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Revista Bahia Indústria - Janeiro | Fevereiro | Março 2013 - ANO XVIII - Nº 224
 

Revista Bahia Indústria - Janeiro | Fevereiro | Março 2013 - ANO XVIII - Nº 224

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A revista Bahia Indústria deste mês fala sobre o desafio de crescer, como os empresários avaliam e apontam entraves ao bom desempenho da indústria baiana.

A revista Bahia Indústria deste mês fala sobre o desafio de crescer, como os empresários avaliam e apontam entraves ao bom desempenho da indústria baiana.

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    Revista Bahia Indústria - Janeiro | Fevereiro | Março 2013 - ANO XVIII - Nº 224 Revista Bahia Indústria - Janeiro | Fevereiro | Março 2013 - ANO XVIII - Nº 224 Document Transcript

    • ISSN 1679-2645Federação das Indústrias do Estado da Bahia Sistema FIEB Ano XVIII nº 224 jan/fev/mar 2013BahiaEmpresários avaliamcenários e apontam entravesao bom desempenho daindústria baianao desafiode crescer
    • OS PROFISSIONAIS QUE AS INDÚSTRIASMAIS PROCURAM ESTÃO AQUIFACULDADE SENAI CIMATEC, A MELHOR INSTITUIÇÃODE ENSINO SUPERIOR DO NORTE/NORDESTECursos adequados às principais demandas do mercado, com infraestrutura completa, laboratórios modernos,professores altamente qualificados e as garantias de uma formação reconhecida pelo MEC.O que você tanto procura, as indústrias também querem encontrar. E todos estão com sorte.A Faculdade SENAI Cimatec tem tudo isso e ainda conquistou a média de 3,69 no Índice Geral de Cursos,a melhor entre universidades, centros universitários e faculdades públicas e privadas do Norte/Nordeste. Pós-Graduação com inscrições abertas. Acesse www.fieb.org.br/senai,conheça os cursos e busque agora novos desafios.conheça os cursos e busque agora novos desafios.www.fieb.org.br/senai71.3534-8090
    • Em meio ao vai-vém daeconomia, o desafio de crescerProjetar o desempenho futuro da indústria face a tantas incertezasna economia global, que pode incluir ser surpreendido a qualquermomento por fatores como a Grécia, ou, para tomar um exemplo maisrecente, como Chipre – que deixou os mercados em polvorosa com oanúncio de que o país estava à beira de um colapso financeiro – podeparecer uma temeridade. As mudanças de rumo no mercado são rápi-das e surpreendentes e a nossa economia não pode fugir ao princípiode que, definitivamente, não está imune às turbulências.Se a economia do Brasil está intimamente vinculada aos humoreseconômicos que circulam pelo mundo, é no campo interno que resi-dem os maiores desafios a serem vencidos pela indústria nacional. Poraqui, o mercado produtivo vive assombrado com a escorchante cargatributária, infraestrutura e logística carentes de investimentos maismaciços. Como reflexo, os efeitos da concorrência externa, que desá-gua seus produtos importados a preços bem mais competitivos em re-lação ao equivalente nacional, e a desaceleração no ritmo da produção,provocando, assim, redução no ritmo das contratações e da geração deemprego e renda.Mas em meio a tantas adversidades, o empresário não arrefece osânimos. Como diz Mauro Pereira, superintendente do Comitê de Fo-mento Industrial de Camaçari (Cofic), é próprio ao perfil do empreen-dedor não alimentar pessimismos. Ou, como afirma o presidente doSistema FIEB, José de Freitas Mascarenhas, fazer indústria no Brasil éter paixão. Com uma dose de paixão e outra de otimismo, a indústriabrasileira traça seus rumos para 2013 e, em vez de se limitar a queixas,prefere alimentar boas expectativas.Uns, olham para o horizonte e anteveem um futuro de bons negó-cios. A indústria de plásticos trabalha com uma projeção de crescimen-to da ordem de 6% este ano. Outros, que dependem de conjunturasmais favoráveis e de outros segmentos, como é o caso da indústria me-tal-mecânica, que fornece à Petrobras – que por sua vez está vivencian-do uma de suas maiores crises dos últimos anos –, assistem à escaladada inadimplência em escala jamais vista nos últimos 10 anos. Contrastesde um país que também assistiu ao desempenho positivo da indústriaautomotiva, ancorada na redução do Imposto sobre Produtos Industria-lizados (IPI) para veículos automotivos, e que agora refaz suas contas eprojeções para 2013, com o fim do benefício a partir de junho.Na reportagem de capa desta edição da Bahia Indústria, um pai-nel do cenário econômico e do desempenho de alguns dos principaissetores da economia baiana, baseado nas expectativas do empresa-riado industrial.EDITORIALCom uma dose de paixão e outrade otimismo, a indústria brasileiratraça seus rumos para o futuro e, emvez de se limitar a queixas, preferealimentar boas expectativasIndústria automotiva foi um dossetores que mais cresceram no paísem 2012, com índice de 6,1%
    • 4  Bahia IndústriaSindicatos filiados à FIEBSindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado da Bahia, sindacucarba@fieb.org.br / Sindicato da Indústria de Fiaçãoe Tecelagem no Estado da Bahia, sindfiacaoba@fieb.org.br / Sindicato da Indústria do tabaco no Estado da Bahia, sinditabaco@fieb.org.br / Sindicato da Indústria do Curtimento de Couros e Peles no Estado da Bahia,sindicouroba@fieb.org.br / Sindicato daIndústria do Vestuário de Salvador, Lauro de Freitas, Simões Filho, Candeias, Camaçari, Dias D’ávila e Santo Amaro, sindvest@fieb.org.br / Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado da Bahia, sigeb@terra.com.br / Sindicato da Indústria de Extração deÓleos Vegetais e Animais e de Produtos de Cacau e Balas no Estado da Bahia, sindioleosba@fieb.org.br / Sindicato da Indústria daCerveja e de Bebidas em Geral no Estado da Bahia, sindcerbe@bol.com.br / Sindicato das Indústrias do Papel, Celulose, Papelão,Pasta de Madeira para Papel e Artefatos de Papel e Papelão no Estado da Bahia, sindpacel@hotmail.com / Sindicato das Indús-trias do Trigo, Milho, Mandioca e de Massas Alimentícias e de Biscoitos no Estado da Bahia, sindtrigoba@fieb.org.br / Sindicatoda Indústria de Mineração de Calcário, Cal e Gesso do Estado da Bahia, sindicalba@fieb.org.br / Sindicato da Indústria da Cons-trução do Estado da Bahia, secretaria@sinduscon-ba.com.br / Sindicato da Indústria de Calçados, seus Componentes e Artefatosno Estado da Bahia, sindcalcadosba@fieb.org.br / Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico doEstado da Bahia, simmeb@uol.com.br / Sindicato das Indústrias de Cerâmica e Olaria do Estado da Bahia, sindicerba@ig.com.br /Sindicato das Indústrias de Sabões, Detergentes e Produtos de Limpeza em geral e Velas do Estado da Bahia, sindisaboesba@fieb.org.br / Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias e Marcenarias de Salvador, Simões Filho, Laurode Freitas, Camaçari, Dias D’ávila, Sto. Antônio de Jesus, Feira de Santana e Valença, sindiscamba@fieb.org.br / Sindicato dasIndústrias de Fibras Vegetais no Estado da Bahia, sindifibrasba@fieb.org.br / Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitariada Cidade do Salvador, sindpanssa@uol.com.br / Sindicato da Indústria de Produtos Químicos, Petroquímicos e Resinas Sintéti-cas do Estado da Bahia, sinpeq@coficpolo.com.br / Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado da Bahia, sindiplasba@sindiplasba.org.br / Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento no Estado da Bahia, sinprocimba@fieb.org.br / Sindicato daIndústria de Mineração de Pedra Britada do Estado da Bahia, sindbrit@svn.com.br / Sindicato das Indústrias de Produtos Quími-cos para Fins Industriais e de Produtos Farmacêuticos do Estado da Bahia, adm@quimbahia.com.br / Sindicato da Indústria deMármores, Granitos e Similares do Estado da Bahia, simagranba@fieb.org.br / Sindicato da Indústria Alimentar de Congelados,Sorvetes, Sucos, Concentrados e Liofilizados do Estado da Bahia, sindsucosba@fieb.org.br / Sindicato da Indústria de Carnese Derivados do Estado da Bahia, sincarba@fieb.org.br / Sindicato da Indústria do Vestuário da Região de Feira de Santana, sind-vestfeira@fbter.org.br / Sindicato da Indústria do Mobiliário do Estado da Bahia, moveba@fieb.org.br / Sindicato da Indústriade Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar do Estado da Bahia, sindratar@gmail.com.br / Sindicato das Indústrias deConstrução Civil de Itabuna e Ilhéus, valmirsb@yahoo.com.br / Sindicato das Indústrias de Café do Estado da Bahia, sincafeba@fieb.org.br / Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado da Bahia, sindileite@fieb.org.br / Sindica-to das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos, Computadores, Informática e Similares dos Municípios de Ilhéus eItabuna, sinec@sinec.org.br / Sindicato das Indústrias de Construção de Sistemas de Telecomunicações do Estado da Bahia,anaelisabete@telenge.com.br / Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Feira de Santana,simmefs@simmefs.com.br / Sindicato das Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado da Bahia, sindirepaba@sindirepabahia.com.br / Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, sindipecas@sindipecas.org.br / Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais no Estado da Bahia, sindifibrasba@fieb.org.br / Sindicato das Indústrias deCosméticos e de Perfumaria do Estado da Bahia, sindcosmetic@fieb.org.br / Sindicato das Indústrias de Artefatos de Plásticos,Borrachas, Têxteis, Produtos Médicos Hospitalares, sindiplast@gmail.comFIEBPresidente José de Freitas Mascarenhas. 1º Vice-presidente: Victor Fernando Ollero Ventin. Vice-presidentes Carlos Gilberto Cavalcante Farias;Emmanuel Silva Maluf; Reinaldo Dantas Sampaio;Vicente Mário Visco Mattos. Diretores TitularesAlberto Cânovas Ruiz; Antonio Ricardo Alvarez Al-ban; André Régis Andrade; Carlos Henrique JorgeGantois; Claudio Murilo Micheli Xavier; Eduardo Ca-tharino Gordilho; Josair Santos Bastos; LeovegildoOliveira De Souza; Luiz Antonio de Oliveira; ManuelVentin Ventin; Maria Eunice de Souza Habibe; Re-ginaldo Rossi; Sérgio Pedreira de Oliveira Souza;Wilson Galvão Andrade. Diretores Suplentes Adal-berto de Souza Coelho; Alexi Pelagio GonçalvesPortela Júnior; Carlos Alberto Matos Vieira Lima;Juan José Rosário Lorenzo; Marcos Galindo PereiraLopes; Mário Augusto Rocha Pithon; Noêmia Pintode Almeida Daltro; Paulo José Cintra Santos; Ricar-do de Agostini LagoeiroconselhosConselho de Economia e desenvolvimento indus-trial Antônio Sérgio Alípio; Conselho de Assun-tos Fiscais e Tributários Cláudio Murilo MicheliXavier; Conselho de Comércio Exterior ReinaldoDantas Sampaio; Conselho da Micro e PequenaEmpresa Industrial Carlos Henrique Jorge Gan-tois; Conselho de Infraestrutura Marcos GalindoPereira Lopes; Conselho de Meio Ambiente Irun-di Sampaio Edelweiss; Comitê de Petróleo e GásEduardo Rappel; Conselho de inovação e Tecno-logia José Luís Gonçalves de Almeida; Conselhode Responsabilidade Social Empresarial MarconiAndraos Oliveira; Conselho de Relações Traba-lhistas Homero Ruben Rocha Arandas; Comitê dePortos Reinaldo Dantas Sampaio Comitê de Jo-vens Lideranças Industriais Eduardo Faria DaltroEditada pela Superintendênciade Comunicação Institucionaldo Sistema FiebConselho Editorial Irundi Ede-lweiss, Adriana Mira, Cleber Borgese Patrícia Moreira. Coordenaçãoeditorial Cleber Borges. EditoraPatrícia Moreira. reportagem Pa-trícia Moreira, Carolina Mendon-ça, Marta Erhardt. colaboraçãoLuciane Vivas e Milena Marques.fotografia João Alvarez. ProjetoGráfico e Diagramação Ana CléliaRebouças. Ilustração e InfografiaBamboo Editora.FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIASDO ESTADO DA BAHIARua Edístio Pondé, 342 –Stiep, CEP.: 41770-395 / Fone: 713343-1280 /www.fieb.org.br/bahia_indus-tria_onlineAs opiniões contidas em artigosassinados não refletem necessa-riamente o pensamento da FIEB.Filiada àBahiaCIEBDiretor-Presidente José de Freitas Mascarenhas.Vice-Presidentes José Carlos Boulhosa Baqueiro;Irundi Sampaio Edelweiss; Carlos Antônio BorgesCohim Silva. Diretores Titulares Clovis Torres Ju-nior; Fernando Elias Salamoni Cassis; João de Tei-ve e Argollo; João Ricardo Aquino; Luís FernandoGalvão de Almeida; Luiz Antunes Athayde AndradeNery; Marconi Andraos Oliveira; Roberto Fiamen-ghi; Rogelio Golfarb; Ronaldo Marquez Alcântara;Diretores Suplentes Davidson de Magalhães San-tos; Erwin Reis Coelho de Araujo; Givaldo AlvesSobrinho; Heitor Morais Lima; Jorge Robledo deOliveira Chiachio; José Luiz Poças Leitão Filho;Mauricio Lassmann Diretor regional oeste PedroOvídio TassiSESIPresidente do Conselho e Diretor Regional Joséde Freitas Mascarenhas.Superintendente José Wagner FernandesSENAIPresidente do Conselho José de FreitasMascarenhas.Diretor Regional: Leone Peter AndradeIELPresidente do Conselho e Diretor RegionalJosé de Freitas Mascarenhas.Superintendente Armando da Costa NetoDiretor Executivo do Sistema FIEBAlexandre BeduschiPara informações sobre aatuação e os serviçosoferecidos pelas entidades doSistema FIEB, entre em contatoUnidades doSistema FIEBSESI – Serviço Socialda IndústriaSede: 3343-1301@Educação de Jovens e Adultos – RMS: (71)3343-1429@Responsabilidade Social: (71) 3343-1490@Camaçari: (71) 3205 1801 / 3205 1805@Candeias: (71) 3601-2013 / 3601-1513@Itapagipe: (71) 3254-9930@Itaigara: (71) 3444-4250 / 4251 / 4253@Lucaia: (71) 3205-1801@Piatã: (71) 3503 7401@Retiro: (71) 3234 8200 / 3234 8221@Rio Vermelho: (71) 3616 7080 / 3616 7081@Simões Filho: (71) 3296-9300 / 3296-9330@Eunápolis: (73) 8822-1125@Feira de Santana: (75) 3602 9762@Sul: (73) 3639 9331 / 3639 9326@Jequié: (73) 3526-5518@Norte: (74) 2102-7114 / 2102 7133@Valença: (75) 3641 3040@Sudoeste: (77) 3422-2939@Oeste: (77) 3628-2080SENAI – Serviço Nacional deAprendizagem IndustrialSede: 71 3343-8090@Cimatec: (71) 3534-8090@Dendezeiros: (71) 3534-8090@Cetind: (71) 3534-8090@Feira de Santana: (73) 3639-9302@Ilhéus: (73) 3639-9302@Luís Eduardo Magalhães: (77) 3628-5609@Barreiras: (77) 3612-2188IEL – InstitutoEuvaldo LodiSede: 71 3343-1384/1328/1256@Barreiras: (77) 3611-6136@Camaçari: (71) 3621- 0774@Eunápolis: (73) 3281- 7954@Feira de Santana: (75) 3229- 9150@Ilhéus: (73) 3639-1720@Itabuna: 3613-5805@Jacobina: (74) 3621-3502@Juazeiro: (74) 3611-0155@Teixeira de Freitas: (73) 3291-0621@Vitória da Conquista: (77) 3424-2558CIEB - Centro das Indústriasdo Estado da BahiaSede: (71) 3343-1214sistema fieb nas mídias sociais
    • Fornecedoras daPetrobrasconcluem cursoministrado peloSESI Bahia.Capacitaçãoem SMSRosemma Maluffala dos desafiosque tem à frenteda Secretaria deOrdem Pública.O desafio degerir a cidadeDesenvolvimento de carreiras e deempresas ganha espaço no portfólio denegócios do Instituto Euvaldo Lodi naBahia, enquanto o SENAI vai investirmais em pesquisa e inovação.IEL e SENAI ampliam foco deação com novas estratégiasPrograma de Melhoria daCompetitividade para Micro e PequenasIndústrias, desenvolvido pela FIEB emparceria com o Sebrae, promoveuseminário sobre a NR 12.Micro e Pequenas indústriasdebatem aplicação da NR 12A Bahia despontacomo um dosestados em que aindústria maisvem crescendo;empresários dosetor avaliam estedesempenhoCenáriose tendênciassumário jan/fev/mar 201328IlustraçãoGentil30166 12Mateus Pereira/Coperphoto/Sistema FIEBvalter pontes/Coperphoto/Sistema FIEBfotosJoãoalvarez
    • 6  Bahia IndústriaSESI e SENAIdesenvolvemsoluções emsegurançaSeminário apresentoumetodologia para reduzir impactoda implantação da NR 12 naspequenas e médias empresaspor Marta ErhardtEm vigor desde 1978, a Norma Regulamentadora12 (NR 12), que trata da segurança no trabalhocom máquinas e equipamentos, foi reformula-da ao longo do tempo. Os prazos para que asempresas se adequassem à sua última atualização,realizada em 2010, já expiraram e o não atendimentoàs exigências da norma tem provocado a interdiçãode diversas organizações em todo o país.O instrumento normativo foi discutido durante oseminário NR 12: Impactos e Soluções para Micro ePequenas Empresas, realizado pela Federação das In-dústrias do Estado da Bahia (FIEB), por iniciativa daSuperintendência de Relações Institucionais (SRI),com o apoio do Serviço de Apoio às Micro e PequenasEmpresas da Bahia (Sebrae-BA) e do Conselho de Mi-cro e Pequenas Empresas da FIEB (Compem).“Estamos trabalhando para que as micro e pe-quenas empresas possam compreender a norma,que é complexa, e, com esse entendimento, possamse adequar às novas exigências”, destacou o supe-Cid Viannadestaca aimportânciade discutir anorma com osempresáriosFotos: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEB
    • Bahia Indústria  7rintendente da SRI da FIEB, CidVianna.Para auxiliar as empresas nocumprimento da norma e minimi-zar seus impactos, SESI e SENAIdesenvolveram uma metodologiaque engloba um levantamento dasmáquinas e equipamentos das em-presas, um diagnóstico e a elabo-ração de um Plano de Adequaçãocom cronograma de ações.“Nesta primeira etapa, serãoverificados os perigos mecânicos,que são responsáveis pelo maioríndice de acidentes e lesões. Masprecisamos lembrar que este é oprimeiro passo para a adequaçãoà norma”, salientou a engenheirade saúde e segurança do trabalho,Maria Fernanda Lins, que apre-sentou a metodologia. O programafoi desenvolvido pelo SESI-RJ emparceria com a SuperintendênciaRegional do Trabalho e Emprego(SRTE) do Rio de Janeiro."Os afastamentos por proble-mas de saúde interferem na com-petitividade das empresas. Em-prestamos nosso conhecimentotécnico em busca de um processoque possa auxiliar na implementa-ção da norma e reduzir o númerode acidentes de trabalho", desta-cou o superintendente do SESI--BA, Wagner Fernandes.O seminário reuniu empresá-rios e dirigentes de sindicatos dediversos segmentos industriaispara discutir os impactos do mar-co regulatório. O diretor operacio-nal do Sebrae-BA, Lauro Ramos,salientou que este diálogo “é omelhor caminho para que o setorprodutivo atenda com louvor àsexigências que esse instrumentonormativo requer”.A necessidade de adequaçãoda norma à realidade das micro epequenas empresas foi defendidapelo coordenador do Conselho deMicro e Pequenas Empresas daFIEB (Compem), Carlos Gantois.“É preciso que se tenha um prazodiferenciado para que as microe pequenas empresas, que têmgrande representatividade na eco-nomia do estado, possam cumpriras exigências”, pontuou.A ideia também foi defendidapelos empresários, que questiona-ram alguns pontos do marco regu-latório. “Alguns trechos da normatratam de aspectos técnicos dosequipamentos, que deveriam serexigidos dos fabricantes. Como éque o estado deixa que esses equi-pamentos sejam vendidos se nãoestão adequados?”, interrogou oempresário Mário Pithon, presi-dente do Sindicato das Indústriasde Panificação e Confeitaria deSalvador (Sindpan).Diante dos pleitos, o superin-tendente Cid Vianna, ressaltouque a FIEB tem trabalhado juntoao Governo Federal, por intermé-dio da CNI, para propor uma revi-são da NR 12. “Mas, enquanto isso,a norma está em vigor e é precisoque as empresas atendam às exi-gências”, pontuou.Já o auditor fiscal e chefe do se-tor de Segurança e Saúde do Traba-lho, Flávio Nunes, que representoua Superintendência Regional doTrabalho e Emprego (SRTE), lem-brou que o atual texto da NR 12 foiaprovado em dezembro de 2010,por uma comissão tripartite, queenvolveu representantes do go-verno federal, dos trabalhadores edos empresários.“O auditor tem que cumprir oque prevê a norma. Caso sejamidentificadas condições de traba-lho que podem gerar riscos graves,é preciso interditar o equipamen-to”, explicou, ressaltando que “aproposta é que as empresas con-tinuem gerando riqueza, mas comum ambiente de trabalho seguro”.COMPETITIVIDADEVoltado para micro e pequenosempresários, o seminário integraas ações do novo Programa deMelhoria da Competitividade pa-ra Micro e Pequenas Indústrias doEstado da Bahia. Desenvolvido emparceria entre a FIEB e o Sebrae, oprograma foi reestruturado e pas-sou a contar com os sindicatos co-mo elo entre as duas instituições eo empresariado.O programa tem como princi-pais objetivos estratégicos a am-pliação do atendimento das duasinstituições, o fortalecimento doassociativismo e a interioriza-ção das ações. A meta é sensibi-lizar 2 mil empresas até 2016 emtodo o estado. Para isso, FIEB eSebrae vão atuar conjuntamentee, em parceria com os sindicatospatronais industriais, vão iden-tificar as necessidades setoriais,em áreas como acesso a mercado,tecnologia e inovação, gestão em-presarial e saúde e segurança notrabalho. [bi]Seminárioreuniuempresários,representantesdo Sebrae edos Conselhosda FIEB
    • 8  Bahia IndústriaPrograma ViraVida seráimplantado no extremo-sulCom a presença do presidente do Conselho Nacional do SESI, Jair Meneguelli, foianunciada a parceria da Veracel para implantação da iniciativa em Porto SeguroOprograma ViraVida, inicia-tiva do Serviço Social daIndústria (SESI), vai passara atender às vítimas de exploraçãosexual do extremo-sul do estado.Ele chega à região por iniciativada Veracel, que decidiu adotar oprograma em razão das estatísti-cas, que apontam alta incidênciade casos de abuso sexual contracrianças e adolescentes, em PortoSeguro.Implantado na Bahia em 2010,o ViraVida já atendeu 333 jovensno estado e, atualmente, tem 175jovens matriculados em Salvador.Com a expansão para o extremo--sul baiano, o programa, incial-mente, acolherá 50 jovens.A reunião durante a qual foianunciado o interesse do novoparceiro em aderir ao programaocorreu no dia 5 de março, na sededa FIEB. Na ocasião, o presidentedo Conselho Nacional do SESI, JairMeneguelli, visitou a nova sede doViraVida, em Salvador. Ele esteveacompanhado do superintendentedo SESI Bahia, Wagner Fernandes,e conversou com os adolescentesque participam do programa.Com a parceria da Veracel, o Vi-raVida vai oferecer a estes jovens aoportunidade de se inserir em umprograma de capacitação no mer-cado de trabalho. A empresa vaiatuar como agente articulador etambém com aporte de recursos fi-nanceiros, reforçando sua funçãosocial e reafirmando sua parceriacom o SESI Bahia.Para o presidente do ConselhoNacional do SESI, a parceria degrandes empresas como a Vera-cel é importante para expandir oprograma, não só na capital, mastambém em outras cidades do es-tado. “Há um interesse grande daempresa, há um interesse grandeda comunidade, há um interessegrande da rede de enfrentamentode Porto Seguro, portanto, é abso-lutamente certo que implantare-mos (o programa)”, afirmou.Essa parceria não somenteamplia a atuação do VivaVida naBahia, como traz um novo compo-nente, que é atender à comunidadeindígena, que também sofre como problema. Será uma turma detestagem, mas a ideia é articular,junto com a Veracel, outros parcei-ros para dar continuidade ao pro-grama na região. “Será um marcopara a região e para o programa”,ressaltou Wagner Fernandes.Segundo o coordenador do pro-jeto na Bahia, Jeandro Ribeiro, aprevisão das novas instalações emPorto Seguro será para o segundosemestre deste ano. “Eu costumodizer que uma das palavras de or-dem do projeto é parceria, e o pro-jeto só existe por conta da parceriado Sistema S, e agora a Veracel vemse somar”, acrescentou Ribeiro. [bi]WagnerFernandes eJair Meneguelliconversamcom jovens doViraVida emSalvadorFoto Roberto Abreu / Coperphoto / Sistema FIEB
    • circuitoBahia Indústria 9Mineração em compasso de esperaCaso o novo código de mineração saia do papel, aprevisão é que até 2017 a indústria mineradorareceba o correspondente a US$ 75 bilhões eminvestimentos. A estimativa é do InstitutoBrasileiro de Mineração (Ibram). Mas à vera, osetor encontra-se paralisado e a insegurançajurídica gerada pelo atraso na aprovação do novomarco legal da mineração tem levado as empresasa refrearem os investimentos. O governo vemrealizando consultas a diversos segmentos para aelaboração do texto final do novo código para serenviado ao Congresso. Mas o clima de insegurançajurídica e o fato de pedidos de pesquisa e lavramineral estarem congelados no DepartamentoNacional de Produção Mineral (DNPM), órgãoresponsável pela administração do setor, podemcomprometer o ritmo dos aportes financeiros. Oministro das Minas e Energia, Edison Lobãoadmite que o governo tem retido as licenças depesquisa e lavra, mas argumenta que há um"número excessivo de concessões circulando", e adecisão de reter novos pedidos "não deveprejudicar a produção nacional". O novo código,que está sendo discutido há quatro anos, contémquestões polêmicas, a exemplo da possívelmudança no processo de concessão de lavra.por patrícia moreiraEmpresas na mira da ReceitaO Leão anda com as garras bem afiadas e prometefechar o cerco contra as empresas sonegadoras oudevedoras de impostos federais em 2013. Além deimplantar a malha fina para as empresas, que já foitestada em São Paulo, a Receita Federal vaiimplantar uma ação de cobrança direcionada agrandes contribuintes. Foram selecionados peloórgão 184 grandes companhias de diversos setoresque devem R$ 6,8 bilhões em tributos atrasados eque serão objeto de ações especiais por meio daintensificação da cobrança. Em relação ao sistema demalha fina, será feita uma análise diária dosdocumentos obrigatórios de arrecadação deimpostos das companhias com o objetivo de detectartributos que foram declarados e não foram pagos.Quando inconsistências forem detectadas, a malhafina emitirá e enviará automaticamente um extratoao contribuinte, alertando-o do ocorrido.Proposta para modernizar as leis trabalhistasOs altos custos do emprego formal são, na avaliação daConfederação Nacional da Indústria (CNI), um dos mais gravesgargalos de competitividade para as empresas brasileiras. Visandocontribuir para a redução destes custos, a CNI elaborou odocumento 101 Propostas para Modernização Trabalhista, que lista101 "irracionalidades" da CLT e as sugestões para eliminá-las. FiatChrysler, Hering e ThyssenKrupp são empresas que apoiam odocumento. Na opinião do diretor de Relações Humanas do grupoThyssenKrupp, Adilson Sigarini, o excesso de proteção aotrabalhador podia ser justificado em 1943, quando surgiu alegislação, em um país de industrialização incipiente. Mas hoje,estaria ignorando o fortalecimento dos sindicatos, a ampliação dodiálogo entre patrões e empregados e as novas formas deorganização da produção. A CNI diz existir um ambienteantiemprego no país, provocado pela rigidez da legislaçãotrabalhista, a burocracia e a insegurança jurídica crescentes."O Brasil estámuito atrasadoem relação aconhecimento edefinição do perfilde profissionaisde logística, umaárea crítica para asempresas"Paulo Fleury, professor da UFRJ ediretor do Instituto de Logística eSupply Chain
    • 10 Bahia IndústriaLuiz Oliveirafoi reconduzidoà presidênciado sindicatoAlbertoCánovas eEmmanuelMaluf, nainauguraçãoda nova sedesindicatosSindifiação-BA faz balanço anualUm balanço das ações desenvolvidas pelo Sindicatode Fiação e Tecelagem foi realizado em janeiro, du-rante um jantar de confraternização promovido pelainstituição. O evento, que contou com a participaçãode empresários e representantes baianos do segmen-to, aconteceu no Restaurante Boi Preto, em Salvador.Durante o encontro, o presidente do sindicato,Eduardo Catharino Gordilho, fez um breve relato so-bre as ações da entidade, reforçando a importânciado espírito associativo. Outro aspecto ressaltado foia importância do processo de negociação com o sin-dicato laboral, finalizado em janeiro, que culminoucom a assinatura da convenção coletiva de trabalho,com vigência para 1º de setembro de 2012 a 31 deagosto de 2013, e data-base em 1º de setembro.Eleita diretoria do sindicato de sucosA nova diretoria do Sindicato da Indústria Alimen-tar de Congelados, Sorvetes, Sucos Concentrados eLiofilizados do Estado da Bahia foi eleita em novem-bro para o triênio 2013/2015. Presidente reeleito, oempresário Luiz Joaquim de Carvalho ressalta a im-portância do trabalho que vem sendo realizado pelainstituição na busca pelo reconhecimento do setor.“O sindicato continuará firme na busca por novos in-vestimentos, incentivos fiscais e tecnológicos visan-do o desenvolvimento do agronegócio de citros e defrutas tropicais, que representa uma oportunidade deaumento da oferta de empregos, fixação do homemno campo e fortalecimento da agricultura familiar”,destacou. A Bahia ocupa o segundo lugar no rankingnacional dos estados brasileiros produtores de citros.Nova gestão do Simmeb toma posseResponsável por representar parte relevante do PIBbaiano, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas,Mecânicas e de Material Elétrico do Estado da Bahia(Simmeb), deu posse em dezembro à nova diretoria,eleita para o triênio 2013/2015, composta por AlbertoCánovas (Acolpa), diretor-presidente; Marta Fernan-des Teixeira Barroso (Ferbasa), diretora-tesoureira; eRicardo Franco (Papaiz), diretor secretário.A posse aconteceu durante a inauguração da novasede do sindicato, no Edifício Salvador Prime, salas417/420, Avenida Tancredo Neves. Estiveram presen-tes os vice-presidentes da FIEB, Emmanuel Maluf eCarlos Gilberto Farias. São empresas filiadas ao Sim-meb a ABB, Acopla, Aliston, Autometal, Cia. Vale,Cia. Ferroligas, Ferbasa, Ford, Gerdau, Latapack, Pa-ranapanema, Papaiz, Semp Toshiba e Siemens.Sindiplasba empossa diretoriaA nova diretoria do Sindicato da Indústria de Mate-rial Plástico no Estado da Bahia (Sindiplasba), eleitapara o triênio 2013/2015, tomou posse em janeiro. Deacordo com o presidente reeleito, o empresário LuizAntônio de Oliveira, a atuação do sindicato continu-ará voltada para a busca de políticas tributárias quebeneficiem o setor.“A dilatação do prazo do programa Desenvolve,em 2012, foi uma conquista em nível estadual. Em2013, estaremos focados na redução de tributos, emnível federal, para os produtos fabricados com mate-riais reciclados”, destaca.Márcio Caetano / Divulgação
    • Bahia Indústria  11Sindirepa participou do ConaremO Sindicato das Indústrias da Reparação de Veículos e Acessórios doEstado da Bahia (Sindirepa-BA) participou, em janeiro, da reunião doConselho Nacional de Retíficas de Motores (Conarem). O encontro, queocorreu em Joinville-SC e contou com a presença de diretores de todo oBrasil, teve como objetivo debater questões relevantes do setor e apre-sentar os projetos da entidade para o exercício de 2013 em parceria comdiversos fabricantes de motores e autopeças.Para representar o sindicato, foi designado o vice-presidente da enti-dade, o empresário Maurício Toledo de Freitas, que também faz parte doconselho e responde pelo segmento de retífica no estado. “A participa-ção no Conarem é fundamental para estarmos alinhados com o restantedo país no que tange a inovações tecnológicas e ações de estímulo ao as-sociativismo. Devemos trazer, ainda este ano, uma central de negóciospara compras coletivas, que já ocorre no sul do país”, destacou Freitas.A participação do Sindirepa contou com o apoio da FIEB.A Federação das Indústrias do Estado da Bahia(FIEB) passou a contar com 41 sindicatos, em seuquadro de filiados, com a chegada do SindicatoPatronal das Indústrias de Cerâmicas Vermelhas eBrancas para Construção e Olaria da Região Sudo-este e Oeste da Bahia (Sindiceso).Com dois anos de criação, o novo integrante daFIEB representa as indústrias de cerâmica localiza-das nas regiões sudoeste e oeste. O registro sindi-cal do Sindiceso foi concedido pelo Ministério doTrabalho e Emprego em março de 2012, decorrentedo desmembramento das regiões sudoeste e oesteda Bahia da base territorial do Sindicer. O desmem-bramento foi embasado na jurisprudência, hoje do-minante, da prevalência da representação munici-pal, em detrimento da representação estadual dasentidades sindicais.O sindicato já inicia com um significativo núme-ro de indústrias em seu quadro de associados, 42,de uma base de 85 empresas localizadas na região.Presidente da entidade, o empresário Dirceu Alvesda Cruz, reconhece a importância da filiação. “OSinduscon tem proposta para resíduosO Sinduscon/BA indicou dois representantes paraa Comissão de Meio Ambiente da Câmara Brasilei-ra da Indústria da Construção (CBIC). A comissãotem como objetivo elaborar propostas que contri-buam na formulação do Plano de Gerenciamentode Resíduos da Construção, que será entregue aoMinistério do Meio Ambiente ainda este ano.O vice-presidente do Sinduscon/BA, CarlosHenrique Passos, e a assessora técnica, NatashaThomas, estão inseridos nos grupos de trabalhoque irão apontar os procedimentos a serem adota-dos, a partir de um mapeamento de boas ações doque se pratica hoje nesta área na construção civil.Indústria decerâmica tem novosindicato na BahiaSistema FIEB contribui para o desenvolvimento dasindústrias do estado de forma responsável, compro-metida e bem organizada e o Sindiceso não poderiaestar de fora. Além disso, a parceria é necessáriapara o enfrentamento dos desafios específicos donosso segmento industrial”, afirmou.Dirceu Cruzdestaca o papeldo SistemaFIEB para odesenvolvimentodas indústriasno estadoDivulgação
    • 12  Bahia Indústriapor Marta Erhardt Fotos João AlvarezInstituto vai concentrar sua atuação nodesenvolvimento de carreiras e de empresas,adotando novas estratégias e produtosApós 44 anos de atuação naBahia, o Instituto Euval-do Lodi (IEL-BA) decidiumudar o seu posiciona-mento no mercado. A partir desteano, a instituição passa a traba-lhar com duas linhas de atuação:Desenvolvimento de Carreiras eDesenvolvimento Empresarial. Es-ses eixos englobam todos os servi-ços oferecidos pelo IEL-BA, sendoque a área de Desenvolvimento deCarreiras reúne as soluções de ca-pacitação de profissionais, como oestágio e o programa de trainee,enquanto a de DesenvolvimentoEmpresarial abarca assessorias econsultorias in company, além dosprogramas voltados para coletivosempresariais.“Organizamos nosso portfóliode serviços em uma nova lingua-gem, de forma a facilitar o en-tendimento da nossa atuação e,consequentemente, a venda dosnossos serviços”, ressalta o supe-rintendente do IEL-BA, ArmandoNeto. Ele explica, ainda, que, nosprópria, com uma linguagem lú-dica, que é o grande diferencial. Aideia é fazer com que as empresaspensem em inovação de forma sis-têmica”, explica Armando Neto.Os recursos para o projeto, naordem de R$ 2,3 milhões, foramcaptados junto à Financiadora deEstudos e Projetos (Finep). Partici-pam do programa 20 bolsistas dediversas áreas, como comunica-ção, design, tecnologia da infor-mação, economia, engenharia epedagogia.QUALIFICAÇÃOAinda para este ano, dois pro-jetos de qualificação e desenvol-vimento de fornecedores mere-cem destaque: um da cadeia dePetróleo e Gás e Indústria Naval eoutro da cadeia Automotiva. Em-preendimentos nas duas áreas vãoimpulsionar a demanda por forne-cedores qualificados. Na indústrianaval, o Estaleiro Enseada do Pa-raguaçu vai demandar produtos eserviços. Já na área automotiva, aspróximos anos a meta da entidadeé aprimorar ainda mais os produ-tos oferecidos e intensificar o aten-dimento a pequenas e médias em-presas, oferecendo produtos queas auxiliem no aprimoramento dagestão das organizações e as capa-citem na área de inovação.Para atingir este objetivo, estãoem fase de desenvolvimento novosprojetos nas duas áreas de atuaçãodo IEL-BA. Na linha de Desenvol-vimento Empresarial, um dos des-taques é o Jogo da Inovação. “Éum projeto desafiador. Estamosdesenvolvendo uma metodologiaArmando Netoexplica queo portfóliode ações dainstituição foireformuladoIEL define linhasde atuação
    • Bahia Indústria  13O IEL estádesenvolvendonovastecnologiaspara atenderaos seusclientes
    • 14  Bahia Indústriaempresas fornecedoras terão queatender às necessidades de empre-sas que atuam no estado.“Os programas vão capacitarempresas destas cadeias, como objetivo de fortalecer a com-petitividade. As empresas quetêm potencial para atender a es-ses empreendimentos, mas que,por algum motivo, não possuemalgum procedimento desenvol-vido, serão capacitadas para secredenciar como fornecedoras”,destacou Armando Neto. Os doisprojetos são financiados peloMinistério do Desenvolvimento,Indústria e Comércio Exterior(MDIC), por meio de editais ven-cidos pelo IEL-BA.Há novidades também na linhade Desenvolvimento de Carrei-ra, na qual será implementado oPrograma Trainee de Engenharia,que surge em um cenário de es-cassez de mão de obra para a área.Dados do Instituto Nacional deEstudos e Pesquisas Educacionais- Inep (2008) apontam que, apesarde a indústria brasileira apresen-tar uma crescente demanda porprofissionais de engenharia, naBahia, apenas 8% dos cursos deensino superior oferecidos sãovoltados para essa área, enquanto32% estão relacionados à área deEducação e 30% a de Ciências So-ciais Aplicadas.Orçado em R$ 29 milhões, oprojeto do IEL Nacional será re-plicado na Bahia com o objetivode melhorar a formação de novosprofissionais, a partir de uma vi-vência corporativa. Para isso, ameta é oferecer, em todo o Brasil,mil bolsas para estudantes recém--formados ou no último ano degraduação. As bolsas serão dispo-nibilizadas para projetos que pro-movam a inovação nas empresas.Reconhecer as boas práticas de es-tágio desenvolvidas por empresasbaianas e auxiliar as organizaçõesa aprimorar seus programas detreinamento e formação profissio-nal. Com esse objetivo, o InstitutoEuvaldo Lodi (IEL-BA) criou, emparceria com o Fórum de Estágioda Bahia, o Prêmio Melhores Prá-ticas de Estágio.A premiação, que completa 10anos em 2013, foi criada em 2004,a partir das discussões do Fórumde Estágio, que apontavam a ne-cessidade de se desenvolver açõespara conscientizar empresas e es-tudantes sobre a verdadeira essên-cia do estágio, que é contribuir pa-ra a formação dos jovens. “Na épo-ca, enxergavam-se os estudantescomo mão de obra barata e muitosdeles desenvolviam tarefas con-sideradas menores. Além disso,muitos estudantes viam a opor-tunidade de estágio apenas comouma forma de ganhar dinheiro”,recorda a gerente de Estágio e For-mação de Talentos do IEL-BA, Ed-neide Lima.A décima edição do prêmiofoi destacada durante a primeirareunião do Fórum de Estágio em2013, realizada no dia 6 de março,no auditório da sede da Federaçãodas Indústrias do Estado da Bahia(FIEB). Representantes de empre-sas e instituições de ensino parti-ciparam do encontro e puderam seinformar sobre a premiação, que aolongo dos 10 anos de existência temcontribuído para a mudança dacultura de estágio nas empresas.Uma década premiandoa excelência naformação profissionalAs organizações que avançampara a fase de avaliação recebemum relatório que sinaliza os pon-tos nos quais seus programas deestágio podem ser incrementados.O relatório é elaborado por repre-sentantes da comissão julgadora,que visitam as organizações e ana-lisam pontos como a integraçãodos estagiários com os projetos, oacompanhamento do estágio pelaempresa e o processo de seleção,treinamento e desenvolvimentode estagiários. “É uma consultoriapara que as empresas melhoremainda mais suas práticas”, destacaEdneide Lima.O sucesso da iniciativa do IELfoi tamanho que, dois anos depoisde criado, o projeto foi adotadopelo IEL nacional, que replicou aideia nos demais estados do país.Desta forma, foi criada, em 2006,a edição nacional do prêmio, quereúne os vencedores estaduais decada categoria (pequena, média egrande empresa).Com três organizações finalis-tas, a Bahia ganhou destaque napremiação nacional de 2011, rea-lizada na sede da ConfederaçãoNacional da Indústria (CNI), emBrasília. As empresas Lacerta Am-biental e Petrobras foram vencedo-ras das categorias Micro e Peque-nas Empresas e Grande Empresa,respectivamente. Já a Portugal Te-lecom Inovação Brasil ficou com osegundo lugar na categoria MédiaEmpresa. “Todos os anos, pelo me-nos uma empresa baiana fica entreas finalistas”, pontua Edneide.
    • Bahia Indústria  15A gerente de estágio do IEL-BAressalta que, com a participaçãono Prêmio Melhores Práticas, asorganizações trocam experiên-cias, ampliam suas redes de rela-cionamento e têm a chance de di-vulgar, na Bahia e nacionalmente,seus programas de estágio.INOVAÇÃOA premiação contribui, ainda,para o esforço de incorporar a ino-vação nos processos produtivosdas empresas baianas. Os projetosvencedores reduzem custos, me-lhoram os processos de produçãoe aumentam a competitividadedas organizações.Foi o que aconteceu na CromexS/A, vencedora na categoria mé-dia empresa, na edição 2012. Aanalista de Recursos Humanos,Luciana Andrade, responsávelpelo programa de estágio da or-ganização, conta que, motivadospela ideia de vencer a premiaçãoe conquistar reconhecimento,muitos estagiários se engajaramem projetos de suas áreas e apre-sentaram ideias que resultaramem melhorias nos processos pro-dutivos e trouxeram rentabilida-de para a empresa.Entre os projetos, estava o deLeonardo Correia, na época es-tagiário da área de engenharia,que venceu a edição da premia-ção 2012 na categoria média em-presa. “A Cromex dá espaço paraa inovação e busca conscientizaros estagiários sobre a importân-cia de aplicarem o conhecimentoadquirido na faculdade em suaprática profissional. O estágioé a oportunidade para que elescriem, ousem, errem e acertem”,salienta Luciana Andrade.INSCRIÇÕESAs inscrições para a edição 2013do prêmio iniciaram no dia 6 demarço e seguem até 10 de abril. Asempresas podem se inscrever pelainternet, no site www.fieb.or.br/iel/melhorespraticas. Ao se cadastrar,a empresa tem que preencher umquestionário de autoavaliação, quenorteia a pontuação e classificaçãodas finalistas. O IEL-BA garante aconfidencialidade das informa-ções fornecidas. Apenas o nomedas empresas finalistas é divulga-do. Mais informações podem serobtidas por telefone no número3343-1365 ou pelo e-mail prati-cas@fieb.org.br. [bi]Edneide Limano lançamentodo PrêmioMelhoresPráticas 2013Indicadores deEstágio na BahiaPrincipais destaques ao longodestes 44 anos de atuação doIEL no estado» Mais de 180 mil estudantesalocados em estágio nasorganizações baianas» Cerca de 400 mil estudantescadastrados» Parceria com mais de 10 milorganizações para alocação deestagiários» Cerca de 60 mil estudantescapacitados por meio de cursose oficinas» Criação do Fórum de Estágioda Bahia
    • 16  Bahia Indústria“O SENAI-BA continuaráinovando em umavelocidade compatível coma nossa indústria e estavisão é compartilhada comtoda a força de trabalhoLuis Alberto BredaMascarenhas, gerente do SenaiPOR carolina mendonçaFotos João AlvarezSENAI investe em atuação mais complexa,voltada para a inovação industrialLaboratóriosdo SENAIdesenvolvematividades depesquisa einovaçãoDesafio estratégicoCom uma longa experiênciaem formação e qualificaçãoprofissional, o SENAI-BAconsolidou-se pela qua-lidade educacional voltada parao mercado de trabalho na indús-tria. Há mais de uma década, noentanto, a instituição vem sendoreconhecida também pelos ser-viços técnicos e tecnológicos queoferece ao setor e pelos projetosde desenvolvimento de produtose processos como solução às de-mandas dos empresários. O cres-cimento acelerado no número evalor desses projetos impôs à casao seu maior desafio estratégico:transformar uma atuação predo-minantemente educacional em umportfólio mais complexo de supor-te à inovação industrial no estado.A escolha da unidade maisavançada do SENAI, o Centro Inte-grado de Manufatura e Tecnologia(Cimatec), como uma das três insti-tuições de referência para o desen-volvimento de projetos da EmpresaBrasileira de Pesquisa e InovaçãoIndustrial (Embrapii) reforçou es-ta mudança de visão de futuro eapontou o centro como local idealpara a concentração das atividadesde pesquisa e inovação. “A opera-cionalização da Embrapii envolvegrandes empresas como montado-ras, empresas químicas, petroquí-micas, da área de alimentos, dentreoutras, e seus projetos de inovaçãoprecisavam de um ambiente pro-pício às apostas no principal ativodas empresas: seus produtos, pro-cessos e imagem”, conta o gerentedo Núcleo Estratégico do SENAI,Luis Alberto Brêda Mascarenhas.Desde a sua criação, em 2002,o Cimatec vem confirmando suavocação de centro difusor de co-nhecimento e inovação na produ-ção de soluções para a indústria.Em 2007, a unidade ganhou novasáreas de competência com a inau-guração do prédio II, passando aatender demandas com um apro-fundamento maior em algumasáreas de interesse do estado, co-mo automotiva, transformação deplástico, mecânica de precisão emicroeletrônica e eletrônica em-barcada. Já em 2010, abrigou osnovos programas de mestrado edoutorado, que já estão bem ava-liados pela Capes.Em 2012, iniciou-se a mudançados núcleos de projetos de outrasunidadesparalá.Ocentrotambémrecebeu o Escritório de Projetos doSENAI, um núcleo que criou umametodologia para acompanhar de-senvolvimento e resultados e, emabril deste ano, deve inauguraruma incubadora com o objetivode estimular o surgimento de em-presas que aplicam conhecimentono aperfeiçoamento ou desenvol-vimento de novos produtos, pro-cessos e serviços tecnológicos. “Aimplantação da incubadora vaireforçar a cadeia produtiva, ga-rantindo que serviços de alto valoragregado, normalmente feitos forado país ou no eixo Rio-São Paulo,possam ser realizados e internali-zados pela indústria baiana”, ava-lia Mascarenhas.NOVAS DEMANDASO investimento intensificadonessas atividades, que envolvemestudos, pesquisa aplicada, tes-
    • Bahia Indústria  17tes, projeções, desenvolvimentode novos processos e protótiposde produtos eleva o SENAI a outropatamar no atendimento às solici-tações da indústria baiana com oobjetivo de ganhar mais competi-tividade: o de centro tecnológico.Apesar da concentração no Cima-tec, esta função de propulsor doconhecimento se estende às seteunidades da instituição (duasem Salvador, e uma em Lauro deFreitas, Feira de Santana, Ilhéus,Barreiras e Luís Eduardo), alémdas cinco agências de apoio nosmunicípios de Camaçari, Vitóriada Conquista, Itabuna, Jequié eTeixeira de Freitas.Esta nova realidade, que come-çou a ser construída há mais deuma década, porém, não faz comque a instituição abandone suamissão de preparar pessoas parao mercado de trabalho por meiode cursos e capacitações de altaqualidade. Uma prova disso é acriação de novas graduações, cur-sos de pós-graduação e ampliaçãode vagas ofertadas por meio doPrograma Nacional de Acesso aoEnsino Técnico e Emprego (Pro-natec). “O SENAI-BA continuaráinovando em uma velocidadecompatível com a nossa indústriae esta visão é compartilhada comtoda a força de trabalho, que estácomprometida e motivada com es-te processo de contínua mudançae transformação”, confirma LuisAlberto Breda Mascarenhas. [bi]
    • 18  Bahia Indústriamanutenção do Indicador de Confiança do Empre-sário da Indústria (Icei), na casa de 57,3 pontos, nosúltimos meses, indica que os empresários ainda nãoestão seguros da retomada do crescimento da indús-tria. O índice, divulgado em 18 de março pela Confe-deração nacional da Indústria (CNI), caiu em todas asregiões do país, em todos os portes e segmentos dosetor, sendo que a maior queda foi registrada na indústria extrativa,onde houve retração de 3,9 pontos em relação a fevereiro.A expectativa dos empresários industriais baianos, medida pelaSondagem Industrial – Bahia, pela Superintendência de Desenvol-vimento Industrial (SDI) da Federação das Indústrias do Estado daBahia (FIEB), reflete os números nacionais. O índice de fevereirodeste ano, em relação à demanda, é de 57,8 pontos percentuais, 54%em relação à projeção de exportações, 53,4% em relação à compra dematéria-prima. Apenas o índice de expectativa quanto ao número deempregados ficou negativo: 49,3 pontos.Outro indicador que chama a atenção é oque mede a capacidade instalada (UCI). Osempresários baianos relataram ociosidade da in-dústria baiana em fevereiro, com UCI efetiva abaixo dousual para o período analisado: 41,9 pontos. A ociosidadeé reflexo da queda de produção industrial, registrada nos trêsprimeiros meses de 2013, situando-se na casa dos 45%, que afetou,especialmente, as pequenas e médias empresas.LOGÍSTICA E TRIBUTOSOs levantamentos traduzem uma preocupação do presidente daFederação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e vice presidenteda Confederação Nacional da Indústria (CNI), José de Freitas Masca-Cenário eexpectativasO empresariado baianoestá cauteloso e emalerta em relaçãoao sobe e descedos números quemonitoram a atividadeeconômicaPOR Patrícia moreiraFotos João Alvarez
    • Bahia Indústria  19MateusPereira/Coperphoto/SistemaFIEBLuiz de Oliveira, doSindiplasba: “Indústria deplástico vive cenário chinês”
    • 20  Bahia Indústriarenhas, sobre a perda de competi-tividade da indústria. Para Mas-carenhas, que também preside oConselho Permanente de Infraes-trutura da CNI, os gargalos eco-nômicos e logísticos insistem emminar a produtividade e a compe-titividade da indústria brasileira.Segundo ele, a redução do cres-cimento e a baixa produtividadeindustrial são reflexos do excessode encargos, carência de infra-estrutura logística, guerra fiscale redução da demanda interna-cional. “O Brasil vem perdendosubstância na indústria de trans-formação, por isso afirmo que fa-zer indústria é ter paixão, pois odesempenho não é estimulantepara os investidores”, declaroudurante coletiva à imprensa baia-na, em janeiro.Um dos segmentos que vêmexperimentando mais de perto osefeitos destas variantes é a indús-tria metalúrgica e mecânica, queestá à margem dos pacotes de in-centivos oficiais distribuídos pelogoverno para desonerar os inves-timentos e reduzir a carga tributá-ria do setor produtivo.De acordo com o presidente doSindicato das Indústrias Metalúr-gicas e Mecânicas da Bahia (Sim-meb), Alberto Cánovas, para be-neficiar o setor, é preciso reduzira carga tributária para os ativosimobilizados, que, segundo ele, éuma cobrança que existe apenasno Brasil.“Se o governo dá incentivos àFord, por exemplo, eles não atin-gem quem fabrica os bens imobili-zados para fornecer à indústria au-tomobilística. Com isso, as empre-sas nacionais ficam sem condiçõesde concorrer com as fabricantesestrangeiras, que vendem os mes-mos equipamentos importados por“As empresas nacionais ficam semcondições de concorrer com asestrangeiras, que vendem os mesmosequipamentos importados por umcusto menor. Sai mais barato importardo que comprar um produto oneradopela tributação. Isso enfraquece aindústria nacionalAlberto Cánovas, presidente doSindicato das Indústrias Metalúrgicase Mecânicas da Bahia (Simmeb)um custo menor. Sai mais baratoimportar da China ou da Turquiado que comprar um produto onera-do pela incidência de PIS, Confinse outros tributos. Isso enfraquecea indústria nacional”, analisa. Osreflexos se fazem sentir no aumen-to da inadimplência por parte dasempresas do ramo, que está nacasa dos 30%, índice que Cánovasconsidera elevado, considerando ohistórico do setor.CENÁRIO CHINÊSA indústria de plásticos, quejuntamente com a de artigos emborracha, cresceu 12,1% no volumede produção física da indústria detransformação, medido mensal-mente pelo IBGE (janeiro 2013),projeta um crescimento entre 5%e 6% para este ano. “Levantamen-tos internos revelam que entre 2011e 2012 tivemos um crescimento de6% e para este ano a perspectiva éboa. Temos o que se convencionouchamar um cenário chinês”, ilus-trou Luiz Antonio de Oliveira, pre-sidente do Sindicato das Indústriasde Plástico da Bahia (Sindiplasba).Nogeral,napesquisaquemoni-tora a indústria de transformação,a Bahia registrou um crescimen-to de 4,5% em 2012, enquanto noplano nacional houve uma desa-celeração de 2,8%. Os setores queatingiram melhores resultadosforam os de produtos químicos epetroquímicos, refino e borracha eplástico, que registraram aumentoda produção entre 5% e 10%.Em seguida, vêm os setores deprodução de veículos automoto-res (1,2%), minerais não-metáli-cos (3,4%) e alimentos e bebidas(1%). O desempenho negativoficou por conta da indústria demetalurgia básica, que registrouqueda de 9,9%.
    • Bahia Indústria  21INVESTIMENTOSMauro Pereira, superintendente do Comitê de Fo-mento Industrial de Camaçari (Cofic), reitera que osempresários do Polo de Camaçari, que concentra oparque automotivo e a indústria química e petroquí-mica, mantêm uma postura cuidadosa em relação aocenário econômico. Mas como também faz parte doperfil do empreendedor não alimentar o pessimis-mo, e apesar de toda a conjuntura de desaceleraçãoeconômica internacional e estagnação de algumaseconomias de peso, ele revela que a perspectiva deatração de novos investimentos para o Polo é uma re-alidade e serve de termômetro para medir o clima deexpectativa da indústria.O interesse pela Bahia é forte e isso se revela pelagrande procura por parte das indústrias nacionais eestrangeiras. No início de março, por exemplo, o Coficrecebeu representação de uma indústria alemã, inte-ressada em expandir seus negócios com uma unida-de na Bahia. No ano passado, a Jac Motors confirmouseus investimentos em uma fábrica em Camaçari,gerando novas oportunidades e empregos e fortaleci-mento da cadeia automotiva. “O Polo continua sendobastante procurado pois a área de Camaçari tem umgrande apelo que é a vanguarda em relação à questãoambiental, não só gerenciamento, mas de estrutura,criada pela Cetrel”, explica Pereira.Outro segmento que vem dando uma nova configu-ração ao complexo industrial é o de energia eólica, quepromete ser um dos novos vetores de crescimento dopolo. Mas Mauro Pereira faz questão de reafirmar que aindústria vem perdendo competitividade em razão dainfraestrutura inadequada e do excesso de carga tribu-tária, que podem ter reflexos no longo prazo.CELULOSEO setor de celulose é um dos que podem ter seusinvestimentos comprometidos em razão das dificul-Indústria dealimentose bebidasvem tendodesempenhopositivo
    • 22  Bahia Indústriadades de logística do estado. O presidente do Sin-dicato da Indústria de Papel e Celulose e Papelão(Sindpacel), Jorge Cajazeira, considera que a atualinfraestrutura viária e portuária da Bahia podedificultar a realização de novos investimentos. Em2012, o setor fechou o ano registrando um aumentode 3,2% na produção na Bahia (PIM-BA/IBGE).A Suzano, por exemplo, cresceu em torno de 2%em 2012 em relação a 2011. Com as recentes mudan-ças nos planos de expansão da companhia, anun-ciados no último dia 13 de março, pelo presidenteWalter Schalka, que determinou a suspensão deR$ 4,3 bilhões em investimentos previstos para es-te ano, a fabricante de papel e celulose deverá sededicar a aplicar recursos na melhoria operacionaldas fábricas já instaladas. Um exemplo é a implan-tação de uma caldeira de biomassa, na unidade deMucuri, no extremo-sul da Bahia, que visa a redu-ção de gargalos.Apesar do freio nos investimentos anunciadopela Suzano, o setor de celulose vive uma boa fase.Em abril, está previsto o início das atividades daunidade da Kimberly-Clark em Camaçari, que rece-beu R$ 100 milhões em investimentos.Em relação à produção brasileira de celulosee papel em 2012, o volume se manteve estável, nacomparação com 2011. De janeiro a dezembro foramproduzidas 13,8 milhões de toneladas de celulose(-0,2%) e 10,1 milhões de toneladas de papel (0,2%),conforme pesquisa da Associação Brasileira deCelulose e Papel (Bracelpa). Na exportação, houveuma queda de 7,4% em relação ao valor de 2011.Foram exportadas 8,5 milhões de toneladas de ce-lulose e 1,8 milhão de toneladas de papel, princi-palmente para a Europa, China e América do Norte.AUTOMOTIVOO setor automotivo, que fechou o ano de 2012com crescimento de 6,11%, em especial na comer-cialização de automóveis e veículos comerciais le-ves, espera por resultados um pouco mais modes-tos em 2013. As vendas devem sofrer os efeitos dasuspensão da isenção do Imposto sobre ProdutosIndustrializados (IPI), que a partir de junho voltaa ser cobrado sem desconto na alíquota.A Federação Nacional de Distribuição de Veí-culos Automotores (Fenarave) trabalha com umaprojeção de crescimento da ordem de 2,8%. Isso,levando em consideração o crescimento do PIB em3%, conduzindo a uma retomada positiva do ritmoda economia e melhoria da renda familiar e manu-tenção do emprego.Em investimentos, a Bahia soma US$ 2,5 bi-lhões para o setor nos próximos anos, incluindo aampliação e instalação da JAC Motors, que produ-zirá 100.000 carros/ano, em 2014, e de fabricantesde componentes e autopeças. [bi]Setorautomotivodeve sofrerefeitos do fimda isençãodo IPI
    • Os preços das tarifas de água e esgoto são aponta-dos como um entrave à competitividade da indústriabrasileira e baiana. Para discutir o tema, a Superin-tendência de Desenvolvimento Industrial da FIEBconvidou a Empresa Baiana de Águas e Saneamento(Embasa) para participar da Reunião Conjunta dosConselhos de Infraestrutura (Coinfra), Responsabi-lidade Social (Cores), Desenvolvimento Industrial(Cedin), de Meio Ambiente (Comam) e de AssuntosFiscais e Tributários (Caft), realizada em janeiro.O encontro teve como tema a Água como Fator deCompetitividade Industrial e discutiu os aumentos dastarifas dos serviços. Em 10 anos (2002-2012), os reajus-tes representaram um aumento médio de 230%, muitoacima dos praticados pelas suas congêneres, que foi de90,81%, enquanto a inflação foi de 34,89%.A FIEB reconhece que a oferta de abastecimento deágua e esgotamento sanitário foi ampliada, seguindoo objetivo do governo estadual de universalizaçãodos serviços na Bahia até 2040. Esta “conta”, porém,está sendo paga pelos atuais usuários do sistema ea expansão da rede demandará um esforço concen-trado de investimentos e de manutenção da operaçãopelos cidadãos e empresas.Na visão da Federação, a Embasa deve contar comsubsídios do estado para fazer os investimentos.Bahia Indústria  23conselhosEncontro analisa impactodas tarifas de água esaneamento na indústriaRepresentantesda Embasa edos conselhosdiscutiramimpacto datarifa de águana indústriaEvandro Mazo(sentado, D) eos integrantesdo novoconselhoFIEB colabora para a Agenda LegislativaA Federação das Indústrias do Estado da Bahia(FIEB) é uma das 27 federações que participaram, pormeio de seus conselhos temáticos, da elaboração daAgenda Legislativa da Indústria – 2013, publicadaanualmente pela Confederação Nacional da Indústria(CNI). Com previsão de ser publicada em abril, a 18ªedição reflete os anseios da indústria em relação aosprojetos que tramitam no Congresso, levando os con-ceitos, posicionamentos e temas que são prioridadepara o setor e que também vão servir como respaldopara ações em defesa de seus interesses.Além das 27 federações, a elaboração da agendacontou com a contribuição de 60 associações de em-presas. Juntas, elas opinaram sobre 4 mil projetosque tramitam em Brasília.Foto: Valter Pontes/Coperphoto/Sistema FIEBNovas liderançasOs conselhos e comitês temáticos da Federação dasIndústrias do Estado da Bahia (FIEB) ganharam umanova representação. Trata-se do Comitê de Jovens Li-deranças Industriais (CJLI), que realizou sua primei-ra reunião oficial no dia 20 de fevereiro. Ele é com-posto por Eduardo Faria Daltro (coordenador), HiltonBarbosa Lima Filho, Lizi Pessoa Buzanelli, MuriloVilpert, Nayana Carvalho Pedreira, Ricardo Cohim eRodrigo Barbosa Paolilo.Na primeira reunião, o superintendente de Desen-volvimento Industrial, João Marcelo Alves, apresentoua Diretoria Executiva do Sistema FIEB e a estruturafuncional dos Conselhos Temáticos. Também foramelencadas as prioridades a serem trabalhadas no Pro-grama de Ação de 2013, dentre outras deliberações.
    • 24  Bahia IndústriaindústrianavalCom obras em fase de terraplenagem e de dra-gagem de aprofundamento para construçãodo cais de atracamento e do dique-seco, oEstaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP) movi-menta o Recôncavo baiano. Formado por um consór-cio das empresas Odebrecht, OAS, UTC e a KHI (Ka-wasaki Heavy Industries Ltd.), o estaleiro representainvestimentos de R$ 2,6 bilhões e produzirá navios,sondas de perfuração e plataformas, processando até36 mil toneladas de aço por ano. O início das ativida-des em Maragogipe está previsto para 2014.No estaleiro serão construídos seis navios-sonda,contratados pela empresa Sete Brasil, com vistas àexploração do pré-sal. De acordo com o diretor deRelações Institucionais do EEP, Humberto Rangel, aúltima entrega está prevista para 2015. Cada plata-forma terá capacidade de produzir até 150 mil barrisde petróleo por dia e comprimir 7 milhões de metroscúbicos de gás natural diariamente.As oportunidades de negócios para as empresasinteressadas em fornecer produtos e serviços para oempreendimento foram apresentadas durante eventoOportunidades para aEmpresários baianos conhecemchances de negócios comEstaleiro do ParaguaçuPor Marta ErhardtDivulgação
    • Bahia Indústria  25realizado no auditório da Federação das Indústriasdo Estado da Bahia (FIEB). “Este encontro é uma con-vocatória para que os empresários aqui presentes seunam a nós nesse desafio, que envolve o fornecimen-to de produtos e serviços, além da qualificação demão de obra”, afirmou Rangel.Os empresários assistiram a um ciclo de palestrasministrado por executivos do EEP. O diretor de im-plantação do estaleiro, João Cândido, enumerou asdemandas de produtos e serviços terceirizados para oempreendimento, como o serviço de manutenção pre-dial, produtos e assessórios de aço, como escotilhões,passarelas, escadas de acesso; além de produtos detubulação e voltados para a parte elétrica.Na abertura do evento, o presidente da FIEB, Joséde Freitas Mascarenhas, destacou a importância dainstalação do estaleiro na Bahia. “Com o desenvol-vimento da indústria naval, precisamos discutir ainstalação de uma cadeia de fornecedores. Este é umempreendimento chave para que possamos desen-volver um polo de metal mecânica no nosso estado”,pontuou.Ele ressaltou que existem, no momento, váriosprojetos na área de offshore no país, muitos dos quaisnão terão capacidade de se manter. Mas segundo ele,o EEP, da forma como foi concebido, tem tudo paraser um empreendimento duradouro. "Todos nós te-mos que colaborar para que o estaleiro do Paraguaçuseja eficiente e competitivo", afirmou. O presidente daFIEB disse, ainda, que o SENAI-BA tem compromissopara treinamento de mão de obra destinada ao em-preendimento, que deve gerar 5 mil empregos diretose 10 mil indiretos.Já o secretário da Indústria Naval e Portuária doEstado da Bahia, Carlos Costa, ressaltou que o EEP éum dos maiores projetos privados em andamento nopaís e representa um momento de revitalização da in-dústria naval brasileira.QUALIFICAÇÃONa oportunidade, o superintendente do IEL-BA,Armando Neto, apresentou aos empresários o Progra-ma de Qualificação de Fornecedores (PQF), desenvol-vido pelo IEL com o objetivo de fortalecer a cadeiaprodutiva, atendendo às exigências das empresascompradoras.O programa é dividido em quatro etapas, que in-cluem treinamento e consultoria em áreas como ges-tão da qualidade, saúde e segurança no trabalho egestão da inovação. Entre as empresas patrocinado-ras do PQF estão a Petrobras, Bahia Mineração, Vera-cel, Vale e Deten Química.O superintendente do IEL destacou, ainda, o Pro-grama de Fortalecimento da Cadeia de Fornecedoresda Indústria de Petróleo e Gás Naval da Bahia, quedeve ser lançado ainda no primeiro semestre de 2012.“Esse programa vai subsidiar a capacitação de em-presas desta cadeia, com o objetivo de fortalecer acompetitividade, principalmente das pequenas e mé-dias empresas”, destacou. [bi]Área ondeestá sendoimplantadoo EstaleiroEnseada doParaguaçu,na região deMaragogipe
    • 26  Bahia Indústriaindicadores  Números da IndústriaDesempenho da indústriabaiana é destaque nacionalO crescimento de 4,5% registradoem janeiro, na taxa anualizada,superou a média nacional, queficou negativa em 2,1%Aprodução da indústria detransformação da Bahiaapresentou em janeiro,de acordo com a taxaanualizada, crescimento de 4,5%,o mesmo percentual registradoem dezembro de 2012. Dessa for-ma, mantém a trajetória de recu-peração da atividade industrial,conforme levantamento feito pelaSuperintendência de Desenvolvi-mento Industrial da FIEB, a partirde dados do Instituto Brasileiro deGeografia e Estatística (IBGE).No ranking dos 13 estados pes-quisados pelo IBGE, seis delesapresentaram desempenho posi-tivo: Bahia, Minas Gerais (2,5%),Goiás (2,1%), Pernambuco (0,6%),Ceará (0,4%) e Pará (0,2%). Os de-mais estados registraram desem-penho negativo: São Paulo (-3,0%),Rio de Janeiro (3,5%), Paraná(-5,5%), Rio Grande do Sul (-4,8%),Santa Catarina (-1,9%), Amazonas(-7,4%) e Espírito Santo (-10,5%).Dos oito segmentos pesquisa-dos na Bahia, nada menos quesete apresentaram resultadospositivos: Borracha e Plástico(12,1%), Produtos Químicos/Pe-troquímicos (7,7%), Celulose ePapel (7,4%), Refino de Petróleo eProdução de Álcool (5,7%), Veícu-los Automotores (4,5%), MineraisNão-Metálicos (3,0%) e Alimentose Bebidas (0,3%). Apenas o seg-mento de Metalurgia Básica regis-trou queda na produção (-9,1%),
    • Bahia Indústria  27devido à parada programada paramodernização e ampliação da Pa-ranapanema, de 21 de maio a 6 deagosto de 2012.Na comparação de janeiro de2013 com igual mês do ano passa-do, a produção física da indústriade transformação baiana apresen-tou crescimento de 7,8%, superan-do a média Brasil (5,9%). Naquelemês, seis dos oito segmentos pes-quisados registraram crescimentoda atividade: Veículos Automo-tores (45%, influenciado pela ba-se de comparação deprimida de2012), Celulose e Papel (32,3%, porconta da expansão na produçãode celulose e papel não revestidopara usos na escrita e impressão),Borracha e Plástico (22,4%, emrazão do incremento na produçãode garrafões, garrafas e frascosde plástico), Refino de Petróleo eProdução de Álcool (13,8%, pelamaior fabricação de óleo diesel,outros óleos combustíveis e ga-solina automotiva), MetalurgiaBásica (8,8%, com incremento naprodução de barras, perfis e verga-lhões de cobre) e Produtos Quími-cos/Petroquímicos (0,2%).Por outro lado, verificou-se que-São Paulo 5,3 -3,0Minas Gerais 10,2 2,5Rio de Janeiro 18,7 -3,5Paraná -3,9 -5,5Rio Grande do Sul 1,9 -4,8Bahia 7,8 4,5Santa Catarina 3,1 -1,9Amazonas -2,2 -7,4Espírito Santo -16,4 -10,5Pará -3,7 0,2Goiás -3,5 2,1Pernambuco 1,6 0,6Ceará 15,4 0,4Brasil 5,9 -2,1Fonte IBGE; elaboração Fieb/SDIEstados Variação (%) jan13/jan12 Fev12-Jan13/ Fev11-Jan12produção física por estados:indústria de transformaçãoda indústria de transformação daBahia alcançou 4,5%, após terregistrado queda de 4,5% em de-zembro de 2011, mantendo a traje-tória de recuperação da atividadeindustrial.No ranking dos 13 estados queparticipam da pesquisa, cinco es-tados apresentaram desempenhopositivo: Bahia, Goiás, Minas Ge-rais, Pernambuco e Pará. Os ou-tros oito estados que registraramresultados negativos foram: Espí-rito Santo, Amazonas, Rio de Ja-neiro, Paraná, Rio Grande do Sul,São Paulo, Santa Catarina e Ceará.Na Bahia, dos oito segmentospesquisados, apenas um apresen-tou desempenho negativo: Meta-lurgia Básica (-9,9%, em função,sobretudo, da parada programadade modernização e ampliação daParanapanema). Por outro lado,apresentaram resultados positivosos segmentos: Borracha e Plásti-co (10,8%), Produtos Químicos/Petroquímicos (9,9%), Refino dePetróleo e Produção de Álcool(5,2%), Minerais Não-Metálicos(3,4%), Celulose e Papel (3,2%),Veículos Automotores (1,2%) e Ali-mentos e Bebidas (1%). [bi]da na produção de Alimentos eBebidas (-3,9%, com recuo da pro-dução de refrigerantes, leite em pó,óleo de soja bruto, farinhas e “pel-lets” da extração de óleo de soja etortas, bagaços e farelos da extra-ção do óleo de soja) e Minerais Não--Metálicos -3,9%, por conta da me-nor produção de ladrilhos e placasde cerâmica para revestimento).Já em dezembro de 2012, a ta-xa anualizada da produção físicaJANJULFEVMARABRMAIJUNAGOSETOUTNOVDEZ13013514012512011511010510095Fonte: IBGE; elaboração Fieb/SDI. Nota: Exclusive a indústria extrativa mineral (CNAE 10, 11, 13 e 14); base = 100 (média 2002)BAHIA - PRODUÇÃO FÍSICA DAINDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO (2011 - 2013)201220112013
    • 28  Bahia IndústriaEntrevista  Rosemma Maluf“Salvador tem que voltar a serboa para morar e fazer negócios”Empresária que comanda a Secretaria da Ordem Pública de Salvador revela oque a motivou a aceitar o desafio e como vem conduzindo a gestão da pastaComo surgiu o convite para a Se-cretaria Municipal de Ordem Públi-ca (Semop), a antiga Sesp?Eu não tinha uma vivência na po-lítica, não sou filiada a qualquerpartido político. Meu nome surgiupor indicação da classe empresa-rial baiana e foi levado a ACM Netopelo deputado federal Jutahy Ma-galhães Jr. Reuni-me com o prefei-to para conversar e logo depois fuichamada a assumir o cargo. Perce-bi que o cargo era um desafio e quetinha condições de me afastar dasminhas atividades empresariaispara contribuir com minha expe-riência em gestão. Assumi com ocompromisso de ajudar a fazer dacidade um bom lugar para se vivere fazer negócios, baseada no tri-pé do desenvolvimento formadopela sociedade civil organizada,empresariado e governo. Venhocom muito entusiasmo. Aliás, oempresário só vem para o setorpúblico por este motivo, porquetodo mundo sabe que a área nãoremunera bem. Estou colocando àdisposição minha capacidade em-preendedora, visando melhoriasna infraestrutura, no bem-estar,no lucro social.Quais as principais dificuldadesenfrentadas nesses primeiros me-ses à frente do órgão?Com uma longa experiênciaem gestão empresarial eatuação ativa em entida-des representativas, comoa Associação Comercial da Bahiae o Conselho da Micro e PequenaEmpresa Industrial (Compem) daFIEB, Rosema Maluf não pensa-va em assumir um cargo no setorpúblico até ser convidada para di-rigir a Secretaria Municipal de Or-dem Pública. Nesta entrevista, elaconta quais os principais desafiosque tem pela frente.POR carolina mendonçaFotos João Alvarez
    • Bahia Indústria  29“Estou co-locando àdisposiçãodo municí-pio minhacapacidadeempreende-dora, visandomelhorias nainfraestruturaPara quem, como eu, vem da ini-ciativa privada, o maior impacto éna gestão. Encontramos a secreta-ria sem infraestrutura para exercera sua missão, que é basicamentefiscalizar e ordenar a cidade. Nãotemos um sistema de Tecnologia daInformação, equipamentos, nempessoal suficiente para fazermosuma gestão integrada. E, sob onosso guarda chuva, estão os ser-viços de coleta de lixo, iluminação,a administração de dez cemitérios,feiras e mercados, a Salvamar, aGuarda Municipal e a Codecon.A insegurança jurídica, o acúmulode lixo e a sensação de desordemem Salvador foram alvo de durascríticas na gestão passada. Comoestas questões estão sendo trata-das agora?A insegurança jurídica gerada emrelação ao uso do solo não é objetode trabalho direto da nossa secre-taria, mas como empresária vejoque os negócios precisam de umambiente propício para prosperar,com estabilidade, critérios claros ea garantia de que as regras não vãomudar a cada governo. O empresá-rio quer segurança para investir.Em relação à coleta de resíduos,encontramos a cidade com 60 miltoneladas de lixo acumulado doperíodo de agosto a dezembro de2012. Fizemos um plano de açãojunto com os consórcios responsá-veis pela coleta e já estamos regu-larizando o serviço. Outra questãograve era o descarte de entulho,que estava sendo feito de formairregular por falta de fiscalização.Para se ter uma ideia, tínhamosapenas uma fiscal que atuava semveículo. Agora, contamos com 20equipes organizadas e pretende-mos aumentar o número de Pontosde Descarte de Entulho (PDE), poishoje só temos dois: um no Itaigarae outro no Vale das Muriçocas.E sobre a situação de desordem?Este é um dos nossos grandes de-safios. Estimamos que Salvadortenha hoje mais de 40 mil ambu-lantes informais sem licença. Le-galizados, há oficialmente cercade 11.500. Nos pontos críticos – Av.Sete, passarela do Iguatemi-Rodo-viária, Calçada, etc. – o pedestreperdeu seu lugar de direito, o pas-seio, e disputa espaço com os car-ros na rua. Mas isso vai mudar. Es-tamos estruturando projetos coma Fundação Mário Leal Ferreira eparcerias com o Sebrae para qua-lificar os trabalhadores e adequá--los à legislação. Foram oito anosem que tudo era permitido. Achoque era uma decisão política nãofiscalizar ambulante. Há pontoscríticos onde o passeio não é maisdo pedestre, como Av. Sete, as pas-sarelas (Iguatemi), o Relógio deSão Pedro, Rótula da Feira, em Ca-jazeiras. Temos poucos agentes defiscalização, apenas 150 para todoo uso do espaço público, e um orça-mento insuficiente (R$ 378 milhõespara este ano), mas vamos fazerações para orientar e ordenar. A se-cretaria vem também com a missãode mudar a cultura, de estimular apopulação a cuidar do que é públi-co, do que é seu e de todos.Durante a campanha eleitoral,ACM Neto defendeu a municipali-zação do Porto de Salvador. Quala sua opinião?Eu defendo a municipalização ouestadualização do Porto. A ges-tão deve estar próxima de quemo utiliza. Quando a gestão ficadistante, como hoje, feita pelogoverno federal, esses gestoresnem sempre têm o sentimento darealidade e as decisões são muitodemoradas. Além disso, o governoadministra vários portos, então háquestões político-partidárias queinterferem nos investimentos. Osgrandes portos do mundo têm ad-ministração municipal ou estadu-al; é uma tendência mundial, queacredito ser a mais adequada. [bi]
    • 30  Bahia IndústriaPara a Setel Serviços de Ter-raplenagem e Empreendi-mentos Ltda., adequar aempresa às exigências daISO 14001 e OHSAS 18001 era umdesafio. A empresa já havia ten-tado colocar em prática, por duasvezes, as normas de Saúde, MeioAmbiente e Segurança (SMS), semsucesso. A AMG Engenharia Ltda.,do Espírito Santo, já detinha todaa documentação necessária paracertificação nestas normas, masPrograma concluicurso de capacitaçãoPetrobras, Prominp e SESI qualificaram fornecedores da Petrobrasna área de gestão em segurança, saúde e meio ambientePor Patrícia Moreira(FIEB). Estiveram presentes o co-ordenador executivo do Prominp,Paulo Sérgio Rodrigues Alonso, agerente executiva de Engenharia,Tecnologia e Materiais Corporati-vos da Petrobras, Renata BaruzziLopes, e o superintendente do SESIBahia, Wagner Fernandes.Os resultados positivos do cur-so de capacitação dos fornecedo-res da Petrobras em SMS habilita-ram a experiência a figurar comomodelo a ser adotado em outrosfaltava o comprometimento dos colaboradores paraque as orientações passassem a fazer parte da rotinada empresa.Para estas duas empresas e outras 11, este proble-ma somente foi sanado após a capacitação oferecidapela Petrobras no Programa de Desenvolvimento deFornecedores da Engenharia (PDFE). Resultado deuma parceria entre o Programa de Mobilização da In-dústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp)e o Serviço Social da Indústria (SESI Bahia).A diplomação e a premiação das empresas que maisse destacaram ocorreram no dia 21 de fevereiro, na se-de da Federação das Indústrias do Estado da Bahia
    • Bahia Indústria  31estados, conforme avaliou PauloAlonso. Já Renata Baruzzi come-morou a melhoria do desempenhodos fornecedores: “Agora, elesestão habilitados a participar deprocessos licitatórios que reque-rem um desempenho de SMS maiselevado. Para a Petrobras é bom,porque aumenta a competitivida-de de nossas estações.”O superintendente do ServiçoSocial da Indústria, Wagner Fer-nandes, observou que o programaestá alinhado com a missão doSESI de promover a qualidade devida e o ambiente saudável para otrabalhador da indústria.Os resultados foram atestadospelos alunos do curso e empresá-rios. Para Leonardo Cortizo, geren-te de SMS da Terrabras, o curso foium diferencial. “Nós não tínhamosconhecimento técnico com a habi-lidade necessária para implantar osistema de SMS”, explica.Tatiana Azevedo Olivaes, dire-tora da empresa e também alunado curso, apresentou a experi-ência da Setel, destacando que otreinamento da equipe e a super-visão feita pela Petrobras e SESIpermitiram os resultados alcança-dos. “A Petrobras acertou no alvo”,sintetizou.Também na avaliação da em-presária Maria da Graça KelherPesca, da AMG, a parceria entreas instituições e as empresas foi achave do sucesso do programa, emespecial, em razão das auditoriaspresenciais. A AMG, a AP Consul-toria e Projetos Ltda. e a Terrabrasforam homenageadas por obteremas melhores avaliações de desem-penho. O diretor da AP, AlfredoAmericano, ressaltou os ganhosobtidos; em especial, a melhoriana satisfação dos trabalhadores,redução de riscos e aumento daprodutividade.CAPACITAÇÃOParticiparam do programa asempresas que integram o CadastroCorporativo da Petrobras, mas nãodetinham os requisitos técnicosem SMS. Para participar da capa-citação, as empresas convidadasse submeteram a três avaliaçõespresenciais realizadas pela Petro-bras e pelo SESI e arcaram com50% dos custos. Das 13 empresasda primeira turma, nove foram daBahia, uma do Rio de Janeiro, duasdo Espírito Santo e uma de Sergipe.Com a adaptação de seus am-bientes de produção às normasISO 14001 e OHSAS 18001, as em-presas se habilitaram a participardas licitações da Petrobras e já es-tão recebendo convites para novoscontratos, ampliando seus portfó-lios de negócios com a companhia.As demais empresas participan-tes foram: AF Engenharia, BNG Me-talmecanica, Construtora Lucaia,CPL Construtora, Ebrae, LomaterLocações e Serviços LTDA, PadrãoEngenharia e Montagens, Pelir En-genharia e Minercon Mineração eConstruções SA. [bi]Turma deprofissionaisqualificadosno curso e osrepresentantesda Petrobras,Prominp e SESIFotos Valter Pontes / Coperphoto / Sistema FIEB
    • 32  Bahia IndústriaPrograma discute temas relevantes para a indústriaO vice-presidente da FIEB, Victor Ventin, e o diretor e coordenador do Conselho de Assuntos Fiscais e Tributários dainstituição, Murilo Xavier, foram os entrevistados do programa Indústria em Foco, no Canal Assembleia, de março, sobrea competitividade da economia baiana, discutindo a carga tributária. No ar desde junho de 2012, o programa, elaboradoem parceria com a Fundação Paulo Jackson, é uma iniciativa da Superintendência de Relações Institucionais (SRI) com oapoio da Superintendência de Comunicação Institucional (SCI) da FIEB. Os programas podem ser vistos no site www.canalassembleia.ba.gov.br e no portal da FIEB (www.fieb.org.br).painelSENAI-BA oferece cursos no JapãoO SENAI-BA vai oferecer, ainda neste semestre, cursos adistância para brasileiros que vivem no Japão. Uma parceriafirmada, no dia 18 de janeiro, em Tóquio, com o grupoeducacional Kurazemi, administrador da Escola Alegria deSaber (EAS), vai viabilizar a realização dos cursos técnicosem Manutenção de Computadores e Redes de Computadores.De acordo com o gerente das áreas de Tecnologia daInformação e Desenvolvimento de Software do SENAI-BA,Adhvan Novais, os cursos técnicos vão atender à demandareprimida por formação de brasileiros que vivem no Japão.Outro objetivo do curso é dar oportunidade para que elespossam voltar ao Brasil melhor capacitados para atuar naindústria nacional. As primeiras duas turmas terão até 20alunos cada uma e a duração dos cursos é de 18 meses. Maisinformações, acesse http://www.fieb.org.br/senai/ead/.Perspectivas de negócios com a RússiaCom o objetivo de estreitar as relações comerciais com aBahia, 17 dirigentes de empresas e representantes do governoda Rússia participaram, dia 18 de fevereiro, na FIEB, do 1°Encontro de Negócios entre a Bahia e aquele país. Reunidoscom secretários de estado e industriais baianos, elesconheceram o perfil da economia local e as oportunidades decomércio bilateral. Esta foi a primeira vez que um encontrocom a finalidade de ampliar as relações comerciais entre osdois países foi realizado fora do eixo Rio-São Paulo. Deacordo com o representante do Conselho EmpresarialRússia-Brasil, Aleksander Medvedovsky, este é um esforço dogoverno russo para que o empresariado brasileiro conheçaseu mercado e proponha parcerias de interesse.Medvedovsky apresentou oportunidades empresariaisLinha de produtos com couro ecológicoA criação de uma linha de produtos em couro sustentável esocialmente responsável é um dos resultados da parceriaentre SESI, SENAI e a indústria, que foi apresentada, nos dias22 e 23 de fevereiro, na cidade de Ipirá, no interior da Bahia.Trata-se da linha Dominus Eco, desenvolvida por meio doEdital SESI/SENAI de Inovação 2011, dentro do Projeto DesignInovador. O projeto incluiu a capacitação de fornecedores emresponsabilidade social e sustentabilidade para adoção deboas práticas e de processos de produção mais limpa (P+L).RobertoAbreu/Coperphoto/SistemaFIEB
    • Bahia Indústria  33ideiasPor Reinaldo SampaioA primeira é que a presidente Dil-ma Rousseff anunciará um novosistema de financiamento a em-presas e instituições, orientadopara a inovação e desenvolvimen-to tecnológico. Recursos da ordemde R$ 30 bilhões para crédito, re-cursos não reembolsáveis e coope-ração entre institutos, universida-des e empresas.A outra notícia é que, em janei-ro, a balança comercial brasileiraregistrou o seu maior déficit men-sal dos últimos 20 anos. Mesmoretirando o efeito das compras daPetrobras em 2012, lançadas emjaneiro, o resultado é preocupante.Essa última evidencia a fragi-lidade de ter nas commodities asustentação do comércio interna-cional; não pode ser seguro aquiloque, além de não incorporar eleva-do conteúdo tecnológico, não de-terminamos o preço de venda, sal-vo em específicas circunstâncias.A primeira notícia trata de umaação para a construção do futuro,que se associa a outras, destacan-do-se: os novos marcos regulató-rios da infraestrutura, a criaçãoda EPL (logística), o Programa Ci-ências sem Fronteiras, o Pronatec,o Prouni, os Institutos de Inova-ção e P&D do Sistema Indústria ea Embrapii. Ainda falta viabilizara qualidade da educação básica,o desenvolvimento regional, a re-forma tributária e a desburocrati-zação do Estado, além da criaçãode novas “engenharias sociais”capazes de mobilizar o potencialcriativo e produtivo de parcela im-portante da sociedade.Duas notícias e o futuroÉ preciso romper com a barreirada polarização modernização-mar-ginalização, diagnosticada porCelso Furtado como um dos obs-táculos ao desenvolvimento nacio-nal, dado que “o desenvolvimentoem inovação e tecnologia está as-sociado a um sistema educacionalconectado com a infraestruturacientífica, permitindo a associaçãoe adaptação das novas técnicas;o que requer um sistema de bem--estar social resultante da melhordistribuição da renda nacional quediversifique os padrões de consu-mo da maioria da população”.Portanto, não se trata de umprocesso quantitativo, onde maisinstituições e mais recursos pro-moveriam o desenvolvimento. Háaspectos qualitativos relaciona-dos à estrutura econômica, indis-pensáveis à obtenção e dissemina-ção de conhecimentos científicos,necessários para operar novas tec-nologias capazes de promover adestruição criadora decorrente denovos paradigmas tecnológicos,presentes em processo de catchingup da economia.Na ciência e tecnologia, o Brasilse encontra em um estágio inter-mediário, caracterizado por certacapacidade de geração de conheci-mento científico, mas, com produ-ção tecnológica insuficiente pararetroalimentar a produção cientí-fica (Albuquerque, 2009). A estra-tégia de desenvolvimento requerações que superem essa armadilhado subdesenvolvimento, como de-finiu Furtado, de modo a tornar aciência e a tecnologia determinan-tes do crescimento econômico.Vivemos uma era de oportuni-ReinaldoSampaio éeconomista evice-presidenteda FIEBVivemos uma era de oportunidadesbaseada no conhecimento e isso exigeuma profunda transformação na suaprodução e disseminação em todos ossegmentos da sociedade“dades baseada no conhecimento eisso exige uma profunda transfor-mação na sua produção e dissemi-nação em todos os segmentos dasociedade, para tornar o Brasil umpaís de alto conteúdo de desenvol-vimento humano, interagindo coma inovação e a tecnologia. Nessesentido, melhor que pulverizar osfuturos recursos do pré-sal, seriausá-los para transformar a socie-dade e a economia, privilegiandosegmentos estratégicos como aindústria de bens de capital, enge-nharias elétrica, eletrônica e am-biental, robótica, nano e biotecno-logia, biociência, novos materiaise aeronáutica, conforme propostopelo Fórum Nacional do InstitutoNacional de Altos Estudos.Cada nação escolhe seu própriocaminho para o desenvolvimento,mas há algo em comum em todasaquelas que tiveram êxito: 1) Cli-ma de confiança mútua entre osetor público e privado; 2) Quanti-dade e qualidade da mão de obra edo estoque de capital e 3) O avan-çado estágio tecnológico em queambos são operados.Quando esses fatores se asso-ciam, o “espírito animal” dos em-presários se manifesta e os inves-timentos crescem. [bi]
    • livrosleitura&entretenimentoGestão e gerenciamentoO consultor em gestão e professor PauloSertek apresenta os passos e ashabilidades para empreender com apropriedade de quem vivencia oempreendedorismo na prática. Eleestabelece um diálogo centrado em dezpontos fundamentais para a gestão e ogerenciamento de uma empresa. O livrotraz ferramentas como estudos de caso,indicações bibliográficas, além dequestões para revisar os conceitosabordados e temas para reflexão.Mostra intinerante no MAMO MAM Bahia recebe um recorte da mostraitinerante VideoBrasil, na Galeria 3 e naCapela. São obras premiadas da exposiçãoPanoramas do Sul 2012-2013, como o vídeoAs Aventuras de Paulo Bruscky (foto),de Gabriel Mascaro. A proposta da mostraé ampliar a visibilidade das obras doFestival Internacional de ArteContemporânea, que premiou vídeos,pinturas e instalações. A mostra tem umaproposta educativa.SustentabilidadeO livro incorpora a sensibilidade e acultura dos diferentes grupos de interesse,reunindo autores do universo acadêmico,do setor produtivo, do mundo político edas organizações não governamentais. Aproposta é oferecer uma abordagemampla, que cobre desde a visão global atéos aspectos nacionais e locais dos temas.O objetivo é apresentar a importância dacriação de valor econômico de forma quetambém atenda às demandas dasociedade.EmpreendedorismoPaulo Sertek –IBPEX, 240 p.R$ 25DesenvolvimentoSustentável2012-2050 - Visão,Rumos eContradiçõesFernando Almeida,Elsevier-Campus,288 p.R$ 95fotos Márzia Lima/divulgaçãodivulgação50 Anos de Arte na BahiaBaseado em publicações da crítica de arteMatilde Matos, 50 Anos de Arte na Bahia écomposta por 60 obras de artistas baianos,exibindo um panorama de cinco décadas eseis gerações da arte visual na Bahia, apartir da introdução do Modernismo, com achamada “Geração 45”. Seguindo umalinha de tempo, a exposição passa pelosanos 1950 a 1990, revelando nomes comoFloriano Teixeira, Maria Adair, MárciaMagno, Bel Borba e Carybé.não perca Caixa Cultural, ter. a dom., das 9h às 19h, até 28/4. Gratuito. Av. Carlos Gomes, 57. Informações: (71) 3421-4200não perca MAM, ter. a dom., das 13h às 19h, sáb, 13 às 21h, 11/4 a 12/5. Gratuito. Av. Contorno, Solar do Unhão. Informações (71) 3117-6139exposiçãovídeo34 Bahia Indústria
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