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    Modulo 1 (01 A 30) Modulo 1 (01 A 30) Document Transcript

    • 1-INTRODUÇĂO SEGURANÇA COM ELETRICIDADE. (1) Apresentação em slides 1-1-HISTÓRIA DA ELETRICIDADE Foi descoberta por um filosofo grego chamado Tales de Mileto que, ao esfregar um âmbar a um pedaço de pele de carneiro, observou que pedaços de palhas e fragmentos de madeira começaram a serem atraídas pelo próprio âmbar. Do âmbar (gr. élektron) surgiu o nome eletricidade. No século XVII foram iniciados estudos sistemáticos sobre a eletrificaçăo por atrito, graças a Otto von Guericke. Em 1672, Otto inventa uma maquina geradora de cargas elétricas onde uma esfera de enxofre gira constantemente atritando-se em terra seca. Meio século depois, Stephen Gray faz a primeira distinçăo entre condutores e isolantes elétricos. Durante o século XVIII as maquinas elétricas evoluem até chegar a um disco rotativo de vidro que é atritado a um isolante adequado. Uma descoberta importante foi o condensador, descoberto independentemente por Ewald Georg von Kleist e por Petrus van Musschenbroek. O condensador consistia em uma maquina armazenadora de cargas elétricas. Eram dois corpos condutores separados por um isolante delgado. Mas uma invençăo importante, de uso pratico foi o pára-raios, feito por Benjamin Franklin. Ele disse que a eletrizaçăo de dois corpos atritados era a falta de um dos dois tipos de eletricidade em um dos corpos. Esses dois tipos de eletricidade eram chamadas de eletricidade resinosa e vítrea. No século XVIII foi feita a famosa experięncia de Luigi Aloisio Galvani em que potenciais elétricos produziam contraçőes na perna de uma ră morta. Essa diferença foi atribuída por Alessandro Volta ao fazer contato entre dois metais a perna de uma outra ră morta. Essa experięncia foi atribuída a sua invençăo chamada de pilha voltaica. Ela consistia em um serie de discos de cobre e zinco alterados, separados por pedaços de papelăo embebidos por água salgada. Com essa invençăo, obteve-se pela primeira vez uma fonte de corrente elétrica estável. Por isso, as investigaçőes sobre a corrente elétrica aumentaram cada vez mais. Depois de um tempo, săo feitas as experięncias de decomposiçăo da água. Em 1802, Humphry Davy separa eletronicamente o sódio e potássio. Mesmo com a fama das pilhas de Volta, foram criadas pilhas mais eficientes. John Frederic Daniell inventou-as em 1836 na mesma época das pilhas de Georges Leclanché e a bateria recarregável de Raymond-Louis-Gaston Planté. O físico Hans Christian Örsted observa que um fio de corrente elétrica age sobre a agulha de uma bússola. Com isso, percebe-se que há uma ligaçăo entre magnetismo e eletricidade. Em 1831, Michael Faraday descobre que a variaçăo na intensidade da corrente elétrica que percorre um circuito fechado induz uma corrente em uma bobina próxima. Uma corrente induzida também é observada ao se introduzir um ímă nessa bobina. Essa induçăo magnética teve uma imediata aplicaçăo na geraçăo de correntes elétricas. Uma bobina próxima a um imă que gira é um exemplo de um gerador de corrente elétrica alternada. Os geradores foram se aperfeiçoando até se tornarem as principais fontes de suprimento de eletricidade empregada principalmente na iluminaçăo. Em 1875 é instalado um gerador em Gare du Nord, Paris, para ligar as lâmpadas de arco da estaçăo. Foram feitas maquinas a vapor para movimentar os geradores, e estimulando a 1
    • invençăo de turbinas a vapor e turbinas para utilizaçăo de energia hidrelétrica. A primeira hidrelétrica foi instalada em 1886 junto as cataratas do Niágara. Para ocorrer a distribuiçăo de energia, foram criados inicialmente condutores de ferro, depois os de cobre e finalmente, em 1850, já se fabricavam os fios cobertos por uma camada isolante de guta-percha vulcanizada, ou uma camada de pano. A Publicaçăo do tratado sobre eletricidade e magnetismo, de James Clerk Maxwell, em 1873, representa um enorme avanço no estudo do eletromagnetismo. A luz passa a ser estendida como onda eletromagnética, uma onde que consiste de campos elétricos e magnéticos perpendiculares ŕ direçăo de sua propagaçăo. Heinrich Hertz, em suas experięncias realizadas a partir de 1885, estuda as propriedades das ondas eletromagnéticas geradas por uma bobina de induçăo, nessas experięncias observa que săo refletidas, refratadas e polarizada, do mesmo modo que a luz. Com o trabalho de Hertz fica demonstrado que as ondas de radio e as de luz săo ambas ondas eletromagnéticas, desse modo confirmando as teorias de Maxwell, as ondas de radio e as ondas luminosas diferem apenas na sua freqüęncia. Hertz năo explorou as possibilidades práticas abertas por suas experięncias; mais de dez anos se passa, até Guglielmo Marconi utilizar as ondas de radio no seu telegrafo sem fio. A primeira mensagem de radio é transmitida através do Atlântico em 1901. Todas essas experięncias vieram abrir novos caminhos para a progressiva utilizaçăo dos fenômenos elétricos em praticamente todas as atividades do homem. 1-2-SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA: GERAÇĂO, TRANSMISSĂO E DISTRIBUIÇĂO. A energia elétrica que alimenta as indústrias, comércio e nossos lares é gerada principalmente em usinas hidrelétricas, onde a passagem da água por turbinas geradoras transforma as energias mecânicas, originadas pela queda d’água, em energia elétrica. No Brasil a GERAÇĂO de energia elétrica é 80% produzida a partir de hidrelétricas, 11% por termoelétricas e o restante por outros processos. A partir da usina a energia é transformada, em estaçőes elétricas, a elevados níveis de tensăo e transportada em corrente alternada (60 Hertz) através de cabos elétricos, até as estaçőes rebaixadoras, delimitando a fase de TRANSMISSĂO. Já na fase de DISTRIBUIÇĂO, nas proximidades dos centros de consumo, a energia elétrica é tratada nas estaçőes, com seu nível de tensăo rebaixado e sua qualidade controlada, sendo transportada por redes elétricas aéreas ou subterrâneas, constituídas por estruturas (postes, torres, dutos subterrâneos e seus acessórios), cabos elétricos e transformadores para novos rebaixamentos, e finalmente entregue aos clientes Industriais, comerciais, de serviços e 2
    • residęncias em níveis de tensăo variáveis, de acordo com a capacidade de consumo instalado de cada cliente consumidor. As atividades pertencentes aos setores de CONSUMO, representados pela indústria, comércio, serviços e residęncias, năo serăo objeto deste trabalho. Quando falamos em setor elétrico, referimo-nos normalmente ao Sistema Elétrico de Potęncia (SEP), definido como o conjunto de todas a instalaçőes e equipamentos destinados ŕ operaçăo, transmissăo e distribuiçăo de energia elétrica até a mediçăo inclusive. Com o objetivo de uniformizar o entendimento é importante informar que o SEP trabalha com vários níveis de tensăo, classificadas em alta e baixa tensăo e normalmente com corrente elétrica alternada (60 Hertz – Hz). Conforme definiçăo dada pela ABNT através das NBR (Normas Brasileiras Registradas), considera-se “baixa tensăo”, a tensăo superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. Da mesma forma considera-se “alta tensăo”, a tensăo superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 3
    • 2- SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA DO BRASIL. Até 1998 todo o setor de energia elétrica eram estatizados. A partir desse ano a distribuiçăo de energia elétrica, principalmente, começou a sofrer profundas modificaçőes organizacionais, com a transformaçăo de empresas estatais ou de economia mista em empresas privadas. Tais transformaçőes foram marcadas basicamente pelos seguintes fatores:  Privatizaçăo;  Acentuado processo de terceirizaçăo;  Reduçăo de măo-de-obra, com grande número de demissőes e aposentadorias sem reposiçăo do efetivo, juntamente com “programas de demissăo voluntária” (PDV);  Inserçăo de măo-de-obra sem a devida qualificaçăo;  Modificaçăo de processos e equipamentos, com objetivo de modernizaçăo e atendimento ŕs novas demandas do setor por processos mais ágeis, de baixo custo e com menor exigęncia de măo-de-obra. Uma visăo atual da situaçăo de privatizaçăo ocorrida no setor elétrico do país nos mostra que 80% da área de distribuiçăo de energia elétrica encontram-se privatizada, área em que se concentra a maior parte da massa de trabalhadores eletricitários. Da mesma forma, 20% da geraçăo de energia também foi privatizada, sendo que a transmissăo continua sob administraçăo estatal. As transformaçőes descritas acima atingiram, de modo geral, todo o setor, até mesmo empresas que continuaram sendo estatais. A crescente terceirizaçăo e reduçăo de măo-de-obra, e suas conseqüęncias nos processos produtivos, procedimentos e equipamentos, configuram o panorama geral do sistema de energia elétrica atualmente. 4
    • 2-1-DESCRIÇĂO DAS ATIVIDADES TIPO DO SETOR DE ENERGIA ELÉTRICA Para facilitar a descriçăo e o entendimento das atividades abrangidas, vamos dividi-las em tręs segmentos, a saber: GERAÇĂO, TRANSMISSĂO, DISTRIBUIÇĂO DE ENERGIA ELÉTRICA. Geraçăo de energia elétrica A abordagem centraliza-se nas atividades realizadas após os sistemas de geraçăo da energia elétrica. As atividades “tipo” necessárias aos processos que antecedem a produçăo de energia elétrica, ou seja, processos hidrelétricos, termelétricos, nucleares, eólicos, solares, biomassa etc. năo estăo aqui descritos. Devemos lembrar que os riscos após a fase de processamento da geraçăo (turbinas e geradores) de energia elétrica săo similares e comuns a todos sistemas de produçăo de energia, e estăo presentes em diversas atividades, destacando:  Instalaçăo e manutençăo equipamentos e maquinário (turbinas, geradores, transformadores, disjuntores, capacitores, chaves, sistemas de mediçăo)  Manutençăo das instalaçőes Industriais após a geraçăo;  Operaçăo de painéis de controle elétrico;  Acompanhamento e supervisăo dos processos de tubo geraçăo;  Transformaçăo e elevaçăo da energia elétrica;  Processos de mediçăo da energia elétrica. As atividades características da geraçăo se encerram nos sistemas de mediçăo da energia, usualmente em tensőes de 138 a 500 kV, interface com a transmissăo. Transmissăo de energia elétrica Basicamente está constituída por linhas de condutores destinados a transportar a energia elétrica desde a fase de geraçăo até a fase de distribuiçăo, abrangendo processos de elevaçăo e rebaixamento de tensăo elétrica, realizados em estaçőes próximas aos centros de consumo, ao lado das cidades. Essa energia é transmitida em corrente alternada ( 60 Hz) em elevadas tensőes (138 kV a 500 kV). Os elevados potenciais de transmissăo se justificam para evitar as perdas por aquecimento e reduçăo no custo de condutores e métodos de transmissăo da energia, com o emprego de cabos com menor bitola ao longo das imensas extensőes a serem transpostas, que ligam os geradores aos centros consumidores. Atualmente há grande demanda de serviços no setor de transmissăo de energia, ocasionada pelo envelhecimento das linhas instaladas, que datam de aproximadamente 30 anos de instalaçăo e pela necessidade de construçăo de diversas novas linhas de transmissăo, para fazer frente ŕ expansăo e ŕ demanda, atuais no setor de energia elétrica. 5
    • ATIVIDADES CARACTERÍSTICAS DO SETOR DE TRANSMISSĂO: Inspeçăo de linhas de transmissăo Inspetores de linha verificam o estado da estrutura e seus elementos, a altura dos cabos elétricos e a faixa de servidăo, área ao longo da extensăo da linha de domínio da companhia de transmissăo. Esse processo de inspeçăo periódica poderá ser realizado por Aterra ou por helicóptero, dependendo dos recursos da empresa e especificidade do serviço. As inspeçőes por terra demandam periodicamente subidas em torres e estruturas. Os serviços de linhas de transmissăo, barramentos aéreos de subestaçőes e estruturas de telecomunicaçőes săo executados pelas divisőes de transmissăo das geręncias regionais da Transmissăo Paulista. A necessidade dos serviços leva em conta os seguintes indicadores:  relatório de inspeçăo aérea;  relatório de inspeçăo terrestre;  análise do desempenho operativo de cada linha de transmissăo;  diagnóstico individual de cada linha de transmissăo;  importância de cada linha de transmissăo;  ocorręncias de falhas e defeitos;  solicitaçőes de outras áreas. Inspeçăo Aérea A inspeçăo aérea juntamente com a inspeçăo terrestre, é um dos principais instrumentos de diagnóstico das linhas de transmissăo, servindo para a programaçăo das manutençőes preventivas e corretivas das mesmas. A inspeçăo aérea detalhada é a inspeçăo periódica realizada com helicóptero em velocidade reduzida (média de 60 km/h), para observar todos os pontos. O vôo é feito ao longo da linha.A inspeçăo aérea de patrulhamento é realizada numa velocidade maior (média de 90 km/h), observando os pontos que possam colocar em risco a linha de transmissăo em curto prazo. O vôo é realizado em apenas um sentido também ao longo da linha. Inspeçăo aérea específica é restrita a alguns componentes ou sub componentes das instalaçőes. Por último, a inspeçăo aérea de emergęncia é a que realiza a localizaçăo de uma falha transitória ou permanente, detectada pelas proteçőes da linha. 6
    • Inspeçăo Terrestre As inspeçőes terrestres săo executadas pelas divisőes de transmissăo seguindo um roteiro pré-estabelecido, que leva em consideraçăo o diagnóstico da linha de transmissăo, sua idade, desempenho, características próprias, etc. Os serviços de inspeçăo em geral săo executados pelas turmas de inspeçăo, compostos por empregados experientes e tecnicamente capacitados. Desempenho de Linhas de Transmissăo O desempenho de uma linha de transmissăo deve ser analisado sob o aspecto operativo e sob o aspecto de manutençăo. Desempenho operativo é feito através dos "Relatórios de Desligamentos Forçados em Linhas de Transmissăo", que indicam se a linha de transmissăo está adequada ou năo, em vista do índice de número de desligamentos por 100 (cem) quilômetros de linha ao ano. O desempenho quanto ŕ manutençăo leva em conta o número e a duraçăo das intervençőes em cada linha de transmissăo, ocorręncia de falhas e defeitos registrados e relatórios emitidos. Diagnóstico Individual da Linha de Transmissăo Anualmente, cada geręncia regional deve elaborar um diagnóstico de cada linha de transmissăo de sua área. Basicamente, o diagnóstico é uma análise do desempenho operativo e da manutençăo da linha no ano anterior, complementado com as recomendaçőes dos serviços necessários ŕ permanęncia ou melhoria do desempenho apresentado. O diagnóstico é elaborado a partir das seguintes informaçőes:  Classificaçăo da linha segundo a sua prioridade;  Análise dos desligamentos; resultados das inspeçőes terrestres;  Resultados das inspeçőes aéreas;  Resultado das mediçőes e inspeçőes programadas no ano anterior (resistęncia de aterramento, vibraçăo eólica, termovisor, abertura dos grampos, etc.);  Serviços executados pelas turmas de manutençăo (instalaçăo de contrapeso, amortecedores, substituiçăo de isoladores, combate ŕ erosăo, seccionamento de cercas, manutençăo de acessos, etc.);  Serviços executados por empreiteiras (roçadas etc.);  Resultados de alteraçőes ou remanejamento da instalaçăo (derivaçőes, seccionamentos, etc.);  Situaçăo quanto ŕ corrosăo;  Văos com cabo baixo corrigidos e a serem corrigidos;  Existęncia de isoladores de porcelana de baixa confiabilidade;  E outras informaçőes que possam surgir. 7
    • Programaçăo dos Serviços de Manutençăo de Linha de Transmissăo Com base no diagnóstico de cada linha de transmissăo, a geręncia regional deve elaborar a programaçăo dos serviços.Nesta programaçăo devem estar incluídos os serviços relacionados no Plano de Trabalho na Diretoria de Operaçăo. O programa anual estabelece os seguintes parâmetros: execuçăo de roçada de vegetaçăo sujeita a queimadas nos meses de abril a julho; Execuçăo de mediçăo de resistęncia de aterramento durante o período de estiagem; combate ŕ corrosăo antes do novo período de chuvas; e combate ŕ corrosăo no período de estiagem. Atribuiçőes O planejamento, acompanhamento e controle de todos os serviços de manutençăo das linhas de transmissăo, barramentos aéreos de subestaçőes e estruturas de telecomunicaçőes sob responsabilidade da respectiva Divisăo de Transmissăo:  Programaçăo dos serviços;  Previsăo e requisiçăo dos materiais necessários ŕ manutençăo;  Elaboraçăo de especificaçőes técnicas e processos para contrataçăo dos serviços;  Administraçăo dos contratos de serviços de terceiros;  Elaboraçăo de relatórios técnicos/desempenho;  Desenvolvimento e implantaçăo de técnicas de manutençăo; e outros serviços correlatos. Inspeçăo e Fiscalizaçăo de Linhas As principais atribuiçőes das turmas de inspeçăo e fiscalizaçăo de linhas de transmissăo săo: Inspeçăo terrestre detalhada das linhas de transmissăo anotando em formulários próprios o estado geral das faixas de servidăo e de segurança, das estruturas, cabos condutores e pára- raios, isoladores e ferragens das cadeias, sistemas de aterramento (rabichos e contrapeso), etc.; Execuçăo de ensaios com instrumentos específicos para verificaçăo das condiçőes das instalaçőes, tais como mediçăo de vibraçăo eólica em cabos condutores e pára-raios, mediçăo de resistęncia de aterramento das estruturas e resistividade do solo, verificaçăo de potencial em isoladores (teste de ruído), etc.; Inspeçăo de barramentos aéreos de subestaçőes; Inspeçăo de estruturas de telecomunicaçőes; Fiscalizaçăo de serviços especializados de manutençăo de linhas de transmissăo contratados; Fiscalizaçăo de serviços de tratamento anti corrosivo de linhas de transmissăo, pórtico e suportes de subestaçőes e estruturas de telecomunicaçőes; Apoio ŕs turmas de em serviços de emergęncia em linhas de transmissăo. 8
    • Manutençăo de Linhas As principais atribuiçőes para a manutençăo de linhas de transmissăo săo as seguintes:  Substituiçăo e correçăo de problemas em isoladores, cruzetas, amortecedores, espaçadores, anéis e chifres equalizadores, ferragens de cadeias, grampos, etc., em linhas de transmissăo; substituiçăo de postes;  Substituiçăo e reparo de cabos condutores e pára- raios; correçăo de jampes;  Reaperto de parafusos e troca de peças em estruturas metálicas;  Instalaçăo de placas de pintura de identificaçăo e sinalizaçăo de estruturas de linhas de transmissăo;  Instalaçăo de esferas de sinalizaçăo e balizadores;  Execuçăo e fiscalizaçăo de serviços de pintura de conservaçăo de estruturas metalizadas de linhas de transmissăo, pórticos e suportes de subestaçőes;  Montagem e desmontagem de variantes com estruturas de emergęncia;  Armazenamento de estruturas de emergęncia;  Instalaçăo e substituiçăo de bobinas de bloqueio;  Apoio ŕs "Turmas de Inspeçăo de Linhas de Transmissăo" nas atividades de inspeçăo que requeiram manobras, envolvendo grande número de pessoas, tais como inspeçăo de cabos condutores e pára-raios, grampos, espaçadores, bem como mediçőes de vibraçăo eólica em cabos, gradiente de potencial em isoladores e resistęncia de aterramento e resistividade do solo;  Ampliaçăo e reparo do sistema de aterramento de estrutura (contrapeso);  Combate de erosăo e formigueiros nas proximidades das estruturas; corte de árvores nas faixas de servidăo e de segurança;  Instalaçăo, substituiçăo e manutençăo de estruturas de telecomunicaçőes;  Verificaçăo das tensőes mecânicas dos estais das estruturas de telecomunicaçőes;  Substituiçăo de isoladores, grampos e conectores em barramentos de subestaçőes;  Conexăo de subestaçăo móvel ao barramento aéreo de subestaçőes, com instalaçőes energizadas ou năo;  Manutençăo de barramentos aéreos de subestaçőes;  Desconexăo e conexăo de equipamentos de subestaçőes com instalaçăo energizada. Corrosăo O combate ŕ corrosăo tem como principais atribuiçőes as seguintes tarefas:  Inspeçăo das instalaçőes quanto ao estado de corrosăo e levantamento das necessidades de tratamento nas linhas de transmissăo e subestaçőes da Transmissăo Paulista;  Fiscalizaçăo de todo o processo de tratamento anticorrosivo, ou seja, desde a compra dos materiais utilizados ŕ contrataçăo dos serviços;  Fiscalizaçăo de todo processo de tratamento anticorrosivo;  Pintura dos suportes de equipamento das subestaçőes. 9
    • Equipamento garante inspeçăo mais eficiente em linhas de transmissăo e redes de distribuiçăo. Trata-se do Sistema com Câmara Termográfica - Gimbal, equipamento que vai permitir a localizaçăo precisa e rápida de defeitos nos sistemas de fornecimento de energia elétrica. (esta sendo utilizado pela CEMIG) Tecnologia Com a nova tecnologia, a inspeçăo ganha mais qualidade, velocidade e segurança, pois pode ser executada a uma distância maior do defeito. Outra vantagem é a gravaçăo da inspeçăo visual em vídeo, possibilitando a análise dos defeitos encontrados no escritório, com participaçăo da equipe de manutençăo na definiçăo da soluçăo. Segundo o engenheiro de manutençăo elétrica, Miguel Mourăo, a EN/OM pesquisa novas tecnologias como forma de aperfeiçoar a qualidade das inspeçőes aéreas tradicionais e instrumentalizá-las. "O desenvolvimento das vistorias instrumentalizadas nas linhas e redes tem por objetivo descobrir os defeitos invisíveis a olho nu, que podem até causar o desligamento da linha", explica. O Gimbal possui uma esfera de giro estabilizado, equipada com câmeras filmadora fixa e termográfica. O equipamento é montado e instalado na fuselagem de um helicóptero durante inspeçőes aéreas de linhas de transmissăo e redes de distribuiçăo. Os mecanismos de controle da esfera e câmeras săo acionados com controle remoto, por meio de microprocessador. O equipamento é instalado na fuselagem do helicóptero (detalhe) Inspeçăo Instrumental (Termográfica) Termovisor Também conhecido como termógrafos, săo câmeras equipadas com detectores especiais, que transformam leituras de campos de temperatura em imagem de vídeo. 10
    • PRINCÍPIO DA TERMOGRAFIA Termografia é a técnica que estende a visăo humana através do espectro infravermelho. O infravermelho é uma freqüęncia eletromagnética naturalmente emitida por qualquer corpo, com intensidade proporcional a sua temperatura. Săo portanto emissores de infravermelho, em irradiaçőes visuais, através de uma tela de TV, produzindo imagens térmicas chamadas de TERMOGRAMAS, que, em resumo, permitem a visualizaçăo da distribuiçăo de calor na regiăo focalizada. Assim, através do termovisor, fica extremamente fácil a localizaçăo de regiőes quente ou fria, através da interpretaçăo dos termogramas que fornecem uma imagem, onde dotados de recursos permitem abranger uma faixa de temperatura que vai de -20°C a 1500°C, com opçăo de filtros especiais, fornecendo uma imagem de qualidade, independente da presença do sol ou outra fonte de calor intensa. Sua leveza, pequeno tamanho e autonomia, permitem sua utilizaçăo em locais de difícil acesso. A imagem produzida pelo TERMOVISOR pode ser gravada em CD-ROM, para posterior estudo em processamento. CRITÉRIOS DE LOCALIZAÇĂO DE PONTOS ANORMALMENTE AQUECIDOS NAS INSTALAÇŐES ELÉTRICAS No instante em que inspeciona termograficamente um componente elétrico, o inspetor realiza uma rigorosa seleçăo preliminar para que se defina se este equipamento se encontra em situaçăo normal ou será registrado para posterior diagnóstico a constar no relatório, devido aquecimento normal.Nesta seleçăo preliminar para se considerar um equipamento anormalmente aquecido usa-se o seguinte critério: - Qualquer componente com aquecimento superior ŕ 25°C em relaçăo ao ambiente, exceto resistęncia de aquecimento, alguns núcleos de bobina, lâmpadas acesas e alguns resistores. - Qualquer equipamento elétrico que embora năo atinja o aquecimento de 25°C em relaçăo ao ambiente, está com temperatura superior ŕ outro equipamento idęntico, nas mesmas condiçőes de carga e trabalho. - Qualquer equipamento elétrico com aquecimento localizado inferior ŕ 25°C e carga inferior a 60% da máxima que ele normalmente atinge. - Equipamentos que, embora năo possam ser visualizados diretamente, pelo termovisor despertam suspeitas devido ao aquecimento progressivo nos condutores a eles conectados, através de altas emissőes de infravermelho por frestas, ou reflexos em paredes laterais. Este caso é comumem garras de disjuntores inacessíveis visualmente. Nesta fase săo anotadas temperaturas dos componentes, nas imagens os tons claros correspondem ŕs regiőes de maior temperatura e tons escuros correspondem ŕs regiőes de menor temperatura. ALGUNS APARELHOS ENCONTRADOS NO MERCADO 11
    • COMPONENTES DA REDE PARA VERIFICAÇĂO NA TERMOGRAFIA 12
    • Manutençăo em Linhas de Transmissăo Compreende as seguintes atividades:  Substituiçăo e manutençăo de isoladores (dispositivo constituído de uma série de “pratos”, cujo objetivo é isolar a energia elétrica da estrutura);  Limpeza de isoladores  Substituiçăo de elementos pára-raios;  Substituiçăo e manutençăo de elementos das torres e estruturas;  Manutençăo dos elementos sinalizadores dos cabos;  Desmatamentos e limpeza de faixas de servidăo. Lavagem de isoladores de torre de Transmissăo (necessário retirar o “limo” que interfere nas propriedades de isolamento) Reparo em isolador – linha de transmissăo 230 Kv Lançamento de cabos 13
    • DISTRIBUIÇĂO DE ENERGIA ELÉTRICA É o segmento do setor de energia elétrica que congrega o maior número de trabalhadores eletricitários, compreendendo os potenciais após a transmissăo (67 a 138 kv), indo até estaçőes de transformaçăo e distribuiçăo,e entregando energia elétrica aos consumidores. A distribuiçăo de energia elétrica aos consumidores é realizada nos potenciais:  Grandes consumidores abastecidos com tensőes de 67kV a 88 kV;  Médios consumidores abastecidos por tensăo de 13,8 kV;  Consumidores residenciais, comerciais e industriais até a potęncia de 75 kVA (o abastecimento de energia é realizado no potencial de 110, 220; 127, 220 e 380 Volts);  Distribuiçăo subterrânea no potencial de 24 kV. É também o segmento que apresenta a maior quantidade e diversidades de atividades de trabalho, dentre as quais destacamos:  Recebimento e mediçăo de energia elétrica nas estaçőes;  Rebaixamento do potencial de energia elétrica;  Construçăo de redes de distribuiçăo;  Construçăo de estruturas e obras civis;  Montagens de estaçőes de transformaçăo e distribuiçăo;  Montagens de painéis e centros de controle;  Montagens de transformadores e acessórios em estruturas nas redes de distribuiçăo;  Manutençăo das redes de distribuiçăo aérea – alta e baixa tensăo;  Manutençăo das redes de distribuiçăo subterrânea em alta e baixa tensăo;  Poda de árvores;  Montagem de cabinas primárias de transformaçăo;  Limpeza de isoladores, para raios e estruturas da rede;  Limpeza e desmatamento das faixas de servidăo;  Mediçăo de energia elétrica nos consumidores;  Operaçăo dos centros de controle e supervisăo da distribuiçăo. 14
    • Manutençăo em linhas de distribuiçăo desenergizadas (desligadas) As atividades de transmissăo e distribuiçăo de energia elétrica podem ser realizadas em sistemas energizados (linha viva) ou desenergizados, a seguir destacadas. Todas as atividades envolvendo manutençăo no setor elétrico devem priorizar os trabalhos com circuitos desenergizados. Apesar de desenergizados devem obedecer a procedimentos e medidas de segurança, adequados. Somente serăo consideradas desenergizadas as instalaçőes elétricas liberadas para serviço mediante os procedimentos apropriados:  Seccionamento:  Impedimento de reenergizaçăo;  Constataçăo da ausęncia de tensăo;  Instalaçăo de aterramento temporário com equipotencializaçăo dos condutores dos circuitos;  Proteçăo dos elementos energizados existentes;  Instalaçăo da sinalizaçăo de impedimento de energizaçăo. 15
    • Manutençăo com a linha energizada (linha viva). Essa atividade pode ser realizada mediante a adoçăo de procedimentos que garantam a segurança dos trabalhadores. Nessa condiçăo de trabalho as atividades podem se desenvolver mediante 3 métodos, abaixo descritos : Método ao contato O trabalhador tem contato com a rede emergizada, mas năo fica ao mesmo potencial da rede elétrica, pois está devidamente isolado desta, utilizando equipamentos de proteçăo individuais adequados ao nível de tensăo tais como botas, luvas e mangas isolantes e equipamento de proteçăo coletiva como cobertura e mantas isolantes. Manutençăo realizada utilizando o método ao contato – trabalhador em contato com a rede elétrica, mas isolado. Método ao potencial É o método onde o trabalhador fica em contato direto com a tensăo da linha, no mesmo potencial da rede elétrica. Nesse método é importantíssimo o emprego de medidas de segurança que garantam o mesmo potencial elétrico no corpo inteiro do trabalhador, devendo ser utilizado conjunto de vestimentas condutoras (roupas, botinas, luvas, capuzes), ligadas através de cabo condutor elétrico e cinto a rede objeto da atividade. É necessário treinamento e condicionamento específico dos trabalhadores para tais atividades. 16
    • Método a Distância É o método onde o trabalhador interage com a parte energizada a uma distância segura, através do emprego de procedimentos, estruturas, equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes apropriados. É, também necessário treinamentos e condicionamentos específicos dos trabalhadores em tais atividades. . Troca de isolador em linha de transmissăo de 138 KV – linha “viva”, método ŕ distância. INSPEÇĂO DE LINHAS DE DISTRIBUIÇĂO A inspeçăo visa identificar as irregularidades e anomalias existentes no sistema elétrico de distribuiçăo que, se năo corrigidas a tempo, resultam em falhas e ou interrupçőes. O fluxo do processo de inspeçăo é constituído pelas etapas: programar, executar, controlar e atuar, formando um ciclo contínuo e fechado de procedimentos, cujo produto é o diagnóstico da rede de distribuiçăo no que se refere ŕs condiçőes físicas e elétricas. Para efeito de inspeçăo das linhas e redes de distribuiçăo, devem ser utilizados os seguintes métodos de inspeçăo: Minuciosa ou poste a poste, onde săo inspecionados todos os postes e estruturas existentes. Por amostragem, onde săo inspecionados apenas alguns postes dentre o total de postes instalados. Setorial, onde săo inspecionados alguns componentes específicos. Os sistemas operacionais responsáveis pela divulgaçăo dos indicadores de continuidade devem fornecer subsídios necessários para as inspeçőes utilizando-se de recursos como DEC, FEC ou relatórios de acompanhamento de interrupçőes. 17
    • Na avaliaçăo das condiçőes do sistema elétrico de distribuiçăo, a inspeçăo conduz ao estabelecimento das prioridades para execuçăo da manutençăo, utilizando o método de hierarquizaçăo das linhas e redes de distribuiçăo. A hierarquizaçăo das linhas e redes de distribuiçăo visa estabelecer qual o circuito, trecho, ou rede de baixa tensăo, onde os serviços de inspeçăo e manutençăo devem ser alocados prioritariamente. A hierarquizaçăo é elaborada, considerando os diferentes aspectos existentes em cada Rede ou Linha de Distribuiçăo. A hierarquizaçăo é estabelecida através de indicadores relacionados com o desempenho das linhas e redes de distribuiçăo, suas condiçőes elétricas e mecânicas e a importância perante o mercado consumidor ou da utilizaçăo. A hierarquizaçăo para efeito de manutençăo preventiva é obtida a partir de um conjunto de variáveis relativas ao circuito, ŕs quais săo atribuídos valores específicos. As variáveis descritas a seguir devem ser controladas e seus valores obtidos periodicamente através dos relatórios gerados pela operaçăo.  Idade da rede ou linha de distribuiçăo e carregamento máximo, dado em porcentagem do limite térmico do cabo. Considera a maior probabilidade de ocorręncia de defeitos nos materiais e equipamentos nele instalados, proporcional ao envelhecimento ou uso da rede de distribuiçăo;  Número de consumidores e consumidores ou cargas com prioridade para o atendimento, variável que caracterizam a importância da rede de distribuiçăo;  Consumos totais, que indicam a ordem de grandeza do faturamento relativo ŕ rede de distribuiçăo. O programa de inspeçăo visual deve ser elaborado com base na hierarquizaçăo das linhas e redes de distribuiçăo e registrado no formulário “Inspeçăo de redes primária e ou secundária de distribuiçăo”. A periodicidade das inspeçőes nas linhas e redes de distribuiçăo, esta descrita no quadro abaixo: Dentre as linhas e redes de distribuiçăo, algumas podem apresentar características especiais que exijam que sejam inspecionadas e mantidas mais freqüentemente do que outras, ficando a critério da unidade de manutençăo, definir nova periodicidade. 18
    • O programa de inspeçăo instrumental deve ser elaborado, considerando-se a hierarquizaçăo das linhas e redes de distribuiçăo e o grau de incidęncia de falhas em: a) Redes ou linhas submetidas a sobrecargas constantes. b) Entrada em operaçăo de novas redes. c) Incidęncia de falhas em conexőes e emendas. Constituem pontos críticos, a serem verificados durante a inspeçăo, todas as peças sujeitas a apertos tais como: Emendas, Grampos, Conectores, Luvas, Amarraçőes, Terminais de chaves, Buchas e Equipamentos. Os componentes susceptíveis a pontos quentes que devem ser verificados durante a inspeçăo termográfica estăo definidos. Planejamento da Inspeçăo Antes de se executar a inspeçăo nos circuitos, deve-se planejar o trabalho, considerando os seguintes aspectos: Análise das características da linha ou rede para servir de base para observaçőes durante a inspeçăo. a) Trechos problemáticos. b) Rede urbana e ou rural. c) Redes exclusivas, industriais ou residenciais. d) Trechos com incidęncia de vandalismo, pipas, árvores, descarga atmosférica, etc. e) Padrăo da rede (compacta ou convencional). Necessidade de coordenaçăo da proteçăo. a)Instalaçăo de equipamentos de proteçőes seletivas ou coordenadas em funçăo da regiăo atendida. b) Relocaçăo de chaves fusíveis de transformadores. c) Relocaçăo de chaves fusíveis de derivaçőes. d) Divisăo de circuitos. Quantidade de dispositivos de manobra. a) As chaves facas devem ser deslocadas dos locais de difícil acesso para outros de fácil localizaçăo e operaçăo, sempre que possível. b) Na divisa entre trechos rurais e urbanos devem ser instalados equipamentos de manobra ou proteçăo, sempre que possível. c) A distância entre os dispositivos de manobra deve variar de acordo com as condiçőes urbanas ou rurais ao longo da rede. Para isto devem ser observadas as seguintes condiçőes: - Trânsito intenso no local. - Avenidas com difícil retorno. - Derivaçőes importantes. - Estradas próximas a trechos rurais. - Condiçőes operativas favoráveis a consumidores especiais. d) Redes que passam em locais de tráfego intenso de veículos, sujeitos a congestionamento, deve ter chaves de manobra no início e final desses trechos para que, em casos de 19
    • emergęncias nos horários de congestionamento, possibilite uma açăo mais rápida das equipes de restauraçăo de energia. e) Locais de grande incidęncia de defeitos deve ser analisados e deve ser proposta alguma açăo isolada, específica para cada casa. f) Durante a inspeçăo no campo deve ser verificado se os componentes da rede estăo em perfeitas. g) Todos os serviços que podem esperar a próxima inspeçăo detalhada devem ser anotados e arquivados para que na próxima inspeçăo possam ser verificados e avaliados mais detalhadamente. - Identificar a época do ano em que cada rede ou linha deve ser inspecionada. - Comparar a defasagem entre a inspeçăo e a manutençăo. - Comparar os serviços executados com os previstos. - Codificar os defeitos encontrados na inspeçăo realizada. - Definir os serviços de inspeçăo a serem feitos em curto prazo. - Elaborar o programa de inspeçăo visual, analisando os seguintes aspectos: - Aproveitamento dos desligamentos programados relativos a obras - Época do ano favorável a inspeçăo - Acesso ao local da Inspeçăo - Disponibilidade de recursos para inspeçăo. FORMULÁRIO DE INSPEÇĂO DE REDES PRIMÁRIA OU SECUNDÁRIA DE DISTRIBUIÇĂO Deverá ser criado um formulário de inspeçăo de redes primárias ou secundárias que atenda a necessidade da empresa e facilite a inspeçăo, com respectiva instruçăo de preenchimento. GUIA DE INSPEÇÂO. Como sugestăo abaixo temos um guia de inspeçăo. Postes - Fora de prumo, com alinhamento, locaçăo ou engaste incorreto. - Fletido. - Dentro do terreno de terceiros. - Com superfície apresentando trincas, quebras ou com ferragem exposta. - Sinais de apodrecimento. Árvore - Tipo de árvore e aproximaçăo da rede de BT e AT. - Verificar a necessidade de poda programada ou emergencial. Equipamentos em Geral - Com numeraçăo apagada. - Pára- raio com desligador automático operado. - Com ruído anormal ou tanque de óleo estufado. - Condutor de aterramento secionado. - Jampers fora do formato correto ou fora do padrăo. - Presença de objetos estranhos. - Chaves fora do prumo, desalinhadas ou fora do padrăo. - Pára-raio fora do prumo, desalinhado. 20
    • Transformadores - Condiçőes de Limpeza. - Existęncia de vazamentos. - Estado das conexőes/aterramento e se os conectores săo adequados. - Nível de óleo isolante, se possível. - Existęncia de trincas e/ou partes quebradas, inclusive no visor de óleo. - Fixaçăo ao poste e cintas. - Condiçőes da pintura. - Se as buchas apresentam fendas, trincas e chamuscamentos. - Isolaçăo do cabo potęncia barramento. - Confirmar número de companhia do equipamento. - Grampos de linha viva, quando houver. - Estado geral das chaves fusível. - Estado do disjuntor de baixa tensăo, quando houver Chaves Seccionadoras - Condiçőes de Limpeza. - Existęncia de vazamentos. - Estado das conexőes e se os conectores săo adequados. - Nível de óleo isolante, se possível. - Existęncia trincas e ou partes quebradas, inclusive no visor de óleo. - Fixaçăo ao poste e cintas. - Condiçőes da pintura. - Se as buchas apresentam fendas, trincas,e chamuscamentos. - Cabos de alimentaçăo. - Confirmar número de companhia do equipamento. - Grampos de linha viva, quando houver. Chave fusível - Se os contatos apresentam corrosăo e ou desgaste excessivos. - Condiçőes de limpeza. - Se os isoladores apresentam fendas, trincas, chamuscamentos - Estado do gancho para fixaçăo do loadbuster. - Fixaçăo a cruzeta. - Conexăo do jamper (prensar). - Estado dos cartuchos porta fusíveis. Pára - Raio - Se os isoladores apresentam fendas, trincas, chamuscamentos - Condiçőes de limpeza. - Se o desligador automático está devidamente conectado e aterrado. - Fixaçăo a terra. - Estado das conexőes e se os conectores săo adequados. - Padronizaçăo dos suportes. - Condiçőes do aterramento. Limpeza de Faixa e Aceiros - Largura da faixa - Aceiro no pé do poste. - Retirada do mato cortado da faixa. - Corte do mato em relaçăo ao solo. 21
    • Segurança de Terceiros - Antenas e ou objetos metálicos próximos a instalaçőes elétricas. - Construçăo civil com afastamento da rede elétrica em desacordo com a ABNT e normas de segurança. - Padrăo em laje com distância desapropriada, onde possa ocorrer acesso de terceiros. - Faixas, letreiros de propagandas e ou fantasias instaladas sobre ou sob a rede elétrica ou ainda com altura ou afastamento inferior ao exigido. Estruturas - Se as cruzetas estăo em perfeito estado, alinhado e niveladas, rachadas ou empenadas. - Se os isoladores apresentam fendas, trincas, e chamuscamentos. - Condiçőes de limpeza de toda a estrutura. - Equilíbrio mecânico e uniformidade de espaçamento entre os condutores. - Se os condutores apresentam picoteamentos (especial para o estado de emendas). - Se os postes apresentam trincas, estăo alinhados e aprumados. - Estado das conexőes inclusive barramentos. - Se os terminais das chaves ou equipamentos săo prensados. - Se as redes estăo próximas a edificaçőes, em condiçőes de risco a vida e ou materiais. - Estado de fixaçăo das ferragens. - Se os ramais estăo em perfeito estado, afastado de edificaçőes com altura adequada em relaçăo ao solo. - Braço "C" torto ou com posicionamento incorreto. - Braço "L" torto, trincado, quebrado ou com posicionamento incorreto. - Estado dos grampos de suspensăo. Iluminaçăo Pública - Estado das luminárias e demais componentes. - Se as telas ou vidros estăo soltos ou danificados. - Fixaçăo e isolamento dos condutores e conectores de borne. - Se as lâmpadas ou reatores săo adequados ou se estăo danificados. - Se as lâmpadas estăo acesas durante o dia ou apagadas ŕ noite. - Se os relés estăo instalados com a fotocélula virada para o poste. - Estado das conexőes e se os conectores săo adequados(mal feitas ou com faiscamento). - Fixaçăo do conjunto de I.P. (base, reator, braço, luminária e cintas). - Se os orifícios de circulaçăo de ar das luminárias estăo bloqueados. - Vedaçăo das juntas das luminárias. - Condiçőes das caixas de passagens. - Fixaçăo do relé na cinta do braço de I.P - Se as luminárias estăo alinhadas com relaçăo a horizontal. - Estado da mediçăo, quando houver. - Condiçőes da chave magnética. Religador/Seccionalizador - Condiçőes da porcelana (trincas e partes quebradas). - Condiçőes de limpeza. - Existęncia de vazamentos. - Fixaçăo do tanque. - Condiçőes de pintura. 22
    • - Condiçőes da tampa do orifício da alavanca de corrente manual. - Nível de óleo se possível. - Condiçőes do indicador de nível (visibilidade). - Contadores de operaçăo. - Indicador de posiçăo (open, close). - Alavanca de bloqueio. - Alavancas de comando. - Caixa de proteçăo dos reles (fusíveis, portas fusíveis, fiaçőes e conexőes). - Estado das conexőes e se os conectores săo adequados. Banco de Capacitores - Se existe ruído anormal e vibraçőes. - Se os cartuchos estăo bem fixados nos suportes. - Se os isoladores apresentam fendas, trincas, chamuscamentos. - Se existe algum elo fusível rompido. - Fixaçăo dos isoladores. - Condiçőes da pintura. - Condiçőes da pintura. - Se existe algum aquecimento excessivo. - Estado das conexőes e se săo adequados. Regulador de Tensăo - Presença de insetos. - Condiçőes das cruzetas e ou suportes de madeira. - Se os isoladores apresentam fendas, trincas, chamuscamentos. - Estado dos pára-raios. - Estado das chaves faca. - Visores de óleo (nível e transparęncia de material). - Estado dos “jumpers”. - Condiçőes da pintura. - Existęncia de vazamentos. - Estado das conexőes e das buchas. - Nível do líquido isolante. - Condiçőes do controle automático. Conexőes - Conector existente é adequado para a conexăo. - Está desgastado ou apresenta corrosăo. - Está correto quanto ŕ instalaçăo. - Posiçăo do cobre com relaçăo ao alumínio. - Compressăo está bem feita. - Estado da recomposiçăo da cobertura do cabo quando esse for protegido. - Estado da recomposiçăo do isolamento. - Solicitar a substituiçăo programada das conexőes de aperto. Aterramento. - Continuidade do circuito desde a conexăo até a descida a terra. - Fixaçăo do condutor na cruzeta. - cabo de aterramento está fixado ao posto e bem tensionado, - Se estăo conectados nos equipamentos. 23
    • Condutores - Flechas (calibrar). Verificar as condiçőes inseguras, que podem resultar em curto-circuito. - Se os “jumpers” e “fly-tap” estăo de acordo com as normas. - Se as emendas existentes estăo adequadas para o tipo de condutor ou em mal estado. - Se a amarraçăo está de acordo com as normas, soltas ou em mal estado. - Se existe fita de proteçăo e as condiçőes da mesma. - A existęncia de sinais de curto-circuito nos condutores, espiras rompidas ou objetos estranhos como pipas, taquaras e outros. - Com afastamento incorreto dos outros condutores ou de galhos de árvore. - Se estăo desnivelados. - Com afastamento incorreto do solo. - Proximidade incorreta de edificaçőes, andaimes, marquises, letreiros, ou outros. - Se estăo passando sobre áreas edificadas, muros, cercas ou muito próximo a sacadas. - Se os condutores do secundário dos transformadores estiverem em mal estado, recozidos ou chapiscados, pedir para substituir e instalar espaçadores de BT. - Para condutores de rede de distribuiçăo convencional, deve-se evitar contatos permanentes com árvores ou objetos estranhos. Deve-se adotar os mesmos critérios de redes compactas. Ferragens - Pinos. - Măo Francesa. - Parafusos, porcas e arruelas. - Cintas. ISOLADORES - Trincados. - Rachados. - Lascados. - Quebrados ou chamuscados. - Com pinos tortos. - Desenroscados. - Com sinais de passagem - Se os isoladores de material polimérico estăo danificados, com alto índice de poluiçăo, tortos ou fora do posicionamento correto ou ainda queimados. Estais - Se há estais frouxos. - Se as âncoras estăo descobertas. - As condiçőes da conexăo dos estais ao neutro. - Se há cipó nos estais. - Se estăo seccionados ou cortados. - Amarraçőes em mal estado. - Obstruindo passagem em estradas ou trilhas. - Se há necessidade de sinalizaçăo. - Fixaçăo em bom estado. 24
    • Chave faca - Posiçăo na cruzeta. - Integridade no circuito. - Condiçőes da ferragem de fixaçăo da porcelana, do cartucho, do conector e do contato. - Condiçőes da ferragem de fixaçăo da base, dos isoladores, das lâminas das facas. - Conexőes frouxas e fora de ajustes. - Se há dificuldade para operar. Ramais e Padrőes de Entrada - Poste do padrăo com base podre. - Mureta e caixa em mau estado. - Fora do prumo, em situaçăo precária. - Ramal desnivelado. - Ramal com cobertura isolante danificada. - Ramal tocando árvores e paredes. - Padrăo encoberto por folhagens e trepadeiras. - Padrăo com acesso difícil ou obstruído. Espaçadores e Separadores Poliméricos - Trincados, quebrados, tortos ou fora do posicionamento correto. - Com sinais de faiscamento. - Distância entre Redes. - Verificar se as redes de telefonia, TV a cabo e outros estăo conforme norma de Compartilhamento de Postes. NBR setor elétrico (2) Apresentação em slides PRINCIPAIS NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS (ABNT) NRB 5405 – Materiais Isolantes Sólidos – Determinaçăo da Rigidez Elétrica sob Freqüęncia Industrial – Método ensaio; NBR 7282 – Dispositivos Fusíveis Tipo Expulsăo – Especificaçăo; NBR 6939 – Coordenaçăo de Isolamento – Procedimento; NBR 6936 – Técnicas de Ensaios Elétricos de Alta Tensăo – Procedimento; NBR 6366 – Ligas de Cobre – Análise químico – Método de ensaio; NBR 6323 – Aço ou Ferro Fundido – Revestimento de Zinco por Imersăo a Quente – Especificaçăo; NBR 6159 – Rosca Métrica ISO – Dimensőes Básicas, Diâmetros Nominais e Passos – Procedimento; NBR 5459 – Manobra, Proteçăo e Regulagem de Circuitos – Terminologia; NBR 5434 – Redes de Distribuiçăo Aérea Urbano de Energia Elétrica – Padronizaçăo; NBR 5433 – Redes de Distribuiçăo Aérea Rural de Energia Elétrica – Padronizaçăo; NBR 5426 – Planos de Amostragem e Procedimento na Inspeçăo por Atributos – Procedimento; NBR 5389 – Técnicas de Ensaios Elétricos de Alta Tensăo – Método de ensaio; 25
    • NBR 5370 – Conectores Empregados em Ligaçőes de Condutores Elétricos de Cobre – Especificaçăo; NBR 5359 – Elos Fusíveis de Distribuiçăo – Especificaçăo; NBR 5310 – Materiais Plásticos para Fins Elétricos – Determinaçăo da Absorçăo de Água – Método de ensaio; NBR 5049 – Isoladores de Porcelana ou Vidro para Linhas Aéreas e Subestaçőes de Método de ensaio; NBR 5032 – Isoladores de Porcelana ou Vidro para Linhas Aéreas e Subestaçőes de Alta Tensăo; NBR 10898 - Sistema de Iluminaçăo de Emergęncia. NBR 9441 - Sistema de Detecçăo e Alarme de Incęndio. NBR 13523 - Central Predial de Gás Liquefeito de Petróleo. NBR 12962 - Inspeçăo, Manutençăo e Recarga em Extintores de Incęndio. NBR 10897 -Chuveiros Automáticos - Sprinkler. NBR 9077 - Saídas de Emergęncias em Edifícios. NBR 5410 - Sistema Elétrico. NBR 5414 - Sistema de Pára-raios. NBR 12615 - Sistema de Combate a Incęndio por Espuma. NBR 13714 - Instalaçăo Hidráulica Contra Incęndio, sob comando. NBR 13434 - Sinalizaçăo de Segurança Contra Incęndio e Pânico. NBR 13435 - Sinalizaçăo de Segurança Contra Incęndio e Pânico. NBR 13437 - Símbolos Gráficos para Sinalizaçăo Contra Incęndio e Pânicos. NBR 7398 – Produto de Aço ou Ferro Fundido – Verificaçăo do Revestimento de Zinco – Verificaçăo de Aderęncia – Método de ensaio; NBR 7399 – Produto de Aço ou Ferro Fundido – Verificaçăo do Revestimento de Zinco – Verificaçăo da Espessura do Revestimento por Processo năo Destrutivo – Método de ensaio; NBR 7400 – Produto de Aço ou Ferro Fundido – Verificaçăo de Revestimento de Zinco – Verificaçăo da Uniformidade do Revestimento – Método NBR 10898 - Sistema de Iluminaçăo de Emergęncia. NBR 9441 - Sistema de Detecçăo e Alarme de Incęndio. NBR 13523 - Central Predial de Gás Liquefeito de Petróleo. NBR 12962 - Inspeçăo, Manutençăo e Recarga em Extintores de Incęndio. NBR 10897 -Chuveiros Automáticos - Sprinkler. NBR 9077 - Saídas de Emergęncias em Edifícios. NBR 5410 - Sistema Elétrico. NBR 5414 - Sistema de Pára-raios. NBR 12615 - Sistema de Combate a Incęndio por Espuma. NBR 13714 - Instalaçăo Hidráulica Contra Incęndio, sob comando. NBR 13434 - Sinalizaçăo de Segurança Contra Incęndio e Pânico. NBR 13435 - Sinalizaçăo de Segurança Contra Incęndio e Pânico. NBR 13437 - Símbolos Gráficos para Sinalizaçăo Contra Incęndio e Pânicos Normas de Condutores Elétricos Normas Gerais NBR 11301:90 - Cálculo da capacidade de conduçăo de corrente de cabos isolados em regime permanente (fator de carga 100%) NBR 8662:84 - Identificaçăo por cores de condutores elétricos nus e isolados NBR 9311:86 - Cabos elétricos isolados - designaçăo 26
    • NBR NM 280:02 - Condutores de cabos isolados (IEC 60228, MOD) Normas Específicas NBR 7285:01 - Cabos de potęncia com isolaçăo sólida extrusada de polietileno termofixo para tensőes até 0,6/1kV - sem cobertura NBR 7286:01 - Cabos de potęncia com isolaçăo sólida extrusada de borracha etilenopropileno(EPR) para tensőes de isolamento 1kV a 35kV NBR 7287:92 - Cabos de potęncia com isolaçăo sólida extrusada de polietileno reticulado(XLPE) para tensőes de silamento de 1kV a 35kV NBR 7288:94 - Cabos de potęncia com isolaçăo sólida extrusada de cloreto de polivinila(PVC) ou polietileno (PE) para tensőes de 1kV a 6kV NBR 13418:95 - Cabos resistentes ao fogo para instalaçőes de segurança NBR 6251:00 - Cabos de potęncia com isolaçăo extrudada para tensőes de 1 kV a 35 kV - Requisitos construtivos NBR 13248:00 - Cabos de potęncia e controle com isolaçăo sólida extrusada e com baixa emissăo de fumaça para tensőes de isolamento até 1kV NBR 8182:2003 - Cabos de potęncia multiplexados auto-sustentados com isolaçăo extrudada de PE ou XLPE, para tensőes até 0,6/1 kV - Requisitos de desempenho NBR NM 247-3:02 - Cabos isolados com policloreto de vinila (PVC) para tensőes nominais até 450/750V, inclusive - Parte 3: Condutores isolados (sem cobertura) para instalaçőes fixas (IEC 60227-3, MOD) Normas sobre Proteçăo - Sistemas Normas Gerais NBR 8769:85 - Diretrizes para especificaçăo de um sistema de proteçăo completo - procedimento NBR 8186:83 - Guia para aplicaçăo de coordenaçăo de isolamento - procedimento NBR 5424:81 - Guia para aplicaçăo de pára-raios de resistor năo linear em sistemas de potęncia - procedimento Normas sobre Proteçăo - Componentes Normas Gerais NBR 5287:88 - Pára-raios de resistor năo linear a carboneto de silício (SiC) para circuitos de potęncia de corrente alternada - especificaçăo NBR IEC 60269-1:03 - Dispositivos-fusíveis de baixa tensăo - Parte 1: Requisitos gerais NBR 11841:92 - Dispositivos-fusíveis de baixa tensăo, para uso por pessoas autorizadas - Fusíveis com contatos tipo faca NBR IEC 60269-2:03 - Dispositivos-fusíveis de baixa tensăo - Parte 2: Requisitos adicionais para dispositivo-fusível para uso por pessoas autorizadas (dispositivos-fusíveis principalmente para aplicaçăo industrial) NBR IEC 60269-3:03 - Dispositivos-fusíveis de baixa tensăo - Parte 3: Requisitos suplementares para uso por pessoas năo qualificadas (principalmente para aplicaçőes domésticas e similares) NBR IEC 60269-3-1:03 - Dispositivos-fusíveis de baixa tensăo - Parte 3-1: Requisitos suplementares para dispositivos-fusíveis para uso por pessoas năo qualificadas (dispositivos- fusíveis para uso principalmente doméstico e similares) - Seçőes I a IV NBR 11848:92 - Dispositivos-fusíveis de baixa tensăo para uso por pessoas autorizadas - Fusíveis com contatos aparafusados NBR 11849:91 - Dispositivos-fusíveis de baixa tensăo, para uso por pessoas autorizadas - Fusíveis com contatos cilíndricos NBR 11839:91 - Dispositivos-fusíveis de baixa tensăo para proteçăo de semicondutores 27
    • NNBR 5359:89 - Elos fusíveis de distribuiçăo - especificaçăo NBR 8177:83 - Religadores automáticos - especificaçăo NBR IEC 60947-2:98 - Dispositivos de manobra e comando de baixa tensăo – Parte 2: Disjuntores ABNT NBR NM 60898:04 - Disjuntores para proteçăo de sobrecorrentes para instalaçőes domésticas e similares (IEC 60898:1995, MOD) NBR 5361:98 - Disjuntor de baixa tensăo - especificaçăo Normas Sobre Desenhos e Projetos Normas sobre Desenhos NBR 10582:88 - Apresentaçăo da folha para desenho técnico - procedimento NBR 10068:87 - Folha de desenho - leiaute e dimensőes - padronizaçăo Normas sobre Projetos NBR 13531:95 - Elaboraçăo de projetos de edificaçőes - atividades técnicas Normas Sobre Instalaçőes Elétricas em Baixa Tensăo Normas Gerais NBR 5410:97 - Instalaçőes elétricas de baixa tensăo - procedimento NBR 5419:01 - Proteçăo de estrutura contra descargas atmosféricas - procedimento NBR 13534:95 - Instalaçőes elétricas em estabelecimentos assistenciais de saúde - requisitos para segurança NBR 13570:96 - Instalaçőes elétricas em locais de afluęncia de público - procedimento NBR 14639:01 - Posto de serviço - Instalaçőes elétricas NBR 14306:99 - Proteçăo elétrica e compatibilidade eletromagnética em redes internas de telecomunicaçőes em edificaçőes - Projeto Normas Sobre Instalaçőes Elétricas em Média e Alta Tensăo Normas Gerais NBR 14039:03 - Instalaçőes elétricas de média tensăo de 1,0 kV a 36,2 kV NBR 5422:85 Projeto de linhas aéreas de transmissăo e subtransmissăo de energia elétrica - procedimento NBR 5433:82 - Redes de distribuiçăo aérea rural de energia elétrica - padronizaçăo NBR 5434:82 - Redes de distribuiçăo aérea urbana de energia elétrica - padronizaçăo Normas Sobre Iluminaçăo Normas Gerais NBR 5413:92 - Iluminâncias de interiores - procedimento NBR 5382:85 - Verificaçăo de iluminçăo de interiores - procedimento NBR 10898:99 - Sistema de iluminaçăo de emergęncia - procedimento NBR 5101:92 - Iluminaçăo pública - procedimento Normas Sobre Equipamentos Normas Gerais NBR IEC 60439-1:03 - Conjuntos de manobra e controle de baixa tensăo - Parte 1: Conjuntos com ensaio de tipo totalmente testados (TTA) e conjuntos com ensaio de tipo parcialmente testados (PTTA) NBR IEC 60439-2:04 - Conjuntos de manobra e controle de baixa tensăo - Parte 2: Requisitos particulares para linhas elétricas pré-fabricadas (sistemas de barramentos blindados) NBR IEC 60439-3:04 - Conjuntos de manobra e controle de baixa tensăo - Parte 3: Requisitos particulares para montagem de acessórios de baixa tesnăo destinados a instalaçăo em locais acessíveis a pessoas năo qualificadas durante sua utilizaçăo - Quadros de distribuiçăo NBR 6146:80 - Invólucros de equipamentos elétricos - proteçăo NBR 7844:83 - Identificaçăo dos terminais e das terminaçőes de equipamentos elétricos - Disposiçőes gerais para identificaçăo por meio de notaçăo alfanumérica 28
    • NBR 8755:85 - Sistemas de revestimentos protetores para painéis elétrico - procedimento NBR IEC62208:03 - Invólucros vazios destinados a conjuntos de manobra e controle de baixa tensăo - Regras gerais NBR 14136:02 - Plugues e tomadas para uso doméstico e análogo até 20 A/250 V em corrente alternada - Padronizaçăo Normas Sobre Segurança Normas Gerais NBR 9153:85 - Conceituaçăo e diretrizes de segurança de equipamento elétrico utilizado na prática médica - aspectos básicos - procedimento NBR NM IEC 60335-1:98 - Segurança de aparelhos eletrodomésticos e similares - Parte 1: Requisitos gerais NORMAS REGULAMENTADORAS (www.sobes.org.br) (3)-Apresentação em slides Veremos abaixo de que trata cada Norma Regulamentadora (NR), urbanas e rurais, do Ministério do Trabalho e Emprego. NR1 - Disposiçőes Gerais: Estabelece o campo de aplicaçăo de todas as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho do Trabalho Urbano, bem como os direitos e obrigaçőes do Governo, dos empregadores e dos trabalhadores no tocante a este tema específico. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 154 a 159 da Consolidaçăo das Leis do Trabalho - CLT. CAPÍTULO V - Da Segurança e da Medicina do Trabalho SEÇĂO I - Disposiçőes Gerais Art. 154. A observância, em todos os locais de trabalho, do disposto neste Capítulo, năo desobriga as empresas do cumprimento de outras disposiçőes que, com relaçăo ŕ matéria, sejam incluídas em códigos de obras ou regulamentos sanitários dos Estados ou Municípios em que se situem os respectivos estabelecimentos, bem como daquelas oriundas de convençőes coletivas de trabalho. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 155. Incumbe ao órgăo de âmbito nacional competente em matéria de segurança e medicina do trabalho: I - estabelecer, nos limites de sua competęncia, normas sobre a aplicaçăo dos preceitos deste Capítulo, especialmente os referidos no Art. 200; II - coordenar, orientar, controlar e supervisionar a fiscalizaçăo e as demais atividades relacionadas com a segurança e a medicina do trabalho em todo o território nacional, inclusive a Campanha Nacional de Prevençăo de Acidentes do Trabalho; III - conhecer, em última instância, dos recursos, voluntários ou de ofício, das decisőes proferidas pelos Delegados Regionais do Trabalho, em matéria de segurança e medicina do trabalho. 29
    • Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 156. Compete especialmente ŕs Delegacias Regionais do Trabalho, nos limites de sua jurisdiçăo: I - promover a fiscalizaçăo do cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho; II - adotar as medidas que se tornem exigíveis, em virtude das disposiçőes deste Capítulo, determinando as obras e reparos que, em qualquer local de trabalho, se façam necessárias; III - impor as penalidades cabíveis por descumprimento das normas constantes deste Capítulo, nos termos do Art. 201. Nota: edaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 157. Cabe as empresas: I - cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho; II - instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto ŕs precauçőes a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais; III - adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgăo regional competente; IV - facilitar o exercício da fiscalizaçăo pela autoridade competente. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 158. Cabe aos empregados: I - observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as instruçőes de que trata o item II do artigo anterior; II - colaborar com a empresa na aplicaçăo dos dispositivos deste Capítulo. Parágrafo único. Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada: a) ŕ observância das instruçőes expedidas pelo empregador na forma do item II do artigo anterior; b) ao uso dos equipamentos de proteçăo individual fornecidos pela empresa. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 159. Mediante convęnio autorizado pelo Ministério do Trabalho, poderăo ser delegadas a outros órgăos federais, estaduais ou municipais atribuiçőes de fiscalizaçăo ou orientaçăo ŕs empresas quanto ao cumprimento das disposiçőes constantes deste Capítulo. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 -Inspeçăo Prévia: Estabelece as situaçőes em que as empresas deverăo solicitar ao MTb a realizaçăo de inspeçăo prévia em seus estabelecimentos, bem como a forma de sua realizaçăo. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, é o artigo 160 da CLT. SEÇĂO II - Da inspeçăo Prévia e do Embargo ou Interdiçăo Art. 160. Nenhum estabelecimento poderá iniciar suas atividades sem prévia inspeçăo e aprovaçăo das respectivas instalaçőes pela autoridade regional competente em matéria de segurança e medicina do trabalho. 30
    • § 1º Nova inspeçăo deverá ser feita quando ocorrer modificaçăo substancial nas instalaçőes, inclusive equipamentos, que a empresa fica obrigada a comunicar, prontamente, ŕ Delegacia Regional do Trabalho. § 2º É facultado ŕs empresas solicitar prévia aprovaçăo, pela Delegacia Regional do Trabalho, dos projetos de construçăo e respectivas instalaçőes. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR-2 - INSPEÇĂO PRÉVIA Todo estabelecimento novo, antes de iniciar suas atividades, deverá solicitar aprovaçăo de suas instalaçőes ao Órgăo do Ministério do Trabalho NR3 - Embargo ou Interdiçăo: Estabelece as situaçőes em que as empresas se sujeitam a sofrer paralisaçăo de seus serviços, máquinas ou equipamentos, bem como os procedimentos a serem observados, pela fiscalizaçăo trabalhista, na adoçăo de tais medidas punitivas no tocante ŕ Segurança e a Medicina do Trabalho. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, é o artigo 161 da CLT. Art. 161 O Delegado Regional do Trabalho, ŕ vista do laudo técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador, poderá interditar estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, ou embargar obra, indicando na decisăo, tomada com a brevidade que a ocorręncia exigir, as providęncias que deverăo ser adotadas para prevençăo de infortúnios de trabalho. § 1º As autoridades federais, estaduais e municipais darăo imediato apoio ŕs medidas determinadas pelo Delegado Regional do Trabalho. § 2º A interdiçăo ou embargo poderá ser requerido pelo serviço competente da Delegacia Regional do Trabalho e, ainda, por agente da inspeçăo do trabalho ou por entidade sindical. § 3º Da decisăo do Delegado Regional do Trabalho poderăo os interessados recorrer, no prazo de 10 (dez) dias, para o órgăo de âmbito nacional competente em matéria de segurança e medicina do trabalho, ao qual será facultado dar efeito suspensivo ao recurso. § 4º Responderá por desobedięncia, além das medidas penais cabíveis, quem, depois de determinada a interdiçăo ou embargo, ordenar ou permitir o funcionamento do estabelecimento ou de um dos seus setores, a utilizaçăo de máquinas ou equipamento, ou o prosseguimento de obra, se, em conseqüęncia resultarem danos a terceiros. § 5º O Delegado Regional do Trabalho, independente de recurso, e após laudo técnico do serviço competente, poderá levantar a interdiçăo. § 6º Durante a paralisaçăo dos serviços, em decorręncia da interdiçăo ou embargo, os empregados receberăo os salários como se estivessem em efetivo exercício. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR4 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas, que possuam empregados regidos pela CLT, de organizarem e manterem em funcionamento, Serviços Especializados em 31
    • Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, é o artigo 162 da CLT. SEÇĂO III - Dos Órgăos de Segurança e de Medicina do Trabalho nas Empresas Art. 162. As empresas, de acordo com normas a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho, estarăo obrigadas a manter serviços especializados em segurança e em medicina do trabalho. Parágrafo único. As normas a que se refere este artigo estabelecerăo: a) classificaçăo das empresas segundo o número de empregados e a natureza do risco de suas atividades; b) o número mínimo de profissionais especializados exigidos de cada empresa, segundo o grupo em que se classifique, na forma da alínea anterior; c) a qualificaçăo exigida para os profissionais em questăo e o seu regime de trabalho; d) as demais características e atribuiçőes dos serviços especializados em segurança e em medicina do trabalho, nas empresas. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR5 - Comissăo Interna de Prevençăo de Acidentes - CIPA: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas organizarem e manterem em funcionamento, por estabelecimento, uma comissăo constituída exclusivamente por empregados com o objetivo de prevenir infortúnios laborais, através da apresentaçăo de sugestőes e recomendaçőes ao empregador para que melhore as condiçőes de trabalho, eliminando as possíveis causas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 163 a 165 da CLT. Art. 163. Será obrigatória a constituiçăo de Comissăo Interna de Prevençăo de Acidentes - CIPA -, de conformidade com instruçőes expedidas pelo Ministério do Trabalho, nos estabelecimentos ou locais de obra nelas especificadas. Parágrafo único. O Ministério do Trabalho regulamentará as atribuiçőes, a composiçăo e o funcionamento das CIPAs. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 164. Cada CIPA será composta de representantes da empresa e dos empregados, de acordo com os critérios que vierem a ser adotado na regulamentaçăo de que trata o parágrafo único do artigo anterior. § 1º Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes, serăo por eles designados. § 2º Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serăo eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiaçăo sindical, exclusivamente os empregados interessados. § 3º O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duraçăo de 1 (um) ano, permitida uma reeleiçăo. 32
    • § 4º O disposto no parágrafo anterior năo se aplicará ao membro suplente que, durante o seu mandato, tenha participado de menos da metade do número de reuniőes da CIPA. § 5º O empregador designará, anualmente, dentre os seus representantes, o Presidente da CIPA e os empregados elegerăo, dentre eles, o Vice-Presidente. Nota: edaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 165. Os titulares da representaçăo dos empregados nas CIPAs năo poderăo sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que năo se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. Parágrafo único. Ocorrendo a despedida, caberá ao empregador, em caso de reclamaçăo ŕ Justiça do Trabalho, comprovar a existęncia de qualquer dos motivos mencionados neste artigo, sob pena de ser condenado a reintegrar o empregado. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR6 - Equipamentos de Proteçăo Individual - EPI: Estabelece e define os tipos de EPI's a que as empresas estăo obrigadas a fornecer a seus empregados, sempre que as condiçőes de trabalho o exigirem, a fim de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 166 e 167 da CLT. SEÇĂO IV - Do Equipamento de Proteçăo Individual Art. 166. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento de proteçăo individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservaçăo e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral năo ofereçam completa proteçăo contra os riscos de acidentes e danos ŕ saúde dos empregados. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 167. O equipamento de proteçăo só poderá ser posto ŕ venda ou utilizado com a indicaçăo do Certificado de Aprovaçăo do Ministério do Trabalho. Nota: edaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR7 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional: Estabelece a obrigatoriedade de elaboraçăo e implementaçăo, por parte de todos os empregadores e instituiçőes que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de promoçăo e preservaçăo da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 168 e 169 da CLT. SEÇĂO V - Das Medidas Preventivas de Medicina do Trabalho Art. 168. Será obrigatório exame médico, por conta do empregador, nas condiçőes estabelecidas neste artigo e nas instruçőes complementares a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho: I - na admissăo; II - na demissăo; 33
    • III - periodicamente. § 1° O Ministério do Trabalho baixará instruçőes relativas aos casos em que serăo exigíveis exames: a) por ocasiăo da demissăo; b) complementares. § 2° Outros exames complementares poderăo ser exigidos, a critério médico, para apuraçăo da capacidade ou aptidăo física e mental do empregado para a funçăo que deva exercer. § 3° O Ministério do Trabalho estabelecerá, de acordo com o risco da atividade e o tempo de exposiçăo, a periodicidade dos exames médicos. § 4° O empregador manterá no estabelecimento o material necessário ŕ prestaçăo de primeiros socorros médicos, de acordo com o risco da atividade. § 5° O resultado dos exames médicos, inclusive o exame complementar, será comunicado ao trabalhador, observados os preceitos da ética médica. Nota:Redaçăo dada pela Medida Provisória nş 89/89 e convalidada pela Lei nş 7.855/89 Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 169 - Será obrigatória a notificaçăo das doenças profissionais e das produzidas em virtudes de condiçőes especiais de trabalho, comprovadas ou objeto de suspeitas, de conformidade com as instruçőes expedidas pelo Ministério do Trabalho. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR8 - Edificaçőes: Dispőe sobre os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificaçőes para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 170 a 174 da CLT. SEÇĂO VI - Das Edificaçőes Art. 170 - As edificaçőes deverăo obedecer aos requisitos técnicos que garantam perfeita segurança aos que nelas trabalhem. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 171 - Os locais de trabalho deverăo ter, no mínimo, 3 (tręs) metros de pé-direito, assim considerada a altura livre do piso ao teto. Parágrafo único - Poderá ser reduzido esse mínimo desde que atendidas as condiçőes de iluminaçăo e conforto térmicos compatíveis com a natureza do trabalho, sujeitando-se tal reduçăo ao controle do órgăo competente em matéria de segurança e medicina do trabalho. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 172. Os pisos dos locais de trabalho năo deverăo apresentar salięncias nem depressőes que prejudiquem a circulaçăo de pessoas ou a movimentaçăo de materiais. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 173. As aberturas nos pisos e paredes serăo protegidas de forma que impeçam a queda de pessoas ou de objetos. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 174. As paredes, escadas, rampas de acesso, passarelas, pisos, corredores, coberturas e passagens dos locais de trabalho deverăo obedecer ŕs condiçőes de segurança e de higiene do trabalho estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e manter-se em perfeito estado de conservaçăo e limpeza. 34
    • Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR9 - Programas de Prevençăo de Riscos Ambientais: Estabelece a obrigatoriedade de elaboraçăo e implementaçăo, por parte de todos os empregadores e instituiçőes que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevençăo de Riscos Ambientais - PPRA, visando ŕ preservaçăo da saúde e da integridade física dos trabalhadores, através da antecipaçăo, reconhecimento, avaliaçăo e conseqüente controle da ocorręncia de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideraçăo a proteçăo do meio ambiente e dos recursos naturais. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 175 a 178 da CLT. SEÇĂO VII – Da Iluminaçăo Art. 175. Em todos os locais de trabalho deverá haver iluminaçăo adequada, natural ou artificial, apropriada ŕ natureza da atividade. § 1° A iluminaçăo deverá ser uniformemente distribuída, geral e difusa, a fim de evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos. § 2° O Ministério do Trabalho estabelecerá os níveis mínimos de iluminamento a serem observados. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 SEÇĂO VIII - Do Conforto Térmico Art. 176. Os locais de trabalho deverăo ter ventilaçăo natural, compatível com o serviço realizado. Parágrafo único. A ventilaçăo artificial será obrigatória sempre que a natural năo preencha as condiçőes de conforto térmico. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 177. Se as condiçőes de ambiente se tornarem desconfortáveis, em virtude de instalaçőes geradoras de frio ou de calor, será obrigatório o uso de vestimenta adequada para o trabalho em tais condiçőes ou de capelas, anteparos, paredes duplas, isolamento térmico e recursos similares, de forma que os empregados fiquem protegidos contra as radiaçőes térmicas. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 178. As condiçőes de conforto térmico dos locais de trabalho devem ser mantidas dentro dos limites fixados pelo Ministério do Trabalho. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR10 - Instalaçőes e Serviços em Eletricidade: Estabelece as condiçőes mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalaçőes elétricas, em suas diversas etapas, incluindo elaboraçăo de projetos, execuçăo, operaçăo, manutençăo, reforma e ampliaçăo, assim como a segurança de usuários e de terceiros, em quaisquer das fases de geraçăo, transmissăo, distribuiçăo e consumo de 35
    • energia elétrica, observando-se, para tanto, as normas técnicas oficiais vigentes e, na falta destas, as normas técnicas internacionais. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 179 a 181 da CLT. SEÇĂO IX - Das Instalaçőes Elétricas Art. 179. O Ministério do Trabalho disporá sobre as condiçőes de segurança e as medidas especiais a serem observadas relativamente a instalaçőes elétricas, e qualquer das fases de produçăo, transmissăo, distribuiçăo ou consumo de energia. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 180 - Somente profissional qualificado poderá instalar, operar, inspecionar ou reparar instalaçőes elétricas. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77-Redaçăo dada pelo Decreto-Lei nş 4.654/65 Art. 181. Os que trabalharem em serviços de eletricidade ou instalaçőes elétricas devem estar familiarizados com os métodos de socorro a acidentados por choque elétrico. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR11 - Transporte, Movimentaçăo, Armazenagem e Manuseio de Materiais: Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho, no que se refere ao transporte, ŕ movimentaçăo, ŕ armazenagem e ao manuseio de materiais, tanto de forma mecânica quanto manual, objetivando a prevençăo de infortúnios laborais. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 182 e 183 da CLT. SEÇĂO X - Da Movimentaçăo, Armazenagem e Manuseio de Materiais Art. 182. O Ministério do Trabalho estabelecerá normas sobre: I - as precauçőes de segurança na movimentaçăo de materiais nos locais de trabalho, os equipamentos a serem obrigatoriamente utilizados e as condiçőes especiais a que estăo sujeitas a operaçăo e a manutençăo desses equipamentos, inclusive exigęncias de pessoal habilitado; II - as exigęncias similares relativas ao manuseio e a armazenagem de materiais, inclusive quanto ŕs condiçőes de segurança e higiene relativas aos recipientes e locais de armazenagem e os equipamentos de proteçăo individual; III - a obrigatoriedade de indicaçăo de carga máxima permitida nos equipamentos de transporte, dos avisos de proibiçăo de fumar e de advertęncia quanto ŕ natureza perigosa ou nociva ŕ saúde das substâncias em movimentaçăo ou em depósito, bem como das recomendaçőes de primeiros socorros e de atendimento médico e símbolo de perigo, segundo padronizaçăo internacional, nos rótulos dos materiais ou substâncias armazenados ou transportados. 36
    • Parágrafo único. As disposiçőes relativas ao transporte de materiais aplicam-se, também, no que couber, ao transporte de pessoas nos locais de trabalho. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 183. As pessoas que trabalharem na movimentaçăo de materiais deverăo estar familiarizadas com os métodos racionais de levantamento de cargas. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR12 - Máquinas e Equipamentos: Estabelece as medidas prevencionistas de segurança e higiene do trabalho a serem adotadas pelas empresas em relaçăo ŕ instalaçăo, operaçăo e manutençăo de máquinas e equipamentos, visando ŕ prevençăo de acidentes do trabalho. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 184 e 186 da CLT. SEÇĂO XI - Das Máquinas e Equipamentos Art. 184. As máquinas e os equipamentos deverăo ser dotados de dispositivos de partida e parada e outros que se fizerem necessários para a prevençăo de acidentes do, trabalho, especialmente quanto ao risco de acionamento acidental. Parágrafo único. É proibida a fabricaçăo, a importaçăo, a venda, a locaçăo e o uso de máquinas e equipamentos que năo atendam ao disposto neste artigo. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 186. O Ministério do Trabalho estabelecerá normas adicionais sobre proteçăo e medidas de segurança na operaçăo de máquinas e equipamentos, especialmente quanto ŕ proteçăo das partes móveis, distância entre estas, vias de acesso ŕs máquinas e equipamentos de grandes dimensőes, emprego de ferramentas, sua adequaçăo e medidas de proteçăo exigidas quando motorizadas ou elétricas. NR13 - Caldeiras e Vasos de Pressăo: Estabelece todos os requisitos técnicos-legais relativos ŕ instalaçăo, operaçăo e manutençăo de caldeiras e vasos de pressăo, de modo a se prevenir a ocorręncia de acidentes do trabalho. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 187 e 188 da CLT. SEÇĂO XII - Das Caldeiras, Fornos e Recipientes sob Pressăo Art. 187. As caldeiras, equipamentos e recipientes em geral que operam sob pressăo deverăo dispor de válvulas e outros dispositivos de segurança, que evitem seja ultrapassada a pressăo interna de trabalho compatível com a sua resistęncia. Parágrafo único. O Ministério do Trabalho expedirá normas complementares quanto ŕ segurança das caldeiras, fornos e recipientes sob pressăo, especialmente quanto ao revestimento interno, ŕ localizaçăo, ŕ ventilaçăo dos locais e outros meios de eliminaçăo de 37
    • gases ou vapores prejudiciais ŕ saúde, e demais instalaçőes ou equipamentos necessários ŕ execuçăo segura das tarefas de cada empregado. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 188. As caldeiras serăo periodicamente submetidas a inspeçőes de segurança, por engenheiro ou empresa especializada, inscritos no Ministério do Trabalho, de conformidade com as instruçőes que, para esse fim, forem expedidas. § 1° Toda caldeira será acompanhada de "Prontuário", com documentaçăo original do fabricante, abrangendo, no mínimo: especificaçăo técnica, desenhos, detalhes, provas e testes realizados durante a fabricaçăo e a montagem, características funcionais e a pressăo máxima de trabalho permitida (PMTP), esta última indicada, em local visível, na própria caldeira. § 2º O proprietário da caldeira deverá organizar, manter atualizado e apresentar, quando exigido pela autoridade competente, o Registro de Segurança, no qual serăo anotadas, sistematicamente, as indicaçőes das provas efetuadas, inspeçőes, reparos e quaisquer outras ocorręncias. § 3º Os projetos de instalaçăo de caldeiras, fornos e recipientes sob pressăo deverăo ser submetidos ŕ aprovaçăo prévia do órgăo regional competente em matéria de segurança do trabalho. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR14 - Fornos: Estabelece as recomendaçőes técnicos-legais pertinentes ŕ construçăo, operaçăo e manutençăo de fornos industriais nos ambientes de trabalho. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, é o artigo 187 da CLT. SEÇĂO XII - Das Caldeiras, Fornos e Recipientes sob Pressăo Art. 187. As caldeiras, equipamentos e recipientes em geral que operam sob pressăo deverăo dispor de válvulas e outros dispositivos de segurança, que evitem seja ultrapassada a pressăo interna de trabalho compatível com a sua resistęncia. Parágrafo único. O Ministério do Trabalho expedirá normas complementares quanto ŕ segurança das caldeiras, fornos e recipientes sob pressăo, especialmente quanto ao revestimento interno, ŕ localizaçăo, ŕ ventilaçăo dos locais e outros meios de eliminaçăo de gases ou vapores prejudiciais ŕ saúde, e demais instalaçőes ou equipamentos necessários ŕ execuçăo segura das tarefas de cada empregado. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR15 - Atividades e Operaçőes Insalubres: Descreve as atividades, operaçőes e agentes insalubres, inclusive seus limites de tolerância, definindo, assim, as situaçőes que, quando vivenciadas nos ambientes de trabalho pelos trabalhadores, ensejam a caracterizaçăo do exercício insalubre, e também os meios de proteger os trabalhadores de tais exposiçőes nocivas ŕ sua saúde. 38
    • As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 189 e 192 da CLT. SEÇĂO XIII - Das Atividades Insalubres ou Perigosas Art. 189. Serăo consideradas atividades ou operaçőes insalubres aquelas que, por sua natureza, condiçőes ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos ŕ saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razăo da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposiçăo aos seus efeitos. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 190. O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operaçőes insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterizaçăo da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes agressivos, meios de proteçăo e o tempo máximo de exposiçăo do empregado a esses agentes. Parágrafo único. As normas referidas neste artigo incluirăo medidas de proteçăo do organismo do trabalhador nas operaçőes que produzem aerodispersóides tóxicos, irritantes, alergęnicos ou incômodos. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 191. A eliminaçăo ou a neutralizaçăo da insalubridade ocorrerá: I. Com a adoçăo de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância; II. Com a utilizaçăo de equipamentos de proteçăo individual ao trabalhador, que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância. Parágrafo único. Caberá ŕs Delegacias Regionais do Trabalho, comprovada a insalubridade, notificar as empresas, estipulando prazos para sua eliminaçăo ou neutralizaçăo, na forma deste artigo. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 192. O exercício de trabalho em condiçőes insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepçăo de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário mínimo da regiăo, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR16 - Atividades e Operaçőes Perigosas: Regulamenta as atividades e as operaçőes legalmente consideradas perigosas, estipulando as recomendaçőes prevencionistas correspondentes. Especificamente no que diz respeito ao Anexo n° 01: Atividades e Operaçőes Perigosas com Explosivos, e ao anexo n° 02: Atividades e Operaçőes Perigosas com Inflamáveis tem a sua existęncia jurídica assegurada através dos artigos 193 a 197 da CLT. Art. 193. Săo consideradas atividades ou operaçőes perigosas, na forma da regulamentaçăo aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condiçőes de risco acentua do. 39
    • § 1º O trabalho em condiçőes de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificaçőes, pręmios ou participaçőes nos lucros da empresa. § 2° O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 194. O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou de periculosidade cessará com a eliminaçăo do risco ŕ sua saúde ou integridade física, nos termos desta Seçăo e das normas expedidas pelo Ministério do Trabalho. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 195. A caracterizaçăo e a classificaçăo da insalubridade e da periculosidade, segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-se-ăo através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho, registrado no Ministério do Trabalho. § 1º É facultado ŕs empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho a realizaçăo de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de caracterizar ou delimitar as atividades insalubres ou perigosas. § 2º Argüida em juízo insalubridade ou periculosidade, seja por empregado, seja por sindicato em favor de grupo de associados, o juiz designará perito habilitado na forma deste artigo, e, onde năo houver, requisitará perícia ao órgăo competente do Ministério do Trabalho. § 3º O disposto nos parágrafos anteriores năo prejudica a açăo fiscalizadora do Ministério do Trabalho, nem a realizaçăo ex oficio da perícia. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 196. Os efeitos pecuniários decorrentes do trabalho em condiçőes de insalubridade ou periculosidade serăo devidos a contar da data de inclusăo da respectiva atividade nos quadros aprovados pelo Ministério do Trabalho, respeitadas as normas do Art.11. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 197. Os materiais e substâncias empregados, manipulados ou transportados nos locais de trabalho, quando perigosos ou nocivos ŕ saúde, devem conter, no rótulo, sua composiçăo, recomendaçőes de socorro imediato e o símbolo de perigo correspondente, segundo a padronizaçăo internacional. Parágrafo único. Os estabelecimentos que mantenham as atividades previstas neste artigo afixarăo, nos setores de trabalho atingidos, avisos ou cartazes, com advertęncia quanto aos materiais e substâncias perigosos ou nocivos ŕ saúde. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ caracterizaçăo da energia elétrica como sendo o 3° agente periculoso é a Lei n° 7.369 de 22 de setembro de 1985, que institui o adicional de periculosidade para os profissionais da área de eletricidade. A portaria MTb n° 3.393 de 17 de dezembro de 1987, numa atitude casuística e decorrente do famoso acidente com o Césio 137 em Goiânia, veio a enquadrar as radiaçőes ionozantes, que já eram insalubres de grau máximo, como o 4° agente periculoso, sendo controvertido legalmente tal enquadramento, na medida em que năo existe lei autorizadora para tal. NR17 - Ergonomia: 40
    • Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptaçăo das condiçőes de trabalho ŕs condiçőes psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 198 e 199 da CLT. SEÇĂO XIV - Da Prevençăo da Fadiga Art. 198. É de 60 (sessenta) quilogramas o peso máximo que um empregado pode remover individualmente, ressalvadas as disposiçőes especiais relativas ao trabalho do menor e da mulher. Parágrafo único. Năo está compreendida na proibiçăo deste artigo a remoçăo de material feita por impulsăo ou traçăo de vagonetes sobre trilhos, carros de măo ou quaisquer outros aparelhos mecânicos, podendo o Ministério do Trabalho, em tais casos, fixar limites diversos, que evitem sejam exigidos do empregado serviços superiores ŕs suas forças. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 199. Será obrigatória a colocaçăo de assentos que assegurem postura correta ao trabalhador, capazes de evitar posiçőes incômodas ou forçadas, sempre que a execuçăo da tarefa exija que trabalhe sentado. Parágrafo único. Quando o trabalho deva ser executado de pé, os empregados terăo ŕ sua disposiçăo assentos para serem utilizados nas pausas que o serviço permitir. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 NR18 - Condiçőes e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construçăo: Estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento de organizaçăo, que objetivem a implementaçăo de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condiçőes e no meio ambiente de trabalho na industria da construçăo civil. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, é o artigo 200 inciso I da CLT. SEÇĂO XV - Das outras Medidas Especiais de Proteçăo Art. 200 - Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposiçőes complementares ŕs normas de que trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre: I - medidas de prevençăo de acidentes e os equipamentos de proteçăo individual em obras de construçăo, demoliçăo ou reparos; NR19 - Explosivos: 41
    • Estabelece as disposiçőes regulamentadoras acerca do depósito, manuseio e transporte de explosivos, objetivando a proteçăo da saúde e integridade física dos trabalhadores em seus ambientes de trabalho. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, é o artigo 200 inciso II da CLT. SEÇĂO XV - Das outras Medidas Especiais de Proteçăo Art. 200 - Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposiçőes complementares ŕs normas de que trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre: II - depósitos, armazenagem e manuseio de combustíveis, inflamáveis e explosivos, bem como trânsito e permanęncia nas áreas respectivas; NR20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis: Estabelece as disposiçőes regulamentares acerca do armazenamento, manuseio e transporte de líquidos combustíveis e inflamáveis, objetivando a proteçăo da saúde e a integridade física dos trabalhadores m seus ambientes de trabalho. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, é o artigo 200 inciso II da CLT. SEÇĂO XV - Das outras Medidas Especiais de Proteçăo Art. 200 - Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposiçőes complementares ŕs normas de que trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre: II - depósitos, armazenagem e manuseio de combustíveis, inflamáveis e explosivos, bem como trânsito e permanęncia nas áreas respectivas; NR21 - Trabalho a Céu Aberto: Tipifica as medidas prevencionistas relacionadas com a prevençăo de acidentes nas atividades desenvolvidas a céu aberto, tais como, em minas ao ar livre e em pedreiras. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, é o artigo 200 inciso IV da CLT. SEÇĂO XV - Das outras Medidas Especiais de Proteçăo Art. 200 - Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposiçőes complementares ŕs normas de que trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre: IV - proteçăo contra incęndio em geral e as medidas preventivas adequadas, com exigęncias ao especial revestimento de portas e paredes, construçăo de paredes contra fogo, diques e outros anteparos, assim como garantia geral de fácil circulaçăo, corredores de acesso e saídas amplas e protegidas, com suficiente sinalizaçăo; NR22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineraçăo: 42
    • Estabelece métodos de segurança a serem observados pelas empresas que desemvolvam trabalhos subterrâneos de modo a proporcionar a seus empregados satisfatórias condiçőes de Segurança e Medicina do Trabalho. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 293 a 301 e o artigo 200 inciso III, todos da CLT. SEÇĂO XV - Das outras Medidas Especiais de Proteçăo Art. 200 - Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposiçőes complementares ŕs normas de que trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre: III - trabalho em escavaçőes, túneis, galerias, minas e pedreiras, sobretudo quanto ŕ prevençăo de explosőes, incęndios, desmoronamentos e soterramentos, eliminaçăo de poeiras, gases etc., e facilidades de rápida saída dos empregados; SEÇĂO X - Do Trabalho em Minas de Subsolo Art. 293. A duraçăo normal do trabalho efetivo para os empregados em minas no subsolo năo excederá de 6 (seis) horas diárias ou de 36 (trinta e seis) semanais. Art. 294. O tempo despendido pelo empregado da boca da mina ao local do trabalho e vice- versa será computado para o efeito de pagamento do salário. Art. 295. A duraçăo normal do trabalho efetivo no subsolo poderá ser elevada até 8 (oito) horas diárias ou 48 (quarenta e oito) semanais, mediante acordo escrito entre empregado e empregador ou contrato coletivo de trabalho, sujeita essa prorrogaçăo ŕ prévia licença da autoridade competente em matéria de higiene do trabalho. Parágrafo único. A duraçăo normal do trabalho efetivo no subsolo poderá ser inferior a 6 (seis) horas diárias, por determinaçăo da autoridade de que trata este artigo, tendo em vista condiçőes locais de insalubridade e os métodos e processos do trabalho adotado. Art. 296. A remuneraçăo da hora prorrogada será no mínimo de 25% (vinte e cinco por cento) superior ŕ da hora normal e deverá constar do acordo ou contrato coletivo de trabalho. Art. 297. Ao empregado no subsolo será fornecida, pelas empresas exploradoras de minas, alimentaçăo adequada ŕ natureza do trabalho, de acordo com as instruçőes estabelecidas pelo Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho e aprovadas pelo Ministro do Trabalho. Art. 298. Em cada período de 3 (tręs) horas consecutivas de trabalho, será obrigatória uma pausa de 15 (quinze) minutos para repouso, a qual será computada na duraçăo normal de trabalho efetivo. Art. 299. Quando nos trabalhos de subsolo ocorrerem acontecimentos que possam comprometer a vida ou a saúde do empregado, deverá a empresa comunicar o fato imediatamente ŕ autoridade regional do trabalho, do Ministério do Trabalho. Art. 300 - Sempre que, por motivo de saúde, for necessária a transferęncia do empregado, a juízo da autoridade competente em matéria de segurança e higiene do trabalho, dos serviços no subsolo para os de superfície, é a empresa obrigada a realizar essa transferęncia, assegurando ao transferido a remuneraçăo atribuída ao trabalhador de superfície em serviço equivalente, respeitada a capacidade profissional do interessado. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 2.924/56 43
    • Parágrafo único. No caso de recusa do empregado em atender a essa transferęncia, será ouvida a autoridade competente em matéria de segurança e higiene do trabalho, que decidirá a respeito. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 2.924/56 Art. 301 O trabalho no subsolo somente será permitido a homens, com idade compreendida entre 21 (vinte e um) e 50 (cinqüenta) anos, assegurada a transferęncia para a superfície nos termos previstos no artigo anterior. NR23 - Proteçăo Contra Incęndios: Estabelece as medidas de proteçăo contra Incęndios, estabelece as medidas de proteçăo contra incęndio que devem dispor os locais de trabalho, visando ŕ prevençăo da saúde e da integridade física dos trabalhadores. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, é o artigo 200 inciso IV da CLT. SEÇĂO XV - Das outras Medidas Especiais de Proteçăo Art. 200 - Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposiçőes complementares ŕs normas de que trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre: IV - proteçăo contra incęndio em geral e as medidas preventivas adequadas, com exigęncias ao especial revestimento de portas e paredes, construçăo de paredes contra fogo, diques e outros anteparos, assim como garantia geral de fácil circulaçăo, corredores de acesso e saídas amplas e protegidas, com suficiente sinalizaçăo; NR24 - Condiçőes Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho: Disciplina os preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho, especialmente no que se refere a: banheiros, vestiários, refeitórios, cozinhas, alojamentos e água potável, visando a higiene dos locais de trabalho e a proteçăo ŕ saúde dos trabalhadores. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, é o artigo 200 inciso VII da CLT. SEÇĂO XV - Das outras Medidas Especiais de Proteçăo Art. 200 - Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposiçőes complementares ŕs normas de que trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre: VII - higiene nos locais de trabalho, com discriminaçăo das exigęncias, instalaçőes sanitárias, com separaçăo de sexos, chuveiros, lavatórios, vestiários e armários individuais, refeitórios ou 44
    • condiçőes de conforto por ocasiăo das refeiçőes, fornecimento de água potável, condiçőes de limpeza dos locais de trabalho e modo de sua execuçăo, tratamento de resíduos industriais; NR25 - Resíduos Industriais: Estabelece as medidas preventivas a serem observadas, pelas empresas, no destino final a ser dado aos resíduos industriais resultantes dos ambientes de trabalho de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, é o artigo 200 inciso VII da CLT. SEÇĂO XV - Das outras Medidas Especiais de Proteçăo Art. 200 - Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposiçőes complementares ŕs normas de que trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre: VII - higiene nos locais de trabalho, com discriminaçăo das exigęncias, instalaçőes sanitárias, com separaçăo de sexos, chuveiros, lavatórios, vestiários e armários individuais, refeitórios ou condiçőes de conforto por ocasiăo das refeiçőes, fornecimento de água potável, condiçőes de limpeza dos locais de trabalho e modo de sua execuçăo, tratamento de resíduos industriais; NR26 - Sinalizaçăo de Segurança: Estabelece a padronizaçăo das cores a serem utilizadas como sinalizaçăo de segurança nos ambientes de trabalho, de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, é o artigo 200 inciso VIII da CLT. SEÇĂO XV - Das outras Medidas Especiais de Proteçăo Art. 200 - Cabe ao Ministério do Trabalho estabelecer disposiçőes complementares ŕs normas de que trata este Capítulo, tendo em vista as peculiaridades de cada atividade ou setor de trabalho, especialmente sobre: VIII - emprego das cores nos locais de trabalho, inclusive nas sinalizaçőes de perigo. Parágrafo único. Tratando-se de radiaçőes ionizantes e explosivos, as normas a que se refere este artigo serăo expedidas de acordo com as resoluçőes a respeito adotadas pelo órgăo técnico. NR27 - Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho: Estabelece os requisitos a serem satisfeitos pelo profissional que desejar exercer as funçőes de técnico de segurança do trabalho, em especial no que diz respeito ao seu registro profissional como tal, junto ao Ministério do Trabalho. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, tem seu embasamento jurídico assegurado través do artigo 3° da lei n° 7.410 de 27 de novembro de 1985, regulamentado pelo artigo 7° do Decreto n° 92.530 de 9 de abril de 1986. Regulamenta a Lei nş 7.410, de 27 de novembro de 1985, que dispőe sobre a especializaçăo de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de 45
    • Segurança do Trabalho, a profissăo de Técnico de Segurança do Trabalho e dá outras providęncias. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuiçăo que lhe confere o artigo 61, item III, da Constituiçăo, e tendo em vista o disposto no artigo 4ş da Lei nş 7.410, de 27 de novembro de 1985. DECRETA Art. 7º - O exercício da profissăo de Técnico de Segurança do Trabalho depende de registro no Ministério do Trabalho. NR28 - Fiscalizaçăo e Penalidades: Estabelece os procedimentos a serem adotados pela fiscalizaçăo trabalhista de Segurança e Medicina do Trabalho, tanto no que diz respeito ŕ concessăo de prazos ŕs empresas para no que diz respeito ŕ concessăo de prazos ŕs empresas para a correçăo das irregularidades técnicas, como também, no que concerne ao procedimento de autuaçăo por infraçăo ŕs Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, tęm a sua existęncia jurídica assegurada, ao nível de legislaçăo ordinária, através do artigo 201 da CLT, com as alteraçőes que lhe foram dadas pelo artigo 2° da Lei n° 7.855 de 24 de outubro de 1989, que institui o Bônus do Tesouro Nacional - BTN, como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas, e posteriormente, pelo artigo 1° da Lei n° 8.383 de 30 de dezembro de 1991, especificamente no tocante ŕ instituiçăo da Unidade Fiscal de Referęncia -UFIR, como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas em substituiçăo ao BTN. SEÇĂO XVI - Das Penalidades Art. 201. As infraçőes ao disposto neste Capítulo relativas ŕ medicina do trabalho serăo punidas com multa de 3 (tręs) a 30 (trinta) vezes o valor de referęncia previsto no artigo 2°, parágrafo único, da Lei n° 6.205, de 29 de abril de 1975, e as concernentes ŕ segurança do trabalho com multa de 5 (cinco) a 50 (cinqüenta) vezes o mesmo valor. Parágrafo único. Em caso de reincidęncia, embaraço ou resistęncia ŕ fiscalizaçăo, emprego de artifício ou simulaçăo com o objetivo de fraudar a lei, a multa será aplicada em seu valor máximo. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 LEI Nº 7.855, DE 24 DE OUTUBRO DE 1989 Altera a Consolidaçăo das Leis do Trabalho, atualiza os valores das multas trabalhistas, amplia sua aplicaçăo, institui o Programa de Desenvolvimento do Sistema Federal de Inspeçăo do Trabalho e dá outras providęncias. Publicada no DOU de 25/10/1989 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 46
    • Art. 2ş O valor das multas administrativas decorrentes da violaçăo das normas trabalhistas, previstas na CLT e legislaçăo extravagante, será, na data da publicaçăo desta Lei, triplicado e, em seguida, expresso em quantidade de BTN. Parágrafo único. O disposto neste artigo năo se aplica ŕs multas constantes do Capítulo V do Título II da CLT, que terăo seus valores convertidos em quantidades de BTN, nem ŕs previstas no arts. 153 e 477, § 8ş, com a redaçăo dada por esta Lei. NR29 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário: Tem por objetivo Regular a proteçăo obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, facilitar os primeiro socorros a acidentados e alcançar as melhores condiçőes possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. As disposiçőes contidas nesta NR aplicam-se aos trabalhadores portuários em operaçőes tanto a bordo como em terra, assim como aos demais trabalhadores que exerçam atividades nos portos organizados e instalaçőes portuárias de uso privativo e retroportuárias, situadas dentro ou fora da área do porto organizado. A sua existęncia jurídica está assegurada em nível de legislaçăo ordinária, através da Medida Provisória n° 1.575-6, de 27/11/97, do artigo 200 da CLT, o Decreto n° 99.534, de 19/09/90 que promulga a Convençăo n° 152 da OIT. NR30 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário (consulta pública): Aplica-se aos trabalhadores de toda embarcaçăo comercial utilizada no transporte de mercadorias ou de passageiros, na navegaçăo marítima de longo curso, na cabotagem, na navegaçăo interior, no serviço de reboque em alto-mar, bem como em plataformas marítimas e fluviais, quando em deslocamento, e embarcaçőes de apoio marítimo e portuário. A observância desta Norma Regulamentadora năo desobriga as empresas do cumprimento de outras disposiçőes legais com relaçăo ŕ matéria e outras oriundas de convençőes, acordos e contratos coletivos de trabalho. NR31 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados (consulta pública): Tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificaçăo de espaços confinados, seu reconhecimento, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores. Espaço confinado é qualquer área năo projetada para ocupaçăo humana que possua ventilaçăo deficiente para remover contaminantes, bem como a falta de controle da concentraçăo de oxigęnio presente no ambiente. NR32 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Assistęncia ŕ Saúde. (consulta pública): Tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementaçăo de medidas de proteçăo ŕ segurança e ŕ saúde dos trabalhadores em estabelecimentos de assistęncia ŕ saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoçăo e assistęncia ŕ saúde em geral. NRR1 - Disposiçőes Gerais: 47
    • Estabelece os deveres dos empregados e empregadores rurais no tocante ŕ prevençăo de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. A sua existęncia jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nş. 5.889, de 8 de junho de 1973. NRR2 - Serviço Especializado em Prevençăo de Acidentes do Trabalho Rural - SEPATR: Estabelece a obrigatoriedade para que as empresas rurais, em funçăo do número de empregados que possuam, organizem e mantenham em funcionamento serviços especializados em Segurança e Medicina do Trabalho, visando ŕ prevençăo de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais no meio rural. A sua existęncia jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nş. 5.889, de 8 de junho de 1973. NRR3 - Comissăo Interna de Prevençăo de Acidentes do Trabalho Rural - CIPATR: Estabelece para o empregador rural, a obrigatoriedade de organizar e manter em funcionamento uma Comissăo Interna de Prevençăo de Acidentes. A sua existęncia jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nş. 5.889, de 8 de junho de 1973. NRR4 - Equipamento de Proteçăo Individual - EPI: Estabelece a obrigatoriedade para que os empregadores rurais forneçam, gratuitamente, a seus empregados Equipamentos de Proteçăo Individual adequados ao risco e em perfeito estado de conservaçăo, a fim de protegę-los dos infortúnios laborais. A sua existęncia jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nş. 5.889, de 8 de junho de 1973. NRR5 - Produtos Químicos: Estabelece os preceitos de Segurança e Medicina do Trabalho rural a serem observados no manuseio de produtos químicos, visando ŕ prevençăo de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. A sua existęncia jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nş. 5.889, de 8 de junho de 1973. NR10 -Norma Regulamentadora No-10 - Segurança em instalaçőes e serviços em eletricidade (3)-Apresentação em slides 10.1- OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇĂO 10.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece os requisitos e condiçőes mínimas objetivando a implementaçăo de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalaçőes elétricas e serviços com eletricidade. 10.1.2 Esta NR se aplica ŕs fases de geraçăo, transmissăo, distribuiçăo e consumo, incluindo as etapas de projeto, construçăo, montagem, operaçăo, manutençăo das instalaçőes elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades, observando-se as normas técnicas 48
    • oficiais estabelecidas pelos órgăos competentes e, na ausęncia ou omissăo destas, as normas internacionais cabíveis. 10.2 - MEDIDAS DE CONTROLE 10.2.1 Em todas as intervençőes em instalaçőes elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. 10.2.2 As medidas de controle adotadas devem integrar-se ŕs demais iniciativas da empresa, no âmbito da preservaçăo da segurança, da saúde e do meio ambiente do trabalho. 10.2.3 As empresas estăo obrigadas a manter esquemas unifilares atualizados das instalaçőes elétricas dos seus estabelecimentos com as especificaçőes do sistema de aterramento e demais equipamentos e dispositivos de proteçăo. 10.2.4 Os estabelecimentos com carga instalada superior a 75 kW devem constituir e manter o Prontuário de Instalaçőes Elétricas, contendo, além do disposto no subitem 10.2.3, no mínimo: a) conjunto de procedimentos e instruçőes técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas e relacionadas a esta NR e descriçăo das medidas de controle existentes; b) documentaçăo das inspeçőes e mediçőes do sistema de proteçăo contra descargas atmosféricas e aterramentos elétricos; c) especificaçăo dos equipamentos de proteçăo coletiva e individual e o ferramental, aplicáveis conforme determina esta NR; d) documentaçăo comprobatória da qualificaçăo, habilitaçăo, capacitaçăo, autorizaçăo dos trabalhadores e dos treinamentos realizados; e) resultados dos testes de isolaçăo elétrica realizados em equipamentos de proteçăo individual e coletiva; f) certificaçőes dos equipamentos e materiais elétricos em áreas classificadas; e g) relatório técnico das inspeçőes atualizadas com recomendaçőes, cronogramas de adequaçőes, contemplando as alíneas de “a” a “f”. 10.2.5 As empresas que operam em instalaçőes ou equipamentos integrantes do sistema elétrico de potęncia devem constituir prontuário com o conteúdo do item 10.2.4 e acrescentar ao prontuário os documentos a seguir listados: a) descriçăo dos procedimentos para emergęncias; e b) certificaçőes dos equipamentos de proteçăo coletiva e individual; 10.2.5.1 As empresas que realizam trabalhos em proximidade do Sistema Elétrico de Potęncia devem constituir prontuário contemplando as alíneas “a”, “c”, “d” e “e”, do item 10.2.4 e alíneas “a” e “b” do item 10.2.5. 10.2.6 O Prontuário de Instalaçőes Elétricas deve ser organizado e mantido atualizado pelo empregador ou pessoa formalmente designada pela empresa, devendo permanecer ŕ disposiçăo dos trabalhadores envolvidos nas instalaçőes e serviços em eletricidade. 10.2.7 Os documentos técnicos previstos no Prontuário de Instalaçőes Elétricas devem ser elaborados por profissional legalmente habilitado. 49
    • 10.2.8 - MEDIDAS DE PROTEÇĂO COLETIVA 10.2.8.1 Em todos os serviços executados em instalaçőes elétricas devem ser previstas e adotados, prioritariamente, medidas de proteçăo coletiva aplicáveis, mediante procedimentos, as atividades a serem desenvolvidas, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. 10.2.8.2 As medidas de proteçăo coletiva compreendem, prioritariamente, a desenergizaçăo elétrica conforme estabelece esta NR e, na sua impossibilidade, o emprego de tensăo de segurança. 10.2.8.2.1 Na impossibilidade de implementaçăo do estabelecido no subitem 10.2.8.2., devem ser utilizadas outras medidas de proteçăo coletiva, tais como: isolaçăo das partes vivas, obstáculos, barreiras, sinalizaçăo, sistema de seccionamento automático de alimentaçăo, bloqueio do religamento automático. 10.2.8.3 O aterramento das instalaçőes elétricas deve ser executado conforme regulamentaçăo estabelecida pelos órgăos competentes e, na ausęncia desta, deve atender ŕs Normas Internacionais vigentes. 10.2.9 - MEDIDAS DE PROTEÇĂO INDIVIDUAL 10.2.9.1 Nos trabalhos em instalaçőes elétricas, quando as medidas de proteçăo coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos, devem ser adotados equipamentos de proteçăo individual específicos e adequados ŕs atividades desenvolvidas, em atendimento ao disposto na NR 6. 10.2.9.2 As vestimentas de trabalho devem ser adequadas ŕs atividades, devendo contemplar a condutibilidade, inflamabilidade e influęncias eletromagnéticas. 10.2.9.3 É vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalaçőes elétricas ou em suas proximidades. 10.3 - SEGURANÇA EM PROJETOS 10.3.1 É obrigatório que os projetos de instalaçőes elétricas especifiquem dispositivos de desligamento de circuitos que possuam recursos para impedimento de reenergizaçăo, para sinalizaçăo de advertęncia com indicaçăo da condiçăo operativa. 10.3.2 O projeto elétrico, na medida do possível, deve prever a instalaçăo de dispositivo de seccionamento de açăo simultânea, que permita a aplicaçăo de impedimento de reenergizaçăo do circuito. 10.3.3 O projeto de instalaçőes elétricas deve considerar o espaço seguro, quanto ao dimensionamento e a localizaçăo de seus componentes e as influęncias externas, quando da operaçăo e da realizaçăo de serviços de construçăo e manutençăo. 10.3.3.1 Os circuitos elétricos com finalidades diferentes, tais como: comunicaçăo, sinalizaçăo, controle e traçăo elétrica devem ser identificados e instalados separadamente, salvo quando o desenvolvimento tecnológico permitir compartilhamento, respeitadas as definiçőes de projetos. 50
    • 10.3.4 O projeto deve definir a configuraçăo do esquema de aterramento, a obrigatoriedade ou năo da interligaçăo entre o condutor neutro e o de proteçăo e a conexăo ŕ terra das partes condutoras năo destinadas ŕ conduçăo da eletricidade. 10.3.5 Sempre que for tecnicamente viável e necessário, devem ser projetados dispositivos de seccionamento que incorporem recursos fixos de equipotencializaçăo e aterramento do circuito seccionado. 10.3.6 Todo projeto deve prever condiçőes para a adoçăo de aterramento temporário. 10.3.7 O projeto das instalaçőes elétricas deve ficar ŕ disposiçăo dos trabalhadores autorizados, das autoridades competentes e de outras pessoas autorizadas pela empresa e deve ser mantido atualizado. 10.3.8 O projeto elétrico deve atender ao que dispőem as Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho, as regulamentaçőes técnicas oficiais estabelecidas, e ser assinado por profissional legalmente habilitado. 10.3.9 O memorial descritivo do projeto deve conter, no mínimo, os seguintes itens de segurança: a) especificaçăo das características relativas ŕ proteçăo contra choques elétricos, queimaduras e outros riscos adicionais; b) indicaçăo de posiçăo dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos: (Verde - “D”, desligado e Vermelho - “L”, ligado); c) descriçăo do sistema de identificaçăo de circuitos elétricos e equipamentos, incluindo dispositivos de manobra, de controle, de proteçăo, de intertravamento, dos condutores e os próprios equipamentos e estruturas, definindo como tais indicaçőes devem ser aplicadas fisicamente nos componentes das instalaçőes; d) recomendaçőes de restriçőes e advertęncias quanto ao acesso de pessoas aos componentes das instalaçőes; e) precauçőes aplicáveis em face das influęncias externas; f) o princípio funcional dos dispositivos de proteçăo, constantes do projeto, destinados ŕ segurança das pessoas; e g) descriçăo da compatibilidade dos dispositivos de proteçăo com a instalaçăo elétrica. 10.3.10 Os projetos devem assegurar que as instalaçőes proporcionem aos trabalhadores iluminaçăo adequada e uma posiçăo de trabalho segura, de acordo com a NR 17 - Ergonomia. 10.4 - SEGURANÇA NA CONSTRUÇĂO, MONTAGEM, OPERAÇĂO E MANUTENÇĂO 10.4.1 As instalaçőes elétricas devem ser construídas, montadas, operadas, reformadas, ampliadas, reparadas e inspecionadas de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores e dos usuários, e serem supervisionadas por profissional autorizado, conforme dispőe esta NR. 10.4.2 Nos trabalhos e nas atividades referidas devem ser adotadas medidas preventivas destinadas ao controle dos riscos adicionais, especialmente quanto a altura, confinamento, 51
    • campos elétricos e magnéticos, explosividade, umidade, poeira, fauna e flora e outros agravantes, adotando-se a sinalizaçăo de segurança. 10.4.3 Nos locais de trabalho só podem ser utilizados equipamentos, dispositivos e ferramentas elétricas compatíveis com a instalaçăo elétrica existente, preservando-se as características de proteçăo, respeitadas as recomendaçőes do fabricante e as influęncias externas. 10.4.3.1 Os equipamentos, dispositivos e ferramentas que possuam isolamento elétrico devem estar adequados ŕs tensőes envolvidas, e serem inspecionados e testados de acordo com as regulamentaçőes existentes ou recomendaçőes dos fabricantes. 10.4.4 As instalaçőes elétricas devem ser mantidas em condiçőes seguras de funcionamento e seus sistemas de proteçăo devem ser inspecionados e controlados periodicamente, de acordo com as regulamentaçőes existentes e definiçőes de projetos. 10.4.4.1 Os locais de serviços elétricos, compartimentos e invólucros de equipamentos e instalaçőes elétricas săo exclusivos para essa finalidade, sendo expressamente proibido utilizá- los para armazenamento ou guarda de quaisquer objetos. 10.4.5 Para atividades em instalaçőes elétricas deve ser garantida ao trabalhador iluminaçăo adequada e uma posiçăo de trabalho segura, de acordo com a NR 17 - Ergonomia, de forma a permitir que ele disponha dos membros superiores livres para a realizaçăo das tarefas. 10.4.6 Os ensaios e testes elétricos laboratoriais e de campo ou comissionamento de instalaçőes elétricas devem atender ŕ regulamentaçăo estabelecida nos itens 10.6 e 10.7, e somente podem ser realizados por trabalhadores que atendam ŕs condiçőes de qualificaçăo, habilitaçăo, capacitaçăo e autorizaçăo estabelecidas nesta NR. 10.5 - SEGURANÇA EM INSTALAÇŐES ELÉTRICAS DESENERGIZADAS 10.5.1 Somente serăo consideradas desenergizadas as instalaçőes elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados, obedecida a seqüęncia abaixo: a) seccionamento; b) impedimento de reenergizaçăo; c) constataçăo da ausęncia de tensăo; d) instalaçăo de aterramento temporário com eqüipotencializaçăo dos condutores dos circuitos; e) proteçăo dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo I); e f) instalaçăo da sinalizaçăo de impedimento de reenergizaçăo. 10.5.2 O estado de instalaçăo desenergizada deve ser mantido até a autorizaçăo para reenergizaçăo, devendo ser reenergizada respeitando a seqüęncia de procedimentos abaixo: a) retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos; b) retirada da zona controlada de todos os trabalhadores năo envolvidos no processo de reenergizaçăo; c) remoçăo do aterramento temporário, da eqüipotencializaçăo e das proteçőes adicionais; d) remoçăo da sinalizaçăo de impedimento de reenergizaçăo; e) destravamento, se houver, e religaçăo dos dispositivos de seccionamento. 10.5.3 As medidas constantes das alíneas apresentadas nos itens 10.5.1 e 10.5.2 podem ser alteradas, substituídas, ampliadas ou eliminadas, em funçăo das peculiaridades de cada situaçăo, por profissional legalmente habilitado, autorizado e mediante justificativa técnica 52
    • previamente formalizada, desde que seja mantido o mesmo nível de segurança originalmente preconizado. 10.5.4 Os serviços a serem executados em instalaçőes elétricas desligadas, mas com possibilidade de energizaçăo, por qualquer meio ou razăo, devem atender ao que estabelece o disposto no item 10.6. 10.6 - SEGURANÇA EM INSTALAÇŐES ELÉTRICAS ENERGIZADAS 10.6.1 As intervençőes em instalaçőes elétricas com tensăo igual ou superior a 50 Volts em corrente alternada ou superior a 120 Volts em corrente contínua somente podem ser realizadas por trabalhadores que atendam ao que estabelece o item 10.8 desta Norma. 10.6.1.1 Os trabalhadores de que trata o item anterior devem receber treinamento de segurança para trabalhos com instalaçőes elétricas energizadas, com currículo mínimo, carga horária e demais determinaçőes estabelecidas no Anexo II desta NR. 10.6.1.2 As operaçőes elementares como ligar e desligar circuitos elétricos, realizadas em baixa tensăo, com materiais e equipamentos elétricos em perfeito estado de conservaçăo, adequados para operaçăo, podem ser realizadas por qualquer pessoa năo advertida. 10.6.2 Os trabalhos que exigem o ingresso na zona controlada devem ser realizados mediante procedimentos específicos respeitando as distâncias previstas no Anexo I. 10.6.3 Os serviços em instalaçőes energizadas, ou em suas proximidades devem ser suspensos de imediato na iminęncia de ocorręncia que possa colocar os trabalhadores em perigo. 10.6.4 Sempre que inovaçőes tecnológicas forem implementadas ou para a entrada em operaçőes de novas instalaçőes ou equipamentos elétricos devem ser previamente elaboradas análises de risco, desenvolvidas com circuitos desenergizados, e respectivos procedimentos de trabalho. 10.6.5 O responsável pela execuçăo do serviço deve suspender as atividades quando verificar situaçăo ou condiçăo de risco năo prevista, cuja eliminaçăo ou neutralizaçăo imediata năo seja possível. 10.7 - TRABALHOS ENVOLVENDO ALTA TENSĂO (AT) 10.7.1 Os trabalhadores que intervenham em instalaçőes elétricas energizadas com alta tensăo, que exerçam suas atividades dentro dos limites estabelecidos como zonas controladas e de risco, conforme Anexo I, devem atender ao disposto no item 10.8 desta NR . 10.7.2 Os trabalhadores de que trata o item 10.7.1 devem receber treinamento de segurança, específico em segurança no Sistema Elétrico de Potęncia (SEP) e em suas proximidades, com currículo mínimo, carga horária e demais determinaçőes estabelecidas no Anexo II desta NR. 10.7.3 Os serviços em instalaçőes elétricas energizadas em AT, bem como aqueles executados no Sistema Elétrico de Potęncia -SEP, năo podem ser realizados individualmente. 53
    • 10.7.4 Todo trabalho em instalaçőes elétricas energizadas em AT, bem como aquelas que interajam com o SEP, somente pode ser realizado mediante ordem de serviço específica para data e local, assinada por superior responsável pela área. 10.7.5 Antes de iniciar trabalhos em circuitos energizados em AT, o superior imediato e a equipe, responsáveis pela execuçăo do serviço, devem realizar uma avaliaçăo prévia, estudar e planejar as atividades e açőes a serem desenvolvidas de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança em eletricidade aplicáveis ao serviço. 10.7.6 Os serviços em instalaçőes elétricas energizadas em AT somente podem ser realizados quando houver procedimentos específicos, detalhados e assinados por profissional autorizado. 10.7.7 A intervençăo em instalaçőes elétricas energizadas em AT dentro dos limites estabelecidos como zona de risco, conforme Anexo I desta NR, somente pode ser realizada mediante a desativaçăo, também conhecida como bloqueio, dos conjuntos e dispositivos de religamento automático do circuito, sistema ou equipamento. 10.7.7.1 Os equipamentos e dispositivos desativados devem ser sinalizados com identificaçăo da condiçăo de desativaçăo, conforme procedimento de trabalho específico padronizado. 10.7.8 Os equipamentos, ferramentas e dispositivos isolantes ou equipados com materiais isolantes, destinados ao trabalho em alta tensăo, devem ser submetidos a testes elétricos ou ensaios de laboratório periódicos, obedecendo-se as especificaçőes do fabricante, os procedimentos da empresa e na ausęncia desses, anualmente. 10.7.9 Todo trabalhador em instalaçőes elétricas energizadas em AT, bem como aqueles envolvidos em atividades no SEP devem dispor de equipamento que permita a comunicaçăo permanente com os demais membros da equipe ou com o centro de operaçăo durante a realizaçăo do serviço. 10.8 - HABILITAÇĂO, QUALIFICAÇĂO, CAPACITAÇĂO E AUTORIZAÇĂO DOS TRABALHADORES. 10.8.1 É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusăo de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino. 10.8.2 É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe. 10.8.3 É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda ŕs seguintes condiçőes, simultaneamente: a) receba capacitaçăo sob orientaçăo e responsabilidade de profissional habilitado e autorizado; b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado. 10.8.3.1 A capacitaçăo só terá validade para a empresa que o capacitou e nas condiçőes estabelecidas pelo profissional habilitado e autorizado responsável pela capacitaçăo. 10.8.4 Săo considerados autorizados os trabalhadores qualificados ou capacitados e os profissionais habilitados, com anuęncia formal da empresa. 10.8.5 A empresa deve estabelecer sistema de identificaçăo que permita a qualquer tempo conhecer a abrangęncia da autorizaçăo de cada trabalhador, conforme o item 10.8.4. 54
    • 10.8.6 Os trabalhadores autorizados a trabalhar em instalaçőes elétricas devem ter essa condiçăo consignada no sistema de registro de empregado da empresa. 10.8.7 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalaçőes elétricas devem ser submetidos ŕ exame de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas, realizado em conformidade com a NR 7 e registrado em seu prontuário médico. 10.8.8 Os trabalhadores autorizados a intervir em instalaçőes elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevençăo de acidentes em instalaçőes elétricas, de acordo com o estabelecido no Anexo II desta NR. 10.8.8.1 A empresa concederá autorizaçăo na forma desta NR aos trabalhadores capacitados ou qualificados e aos profissionais habilitados que tenham participado com avaliaçăo e aproveitamento satisfatórios dos cursos constantes do ANEXO II desta NR. 10.8.8.2 Deve ser realizado um treinamento de reciclagem bienal e sempre que ocorrer alguma das situaçőes a seguir: a) troca de funçăo ou mudança de empresa; b) retorno de afastamento ao trabalho ou inatividade, por período superior a tręs meses; e c) modificaçőes significativas nas instalaçőes elétricas ou troca de métodos, processos e organizaçăo do trabalho. 10.8.8.3 A carga horária e o conteúdo programático dos treinamentos de reciclagem destinados ao atendimento das alíneas “a”, “b” e “c” do item 10.8.8.2 devem atender as necessidades da situaçăo que o motivou. 10.8.8.4 Os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento especifico de acordo com risco envolvido. 10.8.9 Os trabalhadores com atividades năo relacionadas ŕs instalaçőes elétricas desenvolvidas em zona livre e na vizinhança da zona controlada, conforme define esta NR, devem ser instruídos formalmente com conhecimentos que permitam identificar e avaliar seus possíveis riscos e adotar as precauçőes cabíveis. 10.9 - PROTEÇĂO CONTRA INCĘNDIO E EXPLOSĂO 10.9.1 As áreas onde houver instalaçőes ou equipamentos elétricos devem ser dotadas de proteçăo contra incęndio e explosăo, conforme dispőe a NR 23 - Proteçăo Contra Incęndios. 10.9.2 Os materiais, peças, dispositivos, equipamentos e sistemas destinados ŕ aplicaçăo em instalaçőes elétricas de ambientes com atmosferas potencialmente explosivas devem ser avaliados quanto ŕ sua conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificaçăo. 10.9.3 Os processos ou equipamentos susceptíveis de gerar ou acumular eletricidade estática devem dispor de proteçăo específica e dispositivos de descarga elétrica. 10.9.4 Nas instalaçőes elétricas de áreas classificadas ou sujeitas a risco acentuado de incęndio ou explosőes, devem ser adotados dispositivos de proteçăo, como alarme e 55
    • seccionamento automático para prevenir sobretensőes, sobrecorrentes, falhas de isolamento, aquecimentos ou outras condiçőes anormais de operaçăo. 10.9.5 Os serviços em instalaçőes elétricas nas áreas classificadas somente poderăo ser realizados mediante permissăo para o trabalho com liberaçăo formalizada, conforme estabelece o item 10.5 ou supressăo do agente de risco que determina a classificaçăo da área. 10.10- SINALIZAÇĂO DE SEGURANÇA 10.10.1 Nas instalaçőes e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalizaçăo adequada de segurança, destinada ŕ advertęncia e ŕ identificaçăo, obedecendo ao disposto na NR-26 - Sinalizaçăo de Segurança, de forma a atender, dentre outras, as situaçőes a seguir: a) identificaçăo de circuitos elétricos; b) travamentos e bloqueios de dispositivos e sistemas demanobra e comandos; c) restriçőes e impedimentos de acesso; d) delimitaçőes de áreas; e) sinalizaçăo de áreas de circulaçăo, de vias públicas, de veículos e de movimentaçăo de cargas; f) sinalizaçăo de impedimento de energizaçăo; e g) identificaçăo de equipamento ou circuito impedido. 10.11 - PROCEDIMENTOS DE TRABALHO 10.11.1 Os serviços em instalaçőes elétricas devem ser planejados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos, padronizados, com descriçăo detalhada de cada tarefa, passo a passo, assinados por profissional que atenda ao que estabelece o item 10.8 desta NR. 10.11.2 Os serviços em instalaçőes elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço especificas, aprovadas por trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a data, o local e as referęncias aos procedimentos de trabalho a serem adotados. 10.11.3 Os procedimentos de trabalho devem conter, no mínimo, objetivo, campo de aplicaçăo, base técnica, competęncias e responsabilidades, disposiçőes gerais, medidas de controle e orientaçőes finais. 10.11.4 Os procedimentos de trabalho, o treinamento de segurança e saúde e a autorizaçăo de que trata o item 10.8 devem ter a participaçăo em todo processo de desenvolvimento do Serviço Especializado de Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho -SESMT, quando houver. 10.11.5 A autorizaçăo referida no item 10.8 deve estar em conformidade com o treinamento ministrado, previsto no Anexo II desta NR. 10.11.6 Toda equipe deverá ter um de seus trabalhadores indicado e em condiçőes de exercer a supervisăo e conduçăo dos trabalhos. 56
    • 10.11.7 Antes de iniciar trabalhos em equipe os seus membros, em conjunto com o responsável pela execuçăo do serviço, devem realizar uma avaliaçăo prévia, estudar e planejar as atividades e açőes a serem desenvolvidas no local, de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço. 10.11.8 A alternância de atividades deve considerar a análise de riscos das tarefas e a competęncia dos trabalhadores envolvidos, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. 10.12 - SITUAÇĂO DE EMERGĘNCIA 10.12.1 As açőes de emergęncia que envolvam as instalaçőes u serviços com eletricidade devem constar do plano de emergęncia da empresa. 10.12.2 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados, especialmente por meio de reanimaçăo cardio-respiratória. 10.12.3 A empresa deve possuir métodos de resgate padronizados e adequados ŕs suas atividades, disponibilizando os meios para a sua aplicaçăo. 10.12.4 Os trabalhadores autorizados devem estar aptos a manusear e operar equipamentos de prevençăo e combate a incęndio existentes nas instalaçőes elétricas. 10.13 - RESPONSABILIDADES 10.13.1 As responsabilidades quanto ao cumprimento desta NR săo solidárias aos contratantes e contratados envolvidos. 10.13.2 É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados sobre os riscos a que estăo expostos, instruindo- os quanto aos procedimentos e medidas de controle contra os riscos elétricos a serem adotados. 10.13.3 Cabe ŕ empresa, na ocorręncia de acidentes de trabalho envolvendo instalaçőes e serviços em eletricidade, propor e adotar medidas preventivas e corretivas. 10.13.4 Cabe aos trabalhadores: a) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por suas açőes ou omissőes no trabalho; b) responsabilizar-se junto com a empresa pelo cumprimento das disposiçőes legais e regulamentares, inclusive quanto aos procedimentos internos de segurança e saúde; e c) comunicar, de imediato, ao responsável pela execuçăo do serviço as situaçőes que considerar de risco para sua segurança e saúde e a de outras pessoas. 10.14 - DISPOSIÇŐES FINAIS 57
    • 10.14.1 Os trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidęncias de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis. 10.14.2 As empresas devem promover açőes de controle de riscos originados por outrem em suas instalaçőes elétricas e oferecer, de imediato, quando cabível, denúncia aos órgăos competentes. 10.14.3 Na ocorręncia do năo cumprimento das normas constantes nesta NR, o MTE adotará as providęncias estabelecidas na NR 3. 10.14.4 A documentaçăo prevista nesta NR deve estar permanentemente ŕ disposiçăo dos trabalhadores que atuam em serviços e instalaçőes elétricas, respeitadas as abrangęncias, limitaçőes e interferęncias nas tarefas. 10.14.5 A documentaçăo prevista nesta NR deve estar, permanentemente, ŕ disposiçăo das autoridades competentes. 10.14.6 Esta NR năo é aplicável a instalaçőes elétricas alimentadas por extra-baixa tensăo. GLOSSÁRIO 1. Alta Tensăo (AT): tensăo superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 2. Área Classificada: local com potencialidade de ocorręncia de atmosfera explosiva. 3. Aterramento Elétrico Temporário: ligaçăo elétrica efetiva confiável e adequada intencional ŕ terra, destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente durante a intervençăo na instalaçăo elétrica. 4. Atmosfera Explosiva: mistura com o ar, sob condiçőes atmosféricas, de substâncias inflamáveis na forma de gás, vapor, névoa, poeira ou fibras, na qual após a igniçăo a combustăo se propaga. 5. Baixa Tensăo (BT): tensăo superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 6. Barreira: dispositivo que impede qualquer contato com partes energizadas das instalaçőes elétricas. 7. Direito de Recusa: instrumento que assegura ao trabalhador a interrupçăo de uma atividade de trabalho por considerar que ela envolve grave e iminente risco para sua segurança e saúde ou de outras pessoas. 8. Equipamento de Proteçăo Coletiva (EPC): dispositivo, sistema, ou meio, fixo ou móvel de abrangęncia coletiva, destinado a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores, usuários e terceiros. 9. Equipamento Segregado: equipamento tornado inacessível por meio de invólucro ou barreira. 58
    • 10. Extra-Baixa Tensăo (EBT): tensăo năo superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 11. Influęncias Externas: variáveis que devem ser consideradas na definiçăo e seleçăo de medidas de proteçăo para segurança das pessoas e desempenho dos componentes da instalaçăo. 12. Instalaçăo Elétrica: conjunto das partes elétricas e năo elétricas associadas e com características coordenadas entre si, que săo necessárias ao funcionamento de uma parte determinada de um sistema elétrico. 13. Instalaçăo Liberada para Serviços (BT/AT): aquela que garanta as condiçőes de segurança ao trabalhador por meio de procedimentos e equipamentos adequados desde o início até o final dos trabalhos e liberaçăo para uso. 14. Impedimento de Reenergizaçăo: condiçăo que garante a năo energizaçăo do circuito através de recursos e procedimentos apropriados, sob controle dos trabalhadores envolvidos nos serviços. 15. Invólucro: envoltório de partes energizadas destinado a impedir qualquer contato com partes internas. 16. Isolamento Elétrico: processo destinado a impedir a passagem de corrente elétrica, por interposiçăo de materiais isolantes. 17. Obstáculo: elemento que impede o contato acidental, mas năo impede o contato direto por açăo deliberada. 18. Perigo: situaçăo ou condiçăo de risco com probabilidade de causar lesăo física ou dano ŕ saúde das pessoas por ausęncia de medidas de controle. 19. Pessoa Advertida: pessoa informada ou com conhecimento suficiente para evitar os perigos da eletricidade. 20. Procedimento: seqüęncia de operaçőes a serem desenvolvidas para realizaçăo de um determinado trabalho, com a inclusăo dos meios materiais e humanos, medidas de segurança e circunstâncias que impossibilitem sua realizaçăo. 21. Prontuário: sistema organizado de forma a conter uma memória dinâmica de informaçőes pertinentes ŕs instalaçőes e aos trabalhadores. 22. Risco: capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesőes ou danos ŕ saúde das pessoas. 23. Riscos Adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos elétricos, específicos de cada ambiente ou processos de Trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde no trabalho. 24. Sinalizaçăo: procedimento padronizado destinado a orientar, alertar, avisar e advertir. 25. Sistema Elétrico: circuito ou circuitos elétricos inter-relacionados destinados a atingir um determinado objetivo. 26. Sistema Elétrico de Potęncia (SEP): conjunto das instalaçőes e equipamentos destinados ŕ geraçăo, transmissăo e distribuiçăo de energia elétrica até a mediçăo, inclusive. 27. Tensăo de Segurança: extra baixa tensăo originada em uma fonte de segurança. 28. Trabalho em Proximidade: trabalho durante o qual o trabalhador pode entrar na zona controlada, ainda que seja com uma parte do seu corpo ou com extensőes condutoras, representadas por materiais, ferramentas ou equipamentos que manipule. 29. Travamento: açăo destinada a manter, por meios mecânicos, um dispositivo de manobra fixo numa determinada posiçăo, de forma a impedir uma operaçăo năo autorizada. 30. Zona de Risco: entorno de parte condutora energizada, năo segregada, acessível inclusive acidentalmente, de dimensőes estabelecidas de acordo com o nível de tensăo, cuja aproximaçăo só é permitida a profissionais autorizados e com a adoçăo de técnicas e instrumentos apropriados de trabalho. 59
    • 31. Zona Controlada: entorno de parte condutora energizada, năo segregada, acessível, de dimensőes estabelecidas de acordo com o nível de tensăo, cuja aproximaçăo só é permitida a profissionais autorizados. ANEXO I - ZONA DE RISCO E ZONA CONTROLADA Tabela de raios de delimitaçăo de zonas de risco, controlada e livre. Rr - Raio de Faixa de tensăo Nominal Rc - Raio de delimitaçăo da instalaçăo elétrica em delimitaçăo entre zona de kV entre zona risco e controlada e controlada em livre em metros metros <1 0,20 0,70 <1 e <3 0,22 1,22 <3 e <6 0,25 1,25 <6 e <10 0,35 1,35 <10 e <15 0,38 1,38 <15 e <20 0,40 1,40 <20 e <30 0,56 1,56 <30 e <36 0,58 1,58 <36 e <45 0,63 1,63 <45 e <60 0,83 1,83 <60 e <70 0,90 1,90 <70 e <110 1,00 2,00 <110 e <132 1,10 3,10 <132 e <150 1,20 3,20 60
    • <150 e <220 1,60 3,60 <220 e <275 1,80 3,80 <275 e <380 2,50 4,50 <380 e <480 3,20 5,20 <480 e <700 5,20 7,20 Figura 1 - Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre Figura 2 - Distâncias no ar que delimitam radialmente as zonas de risco, controlada e livre, com interposiçăo de superfície de separaçăo física adequada. ZL = Zona livre ZC = Zona controlada, restrita a trabalhadores autorizados. 61
    • ZR = Zona de risco, restrita a trabalhadores autorizados e com a adoçăo de técnicas, instrumentos e equipamentos apropriados ao trabalho. PE = Ponto da instalaçăo energizado. SI = Superfície isolante construída com material resistente e dotada de todos dispositivos de segurança. ANEXO II - TREINAMENTO 1. Curso básico - Segurança em instalaçőes e serviços com eletricidade I - Para os trabalhadores autorizados: carga horária mínima -40h: Programaçăo Mínima: 1. introduçăo ŕ segurança com eletricidade. 2. riscos em instalaçőes e serviços com eletricidade: a) o choque elétrico, mecanismos e efeitos; b) arcos elétricos; queimaduras e quedas; c) campos eletromagnéticos. 3. Técnicas de Análise de Risco. 4. Medidas de Controle do Risco Elétrico: a) desenergizaçăo. b) aterramento funcional (TN / TT / IT); de proteçăo; temporário; c) equipotencializaçăo; d) seccionamento automático da alimentaçăo; e) dispositivos a corrente de fuga; f) extra baixa tensăo; g) barreiras e invólucros; h) bloqueios e impedimentos; i) obstáculos e anteparos; j) isolamento das partes vivas; k) isolaçăo dupla ou reforçada; l) colocaçăo fora de alcance; m) separaçăo elétrica. 5. Normas Técnicas Brasileiras - NBR da ABNT: NBR-5410, NBR 14039 e outras; 6) Regulamentaçőes do MTE: a) NRs; b) NR-10 (Segurança em Instalaçőes e Serviços com Eletricidade); c) qualificaçăo; habilitaçăo; capacitaçăo e autorizaçăo. 7. Equipamentos de proteçăo coletiva. 8. Equipamentos de proteçăo individual. 9. Rotinas de trabalho - Procedimentos. a) instalaçőes desenergizadas; b) liberaçăo para serviços; c) sinalizaçăo; d) inspeçőes de áreas, serviços, ferramental e equipamento; 10. Documentaçăo de instalaçőes elétricas. 11. Riscos adicionais: 62
    • a) altura; b) ambientes confinados; c) áreas classificadas; d) umidade; e) condiçőes atmosféricas. 12. Proteçăo e combate a incęndios: a) noçőes básicas; b) medidas preventivas; c) métodos de extinçăo; d) prática; 13. Acidentes de origem elétrica: a) causas diretas e indiretas; b) discussăo de casos; 14. Primeiros socorros: a) noçőes sobre lesőes; b) priorizaçăo do atendimento; c) aplicaçăo de respiraçăo artificial; d) massagem cardíaca; e) técnicas para remoçăo e transporte de acidentados; f) práticas. 15. Responsabilidades. 2. Curso complementar - Segurança no sistema elétrico de potęncia (SEP) e em suas proximidades. É pré-requisito para freqüentar este curso complementar, ter participado, com aproveitamento satisfatório, do curso básico definido anteriormente. Carga horária mínima - 40h (*) Estes tópicos deverăo ser desenvolvidos e dirigidos especificamente para as condiçőes de trabalho características de cada ramo, padrăo de operaçăo, de nível de tensăo e de outras peculiaridades específicas ao tipo ou condiçăo especial de atividade, sendo obedecida a hierarquia no aperfeiçoamento técnico do trabalhador. I - Programaçăo Mínima: 1 - Organizaçăo do Sistema Elétrico de Potencia - SEP. 2 - Organizaçăo do trabalho: a) programaçăo e planejamento dos serviços; b) trabalho em equipe; c) prontuário e cadastro das instalaçőes; d) métodos de trabalho; e e) comunicaçăo. 3. Aspectos comportamentais. 4. Condiçőes impeditivas para serviços. 63
    • 5. Riscos típicos no SEP e sua prevençăo (*): a) proximidade e contatos com partes energizadas; b) induçăo; c) descargas atmosféricas; d) estática; e) campos elétricos e magnéticos; f) comunicaçăo e identificaçăo; e g) trabalhos em altura, máquinas e equipamentos especiais. 6. Técnicas de análise de Risco no S E P (*) 7. Procedimentos de trabalho - análise e discussăo. (*) 8. Técnicas de trabalho sob tensăo: (*) a) em linha viva; b) ao potencial; c) em áreas internas; d) trabalho a distância; d) trabalhos noturnos; e e) ambientes subterrâneos. 9. Equipamentos e ferramentas de trabalho (escolha, uso, conservaçăo, verificaçăo, ensaios) (*). 10. Sistemas de proteçăo coletiva (*). 11. Equipamentos de proteçăo individual (*). 12. Posturas e vestuários de trabalho (*). 13. Segurança com veículos e transporte de pessoas, materiais e equipamentos(*). 14. Sinalizaçăo e isolamento de áreas de trabalho(*). 15. Liberaçăo de instalaçăo para serviço e para operaçăo e uso (*). 16. Treinamento em técnicas de remoçăo, atendimento, transporte de acidentados (*). 17. Acidentes típicos (*) - Análise, discussăo, medidas de proteçăo. 18. Responsabilidades (*). ANEXO IV - PRAZOS PARA CUMPRIMENTO DOS ITENS DA NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 1. prazo de seis meses: 10.3.1; 10.3.6 e 10.9.2; 2. prazo de nove meses: 10.2.3; 10.7.3; 10.7.8 e 10.12.3; 3. prazo de doze meses: 10.2.9.2 e 10.3.9; 4. prazo de dezoito meses: subitens 10.2.4; 10.2.5; 10.2.5.1 e 10.2.6; 5. prazo de vinte e quatro meses: subitens 10.6.1.1; 10.7.2; 10.8.8 e 10.11.1. Atualizado em 11 de dezembro de 2004 As principais alteraçőes da nova NR-10 săo: (4)-Apresentação em slides A criaçăo do prontuário das instalaçőes elétricas; Estabelece o relatório das inspeçőes da conformidade das instalaçőes elétricas; Cria o capítulo de segurança em projetos; Torna obrigatórias as medidas de proteçăo coletiva; 64
    • Apresenta um novo conceito de instalaçőes desenergizadas; Estabelece zonas de distanciamento seguro; Estende o campo de aplicaçăo para os trabalhos em proximidades; Cria e torna obrigatório o treinamento de segurança; Traz um glossário de termos usados. CLT - CAPÍTULO V - Da Segurança e da Medicina do Trabalho (6)-Apresentação em slides SEÇĂO I - Disposiçőes Gerais Art. 154. A observância, em todos os locais de trabalho, do disposto neste Capítulo, năo desobriga as empresas do cumprimento de outras disposiçőes que, com relaçăo ŕ matéria, sejam incluídas em códigos de obras ou regulamentos sanitários dos Estados ou Municípios em que se situem os respectivos estabelecimentos, bem como daquelas oriundas de convençőes coletivas de trabalho. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 155. Incumbe ao órgăo de âmbito nacional competente em matéria de segurança e medicina do trabalho: I - estabelecer, nos limites de sua competęncia, normas sobre a aplicaçăo dos preceitos deste Capítulo, especialmente os referidos no Art. 200; II - coordenar, orientar, controlar e supervisionar a fiscalizaçăo e as demais atividades relacionadas com a segurança e a medicina do trabalho em todo o território nacional, inclusive a Campanha Nacional de Prevençăo de Acidentes do Trabalho; III - conhecer, em última instância, dos recursos, voluntários ou de ofício, das decisőes proferidas pelos Delegados Regionais do Trabalho, em matéria de segurança e medicina do trabalho. Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 156. Compete especialmente ŕs Delegacias Regionais do Trabalho, nos limites de sua jurisdiçăo: I - promover a fiscalizaçăo do cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho; II - adotar as medidas que se tornem exigíveis, em virtude das disposiçőes deste Capítulo, determinando as obras e reparos que, em qualquer local de trabalho, se façam necessárias; III - impor as penalidades cabíveis por descumprimento das normas constantes deste Capítulo, nos termos do Art. 201. Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 157. Cabe as empresas: I - cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho; II - instruir os empregados, através de ordens de serviço, quanto ŕs precauçőes a tomar no sentido de evitar acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais; 65
    • III - adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgăo regional competente; IV - facilitar o exercício da fiscalizaçăo pela autoridade competente. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 158. Cabe aos empregados: I - observar as normas de segurança e medicina do trabalho, inclusive as instruçőes de que trata o item II do artigo anterior; II - colaborar com a empresa na aplicaçăo dos dispositivos deste Capítulo. Parágrafo único. Constitui ato faltoso do empregado a recusa injustificada: a) a observância das instruçőes expedidas pelo empregador na forma do item II do artigo anterior; b) ao uso dos equipamentos de proteçăo individual fornecidos pela empresa. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 159. Mediante convęnio autorizado pelo Ministério do Trabalho, poderăo ser delegadas a outros órgăos federais, estaduais ou municipais atribuiçőes de fiscalizaçăo ou orientaçăo ŕs empresas quanto ao cumprimento das disposiçőes constantes deste Capítulo. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 SEÇĂO II - Da inspeçăo Prévia e do Embargo ou Interdiçăo Art. 160. Nenhum estabelecimento poderá iniciar suas atividades sem prévia inspeçăo e aprovaçăo das respectivas instalaçőes pela autoridade regional competente em matéria de segurança e medicina do trabalho. § 1º Nova inspeçăo deverá ser feita quando ocorrer modificaçăo substancial nas instalaçőes, inclusive equipamentos, que a empresa fica obrigada a comunicar, prontamente, ŕ Delegacia Regional do Trabalho. § 2º É facultado ŕs empresas solicitar prévia aprovaçăo, pela Delegacia Regional do Trabalho, dos projetos de construçăo e respectivas instalaçőes. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 161 O Delegado Regional do Trabalho, ŕ vista do laudo técnico do serviço competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador, poderá interditar estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, ou embargar obra, indicando na decisăo, tomada com a brevidade que a ocorręncia exigir, as providęncias que deverăo ser adotadas para prevençăo de infortúnios de trabalho. § 1º As autoridades federais, estaduais e municipais darăo imediato apoio ŕs medidas determinadas pelo Delegado Regional do Trabalho. § 2° A interdiçăo ou embargo poderá ser requerido pelo serviço competente da Delegacia Regional do Trabalho e, ainda, por agente da inspeçăo do trabalho ou por entidade sindical. § 3º Da decisăo do Delegado Regional do Trabalho poderăo os interessados recorrer, no prazo de 10 (dez) dias, para o órgăo de âmbito nacional competente em matéria de segurança e medicina do trabalho, ao qual será facultado dar efeito suspensivo ao recurso. 66
    • § 4 º Responderá por desobedięncia, além das medidas penais cabíveis, quem, após determinada a interdiçăo ou embargo, ordenar ou permitir o funcionamento do estabelecimento ou de um dos seus setores, a utilizaçăo de máquinas ou equipamento, ou o prosseguimento de obra, se, em conseqüęncia resultarem danos a terceiros. § 5º O Delegado Regional do Trabalho, independente de recurso, e após laudo técnico do serviço competente, poderá levantar a interdiçăo. § 6º Durante a paralisaçăo dos serviços, em decorręncia da interdiçăo ou embargo, os empregados receberăo os salários como se estivessem em efetivo exercício. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 SEÇĂO III - Dos Órgăos de Segurança e de Medicina do Trabalho nas Empresas Art. 162. As empresas, de acordo com normas a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho, estarăo obrigadas a manter serviços especializados em segurança e em medicina do trabalho. Parágrafo único. As normas a que se refere este artigo estabelecerăo: a) classificaçăo das empresas segundo o número de empregados e a natureza do risco de suas atividades; b) o número mínimo de profissionais especializados exigidos de cada empresa, segundo o grupo em que se classifique, na forma da alínea anterior; c) a qualificaçăo exigida para os profissionais em questăo e o seu regime de trabalho; d) as demais características e atribuiçőes dos serviços especializados em segurança e em medicina do trabalho, nas empresas. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 163. Será obrigatória a constituiçăo de Comissăo Interna de Prevençăo de Acidentes - CIPA -, de conformidade com instruçőes expedidas pelo Ministério do Trabalho, nos estabelecimentos ou locais de obra nelas especificadas. Parágrafo único. O Ministério do Trabalho regulamentará as atribuiçőes, a composiçăo e o funcionamento das CIPAs. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 164. Cada CIPA será composta de representantes da empresa e dos empregados, de acordo com os critérios que vierem a ser adotados na regulamentaçăo de que trata o parágrafo único do artigo anterior. § 1º Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes, serăo por eles designados. § 2º Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serăo eleitos em escrutínio secreto, do qual participem, independentemente de filiaçăo sindical, exclusivamente os empregados interessados. § 3º O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duraçăo de 1 (um) ano, permitida uma reeleiçăo. § 4º O disposto no parágrafo anterior năo se aplicará ao membro suplente que, durante o seu mandato, tenha participado de menos da metade do número de reuniőes da CIPA. § 5º O empregador designará, anualmente, dentre os seus representantes, o Presidente da CIPA e os empregados elegerăo, dentre eles, o Vice-Presidente. 67
    • Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 165. Os titulares da representaçăo dos empregados nas CIPAs năo poderăo sofrer despedida arbitrária, entendendo-se como tal a que năo se fundar em motivo disciplinar, técnico, econômico ou financeiro. Parágrafo único. Ocorrendo a despedida, caberá ao empregador, em caso de reclamaçăo ŕ Justiça do Trabalho, comprovar a existęncia de qualquer dos motivos mencionados neste artigo, sob pena de ser condenado a reintegrar o empregado Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 SEÇĂO IV - Do Equipamento de Proteçăo Individual Art. 166. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento de proteçăo individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservaçăo e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral năo ofereçam completa proteçăo contra os riscos de acidentes e danos ŕ saúde dos empregados. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 167. O equipamento de proteçăo só poderá ser posto ŕ venda ou utilizado com a indicaçăo do Certificado de Aprovaçăo do Ministério do Trabalho. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 SEÇĂO V - Das Medidas Preventivas de Medicina do Trabalho Art. 168. Será obrigatório exame médico, por conta do empregador, nas condiçőes estabelecidas neste artigo e nas instruçőes complementares a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho: I - na admissăo; II - na demissăo; III - periodicamente. § 1° O Ministério do Trabalho baixará instruçőes relativas aos casos em que serăo exigíveis exames: a) por ocasiăo da demissăo; b) complementares. § 2° Outros exames complementares poderăo ser exigidos, a critério médico, para apuraçăo da capacidade ou aptidăo física e mental do empregado para a funçăo que deva exercer. § 3° O Ministério do Trabalho estabelecerá, de acordo com o risco da atividade e o tempo de exposiçăo, a periodicidade dos exames médicos. § 4° O empregador manterá no estabelecimento o material necessário ŕ prestaçăo de primeiros socorros médicos, de acordo com o risco da atividade. § 5° O resultado dos exames médicos, inclusive o exame complementar, será comunicado ao trabalhador, observados os preceitos da ética médica. Redaçăo dada pela Medida Provisória nş 89/89 e convalidada pela Lei nş 7.855/89 Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 68
    • Art. 169 - Será obrigatória a notificaçăo das doenças profissionais e das produzidas em virtudes de condiçőes especiais de trabalho, comprovadas ou objeto de suspeitas, de conformidade com as instruçőes expedidas pelo Ministério do Trabalho. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/ SEÇĂO VI - Das Edificaçőes Art. 170 - As edificaçőes deverăo obedecer aos requisitos técnicos que garantam perfeita segurança aos que nelas trabalhem. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 171 - Os locais de trabalho deverăo ter, no mínimo, 3 (tręs) metros de pé-direito, assim considerada a altura livre do piso ao teto. Parágrafo único - Poderá ser reduzido esse mínimo desde que atendidas as condiçőes de iluminaçăo e conforto térmico compatíveis com a natureza do trabalho, sujeitando-se tal reduçăo ao controle do órgăo competente em matéria de segurança e medicina do trabalho. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 172. Os pisos dos locais de trabalho năo deverăo apresentar salięncias nem depressőes que prejudiquem a circulaçăo de pessoas ou a movimentaçăo de materiais. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 173. As aberturas nos pisos e paredes serăo protegidas de forma que impeçam a queda de pessoas ou de objetos. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 174. As paredes, escadas, rampas de acesso, passarelas, pisos, corredores, coberturas e passagens dos locais de trabalho deverăo obedecer ŕs condiçőes de segurança e de higiene do trabalho estabelecidas pelo Ministério do Trabalho e manter-se em perfeito estado de conservaçăo e limpeza. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 SEÇĂO VII - Da Iluminaçăo Art. 175. Em todos os locais de trabalho deverá haver iluminaçăo adequada, natural ou artificial, apropriada ŕ natureza da atividade. § 1° A iluminaçăo deverá ser uniformemente distribuída, geral e difusa, a fim de evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e contrastes excessivos. § 2° O Ministério do Trabalho estabelecerá os níveis mínimos de iluminamento a serem observados. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 69
    • SEÇĂO VIII - Do Conforto Térmico Art. 176. Os locais de trabalho deverăo ter ventilaçăo natural, compatível com o serviço realizado. Parágrafo único. A ventilaçăo artificial será obrigatória sempre que a natural năo preencha as condiçőes de conforto térmico. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 177. Se as condiçőes de ambiente se tornarem desconfortáveis, em virtude de instalaçőes geradoras de frio ou de calor, será obrigatório o uso de vestimenta adequada para o trabalho em tais condiçőes ou de capelas, anteparos, paredes duplas, isolamento térmico e recursos similares, de forma que os empregados fiquem protegidos contra as radiaçőes térmicas. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 178. As condiçőes de conforto térmico dos locais de trabalho devem ser mantidas dentro dos limites fixados pelo Ministério do Trabalho. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 SEÇĂO IX - Das Instalaçőes Elétricas Art. 179. O Ministério do Trabalho disporá sobre as condiçőes de segurança e as medidas especiais a serem observadas relativamente a instalaçőes elétricas, e qualquer das fases de produçăo, transmissăo, distribuiçăo ou consumo de energia. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 180 - Somente profissional qualificado poderá instalar, operar, inspecionar ou reparar instalaçőes elétricas. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Redaçăo dada pelo Decreto-Lei nş 4.654/65 Art. 181. Os que trabalharem em serviços de eletricidade ou instalaçőes elétricas devem estar familiarizados com os métodos de socorro a acidentados por choque elétrico. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 SEÇĂO X - Da Movimentaçăo, Armazenagem e Manuseio de Materiais. Art. 182. O Ministério do Trabalho estabelecerá normas sobre: I - as precauçőes de segurança na movimentaçăo de materiais nos locais de trabalho, os equipamentos a serem obrigatoriamente utilizados e as condiçőes especiais a que estăo sujeitas a operaçăo e a manutençăo desses equipamentos, inclusive exigęncias de pessoal habilitado; II - as exigęncias similares relativas ao manuseio e a armazenagem de materiais, inclusive quanto ŕs condiçőes de segurança e higiene relativas aos recipientes e locais de armazenagem e os equipamentos de proteçăo individual; III - a obrigatoriedade de indicaçăo de carga máxima permitida nos equipamentos de transporte, dos avisos de proibiçăo de fumar e de advertęncia quanto ŕ natureza perigosa ou nociva ŕ saúde das substâncias em movimentaçăo ou em depósito, bem como das recomendaçőes de 70
    • primeiros socorros e de atendimento médico e símbolo de perigo, segundo padronizaçăo internacional, nos rótulos dos materiais ou substâncias armazenados ou transportados. Parágrafo único. As disposiçőes relativas ao transporte de materiais aplicam-se, também, no que couber, ao transporte de pessoas nos locais de trabalho. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 183. As pessoas que trabalharem na movimentaçăo de materiais deverăo estar familiarizadas com os métodos racionais de levantamento de cargas. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 SEÇĂO XI - Das Máquinas e Equipamentos Art. 184. As máquinas e os equipamentos deverăo ser dotados de dispositivos de partida e parada e outros que se fizerem necessários para a prevençăo de acidentes do, trabalho, especialmente quanto ao risco de acionamento acidental. Parágrafo único. É proibida a fabricaçăo, a importaçăo, a venda, a locaçăo e o uso de máquinas e equipamentos que năo atendam ao disposto neste artigo. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 185 - Os reparos, limpeza e ajustes somente poderăo ser executados com as máquinas paradas, salvo se o movimento for indispensável ŕ realizaçăo do ajuste. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 186. O Ministério do Trabalho estabelecerá normas adicionais sobre proteçăo e medidas de segurança na operaçăo de máquinas e equipamentos, especialmente quanto ŕ proteçăo das partes móveis, distância entre estas, vias de acesso ŕs máquinas e equipamentos de grandes dimensőes, emprego de ferramentas, sua adequaçăo e medidas de proteçăo exigidas quando motorizadas ou elétricas. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 SEÇĂO XII - Das Caldeiras, Fornos e Recipientes sob Pressăo Art. 187. As caldeiras, equipamentos e recipientes em geral que operam sob pressăo deverăo dispor de válvulas e outros dispositivos de segurança, que evitem seja ultrapassada a pressăo interna de trabalho compatível com a sua resistęncia. Parágrafo único. O Ministério do Trabalho expedirá normas complementares quanto a segurança das caldeiras, fornos e recipientes sob pressăo, especialmente quanto ao revestimento interno, a localizaçăo, a ventilaçăo dos locais e outros meios de eliminaçăo de gases ou vapores prejudiciais a saúde, e demais instalaçőes ou equipamentos necessários a execuçăo segura das tarefas de cada empregado. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 71
    • Art. 188. As caldeiras serăo periodicamente submetidas a inspeçőes de segurança, por engenheiro ou empresa especializada, inscritos no Ministério do Trabalho, de conformidade com as instruçőes que, para esse fim, forem expedidas. § 1° Toda caldeira será acompanhada de "Prontuário", com documentaçăo original do fabricante, abrangendo, no mínimo: especificaçăo técnica, desenhos, detalhes, provas e testes realizados durante a fabricaçăo e a montagem, características funcionais e a pressăo máxima de trabalho permitida (PMTP), esta última indicada, em local visível, na própria caldeira. § 2º O proprietário da caldeira deverá organizar, manter atualizado e apresentar, quando exigido pela autoridade competente, o Registro de Segurança, no qual serăo anotadas, sistematicamente, as indicaçőes das provas efetuadas, inspeçőes, reparos e quaisquer outras ocorręncias. § 3º Os projetos de instalaçăo de caldeiras, fornos e recipientes sob pressăo deverăo ser submetidos ŕ aprovaçăo prévia do órgăo regional competente em matéria de segurança do trabalho. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 SEÇĂO XIII - Das Atividades Insalubres ou Perigosas Art. 189. Serăo consideradas atividades ou operaçőes insalubres aquelas que, por sua natureza, condiçőes ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos ŕ saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razăo da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposiçăo aos seus efeitos. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 190. O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operaçőes insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterizaçăo da insalubridade, os limites de tolerância aos agentes agressivos, meios de proteçăo e o tempo máximo de exposiçăo do empregado a esses agentes. Parágrafo único. As normas referidas neste artigo incluirăo medidas de proteçăo do organismo do trabalhador nas operaçőes que produzem aerodispersóides tóxicos, irritantes, alergęnicos ou incômodos. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 191. A eliminaçăo ou a neutralizaçăo da insalubridade ocorrerá: I. com a adoçăo de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância; II. com a utilizaçăo de equipamentos de proteçăo individual ao trabalhador, que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância. 72
    • Parágrafo único. Caberá ŕs Delegacias Regionais do Trabalho, comprovada a insalubridade, notificar as empresas, estipulando prazos para sua eliminaçăo ou neutralizaçăo, na forma deste artigo. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 192. O exercício de trabalho em condiçőes insalubres, acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura a percepçăo de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento), 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário mínimo da regiăo, segundo se classifiquem nos graus máximo, médio e mínimo. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 193. Săo consideradas atividades ou operaçőes perigosas, na forma da regulamentaçăo aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condiçőes de risco acentua do. § 1º O trabalho em condiçőes de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificaçőes, pręmios ou participaçőes nos lucros da empresa. § 2° O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 194. O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou de periculosidade cessará com a eliminaçăo do risco ŕ sua saúde ou integridade física, nos termos desta Seçăo e das normas expedidas pelo Ministério do Trabalho. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Art. 195. A caracterizaçăo e a classificaçăo da insalubridade e da periculosidade, segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-se-ăo através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho, registrado no Ministério do Trabalho. § 1º É facultado ŕs empresas e aos sindicatos das categorias profissionais interessadas requererem ao Ministério do Trabalho a realizaçăo de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo de caracterizar ou delimitar as atividades insalubres ou perigosas. § 2º Argüida em juízo insalubridade ou periculosidade, seja por empregado, seja por sindicato em favor de grupo de associados, o juiz designará perito habilitado na forma deste artigo, e, onde năo houver, requisitará perícia ao órgăo competente do Ministério do Trabalho. § 3º O disposto nos parágrafos anteriores năo prejudica a açăo fiscalizadora do Ministério do Trabalho, nem a realizaçăo ex officio da perícia. Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 GLOSSÁRIO (7)-Apresentação em slides 1. Alta Tensăo (AT): tensăo superior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 2. Área Classificada: local com potencialidade de ocorręncia de atmosfera explosiva. 3. Aterramento Elétrico Temporário: ligaçăo elétrica efetiva confiável e adequada intencional ŕ terra, destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente durante a intervençăo na instalaçăo elétrica. 73
    • 4. Atmosfera Explosiva: mistura com o ar, sob condiçőes atmosféricas, de substâncias inflamáveis na forma de gás, vapor, névoa, poeira ou fibras, na qual após a igniçăo a combustăo se propaga. 5. Baixa Tensăo (BT): tensăo superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua e igual ou inferior a 1000 volts em corrente alternada ou 1500 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 6. Barreira: dispositivo que impede qualquer contato com partes energizadas das instalaçőes elétricas. 7. Direito de Recusa: instrumento que assegura ao trabalhador a interrupçăo de uma atividade de trabalho por considerar que ela envolve grave e iminente risco para sua segurança e saúde ou de outras pessoas. 8. Equipamento de Proteçăo Coletiva (EPC): dispositivo, sistema, ou meio, fixo ou móvel de abrangęncia coletiva, destinado a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores, usuários e terceiros. 9. Equipamento Segregado: equipamento tornado inacessível por meio de invólucro ou barreira. 10. Extra-Baixa Tensăo (EBT): tensăo năo superior a 50 volts em corrente alternada ou 120 volts em corrente contínua, entre fases ou entre fase e terra. 11. Influęncias Externas: variáveis que devem ser consideradas na definiçăo e seleçăo de medidas de proteçăo para segurança das pessoas e desempenho dos componentes da instalaçăo. 12. Instalaçăo Elétrica: conjunto das partes elétricas e năo elétricas associadas e com características coordenadas entre si, que săo necessárias ao funcionamento de uma parte determinada de um sistema elétrico. 13. Instalaçăo Liberada para Serviços (BT/AT): aquela que garanta as condiçőes de segurança ao trabalhador por meio de procedimentos e equipamentos adequados desde o início até o final dos trabalhos e liberaçăo para uso. 14. Impedimento de Reenergizaçăo: condiçăo que garante a năo energizaçăo do circuito através de recursos e procedimentos apropriados, sob controle dos trabalhadores envolvidos nos serviços. 15. Invólucro: envoltório de partes energizadas destinado a impedir qualquer contato com partes internas. 16. Isolamento Elétrico: processo destinado a impedir a passagem de corrente elétrica, por interposiçăo de materiais isolantes. 17. Obstáculo: elemento que impede o contato acidental, mas năo impede o contato direto por açăo deliberada. 18. Perigo: situaçăo ou condiçăo de risco com probabilidade de causar lesăo física ou dano ŕ saúde das pessoas por ausęncia de medidas de controle. 19. Pessoa Advertida: pessoa informada ou com conhecimento suficiente para evitar os perigos da eletricidade. 20. Procedimento: seqüęncia de operaçőes a serem desenvolvidos para realizaçăo de um determinado trabalho, com a inclusăo dos meios materiais e humanos, medidas de segurança e circunstâncias que impossibilitem sua realizaçăo. 21. Prontuário: sistema organizado de forma a conter uma memória dinâmica de informaçőes pertinentes ŕs instalaçőes e aos trabalhadores. 22. Risco: capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesőes ou danos ŕ saúde das pessoas. 23. Riscos Adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos elétricos, específicos de cada ambiente ou processos de Trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde no trabalho. 74
    • 24. Sinalizaçăo: procedimento padronizado destinado a orientar, alertar, avisar e advertir. 25. Sistema Elétrico: circuito ou circuitos elétricos inter-relacionados destinados a atingir um determinado objetivo. 26. Sistema Elétrico de Potęncia (SEP): conjunto das instalaçőes e equipamentos destinados ŕ geraçăo, transmissăo e distribuiçăo de energia elétrica até a mediçăo, inclusive. 27. Tensăo de Segurança: extra baixa tensăo originada em uma fonte de segurança. 28. Trabalho em Proximidade: trabalho durante o qual o trabalhador pode entrar na zona controlada, ainda que seja com uma parte do seu corpo ou com extensőes condutoras, representadas por materiais, ferramentas ou equipamentos que manipule. 29. Travamento: açăo destinada a manter, por meios mecânicos, um dispositivo de manobra fixo numa determinada posiçăo, de forma a impedir uma operaçăo năo autorizada. 30. Zona de Risco: entorno de parte condutora energizada, năo segregada, acessível inclusive acidentalmente, de dimensőes estabelecidas de acordo com o nível de tensăo, cuja aproximaçăo só é permitida a profissionais autorizados e com a adoçăo de técnicas e instrumentos apropriados de trabalho. 31. Zona Controlada: entorno de parte condutora energizada, năo segregada, acessível, de dimensőes estabelecidas de acordo com o nível de tensăo, cuja aproximaçăo só é permitida a profissionais autorizados. NR10 -Norma Regulamentadora No-10 - Segurança em instalaçőes e serviços em eletricidade 10.1- OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇĂO (8)-Apresentação em slides 10.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece os requisitos e condiçőes mínimas objetivando a implementaçăo de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalaçőes elétricas e serviços com eletricidade. 10.1.2 Esta NR se aplica ŕs fases de geraçăo, transmissăo, distribuiçăo e consumo, incluindo as etapas de projeto, construçăo, montagem, operaçăo, manutençăo das instalaçőes elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades, observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgăos competentes e, na ausęncia ou omissăo destas, as normas internacionais cabíveis. Estabelece as condiçőes mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalaçőes elétricas, em suas diversas etapas, incluindo elaboraçăo de projetos, execuçăo, operaçăo, manutençăo, reforma e ampliaçăo, assim como a segurança de usuários e de terceiros, em quaisquer das fases de geraçăo, transmissăo, distribuiçăo e consumo de energia elétrica, observando-se, para tanto, as normas técnicas oficiais vigentes e, na falta destas, as normas técnicas internacionais. As fundamentaçőes legais, ordinárias e específicas, que dá embasamento jurídico ŕ existęncia desta NR, săo os artigos 179 a 181 da CLT. SEÇĂO IX - Das Instalaçőes Elétricas Art. 179. O Ministério do Trabalho disporá sobre as condiçőes de segurança e as medidas especiais a serem observadas relativamente a instalaçőes elétricas, e qualquer das fases de produçăo, transmissăo, distribuiçăo ou consumo de energia. __________ Nota: 75
    • Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 __________ Art. 180 - Somente profissional qualificado poderá instalar, operar, inspecionar ou reparar instalaçőes elétricas. __________ Nota:Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Redaçăo dada pelo Decreto-Lei nş 4.654/65 __________ Art. 181. Os que trabalharem em serviços de eletricidade ou instalaçőes elétricas devem estar familiarizados com os métodos de socorro a acidentados por choque elétrico. __________ Nota: Redaçăo dada pela Lei nş 6.514/77 Riscos em instalaçőes e serviços com eletricidade: (9)-Apresentação em slides-(10-2;10-2-1;10-2-2) 10.2 - MEDIDAS DE CONTROLE 10.2.1 Em todas as intervençőes em instalaçőes elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. 10.2.2 As medidas de controle adotadas devem integrar-se ŕs demais iniciativas da empresa, no âmbito da preservaçăo da segurança, da saúde e do meio ambiente do trabalho. CONCEITO DE RISCO A noçăo de risco tem a ver com a possibilidade de perda ou dano, ou como sinônimo de perigo. A palavra risco é utilizada em muitas áreas e com vários significados, como a matemática, a economia, a engenharia e o campo da saúde pública. Nós adotaremos uma concepçăo abrangente de risco de interesse ŕ saúde dos trabalhadores, significando toda e qualquer possibilidade de que algum elemento ou circunstância existente num dado processo e ambiente de trabalho possa causar dano ŕ saúde, seja através de acidentes, doenças ou do sofrimento dos trabalhadores, ou ainda através da poluiçăo ambiental. Os riscos podem estar presentes na forma de substâncias químicas, agentes físicos e mecânicos, agentes biológicos, inadequaçăo ergonômica dos postos de trabalho ou, ainda, em funçăo das características da organizaçăo do trabalho e das práticas de gerenciamento das empresas, como organizaçőes autoritárias que impedem a participaçăo dos trabalhadores, tarefas monótonas e repetitivas, ou ainda a discriminaçăo nos locais de trabalho em funçăo do gęnero ou raça. É claro que a saúde dos trabalhadores é muito mais abrangente do que os riscos nos locais de trabalho, e tem a ver com as condiçőes mais gerais de trabalho e vida, como salário, moradia, 76
    • alimentaçăo, lazer, existęncia de creche no trabalho e a participaçăo nas decisőes da sociedade. Também é bom lembrar que o trabalho pode ser uma importante fonte de saúde, se é realizado de forma gratificante e num ambiente saudável. Concentraremos basicamente na análise dos riscos presentes nos locais de trabalho, mas năo devemos nos esquecer que esta análise deve considerar os aspectos mais gerais de interesse da saúde e vida dos trabalhadores. .O termo risco é usado de diferentes formas por profissionais de saúde e segurança. CONSIDERAÇŐES GERAIS SOBRE RISCOS Os riscos ŕ segurança e saúde dos trabalhadores nesses setores săo, via de regra, elevados podendo levar a lesőes de grande gravidade e săo específicos a cada tipo de atividade. Contudo, o maior risco ŕ segurança e saúde dos trabalhadores é o de origem elétrica. Devemos salientar que no ano de 2001 o maior volume de trabalhadores concentrou-se na distribuiçăo de energia elétrica, cujo número de empregados das concessionárias era de aproximadamente 70.000 e suas prestadoras de serviços contavam com aproximadamente 280.000 empregados, totalizando 350.000 trabalhadores. Contemplamos os principais riscos presentes nas atividades desenvolvidas nos setores elétrico e telefônico. RISCOS DE ORIGEM ELÉTRICA A eletricidade constitui-se em agente de elevado potencial de risco ao homem. Mesmo em baixas tensőes ela representa perigo ŕ integridade física e saúde do trabalhador. Sua açăo mais nociva é a ocorręncia do choque elétrico com conseqüęncias: diretas, e indiretas (quedas, batidas, queimaduras indiretas e outras). Também apresenta risco devido ŕ possibilidade de ocorręncias de curtos-circuitos ou mau funcionamento do sistema elétrico originando grandes incęndios, explosőes ou acidentes ampliados. É importante lembrar que o fato da linha estar desenergizada năo elimina o risco elétrico, tampouco se pode prescindir das medidas de controle coletivas e individuais necessárias, já que a energizaçăo acidental pode ocorrer devido a erros de manobra, contato acidental com outros circuitos energizados, tensőes induzidas por linhas adjacentes ou que cruzam a rede, descargas atmosféricas mesmo que distantes dos locais de trabalho, fontes de alimentaçăo de terceiros. CHOQUE ELÉTRICO-(veremos detalhes logo a frente). Arco voltaico Constitui-se em outro risco de origem elétrica. O arco voltaico caracteriza-se pelo fluxo de corrente elétrica através de um meio “isolante”, como o ar, e geralmente é produzido quando da conexăo e desconexăo de dispositivos elétricos e em caso de curto-circuito. Um arco voltaico produz calor que pode exceder a barreira de tolerância da pele e causar queimaduras de segundo ou terceiro grau. O arco elétrico possui energia suficiente para queimar as roupas e provocar incęndios, emitindo vapores de material ionizado e raios ultravioleta. 77
    • Campo eletromagnético É gerado quando da passagem da corrente elétrica alternada nos meios condutores. Os efeitos danosos do campo eletromagnético nos trabalhadores manifestam-se especialmente quando da execuçăo de serviços na transmissăo e distribuiçăo de energia elétrica, nas quais empregam-se elevados níveis de tensăo. Os efeitos possíveis no organismo humano decorrente da exposiçăo ao campo eletromagnético săo de natureza elétrica e magnética. Os efeitos do campo elétrico já foram mencionados acima. Quanto aos de origem magnética citamos os efeitos térmicos, endócrinos e suas possíveis patologias produzidas pela interaçăo das cargas elétricas com o corpo humano. Năo há comprovaçăo científica, porém há indícios de que a radiaçăo eletromagnética criadanas proximidades de meios com elevados níveis de tensăo e corrente elétrica possa provocar a ocorręncia de câncer, leucemia e tumor de cérebro. Contudo certos que essa situaçăo promove nocividade térmica (interior do corpo) e efeitos endócrinos no organismo humano. Especial atençăo aos trabalhadores, expostos a essas condiçőes, que possuam em seu corpo próteses metálicas (pinos, encaixes, articulaçőes), pois a radiaçăo promove aquecimento intenso nos elementos metálicos podendo provocar as necroses ósseas, assim como aos trabalhadores portadores de aparelhos e equipamentos eletrônicos (marca-passo, auditivos, dosadores de insulina, etc..), pois a radiaçăo interfere nos circuitos elétricos e poderăo criar disfunçőes e mau funcionamento desses. RAIOS. A descarga atmosférica, popularmente conhecida como raio, faísca ou corisco, é um fenômeno natural que ocorre em todas as regiőes da terra. Na regiăo tropical do planeta, onde está localizado o Brasil, os raios ocorrem geralmente junto com as chuvas. Como os raios se formam Durante as tempestades observa-se uma queda da temperatura e um aumento da umidade relativa do ar, o que diminui suas propriedades dielétricas. Ao mesmo tempo, o movimento das nuvens provoca um aumento do potencial elétrico entre elas e o solo. Esses dois fatores contribuem para eventual movimento de cargas elétricas entre nuvem e solo, isto é, uma descarga elétrica de curta duraçăo mas de alta intensidade. PARA-RAIOS 78
    • O pára-raios nada mais é que um elemento metálico situado a determinada altura e eletricamente ligado a terra, de forma que as descargas ocorram pelo caminho mais fácil, protegendo as suas imediaçőes O captor mais usado atualmente é o tipo Franklin, que consiste de um conjunto de algumas hastes pontiagudas para facilitar a conduçăo, montado em um mastro vertical. Até certa época, foram usados tipos semelhantes, mas com adiçăo de material radioativo que, segundo os fabricantes, aumentava o raio de açăo. Năo săo mais permitidos devido aos riscos inerentes. Em alguns casos săo também usados fios horizontais como captores, mas esta forma năo está no escopo desta página. Campo de proteçăo. Campo de proteçăo de um captor Franklin em mastro vertical. É dado pelo cone com vértice no captor, com geratriz que faz ângulo de 60ş com a vertical (para níveis de proteçăo maiores este ângulo deverá ser menor). Assim, r = h Ö 3 A figura abaixo mostra a instalaçăo padrăo com apenas 1 captor. Entretanto, o número de captores deve ser dado em funçăo da área a proteger conforme critério anterior. Todo o prédio e áreas a proteger devem estar dentro do campo de proteçăo. O cabo de descida é normalmente de cobre, com seçăo năo inferior a 35 mm2. Como regra geral, a descida deve ser a mais direta possível, com o mínimo de curvas. Essas, quando necessárias, devem ter raio mínimo de 20 cm. Năo deve haver emendas, exceto para os conectores indicados, próximos ao solo, que permite separar as partes para mediçőes do aterramento. Os espaçadores devem ser usados a cada 2 m no máximo e devem proporcionar uma separaçăo mínima de 20 cm entre cabo e prédio ou outras partes. Aterramento Define-se como um sistema formado por hastes verticais, cabos ou ambos, que permite a fácil conduçăo da corrente recebida pelo captor para o solo. O principal parâmetro a considerar é a resistęncia do aterramento (definida conforme normas), que năo deve ser superior a 10 ohms para uso geral e 1 ohm para prédios com explosivos ou inflamáveis. Ela depende das dimensőes e características construtivas do sistema (também chamado malha de terra) e da resistividade do solo, que depende da sua natureza geológica e de outros fatores como temperatura, umidade, sais dissolvidos, etc. A tabela a baixo dá valores médios para os tipos mais comuns de solo.A variaçăo é grande para um mesmo tipo de solo. Assim, o ideal é efetuar mediçőes em diversas épocas do ano para definir o melhor valor a considerar. 79
    • Tipo de solo Resistividade W m Areia 250 a 500 Argila 20 a 60 Argila com areia 80 a 200 Humus 10 a 150 Lama 5 a 100 Limo 20 a 100 Rocha maior que 1000 Turfa 150 a 300 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE RAIOS 1-É perigoso tomar banho em chuveiros elétricos durante as tempestades? Sim. O chuveiro elétrico está ligado ŕ rede elétrica que alimenta a residęncia e se um raio cair próximo ou sobre a mesma poderemos ter o aparecimento de "voltagens" perigosas na fiaçăo e a pessoa que está tomando banho pode tomar um choque elétrico. 2-Năo devemos operar aparelhos elétricos e telefônicos durante as tempestades? Năo, pelo mesmo motivo apresentado no caso de tomar banho. Os aparelhos elétricos e telefônicos estăo ligados a fios, que podem ter suas "voltagens" elevadas quando há queda de um raio sobre ou perto das redes telefônicas e elétricas, ou mesmo no caso de um raio que caia sobre a casa. 3-É possível se proteger contra os raios? Sim. A adoçăo de medidas de segurança pessoal minimiza bastante os perigos provocados pelos raios. A maior parte dos acidentes ocorre com pessoas que estăo em locais descampados. Raramente temos acidentes com pessoas dentro de edificaçőes durante as tempestades com raios:  Evite ficar em locais descampados e descobertos;  As casas, edifícios, galpőes, carros, ônibus e trens săo locais seguros;  Dentro de uma edificaçăo, procure ficar afastada (no mínimo um metro) de paredes, janela, aparelhos elétrica e telefônica;  Evite tomar banho em chuveiro elétrico e operar aparelhos elétricos e telefônicos;  Ficar em baixo de uma árvore alta e isolada é muito perigoso, no entanto procura abrigo dentro de uma mata fechada é seguro;  Se estiver em local descampado, năo carregue objetos longos, tais como guarda- chuva, vara de pescar, enxada, ancinho, etc;  Năo entre dentro de rios, lagoas e mar;  Năo opere trator ou qualquer máquina agrícola que năo tenha cabine metálica fechada;  Evite ficar perto de cercas e estruturas elevadas (torre, caixa d'água suspensa, árvore alta, etc.); 4-É possível proteger equipamentos elétricos e telefônicos contra raios? Sim. Existem protetores especiais que devem ser instalados nas tomadas e nos telefones. Em dias de tempestade é aconselhável desligar os equipamentos das tomadas. 5-É possível proteger casas e edificaçőes contra raios? Sim. A norma brasileira NBR 5419 - Proteçăo de estruturas contra descargas atmosféricas - Jun/93, estabelece os critérios e procedimentos para a instalaçăo de pára-raios em casas e edificaçőes. 80
    • 6-Existem os raio e o corisco? Raio e corisco săo nomes popularmente utilizados para designar as descargas atmosféricas. 7-O que é "raio-bola"? É um tipo de raio muito raro. Ele tem o formato de uma bola de fogo, que fica flutuando no ar e algumas vezes ele explode, podendo provocar queimaduras em animais e pessoas próximas. 8-Caem mais raios em locais rochosos? Năo existe evidęncia científica de que o tipo de terreno influencie no número de raios que caem. O que sabemos é que em locais elevados caem mais raios de que em locais mais baixos. 9-Redes elétricas que cortam fazendas aumentam os riscos com raios? Um raio que cai sobre uma rede elétrica, provavelmente cairia no mesmo local do terreno, mesmo se năo existisse a rede elétrica. Como a rede elétrica se destaca, ou seja, ela acostuma ser um ponto elevado sobre o terreno, raio que iriam cair no solo ou sobre árvores acabam caindo sobre a rede. O perigo que a rede elétrica traz é devido ao fato dela estar ligada ŕ instalaçăo elétrica de casas e edificaçőes. Um raio que cai na rede elétrica ou nas suas proximidades acaba provocando o aparecimento de "voltagens" perigosas na fiaçăo das edificaçőes. Quando um rebanho inteiro morre devido a um raio próximo a uma cerca, é devido ao próprio agrupamento dos animais ou ŕ proximidade do rebanho da cerca. 10-O que atrai mais, o agrupamento de animais ou a cerca? O que atrai o raio é a altura relativa do objeto ou animal em relaçăo ao solo. O raio sempre cai na estrutura mais alta. Em muitos casos os animais săo mais altos que a cerca e neste caso eles săo pontos preferenciais para a queda de raios. Como a altura dos animais e da própria cerca năo é grande, eles năo atraem muitos raios. As árvores isoladas, em geral, atraem mais raios que cercas e animais. Mesmo no caso de uma cerca devidamente protegida (aterrada e seccionada), se um raio cair sobre ela e se junto dela estiver um rebanho, provavelmente o resultado será catastrófico. O raio que cai diretamente na cerca emergiza apenas um trecho dela, ou seja, o seccionamento e aterramento evitam a energizaçăo de toda a cerca. Apenas os animais junto ao trecho de cerca energizado correm grandes riscos. OUTROS RISCOS Riscos de queda Constitui-se numa das principais causas de acidentes nos setores elétricos, sendo característico de diversos ramos de atividade, mas muito representativo nas atividades de construçăo e manutençăo do setor de transmissăo e distribuiçăo de energia elétrica e de construçăo e manutençăo de redes telefônicas. As quedas ocorrem em conseqüęncia de choques elétricos, de inadequaçăo de equipamentos de elevaçăo (escadas, cestos, plataformas), inadequaçăo de EPI, falta de treinamento dos trabalhadores, falta de delimitaçăo e sinalizaçăo do canteiro do serviço nas vias públicas e ataque de insetos. 81
    • RISCOS NO TRANSPORTE E COM EQUIPAMENTOS Neste item abordaremos riscos de acidentes envolvendo transporte de trabalhadores e a utilizaçăo de veículos de serviço e equipamentos. Citamos como exemplo: Veículos a caminho dos locais de trabalho em campo. Para tanto é comum o deslocamento diário dos trabalhadores até os efetivos pontos de prestaçăo de serviços. Esses deslocamentos expőem os trabalhadores aos riscos característicos das vias de transporte, sendo muitas vezes realizados em carroçarias abertas ou em condiçőes inadequadas potencializando esses riscos. Um agravante, também, da condiçăo de risco é situaçăo em que o motorista exerce outra funçăo além dessa, ou seja, múltipla funçăo. Como exemplo, é atribuída ao motorista a funçăo de dirigir e inspecionar a linha, para encontrar pontos que demandam reparos ou manutençăo, tarefas estas incompatíveis. Veículos e equipamentos para elevaçăo de cargas, cestas aéreas e cadeiras. Nos serviços de construçăo, instalaçăo ou manutençăo em linhas redes elétricas e de telefonia nos quais săo utilizados cestos aéreos, cadeiras ou plataformas, além de elevaçăo de cargas (equipamentos, postes) é necessária a aproximaçăo dos veículos junto ŕs estruturas (postes, torres) e da grua junto das linhas ou cabos. Nestas operaçőes podem acontecer graves acidentes e exigem cuidados especiais que văo desde o correto posicionamento do veículo, o seu adequado travamento e fixaçăo, até a precisa operaçăo da grua, guincho ou equipamento de elevaçăo. Além das situaçőes acima descritas, agravam os riscos a utilizaçăo de veículos improvisados. Riscos de ataques de insetos Ataques de insetos, tais como abelhas e marimbondos, ocorrem na execuçăo de serviços em torres, postes, subestaçőes, leitura de medidores, serviços de poda de árvores e outros. Ataque de animais Ocorre, sobretudo nas atividades de construçăo, supervisăo e manutençăo em redes de transmissăo em regiőes silvícolas e florestais. Atençăo especial deve ser dada ŕ possibilidade de picadas de animais peçonhentos nessas regiőes. Também é freqüente no setor de distribuiçăo de energia com os trabalhadores leituristas domiciliares, que săo normalmente atacados por animais domésticos. 82
    • Riscos em ambientes fechados Os trabalhos em espaços fechados, como caixas subterrâneas e estaçőes de transformaçăo e distribuiçăo, fechadas, expőem os trabalhadores ao risco de asfixia por deficięncia de oxigęnio ou por exposiçăo a contaminantes, tanto nas atividades do setor elétrico como no setor de telefonia. Nestes ambientes pode ocorrer a presença de gases asfixiantes (ex: monóxido e dióxido de carbono) e/ou explosivos (ex: metano, vapores de combustíveis líquidos). Estes contaminantes originam-se por formaçăo de gases orgânicos oriundos de reaçőes químicas nos esgotos e presença de agentes biológicos de putrefaçăo existentes nesses ambientes, e, ainda, de vazamentos de combustíveis dos tanques subterrâneos de postos de abastecimento e da canalizaçăo de gás combustível. Além desses riscos, nos trabalhos executados em redes de distribuiçăo de energia elétrica e de telefonia subterrâneas, devido ŕ proximidade com redes de esgoto e locais encharcados, existe a possibilidade de contaminaçăo por agentes biológicos. Apresentar slides (29)-ESPAÇO CONFINADO Riscos ergonômicos Săo significativos, nas atividades do setor elétrico e telefônico os riscos ergonômicos, relacionados aos fatores: Biomecânicas - posturas năo fisiológicas de trabalho provocadas pela exigęncia de ângulos e posiçőes inadequadas dos membros superiores e inferiores para realizaçăo das tarefas, principalmente em altura, sobre postes e apoios inadequados, levando a intensas solicitaçőes musculares, levantamento e transporte de carga, etc. Organizacional - pressăo no tempo de atendimento a emergęncias ou a situaçőes com períodos de tempo rigidamente estabelecidos, realizaçăo rotineira de horas extras, trabalho por produçăo, pressőes da populaçăo com falta do fornecimento de energia elétrica. Psicossociais – elevada exigęncia cognitiva necessária ao exercício das atividades associada ŕ constante convivęncia com o risco de vida devido ŕ presença do risco elétrico e também do risco de queda (neste caso, sobretudo para atividades em linhas de transmissăo, executadas em grandes alturas). Ambientais – representados pela exposiçăo ao calor, radiaçăo, intempéries da natureza, agentes biológicos, etc. 83
    • Calor. Nas atividades desempenhadas em espaços fechados ou em subestaçőes (devido ŕ proximidade de conjunto de transformadores e capacitores). Radiaçăo solar. Os trabalhos em instalaçőes elétricas ou serviços com eletricidade quando realizados em áreas abertas podem também expor os trabalhadores ŕ radiaçăo solar. Como conseqüęncias podem ocorrer queimaduras, lesőes nos olhos e até câncer de pele, provocadas por radiaçăo infravermelho ou ultravioleta. Ruído. Presente nas usinas de geraçăo de energia elétrica, devido ao movimento de turbinas e geradores. Ocorre também em estaçőes e subestaçőes de energia, decorrente do funcionamento de conjunto de transformadores, como também da junçăo e disjunçăo de conectores, que causam forte ruído de impacto. Ascarel ou bifenis policlorados (PCB). Seu uso como líquido isolante em equipamento elétrico (ex: capacitores, transformadores, chaves de manobras e disjuntores) tornou-se bastante difundido porque, além de apresentar boas qualidades dielétricas e térmicas, é resistente ao fogo. Apesar do uso desse produto estar proibido, transformadores e capacitores antigos podem contę-lo. Exposiçăo dos trabalhadores pode ocorrer em atividades de manutençăo executadas em subestaçőes de distribuiçăo elétrica e em usinas de geraçăo, por ocasiăo da troca ou recuperaçăo desses equipamentos, em especial, quando do descarte desse produto. Acidentes com vazamento de ascarel já ocorreram e encontram registro no nosso país. Os danos ŕ saúde causados pelo ascarel estăo relacionados aos processos genéticos da reproduçăo, funçőes neurológicas e hepáticas. Ainda, é considerado como provável carcinogęnico. UMIDADE. A umidade existente no ar é produzida a partir de diversos tipos de fontes. Os alimentos que estăo sendo cozidos produzem grande quantidade de vapor de água. No processo de respiraçăo desenvolvida pelos animais, inclusive o ser humano, é produzido uma quantidade considerável de vapor de água. Quando a temperatura ambiente sobe, nosso organismo produz o suor como forma de resfriar o nosso corpo. O Banheiro produz muito vapor de água. Quanto mais quente e demorado for o banho mais vapor de água é produzida. As plantas, vasos, aquários também produzem vapor de água. Como a umidade afeta o nosso organismo: Quando aumenta a umidade do ambiente, o nosso corpo perde a capacidade de suar. Aumenta a dificuldade de respirar e o corpo se sente sufocado. Quando aumenta a umidade do ar, o nosso corpo transpira menos, o suor se condensa na pele e sentimos mais calor ainda. Quando aumenta a umidade do ambiente aumenta as condiçőes biológicas para os micro- organismos se desenvolverem. Daí surgem mais Bactéricas, Fungos e Mofos. Quando a umidade abaixa, o ar fica mais seco e, mesmo com a temperatura elevada, năo sentimos tanto calor assim. Quando surgem os micro-organismos, surgem também as traças. 84
    • RISCOS ADICIONAIS Riscos Adicionais: todos os demais grupos ou fatores de risco, além dos elétricos, específicos de cada ambiente ou processos de Trabalho que, direta ou indiretamente, possam afetar a segurança e a saúde no trabalho. Temos como exemplo:  Materiais de limpeza, materiais elétricos em desuso e equipamentos armazenados em cabines de força.  Veículo de transporte de pessoal inadequado.  Terceiros na área de trabalho.  Som alto na área de trabalho.  Desavenças com colegas.  Dividas. Apresentar slides  Etc. (10)-Picadas de animais peçonhentos 5. Técnicas de Análise de Risco. (11)-Apresentação em slides COMO CONHECER OS RISCOS NOS LOCAIS DE TRABALHO ? Os riscos nos locais de trabalho estăo relacionados ŕs características do processo de trabalho, seu ambiente e organizaçăo. Por isso, uma primeira etapa consiste no reconhecimento dos principais riscos existentes dentro de cada categoria, setor econômico, regiăo do país, empresa e local de trabalho. Cada categoria vivencia situaçőes particulares, e um trabalho fundamental é a identificaçăo das prioridades de cada momento. Por exemplo, para o setor bancário e de processamento de dados um problema prioritário pode ser o das lesőes por esforços repetitivos; para a construçăo civil o acidente por queda de altura; para os trabalhadores rurais a contaminaçăo por agrotóxicos; para o setor siderúrgico a contaminaçăo por benzeno; para o setor moveleiro os acidentes com máquinas; para os mergulhadores subaquáticos na prospecçăo de petróleo os acidentes de mergulho em águas profundas; para os trabalhadores químicos e petroleiros a contaminaçăo com substâncias químicas e os acidentes químicos; para os motoristas de ônibus os acidentes com veículos; para os profissionais de saúde de hospitais o estresse ocupacional,e assim por diante. Além das diferenças entre as categorias, também as diferentes regiőes do país podem ter características bem distintas dentro de um mesmo ramo de atividade ou categoria, comum universo de situaçőes de risco bastante heterogęneo. Uma diferença se refere ao tamanho das empresas, com as de pequeno porte com freqüęncia sendo normalmente mais frágeis, com inexistęncia ou fragilidade de CIPA´s (comissăo interna 85
    • de prevençăo de acidentes), SESMT´s (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) e representaçőes sindicais. Outro aspecto é o das relaçőes de trabalho, pois trabalhadores de menor qualificaçăo, terceirizados, com vínculo temporário e ganho por produtividade tendem a estarem expostos em situaçőes de risco mais graves. Outro ponto importante é o das relaçőes de gęnero: homens e mulheres possuem situaçőes de trabalho bem distintas, e freqüentemente as mulheres encontram-se em situaçőes de trabalho com riscos “invisíveis”, pois suas condiçőes penosas năo săo reconhecidas enquanto tal, frente ŕ discriminaçăo existente na sociedade. Uma questăo importante é que todo processo de trabalho e toda atividade de trabalho sejam eles exercidos no campo, em fábricas ou dentro de escritórios, podem possuir diferentes riscos simultaneamente. Tanto um trabalhador rural, de escritório ou de uma fábrica química pode estar exposto simultaneamente aos riscos químicos, ao calor intenso, ao ruído, ao risco de uma queda, ou pode ainda sofrer problemas de coluna em funçăo das posturas e esforços físicos realizados. A magnitude do risco e do dano ŕ saúde vai depender de cada situaçăo particular, que deve ser objeto de análise e intervençăo. O parágrafo anterior indica que, mesmo quando se levantam prioridades para um setor ou categoria, a análise e prevençăo de riscos somente serăo plenamente levadas a cabo quando realizada no cotidiano dos locais de trabalho, junto com os trabalhadores que vivenciam suas situaçőes particulares. Quanto maior é a diversidade de processos de trabalho e condiçőes de trabalho existentes, maior é a necessidade de se levar em conta essa heterogeneidade e as estratégias de organizaçăo dos trabalhadores nos locais de trabalho. Para conhecer e sistematizar o processo de trabalho de cada empresa ou local de trabalho, existem algumas técnicas e documentos que podem ajudar bastante, em conjunto com as informaçőes dos trabalhadores. Estes documentos e informaçőes podem ser:  Organograma da empresa, incluindo os principais setores e departamentos;  Fluxograma de produçăo da empresa, constando dos principais passos para a fabricaçăo dos produtos produzidos ou dos serviços gerados na empresa;  Lay-out ou planta baixa com os principais equipamentos e instalaçőes;  Descriçăo das principais características da organizaçăo do trabalho: equipes de trabalho, jornada de trabalho, existęncia de turnos noturnos ou alternantes, e quando houver necessidade de maior detalhamento nos locais de trabalho, a descriçăo das principais tarefas e atividades realizadas pelos trabalhadores, bem como suas freqüęncias.  Descriçăo dos principais equipamentos e instalaçőes podendo incluir detalhes como capacidade de produçăo e outras características;  Listagem das principais matérias-primas, produtos em processo e produtos acabados, e os resíduos produzidos ao longo do processo de fabricaçăo, assim como sua destinaçăo final e formas de tratamento; Existem várias estratégias para o levantamento de informaçőes sobre os riscos. Uma das mais importantes previstas na legislaçăo brasileira é a elaboraçăo do PPRA, (Programa de Prevençăo dos Riscos Ambientais) é um documento de revisăo anual, sendo fundamental a abordagem, (dentre todos os riscos ambientais) a açăo da C I PA e a construçăo do mapa de riscos na empresa, previstos inclusive na legislaçăo brasileira, e que serăo objeto de maior aprofundamento deste manual mais ŕ frente. A seguir comentaremos algumas das principais estratégias para o levantamento de informaçőes e a identificaçăo de riscos: 86
    • Envolvendo diretamente os trabalhadores: Questionários e grupos focais Os trabalhadores conhecem melhor que ninguém suas reais condiçőes de trabalho, e sua mobilizaçăo é necessária para transformar as situaçőes, eliminando e controlando os riscos. Uma primeira possibilidade de envolvimento é através de questionários distribuídos para os trabalhadores de base, que devem ser bem montados, visando o fácil entendimento e o posterior trabalho de alimentaçăo de um banco de dados. Este banco de dados deve ser alimentado pelos questionários e analisado, mostrando os principais problemas e prioridades dos trabalhadores. Outra possibilidade é a reuniăo de trabalhadores da mesma categoria, empresa ou setor de trabalho, ou ainda que vivenciem situaçőes de trabalho semelhantes. Esta atividade é muito rica, pois propicia o intercâmbio, entre os próprios trabalhadores, de suas experięncias e estratégias de luta. Estas reuniőes, também chamadas de grupos focais (pois é um encontro focalizado num tema específico, no caso trabalhadores que forneçam um quadro o mais completo dos riscos nos seus locais de trabalho), devem ao final gerar relatórios onde os problemas e prioridades dos trabalhadores sejam apontadas. Um aspecto importante, e ŕs vezes difícil de compreender, é que os trabalhadores, sozinhos, nem sempre podem compreender a globalidade dos problemas relacionados aos riscos. Um motivo é a complexidade de alguns riscos e processos de trabalho, que pode tornar imprescindíveis ŕ presença de especialistas em certas tecnologias, na avaliaçăo ambiental e médica. Exemplos săo os riscos “invisíveis” ou năo facilmente perceptíveis, como as radiaçőes ionizantes e substâncias químicas inodoras e incolores, ou ainda os acidentes mais raros, que podem dar uma sensaçăo de que nunca irăo acontecer, deixando-se de lado as medidas preventivas essenciais. Outro ponto muito importante é a chamada percepçăo de riscos pelos trabalhadores. Muitos fatores podem interferir nesta percepçăo, inclusive fazendo com que os trabalhadores năo percebam ou mesmo neguem a presença de riscos ŕs vezes muito graves. Um destes fatores é a chamada estratégia defensiva, que faz parte da do mecanismo psíquico humano. Como resultado da angústia frente aos riscos graves e sem perspectivas de mudanças, algumas pessoas acabam negando de forma subconsciente os próprios riscos. Este ponto revela um aspecto estratégico no lidar com o risco: năo se deve simplesmente levantar os problemas, sem simultaneamente buscar soluçőes, pois isso pode acarretar num dos trabalhadores afetados por problemas de saúde relacionados ao trabalho, este tipo de atuaçăo subsidia o levantamento dos riscos, através das queixas e sintomas de saúde relatados pelos trabalhadores. O Programa de Prevençăo dos Riscos Ambientais é um documento de revisăo anual, sendo fundamental a abordagem, dentre todos os riscos ambientais, sobretudo dos riscos relativos : (PPRA NR9 - Programas de Prevençăo de Riscos Ambientais)  Radiaçăo eletromagnética, principalmente na construçăo e manutençăo de linhas de elevado potencial (transmissăo e sub-transmissăo) e em subestaçőes;  Ruído em usinas de geraçăo elétrica e subestaçőes;  Calor em usinas de geraçăo elétrica (sala de máquinas), serviços em redes subterrâneas de distribuiçăo de energia elétrica e telefonia e em subestaçőes; 87
    •  Umidade em caixas subterrâneas;  Riscos biológicos diversos nos serviços em redes subterrâneas de distribuiçăo de energia elétrica e telefonia (eventual proximidade com redes de esgoto), e obras de construçăo de modo geral;  Gases tóxicos, asfixiantes, inflamáveis nos serviços em redes subterrâneas de distribuiçăo de energia elétrica e telefonia tais como metano, monóxido de carbono, etc;  Produtos químicos diversos como solventes para limpeza de acessórios; óleos dielétricos utilizados nos equipamentos, óleos lubrificantes minerais e hidrocarbonetos nos serviços de manutençăo mecânica em equipamentos sobretudo em subestaçőes de energia, usinas de geraçăo e transformadores na rede de distribuiçăo;  Ácido sulfúrico em baterias fixas de acumuladores em usinas de geraçăo elétrica e nas estaçőes telefônicas;  Ascarel ou Bifenis Policlorados (PCBs), ainda presente em transformadores e capacitores de instalaçőes elétricas antigas, em atividades de manutençăo em subestaçőes de distribuiçăo elétrica e em usinas de geraçăo elétrica, por ocasiăo da troca de transformadores e capacitores e, em especial, da recuperaçăo de transformadores e descarte desse produto.  Outros riscos ambientais, conforme a especificidade dos ambientes de trabalho e riscos porventura decorrentes de atividades de construçăo, tais como vapores orgânicos em atividades de pintura, fumos metálicos em solda, poeiras em redes subterrâneas e obras, etc. É fundamental a verificaçăo da existęncia dos aspectos estruturais no documento base do PPRA, que dentre todos legalmente estabelecidos, cabe especial atençăo para os seguintes:  Discussăo do documento base com os empregados (CIPA);  Descriçăo de todos os riscos potenciais existentes em todos ambientes de trabalho, internos ou externos e em todas as atividades realizadas na empresa (trabalhadores próprios ou de empresa contratadas);  Realizaçăo de avaliaçőes ambientais quantitativas dos riscos ambientais levantados (radiaçăo; calor, ruído, produtos químicos, agentes biológicos, dentre outros), contendo descriçăo de metodologia adotadas nas avaliaçőes, resultados das avaliaçőes, limites de tolerância estabelecidos na NR-15 (ATIVIDADES E OPERAÇŐES INSALUBRES) esta NR estabelece os procedimentos obrigatórios, nas atividades ou operaçőes insalubres que săo executadas acima dos limites de tolerância previstos na Legislaçăo, comprovadas através de laudo de inspeçăo do local de trabalho. Agentes agressivos: ruído, calor, radiaçőes, pressőes, frio, umidade, agentes químicos, etc...).  Ou na omissăo dessa Norma na ACGIH (American Conference of Governamental Industrial Higyenists) e medidas de controle sugeridas, devendo ser assinado por profissional legalmente habilitado;  Descriçăo das medidas de controle coletivas adotadas; Cronograma das açőes a serem adotadas no período de vigęncia do programa. O PPRA deve estar articulado com os demais documentos de SST, como PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), PCA e o PCMAT (Programa de Condiçőes e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da) (Construçăo) (em caso de construçăo de linhas elétricas, obras civis de apoio a estruturas, prediais), e, inclusive, com todos os documentos relativos ao sistema de gestăo em SST (segurança e saúde no trabalho) adotado pela empresa. NR4 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: NR7 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional. 88
    • NR9 - Programas de Prevençăo de Riscos Ambientais MAPA DE RISCO  INTRODUÇÃO  QUANTO A IMPLANTAÇÃO DO MAPA DE RISCO  A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA  CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS  RISCOS QUÍMICOS, FÍSICOS, BIOLOGICOS, ERGONOMICOS , ACIDENTES  O QUE É MAPA DE RISCOS  QUEM FAZ  PLANTA OU CROQUI  ESTUDOS DOS TIPOS DE RISCOS  EXEMPLO DE RISOCS EM ALGUMAS ATIVIDADES E FUNÇÕES  RELATÓRIO PARA A DIREÇÃO DA EMPRESA  O AGENTE MAPEADOR  Exempos de mapas de risco 89
    • 1. INTRODUÇÃO A prevenção de acidente de trabalho no Brasil registra décadas de iniciativas sem sucesso. Em 1944 foi criada a primeira legislação estabelecendo a obrigatoriedade de formação das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes CIPAs. A partir de 1970 o avanço da industrialização resultou no aumento do número de acidentes, que já era alto. Criou se uma série de normas para enfrentar essa situação, dentre elas a obrigatoriedade das empresas maiores de terem profissionais especializados (engenheiros, médicos e técnicos) na área de segurança e medicina do trabalho. Mas a quantidade de acidentes continuou a crescer, mesmo quando o ritmo da atividade econômica se reduziu. Em 1975 e 1976 o Brasil chegou a ter quase 10% dos seus trabalhadores acidentados. Há quase meio século o quadro se mantém e, se nesse período não se conseguiu reduzir os acidentes de trabalho no Brasil, é porque o modelo de prevenção, paternalista, está errado. Problemas crônicos exigem soluções inovadoras. É nessa situação de persistência de elevados índices de acidentes de trabalho, com grandes perdas humanas e econômicas, que surge o Mapa de Riscos. Esse instrumento representa uma tentativa inédita no Brasil, de comprometer e envolver os trabalhadores e também os empresários com a solução de um problema que interessa a todos superar. 2. Quanto a Implantação do Mapa de Riscos Implantado pela Portaria nº5 de 17 de agosto de 1992 do Ministério do Trabalho e da Administração, ele é obrigatório nas empresas com grau de risco e número de empregados que exijam a constituição de uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. O mapa de riscos é a representação gráfica dos riscos de acidentes nos diversos locais de trabalho, inerentes ou não ao processo produtivo, de fácil visualização e afixado em locais acessíveis no ambiente de trabalho, para informação e orientação de todos os que ali atuam e de outros que eventualmente transitem pelo local, quanto as principais, áreas de risco. No mapa de riscos, círculos de cores e tamanhos diferentes mostram os locais e os fatores que podem gerar situações de perigo pela presença de agentes físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. 90
    • O Mapa de riscos é elaborado segundo a Portaria nº 25, pela CIPA, ouvidos os trabalhadores envolvidos no processo produtivo e com a orientação do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho SESMT da empresa, quando houver. É considerada indispensável, portanto, a participação das pessoas expostas ao risco no dia-a- dia. O Mapeamento ajuda a criar uma atitude mais cautelosa por parte dos trabalhadores diante dos perigos identificados e graficamente sinalizados. Desse modo, contribui para a eliminação ou controle dos riscos detectados. Para o empresário, as informações mapeadas são de grande interesse com vista à manutenção e ao aumento da competitividade, prejudicada pela descontinuidade da produção interrompida por acidentes, Também permite a identificação de pontos vulneráveis na sua planta. Primeira medida não paternalista na área, o mapa de risco é um modelo participativo e pode ser um aliado de empresários e empregados para evitar acidentes, encontrar soluções práticas para eliminar ou controlar riscos e melhorar o ambiente e as condições de trabalho e a produtividade, com isso ganham os trabalhadores, com a proteção da vida, da saúde e da capacidade profissional. Ganham as empresas, com a redução de perdas por horas paradas, danos em equipamentos e desperdícios de matérias primas. Ganha o País, com a redução dos vultosos gastos do sistema previdenciário no pagamento de pensões e com o aumento da produtividade geral da economia. O mapeamento deve ser feito anualmente, toda a vez que se renova a CIPA. Com essa reciclagem cada vez mais trabalhadores aprendem a identificar e a registrar graficamente os focos de acidentes nas empresas, contribuindo para eliminá-los ou controlá-los. 3.A Legislação Brasileira Com redação dada pela Portaria nº 25 de 2911211994, incluiu se na NR 5-(CIPA), item 5.16, alínea o, "elaborar, ouvidos os trabalhadores de todos os setores do estabelecimento e com a colaboração do SESMT, quando houver, o MAPA DE RISCOS, com base nas orientações constantes do anexo IV devendo o mesmo ser refeito a cada gestão da CIPA ANEXO I V MAPA DE RISCOS 1. O Mapa de Riscos tem como objetivos: a) reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa, b) possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de informações entre os trabalhadores, bem como estimular sua participação nas atividades de prevenção. 2. Etapas de elaboração: a) conhecer o processo de trabalho no local analisado: - Os trabalhadores: 91
    • Número, sexo, idade, treinamentos profissionais e de segurança e saúde, jornada; - os instrumentos e materiais de trabalho; - as atividades exercidas; - O ambiente. b) identificar os riscos existentes no local analisado, conforme a classificação da tabela 1. c) identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia: medidas de proteção coletiva.  Medidas de organização do trabalho  Medidas de proteção individual;  Medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários, bebedouro, refeitório, área de lazer. d) identificar os indicadores de saúde:  Queixas mais freqüentes e comuns entre os trabalhadores.  Expostos aos mesmos riscos.  Acidentes de trabalho ocorridos,  Doenças profissionais diagnosticadas, A intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que deve ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes de círculos. 3.Após discutido e aprovado pela CIPA, o Mapa de Riscos, completo ou setorial, deverá ser afixado em cada local analisado, de forma claramente visível e de fácil acesso para os trabalhadores 4.No caso das empresas da indústria da construção, o Mapa de Riscos do estabelecimento deverá ser realizado por etapa de execução dos serviços, devendo ser revisto sempre que um fato novo e surpreendente, modificar a situação de riscos estabelecidas. A realização do mapa é informada formalmente ao empregador por meio da cópia da ata da respectiva reunião da CIPA. Após 30 dias ele deverá dizer se cabe a adoção das medidas sugeridas pela CIPA para eliminar os focos de risco. Os prazos para adoção das medidas são negociados entre as Cipas e as empresas. A falta de elaboração e de afixação, nos locais de trabalho, do mapa de riscos ambientais pode implicar em multas de valor elevado. A maior multa, no campo da Segurança do Trabalho, é aplicada em casos extremos, quando fica evidenciada a posição do empregador em fraudar a lei ou resistir à fiscalização. Além das situações extremas existem outras previstas na NR 28 – (fiscalização e penalidades) da Portaria 3.214178 (com a redação dada pelas Portarias nº 3, de 10 de julho de 1992, e 7, de 5 de outubro de 1992), que também implicam multas vultosas. 92
    • Existem três incisos de intensidade máxima na escala de infrações (14, sendo “V de infração)” quando o Mapa de riscos não for refeito em cada gestão da CIPA, quando o empregador deixar de se manifestar no prazo de 30 dias após o recebimento do relatório da CIPA, e quando a direção do estabelecimento deixar de fazer as alterações nos locais de trabalho, dentro do prazo combinado com a CIPA. É interessante notar que, neste último caso, a Cipa passa a ser investida de uma competência de fiscalizar a própria empresa, cabendo lhe não só negociar o prazo com o empregador como, principalmente, encaminhar à DRT uma cópia do mapa de riscos e do relatório, para análise e inspeção. Só é obrigada a fazer o mapa de riscos a empresa que deve ter CIPA. Mesmo quando esse órgão for inoperante ou não tiver condições de realizar o mapa de riscos, no entanto, a empresa é quem estará exposta à punição em função disso. A fiscalização e as penalidades a que estão sujeitas as empresas que deixarem de elaborar o mapa de riscos ou o fizerem incorretamente encontram se previstas na Norma Regulamentadora NR 28- (fiscalização e penalidades) ( da mesma Portaria 3.214178, com a redação dada pela Portaria nº 7, expedida pelo mesmo órgão em 5 de Outubro de 1992. Cabe ao empregador dar condições para a realização do mapeamento de riscos ambientais afixando o, em local visível. 0 mapa de riscos será executado (pela CIPA, depois de consultados os trabalhadores de todos os setores produtivos da empresa) 4. Classificação dos Riscos Ambientais Os riscos estão presentes nos locais de trabalho e em todas as demais atividades humanas, comprometendo a segurança e a saúde das pessoas e a produtividade da empresa. Esses riscos podem afetar o trabalhador a curto, médio e longos prazos, provocando acidentes com lesões imediatas e ou doenças chamadas profissionais ou do trabalho, que se equiparam a acidentes do trabalho. Os agentes que causam riscos à saúde dos trabalhadores e que costumam estar presentes nos locais de trabalho são agrupados em cinco tipos:  Agentes químicos;  Agentes físicos;  Agentes biológicos;  Agentes ergonômicos;  Agentes de acidentes (mecânicos). Cada um desses tipos de agentes é responsável por diferentes riscos ambientais que podem provocar danos à saúde ocupacional dos funcionários da empresa. Para fazer o mapa de riscos, consideram se os riscos ambientais provenientes de: GRUPO I 1. Agentes químicos: 93
    • São considerados agentes químicos, aqueles capazes de provocar riscos à saúde:  Poeira, fumos, névoas, vapores, gases, produtos químicos em geral, neblina, etc. Os principais tipos de agentes químicos que atuam sobre o organismo humano, causando problemas de saúde, são:  Gases, vapores e névoas; aerodispersóides (poeiras e fumos metálicos). Riscos à saúde Os gases, vapores e névoas podem provocar efeitos irritantes, asfixiantes ou anestésicos: Efeitos irritantes: são causados, por exemplo, por ácido clorídrico, ácido sulfúrico, amônia, soda cáustica, cloro, que provocam irritação das vias aéreas superiores. Efeitos asfixiantes: gases como hidrogênio, nitrogênio, hélio, metano, acetileno, dióxido de carbono, monóxido de carbono e outros causam dor de cabeça, náuseas, sonolência, convulsões, coma e até morte. Efeitos anestésicos: a maioria dos solventes orgânicos assim como o butano, propano, aldeídos, acetona, cloreto de carbono, benzeno, xileno, álcoois, tolueno, tem ação depressiva sobre o sistema nervoso central, provocando danos aos diversos órgãos. 0 benzeno especialmente é responsável por danos ao sistema formador do sangue. . Os aerodispersóides: que ficam em suspensão no ar em ambientes de trabalho, podem ser poeiras: minerais, vegetais, alcalinas, incômodas ou fumos metálicos: . Poeiras minerais: provêm de diversos minerais, como sílica, asbesto, carvão mineral, (e provocam silicose quartzo), asbestose (asbesto), pneurnoconioses (ex. carvão minerais, minerais em geral). Poeiras vegetais: são produzidas pelo tratamento industrial, por exemplo, de bagaço de cana de açúcar e de algodão, que causam bagaçose e bissinose, respectivamente. Poeiras alcalinas: provêm em especial do calcário, causando doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como enfisema pulmonar. Poeiras incômodas: podem interagir com outros agentes agressivos presentes no ambiente de trabalho, tornando os mais nocivos à saúde, Fumos metálicos: provenientes do uso industrial de metais, como chumbo, manganês, ferro etc., causa doença pulmonar obstrutiva crônica, febre de fumos metálicos, intoxicações específicas, de acordo com o metal. GRUPO II 2. Agentes físicos São considerados agentes físicos, aqueles capazes de provocar riscos à saúde: 94
    • Ruídos, vibrações, radiações ionizantes e não ionizantes, pressões anormais, temperaturas extremas, iluminação deficiente, umidade, etc. Riscos à saúde Ruídos provocam cansaço, irritação, dores de cabeça, diminuição da audição (surdez temporária, surdez definitiva e trauma acústico), aumento da pressão arterial, problemas no aparelho digestivo, taquicardia, perigo de infarto, Vibrações provocam cansaço, irritação, dores nos membros, dores na coluna, doença do movimento, artrite, problemas digestivos, lesões ósseas, lesões dos tecidos moles, lesões circulatórias. Calor ou frio extremos provocam taquicardia aumento da pulsação, cansaço, irritação, fadiga térmica, prostração térmica, choque térmico, perturbação das funções digestivas, hipertensão. Radiações ionizantes provocam alterações celulares, câncer, fadiga, problemas visuais, acidentes do trabalho. Radiações não íonizantes provocam queimaduras, lesões na pele, nos olhos e em outros órgãos. É muito importante saber que a presença de produtos ou agentes no local de trabalho como, por exemplo, radiações infravermelho, presentes em operações de fornos, de solda oxiacetilênica; ultravioleta, produzida pela solda elétrica; de raios laser podem causar ou agravar problemas visuais ( ex. catarata, queimaduras, lesões na pele, etc.), mas isto não quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a saúde, isso depende da combinação de muitas condições como a natureza do produto, a sua concentração, o tempo e a intensidade que a pessoa fica exposta a eles, por exemplo. .Umidades provocam doenças do aparelho respiratórias, da pele e circulatórias. GRUPO III 3. Agentes biológicos Microrganismos e animais são os agentes biológicos que podem afetar a saúde do trabalhador. São considerados agentes biológicos os bacilos, bactérias, fungos, protozoários, parasitas, vírus. Entram nesta classificação também os escorpiões, bem como as aranhas, insetos e ofídios peçonhentos. Riscos à saúde Pode causar as seguintes doenças: Tuberculose, intoxicação alimentar, fungos (microrganismos causadores infecções), brucelose, malária, febre amarela. As formas de prevenção para esses grupos de agentes biológicos são: vacinação, esterilização, higiene pessoal, uso de EPI; ventilação, controle médico e controle de pragas. GRUPO IV 95
    • 4. Agentes ergonômicos São os agentes caracterizados pela falta de adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas do trabalhador. Entre os agentes ergonômicos mais comuns estão:  Trabalho físico pesado;  Posturas incorretas;  Posições incômodas,  Repetitividade;  Monotonia,  Ritmo excessivo;  Trabalho em turnos e trabalho noturno,  Jornada prolongada; Riscos à saúde Trabalho físico pesado, posturas incorretas e posições incômodas provocam cansaço, dores musculares e fraqueza, além de doenças como hipertensão arterial, diabetes, úlceras, moléstias nervosas, alterações no sono, acidentes, problemas de coluna, etc. .Ritmo excessivo, monotonia, trabalho em turnos, jornada prolongada, conflitos, excesso de responsabilidade provocam desconforto, cansaço, ansiedade, doenças no aparelho digestivo (gastrite, úlcera), dores musculares, fraqueza, alterações no sono e na vida social (com reflexos na saúde e no comportamento), hipertensão arterial, taquicardia, cardiopatias (angina, infarto), diabetes, asmas, doenças nervosas, tensão, medo, ansiedade. GRUPO V Agentes de acidentes (mecânicos): São arranjos físicos inadequados ou deficientes, máquinas e equipamentos, ferramentas defeituosas, inadequadas ou inexistentes, eletricidade, sinalização, perigo de incêndio ou explosão, transporte de materiais, edificações, armazenamento inadequado, etc. Essas deficiências podem abranger um ou mais dos seguintes aspectos:  Arranjo físico;  Edificações;  Sinalizações;  Ligações elétricas;  Máquinas e equipamentos sem proteção,  Equipamento de proteção contra incêndio;  Ferramentas defeituosas ou inadequadas,  EPI inadequado,  Armazenamento e transporte de materiais.  Iluminação deficiente - fadiga, problemas visuais, acidentes do trabalho. 96
    • Riscos à saúde  Arranjo físico: quando inadequado ou deficiente, pode causar acidentes e provoca desgaste físico excessivo nos trabalhadores.  Máquinas sem proteção: podem provocar acidentes graves.  Instalações elétricas deficientes: trazem riscos de Curto circuito, choque elétrico, incêndio, queimaduras, acidentes fatais.  Matéria prima sem especificação e inadequada: acidentes, doenças profissionais, queda da qualidade de produção.  Ferramentas defeituosas ou inadequadas: acidentes, com repercussão principalmente nos membros superiores.  Falta de EPI ou EPI inadequados ao risco: acidentes, doenças profissionais.  Transporte de materiais, peças, equipamentos sem as devidas precauções: acidentes.  Edificações com defeitos de construção: a exemplo de piso com desníveis, escadas fora de ausência de saídas de emergência, mezaninos sem proteção, passagens sem a atura necessária : quedas, acidentes.  Falta de sinalização das saídas de emergência, da localização de escadas e caminhos de fuga, alarmes, de incêndios: ações desorganizadas nas emergências, acidentes.  Armazenamento e manipulação inadequados de inflamáveis e gases, curto circuito, sobrecargas de redes elétricas: incêndios, explosões.  Armazenamento e transporte de materiais: a obstrução de áreas traz fiscos de acidentes, de quedas, de incêndio, de explosão etc.  Equipamento de proteção contra incêndios: quando deficiente ou insuficiente, traz efetivos riscos de incêndios.  Sinalização deficiente: falta de uma política de prevenção de acidentes, não identificação de equipamentos que oferecem fisco, não delimitação de áreas, informações de segurança insuficientes etc. comprometem a saúde ocupacional dos funcionários. 5. Riscos Químicos, Físicos, Biológicos, Ergonômicos, Acidentes 5.1. Agentes Químicos Os agentes químicos mais comuns apresentam-se sob as seguintes formas: Formas dos Agentes Químicos Forma Gasosa Monóxido de carbono Bióxido de enxofre Vapores de solventes Óxido de hidrogênio Amônia Ácido clorídrico Ácido sulfúrico Sulfeto de carbono Sulfeto de hidrogênio Forma sólida Soda em escamas, pós, poeiras de sílica, Granito, algodão, etc. Forma liquida Álcalis Ácidos 97
    • Solventes 5.1.1 Contaminantes ambientais No ambiente de trabalho, podemos encontrar seis tipos mais comuns de agentes químicos ou substâncias contaminantes: Poeiras São produzidas mecanicamente por ruptura de partículas maiores. Exemplo: fibras de amianto e poeiras de sílica. Fumos Os chamados fumos são partículas sólidas produzidas por condensação de vapores metálicos. Exemplos: fumos de óxido de zinco nas operações de soldagem com ferro, de chumbo em trabalhos a temperaturas acima de 500'C e de outros metais em operações de fusão. Fumaças Fumaças produzidas pela combustão incompleta como a liberada pelos escapamentos dos automóveis, que contém monóxido de carbono, são contaminantes ambientais e representam riscos de acidentes e à saúde. Neblinas As neblinas são partículas líquidas produzidas por condensação de vapores. Exemplos: anidrido sulfúrico, gás clorídrico, etc. Gases Os gases são dispersões de moléculas que se misturam com o ar. Exemplo: GLP Gás Liquefeito de Petróleo, monóxido de carbono, gás sulfídrico, gás cianídrico, etc. Vapores São dispersões de moléculas no ar que podem se condensar para formar líquidos ou sólidos em condições normais de temperatura e pressão. Exemplos: vapores de benzol, dissulfito de carbono, etc. 5.1.2 Fatores que influenciam a toxicidade dos contaminantes ambientais Deve se lembrar que a presença de produtos ou agentes no local de trabalho não quer dizer que, obrigatoriamente, existe perigo para a saúde. O risco representado pelas substâncias químicas depende dos seguintes fatores: a) Concentração: Quanto maior for a concentração do produto, mais rapidamente os seus efeitos nocivos se manifestarão no organismo. b) índice respiratório: Representa a quantidade de ar inalado pelo trabalhador durante a jornada. c) Sensibilidade individual: É o nível de resistência de cada um varia de pessoa para pessoa. 98
    • d) Toxicidade: É o potencial tóxico da substância no organismo. e) Tempo de exposição: É o tempo que o organismo fica exposto ao contaminante. 5.1.3 Vias de penetração dos agentes químicos O agente químico pode penetrar no trabalhador pela pele (via cutânea), pela boca e estômago (via digestiva) e pelo nariz e pulmões (via respiratória). Via Cutânea Os ácidos, álcalis e solventes, ao atingirem a pele, podem ser absorvidos ou provocar lesões como caroços ou chagas (acne química), podendo também comprometer as mucosas dos olhos, boca e nariz. A soda em escamas e os pós também podem penetrar na pele e contaminar. Esses problemas podem acontecer quando os trabalhadores manipulam produtos químicos sem equipamentos de proteção individual EPI como luvas, aventais, botas, máscaras e óculos de segurança. Via Digestiva A contaminação do organismo ocorre pela ingestão acidental ou não de substâncias nocivas, presentes em alimentos contaminados, deteriorados ou na saliva. Hábitos inadequados como alimentar se ou ingerir líquidos no local de trabalho, umedecer os lábios com a língua, usar as mãos para beber água e a falta de higiene contribuem para a ingestão de substâncias nocivas.Há casos de ingestão acidental ou proposital de ácidos, álcalis, solventes. Conforme o tipo de produto ingerido, podem ocorrer lesões (queimaduras na boca, esôfago e estômago). Via Respiratória As substâncias penetram pelo nariz e boca, afetando a garganta e chegando aos pulmões. Através da circulação sangüínea, podem seguir para outros órgãos, onde manifestarão seus efeitos tóxicos. Substâncias químicas na forma de pó em suspensão no ar podem facilmente penetrar no organismo pela respiração. Partículas muito pequenas podem vencer as barreiras naturais das vias respiratórias, chegando a atingir partes mais profundas do pulmão. Em todos esses casos pode existir risco de contaminação se os funcionários não usarem os equipamentos de proteção individual ou se não houver sistemas de ventilação ou exaustão adequados. 5.1.4 Relata causas e efeitos (não nos interesa neste momento) 99
    • 5.1.5 Limites de Tolerância 0 fato dos trabalhadores estarem expostos a agentes físico Químicos ou biológicos não implica necessariamente que venham a contrair uma doença do trabalho. Para tanto, é necessário que estejam expostos a uma determinada concentração ou intensidade e que o tempo de exposição seja suficiente para atuação nociva destes agentes sobre o ser humano. "Limites de Tolerância" são concentrações dos agentes químicos ou intensidades dos agentes físicos presentes no ambiente de trabalho sob as quais os trabalhadores podem ficar expostos durante toda a sua vida laboral sem sofrer efeitos adversos à sua saúde. 5.2. Riscos Físicos Pressões extremas As atividades exercidas em locais de pressões extremas (altas ou baixas) requerem equipamentos especiais e rigoroso treinamento. Um exemplo é o dos mergulhadores que trabalham em obras submarinas. Ruídos As máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas produzem ruídos que podem atingir níveis excessivos, provocando a curto, médio e longos prazos sérios prejuízos à saúde. Dependendo do tempo da exposição, do nível sonoro e da sensibilidade individual, as alterações auditivas poderão manifestar se imediatamente ou se começará a perder a audição gradualmente. Quanto maior o nível de ruído, menor deverá ser o tempo de exposição ocupacional (Ver Tabela Abaixo). Níveis de Ruídos Aceitáveis Nível de Ruído DB(A) Máxima Exposição Diária Permissível 85 8h 86 7h 87 6h 88 5h 89 4 h 30 min 90 4h 91 3 h 30 min 92 3h 93 2 h 40 min 94 2 h 15 min 95 2h 96 1 h 45 min 98 1 h 45 min 100 1h 102 45 min 104 35 min 100
    • 105 35 min 106 30 min 108 20 min 110 15 min 112 10 min 114 8 min 115 7 min PRINCIPAIS EFEITOS PREJUDICIAIS DO RUÍDO EXCESSIVO SOBRE A PESSOA EFEITOS NOCIVOS DO RUIDO Modificações das ondas eletroencefalográficas, Sobre o sistema nervoso Fadiga nervos Perda de memória, irritabilidade, dificuldade em coordenar idéias Hipertensão Aparelho Cardiovascular Modificação do ritmo cardíaco Modificação do calibre dos casos sanguíneos Modificação do ritmo respiratório Perturbações gastrintestinais Diminuição da visão noturna Outros efeitos Dificuldade na percepção das cores Perda temporária da capacidade auditiva. Para a confecção do mapa de riscos não será necessária a medição do nível de ruído. à avaliação é sensitiva: "aquele ruído que incomoda um pouco ou mais ou menos?" Não interessa se é da ordem de 85 ou 70 db, o que importa é que incomoda e tornar-se- ão medidas para minimizá -lo. Radiações Radiações ionizantes.  Os operadores de aparelhos de Raios X e Radioterapia frequentemente estão expostos a esse tipo de radiação. Seus efeitos podem afetar o organismo (crônicos, agudos, genéticos ou somáticos "físicos"), podendo se manifestar nos descendentes. Deve se tomar cuidado especiais quanto às operações e ao ambiente. Radiciações não ionizastes  As radiações infravermelho, presentes em operações de fornos de solda oxiacetilênica; ultravioleta, produzida pela solda elétrica; de raios laser podem causar ou agravar problemas visuais a exemplo da catarata provocar queimaduras, lesões na pele, etc. 101
    • Temperaturas extremas Calor  Altas temperaturas são nocivas à saúde do trabalhador, podendo provocar catarata, câimbras, insolação, desidratação, distúrbios psiconeuróticos, erupção da pele, problemas circulatórios. Obs. O uso de lentes de contato por operadores de fornos, soldadores (arco voltaico) e demais trabalhadores que enfrentam calor externo é contra indicado, podendo provocar até perda da visão. Frio  Baixas temperaturas também são nocivas à saúde podendo provocar feridas, rachaduras e necrose da pele, enregelamento, gangrena e amputação do membro lesado.Outras conseqüências possíveis de temperaturas muito baixas são o agravamento de doenças musculares periféricas preexistentes e de doenças reumáticas, predisposição para acidentes e doenças das vias respiratórias. Vibrações  Na indústria é comum o uso de máquinas e equipamentos que produzem vibrações, as quais podem ser prejudiciais para o trabalhador. As vibrações, podem ser localizadas ou generalizadas.Vibrações localizadas são causadas por ferramentas manuais, elétricas pneumáticas. Com o tempo poderão provocar alterações neurovasculares nas mãos, problemas nas mãos e braços e osteoporose (perda da substancia óssea). As vibrações generalizadas ou do corpo inteiro podem afeitar os operadores de grandes máquinas, como os motoristas de caminhões, ônibus e trotares, provocando dores lombares e lesões na coluna vertebral. Umidade  As atividades ou operações executadas em locais alagados; ou encharcados, com umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, são situações insalubres e devem ter a atenção dos prevencionistas através de inspeções realizadas nos locais de trabalho para se estudar a implementação de medidas de controle. 5.3 Riscos Biológicos Agentes Biológicos são microrganismos que, em contato com o homem podem provocar inúmeras doenças. São considerados como agentes biológicos os bacilos, bactérias, fungos, protozoários, parasitas, vírus. Entram nesta classificação também os escorpiões, bem como as aranhas, insetos e ofídios peçonhentos.Muitas atividades profissionais favorecem o contato com tais agentes. É o caso das indústrias de alimentação, hospitais, limpeza pública (coleta de lixo), laboratórios etc. Entre as inúmeras doenças profissionais provocadas por microorganismos incluem se: TUBERCULOSE, BRUCELOSE, MALÁRIA, FEBRE AMARELA etc. Para que estas doenças possam ser consideradas DOENÇA PROFISSIONAL é necessária que haja exposição do funcionário a estes microorganismos. 102
    • É necessário que sejam tomadas medidas preventivas cara que as condições de higiene e segurança nos diversos setores de trabalho sejam adequadas. As medidas preventivas mais comuns são: o Controle médico permanente; o Uso do E. P. I. (Equipamento de Proteção Individual); o Higiene rigorosa nos locais de trabalho; o Hábitos de higiene pessoal; uso de roupas adequadas; o Vacinação; o Treinamento. Para que uma substância seja nociva ao homem é necessário que ela entre em contato com seu corpo. Existem diferentes vias de penetração no organismo humano com relação à ação dos agentes biológicos: cutânea (através da pele), digestiva (ingestão de alimentos) e respiratória (aspiração de ar contaminado). 5.4 Riscos Ergonômicos São os riscos ligados à execução e à organização de todos os tipos de tarefas. Por exemplo, a altura inadequada do assento da cadeira, a distância insuficiente entre as pessoas numa seção, a monotonia do trabalho, o isolamento do trabalhador, o treinamento inadequado ou inexistente, etc. A ergonomia ou engenharia humana é uma ciência relativamente recente que estuda as relações entre homem e seu ambiente de trabalho. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) define a ergonomia como a "aplicação das ciências biológicas humanas em conjunto com os recursos e técnicas da engenharia para alcançar os ajustamentos mútuos, ideais entre o homem e seu trabalho, e cujos resultados se medem em termos de eficiência humana e bem estar no trabalho". Os agentes ergonômicos podem gerar distúrbios psicológicos e fisiológicos e provocar sérios danos à saúde do trabalhador porque produzem alterações no organismo e nos estados emocional, comprometendo sua produtividade, saúde e segurança. Para evitar que esses agentes comprometam a atividade é necessário adequar o homem às condições de trabalho do ponto de vista da praticidade, do conforto físico e psíquico e do visual agradável. Isso reduz a possibilidade da ocorrência de acidentes. Essa adequação pode ser obtida por meio de melhores condições de higiene no local de trabalho, melhoria do relacionamento entre as pessoas, modernização de máquinas e equipamentos, uso de ferramentas adequadas, alterações no ritmo de tarefas, postura adequada, racionalização, simplificação e diversificação do trabalho. 5.5 Riscos de Acidentes (Mecânicos) Os riscos de acidentes (mecânicos) são muitos diversificados e podem estar presentes em ferramentas defeituosas, máquinas, equipamentos ou partes destes. Os agentes de acidentes (mecânicos) mais comuns dizem respeito a: Construção e instalação da empresa:  Prédio cair, área insuficiente;  Arranjo físico deficiente 103
    •  Pisos pouco resistentes e irregulares;  Matéria prima fora de especificações  Falta de equipamento de proteção individual ou EPI inadequado ao risco.  Instalações elétricas impróprias ou com defeitos.  Iluminação: é necessário que as condições de iluminação natural ou artificial dos locais de trabalho sejam apropriadas para o tipo de atividade a ser desenvolvida. Iluminação insuficiente ou excessiva pode dificultar as tarefas, provocar perturbações visuais e causar acidentes. Máquinas, equipamentos e ferramentas:  Localização imprópria das máquinas.  Falta de proteção em partes móveis e pontos de operação;  Máquinas com defeitos;  Ferramentas defeituosas ou usadas de forma incorreta. É importante, por exemplo, reconhecer a ferramenta adequada para cada finalidade e as conseqüências de seu uso incorreto, conforme mostra o quadro a seguir: RISCOS DO MAU USO DAS FERRAMENTAS FERRAMENTA USO INCORRETO USO CORRETO Faca Uso da faca como chave de fenda ou Uso da faca para cortar. alavanca. Chaves de Como alavanca ou talhadeira. Para apertar ou soltar parafusos. fenda Martelos Uso de martelo de unha em aço alta Uso de martelo de unha em têmpera, carpintaria, de martelo de mecânica em de martelo mecânico para carpintaria, de trabalho em martelo de unha como talhadeira. máquinas, de martelo de unha para extrair pregos. Limas Como maneio ou alavanca. Para limar materiais. Talhadeiras Como chave de fenda ou alavancas. Para cortar madeira ou metal. Serras de mão Uso em material impróprio. Uso em material indicado. Uso de serra para corte perpendicular Uso do trançador para cortar ás fibras. Uso do trançador para corte perpendicularmente as fibras e da no sentido das fibras. serra para cortar no sentido das fibras. 104
    • 6.0 O que é Mapa de Risco? Mapa é a representação gráfica do reconhecimento dos riscos existentes nos locais de trabalho, por meio de círculos de diferentes tamanhos; e cores. O seu objetivo é informar e conscientizar os trabalhadores pela fácil visualização desse riscos. É um instrumento que pode ajudar a diminuir a ocorrência de a acidentes do trabalho objetivo que interessa aos empresários a aos trabalhadores. 7.0 Quem faz? O mapa de riscos é feito pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA, após ouvir os trabalhadores de todos os setores produtivos e com a orientação do Serviço Especializado em Engenharia e Segurança e Medicina do Trabalho SESIVIT da empresa, quando houver. 8.0 Planta ou croqui! É importante ter uma planta do local, mas se não houver condições de conseguir, isto não deverá ser um obstáculo: faz se um desenho simplificado, um esquema ou croqui do local. 9.0 Estudo dos tipos de riscos A CIPA deve se familiarizar com a tabela abaixo, que classifica os riscos de acidentes de trabalho. Nessa tabela que faz parte dos anexos da Portaria Ministerial há cinco tipos de riscos que corresponderão a cinco cores diferentes no mapa. TABELA DOS RISCOS AMBIENTAIS 105
    • Riscos Ambientais Grupo I Grupo II Grupo III Grupo IV Grupo V Agentes Agentes Agentes Agentes Agentes Químicos Físicos Biológicos Ergonômicos Mecânicos Poeira Ruído Vírus Trabalho Arranjo físico pesado físico deficiente Fumos Metálicos Vibração Bactéria Posturas Máquinas incorreras sem proteção Névoas Radiação Protozoários Treinamento Matéria-prima ionizante Inadequado, fora de e não ionizante inexistente especificação Vapores Pressões Fungos Jornadas Equipamentos anormais prolongadas inadequados de trabalho defeituosos ou inexistentes Gases Temperatura Bacilos Trabalho Ferramentas extremas noturno defeituosas/ inadequadas ou inexistentes Produtos Frio Parasitas Responsabilidad Iluminação químicos e em geral e deficiente Calor Conflito Tensões Eletricidade emocionais Substâncias, Umidade Insetos Desconforto Incêndio compostos ou cobras Monotonia Edificações produtos aranhas, etc. Armazenamento químicos em geral outros outros outros outros outros VERMELHO VERDE MARROM AMARELO AZUL 10.0 Exemplos de riscos em algumas atividades e seções A obrigatoriedade de elaboração do mapa de riscos abrange, no país, 750 mil empresas em 973 atividades econômicas. Por essa razão, é praticamente impossível apresentar aqui uma lista completa dos riscos ambientais. Para facilitar a elaboração dos mapas, seguem alguns exemplos de riscos: 106
    • RISCOS EM SEÇÕES OU ATIVIDADES 10.1 Como levantar e identificar os riscos durante a visita à fábrica Após o estudo dos tipos de risco, deve se dividir a fábrica em áreas conforme as diferentes fases da produção. Geralmente isso corresponde às diferentes seções da empresa. Essa divisão facilitará a identificação dos riscos de acidentes de trabalho.Em seguida o grupo deverá percorrer as áreas a serem mapeadas com lápis e papel na mão, ouvindo as pessoas acerca de situações de riscos de acidentes de trabalho. Sobre esse assunto, é importante perguntar aos demais trabalhadores o que incomoda e quanto incomoda, pois isso será importante para se fazer o mapa, Também é preciso marcar os locais dos riscos informados em cada área. Nesse momento, não se deve ter a preocupação de classificar os riscos. 0 importante é anotar o que existe e marcar o lugar certo. 0 grau e o tipo de risco serão identificados depois. 107
    • 10.2 A avaliação dos riscos para a elaboração do mapa Com as informações anotadas, a CIPA deve fazer uma reunião para examinar cada risco identificado na visita à seção ou fábrica. Nesta fase, faz se a classificação dos perigos existentes conforme o tipo de agente, conforme a Tabela de Riscos Ambientais. Também se determina o grau ("tamanho"): pequeno, médio ou grande. 10.3 A colocação dos círculos na planta ou croqui Depois disso é que se começa a colocar os círculos na planta ou croqui para representar os riscos. Os riscos são caracterizados graficamente por cores e círculos. O tamanho do círculo representa o grau do risco. (Segundo a portaria ministerial, o risco pequeno é representado menor, o médio por um círculo médio e o grande, por um círculo maior.) E a cor do círculo representa o tipo de risco, conforme a Tabela mostrada. Risco Grande Risco Médio Risco Pequeno Os círculos podem ser desenhados ou colados. O importante é que os tamanhos e as cores correspondam aos graus e tipos. Cada círculo deve ser colocado naquela parte do mapa que corresponde ao lugar onde existe o problema. Caso existam, num mesmo ponto de uma seção, diversos riscos de um só tipo por exemplo, riscos físicos: ruído, vibração e calor não é preciso colocar um círculo para cada um desses agentes. Basta um círculo apenas neste exemplo, com a cor verde, dos riscos físicos, desde que os riscos tenham o mesmo grau de nocividade. Uma outra situação é a existência de riscos de tipos diferentes num mesmo ponto. Neste caso, divide se o círculo conforme a quantidade de riscos em 2, 3, 4 e até 5 partes iguais, cada parte com a sua respectiva cor, conforme a figura abaixo (este procedimento é chamado de critério de incidência): 108
    • Diversos tipos de risco num mesmo ponto Postura Fagulhas Incorreta Cortes Monotonia Gases Quando um risco afeta Ruído Poeira a seção inteira exemplo: ruído , uma forma de representar isso no Calor mapa é colocá lo no meio do setor e acrescentar setas nas bordas, indicando que aquele problema se espalha pela área toda. veja como fica: 11.0 Relatório para a direção da empresa Concluída a elaboração do mapa, a CIPA deve preencher os quadros abaixo do Anexo 1 com os riscos encontrados e encaminhá los para a diretoria da empresa, que deverá se manifestar dentro de 30 dias a partir da data do recebimento desses documentos. A fonte geradora é o que causa o problema. Para se preencher a coluna intitulada nº no mapa é preciso colocar um número diferente em cada círculo do mapa de riscos. Caso o círculo tenha mais de uma cor, coloca se um número em cada uma delas. Desse modo os círculos do mapa poderão ser representados por números nessa coluna. Na coluna: Proteção individual/ coletiva, deve se anotar os equipamentos existentes e o seu uso. A planilha de Recomendações deve ser preenchida com as medidas sugeridas para eliminar ou controlar as situações de risco de acidentes de trabalho. 109
    • RELATÓRIO DOS RISCOS ENCONTRADOS (preencher um conjunto para cada departamento / setor) Departamento / setor: .................................................................................................. Nº de funcionários: Masc.:............ Fem.:................. Total: ........................... GRUPO 1 – RISCOS QUÍMICOS Riscos Fonte Geradora Nº no Mapa Proteção Recomendações Individual /coletiva Gases e vapores Poeira Fumos Névoas Neblinas Outros Departamento / setor:.................................................................................................. Nº de funcionários: Masc.:............ Fem.:................. Total: ........................... GRUPO 11 - RISCOS FíSICOS Agentes/ Vapores Nº no Mapa Fonte Proteção Recomendações Geradora Individual coletiva Ruído Vibrações Radiações ionizantes Radiações não ionizantes Pressões anormais Temperaturas externas Iluminação deficiente Umidade Outros 110
    • Departamento / setor: .................................................................................................. Nº de funcionários: Masc.:............ Fem.:................. Total: ........................... GRUPO III-RISCOS BIOLOGICOS Agentes /RISCOS Nº no Mapa Local Recomendações Vírus Bactérias Protozoários Fungos Maciços Parasitas Escorpionismo Ofidismo Insetos Outros Departamento / setor: .................................................................................................. Nº de funcionários: Masc.:............ Fem.:................. Total: ........................... GRUPO IV - RISCOS ERGONO MICOS Agentes x Riscos Nº no Função / Local Recomendações Mapa Trabalho físico pesado Postura incorreta Treinamento inadequado / inexistente Trabalho em turnos e noturnos Atenção e responsabilidade Monotonia Ritmo excessivo Outros Departamento / setor: .................................................................................................. Nº de funcionários: Masc.:............ Fem.:................. Total: ........................... GRUPO V - RISCOS DE ACIDEN ES (MECÂNICOS) Agentes / Riscos Nº no SIM / Descrição do Recomendações Mapa NÃO Problema Arranjo Físico Máquinas e equipamentos Ferramentas manuais defeituosas, inadequadas ou inexistentes Eletricidade Sinalização Perigo de incêndio ou explosão Transporte de materiais 111
    • Edificações Armazenamento inadequado outros 11.1. Resultados localização do mapa e o que acontece com os círculos Caso se constate a necessidade de medidas corretivas nos locais de trabalho, a direção do estabelecimento definirá a data e o prazo para providenciar as alterações propostas, através de negociação com os membros da CIPA e do SESMT. Tais datas deverão ficar registradas no livro de atas da CIPA. O Mapa de riscos deve ficar em local visível para alertar as pessoas que ali trabalham sobre os riscos de acidentes em cada ponto marcado com os círculos. O objetivo final do mapa é conscientizar sobre os riscos e contribuir para eliminá-los, reduzi-los ou controlá-los. Graficamente, isso significa a eliminação ou diminuição do tamanho/quantidade dos círculos. Também podem ser acrescentados novos círculos, por exemplo quando se começa um novo processo, se constrói uma nova seção na empresa ou se descobre perigos que não foram encontrados quando se fez o primeiro mapa. O mapa, portanto, é dinâmico. Os círculos mudam de tamanho, desaparecem ou surgem. Ele deve ser revisado quando houver modificações importantes que alterem a representação gráfica (círculos) ou no mínimo de ano em ano, a cada nova gestão da CIPA. 112
    • Exemplos de mapas de riscos. 1. Mapa de Riscos Mapa de Risco Simplificado de uma Instalação Industrial 2. Cores Usadas no Mapa de Riscos 113
    • 3. Tabela Descritiva dos Riscos TIPO DE Químico Físico Biológico Ergonômico Mecânico RISCO COR Vermelho Verde Marrom Amarelo Azul Má postura do Equipamentos Fumos Microorganismos corpo inadequados, Ruído e ou som metálicos (Vírus, bactérias, em relação ao defeituosos muito alto e vapores protozoários) posto ou de trabalho inexistentes Máquinas e Gases Trabalho Oscilações e Lixo hospitalar, equipamento asfixiantes estafante vibrações doméstico e de sem Proteção H, He, N e ou mecânicas animais e ou eCO2 excessivo manutenção Risco de queda de Pinturas e Falta de Ar rarefeito Esgoto, sujeira, nível, névoas Orientação e ou vácuo dejetos lesões por em geral e treinamento impacto de objetos Mau Solventes Jornada dupla planejamento (em Agentes Pressões Objetos e ou do lay-out e especial Causadores elevadas contaminados trabalho sem ou os pausas do espaço voláteis) físico Ácidos, bases, Cargas e Contágio pelo ar Movimentos sais, Frio e ou calor transportes e ou insetos repetitivos álcoois, em geral éters, etc Picadas de Equipamentos Risco de fogo, animais (cães, inadequadoe detonação de Reações Radiação insetos, repteis, e explosivos, químicas roedores, não quedas de aracnídeos, etc) ergonômicos objetos Fatores Risco de Ingestão Aerodispersóides Alergias, psicologicos choque de no ambiente intoxicações e (não gosta do elétrico produtos (poeiras de quiemaduras trabalho, (correte durante vegetais e causadas por pressão do contínua e pipetagem minerais) vegetais chefe, etc) alternada) 114
    • MAPA DE RISCOS AMBIENTAIS DEPAN-DEPTO.ENGª. PLANEJAMENTO ALIMENTAR TÉRREO PISO SUPERIOR 115
    • BIOTÉRIO 116
    • CALDEIRA Mapa de riscos UNESP Botucatu http://www.btu.unesp.br/cipa/mapaderisco.htm O Diário Oficial da União de 20 de agosto de 1992 publicou uma portaria do Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador (DNSST) implantando a obrigatoriedade da elaboração de mapas de riscos pelas Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAS) nas empresas. Essa portaria entrou em vigor em dezembro último. O mapa é um levantamento dos pontos de risco nos diferentes setores das empresas. Trata-se de identificar situações e locais potencialmente perigosos. A partir de uma planta baixa de cada seção são levantados todos os tipos de riscos, classificando-os por grau de perigo: pequeno, médio e grande. Estes tipos são agrupados em cinco grupos classificados pelas cores vermelho, verde, marrom, amarelo e azul. Cada grupo corresponde a um tipo de agente: químico, físico, biológico, ergonômico e mecânico. 117
    • A idéia é que os funcionários de uma seção façam a seleção apontando aos cipeiros os principais problemas da respectiva unidade. Na planta da seção, exatamente no local onde se encontra o risco (uma máquina, por exemplo) deve ser colocado o círculo no tamanho avaliado pela CIPA e na cor correspondente ao grau de risco. O mapa deve ser colocado em um local visível para alertar aos trabalhadores sobre os perigos existentes naquela área. Os riscos serão simbolizados por círculos de três tamanhos distintos: pequeno, com diâmetro de 2,5 cm; médio, com diâmetro de 5 cm; e grande, com diâmetro de 10 cm. A empresa receberá o levantamento e terá 30 dias para analisar e negociar com os membros da CIPA ou do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), se houver, prazos para providenciar as alterações propostas. Caso estes prazos sejam descumpridos, a CIPA deverá comunicar a Delegacia Regional do Trabalho. 01 - Cores usadas no Mapa de Risco e Tabela de Gravidade 02 - Tabela descritiva dos riscos ambientais 03 - Riscos Físicos 04 - Riscos Químicos 05 - Riscos Biológicos 06 - Riscos Ergonômicos 07 - Riscos de Acidentes 08 - Como elaborar o Mapa de Risco? 09 - Exemplos de Mapa de Risco 118
    • 01 - Cores usadas no Mapa de Risco e Tabela de Gravidade Tabela de Gravidade Símbolo Proporção Tipos de Riscos 4 Grande 2 Médio 1 Pequeno 119
    • 02 - Tabela descritiva dos riscos ambientais Gp Riscos Cor de Descrição identificação 1 Físicos Verde Ruído, calor, frio, pressões, umidade, radiações ionizantes e não ionizantes, vibrações, etc. 2 Químicos Vermelho Poeiras, fumos, gases, vapores, névoas, neblinas, etc. 3 Biológicos Marrom Fungos, vírus, parasitas, bactérias, protozoários, insetos, etc. 4 Ergonômicos Amarela Levantamento e transporte manual de peso, monotonia, repetitividade, responsabilidade, ritmo excessivo, posturas inadequadas de trabalho, trabalho em turnos, etc. 5 Acidentes Azul Arranjo físico inadequado, iluminação inadequada, incêndio e explosão, eletricidade, máquinas e equipamentos sem proteção, quedas e animais peçonhentos. 120
    • 03 - Riscos Físicos São considerados riscos físicos:  ruídos;  calor;  vibrações;  pressões anormais;  radiações  umidade. RUÍDOS As máquinas e equipamentos utilizados pelas empresas produzem ruídos que podem atingir níveis excessivos, podendo a curto, médio e longo prazos provocar sérios prejuízos à saúde. Dependendo do tempo de exposição, nível sonoro e da sensibilidade individual, as alterações danosas poderão manifestar-se imediatamente ou gradualmente. Quanto maior o nível de ruído, menor deverá ser o tempo de exposição ocupacional. Limite de tolerância para ruído contínuo ou intermitente Nível de ruído Máxima exposição diária dB(A) 85 permissível 8 horas 86 7 horas 87 6 horas 88 5 horas 89 4 horas e 30 minutos 90 4 horas 91 3 horas e 30 minutos 92 3 horas 93 2 horas e 40 minutos 94 2 horas e 40 minutos 95 2 horas 96 1 hora e 45 minutos 98 1 hora e 15 minutos 100 1 hora 102 45 minutos 104 35 minutos 105 30 minutos 106 25 minutos 121
    • 108 20 minutos 110 15 minutos 112 10 minutos 114 8 minutos 115 7 minutos Conseqüências O ruído age diretamente sobre o sistema nervoso, ocasionando:  fadiga nervosa;  alterações mentais: perda de memória, irritabilidade, dificuldade em coordenar idéias;  hipertensão;  modificação do rítmo cardíaco;  modificação do calibre dos vasos sanguíneos;  modificação do ritmo respiratório;  perturbações gastrointestinais;  diminuição da visão noturna;  dificuldade na percepção de cores. Além destas conseqüências, o ruído atinge também o aparelho auditivo causando a perda temporária ou definitiva da audição. Medidas de controle Para evitar ou diminuir os danos provocados pelo ruído no local de trabalho, podem ser adotadas as seguintes medidas:  Medidas de proteção coletiva: enclausuramento da máquina produtora de ruído; isolamento de ruído.  Medida de proteção individual: fornecimento de equipamento de proteção individual (EPI) (nocaso, protetor auricular). O EPI deve ser fornecido na impossibilidade de eliminar o ruído ou como medida complementar.  Medidas médicas: exames audiométricos periódicos, afastamento do local de trabalho, revezamento.  Medidas educacionais: orientação para o uso correto do EPI, campanha de conscientização.  Medidas administrativas: tornar obrigatório o uso do EPI: controlar seu uso. VIBRAÇÕES Na indústria é comum o uso de máquinas e equipamentos que produzem vibrações, as quais podem ser nocivas ao trabalhador. As vibrações podem ser: Localizadas - (em certas partes do corpo) . São provocadas por ferramentas manuais, elétricas e pneumáticas. Conseqüências: alterações neurovasculares nas mãos, problemas nas articulações das mãos e braços; osteoporose (perda de substância óssea). Generalizadas - (ou do corpo inteiro) . As lesões ocorrem com os operadores de grandes 122
    • máquinas, como os motoristas de caminhões, ônibus e tratores. Conseqüências: Lesões na coluna vertebral; dores lombares. Medidas de controle: Para evitar ou diminuir as conseqüências das vibrações é recomendado o revezamento dos trabalhadores expostos aos riscos (menor tempo de exposição). RADIAÇÕES São formas de energia que se transmitem por ondas eletromagnéticas. A absorção das radiações pelo organismo é responsável pelo aparecimento de diversas lesões. Podem ser classificadas em dois grupos: Radiações ionizantes: Os operadores de raio-x e radioterapia estão freqüentemente expostos a esse tipo de radiação, que pode afetar o organismo ou se manifestar nos descendentes das pessoas expostas. Radiações não ionizantes: São radiações não ionizantes a radiação infravermelha, proveniente de operação em fornos , ou de solda oxiacetilênica, radiação ultravioleta como a gerada por operações em solda elétrica, ou ainda raios laser, microondas, etc. Seus efeitos são perturbações visuais (conjuntivites, cataratas), queimaduras, lesões na pele, etc. Medidas de controle:  Medidas de proteção coletiva: isolamento da fonte de radiação (ex: biombo protetor para operação em solda), enclausuramento da fonte de radiação (ex: pisos e paredes revestidas de chumbo em salas de raio-x).  Medidas de proteção individual: fornecimento de EPI adequado ao risco (ex: avental, luva, perneira e mangote de raspa para soldador , óculos para operadores de forno).  Medida administrativa: (ex: dosímetro de bolso para técnicos de raio-x).  Medida médica: exames periódicos. CALOR Altas temperaturas podem provocar:  desidratação;  erupção da pele;  câimbras;  fadiga física;  distúrbios psiconeuróticos;  problemas cardiocirculatórios;  insolação. 123
    • FRIO Baixas temperaturas podem provocar:  feridas;  rachaduras e necrose na pele;  enregelamento: ficar congelado;  agravamento de doenças reumáticas;  predisposição para acidentes;  predisposição para doenças das vias respiratórias. Medidas de controle:  Medidas de proteção coletiva: ventilação local exaustora com a função de retirar o calor e gases dos ambientes, isolamento das fontes de calor/frio.  Medidas de proteção individual: fornecimento de EPI (ex: avental, bota, capuz, luvas especiais para trabalhar no frio). PRESSÕES ANORMAIS Há uma série de atividades em que os trabalhadores ficam sujeitos a pressões ambientais acima ou abaixo das pressões normais, isto é, da pressão atmosférica a que normalmente estamos expostos. Baixas pressões: são as que se situam abaixo da pressão atmosférica normal e ocorrem com trabalhadores que realizam tarefas em grandes altitudes. No Brasil, são raros os trabalhadores expostos a este risco. Altas pressões: são as que se situam acima da pressão atmosférica normal. Ocorrem em trabalhos realizados em tubulações de ar comprimido, máquinas de perfuração, caixões pneumáticos e trabalhos executados por mergulhadores. Ex: caixões pneumáticos, compartimentos estanques instalados nos fundos dos mares, rios, e represas onde é injetado ar comprimido que expulsa a água do interior do caixão, possibilitando o trabalho. São usados na construção de pontes e barragens. Conseqüências:  ruptura do tímpano quando o aumento de pressão for brusco;  liberação de nitrogênio nos tecidos e vasos sangüíneos e morte. Medidas de controle Por ser uma atividade de alto risco, exige legislação específica (NR-15) a ser obedecida. UMIDADE As atividades ou operações executadas em locais alagados ou encharcados, com umidade excessiva, capazes de produzir danos à saúde dos trabalhadores, são situações insalubres e devem ter a atenção dos prevencionistas por meio de verificações realizadas nesses locais para estudar a implantação de medida de controle. Conseqüências: 124
    •  doenças do aparelho respiratório;  quedas;  doenças de pele;  doenças circulatórias. Medidas de controle:  Medidas de proteção coletiva: estudo de modificações no processo do trabalho, colocação de estrados de madeira, ralos para escoamento.  Medidas de proteção individual: fornecimento do EPI (ex: luvas, de borracha, botas, aventa para trabalhadores em galvanoplastia, cozinha, limpeza etc). 04 - Riscos Químicos Os riscos químicos presentes nos locais de trabalho são encontrados na forma sólida, líquida e gasosa e classificam-se em: poeiras, fumos, névoas, gases, vapores, neblinas e substâncias, compostos e produtos químicos em geral. Poeiras, fumos, névoas, gases e vapores estão dispersos no ar (aerodispersóides). POEIRAS São partículas sólidas geradas mecanicamente por ruptura de partículas maiores. As poeiras são classificadas em:  Poeiras minerais Ex: sílica, asbesto, carvão mineral. Conseqüências: silicose (quartzo), asbestose (amianto), pneumoconiose dos minérios de carvão (mineral).  Poeiras vegetais Ex: algodão, bagaço de cana-de-açúcar. Conseqüências: bissinose (algodão), bagaçose (cana-de-açúcar) etc.  Poeiras alcalinas Ex: calcário Conseqüências: doenças pulmonares obstrutivas crônicas, enfizema pulmonar.  Poeiras incômodas Conseqüências: interação com outros agentes nocivos presentes no ambiente de trabalho, potencializando sua nocividade. FUMOS Partículas sólidas produzidas por condensação de vapores metálicos. Ex: fumos de óxido de zinco nas operações de soldagem com ferro. Conseqüências: doença pulmonar obstrutiva, febre de fumos metálicos, intoxicação específica de acordo com o metal. 125
    • NÉVOAS Partículas líquidas resultantes da condensação de vapores ou da dispersão mecânica de líquidos. Ex: névoa resultante do processo de pintura a revólver, monóxido de carbono liberado pelos escapamentos dos carros. GASES Estado natural das substâncias nas condições usuais de temperatura e pressão. Ex: GLP, hidrogênio, ácido nítrico, butano, ozona, etc. VAPORES São dispersões de moléculas no ar que podem condensar-se para formar líquidos ou sólidos em condições normais de temperatura e pressão. Ex: nafta, gasolina, naftalina, etc. Névoas, gases e vapores podem ser classificados em:  Irritantes: irritação das vias aéreas superiores. Ex: ácido clorídrico, ácido sulfúrico, soda caústica, cloro, etc.  Asfixiantes: dor de cabeça, náuseas, sonolência, convulsões, coma e morte. Ex: hidrogênio, nitrogênio, hélio, metano, acetileno, dióxido de carbono, monóxido de carbono, etc.  Anestésicos: (a maioria solventes orgânicos). Ação depressiva sobre o sistema nervoso, danos aos diversos órgãos, ao sistema formador de sangue (benzeno), etc.  Ex: butano, propano, aldeídos, cetonas, cloreto de carbono, tricloroetileno, benzeno, tolueno, álcoois, percloritileno, xileno, etc. Vias de penetração dos agentes químicos  Via cutânea (pele);  Via digestiva (boca);  Via respiratória (nariz). A penetração dos agentes químicos no organismo depende de sua forma de utilização. Fatores que influenciam a toxicidade dos contaminantes ambientais Para avaliar o potencial tóxico das substâncias químicas, alguns fatores devem ser levados em consideração:  Concentração: quanto maior a concentração, mais rapidamente seus efeitos nocivos manifestar-se-ão no organismo;  Índice respiratório: representa a quantidade de ar inalado pelo trabalhador durante a jornada de trabalho;  Sensibilidade individual: o nível de resistência varia de indivíduo para indivíduo;  Toxicidade: é o potencial tóxico da substância no organismo;  Tempo de exposição: é o tempo que o organismo fica exposto ao contaminante. 126
    • Medidas de controle As medidas sugeridas abaixo pretendem dar apenas uma idéia do que pode ser adotado, pois existe uma grande quantidade de produtos químicos em uso e as medidas de proteção devem ser adaptadas a cada tipo. Medidas de proteção coletiva Ventilação e exaustão do ponto de operação, substituição do produto químico utilizado por outro menos tóxico, redução do tempo de exposição, estudo de alteração de processo de trabalho, conscientização dos riscos no ambiente. Medidas de proteção individual Fornecimento do EPI como medida complementar (ex: máscara de proteção respiratória para poeira, para gases e fumos; luvas de borracha, neoprene para trabalhos com produtos químicos, afastamento do local de trabalho. 05 - Riscos Biológicos São considerados riscos biológicos: vírus, bactérias, parasitas, protozoários, fungos e bacilos. Os riscos biológicos ocorrem por meio de microorganismos que, em contato com o homem, podem provocar inúmeras doenças. Muitas atividades profissionais favorecem o contato com tais riscos. É o caso das indústrias de alimentação, hospitais, limpeza pública (coleta de lixo), laboratórios, etc. Entre as inúmeras doenças profissionais provocadas por microorganismos incluem-se: tuberculose, brucelose, malária, febre amarela. Para que essa doenças possam ser consideradas doenças profissionais é preciso que haja exposição do funcionário a estes microorganismos. São necessárias medidas preventivas para que as condições de higiene e segurança nos diversos setores de trabalho sejam adequadas. Medidas de controle As mais comuns são: saneamento básico (água e esgoto), controle médico permanente, uso de EPI, higiene rigorosa nos locais de trabalho, hábitos de higiene pessoal, uso de roupas adequadas, vacinação, treinamento, sistema de ventilação/exaustão. Para que uma substância seja nociva ao homem, é necessário que ela entre em contato com seu corpo. Existem diferentes vias de penetração no organismo humano, com relação à ação dos riscos biológicos:  Cutânea: ex: a leptospirose é adquirida pelo contato com águas contaminadas pela urina do rato; 127
    •  Digestiva: ex: ingestão de alimentos deteriorados;  Respiratória: ex: a pneumonia é transmitida pela aspiração de ar contaminado. 07 - Riscos de Acidentes São considerados como riscos geradores de acidentes: arranjo físico deficiente; máquinas e equipamentos sem proteção; ferramentas inadequadas; ou defeituosas; eletricidade; incêndio ou explosão; animais peçonhentos; armazenamento inadequado. Arranjo físico deficiente É resultante de: prédios com área insuficiente; localização imprópria de máquinas e equipamentos; má arrumação e limpeza; sinalização incorreta ou inexistente; pisos fracos e/ou irregulares. Máquinas e equipamentos sem proteção Máquinas obsoletas; máquinas sem proteção em pontos de transmissão e de operação; comando de liga/desliga fora do alcance do operador; máquinas e equipamentos com defeitos ou inadequados; EPI inadequado ou não fornecido. Ferramentas inadequadas ou defeituosas Ferramentas usadas de forma incorreta; falta de fornecimento de ferramentas adequadas; falta de manutenção. Eletricidade Instalação elétrica imprópria , com defeito ou exposta; fios desencapados; falta de aterramento elétrico; falta de manutenção. Incêndio ou explosão Armazenamento inadequado de inflamáveis e/ou gases; manipulação e transporte inadequado de produtos inflamáveis e perigosos; sobrecarga em rede elétrica; falta de sinalização; falta de equipamentos de combate ou equipamentos defeituosos. 128
    • 08 - Como elaborar o Mapa de Risco 1º) PASSO: Conhecer os setores/seções da empresa: O que é e como produz. Para quem e quanto produz (direito de saber); 2º) PASSO: Fazer o fluxograma (desenho de todos os setores da empresa e das etapas de produção); 3º) PASSO: Listar todas as matérias-primas e os demais insumos (equipamentos, tipo de alimentação das máquinas etc.) envolvidos no processo produtivo. 4º) PASSO: Listar todos os riscos existentes, setor por setor, etapa por etapa (se forem muitos, priorize aqueles que os trabalhadores mais se queixam, aqueles que geram até doenças ocupacionais ou do trabalho comprovadas ou não, ou que haja suspeitas). Julgar importante qualquer informação do trabalhador. NÃO FAÇA JULGAMENTOS PRECIPITADOS, PEQUENAS QUEIXAS PODEM ESCONDER GRANDES PROBLEMAS 129
    • 09 - Exemplos de Mapa de Risco 130
    • APRESENTAR slides (13)-Exemplos de Riscos-fotos (14)-Quem sou Eu-acidente (14-0)- Exemplo de mapas de risco 131
    • CHOQUE ELÉTRICO (15)-apresentação em slides É o principal causador de acidentes no setor e geralmente originado por contato do trabalhador com partes energizadas. Constitui-se em estímulo rápido e acidental sobre o sistema nervoso devido ŕ passagem de corrente elétrica, acima de determinados valores, pelo corpo humano. Seus efeitos diretos săo contraçőes musculares, tetânica, queimaduras (internas e externas), parada respiratória, parada cardíaca, eletrólise de tecidos, fibrilaçăo cardíaca e óbito (eletro explosăo) e seus efeitos indiretos quedas, batidas e queimaduras indiretas (externas). A extensăo do dano do choque elétrico depende da magnitude da corrente elétrica, do caminho por ela percorrido no corpo humano e do seu tempo de duraçăo. O risco de choque elétrico está presente em praticamente todas as atividades executadas nos setores elétrico e telefônico a exemplo de construçăo, montagem, manutençăo, reparo, inspeçăo, mediçăo de sistema elétrico potęncia (SEP) e poda de árvores em suas proximidades. No dia a dia, seja no lar ou na indústria a maior preocupaçăo sem dúvida é com o choque elétrico, visto que este é o tipo de acidente que ocorre com maior freqüęncia. Incęndios e explosőes causados pela eletricidade săo sinistros que ocorrem com menor freqüęncia. É importante alertar que os riscos do choque elétrico e os seus efeitos estăo diretamente ligados aos valores das tensőes (Voltagens) da instalaçăo, e é bom lembrar que apenas altas tensőes provocam grandes lesőes. Mas por um outro lado existem mais pessoas expostas ŕ baixa tensăo do que ŕs altas tensőes e que leigos normalmente năo se expőem ŕs altas, proporcionalmente podemos considerar que as baixas tensőes săo as mais perigosas. O maior risco no trabalho com a eletricidade é o contato direto, que pode ser definido como o ocorrido quando uma pessoa tem acesso a alguma parte emergizada de uma instalaçăo, provocando uma passagem de corrente através do corpo, uma vez que este é condutor e fecha um curto- circuito entre a massa e a terra. O que torna a eletricidade mais perigosa do que outros riscos físicos como o calor, o frio e o ruído é que ela só é sentida pelo organismo quando o mesmo está sob sua açăo. Para quantificar melhor os riscos e a gravidade do problema apresentamos alguns dados estatísticos: 43% dos acidentes ocorrem na residęncia 30% nas empresas 27% năo foram especificados. 132
    • O que é um choque elétrico? Choque elétrico é o conjunto de perturbaçőes de natureza e efeitos diversos, que se manifestam no organismo humano ou animal, quando este é percorrido por corrente elétrica. As manifestaçőes relativas ao choque elétrico dependendo das condiçőes e intensidade da corrente pode ser desde uma ligeira contraçăo superficial até uma violenta contraçăo muscular que pode provocar a morte. Até chegar de fato a morte existe estágios e outras conseqüęncias que veremos adiante. Os tipos mais prováveis de choque elétrico săo aqueles que a corrente elétrica circula da palma de uma das măos ŕ palma da outra măo, ou da palma da măo até a planta do pé. i. A famosa gambiarra. ii. Campainhas. iii. Cercas elétricas. iv. Cercas Metálicas. v. Construçőes próximas ŕ rede elétrica. vi. Registro do Chuveiro. vii. Chuveiros Elétricos. viii. Computadores. ix. Cortadores de Grama. x. Equipamentos cirúrgicos xi. Fios Caídos. xii. Fogőes elétricos. xiii. Fornos elétricos. xiv. Fiaçăo em má condiçăo. xv. Geladeiras. xvi. Holofotes e Postes. xvii. Lâmpadas. xviii. Lava louças xix. Lava roupas xx. Manobras erradas. xxi. Poda de Árvores. xxii. Soldas elétricas. xxiii. Tomadas tripolares. xxiv. Tomadas ao alcance de crianças. xxv. Tomadas com defeitos. 133
    • Algumas consideraçőes: Computadores Como normalmente as residęncias (95%) năo possuem o fio terra o indicado para a instalaçăo de um computador a soluçăo é utilizar estabilizador de carcaça plástica, pois para ser um isolante evita 100% dos choques elétricos sendo essencial para o funcionamento dos computadores. Normalmente săo colocados no chăo onde o perigo torna-se de alto risco, pois os adultos e principalmente as crianças poderăo tomar um choque, porque a caixa dos estabilizadores normalmente é metálica e na instalaçăo năo se usa o terra, correndo um constante perigo. TOMADA TRIPOLAR As tomadas tripolares que alimentam equipamentos monofásicos, tem a vantagem de ter posiçăo única e bem definida. Em termos de segurança, a desvantagem é que năo se tem certeza do contato elétrico do pino terra do plug com o ponto de recepçăo terra da tomada tripolar. Este detalhe pode se dar devido há uma tomada de péssima qualidade, ou mesmo năo haver internamente a parede o fio terra chegando na tomada, muito comum em instalaçőes residenciais, com objetivo de evitar o corte do pino terra de equipamentos como estabilizadores de voltagem ou diretamente computadores e outros. A perda do terra deixa o equipamento em condiçăo insegura. Esta situaçăo é a grande causadora de mortes e principalmente nos exames evasivos dos equipamentos elétricos hospitalares. CHUVEIRO ELÉTRICO Na residęncia, o chuveiro elétrico é o equipamento de maior risco porque o choque elétrico ocorre no corpo humano com a pele molhada. De acordo com as Normas, na área do chuveiro, isto é, no box, năo podem existir tomadas nem dispositivos de controle e manobras. A mudança de temperatura de chuveiros comumente utilizados é feita utilizando-se uma chave seccionadora do tipo faca, instalada na parte superior do chuveiro. Esta chave de manobra tem os seguintes problemas: Năo é adequada para operar sob carga; Năo está posicionada na parte superior; Está muito alta para o operador; Está muito próxima do chuveiro; Geralmente é muito dura; contraria a Norma. Muitas pessoas, e com razăo, tem receio em manobrar esta chave, utilizando para tal, atitudes esdrúxulas, com o emprego de: Cabo de vassoura;Toalhas;Chinelos;Etc. Muitas pessoas, por desconhecimento, efetuam a mudança de temperatura do banho com o chuveiro ligado, correndo sérios riscos de vida, pois inevitavelmente nestas condiçőes a pele está molhada. 134
    • Choque no Registro do Chuveiro Por falta de aterramento ou aterramento inadequado o registro do chuveiro pode dar choque podendo ocasionar sérios acidentes. Existe tręs categorias de choque elétrico: a) Choque produzido por contato com circuito energizado. Aqui o choque surge pelo contato direto da pessoa com a parte emergizada da instalaçăo, o choque dura enquanto permanecer o contato e a fonte de energia estiver ligada. As conseqüęncias podem ser pequenas contraçőes ou até lesőes irreparáveis. b) Choque produzido por contato com corpo eletrizado Neste caso analisaremos o choque produzido por eletricidade estática, a duraçăo desse tipo de choque é muito pequena, o suficiente para descarregar a carga da eletricidade contida no elemento energizado. Na maioria das vezes este tipo de choque elétrico năo provoca efeitos danosos ao corpo, devido ŕ curtíssima duraçăo. c) Choque produzido por raio (Descarga Atmosférica) Aqui o choque surge quando acontece uma descarga atmosférica e esta entra em contato direto ou indireto com uma pessoa, os efeitos desse tipo de choque săo terríveis e imediatos, ocorre casos de queimaduras graves e até a morte imediata Avaliaçăo da Corrente Elétrica Produzida por Contato com Circuito Energizado Para avaliaçăo da corrente elétrica que circula num circuito vamos utilizar a Lei de Ohm, que estabelece o seguinte: I = V/R, onde: I = Corrente em Ampéres. V = Voltagem em Volts R = Resistęncia em Ohms Lei de Ohm estabelece que a intensidade da corrente elétrica que circula numa carga é tăo maior quanto maior for a tensăo, ou menor quanto menor for a tensăo. No caso do choque elétrico o corpo humano participa como sendo uma carga, o corpo humano ou animal é condutor de corrente elétrica, năo só pela natureza de seus tecidos como pela grande quantidade de água que contém.O valor a resistęncia em Ohms do corpo humano varia de individuo para individuo, e também varia em funçăo do trajeto percorrido pela corrente elétrica. A resistęncia média do corpo humano medida da palma de uma das măos ŕ palma da outra, ou até a planta do pé é da ordem de 1300 a 3000 Ohms, de acordo com a Lei de Ohm, e com base no valor da resistęncia do corpo humano podemos avaliar a intensidade da corrente elétrica produzida por um choque elétrico, isso serve de análise dos efeitos provocados pela corrente elétrica em funçăo de sua intensidade. 135
    • Efeitos da eletricidade no corpo humano Ao passar pelo corpo humano a corrente elétrica danifica os tecidos e lesa os tecidos nervosos e cerebrais, provoca coágulos nos vasos sanguíneos e pode paralisas a respiraçăo e os músculos cardíacos.A corrente elétrica pode matar imediatamente ou pode colocar a pessoa inconsciente, a corrente faz os músculos se contraírem a 60 ciclos por segundo, que é a freqüęncia da corrente alternada.A sensibilidade do organismo a passagem de corrente elétrica inicia em um ponto conhecido como Limiar de Sensaçăo e que ocorre com uma intensidade de corrente de 1mA para corrente alternada e 5mA para corrente contínua. Pesquisadores definiram 3 tipos de efeitos manifestados pelo corpo humano quando da presença de eletricidade. a) Limiar de Sensaçăo (Percepçăo) O corpo humano começa a perceber a passagem de corrente elétrica a partir de 1 mA. b) Limiar de Năo Largar Esta associado ŕs contraçőes musculares provocadas pela corrente elétrica no corpo humano, a corrente alternada a partir de determinado valor, excita os nervos provocando contraçőes musculares permanentes, com isso cria se o efeito de agarramento que impede a vítima de se soltar do circuito, a intensidade de corrente para esse limiar varia entre 9 e 23 mA para os homens e 6 a 14 mA para as mulheres. c) Limiar de Fibrilaçăo Ventricular O choque elétrico pode variar em funçăo de fatores que interferem na intensidade da corrente e nos efeitos provocados no organismo, os fatores que interferem săo: - Trajeto da corrente elétrica no corpo humano - Tipo da corrente elétrica - Tensăo nominal - Intensidade da corrente - Duraçăo do choque elétrico - Resistęncia do circuito - Freqüęncia da corrente d) Trajeto da corrente elétrica no corpo humano O corpo humano é condutor de eletricidade e sua resistęncia varia de pessoa para pessoa e ainda depende do percurso da corrente. A corrente no corpo humano sofrerá variaçőes conforme for o trajeto percorrido e com isso provocará efeitos diferentes no organismo, quando percorridos por corrente elétrica os órgăos vitais do corpo podem sofrer agravamento e até causar sua parada levando a pessoa a morte. e) Tipo da corrente elétrica O corpo humano é mais sensível a corrente alternada do que á corrente continua, os efeitos destes no organismo humano em geral săo os mesmos, passando por contraçőes simples para valores de baixa intensidade e até resultar em queimaduras graves e a morte para valores 136
    • maiores. Existe apenas uma diferença na sensaçăo provocada por correntes de baixa intensidade; a corrente continua de valores imediatamente superiores a 5 mA que é o Limiar de Sensaçăo, cria no organismo a sensaçăo de aquecimento ao passo que a corrente alternada causa a sensaçăo de formigamento, para valores imediatamente acima de 1 mA. f) Tensăo nominal A tensăo nominal de um circuito é a tensăo de linha pela qual o sistema é designado e ŕ qual săo referidas certas características operacionais do sistema.De acordo com os padrőes atuais norte-americanos, as tensőes nominais dos sistemas săo classificadas em: Baixa Tensăo 0V >1000 V Média Tensăo >1000 V < 72500 V Alta Tensăo > 72500 V < 242000 V Extra- alta Tensăo >242000 V < 800000 V Partindo das premissas que os efeitos danosos ao organismo humano săo provocados pela corrente e que esta pela Lei de Ohm é tanto maior quanto maior for a tensăo, podemos concluir que os efeitos do choque săo mais graves ŕ medida que a tensăo aumenta, e pela mesma Lei de Ohm quanto menor a resistęncia do circuito maior a corrente, portanto concluímos que năo existem valores de tensőes que năo sejam perigosas.Para condiçőes normais de influęncias externas, considera-se perigosa uma tensăo superior a 50 Volts, em corrente alternada e 120 Volts em corrente continua, o corpo humano possui em média uma resistęncia na faixa de 1300 a 3000 Ohms, assim uma tensăo de contato no valor de 50 V, resultará numa corrente de: I = V/R, onde: I = Corrente em Ampéres. V = Voltagem em Volts R = Resistęncia em Ohms I = 50 / 1300 = 38,5 mA O valor de 38,5 mA em geral năo é perigoso ao organismo humano, abaixo apresentamos o valor de duraçăo máxima de uma tensăo em contato com o corpo humano, os valores indicados baseiam se em valores limites de corrente de choque e correspondem a condiçőes nas quais a corrente passa pelo corpo humano de uma măo para outra ou de uma măo para a planta do pé, sendo que a superfície de contato é considerada a pele relativamente úmida : 137
    • Duraçăo máxima da tensăo de contato CA Duraçăo máxima da tensăo de contato Duraçăo Máxima ( Seg. CC Tensăo de Contato ( V ) ) Tensăo de Contato Duraçăo Máxima ( <50 infinito (V) Seg. ) 50 5 <120 infinito 75 0,60 >120 5 90 0,45 >140 1 110 0,36 >160 0,5 150 0,27 >175 0,2 220 0,17 >200 0,1 280 0,12 >250 0,05 >310 0,03 g) Intensidade da corrente As perturbaçőes produzidas pelo choque elétrico dependem da intensidade da corrente que atravessa o corpo humano, e năo da tensăo do circuito responsável por essa corrente. Até o limiar de sensaçăo, a corrente que atravessa o corpo humano é praticamente inócua, qualquer que seja sua duraçăo, a partir desse valor, á medida que a corrente cresce, a contraçăo muscular vai se tornando mais desagradável. Para as freqüęncias industriais (50 - 60 Hz), desde que a intensidade năo exceda o valor de 9 mA, o choque năo produz alteraçőes de conseqüęncias graves, quando a corrente ultrapassa 9 mA, as contraçőes musculares tornam se mais violentas e podem chegar ao ponto de impedir que a vítima se liberte do contato com o circuito, se a zona do tórax for atingida poderăo ocorrer asfixia e morte aparente, caso em que a vítima morre se năo for socorrida a tempo.Correntes maiores que 20 mA săo muito perigosas, mesmo quando atuam durante curto espaço de tempo, as correntes da ordem de 100 mA, quando atingem a zona do coraçăo, produzem fibrilaçăo ventricular em apenas 2 ou 3 segundos, e a morte é praticamente certa. Correntes de alguns Ampéres, além de asfixia pela paralisaçăo do sistema nervoso, produzem queimaduras extremamente graves, com necrose dos tecidos, nesta faixa de corrente năo é possível o salvamento, a morte é instantânea. 138
    • Duraçăo máxima da tensăo de contato CC Estado Intensidade Perturbaçőes prováveis após o Salvamento Resultado Final ( mA ) choque 1 Nenhuma Normal ----- Normal Sensaçăo cada vez mais desagradável ŕ medida que 1-9 Normal Desnecessário Normal a intensidade aumenta. Contraçőes musculares. Sensaçăo dolorosa, Morte Respiraçăo 9 - 20 contaçőes violentas, Restabelecimento aparente artificial perturbaçőes circulatórias Sensaçăo insuportável, contraçőes violentas, asfixia, perturbaçőes Morte Respiraçăo Restabelecimento 20 - 100 circulatórias graves aparente artificial ou morte inclusive fibrilaçăo ventricular asfixia imediata, fibrilaçăo Morte >100 Muito difícil Morte venticular aparente Morte Varios Asfxia imediata, aparente Praticamente Morte Aaperes queimaduras graves ou impossível imediata h) Duraçăo do choque O tempo de duraçăo do choque é de grande efeito nas conseqüęncias geradas, as correntes de curta duraçăo tem sido inócuas, razăo pela qual năo se considerou a eletricidade estática, por outro lado quanto maior a duraçăo, mais danosos săo os efeitos. i) Resistęncia do circuito Quando o corpo humano é intercalado ao circuito elétrico, ele passa a ser percorrido por uma corrente elétrica cuja intensidade de acordo com a lei de Ohm é em funçăo da tensăo e da resistęncia. Dependendo das partes do corpo intercalados ao circuito a resistęncia do conjunto pode variar, e com isso a corrente também será alterada. j) Frequęncia da corrente O Limiar de Sensaçăo da corrente cresce com o aumento da freqüęncia, ou seja correntes com freqüęncias maiores săo menos sentidas pelo organismo, estas correntes de altas freqüęncias acima de 100000 Hz, cujos efeitos se limitam ao aquecimento săo amplamente utilizadas na medicina como fonte de febre artificial. Nessas condiçőes pode se fazer circular até 1 A sobre o corpo humano sem causar perigo. O quadro abaixo lista diversos valores de Limiar de Sensaçăo em funçăo do aumento da freqüęncia da corrente elétrica. 139
    • Frequęncia da Corrente Elétrica Frequęncia (Hz) 50-60 500 1.000 5.000 10.000 100.000 Limiar de Sensaçăo (mA) 1 1,5 2 7 14 150 Apresentar SLIDES (16)-Choque Eletrico-(2)- (17)-ELETRICIDADE COM SEGURANÇA (18)-CHOQUE ELÉTRICO-(3) (19)-acidentes-fotos (20)-Acidente fatal corte de arvore Acidentes de trabalho- (21)- APRESENTAÇÃO EM SLIDES-ACIDENTE COM BASCULANTE As 15h na Estrada Rosaria atendemos Mazin José Lino Souza de 35 anos que sofreu descarga elétrica de alta tensăo ao enroscar com uma caçamba Basculante nos fios. A vítima teve morte instantânea. O corpo de Bombeiros fez o isolamento do local até a chegada perícia técnica e orienta que em casos como esse, năo deve descer do veículo ou tocar nas partes metálicas, até que a rede esteja desenergizada. (19/3/2004) - Descarga elétrica mata trabalhador em Cuiabá (22)-Aprenstação em slides - CHOQUE MATA PINTOR Uma descarga elétrica de 13,8 mil volts matou ontem (18) o pintor José Spancini, o "Nego", de 25 anos, quando ele realizava serviço de pintura na parte interna de uma estrutura metálica que compőe a fachada da drogaria e perfumaria Boa Esperança, loja da avenida do CPA, em Cuiabá. O acidente ocorreu ŕs 8h e teria sido provocado pelo próprio pintor, que tocou, acidentalmente, na rede de alta tensăo, depois de perder o equilíbrio. Lá, ele permaneceu por quase meia hora. Segundo a Rede/Cemat, a curta distância de 40 cm mantida entre a estrutura de ferro e a rede de alta tensăo contribuiu para ao acidente. A tragédia foi testemunhada pelo colega da vítima, o pintor Benício Rodrigues dos Santos, de 33 anos. Ele informou que ambos iniciaram o trabalho há tręs dias e que chegaram cedo, ŕs 7 h, para fazer a marcaçăo. "Eu tinha avisado que era perigoso tocar no fio, mas ele se desequilibrou", disse o rapaz, que nem sabia o nome da vítima. "Nego" năo usava nenhum Equipamento de Proteçăo Individual (EPI). Ele trajava camiseta e calça jeans, e estava 140
    • descalço. O pintor foi retirado do alto por seis soldados do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar e encaminhado ao Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC), onde já chegou sem vida. Bombeiros socorrem vítima eletrocutada em fábrica de doces (23)-Apresentação em slides Morreu ontem na Fábrica de Doces Uberaba, localizada na rua Francisco Correa Costa Júnior, 809, Recreio dos Bandeirantes, o técnico de montagem e reforma Donizeti de Castro Flauzino, 42 anos, residente no Parque Săo Geraldo, após receber intensa descarga elétrica de uma máquina utilizada na fabricaçăo de sachęs.Funcionários da fábrica disseram que o técnico era dono da empresa Montagem e Reforma Triângulo, a qual realizava manutençăo nas máquinas da fábrica, que era terceirizada para este tipo de serviço. Os empregados ainda disseram que ontem, por volta de 10h, Donizeti estava passando pela fábrica e resolveu entrar para uma visita, momento em que foi avisado por uma pessoa que a referida máquina estaria apresentando defeitos. Donizeti, entăo, aproveitou que já estava por ali e tentou resolver o problema, mas, ao abrir uma tampa de proteçăo, recebeu uma intensa descarga elétrica, causando-lhe vários ferimentos. Uma equipe de resgate do Corpo de Bombeiros, comandada pelo cabo Rodrigues e composta pelos militares; Sd. Luciano Freitas, Sd. Carlos e Sd. Néliton compareceu ao local e deparou com a vítima caída ao solo, inconsciente, apresentando quadro de parada cardiorrespiratória, porém, os bombeiros perceberam que a situaçăo poderia ser revertida e transportaram Donizeti rapidamente ao PS do Hospital Escola. Os médicos tentaram reverter a parada cardíaca do técnico, mas, cerca de uma hora depois, foi declarado o óbito do paciente. 141
    • VÍTIMA DE ELETROCUSSĂO- (24)-Apresentação em slides Em 08/02/2004, por volta de 10:10h, o Corpo de Bombeiros foi solicitado a comparecer na Rua Marechal Deodoro, nş 420, onde segundo o solicitante, uma pessoa havia sofrido uma descarga elétrica e necessitava de atendimento. No local os Bombeiros depararam com Mauro, 34 anos, caído em uma tábua de 4,00x0.30m, a uma altura aproximada de 10 metros, entre uma parede e um letreiro do Colégio Liceu Albert Einstein, em estado de choque, apresentando sinais de queimadura em todo membro superior esquerdo, sendo amparado por Roberto Carlos Evaristo, que executava o mesmo serviço. Segundo o relato do solicitante, Mauro realizava um serviço de colocaçăo de vergalhőes de alumínio no telhado da escola, quando, por algum descuido, esse tocou a rede de alta tensăo da CEMIG (13,8 KV), sofrendo uma descarga elétrica e caindo no local já citado. A vítima apresentou queimaduras de 1ş, 2ş e 3ş graus no membro superior esquerdo, regiăo do períneo, abdômen e tórax. A Equipe de Resgate, após as análises, realizaram os primeiros socorros ainda no local do acidente, montou uma oficina de salvamento em altura, com ancoragem na estrutura metálica onde se encontrava o paciente, confeccionou um assento de tręs alças realizando a descida da vítima que foi transportada até o Hospital Escola com sinais vitais instáveis e ainda em estado de choque.Nenhum dos trabalhadores usavam qualquer equipamento de segurança para aquele tipo ou local de trabalho. Bombeiros conseguem evitar tragédia em Uberaba (26)-Apresentação em slides Em 08/06/04, por volta de 10:30h, o Corpo de Bombeiros foi solicitado a comparecer na Av Alceu Lírio, bairro Alfredo Freire em Uberaba/MG, onde segundo o solicitante, um homem ameaçava se jogar de uma torre de alta tensăo. No local, os Bombeiros depararam com T. B. M., 23 anos, no ponto mais alto de uma torre de alta tensăo, aproximadamente 30 metros do solo, ameaçando pular. Segundo testemunhas, o rapaz estava naquele local havia várias horas e dizia o tempo todo que ia acabar com sua vida. A Guarniçăo de Bombeiros, após conversar alguns minutos com T., conseguiu convencę-lo a deixar dois Militares subirem até ele para ajudá-lo. 142
    • Utilizando equipamentos de proteçăo individual e de salvamento em altura, o Sd. Maxuell e o Sd. Cristiano escalaram a torre se aproximando mais do rapaz. Após dialogar por alguns minutos, os Bombeiros perceberam que ele havia mudado de idéia e năo tinha mais intençăo de pular, mas estava muito debilitado para descer sozinho. Foi entăo que um BOMBEIRO equipou T. B. M. junto de si e iniciou a descida da torre utilizando técnicas de rapel. 143
    • Os Bombeiros apuraram que T.B.M., apresenta distúrbios psiquiátricos, é usuário de drogas e veio caminhando de Uberlândia até Uberaba, estando a aproximadamente tręs dias sem comer. Após avaliar as condiçőes físicas da vítima, a Equipe de Resgate optou por encaminhá-lo a AMM para uma melhor avaliaçăo médica. A Polícia Militar se fez presente no local tomando as providęncias de praxe. Também foi solicitado o apoio da CEMIG para o corte de energia naquela área para que toda a operaçăo fosse concluída. Apresentar vídeo (27)-curto circuito Primeiros socorros à vitima de choque elétrico (28)-1-Apresentação em slides As chances de salvamento da vítima de choque elétrico diminuem com o passar de alguns minutos, pesquisas realizadas apresentam as chances de salvamento em funçăo do número de minutos decorridos do choque aparentemente mortal, pela análise da tabela abaixo esperar a chegada da assistęncia médica para socorrer a vítima é o mesmo que assumir a sua morte, entăo năo se deve esperar o caminho é a aplicaçăo de técnicas de primeiros socorros por pessoa que esteja nas proximidades. O ser humano que esteja com parada respiratório e cardíaca passa a ter morte cerebral dentro de 4 minutos, por isso é necessário que o profissional que trabalha com eletricidade deve estar apto a prestar os primeiros socorros a acidentados, especialmente através de técnicas de reanimaçăo cardio-respiratória. Chances de Salvamento Tempo após o choque p/ iniciar respiraçăo artificial Chances de reanimaçăo da vítima 1 minuto 95 % 2 minutos 90 % 144
    • 3 minutos 75 % 4 minutos 50 % 5 minutos 25 % 6 minutos 1% 8 minutos 0,5 % Métodos de respiraçăo artificial. A respiraçăo artificial é empregada em todos os casos em que a respiraçăo natural é interrompida. O método de "Holger e Nielsen” consiste em um conjunto de manobras mecânicas por meio das quais o ar, em certo e determinado ritmo, é forçado a entrar e sair alternadamente dos pulmőes. As instruçőes gerais referentes ŕ aplicaçăo desse método săo as seguintes: Antes de tocar o corpo da vítima, procure livrá-la da corrente elétrica, com a máxima segurança possível e a máxima rapidez, nunca use as măos ou qualquer objeto metálico ou molhado para interromper um circuito ou afastar um fio. Năo mova a vítima mais do que o necessário ŕ sua segurança. Antes de aplicar o método, examine a vítima para verificar se respira, em caso negativo, inicie a respiraçăo artificial.Quanto mais rapidamente for socorrida a vítima, maior será a probabilidade de ęxito no salvamento. Chame imediatamente um médico e alguém que possa auxiliá-lo nas demais tarefas, sem prejuízo da respiraçăo artificial, bem como, para possibilitar o revezamento de operadores.Procure abrir e examinar a boca da vítima ao ser iniciada a respiraçăo artificial, a fim de retirar possíveis objetos estranhos (dentadura, palito, alimentos, etc.), examine também narinas e garganta.Desenrole a língua caso esteja enrolada, em caso de haver dificuldade em abrir a boca da vítima, năo perca tempo, inicie o método imediatamente e deixe essa tarefa a cargo de outra pessoa.Desaperte punhos, cinta, colarinho, ou quaisquer peças de roupas que por acaso apertem o pescoço, peito e abdômen da vítima.Agasalhe a vítima, a fim de aquecę- la, outra pessoa deve cuidar dessa tarefa de modo a năo prejudicar a aplicaçăo da respiraçăo artificial.Năo faça qualquer interrupçăo por menor que seja, na aplicaçăo do método, mesmo no caso de se tornar necessário o transporte da vítima a aplicaçăo deve continuar.Năo distraia sua atençăo com outros auxílios suplementares que a vitima necessita, enquanto estiver aplicando o método, outras pessoas devem ocupar se deles.O tempo de aplicaçăo é indeterminado, podendo atingir 5 horas ou mais, enquanto houver calor no corpo da vítima e sta năo apresentar rigidez cadavérica há possibilidade de salvamento.O revezamento de pessoas, durante a aplicaçăo deve ser feito de modo a năo alterar o ritmo da respiraçăo artificial.Ao ter reinício a respiraçăo natural, sintonize o ritmo da respiraçăo artificial com a natural.Depois de recuperada a vítima, mantenha a em repouso e agasalhada, năo permitindo que se levante ou se sente, mesmo que para isso precise usar força, năo lhe de beber, a fim de evitar que se engasgue, após a recuperaçăo total da vítima, pode dar lhe entăo café ou chá quente.Este caso aplica se em qualquer caso de colapso respiratório, como no caso de pessoas intoxicadas por gases venenosos ou que sofram afogamentos.Na maioria dos casos de acidente por choque elétrico, a MORTE é apenas APARENTE, por isso socorra a vítima rapidamente sem perda de tempo. 145
    • Método de salvamento artificial "Hoger e Nielsen", para reanimaçăo de vítimas de choque elétrico. Refraçăo Artificial O método Holger Nielsen de respiraçăo artificial, tem salvado da morte inúmeras vítimas de choque elétrico e também de asfixia por afogamento, por compressăo do tórax ou corpo estranho na garganta e envenenamento por gás caso em que igualmente aplicável. Examine com os dedos, a boca e a garganta da vítima, removendo qualquer objeto estranho e puxando a língua para fora (o uso de um lenço para segurar a língua facilita esta providęncia). Faça tudo isso com rapidez. Sem perda de tempo, deite a vítima de bruços com os braços dobrados nos cotovelos e a cabeça apoiada sobre as măos sobrepostas, ficando o rosto da vítima voltado para um dos lados, de modo a permitir a livre respiraçăo pela boca e nariz, conforme figura nº 1.( do desenho a seguir). Ajoelhe-se num joelho, colocando-o ao lado da cabeça e perto do antebraço da vítima, de forma que os seus punhos fiquem na linha das omoplatas (conforme indicado na figura nº2 ) , com os polegares tocando-se ligeiramente e os dedos em posiçăo natural e distendidos para baixo.Mantendo os braços estendidos, inclina-se para frente vagarosamente, de forma que o peso de seu corpo, faça pressăo sobre o ponto em que se encontra as suas măos.(conforme indica na figura nş 2). Ao fim deste movimento os seus ombros devem estar numa linha reta com as suas măos (figura 3).Descaia lentamente com o corpo para trás, deixando as măos escorregarem pelos braços da vítima, até um pouco acima dos cotovelos (conforme figura 4), segure-os com firmeza, mantendo seus braços estendidos continue descaindo com o corpo para trás (conforme na figura 5), o que resultará nos braços da vítima serem puxados em sua direçăo. Exerça apenas força suficiente até sentir resistęncia, voltando entăo os braços da vítima, a posiçăo primitiva. Com este movimento completa-se o ciclo que deve ser repetido 12 vezes por minuto, `razăo de 5 segundos por ciclo. Método da respiraçăo artificial Boca a Boca. (mais usado) Para saber se a pessoa está respirando, aproxime o ouvido ŕ boca dela e observe o movimento do tórax (a parada respiratória leva ŕ morte no período de tręs a cinco minutos). Se a vítima apresentar parada respiratória, faça a respiraçăo boca-a-boca. 146
    • Nesses casos, deite a pessoa de barriga para cima, abra a boca dela, puxe a língua e retire dentaduras ou pontes, para facilitar a entrada do ar. Respiraçăo boca-a-boca Com a boca colada na dele e Incline a cabeça do mantendo suas narinas Retire a boca, deixando o paciente para trás e comprimidas, sopre com paciente expirar estique seu pescoço, força, até o peito encher de espontaneamente. forçando-o para cima. ar. Repita a operaçăo cerca de 20 vezes por minuto, até que ele volte a respirar. Para verificar se houve Parada Cardíaca, existem 2 processos : 1. Pressione levemente com as pontas dos dedos indicador e médio a carótida, quase localizada no pescoço, junto ao pomo de Adăo (Gogó). 2. Levante a pálpebra de um dos olhos da vítima, de a pupila (menina dos olhos) se contrair, é sinal que o coraçăo está funcionando, caso contrario, se a pupila permanecer dilatada, isto é, sem reaçăo, é sinal de que houve uma parada cardíaca. (em caso de duvidas aplique a massagem cardíaca juntamente com a respiraçăo artificial) Ocorrendo a Parada Cardíaca: Deve se aplicar sem perda de tempo, a respiraçăo artificial e a massagem cardíaca, conjugadas. Emergęncia Cardio- respiratória A ressucitaçăo cárdio-respiratória é um conjunto de manobras utilizadas para restabelecimento das funçőes circulatória e respiratória para preservar a vida. A parada cárdio-respiratória pode ser provocada pelo choque elétrico. As manifestaçőes săo inconscięncia, parada respiratória e ausęncia de pulso em grande artéria. O socorrista deve certificar-se da parada cardio-respiratória, observando a ausęncia de movimentos do tórax e pulso. Para o socorro, deve-se colocar a vítima de barriga para cima (como mostra a figura acima); afrouxar as roupas; abrir e desobstruir as vias aéreas, hiperextendendo a cabeça da vítima (veja desenho acima); e fazer duas expiraçőes firmes e profundas (de 1,5 a 2 segundos cada), de modo a expandir os pulmőes. Se houver pulso arterial, mas năo respiraçăo, o socorrista deve fazer uma ventilaçăo a cada 5 segundos (em caso de adulto), verificando o pulso freqüentemente, até a presença de um suporte avançado. 147
    • Na ausęncia de pulso, quando se tratar de um socorrista, fazer massagem cardíaca, comprimindo o tórax 15 vezes, alternando esse movimento com 2 ventilaçőes, procurando manter uma freqüęncia de 80 a 100 massagens por minuto. O socorrista deve verificar a eficięncia da reanimaçăo, após 5 ciclos de 15 por 2. Sempre procurando a presença de pulso. Caso haja dois socorristas (veja desenho abaixo) que saibam fazer a massagem cardíaca, a ressucitaçăo cardio-respiratória deve ser feita utilizando o método de uma ventilaçăo para cinco massagens. O socorrista que está ventilando deve, intermitentemente, palpar uma das carótidas por alguns segundos. Quando vocę năo tem conhecimento do ocorrido, e a vítima apresentar, concomitantemente, rigidez de articulaçăo, pele fria e arroxeada, manchas hipostáticas e pupilas dilatadas, năo deverá ser realizada a ressucitaçăo cárdio-respiratória. A ressucitaçăo cárdio-respiratória deverá ser finalizada quando as funçőes vitais retornar, na exaustăo do único socorrista ou na presença de uma autoridade médica. De acordo com pesquisas efetuadas junto a trabalhadores que executam tarefas em redes de energia elétrica, foram relacionados alguns dos itens considerados como de riscos específicos: 148
    • a) Contatos defeituosos. b) Curtos-circuitos. c) Contatos acidentais fase a terra. d) Aterramentos mal executados. e) Solo úmido perto de instalaçőes e ou derivaçőes. f) Componentes metálicos que năo fazem parte de instalaçőes, mas estăo colocados perto ou no trajeto. g) Sobrecargas que geralmente săo causadas por mau dimensionamento dos condutores. 149
    • Medidas preventivas Como o acidente é previsível, e é dever de todos a sua prevençăo, podemos executar os trabalhos de maneira a eliminar as causas que contribuem para a sua ocorręncia. Entre outras, podemos citar: a) As queimadas a serem efetuadas nas proximidades das redes elétricas devem ser supervisionadas e comunicadas ŕ concessionária de energia elétrica com antecedęncia sobre a operaçăo a ser executada. b) Retirar das proximidades das redes elétricas e ou instalaçőes elétricas os materiais combustíveis. c) Em caso de rompimento de condutores de energia elétrica, nunca apanhá-los com as măos ou objetos metálicos, avisando a concessionária sobre o fato para que as providęncias possam ser tomadas. d) Usar a ferramenta adequada para o fim a que se destina, ou seja, usar ferramentas isoladas e em boas condiçőes de conservaçăo. e) Isolar a área de trabalho e sinalizá-la. f) Nunca confiar no fato de ser uma instalaçăo elétrica de baixa tensăo. g) Os equipamentos elétricos devem ser instalados por pessoas especializadas e obedecendo as normas. h) A manutençăo deve ser constante, eficiente e efetuada com o circuito desenergizado (quando possível). i) Colocar avisos nas chaves de alimentaçăo da rede. j) Jamais tocar em equipamentos elétricos, mesmo com EPIs, quando estiver com as măos, pés ou vestimenta molhados. k) As ligaçőes provisórias devem apresentar condiçőes de segurança. l) As carcaças de todos os equipamentos elétricos, quando instalados ou em funcionamento deverăo ser aterradas. m) Instruir os trabalhadores a respeito do emprego de extintores de incęndios a serem usados em equipamentos elétricos, bem como em casos de primeiros socorros. TIPOS DE EMERGĘNCIA E COMO PRESTAR OS PRIMEIROS SOCORROS. (30)-Apresemntação em slides Caixa de Primeiros Socorros NR 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional 7.5. Dos primeiros socorros. 7.5.1. Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário ŕ prestaçăo dos primeiros socorros, considerando-se as características da atividade desenvolvida; manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim. A caixa de primeiros socorros deve estar sempre presente, nas empresas, em locais de fácil acesso. Por medida de precauçăo, năo é conveniente trancá-la, facilitando, assim, o seu manuseio. Ficará sob a responsabilidade de pessoas treinadas, pois, assim, poderá ser mais bem aproveitado o seu conteúdo e de maneira correta. 150
    • No seu interior da (as) caixa (as), vamos encontrar uma série de instrumentos, medicamentos, soluçőes, e é preciso que sejam bem acondicionados, organizados, para facilitar a atuaçăo do socorrista, ao invés de atrapalhá-lo. Todos os frascos deverăo ser rotulados, os instrumentos pontiagudos como pinças, tesouras, embalados de forma adequada, assim como as ampolas. Devemos, outrossim, ao findar o uso da caixa de primeiros socorros, năo só arrumá-la, mas também repor o material utilizado, a fim de poupar dissabores a outros socorristas. Os medicamentos devem ser sempre vistoriados, para verificar o prazo de sua validade. Os que tiverem os prazos vencidos serăo inutilizados e substituídos por outros novos. Uma caixa bem esquematizada trará sempre benefícios a quem dela precisar. Nas varias dependęncias da empresa, devem existir caixas com material e medicamentos para prestaçăo de primeiros socorros a acidentados. As caixas devem conter, no mínimo, os seguintes materiais e medicamentos, cujo uso específico deve ser conhecido por todos. Conteúdo da caixa de primeiros socorros. 1 – Instrumentos. Termômetro Tesoura Pinça 2 - Material para curativo. Algodăo hidrófilo Gaze esterilizada Esparadrapo Ataduras de crepe Caixa de curativo adesivo 3 - Anti-sépticos Soluçăo de iodo. Soluçăo de timerosal. Água oxigenada, 10 volumes. Álcool. Éter. Água boricada. 4 - Medicamentos Analgésicos em gotas e em comprimidos. Anti-espasmodicos em gotas e em comprimidos. Colírio neutro. Sal de cozinha. Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa. Soro fisiológico. 5 - Outros Conta-gotas;Copos de papel;Agulhas e seringas descartáveis. 151
    • TIPOS DE EMERGĘNCIA E COMO PRESTAR OS PRIMEIROS SOCORROS. A presença de espírito é essencial quando se pretende auxiliar a vítima de um acidente. Mantenha-se, pois, calmo. Primeiramente, procure inteirar-se da lesăo, tomando todo o cuidado para năo agravar o estado da vítima. Năo dę de beber nenhum liquido a uma pessoa sem sentidos. Se tiver que fazer um curativo, lave bem as măos, desinfetando-as em seguida com álcool e deixando-as secar sem utilizar toalha. Evite ministrar ŕ vítima agentes năo medicinais ou duvidosos, e processos de primeiros socorros năo indicados pela medicina. Năo se deixe levar por crendices populares que impedem o tratamento correto. Uma vez constatada a lesăo sofrida pela vítima, năo perca mais tempo e proceda como adiante se recomenda, cuidando em: 1º lugar - da parada respiratória 2º lugar - da parada cardíaca. 3º lugar - da hemorragia. 4º lugar - de envenenamentos 5º lugar - de queimaduras 6º lugar - de ferimentos. 7º lugar - de fraturas. PRIMEIROS SOCORROS Sempre que for prestar socorro a uma vítima de acidente ou mal súbito, o socorrista deverá estar atento e obedecer aos passos a seguir: Mantenha-se calmo e evite o pânico. Certifique-se de que há condiçőes seguras o bastante para atendimento pré- hospitalar, sem risco para o socorrista e a vítima. Faça uma avaliaçăo primária da vítima e dę prioridade aos casos mais graves, como: hemorragia abundante, inconscięncia, parada cárdio-respiratória, choque e envenenamento. Vocę pode agravar o estado da vítima com manobras intempestivas. Năo abandone a vítima para procurar socorro. Năo dę líquidos ou mesmo produtos para inalaçăo. Năo tracione membros ou faça movimentos bruscos com a vítima. Garanta as funçőes vitais do acidentado (respiraçăo e circulaçăo). Só remova a vítima se puderem manter as funçőes vitais (respiraçăo e circulaçăo). Mantenha a vítima em posiçăo confortável e aquecida. O atendimento deve ser feito preferencialmente no solo. Transporte a vítima para o hospital mantendo as funçőes vitais. Após qualquer atendimento de emergęncia, a vítima deve ser encaminhada para um atendimento médico especializado. 152
    • Preste informaçőes corrigem ao hospital sobre os procedimentos realizados, bem como, se possível, sobre os dados de saúde da vítima que vocę saiba (hipertensăo, diabetes, hemofilia, epilepsia, gravidez, asma etc.). Contusăo Contusăo é a lesăo decorrente de um traumatismo sobre qualquer regiăo do organismo, sem que ocorra rompimento do tecido cutâneo. Esta lesăo é das mais freqüentes e pode ocorrer na industria, pelos mais diversos motivos, entre os quais batidas em ferramentas, escada, máquinas, mesas, quedas, sendo também freqüente a sua ocorręncia no trajeto residęncia-fábrica-residęncia. A contusăo se deve a uma açăo local do agente traumático. Geralmente este agente traumático é sólido e a lesăo será tanto mais grave quanto maior for a velocidade de impacto. O mesmo vale para a contusăo que se dá pelo choque do corpo contra um agente parado. A duraçăo da batida é importante, porque quanto mais prolongada causará lesőes mais profundas e extensas. Outro fator de importância na produçăo da contusăo é a resistęncia do tecido atingido, a qual está relacionada ŕ sua elasticidade. Por exemplo, se a contusăo se dá em local onde a pele está sobre o osso, a lesăo é maior; já, se há músculos entre a pele e o osso, a lesăo será mais amena para uma contusăo de mesma intensidade. É muito comum o aparecimento de um hematoma, ou seja, o acumulo de sangue no local da lesăo, após a contusăo, e que se deve ŕ rotura de vasos sangüíneos. Logo após a contusăo, o indivíduo sente dor, que será mais ou menos intensa conforme a inervaçăo da regiăo. Se a batida for muito intensa, a parte central da área afetada pode apresentar-se indolor pela destruiçăo de filetes nervosos. A mancha, inicialmente arroxeada, no local contundido, chamada de esquimose, vai se transformando em azulada ou esverdeada, para, em alguns dias, tornar-se amarelada. Isto se da pela alteraçăo do sangue que extravasou na hemorragia e que vai sendo reabsorvido lentamente. Pode-se formar, também, líquido entre a pele e o tecido mais profundo. dando um aspecto de ondulaçăo, com mobilidade da pele no local atingido. O sangue extravasado, por ser um bom meio de cultura, pode infectar a lesăo, sendo, portanto, muito importante a observaçăo da evoluçăo da hemorragia. O que fazer: 1º - fazer a vítima repousar e imobilizar a regiăo afetada; 2º - aplicar, no local, frio intenso como, por exemplo, bolsa de gelo, nas primeiras 24 horas e, posteriormente, aplicar no local; 3º - dar analgésicos de seu conhecimento; 4º - enrolar faixas ou panos ao redor da área atingida; 5º - procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de diagnostico e tratamento precisos. Desmaios É a perda de conscięncia temporária e repentina, devida ŕ diminuiçăo de sangue e oxigęnio no cérebro. O desmaio pode se dar por falta de ingestăo de alimentos, emoçăo, susto, acidentes, principalmente os que envolvem perda sangüínea, ambiente fechado e quente, mudança brusca de posiçăo. 153
    • Na industria, o desmaio pode ocorrer em qualquer atividade, desde que esteja presente alguma das causas acima citadas. Antes do desmaio, o indivíduo sente fraqueza, sensaçăo de falta de ar, tontura, zumbido nos ouvidos e ânsia de vômitos. A pessoa torna-se pálida, apresentando suor frio. A seguir escurecimento da vista, falta de controle dos músculos e ela cai, perdendo os sentidos. O que fazer: 1º - manter o indivíduo deitado, colocando sua cabeça e ombros em posiçăo mais baixa em relaçăo ao resto do corpo; 2º - afrouxar as roupas; 3º - manter o ambiente arejado; 4º - se a pessoa estiver sentada ou for difícil deitá-la, colocar a sua cabeça entre as coxas e pressioná-la para baixo; 5º - se a vítima parar de respirar, fazer imediatamente a respiraçăo artificial; 6º - nos desmaios causados por calor intenso, depois de reanimar a pessoa, e esta estiver consciente, oferecer água ŕ vítima. Estado de Choque O estado de choque se dá quando há mau funcionamento entre o coraçăo, vasos sangüíneos (artérias ou veias) e o sangue, instalando-se um desequilíbrio no organismo. As causas que levam ao estado de choque podem ser cardíacas: infarto: taquicardias (coraçăo trabalhando de modo acelerado), bradicardias (coraçăo trabalhando lentamente), processos inflamatórios do coraçăo, diminuiçăo da quantidade de sangue dentro dos vasos; hemorragias, alteraçăo dos vasos, traumatismos cranianos, envenenamentos, queimaduras. Na industria, todas as causas citadas acima podem ocorrer, merecendo especial atençăo os acidentes graves com hemorragias extensas, com perda de substância orgânica em prensas, moinhos, extrusoras, ou por choque elétrico, ou por envenenamentos por produtos químicos, ou por exposiçăo a temperaturas extremas. O indivíduo em estado de choque pode apresentar palidez, arrocheamento dos lábios, suor intenso, respiraçăo rápida, curta e irregular, batimentos do coraçăo mais freqüentes, agitaçăo, pele fria, muitas vezes tremores, pulso fraco e rápido. 154
    • O que fazer: 1 º - deixar a vitima deitada com a cabeça mais baixa que os pés; 2º - afrouxar as roupas da vítima; 3º - agasalhar a vítima, envolvendo-a com cobertores, toalhas, jornais; 4º - estancar a hemorragia, se houver, conforme o capítulo - Hemorragia; 5º - procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de diagnóstico e tratamentos precisos. Fratura O indivíduo Fratura é o rompimento total ou parcial de qualquer osso. Pode-se dar por açăo direta, por exemplo, um pontapé na perna, levando ŕ fratura no local do golpe, ou por açăo indireta, por exemplo, a queda em pé de uma altura considerável, ocorrendo fratura da parte inferior da coluna vertebral, isto é, o impacto foi transmitido através dos ossos da perna e bacia até a coluna vertebral. Ainda se pode dar por açăo muscular, sendo, nestes casos, a contraçăo muscular suficiente para causar fratura. Por exemplo, pode-se citar a fratura da rótula (joelho) pela forte contraçăo dos músculos da coxa. Nas industrias, a fratura pode ocorrer devido a quedas e movimentos bruscos do trabalhador, a batidas contra objetos, ferramentas, maquinários, assim como quedas dos mesmos sobre o empregado; portanto pode ocorrer em qualquer ramo de atividade, ou durante o trajeto residęncia-fábrica-residęncia. As fraturas podem ser fechadas - năo há fendas no local ou próxima a ela - ou expostas - há ferida no local da fratura ou próxima a ela, com exposiçăo óssea. que sofre uma fratura apresenta dor, que aumenta com o toque ou os movimentos, incapacidade funcional (impossibilidade de fazer movimentos) na regiăo atingida, inchaço, alteraçăo da cor da área afetada; pode haver, ainda, fragmentos de ossos expostos e angulaçăo ou curvatura anormal da regiăo afetada. O socorrista năo deve esperar deparar com todo este quadro, em todos os casos; encontrando duas destas características, já há uma forte suspeita. O que fazer: 1º - colocar a vítima em posiçăo confortável; 2º - imobilizar a regiăo da fratura, com a finalidade de impedir os movimentos das duas articulaçőes entre as quais ela se localiza. Para isto usar madeiras, tábuas, jornais dobrados ou similar, e agir de acordo com o capítulo Imobilizaçăo; 3º - estancar eventual hemorragia, conforme o capítulo Hemorragia; 4º-procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de diagnostico e tratamentos precisos. 155
    • Imobilizaçăo Este tratamento de urgęncia aplica-se a fraturas de um modo geral. Devemos, antes de tudo, colocar o membro ou segmento do membro afetado o mais próximo da posiçăo normal, impedindo o deslocamento das partes quebradas. Se houver grande hemorragia ou choque, naturalmente estes deverăo ser previamente tratados. Deveremos sempre que possível, imobilizar as articulaçőes acima e abaixo da fratura, através de talas. Para este tipo de imobilizaçăo, utilizar o material de que dispuser no momento como papelăo, tábua, varas de metal, estaca, jornal grosso dobrado, guarda-chuva e outros. Convęm acolchoar com algodăo, lă, trapos, etc, os pontos em que os ossos que estăo sob a pele tenham que entrar em contato com a tala. Deve-se fixar a tala em quatro pontos abaixo da articulaçăo, abaixo da fratura e acima da articulaçăo e acima da fratura. Uma maneira de imobilizaçăo em membro inferior é amarrar a perna quebrada na outra, tendo o cuidado de colocar entre ambas um lençol ou manta, dobrados. Em membro superior, uma vez colocado a tala, sustenta-se habitualmente o braço contra o corpo por meio de uma tipóia. Ao colocar uma tala, evite mover o membro fraturado, mas se for indispensável, a dor será menos intensa, se for movido o membro como um todo. Ponto importante é evitar que as bandagens, lenços, etc, com os quais se fixa a tala ao membro quebrado, estejam demasiadamente apertados, comprometendo, assim, a circulaçăo. Se as extremidades do membro fraturado apresentarem-se frias e arroxeadas, afrouxar imediatamente a bandagem. Luxaçăo A luxaçăo é um deslocamento repentino e duradouro, parcial ou completo, dos extremos da articulaçăo, produzido por uma violęncia exterior. Geralmente é causada por golpes indiretos, mas, as vezes, uma contraçăo muscular é suficiente para provocar a luxaçăo. As juntas mais atingidas săo o ombro, cotovelo, articulaçőes dos dedos e mandíbula. Na industria, a luxaçăo pode se dar em qualquer ramo de atividade, devido a um movimento brusco. 156
    • O indivíduo acometido por uma luxaçăo sente uma dor intensa, geralmente afetando todo o membro cuja junta foi atingida, apresenta diminuiçăo na força do membro atingido e inchaço pode aparecer uma deformaçăo na junta que sofreu a lesăo, quando comparada com a articulaçăo exposta. Pode ainda apresentar um encurtamento ou alongamento do membro afetado. Deve-se considerar que é quase impossível excluir a possibilidade de uma fratura e, por esta razăo o socorrista deve estar atento. O que fazer: 1º - imobilizar - o próprio acidentado faz a imobilizaçăo, procurando colocar a articulaçăo na posiçăo menos dolorosa; 2º - dar analgésico de seu conhecimento; 3º - procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de diagnostico e tratamentos precisos. Convulsăo É a perda súbita da conscięncia, acompanhada de contraçőes musculares bruscas e involuntárias. Como causas de convulsőes, podemos citar a febre muito alta, traumatismo na cabeça, intoxicaçőes, epilepsia e outras doenças. Na industria, podemos encontrar esta afecçăo em indivíduos de qualquer funçăo e tanto em pessoas com historia anterior de convulsăo, como o aparecimento do quadro pode dar-se já na condiçăo de empregados de empresas. De modo especifico, podemos encontrar empregados com convulsăo quando expostos a agentes químicos de poder convulsígeno, tais como os inseticidas clorados e o óxido de etileno. No ataque típico, o indivíduo perde a conscięncia, pode parecer que pára a sua respiraçăo e, ao mesmo tempo, seu corpo vai se tornando rígido. Aparecem movimentos incontrolados das pernas e braços. Pode-se notar a contraçăo do rosto ou corpo. Geralmente os movimentos incontrolados duram de 2 a 4 minutos, tornando-se, entăo, menos violentos e o paciente vai se recuperando gradativamente. Mas os acessos podem variar na sua gravidade e duraçăo. Depois da recuperaçăo do ataque há perda da memória, que se recupera mais tarde. O que fazer: 1 - cuidar para que a cabeça năo sofra traumatismos; 2 - acomodar o indivíduo 3 - retirar da boca pontes, dentaduras e eventuais detritos; 4 - afrouxar as roupas da vítima; 5 - virar o rosto para o lado, para evitar asfixia por ou secreçőes; vômitos; 157
    • 6 - colocar um lenço entre os seus dentes para evitar que morda a língua; 7 - deixá-lo em local espaçoso e sem objetos duros para năo se machucar; 8 - procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de diagnostico e tratamento precisos. Entorse A entorse é uma lesăo na articulaçăo, causada por uma violęncia indireta que conduz a um movimento além do limite normal da articulaçăo, produzindo, assim, uma distensăo dos ligamentos e da cápsula articular. As causas mais freqüentes da entorse săo violęncias como: puxőes ou rotaçőes, que forçam a articulaçăo. Na industria, a entorse pode ocorrer em qualquer ramo de atividade; As articulaçőes mais atingidas săo o tornozelo, punho, ombro e joelho. Após sofrer uma entorse, o indivíduo sente dor intensa ao redor da articulaçăo atingida, dificuldade de movimentaçăo, que poderá ser maior ou menor conforme a contraçăo muscular ao redor da lesăo. O que fazer: 1º - proteger a pele com óleo ou vaselina; 2º- aplicar, no local, frio intenso, como, por exemplo, bolsa de gelo, nas primeiras 24 horas, e a seguir, aplicar calor local; 3] - imobilizar a articulaçăo; 4º - procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de diagnostico e tratamento precisos. Ferimentos Toda a vez que um agente traumático, como faca, prego, ou um golpe forte, entra em contato com a pele, produzindo rotura, teremos a ocorręncia de um ferimento. Se houver lesăo apenas das camadas superficiais da pele, diremos que houve apenas uma escoriaçăo local porém, se o trauma rompe todas as camadas da pele, teremos uma ferida. Sempre que ocorrer um ferimento, haverá uma hemorragia, que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade, devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que, dependendo da quantidade, poderá ser fatal. 158
    • O ferimento é lesăo das mais freqüentes e, na industria, pode ocorrer pelos mais variados motivos, entre os quais batidas em ferramentas, maquinas, mesas, quedas, acontecendo também no trajeto residęncia-fábrica-residéncia. O que fazer: Em ferimentos leves, superficiais e com hemorragia moderada; 1 - lavar as măos com água e sabăo, antes de fazer o curativo; 2- lavar a parte atingida com água e sabăo, removendo do local eventuais sujeiras como terra, graxa, caco de vidro, etc.; 3 - colocar sobre o ferimento água oxigenada; 4 - passar um anti-séptico, e năo pastas, pomadas, óleos, pó secante; 5 -cobrir o local com gaze esterilizada e esparadrapo, năo deixando o ferimento descoberto; 6 - procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de tratamentos precisos. O que fazer em ferimentos, nos membros, profundos, extensos com hemorragia: 1 - estancar a hemorragia da seguinte maneira: Manter o membro atingido em elevaçăo e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo, até parar a hemorragia; Se a compressăo năo for suficiente para estancar a hemorragia, aplicar o torniquete, da seguinte maneira: Enrolar no membro uma tira de pano largo, aproximadamente 5cm, acima do ferimento (năo usar fios, barbantes ou corda em lugar do pano); Fazer um meio nó; Colocar um pedaço de madeira no meio nó; Completar o nó acima da madeira; Torcer a madeira até parar o sangramento, sem, no entanto, apertar demais; Desapertar o torniquete a cada 10 minutos. É importante marcar no relógio o início da compressăo, para saber quando desapertar; O torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos, quando notarmos que as extremidades dos dedos estăo arroxeadas ou frias. 159
    • 2 -lavar as măos com água e sabăo antes de fazer o curativo; 3 - lavar a parte atingida com água e sabăo, removendo do local eventuais sujeiras como terra, graxa, caco de vidro, etc.; 4 -colocar sobre o ferimento água oxigenada; 5-passar um anti-séptico e năo pastas, pomadas, óleos e pó secante; 6 - cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo; 7 - encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela necessidade de tratamento. Ferimentos com exposiçăo de órgăos internos. Num acidente, pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo. Quando isso acontece, através da ferida, podemos ver os órgăos internos como os músculos, tendőes, ossos, pulmőes, intestinos, etc. Devido ŕ extensăo do ferimento, os intestinos ou outros órgăos poderăo inclusive sair pela ferida. Săo casos muito graves e a tornada de primeiros socorros se faz urgente, assim como a chamada da assistęncia médica. O que fazer: 1 - retirar toda a roupa do acidentado, acalmando-o; 2 - lavar as măos antes de fazer o curativo; 3 - passar água oxigenada nas bordas da ferida, nunca tocando nos órgăos expostos; 4 - passar anti-séptico nas bordas da ferida, nunca tocando nos órgăos expostos; 5 - cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizada, molhadas com água oxigenada, sem, no entanto, tentar recolocar no lugar os órgăos expostos; 6 - prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo, apertar. Ferimentos na cabeça Numa queda, tombo, ou quando cai sobre a cabeça um objeto pesado, pode ocorrer ferimento do crânio, assim como uma hemorragia intensa. Năo acontecendo a hemorragia, 160
    • pode o acidentado ficar desmaiado ou simplesmente atordoado, formando no local do choque traumático um hematoma, também conhecido corno "galo". O que fazer: 1º - deitar a vítima de costas, sem travesseiro; 2º - afrouxar todas as roupas; 3º - ocorrendo a hemorragia, tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos, comprimindo bem o curativo. Intoxicaçőes e Envenenamentos Săo muito freqüentes, numa industria, os casos de envenenamentos e ou intoxicaçőes por substâncias químicas. Essas substancias podem ser de diversas naturezas, dependendo do tipo de empresa e do produto que produz ou utiliza. Os meios de intoxicaçăo săo: via oral, via respiratória e pele. A via oral é importante, em virtude do acidente provocado através dela ocorrer quase sempre acidentalmente. O hábito de fumar, lanchar ou tomar refeiçőes sem lavar as măos, portanto a falta de higiene, pode levar ao acidente. A via respiratória, quando se fala em intoxicaçőes industriais é a mais importante. O trabalhador exposto a agentes químicos acima de determinadas quantidades, sem o uso de equipamentos de proteçăo respiratória, poderá em pouco tempo intoxicar-se. Ocorre intoxicaçăo pela pele, quando alguns agentes penetram através das roupas, contaminando a pessoa. Para socorrer um acidentado, devemos seguir os seguintes cuidados: 1 - conhecer todas as substâncias químicas que săo utilizadas na empresa; 2 - conhecer os antídotos para essas substâncias; 3 - manter em estoque, na caixa de primeiros socorros, os antídotos recomendados para as substâncias químicas; 4 - verificar o prazo de validade desses medicamentos. Intoxicaçăo por via oral 1 - Substâncias ácidas: O que fazer: 1 - retirar o intoxicado do local de trabalho; 2 - se estiver consciente, dar de beber água em pequena quantidade, para diluir o ácido; dar leite de magnésia ou leite comum; 3 - pode-se dar suspensăo de giz (giz esmagado e diluído em água); 161
    • 4 - se estiver inconsciente, retirar todos os elementos que estăo dentro da boca, como dentaduras, restos de comida, saliva, vômitos, etc; 5 - prevenir que para o intoxicado năo tenha parada cárdio-respiratória. Acontecendo este evento, aplicar os métodos de respiraçăo artificial e massagem cardíaca. 2 - Intoxicaçăo por via respiratória O que fazer: 1 - retirar o acidentado do local de trabalho; 2 - verificar a respiraçăo da pessoa intoxicada; 3 - se tiver parada respiratória, iniciar imediatamente a respiraçăo artificial; 4 - se for recomendado, dar o antídoto adequado; 5 - dar de beber água fresca, e năo leite ou bebidas alcóolicas. 3 - Intoxicaçăo por pele. O que fazer: 1 - retirar o acidentado do ambiente de trabalho, levando-o a um lugar fresco e arejado; 2 - retirar toda a roupa do acidentado; 3 - lavar com bastante água o corpo; 4 - dar, por via oral, o antídoto recomendado, e năo leite ou bebidas alcoólicas. MANUAL DE PRIMEIROS SOCORROS Vítima Inconsciente A Primeira medida que devemos tomar diante de uma vítima que năo se comunica é verificar o grau de conscięncia. Para isto devemos saber se ela: Se comunica Responde ao toque Responde ŕ dor. Se a vítima está inconsciente, năo responde nem ao toque nem ŕ dor, devemos perceber se ela respira. Se a vítima está inconsciente e respirando, a musculatura fica relaxada e a língua pode "escorregar" para trás e impedir a passagem do ar; podem ocorrer vômitos ou eliminaçăo de mucosas. Para evitar que isto aconteça, devemos deixar a vítima na posiçăo "de bruços". Se a vítima está inconsciente e sem respiraçăo, devemos estendera cabeça dela para trás; se năo voltarem os movimentos respitatórios, inicie a Respiraçăo Artificial. 162
    • Primeiros Socorros - Convulsăo Conceito: É a perda súbita da conscięncia, acompanhada de contraçőes musculares bruscas e involuntárias. Acontece repentinamente. Causas: Pode ser causada por febre muito alta, epilepsia, traumatismo na cabeça e intoxicaçőes. Sintomas: A pessoa perde a conscięncia e cai no solo, agita todo o corpo, com batimentos na cabeça, braços e pernas, e a sua face fica com expressăo retorcida, como se estivesse fazendo expressőes faciais agressivas, com olhos revirados para cima e salivaçăo abundante. Após a convulsăo, a pessoa entra em sono profundo. Conduta: Evitar, se possível, a queda da vítima contra o chăo; Colocar um pano entre os dentes para que a vítima năo morda a língua; Năo se deve impedir os movimentos convulsivos; devemos afastar os objetos próximos para que ela năo se machuque, batendo contra eles; Afrouxar a roupa da vítima; Evitar estímulos como sacudidas, aspiraçăo de vinagre, álcool ou amoníaco; Năo ficar com medo da salivaçăo abundante. Ela năo é contagiosa; Durante a convulsăo, observar as partes do corpo que estăo apresentando movimentos convulsivos para relatar ao serviço de saúde. Quando as contrataçőes desaparecem acomode a vítima de forma confortável, orientando-a quanto ao tempo e espaço e confirmado se ela respira bem ; Encaminhar , em seguida , ŕ Assistęncia Qualificada. Hemorragia Conceito: Hemorragia é a perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sanguíneo, veia ou artéria, alterando o fluxo normal da circulaçăo. A Hemorragia abundante e năo controlada pode causar morte de 3 a 5 minutos. Classificaçăo: 1. Segundo o Local: Externa: Origem visível, o sangue verte para o exterior. Interna: quando se produz numa cavidade fechada. Ex: fígado, baço,etc. Mista: Interna no momento de produzir-se, e externa quando verte para o exterior. 163
    • 2. Segundo a espécie: Arteriais: Mais perigosas; o sangue é vermelho vivo e sai em jato forte, rápida e intermitentemente. Venosas: O sangue é mais vermelho-escuro, e sai de forma contínua e lentamente. Capilares: O sangue é de cor intermediária, e brota como pequenas gotas. Fatores que interferem e modificam o efeito de uma hemorragia. Idade: menor tolerada nas crianças e velhos. Sexo: menor tolerada nas mulheres. Estado de saúde anterior. Outros. O que fazer diante de uma Hemorragia? As providęncias que vocę deve tomar para estancar a hemorragia văo depender da parte do corpo emque ela se localiza. 1. Hemorragia Interna: Uma colisăo, um choque com objeto pesado pode acarretar ao trabalhador, muitas vezes, uma hemorragia interna. A hemorragia se traduz pelo rompimento de vasos internamente ou de órgăos importantes como o fígado ou o baço. Como năo vemos o sangramento, temos que prestar atençăo a lguns sinais externos, para podermos diagnosticar e encaminhar ao tratamento médico imediatamente e evitar o estado de choque. Verificar: Pulsaçăo: - Se o pulso está fraco e acelerado; Pele: - Se está fria, pálida e as mucosas dos olhos e da boca estăo brancas; Măos e dedos (extremidades): - Ficam arroxeados pela diminuiçăo da circulaçăo sanguínea. O que fazer: 1. Deitar o acidentado, com a cabeça num nível mais baixo que o do corpo, mantendo-o o mais imóvel possível.; 2. Colocar uma bolsa de gelo ou compressas frias no local do trauma; 3. Tranquilizar o acidentado se ele estiver consciente; 4. Suspender a ingestăo de líquidos; 5. Observar rigorosamente a vítimapara evitar parada cardíaca e respiratória; 6. Providenciar auxílio médico. 2. Hemorragia Externa: Nos membros Superiores (Braços) e Inferiores (Pernas): Săo casos que vocę encontra com facilidade. Acidentes que podem acontecer a qualquer momento quando lidamos com materiais cortantes ou mesmo quando se leva um tombo e há sangramento na ferida. 164
    • O que fazer: 1. Deitar a vítima imediatamente; 2. Levante o braço ou a perna ferida e deixe assim o maior tempo possível; 3. Coloque sobre a ferida um curativo de gaze ou pano limpo e pressione; 4. Amarre um pano ou atadura por cima do curativo; 5. Se continuar sangrando, fazer compressăo na artéria mais próxima da regiăo; 6. Providenciar auxílio médico. Ao cesar a hemorragia, evitar os movimentos da parte afetada. 3. Hemorragia Nasal – De todas as hemorragias que podem acontecer, esta é a mais comum em crianças ou adultos; causada pelo rompimento dos vasos sanguíneos do nariz devido a esforços físicos, excesso de sol, trabalhos expostos a altas temperaturas, diminuiçăo de pressăo atmosférica, saídas briscas de câmaras pneumáticas de submersăo, ou ainda em conseqüęncia de algumas doenças, o que requer uma investigaçăo imediata. O que fazer? 1. Tranquilizar a vítima; 2. Afrouxar a roupa que esteja comprimindo o pescoço e o tórax da vítima; 3. Sentar a vítima em local fresco, verificando o pulso (se estiver cheio e forte, deixar sair uma certa quantidade de sangue); 4. Comprimir a narina sangrante com os dedos (5 a 10 minutos); 5. Usar um chumaço de algodăo tampando a narina sangrante; 6. Colocar compressa de pano frio ou bolsa ed gelo no nariz, testa e nuca; 7. Se năo cessou desta forma, encaminhar a vítima imediatamente ao médico. Intoxicaçăo Vivemos diariamente cercados por substâncias tóxicas, seja no ambiente de trabalho, como no caso dos Farmacęuticos, ou no nosso lar, onde existem produtos variados: desinfetantes, inseticidas, tintas, água sanitária, remédios, etc., e trabalhamos com elas diariamente. Saiba que todas podem causar sérias intoxicaçőes , pois: "Qualquer substância pode ser tóxica, dependendo da dose e maneira de usá-la”. Vias de penetraçăo: Boca: ingestăo de qualquer tipo de substância tóxica, química ou natural. Pele: contato direto com plantas de substâncias químicas tóxicas. Vias respiratórias: aspiraçăo de vapores ou gases emanados de substâncias tóxicas. Contaminaçăo dos olhos: Por contato com substâncias tóxicas ou naturais. 165
    • Sinais e Sintomas: Os sinais e sintomas normalmente variam conforme a substância tóxica e via de penetraçăo. Porém, de maneira geral podemos observar: Sinais evidentes na boca ou na pele de que a vítima tenha mastigado, engolido, aspirado ou contato com substâncias químicas ou naturais (medicamentos, plantas, etc.); Hálito com odor estranho, no caso de ingestăo ou inalaçăo de um tóxico; Modificaçăo na coloraçăo dos lábios e exterior da boca; Dor, sensaçăo de queimaçăo na boca, garganta ou estômago; Sonolęncia, confusăo mental, torpor; Delírios, alucinaçőes e estado de coma ; Lesőes na pele, queimaduras intensas com limites bem nítidos; Depressăo respiratória. Intoxicaçăo por Plantas Conceito: Plantas tóxicas săo encontradas em todos os lugares: quintais, terrenos baldios e dentro de casa. Quando colocadas na boca ou manipuladas podem ser perigosas, principalmente para as crianças. Os efeitos das plantas variam com as diferentes espécies, sendo comum náuseas, vômitos, diarréia e desidrataçăo. PREVENÇĂO: 1. Mantenha longe do alcance das crianças. 2. Ensine as crianças que năo se colocam plantas na boca. 3. Conheça as plantas que tem em casa e arredores pelo nome e características. 4. Năo use remédios caseiros feitos de plantas sem orientaçăo médica. 5. Năo coma plantas desconhecidas. Lembre-se de que há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta. 6. Retire da boca o que resta da planta, cuidadosamente. 7. Enxágüe a boca com água corrente abundante. 8. Faça ingerir água, leite, clara de ovo. 9. Examine a língua e a garganta para verificar a irritaçăo causada. 10. Procure um Médico. 11. Guarde a planta para posterior identifica 166
    • TABELA Nome: Partes Tóxicas Tóxico / Efeito Característico Oxalato de Cálcio Comigo Ninguém Pode Látex Dor em queimaçăo Copo de Leite Folhas Irritaçăo de mucosas Antúrio Caule Edema Náuseas e Vômitos Toxalbumina Vômitos Pinhăo de Purga Sementes Cólicas Mamona Diarréia sanguinolenta Insuficięncia Renal Alcalóides Pele quente e seca Saia Branca Toda Planta Agitaçăo Figueira do Inferno Alucinaçăo Rubor de face Glicosídio Cianogęnico: Vômitos Cólicas Mandioca Brava Entrecasca da raiz Sonolęncia Convulsőes / Coma Asfixia Espirradeira Glicosídeo Cardiotóxico: Toda Planta Chapéu de Napoleăo Vômitos , Diarréia , Alteraçőes cardíacas Látex Irritante: Coroa de Cristo Salivaçăo Látex Estrela de Cadete Leiteira Vômitos Queimaduras Parada Cardio-Respiratória Vários săo os acidentes que provocam uma parada da respiraçăo: asfixia, afogamento, intoxicaçăo por medicamentos e monóxido de carbono, sufocamento, choque elétrico. Se as funçőes respiratórias năo forem restabelecidas dentro de 3 a 5 minutos, as atividades cerebrais cessarăo totalmente ocasionando a morte. Assim sendo, a manutençăo da oxigenaçăo dos tecidos ŕ custa da respiraçăo artificial tem possibilitado a recuperaçăo de muitas pessoas. Alguns sinais de que houve parada respiratória săo a ausęncia de respiraçăo (expansăo do tórax) e a dilataçăo das pupilas. 167
    • O que fazer? 1. Afastar a causa ou a vítima da causa, se for necessário; 2. Verificar nível de conscięncia; 3. Retirar da vítima a dentadura, pontes, restos de alimentos; 4. Abrir e manter desobstruída a passagem de ar; 5. Iniciar imediatamente a Respiraçăo Artificial (boca a boca): Levantar a nuca da vítima com uma das măos e com outra inclinar a cabeça para trás ficando a ponta do queixo voltada para cima. Tampar as narinas da vítima com o polegar e o indicador, e abrir completamente a boca da vítima. Encher bem os pulmőes e colocar a sua boca sobre a da vítima, sem deixar nenhuma abertura, assoprando com força até perceber que o tórax da vítima está se elevando. Iniciar novamente a operaçăo, repetindo-a de 12 a 18 vezes por minuto, uniformemente e sem interrupçăo. Encaminhar a vítima para um Pronto-Socorro, mas continuar a técnica durante todo percurso. Se năo houver pulsaçăo efetuar ao mesmo tempo a massagem cardíaca. Respiraçăo Boca a Nariz É usada quando a vítima sofreu fratura de mandíbula , cortes (com Hemorragia) na boca, ou quando năo se consegue abrir sua boca. Levantar a nuca da vítima com uma das măos e com a outra, inclinar a cabeça para trás, ficando a ponta do queixo para cima. Apertar o maxilares para evitar a saída de ar pela boca. Colocar sua boca em contato com as narinas da vítima e soprar com força. Afastar a boca. Abrir a boca da vítima o quanto puder e observar o esvaziamento natural dos pulmőes. Recomeçar a operaçăo e prosseguir num ritmo de 12 a 18 vezes por minuto. Encaminhar a vítima para um Pronto Socorro e continuar a técnica no percurso. Parada Cárdio - Respiratória: Parada cardíaca é a cessaçăo repentina dos batimentos cardíacos. Nos ambientes de trabalho onde se encontram trabalhadores expostos a determinados agentes químicos, como monóxido de carbono, defensivos agrícolas, etc. há o perigo de ocorrer a parada cardíaca. Também pode estar presente no infarto do coraçăo, em choques elétricos, intoxicaçőes, acidentes graves e outros. Sinais de que houve parada cardíaca: Pulso Ausente; Insuficięncia Respiratória; Dilataçăo nas pupilas dos olhos; Perda da Conscięncia; Cianose (Coloraçăo arroxeada da pele e lábios); Ausęncia de batimentos cardíacos. 168
    • O que fazer: Colocar a vítima deitada de costas em uma superfície rígida; Apoiar a metade inferior da palma da măo no terço inferior do osso esterno e colocar a outra măo por cima da primeira (os dedos e o restante da palma da măo devem encostar- se ao tórax da vítima); Esticar os braços e comprimir verticalmente o tórax do acidentado; Fazer regularmente compressőes curtas e fortes (cerca de 60 por minuto); Concomitantemente, associar a respiraçăo artificial, seguindo um ritmo de cinco compressőes para cada respiraçăo aplicada. Técnica de massagem Cardíaca Nos casos de parada cardíaca e respiratória iniciar a reanimaçăo cardiopulmonar - massagem cardíaca e respiraçăo artificial.Se tiver apenas um socorrista, este deverá aplicar após cada 15 compressőes cardíacas, 2 insuflaçőes de ar boca a boca, alternadamente, até que chegue outra pessoa para auxiliá-lo ou até que a vítima se reanime. Nos casos em que houver dois socorristas, fazer 5 compressőes cardíacas, e uma insuflaçăo de ar boca a boca, alternadamente até que seja providenciado assistęncia médica ou até que a vítima se reanime. ATENÇĂO: Este é o socorro mais urgente e importante que vocę deverá aplicar para salvar uma pessoa. PICADAS DE PEÇONHENTOS Săo muito comuns envenenamentos causados por picada de animais peçonhentos, facilmente encontrados em qualquer parte do Brasil, como escorpiőes, aranhas e serpentes. Esses animais inoculam ativamente sua peçonha no homem, que produz sintomas que variam segundo a espécie, quantidade de veneno injetado, condiçőes de nutriçăo, peso e altura. Caracterizaçăo de Animais Peçonhentos 1. Escorpiőes Os acidentes com escorpiőes săo pouco freqüentes. Os escorpiőes săo pouco agressivos e tęm hábitos noturnos. Encontra-se em pilhas de madeiras, cercas, tijolos, cupinzeiros. Sapatos e botas săo ótimos esconderijos. O veneno escorpiônico ataca o sistema nervoso (neuro-tóxico). É um veneno potente e pode provocar a morte de indivíduos subnutridos e de pequeno porte, como é o caso das crianças. Sinais e Sintomas: 169
    • Nos casos graves, há fortes dores no local da picada, com tendęncia a se espalhar para regiőes vizinhas; A temperatura do corpo cai, e o suor torna-se excessivo; Aumento da pressăo, enjôo e vômitos. Há risco de vida nas primeiras 24 horas, principalmente em crianças. 2. Aranhas Este é um animal tăo comumente encontrado que nem mesmo nos damos conta do perigo que ele pode representar. Isto acontece porque nem todas as aranhas representam perigo de vida. Os tipos que representam maiores prigos săo: Aranha Marron – Loxosceles Armadeiras - Phoneutria - 75% de incidęncia de acidentes; Tarântulas - Lycosa; Conduta frente a picadas de Aranhas e Escorpiőes: Evitar que o paciente se movimente muito; Năo fazer torniquete no membro acidentado; Aplicar compressas frias (10 a 15 şC) nas primeiras horas; Aplicar respiraçăo artificial, caso a pessoa năo estiver espirando bem. Encaminhar ao serviço médico. 3.Serpentes O grau de toxicidade da picada depende da potęncia, quantidade de veneno injetado e do tamanho da pessoa atingida. No Brasil, a maioria dos acidentes ofídicos é devida a serpentes dos gęneros Botrópico, Crotálico e Elapídico. a) Sinais e Sintomas Botrópicos: (Urutu, Jararaca, Jararacuçu) - Fortes dores no local, inchaço, vermelhidăo ou arroxeamento e aparecimento de bolhas. O sangue torna-se de difícil coagulaçăo e pode- se observar hemorragia no local da picada, bem como na gengiva; Crotálico (Cascavel): Quase năo se vę o sinal da picada,e também há pouco inchaço no local. Alguma hora após o acidente se observa a dificuldade que o paciente tem de abrir os olhos, acompanhada de visăo "dupla" (vę os objetos duplicados). O paciente fica com "cara de bębado". Outro sinal é o escurecimento da urina, após 6 e 12 horas da picada, caracterizando pela cor de coca-cola. Responsável por 9% dos acidentes. Elapídico (Corais): Pequena reaçăo no local da picada. Poucas horas após, ocorre a "visăo dupla", associada ŕ queda das pálpebras; a vítima também fica com "cara de bębada". Outro sinal é a falta de ar, que pode, em poucas horas, causar a morte do paciente. Responsável por 1% dos acidentes. 170
    • b) Conduta em Casos de Picadas de Serpentes: (de qualquer tipo) - Lembre-se: "A vida do acidentado depende primordialmente da rapidez com que se fizer o tratamento pelo soro”. Trazer, se possível, a serpente causadora do acidente; Năo fazer torniquete; Dirigir-se urgentemente a um serviço médico; O acidentado năo deve locomover-se pelos próprios meios, principalmente se picado no menbro inferior. Sempre há uma maneira de transpotá-lo. Năo perca tempo em fazer tratamento local, o tempo é precioso. c) Orientaçăo de prevençăo contra animais peçonhentos: Năo trabalhar ou andar descalço em jardins. Năo mexer em buracos no chăo ou em paredes; Olhar bem para o chăo ou em paredes; Olhar bem para o chăo quando estiver caminhando. Ter cuidado com montes de folhas ou cupim seco, e com mato; Lugares onde aparecem muitos roedores (ratos) săo os melhores para as cobras se alimentarem; Mantenha jardim e quintais limpos; năo deixe perto de casa restos de materiais de construçăo. Apresentar slides (10)-Picadas de animais peçonhentos TRAUMATISMO MUSCULO-ESQUELÉTICO 1. Entorse Conceito: É uma lesăo que ocorre quando se ultrapassa o limite normal de movimento de uma articulaçăo. Normalmente, ocasiona um distensăo dos ligamentos e da cápsula articular. Sinais e Sintomas: Dor intensa ao redor da articulaçăo; Dificuldade de movimentaçăo em graus variáveis; Pode haver sangramentos internos. Aplicar frio intenso no local (bolsa de gelo, toalhas frias, etc.). Năo fazer massagens ou aplicaçőes quentes (apenas 24 horas após o entorse.). Imobilizar a articulaçăo atingida e năo movimentá-la; Procurar um serviço de saúde para avaliaçăo e tratamento adequados. 2. Contusăo 171
    • Conceito: É o resultado de um forte impacto na superfície do corpo. Pode causar uma lesăo nos tecidos moles da superfície, nos músculos ou em cápsulas ou ligamentos articulares. Algumas vezes a lesăo é profunda , tornando difícil determinar a sua extensăo. Sinais e Sintomas: Coloraçăo roxa da pele.(Hematoma) Dor na área de contato. Conduta: Aplicar gelo no local imediatamente. Năo massagear ou aplicar calor (apenas 24 horas após a contusăo); Procurar um serviço de Saúde para avaliaçăo e tratamento adequado. 3. Luxaçăo Conceito: É o deslocamento de um osso da articulaçăo, geralmente acompanhado de uma grave lesăo de ligamentos articulares. Isso resulta no posicionamento anormal dos dois ossos da articulaçăo. A luxaçăo pode ser total ou parcial (os dois ossos da articulaçăo ainda permanecem em contato). Sinais e Sintomas: Deformidade e movimento anormal da articulaçăo; Cavidade entre as superfícies articulares; Dor intensa; Sangramento intenso; Conduta: Cuidadosamente colocar os dois ossos numa posiçăo de conforto que permita a imobilizaçăo e o transporte com o mínimo de dor. A articulaçăo só deve ser recolocada no lugar por profissionais médicos; Năo fazer massagem ou aplicaçăo de calor; Procurar imediatamente um Serviço de Saúde para avaliaçăo e tratamento adequado. 4. Fratura Conceito: É o rompimento total ou parcial de qualquer osso. Classificaçăo: Quanto ŕ relaçăo do osso como o meio externo: 1. Fechada: Quando a pele năo é rompida pelo osso quebrado; 2. Aberta ou Exposta: Quando o osso atravessa a pele e fica exposto. A possibilidade de infecçăo neste tipo de fratura é muito grande, e deve ser observada com atençăo. Quanto ŕ extensăo da fratura: 1. Completa: Abrange toda a espessura do osso; 172
    • 2. Incompleta: Abrange parte da espessura do osso. Sinais e Sintomas: Dor intensa no local e que aumenta ao menor movimento; Inchaço no local; Crepitaçăo ao movimentar (som parecido com o amassar de um papel); Hematoma (rompimento de vaso, com acúmulo de sangue no local); Paralisia por lesăo de nervos. Conduta: Năo tentar colocar o osso no lugar, pois isto poderá causar complicaçőes. Colocar os ossos numa posiçăo mais próxima do natural, lentamente, junto ao corpo; Só movimentar o segmento do corpo fraturado após sua imobilizaçăo. Esta pode ser feita com um pedaço de madeira, cabo de vassoura, guarda-chuva, jornal enrolado ou outro material estável. Deve-se imobilizar as articulaçőes acima e abaixo do local fraturado; Evitar limpar qualquer ferida; qualquer movimento desnecessário poderá causar complicaçőes (exposiçăo da fratura, corte de vasos ou ligamentos, etc.); Aplicar gelo para reduzir a inflamaçăo; Procurar um Serviço de Saúde para avaliaçăo e tratamento adequados. IMPORTANTE: Se existe dúvida se o osso está ou năo quebrado, agir como se realmente houvesse um fratura e imobilizar. 5. Fraturas na Coluna Vertebral A Coluna Vertebral é feita de vários ossos pequenos (vértebras), empilhados uns sobre os outros. Num canal interno passam os nervos (medula) que levam e trazem mensagens do cérebro para o restante do organismo, para que se realizem todas as atividades do corpo humano (respiraçăo, movimentaçăo, etc.). Uma fratura da coluna vertebral pode causar lesőes na medula , levando a danos irreversíveis ou năo ŕ saúde da pessoa (exemplo: paralisia das pernas). Sinais e Sintomas: Dor nas costas ou pescoço; Formigamento de parte do corpo, geralmente nas pernas; Dificuldade ou impossibilidade de movimento, ou de sentir alguma parte do corpo (geralmente as pernas); Conduta: Năo deixar a vítima se movimentar, ou năo tentar remover a pessoa do local sem ajuda; Imobilizar a pessoa (sem movimentá-la bruscamente) completamente de tal forma que ao levá-lo a um Serviço de Saúde NĂO haja movimento da coluna ou da cabeça. 173
    • Queimadura Conceito: Queimaduras săo ferimentos produzidos nos tecidos pela açăo de agentes: Físicos (Frio, Calor) Ex: Eletricidade, raios solares, fogo, vapores, etc. Químicos (Produtos Corrosivos) Ex: Ácidos ou Bases Fortes. Classificaçăo: 1.Quanto ŕ profundidade: Primeiro Grau: Quando a lesăo é superficial, provocando apenas o vermelhidăo da pele, sem formar bolhas. Geralmente ocorre muita dor pela irritaçăo das terminaçőes nervosas da pele. Segundo Grau: Quando a lesăo é mais profunda, provocando a formaçăo de bolhas. Terceiro Grau: Quando a pele é destruída e săo atingidos músculos e ou órgăos internos do corpo. 3. Quanto ŕ extensăo: As queimaduras săo classificadas quanto ŕ área do corpo atingida. Quando a área afetada é maior que a da palma da măo, a vítima deve receber assistęncia qualificada depois que lhe forem prestados os primeiros socorros. Conduta: Retirar a pessoa do contato com a causa da queimadura. Exemplos: Agentes Químicos: Lavar a área queimada com bastante água, retirando a roupa se ainda contiver alguma substância. Fogo: Apagar de forma adequada (extintor apropriado, areia, água ou outro). Pode-se abafar com cobertor ou rolar o acidentado no chăo. Năo correr. Verificar se a respiraçăo, o batimento cardíaco e o nível de conscięncia estăo normais. Se năo proceder ao atendimento conforme explicaçăo anterior. Aliviar ou reduzir a dor e prevenir a infecçăo: Mergulhar a área afetada em água limpa ou em água corrente até aliviar a dor. Năo romper as bolhas ou retirar roupas queimadas que estiverem aderidas a pele. Se as bolhas estiverem rompidas, năo colocar em contato com a água. Năo aplicar pomadas, líquidos, cremes e outras substâncias sobre a queimadura. Estas podem complicar o tratamento e necessitam de indicaçăo médica. Se a pessoa estiver consciente e sentir sede, deve ser-lhe dada toda a água que deseja beber, lentamente e com cuidado. Encaminhar logo ŕ assistęncia de saúde, para avaliaçăo e tratamento. 174
    • CHOQUE ELÉTRICO Acidentes com eletricidade oferecem perigo também a quem presta socorro. Năo deixe ninguém se aproximar. Lembre-se: nunca tente soltar alguém preso a um fio de alta tensăo. A primeira coisa a se fazer é desligar a corrente elétrica . Se isto năo for possível, separe a vítima do contato usando algum material que seja mal condutor de eletricidade : Madeira, couro, pano ou borracha, sempre seco e resistentes . Se a pessoa năo estiver respirando aplique a respiraçăo artificial . Se constatar a parada cardíaca , inicie a massagem cardíaca . Obs : Năo pare a reanimaçăo cardio respiratória ( massagem cardíaca e respiraçăo artificial ) ,até que a vítima seja conduzida para um serviço de emergęncia , mesmo durante o transporte , 03 a 05 minutos sem oxigenaçăo, pode ser fatal para a vítima . Choques elétricos podem provocar queimaduras com vários graus de intensidade. Elas devem ser lavadas delicadamente com água fervida fria, cuidando-se para năo deslocar a pele queimada . Năo retire coágulos para năo provocar hemorragia. Quando o local atingido for um membro, imobilize-o. Se a vítima estiver consciente e com sede, molhe seus lábios e língua com compressas úmidas . Orientaçăo Final Procure permanecer o mais calmo possível em uma situaçăo de emergęncia; Seja ágil, mas năo apavore, năo perca a lucidez. Correria sem raciocínio pode ser fatal para a vítima. Pense somente nos atos necessários para resolver a situaçăo conduza a vítima para um serviço médico o mais rápido possível. FONTE: Saúde Ocupacional e Primeiros Socorros - CSS/CECOM – UNICAMP 175
    • Parada Cardíaca - Massagem Cardíaca A parada cardíaca é a interrupçăo do funcionamento do coraçăo, pode ser constatada quando năo se percebe os batimentos do mesmo (ao encostar o ouvido na regiăo anterior do tórax da vítima), năo se puder palpar o pulso e ainda quando houver dilataçăo das pupilas (menina dos olhos ). O indivíduo acometido apresenta palidez, ausęncia de pulsaçăo tanto nos membros como no pescoço, dilataçăo das pupilas, inconscięncia e aparęncia de estar morto. Geralmente apresenta, concomitante mente, parada da respiraçăo. A parada cardíaca pode ser causada por infarto do miocárdio (coraçăo), choque elétrico, intoxicaçăo medicamentosa, monóxido de carbono, defensivos agrícolas e outros, casos de hipersensibilidade do organismo a certos medicamentos, acidentes graves e afogamentos. No ambiente de trabalho deve-se dedicar especial atençăo aos trabalhos com monóxido de carbono, defensivos agrícolas especialmente organofosforados, e trabalhos em eletricidade embora o infarto do miocárdio ou um acidente grave possa ocorrer nas mais variadas situaçőes, inclusive no trajeto residęncia-fábrica-residęncia. O que fazer: 1º - colocar a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura; 2º -se a vítima for adulta, dar dois a tręs longos golpes no peito, na parte inferior; 3º -logo a seguir, apoiar a metade inferior da palma de uma măo nesse local e colocar a outra măo por cima da primeira. Os dedos e o restante da palma da măo năo devem encostar-se ao tórax da vítima; 4 º - esticar os braços e comprimir verticalmente o tórax da vítima; 5º - fazer regularmente compressőes curtas e fortes, cerca de 60 por minuto; 6º - concomítantemente, associar a respiraçăo artificial, seguindo um ritmo de cinco compressőes para uma respiraçăo aplicada (vide capítulo - Respiraçăo Artificial); 7º - continuar a massagem cardíaca até que a vítima chegue ŕ presença de um médico. 176
    • Primeiros Socorros vítima de choque elétrico As chances de salvamento da vítima de choque elétrico diminuem com o passar de alguns minutos, pesquisas realizadas apresentam as chances de salvamento em funçăo do número de minutos decorridos do choque aparentemente mortal, pela análise da tabela abaixo esperar a chegada da assistęncia médica para socorrer a vítima é o mesmo que assumir a sua morte, entăo năo se deve esperar o caminho é a aplicaçăo de técnicas de primeiros socorros por pessoa que esteja nas proximidades.O ser humano que esteja com parada respiratório e cardíaca passa a ter morte cerebral dentro de 4 minutos, por isso é necessário que o profissional que trabalha com eletricidade deve estar apto a prestar os primeiros socorros a acidentados, especialmente através de técnicas de reanimaçăo cádio-respiratória. Tempo após o choque p/ iniciar respiraçăo artificial Chances de reanimaçăo da vítima 1 minuto 95 % 2 minutos 90 % 3 minutos 75 % 4 minutos 50 % 5 minutos 25 % 6 minutos 1% 8 minutos 0,5 % Método da respiraçăo artificial "Hoger e Nielsen", para reanimaçăo de vítimas de choque elétrico. A respiraçăo artificial é empregada em todos os casos em que a respiraçăo natural é interrompida. O método de "Holger e Nielsen"consiste em um conjunto de manobras mecânicas por meio das quais o ar , em certo e determinado ritmo, é forçado a entrar e sair alternadamente dos pulmőes. As instruçőes gerais referentes ŕ aplicaçăo desse método săo as seguintes : Antes de tocar o corpo da vítima, procure livra la da corrente elétrica, com a máxima segurança possível e a máxima rapidez, nunca use as măos ou qualquer objeto metálico ou molhado para interromper um circuito ou afastar um fio. Năo mova a vítima mais do que o necessário a sua segurança. Antes de aplicar o método, examine a vítima para verificar se respira, em caso negativo, inicie a respiraçăo artificial. Quanto mais rapidamente for socorrida a vítima, maior será a probabilidade de ęxito no salvamento. Chame imediatamente um médico e alguém que possa auxilia lo nas demais tarefas, sem prejuízo da respiraçăo artificial, bem como, para possibilitar o revezamento de operadores.Procure abrir e examinar a boca da vítima ao ser iniciada a respiraçăo artificial, afim de retirar possíveis objetos estranhos (dentadura, palito, alimentos, etc.), examina também narinas e garganta. 177
    • Desenrole a língua caso esteja enrolada, em caso de haver dificuldade em abrir a boca da vítima, năo perca tempo, inicie o método imediatamente e deixe essa tarefa a cargo de outra pessoa. Desaperte punhos, cinta, colarinho, ou quaisquer peças de roupas que por acaso apertem o pescoço, peito e abdome da vítima. Agasalhe a vítima, a fim de aquece la, outra pessoa deve cuidar dessa tarefa de modo a năo prejudicar a aplicaçăo da respiraçăo artificial. Năo faça qualquer interrupçăo por menor que seja, na aplicaçăo da respiraçăo artificial. Năo faça qualquer interrupçăo por menor que seja, na aplicaçăo do método, mesmo no caso de se tornar necessário o transporte da vítima a aplicaçăo deve continuar. Năo distraia sua atençăo com outros auxílios suplementares que a vitima necessita, enquanto estiver aplicando o método, outras pessoas devem ocupar se deles. O tempo de aplicaçăo é indeterminado, podendo atingir 5 horas ou mais, enquanto houver calor no corpo da vítima e sta năo apresentar rigidez cadavérica há possibilidade de salvamento. O revezamento de pessoas, durante a aplicaçăo deve ser feito de modo a năo alterar o ritmo da respiraçăo artificial. Ao ter reinício a respiraçăo natural, sintonize o ritmo da respiraçăo artificial com a natural. Depois de recuperada a vítima, mantenha a em repouso e agasalhada, năo permitindo que se levante ou se sente, mesmo que para isso precise usar força, năo lhe de beber, a fim de evitar que se engasgue, após a recuperaçăo total da vítima, pode dar lhe entăo café ou chá quente. Năo aplique injeçăo alguma, até que a vítima respire normalmente. Este caso aplica se em qualquer caso de colapso respiratório, como no caso de pessoas intoxicadas por gases venenosos ou que sofram afogamentos. Na maioria dos casos de acidente por choque elétrico, a MORTE é apenas APARENTE, por isso socorra a vítima rapidamente sem perda de tempo. Método da salvamento artificial "Hoger e Nielsen", para reanimaçăo de vítimas de choque elétrico. 1-Deite a vítima de bruços com a cabeça voltada para um dos lados e a face apoiada sobre uma das măos tendo o cuidado de manter a boca da vítima sempre livre. 2-Ajoelhe se junto ŕ cabeça da vítima e coloque as palmas das măos exatamente nas costas abaixo dos ombros com os polegares se tocando ligeiramente. 3-Em seguida lentamente transfira o peso do seu corpo para os braços esticados, até que estes fiquem em posiçăo vertical, exercendo pressăo firme sobre i tórax. 4-Deite o corpo para trás, deixando as măos escorregarem pelos braços da vítima até um pouco acima dos seus cotovelos; segure os com firmeza e continue jogando o corpo para trás, levante os braços da vítima até que sinta resistęncia: abaixe os entăo até a posiçăo inicial, completando o ciclo, repita a operaçăo no ritmo de 10 a 12 vezes por minuto. Método da respiraçăo artificial Boca - a – Boca 1. Deite a vítima de costas com os braços estendidos. 2. Restabeleça a respiraçăo: coloque a măo na nuca do acidentados e a outra na testa, incline a cabeça da vítima para trás. 3. Com o polegar e o indicador aperte o nariz, para evitar a saída do ar. 4. Encha os pulmőes de ar. 5. Cubra a boca da vítima com a sua boca, năo deixando o ar sair. 6. Sopre até ver o peito erguer se. 7. Solte as narinas e afaste os seus lábios da boca da vítima para sair o ar. 178
    • 8. Repita esta operaçăo, a razăo de 13 a 16 vezes por minuto. 9. Continue aplicando este método até que a vítima respire por si mesma. Aplicada a respiraçăo artificial pelo espaço aproximado de 1 minuto, sem que a vítima dę sinais de vida, poderá tratar se de um caso de Parada cardíaca. Para verificar se houve Parada Cardíaca, existem 2 processos : 1. Pressione levemente com as pontas dos dedos indicador e médio a carótida, quase localizada no pescoço, junto ao pomo de Adăo ( Gogó ). 2. Levante a pálpebra de um dos olhos da vítima, de a pupila (menina dos olhos) se contrair, é sinal que o coraçăo está funcionando, caso contrario, se a pupila permanecer dilatada, isto é, sem reaçăo, é sinal de que houve uma parada cardíaca. Ocorrendo a Parada Cardíaca: Deve se aplicar sem perda de tempo, a respiraçăo artificial e a massagem cardíaca, conjugadas. 1. Esta massagem deve ser aplicada sobre o coraçăo, que esta localizado no centro do Tórax entre o externo e a coluna vertical. 2. Colocar as 2 măos sobrepostas na metade inferior do externo, como indica a figura. 3. Pressionar, com suficiente vigor, para fazer abaixar o centro do Tórax, de 3 a 4 cm, somente uma parte da măo deve fazer pressăo, os dedos devem ficar levantados do Tórax. 4. Repetir a operaçăo : 15 massagens cardíacas e 2 respiraçőes artificiais, até a chegada do socorro mais especializado. QUEIMADURAS Queimadura é toda e qualquer lesăo ocasionada pela açăo do calor sobre o corpo do trabalhador. Elas podem ser originadas por agentes químicos, térmicos e elétricos. Temos como exemplos: Contato com metais incandescentes; Contato direto com fogo; Vapores quentes ou líquidos ferventes; Substancias química como ácido em geral, soda cáustica, etc; Por contato elétrico; Por radiaçőes infravermelhas e ultravioletas emanadas por raios solares, aparelhos de laboratório e nas proximidades dos fornos industriais. Verificamos, de acordo com os agentes citados, que a sua ocorręncia na industria se dá potencialmente em qualquer atividade, variando em funçăo das condiçőes inseguras associadas ou năo com atos inseguros. 179
    • Classificaçăo das queimaduras 1 - Quanto ŕ profundidade: 1º grau - quando a lesăo é superficial, provocando apenas a vermelhidăo da pele, sem formar bolhas 2º grau - quando provoca a formaçăo de bolhas e apresenta restos da pele queimada soltos. 3º grau - além da formaçăo de bolhas, atinge os músculos e a camada interna do corpo. 2 - Quanto ŕ extensăo É a mais importante e se baseia na área do corpo queimada. Quanto maior a extensăo da queimadura, maior é o risco que corre o trabalhador. Uma queimadura de 1ş grau, que abranja uma vasta extensăo, será considerada de muita gravidade. Procedimento em queimaduras A - AGENTES QUÍMICOS Retirar a roupa do acidentado, pois o resto da substância química pode causar danos enquanto estiver em contato com a pele. Em seguida, lavar a área queimada com bastante água fria. B - FOGO, METAIS INCANDESCENTES, LÍQUIDOS FERVENTES E VAPORES. Apagar o fogo, utilizando água ou extintor apropriado, tomando-se cuidado para năo atingir os olhos. Pode-se abafar com cobertor ou rolar o acidentado no chăo. No caso de metais incandescentes, líquidos ferventes e vapores, afastar o acidentado desses agentes. Retirar a roupa do acidentado e lavar o ferimento com água fria. C - ELETRICIDADE Tirar a vítima do contato elétrico, com toda a precauçăo necessária, desligando-se a energia. D - POR RADIAÇŐES INFRAVERMELHA E ULTRAVIOLETA Afastar o acidentado da fonte de calor radiante. E - O USO DE POMADAS, LÍQUIDOS E CREMES Existem várias modalidades de pomadas, líquidos e cremes para queimaduras. Elas poderăo ser utilizadas, mas somente em queimaduras de 1º grau. Nas de 2º e 3º graus, estăo formalmente contra-indicadas. 180
    • O que fazer: 1º - retirar a roupa do acidentado, com cuidado. Se necessário usar uma tesoura para cortá-la; 2º - lavar a área queimada com água fria ou soro fisiológico (se houver), do centro para fora, com cuidado, para năo perfurar as bolhas; 3º - dar um analgésico para combater a dor; 4º - dar de beber água, se a vítima estiver consciente; 5º - cobrir, e sem tocar com as măos, a regiăo com gaze esterilizada, umedecida com água oxigenada; 6° - pincelar anti-séptico ao redor da queimadura e năo na área da queimada; 7° - encaminhar logo ŕ assistęncia medica, para tratamento. RCR Básica Adulto As informaçőes fornecidas aqui NĂO devem substituir o treinamento prático com manequim, mas apenas servir de revisăo. Parada cardio respiratória (PCR) é a cessaçăo da atividade mecânica cardíaca confirmada por ausęncia de pulso central, inconscięncia e apnéia.Estudos mostram que, com pessoas treinadas, pode-se alcançar um índice de 40% de reanimaçőes bem sucedidas. Estima-se que haja 70.000 mortes súbitas por ano no Brasil, das quais 40%, ou perto de 30.000, com probabilidade de serem recuperáveis por manobras de Reanimaçăo Cardio respiratória (RCR) A primeira alternativa para prevenir essas mortes seria a reduçăo dos principais fatores de risco: tabagismo, hipertensăo, hipercolesterolemia, sedentarismo, obesidade e estresse, restando a RCR como último recurso. Medidas básicas de RCR em adultos-ABC 1-Confirmaçăo da Inconscięncia: o socorrista deve colocar-se ao lado da víti-ma e sacudi-la pelos ombros para chamá-la; 2-Chamada por Socorro: se a vítima está inconsciente, deve-se pedir socorro ŕs pessoas próximas para que ativem um sistema de emergęncia avançado (Brigada Militar, Anjos da Guarda ou outros); 3-Posicionamento da Vítima: coloca-se a vítima em decúbito dorsal sobre uma superfície plana e dura com a cabeça no mesmo plano do tórax; 4-(A) Abertura de Via Aérea: na maioria dos indivíduos inconscientes o relaxamento da musculatura da língua obstrui a via aérea. Deve-se, entăo, com uma măo na testa pressionar a cabeça para trás, enquanto que os dedos indicador e médio da outra măo tracionam a parte óssea do queixo para cima; 5 - Verificaçăo da Ventilaçăo: o socorrista deve entăo colocar seu rosto próximo da via aérea da vítima para tentar sentir e ouvir sua respiraçăo, observando se há movimento torácico; 6 - (B) Boca a Boca: se a vítima năo estiver ventilando, deve-se utilizar o método boca a boca. Os dedos polegar e indicador da măo que está sobre a testa devem fechar as narinas para evitar escape de ar. Entăo o socorrista inspira, coloca seus lábios ao redor dos lábios da vítima e expira ar suficiente para expan-dir a caixa torácica desta. Faz-se essa manobra duas vezes, durando, cada uma, de 1,5 a 2 segundos; 181
    • 7 - Verificaçăo do Pulso: após duas ventilaçőes verifica-se o pulso. Para isso desliza-se os dedos da cartilagem tireóide até a borda medial do músculo esternocleidomastóideo para palpar o pulso carotídeo. Se presente, repete-se uma ventilaçăo a cada 5 segundos; 8 - (C) Compressăo Torácica Externa: na ausęncia de pulso carotídeo se iniciam as manobras de compressăo torácica externa. O reanimador deve colocar a eminęncia tenar e hipotenar da măo dois dedos acima do apęndice xifóide do esterno. Uma măo é colocada sobre o dorso da outra, de forma que elas fiquem paralelas, deixando-se os dedos estendidos ou entrelaçados para que năo toquem no tórax. Com os braços estendidos e perpendiculares ao corpo da vítima, o reanimador deve deixar que que seu próprio peso comprima o tórax, movendo-o 4 a 5 cm. A compressăo é aliviada sem retirar as măos do tórax, para que a caixa torácica encha-se de sangue. O tempo de compressăo é igual ao de descompressăo. A cada 15 compressőes faz-se 2 ventilaçőes (15: 2) quando houver somente um socorrista, ou 5 compressőes e 1 ventilaçăo (5:1) no caso de dois socorristas; 9-Após o primeiro minuto de ventilaçăo-compressăo faz-se uma pausa de 5 segundos para verificar se há retorno de pulso espontâneo. Năo havendo pulso, volta-se a realizar as manobras básicas de RCR. Se houver retorno do pulso e da ventilaçăo, a vítima deve ser colocada na posiçăo de recuperaçăo (na ausęncia de suspeita de trauma cervical). Deve-se iniciar as manobras básicas de RCR em um indivíduo sempre que for constada parada cardio respiratória, independente de quando esta ocorreu. O prognóstico da vítima, no entanto, é melhor se as manobras básicas forem iniciadas em até 4 minutos e as manobras avançadas em até 8 minutos após a parada. Dificilmente, a vítima será reanimada com manobras básicas, servido estas para manter a vítima viva até a chegada do socorro especializado, que ralizará as manobras avançadas de RCR. As manobras só podem ser interrompidas quando a vítima retomar a ventilaçăo e os batimentos cardíacos espontaneamente, ao chegar uma pessoa mais habilitada que assuma a responsabilidade do atendimento ŕ vítima ou com a exaustăo total do socorrista. Sempre que for prestar socorro a uma vítima de acidente ou mal súbito, o socorrista deverá estar atento e obedecer os passos a seguir: Mantenha-se calmo e evite o pânico. Certifique-se de que há condiçőes seguras o bastante para atendimento pré-hospitalar, sem risco para o socorrista e a vítima. Faça uma avaliaçăo primária da vítima e dę prioridade aos casos mais graves, como: hemorragia abundante, inconscięncia, parada cárdio-respiratória, choque e envenenamento. Vocę pode agravar o estado da vítima com manobras intempestivas. Năo abandone a vítima para procurar socorro. Năo dę líquidos ou mesmo produtos para inalaçăo. Năo tracione membros ou faça movimentos bruscos com a vítima. Garanta as funçőes vitais do acidentado (respiraçăo e circulaçăo). Só remova a vítima se puder manter as funçőes vitais (respiraçăo e circulaçăo). Mantenha a vítima em posiçăo confortável e aquecida. O atendimento deve ser feito preferencialmente no solo. Transporte a vítima para o hospital mantendo as funçőes vitais. Após qualquer atendimento de emergęncia, a vítima deve ser encaminhada para um atendimento médico especializado. Preste informaçăo correta ao hospital sobre os procedimentos realizados, bem como, se possível, sobre os dados de saúde da vítima que vocę saiba (hipertensăo, diabetes, hemofilia, epilepsia, gravidez, asma etc.). 182