendo que na primeira etapa buscou-se realizar o levantamento das ausências não previstas praticadas pelos profissionais de enfermagem lotados na UTI-A, no período de janeiro a dezembro de 2008, utilizando as escalas mensais e relatórios da Diretoria de Enfermagem, sendo os dados submetidos à análise descritiva. Na segunda etapa foram realizados grupos focais com os profissionais da UTI-A, no período de julho a agosto de 2009. Este estudo foi realizado após aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos (protocolo nº 1250). A amostra da primeira etapa foi constituída de 41 profissionais, sendo que destes 32 (78,05%) apresentaram ausências não previstas no período do estudo, caracterizando um índice de absenteísmo de 8,64%. Na segunda etapa participaram 29 profissionais de enfermagem, sendo os registros dos grupos focais submetidos à técnica de análise de conteúdo na modalidade temática, de onde emergiram os seguintes temas: Fatores de risco para a ocorrência do absenteísmo e Alternativas para minimizar o absenteísmo. Os resultados mostraram que dentre os fatores que contribuem para a ocorrência do absenteísmo, predominaram o modelo centralizado de gestão; o clima desarmônico entre os colegas de trabalho; a sobrecarga de serviço; a desorganização do trabalho e questões pessoais e familiares. Evidenciou-se a dificuldade em trabalhar num ambiente laboral negativo e estressante, o que provoca tensões e insatisfações, desencadeando alterações da capacidade física e moral dos profissionais e, consequentemente, contribuem para o absenteísmo e redução da qualidade da assistência prestada ao cliente. Destacaram como sugestões para minimizar sua ocorrência: relacionamento interpessoal eficaz, através da adoção de uma gestão participativa, onde a chefia possa estabelecer uma comunicação efetiva com a equipe, conhecendo o trabalho dos profissionais e incentivando o crescimento e desenvolvimento profissional; respeito entre os colegas de trabalho; organização do serviço e suporte terapêutico para os profissionais da UTI. Concluiu-se que a ocorrência do absenteísmo traz implícitas questões subjetivas que envolvem múltiplas dimensões, entre elas, as relações interpessoais, as condições de trabalho e os processos de gestão, que não podem ser elucidadas somente pela perspectiva quantitativa. Portanto, a redução do absenteísmo requer intervenção preventiva sobre os fatores multicausais, cabendo aos gestores, o planejamento de ações direcionadas às necessidades dos profissionais e da instituição. Palavras Chave: Enfermagem. Absenteísmo. Administração de Recursos Humanos em Hospitais. Referência Bibliográfica: 1. CHIAVENATO, I. Recursos humanos na empresa . 3 ed. São Paulo: Atlas, 1994. v. 2. p.139.
    • TRABALHO 135 PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE QUEDAS: CONSTRUÇÃO, IMPLEMENTAÇÃO E RESULTADOS. Fernandes, SBA ; Caldas, MC; Rodrigues, MF; Alcântara, LFFL; Souto, MD. Instituto Nacional de Câncer / Hospital do Câncer III. [email_address] INTRODUÇÃO: O Hospital do Câncer III iniciou, em março de 2004, o primeiro movimento em prol da construção de indicadores como ferramenta de gestão da assistência. À época, foi acertado convênio com o Consórcio Brasileiro de Acreditação de Sistemas e Serviços de Saúde (CBA) e a Joint Commission International (JCI) para avaliação e certificação da instituição com vistas ao alcance de metas internacionais de segurança do paciente. Foram realizadas duas visitas educativas com objetivo de identificar oportunidades de melhorias nos processos existentes. Em dezembro de 2007, o HC III recebeu o certificado de acreditação, estando hoje em processo de recertificação. Considerando a sexta meta internacional de segurança do paciente: “reduzir o risco de lesões ao paciente decorrente de quedas”, foi elaborado o protocolo de prevenção de quedas de pacientes internados. JUSTIFICATIVA: Desenvolver políticas e procedimentos para redução do risco de lesão ao paciente decorrente de quedas, atendendo à meta internacional do manual da JCI. OBJETIVO: Assegurar a integridade de pacientes internados. MÉTODO: Para elaborar o protocolo, levou-se em consideração: artigos científicos e protocolos existentes em outras instituições, características do paciente internado e recomendações do manual da JCI. A seguir, foram definidos os fatores de risco para queda dos pacientes, classificados em dois graus de risco: mínimo e aumentado, e estabelecidas às condutas padrão e específica, respectivamente. Procedida ampla divulgação para a equipe de enfermagem. RESULTADO: Avaliação diária do risco de queda e prescrição de condutas de enfermagem em impresso próprio, construção de indicador para monitorização deste evento adverso e ampliação da discussão a nível multidisciplinar. CONCLUSÃO: Adoção de condutas preventivas mais eficazes e melhor controle sobre os fatores determinantes dos eventos. BIBLIOGRAFIA: CONSÓRCIO BRASILEIRO DE ACREDITAÇÃO DE SISTEMAS E SERVIÇOS DE SAÚDE-RIO DE JANEIRO: CBA. Manual internacional de padrões de certificação hospitalar , 2005. MARIN, H.F; BOURIE, P; SAFRAN, C. Desenvolvimento de um sistema de alerta para prevenção de quedas em pacientes hospitalizados. Rev. Latino-americana Enfermagem. Ribeirão Preto, v.8, n.3, p.27-32, julho 2000. ROCHA, F.L.R; MARZIALE, M.H.P. Percepções dos enfermeiros quanto às quedas dos pacientes hospitalizados. Rev. Gaúcha de Enfermagem . Porto Alegre, v.19, n.2 , p.132-141, julho 1998. SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Programa de Assistências aos Portadores da Doença de Alzheimer . Portaria MS/GM nº 703 de 12 de abril de 2002. Disponível em <http: //www.minasplanet.com.br/secretaria-de-estado-da-saude-de-minas-gerais.html>. Acesso em 04 de março de 2009. SIQUEIRA, F.V. et al . Prevalência de quedas em idosos e fatores associados. Rev. Saúde Pública , v.41, n.5, p. 749-56, 2007. SOUZA, M.C. et al . Avaliação do equilíbrio funcional e qualidade de vida em pacientes com espondilite anquilosante. Rev. Bras Reumatol , v.48, n.5, p.274-77, set/out. 2008. ZINNI, J. V. S. ; PUSSI, F.A. O papel da fisioterapia na prevenção da instabilidade e quedas em idosos . Disponível em: <http: //www.fisioweb.com.br> . Acesso em 18 de março de 2009.
    • TRABALHO 136 APLICAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM PRONTO SOCORRO: PERFIL DOS DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM AGREGANDO QUALIDADE NA ASSISTÊNCIA Fernandes VA, Vigo LR, Jesus AM, Lasta NS, Sacramento G. Introdução: A enfermagem é uma ciência e como tal está interessada em aprimorar-se. A sistematização assistência de enfermagem (SAE) possibilita que o enfermeiro desenvolva e aplique seus conhecimentos visando uma assistência de qualidade. No pronto socorro, a alta rotatividade dos pacientes exige de nossos profissionais uma assistência rápida e com resolutividade , sendo contemplados pela aplicação da SAE, proporcionando através da avaliação e planejamento da assistência de enfermagem. Justificativa : O enfermeiro planeja sua assistência a partir da avaliação das necessidades que o paciente apresenta no momento de seu atendimento. Durante a triagem o enfermeiro examina o paciente, afere sinais vitais e questiona sobre antecedentes e queixa atual, sendo então necessária a implantação do levantamento de um diagnóstico de enfermagem principal, que, posteriormente norteará o cuidado individualizado. Objetivo : Identificar os Diagnósticos de Enfermagem (DE) segundo a Taxonomia II da North American Nursing Diagnosis Association (NANDA) mais observados em um pronto socorro de hospital privado. Metodologia :Trabalho descritivo, exploratório, com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados por meio de um instrumento estruturado em prontuário eletrônico, no período de março de 2010, junto à pacientes atendidos na triagem do pronto socorro de um hospital cardiológico de médio porte na cidade de São Paulo. Resultados: Foram analisados 782 atendimentos na triagem e dos diagnósticos validados, os que tiveram maior incidência foram respectivamente: dor aguda (46%); ansiedade (28%); padrão respiratório ineficaz (7%); perfusão tissular ineficaz – cardiovascular (3,84%); perfusão tissular ineficaz – gastrointestinal (3,58%); náusea (3,32%); perfusão tissular ineficaz -renal (3,20%); termorregulação ineficaz (2,43); risco para infecção(2,05%). Conclusão : Por ser um hospital com característica cardiovascular os diagnósticos mais encontrados foram Ansiedade e Dor Aguda, corroborando com o perfil de paciente atendido neste PS. Embasados nestes resultados, conclui-se ser pertinente, acessível e necessário a aplicação da SAE para o enfermeiro do pronto socorro, onde é fundamental domínio, agilidade, competência e resolutividade. A identificação dos diagnósticos de enfermagem torna-se um instrumento norteador para uma assistência individualizada, efetiva e qualificada, levando a uma valorização da equipe de enfermagem. Bibliografia : Bezerra Adriana Bueno, Moura Juliana Vieira, Faleiro Lélia Jordelina2, Brasileiro MarisleiEspíndula3. A Sistematização da Assistência de Enfermagem e o enfermeiro no serviço de emergência: um estudo bibliográfico. Revista Eletrônica de NANDA. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: definições e classificação - 2009 - 2010. Porto Alegre: Artmed; 2009. Enfermagem do Centro de Estudos de Enfermagem e Nutrição [serial on-line] 2007 jan-jul 1(1) 1-16.
    • TRABALHO 137 AVALIAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: AS DIFICULDADES DO ENFERMEIRO NA IMPLEMENTAÇÃO. Vigo LR, Fernandes VA, Jesus AM, Starikoff ARPB, Lasta NS. Introdução: A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) organiza o trabalho de enfermagem por meio da operacionalização de todas as fases do planejamento do cuidado. O enfermeiro deve ser capaz de aplicar seus conhecimentos na prática diária, desenvolver julgamento clínico, avaliar resultados de suas ações e assumir a responsabilidade dos resultados no planejamento da assistência. Justificativa: Na ocasião de implementação da SAE, realizou-se diagnóstico situacional, avaliando o domínio do enfermeiro na aplicação da SAE em todas as suas fases, uma vez que tal domínio é tão importante quanto a própria ferramenta. Objetivo: Identificar as maiores dificuldades dos enfermeiros apara a realização da SAE. Metodologia: Pesquisa descritiva qualitativa realizada em um hospital de especialidade cardiológica, médio porte, privado, na cidade de São Paulo. Critério de inclusão: atuar como enfermeiro na instituição, exercendo atividade durante a coleta de dados (junho/2009); assinarem o termo de consentimento livre e esclarecido. Resultados: Participaram da pesquisa 52 enfermeiros, cuja faixa etária predominante é de 26 a 35 anos (65%); 25% dos participantes estão na instituição há mais de dois anos e 42% têm de dois a quatro anos de formação. Em relação à SAE, 100% dos enfermeiros referem ser um importante instrumento de trabalho na prática diária. As maiores dificuldades encontradas na realização das fases da SAE são relacionadas ao prognóstico (35%), ao diagnóstico (31%), sendo o restante distribuído entre exame físico (10%), histórico (3%) e evolução (2%). Quanto às facilidades, 29% dos enfermeiros referem ser o histórico e outros 29%, a prescrição de enfermagem. Ainda, 21% referem facilidade na evolução e 10% no diagnóstico de Enfermagem; 8% apresentam facilidade em todas as fases e 3% no prognóstico. Em pergunta específica sobre a dificuldade de realização do exame físico, 88% referiram não ter dificuldades. Entre os 12% que referiram apresentar dificuldades, 100% destacaram a ausculta cardíaca e pulmonar. Conclusão: O saber específico do cuidar e do cuidado proporciona ao enfermeiro a possibilidade de alcançar autonomia profissional. Este estudo ressalta a importância de padronizar um instrumento que contemple todas as fases da SAE, viabilize e otimize o tempo da equipe de Enfermagem, proporcionando uma assistência de qualidade e individualizada, voltada para resultados com baixo custo. As dificuldades apontadas poderão ser abordadas facilmente pelo grupo com um planejamento educacional, uma vez que todos os enfermeiros já tiveram contato com todas as fases da sistematização. Em função das dificuldades apresentadas nas fases de diagnóstico e prognóstico, deve-se enfatizá-las no processo educativo, buscando aperfeiçoamento profissional. Bibliografia: NANDA. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: definições e classificação - 2009 - 2010. Porto Alegre: Artmed; 2009. Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo. Decisão COREN-SP/DIR/008/99: Normatiza a Implementação da Sistematização de Enfermagem - SAE - nas Instituições de Saúde, no âmbito de Estado de São Paulo. São Paulo (SP): Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo; 2000.     Hospital TotalCor [email_address] Palavras chaves: Sistematização da Assistência de Enfermagem, Implementação.
    • TRABALHO 138 DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM: RISCO DE QUEDA UM INSTRUMENTO FACILITADOR DA IMPLANTAÇÃO DO PROTOCOLO DE QUEDA. Jesus AM, Oliveira SK, Fernandes VA, Lasta NS, Starikoff ARPB. Introdução: O diagnóstico de Enfermagem (DE)  Risco de queda e prescrição padrão foram implantados, para auxiliar o protocolo de queda, assegurando a O planejamento da assistência de enfermagem adequada e sua execução. A taxa de queda de um serviço é um indicador da qualidade dos cuidados de enfermagem e uma das metas internacionais de segurança ao paciente. Justificativa: Garantir uma assistência individualizada e padronizada a todos os pacientes que apresentarem o DE Risco de Queda através de uma prescrição padrão para o DE. Objetivo: Validar o DE Risco de queda como instrumento facilitador na implantação do protocolo de queda, visando a diminuição da incidência de número queda. Metodologia: Estudo de caráter descritivo e comparativo, com coleta de dados realizados através de prontuário eletrônico em um hospital privado de médio porte na cidade de São Paulo. O período abordado foi o primeiro trimestre de 2009 e no mesmo período 2010. Resultados: No mesmo período do ano de 2009 o número de pacientes/dia foi (6004) com notificação de onze quedas, no ano de 2010 o número de pacientes /dia foi (6475) notificação de 3 quedas,   apresentado com implantação do  DE e a prescrição padronizado uma redução de 72,2% no número de queda. Levantados as evoluções de enfermagem que apresentavam o diagnóstico risco de queda/dia (2488).   Conclusão: Ao monitorizarmos o risco de queda e implementarmos as medidas preventivas através do DE e da prescrição de enfermagem padronizada e em conjunto com outras ações como divulgação, orientação ao paciente e familiares e treinamento do protocolo institucional, observou-se uma redução significativa da incidência na instituição, com auxílio da Sistematização da Assistência de Enfermagem, mostrando que a enfermagem pode garantir uma assistência com qualidade e segurança ao paciente.  Bibliografia: NANDA. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: definições e classificação - 2009 - 2010. Porto Alegre: Artmed; 2009. McCloskey JC, Bulechek GM. Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC). 3ªed. São Paulo (SP): Artmed; 2004.     Hospital Total Cor [email_address] Palavras chaves: Risco de queda, Diagnóstico de Enfermagem, Metas internacionais
    • TRABALHO 139 CHECK-LIST DIÁRIO COMO INSTRUMENTO PARA GARANTIA DE ASSISTÊNCIA DE QUALIDADE E SEGURANÇA AO PACIENTE: APLICAÇÃO DA FERRAMENTA FAST HUG Fernandes VA, Santos RZ, Conejo S, Lozano SR Introdução: A maioria dos esforços das unidades de saúde, principalmente em terapia intensiva, se concentra na segurança do paciente e na qualidade do cuidado. Diminuir os erros por meio da redução na variação da conduta clínica é uma das alternativas. Para tanto, têm sido promovidos protocolos e check-list de forma a garantir assistência continuada, padronizada, eficiente e eficaz. Desta forma, a rotina clínica se torna ainda mais rigorosa. Portanto, com o aumento do interesse das instituições em serem reconhecidos e acreditados pelos órgãos competentes, é cada vez mais importante, garantir segurança ao paciente e uma assistência completa e de qualidade. Justificativa: Importância da garantia de assistência em terapia farmacológica e não-farmacológica a pacientes críticos, de forma a promover segurança aos mesmos. Objetivo: Aplicar a ferramenta FAST HUG em pacientes críticos de Unidade de Terapia Intensiva, por meio de assistência multidisciplinar. Metodologia: o estudo foi realizado em uma unidade de terapia intensiva composta por 19 leitos, caracterizada por pacientes clínicos e pós-cirúrgicos, na maioria portadora de doenças cardiovasculares. Isto porque, a instituição em que se localiza, é um hospital de especialidade cardiológica, privado, de médio porte. A assistência é de caráter multidisciplinar, composta pelas equipes de: Enfermagem, Médica, Farmácia Clínica. São realizadas visitas multidisciplinares periódicas, nas quais cada profissional realiza as intervenções de sua competência seguindo o check-list do método. Os dados foram coletados por meio do Epimed, um banco de informação online, alimentado diariamente por meio de check-list padronizados, entre eles o que corresponde ao FAST HUG, no período de outubro/09 e março/10. A coleta dos dados é realizada diariamente por uma enfermeira gestora de informação e todas as prescrições são revisadas por uma farmacêutica clínica, que no caso de não-aderência, realiza intervenção junto aos médicos para adequação. Resultados: O total de internações no período foi de 888 pacientes, com 4,73% de óbitos. A faixa etária predominante foi de 45-64 anos (41,20%), tipo de internação majoritária, é clínica (64,79%), com, em média, 3,49 dias de internação na unidade. Foi realizado neste período, um total de 3.200 check-list diário, com os seguintes resultados: 98% dos pacientes apresentavam cabeceira do leito elevada e/ou mobilidade; 74% faziam uso de profilaxia adequada para TEV, 96% estavam em uso de profilaxia gástrica; 85% sendo alimentados independentes da via de administração; 97% apresentavam controle glicêmico, 43% dos pacientes tinha medicação para controle da dor prescrito (acima de opióide); 12% faziam uso de sedação; Conclusão: Com este estudo podemos constatar que o uso do FAST HUG está bem implantado em nossa unidade. O check-list diário deve ser utilizado como um importante aliado na manutenção diária dos cuidados gerais a pacientes de terapia intensiva, pois a aderência aos protocolos de atendimento proporciona ao paciente uma assistência padronizada, de qualidade, eficiência e maior segurança. Bibliografia: Vincent JL: Give your patient a fast hug (at least) once a day. Critic Care Med 2005, 33:1225-1229 Hospital TotalCor [email_address] Palavras chaves: Fast Hug, Terapia intensiva, protocolos
    • TRABALHO 140 PERCEPÇÃO DOS TÉCNICOS E AUXILIARES DE ENFERMAGEM REFERENTE À SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Lasta NS, Fernandes VA, Oliveira SK, Starikoff ARPB, Jesus AM. Introdução: A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um processo desenvolvido por enfermeiros com o objetivo de sistematizar os cuidados de enfermagem, visando à obtenção de resultados para melhorar a eficiência e agilidade de um atendimento com qualidade. A aplicação da SAE demonstra a força da categoria profissional em dirigir e planejar com autonomia as suas competências. Justificativa: O interesse para a realização desta pesquisa ocorreu pela necessidade de avaliar a percepção dos técnicos (TE) e auxiliares (AE) de enfermagem sobre a SAE e o seu conhecimento, tendo em mente que a assistência básica de enfermagem é realizada em sua maior parte por estes membros da equipe. Objetivo: Identificar o conhecimento dos TE e AE sobre a SAE e avaliar a percepção destes colaboradores na anotação de enfermagem e nos documentos do prontuário. Metodologia: Estudo descritivo quantitativo realizado em um hospital privado da cidade de São Paulo. Os critérios de inclusão foram ser TE ou AE, estar trabalhando nos dias de coleta dos dados (junho/2009), assinar termo de consentimento livre esclarecido. Resultados: Participaram deste estudo 122 colaboradores, sendo 85% técnicos e 15% auxiliares de enfermagem. Destes profissionais, 48% possuem experiência profissional entre 5-10 anos. Sobre o que significa a SAE, 88% responderam saber o que significa a SAE, 11% que não conhecem e 1% não respondeu à questão. Sobre o objetivo da Anotação de Enfermagem, 31% responderam que contribui com informações para o planejamento dos cuidados de enfermagem, 3% que contribui com informações sobre o diagnóstico médico e de enfermagem, 64% responderam todas as respostas anteriores e 2% não respondeu. Questionados sobre a importância da anotação de enfermagem, 25% responderam que constitui um documento legal da assistência de enfermagem, tanto para o paciente quanto para a equipe; 4% que assegura a comunicação a todos os membros da equipe, 70% responderam que todas as questões anteriores estão corretas e 1% não respondeu. Na questão sobre onde buscam informações sobre o paciente, 39% buscam no histórico de enfermagem, 18% na evolução de enfermagem, 14% evolução e histórico médico respectivamente, 11% em todos os documentos citados e 4% em outros locais. Sobre a composição da SAE apenas 60% responderam corretamente que a SAE é composta de histórico, diagnóstico, prescrição, evolução e prognóstico de enfermagem. Conclusão: Observou-se que os TE e AE desconhecem suas atribuições frente a SAE e suas fases apesar de vivenciá-las diariamente em suas atividades assistenciais. Cabe ao enfermeiro, gerenciador do cuidado, instruir sua equipe quanto à importância da SAE, uma vez que para a implementação da mesma, é necessária a participação de todos profissionais. Bibliografia: NANDA. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: definições e classificação - 2009 - 2010. Porto Alegre: Artmed; 2009. Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo. Decisão COREN-SP/DIR/008/99: Normatiza a Implementação da Sistematização de Enfermagem - SAE - nas Instituições de Saúde, no âmbito de Estado de São Paulo. São Paulo (SP): Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo; 2000.     Hospital Total Cor [email_address] Palavras chaves: Sistematização da Assistência de Enfermagem, percepção técnicos e auxiliares de enfermagem;
    • TRABALHO 141 A importância da orientação dos cuidados domiciliares no tratamento de UP, com a utilização de papaína gel e Age Derm. Autores:- Edina Fernandes da Rocha, Enfermeira , especialista em enfermagem dermatológica, especialização latu senso da faculdade FAMERP, supervisora e membro do Grupo de curativo do Hospital Beneficência Portuguesa, gerente de enfermagem do serviço de Home Care Cene Hospitalar, São Jose do Rio Preto – SP Sueli Noronha Kaiser, Enfermeira, Diretora Presidente Grupo Cene Hospitalar, São Jose do Rio Preto – SP Marcos José de Oliveira, Enfermeiro Supervisor do serviço de Home Care, Grupo Cene Hospitalar, São Jose do Rio Preto – SP Cléa Dometilde Soares Rodrigues, docente do curso de graduação de enfermagem da Famerp, Coordenadora do curso de especialização latu sendo em enfermagem dermatológica de São Jose do Rio Preto – SP Introdução :- A úlcera por pressão pode ser definida como:- “Uma área localizada de necrose celular que atende a desenvolver-se quando os tecidos moles são comprimidos entre uma proeminência óssea e uma superfície plana por um período prolongado de tempo” (Bergstan ET AL.,1955) Vários fatores podem aumentar o risco para desenvolvimento da ulcera por pressão, entre eles:- tabagismo, imobilidade, pressão prolongada, fricção, idade avançada, desnutrição, incontinência urinária e fecal, entre outros. As úlceras por pressão são classificadas em estágio: I, II, III, IV. Estágio I:- Quando a pele está intacta, mas observa-se vermelhidão e inicio da ulceração da pele . Estágio II:- A pele já está perdendo sua espessura, manifestando abrasão, bolha ou lesão superficial Estágio III:- Já consiste na lesão envolvendo epiderme, derme ou até mesmo tecido subcutâneo. Estágio IV:- Há lesões com comprometimento de tecido muscular, ósseo, estrutura de suporte (tendões e cápsula articular). Objetivo:- Demonstrar a utilização de diferentes terapias tópicas em tratamento de úlcera por pressão. Método:- Trata-se de um relato de experiência realizado nos meses de fevereiro a março de 2007, em uma empresa privada de assistência domiciliar de São Jose do Rio Preto (Cene Home Care). Os dados evolutivos foram obtidos através de registro fotográficos e descrições de forma sistematizada. Realizada classificação e evolução da ferida, sendo modificado a terapia tópica, de acordo com o processo de evolução nos períodos de reparação celular. Caso Clínico:- Paciente do sexo feminino, oitenta e nove anos, branca, acamada, com diagnóstico de Parkinson, distrofia muscular, emagrecimento, SNE para alimentação, traqueostomizada, comprometimento musculoesquelético, sem controle de esfíncter, em uso de corticóide e nível de consciência preservado. Paciente com escore de dez para escala de Braden, portanto, com alto índice para desenvolver UP. Ao exame físico, observado UP em região sacral com áreas de necrose e esfacelos em toda extensão e com hiperemia acentuada em toda a borda da área lesionada, ferida medindo 7,5cm de extensão por 3,5cm de profundidade. As condutas tomadas foram medidas profiláticas, com orientação ao cuidador, mudança de decúbito de duas em duas horas, evitando decúbito dorsal. Avaliação nutricional com adequação da dieta, fisioterapia motora devido a imobilidade uso de colchão piramidal, hidratação da pele e uso de placa de hidrocoloide em proeminência óssea. Como terapia tópica para lesão, foi utilizada papaína gel 10% com orientação de curativo 2x dia, ou quando o mesmo estiver úmido por secreção ou urina Durante 10 dias foram realizados desbridamentos instrumental, (1) e enzimático (9) com papaína gel 10% Conclusão: Conclui-se que o tratamento da UP constitui um grande desafio para os trabalhadores de enfermagem e a avaliação do enfermeiro se configura de maior importância para o tratamento das lesões, a opção do uso de papaína gel a 10% contribui de maneira efetiva para a evolução da lesão.
    • TRABALHO 142 Hospital Israelita Albert Einstein – São Paulo [email_address] Resumo O Uso de Cateter de Picc na Semi - Intensiva em Pacientes Adultos Miranda RCAN, Guastelli LR, Santos JLS, Franca SR, Santos OFP. Introdução e Objetivos: O uso de cateteres vasculares é uma necessidade em pacientes críticos e semi - críticos, sendo uma opção o PICC inserido por enfermeiros habilitados. O objetivo deste estudo foi avaliar a utilização desse cateter em uma Unidade de semi-intensiva geral de adultos no HIAE na cidade de São Paulo, quanto à indicação, inserção, manutenção e complicações. Método: Foi realizado um estudo prospectivo observacional no período de Abril de 2009 à Abril de 2010. A principal indicação para uso do PICC foi antibioticoterapia prolongada, seguida de dificuldade no acesso venoso e uso de drogas vesicantes e hiperosmolares. A avaliação da rede venosa era realizada por Enfermeiros habilitados. Resultados: Tivemos 94 (100%) pacientes que foram submetidos ao procedimento, destes, 72 (76,5%) progrediram até a veia cava (dentre os que progrediram, 15 (16%) cateteres foram passados guiados por USG, devido à dificuldade da rede venosa e 57 (60%) foram passados sem o uso do USG), 22 (23,4%) não houve sucesso na progressão (dentre os que não progrediram 11(11,6%) casos foram guiados por USG e 11(11,6%) casos sem o USG), 53 (56%) pacientes retiraram o cateter no término do tratamento, 03 (3,2%) pacientes evoluíram a óbito antes de terminar o tratamento e 04 (4,3%) saíram de alta hospitalar em cuidados domiciliares com o cateter. Houve 02 (2,1%) casos de flebite, 04 (4,2%) casos de trombo flebite 01(1%) caso de exteriorização, 01(1%) caso de trombose e 04 (4,2%) casos de obstrução. A idade média da população foi de 65 anos. Conclusões: O PICC tem aplicação em Semi-Intensiva, sendo mais uma opção terapêutica, com baixo índice de complicações mecânicas e infecciosas, comparando com a literatura, e comparando com o uso de cateter central de curta permanência foi observado a necessidade de treinamento institucional para sua adequada manutenção e manipulação pela equipe de enfermagem. Referências Bibliográficas 01. O’Grady NP, Alexander M, Dellinger EP et al - Guidelines for the prevention of intravascular catheter-related infections. Centers for Disease Control and Prevention. MMWR Recomm Rep. 2002; 51(RR-10):1-29. 02. Beghetto M, Victorino J, Teixeira L et al - Fatores de risco para infecção relacionada a cateter venoso central. Rev Bras Terapia Intensiva, 2002; 14:107-113. 03. Ryder MA - Peripherally inserted central venous catheters. Nurse Clinic North Am. 1993; 28: 937-971. 04. Philips LD - Cateteres de Acesso Venoso Central, em: Philips LD - Manual de Terapia Intravenosa. Porto Alegre, 2ª Ed, Artmed, 2001; 334-372. 05. Freitas LCM, Raposo LCM, Finoquio RA - Instalação, manutenção e manuseiode cateteres venosos centrais de inserção periférica em pacientes submetidos a tratamento quimioterápico. Rev Bras Cancer.1999; 45:19-29. 06. Black IH, Blosser AS, Murray WB - Central venous pressure measurements: peripherally inserted catheters versus centrally inserted catheters. Critic Care Med, 2000; 28: 3833- 3836. 07. Ng PK, Ault MJ, Ellrodt AG et al - Peripherally inserted central catheters in general medicine. Mayo Clinic Proc, 1997; 72: 225-233. 08. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN 258/2001. 09. Chemaly RF, de Parres JB, Rehm SJ et al - Venous thrombosis associated with peripherally inserted central catheters: a retrospective analysis of the Cleveland Clinic experience. Clinic Infection Disease, 2002; 34: 1179-1183. 10. Bivins MH, Callahan MJ - Position-dependent ventricular tachycardia related to a peripherally inserted central catheter. Mayo Clin Proc, 2000; 75: 414-416. 11. Forauer AR, Alonzo M - Change in peripherally inserted central catheter tip Position with abduction and adduction of the upper extremity. J Vascular Intervention Radiology, 2000; 11:1315-1318. 12. Loughran SC, Borzatta M - Peripherally inserted central catheters: a report of 2506 catheter days. JPEN J Parenteral Enteral Nutrition, 1995; 19: 133-136. 13. Griffiths VR, Philpot P - Peripherally inserted central catheters (PICCs): do they have a role in the care of the critically ill patient? Intensive Critic Care Nurse, 2002; 18:37-47. 14. Cowl CT, Weinstock JV, Al-Jurf A et al - Complications and cost associated with parenteral nutrition delivered to hospitalized patients through either sub-clavian or peripherally-inserted central catheters. Clinic Nutrition, 2000; 19:237-243. 15. Loewenthal MR, Dobson PM, Starkey RE et al - The peripherally inserted central catheter (PICC): a prospective study of its natural history after cubital fossa insertion. Anaesth Intensive Care. 2002; 30: 21 - 24. 16. Parkinson R, Gandhi M, Harper J et al - Establishing an ultrasound guided peripherally inserted central catheter (PICC) insertion service. Clinic Radiology, 1998;53:33-36. 17. Skiest DJ, Abott M, Keiser P - Peripherally inserted central catheters in pa- tients with AIDS are associated with a low infection rate. Clinic Infect Dis. 2000;30: 949 -952. 18. Walshe LJ, Malak SF, Eagan J et al - Complication rates among cancer patients with peripherally inserted central catheters. J Clinic Oncology, 2002;20:3276-3281. 19. Major BM, Crow MM - Peripherally inserted central catheters in the patient with cardiomyopathy. The most cost- effective venous acess. J Intravenous Nurse, 2000; 23:366-370. 20. Cardella JF, Cardella K, Bacci N - Cumulative experience with 1,273 peripherally inserted central catheters at a single institution. J Vascular Intervention Radiology, 1996; 7: 5-13.
      • TRABALHO 143
      • RESUMO
      • LIDERANÇA COACHING: DO MODELO À PRÁTICA
      • CARDOSO, Maria Lúcia Alves Pereira *
      • Introdução: No mundo atual dos agentes livres, tanto os líderes como os seguidores conseguem escolher entre participar ou não plenamente do relacionamento. A verdadeira influência vem do comprometimento mútuo para ajudar os outros a atingirem suas metas (1) . Essa é a essência do Coaching e da Liderança. Um líder lidera semelhante a um treinador que treina para alcançar seu destino de ajudar os outros a alcançarem seus respectivos destinos. Conseguir com que as pessoas produzam resultados é a competência central do líder; portanto, todo coach é um líder, mas nem todo líder é coach (2) O processo Coaching, pode influenciar e agregar um novo valor ao profissional que atua como líder. Justificativa: A prática da Liderança Coaching tem sido utilizada como ferramenta no desenvolvimento de enfermeiros líderes na instituição onde a autora deste trabalho atua como gerente de enfermagem. É um novo direcionamento das organizações do setor saúde e inovadora entre os enfermeiros brasileiros, sendo oportuno e necessário conhecê-la em nossa realidade, por que há poucos relatos a respeito. Objetivo: relatar a experiência do programa de desenvolvimento de enfermeiros lideres, utilizando o COACHING como estratégia de desenvolvimento de competências gerenciais. Método: Este estudo consiste em um relato de experiência vivenciado por enfermeiras do Departamento de Enfermagem do Hospital e Maternidade São Luiz – Itaim, sendo um hospital geral, de direito privado, de grande porte, localizado na cidade de São Paulo. Essas enfermeiras ocupam o cargo de gerente, supervisora e enfermeira do Serviço de Educação Continuada, no período de setembro de 2003 a dezembro de 2009. Resultados: O programa proposto pelo RH iniciou-se com treinamento praticando liderança coaching em fevereiro de 2003, com o propósito de oferecer embasamento teórico e prático sobre o exercício da liderança coaching, instrumentalizando os participantes e contribuindo para o desenvolvimento, enquanto “colaboradores situacionais”, aprimorar os conhecimentos, informações e procedimentos relacionados ao tema e aperfeiçoar as competências interpessoais dos líderes e de seus liderados, e a capacidade de trabalho em equipe, tendo como meta principal transformar os líderes em mentores e educadores de seus liderados em busca de resultados concretos e da melhoria contínua de desempenho. O conteúdo programático foi didaticamente distribuído em quatro módulos: Módulo I - Processo de comunicação: preferência; Módulo II - Abordagem; Módulo III - Feedback ; Módulo IV - Orientação para Resultados e Módulo V – Prática: desafio ao ar livre. A estrutura operacional foi dividida em seis turmas com carga horária de dezesseis horas de duração. O programa serviu para despertar nas enfermeiras o interesse em manter “acessa a chama” para o desenvolvimento das lideranças, para isso foi institucionalizado o Grupo de Estudos de Enfermagem sobre Coaching , tendo como objetivos: disseminar e aplicar os conceitos da Liderança Compartilhada e a ferramenta do Coaching nas equipes; desenvolver ações de educação continuada para os lideres e liderados. Conclusão: Diante dos objetivos propostos, pode-se concluir que houve incorporação de novos conhecimentos, habilidades e atitudes das enfermeiras no exercício da liderança coaching e desvelou o entendimento dos conceitos de liderança e de coaching como ferramenta na gestão de pessoas.
      • Descritores: Enfermagem. Liderança; Competência profissional; Administração de recursos humanos em hospitais.
      • Referências:
        • 1 - Charan R, O líder criador de líderes; tradução Cristina Yamagami Rio de Janeiro: Elsevier; 2008. p.175.
        • 2 - Krausz RR. Coaching executivo: a conquista da liderança. São Paulo: Nobel; 2007. p.204.
        • 3 - Cardoso, MLAP. Liderança coaching: um modelo de referência para o exercício do enfermeiro - líder no contexto hospitalar [tese]. São Paulo: Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina; 2006.
      • *Gerente de Enfermagem do Hospital e Maternidade São Luiz – Unidade Itaim – São Paulo – Capital – Brasil - E.mail: malucardoso@saoluiz.com.br
    • TRABALHO 144 RELATO DE EXPERIÊNCIA: ENFERMEIRO COORDENADOR DE TRANSPLANTE HEPÁTICO PEDIÁTRICO Pereira PRA, Miyatani HT, Polastrine RTV, Pinho-Apezzato ML, Navarro J Instituto da Criança-HCFMUSP [email_address] Palavras chaves: Enfermagem. Controle de pacientes. Introdução: O Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo é autarquia estadual vinculada à Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, possui 1470 colaboradores, 207 leitos instalados e receita bruta anual na ordem de R$ 30.000.000,00, Em setembro de 1986, teve início neste hospital, o programa de Transplante Hepático Pediátrico (TxHP). A participação do enfermeiro coordenador (EC) em um programa como este é de fundamental importância para oferecer assistência especializada de enfermagem ao paciente e ao familiar. O EC deve ser o harmonizador, o centralizador de informações e o promotor do bom relacionamento entre o paciente e as diversas áreas do hospital e as entidades externas auxiliadoras do paciente. As ações básicas no processo de trabalho do enfermeiro: cuidar, gerenciar e educar, são ferramentas que justificam a sua atuação enérgica na de tomada de decisões ou na criação de métodos específicos para a estruturação do programa de TxHP. Justificativa: O TxHP, como um procedimento de alta complexidade, necessita, para o seu adequado funcionamento, de normas, rotinas e orientações exeqüíveis, definidas pelo grupo multiprofissional. Objetivo: Apresentar a experiência de um programa de TxHP em um hospital público com recursos limítrofes, do ponto de vista pessoal, financeiro, de planta física e de materiais disponíveis, que teve a participação de um único EC durante 11 anos. Método: Análise retrospectiva dos dados armazenados, de Setembro de 1996 a Marco de 2010, em um arquivo, elaborado pelo enfermeiro utilizando o software Access e dos dados registrados pelos membros do grupo do TxHP: Resultados: I) Registros recuperados do arquivo de dados eletrônico: a) 381 TxHP realizados; b) 113 óbitos pós-transplante; c) 34 candidatos para o TxHP, atualmente; d) 280 óbitos em lista; e) 31 pacientes relistados; f) 242 pacientes excluídos por diversas causas: falta de condições clínicas, recusa do Tx, melhora do quadro clínico, perda de seguimento; g) 181 pacientes em acompanhamento ambulatorial pós-transplante; h) 85 pacientes transferidos após o transplante. II) Dados gerais para o gerenciamento; a) 46 impressos com orientações aos pacientes e aos setores do hospital; b) nenhuma reclamação do profissional pelo setor de Ouvidoria; c) 270 atendimentos ambulatoriais mensalmente; d) 17 setores internos envolvidos. Conclusão: O TxHP é compõe-se de uma equipe multiprofissional especializada e muitos outros associada aos familiares do paciente, em geral, exigentes e ansiosos, e muitas vezes economicamente dependentes do Estado e, consequentemente, expostos a fiscalização constante por parte da sociedade e da mídia, mas, principalmente, formado pelo receptor do Tx em condições clínicas, via de regra, frágeis, lutando para ter a chance da cirurgia. No caso do Instituto da Criança, O grupo (paciente, equipe multiprofissional interno e externo) contou com o gerenciamento de um enfermeiro munido de um programa de controle de dados de pacientes e de constantes orientações verbais e escritas a esses clientes. E apesar de condições limítrofes de trabalho, foi possível o controle adequado dos pacientes no período de 11 anos por um único EC de enfermagem em um hospital de grande porte. Bibliografia: 1. Gama-Rodrigues JJ, Machado MCC, Rasslan S. Clínica Cirúrgica. Manole 2008; 2: 1620 2. Prado ML, Reibnitz KS; Gelbcke FL. Aprendendo a cuidar: a sensibilidade como elemento plasmático para formação da profissional crítico-criativa em enfermagem. Enferm. vol.15 no.2 Florianópolis Apr./June 2006
    • TRABALHO 145 QUALIDADE X TREINAMENTO = GERENCIAMENTO DOS RESULTADOS SCOMPARIN RM Hospital Unimed Birigui [email_address] Introdução: nas últimas décadas a qualidade em unidade de saúde tem sido a maior preocupação dos gestores de saúde, pois este relacionado ao marketing, redução de custos e qualificação dos processos. Verificamos que a qualidade assistencial acontecia no hospital, mas não tínhamos um regime de avaliação preciso e desenvolvia apenas treinamentos rotineiros que ocorria por necessidade ou novas rotinas. Todos os processos e atividades de uma empresa estão interligados e resultando em assistência, pois são estes fatores desenvolvidos pela equipe que define a qualidade do trabalho realizado. Justificativa :O acompanhamento dos resultados é de fundamental importância para adequar processos e procedimentos significam trabalhar com qualidade e corretamente proporcionando possíveis reduções de custo, desperdício e parametrização da assistência prestada. Atualmente os enfermeiros têm desenvolvido nas unidades de trabalho a visão critica e analítica da qualidade assistencial e aplicando cada vez mais o gerenciamento dos resultados. Objetivo: gerenciar resultados dos treinamentos para otimização da qualidade e redução de custos. Material e métodos: é um resultado de estudos originais, realizado em hospital privado de pequeno porte, no período de janeiro a junho de 2009 e compreendendo as seguintes etapas: Analise da qualidade assistencial, regime de avaliação dos treinamentos, então foram implantados treinamentos rigorosos in loco além dos rotineiros com cronograma quinzenal e obrigatório, pois a eficácia sendo no horário de trabalho é maior e possível treinar de 95% a 100% da equipe. Resultados: Foi possível verificar alguns resultados após implantação do método de treinamento obrigatório, como exemplos de alguns itens analisados têm a descrição da diminuição de eventos e redução de custos alguns itens analisados como índice de dupla punção e índice de úlcera por pressão que durante o período do estudo após treinamento sobre manutenção da integridade da pele ocorreu uma redução significativa de formação de úlcera por pressão diminuindo assim os custos com internação prolongada e produtos para realizar curativos e no mesmo período o treinamento sobre punção venosa periférica seguida de fixação segura e a troca da marca do cateter de punção por outro com menor custo. Conclusão: conclui-se que gerenciar os resultados dos treinamentos aplicados a equipe pode ser realizada através da analise critica dos indicadores já definidos em nossa unidade de trabalho, além de mensurar os resultados e apontar qualidade da assistência também pode mostrar a redução dos custos, otimização do trabalho desenvolvido e contribuir para ampliar a visão gerencial do enfermeiro na unidade de trabalho. Palavras chave: treinamentos, indicadores, treinamento de enfermagem. Referências bibliográficas: Chiavenato, I. Gestão de Pessoas:. Rio de Janeiro: Editora Campus. 1999. Fundação Nacional de Qualidade (FNQ). Rumo à excelência: critérios para avaliação do desempenho e diagnóstico organizacional – Prêmio Nacional da Gestão em Saúde (ciclo 2006-2007). São Paulo: FNQ/CQH; 2006. Tronchin DMR, Melleiro MM, Takahashi RT. A qualidade e a avaliação dos serviços de saúde e enfermagem. In: Kurcgant P, coordenadora. Gerenciamento em enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. cap. palavras
      • TRABALHO 146
      • Título: Alocação de Pacientes por Especialidades, experiência de um Hospital Geral em São Paulo, comparação nos anos de 2008 e 2009.
      • Autores: Regiane Pereira dos Santos (redatora); Vanda de Fátima Minatel; Denise Isabel Luiz; Claúdia Laselva.
      • Introdução A taxa de ocupação em um hospital geral pode acarretar desrespeito às premissas de alocação por especialidade. Estudos demonstram a relação do trabalho interdisciplinar, experiência e nível de educacional de enfermeiras assistenciais e distribuição de freqüência de complicações, e mesmo a proporção de mortes de pacientes, onde sinais de complicações clínicas não foram percebidos.
      • Justificativa: Admissão de pacientes e controle de leitos – responsável pela alocação nas áreas da especialidade - como atividade estratégica no ambiente hospitalar.
      • Objetivo: Verificar número de pacientes alocados na especialidade correta na primeira pernoite de acordo com o diagnóstico de saída (CID de saída).
      • Método: Coleta de dados e análise juntamente à área de epidemiologia hospitalar. Ano base 2008. Formação de grupo de trabalho multidisciplinar, elaboração de plano de ação, implementação das ações. Nova coleta para análise comparativa entre os anos de 2008 e 2009.
      • Resultados
      • Média da alocação por especialidade 2008 - 52%
      • Média da alocação por especialidade 2009 - 67%
      • Meta estabelecida para 2010 – 80% de alocação correta
      • Conclusão
      • Concluímos que algumas ações foram decisivas para melhorar a taxa de alocação por especialidades:
        • Pré-alocação de acordo com agenda cirúrgica;
      • Contratação de dois enfermeiros no controle de leitos para priorizar internações e orientar a equipe;
      • Alinhamento com coordenadoras de Enfermagem sobre transferências entre alas;
      • Meta estabelecida divulgada junto à equipe do setor de internação;
      • Trabalho integrado com projeto de melhoria contínua da governança, responsável pela higiene terminal.
      • Bibliografia
        • Agency for Healthcare Research and Quality. (2004). AHRQ quality indicators. Retrieved February 9, 2004, from http://www.qualityindicators.ahrq.gov
        • Aiken, L.H., Clarke, S.P., Cheung, R.B., Sloane, D.M., & Silber, J.H. (2003). Education levels of hospital nurses and patient mortality. JAMA, 290 (12), 1617-1623.
      • Aiken, L.H., Clarke, S.P., Sloane, D.M., Sochalski, J., Busse, R., Clarke, H., et al. (2001). Nurses' reports on hospital care in five countries. Health Affairs, 20 (3), 43-53.
      • Boyle, S.M. (2004). Nursing unit characteristics and patient outcomes. Nursing Economics, 22 (3), 111-119.
      • TRABALHO 147
      • ENFERMEIRO TEM OUTRO CONCEITO PARA GESTORES DE SAÚDE
        • SCOMPARIN RM
        • Gerente de Enfermagem
      • Rosangela.scomparin@unimedbirigui.com.br
      • Introdução: Nas últimas décadas o conceito de administradores de saúde tem sido modificado em relação ao profissional enfermeiro no que se diz a valorização do mesmo. A mudança continua da área de saúde e a busca pela qualidade reformulou os profissionais estratégicos das unidades de saúde e o que percebemos que hoje principalmente os hospitais esta busca de gestores estratégicos, dinâmicos e que apresentam resultados positivos em relação à qualidade e financeiro. É possível perceber que o profissional enfermeiro tem se envolvido com outras atividades além da assistência prestada diretamente, ou seja, esta mais envolvido com cargos importantes dentro das instituições de saúde. Os gestores estratégicos têm buscado o profissional enfermeiro para atua em cargos considerados chave, como de qualificação de processos e economia para empresa, pois é sabido que adequação de processos e qualidade está intensamente ligada ao marketing positivo e financeiro.
      • Justificativa :O profissional enfermeiro esta se tornando a cada dia mais estratégico e portador apresentando bons resultados, pois este é o único profissional dentro das instituições de saúde em especial nos hospitais que possui amplo conhecimento dos processos e sempre esta interagido com todos os setores disponíveis e dispõe de extenso conhecimento técnico - cientifico dos processos local de trabalho. Este conceito se deve também a grade curricular das faculdades de enfermagem que traz a disciplina de administração e desperta outros conhecimentos para os alunos, além das técnicas, patologias e fisiologia entre outras, permite amplitude de conhecimento, de outros valores e base da visão gerencial.
      • Objetivo: Refletir posição profissional do enfermeiro dentro das instituições de saúde. Material e método: Revisão de literaturas qualitativa análise crítica do papel do enfermeiro dentro das instituições de saúde e experiências vivenciadas atualmente. Resultados: Esta claro que os profissionais enfermeiros vem desenvolvendo ótimos trabalhos nas instituições no que se diz respeito a qualificação da equipe, em parametrização de processos, resultados positivos em marketing e economia, processos de acreditação, métodos de informatização do trabalho e conquistando a qualificação profissional amplamente. É importante ressaltar que o profissional não tem deixado a assistência, mas sim esta indo além do que antes era o único foco da profissão e trabalhando com esta amplitude de conhecimento é possível desenvolver trabalhos com excelência e coerência.
      • Conclusão: O profissional que na maioria das instituições era considerado como custo e aumento do quadro de profissionais hoje é considerado por gestores de saúde estratégicos como o profissional chave para o desenvolvimento de planejamentos nas instituições. Os enfermeiros atualmente esta ocupando cargos considerados desicivos dentro das unidades de saúde e os resultados tem sido positivo, portanto é cada vez mais comum encontrar enfermeiros responsáveis por hospitais, secretarias de saúde, processo de acreditação, ou seja, na gestão de saúde em geral e com isso temos a certeza que a credibilidade adquirida pelos enfermeiros mudou o conceito do profissional enfermeiro para melhor.
      • Palavras chave: Gestão em saúde; Gestão em enfermagem; profissional enfermeiro.
      • Referencias
      • - Ruthes, Rosa Maria; Cunha, Isabel Cristina Kowal Olm. Considerações gerais sobre gestão de pessoas na área de enfermagem. Fonte: Nursing(São Paulo); 12 (131): 190-194, abr.2009.
      • - Weirich, Claci Fátima; Munari, Denize Bouttelet; Bezerra, Ana Lúcia Queiroz. Endomarketing: ensaio sobre possibilidades de inovação na gestão em enfermagem. Fonte: Rev. bras . enferm ;57(6):754-757, nov.-dez. 2004.
      • - Souza, Mariluce Karla Bomfim de; Melo, Cristina Maria Meira de. Atuação de enfermeiras nas macrofunções gestoras em saúde. Fonte: Rev. enferm . UERJ ;17(2):198-202, abr.-jun. 2009.
    • TRABALHO 148 ESCOLHA DE CHEFIAS DE ENFERMAGEM: dimensão política da vida organizacional Moura GMSS , Magalhães AMM, Dall´Agnol CM, Juchem BC, Marona, D.S Introdução : O trabalho da enfermagem no hospital é resultante dos esforços de grupos de trabalhadores organizados em equipes alocadas em diferentes turnos e setores de prestação de serviços. Cada um destes grupos é comandado por um líder, que possui o desafio do alcance das metas institucionais através da ação coordenada das atividades realizadas pelos diversos colaboradores. Justificativa : As modernas práticas de gestão têm buscado por modelos que permitam um maior comprometimento dos trabalhadores com seu trabalho e, consequentemente, com o alcance dos propósitos organizacionais. É neste contexto que encontram espaços a proposta participativa na gestão em enfermagem. Dentre estes, destaca-se o processo que conduz os enfermeiros aos cargos de chefia onde haja envolvimento da equipe de trabalho. Objetivo : Analisar a dimensão política da vida organizacional da equipe de enfermagem no processo consultivo para escolha de chefias de unidade. Método : Estudo exploratório-descritivo, com abordagem qualitativa. Os sujeitos da pesquisa foram os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem de um hospital universitário. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas, no período de junho a setembro de 2009. A análise dos dados foi realizada através da técnica de análise de conteúdo. O projeto obteve autorização pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição onde foi realizado. Resultados: A análise dos dados evidenciou que existe uma articulação nos grupos dos diferentes setores para a identificação de possíveis candidatos ao cargo. Também existe uma organização para estruturar a campanha dos candidatos com apresentação de propostas de trabalhos e debates. Por fim, é composta uma espécie de comissão eleitoral que tem a incumbência de organizar e assegurar a lisura do processo. Conclusões: Através do estudo foi possível identificar que esta prática configura-se como um processo composto por várias etapas a serem respeitadas. A equipe de enfermagem considera esta estratégia muito importante, demonstrando seu comprometimento com sua realização. O modelo adotado possibilita que os sujeitos reconheçam-se como agentes ativos e influenciadores do seu contexto.
    • TRABALHO 149 CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS - FMU CENTRO DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO Curso de Especialização em Gerenciamento em Enfermagem Título: Gerenciamento de conflitos: uma reflexão sobre as competências do enfermeiro supervisor Autora: Carla Sanches Façanha Orientação: Prof. Esp. Sérgio Martins Lopes Introdução: Atualmente, todo local de trabalho, independente do segmento que atua, existe conflitos, e na área de saúde não é diferente, principalmente porque o trabalho de enfermagem se constitui por relações múltiplas interativas. Assim, administrar conflitos tem tanta ou maior importância que outras atividades administrativas. Dessa forma, é papel do supervisor criar um ambiente de trabalho produtivo e inovador, investindo na motivação e produtividade organizacional, pois numa organização, onde o conflito é uma situação esperada, cabe ao líder garantir o nível de confiança e comprometimento para que as metas organizacionais sejam alcançadas e os conflitos resolvidos. Objetivos: Refletir sobre as estratégias e habilidades necessárias ao gestor no gerenciamento de um conflito; Informar os conceitos de conflito, competência e habilidades; Conhecer quais são os fatores geradores de conflitos na enfermagem; Descrever idéias e sugestões que o gestor pode utilizar no dia-a-dia para conseguir resolver um conflito. Material e Métodos: Esta pesquisa trata-se de um estudo descritivo de revisão bibliográfica, por meio da busca da literatura científica, analisando-se a opinião de inúmeros autores, por meio de artigos publicados no período de 1996 a 2009 nas bases de dados: Medline, Lilacs, Bedenf e Scielo. Resultados e Discussão: Foram encontrados 77 publicações sobre o tema. Dentre essas, 03 teses, 19 artigos científicos, 01 livro e 14 artigos de Internet selecionados para este estudo. Quanto ao assunto, 08 fazem referência ao conflito, 05 comentam sobre os conflitos em enfermagem, 09 abordam sobre a liderança em enfermagem, um fala do trabalho em equipe, 05 ressaltam sobre as competências e habilidades, 06 enfatizam sobre as competências e habilidades na enfermagem, e 03 destacam sobre as relações interpessoais e a comunicação na enfermagem. Conclusão: Concluiu-se que os conflitos acontecem diariamente nos serviços de saúde, sendo um elemento que muito influencia o comportamento humano. Para tanto, tem múltiplas causas. As diferenças individuais, como personalidades e culturas com seus elementos – valores, hábitos e crenças – são alguns dos fatores que exercem o poder sobre essa realidade. Contudo, apesar dos avanços das ciências do comportamento, ou mesmo ainda o despreparo da maioria da liderança, ainda persiste aspectos inexplicáveis, que desafiam a compreensão de estudiosos e do trabalhador comum. No entanto, a literatura mostrou que muitos elementos podem ser úteis para a implementação de ações que visem melhorar as relações interpessoais em uma instituição de saúde, com vantagem para a mesma, para as pessoas que lá trabalham e para seus clientes, pois as pessoas mais equilibradas psicologicamente estão mais preparadas para prestar uma melhor assistência e cuidados integrados. Descritores: Gerenciamento, Conflitos, Enfermagem, Supervisão, Competências, Habilidades
    • TRABALHO 150 Gestão de Custos – Redução no consumo de eletrodos descartável num Serviço de Emergência privado de São Paulo Façanha CS, Simões AS Introdução: Atualmente em todo local de trabalho e independente da linha de seguimento o enfermeiro tem um papel importante no gerenciamento de custos, com o intuito de manter uma relação custo benefício favorável. Em nosso serviço observamos um aumento crescente de custos com eletrodo descartável, verificamos por tanto uma oportunidade de melhoria que contribuísse de forma eficiente na redução de custos. Justificativa: A enfermagem por ser o maior número de colaboradores dentro da instituição hospitalar pode e deve contribuir efetivamente com a redução de custos hospitalares, os gestores de enfermagem devem estar atentos para evitar desperdícios, implantando assim novas rotinas, plano de melhorias e treinamentos para a equipe. Objetivo: Reduzir em até 60% os custos com eletrodo descartável no setor de emergência. Método: Realizado análise quantitativa do consumo de eletrodos descartável no serviço de emergência no período Janeiro /2009 à Julho /2009. A quantidade de eletrodo utilizada neste período foi de 29.613U com uma média mensal de 4.935U e um custo Total de R$9.772,29 com média de R$1.628,55 mensal. O custo unitário é de R$ 0,33. Após este estudo realizamos a compra de peras para os aparelhos de ECG e realizamos um treinamento da equipe, estimulando a realização do eletrocardiograma sem a utilização de eletrodos. Resultados: Após a implantação da melhoria, observamos uma diminuição no consumo de eletrodos no setor diminuindo assim os custos com o material. No período estudado utilizamos uma quantidade de 34.847U eletrodos com uma média mensal de 4.980U após a implantação da melhoria passamos a utilizar 7.399U com uma média mensal de 1.479U contribuindo com uma economia de 70,3%. Conclusão: Concluímos que o Enfermeiro hoje tem um papel fundamental de gestão do seu setor promovendo e estimulando sua equipe a ter ações que contribuam para a efetividade do serviço através do menor custo X benefício. Podemos verificar através deste estudo que com ações simples, nós conseguimos trazer resultados positivos a nossa instituição.
      • TRABALHO 152
      • Modelo de Gestão Metas Internacionais: Times Internacionais Setoriais
      • CAROCCINI TP, RIBEIRO JC
      • 1- Introdução : O propósito das Metas Internacionais de Segurança do Paciente é promover melhorias específicas na segurança do paciente. As metas destacam as áreas problemáticas na assistência á saúde e apresentam soluções consensuais para esses problemas, baseadas em evidências e em opiniões de especialistas e trazem boas práticas propostas por especialistas e é uma estratégia para redução do risco de erros e eventos adversos em Instituições de Saúde.
      • Portanto foi criado times assistencias formados com colaboradores que atuam no Pronto Socorro para a fiscalização e realização adequada das normas internacionais de segurança do paciente. Estas metas foram adaptadas para o dia a dia do Pronto Socorro pois encontramos dificuldades na adesão e na realização.
      • Meta 1- Identificar os pacientes corretamente.
        • Foco: Os erros de identificação de pacientes podem ocorrer em todos os aspectos do diagnóstico e tratamento, devemos Identificar com segurança o paciente como sendo a pessoa para a qual se destina o serviço e/ ou procedimento. No Pronto Socorro é utilizada pulseira de cor diferente.
      • Meta 2- Melhorara a efetividade da comunicação entre profissionais da assistência
        • Foco: Melhorar a efetivação da comunicação entre prestadores e o cuidado, estabelecendo comunicação efetiva, oportuna, completa sem ambigüidade e compreendida pelo receptor como exemplo:
      • Meta 3- Melhorar a segurança de medicações de risco (high-alert medications).
        • Foco: Promover práticas seguras na administração adequada dos medicamentos alto risco:
        • Meta 4- Eliminar cirurgias do lado-errado, paciente-errado, procedimento-errado. (TIME OUT)
        • Foco: Assegurar cirurgias com local de intervenção correto (procedimento correto e paciente correto) com comunicação adequada entre os membros da equipe, aperfeiçoar a comunicação entre os membros da equipe envolvida no processo e assegurar o envolvimento do paciente na marcação do local da intervenção.
      • Meta 5- Reduzir o risco de Infecção
        • Foco: Promover a prevenção e o controle de infecções em todos os setores, através da efetiva higienização das mãos.
      • Meta 6- Reduzir o risco de dano/lesão ao paciente vítima de Queda
      • 2 – Objetivo
      • O objetivo deste estudo é descrever o sistema de implantação, acompanhamento e aplicabilidade das metas internacionais com a formação de times compostos pelos colaboradores que atuam no pronto socorro do Hospital Paulistano em São Paulo.
      • 3 – Métodos
      • Trata-se de uma descrição de serviço gerencial realizada no pronto-socorro do Hospital Paulistano em São Paulo, relatando a estratégia da implantação, acompanhamento e aplicabilidade das seis metas internacionais.
      • Inicialmente o estudo oferece benefícios direto ao sujeito de pesquisa, ele suscita uma reflexão sobre a necessidade da inclusão de todos envolvidos na assistência direta e indireta ao paciente. A principal contribuição da pesquisa é sensibilizar os enfermeiros e colaboradores e direcioná-los para aplicabilidade das metas internacionais.
      • 4 – Resultados: Com a elaboração dos times notamos uma melhora gradual e contínua na realização das metas internacionais. Isso deve-se ao envolvimento e responsabilidade das equipes que diariamente realizam uma reciclagem sendo que cada dia da semana uma meta é discutida . Segunda-feira meta 01 e 02, Terça-Feira meta 03, Quarta-feira meta 04, quinta-feira meta 05 e sexta-feira meta 06.
      • 5 – Conclusão: Nosso estudo indica a necessidade da criação de meios para aumentar a eficacia das metas internacionais. Com os times temos com cada colaborador a responsabilidade e o comprometimento da realização das metas internacionais trazendo diretamente ao cliente mais segurança. O resultados são consistentes e ainda podemos melhor ao longo de um período. Há pouco escrito sobre modelos de implantação das metas internacionais na literatura sendo necessário a publicação dos modelos existentes.
      • 6 – Anexo
      • Referência Bibliográfica
      • 1. Manual da Joint Commission 3ª Edição 2008
    • TRABALHO 153 IMPLEMENTAÇÃO DE NOVO LAYOUT DO CARRO DE EMERGÊNCIA : SEGURANÇA E QUALIDADE NO ATENDIMENTO RIBEIRO, José César INTRODUÇÃO: Desde o surgimento das primeiras tentativas da ressuscitação cardiopulmonar (RCP) ocorreram muitos avanços na realização deste , o que tem contribuído para salvar vidas tanto no atendimento pré quanto intra-hospitalar. A necessidade de padronização do procedimento de RCP, com o objetivo de se ganhar tempo, trouxe consigo a criação dos carros de emergência, onde todo o material necessário para a realização destas manobras deveriam estar disponibilizados. Como não há no mercado brasileiro carros de emergência que ofereçam todos os recursos necessários à assistência adequada aos pacientes vítimas de Parada Cardio Respiratória (PCR) e aos profissionais que o assistem; f oi criado um novo “layout” de padronização de carro de emergência num Hospital privado de São Paulo. OBJETIVOS: Padronizar o conteúdo e quantidade de material e medicamento ; estabelecer novo layout ; agilizar o atendimento a PCR ; facilitar a visualização, o acesso às medicações de primeira escolha e minimizar as chances de eventos adversos no atendimento às situações de emergência/urgência. MATERIAL E MÉTODO: Através de reuniões entre os participantes do grupo RCP e equipe multiprofissional de um Hospital Privado de São Paulo – SP , foi feita a seleção dos medicamentos e materiais a serem utilizados no carro de emergência. RESULTADO: Feito o Projeto , este foi então apresentado à direção clínica e financeira da Instituição. Após análise e aprovação do mesmo, iniciou-se a substituição total dos antigos modelos pelo novos. Visto ser o atendimento a PCR um procedimento que requer conhecimento, habilidade, agilidade e organização da Equipe Multiprofissional, o carro de emergência torna-se um item da maior importância dentro deste contexto. Um carro de emergência completo e de fácil visualização resulta em melhores resultados e menos estresse entre os profissionais de saúde envolvidos na PCR. E também, em menos eventos adversos. CONCLUSÃO: Este novo modelo de carro de emergência trará grandes benefícios para os pacientes, Equipe Multiprofissional e para a Instituição que se alinha com as boas práticas de qualidade e segurança no atendimento à saúde e dos seus clientes. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ILCOR Members Organizations, Guidelines 2000 for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Circulation 2000; 102 (suppl-I): 86-171. Recommended guidelines for uniform reporting of data from out-of-hospital cardiac arrest: the Utstein style. Prepared by a task force of representatives from the European Resuscitation Council. American Heart Association, Heart and Stroke Foudation of Canada, and Australian Resuscitation Council. Resuscitation 1991; 22: 1-26.
    • TRABALHO 154 GESTÃO EM ENFERMAGEM: UMA ABORDAGEM SOBRE A MOTIVAÇÃO, LIDERANÇA E QUALIDADE DOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM Neste trabalho desenvolveu-se uma sucinta pesquisa bibliográfica; e ainda, realizou-se uma pesquisa de campo, havendo a colaboração de uma equipe de enfermeiros de um Hospital, instituição de saúde privada, da cidade São José dos Campos, Estado de São Paulo, sobre os assuntos relacionados à Gestão em Enfermagem, dando especial enfoque a trilogia - a motivação, a liderança e a qualidade nos serviços de enfermagem , gestão nas áreas de saúde, gestão no ambiente hospitalar e promoção de qualidade à saúde. Busca-se evidenciar e refletir sobre as abordagens e dimensões do tema da pesquisa para a área da enfermagem. Conclui-se que modelo de Gestão em Enfermagem na atualidade encontra-se numa fase de transformação, de mudanças, de conscientização e, principalmente, de um processo de educação em saúde para a população e para os profissionais, que compõem o cenário da modernidade. Assim, diante do objeto do trabalho do gestor em enfermagem que são os recursos humanos, e a organização do trabalho cabe ao enfermeiro utilizar-se de instrumentos para planejamento de sua equipe, buscando propostas inovadoras para seu modelo de assistência e gestão. A motivação no ambiente de trabalho é primordial para o bom andamento das atividades assistenciais em enfermagem estando diretamente ligada ao gerenciamento de pessoas devendo usar de mecanismos adequados para conduzir a equipe de trabalho, evitando constrangimentos ou frustrações visando atingir metas e resultados. Palavras-chave: Motivação, Liderança, Qualidade, Gestão, Enfermagem.
    • TRABALHO 155 PROTOCOLO GERENCIADO DE PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DE CORRENTE SANGUÍNEA RELACIONADA A CATETER VENOSO CENTRAL: AUXILIANDO NA REDUÇÃO DA TAXA DE INFECÇÃO HOSPITALAR Santo RE, Fernandes VA, Mendonça M. Introdução: Os cateteres venosos centrais (CVC) são considerados um suporte essencial na assistência ao paciente crítico, porém são a maior causa de Infecção de Corrente Sanguínea (ICS) relacionada a cateter e contribuem para o aumento da morbi-mortalidade, elevação dos custos hospitalares e tempo de hospitalização. Justificativa: Para garantir uma redução no índice de ICS relacionada à CVC foi criado um protocolo de gerenciamento, realizado por um enfermeiro diariamente. Objetivo: Avaliar a eficácia do protocolo gerenciado na redução das ICS relacionado ao CVC. Metodologia: O estudo de caráter descritivo e comparativo foi realizado na unidade de terapia intensiva de um hospital de especialidade cardiológica, médio porte, localizado na cidade de São Paulo. O período abordado para coleta dos dados foi o ano de 2009, sendo o primeiro semestre (fase pré-protocolo), comparado ao segundo semestre (fase pós-protocolo). Resultados: Na “fase pré protocolo” o número de cateter/dia foi (1430) com densidade de incidência (3,48/1000pacientes) ICS relacionada a CVC. Na “fase pós protocolo” o número de cateter/dia foi de (1770) com densidade de incidência de (1,16/1000pacientes) ICS relacionada a CVC, demonstrando uma redução significativa de 66% no número de infecções relacionadas a presença de CVC. Conclusão: As ações padronizadas pelo protocolo e avaliação diária do enfermeiro gestor, demonstraram compor um importante instrumento na redução da incidência de ICS, porém o trabalho necessita desenvolvimento, agregando novas medidas de prevenção das infecções hospitalares, a fim de garantir que a incidência de ICS relacionada a CVC na instituição em que se realizou o estudo, permaneça abaixo de 1,5/1000 pacientes, que corresponde à meta preconizada pelo NHSN (National Healtcare Safety Network), visando assim uma assistência de qualidade, eficiente e segura a todos os pacientes. Bibliografia: Edwards JR, Peterson KD, Mu Y, et al. National Healthcare Safety Network(NHSN) report: data summary for 2006 through 2008, issued December 2009. Am J Infect Control 2009;37:783-805 Hospital TotalCor roney.santo @ totalcor.com.br
      • TRABALHO 156
      • PLANO DE ASSISTÊNCIA INTEGRADA: o enfermeiro frente a um novo modelo de assistência
        • Tânia Heloisa Anderman Silva Barison I
        • Luiz Carlos Bordin II
        • Claudia Romano Bauer III
        • Marlene Aparecida da Silva IV
      • Fernanda Maria Togeiro Fugulin V
      • RESUMO: O estudo tem por objetivo relatar a implantação do Plano de Assistência Integrada em um Hospital particular da cidade de São Paulo, enquanto estratégia de gestão que permite o alinhamento das seguintes questões: Identificação do grau de complexidade do cuidado; Identificação dos riscos inerentes ao paciente e maximização das ações de segurança durante o processo de internação; Otimização na alocação dos recursos humanos de enfermagem, de acordo com o grau de dependência dos pacientes em relação à equipe de enfermagem; envolvimento da equipe interdisciplinar no plano de cuidados estabelecidos; Organização do cuidado interdisciplinar segundo as necessidades detectadas e singularidade no atendimento.
      • I Enfermeira. Diretora de Enfermagem do Hospital e Maternidade São Camilo Pompéia. Mestre em Bioética (CUSC). [email_address]
      • II Enfermeiro. Chefe do Departamento de Terapia Intensiva Adulto do Hospital e Maternidade São Camilo Pompéia. Mestre em Enfermagem (EEUSP) [email_address]
      • III Enfermeira. [email_address]
      • IV Enfermeira. [email_address]
      • V Enfermeira. Professora Doutora do Departamento de Orientação Profissional da Escola de Enfermagem da USP (EEUSP) [email_address]
    • TRABALHO 157 ANÁLISE DOS INDICADORES DA QUALIDADE NA ELABORAÇÃO DA PRESCRIÇÃO DE ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Delfino AD, Martinez YE, Haddad MCFL, Borsato FG Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná / Universidade Estadual de Londrina Email: fabigorni@hotmail.com Na enfermagem o controle informal da qualidade sempre existiu como forma de executar os procedimentos da melhor forma possível (HADDAD, 2004). Com o Processo de Enfermagem, um método sistematizado fundamentou a aplicação dos conhecimentos da enfermagem enquanto ciência e a avaliação de seus serviços (HADDAD, 2004). Uma das fases da referida metodologia é a prescrição de enfermagem (PE), por meio da qual o enfermeiro orienta as condutas a serem implementadas na prestação de cuidados e as registra, objetivando uma assistência individualizada e de qualidade (MATSUDA, CARVALHO, ÉVORA, 2004). Desta forma, avaliações criteriosas e contínuas da assistência de enfermagem devem ser realizadas de forma a levantar um diagnóstico da situação e elaborar formas de intervenções em busca de uma melhor qualidade do cuidado. Este trabalho tem como objetivo analisar os indicadores de qualidade da elaboração da PE em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de um Hospital Universitário Público, no período de 2001 a 2003. Trata-se de um estudo descritivo de abordagem quantitativa. A coleta de dados se deu a partir dos relatórios trimestrais da auditoria das PE realizadas pela ACQAE contemplando o item “Elaboração da prescrição de enfermagem” e seus subitens que consistem em questões norteadoras no processo de avaliação. Cada item foi classificado segundo os critérios “não se aplica”, “completo”, “incompleto”, “não preenchido” e “incorreto” para os quais o padrão de qualidade adotado foi de: acima de 80% para o item completo, abaixo de 15% para incompleto, abaixo de 5% para o não-preenchido e 0% para incorreto. Os resultados apontam que 77,8% das PE estavam completas, ou seja, 77,8% dos pacientes internados na referida unidade possuíam PE. Revela, ainda, que 55,8% das PE não foram preenchidas quanto aos cuidados especiais necessários para cada patologia e que 76,8% das prescrições de enfermagem avaliadas não possibilitavam a visualização dos sinais e sintomas do paciente inferindo a falta de conhecimento teórico e capacitação por parte dos enfermeiros atuantes para a implementação de um plano de cuidados condizente com as condições do paciente; 69,1% das prescrições de enfermagem não continham o preenchimento do grau de dependência dos pacientes internados. Frente a estes resultados, foi possível observar que os itens de verificação que apresentaram maiores escores foram relativos à existência de uma prescrição diária para o paciente. Os itens que geraram maior insatisfação estavam relacionados à aplicação de conhecimentos científicos e capacidade de raciocínio clínico e crítico por parte do enfermeiro que elabora a PE. É a partir da monitorização da prática de enfermagem que é possível visualizar as situações favoráveis e as desfavoráveis da assistência a fim de reforçar os padrões de qualidade e efetivar uma assistência adequada isenta de riscos. Referências: Haddad MCL. Qualidade da assistência de enfermagem: o processo de avaliação em hospital universitário público.[Tese].Ribeirão Preto (SP): Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto /USP; 2004. Matsuda LM, Carvalho ARS, Évora YDM. Anotações / registros de enfermagem em um hospital-escola. Cienc Cuid Saude 2007;6(Suplem. 2):337-346.
    • TRABALHO 158 Avaliação da qualidade das anotações de enfermagem em um hospital universitário público Borsato FG, Rossaneis MA, Haddad MCFL, Vannuchi MTO, Vituri DW Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná / Universidade Estadual de Londrina Email: fabigorni@hotmail.com O termo qualidade surgiu sempre existiu na enfermagem passando a receber maior importância com o advento do Processo de Enfermagem (HADDAD, 2004). Dentro desta nova forma atuação, Horta propôs uma assistência organizada em seis fases - histórico, diagnóstico, plano assistencial, prescrição de enfermagem, evolução e prognóstico de enfermagem - que permitem o registro dos cuidados, auxílio nas decisões, respaldo legal e avaliação da assistência (VENTURINI, MARCON, 2008). Frente à importância dos registros de enfermagem, os resultados desta pesquisa devem contribuir com a qualidade da assistência prestada na instituição em estudo, possibilitando, a partir de dados concretos, que medidas de controle e de melhoria sejam tomadas. Desta forma, e ste estudo teve como objetivo analisar os resultados da avaliação da qualidade das anotações de enfermagem em um hospital público de ensino no norte do Paraná. Foi realizada uma pesquisa exploratória, descritiva e quantitativa com os dados secundários da Assessoria de Controle de Qualidade da Assistência de Enfermagem (ACQAE) da instituição. A coleta de dados se deu a partir dos relatórios mensais da ACQAE de avaliação da qualidade das prescrições de enfermagem, no período de 2002 a 2009 contemplando o item Anotação de Enfermagem e seus subitens. Estes foram avaliados segundo os critérios completo, incompleto, não-preenchido e incorreto, para os quais o padrão de qualidade adotado foi de: acima de 80% para o item completo, abaixo de 15% para incompleto, abaixo de 5% para o não-preenchido e 0% para incorreto. A Divisão de Internamento Adulto apresentou aumento do percentual de adequação para o item completo, alcançando 82,2% em 2007 e mantendo-o satisfatório até 2009, acompanhado do decréscimo nos percentuais relacionados ao item incompleto. As unidades de Terapia Intensiva apresentaram valores insatisfatórios do item completo de 2002 a 2009, acompanhado pelo aumento do item incompleto com 18,88% em 2009. A Divisão Materno Infantil apresentou 90,7% para o item completo em 2009 acompanhado pela redução do percentual do item incompleto para a 3,5%. A análise geral mostrou um aumento da qualidade das anotações de enfermagem até 2009 com 84,2% para o item completo e redução do item incompleto para 10,0%, o item não-preenchido diminuiu em 2009 apresentando-se com 4,1%. Esta melhoria da qualidade das anotações de enfermagem reflete a preocupação e o investimento da diretoria de enfermagem da instituição que, no período de 2004 a 2009, promoveu seis treinamentos direcionados à melhoria da qualidade dos registros de enfermagem. A partir dos resultados obtidos, espera-se suscitar discussões sobre a importância da avaliação da qualidade como ferramenta gerencial eficaz na busca de uma assistência segura e livre de riscos. Bibliografia: HADDAD, M.C.L. Qualidade da assistência de enfermagem: processo de avaliação em hospital – escola público. 2004. 201f. Tese (Doutorado em Enfermagem Fundamental) – Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004. VENTURINI, D.A.; MARCON, S.S. Anotações de enfermagem em uma unidade cirúrgica de um hospital escola. Revista Brasileira de Enfermagem , v. 61, n. 5, p. 570-5, set-out, 2008.
    • TRABALHO 159 A GESTÃO DA QUALIDADE NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM LIMA SBS, LEITE JL, PROCHNOW AG, GARCIA VRRL, PRADEBON VM Introdução: A assistência de enfermagem e a qualidade fundamentam-se em princípios técnico-científicos-filosóficos que os norteiam e se vinculam ao discurso da prática difundidos como manuais, artigos e outras publicações utilizadas na formação profissional. Justificativa: a fim de desvelar a compreensão dos enfermeiros sobre a gestão da qualidade em enfermagem, no espaço hospitalar, onde trabalham, para perceber quais as suas influências em um método de avaliação da qualidade, a Acreditação Hospitalar. Pressupõe-se que este abarca um sistema de significados, incorporado no trabalho do enfermeiro em seu conjunto, produzindo algum tipo de identidade compartilhado, norteando as ações e considerando o contexto e a realidade social da profissão. Objetivos: identificar o significado apreendido na vivencia do enfermeiro na gestão da qualidade em enfermagem e na Acreditação Hospitalar; discutir, a partir do mundo vivencial, como interage o enfermeiro diante da gestão da qualidade no Pronto Socorro; desenvolver uma matrix teórica relacionada às ações de enfermagem com a gestão da qualidade em enfermagem e a Acreditação Hospitalar. Método: Trata-se de pesquisa qualitativa que teve como referencial teórico-metodológico o Interacionismo Simbólico e a Teoria Fundamentada nos Dados, respectivamente. O cenário do estudo foi o Pronto Socorro do Hospital Universitário de Santa Maria, Rio Grande do Sul. Os participantes da pesquisa foram enfermeiros que atuam no Pronto Socorro Adulto. Para o levantamento e análise comparativa dos dados foi realizada a entrevista semi-estruturada com 12 enfermeiros no ano de 2007. Os dados foram validados por três enfermeiros. Resultados: A matrix teórica formulada foi a gestão da qualidade na assistência de enfermagem: significação das ações no olhar da Acreditação Hospitalar no Pronto Socorro. Assim, foi proposta a Tese: o enfermeiro constrói a gestão da qualidade na assistência de enfermagem inserido no contexto ambiental e organizacional a partir da existência e do enfrentamento da realidade vivenciada com vistas à resolutividade da clientela assistida. Conclusão: O Estudo enfatiza a compreensão de que a gestão da qualidade na enfermagem é muito mais ampla do que se imagina. Deve-se pensar e refletir sobre a assistência de enfermagem, a partir das concepções apresentadas nesse estudo, como uma eterna busca por conhecimento no intuito de sobreviver às diferentes situações vividas em torno do próprio eu. Palavras-chaves: Enfermagem, Gestão, Qualidade, Teoria Fundamentada nos Dados. Bibliografia : Lima, SBS. A gestão da qualidade na assistência de enfermagem: significação das ações no olhar da acreditação hospitalar no pronto socorro. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, 2008.
    • TRABALHO 161 AUDITORIA DE REGISTROS DE ENFERMAGEM: ALIANDO APLICAÇÃO PRÁTICA E EXPERIÊNCIA DISCENTE 1 ASSAD, L.G. 2 SOUZA, S. R. O. S. 3 SOUZA, R.M. Como enfermeiros e professores inseridos no hospital universitário e envolvidos com o tema administração em enfermagem, preocupa- nos a dificuldade da equipe de enfermagem em concluir registros . Reconhecemos a importância dos registros para a manutenção da qualidade da assistência, reforçando a necessidade de aprofundamento da reflexão acerca dos mesmos desembocando assim em um estudo que utiliza como ferramenta a auditoria em enfermagem e que envolve internos de enfermagem da disciplina administração do processo de trabalho e da assistência de enfermagem. Os objetivos foram identificar em prontuários de clientes atendidos na UTI, o conteúdo dos registros no que se refere aos aspectos formais e analisar os registros de procedimentos invasivos efetuados pela equipe de enfermagem. A auditoria fornece subsídios que favorecem e estimula a reflexão do profissional, quanto aos seus pontos positivos e negativos, além de oferecer a instituição um meio de verificação do alcance de seus objetivos dentro da qualidade da assistência, e servir como base para o direcionamento da educação continuada. Trata-se também de uma experiência para os discentes no uso de uma ferramenta de gestão. Estudo quantitativo, retrospectivo, pois permite compreender o problema por meio de coleta sistemática de informações numéricas e análise estatística. Coletamos os dados por meio de instrumento específico, analisando 60% dos prontuários de clientes internados o que totalizou 28 prontuários e 298 registros de enfermagem. O instrumento 1 constou de dados que permitiu identificar aspectos formais do registro como: análise de cabeçalho (nome do cliente, número de registro, data e leito) e do registro propriamente dito (uso de termos técnicos, presença de rasuras, presença de letra legível, existência de assinatura e quantidade). O instrumento 2 incluiu dados para a análise dos procedimentos de enfermagem: cateterismo vesical, cateterismo gástrico, punção venosa periférica e profunda, aspiração traqueal e curativo, injeção intramuscular e subcutânea cujos critérios de avaliação foram baseados em estudiosos de registro. Os resultados indicam que os registros de enfermagem da UTI dão conta de produzir cabeçalhos fidedignos e que se constituam em instrumento de apoio para o cuidado e a observação do cliente, além de ter valor científico e legal. Com relação ao uso de termos técnicos, rasuras, letra legível, assinatura e quantitativo de registros no plantão que os registros da equipe de enfermagem da UTI, atendem de modo suficiente, porém não plenamente, ao que está preconizado na legislação. A observação de assinaturas sem carimbos nos registros de enfermagem, além da inespecificação da categoria profissional contraria as recomendações do Código de Ética de Enfermagem em seu Artigo 76 e da Resolução COFEn nº 191/96, inciso III, na sua recomendação de que os profissionais de enfermagem devem por as suas assinaturas em todo documento firmado, quando no exercício da profissão. A necessidade da educação continuada e a continuidade dos processos de auditoria de registro são ações que propiciam garantir a qualidade da assistência prestada e que para cumprir tal função faz-se necessário a continuidade de uma assistência global ao cliente o que envolve em especial o planejamento da assistência de enfermagem. Descritores :Auditoria;Registro; Enfermagem Área Temática: Gestão do Trabalho em Enfermagem. Bibliografia: 1. Pereira, LL e Takahashi, RT. Auditoria em Enfermagem. In: Kurcgant, P. Administração em Enfermagem . São Paulo: EPU; 1991. 2. Azevedo, SSS. Os Registros de Enfermagem no prontuário do Cliente com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida: Auditoria Retrospectiva [dissertação de mestrado]. Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro; 2004. 3.Gil, AC. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social . São Paulo: Atlas; 1999. 5. FRANCISCO, MTR. Auditoria em Enfermagem. Padrões, Critérios, Avaliação, Instrumentos . Rio de Janeiro: CEDAS, 1993. 8- BRASIL, Conselho Federal de Enfermagem. Lei 7498 de 25 de julho de 1986. Lei do Exercício Profissional, que dispõe sobre a regulamentação do exercício de enfermagem e dá outras providências . Brasília, Distrito Federal, 1986. 9- BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem. Decreto nº 94406/87 de 08 de junho de 1987. Regulamenta a Lei 7498/86 que dispõe sobre o exercício de enfermagem. 10- BRASIL, Conselho Federal de Enfermagem. Código de ética dos Profissionais de Enfermagem. Brasília, Distrito Federal.
    • TRABALHO 162 TREINAMENTO PROFISSIONAL EM ENFERMAGEM COMO MÉTODO DE INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO Assad LG¹, Rodrigues TG² Sabino O M.F.A. 3 O mercado de trabalho em saúde operou mudanças significativas quanto ao perfil quantitativo e qualitativo da força de trabalho em saúde. Para a Enfermagem, essas mudanças referem-se à ampliação de áreas de atuação como conquista do seu espaço de trabalho oriunda do reconhecimento profissional. Essa situação reduz significativamente o desemprego estrutural e aumenta a demanda de empregos. Paralelamente, o dinamismo e flexibilização do mercado de trabalho decorrentes da crescente globalização, aumentam a oferta de empregos e consequentemente dos cursos profissionalizantes. Apesar disso, a absorção de cada categoria no mercado apresenta grandes diferenças. Na composição interna da equipe, os enfermeiros e os técnicos, compõem respectivamente 13,0% e 9,2% desta equipe. Chama atenção a participação dos auxiliares de enfermagem que passaram a ocupar 62,7% do total dos empregos da enfermagem. Já os atendentes representam 15,1% do total da força de trabalho em enfermagem. Em relação ao total dos empregos em saúde no Brasil, os enfermeiros ocupam 4,5%; os técnicos 3,2%; os atendentes, 5,3%; já os auxiliares de enfermagem, absorvem 22,0% da oferta de postos de trabalho do setor no país. (VIEIRA e OLIVEIRA, 2001). Deflagra-se então, um cenário no qual os enfermeiros e técnicos de enfermagem necessitam cada vez mais de especialização para se inserirem no mercado de trabalho. Através desse estudo, objetivamos apresentar como o Treinamento Profissional (TP) em Enfermagem desenvolvido no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) oferece experiência e formação continuada aos profissionais participantes. O Programa de TP em Enfermagem inicia-se com um processo seletivo, através do qual enfermeiros e técnicos são selecionados, de acordo com a pontuação em prova objetiva e são alocados em setores do Hospital, passando a realizar atividades práticas supervisionadas por enfermeiros staff ou residentes. O estagiário participa também do Programa de Capacitação Teórica cujo objetivo é apresentar protocolos do Hospital para que o profissional correlacione com suas atividades práticas. Há aproximadamente 16 anos, o hospital realiza, anualmente, o Programa de TP em Enfermagem, buscando aplicar o conceito de responsabilidade social e que através de constante revisão e mudanças, busca o aperfeiçoamento e a rápida inserção da equipe de enfermagem no mercado de trabalho. No ano de 2008, o Processo Seletivo obteve 789 inscrições para 120 vagas oferecidas em diversas as áreas do Hospital. Em 2009, o número de inscritos ultrapassou 1200 que concorriam por 242 vagas. Esse aumento no quantitativo de vagas oferecidas e procuradas só tende a crescer e demonstra que o programa vem atender uma necessidade social na cidade do Rio de Janeiro, considerando, em especial, que as unidades de realização do estágio são cenários de referência para o Estado. Desta forma, observamos a eficiência do Programa de TP em Enfermagem em aperfeiçoar o currículo e a experiência dos profissionais participantes, assumindo que formação é um processo de desenvolvimento integral do indivíduo, ao longo da vida, objetivando o seu amadurecimento profissional e emocional (ASSAD, 2003) contribuindo assim para articulação teórico-prática que expande e democratiza o mercado de trabalho a enfermeiros e técnicos. Descritores : Treinamento Profissional; Enfermagem; Área Temática: Gestão do Trabalho em Enfermagem e Responsabilidade Social. Modalidade de inserção do conhecimento: Disseminação/consumo de conhecimento Bibliografia: ASSAD, Luciana Guimarães. O Hospital Universitário Pedro Ernesto: cenário de prática do enfermeiro assistencial. Tese de doutorado. UFRJ/EEAN, 2003. BOUÉRI, Alexandre Teixeira et al. Perspectivas dos Acadêmicos de Enfermagem em Relação ao Mercado de Trabalho. UNIP, São Paulo. 2006. VARELLA, Thereza Christina et al. Mercado de Trabalho do Enfermeiro no Brasil: configuração do emprego e tendências no campo do trabalho . IMS/UERJ, Rio de Janeiro. 2006 VIEIRA, Ana Luiza Stiebler; OLIVEIRA Eliane dos Santos A Equipe de Enfermagem no Mercado de Trabalho em Saúde do Brasil, Saúde em Debate. Ano XXV, v.25, n.57, p.63-70, jan./abr. 2001.
      • TRABALHO 163
      • PERFIL DE LIDERANÇA DO ENFERMEIRO BASEADO EM COMPETÊNCIAS
      • Silveira RCF * , Silva JCA*, Urbanetto JS**, Schilling MCL***Coelho MRM****
      • Os modelos de gestão adotados pelos hospitais implicam reorganização das ações de enfermagem, apropriação de novos conhecimentos e domínio de técnicas específicas. Conforme Marx e Morita (1) , as empresas buscam profissionais que assumam responsabilidades , que saibam trabalhar com pessoas, respeitem os valores e cultura da organização, trazendo resultados positivos através de sua competência profissional, administrando a complexa estrutura hospitalar. A gestão de competências na enfermagem envolve, além do gerenciamento das competências individuais, a integração e a complementaridade dessas competências, numa construção coletiva, resultante de um contexto cultural característico da profissão, atrelada às peculiaridades do hospital.
      • Esse estudo teve como objetivo conhecer a percepção dos enfermeiros acerca da importância das competências elencadas para compor o perfil de liderança para o enfermeiro do Hospital Universitário São Lucas da PUCRS (HSL/PUCRS). O estudo caracteriza-se como exploratório-descritivo, com abordagem quantitativa, foi realizado no HSL/PUCRS. A população foi composta por enfermeiros da instituição, totalizando 152 profissionais. A amostra constituiu-se de 109 enfermeiros assistenciais sem cargo formal de gestão, mas com atividades de liderança na prática da enfermagem. A coleta de dados foi realizada por meio de dois instrumentos, construídos a partir do Instrumento de Avaliação do Desempenho do Líder no Hospital São Lucas da PUCRS. O primeiro denominado “Instrumento de Caracterização dos Profissionais Enfermeiros do Hospital São Lucas da PUCRS” e o segundo denominado “Importância das competências de Liderança percebidas pelo Profissional Enfermeiro”. Para análise dos dados utilizou-se categorias pré-estabelecidas pelo Instrumento de Avaliação de Desempenho – Liderança, formulado pelo HSL/PUCRS. Os dados foram agrupados por competências, descritas como essenciais (categoria principal) composta por: Gestão de Conhecimento, Visão Sistêmica, Assistência Humanizada e Gestão de Relacionamentos e subdivididas em competências específicas: Conhecimento, Foco em Resultado, Tomada de Decisão, Organização no Trabalho, Comprometimento, Valorização, Empatia, Habilidade de Relacionamento Interpessoal, Comunicação e Negociação e Prática do Feedback.
      • Os dados foram organizados em planilha eletrônica do Microsoft Excel e analisados por meio da estatística descritiva simples. Para cada competência elencada foram pontuados graus de importância (muito importante, importante, pouco importante, sem importância), conforme a percepção dos entrevistados. Os resultados evidenciaram que os enfermeiros consideram importante ou muito importante o desenvolvimento de competência de liderança no exercício profissional. No final do instrumento de coleta de dados foi oportunizado um espaço para sugestão de temas para futuras capacitações acerca do perfil de competências para liderança. . Dentre as sugestões de temas elencados para o desenvolvimento do perfil de liderança, 72,5% são da área de gestão de pessoas e 19,6% da área de gestão de processos . Salienta-se, a partir desse estudo, a necessidade promover o crescimento do enfermeiro no sentido de que este construa um perfil condizente de liderança positiva.
      • Descritores: liderança; competência; enfermeiro
      • REFERÊNCIAS
        • . Marx LC, Morita LC. Competências gerenciais na Enfermagem: a prática do Sistema Primary Nursing como parâmetro qualitativo de assistência. São Paulo: BH , 2000.
        • . .Hospital São Lucas da PUCRS. Instrumento de avaliação de desempenho para líderes. Manuscrito, 2007.