Your SlideShare is downloading. ×
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying
Upcoming SlideShare
Loading in...5
×

Thanks for flagging this SlideShare!

Oops! An error has occurred.

×
Saving this for later? Get the SlideShare app to save on your phone or tablet. Read anywhere, anytime – even offline.
Text the download link to your phone
Standard text messaging rates apply

Metodologia do grupo de aprendizagem cooperativa no projeto chega de bullying

10,486

Published on

Desenvol

Desenvol

Published in: Education
0 Comments
2 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total Views
10,486
On Slideshare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
67
Comments
0
Likes
2
Embeds 0
No embeds

Report content
Flagged as inappropriate Flag as inappropriate
Flag as inappropriate

Select your reason for flagging this presentation as inappropriate.

Cancel
No notes for slide

Transcript

  • 1. A. Tema: Escola sem bullying: ressignificado as relações humanas da educação Salesiana Autora: Simone Helen Drumond de Carvalho B. Justificativa Todos os dias, em praticamente todas as escolas do mundo, muitos alunos sofrem algum tipo de agressão física ou moral por serem gordinhos, usarem óculos com lentes grossas ou simplesmente porque dedicam algumas horas a mais que os outros aos estudos Esse fenômeno, começou a ser observado nos anos 70, ainda não tem tradução para o nosso idioma, mas compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente. (...) a mudança no mundo implica a dialetização entre a denúncia da situação desumanizante e o anúncio de sua superação, no fundo o nosso sonho (FREIRE, 1996, p.88). O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Como verbo, quer dizer ameaçar, amedrontar, tiranizar, oprimir, intimidar, maltratar. O primeiro a relacionar a palavra ao fenômeno foi Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega. Ao pesquisar as tendências suicidas entre adolescentes, Olweus descobriu que a maioria desses jovens tinha sofrido algum tipo de ameaça e que, portanto, bullying era um mal a combater. Ainda não existe termo equivalente em português, mas alguns psicólogos e estudiosos do assunto o denominam “violência moral”, “vitimização” ou “maus tratos entre pares”, uma vez que se trata de um fenômeno de grupo em que a agressão acontece entre iguais – no caso, estudantes. Como é um assunto examinado criteriosamente há pouco tempo, cada país ainda precisa encontrar um vocábulo ou uma expressão, em sua própria língua, que tenha esse significado tão amplo. Este projeto pretende mostrar através do teatro, como situações simples podem se transformar no fio condutor de uma reflexão sincera sobre como essa prática prejudica o
  • 2. desenvolvimento psíquico de crianças e adolescentes, derruba a auto-estima dos adultos e pode até levar ao suicídio. C. Objetivos As atividades deste projeto deverão possibilitar ao aluno: Articular respostas e oportunizar ações, após a compreensão a respeito do bullying. Articular meios para promoção de valores, dentro e fora da escola – apreciação, colaboração, entre outros –, propiciadores de um clima de solidariedade e de respeito mútuo. Redigir textos das produções teatrais adequados: ao gênero, ao objetivo do texto, ao destinatário, as convenções gráficas apropriadas ao gênero das convenções ortográficas. Mediar os saberes necessários para que os educandos possam compreender e a identificar comportamentos de violência entre a turma. Agir contra incidentes de violência física ou verbal entre alunos de modo consistente. Apoiar coesamente os estudantes da escola a lidar com a violência. D. Público-alvo - Alunos do 6º ao 9º Ano do Ensino Fundamental II E. Conteúdo a ser trabalhado 1. Bullying e as principais formas de maus-tratos: * Físico (bater, chutar, beliscar). * Verbal (apelidar, xingar, zoar). * Moral (difamar, caluniar, discriminar). * Sexual (abusar, assediar, insinuar). * Psicológico (intimidar, ameaçar, perseguir). * Material (furtar, roubar, destroçar pertences). * Virtual (zoar, discriminar, difamar, por meio da internet e celular).
  • 3. * Sinais de que seu filho é vítima bullying * Apresenta com freqüência desculpas para faltar às aulas ou indisposições como dores de cabeça, de estômago, diarréias, vômitos antes de ir à escola. * Pede para mudar de sala ou de escola, sem apresentar motivos convincentes * Apresenta desmotivação com os estudos, queda do rendimento escolar e dificuldades de concentração e aprendizagem. * Volta da escola irritado ou triste, machucado, com as roupas ou materiais sujos ou danificados. * Apresenta aspecto contrariado, deprimido, aflito, ou tem medo de voltar sozinho da escola. * Possui dificuldades de relacionar-se com os colegas e fazer amizades. * Vive isolado em seu mundo e não querer contato com outras pessoas que não façam parte da família. F. Fundamentação teórica Falar de bullying é falar de nossas histórias de vida. Afinal, quem nunca foi vítima, espectador ou autor de bullying? Se resgatarmos nosso histórico de vida escolar, vamos perceber que em algum momento estivemos num contexto de bullying e, ainda que não tenha deixado marcas conscientes, muitas vezes no nosso inconsciente elas estão presentes. Comumente, percebemos no ambiente escolar, crianças, desde muito pequenas, e adolescentes, digo isso pautado nas minhas vivências em sala de aula, colocando apelidos nos colegas, criando estigmas, entre outros. Nesse cenário, para muitos educadores com um olhar descuidado, tudo isso pode parecer apenas “zueira” (palavra das nossas crianças e jovens), mas, para aqueles que sofrem bullying, isso é algo muito mais sério e, por vezes, trágico. Segundo DREYER (2005), além de causar danos cruéis, o bullying está disseminado nas escolas, e seus comportamentos característicos tendem a aumentar rapidamente com o avanço da idade dos alunos. Trabalhos internacionais têm demonstrado que a prática do bullying pode ocorrer a partir dos três anos de idade, quando a intencionalidade desses atos já pode ser observada (NETO, 2005). Os motivos que levam a esse tipo de violência são
  • 4. extremamente variados e estão relacionados com as experiências que cada indivíduo tem em sua família e/ou comunidade (Ibidem). As práticas de bullying apresentam determinadas características, como comportamentos deliberados e danosos, produzidos de forma repetitiva um período prolongado de tempo contra uma mesma pessoa; mostra uma relação de desequilíbrio de poder, o que dificulta a defesa da vítima; não há motivos evidentes; acontece de forma direta, por meio de agressões físicas e verbais, e de forma indireta, por meio de agressões morais e psicológicas, caracterizando- se pela disseminação de rumores que visam à discriminação, ao preconceito e à exclusão (FANTE, 2005). A palavra bullying é derivada do verbo inglês bully, que significa usar a superioridade física para intimidar alguém. Também tem valor de adjetivo, com o significado de “valentão” e/ou “tirano”. Não há tradução para a palavra bullying na língua portuguesa, mas, de maneira geral, ela está associada a ações como colocar apelidos, ofender, humilhar, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, dominar, agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar, etc. Mais do que um fenômeno, como defende BEAUDOIN & TAYLOR (2006), o bullying é uma cultura na escola, mas entendo que não devemos aceitá-lo como algo natural e inevitável entre os nossos jovens, nos colocando a mercê dessas práticas. Acredito que não se pode mudar a cultura em um sentido mais amplo, mas pode-se produzir um efeito nas subculturas da escola de forma a proporcionar mudanças significativas nas relações no convívio escolar e social. Das nossas inquietações Salesianas - dos anos que atuo na docência do ensino fundamental, percebo, por vezes, que alguns alunos se sentiam excessivamente intimidados quando solicitados a resolver um problema na lousa, a expor um trabalho, a apresentar um seminário, etc. Com o passar do tempo, constatamos que esse sentimento era motivado por ser, ele ou ela, vitimizado (a) pelas práticas de bullying. Começamos então a atentar para o desempenho escolar desses alunos, nos esforçando para compreender suas aprendizagens. Percebemos que muitos deles tinham dificuldades não só de auto-aceitação e de convivência com seus pares, mas também dificuldades de aprendizagens, entre outros problemas.
  • 5. Diante dessa realidade e imbuídos do nosso papel de educadores salesianos, buscamos criar situações favoráveis às aprendizagens e à formação cidadã dos indivíduos. Assim, vimos na realização de um trabalho sobre as práticas de bullying uma possibilidade para enfrentarmos o problema. Começamos então a pesquisar e ler sobre o assunto, a fim de levantar referencial teórico que desse suporte a nossas ações - CAMACHO (2000), CANDAU (1999), CARDIA (1997), FANTE (2005), GONÇALVES & SPÓSITO (2002), OLWEUS (1993), UNESCO (2001) e na legislação vigente: Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (2003), Constituição Federal (1988) entre outros importantes documentos. G. Procedimentos (detalhamento da dinâmica a ser utilizada para a formação de grupos heterogêneos, tarefas a serem desenvolvidas pelos alunos, relação da proposta com a utilização de tecnologias e os valores do Estilo Salesiano, etc.) Data ...../....../..... - Para debater e explicar o foco do projeto. Objetivos da 1ª aula: Aplicar a metodologia do Grupo de Aprendizagem Cooperativa na prática docente, pressupondo que tal interação permita que os alunos construam seus conhecimentos numa relação social entre pares. Sensibilizar os educandos para a postura Salesiana na prática pedagógica, favorecendo a descoberta dos conhecimentos que lhes são indispensáveis, partindo do conhecimento prévio, para relacionar os novos conhecimentos. Tal atitude de orientação ativa nos grupos cooperativos permite autonomia com relação aos meios ou atividades que este projeto proporciona. Procedimento: 1º momento: A BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES Vocês lembram-se da história Branca de Neve e os Sete Anões? A história é um clássico da Literatura Infantil que encanta pela riqueza dos personagens e pelas emoções
  • 6. que desperta em quem ouve a vaidosa madrasta disposta a tudo para continuar a mais bela, a fala meiga e doce da boa Branca de Neve e ainda, a simplicidade e inocência dos Sete Anões. A história chama atenção ainda, pela relação que podemos fazer com o que acontece hoje e há algum tempo na escola: a segregação pela diferença. A mesma diferença que aparece com encanto na história, marcando singularmente cada anão e cada personagem e dando nome ao Atchim, o mais doentinho, alérgico, coitado! - ao Zangado, o mais brabo, ao Dengoso, o mais tímido e envergonhado, ao Soneca, o mais dorminhoco, ao feliz, o mais alegre, ao Mestre, o mais esperto e inteligente e ao Dunga, o que não fala, aparece na sala de aula como motivo para a prática de um tipo de violência conhecida como Bullying. E muitas crianças, porque são mais quietas, mais pobres, mais estudiosas, mais falantes, ou porque usam óculos ou porque têm alguma diferença física, sofrem com apelidos inconvenientes, perseguições, gozações que constrangem e à semelhança dos anões do conto "A Branca de Neve" são isolados dentro do espaço escolar a que também têm direito. 2º momento: A apresentação da peça de teatro que iremos promover tem o desígnio de fazer-nos pensar neste contexto e nesta realidade que se instala na escola e diz respeito a todos enquanto pais, professores, funcionários e alunos. 3º momento: Chame a atenção dos alunos para o fato de que o bullying, às vezes considerado normal por alguns, está longe de ser inocente. Apesar de configurar prática comum entre crianças e adolescentes de países diferentes e fazer parte do cotidiano escolar em todas as épocas, deve ser constantemente evitado e combatido. Ressalte que uma das maiores preocupações dos estudiosos do assunto são os efeitos psicológicos que as agressões podem produzir nas vítimas. 4º momento: Discuta o significado etimológico da expressão bullying. Então, peça que todos pensem numa possível tradução da palavra para o nosso idioma, por meio dos roteiros que serão desenvolvidos para as dramatizações.
  • 7. 5º momento: Combinados para o desenvolvimento do trabalho dos roteiros teatrais em cada grupo cooperativo. Data ...../....../..... Objetivos da 2ª aula: Aplicar a metodologia do Grupo de Aprendizagem Cooperativa na prática docente no desenvolvimento do projeto, priorizando os princípios pedagógicos de trabalho do grupo cooperativo, o autogoverno e o aluno ativo. Sensibilizar os educandos para a postura Salesiana em sua prática pedagógica, dando assim, a oportunidade ao educando de descobrir a natureza, de si e do outro em relação ao mundo que o cerca. 1º momento: Pergunte quem já foi alvo de implicâncias e perseguições de colegas na escola? Houve algum tipo de agressão física ou as ações que se deram mais no campo moral, com a escolha de apelidos politicamente incorretos? Alguém em algum momento de explanação ou de dúvidas quanto assuntos escolares já percebeu risadinhas, empurrões, fofocas ou a propagação de termos pejorativos como lá vai o bola falar. Ser chamado de o nerd para você é um elogio? Por quê? Quem já recebeu mensagens difamatórias ou ameaçadoras no celular, no Orkut ou nos blogs pessoais? Obs. Provavelmente muitos dirão que já testemunharam "brincadeirinhas" do gênero, mas dificilmente admitirão que já as promoveram. 2º momento: Be-a-Bá do bullying Dados da Aula O que o aluno poderá aprender com esta aula Adotar atitudes de respeito com o próximo. Perceber a importância de ter um bom convívio social, de conhecer valores e regras. A aula pretende esclarecer: O que significa
  • 8. bullying. De que maneiras o bullying pode acontecer na escola. Quais são as conseqüências de quem pratica e de quem sofre bullying na escola. Como colaborar com a escola para que este problema seja superado. O que é: Bullying é um conjunto de comportamentos agressivos, intencionais e repetitivos que são adotados por um ou mais alunos contra outros colegas, sem motivação evidente. Em princípio, pode parecer uma simples brincadeira, mas não deve ser visto desta forma. A agressão moral, verbal e até corporal sofrida pelos alunos provoca dor, angústia e sofrimento na vítima da "brincadeira", que pode entrar em depressão. As principais formas de maus-tratos: * Físico (bater, chutar, beliscar). * Verbal (apelidar, xingar, zoar). * Moral (difamar, caluniar, discriminar). * Sexual (abusar, assediar, insinuar). * Psicológico (intimidar, ameaçar, perseguir). * Material (furtar, roubar, destroçar pertences). * Virtual (zoar, discriminar, difamar, por meio da internet e celular). * Sinais de que seu filho é vítima bullying * Apresenta com freqüência desculpas para faltar às aulas ou indisposições como dores de cabeça, de estômago, diarréias, vômitos antes de ir à escola. * Pede para mudar de sala ou de escola, sem apresentar motivos convincentes * Apresenta desmotivação com os estudos, queda do rendimento escolar e dificuldades de concentração e aprendizagem. * Volta da escola irritado ou triste, machucado, com as roupas ou materiais sujos ou danificados. * Apresenta aspecto contrariado, deprimido, aflito, ou tem medo de voltar sozinho da escola. * Possui dificuldades de relacionar-se com os colegas e fazer amizades. * Vive isolado em seu mundo e não querer contato com outras pessoas que não façam parte da família.
  • 9. Para casa – Dever informal - Propor que os alunos colham de pais, tios, colegas, avós e outras pessoas de diferentes faixas etárias sobre as dificuldades de relacionamento que experimentaram durante o tempo de escola. Quais eram os apelidos mais comuns naquela época? Alguém foi às “vias de fato” com os colegas que criavam e apontavam defeitos nos outros? Certamente a garotada vai identificar casos diversos de pessoas que sofreram intimidações e agressões no passado. É importante que os depoentes contem de forma franca o que viveram e expliquem como superaram suas dores, Data ...../....../..... Objetivos da 3ª aula: Aplicar a metodologia do Grupo de Aprendizagem Cooperativa na prática docente no desenvolvimento do projeto, percebendo que o trabalho em equipe se dá pela relação social que se estabelece entre pares (aluno-aluno), caracterizando a aprendizagem por relação de cooperação. Sensibilizar os educandos para a postura Salesiana em sua prática pedagógica, enquanto a dimensão de convivência, dimensão pessoal e dimensão de vida. 1º momento: Os alunos devem debater sobre os depoimentos. O conjunto de narrativas dará a cada um a oportunidade de se identificar com os entrevistados e também de se colocar no lugar de quem é perseguido, achacado, discriminado, humilhado e ridicularizado ainda hoje. Depois peça que, em seus grupos cooperativos, os alunos aprofundem a questão e elaborem uma lista de ações para evitar o bullying na escola. As sugestões de cada grupo cooperativo serão organizadas e apresentadas por meio de faixas que serão expostas nos dias das apresentações teatrais. 2º momento: Cada grupo cooperativo será orientado para executar textos dissertativos (roteiros teatrais) sobre o fenômeno Bullying.
  • 10. 3º momento: Com a ajuda da professora de Língua Portuguesa, as redações serão corrigidas enquanto a coerência e constarão como textos para o portfólio e serão avaliadas conforme a qualidade da argumentação e o nível de informação, enriquecendo assim, o contexto do trabalho. Data ...../....../..... Objetivos da 4ª aula: Aplicar a metodologia do Grupo de Aprendizagem Cooperativa na prática docente no desenvolvimento do projeto, dando oportunidade que os alunos se realizem atividades a partir dos combinados estabelecidos. Sensibilizar os educandos para a postura Salesiana em sua prática pedagógica, levando-os a perceberem que a vida flui diretamente nas relações de essência e boa convivência. 1º momento - Dinâmica dos VALORES PESSOAIS de cada um. Respeito, responsabilidade, solidariedade, amizade, paz, justiça, amor, fraternidade - Cada aluno recebe uma das frases para comentar e exemplificar com o intuito de repensar e retomar suas atitudes e perceber que pequenas atitudes fazem a diferença. 2º momento – Ensaio dos roteiros Cada grupo cooperativo de posse de seus roteiros será encaminhado, ao auditório da escola para os ensaios de palco. Este ensaio visa que o grupo cooperativo tome consciência da importância do ato da inclusão e que seus roteiros é um processo de reconstrução dinâmico, onde a investigação e a pesquisa são fatores relevantes. Data ...../....../..... Objetivos da 5ª e 6ª aulas:
  • 11. Aplicar a metodologia do Grupo de Aprendizagem Cooperativa na prática docente, para que os alunos possam explorar varias possibilidades do fazer pedagógico que permeia o projeto coesamente. Sensibilizar os educandos para a postura Salesiana em sua prática pedagógica, que auxiliem os alunos a desenvolverem suas habilidades, conhecimentos e potencial. 1º momento – Ensaio dos roteiros, verificação das vestimentas e cenários. Data ...../....../..... Objetivos da 7ª aula: Aplicar a metodologia do Grupo de Aprendizagem Cooperativa na prática docente no desenvolvimento do projeto. Sensibilizar os educandos para a postura Salesiana em sua prática pedagógica, levando-os a perceberem que a vida flui diretamente nas relações de essência e boa convivência. Cada turma está dividida em três grupos (três apresentações) sobre o tema. APRESENTAÇÃO DOS ROTEIROS
  • 12. Avaliação ( critérios norteadores para a avaliação): Participação nas discussões e reflexões a partir das questões norteadoras (oralidade); Capricho, criatividade e ligação com os conceitos trabalhos durante a aula para elaboração do roteiro teatral, que poderá ser descritivo ou narrativo (uma situação real ou fictícia); Trabalho colaborativo na criação das frases para as faixas, sugestão de idéias, criatividade e integração com o grupo; Participação efetiva na dramatização. Considerações finais Ao trabalhar com a temática bullying em nossa escola, levamos em conta a necessidade e urgência de contextos de discussão, reflexão e ação em torno do assunto, enfatizando a cultura de paz e do respeito aos direitos fundamentais do ser humano (BRASIL, 1988) e, ainda, a valorização da troca de experiências como forma de aprendizagem, de acatamento ao pensamento e à produção do outro, instituindo uma visão solidária das relações humanas a partir do contexto da sala de aula, por meio das atividades com os grupos cooperativos. Acreditávamos ser possível encontrar caminhos para ressignificar as relações humanas, tanto no cotidiano escolar quanto na vida em sociedade, e foi o que almejamos alcançar com nosso trabalho. (...) Quando os alunos mudam, não é porque adquiriram um conhecimento intelectual sobre o respeito, mas sim porque descobriram sozinhos quais são suas preferências nos relacionamentos que têm uns com os outros. É muito mais convincente e significativo perceber as próprias preferências do que ser informado sobre quais deveriam ser essas preferências (BEAUDOIN & TAYLOR, 2006, p.182). Em resumo, apontamos que a maioria dos fatores que podem traçar um possível perfil das crianças e jovens envolvidos em práticas de bullying perpassa questões de auto-estima que, muitas vezes, remontam, por exemplo, os históricos de maus tratos, omissão de pais e professores, abandono familiar na primeira infância, carência afetiva.
  • 13. Dessa maneira, devemos refletir sobre nosso papel enquanto educadores salesianos, nossas práticas, a relação que estabelecemos com nossos alunos e alunas, e o compromisso que temos com a educação, para que possamos tomar a iniciativa de interferir no momento adequado e de maneira adequada, facilitando as aprendizagens, num ambiente onde haja respeito mútuo, solidariedade e cooperação. "Em minha caminha pedagógica, inúmeros alunos de todas as idades já nos disseram que sua ligação com um educador, que tenham tido a chance de conhecer como pessoa, aumentou sua motivação para concluir tarefas e levou-os a nutrir uma atitude mais positiva" (BEAUDOIN & TAYLOR, 2006, p.123-124). Defendemos que o papel da escola não é tão somente o de “ensinar”, conforme a concepção equivocada que ainda vigora na sociedade atual, mas sim o de criar situações de aprendizagens que promovam o desenvolvimento individual e coletivo dos educandos, no e para o exercício da cidadania plena. Para isso, saber conviver, na escola e fora dela, é fator fundamental para sermos cidadãos, numa sociedade que se pretende justa e democrática.
  • 14. Referências BEAUDOIN, M. N. & TAYLOR, M. Bullying e desrespeito: como acabar com essa cultura na escola. Porto Alegre: Artmed, 2006. BRASIL. Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos. Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos; Ministério da Educação, 2003. BRASIL. Presidência da República Federativa. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Casa Civil, 1988. CAMACHO, L. I. Violência e indisciplina nas práticas escolares dos adolescentes. Tese de Doutoramento. Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, 2000. CANDAU, V. Escola e violência. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 1999. CARDIA, N. Violência urbana e a escola. Revista contemporaneidade e educação. Rio de Janeiro, IEC 2, p.26-69, 1997. DREYER, D. A brincadeira que não tem graça. Portal Educacional: 2005. Disponível em: http://www.educacional.com. br/. [Acesso em abril de 2010 para o projeto Chega de Bullying de Simone Helen Drumond de Carvalho]. FANTE, C. Fenômeno bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. 2. ed. Campinas, SP: Versus Editora, 2005. FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. GONÇALVES, L. A. & SPOSITO, M. P. Iniciativas públicas de redução da violência escolar no Brasil. Cad Pesqui, 2002. NETO, A.A. L. Bullying: comportamento agressivo entre estudantes. Jornal de Pediatria Online. Vol. 81, nº 5 (supl.), p. 164-172, 2005. Disponível em: http://www.jped.com.br [Acesso em abril de 2010 para o projeto Chega de Bullying de Simone Helen Drumond de Carvalho]. OLWEUS, D. Bullying at school. Cambrigde, MA: Blackwell, 1993. UNESCO. Abrindo espaços: educação e cultura para a paz. Brasília: Unesco, 2001.

×