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Unidade 3   a relevância da educação em valores
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Unidade 3 a relevância da educação em valores

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  • 1. SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO SUBSECRETARIA DE GESTÃO EDUCACIONAL DEPARTAMENTO DE GESTÃO EDUCACIONAL Centro Municipal de Ensino Infantil MADRE ELISIA Ato de criação – Lei nº 338/96 – Manaus - AmazonasGestora: Wanderluci Almeida de SouzaPedagoga: Samuelly AguiarProfessoras do turno matutino:MaternalMaielly dos Santos CoelhoMárcia Cristina Costa de A. SampaioSimone Helen Drumond de Carvalho1º PeríodoAlcinéia da Silva CostaElen Cristina Cavalcante B. dos SantosMarciléia Briglia Alves2º PeríodoAna Mary dos Santos MartinsFrancisca Ângela Cavalcante AraújoLeusimar Macedo da SilvaEducação Especial (Sala de Recursos)Keila Gleicy Rocha de Assis http://simonehelendrumond.blogspot.com
  • 2. UNIDADE 3 A RELEVÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM VALORESAtividade 1 – Relacione três argumentos a favor da educação de valores. Consulte o texto.A educação de valores contextualiza linhas amplas que permeiam por todo contexto educacional. Dentrodesta perspectiva vamos abordar sobre: o contexto sócio-político-cultural do trânsito.Vivemos num contexto que estimula o individualismo e a competição. A todo instante e de todos os lados,recebemos mensagens e até mesmo pressões para nos preocuparmos principalmente com nossos interesses epara considerar os outros como adversários. Para sermos continuamente competitivos, acabamos nostornando individualistas. Com isto, manter um comportamento ético e solidário, muitas vezes, torna-sedifícil. O respeito às diferenças e aos direitos individuais não têm espaço e a vida torna-se uma aventuraperigosa.O trânsito reflete esta crise de valores. Diante do mito do carro, objeto símbolo de poder e status, o serhumano fica relegado a um segundo plano. O carro passou a ser o dono das ruas e o homem faz tudo parapossuí-lo. O ser humano deixou de ser senhor para ser servo da máquina: o homem vale a potência de seucarro e sua habilidade ao volante. Nesta segunda posição, as diferenças sociais demarcam ainda mais o valordo ser humano como cidadão. Neste sentido, o contexto do Sistema de Transporte aprofunda e destaca asquestões éticas associadas ao valor do homem. O trânsito é palco que revela o individualismo, a impunidadee a falta de solidariedade.A mídia reforça os valores de competição, risco e hedonismo desmedido, colaborando para uma condutairresponsável e agressiva. O prazer de "correr risco" é valorizado como comportamento jovial e"contestador". A alta velocidade é veiculada como sinônimo de "liberdade" e poder. O "outro" é quem deveser sempre culpado, independentemente das circunstâncias. Desta forma, sob a perspectiva da antropologiasocial, o automóvel torna-se símbolo da violência (GULLO, 2000).
  • 3. A rua se transforma em arena de disputas, onde vale a "lei do mais forte". O resultado desta batalha diária éo elevado número de acidentes e mortes no trânsito que destrói vidas e esperanças de muitos brasileiros. Estasituação é muito mais dramática quando ocorre com as crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, que morremmais pelo trânsito do que por qualquer outra doença, violência ou acidente: o carro tornou-se o predador decrianças e adolescentes (BRASIL, 2001). Em 1998, no Brasil (BRASIL, 1999 e 2001), a cada 5 horas, 3crianças ou adolescentes morriam pela violência do trânsito (2 meninos e 1 menina); outros 50 ficavamferidos. Neste mesmo tempo, o trânsito matava 15 adultos (12 homens e 3 mulheres) e feria outros 200,aproximadamente.O desrespeito às regras de trânsito, o uso de bebidas alcoólicas ou drogas, entre outros motivos, têm sidoapontados como as principais causas de acidentes de trânsito (BRASIL, 1999). Entretanto, o cidadão e oEstado têm responsabilidades por esse trânsito caótico e desumano. Se por um lado, os motoristascontribuem com uma parcela significativa dos problemas do trânsito e a população não conhece ou não exigeseus direitos, por outro, falta ao Estado vontade política em tratar devidamente o assunto. Estas causas sãoderivadas do comportamento de indivíduos e instituições, mas podem ser entendidas também como reflexode um sistema social que ciclicamente as perpetuam.A Educação para lidar com as causas da insegurança do trânsitoO Estado/Município tem procurado enfrentar a insegurança no trânsito através da Engenharia, daFiscalização e da Educação. No entanto, as ações da Engenharia e da Fiscalização são limitadas pelocomportamento do homem, pois o tráfego é um sistema social onde a negociação, a percepção e ojulgamento assumem papéis muito importantes. No entanto, “a visão fragmentada de homem e de mundo”,também presente na Educação para o Trânsito, pode ser um dos motivos da manutenção de elevadas taxas demortos e feridos no trânsito, apesar dos esforços empreendidos no mundo inteiro.Os especialistas, na tentativa de entender o Sistema de Transporte, adotam uma visão fragmentada darealidade, subdividindo-o em: homem, veículo, via e meio ambiente. Em geral, educadores, engenheiros,policiais, psicólogos, profissionais de marketing, médicos, etc, atuam isoladamente sobre estas partes doSistema de Transporte e acreditam que o ensino de regras para as crianças e adolescentes, a legislação e afiscalização podem ser mecanismos de mudança de comportamentos e de controle suficientes para evitaracidentes.Os Sistemas em que a presença humana é prioritária, como o Transporte, por exemplo, são consideradoscomplexos e não funcionam como o modelo fragmentado. No Sistema de Transporte predomina o processode negociação, que ocorre na maioria das situações do dia-a-dia do trânsito, principalmente nas áreas e noshorários onde não há presença constante da fiscalização. A qualidade do trânsito depende, portanto, darelação entre as pessoas e não somente de mecanismos de controle por legislação ou fiscalização.Ações educativas que promovam a formação de atitudes podem contribuir para um trânsito mais humano,melhorando a qualidade de vida. Entretanto, a visão fragmentada de homem e de mundo tem influenciado aação dos educadores de trânsito brasileiros ou estrangeiros, que formulam seus objetivos sem ouvir a criançae o adolescente, sem compreender sua vivência e sua percepção sobre a realidade do trânsito. Enfatizamtambém o ensino de regras e o treinamento de habilidades como únicas formas de atingir o objetivo dereduzir o envolvimento em acidentes. Consideram um ambiente ideal, em termos de sinalização e decomportamento das pessoas.No entanto, o que a criança e o adolescente vêem na rua não é este ambiente ideal. Esta incompatibilidadeentre o que é ensinado como adequado e aquilo que observam na rua sem possibilitar a crítica necessária, osconfunde e, no final deste processo, os levará a desacreditar nos conteúdos aprendidos. Na prática, elesestarão aprendendo que no trânsito, o que vale é a "lei do mais forte" ou a do “mais esperto” e que as regrasdevem ser cumpridas para que não “levem a pior”.
  • 4. Além disto, as abordagens pedagógicas utilizadas atualmente na Educação para o Trânsito são desenvolvidasde acordo com uma concepção mais tradicional, sob a influência de correntes educativas pragmáticas ecomportamentais.A forma de ensinar baseia-se na transmissão de conteúdos, com o ensino informativo das regras de trânsito,sem a reflexão necessária, sem desenvolver os valores humanos. São os técnicos que identificam osconceitos e aspectos a serem abordados no aprendizado, bem como produzem os instrumentos necessários,sem consultar o público alvo e, portanto, sem considerar o ponto de vista Infanto-juvenil, sua percepção esua expectativa.Atividade 2 – Faça uma sondagem junto aos professores, alunos e pais de sua escola, sobre os valoresque, prioritariamente, devem ser trabalhados no currículo, considerando a realidade da sua escola.Compare os resultados com os de seus colegas nos encontros de grupo. Quais foram os valores quemais apareceram.Prezar alguma coisa significa atribuir-lhe importância; qualquer coisa quer você muito preza pode serconsiderada um "valor". Estou me referindo especificamente aos valores da vida, às coisas que são maisimportantes para você.Há dois tipos desses valores: os fins e os meios.Perguntei aos pais, aluno e professores: "Quais são as coisas a que dá mais valor?".Respostas mais utilizada: "Amor, família, dinheiro...".Quais foram os valores que mais apareceram.O amor é o valor final que está procurando; em outras palavras, o estado emocional que deseja. Por outrolado, família e dinheiro são apenas valores que servem como meios. Em outras palavras, servem para vocêacionar os estados emocionais que realmente deseja.Se eu perguntar "O que a família lhe dá?", você pode responder "Amor, segurança, felicidade". O que de fatopreza - os fins que procura - é amor, segurança e felicidade.O mesmo acontece com o dinheiro. Eu poderia perguntar "O que o dinheiro realmente significa para você? Oque lhe proporciona?" Você poderia responder: "Liberdade, impacto, a capacidade de contribuir, um sensode segurança." Como pode perceber, o dinheiro é apenas um meio para alcançar um conjunto de valoresmuito mais profundos, um conjunto de emoções que deseja experimentar numa base sistemática, ao longo desua vida.O desafio na vida é que a maioria das pessoas não compreende muito bem a diferença entre "valores" meios
  • 5. e "valores" fins, e com isso experimenta muitas dor. As pessoas tanto se empenham na busca dos "valores"meios que não alcançam seu verdadeiro desejo: os "valores" fins.Os "valores" fins são aqueles que o tornam realizado, fazem sua vida rica e compensadora. Um dos maioresdesafios, a meu ver, é o fato das pessoas fixarem objetivos sem saberem o que realmente prezam na vida, eassim acabam indagando, ao alcançarem seus objetivos? "Isso é tudo?"Atividade 3 – Vamos exercitar um pouco a transversalização do tema TRÂNSITO:1. Visualize como você poderia inseri-lo, por exemplo, no conteúdo de ciências que aborde o sistemacirculatório.a) Definição de Sistema CirculatórioO que éDe forma geral, podemos dizer que o sistema circulatório é composto por sangue, coração e vasossanguíneos.FunçõesAs funções realizadas pela circulação do sangue são indispensáveis para o equilíbrio de nosso corpo e vitaispara a manutenção da vida.É através do sistema circulatório que ocorre a distribuição de nutrientes e oxigênio para todas as células denosso corpo, a remoção de toxinas dos tecidos, o transporte de hormônios e a defesa imunológica de nossoorganismo.Sabendo que a circulação sanguínea remove as toxinas dos tecidos, leva oxigênio e nutrientes para ascélulas, transporta hormônios e realiza a defesa de nosso corpo, fica mais fácil entender o papel do coração edos vasos sanguíneos.O coração funciona como uma bomba, dando pressão ao sangue para que este circule por todo nosso corpoatravés dos vasos sanguíneos. Quanto mais próximo do coração, mais pressão tem o sangue, contudo; àmedida que os vasos sanguíneos vão se ramificando, sua pressão vai diminuindo.Após circular por todo o corpo e realizar as trocas necessárias ao equilíbrio do organismo, o sangue retornaao coração e aos pulmões, onde fará novas trocas (desta vez de gás carbônico por oxigênio) para, então,refazer seu percurso.
  • 6. b) Sobre este contexto iremos retratar as conseqüências do álcool sobre o sistema circulatório.Toda a história da humanidade está permeada pelo consumo de álcool. Registros arqueológicos revelam queos primeiros indícios sobre o consumo de álcool pelo ser humano data de aproximadamente 6000 a.C., sendoportanto, um costume extremamente antigo e que tem persistido por milhares de anos. A noção de álcoolcomo uma substância divina, por exemplo, pode ser encontrada em inúmeros exemplos na mitologia, sendotalvez um dos fatores responsáveis pela manutenção do hábito de beber ao longo do tempo.Inicialmente, as bebidas tinham conteúdo alcoólico relativamente baixo, como por exemplo o vinho e acerveja, já que dependiam exclusivamente do processo de fermentação. Com o advento do processo dedestilação, introduzido na Europa pelos árabes na Idade Média, surgiram novos tipos de bebidas alcoólicas,que passaram a ser utilizadas na sua forma destilada. Nesta época, este tipo de bebida passou a serconsiderado como um remédio para todas as doenças, pois "dissipavam as preocupações mais rapidamentedo que o vinho e a cerveja, além de produzirem um alívio mais eficiente da dor", surgindo então a palavrawhisky (do gálico usquebaugh, que significa "água da vida").A partir da Revolução Industrial, registrou-se um grande aumento na oferta deste tipo de bebida,contribuindo para um maior consumo e, conseqüentemente, gerando um aumento no número de pessoas quepassaram a apresentar algum tipo de problema devido ao uso excessivo de álcool.Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma drogapsicotrópica, pois ele atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento dequem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência.O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pelasociedade. Esse é um dos motivos pelo qual ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado comas demais drogas. Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo,passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios deembriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, freqüência e circunstâncias, podeprovocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo. Desta forma, o consumo inadequado doálcool é um importante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretandoaltos custos para sociedade e envolvendo questões, médicas, psicológicas, profissionais e familiares.A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outradepressora.Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes como euforia,desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar). Com o passar do tempo, começam a aparecer os
  • 7. efeitos depressores como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muitoexagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as características pessoais. Por exemplo, umapessoa acostumada a consumir bebidas alcoólicas sentirá os efeitos do álcool com menor intensidade,quando comparada com uma outra pessoa que não está acostumada a beber. Um outro exemplo estárelacionado a estrutura física; uma pessoa com uma estrutura física de grande porte terá uma maiorresistência aos efeitos do álcool.O consumo de bebidas alcoólicas também pode desencadear alguns efeitos desagradáveis, comoenrubescimento da face, dor de cabeça e um mal-estar geral. Esses efeitos são mais intensos para algumaspessoas cujo organismo tem dificuldade de metabolizar o álcool. Os orientais, em geral, tem uma maiorprobabilidade.A ingestão de álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos,comprometendo a capacidade de dirigir veículos, ou operar outras máquinas. Pesquisas revelam que grandeparte dos acidentes são provocados por motoristas que haviam bebido antes de dirigir. Neste sentido,segundo a legislação brasileira (Código Nacional de Trânsito, que passou a vigorar em Janeiro de 1998)deverá ser penalizado todo o motorista que apresentar mais de 0,6 gramas de álcool por litro de sangue. Aquantidade de álcool necessária para atingir essa concentração no sangue é equivalente a beber cerca de600ml de cerveja (duas latas de cerveja ou três copos de chupe), 200ml de vinho (duas taças) ou 80ml dedestilados (duas doses).Conforme já citado neste texto, a pessoa que consome bebidas alcoólicas de forma excessiva, ao longo dotempo, pode desenvolver dependência do álcool, condição esta conhecida como "alcoolismo".Os fatores que podem levar ao alcoolismo são variados, podendo ser de origem biológica, psicológica,sociocultural ou ainda ter a contribuição resultante de todos estes fatores. A dependência do álcool é umacondição freqüente, atingindo cerca de 5 a 10% da população adulta brasileira.A transição do beber moderado ao beber problemático ocorre de forma lenta, tendo uma interface que, emgeral, leva vários anos. Alguns dos sinais do beber problemático são: desenvolvimento da tolerância, ou seja,a necessidade de beber cada vez maiores quantidades de álcool para obter os mesmos efeitos; o aumento daimportância do álcool na vida da pessoa; a percepção do "grande desejo" de beber e da falta de controle emrelação a quando parar; síndrome de abstinência (aparecimento de sintomas desagradáveis após ter ficadoalgumas horas sem beber) e o aumento da ingestão de álcool para aliviar a síndrome de abstinência.A síndrome de abstinência do álcool é um quadro que aparece pela redução ou parada brusca da ingestão debebidas alcoólicas após um período de consumo crônico.A síndrome tem início 6-8 horas após a parada da ingestão de álcool, sendo caracterizada pelo tremor dasmãos, acompanhado de distúrbios gastrointestinais, distúrbios de sono e um estado de inquietação geral(abstinência leve). Cerca de 5% dos que entram em abstinência leve evoluem para a síndrome de abstinência
  • 8. severa ou delirium tremens que, além da acentuação dos sinais e sintomas acima referidos, caracteriza-se portremores generalizados, agitação intensa e desorientação no tempo e espaço.Os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças. As mais freqüentes são as doençasdo fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose). Também são freqüentes problemas do aparelhodigestivo (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite), no sistema cardiovascular (hipertensão eproblemas no coração). Também são freqüentes os casos de poli neurite alcoólica, caracterizada por dor,formigamento e cãibras nos membros inferiores.O consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação pode trazer conseqüências para o recém-nascido, sendoque, quanto maior o consumo, maior a chance de prejudicar o feto.Desta forma, é recomendável que toda gestante evite o consumo de bebidas alcoólicas, não só ao longo dagestação como também durante todo o período de amamentação, pois o álcool pode passar para o bebêatravés do leite materno.Cerca de um terço dos bebês de mães dependentes do álcool, que fizeram uso excessivo durante a gravidez,são afetados pela "Síndrome Fetal pelo Álcool".Os recém-nascidos apresentam sinais de irritação, mamam e dormem pouco, além de apresentarem tremores(sintomas que lembram a síndrome de abstinência).As crianças severamente afetadas e que conseguem sobreviver aos primeiros momentos de vida, podemapresentar problemas físicos e mentais que variam de intensidade de acordo com a gravidade do caso.2. Relacione valores e atitudes que devem ser trabalhados no trânsito.
  • 9. O ser humano é reflexo de suas atitudes no trânsito e em todos os contextos da vida social. Educação notrânsito: Uma questão de valor. Um motorista com comportamento inseguro, imprudente, que desrespeita asregras e a segurança do trânsito pode ser u cidadão educado e preocupado com o próximo?Trânsito: cada dia mais, uma questão de valor social. Nossas atitudes no trânsito além de produzirem açãoimediata servem de exemplo para que outras pessoas adotem comportamento similar. Devemos parar parapensar em bons valores nas atitudes no transito? Olhe o sinal para não se dar mal. Respeitar as leis de trânsito é respeitar a vida. Para ser um motorista legal, respeite o sinal. Lugar de pedestre é na calçada, carro é na rua. Respeito pelo trânsito e amor pela vida. Motorista consciente, trânsito descente. Nunca dirija embriagado para não por em risco as pessoas ao seu lado. Trânsito amigo ou inimigo?A gente que decide. Seja um bom cidadão, respeite o trânsito, isso é educação. Transitar consciente é para pessoas inteligentes. Trânsito sem acidentes é resultado de pessoas conscientes. No trânsito a atenção é a melhor opção.Precisamos resgatar nossos valores sociais mais básicos como: o respeito a todos, o direito de ir e vir, avalorização a vida em sua totalidade, a educação a todos os cidadãos. Só iremos conseguir tudo isso quandoalém da atuação do poder público, a promoção de uma cultura de paz no trânsito requer a participação ativados meios de comunicação e de toda a sociedade.3. Apresente e discuta com os professores da sua escola a proposta.Os valores democráticos relacionados o trânsito precisam ser trazidos à luz, debatidos e ensinados num paísem processo de democratização?Nosso trânsito atente às expectativas das pessoas?O estudo sobre o transito, estimula a reflexão sobre a necessidade de mudanças das atuais políticas públicas,buscando priorizar a dimensão pedagógica/educativa? Educa – realmente – para a construção de um trânsitomelhor?Foram muitos os questionamentos, porém, todos foram necessários, para uma reflexão coesa sobre ocontexto das mudanças significativas na consciência, postura e atuação de todos que utilizam o transito nacidade de Manaus.
  • 10. 4. Leve o resultado dessa discussão para seu grupo virtual e discuta sua proposta com os colegas decurso.Sobre este contexto, nos concentramos sobre a capacitação em Educação para o Trânsito, que visa:● Urgência social: questões graves que se apresentassem como obstáculos para a concretização da plenacidadania;● Abrangência nacional: questões que fossem pertinentes a todo o país;● Possibilidade de ensino e aprendizagem no ensino fundamental: temas ao alcance da aprendizagem nessaetapa de ensino;● Alcance da aprendizagem nessa etapa de ensino; e● Que favoreçam a compreensão da realidade e a participação social.De acordo com os critérios, já vistos anteriormente, os temas transversais eleitos, para o ensino, foram:Ética, pluralidade cultural, meio ambiente, saúde, e orientação sexual.Nos PCN é encontrada uma concepção reducionista sobre o tema. O trânsito é mencionado apenas nos PCNdo ensino fundamental, como sugestão de tema local, não havendo referência alguma sobre o tema nosRCNEI, assim como nos PCN do ensino médio. Ao contrário do que muitos pensam, o tema trânsito não étema transversal eleito pelo MEC, pior ainda, não é obrigatório por lei dar aulas de trânsito nas escolas. Éimportante que qualquer profissional de educação do trânsito esteja ciente desses fatos.Entende-se que a educação para o trânsito é um direito de todos e não se pode mais aceitá-la apenas comoum fenômeno isolado, característico dos grandes centros urbanos. Ela deve estar fundamentada em valoresrelacionados ao nosso sistema de convivência e que envolvam o pensar e o agir de cada pessoa, respeitandosua liberdade.5. Faça um pequeno resumo das propostas apresentadas na sala de aula.Ética, cidadania e trânsitoÉtica, cidadania e trânsito são assuntos complexos e envolventes, porém, de fundamental importância para aanálise das relações sociais e onde o contexto do trânsito se apresenta como cenário ideal, com uma reflexãobaseada no texto exposto.O cidadão ético é pensado como sujeito ético, isto é, como um ser racional e consciente que sabe o que faz,como um ser livre que decide e escolhe o que faz e como um ser responsável que responde pelo que faz.A ação ética é balizada pelas idéias de bem e mal, justo e injusto, virtude e vício. Assim, uma ação só seráética se consciente, livre e responsável, e será virtuosa se realizada em conformidade com o bom e o justo. Aação ética só é virtuosa se for livre e só o será se for autônoma, isto é, se resultar de uma decisão interior dopróprio agente e não de uma pressão externa. Evidentemente, isso leva a perceber que há um conflito entre aautonomia da vontade do cidadão ético (a decisão emana apenas do interior do sujeito) e a heteronomia dosvalores morais de sua sociedade (os valores são dados externos ao sujeito).Esse conflito só pode ser resolvido se o cidadão reconhecer os valores de sua sociedade como se tivessemsido instituídos por ele, como se ele pudesse ser o autor desses valores ou das normas morais, pois, nessecaso, ele será autônomo, agindo como se tivesse dado a si mesmo sua própria lei de ação.
  • 11. Enfim, a ação só é ética se realizar a natureza racional, livre e responsável do sujeito e se esse respeitar aracionalidade, liberdade e responsabilidade dos outros agentes, de sorte que a subjetividade ética é umaintersubjetividade socialmente determinada.O trânsito é um campo fértil para se discutir a vida em sociedade. Diariamente, os espaços urbanosreproduzem cenas que, de tão comuns, já se tornaram familiares a maior parte das pessoas. O curioso é queas cenas se repetem, mas as questões que essas cenas provocam raramente são levadas em conta.Referências:BRASIL (1999) Informe estatístico - 1997. Ministério da Justiça. Sistema Nacional de Trânsito.Departamento Nacional de Trânsito. Brasília.BRASIL (2001) Morbidade Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. DATASUS. Sistema deInformações sobre Mortalidade. Disponível emhttp://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sim/cnv/obtuf.def.Curso de programa de educação de trânsito. Manaustrans. Manaus. 2011DRUMOND, Simone Helen Ischkanian, Educação para o Trânsito, Disponível emhttp://simonehelendrumond.blogspot.com.GULLO, A.S. (2000) “Violência urbana: violência na perspectiva da antropologia social”. Revista daAssociação Brasileira de Acidentes e Medicina de Tráfego. São Paulo, n. 33/34, p. 6-15.

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