Estagio apresenta sa-2012_share

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  • 1. Ana Carina Ferrão Rute CanasLicenciatura em Educação Básica / 3º Ano / Turma N
  • 2. “Quando a Rute e a Carinachegaram à nossa sala,disseram-nos coisas sobreJornais.”Ao chegar à Sala Amarela da EB1/JI de S. Miguel, foi nossa intenção criar oportunidades para falar,interagir, aprender, negociar, resolver problemas, clarificar situações ou significados e aceder aoconhecimento. Essas eram as nossas “ideias principais”. Um projeto sobre “O Jornal”, integrado nadinâmica que explorámos em fase de observação na Sala Amarela, foi o projeto que nos cativou (e àscrianças!)…
  • 3. “Também descobrimos muitascoisas: os jornais têm notícias equem faz as notícias são osjornalistas. Os jornais tambémtêm fotografias. Quem tira asfotografias são os fotógrafos. Osjornais também têm poesia epublicidade.”Foi nosso intuito proporcionar experiências importantes para aprender o valor da conversa naconstrução de saberes, porque, através da modelização linguística de processos e procedimentosoperativos (“construir o jornal”, “escolher o nome”, observar os exemplos propostos”) o educadorajuda a criança a tornar-se mais competente e mais confiante nas suas capacidades linguística,cognitivas e de produção expressiva.
  • 4. “Elas mostraram-nos muitosjornais e nós vimos que osjornais tinham título na primeirapágina e tinham os títulos dasnotícias. Nós decidimos fazer aprimeira página de um jornal edemos-lhe um nome.”Ao vivenciar todas as etapas de produção de um Jornal, as crianças assumiram uma postura dojornalista que observa, reflete e expressa o Mundo. Desta forma, aprendendo a aprender,potenciámos espaços em que as crianças foram mais que sujeitos no processo de ensino–aprendizagem: foram agentes sociais dispostos a cultivar novos valores.
  • 5. “Fizemos uma votação eescolhemos o nome “OMoinho”, porque há muitosmoinhos na Enxara do Bispo.”Esta atividade potenciou e desenvolveu o pensamento reflexivo e criativo das crianças, bem comopromoveu a participação democrática e a consciencialização de si e do outro como elementos de umgrupo. Assim constroem a sua autonomia. Criam-se condições para que a criança possa investigar epartilhar o conhecimento através de processos cooperativos de aprendizagem.
  • 6. “Fizemos a técnica do berlinde,deixámos secar e fomos fazermoinhos de vento com papel dejornal. E também fizemoschapéus com jornal”A Arte é um elemento indispensável no desenvolvimento social, pessoal e cultural da criança. Aopotenciar espaços de produção e expressão artística, articulamos imaginação, razão e emoção. Aoexpressarmos a compreensão de um fenómeno através da Arte, temos novas perspetivas,densidades e formas de ver o ambiente e a sociedade em que se vive. A vivência artística influenciao modo como se aprende, como se comunica e como se interpretam os significados do quotidiano.
  • 7. “Construímos a nossa 1ª página”Desenvolver um projeto implica a organização, a seriação, a classificação. A comunicação adquiriuum papel fundamental na partilha do que se aprendeu a descobrir: a troca de saberes, o saber–fazere os momentos de partilha incentivaram e valorizaram o esforço de cada criança para transmitir oque aprendeu, contribuindo, dessa forma, para a construção do objetivo comum.
  • 8. “Depois fomos ser jornalistas efotógrafos do nosso jornal.Fomos fazer as notícias sobre anossa escola e sobre o quefazemos na nossa sala etambém ajudar a Rute e aCarina a tirar fotografias e afazer poesia.”Da discussão rica acerca do jornal – Para que servem? Quem escreve as noticias? Quem tira asfotografias? Quem faz a poesia? Resulta um percurso de construção de conceptualização do modoescrito. A exploração do espaço (próximo e afastado), a organização lógica do conhecimento e a suaexperimentação devolve envolvimento aos aprendentes e integração curricular e intencionalidadeeducativa aos docentes…
  • 9. “No outro dia a Carina e a Rute ensinaram-nos muitos jogos no polidesportivo, com jornais. O Jogo do Super-Homem era segurar os jornais nas costas sem deixar cair e fingir que estávamos a voar. Outro jogo era pôr a folha do jornal na cabeça e andar sem segurar e sem ela cair. Outro jogo era saltar por cima de uma folha que estava no chão, de mão dada com um par.”Através dos jogos proporcionamos às crianças experiências significativas nos domínios dapsicomotricidade, no desenvolvimento pessoal e social, no conhecimento de si e do outro, do espaçoque a rodeia…A conceção da motricidade infantil está associada ao sucesso educativo e ao direito da criança aambientes educativos que lhe proporcionem oportunidades de se desenvolver plenamente.
  • 10. “Estivemos a colar as notícias e as fotografias na primeira página do nosso jornal. No final demos o nosso jornal à Carina e à Rute para elas levarem para a escola e mostrarem à professora delas.”A “produção” de um “resultado esperado”, palpável, exequível, é também o espaço de avaliação e dedevolução de avaliação útil à criança e ao educador. É através da “divulgação” do conhecimentoadquirido que a criança exprime o modelo de compreensão e as competências adquiridas ao longo daparticipação e envolvimento na tarefa.
  • 11. Ana Carina Ferrão Rute CanasLicenciatura em Educação Básica / 3º Ano / Turma N