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Anais IX ENENGE

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Anais IX ENENGE - ENCONTRO NACIONAL DE

Anais IX ENENGE - ENCONTRO NACIONAL DE
GERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM

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Anais IX ENENGE Document Transcript

  • 1. Anais IX ENCONTRO NACIONAL DE GERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM
  • 2. Relação de Trabalhos – Sumário Título: A APLICAÇÃO DE UM CHECKLIST ADMINISTRATIVO SETORIAL EM UMA INSTITUIÇÃO MILITAR NA INTERFACE DA QUALIDADE EM SAÚDE Autores: MÔNICA SIMÕES DA MOTTA DUARTE, LEANIA MARIA DO CARMO OMENA, KATIA HELENA TORRES, ROSEMARY DE SÁ ROSA VERAS Título: A APROXIMAÇÃO A TEORIA DE CAMPO DE FORÇAS DE KURT LEWIN NO TRABALHO EM EQUIPE: RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: LUANA CÁSSIA MIRANDA RIBEIRO, DENIZE BOUTTELET MUNARI Título: A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E A GESTÃO DA QUALIDADE Autores: SUZINARA BEATRIZ SOARES DE LIMA, JOSÉTE LUZIA LEITE, BRUNA PARNOV MACHADO, ALACOQUE LORENZINI ERDMANN, ANA CLÁUDIA SOARES DE LIMA Título: A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO GERENCIAMENTO DE CONDIÇÕES CRÔNICAS NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA Autores: MARTA ZIZIANE DORNELES WACHTER, CARLA FÉLIX DOS SANTOS DÉBORA SCHOLTEDEFLT SINIAK VANESSA MACHADO DA COSTA Título: A CONSTRUÇAO DE UM PROTOCOLO DE PREVENÇÃO DE ÚLCERA POR PRESSÃO EM UM HOSPITAL ESTADUAL QUE ATENDE PORTADORES DE DEFICIÊNCIA MENTAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: ALINE CAMILA TAVARES DE AVILA, JONAS SARTORI, VALÉRIA APARECIDA BELLO Título: A CONTRIBUIÇÃO DA FUNÇÃO ADMINISTRATIVA “CONTROLE” PARA A PRÁTICA DE QUALIDADE EM ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: HERICA SILVA DUTRA, CAMILA DE SOUZA BRITTO, JÚLIA DE ALMEIDA ESTEVES, LARYSSA SAMPAIO SILVA, RUBIANY DE NOVAES TOLEDO Título: A ENFERMAGEM FRENTE À LIDERANÇA TRANSFORMACIONAL: REVISÃO DE LITERATURA. Autores: MARIA JOSÉ CASTELO VENTOSO LUCIANO PEREIRA, ELIANA FERREIRA DE MELO, ARIADNE DA SILVA FONSECA Título: A EQUIPE DE ENFERMAGEM DIANTE DO DILEMA DA MORTE SOB A OTICA DE MADELEINE LEININGER Autores: PERCIVAL VITORINO GUIMARAES, RAPHAELLA LIMA DE SOUZA GUIMARAES Título: A GERÊNCIA DE ENFERMAGEM COMO UNIDADE DE APOIO ÀS UNIDADES DE NEGÓCIO Autores: ISABEL M BONFIM, JARBAS JOSE SALTO JR, ELIANE M YOSHIOKA Título: A HUMANIZAÇÃO DO AMBIENTE FÍSICO HOSPITALAR: PRIVACIDADE/INDIVIDUALIDADE NA INTERNAÇÃO DE PACIENTES Autores: HELENA HEIDTMANN VAGHETTI, DECIANE PINTANELA DE CARVALHO, LUANA BONOW WACHHOLZ Título: A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE DE QUALIDADE NAS INSTITUIÇÕES HOSPITALARES Autores: SALVIANO G COSTA, PAULA S. CASTRO, IVONETE S G KOWASLKI, TAIS FORTES Título: A MUDANÇA NO GERENCIAMENTO DA ROTINA DA HIGIENE CORPORAL DO PACIENTE OTIMIZANDO A ASSISTENCIA Autores: PERCIVAL VITORINO GUIMARAES, RAPHAELLA LIMA DE SOUZA GUIMARAES Título: A OCORRÊNCIA DE TRAUMAS EM IDOSOS NO BRASIL ENTRE 2000 E 2011: O ENFERMEIRO PODE MODIFICAR ESTE CENÁRIO Autores: FLAVIA RIBEIRO MARTINS MACEDO, SÉRGIO VALVERDE MARQUES DOS SANTOS Título: A PARTICIPAÇÃO DO ENFERMEIRO NA QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS NA CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO Autores: FLÁVIA RIBEIRO MARTINS MACEDO, EVELINY SOUZA, RACHEL DA SILVA SANTOS, RAFAELA NOGUEIRA GONÇALVES
  • 3. Relação de Trabalhos – Sumário Título: A ROTATIVIDADE DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NOS HOSPITAIS BRASILEIROS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA Autores: ALUANA MORAES, ANAIR LAZZARI NICOLA, DAISY CRISTINA RODRIGUES, GIOVANNA CAROLINA GUEDES, JOLANA CRISTINA CAVALHEIRE Título: A UTILIZAÇÃO DA FERRAMENTA BRAINSTORMING NA MELHORIA DE UM PROCESSO Autores: FERNANDA MARTINS NOBREGA, LUCIANE HUPALO DA SILVA Título: A UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA DELPHI NO PROCESSO DE ELABORAÇÃO E VALIDAÇÃO DE INSTRUMENTOS Autores: PERCIVAL VITORINO GUIMARAES, RAPHAELLA LIMA DE SOUZA GUIMARAES Título: ABSENTEÍSMO EM TRABALHADORES DE ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Autores: KLAYTON RODRIGUES DE SOUZA, MARIANA ANGELA ROSSANEIS, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD, LARISSA GUTIERREZ DA SILVA Título: ACIONAMENTO DE TIME MULTIDISCIPLINAR PARA ATENDIMENTO DE PARADA CARDIO RESPIRATÓRIA (PCR) EM UMA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE Autores: MICHELE JAURES, ISABELLE MARIA BORTOTTI BERGAMO, ANA JÚLIA SOARES LEME Título: ACOLHIMENTO DE ENFERMAGEM Á GESTANTE NO HRAC-USP Autores: CLEIDE CAROLINA DA SILVA, DEMORO MONDINI ISABEL, AURÉLIA LISBOA ARMANDO DOS SANTOS, TRETTENE MARIA IRENE BACHEGA, MARCIA TOITA Título: ACREDITAÇÃO HOSPITALAR: A ENFERMAGEM INSERIDA NO CONTEXTO DA QUALIDADE INSTITUCIONAL Autores: SUZINARA BEATRIZ SOARES DE LIMA, JOSÉTE LUZIA LEITE VERA, REGINA REAL LIMA GARCIA, MARLENE KREUTZ RODRIGUES, SOELI TERESINHA GUERRA Título: ACREDITAÇÃO HOSPITALAR: AVALIAÇÃO DO CENTRO CIRÚRGICO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Autores: LUCIANA NUNES SOARES, ALESSANDRO MARQUES DOS SANTOS, ELIANA SOARES DOMINGUES, DAIANE FREDA ARAÚJO, MARA REGINA BERGMANN THUROW Título: ADESÃO À HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS POR PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE NA UTI ADULTO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO SÃO FRANCISCO DE PAULA EM PELOTAS/RS Autores: PÂMELA BARROS DE LEON, LIANA LONGO TEIXEIRA, ALESSANDRO MARQUES DOS SANTOS Título: AMOSTRAPARANÁ DA CARGA DE TRABALHO DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO OESTE DO Autores: DAISY CRISTINA RODRIGUES, GIOVANNA CAROLINA GUENDES, ALUANA MORAES, JOLANA CRISTINA CAVALHEIRI, ANAIR L NICOLA Título: ANALISANDO O QUE IMPULSIONA E RESTRINGE O TRABALHO EM EQUIPE NA SAÚDE DA FAMÍLIA: REVISÃO NARRATIVA DE LITERATURA Autores: ANA CRISTINA SUSSEKIND, DENIZE BOUTTELET MUNARI, BARBARA SOUSA ROCHA, LUANA CÁSSIA MIRANDA RIBEIRO Título: ANÁLISE DA COMPREENSÃO DO PROCESSO DE TRABALHO GERENCIAL DOS ENFERMEIROS DE UM HOSPITAL PÚBLICO ACREDITADO Autores: MARIA VALÉRIA PEREIRA, WILZA CARLA SPIRI Título: ANÁLISE DA DEMANDA DE CUIDADOS NA ALTA HOSPITALAR DE INSTITUIÇÕES PÚBLICAS MUNICIPAIS DE SÃO PAULO Autores: ALEXANDRA BULGARELLI DO NASCIMENTO Título: ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE QUEDAS EM HOSPITAL ESPECIALIZADO EM CARDIOPNEUMOLOGIA Autores: ADRIANO ROGÉRIO BALDACIN RODRIGUES, MARIA LIMA S. FIORANTE, ELOISA SCHMIDT, LEANDRO APARECIDO BALDACIN RODRIGUES, JUREMA DA SILVA HERBAS PALOMO Título: ANÁLISE DA QUEIXA TÉCNICA DE MATERIAL MÉDICO-HOSPITALAR NO PROCESSO DE VIGILÂNCIA PÓS COMERCIALIZAÇÃO Autores: ROSELI BROGGI GIL, GISLENE APARECIDA XAVIER DOS REIS, MARIANA ANGELA ROSSANEIS, ADRIANNO L. CANTARIN, ANA MARIA LAUS
  • 4. Relação de Trabalhos – Sumário Título: ANÁLISE DE INTERCORRÊNCIAS ASSISTENCIAIS DE ENFERMAGEM ATRAVÉS DA ENGENHARIA DE SISTEMAS COGNITIVOS Autores: ERICA ROSALBA MALLMANN DUARTE, MARTA BRATZ Título: APLICAÇÃO DO NURSING ACTIVITIES SCORE EM PACIENTES DE ALTA COMPLEXIDADE EM UM PRONTO SOCORRO Autores: LUCIANE ROBERTA APARECIDA VIGO, EDVANIA SCHNEIDER DE CAMPOS, DAYSE APARECIDA PINHEIRO Título: ASPECTOS INTERVENIENTES NA MOTIVAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM Autores: CRISTIANE HELENA RUELA, RAQUEL MACHADO CAVALCA COUTINHO Título: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E COMPETÊNCIAS GERENCIAIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE Autores: MARTA ZIZIANE DORNELES WACHTER, CARLA FÉLIX DOS SANTOS, VANESSA MACHADO DA COSTA, DÉBORA SCHLOTEFELDT SINIAK, JUCIANE APARECIDA FURLAN INCHAUSPE Título: ATIVIDADES DO RESIDENTE EM GERÊNCIA DOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM EM UMA COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR Autores: FRANCIELY MIDORI BUENO DE FREITAS, PALOMA DE SOUZA CAVALCANTE, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD, RENATA APARECIDA BELEI, MARIANA ANGELA ROSSANEIS Título: ATIVIDADES DO SUPERVISOR DE ENFERMAGEM NO CONTEXTO HOSPITALAR – RELATO DE EXPERIENCIA Autores: ROSILENE DUARTE CAMPOS SILVA, EDNA KINUE NISHIMURA ONOE, SIMONI LOPES REIS, TANIA REGINA SANTOS, CATIA REGINA PEREIRA Título: ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PROMOÇÃO DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL (DI ) Autores: LEANDRO LACERDA DOS REIS, MARCELA PEREIRA URBINI SAADI, GIOVANA MONTORO PAZZINI, CLAUDIA PAGOTTO CASSAVIA, SILVANA BERTONCINI Título: AUDITORIA DE ENFERMAGEM IN LOCO: RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: RUTH MEYRE DE FREITAS FRONIVAL LOPES, FILOMENA MARQUES QUEIROZ, SUSANA MARIA MEDEIROS DE OLIVEIRA, ADRIANO MACEDO DOS SANTOS, FERNANDA DE LIRA NUNES PAULINO Título: AUSÊNCIA DO SISTEMA DE REFERÊNCIA E CONTRA REFERÊNCIA: EFEITOS NA ASSISTÊNCIA DO USUÁRIO Autores: TEREZINHA APARECIDA CAMPOS, SILVANIA LOPES PINHEIRO, ANAIR LAZZARI NICOLA, GEISIANE DOS SANTOS HUPFER, GLEICY KELLY TELES DA SILVA Título: AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO COM INSTRUMENTO ESPECÍFICO Autores: SUZINARA BEATRIZ SOARES DE LIMA, MARLENE KREUTZ RODRIGUES, ANTÃO TADEU DE SOUZA, ODETE TERESINHA PORTELA, IARA BARBOSA RAMOS Título: AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM SERVIÇO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA Autores: DANIEL DOS SANTOS DANIEL FERNANDES, NATALIA LAS CAZAS MONTEIRO, PATRICIA RICIERI BERNI, EDER JULIO ROCHA DE ALMEIDA, ISABELA MAISE ANDRADE SOTER Título: AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DA COMISSÃO DE HUMANIZAÇÃO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Autores: ALUANA MORAES, ANAIR LAZZARI NICOLA Título: AVALIAÇÃO DOS REGISTROS DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO NO SUPORTE A VIDA DA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO TANCREDO NEVES DE CASCAVEL Autores: MARCIA LUCIA LODI FERRI
  • 5. Relação de Trabalhos – Sumário Título: AVALIAÇÃO ERGONOMICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM UM AMBIENTE HOSPITALAR NA INTERFACETRABALHADORES X EQUIPAMENTOS Autores: LEANDRO HENRIQUE RODRIGUES ,JEFERSON BARELLA, LUIS CARLOS PASCARELLI, MARIA VALÉRIA PEREIRA Título: CAMPO DE FORÇAS IMPULSORAS E RESTRITIVAS DO TRABALHO EM EQUIPE EM SERVIÇOS DE SAÚDE DE ALTA E BAIXA COMPLEXIDADE Autores: ANA CRISTINA SUSSEKIND, MYRIAN KARLA AYRES VERONEZ PEIXOTO, LUANA CÁSSIA MIRANDA RIBEIRO, DENIZE BOUTTELET MUNARI Título: CAPACITAÇÃO DISCENTE NO PROCESSO DE TRABALHO EM DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DO TÉCNICO EM ENFERMAGEM Autores: JULIANA ALMEIDA COELHO, FRANCIELE CARDOSO DE VARGAS Título: CARGA DE TRABALHO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Autores: ROSELENA PECHOTO DE OLIVEIRA, ANA MARIA LAUS, TATIANA ALTISSIMO NOGUEIRA, THAMIRIS RICCI ARAUJO, MAYRA MENEGUETI Título: CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS EM UM HOSPITAL DE ALTA COMPLEXIDADE Autores: FERNANDA G. BICUDO, DIANA VILELA, MARIA APARECIDA ABREU DA SILVA, MARIA LUCIANAI DOS SANTOS, ELIANE M. YOSHIOKA Título: COLCHÕES ESPECIAIS PARA PREVENÇÃO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO: REVISÃO INTEGRATIVA Autores: FERNANDA BORGES, KELLY CRISTINA INOUE, LAURA MISUE MATSUDA, JOÃO LUCAS CAMPOS DE OLIVEIRA Título: COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS PROCURADOS PELOS GESTORES, VISANDO À CONTRATAÇÃO DE ENFERMEIROS PARA SERVIÇOS HOSPITALARES Autores: CAMILA HELEN DE OLIVEIRA, MARA SOLANGE GOMES DELLAROZA, MARLI TEREZINHA OLIVEIRA VANNUCHI, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD, MARIANA ANGELA ROSSANEIS Título: CONCORDÂNCIA DA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO NA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO TANCREDO NEVES DE CASCAVEL PR. Autores: MARCIA LUCIA LODI FERRI Título: CONSTRUÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE FERRAMENTA PARA REGISTRO DAS METAS ASSISTENCIAIS MULTIDISCIPLINARES Autores: RITA DE CÁSSIA PIRES COLI, ROSANA PERIN COSTA, SILVIA MARIA CURY ISMAEL, MARISA DE MORAES REGENGA, SIOMARA TAVARES FERNANDES YAMAGUTI Título: CONTINUIDADE DAS AÇÕES EDUCATIVAS EM UMA INSTITUIÇÃO MILITAR Autores: ROSEMARY DE SÁ ROSA VERAS, MÔNICA SIMÕES DA MOTTA DUARTE Título: CORRELAÇÃO ENTRE FONTES, FATORES E SINTOMAS DE ESTRESSE EM ENFERMEIROS GESTORES HOSPITALARES DE MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE Autores: FRANCIELY MIDORI BUENO DE FREITAS, FERNANDA NOVAES MORENO, MARLI TEREZINHA OLIVEIRA VANNUCHI, LARISSA GUTIERREZ DA SILVA, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD Título: CULTURA ORGANIZACIONAL DE UM HOSPITAL PSIQUIÁTRICO DO INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO Autores: ROCHA FLR, GAIOLI CCLO, CAMELO SHH, PILLON SC, MININEL VA Título: CULTURA ORGANIZACIONAL E GESTÃO PARTICIPATIVA: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA Autores: ALESSANDRA BASSALOBRE GARCIA, VANESSA GOMES MAZIERO, FERNANDA LUDMILLA ROSSI ROCHA, ANDREA BERNARDES, CARMEN SILVIA GABRIEL
  • 6. Relação de Trabalhos – Sumário Título: CULTURA ORGANIZACIONAL E PRAZER E SOFRIMENTO NO TRABALHO DA ENFERMAGEM Autores: ALESSANDRA BASSALOBRE GARCIA, FERNANDA LUDMILLA ROSSI ROCHA Título: CUSTOS COM INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO EM IDOSOS Autores: ÉRIKA MARIA IZAIAS, HELLEN EMÍLIA PERUZZO, MARA SOLANGE GOMES DELLAROZA Título: CUSTOS COM INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO EM IDOSOS Autores: ÉRIKA MARIA IZAIAS, HELLEN EMÍLIA PERUZZO, MARA SOLANGE GOMES DELLAROZA, MARIANA ÂNGELA ROSSANEIS, FERNANDA NOVAES MORENO Título: DESAFIOS DE ENFERMEIROS NA IMPLEMENTAÇÃO DO NURSING ACTIVIES SCORE (NAS) EM UMA UTI CIRÚRGICA Autores: FERNANDA SCHNATH, KÁTIA BOTTEGA MORAES, FABIANA ZERBIERI MARTINS, DENISE TOLFO SILVEIRA Título: DESAFIOS E CONQUISTAS DO ENFERMEIRO NA GESTÃO DE LEITOS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: DANIELLE FABIANA CUCOLO, ANA PAULA SILVA PEREIRA DANIEL, JANAÍNA CRISTINA SANTOS, ANA LUIZA FERREIRA MERES Título: DESENVOLVENDO COMPETÊNCIAS PARA O EXERCÍCIO DA LIDERANÇA NA ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: JOÃO LUCAS CAMPOS DE OLIVEIRA, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD, LAURA MISUE MATSUDA Título: DESENVOLVIMENTO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM – SAE, POR MEIO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM (PE) EM INSTITUIÇÕES HOSPITALARES DO BRASIL. Autores: ANA GABRIELA CAVALCANTI CARNEIRO MONTEIRO, KEITY SAUANA TIBES, MARISTELA BOSCO SABADINI, JULIA VALÉRIA IVANOR BITENCOURT Título: DIAGNÓSTICO SITUACIONAL SOBRE ESTRESSE EM ENFERMEIROS DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA Autores: ARMANDO DOS SANTOS TRETTENE, CLEIDE CAROLINA DA S. D. MONDINI, ROSANA BONETE DA COSTA, ISABEL AURELIA LISBOA Título: DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM EM GESTANTES EM PRÁTICAS EDUCATIVAS Autores: VANESSA SERRANO, MIRIAM APARECIDA DE ABREU CAVALCANTE, SHEILLA SIEDLER TAVARES, GABRIELA RODRIGUES ZINN, DANIELE CRISTINA COMINO NALOTO Título: DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM NA UNIDADE DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA Autores: MORGANA MORBACH BORGES, TATIANE COSTA DE MELO Título: DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL COMO FERRAMENTA DE GESTÃO: UM ESTUDO DE CASO Autores: SOUZA, C A C S; FERRÃO, P P A.; RIBEIRO, A.; OLIVEIRA, A. L. G. M.; SOUZA, A. S; Título: DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL EM ENFERMAGEM DO HOSPITAL Dr. MIGUEL RIET CORREA Jr. Autores: MARCIA CARLA DUARTE, CARMEM RODRIGUES, RITA ROSALLES, JANAINA AMORIM DE AVILA, OSEIAS de CARVALHO Título: DINÂMICA ENTRE A ENFERMAGEM E O SETOR DE MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO Autores: MARA JÚLIA ANDRADE MONTEIRO, RODRIGO NONATO COELHO MENDES, FERNANDA NOVAES MORENO, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD Título: ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTOS DE CONFERÊNCIA PARA CARRO DE EMERGÊNCIA Autores: HERICA SILVA DUTRA, CAMILA DE SOUZA BRITTO, CLÁUDIO VITORINO PEREIRA, SANDRA TRINDADE TOLEDO, RUBIANY DE NOVAES TOLEDO
  • 7. Relação de Trabalhos – Sumário Título: ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO ASSISTENCIAL PARA INDICAÇÃO PICC EM GESTANTES DE ALTO RISCO Autores: MARCIA L. V.S.SASAKI, SIMONE ISIDORO PRADO Título: ELABORAÇÃO DE UM GUIA PRÁTICO E UM CHEK LIST PARA MONTAGEM DOS QUARTOS DE IODOTERAPIA Autores: ROSILENE DUARTE CAMPOS SILVA, ROSANA VIEIRA, CRISTINA MARIA DE OLIVEIRA SUADICANI Título: ELABORAÇÃO E USO DE UM ROTEIRO DE SUPERVISÃO EM ENFERMAGEM: VIVÊNCIAS DE ACADÊMICOS EM UNIDADE HOSPITALAR Autores: HERICA SILVA DUTRA, JÚLIA DE ALMEIDA ESTEVES, ANNA PAULA RIBEIRO SILVA, SANDRA TOLEDO TRINDADE, RUBIANY DE NOVAES TOLEDO Título: ENFERMEIRO AUDITOR: DESAFIOS DO TRABALHO EM UMA OPERADORA DE PLANO DE SAÚDE Autores: ANA BEATRIZ PEREZ AFONSO, ROSELI GIL, ANA MARIA LAUS Título: EQUIPO PARA INFUSÕES PARENTERAIS: VOCÊ CONHECE E SABE UTILIZAR? Autores: DENISE COSTA DIAS, DENISE DE FÁTIMA HOFFMANN RIGO, FABIELI BORGES Título: ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL ADOTADA POR HOSPITAIS BRASILEIROS Autores: POLIANA LURI KAYAMA YABUUTI, MARIANA ANGELA ROSSANEIS, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD, LARISSA GUTIERREZ DE CARVALHO SILVA Título: ESTRATÉGIAS PARA IMPLANTAR UM PROGRAMA SEGURANÇA DO PACIENTE EM UMA ORGANIZACAO HOSPITALAR PÚBLICA Autores: MARIA DO ESPIRITO SANTO DA SILVA, ANA BARBARA RESSURREICAO MASCARENHAS, SHEILA KELLY LACERDA SOUZA MELLO Título: ESTRUTURAÇÃO PRÁTICA E TEÓRICA DO INTERNATO DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE ESATDUAL DE LONDRINA NA CONCEPÇÃO DOS INTERNOS Autores: BEATRIZ SILVA IGNOTTI, SIMONE DOMINGUES GARCIA MARLI, TEREZINHA OLIVEIRA VANNUCHI Título: ESTUDO RETROSPECTIVO DA INCIDÊNCIA DE FLEBITE EM PACIENTE PEDIÁTRICO EM USO DE CATETER VENOSO CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA E CATETER INTRAVENOSO PERIFÉRICO Autores: ANA CLAUDIA GOES, WILZA CABRAL RODRIGUES DA SILVA, MARIA WILSA CABRAL RODRIGUES OLIBONI Título: EXPERIÊNCIA DE RESIDENTE DE ENFERMAGEM NO GERENCIAMENTO E CUIDADO DO PRONTO-SOCORRO DE UM HOSPITAL ESCOLA Autores: JOLANA CRISTINA CAVALHEIRI, GIOVANNA CAROLINA GUEDES, ALUANA MORAES, DAISY CRISTINA RODRIGUES, LORENA MORAES GOETEM GEMELLI Título: EXPERIÊNCIA DE UMA RESIDENTE DE ENFERMAGEM EM GERENCIAMENTO DE MATERIAIS EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO OESTE DO PARANÁ Autores: GIOVANNA CAROLINA GUEDES, JOLANA CRISTINA CAVALHEIRI, DAISY CRISTINA RODRIGUES, ALUANA MORAES, LUCIANA MAGNANI FERNANDES Título: FLUXO DE PACIENTES DE PROCEDIMENTOS GERENCIADOS CIRÚRGICOS EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO ESPECIALIZADA EM GASTROENTEROLOGIA Autores: ISABELLE MARIA BORTOTTI BERGAMO ,TATIANE RAMOS CANERO, ANA JÚLIA SOARES LEME, ANDREA MARIA CARNEIRO PAIVA Título: GERENCIAMENTO DA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA: CONCEITOS E IMPLICAÇÕES SOB A ÓTICA DE ENFERMEIROS Autores: ANA RENATA MOURA RABELO, MARÍLIA ALVES, HELEN CRISTINY TEODORO COUTO RIBEIRO, ALESSANDRA DIAS COSTA E SILVA Título: GERENCIAMENTO DO CUIDADO UTILIZANDO PROTOCOLOS DE PREVENÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Autores: DANIELLE FABIANA CUCOLO, ADELINE MARIANO DA SILVA, EDMAR OLIVERIA SOUSA, MARIA LÍDIA MARQUES, FERNANDA CONTIERI
  • 8. Relação de Trabalhos – Sumário Título: GERENCIAMENTO DO PROTOCOLO DE SEPSE NO HOSPITAL ALVORADA MOEMA Autores: GISELE DA SILVA OLIVEIRA Título: GERENCIAMENTO NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: MARTA ZIZIANE DORNELES WACHTER, CARLA FÉLIX DOS SANTOS, ERONDINA DE FÁTIMA AZAMBUJA DE DEUS, LETÍCIA SANGUINETTI HOFFMEISTER, VANESSA MACHADO LOPES Título: GESTÃO COMPARTILHADA EM ENFERMAGEM: A EXPERIÊNCIA DE UM INSTITUTO DE SAÚDE FEDERAL Autores: IZA CRISTINA DOS SANTOS, KARLA VALÉRIA PACHECO TEIXEIRA DA SILVA ARCOVERDE, LOURDES ALEXANDRINA DE CASTRO NEVES, JANISE DORNELLAS Título: GESTÃO DA QUALIDADE NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM UNIDADE DE CLÍNICA CIRÚRGICA Autores: LIANGE ARRUA RABENSCHLAG, SUZINARA BEATRIZ SOARES DE LIMA, TANISE FINAMOR FERREIRA TONINI, FRANCISLENE LOPES MENEZES, BRUNA PARNOV MACHADO Título: GESTÃO PARTICIPATIVA NA ANÁLISE DE INDICADORES HOSPITALARES: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM HOSPITAL FILANTRÓPICO Autores: LUCIANE APARECIDA ZANETTI, GEOVANA APARECIDA RAMOS, HILTON DA CRUZ BUENO, LUIZ SALLIM EMED Título: HUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO AO PACIENTE E ACOMPANHANTE FAMILIAR – RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: EDNA KINUE NISHIMURA ONOE, LUIZA HIROMI TANAKA, ROSILENE DUARTE CAMPOS SILVA Título: HUMANIZAÇÃO NO GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM: UMA REVISÃO DA INTEGRATIVA DA LITERATURA Autores: ALUANA MORAES, ANAIR LAZZARI NICOLA Título: IDENTIFICAÇÃO DAS ÂNCORAS DE CARREIRA DE ENFERMEIROS: SUBSÍDIOS PARA A CONSTRUÇÃO DO PERCURSO PROFISSIONAL Autores: MELISSA MESSIAS, MARIA HELENA TRENCH CIAMPONE Título: SAE: IMPLANTAÇÃO DA ESCALA DE TRIAGEM ESI ADAPTADA EM UM PRONTO-SOCORRO ESPECIALIZADO: RELATO DE EXPERIÊNCIA . Autores: LUCIANE ROBERTA APARECIDA VIGO, EDVANIA SCHNEIDER DE CAMPOS Título: IMPLANTAÇÃO DA GESTÃO À VISTA NA GERENCIA DE ENFERMAGEM Autores: RITA DE CÁSSIA PIRES COLI, LÍDIA CUNHA FELIPE DE ALMEIDA, ANA LÚCIA CAPUCHO LORENA ABRAHÃO, JOSÉ CÉSAR RIBEIRO Título: IMPLANTAÇÃO DE ESTRATÉGIA INSTITUCIONAL PARA CONTROLE DE BACTÉRIAS MULTIRRESISTENTES EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE Autores: GABRIELA MACHADO EZAIAS, JEFFERSON MÁRCIO RODRIGUES, EDMILSON DE OLIVEIRA, DENISE DA SILVA SCANEIRO SARDINHA Título: IMPLANTAÇÃO DO TIME OUT PARA O EXAME DE ECOCARDIOGRAMA TRANSESOFÁGICO COMO SEGURANÇA AO PACIENTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: LUCIANE ROBERTA APARECIDA VIGO, EDVANIA SCHNEIDER DE CAMPOS Título: IMPORTÂNCIA DA REFERÊNCIA E CONTRA REFERÊNCIA EM UM PROGRAMA DE EXTENSÃO Autores: SHEILA KARINA, LUDERS MEZA, TEREZINHA APARECIDA CAMPOS, SILVANIA PINHEIRO LOPES, ALESSANDRO RODRIGO ZANATO, GLEICY KELLY TELES Título: INDICADORES DE INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO RELACIONADOS AO PROCESSO DE TRABALHO E À ESTRUTURA DA UNIDADE DE CENTRO CIRÚRGICO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO OESTE DO PARANÁ Autores: DÉBORA CRISTINA IGNÁCIO ALVES, MARCOS AURÉLIO RODRIGUES ALCIDES, FABIANA GONÇALVES DE OLIVEIRA AZEVEDO MATOS, WEVELLEN CANOLA PERIN BONSERE, IVONE CALADO OLIVEIRA GARCIA Título: INDICADORES DE PROCESSO NA PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DO SÍTIO CIRÚRGICO NO PARTO CESÁREO Autores: VIVIANI SILVEIRA MORAES, TAIRINI REICHOW DA SILVA, LUCIENE SMITHS PRIMO, LUCIANA NUNES SOARES, ANA PAULA DA PAZ GRALA
  • 9. Relação de Trabalhos – Sumário Título: INDICADORES DE QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: ESTRATIFICAÇÃO PARA UM SERVIÇO ESPECIALIZADO. Autores: ARMANDO DOS SANTOS TRETTENE, CLEIDE CAROLINA DA SILVA DEMORO MONDINI, ISABEL AURELIA LISBOA, CASSIANA M.B. FONTES, LARESSA MANFIO MONTEIRO Título: INDICADORES DE QUALIDADE DE ENFERMAGEM:relato de experiência acerca da capacitação de enfermeiros integrantes do Núcleo de Apoio à Gestão Hospitalar Autores: ROSEMEIRE KEIKO HANGAI, LUZIA H.VIZONA FERRERO, CRISTIANE OLIVEIRA A. NAVAS, FÁTIMA S. FURTADO GEROLIN, MÁRCIA MARIA BARALDI Título: INDICADORES DE QUALIDADE NA GESTÃO DO SERVIÇO DE ENFERMAGEM: REVISÃO INTEGRATIVA Autores: MÔNICA BATISTA BOFF BELLÈ, DÉBORA BATISTA RODRIGUES FERREIRA, RITA DE CASSIA PREMOLI Título: INDICADORES DE QUALIDADE NA OPINIÃO DE ENFERMEIROS EM HOSPITAIS DE MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE Autores: PALOMA DE SOUZA CAVALCANTE, MARIANA ANGELA ROSSANEIS, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD, CARMEN SILVIA GABRIEL Título: INDICADORES DO SERVIÇO DE TRIAGEM DE UM PRONTO ATENDIMENTO NUM HOSPITAL PRIVADO DO MUNICIPIO DE SÃO PAULO Autores: MARCIA BOESSIO DOS SANTOS, AUDRY ELIZABETH DOS SANTOS, SAMIA DENADAI PIRES Título: INFLUÊNCIA DA CULTURA ORGANIZACIONAL NA GESTÃO PARTICIPATIVA: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA . Autores: ALESSANDRA BASSALOBRE GARCIA, VANESSA GOMES MAZIERO, FERNANDA LUDMILLA ROSSI ROCHA, ANDREA BERNARDES, CARMEN SILVIA GABRIEL Título: INSTRUMENTO PRÁTICO PARA CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES CONFORME FUGULIN E BRADEN SIMULTANEAMENTE Autores: NAITIELLE DE PAULA PANTANO, HELENO DE SOUSA FARIA, LAIS FERRARI CHAGAS, JANAINA BARBOZA Título: INTERDISCIPLINARIDADE ENTRE AS RESIDÊNCIAS DE ENFERMAGEM E FARMÁCIA PARA MELHORAR A SEGURANÇA NO USO DE ANTIMICROBIANOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: DAISY CRISTINA RODRIGUES, SILVANIA LOPES PINHEIRO, TEREZINHA APARECIDA CAMPOS, ANA CAROLINA PENARIOL, CHAIANE TONIN Título: INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO MANEJO DA PELE DO RECÉM NASCIDO PREMATURO NA UNIDADE NEONATAL Autores: MARCIA L. V.S.SASAKI, SIMONE ISIDORO PRADO Título: JULGAMENTO CLÍNICO E PENSAMENTO CRÍTICO – ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA PRATICA ASSISTENCIAL SEGURA Autores: ROSANA PELLICIA PIRES, CONCEIÇÃO ZECHINELI Título: LIDERANÇA EM ENFERMAGEM: UMA PERCEPÇÃO DAS ACADÊMICAS DE ENFERMAGEM NA CLÍNICA CIRÚRGICA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Autores: VIVIANI SILVEIRA MORAES, TAIRINI REICHOW DA SILVA, LUCIANA NUNES SOARES, ALESSANDRO MARQUES DOS SANTOS, ELIANA SOARES DOMINGUES Título: LIDERANÇA, COMUNICAÇÃO E INOVAÇÃO: FATORES IMPORTANTES PARA O GERENCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS SERVIÇOS DE SAÚDE. Autores: DIAS, INGRED NATALYE BERNARDO; LIMA, DANIELY DYEIMY DE OLIVEIRA; VIVIANE, VIVIANE MAMEDE Título: MAPEANDO O CLIMA E AS COMPETÊNCIAS DOS ENFERMEIROS DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DO INSTRUMENTO LISTA DE ADJETIVOS BIPOLARES E EM ESCALA DE LIKERT Autores: ELIANA FERREIRA DE MELO, WILMA LOPES LUCENA, LUIZ BORDIN
  • 10. Relação de Trabalhos – Sumário Título: MARKETING INOVADOR NA CAMPANHA DE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS Autores: EDNA N. ONOE, LUCIENE C.S. FERRARI, MARCIA UTIMURA AMINO, SUZANA M. BIANCHINI, ROSILENE D.C SILVA Título: MARKETING PESSOAL NA ENFERMAGEM: ESTUDO DE REVISÃO Autores: JOSIVALDO BARRETO ANDRADE, VICTOR CAUÊ LOPES Título: MUDANÇA DE HOSPITAL GERAL PARA HOSPITAL DE ENSINO E AS IMPLICAÇÕES PARA O TRABALHO DO ENFERMEIRO Autores: LUCIANA APARECIDA FABRIZ, ELIZABETH BERNARDINO, MARIA MARTA NOLASCO CHAVES, AIDA MARIS PERES Título: NÍVEL DA SATISFAÇÃO DOS ENFERMEIROS QUE ATUAM NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA EM UM MUNICÍPIO DO SUL DE MINAS GERAIS Autores: FLÁVIA RIBEIRO MARTINS MACEDO, MAURÍCIO DURVAL DE SÁ, PAMELLA ALMEIDA FERRERIA OLIVEIRA Título: NÍVEL DE SATISFAÇÃO PROFISSIONAL DA ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL DA REGIÃO NORTE DO RS Autores: LEONARDO PRAMIO, FERNANDA SARTURI, TACIANA RAQUEL GEWEHR, FELIPE SELTENREICH BISCHOFF Título: NOTIFICAÇÃO DE EVENTOS ADVERSOS: A BUSCA PARA UMA ASSISTÊNCIA SEGURA Autores: FLÁVIA RIBEIRO MARTINS MACEDO, CAROLINE RESENDE BARBOSA, MONIQUE REIS VILELA, RENATA GARCIA DO VALLE Título: NOVAS PERSPECTIVAS DA LIDERANÇA EM ENFERMAGEM Autores: JUREMA DE OLIVEIRA SANTOS Título: O CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA COMO ALTERNATIVA DE ACESSO VENOSO PARA PACIENTES GRAVES Autores: PERCIVAL VITORINO GUIMARAES, RAPHAELLA LIMA DE SOUZA GUIMARAES Título: O ENFERMEIRO COMO EDUCADOR EM SAÚDE NA PROMOÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO Autores: ANDRESSA MARTINS DIAS, SUELI APARECIDA CASTILHO CAPARROZ, FERNANDO NOVAES MORENO MARLI, TEREZINHA OLIVEIRA VANNUCHI Título: O ENFERMEIRO COMO MEMBRO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL INTEGRANDO A COMISSÃO DE PRONTUÁRIO: A BUSCA PELA EXCELÊNCIA NOS REGISTROS Autores: MARIA ZAIRA BENITES GONCALVES, WANE AMARAL, CYNTHIA KOURY, ANDRE RAMOS NETO Título: O ENFERMEIRO DE REFERÊNCIA NA PRÉ CONSULTA EM PACIENTES SUBMETIDOS AO TRATAMENTO DE IODOTERAPIA Autores: ROSILENE DUARTE CAMPOS SILVA, EDNA ONOE Título: O INTERNATO DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA: CONQUISTAS E DESAFIOS NA SUA REALIZAÇÃO Autores: SIMONE DOMINGUES GARCIA, MARLI TEREZINHA OLIVEIRA VANNUCHI Título: O PAPEL DO ENFERMEIRO NA CULTURA DE SEGURANÇA EM UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSO Autores: FLÁVIA RIBEIRO MARTINS MACEDO, ADELAIDE GONÇALVES DANTAS, CELINA LOPES DA SILVA ALVES Título: O PAPEL DO ENFERMEIRO NA GESTÃO DE RISCO QUANTO À NOTIFICAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO EM PACIENTES HOSPITALIZADOS Autores: FLÁVIA RIBEIRO MARTINS MACEDO, FERNANDA DE OLIVEIRA SALGADO, SIMONE FERREIRA AZEVEDO, JOYCE CRISTINA FERREIRA NEVES GUIMARÃES Título: O PAPEL DO ENFERMEIRO NO SISTEMA PRISIONAL: ESTUDO DA SAÚDE GINECÓLOGIA DE DETENTAS EM UM MUNICÍPIO DE MINAS GERAIS. Autores: FLÁVIA RIBEIRO MARTINS MACEDO, ANA PAULA ALVES SANTANA, SÂMEA ARAÚJO PEREIRA
  • 11. Relação de Trabalhos – Sumário Título: O PROCESSO DE ACREDITAÇÃO: ESTUDO SOBRE A CONSTRUÇÃO COLETIVA DA MELHORIA DA GESTÃO DA QUALIDADE EM SAÚDE Autores: MÔNICA SIMÕES DA MOTTA DUARTE, ZENITH ROSA SILVINO, MARGARETHE SANTIAGO REGO, CRISTINA LAVOYER ESCUDEIRO Título: O SISTEMA DE MEDICAÇÃO: FATORES DE RISCO E MEDIDAS PARA PREVENÇÃO DE ERROS EM UMA INSTITUIÇÃO HOSPITALAR PÚBLICA Autores: MARIA ELISA SOARES DALTRO, ANDREIA DE SOUZA COSTA BASTOS, JULIANA VENTURA PINTO, LAIS DA SILVA MENDES, SHEILA KELLY LACERDA MELLO Título: O TEMPO DE PERMANÊNCIA DE PACIENTES EM HOSPITAIS PÚBLICOS MUNICIPAIS DE SÃO PAULO QUE DEMANDARAM TRANSFERÊNCIA PARA SERVIÇOS DE REFERÊNCIA Autores: ALEXANDRA BULGARELLI DO NASCIMENTO Título: OTIMIZAÇÃO DO TEMPO GASTO NA FORRAÇÃO DOS QUARTOS DE IODOTERAPIA Autores: ROSILENE DUARTE CAMPOS SILVA, VASNI DE ARAÚJO BRITO, GLEYSON DE OLIVEIRA Título: PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE Autores: ADRIANO GARCIA, SUZANA BRITTO, ROGÉRIO DA SILVA RODRIGUES, ELISIANE LORENZINI Título: PERCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS DE NÍVEL MÉDIO DE ENFERMAGEM COM DUPLO VÍNCULO EMPREGATÍCIO Autores: KAMILA DARROS TAMELLINE, MARA SOLANGE GOMES DELLAROZA, LARISSA GUTIERREZ DE CARVALHO SILVA, MARIANA ANGELA ROSSANEIS, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD Título: PERFIL ASSISTENCIAL DOS PACIENTES CLÍNICOS E CIRÚRGICOS DE UM HOSPITAL PRIVADO ONCOLÓGICO DE SÃO PAULO. Autores: CLAUDIA DONATTIC NOGUEIRA, VANESSA DE OLIVEIRA CAMANDONI, CAMILA BORLINO JACOB, LUANE APARECIDA GOMES FERNANDES, DANIELE DE ALMEIDA PEREIRA Título: PERFIL DE COMPETÊNCIAS INDIVIDUAIS PARA ENFERMEIROS GESTORES DE ESCOLAS DE ENFERMAGEM Autores: VALNICE DE OLIVEIRA NOGUEIRA, ISABEL CRISTINA KOWAL OLM CUNHA Título: PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFICO DA UTILIZAÇÃO DOS LEITOS DE INTERNAÇÃO EM HOSPITAIS PÚBLICOS MUNICIPAIS DE SÃO PAULO Autores: ALEXANDRA BULGARELLI DO NASCIMENTO Título: PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE CASCAVEL/PR: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA ACADÊMICA DE ENFERMAGEM Autores: GIOVANNA CAROLINA GUEDES, NELSI TONINI, PAULA FRANCIELLI BARBOSA ARAUJO ES Título: POLITICA DE VULNERABILIDADE EMOCIONAL COM FOCO RISCO DE CUICIDIO Autores: PATRICIA VIEIRA, ROSANA PELLICA PIRES Título: PRÁTICAS DE LIDERANÇA ADOTADAS POR ENFERMEIROS DE UNIDADES HOSPITALARES ONCOLÓGICAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Autores: FABIANA CRISTINA DOS SANTOS, VÂNEA LÚCIA DOS SANTOS, BRUNA CREMASCO BRITO, SILVIA HELENA HENRIQUES CAMELO Título: PRÁTICAS SEGURAS PARA MEDICAMENTOS DE ALTA VIGILÂNCIA Autores: MARIA REGINA LOURENÇO JABUR, EDNA DONIZETI ROSSI CASTRO HELGA, TÂMARA AGOSTINHO LÍLIAN, FERRAREZI DO PRADO PELESKEI Título: PRAZER E SOFRIMENTO NO TRABALHO DA ENFERMAGEM Autores: ALESSANDRA BASSALOBRE GARCIA, FERNANDA LUDMILLA ROSSI ROCHA, SILVIA HELENA HENRIQUES CAMELO, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD Título: PRINCIPAIS EVENTOS ADVERSOS E ERROS NOTIFICADOS EM INSTITUIÇÕES DE SAÚDE: UM DEVER DO ENFERMEIRO Autores: FLAVIA RIBEIRO MARTINS MACEDO, SÉRGIO VALVERDE MARQUES DOS SANTOS
  • 12. Relação de Trabalhos – Sumário Título: PRINCÍPIOS DA SAÚDE ENXUTA (LEAN HEALTHCARE): UMA VISÃO GERAL DOS DESAFIOS E MELHORIAS SUA INSERÇÃO NO BRASIL Autores: ALICE SARANTOPOULOS, GABRIELA SALIM SPAGNOL, LI LI MIN, DAVE NEWBOLD Título: PROCESSO DE IMPLANTACAO DA AVALIACAO DA QUALIDADE DA ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE MEDIA COMPLEXIDADE Autores: BORSATO FG, VANNUCHI MTO, HADDAD MCFL, SANTOS MR, SAKAI AM Título: PROCESSO DE TRABALHO DO ENFERMEIRO: CONSTRUÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO – ETAPA 1 Autores: DANIELLE FABIANA CUCOLO, MÁRCIA GALAN PERROCA Título: PROGRAMA RE-VIVENDO A SAÚDE E SUAS ESPECIALIDADES VISANDO MELHOR QUALIDADE DE VIDA Autores: SHEILA KARINA LÜDERS MEZA, FABIELI BORGES, DOHANE CRISTINA PEREIRA SDEBSKI, THAIS ANATELLI PASTI, ALCY APARECIDA LEITE DE SOUSA Título: PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DA PRATICA COMPARTILHADA EM UM HOSPITAL DE GRANDE PORTE DA CIDADE DE SÃO PAULO Autores: MARCIA LUCIA VERPA DE SOUZA SASAKI, EUCLYDES D. G. FLORENTINO, ROSANGELA CLAUDIA NOVEMBRE Título: QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: AMBIENTE DO PACIENTE EM HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE Autores: FABIANE GORNI BORSATO, MARLI TEREZINHA OLIVEIRA VANNUCHI, ANDRESSA MIDORI SAKAI, MAIKON ROSA DOS SANTOS, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD Título: QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA: SIGNIFICADO PARA ENFERMEIROS DE UM HOSPITAL ESCOLA Autores: LORENA DI IORIO LUCENA RAMOS, MARILIA ALVES, HELEN CRISTINY TEODORO COUTO RIBEIRO, ANA RENATA MOURA RABELO, ALESSANDRA DIAS COSTA E SILVA Título: QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO COMO DETERMINANTE NO ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE Autores: SARA H J SANTOS, PAULA S CASTRO, IVONETE S G KOWALSKI, TAIS FORTES Título: QUALIDADE DOS REGISTROS DE ENFERMAGEM EM HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE Autores: FABIANE GORNI BORSATO, MARLI TEREZINHA OLIVEIRA VANNUCHI, ANDRESSA MIDORI SAKAI, MAIKON ROSA DOS SANTOS, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD Título: QUALIDADE EM ENFERMAGEM: OPINIÃO DO PACIENTE DE HOSPITAL PÚBLICO DE MEDIA COMPLEXIDADE Autores: BORSATO FG, VANNUCHI MTO, HADDAD MCFL, SANTOS MR, SAKAI AM Título: REDUÇÃO DE CUSTOS EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO RELACIONADOS AO DESCARTE DE MEDICAMENTOS INJETÁVEIS Autores: ANA JÚLIA SOARES LEME, KARINA SOUSA HAJAR, MAITE AUGUSTA CORREA COSTA ROSSETTO, DEBORA ROSA DE CAMPOS BRITES Título: REFERÊNCIA E CONTRA-REFERÊNCIA NA LINHA DE CUIDADO DE SAÚDE DA MULHER EM SÃO PAULO: UM ESTUDO EM CINCO REGIONAIS Autores: SILVIA BASTOS, SONIA VENACIO, SIOMARA SIQUEIRA Título: REFLEXOS DA GESTÃO DA QUALIDADE DA ASSITÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE PORTADOR DE SCA COM SUPRA DO SEGUIMENTO ST Autores: DANIEL DOS SANTOS DANIEL FERNANDES, NATALIA LAS CAZAS MONTEIRO, PATRICIA RICIERI BERNI Título: REGISTROS DE ENFERMAGEM: ACOMPANHAMENTO PARA MELHORIAS NO PROCESSO Autores: LUCIANE ROBERTA APARECIDA VIGO, EDVANIA SCHNEIDER DE CAMPOS Título: REGISTROS DE PRONTUÁRIOS DE HOSPITAIS PÚBLICOS MUNICIPAIS DE SÃO PAULO: LIMITAÇÃO PARA A GESTÃO EM SAÚDE Autores: ALEXANDRA BULGARELLI DO NASCIMENTO, MARCELO CALDEIRA PEDROSO
  • 13. Relação de Trabalhos – Sumário Título: RELAÇÃO HOMEM-MÁQUINA FRENTE AO PROCESSO PRODUTIVO DE ENFERMAGEM Autores: ANDRESSA MARTINS DIAS, RODRIGO NONATO COELHO MENDES, FERNANDA NOVAES MORENO, MARIA DO CARMO FERNANDEZ LOURENÇO HADDAD Título: RELATO DE EXPERIÊNCIA DA IMPLANTAÇÃO DA DOR COMO 5º SINAL VITAL NO HOSPITAL ESTADUAL BAURU Autores: MARIA VALÉRIA PEREIRA, RENATA CASSIA DA MATA, PATRICIA GOMES DA SILVA, SILVANA APARECIDA NOVELLI Título: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO NO HOSPITAL ALEMÃO OSWALDO CRUZ Autores: ROSILENE DUARTE CAMPOS SILVA, JOAO CARLOS SARAIVA COSTA Título: RELATO DE EXPERIÊNCIA: EDUCAÇÃO PERMANENTE EM UM HOSPITAL MILITAR DA ZONA DA MATA MINEIRA Autores: HERICA SILVA DUTRA, CLÁUDIO VITORINO PEREIRA, ANNA PAULA RIBEIRO SILVA, LARYSSA SAMPAIO SILVA, RUBIANY DE NOVAES TOLEDO Título: RELATO DE EXPERIÊNCIA: O PAPEL DA RESIDÊNCIA DE ENFERMAGEM NA INSERÇÃO PROFISSIONAL Autores: HELLEN EMÍLIA PERUZZO, ÉRIKA MARIA IZAIAS, MARA SOLANGE GOMES DELLAROZA, MARLI TEREZINHA DE OLIVEIRA VANNUCHI, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD Título: RISCOS OCUPACIONAIS NA CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO: VISÃO DOS PROFISSIONAIS DO EXPURGO Autores: ITHANA QUEILA BORGES PIZZANI FERREIRA, CLAUDIA SILVA MARINHO ANTUNES BARROS Título: RISCOS PSICOSSOCIAIS RELACIONADOS AO TRABALHO DO ENFERMEIRO HOSPITALAR E ESTRATÉGIAS DE GERENCIAMENTO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Autores: BRUNA CREMASCO BRITO, ANA PAULA AZEVEDO SANTOS, FABIANA CRISTINA DOS SANTOS, FERNANDA LUDMILLA ROSSI ROCHA, SILVIA HELENA HENRIQUES CAMELO Título: RONDA MULTIDISCIPLINAR - IMPLANTAÇÃO E APLICAÇÃO DE MODELO ASSISTENCIAL COM ACOMPANHAMENTO DAS DIVERSAS EQUIPES VISANDO O CUIDADO HOLÍSTICO DO PACIENTE Autores: GOES, V.N SANTOS, A. B SGORBISSA, C SOUSA, V.D Título: SAEP - SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA: FERRAMENTA DE GESTÃO DO CUIDADO. Autores: JOSELMA SILVA MOREIRA Título: SATISFAÇÃO DE DOCENTES DO CURRÍCULO INTEGRADO DE ENFERMAGEM NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA – PARANÁ Autores: DAYANE APARECIDA SCARAMAL, MARA SOLANGE GOMES DELLAROZA, MARLI TEREZINHA OLIVEIRA VANNUCHI Título: SATISFAÇÃO DOS CLIENTES EM RELAÇÃO À ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Autores: LUCIANA NUNES SOARES, ELIANA SOARES DOMINGUES, ALESSANDRO MARQUES DOS SANTOS Título: SATISFAÇÃO PROFISSIONAL DOS TRABALHADORES DE ENFERMAGEM RECÉM ADMITIDOS EM HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE Autores: MARIANA NEVES FARIA TENANI, EVELIN DAIANE GABRIEL PINHATTI, MARLI TEREZINHA OLIVEIRA VANNUCHI, PALOMA DE SOUZA CAVALCANTE, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD Título: SEGURANÇA NA ASSISTÊNCIA AO BINÓMIO MÃE-FILHO NA AMAMENTAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ENFERMEIRAS EM UNIDADES SAÚDE DA FAMÍLIA Autores: MARIA DO ESPIRITO SANTO DA SILVA CAMILA PEIXOTO CAVALCANTE DA SILVA Título: SEGURANÇA NO USO DE ANTIMICROBIANOS: ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR ENTRE RESIDENTES DA FARMÁCIA HOSPITALAR E DA ENFERMAGEM Autores: DAYSI CRISTINA RODRIGUES, SILVANIA LOPES PINHEIRO,TEREZINHA APARECIDA CAMPOS, ANAIR LAZZARI NICOLA
  • 14. Relação de Trabalhos – Sumário Título: SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM COMO INDICADOR DO PROCESSO DE TRABALHO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL Autores: MARA JÚLIA ANDRADE MONTEIRO, RODRIGO NONATO COELHO MENDES, ZÉLIA DE OLIVEIRA SALDANHA, FERNANDA NOVAES MORENO, MARIA DO CARMO LOURENÇO HADDAD Título: SUSTENTABILIDADE DOS LEITOS DE HOSPITAIS PÚBLICOS MUNICIPAIS DE SÃO PAULO A PARTIR DA PROPOSIÇÃO DE INDICADORES PREDITORES Autores: ALEXANDRA BULGARELLI DO NASCIMENTO Título: TELENFERMAGEM:INCORPORAÇÃO TECNOLÓGICA NA CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL Autores: SOLANGE CERVINHO BICALHO GODOY, ELIANE MARINA PALHARES GUIMARÃES Título: TEORIA HUMANISTA E A RELAÇÃO COM O PROCESSO ADMINISTRATIVO NA ÁREA DA ENFERMAGEM: UMA REFLEXÃO Autores: FERNANDA SARTURI, TACIANA RAQUEL GEWEHR, DANIANI CASTIONI, ZAIRA LETICIA TISSOT Título: TESTE DE CONFIABILIDADE DE INSTRUMENTO DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTE EM GRAU DE DEPENDÊNCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Autores: ELAINE CRISTINA SANTOS ALVES MARIA D´INNOCENZO KENIA ALENCAR FROES ESTEVES WELLINSON SANTOS ALVES ROSANA MIRANDA FERNANDES SILVA LUCIANA SOARES DOS SANTOS Título: TIME DE RESPOSTA RÁPIDA - HCor : SIMULAÇÃO REALÍSTICA APLICADA À AVALIAÇÃO DE PROCESSOS DO CÓDIGO AZUL Autores: VÂNIA NASCIMENTO GOES, JOSÉ CÉSAR RIBEIRO, DOUGLAS ROMÃO, SILMARA TAVARES YAMAGUTI, HÉLIA PENNA GUIMARÃES Título: TIMES E TEMPO: SALVA VIDAS Autores: VÂNIA NASCIMENTO GOES, JOSÉ CÉSAR RIBEIRO, APARECIDA BERNARDES DOS SANTOS, KARINE MILITÃO DA SILVA Título: TREINAMENTO COMO AÇÃO GERENCIAL NO CONTEXTO HOSPITALAR: DESCRIÇÃO DE ATIVIDADES OFERECIDAS PARA PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM Autores: JOÃO LUCAS CAMPOS DE OLIVEIRA, ANAIR LAZZARI NICOLA Título: TREINAMENTO EM SERVIÇO: OPINIÃO DE UMA EQUIPE DE ENFERMAGEM INTENSIVISTA. Autores: JOÃO LUCAS CAMPOS DE OLIVEIRA, ANAIR LAZZARI NICOLA, LAURA MISUE MATSUDA, KELLY CRISTINA INOUE Título: TREINAMENTO PARA CAPACITAÇÃO DA EQUIPE DE SAÚDE NO PROCESSO DE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS Autores: JOAO CARLOS SARAIVA DA COSTA, EDNA M. ONOE, LUCIENE C. S. FERRARI, SUZANA M. BIANCHINI, MARCIA UTIMURA AMINO Título: TUTORIA: MÉTODO DE CAPACITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PARA PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM INGRESSANTES Autores: MARICE MICHELON BOEIRA, PATRÍCIA MENEGAT Título: ÚLCERA POR PRESSÃO Autores: SANDRA MARA PARRA VARELA Título: UMA PROPOSTA PARA A GESTÃO DE EXCELÊNCIA NOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM Autores: GABRIELA NETTO RIBEIRO, SILVIA REIF, LUCIA WORMA, PEDRO DE ABREU GASPAR Título: UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE ADULTOS COMO CAMPO DE ESTÁGIO CURRICULAR – REQUISITO PARA OBTENÇÃO DE GRAU DE ENFERMEIRO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ACADÊMICOS Autores: WEVELLEN CANOLA PERIN BONSERE, JOÃO LUCAS CAMPOS DE OLIVEIRA, MARCOS AURÉLIO RODRIGUES ALCIDES, LUCIANA MAGNANI FERNANDES Título: USO DA FERRAMENTA NSS NA GESTÃO DE TEMPO DE ATENDIMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: KARLA A. SILVA, DOUGLAS ROMÃO
  • 15. Relação de Trabalhos – Sumário Título: USO DO COMPUTADOR NO TRABALHO HOSPITALAR: PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS Autores: LAURA MISUE MATSUDA, IEDA HARUMI HIGARASHI, JOÃO LUCAS CAMPOS DE OLIVEIRA, ANDREA BERNARDES, YOLANDA DORA MARTINEZ ÉVORA Título: UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS DA DA QUALIDADE EM INSTITUIÇÕES HOSPITALARES Autores: LAÍS COSTA, QUELEN MORENO MENEZES BRANDALISE, ROGÉRIO DA SILVA RODRIGUES Título: UTILIZAÇÃO DE SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES COMO UMA FERRAMENTA GERENCIAL PARA A PRÁTICA ASSISTENCIAL NA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE MACEIÓ Autores: KATYANNE VILAÇA ÁVILA, ALIANA LUISA ALBUQUERQUE CEDRIM LÔBO, JORGE EDUARDO ACIOLY DE MELO Título: VALIDAÇÃO DE CONTEÚDO DE INSTRUMENTO DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTE EM GRAU DE DEPENDÊNCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Autores: FERNANDA NOVAES MORENO, MARIA DO CARMO FERNANDEZ LORENÇO HADDAD, LAURA MISUE MATSUDA Título: VALORES ORGANIZACIONAIS DE UM HOSPITAL PRIVADO Autores: THAMIRIS CAVAZZANI VEGRO, FERNANDA LUDMILLA ROSSI ROCHA, SILVIA HELENA HENRIQUES CAMELO Título: VISITA PUERPERAL: UMA PROPOSTA DE HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM MATERNO INFANTIL . Autores: MARCIA L. V. S. SASAKI, DAYSA P. R. GRANDE Título: VIVENCIANDO O GRUPO DE ESTUDOS SOBRE GESTÃO PARTICIPATIVA EM SAÚDE – UM RELATO ACADÊMICO Autores: MIRIAM GHIDOLIN, ALESSANDRA REGINA MULLER GERMANI
  • 16. Relação de Trabalhos Resumos
  • 17. A APLICAÇÃO DE UM CHECKLIST ADMINISTRATIVO SETORIAL EM UMA INSTITUIÇÃO MILITAR NA INTERFACE DA QUALIDADE EM SAÚDE Duarte MSM, Omena LMC, Torres KH, Veras RSR. Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro / Hospital da Polícia Militar de Niterói E-mail: monicasmd@gmail.com Palavras-chave: gestão hospitalar; enfermagem; gestão de qualidade. Resumo O movimento pela qualidade é uma necessidade incorporada à gestão a fim de se assegurar a assistência livre de riscos ao usuário, o que implica na conscientização de toda a equipe.1 Considerando que a enfermeira desenvolve suas ações assistenciai s nas diversas áreas das instituições de saúde, deve buscar formas inovadoras em relação à sua participação na melhoria da qualidade da assistência que vem prestando à sociedade.2 Faz-se oportuno que se aproprie de ferramentas da qualidade, sendo assim, o gerenciamento por meio de indicadores ser imprescindível.3 Para o alcance da qualidade nos serviços de enfermagem é fundamental implementar instrumentos para avaliar e monitorar as ações e os programas sob sua responsabilidade.4 Diante desta assertiva, houve por parte da gerente de enfermagem de uma instituição militar a iniciativa de construir um checklist (lista de checagem) administrativo setorial como estratégia para sistematizar a visita técnica aos setores sob sua gerência e, por já ter evidenciado em visitas técnicas anteriores a estes setores algumas não conformidades aos padrões administrativos estabelecidos. Foi elaborado um checklist para cada setor baseado na especificidade de cada serviço contendo uma lista de 20 a 27 itens de verificação das atividades administrativas, controle de material, medicamentos e organização do espaço físico. Este instrumento foi testado e aprimorado. A meta estabelecida foi de se verificar estes itens mensalmente e propor medidas aos líderes dos setores para se adequarem aos padrões administrativos previamente estabelecidos. Foi criado um indicador de operacionalidade setorial, sendo mensurado o total de atividades em conformidade sobre o total de atividades avaliadas no checklist vezes 100. Esta metodologia de trabalho vem sendo aplicada pele gerente de enfermagem desde julho de 2012, surgindo a proposta de se elaborar esta pesquisa. Objetivo: identificar a efetividade da aplicação de um checklist administrativo setorial como agente facilitador na interação entre liderança setorial e gerência de enfermagem. Trata-se de uma pesquisa descritivo-exploratória e o instrumento utilizado foi um questionário com 5 perguntas fechadas. Participaram os 5 enfermeiros líderes dos setores da instituição onde está sendo empregado o checklist administrativo. Os participantes foram convidados a participar da pesquisa, sendo assegurados os princípios éticos da confidencialidade, privacidade, autonomia e voluntariedade. Os dados foram coletados no mês de abril de 2013 e foram analisados descritivamente. Resultados: 100% dos sujeitos da pesquisa avaliaram a aplicação do checklist administrativo no setor sob sua liderança como uma ferramenta de gestão, identificaram que a aplicação do instrumento pela gerente de enfermagem facilitou a detecção de não conformidades, consideraram este procedimento oportuno para traçar melhorias no setor e que o mesmo proporcionou interação com a gerência de enfermagem. 60% dos sujeitos afirmaram que após a aplicação do checklist administrativo no setor sob sua liderança houve mudança nos processos administrativos e 40%, afirmaram que não houve mudança. Concluiu-se que a aplicação da ferramenta de gestão checklist administrativo no serviço de enfermagem desta instituição militar revelou ser uma boa estratégia para aproximar a gerência dos líderes de setor, sendo oportuno para detectar não conformidades e traçar melhorias para o serviço. Bibliografia 1. DUARTE, MSMD; SILVINO, ZR. Acreditação Hospitalar X Qualidade dos serviços de saúde. R. pesq.: cuid. fundam. online . 2(Ed. Supl.),p. 182-185 , out./dez., 2010. 2. LABBADIA, LL et al. O processo de acreditação hospitalar e a Enfermeira. R Enferm UERJ. RJ. V. 12, n.1, p.; 12:83-7. 2004. 3. LEÃO, ER; SILVA, CPR; ALVARENGA, DC; MENDONÇA, SHFM. Qualidade em Saúde e indicadores como ferramenta de gestão. São Caetano do Sul, SP.:Yendis, 2008. 4. TRONCHIN, DMR et al. Gerenciamento em Enfermagem/Coordenadora Paulina Kurcgant. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011
  • 18. A APROXIMAÇÃO A TEORIA DE CAMPO DE FORÇAS DE KURT LEWIN NO TRABALHO EM EQUIPE: RELATO DE EXPERIÊNCIA Autores: Ribeiro LCM, MunariDB. Instituição: Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás Email para contato: luaufg@yahoo.com.br Introdução: Odesenvolvimento do trabalho em equipe exige conhecimentosde administração, liderança, relações interpessoais e habilidade para o manejo grupal em busca do seu melhor desempenho. Em geral, nasequipes coexistem fatores facilitadores e dificultadores que interferem nas ações a serem realizadas e na própria convivência entre os seus membros. Opsicólogo alemão Kurt Lewin transpôs o modelo do “campo de forças da física”, para as situações interpessoais, criando umesquema conceitual deanálise do campo de forças, propondo uma estratégia paraanalisaras forças impulsoras ou restritivas para o desenvolvimento de um grupo, com vistas a verificar as possibilidades deintervenções para favorecer as forças impulsoras e/ou tentar converter/imobilizar as forças restritivas.A aproximação a esse modelo nos serviu para analisar o desempenho dotrabalho em equipe epara indicar possibilidadesde mudanças. Objetivo:Neste estudo descrevemos a experiência da utilizaçãodo referencial de Kurt Lewinpara o desenvolvimentodo trabalho em equipeno contexto da saúde. Metodologia: Foram realizados quatro estudosdesde 2008 a partir da aproximação dateoria decampo de forçasde Kurt Lewinem diversos ambientes da área da saúde e tambémcom diferentes tipos de equipes envolvidas nesse contexto. As equipes estudadas atuavam em UTI, Pronto Socorro, Central de Material e Esterilizaçãoe Unidades de Saúde da Família. A utilização desse método compõe-se de quatro etapas: mapearas forças atuantes a partir da perspectivas dos sujeitos envolvidos; estimar sua intensidade e desenhar o diagrama do campo de forças; categorizar as forças atuantes em uma das categorias relacionadas ao: Eu (que engloba elementos que se relacionam à pessoa como indivíduo, tais como motivação, talentos, timidez), Outro (que abrange elementos concernentes a outras pessoas, tais como liderança, competência, conflitos e simpatia) e Ambiente (que se compõe de elementos não referentes a pessoas, tais como ambiente físico, recurso materiais)e finalmente criar alternativas de mudanças. Resultados: Apartir dos estudos realizados pôde-se verificar o mapeamento das dimensões necessárias de investimento no desenvolvimento de equipes de trabalho. A análise do campo de forças indicou elementosque podem dificultar a realização do trabalho em equipe de forma eficiente. Foi percebido que as forças impulsoras são as que tendem a elevar o nível de atividade do indivíduo com o grupo, já as restritivas são, na maioria dos estudos,relacionadas aos aspectos ambientaise da relaçãoentre os membros. Considerações finais: A análise do desempenho das equipes a partir do referencial adotado mostrou que se trata de técnica valiosa paraoplanejamento de mudanças no contexto no trabalho em equipe, especialmente, por considerar a análise dos sujeitos envolvidos acerca do seu próprio desempenho. A implementação da quarta etapa, que consiste no desenvolvimento de estratégias de mudanças tem se constituído um grande desafio, pois depende da política institucional,envolvimento de gestorese desejo da equipe em se aprimorar. Aanálise desse processo possibilita traçar diretrizesem busca de uma gestão de qualidade por meio doesforço coletivo na solução de problemas e tomada de decisão. Referências FerreiraVM. Forças impulsoras e restritivas para o trabalho em equipe em central de material e esterilização. 2009.[dissertation]. Goiânia: Faculdade de Enfermagem/UFG; 2009. 163p. Lewin K. Teoria de campo em ciência social. São Paulo: Livraria Pioneira; 1951. Moscovici F. Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. Rio de Janeiro: José Olympio; 2008. Peixoto MAV. Perspectivas para o trabalho em equipe de enfermagem na unidade de terapia intensiva. 2012.[dissertation]. Goiânia: Faculdade de Enfermagem/UFG; 2012. 106p. SilvaAP. Forças restritivas e impulsoras para o trabalho em equipe de pessoal de uma unidade de Pronto Socorro de um Hospital Escola.[dissertation]. Goiânia: Faculdade de Enfermagem/UFG; 2009. 153p. Sussekind AC. Forças impulsoras e restritivas para o trabalho em equipe em unidades básicas de Saúde da Família. [dissertation]. Goiânia: Faculdade de Enfermagem/UFG; 2010. 121 p.
  • 19. A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E A GESTÃO DA QUALIDAD ¹ 1 Projeto Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul(FAPERGS) Lima SBS, Leite JL, Machado BP, Erdmann AL, Lima, ACS. Universitário de Santa Maria/Universidade Federal de Santa Maria. E-mail contato: suzibslima@yahoo.com.br Introdução: Atualmente uma fase de profundas modificações na maneira de gerir pessoas o que resultará em um novo modelo assistencial, e os enfermeiros em função da sua condição de tomadores de decisão e líderes de equipe ressentem-se da falta de estudos relacionados à gerência estratégica. Justificativa: O sistema de qualidade registra que um sistema de qualidade bem estruturado é um precioso recurso gerencial na otimização e no controle da qualidade, em relação às considerações de risco, custo e beneficio1. A enfermagem, neste contexto tem o papel preponderante, pois atua 24 horas por dia junto à instituição, portanto é a maior provedora dos cuidados assistenciais na instituição hospitalar e está diretamente ligada à qualidade dos serviços prestados2. A enfermagem, a exemplo dos hospitais, igualmente iniciam estudos e adotam o gerenciamento da qualidade com a intenção não só de alcançar um padrão aceitável de assistência, mas também a responder as expectativas dos trabalhadores e dos pacientes3. Objetivos: Descrever expressões, atitudes, comportamentos e manifestações que permeiam a vivência do enfermeiro na Unidade de Clínica Médica do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM) - RS relacionada com a gestão da qualidade em enfermagem. Metodologia: Foi utilizada a abordagem qualitativa. O projeto foi executado na Clínica Médica do Hospital Universitário de Santa Maria – Universidade Federal de Santa Maria- RS, e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da UFSM- CAAE: 0119.0.243.000-10. As entrevistas foram realizadas em 2009, com os enfermeiros da Clínica Médica I e II, em um total de 11, que foram gravadas em fita magnética e, após, transcritas e validadas com a assinatura/rubrica dos sujeitos. Os dados coletados foram analisados concomitantemente com vistas a uma saturação dos dados para posterior 2 interpretação e consequente análise, na seguinte forma: Transcrição das entrevistas; Leitura e releitura das mesmas; Leitura de textos referentes à temática; Interpretação dos dados à luz dos referenciais adotados; Categorização dos dados. A análise foi desenvolvida artesanalmente, de acordo com os resultados das entrevistas e agrupados usando a Metodologia da Teoria Fundamentada nos Dados4. Este formato consta de quatro colunas: Categoria; Subcategoria; Código; Unidade Temática. Resultados: Como resultados foram obtidos as seguintes categorias: Assistindo o paciente com qualidade; buscando alternativas para a assistência de qualidade; Não conseguindo prestar uma assistência; Interagindo com pacientes e familiares; Identificando o papel do enfermeiro na qualidade da assistência; realizando educação em serviço e qualificando-se profissionalmente e gerenciando os serviços de enfermagem. A gestão na qualidade vem tornando-se cada vez mais utilizada, convertendo-se em importante ferramenta nos serviços de saúde. Permanece a possibilidade de se identificar terrenos de potência no trabalho de gestão em qualidade, portanto é necessária a constante aquisição de conhecimentos na área do gerenciamento de enfermagem para a consequente garantia da qualidade do serviço prestado. Conclusão: É na observação e na experimentação que as atividades desenvolvidas na enfermagem são, na sua maioria, práticas criativas e reflexivas, fundamentam-se na observação e experimentação de agentes para manter ou recuperar a saúde, isto permite o desenvolvimento de novas práticas. Referências 1. Lentz, RA. Processo de Normalização: a jornada participativa como fator de qualidade nas ações de controle das infecções hospitalares [Dissertação] Mestrado em Assistência de Enfermagem; 1996. Curso de Pós-Graduação da UFSC, 1996. 2. Lima SBS. A gestão da qualidade na assistência de enfermagem: significação das ações no olhar da acreditação hospitalar no pronto socorro [Tese] Doutorado. 2008. Rio de Janeiro, RJ: UFRJ. 3. Antunes AV, Trevizan MA. Gerenciamento da qualidade: utilização no serviço de enfermagem. Rev. Latino-am. enfermagem 2000; 8 (1):35-44. 3 4. Strauss A, Corbin J. Bases de la investigación cualitativa. Técnicas y procedimientos para desarrollar la teoria fundamentada. Colombia: Editorial Universidad de Antioquia – Facultad de Enfermería de La Universidad de Antioquia, 2002.
  • 20. A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO GERENCIAMENTO DE CONDIÇÕES CRÔNICAS NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA Autores: Wachter MZD, Santos CF, Costa VM, Siniak DS Instituição: Centro de Educação Tecnológica e Pesquisa em Saúde e Grupo Hospitalar Nossa Senhora Conceição - GHC Email: dmartaziziane@yahoo.com INTRODUÇÃO: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e o Diabetes Mellitus (DM) configuram-se como um grave e importante problema de saúde pública no Brasil, sendo a 3ª causa de morte no mundo, superada apenas pelas doenças cardio-circulatórias e câncer. Consequentemente suas complicações agudas e crônicas a que dão origem, desencadeiam fatores de riscos associados às doenças cardiovasculares e à doença renal. Neste sentido, a Estratégia de Saúde da Família (ESF) tem fundamental importância no cuidado destes indivíduos a nível de Atenção Primária em Saúde (APS) e o enfermeiro deve estar atento a essas patologias, aos paciente não controlados, de modo que evite danos em demais órgãos. JUSTIFICATIVA: Justifica-se pelo fato de existem poucos estudos que fazem referência a temática escolhida no cenário da Estratégia de Saúde da Família. OBJETIVOS: Relatar a experiência de três enfermeiras, que realizam a assistência de enfermagem, desenvolvendo ações de educação em saúde sobre a temática HAS e DM na comunidade. MÉTODO: Desenvolveram-se intervenções com o intuito de orientar os usuários com HAS e DM ou aqueles com fator hereditário favorável ao surgimento da doença, sobre a prevenção da doença, sinais e sintomas, exames periódicos, tratamento farmacológico, autocuidado com pé diabético e reabilitação, alimentação saudável e incentivo a estilo de vida saudáveis. Utilizaram-se para concretização das intervenções materiais como folder, cartazes, dinâmicas, atividades lúdico-educativas. RESULTADOS: Verificou-se que o enfermeiro atuando na ESF apresenta ligação direta com a comunidade o que facilita a sistematização da assistência e o gerenciamento em condições crônicas, tendo uma visão geral no contexto em que elas estão inseridas. Assim não foi difícil interagir e participar com os usuários deste serviço, o que acarretou a seus integrantes modificações nos hábitos alimentares, no autocuidado, na atividade física e no enfrentamento dos problemas. A educação em saúde é parte essencial na promoção, prevenção e tratamento da hipertensão e do diabetes mellitus na qual os profissionais de saúde têm a possibilidade de potencializar suas ações junto à comunidade. CONCLUSÕES: O desenvolvimento ocorrido no cenário da ESF vem a modificar a prestação de serviços no setor dando autonomia aos enfermeiros como gestores e definindo mudanças no modo de fazer saúde. Mostra-se relevante no que tange a assistência de enfermagem e educação em saúde, visto que a incidência dessas duas patologias aumenta diariamente e é um grave problema de saúde pública e o enfermeiro esta hábil a desempenhar o papel de gerente nas redes básicas de saúde com participação onde a finalidade está na união do empenho coletivo, para que seja estabelecida uma nova realidade organizacional alinhada a melhores práticas, com prestação de uma assistência integral a população de forma ética, digna e humanizada. Palavras-Chave: Administração dos serviços de saúde; Educação em saúde; Doenças crônicas não transmissíveis. REFERÊNCIAS 1.Backes DS, Backes MS, Erdmann AL, Büscher A. ; O papel profissional do enfermeiro no Sistema Único de Saúde: da saúde comunitária à estratégia de saúde da família. ; Ciências da Saúde Coletiva; 17; 223-230;2012. 2. Backes DS, Backes MS, Erdmann AL.; Promovendo a cidadania por meio do cuidado de enfermagem. ; Revista Brasileira de Enfermagem; 17; 223-230; 2009. 3. MONTEZELI, Juliana Helena; PERES, Aida Maris. Competência Gerencial do Enfermeiro: conhecimento publicado em periódicos brasileiros. Cogitare Enfermagem, v. 14, n. 3, jul.-set., p. 553-8, 2009. 4. OLIVEIRA, Silvio Luiz de. Tratado de Metodologia Científica: projetos de pesquisas, TGI, TCC, monografias, dissertações e teses. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002. 5. PERES, Ainda Maris; CIAMPONE, Maria Helena Trench. Gerência e Competências Gerais do Enfermeiro. Texto contextoenfermagem, v. 15, n. 3, jul.-set., 2006.
  • 21. A construção de um protocolo de prevenção de úlcera por pressão em um hospital estadual que atende portadores de deficiência mental: relato de experiência Avila ACT1, Sartori J2 , Bello VA3 Introdução: As úlceras por pressão, UPP, também denominadas de úlceras de compressão ou úlceras de decúbito são consideradas feridas crônicas, oriundas de áreas submetidas a constante processo isquêmico e, consequentemente, morte tecidual, cuja presença nos pacientes se constitui em parâmetro para a avaliação da assistência1. Pode ser definida como uma lesão localizada, acometendo pele e/ou tecidos subjacentes, usualmente sobre uma proeminência óssea, resultante de pressão, ou pressão associada a cisalhamento e/ou fricção 1,2,3,4. A prevalência de úlceras por pressão tem aumentado nos últimos anos, devido ao aumento da expectativa de vida da população, associada aos avanços da medicina moderna, que tornaram possível a sobrevivência de pacientes com doenças graves e anteriormente letais, transformadas em doenças crônicas e lentamente debilitantes 3,4,5. Além disso, a incidência de úlcera por pressão vem ganhando importância no cenário atual em virtude de ter se tornado um dos indicadores de qualidade assistencial. Diante do exposto e da importância das UPP para as instituições de saúde, torna-se necessário à elaboração de um protocolo e a adesão de formas para prevenção do desenvolvimento de upp. Justificativa: O hospital estadual onde ocorreu onde se desenvolveu a experiência, contém 180 leitos que atende pacientes portadores de deficiência mental de leve a grave. Considerando os pacientes portadores de deficiência mental, onde esta pode estar associada à deficiência física, é de extrema importância a adoção de medidas preventivas. Segundo dados estatísticos, 60% dos pacientes paraplégicos ou com alguma restrição motora relevante desenvolvem upp em algum estágio da vida. Objetivo: Descrever a experiência do gerenciamento de uma equipe de enfermeiros de um hospital que atende portadores de deficiência mental para a elaboração de um protocolo de prevenção de úlcera por pressão. Método: Tratase de um estudo descritivo acerca de um relato de experiência. Desenvolvimento: Inicialmente foi realizada uma conversa com as enfermeiras gestoras buscando identificar a relevância do indicador upp para a Instituição. Estas enfermeiras participaram de um treinamento referente ao tema para melhor embasamento visando a melhor elaboração do projeto. O próximo passo foi à orientação da equipe assistencial e importância da elaboração da escala de braden, com ênfase nas unidades de internação com pacientes com deficiência motora, que apresentam dificuldade ou incapacidade motora, onde a incidência de upp é maior na instituição. Isto se deve ao fato de que nestas unidades estão internados pacientes com restrições físicas importantes, cadeirantes e outros restritos ao leito. Assim, foi realizada avaliação de risco de todos os pacientes nestes lares por meio da escala de braden. Concomitante, os enfermeiros foram orientadas quanto a notificação correta e a importância de se notificar, pois este será um indicador de qualidade assistencial. Após a realização da avaliação, foram relacionados os pacientes que apresentam elevado e muito elevado risco de desenvolver upp. Estes pacientes receberão além dos cuidados de enfermagem como mudança de decúbito, acompanhamento nutricional, com uso de suporte nutricional, se necessário e utilizaram espumas com camada de silicone suave na região sacral e nos calcâneos para prevenção de upp. O protocolo foi descrito e foi apresentado à equipe de enfermagem para aprovação. Resultados da experiência: Inicialmente verificou-se uma maior conscientização do enfermeiro quanto a importância de prevenção de úlceras por pressão. Além disso, verificou-se um interesse da equipe multiprofissional em participar do processo de construção do protocolo, principalmente a equipe de nutricionistas do serviço em questão. Além disso, observou-se um aumento da notificação dos casos de upp. Considerações Finais: Como observado no cotidiano, à vivência em elaborar protocolos por um grupo de enfermeiros que trabalham com pacientes portadores de deficiência mental proporciona crescimento para a equipe e para cada profissional, com repercussões na melhoria da qualidade da assistência de enfermagem. Tais resultados são evidenciados no decorrer do trabalho, sobretudo ao se perceber a necessidade de pontuar algumas exigências pertinentes à validação, construção de indicadores e conseqüente implantação dos processos. Diante desses pacientes, a confecção de protocolos em equipe permite que cada profissional expresse seus conhecimentos e suas experiências, seguindo-se discussões geradoras de consenso indutor de condutas unificadas e conseqüentemente, de uma melhor qualidade de assistência. É preciso, porém, ter em mente que a jornada pela qualidade dos serviços é uma caminhada sem linha de chegada. Constitui-se de etapas, as quais, vencidas, injetam mais energia e disposição a percorrê-las. Ao se elaborar este trabalho espera-se que ele possa servir de exemplo e subsídio a diferentes investidas do enfermeiro à efetiva padronização dos processos de trabalho da equipe visando o bem estar do paciente. Referencia Bibliográfica: 1- ANTHONY, D. et al. The role of hospital acquired pressure ulcer in length of stay. Clinical Effetivness in Nursing, v. 8, p. 4-10. 2004. 2- BARROS, S. K. S. A..; ANAMI E. H. T., MORAES, M. P. Elaboração de um protocolo para a prevenção de úlcera de pressão por enfermeiros de um hospital de ensino. Rev. Nursing, v.3, n.6, p. 29-32. 2003. 3- BORGES, E. L. et al. Feridas como tratar. Belo Horizonte: Coopmed. 2001. 4- BOURS, G. J. et al. Prevalence, risk factores and prevention of pressure ulcers in dutch intensive care units: results of a cross sectional survey. Intensive Care Med., v. 27, p.1599-1605. 2001. 5- BREM, H. et al. Protocol for the successful treatment of pressure ulcers. The American Journal of Surgery, Suppl, p. 95-175. July. 2004 1- Relatora. Enfermeira. Especialista em Gestão em Enfermagem pela UNIFESP, Enfermagem do Trabalho pela Faculdade São Luis e Licenciatura Plena em Enfermagem pelo CEUNSP. Responsável Técnica de Enfermagem do Hospital Estadual no interior de São Paulo. 2- Enfermeiro. Especialista em Cardiologia e Terapia Intensiva pela UNIARARAS e Formação Pedagógica pela FAPI. 3- Enfermeira. Especialista em Psiquiatria. Diretora de Serviços Técnicos e Auxiliares do Hospital Estadual no interior de São Paulo. Instituição: CEDEME – Centro de Desenvolvimento ao Portador de Deficiência Mental E-mail Contato: ca.enf@hotmail.com
  • 22. A CONTRIBUIÇÃO DA FUNÇÃO ADMINISTRATIVA “CONTROLE” PARA A PRÁTICA DE QUALIDADE EM ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA Dutra HS1, Britto CS2, Esteves JA3, Silva LS4, Toledo RN5. 1 Enfermeira. Mestre em Saúde Coletiva. Docente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora. 2, 3, 4, 5 Graduando da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora. Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) E-mail para contato: rubiany.toledo@ufjf.edu.br Palavras-chave: Controle de Qualidade; Administração de Serviços de Saúde; Serviços de Enfermagem; Lista de Checagem. RESUMO Introdução: A qualidade do serviço de enfermagem está diretamente ligada ao desenvolvimento pleno, eficiente e eficaz das funções administrativas. Ao enfermeiro cabe desempenhar atividades como planejamento, organização, direção e controle das atividades do serviço de enfermagem. Controle consiste na verificação para certificar se tudo ocorre em conformidade com o plano adotado, as instruções transmitidas e os princípios estabelecidos. Justificativa: A inexistência do controle ou as deficiências que apresentar tem reflexos diretos e negativos no serviço de enfermagem, podendo gerar a frustração parcial ou total dos seus objetivos. Dessa forma, a essência do controle é verificar se as atividades desenvolvidas estão ou não alcançando os objetivos propostos ou resultados desejados (CHIAVENATO, 2003). Objetivo: Descrever a experiência de acadêmicos de enfermagem na elaboração de um instrumento de controle para facilitar o serviço de enfermagem. Método: Trata-se de um relato de experiência, que buscou pontuar o caminho percorrido na construção de um instrumento para o controle de itens essenciais ao trabalho da equipe de enfermagem. Durante as aulas práticas da disciplina Administração em Enfermagem II da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) realizadas em um Hospital Militar na Zona da Mata mineira, os acadêmicos levantaram, junto à enfermeira responsável pelo setor de internação, a necessidade da construção de um instrumento do tipo “ check list” para a verificação de itens diários e semanais que interferem diretamente no serviço prestado pela equipe de enfermagem, como: estoque e substituição de materiais e medicamentos; disponibilização de impressos no setor; funcionamento de equipamentos do serviço, entre outros. A construção do instrumento deu-se a partir da realização de busca a referências bibliográficas sobre o tema e participação nas atividades assistenciais e administrativas da instituição junto à equipe de enfermagem. Resultados: Foi construído o instrumento composto por quatro páginas e subdividido nas atividades que devem ser realizadas diariamente e semanalmente. Para cada item que deve ser verificado foi designado um espaço para checagem. A enfermeira do serviço designou um membro da equipe de enfermagem como responsável pela realização das atividades descritas no checklist, facilitando a identificação de falhas no processo de trabalho. Assim, a partir do levantamento das necessidades de intervenção, facilita-se o direcionamento das atividades junto aos profissionais da equipe de enfermagem, melhorando a organização do ambiente de trabalho e favorecendo a realização de uma assistência qualificada e com menores riscos aos pacientes. Conclusão: Pôde-se observar que a elaboração de instrumentos práticos, de fácil interpretação e preenchimento, relacionados ao serviço de enfermagem, contribuem para a maior adesão da equipe e refletem diretamente na assistência ao usuário. Além disso, podem facilitar a realização da supervisão e desenvolvimento da equipe de enfermagem. Referência 1. CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da Administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações. 7. ed. rev. e atual. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
  • 23. A ENFERMAGEM FRENTE À LIDERANÇA TRANSFORMACIONAL: revisão de literatura Pereira MJCVL, Melo EF, Fonseca AS Instituição: Hospital São Camilo - Pompéia Email: casteloventoso@yahoo.com.br Liderança é um processo dinâmico e situacional1, que está imbuída num cenário onde percebemos que é elevado o grau de exigência voltado para um perfil de enfermeiro diferenciado no mercado, com características cada vez mais voltadas para a gestão e não somente assistencial como observávamos anteriormente. Com base neste cenário e com algumas dificuldades vivenciadas diariamente no âmbito profissional, com início na formação profissional, sentimos a necessidade de desenvolver esta pesquisa. Este estudo tem como objetivo levantar na literatura artigos relacionados à enfermagem transformacional. Tratase de uma revisão de literatura realizado nas Bases de Dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), Medical Literature Analysis and Retrieval System OnlLine (Medline), Base de Dados de Enfermagem (Bdenf), Scientific Electronic Library Online (Scielo), livros, sites, teses e dissertações no período de janeiro de 1998 à março de 2013. Foram encontrados 88 artigos e utilizados 37 artigos. Em um mundo que sofre mudanças constantes, se faz necessário que os líderes se mantenham atualizados, aprendam, pesquisem, amadureçam, e, não menos importante, indaguem seus liderados, com o propósito de obter feedback e novas idéias2. Observamos então que devido à necessidade em atender as exigências do mercado e também com o advento da globalização que prima por demonstrar a qualidade dos serviços prestados, liderança é um assunto debatido em larga escala em diversas profissões, pois, o resultado de um serviço oferecido está intimamente relacionado à gestão das lideranças, partindo destas premissas vimos à importância de estudar a liderança transformacional que permeia um foco em resultados positivos. Na nova tendência as organizações de saúde são chamadas a ancorarem-se na Liderança Transformacional que é considerada o paradigma da mudança pós-moderna e neste contexto o líder transformacional tem paixão por um ideal, modificando sua própria visão sobre os fatos e entusiasmando os liderados para alcançarem novos objetivos3. Os líderes do futuro devem optar pelo comportamento de respeito e elevação moral, proporcionando confiança e grande identificação entre o liderado com o líder, tratando-os com individualismo, estando sempre atento às suas necessidades, apoiando-os, encorajando-os e principalmente valorizando seu potencial, dando lhes devolutivas, atribuindo responsabilidades e ainda estimulando sua equipe a atitudes inovadoras e criativas4. Comungamos com a referência de alguns autores em relação à importância deste estudo quando mencionam que a amplitude e a complexidade da temática liderança transformacional, aliada a escassez de estudos na enfermagem brasileira, são fatores determinantes para acentuarmos esforços na concretização de novas investigações. Descritores: liderança transformacional, competências para liderança, gestão em saúde, liderança e enfermagem. Referências: 1. ROCHA, C. L.; OLIVEIRA, D. O. S.; ABDALLA, L. A. M.; GALLI, M. C. R.; SANTOS, N. S. C. Liderança na Gestão de Pessoas: Competências Requeridas do Enfermeiro. In: CUNHA, K. C. (coord.). Gerenciamento na Enfermagem: Novas Práticas e Competências. p. 29-47. São Paulo: Martinari, 2005. 2. BOSSO, D.; ANTONELLI, G.; FARIA, S. M. R. Educação: Competência do Enfermeiro Supervisor. In: CUNHA, K. C. (coord.). Gerenciamento na Enfermagem: Novas Práticas e Competências. p. 11-28. São Paulo: Martinari, 2005. 3. STRAPASSON, M. R.; MEDEIROS, C. R. G. Liderança Transformacional na Enfermagem. Rev. Brasileira de Enfermagem, V.62, n.2, Brasilia mar-abr, 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S003471672009000200009>. Acesso em: 02/04/2013. 4. MOGOLLÓN, S. M. R.; GONZÁLEZ, M. A. Liderazgo Transaccional y Transformacional. Rev. Avances em Enfermería, V.XXVIII, n.2, p. 62-72, jul-dez, 2010.
  • 24. A EQUIPE DE ENFERMAGEM DIANTE DO DILEMA DA MORTE SOB A ÓTICA DE MADELEINE LEININGER Guimarães PV1, Guimarães RLS2 Email: percivalguimaraes@yahoo.com.br Universidade Estadual de Londrina Palavras-chave: Enfermagem. Morte. Modelo Sunrise. Teorias de Enfermagem. Leininger. Introdução: A morte constitui-se no estágio final da evolução humana e no destino certo de todos os seres vivos, é irrevogável e tão natural quanto o nascimento1. Justificativa: este estudo deve-se a diversidade de comportamentos no enfrentamento que a equipe de enfermagem apresenta frente ao fenômeno morte e o uso da Teoria Cultural como uma alternativa a minimizar este sofrimento do profissonal. A atitude de desconsiderar a morte como um fenômeno natural e sim como algo que deve ser escondido pelo fato de ser “feia e suja” é fato que destaca que a morte familiar e pública se torna incompatível com o Modernismo. Objetivo: Analisar o processo de morte e seu enfrentamento pela equipe de enfermagem segundo a Teoria da Diversidade e Universalidade do Cuidado Cultural. Método: trata-se de um estudo descritivo tipo revisão bibliográfica. Dentro do contexto de crescimento e aprimoramento da enfermagem, foram elaboradas teorias de enfermagem, as quais procuram nortear e dar cientificidade aos princípios da profissão2. Neste percurso, encontra-se a Teoria da Diversidade e Universalidade do Cuidado Cultural proposto por Madeleine Leininger. Esta teoria sugere que os conceitos de cultura e cuidado precisam focar a prática e a pesquisa da enfermagem, enfatizando a necessidade do reconhecimento e integração do cuidado profissional em consonância com o popular4. Dentro desta metodologia, a teorista apresenta o Modelo Sunrise ou o Modelo do Sol Nascente, sendo baseado na etnografia, tendo como pressuposto o conhecimento e compreensão da cultura do cliente4. Resultados: Comumente as pessoas em fase terminal são transferidas do ambiente familiar para o hospitalar durante seu processo de morte. Uma hipótese para este deslocamento se constitui do sentimento de incapacidade de lidar com essa situação tanto por parte dos familiares como do pacientes. Entretanto, o cuidado executado por profissional tem características que muitas vezes o diferenciam daquele realizado na rede familiar. Estes sistemas cuidam do ser humano de maneira diferente, e em função disso a equipe de enfermagem na prática assistencial ao cliente deve utilizar ações profissionais de forma a preservar, negociar ou repadronizar os cuidados, buscando a congruência cultural4. Conclusão: Os profissionais de enfermagem são preparados para a manutenção da vida e quando com a morte surgem sentimentos de frustração e impotência. A Teoria de Madeleine Leininger pode definir o ponto de equilíbrio entre o cuidado desejado pelo paciente, o cuidado prestado pelos profissionais e cuidado oferecido pelos serviços. 1 Enfermeiro. Mestre em Enfermagem. Hospital Universitário. Universidade Estadual de Londrina-PR (UEL). 2 Enfermeira. Aluna do Programa de Mestrado em Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina-PR (UEL). Referências 1. ALENCAR S. C. S, LACERDA M. R, CENTA M. L. Finitude humana e enfermagem:Reflexões sobre o (des)cuidado integral e humanizado ao paciente e seus familiares durante o processo de morrer. Fam. Saúde Desenv., Curitiba, v.7, n.2, p.171-180, 2005. 2. GIACÓIA JÚNIOR O. A visão da morte ao longo do tempo. Revista Medicina, Ribeirão Preto. V. 38, n. 1, p. 13 -19, 2005 3. KÜBLER-ROSS E. Morte, estágio final da evolução. Rio de Janeiro: Record, 1975. 4. LEININGER M. Cultural care diversity and universality; a theory of nursing. New York: NationalLeague for nursingpress, 1991.
  • 25. A Gerência de Enfermagem como Unidade de Apoio às Unidades de Negócio. Autores: Isabel M Bonfim 1 Jarbas Jose Salto Jr 2 Eliane M Yoshioka 3 Palavras chave: descentralização, gestão em saúde. Introdução: A exigência do consumidor com relação à qualidade dos serviços de saúde tem forçado os hospitais a adotarem modelos de gestão que atendam esses quesitos 3. Segundo Chanlat 5 apud BRITO, “modelos de gestão são um conjunto de práticas administrativas colocadas em execução pela direção de uma empresa com vistas ao alcance de seus objetivos”. A complexidade hospitalar e seu sistema de gestão formal centralizado não respondem mais às expectativas dos trabalhadores, administradores e o cliente 2. Em hospitais de grande porte a centralização de todos os assuntos pertinentes a essa área faz com que “Líderes” de Enfermagem” (LE) não possam ter autonomia além de dificultar o trabalho da gerência de enfermagem (GE) por concentrar todos os problemas em um único profissional. Já a descentralização implica em alguma autonomia aos líderes nas decisões de gasto e de arrecadação, proporcionando-lhes responsabilidades e confiança em seu trabalho 4. Objetivo: Relatar experiência da GE na mudança do modelo operacional, compartilhando a gestão das unidades, tornando-se uma Unidade de Apoio. Método: Trabalho desenvolvido em hospital oncológico de grande porte e alta complexidade da cidade de São Paulo. Inicialmente, Unidades de Internação, CC, UTI, Ambulatórios, entre outros, foram denominados “Unidades de Negócio” (UN) e seriam geridas por Gerente Técnico Operacional e LE, podendo ser coordenador ou supervisor. Estes profissionais tornaram-se responsáveis pelas UN: orçamentos, receitas/despesas, recursos humanos, materiais. Os LE passaram a responder tecnicamente para a GE, como melhora da qualidade da assistência de enfermagem, cumprimento das legislações e o processo que envolve a responsabilidade técnica de enfermagem, porém passaram a responder diretamente ao Gerente Técnico Operacional sobre a UN como um todo. Para garantir o sucesso na implantação desse modelo foram realizadas reuniões trimestrais com a GE e superintendente de operações junto aos funcionários a fim de que todos os passos da mudança fossem apresentados, assim como reuniões mensais com todos os LE para discussões sobre assistência de enfermagem em geral e específica. Resultados: Os LE passaram a ter maior autonomia e confiança nas atividades. Decisões políticas e econômicas passaram a ser mais ágeis e a GE tornou-se uma Unidade de Apoio garantindo a qualidade da assistência em todas as áreas, tornando a equipe coesa em sua assistência. Resultados da Pesquisa Clima mostraram aprovação dos funcionários a favor da GE em 30% e unidades de Internação em 24%. A GE assumiu a educação continuada, grupo de gerenciamento de riscos, pesquisa voltada a enfermagem, equipe de transporte, residência de enfermagem, qualidade da informação assistencial e backups (cobertura de licenças prolongadas). Discussão: Este modelo de gestão permite negociar com outros sujeitos envolvidos na gestão 6 sendo uma estratégia importante para a desburocratização do processo. Reuniões que a instituição realiza periodicamente para seus colaboradores são uma das estratégias de descentralização importantes, pois a comunicação entre líderes e liderados é de importância, facilitando a integração interdepartamental1. Conclusão: A gestão descentralizada significou partilha de poder e responsabilidades na implantação e implementação dos processos com maior eficiência do serviço, demonstrado em pesquisas de satisfação de clientes e funcionários. Referências: 1. Almeida ARD; Farina MC. Gestão do conhecimento em uma empresa internacionalizada com administração descentralizada:análise da capacidade de integração e manutenção das competências.home page:www.aedb.br/seget/artigos 06/591_Artigo_Seget_06_Final.pdf 2. Bernardes A; Cecílio LCO; Évora YDM; Gabriel CS; Carvalho MB. Modelo de gestão colegiada e descentralizada em hospital público: a ótica da equipe de enfermagem. Rev Lat AM Enf 2011;19(4):1-8 3. Brito MJM; Melo MCOL; Monteiro PRR; Costa JO. Interfaces das mudanças hospitalares na ótica da enfermeira-gerente. RAE 2004 pag 34-47. 4. Gremaud AP. Descentralização na América Latina:Benefícios, armadilhas,requisitos.Page:www.esaf.fazenda.gov.br/esafsite/publicações 5. Chanlat,F. Modos de gestão, saúde e segurança no trabalho.In: Davel E. Recursos humanos e subjetividade. Petrópolis.Vozes,2000.p.118-128 6. Melo CMM; Santos TA. A participação política de enfermeiras na gestão do sistema único de saúde em nível municipal. Texto Contexto Enf 2007:16(3)426-32 1-Gerente de Enfermagem – Torre Matriz; 2- Superintendente de operações e diretor técnico; 3- Enfermeira Pesquisadora AC Camargo Cancer Center
  • 26. A HUMANIZAÇÃO DO AMBIENTE FÍSICO HOSPITALAR: PRIVACIDADE/INDIVIDUALIDADE NA INTERNAÇÃO DE PACIENTES Autores: Vaghetti HH, Carvalho DP, Wachholz LB. Instituição: Universidade Federal do Rio Grande (FURG) Email: vaghetti@vetorial.net Introdução: A qualidade do ambiente físico hospitalar destinado aos usuários é uma das questões pontuadas no Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH) (BRASIL, 2001) e Política Nacional de Humanização (PNH) (BRASIL, 2004), como fundamental à humanização destes espaços. Justificativa: Essa investigação é uma contribuição para a melhoria da qualidade da assistência prestada aos usuários bem como para construção do conhecimento acerca da organização do trabalho da enfermagem, oferecendo reflexão critica e instrumentos para o enfrentamento dos desafios postos diante da humanização do ambiente físico hospitalar. Objetivo: Conhecer a percepção dos usuários de um hospital universitário. sobre a privacidade e individualidade em seu processo de internação e identificar possibilidades para a criação/modificação/manutenção de ambientes físicos satisfatórios no hospital. Metodologia: Pesquisa de abordagem qualitativa, descritiva e exploratória, cujo instrumento de coleta de dados foi a entrevista semiestruturada gravada, que abordou a privacidade/individualidade no ambiente físico hospitalar. Os sujeitos foram pacientes lúcidos, orientados e deambulantes, das unidades de Clinica Médica, Clinica Cirúrgica e Serviço de Pronto Atendimento do referido hospital com média de internação de sete e três dias, respectivamente e que concordaram em participar e assinar o termo de consentimento livre e esclarecido, a qual obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa na área da saúde (CEPAS/FURG) sob o parecer nº 118/2011. Após a coleta, que ocorreu no período de setembro e outubro de 2012, os dados foram transcritos e submetidos à análise de conteúdo. Resultados: Os dados evidenciaram que os sujeitos, na maior parte do tempo, sentem-se desrespeitados, pois, o ambiente, não proporciona meios adequados para que a privacidade e individualidade sejam preservadas, principalmente no momento da realização de procedimentos. Isto ocorre, tanto por haver um número excessivo de pacientes nas enfermarias e não existir biombos para dividir os leitos, quanto no momento da anamnese/conversa entre profissionais-paciente, quando são abordados assuntos pessoais necessários para a compreensão e andamento do tratamento. Desta forma, os sujeitos destacam como possíveis soluções para manter a privacidade e individualidade satisfatória nas unidades de internação, a existência de divisórias nos leitos, um espaço para que os usuários possam realizar as entrevistas com os profissionais, receber seus visitantes fora da enfermaria. Conclusões: Ao conhecer a percepção dos usuários sobre a privacidade e individualidade, acredita-se que não são necessárias mudanças na estrutura das unidades de internação do hospital, porém ao realizar pequenas modificações como a colocação de cortinas ou divisórias entre os leitos minimizariam significativamente os problemas, tornando, consequentemente, o ambiente mais humano, melhorando a qualidade do atendimento prestado. 1 Enfermeiro. Mestre em Enfermagem. Hospital Universitário. Universidade Estadual de Londrina-PR (UEL). 2 Enfermeira. Aluna do Programa de Mestrado em Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina-PR (UEL). Bibliografia BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência a Saúde. Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. (Série C. Projetos, Programas e Relatórios, 20). BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Política Nacional de Humanização: a humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2004
  • 27. A IMPORTÂNCIA DO CONTROLE DE QUALIDADE NAS INSTITUIÇÕES HOSPITALARES Costa SG, Castro PS, Kowalski ISG, Fortes T. Universidade Paulista paulacastro25@gmail.com RESUMO A necessidade de uma assistência com qualidade só começou a ser discutida em meados do século XX, quando um grupo de cirurgiões norte-americanos iniciou um programa de padronização da assistência médica prestada,cujo objetivo era abordar e executar condições de atendimento com qualidade nos serviços médicos. Os indicadores de qualidade são instrumentos de coleta de dados para mensurar e avaliar a assistência à saúde se divide em uma tríade: estrutura, processo e resultado. A Acreditação hospitalar é um processo de avaliação da assistência a saúde, em padrões de qualidade pré-determinados por organizações acreditadoras. Este estudo teve como objetivos identificar os principais indicadores de qualidade utilizados nas instituições hospitalares, ligados diretamente à assistência de enfermagem; identificar a percepção dos enfermeiros das instituições hospitalares, relacionado à utilização dos indicadores de qualidade. e identificar os critérios de avaliação do processo de Acreditação hospitalar no Brasil. Tratou-se de uma revisão bibliográfica, através do portal da biblioteca virtual de saúde (BIREME), na base de dados: LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) Scientific Eletronic Library on Line (SCIELO), biblioteca virtual de dissertações da USP e Compromisso com a Qualidade Hospitalar (CQH), como também se favoreceu da utilização de livros, artigos, dissertações e manuais em língua portuguesa no período de 2000 a 2012. Os indicadores de qualidade são: estrutura (taxa de absenteísmo, de rotatividade de enfermagem), processo (indicador de úlcera por pressão e indicador de queda) e resultado (taxa de mortalidade, de infecção e de ocupação). Também são utilizados como ferramenta de gestão na identificação e análise dos serviços de saúde prestados. Os enfermeiros acreditam na utilização de indicadores como ferramenta na execução de melhorias da assistência e na avaliação do desempenho da equipe. A importância do controle de qualidade nos serviços de saúde está evidente na utilização dos indicadores de qualidade e na participação dos hospitais em processos de acreditação, porém ainda esta em processo de evolução nas organizações hospitalares. Os enfermeiros estão envolvidos com o processo de construção e validação de indicadores, pois com isto poderá melhorar a qualidade da assistência prestada. Considerando que as instituições de saúde estão mais competitivas e os usuários mais exigentes nos serviços recebidos, existe uma necessidade de desenvolver um ambiente e uma assistência de saúde livre de erros e com excelência de qualidade. Referências Bibliográficas Silva CPR. Indicadores para Avaliação de Programas de Controle de Infecção Hospitalar: construção e validação [dissertação]. São Paulo: Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo; 2005. Novaes HM. O processo de Acreditação dos serviços de saúde. Rev adm saúde. 2007 Out-Dez [acesso em 2012 Mar 30];10(37). Melleiro MM, Reis EAA, Ferreira RG, Nunes IA, Pires RP, Amino Mu, et al. Manual de Indicadores de enfermagem NAGEH. São Paulo: Programa de Qualidade Hospitalar ; 2006. Mota NVVP, Melleiro MM, Tronchin DMR. A Construção de indicadores de qualidade de enfermagem: relato da experiência do Programa de Qualidade Hospitalar. Rev adm saúde. 2007 jan-mar [acesso em 2012 mar 30];9(34). Labbadia JL, Matsuchita MS, Piveta VM, Viana TA,Cruz FSL. O Processo de Acreditação Hospitalar e a Participação da Enfermeira Rev Enferm. UERJ. 2004 abr [acesso em 2012 mar 15];12(1). Bittar OJNV.Indicadores de Qualidade e Quantidade em Saúde.Rev adm saúde.2001jul-set[acesso em 2012 mar 15];3(12):[aproximadamente 8 p.] Fortes MTR.A Acreditação no contexto dos Sistemas de Saúde: As propostas de Políticas e suas diversas Acreditações [dissertação] .São Paulo:Universidade do Estado do Rio de Janeiro:2007. Juran JM.Como Pensar a Respeito de Planejamento da Qualidade. A Qualidade desde o Projeto.São Paulo:Cengage Learning:2011.p.1-27. Alves EE,Guillén LL, Alves TR,Souza MH,Melo C,Pinho CTA et AL.Indicadores de programas: Guia Metodológico. Brasília: Ministério do Planejamento , Orçamento E Gestão;2010.[acesso em 2012 agosto 6].p21-37. Mota NVVP, Melleiro MM, Tronchin DMR. A Construção de indicadores de qualidade de enfermagem: relato da experiência do Programa de Qualidade Hospitalar. Rev adm saúde. 2007 jan-mar [acesso em 2012 mar 30];9(34).[aproximadamente 7p.] Feldman LB, Gatto MAF, Cunha ICKO. História da evolução da qualidade hospitalar: dos padrões a acreditação. Acta paul.enferm. 2005 abr-jun[ acesso em 2012 mar 15]18(2).[aproximadamente 7 p] Labbadia JL, Matsuchita MS, Piveta VM, Viana TA,Cruz FSL. O Processo de Acreditação Hospitalar e a Participação da Enfermeira Rev Enferm. UERJ. 2004 abr [acesso em 2012 mar 15];12(1).[aproximadamente 5 p]
  • 28. A MUDANÇA NO GERENCIAMENTO DA ROTINA DA HIGIENE CORPORAL DO PACIENTE OTIMIZANDO A ASSISTÊNCIA Guimarães PV1, Guimarães RLS2 Universidade Estadual de Londrina Email: percivalguimaraes@yahoo.com.br Palavras-chave: Cuidado humano; higiene corporal; assistência integral de enfermagem. Introdução: No contexto do cuidar a higiene corporal deve ser observada, pois a higiene é uma necessidade fisiológica para o ser humano. A realização de múltiplas tarefas sobrecarrega o servidor que assiste mais de um paciente, o que aumenta o risco para iatrogenia. Justificativa: O enfermeiro, além de assistir os pacientes sob sua responsabilidade deve zelar também pelos servidores sob sua supervisão e contribuem para uma assistência de qualidade. Portanto, manter uma rotina de higiene corporal de pacientes internados em hospitais, concentrado num único turno, pode ser um processo desgastante. Considerando a teoria do Cuidado Humano de Waldow que salienta a importância de se reconhecer o cuidado como um processo de transformação e equilíbrio mútuo entre os seres envolvidos nele, realizou-se uma distribuição equitativa da higiene corporal nos diferentes turnos de trabalho numa unidade de internação de um hospital público. Objetivo: Descrever a experiência da mudança de rotina do horário de realização da higiene corporal numa unidade de internação de um hospital público. Metodologia: Trata-se de estudo descritivo tipo relato de experiência, tendo como referencial metodológico a Teoria Do Cuidado Humano de Waldow. A experiência foi desenvolvida numa unidade de internação masculina adulto de um hospital escola. A unidade tem um total de 67 leitos, com uma clientela variada de pacientes clínicos e cirúrgicos e um quadro de 65 servidores, entre enfermeiros, técnicos, auxiliares e atendente de enfermagem, técnico administrativo e auxiliar operacional. A distribuição de leitos para internação segue uma categorização por cores, a saber: verde (pacientes limpos, sem antibióticos), amarelo (pacientes com antibióticos, não secretantes), branca (pacientes exsudantes), laranja (portadores de microorganismos multirresistentes) e vermelha (portadores de microorganismos resistentes aos carbapenems). Resultados: A enfermagem deve estar embasada em conceitos humanistas e o cuidado centrado nos dados científicos, e tais ações devem promover, manter e recuperar a distinção e o todo da pessoa humana. A partir deste princípio, houve uma distribuição homogênea dos banhos dos pacientes, distribuidos entre os turnos matutino, vespertino e noturno. A adequação da rotina possibilitou: otimizar as anotações de enfermagem; identificação adequada e troca rotineira dos dispositivos de oxigenoterapia e acesso venoso; troca mais frequente de curativos saturados; analgesia precoce; aspiração frequente de secreções traqueais; melhorias na monitorização hemodinâmica de pacientes críticos; menor desgaste na equipe de enfermagem. O índice de qualidade da assistência de enfermagem atingiu níveis entre 90 a 95% de segurança. Os absenteísmos não previstos diminuíram. Conclusão: As teorias de enfermagem trouxeram aprimoramento científico para a prática do cuidar em enfermagem. Vencer paradigmas e incorporar novas tecnologias e conceitos promove crescimento profissional. O cuidado humano é uma necessidade do indivíduo e não uma rotina automatizada do “eu preciso fazer”. Enfocar uma distribuição humanizada da higiene corporal, associada a uma abordagem racional, pode proporcionar melhorias na qualidade da assistência e na saúde do profissional de enfermagem. Referências COSTENARO, R.G.S.; LACERDA, M.R. Quem cuida de quem cuida? Quem cuida do cuidador? 2 ed. Santa Maria: Centro Universitário Franciscano, 2002. PAIXÃO, W. História da enfermagem. 5 ed. Rio de Janeiro: Julio C. Reis Livraria, 1979.
  • 29. A ocorrência de traumas em idosos no Brasil entre 2000 e 2011: O enfermeiro pode modificar este cenário SANTOS, SVM¹ MACEDO, FRM² 1. Discente do Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. sergiovalverdemarques@hotmail.com 2. Enfermeira. Mestre em Ciências da Saúde. Professora do Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. flavia.macedo@unifenas.br O número de idosos vem aumentando progressivamente devido ao aumento da expectativa de vida. O prolongamento da vida exige serviços, benefícios e atenções que se apresentam como desafios para os governantes e também para a sociedade que, juntos, devem buscar um modelo de desenvolvimento que inclua esta parcela da população em seus projetos. Devido às complicações para a saúde, gasto social elevado, custos assistenciais e sua alta incidência, as quedas em idosos são consideradas como principais problemas de saúde pública, e apresentam uma alta taxa de mortalidade. Por meio este estudo, objetiva-se analisar os principais traumas e consequências sofridos pelos idosos provocados pelos diversos tipos de acidentes descritos nas literaturas desde o ano 2000 até o ano de 2011. Utilizou-se o método da revisão integrativa para se estabelecer um percurso metodológico. A pergunta que norteadora foi “Quais os principais traumas sofridos pelos idosos?”. Para o levantamento dos artigos na literatura realizou-se uma busca nas seguintes bases de dados on-line: Scielo, Lilacs e Pubmed. Definiram-se como descritores controlados: trauma em idosos, acidentes com idosos, consequências do envelhecimento. Como descritores não controlados foram definidos: promoção da saúde dos idosos e assistência de enfermagem aos idosos. Os limites considerados nas buscas foram: período de publicação de 2000 a 2011. Adotaram-se, ainda, como critérios de inclusão: estudos na íntegra que abordassem a temática envolvendo traumas em idosos e artigos nos idiomas inglês, português e espanhol. Foram extraídos 43 artigos relacionados a idosos. Destes, 25 artigos abordavam acidentes envolvendo idosos. Dos 25, foram selecionados 10 artigos para coleta de dados, pois, correspondiam ao críterio de inclusão. Levantou-se uma amostra total de 5.251 pacientes idosos que sofreram algum tipo de trauma em diferentes regiões do Brasil. Destes, 3.050 pacientes eram do sexo feminino e 2.201 do sexo masculino, raça branca, com um total de 3.052. Em outras raças consideradas neste estudo, como pardo e negro, obteve-se um total de 1.234 idosos. A faixa etária integrou-se de 60 a 79 anos e de 80 ou mais anos. Maior prevalência de traumas nos pacientes com idade entre 60 e 79 anos, com um total de 2.846 idosos. As regiões mais afetadas por traumas percebem-se que os membros inferiores são os mais afetados, seguidos dos membros superiores. Devido à perda das funções fisiológicas, os idosos passam a ter reflexos diminuídos com dificuldades ao caminhar e desviar de obstáculos como tapetes, mesas, escadas, buracos, e outros. A maioria dos idosos sofreu acidentes dentro do próprio lar enquanto caminhava e/ou executava atividades cotidianas. Observou-se como maior consequência do trauma, o medo. Outra conseqüência, relatada foi à dependência, seguida pelo isolamento e posteriormente a depressão. Aos profissionais da saúde cabe, o dever de orientar os familiares e os idosos sobre os possíveis acidentes, os principais fatores de risco e suas consequências, de forma a promover uma melhor qualidade de vida ao idoso. Faz-se necessário que os profissionais de saúde adotem planejamentos de prevenção e promoção da saúde da população idosa, reeducando-os para o convívio na sociedade seus possíveis obstáculos. Palavras Chave: trauma em idosos, acidentes com idosos, consequências do envelhecimento. Referências: 1. CAMPOS, J.F.S; POLETTI, N.A.A; RODRIGUES C.D.S; GARCIAT.P.R; ANGELINI, J.F; DOLLINGER A.P.A.V; RIBEIRO R.C.H.M. Trauma em idosos atendidos no pronto atendimento daemergência do Hospital de Base. Arq Ciênc Saúde, outdez;14(4):193-7, 2007. 2. CARVALHO, A. DE M; COUTINHO, E.S.F. Demência e fraturas em idosos. Rev Saúde Pública. v. 36, n. 4, p.448-54, 2002. 3. CELESTE, E. B. Gestão da velhice: a dimensão do cuidado para quem sempre nos cuidou. Período Analecta. GuarapuavaPR: UNICENTRO. v. 3, n. 2, jul/dez, 2002. 4.GUIMARÃES,L.H.C.T.;GALDINO,D.C.A.;MARTINS,F.L.M.;VITORINO,D.F.M.;PEREIRA,K.L.;CARVALHO, E.M. Comparação da propensão de quedas entre idosos que praticam atividade física e idosos sedentários. Revista Neurociências, v.12, n.2, abr/jun, 2004. 5. HIRANO, E.S; FRAGA, G.P; MANTOVANI, M. Trauma no idoso. Medicina, Ribeirão Preto.v. 40, n. 3, p. 352-7, jul./set, 2007. 6. IBGE. Estudos & Pesquisas - Informações demográfica e socioeconômica. O fenômeno mundial. Perfil dos idosos responsáveis pelos domicílios no Brasil 2000. Disponível em: www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/ perfilidosos2000.pdf. Acesso em: 05/05/2012. 7. JAHANA, K.O; DIOGO, M.J.D.E. Quedas em idosos: principais causas e consequeências. Saúde Coletiva, v. 04, n.17, p.148153, 2007. 8. KATZ, M; OKUMA M.A.A; SANTOS, A.L.G; GUGLIELMETTI, C.L.B; SAKAKI, M.H; ZUMIOTTI,A.V. Epidemiologia das lesões traumáticas de alta energia em idosos. Acta Ortop.Bras. [periódico na Internet]. 2008; 16(5):279-83. Disponível em URL: http://www.scielo.br/aob. Acesso em: 05/05/2012. 9. RESENDE, D.M; BACHION, M.M; ARAÚJO, L.A.O. Integridade da pele prejudicada em idosos: estudo de ocorrência numa comunidade atendida pelo Programa Saúde da Família. Acta Paul Enferm v.19, n.2, p. 168-73, 2006. 10. SANTOS, S. S. C; SILVABT, D. A; BARLEMEL, D; LOPES, R. S. O papel do enfermeiro na instituição de longa permanência para idosos. Rev enferm UFPE on line. v. 2, n.3, p. 291-99, jul./set. 2008.
  • 30. A PARTICIPAÇÃO DO ENFERMEIRO NA QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS NA CENTRAL DE MATERIAIS E ESTERILIZAÇÃO MACEDO,FRM¹ SOUZA, E² SANTOS,RS² GONÇALVES.RN² 1. Enfermeira. Mestre em Ciências da Saúde. Professora do Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. flavia.macedo@unifenas.br 2. Enfermeira Graduada no Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. A qualidade de vida (QV) no trabalho tem sido objeto de preocupação entre profissionais de diferentes áreas e muitas vezes são avaliadas como sendo a satisfação e o bem estar do trabalhador durante a execução de sua tarefa. Com a QV dos profissionais afetada, tanto em condições físicas ou mentais a dinâmica do trabalho sofrerá interferência de forma negativa, o que poderá gerar uma assistência de má qualidade ao cliente. O trabalho realizado na Central de material esterilização (CME) é de grande responsabilidade, visto que, o processo de esterilização é essencial ao combate às infecções hospitalares, colaborando para que todo e qualquer tipo de procedimento realizado seja livre de contaminação e assim, proporcionar um atendimento de qualidade ao cliente. Porém, para que haja esta qualidade na assistência os trabalhadores que atuam na CME vivem uma rotina exaustiva e desgastante, todos os dias, devido a este fator objetivou-se avaliar a qualidade de vida dos profissionais de enfermagem que atuam na central de material e esterilização. Para coleta de dados foi utilizado um instrumento de avaliação da qualidade de vida WHOQOL – Bref questionário abreviado e traduzido para o português. Foram entrevistados 21 funcionários que atuam na central de materiais e esterilização abrangendo o período matutino, vespertino e noturno em dois hospitais do sul de Minas Gerais. Analisando-se o conjunto de dados coletados, verificou-se o predomínio de pessoas do sexo feminino (18) entre os profissionais entrevistados, correspondendo a 85,71%; 12 profissionais trabalham como Técnicos de Enfermagem, correspondendo a 57,14%; quanto à escolaridade dos entrevistados 10 (47,62%) possuem ensino médio completo. Analisando os dados apresentados em relação aos entrevistados do Hospital “A” o domínio físico mostrou média maior em relação às demais, em relação aos entrevistados do Hospital “B” pode-se observar que o domínio meio ambiente apresentou média maior em relação às demais sendo esta diferença considerada estatisticamente significante. O hospital é um local de constantes tensões em que transforma as emergências em rotina, que devido a diversos agentes estressores causam um desgaste físico e psicológico. A importância da identificação desses agentes estressores, principalmente uma abordagem de educação em saúde e preventiva, consiste em perspectiva para um ambiente de trabalho seguro, e que pode gerar motivação diminuir os riscos aos quais os profissionais estão expostos. Assim no trabalho da enfermagem, o ambiente pode se tornar prejudicial à saúde dos trabalhadores, sendo reflexo da estrutura organizacional na qual os processos se desenvolvem. Este provoca o consumo não apenas da força de trabalho, mas também da vida, já que o processo de desgaste compromete a QV. È através de uma abordagem mais humanizada que o enfermeiro munido de suas competências gerencias, pode proporcionar uma maior satisfação no ambiente de trabalho e elevado nível de assistência e, por conseguinte, melhor QV. Palavras chaves: Qualidade de Vida, Equipe de Enfermagem, Esterilização; Saúde Ocupacional; Condições de Trabalho. Referencia: 1. COSTA, Janaína Anchieta and FUGULIN, Fernanda Maria Togeiro. Atividades de enfermagem em centro de material e esterilização: contribuição para o dimensionamento de pessoal. Acta paul. enferm. [online]. 2011, vol.24, n.2, pp. 249-256. ISSN 0103-2100. 2. PEZZI, Maria da Conceição Samu and LEITE, Joséte Luzia. Investigação em Central de Material e Esterelização utilizando a Teoria Fundamentada em Dados. Rev. bras. enferm. [online]. 2010, vol.63, n.3, pp. 391-396. ISSN 0034-7167. 3. SCHMIDT; D.R.C; DANTAS; R.A.S. Qualidade de vida no trabalho de profissionais de enfermagem, atuantes em unidades de bloco cirúrgico, sob a ótica da satisfação. Disponível www.rbp@abpbrsil.org.br. 4. SILVA, J.F. Qualidade de vida dos enfermeiros das equipes saúde da família. Dissertação (mestrado em Atenção à Saúde) – Universidade Federal do Triângulo Mineiro; Uberaba (MG), 128 f.: il. 2009 5. TALHAFERRO, Belisa;BARBOZA, Denise Beretta; DOMINGOS, Neide Aparecida Micelli. Qualidade de Vida da Equipe de Enfermagem da Central de Materiais e Esterilização. Rev. Ciênc. Méd., Campinas, 15(6):495-506, nov./dez., 2006. 6. WHOQOL-BREF World Health Organization Quality Of Life – forma abreviada.
  • 31. A ROTATIVIDADEDA EQUIPE DEENFERMAGEMNOS HOSPITAISBRASILEIROS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA Cavalheiri JC., Guedes GC, Moraes A,NicolaL A,Rodrigues DC Universidade Estadual do Oeste do Paraná Email: aluanamoraes@hotmail.com Introdução: A rotatividade no quadro de profissionais da enfermagem representa ao longo da historia no Brasil grande problema enfrentado pelos gestores hospitalares, implicando diretamente na qualidade da assistência de enfermagem, e também em custos para ainstituição(GAIDZINSKI; NOMURA, 2005). Quando a organização hospitalar perde um profissional experiente, a mesma necessita admitir um novo funcionário, o que à leva a investimentos de treinamento e recrutamentos de novos trabalhadores. O desligamento de técnicos, auxiliares e enfermeiros compromete diretamente a qualidade da assistência. A rotatividade pode ser compreendida como o fluxo de entrada e saída dos profissionais das instituições de saúde, ela passou a ser estudada devido às suas consequências econômicas e de qualidade que geram nas organizações(GAIDZINSKI; NOMURA, 2005). Justificativa: O presente estudo possibilita a compreensão da instabilidade dos profissionais de enfermagem, correlacionados com a qualidade da assistência em enfermagem. Objetivo: Mensuraras taxas de rotatividade da equipe de enfermagem nos hospitais brasileiros nos últimos dez anos. Metodologia: O estudo foi desenvolvido seguindo as etapas da revisão integrativa da literatura, de acordo com Mendes, Silveira e Galvão (2008). Para o levantamento dos artigos, a busca foi realizada nas seguintes bases de dados: Literatura Latinoamericana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SciELO). Foi utilizado para busca dos artigos os seguintes descritores e suas combinações na língua portuguesa: “rotatividade em enfermagem”; “rotatividade em serviço hospitalar”; “rotatividade em saúde”.Os critérios de inclusão definidos para a seleção dos artigos foram: artigos publicados em portuguêscom a definida temática desde o ano de 2000 ate o ano de 2011. Resultados e Discussões: Foram encontrados 124 artigos publicados nas bases de dados SciELO e LILACS, desses foram selecionados seis artigos. Os artigos selecionados foram separados em três categorias: rotatividade dos enfermeiros, rotatividades dos auxiliares de enfermagem e rotatividades dos técnicos de enfermagem. Em todos os artigos analisados o profissional de enfermagem que mais teve rotatividade entre o período foi o enfermeiro apresentando a maior instabilidade de emprego (78%), enquanto que o auxiliar de enfermagem (28%) e o técnico de enfermagem (8%) obtiveram a menor instabilidade de emprego nos últimos dez anos. Os elementos desencadeadores da instabilidade dos profissionais de enfermagem estão relacionados diretamente com o processo de trabalho, com a organização dos serviços, a falta de adequação dos profissionais, a remuneração baixa e a precariedade dos serviços hospitalares. Ainda foi observado que a rotatividade ocorre devido a expansão do mercado de trabalho, a qualificação profissional e aampliação dos serviços de trabalho. Ainda foi possível observar que os hospitais de redes privadas detém o maior nível de rotatividades dos profissionais (89%), gerando maiores custos para a instituição enquanto que oshospitais das redes publicas (11%) obtém o menor nível de rotatividade. Conclusão: Portanto a mensuração da instabilidade de emprego dos profissionais de saúde faz-se necessária, pois permite conhecer a frequência que a equipe de enfermagem se desligam dohospital e assim compreender quais os fatores geradores da rotatividade, afim de intervir na realidade visando manter a qualidade da assistência de enfermagem. Referências Anselmi ML, Duarte GG, Angerami ELS.“Sobrevivência” no emprego dos trabalhadores de enfermagem em uma instituição hospitalar pública. Revista Latino-americana Enfermagem.2001 julho; 9(4):13-8. Nomura FH, Gaidzinski RR. Rotatividade da equipe de enfermagem: estudo emhospital-escola. Revista Latino-americana de Enfermagem. 2005 setembro-outubro; 13(5):648-53. Vieira APM, Kurcgant P. Indicadores de qualidade no gerenciamento de recursos humanos em enfermagem: elementos constitutivos segundo percepçãode enfermeiros. Revista Acta Paulista de Enfermagem.2010;23(1):11-5
  • 32. A UTILIZAÇÃO DA FERRAMENTA BRAINSTORMING NA MELHORIA DE UM PROCESSO Nóbrega FM1, Silva LH2 Hospital Paulistano Email – fernandam@hospitalpaulistano.com.br luciane.silva@hospitalpaulistano.com.br Descritores: Brainstorming - Qualidade - Segurança do Paciente Introdução: A qualidade em saúde, sob o cenário político-institucional, tem tido enfoque relevante como atributo indispensável na prestação de serviço1. A inovação na realização de um plano de ação trouxe uma abordagem diferenciada, amplamente conhecida na instituição como Projeto Qídeia. Este projeto foi elaborado sob os princípios da ferramenta Brainstorming que significa tempestade de idéias segundo o seu criador Alex Osborn2, visando à melhora do resultado da auditora referente à identificação correta do paciente. Justificativa: Para atender as políticas e procedimentos institucionais foi implantado a pratica correta de identificar o paciente, baseado nas Metas Internacionais de Segurança do Paciente. Objetivo: Utilizar a ferramenta brainstorming na obtenção de resultados sob o problema apresentado. Identificar e aplicar medidas para a melhoria dos resultados Método: Estudo descritivo-retrospectivo com a abordagem qualiquantitativo. Este projeto foi realizado em um Hospital Privado do Estado de São Paulo entre os meses de Janeiro e Fevereiro de 2011. Para a aplicação da ferramenta brainstorming contamos com a participação de 163 colaboradores de diferentes áreas assistenciais e administrativas, 9 moderadores, sendo 02 psicólogos, 03 Enfermeiros do setor da qualidade e 04 enfermeiros do Instituto de Ensino e Pesquisa, sendo que as regras para os moderadores eram não rejeitar idéias, não desenvolver discussões sobre as idéias no momento em que são elaboradas, não emitir ou permitir julgamentos, propiciar um ambiente onde o colaborador se sinta livre e á vontade. Resultado: Foram analisadas 163 fichas de avaliação de reação, o que representa 100% dos colaboradores participantes, destes 97% definiu a utilização da ferramenta como muito boa e boa. Outro ponto relevante esta relacionado à fragilidade do material da pulseira representando 31% enquanto a troca do material concentrou 43% das sugestões. No parecer qualitativo foi possível verificar que a equipe foi receptiva, compreenderam o objetivo do encontro, apresentaram-se entrosados, comunicativos, dinâmicos e envolvidos ao expressarem suas idéias. Excepcionalmente alguns colaboradores participaram timidamente. Com base na sugestão apresentada foi implantada uma nova maquina para emissão de pulseira de identificação. Conclusão: O uso da ferramenta Brainstorming reforçou que a participação dos colaboradores envolvidos no processo e de extrema importância. E que através das idéias sugeridas foi possível otimizar o novo processo confecção pulseira, melhorando os resultados na adesão da identificação do paciente. Referencias 1-NÓBREGA Maria de Magdala, NETO David Lopes, SANTOS Sérgio Ribeiro. O uso da técnica brainstorming para tomada de decisões na equipe de enfermagem saúde publica. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 50, n. 2, p. 247- 256, abr./jun. 1997. 2- ALVES ALBUQUERQUE H., CAMPOS F., NEVES A. Aplicação da técnica criativa “brainstorming clássico” na geração de alternativas na criação de games. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Universidade Federal de Pernambuco, Pernambuco, 2007. 3- Manual Internacional de Padrões de Acreditação da Joint Commission International para Hospitais; editado por Consórcio Brasileiro de Acreditação de Sistemas e Serviços de Saúde, Rio de Janeiro, RJ; 2011.
  • 33. A UTILIZAÇÃO DA TÉCNICA DELPHI NO PROCESSO DE ELABORAÇÃO E VALIDAÇAO DE INSTRUMENTOS Guimarães PV1, Guimarães RLS2 Email: percivalguimaraes@yahoo.com.br Universidade Estadual de Londrina Palavras-chave: Delphos. Instrumentos. Elaboração. Estudos de validação. Introdução: Idéias novas surgem a cada dia e a cada momento, porém muitas encontram carência na formulação de dados históricos que possam fundamentá-las, por isso há necessidade de estímulo e apoio, e neste contexto, a Técnica Delphi mostrase útil na análise qualitativa de tendências, oscilação tecnológica e alterações no perfil sócio-demográfico1. Justificativa: O método Delphi atualmente é conhecido como um instrumento para prever fenômenos qualitativos e cujo princípio baseia-se na intuição e interação, condicionado na constituição de um grupo de especialistas em determinada área de conhecimento que respondem uma série de questões1. Assim, originalmente, na sua formulação o Delphi é uma técnica para a busca de um consenso de opiniões de um grupo de especialistas a respeito de um evento futuro2. Objetivo: Demonstrar a viabilidade da utilização da Técnica Delphi nos processos de elaboração e validação de conteúdo de novos instrumentos. Métodos: trata-se de um estudo tipo pesquisa bibliográfica. A técnica Delphi é um método utilizado para consultar especialistas, através de questionário, reaplicado por várias vezes até que haja um consenso, pois parte da prerrogativa que o julgamento coletivo é melhor que a opinião de um só indivíduo, e consiste numa série de fases durante as quais um grupo de indivíduos toma conhecimento do conteúdo, aos quais é solicitado a fazer um julgamento ou comentários sobre os itens apresentados1. A agregação das respostas dos especialistas permite retroalimentação em um processo de análise parcial dos resultados, utilizando a comunicação escrita3. Resultados: A técnica é indicada na ausência de informações precisas ou na previsão e estimulo de novas ideias e as principais diretrizes são: viabilidade para coleta de dados, seleção e quantificação dos especialistas e critérios para consenso de avaliação. A técnica tem contribuído na construção, aprimoramento e ajuste de instrumentos, devido suas características de flexibilidade, pois o pesquisador estabelece o número de fases, número de especialistas e o nível de consenso para considerar o instrumento válido2. Não existem barreiras geográficas para seleção dos especialistas4 e não requer reunião física, reduzindo influências externas de persuasão e dominância. Conclusão: pode ser utilizada em pesquisa para elaborar e/ou validar instrumentos. Sua flexibilidade permite ajustes e calibrações do objeto de estudo durante o processo de pesquisa e a opinião de especialistas confere maior credibilidade ao instrumento em análise. 1 Enfermeiro. Mestre em Enfermagem. Hospital Universitário. Universidade Estadual de Londrina-PR (UEL). 2 Enfermeira. Aluna do Programa de Mestrado em Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina-PR (UEL). Referências 1. KÖCHE J.C. Fundamentos de metodologia científica: teoria da ciência e prática da pesquisa. 14. ed. rev. e ampl. Petrópolis: Vozes, 1997 2. MASSAÚD C. Método Delphi. 2012. Disponível em: http: www.clovis.massaud.nom.br/prospect2.htm 3. COUTO G.R. Conceitualização pelas enfermeiras de preparação para o parto/ Nurses' 3-conceptualization on childbirth preparation. Rev Lat Am Enfermagem; v.14, n.2, p. 190-198, 2006. 4. WRIGHT J.T.C., GIOVINAZZO, R.A. Delphi – Uma ferramenta de apoio ao planejamento prospectivo. Caderno de pesquisas em Administração, v. 01, n. 12, 2000.
  • 34. ABSENTEÍSMO EM TRABALHADORES DE ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PÚBLICO Souza RK1, Rossaneis MA2, Haddad MCL3, Silva LGC4 klayton_souza@yahoo.com.br Universidade Estadual de Londrina O absenteísmo é caracterizado pela ausência do indivíduo ao ambiente de trabalho (CHIAVENATO, 2004). O absenteísmo está relacionado tanto a motivos individuais quanto institucionais, como a longa jornada de trabalho; dificuldade em adaptação as normas e rotinas institucionais; funções repetitivas e ainda a precariedade das condições de trabalho(SILVA; MARZIALE, 2000. SANCINETTI et. al., 2011). Segundo (BARBOSA ,2008) identificação dos fatores intervenientes do processo de trabalho em saúde que resultam no absenteísmo não previsto dos profissionais de enfermagem é essencial para o estabelecimento de politicas institucionais de saúde de trabalhador que visem à melhoria da qualidade de vida e da saúde física e mental dos profissionais dos serviços de saúde. Esse estudo teve como objetivo analisar o absenteísmo da equipe de enfermagem em um hospital universitário público. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo. A população do estudo foi composta por 708 trabalhadores de enfermagem. O local do estudo foi um hospital público de grande porte, localizado na região norte do Paraná. A coleta de dados foi realizada a partir de dados retrospectivos sobre o absenteísmo não previsto ocorridos no período de 2009 a 2012, por meio do sistema informatizado da instituição. As variáveis do estudo foram: sexo, idade, categoria profissional, turno de trabalho, unidade/setor de trabalho e tipo de vínculo empregatício. Também se comparou a ocorrência do absenteísmo a taxa de ocupação da instituição no período estudado. O estudo mostrou que dos 708 trabalhadores de enfermagem, 116 eram enfermeiros, 226 técnicos e 336 auxiliares de enfermagem. A maior parte dos trabalhadores era do sexo feminino (76%) e a faixa etária predominante foi de 30 aos 40 anos, a média de tempo de serviço na instituição foi de 15 anos, 87,2% dos trabalhadores possuíam vinculo estatutário com a instituição. O absenteísmo não previsto entre os enfermeiros foi de 49.188 horas não trabalhadas durante o período estudado, em média 3,5 semanas por enfermeiro por ano. Atestados médicos de até três dias representaram 37,6% das causas de absenteísmos dos enfermeiros e a licença gestação de 18,3%. Entre os técnicos de enfermagem o absenteísmo somou 333.821 horas não trabalhadas no período estudado, em média 4,7 semanas por ano. Nessa categoria de trabalhadores o absenteísmo por atestado médico de até três dias representou 48% das causas de ausência não prevista. A instituição apresentou um taxa de ocupação média de 75% durante o período estudado e identificou-se um aumento do absenteísmo não previsto nos meses que apresentaram taxas de ocupação superiores à média, principalmente nos setores que prestavam assistência de alta complexidade, sugerindo que os profissionais ausentaram-se por doença após terem sido submetidos a ritmos maiores de trabalho. É imprescindível que os gerentes de serviços de saúde monitorem o índice de ausências dos profissionais de enfermagem, como um indicador de gestão de recursos humanos, e utilizem um quantitativo de pessoal adicional para cobertura dessas ausências, evitando a sobrecarga de trabalho e, consequentemente, a elevação do absenteísmo dos trabalhadores, que interfere, diretamente, na segurança e qualidade da assistência prestada. 1. Enfermeiro. Residente em Gerência em Serviços de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina-PR. klayton_souza@yahoo.com.br 2. Enfermeira. Doutoranda. Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina-PR. marianarossaneis@gmail.com 3. Enfermeira. Doutora. Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina-PR. carmohaddad@gmail.com 4. Enfermeira. Doutoranda. Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina-PR. larissagutierrez@yahoo.com.br Referências BEZERRA, I.E. Absenteísmo injustificado na enfermagem hospitalar. Especialista em Formulação de Políticas Públicas. 2008. CHIAVENATO, I. Recursos humanos: o capital humano das organizações. 8ª ed. São Paulo: Atlas, 2004. SANCINETTI, T.R. et. al. Taxa de absenteísmo da equipe de enfermagem como indicador de gestão de pessoas. Revista Escola Enfermagem USP, v. 45, n. 4, p. 1007-1012, 2011. Disponível em:< http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S008062342011000400031&script=sci_arttext>. Acesso em 03 jun 2012. SILVA, D..M. P. P. ; MARZIALE, M.H.P. Condições de trabalho versus absenteísmo-doença no trabalho de enfermagem. Cienc Cuid Saúde;v. 5(supl.), 2006
  • 35. ACIONAMENTO DE TIME MULTIDISCIPLINAR PARA ATENDIMENTO DE PARADA CARDIO RESPIRATÓRIA (PCR) EM UMA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein Autoras: Jaures M, Bérgamo IMB, Leme AJS. Email: michelej@einstein.br Introdução: Em 2010, o Guideline da American Heart Association (AHA) recomendou mudanças na sequência do atendimento às vitimas de PCR, passando de ABC (vias aéreas livres, ventilação e circulação) para CBA (circulação, ventilação e vias aéreas livres) considerando a melhora da resposta com o início imediato das compressões.1 O sucesso no atendimento da PCR depende do rápido diagnóstico e do atendimento especializado. Preocupado com a sobrevida dos pacientes vítimas de PCR, a instituição estudada implantou, em agosto de 2005, o Código Azul, sistema de atendimento 24 horas multidisciplinar às vítimas de PCR. A implementação das recomendações do Guideline foram realizadas na instituição ao longo do ano de 2011. A equipe multidisciplinar da unidade identifica pacientes em PCR, inicia as compressões torácicas e aciona o time de referência. A equipe que atende o Código Azul é formada por 02 médicos cardiologistas, 01 enfermeiro da unidade coronariana e 02 fisioterapeutas de terapia intensiva, e possuem a meta de chegada ao local do chamado em 03 minutos, pois conforme recomendação da AHA, o inicio do atendimento avançado em até 03 minutos aumenta a sobrevida do paciente.1 Justificativa: Acompanhamento dos dados de acionamento e atendimento de vitimas de PCR atendidas pelo Código Azul no ano de 2012 para análise dos resultados e avaliação da efetividade do atendimento. Objetivo: 90% de chegada da equipe do Código Azul em até 03 minutos; 100% de início imediato das compressões torácicas antes da chegada da equipe do Código Azul; Acompanhar a sobrevida do paciente que apresentar PCR. Método: Impresso institucional para registro dos atendimentos do Código Azul, preenchidos pelos médicos e enfermeiro do grupo, onde os dados são tabulados e analisados mensalmente para controle dos indicadores internos, garantindo a segurança do paciente. Resultados: A média percentual da chegada da equipe do Código Azul em até 03 minutos foi de 98%, alcançando a meta proposta de 90%. Houve 100% de início imediato das compressões torácicas em pacientes vítimas de PCR antes da chegada da equipe do Código Azul. Em 2012 a sobrevida foi de 65%. Conclusão: O início imediato das compressões torácicas, bem como a chegada da equipe do Código Azul em até 03 minutos para início do atendimento avançado melhoram a sobrevida do paciente vítima de PCR intra-hospitalar. Bibliografia: 1. Field JM, et al. Part 1: Executive Summary: 2010 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Circulation. 2010;122(3):640-56. Disponível em: http://circ.ahajournals.org/content/122/18_suppl_3/S640
  • 36. ACOLHIMENTO DE ENFERMAGEM Á GESTANTE NO HRAC-USP Cleide C. S. D. Mondini, Isabel Aurelia Lisboa, Armando dos Santos Trettene, Maria Irene Bachega, Marcia Toita Departamento de Enfermagem do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo Introdução: O gerenciamento do Serviço de Enfermagem do HRAC-USP após sentir o aumento da procura de gestantes para orientações, elaborou um projeto e sistematizou a consulta de enfermagem ambulatorial de maneira que às gestantes pudessem receber um atendimento acolhedor num momento especial e que agora passa a ser difícil quando tem conhecimento de que o seu bebê possui alguma malformação craniofacial associada à fissura labiopalatina. Justificativa: Ao se identificar as reações emocionais da gestante e ou do casal torna-se viável a proposta e implementação das estratégias de enfermagem que minimizem esse fenômeno, para o processo reabilitador ou seja o inicio da aceitação dessa nova criança. Objetivo: Caracterizar a amostra e identificar as principais reações emocionais da gestante e do casal. Material e Método: Foi elaborado um instrumento de coleta dos dados que foi preenchido pelo enfermeiro durante a consulta de enfermagem. A mostra inicial de 12 gestantes, idade média de 29 anos, acompanhadas pelo cônjuge na sua maioria; média de idade gestacional de 27 semanas; o conhecimento da malformação do bebê foi pelo médico ultrassonografista em exame de rotina, em média na 24ª semana de gestação; 8 delas são procedentes do estado de São Paulo; 7 possuiam antecedente familiar com fissura labiopalatina e o meio de informação sobre o tratamento na instituição foram via consulta à internet e pelo médico obstetra responsável. Resultados: As reações emocionais das gestantes foram: choque, tristeza, preocupação, susto, luto, culpa, nervosismo, sem ação, surpresa medo, insegurança, choro, angústia, apreensão e equilíbrio. As reações emocionais do casal: gostariam de ver um bebê com fissura e ficaram felizes quando aconteceu; necessidade de conhecer sobre o assunto com idéia de vivenciar e se preparar emocionalmente antes do nascimento de seus filhos. Conclusões: As orientações de enfermagem realizadas: incentivo ao aleitamento materno, a necessidade de criar e manter o vínculo entre bebê e família; condições de alimentação e higiene ideais; controle de puericultura e vacinação; manutenção da condição clínica para a primeira cirurgia e agendamento do bebê na instituição, bem como o contato da mãe com uma criança com fissura labial antes da cirurgia e depois, mostrou-se eficaz uma vez que temos recebidos muitos retornos referindo o quão importante foram as orientações e o carinho recebido. Palavras- chave: assistência de enfermagem, gestante, fissura labiopalatina Referências: Minervino - Pereira ACM. O processo de enfrentamento vivido por pais de indivíduos com fissura labiopalatina, nas diferentes fases do desenvolvimento [tese de doutorado]. Bauru: Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo; 2005. Mondini CCSD. Os agentes de autocuidado e a utilização de orientações disponíveis no cenário do processo cuidativo da criança portadora de fissura lábio-palatal [dissertação de mestrado]. Bauru: Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo; 2001. Sunelaitis RC, Arruda DC, Marcom SS. A repercussão de um diagnóstico de síndrome de Down no cotidiano familiar: perspectiva da mãe. Acta Paul. Enferm 2007; 20: 264-71.
  • 37. ACREDITAÇÃO HOSPITALAR: A ENFERMAGEM INSERIDA NO CONTEXTO DA QUALIDADE INSTITUCIONAL Lima SBS, Leite JL, Garcia VRRL, Rodrigues MK, Guerra ST. Hospital Universitário de Santa Maria/Universidade Federal de Santa Maria. E-mail contato: suzibslima@yahoo.com.br Introdução: O atendimento das necessidades e expectativas dos usuários dos serviços de saúde, de modo eficiente e eficaz, norteia os pressupostos filosóficos e as bases metodológicas que orientam as ações das organizações. Justificativa: Nesse sentido, o processo de Acreditação Hospitalar propõe a participação voluntária das instituições envolvidas com a saúde, estimulando-as a procurar melhoria contínua da qualidade da assistência prestada. Os profissionais de saúde, principalmente os enfermeiros, que, na maioria das vezes, são os responsáveis pelo gerenciamento dos serviços de saúde, necessitam ter nitidez e compreensão sobre a significação e a representação das organizações no que tange a Acreditação Hospitalar. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo refletir acerca da relação Gerenciamento de Enfermagem e Acreditação Hospitalar, a fim de pontuar estratégias para obtenção de ações concretas quanto à qualidade da assistência realizada. Método: Realiza-se uma análise crítica-reflexiva com base em referenciais bibliográficos sobre a temática em voga. Sabe-se que existem alguns fatores que influenciam e interferem na implementação de um programa de qualidade. Resultados: Na busca de acreditação, as instituições focalizam o cliente, as questões assistenciais inerentes a ele, mas muitas vezes deixam de lado a relação com o próprio trabalhador, que é pessoa indispensável no processo. Muitas vezes é ignorada pela organização a importância do papel dos executores dos processos que levam à qualidade, ou seja, os clientes internos, tanto no que diz respeito a sua autonomia profissional, quanto a sua satisfação profissional. O estudo possibilitou a definição de prioridades ou relevância das variáveis componentes que interferem na qualidade da instituição, na sua importância, abrangência e profundidade. A atividade de cuidado de enfermagem é realizada pela ação/negociação/deliberação de seus profissionais frente às necessidades levantadas, normatizadas ou não, ou de solicitações diversas, pode contar com energia/utilização de materiais e equipamentos. Conclusão: É imperativo sopesar o elevado potencial dos recursos humanos e faz-se imprescindível investir na sua capacitação, pois, a gestão da qualidade implicar um estilo gerencial participativo. Bibliografia: Lima SBS. A gestão da qualidade na assistência de enfermagem: significação das ações no olhar da acreditação hospitalar no pronto socorro [Tese] Doutorado. 2008. Rio de Janeiro, RJ: UFRJ.
  • 38. ACREDITAÇÃO HOSPITALAR: Avaliação do Centro Cirúrgico de um Hospital Universitário Autores: Soares LN, Santos AM, Domingues ED, AraújoDF, Thurow MRB Instituição: Hospital Universitário São Francisco de Paula – UCPel – Pelotas luciana.nunes.soares@gmail.com PALAVRA CHAVE: ACREDITAÇÃO, CENTRO CIRÚRGICO INTRODUÇÃO/JUSTIFICATIVA: A Acreditação Hospitalar é uma metodologia de avaliação e certificação da qualidade de serviços de saúde, esse programa busca garantir uma assistência de excelência, comparando às práticas existentes com padrões previamente estabelecidos, os quais levam em consideração a legislação vigente, boas práticas reconhecidas na área assistencial e ferramentas de gestão da qualidade. No Brasil a certificação é concedida pela Organização Nacional de Acreditação, a ONA, que através de uma comissão técnica altamente capacitada estabelece/valida os padrões de qualidade, organizando-os na forma de Manual Brasileiro de Acreditação. Muitas são as vantagens de uma organização que adere ao processo de acreditação, entre elas maior segurança nos processos assistenciais, diagnóstico completo com identificação de pontos a desenvolver, capacitação da equipe assistencial, maior cooperação interna e distinção pública perante outras organizações. Frente à relevância já descrita em relação à acreditação hospitalar, justifica-se o seguinte trabalho. O Manual Brasileiro de Acreditação determina as diretrizes para todos os setores e áreas que compreendem uma organização de saúde, sendo que cada área deve buscar atingir os padrões conforme sua seção no Manual de Acreditação. Conforme a adequação a estas diretrizes, os setores são classificados segundo níveis, sendo eles acreditado nível 1, acreditado 2, acreditado 3 ou não acreditado. OBJETIVO: O trabalho objetivou avaliar o centro cirúrgico de um Hospital Universitário São Francisco de Paula do Sul do Rio Grande do Sul, segundo Manual Brasileiro de Acreditação Hospitalar, destacando os principais pontos fortes, principais não conformidades e o nível de classificação do setor, segundo a ONA. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo exploratório descritivo, onde o setor foi avaliado e comparado com os requisitos apresentados no Manual da ONA RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os principais pontos fortes identificados na unidade foram o corpo técnico habilitado e capacitado, a adequação estrutural à RDC 50, existência de processo de identificação do paciente, definição do tipo de anestesia de acordo com a complexidade e risco do paciente, registros formais da alta cirúrgica e anestésica do paciente, existência de canais de comunicação efetiva com o paciente, processo de manutenção preventiva, atuação do S.C.I.H., indicadores de desempenho, planejamento estratégico setorial. Entre as principais não conformidades identificadas, cabe ressaltar a ausência de processos e protocolos multidisciplinares para algumas áreas/e ou processos, agendamento cirúrgico por grau de risco e ausência de indicadores para alguns processos. CONCLUSÃO: Durante a avaliação do setor, foi possível evidenciar práticas para atendimento em parte do três níveis da acreditação, porém em virtude da presença de algumas não conformidades, o setor foi classificado como não acreditado. A avaliação servirá de base para criação de um plano de ação, que possibilitará em breve, o alcance da condição de acreditado pelo setor. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ONA – Manual Brasileiro de Acreditação Hospitalar – 2012 COUTO, Renato Camargos, PEDROSA, Tania Grillo. Hospital – Acreditação e Gestão em Saúde. Editora Guanabara – 2ª edição – 2007
  • 39. ADESÃO À HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS POR PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE NA UTI ADULTO DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO SÃO FRANCISCO DE PAULA EM PELOTAS/RS Leon PB, Teixeira LL, Santos AM Instituição: Universidade Católica de Pelotas, Hospital Universitário São Francisco de Paula DESCRITORES: Lavagem de mãos; Controle de infecções INTRODUÇÃO: A lavagem das mãos ainda é considerada a medida mais eficaz de controlar as infecções relacionadas à assistência a saúde. Sendo então a maneira mais eficiente e econômica para a prevenção de infecções nosocomiais e este fato é mundialmente reconhecido. A infecção hospitalar é um grave problema de saúde pública que contribui com o aumento do tempo de internação, o risco de mortalidade e os custos socioeconômicos. JUSTIFICATIVA/OBJETIVO: Os setores de SCIH e Gerência de Risco estão constantemente preocupados com o paciente.É relevante a importância que ambos tenham o controle e a avaliação das técnicas utilizadas pelos profissionais de saúde. Bibliografias apontam à relação da higienização correta das mãos com o risco de infecção hospitalar. Contudo, o trabalho serviu para o setor realizar futuramente medidas para capacitar e conscientizar seus colaboradores, através dos resultados coletados. Após detectar tal importância, o objetivo foi avaliar à adesão da higienização das mãos pelos profissionais da saúde. MÉTODO: Foi realizada pesquisa bibliográfica a fim de qualificar o trabalho e após elaborou-se um instrumento de avaliação baseado em estudos já realizados. Durante dois meses foi realizado um estudo observacional na UTI Adulto do HUSFP num período de uma hora. Os sujeitos analisados foram profissionais da saúde, sem que eles percebessem que estavam sendo avaliados. Os dados foram coletados pela acadêmica do quinto semestre de enfermagem. RESULTADOS: Constatou-se que a maioria dos profissionais não faz a técnica correta da higienização das mãos. A técnica menos utilizada pelos profissionais foi após o procedimento com o paciente, seguido da baixa adesão deles em relação à técnica correta antes do procedimento com o paciente, bem como a preparação da medicação. Observa-se que para estudos futuros deverá constar no instrumento de análise uma maneira de identificar qual profissional está sendo avaliado, para que os dados não se repitam. CONCLUSÃO: Portanto, deverão ser feitas diferentes estratégias de incentivo a adesão, para que os profissionais se conscientizem e percebam que uma técnica que parece simples, pode ajudar a diminuir a contaminação hospitalar. Acredita-se que estratégias implementadas continuamente sejam uma boa forma de promover mudanças no comportamento desses profissionais. BIBLIOGRAFIA: Center for disease Control (CDC). Guideline for hand hygiene in health care settings. Recommendations of the healthcare infection control practices advisory committee and the HICPAC/SHEA/APIC/IDSA Hand Hygiene Task Force. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2002;51(16):1-45. São Paulo (cidade). Secretaria municipal da saúde. Cuidado com as mãos como meio de prevenção e controle de infecção: manual [texto na internet]. São Paulo; 2006. [citado 2006 out. 17]. Disponível em: http:// portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/saúde/cefor/0010. Nogueras M, Marinsalta N, Roussell M, Notario R. Importance of hand germ contamination in health-care workers as possible carriers of nosocomial infec-tions. Rev Inst Med Trop Sao Paulo 2001;43:149-52.
  • 40. AMOSTRAPARANÁ DA CARGA DE TRABALHO DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO OESTE DO Cavalheiri JC., Guedes GC, Moraes A, Nicola L A, Rodrigues DC Universidade Estadual do Oeste do Paraná-UNIOESTE Email: daisy_c.r@hotmail.com INTRODUÇÃO: Para garantir a assistência adequada à demanda dos pacientes requer-se um número mínimo de profissionais, no quadro da equipe de enfermagem, o qual é calculado por meio do dimensionamento de pessoal, processo sistemático que fundamenta o planejamento e a avaliação do quantitativo e qualitativo do pessoal de enfermagem necessário para prover uma assistência com segurança. Torna-se então necessário avaliar a carga de trabalho e para isso é necessário a utilização de instrumentos de mensuração de carga de trabalho e o Nursing Activities Score (NAS) é um dos instrumentos utilizado para mensurar a carga de trabalho da enfermagem, baseado no tempo gasto nas atividades de enfermagem (CONISHI R.M; GAIDZINSKI, 2007) . O NAS contém 23 itens que abrangem atividades básicas, suporte ventilatório, cardiovascular, renal, neurológico, metabólico e intervenções específicas. A pontuação pode variar de zero a 100% ou mais, o que pode significar, por exemplo, que mais de um profissional de enfermagem foi necessário para o cuidado do paciente em um determinado dia. (TRANQUITELLI A.M; PADILHA K.G, 2007; QUEIJO A.F, 2008) OBJETIVO: Avaliar a carga de trabalho de enfermagem em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) - adulto e descrever o perfil dos pacientes, nela, internados. MÉTODOS: Trata-se de uma amostra de estudo descritivo com o uso do Nursing Activities Score – NAS, o qual está em andamento e é referente a coleta de 13 dias em uma UTI com capacidade para 14 leitos. RESULTADOS: Foram 175 observações, obtidas do registro de 21 pacientes, sendo a maioria do sexo masculino, a causa principal de internação é politrauma e a média da pontuação do NAS nesses pacientes foi de 97,1%. CONCLUSÃO: Entende-se que a aplicação do NAS não só auxilie na adequação do número de recursos humanos como também possa avaliar a demanda da assistência de enfermagem e atividades que requerem maior atenção da enfermagem diariamente. O NAS é um importante instrumento para mensurar a carga de trabalho da enfermagem em UTI, já que o mesmo contempla diversas atividades de enfermagem realizadas na assistência. Mostra-se a importância de tornar sua aplicação parte do cotidiano do enfermeiro. REFERÊNCIAS CONISHI R.M, GAIDZINSKI R.R. Nursing Activities Score (NAS) como instrumento para medir carga de trabalho de enfermagem em UTI adulto. Rev Esc Enferm USP.41(3):346-54.2007 GONÇALVES L.A; PADILHA K.G. Fatores associados à carga de trabalho de enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva. Rev Esc Enferm USP;41(4):645-52. 2007 QUEIJO A.F. Estudo comparativo da carga de trabalho em unidades de terapia intensiva geral e especializadas, segundo o Nursing Activities Score (NAS) [tese]. São Paulo: Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem; 2008. TRANQUITELLI A.M; PADILHA K.G. Sistemas de classificação de pacientes como instrumentos de gestão em unidades de terapia intensiva. Rev Esc Enferm USP. 41(1):141-6. 2007
  • 41. ANALISANDO O QUE IMPULSIONA E RESTRINGE O TRABALHO EM EQUIPE NA SAÚDE DA FAMÍLIA: REVISÃO NARRATIVA DE LITERATURA Autores: Sussekind AC, Munari DB, Rocha BS, Ribeiro LCM. Instituição: Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás Email para contato:denize@fen.ufg.br Introdução: O trabalho em equipe é base para atuação profissional na Saúde da Família(SF). Por essa razão é essencial a construção de modos de pensar e agir para potencializar essa prática, que requer alta complexidade de saberes, desenvolvimento de habilidades e mudanças de atitudes de todos os integrantes. O desenvolvimento de investigações que busquem identificar o que facilita e dificulta a implementação trabalho em equipe no contexto da SF melhora o entendimento dos limites e possibilidades dessa prática. Objetivo: Analisar a partir da literatura latino-americana aspectos que impulsionam e restringem o trabalho em equipe na Saúde da Família. Metodologia: Revisão narrativa da literatura, elaborada a partir de uma busca sistematizada da literatura latino-americana, com recorte temporal entre 1994 a 2012, tendo em vista o ano de criação do Programa de Saúde da Família. Foram incluídos apenas artigos, localizados nas base de dados LILACS e na Biblioteca SciELO, a partir dos descritores “saúde da família”, “trabalho”, “equipe de assistência ao paciente” “Programa Saúde da Família”. Resultados: A análise do material selecionado foi propositalmente conduzida considerando os preceitos da Teoria do Campo de Forças de Kurt Lewin, que prevê a identificação de forças impulsoras e restritivas como movimentos presentes nos grupos humanos que podem influenciar positivamente ou negativamente os resultados do desempenho do grupo. Essas forças são relacionadas a fatores internos ou externos às pessoas, grupo de trabalho ou organização, caracterizadas em três dimensões: individuais, coletivas (relações interpessoais) e ambientais. Quanto as características individuais dos profissionais que atuam na equipe de saúde da família, a participação, motivação, satisfação no trabalho, dedicação e compromisso foram apontados como elementos que impulsionam o trabalho em equipe. O que restringe está relacionado com sobrecarga de trabalho. No que diz respeito as relações interpessoais foram apontados como facilitadores: comunicação efetiva, integralidade e complementaridade das ações multiprofissionais, interação satisfatória, preocupação em estabelecer vínculos efetivos e a Enfermeira como coordenadora da equipe. Como dificultadores foram destacadas: falta de ações integradas para alcance dos resultados, dificuldade de trabalhar em equipe, falta de integralidade e complementaridade das ações multiprofissionais. No que se refere ao aspectos ambientais foram apontados como favoráveis: vínculo entre as equipes de SF e a comunidade, realização de atividades educativas, reconhecimento da comunidade pelo trabalho da equipe, capacitação dos profissionais e reuniões sistemáticas. Em contrapartida, falta de capacitação profissional, infra-estrutura física inadequada, material de trabalho insuficiente, excesso de demanda, ineficiência no sistema de referência e contra-referência, baixos salários foram indicados como aspectos que dificultam o trabalho em equipe. Conclusão: A literatura mostrou que os aspectos facilitadores para o trabalho em equipe são aqueles que viabilizam participação coletiva e estabelecimento de valores da vida em comum, além de boas condições de trabalho. O fato do trabalho da enfermeira ter sido elencado como um fator positivo para manter a vitalidade do trabalho em equipe foi um achado relevante. Os fatores que fragilizam o trabalho em equipe indicam necessidade de aprimoramento do aprendizado no plano das relações humanas, além da melhor provisão das condições de trabalho, infraestrutura e organização do serviço. Bibliografia 1. Ciampone M, Peduzzi M. Trabalho em equipe e trabalho em grupo no Programa de Saúde da Família. Revista Brasileira de Enfermagem. 2000;53 (especial):143-7. 2. Kell MCG, Shimizu HE. Existe trabalho em equipe no Programa Saúde da Família? Ciênc. saúde coletiva 2010; 15(supl.1): 1533-1541. 3. Moscovici F. Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. 17 ed. Rio de Janeiro: José Olympio; 2008. 4. Sussekind AC. Forças impulsoras e restritivas para o trabalho em equipe em unidades básicas de Saúde da Família. [dissertation]. Goiânia: Faculdade de Enfermagem/UFG; 2010. 121 p.
  • 42. ANÁLISE DA COMPREENSÃO DO PROCESSO DE TRABALHO GERENCIAL DOS ENFERMEIROS DE UM HOSPITAL PÚBLICO ACREDITADO Pereira MV, Spiri WC Hospital Estadual Bauru, Departamento de Enfermagem – Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP E-mail: prof.mariavaleria@gmail.com Introdução: Nas organizações de saúde, o gerenciamento dos serviços de enfermagem se constitui em uma atividade complexa e que requer do enfermeiro competências peculiares para o desempenho de seu papel e responsabilidades no cotidiano profissional. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo compreender o significado para os Enfermeiros sobre o processo gerenciar em enfermagem e quais elementos indispensáveis para a tomada de decisão gerencial em um Hospital Público Acreditado. Método: Abordagem fenomenológica, visando a compreensão e a interpretação do sentido de sujeitos histórico-culturais e transformações por meio do processo de trabalho gerencial. A saturação teórica ocorreu na vigésima segunda entrevista de enfermeiros de unidades assistenciais e supervisores de unidades de serviço. As entrevistas foram áudio-gravadas, transcritas e analisadas por meio das questões norteadoras: Qual o conhecimento sobre o processo gerenciar em enfermagem? Quais os elementos fundamentais para tomada de decisão? Resultados: Realizou-se análise ideográfica e nomotética resgatando os temas: Processo gerenciar e os recursos humanos; Processo gerenciar como meio para o processo assistir/cuidar; Processo gerenciar e os recursos materiais; Processo gerenciar e a tomada de decisão; Processo gerenciar e a dimensão técnico–científica; Processo gerenciar e a dimensão ético-política. Desvelou-se que o processo gerencial é considerado importante e com ações voltadas para a busca de qualificação da assistência assim como o reconhecimento do papel do enfermeiro dentro da perspectiva assistencial e gerencial. Alguns aspectos são inerentes ao processo gerencial. Tais aspectos correspondem à compreensão do dimensionamento de pessoal e instrumentos necessários para a classificação do cuidado, elaboração das escalas de trabalho, absenteísmo, rotatividade, posicionamento frente aos conflitos, esclarecimento do papel do líder, comunicação, carga horária intensa e sobrecarga de trabalho. Na relação com o cuidado houve ênfase para o gerenciamento dos riscos e o planejamento assistencial. Também foi referido que o gerenciamento envolve a adequada racionalização dos recursos materiais. O planejamento, organização, controle, avaliação e supervisão foram dimensões reveladas, havendo a necessidade da permanente educação para o desenvolvimento das competências, habilidades e atitudes gerenciais e o efetivo exercício da liderança. A tomada de decisão desvela-se como um processo complexo que exige conhecimento, autonomia e a possibilidade de compartilhamento. Conclusão: Tem-se como proposta o desenvolvimento de um modelo gerencial voltado para o desenvolvimento das pessoas, objetivando reorganizar o dimensionamento dos recursos humanos e a construção de instrumentos que validem a carga assistencial, elaboração de planos estratégicos para uma gestão participativa, reconhecimento e desenvolvimento de competências de liderança por meio do empoderamento, autonomia para a tomada de decisão, estabelecimento de política de retenção de talentos e o fortalecimento do desenvolvimento de pesquisas na área. Este fenômeno foi desvelado segundo os horizontes dos sujeitos da pesquisa, vivência da pesquisadora e da literatura concernente ao tema. No entanto, acreditamos na abrangência da temática e que outros enfoques necessitam ser percorridos para revelar o completo significado do fenômeno pesquisado. Bibliografia: Hausmann, Peduzzi, 2009; Kitson et al., 2011; Kurcgant, 2010; .Merleau-Ponty, 2006; Scherb et. al, 2011, Stewart et al, 2010.
  • 43. ANÁLISE DA DEMANDA DE CUIDADOS NA ALTA HOSPITALAR DE INSTITUIÇÕES PÚBLICAS MUNICIPAIS DE SÃO PAULO Nascimento AB Mestre pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Docente de Pós-Graduação, Graduação e Extensão do Centro Universitário Senac – SP. alexandra.nascimento@sp.senac.br Introdução: Alguns estudos apontam para a necessidade de discussão sobre a rede de atenção à saúde preconizada pelo SUS. Esta proposta decorre da necessidade de mudança da gestão das condições agudas para a inclusão da gestão das condições crônicas, as quais trazem consigo demandas específicas de cuidados. Justificativa: Desta forma, cabendo ao enfermeiro o desafio de primar pela integralidade, objetivando a congruência de ações visando à continuidade dos cuidados em equipamentos de saúde coerentes com estas demandas. Objetivo: Analisar as demandas de cuidados no momento da alta hospitalar. Método: Foram analisados 430 prontuários de egressos de 2 hospitais secundários públicos municipais de São Paulo, denominados: Hospital A e Hospital B. Os critérios de inclusão foram: ter o aceite da direção dos hospitais por meio do “Termo de Responsabilidade” e ter data de internação hospitalar em abril/2010. Esta pesquisa foi aprovada no CEP-EEUSP (867/2009) e no CEP-SMS (221/2010). O Serviço de Arquivo Médico de cada hospital disponibilizou os prontuários dos pacientes egressos em abril/2010, sendo as informações registradas em base informatizada de dados. Os prontuários foram analisados quanto ao tipo e ocorrência dos cuidados básicos e invasivos prestados no momento da alta hospitalar, visando identificar a eventual necessidade de continuidade da assistência em outros estabelecimentos de saúde, a fim de se assegurar a equidade e integralidade do atendimento. Resultados: Entre os cuidados básicos, 52.4% dos pacientes tiveram alta hospitalar com prescrição de medicamentos por via oral, 12.6% de glicemia capilar, 11.8% de inalação, 7.1% de insulinoterapia, 4.2% de nutrição via oral assistida e 3.7% de nutrição enteral por via alternativa. Entre os cuidados invasivos, 52.7% dos pacientes tiveram alta hospitalar com prescrição de medicamentos por via endovenosa, 9.8% de estomaterapia, 9% de medicamentos por via intramuscular, 4.7% de oxigenioterapia, 4.5% de fisioterapia e 3.1% de cateterismo vesical de demora. Sendo que sob o aspecto da locomoção, 11.4% dos pacientes encontravam-se acamados e 12.8% deambulando com auxilio. Enquanto que sob o aspecto dos cuidados no banho, 9.8% necessitavam de banho no leito e 13% de banho na cadeira. Conclusões: No momento da alta hospitalar foram identificados cuidados que demandariam assistência no pós-alta de outros estabelecimentos de saúde para o fornecimento de recursos materiais e humanos. Sob os aspectos de locomoção e cuidados no banho quase ¼ dos pacientes que tiveram alta hospitalar apresentavam algum déficit para estes auto-cuidados, demandando auxilio de terceiros, e provavelmente, de suporte da rede de atenção à saúde. Portanto, evidencia-se a continuidade do cuidado no momento pós-alta hospitalar, sendo necessária a reflexão de outros serviços que possibilitem a sua continuidade por meio da orientação aos familiares e provisão de recursos para que ela ocorra evitando eventuais reinternações hospitalares. Bibliografia: Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Rev Med Minas Gerais 2008, 18(4): 3-11. Organização Mundial de Saúde. Cuidados inovadores para condições crônicas: componentes estruturais de ação (relatório mundial). Brasília, 2003.
  • 44. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE QUEDAS EM HOSPITAL ESPECIALIZADO EM CARDIOPNEUMOLOGIA Rodrigues ABR, Fiorante MLS, Rodrigues LAB, Schmidt E, Palomo JSH Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e-mail: adriano.rogerio@incor.usp.br Introdução: As quedas são motivo de grande preocupação para os profissionais e gestores das organizações de saúde, sendo que as ações preventivas exigem criteriosa avaliação de risco. Entretanto, não há escalas validadas no Brasil para a identificação desses eventos em serviços de atendimento de alta complexidade especializado em cardiopneumologia (SAC). Objetivos: Identificar a incidência de quedas e caracterizar os fatores ambientais que colaboraram para a ocorrência da queda e o perfil sociodemográfico e clínico dos pacientes que sofreram tal incidente em um SAC. Método: Trata-se de estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo. Adotou-se a definição de queda proposta pelo CQH (Compromisso com a Qualidade Hospitalar). Os dados foram obtidos por meio da análise do registro de eventos adversos (n=756), 171 corresponderam à ocorrência de quedas. A incidência de quedas foi calculada conforme preconização do CQH. Os dados relacionados ao perfil sociodemográfico e clínico, bem como os fatores ambientais que colaboraram para a ocorrência do evento, foram analisados por meio de estatística descritiva. Resultados: A incidência de quedas foi de 1,3/1000 paciente-dia. Verificou-se que 50,3% (n=86) dos pacientes que caíram tinham 71 anos ou mais e 1,8% (n=3) tinham menos de 5 anos. Quanto ao gênero, 56,1% (n=96) eram do sexo masculino. Verificou-se que 84,8% (n=145) dos pacientes não apresentaram alterações do nível de consciência, porém em 35,1% (n=60) dos registros houve notificação de déficits motores, dentre os quais, o mais prevalente foi a dificuldade de marcha (41,7%;n=25). O diagnóstico mais frequente foi a insuficiência cardíaca (22,8%;n=39) e o procedimento cirúrgico predominante foi a revascularização do miocárdio (8,8%;n=15). Quanto à terapia medicamentosa, mais da metade dos pacientes haviam utilizado diuréticos e vasodilatadores nas seis horas que precederam o evento. As quedas ocorreram predominantemente nas clínicas médicocirúrgicas (77,2%;n=132). Ainda, observou-se que 74,3% (n=127) dos pacientes que caíram não tinham acompanhante no momento da queda. Notou-se que os pacientes caíram, nos turnos da manhã e tarde (53,2%;n=91), da própria altura (61,4%;n=105) no quarto (68,4%;n=117) e/ou da cama/maca (26,3%;n=45), embora estivessem liberados para levantar sozinhos (44,4%;n=76) ou com auxílio (39,2%;n=67). Conclusão: Conclui-se que os dados obtidos por meio do impresso de eventos adversos possibilitaram análise do perfil sociodemográfico e clínico, assim como dos fatores ambientais que, possivelmente, contribuíram para a ocorrência de quedas em pacientes atendidos. Entretanto, percebeu-se a necessidade de estudo mais aprofundado com vistas à elaboração de escala de avaliação de risco específica para essa população. Pereira SRM, Buksman S, Perracini M, Py L, Barreto KML, Leite VMM. Projeto Diretrizes: quedas em idosos. Disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/082.pdf Vitor AF, Lopes MVO, Araújo TL. Diagnóstico de enfermagem risco de quedas em pacientes com angina instável. Rev. Rene. Fortaleza, v. 11, n. 1, p. 105-113, jan./mar.2010 Machado TR, Oliveira CJ, Costa FBC, Araújo TL. Avaliação da presença de risco para queda em idosos. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2009;11(1):32-8. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v11/n1/v11n1a04.htm.
  • 45. ANÁLISE DA QUEIXA TÉCNICA DE MATERIAL MÉDICO-HOSPITALAR NO PROCESSO DE VIGILÂNCIA PÓS COMERCIALIZAÇÃO Gil RB1, Reis GAX2, Rossaneis MA3, Cantarin AL4, Laus AM5. O gerenciamento de recursos materiais tem sido vital para as instituições de saúde frente ao aumento significativo da complexidade assistencial, da incorporação de novas tecnologias e da diversidade de produtos existentes no mercado, além do impacto financeiro decorrente de sua incorporação. Uma das estratégias necessárias neste processo tem sido o monitoramento do material médico-hospitalar na fase de pós-comercialização pelos serviços de saúde, pois o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) por si só não garante a inexistência de desvio de qualidade e eventual dano ao usuário. Este trabalho teve objetivo de identificar e analisar as notificações de queixa técnica de material médico-hospitalar em um hospital universitário público. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa, que analisou 148 Impressos de Notificação (IN) de materiais de consumo classificados nesta instituição como médico-hospitalar, referentes ao período de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2012. Optou-se, para análise dos dados, pelo agrupamento de alguns itens (compressas, equipos, extensores, luvas, seringas e sondas). Do total dos IN que obtiveram percentual mais expressivo foram os equipos (20,3%), fita adesiva microporosa (11,5%), conector de três vias (9,5%), extensores e seringas (8%), dispositivos venosos (7%), luvas (5%) e sondas (4%). As queixas técnicas / desvio de qualidade mais relatados pelos diferentes usuários da instituição foram relacionadas à estrutura do produto, ou seja, falhas de conexão, rachadura, vazamento, adesividade insatisfatória e no caso das luvas, a presença de furos. Identificou-se um aumento no número de notificações de equipos, conector três vias, seringas e sondas quando comparados aos dados obtidos em análise realizada em 2009, relativa a estes mesmos itens, o que pode sugerir uma preocupação maior dos usuários em denunciar as irregularidades identificadas durante o uso. O objetivo da vigilância pós-comercialização implantada pela ANVISA, consolidada a partir das notificações de queixas técnicas e/ou eventos adversos, busca a adoção de medidas, ou seja, barreiras protetoras para a minimização de riscos. As queixas técnicas monitoradas e comunicadas por meio do Impresso de Notificação podem ser consideradas um indicador de qualidade no âmbito do gerenciamento de recursos materiais. As informações podem ser significativas para subsidiar as investigações internas, inclusive para o rastreamento do produto. Entretanto, o monitoramento precisa ser contínuo, preferencialmente com implantação de ferramentas gerenciais que permitam acompanhar o desdobramento das ações adotadas e disponibiliza-las ao notificador. Neste aspecto, o papel da enfermagem passa a ser decisivo no processo, em razão de serem os maiores consumidores de produtos da área da saúde. __________________________________________________________________ 1 Enfermeira. Mestre em Ciências pela EERP/USP. Responsável pela Assessoria de Enfermagem no Controle de Recursos Materiais e Seção de Parecer Técnico do Hospital Universitário de Londrina, Londrina – PR. 2 Enfermeira. Residente em Gerencia em Serviços de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina – PR. 3 Enfermeira. Mestre em Ciências pela EERP/USP. Docente do departamento de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina – PR. 4 Técnico de Assuntos Universitários da Assessoria de Enfermagem no Controle de Recursos Materiais e da Seção de Parecer Técnico do Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina, Londrina – PR. 5 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do departamento de enfermagem da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto – SP. Universidade Estadual de Londrina; Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP marianarossaneis@gmail.com REFERÊNCIAS: BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Vigipós. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/Anvisa+Portal/Anvisa/Pos+-+Comercializacao+-+Pos+-+Uso/Vigipos>. Acesso em: 10 abr. 2013. GIL, R.B. O processo de notificação da queixa técnica de material de consumo de uso hospitalar no contexto do gerenciamento de recursos materiais em um hospital universitário público. Dissertação de Mestrado. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. 2011. PASCHOAL, M.L.H., CASTILHO, V. Implementação do sistema de gestão de materiais informatizado do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo. Rev. Esc. Enferm. USP, v.44, n.4, 2010.
  • 46. ANÁLISE DE INTERCORRÊNCIAS ASSISTENCIAIS DE ENFERMAGEM ATRAVÉS DA ENGENHARIA DE SISTEMAS COGNITIVOS DUARTE, E.R.M. BRATZ, M. Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul ermd@terra.com.br m.bratz@terra.com.br Palavras Chaves: Enfermagem, Ergonomia Cognitiva, Sistemas Complexos. Introdução: As investigações demonstram que erros criminosos na área da saúde são bastante raros em relação ao montante de procedimentos realizados, sendo a grande maioria dos erros cometida por profissionais capacitados (Vicente, 2004; Guimarães, 2006). Na análise destes eventos na área da saúde é importante distinguir a origem das falhas, pois a identificação das causas, que levam às ações inadequadas, é que vêm colaborar para a melhoria do atendimento em geral. (Harada et al.,2006).. Justificativa: Na visão macro da ergonomia, o erro não pode ser encarado como falha do indivíduo isoladamente. Entre os principais fatores que podem influenciar o desempenho humano na realização de uma tarefa estão o design, ou projeto desta tarefa; a interface entre tecnologia e ser humano (Norman, 2002) e o contexto da pessoa dentro da organização para a qual trabalha (Woods et. al., 1994). Objetivo: analisar falhas ocorridas no trabalho de enfermagem em duas unidades de internação de pacientes submetidos a transplante de órgãos, em um hospital geral no período de 2 anos. Resultados: Na análise Quantitativa dos relatos das intercorrências identificou-se que 54,83% foram relacionados à medicação, 19,35% a exames, 8,06% a balanço hídrico e 25,80% a outros. Dos 62 relatos 16 foram excluídos, por não permitir enquadrar a falha nos grupos ou porque não continham informações suficientes para identificar o tipo de falha e com isto enquadrá-la na classificação lapso-erro-violação. Dentro das falhas relacionadas à medicação identificou quatro subgrupos: falha na preparação do medicamento, não administração, troca de medicação e falha na prescrição e aprazamento. O maior número de falhas registradas ocorreu por não administração da medicação. Na análise qualitativa evidenciaram-se as divergências de conceitos, entendimentos, experiências e tempo de profissão entre os profissionais. Referências Bibliográficas ANVISA – Disponível em: <http: / www. Anvisa.gov.br/tecnovigilância/notifica.htm>. Acessado em 07/01/2013. HARADA, M.J.C.S . O erro Humano e a Segurança do Paciente. São Paulo: Editora Atheneu, 2006. GUIMARÃES, LBM. Ergonomia Cognitiva. Série Monográfica. Porto Alegre: FEEng, 3a ed. 2006. MORIN, E. Introdução ao Pensamento Complexo. Porto Alegre: Sulina,2005 INSTITUTE OF MEDICINE. Keeping Patients Safe: Tranforming the work Enviroment of Nursing. Philip, Aspen; Janet M. Corring, Julie Wolcott; Shari M Erickison. Editor Commitlle on the work environment for nurses and patient safety nov 04, 2003 RASMUSSEN, J; PEJTERSEN, A. M.; GOODSTEIN, L.P. Cognitive systems engineering. John Wiley & Sons, Inc. 1994. REASON, 1990 Human Erro. Cambridge, England: Cambridge University Press. VICENTE, K. The Human Factor: revolutionizing the way we live with technology . Vintage Canada, 2004. WOODS,D.D. ; JOHANNESEN,L.J.;COOK,R.I.;SARTER,N.B. Behind human error: cognitive systems, computers, and hindsingt. CSERIAC State-of-art-Report. Crew Systems Ergonomics Information Analysis Center: Wright-Patterson AFB,OH. 1994 WOODS, D.D.; HOLLNAGEL, E. Joint Cognitive systems: patterns in cognitive systems engineering . Boca Raton: CRC/Taylor & Francis. 2006.
  • 47. APLICAÇÃO DO NURSING ACTIVITIES SCORE EM PACIENTES DE ALTA COMPLEXIDADE EM UM PRONTO SOCORRO Vigo LRA, Campos ES, Pinheiro DA Hospital totalCor luciane.vigo@totalcor.com.br Palavras – chave: Enfermagem; Pronto-socorro; Carga de trabalho; Cuidados de Enfermagem Introdução: Uma unidade de Pronto-Socorro (PS) é o estabelecimento de saúde destinado a prestar assistência a doentes, com ou sem risco de vida, cujos agravos à saúde necessitam de atendimento imediato, sendo que seu funcionamento deve permanecer ininterrupto durante as 24 horas do dia e dispõe apenas de leitos de observações1. Atualmente, as unidades de pronto-socorro, além de assegurar as manobras de sustentação de vida em casos de urgência e emergência, tem representado a porta de usuários com queixas crônicas e com a superlotação dos ambientes hospitalares e tem prestado atendimento a pacientes cada vez mais complexos, que demandam um maior tempo de assistência de enfermagem e que acabam por ficar internados neste setor aguardando a liberação de leitos em outras unidades do hospital. Esta condição sobrecarrega as equipes multiprofissionais, inclusive a de enfermagem, buscando resolutividade para demandas que deveriam ser atendidas em outros setores do hospital2. No hospital em questão, muitos pacientes permanecem internados em leitos de retaguarda aguardando definição de conduta ou vaga de UTI, o que torna o cuidado mais complexo no setor. Para mensurar o grau de dependência do paciente em relação à equipe de enfermagem existem diversos instrumentos, como o Nursing Activities Score (NAS), um instrumento que mensura a carga de trabalho da enfermagem. É uma ferramenta sensível e promissora para dimensionar a carga de trabalho da equipe de enfermagem em UTI por possibilitar a identificação do tempo de assistência de enfermagem aos pacientes internados nestas unidades3. Justificativa: Diante da presença de pacientes de UTI internados na retaguarda do PS, procurou-se conhecer o grau de dependência destes pacientes em relação à equipe de enfermagem. Objetivo: Mensurar a carga de trabalho da equipe de enfermagem de um Pronto Socorro utilizando o NAS. Metodologia: Trata-se de um estudo de caráter quantitativo, realizada no 1º semestre de 2012. Resultados: O NAS foi aplicado no período de Janeiro a Junho de 2012 pelo enfermeiro assistencial do setor nos pacientes internados na retaguarda do PS com solicitação de vaga de UTI. No período a amostra foi de 413 pacientes, encontrando média do NAS 68,9%, com variação entre 49,4% e 127,6%, considerando uma carga de trabalho moderada. Conclusão: Conhecer o grau de dependência dos pacientes frente à equipe de enfermagem possibilita um melhor planejamento da assistência e dados concretos para busca de mais recursos humanos e materiais para o setor, tendo em vista que é um PS especializado em cardiologia em que o potencial de gravidade e/ou a gravidade dos pacientes gera preocupação nos enfermeiros da unidade. 1 Enfermeira supervisora de Enfermagem do Pronto Socorro e Unidade Diagnóstica. Especialista em Enfermagem Clínica e Cirúrgica. Pós-graduanda em Gerenciamento em Enfermagem. Hospital totalCor. São Paulo. 2 Enfermeira Assistencial do Pronto Socorro. Especialista em Emergência. Hospital totalCor. São Paulo. Referencias bibliográficas 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Nacional de Organização e Desenvolvimento de Serviços de Saúde. Terminologia Básica em Saúde. Brasília: Centro de Documentação do Ministério da Saúde, 1987. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/0112terminologia1.pdf Acesso em: 02 set. 2012. 2. OHARA, Renato; MELO, Márcia, Regina Antonietto da Costa; LAUS, Ana Maria. Caracterização do perfil assistencial dos pacientes adultos de um pronto socorro. Rev Bras Enferm, Brasília, v.63, n.5, p.749-54, 2010. 3. LIMA, Marian Keiko Frossard; TSUKAMOTO, Rosângela; FUGULIN, Fernanda Maria Togeiro. Aplicação do nursing activities score em pacientes de alta dependência de enfermagem. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, v.17, n.4, p.638-46, 2008.
  • 48. ASPECTOS INTERVENIENTES NA MOTIVAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM Autores: Ruela CH, Coutinho RMC. Instituição: UNIP Campinas - Campus Swift E-mail: cristianeruela@rocketmail.com Motivação é definida como fator que nos leva a agir ou tomar decisões. E tem por finalidade nas instituições de saúde, manter os profissionais de enfermagem envolvidos com os objetivos e metas organizacionais. Este estudo tem com objetivo verificar os fatores intervenientes na motivação destes profissionais e averiguar quais foram as teorias mais utilizadas na bibliografia consultada. Neste estudo emerge a importância de se manter uma equipe coesa para o serviço em saúde. Como resultado aumentar a qualidade da assistência prestada aos clientes. Portanto surge o questionamento: Quais são os fatores que exercem maior influência sob os profissionais de enfermagem nas instituições de saúde? Acredito que: remuneração, carga horária e relacionamento interpessoal estão diretamente relacionados com esta questão. Desenvolvera–se na modalidade de revisão de literatura, tendo sido utilizadas publicações do período de 2000 a 2010 das bases: Bdenf, Lilacs, Medline e Scielo. Evidenciaram–se como fatores causais: falta de reconhecimento por parte da chefia imediata (21%), remuneração (21%), condições de trabalho (17%), ambiente de trabalho (13%), sobrecarga de trabalho (8%), relacionamento interpessoal (8%), e finalmente falta de educação continuada (4%). As teorias, que norteiam o gerenciamento desta temática é a de Maslow que é voltada para as cinco Necessidades Humanas Básicas (NHB) e Herzberg que baseou seus estudos de acordo com os fatores extrínsecos e intrínsecos. Dessa forma concluímos que o enfermeiro como líder, deve estar inteirado ao perfil de cada membro da equipe, fazendo com que trabalhem em conjunto em prol de um objetivo comum, e que se sintam indispensáveis ao sucesso organizacional. Palavras-chave: administração em saúde, motivação, equipe de enfermagem. Bibliografia: 1. Marquis BL, Huston CJ. Administração e Liderança em Enfermagem- Teoria e prática. In: Criação de um clima motivador. Porto Alegre Artmed: 4 ed; 2005. p. 245-59. 2. Vitória Regis LFL, Porto IS. A equipe de enfermagem e Maslow: (in) satisfações no trabalho. Rev Bras Enferm. 2006; 59(4): 565-8. 3. Bezerra FD, Andrade MFC, Andrade TS, Vieira MJ, Pimentel D. Motivação da equipe e estratégias motivacionais adotadas pelo enfermeiro. Rev Bras Enferm, Brasília 2010; 63(1): 33-7. 4. Carvalho DR, Kalinke LP. Perfil do enfermeiro quanto a motivação profissional e suas necessidades de desenvolvimento. Boletim de enfermagem Curitiba. 2008; 1(2): 82-95. 5. Tamayo A, Paschoal T. A relação da motivação para o trabalho com as metas do trabalhador. R.A.C. 2003; 7(4): 33-54. 6. Lopes MC, Filho GIR. A motivação humana no trabalho: o desafio da gestão em serviços de saúde pública. Rev Adm São Paulo. 2004; 39(1): 62-75. 7. Stefano SR, Filho ACG, Mulero KR. Motivação: Um estudo comparativo entre fatores monetários e não monetários. Anais do VII Seminários em administração, USP- São Paulo 2004. Disponível em: <htpp://www.ead.fea.usp.br/semead/7semead>. Acesso em: 10 Mar. 2011. 8. Batista VAA, Vieira JM, Cardoso SCN, Carvalho PRG. Fatores de motivação e insatisfação no trabalho do enfermeiro. Rev Esc Enferm USP. 2005; 39(1): 85-91. 9. Ribeiro ARB, Silva DEP, Medeiros DD. A influência da ergonomia organizacional na motivação dos funcionários da área da saúde. XXV Encontro Nac. de Eng. Produção- ENEGEP; 2005 10. Melera SVG, Beccaria LM, Carta A, Contrin LM. Motivação da equipe de enfermagem em uma unidade de terapia intensiva. Arq. Ciênc. Saúde. 2006; 13(3): 61-9. 11. Santos AM. Motivação no trabalho e suas teorias. UTFPR- Ponta Grossa, 2009. Disponível em: <http://www.pg.cefet.br/incubadora/wp-content/themes/utfpr-gerenc/artigos/50.pdf>. Acesso em: 03 Mar. 2011. 12. Santos AFR, Paula DS, Fernandes CP. O papel da motivação no setor público e a satisfação da população no atendimento. Anais do IX Congresso de Iniciação Científica FIO/ FEMM, nov 2010. Disponível em: <http://www.canal6.com.br/FIO/ >. Acesso em: 10 Mar. 2011. 13. Abraão SR, Bezerra ALQ, Branquinho NCSS, Paranaguá TTB. Caracterização, motivação e nível de satisfação dos técnicos de enfermagem de um hospital universitário. Rev de Enferm UERJ. 2010; 18(2): 253-8. 14. Gomes AAP, Quelhas OLG. Motivação dos recursos humanos no serviço público. REAd. 2003; 9(5): 1-18. 15. Pereira MCA. Favero N. A motivação no trabalho da equipe de enfermagem. Rev. Latino-am enferm. 2001; 9(4): 7-12. 16. Nakamura CC, Fortunato JC, Rosa LM, Marçal R, Pereira TAA, Barbosa DF. Motivação no trabalho. Maringá Management: Revista de Ciências Empresariais. 2005; 2(1): 20-25. 17. Hernández PAH, Ramírez MAC, Sánchez DC. Humanizar los contextos de salud, cuestión de liderazgo. Rev. Invest Educ Enferm Colombia. 2008; 26(2): 218-225. 18. Kontodimopoulosn N, Paleologou V, Niakas D. Identifying important motivacional factors for professionals in greek hospitals. BMC Hearther Serv Res Greece 2009; 164(9): 1-11.
  • 49. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E COMPETÊNCIAS GERENCIAIS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE Autores: Wachter MZD, Santos CF, Costa VM, Siniak DS, Juciane AFI Instituição: Centro de Educação Tecnológica e Pesquisa em Saúde e Grupo Hospitalar Nossa Senhora Conceição - GHC Email: dmartaziziane@yahoo.com INTRODUÇÃO: No âmbito da Atenção Primária em Saúde (APS) o enfermeiro precisa ser capaz de identificar as reais necessidades sociais de saúde da população para planejar, gerenciar, coordenar, avaliar e supervisionar as ações dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Neste contexto, o enfermeiro se destaca como profissional indispensável para compor a equipe mínima de Saúde da Família, o que exige deste profissional uma preparação para atuar de forma adequada e qualificada desenvolvendo e adquirindo novas competências. Em se tratando do conceito de competências, pode-se observar três dimensões: conhecimento, habilidade e atitudes. O conhecimento corresponde a uma série de informações assimiladas e estruturadas pelo indivíduo, que lhe permite entender o ambiente e as relações diretamente ligadas às atividades humanas e naturais no mesmo. As habilidades correspondem à capacidade de aplicar e fazer uso do conhecimento adquirido. A atitude diz respeito ao conjunto de conhecimentos e habilidades adquiridos e aos aspectos sociais e afetivos relacionados ao trabalho. OBJETIVOS: Conhecer as competências essenciais para o trabalho do enfermeiro na APS. MÉTODOS: Estudo qualitativo e o método de pesquisa utilizado foi o estudo de caso. O cenário compreendeu 10 ESF da cidade de Porto Alegre/RS. Os sujeitos do estudo foram enfermeiros de ambos os sexos que atuavam a mais de 6 meses nas ESF. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas, realizadas de junho a agosto de 2011. Usou-se para a coleta o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). RESULTADOS: O estudo apontou para a necessidade de novas competências, conhecimentos e novas formas de trabalho, o que implica alterações sobre a definição da profissão, envolvendo desde o papel profissional até os componentes multiculturais que a norteiam. CONCLUSÃO: A respeito das competências essenciais para a realização das atividades no primeiro nível de atenção à saúde, definiu-se como fundamental a escuta qualificada, o trabalho em equipe, o domínio do saber em Saúde Pública e a educação permanente. Com esses resultados foi possível perceber avanços significativos com relação ao processo de formação do enfermeiro. Também, ressalta-se a preocupação dos profissionais com relação à necessidade de atualizar-se e considerar a educação permanente como elemento fundamental para o acompanhamento das transformações no setor saúde. REFERÊNCIAS 1 Merhy EE, Franco TB. Programa Saúde da Família: contradições e novos desafios. In: Congresso Paulista de saúde pública; São Paulo, Brasil. São Paulo: Associação paulista de Saúde Pública; 2000. p.145-54. 2 Ruthes RM, Cunha ICKO. Entendendo as competências para aplicação na enfermagem. Rev Bras de Enfer. Brasília: 2008; 61(1):109-112. 3 Cunha ICKO, Neto FRGX. Competências gerenciais de enfermeiras: um novo velho desafio?. Texto Contexto Enferm, 2006, jul-set; 15(3):479-82. 4 Witt RR. Competências da enfermeira da atenção primária: contribuição para construção das funções essenciais de saúde pública. Ribeirão Preto: Universidade Federal de Ribeirão Preto; 2005. p.156.Tese. 5 Peduzzi M. Equipe multiprofissional de saúde: conceito e tipologia. Rev de saúde pub, 2001, fev; 35(1):103-09.
  • 50. ATIVIDADES DO RESIDENTE EM GERÊNCIA DOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM EM UMA COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR Freitas FMB, Cavalcante PS, Haddad MCL, Belei RA, Rossaneis MA Universidade Estadual de Londrina Email: franmidori@hotmail.com Introdução: Com o objetivo de desenvolver a competência gerencial em enfermeiros e promover uma prática crítica e reflexiva implantou-se, em 2006, na Universidade Estadual de Londrina PR, o programa de Residência em Gerência dos Serviços de enfermagem. Com duração de dois anos, o residente atua em diferentes campos de estágio em hospitais de média e alta complexidade. No segundo ano, durante um mês desenvolve atividades junto à Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). A CCIH elabora, implementa e avalia programas de controle de infecção hospitalar, se adequando as características e necessidades da instituição. Com base nessas atividades, o residente tem a possibilidade de aprimorar habilidades gerenciais relacionadas à avaliação em serviço, planejamento estratégico e ainda educação em saúde. OBJETIVO: Descrever as atividades desenvolvidas pelo residente em gerência dos serviços de enfermagem na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar em hospital universitário público. Método: Trata-se de um relato de experiência, decorrente da atuação do residente durante um mês em uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Resultados: Durante a atuação na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar foi possível atualizar os manuais da instituição, tais como os de normas e rotinas, protocolos de prevenção e controle de infecção hospitalar em adultos e neonatos, e manuais de rotina referentes à higiene e desinfecção dos ambientes. Além disso, os residentes participaram em discussões sobre o aumento da incidência de bactérias multirresistentes e o impacto financeiro do uso de luvas e aventais, considerando tratar-se de uma instituição universitária. O residente desenvolveu ainda atividades de educação em serviço em parceria com outros departamentos, com ênfase ao tema prevenção de infecção e segurança na terapia medicamentosa. Sendo este tema, uma das metas do Programa Brasileiro de Segurança do Paciente. E também foram distribuídos folders com informações gerais sobre biossegurança e prevenção de infecções relacionadas a cateteres. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A CCIH, como campo de estágio, proporciona ao residente em Gerência dos Serviços de Enfermagem um aprendizado muito significativo e importante para a sua formação gerencial, possibilitando-o a desenvolver seu pensamento crítico referente às atividades pertinentes a essa comissão. O residente em parceria com a enfermeira responsável ajuda na resolução das intercorrências e busca soluções aos acontecimentos inerentes à sua alçada. Essa experiência profissional é de grande valia ao residente, pois é uma oportunidade de vivenciar na prática acontecimentos que no futuro ele deverá estar apto a solucioná-los. BIBLIOGRAFIA CARDOSO, R.S.; SILVA, M.A. A percepção dos enfermeiros acerca da comissão de infecção hospitalar: desafios e perspectivas. Revista Texto Contexto de Enfermagem, 2004. v 13(n.esp), p.50-7. BARBOSA, M. E. M. A atuação do enfermeiro no controle de infecção hospitalar no estado do Paraná. 2007. 126 f. Dissertação (Mestrado)- Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2007.
  • 51. ATIVIDADES DO SUPERVISOR DE ENFERMAGEM NO CONTEXTO HOSPITALAR – RELATO DE EXPERIENCIA Onoe EKN, Santos TR, Reis SL, Pereira CR, Silva RDC. Hospital Alemão Oswaldo Cruz E-mail: onoe@gmail.com.br Palavras-chave: Supervisão de Enfermagem; Administração de Serviços de Saúde. Uma das ferramentas gerenciais utilizadas pelo enfermeiro é a supervisão, que advém do surgimento da administração como campo específico do saber. Trata-se de um trabalho que se dá em bases coletivas e de forma interdependente, seja entre os diferentes agentes de enfermagem como entre outros profissionais da saúde. A supervisão favorece a interface entre a assistência prestada ao paciente, o trabalho da equipe assistencial e o contexto hospitalar no qual esta relação se insere. À medida que conhece a estrutura do serviço e interage com a equipe hospitalar, o supervisor torna-se corresponsável pela manutenção de um serviço de qualidade e segurança. Com as mudanças sociais, econômicas e culturais, tem apontado para a necessidade de adoção de métodos e estratégias que permitam a compreensão dos processos e contextos administrativos, nos quais diferentes grupos sociais encontram-se inseridos1. Não basta ao enfermeiro dominar a competência técnica para a supervisão, é imprescindível o entendimento das pessoas e dos grupos, da importância das relações de trabalho na integralidade da equipe para que a supervisão seja um instrumento qualificador da prática assistencial. Este trabalho tem como objetivo relatar as atividades desenvolvidas pelo supervisor de enfermagem e o uso de planilha de áreas assistenciais. Trata-se de um relato de experiência sobre a prática diária dos Supervisores de Enfermagem de um hospital de médio porte, de alta complexidade da capital de São Paulo. A supervisão tem realizado diversas atividades como remanejamento de funcionários, passagem de plantão administrativo, visita as áreas assistenciais, gestão de leitos externos de unidade de terapia intensiva, discussão, orientação e direcionamento de condutas que assegurem a qualidade e segurança do paciente e família, ouvidoria (na ausência do ouvidor), gerenciar conflitos, representar as Superintendências em questões administrativas e assistenciais conforme a necessidade e facilitar e potencializar o cuidar de forma educativa. A planilha de atividades das áreas assistenciais tem possibilitado a visualização do cenário do momento e proporcionado o direcionamento das prioridades visando atender a real necessidade do paciente e família de forma segura e qualificada, assim como fornecer condições de trabalho adequadas aos colaboradores institucionais. A supervisão de enfermagem deve trabalhar de forma coletiva, educadora, integradora e impactante entre a equipe multidisciplinar, tendo sempre como finalidade a cooperação e o estímulo do colaborador, objetivando a melhoria continua da assistência ao paciente e família. Bibliografia: Liberali,J, Dall'Agnol, C M. Supervisão de enfermagem: um instrumento de gestão. Revista gaúcha de enfermagem. Porto Alegre. Vol. 29, n. 2 (jun. 2008), p. 276-282. Martin J, Valentim A. "Supervisão de enfermagem x assistência ao paciente: compatibilização como pressuposto à identidade profissional e à qualidade da assistência; Nursing supervision." Nursing (Säo Paulo) 3.26 (2000): 16-7.
  • 52. ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PROMOÇÃO DE SAÚDE DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL (DI) Instituição: Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMSSP) e Associação Saúde da Família (ASF) AUTORES: REIS, LL; SAADI, MPU ; PAZZINI, GM; CASSAVIA, CP; BERTONCINI, S. e-mail: apdsantoamaro2@gmail.com Palavras-chaves: enfermeiro, deficiência intelectual INTRODUÇÃO: Algumas pessoas com DI encontram-se em situação de fragilidade e vulnerabilidade, devido isolamento e dificuldade em exercer plenamente seu potencial cidadão. O Programa Acompanhante de Saúde da Pessoa com Deficiência (APD) da SMSSP, desenvolvido em parceria com a ASF, visa promover cuidado em saúde; permanência em serviços sociais, inserção em espaços diversos de convivência social, lazer e educação, ampliar repertório de vida, do autocuidado, do protagonismo, estabelecimento de vínculos e participação coletiva nas práticas de saúde; evitando situações de isolamento e internação. Diante da complexidade das intervenções propostas, o programa tem como critério a atuação conjunta ao familiar. Composta por equipe multidisciplinar: um Supervisor de Equipe-Enfermeiro, um Psicólogo, um Terapeuta Ocupacional e seis Acompanhantes de Saúde, atua através da participação em atendimentos domiciliares, visando à construção conjunta do Projeto Terapêutico Singular. O supervisor de equipe-enfermeiro, além de compor a equipe técnica, tem como função responder técnico/administrativamente à gerência da Unidade na qual o programa está inserido; zelar pelo cumprimento das diretrizes de trabalho e resultados do programa; realizar a gestão da equipe de trabalho; promover o estabelecimento e manutenção de atuações conjuntas, elaborar, analisar e acompanhar os registros (quantitativos e qualitativos) das ações propostas; supervisionar e matriciar, junto à equipe, os acompanhantes; planejar e realizar, junto à equipe, as ações de educação permanente em serviço; JUSTIFICATIVA: O enfermeiro, profissional com tradição em acompanhamento clínico e ambiente hospitalar, vem ampliando sua atuação nos últimos anos, ocupando diferentes funções e atribuições na promoção, prevenção de agravos e atenção em saúde nos vários níveis de complexidade e nas linhas de cuidado preconizadas. O Programa APD, proposta de atenção integral à saúde da pessoa com DI abre portas para que o enfermeiro também possa atuar de forma multidisciplinar, compondo equipes de reabilitação, historicamente constituídas por assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e fisioterapeutas, de forma a ressignificar a atenção em saúde no cotidiano das pessoas com deficiência acompanhadas. OBJETIVO: Relatar e apresentar a atuação do enfermeiro junto à equipe APD, de modo a ressaltar a possibilidade de intervenção inter e multidisciplinar concomitante ao trabalho de gestão de equipe. MÉTODO: Relato de experiência. CONCLUSÃO: Os avanços observados no cotidiano das pessoas acompanhadas desde o início do programa em 2010 evidenciam a qualidade da proposta de trabalho e a necessidade de programas que desenvolvam atividades de vida diária da pessoa com DI de forma significativa e transformadora. Dentro deste contexto, o enfermeiro exerce função ampliada e participativa em equipe interdisciplinar, contribuindo na especificidade da intervenção em saúde e representando uma área de atuação a ser explorada, incorporada e reconhecida à prática da Enfermagem. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. PNH e Gestão do SUS. Clínica ampliada e compartilhada. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
  • 53. AUDITORIA DE ENFERMAGEM IN LOCO: RELATO DE EXPERIÊNCIA Lopes RMFF, Queiroz FM, Oliveira SMM, Santos AM, Paulino FLN Casa de Saúde São Lucas E-mail: ruthfronival@hotmail.com Palavras-chave: enfermagem, auditoria de enfermagem, registros de enfermagem. A auditoria de enfermagem é a avaliação sistemática da qualidade da assistência prestada ao cliente pela análise dos prontuários, acompanhamento do cliente in loco e verificação da compatibilidade entre o procedimento realizado e os itens cobrados na conta hospitalar2. Um dos elementos imprescindíveis ao processo de auditoria é o prontuário médico, que é definido como documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo1. Neste sentido, torna-se relevante analisar os prontuários buscando identificar e corrigir as falhas de registro de enfermagem durante o internamento dos pacientes, minimizando o desperdício e educando continuamente o profissional de enfermagem acerca da importância de um registro compatível a assistência prestada. O estudo tem como objetivo apresentar a experiência vivenciada em um hospital geral adulto do Estado do Rio Grande do Norte com a estruturação e execução do processo de auditoria de enfermagem in loco em unidades de internação clínica e cirúrgica. Este processo é desenvolvido por enfermeiras, como uma atividade de caráter corretivo e preventivo. A coleta de dados baseou-se na análise dos prontuários, através de um checklist elaborado pelas executoras deste processo para obter dados referentes aos prontuários analisados. À medida que as falhas são identificadas, encaminha-se para a devida correção. Concomitante a auditoria é realizada a abordagem profissional com treinamento direcionado e coletivo com as equipes. O presente relato trata-se de um estudo quanti-qualitativo, de caráter descritivo e exploratório. Ao término do mês de Agosto de 2012 foi consolidado o relatório com o diagnóstico situacional. A princípio constatou-se que diversas informações essenciais ao cuidado do paciente não se encontravam registradas nos prontuários ou estavam registradas de forma incompleta. Os dados foram utilizados como objeto de discussão para traçar as metas e ações. No período citado, foi revisado um total de 2988 relatórios de enfermagem dos quais, 2368 (79,25%) apresentaram falha no registro de enfermagem, sendo encaminhados para devida correção e 620 (20,75%) apresentaram os registros completos. Como resultado dos treinamentos foi evidenciado um número crescente de registros corretos nas auditorias diárias, como expressa o consolidado mensal do mês de março de 2013, onde foi revisado um total de 2634 relatórios de enfermagem dos quais 1352 (51,33%) apresentaram falha no registro de enfermagem, sendo encaminhados para devida correção e 1282 (48,67%) apresentaram os registros completos. Os dados forneceram argumentos convincentes para alertar a enfermagem da necessidade de melhoria contínua nas anotações nos prontuários, passando a encará-las como um documento importante para respaldo legal favorável ao profissional de enfermagem bem como, demonstração da qualidade da assistência prestada. Embora, tenham sido encontradas algumas dificuldades na abordagem dos profissionais que demonstravam resistência em aceitar este novo método de trabalho, atualmente observa-se que a melhoria nos resultados sensibilizou a equipe e despertou um novo olhar para os registros de enfermagem. BIBLIOGRAFIA 1. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº. 1.638, de 10 de julho de 2002. Define prontuário médico e torna obrigatória a criação da Comissão de Prontuário nas instituições de saúde. Diário Oficial da União; 2002. 2. Motta ALC. Auditoria de Enfermagem nos hospitais e seguradoras de saúde. São Paulo: Látria; 2003.
  • 54. AUSÊNCIA DO SISTEMA DE REFERÊNCIA E CONTRA REFERÊNCIA: EFEITOS NA ASSISTÊNCIA DO USUÁRIO Campos TA1, Lopes SP1, Nicola AL2, Hupfer SG3, Teles GKS4 Introdução: O sistema de referência e contra referência constitui-se na articulação entre os níveis de atenção à saúde, primário, secundário e terciário. A referência compreende o fluxo de encaminhamento do usuário do nível menor para o de maior complexidade, inversamente, a contra referência está relacionado ao ato de referenciar do nível de maior para o de menor complexidade (JULIANI; CIAMPONE, 1999). Para garantir o acesso e o atendimento ao usuário em todos os níveis de atenção a saúde, é imprescindível estabelecer o sistema de referência e contra referência baseados na acessibilidade e continuidade da assistência. Nesta perspectiva, e, ciente da importância que este sistema tem para a organização gerencial dos serviços em saúde, faz-se necessário trazer à tona os fatores atrelados a sua aplicabilidade. Assegurar um sistema de referência e contra referência formal deveria ser uma prática automática para os profissionais de saúde, mas, infelizmente muitos ainda não se apoderaram deste instrumento. Possivelmente, a não adesão a este instrumento de trabalho e de informação pode atingir de maneira direta ou indiretamente os profissionais, usuários e o próprio sistema de saúde. Objetivo: Levar os profissionais de saúde a reflexão sobre a utilização do sistema de referência e contra referência de maneira formal. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência vivenciado em uma Unidade de Internação de um Hospital Universitário no interior do Paraná. Resultado: A integralidade da assistência ao usuário em qualquer etapa do processo saúde/doença vai depender da eficiência do sistema de referência e contra referência. No entanto, percebe-se que a estruturação formal deste sistema não tem sido uma prática comum entre os profissionais desta Unidade de Internação do Hospital supracitado. A ausência deste processo é percebida quando o usuário recebe alta hospitalar, e, precisa continuar o tratamento, então, ao deixar a instituição não é contra referenciado para a Unidade Básica de origem. Consequentemente, a ausência da contra referência, deixa os profissionais da Atenção Básica sem as informações pertinentes sobre a assistência prestada e a conduta terapêutica instituída no âmbito hospitalar. Corroborando nesta temática, Petruci (2010), afirma que nos serviços de saúde onde este instrumento gerencial não é realizado de forma sistematizada, possibilita que o usuário fique solto no sistema, sem possibilidades de continuidade da assistência. Navarro et al. (2011), salienta que este sistema além de direcionar o fluxo externo, também auxilia no andamento interno das ações em saúde, onde o usuário é assistido em um mesmo serviço com o mínimo de recurso sustentável e resolutivo, de fácil acesso em todos os níveis de atenção a saúde, e, sem burocracia (NAVARRO et al., 2011). Percebe-se que a contra referência, nesta Unidade de Internação, é um fator de fragilidade do sistema, presumindo que não há princípios de organização e hierarquizada, como é recomendado pelo Sistema Único de Saúde. Conclusão. O sistema de referência e contra referência, configura-se elemento essencial para a obtenção dos princípios e diretrizes preconizados pelo Sistema Único de Saúde, no entanto, a ausência da contra referência, neste serviço, demonstra fragilidade no sistema, dificultando a continuidade da assistência. PALAVRAS-CHAVE: Sistema de Referência, Sistema Único de Saúde, Assistência Hospitalar. _______________________________________________________________________________________________ 1 Enfermeira Especialista em Saúde Pública e Residente do Curso de Gerenciamento em Clínica Médica e Cirúrgica pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná/UNIOESTE. 1Enfermeira Especialista em Docência do Ensino Superior e Residente do Curso deGerenciamento em Clínica Médica e Cirúrgica pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná/UNIOESTE. 2Enfermeira Doutora em EnfermagemFundamental e Coordenadora do Programa de Residência na modalidade de Gerenciamento em Clínica Médica e Cirúrgica pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná/UNIOESTE. 3Enfermeira Especializanda em Unidade de Terapia IntensivaGeral e Neonatal pela Faculdade Assiz Gurgacz/FAG.Colaboradora do Hospital Universitário do Oeste do Paraná/HUOP. 4Discente do Curso deEnfermagem da Universidade Estadual do Oeste do Paraná-UNIOESTE,gleicykellyteles@gmail.com. HUOP- Hospital Universitário do Oeste do Paraná gleicykellyteles@gmail.com REFERÊNCIAS JULIANI, C.M.C.M.; CIAMPONE, M.H.T. Organização do sistema de referência e contra referência no contexto do Sistema Único de Saúde: a percepção de enfermeiros. Rev. Esc. Enf. USP., v. 33, n. 4, p. 323-333, 1999. NAVARRO, D. R. et al. Um estudo das práticas dos (as) enfermeiros (as) em saúde coletiva no programa saúde da família no município de Poços de Calda/MG, Doxo – Revista da PUC Minas Poços de Caldas, v.2, n.1, 2011. PETRUCI, F.R. Benefícios da Contra Referência na Alta Hospitalar para Equipe da atenção Básica . Monografia - Instituto de Ensino e Capacitação e Pós Graduação (INDEP), Assis-SP, 2010.
  • 55. AUTOAVALIAÇÃO INSTITUCIONAL EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO COM INSTRUMENTO ESPECÍFICO Lima SBS, Rodrigues MK, Portela OT, Tadeu de Souza, A, Ramos IB- Hospital Universitário de Santa Maria/Universidade Federal de Santa Maria – RS. E-mail contato: suzibslima@yahoo.com.br. Intodução: O Hospital Universitário de Santa Maria caracteriza-se por um campo de estágio para os diferentes na Universidade, desenvolvendo o ensino, pesquisa e extensão por meio da assistência à comunidade na saúde. Justificativa: No contexto do ensino, o hospital tem participação direta na formação acadêmica, o que o torna indispensável no processo avaliativo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Objetivo: Criação de um instrumento de avaliação específico para a área hospitalar fundamentado no SINAES. Metodologia: Elaborou-se junto a direção e a comissão setorial de avaliação um instrumento de autoavaliação específico para a instituição, devido às dificuldades encontradas em aplicar o instrumento padrão da Universidade Federal de Santa Maria com a estrutura e os fundamentos do SINAES. Todas as questões foram elaboradas nas oito dimensões definidos no sistema nacional. Para a análise dos resultados, as questões dos diferentes instrumentos de avaliação (Gestores, Discentes e TécnicoAdministrativos) foram alocadas nas dimensões do SINAES que melhor as caracterizavam. Estabeleceu-se como critério de melhoria, as respostas diferentes de “muito bom, excelente, utilizo ou conhecido”, a fim de melhorar as praticas da instituição. Resultados: Houve adesão de 89% dos gestores, 40% dos técnicos administrativos e 10% dos discentes com atuação no Hospital. 46,58% dos gestores e 66,45% dos técnicos administrativos afirmam não ter domínio a respeito da legislação do serviço onde atuam. Quanto à Política Nacional de Humanização, 67,13% dos gestores, 63,67% dos Técnicos Administrativos e 78,05% dos discentes apontam a necessidade de melhoria. Na Gestão de Resíduos, 41,10% dos Gestores, 45,51% dos Técnicos Administrativos e 48,78 dos Discentes consideram a necessidade de implantar melhorias. A comunicação interna foi considerada por 82,19% dos gestores, 84,14% dos discentes e 78,63% dos Técnicos Administrativos com necessidade de investimento para melhoria, sendo que 68,50% dos gestores, 64,31% dos Técnicos Administrativos e 69,52% dos discentes concordam ser importante melhorar o marketing da instituição. Como hospital de ensino, 81,71% dos discentes; 88,47% dos Técnicos Administrativos e 83,57% dos gestores afirmam a necessidade de incentivo para produção e divulgação de trabalhos científicos. 74,36% dos Técnicos Administrativos e 84,15% dos discentes referem não conhecer o Planejamento Estratégico. 97,27% dos gestores, 91,45% dos Técnicos Administrativos e 90,25% dos discentes, no contexto geral, afirmam que a infra estrutura necessita ser melhorada, assim como materiais e equipamentos na visão de 81,70% dos discentes; e 84,62% dos Técnicos Administrativos e 84,935% dos gestores. Na Gestão Financeira (faturamento); 54,80% dos gestores e 63,04% dos Técnicos Administrativos afirmam não dominar satisfatoriamente este processo no setor e, quanto ao uso de indicadores, 68,49% dos gestores e 70,30% dos Técnicos Administrativos não os utilizam para avaliação dos serviços. Conclusão: O processo de avaliação permitiu reflexão e analise da instituição, na visão do gestor, técnico administrativo e discente, nunca realizada antes, sobre vários aspectos nas dimensões consideradas importantes para oferecer um bom campo de ensino. O relatório da autoavaliação vem sendo utilizado como ferramenta de gestão para a instituição, sendo definidas estratégias de melhoria para as questões com índices mais críticos.
  • 56. AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM SERVIÇO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA Daniel dos Santos Fernandes¹’²; Natália Monteiro Las-Cazas¹; Patrícia Ricieri Berni¹; Eder Júlio Rocha de Almeida³; Isabella Maise de Andrade Sóter³. Descritores: ENFERMAGEM; CLASSIFICAÇÃO, URGÊNCIA; EMERGÊNCIA Introdução e Justificativa: O atual panorama dos serviços de saúde brasileiros é marcado pela lotação que ultrapassou as barreiras do Sistema Único de Saúde (SUS), representando um gargalo também na rede suplementar, na qual se observa nos últimos anos grandes filas de espera para marcação de consultas, demora para autorização de procedimentos culminando no aumento da procura pelos serviços de urgência e refletindo na morosidade para atendimentos nos pronto socorros. Comumente os indivíduos buscam assistência na urgência e emergência para resolução de demandas que não deveriam ser direcionadas a esses serviços na rede pública ou particular. Deste modo, torna-se necessário a utilização de ferramentas e estratégias de gestão que visem a organização do atendimento nos pronto socorros e pronto atendimentos. As bases legais que estruturam esses serviços preconizam a implementação de sistemas de triagem e classificação de risco que orientem o atendimento mediante o risco de morte representado pelas queixas dos pacientes. No Brasil, são conhecidos diversos modelos de sistemas de triagem e classificação de risco, dentre eles destaca-se o Sistema de Triagem de Manchester, o Protocolo do Grupo Canadense de Triagem e alguns outros protocolos adaptados bem sucedidos. Portanto, sabe-se que esses processos são essenciais para certificação da qualidade dos mesmos. Dessa forma, o presente estudo adquire importância por objetivar desenvolver métodos de validação e avaliação do valor preditivo de um sistema de classificação de risco próprio de uma instituição de saúde particular. A validação e avaliação do processo de classificação de risco é uma prerrogativa da legislação, agências acreditadoras de qualidade e da literatura em geral. Metodologia: Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo e analítico no qual utilizou-se os bancos de dados do Sistema Acolhimento e Classificação de Risco MV (SACR-MV) e os relatórios dos prontuários do PAGU-MV de um hospital particular em Belo Horizonte-MG. No presente estudo, a exposição foi representada pelo nível de classificação recebido pelo usuário à admissão no serviço e a comparação inclui os grupos de cores vermelho, amarelo e verde conforme proposto pelo Protocolo de Classificação de Risco da instituição. No que diz respeito ao desfecho, avaliou-se o prognóstico dos pacientes classificados por meio da pontuação recebida através de um instrumento de mensuração de gravidade (TherapeuticInterventionScoringSistem TISS 28) que foi aplicado aos pacientes da amostra. Também se avaliou como desfechos secundários: alta do PSO, internação – andar/CTI, transferência, óbito ou alta pós-internação. Discussão e Resultados: O processo de validação permitiu a identificação de um taxa de concordância de risco de 80%. Este valor é condizente com as descrições da literatura a cerca de validação e preditividade de risco dos protocolos de classificação. Além disso, os resultados apontaram importantes pontos de melhorias do protocolo de classificação e a necessidade de implementação de processos operacionais. Conclusões: Conclui-se que a validação do processo de classificação de risco através da comparação com uma escala de gravidade de pacientes é uma ferramenta que aumenta a confiabilidade do processo de validação da classificação de risco possibilitando a manutenção da qualidade e a minimização do risco assistencial relacionado à garantia da eficácia da classificação de risco. ____________________________________________________________________________________________ ¹ Enfermeiros da Gestão Assistencial do Pronto Socorro do Hospital Mater Dei BH- Minas Gerais. ² Mestrando em Medicina e Biomedicina IEP – Santa Casa BH. ³ Enfermeiros colaboradores da pesquisa.
  • 57. AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES DA COMISSÃO DE HUMANIZAÇÃO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO MORAES A, NICOLLA AL Universidade Estadual do Oeste do Paraná aluanamoraes@hotmail.com Introdução:O Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar foi instituído pelo Ministério da Saúde a partir de 2001, tendo como principal objetivo melhorar as relações entre os profissionais da saúde e usuários e, dos profissionais entre si e do hospital com a comunidade(BRASIL, 2001). Para que ocorresse uma efetiva implementação foi estabelecido a criação dos Grupos de Trabalho de Humanização com papel fundamental dentro da instituição hospitalar para o desenvolvimento das ações propostas no programa(BRASIL, 2008).Esses grupos seriam os elementos agregadores e difusores do conceito de humanização, contemplando os conceitos subjetivos e éticos, bem como as propostasdo programa. Os grupos devem ser compostos de lideranças expressivas do coletivo dos profissionaisda instituição,que compromissadas com os princípios da humanização, constituemum espaço de comunicação e um real dispositivo para mudançanas relações entre os usuários, os profissionais e ainstituição. Objetivos:Avaliar as ações executadas pela Comissão de Humanização de um hospital universitário público desde sua implantaçãoe relacionar com as ações propostas noPrograma Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar. Material e métodos:Trata-se de um estudo descritivo, documental e retrospectivo. Os dados foram coletados dos arquivos da Comissão de Humanização do hospital e compreende os registros das atividades efetuadas pela Comissão de Humanização do Hospital criada em 2006. A coleta dos dados foi realizada no período de maio a junho de 2012, através dopreenchimento de instrumento específico para identificar as ações em relação adocumentos oficiais,composição da comissão, planejamento, implementação e avaliação das ações,mecanismos de escuta dos usuários e dos trabalhadores do Hospital, presença de acompanhante nas diferentes unidades, mecanismos de desospitalização, sistema de avaliação de riscos nas áreas de emergência, entre outros. Resultados e discussão:Os resultados apontam que aComissão possui regulamento próprio e formulários de identificação. É composta por 13 membrosdos diferentessetores e profissões, com ausência de representante da medicina, o que está em desacordo com as propostas do PNH é necessário a participação no mínimo deum médicoeum enfermeiro, o que não ocorre no hospital emestudo.Oplanejamento é baseado nas necessidadesdos setorese em datas comemorativas,não ficou evidenciado se o planejamento está em consonância com as políticas da instituição.Possui mecanismo para a escuta e reclamações dos usuários e dos trabalhadores do Hospitalatravés do serviço de ouvidoria.Não foram encontrados registrossobre a participação ativarelacionadaàpresença de acompanhante,da alta programada e ao Sistema de Avaliação de Risco, ficando a avaliação de risco somente ao cargo de gerência. Também não foram encontrados registros na participação em ações de educação permanente para os trabalhadores do hospital. Conclusão:A Comissão de Humanização do hospital em estudo desenvolve açõesdesde 2006.Ao analisar os registros disponibilizados para este estudo evidenciam a intensidade das açõesrelacionadas àsdatas comemorativas e a realização de um encontro para discussão de temas de Humanização direcionado para todos os profissionais do hospital e estudantes. Sabe-se que muitas atividades são desenvolvidas pela comissão, porém como não ocorre registro não fica evidenciado. Referências: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Grupo de Trabalho de Humanização. 2. ed. Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2008. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2001.
  • 58. AVALIAÇÃO DOS REGISTROS DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO NO SUPORTE A VIDA DA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO TANCREDO NEVES DE CASCAVEL Márcia Lucia Lodi Ferri I Especialista em Enfermagem do Trabalho, Administração Hospitalar, Auditoria em Saúde, Coordenadora de Enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento Tancredo Neves de Cascavel (PR), Brasil Resumo Estudo do tipo documental com pesquisa de analise das anotações/registros do profissional enfermeiro de dados onde foram analisados 100 prontuários. Após cumprir as exigências éticas para a sua realização, levantaram-se os dados através das anotações contidas nos prontuários de clientes internados na sala de suporte a vida da UPA Tancredo Neves de Cascavel. Foram analisados os registros efetuados pelo profissional enfermeiro na internação, no setor, utilizando-se de formulário. Os resultados apontaram que 35% dos prontuários não receberão a anotação do profissional enfermeiro junto aos registros. Os dados indicam que as anotações são instrumento de comunicação e de efetivação da qualidade do cuidado. PALAVRAS CHAVE: Registros de Enfermagem; Comunicação; Qualidade da Assistência à Saúde; 1 INTRODUÇÃO Entende-se que os registros são elementos imprescindíveis no processo de cuidado humano visto que, quando redigidos de maneira que retratam a realidade a ser documentada, possibilitam à comunicação permanente, podendo destinar-se a diversos fins (pesquisas, auditorias, processos jurídicos, planejamento e outros).melhorar(1) A qualidade dos serviços de enfermagem inclui não só a formação do enfermeiro, o processo de restauração da saúde do cliente ou, quando isto não é possível, a melhoria das condições de vida, as orientações quanto ao autocuidado, a simplificação e a segurança nos procedimentos de enfermagem, mas também o resultado do produto hospitalar, medido por meio da qualidade da documentação e do registro de todas as ações de enfermagem. Ou seja, a qualidade do registro das ações assistenciais reflete a qualidade da assistência e a produtividade do trabalho. E, com base nesses registros, pode-se permanentemente construir melhores práticas assistenciais, além de programar ações que visem melhorias nos resultados operacionais. (1) Frente à importância das anotações de enfermagem no âmbito legal, na busca por comunicação efetiva e na avaliação da qualidade da assistência prestada pelas equipes de enfermagem, surgiram as seguintes indagações: Como os registros referentes aos cuidados prestados são abordados pelos profissionais de enfermagem? (2) Os resultados desta pesquisa devem contribuir com a possibilidade a avaliação da trajetória da qualidade das anotações de enfermagem na instituição estudada, contribuindo, por meio de dados concretos, com a identificação de potencialidades e fragilidades. A comunicação representa uma troca de informação e compreensão entre as pessoas, com o objetivo de transmitir fatos, pensamentos e valores. (2) 2 Comunicação em Enfermagem O prontuário do paciente a cada dia vem se firmando legalmente como ferramenta importante na avaliação da qualidade da assistência prestada aos clientes no hospital fornecendo informações vitais para processos judiciais e convênios de saúde (3) Nos serviços de enfermagem o controle da qualidade tem também se tornado condição indispensável à eficácia assistencial através do uso de processos avaliativos contínuos da assistência implementada. Um dos indicadores utilizados para verificação da qualidade da assistência é a forma como ela é prestada considerando-se a competência do profissional que a executa, a segurança e efetividade da ação de enfermagem e a forma como ela é registrada. O registro de enfermagem, como fonte de informações, tem sido, às vezes, criticado sob a alegação de que são avaliados os registros e não os cuidados de enfermagem. Entretanto, pode-se considerar óbvio que há correlação positiva entre os registros e a qualidade do cuidado. Os cuidados de enfermagem podem ser avaliados através dos registros, logo, a avaliação dos registros, consequentemente, reflete a qualidade de enfermagem. (4) 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Dos 100 prontuários investigados, buscou-se saber se na anotação havia sido realizada. Observou-se que de um total de 75 foram realizadas as anotações do enfermeiro em 100 % foram encontrados os registros do técnico de enfermagem, o que não dispensa o registro do enfermeiro . Enfatizando que a comunicação escrita faz “parte das atividades do enfermeiro, porque é empregada em situações como, na entrevista, no exame físico, no planejamento da assistência, nas anotações dos prontuários e nas orientações aos indivíduos, famílias e comunidades”. (5) REFERÊNCIAS 1.CARRIJO A.R., Oguisso T. Trajetória das Anotações de Enfermagem: um levantamento em periódicos nacionais (1957-2005). Rev Bras Enferm. 2006; 56(Spe): 454-8 2.OLIVEIRA, P.S. et al. Comunicação terapêutica em enfermagem revelada nos depoimentos de pacientes internados em centro de terapia intensiva. Revista Eletrônica de Enfermagem. [online]2005. 3. CHIAVENATO I. Administração de recursos humanos. 2ª ed. São Paulo: Atlas; 1981. 4. PEREIRA LL, Takahashi RT. Auditoria em enfermagem. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária; 1991. p. 215-22. 5. DANIEL LF. Enfermagem planejada. 3a. ed. São Paulo: EPU; 1981
  • 59. AVALIAÇÃO ERGONOMICA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM UM AMBIENTE HOSPITALAR NA INTERFACE TRABALHADORES X EQUIPAMENTOS Rodrigues LH, Barela J, Paschoarelli LC, Pereira MV. Instituição: Hospital Estadual Bauru e-mail:prof.mariavaleria@gmail.com Introdução: A pesquisa ergonômica caracteriza-se principalmente pela análise das condições ocupacionais nos diferentes setores produtivos, uma vez que os problemas decorrentes destas condições têm apresentado um impacto negativo em toda a sociedade 1. Nessa condição organizacional, apresenta-se o design ergonômico, caracterizado por um segmento do desenvolvimento do projeto do produto, cujo princípio é a aplicação do conhecimento ergonômico no projeto de dispositivos tecnológicos, alcançando produtos e sistemas seguros, confortáveis, eficientes, efetivos e aceitáveis. A Enfermagem a exemplo dos quais condições ocupacionais geram expressiva demanda ergonômica, em decorrência da interface ocupacional com equipamentos tecnológicos mal projetados. Justificativa: Conhecer e compreender os problemas da interface entre as atividades desenvolvidas na enfermaria do hospital, caracterizada por procedimentos/ações que envolvem: esforços biomecânicos extremos; uso de equipamentos de apoio precários ou ineficientes, reiterado a demanda de abordagens e estudos ergonômicos e aplicabilidade ao Design Ergonômico no desenvolvimento destes equipamentos. Objetivos: Avaliar as atividades ergonômicas dos profissionais de enfermagem realizadas e as dores apresentadas verificando os principais problemas, que ocorrem interface com artefatos hospitalares. Metodologia: Foi aplicado Protocolo de identificação, caracterização das atividades ocupacionais; avaliação de desconforto (diagrama de Corllet e Manenica); nível de conforto/desconforto, específico para atividades realizadas pela enfermagem2. Aplicou-se ainda uma análise estatística descritiva e o teste do Qui-Quadrado. Resultados: Participaram dessa abordagem 133 profissionais (enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem) sendo 87,97 % do gênero feminino e 12,3 2 % do gênero masculino, com idade média de 33-47 anos, tempo na função em anos (média/7, 8 a 9). Quanto á avaliação de desconforto/dor: incidência nas regiões: coluna cervical, torácica e lombar; ombros e extremidades dos membros inferiores. Nível de Conforto/desconforto: na execução das atividades básicas apontam níveis elevados, quanto às atividades de transferência/movimentação. Expressivas incidências apontam para extremidades dos membros inferiores e regiões próximas da coluna que abordaram profissionais e encontraram mesma tendência. Os trabalhadores que permanecem em pé longos períodos (enfermeiros), índices elevados de desconforto nas regiões lombar, coluna e membros inferiores. Conclusão: A ergonomia e design geram parâmetros e princípios relevantes ao desenvolvimento das atividades, atender necessidades dos pacientes quando a uso de cadeiras/ macas para transporte, podendo tornar satisfatório quanto a visão da enfermagem. O trabalho nas enfermarias do hospital supracitado expõe níveis de ergonômicos importantes. Mudanças/adequações no posto de enfermagem sejam possíveis, melhoria assistencial de enfermagem e, aumentar a eficiência no trabalho, gerando atendimento qualificado aos clientes. A aplicação do design ergonômico em equipamentos de movimentação e transporte de pacientes, pode ser uma alternativa viável para adequação ergonômica as atividades de enfermagem. Bibliografia: 1CORRÊA, J. A.;PASCHOARELLI, Luis Carlos;SILVA, J. C. P.Os problemas ocupacionais dos profissionais de enfermagem e a necessidade em aplicar design ergonômico nos equipamentos médico-hospitalar.Assentamentos Humanos: 06(01): 75-82, 2004 2.ALEXANDRE, N. M. C.; SILVA, F. B. da; ROGANTE, M. M. Aparatos utilizados em la movilización de pacientes: um enfoque ergonômico. Temas de Enfermaria Atualizados. 43 (09): 19-23, 2001.
  • 60. CAMPO DE FORÇAS IMPULSORAS E RESTRITIVAS DO TRABALHO EM EQUIPE EM SERVIÇOS DE SAÚDE DE ALTA E BAIXA COMPLEXIDADE Autores: Sussekind AC, Peixoto MKAV, Ribeiro LCM, Munari DB. Instituição: Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás Email para contato:denize@fen.ufg.br Introdução: O trabalho em equipe é uma ferramenta indispensável para a desafio para e seus gestores. Por isso, é fundamental conhecer como se dão essas práticas para melhor condução de qualquer serviço de saúde. Neste trabalho se focalizou o estudo do trabalho em equipe, a partir da aproximação a Teoria de Campo de Forças de Kurt Lewin, em cenários distintos para melhor compreender suas potencialidades e limitações. Objetivo: comparar o campo de forças impulsoras e restritivas para o trabalho em equipe na atenção básica e em unidade de terapia intensiva. Metodologia: Foram realizados estudos independentes, descritivos, exploratórios e transversais entre 2010 e 2012. O primeiro foi realizado com dez equipes de estratégia saúde da família(ESF) de um município do interior do estado de Goiás e o segundo em uma unidade de terapia intensiva(UTI) de um hospital escola. As coletas de dados foram feitas em instrumento específico para identificar o diagnóstico situacional das forças atuantes nas equipes e essas foram mapeadas, permitindo a criação dos diagramas dos campos de forças. Esses foram analisados e categorizados segundo três eixos - Eu (características pessoais do indivíduo), Outro (aspectos da inter relação dos sujeitos) e o Ambiente (ambiente físico, recursos materiais, aspectos organizacionais). A análise do material se deu a partir da quantificação e descrição em estatística descritiva. Resultados: A análise dos registros das forças mostrou tendência de fatores impulsores no contexto geral, sendo 58,8% na UTI e 52,0% na ESF. Quanto à distribuição das forças por dimensão, na UTI obteve-se 31,4% de registros atribuídos à dimensão Eu e 15,0% na ESF. Na dimensão Outro foram 36,0% na UTI e 32,0% na ESF. Finalmente na dimensão Ambiente registrou-se 32,6% na UTI e 53,0% na ESF. Quando se analisam as dimensões em particular e se compara nos dois estudos verifica-se que na dimensão Eu foram valorizadas as forças impulsoras, tanto na UTI (76,8%), quanto na ESF (66,0%); na ESF a dimensão Outro ressaltaram as forças impulsoras (61,0%) e na UTI destacaram-se as restritivas para a dimensão Ambiente com 56,7%. Conclusão: O maior registro de forças impulsoras em ambos os cenários mostra que o desempenho das equipes de modo geral, tende a ser positivo. Quando se analisam os resultados nas dimensões, observou-se que tanto na UTI quanto na ESF as características pessoais são reconhecidas como potencial pelos grupos estudados. Já as relações interpessoais são mais valorizadas pelos profissionais da ESF e os aspectos relacionados ao Ambiente, interferem negativamente os profissionais da UTI. De modo geral, não se observou diferenças significativas entre os dois cenários estudados. A análise da equipe por si mesma se mostrou eficiente para oferecer aos gestores pistas de como desenvolver de forma mais eficiente as equipes para melhor qualidade da atenção prestada por essas. Bibliografia 1. Ciampone M, Peduzzi M. Trabalho em equipe e trabalho em grupo no Programa de Saúde da Família. Revista Brasileira de Enfermagem. 2000;53 (especial):143-7. 2. Moscovici F. Desenvolvimento interpessoal: treinamento em grupo. 17 ed. Rio de Janeiro: José Olympio; 2008. 3. Sussekind AC. Forças impulsoras e restritivas para o trabalho em equipe em unidades básicas de Saúde da Família. [dissertation]. Goiânia: Faculdade de Enfermagem/UFG; 2010. 121 p. 4. Peixoto MAV. Perspectivas para o trabalho em equipe de enfermagem na unidade de terapia intensiva. 2012. [dissertation]. Goiânia: Faculdade de Enfermagem/UFG; 2012. 106 p. 5. Lewin K. Teoria de campo em ciência social. São Paulo: Livraria Pioneira; 1951.
  • 61. CAPACITAÇÃO DISCENTE NO PROCESSO DE TRABALHO EM DIAGNÓSTICO POR IMAGEM DO TÉCNICO EM ENFERMAGEM Coelho JÁ, Vargas FC Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina <franciele_cvargas@yahoo.com.br> A profissão enfermagem é bastante abrangente nos serviços de saúde, requerendo dos profissionais uma busca contínua por especializações. Dentro dessa abrangência, a enfermagem radiológica é reconhecida como uma especialidade desses profissionais. A realização dessa pesquisa justifica-se em razão da premência de se publicar trabalhos na área, visto que a enfermagem radiológica tem grande importância nos serviços de saúde, tanto em procedimentos técnicos como nas informações passadas aos pacientes. A questão norteadora da pesquisa é: como contribuir para que a enfermagem tenha seus direitos assegurados no processo de trabalho envolvendo o diagnóstico por imagem, no que se refere ao processo educacional? O objetivo da pesquisa foi capacitar os discentes de um curso técnico em enfermagem, na modalidade PROEJA, de uma instituição pública da Grande Florianópolis-SC sobre o processo de trabalho envolvendo práticas em diagnóstico por imagem. A metodologia utilizada foi a pesquisa ação, a qual seguiu um ciclo pré-definido que abrangesse todos os objetivos do estudo. A pesquisa contou com 23 participantes, sendo 14 discentes e 9 docentes do curso técnico em enfermagem. A coleta de dados ocorreu por meio da aplicação de três questionários (pré e pós capacitação) e da análise do plano político pedagógico do curso. A análise dos dados evidenciou a abordagem da Resolução 211/1998 do COFEN na terceira fase do curso, na disciplina de biossegurança, no entanto, os discentes demonstraram desconhecimento quanto aos temas relevantes à radiação ionizante no ambiente do trabalho, assim como dos princípios básicos de proteção radiológica. Da mesma maneira, afirmaram não sentiremse seguros para atuar em serviços de radiologia e diagnóstico por imagem. Os docentes afirmaram que não receberam informações referentes à radiologia durante a sua formação, mas consideram válida a abordagem dessa temática no curso técnico em enfermagem em função do vasto campo de trabalho encontrado nessa área. A capacitação foi realizada em torno da radiação ionizante e suas subespecialidades, proteção radiológica e legislação que oferece respaldo aos profissionais da enfermagem, com duração de quatro horas, divididas em dois dias. Após a realização desta, os discentes demonstraram reconhecer os princípios básicos sobre a radiologia e, da mesma maneira, maior interesse em atuar na área. A pesquisa constatou uma lacuna no ensino das radiações ionizantes e das atribuições da equipe de enfermagem em radiologia no curso técnico em enfermagem, fato justificado pela falta de conhecimento dos próprios docentes sobre o tema e pela escassez de literatura específica da área, assim como de cursos de especialização disponíveis. Entretanto, consideramos a importância da intervenção na formação dos futuros técnicos em enfermagem, de maneira que conseguimos transpassar alguns conhecimentos básicos, porém necessários, aos discentes que participaram da capacitação oferecida. REFERÊNCIAS BRASIL. Lei n° 7498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem e dá outras providências. Rio de Janeiro: COFEn, 1986. Disponível em: < http://www.portalcofen.gov.br/sitenovo/node/4161>. Acesso em: 6 nov. 2012. BRASIL. Resolução nº 211, de 1 de junho de 1998. Dispõe sobre a atuação dos profissionais de enfermagem que trabalham com radiação ionizante. Rio de Janeiro: COFEn, 1998. Disponível em: <http://site.portalcofen.gov.br/node/4258>. Acesso em: 18 jun. 2012. BRASIL. Resolução n° 389, de 20 de outubro de 2011. Atualiza, no âmbito do sistema COFEN/Conselhos Regionais de Enfermagem, os procedimentos para registro de título de pós-graduação lato e stricto sensu concedido a enfermeiros e lista as especialidades. Rio de Janeiro: COFEn, 2011. Disponível em: <http://novo.portalcofen.gov.br/resoluo-cofen-n-3892011_8036.html>. Acesso em: 6 nov. 2012. BRASIL. Resolução nº 418, de 29 de novembro de 2011. Atualiza, no âmbito do sistema COFEN/Conselhos Regionais de Enfermagem, os procedimentos para registro de especialização técnica de nível médio em enfermagem. Rio de Janeiro: COFEn, 2011. Disponível em: <http://site.portalcofen.gov.br/node/8381>. Acesso em: 20 jun. 2012. DELORS, Jacques (coord.). Os quatro pilares da educação. In: UNESCO. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, 2000. P. 89102. FLÔR, Rita de Cássia; GELBCKE, Francine Lima. Tecnologias emissoras de radiação ionizante e a necessidade de educação permanente para uma práxis segura da enfermagem radiológica. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 62, n. 5, p. 766-770, set./out., 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reben/v62n5/21.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2012. FLÔR, Rita de Cássia; KIRCHHOF, Ana Lúcia Cardoso. Uma prática educativa de sensibilização quanto à exposição à radiação ionizante com profissionais de saúde. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 59, n. 3, p. 274-278, maio/jun., 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reben/v59n3/a05v59n3.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2012. HADDAD, Ana Estela et al. (orgs.). A trajetória dos cursos de graduação na área da saúde: 1991 – 2004. Brasília: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2006. HAMA, Yukihiro; KUSANO, Shoichi. Teaching radiology to military nursing students. Military Medicine, v. 170, p. 713-714, ago., 2005. PIRES, Denise. A enfermagem enquanto disciplina, profissão e trabalho. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 62, n. 5, p. 739-744, set./out., 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reben/v62n5/15.pdf>. Acesso em: 29 maio 2012. SALES, Orcélia Pereira et al. Practice nurses in center of image diagnosis. Journal of the Health Sciences Institute, v. 28, n. 4, p. 325-328, 2010. SOUSA, Mary F. Management and leadership: educating and orienting the radiology nurse of the future . Journal of Radiology Nursing, v. 30, n. 3, p. 135-136, 2011. TRIPP, David. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa, v. 31, n. 3, p. 443-466, set./dez., 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ep/v31n3/a09v31n3.pdf>. Acesso em: 22 jun. 2012. VASCONCELLOS, E. M. (org.). Perplexidade na universidade: vivência nos cursos de saúde. São Paulo: HUCITEC. Edições Mandacaru, 2006.
  • 62. CARGA DE TRABALHO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA¹ OLIVEIRA, RP2; LAUS, AM3; NOGUEIRA, TA²; ARAUJO, TR²; MENEGUETI, M². E-mail: rosepechoto@gmail.com ESCOLA DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Descritores: Enfermagem, Carga de Trabalho, Unidade de Terapia Intensiva. RESUMO Em ambiente dinâmico e interativo, como na Unidade de Terapia Intensiva, de intensa carga de trabalho de enfermagem e com diferentes perfis profissionais, na qual as tomadas de decisões precisam ser rápidas e assertivas, o enfermeiro de UTI deve considerar que a carga de trabalho de enfermagem requerida pelos pacientes interfere na maneira como sua liderança ocorre. Para promover o gerenciamento de seus recursos humanos o líder necessita conhecer a capacidade e a disposição de seus colaboradores e aliá-las ao nível de complexidade exigidos pela clientela, a fim de reverter em melhoria da qualidade de assistência e do trabalho em equipe da UTI, por meio do desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes (BALSANELLI; CUNHA; WHITAKER, 2009). O dimensionamento estrutura-se como uma ferramenta valiosa do gerenciamento em enfermagem com a finalidade de garantir que as necessidades dos pacientes sejam satisfeitas por uma assistência livre de riscos e danos. A carga média de trabalho constitui uma etapa do dimensionamento e permite a tradução das ações diretas e indiretas da equipe de enfermagem em uma variável de tempo. O objetivo foi realizar um levantamento e análise das produções científicas nacionais sobre carga de trabalho de enfermagem em UTI, no período de 2010 à Novembro de 2012. Este estudo trata-se de uma revisão de literatura sobre carga de trabalho em enfermagem em UTIs. Para o levantamento dos artigos na literatura, realizou-se a busca na Biblioteca Virtual em Saúde, nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) com os seguintes descritores: enfermagem, carga de trabalho e unidade de terapia intensiva – nursing, workload and intensive care unit. Foram incluídos todos os artigos de autoria brasileira e que contemplaram ao referencial teórico proposto por este estudo. Os resultados evidenciam que enfermeiros são os autores principais e que os estudos, na sua maioria, estão vinculados à Universidades. Os periódicos Acta Paulista de Enfermagem e Revista Latino-Americana de Enfermagem foram os mais frequentes. A procedência geográfica de realização das pesquisas concentra-se no estado de São Paulo. Pesquisas quantitativas, de natureza descritivo-exploratória e uma de revisão integrativa da literatura, foram os métodos escolhidos para as investigações. Esta revisão contemplou apenas artigos publicados e, portanto, não investigou estudos apresentados como dissertações e teses que ainda não estão disponíveis no formato de artigo. O Nursing Activities Score (NAS), como instrumento de mensuração da carga de trabalho, apresenta-se como uma valiosa ferramenta aos gestores de UTIs, já que ele permite englobar a maior parcela destas atividades, sejam cuidados diretos e indiretos. No entanto, é necessário utilizá-lo nos mais diferentes cenários possíveis para que os resultados possam ser generalizados e constituir um perfil de carga de trabalho de enfermagem em UTI. ______________________________________________________________________________ 1 Trabalho requerido como avaliação da disciplina ENO58173 – Processo de Dimensionamento de Pessoal em Serviços de Enfermagem e de Saúde do Departamento de Orientação Profissional da EE-USP. 2 Enfermeira, Mestranda do Programa de Pós-graduação Enfermagem Fundamental da EERP-USP. 3 Professora, Doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da EERP-USP. REFERÊNCIA BALSANELI, A. P.; CUNHA, I. S. K. O.; WHITAKER, I. Y. Estilos de liderança de enfermeiros em unidade de terapia intensiva: associação com perfil pessoal, profissional e carga de trabalho. Rev. Latino-Am Enfermagem, v.17, n.1, 2009.
  • 63. Classificação de pacientes pediátricos em um hospital de Alta Complexidade Autores: Fernanda G.Bicudo 1, Diana Vilela 2, Maria Aparecida Abreu da Silva 3, Maria Luciana dos Santos 4; Eliane M Yoshioka 5 Introdução: A adoção de um sistema de classificação de pacientes (SCP) como ferramenta para a prática administrativa de enfermagem propicia a tomada de decisão em áreas relacionadas a dimensionamento de pessoal, qualidade e monitoramento de custos de assistência de enfermagem 1. A Resolução COFEN nº 293/2004 3 estabelece que compete ao enfermeiro autonomia para dimensionar o quadro quantitativo e qualitativo de pessoal com base em fatores como infra- estrutura institucional e classificação de pacientes segundo o SCP 3. Distribuindo-se as horas de enfermagem trabalhadas na assistência e no cuidado de crianças hospitalizadas, pode-se observar que a criança exige um tempo adicional em relação ao cuidado do adulto em todos os níveis de complexidade 1. Os instrumentos de classificação atualmente existentes foram considerados adequados apenas para pacientes adultos, e não possibilitam a classificação adequada de pacientes pediátricos 1. Para suprir essa necessidade em 2007 Dini validou um SCP voltado para a pediatria. Objetivos: Classificar os pacientes pediátricos de um hospital de Alta Complexidade. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo do tipo descritivo realizado em um hospital de Alta Complexidade, localizado na cidade de São Paulo,voltado para o atendimento de crianças com diagnóstico de câncer ou doenças do fígado.Foi utilizado como instrumento o SCP de Dini 4. O instrumento foi aplicado pelas enfermeiras da unidade pediátrica de todas as crianças internadas naquela unidade nos plantões manhã, tarde e noite de acordo com a realização da sistematização de enfermagem pelo enfermeiro responsável por plantão, no período de 01 de Agosto de 2012 a 29 de Fevereiro de 2013. O SCP de Dini apresenta 11 indicadores de demanda de enfermagem sendo que cada indicador é atribuído quatro situações de dependência de cuidados graduadas com um valor numérico de um a quatro pontos, de forma que um ponto representa uma menor demanda de enfermagem e quatro pontos representa a maior demanda. Resultados:Os dados mostraram somente 2% das crianças internadas tinham classificação de cuidados mínimos; 15 a 25% das crianças receberam classificação como cuidados intermediários; cuidados semi-intensivos foram de 27 a 40%. Já as crianças que foram classificadas como de alta dependência de cuidados variaram de 37 a 53% de todas as crianças internadas na ala pediátrica. Conclusão: A Classificação de pacientes segundo DINI condiz com o grau de complexidade definido pelo Conselho Nacional de Saúde. Referências: 1-Andrade S.. Adaptação de um instrumento para classificação de pacientes baseado nas necessidades individualizadas no cuidado de enfermagem do paciente pediátrico oncológico. Dissertação (Mestrado).Botucatu (SP): Faculdade de Medicina, da Universidade Estadual Paulista 2009 2-CONASS- Conselho Nacional de Secretaria de Saúde. Assistência de Média e Alta Complexidade no SUS. Brasília 2007. 3-Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN 293/2004. Parâmetros para o Dimensionamento do Quadro de Profissionais de Enfermagem nas Unidades Assistenciais das instituições de saúde e assemelhados [Internet] Brasília; 2004. Disponível:htpp://www.saúde.mg.gov,BR/atos_normativos/legislação_sanitaria/estabelecimentossaude/exercícioprofissional/res_293.pdf 4-Dini AP; Fugulin FMT; Veríssimo MDL; Guirardello EB. Sistemas de classificação de pacientes pediátricos: construção e validação de categoria de cuidados. Rev. Esc. Enferm USP 2011; 45(3): 575-80 5-Gouveia MTO; Mendes MCS; Luz YPO; Silva GRF. Classidicação de pacientes pediátricos em um hospital de ensino de Teresina. Rev Rene 2010;11: 160-8 1- Enfermeira da Educação Continuada – Torre Dr Brentani; 2- Enfermeira da Educação Continuada- Torre Matriz; 3-Gerente de Enfermagem- Torre Dr Brentani; 4- Coordenadora de Enfermagem das unidades de internação- Torre Dr Brentani; 5- Enfermeira Pesquisadora – AC Camargo Cancer Center- São Paulo- SP
  • 64. COLCHÕES ESPECIAIS PARA PREVENÇÃO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO: REVISÃO INTEGRATIVA Borges F, Inoue KC, Matsuda LM, Oliveira JLC. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ - UEM joao-lucascampos@hotmail.com INTRODUÇÃO: A prevenção de úlcera por pressão (UP) tem sido foco de preocupação da equipe de enfermagem, pois este é considerado um indicador de qualidade dos cuidados de enfermagem, relacionado ao gerenciamento de risco. Dentre as estratégias de prevenção de UP, tem-se contemplado o uso de superfícies de apoio em razão de que, esse agravo decorre da compressão capilar das estruturas que suportam a pele, sobretudo entre pacientes acamados e com longos períodos de internação. A saber, uma superfície de apoio de redistribuição de pressão compreende os colchões com sistema integrado de cama, colchões de substituição, colchonetes, almofadas ou sobreposições de assentos. JUSTIFICATIVA: Mesmo com o auxílio de protocolos e o desenvolvimento de tecnologias para prevenção de UP, sabe-se que a sua incidência e prevalência continuam elevadas. No Brasil, em especial, há pouco investimento em estudos sobre o uso de superfícies de apoio para prevenção de UP, o que também justifica esta revisão. OBJETIVO: Realizar uma revisão integrativa da literatura (RIL) sobre superfícies de apoio e sua relação com a prevenção de UP entre pacientes acamados. MÉTODO: Trata-se de uma RIL, cuja fonte de coleta de dados foi a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS/Bireme), mediante uso dos termos superfície de apoio/colchões e úlcera por pressão nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram incluídos 6 artigos completos, publicados entre 2008 e 2012. Realizouse Análise de Conteúdo, com apresentação dos resultados em três categorias: Tipos de colchões; Ocorrência de UP com diferentes tipos de colchões e; uso de colchões sob a perspectiva de custos. RESULTADOS: Todos os artigos tinham sido publicados na língua inglesa e analisaram a UP de forma epidemiológica, seja pela incidência ou prevalência. As superfícies de apoio são classificadas em reativas ou ativas, sendo que o maior enfoque dos estudos se relaciona às superfícies ativas. O colchão com pressão alternada se mostrou mais confortável e com possibilidade de melhor mobilização espontânea(1). A efetividade na prevenção de UP é equivalente entre os colchões de ar com baixa pressão alternante, independentemente da quantidade de estágios (2). A utilização de superfície de apoio dinâmica é recomendada quando o indivíduo não pode ser reposicionado manualmente, sendo esta capaz de alternar a distribuição da carga. Para a decisão do tipo de superfície a ser utilizada, deve-se considerar além do custo-benefício, a facilidade de utilização e manuseio da superfície pela equipe (1). CONCLUSÃO: O paciente com risco elevado de desenvolvimento de UP deve ser acomodado sobre colchões com nada menos do que espuma de alta densidade. O uso de quaisquer dispositivos para alívio e redistribuição da pressão de interface corporal, deve ser avaliado individualmente pelo enfermeiro. BIBLIOGRAFIA 1. Ward C. The value of systematic evaluation in determining the effectiveness and practical utility of a pressure-redistributing support surface. J Tissue Viability. 2010;19(1):22-7. 2. Demarré L, Beeckman D, Vanderwee K, Defloor T, Grypdonck M, Verhaeghe S. Multi-stage versus single-stage inflation and deflation cycle for alternating low pressure air mattresses to prevent pressure ulcers in hospitalised patients: a randomisedcontrolled clinical trial. Int J Nurs Stud. 2012;49(4):416-26.
  • 65. COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS PROCURADOS PELOS GESTORES, VISANDO À CONTRATAÇÃO DE ENFERMEIROS PARA SERVIÇOS HOSPITALARES Oliveira CH, Dellaroza MSG, Vannuchi MTO, Haddad MCL, Rossaneis MA. Universidade Estadual de Londrina – PR Contato: camilahelen@hotmail.com Palavras-chave: competência profissional, enfermagem, Recursos Humanos de Enfermagem no Hospital INTRODUÇÃO: O processo de globalização e a consequente competitividade trouxeram a necessidade de um novo perfil profissional, levando as empresas a investirem nos seus colaboradores para atenderem as demandas do mercado. JUSTIFICATIVA: O presente estudo possibilitará conhecer as competências do enfermeiro esperadas pelas instituições, representadas pelos diretores de enfermagem. Podendo contribuir para a reflexão sobre o perfil profissional exigido pelo atual processo de trabalho demonstrando as tendências gerenciais que hoje norteiam a contratação de enfermeiros para a atuação na área hospitalar. Orientará futuros profissionais sobre as competências esperadas na atuação como enfermeiros. Além de estimular a reflexão e debate entre instituições prestadoras de serviços e instituições formadoras, visando à adequação e aprimoramento da formação deste profissional. OBJETIVO: identificar as competências dos enfermeiros, procuradas pelos gestores, visando à contratação para serviços hospitalares. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo com abordagem quantitativa, realizado com gestores de enfermagem de hospitais cadastrados como de alta complexidade da região sul do Brasil. Utilizou-se uma escala de likert contemplando as dezoito competências presentes nas diretrizes curriculares do curso de graduação em enfermagem da Universidade Estadual de Londrina-PR e as do Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo. Foi elaborado um questionário online e utilizado recurso da tecnologia Google Docs. RESULTADO: Foram selecionados para este estudo 213 hospitais de acordo com critérios estabelecidos previamente, destes 126 hospitais possuíam endereços eletrônicos válidos, 43 instituições enviaram resposta com o e-mail pessoal do diretor de enfermagem dos quais resultaram 17 respostas ao questionário eletrônico. Dentre as dezoito competências listadas as três que mais se destacaram foram o respeito ético e legal da profissão (n=17), trabalho em equipe (n=13) e relacionamento interpessoal (n=12). Das que foram consideradas pelos diretores de enfermagem como menos relevantes foram competências relacionadas à pesquisa/investigativa (n=9) e empreendedorismo (n=7). CONCLUSÕES: As competências extremamente desejadas pelos gestores foram: o respeito ético e legal a profissão, trabalho em equipe e relacionamento interpessoal. Diante dos resultados apresentados cabe também às instituições formadoras manterem sua posição de impulsionadoras de novas concepções e ideias, procurando formar enfermeiros que possam inovar e promover mudanças consideráveis nos serviços hospitalares. REFERÊNCIAS CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 3ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier 2008. CUNHA, ICKO. A questão das competências e a gestão em saúde. In: BALSANELLI, AP, et al (Orgs). Competências gerenciais: Desafio para o enfermeiro. São Paulo: Martinari, 2008 CUNHA, ICKO; NETO, FRGX. Competências gerenciais de enfermeiras: um novo velho desafio? Texto contexto - enfermagem. Vol.15 no. 3. Florianópolis Jul./Set. 2006. LUZ, S. Mapeamento das competências gerenciais em enfermagem. In: HARADA, MJCS (Org.). Gestão em enfermagem: ferramenta para prática segura. São Caetano do Sul: Yendis, 2011. Ministério da Educação (BR): Conselho Nacional de Educação, Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES n. 3 de 09 de novembro de 2001. Dispõe sobre Diretrizes Curriculares para os cursos de Graduação em Enfermagem. Diário Oficial da União, Brasília, 9 nov. 2001. Seção 1:37. PERES, HHC; LEITE, MMJ; GONÇALVES,VL. Educação continuada: recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, e avaliação de desempenho profissional. In: KURCGANT, P.(Org.). Gerenciamento em enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005, p.138 – 156. TRONCHIN, DMR; MELLEIRO, MM; TAKAHASHI, RT. A qualidade e a avaliação dos serviços de saúde e de enfermagem. In: KURCGANT, P.(Org.). Gerenciamento em enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005, p.75 -88.
  • 66. CONCORDÂNCIA DA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO NA UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO TANCREDO NEVES DE CASCAVEL PR. Marcia Lucia Lodi Ferri I Especialista em Enfermagem do Trabalho, Administração Hospitalar, Auditoria em Saúde, Coordenadora de Enfermagem da Unidade de Pronto Atendimento Tancredo Neves de Cascavel (PR), Brasil Resumo Este estudo teve por objetivo verificar a concordância entre um protocolo institucional e a classificação de risco realizadas pelos profissionais técnicos de enfermagem do pacientes atendidos na Unidade de Pronto Atendimento Tancredo Neves de Cascavel PR . Trata-se de estudo descritivo comparativo, no qual 50 prontuários foram avaliados e realizados a classificação de risco, utilizando o protocolo, a partir do registro realizado pelos técnicos de enfermagem. Os resultados mostraram que a concordância entre os protocolos é média, 36 quando considerados os erros de classificação, 11 ocorridos entre cores vizinhas, 3 quando considerados os erros de classificação, ocorridos entre cores extremas . Palavras-chave: protocolo; técnicos de enfermagem; classificação de risco. 1 INTRODUÇÃO A grande procura por atendimento nos serviços de urgência hospitalar tem inúmeras causas que podem estar associadas ao aumento de acidentes e da violência urbana, as questões socioeconômicas, a falta de leitos para internação na rede pública, o aumento da longevidade da população (1) , assim como a falta de agilidade e de resolutividade, de ações e serviços de saúde (1) , ou seja, à insuficiente estruturação da rede. Esses fatos tem levado a procura ao atendimento nas emergências, não somente pessoas em situações de urgência e emergência, como também àquelas em condições de saúde não graves, que juntas no mesmo ambiente, dificultam a visualização e o estabelecimento de prioridades no atendimento (2) . A classificação de risco é processo dinâmico de identificação de pacientes que necessitam de tratamento imediato, de acordo com o potencial de risco, os agravos à saúde ou o grau de sofrimento, devendo o atendimento ser priorizado de acordo com a gravidade clínica do paciente, e não com a ordem de chegada ao serviço(3) . Desde sua admissão, até o encaminhamento dentro do setor de emergência, o paciente passa por etapas onde várias ações são realizadas, tendo ele como foco principal. A fase de classificação de risco tem grande influência sobre o resultado final do atendimento, já que erros poderão se propagar de forma catastrófica. A capacitação profissional dos agentes envolvidos nesta fase é de fundamental importância para redução de erros de diagnóstico inicial que provocam encaminhamentos equivocados, sobrecarga de trabalho, e aumento do tempo de permanência do paciente no sistema. O prestador de cuidado de urgência/emergência deve ter destreza manual e rapidez na ação, autocontrole emocional e grande facilidade de comunicação, para melhor assistência e otimização dos cuidados. A comunicação e a integração com a equipe multiprofissional são primordiais para facilitar a colaboração de todos e o atendimento humanizado. (4). 2 CLASSIFICAÇÃO DE RISCO Quando classificamos as pessoas de acordo com uma de suas características ou variáveis, seja uma doença ou um fator relacionado a sua causalidade, sempre existe a possibilidade de cometermos equívocos. Estes enganos serão chamados, doravante, de erros de classificação. O controle destes erros é uma das preocupações mais relevantes. A implementação da estratégia organiza o fluxo direcionando cada usuário para a devida sala, agilizando o atendimento, fazendo os encaminhamentos necessários (2) , melhora a organização, classificação e priorização do atendimento (1) . Tempos prolongados de espera para pacientes estão associados à reduzida satisfação do paciente e aumento do risco de sair sem ser atendido. Isso, por sua vez está associado com altos índices de reclamações e piores resultados na saúde (2) . Portanto, é fundamental que o técnico em enfermagem tenha um bom conhecimento e saiba encaminhar os usuários corretamente, seguindo os protocolos estabelecidos e priorizando o atendimento dos casos graves, diminuindo o risco de morte e aumentando a expectativa de vida. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os protocolos de classificação de risco são instrumentos que sistematizam a avaliação e que vem constituir o respaldo legal para as condutas tomadas pela enfermagem. São ferramentas úteis e necessárias, porém não suficientes, uma vez que não abrangem aspectos subjetivos, afetivos, sociais, culturais e cuja compreensão é fundamental para uma efetiva avaliação do risco de cada pessoa que procura o serviço de urgência. “O protocolo não substitui a interação, o diálogo, a escuta, o respeito, enfim, o acolhimento do cidadão e de sua queixa para a avaliação do seu potencial de agravamento” (4) A padronização na aplicação do protocolo de risco oferece respaldo legal e institui menor interferência pessoal na conduta e direciona a tomada de decisão mais acurada. A população deseja que seus problemas sejam resolvidos rapidamente, aumentando a demanda do serviço de emergência. Existe a necessidade de divulgar a população sobre a importância do cuidado continuado, que permite esclarecer diagnósticos definidos e tratamentos adequados. A classificação de risco é um instrumento utilizado que busca a minimização dos agravos à saúde. A capacitação e a reflexão contínua devem ser buscadas, de forma, a aprimorar e incentivar a padronização de condutas dos profissionais e possíveis planejamentos de ações que visem ao aumento da satisfação dos trabalhadores de saúde e dos usuários. (3) REFERÊNCIAS 1.ALBINO, R. M. Classificação de risco: uma necessidade inadiável em um serviço de emergência de qualidade. Revista Arquivos Catarinenses de Medicina, Florianópolis, 36 (4):70-75. 2007. 2.AZEVEDO, A. Organização de serviços de emergência hospitalar: Revista Eletrônica de Enfermagem, Ribeirão Preto, n. 12, p.736-745, 2010 3.BITTENCOURT, R. J.; Intervenções para solucionar a superlotação nos serviços de emergência hospitalar: Cad. Saúde Pública [online]. 2009, vol.25, n.7, pp. 1439-1454 4.BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Acolhimento e classificação de risco nos serviços de urgência. Brasília: Ministério da Saúde, 2009
  • 67. CONSTRUÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE FERRAMENTA PARA REGISTRO DAS METAS ASSISTENCIAIS MULTIDISCIPLINARES Coli, R.C.P; Costa, R. P; Ismael, S. M. C; Regenga, M. M; Yamaguti, S. T F. Associação do Sanatório Sírio - Hospital do Coração ritacoli@hcor.com.br RESUMO Introdução Este trabalho relata a experiência de construção e implantação de uma planilha para registro do plano de cuidado diário e metas assistenciais discutidas durante a visita multidisciplinar, realizada a beira leito nas UTIs de um hospital privado na cidade de São Paulo. Anteriormente este registro era realizado individualmente por cada profissional nos respectivos impressos de evolução. Justificativa O HCor, desde 2009, adotou o modelo assistencial do Cuidado Integrado, repensando o isolamento do cuidado especializado, dando ênfase a um conjunto de ações multiprofissionais e multidisciplinares integradas em um único fluxo, suprindo as necessidades físicas e simultaneamente acolhendo e engajando o paciente na sua individualidade. Neste modelo, o paciente é o núcleo principal, o foco do cuidado e a equipe multidisciplinar é a célula que abraça este núcleo suprindo suas necessidades. Objetivo Melhorar a documentação e evidenciar a comunicação das equipes assistenciais por meio da construção e implantação de uma planilha para registro do plano de cuidado diário e as metas assistenciais multidisciplinares. Método Este estudo consiste em um relato de experiência dos Gerentes das áreas assistenciais (Enfermagem, Nutrição, Reabilitação, Psicologia e Farmácia); Serviço de Educação Continuada e Gerencia da Qualidade do HCor, com intuito de construir uma planilha contendo plano diário e metas do cuidado multidisciplinar. Inicialmente realizamos reuniões semanais para discussão dos objetivos, resultados esperados e desenvolvimento do conteúdo da planilha; em seguida elaboramos o modelo (anexo) e apresentamos as chefias das unidades piloto (UTIA; UTIP; UCO e Pediatria), desenvolvemos o manual de preenchimento do impresso; iniciamos os treinamentos para implantação do novo impresso e por últimos realizamos reuniões para acompanhamento e implementação de melhorias no impresso. Resultados e conclusão Dos resultados obtidos percebemos que o instrumento: Permitiu uma melhor documentação e comunicação das metas assistenciais entre os membros da equipe e do paciente / familiares; Permitiu a avaliação de riscos de segurança do paciente compartilhado com toda equipe multidisciplinar; Aguçou a atenção da equipe para as alterações iniciais em pacientes que podem ser preocupante Envolveu a família no estabelecimento de metas diárias. Constatamos que o acompanhamento das metas diárias permite que as equipes se mantenham a par dos planos estabelecidos nas rondas diárias multidisciplinares Bibliografia WEBER,B. Assistência integral no Hospital Moinhos de Vento: estudo de caso de um modelo de gestão assistencial com foco na pessoa. Dissertação de Mestrado; Marta Luz Sisson de Castro [orientadora]. – Porto Alegre:2009. ISMAEL, S. M. C.; SANTOS, J. X. A. Sobre o adoecimento: Articulando conceitos com a prática clínica. © EDITORA ATHENEU:São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, 2013
  • 68. CONTINUIDADE DAS AÇÕES EDUCATIVAS EM UMA INSTITUIÇÃO MILITAR Veras RSR, Duarte MSM. Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro / Hospital da Polícia Militar de Niterói E-mail: hpmnit.educacaopermanente@gmail.com Palavras-chave: ações educativas; educação continuada; educação permanente; enfermagem. Resumo A educação continuada, além de ensinar de maneira contínua é uma ótima ferramenta para se desenvolver potencialidades pessoais e profissionais, onde o indivíduo apresenta mudanças nas áreas física, mental e emocional.1 As ações educativas têm em sua essência uma proposta de transformação, de mudanças de atitudes e de comportamentos para promover tanto o desenvolvimento pessoal quanto o profissional dentro das organizações de saúde. Mudança pode significar alteração, modificação, variação, substituição ou transformação. Engloba idéia de promover a transformação do comportamento, atitude, ou sentimento no decorrer de certo tempo.2: 21 Pode se afirmar que é função da educação continuada subsidiar os processos de mudança, através de um modelo de gestão participativa, onde há flexibilidade nas relações hierárquicas e as decisões são tomadas com o grupo e as pessoas são motivadas a serem responsáveis pelo seu próprio desenvolvimento profissional através da multiplicação de conhecimento e por adquirir novos valores.3 O tema proposto surgiu de uma necessidade urgente de reorganizar as ações educativas na instituição em questão, pois aborda tópicos indispensáveis a uma prática profissional de excelência. Objetivo: identificar as dificuldades para a continuidade das ações educativas em uma instituição militar. Trata-se de uma pesquisa descritivo-exploratória e o instrumento utilizado foi um questionário com perguntas abertas e fechadas. Participaram 28 profissionais enfermeiros dos 33 existentes na instituição. Foram utilizados procedimentos ético-legais como termo de consentimento livre e esclarecido, que foi fornecido a cada participante do estudo, sendo preservada a privacidade dos mesmos, bem como a aprovação da chefia de enfermagem e da direção do hospital. Resultados: verificou-se que não existe continuidade das ações educativas, devido principalmente a falta de motivação dos profissionais. É importante observar os problemas de enfermagem identificados na assistência pelos enfermeiros dos setores.2 Os programas podem estar fora da realidade institucional e das necessidades dos profissionais, tornando as atividades de treinamento improdutivas, exaustivas e desestimulante.2 As prováveis causas de falta de motivação é a falta de integração entre o enfermeiro da educação continuada com os enfermeiros do dos setores, além da definição clara das atribuições de cada um, as relações de poder dentro de uma linha hierárquica, sistema de informação e comunicação falhas, indispensáveis para se atingir o público interno e externo da organização.3 Quando não se considera esses aspectos haverá conflitos e insatisfações entre enfermeiros da educação continuada com os enfermeiros dos setores levando a atitudes inadequadas comprometendo as ações e resultados do processo educativo. Observou-se que os profissionais enfermeiros se consideram co-participantes das ações educativas realizadas pela educação continuada na referida instituição hospitalar militar. Conclui-se que para um serviço de educação continuada ser eficaz é necessário haver o retorno das ações educativas aplicadas. O estudo mostrou que a educação continuada é uma excelente ferramenta para promover o crescimento e desenvolvimento profissional e também da pessoa dentro do seu contexto de trabalho. Face ao exposto, neste momento é fundamental a valorização e o resgate do capital humano para que os autores elencados neste estudo se sintam felizes e motivados em meio a tantas transformações sociais e novidades tecnológicas. Bibliografia 1. Oiveira, FMCSN et al. Educação permanente e qualidade da assistência à saúde: aprendizagem significativa no trabalho da enfermagem. Aquichan. Vol.11, n.1, abril. Colombia, 2011. 2. Bezerra, ALQ. O contexto da Educação Continuada em Enfermagem. São Paulo: Lemar/Martinari, 2003. 3. Peres, MHC; Leite, MMJ; Gonçalves, VLM. Educação Continuada: recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento e avaliação de desempenho profissional. Gerenciamento em Enfermagem. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.
  • 69. CORRELAÇÃO ENTRE FONTES, FATORES E SINTOMAS DE ESTRESSE EM ENFERMEIROS GESTORES HOSPITALARES DE MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE Freitas FMB, Moreno FN, Vannuchi MTO, Silva LG, Haddad MCL Universidade Estadual de Londrina E-mail: franmidori@hotmail.com INTRODUÇÃO. O estresse ocupacional é um dos principais problemas enfrentados pelos trabalhadores e um desafio gerencial para as instituições. No processo de trabalho em enfermagem, os enfermeiros gestores ou supervisores possuem um elevado nível de exigência devido às competências designadas ao seu cargo, relacionadas à necessidade contínua de gerenciamento de pessoal e de conflitos gerados pela diversidade de perfis profissionais, assim como às cobranças das chefias superiores e dos subordinados sobre condutas e decisões a serem tomadas ou que já ocorreram. JUSTIFICATIVA. Ao elencar as principais fontes e fatores de estresse ocupacional, notou-se que os enfermeiros que ocupam cargo de chefia tendem a vivenciar mais intensamente o estresse laboral devido suas atividades gerenciais. OBJETIVO. Identificar as principais fontes de estresse ocupacional e sua correlação com os sintomas, em enfermeiros gestores de hospitais de média e alta complexidade. METODOLOGIA. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem quantitativa, realizado em hospitais gerais, públicos e filantrópicos, que prestam atendimento de média e alta complexidade, localizados em um município da região norte do Paraná. A população foi constituída por enfermeiros instituídos no cargo de chefe de serviço ou coordenador de área da alta e média gerência hospitalar, que eram responsáveis pela coordenação de, no mínimo, dois enfermeiros. RESULTADOS. A pesquisa contou com a participação de 43 enfermeiros, sendo a maior parte da população composta por mulheres (84%). A primeira parte do questionário continha 49 questões referentes às fontes e fatores de estresse ocupacional divididos em cinco categorias: conflito de funções, sobrecarga de trabalho, relacionamento interpessoal, gerenciamento de pessoal e situações críticas. A segunda parte do questionário contava com perguntas referentes aos sintomas ocasionados pelo estresse, tais como: sintomas cardiovasculares, imunológicos, musculoesqueléticos, respiratórios e genitourinários. Quando correlacionado os fatores e fontes com os sintomas de estresse encontrou-se número significativo nos seguintes cruzamentos: situações críticas e sintomas cardiovasculares (RR= 2,01, p=0,021); conflitos de funções e sintomas imunológicos (RR=1,75 p=0,039); situações críticas e distúrbios imunológicos (RR=1,90 p=0,0247); sobrecarga de trabalho e sintomas musculares (RR=1,65 p=0,0486); gerenciamento de pessoal e sintomas musculoarticulares (RR=2,12 p=0,0113) e situações críticas e sintomas geniturinários (RR=2,11 p=0,0408). CONSIDERAÇÕES FINAIS. Ao correlacionar os sintomas com as fontes e fatores de estresse notou-se que o estresse desencadeado pela atividade gerencial do enfermeiro no hospital causa alterações em sua saúde, principalmente imunológicas, músculoarticulares, cardiovasculares e gastrintestinais. Estes resultados levam a reflexão sobre as condições de trabalho nas instituições e sua contribuição para o estresse desses enfermeiros. BIBLIOGRAFIAS LAUTERT, L.; CHAVES, E.H.B.; MOURA, G.M.S.S. O estresse na atividade gerencial do enfermeiro. Revista Panamericana Salud Publica, Washintgton ,v.6, n.6, p. 415-425, Dez. 1999. ORGANIZACION MUNDIAL DEL LA SALUD. La organización Del trabajo y el stress: estratégias sistemáticas de solución de problemas para empleadores, personal directivo y representantes sindicale. Instituo de trabajo, salud e organizaciones. Reino Unido, 2004. 37 p. INTERNATIONAL LABOUR OFFICE. Stress prevention at work checkpoints: Practical improvements for stress prevention in the workplace. Geneva, International Labour Office, 2012.
  • 70. CULTURA ORGANIZACIONAL DE UM HOSPITAL PSIQUIÁTRICO DO INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO Rocha FLR, Gaioli CCLO, Camelo SHH, Pillon SC, Mininel VA. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo Contato: ferocha@eerp.usp.br RESUMO Introdução e justificativa: A cultura organizacional representa um padrão de pressuposições básicas compartilhadas e aprendidas por um grupo e, portanto, ensinadas aos novos membros como o modo correto de perceber, pensar, sentir e agir no trabalho (SCHEIN, 2010). Deste modo, a cultura organizacional está presente nas diversas dimensões da empresa, determinando sua estratégia e seus objetivos e condicionando o comportamento humano dentro das organizações em todos os sentidos, desde o modo de se vestir, a forma de agir e pensar (HOFSTEDE et al., 2010; SHEIN, 2010). Por este motivo, a análise da cultura organizacional representa uma importante estratégia para a elaboração de ações de promoção da saúde no trabalho, o que nos motivou a elaborar este estudo. Objetivos: Analisar os valores e as práticas de trabalho que caracterizam a cultura organizacional de um hospital psiquiátrico. Método: Trata-se de uma pesquisa exploratória, com abordagem quantiqualititativa, estruturada a partir do referencial teórico de Hofstede (1991), desenvolvido em um hospital psiquiátrico do interior do Estado de São Paulo. A amostra foi composta por 28 trabalhadores de enfermagem, sendo 05 enfermeiros e 23 técnicos e auxiliares de enfermagem. Resultados: A análise dos valores organizacionais do hospital demonstra que os trabalhadores de enfermagem percebem a existência de rigidez hierárquica, centralização de poder e dificuldade de desenvolvimento de práticas de trabalho em equipe. Além disso, consideraram que valores relacionados ao bem-estar no trabalho são pouco considerados no hospital. Em relação às práticas organizacionais, satisfação no trabalho e promoção das relações interpessoais não são adotadas na instituição. Conclusão: Os resultados revelam que os valores e práticas que definem a cultura do hospital estão diretamente relacionados ao modelo de organização e gestão do trabalho adotado na instituição, o qual fortalece a fragmentação do cuidado ao paciente e dificulta o desenvolvimento do trabalho em equipe, de ações de interdisciplinaridade na atenção à saúde e, consequentemente, o alcance da qualidade dos serviços. Além disso, estas características do trabalho na instituição provocam insatisfação e desmotivação dos trabalhadores à medida que não são consideradas suas necessidades, impedindo o crescimento profissional. Descritores e Palavras chave: Enfermagem; Saúde do Trabalhador; Cultura Organizacional; Promoção da Saúde. Bibliografia FERREIRA, M. C. et al. Desenvolvimento de um instrumento brasileiro para avaliação da cultura organizacional. Estudos de Psicologia. v.7, n.2, p.271-80. jul-dez 2002. HOFSTEDE, G. Culture and organizations: intercultural cooperation and its importance for survival. 2ª ed. New York: McGrawHill; 2010. MINTZBERG, H. et al. Safári de estratégia: um roteiro pela selva do planejamento estratégico. Porto Alegre: Bookman; 2000. SCHEIN, E.H. Organizational culture and leadership. 4th ed. San Francisco, CA: Jossey-Bass Publishers; 2010.
  • 71. CULTURA ORGANIZACIONAL E GESTÃO PARTICIPATIVA: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA Garcia AB1, Maziero VG2, Rocha FLR3, Bernardes A4, Gabriel CS5 1-5 Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. ferocha@eerp.usp.br Introdução: A formação da cultura é concebida como um processo construído histórico-socialmente. Nas organizações, a cultura representa as práticas e os valores que são compartilhados entre todos os trabalhadores, o que requer que seus gerentes tenham habilidades para identificá-la, compreendendo seu impacto no trabalho e no comportamento individual e coletivo(1). Estruturas organizacionais implicam em determinados modelos de gestão, configurando a distribuição de poder, autoridade, comunicação e decisão das organizações. Nos hospitais, a complexidade e os interesses conflitantes têm determinado novas formas de fazer gestão capazes de contemplar a micropolítica hospitalar(2). Justificativa: A necessidade de implementação de modelos de gestão participativa nos serviços de saúde surge como um imperativo na busca da qualidade e da integralidade da assistência, o que nos motivou a desenvolver este estudo no intuito de compreender como a cultura organizacional pode contribuir para este processo. Objetivo: Identificar e analisar a produção científica existente sobre a influência da cultura organizacional na viabilização da gestão participativa nas instituições de saúde. Método: Revisão integrativa da literatura. Busca nas bases de dados: SciELO, LILACS, Medline, Scopus e Web of Science. Foram utilizados os descritores controlados: Cultura Organizacional; Administração Hospitalar; Gestão em Saúde; Modelos Organizacionais; Organização e Administração; Gestão. Além disso, foram utilizados os descritores não controlados: Gestão Compartilhada; Gestão Participativa; Gestão Democrática; Gestão Colegiada; Gestão Descentralizada, bem como os termos equivalentes na língua inglesa. Critérios de inclusão: artigos originais e de revisão, disponíveis nos idiomas português, inglês ou espanhol, sem limites de ano de publicação. Para a extração das informações dos artigos foi utilizado instrumento validado(3) e, para a avaliação, utilizou-se referencial de níveis de evidência(4). Resultados: Foram encontrados 450 artigos, selecionados 16 após leitura dos títulos e resumos, dos quais foram selecionados seis artigos após leitura na íntegra. Dentre os seis artigos analisados, três foram publicações na área de gerenciamento em saúde, um na área de gerenciamento, um na área de enfermagem e um na área de medicina. Em relação ao ano de publicação, houve variação entre 1992 e 2009. Três dos estudos foram publicados em periódicos internacionais, no idioma inglês, e três foram publicados em periódicos nacionais, dois em português e um em inglês. Quanto à avaliação do nível de evidência, um estudo apresentou nível IV (evidência moderada) e cinco apresentaram nível VI (evidência fraca). Evidenciou-se que os tipos de gestão adotados pelas organizações estão relacionados à cultura organizacional. Também foi constatado que quanto menor a distância entre trabalhadores e gerentes, menor a rigidez hierárquica da estrutura organizacional, mais flexível a cultura de uma organização e maior a facilidade de se implantar gestões participativas. Conclusão: Há escassez de estudos sobre a temática, sobretudo que apresentem métodos com maior nível de evidência. A cultura de uma organização direciona o estilo de gestão adotado e, consequentemente, influencia o processo de mudança organizacional. Quando há maior percepção e preparo dos gerentes, estes podem, de maneira reflexiva, identificar fragilidades no processo de gestão e contribuir para a mudança. Palavras-chave: Cultura organizacional; Modelos Organizacionais; Administração Hospitalar; Gestão em Saúde. Bibliografia 1. Hofstede G, Hofstede GJ, Minkov M. Cultures and organizations: software of the mind: Intercultural cooperation and its importance for survival. 3ed. New York: McGraw Hill, 2010. 2. Bernardes A, Cecílio LCO, Nakao JRS, Évora YDM. Os ruídos encontrados na construção de um modelo democrático e participativo de gestão hospitalar. Ciênc Saúde Colet. 2007; 12(4):861-70. 3. Ursi ES. Prevenção de lesões de pele no perioperatório: revisão integrativa da literatura. [dissertação]. Ribeirão Preto: Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto; 2005. 4. Melnyk BM, Fineout-overholt E. Evidence-based practice in nursing & healthcare: a guide to best practice. 2. ed. Philadelphia: Wolters Kluwer Health / Pippincott Williams & Wilkins, 2011.
  • 72. CULTURA ORGANIZACIONAL E PRAZER E SOFRIMENTO NO TRABALHO DA ENFERMAGEM Garcia AB, Rocha FLR Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP alessandrabg@gmail.com Introdução: As organizações representam sistemas culturais, simbólicos e imaginários, cujas normas e valores condicionam o comportamento de seus membros(1-2). Compreende-se como cultura organizacional como um conjunto de valores, crenças e sentimentos que são herdados e compartilhados entre os indivíduos, os quais influenciam na relação entre sujeito e trabalho(1). A partir desta relação, compreende-se a organização do trabalho como elemento central nos processos de subjetivação do homem, capaz de proporcionar prazer e sofrimento aos trabalhadores(3). A enfermagem representa a maioria dos trabalhadores nos serviços de saúde, além de estarem envolvidos de forma direta na assistência ao paciente e terem contato com toda equipe de saúde, vivenciando, portanto, todas as consequências do processo de trabalho em uma organização de saúde(4). Justificativa: Destaca-se a importância de encontrar subsídios que nos permitam conhecer a cultura de uma organização de saúde e os fatores envolvidos nas vivências de prazer e sofrimento no trabalho da enfermagem, ampliando o conhecimento sobre o processo de trabalho em saúde e a saúde dos trabalhadores. Objetivo: Identificar os valores e práticas da cultura organizacional e vivências de prazer e sofrimento no trabalho dos profissionais de enfermagem de um hospital filantrópico de alta complexidade. Método: Estudo descritivo, exploratório, transversal, com abordagem quantitativa. A população foi representada por 52 enfermeiros e 394 técnicos e auxiliares de enfermagem. Os dados foram coletados em janeiro e fevereiro de 2013 por meio da aplicação de dois instrumentos: Instrumento Brasileiro para Avaliação da Cultura Organizacional e Escala de Indicadores de Prazer e Sofrimento no Trabalho. 237 profissionais preencheram adequadamente os instrumentos, sendo 30 enfermeiros e 207 técnicos e auxiliares de enfermagem, e os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Resultados: Considerando os escores de 1 a 5, sendo 1 “não se aplica de modo algum” e 5 “aplica-se totalmente”, os resultados para as práticas e valores da organização demonstraram um valor médio de 3,33 para o valor de profissionalismo cooperativo (VPC), 2,84 para o valor de rigidez na estrutura hierárquica (VRH), 2,76 para o valor de profissionalismo competitivo e individualista (VPI), 2,87 para o valor de satisfação e bem-estar dos empregados (VBE), 3,74 para as práticas de integração externa (PIE), 2,61 para as práticas de recompensa e treinamento (PRT) e 2,89 para as práticas de promoção do relacionamento interpessoal (PPR). Os resultados para as vivências de prazer e sofrimento obtiveram as médias de 4,41 para a categoria de prazer-gratificação (PG), 3,50 para a categoria de prazer-liberdade (PL), 2,33 para a categoria de sofrimento-insegurança (SI) e 2,82 para a categoria de sofrimento-desgaste (SD). Conclusão: As médias altas para a categoria de prazer no trabalho (PG e PL) podem estar relacionadas com alguns valores e práticas da organização, como o VPC e PIE, que apresentaram as maiores médias em relação aos outros domínios. Apesar de ser uma temática complexa e subjetiva, conhecer a cultura de uma organização de saúde pode facilitar a compreensão das vivências subjetivas de seus trabalhadores, bem como proporciona subsídios para a melhora do ambiente organizacional e laboral. Palavras-chave: Enfermagem; Cultura Organizacional; Psicodinâmica do Trabalho; Saúde do Trabalhador; Serviços de Saúde. Bibliografia 1. Hofstede G, Hofstede GJ, Minkov M. Cultures and organizations: software of the mind: Intercultural cooperation and its importance for survival. 3ed. New York: McGraw Hill, 2010. 2. Schein EH. Organizational culture and leadership. 4ed. San Francisco: Jossey-Bass Publishers, 2010. 3. Dejours C, Abdoucheli E, Jayet C. Psicodinâmica do trabalho: contribuição da escola dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento e trabalho. São Paulo: Atlas, 1993. 145 p. 4. Garcia AB, Dellaroza MSG, Haddad MCL, Pachemshy LR. Prazer no trabalho de técnicos de enfermagem do pronto-socorro de um hospital universitário público. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2012; 33(2): 153-59.
  • 73. CUSTOS COM INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO EM IDOSOS AUTORAS: Izaias EM, Peruzzo HE, Dellaroza MSG, Rossaneis MA, Moreno FN. Universidade Estadual de Londrina Contato: erikamizaias@yahoo.com.br Resumo Introdução: O crescimento acelerado da população idosa no Brasil é evidente, em 2020 alcançaremos a sexta posição mundial em número de idosos1. Os serviços de saúde sofrem impacto direto com o envelhecimento populacional, visto que os idosos apresentam mais problemas de saúde comparados a pessoas mais jovens2. A hospitalização é considerada um risco para as pessoas idosas, por serem mais suscetíveis a infecções3. Entre elas, a infecção de sítio cirúrgico (ISC), devido procedimento cirúrgico, que consista em pelo menos uma incisão e uma sutura, com internação superior a 24horas4. Dentro deste contexto é importante ressaltar os custos relacionados a tais complicações; que podem ser subdivididos em diretos, indiretos ou preventivos e imensuráveis ou intangíveis. Os primeiros representam as despesas com o diagnóstico, que envolve realização de exames e com o tratamento do paciente infectado que abrange medicamentos, diárias adicionais, medidas para precauções e outros exames5. Justificativa: As evidências das repercussões negativas relacionadas às ISC, contribuem para um olhar diferenciado da equipe quanto à necessidade de medidas preventivas, o que proporcionará benefícios tanto para o usuário com para a instituição, quanto à qualidade da assistência e diminuição de custos. Objetivo: Caracterizar o perfil e custos das infecções de sítios cirúrgicos em idosos em um hospital terciário público. Método: Estudo descritivo, transversal e retrospectivo. Idosos com ISC internados em 2010 em um hospital terciário compuseram a população de estudo. Os dados derivaram de setores: como comissão de infecção, setor de custos, farmácia e SAME. As análises dos programas Excel 2010 e SPSS. Resultados: Foram avaliadas 341 fichas de notificações, constatou-se uma média de idade de 75 anos; com predominância de idosos do sexo masculino. A incidência média mensal de infecções hospitalares foi 10,1% para todos os pacientes internados no período, já a incidência de infecções entre idosos foi 13,4%. Os idosos com ISC apresentaram média de permanência de 24 dias resultando em um acréscimo de 15 dias à média, comparado aos idosos sem infecção. Idosos sem complicações infecciosas pós-cirúrgicas, apresentaram custo de internação estimado em R$ 10.768. Levando-se em conta o aumento médio da permanência dos idosos com ISC, obteve-se um acréscimo de 60% aos custos finais. Quanto ao período do tratamento com os antibióticos, verificou-se que houve uma média de 7,5 dias de uso. As ISC corresponderam a 4,6% das infecções identificadas no período, com custo médio com antibioticoterapia de R$ 1.032,10 por paciente. Conclusão: As infecções hospitalares remetem a um antigo problema das instituições assistenciais. Uma vez submetidos aos procedimentos cirúrgicos, os pacientes são expostos aos riscos do ambiente hospitalar, sendo o idoso mais vulnerável aos quadros infecciosos, que prolongam internações e elevam custos. Bibliografia: 1. Brasil, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Primeiros resultados definitivos do Censo 2010. Disponível em: < http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1866&id_pagina=1> Acesso em: 20/07/2012; 2. SIQUEIRA A.B. et al. Impacto funcional da internação hospitalar de pacientes idosos. Rev. Saúde Pública 38 (5) 687-94, USP São Paulo 2004. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/rsp/v38n5/21757.pdf > Acesso em: 12/04/2011; 3. BÔAS, P. F. V. ; RUIZ T. Ocorrência de infecção hospitalar em idosos internados em um hospital universitário. Rev. Saúde Pública, 38 (3): 372-8. Unesp, Botucatu, SP, 2004. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/rsp/v38n3/20653.pdf> Acesso em: 12/04/2012; 4. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Sítio cirúrgico: Critérios Nacionais de Infecções relacionadas à assistência à saúde. Pág. 07; 2009. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/manuais/criterios_nacionais_ISC.pdf>. Acesso em: 11/04/2013; 5. ANDRADE, G.M. Custos da infecção hospitalar e o impacto na área da saúde. BSBM Brasília Med, 42 (1/2): 48-50; 2005. Disponível em: <http://www.ambr.com.br/rb/arquivos/42_09.pdf> Acesso em: 22/05/2012.
  • 74. DESAFIOS DE ENFERMEIROS NA IMPLEMENTAÇÃO DO NURSING ACTIVIES SCORE (NAS) EM UMA UTI CIRÚRGICA Schnath F, Moraes KB, Martins FZ, Silveira DT Hospital de Clínicas de Porto Alegre-RS fschnath@hcpa.ufrgs.br Introdução: O gerenciamento de recursos humanos em enfermagem é um dos grandes desafios no trabalho do enfermeiro. Tendo em vista o aprimoramento contínuo exigido pelos serviços de saúde para ofertar uma assistência qualificada e segura, se faz necessário buscar instrumentos capazes de aperfeiçoar a gestão em enfermagem. Justificativa: A Unidade de Recuperação Pós-Anestésica (URPA) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) abriga uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com 05 leitos voltados ao atendimento de pacientes em pós- operatório imediato de cirurgias de grande porte que demandam cuidados intensivos. A utilização de instrumentos de medida de gravidade dos pacientes tornouse uma prática imprescindível como ferramenta gerencial nessas unidades. O NAS ( Nursing Activies Score) é um instrumento desenvolvido por Miranda em 2001, para medir o tempo consumido pelas atividades de enfermagem com o paciente em 24h, e calcular o tempo real gasto pelo enfermeiro, por turno de trabalho, no cuidado direto ao paciente (QUEIJO,2002). Através do NAS, multiplicando-se o valor obtido por 14,4, chegamos ao valor em minutos gastos no atendimento ao paciente, podendo dimensionar melhor a carga de trabalho de enfermagem (CONISHI, 2005). Objetivo: Descrever as dificuldades enfrentadas por enfermeiros durante o processo de implementação do NAS na UTI/URPA. Método: Relato de Experiência. Resultados: A utilização do NAS como ferramenta gerencial em unidades de tratamento a paciente críticos, iniciou em 2010, após a divulgação da RDC n°7/2010, que estabeleceu nas UTIs a obrigatoriedade de um instrumento de mensuração dos cuidados de enfermagem desenvolvidos. No HCPA foi criado um grupo com enfermeiros representantes de cada UTI para discussão e implementação do instrumento, que, em janeiro de 2011, começou a ser aplicado na UTI/URPA. Nesse processo, algumas dificuldades apontadas pelos enfermeiros foram: desconhecimento do instrumento, adequação do instrumento com a realidade da unidade, tendência à valorização conforme aumento na demanda e uniformização dos critérios de preenchimento. As dificuldades e dúvidas sobre a utilização do NAS foram discutidas em fóruns realizados por representantes de cada UTI da instituição, para esclarecimento de questionamentos e padronização de seu preenchimento. Conclusão: O processo de implementação de novas tecnologias para auxiliar os processos gerenciais do enfermeiro demanda reflexões e construções coletivas, tendo em vista a necessidade de que todos os envolvidos devem estar convencidos de sua importância, apropriados de suas idéias e empenhados em seu funcionamento. Acredita-se que a utilização de ferramentas gerenciais possa contribuir com a qualidade e a segurança da assistência em saúde ofertada a pacientes críticos e contribuir para a construção do conhecimento científico em enfermagem e gestão em saúde. BIBLIOGRAFIA CONISHI R. M. Y. Avaliação do NAS (Nursing Activities Score ) como instrumento de medida de carga de trabalho em UTI geral adulto. Dissertação (Mestrado)-Curso de Enfermagem, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. QUEIJO, A.F. Tradução para o português e validação de um instrumento de medida de carga de trabalho de enfermagem em unidade de terapia intensiva: NURSING ACTIVITIES SCORE – N.A.S. [Dissertação]. São Paulo: Escola de Enfermagem. Universidade de São Paulo; 2002.
  • 75. DESAFIOS E CONQUISTAS DO ENFERMEIRO NA GESTÃO DE LEITOS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA Cucolo DF, Daniel APSP, Santos JC, Meres ALF Hospital e Maternidade Celso Pierro – Hospital da PUC Campinas e-mail: danielle_cucolo@terra.com.br Introdução: A garantia de acesso a todos os usuários que necessitam de internação hospitalar, têm-se apresentado como grande desafio para a gestão das organizações de saúde por corresponder a uma assistência altamente seletiva, tanto por recursos técnicos quanto econômicos, apresentando, historicamente, oferta insuficiente e demanda reprimida. Justificativa: O processo de (re)estruturação de um serviço de gerenciamento de leitos (GL) com autonomia do enfermeiro frente à tomada de decisão agregado às demandas do sistema de saúde e à insuficiência de relatos na literatura motivou o desenvolvimento desse trabalho. Objetivo: Descrever as experiências, conquistas e desafios do enfermeiro na gestão de leitos de um hospital universitário de grande porte. Método: Relato de experiência do trabalho desenvolvido, janeiro/2010 a dezembro/2012, em um hospital universitário do interior do Estado de São Paulo com 75% dos atendimentos pelo Sistema Único de Saúde. Resultados: A partir de 2010, o GL dessa instituição passou a ter o enfermeiro como referência no planejamento e coordenação desse processo visando sua competência técnica e gerencial. Para atender aos objetivos propostos pela instituição (utilizar os leitos disponíveis em sua capacidade máxima, diminuir tempo de espera para internação e garantir a acessibilidade do usuário) foram implantadas as seguintes ações: 1 Redistribuição de leitos/especialidade, 2 Acompanhamento das internações e altas, 3 Gestão das transferências internas, 4 Planejamento de vagas para procedimentos de alta complexidade, 5 Pré internação cirúrgica, 6 Acompanhamento diário da taxa de ocupação, 7 Controle do giro de leito, 8 Análise das internações x indicações de isolamento, 9 Controle do tempo de espera para internação, para liberação do leito (remoção) e para transferência da Recuperação Pós Anestésica (RPA), 10 Análise das dispensas e cancelamento cirúrgico por falta de vaga e 11 Planejamento e controle do processo de regulação de vagas. Frente às intervenções do enfermeiro junto às equipes interdisciplinares, obteve-se aumento de 8% nas internações, mesmo com redução do número de leitos (4%) devido reforma. A taxa de ocupação passou de 81% para 90% e o giro de leito de 6 foi para 8pacientes/leito/mês. O tempo médio de espera (horas) para internação era de 8 passando para 4 e a liberação do leito era de 3 chegando a uma hora. O tempo de espera na RPA reduziu de 1hora e 10 minutos para 40minutos e o cancelamento cirúrgico por falta de vaga de 16% para 9%. Os desafios enfrentados permeiam o novo processo de gestão dos leitos regulados e a articulação entre serviços visando: acolhimento, priorização das situações de risco, controle da demanda reprimida e tempo de espera. Conclusão: A atuação do enfermeiro nesse serviço possibilitou alcançar melhores resultados institucionais e assistenciais. A divulgação desse trabalho para discussão prática, assim como, a necessidade de desenvolver outros estudos nessa área representa outro desafio para os enfermeiros gestores tendo em vista o potencial de atuação e os impactos para usuários e serviços de saúde. Referências Bibliográficas: Neto GV, Malik AM. Tendências na assistência hospitalar. Ciência & Saúde Coletiva 2007; 12(4): 825-39. Sapata MP, Soares DA, Souza RKT. Utilização dos leitos hospitalares sob gestão pública em município de médio porte da Região Sul do Brasil, 1998-2002. Epidemiologia e Serviços de Saúde 2006; 15(2): 57-67. Ramos DP, Lima MADS. Acesso e acolhimento aos usuários em uma unidade de saúde de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Cad Saúde Pública 2003; 19(1): 27-34.
  • 76. DESENVOLVENDO COMPETÊNCIAS PARA O EXERCÍCIO DA LIDERANÇA NA ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA Oliveira JLC1, Haddad MCL2, Matsuda LM3. Universidade Estadual de Maringá – UEM joao-lucascampos@hotmail.com RESUMO INTRODUÇÃO Na enfermagem, a liderança vai além de mero instrumento burocrático, pois se funde com o processo de trabalho e se transforma em meio para o exercício de cunho gerencial. Nesse contexto, o líder, que milita no desenvolvimento da liderança motivadora, participativa e estratégica, deve visar o alcance dos objetivos comuns a toda a equipe, no caso da enfermagem, à prestação de assistência de qualidade(1). JUSTIFICATIVA: É importante que haja o desenvolvimento de estudos que envolvam a liderança na enfermagem, para que a temática seja discutida e repensada por pesquisadores e profissionais, a fim de se identificar possíveis dificuldades, bem como divulgar experiências bem sucedidas. OBJETIVO: Relatar a experiência vivenciada em uma disciplina que aborda as competências necessárias à liderança do enfermeiro. METODOLOGIA: Estudo do tipo Relato de Experiência, embasado na vivência em uma disciplina, intitulada “Desenvolvimento de competências para a liderança na enfermagem”, ministrada para alunos de Mestrado e Doutorado do Programa de PósGraduação em Enfermagem, da Universidade Estadual de Maringá – UEM. Tal disciplina foi ministrada nos meses de março e abril de 2013, totalizando 7 encontros e 30 horas/aula. Durante os encontros utilizou-se o método de estímulo à participação em grupo e organização de seminários. Tanto os condutores dos temas afins à temática geral de liderança como os participantes foram continuamente estimulados a participarem ativamente da discussão e assim, trocar experiências com o grupo. Além das discussões, as dinâmicas de grupo também se caracterizaram como importantes ferramentas pedagógicas para a elucidação e apropriação do conteúdo programático. RESULTADOS: Todos os participantes da disciplina, 6 Mestrandos, 1 aluna não regular, 3 Doutorandos e a docente coordenadora, verbalizaram que a experiência foi positiva e enriquecedora. A metodologia de ensino, que buscou a efetiva participação dos integrantes do grupo, proporcionou grande volume quantitativo e qualitativo de discussões, reflexões acerca da liderança, elucidação de conceitos teóricos acerca de conteúdos relacionados à temática e exemplos de experiências em práticas assistenciais, gerenciais e docentes. Os temas abordados foram pertinentes e bem contextualizados às diferentes realidades de trabalho vivenciadas por cada participante. CONCLUSÃO: A reflexão e discussão sobre conceitos, conteúdos e vivências, se constituiu em momento valioso para a prática profissional dos participantes que entenderam a liderança como instrumento que auxilia na gestão de recursos humanos no tocante às relações interpessoais, tomada de decisão, enfrentamento e gerenciamento de conflitos e elemento motivador para o alcance de objetivos da equipe em prol à qualidade da assistência de enfermagem. Palavras-Chave: Liderança; Enfermagem; Relações interpessoais. 1Enfermeiro. Mestrando no Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá – UEM. joaolucascampos@hotmail.com 2Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do curso do departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina – UEL. Coordenadora dos Programas de Gerência de Serviços de Enfermagem e do Mestrado em Enfermagem da UEL. 1Enfermeira. Docente do Departamento de Enfermagem da UEM. Pós-Doutoranda em Enfermagem Fundamental. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP. Bolsista da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná. REFERÊNCIA: MOURA, G.M.S.S.; MAGALHÃES, A.M.M.; DALL’AGNOL, C.M.; JUCHEM, B.C.; MARONA, D.S. Liderança em enfermagem: análise do processo de escolha das chefias. Rev. Latino-Am. Enfermagem. v. 18, n. 6, 2010.
  • 77. DESENVOLVIMENTO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM – SAE, POR MEIO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM (PE) EM INSTITUIÇÕES HOSPITALARES DO BRASIL. Monteiro, A G C C1, Tibes, K S2, Sabadini, M B3, Bitencourt, J V I4 Palavras-chave: Assistência; Implementação; Processo de Enfermagem. INTRODUÇÃO: a enfermagem busca seu aperfeiçoamento enquanto ciência utilizando-se de estratégias para estabelecer uma linguagem universal entre os profissionais. Dentre os instrumentos e tecnologias utilizados na prestação de cuidados, destacam-se a utilização do Processo de Enfermagem (PE), ou seja, o método utilizado para a Sistematização da Assistência de Enfermagem - SAE. A Resolução Cofen 358/2009 estabelece que o PE deva ser realizado de modo deliberado e sistemático em ambientes públicos e privados em que ocorre o cuidado de enfermagem. JUSTIFICATIVA: a efetivação da aplicação da SAE através do PE é essencial para o trabalho dos enfermeiros, no que tange a qualificação do cuidado de enfermagem. Entretanto, sua utilização é ainda incipiente e a explicação para esta condição, passa pelo desconhecimento e consequente irrelevância que os profissionais reportam ao PE. A modificação dessa situação tornar-se-á viável mediante debate da temática. OBJETIVOS: analisar como vem se configurando a prática do PE na atualidade das instituições de saúde hospitalares no Brasil. METODOLOGIA: trata-se de pesquisa bibliográfica qualitativa baseada em periódicos produzidos nos últimos cinco anos, utilizando como bases de consulta LILACS, BDENF e SciELO, usando-se os seguintes descritores: sistematização, processo de enfermagem e cuidado. RESULTADOS: No Brasil, o modelo de PE proposto por Wanda Horta é o mais conhecido e utilizado, aplicando-se com base nas seguintes fases: histórico, diagnóstico, plano assistencial, prescrição, evolução e prognóstico de enfermagem. A SAE é um instrumento metodológico dinâmico e inovador, permitindo aplicação de conhecimentos técnico-científicos na prática assistencial, favorecendo um cuidado individualizado, contínuo e com qualidade. Apesar do PE estar sendo estudado e aplicado nos serviços de saúde, ele contém ambiguidades que geram discussões. Alguns autores apresentam o PE e a SAE, como sinônimos, há também os que compreendem a SAE como um processo amplo que inclui o estabelecimento e utilização de protocolos, de organização da estrutura física, de recursos materiais, humanos e de serviços que respaldem a aplicação do PE que é um instrumento tecnológico utilizado para favorecer o cuidado e registrar as ações de enfermagem. A implementação do PE permanece aquém do especificado pela legislação e apesar do processo ser discutido e utilizado no contexto acadêmico, os estudos identificam dificuldades que impedem a sua viabilidade, entre elas as deficiências existentes, no ensino do PE e nos contextos dos serviços de saúde, além dos problemas relacionados às crenças e percepções dos profissionais. CONCLUSÃO: a finalidade da implantação da SAE nas instituições hospitalares, por meio do PE, é a organização do cuidado a partir de um método sistemático, proporcionando ao enfermeiro a consolidação do seu papel no campo da gerência em saúde e da assistência em Enfermagem. Apesar do arcabouço teórico em prol do PE ser sólido, sua operacionalização ainda é um desafio, instigando academia e serviços para reconhecerem os fatores que contribuem para a pouca representatividade na prática do PE. Tem-se por base que para a construção de uma trajetória consistente rumo à direção da qualificação do cuidado de enfermagem é preciso ter comprometimento institucional e profissional com empenho politico do serviço e enfermeiros. BIBLIOGRAFIA Conselho Federal de Enfermagem (Brasil) Resolução Nº 358, de 15 de outubro de 2009. Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem, e dá outras providências. [citado 26 set 2010]. Disponível em: <http://site.portalcofen.gov.br/node/4384>.Acesso em 10 de mar. 2013. GARBIN, LM.; RODRIGUES, C.C.; ROSSI, L.A.; CARVALHO, E.C. Classificação de resultados de enfermagem (NOC): identificação da produção científica relacionada. Revista Gaúcha Enfermagem. V. 30, n. 3. p. 508-515.Porto Alegre (RS) 2009. Disponível em: < http://seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnfermagem/article/view/8216. Acesso em 18 de mar. 2013. KRAUZER, I. M.; GELBCKER, F. L. Sistematização da assistência de enfermagem- potencialidades reconhecidas pelos enfermeiros de um hospital público. Revista de Enfermagem Universidade Federal de Santa Maria. V. 1 n. 3 p. 308-317. 2011. Disponível em: <http://cascavel.ufsm.br/revistas/ojs-2.2.2/index.php/reufsm/article/view/3592>. Acesso em 19 de mar. 2013. LEITE DE BARROS, A.L.B.; LOPES, J.L. A legislação e a sistematização da assistência de enfermagem. Revista Enfermagem em Foco. V.1 n.2, p.63-65. 2010. Disponível em <:http://revista.portalcofen.gov.br/index.php/enfermagem/article/view/17> Acesso em: 10 de mar.2013. MARIA, M. A. M.; QUADROS, F. A.A.; GRASSI, M. F. O. Sistematização da assistência de enfermagem em serviçosde urgência e emergência: viabilidade de implantação. Revista Brasileira de Enfermagem. V. 65, n. 2, p. 297-303. Brasília, 2012 . Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-71672012000200015&script=sci_arttext Acesso em 12 de mar. 2013. NUNES, D. H.; MOUSQUER , T. O.; ZUSE, C. L.A sistematização da assistência de enfermagem na maternidade: um relato de experiência. Revista Eletrônica de Extensão da URI Vivências. V.7, N.13: p.38-43, Outubro/2011. Disponível em: < 13http://www.reitoria.uri.br/~vivencias/Numero_013/artigos/artigos_vivencias_13/n13_04.pdf> Acesso em 10 de mar. 2013. OLIVEIRA, M. L.; PAULA, T. R. ; FREITAS, J. B.Evolução histórica da assistência de Enfermagem. Revista conscientiae saúde.v.6 n.1.p.127136. 2007..Disponível em http://www.uninove.br/PDFs/Publicacoes/conscientiae_saude/csaude_v6n1/cnsv6n1_3m18.pdf. Acesso em 12 de mar. 2013. SANTOS, M. G. P. S.; MEDEIROS, M. M. R.;GOMES, F. Q. C.; ENDERS, B.C. Percepção de enfermeiros sobre o processo de enfermagem: uma integração de estudos qualitativos. RevRene. V.13 n. 3, p.712-23.2012. Disponível em <http://www.revistarene.ufc.br/revista/index.php/revista/article/view/739> Acesso em 20 de mar..2013. SILVA, E.G. C.; OLIVEIRA, V.C.; NEVES, G. B. C.; GUIMARÃES, T. M. 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  • 78. Diagnóstico situacional sobre estresse em enfermeiros de Unidade de Terapia Intensiva Armando dos Santos Trettene, Rosana Bonete da Costa, Cleide C. S. D. Mondini, Isabel Aurelia Lisboa Departamento de Enfermagem do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo Introdução: A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) consiste na maioria dos casos em ambiente fechado, com grande aparato tecnológico, que exige dos profissionais que nela atuam alto grau de atenção, pois assistem pacientes gravemente enfermos, representando um dos ambientes mais agressivos, tensos e traumatizantes do hospital. Enfermeiros, pela função que desempenham, assumem as atividades mais complexas e que envolvem maior risco para os pacientes, além de serem responsáveis pelas atividades desenvolvidas por toda a equipe de enfermagem. Dessa forma, incorporam alto nível de responsabilidade, na tentativa de ter o controle absoluto sobre o trabalho, resultando em estresse elevado com conseqüente repercussão física e psicológica. Justificativa: Ao se definir o diagnóstico situacional sobre o estresse em enfermeiros atuantes em UTI, torna-se viável a proposta e implementação de estratégias que minimizem esse fenômeno, contribuindo além da qualidade profissional, para o processo reabilitador dos pacientes por ele assistidos. Objetivo: Investigar o nível de estresse de enfermeiros atuantes em um Centro de Terapia Intensiva (CTI). Método: Estudo desenvolvido em um hospital público de grande porte, situado no interior de São Paulo, no mês de outubro de 2011. A amostra foi composta por 26 enfermeiros atuantes no CTI. Utilizou-se para a coleta de dados 2 instrumentos: Inventário de Estresse em Enfermeiros (IEE) e um questionário sócio-demográfico. O IEE é composto por 4 domínios (relações interpessoais, papéis estressores da carreira, fatores intrínsecos ao trabalho e, estrutura e cultura organizacional), e 44 questões inerentes a atuação do enfermeiro, pontuadas em escala com 4 níveis, variando de nunca a sempre. A pontuação final classifica os níveis de estresse em: baixo (44 a 88 pontos), intermediário (89 a 132 pontos) e alto (133 a 220 pontos). Resultados: Prevaleceu o gênero feminino (92%); faixa etária entre 20 e 30 anos (65%); casados (50%); sem filhos (62%); experiência profissional entre 5 e 10 anos (61%); com curso de especialização na área (65%); atuando em turno matutino/noturno (35%); 36 horas semanais (61%); vínculo empregatício único (65%). 62% foram classificados em nível de estresse intermediário com prevalência do domínio: estrutura e cultura organizacional (média 32 pontos), destacando-se os itens: administrar ou supervisionar o trabalho de outras pessoas, restrição da autonomia profissional e interferência da política institucional no trabalho. Conclusões: Prevaleceu o nível de estresse intermediário e o domínio estrutura e cultura organizacional, relacionando-se a dificuldades quanto à supervisão, autonomia profissional e política institucional. Referências: BACKES, MTS; ERDMANN, AL; BUSCHER, A; BACKES, DS. Desenvolvimento e validação de teoria fundamentada em dados sobre o ambiente de unidade de terapia intensiva. Esc. Anna Nery. 2011, 15(4):769-75. COSTA, ALS; POLAK, C. Construção e validação de instrumento para Avaliação de Estresse em Estudantes de Enfermagem (AEEE). Rev. esc. enferm. USP. 2009, 43(6):1017-26. GUERRER, FJL; BIANCHI, ERF. Caracterização do estresse nos enfermeiros de unidades de terapia intensiva . Rev. esc. enferm. USP. 2008, 42(2):355-62.
  • 79. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM EM GESTANTES EM PRÁTICAS EDUCATIVAS* Vanessa Serrano1; Miriam Aparecida de Abreu Cavalcante2; Sheilla Siedler Tavares3; Gabriela Rodrigues Zinn4; Daniele Cristina Comino Naloto5 * Extraído da pesquisa “Vivenciando a gravidez, parto e puerpério”, financiado pela Vice Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa da Universidade Paulista 1 Graduanda do curso de Enfermagem da Universidade Paulista – UNIP – Sorocaba (SP) Brasil. 2Professora Titular na Universidade Paulista. Autor correspondente email: miriamcavalcante@hotmail.com 3 Professora Assistente II Universidade Paulista 4 Professor Adjunto da Universidade Paulista 5 Professora Assistente na Universidade Paulista RESUMO O objetivo deste estudo foi o de identificar os principais diagnósticos de enfermagem em gestantes atendidas em grupos de práticas educativas, segundo a taxonomia II da NANDA. Métodos: Estudo teórico-empírico, exploratório-descritivo com abordagem quantitativa. Resultados: Foram entrevistadas 14 gestantes. Identificaram-se 25 diagnósticos de enfermagem, sendo que três destes diagnósticos estavam relacionados à promoção da saúde. Os diagnósticos mais frequentes foram: disposição para conhecimento aumentado (92,85%), dor aguda (78,57%), medo (78,57%), conhecimento deficiente (64,28%), padrão do sono prejudicado (57,14%) e risco para infecção (57,14%). Conclusões: Diante dos diagnósticos de enfermagem obtidos no presente estudo, verificam-se as possibilidades de planejamento das atividades educativas a serem desenvolvidas nos grupos com as gestantes. Descritores: Diagnóstico de enfermagem; gestante; pré-natal. ABSTRACT The objective was identifying the main nursing diagnosis in pregnant women who took part in groups of educational practices, according to NANDA taxonomy II. Methods: Theoretical-empirical, descriptive-exploratory study with quantitative approach Fourteen pregnant women were interviewed. 25 nursing diagnoses were identified, with three of these diagnoses related to health promotion. The most frequent diagnoses were: disposition for increased knowledge (92.85%), acute pain (78.57%), fear (78.57%), deficient knowledge (64.28%), impaired sleep pattern (57.14%) and risk for infection (57.14%). Considering the nursing diagnoses obtained in this study, there are possibilities for planning the educational activities to be carried out in groups with pregnant women. Descriptors: Nursing diagnosis; pregnant women; prenatal. Title: Nursing diagnoses in pregnant women in educational practices INTRODUÇÃO O trabalho com práticas educativas com gestantes está em desenvolvimento na Clínica de Enfermagem da Universidade Paulista – UNIP, no campus de Sorocaba desde 2008 e tem como finalidade a elaboração de propostas de ações educativas e profiláticas para serem desenvolvidas com gestantes e puérperas, bem como seus acompanhantes. As participantes são convidadas para os grupos, desde que estejam em atendimento pré-natal na rede básica de saúde, na rede conveniada ou particular. É um importante local de aprendizado para os docentes e discentes, pois estes têm a oportunidade de desenvolver técnicas de educação em saúde aliada à assistência de enfermagem. No acolhimento com as gestantes temos utilizado várias abordagens com o intuito de realizar as práticas educativas que correspondam às necessidades e expectativas das participantes. Neste estudo apresentamos os diagnósticos de enfermagem para o desenvolvimento de práticas educativas em grupo. Cabe aqui destacar que os diagnósticos de enfermagem foram descritos pela primeira vez após a aceitação da teoria do processo de enfermagem na década de 60. A North American Nursing Diagnosis Association (NANDA) foi formada em 1973, com a primeira Conferência Nacional do Grupo de Classificação de Diagnóstico de Enfermagem(1). Esses diagnósticos são vistos como uma linguagem padronizada, que servem de base para o enfermeiro planejar as intervenções de enfermagem para a obtenção dos melhores resultados para um determinado paciente(2). Além disso, os diagnósticos de enfermagem são considerados como a segunda fase do processo de enfermagem, que constituem ações sistematizadas que visam uma melhor assistência ao paciente. Este processo é constituído por seis etapas: histórico de enfermagem, diagnóstico de enfermagem, plano assistencial, prescrição de enfermagem, evolução e prognóstico(3). Dentre os objetivos da assistência pré-natal é o de prevenir complicações na gestação, assegurar a boa saúde da gestante, identificar doenças e reduzir os índices de mortalidade materna e fetal(4). Os grupos de gestantes servem para complementar a assistência ao pré-natal individual, consiste também em um espaço para a aquisição de conhecimentos por parte das gestantes, além das mesmas terem a possibilidade de trocar experiências com outras mulheres que vivenciam o mesmo momento(5). Os diagnósticos de enfermagem na gestação foram estudados em diversos trabalhos com o objetivo de identificar aqueles mais comuns da gestação e assim dar sequência ao processo de enfermagem, com o suporte necessário para o planejamento das ações na assistência no período gravídico e puerperal(5,6,7,8,9). Assim, este trabalho tem como objetivo identificar os principais diagnósticos de enfermagem em gestantes atendidas em grupos de práticas educativas, segundo a taxonomia II da NANDA(2). Através do levantamento e identificação dos diagnósticos de enfermagem encontrados nas gestantes participantes deste grupo educativo, pretende-se programar as atividades e oferecer práticas educativas que correspondam às necessidades referidas pelo grupo.
  • 80. MÉTODOS A presente pesquisa caracteriza-se como um estudo teórico-empírico exploratório-descritivo, com abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada na Clínica Escola de Enfermagem da Universidade Paulista, Campus Sorocaba. A amostra foi composta por todas as participantes do grupo educativo de gestantes atendidas no grupo no segundo semestre de 2011, totalizando 14 mulheres. Os dados foram coletados a partir das entrevistas, realizadas no mês de outubro de 2011, no primeiro dia das atividades do grupo o qual foi composto no total por cinco encontros. Para a realização das entrevistas utilizou-se de um instrumento com questões norteadoras. Este instrumento possuía duas etapas. Na primeira, ocorreu a identificação e o local da realização do prénatal. Na segunda etapa, as gestantes responderam as questões baseadas nos 13 domínios da taxonomia II da NANDA(2). Todas as gestantes possuíam prontuário de pré-natal. As entrevistas foram realizadas pelos discentes do curso de Enfermagem que estavam 5 em campo de estágio neste período e que receberam treinamento prévio. As entrevistas aconteceram em salas reservadas com o auxílio de um gravador. A partir destas entrevistas e transcrições, foi realizado o levantamento dos problemas para a identificação dos diagnósticos de enfermagem, de acordo com classificação da NANDA(2). Além dos problemas, foram levantadas as manifestações positivas para a identificação dos diagnósticos de promoção da saúde, também de acordo com a classificação diagnóstica da NANDA(2). O trabalho, de acordo com a Resolução 196/96, cumpre com os preceitos éticos de garantir o sigilo, assegurando a privacidade das gestantes, bem como da orientação e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e foi aprovado pelo CEP Comitê de Ética em Pesquisa, sob o nº 527/10. RESULTADOS As entrevistadas tinham entre 18 e 34 anos de idade, sendo treze destas moradoras de Sorocaba e uma de outra cidade distante 50 km. Quanto ao estado civil, nove eram casadas, três solteiras e duas em união estável. Com relação à gestação, sete eram primigestas e sete estavam na segunda gestação, porém dentre as secundigestas, somente quatro possuíam filhos vivos, pois duas gestantes relataram aborto espontâneo e uma referiu que o bebê foi a óbito com 21 dias. Quanto ao trimestre gestacional, três estavam no 1º trimestre, oito no 2º trimestre e duas no 3º trimestre. Sobre o planejamento da gravidez, apenas duas gestantes manifestaram que não planejaram a gestação. Apenas uma das gestantes apresentava risco gestacional na gravidez atual, recebendo atendimento em unidade específica, as demais realizam o pré-natal na rede básica de saúde, e uma das gestantes utilizava a rede privada. O diagnóstico mais encontrado nas gestantes foi o de promoção da saúde: disposição para conhecimento aumentado (92,85%). Em seguida, encontramos os diagnósticos de dor aguda (78,57%) e medo (78,57%). Na sequência, têm-se os diagnósticos de conhecimento deficiente (64,28%), padrão do sono prejudicado (57,14%) e risco para infecção (57,14%). Estes diagnósticos encontram-se presentes em mais da metade das gestantes participantes da pesquisa Tabela 1. Diagnósticos de enfermagem segundo taxonomia II da NANDA(2)de acordo com os problemas levantados e frequência; fatores relacionados; características definidoras e frequência relativa na população de 14 mulheres gestantes atendidas em práticas educativas – Sorocaba,2011 .
  • 81. DISCUSSÃO Foram identificados, através das entrevistas e do levantamento de problemas de enfermagem, 25 diagnósticos de enfermagem, sendo que seis estiveram presentes em mais de 50% das gestantes: disposição para conhecimento aumentado, dor aguda, medo, conhecimento deficiente, padrão do sono prejudicado e risco para infecção, constituindo, portanto o objetivo da discussão do presente estudo. Observa-se através dos resultados expostos que o diagnóstico mais encontrado foi o de disposição para conhecimento aumentado, no presente estudo a maioria das gestantes estava no 2º. trimestre gestacional e é neste período que as gestantes buscam conhecimento sobre o desenvolvimento da gestação(11).. A única gestante que não mencionou em sua entrevista interesse em aprender não compareceu aos outros encontros do grupo, participando apenas do primeiro encontro. Com relação ao diagnóstico de dor aguda, obtiveram-se diferentes relatos de dor. Os problemas referidos para dor foram dor após urinar, dor na barriga, dor de cabeça, dor de dente, dor nas costas, dor nas mamas, dor nas pernas e dor por infecção urinária. Durante as entrevistas as gestantes mencionaram mais de um tipo de dor, sendo que as dores na barriga, nas costas e nas mamas foram as mais citadas. As mamas tornam-se mais sensíveis e maiores durante a gestação, principalmente no início e no final da gestação, corroborando com este estudo, onde as gestantes que relataram dores nas mamas encontravam-se no 1º e no 3º trimestre de gestação(4). A dor na barriga foi mencionada por uma gestante que se encontrava em tratamento para infecção urinária. Duas referiram dor na barriga por constipação, sendo esta uma queixa comum na gestação. Destaca-se que uma em cada quatro gestantes podem apresentar esta queixa(9). A constipação na gestação se dá em função da pressão exercida pelo útero nas alças intestinais e pelas alterações fisiológicas decorrentes da gravidez. Além disso, há uma diminuição do peristaltismo no intestino, diminuindo a velocidade do trânsito intestinal, causando um aumento na absorção de água(4). Uma gestante mencionou que sentia dor na barriga por dormir de bruços. As gestantes que citaram dores nas costas expuseram que estas surgiam quando estavam realizando serviços domésticos ou lavando roupa. A lombalgia é uma queixa comum na gestação devido às alterações posturais decorrentes do crescimento da barriga(4). O diagnóstico de dor aguda está relacionado às dores em membros inferiores, pelve, região inguinal e lombar, sendo que estas manifestações estão presentes em sua maioria no terceiro trimestre de gestação(12). Porém, neste estudo não houve prevalência desta queixa em gestantes no terceiro trimestre, sendo relatada por gestantes que se encontravam no 1º, 2º e 3º trimestre de gestação. O medo foi relatado pelas gestantes em relação ao parto. este diagnóstico também foi observado em mulheres com gravidez de risco , dentre estas estão o medo da dor do parto, a insegurança quanto a ter qualidade no atendimento, além da perspectiva de ser capaz de dar à luz, bem como o medo das mudanças geradas pelo nascimento do bebê(13). Entretanto o presente estudo corrobora que independente do risco gestacional as gestantes ficam temerosas para o momento do parto(12). No presente estudo obteve-se o diagnóstico de conhecimento deficiente. Este foi identificado quando as gestantes foram questionadas sobre seus conhecimentos acerca da gravidez, do parto, do puerpério e dos cuidados com o bebê. Durante as entrevistas elas relataram ter pouco ou nenhum conhecimento sobre estes temas, sendo este um motivo para a procura pelo grupo de gestantes. O diagnóstico de enfermagem de conhecimento deficiente foi encontrado em alguns estudos sobre diagnósticos de enfermagem na gestação, sendo relacionado à falta de orientação no pré-natal, reforçando a importância da identificação para o planejamento das orientações e da assistência de enfermagem(12,14,15,). Em outro estudo, acerca dos diagnósticos de enfermagem, as autoras referiram este diagnóstico à deficiência de conhecimento das gestantes com relação a outros temas relacionados à saúde da mulher e contracepção(15). O diagnóstico de padrão do sono prejudicado foi identificado em oito gestantes. Duas gestantes relataram ambos os problemas. O diagnóstico de padrão de sono prejudicado pode ser identificado na maioria das gestantes(14) e em gestantes no 3º. trimestre gestacional(12). Entre as gestantes do presente estudo que relataram este diagnóstico, sete se encontravam no 2º trimestre gestacional e apenas uma estava no 3º trimestre. O diagnóstico de risco para infecção foi identificado em todas as gestantes, sendo os principais fatores de risco a infecção do trato genital, padrão alimentar inadequado e a infecção do trato urinário. O diagnóstico de risco para infecção também pode ser relacionado ao risco de doenças sexualmente transmissíveis, por não utilizarem preservativo durante as relações sexuais, ao tétano puerperal e neonatal pela não imunização da gestante e à presença de corrimento vaginal(16). Ressalta-se que todas as gestantes nesta pesquisa estavam com a imunização antitetânica atualizada. CONCLUSÃO Dos 25 diagnósticos identificados neste estudo, seis estiveram presentes em mais de 50% da população estudada, sendo estes: disposição para conhecimento aumentado, dor aguda, medo, conhecimento deficiente, padrão do sono prejudicado e risco para infecção. Além disso, pode-se perceber no presente estudo a necessidade de informações que estas mulheres apresentavam e a disponibilidade de aprendizagem. Sendo assim, se faz relevante a identificação dos diagnósticos de enfermagem no início das atividades dos grupos de gestantes, norteando o enfermeiro no planejamento de suas ações perante o grupo. Para futuros estudos, sugere-se a continuidade de pesquisas com grupos de gestantes para confirmação dos diagnósticos e validação de outros que surgirem.
  • 82. REFERÊNCIAS 1. Johnson M, Bulechek G, Butcher H, Dochterman JM, Maas M, Moorhead S, Swanson E. Ligações entre NANDA, NOC e NIC: diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2009. 704p. 11 2. NANDA International. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011. Porto Alegre: Artmed; 2010. 452p. 3. Horta WA. Processo de enfermagem. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária Ltda; 1979. 99p. 4. Carvalho GM, Lula HM, Oliveira LR. Diagnósticos e intervenções de enfermagem em ginecologia, obstetrícia e neonatologia. São Caetano do Sul, SP: Yendis Editora; 2010. 240p. 5. Sartori GS, Van Der Sand ICP. Grupo de gestantes: espaço de conhecimentos, de trocas e de vínculos entre os participantes. Revista Eletrônica de Enfermagem 2004; 6(2): 153-165. 6. Alves VM, Moura ZA, Palmeira ILT, Lopes MVO Estudo do diagnóstico de enfermagem fadiga em gestantes atendidas numa unidade básica de atenção à saúde. Acta Paul Enferm. 2006, 19(1): 70-5. 7. Vieira F, Bachion MM, Coelho ASF, Cordeiro ACA, Salge AKM. Utilização da taxonomia II da NANDA para avaliação da ansiedade puerperal na comunidade. Rev Gaúcha Enferm. Porto Alegre (RS) 2010, set; 31(3): 544-51. 8. Cubas MR, Koproski AC, Muchinski A, Anorozo GS, Dondé NFP. Validação da nomenclatura diagnóstica de enfermagem direcionada ao pré-natal – Base CIPESC® em Curitiba – PR. Rev Esc Enferm USP 2007; 41(3): 363-70. 9. Kawaguti FS, Klug WA, Fang CB, Ortiz JA, Capelhucnick P. Constipaçao na Gravidez. Rev Bras Coloproct. 2008; 28(1): 46-49. 10. Lopes MHBM. Experiência de implantação do processo de enfermagem utilizando os diagnósticos de enfermagem (Taxionomia da NANDA), resultados esperados, intervenções e problemas colaborativos. Rev. Latino-am. Enfermagem Ribeirão Preto. 2000, jul; 8(3): 115-118. 11. Ziegel EE, Cranley MS. Enfermagem obstétrica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1986. 708p. 12. Pereira SVM, Bachion MM. Diagnósticos de Enfermagem identificados em gestantes durante o pré-natal. Rev Bras Enferm 2005, nov-dez; 58(6): 559-64. 13. Gouveia HG, Lopes MHBM. Diagnósticos de enfermagem e problemas colaborativos mais comuns na gestação de risco. Rev Latino-am Enfermagem. 2004, mar-abr; 12(2): 175-82. 14. Moura ERF, Linard AG, Araújo TL. Diagnóstico de enfermagem em gestantes: estudo de caso. Ciênc Cuid e Saúde. Maringá 2004 mai/ago; 3(2): 129-135. 12 15. Lacava RMVB, Barros SMO. Diagnósticos de enfermagem na assistência às gestantes. Acta Paul Enf São Paulo. 2004, janmar; 17(1): 9-17. 16. Arcanjo Z, Alves VM, Palmeira ILT, Lopes MVO. Diagnósticos de enfermagem referentes ao sono e repouso de gestantes. R enferm UERJ Rio de Janeiro. 2006, jul-set; 14(3): 378-84.
  • 83. DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM NA UNIDADE DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA Borges, MM; Melo, TC de Hospital de Clínicas de Porto Alegre momorbach.enf@hotmail.com Palavra-Chave: Diagnóstico de Enfermagem; Sala de Recuperação Pós-Anestésica; Enfermagem Perioperatória. Introdução: A Unidade de Recuperação Pós Anestésica (URPA) do Hospital de Clinicas de Porto Alegre está localizada no 12º andar, tem capacidade de 18 leitos adultos, 05 leitos pediátricos, 05 leitos de terapia intensiva e 01 leito de isolamento. Nessa unidade é utilizado a Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) pelos quinze enfermeiros assistenciais. Justificativa: O processo de enfermagem consiste em um método útil para organizar as ações de enfermagem, visando assistência integral, continuada, participativa, individualizada, documentada e avaliada nos pacientes pós-operatórios. Objetivo: Identificar os diagnósticos de enfermagem em pacientes submetidos à cirurgia geral no período do pós-operatório imediato. Método: Revisão integrativa de artigos científicos para conhecer e relatar os diagnósticos de enfermagem mais utilizados nas URPAs. Resultado: A partir dessa revisão foi possível constatar, que os diagnósticos de enfermagem mais freqüentem foram: risco para infecção, integridade tissular prejudicada, hipotermia, risco para função respiratória alterada, alteração do nível de conforto, dor aguda, intolerância a atividade física, ansiedade e medo. Conclusão: Tendo o conhecimento dos diagnósticos de enfermagem, é possível individualizar o cuidado, a fim de facilitar o andamento da assistência e oferecer qualidade no serviço prestado. Bibliografia: Dalri, CC; Rossi, LA; Darli, MCB. Diagnóstico de Enfermagem de Pacientes em Período Pós-Operatório Imediato de Colecistectomia Laparoscópica. Rev. Latino-am Enfermagem, 2006 maio-junho; 14 (3): 389-6 Lopes, ERA; Pompeo, DA; Canin, SRMS; Rossi, LA. Diagnóstico de Enfermagem em Pacientes em Período Pré-Operatório de Cirurgia Esofágica. Ver. Latino-am Enfermagem, 2009 janeiro-fevereiro; 17 (1) Luvisotto, MM; Carvalho, R; Galdeano LE. Transplante Renal: Diagnósticos e Intervenções de Enfermagem em Pacientes no Pós-Operatório Imediato. Einstein. 2007; 5 (2): 117-122 Popov, DCS; Peniche, ACG. As Intervenções do Enfermeiro e as Complicações em Sala de Recuperação Pós-Anestésica. Ver. Escola Enfermagem da USP, 2009; 43 (4): 953-61 Souza, TM; Carvalho, R; Paldimo, CM. Diagnósticos, Prognósticos e Intervenções de Enfermagem na Sala de Recuperação PósAnestésica. Rev. SOBECC, São Paulo. Out-dez 2012; 17 (4): 33-47
  • 84. DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL COMO FERRAMENTA DE GESTÃO: UM ESTUDO DE CASO SOUZA, C A C S; FERRÃO, P P A.; RIBEIRO, A.; OLIVEIRA, A. L. G. M.; SOUZA, A. S; Secretaria Estadual de Saude Rio de Janeiro / H.E.Getulio Vargas carmen-andrea@ig.com.br/genfe.ferrao@gmail.com O presente estudo foi originado do trabalho de dimensionamento de pessoal realizado por enfermeiros gestores de um Hospital Estadual do Rio de Janeiro, classificado como de grande porte e referência em emergência. O propósito do trabalho foi introduzir o Sistema de Classificação de Pacientes para o dimensionamento de pessoal, tendo como estratégia a construção de um BAREMA (método de escore de pontuação) para registro do nível de cuidados de enfermagem dispensados aos pacientes nesta unidade hospitalar. Através do sistema de escore clínico do Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) foi possível realizar o levantamento do perfil dos usuários das unidades de internação, a fim de subsidiar o dimensionamento de pessoal, da equipe de enfermagem. Com o resultado da classificação dos pacientes foi realizado o dimensionamento de pessoal de enfermagem utilizando para tal a resolução COFEN 293/2004. O dimensionamento de pessoal vem se construindo hoje como importante ferramenta para a gestão de recursos humanos. Tanto para a contratação de pessoal, quanto para a organização das escalas de serviço. Corroborando não somente para a qualidade da assistência prestada ao usuário, como para melhoria das relações de trabalho entre os membros das equipes. Consideramos, portanto que o dimensionamento de pessoal em enfermagem no que concerne ao planejamento, a gestão e a assistência é de maneira definitiva fator primordial para uma assistência de enfermagem humanizada e de qualidade. Palavras Chaves: Dimensionamento de Pessoal. Assistência de Enfermagem Referências: Fugulin FMT, Gaidzinski RR, Kurgant P. Sistema de Classificação de pacientes: identificação do perfil assistencial dos pacientes das unidades de internação do HU-USP, Ver Latino-am Enfermagem 2005 janeiro-fevereiro;13(1);72- 8. ____________________Dimensionamento de pessoal de enfermagem em instituições de saúde. in: Kurgant P, coordenadora.Gerenciamento em Enfermagem.Rio de Janeiro:Guanabara Koogan;2005.p.125-37. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução nº 293/2004. Fixa e Estabelece Parâmetros para o Dimensionamento do Quadro de Profissionais de Enfermagem nas Unidades Assistenciais das Instituições de Saúde e Assemelhados. COREN-RJ; 2004
  • 85. DIMENSIONAMENTO DE PESSOAL EM ENFERMAGEM DO HOSPITAL Dr. MIGUEL RIET CORREA Jr. Duarte, MC Avila, JA Garcia, C Oseias, C Rosales, R UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE/HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DR. MIGUEL RIET CORREA JUNIOR Marciakduarte@hotmail.com INTRODUÇÃO Em Janeiro de 2013, houve uma mudança dos Gestores de Enfermagem no Hospital Universitário de Rio Grande, proporcionando a criação de uma equipe profissional diferenciada e formação de um novo olhar organizacional da Instituição, com o pensamento administrativo baseado em evidencias científicas, acadêmicas, bibliográficas e legais, que fundamentam as atividades desenvolvidas pelas Coordenações. Diante disso, foi realizado um diagnóstico situacional do dimensionamento de profissionais nas Unidades de atendimento de enfermagem do HU, considerando a fundamentação legal do exercício profissional (Lei no 7.498/86 e Decreto no 94.406/87), o Código de Ética, Resoluções COFEN e Decisões dos CORENs, e um estudo epidemiológico, considerando o período de 2009 a 2012, com o objetivo de avaliar a mudança do comportamento institucional e as taxas de ocupação das unidades assistenciais. JUSTIFICATIVA O dimensionamento de pessoal de Enfermagem não é o único responsável pela qualidade da assistência, no entanto, a inadequação do quadro de pessoal pode comprometer o atendimento prestado. Podendo comprometer a instituição que será legalmente responsabilizada pelas falhas ocorridas na assistência. Diante disso, apresentamos o quantitativo de profissionais dimensionados para o cumprimento das atividades de enfermagem nas 24hs. OBJETIVOS 1-Avaliar o quantitativo e qualitativo de pessoal de Enfermagem do Hospital Dr. Miguel Riet Correa Junior; 2-Caracterizar e classificar o grau de dependência dos pacientes internados em relação ao cuidado de Enfermagem, aplicando o instrumento de Classificação de Pacientes proposto por Fugulin (2002). MÉTODO O estudo, do tipo exploratório-descritivo, foi desenvolvido nas Unidades de Internação do HU-FURG, no período de janeiro a dezembro dos anos de 2009 a 2012. Num primeiro momento foi colhida, junto ao banco de dados, a taxa média anual de ocupação de leitos da Instituição referente aos anos de 2009 a 2012. Esses dados foram organizados em tabelas e gráficos e analisados quanto as variações de frequência em cada setor. RESULTADOS O Estudo forneceu informações acerca do perfil assistencial dos pacientes e da carga de trabalho e quantitativo de profissionais existentes em cada Unidade de Internação, subsidiando, assim, as decisões gerenciais referentes à alocação de recursos humanos, ao planejamento da assistência e à organização dos serviços frente à demanda da clientela assistida. CONCLUSÃO Os números apresentados representam um aumento gradual na taxa de ocupação do setor, mostrando uma tendência de crescimento para os próximos anos, provavelmente relacionadas ao crescimento demográfico da região, evidenciando a necessidade de investimentos na ampliação e qualificação das estruturas assistenciais da instituição. BIBLIOGRAFIA Raquel Rapone Gaidzinski. Rev Latino-am Enfermagem 2005 janeiro-fevereiro; 13(1):72-8 www.eerp.usp.br/rlae. Gaidzinski RR. Dimensionamento de pessoal de enfermagem em instituições hospitalares. [tese] São Paulo (SP): Escola de Enfermagem da USP; 1998. Kurcgant P, Cunha K, Gaidzinski RR. Subsídios para a estimativa de pessoal de enfermagem. Enfoque 1989; 17(3): 79-81. Perroca MG.sistema de classificação de pacientes de Perroca: validação clínica.[tese] São Paulo (SP): Escola de Enfermagem da USP; 2000.
  • 86. DINÂMICA ENTRE A ENFERMAGEM E O SETOR DE MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO Monteiro MJA, Mendes RNC, Carmo AFS, Moreno FN, Haddad MCFL Universidade Estadual de Londrina (UEL) Email: maramont_@hotmail.com INTRODUÇÃO: Na maioria das instituições que produzem bens e serviços existe uma incessante busca por qualidade e produtividade. Neste contexto, a manutenção preventiva e corretiva de equipamentos passou a desempenhar um papel estratégico na área da saúde1. Assim, ocorreu uma mudança no conceito e na consciência dos gestores acerca dos custos e da necessidade de inovações das políticas e procedimentos de manutenção de equipamento médico hospitalar. JUSTIFICATIVA: Antes visto como um "mal necessário", o serviço de manutenção, passou a ser considerado uma atividade estratégica indispensável à produção, interferindo diretamente na qualidade do cuidado prestado, mais acentuadamente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), que utilizam um maior número de equipamentos. OBJETIVO: Revelar a percepção de enfermeiros de uma UTI, sobre a relação entre a enfermagem e o setor de manutenção de equipamentos. MÉTODOS: Tratou-se de um estudo qualitativo, descritivo e exploratório, realizado na UTI Adulto de um Hospital de Ensino situado na região nordeste do Brasil. Para coleta de dados, adotou-se o critério de saturação do conteúdo, desse modo, contou com seis dos dez enfermeiros que atuavam na UTI da instituição em estudo. Os dados foram coletados individualmente, gravados, que após transcrição e intensa leitura, foram tratados por meio da Análise de Conteúdo de Bardin. Foi respeitada a autonomia e o anonimato dos participantes. RESULTADOS: A idade média dos entrevistados foi de aproximadamente 30 anos. A relação com o setor de manutenção de equipamentos foi mencionada como fator necessário para a continuidade e segurança do cuidado, já que o uso aumentado de máquinas precede uma equipe que domine o conserto desses aparelhos, sempre que for necessário. A competência técnica por parte do serviço de manutenção também foi destaque nos relatos, pois influencia diretamente nos resultados esperados na assistência ao pacientes2. Foi ressaltada inclusive a importância da manutenção preventiva dos materiais, uma vez que alguns aparelhos perecem devido ao armazenamento e sujidades. Além disso, foi perceptível que ações de manutenção podem influenciar a segurança do paciente3. CONCLUSÃO: As relações entre a Enfermagem e os serviços de apoio, precisam ser aprimoradas, discutidas e consideradas como meio de garantir um cuidado seguro e com qualidade. BIBLIOGRAFIA 1. Crozeta K.; Stocco J. G. D.; Labronici L. M.; Méier M.J. Interface entre a ética e um conceito de tecnologia em enfermagem. Acta Paulista de Enfermagem 2010; Vol. 23 n. 2 p239-243. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ape/v23n2/14.pdf>. Acesso em 26 Jul 2012. 2. Santos, W. B.; Motta, S. B.; Colosimo, E. A. Tempo ótimo entre manutenções preventivas para sistemas sujeitos a mais de um tipo de evento aleatório. Gest. Prod. 2007, vol.14, n.1, pp. 193-202. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/gp/v14n1/15.pdf>. Acesso em 14 dez. 2012. 3. Schwonke, C. R. G. B. Perspectivas filosóficas do uso da tecnologia no cuidado de enfermagem em terapia intensiva. Rev. bras. enferm. 2011, vol.64, n.1, pp. 189-192. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/ reben/v64n1/ v64n1a28.pdf>;
  • 87. ELABORAÇÃO DE INSTRUMENTOS DE CONFERÊNCIA PARA CARRO DE EMERGÊNCIA Dutra HS1, Britto CS2, Pereira CV3, Toledo ST4, Toledo RN5. 1 Enfermeira. Mestre em Saúde Coletiva. Docente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora. 2, 3, 4, 5 Graduando da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora. Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) E-mail para contato: rubiany.toledo@ufjf.edu.br Palavras-chave: Controle de Medicamentos e Entorpecentes; Atendimento de Emergência; Lista de Checagem; Armazenamento de Materiais e Provisões. RESUMO Introdução: Manter o material em quantidade e qualidade adequadas é primordial para eficiência e efetividade do atendimento de emergência. O carro de emergência (CE) de instituições de saúde deve ser permanentemente mantido em ordem, lacrado, e com o registro dessas atividades feito adequadamente para favorecer o atendimento à parada cardiorrespiratória (PCR). Objetivo: Relatar a vivência de acadêmicos de enfermagem na elaboração de instrumentos de conferência do CE. Justificativa: De acordo com o inciso quarto do artigo 60 da RDC nº 7 de 24 de fevereiro de 2010, a Unidade de Terapia Intensiva deve conter uma lista com todos os materiais e medicamentos necessários ao atendimento a PCR, bem como deixá-los sempre prontos para o uso. Método: Trata-se de relato de experiência, em que acadêmicos do sétimo período da disciplina Administração em Enfermagem II da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora elaboraram instrumentos para conferir e padronizar a reposição de equipamentos e medicamentos do CE da unidade de cuidados intermediários (UCI) e da unidade de pronto atendimento em um Hospital Militar de um município da Zona da Mata mineira. Primeiramente foi identificada a necessidade dessa atividade verificando a inexistência da descrição deste procedimento na instituição. Realizou-se posteriormente a busca de referências bibliográficas sobre o tema. Foi realizado um levantamento dos materiais e medicamentos contidos nos CE da instituição e construído um check-list tendo como referência o encontrado nas gavetas e os critérios definidos pela American Heart Association (AHA). Em seguida, solicitou-se modelo da instituição para elaboração do instrumento. Resultados: Foi elaborado então, um Procedimento Operacional Padrão (POP) de conferência do carro de emergência e dois instrumentos de check-list (conteúdo do carro de urgência e conferência do lacre) como anexos do POP. Conclusão: A realização de conferência do CE visa garantir suprimentos necessários para o atendimento com qualidade à PCR e diminuir gastos com a perda de materiais e medicamentos. A elaboração de instrumentos para padronizar procedimentos é uma estratégia de extrema importância para prevenção de erros, garantir equipamentos e materiais em quantidade e qualidade adequadas e proporcionar uma assistência de qualidade. Além disso, é uma forma de aprendizado e desenvolvimento de competências pelos acadêmicos. Espera-se que a conferência do CE seja favorecida e sistematizada na instituição após a elaboração destes instrumentos, otimizando o atendimento a emergências. Referências: 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução nº 7, de 24 de fevereiro de 2010, que Dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências. 2. CAMPOS, M. E. F. de; MION, D. Utilização, Conferência e Reposição do Carrinho de Emergência. São Paulo. Procedimento do Centro de Pesquisas Clínicas do FMUSP. 2010. 8 p. 3. Knobel, E. Terapia intensiva: enfermagem. São Paulo: Editora Atheneu, 2006.
  • 88. ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO ASSISTENCIAL PARA INDICAÇÃO PICC EM GESTANTES DE ALTO RISCO Sasaki, M.L.V.S.; Isidoro, S. RESUMO: Introdução: O cateter central de inserção periférica (PICC) é um dispositivo intravenoso, inserido através de uma veia superficial, o qual progride até a veia cava superior ou inferior, adquirindo características de um cateter central. Esse cateter possui um ou dois lumens, é longo, flexível, radiopaco, o qual é feito com material biocompatível. Existem critérios de indicações que devem ser estabelecidos pelo uso de protocolos para direcionar uma melhor assistência. Objetivo: Diante disso o objetivo do presente estudo foi definir as indicações desse para o uso na Unidade de Internação de Gestante de alto risco, através da confecção de um protocolo e criação de um fluxograma para passagem do mesmo. Método: A metodologia utilizada foi revisão bibliográfica em periódicos, artigos científicos, revistas de enfermagem e livros especializados em gestação de alto risco. As indicações que apontamos como critérios de inclusão para a passagem foram: esquema de antibioticoterapia maior que 7 dias, terapia antineoplásica, hiperemese com desidratação e desnutrição. Essa prática de avaliação e indicação precoce da passagem de cateter em muito contribuirá para a preservação da rede venosa e diminuição do stress das repetidas punções. Conclusão: Essa medida trará benefícios para a redução dos índices de complicações associadas à terapia intravenosa, evidenciando que o PICC é um importante aliado no tratamento, além de trazer resultados positivos á qualidade da assistência. Referencias Bibliográficas: 1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Gestação de alto risco: manual técnico / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção a Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 5. ed. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2010. 302 p. – (Serie A. Normas e Manuais Técnicos) 2. BITTENCOURT, A.; LAMBLET, L. C. R.; SILVA, L. M. G. Terapia intensiva enfermagem. Rio de Janeiro: Atheneu, 2006. 3. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (Brasil). Resolução nº 258, de 12 de julho de 2001. Inserção de Cateter Periférico Central pelos Enfermeiros. Rio de Janeiro, 2001. 4. SCHULER, D. M.; MACIEL, M. R.; ICHIKAUA, M. Cateter venoso central de inserção periférica em paciente com acompanhamento ambulatorial: estudo de caso. Revista Nursing, São Paulo, v. 80, n. 8, p. 43, 2005. 5. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Terapia Intensiva. Curso de Qualificação e inserção, utilização e cuidados com catéter venoso central de inserção periférica – CCIP- Neonatologia/Pediatria. São Paulo: SOBETI; 2004. Palavras chaves: cateter de inserção periférica, infusões endovenosas, gestação de alto risco Marcia Lucia Verpa Souza Sasaki Enfermeira Coordenadora da Educação Continuada – Hospital Santa Catarina E-mail: marcia.sasaki@hsc.org.br
  • 89. ELABORAÇÃO DE UM GUIA PRÁTICO E UM CHEK LIST PARA MONTAGEM DOS QUARTOS DE IODOTERAPIA Silva RDC, Suadicani.CMO , VieiraR. Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Email: rosilene.duarte@haoc.com.br. Introdução A finalidade de se instalar um Quarto Terapêutico para iodo 131, é isolar os pacientes do contato externo, quando estes se submetem a tratamento de câncer de tireoide,através de dose terapêutica de 131-iodo, na faixa administração. É grande a dificuldade em nosso país, de se construir um Quarto Terapêutico para iodo 131, principalmente em relação ao seu custo de implantação, informações técnicas disponíveis, treinamento de pessoal, além de possuir aspectos bem peculiares desde seu projeto , levando em consideração a área física, aspectos internos de acomodação, mobiliário adequado e os aspectos comportamentais e psicológicos dos futuros ocupantes. O Quarto Terapêutico é uma instalação radioativa, deve ficar em uma das extremidades da instalação ou do prédio, tendo com isto pelo menos dois lados, em que a área externa não será de permanência de indivíduos, e sim de trânsito. Desta forma temos dois pontos positivos: possibilidade da redução do custo com blindagens e facilidade de isolamento. Pela característica de utilização da instalação e pelo perfil psicológico dos pacientes internados, uma série de itens é considerada indispensável, de modo a minimizar o trauma emocional deste tipo de tratamento. Alguns deles são: sistema de intercomunicação do tipo viva-voz para comunicação com a equipe de enfermagem , sistema de chamada de emergência , linha telefônica com acesso externo e TV com canais abertos, frigobar ou geladeira portátil , ponto de oxigênio e vácuo em casos de emergência, condicionador de ar. O projeto de instalação de um Quarto Terapêutico requer uma série de pequenos detalhes funcionais, em busca de minimizar as exposições dos trabalhadores envolvidos com a rotina. Também se faz necessário um preparo minucioso do mobiliário interno com o objetivo de evitar a contaminação dos mesmos e agilizar o preparo após alta hospitalar e a reinternação de outro paciente. Dada a relevância do assunto foi elaborado um guia prático ilustrativo e um check list do material e preparo adequado do quarto realizado pela equipe de enfermagem do setor de Iodoterapia. Objetivo Auxiliar os profissionais da área de enfermagem na montagem e preparo dos quartos de iodoterapia. Método Trata-se de um relato de experiência da equipe de enfermagem do setor de iodoterapia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Resultados e Conclusão Após a elaboração do guia prático ilustrativo e o check list , a equipe de enfermagem teve um suporte maior no preparo dos quartos, otimizando o tempo e reduzindo as falhas das forrações, além de facilitar ao novo colaborador de enfermagem a técnica do preparo dos quartos. Referências Diretrizes Básicas de Radioproteção.Norma CNEM-NE-3.01 Requisitos de Radioproteção e Segurança para SMN.Norma CNEM-NE Gil.A.C.Como elaborar um projeto de pesquisa - 5ªEd. Atlas , 2010.
  • 90. ELABORAÇÃO E USO DE UM ROTEIRO DE SUPERVISÃO EM ENFERMAGEM: VIVÊNCIAS DE ACADÊMICOS EM UNIDADE HOSPITALAR Dutra HS1, Esteves JA2, Silva APR3, Toledo ST4, Toledo RN5. 1 Enfermeira. Mestre em Saúde Coletiva. Docente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora. 2, 3, 4, 5 Graduando da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora. Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) E-mail para contato: rubiany.toledo@ufjf.edu.br Palavras-chave: Supervisão de Enfermagem; Gerência; Administração de Serviços de Saúde. RESUMO Introdução: A supervisão é uma ferramenta capaz de determinar mudanças significativas nas organizações. Além disso, destacase a supervisão como atividade necessária ao enfermeiro no exercício de suas atividades privativas destacadas pela Lei do Exercício Profissional nº 7498/86 apontando que cabe ao enfermeiro a “organização e direção dos serviços de enfermagem e de suas atividades técnicas e auxiliares nas empresas prestadoras desses serviços” e o “planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da assistência de enfermagem”. Justificativa: A supervisão insere-se no contexto do trabalho do enfermeiro como instrumento gerencial e esta noção remetem a diretrizes já anunciadas pelo Ministério da Saúde, onde se define supervisão com base na qualidade dos serviços a serem ofertados à população, pontuando questões que incluem o aperfeiçoamento dos trabalhadores em saúde, avaliação do desempenho e a dinâmica organizacional (LIBERALI, 2008). Objetivo: Relatar experiência vivenciada por acadêmicos de enfermagem na construção e uso de um instrumento de supervisão em unidade hospitalar. Método: Trata-se de um relato de experiência vivenciada por acadêmicos do 7º período de Enfermagem, durante as aulas práticas da disciplina Administração em Enfermagem II na Unidade de Internação de um Hospital Militar em um município da região Sudeste do Brasil. Foi desenvolvido pelos acadêmicos um instrumento para direcionar a atividade de Supervisão, que também foi executada pelos mesmos. As atividades da disciplina foram desenvolvidas no período de novembro de 2012 a março de 2013. A realização da supervisão foi feita utilizando-se atividades diversas como: visita de enfermagem, análise de registros, entrevista com pacientes e acompanhantes, observação, acompanhamento e questionamento das atividades desenvolvidas pela equipe; bem como utilização de instrumentos (prontuários, normas e rotinas, e procedimentos operacionais padrão). Resultados: Foi construído um instrumento dividido em atividades que deveriam ser realizadas diariamente pelos acadêmicos dentro da unidade de internação. A observação da rotina da unidade permitiu o aprimoramento continuado do instrumento no decorrer da disciplina, consolidando o aprendizado e favorecendo a compreensão da necessidade do uso da supervisão diariamente pelo enfermeiro. Conclusão: O Roteiro de Supervisão em Enfermagem possibilitou aos acadêmicos de enfermagem uma visualização imediata do momento inicial do período de trabalho do enfermeiro, identificando as crises, definindo prioridades e projetando as melhores ações para o bem estar do paciente e condições de trabalho adequadas à equipe de enfermagem. Referências: 1. BRASIL, Lei 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a Regulamentação do Exercício da Enfermagem e dá outras providências. Brasília: Ministério da Saúde; 1986. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7498.htm>. Acesso em: 14 de abril de 2013. 2. LIBERALI, J; DALL’AGNOL, C. M. Supervisão de Enfermagem: um instrumento de Gestão. Revista Gaúcha de Enfermagem. Porto Alegre (RS), vol. 29, n. 2, p. 276-82, jun. 2008. Disponível em: <http://seer.ufrgs.br/RevistaGauchadeEnfermagem/article/view/5592/3202>. Acesso: em 12 de abril de 2013.
  • 91. ENFERMEIRO AUDITOR: DESAFIOS DO TRABALHO EM UMA OPERADORA DE PLANO DE SAÚDE AFONSO, ABP; GIL, R; LAUS, AM Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP Contato: biaminas@gmail.com Introdução: As instituições de saúde têm sido obrigadas a adotar mecanismos de avaliação sistemáticos decorrente do aumento, em espiral, dos seus gastos, da insuficiência de recursos e das dificuldades de controles efetivos, estabelecendo-se então os serviços de auditoria na área da saúde. Este incremento é claramente observado em operadoras de planos de saúde e nas organizações prestadoras de serviços de saúde. O processo de auditoria é uma ferramenta gerencial para controle, avaliação e delineamento de ações corretivas das instituições de saúde e verifica-se o crescimento da atuação dos enfermeiros neste segmento, dado seu domínio do processo assistencial, que interfere diretamente nos resultados institucionais. Objetivo: Identificar e descrever as atividades que compõem o processo de trabalho do enfermeiro auditor. Método: Pesquisa documental descritiva, realizada na cidade de Ribeirão Preto, em uma operadora de plano de saúde que atende mais de cem mil beneficiários. As informações foram extraídas de documentos disponibilizados pela empresa, por meio de consulta manual e que descrevem as atividades previstas para este profissional. Também se realizou observações aleatórias do trabalho diário, com objetivo de identificar as conformidades na execução das atividades. Resultados: As atividades foram agrupadas segundo freqüência de realização, de modo a possibilitar a distribuição do tempo de trabalho do enfermeiro nesta área de atuação. Identificou-se que 40% das atividades estão relacionadas a orientações aos funcionários que fazem a análise administrativa e precisam da presença do enfermeiro como parte do processo educativo e de reciclagem das informações. Neste grupo também foi considerado o acompanhamento específico da Auditoria de Enfermagem, nas suas atividades e as orientações dadas também aos prestadores de serviços. Em segundo lugar, com 30% do tempo de trabalho, verificou-se que se destinaram aos controles de gastos, realizada através de relatórios gerenciais. O envio de dados obrigatórios à Agência Nacional de Saúde (ANS), visitação de prestadores, reuniões para acerto de processos internos com outros setores, atendimentos telefônico, participação em cursos ou reuniões, solucionar algum problema pontual de faturamento responderam por 20% das atividades cotidianas. E o restante do tempo, ou seja, 10% foram gastos com verificações de contratos com prestadores. Conclusão: Verificou-se uma predominância do trabalho na área do faturamento da empresa, o que indica uma área de trabalho ainda a ser explorada, mas que tem se mostrada promissora para o profissional enfermeiro, frente ao seu conhecimento e capacidade para o exercício de atividades desta natureza. Ressalta-se que o Conselho Federal de Enfermagem, em sua Resolução 266/2001 dispõe sobre as atividades do enfermeiro auditor, de modo a que o profissional no desempenho de suas atividades não se comprometa em procedimentos considerados inadequados, do ponto de vista do exercício legal da profissão. REFERÊNCIAS SCARPARO, A. F.; FERRAZ, C. A. Auditoria em Enfermagem: identificando sua concepção e método. Rev.Bras. Enferm. Brasília, v. 61, n. 3,mai-jun.,2008. SILVA, M. V.S. et al. Limites e possibilidades da auditoria em enfermagem e seus aspectos teóricos e práticos. Rev.Bras. Enferm, Brasília, v. 65, n. 3, mai-jun.,2012.
  • 92. EQUIPO PARA INFUSÕES PARENTERAIS: VOCÊ CONHECE E SABE UTILIZAR? DiasDC¹, RigoDFH², BorgesF³. Universidade Estadual do Oeste do Paraná –UNIOESTE. Curso de Graduação em Enfermagem. Cascavel (PR), Brasil. denisehoffmannrigo@yahoo.com.br Introdução:Profissionais que já trabalham em estabelecimentos de saúde já conhecem os equipos e consideram um material relativamente comum, mas nem sempre sabem utilizá-los como seria o recomendável. Alunos de primeiro e segundo ano do curso de enfermagem àsvezes perguntam “o que é o equipo?”. Um equipo para infusão de soluções parenterais pode ser descrito suscintamente como dispositivo destinado àinfusão endovenosa de soluções parenterais e medicamentos. As características deste dispositivo podem variar conforma a sua finalidade e por isso existem vários tipos de equipos. Justificativa:Os equipos para infusão parenteral, assim como outros acessórios para a terapia intravenosa representam um grupo de materiais bastante diversificado em qualidade, preço, apresentação e recomendações de uso. O profissional de enfermagem tem a obrigação de desenvolver a capacidade técnica de intervir administrativamente no modo de seleção e uso de materiais e equipamentos destinados ao cuidado à saúde( KUSAHARA, 2011). Esta capacidade técnica deve ser desenvolvida por meio da pesquisa e educação continuada. Materiais com desvios de qualidade ou inapropriados para a necessidade terapêutica do usuário podem comprometer a segurança. Objetivodesse modo teve-se como objetivo identificar na literatura requisitos mínimos de identidade e qualidade para equipos. Método:Trata-se de uma analise descritiva qualitativa das seguintes categorias relacionadas ao uso de equipos de infusõesparenterais num hospital universitário: Requisitos básicos de identidade e apresentação do equipo, Prevenção de infecção de corrente sanguínea e o Equipo para infusão, Custo do equipo, Desvios de qualidade. Resultados:Através da analise das categorias descritas nesse trabalho nos possibilitou detectar os tipos de equipo e a importância de conhece-los, bem como avaliar a necessidade do paciente para elaborar um descritivo que comtemple um produto seguro para a finalidade desejada. Os equipos podem ser classificados como de transfusão (utilizados para infundir hemocomponentes); de infusão gravitacional (quando o profissional deve ajustar o gotejamento manualmente acionando o regulador de fluxo, também chamado de pinça rolete) e de infusão para uso em bomba de infusão(dispositivo eletrônico para o controle do fluxo de infusão). Outra forma de classificação seria pelo tamanho da gota: macrogotas ou microgotas e neonatal (com menor espaço interno). E equipos para soluções fotossensíveis, geralmente com tubo de coloração alaranjada ou âmbar, e capa protetora para encobrir a solução parenteral. Conclusão: O conhecimento das características ideias do produto, sua indicação de uso, maneira apropriada de utilizá-lo garantirão ao mesmo tempo segurança para o paciente e economia para os estabelecimentos de assistência a saúde. Palavras-chave:Equipos para infusões1;Tecnovigilância 2; Farmacovigilância 3. Referências: AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Orientações para Prevenção de Infecção Primária de Corrente Sanguínea. ANVISA, 2010. Disponível em: <<http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/ef02c3004a04c83ca0fda9aa19e2217c/manual+Final+preven%C3%A7%C3%A3o +de+infec%C3%A7%C3%A3o+da+corrente.pdf?MOD=AJPERES>> BRASIL, Associação Brasileira de Normas Técnicas -ABNT, NBR ISO n°. 8536 -4:2008 -Equipamento de infusão para uso medico -Parte 4: Equipode infusão para uso individual, alimentação por gravidade. KUSAHARA, D. M. Escolha de Acessórios de Infusão. In:HARADA, MJCS, PEDREIRA, MLG Terapia Intravenosa e infusões. São Caetano do Sul, SP. Yendis Editora, 2011. RESOLUÇÃO-RDC N° 4, DE 4 DE FEVEREIRO DE 2011. Estabelece os requisitos mínimos de identidade e qualidade para os equipos de uso único de transfusão, de infusão gravitacional e de infusão parauso com bomba de infusão.
  • 93. ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL ADOTADA POR HOSPITAIS BRASILEIROS Yabuuti PLK1, Rossaneis MA2, Haddad MCL3, Silva LGC4 marianarossaneis@gmail.com Universidade Estadual de Londrina A American Marketing Association conceitua marketing como atividade, conjunto de instituições e processos para criar, comunicar, distribuir e efetuar a troca de ofertas que tenham valor para consumidores, clientes, parceiros e a sociedade como um todo1. Os investimentos sobre os recursos tecnológicos, principalmente a internet, cresceu significativamente nos últimos anos, pautados nos interesses de empresas, profissionais e clientes. Contudo, os problemas associados às diferenças e desigualdades socioeconômicas estampadas no Brasil, revelam as fragilidades no estabelecimento e desenvolvimento da estratégia de marketing digital no sistema de saúde brasileiro, sobretudo, nos serviços públicos. Em contrapartida, as empresas privadas são desafiadas para atender as necessidades do público expectante, bem como a conquistar seu espaço e minimizar os efeitos da concorrência2. Sendo assim, considera-se relevante identificar as práticas de marketing utilizadas por serviços hospitalares brasileiros com objetivo de direcionar e aperfeiçoar as ações dessas instituições visando minimizar as barreiras físicas e estabelecer um meio de comunicação e de participação entre provedores e servidores, proporcionando oportunidades com perspectivas de progresso da sociedade moderna. O presente estudo tem por objetivo identificar a utilização da estratégia de marketing digital pelos hospitais brasileiros. Trata-se de um estudo quantitativo, utilizando-se dados secundários disponíveis no site do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde. Foram identificados 1.080 sites de hospitais gerais e especializados, ou seja, apenas 16% do total de hospitais cadastrados pelo CNES, sendo 8% de caráter público, 16% privado e 46% filantrópico. Os dados revelaram diferentes concepções entre os hospitais com relação à utilização da estratégia de marketing digital, com prioridades e preferência para determinados recursos. Os hospitais privados e/ou filantrópicos demonstraram maior interesse e adesão na prática do marketing, sendo representados, em sua maioria, por meio de sites com visuais atrativos e multifuncionais, tendo como objetivo atender as necessidades da clientela interna e externa, com a “mercantilização da saúde”. Já os sites das instituições públicas apresentaram-se mais objetivos, porém menos atrativos e mais direcionados aos interesses da organização, dificultando o acesso pela comunidade externa, sobretudo pacientes. Os gestores devem determinar suas prioridades e metas, a partir de metodologias e estratégias gerenciais que sejam eficazes ao desenvolvimento da organização, tendo em vista a busca pela qualidade e o sucesso de suas ações. Deste modo, é imprescindível que os serviços de saúde invistam e utilizem dos recursos tecnológicos disponíveis para divulgar e promover sua imagem, bem como difundir informações e serviços em saúde. ____________________________________________________________________________________________ 1. Enfermeira. Residente em Gerência em Serviços de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina-PR. poli_luri@yahoo.com.br 2. Enfermeira. Doutoranda. Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina-PR. marianarossaneis@gmail.com 3. Enfermeira. Doutora. Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina-PR. carmohaddad@gmail.com 4. Enfermeira. Doutoranda. Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Londrina-PR. larissagutierrez@yahoo.com.br Referências 1. Serraro DP. O que é marketing? O marketing e suas definições. 2010. [acesso em 03 jun 2012]. Disponível em: www.portaldomarketing.com.br. 2. Teixeira RF, Bicalho AMSC, Kronemberger, AC. Marketing em organizações de saúde. 1th ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010; 140 p.
  • 94. ESTRATÉGIAS PARA IMPLANTAR UM PROGRAMA SEGURANÇA DO PACIENTE EM UMA ORGANIZACAO HOSPITALAR PÚBLICA Silva MES; Mascarenhas ABR; Mello SKLS Instituição: Hospital Geral Roberto Santos E.mail: mariadoespirito@gmail.com Introdução: A Aliança Mundial para a segurança do paciente apresentou seis áreas de atuação com o objetivo de implementar ações para a melhoria da qualidade do cuidado – Organização Mundial de Saúde - OMS (2004). Unindo-se a esta aliança, a Joint Commission (2004), deliberou as metas internacionais de segurança para o paciente e a Rede Brasileira de Enfermagem em Segurança do Paciente (REBRANSP), em parceria com a câmera técnico do COREN – SP (2010), os dez passos para a segurança do paciente. A Agência Nacional de Vigilância e Sanitária – ANVISA ( 2013) deliberou o Programa Nacional de Segurança do Paciente para o monitoramento e prevenção de danos à assistência a saúde da população enfatizando seis protocolos. Justificativa: Todas essas iniciativas demonstram a importância de centrarmos esforços na construção de novos conhecimentos e evidenciarmos ações e processos desenvolvidos em prol da segurança do paciente, a fim de contribuirmos com outras organizações que pleiteiam implementar esse programa. Objetivo: Descrever as estratégias utilizadas para o desenvolvimento de um programa de segurança para o paciente em uma organização hospitalar pública da cidade do Salvador/Ba. Método: Trata-se de um relato de experiência sobre as estratégias utilizadas para implantar um programa de segurança do paciente em uma organização hospitalar pública de alta complexidade e certificada para ensino, entre o período de 2010 à 2012. A experiência envolveu preceptores e acadêmicos do estágio curricular de enfermagem, enfermeiros assistenciais e técnicos de enfermagem. As estratégias foram definidas em reuniões, oficinas e rodas de pesquisa com apresentação de resultados de estudos realizados na organização. Após elaboração do diagnóstico situacional, partiu-se para a construção de instrumentos de apoio a prática segura nas unidades semi–intensiva adulto e neonatal, Centro de Hemorragia Digestiva (CHD) e Emergência. Também foi realizado uma enquete sobre o conhecimento dos coordenadores sobre segurança do paciente e as metas sugeridas para implantação em cada área. Resultados: Foram implementadas mais de 10 estratégias, como: criação de instrumento para notificação de ocorrências adversas ao pacientes; elaboração de alguns folders; criação de instrumento para acompanhamento aos pacientes com lesão de pele e construção de indicadores; guia para UTI segura; criação do plano organizacional para o processo de identificação do paciente; criação do protocolo de prevenção de ocorrências adversas ao paciente; atualização de rotinas, procedimentos e protocolos assistências, além do incentivo aos acadêmicos para realização de trabalhos científicos sobre a temática. Conclusão: A experiência contribuiu com a estruturação do programa geral de segurança do paciente e poderá contribuir para a criação do núcleo de segurança do paciente deliberado pela portaria da ANVISA, além de promover crescimento profissional e maior conhecimento específicos para a segurança do paciente. Bibliografia: BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária PORTARIA Nº 529, DE 01 DE ABRIL 2013. Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). ____________COREN-SP - Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente – REBRAENSP – POLO SÃO PAULO – 2010. Os 10 Passos para a Segurança do Paciente. HARADA, MJCS et al. O Erro Humano e a Segurança do Paciente. 2 ed. São Paulo: Atheneu, 2006.
  • 95. ESTRUTURAÇÃO PRÁTICA E TEÓRICA DO INTERNATO DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA NA CONCEPÇÃO DOS INTERNOS Autores: Ignotti BS, Garcia SD, Vannuchi MTO. Universidade Estadual de Londrina E-mail: biaignotti@hotmail.com Introdução: O internato de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina possui 18 anos de atuação, e é reconhecido pelos alunos, docentes e enfermeiros de campo pela efetividade de sua prática e por proporcionar aos internos experiências diferenciadas para sua inserção no mercado de trabalho. O internato segue as diretrizes educacionais para estágios na área de enfermagem. Durante sua realização são utilizadas metodologias ativas, oportunizando aos alunos integrarem os conteúdos provenientes de sua prática. Justificativa: Os estágios supervisionados durante o internato do curso de enfermagem na Universidade Estadual de Londrina ocorrem em parceria entre docentes e enfermeiros de campo, necessitando revisão e acompanhamento constante, incluindo a participação dos alunos que vivenciam as práticas de ensino-aprendizagem na construção do saber e na formação de profissionais críticos, dinâmicos e reflexivos. Objetivo: Identificar a percepção dos internos de enfermagem quanto à estruturação teórica prática do internato do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina, Paraná. Método: Trata-se de um estudo descritivo, exploratório de natureza qualitativa, realizado no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina. Foi desenvolvido por meio de entrevistas com 19 alunos do curso de Enfermagem de 2011. Utilizou-se a questão norteadora: O que você acha da estruturação do internato na parte prática e teórica? Após a coleta, os dados foram transcritos e analisados buscando encontrar seu real significado para os internos. Resultados: Quando questionados sobre a estruturação do internato, referiram a importância dos encontros teóricos na construção do seu aprendizado e ressaltaram e valorizaram a integração da teoria e prática na construção de um profissional atualizado e respaldado no conhecimento científico. Reforçaram o valor das discussões semanais em grupo em sala de aula, momento em que socializavam as experiências vivenciadas trazendo a teoria necessária para embasar a pratica. A metodologia ativa foi caracterizada como diferencial para os alunos, que ressaltaram o seu dinamismo e atualidade como relevantes para transformá-los em atores do seu aprendizado. Conclusão: A prática do internato do curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina é vista de forma positiva pelos alunos que a reconhecem como de fundamental importância para sua formação. Essa prática necessita ser constantemente avaliada para manter a qualidade e também como meio de produção científica e de atualização. Bibliografia 1. PARECER CNE/CES 1133/2001 – HOMOLOGADO- Despacho do Ministro em 1/10/2001, publicado no Diário Oficial da União de 3/10/2001, Seção 1E, p. 131. Diponível em<http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/ces1133.pdf> Acesso em 18 abr de 2012. 2. MARTINS, J.; BICUDO, M.A.; A pesquisa qualitativa em psicologia: fundamentos e recursos básicos. 5 ed. São Paulo: Centauro, 2006. 3. Dessunti EM, Guariente MHDM, Kikuchi EM, Tacla MTGM, Carvalho WO, Nóbrega GMA. Contextualização do currículo integrado do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. In: Kikuchi EM, Guariente MHDM, organizadores. Currículo Integrado: a experiência do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Londrina: UEL; 2012. cap. 1; p. 19-31.
  • 96. ESTUDO RETROSPECTIVO DA INCIDÊNCIA DE FLEBITE EM PACIENTE PEDIÁTRICO EM USO DE CATETER VENOSO CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA E CATETER INTRAVENOSO PERIFÉRICO Autores: Goes AC*, Silva WCR**, Oliboni MWCR** *Graduanda de Enfermagem **Professor de Ensino Superior – Diretoria de Saúde /Enfermagem Universidade Nove de Julho – UNINOVE wilcabral@uninove.br ou wilsa.cabral@ig.com.br Resumo Introdução: O aumento de incidência de flebite em acesso venoso periférico em pacientes de hospital pediátrico tem preocupado profissionais no âmbito internacional, com a constante busca da qualidade utilizando-se de indicadores de qualidade, sendo uma forma de monitorar e avaliar a assistência. Este estudo justifica-se pela relevância da temática, pela contribuição da pesquisa devido à escassez de estudos na literatura de Enfermagem, bem como pela ênfase dada aos indicadores de qualidade tornando-os ferramentas importantes para a redução dos eventos de flebite quer seja no paciente pediátrico em uso do PICC ou com cateter venoso periférico. Seja cateter venoso periférico ou central, o enfermeiro e sua equipe devem atentar-se às características peculiares de cada processo, como referido a seguir. Objetivo: Identificar a incidência de flebite em PICC e cateter venoso periférico de janeiro de 2010 a dezembro de 2011 em hospital público pediátrico. Metodologia: Tratou-se de pesquisa de campo, retrospectiva e quantitativa. . A pesquisa de campo é utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema, para a qual se procura uma resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou, ainda, de descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. Resultados: Observa-se que o ano de 2011 apresentou mais casos de flebite em relação ao ano de 2010 o que representa 28% de casos de flebite a mais em 2011 com relação a 2010. Com exceção aos meses de jan e fev de 2010 e set e out de 2011, todos os outros meses de ambos os anos atingiram o percentual de no mínimo 5% de casos de flebite que, no ano de 2010 é aproximadamente 4 casos e em 2011 é aproximadamente 5 casos. - Distribuição de dados de incidência de flebite referente ao uso de cateter venoso periférico e central (PICC, e duplo lúmen) nos anos de 2010 e 2011. Em relação aos tipos de dispositivos utilizados relacionado-os à incidência de flebites, no ano de 2010, mostram que os dispositivos venosos periféricos como o jelco, foram responsáveis pela maior aparecimento de 45 casos (62%) de flebites. O dispositivo intima apresenta a incidência de 8 casos (11%) e, o scalp apenas 1 caso (1%). Já, em 2011, os achados acompanham os do ano anterior, os seguintes percentuais: jelco 63 casos (62%), dispositivo íntima com 6 casos (6%) e scalp 1caso (1%). Na tentativa de compreender Evidenciou-se a relação de flebite quanto à distribuição os meses, o tipo de dispositivo venoso central e periférico bem como a antibioticoterapia associada ou não a outros fármacos. Conclusão: Percebe-se a necessidade de uma maior conscientização frente aos cuidados com a terapia intravenosa e com a assistência de enfermagem prestada adequadamente, ainda são encontrados casos de flebite em crianças. Mais estudos são necessários, incluindo indicadores de qualidade, com o intuito de buscar a excelência do cuidado. A terapia intravenosa faz parte do cotidiano da enfermagem no decorrer do cuidado no tratamento de doenças ou agravos à saúde. Bibliografia 1. Menezes BM.J, Mattia RA, Resende FV. Análise dos eventos adversos em uma unidade de terapia intensiva neonatal como ferramenta de gestão da qualidade da assistência de enfermagem; 2009. Disponível em http://scielo.isciii.es/pdf/eg/n17/pt_17b05.pdf - (04 jun 2012) 2. Cintra E A, Pinto A C, Sousa E O, Rosa E V, Lima I A, Rodrigues Utilização de indicadores de qualidade para avaliação da assistência de enfermagem: opinião dos enfermeiros; 2009. Disponível em http://www.unip.br/comunicacao/publicacoes/ics/edicoes/2010/01_jan-mar/V28_n1_2010_p29-34.pdf acessado (04jun 2012) 3. Prevalência de flebites em pacientes adultos com cateter venoso periférico, Rev Enf UFSM 2011; 1(3):440-448. 4. Arreguy SC; Campos CE. Avaliação de punção venosa periférica: análise de critérios de remoção de dispositivo intravenoso adotados por uma equipe de enfermagem
  • 97. EXPERIÊNCIA DE RESIDENTE DE ENFERMAGEM NO GERENCIAMENTO E CUIDADO DO PRONTO-SOCORRO DE UM HOSPITAL ESCOLA Cavalheiri JC, Guedes GC, Moraes A, Rodrigues DC, Gemelli, LMG. Universidade Estadual do Oeste do Paraná Email: jolana_cc@hotmail.com Introdução: O entrelaçamento entre cuidar e gerenciar se mostra como um desafio para o profissional enfermeiro, tendo em vista a posição de liderança deste na equipe. Assim, o processo de trabalho da enfermagem precisa estar organizado e articulado para a prática profissional, com foco no cuidado¹. No contexto emergencial, o enfermeiro precisa aliar o controle do tempo com a fundamentação teórica, a capacidade de liderança, ao discernimento, a iniciativa, a habilidade de ensino, a maturidade e a estabilidade emocional². Essas características podem distanciar o enfermeiro do cuidado¹. O programa de Residência permitiu iniciar a realização do Sistema de Classificação dos Pacientes- Fugulin, na unidade, o que proporcionou aos enfermeiros e a coordenação da unidade uma avaliação dos pacientes, quanto a complexidade assistencial e a construção de dados para requisitar recursos ao setor. Justificativa: O presente estuda possibilita a compreensão da instabilidade e das dificuldades do Enfermeiro na unidade de pronto-socorro. Objetivo: Relatar a experiência da Residência de Enfermagem em Gerenciamento de Clínica Médica e Cirúrgica, na unidade de pronto-socorro, voltando-se para a articulação entre cuidado e gerenciamento na prática do Enfermeiro. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo tipo relato de experiência. Como o hospital escola é referência no município e na região, a unidade atende a livre demanda, com uma clientela variada de diversas especialidades, desde pacientes clínicos a cirúrgicos e pediátricos. O estudo baseia-se no turno da manhã, onde se encontram dois enfermeiros e oito técnicos de enfermagem, distribuídos, entre o Internamento e a sala de Emergência. Devido as características da unidade, buscou-se aplicar o sistema de classificação dos Pacientes para identificar o grau de complexidade dos mesmos e requisitar recursos para o setor. Resultados: Foi possível observar que devido a grande demanda de atendimento, a equipe de Enfermagem permanece constantemente sobre tensão, realizando assistência a um numero elevado de pacientes com recursos limitados. Dessa forma, o enfermeiro atua na resolução dos problemas da unidade, tendo dificuldade para implantar um gerenciamento adequado na unidade e mesmo desenvolver assistência com qualidade. Dessa forma, em conjunto como Enfermeiro da unidade, realiza-se a Escala de Fugulin com o intuito de organizar dados para a aquisição de pessoal de enfermagem e proporcionar minimamente qualidade na assistência prestada. Conclusão: A enfermagem deve estar embasada em dados científicos, e conceitos humanistas para otimizar o cuidado¹. Esperase assim que com classificação diária do cuidado nesta unidade, consiga-se recursos humanos, para um dimensionamento adequado de pessoal de enfermagem nesta unidade, possibilitando ao enfermeiro, posteriormente, gerenciar a unidade e priorizar o cuidado. Referências MONTEZELLI, JH; PERES, AM; BERNARDINO, E. Demandas institucionais e de cuidado no gerenciamento de enfermeiros em um pronto socorro. Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília 2011 mar-abr; 64(2): 348-54. Kirchhof ALC. O trabalho da enfermagem: análise e perspectivas. Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília 2003;56(6): 66973.
  • 98. EXPERIÊNCIA DE UMA RESIDENTE DE ENFERMAGEM EM GERENCIAMENTO DE MATERIAIS EM UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO OESTE DO PARANÁ Guedes GC1, Cavalheiri JC1, Moraes A1, Rodrigues DC1, Fernandes LM2 Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE Email: giocguedes@hotmail.com INTRODUÇÃO: As atividades de gerenciamento desempenhado pela enfermeira é o de gerir unidades e serviços de saúde, a qual compreende a administração dos recursos humanos e materiais a fim de manter o bom funcionamento do serviço, prevendo e provendo recursos necessários à assistência às necessidades dos pacientes1. Os recursos materiais sãos produtos que serão consumidos imediatamente após sua chegada ou após um período de armazenamento, ou seja, excluem-se deste agrupamento os materiais permanentes, tais como os equipamentos, mobiliários, veículos nas organizações e representam altos custos hospitalares, principalmente quando se trata de tratamentos complexos como os que são realizados em unidades de terapia intensiva2. OBJETIVO: o estudo é um relato de caso da experiência prática em uma Unidade de Terapia Intensiva Geral de alunas da residência de enfermagem em Gerenciamento em Clínica Médica e Cirúrgica, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, campus de Cascavel/PR. MÉTODO: Foi realizada observação de uma UTI, de forma participante na unidade no período de 10 de março a 10 de abril de 2013, nos turnos matutino e vespertino de trabalho, totalizando 100 horas. RESULTADOS E CONCLUSÕES: Gerenciamento dos recursos materiais constitui-se em uma das atribuições da enfermagem. Percebe-se que, no caso de um hospital-escola, a tarefa torna-se espinhosa na medida em que determinar perdas e desperdícios é dificultado pela necessidade de aprendizado dos indivíduos ali presentes. Percebeu-se também que, devido ao fato da instituição hospitalar ser de origem publica, os processos de aquisição de materiais são mais lentos, devendo haver um melhor planejamento para não haver carência de produtos necessários para a assistência ao paciente. É imperativo que os enfermeiros participem do processo de seleção e compra de materiais, pois são profissionais capacitados para avaliar a quantidade e a qualidade do produto, de modo a atender as necessidades dos pacientes e da equipe. Acredita-se na importância de se realizar treinamento constantemente com a equipe, com o propósito de orientar quanto à melhor forma de utilizar os materiais e evitar desperdícios e, consequentemente, o aumento do custo hospitalar por uso indevido desses materiais3. Sugere-se que a unidade busque alternativas com o objetivo de melhorar a qualidade da gestão de materiais, podendo ser realizada por meio de auditoria de materiais e custos hospitalares, com olhar crítico e consciente sobre racionalização e uso adequado dos materiais. REFERÊNCIAS 1Oliveira NC, Chaves LDP. Gerenciamento de Recursos Materiais: o papel da enfermeira de unidade de terapia intensiva. Rev Rene Fortaleza, n.4, v.10, p.19-27, out-dez 2009. 2COSTAL CMA, GUIMARÃES RM. Considerações sobre a administração de recursos materiais em um hospital universitário. Revista de Enfermagem UERJ; n.2, v.12, p.205-10; 2004. 3PADILHA MAS. Importância da educação continuada na redução de custos hospitalares. In: XVI CIC pesquisa e responsabilidade ambiental; 2007 Dez. Pelotas, Brasil. Pelotas: UFPel; 2007.
  • 99. FLUXO DE PACIENTES DE PROCEDIMENTOS GERENCIADOS CIRÚRGICOS EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO ESPECIALIZADA EM GASTROENTEROLOGIA Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein. Autoras: Bérgamo IMB, Canero TR, Leme AJS, Paiva AMC. Email: isabellemb@einstein.br Introdução: Procedimento Gerenciado (PG) são ações necessárias para realização de procedimentos cirúrgicos, considerando recursos relacionados ao processo assistencial.1 A baixa alteração de desfechos, traz aumento da previsibilidade de saída hospitalar, otimizando o fluxo de pacientes, impedindo perda de tempo e perda de receita nas admissões e transferências.2, O aumento da demanda hospitalar traz a necessidade de adequação ao novo fluxo de pacientes.2 O fluxo de ações em pacientes cirúrgicos resulta em diminuição do tempo de permanência hospitalar. Assim, na unidade de internação especializada em gastroenterologia, foram selecionados PGs cirúrgicos para internação a fim de controlar e comparar indicadores, considerando a baixa utilização de recursos como tentativa de melhoria do fluxo de pacientes e de atendimento, devido menor sobrecarga da equipe decorrente da prévia demanda de paciente com maiores variações de desfechos. Justificativa: Pacientes PGs cirúrgicos não eram liberados de alta hospitalar dentro do tempo previsto devido falta de conhecimento dos prazos e atraso nos procedimentos devido demanda de pacientes clínicos e cirúrgicos (não PGs). Objetivos: Alocar 50% dos pacientes adultos de PGs cirúrgicos da especialidade de gastroenterologia em unidade de internação específica; Aumentar o número de saídas; Aumentar o giro de leitos; Diminuir o tempo médio de permanência; Aumentar o número de leitos-dia; Aumentar 50% da assertividade no intervalo de 02 horas da alta hospitalar dos pacientes de PGs cirúrgicos. Método: Escolhidos PGs cirúrgicos: apendicectomia, colecistectomia, hemorroidectomia, herniorrafia e gastroplastia. Através de acompanhamento do mapa cirúrgico diário da instituição, a listagem de tais cirurgias era encaminhada ao setor de internação para alocação desses pacientes. Resultados: Aumento progressivo das alocações corretas dos pacientes PGs cirúrgicos meses avaliados, atingindo a meta proposta de 50% em fevereiro e março/2013. Aumento de 15% no número de saídas dos pacientes na unidade. O giro de leitos aumentou em 7% (de 9,2 para 9,8) após a implantação do fluxo de direcionamento dos pacientes quando comparado o mesmo período de 2012. O tempo médio de internação caiu 19%, resultando na média de 2,2 dias entre janeiro-março/2013, atingindo a meta institucional de 2,7 dias. 6% de aumento na disponibilidade de leitos/dia para a unidade. Aumento de 73% no percentual assertividade do intervalo de 02 horas na alta hospitalar nos meses de janeiro a março/2013, resultando em 85% de assertividade no último mês, atingindo, no mês referido, a meta institucional de 77%. Conclusão: Centralizar os pacientes cirúrgicos de PGs da gastroenterologia em unidade de internação específica uniformiza o cuidado com conseqüente previsibilidade da liberação de alta hospitalar e melhora dos indicadores. Bibliografia: 1. Sistemáticas de remuneração dos hospitais que atuam na saúde suplementar: procedimentos gerenciados. São Paulo. Grupo de trabalho sobre remuneração dos hospitais, 2012. Disponível em: www.ahesp.com.br/PDF/Regras.pdf 2. Clinical Operations Board Advisory Board International Next-Generation – Capacity Management Collaborating for Clinically Appropriate and Efficient Inpatient Throughput. The Advisory Board Company, 2010. Disponível em: http://xa.yimg.com/kq/groups/13610919/1415274580/name/Next-Generation-Capacity-Management-COB.pdf
  • 100. GERENCIAMENTO DA QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA: CONCEITOS E IMPLICAÇÕES SOB A ÓTICA DE ENFERMEIROS Autores: RABELO ARM, ALVES M, RIBEIRO HCTC, SILVA ADC Escola de enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Email para contato: anamourarabelo@yahoo.com.br Palavras-chave: Qualidade; Enfermagem Perioperatória; Gerência em enfermagem Introdução: A qualidade da assistência pode ser definida como nível de conformidade das atividades em relação a uma norma pré-estabelecida1. O gerenciamento adequado da qualidade da assistência necessita que os profissionais conheçam alguns conceitos básicos, como padronização dos processos e procedimentos e as não conformidades (NC) do cotidiano de trabalho. Justificativa: Importância do envolvimento e entendimento do enfermeiro na gestão da qualidade da assistência. Objetivo: Compreender os conceitos e implicações dos padrões e NC na perspectiva de enfermeiros. Metodologia: Estudo descritivo de natureza qualitativa. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas com 13 enfermeiros de um hospital escola de Minas Gerais. Foi utilizado o critério de saturação de dados para interrupção da coleta2. Os dados foram submetidos à Análise de Conteúdo Temática de acordo com Bardin3. Aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG. Resultados: Os padrões para avaliação da qualidade assumem papel fundamental, na perspectiva dos sujeitos, cuja função consiste em: Padronizar critérios para assistência; Permitir avaliar estruturas, processos e resultados e gerar mudanças; Classificar em níveis; Definir metas e gerar segurança para os envolvidos. Os relatos dos sujeitos confirmam a literatura sobre padrão que é definido como uma quantidade precisa que especifica um determinado nível de qualidade, que pode ser adequado, aceitável ou ótimo4. Entretanto, os sujeitos relataram discrepância da realidade local com alguns padrões, tendo em vista que são, muitas vezes, baseados em literatura internacional. Culturas distintas exigem normas e padrões também distintos, em função de disponibilidade de recursos, preferências e crenças dentre outros, que podem alterar critérios de avaliação da qualidade da atenção5. As NC foram referidas como: O que se faz de errado, que extravia do pré-estabelecido, do padrão, do resultado esperado; O erro por desatenção; A prova do que poderia ter sido feito ou evitado. Em confrontação com a literatura verificou-se que a ocorrência de NC está associada ao não cumprimento de padrões predeterminados, de requisitos básicos de qualidade, sendo as NC evidências indesejadas no processo de avaliação6. As NC foram referidas como situações de risco, alertas do que deve ser mudado, avaliação do que pode gerar melhorias na assistência. Além disso, as NC apresentaram uma conotação pejorativa que não é bem aceita por alguns profissionais, embora seja, também, visualizada como oportunidades de melhoria. Há criticas sobre o recebimento pela enfermagem de notificações de NC geradas por falta de suporte de outro setor/profissional, o que impede o alcance de melhorias. As NC possuem dois aspectos: podem ser empecilhos ao alcance de metas, mas também podem ser importantes sinais de alerta para que os atores se mobilizem, buscando revisar e melhorar seus processos6. Conclusão: Os elementos da gestão da qualidade na perspectiva dos sujeitos mostraram que os conceitos de padrão não são uniformes e há certa resistência em admitir a ocorrência de NC, apesar de seu potencial para a melhoria da qualidade e segurança da assistência. Torna-se necessário algumas mudanças na adequação dos padrões à realidade e alterações na operacionalização das NC para o alcance de melhorias após o seu recebimento. Referências: 1. Donabedian, A., 1989. The quality of care. How can it be assessed? J. American Medical Association, 5:260-275. 2. Minayo MCS. O desafio do conhecimento. Pesquisa qualitativa em saúde. 9ª ed. São Paulo: Hucitec; 2006. 3. Bardin, L. Análise de Conteúdo. 5.ed. Lisboa.: Edições 70, 2009. 281p. 4. Donabedian, A. Criteria, norms and standards of quality: what do they mean? American Journal of Public Health, Washington, v. 71, n. 4, p. 409-412, apr. 1981. 5. Donabedian, A. La dimensión internacional de la evaluación y garantia de la calidade. Salud Pública de México, México, v. 32, n. 2, p. 113-117, mar./abr. 1990. 6. RIBEIRO, HCTC; ALVES, M. Estudo de não conformidades no trabalho de enfermagem: evidências que interferem na qualidade de hospitais em Minas Gerais. 2011. 136f, enc: Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais. Escola de Enfermagem.
  • 101. GERENCIAMENTO DO CUIDADO UTILIZANDO PROTOCOLOS DE PREVENÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Cucolo DF, Silva AM, Marques ML, Sousa EO, Contieri F Hospital e Maternidade Celso Pierro - Hospital da PUC Campinas e-mail: danielle_cucolo@terra.com.br Introdução: A gerência do cuidado consiste em um processo dinâmico de articulação entre as dimensões gerenciais e assistenciais envolvendo conhecimento científico, ético, interpessoal e tecnológico da organização do trabalho. Garantir o gerenciamento do cuidado e da unidade representa o núcleo do trabalho do enfermeiro, assim como, as ações de controle e prevenção de infecção são inerentes ao processo de cuidar de enfermagem. O enfermeiro é o profissional capaz de integrar as demais disciplinas a fim de incrementar medidas visando a qualidade e segurança assistencial. Justificativa: Considerando os impactos para pacientes e organizações no que se refere às infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS), a implantação de protocolos de prevenção representa um grande desafio para os hospitais e tem sido impulsionado pelos serviços de controle de infecção apoiados na gestão do cuidado exercida pelos enfermeiros. Objetivo: Descrever a experiência de enfermeiros na implantação de protocolos de prevenção de infecção articulado à gestão do cuidado em um hospital universitário. Método: Relato de experiência de ações desenvolvidas entre janeiro/2011 a dezembro/2012 por enfermeiros das unidades de internação de clínica médico e cirúrgica adulta (n=3) e pediátrica (n=1) de um hospital universitário de grande porte do interior do Estado de São Paulo. Resultados: Analisando estrategicamente os indicadores de IRAS, a partir do ano de 2011, o serviço de controle de infecção dessa instituição propôs a instrumentalização de enfermeiros dessas unidades visando a implantação e gestão de protocolos de prevenção. Inicialmente, os pacotes de medidas voltaram-se para prevenção de Pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) e não associada à ventilação mecânica (PNAV) e Infecção do trato urinário (ITU) relacionado ao uso de cateter vesical de demora. Por meio de auditorias diárias, os enfermeiros das unidades de internação passaram a gerenciar o cuidado seguindo marcadores de prevenção para PAV e PNAV: sonda gástrica ou enteral via oral quando entubação, interrupção diária da sedação, profilaxia de trombose e de hemorragia digestiva, higiene oral, fisioterapia respiratória, cabeceira elevada e troca dos equipamentos ventilatórios e para ITU: conformidade de indicação e remoção. A articulação entre instrumentos de avaliação e interação com demais profissionais subsidiou os enfermeiros no processo de prevenção incidindo nos seguintes resultados: redução de 76% das PNAV (entre os anos 2011 e 2012), diminuição de PAV em 43% e de ITU em 31%. Conclusão: O gerenciamento do cuidado pautado em protocolos de prevenção e/ou conduta consolida a prática da enfermagem e dos demais profissionais de saúde baseada em evidências e possibilita alcançar melhores resultados institucionais e assistenciais. Referências Bibliográficas: 1. Pereira MS, Souza ACS, Tipple AFV, Prado MA. A infecção hospitalar e suas implicações para o cuidar da enfermagem. Texto Contexto Enferm 2005; 14(2): 250-7. 2. Vieira DFVB. Implantação de protocolo de prevenção da pneumonia associada à ventilação mecânica: impacto do cuidado não farmacológico. [Tese] Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. 2009
  • 102. GERENCIAMENTO DO PROTOCOLO DE SEPSE NO HOSPITAL ALVORADA MOEMA Oliveira, GS. Hospital Alvorada Moema gisoliveira@amil.com.br Introdução: Sepse é uma das maiores causas de morte no mundo, a implantação do protocolo de sepse e o gerenciamento dos dados em um hospital auxiliam na qualidade da assistência prestada. O gerenciamento do protocolo de sepse no Hospital Alvorada Moema foi iniciado em maio de 2010. O enfermeiro gestor acompanha todos os casos com diagnostico de sepse grave ou choque séptico até o desfecho. O mesmo é responsável pela coleta de dados, tabulação e envio dos dados para o banco de dados do Instituto Latino Americano de Sepse ( ILAS). Justificativa: A mortalidade dos pacientes em sepse grave e choque séptico chegavam a 62,5% o que ficava acima da mortalidade do Brasil de 51,9% dados do ILAS. A implantação do protocolo foi realizada com base nesses dados para melhorar a aderência aos pacotes e tentar diminuir a mortalidade. Objetivo: Gerenciar e acompanhar todos os casos de sepse grave e choque séptico admitidos no hospital para aumentar a aderência aos itens do protocolo e diminuir o tempo de internação e a mortalidade. A implantação do protocolo de sepse no hospital reforça a sua busca pela qualidade da assistência prestada, apresentada na diminuição continua da mortalidade dos pacientes atendidos com o protocolo. Método: A coleta de dados inicia-se com o prontuário aberto, onde o enfermeiro gestor busca informações sobre cada item do pacote, mas o encaminhamento dos casos para analise do ILAS acontece somente após o desfecho de cada caso. A tabulação de dados pelo hospital é mensal e entra como indicador de qualidade de assistência. O enfermeiro gestor aponta as principais inconformidades e realiza plano de ação com o grupo de sepse, formado por uma equipe multiprofissional. Resultados: Observamos no inicio do protocolo uma mortalidade alta dos pacientes que entraram no protocolo e correlacionamos com as não conformidades encontradas na adesão , mas com o decorrer dos treinamentos e implantação de campanhas de divulgação esses números foram diminuindo. As adesões aos itens do protocolo estão significativamente maiores e a taxa de mortalidade apresentada na instituição esta abaixo da média mundial de hospitais privados, com base nos dados do ILAS. A mortalidade por sepse grave e choque séptico no Brasil esta em 51,9% e mundial 30,8%, ultimo relatório nacional do ILAS de março de 2012. Conclusão: Atualmente a media de mortalidade observada nos pacientes incluídos no protocolo do hospital é de 33,8%, dados dos últimos 24 meses, já a média brasileira de hospitais privados está em 40,3% segundo o ILAS. A adesão individual a cada um dos itens do protocolo aumentou e dessa forma conseguimos apresentar uma melhora na qualidade da assistência prestada aos pacientes com diagnostico de sepse grave e choque séptico. Bibliografia Surviving Sepsis Campaign (Crit Care Med. 2010 38(2):367-74) http://www.ilas.org.br/upfiles/fckeditor/file/Campanha-Mundial-de- Sobrevivencia-a-Sepse-dados-brasileiros . Acesso em 20/03/2013.
  • 103. GERENCIAMENTO NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Wachter MZD, Santos CF, Deus EFA, Hoffmeister LS, Lopes VM Centro de Educação Tecnológica e Pesquisa em Saúde – Escola Grupo Hospitalar Nossa Senhora da Conceição E-mail: dmartaziziane@yahoo.com RESUMO INTRODUÇÃO: trata-se de um relato de experiência em que prática do processo de gerenciamento em saúde surgiu a partir da necessidade de reordenar o modelo do serviço existente, em uma determinada Unidade Básica de Saúde na cidade de Porto Alegre. Visando essa necessidade, o serviço de saúde exigiu do enfermeiro enquanto gerente do serviço, uma capacidade e autonomia na otimização do atendimento no setor e de uma atenção voltada aos objetivos que viessem a suprir as dificuldades encontradas. JUSTIFICATIVA: justifica-se a necessidade de mudança, por ser a rede básica de saúde, a porta de entrada do serviço, no nível de atenção primária, o qual atende o usuário em sua singularidade, com uma equipe multidisciplinar responsável pelo cuidado da comunidade, facilitando seu acesso e acolhendo-o em suas especificidades. OBJETIVO: objetivou-se a partir da prática, relatar a importância da gestão do enfermeiro nas redes básicas de saúde para que sejam sujeitos ativos na tomada de decisão, sejam elas políticas, sociais e institucionais. Pois, através da gestão é possível intervir diante de situações encontradas e que dificultam o desenvolvimento das ações almejadas. MÉTODO: diminuição da sobrecarga de ações administrativas trabalho, promovendo a integração e o bom relacionamento com equipe de serviço, sob sua responsabilidade, flexibilidade, o espírito inovador e a criatividade, dar e receber informação, exercitar o relacionamento entendido na dimensão emocional afetiva, estendida também aos usuários. RESULTADOS: salienta-se que foi uma ferramenta poderosa na transformação prática gerencial do enfermeiro, uma vez que estimula a formação de líderes que possam avaliar e dimensionar os problemas de modo global, permitindo exercer o papel com mais segurança e transparência. E assim, a partir desta mudança e o que compete à função gerencial o enfermeiro aumentou sua capacidade na tomada de decisões, em especial aquelas com grau maior de complexidade, fomentando a participação social, política e econômica, desconstruindo assim condutas já existentes e estabelecidas no serviço de saúde. CONCLUSÃO: pressupõe-se que o enfermeiro tem habilidades suficientes para desempenhar a função de gerente nas redes básicas de saúde, não exercendo esta função somente em âmbito administrativo, empenhando-se ao máximo, para que seja estabelecida uma nova realidade organizacional alinhada a melhores práticas, com prestação de uma assistência integral a população de forma ética, digna e humanizada. Palavras-chave: Gestão, Rede Básica de Saúde, Enfermeiro.
  • 104. GESTÃO COMPARTILHADA EM ENFERMAGEM: a experiência de um instituto de saúde federal: Santos, I. C1; Neves, L. A. C2; Dornellas3, J; Arcoverde, K. V. P.T.S4 1 Coordenadora de enf. Ed. Permanente INC 2 Diretora de enfermagem INC 3 Sub-diretora de enfermagem INC 4 Gerente de enfermagem Ed. Permanente INC Instituto Nacional de Cardiologia (INC) Email: izacsantos@ig.com.br Palavras chaves: enfermagem, gestão compartilhada, alta complexidade. Introdução: O presente relato de experiência abrange a questão do compartilhamento das decisões no âmbito da gestão de enfermagem em uma instituição pública da esfera federal de alta complexidade na área cardiovascular. A diretora de enfermagem, por meio do desenvolvimento de estudo sobre gestão compartilhada juntamente com o serviço de gestão da qualidade em saúde, buscou formas de desenvolver a gestão compartilhada ao assumir a gestão de enfermagem da instituição. Neste espaço público onde há a hegemonia do poder médico, novas formas de gerir os profissionais de saúde são bem vindas, pois este espaço de poder carece de equilíbrio na gestão do serviço de saúde. A carência da autonomia dos profissionais de saúde constitui um entrave para o desenvolvimento de uma assistência de saúde de qualidade e, em particular, da clientela cardiopata infantil e adulto, foco do relato. Justificativa: Pelo fato de existir na esfera nacional poucos trabalhos na área de enfermagem sobre gestão compartilhada em instituições de saúde de alta complexidade. Objetivos: Descrever a gestão compartilhada do serviço de enfermagem de uma instituição pública de alta complexidade cardiovascular; Demonstrar a participação dos colaboradores de enfermagem no processo de gestão compartilhada. Método: Trata-se de um estudo descritivo, na modalidade de relato de experiência, que ocorreu de janeiro a dezembro de 2012. Os preceitos éticos que regem este tipo de estudo foram seguidos. Resultados: No modelo de gestão foram criados 10 cargos de coordenadores de enfermagem: Educação Permanente, Cirurgia, Terapia Intensiva, Procedimentos Diagnósticos, Procedimentos Clínicos, Cardiopediatria, Insuficiência Cardíaca e Transplante, Ambulatório, Terapia Infusional e Curativos. Através das coordenações há a comunicação com os gerentes de enfermagem setoriais, e os gerentes com as equipes de enfermagem, onde os atores envolvidos participam de discussões e promovem uma uniformidade nas ações de enfermagem, valorizando e fortalecendo o corpo de enfermagem frente a uma maior eficácia nas decisões da instituição. As estratégias no planejamento da gestão compartilhada demonstram uma participação da equipe de enfermagem nas decisões de sua categoria e na instituição, contribuindo para o crescimento da profissão e de sua responsabilidade social, ampliando as possibilidades de empoderamento dos profissionais de enfermagem e facilitando a conquista das condições de trabalho necessárias para o desenvolvimento de uma assistência de qualidade ao cardiopata de alta complexidade. Conclusão: A gestão compartilhada fortalece os espaços públicos de poder, produzindo um pensar crítico e engajado na sua prática, fazendo com que a categoria profissional de enfermagem reconheça os espaços de poder nos quais disputa. Bibliografia: SKAMVETSAKIS, Adriana. Gestão compartilhada e humanização em saúde do trabalhador. Boletim da saúde, Porto Alegre, volume 20, número 2, jul./dez. 2006.
  • 105. GESTÃO DA QUALIDADE NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM UNIDADE DE CLÍNICA CIRÚRGICA Rabenschlag LA1, Lima SBS2, Tonini TFF3, Menezes FL4, Machado BP 5. 1 Relatora. Enfermeira. Mestranda em Enfermagem/UFSM. E-mail: licaufsm@hotmail.com 2 Orientadora. Enfermeira. Doutora em Enfermagem/UFSM. 3 Autora. Enfermeira. Mestranda em Enfermagem/UFSM. 4 Autora. Enfermeira. Mestranda em Enfermagem/UFSM. 5 Autora. Enfermeira. Mestre em Enfermagem/UFSM. A gestão da qualidade está cada vez mais agregada ao mundo do trabalho, convertendo-se em importante ferramenta nos serviços de saúde. Deste modo, faz-se necessário a constante aquisição de conhecimentos na área do gerenciamento de enfermagem para o desenvolvimento da qualidade da assistência à saúde, objetivando o sucesso do atendimento realizado. A enfermagem vivencia uma evolução na forma de agir e refletir seu trabalho, onde os profissionais estão preocupados com a qualidade da assistência prestada. Desta forma, a oportunidade de interagir diretamente com seu cliente e aproximar-se do seu referencial, proporcionam o amadurecimento da prática no cuidar com qualidade (ROCHA e TREVISAN, 2009). As atividades na enfermagem são práticas criativas e reflexivas, alicerçadas na observação e experimentação para manter ou recuperar a saúde, isto permite o desenvolvimento de novas técnicas, que devem ser compartilhadas, para a obtenção de um alto grau de consciência em uma direção transformadora. A experiência com a gestão da qualidade tem crescido nas instituições de saúde, contudo há poucas evidências a respeito da efetividade do uso das diferentes estratégias de gestão, sobretudo na realidade nacional (SILVA et al, 2010). Frente a isso questiona-se: “Qual a concepção do enfermeiro frente a gestão da qualidade da assistência de enfermagem na unidade de clinica cirúrgica?”. Assim, objetiva-se com este estudo conhecer a percepção dos enfermeiros sobre a gestão da qualidade na assistência de enfermagem na Unidade de Clínica Cirúrgica do Hospital Universitário de Santa Maria – RS. Como objetivos específicos: descrever a percepção dos enfermeiros quanto à gestão da qualidade na assistência de enfermagem na Unidade de Clínica Cirúrgica; identificar facilidades e dificuldades encontradas pelos enfermeiros na gestão da qualidade; discutir, como ocorre a interação do enfermeiro com a equipe de enfermagem frente a gestão da qualidade. Trata-se de uma pesquisa descritivo-exploratória de abordagem qualitativa, cujo referencial teóricometodológico será o Interacionismo Simbólico e a Teoria Fundamentada nos Dados. O cenário do estudo será a Unidade de Clínica Cirúrgica do Hospital Universitário de Santa Maria-RS. Serão convidados a participar da pesquisa enfermeiros que estiverem atuando na unidade durante o período de coleta de dados. A coleta dos dados será realizada por meio da entrevista semi-estruturada. Neste cenário, o enfermeiro retrata um contingente significativo na equipe de saúde, cabendo-lhe o planejamento da assistência. Desta forma, a gestão da qualidade na assistência de enfermagem está relacionada com a construção do conhecimento no campo da Enfermagem, que direciona as ações em saúde para a realidade prática da profissão, reconhecendo seu desenvolvimento nos diferentes enfoques, e com isso, apontando perspectivas para seus avanços. Sendo assim, a produção do conhecimento na área do gerenciamento em enfermagem no Brasil tem subsidiado importantes transformações tanto nas práticas de ensino, como no gerenciamento da assistência e dos serviços de enfermagem (ERDMANN et al, 2010). Estas ações podem ser facilitadas ao exercer a gestão da qualidade frente à equipe de enfermagem com criatividade, buscando a excelência do atendimento prestado. Pretende-se com este estudo, contribuir para o desenvolvimento de melhores práticas de gestão em unidades de clínica cirúrgica. Palavras- Chave: Enfermagem. Gestão da Qualidade. Administração em Enfermagem. REFERÊNCIAS ERDMANN, A. L. et al. Funcionalidade dos grupos de pesquisa de Administração/Gestão/Gerencia de Enfermagem. Revista Rene, Fortaleza, v. 11, n. 2, p. 19-26, abr./jun. 2010. ROCHA, E. S. B.; TREVISAN, M. A. Gerenciamento da qualidade em um serviço de enfermagem hospitalar. Revista LatinoAmericana de Enfermagem, Ribeirão Preto, v. 17, n. 2, p. 35-44, 2009. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/rlae/v8n1/12432.pdf>. Acesso em: 15 set. 2012. SILVA, A. M. B. S. et al. Energia, inovação, tecnologia e complexidade para a gestão sustentável. In: VI CONGRESSO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM GESTÃO, 2010, Niterói.
  • 106. GESTÃO PARTICIPATIVA NA ANÁLISE DE INDICADORES HOSPITALARES: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM HOSPITAL FILANTRÓPICO Zanetti LA, Ramos GA, Cruz HB, Emed LS. c. Nome da instituição: Hospital Nossa Senhora das Graças d. E-mail para contato: luciane@hnsg.org.br; direnf@hnsg.org.br e. Resumo Introdução: Os serviços hospitalares têm buscado por instrumentos, tais como indicadores, que permitem visualizar resultados de qualidade da assistência e dos processos gerenciais de sustentabilidade econômica dos serviços de saúde(1-2). Justificativa: Considerando a complexidade e altos custos em saúde, os indicadores tornaram-se fundamentais para gestores, pois auxiliamna racionalização e otimização de serviços e de processos associados à tecnologia, à segurança, à ciência e humanização exigidas pela prestação destes serviços(1-2). Objetivo: relatar a experiência da gestão participativa de enfermeiros, na utilização de indicadores em unidades de um hospital geral filantrópico da cidade de Curitiba -Paraná. Método: Ao longo dos anos de 2011 e 2012 enfermeiros de 15 unidades assistenciais, abertas e fechadas, se reuniam semanalmente para a apresentação de indicadores de no máximo 3 unidades, com 20 minutos de exposição e debates. Nestas eram apresentadas, dentre outros: taxa de ocupação, giro de paciente, índice de quedas, média de cateter dia, densidade de infecção, resultado líquido, absenteísmo. Tais dados eram apresentados ao grupo sob supervisão da direção de enfermagem, direção técnico médica, serviços de controle de infecção hospitalar e núcleo da qualidade. Havia também, a presença de gestores de outras áreas não assistenciais que fazem interface, tais como medicinado trabalho, lavanderia, recursos humanos e outros. Todos, por sua vez, ao final de cada apresentação ofereciam sugestões construtivas e críticas, propunham projetos, solicitavam tarefas para soluções à qualidade da unidade. Uma ata era escrita para cada reunião com o propósito de acompanhar os requerimentos apontados e registrar a evolução dos mesmos. Resultados:A equipe de enfermeiros foi a primeira a participar deste projeto, pois são considerados gestores de unidades produtivas por concentrarem o maior volume de demandas assistenciais. Os resultados apontam para: desenvolvimento e aperfeiçoamento gerenciais, pois exigia dos responsáveis da unidade compreender e atuar de maneira mais comprometida com seus indicadores perante a gestão central; ajudou a diminuir efeitos adversos e infecções nas unidades, porque as análises críticas dos agravos permitiam ações mais diretas e pontuais; sustentabilidade econômica também teve impacto, afinal os gestores começaram a buscar soluções inovadoras e criativas para os problemas identificados; os encontros serviram para ter uma visão ampliada do cotidiano, bem como maior conhecimento de características e demandas de cada unidade; conhecer os gestores e avaliá-los; ampliar a visão das necessidades da instituição e possíveis acompanhamentos mais individuais de gestores, auxiliando e colaborando em suas ações. ConclusãoOs gestores, segundo nossa experiência, ainda desconhecem o valor, significado e relevância dos indicadores no cotidiano dos serviços, desta maneira ampliar experiências de gestão participativa em indicadores, pode ser mais uma maneira de ingresso no empreendedorismo; exercício de autonomia com responsabilidade; co-partilhamento de trabalho, com direito a críticas que devem ser compreendidas como próprias dotrabalho coletivo e garantir a qualidade da assistência. Bibliografia: 1.D'Innocenzo M, Feldman LB, Fazenda NRR, Helito RMR, Ruthes, RM. Indicadores, auditorias e certificações. 2 ed. São Paulo: Martinari, 2010. 2. Nishio EA, Franco MTG. Modelo de gestão em enfermagem: qualidade assistencial e segurança do paciente. Rio de Janeiro: Elservier, 2011.
  • 107. HUMANIZAÇÃO NO ATENDIMENTO AO PACIENTE E ACOMPANHANTE FAMILIAR – RELATO DE EXPERIÊNCIA Onoe EKN, Tanaka LH, Silva RDC. Grupo de Estudos e Pesquisa em Administração em Saúde e Gerenciamento de Enfermagem (GEPAG) da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP Hospital Alemão Oswaldo Cruz e-mail: onoe@haoc.com.br Palavras-chave: Humanização da assistência; Relações profissional - família; Gerenciamento da prática profissional. Considerando que a hospitalização é um evento estressante para pacientes e familiares, já não é possível pensar em hospitalização sem humanização. Faz- se necessário a retomada dos valores éticos, morais e humanos que devem permear a atuação dos profissionais que lidam diretamente com a pessoa humana, proporcionando um ambiente harmonioso onde a necessidade singular de cada paciente e família deve ser respeitada. De acordo com Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH), Brasil (2011), o Sistema de Saúde torna-se eficaz diante da qualidade do relacionamento humano estabelecido entre os profissionais e os usuários no processo de atendimento hospitalar, que motivou a implantação do Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH) em 2000, que em 2003 passou a se chamar Política Nacional de Humanização (PNH). O Programa Nacional de Humanização Hospitalar (PNHAH) propõe um conjunto de ações integradas que visam mudar substancialmente o padrão de assistência ao usuário nos hospitais públicos do Brasil, melhorando a qualidade e a eficácia dos serviços hoje prestados por estas instituições. A visão e a percepção do acompanhante familiar são de vital importância no atendimento humanizado e qualificado ao paciente, é quem conhece os desejos, as inseguranças e os anseios do paciente e nada melhor que ele para fornecer as informações à equipe de enfermagem através da sua percepção. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência de reuniões com acompanhantes familiares e gestores, redirecionando esforços com o intuito de atender a principal necessidade destes. Trata-se de relato de experiência desenvolvido a partir da vivência de gestores na prática hospitalar em um hospital de médio porte, situado na capital do Estado de São Paulo que tem como Modelo Assistencial o Primary Nursing desde 2009 e o Cuidado Baseado no Relacionamento desde 2011, que tem proporcionado um atendimento mais personalizado e adequado a real necessidade do paciente e família. Desde 2012 vem sendo realizadas reuniões semi – estruturadas com familiares de pacientes internados, onde relatam suas percepções e necessidades vivenciadas. Por conseguinte, o desenvolvimento deste trabalho vem possibilitando a redução gradativa das diferenças entre a vida normal e as restrições da hospitalização, dentro dos recursos disponíveis e busca de estratégias acolhedoras adequadas a nova realidade vivenciada. Bibliografia: Ministério da Saúde (Brasil), Secretária de Assistência a Saúde, Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar. Brasília: Ministério da Saúde,2001. Ministério da Saúde (Brasil), Secretária de Atenção à Saúde, Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar. Brasília: Ministério da Saúde, 2011. Casate, JC; Correa, AK. Humanização do atendimento em saúde: conhecimento veiculado na literatura brasileira de enfermagem. Rev. Latino
  • 108. HUMANIZAÇÃO NO GERENCIAMENTO DE ENFERMAGEM: UMA REVISÃO DA INTEGRATIVA DA LITERATURA MORAES A, NICOLLA AL Universidade Estadual do Oeste do Parana aluanamoraes@hotmail.com Introdução:Ahumanização parte do princípio de que para melhorar a qualidade da assistência não basta apenas investir em equipamentos e tecnologia. O tratamento se torna mais eficaz quando a pessoa é acolhida, ouvida e respeitada pelos profissionais de saúde. Em contrapartida se faz necessária a humanização das condições de trabalho destes profissionais. Os funcionários que se sentem respeitados pela instituição prestam atendimento mais eficiente. O Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar instituído em 2001. Teve como principal objetivo melhorar as relações entre os profissionais da saúde e usuários e, dos profissionais entre si e do hospital com a comunidade (BRASIL, 2001). A partir de então, a enfermagem vem tentando adotar os princípios da humanização em seu processode trabalho como forma de enfrentar as diferentes situações que se apresentam em seu ambiente de trabalhonas instituições hospitalares. Objetivo:Este estudo teve como objetivo identificar na, produção científica nacional, como a enfermagem tem utilizadoos princípios da humanização em sua prática gerencial. Material e métodos:O estudo foi desenvolvido seguindo as etapas da revisão integrativa da literatura, de acordo com Mendes, Silveira e Galvão (2008): Etapa 1: estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos. Etapa 2: definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados e a categorização dos estudos e formação de um banco de dados de fácil acesso e manejo. Etapa 3: avaliação dos estudos selecionados. Etapa 4: interpretação dos resultados. Etapa 5: apresentação da revisão e síntese do conhecimento. Teve como critérios de inclusão os artigos científicos veiculados em periódicos de acesso livre e eletrônicos, publicados no período junho de 2006 a junho de 2011 no idioma português, obtidos na s bases de dados: Literatura Latino-americana edo Caribe em Ciências da Saúde, localizados ao utilizar os termos humanização da assistência hospitalar; humanização dos serviços, humanização no gerenciamento de enfermagem; humanização da assistência. Resultados e discussão:Foram selecionadas 19 publicações que evidenciam que os profissionais que realizam a assistência identificam a humanização ao ver e atender o paciente na sua totalidade. No entanto quando observada a sua prática durantea assistência as ações são parceladas e fragmentadas, decorrentes de fatores, como, o modelo gerencial, a falta de materiais, sobrecarga de trabalho, deficiência na infraestrutura, entre outros. Ficou evidenciado que as instituições não oferecem um ambiente de trabalho favorável para que os enfermeiros possam exercer as suas funções de acordo com os princípios da humanização. Quando a humanização é vista como a capacidade de oferecer atendimento de qualidade, articulando os avanços tecnológicos com o bom relacionamento e a melhoria das condições de trabalho, Deslandes (2004) coloca que humanizar a assistência é humanizar a produção dessa assistência e que as condições estruturais de trabalho tem um forte impacto na qualidade da assistência. Conclusão: Embora o processo de trabalho envolva fatores que constituem obstáculos para a oferta da assistência humanizada, o enfermeiro cria estratégias para atender às necessidades dos usuários e da equipe de enfermagem e desenvolve ações na tentativa de incorporar na sua prática, os referenciais da humanização. Porem há a necessidade de um olhar cuidadoso dos gestores em relação à qualidade da produção de cuidados e das condições de trabalho para o alcance das metas instituídas pelo PNHAH. Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde. Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar. Brasília: Ministério da Saúde, 2001. DESLANDES, S. F. Análise do discurso oficial sobre a humanização da assistência hospitalar. Ciênc. Saúde Coletiva. v. 9, n. 1, p. 7-14, 2004. MENDES, K. D. S.; SILVEIRA, R. C. C.P.; GALVÃO, C. M. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem.Texto contexto -enferm.v. 17, n.4, p.758-764, 2008.
  • 109. IDENTIFICAÇÃO DAS ÂNCORAS DE CARREIRA DE ENFERMEIROS: SUBSÍDIOS PARA A CONSTRUÇÃO DO PERCURSO PROFISSIONAL1 1 Integra a dissertação “Identificação das âncoras de carreira de Enfermeiros: subsídios para a construção do percurso profissional”. Messias M, Ciampone MHT Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo melissamessias@yahoo.com.br DESCRITORES: Enfermagem, Recursos Humanos, Treinamento. Introdução: A temática da gestão de carreira profissional, muito embora haja uma profusão de estudos e produções que embasem a temática, continua sendo um desafio nas instituições de saúde, carecendo de estudos que contribuam para a sua compreensão. Tendo em vista que a gestão de carreira, assim como todo processo de treinamento e desenvolvimento compreende aspectos relativos à intersubjetividade, desejos, sentimentos, emoções, valores e competências que permeiam a cultura organizacional, ocupa também, parte importante da vida das pessoas que nela desenvolvem os seus trabalhos. Para tanto o problema enunciado na presente investigação foi: quais são as âncoras de carreira dos enfermeiros que trabalham na instituição campo de estudo? Como Programas de Treinamento e Desenvolvimento poderão potencializar os pontos fortes de cada perfil ou desenvolver os pontos de fragilidade? Foi aplicado o instrumento denominado Âncoras de Carreira, desenvolvido por Schein (1993), já validado para a língua portuguesa e que tem sido utilizado em pesquisas na Área de Administração de Recursos Humanos, propiciando, planejar intervenções relativas à melhoria dos processos de treinamento, desenvolvimento e planejamento de carreira institucional. Justificativa A investigação se justifica por contribuir na construção do conhecimento acerca da gestão de carreira dos enfermeiros. Objetivos: 1. Identificar as âncoras de carreira de enfermeiros, a fim de favorecer aos mesmos reconhecerem sua própria âncora para analisar e tomar decisões acerca do percurso profissional. 2. Traçar recomendações para a área de Recursos Humanos da instituição campo de estudo, com base nas evidências apontadas pelos dados. Método: Pesquisa exploratória, descritiva, modalidade de estudo de caso e desenvolvida em um hospital privado, de grande porte, localizado em São Paulo. A população foi constituída por 230 enfermeiros, à qual foi aplicado, entre março e abril de 2009, o Inventário das Orientações de Carreira de Edgar Schein, visando estimular no respondente a percepção de seus pensamentos sobre suas próprias áreas de competência, seus motivos e valores relacionados ao trabalho. Destes, responderam ao questionário, 185 enfermeiros (80,87%). Resultados: Por meio de análise estatística, identificamos os seguintes resultados: a âncora de carreira com maior representatividade foi Estilo de Vida, totalizando 35,1%; as demais representaram: Senso de Dever/Dedicação a uma Causa (18,9%); Técnico/Funcional (15,6%); Segurança/Estabilidade (12,4%); Desafio Puro (10,2%); Autonomia/Independência (1,6%); Gerência Geral (0,5%) e Criatividade Empreendedora (0,5%). Nove enfermeiros apresentaram a mesma pontuação em duas âncoras de carreira, distribuídos da seguinte forma: 2,7% Segurança/Estabilidade e Estilo de Vida; 1,0% Senso de Dever/Dedicação a uma causa e Estilo de Vida; 0,5% Autonomia/Independência e Desafio Puro, e, 0,5% Senso de Dever/Dedicação a uma causa e Desafio Puro. Conclusão: Através da devolutiva individual os enfermeiros puderam reconhecer sua própria âncora de carreira e, assim, analisar e tomar decisões acerca de seu percurso profissional, à luz de suas características pessoais. Estes resultados subsidiaram, também, o Serviço de Educação Continuada na promoção de programas de aprendizagem alinhados às características dos enfermeiros e às demandas institucionais. Além disso, foram feitas recomendações à área de Recursos Humanos do Hospital, cujas evidências e tendências apontadas neste estudo instrumentalizaram a construção do plano de carreira para enfermeiros. Bibliografia: 1. Schein EH. Career anchors: discovering your real values. Revised edition San Diego, CA: Pfeiffer & Company; 1993 (Edição brasileira: Identidade profissional: como ajustar suas inclinações e suas opções de trabalho. Tradução Margarida D. Blanck. São Paulo: Nobel;1996).
  • 110. IMPLANTAÇÃO DA ESCALA DE TRIAGEM ESI ADAPTADA EM UM PRONTO-SOCORRO ESPECIALIZADO: RELATO DE EXPERIÊNCIA Vigo LRA1, Campos ES2 Hospital totalCor luciane.vigo@totalcor.com.br 1 Enfermeira supervisora de Enfermagem do Pronto Socorro e Unidade Diagnóstica. Especialista em Enfermagem Clínica e Cirúrgica. Pós-graduanda em Gerenciamento em Enfermagem. Hospital totalCor. São Paulo. 2 Enfermeira Assistencial do Pronto Socorro. Especialista em Emergência. Hospital totalCor. São Paulo. Palavras – chave: Enfermagem; Triagem; Pronto-socorro Introdução: Nos serviços de emergências, porta aberta a toda sociedade, a grande demanda de pacientes para o atendimento obrigou e obriga aos serviços a criarem um serviço de classificação de pacientes. A escala de triagem americana (“Emergency Severity Index”, ESI©), é a escala amplamente utilizada nas emergências dos Estados Unidos da América. Embora tenha sido criada por médicos, como as demais escalas, ela do mesmo modo é operada por enfermeiros treinados para a sua utilização1. Esta escala foi desenvolvida em 1998 com o objetivo de estratificar o risco dos pacientes, implantada em 1999 nos hospitais de ensino americanos, sendo aperfeiçoada e implantada em mais 05 hospitais no ano de 2000. A ESI estratifica o risco em cinco prioridades, estabelecendo tempo limite de espera para atendimento médico em cada nível de classificação2. Justificativa: Descrever a experiência de enfermeiros na implantação de uma nova escala de triagem adaptada. Objetivo: Descrever as oportunidades de melhorias aplicadas na assistência de enfermagem aos pacientes admitidos em um pronto-socorro de um hospital particular especializado. Metodologia: Relato de experiência vivido por enfermeiros de um pronto-socorro particular especializado na cidade de São Paulo. Relato de experiência: Após ampla utilização da triagem pela escala de Manchester, por longa data, decidimos alterar o sistema de triagem, implantando a escala de triagem americana. Esta escala avalia de início se o paciente requer intervenção imediata para salvar a vida, caso não, a avaliação continua baseando-se na quantidade de recursos que se acredita que o paciente irá utilizar durante o seu atendimento, e requer do enfermeiro responsável pela triagem na unidade, experiência no atendimento a seus pacientes. Após o treinamento de toda a equipe de enfermagem e médica sobre a sua utilização e forma de atendimento, foi implementada a escala adaptada ao nosso serviço, alterando-se o tempo de espera para o atendimento médico, e a implementação de diferenciação de local de encaminhamento aos pacientes, visto que o enfermeiro possui autonomia para encaminhar o paciente a observação ou a sala de emergência, e solicitar exame de eletrocardiograma antes do atendimento médico. Conclusão: Em um hospital de nível terciário, especializado em cardiologia, a quantidade de atendimentos não é muito grande, porém a gravidade dos pacientes gera uma preocupação especial dos enfermeiros da unidade. A implantação da escala na unidade facilitou o atendimento aos pacientes, visto que no caso de pacientes com queixas sugestivas de gravidade, são encaminhados diretamente a observação para o atendimento médico e de enfermagem imediato. Referencias bibliográficas 1. ANZILIERO, F. Emprego do sistema de triagem de Manchester na estratificação de risco: revisão de literatura. 2011. 45f. Monografia (Trabalho de conclusão de graduação) – Escola de Enfermagem, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/37506?show=full> 2. SOUZA, C. C. Grau de concordância da classificação de risco de usuários atendidos em um pronto-socorro utilizando dois diferentes protocolos. 2009. 119f. Dissertação (Mestrado em Saúde e Enfermagem) – Escola de Enfermagem, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/GCPA83FKCZ/cristiane_chaves_de_souza.pdf?sequence=1>
  • 111. IMPLANTAÇÃO DA GESTÃO À VISTA NA GERENCIA DE ENFERMAGEM Coli, R.C.P.; Almeida L C F; Abrahão A L C L; Ribeiro, J. C. Associação do Sanatório Sírio – Hospital do Coração ritacoli@hcor.com.br RESUMO Introdução A disseminação de informações é uma tarefa difícil dentro de uma empresa, principalmente quando se trata de compartilhar dados institucionais em um hospital de grande porte com a equipe de enfermagem composta por aproximadamente 900 colaboradores que são distribuídos em vários setores e turnos. Justificativa A gestão à vista propicia a melhoria na divulgação dos indicadores, apresentando-os de forma clara e objetiva. A sistemática de gestão à vista, iniciada pelo movimento da qualidade total é uma forma de divulgação de informações sobre o desempenho de empresa ou setor. Seu principal objetivo é alocar as informações consideradas cruciais em lugar visível, com linguagem acessível a todos os colaboradores, levando à percepção de problemas e identificação de oportunidades de melhorias. Objetivos - Uniformizar e compartilhar as informações institucionais de forma simples e de fácil assimilação para um maior número de pessoas simultaneamente. - Apresentar os indicadores da área mensalmente à equipe propiciando um melhor acompanhamento das ações; - Motivar as pessoas a realizar ações corretivas eficazes no caso de indicadores fora da meta. Método Este estudo consiste no relato de experiência da Gerencia Executiva de Enfermagem do HCor na gestão de seus indicadores iniciado em Janeiro de 2013. As etapas para disponibilizar os dados consistem em: a) medir mensalmente os indicadores; b) analisar e implementar ações de melhoria para os indicadores que estão fora da meta e inserir no sistema institucional: “DocNix Score Card”; c) preencher mensalmente os impressos de gestão à vista de todas as áreas assistencial de enfermagem baseando-se nas informações que estão no “DocNix Score Card”; d) providenciar a impressão dos impressos e fixar nos quadros de Gestão à Vista dos respectivos setores. Resultados e Conclusão Com a implantação da Gestão à Vista observamos os seguintes resultados: - Disseminação dos resultados simultaneamente para todos os setores e turnos de trabalho. - Uniformização do modelo de apresentação dos resultados nas áreas de enfermagem; - Visualização agradável dos dados estimulando assim o interesse em participar da gestão da área; - Comprometimento do gestor em manter os dados atualizados mensalmente; - Estimulo a utilização da ferramenta institucional (Doc Nix Score Card) para visualização dos planos de ações realizados para indicadores fora da meta. A Gestão à Vista proporcionou agilização na divulgação dos dados; conscientização nos colaboradores sobre os resultados de seu setor; obtenção de feedback adequado e o compartilhamento das informações com outras áreas. A padronização dos painéis facilitou a forma de disposição das informações e o acesso dos profissionais às informações a qualquer momento. Bibliografia PACKER, C. L.; SUSKI, C. A. Gestão à Vista na produção como Ferramenta de Trabalho. Disponível em: http://sites.unifebe.edu.br Acesso em: 13 de junho de 2013. CARPINETTI, L. C. R. Gestão da Qualidade: Conceitos e Técnicas. 1º Ed. São Paulo: Atlas, 2010.
  • 112. IMPLANTAÇÃO DE ESTRATÉGIA INSTITUCIONAL PARA CONTROLE DE BACTÉRIAS MULTIRRESISTENTES EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE. Ezaias GM, Rodrigues JM, Oliveira E, Sardinha DSS, Hospital Doutor Anísio Figueiredo/Secretaria de Saúde do Paraná Email: gabimez@hotmail.com Palavras-chave: Enfermagem, controle de infecção, microorganismos multirresistentes. Introdução: O fenômeno da multirresistência bacteriana representa um grande desafio para os profissionais de saúde na atualidade. A identificação de pacientes portadores de bactérias multirresistentes (BMR) e a implementação precoce de medidas de controle, como as precauções de contato, representam pontos chave na prevenção da disseminação das BMR (CLOCK et al., 2010). No entanto, estudos relatam as diversas dificuldades enfrentadas por instituições de saúde na promoção de mudança das práticas profissionais, dentre elas a escassez de recursos financeiros e a falta de investimentos em estratégias eficientes (JENNER et al., 2002; CRUZ et al., 2009). Recentemente a disseminação BMR vem ocasionando repercussões sociais graves, como fechamento de unidades hospitalares, como medida emergencial para controle de surtos, assim como óbitos relacionados à infecções hospitalares. Justificativa: Diante do exposto, e considerando a responsabilidade do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) em promover ações para o controle da disseminação de microrganismos potencialmente patogênicos, constatou-se a necessidade de implantação de uma estratégia de enfrentamento e controle de BMR, visto que a ausência de um protocolo para o controle destes patógenos no âmbito de uma instituição de saúde de média complexidade, com alto fluxo de atendimento e rotatividade de pacientes, evidenciava a deficiência no que se refere a um clima institucional de segurança para o paciente. Objetivo: Descrever o processo de implantação de uma estratégia institucional para o enfrentamento e controle de BMR em um hospital público de média complexidade, assim como relatar as repercussões deste processo na assistência de enfermagem prestada ao paciente. Método: Trata-se de um relato de experiência, no período de Janeiro/2011 a Janeiro/2013, em um hospital público de média complexidade que conta com 126 leitos ativos, distribuídos em Unidades de Internação Clínica e Cirúrgica (adulto e infantil) e Pronto Socorro. Resultados: A implantação da estratégia ocorreu gradativamente com base em planejamento para enfrentamento das BMR, no qual foram elencadas medidas prioritárias para atendimento das recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo elas: 1) Estabelecimento de protocolo de culturas de vigilância , 2) Estruturação de enfermarias de coorte/precaução de contato, 3) Padronização de identificação de leito em precaução de contato , 4) Implantação de sistema informatizado para rastreamento de pacientes portadores de BMR, 5) Intervenção educativa sobre higiene das mãos e 6) Implantação do protocolo de aprazamento de limpeza/desinfecção de áreas hospitalares . Todas as ações implementadas demandaram o envolvimento dos gestores hospitalares visando garantir a infra-estrutura necessária para a promoção de mudanças e criação de um clima de segurança institucional. Conclusão: O conjunto de medidas implementadas proporcionou mudança da cultura organizacional da instituição no que se refere ao controle e manejo de pacientes portadores de BMR, assim como se constatou uma melhora na detecção de pacientes BMR no processo de admissão e estabelecimento precoce de medidas de precaução de contato. Frente ao exposto, vê-se a necessidade da realização de intervenções periódicas que visem à manutenção das rotinas estabelecidas e a ampliação do conjunto de medidas para controle das BMR. Bibliografia: JENNER, E.A.; et al. Explaining hand hygiene practice: an extended application of the Theory of Planned Behaviour. Psychology, Health and Medicine, v. 7, n. 3, p. 311-26, 2002; CRUZ, E.D.A. et al. Lavado de manos: 20 años de divergencias entre la práctica y lo idealizado. Ciencia y Enfermeria, v. 15, n. 1, p. 33-8, 2009; CLOCK et al. Contact precautions for multidrug-resistant organisms: Current recommendations and actual practice. American Journal of Infection Control, v. 38, p.105-11, 2010.
  • 113. IMPLANTAÇÃO DO TIME OUT PARA O EXAME DE ECOCARDIOGRAMA TRANSESOFÁGICO COMO SEGURANÇA AO PACIENTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA Vigo LRA, Domenicali EC Hospital totalCor luciane.vigo@totalcor.com.br Palavras-Chave: Enfermagem; Ecocardiografia; Serviços de Diagnósticos; Segurança, Lista de Checagem. Introdução: A Ecocardiografia Transesofágica é um método ultrassonográfico realizado por meio da introdução de sonda no esôfago, após anestesia local da orofaringe. Permite, de forma complementar ao procedimento transtorácico, a obtenção de informações relevantes para o esclarecimento diagnóstico de alterações estruturais e/ou funcionais do coração. As imagens são obtidas por meio de transdutor presente na extremidade da sonda esofágica, introduzida após anestesia local da orofaringe. A sedação é procedimento opcional, para conforto do paciente, sendo habitualmente realizada e é de grau leve a moderada e feita com benzodiazepínico, preferencialmente midazolam intravenoso1. Atender as metas internacionais de segurança do paciente preconizada pela Joint Commission International (JCI) é atividade prioritária na instituição e um desafio. Dentre as metas, a meta 4 visa garantir a segurança na realização de procedimentos invasivos em Unidades Diagnósticas e cirurgia no local de intervenção correto, procedimento correto, no paciente correto. Para esta garantia realiza-se o Time out, última checagem antes do procedimento2. Justificativa: Descrever a experiência de uma Unidade Diagnóstica na implantação do time out para minimizar os riscos de exame de ecocardiograma transesofágico errado e/ou paciente errado. Objetivo: Descrever as oportunidades de melhorias da assistência prestada ao paciente com a implantação da realização do time out para a realização do Ecocardiograma transesofágico. Metodologia: Relato de experiência vivenciado pelo enfermeiro e supervisão de enfermagem do setor de uma Unidade Diagnóstica de um hospital privado de São Paulo. Relato de experiência: Como processo de melhoria contínua da acreditação, a partir do primeiro semestre de 2012 foi implantado na Unidade Diagnóstica o time out para a realização do Ecocardiograma transesofágico buscando assegurar um procedimento seguro ao paciente. Antes da realização do exame deve-se realizar uma última checagem entre membro da equipe de enfermagem e o médico que irá realizar o exame e registrar no impresso padronizado na instituição. Os itens checados são: Paciente correto? Procedimento correto? Posicionamento correto? Material e equipamento correto? Alergia? (Se sim, descrever qual medicamento e/ou outra substância), Isolamento? (Se sim, descrever qual tipo de isolamento), prescrição médica com o pedido médico, medicações a serem administradas e presença de prótese dentária. A implantação ocorreu mediante treinamento prévio da equipe de enfermagem e médica. Conclusão: Esta ação acrescentou uma melhor compreensão do processo de segurança ao paciente e ao profissional possibilitando a implantação de ações preventivas para eventos adversos e a busca da melhoria contínua na assistência. Possibilitou também uma melhor comunicação entre as equipes que acompanham o procedimento, item fundamental quando se fala em segurança. ___________________________________________________________ 1 Enfermeira supervisora de Enfermagem do Pronto Socorro e Unidade Diagnóstica. Especialista em Enfermagem Clínica e Cirúrgica. Pós-graduanda em Gerenciamento em Enfermagem. Hospital totalCor. São Paulo. 2 Enfermeira assistencial da Unidade Diagnóstica. Especialista em Cardiologia. Hospital totalCor. São Paulo. Referencias bibliográficas 1. Diretriz para indicações e utilização da ecocardiografia na prática clínica. Revista Brasileira de Ecocardiografia 2004;17(1):4977. 2. BRASIL. Consórcio Brasileiro de Acreditação de Sistemas e Serviços de Saúde (Ed.). Padrões de Acreditação da Joint Commission International para Hospitais. 4 ed. Rio de Janeiro: CBA, 2010. 288p
  • 114. IMPORTÂNCIA DA REFERÊNCIA E CONTRA REFERÊNCIA EM UM PROGRAMA DE EXTENSÃO Meza SKL1, Campos TA2, Lopes SP2, Zanato AR3, Teles GKS4, UNIOESTE – Univerisidade Estadual do Oeste do Paraná – campus de Cascavel sheila.meza@unioeste.br Introdução: O sistema de referência e contra referência constitui-se na articulação entre os níveis de atenção à saúde, primário, secundário e terciário. A referência compreende o fluxo de encaminhamento do usuário do nível menor para o de maior complexidade, inversamente, a contra referência está relacionado ao ato de referenciar do nível de maior para o de menor complexidade (JULIANI; CIAMPONE, 1999). Para garantir o acesso e o atendimento ao usuário em todos os níveis de atenção a saúde, é imprescindível estabelecer o sistema de referência e contra referência baseados na acessibilidade e continuidade da assistência, caso contrário, a ausência deste fluxo pode ser apenas um discurso reiterado, sem possibilidade de concretização. Justificativa: Devido à importância que este sistema tem para a organização gerencial dos serviços em saúde, faz-se necessário trazer à tona os fatores atrelados a sua aplicabilidade. Objetivo: Enfatizar a importância do sistema de referência e contra referência dentro de um Programa de Extensão. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência vivenciado no Ambulatório do Programa Re-Vivendo a Saúde, o qual está vinculado a Pró Reitoria de Extensão de uma Universidade no interior do Paraná, e, visa desenvolver ações por uma equipe multiprofissional direcionadas ao usuário por meio da Consulta de Enfermagem, Psicoterapia, Orientação Nutricional, Acupuntura, Método Pilates, Meditação, Terapia Floral, Reprogramação Biológica, Pschy-K, Yoga, Schiatsu, Auriculoterapia, Iridologia e Reike, tendo como público alvo a comunidade externa e interna da Universidade. Inicialmente o usuário é atendido pelo Enfermeiro, o qual realiza a Consulta de Enfermagem, e, posteriormente, referencia para os demais profissionais do Programa, conforme a necessidade e a queixa principal de cada participante. Ao término das terapias o usuário é contra referenciado para o Enfermeiro, no intuito de concluir o ciclo do atendimento. Resultado: A organização de trabalho no Programa Re-Vivendo está baseado na multidisciplinaridade, e, tem demonstrado-se uma das maneiras mais democráticas de trabalho em equipe, representando um conjunto de ações em prol do usuário. Neste sentido, a estruturação formal do sistema de referência e contra referência tem sido umas das formas de sistematização do trabalho, pois, de acordo com Petruci (2010), este sistema é fundamental para concretizar a integralidade, e, para que este princípio seja efetivo é preciso ter um elo de comunicação entre os profissionais, sendo possível por meio da referência e contra referência. Além disso, compartilhamos da mesma idéia de Pontes et al. (2009), que, quanto melhor estruturado for o fluxo deste sistema, maior será a eficiência e a eficácia da assistência prestada. Embora, este sistema ainda não seja aplicado em sua totalidade, sabemos que ele é uma ferramenta potente para a efetividade das ações em saúde. Conclusão: Cientes da importância e benefícios que este sistema traz tanto para o usuário quanto para os gestores, reconhecemos que para a efetivação da referência e contra referência faz-se necessário levar os profissionais de saúde a reflexão e conscientização da utilização deste sistema em sua totalidade. A garantia da assistência ao usuário em qualquer etapa do processo saúde/doença vai depender da eficácia deste sistema. PALAVRAS-CHAVE: Referência e Contra referência, Extensão, Usuário. ______________________________________________________________________________________ 1Farmacêutica, Docente do curso de Farmácia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, Mestre em Ciências da Saúde, Coordenadora do Programa Re-Vivendo a Saúde – Os Benefícios da Naturopatia, sheila.meza@unioeste.br; 2Enfermeira Especialista em Saúde Pública, Colaboradora do Programa Re-Vivendo a Saúde – Os Benefícios da Naturopatia, tcamposzto@hotmail.com; 2Enfermeira Especialista em Docência do Ensino Superior, Colaboradora do Programa Re-Vivendo a Saúde – Os Benefícios da Naturopatia, syl_lopess@hotmail.com; 3Psicólogo Especialista em Psicanálise Clinica, Colaborador do Programa Re-Vivendo a Saúde – Os Benefícios da Naturopatia, arzanato@hotmail.com; 4Discente de Enfermagem da Universidade Estadual do Oeste do Paraná- UNIOESTE, fabieliborges@yahoo.com.br; 5Discente de Enfermagem da Universidade Estadual do Oeste do Paraná- UNIOESTE, gleicykellyteles@gmail.com REFERÊNCIAS Juliani CMCM, Ciampone MHT. Organização do sistema de referência e contra referência no contexto do Sistema Único de Saúde: a percepção de enfermeiros. Rev. Esc. Enf. USP., v. 33, n. 4, p. 323-333, 1999. Petruci FR. Benefícios da Contra Referência na Alta Hospitalar para Equipe da atenção Básica . Monografia - Instituto de Ensino e Capacitação e Pós Graduação (INDEP), Assis-SP, 2010. Pontes APM. et al. O princípio de universalidade do acesso aos serviços de saúde: o que pensam os usuários?. Esc Anna Nery Rev Enferm, v. 13, n. 3, p. 500-507, 2009.
  • 115. INDICADORES DE INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO RELACIONADOS AO PROCESSO DE TRABALHO E À ESTRUTURA DA UNIDADE DE CENTRO CIRÚRGICO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO OESTE DO PARANÁ Alves, DCI¹, Alcides, MAA², Matos, FGOA³, Bonsere, WCP⁴, Garcia, IOC⁵. Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE. Curso de Graduação em Enfermagem. Cascavel (PR), Brasil. aureliosmarcos@yahoo.com.br INTRODUÇÃO: A infecção de sítio cirúrgico é uma das principais complicações decorrentes do tratamento cirúrgico, consistindo em um grave problema de saúde pública. Atualmente o controle de infecção de sítio cirúrgico representa um grande desafio para as instituições de saúde. No contexto brasileiro das infecções hospitalares, a Infecção do Sítio cirúrgico (ISC) tem sido apontada com uma das principais infecções relacionadas à assistência à saúde, ocupando a 3ª posição entre as infecções hospitalares mais frequentes, em torno de 14% a 16% do total de infecções hospitalares¹. JUSTIFICATIVA: Por meio deste estudo, buscamos demonstrar a efetividade dos procedimentos ou apontar falhas relacionadas, que indiquem os altos índices de infecção relacionada aos procedimentos específicos do ambiente cirúrgico influenciando na qualidade da assistência prestada. OBJETIVO: Identificar os indicadores de infecção de sítio cirúrgico relacionados ao processo de trabalho e à estrutura da unidade de centro cirúrgico em estudo. MÉTODO: Este estudo trata-se de uma pesquisa de campo, de caráter descritivo, observacional e documental, com abordagem quantitativa dos dados. RESULTADOS: Foram coletados dados de 32 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico nos meses de julho, agosto e setembro de 2011. Os dados coletados foram lançados em uma planilha eletrônica (Excel®), sendo analisados quanto à caracterização da amostra e quanto à aplicação dos Critérios Nacionais de Infecções em Sítio Cirúrgico relacionados à Assistência à Saúde. A maioria dos pacientes (53,12%) foi submetida à cirurgias ortopédicas. Foram avaliados indicadores de processo de trabalho e indicadores de estrutura da unidade do centro cirúrgico para o controle e prevenção da IH. Os achados da pesquisa mostraram que dos 07 indicadores de processo analisados, 04 foram avaliados como ADEQUADOS [tricotomia - tempo (85,72%); tricotomia - método (85,72%); antissepsia do campo operatório (81,25%); e número de caixas cirúrgicas com registro de inspeção (100%)] e 03 indicadores foram avaliados como NÃO ADEQUADOS [tempo de internação pré-operatória (100%); antibioticoprofilaxia maior ou igual há 24 horas (71,90%); e antibioticoterapia até 1 hora antes da incisão (87%)]. Com relação aos 03 indicadores de estrutura analisados, os dados mostraram que 01 indicador foi avaliado como ADEQUADO [uma circulante para cada sala (100%)] e 02 indicadores foram avaliados como NÃO ADEQUADOS [disposição adequada do antisséptico para antissepsia cirúrgica das mãos (100%); e mecanismo autônomo de manutenção das portas fechadas (100%)]. CONCLUSÃO: Não bastam apenas investimentos em aporte tecnológicos nas unidades hospitalares, são necessários profissionais qualificados que desenvolvam práticas eficazes com ênfase no controle de infecções. O enfermeiro perioperatório tem um importante papel no combate das infecções hospitalares e na disseminação de medidas de controle e prevenção, por meio de mecanismos estratégicos que incentivem práticas seguras. Palavras-Chave: Infecção Hospitalar, Infecção de Sítio Cirúrgico, Indicadores de processo e estrutura. REFERÊNCIAS 1. BRASIL. Sitio cirúrgico: Critérios nacionais de infecções à assistência à saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
  • 116. INDICADORES DE PROCESSO NA PREVENÇÃO DE INFECÇÃO DO SÍTIO CIRÚRGICO NO PARTO CESÁREO Autores: Moraes, V.S.; Geppert, A.k.; Primo, L.S.; Grala, A.P.; Soares, L.N. Instituição: Hospital Universitário São Francisco de Paula_ UCPEL PELOTAS vivianism@hotmail.com PALAVRAS-CHAVE: Infecção, Prevenção, Parto cesáreo INTRODUÇÃO/JUSTIFICATIVA: Desde os tempos mais antigos as infecções hospitalares sempre foram de grande preocupação para os profissionais de saúde. Considera-se infecção hospitalar, qualquer infecção adquirida após a internação do paciente e que se manifesta durante a internação ou mesmo após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares. Dentre todas as infecções, as do sítio cirúrgico são as mais freqüentes entre os pacientes submetidos a procedimentosvcirúrgicos. Trabalhar com a prevenção tem sido um desafio para os hospitais brasileiros e há uma grande iniciativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para que se monitorem indicadores de processo referente às infecções cirúrgicas. Estes indicadores servirão de subsídio para conhecer se as formas de prevenção da infecção do sítio cirúrgico no parto cesáreo estão sendo adotadas pela equipe, justificando-se assim o presente estudo. OBJETIVOS: O objetivo desta pesquisa foi avaliar a realização dos protocolos de prevenção de infecção cirúrgica em pacientes submetidas ao parto cesáreo no Hospital Universitário São Francisco de Paula em Pelotas. METODOLOGIA: O estudo teve delineamento descritivo com abordagem quantitativa, com base nos prontuários de 63 pacientes que realizaram parto cesáreo no Hospital Universitário São Francisco de Paula, localizado na cidade de Pelotas/RS, no mês de setembro de 2009, para avaliação da utilização dos protocolos de prevenção de infecção cirúrgica. Conforme manual da ANVISA, 2009 os indicadores de processo de prevenção de infecção cirúrgica avaliados foram: Tempo de Internação PréOperatória, Tricotomia (tempo), Realização da antibioticoprofilaxia até 1 hora antes da incisão cirúrgica e por último o integrador químico. RESULTADOS: O critério tempo de internação, 62% das pacientes estiveram internadas num tempo menor que 24hs. A infecção do sítio cirúrgico está entre as mais comuns, responsável por 14 a 16% do total das infecções hospitalares, suas conseqüências evoluem para o retorno e aumento da permanência hospitalar e de custos na assistência. Sobre a tricotomia, 32% atenderam ao critério, deverá ser feita no ambiente hospitalar no máximo duas horas antes da cirurgia. Relação ao antibiótico profilaxia 100% atenderam ao critério onde é preconizada a sua administração endovenosa imediatamente após ao clampeamento do cordão umbilical. CONCLUSÃO: Na realização desta análise, pode observar-se que há um comprometimento da equipe dos profissionais de saúde para o cumprimento do protocolo de prevenção das infecções do sítio cirúrgico. Pois, as pacientes que ultrapassaram o tempo de internação pré-operatória, tiveram problemas decorrentes da gestação. Porém, será sugerido que haja uma conscientização para os profissionais sobre a importância do registro de enfermagem sobre o método e horário da realização da tricotomia. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Fernandes AT, Fernandes MOV, Filho NR. Infecção Hospitalar e suas interfaces na Área da Saúde. 1ª Ed. São Paulo. Editora Atheneu 2000. Manual de Infecção do Sítio Cirúrgico – Critérios Nacionais de Infecções relacionadas à assistência à saúde ANVISA, Março 2009.
  • 117. Indicadores de qualidade da assistência de enfermagem: estratificação para um Serviço Especializado Laressa Manfio Monteiro, Armando dos Santos Trettene, Cleide C. S. D. Mondini, Cassiana M. B. Fontes, Isabel Aurélia Lisboa Departamento de Enfermagem do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo Introdução: Os indicadores são instrumentos utilizados internacionalmente capazes de medir quantitativamente a qualidade da assistência à saúde, uma vez que monitora, avalia, identifica e dirige a atenção para assuntos específicos que necessitam de revisão, contribuindo para a extinção do método punitivo nas instituições de saúde e fornecendo subsídios aos planejamentos em saúde. Justificativa: Os indicadores permitem aos enfermeiros a tomada de decisão baseada em resultados, modificando e melhorando a prática da assistência, o que é fundamental para o reconhecimento da enfermagem enquanto profissão independente, pois comprova que cuidados prestados são seguros e de qualidade. Objetivo: Identificar as dimensões dos indicadores de qualidade da assistência de enfermagem, mais adequados à realidade de um Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais. Material e método: Trata-se de um estudo exploratório de descritivo, do tipo revisão de literatura. Foram incluídos artigos da literatura nacional, publicados na última década, indexados nas seguintes bases de dados: Lilacs, BIREME, PubMed e SciELO, utilizando-se os descritores: indicadores qualidade em assistência à saúde, enfermagem, indicadores de qualidade e cuidados em enfermagem. Os indicadores foram classificados de acordo com sua dimensão (biológica, clínica, administrativa, educacional e psicossocial) e agrupados conforme sua área de abrangência. Resultados: Foram selecionados 30 artigos. A quantidade de indicadores de qualidade identificados de acordo com a dimensão foi de: 55% na administrativa/gerencial, 36% na biológica/clínica, e 9% na educacional/psicossocial, somando um total de 197 indicadores de qualidade encontrados. Os indicadores de qualidade foram divididos ainda conforme sua área de abrangência. Em relação aos da dimensão biológica/clínica incluiram-se: 32% na área de sondas, drenos e cateteres, 28% de medicações, 17% de lesões na pele, 8% quedas, 6% deglutição, 5% pulmonares/respiratórios e 4% de hemoderivados, totalizando 72 diferentes indicadores. Dos 17 indicadores de qualidade classificados na dimensão educacional/psicossocial, 53% eram indicadores voltados a educação para a saúde e 47% psicossocial. Foram encontrados ainda, 108 indicadoes de qualidade na área de abrangência da dimensão administrativa, também conhecida como dimensão gerencial, sendo 67% da área de abrangência de desempenho de producação, 19% da área de desempenho profissional e 14% na área de sistematização de assistência de enfermagem. 177 indicadores de qualidade foram selecionados como mais adequados à realidade do HRAC/USP. Conclusão: Os indicadores de qualidade selecionados segundo a realidade do HRAC-USP foram: sistematização da assistência de enfermagem, desempenho profissional e de produção, medicações, sondas, cateteres e drenos, educacional, lesão de pele, quedas, hemoderivados, pulmonares/respiratório e deglutição. Referências: Gouvêa CSD, Travassos C. Indicadores de segurança do paciente para hospitais de pacientes agudos: revisão sistemática. Cad. Saúde Pública. 2010. 26(6):1061-78. Kurcgant P. et al . Indicadores de qualidade e a avaliação do gerenciamento de recursos humanos em saúde. Rev. Esc. Enferm. 2009. 43(2):1168- 73. Nepomuceno LMR, Kurcgant P. Uso de indicador de qualidade para fundamentar programa de capacitação de profissionais de enfermagem. Rev. Esc. Enferm. USP. 2008. 42(4):1125- 31.
  • 118. INDICADORES DE QUALIDADE DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA ACERCA DA CAPACITAÇÃO DE ENFERMEIROS INTEGRANTES DO NÚCLEO DE APOIO À GESTÃO HOSPITALAR Ivany Aparecida Nunes Rosemeire Keiko Hangai Luzia H. Vizona Ferrero Cristiane Oliveira A. Navas Fátima S. Furtado Gerolin. Márcia Maria Baraldi RESUMO: A busca pela qualidade assistencial vem sendo discutida entre os profissionais de saúde, visando a excelência dos serviços prestados. Nesse contexto, torna-se imperativo a implantação de políticas de qualidade nos estabelecimentos de saúde, bem como o emprego de ferramentas que propiciem avaliar sistematicamente os níveis de qualidade de cuidados prestados. Assim, a construção de indicadores destaca-se como uma importante ferramenta para auferir a qualidade assistencial. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência de um grupo de profissionais da saúde, participantes do Núcleo de Apoio à Gestão Hospitalar do Programa de Qualidade Hospitalar (CQH) da Associação Paulista de Medicina, que desde 2005 vem empregando indicadores assistenciais e gerenciais, em suas instituições, para monitorar seus processos de trabalho. Esses indicadores são periodicamente revistos, implicando na construção de novos e na contínua capacitação dos profissionais. Nessa direção, destacam-se a publicação do Manual de Indicadores de Enfermagem NAGEH, em 2012, e a realização de seis oficinas de trabalho, que permitiu elucidar dúvidas e ratificar a importância do método de coleta de dados. Dessas oficinas participaram cerca de 300 enfermeiros, atuantes em 60 instituições de saúde dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por conseguinte, o desenvolvimento deste trabalho vem possibilitando a reestruturação dos sistemas de informação no que tange ao monitoramento desses indicadores, o alinhamento dos processos na gestão dos dados e a aplicação de ferramentas de qualidade, subsidiando a tomada de decisão e a avaliação desses serviços por parte de seus gestores.
  • 119. INDICADORES DE QUALIDADE NA GESTÃO DO SERVIÇO DE ENFERMAGEM: REVISÃO INTEGRATIVA Bellé MBB, Ferreira DBR, Premoli RC Hospital Regional de Araranguá, Araranguá - SC monicabb20@hotmail.com Resumo- Poster Introdução: Desde o início do atendimento médico-hospitalar, pode-se perceber uma preocupação com a qualidade. Informalmente na enfermagem, sempre existiu um controle da qualidade da assistência, representada pela preocupação dos enfermeiros em seguir procedimentos à risca, acreditando com isso, que teriam assegurados os resultados almejados. Sabe-se que a qualidade de saúde tornou-se o foco e a marca da modernidade, no entanto para alcançá-la é necessário que ocorra a sistematização de todas as suas práticas e processos. Para tanto, faz-se necessário o controle da qualidade do cuidado, alicerçado em indicadores que podem ser utilizados como ferramentas de avaliação de saúde. Justificativa: Medir qualidade e quantidade em instituições de saúde é essencial para o planejamento, organização, coordenação, direção, avaliação e controle das atividades desenvolvidas, para que os resultados possam ser alcançados de forma satisfatória e eficiente. Assim medir indicadores permite aos enfermeiros no processo de tomada de decisão baseado em seus resultados. Objetivo: Identificar, na produção cientifica nacional, os indicadores de qualidade utilizados na gestão do serviço de enfermagem na área hospitalar. Método: O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa. A pesquisa foi realizada nas bases de dados Bireme, Biblioteca virtual em saúde e SCIELO. Como critérios de inclusão foram usados trabalhos em formato completo e disponíveis de forma gratuita no período de 2003 a 2012. Resultado: Em relação aos descritores verificou-se que dez artigos foram localizados utilizando os descritores controlados: “ indicadores de enfermagem” e “indicadores de qualidade” e cinco artigos foram localizados utilizando-se os descritores não controlados de assunto: “avaliação da qualidade em saúde e gestão hospitalar”. Considerando apenas os artigos publicados segundo o tipo de periódico, pode-se constatar que dentre os quinze artigos, quatro foram publicados no mesmo período (tabela 2), cinco foram de revisão bibliográfica, três revisão integrativa, seis exploratórios e um relato de experiência. O estudo mostrou que dentre as publicações analisadas os indicadores necessários ao processo assistencial, abrange a área física, recursos humanos, recursos materiais e financeiros, sistema de informação, apoio político condições organizacionais, taxa de absenteísmo do pessoal de enfermagem, organização do trabalho, educação permanente, dentre outros. Observou-se também que os indicadores relacionados aos processos assistências são predominantes dentre eles os índices de queda, atenção humanizada, relação interpessoal, abrangência da sistematização da assistência de enfermagem, tempo de realização de exames solicitados, percentagem de diagnósticos errados, número de procedimentos errados e cuidados com a biossegurança. Conclusão: O movimento da qualidade nos serviços de enfermagem é hoje uma necessidade incorporada à gestão dessas áreas, a fim de assegurar a assistência livre de risco e danos aos usuários. Assim acredita-se que os prováveis indicadores sugeridos nesse estudo possam ser aplicados e validados nas diversas realidades, contribuindo para a melhoria dos serviços de enfermagem através da disponibilidade de mais uma fonte de literatura. No entanto julga-se importante enfatizar a necessidade de aprimoramento e qualificação cada vez maior dos profissionais, para que possam acompanhar a evolução das novas tecnologias introduzidas no âmbito das instituições. BIBLIOGRAFIA BALSANELLI , A. P.; JERICÓ, M. C. Os reflexos da gestão pela qualidade total em instituições hospitalares brasileiras. Acta Paulista Enfermagem. v. 18, n. 4, 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ape/v18n4/a08v18n4.pdf> Aceso em 02 nov. 2012. BARBOSA, L. R; MELO, M. R. A. C. Relações entre qualidade da assistência de enfermagem: revisão integrativa da literatura. Revista Brasileira de Enfermagem. Brasília v. 61, n.3 mai/jun. 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S003471672008000300015&script=sci_arttext> Acesso em: 02 dez. 2012. BORBA, G. S. de; NETO, F. J. K. Gestão Hospitalar: identificação das práticas de aprendizagem existentes em hospitais. Saúde e Sociedade, v. 17, n.1, São Paulo jan./mar. 2008. 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  • 120. ______. Ministério da Saúde. Organização Pan-Americana de Saúde. Padrões mínimos de assistência de enfermagem em recuperação da saúde. Brasília (DF):Ministério da Saúde, 1978. ______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Avaliação da atenção básica em saúde: caminhos da institucionalização. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2005. CALDANA, G.; GABRIEL, C. S.; BERNARDES, A.; ÉVORA, Y. D. M. Indicadores de desempenho em serviço de enfermagem hospitalar: revisão Integrativa. Revista Rene. Fortaleza Jan/Mar v. 12, n.1, 2011. CARRAPINHEIRO, G. Saberes e poderes no hospital: uma sociologia dos serviços hospitalares. 2ª ed. Porto (Portugal): Afrontamento; 1993. CONTANDRIOPOULOS, A. P.; CHAMPAGNE, F.; DENIS, J. L.; PINEAULT, R. A avaliação na área da saúde: conceitos e métodos. In: HARTZ, Z. M. A. (Org). Avaliação em saúde, dos modelos conceituais à prática na análise da implantação de programas. Rio de Janeiro: Fiocruz, 1997. DAFT, R. 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  • 121. INDICADORES DE QUALIDADE NA OPINIÃO DE ENFERMEIROS EM HOSPITAIS DE MÉDIA E ALTA COMPLEXIDADE Cavalcante PS, Rossaneis MA, Haddad MCL, Gabriel CS Universidade Estadual de Londrina Contato: cavalcanteps7@gmail.com Introdução: Nas últimas décadas a busca pela qualidade da assistência de enfermagem foi impulsionada pelo avanço tecnológico e exigência dos usuários por melhorias para os serviços. O enfermeiro, capacitado para o processo de avaliação, utiliza ferramentas avaliativas como os indicadores de qualidade. Estes auxiliam a compreensão de situações, tendências ou mudanças ocorridas ao longo do tempo, subdivididos em três classes estrutura, processo e resultado. Justificativa: Parte-se da premissa de que o conhecimento da opinião dos enfermeiros sobre os indicadores de qualidade desencadeará discussões para melhorias qualidade dos serviços. Contribuirá ainda para pesquisas na área de enfermagem, ao promover a reflexão dos enfermeiros sobre a utilização dessas ferramentas. Objetivos: Identificar a opinião de enfermeiros sobre indicadores de qualidade da assistência de enfermagem. Método: Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo, realizado em quatro hospitais de médio e grande porte no norte do Paraná. Instaurou-se como critérios de inclusão exercer o cargo de enfermeiro assistencial e não exercer a função de enfermeiro gestor na instituição. A amostra constituiu-se de 64 enfermeiros. A coleta de dados utilizou um instrumento elaborado no programa Google Drive®. Para as questões sobre indicadores de qualidade, aplicou-se uma escala de Likert, com variação de não pertinente (1 ponto), pouco pertinente (2 pontos), pertinente (3 pontos) e muito pertinente (4 pontos) para cada indicador. A coleta de dados foi realizada entre os meses de julho a dezembro de 2012. Os dados foram analisados no programa estatísticoS.P.S.S versão20. Esta pesquisa faz parte do projeto intitulado “Indicadores de Qualidade dos Serviços de Enfermagem de Hospitais de Grande Porte”, com submissão e aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina com CAE 04053112.0.0000.5231. Resultados:Amostra jovem, com idade entre 20 e 29 anos (42,2%). A maioria pertencia ao sexo feminino (65,6%). Quanto aos indicadores de qualidade apresentaram maior pontuação na escala deLikert, Incidência de Úlcera por Pressão (232 pontos) e Incidência de Flebite (219 pontos). Uma menor relevância foi atribuída aos indicadores Média de Permanência Hospitalar e Taxa de Mortalidade, com 189 e 184 pontos respectivamente. Quanto às contribuições para a prática do enfermeiro assistencial, 79,6% da amostra pesquisada considerou a elaboração de elaborar estratégias de educação continuada como principal colaboração na utilização dessa ferramenta. A maioria dos sujeitos (54,7%) relatou haver divulgação dos resultados dos indicadores. Entretanto 68,8% relatam não ocorrer momentos para discussão sobre essas avaliações. Conclusão: Evidencia-se que os enfermeiros consideram a maioria dos indicadores muito pertinentes ou pertinentes para avaliação da qualidade da assistência de enfermagem. Quanto a não discussão dos resultados, faz-se necessário implantar ações para o debate junto à equipe de enfermagem. Este estudo permitiu visualizar o reconhecimento dos indicadores como ferramenta viável à avaliação da assistência. Espera-se que os resultados contribuam para o aprimoramento da avaliação nos serviços hospitalares. Ressalta-se como limitações do estudo a dificuldade de adesão da amostra ao formulário eletrônico, fato que pode ter contribuído para a ocorrência de perdas e consecutivamente, menor número de participantes na pesquisa. Referencias -Compromisso com a Qualidade Hospitalar (CQH). Manual de Indicadores de Enfermagem NAGEH. 2. ed. São Paulo: APM/CREMESP, 2012. 60p. CUNHA, L.M.A. Modelos Rasch e Escalas de Likert e Thurstone na medição de atitudes [Dissertação]. Universidade de Lisboa: Lisboa. 2007. 77p. DONABEDIAN, A. Basic approaches to assessment: structure, process and outcome. In: Donabedian A. Explorations in Quality Assessment and Monitoring. Michingan: Health Administration Press; 1980. GABRIEL, C.S. et. al. Utilização de indicadores de desempenho em serviço de enfermagem em hospital público. Revista Latino Americana de Enfermagem, v. 19, n. 5, p. 1-9, set/out 2011. HADDAD, M.C.L. Qualidade da assistência de enfermagem – o processo de avaliação em hospital universitário público [tesedoutorado]. 2004. Disponível em:<http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-25112004-100935/pt-br.php>. Acesso em 23 maio 2012. HADDAD, M.C.L.; ROSSANEIS, M.A. Indicadores de qualidade da assistência de enfermagem. In: VALE, E.G. Programa de atualização em enfermagem (PROENF): Gestão. Porto Alegre: Artmed Panamericana, 2011. RIBEIRO et. al. Qualidade dos Cuidados de Saúde. Disponível em: http://www.ipv.pt/millenium/Millenium35/7.pdf . Acesso 23 maio 2012. TRONCHIN, D.M.R.; MELEIRO, M.M.; TAKAHASHI, R.T. A qualidade e a avaliação dos serviços de saúde e de enfermagem. In: KURCGANT, P. Gerenciamento em enfermagem. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
  • 122. INDICADORES DO SERVIÇO DE TRIAGEM DE UM PRONTO ATENDIMENTO NUM HOSPITAL PRIVADO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Santos MB, Santos AE, Pires SD HSírio Libanês marcia.boessio@hsl.org.br Introdução: Nos serviços de Emergência o processo de triagem tem o objetivo de garantir que os pacientes mais graves sejam atendidos com prioridade e com recursos adequados1. Para identificar estes casos, vários instrumentos de classificações de gravidade são utilizados a fim de estratificar os riscos, garantido a segurança do paciente e a eficiência do serviço. Na realização da triagem somente ferramentas de classificação de risco não são o suficiente, há necessidade de profissionais experientes e capacitados para as mais diversas situações inesperadas. Sendo este um processo essencial para garantia da qualidade e segurança, é necessário um monitoramento através de indicadores próprios para gestão que facilitarão a identificação de oportunidades para melhorias2. Justificativa: A busca constante pela qualidade deste processo de trabalho deixou claro que acompanhar por indicadores seria a melhor forma de saber sobre seu desempenho e realizar intervenções se necessário. Socializar esta informação nos pareceu importante, a fim de contribuir com a enfermagem, serviços de emergência e nossa maior meta: o paciente. Objetivo: apresentar quais indicadores utilizou-se e analisar os resultados encontrados por 2 anos destes indicadores da Triagem de um Pronto Atendimento em um Hospital privado da cidade de São Paulo. Metodologia: Estudo quantitativo, descritivo e retrospectivo. O local é um Pronto Atendimento de uma instituição privada, filantrópica do Município de São Paulo. Os indicadores são: tempo médio de duração do atendimento da Triagem e concordância entre classificação de risco e a diretriz do serviço. O período da coleta dos dados foi de 2010 a 2012. A coleta de dados do tempo médio de atendimento deu-se pelo sistema eletrônico utilizado pela triagem. Quanto às discordâncias de classificação de risco, estas foram coletadas por auditorias prontuários realizadas diariamente pelos enfermeiros. Resultados: O tempo médio de realização da triagem durante os anos de 2010 a 2012 foi em média 3 minutos. Quanto à concordância, neste mesmo período, manteve-se acima de 95% em 252.000 atendimentos realizados mostrando que capacitação e a presença de enfermeiros experientes no atendimento de Triagem asseguram a qualidade e segurança para os pacientes. Conclusão: o tempo médio de triagem trata-se de indicador quantitativo para mensurar a eficiência do atendimento. Deve-se, porém, ter o cuidado nesta análise, uma vez que o mesmo sozinho, pode não representar a realidade do serviço. O indicador de concordância, este qualitativo, corrobora com a qualidade do serviço prestado. Ambos mostram-se essenciais para o gerenciamento do serviço de triagem gerando, através deles, planos de ações de melhorias, identificando necessidade de recursos e permitindo agir pró ativamente para segurança e qualidade de um serviço. Referência: 1. Souza CC, Toledo AE, Tadeu FRL, Chianca TCM. Classificação de risco em pronto-socorro: concordância entre um protocolo institucional brasileiro e Manchester Rev. Latino-Am. Enfermagem 19( 1) jan-fev 2011. 2. Shiroma, L M B; Pires, D E de. Classificação de risco emergência um desafio as/os enfermeiros. Enfermagem em Foco, v. 2, n. 1: 14-17. 2011.Disponível em <http://revista.portalcofen.gov.br/index.php/enfermagem/article/view/67>Acesso em: 2/04/2013
  • 123. INFLUÊNCIA DA CULTURA ORGANIZACIONAL NA GESTÃO PARTICIPATIVA: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA Garcia AB, Maziero VG, Rocha FLR, Bernardes A, Gabriel CS Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP alessandrabg@gmail.com Introdução: A formação da cultura de maneira geral é posta como um processo cumulativo, construído histórico-socialmente. A cultura organizacional representa as práticas e valores de uma organização, as quais são adquiridas quando um novo membro se insere numa organização de trabalho(1). O fato da cultura organizacional estar totalmente presente em uma instituição, requer de seus gerentes que eles tenham a habilidade de identificá-la e reconhecê-la para compreender seu impacto nas práticas organizacionais e em variáveis relacionadas aos trabalhadores(2). Algumas estruturas organizacionais implicam em determinados modelos de gestão, configurando sua distribuição de poder, autoridade, comunicação e decisão. A complexidade hospitalar e os interesses conflitantes têm determinado novas formas de fazer gestão e a necessidade de buscar referenciais teóricos pensando-se na micropolítica hospitalar(3). Justificativa: Nos estudos sobre estilos de lideranças, enfatiza-se, principalmente, características individuais dos gerentes e pouco se explora questões organizacionais que podem afetar a maneira como se gerencia(3). Assim, é necessário determinar quais características culturais influenciam cada estilo de gerenciamento. Objetivo: Identificar e analisar a produção científica existente sobre a influencia da cultura organizacional na viabilização da gestão participativa nas instituições de saúde. Método: Revisão integrativa da literatura. Foi realizada a busca dos artigos nas bases de dados: SciELO, LILACS, Medline, Scopus e Web of Science. Descritores controlados: Cultura Organizacional; Administração Hospitalar; Gestão em Saúde; Modelos Organizacionais; Organização e Administração; Gestão; descritores não-controlados: Gestão Compartilhada; Gestão Participativa; Gestão Democrática; Gestão Colegiada; Gestão Descentralizada; e termos equivalentes na língua inglesa. Critérios de inclusão: artigos originais e de revisão, disponíveis nos idiomas português, inglês ou espanhol, sem limites de ano de publicação. Foram encontrados 450 artigos, selecionados 16 após leitura dos títulos e resumos, dos quais foram selecionados seis artigos após leitura na íntegra. Para a extração das informações dos artigos foi utilizado instrumento validado(4) e para a avaliação o referencial de níveis de evidência(5). Resultados: Dentre os seis artigos analisados, três foram publicações na área de gerenciamento em saúde, um na área de gerenciamento, um na área de enfermagem e um na área de medicina; no ano de publicação, houve variação entre 1992 e 2009. Três dos estudos foram publicados em periódicos internacionais, no idioma inglês, e três foram publicados em periódicos nacionais, dois em português e um em inglês. Na avaliação do nível de evidência, um estudo apresentou nível IV (evidência moderada) e cinco apresentaram nível VI (evidência fraca). Os estudos evidenciaram que os tipos de gestão são consequência da cultura da organização. Quanto menor a distância entre mentores e gerentes, e mais aberta e com menor rigidez hierárquica a cultura de uma organização, maior a facilidade em se implantar a gestão participativa. Conclusão: Há escassez de estudos sobre a temática, sobretudo que apresentem métodos com maior nível de evidência. A cultura de uma organização é que direcionará o estilo de gestão adotado, e, consequentemente, influenciará na mudança organizacional. Quando há maior percepção e preparo dos gerentes, estes podem, de maneira reflexiva, identificar fragilidades em seu processo de gestão e contribuir para esta mudança. Palavras-chave: Cultura organizacional; Modelos Organizacionais; Administração Hospitalar; Gestão em Saúde. Bibliografia 1. Hofstede G, Hofstede GJ, Minkov M. Cultures and organizations: software of the mind: Intercultural cooperation and its importance for survival. 3ed. New York: McGraw Hill, 2010. 2. Tsai Y, Wu S-W, Chung H-J. The Exploration of Relationship between Organizational Culture and Style of Leadership. Proceedings of the 2009 6th International Conference on Service Systems and Service Management, ICSSSM '09, 2009; art. no. 5174951: 585-90. 3. Bernardes A, Cecílio LCO, Nakao JRS, Évora YDM. Os ruídos encontrados na construção de um modelo democrático e participativo de gestão hospitalar. Ciênc Saúde Colet. 2007; 12(4):861-70. 4. Ursi ES. Prevenção de lesões de pele no perioperatório: revisão integrativa da literatura. [dissertação]. Ribeirão Preto: Universidade de São Paulo, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto; 2005. 5. Melnyk BM, Fineout-overholt E. Evidence-based practice in nursing & healthcare: a guide to best practice. 2. ed. Philadelphia: Wolters Kluwer Health / Pippincott Williams & Wilkins, 2011.
  • 124. INSTRUMENTO PRÁTICO PARA CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES CONFORME FUGULIN E BRADEN SIMULTANEAMENTE Faria HS¹, Barboza J², Pantano NP², Chagas LF² Hospital de Câncer de Barretos – Fundação Pio XII Email: naiti_elle@hotmail.com 1. Enfermeiro Gerente de Enfermagem do Hospital de Câncer de Barretos 2. Enfermeira Residente em Oncologia pelo Hospital de Câncer de Barretos. Descritores: Gerenciamento, Enfermagem e Dimensionamento. Introdução: As organizações de saúde, dentre elas as hospitalares, têm investido na busca de novas estratégias de gestão que possibilitem conciliar a redução dos custos, a melhoria da qualidade dos serviços oferecidos e a satisfação dos clientes. Assim, é necessário que a gerência do serviço de enfermagem avalie continuamente a carga de trabalho de sua equipe, utilizando conhecimentos e instrumentos que lhe permitam realizar um melhor planejamento, alocação, distribuição e controle do quadro de enfermagem (1,2). Os sistemas de classificação de pacientes podem ser definidos como métodos que determinam, monitoram e validam as necessidades de cuidado individualizado do paciente3. Justificativa: Ciente da alta carga de trabalho do profissional enfermeiro a gerência de enfermagem do Hospital do Câncer de Barretos desenvolveu uma ferramenta para agilizar o trabalho dos mesmos e permitir maior tempo para realização de outras atividades diárias. A ferramenta criada unifica duas escalas de classificação de pacientes muito utilizadas pelos serviços de enfermagem, a Fugulin que classifica os pacientes de acordo com o grau de dependência da equipe de enfermagem sendo extremamente útil no dimensionamento de pessoal, e a Braden que determina o risco do paciente desenvolver úlcera por pressão. Objetivo: Relatar a experiência de elaboração de uma ferramenta de trabalho que permite a classificação de pacientes conforme Fugulin e Braden simultaneamente. Metodologia: Após busca na literatura nacional e analise dos artigos foi desenvolvida no Microsoft Excel uma ferramenta prática que simplifica e unifica os instrumentos Fugulin e Braden utilizados na classificação de pacientes. Resultados: Conforme tabela abaixo.
  • 125. Conclusão: Nota-se assim a importância da função gerencial como elemento integrante do trabalho do enfermeiro a fim de oferecer uma assistência segura que leve em consideração as reais necessidades da clientela. Nessa realidade o enfermeiro é o elemento da equipe de saúde que gerencia o cuidado prestado ao cliente em busca de resultados que tem de ser alcançados através de pessoas numa interação humana constante5. É essencial que o enfermeiro encontre ferramentas que facilitem seu trabalho, fundamentem a assistência prestada e permitam também um cuidado seguro e de qualidade a todos. Desta forma a adaptação das classificações Braden e Fugulin foi importante no cotidiano hospitalar do enfermeiro pois agiliza a sistematização da assistência. Bibliografia: 1. Rogenski KE, Fugulin FMT. Índice de segurança técnica da equipe de enfermagem da pediatria de um hospital de ensino. Rev. Esc. Enferm USP. 2007; 41(4): 683-9. 2. Fugulin FMT. Dimensionamento de pessoal de enfermagem: avaliação do quadro de pessoal das unidades de internação de um hospital de ensino [tese doutorado]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2002. 3. Vigna CP, Perroca MG. Utilização de sistema de classificação de pacientes e métodos de dimensionamento de pessoal de enfermagem. Arq Ciências e Saúde. 2007, Jan/Mar; 14(1): 8-12.
  • 126. INTERDISCIPLINARIDADE ENTRE AS RESIDÊNCIAS DE ENFERMAGEM E FARMÁCIA PARA MELHORAR A SEGURANÇA NO USO DE ANTIMICROBIANOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA Daisy Cristina Rodrigues daisy_c.r@hotmail.com Silvania Lopes Pinheiro Terezinha Aparecida Campos Ana Carolina Penariol Chaiane Tonin Introdução: A principal terapia utilizada quando os pacientes ficam internados em instituição hospitalar a fim de receber tratamento em relação ao seu estado de saúde é a medicamentosa. O uso adequado de medicamentos tem efeitos benéficos aos pacientes, porem pode ocorrer falhas no seu uso, desde a prescrição médica, a dispensação e distribuição pela farmácia, até o preparo, administração e monitoramento pela enfermagem. Assim, em atividade interdisciplinar entre os residentes da Farmácia Hospitalar e da Enfermagem os mesmos elegeram o tema, melhorar a segurança no uso de medicamentos, para análise através do diagrama de Ishikawa. Objetivos: Realizar diagnóstico de situações problema na dispensação, distribuição, preparo e administração de medicamentos e implementar estratégias que aumentem a segurança do paciente na utilização de medicamentos. Metodologia: Trata-se do relato de experiência da atividade interdisciplinar para identificar problemas relacionados com a medicação na Unidade de Clínica Médica e Cirúrgica e na Farmácia do Hospital Universitário do Oeste do Paraná. Os problemas foram identificados por meio da utilização do diagrama de Ishikawa, nas atividades semanais interdisciplinares. O diagrama mostra a relação entre uma característica de qualidade, efeito, e as causas, além de possibilitar a identificação de fatores que julgamos afetar um problema. Baseado neste método, após a identificação do problema principal, os residentes realizaram a discussão dos possíveis fatores que influenciavam a ocorrência do problema principal, seguida do levantamento de prováveis soluções. Resultado: Um dos problemas mais significativo e selecionado está relacionado ao atraso na administração dos antimicrobianos. Uma das causas do problema está relacionada com o horário em que o médico realiza a prescrição e, consequentemente, ocorre o atraso na dispensação e administração do medicamento. Como estratégia para a solução do problema, foi definida que a Farmácia vai alterar a rotina de liberação do medicamento para ser ministrado nas 24 horas. Para tanto, há necessidade de desencadear ações de educação e/ou treinamento para os setores envolvidos. Conclusão: Essa iniciativa visou incentivar a implementação e monitorização de ações conjuntas direcionadas à segurança do paciente e no desenvolvimento de novas práticas assistenciais e gerenciais, bem como com a formação dos residentes. PALAVRAS-CHAVE: Residência, Enfermagem, Farmácia Hospitalar, Antimicrobianos.
  • 127. INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO MANEJO DA PELE DO RECÉM NASCIDO PREMATURO NA UNIDADE NEONATAL ** Sasaki, M. L.V.S; * Isidoro, S. P. Introdução: O manejo da pele do recém nascido prematuro tem sido cada vez mais discutido nas literaturas nacionais e internacionais como fator de impacto na assistência de enfermagem, uma vez que a pele lesionada propicia risco de infecções e a barreira protetora, não estando intacta transforma-se em porta de entrada para fungos e bactérias (1,2), o que desencadeia o aumento de consumo calórico devido ao empenho do organismo em reparar o tecido lesionado, e que reforça a importância de implantar barreiras de segurança na prevenção da pele do recém nascido prematuro na s unidades neonatais. Objetivo Compreender as intervenções de enfermagem aplicadas ao recém nascido prematuro para a prevenção de lesão de pele e dermatites associadas à incontinência, através do algoritmo da pele do prematuro. Metodologia: Foi realizada a revisão da literatura em bases de dados Medline, Scielo, Pubmed e Plataforma Scopus sendo utilizadas as palavras chaves: prematuridade, enfermagem, lesão de pele, dermatites e intervenções por meio da lógica bollena “and” no período de 2008 á 2012. Resultados: A inserção de protocolos sistematizados no manejo da pele do prematuro tem sido inserida em diversas instituições privadas e publicas como estratégias de prevenir lesões de pele ao longo do processo de hospitalização na unidade neonatal, tal evidencia possibilitou a criação de um algoritmo para o manejo da pele sendo divido em 02 categorias: Avaliando as condições da pele que deverá ser alinhado como prática desde a admissão até a alta hospitalar do neonato utilizando o score de pele diariamente, avaliação das condições fisiopatológicas e o uso de terapias farmacológicas como marcadores de possíveis alterações no extrato córneo. Inserindo barreiras de segurança tem o intuito de promover a integridade cutânea, prevenir toxicidade e evitar exposições químicas que possam prejudicar a pele do prematuro, a aplicabilidade de creme barreiras tem sido evidenciado como uma das estratégias para a promoção da integridade da pele do prematuro, além de outras intervenções como as trocas de fraldas somente com água, estimulação ao aleitamento materno, banhos em curtos períodos e de acordo com as condições fisiopatológicas. Conclusão: Os cuidados no manejo da pele do prematuro devem ser inseridos no momento de sua admissão na unidade neonatal até a alta hospitalar, a necessidade de inserir protocolos para preservar a integridade cutânea e diminuir os riscos provocados pelos cuidados inadequados para com a pele são fatores primordiais para a promoção das boas práticas da pele do recém nascido prematuro. Referências: 1. Fernandes JD, Oliveira ZNP, Machado MCR. Prevenção e cuidado com a pele da criança e do recém-nascido. Revista brasileira de dermatologia. 2011; 86 (1): 102-10. 2. KMC Rolim, DC Linhares, LS Rabelo. Cuidado com a pele do recém-nascido pré-termo em unidade de terapia intensiva neonatal: conhecimento da enfermeira. Revista Rene; 9 (4):107-115, out - dez 2008 * Enfermeira do Gerenciamento de Riscos Assistenciais. Hospital Santa Catarina. ** Coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Hospital Santa Catarina. E-mail: marcia.sasaki@hsc.org.br
  • 128. JULGAMENTO CLÍNICO E PENSAMENTO CRÍTICO – ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA PRATICA ASSISTENCIAL SEGURA Pires RP, Zechineli C, Alves RC Hospital 9 de Julho – São Paulo rosana.pires@h9j.com.br Palavras-chave: Enfermagem. Julgamento Clinico. Pensamento Critico. Segurança Paciente. Introdução: É crescente a preocupação com a qualidade do cuidado e com a segurança do paciente nas instituições de saúde. Pacientes e familiares cada vez mais estão conscientes dos riscos a que estão sujeitos quando em atendimento em serviços de saúde. Quando o enfermeiro se vê diante de um paciente a ser assistido, muitas vezes complexo e com intercorrência, deve lançar mão do julgamento clinico e pensamento crítico. Justificativa: A busca do hospital pela excelência do atendimento, ser referência em alta complexidade, o crescente aumento no Grau de dependência do paciente e a ressignificação da Enfermagem para ampliação das práticas seguras, tornou-se necessário aprimorar o julgamento clinico e o raciocínio critico dos enfermeiros. Objetivo: Aprimorar a qualidade e segurança assistencial e implementar melhorias na satisfação do paciente através da melhoria do julgamento clinico e pensamento critico dos enfermeiros das Unidades de Internação. Método: Elaborado projeto tendo como premissa as estratégias de ensino das habilidades do pensamento crítico e do raciocínio clínico. Foram 36 horas/turma de workshops abril 2011 a março 2012, participação de 80 enfermeiros. Metodologia: - Aplicação de questionário adaptado do Modelo relationship based care abordando Processo de Cuidar; Paciente e Família; Ambiente da Cura; Trabalho em Equipe; Prática Profissional e Entrega do Cuidado com debate sobre o resultado. Temas dos workshops: Debate sobre processo do cuidar, partindo de quatro questões disparadoras; - Competência do enfermeiro; - Relação Médico X enfermeiro; - Enfermeiro como guardião da assistência; Protocolo Assistenciais; Anatomia e fisiologia dos principais aparelhos, patologias maior prevalência e Assistência de Enfermagem. Estudos de casos realizados pela equipe de enfermeiros da unidade e apresentado para os demais participantes. Conclusão: O enfermeiro deve assumir a liderança no processo de trabalhar a segurança do paciente, sendo elo de interligação com a equipe interdisciplinar. Resultados dos indicadores do projeto: - Aumento em 8% na identificação precoce dos sinais de alerta – até 8 horas com acionamento do Time de Resposta Rápida com discussão no Time do Paciente Crítico; Redução de 5% no encaminhamento de pacientes em choque séptico para UTI; - Pesquisa de Satisfação do paciente – 100% no conceito excelente. Maior reflexão dos enfermeiros sobre sua prática assistencial em relação à assistência que prestamos ao paciente, a que gostaríamos de receber e a que devemos garantir que seja prestada. Bibliografia. Crossetti, MGO; Bittencourt, GKGD; Schaurich,D; Tanccini, T; Antunes, M. Estratégias de ensino das habilidades do pensamento crítico na enfermagem. Rev. Gaucha Enfermagem. out-dez 2009 . Acesso em: 10/03/2011. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1983-14472009000400021&script=sci_arttext To Err Is Human: Building a Safer Health System. Acesso em: 28/03/2011. Disponível em: http://www.ihi.org/IHI/Programs/Campaign/ Cerullo JASB, Cruz DALM. Raciocínio clínico e pensamento crítico. Rev. Latino-Am. Enfermagem. jan-fev 2010. acesso em: 10/04/2011; 18(1): Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104-11692010000100019&script=sci_abstract&tlng=pt Lima MAC, Cassiani SHB. Pensamento crítico: um enfoque na educação de enfermagem. Rev Latino-Am Enfermagem 2000; 8(1):23-30. Acesso em: 10/03/2011. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlae/v8n1/12430.pdf What makes a hospital great? . Disponivel em: http://chcm.com/wp-content/uploads/2012/07/chcm-brochure.pdf Correa, CG. Raciocínio clínico: o desafio do cuidar – Tese de Doutorado – Universidade de São Paulo – Escola de Enfermagem, 2003. Disponivel em: www.teses.usp.br/teses/disponiveis/7/.../TESEFinal1_Consuelo.pdf
  • 129. LIDERANÇA EM ENFERMAGEM: UMA PERCEPÇÃO DAS ACADÊMICAS DE ENFERMAGEM NA CLÍNICA CIRÚRGICA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO Autores: Moraes V, Reichow T, Santos A, Domingues E, Soares L. Instituição: Hospital Universitário São Francisco de Paula_ UCPEL PELOTAS Vivianism@hotmail.com PALAVRA CHAVE: LIDERANÇA, CLÍNICA CIRÚRGICA, EQUIPE DE ENFERMAGEM, ENFERMEIRO. Introdução: A liderança é um enfoque universal que envolve relações interpessoais, oferecendo subsídios para melhor conduzir a equipe. A equipe de enfermagem em ambiente hospitalar é a maior equipe profissional atuante, onde o enfermeiro que lidera deve obter uma boa forma de comunicação, pois além de receber, doa conhecimento, organizando e reformulando o serviço. Um bom líder deve saber tomar decisões com amplo conhecimento para o correto, e saber lidar com as personalidades e potencialidades de cada profissional. Este profissional qualificado em liderança oferece mais qualidade na assistência de enfermagem e por conseqüência ajuda no crescimento profissional da equipe, assim qualificando a assistência prestada ao paciente dentro da instituição. Justificativa: Enfatizar sobre a liderança realizada pelo enfermeiro é um assunto de extrema importância para a as equipes multiprofissionais de um hospital pois facilita o trabalho grupal das equipes, resultando em melhorias para os clientes e para quem trabalha.Uma liderança qualificada exercida pelo enfermeiro oferece vantagens e rapidez no processo de assistência. Objetivo: O presente trabalho objetivou enfatizar a percepção das acadêmicas de enfermagem sobre a liderança em enfermagem de uma clínica cirúrgica de um hospital universitário na cidade de Pelotas do estado do Rio Grande do Sul, destacando a experiência obtida durante o período de estágio curricular. Método:Trata-se de uma abordagem qualitativa referente a temática liderança, a qual o setor do hospital universitário São Francisco de Paula é avaliado e comparado a literaturas específicas. Resultados: Observamos assim que o enfermeiro sabe ser um bom líder, tendo a capacidade de tomar decisões,assumir riscos e influenciar pessoas com uma postura visionária, principalmente dentro de instituições de saúde onde o serviço de enfermagem interage com todas as demais áreas, numa interdependência que, em maior ou menor grau, exige competência, disposição e habilidade de relacionamento, pois a comunicação é o alicerce de uma boa liderança, prestando assim uma melhor assistência.Desta maneira podemos observar que o sucesso de uma equipe se faz com liderança. Conclusão: Na realização desta análise, pode observar-se que o profissional enfermeiro sabe ser um bom líder quando se comunica com a equipe, tomando decisões e tratando todos com igualdade no setor, assim por conseqüência resultando muitos benefícios para o relacionamento multiprofissional e para a assistência prestada para os pacientes, por que a equipe que trabalha unida se respeitando tem melhores resultados.Percebe-se que desta maneira a equipe tem motivação no seu trabalho e mais persistência no que faz, buscando sempre mais conhecimentos e resultando em um trabalho mais prazeroso. Referências Bibliográficas: Ribeiro M, Santos S, Meira T,REFLETINDO SOBRE LIDERANÇA EM ENFERMAGEM.Enferm 2006 abr; 10 (1): 109 – 15. Silva MA, Galvão CM,APLICAÇÃO DA LIDERANÇA SITUACIONAL NA ENFERMAGEM NO CENTRO CIRÚRGICO. RevEscEnferm USP 2007; 41(1):104-12.www.ee.usp.br/reeusp/ Portal COREN: http://www.portalcoren-rs.gov.br , ACESSADO EM 13 DE ABRIL DE 2013 AS 20:00.
  • 130. LIDERANÇA, COMUNICAÇÃO E INOVAÇÃO: FATORES IMPORTANTES PARA O GERENCIAMENTO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS SERVIÇOS DE SAÚDE. DIAS, Ingred Natalye Bernardo1 LIMA, Daniely Dyeimy de Oliveira² VIVIANE, Viviane Mamede ³ INTRODUÇÃO: No Brasil são vários os estudos que abordam a importância da liderança e da comunicação para o enfermeiro desenvolver a gerenciamento da assistência de enfermagem ao cliente. Èatravés da liderança que o enfermeiro tenta conciliar os objetivos organizacionais com os objetivos do grupo da enfermagem, buscando o aprimoramento da prática profissional e principalmente o alcance de uma assistência de enfermagem adequada. Dessa forma, o processo gerenciar em enfermagem, é subsidiado em quatro pilares: organização do trabalho, planejamento, negociação, e liderança, configuram instrumentos para a atuação do enfermeiro/gerente, durante seu processo de trabalho. Liderança em enfermagem é um processo por meio do qual uma pessoa, que é o enfermeiro, influencia as ações de outros para o estabelecimento e para o alcance de objetivos. Isto implica definir e planejar a assistência de enfermagem num cenário interativo. OBJETIVO: Refletir sobre o papel do enfermeiro gerenciador visto como elemento fundamental no processo de trabalho nos serviços desaúde. METODOLOGIA: Trata-se de um uma revisão bibliográfica. A coleta de dados ocorreu nos meses de Março e Abril de 2013 na base de dados do Scielo (Scielo (Scientific Electronic Library Online) e que foram utilizadas as palavras chaves “Liderança, Enfermagem, Gerenciamento”. Foram incluídos artigos publicados no período de 2005 a 2012, no idioma português que abordasse o papel do enfermeiro como gerente. RESULTADOS: Oenfermeiro deve desempenhar uma gerência inovadora, buscando meios que possibilitem a melhoria da qualidade da assistência de enfermagem, maior satisfação para a equipe de enfermagem, bem como o alcance dos objetivos organizacionais, possuindomaior interligação com a comunidade, detectando seus problemas, objetivando ações para o controle e melhoria da qualidade de vida. O enfermeiro possui uma visão da realidade que contribui para a criação de estratégias em busca da resolução de problemas. CONCLUSÕES: Arealização deste trabalho permitiu relacionar aspectos importantes que mostram a influência da comunicação no papel de líder que o enfermeiro exerce, enfatizando assim a comunicação como processo essencial para a liderança.È necessário que os paradigmas sejam frequentemente analisados a partir de um olhar sobre a realidade atual da enfermagem. Os enfoques apresentados nos convencem de que é impossível dissociar a comunicação do processo de liderança eficaz, bem como do reflexo destes aspectos na assistência de qualidade REFERÊNCIAS: TREVIZAN, M.A. et al. Liderança e comunicação no cenário da gestão em enfermagem. Rev. Bras. Enferm, v. 6, n. 5, p. 77-82,dezembro 2008. GAIDZINSKIR, Peres HHC, Fernandes MFP. Liderança: Aprendizado contínuo no gerenciamento em Enfermagem. Rev. Bras. Enferm. 2010.
  • 131. MAPEANDO O CLIMA E AS COMPETÊNCIAS DOS ENFERMEIROS DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ATRAVÉS DA UTILIZAÇÃO DO INSTRUMENTO LISTA DE ADJETIVOS BIPOLARES E EM ESCALA DE LIKERT MELO.EF1, LOPES.WL2, BORDIN.L3 Rede de Hospitais São Camilo – Unidade Pompéia eliana.ferreira@saocamilo.com INTRODUÇÃO: Por acreditar no desafio constante que envolve o desenvolvimento das competências profissionais, hoje tão necessárias para melhorar a atuação dos enfermeiros enquanto gestores da assistência de enfermagem na prática diária, a liderança de enfermagem motivou-se a realizar um mapeamento do clima e um processo de avaliação dentro de nossa unidade de terapia intensiva. Esta medida visa ressaltar nosso compromisso com o crescimento profissional, e o desenvolvimento do enfermeiro sob o ponto de vista humano e as suas relações com a organização. OBJETIVO: Mapear o clima e as competências dos enfermeiros de uma unidade de terapia intensiva através da utilização do instrumento lista de adjetivos bipolares e em escala de Likert. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa de campo descritiva do processo de mapeamento de clima e avaliação de 04 competências definidas como essenciais, foram estudados 30 enfermeiros assistenciais e 02 gestores de uma unidade de terapia intensiva de pacientes adultos com 42 leitos na cidade de São Paulo, foram realizadas entrevistas individuais com psicólogos especializados , utilizando o instrumento LABEL (Lista de adjetivos bipolares e em escala de Likert ), que é destinado a interpretação de características de personalidade, comportamento e atitudes diante de determinadas situações. As competências analisadas foram: trabalho em equipe, relacionamento interpessoal, comunicação e liderança. RESULTADOS: A aplicação deste método nos permitiu verificar que de maneira geral, o grupo de enfermeiros da UTI percebe a instituição como um local de boa estrutura física, materiais de boa qualidade, bons equipamentos e recursos materiais abundantes, percebe os recursos humanos ainda inadequados, refere o bom ambiente da instituição e a maneira agradável e voltada para o paciente, traduzindo a cultura da mesma. A competência que apresentou menor desempenho foi Comunicação que se mostra ineficiente em alguns momentos do processo. CONCLUSÃO: Este trabalho nos permitiu conhecer de forma clara e sistemática nossas forças e fragilidades e servirão de base para o realinhamento de alguns conceitos e subsídios para elaboração de planos de desenvolvimento ações administrativas e gerenciais. DESCRITORES: Competências, clima organizacional, gestão em enfermagem. BIBLIOGRAFIA: 1- Fleury A, Fleury MTL. Estratégias empresariais e formação de competências: um quebra cabeça caleidoscópico da indústria brasileira. São Paulo (SP): Atlas; 2004. 2- Cunha ICKO, Neto FRGX. Competências gerenciais de enfermeiras: Um novo velho desafio. Revista Texto Contexto , Florianópolis, 2006 Jul-Set; 15(3): 479-82. ¹ Coordenador de Enfermagem – Unidade Pompéia, Mestranda em Enfermagem pela Unifesp ,Membro dos grupos GEPAG E GEPAV – SE- Unifesp. ² Chefe de Enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva - Unidade Pompéia. 3 Gerente de Enfermagem Unidade Pompéia
  • 132. MARKETING INOVADOR NA CAMPANHA DE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS SILVA.R.D.C; ONOE.E.N; L.C. S. FERRARI; AMINO.M.U. BIANCHINI.S.M. Palavras chaves: Marketing , doação de órgão INTRODUÇÃO A recusa familiar esta entre os fatores que representam um entrave à realização de transplantes, segundo a ABTO, no ano de 2012, tivemos 18,3 doadores por milhão de população no estado de São Paulo. As pesquisas demonstram que os principais motivos de recusa da doação são: desconhecimento do desejo do paciente falecido, a crença religiosa, a espera de um milagre, a não compreensão do diagnóstico de morte encefálica, não aceitação da manipulação do corpo, desconfiança no processo e medo de comércio de órgãos e manifesto em vida de não ser doador. No Brasil, atualmente a Lei 10.211 de 23/03/2001 atual que regulamenta a remoção de órgãos e tecidos do corpo humano, concede plenos poderes aos familiares até segundo grau em linha reta ou colateral e cônjuge a autorizar doação de órgãos e tecidos do doador falecido; respeitaando o desejo do falecido manifestado em vida, inclusive de não ser um doador de órgãos, livre de julgamentos. Para estimular e despertar a reflexão a expressarem o seu desejo em vida sobre a doação, realizamos uma campanha no “Dia do Doador”, utilizando metodologia de marketing que trabalha com os valores culturais e comportamentais. OBJETIVO Socializar a positiva experiência da campanha realizada no “Dia do Doador”. Metodologia Este estudo consiste em um relato de experiência vivenciado pelos integrantes da Comissão de Doação de Órgãos e Tecidos e o departamento de marketing de um hospital particular de grande porte do município de São Paulo, no período de setembro de 2012. A campanha foi direcionada a todos os colaboradores que atuam na instituição e foi executada em seis etapas: I- Lançamento da campanha “Sua frase”; II- Divulgação dos critérios para participação da campanha: Grupos com até três participantes deveriam depositar nas urnas distribuídas pelo hospital frases com caracteres sobre a temática “Doação de órgãos – discuta essa ideia”; III- Seleção da melhor frase a ser utilizada no slogan na comemoração do “Dia do doador”; IV- Confecção do material de divulgação, utilizando a frase vencedora; V- Premiação da frase vencedora durante a homenagem no “Dia do doador”; VI- Exposição de todas as frases enviadas no mural do refeitório. RESULTADOS Foram enviadas 51 frases pelos colaboradores. Os grupos foram formados por profissionais de várias áreas da instituição. CONCLUSÃO A campanha mobilizou os colaboradores de diversas áreas da instituição em torno da questão “Doação de órgãos”. A vontade do paciente falecido deve ser respeitada e o familiar estimulado a acatar o desejo de seu ente querido. REFERÊNCIAS Recusa de doação de órgãos e tecidos para transplante relatados por familiares de potenciais doadores EL Moraes, M Massarollo - Acta paul enferm, 2009 - SciELO Brasil [PDF] Doação de órgãos e tecidos: relação com o corpo em nossa sociedade BDA Roza, VD Garcia, SFF Barbosa, KDS Mendes… - Acta Paul …, 2010 - SciELO Brasil
  • 133. MARKETING PESSOAL NA ENFERMAGEM: ESTUDO DE REVISÃO Andrade JB, Lopes VC Introdução: Marketing caracteriza-se como um processo social e gerencial onde os indivíduos e grupos obtêm aquilo que necessitam, utilizando-se da criação, oferta e troca de produtos de valor1. O avanço do conhecimento na área permitiu que surgissem ramificações em diversos segmentos profissionais, sendo considerado um instrumento para a valorização da imagem profissional2. Entretanto, o profissional da enfermagem pouco tem se utilizado desta ferramenta para aumentar sua visibilidade, fenômeno evidenciado principalmente pela produção científica escassa sobre o assunto na referida área. Justificativa: Estratégias de marketing aplicadas à enfermagem podem contribuir para maior visibilidade e projeção da profissão, além de alcançar o reconhecimento enquanto ciência e exercício da prática, imprescindíveis ao processo de cuidar do ser humano. Objetivo: Identificar na literatura estudos sobre o marketing pessoal do enfermeiro. Método: Trata-se de uma revisão de literatura sobre marketing pessoal do enfermeiro. As buscas incluíram as bases de dados Lilacs, BDENF, SciELO e Medline por meio da Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), além de estratégias complementares como consulta ao Google acadêmico, referências dos estudos incluídos na revisão e currículo da plataforma Lattes dos principais autores identificados.Os descritores utilizados foram: “marketing” e “enfermagem”, para ampliar os resultados utilizou-se também “marketing pessoal” como palavra-chave, com auxílio dos booleanos “and” e “or”. Resultados: Dos 110 estudos identificados inicialmente nas buscas, apenas seis artigos, um trabalho apresentado em congresso e uma dissertação de mestrado atendiam aos critérios de inclusão. Os estudos foram publicados entre 1994 e 2012. Quanto à abordagem metodológica cinco estudos eram de revisão de literatura, sendo três de revisão narrativa com abordagem histórica e duas revisões integrativas. Outro estudo de cunho experimental antes-depois, um descritivo exploratório e uma dissertação de mestrado do tipo discurso único revelador com abordagem qualitativa. Todos os artigos da amostra foram publicados em periódicos da área da enfermagem, com ampla visibilidade nacional. As principais categorias identificadas foram: Artigos histórico-reflexivos, Artigos de síntese do conhecimento no tema, Imagem e estereótipos da enfermagem e percepção do marketing pelo enfermeiro. Conclusão: Os achados deste estudo sugerem que o tema ainda é pouco explorado na literatura por enfermeiros, embora haja perspectivas de avanços nos últimos anos. A produção é composta principalmente por estudos de revisão de literatura (narrativa e integrativa), pesquisas de caráter exploratório que objetivavam compreender o significado da profissão e investigações qualitativas. Entretanto destaca-se que ainda são incipientes os instrumentos que avaliem a utilização do marketing pelo enfermeiro, bem como protocolos que testam intervenções educacionais e estratégias que favoreçam sua utilização como ferramenta de trabalho por este profissional. Estas lacunas devem ser preenchidas com a realização de novos estudos na área. Referências Bibliográficas: 1- KOTLER, P. Administração de marketing: análise, planejamento, implementação e controle. São Paulo: Atlas, 1994. 2- Maués DSO. O MARKETING PESSOAL DO ENFERMEIRO: uma contribuição para a gerência de enfermagem [dissertação de mestrado]. Rio de Janeito: Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ; 2007.
  • 134. MUDANÇA DE HOSPITAL GERAL PARA HOSPITAL DE ENSINO E AS IMPLICAÇÕES PARA O TRABALHO DO ENFERMEIRO Fabriz LA,1 Bernardino E2, Chaves MMN3, Peres A M4 1 Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Paraná – UFPR - PR. Enfermeira da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE. 2 Enfermeira. Pós – Doutora em Enfermagem. pela Universidade de São Paulo. Docente da Universidade Federal do Paraná UFPR. 3Enfermeira. Doutora pela Universidade de São Paulo. Docente da Universidade Federal do Paraná - UFPR. 4Enfermeira. Doutora pela Universidade de São Paulo. Docente da Universidade Federal do Paraná - UFPR. Universidade Federal do Paraná Email: Luciana.fabriz@gmail.com Palavras Chaves: Enfermagem; Gerenciamento da Prática Profissional; Inovação Organizacional. Introdução: As organizações passam por grandes transformações para se adaptarem aos novos cenários econômicos e sociais. Nesta perspectiva o setor da saúde não é uma exceção. A mudança nos hospitais tem sido impulsionada pelos avanços tecnológicos, aumento dos custos, perfil dos pacientes e implantação de novas políticas de saúde. Justificativa: No estado do Paraná, um hospital público de abrangência regional, denominado Hospital Regional de Cascavel (HRC), devido à necessidade de campo para a prática do curso de Medicina foi transformado em hospital universitário passando a denominar-se Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP). As mudanças para atendimento da certificação do HUOP contemplaram o ensino, com a destinação de espaços acadêmicos, incentivo a residência etc., a assistência com o atendimento à urgência e emergência, alta complexidade entre outros e a gestão com a inclusão de normas, protocolos, etc.1 A enfermagem se insere nesse contexto de transformação na medida em que é parte da equipe de saúde e necessitou se adaptar para garantir o cuidado ao paciente. Objetivo: Descrever as implicações da mudança de um hospital geral para hospital de ensino para o trabalho do enfermeiro. Método: Trata-se de uma pesquisa de caráter qualitativo, na modalidade de estudo de caso. O cenário foi o Hospital Universitário do Oeste do Paraná e a coleta de dados aconteceu por meio de grupo focal. Os sujeitos foram sete enfermeiros, os dados foram analisados segundo a análise de conteúdo temática de Bardin2. Resultados: As categorias empíricas identificadas foram: mudança no trabalho, processo de reorganização do trabalho e trabalho do enfermeiro após o processo de transformação. Destaca-se que a comunicação da mudança ocasionou uma reação, pois os profissionais foram levados a acreditar que o concurso público era apenas para regularizar as suas situações trabalhistas. Esta foi agravada quando a chefia de enfermagem utilizou a classificação do concurso público como critério de alocação dos servidores. Para o processo de reorganização, os enfermeiros buscaram a solução coletivamente ao se instrumentalizar e qualificar para o trabalho. No desempenho da assistência, ficou evidente o número insuficiente de profissionais para a realização do cuidado seguro. Na reformulação administrativa, evidenciou-se um fato significativo para o trabalho do enfermeiro, a criação do cargo de diretoria de enfermagem, que juntamente à implantação de coordenadorias assistenciais e gerenciais ampliou o espaço de atuação e decisão desses profissionais. Conclusão: A academia teve importante influência na nova concepção do processo de trabalho ao introduzir neste a dimensão da pesquisa e da educação, assim o cuidado deixou de ser voltado apenas à dimensão biológica do paciente. Houve melhorias nas condições de trabalho, com a inserção de materiais, equipamentos e ampliação do espaço físico. O processo de mudança vivido pelos enfermeiros resultou em visibilidade profissional e trouxe avanços para o trabalho do enfermeiro. Bibliografia: 1.BRASIL. Portaria Interministerial MEC/MS n.1000, de 15 de abril de 2004. Estabelece critérios para a certificação e o reconhecimento dos hospitais de ensino. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 2004. 2.BARDIN, L. Análise de conteúdo. ed. rev. e atual. Lisboa: Edições 70, 2010.
  • 135. NÍVEL DA SATISFAÇÃO DOS ENFERMEIROS QUE ATUAM NO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA EM UM MUNICÍPIO DO SUL DE MINAS GERAIS MACEDO, FRM¹. SÁ, MD². OLIVEIRA, PAF². 1. Enfermeira. Mestre em Ciências da Saúde. Professora do Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. flavia.macedo@unifenas.br 2. Enfermeiro Graduado no Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. _______________________________________________________________ Atualmente, no Brasil, a política de saúde vigente é norteada pelo Sistema Único de Saúde - SUS - que, oferta um conjunto de programas com estreita articulação entre si, objetivando contemplar: regionalização, hierarquização, acessibilidade, eqüidade, participação e integralidade das ações. O enfermeiro tem como desafio não dicotomizar a atenção individual da atenção coletiva, as doenças e adoecimentos da vigilância da saúde; a qualidade de vida (biologia) do andar da vida (produção subjetiva); não fragmentar os grupos de trabalhadores (da gestão, da atenção e da vigilância); não perder o conceito de atenção integral à saúde e realizar o trabalho educativo junto à população e, finalmente, aceitar que há incerteza na definição dos papéis profissionais, onde há alternância de saberes e práticas de cada núcleo constituído das profissões de saúde e do campo da atenção integral à saúde. O Programa de Saúde da Família (PSF), hoje, se constituem nos grandes empregadores da força de trabalho em enfermagem, sobretudo de enfermeiros. E este trabalhador lança mão tanto de uma série de tecnologias que incluem os equipamentos e o instrumental necessários ao desenvolvimento do trabalho – como, por exemplo, os aparelhos, a estrutura física, os procedimentos técnicos, os folhetos educativos, os conhecimentos estruturados acerca da epidemiologia, planejamento em saúde e outros, quanto de tecnologias que envolvem as relações entre os sujeitos no processo de assistência, que dizem respeito à escuta, ao atendimento humanizado, ao vínculo e ao respeito pelo outro, enquanto alguém que porta uma dificuldade, um problema ou uma necessidade qualquer. O trabalho de enfermagem é desgastante, contínuo e exaustivo, além disso, desencadeia relação próxima entre o profissional e o paciente sob seus cuidados. Relação esta que pode proporcionar alegrias e satisfações, mas também insatisfações e sofrimento. Este estudo teve como objetivo avaliar o nível de satisfação dos enfermeiros que atuam no PSF em um município do Sul de Minas Gerais. Para coleta de dados, utilizou o instrumento de avaliação da satisfação o Índice de Satisfação Profissional (ISP). Quanto a satisfação do salário atual observou-se que 5 (41,60%) profissionais estão satisfeitos com o salário atual e 7 (58,33%) profissionais encontram-se insatisfeitos com o seu salário, quando avaliou ao conhecimento do seu trabalho foi possível analisar que 11 (91,66%) dos profissionais não tem dúvida que o trabalho executado por ele é importante e 1 (8,33%) profissional não acredita na importância do seu trabalho. Ao avaliar a satisfação com os tipos de atividades que o profissional realiza no seu trabalho podemos notar que 11 (91,60%) profissionais esta satisfeito com as atividades que realiza e 1(8,33%) profissionais não esta satisfeito com as atividades realizadas no trabalho, quando analisamos se o profissional tivesse que decidir se ainda estaria na enfermagem notou-se que 8(66,66%) profissionais ainda faria enfermagem e 4(33,33%) profissionais não faria novamente o curso de enfermagem. Necessário se faz que o enfermeiro sinta-se importante no seu processo de trabalho, envidando esforços para seu aperfeiçoamento e melhor atuação, tendo em vista a obtenção de reconhecimento e valorização, o que lhe permite uma satisfação profissional. Palavras-chave: Enfermeiro, Saúde da família, satisfação no trabalho, saúde do trabalhador. Referências: ARAÚJO, M.F.S., OLIVEIRA, F.M.C. A Atuação do Enfermeiro na Equipe de Saúde da Família e a Satisfação Profissional. CAOS - Revista Eletrônica de Ciências Sociais. Pág. 03-14.Número 14 – Setembro de 2009. ISSN 1517-6916 BRASIL, Leis etc. Lei n. 8080 de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasília, 20 set. 1990. Seção 1. DAVID, Helena Maria Scherlowski Leal, et al. Organização do Trabalho de Enfermagem na Atenção Básica: uma questão para a saúde do trabalhador; Texto Contexto Enferm, Florianópolis, 2009 Abr-Jun; n. 18, v. 2, p. 206-14. MACHADO, Maria de Fátima Antero Sousa et al. Integralidade, formação de saúde, educação em saúde e as propostas do SUS: uma revisão conceitual. Ciênc. saúde coletiva. 2007, v.12, n.2, p. 335-342. MATUMOTO, Silvia; MISHIMA, Silvana Martins; PINTO, Ione Carvalho. Saúde Coletiva: um desafio para a enfermagem. Cad. Saúde Pública. 2001, v.17, n.1, p. 233-241. SILVA, R. M. et al. Análise Quantitativa da Satisfação Profissional dos Enfermeiros que Atuam no Período Noturno. Texto e Contexto – Enferm. Florianópolis (SC), v. 18, n. 2, p. 298-305, 2009
  • 136. NÍVEL DE SATISFAÇÃO PROFISSIONAL DA ENFERMAGEM DE UM HOSPITAL DA REGIÃO NORTE DO RS BISCHOFF FS, GEWEHR TR, PRAMIO L, SARTURI F. Centro de Educação Superior Norte do Rio Grande do Sul/CESNORS – Universidade Federal de Santa Maria/UFSM. E-mail: tacianaraquel@hotmail.com; fernandasarturi@yahoo.com.br. Introdução. A satisfação no trabalho vem sendo abordada por diversos estudiosos e pesquisadores da área da saúde do trabalhador em especial na enfermagem, considerando a grande demanda de atividades desempenhadas por esta equipe no âmbito hospitalar (NUNES et al, 2010). Objetivo. Esta pesquisa teve por objetivo avaliar o nível de satisfação dos trabalhadores de enfermagem. Metodologia. Trata-se de um método quantitativo, descritivo, exploratório e transversal (GIL, 2009). A coleta se deu por meio da escala de satisfação profissional da OIT, composta por 22 aspectos. Após os trâmites éticos e legais a coleta de dados foi realizada junto a equipe de enfermagem de um hospital na região norte do RS. A análise dos dados foi realizada após armazenamento em planilha excel, utilizando-se da padronização dos aspectos, correlação de Pearson e Alfa de Cronbach. Resultados. Obteve-se um Alfa de Cronbach de 0,88; a população corresponde a 82,76% Técnicos de Enfermagem e 17,24% Enfermeiros; com média de idade de 32,57 anos e 52,75 meses de tempo de serviço; 86,21% são do sexo feminino e 13,79% do sexo masculino. O nível de satisfação profissional mostrou que 69% dos sujeitos encontram-se em nível Intermediário de Satisfação e 31% encontram-se Satisfeitos no Trabalho, verifica-se que 58,62% dos sujeitos do sexo feminino estão em Nível Intermediário e 27,59% estão Satisfeitos totalizando 86,21%, no sexo masculino 10,34% estão em Nível Intermediário e 3,45% estão Satisfeitos totalizando 13,79%, ambos os sexos somados correspondem a 100%. A correlação de Pearson mostrou que as variáveis idade e tempo de serviço são inversamente proporcionais quando correlacionadas ao nível de satisfação. Conclusão. Sugere-se que a instituição repense sua política de pessoal a fim de manter e elevar a satisfação de seus funcionários proporcionando reconhecimento, competência e dignidade o que certamente refletirá em um trabalho de qualidade, pois a satisfação é algo que deve permear constantemente o trabalho. Palavras-Chave: Satisfação. Trabalho. Enfermagem. Referências GIL, A.C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2009 NUNES, C.M. et al. Satisfação e insatisfação no trabalho na percepção de enfermeiros de um hospital universitário.Rev. Eletr. Enf. 2010;12(2):252-7. Disponível em http://www.fen.ufg.br/revista/v12/n2/v12n2a04.htm.
  • 137. Notificação de eventos adversos: a busca para uma assistência segura MACEDO, FRM1 BARBOSA, CR². VILELA, MR². VALLE, RG². 1. Enfermeira. Mestre em Ciências da Saúde. Professora Curso de enfermagem e do Programa de Pós graduação da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG Brasil. flavia.macedo@unifenas.br 2. Enfermeiras Graduadas no Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG Brasil. renatinhavalle@hotmail.com ; moniquereisvilela@hotmail.com ; carolresende@yahoo.com.br Os profissionais de Saúde tem se preocupado cada vez mais com a segurança de seus pacientes no ambiente hospitalar. Instrumentalizando a prevenção dos riscos, identificando-os, analisando a origem e propondo ações. Os profissionais associam falhas em suas atividades a vergonha, punições e perda de prestígio. A maioria dos eventos adversos pode ser evitada, pois muitas vezes estes são resultantes de deficiências no sistema, e não exclusivamente de falhas humanas. Um grave problema encontrado tem sido a falta de informações sobre os eventos adversos que ocorrem e sobre seus fatores causais, impedindo o conhecimento, avaliação e a discussão sobre as consequências destes eventos para os profissionais, usuários e familiares. Esta lacuna prejudica a ação dos gestores para realização do planejamento e desenvolvimento de estratégias organizacionais voltadas para a adoção de práticas seguras, minimização dos eventos e melhoria da assistência, colocando em risco a segurança dos pacientes. O enfoque da qualidade dos serviços nas instituições empresariais e particularmente nas instituições hospitalares, busca de ofertas à clientela, serviços com o mínimo de inconformidades livre riscos e danos, gerando assim satisfação e segurança do cleinte/paciente. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi analisar a incidência dos eventos adversos ocorridos em uma Instituição no Sul de Minas Gerais no ano de 2010, quanto ao tipo, setor, turno de trabalho, forma de notificação conduta e acompanhamento que foi tomado. Trata-se de um estudo descritivo transversal com abordagem quantitativa. A coleta de dados deu-se em 53 fichas de eventos adversos. Pode-se observar que, quanto ao tipo de ocorrência constatou que 56,60 % foram de natureza assistencial, seguida de 49,06% por erros de medicação, 16,98% de natureza administrativa e 9,43% por outros motivos. Quando os eventos adversos são identificados, 37,74% dos profissionais tomaram providência imediata, 28,30% atuaram de forma tardiamente, 11,32% programaram essas condutas, e 24,53% não informaram nas fichas de eventos adversos se algo foi feito. Quando observado quanto a Identificação do cliente pode-se constatar que 99,11% não colocam número de registro do paciente. A maioria dos eventos adversos prejudiciais ocorridos na assistência ao paciente, quando não são reconhecidos como um erro, leva assim, a uma subnotificação. E quando os reconhecem, não são notificados devido à falta de instrução sobre sua finalidade, sendo de suma importância para prevenção de erros recorrentes. Desta forma, as práticas de risco devem ser substituídas por comportamentos que resultem em assistência de qualidade ao usuário e maior proteção ao profissional de saúde. Uma vez ser nosso dever, prestar uma assistência livre de danos. Palavras chave: Notificação, eventos adversos, enfermagem. Referência: 1. AZEVEDO, A.C. O futuro dos hospitais e a gestação da qualidade. Rev. Paul Hosp 1992, v.40, n.5, p. 64-71. 2. DIAS, M.F.; SOUZA, N.R.; BITTENCOURT, M.O.; NOGUEIRA, M. S. Vigilância sanitária e gerenciamento do risco em medicamento. Fármacos & Medicamentos. v.2, n.1-9, 2007. 3. FLORENCE, G.; CALIL, S.J. Uma nova perspectiva no controle dos riscos da utilização de tecnologia médico-hospitalar. Universidade Estadual de Campinas-SP, 2005. Rev. Multi Ciência, v.5, n.10, p.138-139, out.2005. 4. FREITAS, G.F.; OGUISSO, T. Ocorrências éticas com profissionais de enfermagem: um estudo quantitativo. Departamento de Orientação Profissional da Escola de Enfermagem. São Paulo, SP, mar.2008. 5. MURFF, H.J; PATEL, V.L; HRIPCSAK, G; BATES, D.W. Detecting adverse events for patiente safety research: a review of current methodologies. Jamia, v.36, p.131-43, 2003. 6. PADILHA, K.G. Ocorrência Iatrogênicas em VII e o enfoque de Qualidade. Rev. Latino-Am enfermagem, v.9, n.5, p.91-6, 2001. 7. PAINE L.A.; BAKER D.R.; ROSENSTEIN, B.; PRONOVOST, P.J. The Johns Hopkins Hospital: identifying and addressing risks and safety issues. Jt Comm J Qual Saf. v.30, n.10, p. 543-50, 2004. 8. SILVA, A.E.B.C. Segurança do paciente: desafios para a prática e a investigação em Enfermagem. Rev. Eletr. Enf. v.12, n.3, p.422, 2010.
  • 138. NOVAS PERSPECTIVAS DA LIDERANÇA EM ENFERMAGEM Santos,J.O. Hospital Federal dos Servidores do Estado juremaosantos@gmail.com Enfermeira, Mestre em enfermagem pela UNIRIO, Chefe de Enfermagem do Serviço de Oftalmologia do Hospital dos Servidores do Estado. Exercer o cargo de chefia de Enfermagem de um serviço exige da enfermeira a revisão de conceitos sobre administraçãoe liderança. Baseando-se na formação acadêmica -assistencial adquirida nosbancos universitários, perceboque permanecem lacunas que somente são preenchidas no cotidiano da prática. Uma dessas lacunas é a ausência de embasamento teórico – prático sobre oexercício da liderança de equipes técnicas de 30 ou mais indivíduos sob a chefia de uma enfermeira. Neste sentido, o objetivo deste estudo é: demonstrar que a utilização de determinados instrumentos gerenciais como empatia, companheirismo, motivação e outros pela administradora dos serviços de enfermagem, aumenta o comprometimento das equipes técnicas com os objetivos a serem alcançados. Esta pesquisa se justifica pela necessidade de desenvolver estudos, concernentes aos novos instrumentos gerenciais, queinfluenciam o comportamento dos grupos técnicos sob a liderança da enfermeira. Realizou-se pesquisa bibliográfica em livros da área de enfermagem e administrativa,em periódicos nacionais, através da base de dados Scielo, obtendo-se artigos que foram analisados através de leitura exploratória, seletiva, analítica e interpretativa. As conclusões deste estudo são de que a utilização de instrumentos gerenciais,os quais levam em consideração o relacionamento interpessoal baseado no diálogo, na empatia, na capacidade de compreender a percepção do outro, possibilitam o desenvolvimento de um ambiente que incentiva o compromissocom os objetivos criados em conjunto, comportamento fundamental para o alcance de uma assistência de enfermagem de qualidade. Descritores: Liderança; Enfermagem; Relacionamento InterpessoalEnfermeira, Mestre em enfermagem pela UNIRIO, Chefe de Enfermagem do Serviço de Oftalmologia do Hospital dos Servidores do Estado. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1. CUNHA, Kátia C. e col. Gestão de Pessoas: foco na Enfermagem. São Paulo: Martinari;2008. 2.LOURENÇO, Maria R., SHINYASHIKI, Gilberto T., TREVISAN, Maria A. Gerenciamento e liderança: análise do conhecimento dos enfermeiros gerentes. Revista latino Americana de Enfermagem [ on line]. 2005, vol. 13, nº4. pp.2-7. 3.MENDES, Isabel A.C., TREVISAN, Maria A., SHINYASIKI, Tadeu, NOGUEIRA, Maria S. O referencial da educação popular na ação gerencial e de liderança do enfermeiro. Texto & Contexto [ on line]. 2007, vol. 16, nº 2. pp.1-7. 4. GALBRAITH, Oliver Galbraith, III. O Código Beneditino de liderança: Organização e gerenciamento de empresas de resultados. São Paulo: Editora Landscape, 2005. 5. Di Stéfano, Rhandy. O líder coach: líderes criando líderes. Rio de Janeiro: Quality Mark, 2005. 6. SILVESRSTEIN, Barry. Gerenciando Pessoas. Rio de Janeiro (RJ): Senac;2011. 7. MOSCOVICI, Fela. Equipes dão certo: a multiplicação do talento humano. Rio de Janeiro: José Olimpio:2010.
  • 139. O CATETER CENTRAL DE INSERÇÃO PERIFÉRICA COMO ALTERNATIVA DE ACESSO VENOSO PARA PACIENTES GRAVES Guimarães PV1, Guimarães, RLS2 Email: percivalguimaraes@yahoo.com.br Universidade Estadual de Londrina Descritores: Alta gravidade, cateterismo venoso central, cateter, cateterismo periférico, monitorização Introdução: O cateter venoso central de inserção periférica (CCIP) é um dispositivo intravenoso inserido através de uma veia superficial e é menos agressivo que outros cateteres centrais, minimizando iatrogenias, sendo uma alternativa para o paciente grave1. Justificativa: O acesso venoso em pacientes graves é habitualmente usado e os locais de escolha para inserção dos cateteres são influenciados pela sua condição clínica2, e em função dos riscos de punção de veias centrais considera-se a punção de veias periféricas quando o monitoramento de dados hemodinâmicos adjuvantes a terapia seja absolutamente dispensável. Diante do exposto, percebe-se ainda uma subutilização do Catéter Central de Inserção Periférica (CCIP) em adultos, principalmente nos pacientes graves, fato constatado pela escassez de literatura que discorra sobre o tema. Objetivo: descrever o uso do CCIP em pacientes grave em uma unidade médico-cirúrgica de um hospital publico. Método: Estudo descritivo-retrospectivo com abordagem quantitativa. O local de estudo foi uma unidade de internação médicocirúrgica adulta masculina de um hospital universitário público, de alta complexidade. Caracterizamos os pacientes pelo grau de dependência: Grau I foram 2,6%, Grau II 25,2%, Grau III 32,7% e Grau IV 39,5%. A coleta de dados baseou-se num instrumento, elaborado pela Comissão de Cateteres Intravenosos (CCIV) da Instituição. O estudo analisou os instrumentos de março de 2008 a março de 2011. 1 Enfermeiro. Mestre em Enfermagem. Hospital Universitário. Universidade Estadual de Londrina-PR (UEL). 2 Enfermeira. Aluna do Programa de Mestrado em Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina-PR (UEL). Resultados: Foram analisados 69 instrumentos, num total de 69 inserções. Os principais diagnósticos encontrados foram Sepsis 28 casos (40,6%), Politraumatismo 17 (24,6%), Neoplasias 6 (8,7%), Traumatismo Crânio Encefálico 6 (8,7%), Acidente Vascular Cerebral 6 (8,7%) e Osteomielite 6 (8,7%), além de ser indicado para: antibioticoterapia 63 (46,32%), acesso venoso prolongado 42 (30,88%), acesso vascular prejudicado 08 (5,88%), terapia hiperosmolar 10 (7,35%), cirurgias de grande porte e aferição da PVC 03 (2,21%), imunodepressão, nutrição parenteral, jejum 02 (1,47%), droga parenteral vesicante 01 (0,74%). Dentre os principais motivos para a retirada do cateter destacam-se: ruptura do cateter 05 (7,25%), tração acidental 02 (2,90%) remoção do curativo ou retirada inadvertida 01 (1,45%), sinais flogísticos 01 (1,45%). Conclusão: A utilização do CCIP em pacientes graves adultos tem se mostrado muito válida porque garante um acesso venoso seguro. É uma conquista do enfermeiro sendo um campo vasto de pesquisa e atuação a ser explorado. Há uma grande viabilidade para sua utilização em pacientes graves. ____________________________________________________________________________________ 1. Enfermeiro. Mestre em Enfermagem. Hospital Universitário. Universidade Estadual de Londrina-PR (UEL). 2. Enfermeira. Aluna do Programa de Mestrado em Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina-PR (UEL). Referências: 1. LAMBET, L.C.R; et al. Cateter central de inserção periférica em terapia intensive de adultos. RBTI v 17 n 1. Jan-mar 2005. 2. FERNANDES, A. T. Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde. 1ª ed. São Paulo: Atheneu, 2000
  • 140. O ENFERMEIRO COMO EDUCADOR EM SAÚDE NA PROMOÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO Dias AM1, Caparroz SAC2, Moreno FN3, Vannuchi MTO4 1 Enfermeira Residente em Gerência dos Serviços de Enfermagem, Universidade Estadual de Londrina, Hospital Universitário de Londrina; 2 Mestre em Enfermagem e Especialista em Obstetrícia e Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá; 3 Mestre em Enfermagem, Especialista em Gerência dos Serviços de Enfermagem e Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. 4 Doutora em Enfermagem e Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Universidade Estadual de Londrina E-mail: andressam_dias@yahoo.com.br INTRODUÇÃO O aleitamento materno é pontuado como uma prática importante para o desenvolvimento e crescimento infantil, e diante desse benefício, políticas públicas voltadas para o incentivo a esta prática foram elaboradas para a prestação da assistência materno-infantil. JUSTIFICATIVA O enfermeiro tem papel primordial de educador em saúde, devido suas competências relativas à comunicação e cuidado integral humanizado. Apesar dessa atribuição a ser desempenhada e das políticas públicas vigentes, ainda há divergências nas condutas de enfermagem frente a isto, é importante avaliar como este profissional vem desempenhando sua função como educador em saúde. OBJETIVO Analisar as ações de Enfermagem destinadas ao incentivo do aleitamento materno com população carente que reside em comunidade rural localizada no noroeste do Paraná. MÉTODO Trata-se de um estudo quanti-qualitativo, exploratório, descritivo de corte transversal, a partir de entrevista estruturada, realizadas durante o período de junho a setembro de 2012, por intermédio de visitas domiciliares às 17 moradoras da amostra selecionada. RESULTADOS Do número total da amostra, apenas uma não realizou pré-natal junto a UBS e uma relatou não ter recebido orientações dos profissionais da unidade. Entre as demais, 14 participaram do ciclo de palestra oferecido pela enfermeira sobre cuidados durante a gestação, puerpério e aleitamento materno. Apesar desta iniciativa, foram relatadas dificuldades de acesso a essas consultas e pouca participação de outros profissionais de saúde, de nível superior, em discutir o tema com as gestantes. Ao serem questionadas sobre as condutas de educação em saúde de profissionais que as atenderam durante período periparto, três relataram não ter recebido qualquer tipo de orientação quanto à técnica da pega correta, entre as demais apenas três referiram a participação do profissional médico, além do enfermeiro. Três entrevistadas destacaram o curto período de internamento como fator negativo para o preparo e auxílio às mães sem experiência. CONCLUSÃO Embora haja melhorias significativas na educação prestada, é pertinente avaliar falhas na orientação dada pelos profissionais da saúde, que se restringem em realizar técnicas e desconsideram a figura materna. Além dessa atribuição, é necessário construir um processo transformador pautado no desenvolvimento de promoção de saúde durante a assistência prestada, por meio do papel de educador do profissional de Enfermagem, com o objetivo de incentivar o autocuidado e melhorias na qualidade de vida do binômio. BIBLIOGRAFIA 1. Caldeira AP. Conhecimentos e práticas de promoção do aleitamento materno em Equipes de Saúde da Família em Montes Claros, Minas Gerais, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 2007, 23(8): 1965-1970. ISSN 0102-311X. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S01023 11X200700800023&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: Fev, 2012. 2. Sanches, MTC et. al. Fatores associados à interrupção do aleitamento materno exclusivo de lactentes nascidos com baixo peso assistidos na atenção básica. Cadernos de Saúde Pública, 2011, 27(5): 953-965. ISSN 0102-311X. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S01023 11X2011000500013&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: Fev, 2012. 3. Moreira PL, Fabbro MRC. Utilizando técnicas de ensino participativas como instrumento de aprendizagem e sensibilização do manejo da lactação para profissionais de enfermagem de uma maternidade. Revista Acta Paulista de Enfermagem, 2005. 18(3): 320-325. ISSN 0103-2100. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S01032100200500030 0014&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em: Fev, 2012.
  • 141. O ENFERMEIRO COMO MEMBRO DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL INTEGRANDO A COMISSÃO DE PRONTUÁRIO: A BUSCA PELA EXCELÊNCIA NOS REGISTROS Gonçalves MZB, Amaral W, Neto AR, Koury C Ambulatório de Especialidades Dr. César Antunes da Rocha (AE Pedreira) zaira.goncalves@osacsc.org.br INTRODUÇÃO: Por determinação do Conselho Federal de Medicina em todo estabelecimento que haja serviço de documentação médica deverá ser criada uma Comissão de Revisão de Prontuários. No AE Pedreira a comissão tem por finalidade atender as resoluções CREMESP n° 70/1995 e CFM n° 1.638/2002. Atualmente, é composta pelo presidente (Gerente), secretário e mais quatro membros efetivos. A nomeação foi realizada pelo Gerente Médico que buscou representar as várias categorias que mantém contato com o prontuário. Desta forma, atualmente, conta com dois médicos, uma enfermeira, uma psicóloga, uma fonoaudióloga e um representante do Serviço de Arquivo Médico e Estatística (SAME). A Comissão tem por finalidade a revisão trimestral de uma amostragem aleatória de prontuários, observando de forma minuciosa, independente do tipo de Assistência prestada, os seguintes itens: identificação do paciente, identificação nas folhas de evolução, anamnese, exame físico, exames complementares, hipótese diagnóstica, proposta terapêutica, referência/contra-referência, letra legível, carimbo e assinatura. JUSTIFICATIVA: A atuação da Comissão propicia a Qualidade do prontuário, protege o profissional, facilita a comunicação entre os membros da equipe multiprofissional e possibilita a continuidade da assistência prestada ao paciente. OBJETIVO: Demonstrar a importância de ações, por meio da Comissão de Revisão de Prontuários, junto aos profissionais do AE Pedreira para que se possa atingir a excelência do Prontuário Médico. RESULTADOS: Com o intuito de conscientizar a todos quanto à importância de manter a qualidade dos prontuários, foram realizadas reuniões com a equipe Médica, Multiprofissional e colaboradores do SAME, quando foram explicados todos os itens essenciais e a importância para o histórico de tratamento do paciente e segurança profissional. A princípio, não se observou resultado positivo em relação à equipe médica, então se desenvolveu um roteiro, onde estavam descritos os itens obrigatórios, e colocou-se no local de atendimento de forma visível, mais uma vez todos foram orientados pela gerência. Além disto, os resultados das revisões (trimestrais) foram publicados no Jornal da Unidade, de maneira em que todos tivessem acesso. No final de 2011 foi enviado, via correio eletrônico, uma avaliação individual a todos os profissionais, com os resultados positivos e aqueles que ainda precisavam ser melhorados. Com estas ações conseguimos obter resultados satisfatórios, porém deve ser um trabalho constante. CONCLUSÃO: Conclui-se então que, para que se possam atingir os resultados propostos pela Comissão, é fundamental manter um trabalho ativo, no qual todos se mobilizem; entendendo que o preenchimento correto do prontuário, a organização e manutenção, são importantes para o tratamento do paciente e para a segurança do próprio profissional. BIBLIOGRAFIA: AE Pedreira. Regimento interno Comissão de Prontuários. 2012. CFM, Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 1.638/2002. Disponível em: <http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2002/1638_2002.htm>, acesso em 05 de julho de 2012. CREMESP, Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo. Resolução CREMESP n° 70/1995. Disponível em: <http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CRMSP/resolucoes/1995/70_1995.htm>, acesso em 05 de julho de 2012.
  • 142. O ENFERMEIRO DE REFERÊNCIA NA PRÉ CONSULTA EM PACIENTES SUBMETIDOS AO TRATAMENTO DE IODOTERAPIA Onoe E , Silva RDC Hospital Alemao Oswaldo Cruz Rosilene.duarte@haoc.com.br Introdução: Constitui-se um desafio para pacientes e familiares o enfrentamento da doença desde o recebimento do diagnóstico até o tratamento seja curativo ou paliativo. A Iodoterapia consiste na ingestão oral do Iodo 131, sendo necessária a hospitalização e o isolamento com precauções de segurança específicos, pois os pacientes são fontes de radiação durante o tratamento e o material radioativo pode ser transferido para qualquer objeto que entrar em contato com a mão ou corpo do paciente. A permanência da equipe assistencial no apartamento e o contato com o familiar é restrito visando minimizar a exposição à radiação. Dentro da equipe multidisciplinar, a enfermeira desempenha um papel muito importante ao longo de todo o processo da doença, assegurando uma assistência integral, individualizada e centrada no paciente e família auxiliando na solução de dúvidas, problemas e ansiedades. Isto, implica em dispor de sólido conhecimento científico a respeito da doença, assim como o desenvolvimento de relacionamento interpessoal e compromisso com as boas práticas de saúde individualizada no cuidado. Objetivo: Relatar a experiência do enfermeiro de referência na pré consulta de enfermagem em iodoterapia Método: Trata-se de um relato de experiência de uma proposta de um hospital de médio porte brasileiro situado no município de São Paulo para pacientes que serão submetidos ao tratamento de iodoterapia. O médico radiologista ao realizar a consulta médica entrega o manual de orientação ao tratamento de iodoterapia elaborado pela equipe multidisciplinar com a finalidade de esclarecer dúvidas do tratamento. Na proposta do modelo instituído em 2009 Primary Nursing e em 2011 Cuidado Baseado no Relacionamento (RBC), o enfermeiro de referência realiza as orientações na pré consulta de enfermagem por telefone com o paciente e família e é responsável pelo planejamento das ações de enfermagem desde o ínicio da terapêutica até o acompanhamento pós alta. Dentro deste contexto é responsabilidade do enfermeiro atuar buscando ouvir com atenção e gentileza, oferecer informação clara e honesta, dar suporte visível e consistente; mantendo a crença do paciente e família construindo uma relação de confiança e respeito procurando atender as principais necessidades do paciente e família. Resultados e Conclusão Percebemos que esse contato aproxima o paciente da equipe e da realidade do tratamento e o mesmo não sente necessidade de buscar orientações em outros locais como :internet, amigos etc. Com a implantação da pré consulta de enfermagem verificou –se que é exigido do enfermeiro além do conhecimento técnicoscientíficos especializados sobre radiação e medidas de segurança um compromisso e relacionamento cada vez maior com os pacientes e família proporcionando uma assistência qualificada, individualizada e centrada na principal necessidade do paciente e família. Referências Marx LC,Morita LC. Competências gerenciais na enfermagem: a prática do sistema primary nursing como parâmetro qualitativo da assistência. 1 ed. São Paulo: BH Comunicação, 2000 Person C. Entrega de cuidado ao paciente. In:Koloroutis M(ed). Cuidado Baseado no Relacionamento: Um modelo para transformação da prática. São Paulo: editora Atheneu, 2012
  • 143. O INTERNATO DE ENFERMAGEM DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA: CONQUISTAS E DESAFIOS EM SUA REALIZAÇÃO Autores: Garcia SD, Vannuchi MTO Universidade Estadual de Londrina sidomingues@yahoo.com.br Introdução: O curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina/PR implantou em 2000 o Currículo Integrado, desenvolvendo os seus conteúdos através de módulos sendo que o último módulo contempla o estágio supervisionado profissionalizante denominado internato de enfermagem. Este é referenciado como elemento fundamental na capacitação dos estudantes e previsto nas diretrizes curriculares, inclusive com a garantia de que ocorra em, no mínimo, dois períodos letivos. O internato marca um tempo de transição do papel de estudante para o de enfermeiro, e sua efetividade ao longo dos anos é representada pelo trabalho em conjunto de internos, docentes e enfermeiros de serviços de saúde. Justificativa: Os estágios profissionalizantes devem ocorrer em todas as instituições de ensino da graduação em enfermagem garantindo a qualificação desejada na formação de novos enfermeiros. O Curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina possui 40 anos de existência e durante sua trajetória sempre se preocupou com a qualidade pedagógica no que se refere a qualificação humana, plena, crítica e competente. Com isso, justifica-se o estudo no intuito de divulgar os desafios encontrados na realização do internato e também as conquistas ao longo de seus 18 anos. Objetivo: Demonstrar através da trajetória do internato de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina as percepções e desafios encontrados em sua prática. Método: Trata-se de pesquisa descritiva do tipo histórica e documental na abordagem qualitativa. Resultados: A realização da linha histórica do internato com os documentos encontrados permitiu um novo olhar para a prática, e entre suas percepções está o importante papel realizado pelos enfermeiros de campo no acompanhamento dos internos em cada área. O enfermeiro em seu papel como educador necessita de um maior investimento em sua formação, tanto inicial como continuada, pois independente de sua área de atuação é preciso munir-se de competências, estratégias e ferramentas para a condução de um trabalho integrado entre os saberes científicos e pedagógicos. Houve destaque também nos planejamentos anuais realizados antes e durante cada internato evidenciando a construção e evolução dos objetivos propostos aos internos, docentes,enfermeiros de serviço e coordenadores, bem como os materiais de apoio como cadernos do internato, instrumentos de avaliação e certificados de acompanhamento dos internos pelos enfermeiros. O ensino realizado com metodologias ativas possibilitou mudanças no papel da academia e dos docentes na relação com estudantes e com o mundo do trabalho. Essa mudança ancora-se na constatação da existência de diferentes saberes onde não deve ocorrer subordinação e sim, complementariedade na integração teoria-prática. Conclusão: A proposta do internato é manter ao longo dos anos um ensino inovador e atrativo aos alunos, proporcionando uma prática atualizada, voltada para sua realidade e contemplando as competências preconizadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais. Acredita-se que esta forma de fazer o internato, contribua na formação de enfermeiros engajados e transformadores de sua realidade e preparados para serem inseridos no mercado de trabalho. Referência 1. Dessunti EM, Guariente MHDM, Kikuchi EM, Tacla MTGM, Carvalho WO, Nóbrega GMA. Contextualização do currículo integrado do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. In: Kikuchi EM, Guariente MHDM, organizadores. Currículo Integrado: a experiência do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Londrina: UEL; 2012. cap. 1; p. 19-31. 2. Sá-Silva JR, Almeida CD, Guindani JF. Pesquisa documental: pistas teóricas e metodológicas. Rev Bras Hist Ciênc Soc [Internet] 2009 July [cited 2012 Jan 12];1(1):1-15. Available from: http://www.rbhcs.com/index_arquivos/ArtigoPesquisa%20documental.pd 3. Gubert E, Prado ML. Desafios na prática pedagógica na educação profissional em enfermagem. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2011[cited 2012 jan 11]; 13(2): 285-95 Available from: http://portais.ufg.br/deploy/projetos/fen_revista/v13/n2/pdf/v13n2a15.pdf 4. Prado RA, Prado ML, Reibnitz KS. Desvelando o significado da avaliação no ensino por competência para enfermeiros educadores Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2011 jan/mar;14(1):112-21. Available from: http://www.fen.ufg.br/revista/v14/n1/v14n1a13.htm. 5. Vannuchi MTO, Lima JVC, Silva LGC, Cardoso MGP, Dellaroza MSG, Haddad MCFL et al. O internato de enfermagem no currículo integrado. In: Kikuchi EM, Guariente MHDM, organizadores. Currículo Integrado: a experiência do curso de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Londrina: UEL; 2012 cap 9. p. 179-92.
  • 144. O PAPEL DO ENFERMEIRO NA CULTURA DE SEGURANÇA EM UMA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSO MACEDO, FRM. ¹ ALVES, CLS. ² DANTAS, AG.³ 1. Enfermeira. Mestre em Ciências da Saúde. Professora do Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. flavia.macedo@unifenas.br 2. Enfermeira Graduada no Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. celinalopes@ibcel.com.br 3. Enfermeira, Diretora Administrativa Obras Assistenciais São Vicente de Paulo, Divinópolis, MG, Brasil. vilavicentinapeliberio@hotmail.com _________________________________________________________________________ As mudanças sofridas pelas sociedades de modo geral refletem as preocupações da população no que se refere ás pessoas idosas e ao cumprimento das leis que as acobertam nos casos de infração aos seus direitos. As instituições de longa permanência para idosos, ILPIs nasceram como um serviço para abrigar idosos pobres, sem famílias e doentes. Neste cenário os trabalhadores que atuam em ILPIs, necessitam de qualidades capazes de promover um cuidado eficiente visando em primeiro lugar à segurança, a saúde para os idosos. Quanto ao enfermeiro, junto à pessoa idosa residente em uma ILPIs, deverá ter condições de tornar esse cuidado/atendimento/assistência mais humanizado, acolhedor, avaliativo, integral. Uma vez que, a cultura de segurança de uma organização é o produto do indivíduo e os valores do grupo, atitudes, percepções, competências e padrões de comportamento que determinam o compromisso de, e o estilo e proficiência, a saúde de uma organização e gestão da segurança. Diantedo exposto, o objetivo deste trabalho é conhecer a opiniões dos profissionais de saúde e cuidadores que atuamem ILPIsem uma cidade do Sul de Minas, MG, quanto às dimensões de segurança do interno bem como identificação e notificação e prevençãodos riscos, sendo estes situações, condutas, procedimentos e atitudes.Trata-se de uma pesquisa descritiva, transversal, com abordagem quantitativa. Para coleta de dados, utilizou-se de um instrumento contendo 51 questões da Agency for Health Research and Quality (AHRQ), intitulado “Nursing Home Survey on Patient Safety”. A população de estudo compreende-se de 11 profissionais que atuam diretamente com os internos da ILPIs estudada. Questionados setêm medo de denunciar seus erros e são tratados de forma justa quando os comete, o resultado foi 54,54% concordam, 18,18% discordam. Sobre ser difícil manter seguro os internos da ILPIs 72,72% discordam, afirmando que os trabalhos por eles realizados na instituição contribuem para a segurança desses moradores. AsIdéias e sugestões são valorizadas nesta ILPIspromovendo maneiras de prevenir que os incidentes voltem a acontecer, sendo que 47,72% apontam que sempre. Seeles consideravam a ILPIsum ambiente seguro, e se os residentes eram bem cuidados, 66,66% responderem que fortemente concorda.Questionado se eles têm uma visão de que a organização é um ambiente seguro e que todas as dimensões da segurança do interno estão contempladas, observa-se um alto índice de ocorrência de respostas positivas. A maioria dos respondentes 72,72% avaliou a ILPIscomo “muito bom” segundo grau segurança. O cuidado é a chave decifradora da essência humana. Como arte e ciência do cuidar, a enfermagem, passou a assumir papéis não só na assistência, mas na liderança, pesquisa e gestão hospitalar buscando cada vez mais oferecer uma assistência de enfermagem com excelência de qualidade, livre de riscos ou danos, visando em primeiro lugar à segurança, a saúde e a satisfação do paciente. E reforça que é o cuidado que faz surgir um ser humanosensível, solidário, cordial e conectado com tudo e com todos no universo. E é aí que se pode resgatar o ser idoso como valor para a sociedade. Palavras chave: cultura de segurança, instituição de longa permanência para idoso, qualidade da assistência. Referencias: 1. FONTANA; Rosane Teresinha. Humanização no processo de trabalho em enfermagem: uma reflexão. Rev. Rene, Fortaleza, v. 11, n. 1, jan./mar. 2010.Boff, L.Saber Cuidar. Ética do humano –compaixão Pela terra.2a. ed.Ed. Vozes. Petrópolis,1999. 2. MARTINEZ SHL, BRÊTAS ACP. O significado do cuidado para quem cuida do idoso em uma instituição asilar. Acta Paul de Enfermagem. 2004 abr/jun; 17(2):181-8. 3. MARTINS, Júlia Trevisan; ROBAZZI, Maria Lúcia do Carmo Cruz and BOBROFF, Maria Cristina Cescatto. Prazer e sofrimento no trabalho da equipe de enfermagem: reflexão à luz da psicodinâmica Dejouriana. Rev. esc. enferm. USP [online]. 2010, vol.44, n.4, pp. 1107-1111. 4. MC, BERNARDES A. Comunicação da equipe de enfermagem e a relação com a gerência nas instituições de saúde. Rev Gaúcha Enferm. Porto Alegre (RS) 2010 jun;31(2):359-66. 5. MELO Márcia Borges de; BARBOSA, Maria Alves, SOUZA, Paula Regina de. Satisfação no trabalho da equipe de enfermagem: revisão integrativa. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 19(4):[09 telas] . jul.-ago. 2011. 6. OSTROM, C.; WILHELMSEN, C.; KAPLAN, B. Assessing safety culture. Nuclear Safety, v. 34, n. 2, p. 163-172. 7. Ramos JB, Rodrigues MOS, Torres AL, Vasconcelos EMR, Araújo EC. Expectativas de idosos em relação à consulta de enfermagem. Rev Enferm UFPE. 8. PRESSER, N.H. Modelo de Configuração Organizacional para uma Instituição de Idosos. 2005. 196 f. Tese (Doutorado) Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade de Santa Catarina, Florianópolis, SC. in MENEGOCIO,A. M. Identificação dos diagnósticos de enfermagem de uma instituição de longa permanência para idosos. Faculdade Anhaguera de Indaiatuba. Anuário de Produção Acadêmica Docente. Vol. III, nº. 4, Ano 2009, p. 57-71.
  • 145. O PAPEL DO ENFERMEIRO NA GESTÃO DE RISCO QUANTO À NOTIFICAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO EM PACIENTES HOSPITALIZADOS MACEDO, FRM ¹. SALGADO, FO². GUIMARÃES, JCFN². AZEVEDO, SF² 1. Enfermeira. Mestre em Ciências da Saúde. Professora do Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. flavia.macedo@unifenas.br 2. Enfermeira Graduada no Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. Os profissionais de saúde têm buscado cada vez mais oferecer uma assistência de enfermagem com excelência de qualidade, livre de riscos ou danos, visando em primeiro lugar à segurança, a saúde e a satisfação do paciente/cliente, através da gestão de risco. Como a enfermagem vem se desenvolvendo ao longo do tempo em conhecimento técnico-científicos, voltado para a assistência, o gerenciamento e a pesquisa, é de grande importância que os profissionais não deixem que as técnicas se tornem algo mecânico e burocrático, tornando estes profissionais robóticos, para serem profissionais criativos, dinâmicos, com senso crítico, flexíveis para eventuais mudanças e serem capazes de refletir sobre os seus cuidados, suas ações e assistência prestada, a fim de prever situações que exponha o paciente/cliente a riscos previsíveis. Na medida em que evoluímos tecnologicamente, aumentam as exigências de segurança e de controle dentro dos hospitais. O paciente tornou-se mais contestador e exigente, forçando uma mudança de atitude dos prestadores de serviços Trata-se de um estudo descritiva transversal com abordagem quantitativa. Este estudo irá realizar uma abordagem sobre os fatores de riscos e bem como a elaboração/participação frente ao gerenciamento de risco em ambiente hospitalar. Com este intuito, este estudo teve como objetivo, analisar a visão do enfermeiro frente à gestão de risco no sentido de sua identificação, notificação, redução e prevenção dos riscos sendo estes: situações, condutas, procedimentos e atitudes. Sobretudo, a capacidade deste profissional de reconhecer um erro de assistência sob sua responsabilidade, e identificá-lo e notificá-lo corretamente. A população de estudo compreendeu de 11 enfermeiros de ambos os sexos, que atuam em um Hospital Universitário de uma cidade da região do Sul de Minas Gerais. Para a coleta de dados foi utilizado um questionário contendo 29 questões estruturadas e semi estruturadas. Sendo observado que na maioria dos eventos prejudiciais ocorridos na assistência ao paciente não os reconhecem como um erro, pois houve levando assim, a uma subnotificação. E quando os reconhecem não são notificados devido à falta de instrução sobre a finalidade de tal ação, não sabendo que seria de suma importância para prevenção de erros recorrentes. Demonstrou que os eventos adversos quando identificados os mais são flebite e erro de medicações, totalizando 90,9 %, demonstrando um déficit na visão do enfermeiro quanto ao gerenciamento de risco; sendo que outras falhas assistenciais são de porcentagens irrelevantes na visão deles. Pôde-se verificar a inexistência de um programa de gerenciamento de risco na instituição estudada, promovendo assim subnotificação, falta de conhecimento do assunto, bem como a visão errônea quanto à finalidade dos dados processados. Os enfermeiros acreditam ser problema para a não notificação dos eventos adversos falta de informação 81,81 %; medo de serem punidos 54,54 %; devido à falta de tempo 27,27 %; falta de impresso 9,09 % e ainda 9,09 % acreditam não ter importância a notificação. Que demonstra a falta informações e de dados fidelizados sobre a real qualidade da assistência prestada. Palavras chaves: GESTÃO DE RISCO, NOTIFICAÇÃO, IDENTIFICAÇÃO. Referências 1. FLORENCE, G. CALIL, S.J. Uma nova perspectiva no controle dos riscos da utilização de tecnologia médico-hospitalar. Universidade Estadual de Campinas-SP, 2005. Rev. Multi Ciência, v.5, n.10, p.138-139, out.2005. 2. FREITAS, G.F.; OGUISO, T.; MERIGHI, M.A.B.; Motivações do agir do enfermeiro nas ocorrências éticas de enfermagem. Acta Paul Enferm, v.19, n.1, p. 76-81, 2006. 3. LIMA, L.F.; LEVENTHAL, L.C.; Fernandes, M.P.P. Identificando os riscos do paciente hospitalizado. São Paulo, SP, 2008. 4. MENDES, W.; TRAVASSOS, C.; MARTINS, M. NORONHA, J.C. Revisão dos estudos de avaliação da ocorrência de eventos adversos em hospitais. Rev. Bras Epidemiol, v.8, n.4, p.303-406, 2005. 5. MONTANHOLI, L.L.; TAVARES, D.M.S.; OLIVEIRA, G.R. Fatores de risco no trabalho do enfermeiro hospitalar. Revista Bras. Enferm., v.59, n.5, Brasília sept;/oct.2006. 6. NASCIMENTO, C.C.P.; TOFFOLETO, M.C.; GONÇALVES, W.G.; PADILHA, K.G. Indicadores de resultados da assistência: análise dos eventos adversos durante a internação hospitalar. São Paulo, SP. Rev. Latino Americana de Enfermagem, v.16, n.4, jul./ago.2008. 7. PAIVA, S.A.R.; BERTI, H.W. Efeitos adversos: análise de um instrumento de notificação utilizado no gerenciamento da enfermagem. Rev. Esc. Enferm USP, v.44, n.2,p. 287-94, 2010.
  • 146. O PAPEL DO ENFERMEIRO NO SISTEMA PRISIONAL: ESTUDO DA SAÚDE GINECÓLOGIA DE DETENTAS EM UM MUNICÍPIO DE MINAS GERAIS. MACEDO, FRM¹ SANTANA, APA² PEREIRA,AS² 1. Enfermeira. Mestre em Ciências da Saúde. Professora do Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. flavia.macedo@unifenas.br 2. Enfermeira Graduada no Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. _______________________________________________________________ Na busca pela independência, diante de dificuldades com os avanços tecnológicos, o desemprego gerando a exclusão social e a pobreza, novas modalidades de trabalho e o fortalecimento do mercado informal, surgem como sendo solução para essas demandas, em algumas situações, o rumo para um caminho da criminalidade. Esses condicionantes modernos estabeleceram uma alteração no perfil da criminalidade feminina, a população feminina encarcerada tende a ser jovem, de baixo nível socioeconômico e educacional, com história de prostituição e uso abusivo de drogas ilícitas e álcool. Algumas dessas mulheres nunca se apresentaram a serviços de saúde. O Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário estabelece como uma das principais ações, às pessoas presas, a garantia de acesso a todos os níveis de atenção à saúde, uma vez que, reconhecidamente, os problemas decorrentes das condições de confinamento não têm sido objetos das ações de saúde. Com este trabalho pretende-se ampliar o conhecimento sobre os problemas de saúde existentes dentro do sistema carcerário contribuindo para fortalecer o papel assistencial do enfermeiro que lhe é conferido. Trata de uma pesquisa descritiva, transversal, com abordagem quantitativa, que foi realizada em um presídio de no Sul de Minas Gerais – MG. Tem capacidade para 194 presos, mas atualmente conta com 286 homens e 24 mulheres. A população de estudo foram 18 mulheres presas em regime fechado no referido presídio. Para coleta de dados foram utilizados três instrumentos (A, B, e C). Os resultados apontaram para: prevalência da cor parda (55,5%), mulheres com companheiros (união estável e casada – 33,3 % e 22,2%, respectivamente), do lar (50%), com ensino fundamental incompleto (100%) e as pessoas do convívio são filhos e outros (44,3%). Das detentas que afirmaram ter sofrido aborto, somente uma afirmou ser intencional, a proporção de abortos não está relacionada ao estado civil, DST e quantidade de parceiros sexuais. Observa-se que a primeira menstruação e a primeira relação sexual, aconteceram muito próximas. O numero de gestações praticamente correspondem ao numero de filhos, mas não ao numero de parceiros, duas detentas fizeram laqueadura. O PNSSP, expressa que é garantido à mulher presa o atendimento a saúde pública, e na parte especifica sobre a Saúde da Mulher determina a realização de pré-natal; como também garante o controle do câncer cérvicouterino e de mama a todas as mulheres presas. Quanto ao exame de Papanicolau 83% das detentas realizam anualmente, 73% fizeram o exame, mas não sabem o resultado. Nos presídios, a falta de profissionais atuantes na promoção da saúde e prevenção de doenças é preocupante. O atendimento tem caráter curativo, sendo que em muitas prisões não está instituída uma equipe de saúde. O profissional com perfil para educar em saúde é o enfermeiro, pois em sua formação é preparado para cuidar e estimular a autonomia do sujeito para desempenhar o autocuidado. Levar a promoção de saúde e a prevenção de doenças para dentro dos presídios significa olhar além das aparências, despir-se de preconceitos e, principalmente, acreditar no ser humano e no seu potencial para mudanças. Palavras-chave: Saúde da mulher. Prisões. Sexualidade. Condições de saúde. Referências ASBRAD. Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude. Relatório sobre mulheres encarceradas no Brasil. 2007. ASSUNÇÃO, C. H. V. A saúde da mulher: a situação das encarceradas do Presídio Feminino de Florianópolis. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento do Curso de Graduação em Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis-SC, 2010. BÄUMER, A.; SHWARTZ, U. R. D. Presas a uma estrutura. 28/05/2011. BRASIL. Ministério da Justiça. Portal Segurança com Cidadania. 2009. Disponível em: <http://www.segurancacidada.org.br/index.php?option=com_content&task=view&i d=335&Itemid=145>. Disponível em: 22 fev. 2012. BRASIL. Ministério da Justiça. Departamento Penitenciário Nacional. Sistema penitenciário no Brasil. Dados consolidados. Brasília: Ministério da Saúde; 2008. Disponível em: <www.mj.gov.br/data/Pages/.htm>. Acesso em: 03 nov. 2012. BRASIL. Relatório Final Grupo de Trabalho Interministerial. Reorganização e Reformulação do Sistema Prisional Feminino, 2007. BRASIL. Ministério de Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário. 3. Ed. Série B. Textos básicos de saúde. Portaria Interministerial n. 1.777, de 9 de setembro de 2003. CANAZARO, D.; ARGIMON, I. I. L. Características, sintomas depressivos e fatores associados em mulheres encarceradas no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, 26 (7): 1323-1333, julho de 2010. ELUF, L. N. A paixão no banco dos réus: casos passionais célebres: de Pontes Visgueiro a Pimenta Neves. São Paulo: Saraiva. 2 ed. 2003. FERREIRA, M. C. F. Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário. Ministério da Saúde, 2004. NICOLAU, A. I. O. N.; RIBEIRO, S. G.; LESSA, P. R. A.; MONTE, A. S.; FERREIRA, R. C. N.; PINHEIRO, A. K. B. Retrato da realidade socioeconômica e sexual de mulheres Presidiárias. Acta Paul Enferm. 2012;25(3):386-92. OLIVEIRA, M. V. Criminalidade feminina: um fenômeno em transformação. Diálogo Jurídico. 2007; 3:203-18. ROSA, M. A enfermagem além das grades: educação em saúde para presidiárias. Artigo (Enfermagem). Universidade Luterana do Brasil, Carazinho, 2011. SOARES, B. M.; ILGENFRITZ, I. Prisioneiras: Vida e Violência atrás das Grades. Rio de Janeiro: Garamond, 2002. TRINDADE, A.; MENANDRO, M. C. S.; NETO, J.V.M.; TESCHE, B. B.; SCARDUA, A. G.; Silva, R. D. M. Representações sociais de risco em situações cotidianas para jovens autoras de ato infracional . In: V Jornada Internacional e III Conferência Brasileira sobre Representações Sociais, 2007. Anais da VJRS2007. Brasília: UnB, 2007. VARGAS, L. J. O. Sobreviver numa penitenciária de mulheres: quando adaptar-se é resistir. Dissertação de mestrado. Brasília: UnB, 2005.
  • 147. O PROCESSO DE ACREDITAÇÃO: ESTUDO SOBRE A CONSTRUÇÃO COLETIVA DA MELHORIA DA GESTÃO DA QUALIDADE EM SAÚDE Duarte MSM, Silvino ZR, Rego MS, Escudeiro CL. Mestrado Acadêmico em Ciências do Cuidado em Saúde/ Universidade Federal Fluminense E-mail: monicasmd@gmail.com Palavras-chave: acreditação; qualidade da assistência à saúde, acesso e avaliação; enfermagem; gestão em saúde. Resumo Apesar da acreditação ser um trabalho pautado em evidências, fruto de passos analisados e escalados criteriosamente, na busca da excelência e melhoria contínua para qualidade e a segurança de todos, poucas instituições de saúde, principalmente públicas do Estado do RJ, conseguiram percorrer esse caminho.1 Diante desta assertiva, selecionou-se como objeto de estudo o processo de acreditação em uma instituição de saúde da rede pública do Estado do RJ. Objetivos: caracterizar uma instituição de saúde acreditada da rede pública do Estado do RJ; descrever os caminhos percorridos por esta instituição para ser acreditada e discutir os benefícios institucionais obtidos por esta instituição de saúde acreditada. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, com abordagem qualitativa, método de estudo de caso, cenário HEMORIO. Utilizou-se como fonte de evidência a documentação referente ao processo de gestão da instituição e entrevistas semi-estruturadas com 12 profissionais administrativos e de saúde que trabalham na instituição e acompanharam o processo de acreditação. A coleta de dados ocorreu entre os meses de janeiro a setembro de 2011. Os dados obtidos foram analisados através do método de análise de conteúdo temática chegando-se a 6 categorias. Foi regulado pelas Diretrizes e Normas de Pesquisa em Seres Humanos, através da Resolução 196/96 do CNS e submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa do HEMORIO sob o número 230/10 com parecer de aprovação homologado em 18 de novembro de 2010. Esta construção é parte integrante da Dissertação apresentada no MACCS/UFF em dezembro de 2011.2 Resultados: o Hemorio, órgão da Administração Pública Estadual – Poder Executivo, subordinado à SESDEC, revelou que é possível às instituições de saúde da rede pública o alcance da qualidade, tão bem evidenciada através de suas conquistas em premiações e acreditações que permearam a sua história.3;4 Identificado também nos resultados das pesquisas realizadas pelo Instituto.3;4 Emergiram da análise dos dados 6 categorias: categoria I: o caminhar da instituição para a acreditação; categoria II: as reações dos profissionais no enfrentamento da acreditação; categoria III: os resultados do processo de acreditação na instituição; categoria IV: a escolha e os custos do tipo de processo de acreditação; categoria V: a acreditação nas instituições de saúde da rede pública e categoria VI: o usuário e a acreditação. Concluiu-se que o caminhar para a acreditação no HEMORIO não foi uma tarefa fácil, vários fatores foram relevantes, alguns obstáculos existiram nesta trajetória, mas os benefícios foram bem expressivos, propiciando visibilidade institucional. Algumas estratégias foram adotadas para superar os obstáculos, como o treinamento contínuo para capacitar os seus profissionais, por entenderem ser fundamental capacitá-los por intermédio de uma educação reflexiva e participativa, impulsionando-os a transformação da organização, adotando uma gestão que considere o homem como centro da organização. Foi evidenciado tanto nos clientes internos quanto externos orgulho em trabalhar e se tratar no Instituto. Identificado importante e decisivo papel da Enfermagem no sucesso do processo. Cabe ressaltar ser imprescindível aos gestores das demais instituições de saúde compreender que este processo os levará a fornecer uma assistência à saúde mais segura, com qualidade e livre de riscos aos usuários. Bibliografia 1. Feldman LB. Gestão de Risco e Segurança Hospitalar. São Paulo: Martinari; 2008. 2. Duarte, MSM. O processo de acreditação: estudo sobre a construção coletiva da melhoria da gestão da qualidade em saúde [Dissertação]. Niterói: Mestrado em Ciências do Cuidado em Saúde - Universidade Federal Fluminense, 2011. 3. HEMORIO, Revista. Uma instituição pública modelo de excelência. Edição Comemorativa. Rio de Janeiro, 2010. 4. ______.Site institucional. Disponível em http://www.hemorio.rj.gov.br/. Acessado em 01/10/2011.
  • 148. O SISTEMA DE MEDICAÇÃO: FATORES DE RISCO E MEDIDAS PARA PREVENÇÃO DE ERROS EM UMA INSTITUIÇÃO HOSPITALAR PÚBLICA Bastos ASC, Daltro MES, Mello SKLS, Mendes LS, Pinto J. Universidade Jorge Amado -UNIJORGE E-mail: mariaelisadaltro@yahoo.com.br Introdução: A utilização de medicamentos tanto por parte dos profissionais quanto dos pacientes tem ocupado um papel de destaque pela sua importância no sistema de saúde e tratamento de doenças, pois as falhas no sistema de medicação podem gerar sérios transtornos aospacientes, profissionais e às instituições de saúde. Justificativa: Observam-se dados alarmantes quanto à incidência de erros no sistema de medicação, investigar a situação local contribuirá com uma reflexão sobre a temática, pois acreditamos que a falta de conhecimento e desatualização das rotinas hospitalares contribuem para subnotificação de eventos e mascaram os riscos inerentes a esse processo. Objetivo: O objetivo desse estudo foi descrever o sistema de medicação de um hospital público de ensino de Salvador, no estado da Bahia, identificando os possíveis fatores de risco que podem contribuir para ocorrência de erros e comprometer a segurança do paciente. Métodos: Realizou-se uma pesquisa de caráter exploratória descritiva com abordagem qualitativa que teve como características observar, registrar, analisar e descrever o passo a passo do sistema de medicação da unidade de clínica médica. A amostra constituiu-se de 04 enfermeiros, 06 técnicos de enfermagem, 03 médicos, 02 farmacêuticos e 02 auxiliares de farmácia. Realizou-se a coleta de dados em outubro de 2010, por meio de entrevista estruturada com aplicação de um questionário e em seguida realização de observações diretas e não participativas de cada uma das etapas do sistema. Resultados: Foram caracterizados os seguintes processos: prescrição de medicamentos na sua grande maioria é digitada e impressa; dispensação e distribuição por dose individualizada e unitária; o preparo dos medicamentos é feito em bandejas por horário; observando-se que em alguns momentos as administrações das medicações foram feitas por um profissional diferente daquele que preparou a bandeja. Os resultados das observações realizadas durante três semanas, nos processos de prescrição, dispensação, preparo e administração de medicamentos, indicaram: atrasos na realização/ atualização das prescrições; prescrições de dose acima ou abaixo dos valores recomendados para determinadas medicações; medicações dispensadas em quantidade e apresentação diferente da solicitada; preparo antecipado do medicamento; medicação diluída com diluente errado ou na quantidade diferente do padrão utilizado. Ao término foi elaborado um plano de ação com medidas para prevenção de erros no sistema. Conclusões: É possível tornar o sistema menos falho e o primeiro passo é criar mecanismos que facilitem o conhecimento a cerca do sistema de medicação por todos os funcionários, para que sejam identificadas e compreendidas todas as etapas desde a prescrição até a administração no paciente. Bibliografia: CASSIANI, SHB. A segurança do paciente e o paradoxo no uso de medicamentos. Rev. bras. enferm. [online]. 2005, vol.58, n.1, pp. 95-99. ISSN 0034-7167. MIASSO, AI et al. O processo de preparo e administração de medicamentos: identificação de problemas para propor melhorias e prevenir erros de medicação. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2006, vol.14, n.3, pp. 354-363. ISSN 0104-1169.
  • 149. O TEMPO DE PERMANÊNCIA DE PACIENTES EM HOSPITAIS PÚBLICOS MUNICIPAIS DE SÃO PAULO QUE DEMANDARAM TRANSFERÊNCIA PARA SERVIÇOS DE REFERÊNCIA Nascimento AB Mestre pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Docente de Pós-Graduação, Graduação e Extensão do Centro Universitário Senac – SP. alexandra.nascimento@sp.senac.br Introdução: No SUS existe uma rede de atenção à saúde com serviços de referência e contra-referência para atender ao dinamismo das demandas em saúde. Nela o hospital é um dos recursos disponíveis, porém com alto custo. Estudiosos apontam à urgência na reflexão sobre o uso do hospital e propõem uma rede de atenção otimizada, a partir da singularidade das demandas de saúde do indivíduo ou coletividade. Justificativa: Ao enfermeiro cabe a análise das demandas em saúde visando o gerenciamento dos leitos hospitalares. Para tanto, faz-se necessário o desenvolvimento de ferramentas e indicadores que permitam identificar o perfil de pacientes que demandam transferência, visando otimizá-la. Objetivo: Analisar o tempo de permanência de pacientes transferidos para serviços referenciados. Método: Foram analisados 430 prontuários de egressos de 2 hospitais secundários municipais de São Paulo, denominados: Hospital A e B. Os critérios de inclusão foram: ter aceite da direção dos hospitais e ter data de internação hospitalar em abril/2010. Esta pesquisa foi aprovada no CEP-EEUSP (867/2009) e CEP-SMS (221/2010). O SAME de cada hospital disponibilizou os prontuários dos egressos em abril/2010. Os prontuários foram analisados quanto ao diagnóstico de internação, motivo da saída e tempo de permanência, visando identificar os eventuais motivos e necessidades de otimização do uso do leito hospitalar. Resultados: No Hospital A, as doenças do aparelho respiratório (20.5%) foram as principais responsáveis pelas internações, seguidas pelos transtornos mentais e comportamentais (14.4%). Enquanto que, no Hospital B foram as doenças do aparelho respiratório (15.4%), seguidas pelas doenças do aparelho circulatório (13.5%). Verificou-se a necessidade de remoções para serviços de referência entre 13% e 15.3%, respectivamente, dos doentes admitidos no Hospital A e B. Entre estes, 50% e 57.6%, respectivamente, no Hospital A e B, possuíam o registro de diagnóstico relacionado à doença ortopédica, seguido pelas do aparelho circulatório (14.3% e 24.2%, respectivamente entre o Hospital A e B) e pelas doenças psiquiátricas (14.3% e 6.1%, respectivamente entre o Hospital A e B). Entre os pacientes ortopédicos e transferidos do Hospital A, a média e mediana de permanência foi de 7.4 dias e 7.5 dias, respectivamente. Entre os pacientes não-ortopédicos e transferidos do Hospital A, a média e mediana de permanência foi de 7.4 dias e 3.5 dias, respectivamente. Entre os pacientes ortopédicos e transferidos do Hospital B, a média e mediana de permanência foi de 4.2 dias e 2.0 dias, respectivamente. Entre os pacientes não-ortopédicos e transferidos do Hospital B, a média e mediana de permanência foi de 6.3 dias e 3.5 dias, respectivamente. Conclusões: As doenças cardiorrespiratórias foram as principais responsáveis pelas internações, seguidas pelos transtornos mentais e comportamentais. Entre os transferidos, no mínimo, a metade tinha diagnóstico relacionado às doenças ortopédicas, elevando o tempo de permanência. O Hospital B possui menor tempo de permanência de pacientes que demandam transferência para serviço de referência. Bibliografia: Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Rev Med Minas Gerais 2008, 18(4): 3-11. Organização Mundial de Saúde. Cuidados inovadores para condições crônicas: componentes estruturais de ação. Brasília, 2003.
  • 150. OTIMIZAÇÃO DO TEMPO GASTO NA FORRAÇÃO DOS QUARTOS PARA IODOTERAPIA Silva RDC, Guedes VAB, Ramos GO. Hospital Alemão Oswaldo Cruz Contato: rosilene_duartecampos@hotmail.com Palavras- Chave: Radioisótopos de Iodo; Neoplasias da Glândula Tireoide; Equipe de Enfermagem; Introdução O câncer da tireóide tem possibilidade de cura, com boa resposta ao tratamento, pois apresenta evolução lenta, o que não descarta a existência de óbitos pela patologia, que vêm diminuindo gradativamente, devido a diagnósticos precoces e tratamentos mais adequados, minimizando o aparecimento de metástase. O radionuclídeo artificial reage com moléculas orgânicas, o que permite que seja utilizado como radiofármaco: iodo-123 e iodo131, importantes na terapêutica do Carcinoma Diferenciado de Tireóide. Suas principais indicações são para: ablação do tecido tireoideano residual após tireoidectomia, tratamentos de recorrência local e metástases a distância que envolve principalmente pulmão e ossos. Observa-se que a cirurgia seguida de tratamento com o iodo -131e hormônios tireoideanos diminuem intensamente o índice de recidivas. É de suma importância o conhecimento técnico referente aos procedimentos utilizados para o preparo do quarto de internação, antes, durante e após o tratamento com o iodo-131, a adequação das instalações intra-hospitalar, principalmente quanto ao decaimento e armazenamento dos rejeitos radioativos gerados durante o período da internação. Os custos relacionados a infra estrutura e equipe treinada para prestar assistência ao paciente em Iodoterapia, levam a redução deste serviço em muitos hospitais, pois, é necessário ter quartos individuais que sigam a legislação conforme o órgão regulador – CNEN, envolvendo todo um preparo destes quartos a cada internação tornando mais oneroso este tratamento. Pois envolve tempo, mão de obra de profissionais de enfermagem para o preparo e forração dos quartos e gasto com o material utilizado para forração, visto que dimensionamento de pessoal é um importante problema a ser gerenciado em unidades não exclusivas de iodoterapia. Fez-se um estudo do tempo gasto no preparo e forração destes quartos. Após levantamento radiométrico feito por enfermeiros juntamente com os físicos num período de seis meses, chegou-se a conclusão que a redução das forrações não impacta na qualidade do preparo do quarto, pois há áreas que mesmo após a internação do paciente em tratamento permanecem livres de contaminação. Optou-se pela redução das forrações nestas áreas não contaminadas. Com isso, houve a diminuição do tempo gasto na forração dos quartos, visto que não se trata de uma unidade exclusiva de iodoterapia, e contém pacientes com outros perfis, facilitando o dimensionamento de pessoal nesta unidade. Objetivo Otimizar o tempo gasto na forração dos quartos de iodoterapia. Método Trata-se de um relato de experiência acontecido na unidade de internação de iodoterapia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Resultados e Conclusão Antes deste estudo o tempo para a forração completa deste quarto estimava-se em 75 minutos / quarto, eram gastas 2 horas e 30 minutos em apenas 2 quartos. Atualmente, após a implantação das novas forrações, o tempo médio é de 56,5 minutos / quarto, totalizando 3 horas e 45 minutos na forração de 4 quartos. É um dado muito relevante, visto que a unidade tem outros perfis de pacientes que necessitam também de serem assistidos pela mesma equipe. Com isto, conseguiu-se diminuir o tempo gasto por profissionais da enfermagem em atividades indiretas a assistência ao paciente, melhorando o dimensionamento de pessoal. Bibliografia Rissato, M. L. Iodoterapia: avaliação crítica de procedimentos de precaução e manuseio dos rejeitos radioativos gerados em unidade de internação hospitalar / Dissertação. Araraquara, 2007,129 p. Buchpiquel, CA. Implantação do tratamento ambulatorial do carcinoma da tireóide com atividades de 100 e 150 mCi de iodo-131 na rotina clínica hospitalar: projeto piloto. FAPESP. São Paulo,2010.
  • 151. PADRONIZAÇÃO DOS PROCESSOS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE 1Garcia A, 1Britto S, Rodrigues RS2, Lorenzini E3 ¹ Enfermeiro. Discente do MBA em Gestão Hospitalar da Faculdade Nossa Senhora de Fátima. ² Docente do MBA em Gestão Hospitalar da Faculdade Nossa Senhora de Fátima. Mestrando em Engenharia de Produção e Sistemas - UNISINOS. 3 Enfermeira Especialista em Gerenciamento em Enfermagem; Mestre em Ciências da Saúde pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul; Coordenadora do MBA em Gestão Hospitalar da Faculdade Nossa Senhora de Fátima. Docente do Curso de Enfermagem da Faculdade Nossa Senhora de Fátima. e-mail: elisilorenzini@gmail.com Introdução: Na maioria das organizações, principalmente nas pequenas e médias, os processos não estão padronizados1. A padronização é fundamental para a busca da qualidade total, pois é através dela que se obtém a previsibilidade e manutenção dos resultados2. Sem uma base estável, isto é, sem resultados previsíveis não se pode pensar em melhoria, pois não se consegue melhorar o que não se conhece ou o que varia constantemente. Justificativa: Como saber qual o nível atual de desempenho da instituição se ora tem-se um resultado, ora outro diferente, melhor ou pior que o anterior? Objetivos: O presente trabalho tem o objetivo de enfatizar a importância da padronização como fator indispensável para a Gestão da Qualidade, pois a qualidade de um serviço ou produto está diretamente ligada à padronização de seus processos. Método: Revisão da Literatura a partir da base de dados da Biblioteca Virtual e livros texto sobre a temática em estudo. Resultados: Observou-se que a padronização não se limita ao estabelecimento (consenso, redação, aprovação e distribuição) do padrão, mas inclui, também, a sua utilização (treinamento e verificação contínua de sua observação). Isto significa que a padronização só termina quando a execução do trabalho conforme o padrão estiver assegurado. Dentre os benefícios da padronização cita-se: utilizar adequadamente os recursos; uniformizar a produção dos serviços; reduzir o consumo de materiais; reduzir o desperdício; padronizar equipamentos; aumentar a produtividade; melhorar a qualidade; controlar processos3,4,5. Conclusão: A padronização é uma técnica que visa reduzir a variabilidade dos processos de trabalho sem prejudicar sua flexibilidade. Destina-se a definir os produtos ou como os serviços são produzidos (com base nas necessidades dos clientes), os métodos para produzir estes produtos, as maneiras de atestar a conformidade de tais produtos e que os mesmos atendem às necessidades dos clientes, de maneira mais simples, ao menor custo e com menor variação possível. Palavras Chave: Enfermagem; Indicadores de qualidade em assistência à saúde; Gestão de qualidade REFERÊNCIAS 1. Myrrha R. Padronização: A chave para a previsibilidade de uma organização. Disponível: < http://www.indg.com.br/info/artigos/artigos.asp?5>. Acesso em: 20/03/2013. 2. Paladini EP. Gestão da qualidade: teoria e pratica. São Paulo: Editora Atlas, 2000. 3. Arantes SA. Padronização Participativa nas empresas de qualidade. São Paulo: Nobel, 1998. 4. Campos VF. Qualidade total: padronização de empresas. 3ª Ed. Belo Horizonte: Fundação Christiano Ottoni, 1992. Chiavenato I. Teoria geral da administração. 3ª Ed. São Paulo: McGraw-Hill, 1987. v. 1 5. Vieira LR. Padronização, base da qualidade. Disponível em: <http://www.milenio.com.br/qualidadereal>. Acesso em: 20/03/2013.
  • 152. PERCEPÇÕES DE PROFISSIONAIS DE NÍVEL MÉDIO DE ENFERMAGEM COM DUPLO VÍNCULO EMPREGATÍCIO Tamelline KD, Dellaroza MSG, Silva LGC, Rossaneis MA, Haddad MCL Universidade Estadual de Londrina - UEL E-mail: katamelline@yahoo.com.br Introdução: O trabalho, que exerce papel fundamental para o indivíduo na sociedade, encontra-se em constante processo de mudança que pode interferir no cotidiano das pessoas gerando, consequentemente, impactos em suas vidas(1). Tendo como objetivo o cuidado, o processo de trabalho em enfermagem busca atender as necessidades biopsicossociais do paciente e familiar, com intenso desgaste físico e psíquico do trabalhador(2). Esta situação se torna agravante quando o profissional possui duplo vínculo empregatício, visto que favorecem a diminuição do tempo ao autocuidado e aumentam sua fadiga física e psíquica(3). Justificativa: Desvelar as percepções de trabalhadores sobre a condição de trabalho de duplo vínculo pode ajudar na reflexão sobre o tema e buscar alternativas para minimizar as consequências da sobrecarga de trabalho. Objetivo: Revelar a percepção de profissionais de enfermagem do nível médio sobre as repercussões do duplo vínculo empregatício. Metodologia: Estudo analítico de abordagem qualitativa, realizado em Hospital Universitário Público do Paraná. A escolha da população foi por meio de sorteio, estratificado e aleatório, com profissionais de enfermagem com nível médio e duplo vínculo empregatício há mais de um ano, incluindo ambos os sexos e os três turnos. A coleta de dados foi por meio de entrevista individual após aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa. A análise dos dados deu-se a partir do método de análise de conteúdo preconizado por Bardin, o qual desdobrou-se em três fases: pré análise; exploração do material e tratamento dos resultados; inferência e interpretação, resultando em categorias temáticas que agrupam unidades de registro (falas) dos profissionais. Resultados: Foram realizadas dez entrevistas, sendo seis mulheres e quatro homens, com idade entre 23 à 56 anos, variação do tempo de duplo vínculo empregatício de 2 à 23 anos e envolvendo os três períodos. A análise dos discursos ensejou na obtenção de categorias que se referem a necessidade do duplo vínculo empregatício pelos profissionais para auxiliar no financeiro, mesmo sabendo do desgaste físico e psíquico próprio da profissão, a dificuldade de administrar o tempo com assuntos pessoais e rotineiros, além da distância das relações familiares e com os amigos. E traz, ainda, o duplo vínculo como forma de fuga da realidade e também a satisfação com a profissão. Conclusão: Verificou-se que apesar dos relatos de pontos negativos relacionados ao duplo vínculo empregatício, os discursos os trouxeram como necessários e pertencentes à rotina diária de um profissional nesta vivência. Entretanto, enfatiza-se que poucos expressaram a interferência do duplo vínculo empregatício no autocuidado, saúde e lazer, evidenciando que existe a necessidade de implementação de estratégias que visem a melhoria da qualidade de vida destes funcionários neste sentido. Palavras-chave: Enfermagem, Trabalho, Jornada de trabalho Bibliografia 1 FELLI, V.E.A.; TRONCHIN, D.M.R.; A qualidade de vida no trabalho e a saúde do trabalhador de enfermagem. In: KURCGANT, P. (Org.). Gerenciamento em Enfermagem. 2ªed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. P. 85-103. 2 SECCO, I.A.O.; Acidentes e cargas de trabalho dos trabalhadores de enfermagem de um Hospital Universitário do Norte do Paraná. 2006. 291f. – Tese (Doutorado e m Enfermagem Fundamental). Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, 2006. 3 SILVA, A.A.; Avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde: percepção sobre as condições de trabalho e de vida entre profissionais de enfermagem, de hospital universitário no município de São Paulo. 2008. – Dissertação (Mestrado em Saúde Ambiental). Faculdade de Saúde Pública da USP, São Paulo, 2008.
  • 153. PERFIL ASSISTENCIAL DOS PACIENTES CLÍNICOS E CIRÚRGICOS DE UM HOSPITAL PRIVADO ONCOLÓGICO DE SÃO PAULO. Autores: Nogueira CD, Pereira DA, Fernandes LAG, Jacob CB, Camandoni VO. Introdução: Nos últimos anos, o enfermeiro vem cada vez mais se preocupando em nortear suas ações para a melhoria da qualidade da assistência de enfermagem. É com esta preocupação que procuramos neste trabalho resgatar o Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) enquanto instrumento útil para o planejamento da assistência de enfermagem, para o dimensionamento de recursos humanos e materiais e para a distribuição das atividades entre os membros da equipe de enfermagem conforme a capacitação de cada membro e gravidade do paciente 3. Justificativa: Nossa vivência profissional em hospital privado oncológico, nos mobilizou para a realização da pesquisa a fim de compreender melhor as variáveis que interagem no processo de dimensionamento de pessoal, devido à crescente complexidade dos processos de produção dos cuidados em enfermagem para o atendimento das necessidades assistenciais dos pacientes oncológicos. Objetivo: Analisar o perfil assistencial dos pacientes clínicos e cirúrgicos oncológicos internados na unidade de clínica médicocirúrgica utilizando como instrumento o Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) adaptado ao paciente oncológico durante o ano de 2012 no Hospital AC Camargo. Metodologia: Trata-se de um estudo exploratório retrospectivo do tipo descritivo realizado no Hospital AC Camargo, o qual são tratados pacientes clínicos e cirúrgicos com diagnóstico de câncer. Foi utilizado como instrumento o SCP de Fugulin (Fugulin 1994) adaptado para o paciente oncológico. Este instrumento de classificação apresenta 12 indicadores de demanda de enfermagem, sendo que cada indicador é atribuído quatro situações de dependência de cuidados graduados de um a quatro, de forma que um ponto representa a menor demanda de enfermagem e quatro pontos a maior.O instrumento foi aplicado pelas enfermeiras da unidade de internação de todos os pacientes admitidos naquelas unidades no plantão vespertino (das 13 às 19h) no período de 01 de Janeiro a 31 de Dezembro de 2012 como parte da rotina administrativa de classificação de pacientes. Os dados foram inseridos na planilha Excel assim como a análise estatística. Resultados: Em 2012 a média de pacientes internados-dia foi 215. Em relação ao SCP, 61,6% dos pacientes internados foram classificados como intermediários e 34,3% como de alta dependência. Pacientes classificados como cuidados mínimos, semi intensivos e intensivos foram inferior a 3% em cada categoria. Conclusão: Ao SCP de Fugilin adaptado mostrou que o perfil do paciente oncológico tratado nesta instituição, seja ele cirúrgico ou clínico, é caracterizado como intermediário e alta dependência. Bibliografia: 1. Fugulin FMT, Gaidzinski RR, Kurcgant P. Sistema de classificação de pacientes: identificação do perfil assistencial dos pacientes das unidades de internação do HU-USP. Rev Latino-am Enfermagem 2005 janeiro-fevereiro; 13(1):72-8. 2. Gaidzinski RR, Fugulin FMT, Castilho V. Dimensionamento de pessoal de enfermagem em instituições de saúde. In: Kurcgant P, coordenadora. Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. p. 125-37 3- Carmona LP; Évora YDM. Sistema de classificação de pacientes : aplicação de um instrumento validado.Rev Esc Enferm USP 2002;36(1): 42-9
  • 154. PERFIL DE COMPETÊNCIAS INDIVIDUAIS PARA ENFERMEIROS GESTORES DE ESCOLAS DE ENFERMAGEM Nogueira VO,Cunha ICKO. Grupo de Estudos e Pesquisas em Administração em Saúde e Gerenciamento de Enfermagem (GEPAG) da Universidade Federal de São Paulo UNIFESP. email: vallnog@yahoo.com.br / isabelcunha@unifesp.br Introdução: As competências possibilitam o alcance das estratégias empresariais, e os profissionais devem atender as exigências de um mundo competitivo e em especial das organizações que dele fazem parte. O enfermeiro gestor de escolas de graduação de Enfermagem (EGEEn) vivencia este cenário e o uso de uma matriz de competências para nortear suas ações pode ser de grande valia em seu ambiente de trabalho. Assim, destaca-se a competência individual e questiona-se: Qual (is) é (são) a(s) competência(s) individual (is) que o EGEEn deve possuir? Objetivo: Apresentar um perfil de competências individuais propostas para o EGEEn. Método: Para a construção do perfil de competência individual fundamentou-se na pesquisa metodológica realizada em 2011 sendo parte integrante de Tese de Doutorado. Procederam-se as fases de levantamento bibliográfico, leitura e analise de referenciais para a elaboração das competências supracitadas. Resultados: A criação de um perfil de competência para o EGEEn tem sido objeto de estudo para as autoras tanto na esfera essencial quanto organizacional. No domínio individual, listaram-se as seguintes competências: ser capaz de controlar o humor e mostrar-se paciente, ser flexível a negociação como ferramenta de processo de trabalho, manter relacionamento interpessoal com diferentes segmentos institucionais, ser capaz de desenvolver trabalho em equipe estando aberto ao dialogo, valorizar os relacionamentos possibilitando a troca de informações e crescimento de equipe, manter canais de comunicação abertos e saber ouvir, criar e manter ambiente motivador, saber resolver conflitos e promover mudanças, estar comprometido com objetivos pessoais e metas institucionais, ser proativo e resiliente, desenvolver idéias inovadoras na agregação de valor ao negócio, transformando-as em ações facilitadoras das atividades cotidianas, ser inovador, ser empreendedor, fazer uso dos princípios éticos e da legislação em vigor e exercitar o auto-conhecimento criando estratégias para o auto-desenvolvimento. Conclusão: A utilização das competências individuais pode contribuir nas avaliações intra e extra institucionais, melhor qualificando o EGEEn para esta função de modo que garanta um perfil de liderança que atenda as necessidades do curso em questão, dos alunos, professores e da instituição de ensino. Bibliografia: Ruthes RM, Cunha ICKO. Entendendo as competências para aplicação na enfermagem. Rev Bras Enferm, Brasília 2008 jan-fev; 61(1): 109-12. Santos I, Castro CB. Características pessoais e profissionais de enfermeiros com funções administrativas atuantes em um hospital universitário. Rev. esc. enferm. USP 2010; 44(1):154-160. Palavras-chave: Competência,Enfermagem, Ensino
  • 155. PERFIL SÓCIO-DEMOGRÁFICO DA UTILIZAÇÃO DOS LEITOS DE INTERNAÇÃO EM HOSPITAIS PÚBLICOS MUNICIPAIS DE SÃO PAULO Nascimento AB Mestre pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Docente de Pós-Graduação, Graduação e Extensão do Centro Universitário Senac – SP. alexandra.nascimento@sp.senac.br Introdução: O hospital é um equipamento de saúde dos mais onerosos para a sociedade. Alguns estudos apontam para a urgência em se refletir sobre a utilização racional do leito hospitalar. Para tanto, faz-se necessário que se conheça o perfil da sua clientela, a qual demonstra as reais necessidades assistenciais durante o processo de adoecer ou morrer. Desta forma, impactando na capacitação das equipes envolvidas e na disponibilização de recursos materiais que estejam em sintonia com estas demandas, bem como, na proposição de alternativas assistenciais ao uso do leito hospitalar. Justificativa: O enfermeiro precisa estar alinhado ao perfil da sua clientela visando atender as suas reais necessidades de cuidados. Para tanto, é relevante que o enfermeiro seja capacitado para o manejo e interpretação de informações com o objetivo de análise dos resultados e proposição de ações em saúde. Objetivo: Analisar o perfil sócio-demográfico da clientela que utilizou leito de internação hospitalar. Método: Foram analisados 430 prontuários de egressos de 2 hospitais secundários municipais de São Paulo, denominados: Hospital A e B. Os critérios de inclusão foram: ter o aceite da direção dos hospitais e ter data de internação em abril/2010. Esta pesquisa foi aprovada no CEP-EEUSP (867/2009) e no CEP-SMS (221/2010). O SAME de cada hospital disponibilizou os prontuários dos pacientes egressos em abril/2010. Os prontuários foram analisados quanto ao sexo, idade, diagnóstico de internação e tempo de internação. Resultados: Verificou-se que no Hospital A e B, respectivamente, adultos de 30 a 59 anos (35.9%, 42.3%), idosos com 60 anos ou mais (22.8%, 16.3%) e crianças menores de 4 anos (20.1%, 17.2%) foram os que mais demandaram internações. Da mesma forma, crianças (4 a 5 dias, 4 a 6 dias) e idosos (2 a 6 dias, 4 a 6 dias) necessitaram de maior tempo de permanência. No Hospital A, as doenças do aparelho respiratório (20.5%) foram as principais responsáveis pelas internações, seguidas pelos transtornos mentais e comportamentais (14.4%). Enquanto que, no Hospital B, as doenças do aparelho respiratório (15.4%) foram as principais responsáveis pelas internações, seguidas pelas doenças do aparelho circulatório (13.5%). Conclusões: Os resultados mostraram que as doenças cardiorrespiratórias foram as principais responsáveis pelas internações, seguidas pelos transtornos mentais e comportamentais. Os adultos de 30 a 59 anos, idosos com 60 anos ou mais e crianças menores de 4 anos foram os que mais demandaram internações hospitalares. As crianças e os idosos foram os que mantiveram maior tempo de permanência. Portanto, a partir da análise destes resultados parece factível que o enfermeiro contribua com o planejamento e gestão do serviço de saúde no qual está inserido. Bibliografia: Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Rev Med Minas Gerais 2008, 18(4): 3-11. Organização Mundial de Saúde. Cuidados inovadores para condições crônicas: componentes estruturais de ação (relatório mundial). Brasília, 2003.
  • 156. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE CASCAVEL/PR: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA ACADÊMICA DE ENFERMAGEM Guedes GC1, Tonini T2, Araujo PFB3. Email: giocguedes@hotmil.com Universidade Estadual do Oeste do Paraná Palavras-chave: Planejamento estratégico; Saúde da Mulher; Gestante. O Planejamento Estratégico Situacional (PES) expressa à condição da qual os indivíduos ou grupos populacionais interpretam e explicam a realidade, sendo dinâmico e sofrendo constantes alterações dependendo da situação enfrentada1. Este trabalho é um relato de experiência com o objetivo de descrever uma proposta da aplicação do PES segundo um diagnóstico de uma realidade problemática presente em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de um bairro da cidade de Cascavel/PR, identificado por uma acadêmica de enfermagem durante o estágio curricular. A metodologia utilizada seguiu os momentos determinados pelo PES1. Para a realização optou-se por estabelecer um grupo que atendesse as gestantes e/ou casais grávidos que residem na região de abrangência da unidade. Observou-se um número significativo de gestante que realizavam o pré-natal na unidade estudada, entendendo-se que havia uma carência de atendimento para este público alvo. Apesar da ausência de reuniões específicas para este grupo alvo na unidade em questão, as gestantes continuaram a procurar atendimento, principalmente em consultas de enfermagem. Após a identificação, seleção do problema, desenhou-se o conjunto de ações ou operações necessárias para atacar as causas fundamentais, identificando os atores que integram o problema, bem como os recursos que estes dispõem para controlar as operações2. A fim de articular a implantação do grupo de gestante na unidade de saúde, buscou-se integrar os diferentes profissionais, que em conjunto. O plano de ação, elaborado de acordo com a disponibilidade de recursos (físicos e humanos), consistiu-se em encontros mensais, nos meses de agosto, setembro, outubro e novembro de 2012. Estabeleceu-se que estas reuniões seriam coordenadas pelos diferentes profissionais da unidade de saúde, respeitando um calendário previamente estruturado. Todas as gestantes atendidas na unidade eram convidadas a participarem do grupo, sendo também confeccionados convites individuais, para serem distribuídos pelos agentes comunitários de saúde às gestantes acompanhadas em suas áreas de abrangência. A uma necessidade constante de se avaliar as atividades desenvolvidas pelo grupo, sendo que ao final do cronograma de 2012, realizou-se uma nova reunião a fim de se discutir pontos positivos e negativos da ação realizada, com possibilidade de alterações, baseada na experiência vivida até então. Entendeu-se como positiva a experiência do planejamento estratégico na unidade estudada, pois possibilitou aprendizado tanto na organização como na execução do PES. Vivenciou-se uma interdisciplinaridade entre os diferentes atores sociais, durante a implantação do grupo de gestante, favorecendo as diferentes visões. ______________________________________________________________________ (1) Enfermeira. Residente de Enfermagem, do Programa de Pós-Graduação em Gerenciamento de Enfermagem em Clínica Médica e Cirurgica, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Cascavel/PR. (2) Doutora em Enfermagem. Docente da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Cascavel/PR. (3) Enfermeira da Prefeitura Municipal de Cascavel/PR Referências: (1)Lima JTT. O planejamento estratégico situacional como instrumento de gestão útil à administração de recursos materiais e patrimoniais do Tribunal Superior do Trabalho [monografia]. Fundação Getúlio Vargas – FGV: MBA em Planejamento, Orçamento e Gestão Pública Management, Brasília, 2004. (2)Melleiro MM, Tronchini DMR, Ciampone MHT. O planejamento estratégico situacional no ensino do gerenciamento em enfermagem. Acta Paulista Enfermagem, n.2, v.18, p. 165-71, 2005.
  • 157. Politica de Vulnerabilidade Emocional com foco Risco de Suicídio Vieira P, Pires RP Hospital 9 de Julho – São Paulo patricia.vieira@h9j.com.br Palavras chave: Vulnerabilidade emocional, Suicídio Introdução: A existência de um transtorno mental é considerada o principal fator de risco para suicídio. Em um Hospital Geral, muitas vezes a identificação de um paciente com vulnerabilidade emocional é de difícil realização, sobretudo para a equipe assistencial, que em geral não possui treinamento para avaliar e manejar as situações de risco em casos de ideação suicida. Justificativa Devido um aumento nos atendimentos de pacientes com Vulnerabilidade Emocional (VE), percebeu se a necessidade de desenvolver uma política para nortear o atendimento desta população e garantir que a assistência prestada aconteça com qualidade e segurança. Objetivo Prestar uma assistência com qualidade e segurança, através da identificação dos riscos associados a transtornos mentais e ideação suicida. Método Classificação para pacientes com VE em 2 grupos: 1º- Pacientes que apresentem sinais e sintomas de crise iminente e/ou que colocam em risco iminente a integridade física própria ou de outro. 2º - Pacientes que apresentem antecedente psiquiátrico com história anterior de atentado contra a própria vida, distúrbio comportamental, e dependente de drogas lícitas ou ilícitas. Estes grupos foram elaborados para nortear o atendimento destes pacientes com maior rapidez e assertividade. Foram adaptados dois questionários para utilização pelos enfermeiros, psicólogos e psiquiatras, um para identificar o nível de Depressão e outro,com foco de identificar o risco de suicídio. Várias ações foram implementadas: Alerta no Sistema Eletrônico; Interconsulta com Psiquiatra; Pulseira e Filipeta de VE no painel de riscos e de gestão assistencial Travamento todas as janelas do quarto e andar Teste travamento janelas do quarto pela enfermagem uma vez por plantão Segurança - ronda de 20/20 min, câmera posicionada para visualização da porta do quarto Orientação paciente quanto deambulação restrita ao quarto Comunicação eficaz nas transferências internas Plano Educacional Adaptação do quarto (ausência de fios e cabos, recipientes sem saco plástico, alertas sonoros em casos de tentativa de abertura de janelas, quartos próximos ao posto de enfermagem, andar baixo, talheres, materiais de higiene) Acompanhante 24h. Para divulgação da Política, foram realizados sensibilizações e elaborado um Grupo de Estudos em Medicina Psicossomática. Resultados Com a implantação da Política de VE, foi evidente o envolvimento e a participação da equipe multidisciplinar cada vez que é acionado o alerta, há uma grande preocupação que todas as ações estejam implementadas efetivamente no momento da internação do paciente, no tempo inferior a 30 min. Conclusão A Política de VE é um dos protocolos mais aderidos pela equipe multiprofissional e existe uma grande preocupação com a segurança destes pacientes no âmbito hospitalar, verifica-se que a disseminação do conhecimento e os riscos envolvidos no processo de internação fazem com que a comunicação entre as áreas se torne cada vez mais desenvolvidos para que o objetivo do cuidado seja alcançado. A sensibilização dos profissionais foi o grande diferencial a adesão a esta Política. Bibliografia Neury José Botega e col. Prática Psiquiátrica no Hospital Geral Interconsulta e Emergência ; cap. 23, 3ª Edicão Artmed Beck AT, Ward C, Mendelson M. (1961). "Beck Depression Inventory (BDI)". ArchGenPsychiatry4: 561-571.
  • 158. PRÁTICAS DE LIDERANÇA ADOTADAS POR ENFERMEIROS DE UNIDADES HOSPITALARES ONCOLÓGICAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA Santos FC1, Santos VL2, Brito BC3, Camelo SHH4 1,3 Graduanda da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto- Universidade de São Paulo. Bolsista de Iniciação Científica Institucional-RUSP/USP. 2 Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto- Universidade de São Paulo. 4 Professora, doutora do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão PretoUniversidade de São Paulo. E-mail: fabiana.santos@usp.br UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO- EERP/USP Descritores: Enfermeiros, Liderança, Prática profissional, Oncologia. RESUMO No contexto atual, o trabalho hospitalar tem exigido novas competências dos profissionais que se deparam com mudanças tecnológicas e exigências de sua clientela, provocando, muitas vezes, transformações no processo de trabalho; requerendo dos profissionais um perfil de trabalhador diferenciado. O enfermeiro que atua em unidades hospitalares oncológicas deve estar apto a cuidar, utilizando-se de uma abordagem que lhes assegure integridade, conhecimentos técnico-científicos, habilidades no relacionamento interpessoal, favorecendo ações de saúde e práticas educativas, no sentido de prevenir, detectar precocemente o câncer e contribuir no tratamento do mesmo(1). Nesse contexto, torna-se imprescindível destacar a liderança como um dos instrumentos gerenciais do trabalho do enfermeiro que o auxilia no gerenciamento da equipe, na tomada de decisões e no enfrentamento de conflitos que possam emergir no trabalho. O enfermeiro possui papel crucial para que o trabalho de toda a equipe de enfermagem aconteça, e a fim de garantir qualidade na assistência, além de um perfil profissional adequado deve adotar práticas gerenciais eficazes. Nesse sentido, a identificação do perfil do enfermeiro e das práticas de liderança adotadas por enfermeiros de unidades hospitalares oncológicas contribui para a reflexão dos futuros profissionais quanto a sua atuação gerencial, dos gestores e centros formadores enquanto atores corresponsáveis na sua capacitação. O objetivo do estudo foi identificar o perfil do enfermeiro que atua em unidades oncológicas e as práticas de liderança adotadas por estes profissionais. O estudo consiste em uma revisão integrativa, visto que é uma ampla abordagem metodológica referente às revisões, permitindo a inclusão de estudos experimentais e não experimentais para uma compreensão completa do fenômeno analisado, além de combinar dados da literatura teórica e empírica(2). A coleta de dados foi realizada em seis bases eletrônicas no período de setembro a dezembro de 2012. Foram selecionados 14 artigos, publicados no período de 2003 a 2011. Os resultados foram divididos em duas categorias: Perfil social, formação acadêmica e capacitação profissional do enfermeiro e Práticas de Liderança adotadas por enfermeiros de unidades hospitalares oncológicas. Os resultados mostraram enfermeiros do sexo feminino, faixa etária entre 29 a 67 anos e experiência na área superior a cinco anos, com preparo acadêmico insuficiente durante a graduação. Identificam-se a necessidade de desenvolvimento profissional técnico-científico por meio de especializações, cursos de atualização e participação em congressos. Analisando os estudos, verifica-se que dentre as práticas de liderança adotadas pelos enfermeiros, estes desafiam o estabelecido, estimulando a equipe para a ampliação do conhecimento e aprimoramento profissional; inspiram uma visão compartilhada por meio da valorização do trabalho em equipe; pois há preocupação do enfermeiro líder de encorajar os participantes da equipe por meio de elogios pelo trabalho bem sucedido. Esta investigação deve provocar a reflexão dos gestores, centros formadores e futuros enfermeiros quanto ao perfil e preparo necessário para o desenvolvimento de atividades especializadas em unidades hospitalares de oncologia. Bibliografia 1.Stumm EMF, Leite MT, Maschio G. Vivências de uma equipe de enfermagem no cuidado a pacientes com câncer. Cogitare Enferm 2008; 13(1): 75-82. 2.Whittemore R, Knalf K. The integrative review: update methodology. J adv nurs 2005; 52: 5546-53.
  • 159. PRÁTICAS SEGURAS PARA MEDICAMENTOS DE ALTA VIGILÂNCIA Jabur, MRL, Castro, EDR, Agostinho, HT, Peleskei, LFP Hospital de Base de São José do Rio Preto ednacastrohb@hotmail.com Introduçãoe justificativa: Medicamentos de alta vigilância são aqueles que possuem risco aumentado de provocar danos significativos aos pacientes em decorrência de falha no processo de utilização. Os erros que ocorrem com esses medicamentos não são os mais rotineiros, porém as consequências tendem a ser devastadoras para os pacientes, podendo levar a lesões permanentes ou a morte (ISMP Brasil, 2011). Em 1999 oInstitute of Medicine , publicou um relatório intitulado "To Err is Human", em que alertava a comunidade científica sobre o alto impacto das perdas humanas, decorrentes de erros previsíveis relacionadas à assistência de saúde nos Estados Unidos. Em 2005 a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente e identificou seis áreas de atuação para direcionar as ações voltadas à Segurança doPaciente propondo, através de seis metas, melhorias específicas em áreas da assistência consideradas problemáticas e entre essas, a meta nº 3-Segurança dos medicamentos de alta vigilância.(HARADA, et al , 2006). Objetivo: implantar práticas seguras em todos os processos da cadeia para os medicamentos classificados como de alta vigilância. Método: estudo realizado no Hospital de Base de São José do Rio Preto, em setembro de 2012, baseado em referências bibliográficas e realizado em etapas: 1ª etapa: definição da listagem de medicamentos de alta vigilância, 2ª etapa: definição de etiquetas coloridas buscando uma abordagem objetiva, visual e prática, vermelha (medicamentos potencialmente perigosos) e amarela (eletrólitos concentrados, exceto cloreto de potássio 19,1%), diferenciando as embalagens e servindo de sinais de alerta para a farmácia na dispensação e enfermagem no preparo e administração. 3ª etapa: Alerta na prescrição médica, no item de prescrição, e na consulta e dispensação de medicamentos pela farmácia, acrescentando na descrição do produto “Medicamento de risco”. 4ª Etapa: Identificação com etiquetas coloridas, também no local de guarda da farmácia (bins) a fim de sinalizar visualmente os colaboradores da farmácia. Resultados: Confecção e divulgação da listagem de medicamentos classificados como medicamento de risco para todo o hospital através do sistema (intranet). Divulgação desta implantação através do jornal informativo da instituição. Aquisição de etiquetas coloridas e início do processo deetiquetagem das medicações. Treinamento de etiquetagem e dos objetivos do projeto para a equipe de enfermagem e farmácia. Conclusão: com a efetivação desse projeto pretende-se minimizar riscos associados à medicação desde prescrição até a administração e monitoramento da dose através de uma identidade visual diferenciada para alguns medicamentos considerados de alta vigilância e assim garantir a segurança do paciente. Bibliogafia: ISMP Brasil –Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos, medicamentos Potencialmente perigosos, 2011.HARADA et al-O Erro Humano e a Segurança do Paciente, 2006.
  • 160. PRAZER E SOFRIMENTO NO TRABALHO DA ENFERMAGEM Garcia AB1, Rocha FLR2, Camelo SHH3, Haddad MCL4 1-3 Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto. 4 Universidade Estadual de Londrina. Centro de Ciências da Saúde. Departamento de Enfermagem. ferocha@eerp.usp.br Introdução: Compreende-se a organização do trabalho como elemento central nos processos de subjetivação do homem, capaz de proporcionar prazer e sofrimento aos trabalhadores. O sofrimento ocorre quando há um estado de luta do sujeito contra condições criadas pela organização ou por processos de trabalho conflitantes com seu funcionamento psíquico e quando não há nenhuma chance de adaptação entre a organização e os desejos deste trabalhador. Porém, o trabalho pode se configurar também como fonte de prazer, o que se torna essencial para saúde psíquica e identidade social do trabalhador(1). Os profissionais de enfermagem representam a maioria dos trabalhadores nos serviços de saúde e estão envolvidos de forma direta na assistência ao paciente, também possuindo contato com todos os outros membros da equipe de saúde, vivenciando, portanto, todas as consequências do processo de trabalho em uma organização de saúde(2). Justificativa: Destaca-se a importância de encontrar subsídios que nos permitam conhecer os fatores envolvidos no processo de prazer e sofrimento no trabalho da enfermagem, ampliando o conhecimento sobre o processo de trabalho em saúde e a saúde dos trabalhadores. Objetivo: Identificar as vivências de prazer e sofrimento no trabalho dos profissionais de enfermagem. Método: Estudo descritivo, exploratório, transversal, com abordagem quantitativa. A população foi representada pelos profissionais de enfermagem do hospital. Os dados foram coletados nos meses de janeiro e fevereiro de 2013 por meio da aplicação de dois instrumentos: instrumento de caracterização profissional e Escala de Indicadores de Prazer e Sofrimento no Trabalho(3). Um total de 237 profissionais preencheram adequadamente os instrumentos, sendo 30 enfermeiros e 207 técnicos e auxiliares de enfermagem, e os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Resultados: Observou-se predomínio do sexo feminino (73,8%) e com idade entre 30 e 49 anos (59,1%). Quanto ao regime de trabalho, 53,2% trabalhavam em regime de 12/36 horas, 56,9% trabalhavam durante o dia e 39,2% possuíam outro emprego. Considerando os escores de 1 a 5, sendo 1 “não se aplica de modo algum” e 5 “aplica-se totalmente”, os resultados para as vivências de prazer e sofrimento obtiveram as médias de 4,41 para a categoria de prazer-gratificação (PG), 3,50 para a categoria de prazer-liberdade (PL), 2,82 para a categoria de sofrimento-desgaste (SD) e 2,33 para a categoria de sofrimento-insegurança (SI). Conclusão: Observa-se que coexistem os sentimentos de prazer e sofrimento no trabalho destes profissionais, sendo mais evidente o prazer, o que pode estar relacionado com a gratificação sentida nas vivências características da própria profissão de enfermagem e também com condições organizacionais que permitam relativa liberdade de organização do trabalho. Palavras-chave: Enfermagem; Psicodinâmica do Trabalho; Saúde do Trabalhador; Serviços de Saúde. Bibliografia 1. Dejours C, Abdoucheli E, Jayet C. Psicodinâmica do trabalho: contribuição da escola dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento e trabalho. São Paulo: Atlas, 1993. 145 p. 2. Garcia AB, Dellaroza MSG, Haddad MCL, Pachemshy LR. Prazer no trabalho de técnicos de enfermagem do pronto-socorro de um hospital universitário público. Revista Gaúcha de Enfermagem. 2012; 33(2): 153-59. 3. Pereira JAS. Vivências de prazer e sofrimento na atividade gerencial em empresas estratégicas: o impacto dos valores organizacionais. Dissertação de Mestrado. Universidade de Brasília, Brasília, 2003.
  • 161. PRINCIPAIS EVENTOS ADVERSOS E ERROS NOTIFICADOS EM INSTITUIÇÕES DE SAÚDE: UM DEVER DO ENFERMEIRO SANTOS, SVM¹ MACEDO, FRM² 1. Discente do Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. sergiovalverdemarques@hotmail.com 2. Enfermeira. Mestre em Ciências da Saúde. Professora do Curso de enfermagem da Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil. flavia.macedo@unifenas.br _______________________________________________________________ O cuidado é compreendido como uma qualidade da equipe de enfermagem. Por esse motivo, o cuidado com o paciente, incluindo sua segurança no decorrer da internação hospitalar, é um compromisso ético que deve ser assumido pelos profissionais de enfermagem desde a sua formação. Mesmo que o profissional tenha o dever de cumprir com estes pressupostos, as iatrogênias, decorrentes de uma falha voluntária ou não da equipe de enfermagem, continuam presentes no dia-a-dia das instituições de saúde. A importância em notificar os eventos adversos (EAs), explica-se pelo fato de proporcionar a enfermagem um meio de comunicação a respeito das ocorrências inesperadas. Por meio deste estudo, objetiva-se caracterizar os principais EAs notificados nas instituições através de revisão feita nas bibliografias, bem como, caracterizá-los conforme variáveis selecionadas e sugerir métodos de prevenção aos erros. Utilizou-se o método da revisão integrativa para se estabelecer um percurso metodológico. A pergunta que norteadora foi “Quais são os principais EAs notificados nas instituições de saúde?”. Para o levantamento dos artigos na literatura realizou-se uma busca nas seguintes bases de dados on-line: Scielo, Lilacs e Pubmed. Definiram-se como descritores controlados: EAs, iatrogenias e erros de enfermagem. Como descritores não controlados foram definidos: erro de medicações e assistência de enfermagem. Os limites considerados nas buscas foram: período de publicação de 2000 a 2012. Adotaram-se, ainda, como critérios de inclusão: estudos na íntegra que abordassem a temática envolvendo EAs e artigos nos idiomas inglês e português. Foram extraídos 32 artigos relacionados a EAs. Destes, 20 artigos abordavam erros de medicação e EAs. Dos 20, foram selecionados 5 artigos pois, correspondiam ao críterio de inclusão. Foi levantada uma amostragem de 1.675 notificações de EAs. Cada trabalho selecionado foi identificado como “caso” utilizado neste estudo. Foram levantados e analisados dados sobre os principais tipos de EAs notificados nas instituições de saúde de acordo com os autores. No caso 1, foram analisados 826 prontuários em um período de 29 meses. Os autores do caso 2 estimaram 31 notificações em 23 meses. Já no caso 3, extraíram-se 229 notificações em três meses. O caso 4 não levantou o período de análise, sendo que sua amostra foi composta por 39 notificações. Por fim, o caso 5 apresentou 550 notificações em 9 meses. A qualidade da assistência depende dos profissionais, tanto nas notificações dos erros, quanto na atenção durante a execução dos procedimentos que envolvem a equipe de enfermagem. Os EAs mais notificados são os erros com medicação, acidentes envolvendo pacientes, iatrogenias relacionadas à catéteres, drenos e sonda, integridade da pele foi prejudicada por algum procedimento executado de maneira errada, obtiveram o segundo maior número de notificações. Faz-se necessário que os profissionais de saúde adotem ações de prevenção e promoção da saúde dos pacientes evitando os erros e EAs, de forma a promover a segurança do paciente. Baseado nisso, sugere-se que os gerentes de enfermagem, adotem métodos de educação continuada, treinamentos, levantamentos de dados, e incentivo às notificações de EAs. Desta forma, promoverá a prevenção dos eventos e a qualidade na assistência aos pacientes. Palavras chave: notificação, eventos adversos, enfermagem, erros. Referências 1. BECCARIA, L.M; PEREIRA, R.A.M; CONTRIN, L.M; LOBO, S.M.A; TRAJANO, D.H.L. Eventos adversos na assistência de enfermagem em uma unidade de terapia intensiva. Rev Bras Ter Intensiva. n. 21, v. 3, p. 276-282, 2009. 2. FARIAS, G.M; COSTA, I.K.F; ROCHA, K.M.M; FREITAS, M.C.S; DANTAS, R.A.N.D. Iatrogênias na assistência de enfermagem: características da produção científica no período de 2000 a 2009. Revista Científica Internacional. n. 11, p. 19-39, janeiro-fevereiro, 2010. 3. KONH, L.T.; CORRIGAN, J.M.; DONALDSON, M.S. A comprehensive approach to improving patient safety. In: KONH, L.T; CORRIGAN, J. M; DONALDSON, M. S. To err is human: building a safer health care system. Washington (DC): Institute of Medicine, 2000. p:17-25. 4. MADALOSSO, A.R.M. Iatrogenia do cuidado de enfermagem: dialogando com o perigo no quotidiano profissional. Rev.latinoam. enfermagem, Ribeirão Preto, v. 8, n. 3, p. 11-17, julho 2000. 5. NASCIMENTO, C.C.P; TOFFOLETTO, M.C; GONÇALVES, L.A; FREITAS, W.G; PADILHA, K.G. Indicadores de resultados da assistência: análise dos eventos adversos durante a internação hospitalar. Rev Latino-am Enfermagem. São Paulo, v. 16, n. 4, julho-agosto, 2008. 6. PAIVA, M.C.M.S; PAIVA, S.A.R; BERTI, H.W. Eventos adversos: análise de um instrumento de notificação utilizado no gerenciamento de enfermagem. Rev. Esc. Enferm. USP. São Paulo, v. 44, n. 2, p. 287-94, 2010. 7. SANTOS, J.C; CEOLIM, M.F. Iatrogenias de enfermagem em pacientes idosos hospitalizados. Rev. Esc. Enferm. USP. São Paulo. v. 43, n. 4, p. 810-7, 2009.
  • 162. PRINCÍPIOS DA SAÚDE ENXUTA (LEAN HEALTHCARE): UMA VISÃO GERAL DOS DESAFIOS E MELHORIAS SUA INSERÇÃO NO BRASIL Sarantopoulos A*, Spagnol GS**, Min LL***, Newbold D****. Universidade Estadual de Campinas- UNICAMP alice_sarantopoulos@hotmail.com *Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas. **Science Without Borders Student – CAPES. University of East London, London, UK and Faculty of Medical Sciences, University of Campinas, São Paulo. ***Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas. ****Programme Leader and Senior Lecturer in Health Services Management, University of East London. _______________________________________________________________________ Palavras-chave: lean healthcare, gestão em saúde. Em 2050, estima-se uma população brasileira de 259,8 milhões com expectativa de vida, ao nascer, de 81,3 anos. Neste contexto, o Brasil vem assumindo o desafio de ter um sistema universal, público e gratuito de saúde. Pelo menos 145 milhões de brasileiros dependem exclusivamente desse sistema1,2. Este cenário exige uma gestão que viabilize mudanças para melhor a saúde. É nesta conjuntura que os conceitos de Lean Healthcare corroboram com a melhora na assistência e nos serviços e diminuição dos gastos considerados desperdícios com saúde no Brasil. A origem dos conceitos Lean veio da indústria automobilística japonesa, o Sistema Toyota de Produção que foi capaz de fornecer mais confiabilidade e qualidade em modelos de gestão que possibilitassem menos gastos e gerassem mais valor para o cliente3. Um processo ou atividade é considerado de valor agregado, se ele está alinhado com os interesses dos clientes, que são considerados juízes finais da empresa4. No sistema de saúde, o cliente final é o paciente e é quem deveria definir o valor. Inserir o conhecimento de Lean Healthcare como uma abordagem de gestão inovadora na enfermagem e na saúde no Brasil poderá semear a ideia Lean e, se implementada, trazer inúmeros benefícios para a saúde do país. Este trabalho consiste em uma revisão de literatura com base em Emerald e Pubmed com o termo "Lean Healthcare", a fim de analisar as recentes tentativas de implementação Lean na saúde podendo servir como base para novos serviços de saúde que venham a implementa-la, buscando inovação na gestão para melhoria de resultados. Os artigos foram organizados dentro dos seguintes temas: “Implementação de Lean nas organizações de saúde”, “Experiência em hospitais em todo o mundo: Estados Unidos da América, Reino Unido e em outros países” e “Desafios na implementação: superar barreiras”. Entre os artigos analisados, muitos resultados positivos foram encontrados, mas poucos conseguiram implementar os princípios Lean em nível organizacional. Através desta revisão da literatura, tem-se observado uma crescente presença de princípios e ferramentas Lean em serviços de saúde, em primeiro lugar nos EUA e no Reino Unido e, recentemente, em outros países como no Brasil, desempenhando um papel importante na melhoria e qualidade do serviço. O foco em ganhos de eficiência levaram a uma série de implementações parciais de Lean Healthcare. Gestores de saúde têm tentado repetir o sucesso dos outros, sem compreender os princípios subjacentes de Lean, implementando algumas ferramentas e práticas Lean sem antes embarcar em uma transformação Lean que incluem o desenvolvimento de uma visão compartilhada e um plano de ação, gerando uma pseudo transformação sem alcançar resultados esperados6. Portanto, em face da restrição de recursos e maior demanda, uma visão de longo prazo e uma liderança a nível mundial deve ser desenvolvida para apoiar a iniciativa e inserir Lean no DNA das organizações de saúde no Brasil. BIBLIOGRAFIA: 1-IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Tendências demográficas – uma análise dos resultados da amostra do Censo Demográfico 2000. Rio de Janeiro, Coordenação de População e Indicadores Sociais, 2004 2-BRASIL. Ministério da Saúde. Manual do Sistemas de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Brasília, 2005. 3- Toussaint, J., R.A. Gerard and E. Adams (2010) On the Mend – Revolutionizing Healthcare to Save Lives and Transform the Industry, 261 pp. Lean Enterprise Institute, Cambridge (USA). 4- Womack, J.P. and D.T. Jones (2003) Lean Thinking: Banish Waste and Create Wealth in Your Corporation, 396 pp. Simon & Schuster, London (UK). 5- Young, T. and S. McClean (2009) ‘Some challenges facing Lean Thinking in healthcare’, International Journal for Quality in Health Care, 21(5), pp. 309–310.
  • 163. PROCESSO DE IMPLANTACAO DA AVALIACAO DA QUALIDADE DA ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM EM UM HOSPITAL PÚBLICO DE MEDIA COMPLEXIDADE Autores: Borsato FG, Vannuchi MTO, Haddad MCFL, Santos MR, Sakai AM. Instituição: Universidade Estadual de Londrina - UEL E-mail: maikon_xxx@yahoo.com.br Introdução: A partir das alterações na disputa de mercado impostas pelo contexto da globalização e instalação de um mercado altamente competitivo, voltou-se fortemente o olhar para a qualidade dos serviços, inclusive na área da saúde(3). Qualidade em saúde corresponde ao grau de recuperação da saúde, com redução de riscos e danos ao cliente garantido atendimento às suas necessidades e expectativas(1,2). Neste contexto, a enfermagem depara-se com a necessidade de utilizar ferramentas gerenciais voltadas à avaliação contínua, oportunizando o levantamento de informações fidedignas sobre a qualidade do cuidado, passíveis de análise e julgamento com base em valores e padrões pré- estabelecidos (4,5). Justificativa: Após a implantação da avaliação da qualidade da assistência de enfermagem em hospital público de média complexidade, percebeu-se a necessidade de apresentação das etapas percorridas para a sua implantação, permitindo a outras instituições de mesmo perfil visualizar a sua utilização como ferramenta de gestão em enfermagem. Objetivo: Descrever as etapas percorridas no processo de implantação da avaliação da qualidade da assistência de enfermagem em hospital público de média complexidade. Método: Foi realizado estudo descritivo, no período de janeiro a junho de 2011, com coleta de dados secundários a partir dos registros disponibilizados pelo Serviço de Controle de Qualidade da instituição, referentes às etapas percorridas na implantação de um modelo avaliativo em enfermagem. Resultados: A estruturação do processo avaliativo na instituição em estudo aconteceu em cinco etapas consecutivas: adaptação de instrumentos de Haddad(6) às necessidades da instituição, possibilitando avaliar, estrutura, processos e resultados; teste de aplicabilidade, sensibilização dos profissionais, seleção e captação de estagiários e planejamento da avaliação. Conclusão: Por meio deste estudo foi possível apresentar as etapas percorridas na estruturação de uma metodologia avaliativa de enfermagem implantada em hospital público de média complexidade, sendo identificado, como atributo facilitador, a utilização de instrumento existentes, adaptando-os às necessidades institucionais de avaliação em enfermagem e que possibilitou o direcionamento do método em consonância com as metas e os objetivos institucionais de melhoria da qualidade da assistência ao cliente. Permitiu, ainda, que outras instituições de médio porte utilizem o modelo apresentado e suas etapas na estruturação de programas de monitoramento da qualidade de enfermagem. Referências: 1. Feldman LB. Gatto MAF, Cunha ICKO. História da evolução da qualidade hospitalar: dos padrões a acreditação. Acta paul. Enferm. 2005; 18(2): 213-19. 2. Balsanelli AP, Jericó MC. Os reflexos da gestão pela qualidade total em instituições hospitalares brasileiras. Acta paul. Enferm. 2005; 18(4): 397-402. 3. Tronchin DMR, et al. Subsídios teóricos para construção e implantação de indicadores de qualidade em saúde . Rev. Gaúch. Enferm. 2009; 30(3): 542- 546. 4. Frias Pg, Costa JMBS, Figueiró AC, Mendes MFM, Vidal AS. Atributos da qualidade em saúde. IN: Samico I, Felisberto E, Figueiró AC, Frias PG. Avaliação em Saúde – Bases conceituais e operacionais. Rio de Janeiro (RJ): Editora Medbook; 2010. P. 43-56. 5. Feldman LB. Avaliação dos serviços de enfermagem: construção de critérios para análise do serviço. In Malagutti W, Caetano Kc. Gestão do serviço de enfermagem no mundo globalizado. Rio de Janeiro (RJ): Editora Rubio; 2009.p.29-40. 6. Haddad MCFL, Rossaneis MA. Indicadores de Qualidade da Assistência de Enfermagem. PROENF. Programa de Atualização em Enfermagem. Gestão: 2011. p. 41-90.
  • 164. PROCESSO DE TRABALHO DO ENFERMEIRO: CONSTRUÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO – ETAPA 1 Cucolo DF, Perroca MG Programa de Pós Graduação em Saúde da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto – FAMERP/SP e-mail: danielle_cucolo@terra.com.br Introdução: No trabalho do enfermeiro evidenciam-se dois processos complementares: assistência e gestão.(1) Nos hospitais, esses processos podem sofrer diversas influências de acordo com a dinâmica da unidade, o perfil dos profissionais e dos serviços de apoio, grau de dependência e quantitativo de pacientes, além das questões tecnológicas, políticas e econômicofinanceiras que limitam ou facilitam a atuação de forma articulada.(2) Justificativa: A sobrecarga de trabalho do enfermeiro nas organizações de saúde tem sido foco de estudos nacionais e internacionais, no entanto, os fatores que podem comprometer o desempenho no trabalho do enfermeiro não foram mensurados e representam o objeto dessa investigação. Objetivo: Construir um instrumento de avaliação do processo de trabalho do enfermeiro. Método: Trata-se de um estudo qualitativo que utilizou a técnica de grupo focal(3) para verificar como os enfermeiros avaliam os fatores intervenientes no processo de trabalho. O estudo foi desenvolvido em três hospitais de grande porte localizados no interior do Estado de São Paulo. Foram realizadas quatro sessões de grupo focal, sendo duas em um mesmo hospital. Os dados foram coletados entre os meses de outubro/ 2011 e julho/ 2012. Os discursos foram gravados e filmados, mediante consentimento, e, posteriormente, transcritos e analisados por meio da análise de conteúdo(4). Participaram 20 enfermeiros clínicos de diferentes unidades de internação e a pesquisa foi aprovada pelos Comitês de Ética em Pesquisa das instituições envolvidas. Resultados: A análise dos discursos possibilitou identificar 11 unidades temáticas subdivididas em três categorias: 1. Processo de Cuidar compondo os seguintes temas: Dimensionamento de pessoal de acordo com a carga de trabalho, Qualificação e desenvolvimento profissional e Comprometimento e proatividade da equipe de enfermagem; 2. Organização do trabalho e as unidades temáticas foram: Recursos necessários para prestar assistência, Serviços de apoio comprometidos e resolutivos, Interação e atuação multiprofissional, Intercorrências e situações de urgência com pacientes; 3. Processo de cuidar e os temas: Planejamento da assistência de enfermagem, Interação paciente/familiar, Supervisão e intervenção do enfermeiro e Transição e continuidade do cuidado. Nesta primeira etapa de construção do instrumento os relatos evidenciados em cada unidade temática foram distribuídos em uma escala de Likert (1 a 4) possibilitando avaliar os fatores que podem impactar no processo de trabalho do enfermeiro. Conclusão: A metodologia utilizada nesse estudo possibilitou construir um instrumento de avaliação do processo de trabalho do enfermeiro a fim de evidenciar áreas críticas que podem influenciar nos resultados assistenciais, correspondendo à primeira fase desse estudo. Referências Bibliográficas: 1. Hausmann M, Peduzzi M. Articulação entre as dimensões gerenciais e assistenciais do processo de trabalho do enfermeiro. Texto Contexto Enferm 2009; 18(2): 258-65 2. Shimbo AY, Lacerda MR, Labronici LM. Processo de trabalho do enfermeiro em unidade de internação hospitalar: desafios de uma administração contemporânea 2008. Cogitare Enferm; 13(2): 296-300 3. Ressel1 LB, Beck1 CLC, Gualda DMR, Hoffmann IC, Silva RM, Sehnem GD. O uso do grupo focal em pesquisa qualitativa. Texto Contexto Enferm. 2008; 17(4): 779-86. 4. Bardin L. Análise de conteúdo. 1ª ed. Brasil: Edições 70; 2011.
  • 165. PROGRAMA RE-VIVENDO A SAÚDE E SUAS ESPECIALIDADES VISANDO MELHOR QUALIDADE DE VIDA Meza SKL1, Borges F², Sdebski DCP, Pasti TA, Sousa AAL. UNIOESTE – Univerisidade Estadual do Oeste do Paraná – campus de Cascavel fabieliborges@yahoo.com.br Introdução: A maioria da população recorre à medicina ocidental e ainda ao uso de medicamentos como primeira opção para resolver seus desequilíbrios físicos e emocionais. Paralelamente a esta medicina, coexistem em nosso meio outros métodos de cuidados relacionados à saúde, práticas conhecidas como integrativas, complementares e alternativas. Neste sentido, o Programa Re-Vivendo a Saúde – Promoção e Prevenção à Saúde prioriza a orientação e o acompanhamento com base na medicina oriental além do ocidental, oferecendo atendimento e recomendações no uso de Florais, Acupuntura, Nutrição, Meditação, Psicoterapia, Caminhada e Pilates. Objetivos: O objetivo é caracterizar a clientela, suas queixas e a terapia utilizada. Justificativa: No Brasil a Lei N° 8.080, em seu artigo 3°, refere-se aos fatores determinantes e condicionantes da saúde, em seu parágrafo único cita que “as ações que por força do disposto no artigo anterior se destinam a garantir as pessoas e a coletividade condições de bem estar físico, mental e social” e a portaria MS/GM n° 971, 2006, aprova a PNPIC (Política Nacional de Práticas Integrativas e complementares) no SUS. Neste sentido, as ações do Programa destinam-se a atender a comunidade acadêmica prestando esta assistência dentro da própria Universidade não necessitando os mesmos procurar terapias fora do local do trabalho, assim como oferecer assistência gratuita á comunidade externa que não dispõe de tais condições para assistência complementar. Métodos: Os dados deste estudo foram coletados no ambulatório do Programa referentes ao ano de 2011. Levantamento deu-se com fonte primária de dados, coletados pelos profissionais por meio de questionário, o qual consiste em cadastrar o paciente e identificar a sua queixa principal, podendo assim este ser encaminhado para as demais atividades vinculadas ao programa. A comunidade atendida pelo programa é a acadêmica e a comunidade externa. Resultados: Em 2012 foram realizados aproximadamente 800 atendimentos, as principais queixas encontradas, com base nos seus questionários, são dores musculares; hipertensão (HA); Diabetes Mellitus (DM), ansiedade, cefaleia, desequilíbrio emocional, obesidade, reeducação alimentar. Cada pessoa recebeu tratamento de acordo com as queixas relatadas nos questionários. Conclusão: A especialidade oferecida pelo Programa mais requisitada pelos participantes foi a Acupuntura. Os registros dos profissionais envolvidos comprovam a evolução positiva do tratamento oferecido, demonstrando que a utilização das terapias apresentam resultados positivos para as enfermidades crônicas e agudas observadas nos usuários. PALAVRA-CHAVE: Promoção, Saúde, especialidades. Referências Bibliográficas AUTEROCHE, B; NAVAILH, P. O Diagnóstico na Medicina Chinesa. 2a reimpressão. São Paulo: Andrei, 1992. BENKO, M.A; VALENTIM, W.; MARTINS, O.F. et al. Padrões vibracionais em uma fase de transição. In___.SILVA, M.J.P.; GIMENES, O.M.P.V. Florais: Uma Alternativa Saudável. São Paulo: Editora Gente, 1999. cap. 01. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS – PNPIC, 2006. RODRIGUES, M.L. Sociologia das profissões. Oeiras, Portugal: Celta Editora, 2002. SOUZA, A.A.L. Acupuntura: O trabalho do enfermeiro nos serviços de saúde. YAMAMURA, Ysao. Acupuntura Tradicional: A Arte de Inserir. 2ª edição revisada e ampliada. São Paulo: Roca, 2004. WEN, Tom Sintan. Acupuntura Clássica Chinesa. 10a edição. São Paulo: 2004.
  • 166. PROJETO DE IMPLANTAÇÃO DA PRATICA COMPARTILHADA EM UM HOSPITAL DE GRANDE PORTE DA CIDADE DE SÃO PAULO *Sasaki, M. L. V. S ** Florentino, E. D. G *** Novembre, R.C Introdução: A Pratica Compartilha constitui-se de um processo de descentralização que possibilita ao enfermeiro o controle sobre sua pratica e ambiente de trabalho, pautado em ações que requerem autoridade com responsabilidade1. Esse modelo é desenvolvido por enfermeiros, técnicos ou auxiliares de enfermagem, as ações são planejadas, realizadas ou delegadas de acordo com os níveis de conhecimento e competências. Nesse modelo, avalia-se a necessidade de cuidado, elabora-se um plano assistencial, implementa-se e considera-se a resposta do paciente as intervenções de enfermagem. Objetivo: Assegurar a prestação de assistência de enfermagem com foco na promoção de saúde, na recuperação da doença e no fornecimento de informações relevantes para a equipe multiprofissional; Criar um sistema organizacional de aprendizado continuo, baseado na liderança compartilhada; Garantir a continuidade da formação e desenvolvimento do profissional, promovendo um ambiente em que a equipe se sinta valorizada e capaz de atingir seu potencial máximo; Incentivar a pesquisa clinica para a busca de evidencia que sustentem a pratica de enfermagem; promover efetiva liderança profissional e gerencial. Método: Foi realizada a revisão da literatura em bases de dados Medline, Scielo, Pubmed e Plataforma Scopus sendo utilizadas as palavras chaves:liderança, pratica compartilhada, pratica assistêncial. Resultados: Foi criado um Grupo de trabalho da Pratica Compartilha onde foi revisto todas as atribuições e competências de toda equipe de enfermagem, realizado cronograma para nortear as atividades e feito eleição de unidades piloto para implantação do novo modelo a fim de alinharmos e revisarmos os pontos a serem melhorados para posterior implantação em todas as unidades assistenciais. Foram definidos indicadores a serem seguidos para medir a efetividade do novo modelo a fim de direcionar a assistência de enfermagem. Referencias Bibliográfica: 1. Bork, A.M. In: Enfermagem de Excelência: da visão á ação. Da Teoria para o dia a dia – A Estrutura de Decisão Compartilhada do Sistema de Enfermagem. Rio de Janeiro. Guanabara Koogan, 2003. 79-87. 2. Bersuda, A. A. S; Riccio, G. M. G..Trabalho em Equipe – Instrumento Básico de Enfermagem. In: CIANCIARULLO, T. I. Instrumentos Básicos para o cuidar: um desafio para a qualidade da assistência. 1. ed. São Paulo: Atheneu, 2005, p.75 – 83. 3. Dias, MAA.. Liderança: uma nova visão da atuação do enfermeiro frente a sua equipe. Rev. Academia de Enfermagem. 2003; 1 (1): 15 -19. 4. Drucker, P.F.. O Líder do Futuro. 9ª edição. Ed. Futura. São Paulo, 2001. *Coordenadora da Educação Continuada e Pratica Assistencial – Hospital Santa Catarina E-mail: marcia.sasaki@hsc.org.br
  • 167. QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: AMBIENTE DO PACIENTE EM HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE Borsato FG, Vannuchi MTO, Sakai AM, Santos MR, Haddad MCL Universidade Estadual de Londrina - UEL E-mail: andressasakai@hotmail.com Introdução: Diante das transformações ocorridas na área da saúde a partir da globalização e do desenvolvimento tecnológico, os serviços de enfermagem sofreram grande impacto e perceberam a necessidade de reformulações nos processos de trabalho para o alcance da qualidade de seus serviços(1). Assim, com a nova realidade dos serviços hospitalares e necessidade de transformar seus modelos de gestão, buscam-se eleger meios de viabilizar a melhoria contínua, pautada em processos e estruturas adequadas que atendam às necessidades dos clientes. Essa preocupação permeia consideravelmente o trabalho em enfermagem, que insere constantemente, em seus processos gerenciais, metodologias de avaliação, permitindo levantar informações relacionadas às condições da qualidade assistencial, compará-las a padrões estabelecidos e utilizá-las como subsídios para a implementação de medidas de melhoria contínua(2,3). Justificativa: O monitoramento para a avaliação da qualidade da assistência de enfermagem voltada para o local de internação do paciente é de extrema importância, para que assim, exista melhoria na qualidade da assistência prestada. Objetivo: Comparar os resultados das duas primeiras avaliações da qualidade da assistência de enfermagem realizadas por meio da observação do ambiente de internação do paciente em hospital público de média complexidade. Métodos: Realização de um estudo retrospectivo e quantitativo realizado no período de junho a dezembro de 2011, em unidade de internação adulto, com coleta de dados secundários de dois relatórios disponibilizados pelo Serviço de Controle de Qualidade em Enfermagem da instituição. A tabulação dos dados foi realizada no Microsoft Excel 2007 e sua análise foi pautada na metodologia proposta por Haddad5. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina. Resultados: Os resultados apresentaram um declínio na qualidade da assistência de enfermagem na unidade estudada com queda na taxa de geral de positividade de 85,2% para 69,1%. Com uma análise minuciosa dos indicadores, observou-se melhoria na higiene e no conforto, na segurança física e na utilização de equipamentos, e redução quanto ao cumprimento das rotinas de identificação de dispositivos e à prevenção de úlcera por pressão. Conclusão: Por meio dos resultados, foi possível analisar o processo e a estrutura envolvidos no cuidado e identificar fatores de risco à saúde. Mesmo com os resultados positivos, evidenciou-se que ainda existe a necessidade de implementação de estratégias educativas que visem à cultura de melhoria nos processos assistenciais de enfermagem. Palavras-chave: Controle de qualidade, Avaliação em enfermagem, Segurança do paciente. Bibliografia 1 Vituri DW, Matsuda LM. Validação de conteúdo de indicadores de qualidade para avaliação do cuidado de enfermagem. Ver Esc Enferm USP. 2009; 43(2): 429-37. 2 Haddad MCFL, Évora YDM. Implantação do programa de qualidade em hospital universitário público. Cienc Cuid Saude. 2012; 11(suppl.): 78-86. 3 Caldana G, Gabriel CS, Bernardes A, Évora YDM. Indicadores de desempenho em serviço de enfermagem hospitalar: revisão integrativa. Rev Rene, Fortaleza. 2011; 12(1): 189-97.
  • 168. QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA: SIGNIFICADO PARA ENFERMEIROS DE UM HOSPITAL ESCOLA Autores: RAMOS LDIL, ALVES M, , RIBEIRO HCTC,RABELO ARM SILVA ADC Escola de enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Email para contato: lorenaramos91@hotmail.com Palavras-chave: Qualidade; Gerência em enfermagem; Enfermagem Introdução: A qualidade da prestação de serviços de saúde tem sido uma grande preocupação para os profissionais da área. Suas implicações estão na pauta de discussão em diversos espaços, como na academia, no Judiciário e nas organizações prestadoras de serviços de saúde publicas e privadas. A definição de assistência de qualidade ainda é um desafio para os atores que operam na saúde, não havendo consenso ou uma definição operacional compartilhada. Ressalta-se que o conceito de qualidade não é simples, nem unívoco, mas complexo e polivalente1. Justificativa: Este estudo é relevante, tendo em vista que o enfermeiro vai agir de acordo com o significado que atribui á gestão da qualidade da assistência. Objetivo: Compreender o significado de qualidade da assistência para enfermeiros de um hospital escola. Metodologia: Estudo descritivo de natureza qualitativa. Os dados foram coletados por meio de entrevistas com roteiro semiestruturado com 13 enfermeiros de um hospital escola de Minas Gerais. Foi utilizado o critério de saturação de dados para interrupção da coleta de dados2. Os dados empíricos foram submetidos à Análise de Conteúdo Temática, segundo Bardin3. Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMG sob o parecer n° ETIC 0501.0.203.000-10. Resultados: Os resultados mostram que, para os sujeitos da pesquisa, qualidade da assistência é uma questão complexa, difícil e subjetiva. Foram apontadas diversas definições, com foco especialmente na assistência direta ao paciente, como: Excelência, fazer da melhor maneira possível, fazer bem feito da primeira vez; Prestar assistência humanizada, integral e holística; Promover a segurança do paciente e atuar com base em princípios de beneficência e ética, respeitando normas e rotinas da instituição. Esta concepção encontra respaldo na afirmação de que os responsáveis pela qualidade são os profissionais que atuam diretamente na assistência. A qualidade também foi associada assistência indireta ao paciente, como: Atender expectativas, necessidades, resultados esperados; Organizar processos; Buscar melhorias contínuas; Dispor de recursos e condições de trabalho adequadas; Garantir benefícios e saúde ao trabalhador e promover reuniões de classe periódicas. Tais resultados podem ser contrapostos com o referencial que afirma que a atenção a saúde é composta por três componentes: a atenção técnica incluindo a base científico-tecnológica, recursos humanos e materiais e demandas dos pacientes; o manejo das relações interpessoais e o ambiente físico e suas características4. Conclusão: A visão dos enfermeiros sobre qualidade ainda se mantém atrelada a situações da assistência direta ao paciente, sem referencias a aspectos macroestruturais. Assim, permanece o desafio de pensar a qualidade em seus vários atributos, incluindo a gestão, as relações interpessoais, satisfação dos profissionais e usuários e efetividade. Referências: 1. Serapioni, M. Avaliação da qualidade em saúde. Reflexões teórico-metodológicas para uma abordagem multidimensional. Revista Crítica de Ciências Sociais, Portugal, n. 85, p. 65-82, jun. 2009. 2. Minayo MCS. O desafio do conhecimento. Pesquisa qualitativa em saúde. 9ª ed. São Paulo: Hucitec; 2006. 3. Bardin, L. Análise de Conteúdo. 5.ed. Lisboa.: Edições 70, 2009. 281p. 4. Donabedian, A. La dimensión internacional de la evaluación y garantia de la calidade. Salud Pública de México, México, v. 32, n. 2, p. 113-117, mar./abr. 1990.
  • 169. QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO COMO DETERMINANTE NO ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE Santos SHJ, Castro PS, Kowalski ISG, Fortes T. Universidade Paulista paulacastro25@gmail.com RESUMO Atualmente passamos a maior parte do nosso dia no ambiente de trabalho, para tanto este ambiente deve prover qualidade necessária para executarmos nossas funções laborais de forma adequada e segura. Um ambiente que promove esta situação para seu colaborador apresenta determinadas características estruturais e normativas para oferecer um ambiente adequado de trabalho, sendo estas características norteadas pela higiene, segurança e qualidade de vida no trabalho (QVT). Quando não oferecidas condições adequadas para o profissional de saúde sua resposta disfuncional pode variar desde desmotivação, absenteísmo, estresse, Síndrome de Burnout, até um atendimento quanti e qualitativamente deficiente ao paciente. Esta pesquisa aborda em especifico os erros de medicação como processo final da falta de qualidade de vida no trabalho. Os objetivos foram: identificar a proporção de causa de erros de medicação mediante a vulnerabilidade do ambiente de trabalho; descrever as causas de erros de medicação e descrever os fatores de falta de qualidade de vida no ambiente de trabalho. Tratou-se de uma revisão bibliográfica, através do portal da biblioteca virtual de saúde (BIREME), na base de dados: LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) Scientific Eletronic Library on Line (SCIELO), como também se favoreceu da utilização de livros, artigos, dissertações e manuais em língua portuguesa no período de 2006 a 2012. Os resultados obtidos demonstraram que mais de cinquenta por cento das causas de erros estavam relacionados a falta de QVT, o principal fator predisponente a falta de QVT é a sobrecarga de trabalho, e os principais erros acometidos estão relacionados com os cinco certos preconizados pelo Conselho Federal de Enfermagem. Portanto, o ambiente de trabalho é determinante para o atendimento eficiente e seguro de enfermagem. Referências Bibliográficas Junior NRC. Burnout de enfermeiros: um estudo em hospitais de Belo Horizonte[dissertação na internet]. Belo Horizonte:Faculdade Novos horizontes; 2010[acesso em 2012 mar 30]. Avelar AFM, Salles CLS, Bohomol E, Feldman LM, Peterlini MAS, Harada MJCS, et AL. Livreto 10 passos para a segurança do paciente[homepage na Internet].São Paulo: COREN;c2010[acesso em 2012 set 28]. Belela ASC, Peterlini MAS, Pedreira MLG. Erros de medicação: definições e estratégias de prevenção [homepage na internet]. São Paulo: Coren; c2011[acesso em 2012 mar 30]. Lima CF. Síndrome de Burnout e autoeficácia: um estudo com profissionais de enfermagem de hospitais privados de Natal/RN[dissertação na internet]. Rio Grande do Norte: Universidade Federal do Rio Grande do Norte; 2009 [acesso em 2012 mar 30]. Oliveira MCP, Kanashiro CA. A responsabilidade da equipe de enfermagem na administração medicamentosa. Olhar Plur [periódico na internet]. 2010 [acesso em 2012 mar 30]; 2(3):[ aproximadamente 7p.]. Pelliciotti JSS, Kimura M. Erros de medicação e qualidade de vida relacionada à saúde de profissionais de enfermagem em unidades de terapia intensiva. Rev. Latino-Am Enf.[periódico na internet]. 2010 nov-dez [acesso em 2012 mar 30]; 18(6):[aproximadamente 9 p.]. Elias MA, Navarro VL. A relação entre o trabalho, a saúde e as condições de vida: negatividade e positividade no trabalho das profissionais de enfermagem de um hospital escola. Rev. Latino-Am Enf.[periódico na internet]. 2006 jul-ago [acesso em 2012 mar 30]; 14(4):[aproximadamente 8 p.]. Miasso AI, Grou CR, Cassiani SHB, Silva AEBC, Fakih FT. Erros de medicação: tipos, fatores causais e providências tomadas em quatro hospitais brasileiros. Rev Esc Enferm USP.[periódico na internet].2006[acesso em 2012 mar 30];40(4):524-32. Miasso AI, Silva AEBC, Cassiani SHB, Grou CR, Oliveira RC, Fakih FT. O processo de preparo e administração de medicamentos: identificação de problemas para propor melhorias e prevenir erros de medicação. Rev Latino-am Enferm[periódico na internet].2006 mai-jun [acesso em 2012 mai 20]; 14(3):354-63. Franco JN, Ribeiro G, D’Innocenzo M, Barros BPA. Percepção da equipe de enfermagem sobre fatores causais de erros na administração de medicamentos. Rev Bras de Enf[periódico na internet].2010 [acesso em 2012 mai 20]; 63:927-32.
  • 170. QUALIDADE DOS REGISTROS DE ENFERMAGEM EM HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE Borsato FG, Vannuchi MTO, Sakai AM, Santos MR, Haddad MCL Universidade Estadual de Londrina - UEL E-mail: andressasakai@hotmail.com Introdução: Diante das transformações ocorridas no cenário da saúde, resultantes da evolução tecnológica, avanços científicos e das mudanças socioculturais, os profissionais de enfermagem deparam-se com a necessidade de constantes reformulações em suas formas de atuação no sentido de preservar a qualidade da assistência e adequá-las à realidade1. A utilização da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) permite o desenvolvimento de um processo de cuidado pautado em planejamento, operacionalização e monitoramento e, ainda, viabiliza uma comunicação eficaz entre os membros da equipe, uma vez que gera registros com informações passíveis de serem transmitidas e possibilita que membros da equipe compartilhem das informações, decisões e ações, assim como dos resultados obtidos(2,3). Justificativa: Considerando que existe uma correlação positiva entre os registros e a busca pela excelência do cuidado, a análise desses dados permite o levantamento de diagnósticos e a busca pela implementação de boas práticas com vistas a alcançar melhorias nos processos de trabalho(4). Objetivo: Comparar os resultados de duas avaliações da qualidade da assistência de enfermagem, realizadas por meio da auditoria dos registros de enfermagem em hospital público de média complexidade. Metodologia: Foi realizado um estudo retrospectivo, de abordagem quantitativa, sobre a qualidade da assistência verificada por meio da auditoria dos registros de enfermagem em hospital público de média complexidade, com coleta de dados secundários disponibilizados pelo Serviço de Controle de Qualidade em Enfermagem (SCQE) da instituição em estudo. A tabulação dos dados foi realizada no Microsoft Excel 2007 e sua análise foi pautada na metodologia proposta por Haddad5. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina. Resultados: Foi possível observar melhorias na qualidade dos registros referentes a identificação do paciente, anotações e controles de enfermagem e condições de alta, porém mantiveram-se aquém dos valores recomendados. A prescrição de enfermagem apresentou queda de qualidade, em especial, no que se refere à aplicação de conhecimentos técnicos e científicos. Conclusão: Mesmo com aumento de alguns valores apresentados, evidencia-se a necessidade de abordagens educativa de sensibilização, principalmente, para o enfermeiro, quanto à importância dos registros na orientação e continuidade do cuidado. Palavras-chave: Auditoria de Enfermagem, Controle de Qualidade, Avaliação em enfermagem. Bibliografia 1 Menezes SRT, Priel MR, Pereira LL. Autonomia e vulnerabilidade do enfermeiro na prática da Sistematização da Assistência de Enfermagem. Rev Esc Enferm USP. 2011; 45(4): 953-8 2 Silva LG, Jodas DA, Baggio SC, Vituri DW, Matsuda LM. Prescrição de Enfermagem e qualidade do cuidados: um estudo documental. Rev Enferm UFSM. 2012 Jan-Abr; 2(1): 97-107. 3 Borsato FG, Rossaneis MA, Haddad MCFL, Vannuchi MTO, Vituri DW. Avaliação da qualidade das anotações de enfermagem em um Hospital Universitário. Acta Paul Enferm.2011; 24(4): 527-33. 4 Setz VG, D’Innocenzo M. Avaliação da qualidade dos registros de enfermagem no prontuário por meio da auditoria. Acta Paul Enferm. 2009; 22(3): 313-7. 5 Haddad MCFL, Rossaneis MA. Indicadores de Qualidade da Assistência de Enfermagem. PROENF. Programa de Atualização em Enfermagem. Gestão: 2011. p. 41-90.
  • 171. QUALIDADE EM ENFERMAGEM: OPINIÃO DO PACIENTE DE HOSPITAL PÚBLICO DE MEDIA COMPLEXIDADE Autores: Borsato FG, Vannuchi MTO, Haddad MCFL, Santos MR, Sakai AM. Instituição: Universidade Estadual de Londrina - UEL E-mail: maikon_xxx@yahoo.com.br Introdução: Atualmente há uma crescente preocupação das organizações de saúde com a excelência do cuidado e observa-se a transferência do foco da doença para o sujeito, com incorporação do atendimento as perspectivas do paciente nas políticas e metas organizacionais(1,2,3). A qualidade deixou de ser tratada apenas do ponto de vista técnico e passou a voltar-se também para a satisfação do paciente permitindo a este ser participante ativo nos processos de cuidado e de busca pela qualidade assistencial(4). Justificativa: Partindo da necessidade de considerar a opinião do cliente na melhoria da qualidade assistencial em saúde, faz-se necessário que a enfermagem busque metodologias de avaliação do cuidado sob a ótica do paciente. Objetivo: Analisar a opinião do paciente internado em hospital de média complexidade quanto a qualidade da assistência de enfermagem prestada. Métodos: Estudo retrospectivo, de abordagem quantitativa, em hospital público de média complexidade, com coleta de dados secundários disponibilizados pelo Serviço de controle de Qualidade Enfermagem (SCQE). Os dados foram coletados dos relatórios gerenciais de duas avaliações realizadas, na unidade de internação adulto, no período de junho a dezembro de 2011. A tabulação foi realizada no Microsolft Excel 2007 e os dados foram analisados segundo a proposta de Haddad (5). Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê sede Ética orem Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina, CAAE 0220.0.268.000-11. Resultados: A média geral dessa avaliação apontou que houve um aumento na positividade das respostas de 73,5% na primeira avaliação e 87,1%. Os resultados obtidos por esta pesquisa demonstram um aumento da percepção positiva do paciente no que se refere à estrutura de atendimento e aos processos de assistência da enfermagem, tendo como pontos determinantes de melhoria os cuidados de higiene, o auxílio para movimentação e deambulação, existência de silêncio, a iluminação, a segurança do paciente, as orientações de alta e o atendimento as necessidades espirituais. No entanto, verificou-se a redução na qualidade em relação à liberdade do paciente em questionar a equipe de enfermagem, ao auxílio para alimentação e orientações de jejum. Conclusão: Este estudo mostrou que, mesmo com o aumento da percepção positiva do cliente, algumas inadequações se mantiveram, mostrando a necessidade de busca por medidas alternativas de orientação e educação aos profissionais. Ainda, permitiu-se observar a possibilidade de avaliação de qualidade da assistência de enfermagem pautada no diálogo com o paciente e averiguação de sua opinião no que se refere às dimensões física, espiritual, emocional e social. Referências: 1.Trentini M, Paim L, Vasquez ML.[The social responsibility of nursing The of humanization in health policia]. Colômbia Med. 2011;42(supl. 1): 95-102. Portugueses.. 2. Rocha ESB, Trevisan MA.[Quality management in a hospital nursingservice. Rev Latino-am Enfermagem].2009;17(2).Portuguese. 3. Tronchin DMR, Melleiro MM, Kucgant P, Garzin ACA.[Theoretical básicos for The construction and implementation of Quality indicadores in health]. Rev Gaúcha de Enferm,2009; 30(3):542-6.Portuguese. 4.JuniorMC,Armond JE, Juliano Y.[Humanization of Public health serviços: perecível Quality of maternal and Chile health for useis of Básica Units of Health Public Health]. SaúdeColetiva. 2011; 50(8): 103-8. Portuguese
  • 172. REDUÇÃO DE CUSTOS EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO RELACIONADOS AO DESCARTE DE MEDICAMENTOS INJETÁVEIS MANIPULADOS Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein Autoras: Leme AJS, Hajar KS, Rossetto MACC, Brites DRC. Email: anajsl@einstein.br Introdução: A adoção do Sistema de Distribuição de Medicamentos por Dose Unitária (SDMDU) é estratégia para redução dos erros de medicação, recomendada pela Joint Commission International.1 Os medicamentos representam grande parte do orçamento em hospitais, o que justifica a busca por medidas que assegurem o uso correto.2 Medicamentos manipulados e, por alguma razão, não utilizados na terapia do paciente, retornam à farmácia central do hospital privado estudado, porém não são reutilizados em outro paciente e acabam desprezados. Atualmente, na instituição avaliada, o custo mensal decorrente do descarte de medicamentos injetáveis manipulados pela não utilização é de, aproximadamente, R$ 25.000,00. Neste cenário estamos diante de uma perda anual aproximada de R$ 300.000,00 para as unidades de Clínica Médico Cirúrgica (CMC). Tratase de um custo não previsto no orçamento anual da CMC, e que é debitado do Centro de Custo destas unidades. Justificativa: O uso racional de medicamentos e materiais torna-se uma tarefa fundamental uma vez que estes têm uma representatividade significativa nos custos. Objetivo: Reduzir 40% do custo relacionado ao descarte dos medicamentos injetáveis manipulados não utilizados na terapia do paciente em uma unidade de CMC de um hospital privado do Estado de São Paulo que possui o SDMDU. Método: Realizado ciclo PDCA para levantamento das causas mais freqüentes de reversões de medicamentos, bem como horários e razões. Após confecção R$ 10.949,24 (53%) R$ 9.856,44 (47%) Custos após ação (set-out/2012) n =603 Valor das medicações manipuladas descartadas Valor do Ansentron® caso não fosse revertido da lista de verificação durante o período proposto, realizado Pareto para identificar os medicamentos com maior representatividade de perda financeira, para atuação direcionada. Encontrado Ansentron®, que após decisão gestão da Clínica Médico Cirúrgica acordou-se não ser manipulado e encaminhado aos setores de internação em suas embalagens originais, podendo ser reutilizado e evitando desperdício de medicamento e de receita. Resultados: Redução de 43% do custo de relacionado ao descarte de medicamentos injetáveis, totalizando R$ 9.856,44 com projeção de custo após a ação de R$ 159.000,00, e projeção de economia de R$ 141.000,00/ano. R$ 159.000,00 R$ 300.000,00 Projeção de economia anual para a CMC Previsão de custo atual Projeção de custo após ação Conclusão: A ação sobre 01 medicamento resultou em 47% de redução do custo relacionado ao descarte de medicamentos injetáveis manipulados. O SDMDU traz segurança e qualidade para os hospitais, porém devido fragilidade do atual sistema operacional da farmácia e processo de trabalho necessita de ajustes no hospital estudado para reaproveitamento das doses e diminuição do desperdício. A manipulação do Ansentron® pela equipe de enfermagem não acarretou aumento significativo do risco de erro de medicação devido à baixa variabilidade da dose prescrita e a forma de apresentação (sem necessidade de reconstituição). O aspecto da gestão ambiental e hora/homem trabalhada na farmácia não foram considerados, mas podem ser avaliados em outro estudo. Bibliografia: 1. Ribeiro E. “Dose unitária”: sistema de distribuição de medicamentos em hospitais. Rev Adm Empr. 1993:33;62-73. 2. Vieira LB, Pereira AP, Castro NP, Mielo M, Laus AM, Chaves LCPC. Distribuição de medicamentos por dose unitária em hospitais: custos versus benefícios. Rev. Cuidarte Enfermagem. 2011 Janeiro-Junho;5(1):25-28.
  • 173. REFERÊNCIA E CONTRA-REFERÊNCIA NA LINHA DE CUIDADO DE SAÚDE DA MULHER EM SÃO PAULO: UM ESTUDO EM CINCO REGIONAIS Palavras-chave: atenção básica, cuidado, integralidade, referência, linha de cuidado Introdução: Investigou a integralidade do cuidado de enfermagem partindo das condições sob as quais as regionais de saúde de São Paulo articulam o referenciamento. Justificativa: este estudo deve-se a necessidade de traçar o perfil de atuação do enfermeiro e equipe de enfermagem frente aos desafios da referencia e contra-referência na atenção básica. A atitude de desconsiderar a morte como um fenômeno natural e sim como algo que deve ser escondido pelo fato de ser “feia e suja” é fato que destaca que a morte familiar e pública se torna incompatível com o Modernismo. Objetivo: O estudo teve como propósito identificar e avaliar as práticas de gestão que enfermeiros realizam como esforços para viabilizar a referência na linha de cuidado da saúde da mulher no que se refere ao cuidado integral e universal, diante de casos suspeitos e diagnosticados de câncer de colo de útero e de mama na atenção básica. Método:A pesquisa teve como lócus cinco regionais de saúde e dez municípios a elas vinculados. Tomou-se como referência a linha de cuidado em saúde da mulher nos cuidados de prevenção de câncer de mama e colo de útero realizados na atenção básica. Buscou-se analisar o funcionamento dos mecanismos de referência e contra-referência formalmente instituídos e os recursos informais que são constituídos pelos enfermeiros para apoiar a gestão do sistema. Resultados: Analisou até que ponto este sistema conseguiu compatibilizar os princípios da universalidade e da integralidade no Sistema Único de Saúde (SUS) do Estado de São Paulo. Entre os resultados obtidos que dificultam o acesso dos pacientes e o bom funcionamento dos sistemas de referência e contra-referência, nas áreas pesquisadas, estão: 1) limitada oferta de consultas e exames especializados; 2) inexistência ou precariedade da contra-referência; 3) organização das atividades de regulação ainda deficiente; 4) baixa utilização de protocolos clínicos para encaminhamentos; 5) informalidade e precariedade em termos de sistemas de informação e comunicação; 6) falta de implementação da PPI ; 7) baixa compreensão do funcionamento sistêmico entre hospitais universitários e serviços de maior complexidade. Considerações finais: A análise dos dados mostrou que a enfermagem atua articulando a relação rede básica/serviços especializados porém esta relação dá-se de modo desarticulado com atenção fragmentada, baixa resolutividade, incertezas quanto ao atendimento, desinformação profissional sobre a rede especializada, encaminhamentos dependentes de critérios individuais e de contatos pessoais e utilização pontual de documentos que formalizam a referência e a contra-referência. Conclui-se que há mecanismos institucionais utilizados para encaminhamentos e respostas aos mesmos, mas não configuram a existência de um sistema de referência e contra-referência. Referências CECILIO L C , MERHY E E , a integralidade do cuidado como eixo da gestão hospitalar Campinas, 2003. STARFIELD, B., Atenção primária:equilíbrio entre necessidade , serviços e tecnologia. Brasília:UNESCO, Brasil , Ministério da Saúde, 2004 CORRÊA S E ÁVILA, MB. Direitos sexuais e reprodutivos. Pauta global e percursos brasileiros. In Berquó, E (org) Sexo e vida. Panorama da Saúde Reprodutiva no Brasil. Editora Unicamp. Campinas, 2003. DAB/SES-SP 2002) FRANCO T. B. MAGALHÃES JÚNIOR H M.Integralidade na assistência à saúde: a organização das linhas do cuidado. Em: MERHY, E.E.; FRANCO, T.B. et al. O trabalho em saúde: olhando e experienciando o SUS no cotidiano.; HUCITEC, São Paulo, 2003.
  • 174. REFLEXOS DA GESTÃO DA QUALIDADE DA ASSITÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE PORTADOR DE SCA COM SUPRA DO SEGUIMENTO ST. Daniel dos Santos Fernandes¹’²; Natália Monteiro Las-Cazas¹; Patrícia Berni Ricieri¹ Descritores: ENFERMAGEM; CARDIOLOGIA, URGÊNCIA; EMERGÊNCIA Introdução e Justificativa: As doenças cardiovasculares são a principal causa de morbidade e mortalidade em todo mundo, estudos apontam que em 2020, 40% das mortes serão relacionadas a essas doenças. Entre elas, as síndromes coronarianas agudas (SCA) são as principais que se caracterizam por estados de isquemia que culminam na lesão do músculo cardíaco. Sabe-se que o tempo é um fator determinante na efetividade do tratamento das SCA. Assim, entende-se que quanto mais rápida a execução das medidas terapêuticas que visam a reperfusão miocárdica, menos lesões e seqüelas são geradas e consecutivamente melhores índices de sobrevida dos pacientes, menor tempo de permanência intra-hospitalar e menos custos com internação e intervenção nestes pacientes. Sabe-se ainda, que a Enfermagem como principal executante dos cuidados em saúde representa importante fator proponente da qualidade assistencial nos quadros de SCA. Desta forma, a elaboração de estudos que objetivam descrever os impactos da qualidade assistencial no desfecho final do atendimento de pacientes com SCA assumem grande relevância, uma vez que estes podem contribuir com o fornecimento de significativas evidências. Metodologia: Trata-se de estudo descritivo de abordagem qualitativa e nuances epidemiológicas, realizado por meio de coorte retrospectiva fundamentada na análise de registros dos atendimentos de pacientes com quadro de SCA admitido em um serviço de Pronto Socorro com Unidade Cardiovascular em BH – MG, de janeiro a março de 2013. Resultados e Discussão: Observou-se que a atuação da Enfermagem é de grande importância para o alcance de ótimos índices de Tempo Porta Balão (TPB). Este fato se destaca principalmente na etapa de classificação de risco, que quando bem executada prioriza o eletrocardiograma do paciente, antes mesmo de sua consulta que também será priorizada pelo médio ou alto risco. Neste trabalho identificou-se que o único paciente que não foi classificado teve o Tempo Porta ECG (TPE) excedido (16 minutos). A enfermagem ainda tem participação relevante na execução de tarefas como a obtenção de material para exames no momento da punção do acesso venoso, administração de medicações protocolares que irão otimizar o processo hemodinâmico ou mesmo na realização da trombólise química quando esta é a escolha. Outro fator que pode impactar negativamente no alcance de um bom índice de TPB é a demora de admissão na hemodinâmica. Esse fator é um risco em serviços nos quais o plantão do hemodinamicista funciona sob escala de sobreaviso nos turnos da noite e plantões de finais de semana. Nestes casos a gestão das escalas deve garantir um tempo de deslocamento mínimo do médico até o hospital. A média de tempo de admissão na hemodinâmica no serviço foco deste estudo coincide com a chegada do hemodinamicista nas ocasiões descritas anteriormente e que representaram 83,33% da amostra, contudo o tempo médio de admissão foi de 32 minutos. Tendo em vista a média de TPB total de 65,5 minutos, acredita-se que a existência de um Protocolo Assistencial bem estruturado, bastante incorporado entre os membros da equipe de enfermagem e bem manipulado pelos membros do corpo clínico no serviço de urgência tem impacto positivo no alcance de bons resultados prognósticos. Conclusão: Contudo, a manutenção de uma sólida política de qualidade fundamentada na análise sistemática de indicadores, na designação de planos de ações compartilhados entre enfermagem, equipe de cardiologia na emergência e serviço de hemodinâmica são fatores diferenciais que impactam no ótimo desempenho assistencial sendo que o principal favorecido é o paciente. ¹ Enfermeiros da Gestão Assistencial do Pronto Socorro do Hospital Mater Dei – Belo Horizonte Minas Gerais. ² Mestrando em Medicina e Biomedicina do IEP – Santa Casa BH.
  • 175. REGISTROS DE ENFERMAGEM: ACOMPANHAMENTO PARA MELHORIAS NO PROCESSO Vigo LRA1, Campos ES2 Hospital totalCor luciane.vigo@totalcor.com.br Palavras – chave: Enfermagem; Processos de Enfermagem; Registros de Enfermagem. Introdução: Os registros efetuados pela equipe de enfermagem (enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem) têm finalidade essencial de fornecer informações sobre assistência prestada, assegurar comunicação entre os membros da equipe de saúde e garantir a continuidade das informações nas 24 horas, condição indispensável para compreensão do paciente de modo global1. Padronizar a anotação de enfermagem e outros registros relacionados à Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um desafio para todas as instituições. Diante deste cenário observou-se a necessidade de implantar uma enfermeira responsável pelo grupo de estudos da SAE, em que dedica parte de sua carga horária exclusivamente para as atividades relacionadas à SAE, para avaliação e orientações da equipe de enfermagem. Justificativa: Demonstrar as melhorias do registro em prontuário após a implantação da enfermeira responsável pelo grupo de estudos da SAE na instituição. Objetivo: Descrever a experiência da instituição na implantação de uma enfermeira responsável pelo grupo de estudos da SAE. Metodologia: Relato de experiência vivenciado por uma instituição privada especializada em Cardiologia na cidade de São Paulo após a implantação de uma enfermeira responsável por um grupo de estudos para avaliação e orientações à equipe de enfermagem. Relato de experiência: Com a finalidade de padronização do registro em prontuário e melhor acompanhamento deste processo, foi implementado, no primeiro semestre de 2012, uma enfermeira responsável para o grupo de estudos da SAE, com a finalidade de verificar as deficiências do processo de enfermagem na instituição e orientar a toda a equipe sobre as melhoria. Durante o segundo semestre de 2012 foram realizados diversos treinamentos in loco, com base em uma avaliação de prontuários realizada no início do semestre, em itens avaliados como primordiais para a melhoria da assistência, entre eles: completude no preenchimento nos impressos de Sinais Vitais, Avaliação Inicial do Paciente, Avaliação Diária do Risco de Queda e Plano Educacional; checagem diária da prescrição médica e de enfermagem, justificativa na anotação de enfermagem de itens bolados, presença de carimbo e iniciais nos impressos, evolução dos diagnósticos de enfermagem, anotação e reavaliação da dor. Após o término destas orientações, foi realizada nova auditoria de prontuários, onde se observou melhora em quantidade de não conformidades por prontuários, porém mantendo estas não conformidades em diversos prontuários. Conclusão: Diante dos resultados encontrados na avaliação dos prontuários, percebe-se uma melhoria de 28% em relação à primeira auditoria mostrando a importância de ter uma pessoa disponível e responsável pelas orientações relacionadas à SAE, foco essencial para a segurança e continuidade da assistência de enfermagem. Convém ressaltar a participação de outros membros do grupo da SAE como multiplicador das orientações para contribuir neste processo. Ainda é um grande desafio a excelência no registro em prontuário, porém a busca a cada membro da equipe com as orientações in loco demonstra a persistência no alcance do objetivo: não possuir irregularidades no registro. 1 Enfermeira supervisora de Enfermagem do Pronto Socorro e Unidade Diagnóstica. Especialista em Enfermagem Clínica e Cirúrgica. Pós-graduanda em Gerenciamento em Enfermagem. Hospital totalCor. São Paulo. 2 Enfermeira Assistencial do Pronto Socorro. Especialista em Emergência. Hospital totalCor. São Paulo. Referencias bibliográficas 1. POSSARI, J.F. Prontuário do paciente e os registros de enfermagem. São Paulo: Iátria, 2007.
  • 176. REGISTROS DE PRONTUÁRIOS DE HOSPITAIS PÚBLICOS MUNICIPAIS DE SÃO PAULO: LIMITAÇÃO PARA A GESTÃO EM SAÚDE Nascimento AB1, Pedroso MC2 1 Mestre pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Docente de Pós-Graduação, Graduação e Extensão do Centro Universitário Senac – SP. alexandra.nascimento@sp.senac.br 2 Professor Doutor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo. mpedroso@usp.br Introdução: A gestão dos sistemas de saúde se configura como um desafio para àqueles que têm a responsabilidade técnica e ética de alocar de forma equitativa estes recursos. Diante desta necessidade, o prontuário do paciente (PP) concebido a partir da sua natureza de instrumento de registro sobre as ocorrências com o indivíduo pode ser utilizado para otimizar a utilização dos recursos em saúde, contribuindo para o acompanhamento clínico, respaldo legal e gestão institucional, através de alocação eficiente dos recursos em saúde. Justificativa: Diante deste contexto, o enfermeiro pode colocar-se como a figura a gerir os serviços de saúde, sendo necessário o desenvolvimento de instrumentos que permitam uma tomada de decisão consistente, destacando-se o uso do PP como base de dados fundamental para a gestão destes serviços. Objetivo: Analisar a ocorrência do registro no PP de alguns indicadores clínicos e de funcionalidade. Método: Foram analisados 430 PP de 2 hospitais secundários municipais de São Paulo que utilizaram estes serviços em abril/2010. Esta pesquisa foi aprovada no CEP-EEUSP (867/2009) e CEP-SMS (221/2010). Após o aceite da direção técnica dos hospitais, através do "Termo de Responsabilidade", os dados foram coletados em julho/2010. Esta análise partiu do pressuposto de uso do PP como ferramenta que subsidie a tomada de decisão em gestão em saúde e, consequentemente, propicie ações visando a sustentabilidade dos serviços de saúde. Desta forma, os PP foram analisados, no momento da admissão e saída do serviço, quanto à presença do registro dos indicadores clínicos, representados pela pressão arterial (PA), frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR), temperatura (T) e dor; e de indicadores de funcionalidade, representados pelo tipo de banho, via de alimentação e tipo de locomoção. Resultados: O Hospital B possuiu maior ocorrência de registro no PP das variáveis PA e FC em comparação ao Hospital A, enquanto que o Hospital A possuiu maior ocorrência de registro nas demais variáveis clínicas em comparação ao Hospital B. Porém, vale ressaltar que nenhum dos indicadores clínicos possuiu 100% de ocorrência de registro no PP. O Hospital B apresentou maior ocorrência do registro das variáveis referente à funcionalidade em comparação ao Hospital A, seja no momento da admissão e no momento da saída do serviço. A ocorrência do registro foi maior entre as variáveis de funcionalidade em comparação às variáveis clínicas, em ambos hospitais. Conclusões: Identificou-se falta de registro nos PP analisados, quanto às variáveis clínicas e de funcionalidade propostas, seja em maior ou menor proporção. Evidenciou-se a priorização no registro dos indicadores de funcionalidade em detrimento dos indicadores clínicos. Tal situação pode impactar em algumas decisões no âmbito da gestão em saúde, por ausência de informações e, consequentemente, na sua análise para a sustentabilidade dos serviços de saúde. Sendo pertinente a capacitação da equipe de Enfermagem para a anotação consistente dos dados necessários que permitam uma maior solidez nas informações que subsidiarão as tomadas de decisão.
  • 177. RELAÇÃO HOMEM-MÁQUINA FRENTE AO PROCESSO PRODUTIVO DE ENFERMAGEM Dias AM, Mendes RNC, Carmo AFS, Moreno FN, Haddad MCFL Universidade Estadual de Londrina (UEL) Email:andressam_dias@yahoo.com.br INTRODUÇÃO: Com a Revolução Industrial, na Inglaterra do século XVIII, transformações profundas ocorreram nos métodos e processos de produção de trabalho existentes. Essas mudanças ocorreram com o ingresso de equipamentos têxteis, no processo de trabalho, operados por uma única pessoa e capazes de produzir bens em larga escala e em menor tempo. Os trabalhadores, que antes eram artesãos e trabalhavam isoladamente em oficinas, passaram a ocupar os galpões industriais e a dominar de forma fragmentada o processo produtivo. JUSTIFICATIVA: A enfermagem, em seu processo de produção de serviços, trabalhou e ainda trabalha com a lógica positivista das linhas de produção. E interage com o gerenciamento dos serviços de saúde muitas vezes de modo semelhante às relações industriais. Essa lógica constitui-se em um desafio para que os profissionais de enfermagem mantenham a propriedade e a consciência do seu processo produtivo, o que ocorre no chamado modelo histórico-social da gestão. OBJETIVO: Fazer uma revisão integrativa sobre o processo produtivo de enfermeiros frente ao uso de máquinas. MÉTODO: Realizou-se uma busca dos artigos científicos e livros publicados no período de 2008 a 2012, no portal de periódicos do Centro de Aperfeiçoamento de Profissional Especializado (CAPES), nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scielo e PubMed Central, bem como em livros de história geral, foi possível reunir e relacionar conteúdos sobre as relações produtivas ocorridas no ambiente de cuidados e o uso de máquinas em saúde. RESULTADOS: Verificou-se que a inclusão do equipamento em saúde possibilitou o suporte à vida e economizou e até hoje economiza o tempo de cuidados de enfermagem, de modo que um número reduzido de profissionais produz mais em cuidados, e consequentemente, atendem um número maior de pacientes do que no passado. Porém, quando o foco é a quantidade, muito se pode perder na qualidade. A Enfermagem é uma ciência pautada em relações humanas, a descaracterização da sua humanidade acaba por prejudicar o atendimento dos objetivos do cuidado. Se o toque, a sensação de acolhimento e o afeto são comprovadamente necessários para o sucesso da terapêutica, bem como o isolamento e a percepção de afastamento em relação a outros seres humanos é prejudicial, a diminuição da humanidade gera uma interrupção na cadeia de produção, já que o sucesso desta depende do bem estar do outro, e que gera, assim, o lucro das instituições e das pessoas que nela desempenham seu papel social. CONCLUSÃO: A Enfermagem do futuro demandará profissionais capazes de gerenciar o cuidado que prestam de forma consciente e holística, em meio a todo um ambiente de delegação homem-máquina, que impele o cuidado rumo à fragmentação e dependência frente à tecnologia. De modo que haja qualidade, segurança, e acima de tudo, a consciência da valorização do humano em uma profissão que existe para a humanidade. BIBLIOGRAFIA 1. VALE, E. G.; LIMA, J. R.; FELLI, V. E. A. Programa de Atualização em Enfermagem - PROENF Gestão. Sistema de Educação em Saúde Continuada. Porto Alegre: Artmed/Panamericana, 2011; 168p. 2. VICENTINO, C.; DORIGO, G. História Para o Ensino Médio: História Geral e do Brasil. 2ª Ed. São Paulo: Scipione. 2005. 3. VARGAS, M. A. O.; MEYER, D. E. Re-significações do humano no contexto da 'ciborguização': um olhar sobre as relações humano-máquina na terapia intensiva.Rev. esc. enferm. USP[online]. 2005, vol.39, n.2, pp. 211-219. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v39n2/12.pdf> Acesso em 21 set. 2012;
  • 178. RELATO DE EXPERIÊNCIA DA IMPLANTAÇÃO DA DOR COMO 5º SINAL VITAL NO HOSPITAL ESTADUAL BAURU Mata RC, Noveli S, Pereira MV, Silva PG. Instituição:Hospital Estadual Bauru e-mail:prof.mariavaleria@gmail.com Introdução: Sociedade Americana de Dor e Consórcio Brasileiro de Acreditação determinam avaliação da dor realizada ao mesmo tempo, lugar que os outros sinais vitais, estimulam seriedade, rigor na avaliação no controle da queixa álgica. O paciente com dor demanda trabalho assistencial, restrição à mobilidade, aumento da morbi-mortalidade, complicações cardio-pulmonares, internação prolongada, custos, reinternação, relacionado a cronificação da dor. Justificativa:Definição da dor como 5º sinal vital possibilita avaliação mais fidedigna, qualidade assistencial ao paciente e eficácia no tratamento. Objetivos:Relatar a experiência em implantar o 5º sinal vital no Hospital Estadual Bauru com finalidade de intervir no alívio com medidas terapêuticas padronizadas, reduzir incidência de dor nos pacientes internados. Metodologia: Foram estipuladas etapas para a implantação: definição da equipe multidisciplinar,unidade, capacitação, elaboração de instrumento de avaliação da dor e a organização dessa ação na equipe. Resultados: A equipe foi constituída de médicos, enfermagem e farmacêuticos. Os setores pilotos foram as enfermarias cirúrgicas, centro cirúrgico e unidade de tratamento de queimados. Incluíram cem por cento dos pacientes internados nestes setores. As equipes foram capacitadas através de palestras, reuniões clínicas, orientações. Elaborado instrumento, anotado características, localização, intensidade da dor utilizando escala numérica verbal (ENV) 0 é ausência de dor 10 pior dor possível ou escala de descritores verbais (ausente,fraca,moderada,forte, insuportável) para pacientes com déficit cognitivo. Primeira abordagem feita pela enfermagem, na admissão que incluía: avaliação de medicações analgésicas utilizada na residência ; avaliação da dor, orientações quanto escala da dor e tratamento precoce, no momento dos outros sinais vitais (cada 6 horas) e quando paciente apresentava dor. Na Unidade de Queimaduras a avaliação foi realizada pós banho, desbridamento, enxerto. Na recuperação pós-anestésica, avaliado pelo menos uma vez após despertar e/ou recuperação anestésica no neuro eixo. Após avaliação, técnico comunicava enfermeiro ou médico sequenciando administração dos medicamentos segundo escada analgésica da dor(OMS) e protocolo da dor. Reavaliação do paciente feita conforme medição administrada, podendo ser readministrada até alívio (ENV≤3), satisfação do paciente ou surgimento de efeitos colaterais. Dificuldades relacionaram abordagem, compreensão do relato do paciente e preenchimento do instrumento avaliativo. As falhas nas anotações ocorreram na avaliação, qualidade, localização da dor. Na UTQ foram internados pacientes psiquiátricos utilizando uma abordagem diferenciada. Com a padronização do protocolo da dor, a administração das medicações foi eficaz a manipulação do curativo e banho foi facilitada. Conclusão:Após capacitação,houve sensibilização da equipe mostrando motivação, participação da implantação. Dificuldades foram sanadas com reorientação da equipe. Evidenciou trabalhadores que não participaram da capacitação tiveram resistência em utilizar a escala de dor. Pacientes ficaram menos temerosos quanto à possibilidade de dor pós-operatória, demonstrando confiança na equipe. Bibliografia: 1. ChavesDC.Dor como 5o sinal vital.Em Manoel Jacobsen Teixeira.Dor: contexto interdisciplinar, Ed Maio, 2003. 2. Arantes AC,MisonF. Rotinas Gerencias,Avaliação da Dor-Protocolo de Tratamento, Hospital Israelita Albert Einstein, 2009. 3. Fontes KB, Jaques AE. O papel da enfermagem frente ao monitoramento da dor como o 5º sinal vital. Cienc Cuid Saude 2007;6(S2):481-487.
  • 179. RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO NO HOSPITAL ALEMÃO OSWALDO CRUZ Costa.JCS; rosilene.duarte@haoc.com.br jcpina.saraiva@uol.com.br PALAVRAS CHAVES: Prontuário eletrônico, Sistematização da Assistência. INTRODUÇÃO A implementação de sistemas de informação em hospitais iniciou na década de 50 transformando-se nos dias de hoje em uma tendência mundial. O prontuário eletrônico do paciente veio para suprir as necessidades operacionais dos setores, promover integração e interação de dados, permitir total acesso às informações produzidas pelas diversas áreas, por outros serviços nacionais e internacionais, facilitar acesso rápido, agilizar a execução de alguns processos e fornecer um banco de dados para pesquisa.Tendo como base as necessidades da organização, o Grupo de Estudos em Sistematização de Enfermagem foram capacitados para o uso do novo software, bem como para alinhamento das estratégias para implantação da SAE no prontuário eletrônico em janeiro de 2011. Muitas etapas foram percorridas, envolvendo questões da ética, do sigilo da informação, da estrutura, até chegar a um consenso em relação ao formato das documentações e relatórios que seriam obtidos. Grupos de trabalhos foram formados a fim de operacionalizar a construção de cada etapa no que refere aos cadastros e para discussão de melhorias a serem implementadas. OBJETIVO Relatar a vivência da implantação da SAE no prontuário eletrônico no Hospital Alemão Oswaldo Cruz. METODOLOGIA Trata-se de um relato de experiência vivenciado pelo Grupo de Estudo em Sistematização da Assistência com relação a implantação do prontuário eletrônico no hospital Alemão Oswaldo Cruz. RESULTADOS Após o treinamento com todos os colaboradores da áreas assistenciais o registro no PEP favoreceu a coleta de dados para análise de indicadores de qualidade na assistência de enfermagem,médica e para a gestão dos processos,também teve benefícios na continuidade do cuidado e no resgate de informações alem de outros aspectos relacionados a visão integrada do prontuário através de senhas personalizada e assinatura eletrônica confidencial. Facilitoua auditoria de contas evitando glos as para a instituição e possíveis prejuízos a pacientes e empresas de plano de saúde. CONCLUSÃO Percebemos que a busca pelo desenvolvimento e aprimoramento da ferramenta é contínua e necessita de aprimoramentos em nossa realidade hospitalare que para o alcance de melhores resultados na assistência é fundamental a participação de toda equipe multiprofissional envolvida e comprometida com melhorias do processo, para a sustentação da prática assistencial. O prontuário eletrônico trouxe benefícios na continuidade do cuidado e no resgate de informações além de outros aspectos assistenciais, gerenciais em nossa organização. REFERÊNCIAS Kuchler FF, Alvarez AG, Haertel LA. Impacto sobre o tempo de execução do processo de enfermagem auxiliada por ferramenta informatizada. Rezende PO, Gaizinski RR. Tempo despendido no sistema de assistência de enfermagem após implementação de sistema padronizado de linguagem. RevEscEnferm USP 2008; 42(1): 152-9. Marin HF, Cunha ICKO. Perspectivas atuais em Informática em Enfermagem. RevBrasEnferm 2006 maio-jun; 59(3): 354-7. NANDA International. Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009-2011.Porto Alegre: Artmed, 2010. Rosilene D.C Silva João C.S.Costa Enfermeiros coordenadores de Unidade de Internação Hospital Alemaõ Oswaldo Cruz- SP
  • 180. RELATO DE EXPERIÊNCIA: EDUCAÇÃO PERMANENTE EM UM HOSPITAL MILITAR DA ZONA DA MATA MINEIRA Dutra HS1, Pereira CV2, Silva APR3, Silva LS4, Toledo RN5. 1 Enfermeira. Mestre em Saúde Coletiva. Docente da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora. 2, 3, 4, 5 Graduando da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora. Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) E-mail para contato: rubiany.toledo@ufjf.edu.br Palavras-chave:Educação em saúde; Educação em Enfermagem; Capacitação Profissional. RESUMO Introdução:A educação permanente é um instrumento usado para realizar a capacitação e atualização dos profissionais de saúde, uma necessidade que se acentua hoje em dia devido à rapidez da produção científica e tecnológica da saúde e da mudança dos modelos assistenciais em virtude da política de saúde (FARAH, 2010). Justificativa:Aeducação permanente é a realização do encontro entre o mundo de formação e o mundo de trabalho (BRASIL, 2004).Visa estimular o desenvolvimento da consciência e da boa prática nos profissionais acerca de seu contexto de trabalho. Objetivo:O presente estudo objetivou descrevera experiência de acadêmicos de enfermagem ao desenvolver a educação permanente/continuada direcionada aos profissionais de enfermagem de uma instituição militar em um município da Zona da Mata Mineira. Método:Trata-se de relato de experiênciadas atividades de aula prática vivenciadas no curso da disciplina de Administração em Enfermagem II, da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora em um Hospital Militar Mineiro.Foram levantadas, junto à equipe de saúde, algumas necessidades da prática profissional que poderiam ser abordadas com a equipe de enfermagem em momentos de educação permanente, considerandoa retomada de realização de partos na instituição. Foi inicialmente realizado estudo sobre os temas a serem abordados para a construção de material audiovisual. Os temas foram discutidos entre os acadêmicos eprofessora orientadora a fim de melhor definir a metodologia utilizada na abordagem dos temas junto aos profissionais alvo. A divulgação ficou a cargo do responsável técnico da equipe de enfermagem, com dia, horário e local pré-agendados para melhor programação dos participantes. Resultados:Realizaram-se três encontros no período de novembro de 2012 a março de 2013, abordando os seguintes temas: cuidados com o recém-nascido, cuidados com a puérpera e aleitamento materno utilizando exposição dialogada e demonstrações de procedimentos/posicionamentos Participaram dos encontros membros da equipe de enfermagem, médicos, acadêmicos e a professora-orientadora. Conclusão:Arealização das atividades de educação permanente possibilitou perceber a importância de abordagens diferenciadas como a utilização de dinâmicas, rodas de conversa e demonstrações práticas. Essas abordagens estimularam a participação do grupo nas discussões e favoreceram a troca de conhecimento, assimilação e transformação. Os encontros realizados proporcionaram à equipe de enfermagem a reflexão sobre a importância da prestação da assistência de enfermagem com qualidade e comprometimento Referências: 1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde. Política de educação e desenvolvimento para o SUS: caminhos para a educação permanente em saúde: pólos de educação permanente em saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2004, 68 p. 2. FARAH, B.F. Educação Continuada/Permanente, Avaliação de Desempenho, Processo Demissional. Juiz de Fora: FACENF UFJF, 2010.
  • 181. RELATO DE EXPERIÊNCIA: O PAPEL DA RESIDÊNCIA DE ENFERMAGEM NA INSERÇÃO PROFISSIONAL Peruzzo HE, Izaias EM, Dellaroza MSG, Vannuchi MTO, Haddad MCL Universidade Estadual de Londrina hellen_peruzzo@hotmail.com Introdução: O enfermeiro recém-formado pode enfrentar fatores estressantes no trabalho quando há o confronto entre o conhecimento adquirido na formação acadêmica e a realidade encontrada no serviço¹. O acolhimento e aceitação dos profissionais proporcionam uma melhor inserção à equipe de trabalho, sendo, consequentemente um determinante importante para o bom desenvolvimento do trabalho¹. Também passa a ser exigido do novo enfermeiro competências gerencial, tais como a habilidade de liderança frente à equipe de enfermagem, competências estas que são desenvolvidas ao longo do tempo. Sendo assim, o enfermeiro recém formado estará sujeito a sentimentos de insegurança e baixa resolutividade das atividades de sua responsabilidade². Justificativa: Faz-se necessário que se estabeleça uma discussão sobre a inserção do enfermeiro recém-formado no campo de trabalho, haja visto as dificuldades oriundas deste processo de adaptação, bem como a literatura restrita sobre a temática. Objetivo: Abordar aspectos importantes da Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem no contexto da inserção do enfermeiro recém-formado a equipe de trabalho. Metodologia: Trata-se de Relato de Experiência desenvolvido por meio de aspectos vivenciados na disciplina “Práticas assistenciais, gerenciais e de ensino em serviços de média complexidade”, presente no programa de Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina. Relato: A residência proporciona amplo aprendizado, sendo o intermédio entre a saída da universidade e o primeiro emprego, contribuindo para o aprimoramento técnico-científico e favorecendo o reconhecimento profissional3. São muitos os obstáculos encontrados pelo enfermeiro recém-formado dentro da proposta de ser líder. Dentre os mais importantes se destacam a aceitação da equipe, a dificuldade de relacionamento, a inexperiência, a desatualização dos serviços e a escassez de recursos4. Por meio do Programa de Residência em Gerência de Serviços de Enfermagem, o residente tem a oportunidade de desenvolver no campo de atuação competências gerencias e assistenciais, tais como: uma visão holística para o gerenciamento da assistência; ampliação das habilidades interpessoais nas relações com a equipe de trabalho e a vivência do processo de trabalho como chefe da equipe. Sendo estas muitas vezes não adquiridas na formação acadêmica. A residência em enfermagem favorece o aperfeiçoamento do processo de trabalho que será desenvolvido pelo enfermeiro, à medida que objetiva a qualificação profissional5. Além dos aspectos positivos mencionados, a residência proporciona ao enfermeiro um corpo docente de apoio, estimulando o aprimoramento direcionado e potencializando necessidades pertinentes ao profissional. Conclusão: A formação acadêmica é o ponto que norteia o indivíduo. A vivência com diferentes clientes e a inserção em uma equipe de trabalho possibilitará o aprofundamento do olhar profissional. O enfrentamento de situações desconhecidas ajuda o enfermeiro recém-formado a tornar-se líder, com capacidade de tomar decisões. São evidentes as dificuldades encontradas pelo enfermeiro recém-formado, em especial no que diz respeito às competências gerencias; contudo este processo de adaptação e aprimoramento de habilidades profissionais pode ser facilitado pelos programas de Residência em Enfermagem que visam o preparo dos enfermeiros para o mercado de trabalho, por meio de treinamento em serviço, que instiga a qualificação do desempenho profissional. Referências: 1. COLENCI, R.; BERTI, H. W. Formação profissional e inserção no mercado de trabalho: percepções de egressos de graduação em enfermagem. Revista da Escola de Enfermagem da USP, São Paulo, v. 46, n. 6, p. 158-166. 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v46n1/v46n1a22.pdf>. Acesso em: 7 abril 2013. 2. MINETTO, R. de C. Residência em enfermagem do Hospital de Base do Distrito Federal: avaliação dos ex-residentes. Comunicação em Ciências da Saúde, Brasília, v. 19, p. 155-162, abril/jun. 2008. Disponível em: <http://www.dominioprovisorio.net.br/pesquisa/revista/2008Vol19_2art08residencia.pdf>. Acesso em: 8 abril 2013. 3. VILELA, P. F.; SOUZA, A. C. Liderança: Um Desafio para o enfermeiro recém-formado. Revista de Enfermagem da UERJ, Rio de Janeiro, v. 18, n. 4, p. 591-597, out,/dez. 2010. Disponível em: <http://www.facenf.uerj.br/v18n4/v18n4a15.pdf>. Acesso em: 6 abril 2013. 4. MATTOSINHO, M. M. S. et al. Mundo do trabalho: alguns aspectos vivenciados pelos profissionais recém- formados em enfermagem. Acta Paulista de Enfermagem, Sãp Paulo, v. 23, n. 4, p. 466-471. 2010. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002010000400004>. Acesso em: 6 abril 2013. 5. AGUIAR, B. G. C. A; MOURA, V. L. F. M.; SÓRIA, D. de A. C. Especialização nos moldes de residência em enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 57, n. 5, p. 555-559. 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672004000500008>. Acesso em: 7 abril 2013.
  • 182. RISCOS OCUPACIONAIS NA CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO: VISÃO DOS PROFISSIONAIS DO EXPURGO Ferreira PBQI (1) Barros AMSC (2) Risco ocupacional é a probabilidade de agravo à saúde humana, advindo de atividade laboral, tanto sendo de origem biológica, física, ergonômica, como de condição ou ato inseguro (Feldman, 2008). Este estudo tem como tem como objetivo geral, identificar o conhecimento dos profissionais que trabalham na área do expurgo sobre os riscos ocupacionais aos quais estão expostos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo e exploratório. Os dados serão coletados em um hospital filantrópico, da cidade de Salvador-Bahia no período de Dez/2009 a Jan/2010 através de entrevista individual semi-estruturada. Os sujeitos da pesquisa serão todos os trabalhadores que atuam na área do expurgo da CME do referido hospital. Os trabalhadores do expurgo estão sujeitos aos acidentes de trabalho, pela exposição aos riscos ocupacionais, por diversos fatores como: resistência de funcionário ao uso dos EPIS, falha por parte da coordenação do Centro Cirúrgico e CME na supervisão e capacitação de profissionais e a necessidade da criação de um programa de educação continuada permanente para os trabalhadores dos setores. Estes achados evidenciam a complexidade dos fatores que têm atuado de maneira sinérgica para o que podemos considerar a “situação de risco” do trabalho em CMEs do ponto de vista segurança ocupacional para com os trabalhadores desse setor. PALAVRA-CHAVE: Riscos ocupacionais; central de material esterilizado; Equipamento de proteção individual Universidade Federal da Bahia 1- ithanapizzani@hotmail.com 2- marinho-claudia@hotmail.com
  • 183. ACIONAMENTO DE TIME MULTIDISCIPLINAR PARA ATENDIMENTO DE PARADA CARDIO RESPIRATÓRIA (PCR) EM UMA INSTITUIÇÃO DE SAÚDE Instituição: Hospital Israelita Albert Einstein Autoras: Jaures M, Bérgamo IMB, Leme AJS. Email: michelej@einstein.br Introdução: Em 2010, o Guideline da American Heart Association (AHA) recomendou mudanças na sequência do atendimento às vitimas de PCR, passando de ABC (vias aéreas livres, ventilação e circulação) para CBA (circulação, ventilação e vias aéreas livres) considerando a melhora da resposta com o início imediato das compressões.1 O sucesso no atendimento da PCR depende do rápido diagnóstico e do atendimento especializado. Preocupado com a sobrevida dos pacientes vítimas de PCR, a instituição estudada implantou, em agosto de 2005, o Código Azul, sistema de atendimento 24 horas multidisciplinar às vítimas de PCR. A implementação das recomendações do Guideline foram realizadas na instituição ao longo do ano de 2011. A equipe multidisciplinar da unidade identifica pacientes em PCR, inicia as compressões torácicas e aciona o time de referência. A equipe que atende o Código Azul é formada por 02 médicos cardiologistas, 01 enfermeiro da unidade coronariana e 02 fisioterapeutas de terapia intensiva, e possuem a meta de chegada ao local do chamado em 03 minutos, pois conforme recomendação da AHA, o inicio do atendimento avançado em até 03 minutos aumenta a sobrevida do paciente.1 Justificativa: Acompanhamento dos dados de acionamento e atendimento de vitimas de PCR atendidas pelo Código Azul no ano de 2012 para análise dos resultados e avaliação da efetividade do atendimento. Objetivo: 90% de chegada da equipe do Código Azul em até 03 minutos; 100% de início imediato das compressões torácicas antes da chegada da equipe do Código Azul; Acompanhar a sobrevida do paciente que apresentar PCR. Método: Impresso institucional para registro dos atendimentos do Código Azul, preenchidos pelos médicos e enfermeiro do grupo, onde os dados são tabulados e analisados mensalmente para controle dos indicadores internos, garantindo a segurança do paciente. Resultados: A média percentual da chegada da equipe do Código Azul em até 03 minutos foi de 98%, alcançando a meta proposta de 90%. Houve 100% de início imediato das compressões torácicas em pacientes vítimas de PCR antes da chegada da equipe do Código Azul. Em 2012 a sobrevida foi de 65%. Conclusão: O início imediato das compressões torácicas, bem como a chegada da equipe do Código Azul em até 03 minutos para início do atendimento avançado melhoram a sobrevida do paciente vítima de PCR intra-hospitalar. Bibliografia: 1. Field JM, et al. Part 1: Executive Summary: 2010 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Circulation. 2010;122(3):640-56. Disponível em: http://circ.ahajournals.org/content/122/18_suppl_3/S640
  • 184. RONDA MULTIDISCIPLINAR - IMPLANTAÇÃO E APLICAÇÃO DE MODELO ASSISTENCIAL COM ACOMPANHAMENTO DAS DIVERSAS EQUIPES VISANDO O CUIDADO HOLÍSTICO DO PACIENTE Goes, V.N.; Santos, A. B.; Sgorbissa, C; Sousa, V.D. Associação do Sanatório Sírio – Hospital do Coração vngoes@hcor.com.br Introdução: A Ronda Multidisciplinar teve inicio na Associação do Sanatório Sírio -Hospital do Coração em 2009, devido a necessidade de acompanhamento do paciente focando em suas diversas necessidades, olhando para ele de forma holística. Compõe a equipe Enfermeiro, fonoaudiólogo, médico, fisioterapeuta, nutricionista, farmacêutico, psicólogo, o assistente social e a equipe multiprofissional de terapia nutricional (EMTN) participam conforme a necessidade. Em 2012 observado a necessidade da revisão do programa, devido a ajustes nos critérios de elegibilidade de pacientes inclusos na ronda multidisciplinar das unidades de internação. A equipe multidisciplinar é responsável por eleger os pacientes que participarão da ronda, bem como são responsáveis pela alta do paciente da ronda. Os critérios estabelecidos para inclusão são: Alteração dos distúrbios padrão cognitivo, neurológico ou emocional; Dificuldade na adesão ao tratamento; Pacientes com flebite recorrentes ou > grau II; Pacientes em cuidados paliativos; Pacientes com Úlcera por Pressão > grau II e Braden 06 a 12; Dor de difícil controle; Paciente com aceitação alimentar inferior a 50% da dieta oferecida, há 72; Pacientes que apresentam reações adversas a medicamentos; Pacientes com dificuldade de estabilização clínica; Pacientes em quimioterapia ou terapia monoclonal. A ronda multidisciplinar é realizada diariamente em horários estabelecido por cada setor, o registro no prontuário é de responsabilidade do profissional que gerou a necessidade do ronda, em caso de alta do ronda, alta hospitalar, óbito ou transferência para outro setor ou instituição, deverá constar um registro na evolução multidisciplinar. Justificativa: Melhorar a assistência ao paciente, focando em suas diversas necessidades, buscando a comunicação efetiva entre a equipe multidisciplinar buscando a melhoria continua do paciente até a alta hospitalar. Objetivo: Visar à melhoria do cuidado integrado ao paciente. Discutir e planejar a implementação da assistência multiprofissional nos diversos níveis de atenção e complexibilidade, nas diferentes abordagens do processo saúde-doença e nas distintas dimensões do ser cuidado. Método: Estudo qualitativo com análise de dados exploratório, registro dos dados em formulário específico, de acordo com os modelos sugeridos pelo grupo de gerentes interdisciplinares, supervisores de enfermagem e enfermeiros assistenciais. Os dados relevantes são levantados, discutidos e descritos durante a ronda multidisciplinar, os dados após a discussão são registrados em prontuários e acompanhados até a melhora clinica do paciente ou alta hospitalar. Resultado: No período analisado, foram observados melhora na comunicação multidisciplinar após a implantação do programa no planejamento da assistência. Baseando-se nas lacunas durante as discussões foram estabelecidos planos de melhorias do processo com: padronização da pasta de registros, permitindo que todos os plantões tivessem acesso a informação dos pacientes que estavam sendo acompanhados diariamente pela equipe multidisciplinar. A discussão entre as equipes foi de extrema valia para melhora dos cuidados dos pacientes, clareza e objetividade evidenciados no registros durante a internação. Conclusão: A integração da equipe multidisciplinar possibilitou a todos os membros ter uma visão holística de todos pacientes desta forma integrando os cuidados. A prática do novo fluxo de elegibilidade garante melhor gerenciamento da complexidade. Bibliografia: 1 - SEVERINO, A. J., Metodologia do trabalho Cientifico, 22° Ed., São Paulo, Cortez, 2002. 2 - ANDRADE, M.M., Introdução à Metodologia do Trabalho Científico - Pesquisa Científica, 6º Ed., São Paulo, Atlas, p 119-154, 2003. 3 – Play framework. 2013 http://intrsv4/ - Acesso em Junho 2013. 4 - FAZENDA, E.C.A., Interdisciplinaridade: História, teoria e pesquisa. 4. Ed. Campinas: Papirus, 1994.
  • 185. SAEP – SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PERIOPERATÓRIA: FERRAMENTA DE GESTÃO DO CUIDADO Moreira JS. Santos Dumont Hospital – Unimed São José dos Campos joselma.moreira@santosdumonthospital.com.br Introdução Para o paciente de cirurgia de grande porte o desconhecimento do processo assistencial e a complexidade do procedimento, resultavam em alto nível de estresse do mesmo e de sua família, distanciando-o de seu enfrentamento e aumentando o índice de complicações no pós operatório. O processo do cuidar, baseia-se na prática organizada e sustentada por pilares científicos e tem como ponto de partida a necessidade do paciente e família. A Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória traduz-se neste contexto como importante ferramenta para minimização de riscos e diminuição do estresse do paciente e família, além de estabelecer interação e vínculo. No redesenho de nossa prática assistencial podemos alcançar resultados significativos e gerenciar o cuidado de forma eficiente e mais próximo do que o cliente entende por qualidade. Justificativa Evidenciado o impacto assistencial pela ausência de uma sistemática estruturada e mais abrangente para o atendimento aos pacientes cirúrgicos de cirurgias de grande porte, refletindo na grande ansiedade do paciente com alterações de parâmetros vitais, como também da ansiedade das famílias interferindo no processo de participação para recuperação do cliente, unida a recorrente insatisfação de ambos, mobilizou-se todos os esforços para o levantamento de estudos realizados sobre o tema, a fim de propor com base na literatura, experiências e legislação vigente, uma estratégia assertiva para a implementação do cuidado aos pacientes cirúrgicos com vistas a um melhor desempenho assistencial das unidades e profissionais envolvidos no cuidado. Esta gestão seria o diferencial. Objetivo Utilizar a SAEP como fermenta da gestão do cuidado com o intuito de oferecer aos pacientes cirúrgicos uma assistência especializada, personalizada e humanizada. Método Trata-se de um estudo descritivo, realizado no Centro Cirúrgico e Clínica Cirúrgica de um Hospital privado de médio porte, recurso próprio de uma cooperativa médica, no interior de São Paulo. Resultados A aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória, trouxe ao processo do cuidado a minimização dos riscos, a diminuição do estresse dos envolvidos e a participação e envolvimento do paciente e família no cuidado. Para a equipe multidisciplinar representou a garantia de um processo de cuidado integrado, seguro e humanizado, com vistas a um resultado consistente da assistência prestada. Para a instituição tornou-se evidência de qualidade percebida pelo cliente, uma vez que o mesmo registrou em pesquisa de satisfação a superação de suas expectativas. Para o enfermeiro gestor do processo, a SAEP como tecnologia de enfermagem, qualificou a assistência de enfermagem colocando em evidência sua função norteadora e de resultado efetivo. Conclusão Concluiu-se que a aplicação das etapas da SAEP, tendo um mesmo enfermeiro como referência, a utilização da tecnologia didática (tablet) para a apresentação ao paciente e família dos passos do pré, trans e pós - operatório e o acompanhamento direto de todo transcorrer da assistência perioperatória, trouxe relevantes resultados quanto ao envolvimento do paciente e família no cuidado, diminuição do estresse, e percepção da qualidade por parte de todos os envolvidos. Na gestão do cuidado, a SAEP confirmou ser importante ferramenta conduzindo o processo à integralidade da assistência com melhor desempenho assistencial. BIBLIOGRAFIA 1 MEIER, M. J.; GAIEVICZ, A.P. Visita pré-operatória de enfermagem: percepção dos enfermeiros de um hospital de ensino. Cogitare Enferm, Curitiba, v. 11, n. 3, p. 245-251, set/dez; 2006 2 CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM – COFEN – Resolução 358/2009. 3 GRITTEM, L. Sistematização da Assistência Perioperatória: uma tecnologia de enfermagem. Curitiba, 2007. Dissertação (Especialização em Prática Profissional de Enfermagem). Universidade Federal do Paraná.
  • 186. SATISFAÇÃO DE DOCENTES DO CURRÍCULO INTEGRADO DE ENFERMAGEM NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA – PARANÁ Scaramal DA, Dellaroza MSG, Vannuchi MTO Universidade Estadual de Londrina – UEL E-mail: days_02@hotmail.com Introdução: Atualmente, no cenário capitalista, a busca pela produtividade encontra-se cada vez mais intensa e diretamente relacionada ao aumento dos ritmos e cargas de trabalho, o que pode interferir na qualidade de vida, expondo o profissional ao adoecimento e sofrimento (FONTANA; PINHEIRO, 2010). A satisfação no trabalho é obtida pela interação de vários aspectos ocupacionais, podendo ser incentivada pela relação do trabalhador com a instituição, clientes e família (MELO; BARBOSA; SOUZA, 2011). Os conflitos na atividade docente, em sua maioria no campo das relações sociais, dificultam a conciliação entre família e profissão, gerando conflitos e desestimulando o docente. Esses fatores, associados à falta de condições de trabalho, que levam ao constante improviso na tentativa de suprir a falta de recursos, geram sobrecarga no trabalho e insatisfação ao trabalhar (MAISSIAT; CARRENO, 2010). Justificativa: Saber quais são os fatores relacionados com a satisfação e insatisfação no trabalho de docentes e, os sentimentos que permeiam suas ações, a fim de ampliar a compreensão sobre os diversos aspectos envolvidos na profissão em uma proposta de currículo integrado. Objetivo: Identificar a satisfação dos docentes que atuam no currículo integrado do curso de graduação em enfermagem da Universidade Estadual de Londrina e os sentimentos presentes na ação docente. Método: Estudo transversal, descritivo. Critérios de inclusão: docente com vínculo empregatício de pelo menos um ano com a Instituição pesquisada e aceitar participar do estudo. O instrumento de coleta dos dados foi o questionário de satisfação no trabalho para professores (Jobs Satisfaction Questionnarie for Teachers), construído e validado por Dias (1996), traduzido e revalidado por Pedro & Peixoto (2006). Resultados: Foram entrevistados 51 docentes, predominando mulheres (94%). A idade variou entre 25 e 61 anos, com maioria entre 41 e 50 anos (37%). A maioria doutores (65%) e os demais mestres (35%). Referente ao nível de satisfação, os docentes apresentaram-se satisfeitos, considerando que a média foi de 3,3 numa variação de um (menor satisfação) e quatro (maior satisfação). A pesquisa também indica os sentimentos presentes nas atividades dos docentes, entre eles: realização (65%), preocupação (49%) e satisfação (35%). Conclusão: Os docentes pesquisados demonstraram satisfação com a atividade profissional desenvolvida. Pode-se inferir ainda, que os principais sentimentos estão relacionados à satisfação, embora o sentimento de preocupação tenha sentido contrário. Bibliografia FONTANA, R. T.; PINHEIRO, D. V. Condições de saúde auto-referidas de professores de uma universidade regional. Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, v. 31, n. 2, p. 270-276, jun. 2010. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1590/S198314472010000200010>. Acesso em: 01 jul. 2012. MAISSIAT, G. S.; CARRENO, I. Enfermeiros docentes do ensino técnico em enfermagem: uma revisão integrativa. Revista destaques academicos. 2010; v. 2, n. 3, p.69-80. MELO, M. B.; BARBOSA, M. A.; SOUZA, P. R. Satisfação no trabalho da equipe de enfermagem: revisão integrativa. Rev. Latino-Am. Enfermagem; v. 19, n. 4. jul.-ago. 2011. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rlae/v19n4/pt_26.pdf>. Acesso em: 24 mar. 2013.
  • 187. SATISFAÇÃO DOS CLIENTES EM RELAÇÃO À ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Soares LN, Domingues E, Santos AM, Instituição: Universidade Católica de Pelotas, Hospital Universitário São Francisco de Paula DESCRITORES: qualidade, satisfação INTRODUÇÃO: O desenvolvimento de uma assistência de qualidade é um dos principais objetivos dos hospitais na atualidade, sendo que para isso, cada vez mais as instituições de saúde investem em sistemas e ferramentas de gestão capazes de avaliar e melhorar continuamente seus processos. Uma das maneiras de mensurar se este processo está sendo atingido é através do estabelecimento de indicadores de qualidade. Dentre estes indicadores, a mensuração da satisfação dos clientes, é fundamental para estabelecimento de ações de melhorias. JUSTIFICATIVA/OBJETIVO: Sendo a avaliação da satisfação do cliente uma medida eficaz na identificação de um foco de trabalho em busca da qualidade assistencial, justificou-se o presente estudo, o qual objetivou a mensuração da satisfação em relação à assistência prestada ao cliente pela equipe de enfermagem, para assim avaliar a assistência prestada pela equipe e planejar melhorias apontadas pelo resultado da pesquisa. METODOLOGIA: O estudo teve abordagem quantitativa, do tipo transversal descritivo e foi realizado em um Hospital Universitário do Sul do RS. A amostra foi calculada segundo o número de internações no hospital, considerando um intervalo de confiança de 95%. O questionário foi elaborado pela equipe de qualidade do hospital e aplicado no período de janeiro e fevere iro de 2013. Os pacientes que participaram do estudo foram escolhidos de forma aleatória, e entrevistados após permanência de 48 horas no hospital. Os resultados foram tabulados com apoio da ferramenta estatística SPSS e posteriormente analisados pela equipe de lideranças do hospital. RESULTADOS: Foram entrevistados 460 pacientes, distribuídos nas unidades do hospital. Em relação à pergunta de satisfação com a rapidez de atendimento ao chamado pela equipe de enfermagem, 95,8% dos pacientes responderam estar satisfeito, porém na clínica E foi possível identificar uma satisfação de 89%, necessitando assim a realização de um plano de ação para tratar este resultado insatisfatório. Quando questionados em relação ao recebimento das informações e orientações necessárias pela enfermagem, a satisfação atingiu o índice de 97,5%. A questão seguinte questionou em relação à qualidade da assistência de enfermagem em geral, sendo que neste caso a satisfação geral foi de 96,20%. CONCLUSÃO: A pesquisa aplicada mostrou que a assistência de enfermagem é um ponto forte no hospital, pois todos os índices superaram a meta estabelecida no planejamento estratégico, que foi de 95% de satisfação. Alguns setores apresentaram índices inferiores à meta e neste caso a unidade elaborou um plano de ação para que estes índices possam na próxima pesquisa superar o valor planejado. BIBLIOGRAFIA: Cesarino BC, Ribeiro RC, Lima CPCL, Bertolin DC. Avaliação do grau de satisfação de pacientes renais crônicos em hemodiálise, Acta Paul Enferm. 2009;22(Especial-Nefrologia):519-23. COUTO, Renato Camargos, PEDROSA, Tania Moreira Grillo. Hospital – Acreditação e Gestão em Saúde. Editora Guanabara – 2ª edição – 2007 NETO, Antônio Quinto. Processo de Acreditação – A Busca da Qualidade nas Organizações de Saúde. Editora Da Casa, 2000
  • 188. SATISFAÇÃO PROFISSIONAL DOS TRABALHADORES DE ENFERMAGEM RECÉM ADMITIDOS EM HOSPITAL PÚBLICO DE MÉDIA COMPLEXIDADE Tenani MNF, Pinhatti EDG, Vannuchi MTO, Cavalcante PS, Haddad MCL Universidade Estadual de Londrina e-mail: evelin.gabriel@sercomtel.com.br RESUMO INTRODUÇÃO: A satisfação no trabalho tem sido estudada como uma das mais importantes variáveis consequentes do comportamento organizacional e dos conteúdos mentais do indivíduo, tais como crenças, valores, moral e possibilidade de desenvolvimento no trabalho. JUSTIFICATIVA: A motivação para este estudo partiu da vivência de uma das autoras que prestou um concurso público para trabalhar em um hospital de média complexidade e foi aprovada juntamente com centenas de funcionários entre enfermeiros e técnicos de enfermagem. Frente a este contingente de funcionários, surgiu o questionamento de como se apresenta a satisfação desse grupo de trabalhadores perante o novo cenário de trabalho. OBJETIVO: Analisar o Índice de Satisfação no Trabalho de Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem recém admitidos em um Hospital Público de Média Complexidade. MÉTODO: Realizou-se um estudo descritivo exploratório de análise quantitativa, nos meses de Maio e Junho de 2011, na cidade de Londrina-PR. O instrumento utilizado foi o questionário denominado Índice de Satisfação no Trabalho com questões estruturadas e fechadas que avaliaram os seguintes componentes de satisfação: Autonomia, Remuneração, Requisitos do Trabalho, Normas Organizacionais, Status Profissional e Interação . O questionário é composto de duas partes – uma para a caracterização dos trabalhadores e outra contendo 15 comparações pareadas, relacionando cada Componente do Índice de Satisfação e 44 questões na forma de escala do tipo Likert. Os dados foram tabulados no programa Microsoft Excel 2007, transferidos e analisados no programa estatístico SPSS. RESULTADOS: Responderam ao questionário 133 profissionais de enfermagem os quais, em sua maioria, eram do sexo feminino, casados e com idade entre 21 e 58 anos, sendo a média de 36,6 anos. Notou-se que a maior Importância Atribuída à satisfação para os Enfermeiros foi a Autonomia e para os Técnicos de Enfermagem, a Remuneração. Ambas as categorias de enfermagem elencaram o Status Profissional como o componente de menor Importância Atribuída à satisfação dos trabalhadores. Quando se analisou a Satisfação Percebida pelos Enfermeiros, a Remuneração foi o principal componente e para os Técnicos de Enfermagem, os Requisitos do Trabalho foram o maior fator de satisfação. Na análise do componente responsável pela baixa satisfação dos profissionais, a Interação foi o critério de menor satisfação percebida por Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem. O índice geral de satisfação no trabalho foi de 13,28 e 13,59 para Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem, respectivamente. CONCLUSÃO: Concluiu-se que a liberdade na tomada de decisão, as atividades desenvolvidas e a recompensa financeira foram importantes para a satisfação no ambiente de trabalho, porém a falta de reconhecimento social da profissão e a deficiência no relacionamento interpessoal interferiram negativamente na satisfação destes profissionais. BIBLIOGRAFIA: - Lino MM. Satisfação profissional entre enfermeiras de UTI:adaptação transcultural do Index of Work Satisfaction(IWS). 1999. Dissertação (Mestrado). São Paulo: Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, 1999. - Matsuda LM. Satisfação profissional da equipe de enfermagem de uma UTI – Adulto: perspectiva de gestão para a qualidade da assistência. 2002. Tese (Doutorado) Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2002. - Siqueira VTA. Satisfação no trabalho: indicador de qualidade no gerenciamento de recursos humanos em enfermagem. Dissertação (Mestrado). Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, 2010. - Stamps PL. Scoring workbook for the índex of work satisfaction. Northampton: Market Research, 33p.1997. - Versa GLGS. Satisfação profissional da equipe de enfermagem de uma unidade de terapia intensiva – adulto (UTI-A) de um hospital de ensino. 2011. 173 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2011.
  • 189. SEGURANÇA NA ASSISTÊNCIA AO BINÓMIO MÃE-FILHO NA AMAMENTAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ENFERMEIRAS EM UNIDADES SAÚDE DA FAMÍLIA Silva M, Silva CPC. Faculdade Maria Milza mariadoespirito@gmail.com Introdução: A preocupação com a qualidade do cuidado e com a segurança da assistência ao usuário nas organizações de saúde, tem gerado espaços para discussões no intuito de subsidiar tomadas de decisão e possíveis intervenções do processo de gestão, buscando com isso modificar a prática assistencial, minimizando riscos e danos ao usuário. Nessa perspectiva, o Ministério da Saúde elaborou o documento “Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher – Princípios e Diretrizes”, refletindo no compromisso com a implementação de ações de saúde ao binômio mãe-filho. A promoção da segurança do binômio mãe-filho visa garantir a assistência segura do paciente considerando que orientações adequadas podem promover mudanças no ato de amamentar. Algumas iniciativas para subsidiar esta prática envolvem a rede brasileira de Enfermagem e segurança do Paciente (REBRAENSP), Metas Internacionais de Segurança do Paciente e as estratégias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Justificativa: Existem poucos estudos que fazem referência a temática escolhida justificando a realização de pesquisas dessa natureza. Objetivo: Identificar a atuação dos enfermeiros quanto à promoção e incentivo à segurança do paciente relacionada ao aleitamento materno nas unidades de saúde da família do município de Cruz das Almas – BA. Método: Estudo de caráter descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética da Faculdade Maria Milza(CEP/FAMAM), após autorização da secretaria do Município. A coleta de dados envolveu a aplicação de um formulário..Os sujeitos do estudo foram as enfermeiras atuantes nas unidades de saúde da família, com o mínimo de seis (6) meses de atuação na área. Os dados foram organizados e agrupados com apoio de uma matriz, onde foram observadas as semelhanças e diferenças das respostas dos sujeitos para construção da análise. Resultados: Observou-se o desconhecimento de iniciativas sobre a segurança do paciente por parte das enfermeiras, e a dificuldade dessas em relacionar os dez passos com o processo de aleitamento materno. Os dados obtidos conduziram a identificação das seguintes categorias: o aleitamento materno e a segurança do paciente, sistematização do cuidado para o aleitamento materno, fatores intervenientes ao processo do aleitamento materno, relação entre os 10 passos para segurança do paciente e o aleitamento materno segundo a REBRAENSP. Conclusão: Os resultados forneceram subsídios para a construção de um protocolo assistencial de enfermagem para o desenvolvimento do aleitamento materno nas unidades pesquisadas. As práticas educativas realizadas pelas enfermeiras nas unidades abordando a segurança da lactante e do lactente no processo de amamentar, proporcionam uma maior adesão ao ato de amamentar e evitam dificuldades com o processo. Bibliografia: AVELAR, A. F. M., et al. Conselho regional de enfermagem do estado de São Paulo - COREN-SP. Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do paciente: 10 passos para a segurança do paciente. REBRAENSP. São Paulo, 2010. ______, Ministério da Saúde. Secretaria de atenção a saúde. Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: Princípios e Diretrizes. Brasília, 2007. p. 11 e 12. DORNFELD, D. A equipe de saúde e a segurança do binômio mãe-bebê no parto e nascimento. Rio Grande do Sul, 2011.
  • 190. SEGURANÇA NO USO DE ANTIMICROBIANOS: ATIVIDADE INTERDISCIPLINAR ENTRE RESIDENTES DA FARMÁCIA HOSPITALAR E DA ENFERMAGEM Rodrigues DC1, Pinheiro SL1, Campos TA1, Nicola AL2 1Enfermeira. Residente em Gerenciamento de Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica da Universidade Estadual do Oeste do Paraná/UNIOESTE. tcamposzto@hotmail.com - Contato: (45) 9105-6622. 2Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Oeste do Paraná/UNIOESTE. Introdução: A principal terapia utilizada quando os pacientes ficam internados em instituição hospitalar a fim de receber tratamento em relação ao seu estado de saúde é a medicamentosa. O uso adequado de medicamentos tem efeitos benéficos aos pacientes, porem pode ocorrer falhas no seu uso, desde a prescrição médica, a dispensação e distribuição pela farmácia, até o preparo, administração e monitoramento pela enfermagem (MIASSO; CASSINI, 2000). Assim, em atividade interdisciplinar entre os residentes da Farmácia Hospitalar e da Enfermagem os mesmos elegeram o tema, melhorar a segurança no uso de medicamentos, para análise por meio do diagrama de Ishikawa. Justificativa: Por tratar-se de procedimento frequente, e, que envolve diferentes etapas, incluindo a padronização, prescrição, transcrição, distribuição, preparo e administração, a ocorrência de erros em qualquer destas fases pode colocar em risco a segurança do paciente e trazer danos à saúde, além de comprometer a equipe multiprofissional e a instituição. Objetivos: Realizar diagnóstico de situações problema na dispensação, distribuição, preparo e administração de medicamentos e implementar estratégias que aumentem a segurança do paciente na utilização de medicamentos. Metodologia: Trata-se do relato de experiência da atividade interdisciplinar para identificar problemas relacionados com a medicação na Unidade de Clínica Médica e Cirúrgica e na Farmácia do Hospital Universitário do Oeste do Paraná. Os problemas foram identificados por meio da utilização do diagrama de Ishikawa, nas atividades semanais interdisciplinares. O diagrama mostra a relação entre uma característica de qualidade, efeito, e as causas, além de possibilitar a identificação de fatores que julgamos afetar um problema. Baseado neste método, após a identificação do problema principal, os residentes realizaram a discussão dos possíveis fatores que influenciavam a ocorrência do problema principal, seguida do levantamento de prováveis soluções. Resultado: Um dos problemas mais significativo e selecionado está relacionado ao atraso na administração dos antimicrobianos. Uma das causas do problema está relacionada com o horário em que o prontuário é liberado após a prescrição e, consequentemente, ocorre o atraso na dispensação e administração do medicamento. Assim fica evidenciando na maioria das vezes que este processo é passível de fragilidade, consequentemente, expõe o paciente a inúmeros riscos. Desta forma, como estratégia para a solução do problema, foi definido que a Farmácia vai alterar a rotina de liberação do medicamento para ser ministrado nas 24 horas. Para tanto, há necessidade de desencadear ações de educação e/ou treinamento para os setores envolvidos. Conclusão: Essa iniciativa visou incentivar a implementação, monitorização de ações conjuntas direcionadas à segurança do paciente e no desenvolvimento de novas práticas assistenciais e gerenciais, com a utilização do diagrama de Ishikawa ferramenta que auxilia na identificação dos principais problemas e na elaboração das possíveis soluções, além, de contribuir com a formação dos residentes. PALAVRAS-CHAVE: Residência, Enfermagem, Farmácia Hospitalar, Antimicrobianos. REFERÊNCIA MIASSO, A. I.; CASSINI, S. H. B. Erros na administração de medicamentos: divulgação de conhecimentos e identificação do paciente como aspectos relevantes. Rev. Esc. Enf. USP, v. 34, n. 1, p. 16-25, mar. 2000.
  • 191. SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM COMO INDICADOR DO PROCESSO DE TRABALHO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL Monteiro MJA, SALDANHA ZO, MENDES RNC, Moreno FN, Haddad MCFL Universidade Estadual de Londrina (UEL) Email: maramont_@hotmail.com INTRODUÇÃO: O processo de trabalho em Enfermagem consiste em etapas sistemáticas, realizadas pelos profissionais no cumprimento de suas atividades, assim como recursos, atividades e metas que fazem parte do mesmo. A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um modelo metodológico utilizado pelo enfermeiro para aplicar seus conhecimentos técnico-científicos em sua prática assistencial, favorecendo o cuidado e a organização das condições necessárias para que ele seja concretizado. O processo de enfermagem é o instrumento por meio do qual os enfermeiros sistematizam a assistência prestada aos pacientes. As etapas do processo de enfermagem são: Coleta de dados ou Histórico, Diagnósticos de Enfermagem ou Levantamento dos Problemas, Planejamento e Implementação ou Prescrição e Avaliação ou Evolução. JUSTIFICATIVA: A SAE é um importante instrumento para a gerência do cuidado de enfermagem tanto para o recém-nascido como para sua família, tornando-se fundamental para o direcionamento do trabalho de enfermagem e para avaliar o neonato integralmente. Além disso, a privativa utilização deste instrumento permite ao enfermeiro diferenciar sua prática de outros profissionais de saúde. OBJETIVO: Investigar o conhecimento dos enfermeiros de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) sobre a aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem na prática profissional. MÉTODO: Tratou-se de um estudo de caso exploratório. Realizado em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal em uma instituição pública no município de Belém (PA). Participaram desta pesquisa 41 enfermeiros que atuavam na instituição, o critério de inclusão foram: possuir o título de especialista em neonatologia e possuir no mínimo três anos de experiência no setor, além de assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevista do tipo focada. A análise de dados foi realizada através de método de adequação ao padrão. RESULTADOS: Em relação à utilização da SAE dentro da UTIN, a maioria (38) dos enfermeiros entrevistados relatou não utilizála. Entre os motivos justificados estão: falta de impresso, falta de continuidade nas tentativas que já existiram, dificuldades da instituição, que entende este impresso como um gasto, sem relacionar com os benefícios que pode trazer para a qualidade da assistência, assim como, a falta de conhecimento de alguns enfermeiros, aliada a indisponibilidade de tempo dos mesmos para realização dessa atividade. Quanto à avaliação do processo de trabalho, há nos relatos dos profissionais entrevistados, uma preferência por rotinas estabelecidas como forma de organizar o trabalho, em detrimento da sistematização da assistência de enfermagem. CONCLUSÃO: Embora reconheçam que a SAE ajudaria no planejamento e na assistência aos neonatos, são muitas as justificativas que dificultam sua implantação, desde falta de recursos, como impressos, até o preparo profissional para trabalhar a partir dessa perspectiva. PALAVRAS-CHAVES: Sistematização, Processo, Neonatal. BIBLIOGRAFIA: 1. Tannure, M.C.; Gonçalves, A.M.P.; Carvalho, D.V. O Processo de Enfermagem In:, M.C.; GONÇALVES, A.M.P. SAE. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,2008,p.17-19 2. Silva, M. J. P; Pinheiro, E. M. Qualidade na assistência de Enfermagem: visão de alunas de Especialização. Acta Paul Enf, São Paulo, v.14, n. 1, p. 82- 88, 2001. 3. Montalholi, L. L. A atuação da enfermeira na UTI neonatal: entre o ideal, o real e o possível. Dissertação (Mestrado em Enfermagem). Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, 2008. 4. Yin, R. K. Estudo de caso: Planejamento e método. 3ª edição. São Paulo: Bookman Editora, 2005.
  • 192. SUSTENTABILIDADE DOS LEITOS DE HOSPITAIS PÚBLICOS MUNICIPAIS DE SÃO PAULO A PARTIR DA PROPOSIÇÃO DE INDICADORES PREDITORES Nascimento AB Mestre pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Docente de Pós-Graduação, Graduação e Extensão do Centro Universitário Senac – SP. alexandra.nascimento@sp.senac.br Introdução: Há indícios da necessidade de análise de informações inerentes à gestão em saúde com objetivo de definir políticas que permitam a sustentabilidade do sistema. O tempo de internação hospitalar é apontado como um indicador relevante para apoiar atividades de planejamento, uma vez que a sua análise em associação com outras variáveis permite compreender as demandas e, consequentemente, direcionar a alocação de recursos. Portanto, parece ser relevante a investigação desta variável em conjunto com outras visando sistematizar estratégias de gestão. Justificativa: O enfermeiro destaca-se como a figura da equipe interdisciplinar, que compete à análise destes resultados a fim de planejar os recursos pertinentes, sejam eles materiais, físicos ou humanos, para a prática assistencial segura. Para tanto, faz-se necessária capacitá-lo, visando o seu amadurecimento gerencial. Objetivo: Analisar os indicadores preditores do uso do leito hospitalar. Método: Analisados 430 prontuários de egressos de 2 hospitais secundários municipais de São Paulo, denominados: Hospital A e B. Os critérios de inclusão foram: ter o aceite da direção dos hospitais e ter data de internação em abril/2010. Esta pesquisa foi aprovada no CEP-EEUSP(867/2009), e no CEPSMSSP(221/2010). O SAME de cada hospital disponibilizou os prontuários dos egressos em abril/2010. Os prontuários foram analisados a partir da associação das variáveis propositivas de predição do uso do leito: tempo de permanência, número de cuidados na admissão e na saída do hospital, idade e número de diagnósticos. Resultados: No Hospital B, o número de cuidados no momento da admissão (r=0.342/p<0.0001) e no momento da saída (r=0.223/p=0.001) se associa positivamente com o tempo de permanência. No Hospital A não foi observada a associação entre estas variáveis, seja na admissão (r=0.021/p=0.759) ou saída (r=0.074/p=0.278). Evidenciou-se presença de diferença estatisticamente significante e positiva entre a variável “Tempo de Permanência” e a variável “Idade” tanto no Hospital A (r=0.153/p=0.024), quanto no Hospital B (r=0.186/p=0.006). No Hospital A o número de diagnósticos associou-se positivamente ao tempo de permanência (r=0.142/p=0.038). O mesmo não ocorreu no Hospital B (r=0.094/p=0.168). Houve associação positiva entre a variável “Idade” e “Número de Cuidados” no momento da admissão (r=0.254/p=0.0002) e saída (r=0.297/p<0.0001) no Hospital B, e no momento da saída (r=0.365/p<0.0001) no Hospital A. Houve ausência de associação no momento da admissão (r=-0.011/p=0.870) no Hospital A. Existiu em ambos os hospitais associação positiva entre as variáveis “Número de Diagnósticos” e “Número de Cuidados” no momento da admissão (respectivamente, r=0.164/p=0.016 e r=0.306/p<0.0001) e saída (respectivamente, r=0.334/p<0.0001 e r=0.247/p=0.0003). Conclusões: A associação entre as variáveis “Tempo de Permanência” e “Número de Cuidados” na admissão e saída com as demais variáveis mostrou, em linhas gerais, que quanto maior o tempo de permanência e o número de cuidados na admissão e saída, maior a idade e número de diagnósticos. Portanto, as variáveis propostas sugerem que podem ser utilizadas como indicadores preditores do maior tempo de uso do leito hospitalar. Bibliografia: Organização Panamericana da Saúde. A atenção à saúde coordenada pela APS: construindo as redes de atenção no SUS. Brasília;2010. Escrivão-Júnior A. Uso da informação na gestão de hospitais públicos. Ciência & Saúde Coletiva. 2007;12(3):655-66.
  • 193. TELENFERMAGEM:INCORPORAÇÃO TECNOLÓGICA NA CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL Godoy, S. C. B. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. solange_godoy@yahoo.com.br * Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Associada da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. elianemg@enf.ufmg.br Guimarães, E. M. P. * A educação permanente é uma atividade de capacitação caracterizada pela relação com o processo de trabalho institucional. Objetiva a transformação da prática e adota como pressuposto pedagógico a discussão da realidade a partir dos elementos que fazem sentido para os sujeitos envolvidos na busca da melhoria da qualidade dos serviços e das condições de trabalho. O uso da tecnologia como ferramenta mediatizadora tem sustentado as iniciativas de capacitação, especialmente, aquelas de educação à distância (EAD), apresentando-se como alternativa de atualização profissional. Na enfermagem, o uso das tecnologias de comunicação e informação é uma estratégia empregada com objetivo de responder as necessidades de capacitação definidas pelo cenário da profissão no país. Ressalta-se a composição da força de trabalho, constituída majoritariamente por profissionais de nível médio, a distribuição geográfica dos profissionais, que concentram-se nos grandes centros urbanos, e a diversidade de ações desenvolvidas pelos profissionais que envolvem atividades de menor complexidade até aquelas de risco para o paciente. Ressaltam-se ainda as oportunidades de capacitação oferecidas pelos órgãos formadores concentrando-se em regiões mais desenvolvidas do país, e utilizando-se de metodologias presenciais que exigem do profissional o seu afastamento do serviço e investimento financeiro. A preparação do pessoal de enfermagem é uma estratégia para a melhoria do cuidado em saúde, por meio de atividades de capacitação permanente que permitem a integração do profissional à função e à organização, além da transformação do seu potencial em comportamentos objetivos a partir da reflexão sobre a realidade que o cerca. (GUIMARÃES & GODOY, 2006) O Projeto Telenfermagem, parte integrante do Programa Nacional de Telessaúde, promovido pelo Ministério da Saúde objetiva visualizar novas formas de prestar assistência, considerando as necessidades locais, colaborando para a transformação das realidades práticas, a partir do momento que oferece a possibilidade de EAD para a equipe de saúde. Utiliza recursos tecnológicos de informação, por meio da interligação via rede dos pontos de acesso, para melhorar a prestação da assistência e cooperar para a formação permanente dos profissionais de enfermagem. Adota como recurso para capacitação a videoconferência temática e a teleconsultoria. O Projeto Telenfermagem teve avanços significativos na consolidação de uma nova estratégia para capacitação dos profissionais de saúde inseridos nas unidades de serviço, constituindo-se como um modelo para educação permanente. Esta estratégia é uma excelente ferramenta para a capacitação e atualização do profissional, proporcionando impacto nos custos do atendimento à população (Lima et al, 2007). Diante deste cenário, novas abordagens do processo de educação devem ser adotadas para garantir o acesso à formação daqueles que ainda não a possuem, como também educação permanente daqueles que atuam em unidades formadoras de recursos humanos e prestadoras de serviços de saúde. Guimarães, E. M. P. ; Godoy, S. C. B. . Telenfermagem: uma iniciativa de educação permanente em Enfermagem.. In: SANTOS, A F et al Alves; Simone Ferreira dos Santos. (Org.). Telessaúde - Um Instrumento de Suporte Assistencial e Educação Permanente. Belo Horizonte/MG: UFMG, 2006, v. 1, p. 95-110. LIMA, CMAO et al.Videoconferências. Sistematização e experiências em Telemedicina. Rev. Radiol Bras. RJ, 2007, 40(5), p.341344.
  • 194. TEORIA HUMANISTA E A RELAÇÃO COM O PROCESSO ADMINISTRATIVO NA ÁREA DA ENFERMAGEM: UMA REFLEXÃO SARTURI F, GEWEHR TR, CASTIONI D, TISSOT ZL. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) - Centro de Educação Superior Norte do Rio Grande do Sul (CESNORS) – Palmeira das Missões E-mail: tacianaraquel@hotmail.com; fernandasarturi@yahoo.com.br. Resumo: Introdução: as relações humanas ocorrem em decorrência do processo de interação (ROSSÉS, 2010). Surge contrapondo com a Teoria Clássica, que tratava a organização como uma máquina, possuindo autoridade centralizada e acentuada divisão do trabalho, tendo origem pela necessidade de humanizar e democratizar os processos administrativos, pelo desenvolvimento das ciências humanas, pelas ideias filosóficas de John Dewey, da psicologia dinâmica de Kurt Lewin e das conclusões das experiências de Hawthorne. Com esta teoria surge uma nova concepção sobre a natureza do homem, o homem social, enfatizando agora a motivação, liderança, comunicação e dinâmicas de grupo. Liderar é saber conduzir as pessoas, é um processo de escolha que permite que a organização caminhe em direção a sua meta, o líder é quem ajuda o grupo a tomar decisões adequadas, os líderes informais, segundo a Teoria das Relações Humanas, ajudam os trabalhadores a atuar como um grupo social coeso e integrado, contrapondo-se a Teoria Clássica que enfatizava a liderança autoritária, hierárquica e formal. As relações humanas são as ações e atitudes desenvolvidas a partir do contato entre as pessoas e grupos. Objetivo: refletir sobre a Teoria das Relações Humanas, e a sua relação com a evolução da administração em Enfermagem. Metodologia: trata-se de uma reflexão teórica, realizada em Novembro de 2012, por análise documental. Resultado: percebe-se através desse estudo que a Teoria das Relações humanas é uma perspectiva no processo administrativo na área da enfermagem. De acordo com a pesquisa identificam-se divergências na forma de liderança, onde, anteriormente, na Teoria Clássica a autoridade era centrada e vertical com regras, limites e sem a autonomia do trabalhador ao contrário da abordagem humanista que volta para liderança informal do profissional enfermeiro. Observa-se que o líder deve focar na motivação, comunicação, organização informal e dinâmica de grupo entre a equipe. Nota-se a importância de trabalhar com a qualidade de vida no ambiente de trabalho e da interação social dos sujeitos no processo. Destacam-se também nesta abordagem, que os grupos informais que se formam no ambiente de trabalho possam dar algum sentido as vidas profissionais, ou seja, que ocorram relações sociais fora do ambiente de trabalho, promovendo atividades conjuntas entre os trabalhadores. Conclusão: a comunicação entre enfermeiro e equipe de trabalho, desempenha um papel importante na relação entre ambos, sendo uma das melhores maneiras para obter melhor qualidade no ato de liderar, com o intuito de fazer com que toda a equipe participe. Com a ajuda da teoria humanista, o profissional passa a ser visto como uma pessoa que tem necessidades não só físicas, mas também psicológicas. Ao ser integrado socialmente ao grupo de trabalho, o trabalhador é diretamente influenciado na qualidade e quantidade da produção, é necessário que neste grupo o gestor com habilidades de comunicação, seja aberto a mudanças, consiga extrair o melhor do grupo, e possa gerar um trabalho sadio, confortável e prazeroso. Sob ponto de vista administrativo, a característica humana desta teoria, possibilita um melhor desempenho das atividades nas instituições de saúde, principalmente no processo de gestão do Enfermeiro. Palavras-chaves: Gerência, Administração dos serviços de Saúde, Organização e administração. Referências ROSSÉS, G.F. et al. Teoria das Relações Humanas e Economia Solidária: o caso do Projeto Esperança/Cooesperança. VII SEGeT – Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia – 2010.
  • 195. TESTE DE CONFIABILIDADE DE INSTRUMENTO DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTE EM GRAU DE DEPENDÊNCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Moreno FN, Haddad MCFL, Martins EAP Universidade Estadual de Londrina (UEL) Email: fmoreno@uel.br INTRODUÇÃO: O uso de instrumentos validados, guias, manuais, protocolos são utilizados para padronizar o atendimento de enfermagem e estabelecer parâmetros para assistência que garanta a qualidade e segurança do paciente. O processo de validação de instrumentos contempla três etapas, com diferentes procedimentos: teórico, empírico e analítico. O procedimento teórico refere-se à fundamentação sobre o constructo para o qual se quer elaborar um instrumento de medida. O procedimento empírico é também denominado de experimental e consiste em etapas e técnicas de aplicação do instrumento piloto, assim como da coleta de informações que poderiam avaliar as propriedades do instrumento. O procedimento analítico determina as análises estatísticas dos dados, visando à validação do instrumento. Neste estudo, enfatiza-se o processo analítico, um dos principais critérios para avaliação da qualidade dos atributos de um instrumento e quanto menor a variação da correlação entre os avaliadores maior será a confiabilidade do instrumento. A confiabilidade possibilita verificar o grau de correlação entre os avaliadores independentes, que podem ser dois ou mais, que utilizam o mesmo instrumento. JUSTIFICATIVA: Após a validação do conteúdo do instrumento de classificação de pacientes, fizeram-se necessários testes para verificar a confiabilidade do instrumento. OBJETIVO: Verificar a confiabilidade de um instrumento de classificação de paciente em grau de dependência da assistência de enfermagem em hospital universitário público. MÉTODO: Pesquisa metodológica, quantitativa realizada no período de 2010 a 2012, decorrente de pesquisa anterior para validar o conteúdo do instrumento de classificação de paciente em graus de dependência da assistência de enfermagem, onde se atingiu o consenso de 90% entre os experts, por meio de técnica Delphi. O teste de confiabilidade do instrumento foi realizado em duas unidades de internação por três enfermeiros juízes, incluindo a pesquisadora. RESULTADOS: Observou-se que na unidade de internação I a correlação de Spearman dos juízes A e B foi de 0,874, entre A e C foi de 0,844 e B e C o coeficiente de correlação foi 0,865. Sendo então a mais significativa à associação das classificações dos juízes A e B. A correlação considerada como significativa é de 0,01. O coeficiente de correlação de Spearman entre os juízes A e B na unidade II foi de 0,713; entre A e C foi de 0,735; e entre B e C a correlação encontrada foi 0,787, a mais significativa. CONCLUSÃO: O resultado do teste de confiabilidade do instrumento de classificação de pacientes em grau de dependência da assistência de enfermagem poderá mensurar com fidedignidade a complexidade do cuidado a ser prestada aos pacientes internados na instituição em estudo. BIBLIOGRAFIA 1. Perroca MG. Desenvolvimento e validação de conteúdo da nova versão de um instrumento para classificação de paciente. Ver. Latina-Am, Enfermagem 19(1):[09 telas] jan-fev 2011. www. eerp.usp.br 2. Feldman LB, Cunha ICKO. Identificação dos critérios de avaliação de resultados do serviço de enfermagem nos programas de acreditação hospitalar. Rev. Latino-Am. Enfermagem [serial on the Internet]. 2006 Aug [cited 2012 Apr 13] ; 14(4): 540-545. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php 3. Pasquali L. Principios de elaboração de escalas psicológicas. Rev. Psiquiatria Clínica. V.25, n.5, p.206-213, 1998 4. Polit DF, Beck CT, Hungler BP. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: métodos, avaliação e utilização. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.
  • 196. TIME DE RESPOSTA RÁPIDA - HCor : SIMULAÇÃO REALÍSTICA APLICADA À AVALIAÇÃO DE PROCESSOS DO CÓDIGO AZUL Goes, V. N.; Ribeiro, J.C; Romão, D. ; Yamaguti, S. T. F.; Guimarães, H. P. Associação do Sanatório Sírio - Hospital do Coração vngoes@hcor.com.br Introdução:A simulação realística é uma metodologia extensamente aplicada a educação continuada nos dias atuais, demonstrando-se como estratégia de ensino extremamente adequada a área da saúde, particularmente em situações cujo aprendizado depende da vivência nem sempre passível de replicação imediata beira-leito, especialmente em condições de urgência e emergência, onde a observação e atuação prévias proporcionam maior segurança no atendimento ao paciente. Justificativa: A simulação tem permitido a validação e análise de diversos processos práticos diários e por sua praticidade tornase metodologia facilmente aplicável a avaliação da performance de times de resposta rápida intra-hospitalar Objetivo: Avaliar o processo de execução do time de resposta rápida (“código azul”) através de cenários de simulação realística identificando fluxo processual desenvolvido para o Hospital do Coração-HCr e desencadeando ações corretivas às falhas processuais detectadas. Método:Método prospectivo analítico observacional utilizando método de simulação realística com aplicação de cenário de parada cardiorrespiratória baseado em descritivo utilizado pelo Curso Advanced Cardiac Life Support (ACLS) da American Heart Association (AHA) e avaliação de tempos e desempenho processual atendendo descritivo do processo de time de resposta rápida do HCor. O Cenário aplicado foi o de caso de fibrilação ventricular atendido por equipe multiprofissional. Após cada cenário foi realizado o debriefing e feeback . De Novembro de 2012 a Fevereiro de 2013 foram executados 4 cenários de simulação em distintas unidades de internação do HCor. Resultados: Os cenários desenvolvidos permitiram a identificação de pontos positivos e lacunas de eficiência na performance do processo de funcionamento no “time de resposta rápida”do HCor. Foram identificados como pontos positivos:Resposta do time conforme política institucional estabelecida; Tempos adequados dentro das metas do atendimento,Presença do Grupo Interdisciplinar durante todo atendimento; Segurança da equipe na realização das habilidades práticas em uma PCR desde o suporte básico.Foram identificados como lacunas de eficiência que demandavam correção:Dúvidas quanto a utilização da ferramenta de acionamento,Desconhecimento de plano de contingência quando do não funcionamento do sistema de acionamento do código,Falha estrutural/técnica software/Eritel ®Baseando-se nas lacunas do atendimento detectadas foram estabelecidos planos de correção do processo com: Avaliação da falha técnica com o fornecedor de tecnologia Eritel®,Treinamento setorial referente ao acionamento da ferramenta de acionamento do time com acompanhamento dos gerentes de cada setor,Divulgado para equipe Assistencial o plano de contingência em caso de falha do software/Eritel® .,Apresentação mensal dos registros de acionamento do TRR. Conclusão: A aplicação dos princípios da EBS como ferramenta para treinamento de profissionais de saúde, com o objetivo de avaliar, mensurar e desenvolver habilidades técnicas e não técnicas comportamentais, liderança, trabalhos em equipe em ambiente controlado o mais próximo da vida real, contribui para efetiva avaliação do funcionamento de processos de intrahospitalares como time de resposta rápida que otimizam a segurança e melhoria do cuidado de pacientes. Referências:1) Uri Flato URP, Guimarães HP . Educação baseada em simulação em medicina de urgência e emergência: a arte imita a vida. Rev Bras Clin Med. São Paulo, 2011 set-out;9(5):360-4 .2)Romano MMD, Pazin Filho A.Simulação em manequins: aspectos técnicos. Medicina (Ribeirão Preto). 2007 Abr[citado 2011Jan12];40(2):171-9.
  • 197. TIMES E TEMPO : SALVA VIDAS Goes, V.N.; Ribeiro J.C.; Santos A B; Silva K. M. Associação do Sanatório Sírio - Hospital do Coração vngoes@hcor.com.br Introdução. O sucesso no atendimento a uma parada cardiorrespiratória (PCR) depende de medidas de ressuscitação imediatas, realizadas por profissionais treinados e com recursos adequados. A criação de times especializados no atendimento de emergências atende objetivo de resgate rápido e efetivo dos pacientes vítimas de PCR. Objetivo: avaliar o impacto da implementação do Time de resposta rápida (TRR) sobre a morbimortaliade dos casos de emergências clínicas ocorridas nas unidades de internação do HCor no período de 2011 a 2012. Método: Estudo retrospectivo com análise de dados obtidos a partir do acionamento da ferramenta TRR-Eritel® ( ferramenta de TRR implantada no HCor ) do ano de janeiro de 2011 à dezembro de 2012. Para o Código Azul, o registro dos dados de atendimento foi realizado em formulário específico baseado no método de Utstein, de acordo com as diretrizes da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Para o Código Amarelo, o registro dos dados de atendimento também foi realizado em formulário específico, de acordo com os modelos sugeridos pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI). Resultados:No período analisado, foram registradas 491 atendimentos (código amarelo) e 34 atendimentos (código azul) em 2011;no ano seguinte (2012) tivemos 613 atendimentos (Código amarelo) e 19 atendimentos (código azul ) .O Tempo do inicio de atendimento do TRR / Código amarelo foi de ´5 minutos e para atendimento do código azul dentro dos 2minutos com exceção no mês de fevereiro de 2012 , devido falha da equipe em acionar a chegada do médico no inicio do atendimento. Conclusão: Os dados do estudo permitem afirmar uma forte probabilidade de que tenha ocorrido redução na incidência de PCR, da mortalidade hospitalar e da mortalidade associada, pela implementação de um TRR , as limitações do estudo não permitem fazer tal afirmação. Novos estudos são necessários para solucionar essa controvérsia .Além disso, o benefício da implementação TRR pode não estar associado apenas à intervenção precoce, mas também à habilidade adquirida pela equipe no reconhecimento rápido de sinais e sintomas de deterioração clínica. Assim, é provável que o treinamento contínuo da equipe,os avanços nas técnicas de ressuscitação e maior disponibilidade de recursos também tenham colaborado para o desfecho observado. Referências :1)Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz de apoio ao suporte avançado de vida em cardiologia – código azul – registro de ressuscitação. Normatização do carro de emergência [Internet]. Arq Bras Cardiol. 2003 [citado 2012 Set 8]; 81(Supl 4):[cerca de 14 p.]. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/abc/ v81s4/20229.pdf. 2)Institute for Healthcare Improvement (IHI). 5 Million Lives Campaign. Getting started kit: rapid response teams [Internet]. Cambridge, MA: Institute for Healthcare Improvement; 2008. [cited 2012 Set 8]. Available from: www.ihi.org.
  • 198. TREINAMENTO COMO AÇÃO GERENCIAL NO CONTEXTO HOSPITALAR: DESCRIÇÃO DE ATIVIDADES OFERECIDAS PARA PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM Oliveira JLC1, Nicola AL2 Universidade Estadual de Maringá – UEM Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE joao-lucascampos@hotmail.com RESUMO INTRODUÇÃO: Compreende-se o treinamento como um método organizado que oportunize aos profissionais melhorarem as habilidades no desempenho de suas funções. A ação de treinamento deve ser devidamente planejada, indo ao encontro das metas organizacionais e às expectativas dos usuários. Isto pode ser transportado para as organizações hospitalares, considerando a complexidade dos seus serviços. Inseridos neste contexto, encontram-se os profissionais de enfermagem que necessitam constantemente atualização e aperfeiçoamento de suas habilidades técnico-científicas. JUSTIFICATIVA: O treinamento é uma atividade fundamental para se obter qualidade na prestação dos serviços. Destarte, posicionar esta atividade como objeto de estudo no contexto da gestão hospitalar e de enfermagem é fundamental, pois dificuldades e/ou falhas intrínsecas a todo o processo de trabalho podem ser mais facilmente superadas. OBJETIVO: Caracterizar o perfil de treinamentos realizados por uma equipe de enfermagem hospitalar. METODOLOGIA: Estudo documental, retrospectivo e quantitativo. Desenvolvido em um hospital de ensino público situado no oeste paranaense, acerca das atividades de treinamento ocorridas entre maio de 2009 a abril de 2010, oferecidas para os profissionais de enfermagem. Elaborou-se uma planilha para o registro/coleta manual dos dados de cada lista de presença de atividade de treinamento, que continha: data da atividade, tema do treinamento, carga horária, e número de profissionais de enfermagem presentes, por categoria profissional. Para a confirmação da identificação dos participantes por categoria profissional, utilizou-se uma relação dos nomes de todos os profissionais de enfermagem da instituição, fornecida pelo setor de Recursos Humanos. Os dados coletados manualmente foram transportados para planilha eletrônica, para melhor organização e manejo das informações. RESULTADOS: No período do estudo, totalizaram 190 atividades de treinamento com a participação dos profissionais de enfermagem. Destas, a partir do tema proposto para cada atividade, emergiram as seguintes categorias de treinamento: Doação de Órgãos (20); Sistematização da Assistência de Enfermagem (21); Assistência Hospitalar Infantil (16); Novas Tecnologias em Saúde (37); Assistência Hospitalar ao Adulto (26); Habilidades Administrativas e Gerenciais (24); Apoio ao Servidor (24); Exames Laboratoriais e Acidentes com Material Biológico (22). A carga horária total de todas as atividades foi de 398,75 horas de treinamento. A participação média foi maior na categoria de Sistematização da Assistência de Enfermagem para enfermeiros (15,6) e menor em Apoio ao Servidor (0,6). Para os técnicos e auxiliares de enfermagem os mesmos dados valeram-se para as categorias Doação de Órgãos (9,1) e Sistematização da Assistência de Enfermagem (0). CONCLUSÕES: Apesar dos dados não refletirem a situação qualitativa das ações e tampouco ao levantamento de necessidades reais de treinamento para os profissionais de enfermagem, os resultados podem auxiliar e fundamentar a tomada de decisão, no que tange ao planejamento das atividades de treinamento para os profissionais de enfermagem da instituição. _____________________________________________________________________________ 1Enfermeiro. Mestrando no Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá – UEM. joaolucascampos@hotmail.com 2Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do Colegiado de Enfermagem da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE anairln@yahoo.com.br Palavras-chave: Administração hospitalar; Recursos humanos; Capacitação em serviço. REFERÊNCIA: CHIAVENATO, I. Iniciação à administração de recursos humanos. 4ª ed. Manole: Barueri, 2010.
  • 199. TREINAMENTO EM SERVIÇO: OPINIÃO DE UMA EQUIPE DE ENFERMAGEM INTENSIVISTA. Oliveira JLC1, Nicola AL2, Matsuda LM3, Inoue KC4. Universidade Estadual de Maringá – UEM; Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE; joao-lucascampos@hotmail.com 1 Enfermeiro. Mestrando no Programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá – UEM. joaolucascampos@hotmail.com - 2 Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE. Coordenadora do Programa de Residência de Gerenciamento de Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica. anairln@yahoo.com.br - 3 Enfermeira. Docente do departamento de Enfermagem da UEM. Pós-Doutoranda em Enfermagem Fundamental. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP. Bolsista da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná. lmmatsuda@uem.br - 4 Enfermeira. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UEM. Docente da Faculdade Ingá e intensivista do Hospital Universitário Regional de Maringá. kellyelais@hotmail.com RESUMO INTRODUÇÃO: A administração de recursos humanos infere que estabelecer práticas de treinamento bem planejadas pode agregar valor qualitativo ao processo de trabalho dos profissionais(1). Nessa perspectiva, tal premissa pode ser estendida para os serviços de saúde e de enfermagem, que atua em ambiente hospitalar(2). JUSTIFICATIVA: No exercício de suas funções gerenciais, o enfermeiro deve incorporar a avaliação da qualidade nos âmbitos assistencial e gerencial, inclusive dos treinamentos da equipe porque esta atividade pode facilitar a adequação de possíveis carências no processo de cuidado. OBJETIVO: Apresentar a opinião de uma equipe de enfermagem intensivista sobre os treinamentos oferecidos na insituição. METODOLOGIA: Estudo descrito-exploratório, de abordagem quantitativa, realizado com 12 enfermeiros e 27 profissionais de enfermagem de nível médio (Técnicos e Auxiliares de Enfermagem), atuantes em uma Unidade de Terapia Intensiva para Adultos (UTI – A) e Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI – P), de um hospital universitário paranaense. Os profissionais responderam a um questionário em forma de escala do tipo Likert, que abordava sobre Qualidade das Atividades de Treinamento, estratificado na tríade donabediana, Estrutura, Processo e Resultados. A concordância com cada item do questionário foi interpretada como opinião favorável à qualidade ao item observado e a discordância, como desfavorável. Os preceitos éticos inerentes a pesquisas com seres humanos foram respeitados. RESULTADOS: Os itens da dimensão Estrutura foram entendidos como favoráveis à qualidade, exceto o horário dos treinamentos que apresentou discordância de 74,4% dos sujeitos. Com relação à dimensão Processo, 66,7% entrevistados tiveram suas dúvidas sanadas ao participarem de algum treinamento; contudo, 71,8% discordaram da suficiência de atividades do treinamento e também quanto a prática de levantamento de necessidades para o planejamento do mesmo. A dimensão Resultado foi pontuada favoravelmente em relação à mudança positiva no processo de trabalho e à melhora na assistência, decorrente dos treinamentos realizados, obtendo concordância de 69,2% e 62,2%, respectivamente. Nessa mesma dimensão, a opinião dos profissionais apontou resultados desfavoráveis à ocorrência da avaliação ao término dos treinamentos, com discordância de 69,3%. CONCLUSÕES: Observou-se que os participantes do estudo entendem que as atividades de treinamento são necessárias porque têm potencialidades de melhorar a qualidade do cuidado. Entretanto, para atender às expectativas dos profissionais de enfermagem é preciso melhorias que se relacionam ao horário, suficiência, levantamento de necessidades e avaliação dos treinamentos. Palavras-Chave: Capacitação em Serviço; Recursos humanos; Gestão da Qualidade; Enfermagem. REFERÊNCIAS: 1 CHIAVENATO, I. Iniciação à administração de recursos humanos. 4ª ed. Manole: Barueri, 2010. 2 NEPOMECENO, L. M. R. KURCGANT, P. Uso de indicador de qualidade para fundamentar programa de capacitação de profissionais de enfermagem. Rev Esc. Eferm. USP. v. 42. n. 4., 2008.
  • 200. TREINAMENTO PARA CAPACITAÇÃO DA EQUIPE DE SAÚDE NO PROCESSO DE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS Onoe E. N.Ferrari .L.C.S. Amino. M.U.Bianchini. S.M. COSTA.J.C.S Palavras-chave: treinamento, doação, órgãos INTRODUÇÃO A não identificação de um possível doador dentro dos serviços de saúde é o primeiro obstáculo encontrado no processo de doação de órgãos e tecidos. Com o intuito de melhorar a eficácia do processo, foi criada em 2005 a portaria ministerial nº1752/GM que regulamenta a criação das Comissões Intra Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos (CIHDOTT) e suas atribuições em parceria com o Sistema Nacional de Transplantes, Central de Transplantes e o Serviço de Procura de Órgãos para Transplante através de treinamentos: I- Capacitação continuada dos funcionários dos estabelecimentos hospitalares para uma adequada identificação do possível doador de órgãos e tecidos. II- Capacitação para uma adequada entrevista familiar de solicitação de órgãos e tecidos. O treinamento é um processo de assimilação cultural em curto prazo que visa preparar ou aperfeiçoar as habilidades e conhecimentos dos integrantes de uma organização. OBJETIVO Socializar a experiência para equipe multidisciplinar de saúde a respeito do processo de doação de órgãos e tecidos. METODOLOGIA Este estudo consiste em um relato de experiência vivenciado pelos integrantes da Comissão de Doação de Órgãos e Tecidos de um hospital particular de grande porte do município de São Paulo, no período de abril de 2012. O treinamento foi direcionado para profissionais da área assistência à saúde multidisciplinar totalizando uma carga horária de 4 horas. As apresentações foram ministradas por profissionais do próprio hospital e membros do Serviço de Procura de Órgão e Tecidos sobre os seguintes temas: Processo de doação de órgãos e tecidos para transplante, Diagnóstico de morte encefálica, Manutenção do potencial doador de órgãos e tecidos, Entrevista familiar. Foi utilizada a metodologia de simulação realística ao término da palestra que abordava o diagnóstico de morte encefálica. RESULTADOS De 200 vagas disponíveis, participaram 174 profissionais de saúde da instituição e público externo, destes participantes, 97,56% responderam a pesquisa de avaliação do treinamento. Em relação à relevância do conteúdo para a sua prática, 100% dos questionários retornaram com a classificação de mensuração: ótimo. Todos os avaliadores pontuaram como ótimo os temas abordados e o desempenho dos palestrantes. CONCLUSÃO Segundo o Sistema Nacional de Transplantes, o adequado treinamento dos profissionais envolvidos no processo de captação de órgãos e tecidos, é um fator essencial para a ampliação quantitativa e qualitativa da obtenção de órgãos e tecidos para transplante. Os cursos devem evidenciar a difusão do conhecimento dos aspectos técnicos, éticos e legais da atividade de transplante e a consolidação das técnicas de captação de órgãos. A maioria dos participantes (97,56%) validaram a significância de expressar a sua opinião em relação a importância do conteúdo para sua prática, desempenho dos avaliadores e temas abordados. Nota-se pelo resultado da avaliação, que todos os participantes tiveram suas expectativas atendidas. REFERÊNCIAS MARRAS, J. P. Administração de Recursos Humanos: Do Operacional ao Estratégico. 4. ed. São Paulo: Futura, 2001. PORTARIA Nº 1.752/GM DE 23 DE SETEMBRO DE 2005. dtr2001.saude.gov.br/transplantes/integram.htm Data da consulta: 10/04/2013 às 16:35
  • 201. TUTORIA: MÉTODO DE CAPACITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PARA PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM INGRESSANTES Boeira, M. M.¹, Menegat, P.² ¹Enfermeira Coordenadora de Enfermagem do Hospital Unimed de Caxias do Sul – RS mlboeira@unimed-ners.com.br ²Enfermeira Tutora do Hospital Unimed de Caxias do Sul – RS. Frente ao desafio de propor soluções que contemplem os requisitos da capacitação do profissional de enfermagem, em tempo hábil, contando com o envolvimento da equipe e satisfação dos envolvidos, faz-se necessário lançar mão de novas estratégias. Na enfermagem, essa responsabilidade de treinamento e consequente capacitação estão diretamente ligadas ao serviço de Educação Continuada, que é o órgão corresponsável por treinar e capacitar os funcionários, a fim de realizarem adequadamente suas atribuições. A atuação de trabalhadores sem treinamento interfere, diretamente, no resultado esperado da produção². Visando a inovação foi criado no Hospital Unimed de Caxias do Sul em março de 2012 um novo programa de capacitação, sobresponsabilidade do Enfermeiro Tutor, com objetivo do desenvolvimento de competências fundamentais para a assistência de qualidade, pautada na humanização e segurança na área da saúde. Ter uma metodologia diferenciada de capacitação para profissionais da Enfermagem Ingressantes sejam técnicos de enfermagem ou enfermeiros, é considerado pelo Hospital Unimed de Caxias do Sul um importante investimento para a qualidade da assistência ao paciente. O programa está dividido em três etapas: Primeira -destina-se a revisão técnica. Esta fase será realizada a sala de treinamentos de enfermagem, com equipamentos, possibilitando ao profissional a utilização da estratégia de simulação realística como facilitadora no processo de ensino aprendizagem. Segunda -com a supervisão do Enfermeiro Tutor os profissionais assumem a assistência de enfermagem na unidade. Nesta etapa o enfermeiro Tutor auxilia na integração gradativa do funcionário ao trabalho na unidade. Acompanhamento prático, avaliando o desempenho do ingressante durante suas rotinas diárias. Terceira -são realizadas etapas avaliativas e definidoras para o ingresso do profissional na empresa. É realizada a avaliação final. Reavaliado funcionário após 02 meses de sua admissão. Caso seu desempenho na avaliação seja insatisfatório, o profissional não é efetivado. Os resultados evidenciaram que foram acompanhados 104 profissionais de enfermagem, 86 técnicos de enfermagem e 18 enfermeiros. Destes, permaneceram na Instituição 82 profissionais, 69 técnicos de enfermagem e 13 enfermeiros. Os profissionais que não permaneceram no Hospital foram por desistência do profissional ou pela Instituição ter encerrado o contrato de trabalho. Os motivos que levaram o profissional a desistir da vaga foram por oportunidade melhor de trabalho, mudança de cidade e não adaptação ao local de trabalho. Os motivos de término de contrato pela Instituição aos profissionais foram dificuldade técnica e problemas de postura. Além da melhora dos Serviços da Enfermagem, há um ganho importante: a satisfação destes profissionais. Por terem sido inseridos do contexto hospitalar acompanhados e capacitados previamente, há uma maior segurança nas tarefas diárias, diminuindo, desta forma, a ansiedade e nervosismo, características dos primeiros dias de trabalho. Referências 1. Ferreira, J.O., Kurcgant, P. Capacitação profissional do enfermeiro de um complexo hospitalar de ensino na visão de seus gestores. Revista Acta Paulista de Enfermagem. Volume 22. 2009. 2. Siqueira ILCP, Kurcgant P. Estratégia de capacitação de enfermeiros recém-admitidos em unidades de internação geral. Rev Esc Enferm USP. 2005;39(3):251.
  • 202. PROTOCOLO DE ULCERA POR PRESSÃO Introdução A incidência varia consideravelmente conforme o perfil clínicos dos pacientes: - 0.4% a 38% curta permanência; 2,2% a 23,9% longa permanência Objetivo: Diminuir a incidência de úlcera por pressão Metodologia O Hospital Ministro Costa Cavalcanti possui 200 leitos, referência para oncologia e cardiologia .A média de permanência dos pacientes desta clínica é de 3,5 dias. Para avaliar o protocolo foram estabelecidos os seguintes passos: 1. Avaliar 100% dos pacientes elegidos , aplicando a escala de Braden- padronizada nessa Instituição – pelo TASY, no ato do internamento e reavaliando a cada 24 horas. 2. Identificar os pacientes que foram pontuados pela escala de braden abaixo de 13 pontos, que deverão ser identificados com a pulseira vermelha, para melhor identificação visual. O protocolo será monitorado todo mês e será medido os indicadores de: a) Resultado - Incidência de Ulcera por Pressão por 100 admissões - Densidade de Ulcera por Pressão por 1000 pacientes/dia b) Desempenho Conclusão e Resultado - Pacientes recebendo avaliação na admissão. Resultado e Conclusão No ano de 2011, observamos no gráfico abaixo o número de UP se manteve dentro da média, porém, as avaliações realizadas pelos enfermeiros se aplicavam para todo o hospital, totalizando assim mais de 100% de pacientes avaliados. Diante disso, alteramos as avalições somente para os pacientes de clinicas elegidas e poderemos observar a diferença nos gráficos de 2012. A densidade diminuiu em 2012 em relação ao ano anterior. As melhorias implantadas , tais como : avaliação precoce, maior número de avaliação aos pacientes críticos , constantes treinamentos com a equipe multidisciplinar e melhor assistência de enfermagem aos pacientes, foram fatores importantes para os dados abaixo. Para o ano de 2013, o nosso objetivo é uma avaliação mais detalhada de cada caso de úlcera por pressão, como idade, sexo e patologia.
  • 203. Referência: ”. (Lyder CH. Pressure ulcer prevention and management. JAMA. 2003; 289 (2):223-226) ”. (Redelinga MD, Lee NE, Sorvillo F. Pressure ulcers: More lethal than we thought? Advances in Skin & Wound Care. 2005. 18(7):367-372) Varela, S.M.P; Hospital Ministro Costa Cavalcanti. E-mail: sandra.parra@hmcc.com.br
  • 204. UMA PROPOSTA PARA A GESTÃO DE EXCELÊNCIA NOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM Ribeiro G.N.; Reif S.; Worma L.; Gaspar P.A. Introdução O serviço de enfermagem passa pelo curso da história desenvolvendo novas formas de ser tornar exequível em decorrência do cenário econômico, politico, tecnológico e de competitividade. Modelos de gestão utilizados nas empresas estão condicionados as realidades ambientais adaptáveis às exigências da cada época (BORK, 2003). Uma das formas de tornar o trabalho da enfermagem um processo profissionalizado tecnicamente e inovador na gestão no âmbito hospitalar é por meio da utilização de um Modelo de Gestão de Excelência nos Serviços de Enfermagem, com visão científica e estratégias gerenciais, voltadas a agregar a excelência. Justificativa As ações de enfermagem são conduzidas por bases teóricas que justificam e apoiam a introdução de novas abordagens assistências e de gestão dos serviços de enfermagem. Deste modo, o desenvolvimento de um Modelo de Gestão de Excelência nos Serviços de Enfermagem, é relevante no que consiste a atender as necessidades de ampliação dos fundamentos teóricocientíficos que possibilitam compreender e interagir, inovando e recriando a forma cientifica da enfermagem para o âmbito da excelência na assistência à saúde. Objetivo Objetivou-se com este estudo desenvolver e apresentar um modelo de Gestão de Excelência nos Serviços de Enfermagem no âmbito hospitalar. Método Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória, descritiva e explicativa, desenvolvida em um hospital de médio porte, situado na região norte do Estado de Santa Catarina, realizada nos meses de setembro a novembro de 2012. Para a coleta dos dados utilizou-se o a técnica observacional seguido de entrevistas com enfermeiros gestores e supervisores que atuam no espaço hospitalar. Utilizou-se a método fenomenológico na construção da análise e da produção dos resultados. Resultados Os resultados indicaram que a estruturação do Modelo de Excelência em Serviços de Enfermagem torna-se possível ao se colocar em prática seis premissas fundamentais: Teoria(s) de Enfermagem; Modelo Assistencial; Sistematização da Assistência de Enfermagem; Gestão do Risco Assistencial; Indicadores Assistenciais e Comunicação. Estas premissas requerem a Educação Continuada para implantação das etapas e o funcionamento pleno do Modelo, pois são por meio de treinamentos, orientações e ações educativas que o modelo de gestão torna-se possível de ser implantado, permitindo que os integrantes da equipe compreendam o processo como parte de seus objetivos profissionais, aliados aos objetivos da organização hospitalar, é nesta dimensão que a excelência pode ser alcançada, reconhecida, percebida e mensurada. Conclusão Conclui-se que as atribuições da enfermagem exigem elevado nível de conhecimento, habilidades pessoais e profissionais de liderança e de gestão onde enfermeiros gerentes, enfermeiros coordenadores e enfermeiros líderes poderão colocar em funcionamento novas formas de desempenhar suas funções nos serviços de âmbito hospitalar, por meio de um modelo gerencial sofisticando e solidificando um diferencial profissional, valorizando e criando novas perspectivas do trabalho na enfermagem, objetivando a construção da excelência. Bibliografia BORK, A. M. Enfermagem de Excelência: da visão a ação. 1ed – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. MARQUIS, B.L; HUSTON, C. J. Administração e Liderança em Enfermagem. 6 ed – Porto Alegre: Artmed, 2010.
  • 205. UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE ADULTOS COMO CAMPO DE ESTÁGIO CURRICULAR – REQUISITO PARA OBTENÇÃO DE GRAU DE ENFERMEIRO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ACADÊMICOS Bonsere, WCP¹, Oliveira, JLC², Alcides, MAA³, Fernandes, LM⁴. Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE. Curso de Graduação em Enfermagem. Cascavel (PR), Brasil. wevellencp@hotmail.com INTRODUÇÃO: O Curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, visando à formação íntegra e de qualidade do profissional enfermeiro, promove, na 5ª série do curso, a disciplina de Estágio Curricular. Esta disciplina, no exercício das atividades propostas, tem os seguintes objetivos gerais: Instrumentalizar o estagiário para a inserção no mercado de trabalho; Propiciar vivências na aquisição de competências para administração do processo de trabalho e da assistência de enfermagem; Proporcionar experiência voltada à gerência de unidades de Saúde; Identificar as necessidades da clientela, priorizando-as e planejando a assistência requerida, bem como prevendo e provendo os recursos, processos e métodos de trabalho necessários para sua implementação e avaliação, de modo a buscar a qualidade da assistência prestada¹. Buscando a formação deste profissional, o Estágio Curricular é dividido em duas etapas, cada qual totalizando 440 horas de atividade e sendo uma delas exercida em unidade de saúde hospitalar, e outra em Unidade Básica de Saúde – UBS. OBJETIVO: Relatar a experiência das atividades desenvolvidas na disciplina de Estágio Curricular, no ambiente hospitalar. MÉTODO: Este estudo consiste em um relato de vivência dos acadêmicos de enfermagem na Unidade de Terapia Intensiva do HUOP, no ano de 2012, visando à reflexão para a construção do crescimento profissional. DISCUSSÃO: O desenvolvimento do estágio curricular ocorreu com a presença dos acadêmicos em horários alternados (manhã e tarde), bem como cada qual com a supervisão direta do enfermeiro responsável pela unidade no período, e ambos sob orientação semanal de uma docente da disciplina de assistência de enfermagem ao paciente crítico, do curso de graduação citado. A relevância deste relato se dá a partir da rica experiência vivenciada pelos acadêmicos, e da colocação da UTI como excelente campo para o desenvolvimento do estágio curricular. Salienta-se como importante elemento de agregação de qualidade à formação dos acadêmicos a vivência diária de instrumentos de gerenciamento do cuidado exclusivos da unidade no HUOP no período do estágio curricular, especialmente a aplicação do Nursing Activities Score – NAS (ferramenta para quantificação de carga de trabalho de enfermagem e classificação de pacientes) e formulação de prescrição de cuidados de enfermagem, item crucial no desenvolvimento da sistematização do cuidado de enfermagem. O NAS pode ser considerado como instrumento de dinamizar a alocação de recursos humanos de enfermagem, e auxiliar no cálculo orçamentário do Serviço de Enfermagem². CONCLUSÃO: A experiência prática cotidiana com pacientes altamente dependentes firmou-se como instrumento de valor para prática clínica dos acadêmicos e aperfeiçoamento de execução de diversos procedimentos de enfermagem. Por fim, reafirma-se a UTI de adultos do HUOP como válido campo para cumprimento do estágio curricular, tendo este como uma escolha satisfatória para o treinamento da prática profissional futura. PALAVRAS CHAVE: Relato de Experiência, Estágio Curricular, Enfermeiro, Unidade de Terapia Intensiva. REFERÊNCIAS 1. VIEIRA, C.S. Material de apoio para a disciplina de estágio curricular supervisionado. Cascavel, 2012. 2. QUEIJO, A.F. Tradução para o português e validação de um instrumento de medida de carga de trabalho de enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva: Nursing Activities Score (N.A.S.) [dissertação] São Paulo: Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, 2002.
  • 206. USO DA FERRAMENTA NSS NA GESTÃO DE TEMPO DE ATENDIMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Nomes dos autores: Silva K A, Romão D. Nome da instituição: Associação do Sanatório Sírio – Hospital do Coração Email: kasilva@hcor.com.br RESUMO INTRODUÇÃO:Este relato de experiência temcomo objetivo avaliar a gestão do tempo de atendimento x qualidade de assistência x satisfação do cliente. JUSTIFICATIVA: Visando uma Assistência de qualidade foi essencial comparar os dados do atendimento de enfermagem, através da ferramenta NSS (Nurse Station Sever), para identificar o tempo de atendimento e número de chamada, minimizando a espera do paciente pelo cuidado solicitado. O NSS é um software que registra tipos de chamadas. Foi considerado chamado de paciente, o acionamento da campainha através do botão vermelho do sistema tele CARE, realizado pelo paciente ao solicitar atendimento e/ou auxílio á enfermagem. Definido chamado de presença, o acionamento através do botão verde do sistema teleCARE, realizado pelo profissional de Enfermagem ao realizar procedimentos de Enfermagem ( rotina de prevenção de queda, punção venosa, banho, administração de medicamentos, tricotomia , etc.) e também quando a Enfermagem realiza rondas nos quartos, verificando se o paciente necessita de algo OBJETIVOS: 1- Quantificar o número de chamadas realizadas pelo paciente e chamadas de presença 2- Identificar o tempo médio de atendimento realizado pelos profissionais de Enfermagem na unidade estudada; 3- Relacionar o tempo médio de atendimento dos profissionais da unidade de internação em relação ao tempo médio obtido na instituição. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência realizado numa unidade de internação cardiológica de 14 leitos de um hospital particular da cidade de São Paulo. Foram incluídos no estudo todos os chamados registrados no sistema NSS tanto pelo paciente como pelos profissionais no período de janeiro a abril de 2013. RESULTADOS: Foram tabulados os dados do sistema NSS da Unidade de Internação, e analisados os chamados dos pacientes e os chamados de presença da enfermagem. Nos meses de janeiro á abril, tivemos um total de 2370 chamadas de paciente e 11.823 chamadas de presença. O tempo médio de atendimento as chamadas dos pacientes foi de 47segundos (14 segundos inferior á média do hospital). Ao gerenciar o tempo médio de atendimento da equipe de Enfermagem da unidade de internação a mesma conseguiu atender o chamado do paciente em menos de um minuto, seja indo até o leito do paciente ou acionando o dispositivo de atendimento no posto de Enfermagem. Este mesmo resultado foi obtido nas outras unidades de internação. CONCLUSÕES: Através da análise dos resultados, foi constatada que a equipe de Enfermagem desta unidade, é uma equipe presente e proativa na assistência ao paciente internado, visto que o número de chamadas de presença é cinco vezes maior do que o número de chamadas realizadas pelos pacientes. BIBLIOGRAFIA: Kalisch BJ,Labelle A E,Boquin X. Trabalho em equipe e tempo de resposta as chamadas de Enfermagem: estudo exploratório. Revista Latino Americana de Enfermagem, 2013; 21 Garcia M, Amparo. O.Tiempoempleado por La enfermera em La ejecucion de lós procedimientos mas frecuentes em El cuidado de paciente crítico em El Servicio de emergência.2010 Cintra EA, Pinto AC, Sousa EO. Utilização de indicadores de qualidade para avaliação da assistência de enfermagem: opinião dos enfermeiros. J. Health Sci Inst; 2010; 28
  • 207. USO DO COMPUTADOR NO TRABALHO HOSPITALAR: PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS Matsuda LM1, Higarashi IH2, Oliveira JLC3, Bernardes A4, Évora, YDM5 Universidade Estadual de Maringá – UEM Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – EERP joao-lucascampos@hotmail.com 1 Enfermeira. Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá – UEM PR. Pós-Doutoranda em Enfermagem Fundamental. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP. Bolsista da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná. E-mail: lmmatsuda@uem.br 2 Enfermeira. Doutora em Educação. Docente do Departamento de Enfermagem da UEM – PR. E-mail: ihhigarashi@uem.br 3 Enfermeiro. Mestrando do Programa de PósGraduação em Enfermagem da UEM. E-mail: joao-lucascampos@hotmail.com 4 Enfermeira. Docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP. E-mail: andreab@eerp.usp.br 5 Enfermeira. Professora Titular da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto – USP. E-mail: yolanda@eerp.usp.br RESUMO Introdução: Nas últimas décadas, o computador com seus diferentes modos de apresentação e utilização, têm produzido grandes avanços na sociedade. Nesse aspecto, a área da saúde, também tem se utilizado das inovações tecnológicas e promovido mudanças nos processos de atendimento(1). Na enfermagem, o uso do computador e de sistemas de informação, é destacado na literatura, principalmente na realização de atividades de mensuração e de melhoramento da qualidade. Nessa perspectiva, consta que, desde que as informações sejam utilizadas de forma adequada, face à padronização dos registros; otimização do tempo; segurança dos cuidados e; simplificação da documentação, o computador pode ser considerado como ferramenta indispensável ao trabalho do enfermeiro (2). Justificativas: No Brasil, existem poucas publicações acerca do uso de computadores no trabalho da enfermagem e; os resultados deste estudo poderão subsidiar ações voltadas à implantação e/ou melhoria na tecnologia computacional de instituições de saúde. Objetivo: Apreender a percepção de enfermeiros sobre o uso do computador no ambiente de trabalho hospitalar. Caminho Metodológico: Participaram 14 enfermeiros de um hospital público, do interior paulista, que tem todos os setores informatizados. A coleta de dados realizou-se por meio de entrevista gravada e Diário de Campo e os dados, foram tratados e analisados de acordo com a técnica Análise de Conteúdo. Resultados: Das entrevistas emergiram seis categorias temáticas: O uso do computador na enfermagem: buscando a otimização e a qualificação do cuidado; Aspectos negativos do uso do computador: instrumento para a mecanização do cuidar?; Refletindo sobre os obstáculos e dificuldades para a informatização do serviço; A informática e o registro de informações: repercussões sobre a prática assistencial; Avaliando os resultados com o uso do computador e; Recomendações para o uso do computador na Enfermagem. Dentre os aspectos positivos foram relatadas a rapidez; legibilidade e exatidão das informações; maior segurança do paciente e; melhorias na qualidade do cuidado. Dentre os aspectos negativos se destacaram à conduta de copiar e colar as Prescrições Médicas e de Enfermagem; falta de computadores e distanciamento do enfermeiro para com o paciente. Conclusão: Concluiu-se que, apesar das fragilidades, todos os enfermeiros se manifestaram favoráveis ao uso da tecnologia computacional no trabalho e apontaram-na como recurso indispensável à qualidade do cuidado. Palavras-Chave: Enfermeiro, Computador, Sistemas de Informação; Segurança do Paciente; Qualidade do cuidado. REFERÊNCIAS 1. Évora YDM. A enfermagem na era da informática. Rev.Eletr. Enf. [online]. 2007 [acesso em 2013 Jan 05]; 9(1):14. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/v9/n1/v9n1a01.htm 2. Callen J, Hordern A, Gibson K, Li l, Hains IM, Westbrook JI. Can technology change the work of nurse? Evaluation of a drug monitoring system ambulatory chronic disease patients. Int J Med Inform. 2013 Mar; 82(3): 159-67.
  • 208. UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS DA QUALIDADE EM INSTITUIÇÕES HOSPITALARES Costa L¹, Brandalise QMM1, Rodrigues RS2, Lorenzini E3 ¹ Enfermeira. Aluna do MBA em Gestão Hospitalar da Faculdade Nossa Senhora de Fátima. ² Docente do MBA em Gestão Hospitalar da Faculdade Nossa Senhora de Fátima. Mestrando em Engenharia de Produção e Sistemas - UNISINOS. 3 Enfermeira Especialista em Gerenciamento em Enfermagem; Mestre em Ciências da Saúde pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul; Coordenadora do MBA em Gestão Hospitalar da Faculdade Nossa Senhora de Fátima. Docente do Curso de Enfermagem da Faculdade Nossa Senhora de Fátima. e-mail: elisilorenzini@gmail.com Introdução: A busca pela qualidade está cada vez mais presente na população consumidora que vivencia inúmeras influências no contexto da modernização mundial. O crescente avanço impacta diretamente na economia e na competitividade empresarial, que por sua vez sofre fortes transformações para poder satisfazer o desejo de seus clientes1. Frente à exposição de tantas mudanças as organizações empresariais buscam na gestão da qualidade ferramentas que possibilitem maneiras de controlar e melhorar os processos de forma contínua; focam-se nas etapas que iniciam no desenvolvimento até a melhoria da qualidade, utilizadas em processos, produtos e serviços2. Justificativa: O termo qualidade também está presente na área da saúde. As instituições hospitalares também são influenciadas por esta competitividade e, dentre outros aspectos, elas objetivam novas maneiras de atender as necessidades da população, com mudanças na estrutura física, e nos seus processos de produção de serviços e cuidados em saúde. Objetivo: Conhecer as ferramentas da qualidade, quanto à sua aplicação na área da saúde. Método: Revisão da Literatura a partir da base de dados da Biblioteca Virtual através do LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e da SCIELO (Scientific Eletronic Library Online). Resultados: As ferramentas de qualidade Benchmarkig e Fluxograma são utilizados no contexto das instituições hospitalares. Observou-se que antes da aplicação das ferramentas da qualidade propriamente ditas, é realizado o levantamento de diversos dados através de indicadores que irão contribuir no monitoramento e avaliação do cuidado e das atividades prestadas a usuários e ao serviço3. Conclusão: Com a construção deste estudo percebeu-se a importância da aplicação das ferramentas da qualidade nas instituições hospitalares, o que favorece para satisfazer as necessidades dos clientes. Sugere-se que sejam realizados mais estudos sobre a temática da aplicabilidade dos instrumentos da qualidade na área da saúde. Palavras Chave: Enfermagem; Garantia da qualidade dos cuidados de saúde; Gestão de qualidade REFERÊNCIAS 1. Mendonça MMAF. Gestão da Qualidade e Gestão da Informação: O caso do processo de concepção e desenvolvimento de uma PME de base tecnológica. Universidade do Porto. 2009. Disponível: http://hdl.handle.net/10216/57956. 2. Oliveira JA, Nadae J, Oliveira OJ, Salgado MH. Um estudo sobre a utilização de sistemas, programas e ferramentas da qualidade em empresas do interior de São Paulo. Prod. Out./dez. 2011; 21 (4): 708-723. 3. Tronchin DMR, Melleiro MM, Kurcgant P, Garcia NA, Garzin ACA. Subsídios teóricos para a construção e implantação de indicadores de qualidade em saúde. Rev Gaucha Enferm. 2009; 30 (1): 136-40.
  • 209. UTILIZAÇÃO DE SISTEMAS DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTES COMO UMA FERRAMENTA GERENCIAL PARA A PRÁTICA ASSISTENCIAL NA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE MACEIÓ Ávila KV¹, Lôbo ALAC², Melo JEA³ 1 – Enfermeira Supervisora das Unidades Ambulatoriais da SCMM, Especialista Centro Cirúrgico (UNCISAL) e Unidade de Terapia Intensiva (UCB). Katyanne.vilaca@santacasademaceio.com.br. 2 - Enfermeira Supervisora da Coordenação de Enfermagem da SCMM, Especialista Administração Hospitalar (UNAERP/SP) . enfermagem.supervisao@santacasademaceio.com.br. 3 - Enfermeiro Coordenador de Enfermagem da SCMM, Especialista em Gestão da Organização Hospitalar (UFAL) e Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UNCISAL). enfermagem.coordenacao@santacasademaceio.com.br. Palavra Chave: Enfermagem, Sistema de Classificação de Paciente e Gerenciamento. A identificação do Perfil Assistencial nos hospitais favorece decisões gerenciais fundamentadas cientificamente e a sua ausência favorece a utilização de determinadas intervenções empíricas. Para isso a sua identificação, bem como a classificação de pacientes surge como uma ferramenta gerencial imprescindível para corrigir os processos e procedimentos organizacionais, reduzir custos, eliminar desperdícios, retrabalho e reduzir a variabilidade nos processos de trabalho, independente de hegemonia ou interesse pessoal. Este artigo foi elaborado com o objetivo de relatar a experiência da utilização do Sistema de Classificação de Pacientes (SCP) como uma ferramenta para gestão do cuidado em enfermagem, na Santa Casa de Misericórdia de Maceió (SCMM), que desde 2010 vem utilizando estas ferramentas, em suas unidades assistenciais, para a análise, avaliação e tomada de decisão no processo assistencial baseado nas necessidades de cuidados individualizados. Trata-se de uma análise longitudinal, observacional analítica e descritiva realizada na SCMM. Um hospital Filantrópico, de alta complexidade, com 161 anos de existência, com 300 leitos, destes 49 leitos são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e possui certificação pela Organização Nacional de Acreditação com Nível 2. 1 – Enfermeira Supervisora das Unidades Ambulatoriais da SCMM, Especialista Centro Cirúrgico (UNCISAL) e Unidade de Terapia Intensiva (UCB). Katyanne.vilaca@santacasademaceio.com.br. 2 - Enfermeira Supervisora da Coordenação de Enfermagem da SCMM, Especialista Administração Hospitalar (UNAERP/SP) . enfermagem.supervisao@santacasademaceio.com.br. 3 - Enfermeiro Coordenador de Enfermagem da SCMM, Especialista em Gestão da Organização Hospitalar (UFAL) e Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UNCISAL). enfermagem.coordenacao@santacasademaceio.com.br. Devido à complexidade e o perfil epidemiológico da Instituição surgiu à necessidade de redesenhar o modelo assistencial, implantando ferramentas gerenciais de trabalho e melhorias nos processos internos. Iniciamos com a introdução do SCP de Fugullin et al nas unidades de internação de clínica médica e cirúrgica adulto, onde esta ferramenta subsidia aos Enfermeiros mensurar o nível de cuidado necessário para cada paciente e a definição de linhas de cuidados. A melhoria dos resultados e dos processos foi evidenciada em pouco tempo após a implantação, surgindo a necessidade da expansão do SCP nas demais unidades da Instituição, assim foram implantados o instrumento de DINI em unidades pediátricas e o instrumento Nursing Activities Score (NAS) nas UTI´s adulto. Atualmente na SCMM realizamos a avaliação diária da necessidade de cuidados de enfermagem dos pacientes através das ferramentas de classificação, e após mensuração estas informações são lançadas no prontuário eletrônico do paciente (PEP), ficando disponível a toda equipe multidisciplinar, sendo, portanto uma ferramenta eficaz para abordagem sistêmica da assistência. Assim, o SCP auxilia no gerenciamento dos recursos humanos, materiais, fundamentação da Sistematização da Assistência de Enfermagem e subsidia as demais disciplinas para o planejamento da linha de cuidado. O SCP mostrou-se como uma ferramenta imprescindível para o gerenciamento da assistência de enfermagem, importante para o desenvolvimento da linha de cuidado multidisciplinar, melhoria da prática e do modelo assistencial da Instituição. Fica evidente a necessidade de intensificar os estudos nesta área, para o fortalecimento do gerenciamento de Enfermagem e consequentemente garantir a segurança da assistência multidisciplinar prestada. 1 – Enfermeira Supervisora das Unidades Ambulatoriais da SCMM, Especialista Centro Cirúrgico (UNCISAL) e Unidade de Terapia Intensiva (UCB). Katyanne.vilaca@santacasademaceio.com.br. 2 - Enfermeira Supervisora da Coordenação de Enfermagem da SCMM, Especialista Administração Hospitalar (UNAERP/SP) . enfermagem.supervisao@santacasademaceio.com.br. 3 - Enfermeiro Coordenador de Enfermagem da SCMM, Especialista em Gestão da Organização Hospitalar (UFAL) e Unidade de Terapia Intensiva Adulto (UNCISAL). enfermagem.coordenacao@santacasademaceio.com.br. Referências 1.Conishi RMY. Avaliação do NAS - NursingActivities Score - como instrumento de medida de carga de trabalho de enfermagem em UTI geral de adultos [dissertação]. São Paulo : Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2005. 2.Dini AP. Sistema de Classificação de Pacientes Pediátricos: Construção e Validação de Instrumentos . Campinas (SP): Universidade Estadual de Campinas; 2007. 3.Fugulin FMT, Gaidzinski RR, Kurcgant P. Sistema de classificação de pacientes: identificação do perfil assistencial dos pacientes das unidades de internação do HU-USP. RevLatAmEnferm. 2005;13(1):72-8. 4.Perroca MG, Gaidzinski RR. Sistema de classificação de pacientes: construção e validação de um instrumento. RevEscEnferm USP. 1998;32(2):153-68. 5.Perroca MG. Instrumento de classificação de pacientes de PERROCA: validação clínica [tese]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2000.
  • 210. VALIDAÇÃO DE CONTEÚDO DE INSTRUMENTO DE CLASSIFICAÇÃO DE PACIENTE EM GRAU DE DEPENDÊNCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM Moreno FN, Haddad MCFL, Matsuda LM Universidade Estadual de Londrina (UEL) Email: fmoreno@uel.br INTRODUÇÃO: Os modelos da prática assistencial fundamentados em evidências clínicas têm sido incorporados às ferramentas de gestão. Para instrumentalizar essa tendência, foram desenvolvidas escalas validadas e instrumentos específicos confiáveis que foram submetidos à adaptações por meio de pesquisas desenvolvidas na pratica profissional. Validade é o grau em que um instrumento se mostra apropriado para mensurar o propósito pelo qual está sendo usado. Existem três tipos de validade, importantes na avaliação de um instrumento: validade de constructo, que é a relação entre o conceito teórico e a sua operacionalização; validade relacionada ao critério, que consiste na capacidade de instrumento de avaliação de mensurar determinado aspecto de um critério de interesse e a validade de conteúdo, em que verifica-se a abrangência do instrumento e os diferentes aspectos do objeto de avaliação, ou