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Estrutura da vegetação e composição florística em fragmentos de floresta estacional decidual sobre afloramento de rocha calcária na Serra do Cipó - MG

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  • 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS – UNIMONTES CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS - CCH DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS CURSO DE GEOGRAFIA THAMYRES SABRINA GONÇALVES ESTRUTURA DA VEGETAÇÃO E COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA EM FRAGMENTOS DE FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL SOBRE AFLORAMENTO DE ROCHA CALCÁRIA NA SERRA DO CIPÓ - MG MONTES CLAROS – MG 2013 1
  • 2. UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS – UNIMONTES CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS - CCH DEPARTAMENTO DE GEOCIÊNCIAS CURSO DE GEOGRAFIA THAMYRES SABRINA GONÇALVES ESTRUTURA DA VEGETAÇÃO E COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA EM FRAGMENTOS DE FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL SOBRE AFLORAMENTO DE ROCHA CALCÁRIA NA SERRA DO CIPÓ - MG Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Montes Claros como requisito para obtenção do título de Bacharel em Geografia. Orientadora: Profa. Dra. Maria das Dores Magalhães Veloso MONTES CLAROS – MG 2013 2
  • 3. Thamyres Sabrina Gonçalves ESTRUTURA DA VEGETAÇÃO E COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA EM FRAGMENTOS DE FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL SOBRE AFLORAMENTO DE ROCHA CALCÁRIA NA SERRA DO CIPÓ - MG Aprovada em: 10 de Dezembro de 2013. BANCA EXAMINADORA Prof. Dr. Expedito José Ferreira Prof. Ms. Ronaldo Alves Belém _________________________ __________________________ Profª. Drª. Maria das Dores Magalhães Veloso ____________________________________________________________ (Orientadora) 3
  • 4. DEDICATÓRIA Dedico este trabalho a tanta gente que nem sei por onde começar... Então vamos lá: Dedico essa pesquisa, todas as pesquisas que eu fizer na vida, dedico minha graduação, minha formação e principalmente minha atuação profissional: A todos os que a cada dia me inspiram a caminhar, foi por vocês que segui esse caminho e abri cada trilha nessa estrada, aos meus amigos, tão queridos! Os de perto e os de longe, vocês foram meu maior porto seguro todos esses anos, meus tios, primos, ancestrais, africanos e indígenas, minha vovozinha veiiinha, a minha linda mãe espiritual que ocupa agora alguma outra dimensão do espaço, Maria das Dores Martins, e a tantas outras mães e pais que eu tenho por ai, aos meus irmãos, de sangue, de alma, de estrada, aos meus mestres, da universidade, da escola, da vida e do mato, aos povos do sertão! Esse trabalho foi feito com o que de melhor existe em mim, o amor pelos processos da natureza, das plantas, dos bichos, do solo, enquanto aprendiz desse processo tão maravilhoso de aquisição de conhecimentos que é a vida, ao menos foi o que tentei. Noites e noites sem dormir, dias e dias isolada do mundo tentando entender os mistérios dessa natureza, tão linda, tão equilibrada, tão complexa! Valeu a pena cada segundo. Dedico todos esses momentos a vocês que os tornaram possíveis pra mim. Eu já to com o pé nessa estrada... Qualquer dia a gente se vê... Sei que nada será como antes... (Milton Nascimento) 4
  • 5. AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar agradeço ao criador das Matas Secas, e de todas as florestas do mundo a oportunidade de poder sentir essa energia maravilhosa emanada por essas matas, de ouvir o canto desses pássaros e dessas cigarras, isso sem dúvidas deve ter me tornado alguém melhor, por poder sentir a riqueza do solo, hoje eu posso reconhecer e compreender muita coisa que eu jamais saberia se não fosse o contato tão íntimo com a natureza, hoje eu vejo que nós seres humanos somos muito mais animais do que pensamos, e muito menos inteligentes do que deveríamos. Agradeço aos meus colegas de curso: Lara, Iana, Geslaine e principalmente Ludmilla Oliva, vou sentir saudades, espero que não saiam da minha vida nunca, do meu coração é certo que não sairão. Aos que não deram conta de acompanhar agradeço também foi valiosa cada cerveja que tomamos juntas Jéssica, Débora, Kamila. Aos meus professores: Cássio Alexandre, Gildete Fonseca, Iara França, Marcos Esdras, Expedito Ferreira, Ronaldo Belém, Anete Marília, Janete Zuba foi um prazer inenarrável ser aluna de vocês! Aos professores dos quais não tive a oportunidade de ser aluna, mas que me ensinaram talvez até mais do que eu tenha aprendido dentro da sala de aula: Felisa Anaya, Magda Macedo, Carlos Dayrel, Joba Costa, Yule Roberta. Muito obrigada aos aprendizados que tive com esses bons geógrafos que eu conheci nesses quatro anos: Gabriel Veloso, Leonardo Ferreira, Jefferson Lopes, Mariana Farias, Roney Soares, Pedro Maia, Wellington Vasconcelos, Midiane Scarabelli e a outros não geógrafos a quem muito agradeço por toda amizade: Juliana Rocha e Daniel Dias. Aos amigos da era aquariana: José Carlos, Sabrina Tarline, Lilliany Caetano, que, mesmo quando de longe dão um brilho especial na minha vida seja me incentivando, ouvindo minhas lamentações, suportando comigo os dias de tédio, ou morrendo de rir das coisas ao longo das muitas madrugadas ao telefone, o sol não teria o mesmo brilho sem a existência de vocês, amo vocês! Agradeço ao Neto Lousada pelo grande companheirismo, muito obrigada por tudo meu querido. Agradeço aos meus parceiros, colegas, amigos e irmãos do Laboratório de Ecologia e Propagação Vegetal onde eu praticamente morei durante a graduação, vou sentir saudade de vocês, muito obrigada pela companhia, pelas nossas alegrias, brincadeiras, pelo sofrimento compartilhado nos dias de campo. Jefferson você é a alegria da minha vida, o que seria de tantos problemas sem um palhaço ao meu lado hablando spañol? Que a nossa amizade não se acabe seu louco! Rose Hellen, pessoinha meiga e complicada que aprendi a gostar, como é importante sermos pessoas diferentes, a Mata Seca com certeza 5
  • 6. nos ensinou muito, te agradeço por toda ajuda com as análises, com a discussão dos dados e com tudo mais que me ajudou. Nayara Mesquita Mota, como eu poderia me esquecer de você, Ná muito obrigada por insistir com seus bons conselhos mesmo sabendo que às vezes eu não os siga, por cada risada naquela linda Serra do Cipó, pela acolhida em Viçosa, pela sua amizade, pelo conhecimento compartilhado sobre as plantas. Sarinha obrigada pela convivência tão harmônica, você é um anjo, Saimo obrigada pela ajuda enorme com a coleta do solo e com alguns esclarecimentos às vezes necessários, a todos os que participaram das coletas no campo: Thaíse Bahia, Graciene Mota, André Quintino e a todos que ajudaram no laboratório: Antonielle, Josi, Nathalle, Hellen, Gabi, aos que eu esqueci obrigada também, Marcelo seu picareta obrigada por tentar me matar! Yule e Dora não tenho palavras para dizer o quanto sou grata a vocês duas por todo apoio, por todo incentivo, vocês são grandes exemplos de pessoa, de profissional, de caráter, de loucura de vez em quando (parcelas intermináveis) de quase tudo enfim, foi muito bom poder aprender com vocês. Aos taxonomistas anônimos que identificaram as espécies, vocês são muito úteis para a biodiversidade! Aos botânicos e taxonomistas que muito me ajudaram com as conversas por email, com as discussões sobre a ciência, sobre a taxonomia e sobre as plantas da Serra do Cipó e sobre a fitogeografia, um obrigada especial aos professores: Bernardo Gontijo, Alessandro Rappini e José Rubens Pirani pela atenção em responder meus emails. Ao Sisbiota pelo financiamento desse importante projeto, ao Conselho Nacional de Pesquisa pela bolsa de iniciação científica, aos meus alunos do Núcleo de Apoio para Promoção da Cidadania, a todos os alunos que eu tive na vida, mestre de fato é quem de repente aprende, ao Instituto Chico Mendes de Biodiversidade pelo alojamento aconchegante ao contrário do trailler lá nas Velózias onde um raio quase cai na minha cabeça. Aos amigos da espeleologia, por me mostrarem os apaixonantes mistérios das cavernas. Agradeço a toda minha família dos dois (ou mais) lados por tudo que já fizeram por mim durante a minha vida, não vou citar seus nomes, pois vocês são muitos e cada um me ajudou de alguma forma e a Rede Matas Secas por todo aprendizado que obtive ao fazer parte desse grupo de pesquisadores tão competentes e dedicados na conservação dessas lindas matas decíduas, nunca se esqueçam da Serra do Cipó. 6
  • 7. EPÍGRAFE Quando, enfim, o homem vier a conhecer toda a superfície do globo da qual se diz Senhor, e a expressão de Colombo- "El muundo és poco"- tiver se tornado verdade para nós, a grande obra geográfica não será mais percorrer as terras longínquas, mas estudar a fundo os detalhes da região em que vivemos: conhecer cada rio, cada montanha, mostrar o papel de cada parte do organismo terrestre na vida em conjunto. Os verdadeiros poetas da Terra mão são somente os escritores e os pintores, mas também os geógrafos que a descrevem (Eliseé Reclus). 7
  • 8. RESUMO: Na Serra do Espinhaço Meridional as fitofisionomias de floresta estacional decidual são bastante desconhecidas com relação a sua fitogeografia, sobretudo a composição florística dessas áreas, portanto é importante e necessário que sejam feitas pesquisas que possam auxiliar no conhecimento da flora existente nessas florestas. Neste trabalho foram avaliadas as mudanças na composição da flora e na estrutura da vegetação em três fragmentos de floresta estacional decidual sobre afloramentos rochosos de calcário na Serra do Cipó, situada na região central de Minas Gerais, ao longo do gradiente de sucessão ecológica, avaliando-se a composição florísticas nos estágios sucessionais inicial, intermediário e tardio. O objetivo foi inventariar as espécies da composição florística dos estratos arbóreo e regenerante e analisar os parâmetros estruturais da comunidade florestal, além de fazer uma caracterização e comparação das áreas estudas. Para amostragem foram inventariadas e identificadas todas as espécies arbustivas e arbóreas ocorrentes em 9 parcelas de 50m de comprimento e 20m de largura delimitadas como unidade amostral desse estudo. Também foram inventariadas as plantas lenhosas ocorrentes no estrato regenerante da vegetação. Foram identificas nos dois estratos amostrados, um total de 1222 indivíduos distribuídos entre 182 espécies. Os resultados mostram que a composição florística permite compreender como a vegetação se regenera no espaço e no tempo e quais os padrões e processos ecológicos definem a estrutura e composição da comunidade arbóreo-arbustiva nos enclaves florestais estudados. Palavras chave: Serra do Cipó, floresta estacional decidual, fitogeografia. 8
  • 9. ABSTRACT: The phytophysiognomies of deciduous forest in the southern Serra Espinhaço are quite unknown regarding its phytogeography, especially the floristic composition of these areas, therefore, research it is important and necessary aid in the understanding of the existing flora in these forests. In this work were assessed the changes in the floristic composition and structure of vegetation in three fragments of deciduous forest on limestone outcrops in the Serra of Cipo, located in the central region of Minas Gerais, along the gradient of ecological succession, assessing the floristic composition in the initial, intermediate and late successional stages. The goal was to inventory the floristic composition the species of woody and regenerating strata and analyze the structural parameters of the forest community, and characterize and comparison of the studied sites. For sampling were identified and inventoried every shrub and tree occurring on 9 tranches of 50m in length and 20m width defined as the sampling unit in this study. The occurring woody plants in stratum regenerating vegetation were also inventoried. A total of 1222 individuals distributed among 182 species were sampled in the two strata. The results show that the floristic composition allows us to understand how vegetation regenerates itself in space and time and the patterns and ecological processes the structure and composition of trees and shrubs in community forest enclaves studied. Keywords: Serra do Cipo, deciduous forest, phytogeography. 9
  • 10. LISTA DE FIGURAS Figura 1: Estágio inicial na área Cipó I...........................................................................29 Figura 2: Mata Seca em estágio intermediário na área Cipó I.........................................30 Figura 3: Estágio Tardio de Floresta Estacional Decidual no Morro da Pedreira...........31 Figura 4. A: Orientação geográfica do sentido das parcelas na direção norte-sul...........34 Figura 4. B: Delimitação do transecto de amostragem....................................................34 Figura 5: Marcação feita nas árvores amostradas...........................................................34 Figura 6: Metodologia de medição de CAP nas árvores amostradas..............................34 Figura 7: Mensuração da altura das árvores....................................................................35 Fig.8: Metodologia de amostragem do estrato regenerante: (a) DAS e (b) altura...........36 Figura 9. Proporção das espécies com origem dos domínios fitogeográficos.................42 Figura 10: Distribuição fitogeográfica das espécies do estrato regenerante....................54 10
  • 11. LISTA DE TABELAS Tabela 1: Pontos de GPS das áreas de FED na Serra do Cipó........................................32 Tabela 2: Média de Altura do dossel em cada estágio de sucessão ecológica................43 Tabela 3: Composição florística da FED na Serra do Cipó, distribuição da ocorrência nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga e espécies endêmicas..........................44 Tabela 4. Composição florística do estrato regenerante.................................................55 11
  • 12. LISTA DE MAPAS Mapa1. Distribuição geográfica das Matas Secas na escala global.................................19 Mapa2. Distribuição das Matas Secas no território brasileiro.........................................20 Mapa3. Localização do Parque Nacional da Serra do Cipó em relação à Cadeia do Espinhaço, biomas brasileiros e Bacias hidrográficas regionais.....................................21 Mapa4. Situação da Serra do Cipó com relação às áreas prioritárias para conservação 26 Mapa 5. Pontos amostrais na área de estudo da FED na Serra do Cipó..........................31 12
  • 13. LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS APA – Área de Proteção Ambiental CAP – Circunferência a altura do peito CONAMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente Cwb – Clima Temperado Úmido com Inverno Seco e Verão Moderadamente Quente DAS – Diâmetro a altura do solo FEDs – Florestas Estacionais Deciduais FTS – Florestas Tropicais Secas GPS – Sistema de Posicionamento Global (Global System Positionation) IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística SdEM – Serra do Espinhaço Meridional UC – Unidade de Conservação 13
  • 14. SUMÁRIO 1.0 INTRODUÇÃO........................................................................................................15 1.1 OBJETIVOS..............................................................................................................16 1.2 OBJETIVO GERAL..................................................................................................16 1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS....................................................................................16 1.4 HIPÓTESES..............................................................................................................16 1.5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA............................................................................17 1.6 METODOLOGIA......................................................................................................24 1.7 ÁREA DE ESTUDO.................................................................................................24 1.8 RESULTADOS E DISCUSSÃO...............................................................................37 1.9 ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA DA VEGETAÇÃO ARBÓREOARBUSTIVA..................................................................................................................38 2.0 A REGENERAÇÃO NATURAL.............................................................................46 2.1 COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA DO ESTRATO REGENERANTE.........................49 2.2 SUCESSÃO ECOLÓGICA.......................................................................................50 2.3 AGRUPAMENTOS ECOLÓGICOS POR GUILDAS DE COLONIZAÇÃO........52 2.4 SÍNDROME DE DISPERSÃO DAS ESPÉCIES.....................................................53 2.5 FITOGEOGRAFIA...................................................................................................53 2.6 SIMILARIDADE FLORÍSTICA ENTRE O ESTRATO REGENERANTE E A COMUNIDADE ARBÓREA..........................................................................................54 CONSIDERAÇÕES FINAIS..........................................................................................57 REFERÊNCIAS..............................................................................................................58 14
  • 15. 1.0 INTRODUÇÃO Conhecer a flora de uma região e os padrões que determinam à estrutura da vegetação é de suma importância para que se possa avançar na elaboração de planos de conservação que contemplem a tão necessária multidisciplinaridade já que esses padrões envolvem diferentes variáveis ambientais e edáficas (CAMARGOS et al, 2008). São diversos os fatores que influenciam na estruturação de uma comunidade arbórea (SANTOS et al 2012), dentre estes as interações bióticas e abióticas possuem grande relevância na ecologia de florestas estacionais deciduais (FED’s), sobretudo aquelas que ocorrem nas áreas de afloramentos rochosos de calcário (ESPÍRITO-SANTO et al, 2008). Conhecer a importância dessas interações é necessário para o entendimento da dinâmica ecológica das Matas Secas como são chamadas regionalmente essas florestas. De acordo com Maragon et al (2003) o conhecimento e o entendimento das complexas relações que envolvem as florestas tropicais devem iniciar-se pelo levantamento florístico. Levantamentos florísticos são fundamentais para o desenvolvimento de estudos ecológicos e evolutivos (BÜNGER, 2011). O conhecimento da flora tem auxiliado no entendimento dos padrões fitogeográficos das espécies e da organização espacial das comunidades vegetais (BÜNGER, 2011; GONZAGA, 2011; SILVA, 2011). As FED’s são pouco estudadas de um modo geral, sobretudo se comparadas às florestas de ambientes úmidos (ESPÍRITO-SANTO, 2006), apenas 14% dos estudos realizados em florestas tropicais foram feitos em ambientes secos, enquanto 86% foram realizados em regiões úmidas (SANCHEZ-AZOFEIFA et al. 2005). Desse modo existe uma carência de informações acerca dessas florestas, principalmente no que se refere aos processos de interação solo-planta. Além disso, a Cadeia do Espinhaço de modo geral apresenta grande necessidade de estudos que contemplem o conhecimento da biodiversidade existente ao longo de sua extensão, pois, muito se sabe sobre o arcabouço da paisagem e pouco se aprofundou acerca das influências dos elementos abióticos nos ecossistemas florestais existentes sobre as diversas formações de relevo que compõem a cadeia de montanhas da serra do espinhaço (GONTIJO, 2008). Mesmo localmente o conhecimento é fragmentado (MADEIRA et al, 2008). Além disso, existe uma grande demanda por estudos em FED’s devido à importância desse ecossistema e as fragilidades a que têm sido submetidas às florestas secas no Brasil (ZHOURI et al, 2008; ESPÍRITO-SANTO, 2008. Assim, conhecer as espécies que ocorrem na FED da Serra do Cipó tanto no 15
  • 16. estrato arbóreo como na regeneração natural e as características dos solos sobre o qual se desenvolvem em muito pode ajudar na conservação dessas FED’s no Brasil. As estratégias de conservação de um ambiente são elaboradas a partir dos conhecimentos que se tem a respeito da ecologia do lugar, isso pressupõe que aumentar o conhecimento acerca da biodiversidade e dos processos de regeneração natural nas florestas estacionais decíduas conduz ao aperfeiçoamento das estratégias de conservação desses ambientes. 1.1 OBJETIVOS 1.2 OBJETIVO GERAL Estudar como a vegetação de um fragmento de floresta estacional decidual se estrutura ao longo do processo de sucessão ecológica, analisando as mudanças na composição da flora arbórea ao longo desse processo. 1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS  Inventariar as espécies da comunidade arbórea adulta e regenerante em três fragmentos de Floresta Estacional Decidual sobre afloramento calcário na Serra do Cipó.  Estudar as mudanças na composição florística da comunidade arbórea ao longo do gradiente sucessional e as possíveis correlações com o ambiente.  Comparar os fragmentos de floresta entre as áreas estudadas. 1.4 HIPÓTESES 1. Ao longo da sucessão natural ocorrem mudanças graduais na composição florística que são direcionadas por alterações no hábitat ao longo do processo sucessional. 2. A amostragem e análise florística e fitossociológica da vegetação em cada estágio da sucessão ecológica proporcionam o entendimento dos padrões de estruturação da floresta ao longo do tempo e do espaço, além de fornecer subsídios ao planejamento das atividades de manejo da comunidade florestal. 16
  • 17. 1.5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Conhecidas como Florestas Estacionais Deciduais no campo da pesquisa, como Matas Secas na nomenclatura popular estas mesmas formações são definidas na escala global como Florestas Tropicais Secas (FTS) (ESPÍRITO-SANTO et al, 2006) e representam uma parcela importante da biota brasileira. A definição destas florestas é bastante ampla, referem-se de um modo geral às formações arbóreas que ocorrem em regiões com duas estações bem definidas, uma seca e outra chuvosa (MURPHY & LUGO, 1986; NASCIMENTO et al, 2004). Em relação aos aspectos pedológicos, a história da humanidade a partir da ciência do solo mostra que o desenvolvimento das sociedades se relaciona ao conhecimento do homem acerca dos diferentes tipos de solo, de modo que a fixação humana e o adensamento populacional se concentram em áreas de solos considerados mais ricos e férteis (LEPSCH, 2010). De encontro a essa concepção as áreas de FED’s constituem-se geralmente em zonas de intensa utilização humana de modo que as pressões antrópicas devastaram imensas áreas de vegetação nativa de FED’s (DRUMMOND et al., 2005). Evidências abundantes sugerem que as arvores das florestas tropicais podem ser especializadas a certos solos e condições climáticas (RICKLEFS, 2001) corroborando, portanto com a hipótese de que o solo é elemento definidor na composição florística e estrutura das FED’s, que estão entre as formações florestais mais ameaçadas de todos os ecossistemas de floresta tropical (JANZEN, 1988; BULLOCK et al, 1995, TROPIDRY, 2010). A vegetação das FED’s é tipicamente decídua, com perda das folhas superior a 50% na estação seca do ano, sabendo-se que os índices de deciduidade da floresta podem ser variáveis (ESPÍRITO-SANTO et al, 2006). Avaliando sobre a cobertura do dossel em fragmentos de FED na região central do Brasil, Nascimento et al (2007) constataram que mais de 90% das árvores perdem as folhas durante a estação seca do ano. O dossel pode atingir de 10 a 40m de altura a depender da profundidade do solo com árvores emergentes chegando a 30m (OLIVEIRA-FILHO, 2006; ESPÍRITOSANTO et al, 2006). A temperatura média anual é de 25ºC e a precipitação anual média varia entre 700 e 2000 mm, com pelo menos três ou mais meses secos por ano (SÁNCHEZ-AZOFEIFA et al., 2005), esses dados climáticos tem base na média global 17
  • 18. para as FTS (ESPÍRITO-SANTO et al, 2008). A distribuição sazonal da precipitação nas FED’s é tão importante quanto o volume total das chuvas (AYOADE, 2007) podendo influenciar nos processos de dispersão, germinação e estabelecimento de espécies (LIMA et al, 2008; LARCHER, 2000) o que consequentemente afeta a composição florística e estrutura da vegetação. Além disso, a quantidade de água disponível ás plantas depende diretamente das características que constituem o solo como textura e estrutura (SANTOS & CARLESSO, 2008) ainda de acordo com esses autores a interação solo-planta tende a ser mais intensa em ambientes com déficit hídrico, o que reforça a compreensão de que os aspectos pedológicos são definidores na composição das espécies que compõem a FED de modo que a correlação entre os atributos do solo e a regeneração natural da floresta pode inferir na caracterização da estrutura da comunidade. A formação dessas florestas secas ocorreu de forma extensa e contínua presumivelmente nos períodos mais secos e frios do pleistoceno (PENNINGTON et al. 2000), desse modo à origem das Matas Secas em áreas de transição entre o cerrado e a caatinga no Brasil está relacionada ao processo de expansão e retração de florestas durante o período quaternário (SILVA, 2010; RODRIGUES, 2009; AB’ SABER, 1977, 2003). Apesar do processo de formação ter acontecido continuamente em termos de expansão geográfica as FED’s tendem a ocorrer em manchas disjuntas na região neotropical (PENNINGTON et al, 2000), suas bordas são definidas principalmente pela variação nas características do solo (NASCIMENTO et al., 2004; SALIS et al. 2004). De acordo com Silva (2011) os fatores topografia e solo são os principais elementos de influencia na vegetação em áreas ecotonais, determinando, por exemplo, a dominância de algumas espécies. Comparando as diferenças estruturais e edáficas entre uma floresta estacional decídua e uma semidecídua na região oeste de Minas Gerais, Kilca et al (2009) verificaram que as espécies arbóreas dominantes em FED’s são especializadas a solos muitos férteis. No mundo inteiro, as FED’s estão distribuídas nas Américas do sul e central, África, Ásia e Oceania (MURPHY & LUGO, 1986). 18
  • 19. Mapa1. Distribuição geográfica das Matas Secas na escala global Fonte: modificado de ESPÍRITO-SANTO et al, 2006. No Brasil, são encontradas principalmente na região central e nordeste do país (SALIS et al. 2004; TABARELLI, 2006; SEVILHA et al, 2004) e cobrem 6, 02% do território brasileiro (EMBRAPA, 2011; ESPÍRITO-SANTO et al, 2008). Apesar de estarem geograficamente concentradas nas regiões nordeste e sudeste do Brasil as FED’s ocorrem mesmo que em pequenos fragmentos em todos os biomas brasileiros. 19
  • 20. Mapa2. Distribuição das Matas Secas no território brasileiro Fonte: ESPÍRITO-SANTO et al, 2008. Um mosaico de fitofisionomias é distribuído ao longo da Cadeia do Espinhaço de norte a sul dessa formação, pois a paisagem e a composição fitogeográfica sofrem influência dos domínios morfoclimáticos predominantes ao longo do conjunto de serras dessa unidade geomorfológica, que são o cerrado, a caatinga e a mata atlântica (KAMINO et al, 2008; ICMBIO, 2009; SANO et al, 2011, RIZZINI, 1997; FERNANDES, 2008). 20
  • 21. Mapa 3. Localização do Parque Nacional da Serra do Cipó em relação à Cadeia do Espinhaço, biomas brasileiros e Bacias Hidrográficas Retirado de: ICMBIO, 2009. A Serra do Espinhaço representa a formação geomorfológica do pré-cambriano, mais extensa e contínua do território brasileiro (ALMEIDA-ABREU & RENGER, 2002). Desde o século XIX tem atraído à atenção de pesquisadores de diversas áreas, á partir de então vários estudos foram publicados sobre a flora existente ao longo dessa região (GIULIETTI et al, 1987), entretanto poucos destes estudos tratam das FED’s. Toda a Cadeia do Espinhaço é constituída de soerguimentos intermitentes, que se repetiram em intervalos geológicos, provavelmente desde o paleozóico até os dias de hoje. Não há uniformidade nas rochas, nem em sua história geomórfica (KING, 1956; 21
  • 22. BARBERO, 2007). A geologia é um elemento definidor da composição litológica e geomorfológica, sobre a qual o clima atuou e atua no sentido de modelar seu relevo e definir sua hidrografia, influenciando na formação dos solos sobre os quais a biota vem se interagindo e condicionando-se mutuamente afetando no processo de distribuição das espécies (GONTIJO, 2008; TANSLEY, 1935; AB’SABER, 2003). Soma-se a isto a posição geográfica da Cadeia do Espinhaço, relativamente interiorizada em relação ao litoral brasileiro, numa distância curta o suficiente para sofrer os efeitos orográficos da penetração das massas de ar quentes e úmidas, tanto de leste como de oeste; e numa distância longa o suficiente para confinar as grandes formações abertas do sertão brasileiro cujas ecologias são marcadas pela sazonalidade em diversos graus de intensidade (GONTIJO, 2008). Nesse contexto as florestas da Serra do Espinhaço se distinguem na composição florística e estrutura da vegetação como resposta ás condições climáticas e geográficas de cada localidade podendo resultar na heterogeneidade de fitofisionomias em uma pequena escala espacial (HARLEY, 1995). Em meio a estas formações estão às manchas de floresta decídua nos afloramentos calcários da Serra do Cipó. A fitogeografia brasileira tem conduzido muitas discussões acerca da classificação da vegetação do Brasil (FERNANDES, 2008; RIZZINI, 1997; IBGE, 1992). De acordo com Júnior (2012) tal fato se deve ao surgimento de novas metodologias de classificação e ao acúmulo de conhecimentos. A floresta atlântica também conhecida como mata atlântica, representa a região florística que mais tem sido alvo de divergências quanto a sua classificação (JÚNIOR, 2012; ZHOURI et al, 2008; ROCHA & BARBOSA, 2012; RIBEIRO et al, 2009; ESPÍRITO-SANTO, 2010; TROPI-DRY, 2010). Com base na legislação ambiental regulamentada pelo decreto-lei nº 750 de 10 de fevereiro de 1993 e pela lei nº 11.428, de 22 de dezembro de 2006, conhecida como a lei da mata atlântica, considera-se a floresta estacional decidual como formação florestal integrante do bioma mata atlântica. A floresta estacional decidual sobre solos de origem calcária é considerada de importância singular, pois, apresenta flora e fisionomia própria, bem distinta de outras formações sobre outros tipos de solos. (PEDERSOLI & MARTINS, 1972; IVANUSKAS & RODRIGUES, 2000; KAMINO et al, 2008; RIZZINI, 1997). Os calcários são rochas sedimentares compostas, basicamente, por calcita (CaCO 3) 22
  • 23. (SAMPAIO & ALMEIDA, 2008) que devido á sua composição mineralógica são geralmente muito fraturadas, em função da fácil solubilidade da rocha causada pela dissolução provocada pela água que associada ás condições de temperatura e pressão no ambiente propicia a abertura de fendas nas rochas (DUNBAR & RODGERS, 1963; ROCHA, 2011) o que leva ao estabelecimento de espécies adaptadas a se desenvolverem sobre estas fendas, criando micro hábitats dentro das FED’s (GONZAGA, 2011; RODRIGUES & RIBEIRO, 2009; FERREIRA, 2011). Alguns estudos mostram que as fendas das rochas podem influenciar no microclima no que se refere à umidade relativa já que as estratificações podem atuar na retenção de umidade (ATINGEM et al, 2011; PILÓ & AULER, 2009). Compreender a composição mineral dessas rochas é importante para o entendimento das características do solo que se desenvolve sobre essas áreas de afloramentos rochosos (DUNBAR & RODGERS, 1963). Uma vez que os minerais componentes da rocha calcária podem influenciar a composição e também na estrutura e profundidade do solo (SHINZATO, 1998). O que afetará a composição florística e estrutura da vegetação (SKORUPA et al, 2012). A cobertura vegetal por sua vez também atua significativamente sobre as características do solo através da deposição de matéria orgânica, auxiliando na formação e manutenção da fertilidade dos solos das FED’s nas áreas de afloramentos de calcário (KÖNIG et al, 2002; CUNHA et al, 1993; HARDT, 2008). No estado de Minas Gerais as FED’s encontram-se distribuídas em sua maior parte dentro do bioma cerrado, existindo também fragmentos sobre o domínio da caatinga e em áreas de transição (PEDRALLI, 1997; SILVA, 2011). Assim, as fitofisionomias podem apresentar componentes da vegetação na qual estão inseridas, formando uma comunidade diferente em cada região (SCARIOT & SEVILHA, 2005). De acordo com Cavalcanti (2011) o potencial da diversidade biológica em áreas de afloramentos de calcário se expande nas zonas de ecótonos. Em Minas Gerais há uma presença significativa das FED’s, que nos últimos dois séculos, foram reduzidas a pequenos fragmentos, geralmente com alto índice de perturbação, pois houve grande desmatamento desses ambientes para implantação de agricultura, silvicultura e pastagens (GERHARDT, 1994; WERNECK et al, 2000, IEF, 2008). Mas apesar de constituírem atualmente uma paisagem vastamente antropizada, apresentam alta riqueza de espécies (SCARIOT & SEVILHA, 2005; OLIVEIRA23
  • 24. FILHO, 2006) Além disso, alguns autores (SAMPAIO & ALMEIDA, 2008; DUNBAR & RODGERS, 1963) afirmam que a grande exploração econômica do calcário tem influenciado a degradação das FED’s. O conhecimento sobre as florestas tropicais no mundo e, principalmente nas Américas, é concentrado nas florestas úmidas, como a Amazônia e a Mata Atlântica. Desse modo, estudos com vistas ao reconhecimento da biodiversidade em ambientes secos se fazem necessários ao direcionamento de ações de conservação (ESPÍRITO-SANTO et al, 2006; BULLOCK, 1995; RODRIGUES et al, 2005; VALENTE, 2009; VIEIRA, 2006). 1.6 METODOLOGIA 1.7 Área de estudo A área de estudo está localizada na região central de Minas Gerais, denominada Serra do Cipó, situada na porção sul da cadeia do espinhaço onde a floresta encontra-se inserida em um afloramento calcário, no Município de Santana do Riacho. O rio Cipó é o principal curso d’água da região e deu nome a Serra pela extensão de seus meandros em forma de cipó (SOUZA, 2007). Na Serra do Cipó a área de estudo se localiza entre as coordenadas 19ºS e 43ºW na região do Parque Nacional da Serra do Cipó, que foi criado em 1984 (ICMBIO, 2009). Na vegetação além das FED’s estão o Cerrado e os Campos Rupestres. O clima é mesotérmico (Cwb na classificação de Köppen), com invernos secos e verões chuvosos, precipitação anual média de 1500 mm e temperatura média anual de 17,4 a 19,8 ºC (GIULIETTI et al, 1997; JÚNIOR, 2009). O déficit hídrico anual é de 60 mm (NEVES, 2012). Na estação seca do ano, valores de umidade relativa do ar de até 15% podem ser registrados na Serra do Cipó (RIBEIRO & FIGUEIRA, 2011). As altitudes na Serra variam entre cerca de 750 e 1670 metros (RIBEIRO et al, 2005; RIBEIRO & FIGUEIRA, 2011). O Parque da Serra do Cipó foi criado em 1974 como um parque estadual. No entanto, pelo fato de o governo do estado ter encontrado diversos problemas para realizar a gestão dessa unidade de conservação como a desapropriação de terras necessária para a devida efetivação do parque, sua administração foi transferida para o governo federal (ANDRADE, 2005). Segundo Castanheira (2010) a criação do PARNA da Serra do Cipó foi à primeira iniciativa do governo federal de proteção da Serra do Espinhaço em sua porção meridional no estado de Minas Gerais. Apesar da criação dessa unidade de conservação federal ser relativamente recente a região possui atratividade para pesquisas há muitas décadas, 24
  • 25. pois, de acordo com Santos (2011) um dos trabalhos pioneiros sobre a vegetação da Serra do Cipó foi realizado por Silveira no ano de 1908. Além disso, Gontijo (2008) aponta para a importância da região quanto às explorações minerarias que ocorreram no estado de Minas Gerais logo após a descoberta dos diamantes no século XVIII. A riqueza em minérios fez surgir um caminho hoje denominado estrada real (BIODIVERSITAS, 2012) contribuindo para a inserção da Serra do Cipó no circuito turístico de mesmo nome que é uma área considerada de importância exclusiva para investimentos governamentais na promoção do desenvolvimento turístico (GUERRA et al, 2003), tais atividades pressupõem densa ocupação humana e por consequencia uma intensa pressão antrópica nos ambientes da Serra do Cipó desde aquela época até os dias de hoje. A Serra do Cipó está localizada em uma região de grande biodiversidade e faz parte da Reserva da Biosfera da Cadeia do Espinhaço reconhecida por possuir alto índice de endemismos (HARLEY 1995; PIRANI et al. 2003). A inserção do parque na Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço influenciou na criação de outras unidades de conservação como a Área de Proteção Ambiental (APA) Morro da Pedreira e o Parque Nacional das Sempre Vivas (ICMBIO, 2009; CASTANHEIRA, 2010). Esse histórico vem ao longo dos anos influenciando a região no uso e ocupação do solo, em termos de pesquisas e na conservação da biodiversidade. A paisagem do Parque e seu entorno apresenta um grande mosaico vegetacional, tanto em termos florísticos como estruturais e fisionômicos, condicionada, sobretudo pela variação na altitude, formações rochosas e composição dos solos (GIULIETTI et al. 1987; RIZZINI, 1997; RIBEIRO & FIGUEIRA, 2011; SANTOS, 2009). Apesar de possuir destaque nacional e internacional no que se refere à conservação dos recursos naturais, um levantamento da distribuição espacial e temática dos esforços da pesquisa na Serra do Cipó realizado por Madeira et al (2008) constatou que a pesquisa biológica na região se concentra em termos de ambientes, percursos e temas de modo que algumas fitofisionomias dentre estas a FED foram avaliadas como sub-amostradas. A Serra do Cipó é classificada como uma área de importância biológica extremamente alta (RIBEIRO &FIGUEIRA, 2011; MMA, 2007; DRUMOND et al, 2005, RIBEIRO, 2007; PELOSO & SHIMABUKURO, 2010). 25
  • 26. Mapa4. Situação da Serra do Cipó em relação as áreas prioritárias para conservação Fonte: RIBEIRO & FIGUEIRA, 2011. Como a floresta estacional decidual ocorre na Serra do Cipó apenas em fragmentos que abrangem uma pequena escala espacial, na forma de enclaves florestais (AB’SABER, 2003), e a própria região da Serra é dominada por um mosaico vegetacional, não foi possível encontrar um fragmento de vegetação contínua de Mata Seca com a sequência sucessional correspondente aos objetivos do estudo (amostragem cronossequencial). Por esse motivo a amostragem foi realizada em três diferentes áreas dentro da região da Serra do Cipó, no Município de Santana do Riacho que apresentaram fragmentos de vegetação com as características correspondentes aos estágios sucessionais a serem estudados, que foram chamadas de: Cipó I, Cipó II e Cipó III. Para esse estudo, foram selecionados três tipos de ambientes dentro da FED. Com base em algumas observações de campo foi feita uma breve caracterização ambiental dos estágios e das áreas: os fragmentos em estagio inicial (Fig.1) de regeneração, que eram usados anteriormente para pastagem e cultivo agrícola. Na área Cipó III, ainda existe plantio de milho bem próximo da área de amostragem, o estágio inicial de Cipó I está dentro da área do Parque Nacional, enquanto o estágio inicial de Cipó II está na 26
  • 27. APA Morro da Pedreira, neste, as matas são caracterizadas por vegetação herbáceoarbustiva com arvores de pequeno porte, em áreas abertas, tendo dossel com altura média entre de 6 a 10 metros de altura, foi estágio onde houve maior variação na média da altura entre as três áreas estudadas, perceptível abundância de gramíneas exóticas e também muitas espécies de plantas herbáceas nativas. No estágio intermediário (Fig.2) o histórico de conservação da área Cipó I é de 15 anos, tendo sido usada anteriormente para pastagem (COELHO et al, 2012), para as demais áreas não foram encontradas informações sobre o histórico, demonstrando a necessidade de mapeamento do uso e ocupação do solo nas áreas de predomínio da FED na Serra do Cipó utilizando se possível dados na escala temporal. Essas matas também chamadas de formações secundárias se caracterizam pela presença de pelo menos dois estratos verticais, a altura média do dossel na sucessão intermediária da FED da Serra do Cipó é de 10 metros, com algumas espécies como Arrabidaea bahiensis e Platypodium elegans chegando a 20m de altura. E o estágio tardio da sucessão ecológica que é composto por fragmentos em estagio mais avançado de regeneração. Na área Cipó I Coelho (et al, 2012) colocam que os fragmentos estão protegidos há pelo menos 30 anos, e que este fragmento que atualmente se localiza dentro da Pousada Rancho Cipó, já foi conectado espacialmente aos fragmentos correspondentes aos estágios inicial e intermediário de Cipó I que estão na área do parque com entrada pela portaria 2, todavia foram separadas as florestas devido a atividades de mineração, ocupação humana, extração de madeira e criação de gado, para as demais áreas não obteve-se informações do histórico de uso e ocupação do solo. No estágio inicial há uma grande quantidade de gramíneas exóticas (Poáceas sp., Brachiaria sp.). Em relação ao afloramento rochoso percebe-se que a morfometria dos blocos de rocha aumenta na medida em que se avança nos estágios de sucessão. No estágio tardio as rochas afloradas são maiores e mais fraturadas. Assim o estágio tardio da FED pode ser a etapa sucessional de maior importância para o estudo do processo de correlação espécie-ambiente em áreas de vegetação sobre afloramentos rochosos. A topografia nas áreas estudadas aumenta continuamente a declividade ao longo dos estágios sucessionais. No estágio tardio da área Cipó II havia grande quantidade de blocos pequenos e médios de rocha quartzítica na área do afloramento calcário. 27
  • 28. Cipó I: A área denominada Cipó I abrange dois locais distintos de amostragem, os estágios inicial e intermediário dessa área estão localizados dentro do Parque Nacional da Serra do Cipó, na portaria 2 do parque, as atividades impactantes perceptíveis em campo foram a presença de gado e gramíneas dentro da floresta, todavia esse impacto é aparentemente pouco significativo no contexto da conservação da floresta, na análise a partir da paisagem ambiental. Por não haver no local uma comunidade arbórea correspondente ao estágio tardio, a parcela desse estágio foi alocada na Pousada Rancho Cipó. Cipó II: A área denominada Cipó II tem seu acesso por uma pequena comunidade rural e está localizada em um local de grande importância para a Área de Proteção Ambiental Morro da Pedreira, pois nessa área tem-se um grande fluxo de turistas para a prática de atividades como escaladas, trilhas, caminhadas e expedições espeleológicas entre outras em função de grandes paredões de afloramentos calcários existentes no local que são a grande atratividade do lugar, localmente chamado de Morro da Pedreira. Das áreas amostradas esta é a que possui a maior quantidade de trilhas no interior da mata, as parcelas do inicial e intermediário inclusive foram alocadas a alguns metros da trilha mais acessada pelos turistas, especificamente dentro das parcelas de amostragem nessa área não haviam rochas expostas embora o ambiente seja inserido em um grande paredão de afloramento. Há alguns quilômetros da área onde se situa o fragmento florestal, tem-se uma grande quantidade de pousadas, com cultivo de algumas espécies arbóreas exóticas para fins de paisagismo. Cipó III: A área III é a mais distante da Vila Cipó, o núcleo central da Serra do Cipó e da sede do PARNA Cipó, o seu acesso se dá por uma ponte que atravessa o rio Paraúna, o principal afluente no limite á leste da Serra do Cipó (SANTOS, 2009), esta é a área mais alta e que possui o maior desnível topográfico, nela há uma pequena área sazonalmente dedicada ao cultivo de milho e feijão, de modo que o estágio inicial da área Cipó III foi alocado há aproximadamente 2 km dessa propriedade, nessa unidade amostral as parcelas dos estágios intermediário e tardio caíram em cima de afloramentos rochosos, é a área de mais difícil acesso com relação ás demais em função da altura do afloramento onde se localiza a parcela de amostragem e a declividade do terreno que é bastante íngreme, além de ser a mais distante da sede do parque e da Vila Cipó, ainda sim foram 28
  • 29. encontrados indícios de poluição ambiental no lugar como objetos deixados por visitantes e presença de animais domésticos. Fig. 1: Estágio Inicial na área Cipó I Fotos: Thamyres Sabrina Gonçalves (2013). Fig. 2: Mata Seca em Estágio Intermediário dentro na área Cipó I 29
  • 30. Foto: Thamyres Sabrina Gonçalves (2013). Fig. 3: Estágio Tardio de Floresta Estacional Decidual no Morro da Pedreira Fotos: Saimo Reblleth de Souza (2013). 30
  • 31. Mapa 5. Pontos amostrais na área de estudo da FED na Serra do Cipó A alocação das parcelas foi feita com auxílio de uma bússola na posição de nivelamento para que os desníveis topográficos das áreas de amostragem não interferissem no tamanho das parcelas e uso do conjunto de satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS) para demarcação dos pontos amostrais, para apoio na posterior localização das parcelas, já que por ser um trabalho muito grande em termos de esforço amostral foram necessárias diversas idas ao campo para a realização da amostragem, assim foi alocada uma estaca no vértice de cada parcela e passada uma linha de sisal para demarcar sua área total (fig.4 A e B). Além disso, os pontos de localização geográfica obtidos na demarcação das áreas por GPS fornecerão subsídios ao mapeamento da Mata Seca na Serra do Cipó que se faz amplamente necessário para conservação dessa FED (tab.1 ). 31
  • 32. (Tab.1) Pontos de GPS das áreas de FED na Serra do Cipó Estágio/Área Latitude Longitude Inicial Cipó1 19°20'32.24"S 43°36'7.22"O Intermediário Cipó1 19°20'30.44"S 43°36'8.67"O Tardio Cipó1 19°19'46.00"S 43°36'21.57"O Inicial Cipó2 19°18'24.18"S 43°37'0.92"O Intermediário Cipó2 19°18'34.46"S 43°37'2.83"O Tardio Cipó2 19°18'27.08"S 43°36'56.66"O Inicial Cipó3 19°16'39.73"S 43°37'28.33"O Intermediário Cipó3 19°16'27.74"S 43°37'38.44"O Tardio Cipó3 19°16'23.15"S 43°37'37.46"O Nas três áreas de amostragem foram demarcadas 9 parcelas de 50 x 20m perfazendo 9 mil metros quadrados, o que corresponde a quase 1 hectare, sendo três em cada um dos estágios sucessionais descritos acima. As parcelas foram dispostas de acordo com a avaliação previa da área de estudo. Para o levantamento da composição florística e estrutura da vegetação do componente arbustivo-arbóreo foram inventariados em cada parcela todos os indivíduos vivos ≥ 5 centímetros de circunferência a altura do peito (CAP) medidos a 1,30m do solo. Para as lianas a medida de inclusão de foi de CAP ≥ 2 cm devido ao fato de que esse grupo de plantas geralmente possui troncos menores do que as demais árvores (ENGEL et al, 1998). Todos os indivíduos inventariados foram marcados com plaquetas de alumínio numeradas (fig.5), e a altura total também foram medidos utilizando-se a fita métrica para medir o CAP (fig.6) e a vara de poda (podão) para mensurar a altura total de cada indivíduo (fig.7). 32
  • 33. Fig. 4 (a): Orientação geográfica sentido norte-sul e (b): limite da parcela fig.4a fig.4b Fig. 5: Marcação das plantas e Fig. 6: Medição de CAP fig.5 Fotos: Thamyres Sabrina (2011) fig.6 Maria das Dores Magalhães Veloso, 2011. 33
  • 34. Fig.7 (Foto: Thaíse Bahia, 2011). Os indivíduos arbustivo-arbóreos ocorrentes na categoria de inclusão foram considerados como estrato arbóreo, essa categoria de amostragem foi criada para que espécies encontradas que possivelmente não tenham sido incluídas na amostragem fossem inseridas. Para a amostragem da vegetação arbustivo-arbórea regenerante, foi utilizada uma sub-amostragem. As parcelas de amostragem do estrato regenerante foram alocadas no centro da parcela de amostragem do estrato arbóreo adulto, deste modo, no meio de cada parcela de 50 x 20 m foi delimitada uma subparcela de 5m × 5m (25 m2). Na metodologia de amostragem foi definido que seriam inventariados todos os indivíduos arbustivo-arbóreos com diâmetro a altura do solo (DAS) igual ou maior que 1 cm usando-se para a medição do DAS o paquímetro e para a altura o metro graduado, as plantas foram marcadas com plaquinhas de alumínio transpassadas por fios de náilon 34
  • 35. tendo sido anotado o nome da espécie quando conhecido e coletada a amostra da espécie para posterior identificação e consulta a especialistas em botânica e taxonomia vegetal, além da comparação com as exsicatas existentes no herbário da Universidade Estadual de Montes Claros e consulta a bibliografia especializada. Esta metodologia foi adotada de Nunes (2005). Fig.8: Metodologia de amostragem do estrato regenerante: (a) DAS e (b) altura 8.a 8.b Fotos: Josiane Carvalho (2013). Tanto na amostragem da vegetação regenerante quanto da arbórea foi registrado o nome da espécie quando conhecido pela equipe de campo e para complementação do levantamento florístico foram realizadas caminhadas aleatórias pela mata, a fim de coletar material botânico das espécies arbóreas não amostradas dentro das parcelas, utilizando-se a mesma categoria de inclusão. É importante ressaltar alguns fatos ocorridos durante a amostragem: algumas espécies arbóreas eram muito altas e, sobretudo quando no estágio tardio, as vezes era difícil identificar na copa a folhagem correspondente ao tronco da árvore plaqueteada. Outras vezes a predação na espécie era intensa de modo que o material botânico era inviável para identificação taxonômica, ou mesmo algumas plantas, na verdade a maior parte das arvores da amostragem não estavam com material reprodutivo que é essencial na identificação da espécie, também 35
  • 36. em alguns casos a espécie incluída na amostragem era o único indivíduo daquele táxon em toda a parcela, assim sua coleta poderia prejudicar a dinâmica da vegetação, principalmente relação ao estrato regenerante, por isso as caminhas pela mata foram tão importantes. As plantas coletadas foram tratadas de acordo com as técnicas convencionais de herborização (DURIGAN, 2003; ROTTA et al, 2008), que consiste na confecção de uma exsicata de cada uma das espécies coletadas, consulta à literatura especializada na identificação de plantas (CARVALHO, 2003; CARVALHO, 2006; CARVALHO, 2008; LORENZI, 1992; LORENZI, 1998; LORENZI, 2009), envio á especialistas que pudessem identificá-las e também a comparação com as exsicatas do herbário da Universidade Estadual de Montes Claros (HMC) que é um espaço com a função de armazenamento desse tipo de material, para onde as espécies foram enviadas após serem todas identificadas. Para a classificação das espécies em gêneros e famílias foi utilizado o sistema do Angiosperm Phylogeny Group II (NULTSCH, 2000 pg.145; STEVENS, 2001). Análise dos dados da vegetação do estrato adulto A organização dos dados e análise de distribuição das espécies ao longo dos diferentes estágios da sucessão ecológica foi feita com auxílio da planilha eletrônica do programa Microsoft Office Excel. Para o estudo da distribuição fitogeográfica de cada espécie foi utilizada a planilha do TreeAtlan (OLIVEIRA-FILHO, 2010) que trata-se de um banco de dados interativos criado em ambiente Access e que compila diversas informações existentes sobre espécies arbóreas e arborescentes que ocorrem na América do Sul cisandina tropical e subtropical. Para caracterização da estrutura da vegetação ao longo dos diferentes estágios foi realizada uma análise fitossociológica, que se trata de conhecer quais espécies estão presentes em dada área e a estrutura desta vegetação; ou seja, a quantidade de indivíduos por espécie, as respectivas classes de tamanho e seu arranjo espacial (CAMPOS et al, 2011), através do Fitopac que é um software desenvolvido para tal finalidade. A análise fitossociológica do Fitopac produz dois parâmetros para a vegetação, os parâmetros gerais, relativos aos índices fitossociológicos de toda a comunidade, e os parâmetros para espécies, referentes a cada táxon no nível de espécie encontrado na amostra. Foram utilizados neste trabalho os parâmetros estruturais de densidade, dominância e índice de valor de importância. 36
  • 37. As lianas foram excluídas da análise devido ás dificuldades na identificação desse grupo de plantas que estavam em sua maioria sem os dados taxonômicos na época da análise, sendo que alguns táxons até o momento foram identificados apenas a nível de morfotipos, por famílias ou gêneros. Foram feitas comparações entre diversas das variáveis estudadas para os diferentes estágios sucessionais da vegetação e a composição florística das espécies amostradas nas parcelas do estrato arbóreo. Análise dos dados da vegetação do estrato regenerante A forma mais simples de se medir a heterogeneidade (ou homogeneidade) entre áreas é pelo uso de coeficientes de similaridade, que comparam as comunidades em termos qualitativos ou quantitativos (BARROS, 2007). Nesse estudo optou-se pelo índice qualitativo para analisar a similaridade entre a composição florística da comunidade regenerante e as espécies do estrato arbóreo da vegetação, utilizando-se o índice de similaridade de Sorensen (Ss): Ss =2a/(2a + b + c). Onde: a é o número de espécies em comum a ambas as comunidades analisadas, neste caso a do estrato arbóreo e a do regenerante, b é o número de espécies que existem na regeneração e que não existem no arbóreo e c é o número de espécies que existem no arbóreo e que não existem no regenerante. No levantamento do grupo ecológico ao qual pertencem as espécies amostradas e o modo de dispersão predominante de cada uma delas foi utilizado o levantamento bibliográfico (FARIAS, 2010; LUZ et al, 2008; NEGRINI et al, 2012; OLIVEIRA-FILHO et al, 2008; VIEIRA, 2006; CARVALHO, 2003; CARVALHO, 2006; CARVALHO, 2008; LORENZI, 1992; LORENZI, 1998; LORENZI, 2009; CONABIO, 1827). 1.8 RESULTADOS E DISCUSSÃO. 1.9 ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA DA COMUNIDADE ARBÓREO-ARBUSTIVA Nas 9 parcelas estudadas para caracterização florística da comunidade, foram encontrados 976 indivíduos arbóreos, pertencentes a 130 espécies, 63 gêneros e distribuídas em 30 famílias botânicas. Quanto à densidade de indivíduos por área de amostragem, Cipó I, Cipó II e Cipó III apresentaram respectivamente 318, 445 e 213. Considerando-se toda a amostragem florística, no estágio inicial foram encontrados 133 indivíduos de 85 espécies, 16 famílias sendo que as famílias com maior número de 37
  • 38. espécies representadas nas parcelas foram Fabaceae e Myrtaceae. No intermediário foram encontrados 477 indivíduos, pertencentes a 91 espécies, 16 famílias e as famílias mais importantes também foram Fabaceae e Myrtaceae. No estágio tardio foram amostrados 353 indivíduos de 99 espécies, 23 famílias. As famílias com maior número de espécies repetiram-se. As Fabaceaes e as Myrtaceaes foram predominantes nos três estágios sucessionais, correspondendo a 35, 29% de toda amostragem, ocorrendo no estágio inicial 11 Fabaceas e 16 Myrtaceas, no intermediário 111 Fabaceas e 46 Myrtaceas, no estágio tardio 118 Fabaceas, 35 Myrtaceas. Em um estudo sobre a riqueza e distribuição geográfica de Fabáceaes arbóreas em uma área de Mata Atlântica, Ribeiro & Lima (2009) destacam a importância dessa família na composição florística das florestas atlânticas em suas diversas fitofisionomias, e os resultados da pesquisa desses autores mostram que a diversidade taxonômica tanto em nível de gênero quanto de espécies em Fabaceae é maior nas florestas secas sazonais como a FED, se comparado, por exemplo, com as florestas ombrófilas, que também são fitofisionomias da Mata Atlântica, com elevada umidade e pluviometria regular durante todo o ano. Nos levantamentos florísticos realizados na Serra do Cipó, Fabaceae é quase sempre uma das famílias de plantas mais bem representadas (GIULIETTI et al, 1987; NEGREIROS et al, 2008). O projeto de levantamento da flora da Serra do Cipó, cuja lista total de espécies foi publicada em Giulietti et al (1987), foi até hoje um dos maiores esforços amostrais da flora regional na Serra do Cipó, das Fabáceas listadas no referido levantamento apenas seis tiveram representação na comunidade arbórea amostrada neste estudo (Anadenanthera colubrina; Bauhinia rufa; Bowdichia virgilioides; Copaifera langsdorffii; Plathymenia reticulata; Platypodium elegans), isto certamente porque as amostragens desse projeto concentraram-se em outras fitofisionomias, embora tenha sido destacada na caracterização regional a existência das Matas Secas Decíduas nos afloramentos de calcário na parte baixa da Serra. Já as Myrtaceaes destacam-se dentre as formações de florestas sazonais em áreas de ecótono entre o Cerrado e a Mata Atlântica, além disso, a distribuição geográfica dessa família ao longo da SdEM é fortemente influenciada pelas variáveis geoclimáticas, desse modo a vicariância ao longo do gradiente espaçotemporal pode de acordo com Bunger (2011) explicar a riqueza de gêneros e espécies de Myrtaceaes em diversas fitofisionomias ao longo da Cadeia do Espinhaço. 38
  • 39. As espécies mais frequentes e com maior valor de importância foram Myracrodruon urundeuva (Aroeira), Anadenanthera colubrina (Angico), Guazuma ulmifolia (Mutamba), Bauhinia rufa (Pata de Vaca), Chamaecrista eitenorum e Aspidosperma cuspa (Peroba), considerando-se todas as áreas. Já para a análise por áreas separadas houve algumas mudanças quanto à frequência de espécies nas áreas II e III, em Cipó II destacaram-se Lithrea molleoides e Platypodium elegans, em Cipó III Arrabidaea bahiensis, Cordia trichotoma e Piptadenia gonoacantha, isso indica que todas essas espécies estão espacialmente bem distribuídas dentro da floresta. As espécies dominantes foram às mesmas ocorrentes com maior frequência, a grande quantidade indivíduos dessas espécies influencia para que estas possam dominar em relação às demais uma maior área espacial, com exceção de Guazuma ulmifolia que embora tenha apresentado mais do que triplo do número de indivíduos, teve um índice de dominância menor do que Acrocomia aculeata (Macaúba), certamente pelo fato de que esta última apresentava em campo árvores de troncos com maior CAP e que, portanto tem maior área basal. A riqueza de espécies e abundância de indivíduos foi maior na área Cipó II, no entanto, esperava-se que essa área apresentasse em relação ás demais, uma riqueza menor devido ao maior fluxo de pessoas (indicado pela grande quantidade turistas e de trilhas no interior da mata) e proximidade de áreas urbanizadas (domicílios e pousadas), isto porque uma das maiores causas da perda de biodiversidade em ecossistemas florestais está relacionada a ação antrópica (ALBUQUERQUE et al, 2004; ZHOURI et al, 2008), todavia apesar da constante visitação turística a área não apresenta indicadores de que essas atividades estejam causando danos a riqueza da flora. O trabalho de Santos (et al, 2013) faz uma importante discussão acerca da relação entre a conservação de áreas e a presença humana nos parques nacionais do Brasil, onde evidenciam que o problema não está na simples presença antrópica em si, mas nos outros fatores decorrentes da ocupação humana dessas áreas e seus entornos como delimitação espacial, regularização fundiária, manejo do ecoturismo e visitação entre muitos outras questões. Em Cipó I e Cipó III a riqueza foi similar, 36 e 34 espécies respectivamente, destacando-se que não está sendo considerado neste trabalho o grupo de lianas que foi correspondente a 8,4% da amostragem total. 39
  • 40. Ao longo da sucessão á área Cipó II, foi a que apresentou a maior riqueza de espécies. Em Cipó I e Cipó III a riqueza foi similar ao longo dos estágios. A maior riqueza de espécies na área II pode estar relacionada com topografia e altitude, pois esta apresenta um terreno com menor declive e está em uma área mais baixa com relação ás demais, pelo menos nos estágios inicial e intermediário. Também é importante destacar que não se obteve para esse estudo informações acerca de uso e ocupação do solo das áreas Cipó II e Cipó III, que poderiam auxiliar neste estudo. A riqueza total de espécies na amostragem aumentou progressivamente ao longo do processo de sucessão. Quanto à ocorrência exclusiva por estágios foi encontrada na amostragem um total de 39 espécies, das quais 9 ocorreram somente no inicial (Aspidosperma cylindrocarpon; Baccharis dracunculifolia; Bowdichia virgilioides; Peltophorum dubium; Plathymenia reticulata; Maclura tinctoria, Eugenia florida, Psidium guajava, Zanthoxylum riedelianum), 13 no intermediário (Rollinia sp.; Handroanthus impetiginosus; Diospyros hispida; Albizia polycephala; Bauhinia rufa; Inga ingoides; Platycyamus regnellii; Miconia ferruginata; Eugenia sonderiana; Psidium firmum; Rudgea viburnoides; Dilodendron bipinnatum; Styrax camporum) e 19 no tardio (Cordia trichotoma, Bauhinia brevipes, Copaifera langsdorffii, Lonchocarpus montanus, Machaerium brasiliense, Machaerium villosum, Sweetia fruticosa, Sterculia chicha, Psidium cattleianum, Psidium salutare, Siphoneugena densiflora, Guapira venosa, Rhamnidium elaeocarpum, Chomelia brasiliana, Cordiera sessilis, Machaonia brasiliensis, Averrhoidium gardnerianum, Chrysophyllum marginatum, Callisthene major). As famílias botânicas com maior número de espécies exclusivas ao longo do gradiente sucessional foram Fabaceae, Myrtaceae. A família Rubiaceae só apresentou mais de uma espécie ocorrendo de forma exclusiva no estágio tardio. Essas espécies de ocorrência exclusiva em cada fase do processo de regeneração natural podem possivelmente ser usadas como indicadoras de cada estágio, ajudando, portanto na identificação desses gradientes sucessionais e na validação de trabalhos de mapeamento dessa fitofisionomia. Algumas das espécies descritas acima foram listadas pelo inventário da floresta estacional decidual do estado de Minas Gerais (MELLO, J. M. et al, 2008) que inclusive não amostrou na FED da Serra do Cipó, como indicadoras de ambientes com predomínio dessa fitofisionomia (Anadenanthera colubrina, Bauhinia rufa, Piptadenia gonoacantha, Platypodium elegans, Myrcia Splendens). Quanto ao fato desse número de espécies exclusivas por estágio aumentar continuamente ao longo da 40
  • 41. sucessão é possível que seja devido uma intensificação progressiva na complexidade ambiental como o aumento na riqueza de micro hábitats dentro da floresta ao longo do processo sucessional. Pressupõe-se que as fendas das rochas sejam um dos principais fatores de associação entre os afloramentos rochosos de calcário e a vegetação da FED provavelmente porque o solo desenvolvido entre as fendas é mais úmido (Kilca et al, 2009), já que na medida em que se avança nos estágios percebeu-se um aumento no tamanho das estratificações rochosas, pois a alta temperatura que caracteriza o clima na região, sobretudo no período de deciduidade da vegetação, conduz as rochas a um intenso processo geoquímico de retração e contração e isso favorece na percolação e infiltração da água, também no intemperismo que por sua vez influencia na fertilidade do solo (ROCHA, 2011). Por outro lado algumas espécies foram comuns em todos os estágios: Anadenanthera colubrina, Lithrea molleoides, Myracrodruon urundeuva, Rollinia sericea, Aspidosperma multiflorum, Aspidosperma olivaceum, Terminalia argentea, Terminalia glabrescens, Lonchocarpus sericeus, Guazuma ulmifolia, Trichilia elegans, Myrcia splendens. O fato desse grupo de espécies estarem presentes em todos os estágios do processo de sucessão indica que estas possuem métodos de propagação, estabelecimento e desenvolvimento muito bem adaptados ao ambiente da FED, sendo recomendadas para plantio em projetos de recuperação de áreas degradadas de FED. Acredita-se que parte considerável das espécies amostradas ainda não havia sido registrada para a flora regional da Serra do Cipó, com base na bibliografia referente há alguns dos principais trabalhos de florística nas regiões da Serra (GIULIETI et al, 1987; SANO et al, 2011; KAMINO et al, 2008; COELHO et al, 2012) onde não se encontram algumas das espécies inventariadas nesse trabalho, desse modo 21,5% das espécies coletadas não fazem parte da lista da flora da Serra do Cipó listada nos levantamentos supracitados, destacando-se que caso seja desconsiderado o trabalho de Coelho (et al, 2012) a proporção aumenta significativamente, pois dos trabalhos referenciados esse é o único com enfoque na FED. Isso deve ao fato de que a maior parte dos levantamentos florísticos na Serra do Cipó não amostram na FED, o que comprova ser essa fitofisionomia sub-amostrada em relação as demais formações fitofisionômicas que compõem o mosaico vegetacional na região estudada. Quanto às espécies ameaçadas encontradas na amostragem, foi observada apenas a Aroeira (Myracrodruon urundeuva) que está incluída na lista das espécies ameaçadas 41
  • 42. de extinção da flora do estado de Minas Gerais (COPAM, 1997) por ter sido considerada vulnerável devido à ampla degradação de seu hábitat natural bem como a coleta predatória, intensificada ao longo de anos devido à importância econômica da madeira dessa planta, o que provocou um grande declínio populacional da Aroeira nas regiões do Brasil (NUNES et al, 2008). Das espécies amostradas nesse trabalho, 14 foram consideradas endêmicas, mais de 10% da amostragem, com base na lista de espécies registradas em Oliveira-Filho (2010) pela ocorrência exclusiva dentre os domínios morfoclimáticos dos biomas Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica. A origem e distribuição fitogeográfica das espécies também foi avaliada com base no referido trabalho, onde se constatou que das 130 espécies amostradas na comunidade arbustivo-arbórea da FED da Serra do Cipó, 74 (57%) ocorrem na Mata Atlântica, 65 (50%) no Cerrado e 57 (43%) na Caatinga. Evidenciando a grande relação florística entre a FED e a floresta atlântica. Na análise das plantas de ocorrência exclusiva por domínio fitogeográfico, os endemismos entre as espécies também corroboram com a similaridade entre as floras da FED e da Mata Atlântica, pois 7% das espécies endêmicas são exclusivas das florestas atlânticas (10 sp.), 2% (3sp.) do Cerrado e 0,7% da Caatinga (1 sp.). Fig. 9 Proporção das espécies com origem nos domínios fitogeográficos do Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica de forma exclusiva ou não. Domínio Atlântico 74 (57%) 61 (47%) 42 (32%) 40 (30%) Domínio Domínio Do Cerrado Da Caatinga 65 (50%) 42 (32%) 57 (43%) 42
  • 43. A altura media do dossel no estágio tardio foi de 12m de altura. Nas áreas Cipó I e II a altura media do dossel foi superior a da área Cipó III (Tab.2), destacando-se que na área Cipó III há uma maior quantidade de afloramentos calcários e a morfometria dos blocos de rocha também é distinta das demais áreas, pois nesta, uma parte da parcela caiu sobre um paredão rochoso, sendo que na área Cipó II não havia afloramentos dentro das parcelas e na área Cipó I os blocos de rochas expostas eram poucos e bem menores do que em Cipó III, embora todas as três parcelas fossem circundadas por afloramentos. Desse modo, pressupõe-se que exista uma relação entre a altura do dossel e a presença ou ausência de afloramentos rochosos, que por sua vez pode estar relacionada com algumas características do solo como a profundidade e a história geomórfica (CAMPOS et al, 2012) que talvez seja distinta em cada uma das áreas de amostragem. Tab.2: Média de Altura do Dossel em cada estágio de sucessão ecológica onde: INIC1 (Inicial Cipó1); INIC2 (Inicial Cipó2); INIC3 (Inicial Cipó3); ITC1 (intermediário Cipó1); ITC2 (intermediário Cipó2); ITC3 (intermediário Cipó3) e TC1 (tardio Cipó1); TC2 (tardio Cipó2); TC3 (Tardio Cipó3). INIC1 6.87 INIC2 9.60 INIC3 8.29 ITC1 11.12 ITC2 12,11 ITC3 9.94 TC1 12.81 TC2 11.40 TC3 10.61 43
  • 44. Tab. 3: Composição florística da FED na Serra do Cipó, distribuição da ocorrência pelos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga e espécies endêmicas Família/Espécie ANACARDIACEAE Lithrea molleoides (Vell.) Engl. Myracrodruon urundeuva Allemão ANNONACEAE Rollinia sericea (R.E.Fr.) R.E.Fr. Rollinia sylvatica APOCYNACEAE Aspidosperma cuspa (Kunth) S.F.Blake ex Pittier Aspidosperma cylindrocarpon Müll.Arg. Aspidosperma multiflorum A.DC. Aspidosperma olivaceum Müll.Arg. Aspidosperma subincanum Mart. ex A.DC. ARECACEAE Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart. ASTERACEAE Baccharis dracunculifolia DC. Dasyphyllum spinescens (Less.) Cabrera Dasyphyllum tomentosum (Spreng.) Cabrera BIGNONIACEAE Arrabidaea bahiensis (Schauer) Sandwith & Moldenke Handroanthus impetiginosus (Mart. ex DC.) Mattos BORAGINACEAE Cordia trichotoma (Vell.) Arrab. ex Steud. CACTACEAE Cereus jamacaru DC. CANNABACEAE Celtis iguanaea (Jacq.) Sarg. CELASTRACEAE Maytenus robusta Reissek Maytenus robustoides Loes. COMBRETACEAE Machaerium hirtum (Vell.) Stellfeld Terminalia argentea (Cambess.) Mart. Terminalia glabrescens Mart. Terminalia sp. Terminália sp.1 Terminalia sp.2 EBENACEAE Diospyros hispida A.DC. FABACEAE Albizia polycephala (Benth.) Killip Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan Bauhinia brevipes Vogel Bauhinia rufa (Bong.) Steud. Bowdichia virgilioides Kunth Cassia ferruginea (Schrad.) Schrad. ex DC. Chamaecrista eitenorum (H.S.Irwin & Barneby) H.S.Irwin & Barneby Copaifera langsdorffii Desf. Atlântica Cerrado Caatinga x x x x X X x x x x X X X x x x X x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x 44
  • 45. Inga ingoides (Rich.) Willd. Lonchocarpus montanus A.M.G.Azevedo ex M.J.Silva & A.M.G.Azevedo Lonchocarpus sericeus (Poir.) DC. Machaerium brasiliense Vogel Machaerium hirtum (Vell.) Stellfeld Machaerium villosum Vogel Peltophorum dubium (Spreng.) Taub. Piptadenia gonoacantha (Mart.) J.F.Macbr. Plathymenia reticulata Benth. Platycyamus regnellii Benth. Platypodium elegans Vogel Senna spectabilis (DC.) H.S.Irwin & Barneby Senna velutina (Vogel) H.S.Irwin & Barneby Swartzia multijuga Hayne Sweetia fruticosa Spreng. LAMIACEAE Vitex megapotamica (Spreng.) Moldenke MALPIGHIACEAE Mascagnia sp. MALVACEAE Guazuma ulmifolia Lam. Sterculia chicha A.St.-Hil. MELASTOMATACEAE Miconia ferruginata DC. MELIACEAE Trichilia elegans A.Juss. Trichilia pallida Sw. MORACEAE Maclura tinctoria (L.) D.Don ex Steud. MYRSINACEAE Myrsine umbellata Mart. MYRTACEAE Campomanesia guazumifolia (Cambess.) O.Berg Eugenia florida DC. Eugenia sonderiana O.Berg Eugenia sp. Myrcia splendens (Sw.) DC. Myrcia tomentosa (Aubl.) DC. Psidium cattleianum Sabine Psidium firmum O.Berg Psidium guajava L. Psidium salutare (Kunth) O.Berg Siphoneugena densiflora O.Berg NYCTAGINACEAE Guapira venosa (Choisy) Lundell RHAMNACEAE Rhamnidium elaeocarpum Reissek RUBIACEAE Chomelia brasiliana A.Rich. Cordiera sessilis (Vell.) Kuntze Cordiera sp. x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x N.E x N.E x x x x x N.E x x x x x x x x x x x x X x x X x x x X x N.E x X X x X x X N.E x X X N.E x x x x x x x x X x 45
  • 46. Guettarda uruguensis Cham. & Schltdl. Machaonia brasiliensis (Hoffmanss. ex Humb.) Cham. & Schltdl. Rudgea viburnoides (Cham.) Benth. RUTACEAE Zanthoxylum riedelianum Engl. SAPINDACEAE Averrhoidium gardnerianum Baill. Cupania vernalis Cambess. Dilodendron bipinnatum Radlk. SAPOTACEAE Chrysophyllum marginatum (Hook. & Arn.) Radlk. Pouteria gardneri (Mart. & Miq.) Baehni STYRACACEAE Styrax camporum Pohl VERBENACEAE Aloysia virgata (Ruiz & Pav.) A.Juss. VOCHYSIACEAE Callisthene fasciculata (Spreng.) Mart. Callisthene major Mart. x X X X X X X X X X X x X x X X x X X X X X X X X X X X X X X X x 2.0 A REGENERAÇÃO NATURAL A regeneração natural é certamente o processo ecológico mais importante que atua sobre as funções do ecossistema em uma comunidade florestal (SILVA et al, 2010; MADEIRA et al, 2008b; ESPÍRITO-SANTO et al, 2006) sendo de grande importância para o entendimento de todo o geossistema em que se insere a floresta já que a ideia de geossistema trata das interações ecológicas entre um ecossistema e as influências externas exercidas sobre os organismos que compõem uma classe peculiar de sistemas dinâmicos abertos e hierarquicamente organizados (ROSS, 2006), seja por elementos bióticos ou abióticos (STONER & SÁNCHEZ-AZOFEIFA, 2009; VIEIRA & SCARIOT, 2006; VIEIRA, 2006; TROPPMAIR, 1987). A regeneração é o processo natural por meio do qual a floresta mantém suas funções ecológicas conservando a dinâmica da comunidade em equilíbrio natural através da manutenção dos padrões naturais de colonização e extinção de espécies (MADEIRA et al, 2008; PERONI & HERNÁNDEZ, 2011). Por isso o desenvolvimento de estudos sobre a regeneração natural das matas secas em muito pode ajudar na conservação dessas FED’s, e fornecer informações importantes para a elaboração e implantação de planos de manejo e projetos de recuperação nessas áreas (VIEIRA & SCARIOT, 2006), outra contribuição relevante do conhecimento e entendimento dos padrões de regeneração das FED’s pode ser conferida também à legislação ambiental, para que esta possa garantir subsídios 46
  • 47. legais que estabeleçam diretrizes e ações direcionadas a proteção dessas florestas tão ameaçadas pelas mais diversas atividades antrópicas (STONER & SÁNCHEZAZOFEIFA, 2009; RBMA, 2012), pois, a classificação da cobertura vegetal feita pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), que estabelece as normas de uso e ocupação do solo em áreas de florestas nativas é feita com base no estágio de regeneração da vegetação (AZEVEDO et al, 2003;CAMPANILI & PROCHNOW, 2006). A regeneração natural de uma área pode ser afetada de modo geral por diversos fatores abióticos como o ambiente edáfico e as características geográficas (GONZAGA, 2011; POWERS et al, 2009), também pela situação hídrica e climática além dos processos morfológicos e fisiológicos das plantas (SANTOS & CARLESSO, 2008; MAIA, 2003), nas áreas de afloramentos rochosos os fatores microclimáticos e microtopográficos possuem influencia singular na estrutura e composição florística da vegetação (MOURA et al, 2011). Quanto aos fatores bióticos que mais influenciam na regeneração natural no que se refere à composição florística e estrutura diversos autores citam a dispersão (SILVA & RODAL, 2009; FARIAS, 2010; LUZ et al, 2008; NEGRINI et al, 2012; VIEIRA & SCARIOT, 2006; VIEIRA, 2006; LIMA et al, 2008), e a sucessão ecológica (ESPÍRITO-SANTO et al, 2006; ARROYO-MORA et al, 2005; KALACSKA et al, 2004; MANTOVANI et al, 2005; QUESADA et al, 2009; SANCHEZ-AZOFEIFA et al, 2009; MADEIRA et al, 2008b) como os que mais afetam diretamente na propagação, estabelecimento e sucessão de espécies. A regeneração natural da floresta ocorre através da sucessão ecológica pela substituição gradual de espécies ao longo do tempo e do espaço (PERONI &HERNÁNDEZ, 2011; MADEIRA et al, 2008b). Assim as FED’s apresentam normalmente uma estrutura vegetacional formada por comunidades de plantas em diferentes estágios de regeneração, ou seja, que possuem diferentes níveis de tolerância e capacidade de utilização dos recursos disponíveis no hábitat (ESPÍRITO-SANTO et al, 2008; ARROYO-MOURA et al, 2005), que podem ser constituídas por espécies dispostas, segundo a altura, em diferentes estratos definidos (CAMPANILI & PROCHNOW, 2006). Segundo Neves (et al, 2010) a estratificação das FED’s condiciona a estes ambientes uma variedade de habitat que proporciona ampla diversidade de recursos disponíveis na floresta desde o solo até a copa das árvores, e as diferenças na disponibilidade de recursos determinam a estrutura trófica das cadeias alimentares presentes em cada estrato. Por isso algumas características da comunidade florestal no estrato arbóreo podem ser diferentes da vegetação do estrato regenerante como a dispersão, por exemplo, pois, sabe-se de um 47
  • 48. modo geral que a dispersão predominante no estrato arbóreo das FED’s é a ventocoria, onde as espécies são propagadas pelo vento (PEZZINI et al, 2008), já no estrato da vegetação regenerante Silva & Rodal (2009) encontraram uma predominância de espécies zoos. Dentre os trabalhos que abordam a composição florística e estrutura da vegetação em FED’s, poucos enfocam especificamente no estrato regenerante, de modo que as bases para a compreensão da dinâmica ecológica que determina a composição por espécies e a estrutura dessas florestas ao longo dos diferentes estratos da vegetação encontra-se desequilibrada em termos de conhecimento. Ainda de acordo com Menino (2009) existem poucos estudos de levantamentos florísticos com enfoques específicos no estrato regenerante, pois a maioria dos trabalhos de florística e estrutura concentramse em estudar o estrato arbóreo da vegetação. No entanto, a regeneração natural é a base para a sobrevivência e desenvolvimento do ecossistema florestal e estudá-la permite conhecer as relações entre as espécies e sua quantidade na formação do estoque da floresta, bem como a distribuição das populações na comunidade vegetal, permitindo previsões sobre o comportamento e desenvolvimento da floresta no futuro (MENINO et al, 2009). De acordo com Almazán-Núñez (2012) o entendimento do processo de regeneração prescinde de levantamentos florísticos ao longo dos diferentes estágios de sucessão que subsidiarão estudos sobre riqueza, biogeografia, diversidade e estrutura das florestas, pois a forma com que a vegetação se regenera está intrinsecamente relacionada a tais fatores ecológicos. Os impactos ambientais na Serra do Cipó como relatam diversos estudos (RIBEIRO et al, 2005; RIBEIRO & FIGUEIRA, 2011; RIBEIRO et al, 2009; ROCHA et al, 2007; GONTIJO, 2003) são crescentes, dentre os quais podemos citar: problemas com a mineração, coleta predatória de plantas, invasão de espécies exóticas, expansão urbana e imobiliária, turismo desordenado, a circulação de bovinos e equinos dentro da floresta (foi constatada a presença destes animais em todas as áreas estudadas), problemas no processo de licenciamento ambiental de determinados empreendimentos e parcelamento do uso do solo como as atividades mais impactantes. A FED certamente sofre os efeitos desses impactos em seu processo de regeneração. No ano de 2012 ocorreu um dos maiores incêndios dos últimos 20 anos na Serra do Cipó (PAES, 2012; PORTAL R7, 2012; CASTRO, 2012), mas segundo informações dos funcionários do parque o fogo não atingiu a Mata Seca. Outra questão relevante é a necessidade de mapeamento dos limites da FED dentro da área de abrangência do Parque Nacional da 48
  • 49. Serra do Cipó e Área de Proteção Ambiental Morro da Pedreira, pois de acordo com Santos & Sano (2011) o mapa de classificação da cobertura vegetal da Serra do Cipó elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 1993, apresenta erros na delimitação fitogeográfica das formações florestais. Nesse contexto tornam-se ainda mais importante e necessário um levantamento florístico e caracterização dessa vegetação. Portanto, esse capítulo teve como objetivo (1) fazer o levantamento florístico das espécies que compõem o estrato regenerante de um fragmento de floresta estacional decidual na Serra do Cipó, observando também características da vegetação relacionadas a processos ecológicos e biogeográficos como a (2) distribuição das espécies ao longo do gradiente de sucessão, (3) o grupo ecológico ao qual pertencem as espécies amostradas, na categoria de substituição processual de espécies ao longo do processo de regeneração, (4) as formas de dispersão dessas espécies, (5) a distribuição fitogeográfica de cada espécie dentro dos biomas brasileiros Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica com os quais a área faz limite e, (6) a similaridade florística entre o estrato regenerante e a comunidade arbórea. 2.1 Composição florística Foram amostrados 256 indivíduos de plantas que se distribuem em 52 espécies, 25 famílias e 48 gêneros taxonômicos. As famílias mais representativas em número de indivíduos foram Fabaceae (65), Apocynaceae (34), Anacardiaceae (33), Cannabaceae (22) e Myrtaceae (20). Essas mesmas cinco famílias estão também dentre as mais bem representadas na riqueza de espécies com respectivamente 11, 3, 3, 2 e 4 táxons, além da família Rubiaceae que apresentou grande riqueza de espécies na amostragem (4), porém com pouca representatividade em número de indivíduos (11) se comparada ás demais famílias anteriormente citadas. Todas estas, são de ampla distribuição geográfica na região dos trópicos e neotrópicos, sobretudo na América do sul e estão dentre as maiores no grupo das angiospermas o que naturalmente faz com que se sobressaiam em grande parte dos levantamentos florísticos nessas regiões. Além disso, grande parte das espécies amostradas no estrato regenerante são citadas na literatura como indicadoras de ambientes em processos de regeneração. Também é importante destacar que embora o objetivo da amostragem fosse inventariar somente as plantas arbóreas, devido às dificuldades da identificação em campo das espécies lenhosas, visto que no estrato 49
  • 50. regenerante mesmo plantas arbóreas aparentam às vezes um caule muito fino, por serem plantas jovens, foram coletados 15 indivíduos de uma espécie herbácea ameaçada de extinção pela lista oficial do IBAMA (1998) com base na ausência de dados sobre a espécie, Hippeastrum reginae, da família Amaryllidaceae ocorreu apenas no estágio tardio da área Cipó III. 2.2 Sucessão ecológica Ao longo da sucessão ecológica a abundância de indivíduos foi regressiva de modo que os estágios inicial, intermediário e tardio apresentaram respectivamente 121, 90 e 45 indivíduos. A riqueza de espécies variou entre 31 táxons amostrados no estágio inicial, 17 no intermediário e 16 no tardio. Observa-se que, à medida em que a vegetação se aproxima de seu estado maduro ou clímax, ocorre a diminuição da abundância de indivíduos e riqueza de espécies na regeneração natural da floresta, fator que certamente está relacionado ao aumento da competitividade, já que ao longo do processo de sucessão, há uma intensificação progressiva na complexidade ambiental e consequentemente na necessidade de que as espécies possuam maiores capacidades de adaptação e especialização, para sobrevivência no habitat específico da FED, favorecendo então, espécies características da mata seca, como: Anadenanthera colubrina, Bauhinia rufa, Piptadenia gonoacantha, Platypodium elegans, Guazuma ulmifolia e Myrcia Splendens (MELLO et al, 2008), que representaram aproximadamente 20% da amostragem no estágio tardio. É natural que o estágio inicial de sucessão ecológica apresente um maior número de indivíduos e espécies já que as condições de luminosidade são maiores do que nos estágios intermediário e tardio onde ocorre um maior sombreamento, além disso, a complexidade do ambiente em termos de hábitat é relativamente menor no primeiro estágio da sucessão ecológica, desse modo às condições de colonização são menos restritivas do que nos estágios mais avançados, onde o ambiente encontra-se mais seletivo ao estabelecimento de espécies, ou mesmo grupos taxonômicos, assim um número maior de espécies e indivíduos tende a colonizar o estágio inicial da sucessão ecológica no estrato regenerante. Além disso, no contexto de buscar a compreensão dos processos de inter-relação entre as condições edáficas e as características florísticas e estruturais da vegetação é importante salientar a influência do solo na colonização e estabelecimento de espécies na regeneração natural, sobretudo em relação à estrutura. No estágio inicial o solo recebe uma maior quantidade de luz solar diretamente em sua superfície, e a medida em que se avança o processo de 50
  • 51. regeneração essa recepção de luz passa a ser intermediada pela vegetação fazendo com que a incidência dos raios solares seja menos intensa nos estágios intermediário e tardio, logo há uma menor perda de água no estágio tardio e intermediário do que no inicial, embora esse padrão possa não se dar exatamente dessa forma em todos os ambientes, é possível afirmar que o estresse hídrico é geralmente maior no primeiro estágio da sucessão, assim sendo a disponibilidade de nutrientes para as plantas é menor, tornado o ambiente propicio a ser colonizado por espécies e grupos florísticos mais generalistas, que não possuem muitas exigências em relação ás condições de fertilidade do solo e disponibilidade de recursos do hábitat. Alguns grupos florísticos podem ser indicados como preferenciais a cada um dos estágios da sucessão com base na riqueza e abundância. Todas as espécies das famílias Apocynaceae e Myrtaceae ocorrentes na amostragem estiveram presentes no estágio inicial, já as Melastomatáceas ocorreram somente no estágio intermediário da regeneração natural, além desta família somente Anacardiaceae e Fabaceae apresentaram mais de uma espécie no estágio intermediário. O estágio tardio foi o que apresentou maior quantidade de táxons com ocorrência exclusiva ao longo da sucessão, como Cactaceae (Pilocereus sp.), Celastraceae (Plenckia populnea e Maytenus robusta) e Saliaceae (Prockia crucis). As alterações na composição florística da vegetação no estrato regenerante evidenciam as singularidades do processo de regeneração tanto ao longo da escala temporal, no que se refere ao processo da sucessão ecológica, quanto em seus aspectos biológicos no que concerne ás estratégias das espécies no estabelecimento, com o favorecimento de alguns grupos botânicos por exemplo. É interessante identificar para posteriormente tentar compreender os fatores que determinam as condicionantes desses processos, através do cruzamento de dados de diferentes temas de pesquisa afim de que seja possível obter-se uma base de informações congruentes e que auxiliem no desenvolvimento de estratégias de conservação que possam proteger não só a comunidade vegetal, mas toda a biota e o patrimônio geoecológico da FED. Essas dados são de grande importância para o entendimento da dinâmica de regeneração natural da FED na Serra do Cipó, todavia a exploração de tais informações sobre o processo de sucessão ecológica em toda a comunidade florestal só poderá ser feita com maior acurácia nos resultados, com base em análises comparativas entre o estrato regenerante e a comunidade arbórea do estrato adulto da vegetação, já que a integração de informações acerca dos diferentes estratos da floresta pode ser de 51
  • 52. fundamental importância para compreensão do funcionamento biológico e geossistêmico da comunidade florestal naquele lugar, já que o estrato regenerante é ao mesmo tempo resultante e condicionante do ambiente no tempo passado, presente e futuro. 2.3 Agrupamentos em grupos ecológicos por guildas de colonização Do total das espécies amostradas 25 são PIs, 12 secundarias, 4 tardias e 6 ficaram sem esse dado devido à ausência de literatura que pudesse fornecer tal informação, além disso as observações de campo foram insuficientes para inferir sobre esse fator, indicando a necessidade de maiores estudos em ecologia de populações sobre determinadas espécies, principalmente as que não tiveram suas guildas identificadas, pois isso mostra que há carência de estudos sobre essas espécies (Pilosocereus sp., Chamaecrista eitenorum, Swartzia multijuga, Miconia ferruginata, Prockia crucis, Chrysophyllum gonocarpum). No processo de sucessão ecológica da comunidade o estágio inicial concentra a maior parte dos grupos de guildas em termos de espécies, as espécies PIs naturalmente ocorrem em maior proporção no estágio inicial da sucessão (17 sp.), e de maneira mais equitativa entre os demais estratos (8 no intermediário e 10 no tardio). As secundárias também concentram-se proporcionalmente no primeiro estágio da sucessão, com 10 espécies, repetindo a equitatividade na distribuição entre os demais estratos (4 no intermediário e 3 no tardio). Já as espécies secundárias tardias diminuíram ao longo do processo de sucessão ecológica, sendo 3 no estágio inicial, 2 no intermediário e 1 no tardio. Apesar da pouca ocorrência em número de espécies, as secundárias tardias estão dentre as 10 espécies mais expressivas em quantidade de indivíduos, indicando possivelmente uma dominância dessas. Em termos de grupos taxonômicos a uma possível dominância das Apocynáceas na FED da Serra do Cipó, já que das 5 espécies tardias da amostragem na regeneração natural, 3 são Apocynáceas do gênero Aspidosperma. 2.4 Síndromes de dispersão das espécies Para o estudo da síndrome de dispersão das espécies do estrato regenerante ocorreu situação parecida com o levantamento das guildas estudadas acima, sendo que a maior parte das espécies sobre as quais não se encontrou informações sobre a síndrome de dispersão também não foram encontradas tais guildas, reforçando a necessidade de estudos com enfoques específicos na ecologia de populações dessas espécies. Da 52
  • 53. amostragem no estrato regenerante, 22 são zoos, 14 ventos, 5 auts, 11 não foram identificadas, e apenas uma espécie possui dois tipos de dispersão distintos como predominantes em sua propagação, e embora Piptadenia gonoacantha possua tal vantagem em se dispersar com relação as demais espécies, ocorreu na amostragem somente no estágio tardio e com apenas 2 indivíduos. Das espécies não identificadas quanto ao tipo de dispersão destaca-se que além da falta de trabalhos na literatura que pudessem fornecer tais informações soma-se o fato de que a maior parte das plantas coletadas estavam sem material reprodutivo, e nenhuma destas estava com fruto, ressaltando que a amostragem foi feita em novembro de 2011. 2.5 Fitogeografia Em relação à distribuição fitogeográfica das espécies do estrato regenerante pelos biomas com as quais a Cadeia do Espinhaço faz limite, a Mata Atlântica é o domínio de origem da maior parte das plantas amostradas, embora com apenas uma espécie a mais do que o Cerrado. Das 52 espécies amostradas, 46 ocorrem na Mata Atlântica, 45 no Cerrado e 39 na Caatinga. A regeneração natural reflete em sua composição as relações florísticas entre o Cerrado e Mata Atlântica que são as principais formações que ocorrem na Serra do Cipó. A grande influência desses dois domínios na composição florística da FED traz dificuldades ao mapeamento da delimitação geográfica dessa formação na Serra do Cipó, principalmente nos estágios inicial e intermediário da sucessão ecológica conforme pode ser verificado por (HERMUCHE & SANO, 2011) e, por isso todo mapeamento deve imprescindivelmente ser confrontado com dados de campo, principalmente os de composição florística da vegetação arbórea adulta. 53
  • 54. Fig.10: Distribuição fitogeográfica das espécies do estrato regenerante Domínio Atlântico 46 36 42 35 Domínio Domínio Da Caatinga Do Cerrado 45 39 36 2.6 Similaridade florística entre o estrato regenerante e a comunidade arbórea Na vegetação do estrato regenerante foram amostradas 52 espécies, enquanto no estrato arbóreo 130 espécies, sendo que a riqueza total da amostra considerando os dois estratos foi de 116 espécies, dentre as quais 31 (26,7%) foram comuns a ambos os estratos estudados, 21 (18,1%) ocorreram somente na regeneração e 64 (55,1%) apenas no arbóreo. Comparando ao trabalho de Silva et al (2012) também em uma floresta estacional decidual, que utilizou a mesma metodologia de amostragem mas fez a análise utilizando 9 parcelas de cada estrato enquanto neste trabalho foram utilizadas apenas 3, o índice de Sorensen encontrado na análise da similaridade entre os estratos, pode ser considerado alto para a FED da Serra do Cipó, pois no trabalho citado este índice foi de 35,2% (Ss:0,35) e no presente trabalho o índice de Sorensen foi de 48% (Ss: 0,48). 54
  • 55. Tab. 4: Composição Florística do estrato regenerante: G. E. (grupo ecológico = PI [pioneira], S.I [secundária inicial], S [secundária], S. T [secundária tardia]); T.D (tipo de dispersão = zoo [zoocórica], vento [anemocoria], auto [autocórica]; Atl (Mata Atlântica); Cer (Cerrado); Caa (Caatinga) Família G.E T. D. Atl Cer Caa ANACARDIACEAE Lithrea molleoides (Vell.) Engl. Myracrodruon urundeuva Allemão Tapirira guianensis Aubl. PI S.I PI zoo vento zoo x x x x x x x x x ANNONACEAE Rollinia sylvatica (A.St.-Hil.) Mart. PI zoo x x x APOCYNACEAE Aspidosperma cuspa (Kunth) S.F.Blake ex Pittier S.T vento x x x Aspidosperma multiflorum A.DC. Aspidosperma ramiflorum Müll.Arg. S.T S.T vento vento x x x x S vento x Arrabidaea bahiensis (Schauer) Sandwith & Moldenke S.T vento x x BIXACEAE Cochlospermum vitifolium (Willd.) Spreng. PI vento x x x BORAGINACEAE Cordia trichotoma (Vell.) Arrab. ex Steud. S.I vento x x x N.E zoo Celtis brasiliensis (Gardner) Planch. Celtis iguanaea (Jacq.) Sarg. PI PI zoo zoo x x x x x CELASTRACEAE Plenckia populnea Reissek S.I vento x x x Maytenus robusta Reissek S.T zoo COMBRETACEAE Buchenavia tomentosa Eichler Terminalia argentea (Cambess.) Mart. Terminalia glabrescens Mart. S.I PI PI zoo vento vento x x x x x x S.I zoo x x Croton blanchetianus Baill. PI aut x FABACEAE Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan PI aut x x Bauhinia rufa (Bong.) Steud. PI aut x x N.E zoo x x x ASTERACEAE Dasyphyllum spinescens (Less.) Cabrera BIGNONIACEAE CACTACEAE Pilosocereus sp. CANNABACEAE x x x x ERYTHROXYLACEAE Erythroxylum pelleterianum A.St.-Hil. EUPHORBIACEAE Chamaecrista eitenorum (H.S.Irwin & Barneby) H.S.Irwin & Barneby N.E Copaifera langsdorffii Desf. PI x 55 x x x
  • 56. Lonchocarpus sericeus (Poir.) DC. Peltophorum dubium (Spreng.) Taub. Piptadenia gonoacantha (Mart.) J.F.Macbr. Plathymenia reticulata Benth. Platypodium elegans Vogel Senegalia polyphylla (DC.) Britton & Rose S.I S.I PI PI PI PI N.E aut aut e vento vento vento aut x x x x x x x x x x x x x x x x x x Swartzia multijuga Hayne N.E N.E x x MALVACEAE Guazuma ulmifolia Lam. Helicteres brevispira A.St.-Hil. PI PI zoo N.E x x x x x x MELASTOMATACEAE Miconia albicans (Sw.) Triana PI zoo x x x Miconia ferruginata DC. N.E N.E MELIACEAE Trichilia catigua A.Juss. S.I zoo x x Myrsine umbellata Mart. PI N.E x x MYRTACEAE Eugenia florida DC. Myrcia splendens (Sw.) DC. Myrciaria floribunda (H.West ex Willd.) O.Berg Psidium guajava L. PI PI S.I PI zoo zoo zoo zoo x x x x x x x x x x x x RHAMNACEAE Rhamnidium elaeocarpum Reissek S.I zoo x x x Chomelia brasiliana A.Rich. Cordiera sessilis (Vell.) Kuntze PI PI N.E N.E x x x x Ladenbergia sp. Randia armata (Sw.) DC. N.E PI N.E N.E x x x Zanthoxylum fagara (L.) Sarg. S zoo x x SALICACEAE Prockia crucis P.Browne ex L. N.E N.E x x x SAPINDACEAE Cupania vernalis Cambess. S.I zoo x x x Diatenopteryx sorbifolia Radlk. PI vento x x SAPOTACEAE Chrysophyllum gonocarpum (Mart. & Eichler) Engl. N.E zoo x x x x MYRSINACEAE RUBIACEAE RUTACEAE 56 x
  • 57. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O presente levantamento florístico das espécies da regeneração natural na Serra do Cipó traz importantes informações acerca da ecologia dessa floresta e de seus padrões biogeográficos de distribuição e composição de espécies. A lista da flora da Serra do Cipó tende a aumentar cada vez mais na medida em que se aumente o esforço amostral na FED, pois por ser um enclave florestal, a vegetação dessa formação guarda um conjunto de espécies com muitas especializações na comunidade em termos de habitat e de fitogeografia no contexto regional Serra do Cipó cujo entendimento dessa inter-relação espécie-ambiente pode ser de grande utilidade no traçado de estratégias de conservação e no conhecimento das ciências ambientais acerca dos processos evolutivos da paisagem e do ambiente florestal. Também é importante destacar as singularidades da composição florística dessa mata seca na Serra do Cipó no que se refere ao grande número de grupos taxonômicos predominantes de ambientes úmidos o que reforça a hipótese da singularidade da flora em comparação á outras FEDs localizadas em outras regiões e as relações florísticas com a Mata Atlântica. Tais variações florísticas da FED ao longo de gradientes espaciais e temporais certamente se relaciona ás diferentes características climáticas de cada localidade, dentre os elementos climáticos que exercem influencias sobre essa variação na composição florísticas da FEDs ao longo das diferentes regiões o fator umidade parece ser o elemento determinante no estabelecimento de uma comunidade florestal. Um levantamento da publicação acerca das famílias botânicas que ocorrem na vegetação estudada faz-se necessário, sobretudo no contexto de buscar singularidades na flora da Serra do Cipó que possam auxiliar a conservação da FED, pois as unidades geobotânicas descritas até aqui expressam a condição florística da vegetação em termos de amplitude e generalizações já que são as famílias de maior destaque, investigar a composição florística de maneira mais detalhada dando enfoque às famílias, gêneros e espécies de menor expressividade na amostragem quantitativa talvez possa indicar padrões florísticos ainda não identificados para a vegetação da Serra do Cipó. 57
  • 58. REFERÊNCIAS: AB'SABER, A, N. Espaços ocupados pela expansão dos climas secos na América do Sul, por ocasião dos períodos glaciais quaternários. Rev. Paleoclimas, v. 3, p. 119, 1977. AB'SABER, A, N. Os domínios de Natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. ACIESP. ACADEMIA DE CIÊNCIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO. Glossário de Ecologia. 2ª ed. nº3. 1997. ATINGEM, N. V.; SCHERER, B. S.; VARÃO, A. M. Estudos espeleológicos das cavidades naturais da UHE – Estreito / MT- TO: prospecção e documentação básica. In: Anais do 31º Congresso Brasileiro de Espeleologia. Ponta Grossa, Paraná, 2011. ALBURQUERQUE, E. S.; CANDIOTTO, L. Z. P.; CARRIJO, B. R.; MONARTIRSKY, L. B. A nova natureza do mundo e a necessidade de uma biogeografia social. Revista Geosul, v.19, n.38, p.141-158, Florianópolis, 2004. ALMAZÁN-NUÑEZ, R.C.; ARIZMENDI, M.D.C.; EGUIARTE, L.E.; CORCUERA, P. Changes in composition, diversity and structure of woody plants in successional stages of tropical dry forest in southwest México. Revista Mexicana de Biodiversidad, vol. 83, pg.1096-1109, 2012. ALMEIDA-ABREU, P. A.; RENGER, F. E. Serra do Espinhaço meridional: um orógeno de colisão do mesoproterozóico. Revista Brasileira de Geociências, vol.32, n.1, pg.1-14, 2002. ANDRADE, A. L. A problemática do licenciamento ambiental em zona de amortecimento de unidades de conservação. Dissertação de Mestrado do Programa de Pós- graduação em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Universidade Federal de Minas Gerais, Escola de Engenharia da UFMG, Belo Horizonte, 2005. ARROYO-MORA, J. P.; SÁNCHEZ-AZOFEIFA, G. A.; KALACSKA, M. E. R.; RIVARD, B.; CALVO-ALVARADO, J. C.; JANZEN, D. H. Secondary Forest detection in a neotropical dry Forest landscape using Landsat 7 ETM+ and IKONOS imagery. Biotropica, vol.37, n.4, pg.497-507, 2005. 58
  • 59. AZEVEDO, A. R.; SILVA, V. V.; FERREIRA, A. M. M. Análise dos fragmentos florestais na bacia do rio Turvo, médio vale do rio Paraíba do Sul, RJ.Anais do VI Congresso de Ecologia do Brasil, Fortaleza, 2003. BARBERO, A. P. P. Flora da Serra do Cipó (Minas Gerais, Brasil): Orchidaceae – subtribo Laeliinae. Dissertação de Mestrado do Instituto de Botânica da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. 2007. BARROS, R. S. M. Medidas de diversidade biológica. Programa de Pós Graduação em Ecologia Aplicada ao Manejo e Conservação de Recursos Naturais. Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2007. BARROSO, G. M. Sistemática de angiospermas do Brasil. Editora UFV, 1991. 326p. BIODIVERSITAS. FUNDAÇÃO BIODIVERSITAS. Reserva da biosfera da Serra do Espinhaço. Disponível em: http://www.biodiversitas.org.br/rbse/default.asp. Acesso em Janeiro de 2012. BORGES, L. M. Mimosoideae na Serra do Cipó, Minas Gerais e análise da variabilidade morfológica de Mimosa macedoana Burkart. Dissertação de Mestrado do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, 2010. BRASIL. Decreto nº 750 de 10 de fevereiro de 2003 que dispõe sobre o corte, a exploração e a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da mata atlântica, e dá outras providencias. Disponível em: http://www.ibama.gov.br/flora/decretos/750_93.pdf Acesso em Jan. 2012. BRASIL. Lei nº 11.428 de 22 de dezembro de 2006 que dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do bioma mata atlântica, e dá outras providencias. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004- 2006/2006/lei/l11428.htm Acesso em Jan de 2012. BULLOCK, S. H.; MOONEY, H. A.; MEDINA, E. Seasonally dry tropical forests. Cambridge University Press, 1995. BÜNGER, M. O. Myrtacea na Cadeia do Espinhaço: a flora do Parque Estadual do Itocolomi (Ouro Preto/Mariana) e uma análise das relações florísticas e da influência das variáveis geoclimáticas na distribuição das espécies. Dissertação de 59
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