Megatendências da tecnologia digital em 2015 - O papel da tecnologia no novo paradigma de mercado.

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Este relatório é uma análise do estudo Digital Mega Trend 2015, que inclui dados de economia global e modelos de indústria. o estudo reúne 363 importantes executivos do mundo, provenientes de indústrias variadas como serviços financeiros, venda varejista e bens de consumo, manufatura, ciências humanas e TICE (tecnologia, informação , comunicação e entretenimento). Além de Mobilidade, a outra mega tendência que se estuda é a inteligência de negócios, cloud computing e social media.

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Megatendências da tecnologia digital em 2015 - O papel da tecnologia no novo paradigma de mercado.

  1. 1. Megatendências da tecnologiadigital em 2015O papel da tecnologia no novo paradigma de mercadoResumo da pesquisa elaborado em parceria entre AT&T, Cisco, Citi e SAPDocumento traduzido pela SAP
  2. 2. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Prefácio Este documento é uma síntese das principais megatendências econômicas e  tecnológicas que estão remodelando o mercado global. Para garantir o rigor da pesquisa, examinamos diversas análises quantitativa e qualitativa, inclusive: n Uma pesquisa mundial envolvendo 363 executivos de alto escalão, represen­ tando um volume de negócios global superior a USD 256 bilhões, abran­ gendo os mais variados setores, inclusive da indústria de serviços financeiros, varejo e bens de consumo, produção, ciências da vida e TICE (tecnologia, informa­ ão, comunicação e entretenimento). ç n Alguns modelos globais integrados de previsão de tendências econômicas e  setoriais da Oxford Economics, explorando cenários alternativos e ava­ liando o impacto econômico. Consultamos, também, bancos de dados siste­ máticos da Oxford, examinando 25 anos de previsões e 30 anos de dados históricos de 190 países e 85 setores industriais. n Uma série de entrevistas pessoais e painéis de discussões (em Nova York, Londres e São Francisco) com a participação de mais de 25 altos executivos, sócios e consultores envolvidos em estratégia digital e decisões corporativas, inclusive diretores de marketing, TI, estratégia, finanças e operações. Agradecemos a todos os executivos que participaram da pesquisa quantitativa e qualitativa. Agradecemos também a AT&T e Cisco pela disponibilização de ter­ minais de TelePresença e tecnologia virtual avançada que viabilizaram a realiza­ ção dos painéis de discussão com a participação das maiores lideranças mundiais. A AT&T, Cisco, Citi e SAP patrocinaram nosso programa de pesquisa. Agradece­ mos a contribuição dos principais executivos de cada uma das empresas, inclu­ sive a: n Bennett Ruiz e Stephane Leyvraz da AT&T n Stuart Taylor da Cisco n Gary Greenwald da Citi n Kevin Cox e Linda Scenna da SAP A pesquisa foi realizada pela Oxford Economics. Os resultados do estudo são de exclusiva responsabilidade da Oxford Economics e não necessariamente representam a opinião dos patrocinadores. O relatório completo, detalhando os estudos de caso e as informações setoriais, será divulgado em maio de 2011. Março de 2011 OXFORD ECONOMICS 1
  3. 3. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Novo paradigma para o mercado H oje a economia global pressiona executivos, governos e consumidores a  adotarem uma nova postura. A crise financeira e a profunda recessão encerrada em 2010 causou uma revolução, reformulando completamente o  panorama global dos negócios. As empresas não podem mais depender de créditos incentivados por mercados domésticos. Sem dúvida, a necessidade de reequilíbrio financeiro de famílias, bancos e governos reprimirá as oportunida­ des de crescimento em muitas economias avançadas. Agora, estamos testemu­ nhando o surgimento do novo paradigma econômico, caracterizado por inúmeros fatores importantes que serão discutidos adiante.O governo norte-­ Crescimento lento em economias avançadasamericano toma Mercados desenvolvidos estão oprimidos pelo excessivo endividamento público e privado e pelo enfraquecimento do setor bancário. Hoje, o governo norte-­emprestado a cifra americano toma emprestado, por exemplo, a cifra de aproximadamentede aproximadamente USD 47.000 por segundo, o que provocará um endividamento equivalente a maisUSD 47.000 por de 100% do PIB em 2015. E as pressões sobre os governos da Grécia e Irlandasegundo, o que pro­ ameaçam a maior inadimplência em termos de dívida soberana desde a décadavocará um endivida­ de 1930, o que poderá minar a União Monetária Europeia.mento equivalentea mais de 100% do Figura 1: O novo paradigma da economia globalPIB em 2015. Do ponto de vista pessoal, em que medida você concorda ou não com estas tendências? (% afirmam concordar ou concordar plenamente) Com a crise financeira, os clientes estão mais exigentes e cientes dos custos. As economias de mercados emergentes continuarão crescendo com vigor apesar do impacto da crise financeira global. As taxas de crescimento econômico serão menores nas economias ocidentais devido à crise financeira global. A recessão global agilizará a transferência do poder econômico do ocidente para os mercados emergentes. Com a incerteza das perspectivas econômicas, as empresas serão mais cautelosas em novos investimentos. O governo perdeu a noção das dificuldades enfrentadas pelo setor privado. 0% 20% 40% 60% 80% 100% OXFORD ECONOMICS 2
  4. 4. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa As economias avançadas estão descobrindo novos caminhos a serem percorri­“Todos acham que vão dos no novo paradigma econômico à medida que vão desviando de inúmeros expandir os negócios obstáculos: crescente concorrência de mercados emergentes, austeridade ­ scal, fi no mercado vizinho, persistente taxa elevada de desemprego, restrição de gastos do consumidor, os países desenvolvi­ envelhecimento da população e crescente preço de commodities. Como afirma dos acham que vão o presidente do Bank of England, Mervyn King: “A próxima década será prova­ crescer nos países velmente uma década “sóbria”, em inglês “sober” [Savings (poupança), Orderly (ordem) Budgets (orçamento) e Equitable (equidade) Rebalancing (­ e-equilíbrio)]”. r em desenvolvimento; Ou seja, será uma década para poupar, de forma conservadora, mantendo os países em desen­ o orçamento e buscando a equidade, re-equilibrando a balança. volvimento acham que Não surpreende, portanto, que mais de 60% dos executivos entrevistados acre­ vão crescer nos países ditam na desaceleração do ritmo de crescimento das economias ocidentais nos desenvolvidos.” próximos cinco anos e na maior cautela das empresas em relação aos novosJohn Sviokla, Diretor, investimentos. O que preocupa, no entanto, é que a maioria dos entrevistadosD­ iamond Advisory acredita que o governo perdeu a noção das dificuldades enfrentadas pelasServices empresas, demonstrando pouca confiança nos políticos para a criação de novas estratégias de crescimento. Levantamento demográfico Este levantamento global foi realizado em dezembro de 2010, com 363 executivos. Dos entrevistados, foram 19% dos Estados Unidos, 20% do Reino Unido, 15% da Índia, 14% do Japão e 8% de cada um destes países: China, Brasil, México e Austrália. O estudo abrangeu inúmeros setores, incluindo indústrias de serviços financeiros (26%); produção (19%); tecnologia, informação, comunicação e entrete­ nimento (18%); varejo e bens de consumo (15%), e ciências da vida e saúde (11%). Mais de metade (52%) dos entrevistados são de empresas com receita superior a USD 1 bilhão; 25% com receita de USD 500 milhões a USD 1 bilhão, e 23% com receita inferior a USD 500 milhões. Cerca de 46% são CEO, CFO, COO, CIO e outros executivos de nível equivalente; 27% são vice-presidentes sênior, vice-presidentes e diretores; e 27% são gerentes de unidade de negócios ou departamento. O poder econômico migrando para mercados emergentes Sem problemas de endividamento e no setor bancário, que contaminaram as economias avançadas, e com superávits na balança comercial e altos volumes de reserva cambial e fundo soberano, muitos mercados emergentes ficaram for­ talecidos. Em 2015, a participação das economias dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) no PIB global representará 17%, praticamente o dobro do que representava em 2000. E a China superará os Estados Unidos, tornando-se a maior economia mundial até 2018, avaliada em paridade do poder de compra. As empresas de economias emergentes estão desempenhando papel cada vez mais importante no mercado global. Entre as empresas citadas na Fortune 500, 75 são de países do BRIC, sendo que em 2005 eram apenas 29. Antes, os paí­ ses emergentes eram os que mais recebiam investimentos estrangeiros diretos, hoje, no novo paradigma econômico, eles são os maiores investidores estrangei­ ros. Estima-se que o investimento estrangeiro direto de empresas chinesas e india­ nas dobrarão, totalizando USD 650 bilhões nos próximos cinco anos, à medida que elas vão realizando aquisições para obter acesso, seja ao mercado, seja à proprie­ dade intelectual. A nova dinâmica global foi muito bem definida por John ­ viokla, S diretor da Diamond Advisory Services (subsidiária da ­ ricewaterhouseCoopers): P “Todos acham que vão expandir os negócios no mercado vizinho, os países desenvolvidos acham que vão crescer nos países em desenvolvimento; os paí­ ses em desenvolvimento acham que vão crescer nos países desenvolvidos.” OXFORD ECONOMICS 3
  5. 5. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisaFigura 2: Os mercados emergentes assumem uma fatia maior do mercado mundialOs dados representam uma porcentagem do PIB mundial. Canadá Reino Unido Alemanha Rússia 2000: 2,1% 2000: 3,5% 2000: 5% 2000: 2,6% 2010: 1,8% 2010: 2,9% 2010: 3,9% 2010: 3% 2020: 1,6% 2020: 2,4% 2020: 3,1% 2020: 2,9% França Japão 2000: 3,6% 2000: 7,5% 2010: 2,9% 2010: 5,7% 2020: 2,2% 2020: 4,3% Itália 2000: 3,2% 2010: 2,4%Estados Unidos 2020: 1,8%2000: 23,1%2010: 19,5%2020: 17,2% China 2000: 7% 2010: 13,5% 2020: 19,1% Índia 2000: 3,7% 2010: 5,4% 2020: 7,5% Brasil 2000: 2,8% 2010: 2,9% 2020: 2,8% 2000 = 48% 2020 = 32,3%Participação decrescenteno PIB mundial entre ospaíses do G7 2010 = 24,7% 2010 = 39% Transferência de equilíbrio econômico para as economias 2020 = 32,6% 2000 = 16,1% do BRIC OXFORD ECONOMICS 4
  6. 6. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Consumidores mais conscientes O consumidor de economias avançadas não pode mais financiar seus gastos com crédito, e tende a ser onerado com altas taxas de juros. Qualquer família de renda média ou baixa está sendo achatada por preços elevados de alimento, combustível e outros itens essenciais. Resultado: de acordo com 80% dos exe­ cutivos entrevistados, o consumidor está mais consciente em relação aos gas­ tos. Essa situação ocorre tanto em economias avançadas quanto em emergentes. “Na economia desenvolvida o custo é importante”, afirma Nick Brown, vice-presidente sênior de estratégia do grupo de aplicações móveis da SAP, “mas o que as pessoas realmente buscam é retorno”. Ao mesmo tempo, hoje, o consumidor está muito mais consciente. A tecnologia trouxe para o consumidor uma riqueza de dados que lhe permite comparar pre­ ços, pesquisar produtos e se conectar com outros consumidores para alavancar seu poder de compra. Assim como observa Matt Gierhart, da Oglivy & Mather: “A cada dia o consumidor se depara com mais oportunidades e mais informa­ ções sobre produtos. Seja um consumidor de itens de luxo, seja um consumidor moderado, ele está sempre pesquisando e investigando mais.”“A cada dia o consumi­ O consumidor consciente é a força a ser enfrentada tanto na economia avan­ çada quanto na emergente. De fato, em mercados emergentes, devido ao baixo dor se depara com nível econômico, o consumidor fica mais atento ao preço. Além disso, estamos mais oportunidades testemunhando o surgimento de uma nova classe de consumidores. “Nos últi­ e mais informações mos cinco anos, o consumo da classe C aumentou”, diz Isabelle Lescent-Giles, sobre produtos. professora assistente de negócios internacionais da San Jose University. “Hoje Seja um consumidor ouvimos falar de microfranquia, criando realmente um modelo totalmente novo de itens de luxo, de negócios em torno de um mercado de classe C”. seja um consumidor Figura 3: Endividamento das famílias, % PIB mode­ ado, ele está r sempre pesquisando 115 e investigando.” Reino Unido 105 Estados UnidosMatt Gierhart, diretor Espanhade estratégia social, Países da zona do euroOglivy & Mather 95 Alemanha França 85 75 % do PIB 65 55 45 35 25 99 00 01 02 03 4 5 06 7 8 09 10 0 0 0 0 19 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 OXFORD ECONOMICS 5
  7. 7. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Era de riscos altos e incertezas Dada a magnitude da incerteza decorrente dessas mudanças econômicas, empresas, governos e investidores continuarão bem sensíveis ao risco. De fato, John Lipsky, primeiro diretor adjunto de gestão do Fundo Monetário Internacional, alertou recentemente que a carga de dívida dos países desenvolvidos em 2011 será a maior desde a Segunda Guerra Mundial. Nas próprias palavras de Lipsky: “O desequilíbrio fiscal provocado pela recente crise deve ser sanado antes que ele comece a atrapalhar a recuperação e criar novos riscos”. E fatos recentes;“O efeito colateral como os conflitos políticos no Oriente Médio e no norte da África; desastres natu­ fiscal provocado pela rais, como o recente terremoto e tsunami no Japão; e a flutuação do preço das recente crise deve ser commodities devido ao crescimento da demanda nos mercados emergentes, ser­ sanado antes que ele vem para agravar a aversão ao risco, principalmente nas economias avançadas. comece atravancar Além disso, enquanto a transferência do poder econômico para os mercados a recuperação emergentes ajuda a sustentar o crescimento global, ela pouco contribui para econômica e criar reduzir os riscos na perspectiva dos negócios. E ainda, com a incerteza macroe­ novos riscos.” conômica e geopolítica, as empresas estão sujeitas a riscos operando em mui­ tas economias emergentes, devido a ineficácia da burocracia, imprevisibilidadeJohn Lipsky, primeiro das mudanças normativas e tributárias, fragilidade da infraestrutura e outrosdiretor adjunto de gestão, obstáculos locais. Igualmente preocupante é o crescimento das economiasFundo Monetário emergentes que gera pressão ainda maior sobre os já escassos recursos mun­Internacional diais e provoca desabastecimento e volatilidade de preços. Economias avançadas: ainda são catalisadores da economia global O crescimento econômico dos mercados emergentes é acelerado, e a China em breve deve superar os Estados Unidos, tornando-se a maior economia mundial, o que não significa que as economias avançadas devem ser desprezadas. Serão décadas para o padrão de vida médio das economias em desenvolvimento atingir o padrão das economias ocidentais. Mesmo em 2020, o PIB médio per capita (em paridade do poder de compra - PPC) dos Estados Unidos será três vezes e meia superior ao da China e do Brasil e mais de nove vezes superior ao da Índia. Figura 4: PIB per capita, 1980-2035 18000 Estados Unidos 16000 Países da zona do euro Rússia 14000 China Brasil PIB per capita (USD PPC) 12000 Índia 10000 8000 6000 4000 2000 0 34 80 86 92 98 04 10 16 22 28 20 19 19 19 19 20 20 20 20 20 OXFORD ECONOMICS 6
  8. 8. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Capitalismo revisitado As radicais mudanças antecipadas pelo novo paradigma econômico obriga empresas do mundo todo a repensar sua visão de negócios, em muitos casos trocando estratégias, prioridades e até seus mercados principais para assegurar o crescimento de longo prazo. Esse, opina Sviokla, é o início da terceira onda do capitalismo: n A primeira onda, ele argumenta, estava focada na responsabilidade partilhada, viabilizando o crescimento da empresa sem impor risco excessivo a apenas uma pessoa. n A segunda onda, gerada pelo desenvolvimento do telégrafo e pela expansão do transporte ferroviário, estava focada na distribuição de bens e serviços, expandindo o alcance do cliente e desenvolvendo a gestão de oferta e demanda. n Na terceira onda, as empresas devem competir com novas forças, por exem­ plo, a internet que promoveu o crescimento explosivo de dados e da globalização. As tecnologias digitais hoje formam a base operacional de praticamente qual­ quer mercado, e são cruciais para gerar flexibilidade e agilidade necessárias para prosperar neste novo ambiente. Sviokla observa: “as melhores empresas serão as que souberem organizar sua produção e seus recursos humanos, refle­ tindo a nova estrutura”. Figura 5: Mudando o foco na economia global 30000 China Estados Unidos 25000 PIB, USD PPC, bilhões 20000 15000 10000 5000 0 0 00 22 44 66 88 00 21 44 66 22 88 0 22 44 66 88 00 22 44 66 88 00 00 88 88 88 88 88 99 92 99 99 99 00 00 00 000 000 011 011 011 011 011 022 99 99 99 99 99 99 99 99 99 99 00 00 220 220 220 220 220 220 220 220 20 11 11 11 11 11 11 11 11 11 11 22 22 OXFORD ECONOMICS 7
  9. 9. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Quatro megatendências digitais remodelando os negócios Novo paradigma para o mercado S ó a mudança para o novo paradigma econômico seria suficiente para pro­ vocar uma transformação radical nas estratégias e tendências em negócios globais. Mas a mudança coincidiu com uma onda de novas tecnologias digitais que, em si, são igualmente revolucionárias. Em vários sentidos, a nova economia tem propiciado a adoção dessas novas ferramentas e abordagens, proporcionando às empresas maior flexibilidade a um custo menor. Os entrevis­ tados na pesquisa identificam quatro principais megatendências no mercado digital que estão redesenhando o ambiente de negócios. Figura 6: Maior impacto positivo nos negócios Qual destas tecnologias você imagina que exercerá o maior impacto positivo em sua empresa nos próximos cinco anos? Tecnologia móvel Business intelligence Computação em nuvemMais de 50% dos Mídia socialentrevistados de cada 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60%setor pesquisadoafirmam que suasempresas investirão 1. A onipresença dos dispositivos móveispesado em tecnologia No mercado global, em que empresas competem tentando ganhar novos clientesmóvel nos próximos em mercados inexplorados, a telefonia móvel proporciona um novo canal impor­cinco anos. tante de comercialização. De fato, com mais de cinco bilhões de assinantes de todas as partes do mundo, a mobilidade da comunicação e o poder da computa­ ção estão aumentando a conectividade, diminuindo distâncias e abrindo novas oportunidades de mercado. Nesse sentido, os entrevistados veem a tecnologia móvel como mais importante do que qualquer outra nos próximos cinco anos. A pesquisa da ABI, por exemplo, prevê que o mercado global de comércio móvel chegue a USD 163 bilhões em 2015. Entrevistados de todos os setores, de empresas de todos os tamanhos, de países em desenvolvimento e desenvolvidos consistentemente a classificam como instrumento de “virada de jogo”. Na reali­ dade, mais de 50% dos entrevistados de cada setor pesquisado afirmaram que as empresas investirão pesado em tecnologia móvel nos próximos cinco anos. OXFORD ECONOMICS 8
  10. 10. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Figura 7: A importância da tecnologia móvel nos negócios Em que medida você concorda com estas afirmações em relação à sua empresa nos p róximos cinco anos? (% afirmam concordar ou concordar plenamente) Nossos investimentos em tecnologias móveis terão como foco o crescimento sustentável da empresa. Para manter a competitividade, teremos de capacitar nossa força de trabalho em tecnologia móvel. Nosso modelo de negócios será modificado pela tecnologia móvel que sustenta a produtividade dos colaboradores. Os consumidores de tecnologia móvel transformarão nossos modelos de negócios. Aplicaremos tecnologia de localização para aprimorar nossas propostas e serviços de tecnologia móvel. 0% 20% 40% 60% 80% 100% Nenhuma tecnologia para o consumidor disseminou-se com tanta rapidez pelo mundo, e nenhum dispositivo tão acessível para o consumidor jamais permitiu a conexão entre consumidores com tanta facilidade quanto o celular. Isso se aplica não apenas ao consumidor de mercados desenvolvidos. Mobilidade de comuni­ cação e poder de computação estão aperfeiçoando substancialmente a conecti­ vidade e abrindo novas oportunidades de mercado nas economias em desenvolvimento, em que a queda nos custos da telefonia móvel agilizou a ado­ ção da tecnologia em regiões de baixa renda. De acordo com o Banco Mundial, por exemplo, a cada 10 celulares adicionais por 100 pessoas em um típico país em desenvolvimento gera-se um aumento de aproximadamente 0,8% no PIB. “Temos visto também a transformação do setor bancário”, afirma Kelly Beaver, diretora e consultora da Coffey International Development Limited, consultoria de desenvolvimento internacional. “Onde antes havia uma grande escassez de oferta de serviços bancários nos países do sub-saara africano, essa escassez está mudando por causa da telefonia móvel”. Dinheiro por texto M-Pesa (“Pesa” significa “dinheiro” em swahili; “M” é sigla de “móvel”), empreen­ dimento conjunto entre Safaricom e Vodaphone, é a história de maior sucesso em termos de aplicações móveis no leste africano. Concebido em 2005 e inicialmente patrocinado pelo Department for International Development (DFID), órgão do governo britânico, o serviço permite que assinantes realizem pagamentos e transferências de dinheiro por mensagem de texto pelo celular. Desde o lançamento em março de 2007, a aceitação do M-Pesa tem sido extraordinária: nos primeiros nove meses, o M-Pesa arrebatou uma base de assinantes com um milhão de usuários; em janeiro de 2010, registrou mais de nove milhões de clientes entre Quênia, Tanzânia e Afeganistão. Qualquer assinante portador de celular e acesso autorizado à rede da Safaricom pode usar o M-Pesa; basta autorização, código de transação e comprovação de identidade. A Safaricom tem usado o sistema M-Pesa como produto para promover a fidelização, auxiliando na retenção e aquisição de novos clientes. Além de pagamentos e transfe­ rências, o M-Pesa agora pode ser usado em compras e controle do tempo de utiliza­ ção do celular. Outro benefício gerado pela telefonia móvel como ferramenta de marketing é que, para muitas pessoas, “o número do celular é mais estável do que seu ende­ reço residencial”, diz Sviokla da Diamond Advisory Services. Kerry Langstaff, diretor-executivo de marketing da TriNet, consultoria de serviços de terceirização OXFORD ECONOMICS 9
  11. 11. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa de RH, concorda, observando que “mesmo em um bairro de renda bem baixa, em que a maioria das crianças depende de uma espécie de auxílio-alimentação, todos possuem smartphones”. A tecnologia móvel gerará vasta gama de aplicações e oportunidades de negó­ cios. Dentre as quais, os executivos entrevistados concordam que os serviços de localização baseados em telefonia móvel serão os de maior impacto poten­ cial nos próximos cinco anos, e muitos pretendem transferir as atividades de entretenimento e promoção de vendas para a plataforma móvel. A mobilidade também propiciará o surgimento de novas tecnologias incorporadas de comuni­ cação entre máquinas e redes baseadas em sensor. Sensores do tipo SIM, tec­ nologias RFID e códigos inteligentes serão comuns. E redes inteligentes promoverão inovações em muitos setores, por exemplo, redes de grade inteli­ gente no setor de energia e transporte; redes de monitoramento de doenças crônicas na saúde; e etiqueta de localização móvel no varejo. A mobilidade transformará também a força de trabalho. De fato, mais de 60% dos entrevistados afirmam que a mobilidade será fundamental para oferecer maior fle­ xibilidade e melhores condições de trabalho na empresa. Mas a mudança não é imediata. Os executivos continuam preocupados com a segurança dos dispositi­ vos móveis e a capacidade de proteger informações confidenciais da empresa, ou seja, 60% dos entrevistados as veem como sendo o maior risco. Enquanto isso, a  proliferação de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, criará muita dor de cabeça para o departamento de tecnologia da informação (TI), que precisa renovar seus conceitos de políticas e práticas para oferecer suporte e garantir a segurança dos dispositivos. Em fevereiro, Kevin Taylor comentou em um post no blog Mobile Business Briefing da GSMA: “Até parece que cada CEO das empre­ sas citadas na Fortune 500 acabou de ganhar um iPad de Natal e pediu ao depar­ tamento de TI que o deixasse seguro para usar na rede privada virtual da empresa”. 2. A era da computação em nuvem Computação em nuvem, o fornecimento sob medida de aplicações empresariais pela internet ou por rede privada, não é um fenômeno novo. Na nova economia, no entanto, a computação em nuvem assume um papel muito mais crítico: pres­ sionado com cortes no orçamento e com a crescente concorrência de novos mercados globais, as empresas necessitam de produtos de software mais robustos do que os que eles têm disponíveis com as tradicionais licenças anu­ ais. Na computação em nuvem, as empresas pagam pelos serviços conforme as necessidades, seja por vários meses, seja por apenas algumas horas. “Posso ser uma pequena empresa que, de repente, atende a mais de 20 ou 30 milhões de clientes do mundo todo”, diz Ashish Agrawal, gerente de grupo de produtos de soluções empresariais digitais da Adobe. A flexibilidade da computação em nuvem permite a entrada de empresas em novos mercados com rapidez e redu­ zindo significativamente os custos indiretos. Analistas estimam que os profissionais de TI gastam 70% do tempo mantendo sistemas e apenas 30% criando estratégias importantes. Principalmente em empresas de mercados emergentes, a capacidade de acesso a recursos de s ­ oftware e computação por meio de computação em nuvem pública ou privada significa que muitas empresas não precisarão criar sistemas proprietários nem adquirir produtos de hardware dispendiosos. Com isso, o departamento de TI fica livre de problemas herdados e pode se concentrar em ideias inovadoras visando gerar mais vantagem competitiva. Essencialmente, a computação em nuvem ofereceria às empresas de mercados emergentes uma oportunidade para dar um salto imenso sobre os concorrentes de países desenvolvidos. OXFORD ECONOMICS 10
  12. 12. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Figura 8: Atitudes corporativas em relação à nuvem Responda em que medida você concorda ou não com estas afirmações. (% afirmam concordar ou concordar plenamente) Reavaliamos permanentemente nossas plataformas de computação.Setenta por cento Reconhecemos que as aplicações “em nuvem” baseadas na Web são o futuro.das empresas de eco­nomias em desen­ A aplicação de computação “em nuvem” melhora nossa competitividade.volvimento estão Planejamos oferecer serviços, combinando funções de mais de uma empresa por meio de “orquestração em nuvem”.reavaliando suas pla­ Pretendemos investir pesado em tecnologia de computação “baseada em nuvem” nos próximos cinco anos.taformas em nuvem,comparado a apenas Adotaremos cada vez mais aplicações prontas “baseadas em nuvem”.46% das empresas Desenvolvemos ativamente nossas próprias aplicações “em nuvem”.de economias Nossa infraestrutura de TI não está estruturada para acomodar a computação “em nuvem”.desenvolvidas. 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% No entanto, a computação on-demand pode nem sempre ser a melhor alternativa para o fornecimento de serviços de TI. No longo prazo, talvez seja financeiramente mais interessante adquirir as tradicionais licenças de software do que aderir ao modelo “pay-per-use” (pagamento por uso). E os executivos continuam preocupa­ dos com os riscos inerentes contra a segurança ao colocar seus dados na nuvem, temor demonstrado por quase metade dos entrevistados. “De qualquer ponto de vista, a segurança não pode ser ignorada”, diz Bennet Ruiz, diretor-executivo de marketing de segmento global da ATT. “Muitas vezes, na pressa de aderir à computação em nuvem, algumas empresas enxergam apenas a internet, e isso pode ser arriscado para aplicações de missão crítica”. Incompatibilidade com plataformas de computação existentes, falta de clareza dos padrões e inconsis­ tência de fornecimento também preocupam mais de um terço dos executivos. Executivos de empresas de países desenvolvidos parecem mais prudentes do que seus colegas de regiões de economia emergente, em relação às oportunida­ des proporcionadas aos negócios pela computação em nuvem. Dados da pes­ quisa mostram que 70% das empresas de economias em desenvolvimento estão reavaliando suas plataformas em nuvem, comparado a apenas 46% das empre­ sas de economias desenvolvidas. De fato, a Gartner, empresa de consultoria de pesquisa em tecnologia, estima que o mercado global de computação em nuvem chegue a USD 148,8 bilhões em 2014 (um aumento extraordinário em relação a 2010, quando o mercado chegou a USD 68,3 bilhões). Estima-se que metade dessa receita seja gerada fora dos Estados Unidos. O entusiasmo para adotar a tecnologia em nuvem é maior entre os entrevistados dos setores de serviço finan­ ceiro, produção e TICE (tecnologia, informação, comunicação e entretenimento). 3. O surgimento do business intelligence on-demand As empresas estão se afogando no oceano de informações que coletam sobre clientes, concorrentes e cenário global. Grande parte dos dados é fragmentada, coletada de diversas fontes em formatos inconsistentes e armazenadas em ban­ cos de dados separados de departamentos. Para muitas empresas, a coleta de informações internas já é tarefa bem complexa, o que dizer de extraí-las de siste­ mas operacionais, estruturar em sistema separado de análise e transformar em business intelligence. Acrescente-se, ainda, a imensa vontade de garimpar na Web informações de concorrentes e clientes. Aí a tarefa de business intelligence (BI) fica, no mínimo, hercúlea. OXFORD ECONOMICS 11
  13. 13. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa No novo paradigma econômico, praticamente cada aspecto das operações da empresa, da cadeia de suprimentos a estratégias de marketing para gestão de riscos, é fundamentado em dados. Para prosperar nessa nova dinâmica, em que agilidade na comercialização é crítica, as empresas globais precisam operar cada vez mais em tempo real. Sendo assim, será essencial a capacidade de analisar informações com rapidez para tomar decisões racionais. Os desenvolvi­ mentos que surgem, como a análise in-memory, em que os dados resumidos ficam armazenados na memória RAM e não em banco de dados, podem ser valiosos. “O importante”, afirma Stuart Taylor, diretor de gestão do grupo de solu­ ções empresariais para a internet da Cisco Systems, “é o que você faz com todos esses dados e como extrair deles informações aproveitáveis. Existe um cabedal de análise que estamos apenas começando a descobrir”. Figura 9: A importância do business intelligence Qual será o grau de importância das ferramentas de BI para a dinâmica de seus negócios? (% afirmam ser extremamente importante ou muito importante) Conhecer melhor seus clientes. Ajudar a tomar decisões estratégicas. Conhecer melhor seus negócios. Reagir a eventos em tempo real. Acompanhar de perto o desempenho da empresa. Conquistar novos clientes. Reduzir custos. Reduzir erros. Aprimorar a gestão da cadeia de suprimentos. Estimular o debate e sustentar a inovação na empresa. 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% Na realidade, estratégias que permitam aos executivos analisar com rapidez osOs entrevistados citam dados, e em qualquer dispositivo, é o primeiro passo importante. Mas cada vezsobrecarga de dados, mais executivos estão procurando incorporar análises preditivas e planejamentofalta de habilidade de cenários para ajudar as empresas a planejar para o futuro e assegurar a con­e ferramentas de BI, tinuidade dos negócios. De fato, a alta administração de inúmeras multinacionaise conflitos de priori­ importantes, como GE e Shell, estão incluindo nas estratégias diversos cenários e planos de contingência. E instituições financeiras estão ampliando seus mode­dades departamentais los internos para testar a solidez de carteiras de investimentos e empréstimos.como dificuldadespara desenvolver uma A pesquisa revela inúmeras formas de as empresas aproveitarem os benefíciosestratégia irrefutável do business intelligence. Cerca de 60% dos executivos citam seu importante papel para conhecer melhor seus negócios e clientes. Uma proporção similarde BI. acredita que ele ajude a tomar decisões estratégicas e reagir em tempo real aos eventos do mercado. Esses benefícios refletem toda a dinâmica do novo para­ digma empresarial: abarcar novos clientes, reduzir custos e erros e aperfeiçoar a cadeia de suprimentos. Mas as empresas devem caminhar com cuidado. Decisões baseadas em dados inadequados ou incorretos podem trazer consequências definitivas. Os entrevis­ tados citam como dificuldades para desenvolver uma estratégia mais completa de BI sobrecarga de dados, falta de capacitação e ferramentas de BI e conflito de prioridades entre departamentos. As empresas precisam oferecer treina­ mento adequado aos colaboradores para assegurar informações analisadas de OXFORD ECONOMICS 12
  14. 14. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa forma adequada e compartilhada entre os departamentos. O desenvolvimento de processos sólidos propiciam decisões mais precisas, baseadas em dados em tempo real, acessíveis de qualquer local e em qualquer dispositivo. 4. Mídia social e colaboração são a ordem do dia A mídia social transformou-se em fenômeno cultural na última década. Seja a conectividade via internet “tradicional”, seja via dispositivo móvel, a mensagem é clara. A mídia social, em qualquer medida, está crescendo muito e com muita rapi­ dez. O Facebook, com mais de 650 milhões de usuários em março de 2011, vê sua base de usuários expandir mais de 40% ao ano, substituindo rapidamente as redes sociais nacionais até então populares na Europa, América Latina e maior parte da Ásia (inclusive na Índia). O volume de visitantes do Twitter vem crescendo mais de 80% ao ano. A Groupon, empresa virtual de promoção de vendas por cupom, conta com mais de 50 milhões de assinantes e mesmo assim ainda é vista como relativamente novata no grupo de mídias sociais. Apesar da extraordinária expansão, resultados da pesquisa revelam divergên­ cias entre os executivos a respeito da importância da mídia social para os negó­ cios. Para um terço dos entrevistados, a utilização da mídia social para se relacionar com clientes e outras comunidades já está incorporada na estratégia de comunicação corporativa da empresa. E mais de 40% das empresas utilizam a mídia social apenas ocasionalmente. Mesmo assim, um quinto dos entrevista­ dos relata que a empresa não usa, de forma alguma, mídia social, e um terço considera a mídia social irrelevante para os negócios. Entre os céticos, a preo­ cupação está na perda de controle da troca de mensagens e dificuldade de ava­ liação do retorno sobre investimentos. Figura 10: A mídia social está transformando os negócios Em que medida você concorda ou não com estas afirmações? (% afirmam concordar ou concordar plenamente) A mídia social está transformando a forma de comunicação com os clientes. A mídia social está revolucionando nosso conhecimento de mercado e o comportamento do cliente. Acredito ter clareza dos benefícios que a tecnologia da mídia social poderá proporcionar à empresa nos próximos cinco anos. A mídia social está transformando o processo de negociação com os clientes. Pretendemos investir pesado em várias aplicações de mídia social para conduzir nossa estratégia de negócios em cinco anos. A mídia social é irrelevante para nossa empresa para os próximos cinco anos. 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% Para inúmeras empresas, especialmente as de varejo, bens de consumo e tec­“As empresas estão nologia, existe uma justificativa convincente para a utilização da mídia social, aplicando os princípios principalmente para atingir novos mercados. Ema Linaker, ex-diretora global de responsáveis pelo relacionamento on-line da AVG, empresa de software de segurança na internet, êxito das ferramentas observa que a AVG “percebeu um impulso extraordinário na Indonésia e Malásia, de mídia social ... e também na América Latina, incluindo México e Costa Rica”, basicamente por no próprio sistema canais de mídia social da empresa. De fato, nesses mercados, a AVG ganha a maioria de seus consumidores pela sua página inglesa do Facebook. “Setenta interno”. por cento são da Indonésia”, diz Linaker, “e não é nem no idioma local”.Dave Coplin, Diretor Para outras empresas, como as do setor de produção e serviços financeiros, osNacional de Tecnologia, benefícios da mídia social para o relacionamento com clientes não são tão evi­Microsoft dentes. Contudo, talvez seja importante observar como as redes sociais podem aperfeiçoar as operações internas, estabelecendo conexões entre colaborado­ OXFORD ECONOMICS 13
  15. 15. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa res e com parceiros externos. “As empresas estão aplicando os princípios res­ ponsáveis pelo êxito das ferramentas de mídia social; por exemplo, reputação do eBay, microblogs e grupos de discussão, no próprio sistema interno”, diz Dave Coplin, diretor de tecnologia nacional da Microsoft. Empresas com estratégias de mídia social bem-sucedidas concentram-se basica­ mente na criação de comunidades. Para isso, o executivo precisa estar disposto a abrir mão de certo controle, ou seja, é impossível policiar ideias e opiniões expressas instantaneamente pelo mundo. Em vez disso, o executivo precisa criar comunidades e ativos sociais, incentivando e facilitando diálogos. Evidente­ mente, nem sempre é fácil criar uma comunidade, principalmente se o assunto não for socialmente tão popular. “Software de segurança não é tão popular como um jeans da Diesel”, diz Linaker. Mesmo assim, é possível, desde que a empresa direcione o diálogo certo para as pessoas certas. “Trabalhamos muito nos últimos 18 meses para criar em torno de um tópico considerado essencial­ mente enfadonho, e agora temos uma comunidade participativa de mais de meio milhão de pessoas entre Twitter, LinkedIn, YouTube e, é claro, Facebook”. Experiência da Dell com a mídia social Quando as empresas pensam em estratégia de mídia social, geralmente criam um feed do Twitter e uma página no Facebook, depois contratam um estagiário ou dois para tentar identificar desenvolvimentos interessantes. Mas a Dell está a um passo à frente na evolução da mídia social. Entre 2008 e 2009, de acordo com estimativas da empresa, seu feed do Twitter gerou mais de USD 6 milhões de pedidos, e abarcou quase 1,58 milhão de seguidores. Em dezembro de 2010, a Dell anunciou o lançamento de seu centro de monitora­ mento de redes sociais, para acompanhar mais de 22.000 posts diários relacionados à empresa, inclusive no Facebook e no Twitter. Foi uma das primeiras empresas a lançar uma iniciativa formal de monitoramento de redes sociais, e em 11 idiomas. A iniciativa já conta com a participação de mais de 1.000 clientes por semana e redução de 30% em comentários negativos a respeito da empresa. Enquanto isso, conforme as empresas começam a aderir ao novo paradigma econômico, elas precisam de mais flexibilidade para conectar colaboradores geograficamente bem distantes e viabilizar a formação de equipes virtuais. Fer­ ramentas, como wikis, GroupCalendar, mensagens de texto, recursos de confe­ rência virtual, plataformas unificadas de comunicação e programas de gestão do conhecimento, são cada vez mais essenciais para aprimorar o trabalho colabo­ rativo entre colaboradores. Elas não apenas ajudam a aumentar a produtividade; permitem que empresas raciocinem mais estrategicamente para identificar talen­ tos e gerir capital humano, de qualquer localidade. As empresas podem adotar ferramentas colaborativas para propiciar inovações, antecipar necessidades do mercado, conectar colegas geograficamente distan­ tes e reuni-los virtualmente para solucionar problemas. A gigante de seguros AXA tem criado novos processos colaborativos para gerar ideias, criar produtos e resolver problemas cotidianos da empresa. Ouvindo seus colaboradores para criar seu próprio sistema de compartilhamento de conhecimento, ela criou uma ferramenta chamada Mind Touch. O programa viabiliza o compartilhamento de informações e a colaboração entre funcionários com ideias e soluções para resolver as dificuldades da empresa. Uma parte separada do programa está vol­ tada especificamente à solução de problemas relacionadas a clientes. “Esse sis­ tema nos rendeu centenas de resultados satisfatórios”, diz Chris Denison, sócio-gerente do hub de inovação da seguradora AXA. OXFORD ECONOMICS 14
  16. 16. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Superar o novo paradigma de mercado: a ordem do dia dos executivos E xecutivos do mundo todo concordam que a realidade do novo mercado de hoje chegou pra ficar. A mudança do ocidente para o oriente, o surgimento do cliente orientado a valor e o aumento no nível de risco não são apenas consequências de uma profunda recessão. São movimentos tectônicos que estão construindo um novo paradigma de mercado. Os vencedores no novo campo de jogo global serão os que tiverem visão para enxergar o que está por vir e enge­ nhosidade para encontrar as soluções certas para seus negócios. Dar passos pequenos não basta, os executivos precisam repensar seu atual raciocínio estra­ tégico e provar futuramente seus modelos, práticas e estratégias de negócios. Embora grande parte da solução gire em torno da organização e cultura da empresa, graças ao ritmo da mudança digital, a maioria dos executivos vê a tec­ nologia como parte essencial da equação. Na realidade, nossa pesquisa mostra que empresas farão investimentos maciços em seu arsenal digital: 77% aumen­ tarão os gastos com business intelligence, 74% com tecnologia móvel, 71% com computação em nuvem e 56% com mídia social. Seus motivos variam um pouco por setor, mas para a maioria, o principal objetivo é reduzir o tempo necessário para completar tarefas específicas e oferecer atenção mais imediata ao cliente. Os entrevistados do setor de produção visam o aumento da produtividade da força de trabalho, enquanto do varejo investem em tecnologia para facilitar o contato com novos clientes.Figura 11: Por que as empresas estão investindo em tecnologia digital?Em sua opinião, qual será o grau de importância da transformação digital na dinâmica de seus negócios?(% afirmam ser muito importante ou extremamente importante) Mais importante Segundo mais importante Total Serviços Ciências Produção Varejo e bens TICE financeiros da vida de consumo Redução do tempo necessário para completar várias tarefas 60% 68% 55% 49% 70% 64% Melhor atendimento ao cliente 60% 63% 71% 46% 64% 68% Melhoria da produtividade dos colaboradores 58% 60% 63% 50% 64% 62% Simplificação do processo para conquistar novos clientes 56% 66% 50% 34% 75% 61% Redução de custos de negociação 56% 65% 61% 46% 57% 56% Aumento de inovações nos negócios 56% 62% 47% 38% 58% 53% Condições de trabalho mais flexíveis 53% 59% 55% 49% 53% 53% Erradicação de silos funcionais visando excelência em todo 52% 57% 50% 37% 62% 58% o processo Redefinição de mercados e condições de competição 50% 59% 47% 41% 57% 55% Facilitação de negociações com fornecedores 48% 50% 47% 38% 58% 53% OXFORD ECONOMICS 15
  17. 17. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Agenda do CEO Além das especificidades do setor, no entanto, existem inúmeras ações inevitá­ veis que o executivo deve considerar ao preparar seus negócios para o novo paradigma econômico. Preparar-se para competir com empresas de economias emergentes, tanto no próprio mercado interno quanto no do concorrente. A economia, o mer­ cado e a infraestrutura nas economias emergentes podem ser mais voláteis do que nos países desenvolvidos, mas as economias emergentes estão criando espaços para novos clientes, bem como para novos concorrentes. E eles não se satisfazem apenas em atender clientes do mercado doméstico, ao contrário, empresas de mercados em franco crescimento, como da Índia e China, estão rapidamente marcando presença nos países desenvolvidos. Em parte, por ter menos dificuldades com a infraestrutura herdada, empresas deMais de 70% os entre­ mercados emergentes geralmente estão mais alinhadas do que as de economiasvistados concordam avançadas, com os potenciais benefícios da tecnologia. Por exemplo, 81% dosque suas empresas entrevistados de mercados emergentes afirmam que investirão em tecnologiaprecisarão capacitar móvel visando aperfeiçoar o crescimento dos negócios, comparado com 64% dosa força de trabalho entrevistados de nações desenvolvidas. E os números não se restringem à telefo­com ferramentas nia móvel, isto é, no geral, executivos de nações em desenvolvimento consideram a tecnologia mais vital para seus negócios do que os de países desenvolvidos.móveis para manter Para eles, essa divisão digital os ajudaria a dar um salto e superar a concorrência.a competitividade. Dar autonomia à força de trabalho. Flexibilidade e agilidade eram aspectos que popularmente caracterizavam positivamente as pequenas empresas e negativamente as grandes. Mas a tecnologia vem acabando com essa distinção de tamanho; capacitando a força de trabalho e aperfeiçoando as comunicações internas, a tão famosa flexibilidade está se tornando realidade para todos. A maioria dos entrevistados espera mudanças nas operações nos próximos cinco anos em decorrência de tecnologias, como dispositivos móveis, computa­ ção em nuvem e ferramentas colaborativas, que sustentam a produtividade dos colaboradores e viabilizam uma força de trabalho móvel. Com autonomia, os colaboradores podem trabalhar de locais remotos, permanecendo, ao mesmo tempo, em contato com colegas e sistemas internos. Na realidade, mais de 70% dos entrevistados admitem a necessidade de capacitar uma força de trabalho móvel para manter a competitividade. Os dados da pesquisa indicam, em espe­ cial, os setores de serviços financeiros, ciências da vida e produção como os mais propensos a apoiar a capacitação de uma força de trabalho virtual nos pró­ ximos cinco anos. A tecnologia certamente capacita uma força de trabalho móvel, mas os executivos devem ter em mente que os maiores desafios serão organizacionais, ou seja, estabelecer a confiança em um ambiente virtual, man­ ter a cultura corporativa e garantir o controle do desempenho. Administrar a empresa quase em tempo real. Graças à crescente conectivi­ dade de clientes, empresas e parceiros, o ciclo de vida dos produtos está encur­ tando. Resultado: hoje a empresa opera em ritmo muito mais acelerado, e continuará acelerando mais nos próximos cinco anos. “A velocidade chegou às alturas”, diz Andrea Traversone, sócia da Amadeus Capital. “Velocidade costu­ mava ser a alma de empresas pequenas e flexíveis; hoje o que realmente vemos são grandes empresas operando no mesmo ritmo das que estão começando. E isso está redefinindo completamente nossos investimentos em tecnologia”. OXFORD ECONOMICS 16
  18. 18. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Com o ritmo das empresas acelerando, a enxurrada de informações disponíveis aumenta e o custo de armazenamento de dados cai, e as empresas estão desenvolvendo estratégias que permitam analisar dados com rapidez e dissemi­ ná-los efetivamente por toda a empresa. Portanto, entre outros benefícios, as decisões serão mais racionais e mais rápidas, a previsão de demanda mais pre­ cisa e os esforços de comercialização mais eficientes. Mais ou menos 55% dos entrevistados admitem que suas estratégias de BI têm como meta reagir aos eventos em tempo real. Evidentemente, tudo isso depende de uma força de tra­ balho capacitada para analisar e usar devidamente as informações. Relacionar-se com clientes superinformados. O novo cliente é superinformado“A recessão revelou e consciente e está cada vez mais localizado em mercados emergentes. Para nitidamente a impor­ ter êxito, as empresas precisam repensar suas estratégias de marketing, vendas tância dos recursos e relacionamento com o cliente, inclusive seus modelos de negócios, para man­ financeiros, e as ter a lealdade do cliente e penetrar em novos segmentos de mercado. Com isso, empresas que fornece­ as empresas sofrem novo tipo de pressão, tanto em termos de fornecimento de rem esse valor assu­ informações de produtos e serviços como também no gerenciamento de feedback sobre o desempenho e de integridade da imagem da marca. Publicidade, teste mirão a liderança.” de mercado, design de produto e atendimento pós-venda são estágios do cicloIsabelle Lescent-Giles, de negócios que estão se transformando, em resposta ao cliente mais exigente.Professora Assistente de “A recessão realmente fez com que as pessoas atentassem mais para o valor doNegócios Internacionais, dinheiro, e as empresas que se dedicarem a oferecer esse valor são as que terãoSan Jose State University sucesso”, diz Isabelle Lescent-Giles, professora assistente de negócios interna­ cionais da San Jose State University. Resposta em tempo real, atendimento per­ sonalizado ao cliente e premiação pela lealdade são expectativas do novo cliente. Empresas inteligentes transformarão tudo isso em vantagem competitiva. Nos próximos cinco anos, com a proliferação das ferramentas de mídia social, clien­ tes abastecerão cada vez mais as empresas com informações críticas para o aperfeiçoamento de produtos, serviços e operações. As empresas capacitadas a desenvolver estratégias mais sofisticadas de exploração das informações geradas ganharão o mercado, e a lealdade. Reinventar seu modelo de negócios, antes da concorrência. Bem antes de a Netflix disponibilizar pela internet a transmissão de filmes, ela desfigurou a Blockbuster com algumas simples inovações, disponibilização rápida e sem multa por atraso. A tecnologia, força extraordinariamente revolucionária nos negócios, transformou completamente as indústrias de entretenimento e publi­ cação, e terá o mesmo efeito em outros setores. A computação em nuvem está transformando o modelo tradicional de licenciamento de software. O comércio móvel está abalando o setor bancário, principalmente em mercados emergentes. A análise de negócios em tempo real proporcionará novas visões para os produ­ tores. Em todos os setores, o modelo de negócios existente será transformado, destruído e reconstruído com a aplicação de novas tecnologias. OXFORD ECONOMICS 17
  19. 19. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Figura 12: A melhor tecnologia da informação transformando os negócios Em sua opinião, nos próximos cinco anos, qual destes setores de atividade sofrerá as maiores transformações (para melhor) com o auxílio da tecnologia da informação? (% afirmam ser extremamente importante ou muito importante) TI e tecnologia Telecomunicações“Tecnologia agora é Entretenimento, mídia e publicação sinônimo de inovação. Varejo e bens de consumo Ela tem o poder de transformar os Serviços financeiros – bancos comerciais e de varejo negócios”. EducaçãoBruce Rogers, Diretor Ciências da vidaExecutivo de Marcas,Forbes Serviços financeiros – mercados de capital Serviços financeiros – gestão de ativos Serviços financeiros – seguro Serviços financeiros – outros Serviços de saúde Produção Governo/serviço público 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% Ao mesmo tempo, novas oportunidades serão criadas com as mudanças no modelo de negócios. “É o que calcula o comércio”, afirma Sviokla da Diamond Consulting. “A velocidade da inovação está aumentando, portanto, os modelos de negócios estão ficando ultrapassados mais rápido”. Na última década, a tec­ nologia, jamais imaginada até a virada do século, como aplicações móveis, ser­ viços de transmissão digital de áudio e vídeo entre outros, esteve no centro dos novos modelos. “Tecnologia hoje é sinônimo de inovação”, diz Bruce Rogers, diretor executivo de marcas da Forbes. “Tem o poder de transformar os negó­ cios. O empreendedor que conseguir aproveitar a nova tecnologia para assumir a empresa e criar novo valor desfrutará de grandes resultados”. OXFORD ECONOMICS 18
  20. 20. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Conclusão A té 2015, estima-se um forte crescimento da economia global (em média 3,9% ao ano no período de 2012 a 2015), com a economia ocidental final­ mente controlando sua dívida pública e o setor privado crescendo apoiado na robusta demanda mundial. A tecnologia continuará evoluindo, desafiando a escassez de recursos, e contribuindo com novas soluções para diversos proble­ mas, inclusive nas áreas de abastecimento e fornecimento de energia, gerencia­ mento de transportes, serviços de saúde e segurança nacional. Na economia ocidental, espera-se a gradual reabsorção da capacidade não utilizada, com a ajuda de oportunidades criadas por novas tecnologias. A recuperação, principal­ mente no ocidente, será lenta, dificultada por restrições nas finanças pública e privada; mesmo assim, o crescimento promoverá a volta da confiança entre empresários, consumidores e o reestruturado setor público. Olhando para o futuro, os CEOs deverão repensar suas estratégias de negócios e a utilização de tecnologias para enfrentar a realidade do novo mercado. O próximo relatório trará essas questões em detalhes e discussões sobre estratégias a serem con­ sideradas pelos executivos para prosperar no novo mercado. OXFORD ECONOMICS 19
  21. 21. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa Anexo Seção 1: Perfil do entrevistado P1. Qual é a receita anual geral da sua empresa? P2. Qual é o seu sexo? (Vendas globais em USD) (% de entrevistados) (% de entrevistados) $250.000.000 – $499.999.999 22,6 $500.000.000 – $999.999.999 25,1 Feminino Mais de USD 1 bilhão 52,3 16,5 Masculino 83,5 P3. Qual é a sua idade? (% de entrevistados) 18–24 25–34 52,3 35–44 32 45–54 30,3 55–64 12,4 65+ 1,7 P4. Qual é a atividade principal da sua empresa? (% de entrevistados) Serviços financeiros 25,8 Produção 18,7 Tecnologia, informação, comunicação e entretenimento 18,2 Varejo e bens de consumo 14,6 Ciências da vida 10,5 Governo e educação 6,3 Outras 5,8 Nota: Os números podem não totalizar 100% por questões de arredondamento OXFORD ECONOMICS 20
  22. 22. Megatendências da tecnologia digital em 2015 Resumo da pesquisa P5. Qual destas alternativas descreve melhor sua função? (% de entrevistados) CEO/Presidente/COO 6,6 CFO/Diretor financeiro 8,3 CMO/Diretor de marketing 5,5 CIO/CTO/Diretor de tecnologia 13,8 Outro cargo executivo ou equivalente 8 Diretor de estratégia/planejamento/desenvolvimento corporativo 3,9 Vice-presidente sênior/Vice-presidente/Diretor/Gerente de unidade de negócios ou departamento 27,2 P6. Quantos anos de experiência você tem nessa função e em outras similares? (% de entrevistados) 20 anos ou mais 18,7 10 anos ou menos 39,7 De 11 a 19 anos 41,6 OXFORD ECONOMICS 21

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