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  • 1. Drumond, Simone Helen Ischkanian Página 1 LEITURA E ESCRITAuma dinâmica constante na proposta da Rede Salesiana de Escolas. Simone Helen Drumond Ischkanian De acordo com Paulo Freire "A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele", potencializando absolutamente a existência do aprendiz ao aprendizado e à efetivação do ato de ler e escrever.
  • 2. Drumond, Simone Helen Ischkanian Página 2 Resumo: Sem dúvida alguma, o estudo da leitura compõe-se de um mosaico de teorias e conceitos pertencentes a várias áreas do conhecimento. Concebida enquanto ação, e não ato passivo pressupõe abordagem multidisciplinar devido às diversas facetas do processo dinâmico do ato de ler, porém a construção da leitura e escrita é uma dinâmica constante na proposta da Rede Salesiana de Escolas, isto é, apropriar-se de um conhecimento cultural amplo para tornar-se usuário da leitura e da escrita no meio em que vive. O ato da leitura e da escrita não se efetiva em ações isoladas, nem mesmo lineares, mas sim em decorrência de complexa reação em cadeia de ações, sentimentos, desejos, especulações na bagagem de conhecimentos armazenados, motivações, análises, críticas do leitor- escritor, tal experiência encontra-se submetida a diversas variáveis que não podem deixar de ser verificadas, ao se tentar teorizá-la. Leitura e escrita são ferramentas para compreensão e a realização da comunicação, é também como nossos livros de história e geografia nos mostram é a chave para a apropriação dos saberes, já conquistado pela humanidade, por meio da aprendizagem. O ser humano cumpre seu papel simbólico, social, de cidadão inserido na civilização e que consegue aprender qualquer assunto, produzir qualquer conhecimento através da leitura. Esta é a questão fundamental deste artigo. Promover uma nova holística fundamentada que sustente um trabalho e ação pedagógica eficaz, bem como a importância da formação, capacitação efetiva e permanente dos educadores salesianos, acerca da construção da leitura e escrita, tendo em vista esta é uma dinâmica constantemente trabalhada por educadores e educandos na proposta da RSE. Consciente de seu papel no processo ensino – construção - aprendizagem - avaliação da leitura, os educadores tornam-se mediadores e podem realizar um trabalho de ação pedagógica com enfoque no desenvolvimento e na construção da linguagem. Para isso, a pratica do educador acerca dos livros da RSE precisa ser estimulantemente desafiadora que levem o aprendiz a pensar, dialogar e projetar o processo de leitura e escrita coerente, matura, progressiva e abrangente que nossa metodologia apresenta. Palavras-chave: leitura – escrita – aprendizagem – pensamento - linguagem – desenvolvimento.
  • 3. Drumond, Simone Helen Ischkanian Página 3 Introdução Assim como LUCKESI (2003, p. 119) acreditamos que “[...] a leitura, para atender a sua plena acepção e significado, deve, intencionalmente, referir-se à realidade. Caso contrário, ela será um processo mecânico de decodificação de símbolos”. Logo, todo o ser humano é capaz de ler e lê efetivamente. Deste modo, tanto lê o conhecedor dos signos lingüísticos / gramaticais, quanto o camponês, “não letrado”, que, observando a natureza, prevê o sol ou a chuva. A leitura tem um papel essencial e dinâmico na vida das pessoas, haja vista que propicia a obtenção de informações em relação a qualquer contexto e área do conhecimento, assim como, pode constituir-se em fonte de entretenimento, e prazer para alguns, e um desafio a conquistar para outros. O que é ler? Qual a importância da leitura? Quais metodologias são práticas para uma leitura eficiente? Questões óbvias, que pela sua proeminência, foram veladamente problematizadas no fórum de debate da Rede Salesiana de Escolas. Estudiosos e pesquisadores têm trabalhado muito para compreender e elaborar exemplos de como funciona o pensamento do educando quando se esta aprendendo a ler e escrever. Piaget preocupou-se em esclarecer a maneira como o educando interatua com o mundo e com as pessoas para chegar ao conhecimento. Suas pesquisas indicam que o conhecimento é construído no intercâmbio do sujeito com o objeto de aprendizagem. O educando apodera-se de um conhecimento se atuar sobre ele, uma vez que aprender é descobrir, inventar e modificar. Emilia Ferreiro e Ana Teberosky a partir de um estudo denominado Psicogênese da Língua Escrita desenvolveram teses acerca das hipóteses de pensamentos que os educandos podem apresentar a respeito da linguagem
  • 4. Drumond, Simone Helen Ischkanian Página 4 escrita. Nesta não há uma proposta de uma nova pedagogia ou metodologia, mas nos elucida daquilo que leva o educando a aprendizagem do código lingüístico e este não é o cumprimento de uma série de tarefas ou conhecimento das letras e das silabas, mas sim, a compreensão e a vivencia de diversas situações de comunicação. Vygotsky através do desenvolvimento das capacidades intelectuais superiores do ser humano, acreditava que a linguagem atuaria como principal fator para que esse desenvolvimento ocorresse. Analisando a linguagem como um conjunto de símbolos como caráter histórico e social, enfatizava a importância da informação e da interação lingüística para construção do conhecimento. Suas idéias sobre linguagem ajudaram a esclarecer as relações entre pensamento, linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. A partir das investigações desses e outros estudiosos, o educador tem condições de perceber claramente o processo de apropriação de conhecimento pelo aprendiz e, especificamente, o processo de aprendizagem da leitura e da escrita. Possibilitando planejar uma mediação e intervenção pedagógica quando houver necessidade, tendo em vista que o aprendiz é protagonista de seu processo de ensino aprendizagem, é alguém que vai produzir, pois irá transformar em conhecimento próprio as informações que recebeu. Essa assimilação não se dá no vazio, mas como nossos livros da Rede Salesiana nos retratam - que a partir de situações nas quais os alunos são sujeitos ativos do processo – eles conseguem pensar, agir e dá sentido coerente as informações, buscam recursos para avançar, agir sobre as características do objeto e assim a aprendizagem que ocorrerá será significativa, coerente e matura. Frisamos que a leitura é extremamente importante, uma vez que, “[...] amplia e integra conhecimentos [...], abrindo cada vez mais os horizontes do
  • 5. Drumond, Simone Helen Ischkanian Página 5 saber, enriquecendo o vocabulário e a facilidade de comunicação, disciplinando a mente e alargando a consciência [...]” (RUIZ, 2002, p. 35). Investigações atestam que o sucesso nas carreiras e atividades na atualidade, relacionam-se, estreitamente, com a hábito da leitura proveitosa, pois além de aprofundar estudos, possibilita a aquisição dos conhecimentos produzidos e sistematizados historicamente pela humanidade. O objetivo maior ao proceder à leitura de um texto ou obra é “[...] aprender, entender e reter o que está lendo.” (MAGRO, 1979, p. 09). Por conseguinte, inquestionavelmente, a leitura é uma prática que requer aprendizagem para tal e, sem sombra de dúvida, uma atividade ainda pouco desenvolvida. Neste particular, SALOMOM (2004, p. 54) enfatiza que “a leitura não é simplesmente o ato de ler. É uma questão de hábito ou aprendizagem [...]”. Além do incentivo na classe a escola deve propiciar ao educandos à ascensão de espaços criativos, atrativos e permanentes de leitura. O incentivo de como criar o prazer para este ofício nos é mostrado diariamente nas atividades dos Livros da Rede Salesiana de Escolas de todo Brasil, no Centro Educacional Santa Teresinha. Nossos autores da Rede Salesiana de Escolas fundamentados em uma corrente pedagógica alicerçada em saberes competentes, nos apontam que o deleite sucedido da leitura não se tem captação num passe de mágica, espontaneamente. Este requer uma opção, atitudes coerentes e pertinentes ao objetivo proposto. DMITRUK (2001, p. 41) afirma, convictamente, que “[...] não importa tanto o quanto se lê, mas como se lê. A leitura requer atenção, intenção, reflexão, espírito crítico, análise e síntese; o que possibilita desenvolver a capacidade de pensar.”
  • 6. Drumond, Simone Helen Ischkanian Página 6 Nossa experiência com os livros do 5º ano (antiga 4º série) nos permitem relatar que incontestavelmente as atividades possuem um foco estimulador da leitura com texto dos mais variados gêneros, permitindo o aprendiz a: prender, fazer, ser, conviver e crer. Através desta rica com experiência com os livros e encontro de autores ressaltamos algumas habilidades que julgamos pertinentes, nesta perspectiva: 1º - Ler com objetivo determinado, isto é ter uma finalidade. É necessário deixa claro aos educandos o motivo pelo qual ele está lendo. 2° - Ler unidades de pensamento e não palavras por palavras. Na leitura relacionar idéias é um aspecto enriquecedor ao processo de ensino- aprendizagem. 3º - Ajustar a velocidade (ritmo) da leitura ao assunto, tema e/ou texto que está lendo valoriza as situações lingüísticas, bem como o uso da norma culta, em situações em que o conhecimento desta for necessário. 4º - Avaliar o que se está lendo é um fator bastante relevante para elaboração de novos significados. 5º - Aprimorar o vocabulário esclarecendo termos e palavras “novas”. O dicionário é um recurso significativo. No entanto, a palavra-chave, ponderada, no contexto do próprio assunto em que esta sendo trabalhada, facilita a compreensão e projeção ao grupo dos novos saberes. 6º - Adotar habilidades para conhecer e promover o encantamento dos saberes presentes no material dos livros da Rede Salesiana de Escolas, isto é, indagar pelo que trata determinada obra, promove uma satisfação interna no aprendiz no processo da leitura e escrita, levando-os a perceber que ler e escrever é: saber ouvir, falar, interpretar textos orais e escritos, elaborar novos conhecimentos, levantar conhecimentos prévios, expressar idéias, pensamentos e sentimentos. Utilizando a linguagem adequada a cada situação. 7º - A pratica reflexiva constante dos textos contidos nos livros, a partir
  • 7. Drumond, Simone Helen Ischkanian Página 7 de leitura variadas, juntamente com o exercício da oralidade e da argumentação, torna os educandos capazes de operar sobre o conteúdo dos textos, identificando aspectos relevantes e analisando-os criticamente (conforme sua maturidade), por isso, é importante o educador saber quando é conveniente ou não interromper uma leitura, bem como quando retomá-la. 8º - Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as varias manifestações das linguagens verbal e não-verbal com colegas, centrando-se no valor objetivo do texto, visto que “o diálogo é a condição necessária para a indagação, para a intercomunicação, para a troca de saberes [...]” (ECCO, 2004, p. 80). 9º - Estimular o educando a ler assuntos vários. Mostrar-lhes que não devemos estar condicionado a leitura das mesmas classes de assuntos. As leituras variadas que os livros da RSE trazem para sala de aula, favorecem o conhecimento da organização do mundo e da própria identidade do aprendiz. 10º - Ler muito e sempre que possível como meio de expressão, informação e comunicação, refletindo sobre o contexto e tornando-se interlocutor protagonista no processo de produção e recepção, favorecem ao aprendiz experiências simbólicas humanas e sociais, levando-os a perceber que a leitura é uma atividade de vida. Frisamos que tais orientações só terão efeitos eficientes, se observadas e praticado-os efetivamente, do contrário, não passarão de balelas. A leitura eficiente estar sujeito ao método e este está presente coerente em nosso material da RSE. No entanto, indubitavelmente, o método está vinculação a quem o aplica. Não bastam somente boas intenções, são necessárias ações intercambiais aos desígnios da pratica coerente da leitura e escrita. O ato de ler uma dinâmica constante na proposta da Rede Salesiana de Escolas é um exercício de indagação, de reflexão crítica, de entendimento, de captação de símbolos e sinais, de mensagens, de conteúdo, de informações.
  • 8. Drumond, Simone Helen Ischkanian Página 8 Verdadeiramente é um intercâmbio, uma vez que possibilita relações intelectuais e potencializam outras. O ato de ler permite-nos a formação dos nossos próprios conceitos, explicações e entendimentos sobre realidades, elementos e / ou fenômenos com os quais defrontamo-nos. Assim, o educando será capaz de fazer a interpretação integral do texto, assim será o educando quem instiga, interpreta, reflete, propicia a leitura elaborada de situações. E, para finalizar, complementa-se que a leitura é a relação dialógica entre o mundo do texto e o mundo do leitor. Para que esse encontro se efetive, não é necessário possuir somente competência técnica, mas, torna-se ainda necessária a capacidade de saber integrar esses dois universos. Ousa-se até afirmar que tal diálogo seja a essência de todo o processo da ação leitura e escrita.
  • 9. Drumond, Simone Helen Ischkanian Página 9 Conclusão É basal abranger que, na concepção de cada educando, a leitura é de máxima importância, concebendo um papel eficaz, pois revela-se como uma das vias no processo de construção do conhecimento, como fonte de informação e formação cultural. “Ler é benéfico à saúde mental, pois é uma atividade Neuróbica. A atividade da leitura faz reforçar as conexões entre os neurônios, Para a mente, ainda não inventaram melhor exercício do que ler atentamente e refletir sobre o texto.” (WIKIPÉDIA, 2006, p. 01). A leitura não é só uma intervenção da inteligência, ela tem início com o lado físico do aprendiz, mas derivar, da vivencia deste em determinado contexto ou espaço, do relacionamento consigo mesmo e com os outros sujeitos. Ler é trabalho de linguagem e de comunicação social. Ao se desenvolver o ato da leitura, torna-se necessário que o leitor encontre, sentidos e nomeie-os. Estes nomes agrupam-se a outros nomes e são novamente nomeados, estabelecendo-se uma cadeia sem fim, a qual Barthes (1980) denomina de "trabalho metonímico". E prossegue: ler é entrar em "uma rede com mil entradas; seguir esse caminho é visar ao longe, não uma estrutura legal de normas e desvios, uma lei narrativa e poética, mas uma perspectiva (de restos, de vozes vindas de outros textos, de outros códigos) cujo ponto de fuga é misteriosamente aberto e, no entanto, continuamente transferido" (BARTHES, 1980, p.17).
  • 10. Drumond, Simone Helen Ischkanian Página 10 Referências BARTHES, Rolland. S/Z. Lisboa: Edições 70, 1980 DMITRUK, H. B. (Org.) Diretrizes de Metodologia Científica. 5. ed. Chapecó: Argos, 2001. DRUMOND, Simone Helen Ischkanian. A Construção da leitura e da escrita. Disponível em: http://simonehelendrumond.blogspot.com.br/2012/10/a- construcao-da-leitura-e-escrita-uma.html. ECCO, I. A prática educativa escolar problematizadora e contextualizada: uma vivência na disciplina de história. Erechim, RS: Editora FAPES, 2004. FREIRE, P. Alfabetização de adultos e bibliotecas populares - uma introdução. In: _____. A importância do ato de ler: em três artigos que se complementam. 3.ed. São Paulo: Autores Associados, 1983. p. 25-41. LUCkESI, C. C. (et. al.) Universidade: uma proposta metodológica. 13. ed. São Paulo: Cortez, 2003. MAGRO, M. C. Estudar também se aprende. São Paulo: EPU, 1979. RUIZ, J. A. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2002. SALOMON, D. V. Como fazer uma monografia. 11. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004 WIKIPÉDIA. Leitura. http:wikipedia.org/wiki/Leitura.