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1 MACAÉ OFFSHORE
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CAPAGestão Empresarial    Um forte gargalo para a indústria brasileira do petróleo e gásPor Érica NascimentoO             ...
CAPA                                                                                                                      ...
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CAPAO que fazer e, o maisimportante, como fazer?   Especialistas mostram as saídas para um bom gerenciamentoR             ...
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CAPAQuadro de Sobrevivência para as Empresas da Cadeia de Petróleo                                                        ...
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  1. 1. 1 MACAÉ OFFSHORE
  2. 2. CARTA AO LEITOR / LETTER TO THE READER O Petróleo preocupa Oil concerns A revista Macaé Offshore fechou esta edição Macaé Offshore magazine’s latest is- na semana em que acontecimentos no mundo sue was published in the same week rav- do petróleo novamente trazem preocupações aged by events involving the oil world that bring back worries and concerns, causing e causam especulações aos empresários do se- rampant speculation among the moguls tor. Eles perguntam quais as consequências po- of the sector. Theirs is the recurring ques- líticas e econômicas diante das manifestações e tion about political and economical conse- conflitos que ocorrem em países árabes, como quences of those demonstrations and con- Capa / Cover: Paulo Mosa Filho a Líbia, onde sequer havia constituição e cuja Foto / Photo: Reprodução flicts in countries such as Libya, a country crise vem causando impacto imediato sobre a without a Constitution, undergoing a dire A Macaé Offshore é uma publicação bimestral, bilíngue (Português / Inglês), economia internacional, como a alta no preço crisis with immediate impact in the global editada pela Macaé Offshore Editora Ltda. do petróleo, que pesou nas bolsas globais. economy – oil prices hike affecting global Rua Teixeira de Gouveia, 1807 - Centro Macaé/RJ - CEP 27.916-000 stock markets. Tel/fax: (22) 2770-6605 Membro da Organização de Países Expor- Site: www.macaeoffshore.com.br tadores de Petróleo (Opep), a Líbia exporta A long-time member of OPEC (Or- Macaé Offshore is a bimonthly, bilingual em média 1,49 milhão de barris diários, sendo ganization of the Petroleum Exporting publication (Portuguese / English), edited by Macaé Offshore Editora Ltda. 85% somente para Europa, segundo a Agência Countries), Libya exports an average 1,49 Rua Teixeira de Gouveia, 1807 - Centro million barrels daily, 85% to Europe only, Macaé - RJ - CEP 27.916-000 Internacional de Energia (AIE), que informou, Tel/fax: (22) 2770-6605 na primeira semana de março, que aproxima- according to data from the International Site: www.macaeoffshore.com.br Energy Agency (IEA). The same data re- damente um milhão de barris de petróleo líbio Direção Executiva: / Executive Directors: veals that during the first week of March, Bruno Bancovsky por dia deixaram de estar disponíveis. Porém, approximately one million barrels of Lib- o diretor da AIE, Nobuo Tanaki, garantiu que a Edição Final: / Final Editing: yan oil were not available, but the Gen- Bruno Bancovsky principal exportadora de petróleo mundial e lí- eral Director of IEA, Nobuo Tanaki, assured Publicidade: / Advertising: der da Opep, a Arábia Saudita, será capaz de that the leading world exporter and OPEC Fernando Albuquerque compensar qualquer escassez em consequên- publicidade@macaeoffshore.com.br leader, the Saudi Arabia, will be able to cia desses distúrbios. compensate any shortage originated from Jornalista: / Journalist: Érica Nascimento / MTB-29639/RJ those convolutions. redacao@macaeoffshore.com.br Tendo em vista a preocupação dos em- Diagramação: / Diagramming: presários com relação à economia mundial In view of the industry’s concerns in Paulo Mosa Filho e ao comportamento das empresas do setor regard to the world economy and the cor- arte@macaeoffshore.com.br de petróleo no mundo, nesta edição, a Macaé relate corporate behavior of the sector, this Revisão: / Review: José Tarcísio Barbosa Offshore traz uma seção especial chamada Por edition of Macaé Offshore unveils a new special section titled Inside the Market with Tradução em inglês: / English version: Dentro do Mercado, que faz um comparativo Leonardo Guia entre a evolução do preço das ações das maio- a comparative analysis between shares raising curves for the world’s major oil Distribuição: / Distribution: res empresas de petróleo do mundo, correla- Dirigida às empresas de petróleo e gás companies, vis a vis highs for the standard To the oil and gas companies cionando-o com a evolução do preço do barril barrel price WTIC. 57ª Edição de petróleo padrão WTIC. 57th Edition In this issue you will receive important Tiragem: / Copies: Nesta edição, você também acompanhará tips from market experts, pointing out solu- 5.000 exemplares/copies dicas importantes de especialistas do mercado tions for one of the major gridlocks of the Assinatura: / Subscriptions: que apontam solução para um dos grandes (22) 2770-6605 oil and gas industry: business manage- gargalos da indústria de petróleo e gás: a gestão assinatura@macaeoffshore.com.br ment. The challenge at this time is to in- empresarial. No momento em que o desafio novate for better respond to demands for desta indústria é inovar para atender à deman- quality with quality, flexibility, and organi- A editora não se responsabiliza por textos assinados por terceiros da com qualidade, agilidade e organização, zation. You will notice that the topic “man- Macaé Offshore is not responsible você observará que o tema gestão tem vários agement” entails several layers, and your for articles signed by third parties desdobramentos e que sua empresa não pode company cannot be left out of those neces- ficar de fora das mudanças necessárias. sary changes. Boa leitura! Have a great reading! 2 MACAÉ OFFSHORE MACAÉ OFFSHORE
  3. 3. CAPAGestão Empresarial Um forte gargalo para a indústria brasileira do petróleo e gásPor Érica NascimentoO mercado de petróleo e ao final, pela falta de gestão empre- ção”, diz Jefferson, “mas rapidamente gás exige agilidade, ino- sarial, as empresas não conseguem entendi a questão: muitas empresas, vação, qualidade e or- cumprir o acordo. que, no meu entender, já enfrentam ganização. Afinal, para sérios problemas de gestão, poderãoacompanhar o desenvolvimento e “Meu faturamento talvez cresça ter grandes prejuízos ao receber umfazer grandes negócios, independen- 40% em 2011. Se isto acontecer, alto volume de pedidos, decorrentes minha empresa poderá quebrar”, de-temente de seu porte, a empresa dos investimentos de US$ 400 bi- clarou um empresário do setor de pe-precisa se adaptar para atender às lhões que serão feitos nos próximos tróleo a Fernando Jefferson, tambémdemandas previstas do setor. Essa é cinco anos. Basta que elas não sejam empresário e professor do MBA dauma das preocupações de especia- capazes de entregar os projetos den- Fundação Getúlio Vargas (FGV).listas deste mercado, pois, segundo tro dos prazos, qualidade e custos es-eles, não basta assinar o contrato se, “Fiquei abismado com a declara- pecificados e acordados. No setor do 3 MACAÉ OFFSHORE
  4. 4. CAPA Agência Petrobraspetróleo, as multas são altíssimas eas empresas serão penalizadas forte-mente em caso de projetos entreguesfora do prazo e/ou com qualidade de-ficiente. Ou terão que “queimar” todoo lucro para não deixar isto acontecer.É uma situação cruel”, constata o pro-fessor da FGV. A própria Petrobras reconhece queo problema existe e é sério. Porém, agigante do petróleo, que quer privile-giar o conteúdo nacional, não declarapublicamente que a indústria brasi-leira possa não ser capaz de atendera parte da demanda projetada, mas,por outro lado, quer investir na capa-citação das empresas, em especial asmédias e pequenas, para que elaspossam competir com as estrangei-ras que se preparam agressivamentepara atuar no mercado brasileiro. Em evento realizado em abril doano passado no Rio de Janeiro, numaoficina em que foi apresentada aRede de Apoio à Melhoria da Gestãoda Cadeia Nacional de Fornecedo-res de Bens e Serviços da Petrobras,o presidente da Companhia, SérgioGabrielli, elencou os pilares para o Presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, na apresentação da Rede de Apoio à Melhoria da Gestão dadesenvolvimento de uma robusta Cadeia Nacional de Fornecedores de Bens e Serviçoscadeia produtiva. O primeiro deles, Petrobras CEO, Sérgio Gabrielli, at the presentation of the Network for Support and Improvement of the Chain of National Suppliers and Service Providers of Petrobrassegundo o executivo, é a “demanda”,garantida pela Petrobras. Em seguida, empresários tem papel fundamental, sário encarar o desafio de inovar edevem ser tratados o “financiamento uma intervenção nos processos de aumentar a competitividade e a efi-e a assunção de riscos” e o “incentivo gestão nas empresas que constituem ciência. “Isto não poderá ser alcan-ao desenvolvimento tecnológico e à essa cadeia”, enfatizou. çado sem gestão, terceira perna deinovação”. um processo desafiador e imperativo. Na mesma ocasião e em acordo Mas completa Gabrielli destacando Sem ela, não chegaremos lá. E gestão com a declaração de Gabrielli, o pre-o outro gargalo: “Existe uma dimensão pressupõe capacitação de recursosque talvez não seja muito clara, mas sidente do Banco Nacional de Desen- humanos, empenho e planejamento,tão grave quanto as outras, que é a ca- volvimento (BNDES), Luciano Couti- gerando mais resultado e eficiênciapacidade de gestão dessas empresas. nho, declarou que o grande programa em todo o processo”.A necessidade de trabalhar em rede é de investimento que está sendo feitovital para absorver e compreender a na cadeia de petróleo apresenta uma A Rede de Apoio à Melhoria dadiversidade de problemas existentes oportunidade e um grande desafio. Gestão da Cadeia Nacional de For-que chegam ao público fim, às em- Para ele, é possível construir uma necedores de Bens e Serviços foipresas, ao segmentos que vão se or- grande cadeia supridora de bens e trabalhada ao longo de 2010, tendoganizar e se estruturar. O trabalho dos serviços, mas para isso será neces- à frente a Petrobras, o BNDES e ou- 4 MACAÉ OFFSHORE
  5. 5. CAPA Paulo Vitor / AEtras dezenas de entidades brasileiras.Portanto, ela tem um papel funda-mental, vindo com o objetivo de aliarcompetição com cooperação, integrariniciativas, promover o aumento deescala e a competitividade brasilei-ra, o desenvolvimento sustentável, aresponsabilidade social e ambiental,a distribuição de benefícios, a justi-ça social, a conservação ambiental,a ética, a transparência, o respeito àvida, o empreendedorismo, a inova-ção com resultados para a sociedadee que seja fator chave para o suces-so dos empreendimentos que serãoconstruídos nos próximos anos. Presidente do BNDES, Luciano Coutinho President of the Brazilian Development Bank (BNDES), Luciano CoutinhoExigências sim, mas é precisotransparência Principais Critérios de Avaliação do Cadastro da Petrobras Diante dos critérios de avaliaçãodo cadastro de fornecedores da Petro- Critério Técnico - Conjunto de requisitos e indicadores com objetivo debras, é possível perceber que nem to- avaliar a capacidade técnica, a tradição de fornecimento,das as empresas do setor se beneficia- o porte técnico e eventuais homologações e habilitaçõesrão dos investimentos feitos na cadeia específicas do serviço ou material objeto da avaliação.produtiva, pois o mercado do petróleoé extremamente exigente, avaliando Critério Legal - Conjunto de requisitos e indicadores com objetivo de avaliaras empresas em termos técnicos, le- a regularidade das empresas no cumprimento de suas obri-gais e econômicos, exigindo também gações legais, junto ao mercado, aos órgãos de governo e àcapacitação e certificações em QSMS sociedade.(Qualidade, Saúde, Meio Ambiente eSegurança no Trabalho). Critério Econômico - Conjunto de requisitos e indicadores com objetivo de A figura ao lado exemplifica o grá- avaliar a situação econômica e financeira do fornece-fico de avaliação de um fornecedor dor com base em resultados financeiros da empresa.da Petrobras, disponível no site da Critério Gerencial - Conjunto de requisitos e indicadores com objetivo deCompanhia, o qual leva em conta a avaliar o grau de implantação do Sistema de Gestão decapacitação e o histórico de forneci-mento da empresa. Um fornecedor Qualidade, avaliando o compromisso com a qualidade emal avaliado simplesmente não será melhoria contínua, valorizando e estimulando a certifica-chamado para os próximos processos ção segundo a normal ISO 9001.de compra, o que poderá causar pro-blemas financeiros. Critério SMS - (Segurança, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional) - Conjunto de requisitos e indicadores com objetivo de avaliar o grau de Conforme constata a coordenado- implantação do Sistema de Gestão de Segurança, Meio Am-ra da carteira de Petróleo e Gás do biente, e Saúde Ocupacional, valorizando e estimulando asSebrae Nacional, Eliane Borges, o se- certificações segundo as normas ISO 14001 e OHSAS 18001tor requer alto nível de exigência de Fonte: Petrobrasseus fornecedores, por razões óbvias. 5 MACAÉ OFFSHORE
  6. 6. CAPAA empresa tem que dominar tecno- necer para a cadeia do petróleo e gás. 19 projetos em andamento, com alogias de processo e de gestão, no Começou capacitando empresas para expectativa de mais dois ainda nes-mínimo, para ser bem sucedida. “No se cadastrarem na Organização Na- te trimestre. De lá para cá, o total desetor de petróleo, os contratos costu- cional da Cadeia do Petróleo (Onip) e investimento acordado entre os Sis-mam ser de valor elevado, se compa- ficarem visíveis para as operadoras do temas Petrobras e Sebrae chega a R$rados com os de outros segmentos. setor e seus fornecedores de grande 46 milhões e a expectativa de negó-Uma pequena empresa com boa ca- e médio porte, ao mesmo tempo em cios sinalizada nas rodadas realizadaspacidade técnica pode conseguir um que passou a fomentar a criação de foi de R$ 2,8 bilhões”, relata Eliane.contrato e, por deficiência em gestão, Redes Petro, à semelhança da Rede Ela recorda que, no início do se-correr o risco de falir, pois não terá ca- Petro RS, que já existia desde 1999. gundo convênio Petrobras-Sebrae, foipacidade para gerir seu crescimento De acordo com ela, em 2004, foi realizada uma análise dos projetos daacelerado em prazo curto, num am- firmado um primeiro convênio com primeira fase, tendo sido identificadasbiente tão exigente”, alerta. a Petrobras para um trabalho mais quinze ações típicas necessárias para O Prominp, por exemplo, tem pro- abrangente de promoção da inser- a inserção de MPEs na cadeia quemovido vários programas de capacita- ção das MPEs como fornecedoras passaram a ser os requisitos míni-ção das empresas. Esta é uma área, da cadeia do petróleo, gás e energia. mos de todos os projetos. Elas estãopor exemplo, em que o Sebrae tem Foram concluídos 14 projetos em 11 agrupadas em quatro focos estratégi-ajudado muito. De acordo com Elia- estados. Em 2008, o segundo convê- cos: inteligência competitiva, culturane, a entidade vem apoiando desde nio foi assinado e em 2009 o Sebrae da cooperação, desenvolvimento de2002 micros e pequenas empresas firmou um outro convênio com a Re- fornecedores e inovação e, por fim,(MPEs) que fornecem ou visam a for- finaria Abreu e Lima. “Estamos com promoção de negócios. Focos estratégicos, segundo Eliane Borges Inteligência Competitiva - conta com uma ação- de, seguida da implementação de um plano de desen- -chave de diagnóstico das demandas de compras das volvimento, da capacitação também em responsabilida- grandes empresas passíveis de serem fornecidas por de social e entrega de certificado; a segunda levanta as MPEs e da oferta de micros e pequenas empresas para demandas tecnológicas das unidades da Petrobras e de o atendimento dessas demandas. seus grandes fornecedores passíveis de serem atendi- das por MPEs, com o apoio de instituições tecnológicas Cultura da Cooperação - há as seguintes ações: e, eventualmente, de outras empresas da cadeia, divul- articulação dos stakeholders para conhecimento e/ou ga e articula interessados em participar de projetos de participação no projeto; mobilização de grandes em- desenvolvimento que visem a colocar as inovações no presas da cadeia, para que se comprometam com o mercado. projeto, participando das ações em que sua presença é fundamental; articulação com instituições financeiras Promoção de Negócios - realiza uma série de para a criação e divulgação de formas de acesso a servi- ações voltadas para a aproximação das pequenas em- ços financeiros de interesse das pequenas fornecedoras; presas com potenciais clientes, de forma a viabilizar fomento à criação e consolidação de Redes Petro no en- oportunidades de negócios, tais como orientação das torno das unidades da Petrobras. empresas para o cadastramento na Petrobras e nos ca- dastros administrados pela Onip, elaboração de catálogo Desenvolvimento de Fornecedores e Inova- de fornecedores, apoio para as empresas participarem ção - há duas linhas distintas: a primeira se ocupa da como missioneiras ou expositoras em feiras, realização realização de diagnóstico nas empresas que aderiram de rodadas de negócios com grandes e médios com- formalmente a cada projeto, com base no Modelo de pradores da cadeia e mesmo das empresas de pequeno Excelência em Gestão da Fundação Nacional da Qualida- porte entre si. 6 MACAÉ OFFSHORE
  7. 7. CAPA Para Eliane, as MPEs da cadeia do estarão usando o diagnóstico do Prê- denadora dá outro alerta: “Das gran-petróleo ajudarão a definir as neces- mio MPE Brasil e os diagnósticos es- des empresas, a maior contribuiçãosidades das empresas em relação à pecíficos para os seus destaques em é informar, de forma coordenada, oinovação e ges tão do conhecimento, responsabilidade social e inovação. que vão comprar, quando e em quemostrando a importância desses te- A MPE fará sua auto-avaliação e em quantidade, para que os fornecedoresmas para o processo de crescimento. seguida um consultor a visitará para possam visualizar as oportunidades eO objetivo é melhorar a capacitação colher as evidências e emitir o relató- planejar seus investimentos. A parti-em gestão das empresas da cadeia rio final da situação da empresa, que cipação no Portal de Oportunidadesprodutiva, de forma que elas possam norteará a elaboração do seu plano do Prominp seria um bom começo”,atender à demanda. de desenvolvimento”, explica. alerta Eliane Borges. A coordenadora destaca que, en- Quanto ao que falta no merca- O importante papel dastre os aspectos analisados pela Petro- do em termos de parcerias e ações associações de empresasbras e outras operadoras do setor, por para ajudar e orientar as empresasocasião do processo de cadastramen- “Construir um ambiente favorável do setor, para que assim obtenhamto de potenciais fornecedores, estão para a inserção competitiva de peque- sucesso no final dos contratos firma-a gestão da qualidade, a gestão da nos negócios é o objetivo da capacita- dos, Eliane é enfática e afirma que “ésegurança, meio ambiente e saúde ção coletiva das empresas. Auxiliar o necessário maior engajamento dasno trabalho e a gestão da responsa- micro e pequeno empresário a anali- grandes empresas fornecedoras dabilidade social. sar suas forças e fraquezas, identificar Petrobras, de outras operadoras da as oportunidades e ameaças do setor, “Por isso, no âmbito do Convênio cadeia, e, em algumas localidades, além de implementar um sistema dePetrobras-Sebrae, temos nos funda- de instituições locais, aportando re- gestão capaz de atender aos requisi-mentado em diagnósticos baseados cursos financeiros ou econômicos, tos impostos pelas grandes empresasem critérios de excelência em gestão. informações e pessoal comprometido tem como finalidade garantir sua sus-A partir de 2011, todos os projetos para participar dos projetos”. E a coor- tentabilidade”. Essa é a afirmativa do Divulgação / Prominp coordenador executivo da Rede Petro Rio, Fernando Potsch, falando da im- portância do papel das associações, como as Redes Petro, dentro de todo esse contexto. Tendo como meta in- tegrar os empresários através do as- sociativismo, incentivando e fortale- cendo os APLs (Arranjos Produtivos Locais) nas suas respectivas áreas de atuação. Ele diz que o principal desafio do micro e pequeno empresário é am- pliar sua competitividade diante dos novos entrantes: os fornecedores in- ternacionais, que chegam com capa- cidade tecnológica, subsídios, poder de investimento, baixo custo e equi- pes qualificadas, além de contratarem os melhores especialistas brasileiros. “Fazer frente a esses desafios passa necessariamente por uma capacita- ção gerencial. É necessário atenderCoordenadora da carteira de Petróleo e Gás do Sebrae Nacional, Eliane Borges aos requisitos de qualidade, SMS (Se-Sebrae’s O&G National Coordinator, Eliane Borges gurança, Meio Ambiente e Saúde), 7 MACAÉ OFFSHORE
  8. 8. CAPA Divulgaçãoprazos e custos tecnológicos e estra-tégicos do setor”, relata Potsch. O coordenador destaca que o di-ferencial competitivo das Redes Petroestá na gestão do conhecimento/informação. É o caminho mais curtoentre as dificuldades e demandas dosempresários e as múltiplas fontes desoluções e apoio às mesmas. Essasassociações possuem em seu con-selho consultivo as principais institui-ções da cadeia de P&G, como Sebrae,Firjan, Onip e Rede de Tecnologia doRio de Janeiro (RedeTec) entre ou-tras. “Essa aproximação permite umdiálogo direto e soluções pragmáticase rápidas para o crescimento susten-tável das nossas associadas”, destacaPotsch. A Rede Petro Rio, por exemplo, Coordenador executivo da Rede Petro Rio, Fernando Potsch Executive coordinator of Rede Petro Rio, Fernando Potschorganizou, no fim do ano passado,em parceria com as Redes Petro Ba-cia de Campos, Duque de Caixas e Projetos de capacitaçãoLeste Fluminense, uma Rodada de Por meio do Programa da Ca- • Rede Petro Leste Fluminense:negócios. O objetivo desse I Encon- deia Produtiva de Petróleo Gás e Projeto do APL Naval Shore da Re-tro de Negócios entre as Associadas Energia, o Sebrae/RJ vem desen- gião Leste Fluminensedas Redes Petro do Estado do Rio de volvendo quatro projetos de capa-Janeiro, foi integrar as associadas das citação no Estado do Rio de Janei- • Rede Petro Duque De Caxias: Pro-quatro redes por meio de uma roda- ro, em localidades que possuem jeto do Fortalecimento do APL Pe-da de negócios. destaque no setor de petróleo e tróleo, Gás e Energia de Duque de gás brasileiro e são consideradas Caxias Segundo Fernando Potsch, o even- polos de desenvolvimento eco-to foi um sucesso, contabilizando 119 nômico e social do País. Cada lo- “Se olharmos para todos osempresas inscritas e aproximadamen- calidade possui uma Rede Petro lados, verificaremos o enormete 277 encontros de negócios. Além criada pelos empresários com o esforço que está sendo realizadode atender à finalidade básica do em- intuito de atuar em rede, fortale- para capacitar o conteúdo local.presário em gerar negócios – o que cendo a integração e as APLs lo- Trata-se de um esforço conjunto.será mensurado durante o primeiro cais: As Redes Petro têm um papel im-semestre de 2011 – esse encontro portante na aglutinação do empre- • Rede Petro Bacia de Campos: sariado. Como catalisadoras, atu-possibilitou uma forte integração en- Projeto APL Petróleo, Gás e Ener-tre as associadas das redes. Como am como elo entre as demandas gia da Bacia de Camposatuam em regiões diferentes e com e necessidades dos empresários emúltiplas competências, a geração de • Rede Petro Rio: Projeto do Polo as múltiplas ofertas de qualifica-parcerias comerciais e a integração de Inovação Tecnológica do Setor ções apresentadas pela iniciativade competências foram um ganho de Petróleo, Gás e Energia do Rio pública e privada”, conclui Fernan-importante para os participantes do de Janeiro/ Cenpes do Potsch.encontro. 8 MACAÉ OFFSHORE
  9. 9. CAPAAcesso às linhas definanciamento diante dos riscos Se a gestão é um dos gargalos e os riscos são iminentes, como fica a situação dos bancos?N Caixa Econômica Federal a verdade, o setor bancário “Já temos acordos de coopera- está se preparando e se ção com a Bacia de Campos, Duque cercando de cuidados para de Caxias, Espírito Santo e Curitiba, e fornecer linhas de financia- estamos em negociação com outrasmento para as empresas da cadeia do regiões. O objetivo é facilitar o aces-petróleo. A Caixa Econômica Federal so das empresas filiadas às soluções(CEF), por exemplo, que criou em fe- Caixa, seja crédito em condições fa-vereiro de 2010 uma superintendên- voráveis, serviços bancários em ge-cia, já liberou cerca de R$ 3 bilhões ral e benefícios aos funcionários daspara o setor de petróleo e gás e inves- empresas”, explica, lembrando que otirá R$ 70 bilhões, entre 2011 e 2014. banco vem participando de eventos,Ela quer apoiar a rede de fornecedores feiras, seminários, entrevistas na mídiada Petrobras, formada de milhares de especializada, visando a posicionar aempresas espalhadas por todo o País. marca.Segundo afirma Edalmo Rangel, supe-rintendente da área de petróleo e gás Segundo Fernando Potsch, coor-da Caixa, os bancos estão observando denador executivo da Rede Petro Rio,a qualidade da gestão das empresas, Edalmo Rangel, superintendente da área de linhas de financiamento estão dispo- petróleo e gás da Caixa Econômica Federalque acaba se refletindo nos resultados níveis em qualquer agência bancária. Edalmo Rangel, Caixa Econômica - federal’sfinanceiros e não financeiros. bank O&G superintendent Ele explica que a dificuldade está em definir a rentabilidade do financiamen- De acordo com ele, os métodos de grandes corporações criaram cadastros to dentro do planejamento estratégi-análise de risco evoluíram e tendem a qualificados e certificações de perfor- co/custo da organização, ou seja, umavalorizar o comportamento do cliente mances para os seus fornecedores, orientação para que a entrada desseao longo do tempo. “As empresas em que facilitam a compreensão de risco novo capital esteja alinhada com a re-geral estão melhorando seus métodos por parte dos Bancos. alidade atual e futura da organização ede gestão, aprimorando os controles, não se torne um custo perigoso para A Caixa está desenvolvendo pro-a capacitação das pessoas, a relação os micros e pequenos empresários. gramas especiais para financiar a ca-com os clientes, a tecnologia, os pro- pacitação das empresas, inclusive por “A riqueza da iniciativa da CEF estácessos, a produtividade. A competição meio das Redes Petro. As 16 Redes em customizar suas competências,impõe isso. Quanto menor o risco, Petro presentes no Brasil, estimuladas direcionando-as para o setor de P&G.menor é o custo para o cliente, e esse pelo convênio firmado entre a Petro- A parceria com as Redes Petro tem ociclo de benefícios acaba atingindo bras e o Sebrae, congregam mais de caráter balizador/pedagógico/orienta-toda a cadeia produtiva”, disse. duas mil empresas vinculadas à ca- dor no que tange a orientar os micros O superintendente explica que a deia produtiva do petróleo e gás, foco e pequenos empresários nas soluçõespercepção de alto risco se traduz em de atuação da Caixa, segundo afirma de financiamentos adequadas a cadataxas maiores para os clientes e que as Edalmo. realidade”, assinala o Potsch. 9 MACAÉ OFFSHORE
  10. 10. CAPAO que fazer e, o maisimportante, como fazer? Especialistas mostram as saídas para um bom gerenciamentoR Guga Melgar / FGV elacionar o que tem que ser feito é razoavelmente sim- ples, diz Fernando Jefferson, empresário e professor doMBA da FGV. Para ele, as empresasque quiserem ser beneficiadas pelaschances decorrentes do pré-sal, porexemplo, devem aprimorar seus co-nhecimentos, modernizar processosoperacionais e controles corporativose implantar sistemas e obter certifica-ções para atender às exigências dasgrandes corporações petrolíferas. “Elas devem planejar e dimensio-nar bem os projetos, envolver fun-cionários e parceiros de negócio emum processo de melhoria contínuade forma que o prometido seja cum-prido dentro dos prazos, qualidade ecustos especificados. “Devemos tam-bém cuidar do capital intelectual, atra-vés de técnicas de gestão do conhe-cimento e incentivar a inovação, deforma que as empresas sejam maisorganizadas, produtivas e competiti-vas”, completa. Fernando Jefferson, empresário e professor do MBA da FGV, e Lúcio Chaves, professor de Gestão da Mudança Organizacional do MBA da FGV Como fazer é uma outra ques- Fernando Jefferson, entrepreneur and MBA professor at FGV and Lúcio Chaves, MBA professor of Organizatio-tão, por sinal, bem complexa, con- nal Change Management at FGVforme menciona Lúcio Chaves, que estarão envolvidos”, afirma ele. cada empresa, as técnicas de Ges-também é professor de Gestão da tão de Mudança Organizacional. IstoMudança Organizacional do MBA da Citando uma pesquisa recenteFGV. “Em outras palavras, boas inten- pode ser comprovado em estudo realizada pela McKinsey (Global Sur- global realizado em 2008, pela IBM,ções não são suficientes para gerar vey Results: Creating organizational com o sugestivo nome de “Fazendo aresultados concretos. Para conseguirisso, é necessário, além de definir transformations”- 2008), Lúcio afirma Mudança Funcionar” (Making Changemudanças mais complexas que a que há um alto risco de não serem Work Study), no qual foi diagnostica-maioria das pessoas imagina, tratar conseguidas as transformações ne- do um perigoso “Change Gap” ocorri-dos aspectos comportamentais que cessárias, caso não se apliquem, em do num período de dois anos. 10 MACAÉ OFFSHORE
  11. 11. CAPA Essa constatação foi baseada em sas já identificaram alguns caminhos de Sobrevivência” para as empresas,declarações de CEOs de que, apesar como o entendimento correto dos em que é mostrado a importância dade terem declarado que aumentaram desafios das mudanças e realização aplicação de metodologias formais nosubstancialmente, de 65% para 83%, firme de ações e a alocação de recur- processo de gestão das empresas.sua expectativa da ocorrência de mu- sos, competências e investimentosdanças significativas nos seus negócios, precisos no gerenciamento da mu- “Dentro destas metodologias, des-verificaram que sua performance de su- dança e um enfoque metodológico tacam-se a Gestão de Mudança, Ges-cesso no gerenciamento de mudanças formal, focado nos benefícios. tão do Conhecimento e Inovação”, dizsó cresceu 4% neste mesmo período, Lúcio Chaves. “Devemos também es-mostrando que a disparidade entre es- Estudo tar atentos às resistências à mudança,ses fatores praticamente triplicou. que podem ser causadas por vários Desde o início de 2010, Fernan- fatores, entre eles as empresas pe- Passa a ser fundamental, portan- do e Lúcio, professores da FGV, estão trabalhando em um estudo sobre a quenas, algumas familiares, acostu-to, ganhar conhecimento prático de questão da Gestão na Cadeia de Pe- madas a uma determinada maneiracomo aumentar a probabilidade de tróleo e Gás, em especial em relação de conduzir o negócio, medo da ino-sucesso nos projetos organizacionais, às pequenas e médias empresas. A vação devido a um conservadorismovisto que as empresas reconhecem partir do levantamento das forças, empresarial, falta de informação - atéque ainda fazem uma implementação oportunidades, fraquezas e amea- por isolamento regional - e estágio li-de mudanças muito precária. ças (análise SWOT/FOFA) do setor, mitado de tecnologia”, complementa De acordo com Lúcio, as pesqui- estão desenvolvendo um “Quadro o professor. Análise Swot/Fofa Forças (Strenghts) Fraquezas (Weaknesses) • O País já conta com uma boa indústria de • As empresas brasileiras apresentam deficiências na área de gestão base, universidades e centros de pesquisa. e/ou não estão preparadas para as altas exigências de um mercado • Governo brasileiro e a Petrobras dispostos como o do petróleo. a defender o conteúdo nacional apoiando • Falta de recursos humanos qualificados em quantidade suficiente para as iniciativas locais, inclusive criando a Rede a demanda de projetos. para a Melhoria da Gestão para o Desenvol- Oportunidades (Opportunities) vimento da Cadeia Nacional de Fornecedo- • Investimentos da ordem de US$ 400 bilhões serão feitos na cadeia res de Bens e Serviços. produtiva, gerando oportunidades de negócios. • Instituições de apoio bem estruturadas, a • As empresas brasileiras poderão atender não apenas o mercado bra- nível nacional, como o Sebrae. Programas sileiro, mas partir para a internacionalização, atuando em um mercado de Apoio e Capacitação, como o Prominp. global que a Petrobras certamente vai tentar conquistar. • O povo brasileiro é inovador e criativo, adap- tando-se mais facilmente a mudanças que Ameaças (Threaths) outros povos. • Concorrência internacional por empresas bem estruturadas e agressi- • Capacidade associativa das empresas, já es- vas, ansiosas por disputar o nosso mercado. truturadas em 17 Redes Petro. • Alto nível de exigência da contratante. Fonte: Fernando Jefferson 11 MACAÉ OFFSHORE
  12. 12. CAPAQuadro de Sobrevivência para as Empresas da Cadeia de Petróleo O MARKETIN ATÉGIC G/COM ESTR ER CIAL O ENT C E S SO S BPM JAM E PR O NE OD BA LA STÃ O DO CONHECIMEN M GE GESTÃ TO P BI GESTÃO DO NEGÓCIO A GE NÇ TÃ DA CE GE S OD QS M ÊN U M /G S- A IN DA M M R M C IA CE E I QUA O VAÇÃ O G E ST Ã O EC O LID DE AM A P RO B I E DE, SE JETOS N TE GURA WORKFLOW E SA NÇ ÚD E A, CR MLegenda BPM - (Business Process Manage- blemáticas envolvidas nos processos organização, análise, compartilhamentoment / Gestão de Processos de Negó- e posicionar a empresa quanto a tirar e monitoramento de informações quecio): conceito que une gestão de negó- proveito de oportunidades emergentes. oferecem suporte a gestão de negócios.cios e tecnologia da informação com Workflow - (Fluxo de Trabalho): é CRM - (Customer Relationship Ma-foco na otimização dos resultados das a sequência de passos necessários para nagement / Gestão de Relacionamen-organizações através da melhoria dos que se possa atingir a automação de to com o Cliente): objetiva uma mu-processos de negócio. São utilizados processos de negócio, de acordo com dança de atitude corporativa, ajudandométodos, técnicas e ferramentas para um conjunto de regras definidas, envol- as empresas a criar e manter um bomanalisar, modelar, publicar, otimizar e vendo a noção de processos, permitin- relacionamento com seus clientes, ar-controlar processos envolvendo recur- do que eles possam ser transmitidos de mazenando e inter-relacionando, desos humanos, aplicações, documentos forma inteligente, informações sobre uma pessoa para outra de acordo come outras fontes de informação. suas atividades e interações com a em- algumas regras. BAM (Business Activity Monitoring / presa. ECM - Gestão de Conteúdo Em-Monitoração da atividade dos negócios): CEM - (Customer Experience Ma- presarial: é o conjunto de tecnologiaspode ser entendido como a agregação, nagement / Gestão da Experiência): usadas para gerir o ciclo de vida dasanálise e apresentação em tempo real representa uma decisão estratégica or- informações não-estruturadas de umadas transações dentro e fora da empre- ganizacional baseada no conhecimento organização, contemplando as fasessa e seus impactos sobre os resultados das necessidades dos clientes e consu- de criação / captura, armazenamento,de negócios, a partir dos processos de midores e no direcionamento de esfor- versionamento, indexação, gestão, lim-negócios, identificando situações excep- ços de todos os processos envolvidos peza, distribuição, publicação, pesquisacionais, de forma que elas possam ser em atendê-los muito além de suas ne- e arquivamento, relacionando os conte-investigadas, compreendidas, corrigidas cessidades, ou seja, de surpreendê-los údos com processos de negócio.e resolvidas. Permite tomar decisões em suas diversas experiências de com-para os negócios de uma maneira mais BI - (Business Intelligence / Inteli- pras e interações com marcas e seusacurada, relatar rapidamente áreas pro- gência empresarial): processo de coleta, representantes. Fonte: Fernando Jefferson, Lúcio Chaves, Wikipédia e outras fontes12 MACAÉ OFFSHORE
  13. 13. COVERBusiness Management A strong bottleneck in the Brazilian oil and gas industryT he oil and gas sector requires them to be able compete with foreign and challenging process. In the absence agility, innovation, quality and firms which are preparing to act aggres- of that, we will not thrive. Management organization. After all, in order to sively on the Brazilian market. calls for commitment, planning and ca- follow development and do se- pacitating human resources, it generatesrious business, regardless of its size, com- At an event held in April last year in positive results and maximizes efficiency.”panies must adapt to meet the demands a workshop in Rio de Janeiro, when theforecast by the industry. This is one of Network for Support and Improvement of The Network for Support and Im-the concerns of specialists in this indus- the chain of National Suppliers and Ser- provement of the chain of Nationaltry, because, according to them, signing vice Providers of Petrobras was presented, Suppliers and Service Providers was de-contracts is not enough if, in the end, for Sergio Gabrielli, Petrobras CEO, listed out veloped over the year 2010, headed bylack of business management, companies the pillars for the development of a robust Petrobras alongside BNDES and tens ofcannot fulfill agreements. “My sales may supply chain. The first one, he said, is the other Brazilian institutions. Thus, it playsincrease by 40% in 2011. And if this ha- “demand” guaranteed by Petrobras. Next, a fundamental role, and it was createdppens, my company could go bankrupt”, “funding and risk-taking” and “incentive to combine competition with cooperation,declared an entrepreneur in the oil in- for innovation and technological develop- integrate initiatives, promote the growthdustry to Ferdinando Jefferson, also an ment” should be taken care of. in scale of Brazilian competitiveness,entrepreneur and MBA professor at the sustainable development, social and en-Fudação Getulio Vargas (FGV). Notwithstanding, Gabrielli highlighs vironmental responsibility, distribution another bottleneck: “There is a dimen- of benefits, social justice, environmental “I was astounded by his statement” sion, which is perhaps not very clear, conservation, ethics, transparency, re-says Jefferson “But I quickly understood despite not being as serious as the other spect for life, entrepreneurship and inno-the situation: A great deal of companies ones, which is the management capacity vation that produces results for society bythat, in my view, have faced serious man- of companies. The need for networking is being the key to the success of new busi-agement problems, may have substantial fundamental, so as to allow for learning ness ventures in the years to come.losses in the event of receiving a high on how to deal with and understand thevolume of orders, resulting from the in-vestments of U.S.$ 400 billion which will different problems reach the target pub- lic, companies, and the segments that are Requirements yes, but webe made in the oil industry over the next in the process of organizing and structur- need transparencyfive years. If they simply do not deliver ing themselves. The entrepreneurs’ dutyprojects within the quality standards and have a major role in it, intervention in In sight of the assessment criteria forspecified costs on the agreed time. In the the management process of the company registration of chain Suppliers of Godsoil sector, fines are very high, and compa- that comprise the supply chain” he em- and Services Providers of Petrobras, onenies will be heavily penalized in the event phasized. can see that not all companies of the sec-of projects being delivered late and / or tor will benefit from investments in theof poor quality. Or else they will have to At the same social event, in accor- supply chain, since the oil and gas market“burn up” all their profits in order not to dance with Grabrielli’s assertion, the pres- is highly demanding as it assesses com-let that happen. It’s a deplorable situa- ident of the Brazilian Development Bank panies for validation of technical, legaltion”, the FGV professor remarks. (BNDES), Luciano Coutinho points out and economic competences, also requir- that the major investment program which ing HSE training and certifications. Petrobras itself acknowledges the se- is being carried out in the oil and gas in-riousness of the problem. Nonetheless, dustry poses an opportunity and big chal- The figure in next page (available inThe oil giant, wanting to privilege the lenge. In his view, creating a large goods Portuguese at Petrobras website) exem-national content, will not publicly declare and services supply chain is possible, plifies Petrobras assessment criteria forthat the Brazilian industry alone may not but to do so, it will be necessary to meet suppliers, which is available (in Portu-be able to meet this projected demand, the challenge of innovation and improve guese) at the Petrobras’ website, and itbut, on the other hand, it wants to invest competitiveness and efficiency. “That can- takes into account the supplier’s capaci-in the capacitation of companies, espe- not be achieved without management, tation and history. A negatively assessedcially medium-sized and small ones, for which is the third pillar of this imperative supplier will simply not be called in for the 13 MACAÉ OFFSHORE
  14. 14. COVER next tenders, and that may lead to finan- ro, like Rede Petro RS, which had existedRegistry Assessement Criteria cial losses. since 1999. TeChNICal CrITerION As notes Eliane Borges, Sebrae’s O&G According to her, in 2004, the first National Portfolio Coordinator, the indus- agreement was signed with Petrobras for• Facilities and Production try requires high standards from its suppli- a broader program to promote the inte-• Units ers for obvious reasons. Companies have gration of micro and small companies in to master technologies and management the supply chain of oil, gas and energy.• Equipment and Material of processes, at least, to be successful. “In Fourteen projects were concluded in 11 the O&G sector, contracts are usually of states. In 2008, the second contract was• Personnel high value, compared with those of other signed, and in 2009 Sebrae signed an- segments. A small company of good tech- other agreement with Refinaria Abreu e• Technology nical capacity can get a contract, and for Lima. “We have 19 projects underway,• Technical Portfolio management deficiency, may run the risk with the expectation of two more for this of bankruptcy, for it will have capacity to quarter. Since then, the total investment manage rapid growth in the short term, agreed between Petrobras Systems and in a very demanding environment”, she legal CrITerION Sebrae hit $ 46 million and the expec- warns. tations that were addressed during the• Legal Criterion business sessions were R$2.8 billion”, Prominp, for instance, has sponsored• Legal Capacity several training programs for compa- says Eliane. nies. This is one area, for example, that• Legal Status She recalls that early in the Petro- Sebrae has helped. According to Eliane, since 2002, the organization has been bras-Sebrae agreement, an analysis of• Compliance with Tax and Legal issues supporting micro and small companies the first phase projects was carried out,• Legal Risks (Tax, Regulatory, Labor, etc) that provide or intend to provide for the in which fifteen typical actions were iden- industry of oil and gas. It began by ca- tified as necessary for the integration of• Legal Management MSE in the chain, which became the mini- pacitating companies so they can register in the National Organization of the Petro- mum requirements of all projects. They leum Industry (Onip) and be visible to the are grouped into four strategic focuses: eCONOmICal CrITerION operators and their suppliers of large and competitive intelligence, culture of coop- medium size, at the same time when it eration, supplier development, innovation• Accounting Credibility began to foster the creation of Rede Pet- and promoting business.• Structure• Solvency Strategic focuses Competitive Intelligence – it has a key action in assessing purchase demands of large• Profitability companies which could be met by MSE and, the supply capacity of micro and small com-• Economic-Financial Management panies to meet these demands. Culture of Cooperation – with the following actions: engagement among stakeholders maNagerIal CrITerION for sharing information and / or participation in projects, mobilization of large chain com- panies to commit to the project, taking part in actions whenever their presence is needed;• Resources and Quality Management engaging in action with financial institutions for the establishment and dissemination of means of access to financial services of interest to small suppliers; fostering the creation Systems and consolidation of Rede Petro, in the vicinity of the Units of Petrobras.• Directors Liability Supplier Development and Innovation – There are two distinct strategy lines: the first• Products and Services Production one is in charge of conducting a management diagnostic analysis of the companies that• Product analysis and Improvement formally joined each project, based on the Model of Excellence in Management of the National Quality Foundation, followed by the implementation of a development plan for training in social accountability and delivery of certificates; the second one identifies the technological demands of the Units of Petrobras and its major suppliers that can be met by hSe CrITerION micro and small companies with the support of technological institutions, and the possibly• ISO 14001 / OSHAS18001 of other companies in the chain. This line of strategy announces and articulates those in- terested in participating in development projects aimed at innovations in the marketplace.• Enviromental Policies Business Promotion – a series of actions aiming at bringing small companies and po-• Planning, Implementation and tential customers together, in order to facilitate business opportunities, such as providing Operation guidelines related to the singing up of companies for Petrobras’ database as well as the registrations administered by Onip, aiding companies in the process of registration of sup-• Monitoring and Corrective Actions pliers and service providers of Petrobras, providing support for companies to participate in• HSE Management and information tradeshows either as visitors or as exhibitors, in business sessions with medium and large buyers in the chain and even those with small companies among themselves.Source: Petrobras14 MACAÉ OFFSHORE
  15. 15. COVER To Eliane, MSEs in the O&G chain will in terms of partnerships and actions to threats in the industry, and implementinghelp define business needs for innovation assist and guide companies of the sec- a management system capable of meet-and knowledge management, showing tor, so that they can succeed in delivery ing the requirements large enterprisesthe importance of these subjects to the of completion of signed contracts, Eliane impose, with the purpose of ensuringgrowth process. The goal is to improve is emphatic and says “there is need for their sustainability”. This is the affirma-management capacitation of the compa- greater engagement of the major suppli- tion made by the executive coordinatornies in the production chain, so that they ers of Petrobras, other operators in the of Rede Petro Rio, Fernando Potsch as hemay be able to meet demands. The co- chain, and some specific areas, local in- talked about the importance of the role ofordinator notes that the aspects assessed stitutions, bringing financial or economic associations, such as Redes Petro, withinby Petrobras and other operators in the information and personal commitment to this whole context. Aiming to bring entre-sector, during the registration process for participate in projects”. And the coordina- preneurs together through associations,potential suppliers, are: quality manage- tor gives us another warning: “Regarding to encourage and strengthen LP (Localment, safety management, environment the big companies, the major contribution Production) in their areas of operation.and health and social accountability is to inform others, in a coordinated man-management. ner, about what, when and in what quan- He says the main challenge of micro “Therefore, under the Sebrae-Petro- tities they are going purchase, so that and small businesses is to increase theirbras Agreement, we are relying on diag- competitiveness against newcomers: in- suppliers can see the opportunities andnoses based on the criteria of excellence ternational suppliers that have techno- plan their investments. Participation inin management. From 2011 on, all proj- logical capacity, subsidies, investment Prominp’s Portal of Opportunities wouldects will be using the diagnosis of Brazil power, low cost and qualified staff, and be a good start”, says Eliane Borges.Micro and Small Enterprises Prize criteria hire the best Brazilian experts. “In orderand the specific diagnoses of their out- to Face up to these challenges, one needsstanding points in social accountability The important role of to essentially have management capacity.and innovation. The micro and small en- You need to fulfill requirements of qual-terprises will do its self-evaluation and business associations ity systems, HSE, deadlines, technologicalthen a consultant will pay them a visit to and strategic costs of the sector”, reportscollect evidence and issue its final report “Creating an environment for the Potsch.on the company’s situation, which will competitive insertion of small businessesserve as a basis for the preparation of its is the purpose of companies’ collective The coordinator stressed that thedevelopment plan”, she explains. training. Assisting micro and small en- competitive edge of Redes Petro is in terprises in analyzing their strengths and knowledge/information management. It As for what is missing in the market weaknesses, identifying opportunities and is the shortest path between difficulties and demands of entrepreneurs and mul- tiple sources of solutions and support to them. These associations have on their Training projects advisory board the main institutions in the O&G chain, such as Sebrae, Firjan, Through the Productive Chain Program of Oil, Gas and Energy, Sebrae/RJ Onip and Technology Network of Rio de has developed four capacitation projects in the State of Rio de Janeiro, in loca- Janeiro (RedeTec) among others. “This approach allows a direct dialogue and tions that stand out in the Brazilian O&G sector and are considered the poles of pragmatic solutions for quick and sus- economic and social development of the country. Each location has a Rede Petro tainable growth of our associates”, said association created by entrepreneurs in order to operate in network, strengthen- Postch. ing integration and the local production areas: Rede Petro Rio, for instance, held a •Rede Petro Campos Basin: LPA (Local Production) Petroleum, Gas, and Energy business session at the end of last year, Project of Campos Basin in partnership with Redes Petro Campos Basin, Duque de Caixas Basin and the Eastern State Basin. The purpose of this •Rede Petro Rio: Pole of Technological Innovation of Petroleum, Gas and Energy Business Meeting with Petro Network As- industry in the state of Rio de Janeiro Cenpes. sociates of the State of Rio de Janeiro I was to integrate the four networks in one •Rede Petro Leste Fluminense: Naval Shore LPA Project, Eastern region of the single business session. state. According to Fernando Potsch, the event was a success, with 119 companies •Rede Petro Duque De Caxias: Oil, Gas & Energy LPA Strengthening Project of registered and about 277 business meet- Duque de Caxias ings. Besides serving the basic purpose of entrepreneurs that is to generate deals “If we look at all sides, we will notice the enormous effort being made to -and that will be measured during the capacitate local content. This is a joint effort. The Rede Petro network has an im- first half of 2011 - this meeting enabled a portant role in bringing the business community together. They act as catalysts, tight integration between the associated networks. As they act in different regions which work as a link between demands and needs of entrepreneurs, besides the and have multiple competencies. Genera- multiple offers of qualification that are presented by public and private initiative”, tion of commercial partnerships and inte- concludes Fernando Potsch. gration of competencies was a major gain for the participants of the meeting. 15 MACAÉ OFFSHORE
  16. 16. Access to credit linesagainst risks If management is one of the bottlenecks and risks are imminent, what about the situation which banks find themselves in?I n fact, the banking sector is getting capacitation, also though the Rede Petro ready and surrounding itself with network. The present 16 Rede Petro net- caution to provide credit lines for works in Brazil, encouraged by the agree- companies in the oil chain. The Fede- ment signed between Petrobras and theral Savings Bank, for instance, which in Sebrae, bring together more than twoFebruary 2010 created superintendence, thousand companies linked to the O&Ghas released about BRL 3 billion for the production chain, focus area in whichoil and gas sector and will invest BRL 70 Caixa operates, as said by Edalmo.billion between 2011 and 2014. It wantsto support Petrobras’ supply chain, which “We already have cooperation agree-comprises thousands of companies scat- ments with the Campos Basin, Duque detered all over the country. Edalmo Rangel, Caxias, Espirito Santo and Curitiba, andbank superintendent who takes care of of we are negotiating with other regions.the oil and gas industry, says banks are The objective is to facilitate the access oflooking at corporate governance quality the affiliate companies regarding Caixa’sand that is reflected in financial and non- solutions, easing credit conditions, bank-financial results. ing services in general, and benefits to their employees” he explains, reminding According to him, the methods of risk that the bank has been taking part inanalysis have evolved and they aim to events, fairs, seminars, press interviews,value customer behavior over time. “Com- in order to position the brand.panies in general are improving theirmethods of management, improving their According to Fernando Potsch, execu-control systems, capacitating employees, tive coordinator of Rede Petro Rio, lines ofimproving the relationship with custom- credit are available at any branches. Heers, technology, processes, productivity. explains that the trouble lies on definingThe competition imposes it. The lower the the profitability of credits regarding therisk, the lower the cost to the customer, strategic planning / cost of companies,and this cycle of benefits eventually reach that is, knowledge so that the entry ofthe entire production chain”, he said. this new capital be aligned with the cur- rent and future situation of the company The superintendent explains that the instead of becoming a high-risk cost forperception of high risk means higher small and micro enterprises.rates for customers, and, says that largecorporations have created qualified en- “The wealth of Caixa’s initiative is cus-tries system, records and qualified certifi- tomizing its competencies, which leads itcations of performances for its suppliers, to the O&G industry. The partnership withto facilitate the understanding of the risks Rede Petro has a referential/ education-taken by banks. al/ advisory intent which seeks to assist micro and small enterprises on appropri- Caixa Economica Federal is develop- ate financing solutions to each particularing special programs to finance company situation”, says Potsch. 16 MACAÉ OFFSHORE
  17. 17. COVERWhat to do and, moreimportantly, how to do it? Experts show the solutions to good managementL isting out what has to be done is fairly Quoting a recent survey by McKinsey standing of the challenges posed changes, simple, says Fernando Jefferson, en- (Global Survey Results: Creating organization- the execution of strong actions; allocation trepreneur and MBA professor at FGV. al transformations “- 2008), Lucio says there is of resources, competencies and investments To him, companies that want to be- a high risk that the changes needed will not be needed for change management and a for-nefit from the chances arising in the pre-salt achieved, if one does not apply, the Manage- mal methodological approach focused onarea, for example, should improve their kno- ment Techniques of Organizational Change to benefits .wledge, modernize operation processes and each and every company. That was proven incorporate controls, and implement systems a global study conducted in 2008 by IBM, byin order to acquire certifications and meet the suggestive name of “Making Change Work Studythe demands of big oil corporations. Study “, through which, they identified a dan- gerous “Change Gap” that took place over a Since early 2010, Fernando and Lucius, “They should plan well and dimension period of two years. FGV professors are conducting a study onprojects, by involving employees and busi- the subject of Management in the Oil andness partners in a process of continuous This finding was based on statements Gas industry, in particular, for small andimprovement so that the promise is fulfilled made by CEOs who, despite having de- medium enterprises. “Based on the SWOTon the specified time, quality and costs. clared to have increased substantially, from analysis of the sector, they are developing a“We must also look after intellectual capi- 65% to 83%, their expectation that instance “Survival Chart” for businesses, in which, thetal, through knowledge management tech- of significant changes occur in their busi- importance of applying formal methodolo-niques and encourage innovation so that nesses, found that the success in change gies in business management is displayed.companies are more organized, productive management has increased by only 4 % inand competitive”, he adds. that same period, showing that the disparity “Among these methodologies some between these factors has nearly tripled. points stand out: Change Management, How to do it, is a different question, by Knowledge Management and Innovation”,the way, a very complex one, as outlined Lu- Therefore, gaining practical knowledge says Lucio Chaves.”We must also be mindfulcius Clark, who is also a professor of Organi- on how to increase the likelihood of suc- of the resistance to change, which may bezational Change Management MBA, FGV. “In cess in organizational projects has become caused by several factors, among whose areother words, good intentions are not enough critical since companies recognize that they small companies, some of which are famil-to generate concrete results. To achieve that, are still doing a very poor implementation iar with or, accustomed to a certain way ofbesides defining the most complex changes of changes. conducting business, fear of innovation duethat most people conceive of, it is necessary to a corporate conservatism, lack of informa-to deal with the behavioral issues that will be According to Lucio, studies have already tion - even by regional isolation - and limitedinvolved”, he says. found some solutions, such as proper under- stage of technology”, added the professor. SWOT Analysis Strenghts Weaknesses • The Country already has got good primary indus- • Brazilian companies have deficiencies in management and/or are not ready try, as well as universities and research centers. to handle the high standards of an industry such as the O&G. • The Brazilian Government and Petrobras are • Lack of enough qualified human resources to attend project demands. willing to protect the national content by sup- porting local initiatives, including the establish- Opportunities ing of the Management Improvement Network • Investments of U.S. $ 400 billion will be made in the production chain, gen- for the Development of the National Chain Sup- erating business opportunities. pliers of Goods and Service Providers. • Brazilian companies could serve not only the Brazilian market, but also, • Well-structured support institutions, at national starting internationalization, and act in a global market which Petrobras will level, such as Sebrae; Support and Capacitation certainly try to conquer. Programs, such as Prominp. • The Brazilian people are innovative, creative and Threaths they easily adapts to changes, better than others • International competition by well-structured and aggressive companies which are eager to compete for our market. • It has associative capacity of companies, which are already structured in 17 Redes Petro. • High level standards required by contractors. Source: Fernando Jefferson 17 MACAÉ OFFSHORE

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