Inclusão digitalnadifusaodainformacaodequalidadeumaquestaodeetica
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Inclusão digitalnadifusaodainformacaodequalidadeumaquestaodeetica Document Transcript

  • 1. Inclusão digital na difusão da informação qualificada: Uma questão de ética.Flávia Nunes SarmanhoDepartamento de Ciência da Informação Palavras-chave: Informação digital;Universidade de BrasíliaAluna de Graduação em Biblioteconomia ética; qualidade; cidadania.E-mail: flavia.sarmanho@hotmail.comShayane Marques Zica AbstractDepartamento de Ciência da Informação Discusses the importance of ethicsUniversidade de Brasília included in the dissemination ofAluna de Graduação em BiblioteconomiaE-mail: marquacizh@uol.com.br information, and prioritizing the digital area of social inclusion. Commenting onThaynara Melo Rodrigues the aspects that make it a tool of relevantDepartamento de Ciência da InformaçãoUniversidade de Brasília information.Aluna de Graduação em Biblioteconomia Using as a starting point the quality ofE-mail: olhaeuaquigente@hotmail.com information that is passed. Seeking not only access, but learning throughResumo awareness, with the help of everyAborda a importância da ética inserida na individual in the training of concerneddifusão da informação, priorizando a área citizens and updated. Able to argue anddigital e sua inclusão de cunho social. developed strategies that place the at aComentando aspectos que a torne uma decent level as carriers and disseminatorsferramenta de informação relevante. of information.Usando como ponto inicial a qualidade da Showing that man is the master theinformação que é passada. Buscando não machine and not the machine lord him.somente o acesso, mas o aprendizado Just happened in the book of Samuelatravés da conscientização, com o auxilio Butler (1835-1902). In his novelde cada indivíduo na formação de Erewhon, or, over the Range (1872), itcidadãos conscientes e atualizados. tells the story of a completely mechanizedCapazes de argumentar e elaborar society in which people end up destroyingestratégias que os coloque em um all the machines, as dangerouspatamar digno como portadores e competitors in their struggle for life.disseminadores da informação. However, instead of only destroy theMostrando que o homem deve dominar a machines that alienate and it have powermáquina e não a máquina a ele. on humans, we propose the destruction ofAssim como ocorrido no livro de Samuel data without quality.Butler (1835-1902). Em seu romanceErewhon; ou, Durante o intervalo (1872), Keywords: Digitalele conta a história de uma sociedadetotalmente mecanizada, na qual a information, ethics, quality, citizenship.população acaba destruindo todas asmáquinas, como perigosos competidoresem sua luta pela vida.Porém, ao invés de destruir somente opoder alienador das máquinas sobre o serhumano, propomos a destruição dainformação sem qualidade. 1Ci. Inf., Brasília, v. 1, n. 1, p.1-5, jan. 2011.
  • 2. “O homem explora o homem e por vezes respeito a informação consumida aindaé o contrário” mais. Pois já está tudo feito, as pessoas só (Woody Allen) precisam sentar e esperarem passar diante de seus olhos a informação que procuram.1 Introdução Não questionam, aceitam.Ao que se refere à inclusão digital como A aceitação moderna é que estámeio de difusão de informação, é defasando a qualidade do que éimpossível não associá-la à internet e à consumido pela sociedade. Comtecnologia de ferramentas modernas informações pobres sendo difundidas, éincorporadas à vida humana. Como o formada uma população pobrehábito de vestir-se ou beber agua, ela, a intelectualmente. São pessoas que sabeminclusão digital se agrega ao cotidiano da ler, escrever, reconhecer signos e juntá-sociedade. Porém, quem se adequa as los, mas não sabem argumentar,máquinas são os humanos e não as Tic’s a questionar, praticar o exercício desociedade. criadores de informação, se opor a algoAnalisando a década passada, que não lhes agrade, é o que pode serprincipalmente em meados de 1996, ano conhecido como a chamada febre dosem que ouve a grande explosão de ignorantes informados. Ou melhor,acessibilidade à internet, considerando ignorantes modernos mal informados.que muitos já possuíam seu computador Como explica Buzato (2003), há distinçãopessoal, não mais restringido apenas a entre saber ler e escrever e saber criargrandes empresas com o proposito informação. É o que ele define como “nãounicamente de ferramenta operacional letrados”. Pois pessoas alfabetizadas nãocom a funcionalidade de agilizar serviços são necessariamente letradas. É precisoe transações multimilionárias, as saber interpretar gráficos, construir umaferramentas digitais se tornaram argumentação e repassa-la. São valoresacessórios de afeto humano. Se que se integram no decorrer da práticacomparado com os anos 2000 é possível social e não no aprendizado de números ever a nova onda de informação acessada letras por si só.por estes mesmos aparelhos, que outrora Esse termo letramento, trata que não éexerciam apenas função paradigmática de apenas necessário ensinar uma pessoatrabalho. como se interpreta símbolos e os une naA qualidade da informação caiu. O acesso escrita, nem tampouco como se usa uma conteúdos eróticos, filmes, revistas, mouse ou aperta o botão de ligar/desligarpropagandas que alienam, e que do computador, ou se digita. Mas dacontribuem ao consumo que proporciona inserção social no uso da escrita,apenas o prazer efêmero cresce. Enquanto interceptada pelo computador ou outrasa informação que desperta cidadania e ferramentas eletrônicas, mostrar que essavalores que contribuam com o propósito imersão na sociedade afim de desenvolverde uma sociedade melhor, em termos de uma melhor forma de buscar a boaacesso à informação de qualidade, que informação tem um papel significativo naafete e promova a mudança em seu meio, formação do homem como cidadão. Ése evapora a cada segundo de vídeo nesse contexto que entra a questão daexibido por grandes sites do ética.entretenimento pobre. Que não será abordada em seu significadoO comodismo é sempre viável, quando se etimológico com baseamento filosóficotem acesso a tudo pronto. E no que diz profundo. Mas sim, de forma social, 2Ci. Inf., Brasília, v. 1, n. 1, p.1-5, jan. 2011.
  • 3. colocando em prática o que é necessário condições de chegar por formar umpara que se chegue ao ponto inicial do contexto distante de sua realidade, tempopensamento desse artigo que é saber disponível e condições de distancia, docomo melhorar a busca pela informação outro lado temos uma vasta rede quede qualidade, sem paradigmas, buscando possibilita que seja acessada da suaalternativas novas que envolvam a ética residência, localidades comunitárias oude cada usuário. Pois é necessário que as lan houses mas apensar de exercer umaferramentas tecnológicas se adequem ao inclusão de maior amplitude, nãohomem e não o homem a elas. Além da encontra nenhum tipo de filtro quedisseminação da consciência de que a organize discrimine a boa informação einternet é um meio de conteúdo facilite seu entendimento criando assimcomplexo, e que em sua grande parte, é uma mescla de informações limitadas edona de conteúdo inútil, sem utilidade superficiais entregue a mão a qual nãopara a sociedade. Por essa razão, é gera reflexão ou aprendizado do publico,imprescindível a ética na educação do informações de qualidade a qual éindivíduo para a formação de cidadãos necessário um senso de auto ditada paraéticos. ser identificado e assim explorado e uma porção majoritária de entretenimento que2 Informação digital, um auxiliar a não tem função educativa ou reflexivainformação convencional para o individuo. A disponibilização da informação pormétodos convencionais normalmente 3 O papel da internetviável através de bibliotecas nem sempre A Internet tem caráter livre de circulaçãocondiciona a agilidade e acessibilidade de informação não sendo manipulada porque o publico necessita. Em principal as especialista da área e tendo grande partecomunidades afastadas dos grandes de publicação de informação de formacentros apesar do direito de usufruir da independente ou por instituições privadasinformação não se encontra em com caráter lucrativo é fácil perceber quecondições favoráveis para utilizá-la e ela não pode exercer papel de substituiçãoassim enriquecendo sua vida, das instituições publicas e convencionaisintelectualmente, socialmente e voltadas para a pesquisa por não terdiplomaticamente é nesse ponto que unicamente esse intuito, no entendo deveparcialmente a biblioteca perde sua ser utilizada como ancora para possibilitarfunção principal de disseminar a aqueles discriminados por fatores deinformação gratuitamente promovendo localidade e financeiro, é então que auma democratização em relação ao chamada inclusão digital atrelada aconhecimento. Encontrar-se então uma responsabilidade de profissionais da áreaproblemática que ira dificultar a recepção da ciência da informação podem fazerdo conhecimento, por um lado isso uma arma a favor do conhecimento.encontramos bibliotecas com um acervovasto, organizado, com profissionais que 4 Sucesso agregadofacilitam a manipulação da informação Uma prova sucesso de união das duasmas se encontram em lugares onde formas de introduzir informação parapessoas de áreas rurais, comunidades membros da sociedade, é o domíniocarentes entre outros que por direito publico, lançado em 2004 e de formadeveriam ter acesso a informação para equânime propõe compartilhar umcrescimento pessoal não possuem conjunto de obras culturais de tecnologia 3Ci. Inf., Brasília, v. 1, n. 1, p.1-5, jan. 2011.
  • 4. ou de informação, sem ferir os direitos Le Coadic (2003, p.113) frisa que muitasautorias e as demais regras de publicação pessoas são pesquisadoras medíocres dede uma obra via Internet. Esse sistema informação. Que a introdução no ensinocontribui para o desenvolvimento de uma da disciplina ‘informação’, com umconsciência social e um crescimentopessoal que de outra forma não chegaria a quadro de professores especializados,determinadas pessoas que necessitam e seria a garantia para o ingresso dos alunospossuem o direito de se integrarem a na sociedade da informação. Assim, nãocultura e desenvolver suas ideias a partir basta a informação estar disponível, éde bases teóricas que são de todos. necessário uma conscientização doAlguns pesquisadores dos processos de profissional na área da informação que écomunicação, da ciência da informação e de grande importância instruir o usuáriotecnologia questionam sobre asubstituição dos meios convencionais e para que possam realizar boas pesquisas.dos profissionais pelo novo método de Compreende-se que como o homem sedisseminação da informação, masavaliando seriamente esse processo fica adéqua ás novas tecnologias, asentendido que essa rede não tem como ferramentas tecnológicas devem sesuprir toda a demanda e nem modificar adequar à ele e á procura da sociedadetão radicalmente os sistemas das dentro do meio digital, para que neste sejabibliotecas, pois isso seria ignorar fatores inserida a informação de qualidade quehistóricos e sociais, garantia de estimulará o questionamento econservação, tradição e melhorescondições de manipulação e organização acrescentará valores éticos e morais aoda informação. usuário. Para finalizar, Rocha conclui que;Conclusões Garantir cidadania, assegurar os direitos de acesso à informação e à educação para osA grande disponibilidade de acesso à indivíduos, agora e no futuro, implica reduzirinternet que acontece desde 1996 os riscos alegados pelos autores analisados,contribui para a vida do cidadão, oferecendo aos trabalhadores em serviços, seagilizando e facilitando os serviços. Com não o conhecimento, pelo menos as técnicas - instrumentos que proporcionam dignidade eo constante e excessivo envio de sobrevivência, em uma sociedade altamenteinformações à rede, a qualidade da competitiva.informação acaba diminuindo, deixando ousuário alienado e passivo de ser cada vez Ou seja, garantindo seus direitos demais influenciado pela informação acesso e fornecendo os instrumentos"inútil" em termos de crescimento do necessários, eles possam ser estimuladosindivíduo intelectual. a questionar e exercer sua cidadania ciente de seus direitos e deveres. 4Ci. Inf., Brasília, v. 1, n. 1, p.1-5, jan. 2011.
  • 5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1. BARROS, M. H. T. C de. Disseminação da informação: entre a teoria e a prática.Marília: [s.n.], 2003.2. CARVALHO, José Murilo de. Interesses contra a cidadania. In: MATTA, Roberto daEtal. Brasileiro, Cidadão, São Paulo: Cultura, 1992. p.87-125.3. . CUNHA, M. V.; SILVA, E. L. A formação profissional no século XXI: desafios edilemas. Ciência da Informação, Brasília, v. 31, n. 3, p. 77-82, set./dez. 2002.4. GUIMARÃES, J.A.C. Moderno profissional da informação: elementos para suaformação no brasil. Transinformação. v. 9, n.1, p. 124-137, Janeiro/Abril 1997. Versãoeletrônica.5. SILVA, H. Inclusão digital e educação para a competência informacional: uma questãode ética e cidadania. Ci. Inf., Brasília, v. 34, n. 1, p.28-36, jan./abr. 2005.6. SOUZA, F. C. Ética Bibliotecária no Contexto Atual. Perspectivas em Ciência daInformação. V. 12, n. 1, p. 136-147, jan./abril 2007.7. VIEIRA, A. da S. Desenvolvimento deum novo profissional para um novo tempo.Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v.18, n.1, p.111-113,1993. 5Ci. Inf., Brasília, v. 1, n. 1, p.1-5, jan. 2011.