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O Bandeirante 042006
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O Bandeirante 042006

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O Bandeirante 042006 Document Transcript

  • 1. Mental,oral,escrito“Informativo Mensal da Sociedade Brasileira de Médicos EscritoresSOBRAMES-SP - Regional do Estado de São PauloO BandeiranteUma publicaçãofeita porMédicosEscritores15Ano XIV - n° 161 - Abril de 2006Suplemento LiterárioSuplemento LiterárioSuplemento LiterárioSuplemento LiterárioSuplemento LiterárioAqui estão os autores daprosa e do verso que vocêlerá nesta edição:Nelson Jacintho, Fernando Batigália,Aldo Mileto, Lígia Pezutto, LedaGalvão, Evanir Carvalho, PauloRodarte, Maria Virgínia Bosco,Luiz Giovani e Rodolpho Civile.Pg.3 a 6.Escrever é estar noextremo de si mesmo.João Cabral de Melo Neto -(1920), in Museu de Tudo:“Exceção Bernanos, que se diziaescritor da Sala de Jantar”.“ Convide aquele médico seuconhecido, que viveinventando e escrevendohistórias, para participarda SOBRAMES-SPGeováh Paulo da CruzNão me consta que existamsociedades de professores escritores,advogados escritores, arquitetosescritores, financistas escritores, etsicigitur.Nosseusofícios,certamenteos professores falam muito eescrevem pouco. Os advogadosescrevem muito e não lêem tanto. Osarquitetos não lêem, nem escrevem.Já os médicos lêem muito e escrevempouco. Grande parte, de tanto ler,acaba sentindo necessidade deescrever. Deve ser por esta razão agrande inclinação dos médicos para aescrita. Talvez seja uma compulsão.Muitos são aqueles que trataram detemas e assuntos literários extra-médicos. Entre nós, citaríamos Guimarães Rosa, JúlioRibeiro, Martins de Oliveira, Pedro Nava.A primeira idéia ou ideo-semiologia é aquela mental,a fixação de uma imagem, um som, um odor, uma sensaçãocinestésica. Um índio descobriu o caminho para um bosquefarto: é um feito que mesmo sem palavras gera memóriaevocável. Supondo-se que fosse um hominídeo, tão primitivoque ainda não falasse, haveria no seu cérebro um gravadomnemônico daquilo. Ao tentar passar para outros a suaexperiência, foi descobrindo evolutivamente os sonsarticulados, até chegar a uma linguagem gramaticaleficiente, efetiva. Sua semântica foi crescendo. Este foiseu mecanismo de comunicação. Dentro da inteligência delehavia a semiótica real, agora expressa por sons, mas comoinculcá-la noutro cérebro? Simplesmente falando? Ora, tantoisto podia dar certo, quanto não, o que era uma falha. Podiacomunicar mal, ou o outro guardar mal, ou as duas coisas.Pormaisqueamemóriaoraltenhaalcançadolimiteselevadosde eficiência, era um sistema lábil. A tradição oral estavabaseada no alicerce: velhos esclerosados contando parajovens desatentos, que por sua vez se tornavam velhosesclerosados contando para jovens desatentos. Por isso, aversão de um fato nunca era a mesma por mais de duasgerações.Geováh Paulo da Cruzé médico oftalmologistaem São PauloIsto precisava de conserto,encontrado na semiótica gráfica.A escrita. Pronto, estavaestereotipadaaconstruçãomental,baseada na comunicação verbal,mas não oral. Os sons deixaramde ser apenas sons, para tomarforma dimensional, um grafismo,algo parecido com a notaçãomusical, que veio mais tarde. Umsinal significava um som, que nãotinha necessariamente de seremitido, nem falado, mas que eraverbal, expressava uma idéia ouum coisa, real ou abstrata. Sempronunciar uma única palavra ohumano podia se fazer entender,algo assim como se fosse possível transferir um “pedaço”materializado de seu pensamento para dentro de outropensamento alheio. Um enxerto ou transfusão gráfica.A moda pegou. Daí por diante alguém conheceu daexperiência do outro, e pôde agregá-la ao seu repertório.Alguém grava para que alguém leia. É o que estamosfazendo, neste nosso jornal. Mesmo que sejamos apenasuns poucos entre escritores e leitores, esta transmissão éum legado indestrutível, indelével, ao alcance deinterlocutores distantes um do outro, no espaço e notempo. Hoje eu “falo” para um meu desconhecido, queestará no norte do país, daqui a um mês, ou a um século.Não é um milagre? Finalizemos de forma bem humorada.Um pequeno jornal do interior, de periodicidade incerta,fez inflamado e veemente editorial sobre a iminência dasegunda guerra mundial. Logo a seguir Hitler invadiu aPolônia. Uns dois meses após saiu nova edição, cujamanchete era: “Não ouviram as nossas advertências!!!”.Nossa pretensão não chega a tanto, mas éigualmente bem intencionada.
  • 2. O Bandeirante - ANO XIV - nº 161 - Abril 2006 - Publicação da SOBRAMES-SP - Sociedade Brasileira de Médicos EscritoresRegional do Estado de São Paulo - Sede: Rua Alves Guimarães, 251 - CEP 05410-000 - Pinheiros - São Paulo - SP - telefax (11) 3062.9887/ 3062-3604 - Projeto Gráfico e Diagramação: Rumo Editorial Produções e Edições Ltda. - E-mail: rumoeditorial@uol.com.brEditores: Flerts Nebó, Marcos Gimenes Salun. Redatores: Luiz Giovani, Marcos Gimenes Salun. Jornalista Responsável: Marcos GimenesSalun - MTb 20.405 - SP - Correspondência: Av.Prof. Sylla Mattos, 652 - apto. 12 - Jardim Santa Cruz - São Paulo - SP - CEP 04182-010 -E-mail: sobrames@uol.com.br - Diretoria Gestão 2005/2006 - Presidente: Flerts Nebó. Primeiro-secretário: Marcos Gimenes SalunSegundo-secretário: Maria do Céu Coutinho Louzã. Tesoureiro: Milton Maretti. Conselho Fiscal Efetivos: Luiz Giovani, MadalenaJ.G.M.Nebó, José Rodrigues Louzã. Suplentes: Sérgio Perazzo, José Jucovsky, Arlete M.M.Giovani.O BandeiranteAbril 2006Quem ama não esqueceHOSPITAL METROPOLITANOServiços de Pronto-socorroe tratamentos de ambulatório.Rua Marcelina, 441 - Vila Romana - SP(11) 3677.20002EditorialLIFE SYSTEMASSISTÊNCIA MÉDICA E ODONTOLÓGICAAvenida Brasil, 598 – Jardim América – SP(11) 3885 – 8000lifesystem@uol.com.brFlerts NebóExpedienteRápidasSuperpizzaA sogra do MilettoMUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA - Desde 20 de março as 270milhões de pessoas que falam o idioma português em todo o mundoganharam um ponto de encontro. No coração de São Paulo, naEstação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa, ambicioso projetode mais de U$ 36 milhões, proporciona uma viagem sensorial esubjetiva pela língua portuguesa, guiada por palavras, autores eestrelas do Brasil. Totalmente interativo, o museu revela os segredosdo idioma, suas origens e produções textuais. O museu funcionade terça a domingo, das 10h as 18h, na Praça da Luz, s/n, comingressos a R$ 4 (inteira). A entrada é gratuita para crianças até10 anos e pessoas acima de 60. Vale a pena também uma visita aoportal www.museudalinguaportuguesa.org.brASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA - Ficam todos os membrosda SOBRAMES convocados para a Assembléia Geral Ordináriaque acontecerá no dia 20 de abril, às 17h, no auditório docentro de eventos do Maceió Mar Hotel, na Av. ÁlvaroOtacílio, 2991 - Bairro Ponta Verde, em Maceió, Alagoas. Napauta, dentre outros itens, a escolha da sede do XXIICongresso Brasileiro de Médicos Escritores em 2008 e eleiçãode nova diretoria da SOBRAMES Nacional.NOVO MEMBRO - Comunicamos o ingresso de mais um membrocolaborador na SOBRAMES-SP, a partir de abril. Trata-se dajornalista Leda Galvão de Avellar Pires, da cidade de Ubatuba- SP, que há algum tempo já vem interagindo com a nossaregional. Contatos: leda_galvao@uol.com.brELEIÇÕES 2006 - Até 01 de agosto poderão inscrever-se aschapas que pretendam concorrer às eleições para a diretoriada SOBRAMES-SP para o biênio 2007/2008. A eleição ocorreráno dia 15.09.2006, durante Assembléia Geral Ordinária.Aguardem todos os detalhes nas próximas edições.O casal Luiz e Sônia Yamasaki, ele engenheiro e ela artistaplástica, gentilmente aceitou nosso convite para escolherdentre os textos dos autores que encararam o desafioproposto para 12ª edição da Superpizza, com o tema “Amorde sogra”, o que mais lhes agradou. Eles indicaram comofavorito o belo soneto “Minha sogra, meu amor” , publicadona página 3 desta edição, de autoria de nosso jápremiadíssimo Aldo Miletto. Agradecemos a colaboração deSônia e Luiz e parabenizamos o poeta Miletto, que receberáuma garrafa de vinho numa de nossas próximas Pizzas.Há um ditado que diz: “O amor nuncamorre”! Realmente, se algum de nós tiver umamor sincero e profundo, jamais oesqueceremos.Esse amor poderá ser por uma pessoa oupor alguma coisa, mas por maiores esforços quepossamos fazer por nos esquecer dele, elesempre estará em nossa mente. Ou, como dizemos poetas, estará sempre em nosso coração.Citemos, só como exemplo, o conhecidoe super-relatado “Amor de mãe”.É verdade que temos observadoultimamente que esse “amor” na realidade nãoera amor, mas sim o ódio de alguma pessoa,por algo que havia se passado em sua vida eque a “marcara” profundamente a ponto deNÃO MATAR, ao menos desejar a morte de umente que viera de seu interior.Mas o amor a que nos estamos referindo,embora seja originário de nossos sentimentos,ele é puro e nos acompanha, mesmo enquantoestamos nos braços de Morfeu, visto queparticipa de nossos sentimentos, mesmo sempensar nele.Estou me referindo ao amor à literatura!Muitas vezes, um simples pedaço de jornal, nosfaz recordar de alguma “coisa” que se passouem nossa vida, como é, por exemplo, o carinhoe o amor que dedicamos a nossa SOBRAMES.Quem passou pela vida e não amou,passou pela vida... NÃO VIVEU!
  • 3. Minha sogra, meu amor*3O BandeiranteAbril 2006SuplementoSuplementoSuplementoSuplementoSuplementoLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioAldo MilettoMédico psiquiatra - São Paulo - SPAnatomia da almaFernando BatigáliaCirurgião gastroenterologista -São José do Rio Prêto - SPMinha sogra, meu amor!... / eu concordo co’o epíteto...Ela foi, com seu pendor, / mãe e avó de muitos netos,que acolheu ao seu redor, / com dedicação, afetoe carinho, com calor, / para herdeiros tão diletos!...Atenciosa com os seus, / alma pura e desprendida,dedicada mãe e esposa, / sempre muito bem se deu,com os genros... Louvo a Deus, / pela graça recebida,dessa dama generosa, / que em meu mundo apareceu!...Mas um dia, muito cedo, / de repente surpreendeu,ao romper todo esse enredo / de benesses, de bondade...Quieta, silenciosamente, / mui calada adoeceu...No hospital, examinada, / silenciosa faleceu...Anjo bom foi pra morada / celestial da eternidade,onde vela, certamente, / por nós todos, junto ao Céu!*texto vencedor da 12ª Superpizza - 16.02.2006Sentei-me à beira das poeirasE conjuguei “meus” verbos no PresentePara sentir a vigésima quinta hora,Vigília do que se quer conhecer.Levitei o corpo esquecidoPor sobre a linha do TempoQue por mim sempre passara solene.Arremessei o conceito de VazioE me distancieiDos corredores de sonhos e sentimentos.A cada degrau, sem olhar para trás,Visões e cirandasDe alegria, de Ser e de SaberAté o ponto único, indivisívelTranscendente e imanente em Si.Folha em branco.Desafio ferozquando a críticase faz algoz.A mente ardiano sentir do dia.O vazio e o nada,a falta vazada.Nos amigos,a esperança,feito mimosde criança.Incentivo permanentea me deixar contente.Tomo corageme rabisco na aragemde uma amizade sólidaa cultivar minha história,seguindo linhas sinuosasda inspiração preguiçosa.E, no silêncio da sala,minha mente se embalaem mais um versobranco ou com rima.Sucesso encantado.InspiraçãoLígia Terezinha PezuttoJornalista - São Paulo - SPSe eu pudesseNelson JacinthoMédico ortopedista - Ribeirão Preto - SPSe eu pudesse, eu gostaria tanto,De ver o mundo, todinho mudado,De cada face ver sair o pranto,Em cada gesto, ver o braço dado...Ver as famílias em torno das mesas,Ver pais idosos em abraço franco,No dia a dia, não se ter surpresas,Ganhar em paz, nosso cabelo branco...Que bom seria se o mundo mudasse,Se em toda a terra, não houvesse fome,Se a falcatrua, no mundo acabasse,Se os poderosos honrassem seu nome...A terra é rica, mas o mundo é pobre.A terra é fértil, mas sovina o homem.Que bom seria se num gesto nobre,O ser humano se tornasse “Homem”...E em cada face, nascesse o riso,Em cada gesto, nascesse o perdão,Em cada choro, nascesse uma vidaE afago terno, no aperto de mão...
  • 4. 4O BandeiranteAbril 2006 SuplementoSuplementoSuplementoSuplementoSuplementoLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioLiterário1972. Era secretária do Departamento de Ginecologiae Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu.Chefe: Dr. Laurival Antonio de Luca.Certo dia, às 16 horas, veio o convite tentador daDra. Irene, docente do Departamento: ir para Humaitá(AM), com a primeira equipe de Medicina e ficar lá umasemana a fim de verificar possibilidades de atuação naárea. Deveria estar na Praça Paratodos às 21 horas emponto com mala e tudo.Olhei minha escrivaninha... fiz um balanço... ajeiteia papelada e escrevi o bilhete: - Dr. Laurival: Estou indopara Humaitá. Volto na próxima quarta-feira.Fui para casa, falei para o meu marido: - Vou pediruma coisa que sei que você não vai deixar, mas voufazer.- Qual a loucura dessa vez?- Estou indo para Humaitá com uma equipe do ProjetoRondon. Aí, ele simplesmente virou as costas e saiu.Às 20h30m eu estava na Praça e vi o ônibus daFaculdade ali estacionado. Perto dele, a Dra. Irene e ossextoanistas.Subimos para o ônibus com a cara e a coragem (nãomuita). Itinerário: Botucatu a Campo Grande (MS); delá, até Porto Velho (RO) em avião da FAB. Depois, deônibus, até Humaitá.Ótima viagem com passageiros, leitoas, frangos etc.e, um senhor mostrando para outro, com toda anaturalidade a maior pepita de ouro que jamais vereinovamente em minha vida.O perdão quenão veioLeda Galvão de Avellar PiresJornalista - Ubatuba - SPChegando na cidade: surpresa. Ainda nãohavia alojamento. Ficamos divididos em casasparticulares. Francisco Dal Médico, de Bauru – oChicão – foi nosso cicerone e anfitrião.No dia seguinte, fomos conhecer a cidade –na época, apenas duas ruas sem calçamento e ohospital.No segundo dia, descida pelo Rio Madeira até opovoado de Carapanatuba (carapanã, mosquitinho que picadoído e não respeita jeans). Cicerone: o bispo Dom MiguelD´Aversa que nessa época não via os rondonistas combons olhos. Depois, mudou completamente, tornando-senosso grande amigo.A viagem de barco, uma delícia!!! Calor infernal.Alimentação: uma bolacha esquisita dura até de roer.Arroz, feito com água do Madeira, quase sem sal. À noite,o barco embicou e estacionou quase dentro da floresta.Aí duas alternativas: ou ficávamos no beliche, verdadeirasauna, ou no convés, sendo comidos literalmente peloscarapanãs. Preferimos o beliche a passamos a noite todacolocando toalha molhada no corpo.A chegada no povoado valeu pela viagem. Fomosfestivamente recebidos, frutas à vontade, piranha cozidajunto com folhas de bananeira.Os demais dias passamos conversando com acomunidade, trocando idéias, Dra. Irene e os sextoanistasconhecendo melhor o hospital e aprendendo a diagnosticardoenças usando apenas o olho clínico. Cirurgias e partosnão faltaram, com a Irmã Giovana (sem diploma) dandoaulas práticas...Na volta, entrei na Secretaria e quando esperava queo Chefe fosse deixar explodir todo o seu sangue italiano,olhou-me friamente e disse:- Por que não pediu?- Se pedisse, o senhor não deixaria.- Jamais a perdoarei por isso.E não perdoou mesmo, porém seu coração somentebalançou em 1995 quando me operou de um câncer demama... Isso, porém, é outra história.SaudadeEvanir da Silva CarvalhoMédico reumatologista - São Paulo - SPA saudade soa sem sentidoÉ como a descrição de um aromaOu um sabor que não vivemosÉ a soma e a pena dos pecados que não cometemosE assim vivi a vida toda...Era a falta de algo ou alguémUm lugar, uma música, uma voz...Era a minha masmorra e o algozE tudo clareou quando lhe conheciComo se gritassem todos, sóis, sós em mimExplicando tudo, uma panacéiaE a saudade ente se dissipouQuando você partiu, tudo ruiuDemorei dias para assimilar a idéiaAceitá-la descer a força pela gargantaPois a confusão em mim era tantaE cheia de amarrasE aos poucos aquelas garrasLongas e afiadas de saudadePenetraram todas em meus pulmõesNinguém ouviu minhas oraçõesPortanto não mereci piedadeAlém da dor indescritívelO mais incrívelDesde então, não pude mais respirar!
  • 5. O BandeiranteAbril 2006 5SuplementoSuplementoSuplementoSuplementoSuplementoLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioSinistra criaturaPaulo E. Rodarte de AbreuMédico urologista - Lavras - MGNunca o vi com bons olhos, desde quando ele saiuàs ruas. Aliás, de seu parente mais antigo, não guardoboas recordações. Ele é um chato de plantão, queincomoda no melhor momento. Há quem diga que nãopôde concluir o intento por obra e graça do seuchamamento. Ele nos buzina nos ouvidos, em qualquermomento, menos na hora mais adequada. E no mundoinformatizado de hoje, não há como dele se livrar. Dizemem sua defesa que ele ajuda nos negócios, mas faz onegócio baixar. Quando ele tilinta nos tira do sério. E amaioria das suas chamadas são ledos enganos, puraconversa fiada.Quem o inventou adorava conversa, mas nãogostava de avistar aquele que com ele dialogava. Elenasceu numa noite fria, de um parto complicado.Imagino que o parteiro que o recebeu estava num diainfeliz, pois a ele chamavam de hora em hora. Aqueleaparelhinho falante não tem a timidez por qualidade.Entra em conversa alheia como se fosse amigo íntimo.No entanto é um ilustre desconhecido, um penetraaborrecido. Em alguns locais ele é barrado no baile, suapresença abominada. Mas para alegria dos fabricantesaquela figura modernosa dá um lucro de engordardefunto. Em cada esquina da cidade, nos pontos maisvalorizados, uma loja oferece os seus serviços. Aquelapeça, da qual cresce o consumo, fica cada vez maisbarata. E os modelos oferecidos são mais e maisformosos, com inúmeras qualidades no manuseio.Servem de computador, máquina de retratos, e até natelevisão eles são capazes de aparecer. Não lhesignoro a capacidade de desenvoltura. Acada anoque passa mil e uma funções, como Bombril,com mil e uma qualidades. Mas felizmenteBombril não fala, apenas cuida da limpezadoméstica.Em sua defesa apregoam algumasvirtudes. É fácil de localizar o usuário, não sepode esconder ninguém que dele lança mão, se escondeem qualquer bolsa de mulher, cabe na palma da mão, aocontrário do parente fixo, ele se desloca na velocidadedo vento, pode dormir ao relento, sem medo de raiopegar, não fica resfriado como o dono, pois não tempulmão, são carregados como um cachorro de madame,com a vantagem de não sujar o ambiente, são higiênicos,não tossem, não latem, apenas buzinam os nossosouvidos, quando alguém nos procura, falam ao ouvidodo dono, sem dizer a que vieram, e outras qualidadesmais, que encher-me-iam a página, só de delas falar.Ele vicia que nem cachaça ou coisa pior, quem tem nãofica sem. Mas é uma persona não grata quando entra noconsultório do médico. É uma atração irresistível, àcobiça dos ladrões.Mas um seu defeito só não vê quem não quer. Ocasado que o leva ao motel, melhor ainda à cama, coma parceira que não é a própria, pode entrar pelo cano,na hora melhor. Quando aquele pestinha toca, quandomenos se espera, e a outra o atende, quando a esposachama, aí a vaca vai pro brejo, no melhor da festança.Nestes momentos inglórios, quem ainda gostava dele,fica de mal para sempre, até a próxima compra.Vocês sabem quem é a sinistra criatura? Se nãosabem fiquem sabendo. Ele é um penetra incorrigível,porta voz das notícias ruins, comadre fuxiqueira que seprima por transmitir fofocas, inverdades verdadeiras.Ele nada mais é, nada menos, do que aquele aparelhinhoda onda, o atrevido telefone celular, em quem nemmesmo o nome fica direito.Nesta noite, sonhei um sonho utópico, um poucodiferente dos demais. Sonhei com a liberdade.Desatei as amarras das minhas correntesinvisíveis, e ao observá-las rompidas, percebi um “nãosei o quê” meio meu, como se tivesse arrebentado amim mesma.Reconheci tantos antigos desejos,sorrateiramente transformados em amarras, tantasgrades construídas pelas minhas mãos, que me entendiprisioneira de mim.Jaziam ao chão, as correntes dos meus amores,das minhas ilusões, dos meus preconceitos, das minhasfalsas crenças, das minhas equivocadas necessidades.Entreolhavam-me todos assustados, esinalizavam-me com a permissão passiva e zombeteira:-Vá,podeir!-masrelutantemente,pareinocaminho.Sempre ouvi dizer, que o pior castigo do Homempoderia ser a conquista da liberdade. Deveras. Talvez poristo necessitemos tanto atar nossas próprias correntesinvisíveis.Senti-me ancorada à minha grade,propositalmente sem bússola, debatendo-me àstempestades, rogando apenas por brisas, qual um barcoque necessita, mas não consegue largar o cais.E então, igualmente ao paradoxo de todos ossonhos, recolhi todos os cacos das correntes, e resolvime trancar para todo o sempre.Ao despertar, percebi que acordara do maisefêmero e irreal dos meus sonhos, para continuaradormecida no meu eterno e real pesadelo.GradesMaria Virgínia BoscoMédica cardiologista - São Paulo - SP
  • 6. 6O BandeiranteAbril 2006 SuplementoSuplementoSuplementoSuplementoSuplementoLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioO pernil davelha botaLuiz GiovaniMédico pediatra - São Paulo - SPAs luzes da cidade grande piscavam lá fora. Milhares.Pequenos e grandes letreiros coloridos refletiam desenhosem movimento nas paredes da sala.Eram repetitivos em suas brincadeiras, ao contráriodas duas crianças que corriam pelos cômodos em algazarra.A noite era de festa. Uma noite especial.Em frente à ampla janela ele contemplava, do nonoandar, a fantástica visão dos anúncios luminosos. Lá em baixo,as árvores da rua pareciam dançar, enfeitadas com seusvestidos de minúsculas luzes brancas. O baile começara.Puxando a perna da calça, uma das crianças oacordou daquele momento de sonho e transe.- Pai! A mãe está chamando! Ficou surdo?Então ele se voltou para a sua realidade e foi emdireção à mesa. Tantas frutas, castanhas, passas, figosimportados. No centro, um enorme cesto exibia nas alças agraciosa cachoeira de fios de ovos. Presunto gordo, váriosqueijos finos, inúmeras baguettes e outros pães davamharmonia ao conjunto tão cuidadosamente preparado.Tudo ao redor parecia tão perfeito, mas ele estavatriste. Faltava alguma coisa. Por que a noite feliz, planejadahavia meses, agora decepcionava?Havia dentro do peito algo que se debatia para sair ese agitava incomodamente.A mulher e a sogra surgiram da cozinha e osurpreenderam fitando a mesa. Traziam nas mãos o pernilTempos... tempos...Rodolpho CivileMédico - São José dos Campos - SPComo vocês já perceberam, eu sou um velhinho,que não tendo nada a fazer, vivo aborrecendo os outros,com as minhas idéias e reminiscências. Provavelmente, é umdesgaste dos neurônios ou parafusos mentais espanados pelouso. Desta vez, a minha preocupação: “a importância dasmulheres na vida dos homens” e “a importância dos homensna vida das mulheres”. É importante que se diga: desde queo mundo é mundo, a vida de ambos está interligada.No Gênesis, o primeiro livro sagrado do Pentateucoda Bíblia, consta que Deus criou o homem à Sua semelhança,colocou-o no Paraíso e lhe deu o nome de Adão. Para nãodeixá-lo solitário e tristonho, durante um profundo sono,tirou-lhe uma costela e fez uma mulher, Eva.Deduz-se que Deus criou Eva para encher... enchera vida de Adão de alegria! Concluiu-se que homem e mulhertêm a mesma constituição. Tudo estava bem entre eles atéque apareceu a serpente e, maldosamente, os enganou. Emconseqüência, a serpente foi amaldiçoada e Adão e Evaexpulsos do Paraíso.E o tempo foi passando, passando... E novas geraçõesforam se sucedendo com diferentes características depersonalidades. Ora com a predominância do homem, orada mulher...Os antigos romanos diziam: “atrás de um grandehomem existe sempre uma mulher”. Com o passar do tempo:“atrás de uma grande mulher existe sempre um homem”.Os antigos gregos diziam: “o homem representa ainteligência e a mulher a beleza”. Com o passar do tempo:“o homem representa a beleza e a mulher a inteligência”.Nos nossos dias a mulher representa a beleza e a inteligência.Do homem não se fala mais nada!Um periódico da época comentou ironicamente queo grande filósofo Sócrates, preso injustamente porcorromper a mocidade pelas suas idéias, preferiu tomarcicuta do que voltar aos braços da mulher, que era uma“chata”...Ah, serpentes, serpentes! Não foi só no Paraíso queelas existiram. Hoje elas continuam soltando os seusvenenos! Não vamos dar crédito a tais estultices...Homens e mulheres, de mãos dadas, caminham pelavida a fora, lutando, sofrendo, amando, criando os seus filhoscom respeito e dedicação, sem o espírito de rivalidade epredominância entre os sexos.Reconheço que, numa sociedade ou numa família,tem que haver um líder, um administrador, uma cabeça quepensa, que ordena, para se evitar bagunça, desordem eanarquia.Na minha casa, por exemplo, existe ordem. Quemmanda sou eu! Naturalmente, depois de ouvir a minha mulher.Eu sempre dou a penúltima palavra.***recém-tirado do forno. O aroma estava delicioso,inundando todos os cômodos do apartamento.- Gostou?De repente, aquele seu arremedo de sorriso,amarelo e sem graça, desapareceu e sua bocaescancarou enorme, de alegria pela descoberta.Passando pelas mulheres atônitas foi até oarmário. Agarrou dois pratos de porcelana inglesa e, semdizer palavra, iniciou a passeata em volta da mesa. Serviu-sede tudo, do bom e do melhor. Sentiu-se um menino travessodescobrindo uma brincadeira deliciosa. arroz, farofa doce,tênder frio, queijos, frutas e... fios de ovos... Por que não?Uma lasca gigante de pernil, a baguette sob o braço e porfim as taças mais a garrafa de vinho espumante.As crianças logo notaram as reações dos adultos e,imóveis sobre o grosso carpete, indagaram-lhe com asboquinhas abertas.- Já volto! - disse sorrindo da soleira da sala.Uma tênue luz emanava da rústica edícula, nos fundosdo estacionamento. A porta semi-aberta foi empurradadelicadamente com o pé.- Ó de casa! Posso entrar?O velho solitário preparava a espiriteira para aquecera marmita com arroz, feijão e um pedaço de carne.- Doutor! O senhor por aqui... Hoje...Acomodaram-se nos bancos, ao redor da minúsculamesa tosca. O cheiro do pernil, sem pedir licença, tomouconta do quarto enquanto ele, sorrindo em silêncio, abriaa garrafa.- Um Lambrusco, da velha Itália...O vinho borbulhou na taça ao mesmo tempo em queo velho engolia seco. Estava surpreso e feliz.- Vamos lá, seu Américo, conte de novo como foi queo senhor e seu pai passaram aquela noite no navio, vindosda Itália... Era Natal também, não?
  • 7. De 3 a 6 de maio acontecerá em Buenos Aires, Argentina, o“Tercer Congreso de Médicos Escritores”, organizado pelaLISAME - Liga Sulamericana de Médicos Escritores e pelaAsociación de Médicos Escritores de la Ciudad de BuenosAires. As inscrições vão até 24 de abril. O evento terá um diadedicado aos escritores brasileiros, com mostra de livros eexposição de trabalhos. A SOBRAMES-SP, que colabora com ainclusão de mais de 40 livros de seus autores no evento, sefará representar pelo seu presidente, Dr. Flerts Nebó e outrosconfrades que já confirmaram presença. Informações comSra. Laura pelo e-mail eventos@medicos-municipales.org.br.Nossas próximas atraçõesO BandeiranteAbril 2006 7Confira a seguir as atividades da SOBRAMES-SP até ofinal deste ano. A grande novidade é a inclusão na agendada “Mostra Artística de Médicos Escritores”, de 26 de maioa 10 de junho (veja nota completa na página 8). Não perca!AgendaRegistroPra começar, pizza e literaturaO comparecimento foi pequeno, numa noite em quecoincidiu de alguns confrades estarem com problemas desaúde e o trânsito em São Paulo apresentar-se bastantecaótico. Assim mesmo, 20 pessoas estiveram compartilhandoa mesa de pizza, chope e boa prosa na pizzaria BondePaulista, no último dia 16 de março. Ali acontecu a 188ª PizzaLiterária da SOBRAMES-SP, que como não poderia deixar deser, teve também a apresentação da boa literatura deprodução de nossos escritores. Foram doze trabalhosliterários, entre crônicas, contos e poesia, que serãopublicados ao longo das próximas edições de nossosuplemento literário. No encontro também foi anunciado ovencedor da Superpizza de fevereiro (veja nota na pg.2). Osorteio de três CDs musicais, um mimo oferecido peladiretoria aos que participam de nossas reuniões, encerroua noite.“Marranismo”, de Meraldo ZismanO vocábulo castelhano “marrano” disigna os judeusconvertidos durante a Inquisição e também é sinônimo decristão-novo. Em sua obra mais recente, “Marranismo” -Edições Bagaço - Recife - PE - 2005 - o confradepernambucano Meraldo Zisman discorre, em 176 páginas,sobre alguns aspectos da saga do povo judeu, especialmentea “Gente da Nação” no Brasil. Com desenvoltura econhecimento, Meraldo discorre sobre vários aspectos dahistória, preconceitos, antipatias e perseguições dos judeus.Há ainda uma interessante abordagem das incursões dosBandeirantes, a partir de São Paulo, durante os séculos XVIIe XVIII. A aquisição do livro e contatos com o autor podemser feitos pelo e-mail meraldozisman@uol.com.br. Saiba maissobre o autor e sua obra em www.meraldo.com.brEncontro de escritores na ArgentinaEndereços, horários e referênciasPizza Literária: São realizadas na Rua Oscar Freire, 1597 -Pizzaria Bonde Paulista - a partir de 19h30Reunião de Diretoria: São realizadas na sede dasociedade, na Rua Alves Guimarães, 251 - a partir de 20h30XXI Congresso Brasileiro de Médicos Escritores: Serárealizado de 20 a 22 de abril de 2006, na cidade de Maceió.Informações com os organizadores: (082) 3221-5323Mostra Artística de Médicos Escritores: Acontecerá naCasa da Fazenda do Morumbi, na Av..Morumbi, 5594ENDOMED MEDICINALABORATORIALSede: Av. Eng. George Corbisier, 746Pq. Jabaquara - SPCAC 0800-170-004O envio de notícias, publicações ou informações sobre lançamentosde livros para a redação do jornal “O Bandeirante” pode ser feitopara um dos seguintes endereços: Redação: Av. Prof.Sylla Mattos,652 - apto.12 - Jardim Santa Cruz - São Paulo - SP - CEP 04182-010 *Sede: Rua Alves Guimarães, 251 - Pinheiros - São Paulo - SP - CEP05410-00004.04.2006 Reunião de diretoria20.04.2006 XXI Congresso Brasileiro de MédicosEscritores (Maceió - AL)27.04.2006 189ª Pizza LiteráriaDivulgação do tema da próxima Superpizza02.05.2006 Reunião de diretoria18.05.2006 190ª Pizza Literária13ª Superpizza (apresentação de textos)26.05.2006 Abertura da ‘Mostra Artística de MédicosEscritores” - Centro Cultural APSEN06.06.2006 Reunião de diretoria10.06.2006 Cerimônia de encerramento da“Mostra Artística de Médicos Escritores”22.06.2006 191ª Pizza LiteráriaPremiação da Superpizza anterior04.07.2006 Reunião de diretoria20.07.2006 192ª Pizza Literária dedicada a EscritoresConsagrados, favoritos dos membros.Divulgação do tema da próxima Superpizza01.08.2006 Reunião de diretoria17.08.2006 193ª Pizza Literária14ª Superpizza (apresentação de textos)05.09.2006 Reunião de diretoria21.09.2006 194ª Pizza LiteráriaPremiação da Superpizza anteriorAssembléia Geral Ordinária.Eleições de diretoria para biênio 2007/2008.03.10.2006 Reunião de diretoria.19.10.2006 195ª Pizza LiteráriaEntrega do PRÊMIO FLERTS NEBÓ (prosa)Divulgação do tema da próxima Superpizza07.11.2006 Reunião de diretoria16.11.2006 196ª Pizza Literária15ª Superpizza (apresentação de textos)05.12.2006 Reunião de Diretoria21.12.2006 197ª Pizza LiteráriaEntrega do PRÊMIO BERNARDO DE OLIVEIRAMARTINS (poesia)Premiação da SUPERPIZZA anteriorTransmissão de cargos para Diretoria EleitaGuimarães Rosa, em CordisburgoA SOBRAMES de Minas Gerais estará organizando, de 13 a 16de julho, na cidade de Cordisburgo - MG, o “Encontro MédicoLiterário Nacional com Guimarães Rosa”, atividade paralela àXVIII Semana Roseana de Cordisburgo. Na programação doevento daquela cidade, a SOBRAMES-MG participará comapresentação de trabalhos literários de seus autores, alémde integrar-se em passeios e diversas atividades artisticas eculturais. Os interessados podem obter todos osesclarecimentos pelo e-mail neoclinic@hotmail.com (AnnaCecília) ou pelos telefones: (035) 9137-486 Glória Starling /8809-9828 Ângela Lima / 8726-3381 Flávia Rocha
  • 8. Importante parceria garante realização daMostra Artística de Médicos EscritoresDe 25 de maio a 10 de junho estará acontecendoem São Paulo a “Mostra Artística de Médicos Escritores”,evento organizado e produzido pela SOBRAMES-SP com oimportante apoio cultural do laboratório APSENFarmacêutica S.A. (www.apsen.com.br/novosite). Apósuma parceria firmada entre a diretoria da SOBRAMES-SPe o Centro Cultural APSEN foi possível alçar este vôo,que conta com a infra-estrutura da Casa da Fazenda doMorumbi (Av.Morumbi, 5994) e com o apoio da AcademiaBrasileira de Arte, Cultura e História - ABACH.A programação do evento constará de uma mostrade livros e textos dos escritores da SOBRAMES-SPjuntamente com exposição individual de 30 telas do pintorFlerts Nebó, aberta à visitação pública de 26 de maio a10 de junho, das 10h às 22h. Na abertura do evento(25.05) está prevista a realização de um sarau litero-musical, com leitura de textos de autores da SOBRAMESe apresentação de grupo musical do qual participa nossoconfrade, Sérgio Perazzo, também poeta. A abertura damostra será marcada ainda por um coquetel e por umjantar oferecido aos convidados.O projeto contará com a publicação de uma ediçãoespecial do jornal “O Bandeirante”, que excepcionalmenteterá 12 páginas e uma tiragem de 5000 exemplares, com8O BandeiranteAbril 2006EventoAnuidadesOs membros da SOBRAMES-SP que ainda nãopagaram a anuidade de 2006 poderão fazê-lo enviandoum cheque cruzado e nominal a SOBRAMES-SP, no valorde R$ 140,00 para a sede da entidade, na Rua AlvesGuimarães, 251 - CEP. 05410-000 - São Paulo - SP. Ressalte-se que os membros acadêmicos pagam 50% do valor daanuidade e que os membros honorários, beneméritos, eeméritos estão isentos do pagamento. Quem preferirpoderá efetuar o pagamento diretamente ao tesoureiro,Dr. Milton Maretti, nas Pizzas Literárias.Quem já contribuiuAté a data do fechamento desta edição já haviamcontribuído pagando a sua anuidade os seguintesconfrades:Aída Lúcia P.S.Begliomini,AlcioneA.Gonçalves,Aldo Miletto,Arlete M.M.Giovani, Ester Maria Bittencourt,Fernando Batigália, Geováh P.da Cruz, Helio Begliomini,Hélio J.Déstro, Helmut A.Mataré, Jacyra C.Funfas, JoséJucovsky, José R.Louzã, Karin S.R.Massaro,Lígia T.Pezutto, Luiz Giovani, Madalena J.G.M.Nebó, ManlioM.M.Napoli, Marcos G.Salun, Maria da Glória Civile, Mariado Céu C.Louzã, Maria Virgínia Bosco, Mario de Mello Faro,Milton Maretti, Nelson Jacintho, Rodolpho Civile, SérgioPerazzo, SôniaAndruskevicius, Thereza Freire Vieira, VeraLúcia Teixeira e Walter W.Harris. Em caso de dúvidasentre em contato com a diretoria pelo emailSOBRAMES@UOL.COM.BR.circulação a partir de 5 de maio. A distribuição será feitapelos divulgadores científicos do Laboratório APSENFarmacêutica em todo Brasil, além da mala direta doCentro Cultural APSEN, da Casa da Fazenda do Morumbie da SOBRAMES-SP. Haverá ampla divulgação do eventona imprensa.Os autores da SOBRAMES-SP que pretendam terseus livros na mostra devem fazer contato com MarcosSalun pelo telefone (11) 9182-4815 ou pelo e-mailsobrames@uol.com.br. Os livros da mostra poderão serentregues aos organizadores nas Pizzas Literárias de abrile maio, com indicação de seu preço de venda, para quesejam devidamente catalogados. Autores que pretendamfazer lançamentos de seus livros no espaço da mostradeverão reservar dia e horário, para montagem daprogramação. A distribuição dos convites de lançamento,nesse caso, fica por conta dos autores interessados.No dia 10 de junho está prevista a realização denovo sarau litero-musical, com uma singela cerimôniade encerramento, com entrega de certificados aosparticipantes.Contamos com a participação de todos os nossosconfrades e seus familiares nesta importante atividadeorganizada pela SOBRAMES-SP.ColetâneaAcertando as contasAcendendo o fornoEstão na fase final os entendimentos com aeditora para a publicação de mais uma obra-prima daSOBRAMES-SP, a coletânea “A Pizza Literária - NonaFornada” que deve ser lançada em novembro de 2006. Oforno já foi aceso e agora está na hora de coletar todosos melhores ingredientes para que a obra tenha o mesmosabor e qualidade insuperáveis das edições anteriores.A participação será por adesão e cada autorpoderá utilizar um mínimo de 5 (cinco) páginas do livro,sem limite máximo. A cada página adquirida o autor terádireito a 5 (cinco) exemplares da obra e 10 (dez) convitespara a noite de autógrafos e lançamento. Os interessadosdevem preparar seus textos em prosa ou poesia,gravando-os em arquivos magnéticos, em Word, fonteTimes New Roman, corpo 12.Nas regras básicas já definidas, preve-se que nãohá determinação de gênero ou tema específico para aparticipação e tampouco limite máximo para o tamanhodos textos. É uma oportunidade dos autores publicaremsua obra em sistema cooperativo com baixo custo eexcelente qualidade editorial.Aqueles que quiserem receber mais informaçõesantecipadamente, podem enviar e-mail paraSOBRAMES@UOL.COM.BR. Até o final deste mês osescritores receberão correspondência específica comtodos os detalhes necessários à sua participação.