O GRANDE EVANGELHO DE JOÃO          Volume V
O GRANDE EVANGELHO DE JOÃO – 11 volumes Recebido pela Voz Interna por Jacob Lorber      Traduzido por YOLANDA LINAu    Rev...
ÍNDICE1. A Milagrosa Refeição 152. Como se Operam Milagres 173. Previdência Divina e Livre Arbítrio Humano 194. A Nova Man...
28. O Sacerdócio Hindu 6929. A Residência do Sumo Sacerdote do Dalai-Lama 7130. Roklus Critica o Sistema Religioso Hindu e...
61. O Poder do Conhecimento Provindo do Amor. Deficiência de Raciocínio 	     e Intelecto 12162. O Amor e Sua Luz de Conhe...
92. Os Fariseus se Escandalizam com a Alegre Refeição do Senhor 17593. Discurso Veemente de Roklus 17694. Raphael dá Expli...
123. A Sabedoria Como Efeito da Ação Amorosa 229124. O Profundo Saber, Sem Ação 231125. A Necessidade do Exame de Consciên...
155. Os Fariseus São Esclarecidos Por Um Milagre 289156. O Fariseu Duvida da Existência de Deus 290157. A Terra, Escola de...
188. Necessária Diversidade dos Seres e Condições na Terra 346189. A Questão Messiânica 348190. João Receia a Inteligência...
219. Coragem de Epiphânio 397220. Finalidade da Crucificação do Senhor 398221. Propostas de Epiphânio Para Evitar a Morte ...
248. O Perdão (Ev. Matheus 18, 15-22) 444249. Parábola do Credor Incompassivo 446250. A Necessidade de Condenações Terrena...
S         eria ilógico admitirmos que a Bíblia fosse a cristalização          de todas as Revelações. Só os que se apegam ...
O GRANDE EVANGELHO DE JOÃOA INFÂNCIA DE JESUSO MENINO JESUS NO TEMPLOA CRIAÇÃO DE DEUSA MOSCABISPO MARTINROBERTO BLUMOS DE...
O Grande Evangelho de João – Volume V                                                                 15   JESUS, NOS ARRA...
Jacob Lorber16e o Senhor certamente planeja algo de importante para depois, desorte que será melhor eu agir a meu gosto! E...
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Jacob Lorber18Pessoalmente, nada faço; à minha vontade onipotente, milhõessão obrigados à atividade movida de seu ser intr...
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Jacob Lorber20na Terra, é difícil aceitar-se tal hipótese, porquanto a OnisciênciaSe poderia manifestar e não ser possível...
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Jacob Lorber22     4. Nos fundos, ainda se acham estábulos para diversas espéciesde animais e uma série de cabanas munidas...
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Jacob Lorber24       6. O SENHOR DÁ DIRETRIZES A MARCUS     1. (O Senhor): “Antes de mais nada, trata da conservação doMeu...
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Jacob Lorber26burgos e cabanas! Senhor, minha vida garante a seguinte afirmação:se tivesses feito tal milagre em Roma, não...
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Jacob Lorber28de mais nada, nas armas do Imperador, na grande tolice e ignorânciado povo maltratado e, finalmente, numa es...
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Jacob Lorber30      9. Sacerdotes, como os que te relataram o Pontifex Maximus,são em parte tão tolos que acreditam em tud...
O Grande Evangelho de João – Volume V                                                                    31raras no Egito,...
Jacob Lorber32pessoalmente pronunciou. Minha amada Yarah, estás satisfeita comMinha Bênção?”     10. Responde ela, comovid...
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Jacob Lorber34      2. Não ficaria bem, se as meninas fossem ensinar a verdade aoshomens; quando eles, porém, derem um pas...
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Jacob Lorber36       11. CRITÉRIO DO NÚBIO QUANTO AOS MILAGRES     1. Em seguida, Oubratouvishar se aproxima de Mim e diz:...
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Jacob Lorber38não entenderdes algo de tal assunto. Só então, dir-te-ei o que sejajusto e verdadeiro pensar e saber!”     4...
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Jacob Lorber40       14. MILAGRES EFETUADOS PELO RENASCIDO EM ESPÍRITO     1. Digo Eu: “Ouve-Me, pois: Eu sou o Sol de tod...
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Jacob Lorber42Terra, onde fazeis, do ponto de vista natural, coisas mais grandiosasdo que Eu – quanto mais, munidas com Mi...
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Jacob Lorber44      8. Afirmo-vos! Quem possui amor e age por amor – é Meufilho, Minha filha, Meu amigo e Meu irmão; despr...
O Grande Evangelho de João – Volume V                                                                   45bem situados, qu...
Jacob Lorber46tendes os meios de mandar fazer uma enorme canalização que vosfacilite irrigar, no verão, esta área, dando-v...
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Jacob Lorber48um exército forte, que enfrente qualquer inimigo. Tem de manterescolas e penitenciárias, munir as fronteiras...
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Jacob Lorber50príncipes com direito de legislação – por eles bem pago – ele teráde considerar tais direitos facultados. De...
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Jacob Lorber52é preciso transmitir-te certa vibração, caso se tencione saber algoincomum. Queira, pois, perdoar nossa atit...
O Grande Evangelho de João – Volume V                                                                   53      20. ROKLUS...
O Grande Evangelho de Joao - vol. 5 (Jacob Lorber)
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palavra do Senhor transmitida a Jacob Lorber; representa a coroação da Nova Revelação contendo todos os fatos e ensinamentos ocorridos durante a peregrinação do Senhor sobre a Terra. Nesta Obra monumental nos é dada a Luz Completa, pois João, o Amado, era o escrivão das coisas ocultas, conforme consta no capítulo 20, vers. 30.

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  1. 1. O GRANDE EVANGELHO DE JOÃO Volume V
  2. 2. O GRANDE EVANGELHO DE JOÃO – 11 volumes Recebido pela Voz Interna por Jacob Lorber Traduzido por YOLANDA LINAu Revisado por PAuLO G. JuERGENsEN DIREITOs DE TRADuÇÃO REsERVADOs Copyright by Yolanda Linau uNIÃO NEO-TEOsÓFICA www.neoteosofia.org.br Edição Eletrônica 2011
  3. 3. ÍNDICE1. A Milagrosa Refeição 152. Como se Operam Milagres 173. Previdência Divina e Livre Arbítrio Humano 194. A Nova Mansão de Marcus, um Milagre de Raphael 215. Os Filhos do Mundo e os Filhos do Senhor 226. O Senhor Dá Diretrizes a Marcus 247. O Sumo Sacerdote de Roma Critica o Sacerdócio Pagão 258. Condição Religiosa em Roma, na Época de Jesus 289. O Senhor Prediz o Destino de Roma e Jerusalém 3010. Um Evangelho Para o Sexo Feminino 3311. Critério do Núbio Quanto aos Milagres 3612. A Tendência Para a Justificação Própria 3713. A Possibilidade de Maiores Feitos que o Senhor 3814. Milagres Efetuados Pelo Renascido em Espírito 4015. O Senhor Consola os Núbios, Não Destinados à Filiação Divina 4216. A Delegação de Cesareia Philippi Diante de Cirenius 4417. A Sábia Legislação no Reinado de Mathael, no Pontus 4718. Discussão Entre Cirenius e Roklus 4919. Intenções de Roklus e Seus Companheiros 5120. Roklus Analisa o Milagre 5321. Confissão Ateísta de Roklus 5422. Roklus Prova Sua Convicção Ateísta 5623. Parecer de Roklus Quanto aos Deuses e Seus Sacerdotes 5824. Roklus Procura Fundamentar o Ateísmo Como Filosofia Verdadeira 6025. O Senhor Esclarece a Índole de Roklus 6326. O Motivo da Queda do Sacerdócio 6427. O Santíssimo no Templo de Jerusalém. Aberrações de Penitências na Índia 66
  4. 4. 28. O Sacerdócio Hindu 6929. A Residência do Sumo Sacerdote do Dalai-Lama 7130. Roklus Critica o Sistema Religioso Hindu e Judeu 7231. Roklus Preza o Ateísmo e o Não-Ser 7332. Filosofia de Roklus 7533. O Deus dos Naturalistas 7734. Roklus Compara as Ações Humanas às de Deus 7835. Roklus Aponta o Coração Como Receptáculo da Divindade Verdadeira 8036. Roklus É Encaminhado Para Raphael 8237. Raphael Fala do Ser Divino 8338. Finalidade das Penitências na Índia 8439. Perigos de uma Educação Científica 8640. Como Surgiu a Escravidão 8741. A Organização Egoística dos Egípcios 8842. Ordem Governamental dos Antigos Hindus 8943. A União Religiosa Entre Índia e China 9044. Roklus Relata as Magias de um Hindu 9145. Raphael Explica as Feitiçarias do Mago 9346. O Sacerdócio Como Inimigo da Verdade 9447. Os Frutos da Noite e da Luz Espiritual 9648. Roklus Defende a Ordem Essênica 9849. Diferença Entre Prudência e Embuste 10150. Perigo dos “Milagres” Essênios 10251. Os Verdadeiros e os Falsos Taumaturgos 10452. Dúvidas de Roklus Quanto ao Poder de Raphael 10753. Roklus Justifica a Fundação da Ordem Essênia 10854. Roklus Fala de Jesus 11055. O Milagre de Raphael Exigido por Roklus 11256. Os Essênios Conjecturam a Respeito de Raphael 11357. Roklus Fala Sobre a Importância de um Intelecto Desenvolvido 11458. A Influência do Amor Sobre o Raciocínio 11659. Raphael Revela os Pensamentos de Roklus Quanto ao Senhor 11860. A Natureza do Amor 119
  5. 5. 61. O Poder do Conhecimento Provindo do Amor. Deficiência de Raciocínio e Intelecto 12162. O Amor e Sua Luz de Conhecimento 12363. Roklus e Seus Companheiros Conjecturam 12564. Ruban Defende o Senhor 12665. Ruban Diante do Senhor 12766. Conselho do Senhor aos Essênios 12867. Roklus Procura Justificar Sua Falsidade 13068. O Sacerdócio Como Maior Empecilho na Divulgação da Doutrina 13269. O Verdadeiro Caminho da Vida 13470. A Natureza de Satanas e da Matéria 13571. Destino de uma Alma Materialista, no Além 13672. A Explicação da Palavra “Sheoula” (Inferno). A Clarividência 13873. A Maneira pela Qual se Consegue Amar a Deus Sobre Todas as Coisas 14174. Indagações Acerca de Moléstias e Suas Curas 14275. Dor, Moléstia e Morte 14476. O Livre Arbítrio 14577. O Zelo Justo e Injusto 14878. O Desenvolvimento da Vontade. Prejuízos do Zelo Excessivo 14979. Alusão do Senhor Quanto à Sua Última Ceia e Crucificação 15180. Raphael, o “Glutão” 15281. Individualidade de Raphael 15382. O Poder Milagroso de Raphael 15683. Perfeição da Vida e Poder Milagroso, Alcançados Pelo Amor a Deus e ao Páginas Próximo 15784. A Importância da Filiação Divina Nesta Terra 16185. Graduações no Reino dos Espíritos da Natureza 16386. A Natureza do Diamante e do Rubi 16587. As Joias dos Soberanos 16688. Fé e Raciocínio 16989. O Perigo do Ouro 17090. A Semelhança Divina como Tarefa Mor do Homem 17291. Tudo Tem o Seu Devido Tempo 173
  6. 6. 92. Os Fariseus se Escandalizam com a Alegre Refeição do Senhor 17593. Discurso Veemente de Roklus 17694. Raphael dá Explicação Acerca de “Satanas” e “Diabo” 17795. Objeções de Roklus 17996. Os Demônios e Sua Influência 18097. O Livre Arbítrio e a Graça Divina 18298. Determinação Própria da Alma 18499. Floran Repreende aos Fariseus Sua Crítica Condenável ao Senhor 186100. Benefício do Domínio Romano Para o Povo Judaico 187101. Roklus e Floran Palestram a Respeito de Stahar 190102. Roklus Elucida o Farisaísmo 192103. Roklus Se Altera Com a Ignorância de Stahar 194104. Confissão de Stahar 195105. Os Caminhos Insondáveis da Providência 198106. A Limitada Penetração dos Anjos nos Pensamentos de Deus 200107. O Senhor Prediz a Emigração dos Povos 201108. Era da Técnica 202109. Condenação Própria das Criaturas 204110. Futura Provação da Terra e a Proteção dos Filhos de Deus 206111. O Fim da Matéria Telúrica 207112. Posterior Transformação dos Corpos Cósmicos em Espirituais. Filhos de Deus e Criaturas de Deus 209113. Os Habitantes das Estrelas e a Filiação de Deus 210114. O Imenso Homem Cósmico, e a Terra 212115. Natureza e Consistência de um Enxame Globular 214116. Insuficiência do Conhecimento Humano. Consolo Pelo Amor Divino 217117. O Conhecimento da Divindade de Jesus, Condição Para o Verdadeiro Amor a Deus 219118. Importantes Diretrizes à Divulgação do Evangelho 220119. Diferença Entre um Doutrinador Verdadeiro e um Falso 222120. O Futuro da Doutrina do Senhor 224121. Sem Aplicação da Doutrina Não Haverá Conhecedores da Mesma 226122. Importância da Atitude Cristã 228
  7. 7. 123. A Sabedoria Como Efeito da Ação Amorosa 229124. O Profundo Saber, Sem Ação 231125. A Necessidade do Exame de Consciência 233126. O Amor ao Próximo Como Regulador da Economia 235127. O Amor, Único e Verdadeiro Louvor a Deus 237128. Sentido Espiritual da Parábola 238129. Amadurecimento Espiritual dos Cooperadores do Senhor 241130. Diretrizes Para a Divulgação do Evangelho 243131. A Atitude Dentro da Doutrina e as Promessas de Deus. As Cerimônias Religiosas 245132. Salvação do Jugo Cerimonial e da Lei 247133. Relação Entre os Filhos de Deus e as Leis Políticas 248134. Traços Básicos na Educação Infantil 250135. Dificuldades do Instituto Essênio 251136. Proibição das Falsas Ressurreições dos Essênios 253137. Princípios do Instituto Essênio, Reorganizado 256138. Tentativa de Roklus em Justificar Mentiras Inocentes 258139. Justificativa de Raciocínio e Prudência 260140. Mentiras e Verdades, Ocultas. Os Falsos Profetas e Seus Milagres 262141. Humildade e Amor ao Próximo. Roklus e Seus Colegas, em Apuros 264142. Roklus Propõe Modificações Para o Instituto Essênio 266143. Conselho do Senhor 268144. A Futura Posição dos Essênios Diante do Sacerdócio 270145. Os Fariseus Acusam o Senhor de Revolucionário 271146. Os Traidores São Desmascarados 273147. Negociações Com os Fariseus 275148. A Confissão 277149. Cirenius Testemunha em Favor do Senhor 278150. Ignorância dos Fariseus 280151. Moral Templária. Os Milagres de Moysés Sob Elucidação Farisaica 281152. Prosseguimento da Explicação dos Milagres no Velho Testamento 284153. Filosofia Naturalista do Fariseu 285154. Cirenius Indica os Milagres do Senhor 287
  8. 8. 155. Os Fariseus São Esclarecidos Por Um Milagre 289156. O Fariseu Duvida da Existência de Deus 290157. A Terra, Escola de Provação Para os Filhos de Deus 292158. A Miséria Como Meio de Educação 294159. A Atividade Justificada 296160. O Conquistador do Renascimento, por Egoísmo 298161. Impressão dos Milagres do Senhor 299162. Cirenius Revela o Parecer do Fariseu 300163. Fé Materialista do Chefe Fariseu 302164. Filosofia do Fariseu 304165. Marcus Fala Acerca da Fé e da Descrença 305166. Conversão dos Fariseus 307167. Hora de Despedida em Casa de Marcus 309168. Avareza e Economia 310169. Promessa Para os Necessitados 312170. Excesso de Zelo de Pedro Acerca do Senhor 314171. Natureza de Satanas e da Matéria 315172. O Senhor e os Discípulos na Aldeia de Pescadores, Perto de Cesareia 317173. Estoicismo dos Habitantes da Aldeia 318174. A Fé Criadora de Milagres 320175. Filosofia de Aziona 322176. João Revela a Vida de Aziona 324177. A Fé Verdadeira e Viva 326178. Caminho Para a Verdadeira Fé 327179. O Sonho de Hiram 328180. Visão da Alma Durante o Sonho 330181. Princípios Estóicos de Hiram 331182. Força Criadora da Alma, Durante o Sonho 333183. Experiências Mágicas de Hiram 335184. Pré e Posterior Existência da Alma 339185. Reflexões Contra a Vida Eterna da Alma 341186. Infinito, Eternidade e Bem-Aventurança 343187. Três Objeções Contra a Existência Após a Morte 344
  9. 9. 188. Necessária Diversidade dos Seres e Condições na Terra 346189. A Questão Messiânica 348190. João Receia a Inteligência de Hiram 350191. O Fogo Milagroso de João 351192. A Ceia Milagrosa 353193. O Navio Com os Esbirros 354194. O Destino dos Malfeitores É Consumado 355195. História dos Aguazís 357196. Cobiça de Judas. O Benefício do Repouso em Espreguiçadeiras 359197. Os Primeiros Homens Sobre a Terra 360198. Os Seres Primitivos da Terra 362199. Diversidade dos Mundos 364200. Diferença das Criaturas da Terra e dos Outros Mundos 365201. Pesquisando Saturno 366202. A Vinda do Messias 368203. Conceito de Hiram Quanto ao Messias 369204. Messias e Salvação 371205. Explicação do Problema Messiânico 373206. Hiram Dá Testemunho de Jesus 374207. Apresamento do Navio. Curiosidade dos Habitantes 376208. Preparativos Para a Refeição 378209. Aziona e Hiram em Palestra Com os Vizinhos 379210. Epiphânio, o Filósofo 380211. O Homem Como Ser Indestrutível 382212. Dúvidas de Epiphânio 384213. A Necessidade da Fé Verdadeira 386214. Crendice e Superstição 388215. A Missão do Senhor. Receio de Epiphânio Quanto à Compreensão Humana Acerca de Sua Doutrina 390216. A Força Poderosa do Verbo. Melhor É Ensinar do Que Fazer Milagres 391217. A Milagrosa Transformação da Zona. Vontade Livre e Aceitação da Vontade Divina 393218. Importância da Tranquilidade Psíquica 395
  10. 10. 219. Coragem de Epiphânio 397220. Finalidade da Crucificação do Senhor 398221. Propostas de Epiphânio Para Evitar a Morte do Senhor 400222. Êxtase dos Discípulos Diante da Zona Mudada. O Jejum 402223. Aproximação de Navios Estranhos 403224. A Vida da Alma Após a Morte 405225. Filhos de Deus (do Alto) e Filhos do Mundo (de Baixo) 406226. A Vida dos Materialistas no Além 407227. Nulidade De uma Força Sem Resistência 409228. O Pólo Oposto de Deus 410229. Os Dois Pólos da Vida 411230. Caminho da Salvação 413231. Qual Será a Salvação dos Ignorantes? 414232. Condutas no Além e Reencarnação 415233. Surgir e Desaparecer das Criações Materiais 417234. Jesus na Zona de Capernaum (Ev. Matheus, cap. 17). A Transfiguração do Senhor no Monte Tabor 419235. O Senhor Palestra com Moysés e Elias (Ev. Matheus 17, 3) 420236. Os Três Discípulos em Palestra Com os Espíritos 422237. As Diversas Encarnações de João Baptista (Ev. Matheus 17, 10-13) 423238. A Ressurreição da Carne 425239. O Benefício da Parcimônia. O Preparo da Carne de Animais Impuros 427240. A Cura de Um Menino Obsedado (Ev. Matheus 17, 14-21) 429241. Permanência do Senhor em Jesaíra e na Cabana de Pedro Perto de Capernaum 431242. O Senhor Fala Acerca do Seu Futuro Sofrimento 433243. Pedro e o Publicano (Ev. Matheus 17, 24-27) 434244. O Senhor no Lar de Simon Pedro. O Maior no Reino do Céu. Os Tropeços (Ev. Matheus 18, 1-9) 435245. Explicação dos Quadros Acima 438246. As Crianças Como Exemplo Para os Discípulos. Deus e Homem, no Senhor (Ev. Matheus 18, 10) 440247. O Segredo de Gólgotha (Ev. Matheus 18, 11-14) 442
  11. 11. 248. O Perdão (Ev. Matheus 18, 15-22) 444249. Parábola do Credor Incompassivo 446250. A Necessidade de Condenações Terrenas. Motivo dos Crimes e Sua Prevenção 448251. Uma Onda de Gafanhotos 449252. Travessia do Senhor e dos Seus à Margem Oposta 451253. A Cura de Um Cego de Nascença e de Outros (Ev. Matheus 19, 2) 452254. O Senhor e os Seus na Hospedaria do Grego. A Verdade Liberta 455255. A Proibição do Divórcio (Ev. Matheus 19, 3-9) 456256. Exceções em Assuntos Matrimoniais (Ev. Matheus 19, 10-12) 457257. O Senhor Abençoa as Crianças (Ev. Matheus 19, 13-15) 459258. O Jovem Rico (Ev. Matheus 19, 16-26) 460259. O Prêmio no Reino Celeste (Ev. Matheus 19, 27-30) 461260. O Senhor Visita Um Lugarejo nas Montanhas 463261. Em Casa do Chefe da Comunidade.O Vinho Milagroso 464262. Cura da Filha Aleijada do Taverneiro 466263. Barnabé se Recorda do Menino Jesus, no Templo 467264. A Santificação do Sábado 468265. Elisa Dá Testemunho do Senhor 470266. A Visão Espiritual 471267. Correspondência Entre Matéria e Espírito 473268. Cura de um Envenenado por Cobra.O Vinho Milagroso 474269. O Bom Caminho e o Bom Sal 476270. A Rocha de Sal. A Ceia Abençoada 477271. Modéstia, Meiguice e Humildade. A Justa Medida 479272. Interpretação da Linguagem dos Profetas 480273. A Cobiça de Judas 482274. Os Essênios e Seus Milagres 484275. Observando o Mundo Estelar 485276. O Senhor Se Despede da Aldeia na Montanha 487
  12. 12. S eria ilógico admitirmos que a Bíblia fosse a cristalização de todas as Revelações. Só os que se apegam à letra e des- conhecem as Suas Promessas alimentam tal compreensão.Não é Ele sempre o Mesmo? “E a Palavra do Senhor veio a mim”,dizia o profeta. Hoje, o Senhor diz: “Quem quiser falar Comigo,que venha a Mim, e Eu lhe darei, no seu coração, a resposta.” Qual traço luminoso, projeta-se o conhecimento da Voz Interna,e a revelação mais importante foi transmitida no idioma alemãodurante os anos de 1840 a 1864, a um homem simples chamadoJakob Lorber. A Obra Principal, a coroação de todas as demais é “OGrande Evangelho de João” em 11 volumes. São narrativas profundasde todas as Palavras de Jesus, os segredos de Sua Pessoa, sua Doutrinade Amor e de Fé! A Criacão surge diante dos nossos olhos comoum acontecimento relevante e metas de Evolução. Perguntas comrelação à vida são esclarecidas neste Verbo Divino, de maneira clara ecompreensível. Ao lado da Bíblia o mundo jamais conheceu ObraSemelhante, sendo na Alemanha considerada “Obra Cultural”.
  13. 13. O GRANDE EVANGELHO DE JOÃOA INFÂNCIA DE JESUSO MENINO JESUS NO TEMPLOA CRIAÇÃO DE DEUSA MOSCABISPO MARTINROBERTO BLUMOS DEZ MANDAMENTOSMENSAGENS DO PAICORRESPONDÊNCIA ENTRE JESUS E ABGARUSPRÉDICAS DO SENHORSEXTA-FEIRA DA PAIXÃO E A CAMINHO DE EMAÚSAS SETE PALAVRAS DE JESUS NA CRUZA TERRA E A LUAPREPARAÇÃO PARA O DIA DA ASCENSÃO DO SENHORPALAVRAS DO VERBOEXPLICAÇÃO DE TEXTOS DA ESCRITURA SAGRADAOS SETE SACRAMENTOS E PRÉDICAS DE ADVERTÊNCIA
  14. 14. O Grande Evangelho de João – Volume V 15 JESUS, NOS ARRABALDES DE CESAREIA PHILIPPI Evangelho de Matheus Cap. 16. (continuação) 1. A MILAGROSA REFEIÇÃO 1. Digo Eu: “Já passou uma hora de meio-dia; Marcus, tratadum bom almoço. Raphael poderá auxiliar-te, após ter tirado damesa os montões de pedra, a fim de que todos possam tomar lugar”. 2. Rápido, o anjo obedece e em seguida diz a Marcus: “Comodesejas que te ajude: materialmente ou a meu modo? No primeirocaso não despertaríamos a atenção dos demais, enquanto no segundo,pouparíamos muito tempo! Farei o que quiseres e não terás queixade meu serviço!” 3. Diz Marcus: “Amigo celeste, teu auxílio especial de levaras refeições às mesas seria bastante vantajoso, pois a criadagem deCirenius muito tempo levaria para isto! Existe um outro senão: ospratos nem estão prontos para tanta gente! Se puderes ajudar-menisto, pouparíamos meia hora para servir o almoço!” 4. Diz Raphael, bondoso: “Concordo, quanto mais rápidoo preparo da refeição, tanto mais ligeiro poderemos servir! Bastaapenas quereres – e dentro dum instante tudo se achará arrumadonas mesas!” 5. Obtempera o velho guerreiro: “Seria ótimo; as pessoas – mor-mente os negros – haveriam de tomar isto como feitiçaria celeste.Talvez se enchessem de pavor e não se animassem a almoçar.” 6. Diz o anjo: “Ora, justamente os núbios não se importam,pois estão habituados a coisas excepcionais! Além disto, já é tarde
  15. 15. Jacob Lorber16e o Senhor certamente planeja algo de importante para depois, desorte que será melhor eu agir a meu gosto! E sendo este o últimoalmoço que Ele tomará aqui, não fará mal se for um tanto mila-groso! Concordas?” 7. Diz Marcus: “Perfeitamente, pois como arcanjo saberásmelhor o que se aplica no momento!” 8. Ambos se dirigem à cozinha onde, como sempre, os familiaresde Marcus e mais alguns empregados de Cirenius se acham atare-fados, porquanto o almoço ainda estava pela metade. Diz o velho:“Oh, isto leva uma hora!” Responde sua mulher: “Meu caro, nãosabemos fazer milagres – portanto, paciência até que terminemos!” 9. Diz ele: “Sabes duma coisa? Deixa isto tudo, que Raphaelresolverá o problema, na qualidade de cozinheiro non plus ultra!Como o pessoal já estivesse cansado, retira-se satisfeito, e Raphaelentão diz: “Podeis sentar-vos às mesas onde os hóspedes já saboreiamo almoço! Vem, velho Marcus, prova, como ajudante meu, os pra-tos que fiz e dize-me se sei cozinhar! Tua família e a criadagem deCirenius estão se servindo à mesa diante da casa, com os mesmosquitutes!” 10. Saindo da cozinha, todos deparam lá fora as centenas dehóspedes que se servem alegremente; Marcus, admirado, diz: “Comoé isto possível? Não saíste de perto de mim – e todas as mesas estãoservidas com fartura! Além disto, não preparaste os pratos e muitomenos os levaste daqui! Compreendo tudo, com exceção de tuavelocidade inexplicável, mormente em situações que se prendem acerta ordem terrena! Dize-me, como fizeste isto tudo?” 11. Responde Raphael: “Não prestaste bem atenção, pois todo oteu estoque está esgotado! Certifica-te disto!” Achando confirmadasas palavras do anjo, Marcus, cuja estupefação cresce, exclama: “Istonão aguento! Não poderei comer se não me deres explicação!” 12. Diz o anjo: “Vamos à mesa, lá poderemos trocar algumasideias!”Ambos se sentam à nossa mesa, onde as palestras estãobem animadas. Raphael serve-se de pronto, deita um bom peixeno prato de Marcus e o anima a comer. Este, porém, relembra a
  16. 16. O Grande Evangelho de João – Volume V 17explicação prometida, ao que Raphael diz, sorrindo: “Agora, amigo,come e bebe! Quando tivermos adquirido o necessário confortopelos alimentos abençoados, nos dedicaremos à palestra sobre oassunto acima!” 2. COMO SE OPERAM MILAGRES 1. Passada uma hora diz Marcus: “Então, amigo celeste, falaráscomigo?” 2. Diz Raphael: “Tenho vontade de dar-te explicação, o quetodavia não tirará o cunho milagroso, enquanto não fores batizadopelo Espírito Santo dos Céus! Tão logo o Espírito do Senhor tiversurgido e se unido à tua alma, assimilarás tudo sem explicaçãoalguma, enquanto que, por ora, a mais profunda explicação poucaluz te trará! Pois, até mesmo a alma mais perfeita não compreendeo que seja puramente espiritual; isto só pode o espírito – e a almaatravés dele! Desejando, porém, uma elucidação, observa o ambientee transmite-me o que vês!” 3. Estonteado, Marcus se vira para todos os lados e depara à cadamesa uma quantidade de jovens semelhantes a Raphael servindo aosnumerosos hóspedes; alguns até vão buscar peixes frescos do mar, quesão rapidamente levados à cozinha e daí às mesas. Os núbios mani-festam bom apetite, ainda estimulado pelo bom paladar dos pratos. 4. Vira-se Raphael para Marcus: “Compreendes agora serpossível, e até muito fácil, certas coisas, mormente considerandoque um espírito, como princípio penetrante de seres e coisas, podemanobrar a matéria de modo mais acertado e poderoso dentro desua vontade, sem que algo se lhe possa opor? Além disto, possuo,como arcanjo, miríades de auxiliares que dependem, a cada ins-tante, de minha vontade. Se, portanto, algo quero de acordo como Senhor, esta projeção se transmite aos inúmeros servos sujeitosa mim, que imediatamente se põem na maior atividade e assim,facilmente, executam uma tarefa numa velocidade inimaginável!
  17. 17. Jacob Lorber18Pessoalmente, nada faço; à minha vontade onipotente, milhõessão obrigados à atividade movida de seu ser intrínseco, operandouma ação exigida, de modo vertiginoso; isto tanto mais positivoquanto pelo Senhor – e consequentemente por nós – de há muitotudo foi previsto e preparado para determinada ocorrência que, emcaso de necessidade, surge na matéria como algo recente. 5. Recorda-te da maneira pela qual surgiu um jumento namontanha; desta forma, tudo se cria quando a nossa vontade in-centiva os elementos primitivos da Natureza, emanados de nossospensamentos, a executarem determinada atividade! Isto, amigo, tesirva de explicação; um acréscimo não é possível, em virtude dostermos mundanos e linguísticos reduzidos! Não adianta prosseguiresnas indagações; tua compreensão será limitada enquanto tua almanão se tiver tornado espírito! Criatura alguma poderá penetrar nasabedoria e conhecimento do espírito puro! Compreendeste?” 6. Plenamente satisfeito, Marcus diz: “Agradeço-te por expli-cação tão boa; agora, concatenando tudo que assisti, sei a maneirapela qual, amigo celeste, efetuas teus milagres, principalmente avelocidade de tuas ações. Posso afirmar abertamente existir semprealgo de natural nos milagres, dependendo duma conjugação de for-ças, quando um acontecimento deverá se processar de modo rápidoou em períodos. Até mesmo deparo uma leve analogia entre vossosmilagres e as feitiçarias dos magos, que consiste no que denominastede previsão e preparação! 7. Falo como penso, o seguinte: sem preparo e previsão devidos,ser-vos-ia tão difícil a realização dum fenômeno, quanto a um magosem o aparelhamento e a prévia combinação com seus ajudantes.Naturalmente, ninguém disto deve ter conhecimento, do contrárionada feito com a magia! Resumo: todas as coisas são possíveis aoSenhor e a vós, através Dele, nunca de modo imprevisto, senãopreparado talvez desde eternidades e espiritualmente já efetuadoem etapas! Aquilo que se apresenta na matéria, já fora previsto epreparado espiritualmente!
  18. 18. O Grande Evangelho de João – Volume V 19 8. Por isto, não pode um planeta como o nosso surgir por umaordem poderosa, mas somente após longos preparos, como base deseu aparecimento. Pelo mesmo motivo, não é possível coisa algumasurgir numa vida rápida, perfeita e consistente, pois todas as criaçõesdesta ordem desaparecem tão rápidas como surgiram. Haja vistao raio. Em compensação, algo que tenha vida consistente jamaispoderá desvanecer-se de modo rápido e sim somente em períodos.Conclusão: o que jamais foi previsto e preparado, não pode – nempela ordem emitida pela vontade poderosa – surgir ou perecer demodo abrupto. Deve, pois, tudo ser considerado como milagretemporário e cada acontecimento a consequência de preparos inú-meros e periódicos! 9. Vê, meu amigo celeste, pelo que me parece, assimilei tuaexplicação mais profundamente do que esperavas! Os romanos, emabsoluto, são tapados, conforme opinião de alguns; estou certo?” 3. PREVIDÊNCIA DIVINA E LIVRE ARBÍTRIO HUMANO 1. Responde Raphael, sorrindo: “Tens uma leve ideia; todavia,te enganas com tuas “consequências necessárias”, “indispensáveisprevisões” e “longos preparos”; disto te darei alguns exemplosevidentes! Determina qualquer local e exige de mim, de acordocom tua vontade, quantidade e qualidade de árvores frutíferascarregadas de frutos maduros! Fala, pois, que permanecerão semserem previstas e preparadas e daqui a mil anos seus vestígios nãoestarão apagados!” 2. Diz Marcus: “Pois não, amigo, caso me pudesses dar aconvicção plena estar a minha vontade sob meu domínio! Tal coisatalvez ser-te-ia muito mais difícil, do que a aparição de diversasqualidades de árvores frutíferas! Implantaste-me uma grande dú-vida pela afirmação que vós, os espíritos mais poderosos, não soiscapazes de fazer surgir um ato milagroso sem previsão e preparo!Não quero pô-lo em dúvida; considerando tudo aquilo que sucede
  19. 19. Jacob Lorber20na Terra, é difícil aceitar-se tal hipótese, porquanto a OnisciênciaSe poderia manifestar e não ser possível afirmar-se que Deus Seesforçasse em algo que não fosse de Sua Vontade e Conhecimen-to. Se Ele, desde eternidades, neste ponto, não podia Se manteralheio que em certa época Seu anjo, Raphael, produzisse algumasárvores a pedido dum mortal – difícil será provar que tal milagrejá não fosse previsto e preparado desde sempre! Espiritualmente,tal criação já existia!” 3. Diz Raphael: “Isto não tem a menor importância, umavez não sendo preparada até o momento da concatenação! Alémdisto, é a vontade do homem, livre, de tal forma que nem oSenhor, nem nós a podemos perturbar e pô-la em ação atravésduma previsão e muito menos pelo preparo. Podes, portanto,estar certo de que teu livre arbítrio individual não foi previstoe muito menos preparado! Por isto, pede o que quiseres e verásque o Senhor, por Ele Mesmo ou por mim, Seu velho servo,fará surgir, sem qualquer preparo, as árvores frutíferas para umaexistência permanente!” 4. Marcus reflete e diz em seguida: “É preciso que sejam árvores?Não poderia pedir outra coisa?” 5. Diz Raphael: “Naturalmente, seja o que for, o trabalho seráo mesmo! Externa teu desejo, que serás atendido!” 6. A esta afirmação, Marcus medita sobre um meio de confundiro anjo. Como nada mais lhe ocorra, ele lhe diz: “Pois bem, produzeuma casa mais confortável e sólida, isto é, um bom albergue paraestrangeiros e nacionais; uma horta cercada e provida de variadasqualidades de árvores frutíferas – não esquecendo a tamareira – e,além disto, uma fonte cristalina!” 7. Obtempera o anjo: “Amigo, não será isto tudo algo demasiadopara uma só vez?” 8. Diz Marcus: “Estás vendo? Não disse que seria impossívelsem previsão e preparo?! No entanto, a coisa alguma te obrigo! Fazeo que puderes; o resto não tem importância!”
  20. 20. O Grande Evangelho de João – Volume V 21 9. Reage Raphael: “Será tudo feito conforme desejaste, emNome do Senhor! Vai, analisa tudo e dize-me se é de teu agrado!Caso queiras alguma alteração, poderás externá-la, porquantoainda está em tempo. Amanhã será tarde, porque teremos se-guido viagem.” 4. A NOVA MANSÃO DE MARCUS, UM MILAGRE DE RAPHAEL 1. Olhando ao seu redor, Marcus queda perplexo diante daquiloque surgiu de momento: uma bonita casa construída de tijolos, aNordeste da cabana de pescador, cuja frente Sudoeste beira a praia.Munida de um andar e duma varanda em volta, contém umaenorme cozinha, no térreo, despensa e cinco salas de estar, trezerecintos grandes para fins de lavoura: depósito de cereais, de carne,de legumes, frutos, feijões e verduras. Uma área de vinte braças,revestida de mármore branco e de seis pés de profundidade, estácheia de água até a altura de quatro pés e meio, para a conservaçãode peixes de qualidade. 2. Esse aquário interno é provido de água cristalina, de fonte recen-te, que se infiltra através de inúmeros pequenos orifícios até atingir certaaltura. Dali, um cano leva a água até o mar; pode ser tapado quandoé preciso encher o aquário d’água. A seu redor se vê uma galeria demármore trabalhado, de dois pés e meio de altura, e dum lado se achaum pequeno canal de escoamento atravessando a parede da casa, dandotambém para o mar. Paredes e solo também são revestidos de mármore;o teto, porém, é de cedro. Cinco janelas, de cinco por três pés, em cristal,podendo ser abertas ou fechadas, como as demais. 3. Vê-se uma porta de aço, com brilho semelhante a ouro, eoutras trabalhadas em cedro e munidas de trincos e fechaduras. Oprimeiro andar é revestido da mesma qualidade de madeira e cadaquarto apresenta aspecto agradável. Em suma, a casa, não só cor-responde ao castelo no ar de Marcus, mas também está fartamenteprovida de alimentos variados, para longos anos.
  21. 21. Jacob Lorber22 4. Nos fundos, ainda se acham estábulos para diversas espéciesde animais e uma série de cabanas munidas de todos os apetrechosde pescaria; em volta dessas construções, estende-se um vasto jar-dim – anteriormente uma estepe arenosa – provido das melhoresqualidades de árvores frutíferas. Além disto, vê-se uma boa vinhaabarrotada de uvas maduras e uma horta especial. 5. No centro do jardim, uma fonte térmica, com um templode mármore; compreende duas piscinas, cujas fontes, pelo poder deRaphael e dentro de Minha Vontade, haviam sido trazidas do centrodo orbe; uma, com água quente para a cura dos doentes de artritismo;outra, de temperatura morna, fonte alcalina e sulfurosa para leprosos.Mais adiante, está um porto construído de grandes lages, comportandocinco navios enormes e bem construídos, com velas e remos; o portomede seis braças e, à noite, pode ser trancado por correntes. Tudo istocorresponde à ideia muitas vezes planejada por Marcus, que só podeesfregar os olhos, julgando estar vendo tal coisa em sonho. 6. Após ter visto tudo, no que leva cerca de uma hora, ele volta quasetonto e diz: “Será isto realidade, ou talvez esteja sonhando? Muitas vezesimaginei e sonhei com um albergue, e tu, amigo celeste, certamenteme fizeste cair em sonho, onde deparo com as minhas próprias ideias!” 7. Diz Raphael: “Como tua fé é fraca, romano! Se fosse umavisão, já se teria esvanecido – e não hás de querer afirmar que dor-mes e sonhas?! Envia tua mulher e teus filhos para analisarem tudoe ajudar-te-ão a sair do sonho!” 8. Virando-se novamente para a casa nova, Marcus exclama:“Realmente, é verdade! Mas... será consistente?!” 5. OS FILHOS DO MUNDO E OS FILHOS DO SENHOR 1. Diz Raphael: “Não te afirmei que esta construção nem daquia um milênio será apagada?! As plantações, os cinco navios, nãoresistirão por tanto tempo; o fundamento, porém, fá-lo-á. Até apósdois mil anos, ainda haverá vestígios; todavia, ninguém os tomará
  22. 22. O Grande Evangelho de João – Volume V 23por obra sobrenatural. Mesmo na época de hoje, os vizinhos dirãoque os romanos foram os construtores, porquanto muitas mãos ha-bilidosas farão milagres! Eis a opinião das pessoas mundanas; pois,havendo num país milhões de habitantes, não encontrarás cinco milque aceitem a verdade dentro duma explicação razoável. Uma fé ceganão seria útil a ti, muito menos a nós, espíritos celestes. Tambémnão importa o número de crentes; pois o Senhor só veio ao mundopor causa dos Seus poucos filhos – e não pelos filhos mundanos. Eassim será até o fim deste mundo e suas épocas! 2. Sempre que o Senhor Se manifestar neste planeta, seja pelaPalavra somente, ou por momentos, em Pessoa, fá-lo-á apenas paraSeus verdadeiros filhos, que são do Alto! O mundo e seus filhosserão pouco, ou mesmo nada, considerados por Ele! Basta-lhes aEternidade, a fim de levar-lhes uma noção mesmo inferior. 3. Não penses que a Luz Suprema dos Céus venha algum diapenetrar todas as criaturas da Terra! Somente os filhos verdadeiros– sempre em minoria – serão por ela ricamente aquinhoados; osdo mundo erigirão templos e casas de ídolos dos próprios detritose cercá-los-ão com leis férreas e regras tolas sem, todavia, poderemprejudicar aos verdadeiros, porquanto o Senhor os protegerá. Por estemotivo, não deverá entre os mundanos, um “Jeremias” entoar suasqueixas! Agora vai e agradece ao Senhor por dádiva tão excepcional!” 4. Marcus aproxima-se de Mim e tenta expressar sua gratidão porpalavras suntuosas. Eu, porém, digo: “Poupa o esforço de tua língua, dis-pensável para Mim, porquanto já ouvi a gratidão de teu coração! Acasoo hospedeiro honesto não tem mérito? Tu o és e já nos hospedaste oitodias, da melhor maneira possível; não podemos aceitá-lo gratuitamente.Por isto, este albergue será uma garantia para ti e teus descendentes! Trataque Meu Nome seja por eles mantido com firmeza, pois, excluindo-Ode seus corações, terão perdido tudo! Quem, todavia, tudo perdesse nomundo e mesmo assim conservasse o Meu Nome, nada teria perdido,mas ganho tudo; e, quem perdesse o Meu Nome, tudo teria perdido –mesmo possuidor de todos os bens terrenos!
  23. 23. Jacob Lorber24 6. O SENHOR DÁ DIRETRIZES A MARCUS 1. (O Senhor): “Antes de mais nada, trata da conservação doMeu Nome no coração! Quem guardá-Lo, tudo terá; assim nãosendo, estará abandonado por tudo! 2. Quem Me ama verdadeiramente, e ao próximo como a simesmo, traz em verdade o Meu Nome no coração, um tesouro quetodas as eternidades não lhe poderão tirar; pois, amar a Deus pelaação importa mais do que ser possuidor de todos os tesouros, nãosó deste mundo, mas do próprio Universo! 3. Não basta, porém, professar-Me pela sabedoria, senão peloAmor verdadeiro do coração. 4. Muitos pobres hão de te procurar; o que lhes fizeres semremuneração, terás feito a Mim e Meu Amor te recompensará. 5. Quem abordar-te desprovido de roupas, vestirás! Quem viersem dinheiro, deves suprir, porquanto o necessita no mundo! 6. Seria do Meu Agrado que todos os homens vivessem comoirmãos, sem o uso do dinheiro, tão pernicioso; como, no entanto,foi por eles instituído, como criaturas mundanas, para maior como-didade de intercâmbio, deixá-lo-ei ficar – mas somente trará bênçãoatravés do Meu Amor! 7. Não vejas nele outro cunho senão o Meu Amor – e ele tetrará Meu Próprio Amor e Minha Bênção! A quem precisar de umadracma, darás duas ou três, e Meu Amor te recompensará de outraforma, dez e trinta vezes! 8. Em suma, seja a pobreza qual for e tu a suprindo com ocoração alegre e por Amor a Mim – poderás sempre contar comMinha recompensa, que não tardará! 9. Suponhamos que um rico venha aqui atacado pelo artritis-mo: cobra-lhe, pois, hospedagem e manutenção; o banho será livre! 10. Aquele que vier apenas por prazer tomar alguns banhos, teráque pagar por tudo, e mais caro que qualquer outro! Pedindo orienta-ção quanto à Doutrina, fá-lo-ás de graça, porquanto nisto é ele pobre!
  24. 24. O Grande Evangelho de João – Volume V 25 11. Um intelectual te procurando por esse motivo, terá de pagaruma dracma por palavra, pois, para pesquisadores dessa ordem, aVerdade só tem valor quando adquirida por muito dinheiro! 12. Ao pobre, faminto, dá de comer e beber e não deixes seguircomo necessitado; outro, que sentir prazer em sentar-se à tua mesa,pagará também a despesa do pobre! Deves suprir os pobres e fazer-tepagar pela distração! Compreendeste?” 13. Diz Marcus, chorando de alegria: “Sim, Senhor!” Prossigo:“Então vai, e mostra tudo aos teus!” 14. Contentíssimo, o velho leva a família a percorrer todasas dependências; esta, nem sabe como dar vazão à sua alegria. Ossentados à Minha mesa, perguntam se também podem passar umavista nessa obra milagrosa. 15. Digo Eu: “Caros amigos! Ela permanecerá e tereis tempo defitá-la à vontade. Eu, porém, não ficarei, a não ser em vosso coração.Ficai, pois, Comigo, enquanto estou convosco; sou mais que estacriação milagrosa que poderia repetir, num momento, inúmeras vezes!” 16. Exclamam todos: “Sim, ó Senhor, ficaremos Contigo; poisTu és mais que todas as obras maravilhosas que preenchem o Infinitocom Teu Poder, Sabedoria e Bondade!” 7. O SUMO SACERDOTE DE ROMA CRITICA O SACERDÓCIO PAGÃO 1. Diz Cirenius: “Senhor, conheces minha profissão governa-mental, importante e difícil; tenho agora a impressão nada dependerda mesma, cuidando ela de si, sem minha própria interferência!Sinto como se eu fosse a quinta roda dum carro, pois sei que Tu,Senhor, provês todos os meus negócios e jamais houve tanta ordemnos meus problemas! 2. Ó Império feliz! Oh, Roma, minha casa paternal, comodevias alegrar-te em segredo, por ter o Senhor dirigido Seu Sem-blante em tua direção, pois tenciona educar os filhos de teus velhos
  25. 25. Jacob Lorber26burgos e cabanas! Senhor, minha vida garante a seguinte afirmação:se tivesses feito tal milagre em Roma, não haveria um que não Terendesse homenagem divina! És, todavia, Conhecedor de TeusPlanos e Caminhos, portanto está tudo bem, de acordo com TuasDeterminações!” 3. Manifesta-se Yarah, que até então se calara qual peixe. “No-bre Prefeito, não te apoquentes por causa de Roma, onde algunsfilhos merecem consideração. Além desses, lá vivem muitos sacer-dotes idólatras, todos sujeitos ao tal Pontifex Maximus! Dominama consciência do povo com toda sorte de castigos infernais, quedevem ser considerados de efeito eterno! Ai de quem se atrevessemexer nesse ninho de maribondos! Creio serem vossos sacerdotesmil vezes piores que nossos templários, os quais trazem Moysés eos profetas nas costas e no peito, se bem que externamente. Os deRoma, nem isto fazem: todos os seus atos visam apenas o egoísmoe a tendência incontida pelo domínio. 4. Haja vista que dois sacerdotes romanos, hospedados em nossacasa, me contaram ser o Pontífice uma entidade tão elevada que opróprio Zeus – que certamente o procura uma vez ao ano – se curvadiante dele, até sete vezes, antes de se dirigir ao seu máximo represen-tante na Terra, para transmitir-lhe, com todo respeito, algumas leisnovas para o povo mortal. Claro é que Zeus não venera o Pontíficepor sua própria causa, mas em virtude dos tolos deste mundo, a fimde reconhecerem a majestade inexpressível que envolve o máximorepresentante do Deus Supremo! 5. Seria ele soberano na Terra dos imperadores, reis, príncipes,marechais e outras sumidades. Além disto, domina todos os elemen-tos; quando seu santo pé bate com força, o solo treme como vara aovento e as montanhas cospem fogo, ajudando o Pontífice enraivecidoque, deste modo, satisfaz sua justa vingança, em nome de Zeus! 6. Dele também dependem as safras: abençoando a Terra,ela prontamente produzirá colheitas abundantes; não o fazendo,o resultado será de acordo; caso pronuncie uma maldição, tudoestará perdido, pois viriam guerra, fome, peste e outros flagelos!
  26. 26. O Grande Evangelho de João – Volume V 27Além de Zeus, todos os outros deuses lhe obedecem; em caso dedesobediência, ele os poderia banir da Terra por cem anos – casoimpossível, porquanto todos estão convictos da indizível majestadedo Pontifex Maximus. 7. Possui ele tríplice poder: primeiro, sobre todos os deuses,com exceção de Zeus, da mesma categoria; segundo, sobre a Terrae seus elementos; terceiro, sobre as criaturas, flora e fauna. Alémdisto, emite ordens ao mundo cósmico, manobrando nuvens, ventos,raios, trovões, chuvas, saraiva e neve, e o próprio mar treme diantede seu poder infinito! 8. Nesse crescendo, os dois sacerdotes romanos se extasiavamdiante do poderio de seu superior. Por certo tempo, pensei que es-tivessem fazendo chiste; mas, logo me convenci de estarem os tolosfalando seriamente. Quando lhes relatei do Verdadeiro Deus deAbraham, Isaac e Jacob e de Suas Ações, desataram a rir, assegurando-me, com vivacidade, que eu estava totalmente errada e tinham atémesmo mil provas para isto. 9. Então perguntei-lhes se o Pontifex Maximus era mortal, aoque um deles se precipitou, dizendo que tal personagem teria demorrer. Nesse caso, Zeus o conduziria ao Elysio, onde faria partena refeição de sua mesa, durante cem anos, o que lhe facultariatornar-se um verdadeiro deus no reino dos deuses. Esse relato nãofoi do agrado do colega, que emendou: Que tolice acabas de profe-rir?! Desde quando o Pontifex Maximus é mortal?! Tua afirmativase aplica apenas a nós, sacerdotes subalternos, mormente se nãoconquistaram as graças do Pontifex Maximus. Ele jamais morrerá,porque Zeus lhe facultou a imortalidade! Eu mesmo já conheço oquarto, e nenhum morreu, entretanto só existe um imortal no tronoe não quatro; embora sejam imortais, tampouco podem perder osdireitos do trono pontifical na Terra! 10. Interrompi: Mas isto é um absurdo! Como podem quatroser um e um ser quatro? Vosso Pontifex é por nós classificado dedoido varrido, e tão mortal quanto nós, e seu poder consiste antes
  27. 27. Jacob Lorber28de mais nada, nas armas do Imperador, na grande tolice e ignorânciado povo maltratado e, finalmente, numa espécie de feitiçaria; poisdiante de tolos e ignorantes, fácil é fazer-se milagres! Deixai-me empaz com vossas estultices! Basta que sejais tão ignorantes; por quedeveria eu fazer o mesmo?! 11. Minha reação fez com que se enraivecessem comigo efinalmente entre si; começaram a discutir acaloradamente até queacabaram por se espancar, porta afora. Observando-os, pela janela,como se atracavam qual cães, perguntei se isto constituía uma leide Zeus, vinda do Elysio. Felizmente não me ouviram, e provaram,pela ação dos punhos, a imortalidade de Zeus, até que alguns em-pregados os apartaram. 12. Agora, te pergunto, nobre Cirenius, que figura teria feito oSenhor em Roma, em virtude duma ignorância tão fanática? Umabem triste, sem fogo e chuva de enxofre! O Nosso Senhor já sabiadesde Eternidades onde, nesta época, haveria maior compreensãopara Sua Doutrina; por isso veio aqui e não a outra parte! Eis minhaopinião; qual é a tua? Que me dizes do Pontifex Maximus?” 8. CONDIÇÃO RELIGIOSA EM ROMA, NA ÉPOCA DE JESUS 1. Diz Cirenius: “Tens razão, filhinha; e nada se poderá alterar entreo Pontifex Maximus e o povo! Todavia, posso te assegurar que somentea ralé nisto acredita, não se dando o mesmo com a classe mais culta! 2 Por certo, surgirão, na plebe, lutas desenfreadas em virtudedesta Doutrina, mas também não faltarão os confessores que, den-tro do hábito romano, sacrificarão bens e vida por esta causa! Nãohaverá outro povo tão destemido quanto o romano! 3. Nossos sacerdotes são apenas a quinta roda no carro, e seusfestins e sermões só servem para distrair o povo, pois seus costumesem nada se alteram com isto. A moral é contida por uma jurispru-dência de grande projeção, de certo modo um extrato dos maisafamados filósofos de nosso planeta.
  28. 28. O Grande Evangelho de João – Volume V 29 4. O Pontifex Maximus é mantido pelo Estado, em virtude dopovo, e é hoje mui restrito em sua atividade. Há alguns séculos atrás,era ele uma espécie de divindade entre os homens! Devia possuirgrande cabedal de conhecimentos para alcançar ofício tão elevado:tinha de conhecer a fundo os oráculos e seus segredos e os mistériosdo Egito. Além disto, era um mago perfeito, para cuja finalidade eraexaminado, rigorosamente, diante dum colégio secreto e dos maisantigos patrícios de Roma. Cumprindo as exigências, era-lhe conferidoo pontificado com todas as suas prerrogativas, vantagens e prejuízos. 5. Deste modo, podia assumir certas atitudes diante do povo,mas tinha também de obedecer secretamente aos patrícios. Casoestes desejassem guerra, deveria ele organizar as condições proféti-cas, de tal forma, que o povo compreendesse esta necessidade comovontade dos deuses. Os próprios deuses, porém, eram representadospelos regentes em conjunto com artistas e poetas, defensores datese de ser preciso dar-se à fantasia humana uma direção variada,todavia fiscalizada, a fim de evitar as piores aberrações. 6. Toda pessoa tem uma fantasia inata; quando for descuidada,torna-se responsável pela transformação de um homem de sentimen-tos nobres, em uma fera selvagem. Sua fantasia, sendo equilibradae dirigida a formas mais elevadas, começará a criá-las, modificandoo próprio pensar e agir, vivificando a vontade para o mais sublimede suas criações internas. 7. Assim é a doutrina politeísta nada mais que uma projeção dafantasia equilibrada, e posta em prática por todos os meios humanos.Para nós, patrícios cultos, surgiu a necessidade de aparentarmosaquilo que exigíamos do povo. 8. Deste modo, ainda hoje andam as coisas, apenas com adiferença de ser o próprio proletariado iniciado em coisas queanteriormente só era posse dos intelectuais, motivo pelo qual opontificado pouco crédito merece. Alguns creem num Ser Supre-mo, outros em nada acreditam e a classe culta é adepta de Platon,Sócrates e Aristóteles.
  29. 29. Jacob Lorber30 9. Sacerdotes, como os que te relataram o Pontifex Maximus,são em parte tão tolos que acreditam em tudo que lhes é inculcado;diante do povo se apresentam mui importantes, como se fossemfamiliares dos deuses! Eles próprios crêem nas seguintes palavras deEpicúrio: Come, bebe e goza! Após a morte não existe prazer, poisque ela é o fim das coisas! 10. Se tu, adorável Yarah, nos considerares de acordo com aque-les sacerdotes, farias uma injustiça: somos tal qual acabo de relatar-te. Todo resto é apenas expressão dum leigo, que tanto conhece oregime romano quanto tu, até há bem pouco. Que tal, terás maiscondescendência para com os romanos?” 9. O SENHOR PREDIZ O DESTINO DE ROMA E JERUSALÉM 1. Diz Yarah: “Naturalmente, uma vez que a situação é confor-me acabas de revelar. Se tiverdes boa vontade, seu efeito só pode serbom, mesmo não se apresentando desta forma diante do mundo.Por mim, não me deixo enganar pelas aparências; compreendo,no entanto, ser mais fácil chegar-se a uma boa vontade, ao invésda mais pura verdade que, só então, se torna um fanal de vida,verdadeiro e ativo. A boa vontade foi, pois, sempre vossa firmetendência; algumas influências, pouco ou mesmo nada alteraramvosso princípio. 2. Agora, recebestes um acréscimo à boa vontade, isto é, aLuz Puríssima da Verdade Eterna, pelo que vossa disposição inicialreceberá a justa orientação e os meios para a final conquista dosmelhores resultados – e assim, só pode se aguardar de vós o que demelhor existe! Senhor, abençoa essas minhas simples palavras, paraque permaneçam verdadeiras para sempre!” 3. Digo Eu: “Minha mil vezes querida Yarah; sim, tuas belase maravilhosas palavras serão abençoadas! Roma será por muitotempo o melhor local para Minha Doutrina e Minhas GraçasEspeciais, e essa metrópole imperial alcançará uma idade como
  30. 30. O Grande Evangelho de João – Volume V 31raras no Egito, tampouco de modo tão inalterado. Inimigos ex-ternos lhe trarão prejuízo relativo, e seu possível dano será apenasconsequência do tempo! 4. No futuro, nela se cairá numa verdadeira idolatria com MinhaDoutrina; não obstante, lá se conservará o Meu Verbo e a melhorcompreensão dos hábitos. Em futuro longínquo, desaparecerá oespírito de Minha Doutrina, e as criaturas mastigarão a casca exter-na, tomando-a por pão espiritual da Vida; saberei, então, aplicar osmeios justos e reconduzi-las ao bom caminho! Mesmo se perdendopela impudicícia e adultério – Eu as purificarei em tempo! 5. No mais, permanecerá a anunciadora do amor, humildadee paciência, razão por que muita coisa ser-lhe-á perdoada em todasas épocas, e os potentados a rodearão para ouvirem de sua boca aspalavras de salvação. 6. De modo geral, nada se conservará totalmente puro nestaTerra, tão pouco o Meu Verbo; mas, como finalidade de vida e relí-quia histórica – somente em Roma! Faço-te tal promessa, Meu caroCirenius, como plena e verdadeira Bênção das palavras sublimes everdadeiras de nossa amada Yarah! 7. Um milênio após outro, testemunharão o pleno cumpri-mento desta Minha Afirmação referente à posição e permanênciade Roma! 8. Jerusalém, no entanto, será tão dizimada, de modo a serimpossível determinar-se a sua localização. Se bem que, poste-riormente, as criaturas lá edificarem uma pequena cidade, com omesmo nome, – local e construção, não serão os mesmos. Ela teráde sofrer por inimigos estrangeiros e permanecerá, sem dignidadee importância, um antro de malandros que desfrutarão a existênciamiserável do musgo das pedras atuais. 9. Era da Minha Vontade fazer a velha Cidade de Deus a pri-meira da Terra; ela, porém, não Me reconheceu e tratou-Me qualassassino e ladrão! Por isto, cairá no abismo e jamais se levantará dascinzas da velha maldição bem merecida, que preparou ela mesma e
  31. 31. Jacob Lorber32pessoalmente pronunciou. Minha amada Yarah, estás satisfeita comMinha Bênção?” 10. Responde ela, comovida: “Ó Senhor, meu amor único!Quem poderia não estar satisfeito com aquilo que expressas, mor-mente numa promessa de projeção para futuro longínquo?! Meucaro Cirenius também parece contente e seus amigos Cornélio,Fausto e Julio! Se isto se dá com os filhos de Jerusalém sentadosa essas mesas – é uma questão duvidosa, pois suas fisionomiasexpressam tristeza!” 11. Após esta boa observação, alguns moradores de Jerusalém,levantando-se, dizem: “Enquanto a casa paterna não for habitaçãode ladrões e assassinos, não se deve desejar sua destruição; uma vezque atinja esse ponto, não pode ser poupada! O próprio descendenteterá o direito – sem cometer pecado – de dizimá-la, de tal forma queapague todo e qualquer vestígio de sua existência. 12. Possuindo a fiel convicção de ser Jerusalém um ninho desalteadores, por que deveríamo-nos entristecer, caso o Senhor lhefaça advir o castigo merecido?! A maior decepção consiste em ter estacidade, tão abençoada por Deus, conseguido, não obstante todasas advertências, ser pela terceira vez castigada por Ele Mesmo! Mas,Sua Paciência e Indulgência são a prova insofismável do quantomerece punição tão rigorosa, razão por que não temos compaixão. 13. Quem, de vontade própria, se atira à cova em plena luz solar,por certo não será lastimado! Jamais sentimos comiseração para comos ignorantes, mormente quando pretendem brilhar como sábiosperante o mundo; e muito menos tal merecem, ao querer positivarsua ignorância por maldades e astúcias. 14. Não deixa de ser justo que uma alma fraca necessite maiscompaixão do que um físico doentio. Se, porém, um médico cons-ciencioso procurar o doente, ainda senhor de sua razão, e reconhecersua enfermidade, poderá curá-lo; um outro, ao invés de aceitar oconselho salutar, expulsar o médico – quem poderia ter compaixãopor tal psique doentia?! Por isto deve esta criatura ser acometida de
  32. 32. O Grande Evangelho de João – Volume V 33enfermidade dolorosa, a fim de aprender quão tola foi sua atitudepara com o médico tão competente! 15. A ignorância já merece pena, porquanto tal pessoa não temculpa deste defeito; mas, existem criaturas – haja vista os templários– que, não sendo tolas, se fazem passar por tal, a fim de poderemse aproveitar da Humanidade por elas cegada, para fins egoísticos!Suas almas não são doentias, mas lobos fortes e sadios em pele decordeiro, e nada mais merecem do que serem aniquiladas! 16. Quem, na Terra, poderia apiedar-se da noite, só porque o Sola afugenta?! Qual o tolo que chorasse pelo inverno incômodo, poruma tempestade, uma epidemia que passou, ou por más colheitas?!Quem poderia chorar pelos condenados em Sodoma e Gomorra,que de há muito jazem no fundo do Mar Morto?! Da mesma forma,ninguém lastimará o destino de Jerusalém. Por isto, julgamos seruma tolice muito maior entristecer-nos, se o Senhor, em breve, noscumulará com Sua Maior Graça! 17. Por aí vês, adorável Yarah, que teu critério a nosso respeitofoi falho! A aparência nem sempre traduz a verdade e nos enganavez por outra! Não achas?” 18. Diz a menina: “Senhor, meu amor verdadeiro, por que nãosou capaz de julgar as criaturas? Quase me aborreço por isto! Aindahá pouco Cirenius me fez uma admoestação – e agora recebo umaquantidade! Todos têm razão, dentro da verdade, somente eu não!Senhor, dá-me noção melhor, para não fazer sempre um fiasco!” 10. UM EVANGELHO PARA O SEXO FEMININO 1. Digo Eu: “Devagar, Minha filhinha! Deves retrair-te e nãote adiantar perante homens experimentados! Jamais deves formarqualquer critério, mas esperar a opinião de pessoas geralmentevividas! Caso alguma se tenha desviado, é chegado o momento delembrá-la, com meiguice, onde e quando cometeu um erro – masnunca antes!
  33. 33. Jacob Lorber34 2. Não ficaria bem, se as meninas fossem ensinar a verdade aoshomens; quando eles, porém, derem um passo errado, estará emtempo que a mulher se aproxime, dizendo com meiguice: Cuidado,meu amigo; encetaste uma trilha errada! O assunto é assim, assim...!Isto alegrará o homem e com prazer seguirá a voz carinhosa. 3. Com a precipitação feminina, ele facilmente se aborrecerá emuitas vezes nem considerará a meiga voz da companheira amorosa.Eis, também, um Evangelho, mas só para o teu sexo! A mulher queo respeitar, viverá bons dias na Terra; não o fazendo, será culpada,caso os homens não a considerem. 4. A mulher justa é o símbolo do mais elevado Céu; uma injus-ta, teimosa e dominadora é a cópia de Satanas, idêntica ao infernomais tenebroso. 5. Além disto, deve jamais a mulher justa aborrecer-se com alguém,pois em sua natureza deve prevalecer a maior paciência, meiguice ehumildade! Nela deve ele achar a calma justa de seu temperamentoimpetuoso e tornar-se, também, meigo e paciente! Se, no final, a mulhercomeçar a se irritar com o marido, qual a atitude deste, sendo seu tem-peramento já mais alterado do que pacífico?! Por isto, Minha adorávelfilhinha, não te excedas – do contrário, terás motivo para te aborreceres,caso alguém te admoestar! Compreendeste-Me bem?” 6. Diz ela: “Compreendi, sim; meu coração agora sente um pesopor ter eu sido tola e precipitada! Durante várias horas me calei etudo ia bem; mal segui o desejo de falar, reconheço ter sido melhoro meu silêncio! Agora minha língua será contida como nenhumaaté hoje!” 7. Digo Eu: “Querida, não é preciso ser tão rigorosa; basta tecalares quando não fores convidada, pois, do contrário, o outroclassificará tua atitude de teimosia, maldade e astúcia, afastando deti seu coração. Em suma, falar e calar em época oportuna e semprecom meiguice, amor e dedicação – eis a mais formosa jóia femini-na, e uma chama amorosa, apta de vivificar o coração de qualquerhomem e torná-lo também meigo e bondoso!
  34. 34. O Grande Evangelho de João – Volume V 35 8. Não raro mantêm as moças um defeito preponderante, quese chama vaidade, como forte semente do orgulho. A criatura quepermitir sua germinação, terá perdido sua feminilidade celeste e seaproximado de Satanas. Uma vaidosa nem merece ser ridicularizada,enquanto que a orgulhosa é algo putrefato entre as criaturas, e serádesprezada por todos. 9. Por isto, sê tu, Minha filha, nem um pouco vaidosa e muitomenos orgulhosa e altiva, que trilharás entre muitas, qual estrelafulgurante no Céu! Compreendeste e assimilaste tudo?” 10. Diz Yarah: “Oh sim; não Te aborreças comigo, em virtudede minha tolice!” Digo Eu: “Não te aflijas por isto! Eis Marcus esua família, certamente cheia de novidades!” 11. Enquanto Yarah medita mormente sobre a vaidade, o ve-lho guerreiro e seus familiares se aproximam de Mim e começam alouvar-Me sobremaneira. Eu os abençoo, mando que se levantem edigo à mulher e aos filhos: “Já sabeis, especialmente Marcus, comoassegurar-vos de Meu Agrado e Auxílio, caso algo necessiteis. Comovos dedicastes tão carinhosamente, por todo esse tempo, ao nossobem-estar, Eu vos presenteei com tudo que vistes, organizando-o detal forma a suprir-vos temporária e eternamente. Deixai que Raphaelvos demonstre o uso de tudo, pois tal posse também necessita deconhecimento quanto ao seu emprego!” 12. Chamo, pois, o anjo e lhe digo: “Ensina-lhes a maneira pelaqual tudo deve ser utilizado e os cinco barcos à vela, para aproveita-rem todo e qualquer vento! Assim se tornarão os primeiros e melhoresnavegadores neste grande mar, e os romanos tirarão proveito destemeio de transporte.” 13.Virando-Me para Cirenius, digo: “Manda alguns empre-gados mais inteligentes ouvirem as explicações, para aprenderemalgo das necessidades terrenas, pois quero que os que Me seguemsejam adestrados e orientados em tudo!” Cirenius obedece MeuConselho e faz Josoé acompanhar os outros, porquanto muito seinteressa pela navegação.
  35. 35. Jacob Lorber36 11. CRITÉRIO DO NÚBIO QUANTO AOS MILAGRES 1. Em seguida, Oubratouvishar se aproxima de Mim e diz:“Senhor Onipotente! Eu e meu grupo vimos a salvação de todosos homens de boa vontade e bons sentimentos, que consideram odesenvolvimento do campo emotivo, e não de prematuro zelo aointelecto, que deveria apenas ser um guia para o coração. É e será ocaminho único da vida verdadeira e a sua salvação, fator que nós,negros, compreendemos de modo lúcido. 2. Com todo o nosso aperfeiçoamento e noção vitais, essemilagre nos estonteia e, após longas conjecturas, alguns afirmamque um homem perfeito, através Teu Espírito, também poderiaoperá-lo; outros, porém, acham que tais coisas apenas a Deus seriampossíveis, pois seria preciso a Onipotência Divina, jamais facultadaa um espírito criado e limitado. 3. Observam eles tal fato nas criaturas desta Terra: quantomaiores, tanto maior força e poder apresentam, e vice-versa. Fala-se dos antigos elefantes gigantescos, pois os atuais lhes podem sercomparados a pequenos macacos! Sua força era tamanha que podiamarrancar, com a tromba, as árvores mais poderosas. Se já existe ex-cepcional diferença entre irracionais, qual não seria, então, entre osespíritos?! Aquilo, portanto, que Te é possível como Espírito Eterno,não é viável a um espírito criado, logo não pode fazer surgir do nada,isto que acabas de presentear a Marcus! A meu ver, é mais fácil paraDeus criar, num momento, uma obra que também as criaturasfossem capazes de fazer – embora com muito esforço e tempo – doque outra que fugisse à capacidade humana! 4. Assim conseguem elas edificar construções maravilhosas; mas,toda a população do orbe não seria capaz de criar uma plantinha demusgo que crescesse, florescesse e desse semente para reprodução –muito menos um irracional de inteligência própria! 5. Tais coisas apenas competem a Deus pela Onipotência;outras, temporariamente criadas, seriam possíveis a uma criatura
  36. 36. O Grande Evangelho de João – Volume V 37renascida projetá-las de momento! Resta saber se devem perdurar,ou somente surgir numa oportunidade em que se deseja – semvestígio de amor-próprio – facultar aos ignorantes uma luz para aglorificação do Teu Nome! Não seria do Teu Agrado elucidar-nosneste ponto?! Não Te teria importunado com tal indagação, casonão tivesse observado a Tua Vontade!” 12. A TENDÊNCIA PARA A JUSTIFICAÇÃO PRÓPRIA 1. Digo Eu: “Meu caro amigo, ser-Me-á difícil fazer justiçaà tua opinião e à de teus amigos. Imagina um pau ligeiramentefincado no solo, que necessita de algumas marteladas para que selhe pudesse pendurar algo. Dois pretensos carpinteiros passam porperto e, como um se julga mais competente, diz ao outro: “Nossacapacidade é a mesma, no entanto, dá-me o martelo para que dêa primeira pancada, pois, sempre acertei no alvo!” Dito e feito, eleassenta um forte golpe na estaca. Atingindo-a apenas pelo lado es-querdo, ela continua balançando. O amigo ri, dizendo: “Deixa-mever o martelo, pois desta forma a estaca nunca ficará firme!” Pega,pois, do instrumento e vibra um forte golpe – do lado direito!”Eis que se forma uma contenda acerca do mais feliz na operação.É claro que não entram num acordo; os dois começam a brigar e adiscussão termina depois que um, mais forte e entendido, demonstraa maneira pela qual se usa o martelo. 2. O mesmo acontece com vossa disputa, e Eu devo ser o ter-ceiro que a finalize por um golpe acertado, do contrário chegaríeisa travar uma luta sangrenta, somente para descobrir qual dos doisgolpes seria melhor! 3. Nem tu, nem teus amigos, encontrastes a verdade quantoao milagre e, se este também era possível a um renascido, apenaspassastes de raspão! Antes que Eu venha resolver o problema, devesdizer aos outros que nenhum partido tem razão, porquanto só beiroua verdade. Deveis colocar-vos em pé de igualdade, não saberdes e
  37. 37. Jacob Lorber38não entenderdes algo de tal assunto. Só então, dir-te-ei o que sejajusto e verdadeiro pensar e saber!” 4. O núbio transmite o recado aos outros, que dizem, bastanteinteligentes: “É justo e bom o Senhor nos ter feito tal advertência,que não só serve para agora, como para sempre. Quantas vezes nãosucederam sérias divergências entre nós? Como ninguém andassecerto, era finalmente preciso que um conselho geral julgasse pelamaioria de vozes; e, então, acontecia que aquele, completamenteerrado, era considerado vitorioso. Se, naquela época, já tivéssemosrecebido ensino tão sábio, muitas discussões teriam sido evitadas. 5. Tais constantes querelas, no entanto, tinham seu lado bom,porquanto despertaram nossa sede pela verdade. Se assim não fosse,jamais teríamos te encontrado. Oubratouvishar; sem ti, também, nãoteríamos chegado a Menfis e, muito menos, até aqui, onde podemosouvir a mais Pura Verdade, da Boca Daquele que é a Base Eterna detodo Ser e Vida. Vai, pois, e expressa nossa gratidão mais sincera peloensinamento tão sábio, que honraremos pela ação, transmitindo-oaos nossos descendentes, de modo vivo e verdadeiro. Por isto, nadade discussão entre irmãos incontestáveis!” 13. A POSSIBILIDADE DE MAIORES FEITOS QUE O SENHOR 1. Com tal recado, o núbio, acompanhado de seu servo, volta aMim e quer Me expor as ideias dos outros. Eu o interrompo, dizendo:“Amigo, Aquele que perscruta o íntimo das criaturas, não necessitade ser orientado: sei das conclusões de teus colegas, e saberás agorao que é justo no assunto por vós discutido. Ouve-Me, pois! Quan-do, – na Terra ou no Além – o que sucederá na maioria dos casos– a criatura tiver alcançado a máxima perfeição espiritual, poderá,pelo livre arbítrio, não só fazer o que faço diante de vossos olhos eo que existe em todas as esferas da Criação, senão coisas muito maisgrandiosas! O homem perfeito está, primeiro, como filho Meu, unoComigo em tudo e não somente em fatores isolados, e tem de ser
  38. 38. O Grande Evangelho de João – Volume V 39capaz de realizar o que Eu Mesmo faço, porquanto Minha Vontadefoi por ele aceita. 2. Segundo, não perde o homem mais perfeito sua própriavontade, por tê-la submetida a Mim e, por isto, não só agirá porMim, mas por ele mesmo, de modo independente, o que, na certa,será mais do que aquilo que Eu faço. Isto te soa algo fantástico; en-tretanto, é e será eternamente como te falei. A fim de que o possascompreender melhor, relembrar-te-ei um fato que, desde Menfis,não te é estranho. 3. Observaste, na casa do sábio Justus Platônicus, várias espéciesde espelhos, em cuja superfície, extremamente lisa, se refletia tuaimagem. Finalmente, ele mostrou-te um tal espelho mágico, ondete vias em tamanho aumentado. Além disto, fez ele com que o Sol láse refletisse, incendiando várias coisas no ponto central da reflexão,que se projetava de todos os lados e que te fez extasiar. 4. Agora, te pergunto: como podia o raio, refletido naqueleespelho, produzir efeito muito maior que o próprio Sol, com suaprojeção direta? Todavia, era ele o mesmo que se projetava sobre oespelho, que continuava inalterável! De onde absorveu o raio efeitotão excessivo? Já tens algum conhecimento e saberás dar o motivopor que, ao menos pela explicação do sábio!” 5. Responde o negro: “Senhor, conheces realmente tudo! Eleme deu explicação um tanto confusa, pois me parece ter, nem delonge, acertado o golpe. A única sugestão aceitável foi que, talespelho côncavo, tem a capacidade de concentrar os raios solares,de modo muito mais potente, do que muitos espelhos simples querefletissem o Sol em tamanho natural. Tal concentração da luz solardemonstra também maior grau de calor e Justus Platônicus alegavanão ser possível calcular tal elevação. 6. Eis tudo, Senhor, que dele ouvi; as deduções que daí poderiaconcluir ultrapassam as forças de conhecimento de minha alma eTe peço uma verdadeira luz nesse assunto, do contrário ela será tãoescura quanto minha pele negra!”
  39. 39. Jacob Lorber40 14. MILAGRES EFETUADOS PELO RENASCIDO EM ESPÍRITO 1. Digo Eu: “Ouve-Me, pois: Eu sou o Sol de todos os sóis,dos mundos espirituais e dos seres variados que neles habitam.Assim como o Sol terráqueo influi com sua luz, e o calor dela de-rivante, à certa distância, sobre todos os planetas e seus habitantes,vivificando-os de modo natural, Eu também influo dentro dumaOrdem imutável e rigorosamente medida, em tudo que criei; nãopode, por isto, ser a Terra mais Terra do que é, a figueira aumentarsua espécie, nem tampouco o leão, e assim não há um ser que possatornar-se mais do que é, em seu gênero. 2. Somente o homem poderá, psíquica e espiritualmente,tornar-se mais e mais humano, porque lhe foi por Mim conferida acapacidade indestrutível de assimilar sempre maior quantidade deMinha Luz Espiritual, pelo cumprimento de Minha Vontade a eletransmitida, podendo conservá-la para toda Eternidade. 3. Bem, quando o homem vive dentro da lei e não se deixatentar para uma ação inferior, porém não aspira algo mais elevado,assemelha-se à imagem que o espelho reflete do Sol, nem diminuin-do, nem aumentando. Sua compreensão das coisas será natural e,portanto, alcançará, em tudo, êxito comum. 4. Alguém, no entanto, que, em virtude dum pequeno co-nhecimento que captou em qualquer parte, faz-se de entendidoentre os ignorantes como se fosse o inventor da Sabedoria ori-ginal, declara os outros tolos, pavoneia-se e se enche qual bola,cuja superfície é muito polida, formando uma base espelhantede forma convexa. 5. Nela também verás a imagem do Sol, porém, mui peque-na e nada sentirás de calor, e deste reflexo nublado nunca algo seinflamará, mesmo se fosse éter inflamável! Eis o orgulho da alma,quando se envaidece com elementos sem valor. Quanto mais elevasua presunção, tanto mais pontiagudo se torna seu espelho, e tantomenor o reflexo do Sol espiritual em tal superfície de conhecimento
  40. 40. O Grande Evangelho de João – Volume V 41e saber. Estas duas categorias jamais aumentarão sua espécie humana,e a última até mesmo a diminuirá. 6. Existe, porém, uma terceira, que se tornou um tanto rara! Éexcessivamente prestativa, útil, paciente, meiga, modesta e cheia dehumildade e amor para com todos que dela necessitem. Assemelha--se ao espelho mágico de forma côncava. Quando a Luz da Vidae do Conhecimento, provindos de Mim, cai sobre tal espelho daalma, sua luz refletida em sua vida de ação incendeia o sentimentoe a livre vontade para tudo que é bondade, amor, beleza, verdade esaber; tudo que é tocado pelo foco da luz espiritual concentradís-sima, é prontamente iluminado e se desenvolve pelo alto grau docalor interno. A criatura dotada de tal espelho logo reconhece coisasna maior clareza, as quais o homem comum jamais poderá sonhar. 7.Tal pessoa se torna sempre mais humana, isto é: mais seme-lhante a Mim como Homem Perfeito, progredindo na perfeição. Equando, após justo tempo, o diâmetro de seu espelho psíquico setenha dilatado mais e mais, e se aprofundado em direção ao centrovital (espírito), o foco concentrado que se projeta no exterior poderáefetuar coisas mais grandiosas do que Minha Luz Solar estritamentelimitada, onde jamais se poderá aguardar um aumento extraordiná-rio pelo caminho equilibrado e natural. Não é admissível que a luzdo nosso astro-rei projetada à Terra venha a derreter um diamante,enquanto isto bem pode o foco concentrado de tal espelho mágico. 8. Eis a possibilidade que assiste ao homem perfeito, capazde fazer coisas maiores do que Eu. Ajo somente dentro da Ordemmedida desde eternidades, e a Terra tem de respeitar seus trâmitesnuma determinada distância, onde comumente se acha semprenum certo grau de luz. Eis por que não posso, nem para satisfazervosso conhecimento, nem como simples divertimento, colocar esteou outro planeta qualquer junto do Sol, pela Minha Onipotência;pois tal experiência o transformaria de pronto num vapor azulado. 9.Vós, criaturas, podeis, com tais espelhos, concentrar a luzsolar num só ponto e experimentar sua força em pequenas partes da
  41. 41. Jacob Lorber42Terra, onde fazeis, do ponto de vista natural, coisas mais grandiosasdo que Eu – quanto mais, munidas com Minha Luz Espiritual,surgida do mais perfeito espelho da humildade de vossa alma! 10. Meus verdadeiros filhos conseguirão realizar coisas em seusterritórios pequenos que, por si só, têm de ser evidentemente maiores,em relação às Minhas Ações, porque podem agir, unindo sua vontadeà Minha, onde Minha Luz se pode concentrar a uma potência inex-primível. Deste modo, conseguem realizar num pequeno âmbito, pelofogo intensivo de Minha Vontade, ações que Eu jamais poderei efetuar,em virtude da conservação da Criação total, muito embora o pudesse. 11. Em suma, Meus filhos verdadeiros poderão até mesmobrincar com aquelas forças de Meu Coração e Vontade, que Eujamais apliquei numa relação mais íntima, tampouco quanto nuncaaproximei a Terra do Sol, a fim de derreter, por divertimento, ospicos de algumas montanhas num calor por vós incalculável – coisaimpossível, sem dissolver a Terra toda em éter original. Aquilo, pois,que não posso fazer em grande ou pequena escala, Meus PrópriosFilhos podem efetuar com o espelho mágico, de modo natural emuito mais espiritualmente! Compreendes agora, Meu caro ami-go, o que acabo de te esclarecer? Estarás satisfeito, ou talvez aindaalimentas alguma dúvida sob tua pele preta?!” 15. O SENHOR CONSOLA OS NÚBIOS, NÃO DESTINADOS À FILIAÇÃO DIVINA 1. Diz o chefe núbio: “Senhor, tudo me é claro e minha alma seacha equilibrada; agradeço-Te, pois, tais ensinamentos, que condi-zem com meu campo emotivo. Observo, porém, que Teus discípulosnão os compreenderam e isto é-me extremamente desagradável,porquanto são destinados à Filiação Divina!” 2. Digo Eu: “Tu o compreendendo, que te importam os ou-tros?! Entendê-lo-ão quando chegar o seu tempo; pois ainda ficarãoComigo, enquanto vós seguireis amanhã à vossa pátria.
  42. 42. O Grande Evangelho de João – Volume V 43 3. Consiste num hábito antigo de todos os povos, considerar-seo hóspede antes dos filhos da casa, que, nem por isso são despres-tigiados! O assunto foi para vós mais fácil, porque já conhecíeis anatureza dos espelhos; entre Meus verdadeiros filhos e discípulos,até hoje nenhum avistou um, senão o da superfície serena dum lago.Caso tencione elucidá-los mais concretamente, saberei arranjar osditos espelhos, de modo idêntico ao da criação do cérebro humanoe esta casa nova de Marcus. 4. Não te preocupes, pois, com Meus discípulos, pois te asse-guro, Pessoalmente, que todos serão considerados. Os estranhosvêm e vão; os filhos ficam em casa! Compreendeste também isto?” 5. Diz o chefe: “Como não! Todavia, minha alma não sealegrou, pois que nos classificaste de “estranhos”! Não poderemosmodificar o que já determinaste, desde eternidades, e Te somosimensamente gratos pelas graças imerecidas que nos proporcionas-te!” Tanto o chefe, quanta o servo, desatam a chorar e Yarah mediz, em surdina: “Senhor e Pai de todas as criaturas, vê, os negrosestão chorando!” 6. Digo Eu: “Não importa, Minha filhinha, pois justamentepor isto se tornam filhos de Meus filhos, que tampouco serãoexpulsos da casa do avô!” Ouvindo Minhas Palavras, eles caemde joelhos e soluçam de alegria. Em seguida, o chefe diz: “ÓDeus cheio de Justiça, Sabedoria, Amor, Poder e Misericórdia,tomado da mais profunda contrição, agradeço-Te, em nomede meu povo, que, ao menos, nos conferes o nome de “filhosde Teus filhos”!” 7. Digo Eu: “Acalma-te, Meu amigo; quem é por Mimaceito deixa de ser um estranho! Vês a Terra cheia de monta-nhas, altas e baixas. As elevadas são as primitivas filhas do orbe,e as menores, que surgiram pouco a pouco, são seus filhotes;enquanto que as primeiras enfeitam seus picos com neve e geloeternos, sua prole suga constantemente o leite do amor, do seioda grande mãe!
  43. 43. Jacob Lorber44 8. Afirmo-vos! Quem possui amor e age por amor – é Meufilho, Minha filha, Meu amigo e Meu irmão; desprovido de amor,portanto não agindo dentro dele, será um estranho e tratado comotal. Se Eu te chamo de Meu amigo, já não és estranho, mas pertencesà Minha casa através de Minha Palavra que aceitaste em teu coração.Transmite isto aos teus irmãos e vai em paz!” 9. O núbio assim faz e todos eles exultam de alegria por consolotão grande. Cirenius, porém, que não havia bem compreendido aexplicação dos espelhos, muito embora tivesse noção das qualidadesdiversas, pergunta se Eu não posso orientá-lo mais de perto. Eulhe recomendo paciência, porquanto teríamos de enfrentar umadelegação de Cesareia Philippi. 16. A DELEGAÇÃO DE CESAREIA PHILIPPI DIANTE DE CIRENIUS 1. Mal termino de falar, aparecem doze homens por detrás dacasa velha; eram seis judeus e seis gregos. Os cesarenses, acomodadosem algumas cabanas, foram informados pelos pastores e pescadoresde que o Pref. de Roma havia doado a Marcus um grande terreno quefora protegido por um muro intransponível. Consideravam aquelaárea ao redor da cidade como posse comum, e agora pretendemouvir de Cirenius com que direito havia ele se apossado daqueleterreno, porquanto a cidade sempre havia pago o imposto a Romae a Jerusalém. Anteriormente, Eu havia orientado Cirenius pelaintuição, de sorte que já sabia do que se tratava, antes que um dosrepresentantes dessa delegação infeliz pudesse manifestar-se. 2. Após as costumeiras reverências, um grego esperto chamadoRoklus, diz: “Justo, severo e ilustríssimo senhor! Há uma hora pas-sada, soubemos, pelos pastores entristecidos, que uma considerávelparte das terras do Município, fortemente tributária, foi doada aovelho guerreiro Marcus através tua generosidade! As ruínas aindafumegantes, a infelicidade que nos atingiu, provam, como cesarenses
  44. 44. O Grande Evangelho de João – Volume V 45bem situados, que somos, na acepção da palavra, os mais miseráveismendigos do mundo. Feliz quem pôde salvar alguns trastes, poisisto não nos foi possível em virtude da rapidez com que o fogo sepropagou. Nós, e muitos outros, agradecemos aos deuses por nosterem salvo as vidas! Restam-nos apenas algumas cabeças de gado;como, porém, mantê-las, quando tua generosidade com romanosnatos entregou-lhes a melhor área como bem definitivo? 3. Por este motivo, pedimos explicação se o feliz Marcus é ou nãoobrigado a nos indenizar! Sem qualquer indenização, nossa situaçãodeprimente seria inédita na História. Que poderemos aguardar deti, nobre senhor?” 4. Diz Cirenius: “Que atrevimento é este?! O terreno pertence,há quinhentos anos, ao monte e à cabana de pescador, e era inteira-mente desvalorizado em virtude do solo arenoso. Além disto, deleainda faz parte um lote de vinte fangas, não cercado e entregue àComunidade para uso comum. Apresentai-vos como inteiramentepobres, desprovidos de qualquer bem! Que direi a essa mentira infa-me?! Sei que vossas residências foram destruídas pelo fogo e tambémsou informado de quanto monta vosso prejuízo; mas, também nãoignoro vossas grandes propriedades em Tyro e Sidon, e das enormesriquezas que tu, Roklus, possuis e que poderias concorrer comigo! 5. Vosso grupo é tão rico que poderia reconstruir a cidade, nomínimo, dez vezes; e, precisamente vós, vos queixais de pobreza epretendeis acusar-me de injustiça, porque a propriedade de Mar-cus – em todos os momentos de sua vida um homem de bem – foiisolada da vossa?! Dizei-me como classificar vossa atitude. 6. Ide analisar o terreno que se estende atrás do muro, porvinte fangas! Estou a vendê-lo por dez dracmas; caso julgardes queo mesmo valha, poderemos fechar negócio! Não existe pior solo,com exceção do Sahara; pois, além de areia, pedregulho e algunscardos, nada encontrareis. 7. Vós, porém, sois ricos e podeis mandar trazer, de longe, terraboa para cobrir este deserto, a fim de que se torne fértil. Também
  45. 45. Jacob Lorber46tendes os meios de mandar fazer uma enorme canalização que vosfacilite irrigar, no verão, esta área, dando-vos direito sobre a mesma.Contudo, nada conseguireis comigo, pois provarei que, pela presentereclamação injusta, sempre cabe o direito ao mais forte! Que fareis?” 8. Responde Roklus, fortemente embaraçado pelas palavrasenérgicas do Prefeito: “Senhor, não procuramos defesa própria, esim somos representantes dos que passam verdadeira miséria nacidade destruída. Muito fizemos por eles, de sorte que a Comu-nidade empobrecida nos conferiu, por gratidão, todos os terrenoscircunjacentes e nos garantiu também estes, à beira-mar. 9. Assim sendo, não nos pode ser indiferente quando alguémse apossa duma parte, a cultiva e cerca até com muro sólido, numarapidez verdadeiramente miraculosa, o que somente é possível aosromanos, que, não raro, levantam um acampamento para cem milhomens, em poucos minutos! 10. O caso, porém, sendo outro, desistimos de nossa exigên-cia! Poderá o velho Marcus anexar à propriedade as restantes vintefangas de terra além da amurada, e declaramos com isto não ser eleincomodado por nós, ou pela própria Comunidade. No entanto,julgamos dever ele pagar o dízimo, em virtude do direito único quelhe assiste na pescaria.” 11. Diz Cirenius: “Como não? Mas, tereis de provar em queépoca foi conferido tal direito à cidade! Desconheço documentodesta ordem, porquanto durante minha função de Prefeito, queexerço perto de trinta e cinco anos, jamais me foi demonstrado. Estelugarejo adquiriu o nome de “cidade”, em homenagem a meu irmão,que há mais de quarenta anos rege em Roma. Sou ciente das menoresocorrências e ignoro tal dízimo de pescaria; sei positivamente quefoi exigido de Marcus, de modo ilegal, pelo que ele – caso fossemaldoso – vos poderia reclamar a integral devolução da importância.Marcus nada disto fará, por ser honesto e sincero; garanto, porém,que no futuro não mais pagará tal imposto.
  46. 46. O Grande Evangelho de João – Volume V 47 12. Ao invés de vos facultar qualquer direito, informo-vos,como deputados desta cidade, que nomearei o velho Marcus paraprefeito da mesma e seus arrabaldes, em virtude do poder que meé conferido pelo Imperador. Ele unicamente julgará todas as vossasquestões, enquanto vos obriga a pagar-lhe o referido imposto. Paraeste fim, receberá ele documentação imperial, válida pelo bastão,a espada e a balança dourada da justiça! Somente em casos excep-cionais será necessária minha presença; do resto ele tudo julgará!Estais satisfeitos?” 17. A SÁBIA LEGISLAÇÃO NO REINADO DE MATHAEL, NO PONTUS 1. Diz Roklus: “Satisfeitos ou não, que poderíamos fazer contravossa força?! Aos vermes no pó só cabe concordar; pois, acaso semanifestem, os pássaros os devoram! O fraco tem de obedecer aomais forte, querendo subsistir, e assim somos obrigados a obedecerao “senhor” Marcus, se pretendemos viver. Falando sinceramente,isto não nos é agradável, pois jamais vimos pessoa tão disparatada!Não se lhe pode contestar seu senso de justiça, em virtude de suaslongas experiências; de resto, é insociável e destituído de compreen-são humanitária! Podemo-nos congratular à vista de sua nomeaçãoe melhor seria emigrar – mas, para onde?” 2. Levanta-se Mathael e diz: “Muito bem, se tal é vosso desejo,imigrai para o Pontus que irei governar! É um grande reinado entredois mares: no Leste o Pontus, e no Oeste o Mar Cáspio. Lá podereisviver segura e calmamente sob leis rigorosas. Advirto-vos, porém,que não admito nem a aparência duma ação injusta, e a mentiraé punida sem indulgência; o cidadão justo, honesto e filantrópicodesfrutará de vida agradável! 3. Ninguém será isento do imposto, pois, podendo trabalhar,também ganhará; este lucro justifica um tributo ao rei, incumbidodo bem do reinado, portanto, necessita de proventos, para manter
  47. 47. Jacob Lorber48um exército forte, que enfrente qualquer inimigo. Tem de manterescolas e penitenciárias, munir as fronteiras com fortalezas intrans-poníveis, no que necessita de muito dinheiro. 4. Por aí vedes a razão dum rei exigir o imposto individual, ecaso vos agradem os deveres de meu país, podeis emigrar para oPontus! Dou-vos com isto minha concessão; o jugo de Roma vospesando demais, sob a organização do velho Marcus – sabeis paraonde vos dirigir! 5. A fim de vos orientar em mais alguns pontos, sabei que nãopermito o direito de posse absoluta. Todos poderão fazer fortuna quenão deve ultrapassar dez mil libras, sob risco de morte. O excessoterá de ser encaminhado aos cofres do Estado; em caso contrário –que, pela minha organização, facilmente será provado – o infratorde lei, tão salutar ao bem comum, será destituído de seus bens e,além disto, cumulado com outras punições. 6. Além do mais, não é permitido possuir-se fortuna acimacitada, em curto tempo, pois prova sua aquisição ilegal, a não serpor doação, herança ou descoberta. Para essas três possibilidadesrege, no meu país, uma determinação pela qual a metade é entregueao Estado, donde se provê a educação de menores e incapacitadospara o trabalho. Em suma, tudo é de tal forma organizado, queninguém venha a passar necessidades e, tampouco haverá supérfluodesmedido! Somente, se houver uma pessoa bondosa, justa e sábia,poderá dispor de vinte mil libras – além disto, somente eu e meusfuncionários confidentes e militares! Se tal ordem vos agrada, podeisarrumar vossos trastes e vos dirigir ao Pontus!” 7. Diz Roklus: “Ó sábio Rei dos Pontus e do Mar Cáspio,desejamos-te muita felicidade para o teu reino – sem aceitar teuamável convite! Acaso haverá mais algum rei por aqui, com pro-posta tão atraente?! Teu regime pode ser bom quando a pessoa aele se acostumar, qual boi na canga! Prefiro vinte Marcus e te digo:“passa bem”!
  48. 48. O Grande Evangelho de João – Volume V 49 18. DISCUSSÃO ENTRE CIRENIUS E ROKLUS 1. Novamente Roklus se dirige a Cirenius e diz: “Senhor, ondeestá Marcus, nosso patrão, para lhe rendermos nossa homenagem?” 2. Diz Cirenius: “Nada disto é preciso; uma homenagem depalavras vãs não lhe é útil e ele dispensa outras dádivas, porquantoas possui em abundância. 3. Melhor será se o procurardes sempre de corações honestos esinceros ao expor-lhe vossas diferenças, pois vos atenderá com todajustiça! Qualquer mentira, porém, será imediatamente punida,porquanto sua perspicácia de pronto a descobre. É do desejo doImperador, e também minha intenção rigorosa, banir do país mentirae traição para que a pura verdade, a par do amor desinteressado,reinem sobre as criaturas sujeitas a Roma, pois, somente o cetro daverdade e do amor, trarão a felicidade aos povos. Quiçá, algum dianão venha eu adotar as sábias diretrizes do Governo de Mathael paranossa terra; pois as achei muito sensatas para o progresso individuale comum. 4. Tal orientação fará com que verdade e amor se tornem asegunda natureza das pessoas. A meu ver, não existe outro fator apermitir mentira, embuste e egoísmo como o lucro ilimitado. Umasábia restrição, nesse sentido, não tem preço e, na primeira oportu-nidade, a submeterei ao parecer do Imperador, enquanto induzireitais normas em meus domínios governamentais.” 5. Diz Roklus: “Não deixam de ser sábias quando já exercidashá alguns séculos; não será, porém, tão fácil em países arrendadosa vários príncipes e tetrarcas. Nem tudo se conseguirá pelo poderabsoluto, porquanto um imperador não pode revogar, de hojepara amanhã, contratos firmados com regentes também providosde certo poder e terá de respeitá-los até que escoe o prazo fixado,ou quando os contraentes não tenham cumprido as condiçõespreestabelecidas, fator que susta, em parte ou completamente, ocontrato. Enquanto o Imperador arrendar determinadas terras a
  49. 49. Jacob Lorber50príncipes com direito de legislação – por eles bem pago – ele teráde considerar tais direitos facultados. De certo modo, todos nósvivemos sob leis romanas quando cometemos alguma infraçãocontra o Estado; de resto, nos assiste a proteção do regente arren-datário contra o despotismo imperial. 6. Conhecemos bem nossa situação e dispensamos comentários,pois, necessitando de orientação, não vamos a Roma, e sim a quemnos rege. Por isto, não será tão fácil induzir na Palestina as normasgovernamentais do Rei de Pontus!” 7. Diz Cirenius, um tanto alterado: “Em parte tens razão deser preciso considerar-se os contratos; no entanto, esqueceste ter-seo Imperador reservado o direito de revogação imediata, quando oacha necessário a bem do Governo. Nesse caso, cabe ao arrendatárioa petição de indenização referente ao pagamento anual, enquanto oregime daquelas terras volta ao Imperador, a cujas leis todos têm dese submeter. Assiste ao arrendatário um especial direito de propora Roma a desistência de qualquer privilégio jurídico, caso desejacontinuar como regente, prosseguindo seu regime dentro das leisdo Estado. O imperador resolverá a aceitação de tal proposta. 8. Com referência à Palestina, cabem-me as prerrogativascontra qualquer arrendatário, e posso sustar todo compromissodessa ordem. Estás, portanto, enganado julgando que o Monarcavenha prejudicar a si próprio; pois, sabe conferir apenas aquelesdireitos que possa revogar em determinadas circunstâncias. UmImperador pode tudo o que quer; somente não lhe é possível fazermilagres. Afora isto, pode revogar as leis antigas, criar novas e atémesmo destruir os templos e deuses pagãos e erigir um maravi-lhoso, destinado ao Deus Único e Verdadeiro – e ninguém terá odireito de inquiri-lo por tal motivo! Deste modo, bem pode ama-nhã proclamar as leis sábias de Mathael para todo o seu reinado.Quem teria coragem de se lhe opor, sem ser atingido pela reaçãodo Monarca?!”
  50. 50. O Grande Evangelho de João – Volume V 51 19. INTENÇÕES DE ROKLUS E SEUS COMPANHEIROS 1. Diz Roklus: “Creio não ter ofendido Roma e ao velhoMarcus por preferir as leis de Augusto, ao invés das do rei nórdico,que absolutamente considero impróprias e cruéis. Sei que aquelereinado, de acordo com um mito, vai até ao fim do mundo, sen-do, portanto, o maior da Terra. É, pois, questão duvidosa se forcapaz de divulgar suas leis a todos aqueles povos! Permita-me umaobservação inofensiva; pois sendo obrigado a falar, prefiro fazê-lode modo íntegro. 2. Afirmaste, há pouco, ser impossível ao Imperador fazermilagres. Este teu axioma não me parece bem aplicado, pois a novamansão do velho Marcus, a grande amurada onde, no mínimo, cempedreiros teriam de trabalhar durante cinco anos, considerando-seo transporte das enormes pedras de granito, a transformação doterreno numa área cultivada e, finalmente, a construção dum portoseguro, com vários navios a vela, que, pela nossa observação dummorro da cidade, surgiu dum momento para outro – se isto não éum milagre, declino de minha natureza humana! 3.Tendo, pois, mencionado minha dúvida sem naufragar, con-fesso, em nome de meus onze companheiros, que minha anteriorexigência de indenização foi, apenas, pretexto para descobrir esteenigma! Chegamos à conclusão de que: ou um deus, ou um mago daera primária, deve estar presente, porquanto as forças do homem nãorealizam tais coisas. Por isto, nos decidimos a vir aqui quanto antes. 4. Imploramos-te, pois, uma pequena explicação: Nada que-remos tirar do velho Marcus, e sim, nos prontificamos a cultivar,por conta própria, o restante do terreno; permite, porém, sabermoseste mistério!” 5. Diz Cirenius: “Bem, a coisa muda de feição e pode tornar-semais vantajosa do que a anterior exigência!” 6. Interrompe Roklus: “Isto sabíamos, pois há mais de trintaanos és nosso soberano justo e bondoso, e conhecemos teu fraco:
  51. 51. Jacob Lorber52é preciso transmitir-te certa vibração, caso se tencione saber algoincomum. Queira, pois, perdoar nossa atitude, não maldosa!” 7. Diz Cirenius: “Mas, em que se baseia vossa suposição ter istosurgido de modo milagroso? Descobriste-o hoje, sem observar quemeus soldados e guerreiros trabalharam durante sete dias?” 8. Diz Roklus: “Mas..., senhor! Desde que aqui te encontras,com exército considerável, não abandonamos nosso posto de ob-servação, para nos orientar sobre vossas intenções. Hoje cedo, aaurora maravilhosa nos despertou, e não perdemos de vista estazona. Até bem pouco, nada de extraordinário se nos deparou; derepente, o quadro se muda para o que ora vemos, como caído doCéu! Fiscalizamos todos os movimentos, inclusive dos negros, evossa descida do morro! Deu-se, portanto, um milagre colossal,que pedimos explicar!” 9. Diz Cirenius: “Pois bem, querendo sabê-lo melhor do queeu, que seja milagre! O “como” e “por quem” não necessitais saber;para tanto, é exigido mais do que vir aqui e bisbilhotar! 10. Se um estadista fosse relatar a todo mundo os segredos doGoverno, sua política seria de curta duração e os subalternos com eleagiriam a bel prazer! Sendo obrigado a reger reinado e povo pela po-lítica, porquanto incapazes de reconhecerem as necessidades diversas,os setores, por si só, não se prestariam para função tão importante. 11. Um regente equilibrado deve ser dono de certo poder, deciências e inteligência, tornando-se benfeitor e dirigente sábio demilhões de ignorantes que mal sabem dar valor a ele! Que tal homem,por motivos sérios, não deixe que os súditos venham a se orientarsobre seus planos, é compreensível; assim, também, compreendereispor que razão não vos revelo esse mistério. Pela minha explicação,deve o dirigente ter mais poderes que qualquer um; do contrário osoutros não lhe renderiam o devido respeito! Ide, portanto, analisaro milagre, e depois veremos se é possível esclarecer-vos algo mais!Agora basta!”
  52. 52. O Grande Evangelho de João – Volume V 53 20. ROKLUS ANALISA O MILAGRE 1. Em seguida, Roklus e seus companheiros se dirigem rápidosao jardim e à casa, onde tudo lhes é mostrado por Marcus; suaadmiração passa os limites do concebível. Decorrida meia hora,eles se juntam a nós, sem terem recebido explicação do velhoguerreiro, pois, tanto ele quanto Cirenius e Mathael, haviam sidopor Mim inspirados no que dizer, dando assim oportunidade dese converterem à verdade esses homens estapafúrdios. 2. Raphael, após ter dado a Marcus explicação do uso de tudoque lhe fora por Mim presenteado, vira-se para o guerreiro e diz emsurdina: “Poupa tua gratidão verbal ao Senhor, porquanto se trataagora de converter esses ateístas da Escola de Epicúrio, fundador daagremiação dos essênios. 3. Seu grupo se compõe de seis gregos e seis judeus, todos deconvicção uníssona e pertencentes à Ordem essênia. São astutose não fáceis de se tratar. Além disto, riquíssimos, razão pela qualse dirigem a Cirenius como se fora um seu igual. Se for possívelconvencê-los pela palavra, a vitória será grande; pois cada um dessesdoze dispõe, como soberano, de cem mil criaturas. Por enquanto, oSenhor deve ficar oculto; a atração central será o Prefeito e a seguirtua pessoa, caso necessário. Só depois poderei surgir e, finalmente,o Próprio Senhor! Agora silêncio, que a discussão será acalorada!” 4. Nisto, Cirenius se dirige a Roklus: “Então, a construçãomilagrosa vos agradou? Acaso podeis apresentar coisa idêntica?” 5. Diz Roklus: “Deixa-me em paz com esse assunto, como sefosse obra tua! És poderoso pelo grande número de soldados e armas;na criação da nova posse de Marcus cooperaste tão pouco quanto nós! 6. Ser-te-ia possível realizá-lo com inúmeros operários no de-correr de dez anos, pois o poder das armas e do dinheiro é grandeneste mundo. Horácio, um de vossos célebres sábios, disse o seguinte:Nada é por demais difícil aos mortais; pretendem até galgar o céucom sua intrepidez! Basta que o homem tenha os meios, poder e

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