Acompanhamento                                                            FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DA BAHIA     ...
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Acompanhamento Conjuntural - Economia Brasileira - Outubro 2011

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O Acompanhamento Conjuntural apresenta os dados mais recentes divulgados sobre a atividade econômica brasileira. Em outubro/2011 o acompanhamento informa queda no nível de atividade econômica, puxado, em menor escala, pelo comércio e pela indústria.. Produzido pela FIEB, o documento é mensal e divulgado no portal www.fieb.org.br/suporte_a_negocios, junto com outros documentos analíticos.

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Acompanhamento Conjuntural - Economia Brasileira - Outubro 2011

  1. 1. Acompanhamento FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DA BAHIA Diretoria Executiva Conjuntural – 10/2011 Superintendência de Desenvolvimento Industrial Data de fechamento: 24/10/2011 A indústria tem sido o setor que mais contribui para a queda da atividade.Queda da indústria desacelera Segundo o IBGE, no segundo trimestre o PIB industrial cresceu apenas 0,2% em relação ao primeiro. Em julho, a produção industrial cresceu 0,3%economia no mês e caiu 0,2% em agosto, mantendo praticamente estável o produto (PIM-PF/IBGE).Os dados mais recentes divulgados sobre a atividade econômica brasileira No acumulado do ano, a indústria geral cresceu 1,4%, com umaindicam um crescimento do PIB no terceiro trimestre próximo a zero ou até contribuição de 2,5% de crescimento da indústria, expondo o fracomesmo negativo, o que aumentaria as chances de um PIB próximo a 3% desempenho da indústria de transformação. A projeção da CNI para opara 2011. No primeiro trimestre, a economia cresceu 1,2% em relação a crescimento do setor industrial em 2011 foi reduzido de 3,2% para 2,2%.2010, e no segundo, a alta foi de 0,7% sobre o primeiro, descontadosfatores sazonais. Se confirmado no terceiro trimestre um PIB negativo oupróximo de zero, a desaceleração da economia terá sido significativa. Também chama atenção a queda na taxa de investimento em relação ao ano passado. A formação bruta de capital fixo (FBCF) medida pelo IBGE cresceu apenas 1,2% no segundo trimestre do ano em relação ao trimestreO Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que serve anterior. O mercado espera um crescimento de apenas 5,5% em 2011,como um indicador do PIB, caiu 0,53% em agosto comparado ao mês comparado a uma projeção de 18% no início do ano e um crescimento deanterior. O Bacen também revisou para baixo a alta de julho frente à junho, 21,8% em 2010. Tal expectativa é amparada pelo crescimento de 5,6% nade 0,46% para 0,34%, e a queda na atividade de maio foi ampliada de – produção de bens de capital nos primeiros oito meses do ano frente ao0,25% para – 0,33%. mesmo período de 2010.Nos 12 meses de setembro de 2010 à agosto desse ano, o IBC-Br registrou João Marcelo Alvesuma alta de 4,07%, inferior ao índice até julho (4,52%) e até junho (4,89%),o que indica continuidade na desaceleração da atividade. Superintendente de Desenvolvimento IndustrialOs setores responsáveis pela recente queda do nível de atividade são, emmenor escala, o comércio e a indústria.Apesar da demanda doméstica, impulsionada pelo consumo das famílias,seguir forte em função da baixa taxa de desemprego, do aumento da rendareal e da expansão do crédito, parte dela está sendo direcionada paraprodutos importados, evidenciado pelo intenso crescimento das importaçõesde bens de consumo nos últimos meses. A Pesquisa Mensal de Comérciodo IBGE em agosto registrou queda de 2,3% no volume de vendas dovarejo ampliado – que inclui veículos automotores e material de construção– em relação à julho.
  2. 2. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011 solução para esse dilema não é trivial e passa por um maior apoio daPIB política fiscal na contenção de gastos e, ao mesmo tempo, maior estímulo à produção, com desoneração dos investimentos. É precisoO Banco Central e a CNI revisaram para baixo suas estimativas de reforçar sempre a necessidade de o Governo recuperar as propostascrescimento da economia brasileira em 2011, de 4% para 3,5% e de de reformas estruturais que estão no Congresso, no sentido de3,8% para 3,4%, respectivamente. A redução é justificada pela crise e aumentar sistemicamente a competitividade geral da economia.a desaceleração da economia internacional, que pode reduzirsubstancialmente a demanda externa pelos nossos produtos. Um dos O IPCA voltou a acelerar em setembro, apresentando alta de 0,53%setores mais afetados pela queda da atividade será o industrial, ante 0,37% em agosto. Os preços dos alimentos continuaram emespecialmente os segmentos orientados à exportação, além daqueles trajetória ascendente, causando impacto de 0,15 p.p e sendoligados diretamente à taxa de investimento da economia, a exemplo da responsáveis por 28% da alta do índice no mês. Outro grupo queconstrução e do setor de máquinas e equipamentos. Por outro lado, a pressionou o IPCA de setembro foi Transportes, que registrou alta deexpectativa é que o mercado interno seja preservado e a demanda 0,78%. No acumulado dos primeiros nove meses deste ano, o IPCAdoméstica continue robusta. Nesse sentido, o Governo Federal aponta contabiliza elevação de 4,97%, ficando acima dos 3,60% registradoscom a flexibilização da política monetária pelo Bacen e também com a em igual período de 2010. Em 12 meses o IPCA alcançou 7,31%, oimplementação dos estímulos previstos no Plano Brasil Maior. mais alto valor desde 2005, situando-se acima do intervalo superior da meta de inflação.Política Monetária Política FiscalDe acordo com o Relatório de Inflação de setembro de 2011, o cenárioprospectivo para a inflação apresentaria sinais favoráveis, com Os resultados consolidados das contas públicas nos primeiros oitoevidências de que as restrições de oferta registradas no final de 2010 e meses deste ano seguem conforme o esperado pelo mercado, nainicio de 2011 já tivessem sido incorporadas aos preços ao medida em que a economia realizada pelo governo atingiu 76% daconsumidor. No entanto, o inesperado aumento da inflação de meta ampliada (R$ 127,8 bilhões). A melhora substancial do resultadosetembro aumentou a incerteza sobre a condução da política primário no ano decorreu do aumento expressivo das receitas líquidas,monetária do Banco Central e reacendeu a controvérsia sobre a que cresceram quase 20% entre janeiro e agosto. Embora a situaçãodecisão do Copom de reduzir, na reunião do final de agosto, a Selic em fiscal esteja sob controle, o agravamento da crise mundial, com o0,5 p.p. rebaixamento da nota da dívida de longo prazo dos Estados Unidos pela Standard & Poor’s, preocupa e poderá provocar a desaceleraçãoA inflação medida em 12 meses tem aumentado continuamente desde da economia brasileira, além dos seus impactos sobre câmbio, juros esetembro de 2010 e há o temor adicional da recente desvalorização do inflação, variáveis que têm forte influência sobre os resultados dasreal frente ao dólar. Por outro lado, os indicadores de PIB e de contas do setor público.emprego no Brasil mostram sinais de desaceleração e as previsõesapontam para um desempenho muito baixo para 2011 e 2012. A 2
  3. 3. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011Contas ExternasNo acumulado dos primeiros oito meses deste ano, o saldo em contacorrente, que compreende os resultados da balança comercial e dascontas serviços, rendas e transferências unilaterais, foi deficitário emUS$ 33,8 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses, o déficitalcançou US$ 49,7 bilhões (2,1% do PIB), confirmando a tendência dedeterioração das contas externas após a crise de 2008, porém numritmo menos intenso nos últimos meses. O crescimento dos déficits nascontas serviços e rendas, em função, respectivamente, da expansãodas remessas de lucros e dividendos e das maiores despesas comviagens internacionais, explica a evolução negativa do saldo em contacorrente. A expectativa do mercado é de aumento do déficit em contacorrente nos próximos meses, alcançando US$ 56,4 bilhões no final doano.As reservas internacionais em agosto totalizaram US$ 353,4 bilhões,registrando incremento de US$ 7,3 bilhões em relação ao verificado emjunho, resultado da compra líquida de US$ 4,9 bilhões realizada peloBanco Central no mercado doméstico de câmbio. Com o agravamentoda crise internacional e a consequente desvalorização cambialverificada nas últimas semanas de setembro, o mercado revisou paracima as projeções da taxa de câmbio nos próximos meses. Segundo oRelatório de Mercado do Banco Central, o mercado espera que o dólartermine o ano cotado em R$ 1,68, comparado a um valor de R$ 1,60projetado no mês anterior. 3
  4. 4. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011 O Relatório de Mercado do BC tem registrado contínua revisão para baixo das expectativas de crescimento da economia brasileira em 2011. OPIB relatório de 7 de outubro registrou uma expectativa de mercado de crescimento do PIB de 3,5%, contra 3,51% na edição da semana anterior.O Banco Central reduziu a projeção de crescimento do PIB brasileiro em Em relação ao PIB de 2012 a estimativa permaneceu em crescimento de2011, para 3,5%, no Relatório de Inflação de setembro, contra 4% projetado 3,70%.em junho. A revisão decorre, sobretudo, da deterioração do cenáriointernacional, que tem reduzido significativamente as projeções de Os dados do Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Empregocrescimento das principais economias do mundo. No momento, vivencia-se (MTE), apontam uma geração líquida de 190,4 mil empregos formais emgrande incerteza nos mercados sobre a magnitude que a crise pode julho, contra 140,6 mil no mês anterior. Os setores responsáveis peloalcançar na Europa e seu provável alastramento para o resto do mundo. Há desempenho no mês foram: Serviços (94,4 mil), Comércio (44,3 mil),inclusive dúvidas sobre a saúde da economia chinesa, que tem servido de Indústria de Transformação (35,9 mil) e Construção Civil (31,6 mil). Noslastro da economia global, num momento de fragilidade das economias primeiros oito meses do ano, o país gerou um saldo de 1,82 milhão decentrais. postos de trabalho. No acumulado de 12 meses, o saldo registrado foi de 2,09 milhões de empregos gerados. Os dados apontam para uma geraçãoObservando a atual conjuntura, a CNI também revisou sua estimativa de de empregos inferior à registrada no ano passado, refletindo acrescimento do PIB para este ano de 3,8% para 3,4%, justificando como desaceleração da economia.segue: “em consonância com a desaceleração da economia global, e aconsequente menor expansão dos investimentos, o PIB brasileiro crescerámenos em 2011”. Política MonetáriaO crescente nível de insegurança da economia já está afetando os De acordo com o Relatório de Inflação de setembro de 2011 (publicaçãoinvestimentos. Segundo o Banco Central, a taxa de expansão dos trimestral do Banco Central), o cenário prospectivo para a inflaçãoinvestimentos deverá crescer 5,6%, em 2011, contra a previsão anterior de apresenta sinal favorável, com evidências de que as restrições de oferta6,4%. Caso esta previsão seja confirmada, a taxa de investimento da registradas no final de 2010 e inicio de 2011 já foram incorporadas aoseconomia brasileira chegaria ao patamar de 18,7% do PIB. A título de preços ao consumidor. Para o Banco Central, ainda persiste o descompassoreferência, estima-se que para manutenção de um nível de crescimento entre a demanda e a oferta, mas a perspectiva é de que essa diferença caiasustentável da economia da ordem de 5% ao ano, faz-se necessária uma nos próximos meses, pois o nível de utilização da capacidade instaladataxa de investimento de cerca de 20% do PIB. mostra recuo e já se encontra abaixo da tendência de longo prazo. No mesmo sentido, a trajetória dos preços das commodities experimentaPrevisivelmente, os setores que são atingidos mais rapidamente pela acomodação, compatível com a deterioração do ambiente econômicodesaceleração do investimento são o da construção e o de máquinas e internacional. A inflação acumulada em doze meses tende a se deslocar naequipamentos. Ambos já reportam nível de atividade reduzido neste direção da trajetória de metas a partir do quarto trimestre deste ano.segundo semestre do ano, em relação ao verificado no ano passado. 4
  5. 5. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011A inflação medida pelo IPCA voltou a acelerar em setembro, apresentando 2011), o Brasil será o país dos BRICs que apresentará a maioralta de 0,53% ante 0,37% em agosto. De acordo com o IBGE, os preços dos desaceleração e o que crescerá menos em 2011 e 2012.alimentos continuaram em trajetória de crescimento, causando impacto de0,15 p.p e sendo responsável por 28% do índice do mês. A alta dos preços A solução para o dilema entre conter a inflação e, ao mesmo tempo, fazer odos alimentos foi generalizada, com destaque para os maiores aumentos do país crescer não é trivial e passa por um maior apoio da política fiscal nafeijão carioca, açúcar refinado, açúcar cristal, frango e leite. Outro grupo que contenção de gastos e, ao mesmo tempo, maior estímulo à produção, compressionou o IPCA de setembro foi Transportes, que registrou alta de 0,78% desoneração dos investimentos. É preciso reforçar sempre a necessidadeno mês, com destaque para os itens de passagens aéreas e combustíveis de o Governo recuperar as propostas de reformas estruturais que estão no(etanol e gasolina). O grupo Habitação também contribuiu fortemente para a Congresso, no sentido de aumentar sistemicamente a competitividade geralinflação de setembro, apresentando alta de 0,71% no mês, com destaque da economia.para os aumentos de aluguéis residenciais, gás de botijão e taxa de água eesgoto. No acumulado dos primeiros nove meses deste ano, o IPCA A partir de abril deste ano, o IBGE passou a divulgar mensalmente o Índicecontabiliza elevação de 4,97%, ficando acima dos 3,60% registrados em de Preço ao Produtor (IPP), que mede a evolução dos preços de produtosigual período de 2010. Em 12 meses o IPCA alcançou 7,31%, o mais alto “na porta da fábrica”, sem impostos e sem frete, de 23 setores da indústriavalor desde 2005, situando-se acima do intervalo superior da meta de de transformação. O período de divulgação tem defasagem de dois meses.inflação. O IBGE comunicou que em janeiro de 2012 vai mudar a Em agosto de 2011, o IPP registrou alta de 0,20%, ante alta de 0,03% emmetodologia de cálculo do IPCA, utilizando a nova base de estruturas de julho. As quatro maiores variações observadas em agosto se deram entregastos de consumo, geradas a partir dos resultados da Pesquisa de os produtos compreendidos nas seguintes atividades industriais: fabricaçãoOrçamentos Familiares – POF 2008-2009. A concepção geral do sistema de de produtos alimentícios (+3,64%); fabricação de sabões, produtos deíndices, no entanto, será mantida tanto no que se refere aos procedimentos perfumaria e higiene pessoal (+3,09%), couros e calçados (+1,54%) ede coleta, crítica e imputação, quanto ao método geral de cálculo e fabricação de produtos do fumo (+1,48%). No ano, o IPP registra alta deabrangência geográfica. 0,79% e no acumulado de 12 meses até agosto, 4,28%.A alta inesperada da inflação em setembro aumentou a incerteza sobre acondução da política monetária do Banco Central e reacendeu acontrovérsia sobre a decisão do Copom de reduzir na reunião do final de Política Fiscalagosto a Selic em 0,5 p.p. O que tem incomodado é o fato de que a inflaçãomedida em 12 meses tem aumentado continuamente desde setembro de O superávit primário do setor público em agosto alcançou R$ 4,56 bilhões,2010 e, em abril deste ano, o índice ultrapassou o limite superior da meta praticamente no mesmo patamar do registrado em igual mês do anopela primeira vez (o que não acontecia desde julho de 2005). Em adição, há passado de R$ 5,19 bilhões (ver tabela 1 no anexo). O pagamento de juroso temor de que a recente desvalorização do real frente ao dólar aumente os no mês montou a R$ 21,7 bilhões, contra R$ 16 bilhões em igual mês dopreços no atacado e, no médio prazo, esse aumento seja transmitido para o ano passado. Por conta do elevado pagamento de juros, o déficit nominalos preços ao consumidor. Por outro lado, os indicadores do PIB e do no mês subiu para quase 5% do PIB. A dívida líquida do setor público ememprego no Brasil mostram sinais de desaceleração e as previsões agosto alcançou R$ 1,549 trilhão, equivalente a 39,2% do PIB (redução deapontam para um pior desempenho para 2011 e 2012, correndo abaixo do 0,2 p.p. em relação ao mês anterior). A dívida bruta, variável utilizada nasPIB potencial. De acordo com as previsões do FMI (WEO, de setembro de 5
  6. 6. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011comparações internacionais, alcançou R$ 2,22 trilhões em agosto de 2011 da riqueza e (iii) reduzir a pobreza. Na área fiscal, o desafio é manter o(56,1% do PIB, com queda de 0,1 p.p em relação a julho). programa de redução da dívida pública, ampliando os esforços em melhorar o perfil do endividamento, com redução dos riscos das mudanças nas taxasNo ano, a economia registrada pelo setor público resultou do esforço de de juros e, principalmente, nas taxas de câmbio. Após a consolidação dessetodas as instâncias: governo central, governos regionais e estatais (ver programa, o foco da política fiscal passa para o crescimento econômico portabela 2 no anexo). Cumpre registrar a redução de 17% do déficit da meio de duas diretrizes: (i) expansão das despesas de transferências dePrevidência na comparação dos primeiros oito meses do ano de 2011 com renda para fortalecer o mercado doméstico e (ii) investimentos paraigual período de 2010. melhorar as condições de infraestrutura. Os investimentos na área social (R$ 2,6 trilhões) e em infraestrutura (R$ 1,2 trilhão) terão prioridade. AsEm 12 meses, o superávit primário alcança 3,8% do PIB, ficando 0,7 p.p. projeções para o período 2012-2015 contidas no PPA indicam crescimento médio anual do PIB acima de 5%, com investimento crescendo a umaacima da meta fixada para este ano. O déficit nominal em 12 meses subiu média de 10% ao ano.para 2,1% do PIB, com alta de 0,2 p.p em relação ao mês anterior (vertabela 3 no anexo).Os resultados consolidados das contas públicas nos primeiros oito meses Contas Externasdeste ano são seguem em linha com o esperado, na medida em que aeconomia realizada pelo governo atingiu 82% dos R$ 117,8 bilhões da meta O déficit em conta corrente de US$ 33,8 bilhões no acumulado dosoriginal e 76% da meta ampliada (o Governo Federal obteve uma receita primeiros oito meses deste ano pode ser explicado pelo saldo negativo doacima do previsto de R$ 10 bilhões e decidiu utilizar integralmente esse agregado serviços e rendas, que passou de -US$ 45 bilhões em 2010 para -incremento para elevar a meta do superávit primário deste ano, redefinindo- US$ 55,7 bilhões em igual período de 2011, em virtude das maioresa para R$ 127,8 bilhões). A melhora substancial do resultado primário no remessas de lucros e dividendos, despesas com viagens internacionais,ano decorreu do aumento expressivo das receitas líquidas, que cresceram aluguel de equipamentos, dentre outros. A balança comercial apresentouquase 20% entre janeiro e agosto. Nos meses de junho e julho, a Secretaria superávit de US$ 20 bilhões e o saldo das transferências unilateraisda Receita Federal contabilizou um arrecadação extra de R$ 15 bilhões, por alcançou US$ 2 bilhões.conta da antecipação de pagamentos feitos por empresas ao Refis da Crisee do pagamento feito pela Vale, no montante de R$ 5,8 bilhões. Embora a A entrada de investimentos estrangeiros diretos (IED) no País alcançou US$situação fiscal esteja sob controle, o agravamento da crise mundial, com o 44,1 bilhões, contra US$ 17,2 bilhões no acumulado entre janeiro e agostorebaixamento da nota da dívida de longo prazo dos Estados Unidos pela de 2010, destinados principalmente para as seguintes atividades:Standard & Poor’s, preocupa e poderá provocar a desaceleração daeconomia brasileira, além dos impactos sobre câmbio, juros e inflação, telecomunicações; extração de petróleo e gás natural; comércio, excetovariáveis que têm forte influência sobre os resultados das contas do setor veículos; metalurgia; eletricidade, gás e outras utilidades; bebidas; serviçospúblico. financeiros e atividades auxiliares; produtos alimentícios; extração deO Plano Plurianual 2012-2015, recém-enviado ao Congresso, estabeleceu minerais metálicos; e atividades imobiliárias. De acordo com a edição decomo prioridades: (i) dar continuidade ao padrão de desenvolvimento setembro do Relatório de Inflação do BC, apesar do ambiente de crescentevigente, (ii) aprofundar os processos de melhoria da distribuição de renda e aversão ao risco, as perspectivas positivas em relação ao desempenho da 6
  7. 7. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011economia brasileira continuam atraindo capitais externos em volume internacional não deverá reduzir o fluxo de capitais para os paísessuperior à necessidade de financiamento das transações correntes, emergentes, pois, se de um lado, a maior aversão ao risco reduz os fluxosviabilizando a elevação das reservas internacionais. de capitais, do outro lado, a manutenção dos juros baixos nos países avançados estimula os investidores a buscarem retornos mais elevados nosO último Relatório de Mercado do BC apresenta as seguintes projeções mercados emergentes. A expectativa do IIF é que o fluxo de entrada depara o ano de 2011: saldo de US$ 26 bilhões na balança comercial, déficit capital privado no Brasil alcance US$ 140 bilhões em 2011 e US$ 151de US$ 55,8 bilhões na conta corrente e fluxo de US$ 59 bilhões em bilhões em 2012.investimentos estrangeiros diretos. O valor das exportações brasileiras alcançou US$ 23,3 bilhões emApós a forte entrada de dólares registrada nos meses de julho (US$ 15,8 setembro, contra importações de US$ 20,2 bilhões, gerando um saldobilhões) e agosto (US$ 4,2 bilhões) e na 1ª quinzena de setembro (US$ 9,1 comercial de US$ 3,1 bilhões, contra US$ 3,9 bilhões no mês anterior.bilhões), o fluxo de capitais inverteu o sinal, refletindo a fuga de capitais Assim, no acumulado dos primeiros nove meses deste ano, as exportaçõesfinanceiros no final de setembro. A entrada de dólares no acumulado do ano alcançaram US$ 190 bilhões, um aumento de 31,1% em relação ao mesmoaté 23/09 superou a saída em US$ 67,9 bilhões, contra US$ 24,4 bilhões período do ano anterior, e as importações, US$ 167 bilhões, uma alta deem todo o ano 2010, em função da entrada de US$ 31 bilhões no segmento 26,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O superávit comercialfinanceiro e de US$ 36,9 bilhões no segmento comercial. Nos primeiros oito no acumulado do ano foi da ordem de US$ 23 bilhões, valor US$ 10,3meses de 2011, a taxa de câmbio R$/US$ comercial (compra) oscilou entre bilhões superior ao de igual período do ano passado. No período acumulado1,53 e 1,69, mas, com a deterioração do cenário externo na segunda de 12 meses até setembro, as exportações alcançaram US$ 247 bilhões emetade de setembro, precedida pela redução da taxa Selic e pelas medidas as importações US$ 216,5 bilhões. Tanto as exportações, quanto asgovernamentais para conter o câmbio (a exemplo da instituição do IOF importações registraram recorde para o período de 12 meses. No final desobre derivativos), o dólar atingiu o pico de R$ 1,90 em 22/09, levando o setembro, o Banco Central elevou sua projeção para as exportaçõesmercado a revisar para cima suas projeções para os próximos meses. brasileiras em 2011 de US$ 250 bilhões para US$ 258 bilhões, alta de 27,7% em relação ao total exportado em 2010 (US$ 202 bilhões).A dívida externa total brasileira alcançou US$ 304,2 bilhões em agosto,tendo a dívida de longo prazo atingido US$ 251,9 bilhões e a de curto prazototalizado US$ 52,3 bilhões. A despeito do mês de agosto ter registrado Petróleoretração nas captações líquidas de empréstimos e títulos, por conta doaumento do IOF sobre ingressos de capitais estrangeiros com prazo de Nos últimos trinta dias, o mercado internacional do petróleo registrou novaamortização de até 720 dias, o BC mantém a preocupação quanto ao queda nos preços, após a ligeira alta do mês anterior, que havia sidogrande volume de recursos captados por empresas brasileiras no exterior e provocada pela crise na Líbia. A tendência, no entanto, é de contenção ouos possíveis impactos do agravamento da crise internacional. queda nos preços, dado o alastramento de uma crise que pode chegar a uma recessão global. A crise de gerenciamento das dívidas na Europa, iniciada na Grécia, afeta agora países de maior economia como a EspanhaSegundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, associação que e a Itália. De outro lado, os Estados Unidos continuam sem dar sinais derepresenta 340 bancos de todo o mundo), o agravamento da crise 7
  8. 8. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011recuperação econômica, apresentando números elevados de desemprego e Tudo leva a crer que a Grécia deverá receber uma parcela de empréstimosendividamento. Desse modo, não há perspectiva de grandes repiques nos internacionais no próximo mês para evitar o default da dívida. Apóspreços do petróleo, devido à desaceleração do crescimento ou à possível semanas de revisão das finanças gregas, os inspetores da União Europeia,recessão mundial e seus impactos sobre a demanda de energia. Na do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Central Europeusegunda semana de outubro, o petróleo WTI (mercado spot) alcançou US$ autorizaram a parcela de empréstimos de € 8 bilhões que deverá ser paga84/barril (contra US$ 89/barril, em igual período do mês anterior), enquanto no início de novembro, quando tiver a aprovação dos ministros dasa cesta OPEP foi cotada a US$ 103/barril (contra US$ 111/barril, em igual Finanças da zona do euro e do conselho do FMI.período do mês anterior). A Grécia terá de implementar medidas adicionais para cumprir as metas de dívida em 2013 e 2014. A avaliação do mercado é que o ímpeto deFront Externo privatização e as reformas estruturais do país estão aquém do esperado. Os planos atuais devem permitir que as metas de dívida do próximo ano sejamSegue o clima de incerteza em relação à economia mundial, particularmente cumpridas. Depois que admitiu que não poderia cumprir o objetivo de déficitem relação ao futuro da Zona do Euro e às novas relações que podem ser deste ano, há uma aceitação crescente de que o segundo resgate gregoestabelecidas entre os países lideres do bloco e os chamados países acertado em julho possa não ser suficiente e há pressa agora para reforçarperiféricos. De certo apenas a certeza de que nada será como antes. O o fundo de resgate do bloco para socorrer os bancos credores.estágio atual da crise iniciada com a quebra do Lehman Brothers emsetembro de 2009, vai muito além da Grécia. O problema atual não é Segundo o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, que também é oapenas de liquidez por parte dos governos europeus ora em dificuldades, é presidente do Conselho Europeu de Risco Sistêmico, criado para evitar umade insolvência. Ou seja, não se trata apenas de viabilizar uma transfusão repetição da crise financeira de 2008, “a crise atual é sistêmica e deve serepisódica de recursos para superar problemas imediatos, mas de repensar enfrentada com determinação” e "a alta interconexão do sistema financeirotodo um modelo. da UE levou a um rápido aumento do risco de contágio significativo. Isso ameaça a estabilidade financeira na UE como um todo e impactaOs dois países mais ricos da Zona do Euro manifestaram a disposição em negativamente a economia real na Europa e além”.socorrer bancos em dificuldades e assim tentar estancar a crise. Depois demuitas divergências, os governos da França e da Alemanha finalmente Fontes do setor financeiro afirmam que o regulador europeu exigiu que osanunciaram que estão "decididos a fazer o que for necessário" para bancos atinjam uma taxa núcleo de capital de pelo menos 7% em uma novarecapitalizar os bancos da área da moeda comum europeia. Em sérias rodada de testes de estresse internos e os bancos que não consigamdificuldades e sob ataque dos mercados, as instituições enfrentam chegar a essa marca seriam convidados a aumentar seu capital. As taxasproblemas para garantir crédito à economia. As projeções apontam para a de empréstimos interbancários na Europa continuaram a subir em meio anecessidade de um socorro de até € 200 bilhões ao sistema financeiro da crescente preocupação sobre a capacidade dos bancos europeus emregião. Alemanha e França, principais potências europeias, prometeram operar, apesar da perspectiva de um apoio maciço de liquidez do BCE.propor uma estratégia abrangente para combater a crise da dívida nacúpula da União Europeia, que foi adiada para 23 de outubro. 8
  9. 9. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011Enquanto isso, o índice de preços ao consumidor da zona do euro registrou governo diminuíram em 34 mil. O serviço postal também cortou 5 mil vagas.variação de 3% em setembro, enquanto a taxa de desemprego manteve-se A taxa de desemprego nos Estados Unidos permaneceu em 9,1% emem 10% em agosto. setembro, o mesmo nível registrado em agosto.Segundo a terceira revisão do BEA (Bureau of Economic Analysis), o PIB Segundo dados divulgados pelo National Bureau of Statistics of China, anorte-americano cresceu 1,3% no 2º trimestre de 2011, contra uma produção industrial da China apresentou, em agosto, expansão de 13,5%expansão de 0,4% no 1º trimestre de 2011, em termos anualizados. Tal em relação ao registrado em igual mês do ano anterior e de 14,2% noresultado representa um crescimento de 0,4 pontos percentuais em relação acumulado dos últimos 12 meses. A formação bruta de capital fixo - umaà segunda estimativa, divulgada em agosto. Os dados divulgados mostram medida dos investimentos - teve alta de 25% no período de janeiro a agostoque o crescimento foi sustentado principalmente pelo investimento das sobre o ano passado, abaixo dos 25,4% dos sete primeiros meses do ano.empresas, gastos das famílias com serviços, pela elevação das exportaçõese pelo aumento dos gastos com defesa do governo federal. Foram O Índice de Preços ao Consumidor da China (IPC) caiu a 6,2% em agosto,revisados para 0,7% o aumento dos gastos com consumo, contra uma reduzindo em dois décimos o nível que alcançou em julho e que foi o maisestimativa anterior de alta de 0,4%. Os investimentos das empresas subiram alto dos últimos 37 meses. Em agosto o preço dos alimentos subiu 13,4%,10,3% no segundo trimestre, ante estimativa anterior de alta de 9,9%. O enquanto em julho alcançou 14,8%, em comparação com o mesmo mês delucro antes de impostos das empresas avançou a uma taxa anual de 0,3% 2010. A situação preocupa muito o governo chinês, que tinha estimadono segundo trimestre, ante leitura anterior de lucro estável. apenas 4% de inflação para todo o ano de 2011. Segundo analistas, os dados de preços de agosto não devem persuadir Pequim a mudar sua atualDe acordo com dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos política monetária, mas se a crise de dívida na Europa piorar fortemente, oEstados Unidos, a economia do país criou 103 mil empregos em setembro. governo chinês pode ficar menos hesitante em afrouxar a política. A altaTal dado surpreendeu o mercado já que muitos analistas esperavam uma inflacionária fez com que o Banco Popular da China (BPC) aumentasse estealta de apenas 60 mil empregos. A leitura para os dois meses anteriores foi ano em seis ocasiões o depósito compulsório e em três as taxas de juros. Arevisada em alta em um total de 99 mil, para mostrar a criação de 57 mil economia chinesa está desacelerando em função de uma série de políticasempregos em agosto e de 127 mil em julho. de ajuste e dos problemas de dívida na Europa e nos Estados Unidos. O dado oficial mais recente em relação à taxa de desemprego da China aindaO relatório mostrou que o emprego no setor privado aumentou em 48 mil é o de 2010: 6,1%.vagas no mês passado. O setor criou 897 mil vagas desde a mínima recenteregistrada em setembro de 2009. O setor de construção mostrou uma alta A China registrou uma forte diminuição do seu superávit comercial emdos empregos com 26 mil novas vagas. Já o setor de informação criou 31 agosto refletindo a queda das exportações, que haviam atingido ummil vagas, impulsionado pela volta dos funcionários da Verizon. patamar recorde em julho, e do salto nas importações, indicando que o país está de fato sentindo os efeitos do fraco crescimento mundial, embora aNo entanto, o setor manufatureiro, um grande criador de empregos durante demanda interna continue firme.a maior parte da recuperação que começou em meados 2009, registroucorte de 13 mil empregos em setembro. Enquanto isso, os empregos no 9
  10. 10. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011As exportações da China totalizaram US$ 173,3 bilhões em agosto, abaixodo recorde registrado em julho, de US$ 175 bilhões. As importações deagosto atingiram um novo recorde, com US$ 155,6 bilhões, ou seja, 30,2%a mais do que um ano antes e superando a expectativa de que cresceriam21,5%. Esse desempenho resultou num superávit comercial de US$ 17,8bilhões em agosto, uma queda de 43% em relação a julho e a primeiraredução em seis meses.Os preços das principais commodities importadas pela China, incluindopetróleo, cobre e minério de ferro, subiram em agosto em relação ao mêsanterior, o que é mais uma evidência de que pais continua seguindo ritmoforte apesar da redução do crescimento no Ocidente.Segundo dados divulgados pelo METI (Ministério da Economia, Comercio eIndústria), em agosto, a produção industrial japonesa cresceu 0,8% emrelação ao registrado no mês anterior e cresceu 0,6% em relação aoverificado em igual mês de 2010. Os segmentos industriais que maiscontribuíram para o crescimento foram os de equipamentos de transporte,ferro e aço e partes e componentes eletrônicos. A taxa de desemprego ficouem 4,3% e o índice de preços ao consumidor registrou alta de 0,2%, ambosem agosto. 10
  11. 11. Acompanhamento Conjuntural –10/2011 facilitada (câmbio valorizado) de produtos importados e o encolhimento dasA atividade econômica e industrial margens, pela dificuldade de repasse do aumento dos custos de seus insumos. Nesse sentido, a elevação temporária da cotação do dólaresfria num cenário de crise observada nos últimos 30 dias foi positiva para o setor industrial, em especial para as empresas exportadoras.internacional Analisando a conjuntura econômica com foco no setor industrial, observam-Com a crescente degradação do ambiente econômico internacional, se efeitos diferenciados de acordo com o perfil setorial. Os fabricantes deinclusive com o maior risco de recessão global, o cenário previsível para a bens de consumo, a exemplo de calçados, têxteis e alimentos e bebidas,economia brasileira é a de desaceleração mais forte do que anteriormente tendem a registrar redução no ritmo de crescimento de suas vendas, emprevisto. Em decorrência deste quadro, o Governo Federal, em trabalho função do impacto negativo da inflação sobre o poder de compra dacoordenado entre Ministério da Fazenda e Banco Central, promoveu população. Esses segmentos trabalho-intensivos têm sofrido com omedidas de contenção fiscal e iniciou processo de redução da taxa Selic. A processo de valorização cambial que, juntamente ao problema dos elevadostentativa sinalizada é a de minimizar os danos ao crescimento econômico e encargos trabalhistas, reduz significativamente a competitividade dascolocar o controle da inflação pela via monetária num plano secundário, já empresas locais em relação aos concorrentes asiáticos.que a esperada redução da atividade econômica tende a conter as pressõesinflacionárias. Desse modo, a atividade industrial continuará em ritmo Por outro lado, os setores industriais capital-intensivos, produtores de bensreduzido, com possibilidade de queda, a depender do nível de sucesso das tradable ainda se beneficiam dos preços das commodities, que impulsionammedidas contidas no Plano Brasil Maior. as receitas de segmentos como refino, petroquímico, metalurgia e celulose. Além disso, as empresas que possuem dívidas denominadas em dólares ouEm relação ao câmbio, o mercado enfrentou um período de grande que possuem elevados coeficientes de importação se beneficiam davolatilidade com o agravamento da crise europeia, chegando a trabalhar trajetória de valorização do Real.com o patamar de R$1,90/dólar. No entanto, o BC interveio promovendoleilões de "swap" cambial, o equivalente a uma venda de dólares no Tendo em conta os setores industriais locais, observemos as perspectivasmercado futuro, e conseguiu controlar o processo de alta, à medida que os do segmento de fabricação de automóveis. O setor automotivo baiano émercados internacionais também se acalmavam. Atualmente o dólar é composto por apenas uma montadora (Ford) e seus sistemistas, o quecotado na faixa de R$ 1,75. Apesar dessa forte oscilação, num cenário de restringe o desejável adensamento e a chamada “baianização” da cadeia.médio prazo, permanece a tendência de valorização do Real, em Nesse sentido, o recente anúncio do interesse da montadora de origemdecorrência do enfraquecimento das economias avançadas. Nesse chinesa, associada ao empresário brasileiro Sérgio Habib, em se instalar namomento de crise internacional, é necessário observar com muita atenção a Bahia pode trazer um novo panorama para o setor no Estado da Bahia. Aquestão do câmbio, pois o mercado interno brasileiro tem atraído a entrada JAC informou um investimento estimado em R$ 900 milhões, com 80% dode produtores internacionais que vêem seus mercados nacionais capital brasileiro e capacidade de produção de 100 mil veículos/ano. Com adeprimidos. O processo de valorização do Real provocou uma concorrência possível instalação da JAC e a ampliação da Ford, o setor poderá ganhar averdadeiramente desleal para a indústria nacional, em face da entrada escala necessária para um maior desenvolvimento de fornecedores locais 11
  12. 12. Acompanhamento Conjuntural –10/2011de autopeças e serviços. Do ponto de vista conjuntural, o setor automotivoenfrenta em nível nacional um excesso de produção em relação ao ritmo devendas (estoques elevados), criando a necessidade das empresaspromoverem férias coletivas. Na Ford em Camaçari, por exemplo, osfuncionários pararam de trabalhar em 12 de setembro e só retornaram aotrabalho no dia 10 de outubro. A redução das vendas do setor automotivo,que vem de um período de resultados extremamente positivos, reflete aredução da atividade econômica como um todo, com bastante influência domenor acesso/encarecimento do crédito ao consumidor. 12
  13. 13. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011Compõem o presente Anexo os seguintes documentos:(i) Brasil: Representatividade da Indústria de Transformação (% PIB) (pág.14);(ii) Brasil: Composição das Exportações (pág.15);(iii) Tabelas de Política Fiscal (págs. 16 a 18);(iv) Brasil e Bahia: Evolução Mensal dos Saldos das Admissões menos Desligamentos de Trabalhadores regidos pela CLT, no período janeiro a agosto 2011 (págs. 19 a 20);(v) World Economic Outlook, setembro de 2011 (pág.21);(vi) Indicadores de Economias Avançadas (pág. 22);(vii) Indicadores Econômicos de Países Emergentes (pág. 23); e(viii) Relatório de Mercado do Banco Central - Expectativas de Mercado (pág. 24 a 25). 13
  14. 14. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011 14
  15. 15. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011 15
  16. 16. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011 16
  17. 17. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011 17
  18. 18. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011 18
  19. 19. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011 19
  20. 20. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011 20
  21. 21. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011 21
  22. 22. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011 22
  23. 23. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011 23
  24. 24. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011Relatório de Mercado do Banco Central: Expectativas de Mercado (14/10/2011) 24
  25. 25. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011 25
  26. 26. Acompanhamento Conjuntural – 10/2011Acompanhamento Conjuntural (AC) é uma publicação mensal daFederação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), produzida pelaSuperintendência de Desenvolvimento Industrial (SDI). Críticas e sugestões serão bem recebidas.Presidente: José de F. Mascarenhas Endereço Internet: http://www.fieb.org.brDiretor Executivo: Roberto de Miranda Musser E-mail: sdi@fieb.org.brSuperintendente: Reprodução permitida, desde que citada a fonte.João Marcelo Alves(Economista, Mestre em Administração pela UFBA/ISEG-UTL,Especialista em Finanças Corporativas pela New York University)Equipe Técnica:Marcus Emerson Verhine(Mestre em Economia e Finanças pela Universidade da Califórnia)Carlos Danilo Peres Almeida(Mestre em Economia pela UFBA)Ricardo Menezes Kawabe(Mestre em Administração Pública pela UFBA)Mauricio West Pedrão(Mestre em Análise Regional pela UNIFACS)Everaldo Guedes(Bacharel em Ciências Estatísticas – ESEB) 26

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