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Metodologia das Ciencias Sociais e das Ciencias de Administracao, Prof. Doutor Rui Teixeira Santos (2013)
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Metodologia das Ciencias Sociais e das Ciencias de Administracao, Prof. Doutor Rui Teixeira Santos (2013)

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Metodologia das Ciencias Sociais …

Metodologia das Ciencias Sociais
CAP 1 - Apresentação e introdução à metodologia

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  • Algunsestudosempenharam-se emdescrever as precáriascondiçõesdo mundo da vida dos trabalhadoresurbanos e rurais, na era daindustrialização, recorrendo a registros e documentação das adversascondições de vida dos operários, e produzindomonografiassobreosoperárioseuropeusfranceses (Le Play, 1806-1982), as condições dostrabalhadoresingleses (Engels, 1845/1986), levantamentosestatísticos edescritivos dos pobreslondrinos (Booth, cf. Webb, 1926) e osestudosilustrativos da pobreza (Mayhew, 1851-1862). Na apresentação de suasbuscas, apropriavam-se das novasquestõesteóricas e metodológicasmostradaspelomundodramático da vidadessespersonagens. As descriçõesdas mazelas de vidasignoradasouexploradasconstituíamdenúnciascandentes das condiçõesvividas e preconizavamurgentesaçõessaneadorasdas adversidadesreveladas.Outros estudoseuropeus, inspirados no evolucionismo de Darwin eSpencer, procuraramoselos bio-naturais e espaço-temporais do mundo davida, desejandoidentificar as fasesevolutivasquetrazem o passadoaomomentopresente. A busca das raízesarcaicas da vidahumana, ante acarência de documentosformais, pôdeserencontradanasevidênciasremanescentes, aindasubsistentesemformas de vidaprimitivas. Comte(1984), nasuaproposiçãopositivista, nametade do século, inspira a adoçãode um método "comparativo" para o estudo da diversidade de sociedades eculturas, quedemonstre a cadeiaevolutivadiacrônica dos sereshumanosqueA pesquisaqualitativaemciênciashumanas e sociais: evolução e desafios 225progridem de estágiosprimitivosaté o mundocivilizado e explique o estágiosincrônicodesigual da vidaintelectual e moral dos povos. O métodopropõeestabelecerumaclassificaçãodiacrônica de trêsestágios: civilizados,bárbaros e primitivos, descrevendooselementos e as características de cadaestágio, elencandooselementosconstitutivos e definindo as categorias detransiçãoprogressiva do mundoprimitivopara o mundodesenvolvido. Muitosestudos, inspiradospelafilosofiapositiva, tenderam a realizarlevantamentosclassificatórios de informaçõesquecomprovariamosestágioshipotéticoscomteanosou, aomenos, permitiriamfazerclassificações de grupossociais
  • Novasdisciplinascientíficasafirmam-se, respaldadasnaexplicitação de suasfundamentações. A história,a antropologia, a sociologia, a educaçãoconsolidam-se comonovoscamposde investigaçãocientífica. A pesquisacomeça a se profissionalizar: torna-seproduto exemplar de um pesquisadoracadêmicorenomadoquefoiviveremlugardistante e original paraestudar um grupoprimitivo, diferente de suacultura, partilhando do lugar, das experiênciasvividas, de suaspráticas, ritose celebraçõesparadescobrir o sentidoqueelesdão a tudoisso. A descriçãodestespovosganha um forma particular com a formulação de um modelo dedescrição do mundo da vida de povosprimitivos, a etnografia, com Malinowski(1976), em 1922, um antropólogobritânico de origempolonesaquedescreveuo modocomotrabalhouem campo e colheuos dados emsuaprolongadapermanência com povos da Nova Guiné e das ilhasTrobiand, naMelanésia.Forçadopelaguerra a permanecernaAustrália tempo maiorque o previsto,conviveu de mododireto e durável com osinvestigados, participando da vida226 Antonio Chizzottinativa e procurandocompreender o significadoqueosnativosatribuíamaosritos, normas e fatoscotidianos e darumaconotaçãocientíficaaoseurelato,segundo as exigênciaspositivísticas da pesquisa. A etnografia, porém, aindaquetendo Malinowski comoreferência, tem umatradiçãomaisremota: podeserencontradanosrelatórioscoloniais e nasdescrições de outros povos,relatadaspelos conquistadores de suasnovaspossessõesou de indígenas(Vidich e Lyman, 2000).A etnografia, nesteperíodo, e o trabalho de Malinowskié, nisso,exemplar, busca fundamentar a descriçãocientíficadasobservaçõessobre avida do "outro", procurando enquadrarseu relato nos critérioscientíficoscanônicos de validade, confiabilidade e objetividade. O pesquisadordescreveo caos dosfatosobservados, estabeleceosfundamentos da análise, oscritérios de comprovação para extrairinterpretaçõesgeneralizantesfidedignas.No começo do século, umgrupo de pesquisadoresreunidosem tornodo Departamento de Sociologia de Chicago, criadoem 1892, por Thomas quedesenvolvecomZnanieckiumlongoestudosobreascondiçõesdoscamponesespolonesesna Europa e naAmérica (Thomas e Znaniecki,1927),busca fundamentaruma metodologia para estudar o "outro" baseada noconvíviocomosfatos e aspessoas, e nos relatosqueelasfazem de suasexperiênciasvividas, utilizando a linguagemordinária da vidacotidiana. Onúcleosociológicocentral da escola -- o homem e seumeio ambiente --ganhouforçacom o ingresso no Departamento, em 1916, de Robert EzraPark, que fora jornalista, e animouosalunos a iremobservar, nasruas dacidade, ascondições de adaptaçãodoshabitantesaoseu habitat. Os estudossobre a cidadeelegeram micro gruposurbanoscaracterísticos, emequilíbrioprecáriocom o meio, produzindotrabalhosetnográficossobre o gueto, agang, o taxista, o vagabundo, o ladrão, enfim, grupos à margemquepoderiamser reintegrados à vida urbana.A escola de Chicago criouummétodo interpretativo realista a partir dasnarrativasorais de história de vidacotidiana de pessoascomuns, adotandoum realismo literárioqueutilizava a linguagem, aspercepções, ossentimentos e ospontos de vista dospesquisados; o pesquisador assumeumaposiçãoempáticacom o ambiente, aspessoas e osproblemasqueaborda, confiante de que a descriçãodosproblemasidentificadosé, também,o meio tanto de revelação quanto de soluçãodessesproblemassociais.A pesquisa qualitativa emciênciashumanas e sociais: evolução e desafios 227A pesquisa de extraçãoetnográficaé, no período, produto de uminvestigadorreconhecidoque se submeteu a umtirocínio de campo, indo deencontro a uma cultura nativa distante e intacta para experimentar a realidadein loco e, comseusregistros e anotações, retorna à academia para redigirumrelato objetivo da realidadeobservada, discriminando osfatosparticularesregistradosqueautorizamgeneralizaçõesválidas e fidedignas da "outracultura", cristalizadaempráticasprimitivas, tidacomoetapa pregressa da vidacivilizada. O cientistasolitárioapreende e explica, emseu texto, aopúblicoacadêmico a vida do "outro", ostenta osobjetosdocumentáriosquecoligiu,interpreta o estágioepocal da cultura estudada e, emgeral, avalia acristalização dessa cultura, no tempo.Essesestudos e a morfologia daspesquisastornam-se exemplares,meticulosamentereproduzidos por iniciantesempesquisa, adotando-se seuspressupostos, procedimentos, suastécnicas e instrumentos para comprovar avalidade da pesquisa. Os autoresparadigmáticosouaspesquisasexemplaresconstituíamfundamentos de validadecientífica, diante dasoberaniadaspesquisasexperimentais
  • Embora a escola de Chicago tenhaperdidoprestígio, novasteoriasoriundasdessaescola, como o interacionismosimbólico (Blumer, 1969), dãosuporteàetnometodologia (Garfinkel, 1967), àsteorias da construção darealidade social (Berger e Luckmann, 1967) e àdramaturgia (Goffman, 1959).Novasconcepções e práticasderivadas da fenomenologia, da hermenêutica,do marxismo e das teoriascríticasneomarxistastrazemnovosproblemas deestudosobreculturasdiferentes, grupos e subgrupos e introduzemnovosaportesteóricos e metodológicossobre a significação, napesquisa, do sujeitonassuasinterações com outros e com a sociedade.O debate qualitativo versus quantitativorevigora, de um lado, acontestação do modeloúnico de pesquisa, a críticaàhegemonia dospressupostosexperimentais, aoabsolutismo da mensuração e àcristalizaçãodas pesquisassociaisem um modelodeterminista, causal e hipotéticodedutivo:  adensam-se  as  críticas  aos  pressupostos  ontológicos,epistemológicos e metodológicos do modeloconvencional, reconhecendo-sea relevância do sujeito, dos valores dos significados e intenções da pesquisa,afirmando a interdependência entre a teoria e a prática, a importância dainvençãocriadora, do contexto dos dados e da inclusão da voz dos atoressociais; de outro lado, a pesquisaqualitativa, aindaatadaaopositivismo,empenha-se emdarumafundamentaçãorigorosa e formalizarosmétodoscientíficosqualitativos, recorrendo a algumexpedientequantitativo. O trabalhodo grupo de Beker (Becker, Geer, Hughes e Strauss, 1961) sobre a culturaestudantil de umaescola de medicinaé exemplar no esforço de conciliar apesquisaqualitativa com a quantificaçãopadronizada de observações,transformáveisemestatísticalegítima, aindaquenão se façaumaquantificaçãoprecisa (semi estatística).Ospesquisadoresqualitativoscontestam a neutralidadecientífica dodiscursopositivista e afirmam a vinculação da investigação com osproblemasético-políticos e sociais, declaram-se comprometidos com a prática, com aemancipaçãohumana e a transformação social, adensam-se as críticasaospostulados e exigências das pesquisasunicamentemensurativas (Cicourel,1964). Ganham vigor osmétodosclínicos de observaçãoparticipante, a coletapartilhada de dados quedêvozaossilenciados e a interpretaçãosignificantequereleve o conhecimentosupressoporumaconcepçãounitária depesquisa; emconsonância com estasopções, a entrevistasuplanta oquestionário, as entrevistasnão-diretivas, exploradaspor Rogers (1945), sãolargamente utilizadas; a observaçãoparticipanterivaliza-se com asamostragensquantitativas, a arte da interpretaçãosobrepuja a estatística.A pesquisacientífica, nesteperíodo, expande-se graçasaosrecursoscrescentes dos fundospúblicos e se torna um programapolítico dos paísesdesenvolvidos, principalmentediante da competiçãoproduzida, no período daguerrafria, após o lançamento do Sputnik, em 1957, e a disputa entre EstadosUnidos e UniãoSoviética, pelasupremaciacientíficamundial. Criam-seinstitutos e centros de pesquisas, reunindopesquisadoresemtorno deprogramas de pesquisa, áreas de conhecimentooutemasespecíficos,gerando um incrementogrande da pesquisacientífica.
  • Novostemas e problemasoriginários de classe, gênero, etnia, raça,culturastrazemnovasquestõesteóricas e metodológicasaosestudosqualitativos. Uma confluência de tendências, disciplinascientíficas, processosanalíticos, métodos e estratégiasaportamàpesquisaqualitativacriando umcampo amplo de debates, sobre o estatuto da pesquisa.O estruturalismo, o pós-estruturalismo, o pós-modernismointroduzemcríticasàautoridadeprivilegiada de teorias, certezas, paradigmas, narrativase métodos de pesquisa e àspretensões de descriçõescabais do "outro" quepretendaminscrever, em um textocientífico, todosossignificadosvividosporsujeitos e culturasconcretas. A fenomenologia, o marxismo, o positivismo, oconstrutivismobuscamnovosreferenciaisdiante das questõesabertaspelacrítica, a ética, o estatuto da verdade, o feminismo, o terceiromundo e asmultidõessilentes.As pesquisasdesvinculam-se dos referenciaispositivísticos e tendempara o estudo de questõesdelimitadas, locais, apreendendoossujeitos noambiente natural emquevivem, nassuasinteraçõesinterpessoais e sociais,230 Antonio Chizzottinasquaisurdemossignificados e constroem a realidade. Outrasdisciplinascontribuemparasuperar o confinamento das pesquisasemestudosmicroanalíticosou o isolamentonasinteraçõesinterpessoais dos atoressociais, a fim de analisarosliames entre a pesquisa e a estrutura social declasseouavaliar o efeito da pesquisanamudança social e nodesenvolvimento material e cultural da sociedade.Háumafusãotransdisciplinar das ciênciashumanas e sociais, cadaautortransigindo com diversasdisciplinas, buscandoampliar a legitimidadedos temaspesquisados com conhecimentos de diferentesdisciplinas etraduzindo-osemformascriativas e inovadoras. Ostextoscientíficossocorrem-se de diferentesgênerosliteráriosparaexporossignificadosextraídos de documentos, práticas, símbolos, comocontos, relatos de campo,experiênciapessoal, casos etc. ou, ainda, buscamanalogias do mundo socialcom teatro, drama, jogo, dança, gerandoumamixagem de estilística textualque, afirmaGeerts, faltaapenas "a teoriaquânticaapresentadaem versos ouumabiografiaemálgebra" (Geerts,1998, p. 35)
  • A pesquisaqualitativaemciênciashumanas e sociais: evolução e desafios 231et al.,1997; Fine, Weis, Wessen, e Wong, 2000), o padrão textual tendeadmitir a poliformidadedescritiva da vida e da cultura (Lemke,1995; Marcus eFisher, 1986; Rosaldo, 1989; Gergen, 1991), a legitimidade do textoescritobuscafundamento no percursoreflexivo do autorparaobterosresultados(Hertz, 1997), assumindovariadasformas (Ellis e Bochner, 1996), a validadeda investigaçãorecorreàpossibilidade de se traduzir a experiênciahumanaem um texto (Smith, 1993; Tierney e Lincoln, 1997) e patenteiam-se asvirtudes e oslimitesdiscursivossobre a realidadedescrita, em um produtocientífico (Manning e Cullum-Swan,1994). Há, enfim, umagama de questõesteórico-metodológicasabertaspelospesquisadoresqualitativosque, longe dese esgotarem, fertilizam a discussãoatual e futura da pesquisacientíficaemciênciashumanas e sociais.
  • Transcript

    • 1. COMPORTAMENTO HUMANO NAS ORGANIZAÇÕES: ATITUDE COMPORTAMENTAL, ORGANIZAÇÃO E MÉTODO PROF. DOUTOR RUI TEIXEIRA SANTOS 2013
    • 2. OBJETIVOS • Apresentar os conceitos centrais Comportamento humano nas Organizações: atitude comportamental, organização e método das empresas jurídicas • Fomentar a reflexão sobre as mudanças provocadas pela ênfase na comunicação a nível social, organizacional e individual. • Fornecer um amplo quadro de referência para análise das oportunidades e obstáculos para projetos de Gestão das organizações nas suas organizações. • Apresentar um painel abrangente do que as organizações, ilustrado com experiências reais e casos práticos de empresas do mercado. • Discutir o papel de Recursos Humanos e da Tecnologia de Informação na Gestão dos Media enquanto alavancagem competitiva. • No final da cadeira, os alunos deverão saber identificar as principais subáreas da Gestão dos Media e, mais importante, discernir o respectivo contributo para a construção e desenvolvimento de vantagens competitivas e para a criação de valor nas organizações o sociedades de advogado e de solicitadores.
    • 3. PROGRAMA • Conceitos básicos de Gestão • Modelo McKinsey dos 7S e o modelo de analise das organizações • Gestão da liderança e das organizações; teoria das características dos líderes; teoria dos estilos da liderança; teorias situacionais da liderança e tipologia dos líderes. • Gestão das organizações: gestão da complexidade e da mudança • Gestão e Planeamento estratégico; análise e formulação estratégica • Os stakeholders/partes interessadas • Empreendorismo • Marketing: conceitos e clientes chave; Marketing-Mix • Gestão de Recursos Humanos • Gestão da informação • Governança das empresas e Boas práticas
    • 4. AVALIAÇÃO • A as formas abaixo descritas (ponderadores entre parêntesis): • Frequência (70%): 21 de Janeiro de 2014 às 12h00 • Frequência e Participação nas aulas (30%)
    • 5. BIBLIOGRAFIA GERAL Principal. • Rolo, Orlando Brogueira (2008) Curso de Gestão das Organizações. Parede: Edix Secundária • Azevedo, Carlos et Al (2010) Gestão de Organizações sem fins lucrativos – o desafio da inovação social. Porto: Vida Económica • Castells, Manuel (2004) A Galáxia Internet: Reflexões sobre Internet, Negócios e Sociedade. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. • Jones, Gareth (2010) Organizacional Theory, Design and Change. 6ª ed. Person. • Ronald J. Ebert & Ricky W. Griffin (2010) Business Essentials. 8th. edition, Prentice-Hall • Santos, António Robalo (2008) Gestão Estratégica – conceitos modelos e instrumentos. Lisboa: Escolar Editora • • Sebenta de gestão: http://www.estg.ipleiria.pt/files/292413_Senbenta200_41e4fa3c17cd0.pdf
    • 6. CIÊNCIAS SOCIAIS • A ciência social só existe por hora em estado fragmentário. Perante a unidade da realidade social, existe de facto uma pluralidade de ciências sociais, cujas interconexões são fracas e largamente sobrelevadas pela sua disjunção. • Por outro lado, estas ciências são internamente conflituais, aparecendo divididas em "correntes teóricas" acentuadamente divergentes. • É necessária atitude crítica ante o trabalho e o produto dos investigadores sociais.
    • 7. TEORIA DAS CIÊNCIAS SOCIAIS • Modelos de investigação • Gestão e economia como ciências sociais
    • 8. BLACK SWAN • Paradigama da imprevisibilidade • O Pensamento pós moderno
    • 9. EMPRESA DE JURISTAS, EMPREENDORISMO, INOVAÇÃO EMPRESARIAL • • • • • • • • Serviço Público Gestão num contexto de crise A sustentabilidade do modelo de negócio Inovação Investimento estrangeiro Tipologia das sociedades comerciais Inovação tecnológica A empresa de advogados e de solicitadores
    • 10. METODOLOGIA • Evolução da pesquisa qualitativa • A evolução histórica da pesquisa qualitativa, com todas as questões e tensões ainda sobre-restantes e inovações crescentes, tem sido sintetizada por diversos autores (Bodgan e Biklen, 1994; Erikson, 1986; Kirk e Miller, 1986; LeCompte, Millroy e Preissle, 1992; Denzin e Lincoln, 2000; Vidich e Lyman, 2000), que resumiram as transformações e progressos da investigação qualitativa no século XX, demarcando os momentos mais significativos de seu desenvolvimento
    • 11. 5 FASES DE EVOLUÇÃO Um breve retrospectiva, que sintetize as transformações e as contribuições novas que ampliaram o campo e o significado da pesquisa qualitativa, pode ser delimitado em cinco marcos, ainda que seus limites tenham muito de arbitrário e não possam estar confinados em datas precisas:
    • 12. NEO KANTISMO • Um primeiro marco remonta às raízes mais remotas da pesquisa qualitativa e está associado ao romantismo e ao idealismo, e às querelas metodológicas do final do século XIX, reivindicando uma metodologia autónoma ou compreensiva para as ciências do mundo da vida procurando, a partir do neokantismo, estabelecer as fases evolutivas pregressas da sociedade europeia ocidental, contraposta a outros povos colonizados ou a culturas primitivas • Uns estudos estão orientados ao realismo histórico e outros estão orientados ao estudo dos povos primitivos
    • 13. HISTORICISMO O segundo marco ocupa a primeira metade do século XX quando, impulsionada pelos estudos sócio-culturais, a antropologia constitui-se em disciplina distinta da história e procura estabelecer meios de estudar como vivem grupos humanos, partilhando de suas vidas, no local onde vivem e como dão sentido às suas práticas e coesão ao seu grupo. O historicismo alemão, trazendo, de um lado, os debates em torno da fundamentação das ciências do espírito', ou seja, o domínio do mundo da vida enquanto objetivações cujo significado exige um esforço compreensivo e, de outro, o desenvolvimento de uma metodologia das ciências histórico-sociais abriam novas perspectivas analíticas para a investigação dos fatos humanos e sociais. O nacionalismo favorecia a recuperação do local sobre o universal, dos costumes, práticas populares e do folklore como vestígios de tempos vividos, como objetos de relevância científica.
    • 14. POS POSITIVISMO Um terceiro marco, demarcado entre o após II Guerra até os anos 70, é a fase áurea da pesquisa qualitativa que se consolida como um modelo de pesquisa, a partir dos cânones estabelecidos nos períodos precedentes. Reelaboram-se os conceitos de objetividade, validade e fidedignidade, procurando definir a formalização e a análise rigorosas dos estudos qualitativos, ainda inspirados no discurso positivista, revestido de argumentos póspositivistas, admitindo-se o princípio de falibilidade: a ciência produz teorias mais verosímeis, isto é, de fatos verificáveis extrai-se consequências verificadas que podem, por sua vez, serem refutadas ou falseadas por novos fatos (Popper, 1975, 1984) ou, ainda, que os critérios de validade interna ou externa da pesquisa quantitativa devem socorrer-se de critérios qualitativos em projetos semi-experimentais de pesquisa (Campbell e Stanley, 1963). Como consequência, pode-se captar a realidade só parcialmente e produzir uma descrição provisória ou mais verosímil dessa realidade.
    • 15. INTER DISCIPLINARIEDADE No quarto marco, a década de 70 e 80, ampliaram-se os investimentos públicos e privados; com a expansão dos recursos e o desenvolvimento da pesquisa, das equipes de pesquisadores e centros de pesquisa universitários e institucionais surgem novas orientações e novos paradigmas, refletindo uma mudança de visão sobre a natureza da pesquisa e sua contribuição para a política e a prática (v. World Yearbook, 1980-1985), e gerando uma profusão de iniciativas, métodos e técnicas de pesquisa em todas as áreas do conhecimento, conexas com o desenvolvimento e a educação (Landsheere,1986). As induções apodíticas e as certezas positivas são postas em questão pelos pós-positivistas (Popper, 1975, 1984) e autores com uma larga experiência em pesquisas quantitativas (Campbell e Stanley, 1963; Campbell, 1974; Cromback, 1974) socorrem-se ou reconhecem as virtualidades da pesquisa qualitativa ou são postas em questão as certezas únicas de pesquisa em ciências humanas (Rosaldo,1989)
    • 16. PÓS MODERNO O quinto marco, a década de 90 em diante, está demarcado pelo desaparecimento do único sistema concorrencial ao capitalismo liberal, o comunismo soviético, abrindo caminho para a globalização planetária do capitalismo e ascensão dos programas políticos neoliberais. Se, de um lado ressurge a confiança nas teses da "sociedade do conhecimento" e o "fim das ideologias" (Bell, 1974) e no poder apaziguante do consumo capitalista, fortalecido pelas novas tecnologias; de outro, aguça-se o vigor analítico das teorias críticas, denunciando as desigualdades subjacentes a essa ilusão igualitária. A posição social do autor da pesquisa, a onipotência descritiva do texto científico, a transcrição objetiva da realidade são postas em questão: o pesquisador está marcado pela realidade social, toda observação está possuída de uma teoria, o texto não escapa a uma posição no contexto político e a objetividade está delimitada pelo comprometimento do sujeito com sua realidade circundante (multiparadigmático). Mais que contentar-se com o princípio da falibilidade de Popper (1984) a pesquisa tende a orientar-se, parafraseando Rorty (1985), para uma objetividade solidária ou definir novos padrões de validade e legitimidade • Multiparadigmas, teoria da complexidade e pluralidade cultural
    • 17. As pesquisas propendem para reconhecer uma pluralidade cultural, abandonando a autoridade única do pesquisador para reconhecer a polivocalidade dos participantes (Fine, 1994; Fine e Weis, 1998).Fine e Weis et al.,1997; Fine, Weis, Wessen, e Wong, 2000). A pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais: evolução e desafios (Fine, Weiset al.,1997; Fine, Weis, Wessen, e Wong, 2000) o padrão textual tende admitir a poliformidade descritiva da vida e da cultura (Lemke,1995; Marcus e Fisher, 1986; Rosaldo, 1989; Gergen, 1991), a legitimidade do texto escritobusca fundamento no percurso reflexivo do autor para obter os resultados(Hertz, 1997), assumindo variadas formas (Ellis e Bochner, 1996), a validade da investigação recorre à possibilidade de se traduzir a experiência humana em um texto (Smith, 1993; Tierney e Lincoln, 1997) e patenteiam-se as virtudes e os limites discursivos sobre a realidade descrita, em um produto científico (Manning e Cullum-Swan,1994). Há, enfim, uma gama de questões teórico-metodológicas abertas pelos pesquisadores qualitativos que, longe de se esgotarem, fertilizam a discussão atual e futura da pesquisa científica em ciências humanas e sociais.
    • 18. As pesquisas absorvem as temáticas do pós-modernismo para objetar à racionalidade tecno-instrumental, que comanda a pesquisa convencional, a fim de relevar a originalidade criadora da investigação ou recorrem às sensibilidades, que o pós-modernismo invoca, para analisar as possibilidades estéticas dos estilos discursivos ou textuais da pesquisa ou, enfim, recorrem ao pósmodernismo, como crítica política às relações de poder e dominação,que subjazem às relações de classe, gênero, raça, etnicidade, colonialismo e culturas, para desmistificar a neutralidade e apresentar os múltiplos focos de coerção e poder que uma investigação acurada descobre (Clough, 1994; Apple,1996; Behar e Gordon, 1995; Carspecken, 1999; Nicholson e Seidman,1995)
    • 19. CONCLUSÃO • Há vários métodos • Não nos podemos alhear do sujeito, nem do outro que é investigado • O reconhecimento da modéstia dos nossos conhecimentos
    • 20. BIBLIOGRAFIA DO CAPÍTULO • Silva, Augusto Santos, José Madureira Pinto (1999), Metodologia das Ciências Sociais, Edições Afrontamento ISBN: 9789723605037 • Nunes, Adérito Sedas,( 2001) Questões Preliminares sobre as Ciências Sociais, Editorial Presença ISBN: 9789722313506, Coleção: Universidade Hoje • Coutinho, Clara Pereira (2013)Metodologia de Investigação em Ciências Sociais e Humanas: Teoria e Prática Editora: Almedina, Coleção: Fora de Coleção, 2.ª Edição , ISBN 9789724051376
    • 21. OUTRAS REFERÊNCIAS APPLE, M. (1996). Cultural politics and education. New York: Teachers College Press. BEHAR, R. & GORDON, D. A. (1995). Women writing culture. Berkeley: University of California Press. BECKER, H. S.; GEER, B.; HUGHES, E. C. & STRAUSS, L. (1961). Boys in White: students culture in medical school. Chicago: Chicago University Press. BELL, D. (1974). The coming of post-industrial society. London. BERGER, P. & LUCKMANN, T. (1983). A construção social da realidade. Petrópolis: Vozes. BLUMER, H. (1969). Symbolic interactionism. Englewood Cliffs, NJ: Prentice Hall. BODGAN, R. & BIKLEN, S. K. (1994). Investigação qualitativa em educação. Uma introdução à teoria e aos métodos. Porto: Porto Editora. CAMPBELL, D. T. & STANLEY, J. C. (1963). Experimental and quasi-experimental designs for research. In G. Gage, Handbook for research on teaching. Chicago: Rand McNally, pp. 171-246. CAMPBELL, D. T. (1974). Qualitative knowing in action research. Communication to Assembly of American Psychological Association. Los Angeles. CARSPECKEN, P. F. (1996). Critical ethnography in educational research. A theoretical and practical guide. New York: Routledge

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