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Anais

  1. 1. Anais VII ENCONTRO NACIONAL DE GERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM
  2. 2. <ul><li>TRABALHO 01 </li></ul><ul><li>Criação e implementação de um modelo de transmissão de informações a familiares e acompanhantes no Centro Cirúrgico: relato de experiência. </li></ul><ul><li>Couto AT, Ricardo CM, Jukemura MFM </li></ul><ul><li>Hospital Universitário da Universidade de São Paulo </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul><ul><li>INTRODUÇÃO: Este estudo trata do relato de experiência dos enfermeiros do Centro Cirúrgico (CC) do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP), na criação e implementação de um modelo de transmissão de informações aos familiares / acompanhantes de pacientes submetidos a procedimentos no CC. A enfermagem do CC do HU-USP tem como objetivo assistir o paciente no período perioperatório de forma individualizada, continuada, fundamentada em conhecimento científico, experiência e pensamento crítico, utilizando recursos humanos e materiais adequados, favorecendo o ensino e a pesquisa para a promoção, manutenção e/ou recuperação da saúde do paciente cirúrgico. Nogueira(1994), refere que um dos elementos subjetivos que traduz a qualidade é a preocupação em satisfazer demandas explicitas e necessidades não declaradas dos usuários. </li></ul><ul><li>JUSTIFICATIVA: A abordagem freqüente de familiares / acompanhantes na porta do CC e via telefone em busca de notícias sobre o paciente no período perioperatório, levou o grupo de enfermeiros a criar uma forma sistematizada de transmitir estas informações. Segundo Rios(2003) “a humanização é um processo da transformação da cultura institucional que reconhece e valoriza os aspectos subjetivos, históricos e socioculturais de usuários e profissionais, assim como os funcionamentos institucionais importantes para a compreensão dos problemas e elaboração de ações que promovam boas condições de trabalho e qualidade no atendimento”. Desta forma, em consonância com o plano de metas do Departamento de Enfermagem de ser reconhecido como um hospital de assistência humanizada, foi criada uma padronização na maneira de transmitir informações aos familiares / acompanhantes. </li></ul><ul><li>OBJETIVO: Descrever a experiência do grupo de enfermeiros do CC de um Hospital Geral de Ensino na criação e implementação de um modelo de transmissão de informações aos familiares / acompanhantes dos pacientes no período perioperatório. </li></ul><ul><li>MÉTODO: Diante da necessidade observada pelos enfermeiros foi estabelecido um prazo para o grupo apresentar sugestões e chegar a um consenso quanto: nome, forma, conteúdo, freqüência e local onde seriam transmitidas as informações. </li></ul><ul><li>RESULTADOS: Foi implantado o “Boletim de Pacientes no Centro Cirúrgico” realizado pelos enfermeiros, cinco vezes por dia em horários fixos, na porta de entrada de pacientes. O enfermeiro do CC responde aos questionamentos de familiares / acompanhantes conforme a demanda. Dados relativos à técnica cirúrgica utilizada e resultados esperados são fornecidos pela equipe médica em momento oportuno. No período de Julho/09 a Março/10, foram realizados em média 346 procedimentos por mês e fornecidos em média 112 boletins por mês. </li></ul><ul><li>CONCLUSÃO: Obtivemos pleno sucesso na implementação e na adesão dos familiares / acompanhantes, que comparecem espontaneamente a porta do CC para receberem as informações. </li></ul><ul><li>BIBLIOGRAFIA </li></ul><ul><li>NOGUEIRA, P. N. Perspectivas da qualidade em saúde. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1994. </li></ul><ul><li>RIOS, I. C. Humanização na Área da Saúde. BOLETIM DO INSTITUTO DE SAÚDE (BIS). Humanização da Saúde. São Paulo: Revista BIS, n°30 – agosto de 2003, p. 6-7. </li></ul>
  3. 3. TRABALHO 02 A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO NO GERENCIAMENTO ADMINISTRATIVO E DA HOTELARIA HOSPITALAR Bova R, Piacezzi LHV Hospital Albert Sabin – São Paulo r. [email_address] Introdução: Em tempos antigos, os pacientes buscavam e enxergavam as instituições hospitalares como meio puramente curativos, sendo estes responsáveis apenas pelo tratamento e cura de suas doenças. No século XX / XXI, as instituições hospitalares ganharam um avanço nas questões hoteleiras, e deixaram de ser exclusivamente religiosas e/ou financiadas pelos Governos e passaram a ter cunho comercial, sendo este, vendido como um produto e, como tal, exposto a livre concorrência. Neste âmbito, outrora paciente agora cliente, procura por um meio acolhedor e seguro, bem como aquele serviço que melhor lhe propõe conforto. Os administradores hospitalares perceberam tal mudança e buscam, ativamente, diferenciar seus produtos vendidos dentro destas instituições. Justificativa: O profissional enfermeiro, no qual compete a assistência direta ao paciente, torna-se dentro deste mecanismo um privilegiado, visto que é, por sua formação generalista e tem nestas condições, conhecimento do funcionamento geral de uma instituição hospitalar. A tal profissional ainda lhe cabe o contato direto ao paciente, conhecendo e desvendando suas necessidades e seus anseios. Tais dados são de suma importância a fim de diferenciar e proporcionar novos produtos, adequando a realidade e a realização dos desejos dos clientes. Objetivo: O presente relato visa evidenciar o profissional enfermeiro como o profissional mais preparado para gerenciar a hotelaria hospitalar. Método: Relato de caso da atuação do profissional enfermeiro na Gerência Administrativa e de Hotelaria do Hospital Albert Sabin em São Paulo. Resultados: A Hotelaria Hospitalar e o trabalho em equipe foram implantados com maior facilidade pelo profissional enfermeiro do que por administradores anteriores, pois a equipe multiprofissional que assiste diretamente o cliente (Enfermagem, Nutrição, Higiene, Rouparia, Recepção, SAC, entre outras) estão subordinadas a uma mesma liderança, o enfermeiro, que é mediador e agregador das mudanças. A equipe que anteriormente era desunida e trabalhava isoladamente, agora trabalha de forma ordenada proporcionando um atendimento humanizado e diferenciado ao cliente da entrada do hospital ao ser recepcionado pelo manobrista até sua alta. Conclusão: Os Hospitais que buscam novos paradigmas ao atendimento ao cliente e trabalho em equipe devem ter o profissional enfermeiro como liderança em qualquer área voltada no atendimento ao cliente,ele é o profissional mais completo que percebe facilmente as necessidades e expectativas do cliente tanto externo como interno, utilizando todo seu conhecimento técnico científico e habilidades de comunicação e liderança. A equipe multiprofissional tendo na liderança o profissional enfermeiro,tem maior agilidade na resolução dos problemas ou necessidades dos clientes, visto que o enfermeiro assistencial na sua visita e realização do SAE , já direciona as necessidades particulares de cada um para gerencia de hotelaria que tem autonomia imediata na resolução em todas as áreas assistenciais ao cliente. Bibliografia: Marques M., Pinheiro, M.P.A Influência da Qualidade da Hotelaria Hospitalar na Contribuição da Atividade Curativa do Paciente, Revista Anagrama: 2009, mar/mai (3): 1-15. Dias, M.A.A. Humanização do espaço hospitalar: uma responsabilidade compartilhada. O mundo da Saúde São Paulo: 2006: abr/jun 30 (2): 340 – 343.
  4. 4. TRABALHO 03 FLEBITE: ANÁLISE DE UM INDICADOR DE QUALIDADE ASSISTENCIAL EM UM HOSPITAL DE ENSINO Silva R, Oliveira ECC, Cassaro, FC, Jabur MRL Faculdades Integradas Padre Albino - Catanduva [email_address] Introdução : A busca da qualidade nos serviços de saúde deixou de ser uma atitude isolada e tornou-se hoje um imperativo técnico e social. Qualidade é um conjunto de atributos que inclui o uso eficiente de recursos, um mínimo de risco ao usuário, um alto grau de satisfação dos clientes. Para que haja qualidade é fundamental a criação de mecanismos de avaliação e controle da qualidade assistencial. A qualidade assistencial pode ser mensurada a partir de indicadores. Indicador é uma unidade de medida que pode ser empregada como um guia para monitorar e avaliar a assistência. Na enfermagem, para avaliar a qualidade assistencial, é preciso adotar uma abordagem gerencial inovadora alicerçada em indicadores. Um dos indicadores que podemos utilizar para mensurar a qualidade assistencial e que está relacionado diretamente a equipe de enfermagem é o indicador de flebite. A flebite é definida como a inflamação de uma veia e classificada como química, física ou biológica. Objetivos : O objetivo geral deste estudo foi verificar a incidência de flebite em unidades de internação clínica/cirúrgica de um Hospital de Ensino do Interior do Estado de São Paulo e os objetivos específicos: caracterizar os pacientes que apresentaram flebite; descrever os fatores de riscos mecânicos relacionados a flebite e avaliar o grau de flebite. Metodologia : Estudo descritivo, prospectivo de abordagem quantitativa. Os dados foram coletados de junho a agosto de 2009. Foram avaliadas 2326 punções periféricas. Resultados: Os resultados mostraram que a incidência de flebite foi de 0.6 % , sendo que 60% dos sujeitos que apresentaram flebite foram do gênero feminino; 66.7% abaixo de 55 anos; 86.7% pacientes cirúrgicos. Quanto aos fatores de riscos mecânicos, local da punção: 46.6% foi realizada em antebraço direito; 100% dos acessos foram puncionados com jelco de poliuretano sendo que 86.7% foram do gauge 22, 86.7% estavam identificados com data de punção e observamos que os curativos haviam sido trocados, 80% das flebites ocorreram em dispositivos com tempo de permanência menor que 72 horas.O grau de flebite detectado, no estudo, foi de 100% grau 1. Conclusão: Verificamos no estudo que a incidência de flebite está dentro do considerado aceitável na literatura, abaixo de 5% e não pudemos constatar correlação entre os fatores de riscos mecânicos como : tamanho do dispositivo, tipo e material do cateter ou mesmo tempo de permanência com o aparecimento de flebites . Bibliografia : FERREIRA,LR et al Flebite no pré e pós operatório de pacientes neurocicúrgicos Rev. Acta Paulista Enf.São Paulo.v 20, n 1 jan/mar, 2007; INFUSION NURSE SOCIETY. Infusion Nursing Standarts of Pratice. J Infs Nurs, v 29, 2006; LEÃO ER et al.(org) Qualidade em saúde e indicadores como ferramenta de gestão. São Caetano do Sul - Yendis, 2008
  5. 5. TRABALHO 04 IMPLANTAÇÃO DE KITS CIRÚRGICOS PARA OTIMIZAÇÃO DE PROCESSOS E REDUÇÃO DE CUSTOS Maria de Fátima Gomes dos Santos da Silva. ; Melina Vieitez, Martha Rejane Augusto , SorayaCorrea Soares HOSPITAL UNIMED SANTA HELENA (HUSH) Introdução : Com o avanço tecnológico e a globalização, as empresas estão procurando inovações visando melhoria na qualidade dos serviços prestados, desta forma se faz necessário o gerenciamento dos processos de trabalho. Tanto as instituições hospitalares públicas quanto as privadas possuem seus objetivos finais voltados para o menor custo e melhoria constante na qualidade da assistência prestada ao paciente. Justificativa : Os insumos necessários a prestação da assistência à saúde e os recursos materiais, representam um custo em torno de 30%das despesas das instituições. Desta forma , se torna primordial o gerenciamento de materiais e medicamentos médico-hospitalares. Considerando que a equipe de enfermagem tem ligação direta com os materiais de consumo deverá participar ativamente do planejamento de gestão de sua gestão. Objetivo : Otimizar os processos da Farmácia e do Centro Cirúrgico, através de revisão e implantação de Kits cirúrgicos, atendendo às necessidades das equipes médicas promovendo a redução de custos. Método: Este estudo foi realizado no Centro Cirúrgico do Hospital Unimed Santa Helena, onde foi realizada a revisão dos kits já existentes (90 Kits), utilizando as especialidades de maior prevalência no HUSH, agrupando as cirurgias de maior incidência e prevalência, a saber, neurologia, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, cirurgia vascular, cirurgia plástica, ortopedia, oftalmologia, cirurgia torácica, urologia cabeça e pescoço, cirurgia infantil e otorrinolaringologia. Foi realizada uma análise comparativa desses kits, com o resultado do levantamento da base de dados do sistema de informação Tasy Rell dos procedimentos , no período entre os meses de outubro de 2009 a janeiro de 2010. Resultados : Após a análise dos Kits foram padronizados 34 kits para atender a essas especialidades. Posteriormente foram apresentados às equipes médicas as quais solicitaram algumas alterações, principalmente no quesito fios de sutura. A partir da revisão e análise do processo se fez necessária a implantação de melhorias, dentre elas, a unitarização para rastreabilidade dos fios de sutura, com o uso do código de barras, reformulação da ficha de cobrança ( nota de débito), cadastro dos kits cirúrgicos no sistema com base na tabela AMB para fidelizar a cobrança. Conclusão : Após a implantação, verificamos uma significativa redução no volume de devolução dos materiais médicos hospitalares, que gerava re-trabalho, atraso na dispensação dos materiais, impactando atraso no quadro de cirurgias programadas e risco de cobrança indevida. Á partir do monitoramento mensal dos gestores das áreas de farmácia e enfermagem no bloco operatório através de relatórios da utilização e cobrança correta dos insumos foram obtidos resultados efetivos para a instituição. Referências bibliográficas : MACHADO,R.F; YAMAGUCHI, ,R.Y;PASCHOAL,M.L.H.Reestruturação e preparo dos kits cirúrgicos para a implantação de um programa informatizado.São Paulo. Sobecc v. 12 n.2 p.32-38.abr./jun. 2007. HONÓRIO,M.T.; ALBUQUERQUE, G. L. A Gestão de materiais em enfermagem. Rev. Ciência Cuidado e Saúde. Maringá, v. 4, n. 3, p. 259-268.set/dez. 2005. JUNIOR, A. P. Gerenciamento de recursos materiais de saúde. Rev. Espaço para Saúde. Londrina, v. 7, p. 30 - 45.dez. 2005. DUTRA,D.M.P.S., NEVES, A.P. Administração de matérias na Enfermagem. In Kurgant P. Administração em Enfermagem. São Paulo: EPU, 1991, p. 73-88.
  6. 6. TRABALHO 05 PERCEPÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE HUMANIZAÇÃO EM PACIENTES TERMINAIS * Oliveira SMVP, Chaves, MHG Faculdade Unida da Paraíba/Faculdade Potiguar da Paraíba – UNIPBFPB E-mail: [email_address] RESUMO O paciente fora de possibilidades terapêuticas é rotulado como &quot;terminal&quot;. Isso traz a falsa idéia de que nada mais pode ser feito. Porém, o paciente em fase terminal está vivo e tem necessidades especiais que, se os profissionais de saúde estiverem dispostos a descobrir quais são, podem ser atendidas e proporcionarão conforto durante essa vivência. Nesse contexto, os pacientes não têm tido o direito de ser sujeito de sua própria morte, pois raramente são consultados sobre seus desejos básicos. Assim, cabe a eles apenas aceitar as decisões estabelecidas pelos profissionais de saúde, de como e quando deverão morrer. O objetivo deste estudo é discutir sobre a percepção da equipe de enfermagem no processo de humanização em pacientes terminais, como também, identificar os sentimentos desses profissionais/cuidadores sobre as suas condutas cotidianas junto aos pacientes terminais. As informações foram coletadas a partir da pesquisa em sítios eletrônicos oficiais e publicações dos últimos quatros anos. Ao longo da evolução humana, a percepção da morte foi se transformando e tomando uma proporção diferenciada na vida das pessoas. Para os nossos antepassados, a morte era percebida como uma fase natural da vida. O processo morte/morrer era assistido pelos familiares, permitindo o conforto e a presença dos entes queridos no final. Na prática, no entanto, esta representação social não é verdadeira, uma vez que os trabalhadores sofrem ao verem o sofrimento dos pacientes diante do processo de morrer e sentem intensamente quando os perdem. Contudo, temos percebido que a representação social de que a morte nos hospitais é fria é verdadeira, pois os doentes morrem sozinhos, num ambiente desconhecido, com pessoas desconhecidas que falam uma linguagem difícil e no meio dos fios dos diversos equipamentos. Por outro lado, para enfrentarem o sofrimento causado pela morte dos pacientes os trabalhadores de enfermagem utilizam algumas estratégias e mecanismos de defesas individuais e coletivos, tais como a negação, a repressão, racionalização, a naturalização e a criação de rotinas. Certamente esses recursos ajudam os trabalhadores a minimizarem o grau de sofrimento diante da morte dos pacientes de quem cuidam. No entanto, grande parte dos profissionais de saúde que trabalham com pacientes terminais enfrentam desafios para tentar promover uma assistência de alta qualidade, sem se esquecer do lado humano do cuidar. A idéia de humanizar é mais intensa quando se fala em paciente terminal, por isso deve ser discutida e praticada pelos profissionais de saúde em toda sua amplitude. Portanto, conclui-se que essa rediscussão vem enfatizar sobre a importância dos profissionais de enfermagem em compreender e lidar com os seus próprios sentimentos ao cuidarem de pacientes terminais, assim como, inferirem de forma substancial na prática do cuidado sem esquecer o lado humano. Palavras-chave: Terminalidade. Enfermagem. Humanização BIBLIOGRAFIA GUTIERREZ, Beatriz Aparecida Ozello; CIAMPONE, Maria Helena Trench. O processo de morrer e a morte no enfoque dos profissionais de enfermagem de UTIs. Rev. esc. enferm. USP ,  São Paulo,  v. 41,  n. 4, dez.  2007 . 660-667 JÚLIO, C. B. S. et al.; Cuidados paliativos aos pacientes terminais: percepção da equipe de enfermagem. Centro Universitário São Camilo - 2009; 3(1): 77-86 NASCIMENTO, Maria Aparecida de Luca et al . O cuidado de enfermagem com o corpo sem vida. Texto contexto - enferm. ,  Florianópolis,  v. 16,  n. 1, mar.  2007 . 168-171. SUSAKI, Tatiana Thaller; SILVA, Maria Júlia Paes da; POSSARI, João Francisco. Identificação das fases do processo de morrer pelos profissionais de Enfermagem. Acta paul. enferm. ,  São Paulo,  v. 19,  n. 2, June  2006 . 144-149. SHIMIZU, Helena Eri. Como os trabalhadores de enfermagem enfrentam o processo de morrer. Rev. bras. enferm. ,  Brasília,  v. 60,  n. 3, jun.  2007 . 257-262.
  7. 7. <ul><li>TRABALHO 06 </li></ul><ul><ul><li>SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: DIMENSIONANDO O CUIDADO COM QUALIDADE </li></ul></ul><ul><li>* Oliveira SMVP, Chaves, MHG </li></ul><ul><li>Faculdade Unida da Paraíba/Faculdade Potiguar da Paraíba – UNIPBFPB </li></ul><ul><li>E-mail: [email_address] </li></ul><ul><li>RESUMO </li></ul><ul><li>A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) configura-se como uma metodologia para organizar e sistematizar o cuidado, com base nos princípios do método científico. Para tanto, quando se pensa em cuidado na unidade de terapia intensiva, é importante ressaltar que as profissões da saúde o contemplam como um discurso e uma prática que, coerentemente ou não, culminam em uma multiplicidade de manifestações. Cada uma das referidas profissões utiliza de seu conhecimento do mundo e de seu conhecimento específico para prestar esse cuidado. Contudo, algumas literaturas reconhecem a importância da sistematização da assistência de enfermagem, como também, enfatizam as atividades cruciais e transformadoras para redefinir novos caminhos nesse dimensionamento, principalmente aos problemas que dizem respeito à qualidade do cuidado. O estudo tem como objetivo discutir a importância da sistematização da assistência da enfermagem em unidade de terapia intensiva, além de proporcionar um espaço reflexivo sobre a qualidade do cuidado nessa dimensão. Trata-se de uma pesquisa de revisão literária através de periódicos e revistas indexadas nos últimos quatros anos. Os modelos teóricos têm contribuído muito na prática assistencial da enfermagem quando utilizados como referencial para a sistematização da assistência de enfermagem. Isso proporciona meios para organizar as informações iniciais na admissão e a permanência dos dados dos pacientes, para analisar e interpretar esses dados, para programar o cuidar e avaliar os resultados desse cuidado. No Brasil, segundo a resolução do COFEN a SAE é uma atividade privativa do Enfermeiro, mas considera-se importante salientar que todos os componentes da equipe de enfermagem fazem parte desse processo, pois todos podem contribuir, no momento oportuno, com informações ou atividades que favorecerão o cuidado ao paciente. Entretanto, o cuidado de enfermagem prestado nas unidades de terapia intensiva, de certa forma, é paradoxal. Em algumas situações, é preciso provocar dor, para que se possa recuperar e manter a vida. Em outras, não se pode falar, apenas cuidar de uma pessoa que não dá sinais de estar sendo percebida como pessoa. A casuística que determina as ações de cuidado dos enfermeiros contrasta com o discurso de que, na UTI, é preciso individualizar o cuidado e priorizar o atendimento às necessidades dos clientes. A dialética que concretamente se cria entre o saber cuidado e o fazer cuidado , nesse setor, parece trazer à tona as dissociações existentes entre o pensamento e a ação profissional do enfermeiro. Diante do cuidado altamente especializado e complexo que o enfermeiro desenvolve em uma unidade de terapia intensiva, a sistematização e a organização do seu trabalho e, por conseguinte, do trabalho da equipe de enfermagem, mostram-se imprescindíveis para uma assistência de qualidade, com eficiência e eficácia. Portanto, conclui-se que essa rediscussão deverá está calcada nas práticas e perspectivas que visam garantir à qualidade, o respeito, a dignidade de todos os envolvidos na sistematização da assistência de enfermagem em unidade de terapia intensiva. </li></ul><ul><li>Palavras-chave : Sistematização da Assistência de Enfermagem. Unidades de terapia intensiva . Cuidado da enfermagem </li></ul><ul><li>BIBLIOGRAFIA </li></ul><ul><li>AMANTE, L. N; ROSSETTO, A. P; SCHNEIDER, D. G. Sistematização da Assistência de Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva sustentada pela Teoria de Wanda Horta. Rev. esc. enferm. USP ,  São Paulo,  v. 43,  n. 1, mar.  2009 . 54-64 </li></ul><ul><li>CARVALHO, E. C. de et al . Relações entre a coleta de dados, diagnósticos e prescrições de enfermagem a pacientes adultos de uma unidade de terapia intensiva. Rev. Latino-Am. Enfermagem ,  Ribeirão Preto,  v. 16,  n. 4, ago.  2008 .  700-706 </li></ul><ul><li>DUCCI, A. J; PADILHA, K. G. Nursing activities score: estudo comparativo da aplicação retrospectiva e prospectiva em unidade de terapia intensiva. Acta paul. enferm. ,  São Paulo,  v. 21,  n. 4,   2008 581-587 </li></ul><ul><li>GUERRER, F. J. L; BIANCHI, E. R. F. Caracterização do estresse nos enfermeiros de unidades de terapia intensiva. Rev. esc. enferm. USP ,  São Paulo,  v. 42,  n. 2, jun.  2008 . 355-362 </li></ul><ul><li>LAMEGO, D. T. C.; DESLANDES, S. F.; MOREIRA, M. E. L.. Desafios para a humanização do cuidado em uma unidade de terapia intensiva neonatal cirúrgica. Ciênc. saúde coletiva ,  Rio de Janeiro,  v. 10,  n. 3, Sept.  2005 .  669-675 </li></ul><ul><li>TRUPPEL, T. C. et al . Sistematização da Assistência de Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva. Rev. bras. enferm. ,  Brasília,  v. 62,  n. 2, abr.  2009 .  221-227   </li></ul>
  8. 8. TRABALHO 07 ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: CAPACIDADE DOS PROFISSIONAIS DA EQUIPE QUANTO AOS ATENDIMENTOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA Garcia A B, Papa M A F, Carvalho Junior P M Faculdade de Medicina de Marília (Famema) – Marília, SP Email: alessandrabg@gmail.com - Relator: Alessandra Bassalobre Garcia Introdução: Por meio de questionamentos relacionados às vivências durante a graduação, surge a dúvida quanto à capacidade dos profissionais (médicos e enfermeiros) de Unidades de Saúde da Família (USFs) do município de Marília em realizar o atendimento em situações de urgência e emergência, considerando que estas são unidades de Atendimento Pré-Hospitalar (APH) fixas, conforme institui a Política Nacional de Atenção às Urgências. Justificativa: Foi constatada a escassez de literaturas que abordem o atendimento pré-hospitalar às urgências em USFs. Considerando ainda que a qualidade no serviço de atendimento à urgências e emergências é essencial para estabilização do quadro dos pacientes e para evitar seqüelas e até mesmo a morte, podemos comprovar a relevância desse estudo. Objetivo: Identificar a capacidade que os profissionais médicos e enfermeiros das Unidades de Saúde da Família do município de Marília-SP têm para atender situações de urgência e emergência. Método: Estudo em abordagem quantitativa e qualitativa por meio de aplicação de questionário contendo questões abertas e fechadas. Foram respondidos 38 questionários por profissionais médicos e enfermeiros das USFs. Resultados: Quase metade (44,8%) dos entrevistados refere que sua unidade não é capaz de realizar um atendimento inicial adequado, porém 81,6% se consideram aptos para diferenciar os níveis de urgência e emergência. 86,8% receberam situações que caracterizavam um quadro de urgência ou emergência, sendo que 81,6% consideram suas ações para estabilização do quadro adequadas. Somente 44,7% conhecem a Política Nacional de Atenção às Urgências e apenas 39,5% conhecem suas ações propostas. Ainda foi identificado que 76,3% não possuem os materiais necessários aos atendimentos preconizados pela referida política e 92,1% dos entrevistados não realizam atividades de Educação Permanente (EP) em suas unidades relacionadas ao atendimento dessas situações. Quanto às questões qualitativas, apenas metade soube descrever corretamente os níveis de urgência e emergência; identificou-se que a maioria das urgências atendidas é de natureza clínica e as ações realizadas são basicamente medicação, observação e encaminhamento. A maioria deixou em branco as duas últimas questões, as quais contemplam as ações propostas pela Política. Conclusões: Percebe-se que existem três grandes lacunas ao relacionarmos os resultados: a lacuna entre o saber e o fazer, a lacuna da falta de conhecimentos sobre o atendimento a esses quadros e a necessidade de recursos materiais. Dessa forma, faz-se necessária uma intervenção mediante atividades contínuas de EP que resulte em melhoria da qualidade da assistência às urgências, conforme a governabilidade das unidades. Bibliografia: CFM. Conselho Federal de Medicina. Resolução 1451 de 10 de Março de 1995. Disponível em: www.cfm.org.br. Acesso em: 22 maio 2008. LE COUTOUR, X. L'urgence en Basse-Normandie: &quot;Qu'est-ce que l'urgence en Basse-Normandie ?&quot;. La Revue Hospitaliere de France , v. 1, n. 2, p. 40-56, 1994. Disponível em: http://www.bdsp.tm.fr/Base/Scripts/Refs.bs. Acesso em: 17 Jun 2008. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Os serviços de atendimento móvel de urgência – SAMU 192. In: ______. Regulação Médicas das Urgências. Brasília: Ministério da Saúde, 2006, p. 45-60 (Série A. Normas e Manuais Técnicos). BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Os fundamentos da atenção primária. In: ______. Atenção primária e promoção da saúde. Brasília: CONASS, 2007, cap. 2, p. 36-51 (Coleção Progestores – para entender a gestão do SUS, 8). BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. A estratégia saúde da família. In: ______. Atenção primária e promoção da saúde. Brasília: CONASS, 2007, cap. 4, p. 74-97 (Coleção Progestores – para entender a gestão do SUS, 8). BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Conceitos. In: ______. Programa Saúde da Família. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. cap. 1, p. 5-7. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria 2048/GM, de 5 de novembro de 2002. Política Nacional de Atenção às Urgências, Brasília: Ministério da Saúde, 2004. p. 43-236 (Série E. Legislação de Saúde). BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção às Urgências, Brasília: Ministério da Saúde, 2004. (Série E. Legislação de Saúde). 236 p. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Regulação médica das urgências, Brasília: Ministério da Saúde, 2006. p. 47-48 (Série A. Normas e Manuais Técnicos). GOMES, R. Análise e interpretação de dados de pesquisa qualitativa. In: MINAYO, M.C.S. (Org.); DESLANDES, S. F.; GOMES, R. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 25 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. cap. 4, p. 79-108. BARDIN, L. Análise de conteúdo . Lisboa: Edições 70, 2003. 226 p. MANCIA, J.R.; CABRAL, L. C.; KOERICH, M. S. Educação permanente no contexo da enfermagem e na saúde. Rev. Bras. Enferm., Brasília, v. 57, n. 5, p. 605-610, set/out 2004. ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR AO TRAUMATIZADO: PHTLS. Paciente. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. cap. 5, p. 91-115. PASCHOAL, A. S.; MANTOVANI, M. F.; LACERDA, M. R. A educação permanente em enfermagem: subsídios para a prática profissional. Rev. Gaúcha Enferm., Porto Alegre, v. 27, n. 3, p. 337-343, set 2006.
  9. 9. TRABALHO 08 UTILIZAÇÃO DO MÉTODO KANBAN COMO FERRAMENTA DE GESTÃO DE LEITOS EM HOSPITAIS DE CAMPO GRANDE- MS Autores: Veloso RCN, Irano RSA Consultoria da SPDM e UNIFESP, nas Instituições: Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e Santa Casa de Campo Grande-MS email: [email_address] e [email_address] Introdução: O KANBAN é uma técnica japonesa integrada no conceito JUST IN TIME, hoje largamente difundida quando se trata de produção ou administração de estoque. A idéia nasceu na maior fábrica automobilística do Japão, a TOYOTA e está baseada em manter um fluxo contínuo dos produtos que estão sendo manufaturados. O KANBAN (etiqueta ou cartão) traz como grande inovação o conceito de eliminar estoques (1) . A adaptação deste sistema para o ambiente hospitalar possibilita o monitoramento da permanência e a gestão de leitos. Justificativa : Demonstrar como utilizar o instrumento para identificar os problemas que ocasionam a aumento da permanência dos pacientes. Objetivo: Acompanhar a evolução e a permanência dos pacientes agilizando a alta, possibilitando a rotatividade de leitos e diminuindo o longo tempo de permanência, muitas vezes ocasionada pela falta do preparo para exames, problemas sociais, avaliação de especialistas, etc., levando à superlotação e comprometendo a qualidade do atendimento. Metodologia: O Método KANBAN no ambiente hospitalar funciona da seguinte maneira: primeiramente deve-se conhecer a média de permanência da unidade, e através de discussão com a equipe define-se o período que será considerado como: VERDE (Ideal), AMARELO (Alerta) e VERMELHO (Critico). A representação destes dados pode ser através de censo diário onde consta, além dos dados do paciente, a data de internação e de admissão no setor que estarão representados pelas citadas cores de acordo com o tempo de permanência e este poderá ser visualizado através de quadros com ímãs coloridos. A forma com a qual se trabalha esse dado é que influenciará os resultados na permanência do paciente. O Quadro do KANBAN deve ser atualizado diariamente após a visita médica. O ideal é que a equipe discuta diariamente os casos que estão sinalizados como amarelo e vermelho para que sejam levantadas propostas que agilizem a alta do paciente. Resultados : Antes da implantação do método a média mensal de pacientes no vermelho na sala de emergência do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul era de 23 pacientes com permanência média de 6,3 dias. Após a implantação do KANBAN, em abril de 2008, a média de pacientes no vermelho na sala de emergência passou a 15,75 com permanência de 4,6 dias, ou seja, redução de 27% (2) . Em agosto de 2009 o KANBAN passou a ser utilizado na Santa Casa de Campo Grande - MS e a média de permanência da Neurologia de 29.95 dias passou a 18.8 dias ( março/2010), ou seja, uma redução de 37%. A Psiquiatria de 23.7 dias passou para 12.3 dias (março/2010), uma redução de 51.8%. Conclusão: O KANBAN é uma ferramenta simples, de baixo custo e efetiva, permite ao Gerente ser proativo em relação às pendências, porém necessita do comprometimento e atitude da equipe multiprofissional responsável pelo tratamento do paciente. Palavras chave : KANBAN, Média de Permanência, Censo Diário. Bibliografia: 1-Liker J.K, Modelo Toyota: Manual de Aplicação Editora: Bookman. 2007. 2-Moreno,F.A.V.C , Implantação do Núcleo Interno de Regulação de leitos no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (NIR/HRMS). Apresentado no 2º Congresso de Saúde Coletiva de Mato Grosso do Sul, abril de 2009.
  10. 10. TRABALHO 09 SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM (SAE): EXCELÊNCIA NO CUIDADO Oliveira L M, Evangelista R A , Bueno A A, Fernandes C N S, Lucchese, R Palavras-chave: Sistematização da Assistência de Enfermagem. Avaliação. Hospital. Instituição: Universidade Federal de Goiás – UFG/CAC E-mail: [email_address] ; r- [email_address] Resumo Introdução: A sistematização da assistência de enfermagem constitui um meio para o enfermeiro agregar seus conhecimentos técnico-científicos à sua prática profissional, administrando seu tempo na execução de tarefas com qualidade. Justificativa: A Sistematização da Assistência de Enfermagem é um dos meios que o Enfermeiro dispõe para aplicar seus conhecimentos técnico-científicos e humanos na assistência ao pacientes e caracterizar sua prática profissional, colaborando na definição do seu papel. Hoje, percebemos a ênfase que se tem dado, por parte dos enfermeiros à importância na documentação e registro do plano de cuidados de saúde da sua clientela, inclusive exigido pela Lei do Exercício Profissional. Objetivo: Avaliar o conhecimento dos enfermeiros de um hospital particular no interior de Minas Gerais, acerca da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Métodos: Utilizamos como metodologia a avaliação qualitativa. Como abordagem qualitativa elegeu-se a pesquisa participante diante de sua característica em permitir a interação entre pesquisadores e membros das situações investigadas (GIL, 2002), vista que este estudo tem como sujeitos os gestores e profissionais de que constantemente se relacionaram durante o processo de implantação da sistematização de enfermagem, que por sua vez, será indissociável do objeto de investigação. A coleta de dados deu-se através de encontros previamente agendados, e para tanto utilizamos um instrumento contendo dados de identificação e a questão norteadora: “O que você sabe sobre a SAE, como ela pode influenciar na assistência e quais as dificuldades para a sua implementação”. Resultados: A análise dos dados evidenciou que a Sistematização da Assistência de Enfermagem é vista como assistência individualizada com aplicação de conhecimentos técnicos e teóricos, a SAE como melhoria na qualidade da assistência e que ainda apresenta obstáculos na sua implementação. Conclusão: Portanto a sistematização da assistência de enfermagem (SAE) requer do profissional interesse em conhecer o paciente como indivíduo, utilizando para isso seus conhecimentos e habilidades, além de orientação e treinamento da equipe de enfermagem para implementação das ações sistematizadas. Bibliografia: BACKES, Dirce Stein; SCHWARTZ, Eda. Implementação da sistematização da assistência de Enfermagem: desafios e conquistas do ponto de vista gerencial. Ciência, Cuidado e Saúde. v. 4, n. 2, p. 182-188, 2005. POLIT, D. F.; HUNGLER, B. P. Fundamentos de Pesquisa em Enfermagem. 3 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995. p.168-207. SANTOS, Fabiane Aparecida. Sistematização da assistência de enfermagem (SAE): o caso do Hospital Ministro Costa Cavalcanti. 2007. 63 f. Monografia (Especialista em Gestão das Organizações) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Foz do Iguaçu, 2007. TAKAHASHI, Alda Akie. Dificuldades e facilidades apontadas por enfermeiras de um hospital de ensino na execução do processo de enfermagem. Acta Paulista de Enfermagem. v. 21, n. 1, p. 32 – 38, 2008.
  11. 11. TRABALHO 10 AUDITORIA EM ENFERMAGEM: PAPEL DO ENFERMEIRO AUDITOR Cartaxo MLC, Nascimento TA, Oliveira SMVP Faculdade Unida da Paraíba [email_address] A auditoria em enfermagem é considerada com uma avaliação sistemática da equipe de enfermagem, onde pode ser feita através da analise de prontuários, e também por meio do acompanhamento do cliente “in loco” através da assistência prestada pela equipe de enfermagem, visando principalmente a garantia para a prestação de um atendimento de qualidade, tendo uma cobrança adequada para um pagamento justo dos custos envolvidos. A auditoria vem crescendo constantemente nas unidades de saúde, abrangendo assim um novo campo de atuação dos profissionais de enfermagem, considerando essa visão, esta pesquisa foi realizada com intuito de esclarecimento para os profissionais, o papel do enfermeiro auditor. Sendo esta uma pesquisa bibliográfica, o estudo foi realizado em acervos bibliográficos do município de João Pessoa – PB, em periódicos dos últimos quatro anos, e em consultas on-line. De acordo com à analise a luz da literatura foi possível identificar o papel do enfermeiro auditor não só como mero agente fiscalizador de contas, mas também como responsável por identificar possíveis mudanças na prestação dos serviços, bem como o aprimoramento e aperfeiçoamento profissional da enfermagem. Unitermos : Auditoria, enfermagem,papel do enfermeiro. Referências ALMEIDA, M. C. Auditoria : um curso moderno completo. 5 a ed. São Paulo: Atlas, 1996. BUZATTI, Claudia Valéria; CHIANCA, Tânia Couto; Auditoria em Enfermagem : erros e custos envolvidos nas anotações. Revista Nursing V.90, n. 8, p. 518 ed. 90-novembro de 2005. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. LEI 7.498 de 25 de junho 1986 dispõe sobre o exercício da enfermagem. Disponível em: http://www.corensp.org.br/lei7498.htm . acessado em 10.09.2007 . CASTRO, J. B. Auditoria interna e as entidades publicas e privadas . Revista Brasileira de Contabilidade 17(60), p.35-45, janeiro/março de 1987. FARACO, M. M. e ALBUQUERQUE, G. L. Auditoria do método de assistência de enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília: ABEn, v. 57, p. 497, jul/ago 2004. FARIAS, J.N, et al . Diagnostico de Enfermagem – uma abordagem conceitual e prática. João Pessoa: Santa Marta, 1990. FARIAS; M. L. Perfil profissional e responsabilidade social do auditor em serviço de saúde . Revista Cientifica do Hospital de Guarnição de João Pessoa: v.1, n.1, p. 56-59, dezembro de 2004. FONSECA, et al . Auditoria e o uso de indicadores assistenciais: uma relação mais que necessária para a gestão assistência na atividade hospitalar. O Mundo da Saúde, São Paulo, ano 29, v. 29, n. 2, abril-junho, 2005. FONTINELE JUNIOR, K. Administração hospitalar . Coleção cursos de enfermagem Goiânia: AB, 2002, 240 p. FRANCISCO, M.T.R. Auditoria em Enfermagem : padrões, critérios de avaliação e instrumentos. 3ª edição. São Paulo: CEDAS – Centro São Camilo de Desenvolvimento em Administração da Saúde, 1993. GIL, Antonio Carlos. Método e técnica de pesquisa social . São Paulo: Atlas, 2000. KURCGANT, Paulina. Administração em Enfermagem . São Paulo: EPU, 1991. MOTTA, Ana Letícia Carnevalli. Auditoria de Enfermagem nos Hospitais e Operadoras de Saúde . São Paulo: Iátria, 2003. PERROCA, et al. Glosas hospitalares : importância das anotações de enfermagem . Arq Ciênc Saúde, p. 210, outubro-dezembro, 2004. PRESTES, Maria Luci de Mesquita . A pesquisa e a construção do conhecimento cientifico : do planejamento aos textos, da escola à academia. 2º ed. São Paulo: Rêspel, 2003. SCARPARO, A.F. Auditoria em Enfermagem : revisão de literatura. Revista Técnico Cientifica de Enfermagem Nursing, São Paulo. SÁ, A. L. Curso de Auditoria . 8 a ed. São Paulo, Atlas, 1998. RIOLINO, N.A.E., KLIUKAS, G.B.V.; Relato de experiência de enfermeiras no campo de auditoria de prontuários: uma ação inovadora; Rev. Nursing; 2003. VASCONCELOS, V.L. e PEREIRA, A.C. A importância da auditoria no processo decisório das empresas . Revista Brasileira de Contabilidade, Brasília, n 149, p. 65, setembro/outubro de 2004. KORBUS, Luciana Schleder Gonçalves; DIAS, João da Silva. Dados essenciais para Auditoria de Contas Médicas Hospitalares: experiência em Curitiba - PR. 2002. Disponível em: http://www.sbis.org.br/cbis9/arquivos/457.PDF . Acessado em 09.03.2007.
  12. 12. TRABALHO 11 A Importância da Implantação da Sistematização da Assistência de Enfermagem o Setor de Imunização do Município de Monte das Gameleiras-RN. (2009) * Oliveira SMVP, Pinheiro,ECS Faculdade Unida da Paraíba/Faculdade Potiguar da Paraíba – UNIPBFPB E-mail: [email_address] RESUMO Para esta pesquisa foi estudado a importância da SAE (sistematização da assistência de enfermagem) na situação de escassez de um profissional no setor de imunização e com isso foi possível analisar um modo de implantar o sistema. A implantação da SAE constitui uma exigência para as instituições de saúde publica e privadas de todo o Brasil, de acordo com a resolução do COFEN (Conselho Federal de enfermagem) de nº 272/2002. O objetivo foi analisar a importância da SAE para um melhor atendimento entre o profissional de enfermagem e o usuário no setor de vacinação do Município de Monte das Gameleiras-RN, conhecendo mais detalhadamente a necessidade de cada usuário. A metodologia deste estudo foi de cunho bibliográfico do tipo qualitativa sendo feito uma consulta ao acervo de vacinação local do ano de 2008 sendo os dados transcritos e detalhados em gráficos para um melhor entendimento, sabendo que para uma implantação do sistema (SAE) necessitará um desempenho do profissional local. Por fim concluo que o resultado obtido nesta pesquisa tem uma estimulação para uma melhor atuação do enfermeiro no setor de imunização lhe dando oportunidade do desenvolvimento das etapas do processo de enfermagem. Palavras –chaves: Sistematização da assistência em enfermagem (SAE); Imunização; PNI- Programa Nacional de Imunização . REFERENCIAS Brasil 1. Programa Nacional de Imunizações 30 anos/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde – Brasília: Ministério da Saúde, 2003 Disponível em: < http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/livro_30_anos_pni . pdf > Acesso em: 20.08.2009. _______2. Manual de Normas de Vacinação.3 ed.Brasilia:Ministerio da saúde:fundação Nacional de Saúde;2001. Disponível em: < http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manu_normas_vac1 . pdf > Acesso em: 20.08.2009 ______3.Imunização Disponível em:< http://hospvirt.org.br/enfermagem/port/vacina . htm >Acesso em: 13.08.2009 _______4. Calendário de Vacinação da Criança, Adulto e do Idoso. Disponível em: < http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto . cfm >.Acesso em: 13.08.2009 _______.5. Historia da cidade _MONTE DAS GAMELEIRAS-RN disponível em: < http://www.citybrazil.com.br/rn/montegameleiras/historia-da-cidade >Acesso em:24.09.2009 _______6.Portal Oficial de turismo do Rio Grande do Norte. Disponível em: < http://www.brasil-natal.com.br/destinos_polos_agrestetrairi_montedasgamelerias . php > Acesso: 24.09.2009 CARPENITO-Moyet, Lynda Juall. Manual de diagnósticos de enfermagem. 11ed. Porto Alegre, 2008. DAVID, Rosana: ALEXANDRE Bernadete S.P(org.). Vacinas Orientações práticas. São Paulo: Martiniri, 2008. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2007-2008/North American Nursing Diagnosis Association; tradução Regina Machado Garcez. Porto Alegre: Artmed, 2008. FIGUEIREDO, Nébia Mª Almeida de Método e Metodologia na Pesquisa Cientifica.2ª Ed.São Paulo:Yendis,2007. HORTA, Vanda de Aguiar. Processo de enfermagem. São Paulo: EPU, 1979. LIMA, Carlos Bezerra de. (Org). Dispositivos legais norteadores da pratica da enfermagem/Carlos Bezerra de Lima. 2. ed. João Pessoa,2007. LOBIONDO-WOOD, Geri: HABER Judith. Pesquisa em Enfermagem-Metodos, Avaliação Critica e Utilização. 4. ed.Rio de Janeiro:Guanabara Koogan,1998. MINAYO, Maria Cecília de Souza. Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 1994. POPE, Catherine: MAYS, Nicholas. Pesquisa qualitativa na atenção à saúde. 2. ed.Porto Alegre:Artmed,2005. PRESTES, Mª Luci de Mesquita.A Pesquisa e a Construção do Conhecimento Cientifico do Planejamento aos Contextos, da Escola à academia,3ªed.São Paulo:Rêspel,2009. SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho cientifico. 23. ed.rev.atualizada São Paulo:Cortez,2007. ROTHER, Edna Terezinha.BRAGA,Mª Elisa Rangel.Como Elaborar sua tese: Estrutura e Referências.2ª Ed.rev. e ampli.São Paulo: BC Grafica e Editora,2005. TANNURE, Meire Chucre: GONÇALVES, Ana Mari Pinheiro. SAE, Sistematização da Assistência de Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.
  13. 13. <ul><li>TRABALHO 12 </li></ul><ul><li>USO DO ICT – ÍNDICE DE CAPACIDADE PARA O TRABALHO NA GESTÃO DA SAÚDE DO TRABALHADOR DO SETOR HOSPITALAR E A CONTRIBUIÇÃO DA ENFERMEIRA </li></ul><ul><li>Martinez MC*, Fernandes MC**, Silva AF*** </li></ul><ul><ul><li>* Hospital Samaritano de São Paulo, maria.martinez @ samaritano.org.br </li></ul></ul><ul><ul><li>** Hospital Samaritano de São Paulo, maria.camila @ samaritano.org.br </li></ul></ul><ul><ul><li>*** Hospital Samaritano de São Paulo, ariane.silva @ samaritano.org.br </li></ul></ul><ul><li>Palavras chave: gestão de recursos humanos em saúde, gestão em saúde, capacidade para o trabalho. </li></ul><ul><li>Introdução: </li></ul><ul><li>O ICT – Índice de Capacidade para o trabalho é um questionário que avalia a condição física e mental os trabalhadores em relação às exigências de seu trabalho, permitindo identificar mudanças precoces e direcionar ações preventivas e corretivas (1,2) . O comprometimento da capacidade para o trabalho tem resultados negativos para os trabalhadores, instituições e sociedade (3-4) . </li></ul><ul><li>Justificativa: </li></ul><ul><li>No Brasil há carência de estudos longitudinais sobre a utilização do ICT como instrumento de gestão (5) , além de não ser discutida a participação da enfermeira. </li></ul><ul><li>Objetivo: </li></ul><ul><li>Apresentar os passos iniciais de implantação do ICT em um Hospital de São Paulo e a contribuição da enfermeira neste processo. </li></ul><ul><li>Método: </li></ul><ul><li>Em 2008 foi iniciado um estudo de coorte com 5 anos de duração para avaliação da capacidade do trabalho. Uma vez ao ano, todos os trabalhadores são convidados a preencher um questionário sobre características sócio-demográficas, estilos de vida, estressores do trabalho e capacidade para o trabalho. Foi feita análise descritivas dos resultados e análise de regressão linear para identificação dos fatores associados. Este estudo foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Samaritano (protocolo nº 20/08 de 26/08/2008). A partir de 2009, o ICT foi incorporado no planejamento estratégico da instituição e os resultados utilizados para subsidiar ações preventivas e corretivas (6) . </li></ul><ul><li>Resultados: </li></ul><ul><li>Em 2009, participaram 1.226 trabalhadores (87,9% do total); 67,2% eram mulheres, e média de idade de 35,0 anos. Em uma escala de 7 a 49 pontos, a média do ICT foi 42,8. Os fatores com associação estatisticamente significativa em relação ao comprometimento da capacidade para o trabalho foram: sexo feminino, sedentarismo, aumento dos anos de trabalho na empresa, baixo apoio social, desequilíbrio esforço-recompensa, excesso de comprometimento, situações que favorecem a ocorrência de dor/lesão, setor de trabalho e cargo (Auxiliares/Assistentes). </li></ul><ul><li>A partir da apresentação dos resultados, foi composto um Comitê Técnico multiprofissional, responsável por subsidiar as instâncias executivas da Instituição, apresentando propostas para o planejamento, desenvolvimento e avaliação de ações de promoção da saúde e bem-estar dos colaboradores nos níveis: (a) individual (estilos de vida saudáveis), (b) tarefa (estudo de redimensionamento do quadro de enfermagem, análises ergonômicas do trabalho e análises aprofundadas nas áreas críticas, requerendo ações de intervenção específicas) e (c) corporativo (revisão de planos de remuneração/valorização, incentivo à educação continuada/desenvolvimento profissional). </li></ul><ul><li>Houve a atuação das enfermeiras (Epidemiologista, do Trabalho e Gestora de Riscos) como responsáveis pelo planejamento e desenvolvimento do projeto de pesquisa, coordenação da coleta de dados e análise estatística dos resultados, bem como participação em todas as etapas de discussão de resultados, de implementação de ações de intervenção, e na interface com os demais serviços e instâncias do Hospital. Também se faz necessária a participação das enfermeiras gestoras, assistenciais e de educação continuada quando do planejamento e desenvolvimento de ações específicas. </li></ul><ul><li>Conclusão: </li></ul><ul><li>O ICT é uma ferramenta útil na gestão da saúde dos trabalhadores, permitindo a identificação da magnitude e risco dos problemas, direcionando e priorizando as ações de intervenção. A enfermeira teve participação estratégica e fundamental em todas as etapas do processo. </li></ul><ul><li>Bibliografia: </li></ul><ul><ul><li>Tuomi K, Ilmarinen J, Jahkola A, Katajarinne L, Tulkki A. Índice de capacidade para o trabalho. São Carlos: EduFSCar, 2005a. </li></ul></ul><ul><li>Tuomi K, Ilmarinen J, Seitsamo J, Huuhtanen P, Martikainen R, Nygård C-H, et al. Summary of the Finnish research project (1981-1992) to promote the health and work ability of aging workers. Scand J Work Environ Health. 1997;23(Suppl 1):66-71. </li></ul><ul><li>Fischer FM, Borges FNS, Rotenberg L, Latorre MR, Soares NS, Rosa PLF, et al. Work ability of health care shift workers: what matters? Chronobiol int. 2006;23(6):1165-79. </li></ul><ul><li>Hasselhorn H-M, Conway PM, Widerszal_Bazyl M, Simon M, Tackenberg P, Schmidt S, Camerino D, Müller BH, NEXT-Study Group. Contribution of job strain to nurse’s consideration of leaving the profession – results form the longitudinal European nurses’ early exit study. Scand J Work Environ Health. 2008;(Suppl 6):75-82. </li></ul><ul><li>Martinez MC, Latorre MRDO, Fischer FM. Capacidade para o trabalho: revisão de literatura. Ciênc Saúde Coletiva [periódico na internet]. 2009a [acesso em 20 janeiro 2009]. Disponível em: http://www.abrasco.org.br/cienciaesaudecoletiva/artigos/artigo_int.php?id_artigo=2955 </li></ul><ul><li>Martinez MC, Fischer FM. Use of work ability index in management of health care sector [abstract]. In: Programme & abstracts of International Conference Towards Better Work and Well-being; 2010 fev 10-12; Helsinki, Finland. Finnish Institute of Occupational Health; 2010. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>TRABALHO 13 </li></ul><ul><li>O USO DA EPIDEMIOLOGIA NA GESTÃO HOSPITALAR E A CONTRIBUIÇÃO DA ENFERMEIRA </li></ul><ul><li>Martinez MC </li></ul><ul><ul><li>Hospital Samaritano de São Paulo, maria.martinez @ samaritano.org.br </li></ul></ul><ul><li>Palavras chave: epidemiologia nos serviços de saúde, enfermeira epidemiologista, gestão em saúde. </li></ul><ul><li>Introdução: A epidemiologia tem um amplo escopo de aplicações, incluindo a vigilância de doenças infecciosas, prevenção de doenças crônicas, gestão de sistemas e serviços de saúde, saúde ocupacional (1) . No âmbito hospitalar, a incorporação da epidemiologia é intrínseca ao processo de gestão da qualidade (2) . É uma área altamente especializada, e este saber deve ser compartilhado entre os profissionais da saúde, para sua utilização na prática cotidiana (2) . </li></ul><ul><li>Justificativa: Apesar disso, a epidemiologia hospitalar ainda é majoritariamente restrita à vigilância de doenças infecciosas (3,4) , e o papel da enfermeira nesta área é pouco discutido. </li></ul><ul><li>Objetivo: Apresentar a experiência de um serviço coordenado por enfermeira, na utilização da epidemiologia como instrumento de gestão hospitalar. </li></ul><ul><li>Método: Trata-se de um relato de experiência, ilustrado por meio de exemplos da aplicabilidade da epidemiologia em um hospital privado de alta complexidade de São Paulo. O serviço de epidemiologia foi implantado em 2007, com papel eminentemente de apoio às diversas áreas e serviços do hospital, sob coordenação de uma enfermeira, doutora em epidemiologia. A partir da implantação, as atividades passaram a ser desenvolvidas de forma rotineira (gradualmente incorporadas como rotinas em serviço) ou pontual (atendendo necessidades específicas), a partir de demandas das instâncias executivas, técnico-administrativas e assistenciais da instituição. </li></ul><ul><li>Resultados: Desde a implantação do serviço, foram desenvolvidas ações em um amplo escopo de atuação. Sem pretender esgotar a abrangência e as possibilidades de atuação, são apresentadas algumas das ações desenvolvidas: Gestão da assistência: suporte às equipes (em especial, à equipe de enfermagem) na metodologia para coleta, análise e acompanhamento de dados, subsidiando a tomada de decisão no estabelecimento/modificação de protocolos e condutas assistenciais (por exemplo: gerenciamento de úlcera de pressão ou de flebite). Gestão da qualidade: estruturação de painel institucional de indicadores representativos dos padrões de qualidade e segurança assistencial, auxiliando a monitorar e identificar alterações, subsidiando o direcionamento de ações preventivas e corretivas. Gestão de recursos: estudos de perfis de morbidade, mortalidade e complexidade dos pacientes, demanda de serviços e custo assistencial, subsidiando a alocação de recursos, mudança de processos e estimativa de despesas. Gestão de pessoas: estudos sobre saúde e condições de trabalho, caracterizando situações e dimensionando riscos, auxiliando a identificar prioridades, direcionar intervenções e monitorar mudanças. Pesquisa: suporte ao Setor de Assessoria de Pesquisa quanto ao método epidemiológico no desenho de pesquisas. </li></ul><ul><li>Considerando o caráter do serviço, a amplitude das ações e a interface os diversos serviços do Hospital, destacamos que: O Serviço de Epidemiologia não se constitui em um fim, mas um meio para melhoria da gestão e qualidade hospitalar, necessariamente integrado aos demais serviços hospitalares; A formação profissional abrangente da enfermeira, com foco no cuidado, relacionamentos interpessoais e gestão de serviços, aliada à formação específica em epidemiologia, torna este profissional capacitado para assumir funções chave na epidemiologia de serviços hospitalares. </li></ul><ul><li>Conclusão: A epidemiologia é uma área com amplas possibilidades de aplicação na gestão hospitalar, e o profissional de enfermagem adequadamente formado está capacitado para assumir funções nesta área, que ainda pouco explorada no Brasil. </li></ul><ul><li>Bibliografia: </li></ul><ul><ul><li>Bonita R, Beaglehole R, Kjellström T. Basic Epidemiology. Geneva: WHO – World Health Organization; 1993. What is epidemiology?; p.01-13. Disponível em: http://whqlibdoc.who.int/publications/2006/9241547073_eng.pdf . </li></ul></ul><ul><li>Cecílio LCO. A epidemiologia na avaliação dos serviços de saúde: a discussão da qualidade. Saúde e Sociedade. 1995;4(1/2):115-7. </li></ul><ul><li>Mendes MFM, Freese E, Guimarães MJB. Núcleos de epidemiologia em hospitais de alta complexidade da rede pública de saúde situados no Recife, Pernambuco: avaliação da implantação. Rev Bras Saúde Mater Infant, Recife. 2004;4(4):435-47. </li></ul><ul><li>Ribeiro AF, Malheiro VL. Epidemiologia hospitalar com ênfase em vigilância epidemiológica Subsistema de Vigilância Epidemiológica em Âmbito Hospitalar Hospital. BEPA – Boletim Epidemiológico Paulista [periódico na internet]. 2007 fev [acesso em 27 maio 2004];4(38):[7 screens]. Disponível em: http://www.cve.saude.sp.gov.br/agencia/bepa38_epid.htm . </li></ul>
  15. 15. TRABALHO 14 ANÁLISE DO ENVOLVIMENTO NO TRABALHO EM EQUIPES DE ENFERMAGEM NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM JOÃO PESSOA – PB Rosenstock KIV, Santos SR, Dias LKS, Santos EC, Pimenta RL. Universidade Federal da Paraíba – UFPB/ Grupo de Estudos e Pesquisa em Administração e Informática em Saúde – GEPAIE. E-mail: [email_address] RESUMO Introdução: O setor de saúde brasileiro vem sendo alvo de rápidas transformações nos últimos anos. Em 1994, foram implantadas as primeiras equipes de saúde da família, essa estratégia teve como objetivo melhorar o estado de saúde da população, através do modelo de assistência voltado à família e à comunidade incluindo desde a proteção e a promoção de saúde até a identificação precoce de diagnóstico e o tratamento da doença (BRASIL, 1997). Justificativa: Uma das especificidades que chama a atenção na proposta da Estratégia Saúde da Família (ESF), diz respeito à atuação dos profissionais, pois além da capacidade técnica, eles precisam se identificar com uma proposta de trabalho que demanda criatividade, iniciativa e vocação para trabalhos comunitários e em grupo (COTTA, 2006). Desta forma, é imprescindível avaliar como ocorre o envolvimento desses profissionais com o trabalho, tendo em vista a tarefa que desempenham. Objetivos: O objetivo deste estudo é analisar o envolvimento no trabalho entre a equipe de enfermagem que atua na ESF, bem como avaliar o comprometimento organizacional desses profissionais. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa exploratória-descritiva de abordagem quantitativa. Os locais da realização da pesquisa foram as 31 Unidades de Saúde da Família do município de João Pessoa – PB. A amostra foi constituída por enfermeiras e auxiliares de enfermagem. A seleção para participar do estudo seguiu o critério de aceitação dos participantes, totalizando 17 enfermeiras e 16 auxiliares de enfermagem. Os dados foram coletados através de um questionário composto pela Escala de Envolvimento com o Trabalho (SIQUEIRA, 1995). Para a análise e interpretação dos dados foi utilizado um software estatístico. Resultados: Nas equipes de enfermagem investigadas nas USF constatou-se que 39,35% (n=13) da amostra afirmam que as maiores satisfações de suas vidas vêm do trabalho; com relação à jornada de trabalho figurar como a melhor parte do dia, 50,85% (n=17) concordam totalmente; 39,52% (n=13) discordam que as coisas mais importantes que ocorrem em sua vida envolvem o trabalho. Quando questionados quanto ao comprometimento total com o trabalho, 51,15% (n=18) responderam que discordam moderadamente; e 75,25% (n=21) concordaram estar pessoalmente muito ligados ao trabalho. Assim, observa-se que estar envolvido com o trabalho não é algo que permanece constante, alguns podem estar muito envolvidos e outros, não. Quanto ao comprometimento organizacional, as respostas indicam que as equipes tendem a se sentir pouco comprometidas com a USF onde trabalham, apesar de identificarem-se com o trabalho que desenvolvem. O trabalho é importante na construção da identidade do indivíduo , mas para intensificar o comprometimento profissional é necessário observar o nível de envolvimento com o trabalho, identificar-se com as atividades realizadas e estar disposto a exercer um esforço considerável em benefício da organização (GOULART; SAMPAIO, 1998). Conclusão: O envolvimento no trabalho tem como fundamento o grau que uma pessoa identifica-se com o trabalho, participa ativamente dele e considera seu desempenho como algo valioso. Portanto, a qualidade dos serviços de saúde passa a figurar como resultado de diferentes fatores que constituem instrumentos para a avaliação do grau de comprometimento dos profissionais com o trabalho. Palavras - chave : Estratégia Saúde da Família. Envolvimento Organizacional. Enfermagem . Referências: Brasil. Ministério da Saúde. Saúde da família : uma estratégia de modelo assistencial. Brasília, 1997. COTTA, R.M.M., et al . Organização do trabalho e perfil dos profissionais do Programa Saúde da Família: um desafio na reestruturação da atenção básica em saúde. Epidemiol. Serv. Saúde , set. 2006, vol.15, no.3 p.7-18. Disponível em: <http://scielo.iec.pa.gov.br/ scielo.php?script =sci_arttext&pid=S1679-49742006000300002&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 11 Fev. 2009. GOULART, I. B.; SAMPAIO, J. R. Psicologia do trabalho e Gestão de Recursos Humanos: estudos contemporâneos . São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998. Siqueira, M. M. M. Antecedentes de comportamentos de cidadania organizacional: análise de um modelo pós-cognitivo. Tese de Doutorado. Brasília: Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília, 1995. Disponível em: www.anpad.org.br/rac/vol_07/ dwn/rac-v7-edesp-mms.pdf . Acesso em: 23 Fev. 2009.
  16. 16. TRABALHO 15 SATISFAÇÃO COM O RECONHECIMENTO PROFISSIONAL EM EQUIPES DE ENFERMAGEM NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM JOÃO PESSOA – PB Rosenstock KIV, Santos SR, Rosenstock R, Marcelino AS, Guerra CS. Universidade Federal da Paraíba – UFPB/ Grupo de Estudos e Pesquisa em Administração e Informática em Saúde – GEPAIE. E-mail: [email_address] RESUMO Introdução: A Estratégia Saúde da Família (ESF) vem sendo implantado em todo o Brasil como uma importante estratégia para a reordenação da atenção à saúde, conforme preconizam os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) (BRASIL, 1996). Nessa estratégia, o enfermeiro desempenha um papel fundamental, pois tem a responsabilidade de acompanhar, supervisionar, promover capacitações e educação continuada com os Agentes Comunitários de Saúde e auxiliares de enfermagem, além de atuar na atividade de cuidar, com ênfase na promoção da saúde (COTTA, 2006). Todavia, o trabalho em equipe integrado exige conhecimento e valorização do trabalho um do outro, construindo consensos quanto aos objetivos a serem alcançados e a maneira mais adequada de atingi-los. Justificativa: Assim, faz-se necessário um estudo que identifique a satisfação com o reconhecimento profissional da equipe de enfermagem com o trabalho desenvolvido na ESF. Objetivos: O objetivo deste estudo é identificar e analisar os fatores de satisfação com o reconhecimento profissional entre equipes de enfermagem que atuam na ESF. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa exploratória-descritiva de abordagem quantitativa, realizada nas 31 Unidades de Saúde da Família (USF) do município de João Pessoa – PB. A amostra foi constituída por enfermeiras e auxiliares de enfermagem. A seleção para participar do estudo seguiu o critério de aceitação dos participantes, totalizando 17 enfermeiras e 16 auxiliares de enfermagem. Os dados foram coletados, através de um questionário composto pela Escala de Satisfação no Trabalho, construída e validada por Martins e Santos (2006). Para a análise e interpretação dos dados foi utilizado um software estatístico. Resultados: Nas USF investigadas, observou-se que 75,55% dos entrevistados (n=25) sentem muita satisfação com o reconhecimento do seu trabalho pela comunidade; 85,29% (n=28) responderam que, poder confiar nos gestores os deixam satisfeitos; 47,86% (n=16) referem satisfação com a boa imagem da USF perante a comunidade. Com relação à satisfação pelo reconhecimento da equipe de trabalho, 60,36% (n=20) gostam de receber elogios dos colegas e que eles percebam a importância do seu trabalho para a equipe; 66,17% (n=22) afirmam que ser responsável pelas suas tarefas é motivo de muita satisfação; 54,60% (n=18) sentem satisfação pelo reconhecimento do seu trabalho pelo gestor. Na ESF, a qualidade dos serviços de saúde é o resultado de diferentes fatores que constituem instrumentos tanto para a definição e análises dos problemas, como para a avaliação do grau de comprometimento dos profissionais com as normas técnicas, sociais e humanas (RONZANI; STRALEN, 2003). Conclusão : Os principais fatores de satisfação no trabalho estão relacionados ao bom relacionamento interpessoal, a valorização da produção, reconhecimento da capacidade de trabalho, bem como as responsabilidades e práticas da profissão. Se as equipes responsáveis pelas ações de saúde e os gestores trabalharem em conjunto, democratizando soluções, deixando questões políticas de lado, então haverá mudanças no programa, viabilizando-o e dando a qualidade de atendimento ao usuário e condições de trabalho ao profissional. Palavras - chave : Estratégia Saúde da Família. Satisfação no emprego. Enfermagem. Referências: Brasil. Ministério da Saúde. Saúde da Família : uma estratégia de organização dos serviços de saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 1996. COTTA, R.M.M., et al . Organização do trabalho e perfil dos profissionais do Programa Saúde da Família: um desafio na reestruturação da atenção básica em saúde. Epidemiol. Serv. Saúde , set. 2006, vol.15, no.3 p.7-18. Disponível em: <http://scielo.iec.pa.gov.br/ scielo.php?script =sci_arttext&pid=S1679-49742006000300002&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: 11 Fev. 2009. Martins, M. C. F.; Santos, G. E.. Adaptação e revalidação da Escala de Satisfação no Trabalho. Psico-USF , São Paulo,v. 11, n. 2, p. 195-205, jul./dez. 2006. Disponível em: pepsic.bvs-psi.org.br/pdf/psicousf/v11n2/v11n2a08.pdf. Acesso em: 23 Fev. 2009. Ronzani, T.M., Stralen, C.J.V.. Dificuldades de implementação do Programa de Saúde da Família como estratégia de reforma do sistema de saúde brasileiro. Rev. Atenção Primária à Saúde , jul. 2003, vol. 6, p.99-107. Disponível em: http://www.nates.ufjf.br/ novo/revista/pdf/v006n2/Gerencia2.pdf. Acesso em: 11 Fev. 2009.
  17. 17. TRABALHO 16 Dificuldades No relacionamento interprofissional na Estratégia Saúde da Família Rosenstock KIV, Santos SR, Rosenstock, R. Universidade Federal da Paraíba – UFPB/ Grupo de Estudos e Pesquisa em Administração e Informática em Saúde – GEPAIE. E-mail: [email_address] RESUMO Introdução: A Estratégia Saúde da Família (ESF) propõe uma nova dinâmica para estruturação dos serviços de saúde, assim como para a relação com a comunidade e para diversos níveis de assistência (COTTA et al , 2006). As equipes da ESF têm como atribuições conhecer a realidade das famílias pelas quais são responsáveis, identificando os problemas de saúde prevalentes e situações de risco, prestando assistência integral com ênfase nas ações de promoção à saúde (BRASIL, 1996). Ao mesmo tempo, cada profissional da equipe tem suas atribuições, de acordo com suas especificidades. Justificativa: Sendo assim, um dos paradigmas da ESF é o trabalho interdisciplinar, que tem como fundamento a lógica do trabalho em equipe, ou seja, o ponto central é o estabelecimento de vínculos da equipe com a comunidade e a co-responsabilidade entre os profissionais de saúde e a população. Objetivos: Este estudo tem como objetivo reflexionar sobre as dificuldades encontradas no relacionamento interprofissional na ESF e discutir a importância da equipe interdisciplinar na promoção de saúde. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, cuja fonte de informação foram artigos científicos nas bases de dados LILACS, SciELO, BVS e Bibliomed, assim como livros. Resultados: Os membros da equipe de saúde da ESF articulam suas práticas e saberes no enfrentamento de cada situação identificada na comunidade para propor soluções conjuntas e intervir de maneira adequada, já que todos conhecem a problemática. (VIEIRA et al , 2004). Nesta perspectiva, as dificuldades na comunicação, mudança de hábitos e diferentes formas de pensar podem dificultar a maneira de trabalhar. A dificuldade de relacionamento entre os componentes da equipe revela a inexistência de responsabilidade coletiva pelos resultados do trabalho, levando à descontinuidade entre as ações específicas de cada profissional, observando-se desarticulação entre ações curativas, educativas e administrativas, além do baixo grau de interação entre médicos, enfermeiros e agentes (OLIVEIRA; SPIRI, 2006). Pode-se inferir que há necessidade de alocar recursos humanos para dar conta da totalidade das ações, uma vez que a equipe, mesmo sendo multiprofissional, não garante assistência integral ao paciente. Entende-se que o trabalho em equipe integrado exige conhecimento e valorização do trabalho um do outro, construindo consensos quanto aos objetivos a serem alcançados e a maneira mais adequada de atingi-los (FORTUNA et al , 2005). A integração entre os membros da equipe permite que os profissionais troquem informações relacionadas aos pacientes para tomar a conduta mais adequada e de acordo com a necessidade identificada pela equipe (CAMPOS, 1992). Cada membro tem o seu papel na ESF e desempenhá-lo com dedicação torna o trabalho gratificante e reconhecido pela comunidade e equipe. Conclusão: O trabalho em equipe é muito importante para dispensar assistência integral ao paciente e família, quando todos os membros conhecem as necessidades das famílias, a abordagem acontece em sua totalidade e é mais eficaz, pois toda a equipe participa do acompanhamento. Palavras - chave : Estratégia Saúde da Família. Relacionamento Interprofissional. Promoção da Saúde. Referências: Brasil. Ministério da Saúde. Saúde da Família : uma estratégia de organização dos serviços de saúde. Brasília: MS, 1996. Campos, M.A. O trabalho em equipe multiprofissional: uma reflexão crítica. Jornal Brasileiro de Psiquiatria ; Rio de Janeiro, v. 41, n. 6, p. 255-7, 1992. Cotta, R.M.M.; Azeredo, C.M.J.L.B.; Schott, M.; Franceschini, S.C.C; Priore, S.E.; Martins, P.C. Organização do trabalho e perfil dos profissionais do Programa Saúde da Família: um desafio na reestruturação da atenção básica em saúde. Epidemiol. Serv. Saúde , São Paulo, v. 15, n. 9, p. 7-18, 2006. Fortuna, C.M. et al . O trabalho de equipe no programa de saúde da família: reflexões a partir de conceitos do processo grupal e de grupos operativos. Rev. Latino-Am. Enfermagem ; São Paulo, v. 13, n. 2, p. 262-8, 2005. LARA, M. J. Percepção dos profissionais de Saúde da Família sobre a qualidade de vida no trabalho. Revista de APS ; Fortaleza, v. 8, n.1, p. 64-86, 2005. Oliveira, E.M.; Spiri, W.C. Programa Saúde da Família: a experiência de equipe multiprofissional. Rev. Saúde Pública , São Paulo, v. 40, n. 4, p. 727-33, 2006. Vieira, E.T.; Borges, M.J.L.; Pinheiro, S.E.M.; Nuto, A.S.S . O Programa Saúde da Família sobre o enfoque dos profissionais. Rev . Bras. Promoção da Saúde , Fortaleza, v. 17, n. 3, p. 119-26, 2004.
  18. 18. TRABALHO 17 A EXPERIÊNCIA DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NA IMPLANTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE TREINAMENTO EM ENFERMAGEM, ATRAVÉS DE UMA ESTRATÉGIA DE ENSINO E APRENDIZADO EM SERVIÇO BUENO, Silvia Maria Moraes 1 ; TEIXEIRA, Thalyta Cardoso Alux 2 ; MONZANI, Aline Aparecida Silva 3 ; FERREIRA, Thais Marcondes 4 . Introdução: A formação de uma equipe constituída por profissionais com pensamento crítico, resolutividade e habilidades técnico - científicas é vital para o sucesso do processo de cuidar . A implantação do programa de treinamento busca aperfeiçoar os profissionais fornecendo acúmulo de conhecimento e atualização contínua no serviço. Objetivo: Apresentar a implantação de um programa de treinamento através de uma estratégia de ensino e aprendizado em serviço, partindo do conhecimento adquirido pelos profissionais previamente. Métodos: Trata-se de um relato de experiência de um hospital geral, de grande porte e privado localizado no município de Campinas – SP, sobre a implantação de um programa de treinamento em serviço que associa o ensino e aprendizado voltado para realidade do trabalho, em uma Unidade de Terapia Intensiva - UTI . Em 2008, foi implantado um programa de treinamento em serviço com equipe de enfermagem. Uma a duas aulas por mês foi oferecida, dependendo da complexidade dos temas abordados, durante o trabalho. As aulas foram apresentadas através de um flip-chart colocado em um local estratégico na unidade, com cópias em pastas de treinamento e divulgadas por e-mail comum a toda equipe. Cada aula foi apresentada por um período determinado para estudo e avaliação de retenção. As avaliações foram corrigidas pela coordenação da UTI e as notas fixadas no flip-chart , por meio do número do Registro Geral do profissional. Resultados: Em 2008, f oram desenvolvidas 19 aulas sobre as rotinas, protocolos e técnicas, totalizando uma carga horária de 365 horas. Foram realizadas 618 avaliações de retenção e duas de reação para verificar o grau de aceitação, de satisfação e sugestões de melhoria das aulas pela equipe. Os resultados das avaliações de reação indicaram que para 96% dos profissionais o treinamento atendeu suas expectativas e todos consideraram seu aproveitamento superior a 75%. Em 2009, foram 23 aulas totalizando uma carga horária de 603 horas, 697 avaliações de retenção e uma avaliação de reação. Neste ano, a avaliação de reação indicou 96% de atendimento as expectativas e houve aumento para o aproveitamento (92%). Conclusão: Para que esta estratégia de treinamento se consolide é necessário que toda a equipe de trabalho, os líderes e gestores entendam que treinamento é trabalho e deve ser colocado na sua rotina diária de serviço. Notou-se que nesses dois anos se manteve a expectativa dos profissionais sobre o treinamento e houve uma melhora do aproveitamento. De acordo com os resultados apresentados nas avaliações de reação e comentários registrados pelos profissionais como: “... achei bastante válido este estudo que incentivou a leitura dos manuais, possibilitando troca de conhecimento...”, pode-se considerar que este tipo de treinamento é válido e se aplica em outras instituições. Desta forma, desenvolver, implantar e manter programas de treinamentos são um desafio para a equipe de enfermagem e principalmente para os líderes e gestores.
  19. 19. TRABALHO 18 GESTÃO POR COMPETÊNCIAS: ESTRATÉGIA TECNOLÓGICA DE SUCESSO NA GESTÃO DE PESSOAS PARA INOVAÇÃO INSTITUCIONAL Pereira M.A., Silva L.M.S., Honório R.P.P., Barreto J.O.C. Silva O.M.S. INTRODUÇÃO No processo de globalização no setor saúde, a gestão de pessoas imprime às organizações, o desenvolvimento das competências profissionais, individuais e grupais, para garantir a qualidade de seus serviços ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). Neste cenário, Fleury & Fleury ( 2001,p.21), consideram competências como “um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, entregar,transferir conhecimentos, recursos e habilidades que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo”. Nesta óptica, a Diretoria de Enfermagem do HUWC/UFC, em parceria com SDRH, implanta a Gestão por competências, inaugurando, desta forma, novas perspectivas de pensar e agir, proporcionando ao profissional, um olhar mais ampliado da realidade, nos aspectos relacionados às dimensões, técnico-cognitivas, comportamentais, atitudinais, políticas e sócio-culturais, alinhadas ás necessidades da sociedade. JUSTIFICATIVA Ao nos depararmos com situações de não conformidade relacionadas às competências esperadas dos profissionais, adotamos esta tecnologia como forma de desenvolver e compartilhar as competências humanas, incentivando, assim o coletivismo e a cooperação no ofício. OBJETIVO Relatar a experiência da implantação da Gestão por Competências no Hospital de Ensino, ensejando a maior performance profissional por desempenho, à ação integral do cuidado, do ensino e da pesquisa junto às ações interdisciplinares. MÉTODO Trata-se de um relato de experiência das ações administrativas da Diretoria de Enfermagem no HUWC/UFC, adotando como referência, o marco conceitual da gestão por competência e desempenho. Foi utilizada a estratégia do mapeamento das competências alinhadas à estratégia organizacional, em parceria com o Serviço de Desenvolvimento de Recursos Humanos e Serviço de Educação Permanente em Enfermagem. O projeto formador foi explicitado aos colaboradores, e centrado na equipe interdisciplinar, como estratégia de sensibilização para o debate teórico e conseqüente sugestões coletiva dos saberes. Nesta perspectiva foram realizadas oficinas de trabalho com a equipe de enfermagem às quais delinearam as competências técnicas, conhecimento, habilidades, e as competências comportamentais e atitudinais requeridos para os profissionais: enfermeiro gestor e assistencial, técnicos e auxiliares de enfermagem. RESULTADOS A Oficina de trabalho foi avaliada por 90% dos participantes, entre os conceitos: excelente e satisfatório. As sugestões apresentadas foram: continuidade das oficinas por categorias profissionais possibilitando as discussões e compartilhamento de experiências, propiciando o crescimento mutuo, bem como a integração dos saberes. CONCLUSÃO A avaliação parcial desta tecnologia de gestão, ora em curso, enseja a possibilidade para sua efetividade, dada sua dinamicidade, permitindo a assimilação de conhecimentos, integração das habilidades, bem como adoção de atitudes relevantes para obtenção da inovação das práticas de gestão. BIBLIOGRAFIA: BERTELLI. Gestão de pessoas em administração hospitalar. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2004. DUTRA. (Org). Gestão por competências. S. Paulo: Gente, 2001. DUTRA. Gestão de pessoas. Paulo: Atlas, 2002. FLEURY, A.; FEURY, M.T.L. Estratégias empresariais e formação de competências:um quebra cabeça caleidoscópio da indústria brasileira. 2. Ed.São Paulo: Atlas, 2001. VERGARA. Gestão de pessoas. S. Paulo: Atlas, 2005.
  20. 20. TRABALHO 19 Relato de Experiência: A Triagem de Enfermagem em um Pronto Atendimento Pediátrico da Cidade de Salvador Silva MSV, Simoni EM. Hospital Aliança [email_address] Introdução : A dinâmica da sociedade contemporânea favorece a cultura do “fast food”, na qual as pessoas buscam o atendimento de suas necessidades em curto espaço de tempo. Os Hospitais têm recebido clientes que, por falta de tempo, buscam resolutividade nos serviços de emergência para casos que ambulatorialmente seriam solucionados, ocasionando com isso, uma demanda que compete com os casos que se caracterizam realmente como urgências e emergências. Justificativa: Com a grande demanda de pacientes nos serviços de emergência, a triagem viabiliza a intervenção precoce para os casos prioritários com conseqüente aumento da eficácia das ações terapêuticas. Objetivo: A triagem feita pela enfermeira consiste na identificação e classificação do grau de gravidade do paciente, para permitir maior agilidade nos atendimentos de emergência e urgência, proporcionando um atendimento de enfermagem de qualidade no Serviço de Pronto Atendimento Pediátrico. Método : Para a implantação da Triagem de Enfermagem, as enfermeiras foram capacitadas para a assistência baseada nos protocolos de atendimento ao suporte básico e avançado de vida em pediatria, nos protocolos clínicos das patologias mais prevalentes no serviço e estimuladas para o desenvolvimento das habilidades relacionadas à competência de relacionamento interpessoal, que favorecem ao acolhimento do paciente e família. Quando implantada, inicialmente necessitou de um processo de aculturação dos envolvidos: clientela, corpo clínico e das próprias enfermeiras. A Triagem é realizada pela enfermeira, antes do atendimento médico, na qual ela classifica o atendimento em emergência, urgência e não urgência prioriza o atendimento, e encaminha os pacientes aos setores específicos para realização do atendimento médico, ou à sala de espera. Atualmente, a triagem de enfermagem é uma realidade consolidada para uma média de 78% da população atendida no Serviço de Pronto Atendimento Pediátrico. Resultados: A implantação da triagem proporcionou a otimização do fluxo de atendimento, a sistematização do atendimento por gravidade, maior acolhimento dos pacientes e familiares na chegada ao Serviço, minimizando a ansiedade da família antes do atendimento médico, otimizando o tempo para o atendimento do paciente no Serviço e ainda proporcionando maior segurança para os profissionais da equipe do Pronto Atendimento (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem) quanto à qualidade da assistência prestada. Conclusão : A triagem é um diferencial no atendimento de enfermagem no Serviço de Emergência Pediátrica, requer atualização constante dos profissionais envolvidos e principalmente, uma capacidade de escuta e observação sistemática. REFERENCIAS Guimarães, A.L. Triagem avançada em emergência: Competências da(o) enfermeira(O). 2004. 98f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem na de Concentração administração de Serviços de Enfermagem) – Escola de Enfermagem da UFBA, Salvador, 2004. Carvalho, A.P.R.J. Triagem de enfermagem no serviço de emergência pediátrica . 2001. 48f. Monografia de conclusão ( MBA –Executivo em Saúde) – Universidade de Castelo Branco – Atualiza, Salvador, 2001 CHAVES, D.P.; MACÊDO, M.V.A. Estudo sobre a triagem no serviço de emergência. Revista Gaúcha de Enfermagem , Porto Alegre, v. 8, n. 2, p. 181-196, jul. 1987. GRAMINA,M.R. Modelo de competências e gestão dos talentos . São Paulo:Pearson Education do Brasil, 2002. PAIM, J. S. Organização da atenção à saúde para a urgência/emergência. In: SILUD, L.M.V. Saúde coletiva : textos didáticos. Salvador: Editorial Didático, 1994. BRASIL. Código de ética profissional de enfermagem . Bahia: COREN, 1973. ESTRADA, E. Advanced triage by an RN. J. Emerg. Nurs , V. 8, n. 3, p. 5-15, 1979. TRIVIÑOS, A.N.S. Introdução à pesquisa em ciências sociais : a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1996. 175p. TREVISAN,M.A. et al. Aspectos éticos na ação gerencial do enfermeiro. Revista Latinoamericana de Enfermagem . São Paulo, 2002. Disponivel em: < http://WWW.scielo.br/pdf/rlae/v10nl/7776.pdf >. Acesso em: 18 agos. 2006. REZENDE, E. Livro das competências . 2. ed. Rio de Janeiro: Qualitimark, 2003.
  21. 21. TRABALHO 20 SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À MUCOSITE ORAL EM CONSEQUÊNCIA A QUIMIOTERAPIA (Relator) Rivaldo, S.R.A.; Carvalho, D.M.F. UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO sandra.rivaldo @ uol.com.br INTRODUÇÃO :Pacientes submetidos ao tratamento quimioterápico necessitam do planejamento da assistência de enfermagem para auxiliá-los em suas necessidades humanas básicas e intervir frente às complicações provocadas pela toxicidade das drogas como a mucosite oral, uma intercorrência freqüente e debilitante com possível interferência no tratamento e controle tumoral. JUSTIFICATIVA: A leitura de artigos sobre a mucosite oral e observação do grande numero de pacientes que desenvolvem esse tipo de complicação foi o que me motivou a realizar o trabalho. Com intuito de atualizar as revisões estudadas, contribuir com estudos científicos de profissionais da saúde descrevendo a importância do enfermeiro, desenvolvimento e implementação do SAE para pacientes com mucosite oral após tratamento quimioterápico. OBJETIVO: O principal objetivo deste trabalho foi descrever as características da mucosite oral como conseqüência ao tratamento quimioterápico e ressaltar a importância da SAE como uma ferramenta que favorece a organização do trabalho, a qualidade e otimização dos cuidados. METODOLOGIA: A pesquisa em forma de revisão literária tem caráter qualitativo e aborda as etapas da SAE aplicadas a essa manifestação clinica. Palavra chaves: Quimioterapia, mucosite oral, processos de enfermagem. RESULTADO: Com conhecimento e instrumentos científicos como a SAE é possível traçar planos de cuidados efetivos que contribuirão para prevenção e diminuição da severidade da mucosite oral, que apesar da relatividade dos benefícios a cada paciente são bem aceitos, tolerados e demonstram eficácia. Porém exige-se avaliação e cuidado individualizado. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA 1- Bracco, Camila, Santos, Neuzira. Monografia de conclusão do curso de enfermagem em pós graduação “Enfermagem oncologica” da Fundação Antonio Prudente. Cuidados de enfermagem na mucosite oral em pacientes oncologicos. 2- Machado, Luciane. et al. Transplante de medula óssea, abordagem multidisciplinar. Editora Lemar. São Paulo.2009.(235 á 241p). 3- Brasil. Ministério da saúde. Secretaria de atenção à saúde.Instituto Nacional do Câncer. INCA. Coordenação de prevenção e vigilância. Estimativa 2006: Incidência do câncer no Brasil. Rio de janeiro: Inca 2006. 4- Mohallem, Andrea, Rodrigues Andrea. Enfermagem Oncológica. São Paulo.2007 (3, 22, 80, 132, 187 p) editora Manole LTDA. 5- Guimarães, José.Manual de oncologia. Ed 2ª . Editora BBS.Epidemiologia do câncer.São Paulo.2006. (43, 57, 63, 85, 92, 1217, 1218, 1222 p).
  22. 22. TRABALHO 21 IMPORTÂNCIA DE TORNAR - SE UM LIDER DE ADMINISTRAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM (Relator) Rivaldo, S.R.A.; Silva, J. D. UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO sandra.rivaldo @ uol.com.br INTRODUÇÃO: Alcançar o sonho, acreditar nele, vivenciá-lo e concretizá-lo é o que norteará o comportamento do líder no século XXI. O termo liderança vem sendo estudado desde os primórdios, hoje a liderança está sendo exigida por todas as empresas, seja qual for sua natureza, e as empresas hospitalares estão incluídas nesta exigência. JUSTIFICATIVA: O desafio de mudar o perfil do administrador do cuidado à saúde requer o desenvolvimento e a maturação de novos tipos de liderança, os quais devem estar menos voltados para o “ dar ordens” , papel que traduz o paradigma do padrão administrativo vigente desde a Revolução Industrial, e aprender ainda, que os novos líderes não dão ordens, apenas motivam as pessoas a agir. OBJETIVO: Descrever a importância de se tornar um líder na administração dos serviços de enfermagem; METODOLOGIA: Esta pesquisa trata-se de uma revisão bibliográfica, exploratória, descritiva, tendo como objetivo, descrever o perfil necessário para tornar-se um bom líder de administração dos serviços de enfermagem. RESULTADOS: O líder do novo milênio é o profissional de hoje que pensa e utiliza as idéias do futuro, busca a motivação ao encontrar um ambiente favorável ou desfavorável com autonomia e espaço para a iniciativa, de maneira que possa sempre acreditar no que faz. A liderança sempre fez parte da evolução do homem e foi estudada com mais intensidade no decorrer dos anos. Mas só recentemente passou a ser considera uma ciência, proporcionando maior produção, menores custos e conseqüentemente maiores metas e objetivos alcançados. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Strapasson, MR; Medeiros CRG, Liderança transformacional na enfermagem, Rev. bras. enferm. vol.62 no.2 Brasília Mar./Apr. 2009.Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003471672009000200009&lang=pt Captado em: 28/05/2009. Castro, IS; Bittencourt , C. Estilos e dimensões da liderança: iniciativa e investigação no cotidiano do trabalho de enfermagem hospitalar. Texto contexto-enfermagem. vol.17 no.4. Florianópolis. Outubro./Dec. 2008, Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-07072008000400015. Captado em: 03/04/2009 Santos, Iraci dos. Sandra R M. CASTRO, Carolina Bittencourt. Gerência do processo de trabalho em enfermagem: liderança do enfermeiro em unidades hospitalares. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010407072006000300002&lng=en&nrm=iso Captado em: 03/04/2009 Spector, PE . Psicologia nas organizações . 2. Ed. São Paulo: Saraiva, 2006. P. 640.Higa, EFR; Trevizan, MA. Os estilos de liderança idealizados pelos enfermeiros . Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.13 nº.1 Ribeirão Preto Jan./Feb. 2005. Disponível em:
  23. 23. <ul><li>TRABALHO 22 </li></ul><ul><li>IMPLANTAÇÃO DE UM PROTOCOLO PARA GERENCIAMENTO DE QUEDAS EM HOSPITAL: RESULTADOS DE 4 ANOS DE SEGUIMENTO </li></ul><ul><li>Correa AD, Marques IAB, Martinez MC, Laurino P.S, Chimentão DMN, Leão ER </li></ul><ul><li>Nome da Instituição: Hospital Samaritano – São Paulo </li></ul><ul><li>Contato: arlete.correa @ samaritano.org.br </li></ul><ul><li>PALAVRAS CHAVE: Gerenciamento de riscos, Qualidade da assistência à saúde, Acidentes por quedas. </li></ul><ul><li>INTRODUÇÃO: Quedas em pacientes hospitalizados são eventos freqüentes com efeitos negativos para pacientes e instituições (1) . Ações sistematizadas para o gerenciamento de quedas são consideradas eficazes na sua prevenção e controle (1-3) . </li></ul><ul><li>JUSTIFICATIVA: Apesar da relevância do problema, há carência de estudos sobre resultados de implantação de protocolos de quedas. </li></ul><ul><li>OBJETIVO: Apresentar a experiência da implantação e resultados de um protocolo de quedas. </li></ul><ul><li>MÉTODO: Estudo descritivo realizado em um hospital privado da cidade de São Paulo, abrangendo todos os pacientes internados no período de janeiro/2005-dezembro/2008. Foram apresentadas as etapas para estabelecimento do protocolo e os resultados expressos pelo índice de quedas [(nº de quedas / nº de paciente-dia) *1000]. </li></ul><ul><li>RESULTADOS: Pré-implantação (jul-dez/2005): Criação da comissão multiprofissional, revisão de literatura, implantação de fichas de notificação de eventos. </li></ul><ul><li>Implantação (jan/2006-fev/2007): Elaboração do protocolo, treinamento, adoção de avaliações de risco. </li></ul><ul><li>Manutenção (mar/2007 em diante): reforço de medidas de controle de riscos ambientais, educação continuada, inclusão do protocolo no processo de acreditação da qualidade, readequação do método de coleta e análise de dados. </li></ul><ul><li>Entre jan/2005 e dez/2007 ocorreram 284 quedas, com média de 1,37 quedas/1000 pacientes-dia, com grande variabilidade mensal. Após a efetiva implantação do protocolo, em 2007 e 2008 a média foi de, respectivamente, 1,77 e 1,45 quedas/1000 pacientes-dia. Em 2008, ocorreram 80 eventos, sendo que os índices mais elevados foram nas Unidades Clínica, Neurológica e Oncológica, com 2,79; 2,77 e 2,41 quedas/1000 pacientes-dia. As quedas ocorreram principalmente à noite (41,3%), a maioria no quarto (65,0%), queda da própria altura (56,3%) e na presença de acompanhante (58,8%). As condições ambientais mais freqüentes foram: presença de obstáculos ou falta de apoio (5,0% cada). Fatores de risco mais prevalentes: idade maior que 60 anos (66,3%), uso de medicamentos de ação central (65,0%) e dificuldades na marcha (55,0%). Em 51,2% dos casos houve consequências, tais como escoriações (16,3%) e hematomas (11,3%). </li></ul><ul><li>CONCLUSÕES: O protocolo possibilitou o desenvolvimento de ações diversificadas e com embasamento científico. A caracterização e o índice de quedas refletiram as ações realizadas, auxiliando na avaliação dos processos e no redirecionamento das ações preventivas, além de reforçar medidas de orientações educacionais aos clientes e à equipe assistencial. </li></ul><ul><li>BIBLIOGRAFIA: </li></ul><ul><ul><li>NHS - National Health Services. National Patient Safety Agency. Slips, trips and falls in hospital [report on the internet]. London: NHS; 2007 [cited 2009 jun 10]. Available from: http://www.npsa.nhs.uk/nrls/alerts-and-directives/directives-guidance/slips-trips-falls/ </li></ul></ul><ul><li>Currie L. Fall and injury prevention. In: Hughes RG, editor. Patient safety and quality: an evidence-based handbook for nurses [monograph on the internet]. Rockville: AHRQ - Agency for Healthcare Research and Quality. US Department of Health and Human Services; 2008 [cited 2009 jun 10]. Chapter 10. Available from: http://www.ahrq.gov/QUAL/nurseshdbk/nurseshdbk.pdf </li></ul><ul><li>Olivier D, Connelly JB, Victor CR, Shaw FE, Whitehead A, Genc Yasemin, et al. Strategies to prevent falls and fractures in hospitals and care homes and effect of cognitive impairment: systematic review and meta-analyses. BMJ [serial on the internet]. 2007 [cited 2009 jun 10]; 334:82 [about 6 p.]. Available from: http://www.bmj.com/cgi/reprint/334/7584/82 </li></ul>
  24. 24. TRABALHO 23 MEDIDA DA PRESSÃO VENOSA CENTRAL (PVC): DESENVOLVIMENTO DE MULTIMÍDEA EDUCACIONAL PARA UTILIZAÇÃO EM AMBIENTE VIRTUAL DE APRENDIZAGEM Laurino P.S, Previde A.P, Minenelli F.F, Gentil GC, Leão ER Nome da Instituição: Hospital Samaritano – São Paulo Contato: [email_address] PALAVRAS CHAVE: Educação à Distância, Multimídea Educacional, Pressão Venosa Central. INTRODUÇÃO: A Educação à distância tem-se constituído em uma poderosa ferramenta do processo de ensino-aprendizagem em decorrência das vantagens oferecidas tais como a flexibilidade de horários para estudar e de acesso, entre outras. A Assessoria de Aprimoramento e Desenvolvimento elaborou uma multimídia sobre o procedimento da medida de Pressão Venosa Central (PVC) para ser utilizada como treinamento institucional aos profissionais de enfermagem das Unidades de Terapia Intensiva em um ambiente virtual de aprendizagem. JUSTIFICATIVA : Apesar da relevância do tema, há carência de estudos relacionados ao desenvolvimento de multimídea sobre PVC para utilização em ambiente virtual de aprendizagem. OBJETIVO : Descrever as etapas de planejamento e elaboração de uma proposta educacional à distancia sobre o procedimento de medida da PVC. MÉTODO : Relato de experiência do planejamento e elaboração de uma multimídia para o treinamento dos profissionais de enfermagem em um hospital privado, da cidade de São Paulo, de outubro de 2008 a março de 2010. RESULTADO: o planejamento foi realizado nos meses de outubro a dezembro de 2008, para a escolha da temática, definição dos objetivos de aprendizagem, abordagem pedagógica, as mídias, os recursos a serem utilizados e a forma de avaliação da aprendizagem. Após esta fase realizou-se o levantamento bibliográfico sobre o tema, elaboração do conteúdo e dos instrumentos de avaliação de retenção do conhecimento. Em 2009, no período de janeiro a junho, foram realizadas a construção e revisão da multimídia com a assessoria de uma empresa externa que conta com profissionais especializados em projetos de EAD, responsável pela formatação do conteúdo, storyboard , design e layout trabalhando em parceria com a área de Aprimoramento e Desenvolvimento. O produto final contou com 2 módulos (teórico e prático) no qual se apresenta as questões que envolvem a realização do procedimento de medida da PVC discorrendo sobre aspectos fisiológicos, métodos e técnica de medida com aproximadamente 30 minutos cada módulo. A multimídia utilizou recursos de imagens bidimensionais, simulações e ilustrações. Em novembro de 2009, em parceria com a Coordenação de Ensino e Pesquisa da instituição, foi selecionado o ambiente virtual de aprendizagem para disponibilização da multimídia e contratação de uma consultoria externa para desenvolvimento do design instrucional e para realização de testes e ajustes finais antes da implementação. CONCLUSÕES : Os resultados efetivos da implantação da multimídia como estratégia de ensino no ambiente virtual de aprendizagem será verificado a partir de Junho de 2010, quando passará a ser utilizado e avaliado pelos profissionais da enfermagem. Todavia, evidenciamos durante o desenvolvimento deste projeto que se trata de uma metodologia de custo elevado, que consome mais tempo que a elaboração de um curso presencial, cuja relação de custo-efetividade ainda precisará ser avaliada posteriormente.
  25. 25. TRABALHO 24 ESTIMATIVA DACARGA DE TRABALHO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM ATRAVÉS DO MAPEAMENTO DAS ATIVIDADES HOSPITALARES Magalhães AMM, Bittencourt ONS Moura GMSS ,Dói KM , Dall’Agnol CM Introdução : O mapeamento de atividades hospitalares através no método de custeio baseado em atividades ( Activity-Based Costing ), tem sido empregado como uma alternativa para aprimorar os processos de controle dos custos hospitalares e poderia ser empregado para estimar a carga de trabalho da equipe de enfermagem, pois sua metodologia prevê as medidas dos tempos de atividades para se chegar aos custos, incluindo material e pessoal. Objetivo : Aplicar o método ABC para estimar a carga de trabalho da equipe de enfermagem em unidade de internação hospitalar, comparando os parâmetros de tempo com os achados da literatura e os parâmetros preconizados pelos órgãos legisladores. Método : Estudo observacional, exploratório-descritivo, com metodologia quantitativa, dando continuidade a estudos anteriores que desenvolvem modelagem do processo produtivo e que vêm qualificando o mapeamento de atividades, especificamente de unidades de internação hospitalares, com ênfase para as atividades de enfermagem. Resultados: Comparando-se o método ABC e sistema de classificação de pacientes para calcular as horas de cuidado despendidas aos pacientes internados, obteve-se uma média diária de 04h59min no primeiro e 05h13min no segundo. A estratificação dos tempos por paciente segundo o grau de dependência e método ABC, demonstrou não haver correlação entre os mesmos. Conclusões: A análise da carga de trabalho da equipe de enfermagem pelo mapeamento das atividades descritas através do método ABC, poderá auxiliar na estimativa de carga de trabalho que um paciente internado gera para a equipe de saúde. O aprimoramento dos registros nas prescrições e novos estudos serão necessários para o alcance desta funcionalidade. Faz- se importante desenvolver novos estudos que contemplem além da dimensão técnica da tarefa executada abrangendo as variáveis qualitativas das relações intra e inter-equipes na produção de cuidados, contribuindo para encontrar respostas frente às argumentações das equipes de enfermagem de que as escalas utilizadas atualmente não refletem a real necessidade de cuidados dos pacientes e suas famílias numa internação hospitalar.
  26. 26. <ul><li>TRABALHO 25 </li></ul><ul><li>OPINIÃO DOS ATORES ENVOLVIDOS NA RESIDÊNCIA EM GERÊNCIA DOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA- PR, NO TRIÊNIO 2006 A 2009. </li></ul><ul><li>Garcia S.D, Bernardi D., Buss A., Haddad M.C. L., Vanucchi M. A. </li></ul><ul><li>Universidade Estadual de Londrina </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul><ul><li>Introdução O Ministério da Saúde preconiza que a assistência a saúde seja prestada de forma integral e diferenciada, portanto busca-se cada vez mais formar profissionais capacitados. A resoluçao COFEN nº 259/2001, art. 2º: “ A Residência em Enfermagem configura-se em modalidade de pós-graduação &quot;Latu Sensu&quot;, destinada a capacitar Enfermeiros, caracterizada por desenvolvimento das competências técnico-científica e ética, decorrentes do treinamento em serviço.” O departamento de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina-PR em parceria com a diretoria de enfermagem do Hospital Universitário de Londrina (HUL) implantou em 2006 o Programa de Residência em Enfermagem em Gerência dos Serviços de Enfermagem que possui como objetivo capacitar o enfermeiro para atuar na área de administração de serviços de enfermagem, com vistas a analisar, intervir e modificar quando necessário no quadro vigente. Possui carga horária de 5.010 horas distribuídas em dois anos. </li></ul><ul><li>Justificativa Por se tratar de um programa novo, a Residência em Gerência dos Serviços de Enfermagem busca através de oficinas com a participação do serviço, academia e residentes identificar as potencialidades, fragilidades e propostas para assim aperfeiçoarem o programa de especialização. </li></ul><ul><li>Objetivo Descrever a opinião dos atores envolvidos na Residência em Gerência dos Serviços de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina-PR, no Triênio 2006 a 2009. </li></ul><ul><li>Metodologia: Durante o primeiro ano a residência tem como foco

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