O Bandeirante 032006

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O Bandeirante 032006

  1. 1. Paixão dacriatividade(em literatura)“Informativo Mensal da Sociedade Brasileira de Médicos EscritoresSOBRAMES-SP - Regional do Estado de São PauloO BandeiranteUma publicaçãofeita porMédicosEscritores15Ano XIV - n° 160 - Março de 2006Suplemento LiterárioSuplemento LiterárioSuplemento LiterárioSuplemento LiterárioSuplemento LiterárioVeja os autores queselecionamos para vocênesta ediçãoManlio Napoli, Carlos Galvão,Marcos Salun, Maria do Céu Louzã,Karin Massaro, Jacyra Funfas,Walter Harris, Alitta Silva eFlerts Nebó. Pg.3 a 6.Escrever é, simplesmente,uma maneira defalar sem queinterrompam a genteSofocleto (Luis Felipe Angell) -escritor peruano (1926 - 2004),in Sinlogismos“ Toda vez que você der decara com um colegafazendo versos no horáriode trabalho, convide-opara a SOBRAMES-SP!Milton MarettiPaixão pode definir-secomo o sentimento de gostarou amar algo a ponto de ofuscara razão; grande entusiasmo poralguma coisa, objeto da paixão;ânimo favorável ou contrário aalguma coisa e que supera oslimites da razão. No caso daliteratura, pode-se dizer dasensibilidade e do entusiasmoque um escritor transmiteatravés de sua obra: calor,emoção e vida.Criatividade: qualidade oucaracterística de quem ou doque é criativo; inventividade, inteligência nata ouadquirida para criar e inventar, quer no campoartístico, quer na literatura. O criador é aqueleque tem o dom divino da invenção intelectualfecunda. Assim pode se definir os escritores deromances, poesias, crônicas e da literatura emtodas as suas vertentes.É exatamente assim que os cultores daSOBRAMES podem ser definidos. É assim que serevelam quando se reúnem prazeirosamente todosos meses e com suas verves deliciam os presentes.Depois são agraciados com os aplausos doscompanheiros e vez por outra têm a alegria deter suas obras premiadas.Os autores aproveitam-se de fatos vividos,lidos e arquivados para produzir suas composições.O médico, que além de ter um pouco de “louco”,tem também muito de outras artes, é literato, émúsico, é escultor, é pintor... Enfim, tem algo dequase todas as artes, além de influências damitologia, das fábulas, da filosofia e até da política.Milton Maretti é médicoginecologista em São PauloE, bem por isso, certamenteo autor interage com esseuniverso artístico.Em alguns casos asobras de arte têm conteúdofilosófico mais ou menosexplícito, o que podeinfluenciar nossas atitudes emoutros campos. Isso acontececom muita freqüência nocaso de composições literárias(exemplo: Romeu e Julieta).As atitudes de um líderreligioso, de um cientista, deum político, de um exploradorou de um filósofo influenciam freqüentemente odesenvolvimento em outros campos da atividadehumana. Um pintor famoso, provavelmente teráuma influência muito reduzida no desenvolvimentoda música e da literatura e praticamente nenhumasobre a ciência.De um modo geral os artistas nadainfluenciam além da arte a não ser nos camposespecíficos da arte. A apreciação da arte literáriafaz parte diretamente da vida de cada indivíduo.Pode usar o seu tempo lendo livros ou fazendoliteratura. Com isso afeta outras atividades, todanossa vida, liga-se a outras almas, exprime seussentimentos mais profundos, tornando-se válidospara todos.Por mais descompromissada que possaparecer, a atividade criativa dos escritores daSOBRAMES e sua diletante paixão pelo que fazem,acaba tendo repercussões inimagináveis.
  2. 2. O Bandeirante - ANO XIV - nº 160 - Março 2006 - Publicação da SOBRAMES-SP - Sociedade Brasileira de Médicos EscritoresRegional do Estado de São Paulo - Sede: Rua Alves Guimarães, 251 - CEP 05410-000 - Pinheiros - São Paulo - SP - telefax (11) 3062.9887/ 3062-3604 - Projeto Gráfico e Diagramação: Rumo Editorial Produções e Edições Ltda. - E-mail: rumoeditorial@uol.com.brEditores: Flerts Nebó, Marcos Gimenes Salun. Redatores: Luiz Giovani, Marcos Gimenes Salun. Jornalista Responsável: Marcos GimenesSalun - MTb 20.405 - SP - Correspondência: Av.Prof. Sylla Mattos, 652 - apto. 12 - Jardim Santa Cruz - São Paulo - SP - CEP 04182-010 -E-mail: sobrames@uol.com.br - Diretoria Gestão 2005/2006 - Presidente: Flerts Nebó. Primeiro-secretário: Marcos Gimenes SalunSegundo-secretário: Maria do Céu Coutinho Louzã. Tesoureiro: Milton Maretti. Conselho Fiscal Efetivos: Luiz Giovani, MadalenaJ.G.M.Nebó, José Rodrigues Louzã. Suplentes: Sérgio Perazzo, José Jucovsky, Arlete M.M.Giovani.O BandeiranteMarço 2006Por que?HOSPITAL METROPOLITANOServiços de Pronto-socorroe tratamentos de ambulatório.Rua Marcelina, 441 - Vila Romana - SP(11) 3677.20002EditorialLIFE SYSTEMASSISTÊNCIA MÉDICA E ODONTOLÓGICAAvenida Brasil, 598 – Jardim América – SP(11) 3885 – 8000lifesystem@uol.com.brFlerts NebóExpedienteRápidas12ª SuperpizzaSogras reverenciadasBIENAL DO LIVRO - A 19ª Bienal Internacional do Livro de SãoPaulo será realizada este ano, pela primeira vez, no Pavilhão deExposições do Anhembi. O novo endereço trouxe uma projeçãomaior para o evento. Entre os dias 9 e 19 de março, 320representantes do mercado editorial disputarão a atenção de cercade 800 mil visitantes - um público 43,63% maior que da Bienal de2004. Nos 57,6 mil m2 do pavilhão serão expostos nada menos que1,5 milhão de títulos com mais de 3 mil lançamentos.DISQUETES FORMATADOS - Os confrades que já sehabituaram a entregar seus textos literários gravados emdisquetes para facilitar o trabalho dos editores deste jornal,poderão receber o “vasilhame” de volta, sempre queentregarem seus trabalhos. Quem entregar seu texto gravadoreceberá no ato um disquete formatado.COLETÂNEA 2006 - A diretoria já está definindo as bases eregras para a participação dos autores na nona edição desua série de coletâneas, iniciada em 1990. Como nas ediçõesanteriores, será uma obra cooperada entre autoresinteressados. A partir de abril o jornal O Bandeirantepublicará todas as informações a respeito. Enquanto isso,os interessados já podem ir preparando ou selecionandoseus melhores textos para que a edição deste ano tenha omesmo sucesso e grandiosidade das anteiores.PROJETO RELEITURAS - Para quem gosta de buscar bonsrecantos literários na internet, aqui vai uma dica: o “ProjetoReleituras” que está completando dez anos no ar. No siteque está em www.releituras.com.br você encontrará maisde 1100 textos de 437 autores renomados, nacionais eestrangeiros, além de 44 biografias e também áreas dedicadasa textos de novos autores. Vale a pena colocar o link entreseus favoritos e dar uma passadinha por lá de vez em quando.Seis autores resolveram aceitar o desafio proposto para estaedição da Superpizza: “Amor de sogra”. As poesias enarrativas apresentadas na Pizza Literária de fevereirodemonstraram que nossos confrades nutrem por suas sogras,além do amor, muita simpatia, respeito e afinidade. Os textosforam entregues a uma leitora convidada que nos indicará oque mais gostou. O seu autor receberá uma garrafa de vinhono dia 16 de março, durante a próxima Pizza Literária.Estive pensando quantas vezes essas duaspalavras são pronunciadas durante uma conversa entreduas pessoas. Por isso, resolvi fazer uma série deperguntas usando essa expressão, pois gostaria de saberpelo menos algumas das respostas.Por que, você que foi praticamente um dosfundadores de nossa Regional, abandonou seuscompanheiros?Por que você deixou de comparecer às nossasPIZZAS LITERÁRIAS, como o fazia antes?Por que você se aborreceu com alguma coisa quenão o agradou, num determinado momento e POR QUE,você não “passou por cima” e voltou para o nossoconvívio?Por que, você que sempre escreveu tão bem,continua guardando em suas gavetas o que escreve?Por que não nos mostra mais os seus trabalhosliterários, que sempre foram do agrado de todos nós?Por que você que tem tantos amigos, familiarese parentes e até mesmo colegas de trabalho, não os tráspara conviverem conosco? Será orgulho? Raiva da gente?Desprezo pelo que tentamos, com esforço, manter emnossa tradição?Por que você que está lendo este nosso Editorial,não nos escreve, criticando-o ou sugerindo algo de novo?Por que você não ama mais a nossa SOBRAMES,mesmo sabendo que um Grande Amor, nunca morre?Por que você não vence essa apatia que o tomou,num repente ou uma “raiva incontida”, ou, seja lá o quefor e não aparece para que possamos conversar eesclarecer suas dúvidas ou mal-entendidos?Por que, depois de ler o que escrevemos, vocênão vem nos criticar ou, se quiser, nos dizer que somosretrógrados, e que ainda estamos vivendo uma vida quejá passou?Nós precisamos de você de volta ao nossoconvívio, assim como “a ave que volta ao ninho antigo”.Reflita. Busque as respostas a todas essas perguntas evenha nos dizer o que pensa.
  3. 3. Minha presença numCongresso da UMEM3O BandeiranteMarço 2006SuplementoSuplementoSuplementoSuplementoSuplementoLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioManlio M.M.NapoliMédico ortopedista - São Paulo - SP30 anos de SAMPA*Carlos Augusto Ferreira GalvãoMédico psiquiatra - São Paulo - SPQuebrando a rotinaMarcos Gimenes SalunJornalista - São Paulo - SPDe 28 de setembro a 2 de outubro de 2005,realizou-se o 49º Congresso da UMEM - União Mundial deMédicos Escritores, na cidade de Isernia (itália),organizado e presidido pelo Dr. Luciano D’Agostino.O Presidente mundial da UMEM, no momento, éo Dr. Carlos Vieira Reis, representante de Portugal.O evento reuniu cerca de cinqüenta participantes,com predomínio de médicos europeus. Dos países sul-americanos, somento o Brasil se fez representar atravésa Dra. Marli Piva, de Salvador - BA, e o Dr. Manlio Napoli,de São Paulo - SP, que também representou a LISAME -Liga Sul Americana de Médicos Escritores.Isernia é cidade antiga e foi habitada no passadopelos sanitas, povo aguerrido e conquistador que chegoua dominar toda a península itálica. Atualmente é a capitalde Molise, o mais jovem território emancipado daRepública Italiana. Molise é insulada e fica à sudeste doLazio, cuja capital e Roma.Muitos trabalhos foram apresentados,constando de versos, prosas e crônicas, amaioria de assuntos previamente escolhidos,que no congresso presente eram sobre países,climas e paisagens típicas. Todos os trabalhoseram comentados.Pôde-se notar no decorrer do evento certadificuldade de compreensão dos textos, pois embora alíngua oficial fosse a francesa, muitos autores usavamsuas línguas maternas. Felizmente, o Dr. Vieira Reisprestou-se a traduzir a maioria dos textos, vertendo-ospara o francês. De passagem, note-se que faziam partedo grupo, duas jovens gregas e um ucraniano que só seexpressavam em suas línguas pátrias!Louve-se o esforço do Dr. Luciano, organizadordo evento, verdadeiro “factotum”, pois foi desdepresidente, secretário, tesoureiro, agente de viagem atépromotor dos programas sociais, turísticos egastronômicos, por sinal todos ótimos.A UMEM celebrará bodas de ouro em 2006 e queserão comemoradas no seu 50º Congresso. O ConselhoDiretor da UMEM solicitou à Dra. Marli Piva que iniciasseos entendimentos para realizar o próximo congresso emSalvador, Bahia.Não que tenha somente chegadoHá 30 anos tive a sensação de ter voltadoOnde estaria sem tua luz?Sem dúvida lá, no atrás escuro.Ao pisar em teu soloSenti raízes a me saírem dos pésA sensação de ter ocupado um lugarQue me esperava determinadoTua rouca voz me seduziuTua forte mão me segurouAmor? Sim. Paradoxo, prazer, dorCobicei tua pedra rica,cobiçaste minha mata pobre.Ah, São Paulo, meu destinoNum dia tua força me devoraNoutro me fazes feliz... meninoE nunca mais poderei ir embora.* Nota da redação: Carlos Galvão é paraense.“30 anos de SAMPA” é uma “poesia de guardanapo”,estilo de criação literária introduzida por ele naSOBRAMES, e que consiste em escrever um poema em umguardanapo, durante a realização da Pizza Literária eapresentá-la logo a seguir. Esta foi escrita em 16 defevereiro de 2006, durante a 187ª Pizza Literária,exatamente um dia antes de Galvão, que acabou setornando um dos presidentes da SOBRAMES-SP, completar30 anos de sua chegada à capital paulista,para dela não mais ir embora.A impressão que tenho é que a mesmice das coisasacaba encurtando o tempo de forma muito acelerada. Quandoestamos no alvorecer de um dia supostamente de rotina,cada minuto tem no mínimo, uns dez segundos a menos. Aprevisibilidade do que vai acontecer no instante seguintediminui o tempo. Não podemos interferir no processo. Talvezpor sabermos exatamente como vai ser o próximo segundo,deixamos de contá-lo. Daí, o subtraímos de nossa vida deforma inconsciente, mas inexorável e irreversivelmente.Apesar disso, acho que foi pelo desarranjo dessaconsciência de perda de tempo decorrente do ritual de minhavida, que acabei encontrando tempo para pensar em coisastão inúteis quanto esta tese que agora me ocorreu. Assim,pensei também nas formas de driblar a mesmice, de dar umtombo nos inexoráveis segundos iguais de cada um de meusdias, e de contá-los todos, como se não os tivesse perdido.Talvez eu só quisesse com isso prolongar minha existência,que vinha sendo subtraída covarde e rudemente de preciososmomentos.Mas não deu certo. No segundo dia em que eu vinhapensando nessa complexa equação, enquanto dirigia para omeu trabalho, pelas mesmas ruas de sempre e parando nomesmíssimo e eterno engarrafamento de meus dias iguais,me distraí completamente. Minha abstração advinda dessamesmice me fez perder a noção de qual era o pedal do freio.Assim, permiti que batesse o pára-choque da frente de meucarro no pára-choque traseiro do carro que ia à minha frente.O pior de tudo, é que a mulher que o dirigia era brava demais.Custou um tempão para me desvencilhar da situação.E lá se foi toda a minha tese. Por fim, concluí que se amesmice pode acelerar o tempo, a falta de freio poderecuperar muito do tempo perdido, embora não seja ainda amelhor forma de resolver o problema. Preciso pensar umpouco mais nessa profunda questão filosófica.
  4. 4. 4O BandeiranteMarço 2006 SuplementoSuplementoSuplementoSuplementoSuplementoLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioAmor de sograMaria do Céu Coutinho LouzãSão Paulo - SPEu estava sentada no hall da casa com a minhaamiga de colégio, que me convidara para almoçar e derepente vejo vindo uma jovem senhora, baixinha,elegantemente vestida, penteada com cabelos presos eque ao olhar para o assoalho bem encerado diz espantada“Quem será que derrubou essa água”?...E mais do que depressa descalçou o sapato, o pécalçado com meia de seda, sim de seda, pois ainda nãohaviam inventado o nylon, enxugou rapidamente o talpingo de água. Calçou o sapato e veio me cumprimentar.Foi assim que conheci a minha futura sogra. Já lá se vaimuito, mas muito tempo.Era uma mulher muito interessante e dela guardoótimas lembranças. Pertencia a uma família de paulistasde 400 anos, mas isso nunca modificou seu jeito simplesde ser. Gostava de contar como havia sido sua infânciadifícil pois perdera o pai quando tinha oito anos e seuirmão, quatro. Sua mãe muito dinâmica e trabalhadoracriou os dois filhos sozinha. Era professora na EscolaCaetano de Campos.Minha sogra contava sempre que quando moçatinha feito muito casaquinho para bebê e balas de côcopara ajudar na economia da casa, como era modernasua mãe e como a tinha feito tirar carta de motoristaassim que completou os dezoito anos. D. Jéssia, era oseu nome, sempre dizia que não gostava de guiar, masfoi necessário depois que a mãe havia comprado umcarro. Gostava de mostrar sua carta que era de númerobaixíssimo. Contava como em São Paulo era fácil dirigir,quase não havia automóveis e ela podia até pedir parao guarda civil da rua estacionar o carro para ela. Mas afamília caçoava muito dela, porque tinha conseguidobater num bebedouro de cavalos, que nessa época eracomum na cidade de São Paulo. Ela mesma contava issosempre rindo.O que me divertia era vê-la guiar o Ford do meusogro. Ela criou um menino que nessa época devia teruns cinco ou seis anos. Quando saía, ele era o seuajudante: “desbrecava” o breque de mão e aos seuscomandos ia executando as ordens -”Celso! pode engatara primeira, agora a segunda ...e agora a terceira!!! Láiam pela rua a fora.A última vez que guiou eu já estava casada e elateve que trazer um carro da casa de minha cunhada eatrás vinha noutro meu sogro. Ao chegarem aocruzamento da Rua Augusta com a Estados Unidos, elaentrou à esquerda, mas do jeito dela como sempre, nadiagonal do cruzamento, quase na contra mão. Nessetempo essas duas ruas tinham duas mãos. Ouviu-se muitareclamação e buzina de todos os lados. Ao chegarmosem casa levou uma descompostura do meu sogro e emtroca ela declarou que não guiaria mais. E assim foi.Dona de um bom humor e com uma lindavoz gostava de cantar e muitas vezes a ouvicantarolar valsas de Carlos Galhardo, deFrancisco Alves, músicas de igreja ou trechosde árias de ópera. Tocava piano, reunia amigospara saraus de poesia, de música e organizavaroda de jogo, pois meu sogro gostava de jogar pôquer.Criava canários que eram tratados por ela todos os dias epossuía um viveiro com periquitos de cores variadas.Tinha muito ciúme de seu jardim, com um lindocaramanchão com jasmins perfumados, e da sua horta.Não queria que cortassem uma única flor e até as verduraseram apanhadas um pouco à sua revelia.Gostava de falar de política, ler um bom livro.Tinha sempre uma palavra amiga para todos que dela seacercassem, gostava de presentear e via o mundo demaneira muito positiva. Mas não se pode dizer que nãotivesse alguns raros momentos de raiva, mas que logovíamos se dissiparem.Com o tempo, os filhos casados, os seis netosque chegaram foram a sua alegria: fazia muito tricô paratodos, brincava com eles, batia corda, jogava bola,baralho, contava histórias e até mesmo ajudava nas liçõesda escola. Preparava lanches maravilhosos, organizavafestinhas juninas com fogueira e balões, comemoraçõesnos dias da criança, das mães e combinava piqueniquesnos domingos em chácaras de alguns amigos. Era umafesteira de mão cheia. Ela falava sempre que não entendiaporque fazer brigadeiros somente nas festas deaniversário se criança gostava tanto desse doce. E assimnos almoços de domingo, quando reunia a família e amigoshavia brigadeiros para sobremesa dos netos. E numcarrinho de chá, num canto da sala, potes de balas echocolates eram abastecidos freqüentemente para ameninada.O meu sogro era nove anos mais velho do queela. Médico, trabalhava muito como todo o médico. Tinhaum gênio sossegado e muitas vezes chamava a atençãodela, ainda que fosse de maneira carinhosa, por tantacoisa que ela inventava e conseguia realizar. Era difícilpara ele acompanhar o ritmo dela. Mas formavam um casalmuito unido e felizD. Jéssia gostava de comer bem e com o tempouma vida mais sedentária foi engordando-a. Aos reclamosdo marido, que chamava sua atenção por estar tão gorda,ela fazia regimes, mas acabava se aborrecendo e comiabem e muito e voltava a engordar. Dizia que não adiantava.Comer bem era algo que lhe dava muito prazer. E finalizavadizendo: “Quando eu morrer ponham mais uma alça nocaixão”!A morte do meu sogro depois de quarenta e noveanos de casamento deixou-a muito triste. Toda a alegriafoi-se. Não quis mais viver na casa onde haviam moradotrinta e sete anos felizes. Decidiu ir para uma CasaGeriátrica e ironia do destino: três anos depois veio afalecer, muito magra, de um câncer de estômagoinoperável.Foi uma sogra muito especial, um exemplo decomo viver feliz e dar valor a pequenas coisas. Deixourecordações muito boas a todos que com ela conviveram.
  5. 5. O BandeiranteMarço 2006 5SuplementoSuplementoSuplementoSuplementoSuplementoLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioWalter Whitton HarrisMédico ortopedista - São Paulo - SPFestim de estrelasJacyra da Costa FunfasAdvogada - São Paulo - SPFacilidades da vidaKarin Schmidt Rodrigues MassaroMédica hematologista - São Paulo - SPToda estrela nasce e morre,quebrada de pouca luz.Não há tapete de mar que forrenosso chão, a Terra, nossa cruz.As gaivotas vão e voam.O trôpego cai, bebe e levanta.Os hinos, as bocas entoam.O Rio aos vivos, encanta.Não há filosofia descabida,nem reticências aos anos.O poeta é que sabe da vida.“Não” aos maiores arcanos!Nem futuro cala o presente.O mesmo olhar que ela bem quer.Ao poeta, meu verso ingente:o mesmo beijo quer toda mulher.O vento bateu na porta de leve.Abri-a. A noite beijou-me friae a lua como a noite persegue,Entrou com as estrelas de alegria.Meu quarto de pequeno foi crescendoE o firmamento inteiro a entrar,Num festim ofuscante, parecendoO próprio céu nas noites de luar.Constelações riam acaloradas,Uma solitária a chorar de triste,As cadentes passavam apressadas.Mas, a lua como deusa em fim de ato,Deixou esse reinado que persiste,Para o rei-sol, já de manhã, no meu quarto!A tragédia de GlencoeGLENCOESITUA-SENOSALTIPLANOSESCOCESES,OSHIGHLANDS,aonorte de Glasgow, no vale do rio Coe, terras do Condadode Argyll. Lá vivia o clã dos MacDonalds, vítimas de ummassacre que ocorreu em 1692 e que, até a presentedata, permanece nos corações desses nobres lutadores,como uma amarga investida dos ingleses.Reinava na época o rei William III, que substituiuJames II, a quem muitos clãs permaneciam leais. Arealeza impôs aos escoceses um juramento de fidelidadeque precisava ser assinado até o dia 1º de janeiro daqueleano, mas já se pensava em punir os recalcitrantes. Emreunião dos chefes dos clãs, foi optado aceitar aimposição inglesa, pois os Highlanders desejavam apenaspaz e tranqüilidade. Por um infortúnio, o chefe dosMacDonalds foi ao local errado na data assinalada e aodescobrir seu erro, só conseguiu chegar ao Forte Williamem 6 de janeiro e já não havia um magistrado lá a quempudesse prestar juramento. Tarde demais, o rei WilliamIII já havia autorizado a punição.Os highlanders são muito hospitaleiros e fazemquestão de demonstrar essa qualidade, mesmo para seusinimigos. Naquela ocasião, na região de Glencoe,estavam acantonadas tropas do regimento de ArchibaldCampbell, um nobre de Argyll. Apesar de haver uma certae antiga animosidade entre os Campbells e MacDonalds,os soldados dos Campbells foram acolhidos nas diversascasas dos MacDonalds e já estavam lá fazia mais de umasemana, onde foram recebidos da mesma forma quequaisquer outras pessoas. Dormiram em suas camas, foramalimentados e tratados como irmãos.Os soldados receberam suas ordens e, de repente,no meio da noite, atacaram os MacDonalds, assassinandoo chefe do clã e mais 33 homens, 2 mulheres e 2 crianças.Muitos do clã conseguiram escapar, para contar a história.Houve uma grita geral pelas Ilhas Britânicas devido aomassacre e adversários do rei William III exigiram umainvestigação e o Subsecretário para Assuntos Escocesesque, aparentemente, decidira punir os MacDonalds poruma infração técnica, foi obrigado a pedir demissão.Na minha família há um ramo escocês desobrenome McCall. Descobri que era um subgrupo do clãdos Campbells. Quando estivemos nos Highlands,entramos em várias lojas, querendo trazer, comolembrança, alguma coisa referente aos Campbells e, paraminha surpresa, em todas as lojas existiam canecas,chaveiros, marcadores de livros, etc. com os nomes dosclãs, mas onde encontrava-se o nome “Campbell”, nadahavia. Conversamos muito com o dono de uma das lojase quando mencionei o fato, ele afirmou que nãoencontraria nada dos Campbells nos Highlands, porque,apesar de se terem passado 300 anos daquela tragédia,eles ainda eram mal vistos pelos outros clãs. Comoignorava a história, fui pesquisar.Na atualidade, o vale de Glencoe está quase desabitadoeostúmulosdosMacDonaldsseencontramcobertospelaneve,no inverno, e por mato, nas demais estações.
  6. 6. 6O BandeiranteMarço 2006 SuplementoSuplementoSuplementoSuplementoSuplementoLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioLiterárioTendepáAlitta G.C.R.R.SilvaMédica psiquiatra - São Lourenço - MGQuando ela ia chegando em casa, olhou para o ladodo cemitério e viu uma muitidão colorida descendo.Estranhou as vestes incomuns para o caso de enterro, ereparou que as pessoas vinham correndo. Brincou com otaxista: ”Um defunto deve ter dado sinal de vida e selevantado”. Mas logo preocupou-se, porque todosgritavam, esbarravam-se, tropeçavam, mulheres corriamcom os sapatos na mão. O que estava acontecendo? Umamulher veio em sua direção: “Tiros no cemitério”!O taxista gritou: “Abre o portão”! Ela saiu do carro,em dúvida sobre o que fazer, mas obedeceu. Nervoso,ele desceu também, pegou uma criança meio arrastando,pisou na beirada de um degrau quebrado, desequilibrou-se, quase caiu. Foi jogando as malas na varanda, trouxeoutra criança, voltou para buscar os gatos que, a essaaltura, já estavam bufando. Ele havia levado o filhinhodele nesse corrida, coisa comum de acontecer na região,e o menino começou a chorar e a gritar, protegido navaranda: “Meu pai está lá fooora...”!Tudo descarregado a toque de caixa, o taxistaenfiou o filho no caro e saiu ventando, nem deu “ciao”.Dentro de casa, ela tentou acalmar ascrianças. Lembrou-se de que havia deixado oportão aberto, saiu para trancá-lo em tempo:alguns, em pânico, tentavam se esconderaonde desse. Nesse momento soou a sirene docamburão da polícia, e as pessoas, maistranqüilas, foram parando aqui e ali pelascalçadas, pelos cantos, fofocando excitadamente. Elaficou sabendo que o morto era um rapaz adolescente quelevara um tiro fulminante na cabeça, dado por um membrode gangue rival. E que alguém queria arrancar a cabeçado defunto! Daí os tiros e a confusão.Algumas pessoas começavam a procurar chaves,celulares e outros objetos pelo chão, quando o camburãodesceu acompanhado por um coro: “Sol-ta, sol-ta”! Atrásvinham batedores da polícia. A pé, um policial falava pelorádio, e outro vinha ainda com a arma na mão.Janelas que ela nunca tinha visto abertasostentavam olhares curiosos e assustados, à espreita.Ele achou a situação parecida com uma gravação de cenade novela quando, atrás dos policiais, um grupo desceuaos berros:“Jus-tiça, Jus-tiça”! Carregavam cartazes que,evidentemente, haviam sido feitos com antecedência. Oenterro devia ter sido muito interessante.Apesar do medo, ela teve um frouxo de riso: “Tudoacontece na minha rua”! E riu mais ainda ao ouvir oantológico comentário de um irritadíssimo senhorgrisalho: “Tá vendo no que deu essa história dedesarmamento”?Uma aventura temeráriaFlerts NebóMédico reumatologista - São Paulo - SPExistem pessoas que gostam de jogar futebol, outrasde nadar, outras de saltar de trampolim e outras ainda de“montanhismo” etc.. Vou fazer um resumo do que aconteceucom dois franceses que resolveram subir até o topo de umdo montes da cadeia do Himalaia denominado Anapurna, queseria o cume mais elevado que um homem havia conseguidoescalar.Quando anunciaram o que desejavam fazer, os demaisalpinistas consideraram o fato simplesmente como impossível.Durante muitos anos, os montanhistas de todo o mundo,tinham alimentado a esperança de alcançar o topo de umadas 14 montanhas do Himalaia, que podem medir até 8.000metros de altura.Consegui saber que cerca de vinte e duasexpedições, das várias partes do mundo tinham tentado,mas nenhuma havia conseguido chegar até o “Topo doMundo”, que seria como alcançar a Lua, isto até que osdois franceses Herzog e Lachenal conseguiram chegar e foium júbilo enorme em toda a França.Foi imediatamente formado um “comitê” sob aorientação de Clube Alpino Francês e o governo contribuiu,financeiramente, para ajudar uma expedição a realizarobservações científicas, sobre a medicina em grandesaltitudes, assim como estudos geográficos e mesmo ascondições meteorológicas.Na época não existiam os “satélites” de que hojedispomos e então essa escalada seria um feito extraordinário.Posso contar que auxiliados pelos chamadossherpas, os franceses atingiram a minúscula aldeia de Tukucha,que fica entre os picos de ANAPURNA e DHAULAGIRI.No mês de maio, as monções anuais – ventos quentese violentos, carregados de chuva, que sopravam da Índia,transformavam em avalanches os montes nevados, tornandointransponíveis os caminhos e os rios.Passaram por mil peripécias, mas no final, com asmentes funcionando com lentidão, eles assim afirmaram, naúltima noite, antes do “assalto” final, passando por mil euma situações de perigo e por vezes de desespero, possodizer, que tinham dificuldade para respirar e que o peso daneve quase que os esmagava, ainda mais o terrenoacidentado, só com a ajuda dos chamados “dentesmetálicos”, presos às solas de suas botas, conseguiramalcançar o acampamento, isto já no retorno ao alto doAnapurna. Fora de dúvida, esta foi uma aventura das maistemerárias que ambos os franceses enfrentaram em suasvidas. Toda esta descrição foi detalhada pelos autores norelato apresentado no Clube de Alpinismo da França.Quando o homem quer... Muitas vezes ele conseguefeitos de Gigantes, e estas são as chamadas de AventurasTemerárias.
  7. 7. Agradecemos o envio da edição nº 26, de fevereiro de 2006,do Boletim da SOBRAMES - Regional Pernambuco. A publicaçãoque nos chega contém o noticiário das atividades daquelaregional no período. Sob a direção de seu atual presidente,Dr.Luiz Barreto, a regional pernambucana mantém atividadesregulares em sua agenda: reúne-se todos os meses noMemorial de Medicina de Pernambuco para apresentaçõesliterárias, além de editar mensalmente seu jornal. Façacontatos com a regional pelo e-mail lgbarreto@uol.com.br.Já sabe o que vamos fazernos próximos meses?O BandeiranteMarço 2006 7Para estar por dentro de tudo o que acontece naSOBRAMES-SP, é bom colocar sua agenda em dia. Confira aseguir nossos próximos compromissos e não falte a nenhum!AgendaRegistroAlegre encontro de fevereiroA alegria da proximidade do carnaval parace ter contagiadoos participantes da 187ª Pizza Literária realizada em 16.02.2006na Pizzaria Bonde Paulista. Os 24 participantes ocuparam ajá tradicional “mesa em U, com um lado aberto para a entradada poesia... ” e de todos os demais gêneros de nossacriatividade literária, como registrou Sérgio Perazzo emrecente edição deste jornal. Após soborearem as deliciosaspizzas e o chope gelado, servidos sempre com qualidade eatenção pela casa, os convivas do alegre festim literáriopuderam degustar como sobremesa os 15 textos em prosa everso inscritos para a noite. Momentos de raro deleite paraos presentes. Mais uma vez, foram sorteados alguns CDsmusicais como brinde. Desta feita sorteou-se também trêsexemplares da nova invenção do confrade Geovah: umfurador e amaciador de carnes. Na despedida havia em todosos olhares uma alegre expressão de “quero mais”.As “Pérolas Negras” de BenattiO confrade Carlos José Benatti acaba de lançar o seu quartolivro de reflexões, pensamentos e axiomas. Trata-se dePérolas Negras - Scortecci Editora - SP - 2006 - 64 páginas,onde o autor nos revela em flashs e rápidas pinceladas, visõesdo cotidiano que nos permitem meditar e refletir sobre avida e sobre as pessoas. Na visão do autor “um livro dereflexões é como um diário no qual se vai registrando tudoo que o cotidiano imprime em nossa película mental”. Olivro poderá ser adquirido diretamente na Livraria Asabeça(www.asabeca.com.br) telefone 11-3031.3956, por R$ 30,00.Contatos com o autor podem ser feitos pelo emailcjbenatti@dglnet.com.br“Quatro tempos de poesia” de LedaRecebemos na redação um exemplar da 2ª edição do livroda jornalista Leda Galvão de Avellar Pires, Quatro tempos depoesia - Edygraf -Botucatu - 1995 - 60 páginas. O poemas deLeda são carregados de sensibilidade e imaginação criadorae revelam o grande talento da escritora. A autora, que temainda um romance inédito no prelo (Uma família paulista)participou e colaborou com a SOBRAMES-SP durante a VIJornada Médico-literária Paulista realizada na cidade deBotucatu em setembro de 2001. Contatos com a autorapodem ser feitos pelo e-mail leda_galvao@uol.com.br.Notícias de PernambucoEndereços, horários e referênciasPizza Literária: São realizadas na Rua Oscar Freire, 1597 -Pizzaria Bonde Paulista - a partir de 19h30Reunião de Diretoria: São realizadas na sede dasociedade, na Rua Alves Guimarães, 251 - a partir de 20h30XXI Congresso Brasileiro de Médicos Escritores: Serárealizado de 20 a 22 de abril de 2006, na cidade de Maceió.Informações com os organizadores: (082) 3221-532307.03.2006 Reunião de diretoria16.03.2006 188ª Pizza LiteráriaPremiação da Superpizza anterior04.04.2006 Reunião de diretoria20.04.2006 XXI Congresso Brasileiro de MédicosEscritores (Maceió - AL)27.04.2006 189ª Pizza LiteráriaDivulgação do tema da próxima Superpizza02.05.2006 Reunião de diretoria18.05.2006 190ª Pizza Literária13ª Superpizza (apresentação de textos)06.06.2006 Reunião de diretoria22.06.2006 191ª Pizza LiteráriaPremiação da Superpizza anterior04.07.2006 Reunião de diretoria20.07.2006 192ª Pizza Literária dedicada a EscritoresConsagrados, favoritos dos membros.Divulgação do tema da próxima Superpizza01.08.2006 Reunião de diretoria17.08.2006 193ª Pizza Literária14ª Superpizza (apresentação de textos)05.09.2006 Reunião de diretoria21.09.2006 194ª Pizza LiteráriaPremiação da Superpizza anteriorAssembléia Geral Ordinária.Eleições de diretoria para biênio 2007/2008.03.10.2006 Reunião de diretoria.19.10.2006 195ª Pizza LiteráriaEntrega do PRÊMIO FLERTS NEBÓ (prosa)Divulgação do tema da próxima Superpizza07.11.2006 Reunião de diretoria16.11.2006 196ª Pizza Literária15ª Superpizza (apresentação de textos)05.12.2006 Reunião de Diretoria21.12.2006 197ª Pizza LiteráriaEntrega do PRÊMIO BERNARDO DE OLIVEIRAMARTINS (poesia)Premiação da SUPERPIZZA anteriorTransmissão de cargos para Diretoria EleitaENDOMED MEDICINALABORATORIALSede: Av. Eng. George Corbisier, 746Pq. Jabaquara - SPCAC 0800-170-004O envio de notícias, publicações ou informações sobrelançamentos de livros para a redação do jornal “OBandeirante” pode ser feito para um dos seguintesendereços: Redação: Av. Prof.Sylla Mattos, 652 - apto.12- Jardim Santa Cruz - São Paulo - SP - CEP 04182-010 *Sede: Rua Alves Guimarães, 251 - Pinheiros - São Paulo -SP - CEP 05410-000Participe das atividades da SOBRAMES ,divulgue e faça este movimento crescer!
  8. 8. E agora, com vocês,uma pequena utopia:Nossa última chamada parao XXI Congresso NacionalO evento maior da SOBRAMES, Sociedade Brasileirade Médicos Escritores, é seu Congresso Nacional, realizadonos anos pares, a cada dois anos. Em 2006 o XXICongresso Brasileiro de Médicos Escritores da SociedadeBrasileira de Médicos Escritores será realizado na cidadede Maceió, belíssima capital do estado de Alagoas, ondeatua com grande destaque no cenário nacional uma denossas mais expressivas e valorosas regionais.Aos que desejarem participar deste históricoencontro, aqui vão as principais dicas: as taxas deinscrição variam de R$ 50,00 para os acadêmicos eestudantes que se inscreverem antecipadamente, até R$200,00 para médicos que se inscreverem no local. Paraconhecer todos os valores os interessados podemconsultar o material recebido ou então fazer contato comos organizadores, pelos telefones (082) 3221.5323 ou3336.3532. Também poderá ser encaminhadacorrespondência para Rua Afonso Pena, 82 - Maceió -Alagoas - CEP 57021-040.Além da programação literária, cultural e turística,no XXI Congresso Brasileiro de Médicos Escritoresacontecerá a IMPORTANTÍSSIMA eleição de um NOVOpresidente da SOBRAMES Nacional para o próximo biênio,além de escolher a sede do XXII Congresso Nacional, em2008. Prestigie e participe.8O BandeiranteMarço 2006Finanças CongressoEndereços, horários e referênciasPizza Literária: Rua Oscar Freire, 1597 - Pizzaria BondePaulista - a partir de 19h30 / Reunião de Diretoria: RuaAlves Guimarães, 251 - Pinheiros - a partir de 20h30MARÇO 200607 Reunião de Diretoria16 188ª Pizza Literária - Apresentação de textos comtemas livres. Divulgação do texto vencedor da 12ªSuperpizza.O que faremos em março e abril?Continuamos na saga de convercer nossosconfrades a contribuir para que o objetivo a que nospropomos em nossos estatutos seja atingido: o culto àliteratura. Nunca esqueceremos de agradecer os que têmcontribuído de forma heróica, em verso e prosa. E,especialmente, nunca poderemos deixar de agradecer osque têm mantido financeiramente esta utopia.Única fonte de receitas da SOBRAMES-SP, aanuidade cobrada de seus associados visa dar continuidadeàs atividades básicas da regional, principalmente emrelação às publicações periódicas que mantém, àsdespesas com correio, honorários contábeis e outrasdespesas indispensáveis ao seu funcionamento. Daí afundamental importância de que todos os membroscolaborem pagando a anuidade.Qual o valor da anuidade?Segundo o que foi decidido pela diretoria no iníciodo ano, até 31 de janeiro de 2006 o valor pago pelosassociados foi de R$ 120,00. De 01 a 28 de fevereiro aanuidade foi quitada pelo valor de R$ 130,00. A partir de01.03.2006 este valor ficará fixado em R$ 140,00.Saliente-se que os membros acadêmicos pagam 50% dovalor da anuidade, estando dispensados do pagamentoos membros honorários, eméritos e beneméritos.Como faço para pagar?Envie um cheque cruzado e nominal a SOBRAMES-SP para a sede da entidade, no seguinte endereço: RuaAlves Guimarães, 251 - CEP 05410-000 - São Paulo - SP.Para fins de determinação dos valores, será consideradaa data de postagem nos correios. Assim, não será maispossível o pagamento pelos valores de R$ 120,00, válidoapenas para o mês de janeiro ou R$ 130,00, válido parafevereiro. O recibo será enviado pelo correio. Quempreferir poderá efetuar o pagamento diretamente aotesoureiro, Dr. Milton Maretti, nas Pizzas Literárias.Quem já contribuiuAté a data do fechamento desta edição já haviamcontribuído pagando a sua anuidade os seguintesconfrades:Aída Lúcia P.S.Begliomini,AlcioneA.Gonçalves,Aldo Miletto,Arlete M.M.Giovani, Ester Maria Bittencourt,Fernando Batigália, Geováh P.da Cruz, Helio Begliomini,Hélio J.Déstro, Helmut A.Mataré, Jacyra C.Funfas, JoséJucovsky, José R.Louzã, Karin S.R.Massaro,Lígia T.Pezutto, Luiz Giovani, Madalena J.G.M.Nebó, ManlioM.M.Napoli, Marcos G.Salun, Maria da Glória Civile, Mariado Céu C.Louzã, Maria Virgínia Bosco, Mario de Mello Faro,Milton Maretti, Nelson Jacintho, Rodolpho Civile, SérgioPerazzo, Sônia Andruskevicius, Vera Lúcia Teixeira eWalter W.Harris. Colabore você também para que asatividades da regional São Paulo continuem acontecendosempre com a mesma qualidade e constância, dando suapequena contribuição financeira. Qualquer dúvida sobreo pagamento da anuidade poderá ser esclarecida pelo e-mail SOBRAMES@UOL.COM.BR ou pelo telefone (11) 9182-4815.ABRIL 200604 Reunião de diretoria20 XXI Congresso Brasileiro de Médicos Escritores(Maceió - AL) - contatos: (082) 3221-532327 189ª Pizza Literária - Divulgação do tema da próximaSuperpizzaAnoteAjude a divulgar a SOBRAMESVocêpodecolaborarnadivulgaçãodaSOBRAMES-SPe de suas atividades, ajudando a distribuir este jornalemseulocaldetrabalho,convidandoumcolegaparaparticipar,conseguindoumnovoanunciantepara o jornal... São mil e uma maneiras.Faleconoscoeparticipe!SOBRAMES@UOL.COM.BR

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