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Bandeirante 092013 - nº 250
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Bandeirante 092013 - nº 250

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  • À SOBRAMES SP envio um grande abraço, parabenizando pelos 25 anos de fundação. Cada vez melhor, sem esquecer do passado glorioso. abraço a todos Sérgio Pitaki
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Transcript

  • 1. 250250250250250 SETEMBRO 2013 O BandeirantePublicação mensal da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional S.Paulo “Ela era uma pessoa simples e boa. Um pouco limitada, mas tudo que fazia era com muito capricho. Quando passava roupa não havia de ficar nenhuma ruguinha. Deveria estar mais lisa do que uma pétala de rosa. Cozinhava muito bem, tudo feito com muito amor.” Leia o conto de MARIA DO CÉU C.LOUZÃ na p. 6 Consultas inesquecíveis “Quem não tem um episódio para contar sobre o que ocorre entre as quatro paredes de um consultório? Recém-saído da faculdade, eu dava plantão num Pronto-Socorro público. Apesar de sempre haver pessoas de um nível razoável para atender, a maioria da população era composta por gente bastante simples.” A crônica profissional de WALTER WHITTON HARRIS está na p. 9 “Tentei pegar um galho e impedir que entrasse janela adentro, afastando-a para mais longe, quando a primavera mostrou sua força e feriu meu dedo. Olhei feio para ela, massageando meu dedo dolorido. Logo me veio a cena do meu tropeço e a ideia de vingança que a dona da floricultura falou. Olhei para a Primavera e senti que ela queria dizer: quero ser livre, sei escolher meu caminho.” A crônica de JACYRA DA COSTA FUNFAS você lê na p. 7 Botucatu recebe a XII Jornada Médico-Literária Paulista - p. 11 Eu e a buganvília Edição comemorativa de 25 anos Os jacarandás floriram Nesta edição comemorativa do Jubileu de Prata da Sobrames-SP, você tem notícias e informações especiais sobre os eventos e conquistas da Sociedade hoje e ao longo destes 25 anos. Estão presentes também nesta edição os autores: ALCIONE ALCÂNTARA GONÇALVES (p.5) | FLERTS NEBÓ (p.4) JOSEF TOCK (p.5) | MÁRCIA ETELLI COELHO (p.8) e ROBERTO ANTONIO ANICHE (p.8)
  • 2. 2 O Bandeirante - Setembro 2013 Jornal O Bandeirante ANO XXIII - nº. 250 - Setembro2013 Publicação mensal da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional do Estado de São Paulo SOBRAMES-SP. Sede: Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 278 - 7º Andar - Sala 1 (Prédio da Associação Paulista de Medicin a) - São Paulo - SP Editores: Josyanne Rita de Arruda Franco e Marcos Gimenes Salun (MTb 20.405-SP) Jornalista Responsável e Revisora: Ligia Terezinha Pezzuto (MTb 17.671-SP). Redação e Correspondência: Rua Francisco Pereira Coutinho, 290, ap. 121 A – V. Municipal – CEP 13201-100 – Jundiaí – SP E-mail: josyannerita@gmail.com Tels.: (11) 4521-6484 Celular (11) 99937-6342. Colaboradores desta edição (textos literários): Alcione Alcântara Gonçalves, Flerts Nebó, Jacyra da Costa Funfas, JosefTock, Márcia Etelli Coelho, Maria do Céu Coutinho Louzã, Roberto Antonio Aniche e Walter Whitton Harris. Tiragem desta edição: 500 exemplares (papel) e mais de 1.000 exemplares PDF enviados por e-mail. Diretoria - Gestão 2013/2014 - Presidente: Josyanne Rita de Arruda Franco. Vice-Presidente: Carlos Augusto Ferreira Galvão. Primeiro-Secretário: Márcia Etelli Coelho. Segundo- Secretário: Maria do Céu Coutinho Louzã. Primeiro- Tesoureiro: José Alberto Vieira. Segundo-Tesoureiro:Aida Lúcia Pullin Dal Sasso Begliomini. Conselho Fiscal Efetivos:Hélio Begliomini, Luiz Jorge Ferreira e Marcos Gimenes Salun. Conselho Fiscal Suplentes: José Jucovsky, Rodolpho Civile e José Rodrigues Louzã. . Matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião da Sobrames-SP Editores de O Bandeirante Flerts Nebó - novembro a dezembro de 1992 Flerts Nebó e Walter Whitton Harris - 1993-1994 Carlos Luis Campana e Hélio Celso Ferraz Najar - 1995-1996 Flerts Nebó e Walter Whitton Harris - 1996-2000 Flerts Nebó e Marcos Gimenes Salun - 2001 a abril de 2009 Helio Begliomini - maio a dezembro de 2009 Roberto A.Aniche e Carlos Augusto F. Galvão - 2010 Josyanne R.A.Franco e CarlosAugusto F.Galvão - 2011-2012 Josyanne R.A.Franco e Marcos Gimenes Salun - janeiro 2013 Presidentes da Sobrames SP 1º. Flerts Nebó (1988-1990) 2º. Flerts Nebó (1990-1992) 3º. Helio Begliomini (1992-1994) 4º. Carlos Luiz Campana (1994-1996) 5º. Paulo Adolpho Leierer (1996-1998) 6º. Walter Whitton Harris (1999-2000) 7º. Carlos Augusto Ferreira Galvão (2001-2002) 8º. Luiz Giovani (2003-2004) 9º. Karin Schmidt Rodrigues Massaro (jan a out de 2005) 10º. Flerts Nebó (out/2005 a dez/2006) 11º. Helio Begliomini (2007-2008) 12º. Helio Begliomini (2009-2010) 13º.Josyanne Rita deArruda Franco (2011-2012) 14º.Josyanne Rita de Arruda Franco (2013-2014) Editores: Josyanne R.A.Franco e Marcos Gimenes Salun Revisão: Ligia Terezinha Pezzuto Diagramação: Marcos Gimenes Salun | Rumo Editorial Produções e Edições Ltda. Impressão e Acabamento: Expressão e Arte Gráfica Editora Expediente Editorial Josyanne Rita deArruda Franco Médica Pediatra Presidente da Sobrames-SP NESTADATAQUERIDA, NOSSOSPARABÉNS! A Sobrames- -SP é feita de bravos! Homens e m u l h e r e s dedicados que com altruísmo e emoção abraçam as causas de uma confraria de letras. Doando-se com galhardia, dispensam tempo, talento e conhecimento técnico, intuitivo e criativo, ao crescimento e consolidação dos laços de amizade e estímulo à produção literária. A Sobrames-SP completa 25 anos nesta primavera que se anuncia! Quantos acontecimentos jubilosos e tristes foram acolhidos com fraterno abraço entre poesias, prosa e pizzas! Quantas chegadas e partidas contabilizadas em ruidosa alegria ou respeitoso silêncio! Quantas lágrimas nas faces enrubescidas pela emoção ou pelo sorver do vinho. E as estradas viajadas a organizar Jornadas? Braços fortes carregando livros, refeições rápidas, intervalos preciosos entre uma e outra consulta para telefonemas diversos, e-mails sem fim a buscar apoio, a fazer esforço, a fomentar vida e solidez que alimentasse a excêntrica arte de escrever. Aos diretores e amigos de coragem, silenciosos e incansáveis, a reconhecida gratidão!Aos talentosos membros associados, o agradecimento pela presença que ilustra nossas Pizzas Literárias e dá sentido ao nosso trabalho! Aos visitantes de sempre e aos novos amigos, as portas permanentemente abertas para o convívio e o deleite da amizade que é adornada de palavras em prosa e verso! A todos aqueles que sem ruídos vão dando forma aos sonhos, a gratidão pela parceria na caminhada! E à querida Sobrames-SP, os mais efusivos e jubilosos parabéns! 09/09 – Flerts Nebó 13/09 – José Jucovsky 14/09–AlittaGuimarães Costa Reis 15/09 – Marcos Gimenes Salun 16/09 - Sobrames-SP As Pizzas Literárias da SOBRAMES-SP acontecem na terceira quinta-feira de cada mês, a partir das 19h00 na PIZZARIA BONDE PAULISTA Rua Oscar Freire, 1.597 - Pinheiros - S.Paulo 19 de setembro 2013 COMEMORAÇÃO DOS 25 ANOS DA SOBRAMES-SP
  • 3. O Bandeirante - Setembro 2013 3 Ainda estou trabalhando. Tenho tentado escrever sobre os 25 anos da Sobrames-SP, mas sinto que estou me repetindo a cada parágrafo e começo tudo de novo... Nosso percurso está no livro do Helio e do Salun quando dos 20 anos, nas 250 edições de O Bandeirante, nas doze coletâneas e nove antologias. Como falar sobre tudo isso sem parecer exaustiva? Foram onze Jornadas por este imenso Estado, momentos inesquecíveis com amigos inolvidáveis, situações inusitadas e muita amizade. Pense comigo: quantas Pizzas Literárias a sorrir, aplaudir e se comover com tudo o que foi dito? Foram quase 280 reuniões! Parece que as palavras continuam flutuando em um tempo que não passa, na memória afetiva que embala as mais carinhosas recordações... E quando penso na sede que conseguimos, no Blog que alimentamos e atravessou fronteiras internacionais com os confrades e confreiras de outras partes do mundo? São tantos ganhos, meu amigo, tantas coisas felizes coletadas em 25 anos que não cabem na recente sede da APM...Conquistas que me fazem sorrir com a franqueza e o desprendimento que eu tinha há duas décadas, tão jovem para pretender chegar até aqui, e tão adulta para ter deixado o tempo passar sem estar na Sobrames-SP desde o dia 16 de setembro de 1988. Queria ter estado naquela noite de outrora da fundação da regional paulista com minha bebê caçula, que então contava com dez meses de idade, ainda no colo, amamentada exclusivamente com o leite materno, mas já embalada pelas poesias que eu escrevia e declamava para a minha plateia doméstica, sem imaginar que apenas dois anos depois estaria cercada de grandes e talentosos escritores que me acolheram com amizade e estímulo entre médicos dedicados à arte de escrever. Que posso eu falar da Sobrames-SP sem ter os olhos marejados de emoção e o coração repleto de saudade dos que já partiram, deixando incrustados em seus escritos e na lembrança a força de seu talento, o brilho da erudição e a imensurável gratidão por tantas empreitadas nas veredas da literatura...Ou mesmo a doce presença, afável e terna, daqueles que escutaram, embevecidos, contos e crônicas, poesias e canções, acompanhando amores e amados? Meu amigo, a Sobrames- -SP é parte de uma história de vida compartilhada com muitas outras vidas. É um caminho percorrido à sombra, ladeado por canteiros floridos. É um lugar à beira de um fresco regato, onde o vento sopra manso e os pássaros cantam sem pressa... É um recanto dentro do peito que vive perfumado pelo aroma de pizzas, transpira um suor salpicado de garoa e que, alerta, é despertado pelo trânsito de uma cidade gigante que cresce e enlouquece, mas não desarvora as emoções de quem quer continuar a ter nos encontros literários o seu pedaço de céu no mundo...Diga-me com toda a franqueza, meu amigo: o que mais eu poderia dizer sobre a Sobrames-SP? Um abraço e até mais. Josyanne Que dizer desta data?
  • 4. 4 O Bandeirante - Setembro 2013 No dia 09 de setembro, costumo come- morar meu aniversário. O que é um erro. Explico o porquê. Minha vida, realmente teve início entre o final do mês de dezembro de 1919 ou começo do mês de Janeiro de 1920: não posso precisar a data com certeza. Isso ficará para os obstetras resolverem, mas de fato quando os espermatozoides de meu pai encontraram o óvulo que os esperava, no útero de minha mãe, e a minha vida intrauterina teve início. Ela teve uma duração de NOVE meses e depois fui expulso e a expulsão logo foi seguida dos primeiros tapas dos que levei durante a vida, e foram dados pela “parteira” e também foi a primeira vez que chorei, porque o ar frio do ambiente fez meus pulmões se dilatarem e perdi o “calorzinho” a que estava acostumado. Os anos foram passando e fui crescendo, aprendendo o que podia e não podia fazer. Aprendi a falar, depois ler, escrever, etc. etc. Praticando esportes, nadando, correndo, torcendo pelo nosso time, enfim VIVENDO, como consegui fazer até este momento, quando vou expressar o Meu Desejo que considero que talvez não deva tardar; isso ficará na vontade de Deus — se é que ele existe — e irei para o céu, se também existe e serei o primeiro “Santo” com esse nome. Tenho a certeza de que não irei para o Inferno, porque ele já está aqui, na terra onde estamos todos vivendo, neste instante. Mas, terminando o meu tempo, que creio já tenha sido estabelecido por ordem dos cromossomas, outros hormônios e pelo D.N.A. que temos em nossos organismos, passarei a ser um Corpo Sem Vida= C.S.V: jamais serei um CADÁVER, pois essa palavra significa CARNE DADAAOS VERMES, e não tenho disposição de servir de pasto para uns bichinhos que nada fizeram por mim. Assim o meu corpo morto, ou C.S.V. deverá ser cremado! Virarei cinzas, que serão recolhidas e, provavelmente, misturadas com outras que restaram de queimas anteriores. Uma vez recolhidas essas cinzas, desejo que elas sejam colocadas em três saquinhos plásticos. O primeiro levado para o cemitério do Araçá e depositado no túmulo, ao lado de meus pais e irmão. O segundo entregue no Museu do Show Medicina, e pregado numa parede ou colocado num dos armários com os dizeres: Flerts Nebó — Criador e Primeiro Diretor do Show Medicina — 1944. O terceiro que suas cinzas sejam jogadas no terreno da entrada na Frente da Faculdade de Medicina, na Avenida Dr. Arnaldo, que foi onde me formei médico, tendo entrado pela Porta da Frente da “Casa de Arnaldo” e ajudará as raízes de alguma das plantas ou árvores que por ali existam para se tornarem mais vivas, e quem passar pela avenida saiba que minhas cinzas estão ao lado da velha Escola. Para meus filhos, parentes ou amigos, escrevi antes de “bater as botas” e para que não ignorem o MEU ÚLTIMO DESEJO. (Escrito no dia 27 de abril de 2006) Flerts Nebó Meu desejo
  • 5. O Bandeirante - Setembro 2013 5 O homem, é um bicho danado, Que sabe olhar pro passado; Revê aquilo que fez, Com tremenda rapidez. O homem, é um animal social, Que se relaciona de modo normal, Formando grupos de sobrevivência, Melhorando assim a sua existência. O homem, é um ser inteligente, Que atua de modo influente, Na sociedade à qual pertence, Para a melhoria de todo o ambiente. O homem, é um Espírito encarnado, Que busca um maior aprendizado, Para o seu crescimento e evolução, Neste planeta de prova e expiação. O homem, será anjo no futuro, Que trará seu conhecimento seguro, Para formar a sociedade sem desigualdades, Onde reinará o amor sem maldades. O Homem está no porvir do Novo Mundo. O Horizonte é plano e o pedregulho acertou o seu calo. A língua enrola e fala dialetos ternários e quaternários. Sons que imitam sons. Ruídos que se calam. O mundo é panorâmico e ocluso. Vejo do meio dos olhos, periferias extremas. O mundo é dos tolos e ignóbeis decibéis. Sons metálicos, que armam as revoltas, e as grandes revoluções. Mundo, mundo, viramundo, de tanto virar, endoideceu. O homem e sua evolução AlcioneAlcântara Gonçalves Novo mundo Josef Tock
  • 6. 6 O Bandeirante - Setembro 2013 Chegou a primavera e num repente a cidade amanhece toda enfeitada com as copas de árvores muito floridas. Parecem buquês gigantes de cor lilás. São os jacarandás mimosos, de São Paulo. Atrevidos, como que desafiando a cidade barulhenta, que se movimenta sem parar, pintam uma linda cor junto ao concreto frio e cinzento. Mas se me encantou assistir, mais uma vez, a tanta exuberância da primavera, relembrei alguém — que no passado fez parte da nossa vida — e que nos deixou muitas saudades. “Ela não consegue pilotar as quatro bocas do fogão ao mesmo tempo!” observava com humor o chefe da casa, quando - com muita pressa - chegava do trabalho do hospital, que o ocupava pela manhã e ia pedindo o almoço para poder continuar sua vida de médico atarefado. Ela era uma pessoa simples e boa. Um pouco limitada, mas tudo que fazia era com muito capricho. Quando passava roupa não havia de ficar nenhuma ruguinha. Deveria estar mais lisa do que uma pétala de rosa. Cozinhava muito bem, tudo feito com muito amor. Vinda de Minas — mesmo da roça — chegou acompanhada pela mãe, para trabalhar em nossa casa. Ao descer do ônibus, dava a impressão de que havia alguma coisa estranha com ela. O andar um pouco lento, talvez tímido. Tinha uma pequena dificuldade para falar e quando falava fechava às vezes os olhos. Chamava a atenção. Sua mãe ao ser questionada se ela teria tido alguma doença de pequena, respondeu simplesmente que não. Aparentava estar perto da casa dos quarenta anos, mas idade para ela era um assunto proibido em que não se deveria tocar nunca. O pior — ainda que nos pasmasse — não possuía documentos, pois não havia sido registrada. Mais tarde, escrevemos ao pai, insistindo muito para que — em uma das vezes em que ela fosse para a roça — ele a acompanhasse ao cartório e a registrasse. E foi assim que ela pôde esconder um pouco a sua idade. Nunca conseguimos acreditar na que dizia ter, pois aparentava ser um pouco mais velha. O seu nome: Alcídia. Certamente havia sido criado a partir do nome do pai que era Alcides. Mas nos disse que todos a chamavam de Cida e foi assim que ela se chamou todo o resto do tempo. Logo mostrou o quanto cozinhava bem. A sua lentidão para fazer qualquer coisa era compensada pelo capricho e esmero em tudo que fazia e, sobretudo, pela comida tão saborosa. Caprichosa ao máximo, queria ver tudo limpo e especialmente bem arrumado. Nada deveria estar fora do seu lugar. O que não era muito fácil, numa casa onde três crianças, levadas, que adoravam fazer estripulias, cruzavam pela cozinha, correndo, aos gritos nas suas brincadeiras. Muitas vezes até para provocá-la. Mas não se incomodava de preparar mais um prato ou aumentar a quantidade daquele que já estava sendo feito, na chegada de mais alguém para comer. Era na cozinha que ela se revelava. E ficava feliz ao ouvir os elogios tão merecidos a ela destinados. Não importava o que fosse, cumpriria o seu papel de matar a fome, com um tempero perfeito. Coisa não muito fácil quando, mais tarde, três adolescentes gostavam de trazer, sempre de surpresa, colegas para almoçar ou jantar. Dedicava uma verdadeira paixão por flores e mais curioso ainda: por fardas. Qualquer homem fardado era considerado um verdadeiro Apolo, fosse militar ou mesmo um porteiro, bem aprumado com um bonito uniforme que chamasse atenção. Os anos passaram e tendo comprado um terreninho, resolveu construir a sua casa. Assim passou a trabalhar como diarista, para tomar conta dos pedreiros e pôr as mãos à obra mesmo. E nos dias em que podia, ajudava a fazer massa, carregava tijolos e ia aos poucos comprando os materiais necessários. Quando pronta, estava realizado o seu sonho. Exibia logo um jardim caprichado e completando sua felicidade: um cachorro e também uma casinha para ele. As plantas cuidadas por ela eram sempre viçosas e assim em pouco tempo o jardim ostentava algumas verduras, lindas roseiras e uma muda de árvore frutífera. Mas o que nos divertia era a o seu desejo, ou mesmo mania, de reformar e modificar a casa. Era quase um vício derrubar paredes.Assim, o que ficava mais engraçado: onde era a cozinha passava a ser a Os jacarandás floriram Maria do Céu Coutinho Louzã
  • 7. O Bandeirante - Setembro 2013 7 sala e a sala dera lugar para o quarto e a cozinha estava em outro canto. Toda vez que a fôssemos visitar, não sabíamos nunca por onde teríamos que entrar e onde estaríamos sendo recebidos. Apenas o quintal permanecia no mesmo lugar. Afinal não era possível mudar a árvore, nem as lindas roseiras que eram o seu orgulho. Não se casou apesar de um grande desejo de encontrar uma cara metade, mas que fosse um bonito homem fardado! Acho que não importava que farda fosse: militar, bombeiro ou mesmo um porteiro elegantemente uniformizado. A sua cor predileta era o roxo ou lilás. Tudo que fosse dessa cor a encantava. Fazia crochês muito bonitos e muitas vezes na sua cor preferida. Assim, quando chegava o tempo dos jacarandás florirem pela cidade, era ela a primeira a chamar a atenção para a cor que enfeitava as praças e calçadas de São Paulo. Inesperadamente, precisou ser operada de um câncer. Conseguimos que fosse aposentada e por alguns anos foi lutando pela sua recuperação até que partiu deixando saudades e muitas lembranças queridas. É impossível não recordar aquela criatura, especialmente quando a cidade se enfeita de roxo ou lilás. A sua comidinha tão saborosa, a sua paixão pelas flores e pelas fardas e a sua grande dificuldade em entender como se pagava uma compra com cheque. Isso era mais um grande mistério na sua vida. Muitas vezes quando vejo alguém chegar ao portão da nossa casa, ainda tenho a impressão de que vou vê-la entrar. Chegava toda bem arrumadinha, balançando a cabeça, com o seu jeito característico de falar devagar, piscando os olhos. E nas mãos - para me oferecer - sempre um vasinho com uma planta que havia comprado ou um buquê de rosas lindas do seu jardim. Levei muito tempo para encontrar uma planta que me agradasse para colocar na jardineira do terraço do meu apartamento. O muito tempo que digo foi encontrar de pronto uma planta já formada, florida, bem certinha para o local. Foi difícil. Numa das vezes, correndo viveiros e floriculturas, tropecei num vasinho com uma plantinha definhada, com algumas flores cor-de-rosa. Pedi desculpas à dona da floricultura e ela me respondeu: desculpas a senhora peça à senhora Buganvília. Quem é dona Buganvília? — perguntei. É essa que a senhora quase matou com seu tropeção, respondeu ela. Olhei para o chão e senti uma tristeza em ver a tal Buganvília esparramada, como pedindo socorro. Abaixei-me, juntei seus pequenos galhos com algumas flores e disse: vou levar essa. A senhora garante que ela vai vingar? Só se ela se vingar da senhora, disse a dona da floricultura num tom de trocadilho. Já no novo endereço, a Buganvília mirrada recebeu o nome mais popular e comum de Primavera. Alimentada com vitaminas que a boa terra exige, cresceu, floresceu e seus galhos espinhosos foram parar na janela de um quarto. Tentei pegar um galho e impedir que entrasse janela adentro, afastando-a para mais longe, quando a primavera mostrou sua força e feriu meu dedo. Olhei feio para ela, massageando meu dedo dolorido. Logo me veio a cena do meu tropeço e a ideia de vingança que a dona da floricultura falou. Olhei para a Primavera e senti que ela queria dizer: quero ser livre, sei escolher meu caminho. Fiquei vendo a Primavera sempre de longe, com um pequeno sentimento de ingratidão pelo espinho que me feriu. Precisei me ausentar de casa por quinze dias, pensando em trocar a Primavera por outra planta. Quando voltei, ao abrir a janela do quarto, um galho da Primavera com lindo cacho de flores viçosas, tocado pela leve brisa, atravessou o parapeito e suavemente roçou pela minha face, dando-me o beijo de boas-vindas, selando, assim, o nosso carinho mútuo. Desisti de trocar a querida Primavera ou Buganvília por outra planta. Eu e a buganvília Jacyra da Costa Funfas
  • 8. 8 O Bandeirante - Setembro 2013 Márcia Etelli Coelho Caixa de Pandora Não vá na contramão da manifestação RobertoAntonioAniche O quarto está escuro, perdido no tempo. A porta semiaberta implora companhia. O silêncio inseguro tonifica o vento que se eleva na névoa, congela e arrepia. Eu puxo a maçaneta e entro, ali, sorrateiro. De tudo curioso, uma vez mais me arrisco. Sem que ninguém me veja, serei pioneiro, a vencer o desgosto, achar o que eu preciso. Mas o teto em ruína renega o passado. Um espelho partido afronta a maldição. Uma teia me obriga a agachar o meu passo e a desviar do abismo que brota do chão. Em um canto, tão só, empoeiradamente, uma caixa dourada me convida a abri-la. Testemunha sem dó de um estranho presente em uma era findada, na glória, esquecida. A dúvida me intriga e comprime o meu peito: Será que um tesouro se esconde dentro dela? Dinheiro de um roubo que perdeu o endereço? Um dote de rainha que morreu donzela? Imagino fortuna, mudança de vida. Conquistar um apreço para o eterno amor. Preencher a lacuna da antiga partida. Aumentar o meu preço, sanar toda dor. Sem outra maneira, eu me aproximo, silente, sem saber do segredo que nela se encerra. Espanto a poeira, abro a caixa e... de repente, um brilho atiça o medo, a luz quase me cega. A ciranda do tempo retrai o segundo. Enlouquecem-se os gritos, nem todos são meus. Esperança, não lembro, ainda estás nesse mundo? Com o olhar no infinito, eu choro e rezo... a Deus! Há dias que queria sair de casa, do trabalho, esquecer momentaneamente as contas, a família, o cachorro do vizinho. Tem dias que preciso do ar impregnado de energia, de luta, para me sentir vivo. Abandono tudo de repente, tomado da decisão inusitada de aparecer, gritar, sentir-me importante. Meu coração bate rápido, minha respiração fica ofegante. Lá vou eu, lembrando dos tempos de estudante, avançando com coragem. A camiseta que eu não vestia desde os tempos da ditadura brilhava tanto a ponto de encher meu peito de orgulho. Fogos de artifício na mochila, bandeira enrolada, carregada tal qual uma AR-15, lá vou eu, sem lenço, sem documento, lembrando e soltando meu grito de guerra. Sou jovem novamente, entro no meio da turba, perco a minha identidade numa massa humana imponderável e indomável. A televisão irá nos mostrar junto com mais de sessenta mil pessoas! Será que meus filhos estarão me vendo no jornal das seis? A massa grita, explode, as bandeiras esvoaçam sobre nossas cabeças, até que bombas explodem na alegria incontida. Estendo a minha bandeira e grito a plenos pulmões todas as palavras engasgadas por muitos anos. Não me lembro de mais nada. Meus filhos me viram no jornal das seis, ensanguentado, caído e pisoteado agarrado à bandeira do Corinthians, no meio da torcida do São Paulo em pleno estádio do Morumbi...
  • 9. O Bandeirante - Setembro 2013 9 Quem não tem um episódio para contar sobre o que ocorre entre as quatro paredes de um consultório? Recém-saído da faculdade, eu dava plantão num Pronto- -Socorro público. Apesar de sempre haver pessoas de um nível razoável para atender, a maioria da população era composta por gente bastante simples. Certo dia, atendi uma mãe carregando uma criança nua sentada em seu braço, que teria pouco mais de um ano de idade. Ao perguntar a ela o que acontecia, virou o nenê de nádegas expostas para mim, que estava sentado à mesa do consultório e o nenê soltou uma bela explosão, inundando de fezes líquidas meu rosto, óculos e roupa. O diagnóstico estava feito. Noutra oportunidade, ao indagar de uma senhora o que ela tinha, respondeu que estava ali para eu dizer o que ela tinha, afinal de contas quem era o médico? Não houve jeito de fazê-la entender que sem contar-me sua história, não conseguiria fazer um diagnóstico. Foi necessário chamar sua acompanhante, que ficara na antessala, para esclarecer o mal-entendido e prosseguir com a consulta. Já mais tarimbado, atendia funcionários de uma companhia de ônibus num plantão de domingo. O colega que fui substituir costumava facilitar a vida dos motoristas e cobradores que, folgando aos sábados, vinham buscar um atestado médico para emendar o domingo. Não achando isso correto, comecei a recusar o afastamento desses funcionários, sem que houvesse causa que justificasse. A maioria aceitava — depois fiquei sabendo que procurava um hospital e lá obtinha o atestado —, mas um dia, um paciente, inconformado com minha recusa de lhe fornecer o atestado, tornou-se agressivo e me disse que estava com uma arma apontada para mim, escondida sob o jornal que carregava na mão. Não deu tempo nem de ele terminar sua frase de ameaça, pois joguei a mesa do consultório em cima dele e lá ficou ele prostrado. Naquele tempo eu fumava e havia um pesado cinzeiro de vidro na mesa que peguei para me defender. Não foi necessário; ele estava desarmado. O fato foi comunicado à sua empresa e ele foi demitido por justa causa. Consultas inesquecíveis Walter Whitton Harris Quantos fatos mais não foram observados no Ambulatório de Ortopedia. Por exemplo, o paciente referiu que torcera o cotovelo. Ao examiná-lo, nada encontrei e vi que ele me olhava como se eu fosse maluco. Aí apontou para o tornozelo e me disse que o local machucado era o “cotovelo do pé”! Outra vez, um paciente caiu sobre o ombro e me disse que estava com dor na “naxila”. Isso, sem se referir a passagens mais picantes: Certa feita, uma jovem queixou-se de dor nas costas. Antes que pudesse solicitar para se despir parcialmente e usar a camisola apropriada, foi tirando toda a roupa, inclusive as peças íntimas e com a maior naturalidade do mundo. Senti-me constrangido, mas, para não deixá-la assim também, examinei-a com naturalidade e pedi que se vestisse de novo. Porém, na saída, ela fez uma cara de sapeca e me perguntou se eu não tinha apreciado a carne! Fiz-me de desentendido. Em total oposição à situação anterior, recebi uma paciente que sofrera uma pancada na coxa. Veio para a consulta com uma saia justa e curtíssima. Na tentativa de examiná-la, já deitada, pois machucara a parte superior da coxa, fez um drama para manter a saia puxada para baixo, imagino que para não mostrar a calcinha. Ficou difícil para mim e, para eu não ficar de saia justa, fui obrigado a dizer-lhe, elegantemente, que precisaria tirar a saia para poder examiná-la direito. Ofereci-lhe um lençol. Que nada! Na mesma hora, arrancou a saia, fez uma cara de vítima e cobriu o rosto com a mão. Rapidamente, completei o exame, fui sentar à mesa do consultório e pedi que se vestisse. Lembro-me bem de uma ocasião quando eu era diretor clínico de um hospital e tive de substituir um dos médicos que iria chegar atrasado. Um jovem aparentando boa saúde se queixava de dor de garganta. Examinei-o e nada encontrei, porém fiz-lhe uma receita. Ao sair, pediu que lhe atestasse o dia, que recusei fazer. Mais tarde, recebi telefonema da delegacia do bairro, dizendo que um paciente estava querendo registrar uma queixa de omissão de socorro contra o hospital e o delegado queria me comunicar o fato por ser o diretor. Ao perceber que se tratava do mesmo rapaz que eu atendera, pedi para revistá-lo e a receita foi encontrada. O delegado pediu mil desculpas e disse que iria dar um belo susto no rapaz por falsa acusação. Serviu de lição para jamais deixar de fornecer uma receita no primeiro atendimento a um paciente. Além do médico se resguardar, o paciente normalmente sente que a consulta foi incompleta sem ter uma receita na mão. São algumas das dificuldades no atendimento médico. Já se foram os dias em que permanecia uma enfermeira dentro do consultório, junto ao médico, para salvá-lo de circunstâncias parecidas às relatadas. Precisamos ser extremamente cautelosos e, mais ainda, recorrer ao bom senso e ao humor, dependendo da delicadeza da situação.
  • 10. 10 O Bandeirante - Setembro 2013 Autores da SOBRAMES-SP lançam livros LIGIATEREZINHA PEZZUTO “Serviço de Escuta - o que é e como implantá-lo” Ed.Ave-Maria - SP O livro tem como base servir de explicação e aplicação de um serviço muito importante nos dias atuais: o da escuta. Com texto coloquial, a autora vale-se de alguns princípios da confissão e da psicoterapia para suporte neste trabalho. O lançamento será no dia 14 de setembro, das 10 às 12hs na Livraria Ave-Maria na Rua Jaguaribe, 761 - Sta.Cecília - SP. O livro também será apresentado na XII Jornada Médico-Literária Paulista em Botucatu. Contatos: ligiapezzuto@yahoo.com.br Além do lançamento da obra coletiva IX Antologia Paulista durante a Jornada Literária em Botucatu, onde estão presentes 40 autores da Sobrames paulista (veja página ao lado), vários autores estarão lançando ou apresentando novos livros individuais neste mês de setembro. LUIZ JORGE FERREIRA “Antena de Arame” Rumo Editorial - SP Mergulhar nas histórias deste livro cheio de magia será uma aventura inesquecível. O autor é um mestre em dar novas tintas à realidade misturando-a a vigorosas pinceladas surreais que não deixarão o leitor escapar destas páginas sem uma incrível dose de encantamento. Luiz Jorge estará apresentando seu novo trabalho durante a XII Jornada Médico-Literária Paulista, na cidade de Botucatu, entre 26 e 29 de setembro. Contatos e informações com o autor pelo e-mail: ljorgeferreira1@uol.com.br JOSYANNE RITA DE ARRUDA FRANCO “Assoalho de Plumas” Rumo Editorial - SP Os versos da autora transcendem a poesia e delicadamente pousam no íntimo das pessoas mais sensíveis. Em alguns momentos ela é vertiginosamente passional e inconsequente com os sentimentos e em outros tão sutil como uma pluma que pousa no aconchego de uma sala, rente a uma lareira e dois cálices de vinho. Josyanne também apresentará seu novo trabalho durante a XII Jornada Médico- Literária Paulista, na cidade de Botucatu, entre 26 e 29 de setembro. Contatos e informações com a autora pelo e- mail: josyannerita@gmail.com WALTER WHITTON HARRIS “Hunky-Dory - uma antologia de prosa e verso” Rumo Editorial - SP Com maestria e rara habilidade para lidar com as palavras, o autor coloca nas páginas deste volume 20 anos de seu labor literário. São histórias extraídas da vida e que aqui são narradas com a ágil versatilidade de um atleta ou com o encantamento de um mago, ora em prosas ricas de conteúdo e acurada pesquisa, ora em versos de mágica e delicada sensibilidade. Uma obra para se degustar com o vagar necessário para sentir todos os seus sabores e aromas. Contatos, aquisições e informações com a autor através do e-mail: wharris@gmail.com Alcione é Embaixador da Abrammil Alcione Alcântara Gonçalves recebeu no último dia 15 de agosto o título de Embaixador da ABRAMMIL - Academia Brasileira de Medalhística Militar, na 21ª Cerimônia da Academia realizada no Museu Militar Conde de Linhares, no Rio de Janeiro, RJ.
  • 11. O Bandeirante - Setembro 2013 11 Botucatu recebe escritores da SOBRAMES Chegou a hora do esperado evento literário da SOBRAMES. De 26 a 29 de setembro, a cidade de Botucatu, no interior de São Paulo, acolherá os autores da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores para a realização simultânea da XII Jornada Médico-Literária Paulista e da VII Jornada Nacional da Sobrames. Conheça aqui as atrações deste evento. Além dos serviços do Hotel Primar durante o café da manhã, almoço e coffee breaks nos intervalos das sessões literárias, o evento contará com jantares nos restaurantes Celeiro e Sinhô Sinhá. No sábado o almoço será a bordo do navio Cidade de Cuesta, que navegará com os participantes pelo Rio Tietê, até a transposição da Eclusa, em Barra Bonita. A abertura da Jornada acontecerá na quinta-feira no Teatro Municipal de Botucatu, aonde teremos a apresentação de um Coral e logo após será servido um coquetel. Na sexta- -feira, haverá apresentação especial da Camerata de Botucatu e no sábado, no encerramento do evento, teremos uma apresentação de Conjunto Folcórico Regional durante a entrega dos prêmios. Cultura, lazer e boa comida O evento conta com a inscrição de 26 autores, com 51 textos literários, sendo 26 em prosa e mais 25 poesias. Haverá ainda a inclusão de 10 textos em prosa e poesia de acadêmicos de medicina da FMB previamente selecionados. Todos esses textos serão publicados nos ANAIS do evento, cuja edição está sendo preparada para impressão pelo parque gráfico da UNESP de Botucatu. Um primoroso trabalho. Assim, durante as quatro sessões literárias previstas para o evento, teremos a leitura de um livro ao vivo, na voz de seus autores. Será uma oportunidade imperdível, aberta ao público e que acontecerá na sala de eventos do Primar Plaza Hotel. Concursos literários Todos os textos inscritos na Jornada participam dos concursos para poesia e prosa. Os textos já foram entregues aos membros da Academia Botucatuense de Letras, que escolherão os vencedores. Participarão como jurados os acadêmicos Antonio Evaldo Klar (presidente daABL), Evanil Pires de Campos, MariaAmélia Blasi Toledo Pizza e Sebastião Avelar Pires. O prêmio para os vencedores em cada modalidade será o belíssimo e exclusivo troféu “O Bandeirante”, confeccionado pela artísta plástica Eleonora Yoshino. Jornada Nacional e Fórum ABRAMES Além de sediar a XII Jornada Paulista, o evento recebe também a VII Jornada Nacional da Sobrames, e em razão disso, conta com a participação de representantes de regionais de vários Estados, estando também programado um Fórum da Academia Brasileira de Médicos Escritores (ABRAMES), com apresentação de versos e prosas dos acadêmicos e homenagem a Evanil Pires de Campos. Um livro lido ao vivo LANÇAMENTO DA IX ANTOLOGIA PAULISTA Já está pronta a IX Antologia Paulista - 2013 que reúne os trabalhos publicados em “O Bandeirante” no período de abril de 2011 a março de 2013. A obra tem 146 textos de 40 autores da Sobrames Paulista. Sob a coordenação de Marcos Gimenes Salun, a IX Antologia Paulista é parte das comemorações dos 25 anos da Sobrames-SP e terá lançamento em setembro, durante a Jornada em Botucatu. Em novembro de 2013, a obra será também apresentada num Sarau a ser realizado na Associação Paulista de Medicina. Aguarde confirmação da data no próximo “O Bandeirante”.
  • 12. FATOS & OLHARES Márcia Etelli Coelho Jubileu de Prata SOBRAMES-SP completa 25 ANOS no dia 18 de setembro de 2013 e a comemoração será na Pizza Literária do dia 19. Participe desta efeméride! XII Jornada Médico-Literária Paulista e VII Jornada Nacional da Sobrames Dias 26, 27, 28 e 29 de setembro, no Hotel Primar Plaza, em Botucatu-SP. Prestigie estes eventos! IX Antologia Paulista Lançamento na Jornada Literária de Botucatu em 27 de setembro. Aguarde confirmação da data do lançamento em São Paulo, num Sarau na Associação Paulista de Medicina. Previsão para novembro. Pizza Literária de Natal A reunião festiva de Natal já tem data confirmada para 19 de dezembro. Não perca! 2014 IX Congresso da UMEAL De 12 a 15 de março de 2014, será realizado na cidade de Maputo (Moçambique) o IX Congresso da UMEAL. A Comissão Organizadora, presidida por Helder Martins, prepara ampla representatividade cultural dos povos lusófonos, incluindo espetáculos com a Companhia Nacional de Canto e Dança e a Companhia Teatral “Motumbela Gogo”, além de sessões literárias, passeios e gastronomia regional. Presença confirmada de Paulina Chiziane e do premiadíssimo Mia Couto. Em breve maiores informações! “QUEM é QUEM” Resposta na próxima edição. Participe desta seção enviando uma foto sua bem antiga para a redação. HELIO BEGLIOMINI era a garoto sorridente da edição de AGOSTO. DESAFIO DO MÊS Você sabe quem é este garoto ao lado do fiel cão Chuquel? Uma pista: é decano da Sobrames-SP. À BEIRA DA LAREIRA No dia 2 de agosto de 2013, tomaram posse na Academia Brasileira de Médicos Escritores, os ilustres colegas José Medeiros (AL), Roberto Antônio Carneiro (PR) e Antônio José Souto Loureiro (AM). Dr. Medeiros, presidente da Sobrames de Alagoas, em seu discurso de posse, enfatizou a importância da família e direcionou um agradecimento especial pelo contínuo apoio do sobramista paulista Helio Begliomini, lendo um trecho de seu “Crer na Sobrames”. Na realidade, o título original do texto de Helio Begliomini é “Crer na Abrames”, mas como essas duas Entidades são coírmãs, a bonita mensagem vale para ambas e já foi postada no sobramespaulista.blogspot.com. A Superpizza do dia 15 de agosto apresentou textos de tema “As Coisas Boas da Vida” em justa homenagem ao centenário de Rubem Braga e recepcionou a sobramista do Paraná Helena Lúcia Sória e os paraenses Luiz Raimundo Coutinho e José Maria Toscano. A lareira acesa abrandou o intenso frio e, entre crônicas e poemas, constatou-se mais uma vez que o encontro harmonioso de amigos consiste, sem dúvida, em uma das melhores coisas da vida. POSSE NA ABRAMES No dia 23 de agosto de 2013, Nelson Jacintho tomou posse como neoacadêmico titular da cadeira 32 da Academia de Letras e Artes de Ribeirão Preto sendo seu paraninfo o acadêmico e também sobramista Carlos Roberto Ferriani. Mais uma conquista literária que orgulha a Sobrames-SP. NELSON JACINTHO NA ALARP