Eventos de massa | Maculosa
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Eventos de massa | Maculosa Eventos de massa | Maculosa Presentation Transcript

  • “Gerenciamento das ações de VigilânciaAmbiental nos eventos de massa”Kauara Brito CamposDiretoria de Vigilância Ambientalzoonoses@saude.mg.gov.br
  • Febre Maculosa BrasileiraDoença infecciosa febril aguda, cuja apresentação clinica pode variar desdeformas leves até formas graves, com elevada taxa de letalidade.Causada por bactéria do gênero Rickettsia (Rickettsia rickettsii) transmitidapela picada de carrapatos infectados, geralmente quando o artrópodepermanece aderido ao hospedeiro por um período de 4 a 6 horas.A doença não é transmitida de pessoa a pessoa.Período de incubação: 2 a 14 dias.
  • Apresenta inicio abrupto com febre elevada, cefaleia e mialgia intensa e/ouprostração, seguida de exantema maculo-papular, predominantemente nasregiões palmar e plantar, que pode evoluir para petéquias, equimoses ehemorragias.
  • TratamentoO tratamento precoce é essencial para evitar formas mais graves da doença.Doxiciclina em casos leves e moderados, cloranfenicol nos casos mais severos.A doxiciclina é contraindicada para gestantes e crianças menores de 9 anos.A partir de suspeita de febre maculosa, o tratamento com antibióticos deveser iniciado imediatamente, não se devendo esperar a confirmaçãolaboratorial do caso.Problema: diagnóstico inicial de outras doenças
  • Municípios de infecção de Febre Maculosa no Estadode Minas Gerais, 2001 a 2010Fonte: DVA/SVEAST/Sub.VPS-SES-MG
  • Definição de caso suspeito• Indivíduo que apresente febre de início súbito, cefaleia, mialgia ehistória de picada de carrapatos e/ou ter frequentado área sabidamentede transmissão de febre maculosa, nos últimos 15 dias; ou• Indivíduo que apresente febre de início súbito, cefaleia e mialgia,seguido de aparecimento de exantema maculopapular, entre o 2º e 5ºdias de evolução e/ou manifestações hemorrágicas.
  • Definição de caso confirmado pelo critério laboratorialCaso suspeito de febre maculosa com pelo menos um dos seguintes resultadoslaboratoriais:• isolamento em cultura do agente etiológico;•reação de imunofluorescência indireta (RIFI) – quando houver soroconversãodos títulos, entendida como:› 1ª amostra de soro (fase aguda) não reagente e 2ª amostra (colhida 14 a 21dias após) com título ≥ 128; ou› aumento de, no mínimo, 4 vezes os títulos obtidos em 2 amostras de soro,coletadas com intervalo de 14 a 21 dias.• imunohistoquímica reagente para antígenos específicos de Rickettsia sp.
  • OBS: PCR detectável sem outro exame positivo ainda não é considerado peloMinistério da Saúde como suficiente para confirmação de caso pelo critériolaboratorial.Definição de caso confirmado pelo critério clínico-epidemiológicoIndivíduo que foi a óbito com quadro clínico compatível com a doença e quetenha antecedentes epidemiológicos (picada de carrapatos e/oufrequentado áreas sabidamente de transmissão de febre maculosa e/ouvínculo com casos confirmados laboratorialmente), não tendo sido possível acoleta oportuna de material para exames.
  • Definição de caso compatívelIndivíduo com quadro clínico sugestivo de febre maculosa (febre de iníciosúbito, cefaleia, mialgia, exantema e/ou manifestações hemorrágicas), queapresente RIFI reagente (título ≥64), em amostra única ou em 2 amostrascolhidas com intervalo de 14 a 21 dias, sem que se confirme o aumento de,no mínimo, 4 vezes os títulos entre as mesmas.Definição de caso descartado• Caso suspeito com diagnóstico confirmado para outra doença.• Caso suspeito sem dados suficientes para confirmar o diagnóstico de febremaculosa.
  • Definições de caso de FMBSuspeitofebre + cefaleia + mialgia + picada de carrapatos e/ou área de transmissão (15 dias)febre + cefaleia + mialgia + exantema e/ou manifestações hemorrágicasConfirmado (laboratorial) suspeito com confirmação por exames (isolamento/imunohist/RIFI aumento de 4x)Confirmado(clínico-epid) óbito + quadro clínico + antecedentes epidem (picada/área transmissão/vínculo)Compatível quadro clínico compatível + RIFI reagente (título ≥64), sem aumento de 4 vezes no títuloDescartado suspeito com diagnóstico confirmado para outra doença ou sem confirmação específica
  • Casos e óbitos confirmados de Febre Maculosa, Minas Gerais, 2008 a 2012Ano Casos Óbitos2008 20 102009 6 22010 15 62011 16 62012* 8 4*Dados parciais sujeitos a alteraçãoFonte: DVA/SVEAST/SESMG*Dos 27 casos prováveis de Febre Maculosa notificados em 2012,19 (70,4%) não fizeram 2ª coleta de material biológico pararealização de exame RIFI.
  • Reação de imunofluorescência indireta (RIFI)O diagnóstico é estabelecido pelo aumento do título de anticorposespecíficos com a evolução da doença. Um aumento de 4 vezes nos títulos deanticorpos é o requisito para confirmação diagnóstica.Em geral, os anticorpos são detectados a partir do 7º ao 10º dia de doença. A1ª amostra de soro deve ser coletada nos primeiros dias da doença (faseaguda) e a 2ª amostra de 14 a 21 dias após a coleta da 1ª amostra.As amostras para sorologia devem ser encaminhadas ao Laboratório deReferência preconizado, acondicionadas em isopor com gelo comum ou geloseco, entre 2 e 8 º C.
  • Histopatologia/imunohistoquímicaRealizada em amostras de tecidos obtidas em biópsia de lesões de pelede pacientes infectados, em especial os graves, ou em material denecropsia, como fragmentos de pulmão, fígado, baço, coração, músculose cérebro.As amostras devem ser colhidas em necropsias efetuadas, idealmente,nas primeiras 24 horas pós-óbito.
  • Técnicas de biologia molecularReação em cadeia de polimerase (PCR), realizada em amostras de sangue emEDTA, coágulos formados após centrifugação do sangue coletado, tecido debiópsia ou necropsia congelado.Os espécimes coletados devem ser transportados sob refrigeração (de 4 a8ºC), em até 24 horas. Após 24 horas, encaminhar amostras a -70°C ou emgelo seco.A obtenção das amostras deve ser, preferencialmente, nos primeiros 5 diasde doença e, impreterivelmente, antes do início do tratamentoantimicrobiano específico.
  • IsolamentoA partir do sangue total ou coágulo, fragmentos de tecidos ou órgãos (pele,pulmão, baço, fígado), além do próprio carrapato retirado do paciente.As amostras de tecido deverão ser imersas em infusão BHI ou soluçãofisiológica estéril, devendo ser conservadas em freezer -70ºC e transportadasem embalagem com gelo seco.O vetor coletado deverá ser acondicionado em frasco com álcool isopropílico.
  • NotificaçãoPortaria GM/MS nº 1.943 de 2001: Inclui febre maculosa na Lista Nacionalde Doenças de Notificação Compulsória, do Ministério da Saúde;Resolução SES/MG Nº 3244 de 2012: Inclui caso suspeito ou confirmado defebre maculosa na Lista de Notificação Compulsória Imediata (Anexo II).Os casos devem ser notificados às Autoridades Sanitárias do município deocorrência do evento, no prazo máximo de 24 horas, a partir do momentoda suspeita inicial. Estas deverão informar, também de forma imediata, àSES.
  • Vigilância da FMBCompreende a vigilância epidemiológica e ambiental dos vetores,reservatórios e dos hospedeiros, tendo como objetivos:• detectar e tratar precocemente os casos suspeitos visando reduzirletalidade;• investigar e controlar surtos, mediante adoção de medidas de controle;• conhecer a distribuição da doença, segundo lugar, tempo e pessoa;• identificar e investigar os locais prováveis de infecção (LPI);• recomendar e adotar medidas de controle e prevenção.
  • Fluxograma de investigação epidemiológica da FMB
  • Obrigada!zoonoses@saude.mg.gov.br