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Apresentado na Conferência Sul Amerciana 2006

Apresentado na Conferência Sul Amerciana 2006

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  • 1. MATERIAL E MÉTODOS RESULTADOS E DISCUSSÃO COMPARAÇÃO ENTRE A OCORRÊNCIA DE CEPAS DE ESCHERICHIA COLI PATOGÊNICAS EM DIFERENTES REGIÕES DO MUNICÍPIO DE NITERÓI/RJ. MANTILLA Samira Pirola Santos [1] ; PINHEIRO, Isabel Meschesi [2] ; GOUVÊA, Raquel [2] ; FRANCO, Robson Maia [3] ; XAVIER, Marta Maria Braga Baptista Soares [1] ; SANTOS, Érica Barbosa [4] [1] Mestranda do Curso de Higiene Veterinária e Processamento Tecnológico de Produtos de Origem Animal da Universidade Federal Fluminense (UFF). [2] Aluna de Graduação de Veterinária da UFF [3] Docente do Departamento de Tecnologia de Alimentos da UFF [4] Aluna de Pós-Graduação do curso de Irradiação de Alimentos da UFF INTRODUÇÃO Escherichia coli é a espécie predominante entre os diversos microrganismos anaeróbios facultativos que fazem parte da microbiota intestinal de animais de sangue quente. O significado da sua presença nos alimentos deve ser avaliado sob dois ângulos: indica contaminação microbiana de origem fecal e, portanto condições higiênicas insatisfatórias; e o outro aspecto a ser considerado é que diversas linhagens são comprovadamente patogênicas para o Homem e os animais (1). Com base nos fatores de virulência, manifestações clínicas, epidemiologia e sorotipagem, as cepas de E. coli consideradas patogênicas são agrupadas em cinco classes: EPEC ( E. coli enteropatogênica clássica), EIEC ( E. coli enteroinvasora), ETEC ( E. coli enterotoxigênica), EHEC ( E. coli entero-hemorrágica) e EAggEC ( E. coli enteroagregativa) , sendo que a E. coli patogênica pode ser diferenciada das variedades não patogênicas através da imunologia e de outros métodos incluindo a sorotipagem essencial para os estudos epidemiológicos (2). Foram analisadas 46 de carne bovina, onde o corte selecionado foi o acém, sendo 23 moídas e 23 inteiras, adquiridas em estabelecimentos comercias de diferentes Regiões do município de Niterói – RJ (Região Oceânica, Santa Rosa e Icaraí). Para o isolamento e identificação de cepas E.coli patogênicas (EIEC, ETEC, EPEC, EAEC) foi utilizada a metodologia descrita por (3) onde foram utilizados os meios de enriquecimento Caldo Cérebro Coração e Caldo Triptona Fosfato, incubados a 44,5 °C; os meios de plaqueamento agar Mac Conkey lactose, agar EMB e agar Salmonella Shigella ; O isolamento e identificação de E.coli O157:H7 (EHEC) foi baseado na metodologia descrita por (4), onde o meio de enriquecimento usado foi o caldo Lauril Sulfato, e os meio de plaqueamento o agar E.coli O157:H7 e agar Mac Conkey Sorbitol. Na bioquímica, usaram-se os meios agar Mili e agar EPM. Os cultivos foram sorotipados (5) para verificação de E. coli pertencentes ao grupo EPEC. Em todas as amostras foi encontrada E. coli patogênica independente do tipo de amostra analisada, mostrando que a moagem não aumentou qualitativamente (ausência ou presença) de E. coli neste tipo de alimento. Em relação à sorologia das cepas isoladas no experimento, confirmou-se a contaminação, de todas as amostras de acém analisadas, por E. coli patogênicas pertencentes às seguintes classes: EPEC A, EPEC B, EPEC C, EIEC A e EIEC B. O quadro abaixo relaciona o percentual de cepas isoladas em cada Região. Referências Bibliográficas Em países subdesenvolvidos, principalmente em zonas tropicais, EPEC está entre os principais agentes enteropatogênicos, em especial na diarréia dos recém-nascidos e lactentes, com índices de mortalidade bastante altos. A EIEC acomete mais comumente adultos e alguns estudos apontam surtos relacionados a ingestão de alimentos e/ou água contaminados, entretanto, acredita-se que a via de transmissão mais comum seja o contato interpessoal (1,2).Os resultados desta pesquisa estão de acordo com a afirmação dos autores acima, visto que a classe EPEC foi a mais isolada nas amostras de carne, e em menor proporção foram isoladas cepas da classe EIEC. 1. FRANCO, B.D.G.M. & LANDGRAF, M. Microrganismos Patogênicos de Importância em Alimentos. In: Microbiologia dos Alimentos. São Paulo: Atheneu, 1996. cap.4.p. 33 –82. 2. TRABULSI, L.R & TOLEDO, M.R.F. Escherichia. In: TRABULSI,L.R. Microbiologia. 2ed. Rio de Janeiro, São Paulo: Atheneu, 1989. 386p. cap.26, p.149-155. 3. MEHLMAN, I.J; LOVETTI, J. Enteropatogenic E. coli. IN: Bacteriological Analytical Manual 4Th ed. Food and Drug Administration. Virginia. US. 1984.p.6-01. 4. MERCK. Microbiology Manual Cultura Media . Dormstadt, Germany, 405p. ,1996. 5. EWING, W. H. Edward’s; Ewing’s Identification of Enterobacteriaceae . 4th ed., Elsevier Science Publishers, New York, p.93-134, 1986. 0 EIEC 3,54 1,77 EIEC A EIEC B 14,4 EPEC A 13,27 EPEC C 19,0 EPEC C 32,74 EPEC A 66.6 EPEC B 48,67 EPEC B Santa Rosa, Icaraí e Ingá (% de cepas isoladas) Região Oceânica (% de cepas isoladas)