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A ludicidade do século xxi ainda na visão de dom bosco simone helen drumond

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A ludicidade do século xxi ainda na visão de dom bosco simone helen drumond

  1. 1. A ludicidade do século XXI ainda na visão de Dom Bosco e Madre Mazzarello Simone Helen Drumond de Carvalho simone_drumond@hotmail.com http://simoneheendrumondblogspot.com Brincar hoje nas escolas está ausente de uma proposta pedagógica que incorpore o lúdico como eixo do trabalho infantil. Minha aproximação na rede pública, com a realidade doBRINCAR levou-me a perceber a inexistência de espaço para odesenvolvimento cultural dos alunos. Esse resultado, apesar de apontar na direção das ações doprofessor, não deve atribuir-lhe culpabilidade. Ao contrário, trata-sede evidenciar o tipo de formação profissional do professor que nãocontempla informações nem vivências a respeito do brincar e dodesenvolvimento infantil em uma perspectiva social, afetiva,cultural, histórica e criativa. É rara a escola que invista neste aprendizado. A escola simplesmente esqueceu a brincadeira, na sala de aulaou ela é utilizada com um papel didático, ou é considerada umaperda de tempo. E observando toda experiência pedagógica deIrmã Maria José no CEST, percebo que até no recreio, a criançaprecisa conviver com limites. Para poder conviver adequadamentetambém nos prédio, clubes e em todos os ambientes. Há um bom tempo, as escolas dão o devido valor ao BRINCAR. Valorizar o lúdico, significa levar o brinquedo para a sala de aulae também munir os profissionais de conhecimentos para quepossam entender e interpretar o BRINCAR, assim como utilizá-lopara que auxilie na construção do aprendizado da criança.
  2. 2. Para que isso aconteça, Dom Bosco e Madre Mazzarello jáexemplificavam em suas ações pedagógicas, o adulto deve estarmuito presente e participante nos momentos lúdicos. Quem trabalha na EDUCAÇÃO de crianças e jovens deve saberque podemos sempre desenvolver a motricidade, a criatividade, ocompanheirismo, à atenção e a imaginação de uma criança ou deum jovem de forma bastante significativa, através do lúdico. Em qualquer época da vida de crianças e adolescentes e porquenão adultos, as brincadeiras devem estar presentes. Brincar não é coisa apenas de crianças pequenas, erra a escolaao subsidiar sua ação, dividindo o mundo em lados opostos: de umlado o jogo da brincadeira, do sonho, da fantasia e do outro: Omundo sério do trabalho e do estudo. Independente do tipo de vidaque se leve, todos adultos, jovens e crianças precisam dabrincadeira e de alguma forma de jogo, sonho e fantasia paraviver, A capacidade de brincar abre para todos: crianças, jovens eadultos, uma possibilidade de decifrar enigmas que os rodeiam. A brincadeira é o momento sobre si mesmo e sobre o mundo,dentro de um contexto de faz-de-conta. Então quando o professor organizar suas atividades de aula,deve selecionar aquelas mais significativas para seus alunos. Em seguida o professor deve criar condições para que estasatividades significativas sejam realizadas. Destaca-se a importância dos alunos trabalharem na sala de aulaem grupos, interagindo uns com outros, e este trabalho coletivofacilitará o próprio auto-desenvolvimento individual. Cabe ao professor em sala de aula estabelecer metodologias econdições para desenvolver e facilitar este tipo de trabalho. No contexto SALESIANO, a identidade do grupo tem comoresultado a integração de atividades mais amplas e profundas,como do tipo de liderança, respeito aos membros, condições detrabalho, perspectivas de progresso, retribuição ao investimentoindividual, compreensão e ajuda mútua - aceitação.
  3. 3. São estas as qualidades que devem ser trabalhadas pelosprofessores e este deve estar atento principalmente aocomponente com o qual o corpo dialoga através do movimento: aafetividade. Dom Bosco e Madre Mazzarello em suas épocas já diziam que aafetividade é um valor humano que apresenta diversas dimensões:amor, respeito, aceitação, apoio, reconhecimento, gratidão einteresse. Brincadeira e aprendizagem são consideradas ações comfinalidades bastantes diferentes e não podem habitar o mesmoespaço e tempo. Isto não está certo, O professor é quem criaoportunidades para que o BRINCAR aconteça, sem atrapalhar asaulas. São os recreios, os momentos livres ou as horas dedescanso. Colocar estes aspectos no planejamento diário é fatorprimordial! No entanto constata-se que é através das brincadeiras que acriança representa o discurso externo e o interioriza, construindoseu próprio pensamento. De acordo com a experiência docência que tenho, percebo quemuitas vezes o adulto transmite à criança, certa, forma de ver ascoisas, porem, quando apresentamos várias coisas ao mesmotempo, ou então por tempo insuficiente ou excessivamente,estamos desestimulando o estabelecimento de uma atitude deobservação. Se quisermos que a criança aprenda a observar, se quisermosque ela realmente veja o que olha, temos que escolher o momentocerto para apresentar-lhe o objeto, motivá-la e dar-lhe temposuficiente para que sua percepção penetre no objeto. Teremostambém que respeitar o seu interesse. E fácil? Porém comoeducadores devemos ficar atentos aos sinais que o contextoapresenta, para obtermos resultados positivos em nossa caminhadaescolar. Insistir quando a criança já está cansada é propiciar oaparecimento de certas reações negativas. Aprender a ver é o primeiro passo para o processo dedescoberta. É o adulto quem proporciona oportunidades para àcriança ver coisas interessantes, mas é indispensável que
  4. 4. respeitemos o momento de descoberta da criança para que elapossa desenvolver a capacidade de concentração. Assim como a criatividade da pessoa interage com a criançapoderá torná-la criativa, a paciência e a serenidade do adultoinfluenciarão também o desenvolvimento da capacidade deobservar e de concentrar a atenção. Dom Bosco e Madre Mazzarello nos mostraram em suaSalesianidade que o brincar junto reforça laços afetivos. É umamaneira de manifestar amor à criança, ao jovem e porque não aoadulto. Todas as crianças gostam de brincar com os professores, pais,irmãos, e avós. A participação do adulto na brincadeira com a criança eleva onível de interesse pelo enriquecimento que proporciona, podetambém contribuir para o esclarecimento de dúvidas referentes asregras das brincadeiras. A criança sente-se ao mesmo tempo prestigiada e desafiadaquando o parceiro da brincadeira é um adulto. Este, por sua vezpode levar a criança a fazer descobertas e a viver experiências quetornam o brincar mais estimulante e mais rico em aprendizado. Pode-se afirmar que o brincar enquanto promotor da capacidadee potencialidade da criança deve ocupar um lugar especial naprática pedagógica, tendo como espaço privilegiado, a sala deaula. Muito pode ser trabalhado a partir de jogos e brincadeiras.Contar, ouvir histórias, dramatizar, jogar com regras, desenharentre outras atividades, constituem meios prazerosos deaprendizagem. A medida que a criança interage com os objetos e com outraspessoas, construirá relações e conhecimentos à respeito do mundoem que vive. Aos poucos, a escola e a família, em conjunto,deverão favorecer uma ação de liberdade para a criança, umasociabilização que se dará gradativamente, através das relaçõesque ela irá estabelecer com seus colegas, professores e outraspessoas.
  5. 5. Para que isso aconteça, a criança não deve sentir-se bloqueada,nem tão pouco oprimida em seus sentimentos e desejos. Suasdiferenças e experiências individuais devem, principalmente naescola, ter um espaço relevante sendo respeitadas nas relaçõescom o adulto e com outras crianças. Em vários momentos na história de Dom Bosco ele nos relevaque em grupo as crianças e os jovens envolvem-se em umasituação imaginária onde cada um poderá exercer papéis diversosaos de sua realidade, além de que, estarão necessariamentesubmetidas a regras de comportamento e atitude. Santa Marli Pires dos Santos (1997) Diz: Brincar é a forma maisperfeita para perceber a criança e estimular o que ela precisaaprender e se desenvolver. Se a escola não atua positivamente, garantindo possibilidadespara o desenvolvimento da brincadeira, ela ao contrário, agenegativamente impedindo que esta aconteça. Diante desta realidade, faz-se necessário apontar para o papeldo professor na garantia e enriquecimento da brincadeira comoatividade social da infância. Considerando que a brincadeira devaocupar um espaço central na educação , entendo que o professor éfigura fundamental para que isso aconteça, criando os espaços,oferecendo material e partilhando das brincadeiras. Agindo desta maneira, o professor estará possibilitando àscrianças uma forma de assimilar à cultura e modos de vida adultos,de forma criativa, social e partilhada. Estará, ainda, transmitindo valores e uma imagem da culturacomo produção e não apenas consumo. Devemos ter espírito aberto ao lúdico, reconhecer a suaimportância enquanto fator de desenvolvimento da criança. Éimportante termos na sala de aula um cantinho com algunsbrinquedos e materiais para brincadeiras. Na verdade qualquer sala de aula disponível é apropriada paraas crianças brincarem. Podemos ensinar as crianças também, a produzir brinquedos.
  6. 6. O que ocorre geralmente nas escolas é que o trabalho deconstruir brinquedos com sucatas, fica restrito às aulas de arte,enquanto professores poderiam desenvolver também este trabalhonas áreas de teatro, música, ciências entre outras disciplinas,integrando aos conhecimentos que são ministrados. É muito interessante ver uma criança transformar um simplescopo de plástico numa fantástica nave espacial com tripulantes etudo. A sucata é um recurso, se mostra como um lixo real e depoisde transformada em algo passamos a dar origem a objetosconstrutivos, expressivos. O brinquedo (sucata) é assim denominado por se tratar de umobjeto construído artesanalmente com diversos materiais, comomadeira, plástico, lata, borracha, papelão e outros recursosextraídos do cotidiano. A tensão entre o desejo da criança e a realidade objetiva é queda origem ao lúdico acionado pela imaginação. Assim podemosafirmar que as brincadeiras por abrir espaços para o jogo dalinguagem com a imaginação, se configura como possibilidade dacriança forjar novas formas conceber a realidade social e culturalem que vive, além de servir como base par a construção deconhecimentos e valores. Isto faz com que o brincar seja umagrande fonte de desenvolvimento e aprendizagem. É necessário que desde o Ensino Infantil, as crianças tenhamcondições de participarem de atividades que deixem florescer olúdico. A repetição que ocorre durante a brincadeira, é um fato que nãodeve ser descartado, a repetição de uma ação trata-se acima detudo, de uma forma de assimilar o novo. A imaginação e o papel a ela atribuído, quer no desenvolvimentoda inteligência das crianças, quer no processo de aprendizagem,ou no ponto de vista da formação de conceitos. Deve ser levadobem em consideração pelo professor, uma vez que a criançaconsegue combinar simultaneamente o pensamento, a linguagem ea fantasia. Na brincadeira a criança tem a oportunidade não apenas devivenciar as regras impostas, mas de transformá-las, recriá-las deacordo com as suas necessidades de interesse e ainda entendê-
  7. 7. las. Não se trata de uma mera aceitação, mas de um processo deconstrução que se efetiva com a sua participação. A relação da brincadeira e o desenvolvimento da criançapermitem que se conheça com mais clareza importantes funçõesmentais, com o desenvolvimento do raciocínio da linguagem. Vygotsky ( 1999) revela como o jogo infantil aproxima-se daARTE, tendo em vista a necessidade da criança criar para si omundo às avessas para melhor compreendê-lo. Atitude quetambém define a atividade artística. Sendo a brincadeira resultado de aprendizagem, e dependendode uma ação educacional voltada para o sujeito social criança,devemos acreditar, que adotar jogos e brincadeiras comometodologia curricular, possibilita à criança uma base parasubjetividade e compreensão da realidade concreta. Reafirmando as atitudes de Dom Bosco e Madre Mazzarelloesclareço que é preciso que os professores se coloquem comoparticipantes, acompanhando todo o processo da atividade,mediando os conhecimentos através da brincadeira e do jogo, afimde que estes possam ser reelaborados de forma rica e prazerosa..DRUMOND, Simone Helen. A ludicidade do século XXI ainda na visão de DomBosco e Madre Mazzarello, 2010.

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