Crises e ciclos financeiros portugueses, Prof. Doutor Rui Teixeira Santos

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Crises e ciclos financeiros portugueses, Prof. Doutor Rui Teixeira Santos

  1. 1. Ciclos e CrisesCrises financeiras portuguesas e fuga de capitais da Peninsula Ibérica
  2. 2. CRISE SOBERANA• Portugal teve a longo da sua História 10 bancarrotas.• Elas existem sempre que o País toma uma opção estratégica continental, quer por via da integração ibérica, quer por via a integração europeia política ou tecnológica.• Todas as Crises da Divida Soberana e Bancárias em Portugal corresponderam a crises na Iberia e a fugas de capitais em toda a peninsula ibérica, incluindo na crise da 2007-2011• O País evita a bancarrota sempre que a solução externa é ultramarina (pirataria e saque das cidades do Norte de Africa, comércio de especiarias na India, exploração do ouro no Brasil e tráfico de escravos da costa africana.
  3. 3. Ciclos e Crises em Portugal• DESTAQUE HISTÓRICO• Quadro de ocorrências em relação a Portugal• Defaults de dívida externa: 5 episódios: 1560; 1828; 1837-1841; 1850-1856; 1892-1901• Crises bancárias graves (primeiro ano): 1828; 1846; 1890; 1920; 1923; 1931; 2011• Quebras do PIB mais elevadas: 1928 (-9,7%); 1936 (-7,6%); 1940 (-6,5%); 1935 (-5,3%); 1918 (- 5,1%)• Programas com o FMI: 1977; 1978; 1983; 2011
  4. 4. Crise da Dívida Soberana Portuguesa• A dívida pública do Estado português vai subir 4,5 pontos percentuais em 2011, atingindo, segundo o Orçamento do Estado, os 86,6% do PIB. Este valor não inclui a dívida das Empresas Públicas e das Parcerias Publico-Privadas que podem representar mais de 2,5 mil milhões de euros por ano nos proximos 20 anos (50 mil milhões).• Ao todo a Dívida Pública, no final de 2012, poderá chegar aos 110% do PIB, se incluirmos as PPP e os apoios adicionais da Troika FMI-BCE-CE
  5. 5. Quadro 1 Bancarrotas externas em Portugal, Grécia e Espanha• País Número de episódios Ano de começo•• Espanha 12 1557• 1575• 1596• 1607• 1627• 1647• 1809• 1820• 1831• 1837• 1851• 1877•••• Portugal 5 1560• 1828• 1837 1850 1892•••••• Grécia 5 1826• 1843• 1860• 1894• 1932•Fonte: Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart, “This Time is Different” (Princeton University Press, 2009) e “This Time is different Chartbook 2010” (NBER)
  6. 6. Quadro 225 Mais da Dívida Externa total em % do PIB (2009) • • • País Dívida total ($mil milhões) % do PIB Irlanda 2387 1050 • Islândia 109 924 • Reino Unido 9088 413 • Holanda 2452 310 • Hong Kong 631 303 • Bélgica 1350 293 • Suíça 1340 273 • Portugal 507 230 • Áustria 832 222 • Dinamarca 607 197 • França 5021 190 • Espanha 2410 168 • Suécia 669 168 • Grécia 553 164 • Alemanha 5208 160 • Letónia 38 158 • Finlândia 365 151 • Noruega 548 149 • Estónia 23 125 • Hungria 150 121 • Bulgária 49 110 • Eslovénia 53 107 • Lituânia 36 101 • Austrália 920 100 • EUA 13450 94 • • Obs: Dívida pública e privada em 30 de Junho de 2009 • Fontes: Photius.com e CIA World Fact Book 2009 e 2010
  7. 7. Quadro 320 Mais da Dívida externa total (2009) • • País Dívida externa • ($ mil milhões) • • EUA 13450 • Reino Unido 9088 • Alemanha 5208 • França 5021 • Holanda 2452 • Espanha 2410 • Irlanda 2387 • Japão 2132 • Luxemburgo 1994 • Bélgica* 1350 • Suíça 1339 • Austrália 920 • Canadá 834 • Áustria 832 • Suécia 669 • Hong Kong 631 • Dinamarca 607 • Grécia 553 • Noruega 548 • Portugal 507 • • Obs: Dívida pública e privada em 30 de Junho de 2009 • Fontes: Photius.com e CIA World Fact Book 2009 e 2010 • Nota: * Valores relativos a 2008
  8. 8. Divida Pública/PIB em Portugal
  9. 9. Evolução de Dívida no seculo XXI
  10. 10. MoU Portugal-Troika• 1. Política Orçamental• Objectivos:• Reduzir o défice das Administrações Públicas para menos de 10.068 milhões de euros (equivalente a 5,9% do PIB baseado nas projecções actuais) em 2011, para 7.645 milhões de euros (4,5% do PIB) em 2012 e para 5.224 milhões de euros (3,0% do PIB) em 2013, através de medidas estruturais de elevada qualidade e minimizando o impacto da consolidação orçamental nos grupos vulneráveis; trazer o rácio dívida pública/PIB para uma trajectória descendente a partir de 2013; manter a consolidação orçamental a médio prazo até se obter uma posição de equilíbrio orçamental, nomeadamente através da contenção do crescimento da despesa; apoiar a competitividade através de um ajustamento da estrutura de impostos que seja neutral do ponto de vista orçamental.
  11. 11. FIM

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