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  • 1. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso-Campus Juina
    DOENÇAS DO FEIJOEIRO E SEU CONTROLE
    DOENÇAS DA SOJA E SEU CONTROLE
    Alunos: Andre Luiz Mezz, Eduardo, Fernando Rosa, Jacqueline, Carolina Picoloto, Vinicius M. H., RoselaineMezz.
    Curso: Técnico em Agropecuária 2º Ano - A
  • 2. Doenças
    FEIJOEIRO
    DOENÇAS FÚNGICAS
    Antracnose – Colletotrichumlindemuthianum
    Ferrugem – Uromycesphaseoli
    Mancha angular – Isariopsisgriseola
    Oídio – Erysiphepolygoni
    Mancha de levedura – Nematosporacorylli
    Podridão radicular de Rhizoctonia – Rhizoctoniasolani
    Mofo branco – Sclerotiniasclerotiorum
    Murcha de Sclerotium – Sclerotiumrolfsii
    Podridão radicular seca – Fusariumsolani
    Murcha de Fusarium – Fusariumoxysporum
    Podridão cinzenta do caule – Macrophominaphaseolina
    DOENÇAS BACTERIANAS
    Crestamento bacteriano comum – Xanthomonascampestri
    Crestamento bacteriano de halo – Pseudomonassyringae
    DOENÇAS CAUSADAS POR VIRUS
    Mosaico comum (VMCF)
    Mosaico dourado (VMDF)
    Mosaico amarelo (VMAF)
    NEMATOIDES
    SOJA
    DOENÇAS FÚNGICAS
    Mancha “olho-de-rã” (Cercosporasojina)
    Doenças de final de ciclo: mancha parda (Septoriaglycines)
    Cancro da haste (Diaporthephaseolorum f. sp. meridionalis/Phomopsisphaseoli f. sp. meridionalis)
    Antracnose (Colletotrichumdematiumvar.truncata)
    Seca da haste e da vagem ou Phomopsis da semente (Phomopsissojae e outras espécies)
    Mancha alvo e podridão da raiz (Corynesporacassiicola)
    Podridão branca da haste ou podridão de Sclerotinia (Sclerotiniasclerotiorum)
    Podridão parda da haste (Phialophoragregata)
    Podridão radicular vermelha ou síndrome da morte súbita-SDS (Fusariumsolani)
    DOENÇAS CAUSADAS POR NEMATÓIDES
    Nematóides de galhas (Meloidogyneincognita, M. javanica e M. arenaria)
    Nematóide de cisto (Heteroderaglycines)
  • 3. Feijão
    Phaseolusvulgaris L.
  • 4. FEIJOEIRO-DOENÇAS FÚNGICAS
    • Antracnose – Colletotrichumlindemuthianum
    • 5. É uma doença considerada de maior importância na cultura do feijoeiro
    • 6. Ocorre com maior severidade no sul do país
    • 7. As folhas afetadas apresentam lesões que ocorrem inicialmente na face inferior da folha, caracterizando- se por um enegrecimento das nervuras que se estende aos tecidos adjacentes.
    • 8. Nas hastes, vagens e sementes, as lesões são geralmente de coloração escura, arredondadas ou ovaladas, e deprimidas em relação à superfície do órgão.
    • 9. A semente infectada pode apresentar lesões levemente deprimidas, de cor marrom, bordos escuros, facilmente observadas nas sementes de tegumento claro.
    • 10. O patógeno pode sobreviver em restos de culturas, sendo a semente infectada a principal fonte de disseminação da doença.
    • 11. Controle:uso de sementes sadias, cultivares resistentes, pulverizações com fungicidas recomendados à cultura (Chlo-rothalonil, Benomyl, Tiofanato metílico, Mancozeb) e tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan).
  • Antracnose
  • 12.
    • Ferrugem – Uromycesphaseoli
    • 13. Esta doença ocorre em todas as regiões produtoras de feijão e se manifesta principalmente nas folhas do feijoeiro, sendo as hastes e as vagens pouco atingidas.
    • 14. Ocorre com intensidade variável, provocando desfolha prematura nas lavouras severamente atacadas.
    • 15. Em condições favoráveis, temperatura entre 20-27º C e alta umidade, intercalada por períodos de baixa precipitação e grande quantidade de orvalho, pode causar prejuízos de até 46%.
    • 16. Os sintomas característicos da doença se manifestam nas folhas como pequenos pontos cloróticos, evoluindo para pústulas salientes de cor esbranquiçada ou amarelada, que aparecem preferencial-mente na face inferior das folhas.
    • 17. Em poucos dias, surgem pequenas pústulas de cor ferrugem em ambas as superfícies das folhas, quase sempre rodeadas por um halo amarelo. Folhas severamente atacadas tornam-se amarelas, secam e caem.
    • 18. Controle:uso de cultivares resistentes, épocas adequadas de plantio e tratamento químico (Mancozeb, Oxycarboxin).
    FEIJOEIRO-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 19. Ferrugem
  • 20. Mancha angular – Isariopsisgriseola
    Este doença ocorre com maior intensidade na safra da seca.
    É favorecida por temperatura entre 18-25º C associada com períodos de alta umidade.
    Ocorre com maior freqüência durante o estádio de formação e maturação de vagens.
    Os sintomas desta doença podem ser observados no caule, folhas e vagens.
    Nas folhas verdadeiras, as lesões são angulares, delimitadas pelas nervuras de coloração pardo-acinzentada, visível na face inferior da folha.
    Nas hastes, as lesões podem ser alongadas e de cor castanho-escuro, sendo que nas vagens as lesões são quase circulares, de coloração castanho-avermelhado, com os bordos escuros.
    As vagens atacadas podem produzir sementes mal desenvolvidas ou totalmente enrugadas. A doença é transmitida pela semente.
    Controle:Rotação de culturas, época adequada de plantio, uso de sementes sadias e tratamento químico (Mancozeb, Maneb).
    FEIJOEIRO-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 21. Mancha angular
  • 22. Oídio – Erysiphepolygoni
    Ocorre com maior intensidade em condições de seca e de temperaturas moderadas, podendo causar sérios danos à cultura se ocorrer antes da formação de vagens.
    Os sintomas se manifestam nas folhas, hastes e vagens.
    Os primeiros sintomas são manchas verde-escuras na parte superior das folhas que logo tornam-se pulverulentas e brancas, podendo tomar toda a superfície foliar.
    As vagens afetadas também apresentam crescimento pulverulento e, dependendo da intensidade do ataque, pode causar deformações e queda de vagens.
    Controle:uso de cultivares resistentes, época adequada de plantio e tratamento químico (Chlorothalonil, Tiofanato metílico + Chlorothalonil).
    FEIJOEIRO-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 23. Oídio
  • 24. Mancha de levedura – Nematosporacorylli
    Esta doença provoca deformações na semente, depreciando comercialmente os grãos de feijão.
    A mancha de levedura é observada somente nas sementes e se caracteriza por manchas lisas, salientes, de coloração rosada.
    Geralmente é no centro da lesão, que tem contorno irregular e tamanho variável, onde se nota o sinal da picada do inseto vetor.
    O vetor do fungo é uma espécie de inseto sugador que se alimenta das vagens.
    Controle:aplicação de inseticidas fosforados no final do florescimento até o período de formação de vagens, quando é maior a incidência do inseto vetor.
    FEIJOEIRO-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 25. Mancha de levedura
  • 26. FEIJOEIRO-DOENÇAS FÚNGICAS
    Podridão radicular de Rhizoctonia – Rhizoctoniasolani
    Esta doença ocorre em todas as regiões produtoras e é favorecida por temperaturas entre 15 e 21º C e alta umidade do solo.
    Sua importância tem aumentado com a expansão da terceira época de plantio do feijão.
    Esta doença pode atacar as sementes, as quais apodrecem no solo antes ou durante a germinação.
    Quando a infecção ocorre no estádio de plântula, o fungo produz lesões necróticas, ocasionando um estrangulamento na base do caule que resulta em tombamento.
    O estrangulamento do caule e da raiz principal dificulta a translocação da seiva e reduz a absorção de água, tornandoa planta mais suscetível a períodos de estiagem.
    À medida que os tecidos da planta envelhecem, aumenta a resistência, desenvolvendo se, nas raízes e na base do caule, cancros alongados no sentido longitudinal, de cor pardo-avermelhada e com bordos bem definidos.
    Pode infectar as vagens em contato com o solo, produzindo lesões deprimidas, de cor parda, bem delimitadas.
    A semente afetada se descolore e transporta o patógeno para novas áreas.
    Controle:uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan) e plantio em condições ideais para rápida germinação das sementes.
  • 27. Podridão radicular de Rhizoctonia
  • 28. Mofo branco – Sclerotiniasclerotiorum
    Ocorre principalmente em regiões de clima frio e úmido.
    Possui ampla faixa de hospedeiros e pode sobreviver por vários anos no solo, sendo favorecido por alta umidade relativa, baixa temperatura e pouca aeração.
    Os sintomas se manifestam nas hastes, folhas e vagens, principalmente próximas do solo, iniciandose como manchas aquosas que, sob condições favoráveis, crescem rapidamente, provocando uma podridão mole, e cobrem-se posteriormente por uma densa massa de micélio branco, de aspecto cotonoso, na qual se formam os corpos duros e pretos, que são os esclerócios.
    Controle:rotação de culturas, uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan) e pulverização com fungicidas (Tiofanato metílico + Chlorothalonil).
    FEIJOEIRO-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 29. Mofo branco
  • 30. Murcha de Sclerotium – Sclerotiumrolfsii
    Ataca grande número de espécies vegetais, sendo comum a sua presença em solos cultivados.
    Condições de alta temperatura e umidade favorecem o desenvolvimento da doença.
    Os sintomas iniciais aparecem no colo, ao nível do solo, como manchas escuras, encharcadas, estendendo-se pela raiz principal e produzindo uma podridão freqüentemente recoberta por um micélio branco.
    Na parte aérea, as plantas apresentam amarelecimento e desfolha dos ramos superiores e uma murcha repentina que conduz à seca total.
    Controle:uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan), rotação de culturas e maior espaçamento.
    FEIJOEIRO-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 31. Murcha de Sclerotium
  • 32. Podridão radicular seca – Fusariumsolani
    As condições favoráveis para esta doença são a alta compactação do solo e a alta umidade do solo, que diminuem a taxa de difusão de oxigênio, e a alta temperatura (22 a 32º C).
    A podridão ocasionada pelo fungo é caracterizada pela presença de lesões avermelhadas na raiz e na parte inferior do caule, de tamanho e margens indefinidos, tornando-se mais tarde pardo-escuras. Como conseqüência do progresso da infecção na raiz principal, as raízes laterais morrem e, em condições favoráveis,ocorre morte parcial outotal dos ramos.
    Além de ser transmitido pela semente, o patógeno pode sobreviver em restos de cultura.
    Controle:uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan) e rotação de culturas.:
    FEIJOEIRO-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 33. Podridão radicular seca
  • 34. Murcha de Fusarium – Fusariumoxysporum
    Esta doença se manifesta por perda de turgescência, amarelecimento, seca e queda progressiva das folhas de baixo para cima, podendo afetar toda a planta ou somente parte dela.
    Cortando-se a haste das plantas afetadas observa-se uma descoloração interna do caule (escurecimento dos vasos).
    Sob condições de alta umidade as plantas severamente atacadas apresentam intensa esporulação do fungo nas hastes e ramos.
    O fungo é transmitido pela semente e sobrevive no solo por vários anos.
    Controle:uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan) e rotação de culturas.
    FEIJOEIRO-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 35. Murcha de Fusarium
  • 36. Podridão cinzenta do caule – Macrophominaphaseolina
    Ocorre com maior severidade nas regiões secas e quentes e em solos compactados. O patógeno é transmitido pela semente e pode sobreviver no solo e em restos de cultura por períodos prolongados.
    Quando as plântulas são infectadas no início do desenvolvimento apresentam lesões escuras, deprimidas, com margens bem definidas, as quais podem rodear completamente o caule.
    Acima da lesão a plântula amarelece e murcha, e pode quebrar-se ao nível da mesma. Em plantas adultas, a doença progride mais lentamente, causando raquitismo, clorose e desfolhamento prematuro, particularmente do lado onde se localiza a lesão.
    As vagens em contato com o solo contaminado são atacadas pelo fungo, infectando as sementes que normalmente não germinam, adquirem uma coloração negra e são totalmente destruídas pelo fungo.
    Controle:uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes (Benomyl, Captan), rotação de culturas e bom preparo do solo.
    FEIJOEIRO-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 37. Podridão cinzenta do caule
  • 38. FEIJOEIRO-DOENÇAS BACTERIANA
    Crestamento bacteriano comum–Xanthomonascampestri
    A doença é causada por uma bactéria que se manifesta em toda a parte aérea da planta.
    Nas folhas, as lesões inicialmente são visíveis na face inferior, onde são pequenas e encharcadas e, à medida que se desenvolvem, os tecidos tornam-se secos e quebradiços, circundados por um halo amarelo, facilmente observados na face superior das folhas.
    As lesões nos caules das plantas novas são deprimidas e iniciam-se sob a forma de manchas aquosas, que aumentam gradualmente de tamanho e tomam a aparência de riscos vermelhos que se estendem ao longo do caule, cuja superfície normalmente racha, podendo o exsudato bacteriano acumular-se na lesão.
    As lesões nas vagens inicialmente são encharcadas, circulares a irregulares, apresentando ou não exsudato bacteriano de cor amarela, e posteriormente tornam-se secas e avermelhadas.
    A infecção é normalmente observada na sutura das vagens.
    As sementes infectadas podem se apresentar descoloridas, enrugadas ou simplesmente não apresentar sintomas visíveis.
    O principal modo de disseminação da bactéria de uma área para a outra é através de sementes contaminadas e, dentro de uma plantação, através de respingos de chuva, implementos agrícolas e insetos.
    Controle:uso de variedades resistentes, sementes sadias, rotação de culturas e eliminação de restos culturais.
  • 39. Crestamento bacteriano comum
  • 40. Crestamento bacteriano de halo – Pseudomonassyringae
    Esta doença, causada por bactéria, também é conhecida por fogo selvagem.
    Nas folhas, os sintomas são lesões necróticas, de tamanho reduzido, formato irregular ou arredondado, muitas vezes restritas a pequenas pontuações, mas sempre circundadas por pronunciados halos de coloração verde-pálido a amarelado, de forma circular.
    A transmissão da bactéria através de sementes ainda não foi comprovada.
    Controle: uso de cultivares resistentes, rotação de culturas, eliminação de restos culturais e pulverizações foliares com oxicloreto de cobre.
    FEIJOEIRO-DOENÇAS BACTERIANA
  • 41. Crestamento bacteriano de halo
  • 42. Mosaico comum (VMCF)
    O mosaico comum do feijoeiro é uma doença amplamente disseminada em todas as regiões produtoras desta leguminosa, e as perdas na produção dependem da cultivar, da estirpe do vírus e da idade da planta no momento da infecção.
    Esta doença é transmitida pela semente e dentro da lavoura é disseminada por várias espécies de pulgões, principalmente a espécie Myzuspersicae.
    Os sintomas mais comuns são os em forma de mosaico, manifestando-se em cultivares infectadas um mosaico composto por áreas verde-claro intercaladas por áreas verdes normais e na maioria das vezes apresentando rugosidade e enrolamento das folhas. Estas folhas frequentemente são menores que as folhas sadias.
    Os folíolos das plantas infectadas podem apresentar-se com formato mais alongado que os das plantas normais.
    As plantas infectadas apresentam crescimento reduzido e às vezes atrofiamento com deformações nas vagens e botões florais.
    Controle: uso de cultivares resistentes, de sementes sadias e controle do inseto vetor através de aplicações de inseticidas fosforados.
    FEIJOEIRO-DOENÇAS por vírus
  • 43. Mosaico comum
  • 44. Mosaico dourado (VMDF)
    O vírus do mosaico dourado do feijoeiro é transmitido pela mosca branca, Bemisiatabaci, e é um problema sério em vários Estados do país.
    A responsável pelo aumento em importância do vírus do mosaico dourado do feijoeiro é a cultura da soja, excelente hospedeira par alimentação e reprodução da mosca branca.
    Os sintomas iniciam-se nas folhas mais novas com um salpicamento amarelo vivo, tomando posteriormente todo o limbo foliar ou toda a planta, delimitado pela coloração verde das nervuras, dando um aspecto de mosaico.
    Quando a infecção ocorre antes ou até o florescimento, provoca abortamento das flores e reduz o número de vagens e grãos.
    Controle: uso de cultivares resistentes, época adequada de plantio e aplicação de inseticidas para eliminação da mosca branca.
    FEIJOEIRO-DOENÇAS por vírus
  • 45. Mosaico dourado
  • 46. Mosaico amarelo (VMAF)
    O vírus do mosaico amarelo do feijoeiro é disseminado na lavoura por afídeos, não sendo transmitido por sementes, o que constitui uma das principais diferenças entre o vírus do mosaico amarelo e o vírus do mosaico dourado do feijoeiro.
    Os sintomas característicos são áreas cloróticas irregulares intercaladas com áreas verdes normais da folha.
    No caso de infecção precoce, as plantas tornam-se enfezadas, as folhas adquirem mosaico brilhante, tornando-se quebradiças, e os folíolos tornam-se enrolados.
    Pode ocorrer superbrotamento e retardamento da maturação das plantas.
    Controle: uso de cultivares resistentes e aplicações de inseticidas para o controle do inseto vetor do vírus.
    FEIJOEIRO-DOENÇAS por vírus
  • 47. Mosaico amarelo
  • 48. feijão-NEMATÓIDES
    O feijoeiro está sujeito ao ataque de nematóides e os prejuízos causados por esses microrganismos podem ser totais, dependendo da espécie, da cultivar e do estádio de desenvolvimento da planta; umidade e temperatura do solo; espécies, raça fisiológica e densidade populacional do nematóide.
    Dentre as espécies de nematóides identificadas, as mais comuns nessa cultura são: Meloidogyneincognita, M. javanica e Pratylenchusbrachyurus.
    Os sintomas mais característicos são observados nas raízes, devido às alterações anatômicas e fisiológicas das células.
    As raízes infectadas apresentam deformações chamadas galhas, muitas vezes com diâmetro superior ao das raízes sadias e, quando a infecção é severa, as galhas podem-se fundir umas às outras, de modo que todo o sistema radicular fica completamente deformado.
    As plantas infectadas por nematóides podem mostrar sintomas de definhamento, amarelecimento das folhas e murcha nas horas mais quentes do dia.
    Controle: rotação de culturas, uso de cultivares resistentes.
  • 49. NEMATÓIDES
  • 50. Soja
    Glycinemax L.
  • 51. Mancha “olho-de-rã” (Cercosporasojina)
    Já foi uma das mais sérias da cultura da soja e poderá voltar a causar grandes prejuízos se não houver diversificação genética das cultivares, principalmente no Cerrado, onde cerca de 60% é representada por uma cultivar, a “FT-Cristalina”.
    O fungo C.sojina ataca toda a parte aérea, porém, é mais visível nas folhas onde produz manchas circulares, medindo de 1 a 4 mm de diâmetro.
    Controle: cultivares resistentes e tratamento químico da semente.
    soja-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 52. Mancha “olho-de-rã”
  • 53. Doenças de final de ciclo: mancha parda (Septoriaglycines) e crestamento foliar e mancha púrpura da semente (Cercosporakikuchii)
    Tanto a mancha parda como o crestamento foliar de Cercospora/mancha púrpura da semente são de ocorrência generalizada, mas são mais perigosas nas regiões quentes e chuvosas do Cerrado.
    Seus efeitos são mais visíveis na fase de maturação e reduzem o rendimento por causarem desfolha prematura.
    Sob condições favoráveis, a redução da produtividade pode atingir a mais de 30%.
    Controle: Rotação/sucessão de culturas, incorporação dos restos culturais, tratamento de semente e adubação equilibrada, com ênfase no potássio. O controle pode também ser obtido com uma ou duas aplicações preventivas de fungicidas, iniciando no estádio R5.5 (75% de vagem formada). A segunda deve ser feita 10-12 dias após a primeira (estádio R6). Os fungicidas e dosagens (i.a./ha) são: a) benomil (50PM) (500 g); b) benomil (50PM) +mancozeb (80PM) (250g + 1.600 g); c) carbendazim (75PM) (250g); d) fentin hidróxido de estanho (40F) (200 g); e) tiabendazol(40F) (400 g).
    soja-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 54. Doenças de final de ciclo: mancha parda e crestamento foliar e mancha púrpura da semente
  • 55. Cancro da haste (Diaporthephaseolorum f. sp. meridionalis/Phomopsisphaseoli f. sp. meridionalis)
    O fungo é disseminado por sementes contaminadas, multiplica-se nas primeiras plantas infectadas e, posteriormente, nos restos culturais.
    A ocorrência da doença depende da suscetibilidade da cultivar e de chuvas freqüentes nos primeiros 40-50 após a emergência.
    Controle: Uso de cultivar resistente. A atual falta de semente de cultivares resistentes exige a adoção de medidas capazes de reduzir o potencial de inóculo do patógeno e de melhorar as condições nutricionais das plantas. Assim, além de cultivar resistente, é essencial complementar com tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas, incorporação dos restos culturais, semeadura tardia, população e espaçamento que evitem o estiolamento e o acamamento e adubação potássica equilibrada.
    soja-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 56. Cancro da haste
  • 57. Antracnose (Colletotrichumdematiumvar.truncata)
    A antracnose é uma das principais doenças do Cerrado.
    Pode causar perda total mas, com maior freqüência, reduz o número de vagens e induz a planta à retenção foliar e haste verde.
    O sintoma na haste é facilmente confundido com a fase inicial do cancro da haste.
    Controle: Rotação/sucessão de culturas, maior espaçamento entre as linhas e população adequada, controle de plantas daninhas, tratamento da semente e manejo adequado do solo, com ênfase na adubação potássica.
    soja-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 58. Antracnose
  • 59. Seca da haste e da vagem ou Phomopsis da semente(Phomopsissojae e outras espécies)
    É uma das doenças mais tradicionais da soja e, anualmente, junto com a antracnose, é responsável pelo descarte de grande número de lotes de sementes.
    Ocorre principalmente em anos chuvosos, causando morte prematura ou apodrecimento das vagens e sementes quando ocorre retardamento de colheita por excesso de umidade.
    Controle: Idem ao da antracnose.
    soja-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 60. Seca da haste e da vagem ou Phomopsis da semente
  • 61. Mancha alvo e podridão da raiz (Corynesporacassiicola)
    Presente em todas as regiões produtoras de soja, além de manchas foliares, o fungo causa podridão da raiz forçando a planta à maturação antecipada.
    Aparentemente há variação de patogenicidade entre a Corynesporacassiicola que causa a mancha foliar e a podridão da raiz. Essa hipótese está sendo investigada.
    Controle: A maioria das cultivares comerciais são tolerantes à mancha foliar, porém, não há informação detalhada sobre a reação à podridão da raiz. Como o fungo C. cassiicola possui umaampla gama de hospedeiros e sobrevive por muitos anos no solo, evitar a semeadura direta em monocultura, adotando-se a rotação/sucessão de culturas.
    soja-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 62. Mancha alvo e podridão da raiz
  • 63. Podridão branca da haste ou podridão de Sclerotinia (Sclerotiniasclerotiorum)
    Uma das mais antigas doenças da soja, a podridão de Sclerotinia continua causando perdas significativas na Região Sul e nas regiões altas do Cerrado.
    Além da redução do rendimento, a doença é importante por ocorrer nas principais regiões produtoras de semente.
    Controle: Tratamento químico das sementes; aumentar o espaçamento (50-60 cm) e adequar a população para evitar acamamento; rotação/sucessão de soja com espécies resistentes como o milho, aveia branca ou trigo e eliminar as plantas daninhas. Evitar a sucessão da soja em áreas cultivadas com girassol, nabo e canola.
    soja-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 64. Podridão branca da haste ou podridão de Sclerotinia
  • 65. Podridão parda da haste (Phialophoragregata)
    A podridão parda da haste foi identificada pela primeira vez em Passo Fundo-RS e municípios vizinhos, em 1989/90 (COSTAMILAN et al., 1991).
    Desde então, tem causado sérios danos em diversos municípios do Planalto Central do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
    Controle: Cultivares resistentes e rotação/sucessão com milho, sorgo, arroz, trigo, aveia preta e cevada. As cultivares mais resistentes no Rio Grande do Sul são: BR-16, Davis, EMBRAPA-1, EMBRAPA-4, EMBRAPA-19, Ivorá e OCEPAR-4=Iguaçú(COSTAMILAN & BONATO, 1993).
    soja-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 66. Podridão parda da haste
  • 67. Podridão radicular vermelha ou síndrome da morte súbita-SDS (Fusariumsolani)
    Observada pela primeira vez em São Gotardo (MG) na safra 1981/82, na cultivar UFV-1, a podridão vermelha da raiz é hoje um problema nacional.
    Ocorre nas principais regiões produtoras de semente de Goiás, Minas Gerais, sul do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além da soja, causa sérios prejuízos em feijão irrigado sob pivô central.
    Controle: A semeadura direta e a monocultura da soja parecem favorecer a doença, porém, não se dispõe de dados experimentais mais concretos para uma recomendação de manejo.Entre as cultivares testadas, IAC-1 e IAC-4 foram resistentes.
    soja-DOENÇAS FÚNGICAS
  • 68. Podridão radicular vermelha ou síndrome da morte súbita-SDS
  • 69. Nematóides de galhas (Meloidogyneincognita, M. javanica e M. arenaria)
    Os nematóides de galhas estão entre os maiores responsáveis por redução de rendimento em soja.
    A espécie mais predominante é a M. javanica.
    Controle: O controle, através de resistência genética, apresenta possibilidades limitadas. A forma mais eficiente e duradoura de conviver com os nematóides de galhas é através da rotação/sucessão de culturas com espécies resistentes (algodão, milho, sorgo, aveia, trigo, etc.) e adubação verde com espécies de Crotalaria e mucuna preta (Styzolobiumatterrimum).
    soja-DOENÇAS CAUSADAS POR NEMATÓIDES
  • 70. Nematóides de galhas
  • 71. soja-DOENÇAS CAUSADAS POR NEMATÓIDES
    Nematóide de cisto (Heteroderaglycines)
    A presença do nematóide de cisto é caracterizada por reboleiras de plantas amareladas de diferentes tamanhos.
    As plantas infestadas podem morrer aos 30-40 dias da semeadura.
    Geralmente, o sintoma mais característico é o amarelecimento das folhas com acentuado sintoma de deficiência de manganês, acompanhado de nanismo das plantas, abortamento de flores e vagens.
    O sintoma de deficiência de manganês é mais visível nos solos sob cerrado, enquanto no latossolo roxo (Palmital, SP) a deficiência de potássio se acentua.
    As características mais distintas para diagnóstico do nematóide é a presença típica dos cistos (fêmeas) de coloração branca a amarela nas raízes e castanha no solo.
    Controle: A primeira medida a ser adotada é a de evitar a dispersão do nematóide para novas áreas. As principais formas de disseminação para áreas indenes são: a) movimentação e transporte de solo infestado aderido a máquinas e implementos agrícolas, veículos e calçados; b) erosão eólica; c) erosão por água de chuva; d) sementes com partículas de solo contendo cistos; e) aves e animais silvestres; e f) transporte de soja não beneficiada, contendo torrões e resíduos contaminados, distribuídos por caminhões, ao longo das rodovias. A identificação do nematóide na fase inicial de infestação é fundamental para o controle.
  • 72. Nematóide de cisto
  • 73. Obrigado pela atenção!
    TUDO VALE A PENA, SE A ALMA NÃO É PEQUENA.
    Fernando Pessoa