I – Cartaz<br />II- Apresentação da Cruz<br />A Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude está entre nós. É esta afirmação q...
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Guião da Diocese de Vila Real para a Cruz Mundial dos Jovens

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Guião da cruz dos jovens

  1. 1. I – Cartaz<br />II- Apresentação da Cruz<br />A Cruz das Jornadas Mundiais da Juventude está entre nós. É esta afirmação que preside ao nosso encontro. De que forma a vamos acolher? Isto sim é uma questão em que a resposta é variada porque é possível adorar a Deus em Espírito e verdade de muitas formas diferentes… A primeira será pelo Canto, depois será pela contemplação da Cruz, depois pela contemplação do Ícone de Maria. Teremos a Adoração ao Santíssimo, manifestação pública na cidade da nossa fé e por fim a Eucaristia, ponto culminante da nossa caminhada, onde passaremos o testemunho aos nossos irmãos de Bragança. <br />Esta Vigília é um espaço de encontro pessoal e comunitário com Jesus. O Espírito sopra de onde quer para onde quer mas é sobretudo vida. É esta vida no Espírito que a Cruz nos dá. Deixa que Deus também possa fazer morada em Ti. Firme e enraizado na fé.<br />III – Cancioneiro<br />Cancioneiro de cânticos para o concerto orante.<br />ÉS A MINHA VIDA<br />1- És a minha vida, Cristo meu Senhor.<br />És o meu caminho, a minha verdade!<br />Na tua palavra, eu caminharei,<br />Pois o Teu Amor me envolve<br />E sempre actua em mim;<br />Nada temerei, porque Tu estás comigo;<br />Que eu jamais me afaste de Ti!<br />2- Creio em Ti, senhor, filho de Maria,<br />Verbo Eterno e Santo, homem como nós!<br />Morto por amos, vives entre nós;<br />És uma só coisa com o Pai e com os teus.<br />Até àquele dia, eu sei, em que voltarás<br />Para completares o teu Reino.<br />3- És a minha força, outra eu não tenho;<br />És a minha paz, minha liberdade!<br />Nada nesta vida nos vai separar;<br />Sei que a tua mão amiga o não deixará;<br />A do mal, a força a mim não irá vencer <br />Pois no Teu amor viverei.<br />4- Creio em Ti, Senhor, que és fonte de vida,<br />Creio em Ti, Jesus, Filho Salvador!<br />Vem Espírito santo, vem fogo de amor,<br />Reunir na unidade todos os irmãos,<br />E por mil caminhos, sim, onde Tu quiseres,<br />A palavra semearemos.<br /> QUANTO ESPEREI ESTE MOMENTO<br />1- Quanto esperei este momento,<br />Quanto esperei que estivesses aqui<br />Quanto esperei que me falasses<br />Quanto esperei que viesses a mim<br />Sei bem o que tem vivido. <br />Sei bem o que tens chorado.<br />Eu sei porque tens sofrido<br />Sempre estive a teu lado.<br />Ninguém te ama como Eu<br />Ninguém te ama como Eu<br />Olha p´ra cruz, é a minha maior prova<br />Ninguém te ama como Eu<br />Ninguém te ama como Eu<br />Ninguém te ama como Eu<br />Foi por ti, só por ti , porque te amo<br />Ninguém te ama como Eu<br />2- Eu sei bem o que Tu dizes<br />Mesmo que às vezes não me fales. <br />Eu sei bem o que Tu sentes, <br />Mesmo que não partilhes comigo<br />A teu lado caminharei<br />Junto a ti sempre estive<br />Tenho sido o teu apoio<br />Fui o teu melhor amigo<br />JESUS, ENCHE-NOS DE TI<br />Deixa que o amor de Deus te toque<br />Com o seu Espírito de luz.<br />E a tua alma gritará de alegria.<br />Deixa que Ele te sacie<br />Em seu Espírito de amor<br />Descerá em teu coração e dar-te-á a paz.<br />Jesus, ó Jesus, enche-nos de Ti.<br />Jesus, ó Jesus, enche-nos de Ti<br />Oh, vem cantar com alegria<br />Que Deus encheu teu coração<br />E suas mãos se elevam para o bendizer<br />Entrega-lhe as tuas dores<br />E as tuas preocupações<br />E entrarás na vida em nome de Jesus.<br />EU NÃO SOU NADA<br />Eu não sou nada e do nada nasci,Mas Tu me amas e morreste por mim.Junto à cruz eu só posso exclamar:Eu sou Teu! Eu sou Teu!Toma meus braços, Te peço;toma meus lábios, Te amo;toma a minha vida,ó Pai: Eu sou Teu!   (2x)Eu sou Teu.Quando de joelhos eu Te olho, Jesus,Vejo Tua grandeza e minha pequenez.Que posso dar-Te eu? Apenas meu ser!Eu sou Teu! Eu sou Teu!<br />PAI<br />Pai, Tu me conheces quando eu estou sentado. <br />Tu me conheces quando eu estou de pé.<br />Pai, vês claramente quando eu <br />Estou amando, quando eu repouso, Tu de pé olhas para mim. <br />Pai, para onde eu irei?!... <br />Se subo aos céus <br />Ou se me prosto no caminho; <br />Pai, no alto da montanha <br />Ou nos confins do mar eu Te encontro lá.<br />Pai, se eu disser que as trevas me escondem, <br />e que não haja luz aonde eu passar.<br />Pai, para Ti a noite é clara como o dia, <br />padece e oculta o Teu divino olhar.<br /> Pai se pelas costas eu sinto que me abranges, <br />também de frente sei que Tu me percebes<br />Pai como eu posso ficar <br />longe de Ti, O que farei, aonde irei, eu não sei<br /> Pai, Tu me disseste no seio paterno <br />e definiste o meu viver, o meu pensar.<br />Pai, dá-me a mão de um coração tranquilo.<br />Quero viver, quero sorrir, quero cantar<br />RENASCE EM MIM<br />1- Se um dia ficasse sem ti,<br />Olharia as estrelas do céu,<br />P’ra lembrar que viveste por mim.<br />E p’ra sempre guardar-te, <br />Para sempre lembrar-te,<br />Na marca de um gesto meu.<br />Renasce em mim,<br />Mostra como ama alguém,<br />Que precisa de mim<br />P’ra mostrar o melhor que Deus tem.<br />2- O que eu sinto não posso explicar,<br />É difícil saber e dizer;<br />O que eu tenho não posso negar,<br />Qu’é aquilo que eu quero, É a ti que eu desejo<br />E não vou abandonar.<br />3- Reviver o que vivi,<br />Renascer contigo,<br />Conquistar o teu espaço astral,<br />Pois quem ama não teme o bem e o mal.<br />IV – Filme o Poder da Cruz<br />V – Acolhimento da Cruz Vigília de Taizé ()<br />3169285-114300 Acolhimento <br /> à Cruz JMJ<br />Momento de oração <br />21151850<br />Cântico (entoar com a entrada na cruz)<br />É conhecida como a " Cruz do Ano Santo" , a " Cruz do Jubileu" , a " Cruz da JMJ" , a " Cruz Peregrina" ; muitos chamam-lhe a " Cruz dos Jovens" , porque foi entregue aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e em todo o tempo. Hoje ela está aqui connosco. Tão perto que até lhe podemos tocar! Na verdade, o que queremos é que ela nos toque a nós e nos faça sentir o Amor que ela representa. Neste momento de oração vamos deixar-nos tocar pela cruz do Senhor.<br />Breve momento de silêncio<br />Salmo 83 (84) – O Senhor é a minha força, ao Senhor o meu canto.<br />Ele é o nosso Salvador. N’Ele eu confio e nada temo.<br />N’Ele eu confio e nada temo.<br />Aleluia, Aleuia, Alelu ui a<br />Aleluia, Aleuia, Alelu ui a<br />Leitura Carta do Apóstolo São Paulo aos Colossensses (Col, 2, 1-10)<br />1*Com efeito, quero que saibais como é grande a luta que mantenho por vós, bem como pelos de Laodiceia e por quantos nunca me viram pessoalmente, 2*para que tenham ânimo nos seus corações, vivendo bem unidos no amor, e assim atinjam toda a riqueza, que é a plena compreensão, o conhecimento do mistério de Deus: Cristo, 3*em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. 4*Digo isto para que ninguém vos engane com discursos sedutores. 5Com efeito, ainda que eu esteja ausente de corpo, estou, porém, convosco em espírito, alegrando-me por ver a ordem que há entre vós e a firmeza da vossa fé em Cristo. 6*Do mesmo modo que recebestes Cristo Jesus, o Senhor, continuai a caminhar nele: 7enraizados e edificados nele, firmes na fé, tal como fostes instruídos, transbordando em acção de graças.8*Olhai que não haja ninguém a enredar-vos com a filosofia, o que é vazio e enganador, fundado na tradição humana ou nos elementos do mundo, e não em Cristo. 9*Porque é nele que habita realmente toda a plenitude da divindade, 10*e nele vós estais repletos de tudo, Ele que é a cabeça de todo o Poder e Autoridade.<br />Oração em silêncio<br />Preces/Louvores<br />Pai Nosso<br />Oração Final<br />Cântico - Magnificat<br />-317500141605<br />II –Adoração ao Santíssimo Sacramento<br />Textos Bíblicos de Meditação:<br />Textos Bíblicos sobre a Cruz<br />I - Texto, números 21, 4b-9 – <br />“As serpentes ardentes - 4Do monte Hor, os israelitas partiram pelo caminho do Mar dos Juncos para contornar a terra de Edom, mas cansaram-se na caminhada. 5*O povo falou contra Deus e contra Moisés: «Porque nos fizestes sair do Egipto? Foi para morrer no deserto, onde não há pão nem água, estando enjoados com este pão levíssimo?»6*Mas o SENHOR enviou contra o povo serpentes ardentes, que mordiam o povo, e por isso morreu muita gente de Israel. 7*O povo foi ter com Moisés e disse-lhe: «Pecámos ao protestarmos contra o SENHOR e contra ti. Intercede junto do SENHOR para que afaste de nós as serpentes.» E Moisés intercedeu pelo povo.A serpente de bronze (Jo 3,14-15) - 8*O SENHOR disse a Moisés: «Faz para ti uma serpente abrasadora e coloca-a num poste. Sucederá que todo aquele que tiver sido mordido, se olhar para ela, ficará vivo.»9*Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e fixou-a sobre um poste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, vivia.”<br />II – Texto Daniel 3, 57-88.56 <br />52*«Bendito sejas, Senhor, Deus de nossos pais:- digno de louvor e glória eternamente!Bendito seja o teu nome santo e glorioso:- digno de supremo louvor e exaltação eternamente!53Bendito sejas no templo da tua santa glória: - digno de supremo louvor e glória eternamente!54*Bendito sejas por penetrares os abismos,sentado sobre os querubins: - digno de supremo louvor e exaltação eternamente!55Bendito sejas no teu trono real: - digno de supremo louvor e exaltação eternamente!56Bendito sejas no firmamento dos céus:- digno de supremo louvor e glória eternamente!57*Obras do Senhor, bendizei todas o Senhor:_ a Ele a glória e o louvor eternamente!58Céus, bendizei o Senhor: _ a Ele a glória e o louvor eternamente!59Anjos do Senhor, bendizei o Senhor:_ a Ele a glória e o louvor eternamente!60Águas que estais acima dos céus, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!61Todos os poderes do universo, bendizei o Senhor:- a Ele a glória e o louvor eternamente!62Sol e Lua, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!63Estrelas dos céus, bendizei o Senhor:- a Ele a glória e o louvor eternamente!64Chuva e orvalho, bendizei o Senhor:- a Ele a glória e o louvor eternamente!65Todos os ventos, bendizei o Senhor:- a Ele a glória e o louvor eternamente!66Fogo e chama, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!67Frio e calor, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!68Orvalho e geada, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!69Frio e gelo, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!70Gelos e neves, bendizei o Senhor:- a Ele a glória e o louvor eternamente!71Noites e dias, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!72Luz e trevas, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!73Relâmpagos e nuvens, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!74Que a terra bendiga o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!75Montes e colinas, bendizei o Senhor:- a Ele a glória e o louvor eternamente!76Tudo o que germina na terra, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!77Mares e rios, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!78Fontes, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!79Monstros marinhos e tudo o que se move nas águas, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!80Todas as aves do céu, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!81Todos os animais, selvagens e domésticos, bendizei o Senhor:- a Ele a glória e o louvor eternamente!82Vós, seres humanos, bendizei o Senhor:- a Ele a glória e o louvor eternamente!83Que Israel bendiga o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!84Sacerdotes, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!85Servos do Senhor, bendizei o Senhor:- a Ele a glória e o louvor eternamente!86Espíritos e almas dos justos, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!87Santos e humildes de coração, bendizei o Senhor: _ a Ele a glória e o louvor eternamente!88Hananias, Azarias, Michael, bendizei o Senhor: - a Ele a glória e o louvor eternamente!Porque nos libertou da morada das sombras, nos salvou do poder da morte; tirou-nos da fornalha incandescente e arrancou-nos do meio das chamas.89Glorificai o Senhor, porque é bom,porque a sua misericórdia é eterna.90Vós, os piedosos, bendizei o Senhor, Deus dos deuses, louvai-o, glorificai-o, porque a sua misericórdia é eterna!»<br />Texto III – Salmo 146:<br />146 (145) HINO AO DEUS DE MISERICÓRDIAEste salmo, como os quatro salmos seguintes, é um hino. Demonstração disso é o facto de todos eles começarem e concluírem com o refrão " Aleluia" , que significa " louvai o Senhor" (104,35 nota). Este sublinha que qualquer humano é demasiado fraco para nele se colocarem esperanças de salvação. Só Deus pode responder cabalmente aos anseios humanos. Está igualmente recheado de referências a temas do pensamento e literatura bíblicos.1*Aleluia!Louva, ó minha alma, o SENHOR!2*Hei-de louvar o SENHOR, enquanto viver; enquanto existir, hei-de cantar hinos ao meu Deus.3*Não ponhais a vossa confiança nos poderosos, nem nos homens, pois eles não podem salvar.4*Mal deixam de respirar, regressam ao pó da terra; nesse mesmo dia acabam os seus projectos.5*Feliz de quem tem por auxílio o Deus de Jacob, de quem põe a sua esperança no SENHOR, seu Deus. 6*Ele criou os céus, a terra e o mar e tudo o que neles existe.7*Ele é eternamente fiel à sua palavra; salva os oprimidos, dá pão aos que têm fome;o SENHOR liberta os prisioneiros. 8*O SENHOR dá vista aos cegos, o SENHOR levanta os abatidos; o SENHOR ama o homem justo.9*O SENHOR protege os que vivem em terra estranha e ampara o órfão e a viúva, mas entrava o caminho aos pecadores.10*O SENHOR reinará eternamente! O teu Deus, ó Sião, reinará por todas as gerações!Aleluia!<br />Texto IV - Filipenses 2, 6-11<br />6*Ele, que é de condição divina,não considerou como uma usurpação ser igual a Deus;7*no entanto, esvaziou-se a si mesmo,tomando a condição de servo.Tornando-se semelhante aos homense sendo, ao manifestar-se, identificado como homem,8*rebaixou-se a si mesmo,tornando-se obediente até à mortee morte de cruz.9*Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudoe lhe concedeu o nome que está acima de todo o nome,10*para que, ao nome de Jesus, se dobrem todos os joelhos, os dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra;11e toda a língua proclame:«Jesus Cristo é o Senhor!»,para glória de Deus Pai.<br />V- Texto Gálatas 2,19-3,7.13-14; 6, 14-16<br />19*É que eu pela Lei morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo. 20*Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim. E a vida que agora tenho na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus que me amou e a si mesmo se entregou por mim. 21Não rejeito a graça de Deus; porque, se a justiça viesse pela Lei, então teria sido inútil a morte de Cristo.<br />- 1*Oh Gálatas insensatos! Quem vos enfeitiçou, a vós, a cujos olhos foi exposto Jesus Cristo crucificado? 2Só isto quero saber de vós: foi pelas obras da Lei que recebestes o Espírito ou pela pregação da fé? 3HYPERLINK " javascript:notas('vernota.php?l=Gl&c=3&v=3');" *Sois tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, quereis agora, pela carne, chegar à perfeição? 4Foi em vão que experimentastes coisas tão grandiosas? Se é que foi mesmo em vão! 5Aquele que vos concede o Espírito e opera milagres entre vós, será, pois, que o faz pelas obras da Lei ou pela pregação da fé? 6*Assim foi com Abraão: teve fé em Deus e isso foi-lhe atribuído à conta de justiça. 7*Ficai, por isso, a saber: os que dependem da fé é que são filhos de Abraão.<br />13*Cristo resgatou-nos da maldição da Lei, ao fazer-se maldição por nós, pois está escrito: Maldito seja todo aquele que é suspenso no madeiro. 14Isto, para que a bênção de Abraão chegasse até aos gentios, em Cristo Jesus, para recebermos a promessa do Espírito, por meio da fé.<br />14Quanto a mim, porém, de nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. 15*Pois nem a circuncisão vale alguma coisa nem a incircuncisão, mas sim uma nova criação.16*Paz e misericórdia para todos quantos seguirem esta regra, bem como para o Israel de Deus.<br />VI – Texto: João 3.13-17:<br />13*Pois ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem. 14*Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, 15a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna.16*Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. 17*De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.<br />VII – Texto: Marcos 15, 1-39:<br />1*Logo de manhã, os sumos sacerdotes reuniram-se em conselho com os anciãos e os doutores da Lei e todo o Sinédrio; e, tendo manietado Jesus, levaram-no e entregaram-no a Pilatos. 2Perguntou-lhe Pilatos: «És Tu o rei dos Judeus?» Jesus respondeu-lhe: «Tu o dizes.» 3Os sumos sacerdotes acusavam-no de muitas coisas. 4Pilatos interrogou-o de novo, dizendo: «Não respondes nada? Vê de quantas coisas és acusado!» 5Mas Jesus nada mais respondeu, de modo que Pilatos estava estupefacto. 6Ora, em cada festa, Pilatos costumava soltar-lhes um preso que eles pedissem. 7*Havia um, chamado Barrabás, preso com os insurrectos que tinham cometido um assassínio durante a revolta. 8A multidão chegou e começou a pedir-lhe o que ele costumava conceder. 9Pilatos, respondendo, disse: «Quereis que vos solte o rei dos judeus?» 10Porque sabia que era por inveja que os sumos sacerdotes o tinham entregado. 11Os sumos sacerdotes, porém, instigaram a multidão a pedir que lhes soltasse, de preferência, Barrabás.12Tomando novamente a palavra, Pilatos disse-lhes: «Então que quereis que faça daquele a quem chamais rei dos judeus?» 13Eles gritaram novamente: «Crucifica-o!» 14Pilatos insistiu: «Que fez Ele de mal?» Mas eles gritaram ainda mais: «Crucifica-o!»15*Pilatos, desejando agradar à multidão, soltou-lhes Barrabás; e, depois de mandar flagelar Jesus, entregou-o para ser crucificado. 16Os soldados levaram-no para dentro do pátio, isto é, para o pretório, e convocaram toda a coorte. 17Revestiram-no de um manto de púrpura e puseram-lhe uma coroa de espinhos, que tinham entretecido.18Depois, começaram a saudá-lo: «Salve! Ó rei dos judeus!» 19Batiam-lhe na cabeça com uma cana, cuspiam sobre Ele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele. 20Depois de o terem escarnecido, tiraram-lhe o manto de púrpura e revestiram-no das suas vestes.- Levaram-no, então, para o crucificar. 21Para lhe levar a cruz, requisitaram um homem que passava por ali ao regressar dos campos, um tal Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo. 22*E conduziram-no ao lugar do Gólgota, que quer dizer 'lugar do Crânio'. 23Queriam dar-lhe vinho misturado com mirra, mas Ele não quis beber. 24*Depois, crucificaram-no e repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, para ver o que cabia a cada um.25*Eram umas nove horas da manhã, quando o crucificaram.26Na inscrição com a condenação, lia-se: «O rei dos judeus.» 27Com Ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e o outro à sua esquerda. 28*Deste modo, cumpriu-se a passagem da Escritura que diz: Foi contado entre os malfeitores. 29*Os que passavam injuriavam-no e, abanando a cabeça, diziam: «Olha o que destrói o templo e o reconstrói em três dias!30Salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!»31Da mesma forma, os sumos sacerdotes e os doutores da Lei troçavam dele entre si: «Salvou os outros mas não pode salvar-se a si mesmo! 32HYPERLINK " javascript:notas('vernota.php?l=Mc&c=15&v=32');" *O Messias, o Rei de Israel! Desça agora da cruz para nós vermos e acreditarmos!» Até os que estavam crucificados com Ele o injuriavam.  33Ao chegar o meio-dia, fez-se trevas por toda a terra, até às três da tarde. 34*E às três da tarde, Jesus exclamou em alta voz: «Eloí, Eloí, lemá sabachtáni?», que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste? 35Ao ouvi-lo, alguns que estavam ali disseram: «Está a chamar por Elias!» 36Um deles correu a embeber uma esponja em vinagre, pô-la numa cana e deu-lhe de beber, dizendo: «Esperemos, a ver se Elias vem tirá-lo dali.» 37HYPERLINK " javascript:notas('vernota.php?l=Mc&c=15&v=37');" *Mas Jesus, com um grito forte, expirou.38*E o véu do templo rasgou-se em dois, de alto a baixo.39*O centurião que estava em frente dele, ao vê-lo expirar daquela maneira, disse: «Verdadeiramente este homem era Filho de Deus!» <br />Meditação das 7 Palavras de Cristo na Cruz<br />Primeira palavra <br />" Pai, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem." (Lucas 23, 34). <br />Segunda palavra <br />" Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso." (Lucas 23, 43). <br />Terceira palavra <br />" Mulher, eis o teu filho; filho, eis a tua mãe." (João 19, 26-27). <br />Quarta palavra <br />" Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Mateus 27, 46 e Marcos 15, 34). <br />Quinta palavra <br />" Tenho sede" . (João 19, 28) <br />Sexta palavra <br />" Tudo está consumado" (João 19, 30) <br />Sétima palavra <br />" Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito" . (Lucas 23, 46)<br />As Sete Palavras de Cristo na Cruz<br />A Cruz é suplício de escravos, a que o cidadão romano, livre, não se devia sujeitar. O Apóstolo S. Paulo não foi crucificado, mas degolado, porque era cidadão romano e Nero, ao cair em desgraça, temendo passar por esta vergonha, suicidou-se. <br />Crucificados houve muitos, mas Filho de Deus Crucificado só há um, Jesus Cristo Nosso Salvador. Com a Sua morte, a Cruz da ignomínia transformou-se em sinal mais, de paz, de igualdade e fraternidade, de reconciliação e salvação, porque o Filho de Deus, enviado do Pai, obediente, se submeteu à vontade divina, se despojou da Sua glória e pelo sofrimento se tornou causa de salvação dos que n’Ele crêem, n’Ele esperam e a Ele conformam a vida, o pensar e o agir. A Cruz fala-nos do homem Jesus, Filho do Eterno Pai. Não há cruz sem Cristo. A cruz revela amor, obediência e a entrega de Jesus por nós, pois “foi por causa de nós homens e para nossa salvação que Ele desceu dos céus”, como confessamos no Credo.<br />“Ave Cruz esperança única”. Depois de Cristo, a cruz não é humilhante, mas redentora, libertadora, sinal de fraternidade e reconciliação humana, aberta à esperança da vida eterna junto de Deus. Cristo e o cristianismo que proclama a Sua morte redentora e a Sua entrega gloriosa por amor, operou a maior revolução cultural, não violenta. Jesus Crucificado não afasta, não exclui, não grita violência, ódio, guerra, mas amor, respeito da dignidade humana e perdão recíproco e misericordioso.<br />Já o Profeta Miqueias apontava o que cada um deve fazer: amar a verdade, praticar a justiça, abrir-se à misericórdia e ao perdão, vivendo na humildade, diante de Deus. Ora, tudo isto se espelha na cruz de Cristo, no Seu maravilhoso silêncio, que sofre e se dá por amor, assegurando perdão, reconciliação, felicidade eterna, desejo e saudade de Deus, no amor e na fraternidade. A Cruz de Cristo abraça o mundo, não humilha, não separa, nem divide, mas reúne e congrega os corações. O seu maravilhoso silêncio de Cordeiro levado ao matadouro, que não se defende, nem protesta, é explicado pelas suas Sete Palavras, breves, mas eloquentes, que nos centram, no verdadeiro Caminho da Verdade e da Justiça, do Perdão e da Misericórdia e da Humildade diante de Deus. O Caminho, a Verdade, a Vida e a Porta, para a morada do Pai, é Jesus Cristo que nos conduz ao Pai, com a colaboração do Espírito do Pai e do Filho que é a chave explicativa que ajuda a perceber o mistério de Cristo e nos introduz, no mistério de Deus Uno e Trino. <br />1.- A Primeira Palavra :“ Pai perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”(Lc 23,34)<br />O Crucificado sofre em silêncio, não se defende, não protesta, nem pactua com o mal, a mentira e a injustiça. O silêncio e o perdão do Crucificado manifestam a Verdade do Amor. A Sua boca abre-se para perdoar, manifestar amor, felicidade e comunhão com Deus. Jesus é o Rosto do Pai. Em Jesus brilha, o perdão, a misericórdia e o amor infinito que não exclui ninguém, nem os que O fazem sofrer e O levam à morte. Aos que Lhe dão a morte, Jesus oferece o Amor e a Vida que é Ele mesmo, exangue e moribundo, e anuncia-lhes o Pai, com o qual mantém relação de amor privilegiada e que é a Fonte da Vida e do Amor que, pelo Seu Espírito, nos atrai, guia, aquece, transforma e sacia. <br />O amor cristão é heróico, vai até ao amor aos inimigos, que nos fazem mal, caluniam e levam à morte, respondendo ao mal com o bem. Não te vingues, não exerças retorsão e retaliação. Ao fazê-lo amontoarás brasas sobre a cabeça de quem te faz mal, como observa S. Paulo. O Perdão e a Misericórdia constituem o limite, muro e dique contra o círculo vicioso e diabólico do mal, que gera vingança e leva à retaliação sem fim. O mal e o ódio dão à luz a mentira, a vingança, a guerra, o sofrimento e a perdição. O amor e o perdão dão à luz a alegria, felicidade e a paz. Lembra-te das palavras de S. Francisco: “é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, é morrendo que se vive para a vida eterna”.<br />O Senhor ensinou-nos a perdoar no Pai Nosso que é a síntese do Evangelho, no alto da cruz e, na Sua vida terrena, dando-nos o exemplo. “Se não perdoardes aos outros do íntimo do coração também o meu Pai não vos perdoará”. “ Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos”.<br />Se algo de bom há no mundo é fruto do amor, da paz, do perdão e reconciliação, na imitação de Jesus Crucificado que intercede por nós e pede: “ Pai perdoai-lhes que não sabem o que fazem”.<br />E ninguém se considere sem pecado, sem necessidade de perdoar e de ser perdoado, pois , como diz S. Teresinha, Deus de todos tem piedade e misericórdia: “a uns, quando caem, levanta-os, abraça-os, perdoa-lhes, a outros, já antes, retira-lhes as pedras do caminho para não caírem”. <br />2. – “ Em verdade te digo: hoje mesmo estarás comigo no Paraíso ” ( Lc 23, 43 ).<br />Após o perdão, o amor misericordioso do Crucificado assegura a felicidade eterna, não aos justos e presunçosos que se julgam santos, dignos do céu, mas ao bom ladrão, seu colega de suplício, que lho pediu. <br />Deus é Amor. Deus não exclui ninguém. Deus nada rejeita de bom a quem lho pede com humildade e amor. A felicidade da salvação eterna é dom, não é conquista, direito ou fruto do agir humano. Nascemos, sem ser consultados, sem a nossa anuência. Recebemos dons espirituais e a graça do baptismo da infinita liberalidade de Deus Misericordioso ao qual aprouve escolher-nos, fazer de nós filhos e herdeiros da glória eterna. A salvação é dom que se aceita e recebe com humildade. Não somos nós que ganhamos o céu é Deus que no-lo dá, movido pelo amor misericordioso, que sempre nos precede.<br /> O bom ladrão, na hora da morte, roubou o Céu, adquiriu-o não pelos méritos da vida a roubar e a praticar violência e injustiça, mas pela confiança, fé e amor naquela hora em que se abriu ao amor misericordioso do Senhor.<br />Como o bom ladrão, não somos inocentes diante do Único Cordeiro inocente que tira o pecado do mundo, Imaculado e Filho de Deus, que veio para nos conduzir ao Pai, dando-nos a conhecer Deus ao qual nunca ninguém viu e que só o Filho que está no seio do Pai é que no-lo dá a conhecer, como diz S. João. <br />3. – “ Mulher, eis o teu filho; filho, eis a Tua Mãe” ( Jo 19,26-27).<br />O Redentor do Homem quis ter a Seu lado, no momento supremo de entrega da vida, Aquela que esteve no início da Sua incarnação, em que assumiu a carne humana, tornando-se, em tudo igual a nós, excepto no pecado. Jesus que nasceu do ventre puríssimo da Santíssima Vigem, passou fazendo o bem e morreu na cruz, por nosso amor, quis ter a Seu lado a Mãe que O deu à luz, O amamentou e trouxe ao colo. <br />Em Nazaré, Maria foi convidada pelo Anjo a aceitar a Vontade de Deus para fazer dela Mãe do Filho Unigénito. Maria é o perfeito exemplo de liberdade e docilidade a Deus. Diz S. Agostinho, “Maria é mais bem-aventurada por ter acreditado do que por ter dado à luz o Filho de Deus”. “ Ela concebeu crendo”.<br />A Fé, docilidade e obediência de Maria não são momentâneas, mas contínuas, para toda a vida. Maria sofre, obedece, aceita a vontade de Deus e oferece-se, unida ao Filho, em prol dos crentes. Jesus entrega a Mãe ao discípulo e faz de nós, os representados em João, filhos de Deus, irmãos uns dos outros e filhos de Maria que, por vontade de Jesus, moribundo, se tornou nossa mãe celeste e amantíssima. A Igreja de Cristo e de Deus é Petrina, alicerçada no exemplo, doutrina e testemunho do Colégio dos Apóstolos, em união com o Sucessor de Pedro, e é também Mariana, protegida e sustentada pela fé e amor de Maria, a primeira dos discípulos do Senhor e o Membro mais eminente da Igreja de Deus.<br />4. – Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste? ( Mt 27,46; Mc 15,34 ). <br />A Solidão, o Silêncio de Deus e as situações de completo abandono a roçar o desespero fazem parte da experiência do ser humano, sedento e transtornado pelo aparente abandono de Deus. A experiência de sofrimento e abandono aparece bem retratada, no sofrimento de Job e no silêncio denso, eloquente e piedoso do Filho de Deus, o Justo e Inocente por excelência, que sofre, sem desesperar, vivendo, em oração e, em contínuo diálogo com o Pai, cuja vontade é o Seu alimento e preocupação constante.<br />A liberdade do homem, a sua obediência e docilidade a Deus, são condicionadas pelo silêncio do Eterno, que interpela, pede fidelidade, perseverança, amor, esperança, fé e coragem, provadas, no sofrimento, como o ouro no cadinho, quando o céu se fecha, o isolamento cresce e tudo parece ruir, à nossa volta. Como Jesus somos exortados a rezar o Salmo todo, o Salmo do Justo que não deixa de confiar, amar e crer, com toda a alma e com todas as forças. Acreditar contra toda a esperança, como Abraão, com a fé que a peregrinação do sofrimento humano pede, amando a Deus com toda a alma, com todas as forças e com todo o nosso entendimento.<br />5. “ Tenho sede ” ( Jo 19, 28 )<br />Nada de anormal se um condenado sente sede, pois que outra coisa deve sentir se não isso e muito mais. É o organismo a pedir o reequilíbrio líquido do corpo exangue. Mas, João vê mais fundo e mais largo, como é habitual nele. O que verdadeiramente conta é o que está para além do visível, do banal e do sensível. Para S. João, o sentido normal e mais profundo é o que se esconde para lá do visível e facilmente detectável. S. João nada diz de banal, nele tudo contém significados e laivos de eternidade. A sede de Jesus é sede de amor, de atracão dos corações, de proporcionar felicidade e levar os homens ao Pai, cuja obra, glória e vontade Ele se preocupa em realizar e testemunhar, na terra. A Sede de Jesus é sede de transformação do mundo e dos corações.<br />O desejo do Senhor é acompanhado do fel e vinagre, gesto piedoso do soldado, que quer narcotizar o condenado, para não sentir sede, nem sofrimento. O fel e vinagre é paliativo, narcótico, para não sentir dor, adoçar a cruz e neutralizar o sofrimento. Mas Jesus rejeita o fel e o vinagre, não desce da cruz, não desiste de amar, no auge do sofrimento, assumido livremente por amor e em sinal de conformidade à Vontade do Pai e de oferta da vida ao serviço e para nossa salvação.<br />6. – “ Tudo está consumado ” ( Jo 19, 28 ).<br />“Tudo, por Ele, começou a existir e sem Ele nada veio à Existência” (Jo,1,3). Pelo Filho, tudo foi feito e, por Ele, tudo é recriado e reconduzido ao Pai, Fonte de Vida e de Amor. Com o termo da vida terrena do Senhor, completou-se verdadeiramente a Obra que Jesus veio realizar e da qual fala na Oração Sacerdotal de despedida: “Eu manifestei a Tua glória na terra, levando a cabo a obra que me deste para realizar. E agora, ó Pai, mostra a minha glória junto de Ti, aquela glória que Eu tinha junto de Ti, antes do mundo existir” ( Jo 17, 4 ).<br />A vida só se completa e se transforma quando é dada, colocada ao serviço e ela mesma se transforma em oferta redentora em prol das outras, de modo a cada um sofrer e completar o que falta á Paixão de Cristo, no Seu corpo Místico que é a Igreja.<br />Não há verdadeira vida humana, sem paixão, sem encanto, sem dor, sem oferta de nós mesmos, sem oblação, ao serviço, à imitação do amor de Cristo que incarnou, viveu, sofreu e deu a vida por nós. Por isso recomenda S. Paulo: “Exorto-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus. Seja este o vosso verdadeiro culto, o espiritual” ( Rm 12,1).<br />7. – “ Pai nas Tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46)<br />A vida de Jesus é uma vinda do Pai e um regresso ao Pai. A vida humana que o Pai Lhe deu, Jesus a devolve a Deus. Tendo cumprido o programa, obedecido ao plano e à Vontade do Pai, Jesus refugia-se n’Ele, levando para Ele a Humanidade assumida no seio de Maria. A Sua última Palavra é o cume do grande silêncio orante do Senhor, na cruz. O Pai Nosso, que Ele nos ensinou, exprime, nas três primeiras petições, tudo quanto devemos fazer, em ordem a santificar o Seu Nome, cumprir a Sua vontade e a mergulhar na densidade do Seu Reino, pois, é tudo quanto o Senhor diz, no Seu silêncio na cruz e na sua oração conclusiva.<br />“Pai Nosso que estais nos Céus, santificado seja o vosso Nome, venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como, no Céu “.<br />Fomos criados para amar, servir e adorar a Deus neste mundo para depois O podermos possuir, ver e fruir no Céu. E a Cruz é o caminho e o estandarte, que nos diz e propõe tudo quanto Jesus disse e fez por nós.<br />Vila Real, 3 de Agosto de 2010<br />Amândio José Tomás<br />Texto da carta MANE NOBISCUM DOMINE (Fica connosco Senhor!), CARTA APOSTÓLICA DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II | AO EPISCOPADO, CLERO E FIÉIS PARA O ANO DA EUCARISTIA<br />18. De modo particular torna-se necessário cultivar, 􀀛 tanto na celebração da Missa<br />como no culto eucarístico fora dela, uma consciência viva da presença real de Cristo,<br />tendo o cuidado de testemunhá-la com o tom da voz, os gestos, os movimentos, o<br />comportamento no seu todo. 􀀛 A tal respeito, as normas recordam o relevo que deve<br />ser dado aos momentos de silêncio quer na celebração quer na adoração eucarística. 􀀛<br />Numa palavra, é necessário que todo o modo de tratar a Eucaristia por parte dos<br />ministros e dos fiéis seja caracterizado por um respeito extremo. A presença de Jesus no<br />sacrário deve constituir como que um pólo de atracção para um número cada vez maior<br />de almas enamoradas d'Ele, capazes de permanecerem longamente a escutar a Sua voz<br />e, de certo modo, a sentir o palpitar do Seu coração: «Saboreai e vede como é bom o<br />Senhor!» (Sal 34/33, 9). 􀀛<br />Que a adoração eucarística fora da Missa se torne, durante este ano, um compromisso<br />especial para as diversas comunidades religiosas e paroquiais. 􀀛 Permaneçamos<br />longamente prostrados diante de Jesus presente na Eucaristia, reparando com a nossa fé<br />e o nosso amor as negligências, esquecimentos e até ultrajes que o nosso Salvador Se vê<br />obrigado a suportar em tantas partes do mundo. Aprofundemos na adoração a nossa<br />contemplação pessoal e comunitária, servindo-nos também de subsídios de oração<br />baseados sempre na Palavra de Deus 􀀛 e na experiência de tantos místicos antigos e<br />recentes. O próprio Rosário, 􀀛 visto no seu sentido profundo, bíblico e cristocêntrico,<br />(...) poderá ser um caminho particularmente adaptado para a contemplação eucarística,<br />actuada em companhia e na escola de Maria.<br />Oração<br />" Jesus Ressucitado, eu creio que Tu estás vivo diante dos meus olhos na Hóstia<br />consagrada.<br />Creio também, Jesus no Teu poder contra toda a espécie de mal, porque venceste, pela<br />Tua Morte e Ressurreição, o pecado e a morte. Teu Preciosíssimo Sangue, derramado na<br />cruz, está presente na Hóstia Santa. Eu creio Jesus, e clamo que este Sangue seja agora<br />derramado sobre todos nós.<br />Nós vos pedimos, Senhor Jesus, que, pelo poder libertador e salvífico deste Sangue, nos<br />possamos livrar de toda a opressão diabólica que possa estar a prejudicar a nossa<br />família.<br />Desde já agradecemos, confiantes, que Tu nos atenderás.<br />Nós louvamos o Pai por nos ter dado a Ti, Jesus, como presente de Páscoa.<br />Nós agradeçemos de todo o coração ao Espírito Santo que nos ilumina e conduz nos<br />momentos de sofrimento e de escuridão. Muito obrigado, Jesus, nosso Salvador e<br />libertador." <br />Oração Fátima – “Santíssima Trindade”<br />Santíssima Trindade, Pai, Filho, e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente, e ofereço-<br />Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, alma e divindade de Jesus Cristo, presente em<br />todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças, com<br />que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do<br />Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.<br />VIII – Oração da Manhã<br /> Laudes<br />V. Deus, vinde em nosso Auxílio<br />R. Senhor Socorrei-nos e salvai-nos<br />Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo<br />Como era no princípio agora e sempre Amen. (Aleluia).<br />HINO<br />Tempo Comum<br />Eterno Criador do Universo,<br />Tu que reges a noite mais o dia<br />E que os tempos alternas com os tempos<br />A fim de não haver monotonia!<br />Já soa a voz do arauto matutino<br />Que da noite profunda é sentinela<br />E que, da noite a noite dividindo,<br />Vai dando ao caminhante luz na treva.<br />A seu canto acordando, anjos da luz<br />Liberam todo o céu da escuridade,<br />E em coro até as almas mais escuras<br />Abandonam as vias do pecado.<br />A seu canto se anima o navegante,<br />Aplacam-se no mar as próprias vagas;<br />E lavam-se da culpa as almas crentes<br />Como Pedro nas lágrimas choradas.<br />Ergamo-nos portanto já sem medo;<br />O galo faz erguer quem está deitado:<br />Increpa brandamente os sonolentos<br />E rudemente acusa os renegados.<br />A seu canto reaviva-se a esperança,<br />A saúde aos enfermos já retorna;<br />Nova alegria a alma nos levanta<br />E a vida em cada peito se renova.<br />Senhor Jesus, protege os vacilantes,<br />Sustém-nos com a força dos teus olhos<br />E redime com a tua vigilância<br />A culpa que no pranto se dissolve.<br />Refulgente aos sentidos, és a luz<br />Que vens da mente o sono dissipar-nos.<br />Por Ti ressoa sempre a nossa voz,<br />Por Ti soltam-se enfim os nossos lábios.<br />Louvor e glória a Deus, Pai de bondade,<br />Por Jesus Cristo, o Filho Unigénito,<br />Com o Espírito Santo, aos dois igual,<br />Agora e pelos séculos dos séculos.<br />Salmodia<br />Ant. 1 Felizes os que moram na vossa casa, Senhor. <br />Salmo 83 (84)<br />A caminho do templo do Senhor<br />Não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura<br />(Hebr 13, 14). <br />2 Como é agradável a vossa morada, * <br />Senhor dos Exércitos! <br />3 A minha alma suspira ansiosamente * <br />pelos átrios do Senhor. <br />O meu coração e a minha carne * <br />exultam no Deus vivo. <br />4 Até as aves do céu encontram abrigo * <br />e as andorinhas um ninho para os seus filhos, <br />junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos, * <br />meu Rei e meu Deus. <br />5 Felizes os que moram em vossa casa: * <br />podem louvar-Vos continuamente. <br />6 Felizes os que em Vós encontram a sua força, * <br />os que trazem no coração os caminhos do santuário. <br />7 Ao atravessar o vale seco, transformam-no em oásis, * <br />que logo as primeiras chuvas cobrirão de bênçãos. <br />8 Vão caminhando com entusiasmo crescente, * <br />até verem Deus em Sião. <br />9 Senhor Deus dos Exércitos, ouvi a minha prece, * <br />prestai-me ouvidos, ó Deus de Jacob.<br />10 Contemplai, ó Deus, nosso protector, * <br />ponde os olhos no rosto do vosso Ungido.<br /> 11 Um dia em vossos átrios * <br />vale por mais de mil. <br />Antes quero ficar no vestíbulo da casa do meu Deus * <br />do que habitar nas tendas dos pecadores. <br />12 Porque o Senhor Deus é sol e escudo, * <br />Ele dá a graça e a glória. <br />O Senhor não recusa os seus bens * <br />aos que procedem com rectidão. <br />13 Senhor dos Exércitos, * <br />feliz o homem que em Vós confia! <br />Ant. 1 Felizes os que moram na vossa casa, Senhor. <br />Ant. 2 Vinde, subamos ao monte do Senhor. <br />Cântico Is 2, 2-5 <br />No cimo dos montes, o monte da casa do Senhor <br />Todos os povos virão prostrar-se diante de Vós (Ap 15, 4). <br />2 Sucederá nos dias que hão-de vir * <br />que o monte do templo do Senhor <br />se há-de erguer no cimo das montanhas * <br />e se elevará no alto das colinas. <br />Ali afluirão todas as nações * <br />3 e muitos povos acorrerão, dizendo: «Vinde, subamos ao monte do Senhor, <br />* ao templo do Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos, <br />* e nós andaremos pelas suas veredas. De Sião há-de vir a lei <br />* e de Jerusalém a palavra do Senhor».. <br />4 Ele será juiz no meio das nações * e árbitro de povos sem número. <br />Das espadas farão relhas de arado *<br /> e das lanças forjarão foices. <br />Não levantará a espada nação contra nação,<br /> * nem mais se hão-de preparar para a guerra.<br /> 5 Vinde, ó casa de Jacob: * caminhemos à luz do Senhor. <br />Ant. 2 Vinde, subamos ao monte do Senhor. <br />Ant. 3 Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome. <br />Salmo 95 (96) Deus, Rei e Juiz do universo <br />Cantavam um cântico novo diante do trono, na presença do Cordeiro (Ap 14, 3). <br />1 Cantai ao Senhor um cântico novo, <br />* cantai ao Senhor, terra inteira. <br />2 Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome, <br />* anunciai dia a dia a sua salvação. <br />3 Publicai entre as nações a sua glória, <br />* em todos os povos as suas maravilhas.<br /> 4 O Senhor é grande e digno de louvor, <br />* mais temível que todos os deuses. <br />5 Os deuses dos gentios não passam de ídolos,<br /> * foi o Senhor quem fez os céus. <br />6 Diante d’Ele, a honra e a majestade, <br />* no seu templo, o poder e o esplendor.<br />7 Dai ao Senhor, ó família dos povos, <br />* dai ao Senhor glória e poder. 8 Dai ao Senhor a glória do seu nome, <br />* levai-Lhe oferendas e entrai nos seus átrios. <br />9 Adorai o Senhor com ornamentos sagrados, <br />* trema diante d’Ele a terra inteira.<br /> 10 Dizei entre as nações: «O Senhor é Rei». <br />* Sustenta o mundo e ele não vacila, <br />† governa os povos com equidade. <br />11 Alegrem-se os céus, exulte a terra, <br />* ressoe o mar e tudo o que ele contém,<br /> 12 exultem os campos e quanto neles existe, <br />* alegrem-se as árvores dos bosques, <br />13 Diante do Senhor que vem, <br />* que vem para julgar a terra: Julgará o mundo com justiça <br />* e os povos com fidelidade. <br />Ant. 3 Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome.<br />LEITURA BREVE Tg 2, 12-13 <br />Falai e procedei como pessoas que devem ser julgadas segundo a lei da liberdade. <br />Porque o juízo será sem misericórdia para quem não usou de misericórdia. <br />Mas a misericórdia triunfa do juízo. <br />RESPONSÓRIO BREVE <br />V. Bendito seja o Senhor, agora e para sempre. <br />R. Bendito seja o Senhor, agora e para sempre. <br />V. Só Ele faz maravilhas. R. Agora e para sempre. <br />V. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. <br />R. Bendito seja o Senhor, agora e para sempre.<br />CÂNTICO EVANGÉLICO (Benedictus) <br />Ant. Bendito seja o Senhor nosso Deus. <br />Cântico<br />O Messias e seu Precursor<br />68 Bendito o Senhor Deus de Israel * <br />que visitou e redimiu o seu povo<br />69 e nos deu um Salvador poderoso * <br />na casa de David, seu servo,<br />70 conforme prometeu pela boca dos seus santos, * <br />os profetas dos tempos antigos,<br />71 para nos libertar dos nossos inimigos * <br />e das mãos daqueles que nos odeiam,<br />72 para mostrar a sua misericórdia a favor dos nossos pais, * <br />recordando a sua sagrada aliança<br />73 e o juramento que fizera a Abraão, nosso pai, * <br />que nos havia de conceder esta graça:<br />74 de O servirmos um dia, sem temor, * <br />livres das mãos dos nossos inimigos,<br />75 em santidade e justiça, na sua presença, * <br />todos os dias da nossa vida.<br />76 E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, * <br />porque irás à sua frente a preparar os seus caminhos,<br />77 para dar a conhecer ao seu povo a salvação * <br />pela remissão dos seus pecados,<br />78 graças ao coração misericordioso do nosso Deus, * <br />que das alturas nos visita como sol nascente,<br />79 para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte * <br />e dirigir os nossos passos no caminho da paz. <br />Glória ao Pai e ao Filho <br />e ao Espírito Santo, * <br />como era no princípio, * <br />agora e sempre. Amen.<br />Ant. Bendito seja o Senhor nosso Deus. <br />PRECES <br />Invoquemos a Deus Pai, que colocou os homens no mundo para que trabalhassem em harmonia para a sua glória, e peça-mos com insistência: Para louvor da vossa glória, ouvi-nos, Senhor. Deus, <br />Criador do universo, nós Vos bendizemos — pelos benefícios que nos tendes concedido e pela vida que nos conservastes até este dia. <br />Olhai benignamente para nós, ao iniciarmos o trabalho deste dia, — e ajudai-nos a colaborar na vossa obra, agindo segundo a vossa vontade. <br />Concedei que o nosso trabalho de hoje aproveite aos nossos irmãos — e todos juntos edifiquemos um mundo mais agradável a vossos olhos.<br />A nós e a todos os que neste dia se encontrarem connosco — concedei a alegria e a paz. <br />Pai-nosso <br />Oração: Senhor Deus, Rei do céu e da terra, dirigi e santificai neste dia os nossos sentimentos, palavras e obras segundo os vossos mandamentos, a fim de alcançarmos, com a vossa ajuda, a salvação e a liberdade eternas. Por Nosso Senhor. <br />VIII – Via Lucis<br />Via Lucis<br />Introdução<br />Procuremos situar-nos naquele tempo. Jesus tinha sido crucificado e tinha morrido. Os apóstolos eram perseguidos e procuravam não se fazer notar, pelo medo que tinham do que lhes poderiam fazer. Teria tudo acabado? Não. Naquela noite de Sábado Santo para Domingo de Páscoa, algo aconteceu, algo de extraordinário. Algo que iria mudar todo o curso da humanidade. Jesus, como seria esperado, travou uma batalha com a morte e venceu. A morte derrotada, deu um lugar eterno à Vida, por vitória de Jesus. De uma certa forma, se antes tínhamos trilhado, com Jesus, o caminho até ao Calvário, acompanhando no Caminho da Cruz, também agora Ele nos convida a trilhar o Seu Caminho da Glória.<br />Oração Inicial<br />Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. R. Amen.<br />Senhor Jesus,Com a Tua Ressurreição triunfaste sobre a morteE vives para sempre, comunicando-nos a vida,a alegria, a esperança firme.Tu que fortaleceste a fé dos apóstolos,das mulheres e dos Teus discípulosensinando-os a amar com obras,fortalece também o nosso espírito vacilante,para que nos entreguemos por completo a Ti.Queremos partilhar contigoe com tua Mãe Santíssimaa alegria da Tua Ressurreição gloriosa.Tu que nos abriste o caminho até ao Pai,faz com que, iluminados pelo Espírito Santo,gozemos um dia, a glória eterna.<br />R. Amen.<br />Breve pausa de silêncio.<br />Primeira EstaçãoA Ressurreição<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Terminado o sábado, ao romper do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram visitar o sepulcro. Nisto, houve um grande terramoto: o anjo do Senhor, descendo do Céu, aproximou-se e removeu a pedra, sentando-se sobre ela. O seu aspecto era como o de um relâmpago; e a sua túnica, branca como a neve. Os guardas, com medo dele, puseram-se a tremer e ficaram como mortos. Mas o anjo tomou a palavra e disse às mulheres: «Não tenhais medo. Sei que buscai Jesus, o crucificado; não está aqui, pois ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde jazia e ide depressa dizer aos seus discípulos: 'Ele ressuscitou dos mortos e vai à vossa frente para a Galileia. Lá o vereis.' Eis o que tinha para vos dizer.» Afastando-se rapidamente do sepulcro, cheias de temor e de grande alegria, as mulheres correram a dar a notícia aos discípulos. (Mt 28, 1-8)<br />Meditação<br />Jesus venceu a morte. O pior inimigo do ser humano foi vencido e a Vida triunfou sobre a morte. A partir deste momento, em que Jesus ressuscitou, já ninguém poderá parar Deus. O Seu plano de Salvação que vinha desde o início do mundo, atingiu a sua plenitude com a ressurreição do Seu Filho. Por Ele fomos salvos e o caminho, que tem por guia Jesus, foi aberto para a descoberta do Amor de Deus que nos salva daquilo que nos rodeia, daqueles que nos impedem de crescer e de nós próprios, curando-nos. Tal como Maria Madalena, façamos desenvolver em nós o desejo de correr, indo ter com todos e contar-lhes que Jesus está Vivo!<br />V. Senhor, venceste a escuridão da morte e do pecado.R. Nós testemunhamos uma nova luz.<br />V. Enterrada a tristeza, nascida a felicidade.R. Nós testemunhamos uma nova luz.<br />V. Jesus, deste início à festa da Vida.R. Nós testemunhamos uma nova luz.<br />Todos: Pai Nosso,que estais nos céussantificado seja o Vosso nome,seja feita a Vossa vontadeassim na Terra como no Céu.<br />O pão nosso de cada dia nos dai hoje,perdoai-nos as nossas ofensasassim como nós perdoamosa quem nos tem ofendidoe não nos deixeis cair em tentação,mas livrai-nos do mal.<br />Segunda EstaçãoSepulcro vazio<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao túmulo. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo correu mais do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Inclinou-se para observar e reparou que os panos de linho estavam espalmados no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no túmulo e ficou admirado ao ver os panos de linho espalmados no chão, ao passo que o lenço que tivera em volta da cabeça não estava espalmado no chão juntamente com os panos de linho, mas de outro modo, enrolado noutra posição. Então, entrou também o outro discípulo, o que tinha chegado primeiro ao túmulo. Viu e começou a crer. (Jo 20, 3-8)<br />Meditação<br />O Sepulcro está mesmo vazio. A porta está aberta. Muitas vezes somos confrontados com dúvidas acerca deste mistério, mas a realidade é simplesmente esta: o túmulo está vazio. Ora, Jesus ao deixar o sepulcro aberto foi como que a deixar uma mensagem que rompe o nosso maior medo, a morte. Ao abrir a porta da Vida, Jesus nos convida a entrar e a crer que Ele venceu a morte. Eles viram e creram, mas felizes aqueles que acreditam sem terem visto. Embora, não tenhamos visto Jesus, vimos a porta aberta e os sinais desta porta em cada dia da nossa vida. Ele está vivo e por isso, Ele age hoje, na vida de cada um de nós. Que o Senhor nos ajude a descobrir este mistério da Sua Ressurreição como um mistério que abre a porta do nosso coração vazio e nos encha com o Seu Amor.<br />V. Senhor, iniciaste um novo caminho com os homens.R. A Tua luz aponta um novo caminho.<br />V. Senhor, apesar da miséria, do ódio, do egoísmo.R. A Tua luz aponta um novo caminho.<br />V. Não podemos mais enterrar os nossos talentos.R. A Tua luz aponta um novo caminho.<br />Todos: Pai Nosso,que estais nos céussantificado seja o Vosso nome,seja feita a Vossa vontadeassim na Terra como no Céu.<br />O pão nosso de cada dia nos dai hoje,perdoai-nos as nossas ofensasassim como nós perdoamosa quem nos tem ofendidoe não nos deixeis cair em tentação,mas livrai-nos do mal.<br />Terceira EstaçãoVi o Senhor!<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Maria estava junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para dentro do túmulo, e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. Perguntaram-lhe: «Mulher, por que choras?» E ela respondeu: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.» Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não se dava conta que era Ele. E Jesus disse-lhe: «Mulher, por que choras? Quem procuras?» Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.» Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» - que quer dizer: «Mestre!» Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: ‘Subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus.’» Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito. (Jo 20, 11-18)<br />Meditação<br />Tal como Maria Madalena, também o Senhor nos conhece pelo nosso nome, e isso é um reflexo do amor pessoal que tem por cada um de nós. No entanto, assim como Madalena, muitas vezes ficamos tristes, perdidos, com a nossa fé abalada por causa dos nossos medos, e corremos o risco de pensar que Jesus não está perto de nós. Temos receio de O esquecer nos melhores, como nos piores momentos. Mas, Maria Madalena voltou-se para trás e viu Jesus de pé. Ele está sempre de pé, perto de nós, a olhar por nós, a ajudar-nos no nosso caminho de Salvação. Ele é o nosso Mestre e Senhor. Ensinai-nos, Senhor, a viver esta realidade da nossa vida em todos os segundos.<br />V. Senhor, às vezes afastamo-nos de Ti.R. Chamaste-nos pelo nosso nome, Senhor.<br />V. Às vezes faltamos ao Teu encontro.R. Chamaste-nos pelo nosso nome, Senhor.<br />V. Senhor, escolheste cada um de nós para amigo.R. Chamaste-nos pelo nosso nome, Senhor.<br />Todos: Pai Nosso,que estais nos céussantificado seja o Vosso nome,seja feita a Vossa vontadeassim na Terra como no Céu.<br />O pão nosso de cada dia nos dai hoje,perdoai-nos as nossas ofensasassim como nós perdoamosa quem nos tem ofendidoe não nos deixeis cair em tentação,mas livrai-nos do mal.<br />Quarta EstaçãoNo caminho de Emaús<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Nesse mesmo dia, dois dos discípulos iam a caminho de uma aldeia chamada Emaús, que ficava a sessenta estádios de Jerusalém; e conversavam entre si sobre tudo o que acontecera. Enquanto conversavam e discutiam, aproximou-se deles o próprio Jesus e pôs-se com eles a caminho; seus olhos, porém, estavam impedidos de o reconhecer. Disse-lhes Ele: «Que palavras são essas que trocais entre vós enquanto caminhais?» Pararam entristecidos. E um deles, chamado Cléofas, respondeu: «Tu és o único forasteiro em Jerusalém a ignorar o que lá se passou nestes !» Perguntou-lhes Ele: «Que foi?» Responderam-Lhe: «O que se refere a Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e diante de todo o povo: como os sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram, para ser condenado à morte e crucificado. Nós esperávamos que fosse Ele o que viria redimir Israel, mas, com tudo isso, já lá vai o terceiro dia desde que se deram estas coisas. É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deixaram perturbados, porque foram ao sepulcro de madrugada e, não achando o seu corpo, vieram dizer que lhes apareceram uns anjos, que afirmavam que Ele vivia. Então, alguns dos nossos foram ao sepulcro e encontraram tudo com as mulheres tinham dito. Mas, a Ele, não o viram.» Jesus disse-lhes, então: «Ó homens sem inteligência e lentos de espírito para crer em tudo quanto os profetas anunciaram! Não tinha o Messias de sofrer essas coisas para entrar na sua glória?» E, começando por Moisés e seguindo por todos os Profetas, explicou-lhes, em todas as Escrituras, tudo o que lhe dizia respeito. (Lc 24, 13-27)<br />Meditação<br />Jesus toma a iniciativa de se aproximar, como faz sempre connosco. Vendo duas pessoas desiludidas com a Sua morte, decide dar-lhes o presente discreto da sua presença. Ao longo do caminho vai-lhes ajudando a compreender o que de facto se tinha passado, através de Escrituras que eles conheciam. Connosco passa-se o mesmo. Não importa o ponto onde estamos na nossa caminhada na fé. Qualquer que ele seja, é aí que Jesus vai ter connosco e é daí que Ele parte connosco, levando-nos a caminhar para o entendimento do Seu mistério. Hoje, estamos tantas vezes atarefados com a falta de esperança que pensamos que Jesus não está ao nosso lado. No entanto, a Sua presença é discreta mas real, e a cada momento Ele está, não só perto de nós, como também deseja muito caminhar connosco. Com essa presença procura explicar-nos qual é o sentido da Vida. Será que queremos caminhar com Ele?<br />V. Senhor, há quem não acredite na Tua luz.R. Sabemos, Senhor, que caminhas ao nosso lado.<br />V. Senhor, consolai aqueles que não têm Paz.R. Sabemos, Senhor, que caminhas ao nosso lado.<br />V. Senhor, dai força aqueles que não a têm.R. Sabemos, Senhor, que caminhas ao nosso lado.<br />Todos: Pai Nosso,que estais nos céussantificado seja o Vosso nome,seja feita a Vossa vontadeassim na Terra como no Céu.<br />O pão nosso de cada dia nos dai hoje,perdoai-nos as nossas ofensasassim como nós perdoamosa quem nos tem ofendidoe não nos deixeis cair em tentação,mas livrai-nos do mal.<br />Quinta EstaçãoA Refeição de Emaús<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Ao chegarem perto da aldeia para onde iam, fez menção de seguir para diante. Os outros, porém, insisitam com Ele, dizendo: «Fica connosco, pois a noite vai caindo e o dia já está no ocaso.» Entrou para ficar com eles. E, quando se pôs à mesa, tomou o pão, pronunciou a bênção e, depois de o partir, entregou-lho. Então, os seus olhos abriram-se e reconheceram-no; mas Ele desapareceu da sua presença. Disseram, então, um ao outro: «Não nos ardia o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?» Levantando-se, voltaram imediatamente para Jerusalém e encontraram reunidos os Onze e os seus companheiros, que lhes disseram: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!» E eles contaram o que lhes tinha acontecido pelo caminho e como Jesus se lhes dera a conhecer, ao partir do pão. (Lc 24, 28-35)<br />Meditação<br />Por vezes acontece-nos o mesmo. Estamos tão atarefados e sem tempo que Jesus fala connosco dizendo-nos muito através de sinais, e a nós tudo passa. Depois, mais tarde, perguntamo-nos, mas ... porque será que daquela vez aquilo aconteceu? Jesus está Vivo! Os discípulos de Emaús afirmavam-no mas não O reconheciam. Ora, neste relato, Jesus nos ensina a estarmos mais atentos, em cada momento, para que cada vez mais O possamos reconhecer em tudo na nossa vida. Ele também queima o nosso coração através da escuta da Palavra, tal como ardia o coração de cada um dos dois discípulos. E hoje sabemo-lo por tantas vezes ela ser tão actual para nós. Por fim, Ele que é Deus fez-Se Pão, tornando assim numa presença silenciosa e frágil. Quando estamos em adoração ao Santíssimo Sacramento do Altar é a presença de Jesus, o único Jesus que se faz sentir visível no meio de nós. Quer queiramos ou não, é um momento visível da presença de um Deus que nunca ninguém O viu. Obrigado Senhor por Te teres feito alimento para nós. Ensina-nos a reconhecer-Te e a escutar, com o coração ardente a Tua Palavra de todos os tempos.<br />V. Senhor, obrigado por te teres feito alimento para nós.R. Tu és o Pão da Vida.<br />V. Senhor, obrigado por teres dado a Tua vida por nós.R. Tu és o Pão da Vida.<br />V. Senhor, obrigado pelo mistério da Eucaristia.R. Tu és o Pão da Vida.<br />Sexta EstaçãoNo Cenáculo<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Enquanto isto diziam, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!» Dominados pelo espanto e cheios de temor, julgavam ver um espírito. Disse-lhes então: «Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo. tocai-me e olhai que um espírito não tem carne nem ossos, como verificais que Eu tenho.» Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como, na sua alegria, não queriam acreditar de assombrados que estavam, Ele perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa que se coma?» Deram-lhe um bocado de peixe assado; e, tomando-o, comeu diante deles. (Lc 24, 36-48)<br />Meditação<br />Jesus tinha fome. Como é que uma pessoa que morreu e ressuscitou pode ter fome? Só se a ressurreição fosse do corpo e do Espírito e foi isso mesmo que aconteceu. Logo, se Jesus ressuscitou em corpo também, quer dizer que se quisesse, Ele podia aparecer em carne e osso a qualquer um de nós. Ora, se tivéssemos Jesus em corpo humano presente perto de nós, como é que reagiríamos? Desmaiaríamos, saltávamos para Ele abraçando-O, nada fazíamos, o quê? Jesus certamente nos diria: - A Paz esteja contigo. - de modo a que apaziguássemos o nosso coração e nos deixássemos embeber pela sua presença. Só que na estação anterior meditou-se isto mesmo, ou seja, que a presença visível do Deus invisível, por meio de Jesus, é real entre nós, na forma do Pão. Jesus mostrou-lhes também as suas mãos e os seus pés, para que vissem que tudo era real e que não havia hipótese de ser um sonho. Hoje, Senhor, é também real que as Tuas mão são as nossas mãos, e os Teus pés os nossos pés, por isso cada um de nós pode tornar-se, pelo Espírito Santo, um Cristo no meio em que vivemos. Ensina-nos, Senhor, a ser Tuas mãos e Teus pés para os outros e a estar no mundo sem ser do mundo.<br />V. Só Vós sois o caminho.R. Eu creio em Ti, Senhor.<br />V. Só Vós sois a Verdade.R. Eu creio em Ti, Senhor.<br />V. Só Vós sois a Vida.R. Eu creio em Ti, Senhor.<br />Sétima EstaçãoO Perdão<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz seja convosco!» Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor. E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.» Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, fiarão retidos.» (Jo 20, 19-23)<br />Meditação<br />Hoje em dia é tão difícil perdoar. O perdão é como quando se corta uma corda que une duas partes, em que ele representa o nó para as unir; aproximando as pontas. Mais uma vez, o sinal da presença de Jesus é a paz. E, é verdade que vivemos no dia a dia situações que nos levam a cortar as cordas de relação com outros, mas Jesus quer dar sempre o nó e o fruto dessa união n’Ele é a paz que inunda os nossos corações. Esta paz, pelo perdão, não se resume aos que nos estão próximos, mas sim para todos e por isso, à semelhança da Sua missão, também Jesus nos envia levar aos outros esta paz. Por último, dai-nos, Senhor, a entender melhor que no sacramento do Perdão, aquele que escolheste como instrumento e voz, está imerso no Espírito Santo e é por essa razão que ao perdoar os nossos pecados, eles são mesmo perdoados porque és Tu, verdadeiramente quem perdoa.<br />V. Senhor, libertai-nos da prisão da falta de perdão.R. Libertai-nos, Senhor.<br />V. Senhor, libertai-nos dos nossos medos e incapacidades.R. Libertai-nos, Senhor.<br />V. Senhor, dai-nos a coragem de anunciar o Teu Amor.R. Libertai-nos, Senhor.<br /> <br />Oitava EstaçãoA Dúvida<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Tomé, um dos Doze, a quem chamavam o Gémeo, não estava com eles quando Jesus veio. Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.» Oito dias depois, estavam os dicípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: «A paz seja convosco!» Depois, dirigiu-se a Tomé: «Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.» Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhes Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto!» (Jo, 20, 24-29)<br />Meditação<br />Tomé duvidou. Apesar de ter estado com Jesus durante toda a Sua missão, vendo-O, tocando-Lhe, abraçando-O, comendo com Ele, escutando-O, caminhando com Ele e, mesmo assim, duvidou. Nós não O vimos, nem O tocámos, no entanto cremos que Ele está connosco vivo e ressuscitado. Pronto para nos apoiar e nos salvar a cada instante. O que é que nos faz crer, se a sua vida pública é tão distante de nós no tempo? Sem dúvida que são os sinais. Sinais de que O podemos ver no irmão que sofre; que O podemos tocar quando o recebemos na Eucaristia; que O podemos abraçar quando perdoamos e abraçamos o nosso irmão; que podemos comer com Ele quando nos alimentamos na oração; que podemos escutá-Lo quando abrimos o nosso coração; que podemos caminhar com Ele quando assim decidirmos. De que é que estamos à espera para duvidar menos? Ensinai-nos, Senhor, a desejar muito dar passos na nossa vida para ti, para que possamos aprofundar a intimidade que queres ter com cada um de nós.<br />V. O dom da fé que nos dás é gratuito.R. Senhor, abre o nosso coração à Tua Palavra.<br />V. Por vezes existe dúvida em nós.R. Senhor, abre o nosso coração à Tua Palavra.<br />V. É impossível não crer em Ti com sinceridade.R. Senhor, abre o nosso coração à Tua Palavra.<br />Nona EstaçãoA pesca grandiosa<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Algum tempo depois, Jesus apareceu outra vez aos discípulos, junto ao lago do Tiberíades, e manifestou-se deste modo: Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, a quem chamavam o Gémeo, Natanael, de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos. Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar.» Eles responderam-lhe: «Nós também vamos contigo.» Saíram e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. Ao romper do dia, Jesus apresentou-se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. Jesus disse-lhes, então: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?» Eles responderam-lhe: «Não.» Disse-lhes Ele: «Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de encontrar.» Lançaram-na e, devido à grande quantidade de peixes, já não tinham forças para a arrastar. Então, o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: «É o Senhor!» Simão Pedro, ao ouvir que era o Senhor, apertou o saio, porque estava sem mais roupa, e lanlou-se à água. Os outros discípulos vieram no barco, puxando a rede com os peixes; com efeito, não estavam longe da terra, mas apenas a uns noventa metros. Ao saltarem para terra, viram umas brasas preparadas com peixe em cima e pão. Jesus disse-lhes: «Trazei dos peixes que apanhastes agora.» Simão Pedro subiu à barca e puxou a rede para terra, cheia de peixes grandes: cento e cinquenta e três. E, apesar de serem tantos, a rede não se rompeu. Disse-lhes Jesus: «Vinde almoçar.» E nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-lhe: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com o peixe. (Jo 21, 1-13)<br />Meditação<br />Jesus convida-nos a lançar a rede e, hoje, a rede pode ser bem a nossa coragem. Assim, lançar a rede seria lançar a nossa coragem em testemunhar ao mundo que o Amor do Senhor é para todos, tornando-nos verdadeiros pescadores de homens. Jesus é verdadeiro Deus, mas também verdadeiro homem. Ele, ressuscitado, em Espírito também o foi em corpo, pois é de notar que comeu com os seus. Não existe a menor dúvida que Jesus é alguém que atrai tudo para si, até os peixes, a ponto de realizarem tamanha pesca naquela manhã quando já tinham desistido de o fazer. No fundo, eles confiaram na sugestão de um homem que não reconheciam e perante o resultado deste acto de confiança, souberam que era o Senhor. É isto que acontece quando confiamos no Senhor, Ele surpreende-nos. Talvez devêssemos pensar nisto, o quanto é surpreendente quando decidimos confiar no Senhor Jesus Ressuscitado, Ele dar-nos-á em abundância, assim como quando morreu, para nos dar a Vida em abundância, para sempre.<br />V. Senhor, és Tu que nos dás o Dom da Vida.R. Seremos testemunhas do Teu Amor.<br />V. Senhor, ensina-nos a confiar em Ti.R. Seremos testemunhas do Teu Amor.<br />V. Senhor, ensina-nos a saborear a vida em abundância que nos dás.R. Seremos testemunhas do Teu Amor.<br />Décima EstaçãoA Rocha<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Depois de terem comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?» Pedro respondeu: « Sim, Senhor, tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta os meus cordeiros.» Voltou a perguntar-lhe uma segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-me?» Ele respondeu: «Sim, Senhor, tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.» E perguntou-lhe, pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu és deveras meu amigo?» Pedro ficou triste por Jesus lhe ter perguntado, à terceira vez: 'Tu és deveras meu amigo?' Mas respondeu-lhe: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo!» E Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo atavas o cinto e ias para onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te há-de atar o cinto e levar para onde não queres.» E disse isto para indicar o género de morte com que ele gavia de dar glória a Deus. Depois destas palavreas, acrescentou: «Segue-me!» (Jo 21, 15-19)<br />Meditação<br />Será que Jesus não nos faz a mesma pergunta: e tu, amas-me? Qual seria a nossa resposta? Que tipo de Amor é que temos a esse Jesus que tudo, até a própria vida deu por nós? Pedro era um homem duro de mãos calejadas do trabalho. E Jesus incide sobre ele o seu olhar. Aquele olhar profundo de quem ama incondicionalmente, e faz desse homem pescador de rosto queimado pelo sal e pelo sol e sobre essa pedra edifica a sua igreja. Jesus confia-lhe o Seu rebanho porque sabe que este está em boas mãos. Também connosco o mesmo continua a acontecer. Jesus entregou o Seu rebanho a um homem e nele colocou a graça de conduzir este rebanho, do qual fazemos parte e que é a Sua igreja. Esse homem é o Santo Padre. Ensinai-nos, Senhor, a seguir com o coração o pastor que escolheste para nos conduzir e a colaborar com ele, de coração, de modo a levar a Tua Igreja até ao homem que mais sofre e que precisa do Teu amor. Como a Pedro, nos dizes hoje, “Segue-me”. Pedimos a graça de corajosamente te seguir em cada dia.<br />V. Senhor, ensina-nos a amar-Te.R. Dá-nos a coragem de Te seguir.<br />V. Senhor, ensina-nos a seguir-Te.R. Dá-nos a coragem de Te seguir.<br />V. Senhor, ensina-nos a amar, cada vez mais, a Tua Igreja.R. Dá-nos a coragem de Te seguir.<br />Décima Primeira EstaçãoA Missão<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando o viram, adoraram-no; alguns, no entanto, ainda duvidavam. Aproximando-se deles, Jesus disse-lhes: «Foi-me dado todo o poder no Céu e na Terra. Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado. E sabei que eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos. (Mt 28, 16-20)<br />Meditação<br />Vamos supor que somos um daqueles apóstolos que estavam com Jesus, quando apareceu e lhes falou. Então, a cada um de nós, Jesus também diz «Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos». Todos, sem excepção, que dissemos livremente sim à vontade do Pai, e aderimos à pessoa de Jesus; a todos os que somos cristãos, foi-nos dada uma grande missão: dar a conhecer Jesus aos outros e dizer-lhes o quanto Ele os ama. O mundo precisa de saber que Jesus é o Filho de Deus e Deus conta connosco para irmos ao encontro desta necessidade que o mundo tem, mesmo que não a sinta. Para tudo isto é preciso coragem. É preciso que cada um de nós se desinstale do seu lugar para ir ao encontro do próximo. No entanto, somos como os apóstolos e tememos não ser capazes de dar cumprimento à proposta, de hoje e sempre do Senhor, e evangelizar. No entanto, nunca nos podemos esquecer que Jesus nos fez uma promessa. Essa promessa é de ficar connosco todos os dias e mais, até ao fim dos tempos. Então, se Jesus está connosco, quem estará contra nós? Dá-nos, Senhor, a coragem e o vigor de sermos incansáveis na nossa missão para que - nem que fosse apenas um - outros Te conheçam e saibam o quanto os amas.<br />V. Faz de nós instrumentos do Teu anúncio.R. Por Ti somos enviados.<br />V. Dá-nos uma fé que ouse anunciar-Te.R. Por Ti somos enviados.<br />V. Ensina-nos a evangelizar com amor e humildade.R. Por Ti somos enviados.<br />Décima Segunda EstaçãoO Regresso ao Pai<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Estavam todos reunidos, quando lhe perguntaram: «Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Israel?» Respondeu-lhes: «Não vos compete saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou com a sua autoridade. Mas ides receber uma força, a do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo.» Dito isto, elevou-se à vista deles e uma nuvem subtraiu-o a seus olhos. E como estavam com os olhos fixos no céu, para onde Jesus se afastava, surgiramde repente dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: «Homens da Galileia, por que estais assim a olhar para o céu? Esse Jesus que vos foi arrebatado para o Céu virá da mesma maneira, como agora o vistes partir para o Céu.» (Act 1, 6-11)<br />Meditação<br />O Pai fixou tempos e momentos com a Sua autoridade. Ora, tempos e momentos como esses servem para que cada um possa crescer e humanizar-se, porque é isso que significa autoridade, fazer crescer e ganhar com isso maturidade. Aqui, faz mais uma vez uma promessa. Talvez uma das mais importantes promessas que Deus nos fez, a de que nos iria enviar o Espírito Santo. Cumprindo essa promessa - e Deus cumpre -ficaremos cheios de força que nos permitirá testemunhar o quanto o Senhor ama, o quanto o Senhor faz nas nossas vidas para que sejamos felizes. E mais, é uma promessa que não se destinava apenas aos apóstolos, mas a todos nós. Perante tudo isto, será que estamos a olhar para o céu? Jesus conta com o nosso testemunho e garante-nos a força para o fazer, de que é que estamos à espera? Talvez fosse bom começar hoje.<br />V. Se escutarmos a Tua Palavra, seremos mais fortes.R. Envia o Teu Espírito, Senhor.<br />V. Se escutarmos a Tua Palavra, seremos um como Tu e o Pai são um.R. Envia o Teu Espírito, Senhor.<br />V. Se escutarmos a Tua Palavra, seremos mais parecidos conTigo.R. Envia o Teu Espírito, Senhor.<br />Décima Terceira EstaçãoA espera do Espírito<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Desceram, então, do monte chamado das Oliveiras, situado perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado, e foram para Jerusalém. Quando chegaram à cidade, subiram para a sala de cima, no lugar onde se encontravam habitualmente. Estavam lá: Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelota, e Judas, filho de Tiago. E todos unidos pelo mesmo sentimento, entregavam-se assiduamente à oração, com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus. (Act 1, 12-14)<br />Meditação<br />Discretamente, existe uma presença permanente na vida de Jesus, Maria, sua Mãe. Ela viu-O crescer, ferir-se quando brincava, chorar quando estava triste, tratou das suas refeições, partilhou as notícias correntes com ele. Assistiu, em Caná, ao seu primeiro milagre, acompanhou-O durante a Sua missão, viu-O ser preso, maltratado e por fim, viu-O morrer. Mas tudo isto, guardava sempre no seu coração. Ao confiar o discípulo amado a Sua mãe, Jesus confia também cada um de nós e faz de todos nós seus filhos. Logo, temos Maria por nossa mãe e sabemos que, tal como cuidou de Jesus, também cuidará de nós. Graças ao seu sim, Jesus confiou-nos à Sua mãe para sempre. Ensina-nos, Maria, a seguir o teu exemplo de abandono à vontade do Pai. Ensina-nos a acolher o Espírito Santo como tu acolheste. Ensina-nos a perseverar na nossa oração diária, como fizeste com os apóstolos. Sabemos que podemos contar contigo para crescer e conhecer melhor o teu filho, Jesus.<br />V. Ajuda-nos a abandonar a nossa vida nas Tuas mãos.R. Como Maria, nossa mãe.<br />V. Ajuda-nos a descobrir as maravilhas que fazes por nós, em cada dia.R. Como Maria, nossa mãe.<br />V. Ajuda-nos a guardar todas as coisas no nosso coração.R. Como Maria, nossa mãe.<br />Décima Quarta EstaçãoO Dom do Espírito Santo<br />V. Nós Vos adoramos, ó Jesus Ressuscitado.R. Porque nos deste uma Vida nova.<br />Quando chegou o dia do Pentecostes, encontravam-se todos reunidos no mesmo lugar. De repente, ressoou, vindo do céu, um som comparável ao de forte rajada de vento, que encheu toda a casa onde eles se encontravam. Viram então aparecer umas línguas, à maneira de fogo, que se iam dividindo, e poisou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes inspirava que se exprimissem. Ora, residiam em Jerusalém judeus piedosos provenientes de todas as nações que há debaixo do céu. Ao ouvir aquele ruído, a multidão reuniu-se e ficou estupefacta, pois cada um os ouvia falar na sua própria língua. (Act 2, 1-6)<br />Meditação<br />Vindo do céu veio um fogo devastador. Um fogo que iria transformar os corações amedrontados daqueles que ali se encontravam, dando-lhes uma nova coragem e um novo vigor para se porem de pé e saírem a anunciar a Boa Nova de Jesus. Foi aqui, neste acontecimento, que se iniciou a Igreja, com o fogo trazido pelo Consolador prometido por Jesus. Este Espírito Santo é Aquele que será uma água viva que nos transforma em fonte, que traz com Ele a Paz às tempestades do dia-a-dia, que nos dará a Vida, ensinará a Verdade e fará de nós testemunhas renovadas do Amor de Deus por cada homem. E nós já vivemos um pentecostes na nossa vida? Quanto tempo mais demoraremos a pedir a vinda do Espírito Santo, para realizar no nosso coração um verdadeiro Pentecostes? Hoje é o tempo, agora é a hora. O mundo precisa de nós e nós precisamos do Espírito Santo. Por isso, Te pedimos, Senhor, que envies sobre nós o Teu Espírito, que Ele faça de nós santos anunciadores do Teu Amor, para que o mundo saiba que Tu és o único Senhor, único Salvador e que amas cada homem, cada coração.<br />V. Quando nos escondemos com medo de assumir a nossa condição de cristãos.R. Vem, Senhor, com o Teu Espírito Santo.<br />V. Quando os outros precisam de nós como anunciadores do Teu Amor.R. Vem, Senhor, com o Teu Espírito Santo.<br />V. Quando somos chamados a mudar o mundo em nosso redor.R. Vem, Senhor, com o Teu Espírito Santo.<br />Oração Final<br />Senhor,Tu que és o único Senhor,O único Salvador,Envia-nos o Teu Espírito SantoPara que iluminados por ElePossamos contemplar a VerdadeQue nos torna livres.O mundo tem sede de Ti,Por isso, dá-nos hoje a força,A sabedoria e a coragem de anunciar,Que cada homem não está só,Que cada homem pode desfrutar a seu ladoDa Tua presença.E, sobretudo, que Tu amas cada homemTal qual ele é.<br />Amen.<br />X – Guião dos Cânticos da Eucaristia<br />Cântico de entrada<br />DEIXA DEUS ENTRAR<br />Deixa Deus entrar<br />Na tua própria casa<br />Deixa-te tocar<br />Pela sua graça<br />Dentro em segredo<br />Reza-lhe sem medo:<br />Senhor, Senhor!<br />Que queres que eu faça<br />1- Só no fundo do ser eu vou encontrar<br />As razões de viver, as razões de amar<br />É bem dentro de nós que está a raiz,<br />Que nos faz amar e ser feliz.<br />2- Tanta coisa me impede de O escutar<br />Me desvia da meta a que me propus<br />Vou Ter a coragem de O deixar entrar <br />Vou seguir o clarão da Sua Luz!<br />Salmo<br />Felizes os que amam o Senhor!<br />Felizes os que andam nos seus caminhos.<br />Felizes são os pés daqueles<br />Que vivem e anunciam a verdade.<br />Aleluia<br />Ofertório<br />ÉS A MINHA VIDA<br />1- És a minha vida, Cristo meu Senhor.<br />És o meu caminho, a minha verdade!<br />Na tua palavra, eu caminharei,<br />Pois o Teu Amor me envolve<br />E sempre actua em mim;<br />Nada temerei, porque Tu estás comigo;<br />Que eu jamais me afaste de Ti!<br />2- Creio em Ti, senhor, filho de Maria,<br />Verbo Eterno e Santo, homem como nós!<br />Morto por amos, vives entre nós;<br />És uma só coisa com o Pai e com os teus.<br />Até àquele dia, eu sei, em que voltarás<br />Para completares o teu Reino.<br />3- És a minha força, outra eu não tenho;<br />És a minha paz, minha liberdade!<br />Nada nesta vida nos vai separar;<br />Sei que a tua mão amiga o não deixará;<br />A do mal, a força a mim não irá vencer <br />Pois no Teu amor viverei.<br />4- Creio em Ti, Senhor, que és fonte de vida,<br />Creio em Ti, Jesus, Filho Salvador!<br />Vem Espírito santo, vem fogo de amor,<br />Reunir na unidade todos os irmãos,<br />E por mil caminhos, sim, onde Tu quiseres,<br />A palavra semearemos.<br />Santo<br />Santo, Santo, Santo é o Senhor, <br />Deus do Universo, <br />Cheios estão os Céus e a terra, <br />Da vossa glória, hosana,<br />Hosana, Hosana, Hosana nos Céus (bis)<br />Bendito o que vem em nome do Senhor,<br />Hosana nos céus, hosana. <br />Hosana, Hosana, Hosana nos Céus (bis)<br />Abraço da Paz<br />CORDEIRO DE DEUS<br />Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo <br />Tem piedade de nós, tem piedade de nós, <br />tem piedade de nós, tem piedade de nós (BIS)<br />Cordeiro de Deus que tiras o pecado do mundo <br />dai-nos a Tua paz, dai-nos a Tua paz, <br />dai-nos a Tua paz, dai-nos a Tua paz.<br />Comunhão<br />TOMO ESTE PÃO<br />Tomo este pão e este vinho<br />Em memória do meu Salvador.<br />Tomo este pão e este vinho:<br />São o Corpo e Sangue do Senhor<br />1- Dentro do caminho do Teu Reino<br />É o Pão que me torna capaz<br />De fazer da minha juventude<br />Liberdade amor justiça_e paz. <br />2- Bebendo o teu Sangue deste cálice<br />Bebo o Sangue da Nova Aliança<br />Tu que o derramaste pelos homens<br />Para remissão e esperança.<br />3- Tomando o Pão que_é o teu Corpo<br />Comungo a Igreja transcendente<br />Dás Teu Corpo eterno à minha alma<br />Pela Fé me salva para sempre.<br />4- Levarei comigo a tua Luz<br />Irei pelo mundo anunciar<br />Que por nós morreste numa cruz<br />Mas pudeste a morte derrotar.<br />5- Tomando o Teu Corpo que foi trigo<br />Suado nas mãos do lavrador<br />Levo a tua força que alimenta<br />P´ra mudar o mundo com Amor.<br />6- Eu venho faminto a esta mesa<br />Onde Tu Te dás em plenitude<br />Venho comungar a esperança<br />A vida da minha juventude.<br />Acção de Graças<br />QUANTO ESPEREI ESTE MOMENTO<br />1- Quanto esperei este momento,<br />Quanto esperei que estivesses aqui<br />Quanto esperei que me falasses<br />Quanto esperei que viesses a mim<br />Sei bem o que tem vivido. <br />Sei bem o que tens chorado.<br />Eu sei porque tens sofrido<br />Sempre estive a teu lado.<br />Ninguém te ama como Eu<br />Ninguém te ama como Eu<br />Olha p´ra cruz, é a minha maior prova<br />Ninguém te ama como Eu<br />Ninguém te ama como Eu<br />Ninguém te ama como Eu<br />Foi por ti, só por ti , porque te amo<br />Ninguém te ama como Eu<br />2- Eu sei bem o que Tu dizes<br />Mesmo que às vezes não me fales. <br />Eu sei bem o que Tu sentes, <br />Mesmo que não partilhes comigo<br />A teu lado caminharei<br />Junto a ti sempre estive<br />Tenho sido o teu apoio<br />Fui o teu melhor amigo<br />Cântico Final<br />SE CRÊS EM DEUS<br /> Se crês em Deus, <br />Se acreditas que Ele há-de voltar<br />Segue o caminho que Jesus <br />nos veio ensinar<br />E então verás que a vida<br /> se pode tornar melhor<br />Cantarei, cantarei<br />O que Deus nos veio ensinar<br />Que a maneira de chegar ao céu é amar<br />É amar, é amar, é amar<br />O pobre, o rico, o pecador<br />O tudo o que nesta vida é querido do Senhor<br /> Se Deus quiser, <br />Hei-de deixar de pensar em mim<br />E assim vou dar tempo<br /> ao tempo para o adorar<br />Serei feliz, e comigo será todo o que cantar<br />XI – Palavras finais do Departamento<br />Esta Vigília que finda é marcada por todo um novo começo ao nível da Pastoral Juvenil na nossa Diocese de Vila Real. O Rosto da Pastoral Juvenil está a mudar, nós mudamos com ela. Os Grupos de Jovens Paroquiais também fazem parte do SDPJ, os Jovens da Associação Católica Rural também fazem parte do SDPJ, o CNE também faz parte do SDPJ, e tantos outros que não enumerei mas que também são convidados a fazer parte do SDPJ. No fundo o Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil é um só corpo constituído de vários membros. Todo juntos concretizaremos as palavras de Cristo, que todos sejam um!<br />Com este apelo à unidade dos Filhos de Deus. Saúdo todos em geral e cada um em particular e convido-vos a vir fazer parte desta grande unidade de jovens católicos que é o Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil de Vila Real. <br />Abraço em Cristo nossa Pázcoa<br />SDPJ Vila Real.<br />XII – Programa do Encontro<br />22h:00m – Concentração na Sé de Vila Real<br />23h:00m – Apresentação da Vigília<br />23h:15m – Concerto orante<br />01h:15m – Projecção do filme “O poder da cruz”<br />01h:55m – Breve reflexão do filme e pequena partilha de opiniões<br />02h:00m - Acolhimento da cruz JMJ<br />Oração Taizé<br />03h:00m – Adoração do Santíssimo Sacramento<br />05h:00m – Neste horário mantém-se a adoração ou podem visualizar-se alguns vídeos de anteriores jornadas mundiais <br />06h:00m - Adoração do Santíssimo Sacramento<br />07h:00m – Alvorada com uma pequena oração da manhã e Pequeno-almoço<br />08h:00m – Via Lucis /Apresentação da cruz à cidade.<br />10h:30m – Eucaristia<br />12h:00m - Despedida<br />Número de Contacto <br />SDPJ: 916687318<br />Mail do secretariado<br />sdpjvr@gmail.com<br />Site do secretariado<br />http://www.jovensdomarao.com/<br />

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